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SEAP/GO - EDITAL

NOÇÕES DE DIREITO PENAL (PARTE GERAL):


1 Aplicação da lei penal.
1.1 Princípios da legalidade e da anterioridade.
1.2 A lei penal no tempo e no espaço.
1.3 Tempo e lugar do crime.
1.4 Lei penal excepcional, especial e temporária.
1.5 Territorialidade e extraterritorialidade da lei penal.
1.6 Pena cumprida no estrangeiro.
1.7 Eficácia da sentença estrangeira.
1.8 Contagem de prazo.
1.9 Frações não computáveis da pena.
1.10 Interpretação da lei penal.
1.11 Analogia.
1.12 Irretroatividade da lei penal.
1.13 Conflito aparente de normas penais.
Novidades / Mudanças
• Nenhuma menção expressa à TEORIA DO CRIME no
edital;
• Banca costumava cobrar o assunto em certames
anteriores;
• Edital cobra os crimes em espécie, mas sem cobrar
teoria do crime, havendo um prejuízo para a
compreensão do assunto.
Estatística IADES
Direito Penal - IADES

Crimes contra ADM Pública 5 23,8%


Lei Penal no Espaço 2 9,5%

Teoria do Crime / Classificação / Das Penas / Concurso 8 38%


Legislação Extravagante 5 23,8%
Princípios 1 4,7%

Total (aproximado) 21 100%


NOSSOS OBJETIVOS
FAZER OUTRAS
FAZER QUESTÕES DA
QUESTÕES SOBRE OS
IADES COMPATÍVEIS
DEMAIS TEMAS DO
COM O NOVO EDITAL
EDITAL

DESTAQUE:
OBJETIVO É EXAURIR A
LEI PENAL NO ESPAÇO
PARTE DE DIREITO
(TEMA BASTANTE
PENAL PARTE GERAL
COBRADO PELA IADES)
O que vamos / não vamos trabalhar
NOÇÕES DE DIREITO PENAL (PARTE GERAL):
1 Aplicação da lei penal.
1.1 Princípios da legalidade e da anterioridade.
1.2 A lei penal no tempo e no espaço.
1.3 Tempo e lugar do crime.
1.4 Lei penal excepcional, especial e temporária.
1.5 Territorialidade e extraterritorialidade da lei penal.
1.6 Pena cumprida no estrangeiro.
1.7 Eficácia da sentença estrangeira.
1.8 Contagem de prazo.
1.9 Frações não computáveis da pena.
1.10 Interpretação da lei penal.
1.11 Analogia.
1.12 Irretroatividade da lei penal.
1.13 Conflito aparente de normas penais.
Determinado empregado de uma empresa brasileira de exportação, em negociação realizada fora do Brasil,
oferece vantagem indevida a funcionário público estrangeiro com o intuito de fechar negócio e, de imediato, a
proposta ilícita é recusada pelo funcionário público estrangeiro.

Com base nos fatos hipotéticos narrados, assinale a alternativa correta.

A) O empregado brasileiro será punido nos termos do Código Penal Brasileiro, mesmo que esse oferecimento
tenha se dado fora do Brasil, e mesmo que o funcionário estrangeiro não o tenha aceitado.
B) Será possível punir o empregado brasileiro apenas nas leis estrangeiras.
C) Não será possível punir o empregado brasileiro apenas em razão de o fato ter ocorrido fora do Brasil.
D) Não será possível punir o empregado brasileiro com base nas leis penais brasileiras em razão de o fato ter
ocorrido fora do Brasil e de o funcionário público estrangeiro não ter aceitado a proposta.
E) Não será possível punir o empregado da empresa brasileira com base no Código Penal Brasileiro por não
haver, no referido diploma, a conceituação do que vem a ser estrangeiro.

Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: APEX Brasil Provas:


IADES - 2018 - APEX Brasil - Analista - Jurídico
Territorialidade (Art. 5º CP).

Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras


de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.

Básico.. Certo?

• O art. 5º é básico e decorre da soberania nacional (se o crime é


praticado em território nacional, aplica-se a lei penal brasileira).

Porém...

• Você sabe dizer o que é território nacional para fins penais?


Territorialidade (Art. 5º CP).

