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Serviço Público Federal

Ministério da Educação
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

ESTRADAS II
Prof.ª Denise Estigarribia de Freitas (denise.freitas@ufms.br)
Disciplina: Estradas II
Curso: Engenharia Civil
EMULSÃO ASFÁLTICA E
ASFALTO DILUÍDO DE
PETRÓLEO
INTRODUÇÃO
Para o CAP recobrir os agregados
• viscosidade ≅ 0,2 Pa.s
• aquecimento do ligante e do agregado a
temperaturas convenientemente escolhidas
para cada tipo de ligante
INTRODUÇÃO
• Comportamento Viscoelástico do asfalto
• Correlação entre tempo/ temperatura
INTRODUÇÃO
Para evitar o aquecimento do CAP e obter
viscosidades de trabalho nos serviços de
pavimentação:
• adição de um diluente volátil ao asfalto
produzindo o que se convencionou chamar no
Brasil de asfalto diluído (cutback em inglês)
• emulsionamento do asfalto
TIPOS BÁSICOS DE LIGANTES ASFÁLTICOS
• Cimento asfáltico de petróleo (CAP)
• Emulsão asfáltica de petróleo (EAP)
• Asfalto diluído de petróleo (ADP)
TIPOS BÁSICOS DE LIGANTES ASFÁLTICOS
Outros:
• Asfaltos oxidados ou soprados
• Asfaltos modificados
• Agentes rejuvenescedores
• Asfalto espuma
APLICAÇÕES RODOVIÁRIAS A FRIO
Emulsões Asfálticas e Asfalto
diluído de Petróleo
• Tratamentos superficiais
• Pré-misturados a frio
• Imprimação de bases
• Pintura de ligação
EMULSÃO ASFÁLTICA (EAP)
• Dispersão do CAP em água com o uso de
emulsificante
• Existem vários tipos, identificadas pelo tempo
de ruptura, pela carga da partícula e pela
finalidade
• Devem ser usadas preferencialmente as
catiônicas
EMULSÃO ASFÁLTICA (EAP)
• Pelo tempo de ruptura podem ser:
• RR: ruptura rápida
• RM: ruptura média
• RL: ruptura lenta
• RC: ruptura controlada
• Existem ainda emulsões para lama asfáltica e
modificadas por polímeros
ASFALTO DILUÍDO DE PETRÓLEO (ADP)
• Diluição de CAP em derivados de petróleo
para permitir a utilização a temperatura
ambiente
• Denominação é dada segundo a velocidade de
evaporação do solvente:
• cura rápida (CR): solvente é a gasolina ou a nafta
• cura média (CM): solvente é o querosene
ASFALTO DILUÍDO DE PETRÓLEO (ADP)
• Avaliado em relação à viscosidade cinemática.
Ex: CM 30, CR 250
• Em países desenvolvidos, seu uso em
imprimação está sendo substituído por
emulsões asfálticas devido a problemas
ambientais
EMULSÕES ASFÁLTICAS
EMULSÃO ASFÁLTICA
Dispersão
É um sistema de várias fases:
• Contínua: fase dispersante (líquida)
• Descontínua: fase dispersa (finamente
dividida e repartida)
Entre as diferentes dispersões, existem duas
categorias exploradas no campo industrial: as
suspensões e as emulsões.
EMULSÃO ASFÁLTICA
O tamanho médio dos grãos de uma emulsão é
da ordem de 1 mícron, podendo o seu tamanho
máximo atingir alguns microns
EXEMPLOS DE EMULSÕES
Fase Meio Nome do
Dispersa Dispersante Sistema

Sol sólido
Corantes Minerais
Sol ou
suspensão
Tintas
Aerosol
sólido
Fumaças
Emulsão
sólida
Opala

