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TUDO PARA O

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c ír c u l o d o l iv r o l t d a
Caixa postal 7413 ■ 01065 970 São Paulo, Brasil

Ediç3o integral
Copyright © 1993 Editora Nova Cultural Ltda
Organização Editora Nova Cultural Lida

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por cortesia da Edilora Nova Cultural Ltda

Venda perm itida apenas aos sócios do Círculo


C om posto pela Edilora Nova Cultural Ltda
Im pressão e acabam ento Gráfica Círculo

ISBN 8 5 -3 3 2 -0 3 3 4 -9 Obra com pleta


ISBN 8 5 -3 3 2 -0 3 3 6 -5 Vol 1

4 6 8 10 9 7 5 3

95 97 94 96

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SUMARIO

ÁLGEBRA ELEMENTAR... ..... 2 Equações tngoméuicas 93


C o n ju n to s ........................................... 2 Á L G E B R A ................. 97^'
Potenciação .................................. .... 9 Função exponencral............. . 97
Radiciação ................................... ... 10 Função logarítmica 100
Produtos N o tá v e is ...................... ... 12 S equências.................................. 108
F a to ra cã o.................... ............... ... 13 Números complexos . . .. 117
Expressões a lg é b ric a s ............... ... 15 Polinóm ios.................... ......... 123
Equações de 1 o g r a u ................ ... 16 Equações algébricas 128
Equações de 2 ° g ra u ................ ... 17 G E O M E T R IA ESP A C IA L 132
Equações biquadradas — Esfera ........................................... 132
Equações irra c io n a is .............. ... 20 Cilindro . ................................ 133
Sistemas de e q u a çõ e s.............. ... 21 C o n e ......... . ............................ 135
GEOMETRIA P L A N A ......... ... 3 3 ^ Prisma ............ 138
 n g u lo s ......................................... ... 24 Paralelepípedo retângulo .. 139
Paralelismo de r e ta s .................. ... 26 Pirâmide ....................... 142
P olígonos....................................... ... 27 Á L G E B R A ................................ 145 * *
Triângulos ...................................... .. 30 M a trize s.......................................... 145
Q u a d rilá te ro s............................... ... 34 Determinantes 150
Tangéncias ...................................... 37 Sistemas de equações lineares 156
Teorema de Tales Análise com binatória................. 160
Semelhança de triâ n g u lo s ....... ... 39 Binômio de Newton 164
Triângulos re tâ n g u lo s ................ ... 43 GEOMETRIA A N A L ÍT IC A . 170^
Polígonos regulares inscritos .. ... 45 Coordenadas de um pomo . 170
Areas das figuras p la n a s ......... ...4 7 ■ Equação da r e t a ................. 176
ÁLGEBRA .................................. ... 49 X Equação da circunferência 187
Funções ......................................... .. 49
Relações b in á ria s ................... ... 49
Estudo da função ................... ... 51
Principais fu n ç õ e s .................. ... 56
Sinal de funções de
1 ? e 2 o g r a u ....................... ... 64
Função c o m p o s ta .................. ... 72
T R IG O N O M E T R IA ................ ... 73 ^
Medidas de arcos e ângulos ... ... 73 R E S U M O S E E X E R C ÍC IO S
Trigonom etria de triâ n g u lo ....... ... 75
Relações trig o n o m é tric a s ........ ... 80
Seno, cosseno e tangente Páginas 02 a 48 193
no ciclo trig o n o m é tric o ........ ...8 2 Páginas 49 a 96 ... 209
Transformações de a rc o s ........ ... 88 Páginas 97 a 144 225
A rcos c ô n g ru o s .............................. 92 Páginas 145 a 192 241

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MA TEMA TICA

A Matemática ê geralmente considerada corno uma ciência à pane, desligada da realidade, vivendo na penumbra
do gabinete, num gabinete fechado, onde não entram ruidos do mundo exterior, nem o Sol, nem os clamores dos homens.
Isto sã cm parte c verdadeiro (Bento de Jesus Caraça, 1901 - 1948).
Pode parecer que alguns assuntos desta obra não têm aplicação clara e imediata nos problemas cotidianos,
e isso talvez crie um certo desapontamento. Mas, na verdade, a aplicação ocorre como resultado da evolução"
e desenvolvimento desses conceitos.
E fácil perceber a aplicação quase imediata de conceitos como porcentagem, juros c funções na economia,
por exemplo; análise combinatória e probabilidade são o instrumento básico da estatística —que, por sua vez,
é fundamental na sociologia, na psicologia, na pesquisa de mercado... Geometria e trigonometria têm aplicação
clara cm topografia c engenharia. Estes são apenas alguns exemplos.
A Matemática está presente em nossas vidas desde um simples troco feito no ônibus, passando pelo cálculo
dos reajustes do nosso salário, até o uso de computadores.
Para entender um pouco a Matemática e suas aplicações é preciso um longo processo de estudo e dedicação.
As linhas mestras desse processo estão apresentadas nesta obra.
ÁLGEBRA ELEMENTAR E GEOMETRIA PLANA
Sob o titulo álgebra elementar englobamos as noções de conjuntos e conjuntos numéricos com as técnicas
de operações de expressões algébricas utilizando os produtos notáveis o a fatoração; usando essas técnicas você
poderá resolver equações de primeiro e segundo graus e também aquelas que são redutíveis a essas, tais como
as equações irracionais e biquadradas.
Com a geometria plana apresentamos os conceitos primitivos (ponto, reta e plano) a partir dos quais defini­
mos os conceitos de segmentos, ângulos e figuras planas. Numa primeira etapa, fazemos o estudo dos elementos
e das propriedades angulares dos triângulos, quadriláteros e polígonos em geral, sem levar em conta o “tama­
nho” dessas figuras. A partir do teorema de Tales, e usando a semelhança de triângulos, reestudamos as figuras
geométricas sob o ponto de vista do “tamanho” dos seus elementos e de suas áreas.
TEORIA DE FUNÇÕES E TRIGONOMETRIA
A partir de pares ordenados e relações binárias estabelecemos o conceito de função e fazemos o estudo das
funções elementares, tais como: função constante, linear, quadrática e modular. A seguir, como uma conseqüên-
cia do estudo das funções, introduzimos a resolução das respectivas inequações de primeiro e segundo graus e
as modulares. Completando esse estudo inicial de funções apresentamos os conceitos de função inversa e função
composta.
Na segunda parte desse livro apresentamos a trigonometria: principais funções trigonométricas, relações en­
tre elas e aplicação da trigonometria nos triângulos.
FUNÇÕES EXPONENCIAIS, LOGARÍTMICAS E POLINOMIAIS, SEQÜÊNCIAS
E GEOMETRIA MÉTRICA ESPACIAL
Neste livro complementamos o estudo das funções com as funções exponencial e logarítmica, incluindo a
resolução das respectivas equações e inequações. A seguir fazemos o tratamento das sequências numéricas, parti-
cularmenie as progressões aritméticas e geométricas. Numa terceira etapa, ampliamos o conjunto dos números
reais fazendo o estudo dos números complexos c estudamos nesse novo contexto as funções polinomiais e as equações
algébricas. Por fim, explicamos a geometria métrica espacial, com o estudo da área e do volume dos principais
sólidos geométricos.
MATRIZES, DETERMINANTES, SISTEMAS LINEARES,
GEOMETRIA ANALÍTICA, ANÁLISE COMBINATÓRIA E PROBABILIDADE
O livro começa com o estudo das matrizes, dos determinantes c dos sistemas lineares. Em seguida passa-se
à geometria analítica, estudando o ponto, a reta e a circunferência sob o ponto de vista algébrico; para isso, utili­
zamos o plano cartesiano como elo de ligação entre a geometria e a álgebra. Para encerrar, apresentamos a análise *
combinatória e sua aplicação no cálculo de probabilidade e o binômio de Newton, 1

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VStä#ÁLGEBRA ELEM ENTAR
K \ 5 ^ v \ Ç ?^ v \ Ç ^ >' 0$?*. rfc& <
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(3 < s < 11 significa que x está compreendido entre 3 e


11; o sinal < lê-se: “menor”).
CONJUNTOS 2. B = [x | x é par c 0 < x < 8) é o conjunto (2, 4, 6].
Por diagram a Para a vi­
Noções sualização geométrica dos con- ^ --------
juntos usam-se os chamados f
diagramas de Vcnn. O diagra- f 1 2
ma de Venn do conjunto A = V
Jl, 2, 3j está representado ao
Conceitos iniciais lado.
Conjunto A noção de conjunto, em Matemática, é a mes­
ma da linguagem corrente, ou seja, conjunto é sinônimo de Conjunto vazio
agrupamento, coleção, classe etc.
Chama-se vazio e indica-se por 0 o conjunto que nao
Elemento Os objetos que constituem determinado con­ possui elemento algum.
junto são chamados de elementos do conjunto.

Pertinência Sc um elemento é constituinte de um con­ Exemplos


junto significa que ele pertence ao conjunto. Este fato é in­ 1. O conjunto dos meses do ano que começam pela letra c
dicado peto símbolo € . Por exemplo, chamando de P o con­ (na língua portuguesa).
junto dos números pares, escrevemos: 2 6 P (2 pertence a 2. O conjunto dos números pares maiores que 4 e menores
P) e 3 í P (3 não pertence a F). que 6.
Embora os elementos de um conjunto possam ser quais­
quer objetos (inclusive outros conjuntos), é costume repre­
sentar os conjuntos com as letras maiusculas e os elementos Igualdade de conjuntos
com as letras minúsculas.
Dois conjuntos, A e B, são iguais quando têm os mes­
mos elementos.
Representação dos conjuntos
Por enumeração Podemos representar um conjunto ATENÇÃO Na definição de igualdade de conjuntos não
enumerando seus elementos. há qualquer referência à ordem segundo a qual os elemen­
tos de um conjunto são escritos. Assim: (a, b, cj, ja, c, b)
Exemplos e (b, c, a], por exemplo, são o mesmo conjunto. E mais:
1. O conjunto dos números pares positivos menores que 10 (a, b, b, c, c, c] e (a, b, c], por exemplo, são um único con­
w l NOÇÕES DE CONJUNTO

ê: 12,4,6,8). junto, pois ambos têm os mesmos elementos, apesar de b


constar duas vezes e c três vezes no primeiro conjunto.
2. O conjunto dos números ímpares positivos ê:
1 1 ,3 ,5 ,7 ,...). ‘
Subconjuntos de um conjunto
Por propriedade Quando todos os elementos de um con­
junto A, e somente eles, satisfazem a uma certa proprieda­ Se A e B são dois conjuntos, pode ocorrer que todo ele­
de, podemos descrever o conjunto A especificando essa pro­ mento de A seja também elemento de B. Quando isso ocor­
priedade. Para isso, usamos o símbolo j (lê-se: “tal que”). re, dizemos que A é subconjunto de B ou que A é parte de
Exemplos B ou, ainda, que A está comido em B. Indicamos esse fato
por A C B (leia: “A está contido em B”) ou por B 23 A (leio:
1. A = [x | x é ímpar e 3 < x < 11) é o conjunto [5, 7, 9). "B contém A”).

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Solução

A C B
to d o elem ento de A é
tam bém elem ento de B

a) (F) A ÇZ' B, pois 0 € A e 0 é B.


Sc cxislir pelo menos um elemento de A que não perten­ b) (F) 13 A, pois 4 G B e 4 £* A.
ça a B, então A não é subconjunto de 13, fato este que se c) (V) A C C, pois todo elemento de A é também ele­
indica por A </. B (lê-se: "A não está contido em B”). mento de C.
d) (V) Como 0 E A e também 3 £ A, o conjunto
Exemplos [0; 3j C A.
1. O conjunto A = (2, 4, 6, 8, ...), dos números pares posi­ e) (V) C D B, pois todo elemento de B é também ele­
tivos, c subconjunto do conjunto B = [0, 1, 2, 3, 4, 5, ...), mento de C.
formado por todos os números naturais (A C B).
2. O conjunto dos gaúchos é um subconjunto do conjunto
Operações com conjuntos
de todos os brasileiros. Inlersecção
3. Para os conjuntos A = |0, 2, 6], 13 = j0, 2, 4, 6, 8, 10] c
C = [0, 2, 4, S). Se A e B são dois conjuntos quaisquer, sua inlersec­
ção é o conjunto dos elementos que pertencem simulta­
neamente a A e B.

Indica-se a intersecçâo dos conjuntos A e B por A (T B


(lê-se: “A inter B”).
A n B = M x £ A e x e B]
Temos: A C B; C C B;
A fí C (pois 6 £ A c 6 / C) Se A fl B = 0 , ou seja, se A e B nao têm elemento em
C ÇL A (pois 4 <E C e 4 £ A) comum, dizemos que A e B são disjuntos.
A definição de subconjunto induz a admitir que cada con­
junto está incluído cm si próprio: A C A. Exemplos
1. Sendo A = (a, b, c] e B = [b, c, dj, então A fl B = [b, c].
OBSERVAÇÃO O conjunto vazio está contido cm to­
do conjunto; simbolicamente: 0 C A, para todo conjun­
to A.
B

EXERCÍCIOS
2. Sendo A = (a, b, cj e
B = ja, b, c, dj,
1. Reescreva cada sentença abaixo usando as notações da teo­
então A Cl B =
ria dos conjuntos:
ja, b, c) = A.
a) x não é elemento do conjunto A.
b) O conjunto A não é subconjunto do conjunto B.
c) x é um elemento do conjunto B. 3. Sendo A c (I, 2,
d) O conjunto A é parte do conjunto B.
Solução
a) Se x não é elemento do conjunto A escrevemos x jc A.
b) A não é subconjunto de B quando A não está contido Da definição de intersecçâo de conjuntos concluímos fa­
CO | NOÇÕES DE CONJUNTO

em B. Escrevemos, então: A ÇL B. cilmente as seguintes propriedades, válidas para todo o con­


c) Se x c elemento do conjunto B, escrevemos x £ B. junto A e B:
d) O conjunto A é parte do conjunto B quando A está
contido em B. Escrevemos, então: A C B. A fl A = A; A n 0 = 0 ; A O B = B fl A
2 . Dados os conjuntos A = (0, 1, 2, 3), B = {2, 3 ,4j c
C = [0, 1, 2, 3, 4, 5), faça um diagrama de Venn c assinale União
verdadeiro (V) ou falso (F) para cada item abaixo: Se A e B são dois conjuntos quaisquer, sua união é
a) ( ) A C B b) ( ) B C A c)()A cC
o conjunto dos elementos que pertencem a A ou a B.
d) ( ) [0; 3) C A e) ( ) C D B

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Indica-sc a união dos conjuntos A c B por A U B (lê-se: Propriedade Representamos por n(X) o número de elemen­
;‘A união B”). tos de um conjunto finito X qualquer; assim sendo n(A), n(B),
n{A U B)en(A n B) representam o número de elementos
AUB = [x|x£A ou x C Bj dos conjuntos A, B, A U B e A fl B, rcspcctivamentc.
Utilizando esta notação, podemos enunciar a seguinte pro­
priedade, válida para todo conjunto A e B:
Exemplos
1. Sendo A = |a, b, c] e B = [d, e], então A U B = n(A U B) = n(A) + n(B) - n(A O B)
= ja, b, c, d, e).
2. Sendo A = j a, b, cj c B = jb, c, dj então A U B = Acompanhe a explicação desta propriedade pelo exem­
= ja, b, c, d). plo seguinte. Sendo:
3. Sendo A = (a, b], então A U 0 = ja, b] = A. A = ja, b, c]
Da definição de união de conjuntos concluímos as se­ B = jb, c, d, e)
guintes propriedades, válidas para todo conjunto A c B:

A U A = A; A U 0 = A; A U B = B U A

Diferença
A diferença A - B £o conjunto dos elementos de A temos: A U B = ja, b, c, d, cj
que não pertencem a B, A 0 B = jb, cj
c, portanto:
n(A) + n(B) - n(A H B ) = 3+ 4 — 2 = 5 = n(A U B).
A - B = (x I x e A e x £ B)
E, assim, verificamos numericamente por este exemplo a pro­
priedade:
Exemplos
n(A U B) = n(A) + n(B) - n(A O R)
1, Sendo A = ja, b,c, djeB = (a, bj, então A - B = jc,dj.
EXERCÍCIOS

1 . Dados os conjuntos A = j0, 1, 2], B = [1, 3, 4) c C =


10, 1, 2, 3, 4, 5], determinar:
a) A n B e) (A fl B) U C
2. Sendo A = ja, b, c, d) e B = ja, b, ej então A - B = jc, d|. b) A U B d) A fl (B U C)

Solução

a) A O B = |0, 1, 2] O [1, 3, 4j = jl]


b) A U B = j0, 1, 2j U (1, 3, 4] = j0, 1, 2 ,3, 4]
c) (A D B) U C = jlj U [0, 1, 2, 3, 4, 5) =
= jO, 1, 2, 3, 4, 5)
OBSERVAÇÃO Quando B C A, a diferença A - B d) A n (B Ü C) = jO, 1, 2] n jO, 1, 2, 3, 4, 5] =
chama-se conjunto complementar de B em relação a A. = 10, 1, 2j
Indica-se o complementar de B cm relação a A por Cí
2. Sendo A = ja, b, c, d], B = jb, d, e, f) e C = jc, d, e, gj,
A I NOÇÕES DE CONJUNTO

Assim, simbolicamente, temos: determinar:


a) A - B b) B - A c) A - C
CS = A - B, com B C A d) (A U B) - C e) (A n B) U (A - C)
Solução
Exemplo
a) A - B = ja, b, c, dj - jb, d, e, fj = ja, cj
Se A = [0, 1, 2, 3j e B = j0, 1| b) B - A = jb, d, e, f| - (a, b, c, dj = (e, fj
(note que B c A), então c) A - C = ja, b, c, dj - jc, d, e, gj = [a, b]
CS = A - B = (2, 31. d) (AU B) - C = ja, b, c, d, e, fj - [c, d, c, g] -
= ía, b, fj
e) (A fl B) U (A - C) = jb, dj U ja, bj = ja, b, dj

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3 . Se o conjunto A tem 30 elementos, o conjunto B tem 50 a) A região R do diagrama tem 30 - 10 = 20 elemen­
elementos e há 10 elementos que pertencem a A e B simul­ tos. Esse número foi obtido pela diferença entre o nú­
taneamente, quantos elementos pertencem: mero de elementos de A c o número de elementos de
a) somente a A (c não a B)? A H B, ou seja: o número de elementos que perten­
b) somente a B (e não a A)? cem somente a A (e não a B) c 20.
c) a A U B? b) A região T tem 50 - 10 = 40 elementos. Esse nú­
Solução mero foi obtido pela diferença entre o número de ele­
Chamando de n(X) o número de elementos de um conjunto mentos de B e o número de elementos de A D B, ou
finito qualquer X, os dados são: n(A) = 30, n(B) = 50 e seja: o número de elementos que pertencem somente
a B (c não a A) ê 40.
c) Para o número de elementos de A U B, temos:
n(A U B) = n(R) + n(S) + n(T) = 20 + 10 + 40 =
= 70. Esse número poderia ser obtido diretamente pela
fórmula: n(A U B) = n(A) + n(B) - n(A fl B) =
n(A H B) = 10. Observe agora o diagrama de Vcnn: = 30 + 50 - 10 = 70.

Exemplos
3 é divisor de 15, pois 15 = 3 - 5
- 2 é divisor de 10, pois 10 = ( - 2 ) ■( - 5 )
1 é divisor de 7, pois 7 = 1 - 7
Conjuntos num éricos - 1 é divisor de 7, pois 7 = ( - 1 ) - ( - 7 )
Repare que 1 e - 1 são divisores de todos os números
inteiros.
OBSERVAÇÃO Indica-se por D(a) o conjunto dos di­
Os números, cujas propriedades e cujas interações são o visores de a e por M(a) o conjunto dos múltiplos de a.
objetivo da álgebra elementar, são classificados da seguinte
forma: D(a) = |x £ Z | x é divisor dc aj
M(a) = jx £ Z | x é múltiplo de aj
Conjunto dos números naturais Exemplos
Números naturais são aqueles que são utilizados na con­ D(8) = jxO Z j x é divisor de 8) = |± 1, ±2, ±4, ± 8|
tagem dos elementos de um conjunto. Temos então: D{- 5) = jx£ Z | x é divisor de -5 J = J± I, ±5j
N = 10, 1, 2, 3, 4, 5 ,...) M(3) = jxG Z | x é múltiplo de 3j =
= [0, ±3, ±6, ± 9, ...j
Conjunto dos números inteiros M( —2) = jx G Z | x é múltiplo de —2j =
= [0, ±2, ±4, ±6, ±8, ...]
Números inteiros são todos os números naturais e tam­
bém os opostos dos naturais; os opostos dos naturais são os Números primos
números —1, - 2 , —3, - 4 , . . . Representando o conjunto Um número inteiro p, p 0, p ^ - I, ji ^ I, ê
dos números inteiros por Z, temos: primo se, e somente se, seus únicos divisores são 1 , - 1 ,
1 = [..., - 3 , - 2 , - 1 , 0, 1 ,2 , 3, 4, ...| _ P> -P-
Vamos ver agora alguns conceitos importantes aplicáveis
aos números inteiros.
Múltiplos e divisores Sendo a e b números inteiros, Por esta definição, repare que:
a ê ?7iúliiplo de b, se a é o produto de b por ura outro núme­ • os números 1 e —1 não são primos;
• os únicos números primos e pares são 2 e - 2.
ICONJUNTOS NUMÉRICOS

ro inteiro c.
Deste modo, a sequência dos primeiros números natu­
Exemplos rais primos é: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, ...
15 é múltiplo de 3, pois 15 = 3 - 5
15 é múltiplo de 5, pois 15 = 5 • 3 Máximo divisor comum
—8 é múltiplo de 4, pois —S = 4 • ( —2) Dados dois inteiros a c b, não nulos, seu máximo divi­
Zero c múltiplo de 5, pois 0 = 5 - 0 sor comum, que se indica por m.d.c. (a, b), é o maior ele­
Repare que zero é múltiplo de qualquer número inteiro, mento do conjunto D(a) fl D(b).
pois 0 = □ ■0, para qualquer número inteiro a.
Sendo a, b e c números inteiros, definímos que a é múl­
tiplo de b ou de c se a = b • c; nestas condições os números Exemplo
b e c são chamados de divisores de a. Para os inteiros 6 c 15, temos: 5

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D(6) = | -6 , - 3 , - 2 , - 1 , 1, 2, 3, 6] Conjunto dos números racionais
D(15) = (- 1 5 , - 5 ) - 3, - 1 , I, 3, 5, 15J
D(6) H D(15) = ( - 3, - 1,1, 3] ê o conjunto dos divisores Chama-se racional todo número que é o quociente en­
comuns de 6 e 15. tre dois números inteiros.
0 maior elemento de D(6) fl D(15) é 3. Então: m.d.c.
(6, 15) = 3.__________________________________
Vamos agora apresentar alguns exemplos de números ra­
Números primos entre si cionais:
Diz-se que dois inteiros a c b são primos entre si, ou • Os números inteiros.
que a é primo com b, quando m.d.c. (a, b) = 1. Exemplo
O inteiro 2 é o quociente entre os inteiros 2 c 1 ou 4 e 2
Exemplo 2 4 10
ou —10 e - 5 etc.; portanto, 2 = — = — =
5 e 8 são primos entre si, pois m.d.c. (5, 8) = 1
Os conceitos de número primo c números primos entre • Os decimais exatos.
si são absolutamente distintos: dizemos que um número é
Exemplos
primo e que dois ou mais números são primos entre si.
Quando dois números distintos são ambos primos e de , , 13 n71, _ 243 . , ]7 _ 317
1 ) 3 - I0 ) 0,243 ]00g) 3, 17 100
mesmo sinal (ambos negativos ou ambos positivos), então os
dois números são também primos entre si (por exemplo: 3 • Os decimais nao exatos e periódicos (dízimas).
e 5 são ambos primos positivos e são também primos entre Exemplos
si, pois m.d.c. (3, 5) = 1). Mas, se dois números são primos
entre si, não podemos concluir que sejam ambos primos c 0,222... = 0,2 = y
nem mesmo que um deles seja primo (por exemplo: os nú­
meros 8 e 9 são primos entre si, pois m.d.c. (8, 9) = 1, e, 1,444... = 1,4 = 1 + 0,4 = 1 + f =y +y =-y
no entanto nenhum dos dois é primo).
0,999... = 0,9 = y = 1
Mínimo múltiplo comum Agora vamos apresentar a definição formal dc número
Dados dois inteiros a e b, não nulos, seu mínimo múl­ racional, indicando por (Q o conjunto formado por eles:
tiplo comum, que se indica por m.m.c. (a, b), é o menor
elemento positivo do conjunto M(a) fl M(b).
(0 jjj- j p e l , q e Ж, q oj
Exemplo
Para os inteiros 10 e 12, temos: Pela definição dos inteiros e dos racionais, concluímos
M(10) = (..., - 30, - 20, - 10, 0, 10, 20, 30,40, 50, 60, ...)
M(12) = [..., - 2 4 , - 12, 0, 12, 24, 36, 48, 60, ...j facilmente que: N C Z C Q
M(10) n M(12) = [... , -6 0 , 0, 6 0 ,...] é o conjunto dos
múltiplos comuns de 10 e 12. O menor elemento positivo
dc M(J0) Pi M(12) é 60. Então: m.m.c. (10, 12) = 60. Conjunto dos números reais
O m.d.c. e o m.m.c. de dois ou mais números podem ser Números irracionais Facilmente podemos construir nú­
obtidos a partir da decomposição dos números em seus fato­ meros decimais não exatos e não periódicos. Veja, por exem­
res primos. plo: 0,101001000100001..., onde o número de “zeros” au­
Exemplo menta dc uma unidade após cada algarismo 1.
Para os números 20 e 36, temos: Números como esse, cuja representação contém infini­
20 36 tas casas decimais após a vírgula e onde não ocorre repeti­
18 ção dc período como nas dízimas, não são números racio­
10
5 9 nais; esses números são chamados dc irracionais.
3 Veja agora mais alguns exemplos de números irracionais:
1
1 к = 3,1415926... V2 = 1,4142135...
20 = 21 ■ 5 t/3 = 1,7320508...
36 Representaremos o conjunto dos números irracionais
0 ) 1 CONJUNTOS NUMÉRICOS

por I.
O m.d.c. de 20 e 36 é igual ao produto dos fatores pri­ Números reais A união do conjunto 4) dos números ra­
mos comuns a 20 e 36, tomados com seus menores expoen­ cionais com o conjunto I dos números irracionais chama-sc
conjunto dos números reais c representa-se por IR:
tes, ou seja: m.d.c. (20; 36) - 2! = 4
IR = <Q U I
O m.m.c. dc 20 c 36 é igual ao produto dos fatores pri­
mos comuns e não comuns a 20 e 36, tomados com seus maio­
res expoentes, ou seja: Pela definição dos racionais e dos reais, ccfncluímos fa­

í.m.c. (20; 36) = 21 • V • 5 » 180 cilmente que: N C2Ct)Clü

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Podemos portanto fazer a 3 . Determinar os conjuntos: D(12), D(0), M(0) e M(2).
seguinte representação: Solução
D(12) = (x G Z | x divide 12] = [±1, ±2, ±3, ±4, ±6,
Os números reais podem p ±12].
ser representados numa reta de D(0) = [x é Z | x divide 0] = |0, ±1, ±2, ±3, ...] =
tal modo que a todo número = Z (lembrar que qualquer inteiro divide zero).
real corresponde um ponto na reta e a todo ponto da reta cor­ M(0) = [x € Z x é múltiplo de 0j ** |0J (o único múltiplo
responde um número real. de zero é zero).
M(2) = jx E Z |x é múltiplo de 2] = j0, ±2, ±4, ±6, ...j
4
- 2 - \ f2 - 1 - 2 0 " T 1 V'3 2 3 (conjunto dos inteiros pares).
--- 1------1----1---- 1-----1----1------ 1----- 1--- 1-------F ■+
4 . Calcular:
a) m.d.c. (18; 42)
OBSERVAÇÃO Adotam-se as seguintes convenções: 18 2 42 2
• O sinal * (asterisco) elimina o número zero de um 9 3 21 3
conjunto. 3 3 7 7
• O sinal + (mais) elimina os números negativos de 1 1
um conjunto.
• O sinal - (menos) elimina os números positivos 18 = 2 ■ 3J 42 = 2 • 3 - 7
de um conjunto.
m.d.c. (18; 42) = 2 * 3 = 6
EXERCÍCIOS b) m.m.c. (54; 64)
54 2 64 2
27 3 32 2
1 . Assinale V (verdadeiro) ou F (falso): 9 3 16 2
a) Z, é o conjunto dos números inteiros positivos ( ) 8 2
3 3
b) Z. é o conjunto dos números inteiros negativos ( ) 4 2
I
c) I C Ç, ou seja, todo número inteiro é racional ( ) 2 2
d) 3 x 6 I x ^ R (o símbolo 3 significa “existe") ( ) i
e) l +f1 Zr = [Oj ( ) 54 = 2 • 33
0 0,341341... 0 Q ( )
Solução 64 = 24
a) (F) Z. = [0, 1, 2, 3 ,...) ê o conjunto dos números intei­ m.m.c. (54; 64) = 24 - 3’ = 64 ■ 27 = 1728
ros não negativos. Não negativo não é sinônimo de posi­ 5 . Assinale (V) ou (F):
tivo, pois o número 0 (zero) é não negativo sem ser po­ a) todo número primo é ímpar ( )
sitivo. b) m.d.c. (13, 26) = 26 ( )
b) (F) Comentário análogo ao do item a. c) m.m.c. (13, 26) = 13 ( )
c) (V) Se p G Z, então p é um quociente entre dois inteiros, d) 5 e 12 são primos entre si ( )
bastando escrever p = -Jp. e) se a e b são primos entre si, então a e b são primos ( )
Solução
d) (F) Como Q C IR, segue-se que todo número racionai é a) (F) 2 é primo e par. - 2 também.
real. b) (F) m.d.c. (13, 26) = 13.
e) (F) Z» 0 Z í = (0, 1 ,2 ,3 ,...) n [ ...,- 3 , - 2 , - 1} - 0 . c) (F) m.m.c. (13, 26) = 26.
f) (F) 0,341341... = 0,341 = - ^ - € Q . d) (V) Basta observar que m.d.c. (5, 12) = 1.
e) (F) Os conceitos são independentes. For exemplo: 4
2 . Pergunta-se: e 9 são primos entre si (m.d.c. (4, 9) = 1} e, no entan­
a) Quaisquer que sejam os números irracionais a e [1, to, nenhum dos dois é primo.
pode-se concluir que a + p é irracional? Usando sím­ 6 . (FUVEST) Duas composições de metrô partem simulta­
bolos lógicos, a implicação a, P € I => (a + p) £ neamente de um mesmo terminal fazendo itinerários dife­
I é verdadeira? rentes. Uma torna a partir do terminal a cada 80 minutos;
b) Mesma pergunta para a implicação a, P £ I =» (a 1 P) a outra a cada hora e meia. Determine o tempo decorrido
e i. entre duas partidas simultâneas consecutivas do terminal.
Solução Solução
a) Não. A soma de irracionais pode ser racional. A primeira composição passa por um terminal a cada 80 mi­
nutos. A segunda composição passa pelo mesmo terminal a
Exemplo: V3 + ( — \^3) = _0_ cada hora e meia, ou seja, a cada 90 minutos.
e1 e1 c® Se as duas composições passarem simultaneamente pelo mes­
b) Não. O produto de irracionais pode ser racional. mo terminal num certo instante t, tal fato voltará a ocorrer
no instante t + 720 minutos. Observe que 720 = m.m.c.
Exemplo: /3 ■ V3 = (Ví)1 = ^3, (80, 90). A cada 720 minutos (12 horas) as duas composi­
El cl cO ções estarão juntas no mesmo terminal.

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d) Ja; + oo[ = (x G IR | X > ai
Intervalos lineares
________________« i i i i i i i i i Ni i m m t i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i i Hi i Hi i i i i i i t i M» - 11; + '
Intervalos finitos Alguns subconjuntos de IR, por aparece­
rem frequentemente, têm nomes c notações especiais.
e) J - oo; + oo[ = (R
Por exemplo, o conjunto H = [x G IR | 1 ^ x ^ 2j, for­
mado por todos os números reais entre 1 e 2, incluindo os extre­ _________________ _ ]a; ™[
a
mos I e 2, recebe o nome de imeroab fechado de extremos 1 e
2 e passa a ser representado por [1; 2]. Por exemplo, o conjunto |x G IR | x ^ 1] é o intervalo infi­
nito [1; + e»[.
i e h. 2 6 H
-------------- 1--------------------------------- ► H = 11:21
0 1 2 ............... .................... mmwatiiimmuimmwmHii..... . :+ ■|
Já o conjunto J = ( x G I R | l < x < 2 ) chama-se intervalo
aberto de extremos 1 c 2 e é representado por ]1;2(. EXERCÍCIOS
i e j .2e J
-------------5-------c _ o ------------- J=„*l 1. Escreva com a notação de conjunto e represente sobre a reta
Outros casos possíveis: real os intervalos ] - 1; 2J, [0; 3[, ] - 1; 1[ c [—1; 1].
K = [ x G I R | l ^ x < 2 ] c o imenxdo fechado à esquerda
e aberto à direita de extremos 1 c 2. É representado por [!;2[. Solução
i e k , 2e K ] - 1; 2] = (x G IR | - 1 < x ^ 2J: intervalo aberto à esquer­
K = 11; 2 ( da e fechado à direita, de extremos - 1 e 2.
0 1 2
—04nm«mHn+H+i+Hnmm+witMiH»+n
L = ( x G I R | l < x í 2 ] c o intervalo aberto à esquerda e
-1 2
fechado à direita de extremos 1 e 2. É representado por ]1;2], [0; 3[ = [x G IR | 0 < x < 3): intervalo fechado à esquerda
--------------- 1............ ...........
1 GL,2 G L e aberto ã direita, de extremos 0 c 3.
0 1 2 L - l ^ 2' i wmnntwmmmHwmim*Hnw*Q—
n 3
Exemplos
]- 1 ; 1[= (x G IR | - I < x < 1]: intervalo aberto dc extre­
1. 0 conjunto A = j x G I R | 0 < x < l | é o intervalo fechado mos —1 e 1.
de extremos 0 e 1.
-oi........immim «o—
A = (0 ;1 )
-1 1
[ _ l ; i] = jx g IR | - 1 sj x ^ 1): intervalo fechado dc extre­
2. 0 conjunto B = [x G IR | - 2 < x < 1) é o intervalo aber­ mos —1 e 1.
to â esquerda e fechado ã direita, de extremos -2 e 1. — *+ + m w M im im w + 4# -
B = 1-2,1] -1 1
2 . Sendo A = [0;4] e B = [2;5], determine A PI B e A U B.
-2 1
Solução
3. 0 conjunto C = [x € IR | I < x < 3 ] é o intervalo aberto
de extremos 1 e 3. Basta representar A e B na reta:
c = 11:31 A °
-----•imm»imim»HW 4
№twHiiimiinmnnmnimw-------- - “ ^
B 2 5
4. O conjunto D = (x G IR | - 1 ^ x < 0] é o intervalo A Pl B
2 A ---►
fechado à esquerda e aberto ã direita, de extremos —1 e 0. 0 □
AUB

D = I- 1;0| obtendo-se A fl B = [2;4j c A U B = [0; 5].


-1
3 . Para os mesmos intervalos do exercício anterior, deter­
Intervalos infinitos Sendo a um número real qualquer, os minar A - B e B - A.
03 I CONJUNTOS NUMÉRICOS

intervalos infinitos são conjuntos da forma: Solução


a) ] - oo; a] = [x G IR j x ^ a) 0 A
A
nniiiiiiinmmniuiniiiiuiiimiimnmmmmu»----------
iiiimiiMiiiiHiiiiiiMiiiimiiiMiiimMi»-------- |- c-i; 8| 2 5
B --------------------«HHtm+uttHMMtHiuHmiHHHHHim»-
b) ] - t»; a[ = (x G IR I x < aj 0 2
A - B
A 5
B - A
.......................wmiimmiHimo................. l - *■>; a| — OÍIHIWHIHt*-

c) [a; + oo[ = [x G IR | x Jt aj A B = [0;2[ (observe que o extremo direito 2 0 (A — B)>


pois 2 G B).
w..... .... . Ia; + .«[ ® ~ ^ = H;5] (observe que o extremo esquerdo 4 £ (B - A),
pois 4 G A).

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POTENCIAÇÃO E am . an = ani
L
n

RADICIAÇAO Divisão de potências de mesma base Conserva-se a


Potenciação base e subtraem-se os expoentes.

™ nm ® n

Potência de expoente natural


Dados um número real a c um número natural n > 1,
chama-se potência encsima de a, e indica-se por an, o pro­ Potência de potência Conserva-se a base e multiplicam-se os
duto de n fatores iguais a a. expoentes.
a" = a ■a • a • ■a (am)n = am ' n

n fatores Potência de um produto Distribui-se o expoente para


os fatores e multiplicam-se as potências assim obtidas.
Na potência an, o número real a chama-se base e o nú­
mero natural n, expoente. Há dois casos particulares que fo­ (a • b)n = an ■bn
ram excluídos da definição anterior: os casos de expoente 1
e expoente 0. Colocamos, então, por definição:
Potência dc um quociente Distribui-se o expoente para
a e a° = 1 o dividendo e o divisor e dividem-se as potências assim
obtidas.
Exemplos
\b/ bn
y = 3 ■ 3 = 9
( - 2 Y = ( - 2 ) - ( - 2 ) ■( - 2 ) = - 8
( - 2 Y = ( - 2 ) - ( - 2 ) ■( - 2 ) ■( - 2 ) 16 Potência de base fracionária e expoente negativo
( - D 1 = (-1 ) • ( " ! ) = 1 Inverte-se a base e troca-se o sinal do expoente.
123 °
0S
=
=0
1

O próximo passo consiste em considerar expoentes intei­


ros quaisquer e não apenas naturais.
ar■&
Exemplos
Potência de expoente inteiro
a) 2J ■ 2* = 23 * * = 2” b) 3* : 3J = 3* - 1 = 3J
Inicialmente, você deve observar que, se o expoente da
potência for inteiro e não negativo, então você estará no ca­ c) (51)3 = 51 3 = 5‘ d) (3 ■ 5)J = h* - y
so anterior.
Caso o expoente seja negativo e a base seja não nula, co­
locamos, por definição:
•»(!)•-* o( i r - (l)‘- #
OBSERVAÇÃO (51)3 não é o mesmo que 5,J já que em
a‘n = -1-, a ?! 0 5‘J efetua-se, antes, 23 = 8 obtendo-se 5í3 = 5‘.
an

EXERCÍCIOS
Exemplos
2-’ = - L = -L 1 1 . Assinale (V) ou (F). (Não esqueça as propriedades que
(-2 )-
( " 2)1 você acabou de estudar.)
1 1. a) 23 ■2“ = 2‘° ( ) d) (2 + 3)> = 2J + 31 ( )
4 -2 = 1
(-2 )- 910
4- !ó’ (-2 y b) — = 2*

Propriedades operatórias c) <3 3)‘ = 3 jJ ()


£0 I POTENCIAÇÃO

das potências Solução


Para operar com potências, ê muito importante que você a) <F) 23 ■ 210 = 23 * 10 = 2" * 2“ (não esqueça: no
conheça uma série de propriedades que passamos a expor. produto de potências de mesma base somam-se os ex­
O domínio dessas propriedades é fundamental, principalmen­ poentes, conservando-se a base).
te em lermos de rapidez de operação. Vamos a elas:
Produto de potências de mesma base Conserva-se b) (F) ~ ~ = 210 _ 1 = 2* ?í 23 (na divisão de potências
a base c somam-se os expoentes.

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de mesma base subtraem-se os expoentes, conservando- 4. Calcule:
se a base). a) (0, 3)" + (0, I)-2 - ( - l ) s
b) ( - 0 , 3)~2 + (3-2)-' + 3 '2
c) (F) í = 31 ‘ 4 =■ 3®
(_ 3'4 = 3“ (efetua-se antes 24 = 16)
« ( ^ r - (t )’
Solução

■)« ( - 1 ) " - ( - 1 ) ’ ■ - 1 a) (0, 3)- + (0, l)-1 - {- 1Y = +


2. Calcule:

a) ( | ) ' J b) (-2 )"3 + + 101 + 1 "


Solução - f + 100 + i - f + + | - -m .

b) ( - 0 , 3)'1 + (3-2)-1 + 3-
- (-1)'
b> ( - 2' “ ■ ( - t ) 1 - i T E- - - 7
+ 3C-2J (-1) 4. J _ _ ( - 10_N)2 + 32 + x —
3. Simplifique:
31 \ 3 / 9
(a ■b)» • (a • c)4
100 1 .. 100 81 + 1 182
(a • b ■c)2 +9 + 9
9 9 9 + 9
Solução
(a ■bY • (a • c)4 = a! • bs ■a4 - c4 _
(a - b ■c)1 a2 ■b2 ■c1 <> m - - m m -

_ ■a3 >&• b] ■a4 c2 = w . J0_ _ _100_ = J70_ _ J00_ 30


7 49 49 49 49

s/ -8 = - 2 pois ( - 2)J = —8
\ i - 1 = - 1 pois ( - 1)! = —1
Para a real não negativo c n par
RADICIAÇÃO
%/ã"é 0 número real não negativo b tal que bn - a

Vamos definir, agora, o símbolo \^a, onde a é um núme­ a E IR*, n E IN, n par
ro real qualquer e n um número natural maior que 1. Antes
iyã"=b^0<=bn = a
da definição é bom lembrar a terminologia usada: 0 símbolo
\fa lê-se “raiz enésima de a”. O número real a chama-se ra­
dicando, 0 número n, índice da raiz e 0 sinal V , radical. Exemplos
O símbolo \Ja é definido nos seguintes casos: y/W = 2 pois 24 = 16
Para a real qualquer e n ímpar
V9 = 3 pois 32 = 9
"h é 0 número real b tal que bn = a vT = 1 pois l 6 = 1
ATENÇÃO V9 = 3 e não V9 = ± 3. A definição, para
0 caso de índice n par, exige radicando a não negativo e re­
sultado b não negativo. N0 caso específico de \/9, por exem­
I RADICIAÇÃO

plo, não estamos procurando todos os números reais cujos


quadrados resultem em 9, mas sim o número real não nega­
tivo cujo quadrado seja 9 (c este número c 3).
Finalmente, observe que, para a < 0 e n par, o símbolo
Exemplos
^ n ão é definido em IR. Por exemplo: J - 9 £ IR, pois não
\FÍT = 3 pois 3J = 27 existe número real cujo quadrado seja —9 (lembre-se de que
10 & = 2 pois 2J = 8 toda potência de expoente par é não negativa).

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2 . Calcule:
^a 4 R, sc a < Oc t i c par
a) v376 b) V2Õ2T c) í,. 0,001
Solução
Propriedades operatórias a) 576 576 = 2‘ ■ ¥ => 7575" = \2l ■ 3J =
dos radicais 288 = J F - V F = 2J • 3 = 8 ■ 3 = 24
144
Para os cálculos com radicais, use as propriedades se­ 72
guintes: 36
18
Propriedades
9
3
"/ã™ = n FVam p 1
VF = y/i ■b
7T = /ã_ b) 2025 2025 = 5 = V2025
W 7 b 675 =7? = \í¥~- vTr =
225 5 = 9 - 5 = 45
(7a)m = 75
25
= n •v» 5
Exemplos 1
XJT = '• \ JW = \ fF vI
7o,ooi = J ­ — = 0,1
72- ■ v'21 = \J2- ■ 21 = {12' = 2 v 1000 vTÜOlF 7uF 10
73? Í2Ã
' = /— = v/4 = 2 3 . Simplifique:
V6 v 6
a) V8
(73)1 = \ [y = 79 b) 7241
V W = ] V2 = ’72 c) yflT + 7 2 7 - 7 T 5 7
d) \r 2 ■ 718"
Solução
Potências de expoente racional
a) 7S = sí¥ - \22 ■ 2' = -£F ; 72 = 2 72
Você já sabe calcular potências de expoente inteiro. Ago­ b) V243 = T F = 73*
J y - ■ 3l = 731"- 73 = 3: * 73
ra vamos aprender mais um caso de potenciação: as potên­ = 9 v'3
cias de expoente racional como, por exemplo, 2I/J, 9wí, 5"3
Cuj

etc. Para isso, basta você guardar que as potências de expoente


II

.'2 J
racional podem ser escritas como radicais, através da c) como: 1 V27 = .'31 ■3 = Tã1'- 73 = 373
igualdade:____ ________________________________ S 'T 47" = v í T = T?1“- 73 = 7TJ
am,n = "/ã"m, com a > 0, n 6 M’ , m € Z
obtemos: T H + 727" - sf\ÃT = 273 + 373 f
- 773 » (2 + 3 - 7)73 = -2 7 3
Exemplos
25m = \[W = yf2 ? = 5 d) 72 ■ vTF = T T M ã = 735 = 6
83'J = 7íP = (Tã)1 = 21 = 4 4 . Colocar em ordem crescente os números 72, 73 e 75.
16°" - 161'* = {rW= 2
Solução
2u i = 3T2
Comparamos radicais, reduzindo-os ao mesmo índice. O Ín­
EXERCÍCIOS dice comum é o m.m.c. dos índices dados. Neste caso, o ín­
dice comum ê 12 = m.m.c. (2, 3, 4). Temos, então:
1 . Assinale (V) ou (F) 72 = 7 F = ’V F = ’764
a) V - T = - 1 ( ) b) V - 16 6 R ( ) Vã = Vã1 = 'V F^T íTT
| RADICIAÇA0

c) 7( - 3)-* = - 3 ( ) 75 ° V51 = 'V?7 ° 'V n y


Solução Como ’753" < 'V5T < '7125, obtemos:
a) (V) ( - 1 ) ’ = - l . l o g o V ^ T = - 1
b) (V) índice par e radicando negativo. 72 < 73 < 75"
c) (F) T F ^ - 79 = 3 11

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Solução
São três aplicações do produto:
PRODUTOS NOTÁVEIS (a + b): = a-’ + 2 • a ■b + ív. Acompanhe:
E FATORAÇÃO a) (3x + l )3 = (3x)3 + 2 ■ (3x) ■ 1 -r l 3 = 9x3 + 6x + 1
b) (a + Vã)2= a3 + 2aVã + (Va)1 = a3 + 2aVa + a
c ) (s +± ) ' , li=+2 .x . i . + ( ± ) ' , I. +2 +^
Quadrado da soma
2 . Desenvolver (a + b + c )3
0 quadrado da soma de dois termos é igual â soma de
três parcelas: O quadrado do primeiro termo, mais duas vezes Solução
o produto do 1? pelo 2 termo, mais o quadrado do segundo Para não decorar mais uma regra de produto notável, apli­
icrtno; isto é: camos a propriedade distributiva:
(a + b + c)3 = (a + b + c) • (a + b + c)
(a + b)3 = a3 + 2 • a ■b + b3 (a + b + c)3 = a3 + ab + ac + ab + b 3 + bc + ac + bc + c3
Somando os termos semelhantes e ordenando-os, temos:
(a + b + c)3 = a3 + b 3 + c 3 + 2 ab + 2 bc + 2 ac
Exemplos
1. (x + 7)3 = x1 + 2 ■ x • 7 + 73 = x3 + 14 • x + 49
2. (2x + 3)3 = (2x)3 + 2 • 2x ■3 + 31 = 4x3 + 12x + 9 3 . Se a + — = b, determine a3 + - 4 , cmfunção dc b.
3 3

Solução
Quadrado da diferença Elevando ambos os membros da igualdade a h— —= b ao
3
O quadrado da diferença de dois termos é igual ao qua­ quadrado, obtemos: ^a + d - J = b3. Desenvolvendo o
drado do primeiro termo, menos duas vezes o produto do 1? pe­
lo 2? termo, mais o quadrado do segundo termo; isto é: quadrado no primeiro membro, obtemos:
a3 + 2 -X - ^ + ( y V = bl> ou: aI + 2 + = W-
(a — b)1 = a1 — 2 • a ■b + b3
“Passando" o número 2 para o 2 ? membro, vem:

Exemplos a3 + —y- = b3 - 2
a3
1. <x - 4)! = x3 - 2 ■x - 4 + 43 = x3 - 8x + 16
2. (3x - 5)1 = (3x)3 - 2 ■3x ■5 + 53 = 9x3 - 3Qx + 25
4 . Desenvolver os seguintes produtos notáveis:
a) (2x - x3)3 b) (Vx - x)3
Produto da soma pela diferença
Solução
O produto da soma de dois termos pela diferença dos mes­
São aplicações da identidade:
mos dois termos é igual ao quadrado do primeiro termo me­
nos o quadrado do segundo termo: (a - b)3 = a3 - 2 ■ a • b + b3; acompanhe:
a) (2x - x3)3 = (2x)3 - 2 • (2x) ■ x3 + (x3)3 =
(a + b) • (a - b) = a3 - b3 = 4x3 - 4xJ + x4
b) (Vx - x)3 = (Vx)3 - 2Vx ■ x + x3 =
= x — 2xVx + x1
Exemplos
I PRODUTOS NOTÁVEIS

1. (x + 7) ■(x - 7) = x3 - 73 = x3 - 49
2. (2x + 3) • (2x - 3) = (2x)3 - 33 = 4x3 - 9 5 . Demonstre a identidade:
(a + b)3 = a3 + 3a3b + 3ab3 + b3

EXERCÍCIOS Solução
Lembrando que (a + b)3 = (a + b)3 • (a + b), temos:
1 . Desenvolver os seguintes produtos notáveis: (a + b)3 = (a1 + 2ab + b3) - (a + b); agora, distribuímos:
a) (3x + l)3 b) (a + Vã)3 (a + b)3 = a3 + a3b + 2a3b + 2ab3 + ab3 + b3
12 (a + b)3 = a3 + 3a3b + 3ab! + b3.

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E = a - x + a - y + b ’ x+b • v a(x + y) + b(x + y)

Agora o termo (x + y) é fator comum: pondo-o em evi­


dência, temos; E = (x + y) • (a + b).
Exemplos
Quando escrevemos a ■(x + y) no lugar de a ■x + a - y, 1. 2x2 + x2 + 8 x + 4 = x3(2x + 1) + 4(2x + 1) =
estamos fatorando a expressão a ■x + a • y, ou seja, estamos = (2x + 1) (x2 + 4)
transformando-a na forma de produto de dois fatores, que, neste 2. I5x2y - 3y + 2 - 10x2 = 3y(5x2 - 1) + 2(1 - 5x2).
caso, são a c (x + y).
Repare que os parênteses são iguais com sinais contrários;
então, trocamos todos os sinais dentro de um dos parênteses
Fator comum e também na frente dele; por exemplo, no segundo parêntese:
+2 - (I - 5x2) = - 2 - ( - 1 + 5x2) = —2(5x2 - 1)
Quando uma expressão algébrica é formada de parcelas,
sendo que um mesmo fator aparece em todas elas, coloca­ Logo, 3y(5x2 - )) + 2(1 - 5x2) =
mos este fator (chamado fator comum) em evidência. = 3y(5x2 - 1) - 2(5x2 - 1) = (5x2 - I) (3y - 2)
Por exemplo, na expressão E = a - x + a - y + a - z , m
as três parcelas são compostas de produtos, onde o fator a Diferença de quadrados
é comum. O fator comum a é colocado cm “evidência”, isto
ê, na frente de um par de parênteses. Ficamos, então, com
a2 - b2 = (a + b) (a - b)
E =a ■ Nos parênteses colocamos a soma dos quo­
cientes da divisão de cada parcela de E pelo fator comum a.
ax _ a ■y __= •y’ _e a a■z Essa identidade passa, então, a ser usada para escrever
Esses quocientes são: a = "x, ' a
qualquer diferença de quadrados:
A forma fatorada da expressão E é, então: E = a(x + y + z).
a2 - b2 = (a + b) ■(a - b)
Exemplos aJ - b4 = (a2 + bJ) (a: — b2) = (a2 + b2) (a + b) (a — b)
1. Fatorar: 3aV - 9aV + 3aV. E assim sucessivamente.
Os fatores comuns são: 3, para a parte numérica e a2x2 para Exemplos
a parte literal (“pegue”, sempre, cada “letra” elevada ao me­
nor expoente com o qual cia aparece na expressão). Assim, 1. 4x2 - 25 = (2x)2 - 52 = (2x + 5) (2x - 5)
o fator comum que vai cm “evidência” é 3a2x2. 2. 9x2 - 625y2 = (3x)2 - (25y)2 = (3x + 25y) (3x - 25y)
Dividindo cada parcela da expressão dada, pelo fator comum,
obtemos: Diferença e soma de cubos
3aV 9aV J â V = (ÍTV logo: As identidades seguintes servirão para faiorarmos soma
3a2x2 3a*xl 3aV e diferença de cubos:

3aJx2 — 9a2x2 + 3a3x‘l 3aV( a1 — 3ax + x2 ) a2 + b2 = (a + b) (a2 — ab + b2)


a2 - b2 = (a - b) (a2 + ab + b2)
2. Fatorar: 12x2 + 8x + 4.
O fator comum, agora, ê só o número 4. Observe que 4 =
m.dx. (12, 8, 4); não há fator comum para a pane literal, Exemplos
pois a terceira parcela é só numérica. Feitas as divisões de 1. x2 + 27 = x2+ 32 » (x + 3) (x2- x • 3 + 32)
cada parcela da expressão por 4 (isso, agora, você já faz men­ = (x + 3) (x2- 3x + 9)
talmente), obtemos: 12x2 + 8x + 4 = 4(3x2 + 2x + l) 2. 64x2 - 125yJ= (4x)2 - (5y)2 =
= (4x - 5v) [(4x)2 + 4x • 5y +
+ (5y)2] = (4x - 5y) (16x2 +
Agrupamento + 20xy + 25y2)

Este método se aplica quando: Trinômio quadrado perfeito


IFATORAÇÃO

a) não existe um fator comum para todas as parcelas; Aplicam-se as identidades:


b) partes da expressão (grupos) possuem fator comum. Por
exemplo, na expressão: E = a - x + a - y +
+ b • x + b - y as duas primeiras parcelas ax e ay pos­ a2 + 2 • a ■b + b2 = (a + b)2
suem o fator comum a, ou seja: ax+ay=a • (x+y); a2 — 2 * a • b + b2 = (a — b)2
as duas últimas parcelas bx e by possuem o fator comum
b; ou seja: bx + by = b (x + y); logo: 13

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Esse caso de fatoração se aplica quando temos três ter­ Frações do tipo m Veja como as seguintes pro­
mos sendo que dois deles são quadrados (a2 e b3) e o terceiro
c o duplo produto das raizes quadradas dos dois primeiros priedades dos radicais:
(2 ■a • b)
Exemplos ÇF ■ VT = e № = b, b > 0
1. 4x3 + 12x + 9 = (2x + 3)1
2. x1 - 10x + 25 = (x - 5)1 são aplicadas nas racionalizações a seguir.
3. 9x3 + 12xy + 4v3 = (3x)2 + 2 • 3x • 2y + (2y)! = Exemplos
= (3x + 2y)’ 1 _ \ ■Vv _ Vv _ Vv_ _ Vv
4. 16 + 8x3 + x3 = 43 + 2 • 4 ■x1 + (x3)3 = 1- H f ~ V71 ■V73 V71 ■73 Vi1 7
= {4 + x1)1
9 9 9 ■V r 9V8 9V8
2.
EXERCÍCIO VÃ V21 Vv ■ Vr V¥ 2
Fatorar as expressões: Frações do tipo ——-----— ou —7=-------Nestes casos
Vb + vc vb - vc
a) 2abJ - 6a3b3 c) (a - b)3 - (b - c)3
b) ax + a - bx - b d) x6 - 1 utilizamos a seguinte identidade:

Solução
(Vb + Vc) (Vb - Vc) = (Vb)1 - (Vc)3 = b - c
a) 2ab3 - 6a3b3 = 2ab2 (b — 3a)
b) ax + a - bx - b = a(x + 1) - b(x + 1) =
= (x + 1) - (□ —b) Exemplos
c ) {a b)! - (b c)’ = 1 ■(V5 - V3) 5 - VI
= |(a b) + (b - c)] ■ [(a b) - (b - c)] = 1
1.
= [a - h. + "b. - c] [a - b - b + c] = V T w T ~ (V5 + Vã) (V5 - v3) 5 - 3
= [a - c] [a - 2b + c] Vf - Vã
d) x‘ - 1 = (x3 - 1) ■(x3 + 1) =
= <x - 1) - (x3 + x + 1) - (x + 1) • (x3 - x + 1) =
= (x3 — 1) • (x3 + x + 1) ■(x1 — x + 1)
2(V3 + 1) 2(Vã + 1) _
2.
Racionalização de Vã - 1 (Vã - i)(V3 + í) 3 - 1
denominadores
. S íL t _ !> = n ♦.
Quando se escreve uma fração, costuma-se fazer com
que seu denominador seja, sempre que possível, um nú­
mero racional. Existem, portanto, técnicas para transformar EXERCÍCIO
frações de denominador irracional (como, por exemplo,
—— 1 , ——,
3 1 etc.) em outras frações equivalentes, Racionalize o denominador de:
V2 V5 VTTT
onde o denominador seja um número racional. Essa trans­ k »> W
formação chama-sc racionalização de denominadores. Estu­
daremos os casos mais frequentes.
2V3 + 1
Frações do tipo -j= ^. Racionaliza-se o denominador desse
vb Solução
tipo de fração, multiplicando-se numerador e denominador
J _ = 1 • V2 _ V2 = V2
por Vb, lembrando que | Vb • Vb = b , para todo b não
3 V2 ~ V2 • V2 ~ (V2)3 ~ 2
negativo.
Exemplos M 5 5V33 5V33 5V27
b) "TF =
i i ■VI _ V3 _ V? Vã Vã • Vã3 VI* 3
1.
A I FATORAÇÃO

Vã " Vã■*Vã (Vã)1 3


3 3 - V2 3V2 3V2
3(2V3 - 1)
2V3 + 1 (2V3 + 1) (2Vã - 1)
5 - V2 5V2 • V2 5 • (V2)3 5 ■2
_3V2_ 3(2V3 - 1) _ 3(2Vã - 1) = 3(2V3 - 1)
~ 10 (2V3)1 - l3 12-1 11

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Exemplos
j x1 - f = (x + y x +y
X - y -X -—

EXPRESSÕES ALGÉBRICAS o x2 + 10x + 25 _ x1 + 2 - x - 5 + 51 _


5x2 - 125 5 • (x! - 25)
- íx + 5)* =
5 - (x1 - 51)
Mínimo múlliplo comum = (x + 5 x +5
5 57Tx - 5) 5(x - 5)
Dadas duas ou mais expressões algébricas, seu míni­
mo múltiplo comum é a expressão algébrica de menor Adição e subtração Tira-se o m.m.c. dos denominado­
grau que é divisível simultaneamente por todas as expres­ res, reduzindo-se as frações ao mesmo denominador; efetuam-
sões dadas. se as operações indicadas no numerador c simplifica-se, se
possível a fração algébrica resultante.