Território Nacional Território por extensão §2º

Superfície Terrestre Embarcações e aeronaves É também aplicável a lei


brasileiras, públicas ou a brasileira aos crimes
serviço do governo praticados a bordo de
Mar Territorial brasileiro onde quer que aeronaves ou embarcações
estejam; estrangeiras de propriedade
(12 milhas)
privada, achando-se aquelas
em pouso no território
Aeronaves e embarcações nacional ou em voo no
Águas interiores matriculadas no Brasil, de espaço aéreo
propriedade privada, que se correspondente, e estas em
encontrem em alto-mar ou porto ou mar territorial do
espaço aéreo situado sobre Brasil.
Espaço Aéreo Correspondente alto-mar.
Território Nacional

1) Superfície Terrestre

2) Mar Territorial
(12 milhas)

3) Águas interiores

4) Espaço Aéreo
Correspondente
Territorialidade (Art. 5º CP).

Território por extensão

Embarcações e aeronaves
brasileiras, públicas ou a
serviço do governo
brasileiro onde quer que
estejam;

Aeronaves e embarcações
matriculadas no Brasil, de
propriedade privada, que
se encontrem em alto-mar
ou espaço aéreo situado
sobre alto-mar.
Territorialidade (Art. 5º CP).

§2º
É também aplicável a lei
brasileira aos crimes
praticados a bordo de
aeronaves ou embarcações
estrangeiras de propriedade
privada, achando-se
aquelas em pouso no
território nacional ou em
voo no espaço aéreo
correspondente, e estas em
porto ou mar territorial do
Brasil. Aeronave da DELTA AIRLINES em GUARULHOS
Territorialidade (Art. 5º CP).
Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao
crime cometido no território nacional.

Território Brasileiro
(Art. 5º, Caput)

Território Brasileiro por extensão


Territorialidade
(Art. 5º, §1º)

Navios e Aeronaves estrangeiros, em


território brasileiro, desde que privados,
são PARTE DO NOSSO TERRITÓRIO
(Art. 5º, §2º).
Regra Geral

Adota-se o Princípio da TERRITORIALIDADE


MITIGADA OU TEMPERADA
(Art. 5º).
Determinado empregado de uma empresa brasileira de exportação, em negociação realizada fora do Brasil,
oferece vantagem indevida a funcionário público estrangeiro com o intuito de fechar negócio e, de imediato, a
proposta ilícita é recusada pelo funcionário público estrangeiro.

NOT
Com base nos fatos hipotéticos narrados, assinale a alternativa correta.

A) O empregado brasileiro será punido nos termos do Código Penal Brasileiro, mesmo que esse oferecimento
tenha se dado fora do Brasil, e mesmo que o funcionário estrangeiro não o tenha aceitado.
B) Será possível punir o empregado brasileiro apenas nas leis estrangeiras.
C) Não será possível punir o empregado brasileiro apenas em razão de o fato ter ocorrido fora do Brasil.
D) Não será possível punir o empregado brasileiro com base nas leis penais brasileiras em razão de o fato ter
ocorrido fora do Brasil e de o funcionário público estrangeiro não ter aceitado a proposta.
E) Não será possível punir o empregado da empresa brasileira com base no Código Penal Brasileiro por não
haver, no referido diploma, a conceituação do que vem a ser estrangeiro.

Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: APEX Brasil Provas:


IADES - 2018 - APEX Brasil - Analista - Jurídico
Extraterritorialidade
A extraterritorialidade trata das hipóteses de aplicação da
lei penal brasileira a crimes praticados fora do território
brasileiro.

Almirante Brown Square - Argentina


Extraterritorialidade INCONDICIONADA
Extraterritorialidade
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:
I - os crimes:
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de
Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder
Público;
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
Extraterritorialidade INCONDICIONADA
Extraterritorialidade INCONDICIONADA

Nas hipóteses do art. 7º, I, não há necessidade de nenhuma outra condição para a aplicação
da lei penal brasileira.

Se for praticado, fora do território nacional, um crime contra a vida do Presidente da


República, por exemplo, haverá a aplicação de nossa lei penal, independentemente de
qualquer outra coisa, por força do princípio da extraterritorialidade incondicionada.
É o que prevê o §1º do art. 7º:

§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que
absolvido ou condenado no estrangeiro.

