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1.

1 - Sobre a Educação Integral e o Programa Ensino Integral (PEI)

Abertura do Módulo
Olá cursista! Seja bem-vindo ao Módulo 1!

Neste módulo, você vai conhecer ou relembrar os propósitos, os princípios e as premissas


fundamentais trazidos pelo Programa Ensino Integral, navegar pelo conceito de Educação
Integral e perceber que o Programa Ensino Integral traz elementos que podem ser
trabalhados, na prática, por toda a rede estadual paulista.

O módulo foi organizado para tratar dos seguintes assuntos:

 A formação integral;
 O que é o Programa Ensino Integral (PEI)?;
 A expansão do PEI;

 Ideal formativo e eixos formativos;


 Princípios do modelo pedagógico;
 Premissas do modelo de gestão.

Vamos iniciar?

1.1 - Sobre a Educação Integral e o Programa Ensino Integral (PEI)

Formação Integral
Antes de conhecer ou relembrar o que é o PEI, convidamos você a refletir:

Qual o conceito de Educação integral e como se articula no Currículo Paulista? A


educação integral diz respeito a um jeito de fazer ou sobre o tempo disponível? Qual a
diferença entre educação integral, tempo integral e ensino integral?

Clique nos cards a seguir e compreenda melhor essas questões.

Educação Integral

 Currículo integral com abordagem transversal das competências cognitivas e


socioemocionais.
 Todos os espaços são de aprendizagem.
 Foco na aprendizagem e nas práticas democráticas para ampliar o protagonismo
do estudante.

Tempo Integral

 Aprofundamento dos elementos da Educação Integral.


 Maior tempo de permanência dos estudantes na escola.
 Aprofundamento dos componentes curriculares.

Modelo de Ensino Integral

 Aprofundamento dos elementos da Educação Integral e do tempo integral.


 Maior tempo de permanência dos professores na escola.

Para consolidar uma educação qualitativa e equitativa, como está previsto no Relatório
para a UNESCO, da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, a
educação brasileira encontrou sustentação para inovar nos compromissos assumidos na:

 Constituição de 1988;
 Conferência Mundial sobre Educação para Todos, em Jomtien, Tailândia, de 5
a 9 de março de 1990, convocada pela Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura, da Unesco;
 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996.

Pensando nesses compromissos, a Seduc-SP desenvolveu o Programa Ensino Integral.

Veja aqui a linha do tempo com os marcos legais vigentes que apoiam a Educação

Integral:

Pensando nesses compromissos, a Seduc-SP desenvolveu o Programa


Ensino Integral.

Veja aqui a linha do tempo com os marcos legais vigentes que apoiam a
Educação Integral:

1988 – Constituição da República Federativa do Brasil

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República


Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II - garantir o desenvolvimento nacional;

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades


sociais e regionais;

IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo,


cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do


Brasil de 1988. Brasília. DF: Presidência da República, 2016.

1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional

Lei Federal Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996

Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos


princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por
finalidade o pleno desenvolvimento do estudante, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Ou Lei de Diretrizes e
Bases (LDB).

2013 – Decreto Nº 59.354

Decreto Nº 59.354, de 15 de julho de 2013

Dispõe sobre o Programa Ensino Integral (PEI) de que trata a Lei


Complementar Nº 1.164, de 4 de janeiro de 2012, alterada pela Lei
Complementar Nº 1.191, de 28 de dezembro de 2012.

2014 – Plano Nacional de Educação

Lei No 13.005, de 25 de junho de 2014

PNE – META 6 – Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo,


50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender,
pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos(as) estudantes(as) da
educação básica.

BRASIL Lei Nº 13.005, de 25 de junho de 2014.

2016 – Plano Estadual de Educação de São Paulo

Lei Nº 16.279, de 08 de julho de 2016

PEE – Meta 6 – Garantir educação integral em todos os níveis e


modalidades de ensino e assegurar educação em tempo integral em, no
mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender a, pelo menos,
25% dos estudantes na educação básica.

Lei Nº 16.279, de 08 de julho de 2016

Aprova o Plano Estadual de Educação de São Paulo e dá outras


providências.

2017 – Base Nacional Comum Curricular

Compromisso com a Educação Integral

A BNCC foi instituída pela Resolução Nº 2/2017, pelo Conselho Nacional


de Educação, em 20/12/2017. Esta Resolução institui e orienta a
implantação da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada
obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades, no
âmbito da Educação Básica, no País inteiro.

BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CP Nº 2, de 22 de


dezembro de 2017.
2019 – Currículo Paulista

Formação Integral: dimensões intelectual, física, socioemocional


e cultural

O compromisso com a Educação Integral:

O Currículo Paulista foi elaborado, em 2019, por educadores das redes


municipal, estadual e privada. O documento foi desenvolvido a partir das
10 competências gerais da BNCC e contém orientações curriculares para
as redes de ensino do Estado de São Paulo. O Currículo Paulista
estabelece um compromisso com a Educação Integral dos estudantes
em todas as dimensões – intelectual, física, socioemocional e cultural –
para que sejam atuantes na sociedade.

SÃO PAULO (Estado). Currículo Paulista. São Paulo: SEE, 2019. p. 28.

Agora que já tratamos do conceito de Educação Integral, vamos explorar


algumas experiências práticas. Para isso, vamos discutir um pouco sobre
o Programa Ensino Integral. Ele ajuda a compreender como
as múltiplas dimensões do estudante podem ser trabalhadas na escola
de forma intencional.

Vale ressaltar que, neste curso, o PEI foi adotado para exemplificar a
educação integral. No entanto, ela também ocorre em escolas regulares
de tempo parcial. A inclusão do Projeto de Vida e das Eletivas na matriz
de todas as escolas da rede de anos finais do Ensino Fundamental e do
Ensino Médio é um ótimo exemplo de como as experiências podem, sim,
ser para todos.

Então, vamos agora conhecer um pouco mais sobre esse Programa e


como ele pode auxiliar na rotina de todas as escolas.

Dica!
Você sabia que uma das premissas do PEI é a sua replicabilidade?
Veremos o seu significado mais adiante, neste módulo.

1.1 - Sobre a Educação Integral e o Programa Ensino Integral (PEI)

O que é o PEI?
O Programa Ensino Integral (PEI) contempla o desenvolvimento dos estudantes em suas
diversas dimensões. Conforme já assinalado pelo Currículo Paulista, cabe a todos os
profissionais de educação da rede pública paulista um olhar sistêmico sobre a formação do
estudante para que este possa desenvolver competências e habilidades em todos os
níveis, intelectual, fisíco, socioemocional e cultural.

Uma educação integral é aquela que forma o estudante para o exercício pleno da
cidadania, sendo capaz de agir de forma autônoma, solidária e competente. Essa visão
busca romper com o paradigma de que o jovem é um ser passivo diante da realidade.
Veja, no vídeo a seguir, o relato de uma estudante do PEI. Note como a estudante tem
percepção das características oferecidas pelo Programa.

Vídeo Como é estudar numa escola pública – Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP).

O Programa oferece práticas e vivências que fortalecem o protagonismo juvenil, como


os Clubes Juvenis.( Trata-se de uma das metodologias do PEI e será
abordada neste curso, no Módulo 2.) E você, educador, que não atua em uma
escola PEI, deve conhecer outros exemplos de protagonismo juvenil, como os grêmios
estudantis, não é mesmo?

Outra característica do PEI diz respeito às condições diferenciadas para o trabalho dos
profissionais do Quadro de Magistério que atuam no programa, como o regime de
dedicação plena e integral (RDPI).

1.1 - Sobre a Educação Integral e o Programa Ensino Integral (PEI)

A expansão do PEI
O Programa Ensino Integral foi instituído pela Lei Complementar Nº 1.164, de 4 de janeiro
de 2012, e alterado pela Lei Complementar Nº 1.19, de 28 de dezembro de 2012.

A implantação do PEI iniciou no Estado de São Paulo no ano de 2012. Veja como foi a
expansão do Programa.

Como você notou, uma grande expansão se deu em 2020. Essa expansão destaca a
importância deste Programa estar presente nas comunidades mais vulneráveis de São
Paulo, a fim de diminuir as desigualdades sociais existentes em nosso Estado.
1.1 - Sobre a Educação Integral e o Programa Ensino Integral (PEI)

Ideal formativo e eixos formativos


O Programa Ensino Integral, mediante os seus eixos formativos e suas metodologias,
idealiza formar um indivíduo:

Autônomo

Capaz de agir pessoal e coletivamente com responsabilidade, criticidade, criatividade e de


forma reflexiva a partir de princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.

Solidário

Capaz de se desenvolver como parte da solução, e não do problema.

Competente

Capaz de enfrentar os desafios do mundo contemporâneo nas suas várias dimensões e de


reconhecer a necessidade de aquisição de habilidades específicas requeridas para o
Projeto de Vida.

Mas será que esse ideal também não deveria estar presente em todas as escolas? Formar
o estudante para que seja autônomo, solidário e competente não é o anseio de todo
educador que atua na escola pública paulista?

Sabemos que um dos desafios da educação para o século XXI consiste em envolver os
estudantes no seu próprio processo de ensino e aprendizagem, ao possibilitar que tenham
iniciativas nas ações, nas escolhas responsáveis e no compromisso.

O estudante, ao vivenciar a educação integral, deverá ter condições de:

Constituir e consolidar uma forte base de conhecimentos e valores.

Ter a capacidade de não ser indiferente aos problemas reais, apresentando-se como parte
da solução.

Ter um conjunto de competências para seguir aprendendo nas múltiplas dimensões da


vida e capaz de executar o seu Projeto de Vida.

Os Eixos Formativos

As linhas principais que direcionam a Educação Integral estão estruturadas em três eixos
formativos:

  Formação acadêmica de excelência


A formação acadêmica de excelência garante a sólida construção de conhecimentos para
que o estudante tenha acesso a uma educação de qualidade.

Os saberes construídos pelos estudantes são recursos essenciais para a


estruturação de seus Projetos de Vida, pois passam a perceber a
importância do conhecimento como ferramenta para transformação dos
seus sonhos em realidade.

Compete a uma educação integral dar suporte para que os estudantes


construam seu Projeto de Vida, oferecendo os recursos necessários para
que possam se apropriar desses conhecimentos traduzindo-os em
oportunidades para alcançarem seus sonhos.

  Formação para a vida


Proporciona que o estudante amplie as referências quanto aos valores de sua vida pessoal,
social e produtiva.

Esse é o foco das ações do PEI. É por meio desta formação que os
estudantes conseguem refletir sobre o que almejam e estabelecer as
metas para viabilizar suas realizações.

Para que a Educação Integral cumpra seu objetivo maior, é necessário


que os estudantes sejam estimulados a construir seus Projetos de Vida;
que abracem as oportunidades que a escola lhes oferecer; e que, enfim,
venham a se constituir como adultos éticos, responsáveis e conscientes
de seus direitos e deveres.

A Formação para a Vida traz sentido e significado para a vida escolar,


pois os estudantes passam a relacionar seu progresso na escola com sua
realização pessoal. Desta forma, os estudantes começam a perceber que
são capazes de concretizar seus sonhos.

Lembre-se!
Todas as atividades pedagógicas devem estar em consonância com as
necessidades e realidades dos estudantes, centradas no Currículo
Paulista e na BNCC.

  Formação de competências para o século XXI


Prepara o estudante para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo de forma crítica,
atuando positivamente em seu meio de modo a construir saberes, competências e
habilidades para contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A vida plena no mundo contemporâneo demanda muito mais do que


apenas o domínio de competências leitora e escritora, raciocínio lógico-
matemático e um conjunto de conhecimentos histórico-culturais. Além
desse repertório, o estudante também precisa:

Estudante

 Ser dotado de habilidades pessoais, sociais e produtivas


desenvolvendo habilidades socioemocionais;
 Analisar situações;
 Avaliar evidências;
 Emitir posicionamentos coerentes diante das situações-problema
que enfrentará;
 Resolver situações-problema;
 Conseguir se comunicar de maneira clara e adequada nos
múltiplos contextos que vivenciar.

Apenas assim o jovem consegue atuar de forma proativa em suas


tomadas de decisão nas várias dimensões e durante toda sua vida,
tornando-se protagonista do seu processo de ensino e aprendizagem.

Os eixos formativos não são hierárquicos e nenhum é mais


importante que o outro. Eles dialogam, estão inter-relacionados e se
articulam com o Projeto de Vida dos estudantes.
1.1 - Sobre a Educação Integral e o Programa Ensino Integral (PEI)

Concepções do Modelo Pedagógico


Para entender as concepções do modelo pedagógico do PEI é necessário compreender:

Modelo Pedagógico

Consiste em tudo aquilo que embasa as metodologias que são utilizadas com vista à


formação integral do estudante nas diversas dimensões da formação humana.

Metodologias

Compõem o modelo pedagógico: o Acolhimento, a Tutoria, a Orientação de Estudo, o


Nivelamento, as Práticas Experimentais, o Protagonismo Juvenil, os Clubes Juvenis e os
Líderes de Turma.

Perceba cursista que, quando falamos de metodologias, estamos nos referindo a como
fazer, ou seja, como se desenvolvem na prática pedagógica na rotina escolar, ao passo
que o ideal formativo, os eixos formativos, os princípios e as premissas sustentam e
subsidiam esse fazer. Em outras palavras, o modo como serão desenvolvidas as
metodologias sempre partem do ideal, dos eixos, dos princípios e das premissas.

Quais são os princípios mesmo?

Conheça ou relembre os quatro princípios compatíveis com uma concepção de educação


integral.

 Protagonismo

O protagonismo ocorre quando os jovens e adolescentes são estimulados a ser


personagens principais da prática educativa, potencializando a participação ativa e
construtiva e valorizando suas experiências, atitudes, conhecimentos e possibilidades na
escola e na sociedade em que estão inseridos.

Como acontece na prática!

Uma ação protagonista é muito mais do que os estudantes escolherem as músicas que
vão tocar na festa junina da escola. É eles serem os organizadores dela, desde seu
planejamento até a implementação.

 Pedagogia da Presença

A Pedagogia da Presença é uma teoria referendada pelo autor Antônio Carlos Gomes da
Costa, em que os fins e os meios de uma ação educativa estão intrinsecamente
relacionados à presença e ao acompanhamento.

Segundo Costa (2001), esta habilidade do educador implica simpatia, compromisso,


solidariedade e agir positivamente com o jovem, orientando suas ações para atender às
necessidades humanas, sociais e materiais dos estudantes.

Atenção!
Falar em Pedagogia da Presença vai além da ideia de uma presença física do educador
em relação ao estudante. Diz respeito, antes, a uma referência afirmativa perante os
estudantes, por meio de uma postura de solidariedade, empatia, respeito e escuta ativa,
visando à construção de relações interpessoais qualificadas e ações educativas sólidas e
assertivas.

Saiba mais!

Para aprofundar seus conhecimentos neste tema, sugerimos a leitura do livro Pedagogia


da Presença: da solidão ao encontro, do autor Antonio Carlos Gomes da Costa.

COSTA, Antonio Carlos Gomes da. Pedagogia da Presença: da solidão ao encontro. Belo Horizonte: Modus
Faciendi, 2001.

 Educação Interdimensional

A Educação Interdimensional renova a relação professor-estudantes, pois atribui


significado às ações que precisam ser desenvolvidas na escola para atender às demandas
do mundo contemporâneo com flexibilidade e individualidade sem perdas educacionais.

Existem quatro dimensões que fundamentaram a construção do ideal do homem grego e


embasaram a civilização ocidental:

Logos – Razão

Dimensão do pensamento racional, científico e ordenador da realidade pela razão, ciência


e técnica.

Pathos – Emoção

Dimensão dos sentimentos, da afetividade, simpatia, empatia, antipatia, apatia, da relação


do homem consigo mesmo e com os outros.

Mythos – espiritualidade

Dimensão da relação do homem com os mistérios da vida, morte, o bem e o mal,


relacionada à esfera da transcendência.

Eros – corporeidade

Dimensão do desejo, dos impulsos e da corporeidade.

A proposta da Educação Interdimensional é equilibrar as relações do Logos com o Pathos,


o Mytho e o Eros de forma harmônica e inteligente. É dar um novo enfoque aos Projetos
Pedagógicos com um olhar humano, acolhedor, carregado de sensibilidade, criatividade,
sociabilidade e outras tantas dimensões que dão significados ao processo de ensino e
aprendizagem.

Mas você deve estar se perguntando: qual a relação entre as dimensões da educação
integral e a educação interdimensional?

Embora as definições apresentem nomenclaturas diferentes, elas apresentam o mesmo


propósito: compreender o indivíduo como um todo e não como um ser composto por
partes isoladas, que não dialogam entre si. Para nós educadores, essa ideia de olhar para
o estudante de forma fragmentada nos parece muito estranha, não é mesmo?
Esse é o compromisso trazido pelo Currículo Paulista e que deve orientar as ações
voltadas para o desenvolvimento de competências e habilidades em nossos estudantes!

Como acontece na prática!

Uma possibilidade é trabalhar por meio de metodologias ativas, possibilitando ao jovem a


oportunidade de mobilizar suas habilidades e seus saberes, tendo suas ideias e
proposições respeitadas e valorizadas em ambientes de aprendizagem voltados para o
desenvolvimento das diferentes dimensões da formação humana.

 Quatro Pilares da Educação

O ensino deve se voltar às práticas sociais, produtivas e cognitivas, compreendidas na


perspectiva da totalidade, que conferem sentido ao conhecimento. Portanto, os estudantes
podem e devem desenvolver práticas sociais, produtivas e cognitivas, interagindo,
compreendendo e atribuindo significados aos conteúdos.

“Os Quatro Pilares da Educação” , do relatório de Jacques Delors, Educação: um


Tesouro a Descobrir.

Neste sentido, a educação se propõe a estabelecer uma relação dialógica entre teoria e
prática, permitindo o envolvimento do estudante em ações educativas, voltadas ao fazer
criativo, ao produzir com base científica, possibilitando a ele a transposição do
conhecimento à realidade que o cerca. Apenas assim o conhecimento poderá transformar
o ser e a sua realidade, pois a aprendizagem perpassa pelo desenvolvimento de práticas e
pela aquisição de habilidades e atitudes que se referem à maneira com que o indivíduo se
posiciona ante as diversas situações de sua vida.

De acordo com Delors, a educação ao longo da vida está fundamentada em quatro pilares:

Aprender a conhecer

Aprender a conhecer

Refere-se às práticas cognitivas, voltadas para o desenvolvimento


intelectual, em que serão geradas as habilidades metacognitivas
(autodidatismo, didatismo e construtivismo), que permitirão ao indivíduo
continuar aprendendo ao longo de toda a vida.

Aprender a fazer

Refere-se às práticas produtivas, por meio das quais espera-se que o


estudante estabeleça relações entre teoria e prática permitindo
desenvolver habilidades direcionadas ao fazer criativo pautado em
experiências que correlacionem os saberes às necessidades cotidianas.

Aprender a conviver

Refere-se às práticas de relacionamentos interpessoais; às várias


dimensões do cuidado; ao desenvolvimento das capacidades de
comunicar-se, interagir, decidir em grupo e valorizar o saber social,
compreender o outro e a interdependência entre todos os seres
humanos; participar e cooperar; valorizar as diferenças, gerir conflitos e
prezar a paz.

Aprender a ser

Refere-se às práticas pessoais, como habilidades voltadas para o


autoconhecimento, autoconceito, autoestima, autonomia, solidariedade
e responsabilidade. Enfim, descobrir-se, reconhecendo suas forças e
seus limites, buscando superá-los, tendo condições de construir o seu
Projeto de Vida.
Olha a dica!

Para estimular a autonomia dos estudantes, os educadores devem propiciar um ambiente


favorável para que os discentes se sintam à vontade para expressar suas opiniões e
participar de decisões dentro e fora da escola.

Evite o excesso de regras impositivas e permita que estes combinados sejam


elaborados em conjunto com os estudantes.

Convide os estudantes a refletirem sobre as necessidades da comunidade escolar, sendo


solidários. Ajude-os a pensar em possíveis soluções. Fique atento para não interferir no
levantamento de informações e permita que os discentes apresentem propostas e ideias.

Forme grupos de trabalho. Incentive os estudantes a produzirem colaborativamente,


planejando suas ações e traçando um cronograma. Entregue a eles a responsabilidade da
ação. Permita que os estudantes demonstrem suas competências e habilidades.

O trabalho colaborativo e a boa relação entre educador e estudante são fundamentais para
a aprendizagem. O papel da comunidade escolar também é decisivo. Quanto mais a
comunidade escolar reconhecer o esforço do estudante, mais ele se sente estimulado a
melhorar seus resultados.

1.1 - Sobre a Educação Integral e o Programa Ensino Integral (PEI)

As Premissas do Modelo de Gestão


O Modelo de Gestão do PEI é constituído por um conjunto de instrumentos que
propiciam o alinhamento das ações do Modelo Pedagógico que dão forma ao Programa.

Para auxiliar desde o planejamento inicial até o replanejamento das ações, os profissionais
da educação contam com o PDCA, método importante que apoia e otimiza os processos
educativos e ajuda a monitorar os resultados e a realizar intervenções para corrigir rumos,
quando necessário.

Atenção!
O PDCA está presente em todas as Metodologias do Modelo Pedagógico, assim como é
utilizado para apoiar os instrumentos de gestão. Você verá, no Módulo 2, como isso ocorre
nas diferentes metodologias e, no Módulo 3, como se dá essa relação com os mais
diversos instrumentos de gestão. Note que o PDCA é uma ferramenta importante tanto
para o Modelo Pedagógico como para o Modelo de Gestão.
O importante é que você, cursista, perceba que na Educação Integral o Modelo de
Gestão e o Modelo Pedagógico estão intimamente interligados e se relacionam entre
si.

As premissas são fundamentais para que as metas estabelecidas de melhoria da aprendizagem do


estudante sejam alcançadas. São essas premissas que dão ao Modelo Pedagógico um caráter robusto
e coerente, alinhando as ações e práticas pedagógicas aos princípios do PEI, sendo um fio condutor
que levará aos bons resultados.

