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OCEG: Assessoria e Treinamento Ltda.

ENTRANTE

ESPAÇO
CONFINADO
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ESPAÇO CONFINADO
A execução de qualquer atividade de trabalho em ambientes confinados apresenta uma série de
perigos para os trabalhadores que as desenvolvem. Para evitar que esses perigos sejam materializados
em acidentes, é importante informar as pessoas sobre os mesmos e adotar todas as medidas necessárias
para mantê-los sob controle.
Muitos tipos de trabalho necessitam ser desenvolvidos nestes ambientes e os acidentes são
evitados, através da adoção de medidas de segurança para a realização destes trabalhos. Além das
instruções específicas para a entrada em espaços confinados devem ser observadas e cumpridas as
demais normas e procedimentos de segurança e meio ambiente aplicáveis.
Aqui apresentamos os requisitos de segurança para a execução de trabalhos em ambientes
confinados, espaços confinados, onde todos os trabalhadores envolvidos devem cumprir e fazer cumprir
os mesmos.
Além dos itens observados aqui se deve observar e cumprir todas as demais normas de segurança
industrial aplicáveis.

Objetivo:
Aqui se tem como objetivo estabelecer e assegurar os requisitos mínimos para identificar Espaços
Confinados.
Com o Gerenciamento do Programa de Serviços à executar em locais denominados Espaço
Confinado, se consegue garantir a saúde e integridade física dos trabalhadores que interagem direta ou
indiretamente nestes espaços, através de antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle
de ocorrência dos riscos no ambiente de trabalho.

Definições:

 Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua,
que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover
contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.
Exemplos: tanques, caminhões e vagões tanque, vasos, esferas, torres, silos, fornos, caldeiras,
moinhos, reatores químicos, tubulações, dutos de ventilação, túneis galerias e caixas subterrâneas,
poços escavações (a partir de 1,5 m de profundidade), porões de subestações e saias (bases) de
torres, reatores e de vasos, porões e coferdâns de navios, compartimento de amarras em navios,
poços de elevadores de grãos, poços de moegas, biodigestores, poços de elevadores, etc.
 Abertura de linha: abertura intencional de um duto, tubo, linha, tubulação que está sendo
utilizada ou foi utilizada para transportar materiais tóxicos, inflamáveis, corrosivos, gás, ou
qualquer fluido em pressões ou temperaturas capazes de causar danos materiais ou pessoais
visando a eliminar energias perigosas para o trabalho seguro em espaços confinados.
 Alívio: o mesmo que abertura de linha.
 Análise Preliminar de Risco (APR): avaliação inicial dos riscos potenciais, suas causas,
conseqüências e medidas de controle.
 Aprisionamento: Condição de retenção do trabalhador no interior do espaço confinado, que
impeça sua saída do local pelos meios normais de escape ou que possa proporcionar lesões ou a
morte do trabalhador.
 Área Classificada: área potencialmente explosiva ou com risco de explosão.
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 Atmosfera IPVS - Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde: qualquer


atmosfera que apresente risco imediato à vida ou produza imediato efeito debilitante à saúde.
 Atmosfera de Risco (segundo NBR 14787): Condição em que a atmosfera, em um espaço
confinado, possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigo de morte,
incapacitação, restrição da habilidade para auto-resgate, lesão ou doença aguda causada por uma
ou mais das seguintes causas:
a) gás/vapor ou névoa inflamável em concentrações superiores a 10% do seu limite inferior de
explosividade (LIE) (lower explosive limit - LEL);
b) poeira combustível viável em uma concentração que se encontre ou exceda o limite inferior de
explosividade (LIE) (lower explosive limit - LEL);

NOTAS
1.Misturas de pós combustíveis com ar somente podem sofrer ignição dentro de suas faixas explosivas,
as quais são definidas pelo limite inferior de explosividade (LIE) e o limite superior de explosividade
(LSE). O LIE está geralmente situado entre 20 g/m3 e 60 g/m3 (em condições ambientais de pressão e
temperatura), ao passo que o LSE situa-se entre 2 kg/m3 e 6 kg/m3 (nas mesmas condições
ambientais de pressão e temperatura); se as concentrações de pó puderem ser mantidas fora dos seus
limites de explosividade, as explosões de pó serão evitadas.
2 As camadas de poeiras, diferentemente dos gases e vapores, não são diluídas por ventilação ou difusão
após o vazamento ter cessado.
3 A ventilação pode aumentar o risco, criando nuvens de poeira, resultando num aumento da extensão.
4 As camadas de poeira depositadas podem criar um risco cumulativo, enquanto gases ou vapores não.
5 Camadas de poeira podem ser objeto de turbulência inadvertida e se espalhar, pelo movimento de
veículos, pessoas.
c) concentração de oxigênio atmosférico abaixo de 19,5% ou acima de 23% em volume;
d) concentração atmosférica de qualquer substância cujo limite de tolerância seja publicado na NR-15
do Ministério do Trabalho e Emprego ou em recomendação mais restritiva (ACGIH), e que possa
resultar na exposição do trabalhador acima desse limite de tolerância;
e) qualquer outra condição atmosférica imediatamente perigosa à vida ou à saúde - IPVS.

NOTA
IPVS - também é conhecido como IDLH - Immediately dangerous to health and life.
 Auto - resgate: Capacidade desenvolvida pelo trabalhador através de treinamento, que
possibilita seu escape com segurança de ambiente confinado em que entrou em IPVS.
 Avaliação de local: Processo de análise onde os riscos aos quais os trabalhadores possam estar
expostos num espaço confinado são identificados e quantificados. A avaliação inclui a
especificação dos ensaios que devem ser realizados e os critérios que devem ser utilizados.

NOTA
Os ensaios permitem aos responsáveis planejar e implementar medidas de controle adequadas para
proteção dos trabalhadores autorizados e para garantir que as condições de entrada estão aceitáveis e
poderão ser mantidas durante a execução do serviço.
 Avaliações iniciais da atmosfera: conjunto de medições preliminares realizadas na atmosfera
do espaço confinado.
 Base técnica: conjunto de normas, artigos, livros, procedimentos de segurança de trabalho, e
demais documentos técnicos utilizados para implementar o Sistema de Permissão de Entrada e
Trabalho em espaços confinados.
 Bloqueio: dispositivo que impede a liberação de energias perigosas tais como: pressão, vapor,
fluidos, combustíveis, água e outros visando à contenção de energias perigosas para trabalho
seguro em espaços confinados.
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 Chama aberta: mistura de gases incandescentes emitindo energia, que é também denominada
chama ou fogo.
 Condição IPVS (Imediatamente Perigosa à vida ou à Saúde): Qualquer condição que coloque
um risco imediato de morte ou que possa resultar em efeitos à saúde irreversíveis ou
imediatamente severos ou que possa resultar em dano ocular, irritação ou outras condições que
possam impedir a saída de um espaço confinado.

NOTA
Algumas substâncias podem produzir efeitos transientes imediatos que, apesar de severos, possam
passar sem atenção médica, mas são seguidos de repentina possibilidade de colapso fatal após 12 h a 72
h de exposição. A vítima pode não apresentar sintomas de mal-estar durante a recuperação dos efeitos
transientes, porém está sujeita a sofrer um colapso. Tais substâncias em concentrações perigosas são
consideradas como sendo “imediatamente” perigosas à vida ou à saúde.
 Condição proibitiva de entrada: Qualquer condição de risco que não permita a entrada em um
espaço confinado.
 Contaminantes: gases, vapores, névoas, fumos e poeiras presentes na atmosfera do espaço
confinado.
 Deficiência de Oxigênio: atmosfera contendo menos de 20,9 % (segundo Lei NR-33), 19,5%
(segundo Norma NBR-14787) de oxigênio em volume na pressão atmosférica normal, a não ser
que a redução do percentual seja devidamente monitorada e controlada. A Lei esta a favor da
Segurança, portanto esta deve ser seguida.
 Emergência: Qualquer interferência (incluindo qualquer falha nos equipamentos de controle e
monitoração de riscos) ou evento interno ou externo, no espaço confinado, que possa causar
perigo aos trabalhadores.
 Engolfamento: é o envolvimento e a captura de uma pessoa por líquidos ou sólidos finamente
divididos. Condição em que uma substância sólida ou líquida, finamente dividida e flutuante na
atmosfera, possa envolver uma pessoa e, no processo de inalação, possa causar inconsciência ou
morte por asfixia.
 Enriquecimento de Oxigênio: atmosfera contendo mais de 23% de oxigênio em volume.
 Entrada: Ação pela qual as pessoas ingressam através de uma abertura para o interior de um
espaçoconfinado. Essa ação passa a ser considerada como tendo ocorrido logo que alguma parte
do corpo do trabalhador ultrapasse o plano de uma abertura do espaço confinado.
 Equipamentos de resgate: Materiais necessários para a equipe de resgate utilizar nas operações
de salvamento em espaços confinados.
 Equipamento intrinsecamente seguro (Ex-i): Situação em que um equipamento não é capaz de
liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para, em condições normais (isto é, abrindo
ou fechando o circuito) ou anormais (por exemplo, curto-circuito ou falta à terra), causar a
ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de conformidade do
equipamento.
 Equipe de resgate: Pessoal capacitado e regularmente treinado para retirar os trabalhadores dos
espaços confinados em situação de emergência e prestar-lhes os primeiros-socorros.
 Espaço confinado simulado: Espaço confinado representativo em tamanho de abertura,
configuração e meios de acesso para o treinamento do trabalhador, que não apresenta riscos.
 Etiquetagem: colocação de rótulo num dispositivo isolador de energia para indicar que o
dispositivo e o equipamento a ser controlado não podem ser utilizados até a sua remoção.
 Faísca: partícula candente gerada no processo de esmerilhamento, polimento, corte ou solda.
 Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados: conjunto de medidas
técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e coletivas necessárias para garantir o trabalho
seguro em espaços confinados.
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 Inertização: deslocamento da atmosfera existente em um espaço confinado por um gás inerte,


resultando numa atmosfera não combustível e com deficiência de oxigênio.
 Isolamento: Separação física de uma área ou espaço considerado próprio e permitido ao
adentramento de uma área ou espaço considerado impróprio (perigoso) e não preparado ao
adentramento.
 Intrinsecamente Seguro: situação em que o equipamento não pode liberar energia elétrica ou
térmica suficientes para, em condições normais ou anormais, causar a ignição de uma dada
atmosfera explosiva, conforme expresso no certificado de conformidade do equipamento.
 Lacre: braçadeira ou outro dispositivo que precise ser rompido para abrir um equipamento.
 Leitura direta: dispositivo ou equipamento que permite realizar leituras de contaminantes em
tempo real.
 Limite inferior de explosividade (LIE): Mínima concentração na qual a mistura se torna
inflamável.
 Limite superior de explosividade (LSE): Concentração em que a mistura possui uma alta
porcentagem de gases e vapores, de modo que a quantidade de oxigênio é tão baixa que uma
eventual ignição não consegue se propagar pelo meio.
 Medidas especiais de controle: medidas adicionais de controle necessárias para permitir a
entrada e o trabalho em espaços confinados em situações peculiares, tais como trabalhos a
quente, atmosferas IPVS ou outras.
 Ordem de Bloqueio: ordem de suspensão de operação normal do espaço confinado.
 Ordem de Liberação: ordem de reativação de operação normal do espaço confinado.
 Oxigênio puro: atmosfera contendo somente oxigênio (100 %).
 Permissão de Entrada e Trabalho (PET): documento escrito contendo o conjunto de medidas
de controle visando à entrada e desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de
emergência e resgate em espaços confinados.
 Proficiência: competência, aptidão, capacitação e habilidade aliadas à experiência.
 Programa de Proteção Respiratória: conjunto de medidas práticas e administrativas
necessárias para proteger a saúde do trabalhador pela seleção adequada e uso correto dos
respiradores.
 Purga: método de limpeza que torna a atmosfera interior do espaço confinado isenta de gases,
vapores e outras impurezas indesejáveis através de ventilação ou lavagem com água ou vapor.
 Quase-acidente: qualquer evento não programado que possa indicar a possibilidade de
ocorrência de acidente.
 Responsável Técnico: profissional habilitado para identificar os espaços confinados existentes
na empresa e elaborar as medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoal e de
emergência e resgate.
 Risco Grave e Iminente: Qualquer condição que possa causar acidente de trabalho ou doença
profissional com lesão grave à integridade física do trabalhador.
 Riscos psicossociais: influência na saúde mental dos trabalhadores, provocada pelas tensões da
vida diária, pressão do trabalho e outros fatores adversos.
 Salvamento: procedimento operacional padronizado, realizado por equipe com conhecimento
técnico especializado, para resgatar e prestar os primeiros socorros a trabalhadores em caso de
emergência.
 Sistema de Permissão de Entrada em Espaços Confinados: procedimento escrito para
preparar uma Permissão de Entrada e Trabalho (PET).
 Supervisor de Entrada: pessoa capacitada para operar a permissão de entrada com
responsabilidade para preencher e assinar a Permissão de Entrada e Trabalho (PET) para o
desenvolvimento de entrada e trabalho seguro no interior de espaços confinados.
 Trabalhador autorizado: trabalhador capacitado para entrar no espaço confinado, ciente dos
seus direitos e deveres e com conhecimento dos riscos e das medidas de controle existentes.
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 Trava: dispositivo (como chave ou cadeado) utilizado para garantir isolamento de dispositivos
que possam liberar energia elétrica ou mecânica de forma acidental.
 Vigia: trabalhador designado para permanecer fora do espaço confinado e que é responsável pelo
acompanhamento, comunicação e ordem de abandono para os trabalhadores.

Identificação de Espaços Confinados


Os espaços confinados podem ser divididos em três níveis distintos com base na severidade dos perigos
associados a cada nível:
Nível 1 – É o espaço confinado que possui uma condição Imediatamente Perigosa a Vida ou a Saúde
(IPVS), isso inclui mas não esta limitado a: deficiência de oxigênio, atmosfera inflamável ou explosiva
e/ou concentração de substâncias tóxicas ou mortais para o trabalhador.
Nível 2 – Não apresenta qualquer condição IPSV. e em função da natureza dos trabalhos, lay-out,
configuração e atmosfera interna tem potencialidade para provocar lesão ou qualquer tipo de
enfermidade no trabalhador sendo necessária a adoção de medidas de controle específicas para viabilizar
a entrada e execução de trabalho no seu interior.
Nível 3 – É um espaço confinado em que o perigo potencial não requer nenhuma alteração específica
no procedimento normal de trabalho.

Nota:
Um espaço confinado, ao longo do processo de condicionamento, liberação, manutenção e
fechamento pode passar pelos três níveis de classificação, cabendo à Gerência de Segurança e Meio
Ambiente, após nova avaliação dos riscos, a definição de cada fase.

Espaço Confinado que Requer Providências Especiais de Liberação e Acompanhamento: é o


espaço confinado classificado em nível 1 ou 2, que tem uma ou mais das seguintes características:
 Contém ou tenha o potencial de conter uma atmosfera perigosa;
 Contém substância que tem potencial para engolfar um trabalhador;
 Tem uma configuração interna tal que um trabalhador possa ser surpreendido e retido ou
asfixiado por paredes internas convergentes ou por um piso que se incline para baixo e seja
reduzido para uma seção transversal menor (Ex.: silos, tanques de vagões ou de caminhões);
 Contém algum outro risco sério de segurança ou saúde.

