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EE Profª Margarida Maia de Almeida Vieira

Língua Portuguesa - Atividades Extraclasse I- Gênero Textual – Notícia


7ºs Ano A/B – 1º/2º Bimestres 2020

JOGADOR CHORA AO SER EXPULSO CONTRA ALEMANHA

Expulso aos 11min do segundo tempo no duelo contra a Alemanha, quando sua seleção já perdia
por 2 a 0, o australiano Tim Cahill foi às lágrimas enquanto deixava o gramado. Além de discordar da
decisão do árbitro mexicano Marco Rodrigues, o meia teme que o "sonho de sua vida" chegue ao fim
antes da hora. "Essa Copa do Mundo é o sonho da minha vida e alguém o levou para longe de mim com
uma decisão. Não tenho palavras para descrever como estou chateado. É um dos momentos mais tristes
da minha carreira", disse o camisa 10.
O alemão Schweinsteiger, vítima da falta que originou o cartão vermelho, saiu em defesa do rival
e afirmou que o árbitro poderia ter sido menos rigoroso, fato que aumentou a irritação de Cahill.
"Schweinsteiger saiu em minha defesa, disse que não era lance para cartão vermelho. Tirem suas
conclusões", reclamou o atleta, que está suspenso da partida contra Gana, no próximo sábado, às 11h, e
deve ser substituído por Kewell. "Eu treinei muito para estar aqui, me mantive em forma e agora não
poderei jogar. Já passei por muitas coisas difíceis no futebol, mas nada tão doloroso", declarou o
jogador, que completou: "Estou 100% comprometido com a causa de nossa seleção. Vou treinar e
mostrar o meu valor para o último jogo".

Identifique os elementos estruturais que compõem o gênero notícia.

1º) Que fato aconteceu?


2º) Quem são as pessoas envolvidas?
3º) Quando aconteceu?
4º) Onde aconteceu?
5º) Como aconteceu o fato?
6º) Por que aconteceu? (causas do fato)
7º) Há depoimentos na notícia? De quem são? E por que foram usadas as aspas nestes depoimentos?
Qual a importância desses depoimentos para a notícia?

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Produção Textual

Produzir três notícias com base nos dados fornecidos do lide.

Notícia I

a) O que aconteceu? Um caminhão tombou.


b) Com quem aconteceu? Com espécies raras de pássaros em extinção.
c) Quando? Na última sexta-feira, às 16 horas.
d) Onde? Na Avenida das Rosas, próximo ao Supermercado Preço Baixo, no estado de Mato Grosso do
Sul.
e) Como? Desgovernou na curva.
f) Por quê? Estava em alta velocidade, fugindo da fiscalização municipal.

Notícia II

a) O que aconteceu? Invasão numa escola rural.


b) Com quem aconteceu? Com macacos assustados.
c) Quando? Durante as aulas, no período da tarde, na quarta-feira.
d) Onde? Na Escola rural Jardim das Flores.
e) Como? Entraram pelas janelas.
f) Por quê? Colocaram fogo na mata perto da escola.

Notícia III

a) O que aconteceu? Tartaruga marinha fica presa em redes de pesca.


b) Com quem aconteceu? Com uma tartaruga marinha.
c) Quando? No domingo, à noite.
d) Onde? Na Praia do Pescado.
e) Como? Durante a pesca ilegal.
f) Por quê? Porque pescadores estavam pescando no lugar proibido.

Atividades no caderno

Faça um rascunho a lápis de cada produção.


Escreva uma manchete para cada um.
Os terminar proceder a revisão dos textos , considerando a estrutura da do gênero notícia.
Revisar também a escrita de palavras, a concordância, a acentuação e pontuação.
Passar os textos a limpo, à caneta azul ou preta.
EE Profª Margarida Maia de Almeida Vieira
Língua Portuguesa - Atividades Extraclasse II – Análise Textual - 7ºs Ano A/B – 1º/2º Bimestres 2020
Gênero Textual Conto