São cinco as premissas do Programa Ensino Integral:

 Protagonismo
 Formação Continuada
 Corresponsabilidade
 Excelência em Gestão
 Replicabilidade

O estudante é estimulado a ser Protagonista, ou seja, um jovem autônomo, que busque a


resolução dos problemas que o impactam nos âmbitos pessoal e coletivo, sendo o ator
principal da implementação de soluções que beneficiem a si próprio e a toda comunidade
a qual pertence. É o principal agente da construção dos Projetos de Vida, tornando-se o
centro das atenções da equipe escolar. Também pode-se considerar a existência do
Protagonismo Sênior, exercido por profissionais da educação que atuam dentro do
ambiente escolar sendo comprometidos com as ações da escola.

1.2 - Questões objetivas do módulo 1


Questões objetivas

 Para iniciar o questionário clique no botão abaixo dessas orientações.


 Ao finalizar o questionário avaliativo clique no botão “Finalizar tentativa” e
posteriormente no botão “Enviar tudo e terminar”.
 Antes de enviar há a possibilidade de retornar a tentativa. É possível salvar as
atividades para enviá-las posteriormente. Atividades salvas são registradas como
“Em progresso”, são visualizadas somente pelos cursistas e não são
consideradas para avaliação.
 Após o envio das respostas, será fornecido o feedback de cada alternativa
selecionada. As respostas corretas serão acompanhadas do feedback na
cor verde e as incorretas, vermelha.
 Após a leitura dos feedbacks clique em “Terminar a revisão”, somente após esse
passo a atividade será considerada enviada e a avaliação será registrada. Se
houver necessidade você poderá realizar uma nova tentativa.
 A quantidade de tentativas e o período de realização da atividade estão descritas
no Regulamento do curso.
 Para verificar seu desempenho clique no menu superior em seu Nome e selecione
a opção “Notas”. Se suas notas não estiverem registradas as atividades devem ser
enviadas novamente dentro do período disposto em Cronograma.
 O envio da atividade não será aceito fora dos prazos estabelecidos em
Regulamento. Fique atento!
Tentativas permitidas: 3
Este questionário será aberto em sexta, 19 Jun 2020, 05:00
O questionário será fechado em segunda, 3 Ago 2020, 23:59
Método de avaliação: Nota mais alta
Resumo das suas tentativas anteriores

Tentativa Estado Notas / 5,00

1 FinalizadaEnviada(s) segunda, 6 Jul 2020, 20:21 4,33

2 FinalizadaEnviada(s) segunda, 6 Jul 2020, 20:32 5,00

Iniciado em segunda, 6 Jul 2020, 20:27

Estado Finalizada

Concluída em segunda, 6 Jul 2020, 20:32

Tempo empregado 5 minutos 1 segundo

Notas 5,00/5,00

Avaliar 100,00 de um máximo de 100,00

Iniciado em segunda, 6 Jul 2020, 20:27

Estado Finalizada

Concluída em segunda, 6 Jul 2020, 20:32

Tempo empregado 5 minutos 1 segundo

Notas 5,00/5,00

Avaliar 100,00 de um máximo de 100,00

Questão 1
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00


Marcar questão

Texto da questão

Sobre o Programa Ensino Integral (PEI), identifique quais das afirmações são
falsas (F) e quais são verdadeiras (V) e selecione a alternativa que apresenta a
sequência correta.

1. Umas das premissas do PEI é a replicabilidade do Programa.


2. Um dos diferenciais do PEI diz respeito às condições diferenciadas para o
trabalho dos profissionais que atuam no PEI, como o regime de dedicação
plena e integral (RDPI).
3. A implantação do PEI iniciou no Estado de São Paulo no ano de 2012.
Depois desse período não houve mais expansão do Programa.
4. O ideal formativo, o eixo formativo, os princípios e as premissas são
elementos que compõem o PEI.

a. V-V-F-V 
Isso! Você identificou corretamente as afirmações verdadeiras e as falsas.

b. V-F-F-V

c. F-V-F-V

d. V-V-V-F

Feedback

Sua resposta está correta.

Questão 2
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão
Texto da questão

O Programa de Educação Integral (PEI) possui 4 (quatro) princípios que norteiam


a educação integral. Um deles é a Pedagogia da Presença. Sobre esse princípio
podemos afirmar:

a. Nos traz um olhar sobre a importância do equilíbrio das relações do Logos com o
Pathos, o Mytho e o Eros de forma harmônica e inteligente.

b. Estimula os estudantes a serem personagens principais da prática educativa,


potencializando a participação ativa e construtiva em diversos contextos.

c. Corresponde a Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Conviver e


Aprender a Ser. 

d. A Pedagogia da Presença é uma habilidade do educador que implica simpatia,


compromisso, solidariedade e agir positivamente com o jovem, orientando suas ações

para atender às necessidades humanas, sociais e materiais dos estudantes. 

Resposta Correta. Essas são habilidades que o(a) educador(a) deve apresentar em sua
atuação junto aos estudantes.

Feedback

Sua resposta está correta.

Questão 3
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

O Programa de Ensino Integral carrega em seu bojo a formação integral do


estudante, estruturada em três eixos formativos. Associe cada eixo formativo aos
seus fundamentos:

Visa garantir a construção de


Resposta 1
conhecimentos para que os
estudantes tenham acesso a uma Formação Acadêmica de Excelência.
 
educação de qualidade.

É o foco das ações do PEI, pois visa Resposta 2

Formação para a Vida.


formar adultos éticos, responsáveis
e conscientes de seus direitos e Formação para a Vida.
 
deveres.

Prepara o estudante para enfrentar


os desafios e as mudanças do Resposta 3
mundo contemporâneo de forma
Formação de Competências para o Século XXI.
crítica, atuando positivamente em  
seu meio.

Feedback

Resposta Correta. Você compreendeu perfeitamente os fundamentos referentes a este


eixo formativo.

Questão 4
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Sobre o conceito de educação integral é correto afirmar que:

a. De acordo com o Currículo Paulista, a educação integral ocorre quando se tem um
olhar sistêmico sobre a formação do estudante para que este possa desenvolver
competências e habilidades nas múltiplas dimensões: intelectual, física, socioemocional e

cultural. 

Resposta Correta. A educação integral é aquela que compreende e desenvolve o


estudante em suas múltiplas dimensões.

b. Somente as escolas que fazem parte do PEI trabalham com o conceito de educação
integral.

c. Para que a educação integral aconteça é fundamental que o professor tome as


decisões, pois o estudante é um ser passivo diante da realidade.

d. Os estudos sobre educação integral afirmam que pode ser compreendida como
sinônimo de período integral
Feedback

Sua resposta está correta.

Questão 5
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

As Premissas do Modelo de Gestão do PEI são fundamentos para que as metas


estabelecidas pela escola sejam alcançadas. Diante disso, associe a cada
premissa o seu respectivo conceito.

Define o comprometimento, o envolvimento e a


Resposta 1
responsabilidade em todo o processo educacional para
garantir o cumprimento dos objetivos, das metas e dos CORRESPONSABILIDADE
 
resultados desejados.

Visa o compartilhamento das experiências exitosas,


Resposta 2
passíveis de multiplicação para as demais escolas da rede,
contribuindo para a melhoria da qualidade de ensino e REPLICABILIDADE
 
aprendizagem dos estudantes.

O foco está na conquista dos resultados estabelecidos no Resposta 3


Plano de Ação da escola e pela Seduc – SP por meio do uso
EXCELÊNCIA EM GESTÃO
das ferramentas e dos instrumentos de gestão.  

Corresponde ao reconhecimento da importância de se


Resposta 4
aperfeiçoar profissionalmente, por meio do
autodesenvolvimento e de outras estratégias formativas, FORMAÇÃO CONTINUADA
 
para que possa desempenhar suas funções com qualidade.

Consiste em possibilitar a criação de espaços e ações que


Resposta 5
permitem tanto aos educadores quanto aos estudantes
exercer sua autonomia na busca da resolução de PROTAGONISMO
 
problemas nos mais diversos contextos.

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico
Abertura do módulo
Olá, cursista! Seja bem-vindo ao Módulo 2 do curso Da Educação Integral ao Ensino
Integral.

Esperamos que você tenha chegado aqui já cheio de ideias e inspiração para fortalecer as
práticas da educação integral na sua escola. Pronto para explorar mais possibilidades?

Neste módulo, você vai conhecer ou relembrar alguns componentes e metodologias


que, articulados com os demais componentes curriculares das diversas áreas do
conhecimento, mostram como é possível trabalhar a educação integral na prática.
Alguns componentes e metodologias já fazem parte da rotina de todas as escolas da
rede pública paulista, e veremos como contribuem com o desenvolvimento das
diversas dimensões do estudante. Também vai acompanhar as metodologias do
PEI que podem servir de inspiração a todos os educadores, inclusive aos que atuam nas
escolas que não participam do programa.

Embora o foco deste módulo sejam as metodologias do PEI, ainda serão apresentados os
componentes curriculares Tecnologia e Inovação, Projeto de Vida e Eletivas, que foram
ampliados para toda a rede paulista em 2020 pois contribuem para a formação integral dos
estudantes, além de ser considerados inovadores e apresentarem uma proposta de formar
os estudantes para o século XXI, conforme um dos objetivos estratégicos da Seduc-SP.

Neste módulo, trataremos dos seguintes assuntos:

 Projeto de Vida
 Eletivas
 Tecnologia e Inovação
 Acolhimento
 Protagonismo Juvenil
 Clubes Juvenis

 Líderes de Turma
 Práticas Experimentais
 Orientação de Estudos
 Nivelamento
 Tutoria

Vamos iniciar?

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Componentes curriculares
Os componentes curriculares Projeto de Vida e Eletivas já são conhecidos pelos
educadores que atuam em escolas PEI por fazerem parte da Matriz Curricular desde o
início do programa.

Com a implementação do Currículo Paulista que considera a educação integral como base
na formação dos estudantes, a rede passou a contar não só com esses dois componentes,
mas, também, com Tecnologia e Inovação, inclusive escolas PEI.
Os três componentes são caracterizados por uma linguagem inovadora e uma nova forma
de abordagem para a atuação dos estudantes na medida em que são instigados pelos
educadores.

Protagonismo Juvenil

Nesses componentes, o protagonismo juvenil está em posição de destaque.

A experimentação, as vivências, os erros, os acertos, entre outros desafios, são molas


propulsoras para que os estudantes descubram e tracem caminhos para consolidar seus
objetivos e metas

Para atender e dialogar com a proposta inovadora trazida por estes três componentes foi
preciso atribuir um novo olhar para a avaliação dos estudantes, proporcionando a eles a
autoavaliação e a corresponsabilidade em relação ao seu caminho percorrido durante todo
o processo. Nesse sentido, você verá que todos os componentes curriculares e as
metodologias apresentados aqui neste curso apoiam o desenvolvimento integral dos
estudantes

Saiba mais!

Que tal conhecer como os componentes Projeto de Vida, Tecnologia e


Inovação e Eletivas são desenvolvidos nas escolas da rede pública
estadual paulista?

Você pode participar de dois cursos que tratam deste tema, um básico e
outro de aprofundamento.

Fique de olho no site da Efape para saber da oferta das próximas


edições!

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Galeria
Que tal assistir ao depoimento de três estudantes de escola PEI?

Esses relatos são inspiradores, não é mesmo?

A partir de agora convidamos você para acessar uma galeria e relembrar ou conhecer um
pouco mais sobre alguns componentes curriculares e metodologias pedagógicas. Clique
em cada uma delas para iniciar a leitura.

Esses relatos são inspiradores, não é mesmo?

A partir de agora convidamos você para acessar uma galeria e relembrar


ou conhecer um pouco mais sobre alguns componentes curriculares e
metodologias pedagógicas. Clique em cada uma delas para iniciar a
leitura.
Projeto de Vida

Eletivas

Tecnologia e Inovação

Acolhimento

Protagonismo Juvenil

Clubes Juvenis

Líderes de Turma

Práticas Experimentais

Orientação de Estudos

Nivelamento

Tutoria

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Projeto de Vida
O Projeto de Vida é único! Cada estudante tem um caminho a percorrer e diferentes sonhos a
realizar.

O que é

O Projeto de Vida do estudante é o eixo estruturante de toda escola da rede estadual
paulista. Ele é a centralidade de todas as ações pedagógicas.
É a partir do Projeto de Vida que o estudante vai realizar uma reflexão em torno de “quem
ele é” e sobre “quem gostaria de ser”, ao identificar suas potencialidades, limites e
desejos, planejando ações e estabelecendo metas para atingir seus objetivos e sonhos.
Esse planejamento deve prever ações para curto, médio e longo prazo, no que diz respeito
ao estudo e ao trabalho, como também no que concerne às escolhas de estilo de vida
saudável, sustentável e ético.

É natural que o Projeto de Vida seja alterado à medida que o estudante amadurece; afinal
de contas, é um projeto para toda a vida.

EFAPE – curso online Formação Básica: Projeto de Vida – 1ª edição 2019/módulo 2

Objetivos

 Preparar o estudante para o planejamento do caminho a ser percorrido com vistas


a alcançar seus objetivos e as metas traçadas.
 Promover a articulação entre a singularidade do estudante e os diversos contextos
em que ele está inserido.

Prática pedagógica

O Projeto de Vida pressupõe um esforço concentrado da equipe escolar para assegurar o


pleno desenvolvimento do estudante, que se desdobra em diversas atividades
desenvolvidas na escola.

Em vista disso, cada estudante precisa organizar seu Projeto de Vida em um documento
escrito a ser constantemente revisado, tendo um professor responsável que vai orientá-lo
tanto na construção inicial quanto no seu constante aprimoramento.

O estudante conta com uma importante estratégia pedagógica, que são as situações de
aprendizagem do componente curricular, para auxiliá-lo no seu desenvolvimento integral e
na reflexão sobre o que precisará trabalhar e aprimorar para concretizar seu Projeto de
Vida.

Saiba mais!

 O artigo A importância de construir Projetos de Vida na Educação, de José


Moran, educador e pesquisador de projetos de inovação, apresenta alguns passos
para desenvolver, na escola, o Projeto de Vida dos estudantes e os desafios de
trabalhar esse componente.
 O Organizador Curricular do Componente Projeto de Vida apresenta a ementa,
os elementos de destaque e as competências socioemocionais a ser desenvolvidas
intencionalmente em cada ano e série

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Eletivas
Eletivas contribuem no desenvolvimento de conhecimentos para que o estudante aprimore propostas
de intervenção em sua própria vida e na comunidade onde vive, permitindo ampliar os horizontes na
construção do Projeto de Vida e estabelecer correlações com os Projetos de Vida de outras pessoas.

O que são?
As Eletivas são componentes temáticos oferecidos semestralmente. São
de livre escolha dos estudantes e oferecem a possibilidade de
diversificar, aprofundar e enriquecer as experiências escolares e de
expandir os estudos relativos às áreas de conhecimento contempladas
na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sempre em articulação
com os Projetos de Vida dos estudantes, mapeados no início do ano
letivo, e em sintonia com o projeto político pedagógico da escola e as
potencialidades da comunidade em que ela se insere.

Constituem-se como um componente curricular, já que têm garantidos


tempos e espaços na dinâmica das atividades pedagógicas da escola,
envolvem as áreas de conhecimento e pressupõem a diversificação de
situações didáticas.”

Curso do Inova. Eletivas. 1ª Edição. 2019. Módulo 2. O que são Eletivas?

Objetivos

 Aprofundar, enriquecer e ampliar conceitos, procedimentos ou temáticas relativos a


componente curricular ou a uma área de conhecimento.
 Proporcionar o desenvolvimento de projetos relacionados aos interesses dos
estudantes e da comunidade a que pertencem.
 Desenvolver a autonomia e a capacidade de tomada de decisões.
 Promover a aquisição de competências relevantes para a vida.

Curso do Inova. Eletivas. 1ª Edição. 2019. Módulo 2. O que são Eletivas?

Prática pedagógica

As Eletivas são um apoio essencial à construção dos Projetos de Vida dos estudantes. O
componente é organizado em dois tempos por semana, preferencialmente consecutivos, e
com duração semestral. Por uma questão de organização interna, a escola deve se
aproximar o máximo possível da organização de um horário em que as Eletivas sejam
oferecidas no mesmo momento da semana para possibilitar a reenturmação e o mix de
estudantes de anos diferentes. As sugestões para a organização são:

6º e 7º anos do Ensino Fundamental

8º e 9º anos do Ensino Fundamental

1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio

Os planos das Eletivas ficam ainda mais interessantes se forem elaborados por dois
professores de componentes curriculares distintos, garantindo, assim, a
interdisciplinaridade. Cabe ressaltar que o tema, ainda que seja de livre escolha, deve
respeitar os Projetos de Vida dos estudantes.

Após esse processo, é imprescindível que seja feito um plano de comunicação para que
os estudantes tenham acesso à divulgação do feirão de eletivas. A divulgação das Eletivas
permite aos estudantes escolherem de forma consciente a eletiva que desejam cursar.
Durante todo o desenvolvimento das Eletivas é necessário um acompanhamento
sistemático do trabalho do jovem, por meio de avaliação formativa, mediante diferentes
instrumentos que empregam conceitos e não notas. As Eletivas também contam com o
momento de culminância, que ocorre quando os resultados do processo de aprendizagem
desenvolvido pelos estudantes nas Eletivas são compartilhados com toda a comunidade
escolar para socializar os saberes, as produções e as dificuldades enfrentadas.

Atenção!

Caso haja mais interessados do que o limite estipulado para uma Eletiva, a escola deve se
organizar para estabelecer critérios para a composição da turma, como, por exemplo,
análise de carta, vídeo de intenção, sorteio, dentre outros.

Saiba mais!

O vídeo Ensino Integral: disciplinas eletivas despertam o interesse de alunos apresenta


um pouco da realidade de escolas que trabalham com o componente Eletivas
.youtub Ensino Integral: disciplinas eletivas despertam o interesse de alunos
2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo
Pedagógico

Tecnologia e Inovação
Não se pode atrelar a “inovação na sala de aula” ao simples aparelhamento tecnológico deste espaço.

O que é

Tecnologia e Inovação é um componente que se propõe a apresentar os fundamentos do


pensamento computacional, das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação
(TDIC), do letramento digital e as interfaces do desenvolvimento tecnológico na sociedade
de forma a propiciar a compreensão crítica de conteúdo bem como fomentar a sua
produção.

Os avanços tecnológicos propiciam uma mudança nos meios de produção e de consumo,


e consequentemente promovem uma mudança radical no modo de vida das pessoas, em
especial no mundo do trabalho.

O desafio central da escola é criar oportunidades para que o jovem esteja inserido em um
contexto social cada vez mais mediado por artefatos tecnológicos, mas também contribuir
para que a imaginação humana seja capaz de adiantar-se a esses mesmos avanços
tecnológicos. É aí que a inovação tem um papel de destaque.

Para que não haja grandes fossos de desigualdade é preciso que o conhecimento, a
criatividade e a sensibilidade das pessoas tenham um olhar de estranhamento para a
realidade e encontrem saídas inteligentes que propiciem às pessoas o acesso aos bens
tecnológicos. Do contrário, as desigualdades acabam por resultar em desemprego e
exclusão social, que afetam profundamente a vida em sociedade.

Objetivos

 Ampliar as possibilidades do estudante desenvolver o letramento digital;


 Desenvolver habilidades atreladas à compreensão e produção de conteúdos
digitais de modo que o estudante tenha um posicionamento crítico nas interações
mediadas por tecnologia;
 Compreender o papel da criatividade e da inovação na produção de soluções para
a melhoria da vidas das pessoas e o desenvolvimento sustentável.

Prática pedagógica

Para pensar em como as aulas de Tecnologia e Inovação se desenvolvem na prática


pedagógica, é preciso levar em consideração o ambiente de aprendizagem. Esse
ambiente precisa ser propício ao desenvolvimento desse pensamento inovador e
tecnológico. Para isso é necessário:

Ter a clareza de que as aulas de Tecnologia e Inovação podem acontecer em diversos


espaços dentro e fora da escola, e não apenas em laboratório de informática, e ainda, ser
mediadas por atividades plugadas e desplugadas.

Compreender que os conteúdos e as práticas são flexíveis e devem funcionar de maneira


independente do nível de maturidade da escola no que diz respeito à infraestrutura e à
quantidade de equipamentos tecnológicos.

Compreender como o desenvolvimento das atividades deve estar centrado em situações


didáticas diversificadas, com foco no engajamento dos estudantes e na realização de
projetos que utilizam diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais.

Enquanto célula primária do processo de desenvolvimento das escolas, a sala de aula é o


principal ambiente onde as inovações podem ser implementadas. Saviani (1995, p. 30)
sugere que para inovar é preciso "colocar a experiência educacional a serviço de novas
finalidades". Para isso, o primeiro passo é alterar o processo educacional centrado no
professor para aquele centrado no estudante. Esta é a primeira grande inovação que se
impõe aos sistemas educacionais.

Dica!

Leia a entrevista A tecnologia deve levar o aluno a ser um pensador criativo, feita com
o professor do Instituto de Tecnologia da Universidade de Massachusetts (MIT) e criador
do Scratch, para a Revista Nova Escola.

 Vamos praticar

mpõe aos sistemas educacionais.

Dica!

Leia a entrevista A tecnologia deve levar o aluno a ser um


pensador criativo, feita com o professor do Instituto de Tecnologia da
Universidade de Massachusetts (MIT) e criador do Scratch, para a
Revista Nova Escola.

 Vamos praticar

Você se recorda quais são os eixos estruturantes do componente


Tecnologia e Inovação?

Anote sua resposta em um bloco de anotações e, em seguida, clique em


Comentários para ler as respostas.
Comentários

Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação

As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC), assim


como as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) podem ser
entendidas como um conjunto de equipamentos, programas e mídias
que possibilitam, a partir de aplicações tecnológicas, a integração de
ambientes diversos e distintos, e de indivíduos numa mesma rede, de
modo a facilitar a comunicação entre seus integrantes. Enquanto as TIC
abrangem a indústria fonográfica e cinematográfica, como o rádio e a
TV, além da imprensa pré-digital, as TDIC operam por meio de
transmissão digital binária e não transmissão analógica, como as TIC.

