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PROJETOS PEDAGÓGICOS:

UM DESAFIO PARA
REGÊNCIA 3
LEGISLAÇÃO NACIONAL: PRESSUPOSTOS
QUANTO À ESCOLA E O PROCESSO DE
ENSINO E APRENDIZAGEM
APRESEN TAÇÃO
Olá, acadêmico! Nesta etapa dos estudos sobre os aspectos que envolvem
uma ação educativa com base na elaboração de Projetos Pedagógicos,
abordaremos a legislação educacional. Você terá acesso ao que a legislação
preconiza quanto às práticas educativas baseadas na organização de projetos.

Primeiramente, abordaremos um breve percurso histórico do início


da organização legislativa educacional, para que você compreenda os
processos educativos vivenciados ao longo das mudanças sociais. Para se
compreender o contexto educacional atual, precisamos entender os fatos
passados que influenciaram as formas de pensar e agir das pessoas. Desta
forma, apresentamos, de forma sucinta, alguns acontecimentos que ajudaram
a estruturar as políticas públicas e o contexto educacional contemporâneo.

Apresentaremos informações sobre o texto que compõe a Lei de


Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 e as Diretrizes Curriculares
Nacionais de 2013, para conhecimento da estrutura e organização curricular
da Educação Básica. Você perceberá as concepções, princípios e estrutura
da organização nas modalidades de Educação Infantil, Ensino Fundamental
e Ensino Médio, compondo a Educação Básica nacional.

Finalizamos com a relação das leis nacionais quanto às práticas educativas


direcionadas na elaboração dos projetos pedagógicos. Percebemos muitas
similitudes entre o que preconizam as Diretrizes Curriculares Nacionais e
a perspectiva de trabalho com Projetos Pedagógicos. Notamos assim que,
atualmente, as normativas nacionais que regulamentam e direcionam os
processos de ensino e aprendizagem estão em consonância com os estudos
realizados sobre os Projetos Pedagógicos.

Para ampliar seus estudos, confira o objeto de aprendizagem que abordará


a “Relação entre planejamento, plano e projeto”, para que você conheça
as terminologias e entenda seus conceitos. Apresentamos como leitura
complementar um livro disponibilizado em PDF na Câmara dos Deputados,
acerca da “Legislação Brasileira sobre a Educação”, acesse e conheça as diversas
normativas que regem os trabalhos educativos no território nacional. Outra
indicação de leitura que indicamos consiste no artigo intitulado “O surgimento
da Educação Infantil na história das políticas públicas para a criança no
Brasil”, escrito por Carmem Virgínia Moraes da Silva e Rosângela Francischini .
Entenda os pressupostos da criação e organização, ao longo dos anos, dessa
modalidade educativa.

Amplie seus conhecimentos, acesse e confira o material organizado para


que você compreenda os aspectos legislativos que normatizam e organizam
as práticas desenvolvidas nas escolas. Conheça, busque as informações
necessárias para auxiliar no embasamento do trabalho e discussões no
cotidiano escolar.

Autora
Organização Reitor da Pró-Reitora do EAD Edição Gráfica
UNIASSELVI e Revisão
Graciele Alice
Ana Clarisse Prof.ª Francieli Stano
Torres
Carvalho
Alencar Barbosa Prof. Hermínio Kloch UNIASSELVI
Adriano
.03
LEGISLAÇÃO NACIONAL:
PRESSUPOSTOS QUANTO À
ESCOLA E O PROCESSO DE
ENSINO E APRENDIZAGEM

1 A IMPORTÂNCIA DA NORMALIZAÇÃO LEGAL NA


EDUCAÇÃO: BREVE PERCURSO HISTÓRICO
A educação no Brasil iniciou no final do século XIX como forma de
impulsionar o desenvolvimento da nação. Assim, a história começou em 1549,
com a chegada dos primeiros padres jesuítas, com uma educação baseada
na religiosidade e propagação da fé cristã por 200 anos. Os jesuítas fundaram
várias escolas com interesse maior na escola secundária, reconhecida por sua
qualidade, chegando a oferecer estudos com equivalência ao nível superior.
(ROMANELLI, 1983).

Os jesuítas foram expulsos em 1759, mas nenhum programa de educação


foi oferecido para substituir a forma religiosa de ensinar. Somente com as
Reformas Pombalinas, iniciadas pelo Marquês de Pombal, foi instituído o
ensino laico e público, com conteúdos baseados nas Cartas Régias. Em 1808,
a chegada da família real ao Brasil Colônia impulsionou o desenvolvimento da
educação e cultura. Nessa época surgiram as instituições culturais e científicas,
com a oferta de ensino técnico e dos primeiros cursos superiores, como os
de medicina nos estados do Rio de Janeiro e Bahia (ARANHA, 1996).