ENTRADA EM ESPAÇO CONFINADO - ATIVIDADE POTENCIALMENTE PERIGOSA


 Toda realização de trabalho nestes locais deve ser considerada potencialmente perigosa,
independente do propósito ou tempo de permanência no seu interior. As unidades operacionais
responsáveis pelo equipamento deverão garantir que não há possibilidade de ingresso de
qualquer gás/vapor, tóxico ou inflamável no interior do equipamento e de que a atmosfera no seu
interior se mantenha segura ao longo de toda a execução do trabalho.
 Uma vez conhecidos e avaliados os riscos de explosão, gases tóxicos, concentração de oxigênio e
de exposição ao calor (stress térmico), serão determinadas as necessidades de inertização,
limpeza com vapor, implantação de sistemas de ventilação / exaustão, acessos, iluminação e do
uso de equipamentos de proteção individual adequados, de acordo com os riscos.
 Antes de ingressar em um espaço confinado e realizar qualquer atividade, o trabalhador deve
 obrigatoriamente receber treinamento para conhecer quais os riscos que este apresenta e quais as
medidas de prevenção que serão adotadas. A participação nesse treinamento é de caráter
obrigatório.
 Os trabalhadores no interior de espaço confinado vertical com altura superior a 1,25 m
classificados em nível 1 devem usar obrigatoriamente cinto de segurança de corpo inteiro (tipo
para - quedista) com uma linha de resgate (linha de vida) conectada no centro das costas próximo
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aos ombros. A outra extremidade da linha de resgate deve estar conectada a um dispositivo
mecânico, sistema de polias (redução de carga) ou a um ponto fixo externo de tal forma que o
resgate possa começar logo que o observador perceba o risco.

Nota:
Para os espaços confinados classificados como nível 2 e para aqueles que sejam horizontais, ou
seja, aqueles cuja boca de visita é na posição vertical, a aplicação do disposto neste item deve ser
avaliada através de Análise de Risco.
 Cada trabalhador quando no interior de espaço confinado de nível 1 deve usar obrigatoriamente
proteção respiratória total através de linha de ar (ar mandado) e conjunto de proteção autônoma
para fuga CARLA ou similar.
 Durante o período em que o trabalhador estiver no interior do espaço confinado, deve ser feito o
monitoramento periódico das concentrações de oxigênio, explosividade, toxidez e temperatura, pois
as condições encontradas, antes da entrada, podem variar de um momento para outro.
 Controle é o sistema de comunicação através de contato visual ou sonoro, visando facilitar o
controle dos observadores para os casos de emergência e ações de resgate e salvamento. Para
isso deverá ser prevista a permanência em tempo integral de um executante (observador/vigia)
junto a boca de visita ou entrada do espaço confinado, posicionado do lado de fora, monitorando
os trabalhadores autorizados no interior do espaço confinado. O observador pode ser identificado
pelo uso de colete refletivo em “X”.
 O controle de acesso pode ser feito junto à BV pelo observador através da PE e/ou troca de
crachá.Somente após observadas a adoção de todas essas medidas é que o equipamento deve ser
liberado, com a emissão da respectiva PT (Permissão para Trabalho), pelo Técnico de Segurança
e supervisor de entrada, autorizando a entrada.

Legislação e Normalização
Norma Regulamentadora do MTE NR-33 Seg. e Saúde os Trabalhos em Espaço Confinado;
Norma ABNT NBR-14787 – Espaço Confinado
Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção;
Norma ABNT NBR-14606 – Postos de Serviços – Entrada em Espaço Confinado

Reconhecimento, Avaliação e Controle de Riscos


Riscos de Espaço Confinado e Avaliação
Os principais acidentes que podem ocorrer no interior dos espaços confinados são:
 Intoxicação devido a presença de gases, vapores e/ou poeiras tóxicas, irritantes ou de alguma
outra forma agressivos à saúde humana;
 Irritação, corrosão ou ulcerações da pele, olhos, mucosas e do sistema respiratório devido a
presença de concentrações de líquidos, gases ou vapores alcalinos ou ácidos;
 Incêndios e explosões devidos a existência de concentração de gases ou vapores inflamáveis;
 Asfixia por deficiência na concentração de oxigênio ou pela presença de gases ou vapores inertes
ou asfixiantes;
 Asfixia por engolfamento de pessoas por sólidos ou líquidos;
 Afunilamento, emparedamento, desabamentos;
 Dificuldades para entrada e saída de pessoas;
 Quedas ou batidas contra partes do próprio equipamento, partes móveis mecânicas ou superfícies
de trabalhos não protegidas;
 Medo natural e/ou pânico;
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 Aprisionamento;
 Choque elétrico;
 Queimaduras, devido à introdução acidental de substâncias químicas, quentes ou geladas no
local.
Os riscos existentes em espaços confinados podem não ser percebidos e devem ser cuidadosamente
avaliados e controlados. Segundo a literatura disponível, cerca de metade dos acidentes ocorridos no
interior de espaços confinados no mundo são causados pela deficiência de oxigênio ou atmosferas
tóxicas; 1/4 deles envolvem explosão ou incêndio, 1/5 soterramento, e o restante eletrocussão. É
importante ainda citar que, das vítimas fatais de acidentes em espaços confinados cerca de 2/3 são
eventuais resgatistas, normalmente pessoas despreparadas que tentam efetuar o resgate dos acidentados.
A seguir são detalhados os riscos que podem existir no interior de espaços confinados e apresentadas as
recomendações para o seu controle, observando-se que todas as recomendações devem ser
implementadas concomitantemente.

Presença de gases ou vapores tóxicos


 A presença de gases, vapores ou poeiras tóxicas, podem causar danos ao sistema respiratório e
em outros órgãos do trabalhador, normalmente resultantes da entrada de contaminantes no
interior do espaço confinado, devido a liberação operacional inadequada do equipamento ou
devido a existência de interligações desconhecidas ou efetuadas indevidamente após a liberação.
 Atmosferas perigosas podem resultar da presença de substâncias tóxicas no ar. Ventilação
deficiente e locais pequenos podem ser a causa do aumento da concentração do contaminante,
devendo ser observado sempre os limites de tolerância dos contaminantes.
 A liberação operacional do equipamento, instalação de raquetes nas tubulações de entrada e saída
de produtos e utilidades, próximas ao equipamento tem o objetivo de evitar que líquidos, vapores
e gases tóxicos e inflamáveis estejam presentes no interior dos equipamentos.
 Deve ser procedido o “check-list” para verificação dos sistemas e pontos a serem raqueteados,
ligações provisórias e a possível existência de interligações desconhecidas.
 Onde não for possível a eliminação da presença de contaminantes tóxicos, deverão ser adotadas
as medidas de proteção respiratória conforme o Programa de Proteção Respiratória - PPR.

Presença de líquidos, gases ou vapores ácidos ou alcalinos


 O contato direto da pele com substâncias ácidas ou alcalinas, poderá causar queimadura química,
corrosão ou ulcerações e sua inalação poderá causar danos ao sistema respiratório e a simples
presença no ar causar danos às mucosas e olhos.
 Deverão ser observados os comentários do item anterior relativo à proteção respiratória, e a
utilização de EPI´s específicos, como roupa, luvas e botas de PVC, quando não for possível a
eliminação da presença de substâncias ácidas ou alcalinas.

Incêndios e explosões devido a presença de gases ou vapores inflamáveis


 As explosões e os incêndios em espaços confinados são freqüentemente causadas pela presença
de gases e vapores em concentração dentro da faixa de explosividade. As substâncias perigosas
são aquelas com limites de explosividade muito baixo e faixa muito ampla, sendo estes dados
apurados consultando-se a Ficha de Informações sobre Produto Químico (FISP) para conhecer
quais são os limites inferior e superior de explosividade do produto em questão.
 b) Algumas fontes de ignição comuns são a chama de maçarico, arco de solda, superfície quente,
fagulhas geradas no atrito de metais, motores elétricos ou descarga de eletricidade estática gerada
em procedimentos de limpeza com vapor, purga e ventilação forçada.
 c) Deve ser observado o nível de explosividade – Limite Inferior de Explosividade (LIE), no
interior do equipamento antes do ingresso de pessoas no seu interior.
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Asfixia por deficiência de oxigênio


 O ar natural, que contém normalmente 20,9 % de oxigênio, é considerado deficiente quando esta
concentração cai para abaixo de 19,5 %. Exposições de forma gradual abaixo deste valor podem
causar dor de cabeça, tontura, dificuldade de raciocínio, dificuldade para respirar (falta de ar),
fadiga, perda da consciência e inclusive a morte em minutos, caso a concentração de oxigênio for
muito baixa.
 Algumas causas de deficiência de oxigênio em espaço confinado, ocorrem pelo consumo de
oxigênio devido à combustão (Ex: uso de motores a explosão e maçaricos), formação de
ferrugem, ação bacteriana e a presença de gases como o nitrogênio ou argônio, utilizados em
operações de soldagem ou em mangueiras para acionar equipamentos pneumáticos ou ainda
operações que utilizem outros gases considerados inertes ou asfixiantes simples (EX: Dióxido de
carbono – CO2), que podem deslocar o oxigênio do local.
 Caso não seja possível manter o espaço confinado com a concentração de oxigênio na faixa entre
19,5 e 20,9 % em volume, deverão ser adotadas medidas de proteção respiratória conforme o
PPR e adotadas precauções especiais para trabalho em espaço confinado com deficiência de
oxigênio.
 Engolfamento de pessoas por sólidos ou líquidos
Ambientes que contenham no seu interior substancias sólidas ou líquidas como recheios, que
ofereçam risco de engolfamento e consequentemente asfixia, deverão ser preferencialmente
esvaziados, para permitir a entrada segura de pessoas em seu interior, caso não seja possível, devem
ser adotadas todas as medidas e providencias para eliminar o risco de engolfamento.
 Afunilamento, emparedamento ou desabamento
Todo espaço confinado que oferecer em sua concepção estrutural afunilamento de acessos,
emparedamentos internos e risco de desabamento de partes internas como material de isolamento
térmico,deverão ser tratados de forma diferenciada para oferecer segurança para o trabalhador.
 Dificuldade para entrada e saída de pessoas
A dimensão mínima da abertura para entrada e saída de espaços confinados – bocas de visita (BV’s)
e tubulações é de 24”. Para espaço confinado com aberturas menores a análise deve ser feita de
forma diferenciada e deve-se observar as condições de entrada/saída do equipamento.
 Quedas ou batidas contra partes do equipamento
Os trabalhadores devem conhecer as condições físicas do interior do equipamento, para evitar
quedas ou batidas contra partes do próprio equipamento. As partes móveis no interior do mesmo
deverão ser travadas e impossibilitadas de movimentação e as superfícies de trabalhos deverão ser
preparadas com acessos adequados, proteção lateral e proteção contra quedas de peças ou
ferramentas.
 Medo natural e/ou pânico
Os trabalhadores que possuem claustrofobia não devem ingressar em espaços confinados, visto que
naturalmente apresentarão sintomas de medo natural e pânico, devido às características do próprio
espaço confinado.
 Choque elétrico
O uso de iluminação e ferramentas elétricas no interior de espaço confinado, propicia um alto risco
de choque elétrico devido as condições físicas do equipamento e por vezes à não proteção mecânica
do cabo elétrico de alimentação, devendo ser observado que todo equipamento elétrico deve ter
classificação elétrica de acordo com a atmosfera onde vai ser usado, dupla isolação, estar protegido
mecanicamente, aterrado e com tensão elétrica de alimentação de 24 volts para os sistemas de
iluminação e 110 volts para os demais equipamentos, ligados a transformador separador com uso de
dispositivo de proteção residual e disjuntor de desarme de fuga a terra (FI).
 Queimaduras
A introdução de substâncias quentes de forma acidental no interior do espaço confinado, poderá
causar queimaduras graves nos trabalhadores que estiverem no seu interior, devendo ser observados
procedimentos operacionais, para evitar tal risco.
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Controle de Riscos
Um bom programa de controle de riscos para entrada em espaço confinado deve incluir todas as
recomendações efetuadas para cada risco e também a realização de testes na atmosfera contemplando os
seguintes pontos:
 Selecionar o equipamento de teste de acordo com a sua exatidão e considerar a possibilidade de
interferência, a capacidade para realizar leitura direta, a minimização da entrada no local para realizar as
medições e a capacitação para monitoramento contínuo.
 Testar previamente e de forma segura, sem que isto represente um risco para a pessoa que está
realizando o teste.
 Reconhecer o que testar e em que ordem é outro ponto a observar (os testes mais comuns
realizados em espaços confinados são do nível de oxigênio, condições de explosividade,
concentrações dos
contaminantes atmosféricos que possam estar presentes no espaço e o conforto térmico no local - Índice
de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG).
 Saber quando testar (a atmosfera deve ser testada antes da entrada do trabalhador e também
durante
sua permanência dentro do local).
 Procurar testar em locais onde o risco pode estar mais presente, pois uma estratégia de
amostragem mal planejada pode levar a grandes erros de interpretação de dados; deve-se
procurar testar os locais onde o risco pode estar mais presente como próximo a boca de entrada, a
tubulações de entrada de produtos, o local onde o trabalhador executa suas tarefas e em todos os
níveis de altura do espaço.
 Registrar e interpretar os resultados, que devem estar facilmente disponíveis para os
trabalhadores envolvidos, quando requisitados. Para os casos de restrições, o Supervisor de
Entrada, após analisar as condições do local juntamente com o TS (Técnico de Segurança), libera
o espaço confinado para acesso, estabelecidas e registradas as condicionantes com base nos
riscos e medidas de controle que se façam necessárias. Para isso, registra na PT todas as
necessidades específicas de proteção exigidas para acesso, tais como uso de EPI’s especiais,
proteção respiratória total, acompanhamento externo, etc., além disso, registra na PE a nominata
dos trabalhadores autorizados providenciando a suas assinaturas e quando necessário, restringe o
acesso ao mínimo indispensável de pessoas.
 Os integrantes das equipes de trabalho que adentrarão em espaços confinados não devem ter
nenhuma contra - indicação de ordem médica, física e psicológica para trabalhos em espaço
confinado, isso deve ser comprovado através do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) de cada
um, documento esse que faz parte do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional) da empresa de acordo com o que prescreve a NR-7 do Ministério do Trabalho e
Emprego.

IDENTIFICAÇÃO E SINALIZAÇÃO DOS ESPAÇOS CONFINADOS

Todo equipamento industrial que se enquadre no “Programa para Entrada em Espaços Confinados”,
deve ser identificado pelo responsável e sinalizado com placas ou adesivos “PERIGO – ESPAÇO
CONFINADO,ACESSO SOMENTE COM PERMISSÃO PARA TRABALHO”.
Nos intervalos e fim de jornadas a equipe de trabalho deve garantir que a sinalização esteja instalada em
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todos os acessos e BV’s do equipamento, em local de fácil visualização, devendo ainda ser prevista a
instalação de dispositivos para impedimento de entrada no espaço confinado.

TREINAMENTO
O treinamento sobre Segurança no Trabalho em Espaço Confinado tem como finalidade fornecer aos
Treinandos informações sobre os riscos existentes e orientações de segurança para as equipes que forem
envolvidas em trabalhos no interior destes locais, com o objetivo de preservar e salvaguardar a
integridade física dos trabalhadores, sendo treinamento de caráter obrigatório antes da entrada.

Medidas Técnicas de Prevenção


 Identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para evitar a entrada de pessoas não
autorizadas;
 Antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados;
 Proceder à avaliação e controle dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e
mecânicos;
 Prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e etiquetagem;
 Implementar medidas necessárias para eliminação ou controle dos riscos atmosféricos em
espaços confinados;
 Avaliar a atmosfera nos espaços confinados, antes da entrada de trabalhadores, para verificar se o
seu interior é seguro;
 Manter condições atmosféricas aceitáveis na entrada e durante toda a realização dos trabalhos,
monitorando, ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado;
 Monitorar continuamente a atmosfera nos espaços confinados nas áreas onde os trabalhadores
autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar se as condições de acesso e
permanência são seguras;
 Proibir a ventilação com oxigênio puro;
 Testar os equipamentos de medição antes de cada utilização; e utilizar equipamento de leitura
direta, intrinsecamente seguro, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões
eletromagnéticas ou interferências de radio freqüência.

