Você está na página 1de 35

Vanguardas Artísticas Europeias

Impressionismo
• 1865 – Olympia – Manet
• 1874 – Claude Monet – Impressão, sol nascente
• Não se preocupa com a visão objetiva e estática da realidade
• Caracteriza-a o sentimento de permanente transformação do
mundo, que leva à impressão de uma continuidade em que
tudo se funde
• Não há na natureza cores permanentes, as formas das coisas
são criadas pela luz e não pelas linhas.
• Não existe a ausência completa de luz na natureza, logo a cor
está sempre presente.
• Preferem pintar ao ar livre, à luz plena do Sol.
• O Impressionismo se caracterizou por ser um estilo
fundamentalmente sensorial.
Impressão, Sol nascente
A lagoa das Ninfeias
A Ponte Japonesa sobre a Lagoa
das Ninféias em Giverny
Expressionismo
• 1905 – Revista A Ponte – Alemanha
• 1911 – Cavaleiro Azul
• O foco principal da pintura expressionista é a captação do
íntimo do ser ou do objeto a ser “retratado”.
• No movimento expressionista o movimento de criação
parte da subjetividade do artista, do seu mundo interior.
• Nessa captação, interpretam-se, instintivamente, o
sofrimento e a dor.
Enquanto o Impressionismo significa a passiva reprodução de sensações, o
Expressionismo atua empregando elementos do mundo interior; o eu do artista, que
se impõe à natureza e às coisas concretas, exerce sobre elas uma violência, reelabora-
as e volta a plasmar e termina por construir uma realidade.

TORRE, G. de – História da literatura nas vanguardas

Música expressionista caracteriza-


se pela emotividade intensa,
dissonâncias extremas, melodias
ásperas e angulosas.
Noite Estrelada – Van Gogh
O grito - Munch
Retirantes - Candido Portinari
Cubismo
• O movimento cubista teve início na França, em 1907,
com o quadro Les demoiselles d’Avignon, do pintor
espanhol Pablo Picasso. – Influência Cézanne
• Valorização das formas geométricas.
• Oposição à objetividade e à linearidade
• Buscando novas experiências com a perspectiva,
procuram decompor os objetos representando-os em
diferentes planos geométricos, em espaços múltiplos e
descontínuos.
• Outro aspecto fundamental dessa arte é que as coisas
e os seres não têm individualidade, nunca estão sós,
estão sempre interligado.
Georges Braque – 1910
A caipirinha – Tarsila do Amaral
Futurismo
• Em 1909, no jornal parisiense Le Figaro, o italiano
Tommasio Marinetti publica o Manifesto
Futurista, que surpreende os meios culturais
europeus pelo caráter violento e radical de suas
propostas.
• O futurismo pregava uma absoluta sintonia entre
a arte e o mundo moderno, regido pela
eletricidade, máquinas, motores, pelos grandes
aglomerados urbano-industriais, pela velocidade.
• Destruição total da sintaxe e da pontuação.
À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!


Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
(...)
Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!
Ser completo como uma máquina!
Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!
Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto,
Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento
A todos os perfumes de óleos e calores e carvões Ode Triunfal – Álvaro de
Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável! Campos
Dadaísmo
• O Dadaísmo surgiu em 1916, em plena guerra, em Zurique,
na Suíça, quando um grupo de “fugidos da guerra” reúnem-
se no Cabaret Voltaire.
• Criado a partir do clima de instabilidade, medo e revolta
provocado pela guerra, o movimento dadá pretendia ser
uma resposta à nítida decadência da civilização
representada pelo conflito.
• Dessa pretensão provém a irreverência, o deboche, a
agressividade e o ilogismo dos textos e manifestações
dadaístas.
• Eles entendiam que, com a Europa banhada de sangue, o
cultivo da arte não passava de hipocrisia e presunção. Por
isso, a postura de ridicularizá-la, agredi-la, destruí-la.
• Total falta de perspectiva diante da guerra;
• Caracteriza-se pela agressividade, pela
improvisação, pela desordem, pela rejeição a
qualquer tipo de racionalização e equilíbrio.
• Livre associação de palavras (“escrita
automática” que seria mais tarde aproveitada
pelo surrealismo).
• Invenção da palavra com base na exploração
apenas da sua sonoridade.
A fonte - Duchamp
Roda de Bicicleta - Duchamp
Presente - Duchamp
L.H.O.O.Q. – Duchamp
«Elle a chaud au cul»
(Ela tem fogo no rabo)
Karawane – Hugo Ball

jolifanto bambla o falli bambla


großiga m'pfa habla horem
egiga goramen
higo bloiko russula huju
hollaka hollala
anlogo bung
blago bung blago bung
bosso fataka
ü üü ü
schampa wulla wussa olobo
hej tatta gorem
eschige zunbada
wulubu ssubudu uluwu ssubudu
tumba ba-umf
kusa gauma
ba - umf
Surrealismo
• Início na França – Manifesto do Surrealismo – 1924 – de André
Breton.
• As propostas de Breton era procurar unir arte e psicanálise.
• Automatismo artístico – extravasar sem nenhum controle da razão
os impulsos criadores do inconsciente.
• Imaginário extraído do sonho – transposição do universo do sonho
para o plano artístico.
• Ilogismo
• Valorização do inconsciente
• Devaneio
• As origens do Surrealismo estão próximas ao Expressionismo, pela
sondagem do mundo interior, em busca do homem primitivo, da
liberação do inconsciente, da valorização do sonho.
A persistência da Memória - Dali
Retrato de Picasso – Salvador Dalí
Rinoceronte vestido com puntillas – Salvador Dalí
The Therapist
– Magritte
A traição das imagens - Magritte
Abaporu – Tarsila do amaral
Muna-se do que escrever, quando já estiver colocado no lugar mais confortável possível
para concentração do seu espírito sobre si mesmo. Ponha-se no estado mais passivo ou
receptivo, que possa. Abstraia de seu gênio, de seus talentos e dos de todos os demais.
Pense que a literatura é um dos mais tristes caminhos que levam a tudo. Escreva
depressa, sem assunto preconcebido, bastante depressa para não reprimir, e para fugir à
tentação de se reler.

Andre Breton – Manifesto do Surrealismo

Pré-história

Mamãe vestida de rendas


Tocava piano no caos.
Uma noite abriu as asas
Cansada de tanto som,
Equilibrou-se no azul,
De tonta não mais olhou
Para mim, para ninguém!
Cai no álbum de retratos.

Murilo Mendes