Sobre esse eixo do componente curricular de Tecnologia e Inovação


convém destacar a sua importância no sentido de que as TDIC estão
voltadas principalmente para que sejam utilizadas a favor do
desenvolvimento de habilidades e da ampliação de conhecimentos para
utilizar essas ferramentas como meio para acessar e produzir conteúdos,
de forma crítica, ética e responsável, de modo a potencializar a
aprendizagem dos conteúdos curriculares. Esse eixo dialoga com o que
preconiza a competência da BNCC.

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação


e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética
nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se
comunicar, acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e
autoria na vida pessoal e coletiva.”

(BNCC, 2018).

Letramento Digital

Letramento Digital significa ser capaz de compreender e produzir textos


em ambientes digitais mediados pelo uso de tecnologias. O letramento
digital está intimamente relacionado à cultura digital, que pressupõe a
adoção de valores, atitudes e formas de pensar que circulam por meio
dos conteúdos produzidos e compartilhados entre as pessoas nas
práticas sociais que envolvem as tecnologias de comunicação. É
esperado que o estudante seja capaz de interagir nesses ambientes
virtuais de modo crítico, ético e voltado ao bem comum.

Pensamento computacional

Segundo BRACKMANN (2017), pensamento computacional é:


uma distinta capacidade criativa, crítica e estratégica de usar os
fundamentos da computação nas mais diversas áreas de
conhecimento com a finalidade de resolver problemas de uma
maneira individual ou colaborativa”.

Este eixo está voltado para ser uma abordagem de ensino que usa
técnicas oriundas da Ciência da Computação, podendo ser utilizado para
o desenvolvimento de situações de aprendizagem que envolvam:

 1

Utilização de linguagem computacional para programação


de computadores: usando uma linguagem de programação.

 2

Robótica: o uso de recursos materiais diversos, inclusive sucata,


materiais elétricos e eletrônicos, para a construção de robôs.

 3

Narrativas digitais: criação de narrativas ficcionais ou não com


marcas de autoria utilizando plataformas tecnológicas.

 4

Maker: utilização de sucatas e materiais diversos, podendo ser


combinados com a programação e/ou a robótica.

 5

Pensamento científico: observação de fenômenos naturais,


físicos e químicos. Pensar cientificamente exige curiosidade e
estímulo audiovisual para que o próprio estudante faça perguntas
para o próprio cérebro, aprendendo a dialogar com outros e com o
objeto do conhecimento.

 6

A não discriminação, o não preconceito e o respeito às diferenças.


2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo
Pedagógico

Acolhimento
Acolher não é simplesmente aceitar tudo o que possa vir do acolhido, seja ele educador, estudante ou
família.

O que é
O acolhimento é uma atividade pedagógica intencional destinada aos estudantes que
estão ingressando na escola, sendo planejada e executada por estudantes veteranos
denominados acolhedores. Essa atividade deve ser cultivada entre os estudantes,
familiares e educadores de modo que os ingressantes possam desde o primeiro contato
perceber as oportunidades que a escola oferece, permitindo a integração e a convivência
social de todos, a partir do diálogo e das trocas de experiências.

Saiba mais!

Embora o acolhimento seja uma metodologia utilizada no PEI, em 2020, ele passou a fazer
parte do calendário da Seduc-SP, e todas as escolas da rede abriram as atividades do ano
letivo com essa metodologia. Foram mais de 80 mil estudantes acolhedores atuando pelo
Estado!

Esse é um dos exemplos da possibilidade de replicabilidade do programa!

Objetivos

 Dar as boas-vindas aos pais e/ou responsáveis, aos profissionais da escola e aos
novos estudantes.
 Compreender que o ato de acolher não se limita ao início do ano letivo, mas
sempre que um novo estudante ou profissional da educação ingressar na escola.
 Propiciar aos estudantes uma reflexão sobre seus objetivos e sonhos, fomentando
a construção de seus Projetos de Vida.
 Apresentar a escola não só como um espaço de aprendizagem, mas sobretudo
como um ambiente acolhedor, em que se exerce a empatia, a inclusão e o respeito.

Prática pedagógica

O acolhimento é uma prática significativa para a vida dos estudantes. Veja os vídeos com
os registros desse momento em duas escolas.

 E. E. Alves Cruz
 

 E. E. Casimiro de Abreu

O acolhimento é uma metodologia essencial para consolidar as práticas educativas no


interior da escola e um gesto de inclusão dentro de um tecido relacional, que permite
construir um trabalho educativo transformador, que fortalece a comunidade escolar (É
composta pelos professores, gestores, estudantes, funcionários, pais e
responsáveis e moradores do entorno da escola.) em sua missão de educar e
cuidar.

Importante!

O acolhimento deve resultar em um momento de culminância, isto é, quando a


comunidade escolar é convidada a conhecer os produtos elaborados pelos estudantes.

Posteriormente, os produtos da culminância devem ser guardados e organizados pelo


vice-diretor ou PC de modo a subsidiar o trabalho de toda a equipe escolar, principalmente
no que tange ao Projeto de Vida e à criação das Eletivas. Vale ressaltar que a culminância
ocorre tanto no acolhimento quanto nas Eletivas.
Geralmente, o acolhimento ocorre no início do ano ou quando a escola recebe novos
alunos e profissionais no decorrer do ano letivo. No entanto, essa metodologia deve ser
praticada diariamente, por todos os integrantes da escola, de forma simples, a
começar por:

forma simples, a começar por:

Um sorriso que acolhe

Um olhar atento

Uma gentileza

Um bom dia

Uma escuta verdadeira

Uma postura solidária

Saiba mais!

Confira alguns materiais que apresentam dicas e orientações para apoiar


o acolhimento.

 Acolhimento estudantes
 Acolhimento professores
 Acolhimento estudantes migrantes
 Acolhimento EJA

 gias do Modelo Pedagógico

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo Pedagógico

Protagonismo Juvenil
Ser protagonista não significa poder fazer tudo, mas sim fazer aquilo que está sob sua
responsabilidade.

No âmbito do PEI, o Protagonismo Juvenil é ao mesmo tempo uma premissa, um princípio


e uma metodologia.

 Como premissa
 

 Como princípio
 

 Como metodologia
Significa dizer que todos os ambientes de aprendizagem são intencionalmente planejados
nos diferentes componentes curriculares e pressupõem um trabalho para que os jovens
ampliem seus conhecimentos e desenvolvam habilidades para que construam sua
autonomia por meio da resolução de problemas reais.

Iniciativa

Capaz de agir

Liberdade

Capaz de escolher

Compromisso

Capaz de assumir responsabilidade

Saiba mais!

Assista ao vídeo Que lugar você quer ocupar no mundo? e conheça a história da jovem
Camila Agone e como a sua atitude protagonista fez toda a diferença no modo de
enfrentar os desafios.

Objetivo

 Garantir a criação de espaços dentro e fora da escola de modo que o jovem


participe ativamente da busca por soluções dos problemas reais que o afligem na
vida escolar, na vida em família e na comunidade, sendo fonte de iniciativa,
liberdade e compromisso.

Prática pedagógica

Como educador, você sabe da importância de garantir que a escola seja um espaço
democrático e participativo. Sabe também que, na prática, é um processo exaustivo, pois é
muito mais difícil conciliar opiniões e abrir mão de uma proposta quando o coletivo entende
que um outro caminho é o melhor do que aquele proposto por você, não é mesmo?

Isso também ocorre com o Protagonismo Juvenil, pois os estudantes estão aprendendo a
ter maturidade, agir com responsabilidade, ser menos impulsivos, saber o momento de
ouvir e falar e lidar com conflitos e frustrações.

A dificuldade ocorre quando se espera que o estudante tenha o discernimento e a postura


desejada de um adulto! Mas, se você relembrar um dos princípios do PEI, os Quatro
Pilares da Educação, (Aprender a Ser, Aprender a Conviver, Aprender a
Conhecer e Aprender a Fazer.)visto no módulo anterior, verá que a escola é um
espaço ideal para o exercício desses princípios.

Convidamos você a assistir ao vídeo da EE Gabriel da Silva, da DE de Bragança Paulista,


com diversas atividades voltadas ao Protagonismo Juvenil:

Para que o Protagonismo Juvenil aconteça nas escolas é necessário considerar algumas
questões:

 1-Compreender os jovens como solução, e não como problema.


 2-Considerar que o protagonismo é uma ação a ser exercitada e, como todo
processo de aprendizagem, haverá erros e acertos.
 3-Promover o Protagonismo Juvenil não é uma tarefa fácil e exige paciência,
empatia e apoio ao estudante por parte de toda a equipe escolar.
 4-Viabilizar situações para que os estudantes exercitem o protagonismo é um
compromisso dos professores, funcionários, gestores, pais e/ou responsáveis.

Diante desse desafio, como garantir na prática a criação de espaços dentro e fora da
escola de modo que o estudante participe ativamente na busca de soluções aos
problemas reais que o afligem na vida escolar, na vida em família e na comunidade sendo
fonte de iniciativa, liberdade e compromisso?

O desenvolvimento do Protagonismo Juvenil pode impactar três


importantes momentos:

Na Formação para a Vida

Quando o Protagonismo Juvenil se desenvolve por meio de três


perspectivas. São elas:

Iniciativa

Abrir mão da postura de expectador para ser agente propositor e


transformador por meio de ações voltadas para problemas reais que os
afetam em seu cotidiano, como a própria organização da dinâmica da
escola.( Dinâmicas como fila de refeições, distribuição das aulas na
quadro de horários, fomento à participação e à implementação das
regras de convivência, entre outros aspectos.)

Liberdade

Exercitar a possibilidade de avaliar, decidir e escolher ante os pequenos


e grandes desafios cotidianos da escola, para que seja possível ao
estudante ter esta atitude em todas as dimensões de sua vida.

Compromisso

Ter a consciência de que sempre responderá pelos seus atos, sendo


consequente nas suas ações, assumindo a responsabilidade tanto pelo
que faz quanto pelo que deixa de fazer.

No Projeto de Vida

Quando o exercício do Protagonismo Juvenil fortalece e promove


condições e ferramentas para que o estudante possa gerenciar e
conduzir o seu Projeto de Vida com mais solidez e preparo.

Se autoconhecer e se autoa valiar envolve um conjunto de competências


e habilidades que só poderão ser adquiridas por meio de diferentes
experiências e vivências – individuais e coletivas – propiciadas pela ação
protagonista no convívio escolar.

No Papel do Educador

Quando a prática pedagógica e de gestão de todos os profissionais da


escola reconhece o estudante como fonte de iniciativa ao oferecer
oportunidades para que possa desenvolver sua capacidade de agir ante
os desafios propostos.

O educador precisa estar atento às suas próprias atitudes frente ao


jovem protagonista para que todos os estudantes tenham as mesmas
oportunidades de se desenvolverem e atuarem nos múltiplos contextos
que a escola oferece.

Veja algumas atitudes do educador que estimulam o Protagonismo


Juvenil:

Acreditar no potencial

Ter convicções sólidas a respeito da importância dos jovens na solução


de problemas reais na escola e na comunidade.

Abertura para o novo

Estar aberto para acolher e compreender as manifestações emitidas pelo


grupo.

Conhecimento específico

Conhecer elementos fundamentais da dinâmica e do funcionamento das


práticas e vivências em PEI.

Resiliência

Ter autoconhecimento em relação aos seus sentimentos e reações.

Empatia e colaboração

Desenvolver a capacidade de administrar as oscilações de


comportamento frequentes e naturais entre os jovens (seus conflitos,
suas passividades, indiferenças e agressividades), espírito animador e
colaborativo.

Cursista, você já viu que o Protagonismo Juvenil é uma metodologia


muito presente nas escolas PEI. Para que o Protagonismo Juvenil se
desenvolva em todas as escolas da rede, um dos desafios é criar
ambientes de aprendizagem que propiciem a todos os estudantes o
desenvolvimento de habilidades, que favoreçam um posicionamento
crítico e propositivo, tal como ocorre nos momentos do conselho escolar,
do conselho de classe participativo e dos grêmios, em que os estudantes
são incentivados e preparados para atuarem nesses espaços.

Você deve ter percebido que nas escolas há ações específicas para o
exercício de ações protagonistas, como no acolhimento. Você ainda
estudará, neste módulo, outros espaços nas escolas PEI que possibilitam
aos estudantes assumir determinados compromissos com
responsabilidade, tais como nos Clubes Juvenis e nos Líderes de Turma.

Como foi mencionado em acolhimento, as metodologias apresentadas


neste módulo podem ser adaptadas à realidade das escolas de tempo
parcial. Esse é um dos objetivos deste curso: conhecer as metodologias
que fazem parte do modelo pedagógico do PEI para inspirá-lo e auxiliá-
lo no desenvolvimento do seu trabalho, sempre de forma a considerar as
particularidades e realidades de cada escola.

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Clube Juvenil
Clube Juvenil é uma grande oportunidade de dar voz e responsabilidade aos estudantes.

O que é

O Clube Juvenil é uma metodologia utilizada pelo PEI para possibilitar práticas e vivências
em Protagonismo Juvenil. Os clubes são grupos temáticos, criados e organizados pelos
estudantes, com apoio dos professores e da direção da escola.

Todos têm um papel a cumprir relativo ao Clube Juvenil, porém são o diretor e o vice-
diretor da escola os responsáveis pela formação dos estudantes e pelo acompanhamento
dos clubes. Os Clubes Juvenis são organizados semestralmente e acontecem uma vez por
semana, em dois tempos consecutivos, no mesmo horário em que os professores e
coordenadores estão participando da Aula de Trabalho Pedagógico Coletivo Geral
(ATPCG).

O estudante, a partir da sua experiência, pode desenvolver diversas competências e


habilidades relacionadas à autonomia, à auto-organização, à capacidade de trabalhar em
equipe e tomar decisões.

É isso mesmo, o Clube Juvenil é uma metodologia que favorece a realização do


Protagonismo Juvenil!

Objetivos

 Atender áreas de interesse dos estudantes (o que eles gostam dentro ou fora da
escola); a partir delas, seus integrantes desenvolvem atividades que proporcionam
trocas de informação e de experiências, além de muitos aprendizados importantes
relacionados ou não à vida escolar;
 Incentivar a formação do jovem protagonista, pois, a partir da vivência no Clube
Juvenil, o estudante desenvolve e exercita um conjunto de habilidades essenciais
para a sua formação, em especial na sua vida pessoal, social e produtiva;
 Colaborar para o sucesso da escola, oferecendo oportunidade aos estudantes de
desenvolverem ações protagonistas, estimulando o jeito jovem de ser, de ver e de
pensar.

Prática pedagógica

Assista ao vídeo Clubes Juvenis – SEE/Escola de Tempo Integral e conheça como


funcionam os Clubes Juvenis na EE Prof. Ênio Vilas Boas, da DE São Vicente, e como
essa prática pode fazer a diferença na vida dos estudantes!

Você deve ter percebido que o Clube Juvenil é uma grande oportunidade de dar voz e
responsabilidade aos estudantes, visto que são eles os responsáveis pela criação,
planejamento, organização e condução dos Clubes. Cada Clube tem um presidente, que é
responsável pelo seu funcionamento. Mas eles não estão sozinhos nessa empreitada!

Os presidentes contam com o estímulo, o apoio, as orientações, o monitoramento e o


acompanhamento do diretor ou vice-diretor da escola. Há reuniões periódicas para refletir
sobre o andamento dos Clubes e propor estratégias de ação a fim de corrigir os rumos, se
necessário.

Veja alguns riscos que podem prejudicar o bom andamento dos Clubes Juvenis.

Apoio

Na escola, é esperado que os educadores apoiem os estudantes no seu processo de


formação como protagonistas. Esse apoio não pode ser confundido com concessões que
excedam os limites estabelecidos pelos aspectos legais e institucionais ou mesmo aqueles
situados na esfera do justo e do razoável.

Como viabilizar o apoio na prática?

 1

Explore o assunto antes de apresentar a solução: lute contra o impulso de mover-


se rapidamente para dar ao jovem a solução! Para que uma real aprendizagem
aconteça, as pessoas devem reconhecer o problema e a solução por elas
mesmas.

 2

Use questões para explorar o assunto, o problema ou a experiência em vez de ir


logo em busca da solução. Em vez de perguntar imediatamente “Como você vai
resolver isso?”, explore “Como isso aconteceu? Qual o papel que a falta de escuta
do que o colega está dizendo desempenhou nessa situação? Quais foram as
consequências?”
Tutela

Ocorre quando os educadores protegem e resguardam os estudantes que não têm


autonomia para agir e tomar decisões sobre as suas ações de tal modo que os privam das
oportunidades de aprender com os próprios erros. Isso tende a ocorrer muitas vezes por
um entendimento equivocado, por parte do educador, do que seja apoiar.
Os jovens nos Clubes estão aprendendo a exercer autonomia e, por isso, em alguns
momentos, esperam dos adultos o apontamento de uma solução. Alguns educadores,
pressionados por essa expectativa dos jovens, tendem a ceder e a atender a essas
necessidades manifestadas.

O professor e o gestor não devem ceder a essas pressões.

Como viabilizar a tutela na prática?

 1

Dê oportunidade ao jovem de entender melhor seus próprios processos. Nesse


sentido, o educador pode oferecer apoio por meio de questionamentos que levem
os estudantes a buscarem por alternativas, sem dar as respostas, e ao mesmo
tempo que os desafiem a encontrar as soluções. Algumas vezes isso é
desconfortável para o próprio educador.

 2

Use questões para fazer o estudante entender como, em alguns momentos, sua
própria postura pode ter implicações no problema. Perguntas podem ser mais
desafiadoras, mas são poderosas. Exemplo: “Entendo a angústia de vocês.
Gostaria de desafiá-los a refletir de que modo vocês podem ter contribuído com o
dilema? Quanto essa situação pode ter da própria responsabilidade pessoal de
cada um?” Não se trata de buscar culpados, mas de compreender o que pode
estar afetando o bom funcionamento do próprio Clube.
Abandono

Ocorre quando o protagonismo é conduzido de maneira equivocada e é colocada aos


estudantes uma condição em que eles atuem desprovidos de qualquer apoio, orientação,
limite e senso daquilo que seja autonomia.

Como evitar o abandono na prática?

 Não coloque os estudantes numa condição como se autonomia significasse agir


em nome do que se quer, de qualquer forma, a qualquer custo, a qualquer tempo,
sem ter que assumir a responsabilidade pelos próprios atos e sem que se reflita
sobre as consequências destes para o coletivo.

Rotina pedagógica

Os gestores podem auxiliar os estudantes a ser protagonistas, a partir dos Clubes Juvenis,
na rotina pedagógica da escola por meio de:

 Caminhada pedagógica
 

 Reuniões ordinárias
 

 Gestão de processos

É um momento fértil para o diretor da escola circular pelo pátio nos intervalos, no horário
da entrada e em outras oportunidades e se aproximar dos estudantes, exercendo a
pedagogia da presença para conhecer de perto as áreas de interesse e de maior
mobilização.

Por meio de uma abordagem adequada o gestor pode relatar um fato que tenha observado
na ação dos estudantes e demonstrar interesse em saber mais informações. É uma
oportunidade para esclarecer algo que se faça necessário; por exemplo, ajudar algum
estudante que esteja confundindo Clube de Astronomia com Clube de Astrologia. O gestor
ou a gestora também apoiam, conversando com os estudantes sobre suas ideias, sua
viabilidade e suas alternativas para a solução de dificuldades, buscando entender as
razões pelas quais não conseguem definir os seus Clubes, sem que, no entanto, essa
conversa os leve a definir por eles. Aqueles estudantes que não manifestam interesse
nesse primeiro momento devem compreender a necessidade de respeitar a decisão dos
colegas da mesma forma como desejam ser respeitados na sua decisão.

Rotina pedagógica

Os gestores podem auxiliar os estudantes a ser protagonistas, a partir


dos Clubes Juvenis, na rotina pedagógica da escola por meio de:

 Caminhada pedagógica
 

 Reuniões ordinárias
 

 Gestão de processos

A Direção recebe os Presidentes de Clube Juvenil e Vice-Presidentes para conhecer as


demandas e orientar os estudante a pensarem em soluções para os possíveis problemas.
Muitas vezes, essas demandas são bastante simples, a exemplo de informações como
um levantamento sobre a quantidade de objetos e mobiliários quebrados e os recursos
financeiros necessários para realizar o conserto; ou a autorização para acompanhar e
registrar o peso das sobras de alimentos e sugerir novos cardápios para os estudantes.
Mas, também podem ser informações de outra natureza ou de caráter confidencial, que
requerem ações mais específicas que muitas vezes não podem ser atendidas.

Rotina pedagógica

Os gestores podem auxiliar os estudantes a ser protagonistas, a partir


dos Clubes Juvenis, na rotina pedagógica da escola por meio de:

 Caminhada pedagógica
 

 Reuniões ordinárias
 

 Gestão de processos
Retomar o contrato de convivência, o plano do Clube e a divisão de funções. Orientar os
Clubes Juvenis e as ações junto aos líderes de turma e definir estratégias para o
desenvolvimento do Protagonismo Juvenil.

Saiba mais!

Confira alguns materiais que apresentam dicas e orientações para apoiar


o Clube Juvenil.

 Plano de Ação de Clube Juvenil

 Como formar Clubes

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Líderes de turma
Ser um Líder de Turma ético significa ser, acima de tudo, imparcial. É importante saber distinguir os
anseios pessoais das solicitações da turma.

O que é

O Líder de Turma é o estudante indicado e eleito pelos colegas da classe cuja função é a
de colaborar de maneira corresponsável na formação e no desenvolvimento do grupo
como um todo por meio de vivências de liderança. Ele tem uma grande responsabilidade
no sentido de incentivar os colegas de sala a fazerem importantes reflexões sobre os
estudos, as atitudes e os comportamentos dentro do espaço escolar. Para isso, ele precisa
desenvolver e trabalhar as cinco macrocompetências socioemocionais: resiliência
emocional, engajamento com os outros, autogestão, amabilidade e abertura ao novo.

