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CONVALIDAÇÃO

OS EVANGÉLICOS SEM DENOMINAÇÃO, QUEM SÃO ELES?

Acadêmicos: Silvio Ferreira da Silva Junior


Marcos Felipe Duarte de Andrade

Disciplinas:
Antropologia Cultural, Antropologia Filosófica, Sociologia, Filosofia da Educação,
Filosofia da Religião, Língua Portuguesa, História da Filosofia Antiga, Didática.

Professor Orientador: Levi Martins

Muitos já foram embora e outros poderão ir.

RESUMO

Este artigo é sobre a análise da grande saída de evangélicos de igrejas


institucionais, o foco será sobre os cristãos que querem servir a Deus, mas não
conseguem fazê-lo em comunidades tradicionais que se reúnem nos templos. Qual
é a contribuição das denominações para o aumento desses grupos que preferem ser
chamados de desinstitucionalizados? Qual é o pensamento deste grupo de cristãos
evangélicos, como eles se unem e quais são suas principais doutrinas. O que os
líderes tradicionais da igreja pensam sobre isso?
Palavras-chave: Evangélicos, Desinstitucionalizados, Censo, Sistema Religioso.
2

ABSTRACT

This article is about analyzing the great outflow of evangelicals from institutional
churches, the focus will be on Christians who want to serve God, but fail to do so in
traditional communities that congregate in temples. What is the contribution of
denominations to the increase of these groups that prefer to be called
deinstitutionalized? What is the thinking of this group of evangelical Christians, how
they come together and what are their main doctrines. What do traditional church
leaders think about it?

INTRODUÇÃO
Este artigo tem o objetivo de propor uma análise das igrejas institucionais e sua
contribuição para o crescimento dos desinstitucionalizados da perspectiva
sociológica e teológica. Sua elaboração justifica-se pela indispensabilidade de atinar
como as denominações têm deixado lacunas, que levam ao êxodo, cristãos que a
principio, aspiravam crescer espiritualmente nestas comunidades.

Essa investigação possui trechos dos relatos de evangélicos tradicionais bem


como a analise de suas publicações, e também evangélicos fora do sistema religioso
como Mario Persona, César (2009), Damião (2016), Viola (2005), além de seus
materiais. Esses grupos afirmam que é possível viver uma vida cristã sem depender
de uma instituição física. Que motivos levam os crentes que antes freqüentavam
ardentemente templos religiosos, a abandonar esse sistema. Por que esse
fenômeno se proliferou nos últimos anos no Brasil? Vamos tentar elucidar esse fato
controverso no ambiente evangélico.

O desafio proposto neste artigo é conhecer um pouco mais sobre esse grupo
de evangélicos, que estão longe de ser um grupo de desviados, amargurados ou
carentes de conhecimento. Ao final verificar as relações entre a negligência das
denominações e os desinstitucionalizados.

O AUMENTO GEROU A EXPANSÃO DOS SEM DENOMINAÇÃO.


Não é de hoje que ouvimos falar de pessoas que frenquentavam templos
religiosos, mas por algum motivo sairam da instituição. Muitos tinham funções
3

eclesiaticas, outros eram membros aciduos, respeitavam as doutrinas e todos os


ensinamentos institucionais. Esses cristãos que romperam com esse agrupamento,
mas continuam afirmando sua crença em Jesus Cristo, são chamados de
desigrejados, termo que é visto como preconceituoso por aqueles que abandonaram
o sistema.

CONHEÇA UM POUCO DESTE FENÔMENO CRESCENTE NO BRASIL.


O último senso realizado em 2010 aponta o crescimento dos evangélicos no
Brasil. Os Cristãos evangélicos foram o segmento religioso que mais cresceu no
Brasil no período intercensitário. Em 2000, eles representavam 15,4% da população.
Em 2010, chegaram a 22,2%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de
26,2 milhões para 42,3 milhões), segundo o IBGE.

Projeção de crescimento dos evangélicos segundo o IBGE.

Cristãos

Católicos

Evangélicos

Fonte: IBGE, censos demográficos de 1991 a 2010 e projeção linear até 2040 [1]

Mas esse crescimento revelou um fenômeno progressivo no país. Os


evangélicos sem vinculo denominacional, conhecidos por muitos como desigrejados,
de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE 1, essa comunidade
passava de 4% do total de evangélicos em 2003, em 2009 já alcançavam 14% do
1
IBGE, Censo 2010 <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-
de-noticias/releases/14244-asi-censo-2010-numero-de-catolicos-cai-e-aumenta-o-de-evangelicos-
espiritas-e-sem-religiao> Acesso em 25/10/18
4

total de evangélicos. Fundamentado na pesquisa do IBGE de 2010, teriam chegado


a quase 6 milhões. Considerando a mesma base, e as projeções de crescimento dos
evangélicos, esse fenômeno passaria de 14 milhões de pessoas em 2020. Desta
quantia de evangélicos desinstitucionalizados, existem diversos grupos crescentes
que periodicamente se reunem em locais variados, essas pessoas, também se
definem como igreja do Senhor Jesus, mesmo rompendo com o sitema tradicional
religioso de frenquentar templos.