Obtém-se o m.m.c.: Exemplo


• fatorando cada expressão dada;
• formando o produto dos fatores comuns e não comuns Efetuar: , ~x , + —----- p
x1 — 1 x + 1
a todas as expressões tomados com seus maiores expoentes.
M.m.c. dos denominadores:
Exemplos
x1 - I = x1 - l 1 = (x +-1) (x - 1)) =» m.m.c. =
1. Para obter o m.m.c. de I5xy2, 25x3y e 10x5y4, temos: x + I não é fatorãvci)
- (* + !) (* - >)
15xy2 = 3 * 5 • x *
x - 1 _ 2x + (x - 1) (x - 1) =
2 5 x Jy = 5 1 • X1 • y Logo:
X + 1 (X + 1) (X - 1)
ío x y = 2 • 5 ■ Xs
2x + (x - l)1
Os fatores , comuns ou não às três expressões, com seus (x + 1) (x - t)
maiores expoentes, são: 2, 3, 51, xs e y4. O produto deles é 2x + Xa - 2x + 1 =
o m.m.c. procurado, ou seja, m.m.c. (I5xy% 25xJy, 10x!y4) = ■ (X + 1) (X - 1)
= 2 • 3 • 51 • xs • y ' = 150xV. = x~ + 1
X1 - 1
2. Para obter o m.m.c. de 12x + 3y e 16x + 4y, temos: M ultiplicação Multiplica-se numerador por numerador e
fl2x + 3y = 3(4x + v) denominador por denominador; a seguir, simplifica-se a fra­
U6x + 4y = 4(4x + y) ção algébrica resultante.
Os fatores, agora, sao: 3, 4 e 4x + y. O m.m.c. procura­ Exemplos
do é: 3 • 4 ■ (4x + y) = 12(4x + y).
j 3x’ x1 + 4x + 4 _ 3.x1 • (x1 + 4x + 4) .
' 2x + 4 ’ 2x (2x + 4) ■ 2x
3. Para obter o m.m.c. de 1 + !0a + 25a2, 1 — 25a1 e _ 3xx • (x + = 3x ■(x + 2) = 3x(x + 2)
1 + 5a, temos:
2 ■_(x-+-2p 3* 2 -2 4
r i + 10a + 25a1 = l 1 + 2 ■ 1 ■5a + (5a)1 = (1 + 5a)1
) 1 - 25a1 = l 1 - (5a)1 = (1 + 5a) (1 - 5a) 2 9x: - 4v2______ 12x - 8y .
/ 1 + 5a não é fatorãvci. ’ 9x2 - 12xy + 4.V1 3xy + 2y3
= (3x)’ - (2v)2 4(3x - 2v)
Os fatores que compõem o m.m.c. são, então: (1 + 5a)1
' (3x)2 - 2 • 3x • 2y + (2y)2 y(3x + 2y)
c (1 - 5a) e o m.m.c. é o produto deles, ou seja, é:
(1 + 5a)1 (1 - 5a). . (3x + 2v).(3x---- 4 T 4(3x - 2v) _
(3x-2y)V y(3x + 2y)
_ j3 x - ± jy j: . 4 -^3x— -^vr _ ±
Frações algébricas -f3se—“SJT" V •i3x_±-2y)' y
| EXPRESSÕES ALGÉBRICAS

Divisão Conserva-se a primeira fração e multiplica-se pelo


Chamam-sc frações algébricas aquelas onde o numerador inverso da segunda; a seguir, simplifica-se a fração algébrica
c o denominador são expressões algébricas. Alguns exemplos resultante.
de frações algébricas:
Exemplos
x1 + x + 1 x1 - 4 + v1 xJ — 1
x + 1 ’ x +y ’ 3xJ + 3 1. Ss’ . 4x* — Sx1 . 5У ; 40x4- = 4x _ 2x
15y- 5y I5y’ 4x' 60x4-' 6y 3y
Você vai operar com as frações algébricas, exatamente da
mesma maneira como você opera com as frações numéricas.
Vamos recordar: 2 -(* * Ï L - X + У - (* + v)x (x -“ v)x
X - У (X - У)1
Sim plificação: Fatoram-sc o numerador c o denominador - i* ± j l =j L ==X 1 - . yl
e cancelam-se os fatores comuns. 1 ■1 15

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“tiramos” o m.m.c. dos denominadores, que neste caso é 12,
e reduzimos todas as frações ao mesmo denominador:
6(2x - 1) _ 4(3x - 2) _ 3(4x - 3)
EQUAÇÕES 12
“cortamos” o denominador comum:
12 12

6(2x - 1) - 4{3x - 2) = 3(4x - 3)


abrimos os parênteses:
EQUAÇÕES DE 1? GRAU ytx - 6 - J2& + 8 = 12x — 9
Equação de 1° grau em R, na incógnita x, ê toda igual­ isolamos o termo cm x no segundo membro:
dade do tipo:
—6 + 8 + 9 = 12x ou 11 = 12x
a •x +b =0 passamos 12 para o primeiro membro, dividindo 11 e
obtendo: 11 x.
I 12
ou redutível a esse tipo, onde a e b são números reais e a Então, o conjunto-solução da equação é:
é não nulo.
Observe que a equação é de 1? grau pois a incógnita x
tem maior expoente igual a 1.
' *
3. Para resolver a equação

O valor da incógnita x, se existir, chama-se raiz ou solu­
ção da equação; é o número que, substituído “no lugar de 3x + 2 — 3(x + I) = 0
x", transforma a equação numa igualdade numérica; o con­ abrimos os parênteses:
junto formado pelas raízes de uma equação chama-se +2 - - 3 = 0 ou: - 1 = 0.
conjunto-solução da equação e será indicado por S. Ajcondusão absurda a que chegamos tem um significa­
Por exemplo, a solução ou raiz da equação 3x - 12 = do muito simples: não existe valor algum da incógnita x que
0 c x = 4 (pois 3 * 4 - 12 = 0) e seu conjunto-solução é, satisfaça a equação proposta. Em outras palavras, a equação
então, S = (4J. é impossível e seu conjunto-solução S é vazio, ou seja,
Para a resolução das equações de 1? grau, proceda da se­
guinte maneira: S =0
• isole os termos que contém x de um “lado” da igualda­ 4. P^ra resolver a equação, em R,
de e os demais no outro “lado”; termos que estão somando 2(x + 1) - 3x + 2 - (4 - x) = 0
ou subtraindo “passam para o outro lado” subtraindo ou so­ abrimos os parênteses:
mando, respectivamente;
• reduza todos os termos com x a um só; 2x + 2 - 3 x + 2 — 4 + x = 0=>
• termos que estão multiplicando ou dividindo a incóg­ =>2x-3x + x= - 2 - 2 + 4
nita x “passam para o outro lado” dividindo ou multipli­ 0 u : 0 = 0
cando, respectivamente. Na verdade, essa igualdade é equivalente a:
Exemplos 0 •x =0
1. Para resolver a equação que ê verdadeira para qualquer valor de x; portanto o con­
4 • (x - 1) + 3 • (4x + 1) = 31 junto-solução é: S = IR.
abrimos os parênteses, usando a propriedade distributiva:
4x — 4 + 12x + 3 = 31 EXERCÍCIOS
isolamos os termos em x, passando o —4 e o +3 para o se­
gundo membro como + 4c - 3 : 1 . Resolver a equação: 3x — 2 + 4(x + 3) = x.
4x + 12x = 31 + 4 - 3 Solução
reduzimos os termos em x no primeiro membro a um só, 3x - 2 + 4(x + 3) = x
e efetuamos as operações no segundo membro: 3 x - 2 + 4 x + 12 = x
3x + 4x - x = 2 - 12
O í I EQUAÇÕES DE 1? GRAU

16x = 32
passamos 16 para o segundo membro, dividindo o 32: 6x = - 10 = x = ~6*°- ---- ~ ; logo, S « -yj

2 . Resolver a equação: — ----- — + =—


Então, o conjunto-solução da equação ê: 1 * 3 5 3
S = [2) Solução
2x - 1 , 4x _ x _ 5(2x - 1) . 3 - 4x .
2. Para resolver a equação:
3 5 3 - y$ ya
2x - 1 _ 3x - 2 _ 4x - 3 = -> 5(2x - 1) + 12x = 5x
2 3 4

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] Ox — 5 + 12x = 5x 2 ■2
a) aluguel = — do salário = — •x
jOx + 12x - 5x = 5 » 17x = 5 =» x =
b) alimentação = ^ (salário - aluguel)
= tf * s = E ^]
3. Resolver a equação:
(x + 1) (x - 3) = (x + 2) (x - 1)
Solução c) poupança = (salário - aluguel - alimentação)
(x + 1) (x - 3) = (x + 2) (x - I)
xJ - 3x + x — 3 = x2 — x + 2x — 2 = J_ L 2x 3x >1 - 1 ( 10x - 4x - 3x \
xa - 3 x + x - x a + x - 2 x = 3 - 2 3 \x 5 10 J1 3 \ 10 )
. J_ 3x X
- 3x = 1 =» X = - y y = - y ; logo, S = [ - y ] 3 10 10
4 . (FUVEST) Dois quintos do meu salário são reservados i diversos = CzS 1 200,00.
para o aluguel, e a metade do que sobra, para a alimentação.
Descontados o dinheiro do aluguel e o da alimentação, colo­ = alutrucl + alimentação + poupança - gastos div
co um terço do que sobra na poupança, restando então Portanto: x = x + ~^r x + -D- x + 1 200
Czí 1 200,00 para gastos diversos. Qual é o meu salário' o 10 10
Solução obtendo-se: 10x = 4x + 3x + x + 12 000
Chamando o salário de x, o enunciado diz que: ou: 2x = 12 000 e, fmalmcnie: x = Cz$ 6 000,00

19 caso b = 0 e c = 0; temos então: a - Xa = 0

Exemplo
EQUAÇÕES DE 2? GRAU 3xa = 0 =» xa = 0 = x = 0 => S = |0|.

29 caso c = 0 e b ^ 0; temos então: ax; + bx = 0

Exemplos
Equação dc 2a. grau em IR, na incógnita x, é toda igual­ 1. 3xa - 12x = 0 => x ■(3x - 12) = 0
dade do tipo:
ou
f x = 0; o
12 , , , 4 ] - s = № 41 f
( 3x - 12 = 0 => 3x
a * x a + b- x + c = 0
2. x1 + 2x = 0 => x ■(x + 2) = 0 =»
ou redutível a esse tipo, onde a, b e c sao números reais e
a é não nulo. = iLX = ? 0Un » 1 S = [0; - 2
A equação é chamada de 2? grau devido à incógnita x x + 2 = 0=» x = -2 )
apresentar maior expoente igual a 2. Quando b ^ 0 e c r- 0 a ■xa + c = 0
(a é sempre não nulo), a equação é chamada de completa. 39 caso b = 0 e c * 0; temos então:
Se b = 0 ou c = 0, a equação diz-se incompleta.
Exemplos _
Exem plos 1. Xa - 4 = 0 => x 1 = 4 = x = ± \4
1. 3xa + 4x - 5 = 0 é uma equação de 2° grau completa = _1
com a = 3; b = d; c = - 5. I - 2: 21
fc
2. xa + 5x = 0 é uma equação de 2? grau incompleta com
a = 1; b = 5; c = 0. 2. 3xa + 12 = 0 =■ 3xa = - 12 => Xa = - p - => Xa =
3. 2xa - 9 = 0 é uma equação de 2” grau incompleta com = - 4 , que é impossível cm ÍR; temos, então: S = 0
a = 2; b = 0; c = - 9.
4. 3xa = 0 c uma equação de 2? grau incompleta com a =
3; b = 0; c = 0. Resolução das equações completas
Resolução das equações incompletas A resolução da equação completa de 29 grau é obtida atra­
vés de uma formula que foi demonstrada por Bhaskara, ma­
Quando a equação de 2? grau é incompleta, sua resolu­ temático hindu nascido em 1114; por meio dela sabemos que
ção ó bastante simples. Vamos analisar caso por caso. o valor da incógnita que satisfaz a igualdade é:

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Solução
- b ± Vb3 _ 4ac
Fórmula de Bhaskara x = 2a Repare que para a existência da equação é necessário que
os denominadores sejam diferentes de zero; portanto preci­
samos ter x 2 e x ^ 1.
0 número b3 - 4ac chama-se discriminante da equação O m.m.c. dos denominadores é (x —2) (x — 1). Reduzindo
e é representado, geralmente, pela letra grega A (delta). Fa­ todos os termos ao mesmo denominador, obtemos:
zendo, então,
x • fx - 1) . 4 - (x - 2) = 5(x- 2Xx - 1)
b3 - 4ac = A (x - 2Xx - 1) (x - 2Xx - 1) (x - 2Xx - 1)
Eliminamos o denominador comum e efetuando as opera­
ções indicadas, temos:
reescrevemos as soluções da equação como segue:
x(x - 1) + 4{x - 2) = 5(x - 2Xx - 1)
x3- x + 4x - 8 = 5{x3 - x - 2x + 2)
—b — VÃ —b + VÃ x3 + 3x - 8 = 5(x3 - 3x + 2}
Xi “ ^2a e x2 2a x3 + 3x - 8 = 5x3 - 15x + 10
x3 - 5x3 + 3x + 15x - 8 - 10 = 0
- 4x3 + 18x - 18 = 0
2x3 - 9x + 9 = 0
OBSERVAÇÃO A fórmula acima só se aplica quando
A ^ 0; quando ocorre A < 0, a equação não tem solu­ Agora, resolvemos a equação de 2? grau:
ções reais. A = ( - 9 ) 1 - 4 ■ 2 • 9 = 81 - 72 = 9 e, portanto:
9 ± V9 9 ± 3
Exemplos x = 2 ■2 = 4 ’

1. Para a equação x1*2 - 5 x + 6 = 0, temos: obtendo-se:


a = 1, b = - 5 c c = 6,
-x. = 9 + 3 _ 12 = 3
Portanto, A = b1 - 4ac = ( - 5 ) 1 - 4 ■ 1 ■ 6 = 25 - 4
- 24 c 1 e as raízes são: 9 - 3 = 3_
= 2
- b - VÃ - ( - 5 ) - Ví 5- 1 4
'x , =
2a 2 1 2 2 =2 Como nenhum desses dois valores anulam os denominado­
- b + VÃ —( —5) + VT 5+1 6 res da equação proposta, o conjunto solução é:
J í, 2a 2-1 2 2

e o conjunto-solução c S = (2; 3|
2. (PUC — SP) Resolver a equação:
2. Para a equação 4x3 -4 x + 1 = 0, temos:
a = 4, b = - 4 e c « 1. 2
= 1
x3 - 1 x - 1
Ponanto, A = b3 - 4ac = ( - 4 ) 3 — 4 ■4 ■ 1 = 16 -
- 16 = 0 e as raízes são: Solução
-b-VÃ - ( - 4 ) - VÕ 4 - 0 4 1 Lembrando que ostienominadores devem ser diferentes de
f *'~ 2a " 2-4 = 8 " 8 " 2 zero, temos:
- b + VÃ - ( - 4 ) + VÕ 4 + 0 4 1
f x ! - l ? ! 0 = xi ?! l = > x ? ! | c x ? : - 1
= 2a 2-4 8 " 8 “ 2 ( x — I ?: 0 => x 1
Neste caso ocorreu A = 0 e as duas raízes x, c x2 coincidi­ O m.m.c. dos denominadores é x3 - 1 = (x + 1) (x - 1).
Reduzindo todos os termos ao mesmo denominador, obtemos:
ram ^Xi = Xi = -|-J. O conjunto-solução é S =
2 _ x(x + 1) _ x3 - 1
3. Para a equação 3x3 + 2x + 5 = 0, temos: x3 - 1 X3 - 1 X3 — 1

Eliminamos o denominador comum e efetuando as opera­


DE 2? GRAU

a = 3, b = 2 c c = 5
ções indicadas, temos:
Ponanto, A = b3 - 4ac = 21 - 4 - 3 - 5 =»
=» A = 4 - 60 = -5 6 . 2 - x(x + 1) = x3 —1
Neste caso, como A < 0, a equação não tem solução real; 2 - x3 - x = x3 - 1
e QUAÇÕES

logo, o conjunto solução é S = 0 .


Passando todos os termos para o 17 membro c multiplican­
do por ( - 1), obtemos a equação de 2? grau:
EXERCÍCIOS 2x3 + x - 3 = 0, onde A = l 3 - 4 - 2 ( - 3 ) =
„ - 1 ± s/25- -1 ± 5
00 I

1 . Resolver a equação: x +— =5 = 25 e x = — 2 - 2— = — ----- ■


x - 2 x - 1

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2. A equação x1 - 7x + 12 = 0 tem conjunto solução S
As possibilidades são, então: = (3; 4); verifique este resultado resolvendo a equação atra­
- 1 + 5 _ 4 _ , vés da fórmula de Bbaskara. Por outro lado, podemos dizer
r*' = — -------- T - 1 que a soma c o produto das raízes dessa equação são:
i -1 - 5 _ 6 _ 3_
S = - —
-7 7cP =
12
= 12
^-X3 - 4 4 " 2 a = 1 1
ATENÇÃO x = 1 não convém pois anula os denominado­
res da equação inicial. EXERCÍCIOS
E como x = — y não anula nenhum desses denominado­
1 . Determine a soma c o produto das raízes de cada equa­
res, obtemos: S = | —-y-j. ção abaixo:
a) 3x3 - 2x - 1 = 0
b) x3 - 3x = 0
Soma e produto das raízes c) (x - l)1 + (2x - 2)1 = 0

Podemos calcular a soma e o produto das raízes de uma Solução


equação de 2" grau, sem resolvê-la. Veja como é simples: na a) Para a equação 3x3 — 2x — 1 = 0 , temos:
equação de segundo grau ax3 + bx + c = 0, com A —
= b2 - 4ac ^ 0, já sabemos que as raízes são: -b _ -2 2 p _ _c_ _ _ _!_
S = 3 a* 3
a 3
- b - VÃ - b + VÃ b) Para a equação x3 — 3x = 0, temos:
x> = 2a c Xj - 2a ■
Então: S = = 3eP =—
• A soma das raizes c a 1 a
—b — VA —b + VÃ c) Inicialmentc: (x - 1)J + (2x - 2)1 = 0 = x3 -
S = x, + x2 = ------X
2a +' 2a — 2x + 1 + 4x3 — 8x + 4 = 0 =» 5x2 — 10x +
-b - - b + ^Ã , _ - 2b + 5 = 0 = x3 - 2x + 1 = 0. Agora:
2a 2a
S = - 2 =2e P =— =~ = 1
1 a 1
S = x, + x2 = - y 2 . Determine o valor de m de modo que a soma das raizes
da equação 3x3‘ — 6mx + 1 = 0 seja 2.
O produto das raízes é Solução
—b — VA —b + VÃ Na equação 3x 6mx + 1 = 0 , temos: a = 3, b = 6m,
P “ Xl ‘ ~ 2a 2a
c = l e S = xl + X j = — — = = 2m. Como S =
( - b - VÃx - b + VÃ) a 3
4a3 m = 1
= 2, obtemos: 2m = 2 e, portanto,
( - b ) 1 - (VÃ)1 b3 - A
4a1 4a3 3 . Na equação de 2? grau: x3 - 2mx + m - 1 =0 , deter­
minar m de modo que:
b3 - (b3 - 4ac) . a) as raízes sejam opostas {xi = —x2)
4a1 b) uma das raízes seja o inverso da outra
(*' ■ x )
TV. - vbí + 4ac . 4ac _ c
4a3 4a1 a Solução
Na equação x3 — 2mx + m — 1 = 0 , temos:
P = x, ■x2 = — a = 1, b = - 2 m, c = m — 1, S = x, + x2 =
I EQUAÇÕES DE 2? GRAU

a
= — — = 2m e P = Xi • Xi = — = m — 1.
a a
Exemplos
a) Se x, e x2 são opostas, isto é, x, = —Xi, então X! + Xj
1. A soma e o produto das raízes da equação
x3 - 5x + 6 = 0 são: = 0 e, como x, + x2 = 2m, obtemos 2m = 0 ou m =0
S = - — = — =5eP =- = 4 = 6,
1 1
De fato, isto é verdade pois o conjunto solução desta equa­ b) Se Xi = — , então Xi ■ x2 = 1 e, como x, - x2 =
Xl
ção é S = (2; 31, como mostra o exemplo n? 1 resolvido na = m — 1, obtemos m — 1 = ! ou m =2
página 18. 19

Scanned by CamScanner
Então, o conjunto solução da equação proposta é S =
= [ - 3 , - 2 , 2, 3]. ' '

2. Resolver, em IR, a equação x4 — 3x: — 4 = 0.

Solução
Fazendo a substituição convencional, temos:
Equação biquadrada cm IR, na incógnita x, c toda igual­ x' = t t =4
3t - 4 = 0 = ou
ax4 + bx3 + c = 0 x4 = t1 t = -1
dade do tipo
x3 = 4 =►x = ±2 > S = 1 -2 ; 2]
onde a, b e c são números reais c a é não nulo. ou
Para a resolução das equações biquadradas, usamos de X1 = - 1 X £ IR
um artificio que as transformam cm equações do 2? grau.
Veja como é simples: fazemos a substituição 3. Resolver, em IR, a equaçao x3 + 1

x - t e r4 _ / „ H l _ .1
(* . A equação ax4 + bx1 + c
Solução
= 0 transforma-se, então, cm ai1 + bt + c = 0, que já sabe­ Eliminamos o denominador, multipicando todos os termos
mos resolver. da equação por x3. Obtemos, então:
x4 + 1 = 2x3 ou x4 - 2x3 + 1 = 0 . Com a substituição
de sempre, recaímos na equação t3 - 2t + 1 = 0, que nos
EXERCÍCIOS dá a raiz t = 1. Com t = 1, obtemos x3 = 1, e, finalmcnte,
x = ± 1. Pronto! O conjunto-solução da equação inicial é
1 . Resolver a equação x4 — 13x3 + 36 = 0. S = 1-1, 1).
Solução
íx 1 = t 4. Resolver a equação xJ - 4x3 = 0
Fazemos: r , _ t,, obtendo a equação
t1 — 13t + 36 = 0. Para esta última, temos: A = Solução
= 131 —4 - 1 - 36 = 169 — 144 = 25 e, portanto: Quando a equação é incompleta como aqui, a resolução é
mais fácil ainda. Veja: x4 - 4x3 = 0 = x3 (x3 - 4) = 0.
t , = — 5
13-5
— - l
, = — 3
, . _ 13 + 5 _ „
4, — - 9. Como o produto de dois números é zero somente quando
um deles, pelo menos, é zero, concluímos que:
Agora, achamos a incógnita x. Lembrando que x2 = t, vem
A

x - 0
II

(x 3 = 4 ,f * = ± 2
o

I
X

) ou =* . ou < ou \ ou S = ( - 2 ; 0; 2]
x = ± 2
>o

M
1

II

= ± 3
II

<
f
O I EQUAÇÕES BIQUADRADAS / EQUAÇÕES IRRACIONAIS

EXERCÍCIOS

1. Resolver a equação: \/x + 2 = 4, em IR.

Solução
Elevamos os dois membros da igualdade ao quadrado:

Uma equação é irracional se sua incógnita aparecer sob (v/íTT^)3 = 43 =>’x + 2 16 x = 14


o sinal de radical (ou elevada a expoente fracionário).
Vamos verificar se esse resultado realmente “serve” na equa­
ção inicial:
Exemplos

1. \/2x3 - I = x 14 = VtT+~2 = V14 + 2 = vTtT = 4.


2. -Jx + yjx + 5 = 5 Portanto, x = 14 é realmcme solução da equação; logo, o
3. 3x - 2 = 1 conjunto solução é S = |14}.
_i_ i
4. x 3 - 7 = (x + l) 3 2 . Resolver, em IR, a equação \Ac + yjx + 5 = 5.

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Solução Após a verificação das raizes (que deixamos a seu cargo), vem
Em casos como este c melhor deixar um radical cm cada la­ S = 2; 3 .
do da igualdade e a seguir elevar ao quadrado ambos os mem­ 4 . Resolver a equação \2xJ - 1 = x
bros da equação:
Solução
y/i + 5 = 5 - \f\
( y t m y = (5 - y Ky Como dc costume:
x + 5 = 5J - 2 ■5 • Vx + (\/x)1 n/2xj - 1 = x => 2x' - 1 = x1 = 2xJ - x1 - 1 =
.x'+ 5 = 25 - lOt/x +.X-'
10^x = 20 =» Vx = 2 = 0 => x3 = 1 =» x = ± 1
Repare que esta equação ainda 0 irracional; para eliminar Verificação:
o radical, elevamos novameme os dois membros ao quadrado: Para x = I:
12 1 1

X
II
X

íl
1
(\'x)J = 2! (verdadeira) => x = 1 é solução.
Para x = —1:
Fazemos a verificação na equação inicial:
v'2xJ - 1 = x = V2 • ( - 1)' - 1 = - 1 => =
x = ‘1 a v'x + v'x + 5 = \M + y/4 + 5 = \!Ã + \'9 = = —1 => v T = —1 =» 1 = —1
= 2 + 3 = 5; (falsa) =» x = —1 não é solução.
portanto, x = ‘1 é solução. Logo, S = [4]. Finalmcnte, obtemos S = [1].
3. Resolver a equação I + \'2x~—7 = x 5. Resolver cm IR a equação: %3x - 2 - 1.
Solução Solução
Isola-se o radical: y/3x - 5 = x - 1 Para resolver esta equação, elevamos ambos os membros da
Elevando-se ambos os membros da equação ao quadrado: igualdade ao cubo, pois a raiz que aparece c cúbica. Temos
( y / i r ^ l ) 1 = (x - \y então:
3x - 5 = x! - 2x + 1
Reduzem-se lermos semelhantes c ordena-se a equação: (v'3x - 2)* = 1J
obtém-se x1 - 5x + 6 = 0, que nos dá: 3 x - 2 = l = > 3 x = 3 =>

ou Como para expoentes impares não é necessário fazer verifi­


cação, temos S = Jl|.

C 3 * 3 — 1 = 8 = 9 - 1 = 8 =» 8 = 8 (verdadeiro)
( 3 + 1 = 4 =>4 = 4 (verdadeiro)

Como o par (3; 1) satisfaz ambas as equações do sistema,


SISTEMAS DE EQUAÇÕES ele 6 □ solução do sistema; logo, S = j(3; 1)).
Revisaremos com você os dois processos mais comuns dc
resolução de sistemas.

Um sistema de duas equações dc 1? grau, nas incógnitas x


£ R e y £ R é um conjunto de duas equações do tipo: 1? processo: substituição
( ax + by = p , onde a, b, c, m, n, £ R x + 2y = 8
P Para resolver o sistema
( mx + ny = P 2x + y = 7
isolamos uma das incógnitas numa das equações e substituí­
mos na outra equação o valor encontrado.
| SISTEMA DE EQUAÇÕES

Exemplos
3x - y = 8 x + 2y = 8 Exemplo
1.
x +y =4 x - 3y = 0 Na 1í equação, isolando x obtemos x = 8 - 2y; a seguir
Resolver um sistema desse tipo é obter um par ordenado de substituímos esse valor na outra equação:
números reais (x, y) de modo que esse par, substituído em
00

to
1

( x + 2y = 8 =>
X
II

ambas as equações, transforme-as em igualdades numéricas


verdadeiras. Por exemplo, no sistema 1, dado acima, a solu­ l2 x + y = 7
ção ê o par (3; 1); isto quer dizer que trocando x por 3 e 2 ■(8 - 2y) + y = 7
y por 1 em ambas as equações, obtemos duas igualdades ver­ 16 — 4y + y = 7 => - 3y = - 9
dadeiras. Acompanhe: 21

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Substituindo у = 3 em (I), temos:
X = 8 — 2y = 8 — 2 - 3 = 8 — 6 =2 x =2 2y = 100 у = 50

Concluímos então que o par (2; 3) é solução do sistema; lo­ Substituindo y = 50 cm (I), vem:
go, S = [(2; 3)]. '
x = 80 - y =» x = 80 - 50 = 30

2? processo: adiçao Concluímos então que lemos 30 galinhas e 50 coelhos.


5
Para resolver o sistema | + 2. (CESGRANRIO) Calcule x + y, sendo (x,y) solução do
(.7-x - 4y 3 sistema de equações
escolhe-se uma das incógnitas para eliminar. Para isso,
multiplica-se cada equação pelo coeficiente que essa incóg­
nita tem na outra equação e somam-se (ou subiracm-se), mem­
bro a membro, as equações obtidas. No sistema proposto,
vamos eliminar a incógnita y, multiplicando a 1? equação
por 4 e a 21. por 3. Acompanhe:
Solução
f 2x + 3y = 5 (x4) [ 8x + T% = :
[7 x - 4y = 3 (x3) [ 21x - = Para simplificar a resolução, fazemos:
'9x = 29 x = 1 1 =a 4 = 4 - — = 4 ae — = 2 - — = 2a
x x x x X
Substituindo esse valor de x numa das equações do sistema,
por exemplo na 1í, obtemos 2 • 1 + 3y = 5 =» 3y = — = b =» — = 3 - — = 3 b e — = 6 - 6b
y y y y
=3 = v = I Nosso sistema transforma-se em:

f 4a + 3b = 4
Pronto! O conjunto-solução é S = {(1, 1)! í 2a - 6b = - 3

Multiplicando a 1? equação por 2 c somando com a 2?:


EXERCÍCIOS
8a + 6b = 8 10a = 5 (I)
2a - 6b = - 3
1. Num sítio criam-se galinhas e coelhos, num total de 80
animais; o número total de pés é 260. Quantas são as gali­ Substituindo (I) na 2 ‘ equação, vem:
nhas e os coelhos?
o 1 6b = 3 => —6b = - 4 h - 2
Solução b"T
Chamado dc x o número dc galinhas e y o número de coe­ i
Como — = a x =2
lhos, teremos: x

( x + y = 80 (o total dc animais é 80)


[. 2x + 4y = 260 (cada galinha tem 2 pés e cada coelho, У=T
4 pês)
Isolamos o x na 1? equação e substituímos na 2f, obtendo: 4 +3
Finalmente, x + у = 2 + —
( x + у = 80 = 80 - y d)
í. 2x + 4y = 260
2(80 - y) + 4y = 260 => 160 - 2y + 4y = 260
x +y =T
I SISTEMA DE EQUAÇÕES

22

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ii
Im
Você vai iniciar, agora, o estudo dc uma das ciências mais
belas criadas pelo homem: a Geometria. Nascida da necessi­ r co n te m in fin ito s po n to s
dade de medir terras, encontra-se hoje presente, em todos
os momentos do nosso dia-a-dia, nos tamanhos e formas dos
objetos que nos cercam.'
Na geometria admitimos a existência dc três elementos
intuitivos, isto ê, sem definição: ponto, reta e plano. A partir
desses três elementos são construídas todas as demais figu­
ras geométricas. A bem da verdade, esses três elementos exis­ Elementos básicos
tem apenas em nossa imaginação. Tentaremos criar algumas Como vimos hã pouco, a partir de ponto, reta e plano
imagens concretas para representar o ponto, a reta e o pla­ obtemos todas as figuras geométricas. Leia com atenção □
no, com a finalidade de ajudar um pouco nossa intuição. definição de algumas delas:
Um pingo d’água, a cabeça de um alfinete, um grão de
areia, a marca deixada por um lápis num papel são concreti­ Segmento Sejam A e B dois pontos distintos de uma
zações aproximadas da idéia de ponto; são aproximadas, pois reta r. Chama-se segmento AB (ou BA) ao conjunto de
o ponto geométrico não tem “tamanho”, isto é, não tem di­ iodos os pontos da reta r, situados entre os pontos A e
mensão. B, incluindo os próprios pontos A e B.
Pense, agora, num barbante bem esticado: a figura obti­
da assemelha-se a um “pedaço” dc reta; “pedaço", pois a
reta tem que ser entendida como infinitamente “comprida”
em ambos os sentidos. Da mesma forma, você pode visuali­ Semi*rcta Tomando um pon- -------------------------£___ ;
zar um plano imaginando uma folha de papel hem esticada: to A, numa reta r, esta fica di­
assim temos parte de um plano, pois o plano também é in- vidida em dois conjuntos de ___________________ A
finiiamente extenso para todos os seus “lados”. pontos: ’
Representaremos pomo, reta e plano por letras latinas
maiusculas e minúsculas e letras gregas, respectivamente, co­ Semi-reta (de origem A) é cada um dos dois conjun­
mo na figura seguinte: tos de pontos em que o ponto A divide a reta r, incluin­
do o próprio ponto A.

Para se representar uma semi-reta de origem A escolhe- | GEOMETRIA PLANA . ELEMENTOS BÁSICOS
se um outro pomo (B, por exemplo) pertencente à semi-reta:

Assim, passamos a ter a semi-reta AB.


Scmiplano Sabemos que um
plano contém infinitas retas.
Estes elementos relacionam-se entre si através de certas “Pegando-se" uma reta r, di­
propriedades não demonstráveis, chamadas postulados. En­ vidimos o plano em dois con­
tre os postulados da geometria plana, é importante que você juntos de pomos, situados ca­
guarde os dois seguintes: da um em um dos “lados da
rela”:
• toda reta é formada de infinitos pontos. Chama-se scmiplano (dc origem r) cada um dos con­
• todo plano contém infinitas retas e também infini­ juntos de pontos em que um plano fica dividido por uma
tos pontos. reta r, incluindo a própria reta.
23

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Os ângulos d e (5 da figura são adjacentes, pois têm o lado
VB em comum (observe que são dois ângulos “encostados”
um no outro).
ÂNGULOS Ângulo reto Num ângulo raso AVB, traçamos uma
semi-reta VC, separando o ângulo AVB cm dois ângulos ad­
jacentes AVC c CVB; se esses dois ângulos tiverem medidas
iguais, então cada um deles será, por definição, um ângulo
reto.
C

180°

r r \
Sejam VA e VB duas semi-retas de mesma origem, B V A

num plano a. Angulo é, por definição, cada uma das re­ Ao ângulo reto fica então associada a medida de 90° (no­
giões em que o plano a fica dividido por essas semi-retas, venta graus).
incluindo as semi-retas.
Ângulo agudo É todo ângulo de medida entre 0o e 90°.

_O ponto V chama-se vértice do ângulo, as semi-retas VA e


VB são os lados do ângulo c o ãnculo é representado por 0° <â < 90°
AVB ou BVA.

Tipos de Ângulos Ângulo obtusa É todo ângulo dc medida entre 90° c


Ângulo raso. Aquele em 180°.
que os lados são duas semi-
retas opostas, isto ê, têm mes­
ma origem e sentidos con­ 90“ <ú < 180“
trários. <i
Ao ângulo raso associamos
a medida de 180° (cento e oi­
tenta graus). Ângulos complementares São dois ângulos cuja soma
das medidas é 90°. Dizemos que cada um deles ê o comple­
Ângulo dc uma volta. mento do outro.
Aquele em que os lados são
duas semi-retas coincidentes; Como exemplo, os ângulos de 30° e 60° são complemen­
seus pontos ocupam todo o tares, pois 30° + 60° = 90°.
plano.

Ao ângulo de uma volta as­ ti + (í = 9 0 °


sociamos a medida de 360°
(trezentos e sessenta graus).
Ângulos suplementares São dois ângulos cuja soma das
medidas é 180°. Cada um deles é o suplemento do outro.
Ângulos adjacentes ou consecutivos. São dois ângu­ Como exemplo, os ângulos de 110° e 70° são suplemen­
los que lém o mesmo vértice, um lado comum e não têm tares, pois 110° + 70° = 180°.
pontos interiores comuns.
+ (1 » 180“

ângulos opostos pelo vértice (o.p.v.) São dois ângulos


lado 'que têm apenas o vértice cm
IÂNGULOS

com um comum c tais que a união dos


lados forma duas retas concot-
renles.isto é,duas retasque pos­
suem apenas um ponto comum.
24 o e p süo o.p.v.

Scanned by CamScanner
aten ção
• dois ângulos o.p.v. são sempre congruentes, isto é têm EXERCÍCIOS
a mesma medida.
• duas retas concorrentes que formam quatro ângulos re­ I . Um ângulo raso AVB é seccionado em três outros ângulos
tos são chamadas retas perpendiculares. pelas semi-retas VM e VN, conforme a figura seguinte.
Sabendo que MVN =
= 2 - AVM e NVB =
= AVM + 20°, calcular os
ângulos AVM, MVN e
NVB.

Ângulo convexo Aquele no qual dois quaisquer de seus


pomos determinam um segmento totalmente contido no pró­
prio ângulo.
A

A
P
Chamando a medida de AVM de x, temos:
B
MVN = 2 - AVM - MVN = 2x
O ângulo &da figura é convexo, pois tomando os pontos NVB = AVM + 20° = NVB = x + 20°
A c B em qualquer “lugar” dentro dn ângulo, o segmento Como o âneulo AVB mede 180° (ângulo raso), obtemos:
AB continua sempre contido em ô; iã o ângulo p não é con­ x + 2x + x + 20° = 180° = 4x = 180° - 20° =
vexo, pois o segmento AB da figura tem seus extremos, “den­
tro" do ângulo e uma parte “fora” do ângulo. Os ângulos = 160° = x = 160° 40°
não convexos serão chamados de côncavos. Portanto: AVM = x = 40°, MVN = 2x = 80° e
Repare que o ângulo dc uma volta c todo ângulo menor NVB = x + 20° = 60°
ou igual a 180° é convexo; os demais são côncavos.
2 . Na figura ao lado o ângulo
BISSETRIZ DE UM ÂNGULO CVD é o triplo do ângulo
AVB. Calcule 0 ângulo conve­
É a scmi-reia de origem no xo AVC.
vértice do ângulo e que o di­
vide em dois outros ângulos dc
mesma medida. Soluçã

MEDIDAS DE ÂNGULOS
A principal unidade usada para se medir ângulos (tanto
na geometria como na vida prática) ê o grau; a unidade grau
6 definida de tal modo que:
• o ângulo reto tem 90 graus <=■ 90° Fazemos AVB = x. Como CVD c o triplo de AVB, obte­
• o ângulo raso tem 180 graus «=» 180° mos CVD = 3x.
• o ângulo dc uma volta tem 360 graus <=>360° Os quatro ângulos da figura formam um ângulo de uma vol­
A unidade grau é subdividida cm unidades menores (sub- ta, logo sua soma é 360°, ou seja:
múltiplos) que são o minuto e o segundo, de tal modo que: x + 90° + 3x + 90° = 360° = 4x + 180° = 360° =>
• cada grau é formado por 60 minutos: 1° « 60'
• cada minuto é formado por 60 segundos: 1' «=> 60' => 4x = 180° - x = - 9 - = 45°.
4
Exemplos Portanto: AVB = x = 45° e CVD = 3x = 135°.
|ÂNGULOS

120 segundos são 2 minutos: 120" a 2' Então, o ângulo AVC convexo mede x + 90° = 45° +
180 minutos são 3 graus: 180' « 3° + 90° = 135°.
1/2 grau são 30 minutos: (0,5)° » 30'
um décimo de grau são 6 minutos: (0,1)° » 6' 3 . Provar que se dois ângulos são opostos pelo vértice, en­
dois décimos de grau são 12 minutos: (0,2)° » 12' tão suas medidas são iguais, isto c, os ângulos são congruentes. 25

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lado, vemos que:
fi c ã formam um ângulo raso a + a = 180° ©

P c â formam um ângulo raso P + a = 180° ©

Comparando 1 e II, obtemos ct + a = p + a e , portanto:


Solução
a = p. Portanto, os ângulos fi e P, opostos pelo vértice, são
Sejam û. e (Î os dois ângulos o.p.v. Observando a figura ao congruentes.

Paralelas com transversais


Dadas duas retas paralelas, chama-se reta transversal qual­
quer reta que intercepte ambas as paralelas. Essa transver­
sal determina, na imcrsecção com uma das paralelas, quatro
ângulos e, na imcrsecção com a outra paralela, mais quatro
ângulos.

Duas retas distintas são paralelas quando, estando con­


tidas num mesmo plano, não possuem nenhum pomo
comum. Na figura anterior, certos pares de ângulos recebem no­
mes especiais. Acompanhe:
• ângulos correspondentes: ã e m, b e n , c e p , d e q
• ângulos alternos internos: c e rh, d c íi
Postulado de Euclides • ângulos alternos externos: ã e p, b e q
Hã uma afirmação importante sobre retas paralelas que • ângulos colaterais internos: d c m, c e n
não é demonstrável; ela é simplesmente aceita como verda­ • ângulos colaterais externos: â e q, b e p
deira; quando isso ocorre, como já vimos, dizemos que a afir­
mação é um postulado. Agora vamos estabelecer as relações de "tamanhos” en­
tre dois ângulos de um mesmo par. Para isso, temos o se­
guinte teorema:
Postulado de Euclides
Por um pomo fora de uma reta, existe uma única reta Teorema lundamental do paralelismo de retas
paralela à reta dada. Duas retas paralelas, cortadas por uma reta transver­
sal, determinam ângulos correspondentes congruentes, is­
Observe, então, que, no to é, dc mesma medida.
plano que contém a reta a e o
pomo P, todas as infinitas re­
tas que passam por P intercep­
tam a reta a com exceção de ta = 111
apenas uma reta, que é a paralela a a. Irfl = X
I P A R A LE LIS M O

Na figura A temos: b = n, c = p, d = q. Guarde tam­


bém as seguintes consequências do teorema anterior:
O b s e rv a ç ã o
Duas retas coincidentes também são paralelas; neste caso Duas retas paralelas, cortadas por uma reta transver­
elas têm todos os pontos cm comum. sal, determinam ângulos alternos congruentes.
26

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f* = V Solução
ly - 2 As retas a e b são paralelas e os ângulos de medidas 3y +
+ 15° e 2y-5°são colaterais internos. Esses dois ângulos
são, então, suplementares, ou seja: 3y + 15° + 2y - 5o =
= 180°, o que nos dá 5y = 170c e y = 34°.
Duas retas paralelas, cortadas por uma transversal, de­ Agora, analisando as paralelas r e s com a transversal a, ob­
terminam ângulos colaterais suplementares, isto é, suas servamos que x e 3y + 15° somam 180°, pois são também
medidas somam 180°. colaterais internos. Assim: x + 3y + 15° = 180° e, como
y = 34a, obtemos x + 102° + 15° = 180°, finalmenie,
r, r lis x = 63a.

3. Determine a medida do ângulo x, na figura seguinte:

1. Na figura seguinte, calcule a medida do ângulo x.


s<? r

Solução

Solução
Sabendo que as retas r e s são paralelas e que os ângulos de
medidas 5a - 48° e 3a + 12° são correspondentes, então,
pelo teorema fundamental do paralelismo de retas, concluí­
mos que esses ângulos são congruentes. Logo: 5a — 48° =
= 3a + 12° => 2a = 60° a= 30°
Observe, agora, que os ângulos x c 5a - 48° são suplemen­ Pelo vértice do ângulo x, traçamos uma reta t, auxiliar, pa­
tares, isto c: x + 5a - 48° = 180°. Como a = 30°, ralela a r (e. portanto, também a s), dividindo o ângulo x
em duas panes y e £ (não tire conclusões apressadas: as par­
obtemos x + 150° 48° = 180° e, portanto, 78° tes v e z não são necessariamente iguais).
Agora, olhe só para as retas paralelas r e t: os ângulos de
2 . Determine a medida do ângulo 5, na figura seguinte. 140° e y são colaterais internos. Logo:
a b
140° + v = 180° v = 40a

Observando as paralelas t e s, vemos que os ângulos z e 60a


são alternos internos. Logo: z = 60°. Como x —y + z,
obtemos x = 40° + 60° = 100°

pedaço de papel bem esticado e, com uma tesoura, recorte


pedaços dele; obtemos, assim, uma série de figuras geomé­
tricas:
N 3 1 POLÍGONOS

Para entender o que é um polígono use a imaginação, um


pedaço de papel e uma tesoura. Imagine um plano como um

Scanned by CamScanner
Nas figuras B, C c D, o contorno 6 formado exclusiva­ Teorema angular de Tales
mente por segmentos; nas figuras A e E, o contorno tem par­
tes curvas. A soma dos ângulos internos de um triângulo qual­
quer vale 180°.
Chamaremos de polígonos as regiões do plano cujos
contornos são formados apenas por segmentos.
A demonstração c simples. Acompanhe.
A a

Dessa forma, as figuras B, C c D são polígonos, enquan­ - a/ v -


to A e E não.
Observe agora a figura, seguinte:

Essa figura é um polígono? • c


Não! Ela é construída por dois Seja o triângulo ABC, cujos ângulos internos chamamos,
polígonos: um de 5 lados e ou­ na figura anterior, deâ,(Í ey. Traçamos, pelo ponto Л, uma
tro de 3. Experimente recortar paralela ao lado BC; assim, adjacentes do ângulo ú, aparecem
essa figura com uma tesoura; os ângulos x e y. Dessa forma, no ponto A temos: x + &
você não vai conseguir, pois + у = 180°. Como os ângulos x ергу ey são alternos inter­
ela se “desmonta” em duas que são justamente os dois polí­ nos, concluímos que x = e у = у. Pronto! Substituindo
gonos citados antes. as duas últimas igualdades na soma x + Ь + у = 180° obte­
Em todos os polígonos temos os seguintes elementos mos: â + P + у = 180°.
(acompanhe na figura seguinte, que serve como exemplo): Agora vamos ver o que acontece com a soma dos ângulos
A F internos de um polígono com mais de três lados. Para isso,
vamos examinar alguns casos particulares.
Por exemplo, um quadrilátero, que tem 4 ângulos inter­
nos, pode ser decomposto em dois triângulos, traçando-se
uma de suas diagonais:

_Lados São os segmentos que formam o contorno: AB,


BC, CD etc.
Vértices São os pontos comuns a dois lados consecuti­
vos: A, B, C, D etc. Como em cada triângulo a soma dos ângulos internos
Diagonais São os segmentos que unem dois vértices não é 180°, concluímos que no quadrilátero a soma dos quatro
consecutivos: AE, AD, BF, CE etc. ângulos internos é 2x180°, isto é, 360°. Portanto: â + b
Os polígonos recebem nomes de acordo com o número + c + d = 360°.
de seus lados. 0$ mais importantes são: Analisemos, agora, um pentágono. Ele tem 5 ângulos in­
3 lados triângulo 9 lados eneágono ternos e pode ser dividido cm 3 triângulos através de duas
4 lados quadrilátero 10 lados decágono diagonais traçadas a partir de um mesmo vértice:
5 lados pentágono 11 lados undecágono
6 lados hexágono 12 lados dodecágono
7 lados heptágono 15 lados pentadecágono
8 lados octógono 20 lados icoságono
Esses nomes são válidos, tanto para polígonos convexos
como para côncavos. Um polígono é convexo quando dois
quaisquer de seus pontos determinam um segmento total­
mente contido no próprio polígono; caso contrário, o polí­
gono é côncavo. Na figura seguinte, temos um pentágono Novamente, em cada triângulo, a soma dos ângulos in­
convexo c um côncavo. ternos é 180° e, como temos três triângulos, n soma dos ân­
gulos internos do pentágono é 3x 180° = 540°. Portanto:
ã + b + c + d +- ê = 540°.
Aplicando este raciocínio para os polígonos dc 6, 7, 8,
9 ,... lados, você perceberá que eles ficam divididos rcspec-
tivamente em 4, 5, 6, 7, ... triângulos.
I POLÍGONOS

Repare: 4 lados no polígono dão 2 triângulos


5 3 ”
Soma dos ângulos internos 6 4 ”
de um polígono 7 5 ”
Triângulos Comecemos pelo polígono mais simples, o _ Conclusão: o número de triângulos em que um polígono
28 triângulo. fica dividido ao traçarmos suas diagonais por um mesmo vér-

Scanned by CamScanner
~1

ticc é igual ao número de lados do polígono menos dois: um 3 . Na figura ao lado, calcule
polígono com n lados (n £ N, n > 3) fica dividido em a soma x, + xa + x5 + x4.
n - 2 triângulos. Como a soma dos ângulos internos cm
cada um desses triângulos é 180°, podemos afirmar que:

A soma dos ângulos internos de um polígono com n


lados é igual a {n — 2 ) ■ 180°.

Chamando de S; a soma dos ângulos internos do polígo-


nOj temos a fórmula
Solução
Sj = (n — 2 ) ■ 180° Como a figura c um quadrilá­
tero, podemos afirmar que a
soma dos 4 ângulos internos é
Sj = (4 - 2) • 180° = 360°.
Isto significa que:
EXERCÍCIOS
ri + ri + ij + ri = 360°
1 . Determine a soma dos ângulos internos do polígono da
figura seguinte:
Porém, temos:
x, + i, =180° x, = 180° -
x, + U =180° x, = 180° -
X; + ij = 180° **X j = 180° -
X4 + ri =180° (jc. = 180° - ri
Somando as quatro últimas igualdades, vem:
Xi +x1+Xj +x4 =4 x 180° -(ri +ii +ij +ri)
Xi+Xi +Xj+X*=720° - 360° = 360°
Solução Portanto a soma pedida vale 360°.
O polígono tem 8 lados; portanto, a soma dos seus 8 ângulos Agora, atenção! Os ângulos x„ x J5 Xj e Xj do problema ante­
rior são os ângulos externos do quadrilátero; e tem mais: o
internos é: Ss = (8 — 2 ) ■ 180° S, = 1080° fato da soma desses ângulos externos ser 360“ não é, em ab­
soluto, característica do quadrilátero; é regra geral, ou seja:
Repare que a fórmula obtida na teoria pode ser usada tam­
bém para polígonos côncavos como esse, pois ele pode ser A soma dos ângulos externos (um em cada vértice) de
dividido em 6 triângulos, conforme a figura seguinte: um polígono convexo é 360“.

Polígonos regulares
Um polígono é regular quando todos seus lados têm o
mesmo “tamanho” e todos seus ângulos internos são iguais.
Exemplos
quadrado retâ n g u lo losango

2 . Calcule a medida do ângu­ 3------ ------E


lo S da figura: 3— ------E
Solução 3 ___ ___ E
Como a figura é um pentágo­ 3___ ___ E
no, a soma de seus 5 ân­ ♦ co
gulos internos ê Sj = la d o s ig u a is
o
lados iguais lados d ife re n te s
(5 - 2) ■ 180° = 540°. ãngs. iguais ângs. iguais ân g s. d ife re n te s o
P o rta n to : ' ♦
x + 90° + 140° + 90° + ♦
regular irregular irre g u la r
+ 120° = 540°, obtendo-se: Os polígonos regulares têm duas propriedades impor­
x = 100 ° tantes: 29

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Nas figuras B, C e D, o contorno ê formado exclusiva­ Teorema angular de Tales
mente por segmentos; nas figuras A e E, o contorno tem par­
A soma dos ângulos internos de um triângulo qual­
tes curvas.
quer vale 180°.
Chamaremos de polígonos as regiões do plano cujos
contornos são formados apenas por segmentos. ____ A demonstração é simples. Acompanhe.

Dessa forma, as figuras B, C e D são polígonos, enquan­


to A e E não.
Observe agora a figura, seguinte:

Essa figura é um polígono?


Não! Ela é construída por dois Seja o triângulo ABC, cujos ângulos internos chamamos,
polígonos: um de 5 lados e ou­ na figura anterior, de ü, &e у. Traçamos, pelo ponto A, uma
tro de 3. Experimente recortar paralela ao lado BC; assim, adjacentes do ângulo â, aparecem
essa figura com uma tesoura; os ângulos x e y. Dessa forma, no ponto A temos: x + ã
você não vai conseguir, pois + у = 180°. Como os ângulos x epAy ey são alternos inter­
ela se "desmonta” em duas que são justamente os dois polí­ nos, concluímos que x = p e у = y. Pronto! Substituindo
gonos citados antes. as duas últimas igualdades na soma x + â + у = 180° obte­
Em todos os polígonos temos os seguintes elementos mos: ft + P + у = 180°.
(acompanhe na figura seguinte, que serve como exemplo): Agora vamos ver o que acontece com a soma dos ângulos
internos de um polígono com mais de três lados. Para isso,
vamos examinar alguns casos particulares.
Por exemplo, um quadrilátero, que tem 4 ângulos inter­
nos, pode ser decomposto em dois triângulos, traçando-se
uma de suas diagonais:

Lados São os segmentos que formam o contorno: AB,


BC, CD etc.
Vértices São os pontos comuns a dois lados consecuti­
vos: A, B, C, D etc. Como em cada triângulo a soma dos ângulos internos
Diagonais São os segmentos que unem dois vértices não é 180°, concluímos que no quadrilátero a soma dos quatro
consecutivos: AE, AD, BF, CE etc. ângulos internos é 2*180°, isto é, 360°. Portanto: â + b
Os polígonos recebem nomes de acordo com o número + c + d = 360°.
de seus lados. Os mais importantes são: Analisemos, agora, um pentágono. Ele tem 5 ângulos in­
3 lados triângulo 9 lados eneágono ternos e pode ser dividido em 3 triângulos através de duas
4 lados quadrilátero 10 lados decãgono diagonais traçadas a partir de um mesmo vértice:
5 lados pentágono 11 lados undccãgono A E
6 lados hexágono 12 lados dodecágono
7 lados heptágono 15 lados pentadecágono
8 lados octógono 20 lados icoságono
Esses nomes são válidos, tanto para polígonos convexos
como para côncavos. Um polígono é convexo quando dois
quaisquer de seus pontos determinam um segmento total­
mente contido no próprio polígono; caso contrário, o polí­
gono é côncavo. Na figura seguinte, temos um pentágono Novamente, em cada triângulo, a soma dos ângulos in­
convexo e um côncavo. ternos é 180° e, como temos três triângulos, a soma dos 3n-
gulosjmcrnos do pentágono c 3*180° = 540°. Portanto:
â + b + c + d + -ê = 540°.
Aplicando este raciocínio para os polígonos dc 6 , 7, 8 ,
9 ,... lados, você perceberá que eles ficam divididos respec­
tivamente em 4, 5, 6 , 7, ... triângulos.
I POLÍGONOS

Repare: 4 ladosno polígono dão2 triângulos


g » >i ii ii ^ ”
Soma dos ângulos internos 6 » ■■ .. » 4 ”
de um polígono 7 ” » ii li g >>
Triângulos Comecemos pelo polígono mais simples, o Conclusão: o número de triângulos em que um polígono
28 triângulo. fica dividido ao traçarmos suas diagonais por um mesmo vér-

Scanned by CamScanner
tice é igual ao número de lados do poligono menos dois: um 3 . Na figura ao lado, calcule
polígono com n lados (n €E N, n > 3) fica dividido em a soma Xi + x2 + x, + x4.
n - 2 triângulos. Como a soma dos ângulos internos em
cada um desses triângulos é 180°, podemos afirmar que:

A soma dos ângulos internos de um poligono com n


lados é igual a (n — 2 ) ■ 180°.