Medidas Administrativas
 manter cadastro atualizado de todos os espaços confinados, inclusive dos desativados, e
respectivos riscos;
 Definir medidas para isolar, sinalizar, controlar ou eliminar os riscos do espaço confinado;
 Manter sinalização permanente junto à entrada do espaço confinado, conforme o Anexo I da NR-
33;
 Implementar procedimento para trabalho em espaço confinado;
 Adaptar o modelo de Permissão de Entrada e Trabalho, previsto no Anexo II da NR-33, às
peculiaridades da empresa e dos seus espaços confinados;
 Preencher, assinar e datar, em três vias, a Permissão de Entrada e Trabalho antes do ingresso de
trabalhadores em espaços confinados;
 Possuir um sistema de controle que permita a rastreabilidade da Permissão de Entrada e
Trabalho;
 Entregar para um dos trabalhadores autorizados e ao Vigia cópia da Permissão de Entrada e
Trabalho;
12

 Encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho quando as operações forem completadas, quando


ocorrer uma condição não prevista ou quando houver pausa ou interrupção dos trabalhos;
 Manter arquivados os procedimentos e Permissões de Entrada e Trabalho por cinco anos;
 Disponibilizar os procedimentos e Permissão de Entrada e Trabalho para o conhecimento dos
trabalhadores autorizados, seus representantes e fiscalização do trabalho;
 Designar as pessoas que participarão das operações de entrada, identificando os deveres de cada
trabalhador e providenciando a capacitação requerida;
 Estabelecer procedimentos de supervisão dos trabalhos no exterior e no interior dos espaços
confinados;
 Assegurar que o acesso ao espaço confinado somente seja iniciado com acompanhamento e
autorização de supervisão capacitada;
 Garantir que todos os trabalhadores sejam informados dos riscos e medidas de controle
existentes no local de trabalho; e
 Implementar um Programa de Proteção Respiratória de acordo com a análise de risco,
considerando o local, a complexidade e o tipo de trabalho a ser desenvolvido.

EXPLOSÕES EM UNIDADES ARMAZENADORAS DE GRÃOS

Possibilidades de ocorrência
Sob aspectos militares explosivos podem ser definidos como substâncias ou mistura destas suscetíveis a
sofrerem bruscas transformações químicas sob influência de calor ou ação mecânica. Destas
transformações geram-se gases aquecidos sob alta pressão que tendem a expandir rapidamente levando a
romper estruturas, destruir equipamentos e ceifar vidas humanas.
 As explosões em unidades armazenadoras geralmente possuem por material explosivo, a mistura
de ar atmosférico mais partículas sólidas em suspensão, as quais neste caso são denominadas
como os agentes comburentes e combustíveis, respectivamente. As partículas originam-se das
impurezas que acompanham a massa de grãos ou do esfacelamento dos grãos.
 A detonação dessa mistura será processada caso em algum local ocorra a temperatura do ponto
de detonação, o que pode ser causado por uma fonte de ignição tipo: acumulo de cargas
eletrostáticas, curtos circuitos, descargas atmosféricas, atrito de componentes metálicos e
descuidos quando do uso de aparelhos de soldagem.
Processada a detonação em um dado ponto, a energia calorífica dissipada será utilizada na detonação de
um outro ponto. Isto estabelecerá uma série de detonações, enquanto houver condições favoráveis que
são estabelecidas pela existência dos agentes comburentes e combustíveis e a ocorrência da temperatura
do ponto de detonação. Deste modo, tem-se que o processo de detonação é rápido, mas não instantâneo,
sendo que as séries de detonações podem atingir velocidades de propagação de até 7.000 m/s, exercer
pressões de até 550 kPa e gerar ondas de choque com velocidades de 300m/s. Quanto a violência e
potência da explosão serão definidas em função da velocidade das detonações e da temperatura e
volume dos gases produzidos.

Medidas Preventivas
Como medidas operacionais preventivas, recomenda-se:
• proceder cuidadosa limpeza da massa de grãos;
• fazer uso contínuo dos sistemas de captação de pó;
• limpar periodicamente os sistemas de captação de pó trocando os filtros nos períodos definidos pelos
fabricantes;
• proceder a limpeza das instalações evitando o acumulo de pó;
• treinar os operadores e demais funcionários quanto os potências riscos de explosões;
• fazer manutenções periódicas dos equipamentos eletromecânicos;
• verificar periodicamente o estado das instalações elétricas;
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• tomar os devidos cuidados ao utilizar aparelhos de solda nos serviços de manutenção;


• aspergir a massa de grãos em movimento com óleos minerais para reduzir a emissão de pó;
• substituir as caçambas dos elevadores e pás dos transportadores com correntes metálicas por
componentes plásticos.

Aspectos técnicos construtivos


Como aspectos técnicos construtivos recomenda-se a observância dos seguintes cuidados quando da
elaboração e implantação de projetos de unidades armazenadoras:
• dotar os ambientes como túneis, galerias e pontos de carga e descarga de grãos com sistemas de
captação de pó;
• instalar sistema de captação de pó em elevadores caçambas e tubulações de transporte de grãos;
• proceder o aterramento elétrico dos componentes eletro - mecânicos e pontos geradores de cargas
eletrostáticas;
• projetar edificações que estruturalmente contemplem áreas de fácil ruptura caso ocorram explosões,
isto minimizará danos a edificação, pois os gases em expansão serão lançados à atmosfera;
• instalar sistemas de para - raios;
• instalar aspersores de óleo mineral em pontos do sistema de movimentação de grão passíveis de
ocorrência de alta concentração de pó - valores superiores a 0,05 kg/m3;
• projetar sistemas de iluminação apropriados aos ambientes com risco de explosão.

INTOXICAÇÕES POR GASES EM UNIDADES ARMAZENADORAS


A partir da década de setenta, com o aumento da produção agrícola brasileira passou ser demandado que
maior parte desta fosse processada a granel. Assim, foi decidido pela implantação de complexos
agroindustriais dotados de equipamentos e infra - estrutura para receber, pré - beneficiar e armazenar
esta
produção. Como em outras agro - indústrias, em unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos
são
utilizados meios químicos e físicos para o alcance dos fins propostos. Desta forma, podem ser
empregados e, ou, gerados agentes químicos que em ambientes confinados como: túneis, poços de
elevadores, interiores de silos e câmaras de secadores, tendem a atingir concentrações que provocam
intoxicações.

Geração de agentes tóxicos


Em unidades armazenadoras de grãos a ocorrência dos agentes tóxicos pode estar relacionada a fatores
como: estado de limpeza, falta de cuidados na conservação dos grãos, formas de condução das
operações e infiltração de água nas instalações. Associando estes fatores a existência de ambientes
confinados, pode ocorrer o acumulo destes agentes a proporções que venham a causar intoxicações por
via respiratória. Isto deve-se ao favorecimento de situações para o estabelecimento de processos como
combustão, putrefação e, ou, fermentação. Nestes casos, gases tóxicos como: monóxido de carbono
(CO), gás carbônico (CO2), dióxido de nitrogênio (NO2) e metano (CH4), podem ser gerados. Também
pelos processos de respiração dos grãos e dos agentes biológicos presentes na massa de grãos, a
depender das condições de conservação do produto, pode-se ter acelerado a produção de gás carbônico
(CO2). Esta situação é passível de ocorrência, principalmente em poços de elevadores, túneis e
interiores de secadores, quando do acumulo de restos de grãos.
Das operações de combate aos insetos presentes na massa de grãos podem também ser gerados agentes
tóxicos. Como por exemplo, na operação de expurgo, normalmente, utiliza-se o fosfeto de alumínio
(AlPH3).
Esta substância ao ser exposta ao ar ambiente libera o gás fosfeto de hidrogênio (PH3), que funciona
como um asfixiante químico.
14

Além das possibilidades citadas, gases tóxicos podem ser liberados em altas concentrações quando da
ocorrência de incêndios e, ou, explosões.
Outro agente tóxico presente em unidades armazenadoras que podem causar intoxicação por inalação
são as toxinas. Geralmente, estas são produzidas por fungos e, ou, bactérias que tomam por substratos
restos de grãos, impurezas e corpos de pequenos animais mortos. Vide o artigo Fungos e Microtoxinas
em Grãos Armazenados.

Ação dos agentes tóxicos sobre o organismo humano


O aparelho respiratório humano tem por função propiciar que todas as células constituintes do
organismo
executem o processo de respiração. Para a manutenção deste processo, o sangue ao passar pelos
pulmões é abastecido com oxigênio, o qual é conduzido até às células dos diferentes tecidos do corpo.
Em processo inverso, o sangue trás das células até os pulmões o gás carbônico. Os níveis destes gases
como de outros na corrente sangüínea irá depender das condições do ambiente, ou seja, altas
concentrações destes compostos no ar ambiente implicam no aumento de seus níveis no sangue. No
caso, por exemplo, de altas concentrações de oxigênio uma pessoa pode ter vertigens, enquanto altas
concentrações de gás carbônico podem levar ao óbito.
Os gases tóxicos, com relação a seus efeitos sobre o organismo humano, podem ser classificados como:
asfixiantes simples, asfixiantes químicos e gases irritantes.
• Asfixiantes simples: são gases inertes, porém em altas concentrações em ambientes confinados
reduzem a disponibilidade de oxigênio. Enquadram-se nesta categoria os gases: nitrogênio, argônio e
gás carbônico.
• Asfixiantes químicos: são gases que agem bloqueando a fixação das moléculas de oxigênio pelas
hemoglobinas do sangue. Como exemplo, tem-se o monóxido de carbono (CO).
• Irritantes: são substâncias que agridem os tecidos das vias aéreas (nariz, garganta, e laringe), os
pulmões e os olhos, podendo provocar serias lesões, como também expor o organismo a ação de
microrganismos patológicos. Nos casos em que os pulmões são atingidos, geralmente as vitimas são
acometidas de pneumonia, bronquite, broncopneumonia e no caso das vias respiratórias superiores:
rinite, faringite e laringite. Nesta modalidade têm-se os óxidos de nitrogênio (NOx).

GASES TÓXICOS
 Monóxido de Carbono (CO) - Gás incolor como menor densidade que o ar tem origem nos
processos de combustão, e, ou, da decomposição de produtos vegetais. O processo de
intoxicação dá-se com o aumento da concentração do gás no ambiente, o que propicia a
formação do complexo químico denominado hemoglobina - oxicarbonada ao invés do
hemoglobina-oxigenada na corrente sangüínea. A morte do indivíduo ocorre quando 67% das
hemoglobinas estiverem vinculadas ao monóxido de carbono. Os sintomas de intoxicação
iniciam-se com a indisposição levando a um estágio de letargia, a pressão arterial é reduzida
levando por vezes a um colapso brutal. A exposição ao gás pode causar lesões ao sistema
nervoso central, cefaléias e a paralisação de membros. O tratamento inicia-se com a retirada da
vítima do local, quando inicia-se a respiração artificial e conforme o grau da intoxicação
recomenda-se a aplicação de procaina e soro glicosado.
 Gás Carbônico (CO2) - Gás incolor e inodoro origina-se principalmente dos processos de
combustão e respiração (grãos, sementes, microrganismos e insetos). Por ser um gás mais pesado
que o ar, acumula - senos níveis inferiores das instalações como poços de elevadores e túneis.
Sintomas: este gás em condições normais apresenta concentração de 0,031% no ar atmosférico.
No entanto, quando a concentração atinge níveis superiores a 10%, observa-se dores de cabeça,
vertigens, perturbação da visão, zumbidos no ouvido ,tremores, sonolência e perda dos sentidos.
Caso um indivíduo penetre em locais com concentração superior a 40%, tem-se morte
15

instantânea. Nestes casos, a vitima fica com a pele cianosa, ou seja a pele fica azulada devido a
má oxigenação do sangue arterial.
Tratamento: a primeira providência é remover a vítima do local, tomando o cuidado para que o "
Resgatista" não seja a próxima vítima. A vitima deve ser tratada como todos os asfixiado: respiração
artificial e inalação de oxigênio.
 Dióxido de Nitrogênio ( NO2 ): Trata-se de um gás mais denso do que o ar, sendo incolor em
baixas concentrações e com coloração marrom-amarelada em níveis altos. Este gás, geralmente
tem origem em explosões, incêndios ou da decomposição de produtos de origem vegetal e
animal.
Sintomas: O dióxido de nitrogênio, como os demais gases relacionados ao nitrogênio em contato com a
umidade do ar formam ácidos que são corrosivos aos tecidos humanos. Na inalação deste gás as partes
mais afetadas são os tecidos dos pulmões. A depender do grau de intoxicação pode ocorrer dispnéia,
tosse, taquicardia, hipotensão, cianose, coma e óbito. Bronquite e pneumonia são complicações
frequentes associadas a esses casos de intoxicação.
Tratamento: repouso absoluto, respiração artificial (oxigenioterapia) e aplicação de antibióticos.
 Metano (CH4): Gás incolor que quando misturado ao oxigênio a temperatura de 67oC forma
uma mistura de tonante. Trata-se de um gás com características semelhantes ao gás de cozinha,
butano. Portanto, possui os mesmos riscos decorrentes da explosão e inalação. O gás metano
pode ser obtido em processos de fermentação e putrefação.
Sintomas: o gás possui baixa toxidade, no entanto o aumento de sua concentração diminui a
disponibilidade de oxigênio. Ressalta-se que somente em altas concentrações o gás penetra na corrente
sanguínea atingindo o sistema nervoso e agindo como um narcótico. Exerce entre outros sintomas uma
ação anestésica e provoca vertigens.
Tratamento: compreende basicamente: respiração artificial e oxigenioterapia.
 Sulfeto de Hidrogênio (H2S): Gás incolor, inflamável e mais denso que o ar. Possui odor
característico de ovo podre. Tem sua origem do processo de putrefação sendo este conhecido
como gás de esgoto. Este gás inibe que as hemoglobinas façam a troca dos gases carbônico e
oxigênio, levando a asfixia.
Sintomas: quando o gás é inalado em alta concentração há perda subita de consciência, convulsões,
cianose e pode ocorrer morte por insuficiência respiratória e circulatória. Em baixas concentrações
podem promover irritação ocular, fotofobia, queratite, edema palpebral e visão de halo luminoso
"entorno de luzes".
Tratamento: a administração de oxigênio favorece a transformação do sulfeto em sulfato, substância que
é praticamente inócua ao organismo humano.
 Fosfeto de Hidrogênio ou Fosfina (PH3): Gás tóxico de grande poder inseticida utilizado no
controle de pragas dos grãos armazenados. O gás origina-se de pastilhas ou comprimidos de
fosfeto de alumínio (AlP) que em contato com o ar atmosférico promove-se uma reação que
libera o gás PH3. Este gás é incolor e possui um cheiro desagradável de peixe podre e age como
um gás asfixiante. Ressalta-se que é um gás altamente inflamável.
Tratamento: A modelo de outros gases asfixiantes as vitimas devem receber tratamento semelhante no
que se refere a locomoção do local, respiração artificial e oxigenioterapia.

SALVAMENTO
As possibilidades de ocorrência de gases tóxicos dentro de unidades armazenadoras de grãos são várias.
No entanto, com a observância de procedimentos simples pode-se minimizar a ocorrência de acidentes e
óbitos. Desta forma, recomenda-se:
• antes de liberar o acesso de pessoas a espaços confinados como: poços de elevadores, cisternas,
túneis, silos e câmaras dos secadores, deve-se ventilar estes ambientes previamente;
• antes de liberar o acesso de pessoas a espaços confinados um profissional capacitado deve monitorar
a atmosfera do local quanto à concentração de oxigênio, explosividade e presença de gases tóxicos;
• ao permitir o acesso de pessoas à espaços confinados, deve-se sempre contar com equipamentos de
segurança que permitam a rápida remoção da vitima bem como com a supervisão de uma segunda
16

pessoa "vigia";
• ao proceder o salvamento de uma vitima intoxicada ou asfixiada, deve-se adotar medidas de segurança
de forma a não originar mais vítimas.

Cabe a empresa:
• promover o treinamento de seus funcionários para evitar intoxicações e realizar salvamentos de vitimas
com segurança;
• adquirir equipamentos para a remoção de vitimas e realização de oxigenioterapia preliminar;
• dispor de equipamentos como ventiladores axiais com tubulações flexíveis, para promover a aeração
de ambientes confinados;
• equipar as equipes de salvamento com equipamentos de proteção respiratória (Proteção Autônoma)
para promover a remoção de vitimas;
• proceder a sanificação das instalações.