MOTIVOS QUE LEVAM OS FIÉIS A ABANDONAREM OS TEMPLOS.


Renato Vargens 2em seu Blog aponta 10 sinais para se mudar de igreja:

1- O evangelho pregado é desprovido das verdades fundamentais à fé


cristã. 2- O culto é eminentemente antropocêntrico. As canções entoadas,
os atos litúrgicos e principalmente a palavra pregada visa exclusivamente a
solução dos problemas dos homens como também a satisfação do cliente.
3 - O culto é personalista e focado exclusivamente na pessoa do pastor,
bispo ou apóstolo, o qual é visto como o "ungido" de Deus. 5 - A mensagem
pregada tem por conteúdo a auto ajuda. 6 - Verdades como pecado original,
depravação total, perdição eterna e salvação por Cristo não são
enfatizadas, pregadas e muito menos ensinadas. 7- Doutrinas como
maldição hereditária, sementes, honra, unicismo, arianismo, dualismo, e
maniqueísmo são pregadas e defendidas pelos pastores, bispos e
apóstolos. 8 - As Escrituras são colocadas no mesmo nível de igualdade,
autoridade e inerrância do ensino, palavra ou revelação do pastor, bispo ou
apóstolo. 9 - As chamadas "unções" tem um papel quase que mágico,
prevalecendo assim sobre os ensinos das Escrituras. 10 - O ensino do
pastor é inquestionável e o simples discordar dele implica em ser taxado
pelo líder como rebelde, desobediente, portanto, alguém passível de
maldição e juízo. (VARGENS, 2016) [2]

O natural desses cristãos seria procurar outra denominação que segundo sua
visão, se encaixaria nos padrões biblicos, hoje no Brasil exitem inumeras, o mudar
de igreja chegou a ser algo comum em anos derradeiros.

Por muito tempo houve considerável trânsito de membros entre as


denominações tradicionais, o que era visto com certa naturalidade. Ninguém
se espantava ou se afligia se um presbiteriano passava a frequentar uma
igreja batista, ou um congregacional se tornava metodista. Por causas das

2
“Renato Vargens” <http://renatovargens.blogspot.com/2016/06/10-sinais-de-que-voce-deve-mudar-
de.html> Acesso em 08/11/18
5

afinidades entre essas igrejas, tais transferências não chegavam a chocar.


Isso ocorria inclusive com pastores. (MATOS, 2014) [3]

Hoje essa transição tem sido mais dolorosa, pois ao chegarem em suas novas
denominações, alguns se deparam com os mesmos prognósticos que outrora já
experienciavam. Há aqueles que perduram por um tempo, mas após atinarem o
propósito da nova denominação que foge dos padrões biblicos, rompem mais um
de vez com a instituição, e a partir deste ponto, decidem enjeitar a vida eclesiatisca
tradicional. Segundo reportagem da revista Época 3, nos Estados Unidos esse
fenomeno é antigo, a igreja Willow Creek de Chicago trabalhava sob o mote de ser
“uma igreja para quem não gosta de igreja”, desde o início dos anos 1970.

Muitas igrejas não são mais cristocentricas. No livro Feridos em nome de


Deus4, existem muitos relatos de lideres que abusam de alguma forma dos seus
liderados, levando essas pessoas a abandonarem o convivio com a igreja
tradicional, relatos estes que definem bem o atual momento de algumas
denominações.

Marcos tem um sonho recorrente. Ele sonha que está gritando com o pastor
da igreja que freqüentava: “A culpa é sua, a culpa é sua!”. Ele tem
conversado sobre este sonho com seu analista, a quem visita duas vezes
por semana; um tratamento bancado por seus pais que não são cristãos...
Entre outros transtornos que o têm levado ao analista, esse jovem senhor
de 39 anos, formado pela universidade de São Paulo, fala de como se
sentiu “violentado” emocionalmente no convívio com lideranças de sua
antiga igreja. (CÉSAR, 2009, p. 25) [4]

A autora do livro Marilia Camargo define bem o que muitos cristão evangélicos
tem sofrido em algumas igrejas institucionalizadas, e como alternativa, procuram
outro caminho que lhes sejão menos “aterroizante”.

O abuso espiritual poderia ser definido como o encontro entre uma pessoa
fraca e uma forte, em que a forte usa o nome de Deus para influenciar a
fraca e levá-la a tomar decisões que acabam por diminuí-la física, material
ou emocionalmente. (CÉSAR, 2009, p. 35) [5]

Cristãos sinceros em suas atitudes, e que em sua essência querem realmente


servir a cristo, de preferência em uma instituição que os abrace, de alguma forma
sente-se impedidos de voltar a esse sistema religioso, pois em suas visões, em
algum momento podem viver toda a consternação que outrora já experienciaram.