"O primeiro beijo", de Clarice Lispector

Os dois mais murmuravam que conversavam: havia pouco iniciara-se o namoro e ambos
andavam tontos, era o amor. Amor com o que vem junto: ciúme.
– Está bem, acredito que sou a sua primeira namorada, fico feliz com isso. Mas me diga a
verdade, só a verdade: você nunca beijou uma mulher antes de me beijar?
Ele foi simples:
– Sim, já beijei antes uma mulher.
– Quem era ela? – perguntou com dor.
Ele tentou contar toscamente, não sabia como dizer.
O ônibus da excursão subia lentamente a serra. Ele, um dos garotos no meio da garotada em
algazarra, deixava a brisa fresca bater-lhe no rosto e entrar-lhe pelos cabelos com dedos longos, finos e
sem peso como os de uma mãe. Ficar às vezes quieto, sem quase pensar, e apenas sentir – era tão bom.
A concentração no sentir era difícil no meio da balbúrdia dos companheiros.
E mesmo a sede começara: brincar com a turma, falar bem alto, mais alto que o barulho do
motor, rir, gritar, pensar, sentir, puxa vida! como deixava a garganta seca.
E nem sombra de água. O jeito era juntar saliva, e foi o que fez. Depois de reunida na boca
ardente engulia-a lentamente, outra vez e mais outra. Era morna, porém, a saliva, e não tirava a sede.
Uma sede enorme maior do que ele próprio, que lhe tomava agora o corpo todo.
A brisa fina, antes tão boa, agora ao sol do meio-dia tornara-se quente e árida e ao penetrar pelo
nariz secava ainda mais a pouca saliva que pacientemente juntava.
E se fechasse as narinas e respirasse um pouco menos daquele vento de deserto? Tentou por
instantes mas logo sufocava. O jeito era mesmo esperar, esperar. Talvez minutos apenas, talvez horas,
enquanto sua sede era de anos.
Não sabia como e por que mas agora se sentia mais perto da água, pressentia-a mais próxima, e
seus olhos saltavam para fora da janela procurando a estrada, penetrando entre os arbustos,
espreitando, farejando.
O instinto animal dentro dele não errara: na curva inesperada da estrada, entre arbustos
estava... o chafariz de onde brotava num filete a água sonhada. O ônibus parou, todos estavam com
sede mas ele conseguiu ser o primeiro a chegar ao chafariz de pedra, antes de todos.
De olhos fechados entreabriu os lábios e colou-os ferozmente ao orifício de onde jorrava a água.
O primeiro gole fresco desceu, escorrendo pelo peito até a barriga. Era a vida voltando, e com esta
encharcou todo o seu interior arenoso até se saciar. Agora podia abrir os olhos.
Abriu-os e viu bem junto de sua cara dois olhos de estátua fitando-o e viu que era a estátua de
uma mulher e que era da boca da mulher que saía a água. Lembrou-se de que realmente ao primeiro
gole sentira nos lábios um contato gélido, mais frio do que a água.
E soube então que havia colado sua boca na boca da estátua da mulher de pedra. A vida havia
jorrado dessa boca, de uma boca para outra.
Intuitivamente, confuso na sua inocência, sentia intrigado: mas não é de uma mulher que sai o
líquido vivificador, o líquido germinador da vida... Olhou a estátua nua.
Ele a havia beijado.
Sofreu um tremor que não se via por fora e que se iniciou bem dentro dele e tomou-lhe o corpo
todo estourando pelo rosto em brasa viva. Deu um passo para trás ou para frente, nem sabia mais o que
fazia. Perturbado, atônito, percebeu que uma parte de seu corpo, sempre antes relaxada, estava agora
com uma tensão agressiva, e isso nunca lhe tinha acontecido.
Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo,
espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com
sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil.
Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o
encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele...
Ele se tornara homem.

Conto de Clarice Lispector . Publicado originalmente no livro Felicidade Clandestina, Ed. Rocco e republicado na edição
especial de NOVA ESCOLA Contos para jovens e adultos, dezembro de 2006, p. 24 e 25.

QUESTÕES:

1. “Os dois mais murmuravam que conversavam”. Qual o motivo desse comportamento?

2. Localize no sexto parágrafo uma comparação. Como você a explica?

3. O que causa tanta sede no personagem? O que quer dizer “sede de anos”?

4. “entre arbustos estava... o chafariz”. Qual a importância do uso de reticências nesse trecho do conto?