Objetivos

 Ser uma referência positiva;


 Trabalhar em equipe de forma a conviver com as diferenças;
 Ser um elo entre os estudantes da sua classe e a direção;
 Apoiar a resolução de conflitos e mal-entendidos e propor soluções junto à
comunidade escolar para todos os assuntos da sala de aula e da escola;
 Incentivar a integração e estimular a participação protagonista dos colegas;
 Representar os estudantes perante os educadores.

Prática pedagógica

Uma característica importante desta metodologia utilizada pelo PEI é que ela possibilita o
desenvolvimento do protagonismo. Para isso, contar com o apoio e o incentivo dos
gestores da escola em relação à atuação dos líderes de turma é imprescindível para que
esses estudantes possam exercitar de fato o protagonismo na escola.

Clique aqui e conheça algumas experiências e relatos sobre a atuação de Líderes de


Turma na EE Prof. Nestor de Camargo, da DE Itapevi, e na EE Prof. Ayres de Moura, da
DE Norte 1.
Por meio dos depoimentos das estudantes Mileide Batista Santana,
Caroline dos Santos Ramos, Larissa dos Santos Leão e Talita Gabriella
Bispo, é possível notar que esses líderes de turma possuem algumas
características semelhantes, tais como:

 1

A capacidade de gerir conflitos.

 2

A busca pela promoção entre os colegas de uma relação de amizade,


harmonia, solidariedade, confiança e respeito.

 3

Comprometimento e responsabilidade nas ações realizadas.

 4

Proatividade para propor soluções.

 5

Disposição em escutar e em auxiliar os outros.

Prever momentos de troca, discussão e encaminhamentos entre a


gestão e os Líderes de Turma é uma estratégia que:

Propicia o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais


para uma atuação bem-sucedida desses líderes. Também sela o
compromisso de toda a equipe escolar com a compreensão de que o
foco central da escola deve estar no estudante.

Desencadeia a percepção de todos os estudantes de que os Líderes de


Turma atuam como interlocutores dentro da escola, além de ser
inspiração e referência para os demais estudantes na busca pelo bem-
estar coletivo e superação de problemas por meio do diálogo respeitoso
e ético.

As escolas PEI contam com os Líderes de Turma e as escolas de tempo


parcial possuem o que denominamos como representantes de classe.
Ambos são eleitos pelos colegas! Como já foi mencionado, a ideia é que
as práticas do PEI sirvam de inspiração para as escolas de tempo
parcial. Que tal organizar e planejar momentos de formação e troca
entre os representantes de classe e o diretor da escola, de forma a
fomentar a realização do Protagonismo Juvenil nos espaços escolares?
Essa é uma importante estratégia pedagógica e de gestão para
aproximar os estudantes e solidificar essa parceria!
Saiba mais!

 O vídeo Líder de Turma – Programa de Ensino Integral –


Professor Fábio Fanucchi traz o depoimento de uma estudante
eleita Líder de Turma sobre o seu papel dentro da escola.
 O material Formação do Líder de Turma traz uma sugestão de
como organizar na escola a escolha, a formação e o
acompanhamento dos Líderes de Turma.

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Práticas experimentais
As Práticas Experimentais podem ser ferramentas para que o estudante tenha confiança no futuro,
reconhecendo-se como responsável pela construção de soluções para os problemas cada vez mais
desafiadores do século XXI.

O que são

As Práticas Experimentais são uma metodologia utilizada na PEI que visa à realização de
diferentes atividades que apoiam os estudantes na compreensão da construção do
conhecimento científico por meio do desenvolvimento de habilidades previstas no
Currículo Paulista, despertando, assim, seu espírito investigativo. Tais práticas, por sua
vez, estão centradas em competências específicas do Letramento Científico.

Com a construção de protótipos por meio de planejamento, manipulação de materiais e


experimentação, os estudantes têm a oportunidade de fundamentar conceitos teóricos
com maior facilidade, pois atribuem sentidos ao que foi aprendido, o que contribui para
uma permanência interessada na escola.

As práticas e os experimentos desenvolvidos devem permitir uma ampliação do grau de


compreensão do mundo que cerca o estudante no seu cotidiano, dando-lhe suporte
conceitual e procedimental para incentivá-lo a questionar o mundo que o cerca, utilizando
os conhecimentos adquiridos na escola para produzir novos conhecimentos e contribuir
com a sociedade.

São atividades práticas:

[...] aquelas tarefas educativas que requerem do estudante a experiência


direta com o material presente fisicamente, com o fenômeno e/ou com
dados brutos obtidos do mundo natural ou social. Nesta experiência, a
ação do estudante deve ocorrer – por meio da experiência física –, seja
desenvolvendo a tarefa manualmente, seja observando o professor em
uma demonstração, desde que, na tarefa, se apresente o objeto
materialmente” (ANDRADE; MASSABNI, 2011. p. 840).

Objetivos

 Estabelecer a relação entre a teoria e a prática com foco no desenvolvimento da


capacidade de argumentação científica dos estudantes, levando-os a ampliar,
diversificar e aprofundar conceitos, construindo procedimentos a partir das
temáticas dos componentes curriculares;
 Investigar o problema proposto em busca de resposta e compreensão de que a
teoria se aplica a contextos reais ou simulados;
 Desenvolver habilidades cognitivas e compreender o trabalho científico,
controlando e prevendo os fenômenos físicos.

Para que os objetivos sejam alcançados as Práticas Experimentais devem ter cunho
investigativo, em que o estudante busca informações para as questões propostas e conclui
a sua pesquisa quando constrói uma resposta ao problema proposto.

Prática pedagógica

Veja o vídeo Projeto Práticas Experimentais (vídeo gravado antes da mudança do nome


da Efape) que mostra algumas das inúmeras formas de se trabalhar as Práticas
Experimentais na EE Brasílio Machado.

Viu só o quanto os estudantes adoram essa prática?

O conhecimento científico vai muito além dos componentes de Ciências da Natureza e


Matemática porque possui uma natureza transdisciplinar . O que resulta das atividades
de Práticas Experimentais acaba por extrapolar os muros da escola e, assim, transformar
a vida de cada estudante.

Na essência, as Práticas Experimentais requerem alguns recursos elementares:

 1

Professores propositivos, inventivos, que se preocupam em propor ambientes


desafiadores aos estudantes e que os apoiam tanto no desenvolvimento como no
monitoramento de suas aprendizagens.

 2

Estudantes com espírito investigativo e curiosidade aguçada.

 3

Gestores que apoiam, incentivam e somam esforços para viabilizar as ideias.


Importante!

Na prática, é importante a criação de ambientes de aprendizagem com problematizações


desafiadoras de situações da vida cotidiana para que os estudantes tenham a
oportunidade de mobilizar habilidades que resultam na construção de outros saberes com
a finalidade de apresentar uma possível solução ao desafio inicial. Do mesmo modo, os
estudantes podem ainda refletir sobre as experiências vivenciadas e visualizar como os
conceitos e pressupostos teóricos foram aplicados na atividade prática.

A experimentação propicia a mobilização de outras competências como, por exemplo, a


empatia e a colaboração que, de modo transdisciplinar, contribuem para o
desenvolvimento das habilidades socioemocionais. Na experimentação são colocadas em
prática atitudes e mobilização de habilidades que exigem o controle do comportamento
frente às emoções, a demonstração de empatia pelo ponto de vista dos pares e a
necessidade de se manter uma relação positiva no desenvolvimento do trabalho a fim de
que as decisões tomadas atinjam o seu objetivo, que é chegar a uma conclusão
desencadeada pelo movimento do coletivo. Isso muda completamente a perspectiva da
aprendizagem, que não está voltada para o apontamento do resultado, mas sim para o
movimento do processo.

Saiba mais!

 Coheça um exemplo de uma atividade de Práticas Experimentais do


componente curricular de Física para a 1ª série do EM.

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Orientação de estudos
A Orientação de Estudos não deve ser confundida com um momento de reforço escolar nem de
realização de tarefas.

O que é

A Orientação de Estudos é uma metodologia utilizada pelo PEI que possibilita ao


estudante aprender a estudar por meio de métodos, técnicas e procedimentos para
organizar, planejar e executar os seus processos de estudo.

A contextualização do que se estuda, mediada pelo professor, é fundamental para que o


estudante possa desenvolver essa sintonia entre curiosidade e interesse.

A Orientação de Estudo tem como diferencial assegurar momentos específicos em que


“aprender a estudar” ganha centralidade nas práticas de ensino. “Aprender a estudar” é
condição primordial para o desenvolvimento da autonomia intelectual de nossos
estudantes.

Objetivos

 Auxiliar os estudantes quanto à aquisição de hábitos e rotinas de estudo;


 Ajudar na compreensão de que intensidade de estudo não é sinônimo de
qualidade;
 Reconhecer que há diferentes técnicas de estudo e saber selecioná-las conforme
cada caso;
 Desenvolver uma postura protagonista em relação à própria aprendizagem.

Prática pedagógica

A Orientação de Estudos apoia e auxilia os estudantes a entender seu processo de estudo


e aprendizagem.

Veja alguns exemplos para levar em consideração pelo professor de Orientação de


Estudos:

Diversificação e adequação dos procedimentos de estudo;

Organização de sequências didáticas;

Autoavaliação dos estudantes;


Transdisciplinaridade para garantir a articulação entre as diferentes áreas do
conhecimento.

A avaliação durante a Orientação de Estudos consiste em um acompanhamento do nível


de engajamento dos estudantes. Essa avaliação pode ser realizada por meio de
instrumentos, como:

 1

Avaliação por pares;

 2

Uso de rubricas;

 3

Criação de portfólios;

 4

Observação.
Saiba mais!

No capítulo Interação entre aprendizado e desenvolvimento, do livro Formação Social da


Mente, (VYGOTSKY, L. S. Formação Social da Mente. São Paulo: Martins
Fontes, 2007. P. 94-105.)é apresentado um relevante referencial que amplia as
possibilidades dos professores contribuírem de forma ainda mais significativa com o
aprendizado dos estudantes: é a compreensão de que o objeto de ensino deve ser
ensinado levando-se em conta a zona de desenvolvimento proximal (“Chamamos
de zona de desenvolvimento proximal a distância entre o nível de
desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução
independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial,
determinado através da solução de problemas sob a orientação de um
adulto ou a colaboração com companheiros mais capazes. O nível de
desenvolvimento real caracteriza o desenvolvimento mental
retrospectivamente, enquanto a zona de desenvolvimento proximal
caracteriza o desenvolvimento mental prospectivamente. (VIGOTSKI,
2007, p. 98)”)do estudante. Desse modo, ao elaborar uma situação de aprendizagem,
mais do que se preocupar com o programa a ser cumprido naquela etapa escolar, os
professores precisam identificar qual o nível real de desenvolvimento, isto é, identificar o
que o estudante já sabe e o que pode aprender naquele momento com a interveção de um
outro (adulto ou alguém com mais conhecimento), compreendendo a importância do papel
do sociointeracionismo na contrução do conhecimento.

 Veja algumas sugestões para trabalhar com Orientações de Estudo.

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Nivelamento
O Nivelamento não deve ser confundido com a Recuperação Contínua!

O que é?

O Nivelamento é uma ação emergencial que auxilia na identificação de defasagens dos


estudantes em relação às habilidades dos anos/séries anteriores. Oferece, desse modo,
indicadores necessários para auxiliar os professores no planejamento de suas aulas de
modo que sejam superadas as defasagens assinaladas.

Atenção!

O Nivelamento foca em habilidades relacionadas a anos e séries anteriores. Já a


recuperação contínua trabalha com o conteúdo previsto para o ano e série que o
estudante está cursando.

Objetivos

 Identificar as defasagens entre anos/séries e as habilidades previstas pelo


Currículo Paulista.
 Gerar indicadores a fim de apoiar os professores, pais e/ou responsáveis e
estudantes de forma que todos se sintam corresponsáveis e comprometidos com o
processo educacional, tendo em vista a melhoria dos resultados da escola.
 Promover a articulação dos professores de diferentes componentes para que
desenvolvam um plano de ação com metas para superar as defasagens dos
estudantes.

Prática pedagógica

O Nivelamento é realizado nas escolas PEI, no primeiro semestre, com base nos dados
fornecidos pela Avaliação Diagnóstica de Entrada (ADE) e, uma vez registrados no
Sistema de Acompanhamento dos Resultados de Avaliações (Sara), orientam os
professores na elaboração de estratégias pedagógicas para a superação das defasagens
identificadas.

Os professores elaboram um diagnóstico individual com um mapeamento composto das


habilidades já desenvolvidas e também daquelas ainda não desenvolvidas pelo estudante.
A partir deste diagnóstico, os docentes planejam, em conjunto, quais estratégias auxiliarão
na superação dessas defasagens. Não se trata, no entanto, de elaborar atividades que
foquem apenas nas habilidades que o estudante não desenvolveu nem de repetir
exercícios semelhantes para que ele aprenda.

É preciso partir sempre do que o estudante já sabe em situações de aprendizagem


desafiadoras com proposição de atividades contextualizadas, muitas vezes envolvendo
outras habilidades estruturantes que o ajudem a avançar.

O Nivelamento exige monitoramento contínuo do processo de aprendizagem, e os


registros desses avanços podem ser consultados, inclusive para que o próprio estudante
possa acompanhar o seu desenvolvimento.

Importante!

Deve-se destacar que o portfólio é um instrumento que permite monitorar as metas e os


prazos estabelecidos no Plano de Ação de Nivelamento (PAN) das turmas e/ou
agrupamentos e, sobretudo, garantir os direitos de aprendizagem, uma vez que essas
habilidades são determinantes para o sucesso do estudante no ano em curso.
As escolas de tempo parcial desenvolvem uma ação semelhante ao Nivelamento! A escola
utiliza os dados fornecidos pela Avaliação Diagnóstica de Entrada (ADE) e outras
informações que identificam as defasagens e geram indicadores. Com esses dados e
informações, a equipe escolar elabora um plano de ação, por meio de diferentes
estratégias pedagógicas, para superar as defasagens dos estudantes.

Assim, como as escolas PEI, as escolas de tempo parcial também contam com o PDCA
para apoiar no planejamento, na execução, na verificação e na avaliação das ações
pedagógicas e de gestão em prol do sucesso escolar.

Como realizar o processo de Nivelamento na escola?

 1

Identificar as defasagens em habilidades não adquiridas nos anos letivos


anteriores por meio da ADE e dos demais indicadores já realizados pela escola,
em seu diagnóstico próprio.

 2

Categorizar os resultados.

 3

Estruturar o Plano de Ação de Nivelamento para superar as defasagens de


aprendizagem, de modo a garantir a aprendizagem dos estudantes, no transcorrer
do ano letivo.

 4

Realizar um acompanhamento do Plano de Nivelamento, monitorando os ganhos


de aprendizagem dos estudantes e possibilitando que esses avanços sejam
acompanhados pelos próprios estudantes, na lógica proposta pelo PDCA.
O professor deverá pensar em estratégias individuais e para a turma. É fundamental que o
estudante participe deste processo para refletir e propor ações que ele pode realizar a fim
de superar suas defasagens. Portanto, o diálogo e a troca entre o estudante e o professor
deve ser constante, assim como reuniões individualizadas de feedback.

Saiba mais!

Veja um modelo de Plano de Ação de Nivelamento (PAN) para inspirá-lo no


aprimoramento da sua prática pedagógica.

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Tutoria
A Tutoria está relacionada com o princípio da Pedagogia da Presença porque a natureza de suas
ações exige do educador uma relação de proximidade com seus estudantes ao acolhê-los e orientá-
los na construção de seu conhecimento e na preparação para o exercício da cidadania.

Tutoria é uma metodologia utilizada pelo PEI para acompanhar os estudantes na


construção dos seus Projeto de Vida e na compreensão de seus propósitos pessoais,
acadêmicos e/ou profissionais tendo em vista seu pleno desenvolvimento nas atividades
promovidas pela escola.

Como afirma o professor Ricardo Argüís:

A Tutoria é uma atividade inerente à função do professor, que se realiza


individual e coletivamente com os estudantes de uma sala de aula, a fim
de facilitar a integração pessoal nos processos de aprendizagem. [...] A
tutoria é a ação de ajuda ou orientação ao estudante que o professor
pode realizar além da sua própria ação docente e paralelamente a ela”.

ARGÜÍS, Ricardo et al. Tutoria: com a palavra, o estudante. Tradução de


Fátima Murad. Porto Alegre: Artmed, 2002, p. 16.

É papel do tutor:

 Provocar nos tutorados o despertar de seus sonhos.


 Questionar sobre o que as pessoas querem ser.
 Criar necessidade pela busca de respostas, sendo o estudante o empreendedor
dessa busca.
 Colaborar efetivamente no processo de ensino e aprendizagem do tutorado.
 Lançar desafios para os tutorados.
 Compartilhar conhecimentos, valores, atitudes e habilidades que lhes permitam
transformar o seu “querer ser” em “ser”.
 Questionar e gerar dúvidas e certezas temporárias.

É necessário que o tutor tenha uma escuta ativa e respeitosa e estabeleça na conversa
uma relação de empatia com o tutorando, mostrando interesse e consideração pelo seu
ponto de vista. Durante os momentos de interação entre o estudante e o tutor, é
importante que o tutorando seja estimulado a refletir sobre o assunto em questão até
chegar a uma conclusão sobre o que está sendo discutido.

O Ser Tutor

Empatia, maturidade intelectual e afetiva, sociabilidade, responsabilidade e capacidade de


aceitação.

O Saber do Tutor

Conhecimento da maneira de ser do estudante e dos elementos pedagógicos que tornam


possível conhecê-lo e ajudá-lo.

O Saber Fazer do Tutor

Capacidade de trabalhar com eficácia e em equipe, participando das atividades


estabelecidas de comum acordo para a formação dos estudantes.

Informação extraída da Formação para os Diretores de Escola e Supervisores de Ensino


do Programa de Ensino Integral 2020.

Podemos dizer que o foco da Tutoria é acadêmico. Ocorre que podem haver situações
em que a temática abordada pelo estudante transcenda o rol de competências exigido no
exercício da Tutoria. Nos casos em que isso acontecer, por exemplo, quando de uma
demanda sobre uma situação de vulnerabilidade ou risco trazida pelo estudante, orienta-se
que o tutor comunique o fato à equipe gestora da escola para os devidos
encaminhamentos.

Objetivo

 Promover o sucesso escolar dos estudantes por meio da formação acadêmica de


excelência.

Prática pedagógica

Para ver como a Tutoria é praticada, assista ao vídeo com o depoimento do estudante
Diogo e do professor Lucas, da EE Professor Fábio Fanucchi, da DE Guarulhos Sul.

Para que se atinja o objetivo da Tutoria é importante compreender as três dimensões de


orientação pelas quais o tutor fará o acompanhamento dos tutorados (ou tutorandos).

Segundo Argüís, as três dimensões são:

Orientação Pessoal

Busca promover o autoconhecimento, a ampliação do senso crítico, o desenvolvimento da


autonomia e a tomada de decisões de forma responsável.

Orientação Acadêmica

Visa a apoiar o estudante por meio de temas e conteúdos disciplinares e auxiliá-lo nas
interações em sala de aula, na superação de dificuldades e na adoção de hábitos de
estudos.

Orientação Profissional

Visa a apoiar o estudante estimulando-o a identificar suas habilidades pessoais para que
faça a escolha acadêmica e profissional de acordo com sua personalidade, suas aptidões
e seus interesses.

Imagem utilizada na Formação para os Diretores de Escola e Supervisores de Ensino do


Programa de Ensino Integral 2020.

Perceba, cursista, que o tutor deverá reunir todas as informações sobre seus tutorados:

 1-Projeto de vida;
 2-Desempenho acadêmico;
 3-Atuação protagonista nos diversos espaços e tempos da escola.

O tutor precisará organizar e registrar todas essas informações de forma sistematizada.


Parece complicado? Veja um exemplo de plano de tutorado utilizado pelos estudantes.
Você pode se inspirar nesse exemplo para elaborar o seu plano.

 Vamos praticar

Você sabe a quem cabe a escolha do tutor?

 Os pais e/ou responsáveis


 O diretor e/ou o vice-diretor
 O professor coordenador
 O estudante

Anote sua resposta em um bloco de anotações e, em seguida, clique em Comentários


para ler as respostas.

Comentários

Atenção!

A escolha do tutor é de caráter pessoal. Ela deve ocorrer de forma a transmitir confiança e
empatia. Para isso, é importante garantir transparência no processo; por exemplo, definir,
com os Líderes de Turma os critérios adotados caso haja um desequilíbrio no número de
tutores para o número de estudantes.

Como tornar a Tutoria eficaz?

Para que haja uma Tutoria eficaz, o educador deve:

 1-Conhecer o ciclo/fase que compreende a adolescência e a juventude;


 2-Ter comprometimento com a Tutoria;
 3-Estar disponível para trocar, com outros atores da escola (muitas vezes, de
forma sigilosa e discreta), informações que possibilitem que a relação entre tutor e
tutorado traga resultados para o pleno desenvolvimento acadêmico do estudante;
 4-Ter postura ética, não expondo informações de seus tutorados que possam
causar constrangimentos, descaracterizando o propósito da Tutoria;
 5-Transmitir e inspirar confiança por meio de ações cotidianas na escola;
 6-Mostrar interesse em conhecer a trajetória escolar, os sonhos e os objetivos de
seus tutorados;
 7-Ser atencioso ao atender o tutorado sempre que necessário;
 8-Ser imparcial, sabendo conduzir sem induzir, levando o tutorado à reflexão sobre
suas ações e/ou necessidades;
 9-Valorizar a escolha e a decisão do estudante;
 10-Saber o momento de ouvir e o de falar;
 11-Saber conviver e respeitar as diferenças de opinião e a diversidade.

2.1 - Componentes Curriculares e Metodologias do Modelo


Pedagógico

Encerramento do módulo
Muito bem! Você chegou ao final deste módulo!