Chamando de S, a soma dos ângulos internos do polígo­


no, temos a fórmula
Solução
Sj = (n - 2) * 180° Como a figura ê um quadrilá­
tero, podemos afirmar que a
soma dos 4 ângulos internos é
S, = (4 — 2) * 180° = 360°.
Isto significa que:
EXERCÍCIOS
ii + ij + ij + U = 360°
1 . Determine a soma dos ângulos internos do poligono da
figura seguinte:
Porém, temos:
'x , + i, = 180° ( x , = 180° -
x, + i, = 180° ) x, = 180° - y
Xj + i) = 180° = 1 x3 = 180° - i,
X, + U = 180° ( x , = 180° -
Somando as quatro últimas igualdades, vem:
x,+x 1+xj+x 4=4x 180° - ( ii +ii +ij +u)
x, + X j +x,+xJ =720° - 360° = 360°
Solução Portanto a soma pedida vale 360°.
O polígono tem 8 lados; portanto, a soma dos seus 8 ângulos Agora, atenção! Os ângulos Xi, x„ x, e x, do problema ante­
rior são os ângulos externos do quadrilátero; e tem mais: o
internos é: S( = (8 — 2 ) * 180° S; = 1080° fato da soma desses ângulos externos ser 360° não é, em ab­
soluto, característica do quadrilátero; é regra geral, ou seja:
Repare que a fórmula obtida na teoria pode ser usada tam­
bém para polígonos côncavos como esse, pois ele pode ser A soma dos ângulos externos (um em cada vértice) de
dividido em 6 triângulos, conforme a figura seguinte: um polígono convexo é 360°.

Polígonos regulares
Um polígono é regular quando todos seus lados têm o
mesmo “tamanho” e todos seus ângulos internos são iguais.
Exemplos
quadrado re tâ n g u lo lo s a n g o

2 . Calcule a medida do ângu­ ÜJ ------- E


lo x da figura:
3— ------- E
Solução
3 ____ ____ E
Como a figura é um pentágo­
no, a soma de seus 5 ân­ 3 ____ ____ E
to I POLÍGONOS

gulos internos é S; =
la d o s ig u a is la d o s d ife re n te s la d o s ig u a is
{5 - 2) • 180° = 540°.
ã n g s . ig u a is fln g s . ig u a is á n g s . d ife r o n ie s
P o r ta n to :
x + 90° + 140° + 90° +
re g u la r irre g u la r irre g u la r
+ 120° = 540°, obtendo-se:
Os polígonos regulares têm duas propriedades impor­
x = 100 °
tantes:

Scanned by CamScanner
• podemos calcular a medida a, de cada um de seus ângu­ 2 . Qual ê o polígono regular cujo ângulo interno mede 144“?
los iniernos. Calculamos a soma S, de iodos eles e a dividi­
mos pelo número de lados: Solução
Como o polígono é regular, usamos a fórmula do ângulo
ou a = (n - 2) ■ 180° interno: a. - A - (n ~ 2>' 1! ° !
n n n
Substituindo a; por 144°, obtemos 144° = (n ~ 2) 1 180°
1todo polígono regular é inscritivel numa circunferência,
isto é, sempre é possível desenhar uma circunferência que Resolvendo a equação, vem n = 10 . Portanto, o polígono
passe por todos os vértices do polígono. é um decãgono regular.

3 . Calcule a medida do ângulo formado pelas mediatrizes


de dois lados consecutivos de um octógono regular (lembre-
se: mediatriz c a reta perpendicular ao lado, passando pelo
ponto médio deste).
Solução
No octógono a seguir, as retas r e s são mediatrizes de dois
lados consecutivos:

EXERCÍCIOS

1. Determine a medida do ângulo interno do hexágono


regular.

Solução
Calculamos inicialmente a so­
ma dos ângulos internos:
CS, = (n - 2) ■ ISO0 = Percebemos que sc forma um quadrilátero cujos quatro ân­
(n = 6 gulos internos são: dois ângulos retos, o ângulo procurado
x e um ângulo interno do octógono.
= Sj = (6 - 2) • 180° = 720°
Como o hexágono é regular, O ângulo interno do octógono vale a, =^ —^ ~ 135°.
todos os seus 6 ângulos inter- Já no quadrilátero, temos: x + 90° + a; + 90° ■ 360°, ou,
nos são iguais. Logo: a, = x + 90° + 135° + 90° = 360°, vindo, então, I x = 45°

Propriedades angulares
dos triângulos
Soma dos ângulos internos Já vimos, ao estudar os po­
TRIÂNGULOS lígonos, que a soma das medidas dos três ângulos internos-
de um triângulo c sempre igual a 180°.

Introdução: S +ß I 7 = 180°
Vamos estudar agora o polígono mais simples: o triângu­
lo. E importante que vocé conheça bem as propriedades dos
triângulos, pois todos os polígonos podem ser decompostos Soma dos ângulos externos: também já sabemos que a so­
em triângulos; por exemplo, o pentágono da figura abaixo ma das medidas dos três ângulos externos de um triângulo
I TRIÂNGULOS

(um em cada vértice) é sempre igual a 360°.


pode ser decomposto em três triângulos.

30

Scanned by CamScanner
Solução
Teorema do ângulo externo
Cada ângulo externo c igual à soma dos dois ângulos
internos não adjacentes.

No triângulo ABC temos: Â = 80° c A + B + C ■ 180",


o que nos dá: B + C = 100 ".
Observe agora o triângulo BIC; nele, lemos:
Essa última propriedade é muito facil de ser compreen­
180" e, como
dida. Basta lembrar que o ângulo interno adjacente ao ângu­ * * Y +T m 180°ou x +^ 4“^
lo externo â vale 180° - â . 100"
В + C = 100°, obtemos x -* = 180" ou x + 50"

= 180°, vindo, finalmente, 130"


Л Л ^
a or + p
3 . Num triângulo ABC, as bissetrizes dos ângulos externos
de vértices B c C formam um ângulo de medida 40°. Calcu­
le o ângulo interno de vértice A.
Como a soma das medidas dos três ângulos internos do
triângulo é 180°, obtemos d + (5 + (ISO" - ã) = 180° ou Solução
Chamamos de ã, b e c os ângulos externos e traçamos as bis­
et + (i - â = 0 e, portanto: ü +P setrizes externas de vértices B e C, que se cruzam em E.

EXERCÍCIOS

1 . Num triângulo ABC, as medidas dos ângulos internos


de vértices В e C são dadas por 2x + 10° e 4x - 40°. Se
a medida do ângulo externo de vértice A é 5x, determine
cada ângulo interno desse triângulo.

Solução
Fazemos uma figura que represente os dados do problema:

Agora, no triângulo ABC, os três ângulos externos ã, b


e c somam 360°, isto é, á + b + c = 360" e, como b + c =
= 280", obtemos â = 80". Como A + ã = ISO", obtemos

A = ISO" - â = ISO" 80° 100“


Temos, então, um ângulo externo de medida 5x e dois ân­
gulos internos (não adjacentes ao externo) de medidas 4x -
— 40° e 2x + 10 °. Pelo teorema do ângulo externo, pode­
mos escrever: 5x = (4x - 40°) + (2x + 10“) ou 5x = Elementos lineares dos triângulos
- 6x — 30° e, finalmcntc, x = 30° Mediana É o segmento A M ,, B M ,, C M ,: m e d ia n a s
que une um vértice ao ponto G = b a ric e n tro
Então, os ângulos internos do triângulo são: médio do lado oposto. As três
I TRIÂNGULOS

B = 2 .v + 10° = 2 ■ 30° + 10 ° = 70° medianas de qualquer triângu­


C = 4x - 40° = 4 ■ 30" - 40° = 80° lo passam por um mesmo pon-
 = 180° - (B + C) = 180" - 70" - SO" = 30" io, chamado baricentro do
triângulo. B *'
2 . Num triângulo ABC, o ângulo interno de vértice A me­
de 80°. Calcule o ângulo determinado pelas bissetrizes dos Altura Ê o segmento que une um vértice ao lado oposto
ângulos internos de vértices B e C. (ou ao prolongamento deste), sendo perpendicular ao mes- 31

Scanned by CamScanner
mo. As três alturas de qualquer triângulo passam por um Triângulo retângulo Um
mesmo ponto, chamado ortocentro do triângulo. ângulo interno c reto (c os ou­
tros dois são agudos). Os lados
que determinam o ângulo re­
to chamam-sc catetos do triân­
h ip oten usa gulo c o lado oposto ao ângu­
AH ,, BHtl CH,: alturas lo reto chama-se hipotenusa.
O = ortocentro

Guarde as seguintes propriedades:

Bissetriz interna É o segmento, contido no triângulo, • Todo triângulo retângulo pode ser inscrito numa sc-
que divide o ângulo interno micircunferência, cujo diâmetro é igual ã hipotenusa do
A S ,, BSj, CS3: bissetrizes triângulo.
' ‘ = incentro em dois ângulos iguais. As três
bissetrizes internas de qual­
quer triângulo passam por um
mesmo ponto, chamado incen­
tro do triângulo. O incentro c
o centro da circunferência ins­
crita no triângulo, isto é, da I A M - BM = MC = - j -
circunferência que tangencia
os três lados do triângulo. • Á mediana relativa ã hipotenusa tem por medida a
metade da medida da hipotenusa. Essa mediana divide
o triângulo em dois triângulos isosceles.

Triângulo isosceles Tem dois lados iguais. O terceiro


Mediatriz É a reta perpendicular ao lado, passando pe­ lado chama-se base.
lo ponto médio do mesmo. As três mediatrizes de qualquer
triângulo passam por um mesmo ponto, chamado circuncen-
tro do triângulo. O circuncentro c o centro da circunferên­
cia circunscrita ao triângulo, isto é, da circunferência que
passa pelos três vértices do triângulo.
base

Para todo triângulo isosceles valem as seguintes pro


priedades:

. Os dois ângulos adjacentes à base são iguais.


. A mediana traçada em relação a base c também al
tura e bissetriz interna.

m „ m ,, m ,: mediatrizes circunferénciq
E = circuncentro circunscrita

Classificação e propriedades
dos triângulos
Triângulo acutângulo Triângulo equilátero
Todos os seus ângulos internos Tem os três lados iguais e tam­
são agudos. Por exemplo, o bém os três ângulos iguais, me­
triângulo ao lado: dindo 60° cada um.
Triângulo obtusãngulo Para todo triângulo eqüilã-
I TRIÂNGULOS

Um ângulo intemo é obtuso {e lero, valem as seguintes pro­


priedades: _________
. A mediana traç a d a ^ d ã 5 7 a qualquer um dos
lados é também bissetriz interna e altura.

Scanned by CamScanner
3 . Os ângulos internos Á, B e C, de um triângulo ABC, me­
• 0 baricentro G é também incentro e circuncentro, dem, respectivamente, 110°, 40° e_30°. Calcule o ângulo
isto é, os centros das circunferências inscrita e circuns­ formado pela altura relativa ao lado BC e a bissetriz interna
crita coincidem. dc Â.

Solução
Traçando a bissetriz interna AS, do ângulo A, dividimos o
ângulo dc 110° em dois de 55°.
A,

Traçamos aaora a altura AH, relativa ao lado BC, dividindo


• O raio R da circunferência circunscrita é o dobro o ângulo BAS de 55° em dois outros: x e y.
do raio r da circunferência inscrita. Como a altura AH é perpendicular ao lado BC, ela for­
ma cora este um ângulo de 90°. Portanto, no triângulo
AHB, temos y + 90° + 40° = 180°, de onde obteremos

EXERCÍCIOS y = 50°

Por outro lado, no vértice A do


1. Num triângulo ABC, os ângulos internos dc vértices B triângulo ABC, o ângulo todo
e C medem, rcspcctivamentc, 70° e 30°. Calcule o ângulo mede 110 °, ou seja, y + x +
agudo determinado peta bissetriz interna de vértice A e a bis­ + 55® = 110°. Substituindo
setriz externa de vértice C. y = 50° na soma anterior, vem

Solução
Sabendo que B = 70° e C = 30°, concluímos que  = 80°, 4 . Na figura temos um qua­
pois À + B + C = 180°. Se o ângulo interno C mede 30°, drado ABCD e um triângulo
então o ângulo externo de vértice C mede 150°. equilátero BCM. Determine a
Fazemos agora a figura, dese­ medida do ângulo x.
nhando as bissetrizes às quais
se refere o problema (as bisse­ Solução
trizes imerceptam-se em E), Se o triângulo é eqüilátero,
Para.obter o ângulo x, basta seus ângulos medem 60° e, co­
observar que ele é interno ao mo ABCD é um quadrado,
triângulo EAC. Como os ân­ seus ângulos são retos. Con­
gulos internos desse triângulo cluímos, então, que o ângulo
somam 180° (como sempre), ABM mede 30°:
escrevemos: Vamos mostrar agora que os
x + 40° + (30° + 75°) = ângulos x e y são iguais. Para
= 180° isso, repare que:
e obtemos x = 35°

2 . Num triângulo ABC, os ângulos internos, Â, B e C me­ a) se ABCD é quadrado, seus lados são iguais, e portan­
dem, respectivamente, 80°, 60° e 40°. Calcule o ângulo for­ to, AB = BC.
mado pela bissetriz interna de vértice B e a altura relativa b) se BCM é equilátero, seus lados também são iguais
ao lado BC. e, portanto BM = JJC- _..............
c) _ComoAB = BCc BM = BC, concluímos que AB =
Solução = BM, ou seja, o triângulo ABM é isósceles, pois tem dois
lados iguais. Logo, os ângulos da base AM também são iguais,
No triângulo BHK, temos:
I TRIÂNGULOS

isto é, x = y
Finalmente, a soma dos ângulos internos do triângulo ABM
obtendo- se nos dá: x + x + 30° = 180°, vindo:

x = 75° .
33

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Retângulo É o paralelogramo que tem quatro ângulos retos.
_______
B3------------ ------------ E
C
»Â =B=>C=D=90°
3------------ __E

Losango É o paralelogramo que tem os quatro lados iguais.


Estudando os polígonos, vimos que a soma dos ângulos
B
internos dc um polígono com n lados (n £ N, n ^ 3) é
Sj = (n — 2) ■ 180°. Como os quadriláteros têm 4 lados
(n = 4), concluímos a primeira propriedade importante des­ C =* la d o s ig u a is
se grupo de polígonos:

A soma dos ângulos internos de qualquer quadriláte­


ro é 360®. Num losango, ocorrem duas propriedades importantes:
• as diagonais são perpendiculares c
• as diagonais são bissetrizes dos ângulos internos do
losango.
â + 5 + c + a = 360°

Vamos estudar dois grandes grupos de quadriláteros: os


paralelogramos e os trapézios. d m gs. perpend.
c
diog. = b isso iriz
Paralelogramos
------ n------- -------c
Paralelogramo é todo quadrilátero que tem dois pa­ Quadrado É o paralelogramo 3 —
res de lados opostos paralelos. que tem quatro ângulos retos
e os quatro lados iguais.

la d o s
D Todo paralelogramo possui Veja bem: na definição de
ig u a is
as seguintes propriedades im­ quadrado entram as caracterís­ e
portantes: ticas de retângulo (4 ângulos ã n g s.
• lados opostos iguais retos) e as de losango (4 lados -n ------- H------- ____ E
ã b í CD * ânSulos opostos iguais iguais). Por isso, o quadrado é,
'C BC !/ÃÒ * ângulos consecutivos su­ ao mesmo tempo, um retângu­
plementares lo e um losango; também é por
isso que valem, para o quadra­
do, as propriedades do
losango:
AB=CD
AD=BC d ia g s . p e rp e n d .
e
Â=C=a d ia g . = b is s e triz

S = D•* 0
u + |S = 180°
EXERCÍCIOS
1 . Calcular o ângulo formado pelas bissetrizes de dois ân­
• as diagonais interceptam- gulos consecutivos de um paralelogramo.
se mutuamente no ponto mé­
dio, isto é, o ponto M da figu­ Solução
ra divide cada diagonal cm Seja ABCD o paralelogramo c d c fí os ângulos internos de
I Q U A D R ILÁ TE R O S

vértices A e B; as bissetrizes de õ c (5 determinam o triângu­


lo ABM:
,c
Veiamos agora três paralelogramos especiais: o retângu­
lo, o losango c o quadrado; repare que estes três quadriláte­
ros são paralelogramos, o que implica a validade das quatro
34 propriedades vistas anteriormente, para cada um deles.

Scanned by CamScanner
Como ABCD é um paralelogramo, seus ângulos conse­
cutivos são suplementares, ou seja, a + [i = 180°.
H G " EF
No triângulo ABM, temos: x + - y + -|- = 180° x + HE >sGF

a + P „ 180° => x + = 180° x + 90° =


2
Todo trapézio possui as seguintes propriedades:
180° x = 90°
• Os ângulos adjacentes a
2 . Num losango, a diagonal menor rpede 12 cm. Sabendo- um mesmo lado são suplemen­ _ í +$■• 180°
se que cada ângulo interno obtuso é o dobro do interno agu­ tares, desde que esse lado não £ +3 - 180°
do, calcule o perímetro do losango. seja base do trapézio.
Solução
Seja ABCD o losango e sejam a c P as medidas de seus ân­ • O segmento que une os pontos médios dos lados não
gulos internos agudo c obtuso, respectivamente: paralelos é paralelo às bases do trapézio c tem compri­
Como se trata de um quadri­ mento igual à semi-soma das bases. Esse segmento chama-
látero, temos a + P + ü + se base média do trapézio.
+ p = 360° o que nos dá:
a -f- p = 180°. Mas, pelo
enunciado, p = 2a. Forma­ MN ! HG a EF
mos, então, o sistema O • ti

, obtendo q = 60° P= 120 c

Traçamos, agora, a diagonal menor do losango ABCD. Co­ Existem dois tipos especiais dc trapézios: o isosceles e o
mo a diagonal de um losango é também bissetriz do ângulo retângulo:
interno, dividimos os ângulos BeDem dois de 60° cada um: b
Trapézio isosceles É r?
aquele onde os lados não pa- 0
ralelos são iguais. Conseqüen- /
temente, os ângulos adiacentes Z j--------------- —
a uma mesma base são iguais. "

Repare que o trapézio isosceles pode ser decomposto em


dois triângulos retângulos iguais e um retângulo:

h = altura
do trapézio

Trapézio retângulo É aquele que tem dois ângulos


retos.
t> b
Observe, agora, os dois triângulos formados. Eles são equi­
láteros, pois cada um tem três ângulos de 60°; se são equilá­
teros, seus lados são todos iguais, ou seja: BC = CD = 12 cm
e AB = AD = 12 cm.
Portanto, o perímetro do losango é: p = ‘1x 12 cm =»
EXERCÍCIOS
p = 48 cm
]
co
1. Num trapézio isósceles, as bissetrizes de dois ângulos o
0c
opostos encontram-se num ponto M, interno ao trapézio, de­ LU
t—
TRAPÉZIOS terminando um ângulo de 150°. Calcule os ângulos inter­ ■3
nos do trapézio. cc
Q
Trapézios são os quadriláteros que têm apenas um par <t
de lados opostos paralelos. Esses lados paralelos chamam- Solução O
se bases do trapézio. Seja ABCD o trapézio; como ele é isósceles, os ângulos ad­
jacentes a uma mesma base são iguais, ou seja, A=B= fl 35

Scanned by CamScanner
e C = D = |5. Traçamos as bissetrizes dos ângulos  e Como AB = 12 cm e AM = x, scguc-sc que MB = 12 -
C e obtemos o quadrilátero AMCD: - x ; da mesma maneira, CN = 12 - x.
Agora, lembrando que o trapézio BMNC tem perímetro
igual ao do triângulo AMN (isso é um dado do problema),
podemos escrever:
BM + MN + NC + CB = AM + MN + AN => 12 - x +

+x + 12 - x + 12 x + x + x => x = 9 cm .

Observe que a + p = 180°, pois ABCD é trapézio. 3 . (FUVEST) Em um trapézio isosceles, a altura é igual â
No quadrilátero AMCD, temos y - + p + + 150° = base média. Determine o ângulo que a diagonal forma com
a base.
= 360°, ou a + 2P + p + 300° = 720°, dando: a +
+ 3p = 420°. Solução
No trapézio isosceles EFGH, de base menor HG = b, tra­
Temos, então, o sistema £ “ * ^ = ^ que, resolvido, çamos as alturas a partir dos pontos H c G; dividimos, as­
sim, a base maior EF = B em três partes, sendo que a parte
nos dá: a = 60° P= 120 °
central é b, igual ã base menor, c as laterais, que são iguais,
chamaremos de x:

Portanto, os ângulos internos do trapézio medem 60° e H b G Observe que x + b + x =


120° . = B = »2x = B - b = >

?j_Num triângulo ABC; equilátero de lado 12 cm, traça-se


MN paralelo ao lado BC de modo que o triângulo ABC fi­
que decomposto num trapézio e num novo triângulo. Cal­
cule MN, sabendo que o perímetro do trapézio é igual ao
do triângulo AMN.

Traçamos agora a diagonal EG e obtemos o triângulo EJG:


Solução
Desenhamos o triângulo ABC, que, gor ser eqüilátero, tem
ângulos de-60°. Traçamos MN ft BC, sendo x a medida
de MN:

Demonstraremos que o ângulo a, formado pela diagonal


EG com a base EF, é de 45°. Para isso, mostraremos que
EJ e JG são iguais, isto é, que o triângulo EJG é retângulo
isósceles.
Por paralelismo, concluímos que ú = B = 60° e p = De fato, o ângulo j é reto, pois GJ = h é a altura do tra­
- C = 60°. Logo, o triângulo AMN é equilátero e, então, pézio. Lembrando que o enunciado diz que a altura é igual
AM = AN = MN = x:
ã base média do trapézio, escrevemos h = B = JG.
Observando, agora, que EJ = EI + IJ, concluímos que
I Q U A D R ILÁ TE R O S

EJ = x + b = -B ~ b + b = -JL b + 2b B +b

Logo, EJ - JG, pois ambos medem B ^ b . Então, o triân­


gulo EJG é isósceles e retângulo, logo tem os ângulos da ba-
sc iguais a 45°, ou seja,

Scanned by CamScanner
a

Solução
Reta e circunferência tangentes Utilizando a 2? propriedade, podemos afirmar que AM =
= AP = s. Sendo AC = 9, concluímos que CM =9 —x,
e, como AB = 12, resulta que BP = 12 - x.
Uma reta é tangente a uma circunferência quando a
reta e a circunferência têm apenas um ponto comum. 5* x
i\
9 x

f r: reto tangente Ainda pela 2? propriedade, obtemos CM = CN = 9 —


íw : circunferincia
f n w - [T)
- x e BP = BN = 12 - x.

Se a reta e a circunferência têm dois pomos comuns,


dizemos que elas são secantes. + 9 — x = 14 e, portanto, x = 3,5 cm

2 . Mostre que em todo quadrilátero circunscrito a uma cir­


Repare nas seguintes propriedades da tangência entre reta cunferência a soma de dois lados opostos é igual à soma dos
e circunferência: outros dois lados.
1? Propriedade Solução
Se uma reta é tangente a
uma circunferência, então a re­ Seja ABCD o quadrilátero cir­
ta ê perpendicular ao raio da cunscrito e M, N, P e Q os
circunferência no ponto de r lC T quatro pontos de tangência:
tangência. De acordo com a 2Í proprie­
dade, temos: AQ = AM = x,
2 ? Propriedade BM = BN = y, CN = CP =
A partir de um ponto fora de uma circunferência ê possí­ = z e DP = DQ = t.
vel traçar duas retas tangentes à circunferência c os compri­
mentos dos segmentos dessas tangentes são iguais. Portanto: f AB + CD = x + y + z + t
( AD + BC = x + t + y + z

AB + CD = AD + BC
p => P T , PT,

Circunferências tangentes

3? Propriedade Duas circunferências são tangentes quando possuem


Se uma circunferência é tangente a duas retas concorren­ um único ponto comum. Elas podem ser tangentes exte­
tes, então seu centro pertence â bissetriz do ângulo formado riores ou interiores.
por essas duas retas.
| TANGÊNCIAS

Propriedade
1 . No triângulo ABC da figura seguinte, circunscrito â cir­ Quando duas circunferências são tangentes, seus cen­
cunferência, calcule a medida x, sabendo que AB = 12 cm tros c o ponto de tangência estão sempre alinhados (são
BC = 14 cm e AC = 9 cm. os pontos O,, C, e T na figura anterior).
37

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EXERCÍCIO

Duas circunferências são tangentes e seus raios medem


8 cm e 5 cm. Calcule a distância entre os centros das cir­
cunferências.

Solução No primeiro caso, a distância d entre os centros C, e C c


a soma dos raios: d = R, + R, = 8 + 5 = 13 cm. No se­
As circunferências podem ser tangentes exteriores ou inte­ gundo caso, é a diferença entre os raios: d = R, — R =
riores: = 8 - 5 = 3 cm. ’

Este teorema é, talvez, um dos mais imporantes da geo­


metria; dele se deduzem, como consequências, outros teore­ Solução
mas importantes; até mesmo a semelhança de triângulos e
o teorema de Pitágoras, que virão a seguir, estão fundamen­ Pelo teorema de Tales, escrevemos vindo, após
tados no teorema de Tales. Vamos a ele. a simplificação, y = 2 x. ( 7 )
Consideremos um feixe de retas paralelas a, b, c e duas Por outro lado, o enunciado nos diz que MP = 30, ou seja:
retas transversais t, e t,. As paralelas cortam as transversais, x + y = 30. (ÍI)
formando os segmentos AB, BC e MN, NP:
a 1M As equações I e II nos dão: x = 10 cm y = 20 cm

b \ r
53 2 . Na figura seguinte, determinar x.

c - YV 7 ---------- \p

Os segmentos situados sobre as transversais, entre as mes­


mas paralelas, são chamados de segmentos correspondentes.
Assim, na figura anterior, os segmentos correspondentes são-
AB e MN, BC e NJ, AC e MP.
Tales enunciou, então, o seguinte:
Solução
Um feixe de retas paralelas determina, sobre duas re­ Como, pelo enunciado, as retas a, b e c são paralelas, pode­
tas transversais, segmentos correspondentes que são pro­ mos aplicar o teorema de Tales para as transversais APN
porcionais. e BPM: os segmentos correspondentes das transversais são
proporcionais:
AP PN

AB BC
BP PM 15
=> - 77- = — = 10 x = 60 =» x = 6 cm

Ou seja: AC
00 I TEOREMA DE TALES

MN NP MP (Como você percebeu, esse tipo de problema é bem simples;


mas muito cuidado ao construir a proporção do teorema de
Tales: observe que os segmentos de uma mesma transversal
ficam todos nos numeradores ou iodos nos denominadores
das frações.)
EXERCÍCIO 3 . Provar 0 teorema da bissetriz interna: “Em todo triân­
gulo, a bissetriz de um ângulo interno divide o lado oposto
CO |

1 . Determine x e y na figura seguinte, sabendo que a H a esse ângulo em segmentos proporcionais aos lados adja­
// b H c e que MP = 30 cm. centes ao ângulo" (ver figura seguinte).

Scanned by CamScanner
Da mesma forma, temos у = a, pois ÃD é transversal de
BS e CD:
AS CS
AB 'C B

V =a

Solução
A demonstração depende de um “truque”; pelo vértice C
do triângulo, traçamos a reta r, paralela à bissetriz BS, e mar­ Como x = â e y = â, a conclusão é que x = y e, então,
camos em r o ponto D, intersecção de r com o prolongamento o triângulo BCD é isósceles. Logo: BC = BD.
de ÃB: Agora, trace também pelo vértice A a reta s //r e, portanto,
paralela a BS. Repare como entra aqui o teorema dc Tales:

Forma-se, assim, o triângulo BCD, com os ângulos x e y ,


Vamos provar que esse triângulo é isósceles.
Repare que BS H CD e BC é transversal; logo, x = a, pois
Temos um feixe de retas paralelas s Ц t Ц r, com as tnrns-
são alternos internos:
AS SC
versais AC e AD. Então: e, como BC = BD,
AB BD

resulta AS SC . _AS
_ _ CS
AB BC AB СВ*

gulos internos também diminuiria, o que é absurdo, pois em


qualquer triângulo essa soma é 180°.
Conclusão: em dois triângulos semelhantes, os ângulos
SEMELHANÇA DE correspondentes são iguais, mas os lados mudam de tama­
nho: ou todos diminuem, ou todos aumentam, mas, cuida­
TRIÂNGULOS do, sempre proporcionalmente.
Levando tudo isso em conta, colocamos a seguinte de­
finição:
Suponhamos um triângulo ABC, como na figura seguinte:
A
Dois triângulos são semelhantes se um deles tem dois
ângulos respectivamente iguais a dois ângulos do outro
3 cm 4 cm triângulo.

Para indicar que um triângulo ABC é semelhante a um


cm triângulo MNP, usamos a notação ДАВС - ДЛШР.
Suponhamos, agora, que foi tirada uma cópia reduzida do A definição dada pode ser visualizada na figura seguinte:
СО I SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

triângulo. Temos, então, uma cópia como a seguinte: A


Evidenicmcntc, a cópia não M
é igual ao original, pois é me­
nor; ela “parece” com o origi­
nal, tem o mesmo “jeito” do
original. Em geometria, dize­ 3 cm
mos que a cópia é semelhante
ao original.
Como é uma cópia reduzida, todas as dimensões do triân­
gulo ficaram menores (repare que cada lado ficou duas ve­ Pergunta: os dois ângulos que “sobraram”, na figura an­
zes menor). Será que todos os elementos do triângulo fica­ terior, são também iguais? A resposta é sim, pois em ambos
ram menores? Não! Seus ângulos não podem diminuir. Ve­ os triângulos a soma dos três ângulos é 180°.
CD 1

ja por que: no triângulo ABC, temos a + b + c = 180°; Agora, você já sabe reconhecer quando dois triângulos
se tudo diminuísse no triângulo MNP, a soma de seus ân- são semelhantes: comparando seus ângulos.

Scanned by CamScanner
Guarde, agora, o seguinte:
M
Se dois triângulos são semelhantes, então os lados de
um deles são respectivamente proporcionais aos corres­ C N
pondentes lados do outro.
Por serem semelhantes, seus ângulos correspondentes são
iguais, o que implica C = P = a. Além disso, seus lados
correspondentes são proporcionais, ou seja:
AB BC AC = k
MN NP MP

Tracemos agora as alturas h, e h,, relativas aos lados BC


e NP, respectivamente:
M

O número k, que representa o valor de qualquer uma das


frações da proporção, chama-se Tazão de semelhança.
C N

EXERCÍCIO
Calcular as medidas x e y na figura seguinte: Formam-se assim os triângulos AHC e MJP, que tam­
bém são semelhantes, pois ambos possuem um ângulo reto
(H = j = 90°) e ambos possuem um ângulo a (C = P =
ct); logo, seus lados correspondentes são proporcionais:
AH AC HC
MJ MP JP
Lembrando que -AC
^ j - = k, da proporção anterior, c que

Solução hL
AH = h, e M] = h3, resulta, finalmcnte: =k
h.
Como ambos os triângulos possuem um ângulo a e um ân­
gulo p, podemos garantir que eles são semelhantes. Seus la­
Por um procedimento análogo, este resultado pode ser
dos correspondentes são, então, proporcionais, ou seja:
generalizado para outros elementos do triângulo.
x _ 12 10 JL _ J2_ _ 2 f 3x == 18 Temos então:
9 ' y 15 9 " y 3 U y = 36
fx =6 Se dois triângulos são semelhantes, com razão de se­
- l y -1 2 melhança Igual a k, então:
• lados correspondentes são proporcionais (com razao k)
• alturas correspondentes são proporcionais (com ra­
OBSERVAÇÃO Lados correspondentes são os lados zão k);
opostos ao mesmo ângulo.
Assim: • bissetrizes correspondentes são proporcionais (com
razão k);
lados opostos ao ângulo a: 12 e y
lados opostos ao ângulo p: 10 e 15 • medianas correspondentes são proporcionais (com
lados opostos ao ângulo sem nome: x e 9 razão k);
• perímetros são proporcionais (com razão k);
O I SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

Resumindo: se dois triângulos são semelhantes, ent;


Propriedades quaisquer dois segmentos correspondentes são proporciom
a dois lados correspondentes.
1! Propriedade
Se dois triângulos são semelhantes, com razão de se­ OBSERVAÇÃO Sc dois triângulos são semelhantes, com
melhança igual a k, então a razão entre as alturas corres­ razão de semelhança k, então a razão entre suas áreas é k1.
pondentes também é k.

2* Propriedade
Em todo triângulo, um segmento paralelo a um d
ados e que intercepta os outros dois determina um no
Veja por que, a seguir.
I

triângulo semelhante ao primeiro.


Sejam ABC e MNP dois triângulos semelhantes:

Scanned by CamScanner
_Seja ЛВС o triângulo е MN о segmento paralelo ao lado Repare que AVDC -
BC: A VAB, pois D = Ä c C = B
(ângulos correspondentes). Lo­
go, alturas e lados correspon­
dentes-são proporcionais:
altura de VDC _
altura de VAB
_ base de VDC
base de VAB
Como MN é paralelo a BC, temos M = Ê e N = C, pois h _ _8 _
são ângulos correspondemos. Portanto, os triângulos AMN h + 15 20
e ЛВС são semelhantes, o que implica:
20 h = 8 h + 120 12b =
ЛМ MN AN
AB BC AC 120 r _h = 10 cm
2 . Num triângulo ABC, temos BC a 16 cm. Divide-se o
V. Propriedade lado AB em 4 partes iguais, usando 3 pomos; seja M o pri­
Pm todo triângulo, o segmento que une os pontos mé­ meiro desses pomos, contado a partir de B.
dios de dois lados é paralelo ao terceiro lado e igual à sua Seja N um ponto de AC de modo que MN II BC. Calcule
metade. o comprimento do segmento MN.
Solução

Como MN //BC, concluímos que iA M N - AABC.


AM MN AN
Vamos admitir que MN é paralelo a BC. Vejamos então Emä0: AB BC AC
por que MN é a metade de BC. Sendo MN H BC, conclui- Sabemos que AM = AB, MN s e BC = 16 cm.
mosqucAAMN ~ A ABC e, então: MN AN
AB BC AC Substituindo nas duas primeiras razões da proporção, resulta:
1
JL ,\i í ----------------
Como AM = AB, pois M é pomo médio de AB, X X
X = 12 cm
16 16
temos:
3 . Prove que. num trapézio, a base média é igual à somi-
\ pá soma das bases.
MN MN
MN = у BC
0 BC BC Solução
Seja EFGH o trapézio, de ba­
ses maior e menor B e b, res- B* ь
pectivameme. Seja bma medi­ ~T~
EXERCÍCIOS da da base média. Vamos pro-
§ SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

1 • Dado o trapézio ABCD, de bases 20 cm c 8 cm c altura


15 cm, calcular a altura do triângulo limitado pela base me­
nor e o prolongamento dos lados não paralelos. Traçamos EG, obtendo assim os triângulos EHG e GEF:

Solução Como M e N são^os pomos


Desenhamos o trapézio ABCD e o triângulo VCD, determi­ médios dos lados HE e GF,
nado pelos prolongamentos dos lados não paralelos: respectivamente, concluímos,
. M P + PN
pelo teorema de Tales, que P m
D C é o ponto médio de GE; então,
no triângulo EHG, temos
MP = = -5 - >P°is 0
20 segmento que une os pontos médios de dois lados de um

Scanned by CamScanner
triângulo é igual à metade do terceiro lado. Analogamente Solução
PN = j - EF = -§-. Vamos fazer "aparecer” triângulos semelhantes na figura da­
Finalmente, como bm = MN = MP + PN, resulta: da; para isso, a partir do vértice C, traçamos uma paralela
b . B _ b +B ao lado DA, cortando o trapézio cm paralelogramos e
bm=T T " “ T^- triângulos:

4 . Calcule x e y, na figura seguinte:

Como CDMP e MPQA são paralelogramos (lados opostos


paralelos), concluímos que MP = AQ = DC = 18 cm; co­
Solução mo AB = 42 cm e AQ = 18 cm, obtemos QB = 24 cm.
Observe agora que os triângulos CPN e CQB são semclhan-
Na figura, temos três triângulos: ADC, DBC e ABC. Ob­
serve que todos cies têm um ângulo de medida a. Por outro tes, pois PN II QB. Então: -£r = - 12
Jf x = 18 cm.
24 lo
lado, o ângulo de vértice A, que passamos a chamar de p,
é comum a dois triângulos: ADC e ABC. Então, como am­
bos os triângulos tém um ângulo de medida a e outro de Portanto: MN = 18 + x = 36 cm
medida P, podemos garantir que eles são semelhantes:

Propriedade do baricentro de um triângulo

Como aplicação da semelhança de triângulos, obtemos a im­


portante propriedade:
A *
27 + v O baricentro de um triângulo divide cada mediana na
Logo, seus lados correspondentes são proporcionais, o que razão de 2 para 1, a partir de cada vértice.
27 + y = x _ 16 _ _4_
nos dá:
x = 27 ~ 12 3 '
Inicialmente, é bom lembrar que baricentro é o ponto de
De - = — resulta x = 36 . Substituindo em encontro das medianas de um triângulo e que mediana é o
27
segmento que une um vértice ao ponto médio do lado oposto.
27 + y 4 , 27 + y — 4 e, então, y = 21
- - = — , obtemos —— = —
x 3 36 3
Voltamos a insistir: como achar os lados correspondentes dos
triângulos semelhantes? Oriente-se pelos ângulos: ambos os
triângulos tem um ângulo a , um ângulo p e um sem nome.
Faça, então, o seguinte:
lados opostos a a : x c 27
[lados opostos a p : 16 e 12
lados opostos ao ângulo sem nome: 27 + y e x.
M I SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

Agora é só escrever a proporção usada na resolução. Temos, então: AG = 2 • GP


BG = 2 - GN
5 .Sendo ABCD um trapézio e MN IIÃB, calcule o com­ CG = 2 • GM
primento de MN na figura, sabendo que todas as medidas
Vamos provar a propriedade para as medianas MC e
são em cm: NB. Para isso, unimos os pontos M c N, obtendo o segmen­
to MN, que é paralelo ao lado BC e igual à metade de BC:

42

Scanned by CamScanner
Obtemos os triângulos _GMN c GBC, que são semelhan­ EXERCÍCIO
tes, pois M = C e B = N (ângulos alternos internos). Os Num triângulo equilátero, a altura mede 12 cm. Calcule o
lados correspondentes desses triângulos são proporcionais, raio da circunferência circunscrita ao triângulo.
ou seja: ------ ----------jjõ" *Lomo c igual â metade Solução
Seja ABC o triângulo equilá­ A
de BC, segue-se que: tero e R o raio da circunferên­

CG
= -§£■ =
dLt
4l
=» GC = 2 ■MG e BG = 2 • NG.
-
cia circunscrita. Como o triân­
gulo é equilátero, a altura coin­
Da mesma maneira, provaríamos que AG = 2 • PG, na cide com a mediana AM e o
figura seguinte; ou seja, o baricentro G divide a mediana centro da circunferência cir­
AP também em dois segmentos na proporção dc_2 para 1, cunscrita é o baricentro G do
a partir do vértice A, isto é, AG ê o dobro de PG. triângulo:
Como o baricentro divide a mediana na razão de 2 para
■ ■ AG 2
A
' GM I
1, a partir do vértice, temos: -~-x, = — c, portanto:

AG =2 ■GM.
Como AM=AG+GM = 12, obtemos 2 ■GM +GM "12,
ou 3 ■GM = 12, o que nos dá GM = 4 cm e, então,
AG = R = 8 cm I.

TRIÂNGULOS
RETÂNGULOS
Temos, então:
a) AABC — AABH, pois ambos têm um ângulo reto e
um ângulo J3 no vértice B. Então, os lados correspondentes
Relações métricas são proporcionais, ou seja:
Os elementos de um triângulo retângulo estão relaciona­ JL = — = JL Desta proporção resulta:
dos através de fórmulas muito importantes, entre as quais b a c
o teorema de Pitágoras. Dedique a máxima atenção a esse
assunto, pois ele é fundamental. a-h = b-c r = a-n
Considere um triângulo retângulo ABC, de catetos AC
= b, AB = c e hipotenusa BC = a. Traçamos a altura AH
= h, relativa à hipotenusa. O ponto H divide a hipotenusa
nos segmentos BH e CH, de medidas n e m, respectivamen­
te; esses segmentos sâo chamados de projeções dos catetos
sobre a hipotenusa.
A A

b) AABC - AAHC, pois ambos têm um ângulo reto


e um ângulo â no vértice C.
I TRIÂNGULOS RETÂNGULOS

C 8 / " ,3—
1 H
!-------- —
, as seguintes fórmulas:

c 2 = a*n
II
zr

3
3

/ 1 'y y Então, m = £o - -nr . q « nos dá: b2 = a * m


/ ' b

Para a demonstração, sepa­ C/ '


ramos o triângulo ABC nos k - c) AAHB - AAHC, pois ambos têm um ângulo
^

triângulos AHB e AHC:

Scanned by CamScanner
n
reto e um ângulo a. Então, -g- ——, resultando: EXERCÍCIOS
h m
h3 m•n
1 . Calcule a altura h do triân­
gulo retângulo da figura ao
lado:
Solução
Primeiramente, calculamos a
medida a da hipotenusa, usan­
do o teorema de Pitágoras:
Teorema de Pitágoras a1 = 91 + 12! => aJ =
= 81 + 144 =» a 1 = 225 =
O teorema de Pitágoras é o mais “popular” da geometria:
a = 15
Em todo triângulo retângulo, o quadrado da hipote­
nusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. Agora, para obtermos a medida h da altura, usamos a relação:
h =b
a2 = b2 + c2
15 ■ h = 12 ■ 9 => 15 ■ h = 108
2 . (E.E. MAUÁ - SP) Cal­
cule o perímetro do triângulo
A demonstração do teorema de Pitágoras pode ser feita ABC da figura:
da seguinte maneira: Solução
1 4 4 /1 3 .
b 2 ■=a ■ m Para obter o perímetro, preci­
*» c “ a • n samos das medidas dos 3 lados
do triângulo; por isso, chama­
mos de c e a as medidas do ca-
teto AB e da hipotenusa BC,
respectivamente:
Somando as duas igualdades, membro a membro, resul­
ta b1 + c1 = a ■m + a * n = a ■(m + n) e, como m + Na figura, temos: b = 12 em =
+ n = a (veja a figura), segue-se que b1 + c1 = a * a = a1.
Essa é a expressão do teorema de Pitágoras: 144
b1 m 121 =a
13
a3 = b1 + c3 (hipotenusa)1 = (cateto)1 + (cateio)1
13 - 144 • 144 » a = 13
Aplicações Agora, usando o teorema de Pitágoras, obtemos a medida c:
• Diagonal do quadrado
a1 = b1 + c3 => 131 = 121 + c 3 »
Se um quadrado tem lado f, sua diagonal vale (V2.
=» 169 = 144 + c 1 =» 25 = c 3 c = 5

<!*>/3~ Portanto, o perímetro do tri -


ângulo ABC é:
p = a + b + c=5 p =
= 1 3 +1 2 + 5
Vcja por que: no triângulo ABD, retângulo em A, temos:
(BD)3 =(AB)3 + (AD)1 = d3=f 3 + f3=2f1 => № = № = 3 . Calcule a altura h do tri- 13
A I TRIÂNGULOS RETÂNGULOS

=> d =f\/2 . ângulo da figura ao lado.


• Altura do triângulo cqüilátero Solução
Se um triângulo cqüilátero tem lado f, sua altura vale
fV3 Antes de mais nada, consideremos que a relação ah = bc
2 não se aplica a este problema, pois o triângulo dado não é
No triângulo AHB:(AB)' = (AH)1 + (HB)1 = f 1 = retângulo,
O segmento da altura divide a base em dois segmentos cujas
medidas chamamos de m e 21 - m.
v Temos agora dois triângulos /
f3 r 3f3 20
4 4 r. / n \ r retângulos, nos quais aplicare- 13 / h
_ (V3 mos o teorema de Pitágoras. /
=* h ~ 0 ' U M -M / m f7 n 21 -m

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Agora, pelo teorema de Pitágoras, no triângulo sombreado,
133 = m3 + h3, ou seja, m3 + h3 = 169 © temos: h3 + 31 = 53, resultando então: h = 4 cm

No outro triângulo, obtemos: ©


203 = (21 — m)1 + h1 =>400 = 441 — 42m + n 7 T h ‘ ' circunferências têm o mesmo
raio e quatro delas são tangen­
» 400 = 441 - 4 2 m + 169 m tes aos lados do quadrado e
tangentes à quinta circunferên­
Voltando â equaçao (7), temos: 53 + h3 = 169 cia. Calcule o raio delas.
t
=> h3 = 144 h = 12
Solução
4 . Calcular a altura de um trapézio isóscclcs com lados de Inícialmcnte, concluímos que a diagonal AB do quadrado
medidas 10 cm, 5 cm, 16 cm e 5 cm. mede I0i/2 cm. Se AB = 10V2, então OB = = 5^2 cm.
Solução M B
Seja ABCD o trapézio do enunciado: Observe agora que o segmen­
to OB_é a soma de OP = 2r
io „ com PB, que passamos a cal­
cular. PMBN ê um quadrado PB - r .V T
de lado r; sua diagonal é PB =
_bc- = rV2 .
16
A partir dos pontos A e B traçamos as perpendiculares ã ba­ Temos então:
se CD:
OB = OP + PB
10
5V2 = 2 r + rv2
5i/2 = r • (2 + i/2)
_ 1 0 ----- ^ 3^ 5V2 5i/2 • (2 V2 )
2 -+ V2 (2 + - (2 - V2 )
Repare que se formam dois triângulos retângulos de hipote­
nusa 5 cm e catetos h e m. Como m + !0 + m = 16, seguc-sc r = 5 - (V2 - 1) cm .
que m = 3 cm

Podemos dizer que:

Um polígono regular é inscrito numa circunferência


POLÍGONOS REGULARES quando todos os seus vértices pertencem a essa circunfe­
rência.
INSCRITOS
Em todo polígono regular, 0 segmento que une o centro
do poligono ao ponto médio de qualquer um dos lados é per­
Inicialmente, lembre-se de que um polígono é regular pendicular a esse lado e chama-se apátema do polígono -P* I POLÍGONOS REGULARES INSCRITOS
quando tem todos os lados iguais e todos os ângulos inter­ regular.
nos iguais.
Obtemos um polígono regular inscrito dividindo uma cir­
cunferência em partes iguais e unindo os pomos de divisão
consecutivamente com segmentos de retas. Por exemplo, na
figura seguinte temos um octógono regular inscrito:

Relações métricas nos polígonos


regulares inscritos
Estudaremos agora as relações entre 0 lado, 0 apótema
c o raio da circunferência circunscrita de alguns polígonos
regulares.

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Triângulo equilátero y»h 0
lí - V 3

Repare que no triângulo eqüilátero OAB 0 lado AB vale
inscrito Já demonstramos f e os lados OA c OB são iguais ao raio da circunferência
duas propriedades: circunscrita. Como o triângulo é equilátero, os três lados são
• A altura h de um triân­ \e iguais. Então:
V
gulo equilátero de lado f é h \ O lado do hexágono regular inscrito é igual ao raio da
N i circunferência na qual ele está inscrito.
□_____ A
igual a 2 ■
f=R
• O centro 0 da circunferên­
cia circunscrita (circuncentro)
coincide com o baricentro e 0
onocentro do triângulo. Como Quanto ao apótema, vemos
0 baricentro divide a mediana que ele é a altura do triângulo
eqüilátero OAB; portanto: r / \ r

/ °
R • V3
a =
q V
1) AO = raio da circunferência circunscrita = R __ — B

AO = R => R = y2 hu = 3R
h- — EXERCÍCIOS

2) OM = a = apótema do triângulo
1 . Um hexágono regular de lado 10 cm está inscrito numa
n u =—
AO = R circunferência de raio R. Determine 0 perímetro do quadra­
OM a =T do inscrito na mesma circunferência.
10 f -/í Solução
3) Como h = —— e h = ^ ., obtemos —^

= => f V3 = 3R =
Quadrado inscrito A fi­
gura representa um quadrado
de lado f, apótema a, inscrito
numa circunferência de raio R:
Como a ; diagonais do qua­
drado são pi ipendiculares, 0 Como o lado do hexágono regular é igual ao raio da circun­
triângulo OAB é retângulo e,
entâr, pelo teorema de Pitágo- ferência na qual ele está inscrito, temos que R = 10 cm
ras, temos:
Agora, pensando no quadrado inscrito, sabemos que seu la­
R* + R2 = 2RJ f = R <2 do f é f = R V 2 =íf = 10 V2 cm; logo, o perímetro do qua­
Q'i~nto ao apótepia, veja a figura seguinte:
drado é: p = 4f = 40 /2 cm

2 . O apótema de um triângu­
lo eqüilátero inscrito numa cir­
cunferência de raio R mede
O ) I POLÍGONOS REGULARES INSCRITOS

4 cm; determine a medida do


lado desse triângulo.

Solução

Hexágono regular inscrito Num hexágono regular de Como 0 apótema do triângulo eqüilátero é a metade do raio
ijü ot'c apótema a, unindo 0 centro O a cada um dos vérti­ da circunferência na qual ele está inscrito, concluímos que
ces. obtemos seis triângulos equiláteros: R = 2 • a => R = 8 cm; sabendo que o lado f do triângu­
lo eqüilátero é f = R • V3, concluímos que:

t - 8 V3 cm .

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Triângulo
b * h

Vejamos como se calculam as áreas das principais figu­


ras geométricas planas. A área do triângulo é igual ao semiproduto da base pela
altura.
Triângulo eqüilátero
Se um triângulo eqüilátero tem lado f, sabemos que sua
, . fi /3 n , , base x altura ,
A = b ■h altura e —^—. Como sua area vale--------^--------'»tem°s

f /V3
ou í 1 V3
A=
A área do retângulo c igual ao produto da base pela altura.

Quadrado
Círculo
A = t ■ fi = í? a =■ JTR

A área do circulo é igual ao


produto do número ti pelo
quadrado do raio.
O número j; é irracional e vale 3,14159... Costuma-se
A área do quadrado é igual ao quadrado do lado. deixá-lo indicado nos cálculos sem substituir seu valor apro­
ximado.
Paralelogramo O comprimento C, da cir­
cunferência que determina o
círculo, é calculado pela ex- r . " ,i c s 2jtr
pressão:

A área do paralelogramo é igual ao produto da base pela


Coroa circular
respectiva altura. É a figura situada entre
duas circunferências de mesmo
Losango centro:
A área da coroa circular é
igual à área do círculo maior
D •d menos a área do círculo
menor.
I ÁREAS DAS FIGURAS PLANAS

A«,™ = ir R1 - ;t r1 = n (R1 - í 1;

A área do losango ê igual â metade do produto de suas


diagonais.
Setor circular
Trapézio
É a parte do círculo limi­
IB +b) • h tada por dois raios e um arco:
Chamando dedo ângulo formado pelos raios e medindo
esse ângulo em graus, a área do setor é:

tt R* q
^sclor
Vl ■

A área do trapézio é igual ao semiproduto da soma de 360


suas bases pela altura.

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Observe que 72° é um quinto de 360°; a partir disto, con­
EXERCÍCIOS cluímos que o setor de 72° é um quinto do círculo que o
contém c, portanto, a área do setor é a quinta parte da área
1. Calcule a área do hexágono regular de lado f. do círculo:

Solução 3i R1 10 J
= 2 0 jt cm1
Consideremos um hexágono regular c unamos seu centro aos
vértices:
3 . Mostre que a área de qualquer triângulo é igual ao pro­
duto de seu semiperímetro pelo raio da circunferência
inscrita.

Solução
O hexágono fica decomposto em seis triângulos equiláteros, Vamos provar que A = p • r,
pois o hexágono é regular. A área do hexágono é, então, a onde A é a área do triângulo,
soma das áreas dos seis triângulos: a + b + c , o semiperi­
p = -------------e ■ . => A = p ■r

*hcx. Aff
metro e r c o raio da circunfe­
rência inscrita. A prova c sim­
Como a área do triângulo equilátero de lado f é - ^ , obte- ples, acompanhe: traçamos os
três raios nos pontos de tan-
gência e ligamos o centro da
3PV3 circunferência inscrita com os vértices.
mos Ahcï = 6 x 4 ou Ah« =

2 . Calcule a área do setor circular da figura:

O triângulo original fica decomposto em outros três. Em


cada um deles, a base é um dos lados (a, b, c) c a altura é
o raio r, pois o raio é perpendicular ao lado no ponto dc tan-
Solução
gência. Seguc-se que a área do triângulo original é a soma
Utilizando-se a fórmula da das áreas dos triângulos menores, ou seja,
área do setor, fica fácil. Como A„,0[ = n^ q e, a = 72° — + -L u . + JL _r_ _ (a + b + c) ~r
A =
2
e R = 10 cm, obtemos A5tIOf = — ^ ' '2 = 20n cmJ.
- a +b+c
A =p
Agora, repare como você pode resolver o problema, sem ter
que decorar a fórmula da área do setor.
i ÁREAS DAS FIGURAS PLANAS

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Vamos introduzir agora um dos conceitos mais impor­
tantes de toda a matemática: o conceito de relação entre dois OBSERVAÇÃO O 1° elemento do par ordenado é
conjuntos. A partir daí, construiremos a definição de fun­ sempre representado no eixo Ox e o 2 ®, no eixo Oy.
ção de um conjunto em outro; este último conceito é sim­
plesmente a viga mestra de toda a chamada matemática
moderna. EXERCÍCIOS
Pares ordenados 1. Representar no plano cartesiano os seguintes pontos:
Dados dois elementos a e b formamos um novo elemen­ A (2; 2); B ( - 1; I); C ( - 2 ; -2 ); D <1; -2 ).
to indicado por (a; b) e denominado par ordenado, cujo pri­
Solução
meiro elemento é a e o segundo elemento é b. Impomos a 2 ............ «• A
1
seguinte condição de igualdade entre pares ordenados: B»--- 1 •
1
-2 ; •
(a; b) = (c; d) o a = c e b = d ; - 1 0
1 . 1
Com a definição de igualdade acima, temos, por exemplo: i i
1 1
( Ui 2 ) (2 ; 1); O --------- --■•D
-2
(2; 3) = (x; y) «=> x =2 e y = 3;
(, (x; 1) = (0 ; y) » x =0 e y = 1. 2 . Representar no plano cartesiano os seguintes pontos:
A (li 0 ); B ( - 3 ; 0 ).
EXERCÍCIO iv
Solução | RELAÇÕES BINÁRIAS/PARES ORDENADOS
Determinar os valores de a e b, de modo que os pares Os pomos que possuem
ordenados (2x + 1; 3) e (4x — y; y) sejam iguais. ordenada y = 0 estão no ei- b
xo Ox. — t- X
Solução -3
Pela definição de igualdade de pares ordenados, temos:
f 2x + 1 = 4x — y f 2 x + l = 4x - 3 => 3 . Representar no plano cartesiano os seguintes pontos:
l 3 =y =^ [ = - 2 x = - 4 = x= 2 A (0; 2); B (0; -3). IV

x =2ey =3 Solução 2 A
Os pontos que possuem
Representação gráfica: a representação gráfica de um abscissa x = 0 estão no eixo
par ordenado c um ponto pertencente a um plano (chamado Oy. o X
plano cartesiano).
Exemplo -3 B
O par ordenado ( 1; 2) c representado pelo ponto A da
^

figura seguinte; indica-se: A(l; 2).