CURSO LIVRE - LEGISLAÇÃO NACIONAL: PRESSUPOSTOS QUANTO À ESCOLA E O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
FIGURA 1 - FAMÍLIA REAL PORTUGUESA NO BRASIL

FONTE: Disponível em: <https://andersonyankee.wordpress.com/2012/01/20/da-


vinda-da-familia-real-portuguesa-para-o-brasil-ate-a-independencia/>. Acesso em:
8 maio 2017.

A independência do país, em 1822, influenciou em algumas mudanças


no panorama sociopolítico, econômico e na política educacional brasileira. A
Constituinte de 1823, pela primeira vez, associou o apoio universal à educação
popular, a deliberação da criação de universidades no Brasil.

A partir da Constituição de 1824, o Império passou a assegurar a instrução


primária e gratuita a todos os cidadãos. A promulgação da Lei de 15 de
outubro de 1827 determina a criação de escolas de primeiras letras em todas
as cidades, vilas e vilarejos, abarcando todas as esferas do poder público.

Desta forma, o Governo Imperial instituiu leis que preconizaram sobre o


acesso ao ensino para além dos centros urbanos, garantindo a permanência
da população no país e, assim, oportunizando às pessoas conseguirem a
habilitação para exercerem uma determinada função profissional. A Lei de 15
de outubro de 1827, considerada como a primeira lei da educação no Brasil,
vigorou por mais de cem anos.

Mas, apesar dos pontos negativos, a Lei de 15 de outubro de 1827 foi a única
tentativa de organização do ensino primário até 1946, quando, no Ministério
da Educação integrando o Governo Provisório do Dr. José Linhares, que
respondia pela Presidência da República após a deposição de Getúlio Vargas,
Raul Leitão da Cunha baixou o Decreto-Lei nº 8.529, de 2 de janeiro de 1946,
sob o rótulo de Lei Orgânica do ensino primário (NUNES, 2008, p. 39).

A Lei de 15 de outubro de 1827 regulamentava o funcionamento da


educação em todo o país, dispondo sobre os procedimentos educacionais
que deveriam ser seguidos em todo o território nacional. Sustentava 17
artigos abrangendo temas como: expansão de escolas públicas, salários para
os professores, método de ensino, currículo, repetência, admissão e escolas
para meninas (NUNES, 2008).
CURSO LIVRE - LEGISLAÇÃO NACIONAL: PRESSUPOSTOS QUANTO À ESCOLA E O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
FIGURA 2 – D. PEDRO I – BRASIL IMPERIAL

FONTE: Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/


historiadobrasil/brasil-imperio.htm>. Acesso em: 8 maio 2017.

O final do período Imperial e o início da República da Espada (1889-


1894) desencadearam diversas situações que influenciaram mudanças na
sociedade brasileira, como: elevado crescimento econômico, transição do
trabalho escravo para o trabalho assalariado e, principalmente, a construção
de uma identidade nacional. Desta forma, a educação seria responsável pela
moralização e civilização do povo, fortalecendo a nação que estava surgindo
com o novo regime político (SOUZA, 1998).

No início do século XX, a educação no Brasil assumiu um lugar de


destaque, impulsionando o desenvolvimento por meio da cultura escolar.
Planejavam alcançar o sucesso da República, com uma nação baseada em
disciplina, qualificação para o trabalho, fortalecimento da economia, fixação
do homem no campo e a consolidação da nova ordem nacional. O Estado
de São Paulo propõe uma reforma no ensino, servindo de referência para os
demais Estados do Brasil, o ensino primário passou a ser ministrado em dois
cursos: o preliminar e o complementar (SOUZA, 1998).

As premissas que orientavam até então os fazeres educacionais


foram substituídas pelo método intuitivo, focado no ensino, no saber e
na necessidade de se ensinar os conhecimentos. Para tanto, surge outra
necessidade educacional, a de formação dos professores para trabalharem
no novo método de ensino (VIDAL, 2000).

No início da década de 1920 surgiu a Associação Brasileira de Educação


(ABE), por meio da realização de Conferências Nacionais, no intuito de
discutirem a educação no país. Assim, até a década de 1930, os assuntos
ligados à educação foram assumidos pelo Departamento Nacional do Ensino
ligado ao Ministério da Justiça, e somente em 1931 foi criado o Ministério da
Educação (VIDAL, 2000).