Escute o áudio a seguir para recapitular o conteúdo abordado sobre o Programa Educação
Integral.

No próximo módulo, você vai conhecer de forma mais aprofundada as Metodologias de


Gestão.

Para concluir o conteúdo deste módulo, clique no botão abaixo “Finalizar”.

2.2 - Questões objetivas do módulo 2


Questões objetivas

 Para iniciar o questionário clique no botão abaixo dessas orientações.


 Ao finalizar o questionário avaliativo clique no botão “Finalizar tentativa” e
posteriormente no botão “Enviar tudo e terminar”.
 Antes de enviar há a possibilidade de retornar a tentativa. É possível salvar as
atividades para enviá-las posteriormente. Atividades salvas são registradas como
“Em progresso”, são visualizadas somente pelos cursistas e não são
consideradas para avaliação.
 Após o envio das respostas, será fornecido o feedback de cada alternativa
selecionada. As respostas corretas serão acompanhadas do feedback na cor verde e as
incorretas, vermelha.
 Após a leitura dos feedbacks clique em “Terminar a revisão”, somente após esse
passo a atividade será considerada enviada e a avaliação será registrada. Se houver
necessidade você poderá realizar uma nova tentativa.
 A quantidade de tentativas e o período de realização da atividade estão descritas
no Regulamento do curso.
 Para verificar seu desempenho clique no menu superior em seu Nome e selecione
a opção “Notas”. Se suas notas não estiverem registradas as atividades devem ser
enviadas novamente dentro do período disposto em Cronograma.
 O envio da atividade não será aceito fora dos prazos estabelecidos em
Regulamento. Fique atento!
 Iniciado em sexta, 17 Jul 2020, 22:19

Estado Finalizada

Concluída em sexta, 17 Jul 2020, 22:38

Tempo empregado 18 minutos 37 segundos

Notas 5,00/5,00

Avaliar 100,00 de um máximo de 100,00

Questão 1
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Leia as afirmativas sobre Clube Juvenil.


I. O Clube Juvenil é idealizado e colocado em prática pelos próprios estudantes
com foco no desenvolvimento do Protagonismo Juvenil.
II. Os Clubes Juvenis são organizados anualmente a partir de um cardápio de
opções disponibilizadas pela Seduc/SP aos professores das escolas PEI.
III. O acompanhamento das atividades de cada Clube Juvenil é de total
responsabilidade do presidente e do vice-presidente de cada Clube, que
apresentam o resultado nas reuniões com a direção da escola somente para
informar as atividades que foram desenvolvidas.
IV. Os Clubes Juvenis acontecem todos os dias da semana, no horário de almoço
dos estudantes.
É correto afirmar que:

a. Todas as afirmações estão corretas.

b. As afirmativas I, II e IV estão corretas.

c. Apenas a afirmação I está correta. 

Correto! O Clube Juvenil é uma importante oportunidade para dar voz e responsabilidade
aos estudantes, pois é um espaço destinado ao desenvolvimento de atividades que
proporcionam trocas de informações e de experiências em áreas de interesse dos
estudantes.

d. Apenas a afirmação II está correta.

e. As afirmativas I, II e III estão corretas.

Feedback

Sua resposta está correta.

Questão 2
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Ao iniciar o ano letivo, as escolas receberão estudantes já conhecidos e novos. É


um momento que mistura diversos sentimentos: ansiedade, expectativa, receio,
medo, alegria... Para os estudantes novos, especificamente, o início do ano pode
ser um desafio, mas esse momento pode e deve ser superado por meio de um
Acolhimento escolar estratégico.
O primeiro dia de aula é voltado para o Acolhimento, com dinâmicas em grupo,
conduzidas pelos próprios estudantes, para o registro dos seus sonhos de vida
objetivando estimulá-los a pensar sobre os primeiros passos que precisarão seguir
para concretizar o que desejam, assumindo, assim, uma postura protagonista na
sua trajetória escolar.
Com base nessa argumentação, é possível dizer que o Acolhimento:

a. O Acolhimento deve ser realizado pelos estudante e, por isso, deve planejado e
executado sem a necessidade do apoio e do auxílio da gestão escolar.

b. O objetivo do Acolhimento é dar as boas-vindas a todos os estudantes e, por meio de


palestras dos docentes, garantir que todos tenham conhecimento sobre o funcionamento
da escola.

c. O Acolhimento é uma atividade pedagógica intencional que oportuniza o protagonismo


entre os estudantes à medida que planejam e colocam em prática as atividades,
fortalecem vínculos, ampliam as relações e se envolvem com projetos e ações

escolares. 

Correto! A escola deve criar condições para que os estudantes se integrem uns com os
outros por meio das atividades desenvolvidas no Acolhimento e, também, procurem refletir
sobre seu futuro e os caminhos que pretendem trilhar para realizar seus sonhos.

d. O Acolhimento é fundamental para o processo de ensino e aprendizagem, pois trata-se


de um momento pontual na escola, que acontece exclusivamente no início do ano,
devendo especialmente envolver os novos estudantes, professores, funcionários,
familiares/responsáveis e a comunidade.

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Questão 3
Correto

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Texto da questão

Conhecer as metodologias que fazem parte do modelo pedagógico do PEI é


importante para o desenvolvimento integral dos estudantes. Diante desta
afirmação, analise os itens abaixo:
I. O Nivelamento é uma importante metodologia que utiliza como instrumento o
Plano de Ação de Nivelamento (PAN) para registrar as defasagens dos
anos/séries anteriores nas habilidades previstas pelo Currículo e, assim, propor
ações de intervenção individuais e coletivas, dentro de um determinado prazo a fim
de superar as defasagens detectadas.
II. O Protagonismo Juvenil está presente somente nas ações desempenhadas nos
momentos de Acolhimento, dos Clubes Juvenis e Líderes de Turma.
III. A Tutoria tem como foco o desenvolvimento acadêmico do estudante e, para
isso, é necessário que o diretor da escola distribua entre os professores os alunos
a serem tutorados.
IV. Por possuírem um caráter disciplinar específico, as aulas de Práticas
Experimentais devem ser realizadas somente pelos professores das disciplinas de
Ciências da Natureza.
É correto afirmar que:

a. Apenas a afirmação II está correta.

b. As afirmativas I, II e III estão corretas.

c. As afirmativas I, II e IV estão corretas.

d. Apenas a afirmação I está correta. 

Correto! O Nivelamento tem o objetivo de oferecer melhores condições aos estudantes


para a superação de defasagens de aprendizagem identificadas em relação às habilidades
previstas no currículo da série/ano do ano anterior.

e. Todas as afirmações estão corretas.

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Questão 4
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

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Texto da questão

O Líder de Turma é o estudante eleito pelos colegas da classe para representá-los


perante os gestores e professores. Em relação ao Líder de Turma, também é
correto afirmar que:
a. O Líder de Turma deve aproveitar a oportunidade de representar a direção da escola
nas reuniões de Conselho de Classe de forma participativa.

b. O Líder de Turma é aquele que apresenta uma postura de comprometimento e


responsabilidade nas ações realizadas, sendo o elo entre os estudantes da sua classe e a
direção da escola. Procura trabalhar as competências socioemocionais para estar aberto
às diferentes ideias e sugestões, e apoiar na solução de conflitos, tornando-se uma

influência positiva para os demais colegas. 

Correto! O Líder é aquele que representa os estudantes de sua turma junto à direção e
que, pela postura de comprometimento, se torna uma inspiração e um modelo de atuação
protagonista para os demais colegas.

c. O Líder de Turma precisa ser alguém introspectivo, parcial e independente, defendendo
suas ideias perante os demais colegas.

d. O Líder de Turma deve defender suas ideias para os demais colegas e equipe escolar,
por serem as melhores. Por isso é que foi eleito como líder.

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Questão 5
Correto

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Texto da questão

A Orientação de Estudos é uma metodologia importante que leva o educando a


perceber a importância de estabelecer algumas técnicas e estratégias de estudos
que os auxiliem a conquistar um bom desempenho educacional. Com base nesse
nessa afirmativa, podemos dizer que:

a. As aulas de Orientação de Estudos são importantes momentos para a realização de


tarefas e uma oportunidade para realizar o reforço escolar.

b. A avaliação dos estudantes em Orientação de Estudos é realizada por meio de provas
objetivas realizadas semestralmente, compostas de alternativas de múltipla escolha sobre
métodos, estratégias e procedimentos de estudo.
c. As aulas de Orientação de Estudos devem contemplar diferentes métodos, técnicas e
procedimentos para auxiliar os estudantes em seus estudos em todas as áreas do

conhecimento. 

Correto! As aulas de Orientação de Estudos devem possibilitar que o estudante aprenda a


estudar de forma a organizar, planejar e executar as suas tarefas, desenvolvendo, assim,
uma postura protagonista em relação à própria aprendizagem.

d. As aulas de Orientação de Estudo servem para auxiliar os estudantes quanto à


aquisição de hábitos e rotinas de estudo e a compreenderem que, quanto mais horas
passarem estudando, melhor será seu desempenho escolar.

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3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Sobre o Modelo de Gestão


Olá, cursista! Seja bem-vindo ao Módulo 3!

No módulo 1 você viu que não podemos confundir o conceito de educação integral com o
de tempo integral e que é possível fazer educação integral no tempo parcial! Também foi
possível conhecer um pouco mais sobre o Programa de Ensino Integral (PEI) e como esse
Programa pode servir de inspiração para todas as escolas da rede pública paulista. Já o
módulo 2 trouxe uma variedade de metodologias que mostram como levar a educação
integral para a prática.

Aqui no Módulo 3, você verá que para a consolidação da educação integral, além do
Modelo Pedagógico há o Modelo de Gestão.

O Modelo de Gestão adota instrumentos e práticas próprios com o objetivo de organizar a


atuação da equipe escolar para que ela seja o mais eficaz possível, para garantir, assim,
a efetividade de suas ações e assegurar a aprendizagem dos estudantes.

Nessa última etapa do curso, você vai navegar pelos instrumentos de gestão da educação
integral. Seguindo a mesma lógica do último módulo, você vai encontrar ferramentas que
já fazem parte da rotina de todas as escolas da rede e de outras que estão no PEI e
podem inspirá-lo.

Para apresentar as ferramentas de gestão, o Módulo 3 está organizado da seguinte


maneira:

 O método PDCA.
 Práticas de gestão: alinhamentos e atribuições.
 Instrumentos de gestão.
 O modelo de gestão de desempenho das equipes escolares.
 Encerramento do curso.

Vamos iniciar?

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

O método PDCA
Uma gestão voltada para resultados contribui para que todos na escola assumam um
compromisso e se sintam corresponsáveis pela aprendizagem dos estudantes. Para isso,
a escola conta com o PDCA, um importante método que tem por base quatro passos pré-
estabelecidos:

Do inglês Plan.

Planejar

Analisar dados, indicadores e informações para diagnóstico.

Estabelecer metas, prazos e responsáveis.

Do inglês Do.

Fazer

Executar o que foi planejado.

Do inglês Check.

Verificar

Monitorar as ações

Verificar se os resultados estão de acordo com as metas propostas.

Do inglês Action.

Agir

Identificar novas práticas e replicá-las.

Identificar desvios e corrigi-los.

Esse método contribui muito para que as escolas atinjam suas metas, veja como:
1º Planejar

Todos os envolvidos nos processos educativos da escola analisam as situações que


vivenciam fazendo um diagnóstico de entraves a serem superados, refletem sobre as
necessidades e estabelecem as prioridades. Nessa etapa, são indicados os objetivos, as
metas, as estratégias e ações a serem implementadas para se conquistar os resultados
desejados. Definem-se, ainda, quais indicadores serão analisados para monitorar o
andamento das ações e corrigir seus rumos, caso necessário, além de se estabelecer as
responsabilidades de cada um durante o desenvolvimento do plano traçado.

2º Fazer

Implementar o que foi planejado e colocar em prática as ações estabelecidas. Para que
esse fazer esteja revestido da eficiência desejada, é preciso deixar claro “o quê”, “como”,
“onde” e “quando agir”. É imprescindível que aconteça o alinhamento tanto entre os
responsáveis pelas ações pedagógicas como os da gestão. As práticas pedagógicas são
colocadas à prova neste momento, envolvendo gestores, professores e estudantes, a fim
de obter processos de aprendizagem com a qualidade almejada.

3º Verificar

Monitorar as atividades e avaliar os resultados alcançados, tendo como ponto de partida


os indicadores previamente planejados. As decisões necessárias ao desenvolvimento e
aprimoramento das ações pedagógicas, nos momentos estratégicos do processo de
ensino e aprendizagem, dependerão da avaliação dos resultados obtidos.

4º Agir

Identificar e manter as práticas exitosas. É nessa etapa que são identificados os pontos
frágeis. Todos os pontos frágeis localizados devem ser corrigidos e ajustados a fim de
permitir que os objetivos estabelecidos no planejamento sejam alcançados.

Desta forma, o PDCA é considerado um importante aliado para o exercício e a


consolidação de uma cultura de gestão voltada à melhoria de resultados na Educação,
inclusive já iniciada com o Método de Melhoria de Resultados (MMR), e, por isso, deve
estar presente nas Diretorias de Ensino, órgãos centrais e em todas as unidades
escolares.

Que tal ver agora as práticas que contribuem para a consolidação de uma gestão voltada
para resultados?

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Práticas de gestão: alinhamentos e


atribuições
Conhecer os alinhamentos e as atribuições dos profissionais que atuam no Programa
Ensino Integral pode servir de inspiração para você, cursista, que trabalha em uma escola
que não participa do programa.
Definir atribuições, funções e responsabilidades é imprescindível para criar um ambiente
positivo que favoreça o espírito de equipe, de solidariedade, de comprometimento, de
colaboração e de corresponsabilidade em torno dos objetivos e metas da escola.

Para que isso se torne viável, é preciso garantir que a escola seja efetivamente um espaço
democrático e participativo, onde o diálogo, a troca de experiências e saberes sejam os
alicerces de uma comunicação assertiva em prol do sucesso da escola.

O comprometimento da escola em torno da promoção de uma comunicação assertiva é


exercitado por meio de alinhamentos entre os profissionais da escola, sejam eles verticais
ou horizontais. São esses alinhamentos, ou consensos intermediários, que conduzem a
equipe escolar ao alcance da premissa de excelência em gestão. Portanto, o objetivo dos
alinhamentos é favorecer a organização da escola e das equipes por meio do
desenvolvimento de reuniões planejadas e regulares para que as entregas ocorram dentro
do prazo previsto e para que, assim, se obtenham os resultados esperados.

Veja alguns exemplos dos alinhamentos!

Alinhamento vertical

1º exemplo

Alinhamento entre o diretor e/ou vice com os integrantes do Grêmio Estudantil, a fim de
orientar e sanar dúvidas dos estudantes e monitorar os planos de ação do Grêmio de
forma a garantir o protagonismo e a autonomia dos estudantes com responsabilidade.

2º exemplo

Alinhamento entre o diretor, o vice e o Professor Coordenador Geral (PCG) para informar e
refletir sobre a utilização de recursos para a efetivação do currículo.

Alinhamento horizontal

1º exemplo

Alinhamento entre Professores Coordenadores de Área (PCA) para o monitoramento do


currículo.

2º exemplo

Alinhamento entre líderes de turma para monitoramento dos Guias de Aprendizagem, para
definir a pauta dos estudantes para a reunião com o diretor de escola, entre outros
assuntos.
Independentemente se ocorrerão de forma horizontal e/ou vertical, os alinhamentos
são práticas de gestão essenciais para garantir o cumprimento de duas premissas de
gestão:

 Corresponsabilidade.
 Excelência em gestão.

Para alcançar essas duas premissas, é fundamental deixar claro o fluxo das atribuições e
responsabilidades de cada um dentro da escola, auxiliar na tomada de decisões e
favorecer a concretização das ações estabelecidas no Plano de Ação e das estratégias
contidas no Programa de Ação.

Dica!

Para que seja possível estabelecer esses alinhamentos, é fundamental que os


profissionais conheçam suas atribuições específicas na escola e seus espaços de atuação
em complemento àqueles próprios da natureza da sua função, para que sejam capazes de
colocar suas atribuições em prática no cotidiano da escola.

Saiba mais!

Quer conhecer melhor as atribuições do diretor, vice-diretor, PCG e professores que atuam
no PEI? Acesse a Lei complementar nº 1.164, de 4 de janeiro de 2012. Já a Resolução
SE 22, de 14 de fevereiro de 2012trata das atribuições do PCA

LEI COMPLEMENTAR Nº 1.164, DE 04 DE JANEIRO DE 2012

(Atualizada até a Lei Complementar nº 1.191, de 28 de dezembro de 2012.)