Emulsão
Látex, Leite
Aerosol
líquido
Aromizantes

OS CONSTITUINTES Espuma
sólida Pedra-pomes

SÓLIDO LÍQUIDO GASOSO


Espuma
Espumantes
EMULSÕES ASFÁLTICAS
Óleo e água podem formar emulsão, porém se
separam rapidamente quando cessa a agitação.
As emulsões estáveis têm o emulsificante, que
previne ou retarda a separação das fases.
As emulsões asfálticas são do tipo “óleo em
água” e constituídas por:
• Cimento asfáltico (60 a 70%), disperso em fase
aquosa, que é composta de ácido + emulsificante (0,2
a 1%) + água + solvente.
O QUE É NECESSÁRIO PARA OBTER UMA
EMULSÃO?
• Uma energia de dispersão: agente mecânico que
promove a fragmentação da fase dispersa e a sua
conseqüente dispersão
• Um agente emulsificante: agente físico-químico
que atende a uma dupla finalidade
• baixar a tensão superficial entre as duas fases,
facilitando a emulsificação
• estabilizar a emulsão obtida fixando-se à periferia dos
grãos da fase dispersa, impedindo assim que os
mesmos se juntem (coalescência)
ESQUEMA DE PREPARAÇÃO DE EMULSÃO
ASFÁLTICA

EMULSÃO
GROSSEIRA

FASE FASE OLEOSA


OLEOSA
FASE AQUOSA
FASE
AQUOSA
FENÔMENO DE
COALESCÊNCIA
AGENTE
EMULSIFICANTE

EMULSÃO
ESTÁVEL
(GROSSEIRO)
AGENTE EMULSIFICANTE
Longa cadeia hidrocarbonada que termina com
um grupo funcional catiônico ou aniônico. A
parte parafínica da molécula tem uma afinidade
pelo betume e a parte iônica (polar) uma
afinidade pela água. O emulsificante não é
apenas um agente estabilizador, mas um
promotor de adesividade.
AGENTE EMULSIFICANTE
COMO É FABRICADA A EMULSÃO ASFÁLTICA?
1. CAP aquecido + água + agente emulsificador
+ um moinho coloidal
2. Agente emulsificador impõe uma carga
elétrica à superfície dos glóbulos, que se
repelem e não coalescem
COMO É FABRICADA A EMULSÃO ASFÁLTICA?
Moinho coloidal
Rotor de alta velocidade que gira entre 1000rpm
a 6000rpm num stator.
COMO É FABRICADA A EMULSÃO ASFÁLTICA?
Moinho coloidal
O asfalto aquecido e o emulsificante são
colocados no moinho simultaneamente. As
temperaturas dos componentes (100°C a 140°C
do asfalto, < 90°C da emulsão no final) variam
com o tipo e porcentagem de asfalto na emulsão,
o tipo de emulsificante, etc.
EXEMPLO DE FÁBRICA DE EMULSÃO ASFÁLTICA
(MARACANAÚ, CE)

Vista geral do galpão Tanques do produto acabado

Tanques de CAP

Tanques da fase aquosa Moinho coloidal


EXEMPLO DE FÁBRICA DE EMULSÃO ASFÁLTICA
(PAULÍNEA, SP)
CLASSIFICAÇÃO DAS EMULSÕES
As emulsões asfálticas podem ser classificadas:
• Quanto à carga da partícula: catiônicas e
aniônicas
• Quanto ao tempo de ruptura: ruptura rápida
(RR), ruptura média (RM) e ruptura lenta
(RL)
CLASSIFICAÇÃO DAS EMULSÕES

Teor mín. Viscosidade


Emulsão Tipo Vel. de Ruptura de resíduo Saybolt Desemulsibilidade
asfáltico Furol a 50oC
RR-1C Catiônica Rápida 62% entre 20 e 90s Superior a 50%
RR2-C Catiônica Rápida 67% entre 100 e 400s Não inferior a 50%
RM-1C Catiônica Média 62% entre 20 e 200s Inferior a 50%
RM-2C Catiônica Média 65% entre 100 e 400s Inferior a 50%
RL-1C Catiônica Lenta 60% máx de 70s -
LA-1C Catiônica - 58% máx de 100s -
LA-2C Catiônica - 58% máx de 100s -
TIPOS DE EMULSÃO QUANTO À CARGA
Aniônicas
São as mais antigas. Os glóbulos de asfalto são
carregados negativamente. Ao imergir dois
eletrodos em uma emulsão aniônica (ensaio de
eletroforese), os grãos se dirigirão para o catodo
(ensaio de carga de partícula).
TIPOS DE EMULSÃO QUANTO À CARGA

