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Travessias número 01 revistatravessias@gmail.

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Pesquisas em educação, cultura, linguagem e arte.

PSICANÁLISE, CIÊNCIA, PESQUISA E CLÍNICA

PSYCHANALYSIS, SCIENCE, RESEARCH AND CLINIC

Nádia Afonso de Souza Martins1


Maria Beatriz de Souza Rangel2

RESUMO: Este artigo tem como objetivo abordar a questão da Psicanálise como Ciência
e o estatuto da pesquisa na clínica psicanalítica. Para efeitos didáticos propomos apresentá-
lo em duas partes distintas que versarão sobre as seguintes questões: I Parte: Psicanálise e a
Ciência e II Parte: Pesquisa em psicanálise. Em ambas as partes do desenvolvimento desse
artigo, tanto na questão da psicanálise como ciência, quanto na pesquisa da prática clínica
psicanalítica, o método, torna-se a questão central. Afirmamos, portanto, que o método de
pesquisa em psicanálise se dá por uma via de mão dupla. E de que método estamos
falando? Do método de fazer o sujeito advir, do método da associação livre, “fale
livremente o que lhe vem à mente”, só assim poderá surgir o sujeito do inconsciente.
Portanto, a inserção do sujeito é a questão crucial que exigiu uma observância
metodológica específica para a psicanálise se constituir como ciência e poder operar na
prática clínica, na teoria e na pesquisa com eficiência científica. Estamos, portanto,
apostando na teoria e na clínica da psicanálise como ciência.

PALAVRAS-CHAVE: psicanálise, ciência, pesquisa, clínica, método.

ABSTRACT: Our objective is to approach the question of the Psychoanalysis as a Science


and the statute of the research in the psychoanalytic clinic. For didactic reasons we propose
to present it in two distinct parts that will treat the following questions: Part I:
Psychoanalysis and Science and Part II: Research in psychoanalysis. In both parts of the
development of this article, the method becomes the central question. We firmly believe,
therefore, that the method of research psychoanalysis works as in a double way road. And
of what method are we speaking of? The method of the free association of ideas in which
the subject freely says whatever comes to his mind. This is the only way to make the
unconscious of the subject to emerge. Therefore, the insertion of the subject is the crucial
question that demands a specific methodological observance for the psychoanalysis to be
considered as a science and qualifications to operate in the practical clinic, in the theory and
research with scientific efficiency. We are, therefore, firmly believing in the fact that theory
and the clinic of the psychoanalysis is a science.

1 Psicanalista, Mestranda em Psicanálise, Saúde e Sociedade na Universidade Veiga de Almeida / Rio de


Janeiro – RJ.
nadiasmartins@terra.com.br
2Psicanalista, Mestranda em Psicanálise, Saúde e Sociedade na Universidade Veiga de Almeida / Rio de

Janeiro – RJ.
mbrangel@terra.com.br

Nádia Afonso de Souza Martins, Maria Beatriz de Souza Rangel www.unioeste.br/travessias


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KEY WORDS: psychoanalysis, science, research, clinic, method.

Psicanálise e Ciência

Antes de tudo, convém ressaltar que foi Descartes quem deu o passo inaugural para
a ciência moderna, com o cogito, ergo sum “Penso, logo existo”. Essa é uma das mais célebres
expressões filosóficas que registra uma reviravolta decisiva no valor do conhecimento e do
pensamento humano. Mas, Freud subverte o cogito cartesiano dizendo:...”Sou lá onde não
penso” e dá um passo a mais, dirige-se ao sujeito do inconsciente, ao dizer que no campo
do sonho, do lapso, do ato falho, do chiste o sujeito está de volta para a sua casa no
inconsciente, ou seja, é nas formações do inconsciente, que o sujeito aparece.
A ciência moderna, portanto, só começa depois que Descartes deu o passo inicial.
Mas para a psicanálise foi Freud quem deu o passo decisivo em relação a verdade do
sujeito.
Assim, ao subverter as bases do cogito cartesiano, “Penso, logo sou”, com o “Sou a
onde não penso”, Freud afirma que o eu não é mais senhor em sua própria casa.
“Podemos conceber as relações recíprocas entre esses três campos - Ciência,
Filosofia e Psicanálise – de modo borromeano. Assim, a Ciência seria designada pelo anel
do Simbólico, a Filosofia pelo anel do Imaginário e a Psicanálise como lugar-tenente do
anel do Real”. (ELIA, 1999, p. 42).
Aplicando estas considerações à psicanálise-ciência, podemos ver que a psicanálise
deriva da ciência e vai para além dela.