AFOGAMENTO E SUFOCAMENTO EM SILOS:


Afogamento e sufocamento são tipos de acidentes em que as vitimas são submetidas à asfixia mecânica
por ação da massa de grãos. Sendo que no primeiro caso as vitimas são arrastadas enquanto no segundo
as vitimas são encobertas.
Em determinas condições de deterioração e estado de conservação, os grãos podem formar aglomerados
e estes tendem a constituir estruturas como superfícies horizontais e, ou, placas verticais.
A depender das dimensões das estruturas citadas, quando do descarregamento dos silos, estas tendem a
bloquear o fluxo de grãos. Ao tentar desintegra-las, caso não sejam tomadas medidas de prevenção,
acidentes como afogamentos e sufocamentos podem acontecer. Isto geralmente ocorre pelo fato dessas
estruturas serem estaticamente instáveis e tenderem a entrar em colapso mediante a aplicação de
esforços. Esses esforços normalmente são oriundos de fatores como: o peso de um indivíduo que se
apóia sobre a massa de grãos e vibrações mecânicas difundidas por meio da estrutura do silo e, ou,
provocadas por ondas sonoras.
Afogamentos e sufocamentos podem também acontecer por ocasião do carregamento e descarregamento
de silos, quando indivíduos estão a trabalhar no interior dos mesmos.

Afogamentos:
Em casos da ocorrência de superfícies horizontais, conforme a Figura 1, estas poderão entrar em colapso
caso um indivíduo as utilize como ponto de apoio. Ocorrendo o colapso a vitima é tomada pela massa de
grãos. Caso a vitima não seja removida rapidamente poderá entrar em óbito. Deste modo, é
recomendado que a camada superior da massa de grãos nunca seja utilizada como ponto de apoio, pois
não há como prever os riscos destas afundarem.
Caso se faça necessário promover a ruptura dessas superfícies, é recomendado que os operários
permaneçam do lado externo do silo e façam uso de bastões confeccionados em madeira ou em material
plástico.

Sufocamento:
Operários ao tentarem romper as superfícies horizontais e, ou, remover as placas verticais de produtos
compactados, estando posicionados sob estas, Figura 3, podem ser sufocados mediante o
desmoronamento da massa de grãos. Desde modo, caso não sejam removidos rapidamente óbitos podem
ocorrer o carregamento de silos.

Medidas de prevenção:
As medidas a serem citadas aplicam-se para evitar afogamento e sufocamento em silos armazenadores,
podendo ser estendidas a outros tipos de estruturas de acondicionamento de grãos como: moegas, silos
pulmão, silos de expedição e armazéns graneleiros. São também aplicáveis ao manuseio de materiais
granulares, particulados e pulverulentos como: carvão, areia, cimento, sal, farinhas e rações.
17

Portanto, caso realmente seja necessário adentrar em silos é recomendado:


• paralisar a carga e, ou, descarga de produtos;
• desligar a alimentação de energia elétrica dos equipamentos de transporte de grãos;
• fechar os registros de carga e descarga dos silo;
• utilizar de meios físicos para bloquear o acionamento dos equipamentos de transporte de grãos e/ou a
abertura de registros de forma inadvertida;
• fixar avisos sobre a existência de pessoal dentro dos silos;
• equipar os operários com cintos e, ou, coletes de segurança. E estes devem ser conectados a cabos,
que preferencialmente sejam tracionados por sistemas mecânicos de redução que permitam a rápida
elevação dos indivíduos em casos de acidentes;
• ventilar o ambiente do silo para remover gases tóxicos e renovar o ar ambiente;
• evitar o acesso de pessoas estranhas, principalmente crianças, desacompanhadas de pessoas que
conheçam as normas de segurança;
• fixar avisos alertando os perigos de ocorrência de afogamento e sufocamento.

Equipamentos
Qualquer sistema de segurança implica no uso correto de um determinado conjunto de equipamentos. É
muito importante que todos os usuários tenham familiaridade com os equipamentos utilizados, suas
características, aplicação e limitações.
Os equipamentos utilizados na montagem de sistemas de segurança podem ser classificados em
metálicos e não metálicos.

Metálicos
Os equipamentos metálicos, em seu conjunto, definem uma série de procedimentos, cuidados e
manutenções, cuidados e manutenções. Nenhum equipamento metálico deve ser submetido a impactos
severos, pois estes impactos podem causar micro fissuras no metal, coisa impossível de detectar a olho
nu, mas suficientemente grave para comprometer a resistência do equipamento. Em caso de quedas
consideráveis o equipamento deverá ser retirado de circulação.
Todo equipamento, metálico ou não, que tenha sido submetido a contaminação por agentes químicos
(cimento, gasolina, ácido) ou físicos (areia, barro), deve ser cuidadosamente lavado após o uso e
lubrificado, quando necessário.
Atenção para o tipo de contaminação química, pois esta pode danificar o equipamento a ponto de
inutiliza - lo, mesmo quando não há dano aparente. Quando houver dúvidas a respeito, consulte o
fabricante ou importador do equipamento.
Na armazenagem deve-se também levar em conta o perigo de contaminação por agentes químicos ou
físicos.
Nenhum equipamento deve ser lavado com produtos abrasivos.
Finalmente, devemos lembrar que alguns equipamentos, apesar de possuírem partes Metálicas, também
são compostos por partes de tecido sintético. Nestes casos, cada parte do equipamento deverá receber
cuidados específicos, relativos à limpeza, manutenção e armazenagem.

Trava- quedas:
Equipamento projetado para deter a queda do usuário, com modelos para cordas e para cabos de aço. O
modelo mais comum é fabricado em aço, composto de um mecanismo de travamento e uma extensão
com
fita, corrente ou corda de náilon, com 30 cm de comprimento máximo e um conector na extremidade
para engate no cinturão tipo para - quedista. Este modelo permite livre movimento em uma corda
vertical, tanto na subida como na descida. No caso de queda de usuário, o equipamento trava,
interrompendo a queda. É indicado para a proteção de usuários em movimentação vertical, ou trabalhos
em altura.
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Conectores
São elos metálicos conhecidos como “mosquetões”, providos de um sistema de travamento simples,
duplo ou triplo.
São utilizados em diferentes situações para unir o trabalhador aos pontos de ancoragem através de um
talabarte. São igualmente aplicados na montagem das ancoragens e podem ser fabricados em aço ou
alumínio com diferentes formatos e tamanhos.
Com capacidade de carga entre 22kN e 50kN, são versáteis e confiáveis
desde que aplicados de maneira correta, e que tenham certificação nacional
ou internacional (UIAA, CE, etc.). Os mosquetões foram projetados para suportar uma carga
unidirecional aplicada sobre seu eixo principal e tem sua resistência máxima com a trava fechada. Um
mosquetão aberto ou carregado lateralmente tem resistência bastante inferior àquela que será
apresentada por um mosquetão usado corretamente. Por isso, os mosquetões devem ser instalados
corretamente, antecipando-se a forma como será solicitado sob tensão ou dentro de um sistema que
deterá a queda. Os cuidados com os mosquetões seguem as recomendações comuns a todos os
equipamentos metálicos e, além disso, devem ser lubrificados com certa regularidade.

Malhas rápidas:
Como os mosquetões, as malhas rápidas são elos metálicos, porém com um sistema de fechamento feito
através de uma simples rosca numa extremidade da barra e uma porca na outra. As malhas, ao contrário
dos mosquetões, podem ser ligadas como elos de uma corrente que, com a rosca fechada, mantém a
resistência individual. As malhas rápidas são, em geral, mais baratas do que os mosquetões, mas
também muito menos práticas.
Descensores:
São equipamentos que permitem a descida de uma pessoa pela corda de forma controlada. Desta forma,
estes equipamentos podem ser usados para resgate ou para permitir o acesso vertical a determinados
locais, substituindo o balancim.
Em sistemas de resgate, alguns modelos específicos podem ser utilizados para o deslocamento vertical
ou obliquo de vítimas.
A variedade de modelos é muito grande, mas todos funcionam com o mesmo principio: a produção de
atrito entre a corda e a superfície do aparelho, que gera o efeito freio, permitindo ao trabalhador
controlar a velocidade de descida.

Blocantes e ascensores:
São equipamentos que permitem o deslocamento unidirecional em uma corda, travando
automaticamente quando solicitados na direção oposta. Podem ser usados em situações de resgate e
trabalho.

Polias:
Podem ser utilizadas como parte integrante de um sistema de segurança. A utilização em conjunto com
cordas podem nos proporcionar direcionamento ou sistemas de vantagem mecânica. Deve-se ter em
mente que existem vários tipos de polias, sendo que as mais utilizadas com corda são as de alumínio
especial ou de aço inoxidável.

Não metálicos:
Os equipamentos não metálicos são compostos por fibras sintéticas como a poliamida ( náilon ) com
grande resistência a ruptura, porém somente dois atendem as necessidades de uma corda de segurança:

Poliamida (Náilon, Perlon, etc.)


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São fibras que possuem como principais características a resistência a forças de tração, a forças de
impacto e um alto ponto de fusão.
Devido a estas características é a fibra mais usada na confecção de cordas.

Poliéster:
Fibras com alta resistência mecânica mesmo quando molhadas (a poliamida perde em torno de 10 a
15%), tem boa resistência à abrasão, um alto ponto de fusão e certa resistência a ácidos e outros
produtos químicos.
Normalmente é utilizada para a trama externa das cordas, chamada de capa.

Construção das cordas:


O tipo de corda mais recomendável para trabalhos em altura é aquela cuja construção é feita com a
tecnologia capa e alma (kernmantle). Estas cordas são formadas por duas camadas, uma interna,
conhecida como alma e composta por centenas de fios contínuos, e uma externa, conhecida como capa,
composta por fios trançados sobre a alma.
Entre as cordas de fabricação nacional (padrão bombeiro, com diâmetro de 12mm e confeccionadas com
poliamida), a maioria, se não a totalidade, não usam a tecnologia kernmantle. Elas são confeccionadas
com uma pequena alma e várias capas, trançadas umas sobre as outras. O resultado é a confecção de
cordas mais baratas, porém, com pouca resistência se comparadas com as cordas especificas para
segurança, e de fabricação estrangeira.
Para se ter uma idéia da diferença, as cordas nacionais de 12mm oferecem uma resistência que varia
entre 1.900kg e 2.200kg de ruptura, contra 4.000kg das cordas importadas de 12,5mm(1/2 polegada).
Para trabalhos em altura, cordas em tecnologia kernmantle de 11mm, com carga de 3.300kg satisfazem
plenamente as exigências de segurança, ficando as cordas de 12.5mm para operações de resgate.
Conforme especificação NFPA.

Tipos de cordas com tecnologia kernmantle


Dinâmicas:
São cordas de 6 a 8% de elasticidade que absorvem grande parte do impacto de uma queda, ao dissipar a
energia do impacto, poupando o usuário. Seu uso é mais voltado para esportes onde quedas são
freqüentes.

Estáticas:
Cordas cuja alma oferece pouca elasticidade (aproximadamente 3%). Esta elasticidade, apesar de pouca,
é essencial para fornecer ao usuário a segurança necessária, pois dentro de determinados limites que
deverão ser considerados na construção do sistema, ela também é eficiente na dissipação de energia em
caso de impacto. Pela capacidade reduzida de absorção de energia que tem este tipo de corda, deve-se
evitar um fator de queda 1.

Cuidados e Manutenção:
Tanto a resistência como o tempo de vida útil de uma corda variam conforme o tempo e tipo de uso. A
medida em que a corda é usada, mesmo que de forma adequada, sua resistência inicial diminui. Da
mesma forma, submete-la a condições extremas ou inadequadas de uso compromete a resistência,
podendo, inclusive, inutilizá-la.
Além dos cuidados descritos inicialmente, relativos a todo material não metálico, as cordas demandam
cuidadosas inspeções sempre antes de seu uso, especialmente em casos em que a mesma corda é
utilizada por diferentes pessoas. Este procedimento justifica-se pelas questões de segurança envolvidas.
Nestas ocasiões, as cordas deverão se cuidadosamente checadas em todo o seu comprimento,
apalpandoa para verificar qualquer tipo de irregularidade em sua extensão, e visualmente, para verificar
danos na capa.
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Cinto e cinturão de segurança:


São equipamentos confeccionados em tecido sintético que e devem garantir a segurança do trabalhador
com o máximo de conforto possível, considerando as condições especificas do trabalho. Estes
equipamentos podem ser de três tipos:

Abdominal:
Normalmente usados nos trabalhos em postes e deve ser utilizado apenas para o posicionamento e a
restrição da movimentação do usuário, equilibrando-o enquanto o trabalho é executado. Não deve ser
utilizado como equipamento para deter quedas.
Os modelos mais simples envolvem apenas a cintura, mas há os modelos mais completos que envolvem
também as pernas.

Cinto Tipo Pára - quedista:


Este cinto faz parte do sistema de proteção contra quedas. Deve ser projetado para oferecer o máximo
conforto e segurança, suportando a força de impacto gerada na queda com eficiência e distribuindo-a
adequadamente pelo corpo do usuário.
Apesar destas características, este tipo de cinto não deve ser utilizado para trabalhos suspensos e sim
para deter eventuais quedas. Juntamente com fivelas na altura dos ombros ou algum sistema de
adaptação, este e cinto ideal para espaços confinados.
O cinto deve permitir ajuste perfeito ao corpo do usuário para garantir a correta distribuição da força de
impacto e para minimizar os efeitos da suspensão inerte.
Cinto de segurança multi função: Modelo que une as funções de cinturão abdominal e cinto para -
quedista.
Também para trabalhos suspensos, este cinto permite que o trabalhador permaneça sustentado por ele
para a execução de uma atividade suspensa.
São modelos que envolvem pernas, quadril e tronco com cintas mais largas e acolchoadas, de forma a
assegurar conforto e segurança ao trabalhador.

Fitas “tubular”
São fitas “tubular” de poliamida de alta resistência, usadas como elos em sistemas que podem sofrer
impactos. Assim como os mosquetões, estes equipamentos tem inúmeras aplicações, e podem ser
encontradas no mercado em metragem linear ou em anéis costurados.

Cintas de Ancoragem:
São utilizados em situações onde é preciso um elemento de ancoragem de grande resistência, fabricadas
com fitas de náilon de alta resistência e anéis forjados em metal nas extremidades. Sua resistência pode
chegar a 35 KN.

Nós
Considerando que o equipamento básico para a realização de trabalhos em altura é, antes de mais nada, a
corda, perceberemos a importância e a necessidade de utilização de nós, nas mais diversas situações.
Os nós são utilizados desde a ancoragem da corda, até a substituição de alguns equipamentos em caso de
emergências.
Existe um conjunto de nós especifico para as atividades verticais. As características destes nós, são:
¨ Fácil confecção;
¨ De simples inspeção visual;
¨ Estável sob tensão;
¨ Baixo comprometimento da resistência da corda.
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Sistemas de ancoragem
São aqueles que objetivam a instalação de equipamentos ou trabalhadores conectando-se a pontos fixos
do
ambiente de trabalho, (vigas, pilares, etc.) ou instalados para este fim especificamente (olhais,
chapeletas,
grampos, etc.).
A série de normas e técnicas para instalação de uma corda visa preservá-la ao máximo de situação que
possam parti-la ou garantir que os pontos de fixação da corda não se soltem, e se falharem, que possam
ser amparados por um sistema de retaguarda.

Ancoragem á prova de bomba (APB)


Ancoragem prioritária que se defini como um ponto de fixação robusto o suficiente para não sofrer
qualquer dano ao receber a maior carga pelo sistema.
Exemplos: Vigas estruturais de concreto; Vigas estruturais de aço; Estruturas maciças tipo chaminé; etc.

Tipos de ancoragem
Quando não há no ambiente de trabalho um ponto de fixação que possa ser considerado á prova de
bomba, utilizam-se ancoragens redundantes, de duas formas:
Ancoragens em série
Neste sistema há um único ponto recebendo a carga, porém, é montado um ou mais pontos atrás do
primeiro, como retaguarda, caso ele falhe.
Este sistema é normalmente usado quando há a necessidade ou conveniência de se usar um ponto em
posição estratégica, mas que não sugere total confiança em sua resistência.
Ancoragem em paralelo
Este sistema utiliza simultaneamente vários pontos de ancoragem, distribuindo entre eles a carga
aplicada.
Este sistema permite utilizar em conjunto vários pontos que isoladamente não seriam seguros.