Esquema do ensaio de carga de partícula de uma Emulsão Aniônica


ESQUEMA DE EMULSÕES ANIÔNICAS
TIPOS DE EMULSÃO QUANTO À CARGA
Catiônicas
Atualmente este tipo de emulsão é a mais
empregada. Os glóbulos de asfalto são carregados
positivamente.
Ao imergir dois eletrodos em uma emulsão
catiônica, os grãos se dirigirão para o anodo.
O agente emulsificante utilizado é um sabão ácido
(sal de amina resultante de uma base fraca + ácido
forte), por isto são chamadas emulsões ácidas.
TIPOS DE EMULSÃO QUANTO À CARGA

Esquema do ensaio de carga de partícula de uma Emulsão Catiônica


ESQUEMA DE EMULSÕES CATIÔNICAS
RUPTURA DA EMULSÃO
Quando a emulsão entra em contato com o
agregado pétreo inicia-se o processo de ruptura
da emulsão, que é a separação do CAP e da
água, o que permite o recobrimento do agregado
por uma película de asfalto. A água é liberada e
evapora-se
RUPTURA DA EMULSÃO
A ruptura da emulsão consiste na anulação da
camada de proteção dos grãos de asfalto
dispersos na água e se observa pela união dos
mesmos (coagulação ou floculação)
FATORES QUE AFETAM A
RUPTURA DAS EMULSÕES
FATORES QUE RETARDAM FATORES QUE ACELERAM
A RUPTURA A RUPTURA
Emprego de um asfalto Emprego de um asfalto de
de alta viscosidade baixa viscosidade (asfaltos
(cimentos asfálticos) diluídos ou fluxados)

Pequena concentração Concentração de


de asfalto asfalto elevada

Emprego de uma elevada Emprego de uma pequena


quantidade de emulsivo quantidade de emulsivo

Emprego de um emulsivo Emprego de um


aniônico emulsivo catiônico

Utilização de um material Utilização de um material


úmido pouco reativo e uma seco reativo e com alta
pequena superfície específica superfície específica
Temperatura ambiente. Temperatura ambiente.
Temperatura baixa dos Temperatura alta dos
agregados e da emulsão agregados e da emulsão

Ausência ou pequena
Agitação intensa da mistura
agitação das misturas
emulsão + agregados
emulsão + agregados
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Viscosidade Saybolt-Furol
ABNT NBR 14491

Viscosímetro
recebendo a emulsão Frasco padrão

Medida do tempo
(viscosidade em SSF)
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação de ruptura
Método da mistura com cimento
DNER-ME 07-94 ou ABNT NBR 6297
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação da sedimentação
DNER-ME 06-94
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação do peneiramento
DNER-ME 05-94
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação da desemulsibilidade
ABNT/IBP - MB 590
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação da desemulsibilidade
ABNT/IBP - MB 590
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação de carga de partícula
ABNT NBR 6302
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação de pH
ABNT NBR 6299
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação do resíduo por evaporação
ABNT NBR 14376