3
“A nova reforma protestante” <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI161475-
15228,00.html> Acesso em 12/11/18
4
(CÉSAR, 2009)
6

Outros viviam na igreja organizacional, mas com medo ou receio de estar no lugar
errado, já que em muitos casos a discordancia doutrinaria e teológica abatia-os,
acabam por considerar a igreja descaracterizada em seu universo cristão, inclusive
na sua missão biblica para com o a sociedade, e o amor ao ser humano, levando-os
ao ponto final de ruptura com a estrutura, que para muitos era o inicio do alicerce
cristão.

Minha vida hoje está infinitamente melhor. Eu me sinto mais livre para falar
com Deus de coração, e não a partir de regras ditadas por alguém. Oro de
maneira honesta e sincera, sem seguir padrões. Estou sensível a ouvir a
voz do Espírito Santo. (CÉSAR, 2009, p. 81) [6]

Muitos não voltam para os templos, pois tem encontrado outra opção fora
deles, essa alternativa é crescente no Brasil. Segundo o Filosofo Mario Sergio
5
Cortella esse fenômeno acontece em nosso país de uma forma crescente nos
últimos três séculos.

AS IGREJAS MIDIATICAS
O Movimento midiatico dos evangelicos surge nos Estados Unidos na década
de 40. Os tele-evangelistas como eram conhecidos tinham como pioneiros Rex
Humbart, Billy Graham, Jimmy Swaggart e outros. No Brasil a primeira denominação
a entrar nos meios de comunicação foi a Assembléia de Deus em 1955, através do
rádio. Segundo reportagem da revista Abril 6, a partir da década de 60 muitas
denominações contavam com programas radiofônicos. Um dos pioneiros a entrar na
TV Foi Manoel Mello, fundador da igreja Brasil para Cristo. A partir daí muitas
denominação em sua maioria neopentencostais, ingressaram de vez no mundo
midiatico. As igrejas midiaticas trouxeram uma grande mudança no cenário religioso
ao longo dos anos como explica Bueno.

Há 30 anos, as velhas igrejas se estruturavam e pensavam suas estratégias


de evangelização através de sermões evangelísticos, cultos realizados fora
do templo, normalmente nas residências dos fiéis e nas visitas porta a porta.
Contudo, na primeira década do século XXI, surgem as igrejas midiáticas e
as novas igrejas terapeutas que configuraram um novo espaço para o
ambiente social e religioso do país. (BUENO, 2013, p. 6) [7]
Algumas igrejas midiaticas trouxeram junto com sua divulgação, as promessas
que estão em incurialidade com a biblia.

5
“Cristão sem Igreja - Palavra Cruzada” <https://www.youtube.com/watch?v=6FwFqZyfHB0> Acesso
em 16/11/18
6
“Super Interessante” <https://super.abril.com.br/historia/como-os-programas-evangelicos-ganharam-
as-radios-e-tvs-do-brasil/> Acesso em 25/03/19
7

As revelações, pleiteadas pelos pregadores da igreja, fazem com que Deus


seja percebido somente em termos de sua ação extraordinária. Para os
fiéis, é repassado que Deus os guia em suas vidas diárias através de
impulsos, sonhos, visões e palavras proféticas, dando sempre as soluções
aos seus problemas de forma miraculosa (“O Senhor está te visitando!”),
como libertações (“Você está livre, o Senhor me mostra aqui...”),
livramentos, exorcismos e curas (“...o Senhor vai te curar hoje!”). (DE
ALMEIDA; PATRIOTA, 2006, p. 9). [8]

Membros destas denominações midiaticas, após constatarem as divergências


biblicas nas pregações de seus líderes e diversos abusos de ministros para com os
seus membros, acabam se tornando frequentadores rotativos em suas
denominações, alguns por fim sentem-se desmotivados e ajudam a reforçar a
grande quantidade de cristãos sem templos religiosos.

Hoje as igrejas não possuem um público de fiéis fixo e estável. Devido ao


surgimento das ditas igrejas midiáticas, o público passou a ser itinerante,
que não mais se reúnem apenas nos bancos da igreja, mas em qualquer
lugar do universo, por conta do processo de midiatização. (DE ALMEIDA;
PATRIOTA, 2006, p. 8). [9]

Existem até lideres tradicionais que resolveram distanciar-se do meio


evangélico. O pastor Ricardo Gondim 7, da Igreja Betesda, anunciou o rompimento
com o Movimento Evangélico. Uma das maiores alegações de Godim, segundo suas
próprias palavras, é a mudança do movimento “... o movimento evangélico nacional
se apequenou”. Godim também afirma que não consegue admirar a maioria dos
formadores de opinião, principalmente os midiáticos.