Situações especificas de posicionamento em altura e acesso por cordas


Para acesso a vitimas e trabalhos em condições verticais, sempre deverá haver uma ancoragem com uma
corda fixa de trabalho e uma linha de vida como suporte do trabalhador, que consiste em uma
ancoragem independente, tão resistente quanto a primeira, no topo da instalação, com uma corda
estática de 11 mm (carga de 3.300 Kg ) fixa paralelamente a linha de trabalho, onde será acoplado um
trava-quedas ligado ao profissional.
Caso existam pontos de atrito que possam ocasionar o rompimento ou comprometimento das cordas
(arestas, cantos vivos, superfícies ásperas, etc. ) as mesmas deverão ser devidamente protegidas.
Nos locais de trabalho onde uma linha de vida não esteja previamente instalada e requerem a progressão
para sua fixação, devem ser aplicadas algumas técnicas e equipamentos de acordo com a situação
específica.
Uma vez fixada a linha de trabalho de 11 mm e a de vida, o profissional deverá deslizar pela 1a linha
com um freio, tendo o trava-quedas acoplado á 2a linha.
O inicio da operação de descida por corda, conhecida como rapel, é delicada e merece atenção. Por ser
uma técnica relativamente simples, muitas vezes ocorrem negligencias perigosas. Assim sendo devemos
adotar alguns passos de verificação da montagem do sistema antes do rapel efetivo.
Primeiramente conecta-se o trava-quedas á parte posterior do cinturão e a linha da vida, então o freio é
montado e travado na linha de trabalho ligando-a ao anel central inferior do cinturão.
Em caso de necessidade, um degrau de fitas deve ser instalado na parte externa do local, que será
utilizado para saída do profissional, porém antes deve ser feita a checagem de seis pontos fundamentais.
São eles:
1º - Ancoragens;
2º - Freio;
22

3º - Mosquetão do cinto;
4º - Fivelas do cinto;
5º - Pontas das cordas;
6º - Trava-quedas.
Com os itens checados o trabalhador pode então, passar para o lado externo do local com a ajuda do
degrau, colocar seu peso no sistema, destravar o freio e rapelar suavemente até o ponto desejado. O
sistema, dependendo do tipo de freio, pode ser operado por apenas uma pessoa, com a mão esquerda no
acionador que libera a corda paulatinamente e a direita na parte inferior da corda como segurança.
Sempre que necessário a descida é interrompida simplesmente soltando freio, ficando o profissional
parado neste ponto da trajetória.
Escolhido a altura de trabalho, o trava-quedas deve ser posicionado o mais alto possível para evitar
pequenas quedas potenciais e eliminar o Fator de Queda, e o freio deverá ficar travado automaticamente
ou com uma laçada auxiliar de corda para o desenvolvimento do trabalho com ambas as mãos livres.
Quando a situação exige uma longa progressão pela corda, é necessário o emprego de um blocante e um
ascensor, que juntos viabilizam a progressão.
O blocante unidirecional, preso ao cinto no anel central inferior, é acoplado a corda de trabalho, o
ascensor é fixado na parte superior da corda, no limite máximo do comprimento do braço do
trabalhador.
Com um estribo de fitas conectado ao ascensor a pessoa progride pisando num degrau elevando o
blocante ventral, que ao travar permite a progressão do ascensor, e assim sucessivamente, sempre com o
trava - quedas preso à linha de vida.
Para uma pequena progressão de posicionamento pode-se utilizar apenas o ascensor em conjunto com o
freio, retesando a corda a cada progressão no estribo.
Este processo por ser mais trabalhoso e fisicamente exigente, não é aconselhado para longas subidas.
Procedimentos e Utilização da Permissão de Entrada e Trabalho PET
O empregador deve garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra após a emissão, por
escrito, da Entrada e Trabalho, conforme modelo constante no anexo II da NR-33.

Ficha de Permissão

Resgaste em Espacos Confinados e Altura

Análise de riscos
Considerando o trabalho em altura com risco de queda de diferente nível, devemos eliminar qualquer
situação de risco ou evitar que o trabalhador permaneça próximo às zonas de risco.
Quando a exposição ao risco se torna inevitável, devemos avaliar o ambiente, identificando os riscos,
causas, possíveis conseqüências e medidas de controle que devem ser adotadas.
Considerando que as condições ambientais de segurança estão controladas, adequamos os equipamentos
de proteção específicos para a situação à um profissional devidamente treinado que
juntamente com sua equipe executarão o serviço.
O pessoal que executa o trabalho em altura deve ser treinado, ter à sua disposição equipamentos
adequados e contar com uma técnica de resgate eficiente para socorro imediato em caso de acidentes.

Energia das quedas


Força de impacto
É a força gerada pela queda, considerando a energia que chega aos extremos da corda, fixados na
ancoragem e no trabalhador.
Por ter alguma elasticidade, a corda é capaz de dissipar parte desta energia, poupando o trabalhador da
ação de forças que não seriam suportadas pelo organismo humano.
A força de impacto gerada em uma queda depende de três fatores: tipo de corda, peso da pessoa e Fator
23

de Queda. O fator de queda é indicado pela razão entre a altura da queda de uma pessoa e o tamanho da
corda que irá detê-la. Esse fator é essencial para determinar se um sistema de segurança contra quedas
está seguro.
Um operário utilizando todos os EPI’s necessários para o trabalho em altura de acordo com o sistema
ideal adotado, tem o fator de queda variando conforme as seguintes situações:
A) Talabarte fixado numa ancoragem à mesma altura do cinto;
A altura da queda será igual ao comprimento do talabarte.
Fator de queda = 1
B) Talabarte fixado abaixo da linha do cinto;
A altura da queda é maior que o comprimento do talabarte.
Fator de queda = 2
C) Talabarte fixado acima da altura do cinto;
Nesta situação se houver queda, esta será menor que o comprimento do talabarte;
Fator de queda = 3
No planejamento de um sistema de segurança, o ideal é evitar a queda, mas se não for possível eliminar
esse risco, deve-se ao menos controlar o fator de queda para que seja sempre menor que um.
Um corpo de 80 kg em uma queda fator 2, com um talabarte semi - estáticos ( 3% elasticidade), significa
uma resultante em torno de 16kN (1.600 kg).
Fator de Queda = Altura da Queda
Comprimento do Talabarte
FQ = 2
Queda: 2 metros
“QUEDA FATOR 2 É A MAIS PERIGOSA”
Para se ter uma idéia do que significam estes valores, uma força de 16kN está muito próxima da
resistência máxima de vários equipamentos de segurança. Além disso, há o risco de rompimento de
órgãos internos e comprometimento da coluna vertebral.
Suspensão inerte
Um trabalhador pode cair em função da perda de consciência ou perder a consciência ao cair. Nos dois
casos, estando ele equipado com um sistema de segurança, poderá ficar suspenso pelo cinturão tipo para
- quedista até o momento do socorro. A este período em que o trabalhador fica suspenso nconsciente,
chamamos “suspensão inerte”.Estudos internacionais recentes provam que a suspensão inerte, mesmo
que por períodos curtos de tempo, pode desencadear transtornos fisiológicos graves em função da
compressão de vasos sanguíneos e consequentes problemas de circulação. Estes transtornos
podem levar a sérias lesões ou à morte caso o resgate não seja realizado rapidamente.
OBSERVAÇÕES FINAIS
As informações contidas nesta apostila são de cunho geral sobre os riscos de espaços confinados e
prevenção de acidentes bem como as medidas de controle a serem adotadas. Os procedimentos e ações
específicas, para a liberação de um determinado equipamento que se enquadre no conceito de espaço
confinado, devem ser adotadas pelo responsável pelo local/área através do cumprimento das prescrições
existentes na legislação e documentação interna disponível.

Modelo - Permissão de Entrada em Espaço Confinado (PET)

Nome da Empresa:_______________________________________________________________
Local do Espaço Confinado:______________ ___________Espaço Confinado n:______________
Data e Horário da Emissão: _________________Data e Horário do Término:_________________
Trabalho a ser Realizado:__________________________________________________________
Trabalhadores Autorizados:________________________________________________________
Vigia:________________________ Equipe de Resgate:__________________________________
Supervisor de Entrada: ____________________________________________________________

Procedimentos Que Devem Ser Completados Antes da Entrada

1. Isolamento S( )N( )
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2. Teste Inicial da Atmosfera: Horário_____


Oxigênio __________________________________________________________________% O2
Inflamáveis ________________________________________________________________%LIE
Gases/vapores tóxicos ________________________________________________________ppm
3
Poeiras/fumos/névoa tóxicos__________________________________________________mg/m
Nome Legível / Assinatura do Supervisor dos Testes:____________________________________

3. Bloqueios/Travamento/Raqueteamento e Etiquetagem _____________________N/A( ) S( ) N( )


4. Purga e/ou Lavagem ________________________________________________N/A( ) S( ) N( )
5. Ventilação/Exaustão – tipo e equipamento _______________________________N/A( ) S( ) N( )
6. Teste após Ventilação e Isolamento: Horário______
Oxigênio _______________________________________________% O2 > 19,5% ou > 22,0 %
Inflamáveis __________________________________________________________%LIE < 10%
Gases/vapores tóxicos ________________________________________________________ ppm
3
Poeiras/fumos/névoa tóxicos__________________________________________________mg/m
Nome Legível / Assinatura do Supervisor dos Testes:____________________________________

7. Iluminação Geral ____________________________________________________N/A( ) S( ) N( )


8. Procedimentos de Comunicação:________________________________ _______N/A( ) S( ) N( )
9. Procedimentos de Resgate: ____________________________________________N/A( ) S( ) N( )
10. Procedimentos e Proteção de Movimentação Vertical: _______________________N/A( ) S( ) N( )
11. Treinamento de Todos os Trabalhadores? É atual?______________________________ S( ) N( )

12. Equipamentos:
13. Equipamento de Monitoramento Contínuo de Gases de Leitura Direta com
Alarmes em condições:________________________________________________________S( ) N( )
Lanternas______________________________________________________________N/A( ) S ( ) N( )
Roupa de Proteção ______________________________________________________N/A( ) S( ) N( )
Extintores de Incêndio ____________________________________________________N/A( ) S( ) N( )
Capacetes, Botas, Luvas _________________________________________________ N/A( ) S( ) N( )
Equipamentos de Proteção Respiratória/Autônomo ou Sistema de ar mandado com cilindro de
escape__________________________ ______________________________________N/A( ) S( ) N( )
Cinturão de Segurança e Linhas de Vida para os Trabalhadores Autorizados _____________ S( ) N( )
Cinturão de Segurança e Linhas de Vida para a Equipe de Resgate _______________ N/A( ) S( ) N( )
Escada _______________________________________________________________N/A( ) S( ) N( )
Equipamentos de movimentação vertical/suportes externos ______________________N/A( ) S( ) N( )
Equipamentos de Comunicação Eletrônica ____________________________________N/A( ) S( ) N( )
Equipamento de proteção respiratória autônomo ou sistema de ar mandado com cilindro de escape para a Equipe de
Resgate ?___________________________________________________________S( ) N( )
Equipamentos Elétricos e Eletrônicos _________________________________________N/A( ) S( ) N( )

Procedimentos que devem ser completados durante o desenvolvimento dos trabalhos

14. Permissão de Trabalhos à Quente _________________________________________N/A( ) S( ) N( )

Procedimentos de Emergência e Resgate:

Telefones e Contatos: Ambulância :________Bombeiros :____________Segurança:________

 A entrada não pode ser permitida se algum campo não for preenchido ou contiver a marca na coluna “não”. Obs.: “N/A”
não se aplica, “S” sim e “N” não.

 A falta de monitoramento contínuo da atmosfera no interior do espaço confinado, alarme, ordem do vigia ou qualquer
situação de risco à segurança dos trabalhadores, implica no abandono imediato da área

 Qualquer saída de toda equipe por qualquer motivo implica na emissão de nova Permissão de Entrada.

 Esta Permissão de Entrada deverá ficar exposta no local de trabalho até o término do
mesmo. Após o trabalho, a mesma deverá ser recolhida e arquivada.
25

PRIMEIRO SOCORROS
Introdução ao Atendimento Pré-Hospitalar:
Introdução:
Direitos do Paciente.
Omissão de Socorro.
Segurança da Cena e Bio Segurança.
Sinais Vitais.
Emergências Clinicas.
Exame Primaria (inicial) ou Exame Secundaria (Continuada).
Abordagem da Vitima e Escala de Glasgow.
Cinemática do Trauma.
Hora Dourada.
Escala de Cipe.
PCR, RCP, DEA, Infarto.
Ferimentos, Corpo Estranho Encravados, Curativo 3 pontas.
Fraturas e Traumatismo.
Lesão de Coluna Vertebral (TCE, TRM).
Hemorragia Hemofilia e Estado de Choque.
Queimaduras, Geladura.
Choque Elétrico.
Convulsão,Vertigem e Desmaio (Sincope).
Noções de Afogamento.
Asfixia e Sufocamento.
Imobilização
Resgate e Transporte de Vitimas, Improvização.
Retirada de Capacete.
KED (Colete Imobilizador Dorçal).
Chave de Hauteck, Manobra Heimlich.
Extricação.
Embriaguez.
Envenenamento.
Histeria e pânico.
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Introdução:
Atendimento pré - hospitalar:
Todo atendimento dada a vitima no local do sinistro chama-se atendimento pré-hospitalar, tratamento
imediato e temporário prestado a alguém em caso de acidente e mal súbito, com a finalidade de manter
suas funções vitais estáveis, evitando o agravamento da situação ate se obter assistência medica. uma
vez que o emergêncista assume a vitima ela passa a ser chamada de paciente.
Ao final deste curso o aluno devera ser capaz de agir em equipe, ou sozinho, identificando as
características gerais da especificas de uma situação de sinistro, realizar a avaliação da cena, aplicar as
técnicas do ABC DO TRAUMA, agir no controle das hemorragias, realizar manobras de imobilização,
identificar uma PCR, e aplicar corretamente as técnicas de RCP, conforme os protocolos, conhecer e
saber manusear os equipamentos e materiais básicos do pré-hospitalar, saber para qual centro de saúde o
paciente devera ser encaminhado.

FINALIDADE :
manter suas funções vitais estáveis, evitando o agravamento da situação até se obter assistência medica.
uma vez que o emergêncista assume a vítima ela passa a ser chamada de paciente.

OBJETIVO DO CURSO:
o aluno devera ser capaz de:
agir em equipe, ou sozinho, identificando as características gerais da especificas de uma situação de
sinistro,
realizar a avaliação da cena, aplicar as técnicas do ABC DO TRAUMA,
agir no controle das hemorragias, realizar manobras de imobilização, identificar uma PCR,
aplicar corretamente as técnicas de RCP, conforme os protocolos,
conhecer e saber manusear os equipamentos e materiais básicos do pré-hospitalar,
saber para qual centro de saúde o paciente devera ser encaminhado.

Avaliação Primaria (Inicial)


Antes de qualquer outra atitude no atendimento às vítimas, deve-se obedecer a uma seqüência
padronizada de procedimentos que permitirá determinar qual o principal problema associado com a
lesão ou doença e quais serão as medidas a serem tomadas para corrigi-lo. Essa seqüência padronizada
de procedimentos é conhecida como exame do paciente.

Avaliação Secundária:

Durante o exame, a Paciente deve ser atendida e sumariamente examinada para que, com base nas lesões
existente e nos seus sinais vitais, as prioridades do atendimento sejam estabelecidas.
O principal propósito da análise secundária é descobrir lesões ou problemas diversos que possam
ameaçar a sobrevivência da vítima, se não forem tratados convenientemente. É um processo sistemático
de obter informações e ajudar a tranqüilizar a vítima, seus familiares e testemunhas que tenham interesse
pelo seu estado, e esclarecer que providências estão sendo tomadas.
27

Foto Resgate em Espaço Simulado na ODEBRECHT Acidente de Trabalho


Confinado na INNOVA Mal Subito Com Queda de Altura
Pólo Petroquimico Concretagem de uma base

O exame do paciente leva em conta aspectos subjetivos, tais como:


O local da ocorrência. É seguro? Será necessário movimentar a vítima?
Há mais de uma vítima? Pode-se dar conta de todas as vítimas?
A vítima. Está consciente? Tenta falar alguma coisa ou aponta para qualquer parte do corpo dela.
As testemunhas. Elas estão tentando dar alguma informação? O socorrísta deve ouvir o que dizem a
respeito dos momentos que antecederam o acidente.
Mecanismo da lesão. Há algum objeto caído próximo da vítima, como escada, moto, bicicleta, andaime
e etc. A vítima pode ter sido ferida pelo volante do veículo?
Deformidades e lesões. A Paciente está caída em posição estranha? Ela está queimada? Há sinais de
esmagamento de algum membro?
Sinais. Há sangue nas vestes ou ao redor da vítima? Ela vomitou? Ela está convulsionando?
Para que não haja contaminação, antes de iniciar a manipulação da vítima, o socorrista deverá estar
aparamentado com luvas de procedimento, avental com mangas longas, óculos panorâmicos e máscara
para respiração artificial ou AMBÚ.
As informações obtidas por esse processo, que não se estende por mais de 45 segundos, são
extremamente valiosas na seqüência do exame, que é subdividido em duas partes: a análise primária e
secundária da vítima.