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Produto cartesiano de conjunto y se, e somente se, x dividir y” .
Com a sentença acima e com os conjuntos dados, temos:
Se A e B são conjuntos não vazios, o produto cartesiano 2 associa-se com 6 e 8 , pois 2 divide 6 c 8 ;
de A por B é o conjunto de todos os pares ordenados com 2 não se associa com 9, pois 2 não divide 9]
primeiro elemento em A e segundo elemento em B. Indica­ 3 associa-se com 6 c 9, pois 3 divide 6 e 9;
se o produto cartesiano de A por B por A X B. * 3 não se associa com 8 , pois 3 não divide 8 ;
4 associa-se com 8 , pois 4 divide 8 ;
A X B = [(a, b) | a E A e b E B| 4 não se associa com 6 nem com 9, pois 4 não divide 6
jtem 9.
Se A ou B é vazio, coloca-se A X B = 0 , Obtemos assim uma relação ou correspondência do con­
Exemplos junto A no conjunto B. O diagrama seguinte ajuda você a
visualizar a relação obtida: as flechas indicam elementos dc
l . S c A = [2, 3, 4) eB = jl, A que sc associam com elementos dc B.
2], o produto cartesiano de A
, 1 I por B é:
— f-t-t A X B = j(2, 1),(2, 2), (3, 1),
2 3 4 (3, 2), (4, 1), (4, 2)!
A X B
O produto cartesiano de B por A é:
V B X A = ((I, 2), ( 1, 3), (1, 4),
- f - f E A associa-se com y E B <=>x divide y
3 (2, 2), (2, 3), (2, 4)! A relação obtida é representada pelo conjunto:
2 - - i- f B X A R = ((x, y) E A X B x divide yj, isto é:
1 1
1
1 1

Note que A X B ^ B X A; R = [(2 , 6 ), (2, 8 ), (3, 6 ), (3, 9), (4, 8)}
• 1 se A ?£ B, A * 0 , B pi 0 ,
1 2 B
.v
9
G rá fic o cartesiano de R
8
* ! »
2 . Sendo A = x E R / 1 sj 6 j-
x ^ 2 i c B = j x E IR / 1 s:
x ^ 4|, o produto cartesiano
AXB de A por B terá como repre­
sentação gráfica o conjunto de 2 34 x
pontos do retângulo a esquer­
1 2 da: 2 . No conjunto A = 10, I, 2, 3| formemos uma relação R
A associando um elemento x E A com um elemento y € A
V 3 . Com os mesmos conjun­ se, e somente se, x < y.
tos A e B do exercício anterior Os elementos da relação R são, então, todos os pares or­
2 . denados de A X A, nos quais o primeiro elemento ê menor
A ililS B * a a representação gráfica de
B X A como ao lado : que o segundo.
o I RELAÇÕES BINÁRIAS/PRODUTO CARTESIANO DE CONJUNTOS

1 1 1
1 1
Logo: R = [{Oi J), (0; 2), (0; 3),(1; 2), (U 3), (2; 3)!
1 B 4 X V
A 4 . O produto caitesiano de A
3 - -• - « por A é indicado por A1. Para - rI — t
I
-.# .1 . A X A = A2 o conjunto A = [1, 2, 3|, te­ " f — ■1
2] mos A1 = A X A = [(1, 1),
1-
- f H • A (1, 2), (1, 3), (2, 1), (2, 2),
7 2 3 (2, 3), (3, 1), (3, 2), (3, 3)1.

G rá fic o cartesiano
OBSERVAÇÃO O produto cartesiano de R por IR _ de R
indicamos por IR1. Isto é: IRX IR = IR1. x E A associa-se com y E A <=> x < y
Definição de relação: sendo A e B conjuntos quaisquer,
Relações uma relação R, de A em B, é qualquer subconjunto do
Se A e B são dois conjuntos quaisquer, podemos relacio­ produto cartesiano A X B .
nar ou associar elementos dc A com elementos de B de algu­
ma maneira, â nossa escolha. Quando fazemos isso, dizemos
que fica estabelecida uma relação binária entre os conjuntos R é uma relação de A cm B <=> R C (A X B)
A e B. Vejamos alguns exemplos preliminares:
1* Dados os conjuntos A = (2, 3, 4| c B = 6 , 8 , 9;, pode­ Exemplo
mos associar um elemento qualquer x de A com elementos O produto cartesiano de A = [0, I, 2j por B = [3, 4j é
y de B através, por exemplo, da sentença: “x se associa com A X B - |(0; 3), (0; 4), (1; 3), (1; 4), (2; 3), (2j4)J. Algumas

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relações de A cm B são: Solução
' R = ({0; 3), (0 ; 4), ( 1; 4)); Os pares ordenados (x, y), com j E A , y € B c tais que
S = |(0; 3), (1; 3), (2; 3); x + y = 3, são: ( —1; 4), (0; 3), (1; 2) e (2; 1).
T = í(l; 3), (I; 4), (2; 3), (2; 4)). Portanto:
R = !( - I; 4), (0; 3), (lj 2), (2; 1)).
EXERCÍCIO
Enumerar os pares ordenados, representar por diagrama
de flechas e construir o gráfico cartesiano da relação R de
A em B, definida por:
R = j(x, y) G A X B I i + y - 3j.
Dados:
A = ( - 1 , 0, I, 2] e B = 11,2,3, 4|.

nhum elemento de B; o que também contradiz a definição


de função. Logo h, larabém, não é função de A em B.
• na relação f, não existe elemento de A que não esteja asso­
ciado a algum elemento de B, e mais ainda cada elemento
ESTUDO DA FUNÇÃO de A está associado com um único elemento de B. Portanto,
a relação f é uma função de A em B.

Conclusão: Para uma relação de um conjunto A em


um conjunto B ser uma função de A em B: “Todo ele­
Conceito mento de A deve mandar flecha a algum elemento de B
e cada elemento de A deve mandar uma única flecha pa­
Sejam dois conjuntos A e B e seja f uma relação de ra algum elemento de B."
A em B.
Diz-se que f é uma função (ou aplicação) de A em B EXERCÍCIO
se, e somente se, para lodo elemento s £ A existir um Quais dos diagramas das flechas abaixo representam re­
único elemento y G B, tal que (x; y) G f. lações que são funções?

Acompanhe os exemplos seguintes para entender melhor


o conceito de função.
Considere os conjuntos A = 11, 2 , 3] e B = j4, 5, 6j e
as relações g, h e f, de A em B, dadas por:
g = 1(1; 4), ( 1; 5), (2; 5), (3; 6)|;
h = 10; 5), (2 ; 6 )j;
f = 1(1; 4), (2; 5), (3; 6)1.

I ESTUDO DA FUNÇÃO/CONCEITO

Solução
a) A relação é função de A em B. “Todos os elementos
de A mandam flechas e cada elemento manda uma única fle­
cha." Não importa que o zero e o 1 mandem flechas para
o mesmo elemento ( - 1 ) e que o 2 e o 3 mandem flechas
para o mesmo elemento (zero).
b) A relação não é função de A em B, pois o elemento
2 G A está mandando duas flechas.
c) A relação não é função de A em A, pois o elemento
Observe, então, que: 3 G A não está mandando flecha.
* na relação g, o elemento 1 G A associa-se com dois ele­ d) A relação é função de A em A pois todos os elemen­
mentos distintos de B (o 4 e o 5 ); isto contraria a definição tos estão mandando flecha e cada um está mandando uma
de função. Portanto, g não é uma função de A em B. única flecha (o 1 manda para o 2 ; o 2 manda para o 3 ; o 3
• na relação h, o elemento 3 G A não se associa com ne­ manda para o 1). 51

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Domínio de uma função finitos pares ordenados que irão satisfazer a função c o grá­
fico que melhor irá representar tal função é o seguinte:

Se f é uma função de A em B, o conjunto de partida A


passa a ser chamado de domínio da função f c o conjunto
B, contradomínio de f.

A = D(f) = domínio de f
B = C.D.(f) = contradomínio de f.
EXERCÍCIOS

Se x é um elemento qualquer de A, o único elemento y 1 . Seja f : R ■ IR, definida por f(x) = x 3 - 3x + 2.


de B que se associa com x é indicado por y = f(x) (Leia: y Calcular:
igual a f de x).
Para indicar uma função f, de A em B, usamos as notações: a) f(0 ); c) f(\'2 ); e) f(l + V2 ).

f : A - B ou A X B b) f(-1 ); d) r (+ ) i
Solução
Exemplos f(x) = x1 — 3x + 2 nos dá:
1. A função f : A - » B, que associa a cada x ê A, o quadra­ a) f(0) = 0! - 3 - 0 + 2 = 2;
do de x é indicada por f(x) = x3. Tomando por exemplo, b) f(—1) = ( - 1 )3 - 3 • ( - 1 ) + 2 = 1 + 3 + 2 = 6 }
A = !0, 1, 2| e B = 0, 1, 2, 3, 4!, temos que: c) f(N^2) = (V2Y —3 - V2 + 2 = 2 — 3V2 + 2 = 4 — 3^2;
A imagem de 0 pela função f é 1(0) = O3 = 0 (basta subs­ d)
tituir x por 0 na expressão fix) = x3);
A imagem de 1 pela função f ê f(l) = l 3 = 1; 1 - 6 +8
A imagem de 2 pela função f é f{2) = 23 = 4. 4 ’
Essa função de A em B pode ser representada das seguin­ e) f(l + ^2) = (1 + V2)3 - 3 • (1 + \'2) + 2 =
tes maneiras: = 1 + 2V2 + 2 - 3 - 3t/2 + 2 = 2 - \f2.
2 . Os valores de x para os quais f(x) = 0 chamam-se raízes
ou zeros da função f. Determinar as raizes da função do exer­
cício anterior.
Solução
Para f(x) = x 3 - 3x + 2, temos f(x) = 0 <= x 3 - 3x + 2 -
= 0 0 x = 1 OU x = 2
Portanto, as raízes de f(x) = x1 - 3 x + 2 sao 1 e 2 .
3 . Sendo f : R * —* IRdefinida por f(x) = + Vx, calcular:
• por gráfico cartesiano:
a) f(0); b) f<64); c) f j ^ - )
Solução
f(x) = Vx + Vx nos dã:
a) f(0 ) = VÕ + ^ = 0 ;
S I ESTUDO DA FUNÇÃO/DOMÍNJO

b) f(64) = í^64 + V64 = № + V8 3 = 4 + 8 = 12;

c) r(-s-) ■V í * tfsT ■T +T * ' T■


4 .Sendo f(x) = X 3, assinale (V) ou (F):
2. A função g: IR -* IR, que associa a cada número real x o a) f(2 ) = f( —2); ( )
triplo de x, í indicada por g(x) = 3x. Temos por exemplo- b) f(l) > f(0 ); ( )
g(0 ) = 3 - 0 = 0 c) f(V2 + V3) = f(t/2 ) + f(v'3); ( )
g ( - l ) = 3 ■( - 1 ) = - 3
d) f (\/2 ■V3) = f(v'2 ) ■f(V3 ); ( )
g(l) = 3 - 1 = 3
e) f(x) 3* 0, v x £ IR, ( ) ’
Solução
Como agora a função é definida de R em R, teremos in­ 3)(V) [f< - 2 ) - ( - 2 )> - 4 - f(2 ) = f ( “ 2 );

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f(l) > f(0 ); a imagem de f é formada pelos elementos m, n e p (observe
bi (V) i ;i i í que q e r não são extremidades de flechas, ou seja, não sio
c) (F) Vamos primeiro calcular f(V2 + V3): imagens de elementos do domínio). Para esse diagrama,
f(\^2 + \^3) = (V2 + V3)2 = 2 + 2V6 + 3 = 5 + 2V6. temos:
Im(f) = (m, n, p]
Agora vamos calcular f(V2) + f(V3):
Resumindo:
f{v2)3 + f('/3)3 = 2 + 3 = 5.
Portanto: Sendo f uma função de A em B, sua imagem é 0 con­
junto Im(f) dos elementos y G B para os quais existe
Íf(íl V«íl) L V " * f(V3+^ ^ * f(^>; x G A tal que (x, y) G f.
d) (V) f(v2 ■ V3) = (\^2 ■V3)1 = (V6 )J = 6
ffV2 ) • f(^3) = (V2)1 • (V3)J = 2 - 3 = 6 = Exemplos
= f(\^2 ■ \'3) = f(V2) • f(V3); 1. Para os conjuntos A = [0,1, 2], B = (1, 2, 3, 4, 5J e pa­
e) (V) f(x) 5= 0, V x G [R, pois f(x) = x3 c x3 é não nega­ ra a função f : A “• B, definida por f(x) = x + 1, temos:
tivo por ser potência dc expoente par. f(0 ) = 0 + 1 = 1;
5 . Para a função f : IR -* IR, definida por f(x) = x3 - 4x, f(l) = 1 + 1 = 2 ;
pergunta-se: lf(2) = 2 + 1 = 3.
a) Quais os valores de f(0) e f(4)?
b) Para quais valores dc x ocorre f(x) = - 3?
Solução
, ff(0) = O3 - 4 ■ 0 = 0
z> (f(4) = 43 - 4 ■ 4 » 16 - 16 = 0 Imlf)
(0 e 4 são as raízes de f).
b) f(x) = - 3 <=>x1 - 4x = - 3 « x1 - 4x + 3 =
= 0 <=>I x = 1 í ou I x = 3 |.
.
6 Para a função f : IR - IR, definida por
se x < 0
, calcular:
f(x>~ [x 3 + l! se x ^ 0
a)f(-l); b) f( —2 ); c) f(0 ); d) f(i); c) f{V2). D(f) = A = [0, 1, 2];
Portanto: C.D.(f) = B = (1, 2, 3,4, 5);
Solução Jm(f) = [1,2, 3}.
A função f está definida por duas sentenças: 0 seu valor,
para um elemento x, é x - 1 (A) se x F°r negativo ou 2. Para a função f dada pelo diagrama seguinte, temos
x3 + 1 ), se x for positivo ou nulo. Então: lm( 0 = [ 1].

a) -1 < 0 f(- 1) = - 1 - I = - 2 ;
b) - 2 < 0
® „
f( —2) = - 2 - 1 = - 3 ;
c) 0 ^ 0 = f(0 ) = O3 + 1 = 1;
d) 1 > 0 = f(l)® l 3 + 1 = 2;
e) V2 > 0 =» f(V2)® {'ílf + 1 =2 + 1 = 3.

A imagem de uma função


Como você já percebeu, uma função f fica determinada
quando conhecemos seu domínio D(f), seu contradomínio
C.D.(f) e a lei que associa elementos x do domínio a elementos
1. Para a função f definida pelo diagrama seguinte, assina­
| ESTUDO DA FUNÇÃ0/IMAGEM

y do contradomínio.
Vamos agora destacar um subconjunto importante do con­ le (V) ou (F):
tradomínio de f. Esse subconjunto, denominado imagem de
e indicado por lm(f), é formado pelos elementos do con­
tradomínio que são de fato imagens de elementos do domínio.
Por exemplo, no diagrama seguinte:

53

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c) - 4 G M O ; ( ) sociar a cada elemento de A um único elemento de B é tra­
d) - 1 € M O ; ( ) duzido geometricamente assim:
e) M O " B- <)
Solução Toda reta paralela ao eixo dos y, traçada por um ponto
a) (V) ■f(2) = - 2 - f(3); qualquer do domínio de f, corta o gráfico de f num úni­
co ponto.
b ) ( F ) f(3)
-P = = - 3 f(4) < f{3);
-2
Voltando, agora às relações S e T do início, vemos que:
c) (F) 4 0. Im(0- (Observe que “não chega flecha” • qualquer reta paralela ao eixo dos y corta o gráfico de
em -4 ); S num único ponto. Logo, S é função de ÍR em IR.
d) (V) - 1 G M O P°*s fO) = - O ou seja, - 1 é a ima­
gem dc 1 através de f; T o d a re ta v e rtic a l c o rta
o g rá fic o de S n u m ú n i­
fM O = í - i , - 2 , - 3 1 .
e) (F) [B = [ - 1 , - 2 , - 3 , - 4 , - 5 , - 6 ) co p o n to .

» lm(0 C B e Im(Q B,
2 . Sendo f : IR—
* IR definida por f(x) = x1 - 1, pergun­
ta-se:
a) O número 3 pertence à imagem de P
b) E o número - 1? E o número —3?
Solução • existem retas verticais cortando o grafico de T em dois pon­
f tos distintos. Logo, T não é função de ÍR+ em IR.

O número 3 pertencerá à imagem de f se existir um número


rea! x tal que f(x) = 3. A condição F(x) = 3 nos
E x is te m ro ta s v e rtic a is que
dá:x’ - 1 = 3ouxJ = 4 ,obtcndo-seIx = -2 | ou|x = 2 c o r ta m o g r á fic o d e S cm
Mostramos acima que existem dois números reais ( - 2 c 2) d o is p o n to s d is tin to s .

associando-se com o número 3, através de f, Logo:


3 G M O;
Com o mesmo raciocínio do item anterior, fazemos
f(x) = - 1, obtendo x1 - 1 = - 1 e, portanto, |x = 0 .
Logo: - 1 G M O ­
Para o número - 3, obtemos x* - 1 = - 3 ou xJ = - 2,
equação que não tem solução em R. EXERCÍCIO
Logo: - 3 l í MO- Determinar quais dos gráficos seguintes podem ser grá­
Gráficos de relações e funções ficos de funções.
a) f : jxi; x,; x3; x*) -* IR; b) f : fx,; x,; Xj) -* R;
Através dos gráficos das relações, podemos tirar algumas
conclusões importantes. Como, por exemplo, quando o grá­
fico de uma relação é o gráfico de uma função.
Já vimos como representar uma relação de A em B, num •-
sistema de eixos cartesianos (lembre-se dc que A fica repre­
sentado sobre o eixo do x e B, sobre o eixo do y). í-
Por exemplo, as relações:
S = [(x, y) G R x R j y - x + 1 ] e
T = |(x,y) G R . x R |x = y*j
ficam representadas pelos gráficos seguintes:
S I ESTUDO DA FUNÇÃO/GRAFICOS

d) f : ]x,; IR.

O problema que agora se coloca é o seguinte: dado o grá­


fico de uma relação, como reconhecer se essa relação é uma a) O gráfico em questão é o gráfico de uma função, pois
função? as retas paralelas ao eixo y que passam por x„ Xj, xj, x4 têm
A resposta é simples: o fato de uma função f : A -* B as- um único ponto da função pertencente a cada uma delas.

Scanned by CamScanner
b) Observe que as retas paralelas ao eixo y, que passam
por x, e Xj, têm dois pontos da função em cada uma delas;
não podendo, portanto, o gráfico dessa relação ser o gráfico
de uma função.
c) Toda reta paralela ao eixo y vai interceptar a reta num
único ponto. Portanto, é o gráfico de uma função.
d) Veja pelo gráfico que existem retas paralelas a y, que
interceptam o gráfico em dois pontos. Logo não é o gráfico
de uma função.

Domínio e imagem no gráfico


Dado o gráfico de uma função f, temos:
• o domínio de f é a projeção de seu gráfico sobre o eixo dos x.

InnIO- ívÊR|v 0}
D t f) = R

5,

DÍIl - R
•1 lm(f) - { - 1 ; 1 }

EXERCÍCIO
Determinar o conjunto imagem das funções dadas pelos
gráficos abaixo:

-2 ' X
I
-1 ■ •

| ESTUDO DA FUNÇÃOíDOMiNIO E IMAGEM N0 GRÁFICO


I.

a)
V

{veRI-1 <V<1}
NN -1
1
Ir

------------

55
b) Im = [ - 1, 1|

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Analogamente, no gráfico seguinte

sc a c b são dois números reais quaisquer com a < b, então


ocorre f{a) > fljb), ou seja: quando x cresce, fix) decresce.
Este comportamento caracteriza uma função decrescente em
IR. '
Exemplos
1. Função crescente em IR; 2. Função decrescente em IR;

Observando o gráfico seguinte

3. Função nao crescente e não decrescente em IR.

verificamos que se a e b são dois números reais quaisquer


com a < b, então ocorre ffa) < f(b); ou seja: quando x cres­
ce, fix) também cresce.
Funçõcs com esse comportamento, chamam-se funções
crescentes em IR.

para x = 0, HO) = 1; 1 Lf(x 1


I FUNÇÃO CRESCENTE E DECRESCENTE/FUNÇÃO CONSTANTE

para x = 1, f(l) - 1;
para x = - 2 , í [ - 2 ) = 1;
para x = Jt, Hk) = 1 — f
1
~
1 ;
etc. • 1
—2 0 1 7t
EXERCÍCIO
Para a função f definida por:
—2 , se x < —1;
Função constante
É a função que associa a todo número real x um mesmo
Í 0 , se - 1 < x < 1;
2 , se x > 1 .
a) Representar graficamente a função f;
pede-se:

número real. Isto é: f: IR-*IR, com f{x) =k(V x G IR). b) Calcular: f(-5 ); f(Vj); f(7);
c) Determinar o domínio e a imagem de f.
Gráfico: o gráfico da função constante é uma reta paralela Solução iftxj
ao eixo dos x, e que intercepta o eixo y no ponto (0 ; k). a) 2 —O--------------------
lK x )
1
-B - 1
II

! . ^ ^ i —
(0 ;k ) ;* !i o 1
Il

• » ‘ ----- 1/2
! o- 2
0
Observando o gráfico concluímos facilmente que:
Exemplo b) f{-5) = - 2 ;l{ ‘/0 = 0; fÇ7) = 2.
56 Dada a flinção f : IR- ÍR, definida por f|x) = 1 temos que: c) D(í) = IR; Im(í) = [ - 2 ; 0; 2j.

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Função polinomial do 1? grau
Função polinomial, ou função afim, c aquela que associa EXERCÍCIOS
a todo número real x, o número real a ■x + b (sendo a e
b números reais quaisquer e a ^ 0 ). Simbolicamente temos: 1. Representar graficamente as seguintes funções:
a) f(x) = x - 2; b) f(x) = - 2x - 4.
Solução
f : IR —►IR, sendo |x) = a ■x + b; a ^ 0
Como os gráficos das funções são retas, dois pontos dis­
tintos são suficientes para determiná-las.
Exemplos a) Escolhemos, portanto, dois valores para x (pertencen­
tes ao domínio da função), e encontramos as respectivas ima­
M x ) = 2 x + I. gens desses valores, Por exemplo, vamos escolher x = 0 e
2. y = - 2x - 5. x = 2.
3 . í[x) = 3x (neste caso panicularmcme como b = 0 a fun­
Para x = 0, vem: flO) = 0 - 2 = - 2 .'. f(0) = - 2;
ção é também chamada linear). Para x = 2, vem: f(2) = 2 - 2 = 0 A R2) = 0.
Com esses dados podemos fazer o gráfico da função.
Gráfico: o gráfico da função f(x) = a • x + b é uma reta
não paralela aos eixos x c y.

b) Analogamente ao item anterior escolhemos dois valo­


res pertencentes a D(f) e calculamos as respectivas imagens
desses valores.
Para x = —1, obtemos f[—I) = - 2 ( —1)^—4 = - 2 ;
Para x = 0, obtemos í(0) = -2(0) - 4 = - 4 .
O domínio de í(x) = a • x + b ê D(f) = R.
A imagem de f(x) = a ■ x + b é lm(f) = R.
Exemplos
1. A função f : R -» R, definida por f(x) = 3x, é crescente
em R.

2 . Determinar k € R, de modo que a função l(x) =


=^ x - 2 seja crescente.
Solução j.
Para que f(x) seja crescente, a - — deve ser positivo;
portanto deve ser maior que zero, logo k > 0 .
2. A função g : R R, definida por g(x) = -3x, é decres­ 3. Determinar os zeros (ou raízes) das seguintes funções:
I FUNÇÃO POLINOMIAL DO 1? GRAU

cente em R. a) flx) = 2x - 4; c) í(x) = 5x.


g (x) = - 3 x
b) >’ “
Solução
Lembrando que raiz da função é o valor de x tal que
f(x) = 0 temos:
a) f(x) = 2x - 4 => 0 = -2 x - 4 ■

-2
X =

OBSERVAÇÃO quando nada for mencionado sobre


dominio de uma função ele será o conjunto dos números c) í(x) = 5x => 0 = 5x x =0
reais. 57

Scanned by CamScanner
4 . {Fuvcst, SP) Esboce o gráfico da curva y = (x + 3)2 + Função polinomial do 2? grau
+ (x - 2 )'.
Uma função f: R -* R é chamada de função polino­
Solução mial de 2 ? grau, ou função quadrática, quando associa
y = {X + 3)2 - ( X . - 2)2 « a cada elemento x € IR o elemento (ax* + bx + c) E
O y = (x2 + 6 x + 9) - (x2 —4x + 4) «
IR, onde a, b c c são números reais dados e a é não nulo.
o y = x2 + 6 x + 9 - x1 + 4x - 4 »

y = 10x + 5 Resumindo:
A função f: R - » IR será quadrática quando for da forma
A curva pedida c, então, uma reta, pois y = 10x + 5 é uma Hx) = ax1 + bx + c, com a, b, c E IR c a ^ 0.
função afim. Essa reta está desenhada a seguir:
Exemplos
São quadráticas as funções:
fix) = 3x2 —2x + 1, onde a = 3,
g(x) = - j :2 + 3x + 2, onde a =
1
h(x) = x2 + 5x, onde a = -b,
2

P(x) = —3t2 - 1, onde a = - 1, b


q(x) = X1, onde a = 1, b = 0 e c

EXERCÍCIOS

5.
1 . Determine os coeficientes a, b e c de cada função qua­
drática seguinte:
a) Rx) = (2x - 3)* - (x - 1)*;
b) g(x) = (x - 1) (x + 2 );
c) h(x) = (ras + 1)* - 3, m E R, m ^ 0.
Solução
Desenvolvendo cada uma das expressões dadas, obtemos:
a) f(x) = 4 x2 - 12x + 9 - x2 + 2x - 1 = 3x2 - 10x + 8 ;
b) g(x) = (x - lXx + 2 ) = x* + x - 2 ;
c) h(x) = m V + 2mx + 1 - 3 = m V + 2mx - 2.
A reta acima é o gráfico da função y = ax + b. Portanto, os coeficientes a, b e c são:
Determine as constantes a e b. a) Para a função f: a = 3, b = —10, c = 8 ;
Solução b) Para a função g: a = 1, b = 1, c = - 2;
Se o ponto P = (1, 2) pertence ao gráfico da função, en­ c) Para a função h: a = m2, b = 2m, c = —2.
tão, fazendo x = 1 e y = 2 na igualdade y = ax + b, obte­ 2 . Édadaa funçãof: R -* IRdefinida por f(x) = (m2 — l)x2+
mos uma sentença verdadeira, ou seja, ocorre: 2 = a ■ 1 + + 3mx - 1, onde m é um número real. Para quais valores
de m, f será uma função quadrática?
+ b ou a + b = 2 CD- Solução
De maneira análoga, para o ponto Q = (3, 3), obtemos Para que fseja uma função quadrática de x, basta impormos
que o coeficiente de x2 seja não nulo. Como esse coeficiente
3 = a - 3 + b ou 3a + b = 3 ©■ é m2 — 1 e seu anulamento ocorre para m = —1 ou m -
| FUNÇÃO POLINOMIAL DO 2? GRAU

= 1, segue-se que: f é função quadrática de x «=*


Agora, (JÏ) - (T) nos dá: 2 a = 1 ou a = 2 m - 1 m ^ 1

Substituindo a = -5- em (T), vem -j- + b ** 2 ou Gráfico: o gráfico da função quadrática é uma curva deno­
minada parábola, que pode ter a concavidade voltada para
cima se a > 0 ou voltada para baixo se a < 0 .

Exemplos
1. Seja f: R -* IR, dada por f(x) x2 - 4x + 3.
Portanto, as constantes procuradas são: Vamos escolher alguns valores de x pertencentes ao do­
mínio desta função e calcular suas respectivas imagens.
1 . 3 H~l) = ( - 1 )2 - 4 ( - 1 ) + 3 = 8 - * f t - 1 ) = 8 ;
a =ÿ e b - \ c a função é Tx + 7
58 í(0) = 0* - 4 • 0 + 3 = 3 ------------- - rço) = 3;

Scanned by CamScanner
líl) = V - 4 ■ 1 + 3 = 0 ------------ ►rçi) = 0; Intcrsccção com os eixos
fí2) =21 - 4 ■ 2 + 3 =- I ---------- * (12) = - 1; • intersecção com o eixo dos y:
ÍÍ3) =y - 4 ■ 3 + 3 =0 ------------ ►f(3) = 0; a parábola y = ax3 + bx + c corta o eixo dos y no ponto
ÍÍ4) =42 — 4 4 + 3 =3 ------------ >■ f(4) = 3; (0, c). Obtém-se esse ponto fazendo x=0 em y=ax3+bx+c.
ÍÍ5) = 51 - 4 - 5 + 3 = 8 ------------f(5) = 8.

X y
- 1 8

0 3

i 0

2 - 1
x
3 0
Exemplo
4 3 A parábola y = x3 - 4x + 3 corta o eixo dos y no ponto
(0, 3). Veja que x = 0 implica y = 01 — 4 0 + 3 = 3
5 8

Observe o gráfico e verifique que:


• D(f) = IR;
• Im(f) = |- 1; + °o[;
• a parábola tem concavidade voltada para cima pois a > 0
(a = 1); ’
• a reta c, paralela ao eixo das ordenadas, ê o eixo de sime­
tria da parábola;
• o ponto V, onde o eixo de simetria e corta a curva, é deno­
minado vértice da parábola. * intersecção com o eixo dos x:
em relação ao eixo dos x, podem ocorrer três casos:
2. Seja a função f: IR -* IR, dada por f(x) = —x3 + 4.
De modo análogo ao exercício anterior escolheremos al­
guns valores de x pertencentes ao domínio da função, calcu­ 1“) A > 0
lando suas respectivas imagens. A parábola corta o eixo x em dois pontos distintos.
íl- 3 ) = - ( - 3)! + 4 = - 5 —►f{- 3 ) = - 5 ; As abscissas desses dois pontos são as raízes da equação
f{-2) = - ( - 2)1 + 4 = 0 ----- ►H -2) = 0; ax3 + bx + c = 0; são elas:
fto) = - O3 + 4 = 4 ------------ - f{0) = 4;
f{2) = - 21 + 4 = 0 ------------ * ÍI2) = 0; —b — VÃ - b + VÃ
x' = 2a e X3 = 2a

i
FUNÇÃO POLINOMIAL D0 2 o GRAU

Exemplo
A parábola y = x1 - 4x + 3 corta o eixo dos x nos pon­
tos (1, 0) e (3, 0). Obtemos esses pontos, fazendo x3 -4 x +
+ 3 = 0 e calculando x.

Observe o gráfico c verifique que:


• D(f) = IR;
•Im(f) = ]-<*>; 4];
• a parábola tem concavidade voltada para baixo pois a < 0
(a = - 1 );
• o eixo de simetria da parábola coincide com o eixo das or­
denadas (isto ocorrerá sempre que b = 0);
• o vértice da parábola pertence ao eixo y (pois b = 0).

Scanned by CamScanner
2?) A = O
A paríbola tangencia o eixo dos x no ponto de abscis-
„ v = - — (a equação ax1 + bx + c = 0 agora tem
sax 2a '
V = (2; - 1 )
duas raizes iguais).

Valor mínimo e valor máximo: quando na função


y = a - x 1 + b - x + c, a > 0 , esta função assume um valor
mínimo que c dado por yv. Quando a < 0, a função assu­
me um valor máximo também dado por yv.
□> o
Exemplo
Na função y —xa —2x + l, lemos a —l,b — —23 c —
m I e, portanto, A = b! -4 a c = ( - 2 ) ' - 4 • 1 - 1 = 4 —
_ 4 = 0 A parábola correspondente tangencia o eixo dos
. . . _ b _ -2 _ .
x no ponto de abscissa x - - 2•1 '*

A função y = 2 - x ! - 3 - x + l tem um valor mínimo


pois a > 0 (a = 2). Esse valor mínimo é dado por:
V . = Jy v = ------
'tnm -— = ~~
4 ■a S-
3“) A < 0
A parábola não corta o eixo dos x (a equação ax! + Imagem: para determinar a imagem de y = ax2 =- bx +
+ bx + c = 0 agora não tem raizes reais). + c, a 0, considerem-se dois casos:
•a > 0
A projeção do gráfico sobre
o eixo dos y nos dá:

Im(f) = :y £ R l y í yvl

Exemplo
Na função y=3x’ +x + l a=3, b= l, c=l e, portanto,
A = b2 - 4ac = 1J - 4 ■3 • 1 = 1 - 12 = - I I < 0.
Seu gráfico não corta o eixo dos x.

Y« 3xa + x + 1 •□< 0
Agora, a projeção do gráfi­
co sobre o eixo dos v nos dá:
O I FUNÇÃO POLINOMIAL DO 2? GRAU

Im(f) = |y G IR | y £ yv
Coordenadas do vértice: as coordenadas do vértice da
parábola são dadas por:

-b c -A
onde A = b2 — 4 ■a • c
2 *a 4 a

Exemplo
Para y = x1 - 4x + 3, temos a = 1, b = - 4 , c = 3, Exemplos
A = b1 —4ac = ( —4)1 — 4 1 - 3 = 1 6 — 12 = 4. Por­ 1. Ifrc) = x2 -5 x + 10 tem concavidade para cima (a = 1 >0)
tanto o vértice da respectiva parábola ê obtido por: e valor mínimo
-4 „ 4 __A_ = _ (-5 1 1 - 4 • I ■ 10 _ i l
Xv = - 2 e yv = -J ymi, “
2•1 4 ■1 4a 4 -1 4

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Seu conjunto imagem c: b) y = x3 4;
a = I, b = 0, c = -4 ,
lm(0 = jy G íR |y 5s - ~ j A = b3 - 4ac = 03 — 4 • 1 • ( —4) 16.
Concavidade: para cima (a > v).
0).
2. g(x)= -2 x 3+4x tem conca­ -_b_ _^A
Vértice: V = 2a ’ 4a ) = (°> " r i ) = (°3 " 4,‘
vidade para baixo (a= —2 < 0)
e valor máximo V = (0, - 4) é ponto de mínimo.
A intersecção com o eixo dos y é o ponto
A (0, - 4 ) (x = 0 » y = 03 - 4 = -4 ).
yiriax “ 4a As intersecções com o eixo dos x são ( - 2, 0) e (2, 0).
(y = 0 <= x3 - 4 = 0 » x = - 2 ou x = 2).
4» - 4 - f —2) ■0
4 ■( - 2 ) Gráfico:

16 = 2
-8 O -4

1 -3

Sua imagem é: Im(g) -1 -3

- |y G R | y < 2]. 2 0

-2 0

3 5

-3 5

Eixo de simetria: reta vertical passando por (0, 0).


c) y = x1 - 4x;
EXERCÍCIOS a = I, b = -4 , c= 0,
A = b3 — 4ac = ( - 4)1 — 4 ■ 1 ■ 0 = 16.
1 . Esboçar os gráficos das funções abaixo. Em cada uma Concavidade: para cima (a > 0).
delas deve figurar: eixo de simetria, vértice e intersecções
com os eixos coordenados. Vértice: V = (2. - 4).
a) y = x1; c) >' = x1 - 4x;
b) y = x1 - 4; d) y = - x1 + x - 2. V = (2, - 4 ) é ponto de mínimo.
Solução A intersecção com o eixo dos y é o ponto
a) y = x3; (0, 0) (x = 0 » y = 03 - 4 • 0 = 0).
a =l , b = 0, c = 0, As intersecções com o eixo dos x são (0, 0) e (4, 0) ■(y
A = b3 - 4ac = O3 - 4 ■ 1 • 0 = 0. = 0 o x1 - 4x = 0 « x = 0 ou x = 4).
A concavidade é para cima, pois a = 1 > 0 , Gráfico:
O vértice V tem coordenadas xv = — = ®c
X y = X- - 4x

V = - -A . = 0,
yv 4a 0 0

V = (0, 0) é ponto de mínimo da função, pois a > 0. 4 0

A intcrsecção da parábola com o eixo dos y é o ponto 2 -4

(0, 0). Insistimos: obtenha esse ponto, fazendo x = 0 na ex­ 5 5

pressão y = x3. , -1 5
| FUNÇÃO POLINOMIAL D0 2? GRAU
Como A = 0, a parábola tangcncia o eixo dos x no vérti­
ce V = {0, 0).
Gráfico:
X V
ELxo de simetria: reta vertical passando pelo ponto (2, 0).
0 O
i 1 d) v = - x 1 + x - 2;
a ---- 1, b = 1, c = -2,
-1 1
A = b3 - 4ac = l 3 - 4 • ( - 1 ) ■( - 2 ) = - 7 .
2 4
-2 4 Concavidade: para baixo (a < 0).

Vértice: V = ( - (y > " Í ) '

O eixo de simetria é a reta vertical passando pelo ponto V= é ponto de máximo.


61
(0, 0) (o próprio eixo dos y).

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Intersecção com o eixo dos y ;(0 , - 2 ) (x = 0 <=>y Solução
= -O1 + 0 - 2 = -2 ). f(l) = 4 = a ■ l 1 + b * 1 + c = 4 = a + b + c = 4 (T)
A parábola não intercepta o eixo dos x, pois A < 0.
f ( —I)—6 =»a ■( —l)1 +b*(—l) +c =6 = a - b +c =6 ©
Gráfico: f(0) = 9 = a • O1 + b - 0 + c = 9=’ c = 9

X y ■= - x J + x-2
Substituindo © em (T) e (TÍ), obtemos:
0 -2
[ a + b = -5 (g )
1/2 -7 /4 L a - b = -3 ©
1 -2
© +© => 2a = - 8 a = -4
-1 -4
2 -4
(g) _ (y) ~ 2b = - 2 b= - 1 ©

Finalmente, substituindo © , c @ ) em

Eixo de simetria: reta vertical passando por o j, f<x) = ax2 + bx + c, obtemos: f(x) = - 4 x ! - x - 9

4. Qual deve ser o valor de m para que o valor mínimo da


2 . Dada a função f: R-* IR, definida por f(x) = 3x2 - 2x + 4,
responda os itens seguintes, sem esboçar o gráfico de f. função f(x) = 2x3 - 3x + m - 1 seja 1?
a) Qual é o eixo de simetria da parábola que representa f?
Solução
b) Qual é seu vértice V?
c) V é ponto de máximo ou de minimo da função f? ' a = 2;
d) Qual é o menor valor da função f? Para qual valor da va­ b = -3 ;
Inicialmenie, temos:
riável x ocorre o valor mínimo de f(x)? c = m - 1;
c) Em que ponto{s) a parábola corta o eixo dos y? A = ( - 3 ) 2 - 4 • 2 - (m - 1) =
f) Em que pontos a parábola corta o eixo dos x? = 9 — 8m + 8 = 17 - 8m.
O valor mínimo da função ê y min = yv = --- — =
Solução
Para a função f(x) = 3x’ - 2x + 4, temos:
_ ---- _Z c, como esse valor mínimo é dado c igual
'a = 3 O
b = -2 a 1, vem: — 17 ~ 8m = 1 ou - 17 + 8m = 8, obten-
c =4 O
,A = bs - 4ac = ( - 2 ) 1 - 4 ■ 3 • 4 = 4 - 48 = -4 4 25_
do-se m =
8

Portanto:
5. Determinar a imagem das funções quadráticas seguintes:
a) O eixo de simetria da parábola que representa f é a reta
paralela ao eixo dos y, passando pelo ponto a) y = - x1 + 5x;
b) y = 4x2 - 5x + 2.
( -> ) - ( !■ » ) - ( > > Solução
b) O vértice da parábola é o ponto
a)
GRAU

c) V = í ponto de mínimo da função f, pois


V .

a parábola tem concavidade para cima, já que a = 3 > 0;


FUNÇÃO POLINOMIAL DO

d) O menor valor da função f é ymta = yv = -


**9 j
Esse valor mínimo de f ocorre para x = xv = - ~ = -b;
e) A parábola corta o eixo dos y no ponto (0, 4). (Observe
que x = 0 » y = 3 , 0 ' - 2 i 0 + 4 = 4);
f) A parábola não corta o eixo dos x, pois f(x) = 3x2 - 2x + 4
não tem raizes reais, já que A = -4 4 < 0, y - - x 1 + 5x tem concavidade para baixo e seu valor má­
ximo £
3 . Determinar a função quadrática f(x) = ax1 + bx + c, tal v = - - 4 , = _ 52 — 4 • ( —11 ■ 0 _ 25
62 que f(l) = 4, f ( - I) = 6 e f{0) = 9. ym“ 4a 4 • ( —1) 4 ‘

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Estudo da função modular: toda função f : ÍR » [R, de­
finida por f(x) = I X I.

Gráfico: Aplicando a definição de módulo teríamos:


ffx) = í x se x ^ 0 p0rtanl0 Qgj-áficQ será:
(-X se x < 0

y = 4x3 - 5x + 2 tem concavidade para cima e seu valor


mínimo é
O domínio e a imagem da função modular serão respec­
_ _ A - _ (~5)3 - 4 • 4 ■2 = _ 25 - 32 _ J_ tivamente: D(f) = ÍR e Im(f) = R- (reais não negativos).
)’min " 4a “ 4 -4 " 16 _ 16'
EXERCÍCIOS
Sua imagem é: íy G R [ y ^ - A .
1. Esboçar o gráfico das funções seguintes, dando o domí­
nio e a imagem de cada uma delas,
Função modular
a) f(x) = 1 + | x |; b) y = - I x |;c) y = |x1 - 1 ] .
Módulo de um número real: Sendo x £ IR, temos
I I fx se x 0 Solução
1 1 (-X se x < 0 a) Se x 5 0, a função se reduz a: f(x) = 1 + x.
Exemplos Se x < 0, a função se reduz a: f(x) = 1 - x.
1. |5 I = 5; 2. | - 7 | = 7; 3. j 0 [ = 0.
Da definição podemos concluir que se o valor que esti­
ver entre módulo for maior ou igual a zero o resultado será
esse próprio valor (veja os exemplos 1 e 3); mas se o valor
que estiver entre módulo for negativo o resultado será o opos­
to desse valor (veja o exemplo 2).

EXERCÍCIO
Calcular:
1. | 1 + V3 I; 2. | ir - 1 |i 3. |V2 - VJ j . O domínio da função será: D(f) - IR.
Solução A imagem da função será: Im(f) = (1; +«>[.
1. Como 1 + A é positivo, o módulo é o próprio número, b) Se x ^ 0, a função se reduz a: y - - x.
isto é: | 1 + V3 | = 1 + V3. Se x < 0, a função se reduz a: y = - ( - x) = x.
2. Como ti — 1 é positivo, o módulo é o próprio nú­
mero, isto é | n — 1 |= ít — 1. X y
3. Como V2 - V3 é negativo, o módulo será o oposto des­ 0 0
te valor, isto é, | \'2 - V3 | = - - A ) = V3 - v2.
i - 1
OBSERVAÇÃO Como para todo x í 0,
VxA 0 => Vx1 = |x [ . 3 -3

Exemplo -1 -1
Calcular: _2 -2
°) F F O domínio da função será: D(f) = R.
b) J(1 - V2)*. A imagem da função será: Im(f) = IR- (reais não positivos).

Solução c) Quando temos entre módulo, uma função g(x), fazemos


primeiramente o gráfico de g(x), rebatendo em seguida
a) FF = | - 5 | = 5; toda parte que estiver abaixo do eixo x para cima. Acom­
b) ,|(1 - V2)! - |1 - V2 | = t/2 - 1. panhe pelo gráfico da página seguinte.

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=> x = 2/3 ou x = 0;
gOO
2?) 2 + | 1 - 3x | = - 3 => | 1 — 3x | = —5 (impossí­
vel, o resultado dc um módulo não pode ser negativo)

S = [0; 2/3)

3 . O produto dos valores reais de x, que satisfazem a igual­


dade j x1 + 3x - 4 | = 6, c:
a) - 1 2 ; b) - 1 6 ; c) - 2 0 ; d) - 2 4 ; e) - 3 0 .
Solução
x3 + 3x - 4 = 6 (1)
( x1 + 3x: - 4 | = 6 =
x3 + 3x — 4 = - 6 (II)
Resolvendo as equações (I) e (II) encontraremos os seguin­
tes resultados: para a equação (I): Xi = —5; x, = 2. Para a
equação (II): Xj = - 2 ; x, = - 1.
2 . Resolver as equações: Portanto o produto das raizes será:
a) |x - 3 | = 2; c) | 3x - 4 | = x + 3; ( - 5 ) • (2) ■( - 2 ) ■( - 1 ) = - 2 0 .
b) I 3 x - 1 |= | 2x +3 I; d) | 2 + | 1 - 3x || = 3. Logo a alternativa correta ê a c.
Solução
x - 3 =2 = x =5 4 . O conjunto solução da equação | 3xJ — 4 | = x1 — 4,
a) Se |x - 3 |=2 =» OU S = U;5) em IR, é igual a:
( x - 3 — 2 => x - 1 a) {—V2; V2); c) (-V 2 ; 0; V2]; c ) 0 .
(3 x -l= 2 x +3 => x=4 b) (0); d) IR;
b) | 3 x - 1 |= | 2s+3 ou
3x —1= —(2x+3) => x= -215 Solução
Vamos desmembrar a solução cm duas partes:
S = 1-2/5; 4]
3x-4= x +3 =» x=7/2 I?) | 3x3 - 4 | = x1 - 4 ~ 3x3 - 4 = x3 - 4 =» x = 0;
c) | 3x —4 |=x +3 ou 2?) | 3x3- 4 1 = x3-4=»3x3-4 = - (x3- 4) =x = ±v2.
3 x -4 = —(x +3) =» x= 1/4 Agora, atenção, verifique que os três valores encontrados
S = 11/4; 7/2} tornam negativo o resultado do módulo (Faça a verificação,
substitua x por 0, por —\^2 e por \'2 e confirme essa afirma­
d) | 2 + | 1 - 3x M = 3. ção). Nessa verificação você percebe que nenhuma das três
1?) 2 + | 1 - 3x | = 3 = | 1 - 3x | = 1 soluções satisfazem a equação, logo a alternativa certa ê a c
*» 1 — 3x = —1 ou 1 - 3x = 1 = (conjunto 0 ).

2?) a < 0; f. decrescente. aY

Neste caso temos:


SINAL DAS FUNÇÕES DE u
1? E 2? GRAUS se x < — — então y > 0 ©
a li Íí k
L X
se x > ------ então y < 0;
a
L
Função y = a . x + b se x = ------ então y = 0.
■ SINAL DA FUNÇÃO DE 10 GRAU

a
Para estudar o sinal desta função é necessário determi­
nar para quais valores de x € D(f), y > 0 ou y < O ou
y = 0. Temos dois casos a considerar: OBSERVAÇÃO Lembre-se de que x = - y é zero
ou raiz da função e que pode ser obtido, substituindo y
por zero na função y = a • x + b.
Da observação dos gráficos podemos tirar a seguinte re­
gra prática:

onde: c/a indica que o sinal de y é contrário ao sinal dc a;


m/a indica que o sinal dc y é o mesmo sinal de a.

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Função y = axz + bx + c
EXERCÍCIOS
Os sinais desta função ficam determinados a partir dos
1. Fazer o csiudo do sinal das seguintes funções: sinais do coeficiente a e do discriminante A. Três casos são
a) y = 2 • x - 4; b) y = - x + 3. possíveis:
Solução 1? caso: A > 0.
a) Primeiramente vamos encontrar a raiz da função, para isso Neste caso, o gráfico de y = ax3 + bx + c intercepta
substituímos o y por zero na função: o eixo dos x em dois pontos distintos (x,, 0) e (xj, 0), onde
0 = 2 ■x - 4 = x = 2 —b —VA —b + Vá
x, 2a cx, =
c/a mh
Aplicando a regra prática vem: Q © Lembre que se obtêm x, e Xj resolvendo a equação ax1 +
' 2 + bx + c = 0.
Ç se x < 2, y < 0; Colocando sempre x, < Xj, há duas possibilidades para
Resposta: J se x > 2, y > 0; o gráfico e para a distribuição de sinais:
( se x = 2, y = 0.
b) Analogamente temos para este exercício que a raiz da fun­
ção é X = 3. c/a m/a
Fazendo o esquema obtemos: © ,© - x
3
C se x < 3, y > 0;
Resposta: se x > 3, y < 0;
(s e x = 3, y = 0.
2 . Resolver as seguintes inequações:
a) 5x — 7 + 3 + x 10x —2;
3x + 5 2x - 9 y > 0 => x < x, ou x > x2
b) < 8; y = 0 <=>x = X[ ou x = Xj
c) 4 - - -2x ~ 1 > ± ± ± v < 0 <=>x, < x < Xj
1 4 3 6
Solução
a) Procedemos de maneira análoga à resolução de uma equa­
ção do I? grau, isto é, isolamos os valores de x no primeiro
membro e os valores independentes de x no 2? membro:
5x + x - 10x^ —2 + 7 —3 => -4x ^ 2, multiplican­
do ambos os membros da desigualdade por - 1, invertemos
o sentido da desigualdade (preste atenção nisso).
Voltando para a inequação obtemos:

-4 x 2 X=U»I) 4x ^ 1
- 2 => x € - ß - X 5? y > 0 « x, < x < Xj
y = 0 = X = X , OU X = X,

Resposta: S = jx G E I x í y < 0 O X < X, OU X > Xj


-D - Os casos 1 ■ a e I • b são resumidos assim:
b) Achando o m.m.c. entre 2 e 3, que é 6, obtemos:
m /a c /a m /a
3 ■ (3x + 5) _ 2 • (2x < ü -► A > O
& jfr ff
m/a -* sinal de y é o mesmo sinal de a.
9x + 15 - 4x + 18 < 48 => 5x < 15 x < 3 c/a -* sinal de y é contrário ao sinal de a.
Exemplos
| SINAL DA FUNÇÃO DE V. GRAU
Resposta: S = jx 6 IR | x < 3]. 1. Para y = x3 - 3x + 2, temos:
a = 1 > 0 b = -3 c =2
c) O m.m.c. entre 4, 3 e 6 é 12, procedemos agora de modo A = ( —3)1 —4 - 1 - 2 = 9 — S = 1 > 0
análogo ao exercício anterior. v = 3 - 1 1
1 2
3x _ ^ (2 x - 1) ^ 2 (x + 1) 3+ 1
X X X Xj
A variação de sinais de v é: a > 0 o í m^a “ ®
3x - 8x + 4 > 2x + 2 3x - 8x - 2x > 2 + í. c/a = 0
- 4 = - 7x > - 2 *(- i)
© © ©
7x < 2 x < 2/7 1 2 X
y > 0 « s < 1 ou s > 2
Resposta: S = |x < IR | x < 2/7]. >’ = 0 «=> x = i o u x = 2
y < 0 » l < x < 2 65

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2. Para y = - 3x3 + 2x, temos: ' y > 0 <=» x é qualquer real, x 1
y =0 « x = 1
a = —3 < 0 b = 2 c = 0 y < 0 para nenhum x £ IR
A = 21 - 4 • ( - 3 ) ■O = 4 > 0
-2 + 2
2. Para y = - 4 x 3 + 4x - 1, temos:
xr ■' 0
-6 a = —4, b = 4, c = - 1
-2-2 A = 43 - 4 ■ ( - 4 ) • ( - 1 ) =16 — 16 = 0
-6 = = _ 4 _ _ 4 _ J_
. . . n f tn/a = 0 VXl Xl “ 2 • (-4 ) -8 ~ 2
A variação de sinais de y c; a < 0 =» ^ ^ _ q
A variação de sinais de y é:
© a < 0 = m/a = © )
2/3 x - © -------------- . -------------© ______ .
y > O o 0 < s < J
1/2 x
r y > 0 para nenhum x £ R
2
y = 0 » x = 0oux= — y = 0 <=>x = ■

2 * 1
y< 0 « x < 0 o u x > y y < 0 « x é qualquer real, x ^ —

3? caso: A < 0
2? caso: A = 0
Agora, o gráfico não intercepta o eixo dos x. A função
Agora, temos x, = Xi = — e o gráfico intercepta o
y = ax3 + bx + c, com A < 0, não possui raízes reais.
eixo dos x num único ponto, ou seja, tangencia o eixo dos x. De novo, dois casos:
Novamente, dois casos, conforme o sinal de a: 3.a

sinal do v © © _____ ©
-b/2a
' y > 0 «=» x é qualquer real, x ^ - b/2ú 3.b
y = 0 <=>x = -b/2a
0
y < 0 para nenhum x E IS

y < 0, V x € IR

sinal de v © ) © ©
Resumindo:
sinal ü f v Q 0
-b /2 a
sinal de y m/a A<0
' y > 0 para nenhum x £ R Exemplo x
y = 0 « x = -b/2a 1. Para y = 3x3 —4x + 5, temos:
y < 0 *=> x é qualquer real, x ?* - b/2a
I SINAL DA FUNÇÃO DE 2? GRAU

Resumindo: f a = 3 > 0, b = - 4 , c = 5
l A = (- 4 )1 - 4 ■ 3 ■ 5 = 16 - 60 = -4 4 < 0
________ m/a_____________m/a
Exemplos - b /2 a
Portanto, y não admite raízes reais e seu sinal é o mesmo
1. Para y = xJ - 2x + 1, temos: de a, ou seja, é sempre positivo.
a > 0 => m/a = ©
'a = 1 > 0, b = - 2 , c = 1
s in a l de y © © ©
A - (-2 )1 - 4 • 1 • I = 4 - 4 = 0
-2
í X, = Xj ■= - 1 y > 0, V x £ ÍR
2- 1
A variação de sinais de y é: EXERCÍCIO
a > 0 *» m/a = (+) Dar a variação de sinais de:
© © a) y = x1 -4 x ; d) y = - x 1;
b) y = - x 1 + 4x - 3; e) y = 3x* + x + 1*
1 c) y = x1 - 2\Í3\ + 3;

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Solução Não há raízes reais,
a) y = x3 -4 x .
a > 0 a m/a = ©
f a = 1 >0
j b = - 4 =» A = {—4)’ - 4 ■ 1 ' 0 = 16 > 0 © _______ © _______ ©
U =o y > 0, v x 6 R
Há duas raízes: x, = 0 c x3 = 4. Então:
n ( m/a = © Inequação do 2? grau: inequações do 2? grau sáo aque­
í>0“ U - e las redutíveis â forma ax3 + bx + c > 0, onde a ^ 0 {ou
^ > $ j ^ )■
_ ©— . ___ Q _ - ® _______. . A variação de sinais da função quadrática é a "ferramen­
0 - 1 X
ta" indispensável para a resolução destas inequações.
(y > 0 « x < 0 o u x > 4
y = 0 « x = 0oux = 4
y < 0 « 0 < x < 4
EXERCÍCIOS
b) y = - x 1 + 4x - 3.
a = -1 < 0
b =4 a i = 4' - 4 ■ ( - ! ) ■ ( - 3 ) = 1. Resolver a inequação: x! - 3x + 2 $ 0.
c = -3 = 16 - 12 = 4 > 0 Solução
f 4 +2 -2 = 1 A função y = x3 - 3x + 2 tem: a = I > 0, A = I > 0,
-2 -2 raízes x, = 1, x3 = 2, e a seguinte variação de sinais:
Há duas raízes:
-4 -2 -6 „ Cm/a = ©
Xj = =3 ■ » 0 ” 1 cft . 0
-2 -2

a < 0 f m/a = © © O — o ©
1 c/a = ©
0
. © .
©
1 3 Como a inequação proposta é x3 - 3x + 2 ^ 0, ou seja,
> 0 <=> 1< x < 3 éy 0, temos o conjunto-solução
f yy = 0 <=> x = 1 ou x = 3
S = [x € R | x ^ 1 ou x 5 2].
h < 0 0 X < 1 ou x > 3
2. Resolver a inequação: x3 ^ 4.
x‘ - 2VIx + 3.
Solução
a = 1> 0
s1 í 4 3 s3 - 4 J 0
b = —2VI =s A = (-2 V I)3 - 4 • 1 ■ 3 =
tc = 3 = 12 — 12 = 0 A função y = x3 - 4 tem: a = 1 > 0, A = 16 > 0,
raízes x, = - 2, x3 = 2 e a seguinte variação de sinais:
2VI
Há raiz dupla: x, = x, = = VI m/a = ©
a > 0
.c/a = ©
a > 0 =3 m/a = ©
© © ___________ © O “ o ©
^3 X
y > 0 <=>x é qualquer real, x ?í VI -2 2 x

Í y = 0 » x = VI
y < 0 para nenhum x E ÍR
d) y = - x 2
Como queremos y ^ 0, vera: S = [x G IR | x í - 2
ou x ^ 2].
3 . Resolver a inequação: - 3 x 3 + 3x + 1 > 0 .
a = - 1 <0 Solução
b =0 a A = O1 - 4 • ( - 1) • 0 = I A função y = - 3x3 + 3x + 1 tem: a = - 3 < 0, A =
I SINAL DA FUNÇÃO DE 2? GRAU

,c = 0 „ , 3-V2! . 3 + V21
= 21 >0 , raizes x, = ----- ------ , x3 = ----- ; e a se­
Há raiz dupla: x, = x3 = 0
a < 0 o m/a = © guinte variação de sinais:

-------©_____ . ______ ©--------------- a < 0 = f m/a " ©


o x
y > 0 para nenhum x G IR
y = 0 <=>x = 0
y < 0 » x é qualquer real, x ^ 0
6 6
e) y = 3x3 + x + 1. Como queremos y > 0, vem:
a =3 > 0
. 3 + V2 I 'i
b=1 l 3 - 4 • 3 • 1 = 1 - 12= -1 1 < 0 x G R 6 < x < — 6— j
c = 1 67

Scanned by CamScanner
r

Sistemas de inequações: inequações simultâneas são ine­


quações ligadas pela conjunção c, como, por exemplo: O- ; -i
íx - I 0 iO
c i
0 n (T T ). _
^x1 - 3x + 1 < 0 - 1 0 x
Para resolvermos o sistema de inequações, efetuamos cada S = |x € IR | —I < x < Oj
uma delas separadamente encontrando a seguir a imcrsec-
ção de seus conjuntos soluções (a intersecção c feita para aten­ 4 . Resolver a dupla desigualdade:
der 5 conjunção e, que liga as inequações). 3x-2sSx + 3iS3x- 1
Solução
EXERCÍCIOS A dupla desigualdade a í b í cc equivalente ao sistema

fa ^ b
, _ , ( 2x - 3 ^ x + 1 de desigualdades e Então, a dupla desigualdade
1 . Resolver o sistema [ 3x + 2 > x _ 4
'.b í c
Solução
3x-2^x +3^3x- l é equivalente ao sistema:
f (7) 2x - 3 ^ x + l = 2 x - x í l + 3 = x ^ 4
f3x-2=Sx + 3 ®
j(n )3 x + 2 > x - 4 » 3x - x > - 4 - 2 = 2x > - 6 =» (x + 3 ^ 3 x - l @
v.= x > —3 Agora, temos:
A intersecção de ® e © é:
®3x-2^x +3=3x-x^3 +2= 2xí5 =
© ]4 X
, 5 ©
^ 2
X
-3

C T infu) (3) x + 3 Si 3x - I = x - 3 x $ - l - 3 = t - 2 x ^ - 4
' 4 X
-3

= 2x ^ 4 x 3t 2 ©
Então: S = x S R 3 < x $ 4|
2 n. Resolver
i 4x
o ■sistemaf 3xr - 4 „>,r _ ® n (í
(. 5x + 2 ^ 7x
Solução ®
3 x “ 4 ^ 4 x = » 3 x - 4 x ^ 4 = s - x ^ 4 = x $ - 4(T) .......................
5x + 2 ^ 7x 5x - 7x ^ - 2 =* -2 x ^ - 2 => ©
= xíl(S) imiA
5 /2
© : -4
© Obtemos S = u € R I2 í x í


' |' n Tí) nu i ni iiiiHi nm nm i i m»— Inequação produto: chamam-se inequações produto as
inequações redutíveis à forma f(x) ■ g(x) > 0 (ou <, 2S,
S = |x € R | x ^ —4| <, ?í), onde í(x) e g(x) são funções na variável x.
f x1 - I < 0 Há uma técnica toda especial para a resolução deste tipo
3 . Resolver o sistema [ x 3 - 2x > 0 de inequações. Acompanhe os exercícios seguintes.
Solução
Resolução de x3 - 1 < 0 EXERCÍCIOS
I SINAL DA FUNÇÃO DE 2? GRAU

y, = x1 —1 tem raízes - 1 e 1 e a seguinte variação de sinais:


♦ _____© ____ + 1. Resolver a inequação: (x - 2} (x - 3) > 0
---------------------------- O n i l l HHHHnUU*» » 0 --------------------------► X
- 1 1 Solução .
Inicialmenic, estudamos, em separado, a variação de si­
Portanto, y, < 0 =» - 1 < x < 1( ! ) nais das funções y, = x — 2 e y2 = x — 3, que compõem
Resolução de x3 - 2x > 0 o produto (x - 2) (x - 3).
j-j = x' - 2x tem raízes 0 e 2 e a seguinte variação de sinais: Para y, = x - 2 (que é uma função afim), lemos:
© O - 0 © |*»1 0 0 ©
>•****»*♦ #* v. -------------------------- 1-------------------------
2 *
Para yj = x - 3 (outra vez, uma função afim), temos:
Portanto, > 0 =» x < 0 ou x > 2 © © O © _
Yi
68 ® n ©

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Elaboramos, agora, um quadro de sinais como o seguinte:
Quadro dc sinais:
2 z
► — »—
X X
sinais de v i x f ? x f + sinais d».* y ! ç 4- 4-
I ä I I
y u X
Sin ais d e v ; sinais de y 2 4- Q — o 4- *
; X X
. v i ■ V2
sinais de v © w : V © sin ais de y 1 y 2 © H- o c
________ ______ -~Mti#***+4*V**♦*«**# 0
2 3 * 1 X
2 3

Como queremos y, - y 2 > 0, os valores de x que nos Como queremos y, ■y3 ^ 0, obtemos:
interessam estão assinalados onde y, ■y3 tem sinal de 0 . S = [x E IR | x $ 1 ou 2 í * ^ 3
O conjunto-solução é, então:
S = (x £ IR | x < 2 ou x > 3]. Inequação quociente: chamam-sc inequações quocien-

2 - Resolver a inequaçao: (2x - 3X3x + lX ^x + 2) ^ 0 tc as inequações redutíveis à Forma > 0 (ou <,
gW
Solução onde f|x) e g(x) são funções na variável x.
Para y, = 2x - 3, temos a raiz -j- e a seguinte variação Para a resolução destas inequações, basta lembrar que as
regras de sinais para o quociente são as mesmas do produto,
dc sinais: ou seja, a resolução é análoga ã das inequações produto, ob­
© © servando, apenas, que o denominador de uma fração não pode
3 /2 ser nulo. Repetimos a mesma técnica utilizada nas inequa­
ções produto, eliminando do conjunto-solução os valores de
Para yi = 3x + 1, temos a raiz — b e a seguinte distri­ x para os quais ocorre g(x) = 0.
buição de sinais:
© © EXERCÍCIOS
- 1 /3 X

Para y3 = - x + 2, temos a raiz 2 c a seguinte variação 1 \ _ 9


1. Resolver a inequação: -----j- > 0.
de sinais:
© Solução
©
Ví Para y, = x - 2, temos a raiz 2 e a seguinte variação
de sinais:
Quadro de sinais: © ©
Vi------------------------------------►
2 x
•1 /3 3 /2
Para y, = x - 3 temos a raiz 3 e a seguinte variação de
sinais de y, — — -+ : +
X
sinais:
© ©
sinais de y2 — O 4~ + ; 4- X Vi----
X
sinais de y , + ;
■+ + O — Quadro de sinais:
X
sinais de y i y T y i -^" O + 9 ©
©

X
-1/3 3/2 2 + 4- *
vi “ t
X
C om o q u e re m o s y,
' yi • Va 0, s e g u e -s e :
V: ” ; — 0 -r
1 1
I SINAL OA FUNÇÃO DE 2° GRAU

S = J^x 6 (R 1 í s í - ou X í 2 j
V ,/y ; © - s ....... © 5
3 2

2 3 X

3 . Resolver a inequação: (x — lXx: - 5x + 6) í 0


r V, - 2
X
Observe que a fraçao - x _ 3 » Para x = 2, vale
Solução
Rara y, = x - 1, temos a raiz 1 e a seguinte variação 2 - 2 = _ 0_ =
para x = 3, não está definida,
0 jm a S f

de sinais: 2 -3 -1
pois o denominador se anula; este último fato é indicado com
© © o símbolo X (não existe) no quadro de sinais.