Nucci: Entende que tal requisito é Cuidado: Código Penal & LFG:
inconstitucional por força do princípio do non Ninguém pode ser condenado duas vezes
bis in idem. pelo mesmo crime. Entretanto, a regra não
É inclusive citado por Sanches em seu Manual é absoluta, pois o art. 8º do Código Penal é
de Direito Penal. EXCEÇÃO ao non bis in idem (Pena cumprida
Fique atento se a questão versa sobre a letra no estrangeiro.)
do CP ou a posição doutrinária.
Extraterritorialidade CONDICIONADA
Extraterritorialidade CONDICIONADA
Requisitos
Entendendo Melhor
Extraterritorialidade
Incondicionada

Agente foi condenado a 8


Crime contra a vida do
anos na França e a 20 anos
Presidente da República
no Brasil

Ocorre o abatimento
(restam 12 anos para
cumprir no Brasil)
Agente pratica crime e é
condenado no estrangeiro
Extraterritorialidade
Condicionada

Crime praticado por Agente foi condenado a 8


brasileiro anos na França

Não pode mais responder


pelo delito no Brasil!
É o que prevê o §1º do art. 7º:

Cuidado: Código Penal & LFG


Ninguém pode ser condenado duas vezes pelo mesmo crime. Entretanto, a regra não é absoluta,
pois o art. 8º do Código Penal é exceção ao non bis in idem (Pena cumprida no estrangeiro.)

Cuidado: ** PARA OS CASOS DE EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA**


Voltando ao enunciado da questão:

Determinado empregado de uma empresa brasileira de exportação, em negociação realizada fora do Brasil,
oferece vantagem indevida a funcionário público estrangeiro com o intuito de fechar negócio e, de imediato, a
proposta ilícita é recusada pelo funcionário público estrangeiro.

Art. 337-B do Código Penal:

Corrupção ativa em transação comercial internacional

Art. 337-B. Prometer, OFERECER ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida A FUNCIONÁRIO
PÚBLICO ESTRANGEIRO, ou a terceira pessoa, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício
relacionado à transação comercial internacional:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa.


Art. 337-B do Código Penal:

Corrupção ativa em transação comercial internacional

Art. 337-B. Prometer, OFERECER ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida A FUNCIONÁRIO
PÚBLICO ESTRANGEIRO, ou a terceira pessoa, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício
relacionado à transação comercial internacional:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa.

• Crime COMUM;
• Crime FORMAL;
• PREVISTO NO CAPÍTULO II-A DO TÍTULO XI do Código Penal
• (DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTRANGEIRA)
Art. 337-B do Código Penal:

Corrupção ativa em transação comercial internacional

Art. 337-B. Prometer, OFERECER ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida A FUNCIONÁRIO
PÚBLICO ESTRANGEIRO, ou a terceira pessoa, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício
relacionado à transação comercial internacional:

Pena – reclusão, de 1 (um) a 8 (oito) anos, e multa.

• Embora previsto no Título de Crimes Contra a Adm. Pública, o delito tutela o regular desenvolvimento das
transações internacionais entre Brasil e outros países. Tutela-se a boa-fé, a regularidade, lealdade,
moralidade, transparência do comércio internacional.
• Não há tutela da Administração Pública Brasileira, pois o funcionário público a ser corrompido não
integra nossa Adm. Pública, e o crime é COMUM (pode ser praticado por qualquer pessoa);
• Não há tutela da Administração Pública ESTRANGEIRA (obrigação do legislador estrangeiro).
• A Adm. Pública estrangeira pode ser VÍTIMA. Mas a norma não vai estar buscando tutelar um Adm.
Pública que não é a nossa!
Entendendo melhor a questão:

1) É caso de TERRITORIALIDADE?
• Território nacional, mar territorial, águas interiores ou espaço aéreo correspondente?
• Aeronave / Embarcação pública ou a serviço do Brasil?
• Aeronave / Embarcação privada brasileira em alto-mar ou espaço aéreo correspondente?
• Aeronave / Embarcação privada estrangeira em território nacional?
2) É caso de EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA?
• Crime contra a vida ou liberdade do PR?
• Contra o patrimônio ou fé pública da União, DF, Estado, Território ou Município, EP, S/A, Autarquia ou
Fundação Pública?
• Contra a adm. pública por quem está a seu serviço?
• De genocídio por agente brasileiro ou domiciliado no Brasil?
3) É caso de EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA?
• Tratado ou Convenção?
• Praticado em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em
território estrangeiro e aí não sejam julgados?
• Praticado por BRASILEIRO?
Entendendo melhor a questão:

1) É caso de TERRITORIALIDADE?
• Território nacional, mar territorial, águas interiores ou espaço aéreo correspondente?
• Aeronave / Embarcação pública ou a serviço do Brasil?
• Aeronave / Embarcação privada brasileira em alto-mar ou espaço aéreo correspondente?
• Aeronave / Embarcação privada estrangeira em território nacional?
2) É caso de EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA?
• Crime contra a vida ou liberdade do PR?
• Contra o patrimônio ou fé pública da União, DF, Estado, Território ou Município, EP, S/A, Autarquia ou
Fundação Pública? (Não é o bem jurídico tutelado pelo delito. Não é caso de Ext. Incondicionada)
• Contra a adm. pública por quem está a seu serviço?
• De genocídio por agente brasileiro ou domiciliado no Brasil?
3) É caso de EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA?
• Tratado ou Convenção?
• Praticado em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em
território estrangeiro e aí não sejam julgados?
• Praticado por BRASILEIRO!
Determinado empregado de uma empresa brasileira de exportação, em negociação realizada fora do Brasil,
oferece vantagem indevida a funcionário público estrangeiro com o intuito de fechar negócio e, de imediato, a
proposta ilícita é recusada pelo funcionário público estrangeiro.

Com base nos fatos hipotéticos narrados, assinale a alternativa correta.

A) O empregado brasileiro será punido nos termos do Código Penal Brasileiro, mesmo que esse oferecimento
tenha se dado fora do Brasil, e mesmo que o funcionário estrangeiro não o tenha aceitado.
B) Será possível punir o empregado brasileiro apenas nas leis estrangeiras.
C) Não será possível punir o empregado brasileiro apenas em razão de o fato ter ocorrido fora do Brasil.
D) Não será possível punir o empregado brasileiro com base nas leis penais brasileiras em razão de o fato ter
ocorrido fora do Brasil e de o funcionário público estrangeiro não ter aceitado a proposta.
E) Não será possível punir o empregado da empresa brasileira com base no Código Penal Brasileiro por não
haver, no referido diploma, a conceituação do que vem a ser estrangeiro.
Determinado empregado de uma empresa brasileira de exportação, em negociação realizada fora do Brasil,
oferece vantagem indevida a funcionário público estrangeiro com o intuito de fechar negócio e, de imediato, a
proposta ilícita é recusada pelo funcionário público estrangeiro.

Com base nos fatos hipotéticos narrados, assinale a alternativa correta.

A) O empregado brasileiro será punido nos termos do Código Penal Brasileiro, mesmo que esse oferecimento
tenha se dado fora do Brasil, e mesmo que o funcionário estrangeiro não o tenha aceitado.

É o item “menos errado”. Uma melhor redação seria “O empregado brasileiro PODERÁ ser punido nos termos
do CPB...

B) Será possível punir o empregado brasileiro apenas nas leis estrangeiras. – Art. 7º, II
(Extraterritorialidade Condicionada)
C) Não será possível punir o empregado brasileiro apenas em razão de o fato ter ocorrido fora do Brasil.
D) Não será possível punir o empregado brasileiro com base nas leis penais brasileiras em razão de o fato ter
ocorrido fora do Brasil e de o funcionário público estrangeiro não ter aceitado a proposta.
E) Não será possível punir o empregado da empresa brasileira com base no Código Penal Brasileiro por não
haver, no referido diploma, a conceituação do que vem a ser estrangeiro.
PRINCÍPIOS RELACIONADOS À TERRITORIALIDADE E EXTRATERRITORIALIDADE

Território Nacional (Real ou


Art. 5º Territorialidade
Ficto)

Vida do PR, Patrimônio


Art. 7º, I, a, b, c Real ou Defesa União... e Contra a Adm.
Pública...

Art. 7º, i, d Tratado / Convenção e


Princípios Justiça Universal
Art. 7º, II, a Genocídio

Art 7º, II, b Nacionalidade Ativa Praticado por Brasileiro

Aeronaves / Embarcações
privadas Brasileiras,
Art. 7º, II, c Bandeira ou Representação
praticados no exterior, e lá
não julgados.
Considere hipoteticamente que determinado cidadão japonês rouba um cidadão indiano a bordo de
certa aeronave privada pertencente a uma companhia aérea brasileira, a qual se encontra em território
inglês (no aeroporto). Nesse caso, ao cidadão japonês

A) não se aplica a lei penal brasileira, segundo o princípio da bandeira ou da representação.


B) aplica-se a lei penal brasileira, conforme o princípio da territorialidade.
C) não se aplica a lei penal brasileira, em conformidade com o princípio real ou da proteção.
D) aplica-se a lei penal brasileira, consoante o princípio da nacionalidade.
E) aplica-se a lei penal brasileira, de acordo com o princípio da universalidade.