O MUNDO VIRTUAL
Na última década surgiu de forma avassaladora pregadores, ministros e
mestres vangélicos na internet, inúmeros destes trazendo ensinamentos teológicos
coerente com a bíblia. Em contrapartida o ensino superficial em muitas igrejas tem
levado ao questionamento muitos membros de denominações, se realmente estão
aprendendo o evangelho ou passando para outro ensinamento como afirmou o
Apóstolo Paulo8. “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos
chamou na graça de Cristo para outro evangelho”. Os pregadores virtuais têm

7
“Gospel mais” <https://noticias.gospelmais.com.br/ricardo-gondim-nao-faz-parte-movimento-
evangelico-30641.html> Acesso em 08/01/19

8
BÍBLIA. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada. 2ª Ed. 1999.
Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2015. 783 p.
8

convencido copioso número de pessoas a desistirem do sistema religioso, segundo


alguns, esse método eclesiológico está superado. Além disso, existem também os
difundidores de noticias gospel, são pessoas que saíram da igreja tradicional, mas
usam as redes sócias para expor os erros, defeitos e até heresias do mundo cristão
evangélico, sempre com o dedo apontado para as denominações. Essas pessoas na
sua maioria são seguidas por aqueles que ainda participam ativamente da vida
denominacional, o poder de convencimento é tão grande por parte dos
propagadores, que não é raro ver relatos de pessoas que foram convencidas a
deixar os templos.

Estou escrevendo com o coração apertado. Com um amargo na boca e um


nó na garganta. Estava lendo seus textos e resolvi sair do silêncio. Sabe
Rev. Caio, cresci lendo seus livros e bebendo do Rio de Vida que fluia das
mensagens que você apresentava na TV. Sempre te considerei meu pastor,
apesar de não te conhecer pessoalmente. Estou te escrevendo porque
estou aqui longe de casa e meio longe de Casa, da Casa de Nosso
Pai...estou com uma sensação de "nu na chuva", pois passei minha vida
toda em igrejas no Rio e agora que sou "adulto" briguei com "o sistema".
Cansei das hipocrisias. Cansei de ver pseudo-conversões. Cansei de falar o
proverbial dialeto evangélico. Cansei de ser falso com as pessoas. Cansei
das superficialidades. Sabe Rev. Caio, aprendi a amar a Deus com meus
pais, e amo de verdade. Só que não dá mais para conviver com pessoas
que preferem fórmulas mágicas e prontas do "toma posse da benção"! Não
há nada de genuíno nisto...não há novidade de vida...cansei da podridão da
igreja institucional! Só que agora me sinto só. Romper com toda uma vida
não tem sido moleza e me sinto sem rumo... Em alguns texto você fala disso
e tento viver com a perspectiva de uma vida no Porvir, mas a vida aqui me
maltrata. (FÁBIO, 2004). [10]

O pastor Caio Fábio, líder do movimento Caminho da Graça 9 declara que os


grandes lideres evangélicos não querem o evangelho, preferem um espetáculo
circense. Em uma entrevista chamada Caio conta tudo parte 1, ele afirma que a
igreja evangélica é incurável. Nos anos de 1990 Caio Fabio era um dos pastores
mais conhecidos no Brasil, segundo suas palavras próprias palavras, “no ano de
1994 a igreja não queria a verdade por não gostar do verdadeiro evangelho” e
segundo ele, a igreja evangélica se tornou pagã.

De a cordo com o professor Sabino 10 que tem mais de 50 mil inscristos no you
tube, Jesus nunca mandou seus discipulos construir templos, e na época dos
apostolos as igrejas eram em casas. Ele também afirma em umas de suas aulas que

9
“Caio Fábio - Conta Tudo - Parte 1 (completo)” <https://www.youtube.com/watch?v=q-MVy-Df18k>
Acesso em 06/02/19
10
“Por que não freqüento templos e não dou dízimo!” <https://www.youtube.com/watch?
v=08PTLENn5ck> Acesso em 07/03/19
9

esse sistema de implantação de templos está fora do cristianismo, Jesus nunca o


ensinou.

Existem também no mundo virtual aqueles que resolveram denunciar os


inúmeros erros das igrejas institucionais. André Carpano 11 de forma cômica propaga
no seu canal as diversas atrocidades cometidas no meio eclesiástico evangélico.
Com essas revelações, Andre tem mais de 140 mil inscristos no you tube.

A SEGUNDA OPÇÃO
Após resignar o tradicionalismo evangélico, esses crentes em Jesus seguem
por uma espécie via paralela, que para alguns é a chave para libertação do sistema
que segundo eles, está em grande declive espiritual.