Um Socorrista deve apresentar as seguintes características:

Cooperativo.
Estabilidade Emocional.
Discreto.
Iniciativa.
Criatividade.
Bom Ouvinte.
Capacidade de Liderança.
28

Principais fundamentos do pré-hospitalar:


Salvar uma vida.
Evitar lesões adicionais, segunda lesão.
Obter atendimento médico qualificado.

Para prestar ou auxiliar o atendimento pré-hospitalar:


Conhecer técnicas de atendimento pré-hospitalar.
Transmitir tranqüilidade á paciente.
Agir com rapidez, sem precipitação.
Ter confiança em si mesmo e agir com calma.

Responsabilidade:
Todo e qualquer atendimento prestado ao paciente no local do sinistro ate chegada ao hospital, ou ate
chegada de um medico é responsabilidade do emergêncista, desde negligência, imprudência e
imperícia, uma vez assumida a paciente, já mais poderá abandonar a mesma, exceto se correr risco
pessoal eminente.
Imprudência: expor a si, ou a terceiros, a risco ou perigo tendo condições de evita-lo. Ex: o motorista
dirigindo em alta sem o cinto de segurança, embriagado ou drogado.
Imperícia: falta de conhecimento técnico ou destreza em determinada profissão. Ex: o clinico que faz
cirurgia plástica, no cérebro, ou coração.
Negligência: descumprimento dos deveres da profissão ou arte. Ex: um operário não usa EPI, ou usa
inadequadamente.

Direitos do Paciente:
Solicitar e receber socorro médico de urgência.
Exigir sigilo sobre suas condições ou tratamento.
Denunciar quem prestou - lhe atendimento de socorro violando sigilo de suas condições.
Recusa de atendimento, se vitima está consciente, orientada ou é maior de idade.
Vitima menor de idade somente com a presença dos responsáveis legal, que a mesma pode recusar o
atendimento, se o menor estiver consciente e orientado, caso de inconsciência caracteriza omissão de
socorro por parte dos responsáveis legal.

Omissão de Socorro:
Art. 135. Deixar de prestar assistência, quando possível faze-lo sem risco pessoal, à pessoa ferida ou
invalida e criança ou em grande eminente perigo, ou não pedir, nesses casos, socorro a autoridade
publica:
Pena: um a seis meses de Detenção, se resulta em morte é triplicada.
Obs: O Emergencista poderá ser processado por qualquer pessoa, se omitir socorro, se o mesmo
tiver habilidade e condições de prestar socorro, mas não esquecendo que não pode fazer manobras
invasivas.

Segurança:
29

A natureza da ocorrência pode ser definida como um evento causado pelo homem ou fenômeno natural,
que pode colocar em risco a integridade das pessoas, bens ou da natureza. Porem no atendimento pré-
hospitalar deve-se ter em mente os seguintes princípios:
Não se torne ou vitima.
Calcule os riscos.
Não agrave ainda mais a cena do sinistro.
Seja ágil, mas mantenha sempre a calma e prudência.

S – Segurança do EMERGENCISTA
OS 3 “S” S _ Segurança do LOCAL
S – Segurança da VITIMA

SEGURANÇA

Pessoal (eu)
Dos Colegas
Das Vitimas

Segurança do Local:
Um dos fatores mais importantes na cena do sinistro é a segurança da equipe de socorro e da vitima.
Faça uma avaliação visual minuciosa da observando a segurança e o local, as causas da emergência, o
numero de vitimas e reconhecer os riscos que pode haver no local:
Atropelamento.
Colisão de veículos.
Choque elétrico.
Produtos tóxicos.
Violência e agressão.
Incêndio e explosões.
Desmoronamento.
Alagamento.
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Saber identificar:
O que aconteceu: informar o tipo de ocorrência e numero de vitima aproximada, e estado delas.
Como aconteceu: pegar informação com a vitima ou populares como ocorreu.
Quando aconteceu: informar hora aproximada do acidente.
Local que ocorreu: informar com precisão o lugar exato da ocorrência, dando ponto de referencias.

Segurança do emergêncista:
A segurança do emergencista começa pela utilização dos EPI, utilizando corretamente luvas, óculos de
proteção e mascara descartável, já mais atende pessoas sem essas proteçôes, o emergêncista e o pessoal
da saúde é do grupos de risco de doenças infectocontagiosas, todas as pessoas da saúde, policiais,
emergêncistas, resgatista, DEVEM TOMAR VACINA ANTI TETANICA E HAPATITE DO TIPO
“B”.
Contaminação:
As pessoas tem contato com secreção purolenta, sanguenolenta, vomito, catarro, o emergêncista não
sabe se a vitima tem alguma doença Infecto contagiosa, e se ela tem não fala se sente constrangida em
relatar sua doença, tem medo de ser descriminada perante as pessoas.

Equipamento de Proteção Individual, EPI: (luvas, mascara, óculos e manga


compridas, avental).

Vias de contagio:
Sangue: Hiv, Hepatite B e C.
Respiração: Tuberculose, Meningite (vias aéreas por gotículas salivares), Resfriados, Gripe.
Pele: Herpes, Escabiose.
Mucosas: Herpes, Hepatite, Conjuntivite.
Fezes: Hepatite A e Diarréia Infecciosa.

Pacientes de alto risco de contagio


Recém nascido.
Procedente de presídios.
Hemofílicos.
Hemodializados.
Usuários de drogas injetáveis.
Politransfundidos.
Homossexuais com múltiplas (os) parceiros (as).
Heterossexuais com múltiplas (os) parceiros (as).

Sinais vitais:
Respiração: Adulto16 a 20 rpm
Criança: 20 a 25 rpm ( 1 a 8 anos )
Lactante: 25 a 35 rpm
Neonatal (RN ): 35 a 45 rpm
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Pulso: Adulto: 60 a 80 bpm


Criança: 80 a 100bpm
Lactante: 100 a 120 bpm
Neonatal (RN ):120 a 160 bpm

Temperatura axilar: 36ºc a 36,8ºc (normal)


37,7ºc a 38,0ºc (estado febril)
38,0ºc a 39,0ºc (febre)
36,0ºc a 35,0ºc (abaixo do normal)
35,0ºc a 34,0ºc (colapso, hipotermia)
Emergências Clinicas:
Escala de Cipe: Ao termino da avaliação, o emergênciasta deve classificar a paciente de acordo com
a gravidade de suas lesões ou sua doença. Essa classificação e baseada na escala de cipe.

Critico: parada cardíaca ou respiratória.


instável: Paciente inconsciente, com choque descompensado, dificuldade respiratória severa, com
lesões grave na cabeça e ou tórax.
Potencialmente instável: paciente com choque compensado portador de lesões isoladas
importantes.
Estável: paciente com lesões menores, sinais vitais normais.

Reavaliação da escala de Cipe:


Critico, instável: Reavaliar a cada 3 minutos
Potencialmente instável, Estável: Reavaliar a cada 15 minutos.

Avaliação primaria e Continuada:


A avaliação primaria é feito em poucos segundos entre 10 a 15, não devendo ser interrompido, exceto
quando constatado a obstrução de vias aéreas ou PCR.
O emergencista ao chegar no local deve rapidamente avaliar a cena, procurando evidencias de trauma:
como acidentes, choque elétricos, drogas, medicamentos, bebidas. Procurando a evidencia do ocorrido,
para auxiliar no atendimento.
Em primeiro deve-se fazer o ABC, para termos uma idéia da situação do paciente antes de começarmos
a fazer procedimento, procurando se ela tem obstrução de vias aéreas, amputação traumática,
deformidades visíveis, sangramento externo.

A – Vias aéreas / estabilização Cervical.


B – Respiração: na mulher no tórax, não contrai o diafragma, homem e criança no abdomem, contrai.
C – Circulação, Grandes hemorragias: (contenção de hemorragia) e estado de choque, fratura.
D – Nivel de consciência e de orientação.
E – Exposição da vitima e controle da hipotermia, colar cervical.
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A – Vias aereas e cervical: Verifique se as vias aéreas estão permeáveis, se for preciso
efetue manobras de elevação da queixo para desobistrui - las, se preciso for, estabilizar sempre a cervical
nos casos de suspeita de lesão raqui - medular ou cervical.

Ovace: obstrução vias aéreas por corpo estranho.

Nível de consciência:
A- paciente Acordado.
V- Responde estímulos Verbal.
D- Reage a Dor.
I- Vitima Inconciênte.

Avalei as pupilas:
Midriase: pupilas dilatadas, indica falta oxigenação cerebral.
Miose: pupilas contraídas, indicam alto grau de intoxicação.
Anisocoria: pupilas desiguais, indicam possível TCE, Lesão Cerebral Traumatica (LCT).
Isocoria reagente: estado normal das pupilas.

Isocoria reagente: estado normal das pupilas;

Midríase paralítica: inconsciência, choque, parada cardíaca e sangramento, certos


medicamentos e traumas cranianos, hipóxia cerebral; falta oxigênio nas células.
33

Miose: pupilas contraídas indicam alto grau de intoxicação por medicamentos,


veneno etc;

Anisocoria: trauma craniano e acidente vascular encefálico (AVE)

OBS: Escala de Glasgow maximo é 15 e mínimo é 03, valor entre sete ou menos que isso,
o paciente considera-se paciente comatoso.
Cinemática do Trauma:
Acidente:(Atropelamento, Capotamento, Colisôes e ejeção da vitima para fora do veiculo).

Existem três tipos de mecanismo basicos de lesão por movimento:


1- Desaceleração frontal rápida.
2- Desaceleraçao vertical rápida.
3- Penetração do projétil.
Hora Dourada: É o tempo entre o inicio do trauma e o início do atendimento definitivo, As chances
de sobrevivência caem drasticamente após 1 hora do desastre.

Prioridades

Primeira: SEGURANÇA.
Segunda: OS MAIS NECESSITADOS.
Terceira: AGIR NOS MAIS NECESSITADOS.

AVALIAÇÃO PRIMÁRIA/ INICIAL:

Nas vítimas críticas, nunca fazer mais do que a avaliação primária (avaliar, reanimar, transportar):

Procedimentos no pré-hospitalar? Podem ser feitos, mas:


FAZER RÁPIDO.
FAZER EFICIENTE.
FAZER A CAMINHO DO HOSPITAL.
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PCR: É a ausência das funções vitais, movimentos respiratórios e batimentos cardíacos. A

ocorrência isolada de uma delas só existe em curto espaço de tempo, a parada de uma acarreta a parada
da outra. A parada cardiorrespiratória leva à morte no período de 3 a 5 minutos.
Causas da parada respiratória (Obstrução da passagem de ar por):
corpos estranhos (sólidos ou líquidos).
afogamento, estrangulamento, soterramento.
A falta de oxigênio no sangue causará alterações dentro das células cardíacas e desequilíbrios no
funcionamento das mesmas, que perderão a coordenação de seus movimentos e não mais conseguirão
empurrar o sangue.
Após a parada respiratória, como o sangue está circulando, podemos ter vários minutos de consciência
até o colapso.

Pressão Sangüínea:
Definição: É a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias.
Considerações gerais: A pressão é medida em dois níveis:
Sistólica: É a pressão exercida junto aos vasos sangüíneos quando o sangue é lançado nas artérias
pelo coração.
Diastólica: É a pressão exercida junto aos vasos sangüíneos quando o sangue retorna para ser filtrado
junto aos pulmões e coração, circulando pelas veias.

A pressão é aferida com a utilização do esfingnomanometro e com o auxílio do estetoscópio.


Índices normais da pressão sangüínea:
Sistólica :100 a 140 (alta)
Diastólica: 60 a 90 (baixa)

Sangramentos = compressão:
O Total de sangue circulante no organismo em litros, corresponde de 6% à 8% do peso corporal Sangue
que não aparece!
Costela: 125 ml.
Radio/Ulna: 250 a500 ml.
Úmero: 500 a 750 ml.
Tibia ou fíbula: 500 a 1000 ml.
Fêmur: 1000 a 2000 ml.
Pelve: 1000 ml maciça.

Quando o Coração Pára Primeiro:


Assim que a circulação não mais conseguir levar o oxigênio para o cérebro, haverá redução da atividade
cerebral, inclusive do centro respiratório, região responsável pelo comando do diafragma.
Cerca de 30 a 40 segundos de consciência ainda podem existir após a parada do coração
35

O ritmo inicial mais comum na Parada Cardíaca é a Fibrilação Ventricular


O ÚNICO tratamento eficaz para FV é a DESFIBRILAÇÃO ELÉTRICA, com desfibrilador DEA
Chance de sucesso cai rapidamente com o passar do tempo.
Uma FV transforma-se em assistolía em poucos minutos.

RCP: É a substituição artificial e temporária das funções cardíacas e pulmonares, através de técnicas
de ventilação boca boca e compressão toracica.

PCR- PARADA PCR- PARADA PCR- PARADA


CARDIORRESPIRATÓRIA CARDIORRESPIRATÓRIA CARDIORRESPIRATÓRIA

RCP 1 SOCORRISTA

VENTILAÇÃO COMPRESSÃO

Tabela de RCP: PROTOCOLO AHA


IDADE 1 Soc. 2 Soc.
Adulto 30x2 30x2
Criança ate 8 anos 30x2 15x2
Lactante ate 12 meses 30x2 Não faz
RN ate 28 dias 30x2 Não faz

DEA – Desfibrilador Externo Automatico:


Devera ter em locais públicos nos quais exista probabilidade relativamente alta de parada
cardiocirculatória, (por exemplo aeroportos, cassinos, instituições esportivas).
O DEA é recomendado para aumentar as taxas de sobrevivências em parada cardiocirculatória súbita
extra hospitalar.
36

Paciente devera estar desnudo, as pás devera ficar no anteroposterior, infraescapular anteroesquerdo, e
infraescapular anterodireito.
Infarto:
O que acontece
O Infarto ou ataque cardíaco, mais precisamente chamado de infarto do miocárdio, é a obstrução de uma artéria,
impedindo o fluxo sanguíneo para uma área do coração, lesando-a. Ele pode ser fatal, por isso, necessita de ajuda
médica imediata. Divulgou-se amplamente essa designação para mencionar a necrose em conseqüência de
supressão da circulação de um território vascular.

O que fazer: Providencie auxílio médico imediato. Deixe o paciente em posição confortável,
mantendo-o calmo, aquecido e com as roupas afrouxadas.
Se houver parada cárdio - respiratória, aplique a ressuscitação cárdio - pulmonar.

HEMORRAGIA: Perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo, veia, arteria e


capilares. Toda a hemorragia deve ser controlada imediatamente. A hemorragia abundante e não
controlada pode causar a morte em 3 ou 5 minutos.

Primeiros Socorros :
Use compressa limpa e seca ou gaze ou pano, desde que limpo.
Coloque a compressa sobre o ferimento.
Pressione com firmeza.
Use atadura uma tira de pano, gravata ou outro recurso que tenha à mão para amarrar e manter firme a
compressa no lugar.
Caso não tenha compressa, feche o ferimento com o dedo e comprima com a mão evitando uma
hemorragia abundante.
Caso estes procedimentos não causem efeito nenhum faça um torniquete no local anotando o horário
emque foi feito, (não abandone as técnicas descritas acima elas se somarão ao efeito ).