Ano: 2016 Banca: IADES Órgão: PC-DF Provas: IADES -


2016 - PC-DF - Perito Criminal - Ciências Contábeis
Considere hipoteticamente que determinado cidadão japonês rouba um cidadão indiano a bordo de
certa aeronave privada pertencente a uma companhia aérea brasileira, a qual se encontra em território
inglês (no aeroporto). Nesse caso, ao cidadão japonês

A) não se aplica a lei penal brasileira, segundo o princípio da bandeira ou da representação.


B) aplica-se a lei penal brasileira, conforme o princípio da territorialidade.
C) não se aplica a lei penal brasileira, em conformidade com o princípio real ou da proteção.
D) aplica-se a lei penal brasileira, consoante o princípio da nacionalidade.
E) aplica-se a lei penal brasileira, de acordo com o princípio da universalidade.

Questão CORRETAMENTE anulada pela banca.


Não há resposta correta.
Poder-se-ia aplicar a lei penal brasileira por força do princípio da Bandeira ou Representação, se o
crime não fosse punido na Inglaterra. Não há essa opção entre as assertivas.

Ano: 2016 Banca: IADES Órgão: PC-DF Provas: IADES -


2016 - PC-DF - Perito Criminal - Ciências Contábeis
SEAP/GO - EDITAL
NOÇÕES DE DIREITO PENAL (PARTE GERAL):
1 Aplicação da lei penal.
1.1 Princípios da legalidade e da anterioridade.
1.2 A lei penal no tempo e no espaço.
1.3 Tempo e lugar do crime.
1.4 Lei penal excepcional, especial e temporária.
1.5 Territorialidade e extraterritorialidade da lei penal.
1.6 Pena cumprida no estrangeiro.
1.7 Eficácia da sentença estrangeira.
1.8 Contagem de prazo.
1.9 Frações não computáveis da pena.
1.10 Interpretação da lei penal.
1.11 Analogia.
1.12 Irretroatividade da lei penal.
1.13 Conflito aparente de normas penais.
1.3 Tempo e lugar do crime.

Tempo do crime
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro
seja o momento do resultado.

Lugar: Tempo:
Ubiquidade Atividade
LUTA

Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)


Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no
todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.(Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
Teorias

Atividade – Momento / Lugar da Ação Omissão

Resultado – Momento / Lugar do Resultado (Consumação)

Ubiquidade – Momento / Lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte,


bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.
A respeito do lugar do crime, o Código Penal brasileiro estabelece, em seu art. 6.º: “Considera-se praticado o crime no
lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o
resultado”. Pelo exposto, e a respeito das teorias que buscam estabelecer o lugar do crime, assinale a alternativa correta.

A) Pela teoria do resultado ou do evento, o lugar do crime é aquele em que o crime se consumou, pouco importando o
local da prática da conduta.
B) Pela teoria da ubiquidade, o lugar do crime será, tão somente, aquele em que foi praticada a conduta comissiva ou
omissiva.
C) Segundo a doutrina nacional, o Código Penal adotou, em seu artigo 6.º, a chamada teoria do resultado.
D) Pela teoria da atividade ou do resultado, o lugar do crime é aquele em que foi praticada a conduta comissiva ou
omissiva.
E) Pela teoria do resultado, o lugar do crime é aquele em que se produziu ou se deveria produzir o resultado, bem como o
local em que fora perpetrada a conduta comissiva ou omissiva do agente.

Ano: 2015 Banca: FUNIVERSA Órgão: SAPeJUS -


GO Prova: FUNIVERSA - 2015 - SEAP-GO - Agente de
Segurança Prisional
A respeito do lugar do crime, o Código Penal brasileiro estabelece, em seu art. 6.º: “Considera-se praticado o crime no
lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o
resultado”. Pelo exposto, e a respeito das teorias que buscam estabelecer o lugar do crime, assinale a alternativa correta.

A) Pela teoria do resultado ou do evento, o lugar do crime é aquele em que o crime se consumou, pouco importando o
local da prática da conduta.
B) Pela teoria da ubiquidade, o lugar do crime será, tão somente, aquele em que foi praticada a conduta comissiva ou
omissiva.
C) Segundo a doutrina nacional, o Código Penal adotou, em seu artigo 6.º, a chamada teoria do resultado.
D) Pela teoria da atividade ou do resultado, o lugar do crime é aquele em que foi praticada a conduta comissiva ou
omissiva.
E) Pela teoria do resultado, o lugar do crime é aquele em que se produziu ou se deveria produzir o resultado, bem como o
local em que fora perpetrada a conduta comissiva ou omissiva do agente.