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Em 1932 aconteceu o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova,
redigido por Fernando de Azevedo e assinado por educadores conceituados.
O grupo de estudiosos requeria um plano de educação que organizasse uma
escola única, pública, laica, obrigatória e gratuita. Em 1934, a nova Constituição
Federal assegura uma educação como um direito de todos, dever da família
e dos poderes públicos (GHIRALDELLI, 2008).

FIGURA 3 - MANIFESTO DOS PIONEIROS

FONTE: Disponível em: <http://atelierdeducadores.blogspot.com.br/2011/02/


manifesto-dos-pioneiros-da-educacao.html>. Acesso em: 8 maio 2017.

Ghiraldelli (2008) destaca que, no período de 1934 a 1945, o ministro da


Educação e Saúde Pública, Gustavo Capanema Filho, promulga a reforma dos
ensinos secundário e universitário. Assim, até o ano de 1953, a educação era
regida pelo Ministério da Educação e Saúde, e após a autonomia para a área
da saúde, surge então, o Ministério da Educação e Cultura, com a sigla MEC.

Até o ano de 1960, o sistema educacional brasileiro se constituía de forma


centralizada, com um modelo seguido por todos os estados e municípios.
A mudança ocorreu com a promulgação da primeira Lei de Diretrizes e
Bases da Educação (LDB) de 1961, quando as esferas estaduais e municipais
conquistaram autonomia (ADRIÃO; OLIVEIRA, 2001).

A nova LDB nº 5.692/71 assegura um ensino obrigatório dos sete aos


14 anos, um currículo comum para o primeiro e segundo graus e uma
parte diversificada, decorrente das diversidades regionais. Em 1992, uma lei
federal transformou o MEC no Ministério da Educação e do Desporto, e em
1995 passa a ser responsável apenas pela área da educação (ADRIÃO;
OLIVEIRA, 2001).

E m 19 9 6 h o u ve a p ro m u l g a ç ã o d a a t u a l LD B n º 9. 3 9 4 / 9 6 c o m
alterações em relação às leis anteriores, como a inclusão da educação
infantil (creches e pré-escola). Nesse ano, o Ministério da Educação criou
o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental

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e de Valorização do Magistério (Fundef) para atendimento ao Ensino
Fundamental. O Fundef vigorou até 2006, sendo substituído pelo Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (Fundeb), que vigorará até 2019. Em 2007 houve
o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que prevê
metas e orçamentos para investir na educação básica, na educação profissional
e na educação superior (ADRIÃO; OLIVEIRA, 2001).

Atualmente o Ministério da Educação – MEC conta com secretarias,


destinadas a pensar políticas e normativas para a efetivação do acesso e
qualidade de educação para todos. As secretarias estão divididas em:

• Secretaria de Educação Básica.


• Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.
• Secretaria de Educação Especial.
• Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade.

Percebemos que, ao longo do processo histórico da elaboração das leis


que garantiram a estruturação do ensino no país, houve um certo avanço na
produção dos materiais de estudo. Notamos uma significativa variação nas
formas de se conceber a educação, do aspecto higienista para a reflexão sobre
os processos de ensino e aprendizagem. Desta forma, continuaremos nossos
estudos voltando a atenção para a legislação nacional quanto à educação
nos dias atuais, referente ao processo de ensino e aprendizagem.

Para saber mais sobre os materiais disponibilizados no site do MEC,


acesse: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com
content&view=article&id=12814&Itemid=872>.

Confira as publicações atualizadas sobre os assuntos que envolvem a


educação brasileira!

FONTE: Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/indicadores/


educacao-brasileira-numeros-850741.shtml>. Acesso em: 8 maio 2017.

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2 LEGISLAÇÃO NACIONAL QUANTO À EDUCAÇÃO:
PRESSUPOSTOS PARA O PROCESSO DE ENSINO E
APRENDIZAGEM
A legislação geralmente aborda assuntos técnicos, administrativos e
burocráticos. Contudo, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
n° 9.394/96, aborda os aspectos pedagógicos, constituindo uma legislação
educacional do país. Em suma, a Lei nº 9.394/96 estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional, apontando que todo cidadão tem o direito à
educação, abrangendo processos formativos que se desenvolvem desde a
família às manifestações culturais e o desenvolvimento da educação escolar
por meio do ensino em instituições próprias, vinculadas ao mundo do trabalho
e às práticas sociais (BRASIL, 1996).