Aquecimento da Pesagem do resíduo


amostra

Resíduo (CAP)
ENSAIOS DE LABORATÓRIO DE EMULSÕES
ASFÁLTICAS
Determinação do resíduo por destilação
ABNT NBR 6568
APLICAÇÕES DA EMULSÃO ASFÁLTICA
• Lama Asfáltica
• Microrrevestimento
ASFALTO DILUÍDO DE
PETRÓLEO (ADP)
Informações básicas
ASFALTO DILUÍDO DE PETRÓLEO (ADP)
Asfaltos diluídos são asfaltos líquidos
produzidos pela adição de solventes de petróleo
(ou diluentes) aos cimentos asfálticos para
diminuir a viscosidade do CAP para aplicação a
temperaturas próximas da ambiente.
ASFALTO DILUÍDO DE PETRÓLEO (ADP)
O contato do ADP com agregados ou com o
material de base provoca a evaporação do
solvente, deixando o resíduo de cimento
asfáltico na superfície.
ASFALTO DILUÍDO DE PETRÓLEO (ADP)
Pela velocidade de evaporação, são divididos em:
• Cura rápida (CR): adição de um diluente leve de alta
volatilidade (geralmente gasolina ou nafta)
• Cura média (CM): adição de um diluente médio de
volatilidade intermediária (querosene); usado para
pintura de ligação
• Cura lenta (CL): adição de um óleo de pouca
volatilidade (diesel); usado para pintura de ligação,
tratamento anti-pó
ASFALTO DILUÍDO DE PETRÓLEO (ADP)
Cada categoria apresenta tipos de diferentes
viscosidades cinemáticas em função da
quantidade de diluente:
• CR-70, CR-250
• CM-30, CM-70
ASFALTO DILUÍDO DE PETRÓLEO (ADP)
A quantidade de cimento asfáltico e diluente
usada na fabricação de ADP varia com as
características dos componentes, sendo, em
geral, em volume:
• Tipo 30: 52% de asfalto e 48% de diluente;
• Tipo 70: 63% de asfalto e 37% de diluente;
• Tipo 250: 70% de asfalto e 30% de diluente.
APLICAÇÕES DE ASFALTOS DILUÍDOS
Imprimação Pintura de ligação
Recomenda-se o uso Sobre bases não
dos ADPs CM-30 para absorventes e não
superfícies com textura betuminosas pode ser
fechada e CM-70 em usado ADP CR-70, pois
textura aberta não há necessidade de
Não se recomenda o penetração do material
uso de ADP CR, asfáltico aplicado, e
devido a penetração sim de cura mais
não adequada na base rápida
PORQUE SE USAR EMULSÃO NO LUGAR DE ADP?
• Regulamentações ambientais: emulsão não
polui pois há uma pequena quantidade de
voláteis (em relação ao ADP) que evapora
além da água
• Perda de produtos valiosos: na cura do ADP,
os diluentes, que demandam grande energia
para serem produzidos, são perdidos para a
atmosfera
PORQUE SE USAR EMULSÃO NO LUGAR DE ADP?
• Segurança: o uso de emulsão é seguro. Há
pouco risco de incêndio comparando com
ADP, que pode ter baixo ponto de fulgor
• Aplicação a temperaturas ambientes: emulsão
pode ser aplicada a temperatura mais baixa
comparativamente ao ADP, economizando
combustível
PROGRAMA SHRP
Superior Highway Research Program
PROGRAMA SHRP
Strategic Highway Research Program
Programa de pesquisa patrocinado pelo governo
americano para desenvolver, entre 1985-1990:
• Novas especificações de ligantes asfálticos
• Novos ensaios
• Nova concepção baseada no desempenho
ERA NECESSÁRIA UMA NOVA ESPECIFICAÇÃO NA
DÉCADA DE 1980 NOS EUA?
 Afundamento era problema nacional nos EUA
 Fissuramento térmico em muitos estados
 Envelhecimento em serviço não era
considerado
ERA NECESSÁRIA UMA NOVA ESPECIFICAÇÃO NA
DÉCADA DE 1980 NOS EUA?
 Número de especificações cresceram muito
nos EUA em décadas passadas (por estado)
 Especificações correntes eram inadequadas
para asfaltos modificados com polímeros e
outros aditivos

Conclusão: Nova especificação era necessária!


O QUE ERA NECESSÁRIO NUMA NOVA
ESPECIFICAÇÃO DE LIGANTE?
Corrigir deficiências em especificações correntes:
• Simular o envelhecimento em serviço
• Ensaios que meçam propriedades físicas que se
correlacionem ao desempenho no campo
• Aspectos de segurança e relacionados à construção ⇒
únicos ensaios mantidos das especificações vigentes à
época do início do SHRP
NOVA ESPECIFICAÇÃO CRIADA

Superpave
(Superior Performing Asphalt Pavements)
COMO PODE O ASFALTO SE CORRELACIONAR AO
DESEMPENHO?
• O asfalto é só uma parte do panorama
• O projeto da mistura é parte importante (se
não a mais importante) do processo
• Propriedades do ligante não podem suprir as
deficiências da mistura ou baixa qualidade de
agregados
• Não se pode esperar que somente uma nova
especificação de ligantes resolva todos os
problemas de desempenho
ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO DA
ESPECIFICAÇÃO
1. Identificar modos de ruptura críticos
2. Identificar propriedades fundamentais do
material associadas aos modos de ruptura
3. Selecionar métodos de ensaio que gerem
propriedades fundamentais do material
4. Selecionar valores limites dos métodos que
são necessários para uso na especificação
FATORES CONSIDERADOS NO DESEMPENHO
• Envelhecimento durante a misturação e
colocação na pista
• Envelhecimento durante a vida de serviço
• Afundamento resultante da inadequada
resistência ao cisalhamento da mistura
• Trincamento térmico
• Trincamento por fadiga devido a repetição
das cargas
DEFORMAÇÃO PERMANENTE
Ocorre em temperaturas altas
• Influência predominante do
agregado
• Influência menor do ligante
O QUE É AFUNDAMENTO?
• Causado por tráfego pesado
• Deslocamento da massa entre pneus
• Resulta de resistência ao cisalhamento
insuficiente da mistura

Modo de ruptura associado às cargas!