Ano: 2015 Banca: FUNIVERSA Órgão: SAPeJUS -


GO Prova: FUNIVERSA - 2015 - SEAP-GO - Agente de
Segurança Prisional
Resumão: Lei Penal no TEMPO

Anterioridade
Regra: Tempus
regit actum
Lei Penal no
Art. 5º, XL, Regra - Retroatividade
Tempo
CF/88 Irretroatividade Exceção: Extra-
Atividade
Ultra-Atividade
Exceção:
Retroatividade
benéfica
Lei intermediária.
Retroativa em
relação à anterior
Ultra-Ativa em
relação à posterior!

É possível que ocorra, em


um mesmo cenário, a
ultratividade e a
retroatividade
simultâneas de uma lei
penal!
Novatio Legis in Pejus Súmula 711
A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime
permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade
Novatio Legis
Incriminadora ou da permanência.
Sucessão de leis no
tempo

Novatio Legis in Mellius

CESSAM EFEITOS
PENAIS.
Abolitio Criminis
PERMANECEM OS
EFEITOS CIVIS.
Uma lei que criminalize a pesca do boto cor-de-
rosa durante o período exato de um ano é um
Lei temporária
Possui um prazo de vigência pré- exemplo de lei temporária.
determinado.

Já uma lei que criminalize a pesca do boto


cor-de-rosa até que o IBAMA verifique que a
Lei Excepcional
É uma lei com características emergenciais. população de botos cor-de-rosa ultrapassou
Sua duração tem prazo indeterminado, mas
condicionado a algum tipo de situação 300.000 animais em todo o país é uma lei
transitória. Quando a situação cessa, a
vigência da lei também o faz.
excepcional.
A lei excepcional ou temporária, embora No caso das leis temporárias e
decorrido o período de sua duração ou cessadas as excepcionais, é possível a ocorrência da
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato ultratividade em prejuízo, ao contrário
praticado durante sua vigência. da regra geral estabelecida para as leis
penais.
CP, Art. 3º
Autorrevogáveis

• Em regra, não é outra lei que revoga a lei temporária ou excepcional. A própria
lei possui a previsão que causará sua revogação.
• Exemplo: Lei Geral da Copa:
• Art. 36. Os tipos penais previstos neste Capítulo terão vigência até o dia 31 de
dezembro de 2014.

Abolitio Criminis

• Em regra, leis temporárias ou excepcionais não se sujeitam aos efeitos da


abolitio criminis;
• Entretanto, lei expressa com esse fim poderá causar o referido efeito (Sanches).
A respeito da lei penal no tempo e no espaço, julgue os seguintes itens, tendo como referência o Código Penal e a
jurisprudência dos tribunais superiores.

I A lei penal mais benéfica retroagirá em benefício do réu, de acordo com o princípio da retroatividade benéfica penal.
II Em relação ao tempo do crime, o direito penal brasileiro adota a teoria da atividade.
III Em relação ao lugar do crime, o direito penal brasileiro adota a teoria do resultado.
IV A lei penal mais benéfica aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, ainda que ocorra superveniência de lei
penal mais gravosa ao longo da atividade delitiva.

Estão certos apenas os itens

A) I e II.
B) I e IV.
C) II e III.
D) I, III e IV. Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: CESPE -
E) II, III e IV. 2019 - CGE - CE - Auditor de Controle Interno - Área de
Correição
A respeito da lei penal no tempo e no espaço, julgue os seguintes itens, tendo como referência o Código Penal e a
jurisprudência dos tribunais superiores.

I A lei penal mais benéfica retroagirá em benefício do réu, de acordo com o princípio da retroatividade benéfica penal.
II Em relação ao tempo do crime, o direito penal brasileiro adota a teoria da atividade.
III Em relação ao lugar do crime, o direito penal brasileiro adota a teoria do resultado.
IV A lei penal mais benéfica aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, ainda que ocorra superveniência de lei
penal mais gravosa ao longo da atividade delitiva.

Estão certos apenas os itens

A) I e II.
B) I e IV.
C) II e III.
D) I, III e IV. Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: CGE - CE Prova: CESPE -
E) II, III e IV. 2019 - CGE - CE - Auditor de Controle Interno - Área de
Correição
SEAP/GO - EDITAL
NOÇÕES DE DIREITO PENAL (PARTE GERAL):
1 Aplicação da lei penal.
1.1 Princípios da legalidade e da anterioridade.
1.2 A lei penal no tempo e no espaço.
1.3 Tempo e lugar do crime.
1.4 Lei penal excepcional, especial e temporária.
1.5 Territorialidade e extraterritorialidade da lei penal.
1.6 Pena cumprida no estrangeiro.
1.7 Eficácia da sentença estrangeira.
1.8 Contagem de prazo.
1.9 Frações não computáveis da pena.
1.10 Interpretação da lei penal.
1.11 Analogia.
1.12 Irretroatividade da lei penal.
1.13 Conflito aparente de normas penais.
Eficácia de sentença estrangeira

Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as


mesmas consequências, pode ser homologada no Brasil para:

I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis;

II - sujeitá-lo a medida de segurança.