A LDB de 1996 afirma que a educação abrange os processos formativos


que se desenvolvem em vários lugares, principalmente nos espaços escolares.

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na


vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino
e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas
manifestações culturais (BRASIL, 1996).

A LDB estrutura a organização da educação escolar, prevê o seu


desenvolvimento por meio dos processos de ensino em instituições próprias.
Em relação aos conteúdos, expressa o pluralismo de ideias e de concepções
pedagógicas, assim como liberdade de ensinar.

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:


I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento,
a arte e o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação
dos sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extraescolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial (BRASIL, 1996).

Nesse sentido, a LDB indica e garante de forma legislativa os princípios


que devem nortear todos os fazeres educativos nas diversas instituições de
ensino, distribuídas no território nacional. No Brasil, há também as Diretrizes
Curriculares Nacionais, que preconizam sobre os princípios, fundamentos
e procedimentos orientadores dos processos desenvolvidos nas escolas. As

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Diretrizes se sustentam na Constituição Federal e na prerrogativa da LDB,
organizando e qualificando a educação no país, atuando na organização,
articulação, desenvolvimento e avaliação das propostas pedagógicas nacionais.
(BRASIL, 2013).

FIGURA 4 - EDUCAÇÃO

FONTE: Disponível em: <http://portalbrasil10.com.br/educacao/>. Acesso em: 8


maio 2017.

Os componentes que estruturam a ação educativa, norteando o currículo,


apresentam nomenclaturas no formato de disciplinas, tanto na base nacional
comum quanto na dimensão diversificada. Contudo, a intenção ao se organizar
a ação educativa por disciplinas não condiciona uma segregação entre os
saberes, mesmo porque os componentes estão interligados por fenômenos,
realidades, histórias, descobertas, criações, pesquisas e outros aspectos. Os
conhecimentos originados na sociedade são conjuntos de saberes que se
integram na vivência do cotidiano escolar. Os temas, assuntos, conteúdos
estudados no contexto escolar se encontram unidos, de forma interdisciplinar
e transdisciplinar, na realidade vivenciada. Tal situação se percebe na vivência
escolar, no momento de se organizar os projetos, leituras, discussões, visitas,
diálogos e avaliações, sendo necessário discernimento para separar os
assuntos de acordo com cada disciplina (BRASIL, 2013).

De acordo com as Diretrizes (BRASIL, 2013), a organização curricular após


a LDB/96 estrutura-se de acordo com os seguintes componentes disciplinares:
Língua Portuguesa; Matemática; conhecimento do mundo físico, natural, da
realidade social e política, especialmente do Brasil, incluindo-se o estudo da
História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena; Arte (plástica, musical, cênica e
audiovisual); Educação Física; Ensino Religioso (facultativo).

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FIGURA 5 - MODALIDADES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

FONTE: Elaborado pela autora

A Educação Básica se organiza em etapas e modalidades, distintas e com


objetivos específicos, de acordo com a faixa etária, e compreende a Educação
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio. Para cada modalidade há uma
base nacional curricular de acordo com as propostas que nortearão as práticas
educativas desenvolvidas nas diversas instituições de ensino.

 EDUCAÇÃO INFANTIL

A Educação Infantil compreende o ensino das crianças até cinco anos,


com entendimento de um tempo infantil para experiências e vivências
trabalhando com a gestão das emoções; o desenvolvimento de hábitos
higiênicos e alimentares; organização dos objetos pessoais e escolares;
preservação dos recursos da natureza e o contato com diferentes linguagens.
Para desenvolvimento dos trabalhos conta-se com a participação criativa
da comunidade escolar, incluindo as famílias e responsáveis (BRASIL, 2013).

As Diretrizes (BRASIL, 2013) orientam as políticas públicas na área de


elaboração, planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e
curriculares. Desta forma, preconizam o desenvolvimento integral de crianças
de 0 a 5 anos de idade, período em que a criança constrói a sua identidade
pessoal e coletiva. A criança se desenvolve por meio de brincadeiras,
imaginação, fantasia, desejos, nas interações com os outros, aprende,
observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza
e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2013).

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FIGURA 6 - EDUCAÇÃO INFANTIL

FONTE: Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/educacao/2016/11/mec-repassa-


r-8-8-milhoes-para-ensino-infantil/educacao_infantil.jpg/view>. Acesso em: 8 maio
2017.