Para y2 = xJ - 5x + 6, temos as raízes 2 e 3 e a seguinte Como queremos — > 0, obtemos:


variação dc sinais:
© 0 © _ s = |x e R | X < 2 ou X > 3j. 69

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2x — 3 x - 1- o„ -2 x - 4 0
2 . Resolver a inequação: - _ t ■ í O
x + 1 x + 1
Solução 3 .
Para y, = 2x - 3, temos a raiz - y e a seguinte vanação Agora, temos:
de sinais:
_ +
------------------- ------------------------------► -2
3 /2 * y, *» “ 2 x -4

Para y* « x - 1, temos a raiz 1 e a seguinte variação Vi


de sinais: - 1
v, = x + 1
Yi
Quadro de sinais:
Quadro de sinais: -2
X
3 /2
4- o — -
V1 '
1
1 X
- - O X
V1 « O
i - ; -
V2
i 1
1 X
- 0 + -1- X
Vi
1
i 1
v i /y i

? ©
--------*M *+H+m +++Htm m 4Ò--------
i -

V |/V l * 0 2 -1

3/2
Como queremos — ^ 0, vem:
Como queremos — í 0, vem: yi
y*
S = x € R| 1 < x $ S = jx € IR | - 2 sí x < —1}.
t )-
- 3x > 0
5 . Resolver a inequação: —
rt x2 — 4 <x ~ 1X2* + 3)
3 . Resolver a inequação:---------- ^ 0
xJ - 1 Solução
Solução Para y, = x1 - 3x, temos as raízes 0 e 3 e a variação
Para y, = x2 - 4, temos as raizes - 2 e 2 e a variação de sinais:
de sinais:
Yi ■ + -
4-
.
Yi -------------- 1--------------1-------------- ►
—2 O 3

Para >’i = x1 - 1, temos as raizes - 1 e 1 e a variação Para y2 = x - 1, temos a raiz 1 c a variação dc sinais:
de sinais: „ +
Yi
Vj
t
-1

Quadro de sinais: Para y3 = 2x + 3, temos a raiz — —e a variação de sinais:

-2 -1 1 2 Yj ■ 4-
- 3/ 2
X
I - O
y,

X Quadro de sinais:
V I + + ò - ò + . +
O I SINAL DA FUNÇÃO DE V. GRAU

-3/2 O
X
° ~

r-
_
1
y i/v i © ^ ©
..............................................>♦.......................OH44+++M♦ *o -------------
? ©
V. + : + O — - O
- 2 - 1 1 2 1
- ■ - : - O 4 4
y, V2
Como queremos — ^ 0 , obtemos: - o + ; + 4
4
yi
u
- Ò ©
S = jx e R I X ^ “ 2 ou - 1 < X < 1 ou x > 21. Vl & " t © p

m Y —1 V2 *V3 -3/2 0 1 3
4 . Resolver a inequação:------- — > 3
x + 1
Observe que, para x = 1 e para x = - -t j a fr3Ça0
Solução
Y — 1 y __ 1 — 3x «
Inicialmente, temos: -------- J 3 « —— - - 3 ^ 0 » --------- não está definida, pois esses valores de x
x +1 x + 1 (x - lX2x + 3)

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anulam seu denominador. Lembrando que queremos
7 . Dada a função y = (x3 - 3x) • (x - 1), determinar:
_ ^— > 0 , obtemos: a) Os pontos de intersecção do gráfico da função com os ei­
yi ■ y> xos coordenados.
b) O conjunto dos valores de x para os quais a função é po­
S=^xGH?|x<--|-ouO<x<loux>3j sitiva.

6 . Dar o domínio das seguintes funções: Solução


a) № = sfj ~ 3x _____ a) Para determinar a intersecção com o eixo y, substituímos
b) g(x) = J 2 x + i - Jx. - 1 na função o x por zero:
y = (x1 - 3x) • (x - 1) »
= y = (O3 - 3 • 0) • (0 - 1) = 0
c> h(x) = J - f h f f
A intersecção com o eixo y ocorre no ponto (0; 0).
Solução _____ Para determinar a intersecção conro eixo x, substituímos
a) Para que a função ffx) = J l - 3x seja definida, devemos na função o >■por zero:
ter 1 — 3x (que é o radicando) maior ou igual a zero. (x3 - 3x) • (x - 1) = 0 =>
Portanto: =>x3 - 3 x = 0 = x = 0 o u x = 3
I - 3x Í3 0 => —3x 5 - 1 3x íj 1 я x í j ou
=> x — 1 = 0 = x = 1
As intersecções com o eixo x, ocorrem nos pontos (0; 0),
D = jx 6 R | x ^ ~ j (1; 0) e (3; 0).

b) Para que a função g(x), seja definida, devemos ter sepa­ b) Para encontrar os valores de x que tomam a função posi­
radamente 2 x + i e x - 1 (que são os radicandos) maiores tiva devemos fazer o estudo da variação de sinal da função,
ou iguais a zero. Logo: utilizando o mesmo processo usado na resolução das inequa­
ções produto:
' 2x + 1 ^ 0 (T ) 0 1 3
x - 1 ^ 0 (n ) ------------- í>------------ <-------------c------------*-
+
Resolvendo a inequação (T ), obtemos:
- - +
2x + 1 > 0 « 2x > - 1 0 - y ( » )
© ©
Resolvendo a inequação ( h) , obtemos: > к------------ 7v " .....""
x - 1 ^ 0 => x ^ 1 (b) O conjunto dos valores de x que tomam a função positi*
Fazendo (a) fl (b), vamos ter: va é Jx E IR j 0 < x < I ou x > 3j.

8 . Considere a função f: IR-* R definida por:


f(x) = x3 -4 x + c.
Determine o menor valor inteiro do parâmetro c de mo­
do que a função f assuma valores positivos para todo x real.

Solução
D = [x E ÍR |x ^ 1] A função Fdo enunciado é uma função de 2? grau com
. VT r . 2x + 1 (que concavidade “voltada para cima” pois o coeficiente do x 3 é
c) Na função h(x), devemos ter o quociente _ j positivo. Portanto, concluímos que f possui um valor míni­
ê o radicando) maior ou igual a zero, para que a função este­ mo que se calcula por - —.
ja definida. Portanto, teremos para resolver uma inequação
do tipo quociente: Como a função f deve assumir somente valores positivos,
| SINAL DA FUNÇÃO DE T GRAU

seu valor
indusiveseu mínir
valormínimodeve ser positivo, isto é: —4a
-— >
2x + 1
x - I S* 0 - f tr - 4ac) „ - ( 1 6 - 4 ■ 1 • c) „
>0= 4a 4 , j > 0
- 1/2 !
-o-
-1 6 + 4c
> 0 => -1 6 + 4c > 0 *» 4c > 16

-► X
c > 4

© ©
■H i i m n t i H i i A
"7Г
W IIIIH Portanto, o menor valor inteiro do parâmetro c í 5.

И x € IR I x ^
0
y -O U X > 1 |
c =5
71

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f(x) = x5, vem, por substituição: g{f(x)) = x1 + 1. .
2. Sendo g : IR-*IRef:IR->R definidas por g(x) =3x - 1
c f(x) = x3 + 5, temos:
roo = x> + 5
I 1
g(x) = 3x - 1 ~ g(fíx)) = 3 r T S - 1 = 3 - ( ^ 1 ) - I =
L J
f(x) no lu£ftr llc X
Observe o diagrama seguinte:
= 3x3 + 15 - I = 3x3 + 14 =» g(f(x)) = 3x3 + 14
P(x) - 3* - 1
I------------------- 1
f<x) = x3 + 5 => fïg(x)) = [g(x)]1 + 5 = (3x - 1)’ +

g(x) no lugar de x
+ 5 = 9x3 - 6x + 1 + 5 = 9x3 - 6x + 6
f(g(x)) = 9x3 - 6x + 6
Temos uma função fque associa a cada elemento x G A
um único elemento y = f(x) 6 Bc uma função g que asso­
cia a cada elemento v G B um único elemento EXERCÍCIOS
z = g(y) e c.
Se lembrarmos, porém, que y = f(x), veremos quç o ele­ 1 . Dadas as funções f, g : IR -* IR, tais que f(x) = 2x - 1
mento z = g(y) G C é, na verdade, igual a g(f(x)). É natu­ e g(x) = x3 + 2, calcular:
ral, então, que pensemos numa nova função h, de A cm C, a) r(g(0)), g(f(0 )), f(g(l» e g(f(l));
que associe o elemento x £ A diretamente com o elemento b) (f o g ) ( - l ) , (g o f ) ( - 1), (f o g) (2) e (g o 0(2);
z = g(f(x)) G C, ou seja, que faça de uma só vez o que a
f e a g fazem em duas operações. Essa nova função, que é c) f(g{x)) e g(f(x)).
indicada por g o f (leia: g “bola” f), ê chamada de função Solução
composta de g e f.
Veja bem: a função g o f, quando aplicada no elemento Com f{x) = 2x - 1 g(x) = x1 + 2 ( g ) , temos:
x G A nos dá como imagem o elemento g(f(x)) G C, ou seja:
' g(0) = O1 + 2 = 2 - f(g(0)) = f(2) =
= 2- 2 - 1= 4 - 1 = 3
(g o 0 (>0 = i(f(x)) f(0) = 2 - 0 - 1 = - 1 = g(f(0)) =
= g(-l) = ( - l ) 3 + 2 = 1 + 2 = 3
Outra observação importante é a ordem segundo a qual a) B(1) = Ia + 2 = 3 - f(g(i)) = f(3) =
se aplicam as funções: quando escrevemos g{f(x)), primeiro = 2- 3 - 1 = 6 — 1 = 5
aplicamos a função f ao elemento x, obtendo f(x), e depois f(l) = 2 1 - 1 = 1=» g(f(l)) = g(l) =
aplicamos g a f(x), obtendo g(f(x)). Acompanhe atentamen­ . = l 3 + '2 = 1 + 2 = 3
te os exemplos “concretos” a seguir:
■g(-l ) = ( - 1 ) 2 + 2 = 3 = (f o g ) ( - l ) =
1. Sejam os conjuntos A = [0, —lj, B = [0, 1,2),
= f(g (-l)) = f(3) = 2 ■ 3 - 1 = 5
C = (1, 2, 3, 4) e as funções f : A - * B e g : B - * C defini­
das por f(x) = x1 c g(x) = x + 1. f(—1) = 2 ■ ( - 1) - 1 =
= - 3 = (g o 0 ( - l ) = £ { f(-l)) =
= g( - 3) = ( - 3 ) J + 2 = II
b) g(2) = 21 + 2 = 6 = ( f o g) (2) =
= f(g(2)) = f(6) = 2 ■ 6 - 1 = 11
f(2) = 2 ■ 2 - 1 = 3 » (g o 0 (2) =
= g(f(2)) = g(3) = 33 + 2 = 11

f(g{x))^2 ■[g(x)] - 1 ^ 2 • (x3 + 2) - 1 =


= 2x3 + 4 - 1 = 2x3 + 3
gol C O
g(f(x))^[f(x)]3 + 2 ^ (2 * - l)3 + 2 =
I FUNÇÃO COMPOSTA

A partir das funções fe g construímos a função compos­ = 4x3 — 4x + 1 + 2 = 4x3 - 4x + 3


ta g o f, de A em C, substituindo duas flechas consecuti­ 2 . Sendo f(x) = x1 - 1 e g(x) = x + 1, determinar os va­
vas por uma só no diagrama anterior. Por exemplo: - 1 é lores de x para os quais ocorre f(g(x)) = g(f(x)).
levado em 1 pela f e I é levado em 2 pela g; então, —1 é Solução
levado diretamente em 2 pela função g o f.
Obtemos g(f(x)) substituindo x por f(x) na expressão Temos- № * )) = fe(x))! - l = (x+ l)3 - 1 = x2-h 2x
g(x) = x + I, isto é: g(f(x)) = J W ,+ *> e> como U(f(x)) = f(x) + I = x3 - 1 + 1 = x3
Portanto, ocorre f{g(x)) = g(f(x)) <=>x3 + 2x = xJ « 2x =
" " l ___ I = 0 « x = 0.
f(x) no Inçar dc x

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1

As origens da trigonometria, assim como as da geome­ engenharia. Ela é utilizada, por exemplo, para entender fe­
tria, remontam ã Antiguidade; as primeiras tabelas trigono­ nômenos ligados à acústica (estudo do som) e à óptica (estu­
métricas são da época da Babilônia antiga (1900 a 1600 aC). do da luz); ao nosso redor, na parafernália de luz e som que
A trigonometria surgiu da necessidade de se relacionar nos envolve, está sempre presente a aplicação direta da tri­
o “tamanho” dos lados com o "tamanho” dos ângulos de gonometria.
um triângulo c seu desenvolvimento ao longo da história da Nesta obra, faremos o estudo da trigonometria seguin­
humanidade foi tal que hoje ela representa um capítulo à do, aproximadamente, seu desenvolvimento histórico: defi­
parte dentro da Matemática. Atualmente a trigonometria é nimos inicialmente as razões trigonométricas usando os triân­
utilizada para resolver problemas de medição de terras (agri­ gulos retângulos e, posteriormente, generalizamos estes con­
mensura), de astronomia e de muitos campos da física e da ceitos para os arcos trigonométricos.

Radiano: é um arco de circunferência cujo comprimen­


to é igual ao raio da circunferência que o contém; abrevia-se
rad.
MEDIDAS DE ARCOS E
ÂNGULOS Exemplos
1. Numa circunferência de raio 10 cm, um arco de 10 cm
de comprimento mede 1 rad; um arco de 20 cm mede 2 rad:
Neste capítulo inicial estudaremos o grau e o radiano, que
são as unidades de medida de arcos e de ângulos nomialmentc AM = 10 cm = raio «»
utilizadas na trigonometria.
= AM = 1 rad
MN = 10 cm = raio ■*
Unidades de medida de arco e = NM = 1 rad
ângulo AN = 20 cm = 2 x raio =
I MEDIDAS DE ARCOS E ÂNGULOS/UNIDADES
Grau: na geometria trabalhamos com a unidade grau para = ÃN = 2 rad
medir ângulos; na trigonometria também usamos a unidade
grau, agora para medir arcos. A utilização da unidade grau
para a medida de arcos passa a ser possivel a partir da se­ 2. Numa circunferência de raio 4 cm, um arco de 2,5 rad
guinte associação: tem comprimento de 2,5 x 4 cm = 10 cm, pois cada radia­
no, neste exemplo, mede 4 cm.
o arco de uma circunferência completa mede 360°.
3. Numa circunferência de raio igual a Lcm, o arco de 1
radiano tem comprimento também de 1 cm; se a circunfe­
Disto concluímos que: JO = da circunferência rência tem raio de 2 cm, o arco de 1 radiano nessa circunfe­
360 rência tem comprimento de 2 cm; numa circunferência de
raio 3 cm, o arco de 1 rad tem comprimento 3 cm; e assim
As subdivisões do grau são: por diante. Repare, porém, que o angulo central determina­
do por esses arcos tem sempre a mesma abertura (veja a fi­
fl ' = —jj- (1' = 1 minuto) gura na página seguinte). A medida do ângulo central é sem­
pre igual à medida do arco compreendido entre seus lados
e, por isto, a medida do ângulo central da próxima figura
* -gõ í 1" = 1 seÊund°) 3 = 1SÕÕ
V é 1 rad. 73

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3. Converter — rad a graus.

radianos graus
ti ----- 180
y ■ 180
7T
Vamos agora determinar quanto mede, em radianos, o arco x = —---------- = 60°
3 71
de uma circunferência completa. Como o comprimento de
uma circunferência de raio R c sempre 2.TI.R, concluímos Portanto: — rad = 60°.
que o arco de uma circunferência completa tem medida igual
a 2rt rad, pois o comprimento do raio é o comprimento do 4 Jt
radiano, 4. Converter —— rad a graus.
Com esta conclusão, podemos estabelecer a correspon­
dência entre a unidade radiano e a unidade grau:

2 Ji rad = 360° ou 7i rad = 180°

A igualdade acima permite-nos converter medidas de um


sistema para outro, através de uma regra de três simples.
Acompanhe os exemplos:

1. Converter 30° a radianos.


radianos graus
7t ------- 180
4 tt
180
471
x= 3 = 240°
3

Portanto: -4ytc- rad = 240°.

graus Repare bem na figura seguinte, pois nela você encontra


180 - Tt os arcos mais frequentes nos cálculos da trigonometria, ex­
pressos em graus e em radianos:
.. _ -3 6 "' 71 71 ,
30 -
x■W “ r rad
MEDIDAS DE ARCOS E ÂNGULOS/UNIDADES

Portanto: 30° = rad.


o
2. Converter 90° a radianos.

graus
180 -
90 - y rad
J& T,
74 Portanto: 90° = — rad.

Scanned by CamScanner
c) graus radianos
EXERCÍCIOS 180° ■ ■ir
1 . Escrever em graus os arcos de: 10° ■ . 10 • rad
180 18
a) y rad; b) - y - rad; c) rad; d) -J- rad.
d) graus radianos
Solução 180° ■ ■li
a) y rad = y • (Jt rad) = ■ 180° = 36°; 135° 135 ■ z 3jí rad
180
b) rad = ■ (« rad) = • 180° = 330°; 3 . Numa circunferência de raio 6 cm, qual o comprimento
'6 o o de um arco de medida 150o?

c) tI 18 ' *”rad)" 18 ' l8°"" 10“: Solução


Inicialmente, calculamos o comprimento da circunferência
d)1 4-7- rad= 44 ■(n rad) =4 4 ■ 180° = 45°; pela fórmula C = 2.~.R; como R = 6 cm, temos que
2 . Escrever em radianos os arcos de: C = 2.71.6 cm = ]2jt cm
a) 15°; b) 22°30'; c) 10°; d) 135°, Concluímos agora que 12n cm representa 360°, que é a
Solução medida em graus da circunferência. Com isto, construímos
a seguinte “regra de três”:
a) graus radianos
180° medida em graus comDnmento
15 - 7t rad 360 12 it cm
15° 12
180 150 x
b) Para evilar contas, jâ vimos que 45° = y rad c, como Resolvendo, temos: 360.x = 150xl2it
_Jt_ 360.x = 180071
s =—1800a: _- o-a cm
m
22°30' = obtemos 22°30' = rad
2 2 o

Obtemos assim uma série de triângulos semelhantes en­


tre si. Devido a essa semelhança, podemos afirmar que os
lados correspondentes destes triângulos são proporcionais;
o
TRIGONOMETRIA por isto, temos: Q
ca
DO TRIÂNGULO P.O. PiQi _ PiQs -
a) AP, ~ APi APj
<
cateto oposto a a
hipotenusa correspondente ca
*<
Neste capítulo definiremos as razões trigonométricas (se­ AQ, _ A£l _ _A2l =
no, cosseno e tangente) de um ângulo agudo a partir de um b) AP, ” AP* APj
triângulo retângulo e, a seguir, ampliaremos nosso estudo cateto adjacente a n Q
para os triângulos em geral. - - hipotenusa correspondente mLU
•O
rvj
cl P & . = .PiS l = 1 & . = C
Razões trigonométricas c) AQ, AQi AQj
cateto oposto a a
SE
O

de um ângulo agudo ZDi
~ "" cateto adjacente a a tD
Z
Dado um ângulo agudo de medida a, tomemos alguns ’C
pomos de um de seus lados (P„ P3, Pj, Pjj ■•■) e tracemos O auociente ------ cateto oposto a a ----- obtido no
O quociente ^potenusa correspondente o
o
item a, será chamado de seno do ângulo a e indicado por
sen a. Temos, então: QC

cateto oposto a a
sen a = hipotenusa O
52
cu
„ . cateto adjacente a a no
O quociente hipotenusa correspondente ’ 75

Scanned by CamScanner
itera b, será chamado de cosseno do ângulo a e indicado por f _ cateto oposto _ AC _ _4_
cos a. Temos, então: sen a hipotenusa BC 5
cateto adjacente _ AB _ 3
cos a = -------------
hipotenusa BC 17
cateto adjacente a a Temos:
cos a = _ cateto oposto _ AC _ _4_
hipotenusa
a cateto adjacente AB 3

O quociente catet0 °P0St0 3 g 3obtido no item c, será 2. Consideremos este outro:


^ cateto adjacente a a
chamado de tangente do ângulo a e indicado por tg a. Te­
mos, então-
cateto ouosto
te a = ---------- aa
rí-------------
0 cateto ad acente a a

ATENÇÃO os números sen a, cos a e tg a não depen­


dem do particular triângulo retângulo escolhido na figura
inicial. Esses números são uma característica do ângulo a
e independem do triângulo escolhido.

Triângulo retângulo
Consideremos então um triângulo retângulo; seja ú um Valores notáveis
dos seus ângulos agudos e sejam a, b e c as medidas da hipo­
tenusa e dos dois catctos, respectivamente: Neste item vamos calcular o seno, o cosseno e a tangente
dos ângulos de 30°, 45° e 60°, Isto será feito escolhendo-se
triângulos particulares para cada caso.

Ângulo de 30° c dc 60°: partindo de um triângulo equi


látero ABC de lado f e traçando sua_a!tura AH, construímos
o triângulo retângulo AHC, onde CÃH = 30° e HCA = 60°.

Neste triângulo, temos: a: hipotenusa;


b: cateto oposto a ú;
c: cateto adjacente a fi.
TRIGONOMETRIA DO TRIÂNGULO RETÂNGULO/VALORES NOTÁ

Utilizando todos estes elementos, podemos escrever:


sen a : b _ cateto oposto
a hipotenusa
_c_ _ cateto adjacente
cos a
a hipotenusa
b cateto oposto
te a = — = --------- T. -------
b c cateto adjacente
lY3 __ ..
Já sabemos que AH = —— , pois AH é altura do triân­
Exemplos
1. Consideremos o triângulo retângulo seguinte: gulo equilátero, e que HC = f
Analisando 0 triângulo AHC, temos:

sen 30° = =1 = 1.
AC f 2
C\f3
AH Ü
cos 30°
AC f 2

tg 30° =
HC j_ z Vã
AH i 'ã ,2" V3 _ 3
76

Scanned by CamScanner
No mesmo triângulo AHC, ainda temos:
fv l
AH Ü
sen 60 =
AC

HC . _2 .
cos 60° = f '
AC
f V3 Solução
2
AH
= VI sen MO = -=rrr
30° AB BC
tg 60° = HC líL. ' 2 BC
AB VI 2
2 \3
3 AC AC= v i
Ângulo de 45°: partindo de um quadrado ABCD, de Você poderia usar também o teorema de Pitágoras, para
lado f, e traçando sua diagonal AC, obtemos o triângulo re­ obter AC, depois de obter BC trígonometricameme; isso fi­
tângulo ABC, de ângulos agudos iguais a 45®, e cuja hipote­ ca a seu critério.
nusa AC mede f V2 (pois AC é diagonal de um quadrado
de lado í), 2 . Um observador de 1,70 m de altura avista o topo de um
edifício sob ângulo de 50° com a horizontal. Se a distância
D
do observador ao edifício é 20 m, calcule a altura do edifí­
cio. Dado: tg 50° = 1,192.

No

f
sen

cos

Vtg 4

OBSERVAÇÃO Estes valores trigonométricos ago­


ra calculados têm grande utilização nos exercícios de tri- Solução
c

TRIGONOMETRIA D0 TRIÂNGUL0/VAL0RES NOTÁVEIS


lonomeiria e, por isso, convêm sabê-los de cor; então,
vamos reaprcsentã-los na seguinte tabela:

300 ( f " d) 45° rad) 60° ( f rad)

1 V2 VI
sen 2 2 2

COS
VI V2 1
2 2 2
VI
<G 3 1 VI
—-
seja, 1,192 = *» BC = 1,192 * 20 = 23,84 m.

EXERCÍCIOS Portanto, a altura do edifício é h = BC + 1,70 = 23,84


+ 1,70 = 25,54 m.
|

1. Determinar a hipotenusa BC e o catcto AC no triângulo h = 25,54 m


retângulo seguinte: 77

Scanned by CamScanner
3 . Calcule a altura h da figura. Dados: tg a = 0,5; tg p = Para calcular a área S do triângulo, usamos a fórmula do
1,5 e d = 40 m. exercício anterior:
a ■ b • sen a 10 • 12 - sen 30°
S = S =

S = 60 • sen 30°.
Como sen 30° = 1/2, temos: S = 60x1/2

S = 30 cm1

6 . Calcule a área S do triângulo seguinte, em função de h


c dos ângulos d c p.

h = l,5x
No triângulo ACD: tg a = ^ => ~ =

= ^^-x— => 40 + x = 3x = 2x = 40 => x = 20 m.


40 + x
Como h = 1,5 x => h = 1,5x20 m 30 m

4 . Determine a área S do triângulo seguinte, em função dos Fazemos BC = a:


lados a e b e do ângulo á formado entre eles.

Solução
No triângulo ABC dado, construímos a altura BH = h
relativa ao lado AC:
a. Para isso, observe que:
No A AHB: tg a BH BH = AH ■tg a = h • tg a
AH
HC HC = AH • tg p = h • tg p
No A AHC: tg P =
AH
Agora:
a = BC = BH + HC = h • tg a + h ■ tg P »
= a = h (tg a + tg p) ©
Agora, no triângulo CHB, retângulo em H, temos:
Oo I TRIGONOMETRIA DE TRIÂNGULOS QUAISQUER

Substituindo © em (T), temos fmalmente:


sen a HB h = n t,
— sen a ©
BC a s = hJ (tg a + tg P)
Substituindo © em(£t obtemos: 15 2

S = a ■b ■ sen a
Triângulos quaisquer
5 . Num triângulo ABC, os lados AB e AC medem, respec­ Estudaremos agora a lei dos senos e a lei dos cossenos;
tivamente, 10 cm c 12 cm. Determine a ãrea desse triângulo essas duas leis podem ser aplicadas em qualquer triângulo,
sabendo que o ângulo à mede 30°. inclusive em triângulos retângulos. Na verdade, o que ocor­
re é que para os triângulos retângulos normalmcnic usam-se
Solução as particulares definições de seno e de cosseno vistas ante-
Construímos um triângulo com os dados do problema: riormeme e não essas duas leis que vem a seguir.

Lei dos senos: em lodo triângulo, a medida de cada


lado é proporcional ao seno do ângulo oposto a esse la­
do; a razão da proporção ê igual ao dobro do raio da cir­
cunferência circunscrita ao triângulo.

Scanned by CamScanner
Exemplos
1. cos 120° = • cos (180° - 120°) = - cos 60° = ' 2
j/ J
2. cos 135° = - cos (180° - 135°)= - cos 45° = - 2
j/3
3. cos150° = - cos (180° - 150°) = - cos 30° - - 2

EXERCÍCIOS

Lei dos cossenos: cm todo triângulo, o quadrado da
medida de qualquer lado c igual à soma dos quadrados 1 . Num triângulo ABC, os lados AB e AC medem 10 cm
das medidas dos outros dois lados menos o dobro do pro­ e 12 cm, respectivamente, e o ângulo formado por eles me­
duto das medidas desses dois lados pelo cosseno do ân­ de 60°. Calcule o lado BC.
gulo formado por eles. Solução

Aplicando a lei dos cossenos, temos:


x1 = 101 + 12" - 2 ■10 • 12 - cos 60° = 100 + 144 +
+ 240 - (0,5)
x1 = 124 => x = J124 x = 2 J3I cm
Para a resolução de exercícios, baseic-se nas seguintes re­ 2 . (FEI-SP) Calcule a medida do lado AC do triângulo ABC,
gras, válidas cm geral: sabendo que o lado AB mede 10 \^2cm.
• se são conhecidos dois lados e um ângulo do triângulo,
usamos a lei dos cossenos.
• se são conhecidos dois ângulos e um lado do triângulo,
usamos a lei dos senos.

ATENÇÃO Como agora estamos trabalhando com


triângulos quaisquer, pode acontecer que um dos ângu­
los do triângulo seja obtuso (ângulo de medida entre 90° Solução
c 180°); por isto, agora, faz-se necessário saber o que é Como  + B + C = 180°, obtemos:
seno e cosseno de um ângulo obtuso.
Faremos então duas definições que serão justificadas 105° + B + 30° = 180° e, portanto, B = 45°
posteriormente ao longo deste curso.
11 definição: Aplicando □ lei dos senos, temos:
Oseno de um ângulo obtuso a é igual ao seno do seu AC _ AB AC _ 10 V2 AC ■sen 30° =
suplemento (180° - a). sen B sen C sen 45° sen 30°

jj TRIGONOMETRIA DE TRIÂNGULOS QUAISQUER


= 10 V2 - sen 45° =»

Simbolicamente, temos: sen a = sen (180° - a) =s AC ■~2 = 10^2 • ~~2 ~ AC = 20 cm

Exemplos 3 . Um triângulo ABC está inscrito numa circunferência de


tf raio 12 cm. Calcule o lado BC, sabendo que o ângulo inter­
1. sen 120° = sen (180° - 120°) = sen 60° = ~2~
no  mede 30°.
V2
2. sen 135° = sen (180° - 135°) = sen 45° = 2 Solução
3. sen 150° = sen (180° - ISO") = sen 30° = y
2‘ definição:

O cosseno de um ângulo obtuso a é igual ao oposto


do cosseno do seu suplemento (180° — a).

Simbolicamente, lemos: cos a = - cos (180° — a) 79

Scanned by CamScanner
3 . Calcule a altura h da figura. Dados: tg a - 0,5; tg 3 = Para calcular a área S do triângulo, usamos a fórmula do
1,5 e d = 40 m. exercicio anterior:

Sc = a ■ b • sen a => ô~ =
_ ___________
10 ■ 12 ■ sen 30° =>

S = 60 • sen 30°.
Como sen 30° = 1/2, temos: S = 60x1/2

S = 30 cm2

6 . Calcule a área S do triângulo seguinte, em função de h


e dos ângulos â e p.

h = 1j5x

No triângulo ACD: tg a =
d +x 2
^ x— =* 40 + x = 3x => 2x = 40 =• x = 20 m.
40 + x
Como h = 1,5 x =» h = 1,5x20 m 30 m
Solução
4 . Determine a área S do triângulo seguinte, em função dos Fazemos BC = a:
lados a e b e do ângulo fi formado entre eles.

Solução
No triângulo ABC dado, construimos a altura BH = h
relativa ao lado AC:
a. Para isso, observe que:
No A AHB: tg a = = BH = AH ■tg a = h ■tg a
AH
N0 A AHC: tg P = *» HC = AH • tg p = h ■tg P
Agora:
a = BC = BH + HC = h ■ tg a + h ■ tg p =
=a = h(tga + t g P ) ®
Agora, no triângulo CHB, retângulo em H, temos: (n) em (D. temos finalmentc:
Oo I TRIGONOMETRIA DE TRIÂNGULOS QUAISQUER

Substituindo
HB h , /ff,
sen a = — « - h - > • ien a
<- _ h3 (tg a + tg P)
Substituindo (Jp em(T} obtemos: " 2

C- a b - sen et
2 Triângulos quaisquer
5 . Num triângulo ABC, os lados AB e AC medem, respec­ Estudaremos agora a lei dos senos e a lei dos cossenos;
tivamente, 10 cm e 12 cm. Determine a área desse triângulo essas duas leis podem ser aplicadas em qualquer triângulo,
sabendo que o ângulo A mede 30°. inclusive em triângulos retângulos. Na verdade, o que ocor­
re é que para os triângulos retângulos normalmente usam-se
Solução as particulares definições de seno e de cosseno vistas ante­
Construímos um triângulo com os dados do problema: riormente e náo essas duas leis que vêm a seguir.

Lei dos senos: cm todo triângulo, a medida de cada


lado é proporcional ao seno do ângulo oposto a esse la­
do; a razão da proporção é igual ao dobro do raio da cir­
cunferência circunscrita ao triângulo.

Scanned by CamScanner
Exemplos
1. cos 120° = - cos (180° - 120a) = - cos 60a = - y
<2
2. cos 135° = - cos (180a - 135°) = - cos 45° = - ~

3. cos 150a = - cos (180° - 150°)= —cos 30a = ~ 2

EXERCÍCIOS
Lei dos cossenos: cm todo triângulo, o quadrado da
medida de qualquer lado é igual à soma dos quadrados 1 . Num triângulo ABC, os lados AB e AC medem 10 cm
das medidas dos outros dois lados menos o dobro do pro­ e 12 cm, rcspectivamente^ 0 ângulo Formado por eles me­
duto das medidas desses dois lados pelo cosseno do ân­ de 60°. Calcule o lado BC.
gulo formado por cies. Solução
B

Aplicando a lei dos cossenos, temos:


= 10! + 121 - 2 ■ 10 • 12 ■cos 60° = 100 + 144 +
+ 240 - (0,5) __
= 124 =» x = nT24 = x = 2 Ç31 cm
Para a resolução de exercícios, bascic-se nas seguintes re­ 2 . (FEI-SP) Calcule a medida do lado AC do triângulo ABC,
gras, válidas em geral:
• se são conhecidos dois lados e um ângulo do triângulo, sabendo que 0 lado AB mede 10 v'! cm.
usamos a lei dos cossenos. A
• se são conhecidos dois ângulos e um lado do triângulo,
usamos a lei dos senos.

ATENÇÃO Como agora estamos trabalhando com


triângulos quaisquer, pode acontecer que um dos ângu­
los do triângulo seja obtuso (ângulo de medida entre 90° Solução
e 180°); por isto, agora, faz-se necessário saber o que é Como A + B + C = 180°, obtemos:
seno e cosseno de um ângulo obtuso.
Faremos então duas definições que serão justificadas 105° + B + 30° = 180° e, portanto,
posteriormente ao longo deste curso.
I! definição: Aplicando a lei dos senos, temos:
Oseno de um ângulo obtuso a é igual ao seno do seu AC _ AB AC _ 10
suplemento (180° - a). sen B sen C sen 45° sen 30°

TRIGONOMETRIA DE TRIÂNGULOS QUAISQUER


= 10 v'2 ■sen 45° =»

Simbolicamente, temos: sen a = sen (180° - a) . = AC - y = 10V2 - - y - = AC = 20 cm .

Exemplos 3 . Um triângulo ABC está inscrito numa circunferência de


V3 raio 12 cm. Calcule o lado BC, sabendo que 0 ângulo inter­
1. sen 120° = sen (180° - 120a) = sen 60° =
no A mede 30°.
<2
2. sen 135a = sen (180° - 135°) = sen <15° = — Solução
3. sen 150° = sen (180° - 150°) = sen 30a =
2? definição:

O cosseno de um ângulo obtuso a é igual ao oposto


do cosseno do seu suplemento (180° - a).
XJ I

Simbolicamente, temos: cos a = - cos (180a - a) .

Scanned by CamScanner
Pela lei dos senos, temos: Solução
x b c
= 2R Aplicando a lei dos cossenos para o lado ÃB, vent­
sen 30° sen B sen C sen 30° = 2R
e m a2 + b2 - 2ab ■ cos 60° e, como a = 2b e cos 60° =
= x = sen 30° ■ 2R = (0,5). 2. 12 ' x = 12 cm = 1/2, obtemos:
c2 = 4b2 + b2 - 2,2b.b.(l/2) = 5b2 - 2b2 =
4 .No triângulo ABC da figura, calcule o ângulo Â, sendo
a = 2b. =» c2 = 3b2 = = b>/3

Pela lei dos senos, temos:

1S1F = ■sen  = a ■ sen 60°

b ■Vi • sen  = 2b ■~ =» sen à = 1 A = 90°


Segunda relaçao fundamental


Vamos demonstrar que, para todo angulo agudo a, temos:

sen a
tg a
cos a

Neste capítulo vamos estabelecer as relações entre o se­ Chegamos a essa conclusão, analisando o mesmo triân­
no, o cosseno e a tangente de um ângulo agudo e definir se­ gulo do item anterior; nele, temos:
cante, cossecante e cotangente a partir das três primeiras re­
lações já conhecidas. tg a = —, sen a = — e cos a = —.
c a a
Primeira relação fundamental Podemos então escrever que:
Para todo ângulo agudo a temos: _b
sen a _ a _ b _ .
---------------------------- tg a;
RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS/! ? e 2? RELAÇÕES FUNDAMENTAIS

sen2 a + cos2 a = 1 cos a _c_ c


a
isto confirma a 2? relação fundamental.
Esta relação decorre da análise do triângulo retângulo da fi­
gura seguinte:
EXERCÍCIOS

1. Sendo a um ângulo agudo, calcular cos a sabendo-se que


sen a = 8/17.

Solução
Na 1? relação fundamental fazemos sen a = 8/17:

sen2 a + cos2 a = 1
b e cos a = —.
Nesse triângulo temos: sen u = — c Apli­
64
cando o teorema de Pitãgoras, obtemos: b2 + c2 = a2; divi­ a i 289
dindo ambos os membros dessa igualdade por a2, obtemos: 15_
=>cos2 a = I - 64 cos2 a 225 cos a =± 17'
b2 289 289
Como a í agudo, cos u é positivo; portanto:
Nesta última igualdade, fazendo b/a = sen a e c/a =
= cos a, obtemos: (sen a)1 + (cos a)2 = I => sen2a + cos a = 15
+ cos2a = 1. 17
Nesta equação, as notações sen2 a e cos2 a representam,
respecTÍvamente, (sen a)2e (cos a)2. Esta igualdade serve para 2 . Calcular tg a (a é ângulo agudo), sabendo-se que
80 se calcular o cos a a partir do sen a e vice-versa. cos a = 12/13.

Scanned by CamScanner
Solução
EXERCÍCIOS
sen1 a + cos1 a = ]

144 1 • Sendo a um ângulo agudo tal que sen u = —, calcule


sen1 a + = I = sen1 a = 1 cos u, tg a, scc u, cossec a e cotg a.
169
Solução
sen1 a = ^ sen a = ±
169 13 Cálculo de cos a:
Como a é agudo, sen a = 5cn!a + cos3u = J e sen a = -!- =■ — + cos,a = 1 =>
o 2o
Lembrando a 2? relação fundamental, temos: tg u = sen —
cos a cos’a = I - 9 _ 16 cos a
25 25
e, portanto, tg a = ~ ~ = Cálculo de tg a, cotg a, sec a e cossec a
tg a sen a _ 3/5
cos a tg a = T
.g a = — 4/5

cotg a i 1
3 . Sendo tg a = 4/3 (a agudo), calcular o valor da expres­ tg a catg a = —
3/4
são E = 10 sen a — j - ■ cos a.
sec a = 1 . 1
Solução sec a =
cos a 4/5
sen a I 1
Usamos a 2? relação fundamental: tg a cossec a =
cos a sen a 3/5
2 . Sendo a um ângulo agudo, calcular cossec a sendo
4 sen a _ 4 sen a 4 cos a
tg a = 3 ©.sec a = 2V2.
cos a 3 3
Solução
Substituindo (T) na 11 relação fundamental, temos:
Por definição de secante, a secante é o inverso do cosse­
> , , ( 4 cos a V . , ,
sen1 u + cos1 a = 1 => I ----------------- ----------- Ino+e, portanto,
cos' o cosseno
a = 1 é o inverso da secante; simbolica­
mente, temos então:
1
-- ^ a + cos1 a = 1 =» 16 cos1 u + 9 cos1 a = 9 > sec a = J __ cos u 1
cos u sec a 2v2
9 3 Agora, usamos a 1! relação fundamental:
25 cos1 a = 9 = cos1 a = — = cos a = ± — .
25 D
sen:a + cosJa = I seiPa + ( — j =1
Como a é agudo, temos cos a = 3/5 V 2v2 )
sen!a + -g- = I =» sen:a =1 — r- = senJa = -~
Substituindo cos a = 3/5 em (T), temos:
12
4x© => sen a = ± W-jr.

I RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS/SEC, COSSEC E COTG


sen a — zr~ => sen a = —% sen a
Como a ê agudo, sen a = yj~^-
Substituindo os valores de sen a e cos a em E, obtemos:
Asora usamos a definição de cossecante:
E = 10 x 4 ------ f- x -§- = 8 - 1 = 7. Logo, E = 7
D 3 5 cossec a =
sen a
Secante, cossecante e cotangente cossec a
nr vS 2V2
Definiremos agora três novas razões trigonométricas: a V7 = V7 " v?
\/s
secante (sec), a cossecante (cossec) e a cotangente (cotg); es­
sas três definições são válidas para todo ângulo agudo a: Racionalizando o denominador desta última fração, temos:
2v 14
cos a cossec a =
cotangente de a = cotg o = sen a
3 . Calcular o valor de tg x sabendo que
1
secante de a = sec a — i ]x - 5 ' sen x • cos x + 6 • cos1.* = 0
sen*
cos a
1
cossecante de a = cossec a - sen a Solução
O problema pede para calcular tg x e nos dá uma equação 81

Scanned by CamScanner
em sen x e cos x: lembrando que tg x = sen x , dividimos 4 . Sabendo que sen x • cos x = V3/4, calcule o valor nu­
ü cos x mérico da expressão scn4x + cos*x.
a equação dada por cos2x:
Solução
sen1» _ 5 ■sen x • cos x , 6 ■cos^ _ 0 Analisando o enunciado do problema percebemos que nos
cos1» cos’x cosJx cos1» foi dada uma equação em sen x e cos x e a pergunta c tam­
/ sen x V 5 ■sen x • ços-x-y g = q bém uma função de sen x e cos x; por outro lado, sabemos
\ COS X / COS X ■.C O S -X '"' que estas duas funções trigonométricas estão relacionadas pela
fórmula: senJx + cos2x = 1.
(tg x)1 - 5 • tg x + 6 = 0. Elevamos esta última igualdade ao quadrado para obter
Agora, basta resolver esta equação de segundo grau na sen4x e cos4x, que constam do enunciado do problema:
incógnita tg x: sen2x + cos2x = 1 = (sen^ + cos^)1 = (l)1 =>
A = b1 - 4.a,c = A = 25 - 4.1.6 = 25 - 24 =» A = 1. = scn4x + 2 ■ sen1.» ■ cosJx + cosJx = 1 =
=>scn4x +2 ■(sen x • cos x)1+cos4x = 1 =
V =- ^ l= 3 / V3 V
5± 1 = sen4x + 2 ■ f --—j + cos4x = 1 =»
Portanto, temos: tg x
2.1 tg x = =2
=> scn4x + 3/8 + cos4x =■ 1 =
3
Finalizando: tg x - 2 ou tg x = 3 => scn4x + cos4x =1 — =» scn4x + cos4x = 5/8 .
O

Na figura anterior, AAi é um arco trigonométrico de ori­


gem A, extremidade M, com medid^positiva, pois seu sen­
SENO, COSSENO E tido de percurso é 0 ami-horário; AP é um arco trigonomé­
TANGENTE NO CICLO trico de origem A, extremidade P e medida negativa, pois
seu sentido de percurso é o horário.
TRIGONOMÉTRICO
Quadrantes: dividimos 0 ciclo trigonométrico em quatro
panes utilizando dois eixos perpendiculares entre si (chama­
dos de eixo dos senos e eixo dos cossenos, conforme a figura
seguinte) ambos passando pelo centro do ciclo e um deles
Anteriormente aprendemos os conceitos de seno, cosse­ (0 dos cossenos) passando pelo ponto origem A. Obtemos
no e tangente para arcos e ângulos agudos, através do triân­ assim os pontos B, A' e B ', intersccções desses eixos com
gulo retângulo. Vamos agora ampliar esses conceitos para 0 ciclo:
arcos quaisquer.
e ix o d o s so n o s

Conceitos fundamentais
I SEN, COS E TG NO CICLO TRIGONOMÉTRtCO/CONCEITOS

Ciclo trigonométrico: é uma circunferência com raio


igual a 1, na qual se adota um
ponto A chamado origem dos
arcos (geralmente é 0 ponto
Chamamos de quadrante a cada uma dessas quatro partes
mais à direita da circunferên­
em que ficou dividido 0 ciclo. Os quadrantes AB, B A A 'B '
cia) e 0 sentido positivo de per­
e B'A são chamados de 1?, 2?, 3? e 4? quadrantes, respec­
curso como sendo 0 sentido
tivamente.
anii-horário(o sentido horário
é 0 sentido negativo). Nessa situação, um arco marcado a partir do ponto A é
do 1°, 2?, 3? ou 4? quadrante se ele terminar entre os pon­
Arco trigonométrico: é um arco contido no ciclo trigono­ tos A c B, B e A ', A' e B ’ ou B' e A, respectivamente.
métrico com origem no pomo A e que terá medida positiva Exemplos:
se for percorrido no sentido anti-horário (caso contrário, te­
rá medida negativa). sen

AM - 60° => 19 quadrante


AN = 140° =■ 2? quadrante

AP » 200° 39 quadrante
AQ = 300° => 49 quadrante

82

Scanned by CamScanner
Repare que, na figura anterior, Resumimos agora os sinais do seno e do cosseno nos qua­
• no eixo dos cossenos, os valores positivos são marcados no tro quadrantes:
sentido de O para A; os negativos, de O para A '; assim,
temos OA = 1 e OA' = —1;
• no eixo dos senos, os valores positivos são marcados no
sentido de O para B; os negativos, de O para B'; assim,
temos OB = 1 c OB' = —1.

Seno, cosseno e tangente


de arco trigonométrico
Finalmentc, analisando o ciclo trigonométrico, obtemos
Consideremos um ciclo trigonométrico de centro O com o seno e o cosseno dos arcos de medidas 0o, 90°, 180°, 270°
os eixos de senos e cossenos; seja também um arco de medi­ e 360°:
da a, com origem A e extremidade M; definiremos agora
seno, cosseno c tangente de a.

Seno: para se obter o seno de ot, projeta-se o ponto M per­


pendicularmente sobre o eixo dos senos, obtendo o ponto sen Oc = 0; cos 0 o = 1
S; a medida algébrica (positiva, negativa ou nula) do segmento sen 90 ° = 1; cos 9 0^ = O
sen T S0° - O; cos 180° - -1
OS é o seno de a.
sen 2 7 0 c = - t ; cos 2 7 0 ° « O
sen 3 60 ° = 0; cos 3 6 0 ° = t

OS - sen Q
Tangente: para visualizar o conceito de tangente, precisa­
mos definir, inicialmente, o eixo das tangentes.
Consideremos, então, um ciclo trigonométrico de centro
O e ponto origem A; tracemos um eixo paralelo ao eixo dos
senos pelo ponto A, com sentido positivo igual ao do eixo
Cosseno: para se obter o cosseno de a, projeta-se o ponto dos senos, origem no ponto A e unidade de medida igual
M perpendicularmente sobre o eixo dos cossenos, obtendo ao raio do ciclo; este eixo é denominado de eixo das tangentes.
o ponto C; a medida algébrica do segmento OC é o cosseno
de a,
'9

oc = cos a

Faremos agora a representação gráfica do seno e do cos­ Consideremos agora um arco trigonométrico AM, de me­
seno para os demais quadrantes; repare bem nos sinais. dida a; para se obter a tangente de a traçamos o segmento
I SEN, COS E TG DE ARCO TRIGONOMÉTRICO
que une o centro O do ciclo trigonométrico com o ponto M,
extremidade final do arco; a seguir, prolongamos este seg­
mento até cruzar o eixo dasrangentes num ponto T; a medi­
da algébrica do segmento AT é a tangente de a.
sen l9

A T = tg Cí

OS = snn ct

Vejamos agora a tangente nos demais quadrantes; repa­


OC = cos ft
re, ao final, a distribuição de sinais da tangente nos qua­
drantes. 83

Scanned by CamScanner
cat. oposto _CM
_ _= —
CM _- CM
©
scn ----------
Comparando (T) c © concluímos que as duas defini­
ções são equivalentes. Analogamente, tiramos as mesmas con­
clusões para o cosseno e a tangente.
A partir destas conclusões percebemos que as seguintes
relações trigonométricas anteriormente demonstradas para
ângulos agudos também podem ser aplicadas para os arcos

sen3 a + cos3 a = 1
sen Ct cos a
tg a = cotgct =
b cos a sen a
1 1
sec a - , cossec a sen a
cos a

EXERCÍCIOS

ATENÇÃO Os arcos que terminam nos pontos B e B’ do 1 . Sendo x um arco de 25 quadrante e sen x = 4/5, calcule
ciclo trigonométrico não têm tangente, pois a reta que passa cos X.
Solução
pelo centro O e pelas extremidades desses arcos é paralela Usando a relação fundamental sen3 x + cos1 x = 1; subs­
ao eixo das tangentes; portanto, não existe o ponto de inter- tituindo sen x = 4/5, temos: (4/5)3 + cos 3 x = 1 =*
secção T, que define a medida da tangente: 16 9
sen ig
=f cos3 x = 1 - (4/5)! = cos3 x = I - ------ 25 "■
Extraindo a raiz quadrada, temos: cos x = ± 3/5; a es­
^ tg 9 0 ° colha do sinal depende do quadrante ao qual pertence 0 ar­
co de medida x; pelo enunciado, x pertence ao 2 ? quadran-
te, onde 0 cosseno é negativo; logo, temos: cos x = - 3/5
Z ^ tg 2 70 °
2 . Sendo cossec x = - y - , < x < 71, calcule tg x.
Solução
Como cossec x — 13
r- e cossec x _= -------
1 , obtemos
Vamos agora mostrar que as definições de seno, cosseno 5 sen x
O e tangente introduzidas através do ciclo trigonométrico são
equivalentes àquelas apresentadas para o triângulo retângulo. 1
____________ = _ 5_ .
,r- sen x =
No triângulo retângulo trabalhamos com ângulos agudos, cossec x13
isto é, com arcos do 1? quadrante: Como tg x = sen x ■j precisamos calcular cos x.
COS X
tg Para isso:
25
scn3x + cos3x = 1 cos3x = 1 - sen3x = 1 - 169
I SEN, COS E TG DE ARCO TRIGONOMÉTRICO

.. 144 12
169 3 cosx ± 13*
Agora, a escolha do sinal depende do quadrante ao qual
pertence o arco x. Como -y- < x < K, x é do 2? quadrante.