Suspeita de hemorragia interna


A hemorragia interna é resultante de um ferimento profundo com lesão de órgãos internos. O sangue
não aparece. A vítima apresenta:
Pulso fraco.
Pele fria.
Sudorese abundante.
Palidez intensa e mucosas descoradas.
Sede .
Tonturas, podendo estar inconsciente (estado de choque).

Primeiros socorros:
Mantenha o paciente deitado - cabeça mais baixa que o corpo - exceto em casos de suspeita de fratura de
crânio ou derrame cerebral em que a cabeça deverá estar levantada.
Tratar como se fosse estado de choque.
colocar compressa de gelo sobre o local do trauma.
Procurar socorro especializado imediatamente.

Tipos de hemorragias
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Nasal: Ponha a vítima deitado com a cabeça voltada para trás e aperte-lhe a narina que estiver com a
lesão durante por aproximadamente 10 (dez) minutos. Caso não haja a hemostasia coloque um tampão
feito com gaze dentro da narina e gelo ou tolhas frias sobre a lesão.

Capilar: saída de sangue em pequena quantidade.


Venosa: saída continua de sangue roxo escuro.
Arterial: saída intermitente de sangue, vermelho vivo, espumoso rico em oxigênio risco de morte.
Interna:
Pulmonar: (hemoptise):
Após um acesso de tosse, o sangue sai pela boca em golfadas é de cor vermelho rutilante. Coloque o
doente em repouso com a cabeça mais baixa que o corpo, não o deixe falar, mantendo-o calmo.

Estômago: (Hematêmese):
A vítima apresenta, antes da perda de sangue enjôo e náusea, ao vomitar, o sangue se apresenta como se
fosse borra de café. Coloque a vítima deitada sem travesseiro, não lhe dê nada pela boca.
Obs: Em todos os casos é necessário a presença do atendimento médico especializado o mais rápido
possível no local do acidente.

Estado de Choque:
Ocorre em todos os caso de lesões graves, hemorragias ou fortes emoções.

Causas:
São condições para o surgimento do estado de choque ; queimaduras graves, ferimentos graves e
extensos, esmagamentos, perda de sangue, acidentes por choque eletríco, envenenamento por produtos
químicos, ataque cardíaco (enfarte agudo do miocárdio ), exposição a extremos de calor ou frio, dor
aguda, infecção, intoxicação por alimento, fraturas.

Sintomas:
1. Pele fria e pegajosa.
2. Sudorese na teste e na palma da mão.
3. Palidez com expressão de ansiedade.
4. Frio, a vítima se queixa de sensação de frio.
5. Náuseas e vômitos.
6. Respiração curta rápida e irregular.
7. Visão turva ou nublada.
8. Pulso fraco e rápido.
9. Podendo estar total ou parcialmente inconsciente.

Primeiros socorros :
Realize a inspeção rápida na vítima.
Combata, evite ou contorne a causa do estado de choque, se possível (Ex: hemorragia)
Conserve a vítima deitada.
Afrouxe a roupa apertada no pescoço, peito e na cintura.
Retire da boca, caso exista, próteses, dentadura, goma de mascar etc.
Mantenha a respiração.
Caso a vítima vomite, lateralize a cabeça ou vitima (caso não haja lesão de coluna).
Caso não haja fratura, levante as pernas da vítima em torno de 30 cm.
Se for possível, mantenha sua cabeça mais baixa que o tronco.
Mantenha a vítima agasalhada utilizando cobertores, mantas etc.
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Não dê líquidos de forma nenhuma (alcoólicos ou não).

CHOQUE HEMODINÂMICO :
é a falência do sistema cardiocirculatório proporcionando uma inadequada perfusão e oxigenação dos
tecidos.

SINAIS E SINTOMAS QUE PODEM INDICAR CHOQUE HEMODINÂMICO:


Pele pálida, úmida e fria.
Pulso fraco e rápido (adulto maior 100 bpm, bebês e crianças maior 120 bpm).
Perfusão capilar lenta ou nula.
Pressão sistólica, em adulto, menor que 90 mmHg.
Respiração rápida e superficial.
Sede e tremores.
Agitação.
Tontura e perda da consciência.

A vítima deve ser analisada como um todo, pois nem sempre a totalidade dos sinais podem estar
presentes na fase inicial.
Os sinais mais precoces do choque hemodinâmico são os dois primeiros da lista.
A alteração da pressão sistólica pode ocorrer somente quando já houve uma perda sangüínea de
aproximadamente 30% da volemia; portanto, não aguardar a sua ocorrência para iniciar o tratamento,
principalmente em crianças, onde a alteração pressórica só ocorre quando o choque é severo.

CONDUTA NO CHOQUE HEMODINÂMICO:


Deitar a vítima com as pernas elevadas, aproximadamente 30 cm.
Manter a permeabilidade das vias aéreas.
Ministrar oxigênio através de máscara.
Afrouxar suas roupas.
Manter a vítima aquecida.
Monitorar a freqüência cardíaca e a pressão sistólica a cada cinco minutos, inclusive durante o
deslocamento.
No caso de vítimas de trauma, o socorrista deve ter especial cuidado com a coluna, manter a vítima
deitada e imobilizada na prancha longa e elevar a parte inferior da prancha cerca de 30 cm.
Nos casos de vítimas com suspeita de traumatismo craniano ou torácico associado ao choque
hemodinâmico mantê-la em decúbito horizontal.

Ponto de pressão:
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Hemofilia: Ao prestar socorro, é muito importante que se tenha conhecimento de alguns casos
especiais. Existem pessoas para as quais o sangramento representa um risco muito grande de morte.
Na hemofilia, as pessoas não tem coagulação sanguinea. Um ferimento pequeno pode tornar-se uma
ameaça para o hemofílico, quando o hemofílico se machuca, o ferimento demora mais a cicatrizar.
ATENÇAO: A HEMOFILIA não é uma doença contagiosa, quem tem já nasce com a doença.
Cartão de identificaçao: O hemofílico costuma ter um cartão de identificaçao,
Sangramento lento e constante, corte e ferimentos sem gravidade permanecem abertos e sangrando por
muito tempo.

Queimaduras:
Toda e qualquer lesão decorrente de ação do calor sobre o organismo, á uma queimadura. São exemplos
de queimaduras: contato direto com chama, brasa ou fogo; vapores quentes; líquidos quentes; sólidos
superaquecidos ou incandescentes; substâncias químicas; biológicas (água - vivas, caravelas etc.)
emanações radiativas; radiações infravermelhas e ultravioletas (em aparelhos, laboratórios ou desvios ao
excesso de raios solares), eletricidade.

Queimaduras externas classificam-se em:

A. Superficiais - Quando atingem algumas camadas da pele.

B. Profundas - Quando destruição total da pele.

Classificação em graus:
1º Grau - Lesão das camadas superficiais da pele: edema, dor local suportável, não formação de bolhas.
Exemplos: causadas por raios solares.
2º Grau - Lesão das camadas mais profundas da pele, formação de flictemas (bolhas) desprendimento
da camada da pele; dor e ardência locais de intensidade variável.
3º Grau - Lesão de todas as camadas da pele; comprimento de tecidos mais profundos, podendo ir até o
osso.
4º Grau – ate o osso, amputação cirúrgica.

Obs: Queimaduras de 1º, 2º, 3º, graus podem se apresentar no mesmo paciente.
O risco de vida (gravidade do caso) não está no grau da queimadura, reside na extensão da superfície
atingida, devido ao estado de choque e a maior possibilidade de contaminação (infecção).

Geladura: E a exposição do corpo a baixas temperaturas ao nível de congelamento, por um


determinado tempo, causando lesões tecidual, dependendo do tempo de exposição pode ocorrer lesões
graves, bem localizadas, podendo o cirurgia ter que amputar ou debridar o membro lesionado.

Sinais e sintomas:
40

Perda de sensibilidade.
Perda de mobilidade.
Vermelhidão.
Necrose de tecido.
Rígidos e indolor.

PRIMEIROS SOCORROS
Aquecer o membro queimado, com agasalho, ataduras, meias.
A área deve ser descongelada através do banho morno durante 30 minutos (a água não deve exceder 40°
C).
O paciente deve ficar em ambiente aquecido, dar bebidas quentes para paciente.

Complicações: Gangrena cutânea, muscular ou nervosa.

Insolação: Ocorre devido à ação direta dos raios solares sobre o indivíduo.
Sinais e Sintomas:
• Temperatura do corpo elevada.
• Pele quente, avermelhada e seca.
• Diferentes níveis de consciência.
• Falta de ar.
• Desidratação.
• Dor de cabeça, náuseas e tontura.

Primeiros Socorros:
• Remover a vítima para lugar fresco e arejado.
• Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, envolvendo-a com toalhas umedecidas com água
fria.
• Oferecer líquidos em pequenas quantidades e de forma freqüente PARA HIDRATAR.
• Mantê-la deitada.
• Avaliar nível de consciência, pulso e respiração.
• Providenciar transporte adequado.
41

• Encaminhar para atendimento hospitalar.

Intermação: Ocorre devido à ação do calor em lugares fechados e não arejados (nas fundições,
padarias,caldeiras etc.) intenso trabalho muscular.

Sinais e Sintomas:
• Temperatura do corpo elevada.
• Pele quente, avermelhada e seca.
• Diferentes níveis de consciência.
• Falta de ar.
• Desidratação.
• Dor de cabeça, náuseas e tontura.
• Insuficiência respiratória.

Primeiros Socorros:
• Remover a vítima para lugar fresco e arejado.
• Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, aplicando compressas de pano umedecido com
água.
• Mantê-la deitada com o tronco ligeiramente elevado.
• Avaliar nível de consciência, pulso e respiração.
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

Tipos de Fraturas:
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Fratura Exposta Fratura Fechada

Fratura Fechada/Simples: quando não há comunicação entre a fratura e o meio externo, permanecendo
integra a pele.

Fratura exposta/Aberta: quando há comunicação entre a fratura e o meio externo, sendo a pele lesada
por fragmentos ósseos.

Fraturas completas: quando há total secção de uma estrutura óssea.

Fraturas incompletas: quando o ósseo atingido sofre apenas uma fissura, não sofrendo afastamento
entre as estruturas atingidas.

AMPUTAÇÕES TRAUMÁTICAS:
As amputações traumáticas são lesões em que há separação de um membro ou de
uma estrutura protuberante do corpo. Podem ser causados por objetos cortantes,
esmagamentos ou tracionamento (arrancar). As causas por acidentes industriais e
automobilísticos são mais comuns em jovens.
Devido às características elásticas dos vasos sangüíneos, há uma tendência
natural à contração e retratação dos mesmos, deste modo as amputações
completas sangram mais que as parciais.

Conduta nas amputações:


O tratamento inicial deve ser rápido pela gravidade da lesão, que pode causar a morte por
hemorragia, e pela possibilidade de reimplante do membro amputado. O controle do A,B e C é
crucial na primeira fase do tratamento. O membro amputado deve ser preservado sempre que
possível, porém a maior prioridade é a manutenção da vida.

 Abrir vias aéreas e prestar assistência ventilatória caso necessário.


 O2 sob máscara 12L/min.
 Controlar a hemorragia.
 Tratar o estado de choque.
 Cuidar do seguimento amputado:
Limpeza sem imersão de líquidos.
Envolver em gase seca ou compressa limpa.
Proteger o membro amputado com dois sacos plásticos.
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Colocar o saco plástico em recipiente com gelo ou água gelada.


Não permitir que a extremidade fique em contado direto com gelo.

AVALIAÇÃO:
A maioria das lesões osteo - articulares não causam riscos imediatos de vida,
sendo avaliadas durante o exame secundário. O exame e tratamento da vítima
devem priorizar a detecção e tratamento da obstrução das vias aéreas, distúrbios
respiratórios, instabilidades circulatórias e lesões de coluna cervical. No entanto,
na ausência de tratamento de campo adequado, estas lesões podem produzir
seqüelas permanentes, ou mesmo perda da extremidade.
As lesões músculo - esquelético avaliadas em primeiro lugar são aquelas que tem
maior potencial de risco de vida. As fraturas fêmur e de bacia podem causar
hemorragias graves e mesmo estado de choque. Na maioria das vezes é
impossível diferenciar entre os diversos tipos de lesões músculos-esqueléticas,
deste modo a conduta é tratar as lesões como fraturas.

Lesões Coluna Vertebral (TRM):


Conceito: A coluna vertebral é composta de 33 vértebras sobrepostas, localizada do crânio ao

cóccix, e no seu interior há a medula espinhal, que realiza a condução dos impulsos nervosos.
As lesões da coluna vertebral mal conduzidas podem produzir lesões graves e irreversíveis de medula,
com comprometimento neurológico definitivo (tetraplégica ou paraplegia).
Todo o cuidado deverá ser tomado com estas vitimas para não surgirem lesões adicionais.
O Trauma Raquimedular, se não for reconhecido e atendido adequadamente no local do trauma, pode
resultar em lesão irreparável e deixar o doente paralisado para sempre. Alguns doentes sofrem lesões
imediatas da medula espinhal como resultado de um trauma. Outros sofrem um trauma da coluna
vertebral que não lesa inicialmente a medula; a lesão da medula surge depois em conseqüência do
movimento da coluna. Pelo fato de o sistema nervoso central ser incapaz de se regenerar, a medula
lesada não pode ser recuperada. As conseqüências de imobilizar um doente com uma lesão
raquimedular despercebida, ou permitir que o doente se mova, podem ser devastadoras. A imobilização
inadequada da coluna fraturada, por exemplo, pode produzir resultado muito pior do que a imobilização
inadequada do fêmur fraturado.
O trauma raquimedular pode ocorrer em qualquer idade; porém, ocorre freqüentemente em

indivíduos entre 16 a 35 anos, uma vez que este grupo etário se envolve em atividades mais violentas

e de alto risco. O maior número de vítimas de trauma raquimedular fica no grupo de 16 a 20 anos.

O segundo maior grupo é o de vítimas entre 21 a 25 anos, e o terceiro grupo tem idade que oscila

entre 26 e 35 anos. Causas comuns são: colisão de veículos automotores (48%), quedas (21%),

ferimentos penetrantes (15%), lesões por esportes (14%) e outras lesões (2%).

Sinais e Sintomas:
• Dor local intensa.
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• Diminuição da sensibilidade, formigamento ou dormência em membros inferiores e/ou superiores.


• Paralisia dos segmentos do corpo, que ocorrem abaixo da lesão.
• Perda do controle esfincteriano (urina e/ou fezes soltas).
Nota: Todas as vitimas inconscientes deverão ser consideradas e tratadas como portadoras de lesões na
coluna.

Primeiros Socorros:
• Cuidado especial com a vítima inconsciente.
• Imobilizar o pescoço antes do transporte, utilizando o colar cervical.
• Movimentar a vítima em bloco, impedindo particularmente movimentos bruscos do pescoço e do
tronco.
• Colocar em prancha rígida e longa de madeira.
• Encaminhar para atendimento hospitalar.

Choque Elétrico:
É o fenômeno da passagem da corrente elétrica pelo corpo quando em contato com partes energizadas.