A Educação Infantil passa a ser ofertada em creches e pré-escolas, em


estabelecimentos educacionais públicos ou privados, que educam e cuidam
de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral
(igual ou superior a sete horas diárias) ou parcial (mínimo de quatro horas
diárias), regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de
ensino e submetidos a controle social (BRASIL, 2013).

A proposta pedagógica, de acordo com as Diretrizes (BRASIL, 2013),


precisa abordar os seguintes princípios:

• Éticos – autonomia, responsabilidade, solidariedade e respeito ao bem


comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas.
• Políticos – direito de cidadania, exercício da criticidade e do respeito à
ordem democrática.
• E s t é t i c o s – s e n s i b i l i d a d e , c r i a t i v i d a d e , l u d i c i d a d e e l i b e rd a d e d e
expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais.

 ENSINO FUNDAMENTAL

O Ensino Fundamental de nove anos acompanha as transformações


de sentimentos, atitudes psicossociais e os conhecimentos da criança e do
pré-adolescente. No trabalho educativo a escola pode oferecer: ampliação
do tempo de estudos e experiências, desenvolvimento de projetos em
parceria com instituições educacionais, esportivas e culturais; recepção e
interação comunitária em horários compartilhados. Também na reorganização
de espaços e equipamentos como resposta a novos objetivos da comunidade

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escolar, coordenada por gestores, conselho e grupos de trabalho compostos
por professores e estudantes; e participação ativa nos movimentos sociais
que buscam garantir direitos (BRASIL, 2013).

As Diretrizes (BRASIL, 2013) preconizam as cinco intenções curriculares,


para o desenvolvimento gradativo e crescente no Ensino Fundamental:

• capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da


leitura, da escrita e do cálculo;
• consecução plena da alfabetização, entendida tanto como performance
e desempenho como apreensão do significado social e político do
conhecimento de novos códigos sociais, suportes da interlocução com o
mundo;
• compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da
economia, das tecnologias, das artes e das culturas, tendo como base os
direitos humanos que fundamentam a sociedade;
• desenvolvimento das capacidades de observar fenômenos, compulsar
dados, problematizar situações, analisar processos e funções e, portanto,
conhecer por interlocução e experiência, o que leva à formação de novas
atitudes e valores;
• fortalecimento dos vínculos de família, em seus variados formatos
contemporâneos, dos laços de solidariedade humana e de respeito recíproco
em que se assenta a vida social.

FIGURA 7 - ENSINO FUNDAMENTAL

FONTE: Disponível em: <https://www.colegioweb.com.br/noticias/senado-analisa-


plebiscito-sobre-federalizacao-da-educacao.html>. Acesso em: 8 maio 2017.

Segundo as Diretrizes (BRASIL, 2013), a proposta pedagógica deve


observar os seguintes princípios:

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• Éticos – justiça, solidariedade, liberdade e autonomia; respeito à dignidade
da pessoa humana e de compromisso com a promoção do bem de todos,
contribuindo para combater e eliminar quaisquer manifestações de
preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação.
• Políticos – reconhecimento dos direitos e deveres de cidadania, respeito
ao bem comum e à preservação do regime democrático e dos recursos
ambientais; busca da equidade no acesso à educação, à saúde, ao
trabalho, aos bens culturais e outros benefícios; exigência de diversidade
de tratamento para assegurar a igualdade de direitos entre os alunos que
apresentam diferentes necessidades; redução da pobreza e desigualdades
sociais e regionais.
• Estéticos: cultivo da sensibilidade juntamente com o da racionalidade;
enriquecimento das formas de expressão e exercício da criatividade;
valorização das diferentes manifestações culturais, especialmente a da
cultura brasileira; construção de identidades plurais e solidárias.

 ENSINO MÉDIO

O Ensino Médio compreende um período de no mínimo três anos de


duração, objetivando a diversidade científica, estética e as formas de trabalho.
Nesta modalidade, há um empreendimento maior para o desenvolvimento
do pensamento crítico, conexões sociais, atitudes éticas e a autonomia
intelectual. (BRASIL, 2013).

As Diretrizes Curriculares Nacionais (BRASIL, 2013) compreendem a


juventude como uma condição sócio-histórica e cultural. Incide na necessidade
de se considerar as suas múltiplas dimensões, para além da biológica e
etária, incluindo as sociais e culturais. Nesse sentido, surge a necessidade da
discussão sobre as características socioeconômicas e culturais dos jovens
que o frequentam; entender as representações que a escola, professores e
dirigentes fazem dos estudantes. Saber quais sentidos e significados os jovens
atribuem à experiência escolar; conhecer como os jovens interagem com a
diversidade e em que medida a cultura escolar instituída se aproxima ou se
distancia das expectativas dos jovens estudantes (BRASIL, 2013).