Parágrafo único - A homologação depende:

a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada;


b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade
judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça.
Sentença Estrangeira
compatível com a lei
Pré-requisito: brasileira
(mesmas consequências):

Art. 105. Compete ao Superior


Pode ser homologada
para: Tribunal de Justiça:

Obrigar o condenado à
Cabimento: reparação do dano,
restituições e outros
Sujeitar o condenado à
medida de segurança.
i) a homologação de sentenças
efeitos CIVIS;
estrangeiras e a concessão de
Condições: Depende de pedido da
Depende da existência de
tratado de extradição ou exequatur às cartas rogatórias;
parte interessada. de requisição do Ministro
da Justiça.

Súmula 420 – STF:


Não se homologa sentença proferida no estrangeiro sem
prova do trânsito em julgado.
A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz as mesmas
consequências, poderá ser homologada no Brasil para todos os efeitos, exceto para
obrigar o condenado à reparação do dano.

Banca: CESPE Órgão: TJ-DFT Prova: CESPE - 2016 - TJ-


DFT - Juiz
A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz as mesmas
consequências, poderá ser homologada no Brasil para todos os efeitos, exceto para
obrigar o condenado à reparação do dano.

Banca: CESPE Órgão: TJ-DFT Prova: CESPE - 2016 - TJ-


DFT – Juiz

Gabarito: E
CONTAGEM DE PRAZOS
Código PENAL
Contagem de prazo:
Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo
calendário comum.

Código de PROCESSO PENAL


Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios, não se interrompendo
por férias, domingo ou dia feriado.
§ 1o Não se computará no prazo o dia do começo, incluindo-se, porém, o do vencimento.
CONTAGEM DE PRAZOS

Prazo Processual Penal


Prazo Penal
Não inclui o dia do
Inclui o dia DO
começo, incluindo o
COMEÇO
dia DO VENCIMENTO.
CONTAGEM DE PRAZOS
Prazos com natureza híbrida

• Alguns prazos processuais têm natureza híbrida. Nesse caso, serão contados como prazos
penais.

• Exemplo:
• O prazo de prisão cautelar!
• A prisão cautelar é um instituto processual, mas que influi diretamente no direito material
à liberdade do autor. Nesse sentido, seria absurdo dizer ao réu que o primeiro dia de sua
prisão preventiva ou temporária não conta, certo? Nesses casos o prazo processual será
contado como se fosse um prazo penal – incluindo-se o dia do começo.

• O mesmo ocorre com outros institutos processuais considerados de natureza híbrida:


Prazos de decadência e de prescrição, por exemplo.
Na contagem dos prazos de prescrição e decadência, e assim
também na contagem do prazo de cumprimento da pena
privativa de liberdade, deve-se incluir o dia do começo.

PCDF - ESCRIVÃO – 2013


Na contagem dos prazos de prescrição e decadência, e assim
também na contagem do prazo de cumprimento da pena
privativa de liberdade deve-se incluir o dia do começo.

Gabarito: C PCDF - ESCRIVÃO – 2013


SEAP/GO - EDITAL
NOÇÕES DE DIREITO PENAL (PARTE GERAL):
1 Aplicação da lei penal.
1.1 Princípios da legalidade e da anterioridade.
1.2 A lei penal no tempo e no espaço.
1.3 Tempo e lugar do crime.
1.4 Lei penal excepcional, especial e temporária.
1.5 Territorialidade e extraterritorialidade da lei penal.
1.6 Pena cumprida no estrangeiro.
1.7 Eficácia da sentença estrangeira.
1.8 Contagem de prazo.
1.9 Frações não computáveis da pena.
1.10 Interpretação da lei penal.
1.11 Analogia.
1.12 Irretroatividade da lei penal.
1.13 Conflito aparente de normas penais.
Frações não computáveis da pena Cuidado: Este artigo deve ser lido de uma forma
um pouco mais simples do que parece. Na
Art. 11 - Desprezam-se, nas penas verdade, o que o legislador quis dizer é o
privativas de liberdade e nas restritivas de seguinte:
direitos, as frações de dia, e, na pena de
Não se pode condenar uma pessoa a uma
multa, as frações de cruzeiro.
pena de 6 meses e duas horas, por exemplo.