Agora já tínhamos uma direção, já sabíamos o que o Senhor estava nos


mostrando. A arena não se tratava de um templo, um edifício de igreja, pelo
contrário, se tratava de um lugar fora das quatro paredes de um templo, se
tratava da arena de morte que é o mundo onde os pecadores estão. Deus
estava o tempo todo nos mostrando este lugar, o mundo, o lado de fora do
“templo dos santos salvos”. Era ali que nós deveríamos atuar pois fomos
“chamados para fora”, fomos chamados ekklesia. (SILVA, 2009, p. 10). [11]

Esses grupos resolveram buscar a Deus sem uma instituição que os orientem.
Para Mario Persona, que tem milhares de seguidores no you tube, o termo sem
igreja ou desigrejado está incorreto, segundo ele viver sem a igreja não é um
fundamento bíblico, para ele a igreja é o corpo de Cristo.

A ideia de um "cristão sem igreja" ou "desigrejado" é absurda e não tem


fundamento nas Escrituras. Atos 2:47 diz que "todos os dias acrescentava o
Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar". Se o próprio Senhor
acrescentava à Igreja todos os dias os que "haviam de se salvar" ou, como
diz em outra tradução, "os que iam sendo salvos", como pode existir um
salvo "sem igreja"? A igreja é o corpo de Cristo, ao qual cada salvo é
adicionado como membro, e desse corpo ele jamais será subtraído, e nem
conseguirá se desligar por si próprio, pois esse corpo é controlado pela
cabeça, que é Cristo. (PERSONA, 2015). [12]

Mario Persona se auto-intitula “Um consultor e palestrante empresarial que nas


horas vagas fala de Cristo sem pedir dinheiro 12”. Mario não faz parte de nenhuma
congregação denominacional, segundo suas próprias palavras, ele conheceu a
Jesus em sua casa.

11
“Andre Carpano” <https://www.youtube.com/user/carpano1997> Acesso em 28/03/19
12
“O que Respondi” <https://www.respondi.com.br/> Acesso em 30/03/19
10

Eram quase duas horas da madrugada quando ajoelhei-me ao lado da


cama e, em prantos, fiz uma oração, até uma criança poderia fazer: "Senhor
Jesus... até aqui fui eu quem tentou dirigir minha própria vida, e nada
consegui... por favor, Senhor, toma conta de mim... salva-me, Senhor!"
Então me rendi nos braços do Salvador. Eu sabia que era aceito. Começava
para mim uma nova vida em Cristo Jesus. Por causa de meu
arrependimento havia alegria no Céu na presença dos anjos. (PERSONA,
2012). [13]

No inicio da sua conversão ele chegou até freqüentar a igreja institucional,


como afirma.

Na minha simplicidade, comecei a ir às missas todos os domingos,


convertido a Cristo, porém sem entendimento. Depois de um ano lendo a
Bíblia e a doutrina católica, abandonei definitivamente aquele sistema e
comecei a me reunir com os batistas, até entender que Deus não criou
nenhuma denominação. Em outubro de 1980 comecei a partir o pão em
comunhão com os irmãos reunidos somente ao nome do Senhor.
(PERSONA, 2016). [14]

Assim como Mario, muitos têm assumido a postura de escolher está segunda
opção de evangelho.

CONHECENDO MAIS ESSE GRUPO DE EVANGÉLICOS.


Teremos como base “os irmãos que se reúnem em nome do Senhor”, grupo que tem
Mario Persona como um dos mais conhecidos, devido a sua grande aparição no
mundo virtual. Este grupo tem suas reuniões em salões, salas de escritório, casas,
13
salas de reuniões em hotéis, o que melhor atender , estes evangélicos chegam até
a fazer conferências que duram dias, usando hotéis com a infra-estrutura para as
refeições. Existem “irmãos congregados em muitos lugares do mundo”, mas
segundo Mario, não há uma centralização, como é costume nas igrejas tradicionais.
Assim como as instituições o grupo tem suas reuniões semanais, estudam a palavra,
cantam louvores, jovens e crianças são instruídos a parte em certas ocasiões. Mario
declara que a idéia de “congregar em nome do Senhor” não apenas dele, conforme
afirma:

As idéias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho
aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com
irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras
épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N.
Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh,
A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley,
W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. (PERSONA, 2008). [15]

13
Como se reunir sem um templo? <https://www.respondi.com.br/2007/12/como-se-reunir-sem-um-
templo.html> Acesso em 27/03/19
11

Os membros também participam regularmente da Santa Ceia, todos os que


estiverem à mesa devem ser batizados, segundo afirma .