Sabemos que, no ciclo trigonométrico, OS = sen a, OC =


= cos a, AT = tg a, e OA = OM = 1, pois são os raios
do ciclo.
Temos então que, por um lado, o seno do arco trigono­
métrico AM de medida a é OS, que por sua vez c igual a

CM: sen a = OS = CM (D
12
0 cos x é, então, negativo. Portanto, cos x = — 13
Por outro lado, no triângulo retângulo OCM, seno do
ângulo dc medida O t a razão entre o cateto oposto a â c 5
Finalmcnte, tg x = sen x 5/13
a hipotenusa, isto é, cos x - 12/13 12
^

Scanned by CamScanner
3 . Sendo cos x = 2 sen x, 0 ^ x < nl2, calcule sen x c 6 . Sendo cos x = 12/13, com x pertcnccntíao 4? quadran­
cos x. te, calcule tg x.
Solução Solução
Com a equação dada c a l ? relação fundamental cons­ sen x
Como, pela 2‘ relação, tgx = , precisamos conbe-
truímos um sistema de equações: COS X

Í cos x = 2 sen x cer sen x e cos x para poder calcular tg x. Então, começa­
sen2 x + cos2 x = 1 mos pela 1! relação, calculando sen x:
Substituindo a 1? equação na 2Í, temos: sen2 x + cos2 x = I o sen2 x + (12/13)2 = 1 =»
144
sen2 x + (2 sen x)2 = I sen2 x + 1 =» sen' x = I — 144
sen2 x + 4 sen2 x = I 169 169
5 sen2 x = 1 = sen1 x = 1/5 25
Extraindo a raiz quadrada e racionalizando a expres- 169
_ . .. ^ V5 Extraindo a raiz quadrada, obtemos: sen x = ±
sao obtida, lemos: sen x = ± —jj- . Como x pertence ao 4? quadrante, o seno é negativo, e,
Como x está no 1° quadrante (vide enunciado), concluí­ portanto, sen x = - 5/13
mos que o seno c positivo; logo: = VS/5 Usando a 2Í relação, calculamos a tangente:
Usando a equação dada no enunciado, calculamos o cos­ - 5/13
,gx = S r = Igx = l í n t = tgx = ~ 5/12
seno: cos x = 2 sen x cos x = 2 ^Í5I5 7 . Sendo n!2 < x < ~ e i g x = - 3 , calcule sen x e cos x.
4 . Sendo x tal que sen x = Vm/2 e cos x = Nm-2/2, calcu­ Solução
le m. Montamos um sistema usando a 1? e a 2? relações fun­
Solução damentais:
Iniciamos determinando as condições de existência das
raizes: r .tg x -= - 13 = -------
sen x = - 3, sen x = - 3 - cosx (T)
COS X

C E •í ^ IR => m 5 0 e sen2 x 4 cos2x = 1. Substituindo a equação(T)t temos:


Jm —2/2 £ R = m —2 ^ 0 = > m ^ 2
( - 3 ■ cos x)2 + cos2 x = 1 =» 9 cos2 x + cos2 x = 1 =>
Substituindo as equações dadas na 1í relação fundamen­
“ 10 COS1 X = 1 = COS2 X = — =J COS X = ± —
tal, temos: sen2 x + cos2 x = 1 =* f 1 + 10 Ní]0
Como ~I2 < x < ~ (2? quadrante), escolhemos o sinal
m m- 2 0 para o cosseno; a seguir, racionalizando a última expres­
, + 4,
4 T = I =» 2m —2 = 4
ylO
são, obtemos: COS X
10
=> 2m = 6 => m = 3.

Verifica-se que o valor m = 3 satisfaz ambas as C.E Sendo sen x = —3-cosx=»senx = —3 * ^

(m > 2 t m J 0) e, portanto, 3 JTÕ


sen x = 10
5. Sendo sen x + cos x = 7/5, calcule o valor da expressão 8 . Sendo x tal que 0 < x < it/2 e sen x = 8/17, calcule see x.
E = sen x ■ cos x. Solução
Solução
Um possível caminho de resolução é resolvendo o sistema Pela definição, temos: see x = —-— ; logo, precisamos

§ SEN, COS E TG DE ARCO TRIC0N0MÉTRIC0


cos x '
í sen x 4 cos x = 7/5 pnmeiramente conhecer o cosseno para depois calcular a
i. sen2 x + cos2 x = 1 secante.
Usando a l í relação fundamental, temos:
As soluções deste sistema são os valores de sen x e cos x 64
que, substituídas na expressão dada, fornecem a resposta final.
Um caminho mais rápido (com muito menos “comas”)
sen2x 4 cos2 x = 1
( !) ‘ + COS2 X = 1
2S9
é o seguinte: elevamos ambos os membros da equação do 4 COS2 X = 1 = cos2 X = 1 — -1 1 - =
enunciado ao quadrado: 2S9 2S9
{sen x + cos x)2 = (7/5)2 => sen2 x + 2 ■sen x • cos x 4 15
cos2 x = 49/25 COS X
17 (como x pertence ao 1“ quadrante, escolhe-
sen1 x 4 cos2 x = 1 e
mos o cosseno positivo).
Como: sen x ■ cos x = E, temos: 1 + 2 E =
Agora, se cos x il sec x =
= 49/25 => 2 - s - f - i = 2 i 17 cos x
t=> sec x _ 17
portanto, E = 12/25 “ 15 85

Scanned by CamScanner
9 . Sendo cotg x = 1/4 com x pertencente ao 3? quadrante, Usando a definição de cotangente c lembrando a 2? rela­
calcule sen x. ção fundamental, temos:
Solução
cotg x = cos x
Lembrando a definição de cotangente, temos: sen x
cos x 1 _ cosx sen x
cotg-x = scnx = 4 ■cosx ]© . tg x =
sen x cos X
Substituindo este último resultado na 1! relação funda­ 1 1 = 1 x cos X cos x
mental, temos: = cotg X.
tgx sen x sen x sen x
sen1 x + cos3 x = 1 =» (4 • cos x)3 + cos3 x = 1 =» cos X
=* 16 COS1 X + COS1 X = 1 =3 17 COS3 X = 1=>COS1 X = 1/17 »
Portanto, cotg x = ou, seu equivalente, tg x =
=j cos x = ± i - . ;comox pertence ao 3° quadrante, esco­ tgx
1
lhemos o sinal negativo; racionalizando o resultado obtido, cotg x
temos: Exemplos
cos x — — M . 1. se tg x = 5 então, cotg x = 1/5;
17
2. se tg x = 2/3 então, cotg x = 3/2;
Substituindo este resultado na expressão (T), temos: 3. se cotgx = - 5/6 então, tg x = - 6/5.

sen x = 4 ■ cos x = sen x = 4 i7 ; sec3 x = 1 + tg3 x


4.ÍÍ7
sen x = - j7 Para esta demonstração simples, partimos do 23 mem­
bro da igualdade:
1 0 . Sendo sec x = 3, calcule cossecx. . . 1 , , / sen x V _ , . sen3 x
1 + tg3 x = 1 + I ------- 1 = 1 +
rí Solução \ cos x / cos“ x
Pela definição de secante: cos3x + sen3x logo, l + tg3x = — l— = ( — ) =
cos' x cos X V COS X/
sec x = 1 -3 _= 1 3 cos x = 1
cos x cos X V = cw-î
= (sec x)3 = sec3x.
COS X = — Exemplos
3 1. se tg x = 2 então, sec2 x = 1 + 21 = 5 sec x = ± V5;
Agora, pela 1Î relação fundamental, calculamos o seno: 2. se sec x = 3 então, 33 = 1 + tg3 x => tg3 x = 8 =» tg x =
,l=sen31 x = —
o »_ -- ± 2V2.
sen1 x + cos3 x —1 =» sen1 x +
( i) ‘ - cossec'x = 1 + cotg3x
V8 . 2 V2
I SEN, COS E TG NO CICLO TR1GONOMÉTRICO/RELAÇÕES DERIVADAS

sen x = ± = ±
A demonstração é análoga à anterior; partimos do 2° mem­
Como não sabemos o quadrante ao qual pertence x, fica­ bro da igualdade:
mos com ambos os resultados:
, . . , , , ( COS X V _ , , COS3 X _
1 + cotg x = 1 + 1------- ) = 1 + ----- :------
2V2 \ sen x / sen1 x
sen x = ± 1
sen3 x + cos3 x logo, 1 + cotg3 x =
Pela definição de cossecante: sen3 x sen' x
1 = + 3
cossec x -- ---- =3 cossec x - = ( —-— ) = (cossec x)3 = cossec' x.
sen x . 2 V2 2V2 V sen x /
3
V2 = , 3v'2 Exemplos
• ---- ± ----- 1. se cossec x = 4, então: 43 = 1 + cotg3 x =» cotg3 x = 15
' 2\'2 \'2 4
e, portanto, cotgx = ± vil5.
3V2 2. se cotgx = 10, então cossec3 x = 1 + 101 = 101 e, por­
Portanto, temos: cossec x = ± tanto, cossec x = ± Viol

Relações derivadas EXERCÍCIOS


____________
Além das relações fundamentais, é interessante conhecer 1. Sendo x pertencente ao 13 quadrante e sen x = 2/3, cal­
mais estas três relações que facilitam a resolução de alguns cule cotg X.
pioblemas, apesar de não serem indispensáveis. Solução
Admitindo-se que todas as funções que aparecem nas pró­ Primeiro calculamos a cossecante para depois calcular­
ximas relações estão definidas, temos: mos, a cotangente através da relação cossec1 x = 1 + cotg3 x.
1
cotgx = Sc sen x = 2/3 e cossec x = - então cossec x = 3/2;
sen x
tgx
86 sendo cossec3 x = 1 + cotg1 x => (3/2)3 = 1 + cotg1 x

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=> 9/4 = 1+cotg3 x =» cotg2 x = 9/4 - 1 = 5/4; como x per­
tence ao 1? quadrante, a cotangente é positiva, portanto, sen x - ( sen2 x -
temos: y = cos‘ x ♦ 0 .
cos x tg 3 X + 1
cotgx = -J5I2
sen x • ( ^ * l)
2 . Sendo tg x = 2^6, 0 < x < n l2, calcule cos x. \ COS3 X /
Solução tg 1 x + 1
Primeiro calculamos a secante pela relação scc2 x = 1 + sen x
+ tg1 x, a seguir, calculamos o cosseno a partir da definição Como tgx, temos: y = Sen * ' № x + ü
COS X tg3 x + 1
de secante.
sec2x = 1 + tg3 x = sec2 x = 1 + (2^6)3 = 1 + 4 ■6 •» Simplificando a expressão, obtemos: y = sen x
]■
=> sec3 x = 25 =» secx = ±5. 6 . Considere a expressão y ■ 3 - sen x + 4 definida para
Escolhemos scc x = 5 porque x pertence ao 1? quadran­ todo número x real; determine o intervalo de variação de y.
te, conforme o enunciado. Sendo sec x = 5 c sec x ~ Solução
COS X '
Pela definição do seno constatamos que o maior valor pos­
temos: cos x = 1/5 sível de sen x é 1 e o menor possível ê —1 e, portanto, po­
3 . Sendo tg x + cotg x = 5, calcule o valor da expressão demos dizer que sen x varia de - I a +1, isto é:
E = lg3x + cotg3 x. - 1 ^ sen s í + 1 ( !)
Na expressão dada, isolamos sen x:
Solução
Elevamos ambos os membros da igualdade dada ao qua­ y = 3senx + 4 = y - 4 = 3- sen x =» -v—-— - 4 = sen x
drado: (tg x + cotg x)2 = 53 Substituindo este último resultado em (T), temos:
tg3 x + 2' tgx • cotgx + cotg2 x = 25
Na expressão anterior, tg2 x + cotg2 x = E; fazendo -1 1
cotg x = ——, obtemos: E + 2 - tg x - —-— 25 => E + Agora, resolvemos separadamente as duas desigualdades:
tgx’ ------------- 1 tgx
+ 2 = 25, portanto, E = 23 - I iS y f — = - 3 $ y - 4 = - 3 + 4 $ y =>
1S y
OBSERVAÇÃO Um outro método possível (bem mais y -4 J 3 = » y j 3 +4 y5 <
trabalhoso) para este exercício é fazer tg x = y,
Estes dois últimos resultados permitem escrever que:
cotg x = —-— = — e resolver a equação y + — = 5:
b tgx y 4 V J y U v í 7
desta equaçao obtém-se o valor de y e, portanto, de tg x.
Por último volta-se ao enunciado e calcula-se o valor de E. 7 . Calcular a soma das raizes da equação 3ttp x - 4\3 • tg x +
+ 3 = 0, sabendo que x pertence ao primeiro quadrante

I SEN, COS E TG NO CICLO TRIGONOMÉTRICO/RELAÇÕES DERIVADAS


(0 < x < Jt/2).
4 . Sendo 0 < x < rt/2, simplifique a expressão:
Solução
Rx) = —sen x ■ tg x + sec x Substituindo tg x = t na equação dada, temos:
S o lu ç ão 3t2 - 4^3 • t + 3 = 0
Substituindo tg x = sen x e sec x = — —em f(x), te- Agora, passamos a resolver esta eguação de 2? grau:
A = b3 - 4 - a • c = A = (- 4v3) 3 —4 ■3 ■3 = A =
mos: Rx) = - sen x ■ sen x + 1 . - sen2x = 16 ■ 3 - 36 = A = 4S - 36 = A = 12 = VÃ =
Rx)
cos x cos x cos x = ne t t => VÃ = 2 V3 .
1 - s e n2x + 1 4\Ã ± 2\Ã
cos x
logo, fW = cos x (D- Logo, temos: t =
4 V3 + 2VÍ3
Da 1! relação fundamental tiramos que: sendo sen2 x + t, = Vã
+ cos2 x = 1, então 4v3 - 2v3 Vã
Vb _ 6 : 3
1 - sen2 x (ÏÏ) Lembrando que 0 < x < n/2, temos:
t,»Vã tg x = Vã => x = 60° o x = n/3
Substituindo (jT) em (D temos: i2 s V3/3 s tgx = \ 3/3 =» x = 30° «=>x = k/6
_ COS2 X Portanto, a soma das raizes da equação dada é:
ifc = Rx) = cosx
COS X
4- + resposta: —
sen2 x • sec2 x + sen x
5 . Simplifique a expressão: y =
tg2 x + 1 8 . Dar o sinal da expressão E = cos 1 • sen 2 ■ tg 3.
S o lu ç ão Solução
Começamos colocando sen x em evidência no numerador: As medidas 1,2 e 3 dos arcos do enunciado são em radia-
sen x • (sen2 x ■sec2 x + 1) . . , nos e não em graus, pois se fossem em graus viriam escritas
y - — ;------------------- . Lembrando que sec x - como Io, 2o e 3o, respectivamente.
87
tg1 x + 1 4

Scanned by CamScanner
Faremos então a conversão de radianos para graus para Analogamente, 2 rad são aproximadamente 114°, sendo
visualizar melhor o quadrante ao qual os arcos pertencem. um arco de 2° quadrante com seno positivo.
Iniciamos com o arco de 1 radiano: Finalmcnte, 3 rad são aproximadamente 172°, sendo um
i i r a d - 180° arco de 2? quadrante e, portanto, com tangente negativa
„ x = J8Ç 1 = J 8 2 1 = 570 Concluindo, nossa expressão ficará:
Iiíd-x n " 3,14 “
E = cos 1 - sen 2 ■tg 3 => E = (? ) ■ (? ) ■ Q =n=
Logo, 1 rad é, aproximadamente, 57° e portanto c um
arco de 1? quadrante tendo cosseno positivo. = (?) . Portanto a expressão E é negativa.

Igualmente, AT c AT' são iguais em módulo mas com


sinais contrários, par isso, temos:
TRANSFORMAÇÕES tg(-x) = - t g x |
DE ARCOS Por fim, repare que OC representa o cosseno tanto de
x como de - s e , por isso, concluímos que:

Com 0 nosso conhecimento de trigonometria, já sabemos cos ( - x) = COS X .

definir as funções trigonométricas de um arco de medida a Exemplos


e estabelecer as relações entre essas funções. Essas relações 1. se n (-30°) ■ -sen 30° = -1/2;
(fundamentais e derivadas) permitem que se calcule os valo­
res de todas as funções trigonométricas de um arco n desde 2. cos( -45°) = cos 45° = v'2/2;
que se conheça 0 valor de uma delas. 3. tg( —60°) = - t g 60° = -V 3.
Nesse capítulo aprenderemos a calcular as funções trigo­
nométricas dos arcos de medidas - x , 2x, 3x, 4x, x/2,„, a Adição de arcos
partir das funções trigonométricas do arco x; também apren­
deremos a calcular as funções trigonométricas dos arcos de Vamos agora apresentar as fórmulas do seno, do cosseno
I» "
medidas a +b e a - b a partir dos arcos de medidas a e b. e da tangente da soma de dois arcos (as demonstrações des­
2 sas fórmulas estão fora dos objetivos deste curso e por isso
Arcos negativos serão omitidas).
Seno da soma de dois arcos: sendo a e b dois arcos quais­
Sendo x um número real positivo, vamos estabelecer as quer, calculamos 0 seno da soma deles pela expressão:
relações entre o seno, 0 cosseno e a tangente de x e de - x,
respectivamente. Para isso, analisemos a figura seguinte: sen(a + b) - sen a ■cos b + sen b • cos a
b- tg
Exemplos
t r a n s f o r m a ç õ e s de a r c o s /a r c o s n e g a t iv o s e a d iç ã o

1. sen(30° +60“) = sen 30° • cos 60° + sen 60° • cos 30°;
obtivemos esta expressão fazendo, na fórmula dada, a = 30°
e b = 60°.
Lembrando que sen 30° = 1/2, cos 30° = V3/2,
sen 60° = V3/2 c cos 60° = 1/2, temos, na expressão an­
terior:
sen (30° + 60°) = 1/2 - 1/2 + V3/2
VJ/2 ■ v3/2
\'3/2 =
= sen 90° = 1/4 + 3/4 = sen 90° = !1 .
Este último resultado já era esperado pois sabíamos que
sen 90° = 1. Isto confirma que a fórmula apresentada “real­
mente funciona”.
OS' = sen ( —x) 2. sen75° =sen{45°+30“)=sen45° ■cos30°+sen30° -00545°
= j OC = cos x sen 75° = V2/2 ■ V3/2 + 1/2 ■ v'2/2 =>
OC = cos ( - x) => sen 75° = \6/4 + V2/4 =>
AT = tg x
_ A T' = ig (-x) V6 + V2
sen 75“
Da análise, concluímos que OS e OS' são iguais cm mó­
dulo, porém de sinais contrários; logo: 3. sen(rt + x) = sen jr ■cos x - sen x ■ cos n.
sen ( - x) = - sen x Como sen Jt = 0 e cos n = - 1, temos:
sen(n + x) = 0 ■ cos x + sen x ■( - 1).

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Seno da diferença dc dois arcos: lembrando que a — b =
Portanto, scn(Jt + x) = -se n x . = a + {- b), temos:
Cosseno tia soma de dois arcos: sendo a e b dois arcos scn(a-b) = $cn[a+(-b)] = sena • cos(- b) + sen(- b) ■cosa
quaisquer, temos:
Como: scn(- b) = -sen b e cos(- b) = cos b, temos:
cos(a + b) = cos a ■ cos b - sen a • sen b sen(a - b) = sen a ■cos b + ( - sen b) • cos a
Exemplos scn(a - b) = sen a ■cos b - sen b ■cos a .
1. cos 60“ = cos(30° + 30°) ~
=■ cos 60° = cos 30° ■ cos 30° - sen 30° • sen 30°. Cosseno da diferença de dois arcos: analogamente 30
Lembrando que sen 30° = 1/2 c que cos 30° = /3/2, caso anterior, temos:
temos: cos(a- b)=cos[a+(- b)] =cos a ■cos(- b)-sena ■sen(-b)
cos 60° = /3/2 ■/3/2 - 1/2 ■ 1/2 => cos(a - b) = cos a • cos b - sen a ■( —sen b)
= cos 60° = 3/4 - 1/4 => cos 60“ = 1/2
cos(a —b) - cos a ■cos b + sen a ■ sen b
Como este último resultado já era esperado, podemos acre­
ditar na veracidade da fórmula apresentada. Tangente da diferença de dois arcos: por um procedi­
2. cos 75°=cos(450+300)=cos450 • cos 30° - sen45° ■sen 30° mento análogo aos dois anteriores e usando: tg( - b) = - tg b,
=» cos 75° = /2/2 • /312 - /2/2 • 1/2. obtemos:
/6 /2 / 6 - V2 . i _ tg a - ts b
Logo, cos 75° = -------------- cos 75° =
4 4 E3 1 + tg a • tg b
3. cos (rt/2 + x) = cos(n/2) • cos x - scn(n/2) ■sen x
Exemplos
Como: í C0S^,n/?i,= 0,=» cos(n/2 + x) = 0 ■cos - 1 ■senx
(_sen(7r/2) = 1 1. sen I5°=scn(45° - 30°)=sen 45° ■ms 30° - sen 30° ■cos 45° =
=. sen 15° = /2/2 ■/3/2 - 1/2 - /2/2 =
cos(Jt/2 + x) = -sen x
V6 <2
sen 15® =
Tangente da soma de dois arcos: sendo a, b e a +b arcos 4
para os quais existe tangente, temos:
\6 - \2
sen 15°
tg(a + b) = , a+ bt
1 - tg a ■tg b
2. cos 15°=cos(450-30°l=cos 45° ■cos 30° +sen 45° ■sen 30°=
Exemplos = cos 15° = /2/2 - v'3/2 + <212 ■ 1/2 =>
1. tg 105° = tg (60° + 45°) = , \6 V2 \ 6 + \2
cos 15° = — + —— cos 15° =
/3 + 1 4 4
-/3-1
3. sen(n/2 - x) = sen(“/2) ■cos x - sen x • cos(n/2)
D . /3+1 1 + /3 ,
Kacionalizando: tg 105° = —
------ — x —---- —, obtemos:
oo | TRANSFORMAÇÕES DE ARC0S/SUBTRAÇÃ0
1 - /3 1 + vl sen(n/2 - x) = (1) ■cos x - senx- 0

tg 105° = - 2 - / 3 Logo, sen(~l2 - x) = cosx

2. tg(n + x) = tg n + tg x— sencj0 _ 0 lcmos; 4. cos(n/2 - x) = cos(Ji/2) ■cos x + sen(rt/2) - sen x


1 - tg ri ■ tg x ’ b
cos(n/2 - x) = ü - COS X + 1 ■sen X
tg(K + x) = « | tg(it + x) = tgx
Logo, cos(iz/2 —x) = sen x
3. Se tg a = 2 e tg b = 3, então:
tg(a+b) = __ + b_____ = 2+3 y
1 - t g a ‘ tgb 1-2x3 - 5 5- >8(60° ^ 30°) = ^ 60: ' . ^ f 0- =
3/3 - /3
Subtração de arcos / 3 -------
3
As fórmulas do seno, do cosseno e da tangente da dife­ /3
rença de dois arcos decorrem das fórmulas do sen(a +b), 1 + /3 1+
cos (a +b) e tg(a +b) e das propriedades dos arcos negativos.

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2^3 tgb = tg !35° - tg a _ 1
3 B 1 + tg 135° ■tga 1 + ( - 1 ) ■2
Logo, tg(60° - 30®) = tg 30° = Ü
3 -3 -3
tgb = 3
, no V3 1 -2 -1 -
=> tg 30° = ---- 3 . Sabendo que tg x = 3, calcule cotg(x - 45°).
3
Solução
Vamos começar calculando tg(x - 45°). Sabendo-se que
OBSERVAÇÃO Com os resultados dos exemplos 3 e cotangentc de um ângulo é o inverso da tangente do mesmo,
4 podemos concluir que:
temos que cotg(x - 45°) = ^ 1 .
_ cosx
■í № - »> ■ fCOS$ (71/2
£ —*>
X, sen x Pela fórmula da tangente da diferença, temos:
e, portanto, tg(it/2 - x) = cotg x tg(x - 45®) = - lgN - ts45° = - L - 1 = A = _L
1 + tg x ■tg45° 1 + 3 -1 4 2
Repare que neste caso não se pod< usar a fórmula da Portanto, cotg(x - 45°) = [ 4 =y =2
tangente da diferença pois não exist e tg(n/2).
2
4 . Simplifique: y = sen(x + 45°) - sen(45° - x)
EXERCÍCIOS Solução
Empregamos as fórmulas do seno da soma e da diferença:
1 . Sabendo que sen x = 3/5, 0 < x < nl2 e y = sen x ■ cos 45® + sen 45° ■ cos x +
cos y = -5/13, Ji < y < 37i/2, calcule sen(x - y). - (sen 45° - cos x - sen x • cos 45°)
Solução y = sen x • cos 45° + sen 45° • cos x +
Como sen (x - y) = sen x * cos y - sen y • cos x, preci­ - sen 45° - cos x + sen x - cos 45°
samos inicialmentc calcular cos x e sen y. Para isso, temos:
Cancelando o 25 e o 3? termos c somando o 15 com o últi­
a) cosbc = 1 - senbc =■ cosb: = 1 — ~ = d|- = mo, obtemos: y = 2 • senx ■cos 45°: sendo cos 45° = V2/2,
4 . , <2
= cos x = ± — . obtemos: y = 2 ■sen x - ---- => y = v2 • sen x
5 2
Como x é do 1? quadrante ^0 < x < , cos x é positivo 5. Simplifique a expressão:

e, então, cos x = 415. y = cos — x^ + sen(ít - x)


b) sen2y = 1 - cos2y => sen2y = 1 - 25
169 Solução
Vamos desenvolver cada uma das duas parcelas do 25
o membro:
“ w * scny=±i í -
«VMi 1 Como y é do 35 quadrante <y < , seny e cos(3n/2 - x) = cos(3rt/2) • cos x + sen(3n/2) • sen x
f)
. 12 cos(3n/2 - x) = 0 • cos x + (-1 ) • sen x;
negativo e, então, sen y = — y .

Agora, substituindo os valores dados e os obtidos, na expres­ logo, cos (3n/2 - x) = - sen x ©
são de sen (x - y), temos:
sen(jr - x) = sen Jt - cos x — sen x ■cos ir
« n .,( x - y ), =. T3 - —
5 - — -1 2 4 _ 33
O I TRANSFORMAÇÕES DE ARCOS/DUPLICAÇÃO

2 . Sendo a + b = 135® e tg a = 2, calcule tg b. senfir - x) = 0 ■ cosx - senx - ( —1);


Solução
Inicialmente observe, pela figura seguinte, que tg logo, sen(jr — x) = sen x ©■
135° = - 1 .
sen tg
Substituindo(T)e (H) na expressão dada no enunciado, temos:
y = cos(3rt/2 - x) + sen(jt - x)
y = ( - sen x) + (sen x) =» y = 0
tg 1 35 ° = -1

Duplicação de arcos
Vamos calcular agora o seno, o cosseno c a tangente do
Voltando aos dados do problema, temos a + b = 135® =» arco 2a em função dos valores trigonométricos do arco a; para
=> b = 135® - a =» tgb = tg (135° - a). Desenvolvendo conseguir isso basta lembrar que 2a —a + a e usar as fór­
tg (135° - a) pela fórmula de subtração de arcos, temos: mulas de adição de arcos.

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Scno do arco duplo: como
s c n ( a +b) = sen a ■cos b + sen b ■cos a, então: EXERCÍCIOS
sen 2a = sen(a +a) = sen a ■ cos a + sen a ■cos a;
e, portanto, 1. Sendo sen x = 3/5, com 0 < x < jt/2, calcule sen 2x e
cos 2x.
sen 2a sen a ■cos a Solução
Inicialmente calculamos cos x, usando a 1? relação fun­
Exemplos damental: sen3x + cos3x = 1 = cos3x = 1 - sen3x =»
j . sen 40° = scn(2x20°) = 2 • sen 20° ■cos 20°. cos3x =1 — ~ ComoO < x < Jt/2(1? quadr.),
2. sen 70° = sen(2x 35") = 2 *sen 35° ■cos 35°.
3. sen 4a = scn(2x2a) = 2 • sen 2a - cos 2a. o cosseno é positivo e, por isso. cos x = 4/5
4 . sen x = sen ^2 • - j j = 2 ■ sen ■ cos Agora usamos as fórmulas de duplicação:
sen 2x - 2 • sen x ■cos x = 2 24
Cosseno do arco duplo: como 25
cos(a +b) = cos a • cos b- sen a • sen b, então; cos 2x = cos3x - scn3x =
cos 2a = cos{a +a) = cosa • cos a - sen a ■sen a;
I
c, portanto, 25 25 *
cos 2a = cos3a - sen’a 2 . (FAAP, SP) Calcule sen 2x, sc sen s = 4 e x um arco
4
Exemplos do 2° quadrante.
Solução
1. cos 40° = cos(2x20°) = cos320° - sen320°.

Inicialmente cos3x = 1 - sen’x = 1 - - 9— = —
7 =>
2. cos 100° = cos(2x50°) = cos350° - sen350°.
16 16
3. cos 4a = cos(2x2a) = cos32a - sen32a.
Vi
OBSERVAÇÃO A fórmula do cosseno do arco duplo = COS X = ±
(cos 2a = cos3a - sen3a) pode ser escrita de duas outras Como x penence ao 2? quadrante, cos x ê negativo, então,
maneiras; de acordo com o exercício, escolhe-se a manei­
ra mais adequada. Da 1? relação fundamental, obtemos: cos x = - V7/4
rsen3a = 1 - co53a (T)
sen3a + cos3a = l Agora,
[cos3a = 1 — sen3a (n) (3 \ í 'A 3v7
Na fórmula cos 2a = cos3a - sen3a, substituindo-se sen 2x = 2 ■sen x ■cos x = 2 - — ) • ( - — = -------.
\ \ ) \ 4/ 8
(Tj temos:
3 . Sendo cos(x/2) = 1/3, calcule cosx.
cos 2a = cos3a - (1 - cos3a)
Solução
cos 2a = cos3a - 1 + cos3a
Fazemos a substituição de x/2 por a:
cos 2a = 2cos3a — 1
— = a » x = 2a = cos(x/2) = 1/3 = cos a = 1/3.
Igualmcnte, substituindo (íí) na fórmula do cosseno Com essa substituição passamos a ter o seguinte proble­
de 2a, temos:
ma: dado cos a = 1/3, calcular cos 2a (que é o cos x).
cos 2a = cos3a - sen3a
Das fórmulas de duplicação, temos:
cos 2a = 1 - sen3a - sen3a cos 2a = cos3a - sen3a = cos!a — (1 - cos3a) *»

I TRANSFORMAÇÕES DE ARCOS/DUPLICAÇAO
cos 2a = 1 - 2sen3a = cos 2a = 2cos3a - 1;
Tangente do arco duplo: lembrando que substituindo cos a = 1/3, temos:
tg{a +b) = — IS a + ttt b então: cos 2a = 2 - ( ! j - 1=2 • ( | ) - 1 “
1 - tga
tg a ■
• tgb ’
tg 2a = tg(a +a) = aa +
+ ȣ
t[ a .
1= - e, portanto, cos 2a = — jj-.
1 - tga
te a • tga
te □ 3
portanto:
Como 2a = x, temos, finalmente: cos x = - - j
tg 2a = 2lP a-r _
1 - tg a 4 . Sendo sen a + cos a = V5/2, calcule o valor de sen 2a.
Solução
Exemplos Lembrando que sen 2a = 2 ■sen a • cos a, precisamos
descobrir o valor do produto 2 ■sen a • cos a; isto 6 possí­
tg 4a = tg(2 x 2a) = —2tR 2a vel elevando ao quadrado ambos os membros da igualdade
1 - tg32a ‘ dada:
2. tg 50° = tg(2x25°) = - j - ' 25° (sen a + cos a)3 = (v/5/2)3 =>
' 1 - lgJ25° 1 => sen‘a + 2 ■sen a * cos a + cos3a = 5/4. 91

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_ rscn!a + cos*a = 1 Como não se sabe 0 quadrante ao qual pertence a, ambos
] + sen 2a = 5/4 ■ os valores são possíveis.
m0‘ [2 ■sen a ■cos a = sen 2a =sen2a =5/4 - 1= Por fim, substituindo de volta a variável x/2 por a, temos:
sen 2a = J/4 - 1 ± V5
tg(x/2)
5 . Sendo tg x = 2, calcule tg (x/2).
Solução
■Para não trabalhar com 0 arco metade x/2, fazemos a subs­ 6 . Sendo tgx + cotg x = 6, calcule sen 2x.
tituição da variável: Solução
x/2 = a => x = 2a Como sen 2x = 2 • sen x ■ cos x, precisamos calcular 0
produto 2 ■ sen x • cos x a partir de tg x e cotg x; lembran­
Com isso o enunciado do problema passa a ser: sabendo do que:
que tg 2a = 2, calcule tg a. Para rcsolvê-lo usamos a fórmu­
la da tangente do arco duplo: sen x
tg x =------
cos x sen
------x -1,---------
cos x =0,
tg x +cotg x = 6
tE o, = 2tS a =* 2 = 2tS a— cotg x —cos - sen x
tg 23 ! - tg3a “ I - tg3a sen x seir.x + cos3x _ 1
■=6
=, 2 - 2tg3a = 2tg a =» 2tg3a + 2tga - 2 = 0 = sen x • cos x sen x • cos X

= tg'a + tg a - 1 = 0 Desta última igualdade obtemos: ó ■ sen x ■cosx‘= 1;


Resolvendo a equação de 2? grau que obtivemos, encon­ dividindo este resultado por 3, vem 2 • sen x • cos x =
tramos dois valores possíveis para tg a: = 1/3 e, portanto,
- 1 ± V5
tga sen 2x = 1/3

400“ = 40° + 360°


=> 760° = 40° + 720“
-320° = 40° - 360°
-680° = 40° - 720°
Todos os arcos que têm extremidade final no ponto M
têm medidas determinadas pela expressão:
Quando definimos arcos trigonométricos, dissemos que
eles sempre têm origem no ponto A do ciclo trigonométrico x = 40° + k ■ 360°, k G 2
e têm medida positiva ou negativa, dependendo do sentido
do percurso ser anti-horário ou horário, respectivamente. Verifique que substituindo k por 0, 1, 2, 1, 2>...
n obtemos 40°, 400°, 760°, -3 2 0 ° , -6 S 0 °, respectivamen­
Até agora trabalhamos com arcos trigonométricos com
medidas entre 0° e 360° (isto é, na primeira volta positiva te, que são as medidas dos arcos que terminam no ponto A .
do ciclo) ou entre 0o e - 360° (primeira volta negativa). Va­ 2. Os arcos de medidas - 50°, 310°, 670°, - 4 1 0 ° , ... têm
mos ampliar 0 conceito de arco trigonométrico para mais de a mesma extremidade fina! c podem ser representados pela
uma volta (tanto positiva como negativa); acompanhe os expressão:
exemplos: x = -5 0 ° + k • 360°, k £ I
1. Os arcos de medidas 40®, 400°, 760°, -320°, -680°
3 . Os arcos de medidas n/4, 9 ji/4, 177i/4, - 7n/4, - lõJí/4
terminam num mesmo ponto M do ciclo, pois:
têm as extremidades finais coincidentes e podem ser repre­
400° é uma volta completa (360°) mais 40°;
760° são duas voltas completas (720°) mais 40°; sentados pela expressão:
- 320° é uma volta completa negativa ( - 360°) mais 40°; x = n/4 + k ■ 2n, k 6 Z
-680° são duas voltas completas negativas (-720°) mais
40°. Repare que nesta expressão substituindo k por 0, 1,
1, - 2, obtemos:
!c = 0 44 0
ARCOS CÔNGRUOS

.V » 4 0 o; 4 0 0 °; 7 6 0 °;
= x = - + ■ 2 jt =5 X = jr/4

(
-3 2 0 ° ; -6 8 0 °
k
II

=3
X
II
u

+ 1 ■ 2n X =

7 k = 2 = x 44 + 2 ■ 2n
= X =

V
1

y k = -1 =» x = 4 - 1 ■ 2n
4

- X = 4 -2 ■ 2n
X =
to l

k = -2 =3 X =

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Todos os arcos trigonométricos com extremidades coin­
cidentes são chamados de arcos côngruos; sendo x0 a medi­
da de um arco qualquer, todos os arcos côngruos com x0 são
determinados pela expressão: EQUAÇÕES
TRIGONOMÉTRICAS
I
Este capítulo é um verdadeiro “fechamento” do nosso
EXERCÍCIOS curso de trigonometria, pois nele utilizamos praiicamentc to­
dos os conceitos anteriormente vistos. Desses conceitos, os
1, Determine a qual quadrante pertence o arco de medida que serão mais sistematicamente usados são:
2. 000 °. • arcos côngruos e as expressões que representam suas
S olução medidas;
O arco trigonométrico de 2.000° ê maior que uma volta, • definições de seno, cosseno e tangente no ciclo trigo­
pois é maior que 360°. Inicialmente, vamos determinar quan­ nométrico;
tas “voltas completas cabem dentro dele”; para isso, dividi­ • valores notáveis dessas três últimas funções para os ar­
cos dc medidas 30° (~/6), 45° (:i/4), 60° (7t/3) e para os ar­
mos 2.000 por 360:
cos simétricos destes, situados no 2°. 33 e 43 quadrantes,
conforme a figura seguinte:
2.000° |360° Dessa divisão concluímos ta
200° 5 que:
2000° = 5x360° + 200°
Logo, o arco de 2.000° è formado por 5 voltas completas
mais 200°; portanto, percorremos o ciclo trigonométrico a
partir do ponto A cinco vezes e ainda temos mais 200°; as­
sim, o arco termina no 3? quadrante, entre os pontos A’ e
B’ (180° e 270°); logo, o arco de 2.000° pertence ao 3? qua­
drante.

2 . Represente no ciclo trigonométrico as extremidades fi­


nais dos arcos trigonométricos cujas medidas são represen­
tadas pelas seguintes expressões:
a) x = k - 2n, k G Z;
b) x = k • k, k G Z;
c) x = ji/2 + k ■ t:, k G Z.

Solução
a) na expressão x = k ■2ti, substituindo k pelos valores 0,
1,2, - 1, - 2 ,... obtemos para x os valores 0, 2n, 4ji, - 2rt,
—4jt, respectivamente. Essas medidas representam voltas
completas no ciclo e por isso as extremidades finais desses
arcos coincidem com o pomo A (veja a figura no final da
resolução).
b) na expressão x = k • tt, substituindo k pelos valores 0,
1, 2, 3, 4, - 1, - 2 , - 3 , ... obtemos para x os valores 0,
7i, 2jt, 371, 471, - ti, - 2 ti, - 37T, ... respectivamente. Repa­
re que os arcos de medidas 0, 2n, 4n, - 2rc, são côngruos
e têm extremidades no ponto A; os arcos de medidas n, 3rt,
| EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

— ti , —37i são côngruos e têm extremidades no ponto A (veja


a figura final).
c) na expressão x = Tt/2 + k ■ti, substituindo k pelos valo­
res 0,1,2 , —1, —2 ,... obtemos para x os valores Tt/2,3tt/2,
5Tt/2, - nl2, - 3ti/2, ... respectivamente. Observe que os ar­
cos de medidas k I2, 5ti/2, —3tí/2 são côngruos e têm ex­
tremidade final no ponto B; por
outro lado, os arcos de medi­ Nela, por exemplo, temos:
das 3jt/2, - jt/2 também são 1 . sen 30° = sen 150° = 1/2. _
côngruos e têm extremidade fi­ 2. cos 135° = cos 225° = -V2/2.
nal no ponto B’. 3. tg 120° = tg 300° = - v3. _ _
Observe ao lado a figura Esta figura serve também para ajudar no cálculo dos va­
que representa estes re­ lores do seno, do cosseno e da tangente de arcos de medidas
sultados:

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maiores que 360° ou de medidas negativas; acompanhe isto Portanto, 2010° ê côngruo com 210“; analisando a figu­
através dos próximos exercícios. ra dos valores notáveis, concluímos que:
sen 2010° = sen 210° = - 1/2
cos 2010° = cos 210° = -V3/2,
EXERCÍCIOS
lg 2010° = tg 210° = V3/3.
Faremos agora o estudo das equações trigonométricas, ba­
1. Calcule seno, cosseno e tangente do arco de medida 1920°. seado na resolução das equações fundamentais do tipo sen x =
= n, cos x = n c tg x = n, onde n é um número real.
Solução Equação sen x = n: essa equação só é possível se n per­
Inicialmente vamos determinar qual a medida do arco'côn­ tencer ao intervalo pois, pela definição do seno no
gruo com 1920°, situado entre 0o e 360°; para conseguir ciclo trigonométrico, percebemos que —1 ^ sen x sj 1.
isto, eliminamos as voltas completas contidas em 1920°, di­ Exemplos
vidindo 1920° por 360°; 1. sen x = 1. Olhando para a figura dos valores notáveis,
vemos que sen x = 1 quando x = 90° ou qualquer outro
1920° |360°
côngruo com 90°.
120° 5 voltas A expressâoquc representa os côngruos com 90®c 90®+
+ к ■ 360°, к C Z; portanto, temos que:
Portanto, 1920° ê um arco trigonométrico formado por
5 voltas completas c mais 120° e, portanto, ele é côngruo sen x = 1 x = 90° + к ■ 360°
com 120°; olhando na figura dos valores notáveis, temos:
sen 1920° = sen 120° = V3/2
ou x = я /2 + к • 2я , к £ 2.
cos 1920° = cos 120° = - 1/2
tg 1920° = tg 120° = -V3 2. sen x = —1. Olhando para a figura dos valores notáveis
vemos que sen x = —1 quando x = 270° ou qualquer ou­
2 . Calcule seno, cosseno e tangente do arco de medida tro côngruo com 270°. Portanto:
- 1485°.
sen x = - 1 x = 270° + к - 360®
Solução
Como no exercício anterior, determinamos o côngruo com
ou x = Зя/2 + к - 2л , к £ Z.
- 1485° eliminando primeiramente as voltas completas con­
tidas nele; para isto, dividimos 1485° por 360°: 3. sen x = 0. Neste caso, olhando para a figura dos valores
1485°|360° notáveis, percebemos que temos duas opções: x = 0° ou x
= 180° (e também qualquer outro que seja côngruo com um
45° 4 voltas
destes dois).
Concluindo, o arco de - 1485° é formado por 4 voltas Vimos anteriormente que os arcos cujas extremidades são
completas no sentido negativo e mais 45° também no senti­ os pontos A (côngruos com 0°) ou A’ (côngruos com 180°)
do negativo; logo, - 1485° é côngruo com -45° têm medidas determinadas pela expressão k ■ 180°, k £ Z;
No ciclo trigonométrico, -45 ° é côngruo com 315° e, portanto, podemos escrever que:
portanto, - 1485° também é côngruo com 315°.
Agora, olhando a figura dos valores notáveis, temos: sen x = 0 x = к - 180®
sen(- 1485°) = sen 315° = -Vã/2
cos( —1485°) = sen 315° = Vã12 ou к ■я , к £
tg (- 1485°) = tg 315° = —1
4, sen x = 1/2. Marcamos 1/2 no eixo dos senos; observan­
3 . Calcule seno, cosseno e tangente de 67n/6. do a figura dos valores notáveis, temos:

Solução
Inicialmcnte, convertemos radianos em graus, para recair
I EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

nos casos anteriores; fazemos a regra de três:

я rad 180° x m '


,0 '
67n
rad
Portanto, sen x = 1/2 se x for 30° ou se x for 150° ou
67я x 30° qualquer outro côngruo com um destes dois; logo, temos:
2010 ° x = 2010°
sen x = 1/2 =>
Agora, como antes, eliminamos as voltas e procuramos
o côngruo a 2010° situado entre 0° e 360°: x = 30° + к • 360“ ou x = 150° + к ■ 360° ,k £
2010°| 360a Equação cos x = n: como na equação sen x = n, esta
210° 5 voltas equação também só é possível se - 1 $ n < 1.
S

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Exemplos Solução
1. cos x = 1. Olhando para a figura dos valores notáveis, Começamos resolvendo a equação de 2? grau na incóg­
percebemos que esta equação é verdadeira se x for zero ou nita tg x; colocamos tg x em evidência:
qualquer outro côngruo com zero, isto é: tg’ x + tg x = 0 =9 tg x ■(tg x + 1) = 0 =9
cos x = 0 => x = 0o + k • 360° => f tg x = 0
x = k ■ 360° => eu
ou x = k ■ 2it .k e
(.tgx = - 1 .
2. cos x = —1. Neste caso, x deve ser igual a 180° ou qual­ Temos agora duas equações fundamentais cm tg x:
quer outro côngruo com ele, portanto: ' t g x = 0 = x = k- 180°, k £ 2 (conforme 0 1? exemplo
da equação fundamental tg x = n)
.tgx = - 1; pela figura dos valores notáveis percebemos que
tg x = - 1 se x for -45° (315°) ou 135° ou qualquer
outro côngruo com um destes dois. Estas duas-famílias de
arcos côngruos podem ser escritas como:
3, cos x = 1/2 /2 . Pela figura dos valores notáveis percebe­
mos que cos x = '/212 se x = 45° ou se x = -45° (315°), -45° + k ■ 180° , k e Z.
ou qualquer outro côngruo com um destes dois; logo, temos:
Logo, a solução da equação dada é:
cos x = V2/2 =» x = 45° + k ■ 360° ou x = - 45° + k.
■360°. Escrevendo as duas expressões de uma só vez, temos: x = k - 180° ou x = -45°+ k - 180° ,k e z .
x = ±45° + k ■ 360° , k e z . 3 . Resolver a equação sen x = \3 ■cos x.
Equação tg x = n: essa equação, ao contrário das duas Solução
anteriores, é possível para qualquer n real. Dividimos a equação dada por cos x (ou, “passamos cos x
Exemplos para 0 outro lado, dividindo”):
1. tg x = 0. Pela definição de tangente no ciclo trigonomé­ senx = V 3 ■cos x = seas = V 3 =» tgx = V 3 .
cos x s
trico e analisando a figura dos valores notáveis, percebemos Agora resolvemos esta equação fundamental em tangen­
que tg x = 0 se x = 0o ou se x = !S0D, ou qualquer outro te; pela análise da figura dos valores notáveis, concluímos que:
côngruo com um destes dois, portanto:
tg x = V3 = x = 60° ou x = 240° ou x é côngruo com
tgx = 0 x = k • 180° k • rt , k € Z. qualquer um destes dois; portanto, temos:
H = 60° ± k ■ 360°i ou[x~= 240° + k - W j k <E I .
Observe que a solução desta equação é a mesma que da Novameme, estas duas famílias de côngruos podem ser
equação sen x = 0; isto é lógico; pois: escritas numa única expressão (repare que 60° e 240° são,
tg x = 0 <=> sen x = 0 « sen x = 0. no ciclo, extremos de um mesmo diâmetro):
2. tg x = 1. Analisando a figura dos valores notáveis vemos x = 60° 3- k • 1S0° , k €
que tg x = 1 só ocorre se x for 45° ou se x for 225°, ou
qualquer outro côngruo com um destes dois, portanto: tg x 4. Resolver a equação sen x + cos x = ±\ 2
- 1 => Solução
=4 = 45° + k ■360° OU x = 225° + k - 360° , k€ Z.
X
Um possível caminho de resolução é construir um siste­
ma de equações com a equação dada e a 1? equação funda­
Observe que os arcos côngruos com 45° ou com 225° mental (sen! x + cos1 x = 1). Resolve-se o sistema, calcula-
podem ser representados, simultaneamente, pela expressão: se 0 valor de sen x e, por fim, calcula-se x usando a equação
fundamental sen x = n.
x = 45° + k ■ 180° , k € Um caminho mais "elegante” seria elevar ambos os mem­
Esta “aglutinação” de duas famílias de arcos côngruos bros da igualdade do enunciado ao quadrado:
é sempre possível quando os pontos da figura de valores no­ (sen x + cos x): = (±\2)! =» sen\x + 2 • sen x ■cos x +
táveis que resolvem a equação forem extremidades de um + cos2x
mesmo diâmetro; observe que 225° - 45° = 180°. senUx + cos1x = 1 (13 relação fundamental)
como:
2 - sen x ■cos x = sen 2x (seno do arco duplo)
| EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

EXERCÍCIOS temos: 1 + sen 2x = 2 = 1


1 . Resolver a equação cos 3x = 1/2. Pela definição do seno sabemos que 1 ê 0 seno de 90°
Solução ou dos côngruos com 90°; como nossa equação é sen 2x =
Pela figura dos valores notáveis percebemos que 1/2 é o 1, concluímos que 2x ê 90° ou côngruo com 90°, isto é, 2x
cosseno de 60° ou de - 60° (300°). Como a nossa equação 90° + k ■ 360°
x = 45° + b - 180° , k 6 Z.
é cos 3x = 1/2, concluímos que 3x deve ser côngruo com
60° ou com -6 0 ° , portanto: 5. Resolver a equação cos 2x + sen'x = 0, no intervalo
... 3x = ± 60° + k • 360°. 0 í x í 2n.
Dividindo a equação por 3, temos: Solução
Lembrando a expressão do cosseno do arco duplo, temos:
= ±20° + k • 120“ k 6 Z. cos 2x = cos1 x - sen1x; substituindo esta relação na equa­
2. Resolver a equação tg1 x + tg x = 0, ção do enunciado, temos: 95

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cos 2x ~ cos3x = 0 scn'x + sc n 'x = 0
Portanto, podemos escrever que x = ±60° + k ■360°
= cos3x = 0 =>
cos x = 0 (k G l).
b) cos x = cos (n/5)
Essa última igualdade só é verdadeira sc x for 90° ou 270° Analogamente ao anterior, teremos que x 0 igual a ±~- ou
(vide a definição de cosseno no ciclo); como, pelo enuncia­ a qualquer outro côngruo com um destes dois; portanto,
do, x deve pertencer à 1f volia positiva do ciclo (0 ^ x ^ Tt^
2tt), conclui-se que os côngruos com 90° ou com 270°, nes­ + k ■ 2n kez.
5
te problema, não nos interessam. c) cos 2x = cos ( ti + x)
Logo, a solução do problema é, apenas, Para que a igualdade sc verifique, 2x deve ser igual a n +■
x = 90° ou x = 270° + x ou igual ao seu simétrico — (n + x) ou côngruo com
Convertendo estes dois valores para radianos, temos: x = qualquer um destes dois; devido a isto é que podemos escre­
ver que:
= n/2 ou x = 3k/2; logo, S = ' ji/2; 3n/2, 2x = ii + x + k 2ir 2 x - x = ti + k • 2 ji

6 . Calcule o número de raizes da equação:


sen 5x ■cos 3x - sen 3x ■cos 5x = 1, no intervalo [0; 4 ti]. x = 7C + k ■ 2it (k € Z) ou
Solução 2x = - (ir + x) + k - 2 ir =• 2x = - ti - x + k ■2 it
Repare que a equação dada c do tipo:
sen a ■ cos b - sen b ■cos a, que é igual a sen(a - b); it +, ---------
k ■2n
logo, sen 5x ■ cos 3x - sen 3x ■cos 5x = 1 =>
3x = - it + k ■2n --- k e z.
= sen{5x - 3x) = 1 sen 2x = 1 8 . Este exercício consta de duas partes:
a) demonstre que cos 3x = 4 cos3 x — 3 • cos x
Esta equação é verdadeira se 2x for 90° ou se 2x for côn­ b) resolver a-equação: 4 cos3 x - 3 cos x = cos (n/5)
gruo com 90°, isto ê, Solução
Para demonstrar a fórmula de cos 3x lembremos que 3x =
2x = 90° + k • 360° x = 45° + k • 180° , k £ Z .
= 2x + x e, portanto, temos que: cos 3x = cos (2x + x);
Como x deve pertencer ao intervalo das duas primeiras agora aplicamos a fórmula do cosseno da soma de dois ar­
voltas positivas do ciclo (0 ^ x ^ 4n), temos: 0 í x ^ cos, obtendo:
<5 4 ji =- 0o í 45° + k ■ 180° $ 720°. cos 3x = cos 2x • cos x - sen 2x ■ sen x(T)
Essa dupla desigualdade pode ser escrita como: Lembremos agora as fórmulas de duplicação: cos 2x =
45 = cos3 x - sen3 x e sen 2x = 2 ■sen x ■cos x; com estes.
0° ç 45" + k ■180° -45° ^ k ■180° ■ ík = resultados, voltamos à equação (T):
180
cos 3x = (cos3x - scn3x) ■cos x - 2 - sen x - cos x ■sen x
k ^ cos 3x = cos3x - sen3x • cos x — 2 ■ sen!x ■ cos x
cos 3x = cos3x - 3sen3x ■ cos x
Usando agora a 13 relação fundamental, concluímos que:
45° + k ■ 180° È 720° = k • 180° È 675° sen3 x + cos3 x = 1 = sen3 x = 1 — cos3 x; substituímos
675 este último resultado na expressão do cos 3x:
k s£ k < -il cos 3x = cosbx - 3 ■(3 — cos 3x) - cos x =
180 k* 4
= cos 3x = cos3x - 3 cos x + 3 cos3x =>
Portanto, conclui-se que - $ k^ -0,25 ^ k í cos 3x = 4 ■ cos3x - 3 • cos x
< 3,75 => k = 0, 1, 2, 3, pois k é um número inteiro.
Temos, portanto, quatro valores possíveis para k; como
b) resolver a equação: 4 cos3 x — 3 ■ cos x = cos (it/5)
cada valor de k nos dá um valor de x, conclui-se que existem
4 valores de x que satisfazem o enunciado; logo, a resposta Solução
é: 4 valores. Utilizando o resultado d.emonstrado na parte a do exer­
O i I EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

7 . Resolver as equações: cício, temos que: 4 - cos3 x — 3 ■cos x = cos 3x e, p o r t a n


a) cos x = cos 60° to, a equação dada no enunciado passa a ser:
b) cos x = cos (n/5) cos 3x = cos (n/5).
c) cos 2x = cos (it + x) Como já vimos no exercício anterior, temos duas possi­
Solução bilidades a serem consideradas:
a) Atenção: cos x = cos 60° não implica que x = 60®. Re­
pare que a equação cos x = cos 60° é equivalente a cos x = 2n te z .
3x = 4 - + k • 2n a
= 1/2, pois cos 60° = 1/2. 3 * - - ê r * k 3
Vamos portanto resolver a equação cos x = L/2. Recor­
rendo à figura dos valores notáveis, concluímos que 1/2 é OU
o cosseno de 60° ou de - 60° ( - 60° é côngruo com 300°)
e, portanto, x é igual a 60°, -60 ° ou qualquer outro côn­ 3x = - - í - + k - 2n -7i , k ■2n_ , k 6 2 -
x = .- - +
gruo com um destes dois. 15

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Eis o gráfico:

FUNÇÃO EXPONENCIAL

Sendo a um número real, positivo e diferente de 1 (a > 0


e a ^ 1), chama-se fitnção exponencial de base a a função
f:IR =» R, que associa a cada número real x o número a1.

f(x) = a*, a > 0 e a / I

Exemplos
1. A função exponencial de base 2 ê a função f: R -• R que
associa a cada número real x o número f(x) = 2*. Em segui­
da está desenhado o gráfico dessa função. Observe que:

• f(x) > 0, V x £ R (isto é: é um número positivo


para qualquer valor real de x);

• f(x) = ( j y J é uma decrescente.

Generalizando temos:

• Se a > 1, então f(x) = a1 é crescente, e o gráfico será do


tipo:

A curva obtida chama-se curva exponencial. Observe 3


partir do gráfico, que:
• f(x) > 0, V x £ R (isto é: 2* é sempre um número posi­
tivo para qualquer valor real de x);
• f(x) = 2» é uma função crescente.

2. A função exponencial de base -L é a função f:R ■* K que


• Se 0 < a < 1, então a função f(x) = a* é decrescente, e
associa a cada número real x o número f(x) = ( 4 - J . o gráfico será do tipo:

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5 . Resolver a equação 43x 2 ■ 8*' = 1.

Solução
Vamos escrever 4, 8 e 1 como potências de base 2.
421-2 . 8 *' = I = 23(2x~2) ■(2J)X' = 2” => 23<2x' 2)"3*' =
= 2 o =» 4 x - 4 + 3x] = 0 => 3x’ + 4 x - 4 = 0 . Resolvendo

esta equação do 2? grau, obteremos x = -2 ou

Domínio e imagem
0 domínio da função f(x) = ax (0 < a ^ l)é o conjun­
S- H i ) -
to dos números reais.
A imagem da função f(x) = ax (0 < a ^ 1) é o conjun­
6 . Resolver a equação 3X+1 + 3X - 3X+2 = - 5.
to dos números reais positivos.
Solução
Equações exponenciais Observe que este tipo de equação é diferente de todas as
São as equações onde a incógnita aparece como expoente anteriores. Para facilitar a resolução vamos colocar 3* = y.
de uma ou mais potências de base conhecida. Exemplos: Com isso teremos:
y = gj 2’* = 4, etc. Fundamentalmenic, uma equação ex­
ponencial deverá ser tratada de modo a recair cm equações 31+1 = 3* ■ 3 1 = y ■ 3 = 3y
do tipo a' = a>, com a > 0 e a * I, donde se conclui que 3X+2 = 3S - 32 = y ■ 9 = 9y
x = y. Por exemplo, da igualdade 2X= 2 1 conclui-se que
x = 4. Tente sempre comparar duas potências dc mesma ba­ Com esta substituição nossa equação ficará:
se; quando isto não for possível, aplique os logaritmos (co­
3*+i + 3S - 3* * 2 = - 5
mo será visto mais adiante). Acompanhe atentamente os exer­
cícios para poder fixar bem como resolver uma equação ex­ 3y + y - 9y = - 5 => - 5y = - 5 - y = 1.
ponencial. Como y = 3X, obteremos 3X= 1 c consequentemente

|x = Õ~|(como já foi resolvido anicriormente).