Institui o Regime de dedicação plena e integral - RDPI e a Gratificação de


dedicação plena e integral - GDPI aos integrantes do quadro do Magistério em
exercício nas escolas estaduais de ensino médio de período integral, e dá
providências correlatas
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei
complementar:
Artigo 1º - Fica instituído o Regime de Dedicação Plena e Integral - RDPI aos
integrantes do Quadro do Magistério em exercício nas Escolas Estaduais de
Ensino Médio de Período Integral, caracterizado pela exigência da prestação
de 40 (quarenta) horas semanais de trabalho, em período integral, com carga
horária multidisciplinar ou de gestão especializada.
Parágrafo único - Ao integrante do Quadro do Magistério em Regime de
Dedicação Plena e Integral - RDPI é vedado o desempenho de qualquer outra
atividade remunerada, pública ou privada, durante o horário de funcionamento
da Escola Estadual de Ensino Médio de Período Integral.
Artigo 2º - Para os fins desta lei complementar, são considerados:
I - Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral - unidades escolares de ensino médio de
turno integral, que têm como objetivo a formação de indivíduos autônomos, solidários e produtivos,
com conhecimentos, valores e competências dirigidas ao pleno desenvolvimento da pessoa humana
e seu preparo para o exercício da cidadania, mediante conteúdo pedagógico, método didático e
gestão curricular e administrativa próprios, conforme regulamentação, observada a Base Nacional
Comum, nos termos da lei;
II - carga horária multidisciplinar - conjunto de horas em atividades com os alunos e de horas de
trabalho pedagógico na escola, exercido exclusivamente em Escola Estadual de Ensino Médio de
Período Integral, de forma individual e coletiva, na integração das áreas de conhecimento da Base
Nacional Comum e da parte diversificada específica, conforme o plano de ação estabelecido;
I - Ensino Integral - tem como objetivo a formação de indivíduos autônomos,
solidários e competentes, com conhecimentos, valores e habilidades dirigidas
ao pleno desenvolvimento da pessoa humana e seu preparo para o exercício
da cidadania, mediante conteúdo pedagógico, método didático e gestão
curricular e administrativa próprios, conforme regulamentação, observada a
Base Nacional Comum, nos termos da lei, podendo o Ensino Integral ser
oferecido em unidades escolares de ensino fundamental e/ou médio; (NR)
II - Carga Horária Multidisciplinar - conjunto de horas em atividades com os
alunos e de horas de trabalho pedagógico na escola, exercido exclusivamente
em Escola Estadual do Programa Ensino Integral, de forma individual e
coletiva, na integração das áreas de conhecimento da Base Nacional Comum,
da parte diversificada específica e atividades complementares; (NR)
- Incisos I e II com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
III - carga horária de gestão especializada - conjunto de horas em atividade de
gestão, suporte e eventual atuação pedagógica, exercida exclusivamente por
diretores e vice-diretores nas Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período
Integral, conforme plano de ação estabelecido;
IV - plano de ação - documento de gestão escolar, de elaboração coletiva,
coordenado pelo Diretor das Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período
Integral, contendo diagnóstico, definição de indicadores e metas a serem
alcançadas, estratégias a serem empregadas e avaliação dos resultados;
V - programa de ação - documento pedagógico a ser elaborado pelo professor, com os objetivos,
metas e resultados de aprendizagem a serem atingidos pelos seus alunos, conforme o plano de
ação estabelecido;
V - Programa de Ação - documento de gestão a ser elaborado por toda a
equipe escolar, com os objetivos, metas e resultados de aprendizagem a serem
atingidos pelos seus alunos, conforme o plano de ação estabelecido; (NR)
- Inciso V com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012.
VI - projeto de vida - documento elaborado pelo aluno, que expressa metas e
define prazos, com vistas à realização das aptidões individuais, com
responsabilidade individual, responsabilidade social e responsabilidade
institucional em relação à Escola Estadual de Ensino Médio de Período
Integral;
VII - protagonismo juvenil - processo atitudinal pelo qual os alunos, sob orientação dos professores,
assumem progressivamente a gestão de seus conhecimentos e de sua aprendizagem, com
responsabilidade individual, responsabilidade social e responsabilidade institucional em relação à
Escola Estadual de Ensino Médio de Período Integral;
VII - Protagonismo Juvenil - processo pedagógico no qual o aluno é estimulado
a atuar criativa, construtiva e solidariamente na solução de problemas reais na
escola, na comunidade e na vida social; (NR)
- Inciso VII com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
VIII - guias de aprendizagem - documentos elaborados semestralmente pelos
professores para os alunos, contendo informações acerca dos componentes
curriculares, objetivos e atividades didáticas, fontes de consulta e demais
orientações pedagógicas que se fizerem necessárias;
IX - clubes juvenis - grupos temáticos, criados e organizados pelos alunos da Escola Estadual de
Ensino Médio de Período Integral, incluindo-se entre as atividades de protagonismo e
empreendedorismo juvenis;
X - tutorias - processos didático-pedagógicos destinados a acompanhar, orientar e propiciar
atividades de recuperação, se necessárias às atividades escolares do aluno e ao desenvolvimento
de seu projeto de vida.
IX - Clubes Juvenis - grupos temáticos, criados e organizados pelos alunos ,
com apoio dos professores e da direção da escola; (NR)
X - Tutoria - processo didático pedagógico destinado a acompanhar, orientar o
projeto de vida do aluno, bem como propiciar atividades de recuperação, se
necessário. (NR)
- Incisos IX e X com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 3º - A composição da estrutura das Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral
com integrantes do Quadro do Magistério independerá do módulo de pessoal das unidades
escolares estabelecido na legislação em vigor.
§ 1º - As Escolas contarão com 1 (um) Professor Coordenador por área de conhecimento.
§ 2º - O corpo docente das Escolas será composto exclusivamente pelos Professores
Coordenadores a que se refere o § 1º deste artigo e pelos Professores de Educação Básica II,
devidamente designados e em atividades com alunos.
Artigo 3º - A composição da estrutura das Escolas Estaduais do Programa
Ensino Integral com integrantes do Quadro do Magistério independerá do
módulo de pessoal das unidades escolares estabelecido na legislação em
vigor. (NR)
§ 1º - Podem integrar, por designação, nas Escolas Estaduais do Programa
Ensino Integral, as seguintes funções e respectivos postos de trabalho: (NR)
1 - Diretor de Escola; (NR)
2 - Vice-Diretor de Escola; (NR)
3 - Professor Coordenador Geral; (NR)
4 - Professor Coordenador por área de conhecimento; (NR)
5 - Professor de Sala de Leitura. (NR)
§ 2º - As Escolas Estaduais do Programa Ensino Integral, que contemplem o
Ensino Fundamental e Médio em uma mesma unidade, poderão contar com
professores coordenadores distintos, na forma a ser regulamentada. (NR)
§ 3º - O corpo docente das Escolas Estaduais do Programa Ensino Integral
será composto exclusivamente pelos Professores Coordenadores e por
professores portadores de licenciatura plena. (NR)
§ 4º - A permanência nas designações aos integrantes do quadro de pessoal
das Escolas Estaduais do Programa Ensino Integral será disciplinada em
regulamento e estará condicionada a aprovação em avaliações de
desempenho, periódicas e específicas das atribuições desenvolvidas nas
escolas e ao atendimento das condições estabelecidas no artigo 1º desta lei
complementar. (NR)
§ 5º - A cessação da designação dos servidores elencados no § 1º deste artigo
poderá ocorrer a qualquer momento, caso não estejam correspondendo à
atuação específica do Programa Ensino Integral. (NR)
§ 6º - Os docentes, titulares de cargos e/ou ocupantes de funções-atividades,
que não permanecerem na unidade escolar do Programa Ensino Integral, serão
removidos e/ou transferidos para a unidade escolar mais próxima. (NR)
- Artigo 3º com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 4º - São atribuições específicas dos Diretores das Escolas Estaduais de
Ensino Médio de Período Integral, além daquelas inerentes ao respectivo
cargo:
I - planejar, implantar e manter todas as atividades destinadas a desenvolver e realizar o conteúdo
pedagógico, método didático e gestão curricular e administrativa próprios da Escola;
II - coordenar,anualmente, a elaboração do plano de ação, articulando-o com os programas de
ação dos docentes e os projetos de vida dos alunos;
I - planejar, implantar e articular todas as atividades destinadas a desenvolver o
conteúdo pedagógico, método didático e gestão escolar; (NR)
II - coordenar a elaboração do plano de ação, articulando-o com os programas
de ação dos docentes e os projetos de vida dos alunos; (NR)
- Incisos I e II com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
III - gerir os recursos humanos e materiais para a realização da parte
diversificada do currículo e das atividades de tutoria aos alunos, considerados
o contexto social da respectivo Escola e os projetos de vida dos alunos;
IV - estabelecer, em conjunto com os Professores Coordenadores, as estratégias necessárias ao
desenvolvimento do protagonismo e empreendedorismo juvenis, entre outras atividades escolares,
inclusive por meio de parcerias, submetendo-as aos órgãos competentes;
IV - estabelecer, em conjunto com os Professores Coordenadores, as
estratégias necessárias ao desenvolvimento do protagonismo juvenil, entre
outras atividades escolares, inclusive por meio de parcerias, submetendo-as
aos órgãos competentes; (NR)
- Inciso IV com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
V - acompanhar e orientar todas as atividades do pessoal docente, técnico e
administrativo da respectiva Escola;
VI - zelar pelo cumprimento do regime de trabalho do corpo docente de que
trata esta lei complementar;
VII - organizar, entre os membros do corpo docente da respectiva Escola, a realização das
substituições dos professores, em áreas afins, nos seus impedimentos legais e temporários, salvo
nos casos de licença à gestante e licença-adoção;
VII - organizar, entre os membros do corpo docente da respectiva Escola, a
realização das substituições dos professores, em áreas afins, nos seus
impedimentos legais e temporários; (NR)
- Inciso VII com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
VIII - planejar e promover ações voltadas ao esclarecimento do modelo
pedagógico da Escola junto aos pais e responsáveis, com especial atenção ao
projeto de vida;
IX - acompanhar e avaliar a produção didáticopedagógica dos professores da
respectiva Escola;
X - sistematizar e documentar as experiências e as práticas educacionais e de
gestão específicas da respectiva Escola;
XI - atuar como agente difusor e multiplicador do modelo pedagógico da
Escola, de suas práticas educacionais e de gestão, conforme os parâmetros
fixados pelos órgãos centrais da Secretaria da Educação;
XII - decidir, no âmbito de sua competência, sobre casos omissos.
Parágrafo único - O Diretor poderá delegar atribuições ao Vice-Diretor.
Artigo 5º - São atribuições específicas dos Vice-Diretores das Escolas
Estaduais de Ensino Médio de Período Integral, além daquelas inerentes ao
ocupante do respectivo posto de trabalho:
I - auxiliar o Diretor na coordenação da elaboração do plano de ação;
II - acompanhar e sistematizar o desenvolvimento dos projetos de vida;
III - mediar conflitos no ambiente escolar;
IV - orientar, quando necessário, o aluno, a família ou os responsáveis, quanto
à procura de serviços de proteção social;
V - assumir a direção da Escola nos períodos em que o Diretor estiver atuando
como agente difusor e multiplicador do modelo pedagógico da Escola.
VI - elaborar o seu programa de ação com os objetivos, metas e resultados de
aprendizagem a serem atingidos. (NR)
- Inciso VI acrescentado pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 6º - São atribuições específicas do Professor Coordenador das Escolas Estaduais de Ensino
Médio de Período Integral, além daquelas inerentes ao ocupante do respectivo posto de trabalho:
Artigo 6º - São atribuições específicas do Professor Coordenador Geral das
Escolas Estaduais do Programa Ensino Integral, além daquelas inerentes ao
ocupante do respectivo posto de trabalho: (NR)
- Artigo 6º, "caput", com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
I - executar o plano político-pedagógico de acordo com o currículo, os programas de ação e os
guias de aprendizagem;
I - executar a proposta pedagógica de acordo com o currículo, os programas de
ação e os guias de aprendizagem; (NR)
- Inciso I com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
II - orientar as atividades dos professores em horas de trabalho pedagógico
coletivo e individual;
III - orientar os professores na elaboração dos guias de aprendizagem;
III - elaborar o seu programa de ação com os objetivos, metas e resultados de
aprendizagem a serem atingidos; (NR)
- Inciso III com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
IV - organizar as atividades de natureza interdisciplinar e multidisciplinar de
acordo com o plano de ação;
V - substituir, preferencialmente na própria área de conhecimento, sempre que necessário, os
professores do respectivo em suas ausências e nos impedimentos legais de curta duração;
VI - participar da produção didático-pedagógica em conjunto com os professores da respectiva
Escola;
V - substituir, preferencialmente na própria área de conhecimento, em caráter
excepcional, os professores em suas ausências e nos impedimentos legais de
curta duração; (NR)
VI - coordenar as atividades dos Professores Coordenadores de Área de
Conhecimento; (NR)
- Incisos V e VI com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
VII - avaliar e sistematizar a produção didático-pedagógica no âmbito da
respectiva Escola;
VIII - apoiar o Diretor nas atividades de difusão e multiplicação do modelo
pedagógico da respectiva Escola, em suas práticas educacionais e de gestão
pedagógica, conforme os parâmetros fixados pelos órgãos centrais da
Secretaria da Educação;
IX - responder pela direção da respectiva Escola, em caráter excepcional e
somente em termos operacionais, em ocasional ausência do Vice-Diretor, nos
períodos em que o Diretor estiver atuando como agente difusor e multiplicador
do modelo pedagógico da respectiva Escola.
Artigo 7º - São atribuições específicas dos professores das Escolas Estaduais
de Ensino Médio de Período Integral, além daquelas inerentes ao respectivo
cargo ou função-atividade:
I - elaborar, anualmente, o seu programa de ação com os objetivos, metas e resultados de
aprendizagem a serem atingidos;
I - elaborar o seu programa de ação com os objetivos, metas e resultados de
aprendizagem a serem atingidos; (NR)
- Inciso I com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
II - organizar, planejar e executar sua tarefa institucional de forma colaborativa
e cooperativa visando ao cumprimento do plano de ação das Escolas;
III - planejar, desenvolver e atuar na parte diversificada do currículo, no que se refere a disciplinas
eletivas, estudo dirigido e apoio aos clubes juvenis;
IV - incentivar e apoiar as atividades de protagonismo e empreendedorismo juvenis, na forma da
lei;
V - realizar, obrigatoriamente, a totalidade das horas de trabalho pedagógico coletivo e individual
nos recintos das respectivas Escolas;
III - planejar, desenvolver e atuar na parte diversificada do currículo e nas
atividades complementares; (NR)
IV - incentivar e apoiar as atividades de protagonismo juvenil, na forma da lei;
(NR)
V - realizar, obrigatoriamente, a totalidade das atividades de trabalho
pedagógico coletivas e individuais no recinto da respectiva escola; (NR)
- Incisos III a V com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
VI - atuar em atividades de tutoria aos alunos;
VII - participar das orientações técnico-pedagógicas relativas à sua atuação na
Escola e de cursos de formação continuada;
VIII - auxiliar, a critério do Diretor e conforme as diretrizes dos órgãos centrais,
nas atividades de orientação técnico-pedagógicas desenvolvidas nas Escolas;
IX - elaborar guias de aprendizagem, sob a orientação do Professor Coordenador;
IX - elaborar Plano Bimestral e Guias de Aprendizagem, sob a orientação do
Professor Coordenador de Área; (NR)
- Inciso IX com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
X - produzir material didático-pedagógico em sua área de atuação e na
conformidade do modelo pedagógico próprio da Escola;
XI - substituir, na própria área de conhecimento, sempre que necessário, os
professores da Escola em suas ausências e impedimentos legais.
Parágrafo único - As atividades de trabalho pedagógico de que trata o inciso V
deste artigo, poderão ser utilizadas para ações formativas, conforme
regulamentação específica. (NR)
- Parágrafo único acrescentado pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 8º - Os processos seletivos dos integrantes do Quadro do Magistério para atuação nas
Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral serão realizados conforme regulamentação
específica.
Artigo 8º - Os processos seletivos dos integrantes do Quadro do Magistério
para atuação no Programa Ensino Integral serão realizados conforme
regulamentação específica, ficando impedidos de participar do Programa os
interessados que: (NR)
I - tiverem sofrido penalidades, por qualquer tipo de ilícito, nos últimos 5 (cinco)
anos; (NR)
II - tiverem desistido de designação anterior, ou tiveram cessada essa
designação, por qualquer motivo, exceto pela reassunção do titular substituído,
nos últimos 5 (cinco) anos. (NR)
- Artigo 8º com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 9º - Poderão participar dos processos de seleção para atuar nas Escolas Estaduais de Ensino
Médio de Período Integral os servidores que atendam às seguintes condições:
I - com relação à situação funcional:
a) sejam titulares de cargo de Diretor de Escola ou se encontrem designados nesta situação; ou
b) sejam titulares de cargo ou ocupantes de funçãoatividade de Professor de Educação Básica II,
inclusive os que se encontrem em situação de readaptação, neste caso apenas para exercício de
atividades específicas, a serem definidas em regulamento;
II - estejam em efetivo exercício do seu cargo ou função-atividade ou da designação em que se
encontrem;
III - possuam experiência mínima de 3 (três) anos de exercício no magistério público estadual;
IV - estejam abrangidos pelo disposto no § 2º do artigo 2º da Lei Complementar nº 1.010, de 1º de
junho de 2007, e tenham sido aprovados em Processo Seletivo Simplificado, no caso dos ocupantes
de função-atividade e dos estáveis nos termos da Constituição Federal de 1988 e nos termos da
Consolidação das Leis de do Trabalho - CLT;
V - venham a aderir voluntariamente ao Regime de Dedicação Plena e Integral - RDPI em uma das
Escolas;
Parágrafo único - Nas Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral não será
permitida a contratação de professor temporário, prevista na Lei Complementar nº 1.093, de
16 de julho de 2009.
Artigo 9º - Revogado.
- Artigo 9º revogado pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 10 - A permanência de integrante do Quadro do Magistério em Escolas
Estaduais de Ensino Médio de Período Integral está condicionada ao
cumprimento dos seguintes requisitos:
I - aprovação, em avaliações de desempenho, periódicas e específicas, das
atribuições desenvolvidas nas Escolas;
II - atendimento das condições estabelecidas no artigo 1º desta lei
complementar, aplicando-se, em caso de inobservância, apurada em processo
administrativo, as sanções estabelecidas na legislação em vigor, sem prejuízo
da prévia e imediata cessação a atuação na Escola.
Artigo 11 - Fica instituída a Gratificação de Dedicação Plena e Integral - GDPI, correspondente a
50% (cinquenta por cento) do valor da faixa e nível da Estrutura da Escala de Vencimentos em que
estiver enquadrado o cargo ou a função-atividade do integrante do Quadro do Magistério submetido
ao Regime de Dedicação Plena e Integral - RDPI, em exercício nas Escolas Estaduais de Ensino
Médio de Período Integral, desde que observadas as disposições desta lei complementar e de seu
regulamento.
§ 1º - A GDPI será computada nos cálculos do décimo terceiro salário, do acréscimo de um terço
de férias e dos proventos da aposentadoria.
§ 2º - Para os integrantes do Quadro do Magistério que vierem a se aposentar com fundamento
nos artigos 3º e 6º da Emenda à Constituição Federal nº 41, de 19 de dezembro de 2003, e no artigo
3º da Emenda à Constituição Federal nº 47, de 5 de julho de 2005, o valor da GDPI será calculado
proporcionalmente, à razão do tempo de contribuição previdenciária, relativa a essa gratificação,
sobre o tempo total de contribuição para aposentadoria.
§ 3º - Sobre a GDPI incidirão os descontos previdenciários e de assistência médica, vedada a
incidência de vantagem pecuniária de qualquer espécie.
Artigo 11 - Fica instituída a Gratificação de Dedicação Plena e Integral - GDPI,
correspondente a 75% (setenta e cinco por cento) do valor da faixa e nível da
Estrutura da Escala de Vencimentos em que estiver enquadrado o cargo ou a
funçãoatividade do integrante do Quadro do Magistério submetido ao Regime
de Dedicação Plena e Integral - RDPI, em exercício nas Escolas Estaduais do
Programa Ensino Integral, desde que observadas as disposições desta lei
complementar e de seu regulamento. (NR)
§ 1º - A GDPI será computada nos cálculos do décimo terceiro salário, do
acréscimo de um terço de férias e dos proventos da aposentadoria. (NR)
§ 2º - Para os integrantes do Quadro do Magistério que vierem a se aposentar
com fundamento nos artigos 3º e 6º da Emenda à Constituição Federal nº 41,
de 19 de dezembro de 2003, e no artigo 3º da Emenda à Constituição Federal
nº 47, de 5 de julho de 2005, o valor da GDPI será calculado
proporcionalmente, à razão do tempo de contribuição previdenciária, relativa a
essa gratificação, sobre o tempo total de contribuição para aposentadoria. (NR)
§ 3º - Sobre a GDPI incidirão os descontos previdenciários e de assistência
médica, vedada a incidência de vantagem pecuniária de qualquer
espécie. (NR)
- Artigo 11 com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 12 - O integrante do Quadro do Magistério perderá o direito à GDPI:
I - nos casos de afastamentos, licenças e ausências de qualquer natureza, salvo férias, licença à
gestante, licença-adoção e licença-paternidade;
I - nos casos de afastamentos, licenças e ausências de qualquer natureza,
salvo férias, licença à gestante, licença adoção, licença-saúde ou licença-
prêmio de até 30 (trinta) dias e licença-paternidade; (NR)
- Inciso I com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012.
II - no caso de cessação do exercício em uma Escola Estadual de Ensino
Médio de Período Integral por qualquer motivo, sendo imediatamente suspensa
sua permanência no Regime de Dedicação Plena e Integral - RDPI;
III - perda das aulas atribuídas na Escola Estadual de Ensino Médio de Período Integral, se se
tratar de docente, em razão de não atendimento a qualquer dos requisitos estabelecidos no artigo
10 desta lei complementar.
III - no caso de perda das aulas atribuídas na Escola Estadual do Programa
Ensino Integral em razão de não atendimento a qualquer dos requisitos
estabelecidos no artigo 10 desta lei complementar, quando se tratar de
docente. (NR)
- Inciso III com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 13 - As metas das Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral serão
estabelecidas em resolução do Secretário da Educação, que também deverá prever os critérios e a
periodicidade em que serão avaliados os resultados.
Artigo 13 - As metas das Escolas Estaduais do Programa Ensino Integral
serão estabelecidas em resolução do Secretário da Educação, que também
deverá prever os critérios e a periodicidade em que serão avaliados os
resultados. (NR)
- Artigo 13 com redação dada pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 14 - Nas unidades escolares da Secretaria da Educação poderão ser criadas Escolas
Estaduais de Ensino Médio de Período Integral, para os fins previstos nesta lei complementar.
Artigo 14 - Revogado.
- Artigo 14 revogado pela  Lei Complementar nº 1.191, de 28/12/2012 .
Artigo 15 - O Poder Executivo regulamentará esta lei complementar no prazo
de 60 (sessenta) dias contados a partir da data de sua publicação.
Artigo 16 - As despesas resultantes da aplicação desta lei complementar
correrão à conta de dotações consignadas no orçamento vigente, podendo ser
suplementadas, se necessário.
Artigo 17 - Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 4 de janeiro de 2012.
GERALDO ALCKMIN
Herman Jacobus Cornelis Voorwald
Secretário da Educação
Andrea Sandro Calabi
Secretário da Fazenda
Júlio Francisco Semeghini Neto
Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional
Cibele Franzese
Secretária Adjunta respondendo pelo expediente da Secretaria de Gestão
Pública
Sidney Estanislau Beraldo
Secretário-Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 4 de dezembro de 2012.
 
Retificação do D.O.E de 5-1-2012
LEI COMPLEMENTAR Nº 1.164, DE 4 DE JANEIRO DE 2012

 
Institui o Regime de Dedicação Plena e Integral - RDPI e a Gratificação de
Dedicação Plena e Integral - GDPI aos integrantes do Quadro do Magistério em
exercício nas Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral, e dá
providências correlatas.
leia-se como segue e não como constou:
GERALDO ALCKMIN
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 4 de janeiro de 2012
Resolução SE 22, de 14 -2-2012
 
 
Dispõe sobre as atribuições de Professor Coordenador nas Escolas Estaduais de
Ensino Médio de Período Integral
 
