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Desafios na traducaotradução e transmicaocomunicação de recomendações políticas para

missões de campo
Uma estratégia efetiva de integração da perspetiva de género devia assegurar que considerações
de género fossem constantemente incluídas na avaliação de questões políticas, opções e
impactos, em conjunto com outras considerações tais como dimensões socio-económicas. Devia
também ter aumentado de forma continua a igualdade de género como um dos resultados da
politica- junto com o crescimento, eficiência, redução da pobreza e sustentabilidade- que requere
a inclusão das perspetivas de género em vários pontos no processos de politica. Nesta disposição
de quadro politico, orientação operacional e pacotes de treinamento, o DPKO conseguiu elaborar
uma estratégia robusta para a incorporação da perspetiva de género nas suas operações. Não há
dúvidas de que o DPKO teve conquistas consideráveis no seu compromisso de abordar
especificamente as vulnerabilidades das mulheres em ambientes de conflitos e pós-conflitos.
Não obstante, existem desafios práticos que limitam a efetividade da tradução e comunicação do
DPKO a nível do campo. O DPKO também enfrenta desafios relacionados a implementação de
políticas de recomendação a nível de missões devido a vários fatores, incluindo a falta de um
ponto focal qualificado; Implementando a sua abordagem de género em contextos muito
diferentes durante o planeamento e implementação de operação de paz; A limitação de um
mecanismo de responsabilização institucional; Atrasos na colocação do ponto focal da missão de
género; E a falta de funcionários qualificados para assumir funções de género. Questões de
género são bem posicionados a nível do trabalho estratégico do DPKO. Entretanto, os
mecanismos de responsabilização individual ou coletiva (como GAT) provavelmente limitarão a
prática da política dentre a unidade de género na missão e a nível da sede. Toda instituição ou
organização devia ser responsável pela abordagem na implementação das políticas de género.
Também, assegurando uma abordagem coerente na implementação de planos de ação de género
da missão parece ser um processo difícil, devido a diferentes dinâmicas culturais e de segurança
em país anfitriões. Isso pode afetar a tradução das principais recomendações de políticas que
alimentam os planos de missão individuais. Deste modo, a gerência sênior do DPKO é desafiada
a desenvolver modelos consistentes de plano de ação para cada missão, para comunicar as
melhores práticas e políticas às missões. Um modelo consistente de plano de ação garantirá
coerência nos métodos de trabalho e identificará etapas práticas a serem adotadas na
implementação de políticas de gênero.
Muitas vezes, as missões demoram na escolha de pontos focais de gênero em seus respetivos
componentes. Isso dificulta que o DPKO e seus departamentos estratégicos comuniquem
políticas e recomendações às missões para uma implementação eficaz. No caso da UNAMID, a
maioria das seções e unidades ainda não indicou seus respetivos pontos focais, o que afetou os
esforços gerais de integração de gênero na missão. Da mesma forma, a rotação de pontos focais
de gênero militar, policial e civil apresenta um desafio no nível estratégico - não apenas para
integrar políticas no terreno, mas também para manter uma reserva sustentável de pessoal com
capacidade relacionada a gênero. Para resolver isso, novos pontos focais de gênero são
selecionados e treinados, mas o processo pode demorar um pouco, o que pode ser desafiador
para a integração das perspetivas de gênero durante a implementação dos programas de uma
missão. Além disso, a aplicação de recomendações de políticas para missões de campo requer
capacidade ótima de pontos focais de gênero. Isso significa que os pontos focais devem ter as
habilidades e funções necessárias para que as políticas sejam integradas com sucesso, com base
em novas diretrizes desenvolvidas á nível estratégico. Isso permitirá que as diretrizes traduzidas
por políticas sejam aplicadas em campo. Na maioria das vezes, os pontos focais, apesar de
qualificados, carecem das habilidades e capacidades necessárias para implementar novas
políticas e estratégias comunicadas a partir do nível estratégico.
Como parte da parceria mais ampla necessária para facilitar a partilha de informações e as
melhores práticas para integrar o gênero na manutenção da paz, existe um desafio para que os
países que contribuem com tropas aumentem o número de mulheres para as operações de paz. A
responsabilidade de integrar o gênero não se limita à unidade de gênero da missão; no entanto, é
difícil para outros componentes da missão que não estão trabalhando diretamente em questões de
gênero aceitar a responsabilidade de integrar as políticas comunicadas em seus programas. Além
disso, embora exista um plano de ação para a integração de gênero em todo o departamento á
nível da missão, é necessário abordar os resultados das atividades de integração de gênero das
divisões e escritórios da DPKO. Atualmente, a integração de gênero é medida através de
relatórios e análise de dados desagregados por sexo.