Qualquer pessoa pode participar da ceia, desde que seja convertida a


Cristo, tenha sido batizada e peça seu lugar à mesa do Senhor para poder
ser conhecida e recebida pela assembléia. (PERSONA, 2014). [16]

Para participar da ceia é preciso, em primeiro lugar a auto-analise, em


questões éticas, morais, conduta pecaminosa e não participar mais de uma
denominação, conforme declara Mario:

A única coisa que poderia impedir você de participar seria querer estar em
comunhão à mesa do Senhor, onde testemunhamos que há um só pão, um
só corpo, e que todos os salvos são membros desse corpo e ao mesmo
tempo continuar participando de uma denominação. Se estamos à mesa do
Senhor confessando que há um só corpo (e não muitos corpos) seria uma
incoerência eu estar ali e ao mesmo tempo ser membro de uma "igreja"
criada pelos homens. (PERSONA, 2014). [17]

Para serem recebidos pelos irmãos da assembléia, os novos membros só


podem participar da ceia quando se encaixarem nas doutrinas bíblicas dos
apóstolos. Um fator interessante firmado por eles é a exclusão do membro da
comunhão mesmo já aceito a mesa, termo este usado para definir um membro ativo
no grupo, uma pessoa pode ser proibida de ceiar, caso os irmãos julguem
necessário a exclusão, devido questões éticas já definidas, ou até pecado cometido
pelo membro14.

DE NORTE A SUL
Diversos grupos de evangélicos sem denominação estão espalhados pelo
Brasil, assim como as denominações, essas associações também estão
pluralizadas. Nestes locais os relacionamentos conduzem o interesse pelo
cristianismo, não existe uma classe eclesiástica na liderança do ajuntamento, mas
muitos de seus orientadores têm preparo para o ensino bíblico, alguns eram
pastores nas igrejas tradicionais outros participavam de cargos de liderança.

Muitas literaturas embasam o pensamento da aliança do servir a Deus sem um


templo, uma das mais conhecidas é o Cristianismo pagão de Frank A. Viola. Em seu
livro faz duras críticas aos evangélicos de denominações, segundo ele os pastores
14
Qualquer um pode participar da ceia? <https://www.respondi.com.br/2013/08/qualquer-um-pode-
participar-da-ceia.html> Acesso em 27/03/19
12

falam rotineiramente em suas igrejas que seguem os princípios bíblicos, mas não
agem corretamente, muitos erros acontecem mais pela ignorância do que pela má
fé15. O pensamento de Frank a respeito da liturgia nos cultos denominacionais, tem
sido o mesmo daqueles que enveredaram nesta alternativa de seguir a Cristo.

Para muitos cristãos, o culto dominical é extremamente chato. É sempre a


mesma ladainha sem nenhuma espontaneidade. É altamente previsível,
bem superficial, e completamente mecânico. Há pouco ar fresco ou
inovação. A ordem da adoração dominical é um violino de apenas uma
corda que permanece congelado pela imobilidade por cinco séculos. É o
mesmo “espetáculo” a cada semana. Dito sem rodeios, a liturgia personifica
o poder ambíguo da rotina. E a rotina se degrada em hábito. O qual se
converte em cansaço. Enfim, algo insalubre e sem sentido. (VIOLA, 2008, p.
31) [18]

O pensamento comum dos grupos é que nunca houve intenção a partir dos
apóstolos de construir locais para se cooptar. No primeiro século a igreja vivia em
um tempo de perseguição, sendo impossibilitada de construir templos, mesmo se
tivessem a oportunidade de construção não realizariam está obra arquitetônica, pois
não tinham tal propósito em mente. Templos não são bem visto por este
seguimento, por mais que certas liturgias praticadas pareçam semelhantes às
realizadas nas denominações.

Diante desta verdade é que os primeiros cristãos tornaram-se em


comunidades que não ostentavam templos. De fato não há nenhum vestígio
ou registro bíblico ou mesmo histórico que tenha provado a edificação de
um templo sob o aval da comunidade cristã do primeiro século. Isto se dá
pela clara razão de que simplesmente nunca existiu um templo sequer que
tenha sido construído pelos primeiros cristão. (SILVA, 2009, p 60) [19]

Em sua pluralidade acreditam na ceia e no batismo das águas, assim como as


denominações, havendo divergências na forma de executá-los.

Por nossa tradição anulamos a experiência neotestamentária do batismo na


água e da Ceia do Senhor. Querido cristão evite as tradições vãs dos
homens e volte ao caminho antigo como certa vez
alertou o profeta: “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e
perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e
achareis descanso para a vossa alma”.Caminhará você no caminho antigo?
Ou você continuará descuidadamente seguindo tradições forçadas, fixado
na rotina de nossos antepassados? (VIOLA, 2008, p 115) [20]

Em diversos grupos como o de Persona, não há sectarismo, eles acreditam


que nas igrejas institucionais pessoas serão salvas e receberam a vida eterna,
mesmo crendo que esse tipo de sistema está corrompido por homens. Persona

15
(VIOLA, 2008, p 14)
13

acredita que a salvação não depende de onde ou de que forma estamos


congregados. 16

A respeito do dízimo, em geral divergem dos tradicionais. Para Persona o


dízimo foi uma doutrina direcionada para os judeus. Para a igreja Persona define os
dízimos da seguinte forma:

Quanto ao dízimo, encontro duas coisas diferentes: Uma doutrina dada a


Israel e outra dada à Igreja. Tentei explicar que o dízimo pertencia à
economia judaica, havendo uma forma diferente de contribuição na doutrina
para a Igreja. O mesmo acontece com o sábado, o qual não foi substituído
pelo domingo na doutrina dada à Igreja. Não existe nenhum mandamento
quanto ao primeiro dia da semana. Sei da ressurreição, sei da ceia que
celebravam no primeiro dia, mas nada especifico como foi o sábado para o
judeu. Se devo aceitar o dízimo, então preciso aceitar também o sábado, o
templo em Jerusalém, a ordem sacerdotal e muitas outras coisas.
(PERSONA, 2008). [21]

O QUE OS LÍDERES TRADICIONAIS DA IGREJA PENSAM SOBRE ISSO?