Isso porque, nas penas privativas de


liberdade, desprezam-se as frações de dia (ou
seja, as horas).
Frações não computáveis da pena

Atenção!
Art. 11 - Desprezam-se, nas penas
Apesar disso, a previsão do artigo 11 não
privativas de liberdade e nas restritivas de
pode ser utilizada em prejuízo do réu!
direitos, as frações de dia, e, na pena de
multa, as frações de cruzeiro. Com isso, como nos ensina Rogério Greco, se
um indivíduo for encaminhado à uma penitenciária
às 23h do primeiro dia de cumprimento da sua
pena, não importa se, naquele dia, ele ficou
apenas 1h preso. Será computado um dia
inteiro no cumprimento de sua pena!
Analogia, Interpretação Analógica e Interpretação Extensiva

a) Analogia

O primeiro conceito é a chamada analogia. Vejamos o que diz a doutrina


especializada:

A analogia é forma de integração da lei. Quando a lei não prevê a solução para um caso, a analogia permite a aplicação de uma
norma parecida. É a chamada análise por semelhança.

Em alguns outros ramos do direito, é possível fazer a integração da lei. Quando


falta uma norma para o caso, o Juiz escolhe outra norma parecida e a utiliza, para
suprir a falta da norma específica.
O exemplo mais utilizado nessa situação é o do aborto.
O CP autoriza ao médico a realização de manobras abortivas
se não há outro meio de salvar a vida da gestante (o
chamado aborto necessário). Entretanto, imagine o
Analogia "in Analogia "in seguinte:
bonam partem" malam partem"
“Uma gestante está à beira da morte em uma pequena

Para Para cidade que não dispõe de médico. Por conta da urgência da
Beneficiar Prejudicar situação, o aborto acaba sendo realizado por uma parteira. ”

Permitida Proibida em Entretanto, veja o que diz o Código Penal:


em Direito Direito
Penal Penal Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por
médico:
Aborto necessário
I - Se não há outro meio de salvar a vida da gestante;
Omissão de notificação de doença
Art. 269 - Deixar o médico de denunciar à autoridade
pública doença cuja notificação é compulsória.
Analogia "in Analogia "in
bonam partem" malam partem"
Imagine que uma nutricionista que trabalhe em um
grande hospital fique sabendo de uma doença grave e de
Para Para
notificação obrigatória, mas deixe de comunicar às
Beneficiar Prejudicar
autoridades competentes.
Seria possível fazer o mesmo que no caso da
Permitida Proibida em
em Direito Direito parteira, e utilizar da analogia para criminalizar sua conduta?
Penal Penal É claro que não! Nesse caso, não será possível utilizar
da analogia para punir a nutricionista, pois não é possível
realizar analogias in malam partem no Direito Penal.
Interpretação Analógica

A interpretação analógica,
Homicídio qualificado
por sua vez, não se confunde em
§ 2° Se o homicídio é cometido:
com a analogia (apesar do nome
I - Mediante paga ou promessa de recompensa, ou por
parecido). Na interpretação
outro motivo torpe;
analógica, temos uma cláusula
genérica na lei penal, que
permite uma interpretação
mais ampla da norma.
Interpretação Extensiva

A interpretação extensiva nada mais é do que aquela realizada para ampliar o alcance da lei, pois o texto
não é suficiente para atingir a sua vontade.
Um exemplo bastante simples que os doutrinadores costumam utilizar é o termo CASA, previsto na
Constituição Federal. Veja só:

Constituição Federal, Art. 5º:


XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de
flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
Pela analogia, meio de interpretação extensiva, busca-se alcançar o sentido exato do texto de lei obscura
ou incerta, admitindo-se, em matéria penal, apenas a analogia in bonam partem.

Banca: CESPE Órgão: TJ-DFT Prova: CESPE - 2013 - TJ-


DFT - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador
Pela analogia, meio de interpretação extensiva, busca-se alcançar o sentido exato do texto de lei obscura
ou incerta, admitindo-se, em matéria penal, apenas a analogia in bonam partem.

Banca: CESPE Órgão: TJ-DFT Prova: CESPE - 2013 - TJ-


DFT - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador

Gabarito: E
MUITO OBRIGADO!

VOCÊS SÃO FERAS!!


Professor Douglas Vargas

TEORIAINTERATIVA

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