CIÊNCIA FILOSOFIA

S I

R
PSICANÁLISE

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O ponto da divisão do sujeito entre verdade e saber é conhecido entre os


psicanalistas. É aquele a que Freud os convida, sob o apelo da frase em alemão Wo Es war,
soll Ich werden, e que Lacan nos Escritos traduz “para acentuá-lo aqui: lá onde isso estava
,lá, como sujeito, devo [eu] advir.” (Lacan, 1965-66, p. 878).

Wo [Es]3 War, soll [Ich] Werden


Lá onde [isso] era, deve o [eu] advir
Wo Es war, soll Ich werden
| |
ID EGO
| |
ISSO EU

Lacan afirma que onde está o isso deve advir o sujeito do desejo. A história do
sujeito começa com Descartes, Penso “logo existo”, e avança com Freud com a subversão
do cogito para a localização do sujeito.
[...] o sujeito está aí para ser reencontrado, aí onde estava, eu antecipo –
o real. [...] Lá onde estava, o Ich - o sujeito deve advir. [...] Aí está o lugar
em que se joga a questão do sujeito do inconsciente. E não é, um lugar
especial, anatômico, se não, como concebê-lo tal como nos é
apresentado? (LACAN, 1964, p. 47-48).

O inconsciente freudiano é o lugar de tropeço, desfalecimento, rachadura, no


sentido pleno do termo representa um achado. “Ora, esse achado, uma vez que ele se
apresenta, é um reachado, e mais ainda, sempre está prestes a escapar de novo, instaurando
a dimensão da perda”. (LACAN, 1964, p. 30).
Para Freud o estatuto do inconsciente é marcado pela estrutura da falta, e segundo
Lacan a verdadeira função do conceito do inconsciente, “[...] é justamente estar em relação
profunda, inicial, inaugural, com o conceito de Unbegriff ou de Begriff do Un original, isto é, o
corte”. (LACAN, 1964, p. 46).

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FREUD, Sigmund. O Ego e o Id (19230). In: Edição Standard Brasileira das Obras
Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1980, v. 19. p. 19, 37, 39, 53, 76.
______________. Conferência XXXI (1932[1936]). Edição Standard Brasileira das Obras
Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1980, v. 22. p. 92.
HANNS, Luiz. Dicionário Comentado do Alemão de Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 261.

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Em 1965, no texto A ciência e verdade, Lacan coloca o limite entre ciência e


psicanálise relacionado ao conceito de verdade, ao evocar Descartes que visava alcançar a
certeza, encontrar algo que não pudesse duvidar. O movimento pós-cartesiano levou o
discurso científico a adquirir impulso próprio, obedecendo às suas próprias regras e
desenvolvendo sua própria estrutura interna. A verdade, então foi relegada aos filósofos e
considerada matéria de pura especulação científica.

A princípio, portanto, não me decidi quanto à vocação de ciência


da psicanálise. [...], aquele inaugurado por Descartes e que se
chama cogito. [...] Este fio não nos guiou em vão, uma vez que nos
levou a formular nossa divisão experimentada do sujeito, como
divisão entre saber e a verdade, [...]. (LACAN, 1965-66, p. 870).
(negrito/autoras).