5. A expressão “Os dois” é retomada no texto com que outro termo?

6. “... perguntou com “dor.” Qual a razão da dor da garota?

7. “... fico feliz com isso”. A que se refere o termo destacado?

8. Localize no texto as expressões que se associam e intensificam a sede do personagem.

9. Qual a razão para a afirmação “A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto.”

Produção textual

Reescreva o texto pensando numa das seguintes situações:

a)Uma namorada contando para a amiga como foi seu primeiro beijo;

b) Um garoto contanto para um amigo como foi seu primeiro beijo;

c) Um humorista contando sobre o primeiro beijo num programa de TV;

d) Um rapper falando sobre o primeiro beijo.


EE Profª Margarida Maia de Almeida Vieira
Língua Portuguesa – Atividades Extraclasse III – 1º / 2º Bimestres /2020
Leitura e Análise Textual - Gênero Crônica - 7ºs Anos A e B

Comunicação

Luís Fernando Veríssimo

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer.
Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
"Posso ajudá-lo, cavalheiro?"
"Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..."
"Pois não?"
"Um... como é mesmo o nome?"
"Sim?"
"Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa
simples, conhecidíssima."
"Sim senhor."
"O senhor vai dar risada quando souber."
"Sim senhor."
"Olha, é pontuda, certo?"
"O quê, cavalheiro?"
"Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí
vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só
que está e mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde
encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa
pontuda que fecha. Entende?"
"Infelizmente, cavalheiro..."
"Ora, você sabe do que eu estou falando."
"Estou me esforçando, mas..."
"Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
"Se o senhor diz, cavalheiro."
"Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o
nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
"Sim senhor. Pontudo numa ponta."
"Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
"Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o
senhor desenha para nós?"
"Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em
desenho."
"Sinto muito."
"Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil
mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo
bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais
complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil
mental, como você está pensando."
"Eu não estou pensando nada, cavalheiro."
"Chame o gerente.
"Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o
senhor quer, é feito do quê?"
"É de, sei lá. De metal."
"Muito bem. De metal. Ela se move?"
"Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e
encaixa na ponta, assim."
"Tem mais de uma peça? Já vem montado?"
"É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço."
"Francamente..."
"Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo,
outra volta e clique, encaixa."
"Ah, tem clique. É elétrico."
"Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar."
"Já sei!"
"Ótimo!"
"O senhor quer uma antena externa de televisão."
"Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo..."
"Tentemos por outro lado. Para o que serve?"
"Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta
pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa."
"Certo. Esse instrumentos que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco
alfinete de segurança e..."
"Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!"
"Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!"
"É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?"

Fonte: VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comunicação. In: PARA gostar de ler, v.7. 3.ed. São Paulo: Ática, 1982. p. 35-37.

Entendendo o texto:

01 – Na última fala “É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um,.. um… como é mesmo o nome?”, o
protagonista caracteriza a si mesmo como “meio expansivo”.

a) Pelos dados textuais, por que o protagonista emprega “meio expansivo” em vez de “expansivo”?

b)Empregue outro adjetivo para caracterizar esse protagonista.

02 – A palavra sulco, na frase “Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a
outra ponta, a pontuda...”, pode ser
substituída, sem alterar o sentido da frase por:

a) risco b) caixa c) botão d) fenda e) tampa.

03 – Leia, com atenção, as seguintes frases:


a) “E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio.”
b) “Lido com números.”
c) “É que eu sou meio expansivo.”
De acordo com a sequência, por qual grupo de palavras podemos substituir as palavras destacadas?
Assinale uma das alternativas:

a) coisa - trabalho – exagerado.


b) descarga elétrica - sofro - esquecido
c) luz intensa - esforço-me – comunicativo

04 – Esse texto mostra o diálogo entre duas personagens:

a) Quem são as personagens?


b) Onde as personagens estão?

05 – O narrador da história também é personagem? Explique.

06 – O homem enfrenta dificuldades para comprar o que quer? Explique.

07 – Por que ele não consegue comprar o que deseja?

08 – Podemos afirmar que o vendedor não está se esforçando em entender o homem? Por quê?

09 – Como é o objeto que o homem quer comprar?

10 – Finalmente, qual é o objeto a ser comprado?