CONTROLE DO AFUNDAMENTO
• Em altas temperaturas de serviço (> 25ºC)
• Deformações permanentes acumuladas na
vizinhança dos pneus
• Relaciona-se com deformações cisalhantes
permanentes no ligante
• Portanto:
• rigidez do ligante na temperatura máxima de
serviço como critério na especificação
• importância do agregado no projeto da mistura
TRINCAS TÉRMICAS
Ocorre somente em países frios,
geralmente em temperaturas
inferiores a -10ºC
• influência predominante do
ligante
• influência menor do
agregado
O QUE É TRINCA TÉRMICA?
• Causada por baixas temperaturas (< -10ºC).
• Repetidos ciclos de baixa temperatura.
• Tem um padrão de espaçamento.
• Constitui-se em pontos de início e propagação
de trincas.
Modo de ruptura associado às condições
ambientais!
TRINCAS POR FADIGA
Ocorre a temperaturas
intermediárias
• no Brasil entre 30 e 40ºC
• nos EUA entre 20 e 30ºC
• Agregado e ligante
O QUE É FADIGA?
• Causada por tráfego pesado
• Causada por flexão repetida da mistura
• Início e propagação de fissuras
• trincas interligadas.

Modo de ruptura associado às cargas!


CONTROLE DE TRINCAMENTO POR FADIGA
• Resulta da acumulação de danos a
temperaturas intermediárias
• Propriedades de fadiga ou fratura não são
apropriadas para uso em especificação
• Uso de reologia como uma propriedade
alternativa
Controle da rigidez do ligante e da resiliência
da mistura na temperatura intermediária de
serviço do pavimento.
TEMPERATURA LIMITE
Temperatura na qual o ligante asfáltico tem:
• rigidez específica após um tempo de carregamento
especificado.
Correntemente utiliza-se temperatura para a
qual:
• a rigidez do ligante seja igual a 20kPa após 2 horas
de carregamento.
COMPORTAMENTO DO ASFALTO
Altas temperaturas
• clima desértico
• verão
Carregamentos prolongados Líquido
• caminhões a baixa velocidade Viscoso
• intersecções
COMPORTAMENTO DO ASFALTO
Baixas temperaturas
• clima frio
• inverno
Carregamentos rápidos Sólido
• caminhões a alta velocidade elástico
ESPECIFICAÇÃO DE LIGANTES SUPERPAVE
Sistema de classificação baseado no clima.

PG 70-22

grau de
Desempenho temperatura mínima
(Perfomance média das do pavimento
Grade) máximas de 7 dias
consecutivos
ESPECIFICAÇÃO DE LIGANTES SUPERPAVE
Baseada em desempenho
• deformação permanente
• trincas por fadiga
• trincas a baixas temperaturas
Propriedades físicas
• critérios permanecem os mesmos
• temperatura em que se obtém o valor da propriedade
• medidas no ligante envelhecido
ESPECIFICAÇÃO DE LIGANTES SUPERPAVE
ENSAIOS SUPERPAVE
Propriedades a Propriedades a Propriedades
baixas temperaturas ligadas à
temperaturas intermediárias/ durabilidade
altas • estufa de
• reômetro de filme fino
fluência de • reômetro de
cisalhamento rotativo
viga (BBR) dinâmico (RTFOT)
• teste de (DSR) • vaso de
tração direta • viscosímetro envelhecimen
(DT) rotacional to sob pressão
(Brookfield) (PAV)
ENSAIOS USADOS NA ESPECIFICAÇÃO PG
Construção