Outro aspecto destacado aponta para a importância da investigação


sobre as experiências vivenciadas nas práticas educativas, que apresentam
relação com os projetos de vida dos estudantes. Em que medida as atividades
desenvolvidas na escola podem contribuir para que os estudantes elaborem
seus projetos de futuro; verificando se há aspectos que necessitam ser
modificados no sentido de favorecer a permanência dos estudantes na escola
(BRASIL, 2013).

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FIGURA 8 - ENSINO MÉDIO

FONTE: Disponível em: <http://caririemacao.com/1/?p=13492>. Acesso em: 8 maio


2017.

O currículo destinado ao Ensino Médio, estabelecido na LDB (BRASIL,


1996), apresenta uma base comum, complementada por uma parte diversificada,
constituindo um todo integrado, e estas não podem ser consideradas como
dois blocos distintos. A interação entre ambas as bases possibilita uma
articulação entre a formação básica do cidadão com a realidade local e dos
estudantes, perpassando todo o currículo (BRASIL, 2013).

Desta forma, o currículo passa a ser organizado em quatro áreas do


conhecimento: linguagens, matemática, ciências naturais e ciências sociais.
Contudo, as práticas pedagógicas devem considerar metodologias que
evidenciem a contextualização e a interdisciplinaridade, articulando os
diferentes campos de saberes específicos (BRASIL, 2013).

A legislação nacional LDB (BRASIL, 1996) aponta os componentes


obrigatórios que devem constituir a base nacional comum, sendo atribuídos
para uma ou mais áreas de conhecimento na composição do currículo:

a) Língua Portuguesa e da Matemática, o conhecimento do mundo físico e


natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil.
b) Arte, especialmente em suas expressões regionais, de forma a promover o
desenvolvimento cultural dos estudantes, com a música como seu conteúdo
obrigatório, mas não exclusivo;
c) Educação Física, integrada à proposta pedagógica da instituição de ensino,
sendo sua prática facultativa ao estudante nos casos previstos em lei.
d) História do Brasil, que leva em conta as contribuições das diferentes culturas
e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes
indígena, africana e europeia.
e) História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, no âmbito de todo o currículo
escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História
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brasileiras.
f) Filosofia e a Sociologia em todos os anos do curso.
g) Língua Estrangeira moderna na parte diversificada, escolhida pela comunidade
escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades
da instituição.

O ensino oferecido na modalidade de Ensino Médio deve oportunizar o


desenvolvimento das capacidades cognitivas, propiciando o desenvolvimento
do aprendizado e compreensão do ambiente natural e social, do sistema
político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a
sociedade (BRASIL, 1996).

Para saber mais sobre o documento das D iretrizes Cur riculares


Na c i o n a i s , a c e s s e : < h t t p : / / p o r ta l . m e c .g ov. b r / i n d e x . ph p ? o p t i o n = c o m _
d o c m a n & v i e w = d ow n l oa d & a l i a s = 155 4 8 - d - c - n - e d u c a c a o - ba s i c a - n ova -
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Você conhecerá aspectos importantes preconizados para a educação


brasileira. Confira e amplie seus conhecimentos!

3 A RELAÇÃO ENTRE AS LEIS NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO


COM A ELABORAÇÃO DOS PROJETOS PEDAGÓGICOS
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (1996) estabelece que:

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida


familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos
movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade
e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do
educando, seu preparo para o exercício da cidadania. [...] A educação escolar deverá
vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social (BRASIL, 1996, s.p.).

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Desta forma, a legislação nacional que estabelece as diretrizes para
a educação preconiza uma ação educativa que envolva a vida cotidiana
do estudante, a pesquisa, os movimentos sociais e culturais, premissas
encontradas na perspectiva dos Projetos Pedagógicos. Prevê ainda a presença
de elementos como a liberdade, solidariedade, o pleno desenvolvimento da
pessoa e a preparação para o exercício da cidadania. No teor de seu texto, a lei
ainda regulamenta uma educação escolar voltada para o mundo do trabalho
e as práticas sociais, mais especificamente uma das principais finalidades dos
projetos de trabalho, aliar os saberes escolares às práticas sociais.