 
O Secretário da Educação, tendo em vista o disposto na Lei Complementar
1.164, de 4 de janeiro de 2012, e considerando que a coordenação pedagógica
constitui-se um dos pilares estruturais da atual política de melhoria da qualidade de
ensino; os Professores Coordenadores, no desempenho das atividades inerentes ao
posto de trabalho instituído pela Lei Complementar 836/1997, atuam como
gestores implementadores dessa política; esses gestores têm a incumbência de
intervir na prática docente, incentivando os professores a diversificarem os meios e
as técnicas de aprendizagem, com vistas à superação das dificuldades apresentadas
pelos alunos, bem como de promover o aperfeiçoamento e o desenvolvimento
profissional dos próprios professores, com vistas à melhoria e eficácia de seu
trabalho; as Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral exigem
coordenação pedagógica específica, caracterizada pela atuação dos Professores
Coordenadores nas diferentes áreas do conhecimento, sob uma coordenação geral,
resolve:
Artigo 1º - As Escolas Estaduais de Ensino Médio de Período Integral
contarão com postos de trabalho de Professor Coordenador, na seguinte
conformidade:
I - 1 Professor Coordenador para área de conhecimento geral;
II – 1 Professor Coordenador para cada uma das seguintes áreas específicas
de conhecimento, a saber:
a) Linguagens;
b) Ciências Humanas;
c) Ciências da Natureza e Matemática.
Artigo 2º - São atribuições do Professor Coordenador para área de
conhecimento geral, além daquelas previstas na legislação pertinente a este posto
de trabalho:
I - executar o projeto político-pedagógico de acordo com o currículo, os
programas de ação e os guias de aprendizagem;
II - orientar as atividades dos professores em horas de trabalho pedagógico
coletivo e individual;
III - orientar os professores na elaboração dos guias de aprendizagem;
IV - organizar as atividades de natureza interdisciplinar e multidisciplinar de
acordo com o plano de ação;
V - participar da produção didático-pedagógica em conjunto com os
professores;
VI - avaliar e sistematizar a produção didático-pedagógica;
VII - elaborar, anualmente, o Programa de Ação, com os objetivos, metas e
resultados a serem atingidos;
VIII – orientar e monitorar as atividades desenvolvidas pelos Professores
Coordenadores de cada uma das três áreas específicas de conhecimento, de que
trata o inciso II do artigo anterior;
IX - responder pela direção da unidade escolar, em caráter excepcional e
somente em termos operacionais, em ocasional ausência do Vice-Diretor, nos
períodos em que o Diretor estiver atuando como agente difusor e multiplicador do
modelo pedagógico da respectiva Escola.
§ 1º – Constitui-se também atribuição do Professor Coordenador de que
trata este artigo, apoiar o Diretor de Escola nas atividades de difusão e
multiplicação do modelo pedagógico da respectiva Escola Estadual de Ensino Médio
de Período Integral, em suas práticas educacionais e de gestão pedagógica, na
conformidade dos parâmetros fixados pelos órgãos centrais da Secretaria da
Educação.
§ 2º - O Professor Coordenador tem ainda como atribuição, em situações
excepcionais, substituir os professores das diversas disciplinas, em suas ausências
e impedimentos legais de curta duração.
Artigo 3º - São atribuições do Professor Coordenador para a área específica
de conhecimento, além daquelas previstas na legislação pertinente a este posto de
trabalho:
I – desempenhar, em sua área específica de conhecimento, as mesmas
atribuições do Professor Coordenador, estabelecidas nos incisos I a VII do artigo
anterior;
II – dedicar parte de sua carga horária a atividades docentes, ministrando
aulas de disciplinas para as quais seja habilitado, de acordo com o disposto na
legislação concernente ao processo anual de atribuição de classes e aulas da
Secretaria de Educação.
III – substituir, sempre que se faça necessário, os professores de sua área
de conhecimento em suas ausências e impedimentos legais de curta duração.
Artigo 4º - Para o exercício das atribuições de Professor Coordenador, de
que trata o artigo 2º desta resolução, observado o disposto no artigo 4º da
Resolução SE 3, de 13-01-2012, é necessário que o docente:
I - seja portador de diploma de licenciatura plena;
II – preencha os requisitos estabelecidos nos incisos I, alíneas “b” e “c”, a IV
do artigo 2º da Resolução SE 3/2012;
III – tratando-se de docente readaptado, apresente manifestação prévia da
Comissão de Assuntos de Assistência à Saúde – CAAS, da Secretaria de Gestão
Pública, favorável ao exercício das atribuições de Professor Coordenador.
§ 1º - O processo seletivo, para credenciamento como Professor
Coordenador para área de conhecimento geral da Escola Estadual de Ensino Médio
de Período Integral, deverá ser organizado, executado e avaliado por comissão
designada pelo Dirigente Regional de Ensino.
§ 2º - O docente que se encontre designado e em exercício no posto de
trabalho de Professor Coordenador, na escola em que será implantado o projeto
Escola Estadual de Ensino Médio de Período Integral, terá preferência, para ocupar
o posto de trabalho de Professor Coordenador, no processo seletivo a que se refere
o parágrafo anterior.
§ 3º - Para as designações nos termos deste artigo, aplicam-se, no
que couber, as demais diretrizes legais previstas para o exercício das atribuições de
Professor Coordenador na legislação pertinente.
Artigo 5º - Para o exercício das atribuições de Professor Coordenador para a
área específica de conhecimento, o docente deverá ser portador de diploma de
licenciatura plena em uma das disciplinas integrantes da respectiva área de
conhecimento e atender aos requisitos previstos nos incisos II e III do artigo
anterior, devendo, ainda, contar com aulas atribuídas na Escola Estadual de Ensino
Médio de Período Integral, conforme § 1º do artigo 6º desta resolução.
Parágrafo único – Quanto à seleção, os Professores Coordenadores para as
áreas específicas de conhecimento deverão ser escolhidos pelos seus pares
docentes na Escola Estadual de Ensino Médio de Período Integral, observado o
atendimento do requisito relativo à carga horária de aulas, bem como o módulo de
professores, de acordo com orientações expedidas pelos órgãos centrais da
Secretaria da Educação.
Artigo 6º - A carga horária da designação para o exercício das atribuições
dos Professores Coordenadores, na Escola Estadual de Ensino Médio de Período
Integral, deverá ser cumprida pelo docente na seguinte conformidade:
I – para o Professor Coordenador Professor Coordenador para área de
conhecimento geral: 40 horas semanais distribuídas por todos os dias da semana e
com horário de atendimento em todos os turnos de funcionamento da escola;
II – para o Professor Coordenador para a área específica de conhecimento:
20 horas semanais, distribuídas por todos os dias da semana e com horário de
atendimento em todos os turnos de funcionamento da unidade escolar.
§ 1º - O Professor Coordenador para a área específica de conhecimento
deverá, obrigatoriamente, exercer as atribuições da coordenação pedagógica,
conforme estabelecido no inciso II deste artigo, e mais 20 horas semanais no
exercício de atividades docentes, na unidade de sua designação.
§ 2º - Os Professores Coordenadores da Escola Estadual de Ensino Médio de
Período Integral fazem jus ao pagamento da Gratificação de Função, de que trata a
Lei Complementar 1.018, de 15-10-2007, observada a proporcionalidade
correspondente à carga horária das respectivas designações.
§ 3º - A designação para os postos de trabalho de que trata esta resolução
tem previsão de duração de 1 ano letivo e poderá ser prorrogada, de acordo com o
resultado da avaliação de desempenho do docente designado, a ser regulamentada
pela Secretaria da Educação.
§ 4º - A publicação das designações de que trata este artigo, bem como de
suas cessações, dar-se-á por competência do Dirigente Regional de Ensino.
Artigo 7º - O docente designado Professor Coordenador, na forma
estabelecida nesta resolução, não poderá ser substituído e terá a designação
cessada, em qualquer das seguintes situações:
I - mediante solicitação por escrito;
II - remoção para outra unidade escolar;
III - a critério da administração, em decorrência de:
a) não corresponder às atribuições do posto de trabalho;
b) entrar em afastamento, a qualquer título, por período superior a 15 dias;
c) a unidade escolar deixar de comportar o posto de trabalho;
d) no caso de Professor Coordenador para a área específica de
conhecimento, deixar de contar com o número mínimo de aulas exigido para a
designação.
§ 1º - Na hipótese de o Professor Coordenador não corresponder às
atribuições relativas ao seu respectivo posto de trabalho na Escola Estadual de
Ensino Médio de Período Integral, a cessação da designação dar-se-á por decisão
conjunta da direção da unidade escolar e do Supervisor de Ensino, devidamente
justificada e registrada em ata.
§ 2º - O docente que tiver sua designação cessada, em uma das situações
previstas nos incisos I e III, alíneas “a” e “b”, deste artigo, somente poderá ser
designado novamente para exercer qualquer das funções gratificadas de que trata
esta resolução, na mesma ou em outra unidade escolar, no ano letivo subsequente
ao da cessação.
§ 3º - Exclui-se da vedação a que se refere o parágrafo anterior o docente
cuja designação tenha sido cessada em uma das seguintes situações:
1 – quando, nos termos do inciso I, a cessação for solicitada para exercer
uma das outras designações gratificadas, referentes aos postos de trabalho da
Escola Estadual de Ensino Médio de Período Integral, ou para ser designado junto à
Oficina Pedagógica da mesma Diretoria de Ensino;
2 - em virtude da concessão de licença-gestante ou licença adoção;
3 - em decorrência de provimento de cargo docente na rede estadual de
ensino.
Artigo 8º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação,
retroagindo seus efeitos a 1º de fevereiro de 2012.
 
Notas:
Lei Complementar nº 1.164/12
Lei Complementar nº 836/97, à pág. 28 do vol. XLIV
Res. SE nº 03/12
Lei Complementar nº 1.018/07, à pág. 25 do vol. LXII
3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Instrumentos de gestão
Chegou a hora de conhecer ou retomar 5 instrumentos de gestão que, aliados ao PDCA,
auxiliam no planejamento, monitoramento e replanejamento das atividades a serem
desenvolvidas no decorrer do ano letivo.

 1. Plano de Ação
 2. Programa de Ação
 3. Guias de Aprendizagem
 4. Agenda Escolar
 5. PPP

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Plano de Ação
O Plano de Ação é um documento de construção coletiva, de caráter democrático e
participativo, ou seja, elaborado por toda a comunidade escolar, e conduzido pelo diretor
de escola, com o apoio do supervisor de ensino. Sua finalidade consiste em registrar
prioridades, metas, indicadores de aferição de resultados, prazos e estratégias para que
as escolas alcancem o ensino de qualidade.

Para auxiliar na elaboração do Plano de Ação, a SEDUC-SP disponibiliza a ferramenta do


Método de Melhoria de Resultados (MMR) que auxilia a identificar a causa raiz dos
entraves a serem superados.

Por meio da ferramenta MMR, é possível realizar as intervenções de forma intencional,


objetiva, organizada e baseada em evidências.

É fundamental definir os responsáveis pelas ações de cada etapa/fase, ou seja, a previsão


de início e fim das ações, o registro das alterações de datas e prazos que possam ocorrer
durante o percurso, dentre outros. Ao final, é importante estimar qual será o impacto que
se espera com essas ações.

 Vamos praticar

Você percebeu que o Plano de Ação para ser bem-sucedido dialoga com três premissas que você
conheceu no Módulo 1? Você saberia dizer quais seriam?

Anote sua resposta em um bloco de anotações e em seguida clique em Comentários para


ler as respostas.

Comentários

Se você respondeu corresponsabilidade, excelência em gestão e replicabilidade, você


acertou!

Dica!

O Método de Melhoria de Resultados conta com oito passos. Veja no Gestão em


Foco quais são.

Clique aqui e conheça um bom exemplo de um plano de MMR.

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Programa de Ação
Sempre haverá, na escola, desafios a serem superados. Alguns necessitam de ações
coletivas e outros que dependem da nossa iniciativa individual para alcançar os resultados
esperados pela escola.

O Programa de Ação é um instrumento individual, de uso diário que auxilia os profissionais


da escola a refletir, registrar e operacionalizar os meios e processos que darão corpo às
metas traçadas no Plano de Ação.

O Programa de Ação propicia momentos importantes para definir, em detalhes, os


protagonistas das atividades contidas no Plano de Ação. É ele que define “o que” cada um
fará, as atribuições e responsabilidades, conforme a função que ocupa.
Em um determinado momento, os programas dos professores são compartilhados com os
gestores para que possam conhecê-los, analisá-los e elaborarem seus respectivos
Programas de Ação.

Importante!

Se o Plano de Ação é o documento norteador da escola, o Programa de Ação é a bússola


dos profissionais da escola que sistematiza decisivamente como as ações deverão ser
executadas visando à melhoria na qualidade do ensino.

Veja como esse processo é dinâmico, contínuo e complementar.

Cursista, é importante destacar que a construção do Programa de Ação de cada


profissional é processual e contínua. Sendo assim, se nos basearmos na figura acima,
podemos dizer, após a elaboração do seu Programa, que ele conta com o apoio do
professor coordenador, por meio de um feedback formativo e orientador em relação ao
documento.

Perceba que quando falamos sobre a importância da realização de um alinhamento


sistemático, tanto vertical quanto horizontal, entre os envolvidos em prol da efetividade das
ações que ocorrem no ambiente escolar, exercitamos o ciclo do PDCA para
autorregulação e nos referimos a uma rede de apoio entre os profissionais da escola, em
que cada um poderá contribuir com o trabalho do outro, conforme suas atribuições
específicas de forma a garantir a qualidade dos trabalhos desenvolvidos em prol da
aprendizagem dos estudantes.

Ninguém está só quando se trata de um processo educativo, não é mesmo?

Outro ponto importante a ressaltar é que esse instrumento, sempre que necessário, deve
ser adequado frente às necessidades detectadas pelo profissional.

E você, cursista, que atua em uma escola de tempo parcial, como imagina que esse
instrumento poderia auxiliá-lo em sua escola?

 Vamos praticar

O Programa de Ação para ser bem-sucedido também dialoga com três premissas apresentadas no
primeiro módulo. Você saberia identificá-las?

Anote sua resposta em um bloco de anotações e em seguida clique em Comentários para


ler as respostas.

Comentários
Dica!

Que tal conhecer um exemplo de Programa de Ação utilizado por uma escola PEI? Clique
aqui e baixe o arquivo exemplo.

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Guias de Aprendizagem
O Guia de Aprendizagem é um facilitador da compreensão do que ensinar e do que
aprender no decorrer do percurso escolar, pois auxilia na promoção da autorregulação da
aprendizagem dos estudantes e na organização das atividades em torno das habilidades e
competências a serem desenvolvidas. É por meio desse instrumento que gestores e
professores garantem aos estudantes e aos pais ou responsáveis a precisão e a
visibilidade sobre o que se espera desenvolver ao longo dos bimestres.

Os Guias de Aprendizagem informam para os estudantes sobre “o quê” e “como” as


habilidades, os objetos de conhecimento e os temas serão trabalhados, preparando-os
para o exercício de seu protagonismo frente aos desafios que estão sendo apresentados.
Esse processo ocorre pois os Guias:

 orientam o processo de ensino e aprendizagem de cada componente curricular.


 trazem as atividades que serão desenvolvidas.
 apontam se as atividades ocorrerão em grupos ou por meio de estudos individuais.
 fornecem fontes e referências de pesquisa.
 sugerem atividades complementares.

Cursista, você viu até agora 3 importantes instrumentos de gestão: Plano de Ação,
Programa de Ação e os Guias de Aprendizagem. Note como esses instrumentos se
relacionam e não podem caminhar de maneira isolada.

Plano de Ação

Análise do Plano de Ação da escola quanto aos indicadores de resultado e de processo,


às metas de aprendizagem, bem como às estratégias e ações que apresentam relação
direta com os componentes do Currículo Paulista.

Programa de Ação

A partir do conteúdo do seu Programa de Ação, o docente desenvolverá suas atividades


descritas nos Guias de Aprendizagem, ao qual o estudante e a família terão acesso direto
a cada bimestre em local público e conhecido.

Guias de Aprendizagem

Instrumento para apresentar as competências, habilidades e objetos do conhecimento dos


componentes do Currículo Paulista. Visa à promover autorregulação da aprendizagem dos
estudantes.

 Vamos praticar

O Guia de Aprendizagem também é um instrumento de gestão que dialoga com algumas premissas
que você conheceu no Módulo 1 do curso. Você saberia identificá-las?
Anote sua resposta em um bloco de anotações e em seguida clique em Comentários para
ler as respostas.

Comentários

Dica!

O que você acha de ter acesso a um modelo de Guia de Aprendizagem? Clique aqui e


veja o guia escolhido para você ver.

 Hora de refletir!

Considerando as estratégias didáticas para desenvolver uma determinada habilidade de um


Componente Curricular do seu domínio de conhecimento, como você estruturaria as atividades do
Guia, considerando atividades autodidáticas, atividades didático cooperativas e atividades
complementares? Exemplifique cada uma delas.

Anote sua resposta em um bloco de anotações. Apenas quando concluir o registro clique
nos Comentários para comparar suas respostas.

Comentários

Atividades autodidáticas

São exemplos de atividades autodidáticas:

 Pesquisas.
 Indicação de leituras e produções de texto.
 Exercícios do caderno do estudante.
 Links de videoaulas, filmes etc.

Atividades didático cooperativas

São exemplos de atividades didático cooperativas:

 Seminário.
 Jogos presenciais ou on-line.
 Simulações.
 Construção de painéis.
 Rodas de conversa sobre os conteúdos abordados.
 Produção individual a partir de um problema proposto.

Atividades complementares

São exemplos de atividades complementares:

 Leitura de livros didáticos.


 Resolução de exercícios de aprofundamento.
 Resgate de habilidades defasadas.
 Links de videoaulas, filmes etc.

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão


Agenda escolar
A Agenda escolar é um instrumento de gestão utilizado para descrever, datar e socializar
mensalmente todas as atividades relevantes que ocorrem na escola para toda a
comunidade escolar. Seu uso beneficia o processo educativo.

O responsável por organizar e divulgar essa agenda é o diretor de escola, aliás, ele é o
profissional responsável por toda dinâmica escolar. Para garantir o bom funcionamento da
escola, o diretor precisa levar em consideração as inúmeras variáveis que possam existir e
as necessidades dos estudantes e funcionários.

 Vamos praticar

A Agenda escolar também é um instrumento de gestão que dialoga com algumas premissas que você
conheceu no Módulo 1 do curso. Você saberia identificá-las?

Anote sua resposta em um bloco de anotações e em seguida clique em Comentários para


ler as respostas.

Comentários

Se você respondeu excelência em gestão e replicabilidade, você acertou!

Dica!

Que tal conhecer uma sugestão sobre quais os caminhos a percorrer para elaborar uma
boa agenda escolar? Clique aqui e veja um exemplo.

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Procedimento Passo a Passo


O Procedimento Passo a Passo (PPP) é um instrumento de gestão, estruturado em dez
passos, baseado na metodologia do PDCA e deve ser desenvolvido para cada
ação/atividade, conforme as especificidades existentes.

O PPP é utilizado pelos profissionais no PEI como ferramenta para apoiar a gestão da
escola, desde sua adesão ao Programa até o momento em que a equipe escolar estiver
segura quanto ao cumprimento das etapas necessárias para a execução do Modelo
Pedagógico.

 Vamos praticar

Você saberia dizer qual seria a premissa do PEI que dialoga com o PPP?

Anote sua resposta em um bloco de anotações e em seguida clique em Comentários para


ler as respostas.

Comentários

Se você respondeu excelência em gestão, você acertou!

Dica!
Que tal conhecer um exemplo de PPP utilizado por uma escola PEI? Clique aqui e baixe
o PPP de Indicadores.

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Modelo de Gestão de desempenho


das equipes escolares
Antes de falar sobre como avaliar o desempenho das equipes escolares, é preciso falar
sobre as oportunidades de oferta de ações formativas para que possam exercer suas
funções com a qualidade e competência necessárias.

Os profissionais podem contar com as formações realizadas pela:

 Escola, por meio da Aula de Trabalho Pedagógico Coletivo (ATPC), e/ou Aula de
Trabalho Pedagógico Coletivo Geral (ATPCG), e/ou Aula de Trabalho Coletivo por
Área (ATPCA).
 Diretoria de Ensino.
 Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Estado
de São Paulo (EFAPE).

As formações realizadas no âmbito escolar são oportunidades valiosas para troca de


experiências, saberes e novas aprendizagens. No caso das escolas PEI, os ATPCG são
fundamentais para que os profissionais tenham a oportunidade de compreender toda
dinâmica, a cultura de gestão e as premissas e os princípios do Programa. Dessa forma os
profissionais têm clareza do que se espera deles e sobre o que serão avaliados.

Considerando a importância de se garantir momentos formativos para que os profissionais


obtenham o desempenho esperado, vamos agora acompanhar dois instrumentos
utilizados no PEI, que nos apresentam pontos importantes sobre o desenvolvimento, o
aprimoramento profissional e a responsabilidade que temos na busca por nos tornarmos
cada vez melhores no que fazemos.

Antes de conhecer mais esses dois instrumentos de gestão, convidamos você para um
momento de reflexão.

 Hora de refletir!

Olhando para o seu trabalho, quais são os seus pontos fortes? O que você faz de melhor? O que você
precisa desenvolver?

Anote sua resposta em um bloco de anotações. Apenas após concluir essa reflexão clique
em Comentários para ler algumas considerações.

Comentários

Nós, educadores, buscamos desenvolver competências e habilidades nos estudantes, mas


também precisamos ter esse mesmo olhar em relação a nós?

Convenhamos que nem sempre é fácil refletir e identificar nossas potencialidades e


fragilidades, não é mesmo?
Para auxiliar nesse processo, você pode contar com a Avaliação por competências e
com o Plano Individual de Aprimoramento e Formação (PIAF).

Chegou o momento de conhecer dois instrumentos de gestão e como eles podem apoiar
você nessa tarefa.

 Avaliação por competências

Ter conhecimento dos pontos fortes e dos pontos de melhoria é fundamental para que os
profissionais da educação possam ter um desempenho cada vez mais de excelência na
rotina de trabalho e, com isso, continuar contribuindo para o grande objetivo de
potencializar a aprendizagem dos estudantes!

Avaliar por competências significa contribuir para o desenvolvimento de novas


habilidades e aprimorar aquelas que já possuímos. Para isso, as escolas PEI contam com
uma importante ferramenta:

Avaliação 360º

Esse instrumento é considerado um dos mais completos no quesito avaliação, pois


possibilita identificar as potencialidades e fragilidades a partir de diferentes olhares para
que cada profissional possa estabelecer seu plano de aprimoramento e formação.

No caso do professor, por exemplo, ele será avaliado sob a ótica dos estudantes, dos seus
pares e por seus superiores.( São cargos superiores ao de professor, de
diretor, de vice-diretor, de PCG e PCA.)

A avaliação 360º é realizada uma vez ao ano, no segundo semestre, momento em que
todos os profissionais da escola são avaliados e avaliadores.

Importante!

Esse tipo de avaliação exige dos profissionais e dos estudantes muita clareza, seriedade,
ética, respeito e empatia pelo outro. Esse instrumento traz em seu bojo um caráter
formativo e não punitivo, pois se fundamenta com base em evidências e não por meio de
“achismos”. Para isso, a equipe escolar é subsidiada por um mapa de competências,
elaborado e disponibilizado pela SEDUC-SP que serve como fio condutor para a
avaliação.

 Plano Individual de Aprimoramento e Formação

Como mencionado, os profissionais que concluem a avaliação 360º recebem uma


devolutiva feita pelo diretor da escola. Essa é uma ação em que se deve prevalecer a
escuta ativa, o diálogo respeitoso e empático, por meio de uma postura profissional e
ética.

É um momento de reflexão em que se analisa tanto os pontos fortes como as competências que
necessitam ser aprimoradas. Para isso, os profissionais contam com o PIAF, que entra em cena para
apoiar o educador no registro das competências que precisam ser trabalhadas, assim como na
elaboração de ações que visam a superar essas defasagens.

Nesse momento, o educador torna-se protagonista da sua formação, assim como é


almejado que os estudantes sejam protagonistas da sua aprendizagem!
Embora esse profissional conte com o apoio e incentivo de seus pares, a superação dos
seus desafios dependerá diretamente de esforço e dedicação pessoal.

 Vamos praticar

Quanto ao Modelo de Gestão de Desempenho, qual seria a premissa apresentada anteriormente que
estaria presente nesse instrumento de gestão?

Anote sua resposta em um bloco de anotações e em seguida clique em Comentários para


ler as respostas.

Comentários

Se você respondeu formação continuada(Refere-se à necessidade de constante


atualização e aperfeiçoamento profissional dos educadores. Estabelece
um compromisso dos profissionais com a carreira de educador na busca
por autodesenvolvimento e consciência da importância do papel que
desempenham.) e protagonismo (sênior), você acertou!

Dica!