A psicanálise deriva da ciência, porém não se reduz a ela, pois a noção de sujeito é a
sua chave fundamental, ela toma para si o ônus da verdade, e assume a responsabilidade
por ela, seja qual for a sua natureza. A psicanálise reintroduz o sujeito na cena discursiva,
fato que a ciência, ao se fundar, excluiu. (ELIA, 2000, p. 20).
Lacan, chega mesmo a dizer no texto: A Ciência e Verdade, que se o objeto a como
causa fosse introduzido pela ciência, esta última sofreria ela própria uma transformação
fundamental. “O saber sobre o objeto a seria, então, a ciência da psicanálise?”. (LACAN,
1965-66, p. 877).
“Podemos concluir, portanto, que a psicanálise é a ciência castrada. E é, a rigor, a
ciência sem coração: no lugar do coração que a ciência faz bater [...] a psicanálise o insere como furo
irredutível”. (ELIA, 1999, p. 52).

CIÊNCIA PSICANÁLISE

Furo
Sujeito

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Essa representação, trazida de forma clara por Luciano Elia (1999), nos leva a
seguinte compreensão: o coração foi extirpado do corpo da ciência, portanto o sujeito fora
ejetado, foracluído do corpo da ciência, o exemplo típico desta postura são as
multinacionais lançando psicotrópicos, cada vez mais possantes e miraculosos (Prozac),
que tornam os sujeitos felizes, alegres e exuberantes em suas performances sociais,
independente de sua subjetividade. Já, a Psicanálise inscreve no centro de sua essência, no
lugar do coração, o real do sujeito. E o que pulsa, nesse corpo científico, não é um coração,
mas sim a pulsão, o desejo, a contornar o vazio do sujeito.
“O sujeito sobre o qual operamos em Psicanálise não pode ser se não o sujeito da
ciência”.(LACAN, 1965-66, p. 873 e 878). Luciano Elia (2004) extrai desta frase o seguinte:
o sujeito da psicanálise é o mesmo da ciência, porém, a ciência justamente não opera sobre
o sujeito e sim sobre a pessoa humana ou um indivíduo. Podemos dizer então, que o corpo
da ciência é um corpo biológico e o corpo da psicanálise é um corpo pulsional.

Pesquisa em psicanálise

A noção de pesquisa em psicanálise faz parte da práxis analítica devido sua intrínseca
relação com a noção-chave de inconsciente. “[...] a clínica, como forma de acesso ao sujeito do
inconsciente, é sempre o campo da pesquisa”. (ELIA, 2000, p. 23). Evoquemos Freud em
seu artigo de 1912:

Uma das reivindicações da psicanálise em seu favor é indubitavelmente, o


fato de que, em sua execução, pesquisa e tratamento coincidem; [...].
Não é bom trabalhar cientificamente num caso enquanto o
tratamento ainda está continuando — [...] A conduta correta para um
analista reside [...] em evitar especulação ou meditação sobre os
casos, enquanto eles estão em análise, e em somente submeter o material
obtido a um processo sintético de pensamento após a análise ter sido
concluída. (FREUD, 1912, p. 128). (negrito/autoras).

O sujeito da psicanálise somente pode ser incluído na investigação científica como


sujeito do inconsciente; que é aquele que emerge entre dois significantes e desta forma, somente
pode ser representado no intervalo de um significante para o outro (S1, S2). O objeto da
pesquisa psicanalítica é o inconsciente, ou melhor, dizendo, as suas manifestações: atos
falhos, sonhos, sintomas, chistes, lapsos.

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Antonio Quinet, em seu livro As 4 + 1 Condições de Análise (1991), mostra, já no