Sinais e Sintomas:
• Parada cardiorrespiratória:
O choque elétrico é um estímulo rápido no corpo humano, ocasionado pela passagem da corrente
elétrica. Essa corrente circulará pelo corpo onde ele tornar-se parte do circuito elétrico, onde há uma
diferença de potencial suficiente para vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo. Embora
tenhamos dito, no parágrafo acima, que o circuito elétrico deva apresentar uma diferença de potencial
capaz de vencer a resistência elétrica oferecida pelo corpo humano, o que determina a gravidade do
choque elétrico é a intensidade da corrente circulante pelo corpo.
O caminho percorrido pela corrente elétrica no corpo humano é outro fator que determina a gravidade do
choque, sendo os choques elétricos de maior gravidade aqueles em que a corrente elétrica passa pelo
coração.
O choque elétrico pode ocasionar contrações violentas dos músculos, a fibrilação ventricular do coração,
lesões térmicas e não térmicas, podendo levar a óbito como efeito indireto as quedas e batidas, etc. A
morte por asfixia ocorrerá, se a intensidade da corrente elétrica for de valor elevado, normalmente acima
de 30 mA e circular por um período de tempo relativamente pequeno, normalmente por alguns minutos.
Daí a necessidade de uma ação
rápida, no sentido de interromper a passagem da corrente elétrica pelo corpo. A morte por asfixia advém
do fato do diafragma da respiração se contrair tetanicamente, cessando assim, a respiração. Se não for
aplicada a respiração artificial dentro de um intervalo de tempo inferior a três minutos, ocorrerá sérias
lesões cerebrais e possível morte.
45

A fibrilação ventricular do coração ocorrerá se houver intensidades de corrente da ordem de 15mA que
circulem por períodos de tempo superiores a um quarto de segundo. A fibrilação ventricular é a
contração disritimada do coração que, não possibilitando desta forma a circulação do sangue pelo corpo,
resulta na falta de oxigênio nos tecidos do corpo e no cérebro. O coração raramente se recupera por si só
da fibrilação ventricular. No entanto, se aplicarmos um desfribilador, a fibrilação pode ser interrompida
e o ritmo normal do coração pode ser restabelecido. Não possuindo tal aparelho, a aplicação da
massagem cardíaca permitirá que o sangue circule pelo corpo, dando tempo para que se providencie o
desfribilador, na ausência do desfribilador deve ser aplicada a técnica de massagem cardíaca até que a
vítima receba socorro especializado. Além da ocorrência destes efeitos, podemos ter queimaduras tanto
superficiais, na pele, como profundas, inclusive nos órgãos internos. Por último, o choque elétrico
poderá causar simples contrações musculares que, muito embora não acarretem de uma forma direta
lesões, fatais ou não, como vimos nos parágrafos anteriores, poderão originá-las, contudo, de uma
maneira indireta: a contração do músculo poderá levar a pessoa a, involuntariamente, chocar-se com
alguma superfície, sofrendo, assim, contusões, ou mesmo, uma queda, quando a vitima estiver em local
elevado. Uma grande parcela dos acidentes por choque elétrico conduz a lesões provenientes de batidas
e quedas
Fatores determinantes da gravidade:
Analisaremos, a seguir, os seguintes fatores que determinam a gravidade do
choque elétrico:
percurso da corrente elétrica.
características da corrente elétrica.
resistência elétrica do corpo humano.

Percurso da corrente elétrica:


Tem grande influência na gravidade do choque elétrico o percurso seguido pela corrente no corpo. A
figura abaixo demonstra os caminhos que podem ser percorridos pela corrente no corpo humano.
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Diferenças de sensações para pessoas do sexo feminino e masculino.

Convulsão: Contração involuntária da musculatura, provocando movimentos desordenados e em geral


acompanhada de perda da consciência.
Coloque o paciente em lugar confortável, retirando de perto de objetos que possam machuca-las.
Afrouxe bem as roupas apertadas.
Proteja a cabeça da vitima ao mesmo tempo em que vira para o lado, afim de que a saliva não obstrua as
vias aéreas.
Eleve o queixo para facilitar a entrada de ar.
Mantenha a vitima deitada e aquecida. Deixe dormir, caso queira, somente após a avaliação medica.

Vertigem: É uma sensação rotatória na qual a pessoa sente que o ambiente ao seu redor está girando a
sua volta, podem ser acompanhadas de náuseas e vômitos.

Desmaio/ Sincope: É a perda subita da consciência com sensação previa de desfalecimento; se a


vitima encontrar-se de pé, aconselhe-a a exercitar a musculatura das pernas para auxiliar a circulação.
Se a vitima sentir falta de equilíbrio, previna o desmaio, orientando-a a respirar profundamente e
ajudando-a a sentar e inclinar-se para frente a cabeça colocando entre as pernas.
OBS: O desmaio pode ser considerado uma forma leve de ESTADO DE CHOQUE, provocada em
geral por emoções súbitas, fadiga, fome ou nervosismo, ocorrendo uma alteração passageira do estado
de consciência.

Noções de Afogamento: O afogamento é uma causa de morte decorrente de asfixia por submersão
em água ou outro meio liquido, com ou sem aspiração de liquido. Afogamento é a asfixia gerada por
aspiração de liquido de qualquer natureza que venha a inundar o aparelho respiratório. Haverá suspensão
da troca ideal de oxigênio e gás carbono pelo organismo.

Sinais e sintomas: Em um quadro geral pode haver hipotermia, náuseas, vomito, distensão
abdominal, tremores, cefaléia, dores musculares, cansaço. Em casos especiais pode ocorre apneia, ou
ainda PCR.

Espasmos Respiratório: no afogamento pouca água ira chagar aos pulmões por causa do espasmo
de glote. Neste caso, o salvamento requer desobstrução eficaz e rápida das vias aéreas.
A ventilação artificial devera ser usada para diminuir os efeitos da hipoxia.

Observação Possíveis Problemas


Rápida, Superficial Choque, problemas cardíacos,
descompensação diabética, falência cardíaca
e pneumonia
Profunda,Forçada, Obstrução parcial de vias aéreas, ataque ou
Ofegante falência cardíaca, doença pulmonar, trauma
de tórax, diabete
Superficial Trauma cerebral, Torácico e certas drogas
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Ruidosa AVE, Fratura de crânio, abuso de álcool,


drogas e obstrução parcial das vias aéreas

Rouquidão Obstrução das vias aéreas e lesão pulmonar


pelo calor
Chiado Asma, Enfisema, Obstrução de vias aéreas e
falência cardíaca
Tosse c/Sangue Ferimento no tórax, Fratura de costela,
perfuração no pulmão e traumas internos

Asfixia e Sufocamento:
Vitima consciente: o quadro clinico das obstruções completas é típico; a vitima apresente-se agitada,
com grave dificuldade de respirar cianótica, incapaz de tossir e falar. Assume a postura típica de colocar
os dedos ou as mão ao redor do pescoço. Caso não seja feito alguma manobra para desobistruir-los,
evolui rapidamente para insconciência ou óbito. Neste caso executar a manobra de HEIMLICH COM
VITIMA EM PÉ, se vitima adulta, se é criança no colo colocar em cima das pernas do emergêncista
para fazer a manobra.
Vitima inconsciente: quando o emergêncista presencia a vitima com obstrução de vias aéreas fica
inconsciente, é fácil fazer o diagnostico. Porem pode ocorrer de o emergêncista chegar ao local e
encontrar o paciente inconsciênte e sem respiração. Fazer manobra de HEIMLICH COM A VITIMA
DEITADA.

Quando a Respiração Pára Primeiro:


A falta de oxigênio no sangue causará alterações dentro das células cardíacas e desequilíbrios no
funcionamento das mesmas, que perderão a coordenação de seus movimentos e não mais conseguirão
empurrar o sangue.
Após a parada respiratória, como o sangue está circulando, podemos ter vários minutos de consciência
até o colapso.

Imobilização: É a técnica de primeiros socorros mais eficaz para os casos de lesões ósseas e
articulares, mas que requer alguns cuidados básicos durante sua aplicação.
Imobilizar a extremidade traumatizada incluindo articulação anterior e uma posterior do local da lesão.
Se possível retirar anéis, aliança e relógio antes que aconteça o edema.

TÉCNICAS PARA REMOÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS


Conceito: O transporte de acidentados deve ser feito por equipe especializada em socorro e resgate
(Corpo de Bombeiros, Samu, Resgate Voluntário, outros).
O transporte realizado de forma imprópria poderá agravar as lesões, provocando seqüelas irreversíveis
ao acidentado. A vítima somente deverá ser transportada com técnica e meios próprios, nos casos, onde
não é possível contar com equipes especializadas em resgate.
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OBS: É imprescindível a avaliação das condições da vítima para fazer o transporte seguro (número de
pessoas para realizar o transporte).

Retirada de Capacete: O emergêncista devera ter o cuidado de abordar a vitima sempre pelo lado
do rosto,informando que ele devera ser imobilizado por outro emergêncista. É um procedimento
necessário para que a vitima não assustice e movimente a cabeça bruscamente, evitando assim o
agravamento das possíveis lesões cervicais ou na cabeça existentes.

KED (Colete Imobilizador Dorçal )


O KED é utilizado na extricação para que haja A menor mobilização possível da vitima. Entretanto, o uso do
KED, demanda tempo, mesmo para o profissional treinado, não podendo ser utilizado em vitimas que apresentem
qualquer sinal de instabilidade (por exemplo, obstrução de vias aéreas, sinais de choque, inconsciência). Assim,
quando a vitima está instável o KED não devera ser utilizado e as manobras de extricação rápida devera ser
realizadas para um rápido acesso a vitima.
Fixação do KED:
Primeiro colocar as tirantes do tronco, começando pela do meio, em seguida inferior e por ultimo a
superior, fixar as tirantes da cabeça que fica uma no queixo e outra na testa, a vitima já devera estar com
colar cervical,por ultimo fixar os tirantes das pernas para que o KED não suba, assim que colocar a
vitima prancha rígida soltar imediatamente os tirantes das pernas, para evitar defti sanguineo.
3º- tirante do meio (amarela)
1º- tirante inferior (vermelha)
2º- tirante superior (verde)

Chave de Hauteck:

Manobra Heimlich: Vítima consciente em pé ou sentada (somente casos clínicos):


Posicionar-se atrás da vítima e envolvê-la com seus braços apoiados nas cristas ilíacas da vítima.
Posicionar sua mão fechada com a face do polegar encostada na parede abdominal, entre o apêndice
xifóide e
a cicatriz umbilical.
Com a outra mão espalmada sobre a primeira comprima o abdome num movimento rápido direcionado
para
trás e para cima.
Repetir a compressão até a desobstrução ou a vítima tornar-se inconsciente.
Em vítimas obesas e gestantes no último trimestre de gravidez a compressão deve ser realizada no
esterno.

Vítima inconsciente: (caso clínico e trauma)


Posicionar a vítima deitada de costas numa superfície rígida.
Posicionar-se de forma a apoiar os seus joelhos um de cada lado da vítima na altura de suas coxas.
Colocar sua mão sobre o abdome da vítima de forma a apoiar a palma da mão entre o apêndice xifóide e a
cicatriz umbilical.
Apoiar a outra mão sobre a primeira.
Comprimir o abdome num movimento rápido, direcionado para baixo.
Efetuar 5 (cinco) compressões.
Em vítimas obesas e gestantes no último trimestre de gravidez, você deve posicionar-se lateralmente à
vítima
49

realizar a compressão no esterno, dois dedos acima do final do apêndice xifóide (mesmo local que se
realiza a
compressão cardíaca).
Neste tipo de manobra há risco de lesão interna de vísceras

Desobistrução em RN Em CRIANÇA ate 8 anos CRIANÇA acima de


8 anos

Auto Desobistrução Desobistrução deitado Desobistrução emPé


Vitima Inconsciente Vitima Consciente
Extricação:
É um conjunto de manobras que tem por objetivo retirar o
indivíduo de um local de onde ele não pode, ou não deve sair por meios proprios.

Indicações:
obstáculos físicos.
inconsciência;
risco de lesões secundárias pelo uso dos próprios músculos.
combinação destes fatores.

Encarceramento: É o aprisionamento da vítima por obstáculos físicos e ocorre em situações de


colisão e desabamentos, as técnicas visam retirar ferragens e escombros da vítima e não o contrário
retirar a vitima dos escombros e ferragens.
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Embriaguez: É um estado resultante dos efeitos tóxicos do excessivo consumo de bebidas alcoólicas,
causando comportamento violento e agressivo, confusão, agitação, instabilidade, convulsões e coma.
Sinais e sintomas: Andar cambaleando.
Fala pastosa.
Diminuição da sensação da dor.
Inconsciência, delírio.
Náuseas e vomito.
Sinais de choque.

Envenenamento: O que acontece: Medicamentos, plantas, produtos químicos e substâncias corrosivas


são os principais causadores de envenenamento ou intoxicação, especialmente em crianças. Os sinais e sintomas
mais comuns são: queimaduras nos lábios e na boca, hálito com cheiro da substância ingerida, vômitos, alteração
da pulsação, perda de consciência, convulsões e, eventualmente, parada cárdio - respiratória.

O que não fazer: Se a vítima estiver inconsciente, não provoque vômitos. Não induza o vômito se a
substância ingerida for corrosiva ou derivada de petróleo (removedor, gasolina, querosene, polidores,
ceras, aguarrás, thinner, graxas, amônia, soda cáustica, água sanitária, etc). Estes produtos causam
queimaduras durante o vômito ou liberar gases tóxicos para os pulmões.

O que fazer: Se possível, identifique o tipo de veneno ingerido e a quantidade. Se a vítima estiver
consciente, induza ao vômitos se o agente tóxico for medicamentos, plantas, comida estragada, álcool,
bebidas alcoólicas, cosméticos, tinta, fósforos, naftalina, veneno para ratos ou água oxigenada.

Observação: A indução ao vômito é feita através da estimulação da garganta com o dedo.


Se a pessoa estiver inconsciente ou tendo convulsões, não induza ao vômito.
Aplique, se necessário, a respiração cárdio - pulmonar e procure socorro médico imediato.

Parto Emergencial: Dicionário: conjunto de fenômenos mecânicos e fisiológicos que levam à


expulsão do feto e seus anexos para fora do corpo da mãe; dar à luz.
Situação conhecida pela humanidade desde sua origem com mitos, paradigmas e tabus conforme crenças
e culturas.
se o parto é iminente e inevitável é porque provavelmente está evoluindo de forma natural.

O que fazer na presença de um Trabalho de Parto?


Se chamados devido a um trabalho de parto:
1) Remoção da mãe para um local seguro (hospital) deve ser a primeira medida a ser tomada
2) Na impossibilidade de se chegar a tempo em ambiente hospitalar, proceder da seguinte forma:
A) Manter a calma, não agir impulsivamente.
B) Afastar curiosos e excesso de pessoas do local onde se encontra.
C) Se puder, higienizar mãos e braços.
D) Manter a área limpa ao redor da paciente, mantendo-a em posição confortável e segura.
E) Durante o período de expulsão do feto não há forma de evitar que a mãe faça força de empurrar o feto
(involuntário), porém esta força pode ser comandada pelo socorrista que presta o auxílio.
F) Ao perceber a cabeça fetal no canal vaginal colocar a mão suavemente sobre a cabeça do feto para
que ao sair não ocorra um movimento brusco de desprendimento da cabeça.
Não é necessário pressa para cortar o cordão umbilical (pode-se demorar até 10
min)

Se o parto for pélvico, observar o seguinte:


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1) Primeiro permitir que o feto saia naturalmente, jamais tracionando-o por qualquer membro visível
(apenas ampare-o).
2)Assim que o corpo sair pelo canal vaginal, tracionar delicadamente o cordão para evitar sua
compressão e garantir aporte de oxigênio para o feto (alça).
3) Os braços do bebê estarão normalmente para cima e deve-se auxiliar sua saída SEM TRACIONÁ-
LOS.
4) Não cortar o cordão sem antes todo feto ter sido retirado do canal vaginal.
5)A saída da cabeça é a parte mais delicada e difícil e, nestas horas lembrar-se que se para quem está
atendendo a situação é crítica, certamente não seria fácil em nenhum local, inclusive no hospital!

Histeria: É uma perturbação psiconeurótica que inclui intenso emocionalismo, com varias alterações
psíquicas e físicas.
Causas: super excitaçao nervosa ou traumática, forte contrariedade moral.
Sintomas: Precaução para não se ferir nas quedas.
Respiração pode ser acelerada ou normal.
Pulso regular.
Vitima sacudida por soluços risos e gritos estrendentes.
Primeiros Socorros: Afastar as pessoas e isolar a vitima.
Aparentar não dar importância ao estado da vitima, desapertar suas roupas e deita-
las.

pânico: vamos falar agora de uma situação que pode acontecer nos acidentes, CRISE DE PANICO.
Como ficam as pessoas na hora que acontece um acidente.
Pode existir agitação e desorientação, tanto das vitimas quanto das pessoas que estão prestando socorro.
Entrando em pânico ao verem sangue, por exemplo.

Sinais de uma crise de pânico:


Comportamento desconfiado e de auto preservação: a pessoa fica calada, desconfiando de todos e se
afasta para locais onde possa ficar sozinha.
Piscar os rapidamente e ficar com olhar observador.
Sensibilidade emocional.
Contraçôes musculares.
Alteração da respiração e desmaio.

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