Ainda podemos destacar que o documento sobre as Diretrizes Curriculares


Nacionais da Educação Básica (2013) aborda os conhecimentos escolares e
sua relação com as práticas sociais:

uma das maneiras de se conceber o currículo é entendê-lo como constituído


pelas experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento,
permeadas pelas relações sociais, buscando articular vivências e saberes dos
alunos com os conhecimentos historicamente acumulados e contribuindo
para construir as identidades dos estudantes. O foco nas experiências escolares
significa que as orientações e propostas curriculares que provêm das diversas
instâncias só terão concretude por meio das ações educativas que envolvem
os alunos (BRASIL, 2013, p. 112).

Com base nos documentos que orientam os fazeres educativos nas


escolas, conseguimos formular uma ideia sobre a indicação na utilização dos
Projetos Pedagógicos como prática educativa. A segurança na organização
do trabalho se encontra sustentada pela legislação, no que diz respeito ao
estímulo das atividades que envolvam as experiências escolares, sobretudo
conectadas com as práticas sociais.

As Diretrizes Curriculares Nacionais (BRASIL, 2013) apresentam algumas


possibilidades de integração do currículo, buscando práticas diferenciadas e
significativas, como:

• propostas curriculares ordenadas em torno de grandes eixos articuladores;


• projetos interdisciplinares com base em temas geradores formulados a partir
de questões da comunidade e articulados aos componentes curriculares e
às áreas de conhecimento;
• currículos em rede; propostas ordenadas em torno de conceitos-chave ou
conceitos nucleares que permitam trabalhar as questões cognitivas e as
questões culturais numa perspectiva transversal;
• projetos de trabalho com diversas acepções.

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Os professores, segundo as Diretrizes (BRASIL, 2013), deverão considerar
a diversidade sociocultural da população escolar e as desigualdades de acesso
ao consumo de bens culturais. Também quanto à multiplicidade de interesses e
necessidades apresentadas pelos alunos no desenvolvimento de metodologias,
das estratégias variadas para atender às diferenças de aprendizagem entre os
estudantes.

FIGURA 9 - PRÁTICA EDUCATIVA COM PROJETOS PEDAGÓGICOS

FONTE: Disponível em: <http://www.criarerecrear.com.br/projetos-movimentam-


semana-ensino-fundamental-da-criar-e-recrear/>. Acesso em: 8 maio 2017.

As Diretrizes (BRASIL, 2013) preconizam os aspectos que condizem com


a prática dos Projetos Pedagógicos, quando apontam sobre a organização
do trabalho educativo incluindo a flexibilização dos tempos e espaços
escolares, diversidade nos agrupamentos de alunos, as diversas linguagens
artísticas, a diversidade de materiais. Além dos variados suportes literários, as
atividades que mobilizem o raciocínio, atitudes investigativas, as abordagens
complementares e as atividades de reforço, a articulação entre a escola e a
comunidade, e o acesso aos espaços de expressão cultural.

O documento (BRASIL, 2013) aponta ainda a utilização qualificada das


tecnologias e conteúdos das mídias como recurso pedagógico. A escola
como um ambiente de inclusão digital e de utilização crítica das tecnologias
da informação e comunicação. Conceber a gestão do conhecimento escolar
baseada na adoção de temas a serem estudados numa perspectiva transversal
exige clareza quanto aos princípios e às finalidades da educação, além do
conhecimento da realidade contextual. Para isso, o planejamento das ações
pedagógicas deve ser de modo sistemático e integrado, considerando a
articulação do conjunto das aprendizagens. Nessa perspectiva, o trabalho
pedagógico deve ocorrer de forma transversal, ou seja, a temática transpassa
a disciplinaridade das áreas do conhecimento.

Nessa perspectiva, cada sistema apresenta autonomia para seleção dos


temas e delimitação dos espaços curriculares, bem como a forma como será
organizada a transversalidade dos conhecimentos. Esta forma de trabalho
preconiza uma ação interdisciplinar, que deve ser prevista no Projeto Político-
Pedagógico, mediante aprovação dos profissionais da educação (BRASIL, 2013).
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A matriz curricular constitui uma forma de identificar como a escola
compreende as práticas educativas. Neste sentido, as Diretrizes (BRASIL, 2013)
apontam como sugestão uma matriz curricular organizada por “eixos temáticos”,
definidos pela unidade escolar ou pelo sistema educativo. Encontramos no
texto das Diretrizes (BRASIL, 2013) a indicação para o desenvolvimento
das práticas educativas, utilizando os Projetos Pedagógicos. Uma forma de
trabalho que considera os eixos temáticos norteadores da organização e
desenvolvimento curricular, por meio de investigações e pesquisas.