EXERCÍCIOS
S = (0].
1. Resolver a equação 2* = 16.
7 . Resolver a equação 4 X - 20 • 2X+ 64 = 0.
Solução
r Basta escrever 16 como potência de base 2, obtendo Solução
2' = 2 1 e, portanto, x = 4. 0 conjunto solução da equação Se fizermos 2X= 3', obteremos -lx = (2')x = (2X)J = ) c
é S = |4|. nossa equação transftrma-sc na equação do 2° grau y2- 20y +
+ 64 = 0. Resolvendo essa equação do 2° grau em y, tere­
2 . Resolver a equação 32x _i = 9. mos como raízes y = 4 ou y = 16 e, como 2 X= y, vem.
2* = 4 =» 2* = 21
Solução
x =2
OJ
11
X

3-* 1=9 = 3-* - 4 = 3- = 2x - 4 = 2 = 2x = 6 =


S = [3j. ou
2* = ]6 2* = 2*
3 . Resolver a equação 93s = 27i - 1
x =4
Solução
S -[2;4| .
Como 9 = 32 e 27 = 33, obtemos 9ÍX= (32)3* = ã6“ e
27 * -I = (33) * " 1 = 33l‘ 3. Portanto nossa equação ficará
00 I FUNÇÃOEXPONENCIAL

assim: 8 . Resolver a equação 2X= y


9 ix = 27* ~1=
Solução
=>361 =35* 3=6x = 3x - 3 => 3x = -3 = x = -1
Lembrando que y = 2"’, nossa equação poderá scr assim
s-l-ll. escrita: 2*_= 2'" e,
4 . Resolver a equação 3‘ = 1. portanto, x = - I
.

Solução
S = 1-1].
Escrevendo I = 3o, vem: 3* = 3o c, portanto, x =0
CO 1

S = 10]. 9 . Resolver a equação 3 ■2**3 = 192 ■ 3X_3

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Solução
EXERCÍCIOS
3 • 2* ■ V 192 • 3* ■ 3"
24 2X 192 ■-¥ • 3* 1. Resolver as inequações:
2* 8 • 3X - 3-'
a) 3X > 1 c) 2 1' 1 < 23'
V_ : ---
23 =5
3X 3} (t M t )’ - >( t í >' ‘> a r * ( * r
x=3 s = Í3J.
Solução
2* +3 . 41 _ ]62i a) 3" > 1 => 3X > 3o = x > 0
1 0 . Resolver a equação
645x_ 3 1281 S = ]x 6 R|x > O;

Solução
Escrevendo todos os termos como uma potência de base S = |x E R|x < 0!
2, vamos obter: c) 2 ix' 1 < 2,x = 4x - K 3s = I ^ I
2X+3 ■ 22x _ ( 2 l\2.\
')
S = [x € K[x $ li
(26)5k“ 3 (27y _x) d) ( t )'S ' * ( j T = - I è 3x = x ^ 1
2>;+3 , 2*x ■ 27- *<x = 28x ■230x" 18 S = jx e R|x S* 1[.
2 X+3 +2X-» 7-7x = 98X+30x —18
2--lx+tO - 23Sx- 18 2 . Resolver a inequação 32x' ~1 ^ ( y j

- 4 x + 10 = 38x - 18 Solução
—4x - 38x = - 18 - 10 - ( - 1) Como y = 3 '1, obtemos ( y j = (3''>x=3 " x c. então,
42x = 28 28
42 a inequação 32x' " 1 ^ ( y J é reescrita como 32*' " 1^ 3 " x.
Agora lembrando que a base das potências ê maior que 1,
obtemos: 2x3- I >- —x e, portanto, 2x2 + x - I > 0. Es­
- m -
ta inequação do 2° grau obtida nós jã sabemos como resol­
ver e portanro 0 conjuntD solução será:
Inequações exponenciais
S = J x S [R.x^ - 1 ou s J —j .
São as inequações onde a incógnita aparece no expoente. -(*
Para resolvê-las, se pudermos igualar as bases, teremos (ba­ 3 . Resolver a inequação 9X < ã '* 1
seados no gráfico da função exponencial):
_ 1 fax ^ a>' => x > y Solução
• se a > 1, então ^ ^ aJ- = s £ ' Como 9X= (3J)X= 3~x, obtemos 3’1 < 3X*! e, portan­
to, 2x < x +1, donde x < I. Logo:
• se 0 < a < 1,. então í fax
a ^$ ^a>==> x ^ ^y S = |s E IRJx < II.

Exemplos 4 . Resolver a inequação 3X_3 ■ 3|X_1)I > 27


1. A inequação 2X^ 23 nos dá x $ 4 (pois 2 > 1); Solução
2. A inequação 2X^ 2* nos dá x ^ 4 (pois 2 > 1); jx**4*x, -2 x+ l > 3 5

3. A inequação ^ - y j ^ ( y ^ nos dá x 2 x ' - x - 3 > 3 = x1 - x - 6 > 0


Resolvendo a inequação do 2°. grau, obtemos:
(pois 0 < - y < 1^; x < —2 ou x > 3. O conjunto solução será:
S = |x € ÍRjx < - 2 ou x > 3|.
4. A inequação (^y^ ^ ^ y ^ nos dá x ^ 2 <
o
(pois 0 < y < 1^ . 5 . Resolver a inequação í-y -J > (-y ^
oQ_
Solução X
u_i
OBSERVAÇÃO Note que, quando a base for um nú­ Invertemos a base no primeiro membro, trocando 0 sinal O
mero maior que 1, o sentido da desigualdade se conserva no expoente. *< c
<->
(exemplos 1 e 2). Quando a base for um número positivo
e menor que um, 0 sentido da desigualdade fica inverti­ ( i r > ( i r - * - 2< 1 - * -
do (exemplos 3 e 4). =» 3x< 3 =» x < 1
S = |x e IR|x < \\.
99

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o logaritmando b deve ser positive:

b >0
FUNÇÃO LOGARÍTMICA Estas duas condições são necessárias e suficientes para
garantir a existência e a unicidade de log,b. Guardc-as bem,
pois elas serão muito utilizadas nos exercícios envolvendo
Como você deve ter notado, em todas as equações e ine­ logaritmos.
quações exponenciais que resolvemos até agora, nós conse­
guimos comparar duas potências de mesma base. Esta situa­ Tipos dc logaritmos
ção,porém, pode não ocorrer; uma equação como 2* = 5, • logaritmos decimais: os logaritmos dc base 10 chamam-
por exemplo, não se enquadra no estudo feito anteriormen­ se logaritmos decimais. No caso dos logaritmos decimais,
te. Entretanto, é possível demonstrar (não com facilidade) costuma-se omitir a base escrevendo-se apenas log b. Lembre-
que a equação 2X= 5, por exemplo, admite uma única so­ se, então, de que log b = log^b.
lução. O número x, solução dessa equação, leva o nome de
logaritmo de 5 na base 2, que se abrevia por logiS; talnúme- • logaritmos naturais ou neperianos: assim como o nú­
io é irracional e vale, aproximadamente, 2,321928. Estamos mero irracional n ( = 3,1415926) aparece cm problemas en­
dizendo, poriamo, que 2-,32!,-s = 5. volvendo circunferências, há um outro número irracional,
representado por e, que aparece naturalmente em problemas
Logaritmo de matemática superior, envolvendo logaritmos e exponen­
ciais. 0 número e vale, aproximadamente, 2,718.
Os logaritmos que têm o número c como base chamam-
Sendo a um número real, positivo e diferente de um,
se logaritmos neperianos ou naturais, em homenagem a Na­
e b um número real positivo, chama-se logaritmo de b
pier (leia: Néper), matemático escocês considerado o pai dos
na base a o número ao qual devemos elevar a base a para
logaritmos. Os logaritmos neperianos (isto é, de base e) são
se obter b. indicados por fn. Assim ínx = log„x.

Chamando-se de x o logaritmo de b na base a, resumi­


EXERCÍCIOS
mos a definição da seguinte maneira:

1. Determine x em cada uma das igualdades seguintes:


log3b = s » as = b, com a > 0, a 1e b > 0 a) Iog,x = 3; c) logj64 = x;
b) log,(x- I) = - 2 ; d) logK4 = 2.
Exemplos
Solução
1. logjS = 3) pois 2’ = 8; Vamos aplicar a definição dc logaritmo, levando sempre
2. log]9 = 2, pois 3! = 9; cm consideração as condições dc existência.
3. log, 1/7 = - 1, pois 7'" = 4 - :
a) logix = 3 23 = x
4. !ogi/j7 = - 1 , pois = 7;
b) logj(x —1) = - 2 = 3" = x 1
i — 1
5. lo g,^ = y , pois 2W = v2j
1 10
= X= y + 1
6. logjl = 0, pois 3" = I. 9

Nomenclatura c) logj64 = x ® 4* = 64 =» 4* - 4J x=3


Ao escrever log3b = x, o número:
d) logx4 = 2 x = 2 (x = - 2 não convém,
x é o logaritmo de b,
a ê a base, pois x é base e, portanto, deve ser positiva e diferente de um).
b c o logaritmando.
2. Determine x cm cada uma das igualdades seguintes:
FUNÇÃOLOGARÍTMICA

Costuma-se, também, dizer que b é o antilogaritmo de


a) logj(3x- !) = 1; c) log^- n4 = 2;
x na base a. Escreve-se b = antilogjX.
b) logi(x' - 1) = 0; d) logv'ç25 = x.
Condições dc existência
Solução
A definição do logaritmo de b na base a, apresenta certas
a) log,(3x - 1) = 1 =» 4' = 3x - 1 5 = 3x =•
condições dc existência que são:
• a base a deve ser positiva e diferenie de um:
b) logj(xJ - 1) - 0 => 3" = x 1 = x1- 1 3
a > 0 ca &1 = x1 = 2 => x = ±\l2
g l

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c) log,*.. 1,4 = 2 =» ( x - 1)J = 4 * o logaritmo de um produto de números positivos é igual
x —I = 2 ou x —I = - 2 , ponanto teremos x = 3 ou à soma dos logaritmos dos fatores.
não satis az as condições de
x=3 log,(b ■c) = logjb + logjC
a > 0, □ P5 1, b > 0, c > 0
=> (5l/3)* = 52 =»
5*a = 51 - -j- = 2 x =4 Exemplos
J. log,6 = log,(2*3) = log,2 + Iog,3;
Consequências da definição de logaritmo 2. log 20 = log (2* 10) = log 2 + log 10 = log 2 + l (pois
A parrir da definição de logaritmo, podemos tirar as se­ log 10 = 1);
guintes propriedades imediatas (sendo a > 0, a & 1 e 3. Iog*I2 + lo g j = logn(12*3) = log„36 = log,62 = 2
b > 0):
OBSERVAÇÃO É falso que log (2 + 3) ° log 2 +
logal = 0 pois a" = 1 + log 3. Isso é erro grave! Veja que log (2 + 3) = log
5, enquanto que log 2 + log 3 = log (2* 3) = log 6.
Exemplo
logjl = 0 pois 3o = I • o logaritmo do quociente de dois números positivos é igual
à diferença entre os logaritmos do dividendo e do divisor.
logaa = 1 pois a'

lo g jy = logjb - log,c
Exemplo
log]2 = 1 pois 2' = 2 a > 0, a I, b > 0, c > 0
log-.a" = a (a E IR)
Exemplos
2
Exemplo 1. log7- y = !og?2 - log73;
logi2J = 3
a!°B.b = b 2. log - y = log I - log 2 = 0 - log 2 = - log 2;
9Q
3. Iog720 - log:5 = log:-=z—= logr4;
Esta última propriedade pode ser assim explicada: fa­
zendo logab = x, obtemos a* = b, pela definição de logarit­ 4. l o g j ( y ^ ) = logjb - Ioga(c • d) = logjb - (togac +
mo; substituindo x = log3b na última igualdade, vem:
a l0B,t> = b. + logjd = logjb - !ogac - Iog3d).

Exemplo • o logaritmo de uma potência ê igual ao produto do expoente


2toK,s = 8 (note que: Iog38 = 3 e, então, 2lofi,H = V - 8). pelo logaritmo da base da potência.

EXERCÍCIO logjb“ = a - logjb


Calcular: a > 0, a 1, b > 0
a) logsV5 d) S10«'2
b) log,3‘ e) 53tog,4 Exemplos
c) Ioga 1 + logftú 1. logj27 = 7 ■ logj2;
2. Iog»S = Iog42J = 3 ■ logs2;
Solução 3. logjSb = logjb1*1 = - y • logjb (n E N*);
a) logsV5 = logs5 ',J = 1/2
4 . logj = logjb- 1 = - I - logjb = -Iogjb(b > 0 ).
FUNÇÃO LOGARÍTMICA

b) log.,31 = logg(32)’ = log,9' = 3

c> K ° ? - ' »* • ' + ■° * 1■ 1 OBSERVAÇÃO Costuma-se escrever, por exemplo,


d) 3,0P'2 = 2 (aplicação direta da quarta propriedade) logJ3 para indicar (log 3)*. Muito cuidado para não con­
e) gatos,'! = (glosei)1 = .JJ = 16 fundir log: 3 = (log 3): com log 3! = 2 • log 3.

Propriedades operatórias dos logaritmos • o logaritmo de um numero positivo, numa base que é uma
As propriedades que iremos estudar a seguir justificam potência, ê igual ao produto do inverso do expoente dessa
o largo uso dos logaritmos no passado, para efeito de simpli­ base peto logaritmo (do mesmo número) cuja base ê a base
ficação de operações de cálculos. da potência. 101

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3. Escrever o desenvolvimento logarítmico na base 2, da
expressão E = - 2 %- {isto é: calcular logiE).
IoglPb = y ■ l0Êib
a > O, a sC 1, b > 0, p * 0
Solução
i/Õv Í/t » __
Exemplos logiE = log,---- g---- = log!('/2x'/3) - log,6
1, logs5 = log: ,5 = -j- • logj5;
logjE = log3V2 + log7V3 - log2(2x3)
2. log„76 = log7-' 6 - 1 log76 = -log,6; logiE = log:2w + logj3m - (logí2 + Iog23)
, ! , , 1 . _ 1.
3. Iog,3 = log3;3 - - y ' loEí3 - 2 ' 2 1 logjE = - y • Iogj2 + y ■ log33 - log32 - log23

4. logi/jb = log. ib = - y - ■ logjo = -logjb.


logiE = - y + 4 - ' Iogj3 - 1 - logj3
ATENÇÃO O logaritmo do inverso do número b, isto é,
log, , chama-se cologaritmo de b na base a. Então:
logjE = — |----- j ‘ logj3

cologjb = loga ( y j = - logjb


0 o1x
4. Calcule log ] ---- , conhecendo-se log 2 = 0,30103
v2
EXERCÍCIOS e log 3 = 0,47712,

Solução
1. Mostre que logj6b = y ■ logab (satisfeitas as condições
de existência). log = log (0,01x V3) - logv2 = log 0,01 +

Solução + logVT - log^2 = log 10-’ + log 3W - log 2tn =


Fazendo logjCb = x e Iog3b = y, obtemos, pela defi­
nição de logaritmo, as igualdades (a11)' = b c aJ’ = b. Con­ = —21og 10 + y ‘ lo£ 3 - y • log 2 =
cluímos então, que (ap}x = a>' e, portanto, que fi ■x = y ou
x = y ■y, dando: logafb = y • log b. = - 2 + Y • l°g3 - y ■log 2 = - 2 + Y X 0,47712 +

2 . Sabendo que log 2 = 0,301 e log 3 = 0,477, calcular: - y x 0,30103 = - 2 + 0,23856 - 0,06020 = - 1,82164
a) log 12; b) log 27; c) log 72; d) log 5.
0,01 X ^
Solução log -h c = ---- = -1,82164
a) log 12 = log(2J*3) = log 21 + log 3 = 2 log 2 + log 3 \'2
2X0,301 + 0,477 = 1,079

log 12 = 1,079 5 . Determinar a expressão cujo desenvolvimento logarítmico

b) log 27 = log 3J = 3 log 3 = 3x0,477 = 1,431 é log 2 + log a + 31og b — y * log c.

log 27 =1,431 Solução


Para resolvermos este exercício aplicaremos as proprie­
c) log 72 = log(21x3 1) = log 2* + log 3’ = 3 log 2 + dades dos logaritmos no sentido inverso do exercício ante­
l o g a r ít m ic a

+ 2 log 3 = 3x0,301 + 2x0,477 = 1,857 rior. Naquele exercício nós tínhamos a expressão e quería­
mos o desenvolvimento; neste caso nós temos o desenvolvi­
log 72 = 1,857 mento e queremos encontrar a expressão que ocasionou ta
desenvolvimento.
d) log 5 = log -y- = log 10 —log 2 = 1 —log 2 = log 2 + log a + 3!og b — y ■ log c = log 2a + log bJ +
6 0 1 FUNÇÃO
.

= ] - 0,301 = 0,699 2ab'


- log cw = log 2ab3 - log Vc = log
Vc
log 5 = 0,699
O i

A expressão procurada é " .


vc

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6 . (FUVEST) Sendo a1 + bJ = 70ab, calcule l o g , , 1. log»3 = (escolhemos c - 10);
ab lo g o
cm função de m = log,2 c n c log,3.
2. Iog.,5
log. = = *°El - (escolhemos c = 2);
lOgjd
Solução
log<9
3, logi9 = 2 (foi dado c = 4).
DcaJ + b1 = 70ab, obtemos (a+ b)3 = a1 + b1 + 2ab = log43

= 70ab + 2ab = 72ab. Scguc-se que log, + = OBSERVAÇÃO Se trocarmos de posição o logaritman-
ab do com a base, o logaritmo ficará invertido.
= log, 72ab-
' ^ r = log»72; mas log,72 = logs(21x3!) = Iog(2’ + Exemplo
-afr log,8 = 3 e log,2 = 1/3. Genericamente temos:
+ log,33 = 3 ■Iog,2 + 2 ■ logs3 = 3 m + 2n

log, +. ■- 3m + 2n
ab

7 . Calcular: EXERCÍCIO
a) log, tog39; c) logua log?'^; Calcule:
b) log, logbb3; d) log, log3 log, 125. a) log 5 ■ logslO; c) logba ■logab;
b) log 5 - logulü; d) [logj(a’ - b!) - 3] - logba.
Solução
a) log, logj9 significa logaritmo na base 2 do logaritmo de Solução
9 na base 3. Veja bem: logaritmo do logaritmo e não lo­
garitmo vezes logaritmo. Começamos então o cálculo pe­ a) Pelo exemplo anterior, log,10 e, portanto,
loginÕ
lo logaritmo mais interno, isto é, por log,9. Acompanhe:
log39 = log333 = 2 e, então, logj Iog,9 = log22 = 1 log,„5 • logj 10 = JpgtSÍ'- =1

b) logfcb3 = a = log, loghba = log,a = 1 b) log 5 ■log,,10 = log 5 - -~ 4 | - = log 5 ■ =


. ^ 1 _ ! W
c) iog:\^7 = log,?1'3 = -j- =» => ^ ‘ 2 -Jpf? - T
= loguj l0g7\/;7 = logw - y = logw Q - ) = 2 , , , logbb _ i
c) logba • log3b = logha ■ - 1
d) log, log, logj 125 = log, log, log,5J = log, log,3 = d) [loe^a1 - b!)- 3 ] ■logba=[log,aJ +lcç,bJ- 3 ] - logta =
= logil = 0. =[/+2 ■log3b ~/S\ • logba =2 ■logjb - logba =2 -1=2

Mudança de base dos logaritmos Equações logarítmicas


Em muitas situações, os logaritmos que aparecem numa
determinada expressão não são todos dados numa mesma ba­ Para a resolução de equações envolvendo logaritmos, vo­
se. Nesse caso, precisamos ames passar todos os logaritmos cê deve aplicar as propriedades vistas, tentando sempre re­
para uma mesma base e depois aplicar as propriedades es­ duzir a equação dada a uma equação do tipo log3b = Iog3c,
concluindo, emão, que b = c. Acompanhe os exercícios re­
tudadas.
Vamos emão deduzir uma fórmula que nos permita mu­ solvidos a seguir.
dar a base de um logaritmo. A fórmula é a seguinte:

EXERCÍCIOS

C
1 . Resolver a equação:
log-(x - 3) + iog,(x - 2) = 1.
A demonstração é simples. Fazendo log,b = x, obtemos az
a* = b. Tomando logaritmos, na base c, de ambos os mem­ C
Solução O
bros de a1 = b, vem logcas = logfb ou x • log.a = logcb e> Primeiramente devemos considerar as condições de exis­ o
_1
portanto, x = j0^ - Finalmente, lembrando que x = logjb, tência dos logaritmos; isto ê, para que estes logaritmos exis­ o
*<c
logca tam devemos ter: o
obtemos log,b = 1°^^ . (x - 3 > 0 fx > 3
61 log^ e e x > 3 []®
Exemplos
2 > 0 x > 2 103

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Para resolver a equação vamos aplicar a propriedade 5 . (HE MAUÁ-SP) Exprima □ solução da equação abaixo
log,b + logjC = Iogabc no primeiro membro e substituir o através de logaritmos na base 2:
número 1 por Iog32 no segundo membro; deste modo ob­ 2* + 2 - 2 ‘ * = 0
teremos:
log:[(x — 3) - (x — 2)] = logi2 Solução
/ 1Y i i
(x - 3) ■ (x - 2) = 2 =* x*3 - 5x + 4 = 0 » Fazendo 21 = y, obtemos 2 * = 1 —J ----— = —
j _
Íxx == 41 (satisfaz
(não convém, pois não satisfaz (T))
(T))
e a equaçao transforma-se cm y + 2 ---- —— 0
Multiplicando por y, vem: y1 + 2y - 1 = 0, que nos
S = |4|
dá y = - 1 - i/2 ou y = - 1 + V2. A solução y = - 1 +
2 . Resolver a equação: 21og3(x - 1) - log3x = log3(x + 2) — \^2 não convém, pois y = 2* e 2* é sempre positivo._Fi-
camos, então, com y = - 1 + V2. Logo 2* = —1 + V2 c,
Solução portanto, x = logj"[—1 + V2).
As condições de existência são: S = {logi( * 1 + V2)l-
x > 1
V
1
tf

6 . Resolver a equação: x10^* = 9x.


x > 0 => x > 0 = X > 1 <D
tx + 2 > 0 kX > - 2
Solução
No primeiro membro vamos aplicar a propriedade Aplicando logaritmos na base 3 a ambos os membros da
logaba = a • logjb e portanto teremos 2 ■ log3(x - 1) = equação dada, obtemos: log3xloe,:< = log3(9x). “Tombando"
= log3(x - 1)!; a seguir aplicamos outra propriedade: 0 log3x (isto é, aplicando a terceira propriedade operatória),
logjb — log,c = logjb/c, ainda no primeiro membro, ob­ que aparece como expoente no primeiro membro, temos:
tendo: (log,x) ■ (log,x) = !ogj9 + log3x =
logí(x - l)1 - logjx = logj(x + 2) =» (log3x)1 = 2 + logjx =>
=> (log3x)J - logjx - 2 = 0
log, (X ~ 1)1 = log5(x + 2)
Fazendo log3x = y, obtemos: y1 - y - 2 = 0, dc onde
~ = (x + 2) => x1* - 2x + I = xJ + 2x => Liramos y = 2 ou y = —1. Portanto teremos:
X
log3x = 2 x =y =9
= 4x = 1 *» x = 1/4, que não convém, pois não satisfaz (T). ou ou
Portanto; S = 0 .
logjx = - 1 x y , _ _L
3
3 . Resolver a seguinte equação:
Como a condição de existência ê x > 0, o conjunto solu­

s-[H
logjx + logtx = lDg„X + 1
ção será:
Solução
A condição dc existência é x > 0.
i». Inicialmente, escrevemos todos os logaritmos numa mes­
ma base; escolhendo a base 2, temos:
Função logarítmica
log4x = e logsX = logax = b|x.
logj4 2 e log38 3 Vamos agora considerar funções que associam números
A equação dada transforma-se cm; reais positivos a seus logaritmos numa base dada. Essas se­
rão as funções logarítmicas.
log,x + + 1. Fazendo log2x = y, obtemos
Sendo a um número real positivo e diferente de 1,
y + -j- “ + 1, ou, multiplicando por 6: chama-se função logarítmica de base a a função f:IR+ -*
-* R definida por f(x) = Iog3x.
6y + 3y = 2y + 6 => y =
Observe, antes de mais nada, que 0 domínio da função
Como y = logjx, obtemos log,x = — e, portanto, logarítmica í IRí, ou seja, 0 número x na expressão acima
deve ser estritamente positivo.
S I FUNÇÃO LOGARÍTMICA

x = 2 ^ = V F = ’V64
S = (V64J Exemplos
1. A função ffx) = loglí2x ê a função logarítmica dc ba­
4 . Resolver a equação 2* = 7
se
25
Solução
Aplicando logaritmos na base 2 a ambos os membros da 2, A função f(x) = log x é a função logarítmica dc base 10.
equação 2* = 7, obtemos logj2x = log»/ e, portanto,
x ■ logi2 = logj7 ou seja, x = log37. Gráficos das funções logarítmicas
S = |logj7j. Vejamos dois exemplos:

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• gráfico dc fix) = logiX: Solução
ÍÍx) = 2* é uma exponencial dc base maior que ];
g(x) = logjx acabamos de estudar.

A curva obtida chama-sc curva logarítmica. Observe, pc


Io gráfico, que:
• f{x) = logjx c uma função crescente;
• a curva logarítmica corta o eixo dos x no ponto (1; 0) e
não corta o eixo dos y (lembre que y = f(x));
Os gráficos obiidos são simétricos em relação à bissetriz
■ logjx é negativo se 0 < x < 1 (curva abaixo do eixo
do primeiro e terceiro quadrantes; isto acontecendo, dize­
dos x) e positivo se x > 1 (curva acima do eixo dos x). mos que uma função é inversa da outra.
• gráfico de fix) = logií2x: Concluímos portanto que as funções f(x) = 21 e
g(x) = log2x, são inversas.

2* Num mesmo sistema de eixos, construa os gráficos das


funções:
fix) ( y ) e g(x) loguiX
Solução

As conclusões a partir do gráfico são:


• f(x) = Iog„]X é uma função decrescente;
• idêntica à segunda conclusão do gráfico anterior;
• log x é positivo se 0 < x < I (curva acima do eixo dos x)
e negativo se x > J (curva abaixo do eixo dos x).
O comportamento das funções logarítmicas é análogo a
um dos dois exemplos vistos conforme a base escolhida seja
maior ou menor que 1 (mas sempre positiva). Genericamen­
te temos:

Vale o mesmo comentário do exercício anterior.

3 . Obter o domínio da função i[x) = loft*. j,(x - 2)


Solução
Basta lembrar que as condições.de existência dos logarit­
mos são: base positiva e diferente de 1 e logaritmando posi­
tivo. Impomos então, as seguintes condições:
> Ü (condição de logaritmando)
> 0 (condição dc base) =>
^ 1 (condição dc base)
2
EXERCÍCIOS 3 A intcrsecção destas três condições nos dá:
(x * 4
?* ^ um mesmo sistema de eixos, construa os gráficos das x > 3 e x 4. Portanto, o domínio da função f é:
funções í(x) = 2* e g(x) = log,x. [x € R ) x > 3 e x * 4).

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i

4 . Obter o domínio da função = log^t _ 4,{xJ - 3x + c) log3[f(g(l)) + g(í(0))] = logi[3 + 1] = logi4 = 2


+ 2)
G. Determinar o número de soluções reais da equação
Solução l°gix = - j - - í
As condições de existência são:
(x1 - 3x + 2 > 0 (iogaritmando) (T) Solução
Não se consegue, por vias elementares, achar as soluções
xi _ 4 > 0 (base) ( ij)
de uma equação como esta. Podemos no entanto determinar
^3-4/1 (base) © o número de soluções reais que a equação admite. Acompa-
Para (7), temos: nhc, Fazendo f(x) = log3x e g(x) = —---- I, o enunciado
© © © pode, então, ser reescrito assim: Para quantos valores reais

HiHiiiiiiimwwMO------------- onmnwnnn!imi»- * de x ocorre f(x) = g(x)?
1 2
A resposta ú obtida construindo-se os gráficos das fun­
ções f e g num mesmo sistema de eixos; como a seguir:
< 1 ou x > 2 (D
Para (íí), lemos:
© © ©
- o iimimmiimiiiH»
-2 2

x < - 2 ou x > 2

Para (K ), temos:
xi _ 4 * i x2 * 5 => x jí ~V5 e x # \/5 ©
Fazemos agora a intersecção das condições (T), ( íj) e (ní): Verificamos que as curvas obtidas interceptam-se em dois
pontos distintos A e B. Nestes pontos ocorre ffx) = g(x). Po­
© -2
' ’
demos então afirmar que a equação logjX = ---- 1 admite
(u) ninimii! WWWHfr- x
/5 /5
(Tt) í i uiiiiiiíh m Hl!:illlll!l X duas raízes reais distintas.
(T)n(n)níTP) tiimiitüiMttti!» AHtiAimiiinii*- x
- /5 - 2 2 / 5 Inequações logarítmicas
Já vimos que as funções logarítmicas de base maior que
O domínio da função f é: 1 são crescentes e as de base menor que 1 (e positivas) são
(x e R | i < - 2 e x - V5 ou x > 2 e x ^ V5}. decrescentes. Isso nos dá as seguintes regras gerais para a
№\7
resolução de inequações logarítmicas:
5 . São dadas as funções fjx) = x + 21 e g(x) = x - log x
Calcule: Quando a base for um número real maior que 1, a re­
a) ÍTO) - g(l) d) g(fTO)) lação de desigualdade entre os logaritmos se mantém pa­
b) f(l) + g(10) e)logi[f(g( 1)) + g(f(0))] ra os logaritmandos.
c) fíg(O)
Exemplos
Solução 1. logj5 > Iog23, pois 5 > 3 e a base é maior que 1;
a) flO) = 0 + 2° = 0 + 1 = 1 "í 2. logj7 < log39, pois 7 < 9 e a base é maior que 1;
g(l) = 1 - log 1 = 1 - 0 = 1 j 3. logjA > logjB => A > B, pois a base é maior que 1
- fto) - g(l) = 1 - 1 = 0 (A, B > 0).
b) f(l) = 1 + 2’ = 1 + 2 = 3 ) ^
g(10) = 10 - log 10 = 10 - 1 = 9 J Quando a base for um número positivo c menor que
= f(l) + g(10) = 3 + 9 = 12 1, a relação de desigualdade entre os logaritmos se inver­
c) g I te para os logaritmandos.
I FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Exemplos
1 g( 1) Hgl 1)1
l.log|/25 < logw3, pois 5 > 3 e a base ê positiva e menor
Pelo item a, g(l) = 1 e, portanto, f(g(l)) = f(l). Feio item que 1;
b, temos fT1) = 3. 2. logI/27> logw9, pois 7 < 9 c a base ú positiva e menor
I 3 que lj
3. logyjA > logi^B => A < B, pois a base ê positiva e me­
cjllton nor que 1 (A, B > 0).
tio)
Estas são as propriedades que usaremos na resolução de
d)
f|0) = 1 (pelo ilem a) ■=> g(í(0)) - g(i) - 1 inequações logarítmicas. Acompanhe.
g

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1intersccção de (I ) e (ÍT)
EXERCÍCIOS
-2
© ------- —-tHmitmumttHum*-
1 . Resolver a inequação: log,(2x - 4) < loga(3x - 9). i: *
(TT)
X
Solução © n © --------------------
• inicialmentc, temos as condições de existência:
<2x - 4 > 0 ^ fx > S = íx G R I x > II
x > 3 ©
(3x - 9 > 0 “ [x >
4 . Resolver a inequação: logn(2x + 4) ^ logw(x + 5)
agora: log2(2x - 4) < logi(3x - 9) =»
= 2x — 4 < 3x - 9 (pois a base é maior que 1) Solução
* condições de existência:
=3 - x < X > 5
(2x + 4 > 0 =
f«> - 2 - x > -2 ©
• a intersecçao de (T ) e ( f f ) nos dá o conjunto solução U +5 > 0 í.x > - 5
S = [x E ÍR | x > 5). • agora, lembrando que a base dos logaritmos é menor que 1,
temos: logm(2x + 4) ^ logw(x + 5) = 2x + 4 $ x + 5 =
2. Resolver a inequação: logi(x2 - 1) > 3. - |x ag 1 [ (ff)
Solução
• condição de existência: x2 — 1 > 0 • a intersecção de (T) e ( f f ) nos dá:

© © S = (x E R | - 2 < x ^ 1]
©
-OHwwwmw—*
-1 5 . Determinar o domínio da função
flx) = yíog^x - 3'
X < - 1 OU X > 1 ©
Solução ________
• para a resolução, escrevemos o número 3, do segundo mem­ • o número ylogi^x - 3 será um número real se, e somente
bro, como logj2J, obtendo: log2(x2 - 1) ^ log322. se:
Como a base é maior que 1, a última desigualdade con­
'x > 0 (pois x é logaritmando) (T)
verte-se em: x2 - 1 > 23 => x1 - 1 ^ 8 - 9 5 0.
© G © 'JoguiX - 3 ^ 0 (pois logLiX - 3 é radicando) (ff)
-HmfmttiHiiHiiniimi» -
-3 « resolução de (ff):
loguiX - 3 ^ 0 = lognX ^ 3. Escrevemos o número 3 na
x ^ - 3 ou x ^ 3 (lí)
forma log,/] , obtendo:
• intersccção de (T) c (ff) logujX logw^y^ = x í | (inverte o sentido da desi­
© gualdade pois a base é positiva e menor que 1; não esqueça!).
• intersecção de (T ) e (ff) nos dá o domínio da função f.
(TT) -t-mmmmiwHt Assim, esse domínio é:
© n © D© - [x e R I 0 < * s y ]
S = |x G IR | x í - 3 ou x J 3j
6 . Resolver a inequação logLOlog3x 1.
3. Obter o conjunto solução da inequação: Solução
log(x + 2) + log(x + 3) > log 12.
• condições de existência:
Solução (T) x > 0, pois x é logaritmando do logaritmo de base 3j
• as condições de existência são: (ff) logjx > 0, pois log]X é logaritmando do logaritmo de
(x + 2 > 0 -2 base 1/3. c
[*> x > -2 © cjj
U +3 > 0 1.x > - 3 Resolvendo (ff) obtemos:
• agora: log(x + 2) + log(x + 3) > -log 12 = logjx > 0 *» logjx > logjl = x > 1 (Hl). cc

= Iog((x + 2) * (x + 3)] > log 12 =>(x + 2) • (x + 3) > 12 ■ Portanto a condição de existência sairá da intersecção de tD
O
—J
=» x2 + 5x — 6 > 0 (D e (nj), que nos dará: O
© © @ 5
' -
■tttiHIHHHHHHlWtiO---------- -CHtWHWWHfr- * X > 1 ©■
-6
1resoluçlo de logta logjx ;s I
X < - 6 OU X > 1 (ff) Substituindo o número 1 por logwl/3, obtemos: 107

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Uma sequência pode ser finita se houver um último ele­
log|,3 log3x 5t Iogi/jl/3 => log,x í 1/3
mento ou infinita no caso contrário.
substituindo 1/3 por !og,3ul temos: Podemos formar scqüências numéricas das maneiras mais
logjX ^ logj31/3 variadas possíveis.
Exemplos
X$ Œ 1 © 1. A sequência (1; 1; 2; 3; 5; 8; 13;...) é obtida somando-se
dois lermos consecutivos para obter o próximo:
• fazendo a imersecção de ( © com ( v ) lemos o conjunto a, + a, = a, = 1 + 1 = 2 ; aj + a, = at » 1 + 2 = 3
solução: a, f aj = a5 =» 2 + 3 = 5; a4 + a5 = at => 3 + 5 = 8 ;...
2. Na sequência (1; 4; 7; 10; 13; ...) cada termo, a partir do
S = lx G & ! 1 < x í \Í3| segundo, c obtido somando-se 3 ao termo anterior. Este tipo
de sequência chama-se progressão aritmética;
3. Na seqüéncia (2; 6; 18; 54; ...) cada termo, a partir do
segundo, é obtido multiplicando-se por 3 0 termo anterior.
Scqüências deste tipo chamam-se progressões geométricas;
4. Na scqüéncia (2; 4; 8; 16; 32; ...) temos:
a, = 2 = 21; a, = 4 = 2l; a3 = 8 = 23; a, = 16 = 2*;
genericamente, escrevemos: a„ = 2”, n £ N*;
5. Na sequência (2; 4; 6; 8; 10; ...), formada pelos números
pares positivos, temos:
a, = 2 = 2 ■!; a, = 4 = 2 - 2; aj = 6 = 2 ■3; a4 = 8 = 2 • 4;
Estamos iniciando o estudo das sequências (ou sucessões), genericamente, temos: an = 2 - n , n £ M * .
particularmcnte das progressões aritméticas e das progres­
sões geométricas. OBSERVAÇÃO Uma outra notação possível para as
Para entendermos o conceito de sequência, vamos apresen­ scqüências é a notação funcional; nesta notação, temos:
tar um exemplo elucidativo. Imaginemos que, numa Copa do 1? termo: fil); 2“ termo: (\2); 3? termo: 1(3); termo ge­
Mundo de futebol, os quatro semifinalistas sejam Itália (1), ral: f(n).
França (F), Argentina (A) e Brasil (B); este grupo de semifi­
nalistas pode ser representado pelo conjunto JI, F, A, Bj. Exemplo
Os semifinalistas jogarão entre si, segundo um critério esta­ Na sequência (2; 5; 9; 14; 20; ...), temos: 15 termo: f(l)
belecido pela FIFA, de modo que, ao final, teremos um cam­ = 2; 25 termo: f(2) = 5; 35 termo: f(3) = 9; 45 termo: f(4)
peão, um vice, um 3° e um 4? colocados. Por exemplo, po­ = 14; e assim por diante. ____________
deremos ter:
1 EXERCÍCIOS
Campeão: Brasil
Vice: Argentina =» esta ordem de classificação 1. Escreva os cinco primeiros termos da sequência cujo ter­
3°: Itália pode ser indicada por: mo geral é an = nJ + 3n, n £ N1*.
4?: França
pm (B; A; I; F) '
Solução
Uma outra possibilidade pode ser: Obtemos os cinco primeiros termos da seqüéncia substi­
Campeão: Brasil tuindo n, sucessivamente, por 1, 2, 3, 4 e 5 na fórmula
Vice: França => indicamos esta ordem por: an = n! +3n. Temos, então:
3°: Argentina (B; F; A; 1) a, = l 1+ 3x1 = 1 + 3 = 4;
4“: Itália aJ = 2i +3x2 = 4 + 6 = 10;
a, = 3J +3x3 = 9 +■9 = 18;
E, assim, podemos obter outras ordenações com os mes­ a„ = 41 +3x4 = 16+ 12 = 28;
mos quatro semifinalistas; cada uma destas ordenações cha­ as = 52 +3 x 5 = 25 + 15 = 40.
mamos de sequência; deste modo: Logo, a scqüéncia pedida é: (4; 10; 18; 28; 40; ...)
Scqüéncia é um conjunto ordenado de números. 2 . Escreva os 5 primeiros termos da seqüéncia em que
a, = 4 e an = an_ | + 5, n E ÍNl, n ^ 2.
Isto c, scqüéncia é um conjunto no qual existe uma ordem
entre seus elementos de forma que há um primeiro elemen­ Solução
to {indica-.sc a!), um segundo elemento (indica-se a:), um ter­ Já sabemos que 0 primeiro termo a, é 4; analisando a ex­
ceiro elemento (a,), e assim sucessivamente. pressão an = an_, + 5, concluímos que um termo qualquer
an da seqüéncia é a soma do termo antecedente a ele (an- i)
I SEQUÊNCIA?

A sequência formada pelos elementos a„ a,, aj, ... é re­


presentada colocando-se seus elementos em ordem c entre com 5; assim sendo, temos:
parênteses: • n = 2 =aj = a, + 5 = a, = 4 + 5 = a, = 9;
n = 3 =»a, = a, + 5 =5 a, = 9 + 5 =» a3 = 14;
(a,; a,; a,; a,; ...) n = 4=>a1 =a ] + 5 = a4 = 14 + 5 = a j = 19;
Um termo qualquer da scqüéncia indica-se por a„, onde n = 5=>aj = aJ + 5=>a1 = 19 + 5 =» a* = 24;
n 6 MV ' Logo, a seqüéncia pedida é: (4; 9; 14; 19; 24;...).
g

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3 . Escreva a sequência em que f{n) = 2 ■n - I, n £ N*. EXERCÍCIOS
Solução
Temos a sequência representada pela notação funcional;
fazendo, succssivamcntc, n = I , 2, 3, 4 , 5 , lemos o pri­ 1. Obter o 5? termo de uma P.A. onde o 13 termo ê - 3 e
meiro, o segundo, o terceiro, etc. termos da sequência: a razão é 4,
n =1 ** I{1) = 2 - 1 - 1 = 1= a, = Hl) = 1;
n =2 = fl[2) = 2 ■2 - 1 = 3 = a, = í{2) = 3 Solução
n =3 = Í13) = 2 ■3 - 1 = 5 =» a, = í{3) = 5 Como queremos o 5? termo da P.A., fazemos n = 5 na
n =4 =» R 4 ) = 2 • 4 - 1 = 7 => a4= f{4) = 7 fórmula do termo geral:
n =5 => 1Í5)i = 2 ■5 — 1 = 9 => a, = ÍÍ5) = 9.
A seqüência pedida é, portanto, a seqüincia dos núme­ (a n = a, + (n - 1) • r
a* = a, + 4r
ros ímpares positivos: (1; 3; 5; 7; 9;,..). l n = 5
a5 = - 3 + 4^4 13

2 . Obter o 6? e o 7? termos da P.A. onde a, = 2 e a, = 6


Progressões aritméticas Solução
Pela fórmula do termo geral, podemos escrever que:
a, = a, + 2r => 8 = 2 + 2r = 6 = 2r
Uma progressão aritmética (P.A.) é uma seqüência de
números reais onde cada termo, a partir do segundo, é r =3
obtido somando-se uma constante ao termo anterior.
Agora calculamos a4 e a,, novamente pela fórmula do ter­
mo geral:
A constante que aparece na definição acima chama-se ra­ a* = a, + 5r => a4 = 2 + 5x3
zão da P.A. e será indicada pela letra r.
a, = 17
Exemplos
1. A seqüência (3; 5; 7; 9;...) é uma P.A. infinita (pois tem a, = a, + 6r = a, = 2 + 6x3
infinitos termos), de primeiro termo a, = 3 c razão r = 2
(para obter r, calcula-se qualquer uma das diferenças a, - a, = 20
- a , = 5 - 3 = 2 ou a, - a, = 7 - 5 = 2, etc.).
2. A seqüência (8; 5; 2; - 1) é uma P.A. finita (pois tem exa­ Se preferir, a, = a4 + r => a; = 17 + 3 = 20.
tamente 4 termos; tem um último termo) de primeiro termo
3 . Determine o 13 termo e a razão de uma P.A. onde o 5?
a, = 8 e razão r = —3 (r = a2 — a, = 5 - 8 = - 3).
3. A seqüência (1; 1; 1; l j ...) é uma P.A. infinita de primei­ termo vale 10 e o 10? termo vate 5.
Solução
ro termo a, = 1 c razão r = 0. Aplicamos a fórmula do termo geral para o 5? e o 10?
termos:
Termo geral
Conhecendo o primeiro termo a, c a razão r de uma P.A. a, = a, + 4r = 10 = a, + 4r ( 7 )
podemos obter a expressão do seu termo geral an. Isto é pos­ a,0 = a, + 9r l 5 = at + 9r ( n )
sível usando a definição de P.A.:
+r
Resolvemos o sistema fazendo (T) - (li): 5 = —õr e,
a, = at + r portanto,

32 r = -1
Substituindo r = - 1 em (T), temos: 10 = a, + 4 ■( —1),
• •
a, - a, + 2r isto é, a, - 4 = 10 e, portanto,

32 a*
+r +r +r
14
a4 = a, + 3r
3| üj a-j 34 4 . Quantos termos tem a P.A. onde o 1? termo ê 3, a razão
é 13 e o último termo é 146?
Da mesma forma, podemos escrever que: Solução
(as = a, + 4r Se n for o número de termos da P.A., o último termo
í.a* = a, + 5r, e assim sucessivamente. Repare que o será o a„; temos então:
número de razões somadas c sempre igual ao índice do ter­
mo a ser calculado menos um; portanto, um termo qualquer => an = aj + (n - 1) ■ r
an se escreve como na expressão abaixo. 146 = 3 + (n - I)x 13
Hf tr +f 143 = (n - l)x 13
Abrindo os parênteses e resolvendo a equação, temos: cn
<£.
Oi 3.1 n.4 an - 1 13n - 13 = 143 => 13n = 156
n = 12 ‘H>
O
a„ = a, + (n - 1) • r LU
CO
5 . Mostre que se (a; b; c) é uma progressão aritmética, en­
- b =—
lao a +-—c .
A fórmula acima é a expressão do termo geral de uma P.A. 109

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Solução . Soma dos termos
Antes da solução, um comentário: quando escrevemos Como võcé calcularia a soma S = l + 2 + 3 + ... +
a + c , estamos dizendo que o número b é a média + 98 + 99 + 100, formada pelos cem primeiros números in­
teiros positivos? Conta-sc que Gauss (Cari Friedrich Gauss
aritmética entre a e c. — 1777/1855), notável matemático alemão, aos 9 anos de ida­
Portanto, o que vamos demonstrar é que um termo de de, calculou a soma S anterior, escrevendo-a das duas ma­
uma P.A. é a média aritmética entre seus "vizinhos”. neiras seguintes:
A demonstração da propriedade é simples; se (a; b; c) é S = 1 + 2 + 3 + ... + 98 + 99 + 100
uma P.A., temos: S = 100 + 99 + 98 + ... + 3 + 2 + 1
c somando as duas igualdades membro a membro para obter:
b- a+r » b - a = O b _ a=c_ b
2S = (1 + 100) + (2 + 99) + (3 + 98) + ... + (98 + 3) +
c =b +r= *c-b-rJ 2b = a + c + (99 + 2) + (100 + 1).
Observando que:
a +c ■a soma de cada parêntese é sempre 101;
b =
• existem 100 parênteses, concluímos:
lOOx 101
Este resultado é para ser guardado e usado toda vez que 2S - 100 x 101 => S =
se julgar conveniente.
S = 50x101 = 5050
G. Determinar o número x sabendo que a sequência
(3x + 2; x - 1; 2x + 3) é uma progressão aritmética.
Vamos utilizar o raciocínio anterior no cálculo da soma
Solução dos n primeiros termos de uma progressão aritmética.
Lembrando a propriedade anterior (o termo central é a Seja a P.A. (a,; a3; aj; ...; an) e seja Sn a soma que dese­
média aritmética dos seus vizinhos), temos; jamos calcular, isto é,
Sn = a, + a3 + a3 + ... + an
3x + 2 + 2x + 3 x - 1 5x + 5 Essa soma é calculada pela fórmula:
x - 1=
2 x - 2 = 5x + 5 = 3x = - 7 _ (a) + a„) • n

-7/3 A demonstração deste resultado segue o raciocínio usado


no exemplo anterior; escrevemos a soma Sn de duas manei­
7 . Uma P.A. tem três termos e a soma deles vale 30. Sa­ ras equivalentes:
bendo que a soma dos quadrados dos dois primeiros termos Sn = a, + a2 + a} + ...+ an_ 3 + an_j + an e
dessa P.A. vale 125, determine essa P.A.
Sn = an + an_ , + an_ 2 + — + a3 + a2 +a.
Solução Agora, somamos as duas igualdades membro a membro:
Para este tipo de questão, em que há 3 termos consecuti­
vos de uma P.A., temos uma representação muito convenien­ 2S„ = (a, + a„)+ (a2 + an_ 0 + (a3 + an_ 2) + - +
n te; chamando o termo centra! de x, o seu antecedente e o + (an_2 + a3) + (an_| + a2) + (an +
seu consequente serão, respectivamente, x - r e x + r; veja:
Observando que:
= (x - r; x ; x + r)
• a soma de cada parêntese é sempre igual a aj + an:
+r +r
+ an_, = (a, + r) + (a„ - r) = a, + r + an - r =
Vamos agora aos dados do problema; como a soma dos
termos da P.A. é 30, temos: “ a, + an;
x - r + x + x + r = 30=>3x=30 aJ + 3 „ .2 = (a[ + 2r) + (an - 2r) = a, + 2r + an - 2r =
x = 10 = 3] + an; e assim sucessivamente;
• existem exatos n parênteses de valor a| + a„, concluímos
Com x = 10, a nossa P.A. pode ser escrita como: que:
(10 - r; 10; 10 + r) 2Sn = (a, + an) ■n =
O outro dado do problema é que a soma dos quadrados
dos dois primeiros termos ê 125; portanto:
(10 - r)' + !0J = 125 » e _ (a! + an) • n
" " 2
O I SEQÜÉNCIAS

= 100 - 20r + r1 + 100 = 125 =


=> rJ - 20r + 75 = 0.
Resolvendo esta equação de 21 grau, obtemos r = 5 ou Portanto, para calcular a soma Sn de n termos consecu­
r = 15; existem portanto duas P.A. satisfazendo o enunciado: tivos de uma P.A. devemos calcular a média aritmética dos
termos extremos, isto é, calcular 31+0=1 t multiplicar es­
(io
(tu —r,
r 10
tu,- iu
io + rK
r )-^
— rr =
* ^15"» (5;( - 510;; 10;
*5) 25)
te resultado pelo número n de termos a serem somados.

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Exemplos Solução
I. A soma dos 5 termos da P.A. (]; 3; 5; 7; 9) é: Para calcular S)c (soma dos 10 primeiros termos), preci­
(a, + a.,) • 5 - (I + 9) ■5 samos calcular inicialmente a, e zl0; para isso, fazemos n = 1
Ss S5 S, = 25 c n = 10 na expressão de termo geral da seqüência:

>para n “ 1 4x | a, = 1
2. A soma dos números naturais consecutivos
II + 12 + 13 + 14 + ... + 48 + 49 + 50 ar = 4n - 3/
\
(at + an) ' n _ (11 + 50) ■40 -* para n = 10 “ a,e = 4 x 10 - 3 ■ a„ = 37
: Sn = 61x20 = 1220
Agora, a soma SI0 calcula-se pela fórmula:
(a, + a.) - n (a, + a,a) • 10
EXERCÍCIOS Sn = S,„ —

1, Obter a soma dos 50 termos iniciais da P.A. (I + 37) • 10


=* Sjo = 38 x 5 =s
(2; - 1 ; - 4 ; ...). 2

Solução =* S.o = 190


A soma S50, pedida no enunciado,calcuia-se usando a fór-
(a, + a„) ■n Progressões geométricas
mula Sn = e, portanto,
(a, + a«) 1 50 Uma progressão geométrica (P.G.) é uma seqüência
Sso — de números reais onde cada termo, a partir do segundo,
Como não sabemos o valor de aJ(,j o calculamos usando é obtido multiplicando-se o termo anterior po: uma
a fórmula do termo geral: constante.

f an = a, + { n - ! ) - r ^ ^ = a_ + (50 _ i) - r
A constante que aparece na definição anterior chama-se
t at = 2 e r - 3 = aí0 = 2 + 49 x ( - 3 )
razão da progressão e será indicada pela letra q.
=» aso = 2 - 147 =
Exemplos
1. A seqüência (1; 2; 4; 8; ...) é uma P.G. de razão q = 2.
ai0 = ~ 145
Para obter a razão q, divida a2 = 2 por a, = 1 ou divida
Agora podemos calcular S5o: aj = 4 por a, = 2, etc.;
_ (a, + aM, ) ■50 _ (2 ~ 145) • 50 2. A seqüência (3; - 6 ; 12; —24; ...) é uma P.G. de razão
S l " “ 2 2 aj - 6
= (-143) • 25 = - 3575 q = - 2 (observe: q = — = — = - 2 >=
Logo, a soma pedida é:
3. A seqüência (10; 5; - f - ; ...) é uma P.G. de razão
Sso = - 3575 _ _5_ __L; "
q 10 2
2 . Calcular a soma dos termos da P.A. finita (2; 5; 8;...; 59). 4. A seqüência (1; —1; lj - 1> -■) é uma P.G. de razão
q = -L
Solução 5. A seqüência (5; 0; 0; 0; 0; 0;...) é uma P.G. de razão q = 0.
Para poder determinar a soma 2 + 5 + 8 + ... + 59,
precisamos saberquantossão os termosqueestãosendosoma- Termo geral
dos, isto é, precisamos saber quantos termos tem a P.A. do Conhecendo o primeiro termo a, e a razão q de uma P.G..
problema; vamos usar a fórmula de termo geral para calcu­ podemos obter qualquer outro termo a_ da seqüência (ter­
lar n, onde n representa a quantidade de termos: mo geral). Para chegar à expressão do termo geral, usamos
= a, + ( n - l ) - r = s 59 = 2 + (n - 1) • 3 3 definição de P.G.:
=3 57 = 3n - 3 = 3n = 60 =» Xq
3* —3j * q
n = 20 9l a;
Agora já sabemos que vamos somar os 20 primeiros ter­ Xq xq
mos da P.A.: 3j = 3, • q2
cn
a] a: aj
■ 1°' * ' 20 - P + ' 20 - pi . m ■■
xq Xq Xq
34 = 3i * qJ
m' oU J
E 610
3] £»; a4 CO

T-v r f a, = a, • q e assim sucessi-


3 . Calcular a soma dos 10 primeiros termos da P.A. em Da mesma forma, temos: j _ 111
que o termo geral da sequência é an = 4n - 3, n £ N*.