sumário, aspectos da pesquisa psicanalítica: as funções das entrevistas preliminares, o divã ético,
a questão do tempo para análise, o capital e a libido, o ato psicanalítico e o fim de análise. Desta
maneira, Quinet delineia os vários momentos da pesquisa em psicanálise: desde o começo
da análise (tratamento de ensaio segundo Freud), passando pela utilização do divã
(possibilitando o analista bancar o objeto a para o analisante), pelo capital libidinal do
sujeito, pelo corte da sessão (que interrompe a cadeia de significantes do sujeito), e
concluindo com o seu fim.
Toda pesquisa em psicanálise, portanto, é clínica, e implica o analista no lugar de
escuta do sofrimento do seu analisando (do sujeito do inconsciente, do desejo), e,
sobretudo no lugar de causa para o sujeito, que nos leva a pensar no ato analítico e no
desejo do analista. (ELIA, 2000, p. 23). Esta escuta ocorre na transferência, envolvendo
tanto o sujeito desejante quanto o psicanalista, e faz que este último suporte a transferência,
que ocupe o lugar do suposto – saber sobre o sujeito. Neste sujeito verificamos um saber,
saber que ele não sabe que tem, e que se produz na relação transferencial. (DEBIEUX,
2004). A transferência é um campo composto pela experiência psicanalítica, no qual as
fantasias4 produzidas vêm à cena. (ELIA, 2004, p. 31).
Segundo Luciano Elia, o analista-pesquisador deve dirigir sua escuta, sua intenção
de pesquisa, sempre clínica, para o que visa saber, para um saber não previamente
estabelecido. (2000, p. 24).
Evoquemos Freud em 1913:

A psicanálise constitui uma combinação notável, pois abrange não


apenas um método de pesquisas das neuroses, mas também um
método de tratamento baseado na etiologia assim descoberta. Posso
começar dizendo que a psicanálise não é fruto da especulação, mas sim o
resultado da experiência;... . (FREUD, (1913[1911]), p. 225).

A psicanálise possui uma ligação íntima com a linguagem (cadeia simbólica) e, além
disso, uma parceria importante com as pacientes histéricas de Freud. Estas fazem fracassar
a hipnose e fundam o lugar do analista, a própria psicanálise, ao fazer Freud mudar sua

4 Construção de uma linguagem para dar conta da falta. Toda investigação analítica, no fundo, se
reduz a um percurso das fantasia, o que Lacan chamou de travessia do fantasma. (apontamentos das aulas da
Prof. Maria Anita Ribeiro na disciplina Os fundamentos da Psicanálise – 2 semestre/2006 – Mestrado
Profissional em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida / Rio de Janeiro - RJ).

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técnica: da hipnose para associação livre. Anna O. (paciente de Breuer) foi uma que
solicitou que a deixasse falar em vez de ser hipnotizada e encontrou um acolhimento para
suas palavras.
Com a associação livre5, o sujeito desliza na cadeia significante fazendo surgir os
significados, e cabe ao analista escutar os significantes da história de seu paciente,
significantes que o representam. A análise deve trabalhar na lógica do significante.
Luciano Elia afirma:

A experiência psicanalítica, uma vez colocada em operação através da


instalação do dispositivo freudiano da associação livre, produz as
condições de emergência do sujeito do inconsciente,... através da
repetição e da transferência, e cria as condições de produção das
chamadas formações do inconsciente... . (ELIA, 2004, p. 16).

O analisando, ao contrário do sujeito petrificado no significante que não faz


perguntas sobre si, é segundo Lacan aquele que questiona – se, escolhe o sentido, luta pela
causa dos seus sintomas e se desindentifica dos significantes que regem a sua vida. Estamos
aqui falando do binômio: alienação e separação. É no campo do Outro que o sujeito se
forma, ou seja, é na operação de alienação que o sujeito irá se constituir. Ao vir ao mundo,
a criança é marcada por um discurso, no qual as fantasias dos pais, a cultura, são inscritas.
Cabe ao processo de análise ajudar no processo de separação, dando ao sujeito voz para
fazer emergir os desdobramentos do seu próprio desejo.
Todo tratamento é efetivado através de um discurso e, portanto, se insere em um
laço social. Podemos, assim, afirmar que somente há pesquisa em psicanálise se houver
uma relação propriamente analítica, transferencial. (NOGUEIRA, 2004, p. 7).
Segundo Nogueira, os dispositivos analíticos em Psicanálise – associação livre,
transferência, intervenção do analista – são de certa forma um laboratório. Este é diferente
do laboratório construído pela ciência moderna, onde se criam fatos científicos em outra
realidade semelhante à natural. Por exemplo, um físico investiga a queda de um corpo não
pela observação natural, e sim observando o que é construído por ele em laboratório.
(2004, p. 10). Entre um analista e um analisante, ao contrário, há uma realidade de relação,
de ligação.