O trabalho pedagógico desenvolvido por meio dos eixos temáticos


permite a realização de um trabalho educativo centrado na visão interdisciplinar,
baseado na problematização, na análise e descrição dos temas. Esta forma de
trabalho propicia o trabalho em equipe, em que os professores e os estudantes
escolhem os temas, assuntos que desejam estudar, contextualizando-os em
interface com outros (BRASIL, 2013).

A leitura dos textos que compõem as Diretrizes Curriculares Nacionais


(BRASIL, 2013) aponta sobre algumas premissas semelhantes ao trabalho
desenvolvido com Projetos Pedagógicos. Desta forma, podemos acordar que
as práticas educativas desenvolvidas na forma de projetos estão de acordo
com o indicado na legislação nacional, ainda como possibilidade de trabalho
no viés integrador e interdisciplinar.

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AUTOATIVIDADES
1. Até o ano de 1960 o sistema educacional no país se organizou de forma
centralizada, com um mesmo modelo para todos os estados e municípios.
A partir da promulgação da primeira LDB, no ano de 1961, começaram a
acontecer algumas mudanças no campo da educação do país. Analise e
descreva quais foram as mudanças apontadas pelas LDB de 1961, 1971 e da
atual de 1996, e assinale V para Verdadeiro e F para Falso.

( ) A partir da LDB de 1961, as esferas estaduais e municipais conquistaram


autonomia educacional.
( ) A LDB de 1971 instituiu o ensino obrigatório para todos, dos sete aos 14
anos.
( ) A LDB de 1996 apontou alterações quanto às leis anteriores, incluindo a
educação infantil.
( ) A LDB de 1996 elaborou um plano educativo baseado na concepção
tecnicista de ensino.

Agora, assinale a alternativa CORRETA:

a) V, V, V, F.
b) F, F, V, V.
c) F, F, V, F.
d) V, V, F, V.

2. A legislação geralmente aborda assuntos técnicos, administrativos e


burocráticos, contudo, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
n° 9.394/96, aborda os aspectos pedagógicos nas instituições de ensino.
Reflita sobre as premissas da LDB/96 quanto à educação no país e assinale
a alternativa correta:

a) Aponta para o plano de cargos e carreiras dos professores, legitimando


sua atuação profissional.
b) Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, apontando que todo
cidadão tem direito à educação.
c) Indica como devem ser planejadas as aulas, as metodologias e concepções
educacionais.
d) Garante os direitos dos professores e aponta suas atribuições nas escolas.

3. As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica de 2013 estabelecem


as diretrizes para a educação, sobre os conhecimentos escolares e sua
relação com a sociedade. A sugestão apontada pelas Diretrizes de 2013
para organização da matriz curricular se baseia em eixos temáticos. Desta
forma, analise o trabalho desenvolvido com base nos eixos temáticos e
assinale a alternativa CORRETA:

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a) Revela uma forma instrucional de conteúdos focados na transmissão dos
conceitos científicos.
b) Designa uma prática educativa voltada à exposição dos assuntos segundo
o programa curricular anual.
c) Consiste na ação educativa que segue a programação do livro didático e
a sequência dos assuntos.
d) Aponta para um trabalho educativo centrado na interdisciplinaridade, com
base na problematização e análise dos temas.

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REFERÊNCIAS
ADRIÃO, T.; OLIVEIRA, R. P. de (Orgs.). Gestão, financiamento e direito
à educação: análise da LDB e da Constituição Federal. São Paulo: Xamã,
2001.

ARANHA, M. L. de A. História da educação. São Paulo: Moderna, 1996.

BRASIL. Lei nº 9.394/96. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.


Brasília: 1996.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica.


Brasília: 2013.

GHIRALDELLI, J. P. História da educação brasileira. 3. ed. São Paulo:


Cortez, 2008.

NUNES, M. T. História da educação em Sergipe. São Cristóvão: UFS;


Aracaju: Fundação Oviêdo Teixeira, 2008.

ROMANELLI, O. de O. História da educação no Brasil (1930/1973).


Petrópolis: Vozes, 1983.

SOUZA, R. de F. Templos de civilização: a implantação da escola primária


graduada no Estado de São Paulo (1890-1910). São Paulo: UNESP, 1998.

VIDAL, D. G. Escola Nova e processo educativo. In: LOPES, E. M. T.; FARIA,


L. M.; VEIGA, C. G. 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte:
Autêntica, 2000, p. 497-518.

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GABARITO
1 – A.
2 – B.
3 – D.

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