Entrevistamos o reverendo da Igreja do Nazareno, Gilberto Mauro, diretor do
Seminário Teológico Nazareno distrito baixada 1. Veja o que pensa o reverendo
sobre o assunto exposto:

Já a mais de vinte anos tenho observado uma sistemática e importante


mudança na igreja evangélica a nível mundial, em se tratando de Brasil, tal
mudança também acontece (se bem que um pouco tardia), de fato
mudanças são inevitáveis, mas o problema não são as mudanças
inevitáveis e naturais e sim o tipo de mudança que se tem visto.
Particularmente tenho estado alarmado e também pasmado com o que vejo.
Por um lado um estrondoso crescimento numérico e uma importante
diminuição do que significa "comunhão dos santos". Os escândalos sempre
estarão presentes na igreja, porém temos visto que tais escândalos
avolumam e em ondas se arremessam contra os ministros e ministérios, os
motivos são inúmeros e variados e não dá aqui para mensurar um a um.
Decepções são "ordens diárias" nas fileiras de cristãos, também não daria
aqui mencionar todos por conta do volume de motivos, isto certamente gera
ensejos para que muitos queiram romper com o sistema que sempre se
envolve em crises variadas, decepcionados então crêem que farão
diferente, alguns com boas intenções, outros por torpezas, ganância e
coisas escusas, porém acabam por também se encaixarem neste círculo
vicioso que assola as igrejas, "desigrejados" acabam por formarem também
igrejas, achando que por se reunirem em grupos pequenos, em lares e
outros lugares que não sejam templos religiosos como costume nosso,
ficariam isentos de tais problemas, porém a realidade é bem diferente, pode
até ser mais barato (no início até é), pode não ter uma figura episcopal
(pastores, bispos, ou outras nomenclaturas similares), por não se cobrar
dízimos e ofertas, por juntarem pessoas que pensam sobre fé, costume e
doutrina de forma igual ou muito semelhante, acham que isso estará
eximindo problemas, ledo engano. A "pulverização" dos grupos religiosos
que compõem os evangélicos é algo preocupante e alarmante e os

16
Toda denominacao e' uma seita? https://www.respondi.com.br/2012/08/toda-denominacao-e-uma-
seita.html?m=1 Acesso em 09/04/19
14

"desigrejados" só fazem engordar a lista e nada de relevante aconteceu


com tal fenômeno, "desigrejar" não foi, não é, e não será a solução para a
crise de identidade evangélica (crise na moral, na teologia, na doutrina
principalmente). Vejo e conheço muitos dos tidos por "desigrejados" que
estão hoje tão decepcionados como foi na época que romperam com as
igrejas do padrão que criticavam, outros que conheço, caíram na armadilha
da presunção de que são melhores do que aqueles que frequentam igrejas
institucionalizadas, outros ainda, na linha da presunção de acharem que as
igrejas estão erradas criaram para si e seus seguidores com conceitos
equivocados sobre a Bíblia que acabam por afastarem tais pessoas da
mesma Bíblia que dizem conhecer tão bem, outros geram até mesmo
conceitos hereges por causa disso.. não vejo relevância em "desigrejar",
não vejo solidez, não vejo necessidade, não vejo eficiência, muito menos
em que isso contribui para melhorar as igrejas já existentes. (MAURO,
2019) [22]

Paulo Junior, fundador e pastor titular da Igreja Aliança do Calvário, localizada


em Franca, estado de São Paulo, ele também é conferencista e escritor 17. Paulo
afirma que o culpado do crescimento dos sem igreja são os falsos profetas, pastores
e igrejas que propagam heresias, esses falsos pastores nutrem o movimento que
hoje estão longe dos templos. Em entrevista a TV Pinheiros deu a seguinte opinião:

Eu acho que esse é um movimento que tem crescido no Brasil, eu não os


culpo. Eu vejo que a grande maioria está ferida e traumatizada com a igreja
atual, que deixou de ser a igreja de Cristo, buscando seus interesses
pessoais. Muitos desses tendo seus olhos abertos pelas verdades das
escrituras, pela sã doutrina, pela teologia bíblica que agora, através das
mídias sociais estão sendo espalhadas por todo Brasil. Ao ter seus olhos
abertos, estão deixando estes centros, por entenderem que estavam sendo
enganadas, e na tentativa de procurar um lugar ou uma igreja bíblica ou um
pastor fiel que lhe ensine a sã doutrina, não encontrando preferem ficar em
casa. Eu também se estivesse no lugar delas, também ficaria em casa do
que estar em um ambiente que ensina heresias. (JUNIOR, 2018) [23]

Augustus Nicodemus Lopes é pastor presbiteriano, escritor e professor 18, ele


explica:
Há muitas críticas que são feitas a igreja como instituição. E esses
desigrejados se reúnem em casas, se reúnem em grupos em qualquer
lugar, em qualquer situação e evitam a institucionalização desse
grupo...Essa idéia não é nova, bem antes do movimento de desigejados
moderno, na história da igreja, nos encontramos, por exemplo, irmãos, nos
encontramos grupos dentro da reforma protestante que queriam uma
organização informal ou com quase nenhumas organização em suas
comunidades e assim por diante. O que nós dizemos é o seguinte, sem
dúvida nenhuma, na hora que as igrejas se institucionalizam e viram
empresas, alguma coisa está errada. Mas, a comunidade de cristãos
precisa de um mínimo de organização. Jesus mandou batizar, Jesus
mandou discípular, Jesus disse que tinha de ter disciplina, que se o irmão
pecasse e não se arrependesse tinha de ser excluído, Jesus falou da
liderança da igreja, o apóstolo Paulo constituía presbíteros e diáconos.
17
Paulo Junior <https://defesadoevangelho.com.br/pr-paulo-junior/> Acesso em 10/04/19
18
Mundo Cristão < http://www.mundocristao.com.br/autor/195/Augustus-Nicodemus> Acesso em
10/04/19
15

Então, tudo isso implica um mínimo de estrutura para que você obedeça
essas ordens do Senhor Jesus. (NICODEMUS, 2016) [24]

Segundo o Bispo José Damião da igreja Metodista 19 a idéia destes grupos é


voltar à igreja, ao que era antes de Constantino, a idéia é tornar a igreja simples
como no inicio viviam os Apóstolos. Damião afirma que os adeptos a esse tipo de
igreja são oriundos dos movimentos institucionais. Damião afirma que existe um
perigo em participar deste movimento.

O primeiro perigo é abolir o conceito de Igreja e a comunhão dos santos


para estabelecer uma espécie de culto anárquico, onde cada grupo pode
fazer o que quiser, sem definir uma doutrina clara sobre a Bíblia. Segundo
este movimento não só rejeita a unidade dos fiéis, mas desenvolve uma
teologia humanista e pragmática, onde os princípios bíblicos tradicionais são
cancelados para dar lugar a doutrinas heréticas e, muitas vezes com
conteúdo esotérico como é o contemplacionismo de yoga. Admitimos, sim, a
existência de reuniões nos lares, desde que não se anule os cultos nos
templos presidido por um governo espiritual, pastores e liderança local.
Qualquer ideia contrária levaria o grupo para um anarquismo espiritual e,
assim, cair em grandes heresias e doutrinas exóticas. (DAMIÃO 2016). [25]

Parece que no consenso geral das lideranças institucionais, o movimento dos


sem igrejas, é visto e tratado como um trasvio. Também constatamos que a maioria
das denominações pesquisadas, conclui que esse fenômeno aumenta à medida que
a igreja tradicional deixa lacunas importantes como à falta de um ensino bíblico
teológico, falta de amor ao próximo e a dilatação de escândalos propagados em sua
maioria pelas mídias sociais.

CONCLUSÃO

Diante de todo o exporto, não podemos encarar o fenômeno como algo


corriqueiro, este fato tem afetado a vida de milhões de evangélicos espalhados pelo
Brasil. Que pesquisadores esquadrinhem mais o assunto que se torna crescente em
nosso país.
As igrejas tradicionais devem rever seus conceitos, afim de não afastarem as
pessoas do sistema, mas caso aconteça, que esses cristãos continuem servindo ao
Senhor fora dos templos. Não podemos considerar esses crentes como pessoas
rebeldes, amarguradas, desprovidas de conhecimento e dignas de condolência, que
sejam fiéis e dedicados a Deus assim como seriam nas igrejas tradicionais, se

19
Bispo José Damião https://www.cpimw.com.br/vozwesleyana/colunista.php?cod=14 Acesso em
10/16/19
16

confessam Jesus como salvador, fogem das heresias, do sectarismo, reconhecem a


necessidade de congregar e vivem em comunhão, devemos assinalar como Jonh
Wesley, “Se teu coração é como meu, dá-me tua mão”.

BIBLIOGRAFIA

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sem religião disponivel em <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-
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catolicos-cai-e-aumenta-o-de-evangelicos-espiritas-e-sem-religiao> Acesso em
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