5 Única regra da psicanálise que está do lado do analisante; e que marca não só o início da psicanálise
como o início de cada psicanálise.

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Considerações finais

Para terminar, podemos concluir, que em ambas as partes do desenvolvimento


desse artigo, tanto na questão da psicanálise como ciência, quanto na pesquisa da prática
clínica psicanalítica, o método, torna-se a questão central. Afirmamos, portanto, que o
método de pesquisa em psicanálise se dá por uma via de mão dupla.
E de que método estamos falando? Do método de fazer o sujeito advir, do método
da associação livre, “fale livremente o que lhe vem à mente”, só assim poderá surgir o
sujeito do inconsciente.
Portanto, a inserção do sujeito é a questão crucial que exigiu uma observância
metodológica específica para a psicanálise se constituir como ciência e poder operar na
prática clínica, na teoria e na pesquisa com eficiência científica. Estamos, portanto,
apostando na teoria e na clínica da psicanálise como ciência6.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2000.
ELIA, Luciano. O conceito de sujeito. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004.
ELIA, Luciano. Uma ciência sem coração. In: Revista Ágora: estudos em teoria
psicanalítica/UFRJ, v.2, n.1. Rio de Janeiro, 1999.
FELDSTEIN, Richard, FINK, Bruce, JAANUS, Marie (orgs.). Para ler o Seminário 11 de
Lacan: os quatro conceitos fundamentai da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Ed., 1997.
FINK, Bruce. O sujeito lacaniano; entre a linguagem e o gozo. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Ed., 1998.
FREUD, Sigmund. A Interpretação dos Sonhos. (1900-1901). In: Edição Standard
Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro:
Imago, 1996, v. 4 e 5.

6 Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa – básico. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1988.
Ciência = “3. Conjunto organizado e conhecimentos relativos a um determinado objeto, especialmente os
obtidos mediante a observação, a experiência dos fatos e um método próprio.” (p. 150).

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FREUD, Sigmund. Conferência XXXI: A dissecção da personalidade psíquica


(1933[1932]). In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de
Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. 22.
FREUD, Sigmund. Recomendações aos médicos que exercem a psicanálise (1912). In:
Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud.
Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. 12.
FREUD, Sigmund. Sobre a psicanálise (1913[1911]). In: Edição Standard Brasileira das
Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. 12.
FREUD, Sigmund. O Ego e o Id (1923). In: Edição Standard Brasileira das Obras
Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996, v. 19.
LACAN, Jacques. A ciência e a verdade (1965-66). In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge
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LACAN, Jacques. Seminário, livro 11: Os quatro conceitos fundamentais da
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MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia. 4˚ Edição. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Ed., 1997.
MILNER, Jean-Claude. As Obras Claras – Lacan, a ciência, a filosofia. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Ed., 1996.
NOGUEIRA, Luis Carlos. A pesquisa em psicanálise. São Paulo: Instituto de Psicologia
USP, v. 15, 2004.
QUINET, Antonio. As 4 + 1 Condições da Análise. 8. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Ed., 2000.
QUINET, Antonio. Psicose e laço social. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006.

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CARTA DE ACEITE

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A Revista Travessias – Pesquisas em Educação, Cultura, Linguagem e Arte,


informa que o trabalho: PSICANÁLISE, CIÊNCIA, PESQUISA E
CLÍNICA. Enviado por Nádia Afonso de Souza Martins e Maria Beatriz
de Souza Rangel foi aceito para publicação na edição número 01 de
dezembro de 2007.

Dr. Acir Dias da Silva Dra. Beatriz Helena Dal Molim

Editores

Cascavel, dezembro de 2007.

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