Que tal conhecer um Plano Individual de Aprimoramento e Formação? Clique aqui e veja


um exemplo.

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Um passeio pela EE Beija-flor


Ao longo do curso, você viu muitos exemplos de como funciona o PEI. Para alguns, isso já
é conhecido. Para outros, pode ter despertado a curiosidade sobre como tudo isso se
combina em uma escola.

Agora, você vai acompanhar os primeiros passos para a implantação do PEI em uma
escola fictícia EE Beija-flor.

Observe as ações, a metodologia, os instrumentos de gestão adotados pela escola.


Analise se a EE Beija-flor seguiu um caminho certo para o início de suas atividades do
PEI. Vamos lá!

A implementação do PEI na EE Beija-flor


Os estudantes estão chegando. E o que os espera logo no primeiro dia de aula?
O Acolhimento! Grande momento para iniciar a construção dos Projetos de Vida de cada
um. E agora? Mãos à obra...as aulas começam.

Para organizar todo o conteúdo programático do Currículo, docentes e


PCA de cada área do conhecimento se reúnem semanalmente em seus
ATPCA. Organizam a Agenda Escolar, elaboram seus Planos de Ensino,
constroem seus Programas de Ação e organizam as práticas docentes,
os conteúdos e habilidades nos Guias de Aprendizagem, todos eles
alinhados ao Plano de Ação da escola.

Os docentes orientam seus estudantes sobre o que são os Guias de


Aprendizagem e qual a importância deste instrumento para o
acompanhamento das aulas. Tratam também da relevância da
participação dos estudantes para o alcance de tudo o que está proposto
nos guias. Ação Protagonista do estudante em busca da excelência
acadêmica!

Enquanto isso, a vice-diretora apoiada pelo PCG, sistematiza os


materiais do Acolhimento para a organização dos Projetos de Vida.
No ATPCG, a sistematização do Acolhimento norteará os docentes na
elaboração das Eletivas semestrais, como também servirá de subsídio
para o desenvolvimento das aulas de Projeto de Vida.

Mas será que todos os estudantes da E.E. Beija-flor estão preparados


para todo este desafio? Para entender melhor o nível de aprendizagem
dos estudantes e garantir que todos tenham condições de se
desenvolver integralmente, vamos falar do Nivelamento.

No início do ano letivo, em conformidade com o Calendário Escolar, é


aplicada a Avaliação Diagnóstica de Entrada (ADE) com a proposição de
oferecer indicadores que subsidiarão a construção do Plano de Ação de
Nivelamento (PAN), sob responsabilidade do PCG, apoiado pelos PCA.

E os professores de Orientação de Estudos? Esses são grandes


incentivadores dos estudantes em seu processo de ensino e
aprendizagem, proporcionam um tempo qualificado destinado à
realização de atividades pertinentes aos diversos estudos, quando o
estudante se apropria da sua melhor forma de estudar, praticando o
exercício do “aprender a aprender”.

Não podemos esquecer que parte das aulas de Orientação de Estudos


estão destinadas para realizar o Nivelamento das turmas da escola.
Enquanto isso… a direção está organizando com os estudantes a eleição
dos Líderes de Turma, apoiada pelos jovens acolhedores, uma
importante função para o exercício do Protagonismo Juvenil.

E os Clubes Juvenis?

Nossa, quanta agitação! Os docentes orientam os estudantes sobre a


importância das ações protagonistas e a direção, apoiada pelos Líderes
de Turma, explica para todas as turmas o processo de criação e
funcionamento dos Clubes Juvenis.

Os estudantes, motivados pelos assuntos e atividades que mais lhe


interessam, reúnem-se para elaborar o Plano do Clube Juvenil, que
será divulgado por toda a escola, para adesões, nos diferentes Clubes,
de todos os estudantes… isto tudo sob o monitoramento da direção e/ou
vice-direção, com apoio dos docentes. Vamos retomar as Eletivas?

Os docentes se reúnem para a construção das Eletivas, garantindo a


transdisciplinaridade. E, claro, não vamos esquecer do Projeto de
Vida dos estudantes, que devem ser atendidos por elas.

Pronto? Nada disso… Agora chegou a hora do Feirão das Eletivas. Os


docentes assumem o papel de grandes publicitários e fazem toda a
campanha de suas Eletivas. Os estudantes escolhem, entre as opções
apresentadas, três daquelas que mais despertam seus interesses.

O PCG, apoiado pelos demais gestores, define, após a escolha dos


estudantes, as turmas de cada Eletiva. Agora sim, que comecem
as Eletivas!

Nas ATPCG são estudados os modelos pedagógicos e de gestão. A


equipe escolar está cada vez mais alinhada ao Programa. Estudam, por
exemplo, a Tutoria e sua importância na construção dos Projetos de
Vida dos estudantes, compreendendo como se realiza a escuta ativa e se
preparando para as primeiras interações com seus tutorados.

Após receberem as orientações da Direção, os estudantes escolhem seus


tutores. Tem início a Tutoria, acontecendo nos intervalos e almoço dos
estudantes, com encontros individualizados entre o tutor e tutorado. Os
docentes já estão com seu plano de acompanhamento de tutoria
disponibilizado pela gestão escolar. Agora já podem registrar
informações relevantes para apoiar o estudante no alcance da excelência
acadêmica.
Não podemos esquecer que todas as metodologias do PEI seguem a
lógica do PDCA. Você percebeu que, em todos os momentos, aplicamos
esse método para planejar e executar as nossas práticas? Assim que
realizamos aquilo que planejamos, avaliamos e buscamos as soluções
para os problemas encontrados.

Enfim! A EE Beija-flor está a todo vapor e o Programa Ensino Integral


está desabrochando numa nova escola.

Nossa escola possui uma configuração híbrida com 12 turmas no total,


sendo 06 turmas de Ensino Fundamental Anos Finais e 06 turmas de
Ensino Médio, adotando o turno único de 09h/9h30min.

Realizada a alocação dos docentes nos componentes curriculares, a


equipe gestora, que, no momento, corresponde às funções de Diretor,
Vice-diretor e PCG, se reúnem para organizar a Semana de
Planejamento, de acordo com as orientações de planejamento
enviadas pela SEDUC-SP.

Na semana de Planejamento Escolar toda a equipe inicia as análises de


indicadores para a elaboração do Plano de Ação, utilizando o Método
de Melhoria de Resultado (MMR), que será consolidado na Plataforma
Foco Aprendizagem.

Ainda na Semana de Planejamento a equipe docente, agrupada em suas


áreas de conhecimento, realiza a escolha dos PCA pelos pares.

Pronto, temos a equipe gestora completa, juntamente com toda a equipe


docente...o que está faltando?

Os estudantes estão chegando. E o que os espera logo no primeiro dia


de aula? O Acolhimento! Grande momento para iniciar a construção
dos Projetos de Vida de cada um. E agora? Mãos à obra...as aulas
começam.

Para organizar todo o conteúdo programático do Currículo, docentes e


PCA de cada área do conhecimento se reúnem semanalmente em seus
ATPCA. Organizam a Agenda Escolar, elaboram seus Planos de Ensino,
constroem seus Programas de Ação e organizam as práticas docentes,
os conteúdos e habilidades nos Guias de Aprendizagem, todos eles
alinhados ao Plano de Ação da escola.

Os docentes orientam seus estudantes sobre o que são os Guias de


Aprendizagem e qual a importância deste instrumento para o
acompanhamento das aulas. Tratam também da relevância da
participação dos estudantes para o alcance de tudo o que está proposto
nos guias. Ação Protagonista do estudante em busca da excelência
acadêmica!
Enquanto isso, a vice-diretora apoiada pelo PCG, sistematiza os
materiais do Acolhimento para a organização dos Projetos de Vida.
No ATPCG, a sistematização do Acolhimento norteará os docentes na
elaboração das Eletivas semestrais, como também servirá de subsídio
para o desenvolvimento das aulas de Projeto de Vida.

Mas será que todos os estudantes da E.E. Beija-flor estão preparados


para todo este desafio? Para entender melhor o nível de aprendizagem
dos estudantes e garantir que todos tenham condições de se
desenvolver integralmente, vamos falar do Nivelamento.

No início do ano letivo, em conformidade com o Calendário Escolar, é


aplicada a Avaliação Diagnóstica de Entrada (ADE) com a proposição de
oferecer indicadores que subsidiarão a construção do Plano de Ação de
Nivelamento (PAN), sob responsabilidade do PCG, apoiado pelos PCA.

E os professores de Orientação de Estudos? Esses são grandes


incentivadores dos estudantes em seu processo de ensino e
aprendizagem, proporcionam um tempo qualificado destinado à
realização de atividades pertinentes aos diversos estudos, quando o
estudante se apropria da sua melhor forma de estudar, praticando o
exercício do “aprender a aprender”.

3.1 - Sobre o Modelo de Gestão

Finalização do Módulo
Muito bem! Você chegou ao final deste módulo. Escute o áudio a seguir para relembrar o
que foi abordado.

O questionário de avaliação está disponível ao final do módulo.

Para concluir o conteúdo deste módulo, clique no botão abaixo “Finalizar”

Pesquisa de satisfação
É importante para Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação
do Estado de São Paulo (EFAPE) conhecer sua opinião sobre o curso realizado. Portanto,
convidamos você a participar da pesquisa disponível na próxima tela. Sua participação
contribuirá para o aprimoramento de nossas ações formativas.
AVALIAR O CURSO

3.3 - Questões objetivas do módulo 3


Questões objetivas

 Para iniciar o questionário clique no botão abaixo dessas orientações.


 Ao finalizar o questionário avaliativo clique no botão “Finalizar tentativa” e
posteriormente no botão “Enviar tudo e terminar”.
 Antes de enviar há a possibilidade de retornar a tentativa. É possível salvar as
atividades para enviá-las posteriormente. Atividades salvas são registradas como
“Em progresso”, são visualizadas somente pelos cursistas e não são
consideradas para avaliação.
 Após o envio das respostas, será fornecido o feedback de cada alternativa
selecionada. As respostas corretas serão acompanhadas do feedback na cor verde e as
incorretas, vermelha.
 Após a leitura dos feedbacks clique em “Terminar a revisão”, somente após esse
passo a atividade será considerada enviada e a avaliação será registrada. Se houver
necessidade você poderá realizar uma nova tentativa.
 A quantidade de tentativas e o período de realização da atividade estão descritas
no Regulamento do curso.
 Para verificar seu desempenho clique no menu superior em seu Nome e selecione
a opção “Notas”. Se suas notas não estiverem registradas as atividades devem ser
enviadas novamente dentro do período disposto em Cronograma.
 O envio da atividade não será aceito fora dos prazos estabelecidos em
Regulamento. Fique atento!

Tentativas permitidas: 3
Este questionário será aberto em sexta, 19 Jun 2020, 05:00
O questionário será fechado em segunda, 3 Ago 2020, 23:59
Método de avaliação: Nota mais alta
Tentar responder o questionário agora

Iniciado em sexta, 17 Jul 2020, 21:58

Estado Finalizada

Concluída em sexta, 17 Jul 2020, 22:13

Tempo empregado 15 minutos 47 segundos

Notas 5,00/5,00

Avaliar 100,00 de um máximo de 100,00

Questão 1
Correto
Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

O método PDCA de monitoramento de resultados tem por base quatro passos


preestabelecidos, cuja aplicação pretende intervir e otimizar os processos
educativos quando necessário, para corrigir rumos e potencializar os resultados
pretendidos. Leia as afirmações a seguir.
I. Planejar (Plan) é a fase em que todos os envolvidos analisam dados, indicadores
e informações para diagnóstico e estabelecem metas, prazos e responsáveis.
II. Fazer (Do) é a fase de verificação dos resultados de acordo com as metas
propostas.
III. Verificar (Check) é o momento em que a equipe escolar se reúne para avaliar o
andamento das ações planejadas tendo como base as opiniões de cada um.
IV. Agir (Action) é o momento em que se identificam novas práticas ou possíveis
desvios a fim de corrigi-los.
É correto afirmar que:

a. As afirmações I e III estão corretas.

b. As afirmações I e II estão corretas.

c. As afirmações II e IV estão corretas.

d. As afirmações I e IV estão corretas. 

Correto! O conceito Verificar (Check) significa monitorar as atividades e avaliar os


resultados alcançados, tendo como ponto de partida os indicadores previamente
planejados. Já o conceito Fazer (Do) é a fase de implementar tudo o que foi planejado,
colocar em prática as ações estabelecidas e acompanhar sua execução intervindo, caso
seja necessário, para conquistar os objetivos traçados. Para que esse fazer esteja
revestido da eficiência desejada, é preciso deixar claro “o quê”, “como”, “onde” e “quando
agir”.

Feedback

Sua resposta está correta.

Questão 2
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00


Marcar questão

Texto da questão

Sobre o Modelo de Gestão de Desempenho realizado nas escolas PEI, é correto


afirmar:

a. Utiliza-se de dois instrumentos importantes: a avaliação 360º e o Plano Individual de


Aprimoramento e Formação (Piaf), possibilitando ao profissional o desenvolvimento e
aprimoramento de sua prática e a busca pela excelência na execução de suas atribuições

diárias. 

Resposta correta. Ter conhecimento dos pontos fortes e dos de melhoria é fundamental
para aprimorar os trabalhos e, assim, contribuir cada vez mais para a melhoria da
qualidade do ensino e da aprendizagem dos estudantes.

b. A avaliação por competência tem como principal objetivo avaliar o desempenho dos
profissionais para que ao final do ano, caso não obtenham bom resultado, sejam
imediatamente desligados do Programa.

c. Para avaliar o desempenho dos profissionais da escola, realiza-se primeiramente o Piaf


e, depois, se aplica a avaliação 360º.

d. É preciso que o professor tenha clareza do que se espera dele e sobre o que será
avaliado. Desse modo, compete ao diretor de escola e aos estudantes decidir sobre quais
competências técnicas e socioemocionais serão observadas.

Feedback

Sua resposta está correta.

Questão 3
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão
Texto da questão

O Programa Educação Integral (PEI) nos inspira sobre a importância de realizar


alinhamentos no decorrer da rotina escolar. Sobre os alinhamentos é correto
afirmar:

a. Os alinhamentos ocorrem em dois momentos fundamentais: no início do ano, logo após
o acolhimento, e no final do ano, após a entrega das notas dos estudantes, momento em
que se avalia todo o trabalho realizado durante o ano.

b. Os alinhamentos podem ser realizados vertical e horizontalmente, exceto quando


envolvem os estudantes.

c. A realização dos alinhamentos é uma opção da equipe escolar e, por isso, não
dialogam com nenhuma das premissas apresentadas no curso.

d. Os alinhamentos são uma prática de gestão importante na organização escolar uma

vez que contribuem para o aperfeiçoamento do Modelo de Gestão. 

Resposta correta. Os alinhamentos consistem em reuniões planejadas e regulares para


que as entregas ocorram dentro do prazo previsto e para que, assim, se obtenham os
resultados esperados.

Feedback

Sua resposta está correta.

Questão 4
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Associe corretamente as definições descritas na coluna da esquerda aos


respectivos instrumentos de gestão identificados na coluna da direita.

Documento da escola que define datas e Resposta 1


horários das atividades relevantes que
acontecem no dia a dia para conhecimento Agenda Escolar
 
da comunidade escolar.
Baseado no PDCA e adotado para oferecer Resposta 2
apoio a todas as escolas por meio de um
Procedimento Passo a Passo (PPP)
roteiro estruturado em dez passos. Procedimento Passo a Passo (PPP)
 

Instrumento utilizado nas unidades escolares


para registrar prioridades, metas,
indicadores de aferição de resultados, prazos
e estratégias para que as escolas alcancem Resposta 3
um ensino de qualidade. Contribui para a Plano de Ação
democratização das escolas, pois é de  
construção coletiva, coordenada pelo
Diretor da escola e deve ser elaborado com
a participação da comunidade escolar.
É um documento que define “o que” cada
um fará, as atribuições e responsabilidades,
conforme a função que ocupa. É a bússola Resposta 4
dos profissionais da escola para que, por Programa de Ação
meio de sua atuação, colaborem  
decisivamente na execução das ações
visando à melhoria na qualidade do ensino.
Instrumento de gestão que auxilia na
promoção da autorregulação da Resposta 5
aprendizagem dos estudantes e na
organização das atividades em torno das Guia de Aprendizagem
 
habilidades e competências a ser
desenvolvidas.

Feedback

Resposta correta. Você compreendeu perfeitamente as definições de cada instrumento de


gestão!

Questão 5
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão

Programa Educação Integral (PEI) possui 5 (cinco) instrumentos de gestão que


podem apoiar as ações pedagógicas e de gestão desenvolvidas na escola.
Assinale a alternativa correta sobre os instrumentos de gestão:

a. São instrumentos de gestão a Agenda Escolar, o Plano de Ação, o Procedimento Passo


a Passo (PPP) e o Programa de Ação e Excelência em Gestão.
b. São instrumentos de gestão o Plano de Ação, o Programa de Ação, os Guias de

Aprendizagem, a Agenda Escolar e o Procedimento Passo a Passo (PPP). 

Resposta correta. Esses são os instrumentos de gestão.

c. Os instrumentos de gestão só podem ser utilizados exclusivamente pelas escolas PEI.

d. Os instrumentos de gestão, como o próprio nome sugere, foram feitos para apoiar
somente o Diretor e o PC da escola.

Feedback

Sua resposta está correta.

Referências
 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Brasília: Presidência da República, 2016. Disponível
em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/const
ituicao.htm. Acesso em: 16 jun. 2020.
 BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Disponível
em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm.
Acesso em: 16 jun. 2020.
 BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano
Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Disponível
em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-
2014/2014/lei/l13005.htm. Acesso em: 16 jun. 2020.
 SÃO PAULO (ESTADO). Lei nº 16.279, de 8 de julho de 2016.
Aprova o Plano Estadual de Educação de São Paulo e dá outras
providências. Disponível
em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/201
6/lei-16279-08.07.2016.html. Acesso em: 16 jun. 2020.
 BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Base Nacional Comum
Curricular (BNCC). Versão final homologada, com a inclusão do
Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. Disponível
em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI
_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em: 16 jun. 2020.
 SÃO PAULO (ESTADO). Currículo Paulista. São Paulo: SEE, 2019.
p. 28. Disponível
em: http://www.escoladeformacao.sp.gov.br/portais/Portals
/84/docs/pdf/curriculo_paulista_26_07_2019.pdf. Acesso em:
16 jun. 2020.
 COSTA, Antonio Carlos Gomes da. Protagonismo juvenil:
adolescência, educação e participação democrática. Salvador:
Fundação Odebrecht, 2000. Apud OLIVEIRA, Anselmo Batista
de. Protagonismo juvenil: o programa Aprendiz Comgás no município
de Campinas. Campinas: PUC-Campinas, 2009. Disponível
em: http://tede.bibliotecadigital.puc-
campinas.edu.br:8080/jspui/bitstream/tede/624/1/Anselmo
%20Batista%20de%20Oliveira.pdf. Acesso em: 16 jun. 2020.
 COSTA, Antonio Carlos Gomes da. Pedagogia da presença: da
solidão ao encontro. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
 DELORS, Jacques. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório
para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o
Século XXI. Tradução de Guilherme João de Freitas Teixeira. Paris:
Unesco, 1996. cap. IV, p. 31. Disponível
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por. Acesso em: 24 jan. 2020.
 SÃO PAULO (ESTADO). Decreto nº 59.354, de 15 de julho de
2013. Dispõe sobre o Programa Ensino Integral de que trata a Lei
Complementar nº 1.164, de 4 de janeiro de 2012, alterada pela Lei
Complementar nº 1.191, de 28 de dezembro de 2012. Disponível
em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto
/2013/decreto-59354-15.07.2013.html. Acesso em: 16 jun.
2020.
 SÃO PAULO (ESTADO). Lei Complementar n. 1.164, de 4 de
janeiro de 2012 (atualizada até a Lei Complementar nº 1.191, de 28
de dezembro de 2012). Institui o Regime de Dedicação Plena e
Integral – RDPI e a Gratificação de Dedicação Plena e Integral – GDPI
aos integrantes do quadro do Magistério em exercício nas escolas
estaduais de Ensino Médio de período integral, e dá providências
correlatas. Disponível
em: https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei.com
plementar/2012/lei.complementar-1164-04.01.2012.html.
Acesso em: 16 jun. 2020.
 SÃO PAULO (ESTADO). SECRETARIA DA EDUCAÇÃO. Como é
estudar numa escola pública. [vídeo]
 UNESCO. Declaração Mundial sobre Educação para Todos:
satisfação das necessidades básicas de aprendizagem. Jomtien,
Tailândia, 1990.

Expediente
Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da
Educação - EFAPE
Coordenadora - Cristina de Cassia Mabelini da Silva

Departamento de Programas e Formação da Educação


Continuada – DEPEC
Diretor - João Freitas da Silva
Centro de Formação e Desenvolvimento Profissionais de
Professores da Educação Básica – CEFOP
Diretora - Silvia Regina Peres

Centro de Avaliação e Certificação - CEAC


Diretora Elisete Ragusa

Departamento de Recursos Didáticos e Tecnológicos de Educação


à Distância – DETED
Diretora – Fernanda Henrique de Oliveira

Centro de Criação e Produção – CCRIP


Diretora – Ana Maria David Berbel

Centro de Infraestrutura e Tecnologia Aplicada - CITEC


Diretora – Rosangela de Lima Francisco

Coordenadoria Pedagógica - COPED


Coordenador – Caetano Pansani Siqueira

Programa Ensino Integral


Coordenadora – Bruna Waitman Santinho

Autores do curso
Adriana Marcia de Sá
Andrea Angotti Ferreira
Bruno Westman Prado
Eliette Lucas
Gabriela Dias Bonfim
Joyce Marins Araújo Santos
Márcia Giupatto
Nadir do Carmo Silva Campelo
Naomy de Oliveira Ramos
Raphael Zen Covolam
Renato Antunes dos Santos
Roberta Cristina Tonon
Rosa Maria Rodrigues Lamana
Sandra Beline