VR DSR BBR
ENSAIOS USADOS NA ESPECIFICAÇÃO PG
Afundamentos e Fadiga

VR DSR BBR
ENSAIOS USADOS NA ESPECIFICAÇÃO PG
Fadiga

VR DSR BBR
ENSAIOS USADOS NA ESPECIFICAÇÃO PG
Trincas térmicas

VR DSR BBR
VASO DE ENVELHECIMENTO SOB PRESSÃO (PAV)
• Simula o envelhecimento em serviço (cerca de
10 a 15 anos)
• Resultado: amostras envelhecidas para testes
no DSR, BBR e DTT
VASO DE ENVELHECIMENTO SOB PRESSÃO (PAV)
OUTROS EQUIPAMENTOS
Viscosímetros Reômetros
Medidas de Medem propriedades
escoamento viscoso de viscoelásticas de
fluidos sólidos, semi-sólidos e
líquidos
REÔMETRO DE CISALHAMENTO DINÂMICO (DSR)
Reômetro de tensão controlada
• aplicação de um torque fixo para obter uma dada
deformação cisalhante
Reômetro de deformação controlada
• aplicação de um torque variável para obter uma
deformação cisalhante fixa
REÔMETRO DE CISALHAMENTO DINÂMICO (DSR)
REÔMETRO DE CISALHAMENTO DINÂMICO (DSR)
Freqüência de oscilação do DSR
• 10 rad./s
• 1,59 Hz
REÔMETRO DE CISALHAMENTO DINÂMICO (DSR)
δ = 0° material elástico ideal
δ = 90° material viscoso ideal
REÔMETRO DE FLUÊNCIA EM VIGA (BBR)
Determina o módulo de rigidez (S) e módulo de
relaxação (m), a baixa temperatura.
Está correlacionado a formação de trincas
térmicas devido a contração.
σ
S=
ε
m = coef ang 60s (S x t)
REÔMETRO DE FLUÊNCIA EM VIGA (BBR)
Transdutor de deflexão
Computador

Ar

Célula de carga Banho


REÔMETRO DE FLUÊNCIA EM VIGA (BBR)

Fluid Bath
Loading
Ram

Cooling
System
REÔMETRO DE FLUÊNCIA EM VIGA (BBR)
TESTE DE TRAÇÃO DIRETA (TTD)
Carga
Tensão = σ = P / A

∆L σf

∆ Le

εf
deformação
TESTE DE TRAÇÃO DIRETA (TTD)
CONSIDERAÇÕES SOBRE A TEMPERATURA DO PG

PG T.INT. PG T.INT.

70 - 10 34
64 + 2 37 64 - 16 28
70 + 2 40 64 - 22 25
64 - 10 31 64 - 28 22
70 - 10 34 64 - 34 19
70 - 4 37 58 - 34 16
64 - 10 31 58 - 40 13
MÉDIA 35 58 - 46 10
MÉDIA 21

T= 35 - 21 = 14 ºC
CONSIDERAÇÕES SOBRE A TEMPERATURA DO PG
A temperatura calculada, levando em conta a
temperatura do ar (Tar) e a latitude do local (Lat),
é dada por:
Tmáx = 54,32 + [0,77585 Tar ] - [0.002468 Lat²] -
[15,137 log (H+25)]
Tmín = -1,56 + [0,71819 Tar] - [0.003966 Lat²] +
[6,264 log (H+25)]
CONSIDERAÇÕES SOBRE A TEMPERATURA DO PG
CONSIDERAÇÕES SOBRE A TEMPERATURA DO PG
A seleção do ligante por clima proposta pelo
SHRP supõe carregamentos a velocidades altas.
A velocidade prevista nas especificações é de 10
rad/s (aproximadamente 90 km/h)
Para compatibilizar a situações de baixa
velocidade, o SUPERPAVE recomenda que o
grau a alta temperatura seja elevado de 6 a 12ºC
CONSIDERAÇÕES SOBRE A TEMPERATURA DO PG
Quando o volume de tráfego (N) exceder 106
repetições do eixo padrão, considera-se aumento
de 1 PG no grau quente ou 6ºC.
Quando o volume de tráfego (N) exceder 107
repetições do eixo padrão, considera-se aumento
de 2 PG ou 12ºC no grau quente.
COMO A ESPECIFICAÇÃO É USADA
COMO A ESPECIFICAÇÃO É USADA

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