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vamcnte; observando que o expoente da razão q é sempre meiro termo 2 c sétimo termo 1458:
igual ao índice do termo a ser calculado menos um, um ter­ (2;...;...;...;...;...; 1458)
mo an qualquer pode ser escrito como na expressão abaixo. I -------- -------- ' l
a, 5 termos a7
Como a- = a, • q\ temos: 1458 = 2 ■q* =* 729 = q* c,
portanto, q‘ = 729 = 3‘; sendo q > 0 (termos positivos), te­
mos

O primeiro termo a ser interpolado é o 2°. termo da P.G.


e, portanto, a; = a, • q => a7 = 2 x 3 => J a; = 6 |
EXERCÍCIOS

1. Obter o 8Í termo da P.G. (1; \2; 2; 2\'2; 4; ...). 6 . Mostre que se (a; b; c) é uma progressão geométrica, en­
tão: bJ = a ■c.
Solução
flj v2
t M j— Solução
A P.G. dada tem 3] = 1 e razão q = — = —p = V2; Inicialmentc, precisa ser dito que quando escrevemos
usando a expressão do termo geral da P.G., temos: b'= a -c estamos dizendo que o número b é a média geomé­
trica entre a e c; portanto, o que vamos demonstrar é que
an = a, - qn - 1 a. = a, ■q8“ 1 => a, = 1 • (\^2)7 =
um termo de uma P.G. é a média geométrica entre seus “vi­
= (v'2r ■(V2)
zinhos”.
Logo, a, = V ■(\'2)
Vamos â demonstração: se (a; b; c) é uma P.G., então:
8\2
b = a ■q q= a
2 . Qual a razão da P.G. em que a, = 2 e at = 64? b _ c
bJ = a -
Solução c = b ■q q= b a b
Usamos a expressão do termo geral da P.G.:
an = a, • q"~ 1 => at = a, ■q-‘ = 64 = 2 • q! => q5 = 32. OBSERVAÇÃO Na demonstração anterior, está im­
I-----
Como 32 = 25, temos: q5 = 2S e, portanto, plícito que a c b não são nulos; se a = 0 c b = 0, então,
pela definição de P.G., c também seria nulo e então a
3 . Qual é a razão de uma P.G. em que a, = 2 c a, = 128? propriedade demonstrada continuaria válida pois
O1 = 0 x 0.
Solução
Analogamente ao exercício anterior, temos: a, = a, ■q6
e, portanto, 128 = 2 - qr* = q6 = 64. 7 . Determine x de modo que x - 2 , x+4 e x + S sejam, nes­
Como o expoente de q é par (é 6), a razão q pode ser po­ ta ordem, termos consecutivos de uma P.G.
sitiva ou negativa e, portanto, q = ± V64- = q = ±
Solução
m ± 2 Pelo enunciado, temos que (..., x - 2; x + 4; x + S; ...)
Temos, portanto, duas P.G. que satisfazem o enuncia­ c uma P.G.: aplicando a propriedade demonstrada no exer­
do: q = 2 = (2; 4; 8; 16; 32; 64; 128) cício anterior, temos: (x + 4)J = (x — 2) • (x + 8).
e q = - 2 = (2 ;-4 ; 8 ;- 16; 32; -6 4 , 128). xJ + 8x + 16 = x1 + 6x - 16 =» 2x = - 3 2 =
- 16
4 . Qual o número de termos de uma P.G. onde o primeiro
termo vale 3/125, o último vale 1875 c a razão, 5? Com este resultado, substituindo x no enunciado, temos a
Solução P.G. (...; -1 8 ; - 12; - 8; ...) com razão q = 2/3.
Sendo n o número de termos da P.G., temos:
a, = 3/125, an = 1875 e q = 5; como a„ = a, • qn~ t e - 8 . Determine uma P.G. crescente, de três termos, onde o
mos: 1875 = ^ x 5n- i a 5n- 1 = 1875 x 125 _ produto destes termos é 8000 c onde a soma dos termos ex­
125 3 tremos é 50.
= 625 x 125 = 5* x 51
Solução
Logo, 5n - I =
= 5?
a = n n=8 Para questões em que há três termos consecutivos de uma
P.G. é conveniente fazer a seguinte representação: chama­
t o I SEQUÊNCIAS

5 . Interpolando-se 5 meios geométricos positivos entre 2 e mos o termo central de x, a razão da P.G. de q e, assim, o
1458, obtém-se uma P.G. de razão q; determine q e o pri­ termo antecedente c o conseqiiente ao termo central x pas­
meiro fermo a ser interpolado. sam a ser x/q e x • q, rcspectivamente:
Solução
Interpolar (ou encaixar, inserir, colocar entre) 5 meios geo­ => (x/q ; x ; x ■q)
métricos entre 2 e 1458 significa formar uma P.G. com pri­ xq xq

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Com esta notação, voltamos aos dados do enunciado; se 15 de maio: 1,2 x (1,2** ■C) = 1,2' ■C -----* a,
o produto dos termos é 8000, temos: 15 de junho: 1,2 x (1,2* ■O = 1,2’ ■C ---- -a ,
Portanto, o valor acumulado é sempre igual ao acumula­
— ■x • xq = 8000 x3 = 8000 = x = \'8000 => do do mês anterior multiplicado por 1,2; então, os valores
q
acumulados formam uma P.G. dc razão 1,2. Logo, o valor
depositado em Io de janeiro ê o 15 termo da P.G. (a,) e o
valor acumulado em 15 de junho ê o 65 termo da P.G. (a,);
Ainda no enunciado, temos que a soma dos termos extre-
então, pelo termo geral da P.G. temos:
x + xq = 50 = 20 + 20q = 50.
mos é 50 e, portanto, — a4 = a, ■q6_ 1 => a, = C ■1,2*
q q Como C = 100.000, temos: a, = 100.000 x 1,2*
Tirando-sc o m.m.c., temos: 20q3 — 50q + 20 = 0; Calculando 1,2* com uma calculadora obtemos:
dividindo-se esta equação por 10, obtemos: 1,2* = 2,48832 = as = 100.000 x 2,48832 = 24S.832,que
2q’ - 5q + 2 = 0. Resolvendo, obtemos: q = 2 ou q = 1/2. é o total acumulado.
Como o enunciado diz que a P.G. deve ser crescente, op-
tamos pelo valor 1 0 . (FUVEST) A cada ano que passa, o valor de um carro
diminui de 30% em relação ao seu valor no ano anterior, Se
Substituindo x = 20 c q = 2 na P.G., temos: V for o valor do carro no primeiro ano, qual será o seu valor
(x/q; x ; xq) (10; 20; 40) no oitavo ano?

Solução
9. No dia 1? de janeiro, uma pessoa deposita 100.000 cru­ Se o valor do carro diminui dc 30% a cada ano,então,ao
zados numa aplicação financeira que lhe rende 20% ao mês; final do primeiro ano de uso o valor do carro será 70% do
qual será o montante acumulado no dia 1? de junho?
seu valor inicial, isto é, será ^ • V = 0,7 • V.
Solução Ao final do 25 ano, o valor do carro será 70% do valor
Inicialmente, repare que calcular 20% de 100.000 signi- anterior, isto é, será 70% de 0,7 • V:
00 .
fica multiplicar 100.000 por ^ isto é: 70% de 0,7 ■V - ■0,7 • V = 0,7 ■0,7 • V =
20% de 100.000 = -yjjb x 100.000 = 0,2 x 100.000 = = 0,7’ • V
Percebemos então que os valores do carro, ao final de ca­
= 20 . 000 . da ano, formam uma P.G. de razão 0.7. Esta P.G. tem pri­
Portanto, calcular 20% de algum valor significa multi- meiro termo a, = V e nós queremos saber o valor do 85 ter­
20 mo dela. Aplicando a fórmula do termo geral, temos:
plicar este valor por isto é, significa multiplicar por 0,2.
a, = a, ■q7 =* a, = V • 0,77 = a, = 0,7T • V
Voltemos agora ao problema inicial; ao final do primeiro
mês, portanto cm 1? de fevereiro, teremos o total de 100.000 Portanto o valor do carro após S anos de uso será igual
mais 20.000 relativos aos juros de 20%: 1? de fevereiro: a 0,7' • V,
100.000 + 20.000 = 120.000.
Ao final do 25 mês de aplicação, teremos o valor de Soma do$ termos
120.000 mais os 20% de juros acumulados, isto é, 15 de mar­ Consideremos uma P.G. (a,; a,; a ,;...) de razão q; vamos
ço: 120.000 + 0,2 x 120.000 = 120.000 + 24.000 = 144.000. ver como se pode determinar a soma Sn dos n primeiros ter­
Prosseguimos assim, sucessivamente, calculando sempre mos da P.G., isto ê, como se calcula a soma Sn = a, + a2 +
20% sobre o valor acumulado: + a, + ... an.
15 de abril: 144.000 + 0,2 x 144.000 = 144.000 + 28.800 = * 1? caso: se a P.G. tem razão q = 1 (P.G. constante) todos
= 172.800 os seus lermos são iguais entre si e iguais ao primeiro ter­
15 de maio: 172.800 + 0,2x172.800 = 172,800 + 34.560 = mo, isto é, a, = a3 = a, = ... = an e, portanto, a soma S„
= 207.360 passa a ser:
15 dc junho: 207.360 + 0,2x207.360 = 207.360 + 41.472 =
= 248.832 S„ = a, + a, + ... + a, = n • ail
■- •
Portanto, o total acumulado no dia 15 de junho será de
Cz$ 248.832,00. n parcelas
Repare agora como isto pode ser calculado mais rapida­
mente com □ aplicação da P.G., sem precisar calcular mês Exemplo
a mês os valores acumulados; veja como se faz isso. A soma dos 10 primeiros termos da P.G. (4; 4; 4; 4;...)
Sendo C o valor depositado, 20% de C é 0,2 ■C e, por­ é 10 x 4 = 40; repare que a P.G. tem razão q = l e todos
tanto, o acumulado será C + 0,2 ■C = 1,2 ■C. Olhando os seus termos são sempre iguais a 4 c, portanto, a soma dos w
para esta última igualdade percebemos que para descobrir seus 10 primeiros termos í a soma de 10 números 4,
o valor acumulado basta multiplicar o valor inicial C por 1,2, D
• 2? caso: se 3 razão q da P.G. ê diferente de 1 (q * l)i £
obtendo 1,2C. Então lemos: a soma Sn de seus n primeiros termos é:
15 de janeiro: C ---------------------------------- ' a, aLUl
00
15 de fevereiro: 1,2 ■C -------------------------» a, s = a, - an ■q
15 de março: 1,2 x (1,2 • C) = 1,2’ • C----- * a,
15 de abril: 1,2 x (1,2* • C) = 1,2* ■C ------» a,
113

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2 . Resolver a equação x + 4x + 16x + ... + 1024x = 1365.
Vejamos, agora, como se chega a esia fórmula; o que que­
remos é calcular a soma seguinte:
Sn = a, + ai + a, + ... + an 0 Solução
Pondo x em evidência no primeiro membro da equação, fi­
Multiplicamos os membros de 0 pela razão q; camos com: x- (1 + 4 + 16 + ... + 1024) = 1365, Agora, re­
q • Sn = a, ■q + a, ■q + aj ■q + - + an_ , ■q +
pare que a sequência {1; 4; 1 6 ; 1 0 2 4 ) é uma P.G. de ra­
+ -q _ . zão q = 4, primeiro termo a, = 1 e último termo an = 1024.
Como ai ■q = ai, a, ■q - aJt ...., an_ \ 1 q an, temos.
A soma dos termos dessa P.G. calcula-se usando a fórmula
q ■Sn = a, + a, + a, + .... + an + an • q (n ) 3| fln * Q
s„ = ----------------
1
; portanto, temos:
Escrevemos agora as equações 0 e (Tj) anteriores, uma
Sn = 1 ~j * ^ x4 = = 1365; agora, voltando
sob a outra, da maneira como segue, e subtraímos uma da
outra: com este resultado na equação dada (já com x em evidên-
x = 1. Logo, S = [1}
. 1; =>■— * • 1365 - 1365
=> Sn - q • Sn = a, - an • q _
Colocando Sn cm evidência no primeiro mem­ 3 . Na P.G. (2; 6; 18; ...) quantos termos consecutivos de­
vem ser somados, contando a partir do primeiro termo, de
bro, vem:
=> S„ • (1 - q) = a, - an ■q modo que a soma desses termos seja 6560?
Sendo q 1 (hipótese), temos:
Solução
a> - an • q Seja n o número de termos da P.G. que serão somados,
isto ê, a, + aj + a3 + ... + an = 6560.
Usamos a fórmula da soma dos n primeiros termos de

Na fórmula obtida, substituindo an por a, * qn~l, vem: uma P.G. : Sn = a‘ 0 ~ q ^, com a, = 2 e q = 3.


1 —q
o ■ íl _ vm
at - a, -q""1 • q Temos então: Sn = —— L = 6560
S„ = 1- q
2 • (l - 3n) _ 6560 => —I - (1 — 3n) = 6560
a, ' (1 ~ qn) - 2
1- q =» —1 + 3n = 6560 =» 3n = 6561.
Decompondo 6561 em fatores primos, obtemos que:
Exemplos 6561 = 3*; logo, 3n = 6561 = 3S =>
1. A soma dos 5 primeiros termos da P.G. (1; 3; 9; 27; 81) n=8
a, —a, • q 1 - 81x3 1 - 243 -242
é:S> = _ T ^ 1- 3 " —
= 121; Soma dos termos de uma P.G. infinita convergente
Vamos apresentar dois exemplos para poder explicar o
2. A soma dos 10 primeiros termos da P.G. (l;l/2;l/4; „.) que vem a ser uma P.G. infinita convergente.
1-J-
a, ■(1 - q'°) 1 1 1 - (1/2)» 2'° • 1? exemplo: consideremos a P.G. (1; ~g"j -jjpi
é: S,o = 1- q 1 - 1/2 ! - 1/2
...) Esta P.G. tem primeiro termo a! = 1 e razão q =
210 - 1 1024 - 1
1024 = >vamos escrever os termos dessa P.G. na forma
S |0 ~2'°~ 1023 2_
1/2 112 1024 1 decimal:
1023 a, = 1 a, = 0,5 aj = 0,25
512 a, = 0,125 as = 0,0625 a* = 0,03125
Olhando para os valores desses termos percebemos que
quanto maior o índice do termo, menor ê o seu valor, isto
EXERCÍCIOS c, à medida que o índice vai aumentando, o valor do termo
vai diminuindo, diminuindo, diminuindo, ... mantendo-se
1 . Determine a soma dos termos da progressão geométrica porém sempre positivo e aproximando-se do zero.
(I; 2; 4; 8; ... ; 1024). Agora vamos calcular a soma Sn dos n primeiros termos
dessa P.G.; repare:
Solução S2 = a, + a, = 1 + 0,5 = 1,5
I SEQUÊNCIAS

= a, - an • q
Temos: a, = 1, q = 2, an = 1024 e Sn S, = a, + a2 + a, = I + 0,5+0,25 =
1- q
I - 1024x2 _ 1 - 2048 -2047 S4 = 1 + 0,5 + 0,25 + 0,125=1,875
Sn - -1 S, =1 + 0,5 + 0,25 + 0,125 + 0,0625 = 1,9375
1 2 - - 1
Utilizando uma calculadora, obtivemos os valores de a*>
S„ = 2047 a,, a„ e a., e, com estes resultados, calculamos os correspon­
114 dentes valores de S„ S„ S8 e S,; veja:

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aa = 0,03125 = S* = 1,96875 fórmula S = ——— .
a, = 0,015625= s7 = 1,984375 I - q
Ss = 1,9921875
a, = 0,0078125 =
Como a, = 1 c q = 1/2, temos: S = ] _ 1 ] n I =9
a, = 0,00390625= s, = 1,9960937
Analisando os resultados das somas S„ percebemos que Volte agora ao 1? exemplo e veja como este resultado con­
é uma seqiiênda de números crescentes cujos valores vão se firma o resultado previsto lá anteriormente.
aproximando do número 2.
2. Calcule a soma dos termos da P.G.
• 29 exemplo: consideremos a P.G. - 2 . 4 , -8 16
-2 4 - 8 J 6 _ —32 1 ’ 5 ’ 2 5 ’ 125’ 625 ’ )■
(lí 5 > 25 ’ 125’ 625 ’ 3125 ; .. . . )■ -2
Ê uma P.G. infinita com razão q = —— e, portanto,
Esta P-G. tem primeiro termo at = 1 e razão q = -2/5;
vamos escrever seus termos na notação decimal e, simulta­ c uma P.G. convergente; a soma dos termos dessa P.G. se
neam ente, calcular os valores das somas S„: obtem fazendo:
a, = 1 S = 1+
a, = —0,4 ? S, = a, + a: = 0,6
a, = 0,16 —•- S3= a, + a, + 3j = 0,76
a4 = -0,06-1 ■ S4= 0,696 =S =-
1- q
as = 0 , 0 2 5 6 ^ = ^ = Ss = 0,7216
a, = - 0 , 0 1 0 2 4 = ^ = S, = 0,71136 Sendo a, = 1 '
_9 1 1
a, = 0,004096 = S, = 0,715456 eq 1 - (-2/5) I + 2/5
5
Analisando esses resultados, concluímos que: _ 1 _ 5
• a sequência dos números a,, a2, a3, a4, as,... é alternante 7/5 7'
(ora é um número positivo, ora é negativo), porém, em va­ Este resultado 5/7 é o valor impossível de ser previsto,
lor absoluto (esquecendo o sinal) os valores dos números an conforme foi citado na análise de resultados do exemplo 2.
vão diminuindo e se aproximando do número zero;
• a seqüência das somas S„ é oscilante (ora aumenta, ora di­
minuiu) e seu valor vai se aproximando de um número im­ EXERCÍCIOS
possível de ser previsto sem uma teoria matemática mais
apurada.
Sequências como estas dos dois exemplos anteriores, cu­ 1. Calcule a soma dos termos da P.G. (1; -i-; d-; ...).
jos termos an vão diminuindo em valor absoluto ã medida
que o índice n aumenta, são chamadas de sequências con­ Solução
vergentes. „„ Qi 1/3 1 ,
A razão da P.G. é q = — = —j— = - y e, portanto, e
Uma P.G. é uma seqüência convergente se e somen­ uma P.G. infinita e convergente.
te se sua razão q é tal que - 1 < q < 1, A soma S dos seus infinitos termos é calculada pela fór-
Hl
mula S = - —'■ — . Como a, = 1 e q = 1/3, temos S =
1- q
Consideremos então uma P.G. infinita e convergente (a,;
= _— ^^ portanto, a soma dos termos da
a2; a,; a4; ...); a soma S dos seus infinitos termos:
S= 3| + a2 + a3 + a4 + a4 + ... P.G. é
pode ser calculada pela fórmula
S = 3/2
S =
1- q -2 -2
2 . Calcule a soma dos termos da P.G. (6; - 2; —ç—; —
.
Esta fórmula se obtém a partir da expressão da soma dos Solução
n primeiros termos de uma P.G. S„ = ——:—--——subs­ Inicialmente calculamos a razão q da P.G.:
_ _ J
" 1- q
n = — = — 2. = —-—_Temos então uma P.G. infinita
tituindo an por zero; isto é razoável pois numa P.G. infini­ 1 a, 6 3
ta e convergente os termos “lã perto do fim da seqüência” e convergente pois a razão está compreendida entre - 1 e
são praticamente iguais a zero. ] A soma dos termos dessa progressão se obtém lazendo:
„a.________ 6, _ í6 í. _ 6 x J_
_ _6_ í co
Exemplos S =1- q «í
1 - (-1/3) " 1 + 1/3 4/3 4 o
Calcule a soma dos termos da P.G. (1; -y; -•■)• _9_
2'
É uma P.G. infinita e convergente pois a razão é d-; a Logo, a soma S dessa P.G. é

soma S = 1 + -L + _L + _L + _!— + ... se calcula pela S = 9/2 115


2 4 8 16 1

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32/100 32/100 _ _32_
3 . Resolver a equação: x + y + y + -jp + - = 40- S = 99/100 99 ‘
" 1 - (1/100)
Temos então:
Solução 32 527 . Portanto, a geratriz da dizi-
5,323232... = 5 + 99 99
A soma x + -?r + - r + ' i _ + - deve ser entendida como 527
2 4 o x x x ma 5,323232... é
a soma dos termos da P.G. infinita (x; -y j y ! —)■ 99
, - , aj Veja agora uma regra prática para se calcular a geratriz:
Esta P.G. é convergente pois sua razao e q = — “ • chamamos de x a dízima; por exemplo: x — 5,323232...;
• a seguir mutiplicamos esta última igualdade por 10, 100,
( • ) . ‘ 1000 etc. conforme a dízima tenha 1, 2, 3, ... algarismos se
= 9 “ —1— = — x — = 4*. Calculamos agora a soma repelindo (no nosso caso, multiplicamos por 100, pois quem
x 2 x 2
a. se repete é o 32, que tem dois algarismos):
dos termos da P.G. pela fórmula S com a, = x 100x = 532,323232...;
1- q • fazemos a diferença entre esta última igualdade e a primeira
x
e q = /: S = r _ ,/T
12 = 2x.
1/2
e resolvemos a equação resultante:
100x = 532,323232... « 99x =527
Voltando à equação dada no enunciado do problema, x = 5,323232.
temos: 527
2x = 40 => x = 20, x =
99
Logo, o conjunto solução S da equação é
Acompanhe este outro exemplo: seja a dízima periódica
S = 120)
1,27777...
Temos: x = 1,27777... = 10x = 12,7777...
4 . Determinar a fração geratriz da dizima periódica Fazemos a diferença: 2.7777.. .
10x = 12,7777...
0,44444... x = I, 1.2777.. . V
11,5
Solução 9x = l i , 5
Chamamos de fração geratriz ã fração do tipo p/q que Para eliminar o decimal da fração, multiplicamos o nu­
transformada em número decimal dá origem à dizima perió*
merador e o denominador por 10, obtendo:
dica (os números p e q são necessariamente inteiros).
Por exemplo, 1/3 é a fração geratriz da dizima 0,3333....
V - - ü ií x JÇL - 115 23
x =
pois - y = 0,3333....; 3/11 ê a fração geratriz da dízima 9 10 “ 90 18
0,272727... pois efetuando a divisão de 3 por 11 obtemos
a dízima 0,272727... 6 . Sendo x um número real tal que - I < x < 1, calcular,
em função de x, as somas:
PP* Vamos agora obter a fração geratriz de 0,4444... Repare a) S, = 1 + x + x2 + xJ + ...
que 0,4444... é a seguinte soma: b) S, = 1 + 2x + 3x2 + 4x3 + ...
0,4444... = 0,4 + 0,04 + 0,004 + 0,0004 + ...
4 4 Solução
0,4444... = ~^r + + ... Esta so-
10 100 1000 10000 a) a sequência (1; x; x2; xJ; ...) é uma P.G. de 1° termo a, =
4 4 4 = 1 e razão q = x. Como —1 < x < 1, a soma dos termos
ma é a soma dos termos da P.G. (-jy; y y ; -jõõõ"; 9ue
é infinita e convergente com razão q = 1/10. 1 _ J __
da P.G. éSi = ■ Portanto, S, = 1 - x
A soma dos termos desta P.G. se obtém fazendo 1- q 1- x

s =—^ - i - (í/io) m - r A fraçao4/9 b) multiplicamos ambos os membros de S, por x, obtendo:


é a geratriz da dízima 0,444... pois 4/9 *= 0,4444... x • S, = x + 2x2 + 3x2+ 4x4 + ...
Agorafazemos a diferença entre S, ex - Sj:
5 . Determinar a fração geratriz da dízima 5,323232... Sj = 1+ 2x + 3x2 + 4x2 + 5x4 + ... >>
x *S, =_______ x + 2x] + 3x2 + 4x4 + - V
Solução
Escrevemos a dízima 5,323232... como sendo a soma: S] - x ■Sj = 1 + x + x2 + xJ + xJ + ...
5,323232... = 5 + 0,32 + 0,0032 + 0,000032 + ...
32 32 32 S,
5,323232... = 5 + + ...
100 10000 1000000 Portanto: S3 - x ■S2 = S, = —— (repare que Si é a
O ) I SEQUÊNCIAS

Nesta soma, excetuando-se a primeira parcela, temos a so­ soma do item anterior); colocando S, em evidência, temos:
ma dos lermos da P.G. ( ^ - ; -fõ ^õ Õ '; *“>^ S, ■(1 - x) = — ?---- =»
1 - X
é infinita e convergente com razão q = 1/100.
a> i
A soma dos termos desta P.G. £ S ' s,
I (1 - x)2

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is = i* ■i2 = 1■(_]) = - 1 = i* = - I
i> = P •i» = I - (_i) = - i 3 i' = - i
í* = i* •Í* = I - 1 = 1 = Í* = 1
Observe que os valores das potências inteiras de i sem­
pre se repetem; os resultados possíveis são: 1, i, - 1 e - i .
Portanto, dado n G N, a potência l" scrã um destes quatro
valores. Para descobrir qual destes valores ocorrerá, dividi­
Para iniciar este assunto, lembramos que: mos o número n por 4:
• todo número real, quando elevado ao quadrado, resulta
não negativo. Em símbolos: x1 ^ 0, V s £ IR. Portanto, r q
a equação x2 + I = 0 (ou x2 = - 1) não tem solução real; obtendo quociente q e resto r (0 St r < 4). A seguir, escre­
• dada uma equação de 2? grau, do tipo ax2+ bx +c = 0, vemos n. = 4q + r e, então, teremos:
sabemos que existe raiz real da eqoação se, c somente se, in = = i4it ■ir = (i2)t • i' = H • r = í'
o número A = b2 - 4ac for não negativo. Se A < 0, a equa­ Concluindo:
ção é impossível no campo dos números reais.
Os números complexos íoram criados para sanar esta in­
suficiência do conjunto IR. Acompanhe, agora, um trecho da in, n G ÍN, é igual a ir, onde r ê o resto da divisão de
história da matemática que relata o começo do surgimento n por 4.
dos números complexos.
No século XVI, o matemático Girdano, analisando a equa­ Exemplos
ção de 3? grau X'1 + ax + b = Q, obteve a fórmula resolutiva:
resto
'x = J / -4?- + t/Ê' + J. / — 1- - Vê ', onde: <
1, sH ® = _ i 2. i2' i© = -1
M iM t) ‘ ‘ resto 1031 4 resto 206 I__4_
Em 1572, o matemático Bombclli aplicou a fórmula de
Cardano para a equação x1 - I5x - 4 = 0 c obteve — © 2 5 — © 51
x~i/2 + V - 121 + v‘2 - N —121. Logo, à primeira vis­
ta, concluiriamos que a equação x‘ — 15x —4 = 0 c im­
possível no campo dos números reais, pois ^ —121 não Definição de número complexo
existe cm IR.
Porém, Bombelli percebeu que x = 4 é solução da equa­ Dados dois números reais a e b, chamamos de núme­
ção (de fato: 4J — 1 5 - 4 - 4 = 64 - 60 - 4 = 0). Ou ro complexo o número z = a + bi, onde i é a unidade
seja, a equação proposta é possível em IR, apesar de, na sua imaginária. _______________________________
resolução, “sairmos” de IR.
Foi nesse momento que os matemáticos sentiram a ne­ Exemplos
cessidade de criar o número imaginário, que posteriormente 3 + 4i, onde a = 3 e b = 4, e
foi chamado de número complexo. O que se fez a seguir foi 2 - 5i, onde a = 2 e b = 5, são números complexos.
criar um modelo matemático que nos ensinasse como traba­ Dado o número complexo z = a + bi, usamos a seguinte
lhar com os números complexos, isto é, que nos ensinasse nomenclatura: a = parte real do complexo z;
as propriedades e as operações com estes números. bi = parte imaginária do complexo z;
b = coeficiente da parte imaginária.
Unidade imaginária
Temos dois casos particulares importantes: os imaginá­
Para a construção cios números complexos, admitimos a rios puros e os reais.
existência de um número, representado por i e denominado
unidade imaginária, com a propriedade seguinte: Imaginários puros
Se tivermos a = 0 e b ^ 0, o número complexo z =
= a + bi reduz-se a z = bi. Temos, então, um imaginário
i2 = - 1
puro (não tem parte real).
Exemplos
Vamos ainda acrescentar mais duas definições: 1. 5i, onde a =0 e b =5 é imaginário puro;
i° = 1 ; dessa forma todo número (real ou não) cleva- 2. -3 i, onde a =0 e b = - 3 é um imaginário puro.
vado a zero é igual a 1.
Números reais
f = i ; dessa forma todo número (real ou não) com Se tivermos b = 0, o complexo z = a + bi reduz-se a
expoente 1 é igual a ele mesmo. z = a, que é um número real. Observe, então, que todo nú­
mero real é também um número complexo, isto é, IR C C,
Com estas definições, obtemos: onde C é o conjunto dos números complexos.
j _ = ( - 1 ) ■i = - i i - - i Por exemplo, o número real 3 pode ser escrito como
4 _ iJ = 1 3 + 0i, o que evidencia o fato de o número 3 ser um com­
= <-I)- (-!)= I
= 1• i = i plexo com parte imaginária nula.

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Conjugado de um número complexo Multiplicação

Se z = a + bi é um número complexo qualquer, seu con­ 2, • Zj = (a+bi) - (c +di) = ac + adi + bei + bdi1 =
jugado c o número complexo indicado por T, tal que T = — (ac — bd) + (ad + bc)i
= a - bi. Em outras palavras, obtemos o conjugado de um
número complexo trocando o sinal de sua parte imaginária. Efetuamos o produto, aplicando a propriedade distribu­
tiva do produto em relação à adição, lembrando que i1 = - i ,
Exemplos
1. z = 3+ 4i=» T = 3 - 4i; Exemplos
2-z = 5- 2i» z = 5 +2i; 1. (2 + 3i) ■(5+4i) = 10 + 8i + 15i + 12i3 =
3.2 = 6i =>2= —6i; = 10 + 23i - 12 = - 2 + 23i
4 .z =5 =■T= 5 (o conjugado de um número real 2. (2 +5i) • (3 —4i) = 6 - 8i + 15i - 20P =
é o próprio número). —6 + 7i + 20 — 26 + 7i

Divisão
Igualdade de complexos 1. Para efetuar a divisão a * ! , multiplicamos o numera­

Dois números complexos são iguais quando suas partes dor e o denominador pelo conjugado do denominador; acom­
reais e imaginárias são rcspcctivamente iguais. Algcbricamen- panhe, atentamente, através dos próximos exemplos:
ie, temos: 1 5 +3i . 5 +3i 2 —4i . 10 —20i +6i —12Í1
2+4L 2 +4i 2 —4i 4 - 16Í1
a + bi = c + di => a = c e b = d
22-14Í . 22 14 : n 7 •
4+16 20 20 ‘ 10 10 1
Exemplos _ 11 7 i
1 . a +bi = 5 + 3i = a =5 c b = 3 ; L°*°> l l i 10 10 ‘
2. a + bi = 10 «=» a + bi = 10 + Oi = a = 10 e b = 0;
3. a + bi = 3i o a + bi = 0 + 3i =»a = 0 e b =3; o 4 +2i 4 +2i 1 - i _ 4 - 4 i +2i --2L1 ..
4. a + bi = 0 = a + bi = 0 + Oi == a - 0 c b =0. 1+i 1+i 1 -i l! - i 3

6 —2i . 6-2i 4 + 2i
= =3-i Logo, = 3 -i
1+ 1 2 I +i
Operações com números complexos
j_ = j_ . ~i —i 1 —
- i = —i =» —
Se z, = a + bi e z2 = c + di forem dois números com­ 3. i
i i -i " - i1 " 1
plexos quaisquer, temos as seguintes definições:
EXERCÍCIOS
Adição
1. Efetue as operações indicadas:
2, + Z] = (a + bi) + (c + di) = (a + c) + (b + d)i
a)(l+ i)!; b) (1 - i)1; c) d )-^ e ) i'41.
Para somar dois números complexos, somamos, separa­ Solução
damente, suas partes reais e suas partes imaginárias. a) {l +i)5 = V + 2 • 1 ■i + i1 = 1 + 2i - 1 = 2i
b) (1 - i ) 1 = I1 - 2 ■ 1 ■i + i1 = 1 - 2i - 1 = -2 i
Exemplos
1. 8 + 5i + 7 + 4i = (8+7) + (5 +4)i = 15 + 9i . 1+i _ 1+i 1+i _ (1+i)1 2i _ 2i_ _ j
2. 3 - 2i - 4 + i = ( 3- 4) + {-2+l )i = - 1 - i C; 1 - i 1 -i 1+ i 1-i1 1+ 1 2
.. 1 - i _ 1 - i 1 - i _ (1-i)* _ - 2 i _ —2i _ _ i
Subtração
J 1+i 1+i 1 -i 1-i1 1+ 1 2
2, — z, = (a +bt) — (c+di) = (a —c) + (b-d) ■i e ) i'41 = jlç; agora separadamente, calculamos i41 dividin­
do 41 por 4, obtendo quociente 10 e resto 1; portanto,
I NÚMEROSCOMPLEXOS

Para subtrair dois números complexos, subtraímos, se­ i4’ = i'; logo, voltando ao enunciado da questão, temos:
paradamente, suas partes reais e suas panes imaginárias. f 41 = -ttt- = d - = 4 - = —i, conforme o terceiro exemplo
i41 i‘ i
Exemplos visto anteriormeme.
1 . (8 +5i) - (2 +3i) = ( 8- 2) + (5 —3)i = 6 + 2Í
2. (2 +4i) - (6 —5i) = ( 2 - 6) + (4 - (-5 )) ■i = - 4 + 9i 2. (MACK-SP) Seja o número complexo z = 1 - i3-, Cal-
1+ i
Repare que para efetuar a diferença entre os dois com­ cule
plexos, basta abrir os parênteses e a seguir efetuar a soma Solução
algébrica das partes reais c imaginárias, respectivamente:
(2+4i) - (6 - 5i) = 2 + 4i - 6 + 5i = Vimos no exercício anterior que z = 4 —;
1 +i
= 2 - 6 + 4i + 5i= - 4 + 9i Portanto, z19,0 = ( - i ) ,9,° = il9S0

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Para o cálculo dc il,so,- dividimos 1980 por 4: 7 . (FUVEST-SP) Ache os valores reais de x dc modo que
19801___ A_ a parte real do número complexo z —sc]a negativa
=> iIM0 “ i° = 1; logo, x +
0 495 (i é a unidede imaginária).
3 . (PUC-SP) Calcule o conjugado do número complexo Solução
1 +3i
z = x - i X - I _L = (x - i)3
z 2 -i ' X + I X + I

Solução
Começamos efetuando a divisão: x1 - 2xi + i3 x3 I - 2xi X3 - 1 2x
l+3i 2 +i _ 2 +1+61+31’ _ 2+?i -3 _ - 1+7i _ ■(“ D X3 + 1 X1 + 1 x3 + 1
2-i 2 +i 4 - l3 4 +1
Portanto, a parte real do número z é X — i1 . Para que
. 1 7 .
г = - 4" + 4- i; logo, o conjugado de z é
5 Э T"T‘ esta parte real seja negativa, devemos ler:
■x3; —
+ j1 < 0, o que nos dá x3 - 1 < 0 (já que x1 + 1
4 . (UNESP) Seja i3 = - 1 e z o conjugado do número com­
plexo z tal que iz + 2Y + 1 - i = 0. Calcule z. é positivo para todo x real). A desigualdade x3 - 1 < 0 nos
dá finalmente, - 1<x < 1
Solução
Fazendo z = a +bi, com a e b reais, obtemos T = a - bi.
Agora, a equação iz + 2Y + I - i = 0 nos dá:
=> i(a+bi) +2(a —bi) + 1 - i = 0 => Representação gráfica
=■ ai + bi3+ 2 a - 2bi+ I—i = 0 =>
=* ai — b + 2a —2bi+ 1—i = 0 Já vimos que os números reais podem ser representados
Agora agrupamos a parte real ea parte imaginária: pelos pontos de uma reta:
2 a - b + l + (a —2 b- l)i = 0 = 0 + Oi
Usando a igualdade de complexos, temos: - 2 - 1 0 1 2 3

f 2 a - b + l = 0 _ f 2 a - b = -1 1/2 2 \

[ a — 2 b - 1 = 0 = [ a - 2b = 1 Vamos ver agora como se pode representar graficamente


Resolvendo o sistema, obtemos a = b = —1. Logo, o um número complexo; consideremos:
complexo z = a + bi é • um plano com um sistema de coordenadas cartesianas;
• um número complexo z, z = a + bi,
z = - ! - i A representação gráfica do complexo z é o ponto P de
coordenadas (a; b), isto é, o ponto de abscissa a e ordenada b:
5 . (FEI-SP) Dado o número complexo z = 1 + V3i, escre­
va na forma algébrica o complexo z '1.
Solução
Sendo z 1 + V3i e z '1 = —-, temos:
z
Z'* = 1 1 1 - Узi = 1 V3i .
1 +W 1 + vii 1 - V3i 1 - (\li)3 Exemplos
1. Veja a representação gráfica dos complexos z, = 4 + 2i,
=1- _ 1 - Vii z, = - 3 + i, Z} = - 2 - 2i, z. = 2 - L
1 +3

Logo, z - = 1 V3 .
2 1 1
% ------------- î 1
. -2 2 ;
6 . (FAAP-SP) Determinar o número real x tal que o pro­ — -3 ! 4 “
-------- to
duto (4 +3i) • (x —6i) seja também um número real. o
x
ro
1

p , * -------
Solução
'

Efetuando o produto proposto no enunciado, temos:


(4 +3i) ■(x —6i) = 4x - 24i + 3xi - 18F = o
<_)
= 4x - 24i + 3xi + 18 = 4x+ IS + Neste último gráfico, o ponto to
P, de coordenadas (4; 2) representa o complexo z = 4 + 2i; o
+ (3x - 24)i ce
O número obtido será real se, e somente se, sua parte ima­ P, de coordenadas ( - 3; 1) representa o complexo z= - 3 +i;
ginária for nula, o que nos dá 3x - 24 = 0 e, portanto, P, de coordenadas ( - 2; - 2) representa o complexo z =
= - 2 - 2i;
um P, dc coordenadas (2; - 1) representa o complexo z = 2 - i. 119

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2. Veja agora a representação gráfica de alguns complexos z = a + bi e
conclui-se que OP = |z
particulares: |z| = ,/a1 + b3j
Exemplos
3 + P, 1. z = 4 + 3i

Pj P, OP = 5
h—t-

2 . z = - 12 + 5i
z = ,^ T 2 )2 + 53
Mestc gráfico temos: = Izl = 13
P,, (5; 0) representa o complexo z, = 5 + Oi; = z, = 5;
Pj, ( - 3; 0) representa o complexo z2 = - 3 + Oi => z2 = OP = 13
= -3 ; .
Pji (Oi 3) representa o complexo Zj = 0 + 3i = z2 - 3i;
P4) (0; - 2) representa o complexo z, - 0 —2i =» z, = -2 i. Argumento de um número complexo
Percebemos que, neste gráfico, os pontos do eixo de abs­ Ao representarmos um número complexo z no plano de
cissas representam os números reais (veja P, e P2); por isso, Argand-Gauss obtemos um ponto P, que é o afixo de z. Unin­
o eixo de abscissas chama-se eixo real; os pontos do eixo de do a origem do sistema ao ponto P, obtemos um segmen­
ordenadas representam os números imaginários puros (veja to OP, cujo comprimento é o módulo de z; chamamos de
Pj e Pj); por isso, esse eixo chama-se eixo imaginário. argumento de z ao ângulo formado entre o eixo real e o seg­
O ponto P, de coordenadas (a; b), que representa o com­ mento OP, orientado positivamente a partir do eixo para
plexo z, onde z = a + bi, chama-se afixo do complexo z; o o segmento, no sentido anti-horário. Representamos o argu­
plano determinado pelos eixos real e imaginário, no qual se mento pela letra grega 0 (teta) e convencionaremos que
faz a representação gráfica dos números complexos chama- 0o íj 9 < 360°. Veja os exemplos:
se plano de Argand-Gauss.

Módulo de um número complexo


I*
Dado um número complexo z = a + bi, chama-se mó­
dulo de z, e indica-se por |zj, o número real ,'a2 + b3:

Iz I = ,fa3 + b3

Exemplos
l . z = 3 + 4i » 1*1 ,3- + 4- = ,/25 = 3 ;
2. z = 12 - 5i => jz|
3. z = 3i 1*1
4. z = 5 S 1*1 v/25 = 5;
5. z = - 5 9 z: = v (-5 )’ + 0- = ,'25 = 5.

Observe, pelos exemplos 4 e 5, que a definição de mó­


dulo para os números complexos coincide com a definição fico? A resposta é sim, veja como:
de módulo para os números reais, no caso particular em que
o complexo é real.
O módulo dc um número complexo tem significado geo­
métrico. Ele representa o comprimento do segmento que une
a origem O do sistema de coordenadas ao pomo P que re­
presenta o complexo (P é o afixo), veja:
NUMEROS COMPLEXOS

= a + bi j
é o afixo dc zj analisando o triângulo hachurado, temos:

cos g = cateto adjacente _ a

t
3 hipotenusa |z |
No triângulo hachurado da figura, aplicando o Teorerna
I

de Piiágoras, temos: (OP)3 = a1 + b3 =» OP = ,fa2 + b3;


então, sendo
o

sen 0 = cale10 oposto _ b


hipotenusa |z |

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Olhando para estas duas últimas igualdades, pode­ fa = 0 e b = 8
mos dizer que o argumento 0 é o ângulo cujo cosseno é 3. z = 8i
[\'\ = %0J + 8J = S
~ o cujo seno é — ; a partir destes dois dados, com
M p z| Então,
o auxilio de uma tabela trigonométrica, determinamos o ar­ cos 0 = -
gumento 0. l - o -
A descoberta dos valores particulares do argumento 0 fi­ pela figura dos valores no­
ca grandemente facilitada pelo seguinte ciclo trigonométri­ sen 0 = - =1 táveis,
co, no qual estão representados os valores notáveis do seno 2
6 = 90°
e do cosseno:
4. 7. - - -1 5. z = 3

0 = ISO0 0 = 0°

OBSERVAÇÃO Nos casos em que o complexo é real


ou imaginário puro, é mais fácil achar o argumento pelo
gráfico do que pela trigonometria. *

Forma trigonométrica dos complexos


Quando escrevemos um complexo z como z = a +■bi. es­
tamos escrevendo-o na forma algébrica: é possível, porém,
reescrever o mesmo complexo em função do seu módulo e
do seu argumento —é a forma trigonométrica do complexo.
Sendo z = a + bi, com a £ IS e b E 3, temos:
Na’ + bJ, cos 6 = a= z COS 0 (T)

sen 9 = b = Iz I ■sen 0 (n )

Substituindo os resultados (T) e (TT) em z = a + bi, temos:


z = |zj ■cos 0 + iz; ■sen O ■i
Exemplos Vamos determinar o argumento 0 dos seguintes z = |z| ■(cos 0 T sen 0 - i)
números complexos:
z= z cos 0 + 1 ■sen 0) , que é a forma trigono-
1. z —I + i =>
(a = 1 e b = 1
t|z| = J l 2 + 1-’ = V2 métrica do complexo z.
Então, Exemplos
cos n 3
0 = -----
I 1. O número z = 4 ■(cos 45° + i • sen 45°) é um número
complexo escrito na forma trigonométrica; temos:
|z| olhando a figura ante­
b 1 módulo de z = z = 4 e argumento de z = 9 = 45°.
sen 0 = rior com os valores no­
V2 táveis, temos: Podemos escrever esse número na forma algébrica, subs-
V2
0 = -15° lituindo cos 45° e sen 45° por — :

/ \2 . v2 \
NÚMEROS COMPLEXOS

2. z = 2 — 2'/3i = z - 4 (cos 45° + 1 - sen 45°) = 4 • — + i ■—— J


(a = 2 e b = -2 v 3
= 2v2 + 2^2 ■ i
[jz| = nÍ2! + ( - 2V3)1 = + 4 ~T = 4
2. O número z = 6 ■(cos 60° + i ■sen 60°) é um número
Então, complexo escrito na forma trigonométrica; temos:
cos 0 = —-— = — = — módulo de z =,z = 6 e argumento de z = 9 = 60°.
Iz I -1 2 pela figura dos valo­
b -2V^3 -V3 res notáveis: Para escrever z na forma algébrica, substituímos cos 60° e
sen 0 =
‘1 0 = 300° sen 60o por -b e respectivamente:
121

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2? Usamos a fórmula de Moivre.
z = 6 • (cos60° + i ■sen60°) A demonstração desta fórmula foge aos objetivos deste
- ( i - 4 ) - nosso curso; iremos apenas aplicá-la cm exercícios.
- 3 + 3 yfí ■ i. A fórmula consiste do seguinte: dado um número com­
3. O número z = 5 ■(cos 180° + i ■ sen 180°) é um nú­ plexo z escrito na forma trigonométrica
mero complexo escrito na forma trigonométrica; temos: z = |z ] • (cos 0 + i • sen 0),
módulo de z = |z| = 5 e argumento de z = 0 = 180°.
0 número z", n € ÍM, é um novo número complexo tal que:
Escrevemos z na forma algébrica, substituindo cos 180° • 0 módulo de zn é igual ao módulo dc z com expoente n:
e sen 180° por - 1 e por 0, respectivamente: |zn| = (|z|)n;
z = 5 ■(cos 180° + i - sen 180°) = 5 • ( —1 + i • 0) = - 5 . • 0 argumento dc zn é igual ao argumento de z multiplica­
4. O número z = - 2 + 2i pode ser escrito na forma trigo­ do por n: arg (zn) = n • arg (z).
nométrica, calculando-se, primeiramente, seu módulo e seu Simbolicamente, temos:
argumento:
z" = |z|n ■(cos (n0) + i • sen (nG))
|z | = = s( - 2)í +21 = J4+T = V8 = 2\*2
a -2 -1 V5")
COS b = Exemplos
iz i 2У2 V2 2
0 = 135° 1. z = 2 ■(cos 45° + i ■ sen 45°) =
b 2 . 1 V2
sen 0 =* z4 = 2' • (cos (4 • 45°) + i - sen (4 • 45°))
1*1 2<2 V2 2 J = z4 = 16 ■ (cos 180° + i ■sen 180°)
Agora, z = - 2 + 2i na forma trigonométrica se escreve: =» z4 = 16 • ( - 1 + i • 0) =■ z4 = - 16
z = |z | ■(cos 0 + i • sen 9) =
=> z = 2\'2 - (cos 135° + l - sen 135°) 2. z = 3 • (cos 60° + i ■sen 60°) =»
5. O número z = 4 - 4'/3 - i pode ser escrito na forma tri­ => zs = 3S ■{cos (5 • 60°) + i • sen (5 60°)]
gonométrica se calcularmos inicialmente seu módulo e seu =» zs = 243 • (cos 300° + i ■ sen 300°)
argumento: . 243
|z | = J ? + b2 = %42 r ( - 4V3)2 = Jl6 + 16 ■3 = nÍ64 = 8
a _4___ 1_
cos 6 =
l* l~ 8 " 2 3. Sendo z = 4 - 4^3 • i, calcule z10.
9 = 300° Só podemos aplicar a fórmula de Moivre se o complexo
b —4^3 V3
sen 9 z estiver escrito na forma trigonométrica. Emâo, temos:
iz| “ 8 “ ~ 2 z = 4 - 4\^3 ■i => z = 8 ■(cos 300° + i ■sen 300°), con­
Agora, z = 4 - 4\í3 • i, na forma trigonométrica se escreve: forme 0 exemplo 5 do item anterior.
Aplicamos agora a fórmula de Moivre:
№ z = |zj ■(cos 0 + i ■sen 9) =
z10 = 8’" ■[cos (10 x 300°) + i • sen (10 x 300°))
=> z = 8 • (cos 300° + i ■sen 300°)
Z10 = (2J)10 • (cos 3000° + i - sen 3000°)
G. O número imaginário puro z = - 4i escrito na forma tri­ Para obter 0 seno e 0 cosseno de 3000°, dividimo-lo por
gonométrica Пса z = 4 ■(cos 270° + i ■sen 270°) pois: 360° para eliminar as voltas completas nele contidas:
fmódulo dc z = |z[ =4
(argumento de z = 0 = 270° , sen 3000° = sen 120° =

(estes valores Hcam evidentes e 3000° I 360° 2
se fizermos a representação 120 8 voltas -1
gráfica de z). t ^ 4‘ cos 3000° = cos 120° =
2
Potenciação de complexos Substituindo esses valores na última igualdade obtida, temes:
núm ero s com plexo s

122

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Z ,B= (|z|)10 ■ [(cos(10x45°) + i • sen(10 x 45°)];como 4 . Trabalhando no campo dos números complexos:
|zf = I, temos: z'° = I • (cos 450° + i • sen 450°); ago­ a) calcule as raizes quadradas de - 4;
ra, como 450° é maior do que uma volta, eliminamos essa b) resolva a equação xJ - 4x + 5 = 0.
volta, obtendo: cos 450° = cos 90° = 0 e Solução
sen 450° = sen 90° = 1. a) As raízes quadradas de —4 são os números x tais que
Voltando à expressão de z'°, temos: x ■x = - 4, isto é, x2 = - 4. Acompanhe, com cuida­
z'° = 1 ' (cos 90° + i • sen 90°) - I ■(0 + i • 1) e, por­ do, a resolução desta igualdade:
tanto, z*° = i-
x2 = - 4 = x2 = 4 • = - l - ( y j = - ],
Agora, podemos calcular z"'° pois z~'a = - L e, portanto,
Esta última igualdade nos diz que y deve ser uma
raiz quadrada de - 1; pelo exercício anterior, sabemos
que as raízes quadradas de —1 são i e —i; portanto,
Finalizando, temos, então: ~2 = i ou ~ ~ ~ *i destas duas igualdades concluímos que
2 . Sendo z = 3 + 4i, calcule o módulo de z*. x = 2i ou x = - 2i
Solução
Pela fórmula de Moivre, sabemos que j z\ = ( \z |)4; por­ b) Vamos resolver a equação x2 —4x + 5 = 0; é uma equa­
basta calcular |z| c, a seguir, elevá-lo ao expoente 4.
ta n to , ção do 2° grau e, portanto, usamos a fórmula de Bhaska-
Temos, então: [z| = Va2+b' = ç'32+42 = J25 = 5; por­ ra para resolvê-la:
tanto, sendo jz| = 5 =* |z-*J = ( |z |)■* = 5J = 625. —b ± \ Ã ,
3 . Trabalhando no campo dos números complexos: x -------- ^ ----- , onde A = b2 - 4 ■a • c
a) calcule as raízes quadradas dc —1; Calculamos, inicialmente, o discriminante A:
b) resolva a equação x1 + 1 = 0.
A = b2 - 4 ■a • c = ( - 4 ) 2 —4 1 - 5 = 1 6 —20= - 4
Solução
a) Por definição de raiz quadrada, chama-se "raiz quadrada Agora, para continuar, precisamos calcular as raízes qua­
de - 1” ao número x, tal que x ■x = —1, isto é, dradas de - 4 , o que só é possível em C. Pelo resultado do
x2 = - 1 . item anterior, temos que as raízes quadradas de —4, em C,
Evidememente, esta igualdade ê impossível em R; no en­ são 2i e -2 i.
tanto, em Ç (conjunto dos números complexos) isto é possí­
Voltamos agora ã fórmula x = — ^ ~ * ^ , usando para
vel pois: i2 = - 1 (definição da unidade imaginária) c, tam­
bém, ( - i)2 = i2 = - 1 e, portanto, i e - i são as raízes qua­ VÃ o valor 2i (poderia ser usado também o valor —2i, pois
dradas de —1, em Ç. o resultado final seria o mesmo):
b) Resolver a equação x2 + 1 = 0 é equivalente a resolver - b ± VA 4 ± 2i 4 ± 2i
a equação x2 = —I; esta equação nos diz que x deve ser x=
2a 2 ■1
uma raiz quadrada de - 1 e, pelo item anterior, as raízes
quadradas de —1 são i e —i. Portanto, as soluções da equação dada são 2 + i e 2 - i
Logo, as soluções da equação x2 = - 1 são i e - i. e, portanto, o conjunto solução é |2 + i; 2-i|.

Valor numérico de um polinómio


Se P(x) = aox21 + a,xn“ 1 + ... + an_,x + an é um poli-
iiômio e a é um número complexo qualquer, chama-se va-
lor numérico do polinómio P no ponto a ao número com-
plexo que se obtém substituindo x por a na expressão que
POLINÓMIOS define P(x), ou seja, é o número:

P(a) = a0a" + a,otn - 1 + ... + an. ,a + an


Um polinómio ou função polinomial P, na variável x, é
toda expressão do tipo: Por exemplo, os valores numéricos do polinómio P(x) =
- 2.x1 - 4x2 + x - 3 nos pontos x = 0 ; x = l e x = - 2
são respectivamente:
P(x) = aox" + a,xn_ 1 + ... + an.,x + an P(0) = 2 - 01 - 4 - 02 + 0 - 3= - 3 ;
P(l) = 2 - l J —4 - l 2 + l - 3 = - 4 ;
onde a0, a„ ... an são números complexos, x £ C c n £ N; P( —2) = 2 ■( - 2 ) 1 - 4 ■( - 2 ) 1 + ( - 2 ) - 3 = -3 7 .
assim, são polinomiais as funções P,(x) = 4xJ + x2 +
+ 2x - 5; P,(x) = 3x + 1; P,(x) = 2, por exemplo. Não se OBSERVAÇÃO Quando ocorrer P(a) = 0, dizemos
denominarão polinómios as expressões que contenham a que o número a é uma raiz ou um zero do polinómio
variável x com expoentes negativos ou fracionários, por P. Por exemplo, as raízes do polinómio P(x) = x2 - 4
cõ»

são - 2 e 2, já que P( —2) = P(2) = 0.


exemplo, xJ + —— 1; x122 - 3; x*1 + Vx.
x

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Polinómio identicamente nulo Grau dc um polinómio

Dizemos que um polinómio P(x) é identicamente nulo O grau de um polinómio P(x), não nulo, é o maior ex­
(ou apenas nulo) quando ocorre P(a) = 0, para todo núme­ poente da variável x, com coeficiente não nulo, que aparece
ro complexo a. Temos que: na representação do polinómio P(x). Indicamos o grau de um
polinómio P(x) por gr(P).
A condição necessária e suficiente para que um poli­
nómio P{x) seja identicamente nulo c que seus coeficien­
Exemplos
1. O grau do polinómio P(x) = 5x4 - 3x! + 1 é 4;
tes sejam todos nulos. 2. O grau do polinómio P(x) = 3x7 é 7;
3. O grau do polinómio P(x) = 2x + 3 é 1;
Estamos, então, afirmando que um polinómio P(x) = 4. O grau do polinómio P(x) = 5 é 0.
= ao-x" + a,xn“ ' + ... + an_!\ + an é identicamente nulo
se, c somente se, a0 = a, = ... = a„_, = an = 0. OBSERVAÇÃO Não se define grau do polinómio nulo.
Por exemplo, para que o polinómio P(x) = ax! + (b—l)x +
+ c seja identicamente nulo, devemos ter a = 0, b - 1 = 0
e c = 0, ou seja, a = 0, b = 1 e c = 0. Operações com polinómios
Princípio de identidade de polinómios Adição, subtração c multiplicação:
Sendo A(x) c B(x) dois polinómios quaisquer, dizemos que Ccrtamcnle você já sabe efetuar estas operações. Faremos
A(x) c idêntico a B(x) quando ocorre A(a) = B(a), para todo alguns exercícios a titulo de recordação.
número complexo' a. Indicamos essa identidade por
A(x) = B(x). EXERCÍCIOS

A condição necessária e suficiente para que dois poli­ 1 . Dados os polinómios A(x) = x3 - 2x! + 1, B(x) = x2 +
nómios, reduzidos e ordenados, sejam idênticos, é que + 1 e C(x) = 3 x - 1, obter os polinómios:
seus coeficientes sejam ordenadamente iguais. a) A(x) + B(x);
b) A(x) ■ B(x);
c) B(x) - C(x);
Assim, por exemplo, para que os polinómios A(x) = 3x2+ d) tB(x)]1;
+ 4x + 1 e B(x) = ax1 + bx + c sejam idênticos devemos
ter a = 3, b = 4 e c = 1. e) (Qx)]2 - A(x).

Solução
EXERCÍCIOS a) A(x) + B(x) = (x1 - 2x2 + 1) + (x2 + 1) = x3 - x2 + 2
b) A(x) • B(x) = (x3 - 2x2 + I) • (x2 + 1). Aplicando a
1. Dado o polinómio P(x) = x3 - 4x2 + x, calcular P(0) e propriedade distributiva, obtemos:
P(l). A(x) ■B(x) = xJ ■x2 + xJ • ! - 2x2 • x2 - 2x2 • 1 +
+ 1 - x1 + 1 • 1
Solução A(x) • B(x) = x5 •— 2x4 + xJ — x2 + 1
P(0) = 01 - 4 • 01 + 0 = 0; c) B(x) - C(x) = {x2 + 1) - (3x - 1) = x2 + 1 - 3x + 1
P(l) = 1J - 4 • 1* + 1 = - 2 . B(x) — C(x) = x2 — 3x + 2
d) [B(x)]! =(x2 +I)2 = x4 + 2x2 + I
2 . Os polinómios A(x) = 4x3 + ax2e B(x) = bx3 + 2x2 + cx c) [C(x)j! - A(x) = (3x - l)2 - (x1 - 2x2 + 1) =
são idênticos. Determine as constantes a, b e c. 9x2 - 6x + I - x3 + 2x2 - 1,portanto:
|C(x)]! - A(x) = - x2 + l l x 2- óx
Solução
Aplicando o princípio da identidade de polinómios, temos: 2 . Os polinómios P(x) = 2x2 + 17 e Q(x) = (x2 + b)1 +
A(x) e B(x) => 4x3 + ax2 = bx’ + 2x2 + cx = - (x 2 - a2) ■(x2 + a2) são iguais. Determinar os valores
=э 4xJ + ax1 + 0x e bx1 + 2x2 + cx =» reais de a e b.
=»b = 4 ;a = 2 e c = 0 =
a = 2 ;b = 4 e c = 0 Solução
Temos que: Q(x) = (x2 + b)2 - (x2 - a2) (x2 + a2) =
= x1 + 2bx2 + b2 - (x4 - a2) = jt*'+ 2bx2 + b2 +
3 . Determinar a, b e c dc modo que o polinómio + a*; logo Q(x) = 2bx2 + b2 + a4
P(x) = (a - 2)xJ + bx2 + c - 1, seja identicamente nulo. P(x) = Q(x) => 2x2 + 17 = 2bx2 + b2 + a4
К I POLINÓMIOS

Solução [2b = 2 0
Para termos P(x) identicamente nulo, os coeficientes de (b2 + a4 = 17 ( g )
P{x) devem ser lodos nulos. Para que isso ocorra devemos ter: A equação 0 nos dá b = 1, que substituindo em © >
a - 2 0 = a = 2] dará 1 + a4 = 17 => a4 = 16 =* a = ±VTó => a = ±2,
b =0 a = 2;b = 0 c c = 1 Logo a = ±2 e b = 1 .
c - 1 0 => c = 1 J

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Divisão tlc polinómios
Assim, o quociente c Q(x) = 2x - 4 e o resto é
Dividir um polinómio A(x) por um polinómio E(x), não
R(x) = x + 19.
nulo, é, por definição, achar um par de polinómios Q(x) c
Observe bem! Deve sempre ocorrer A(x) = B(x) ■Q(x)+ R(x);
R(x), de tal maneira que: no nosso exemplo,
2x! + 3x - 1 = (xJ + 2x + 5) ■(2x - 4) + x + 19.
A(x) = B(x) ■Q(x) + R(x)

sendo que: EXERCÍCIOS

gr(R) < gr(B) ou R(x) s 0 1* Obter o quociente e o resto da divisão de x* - 1 por


x - 2.
Solução
Podemos representar esta divisão da seguinte man