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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA


ENGENHARIA QUÍMICA

Laboratório de Físico-química Experimental

PRINCÍPIO DE LÊ CHATELIER E EQUILÍBRIO QUÍMICO

Data da realização do experimento: 23/05/2018


Turma: Prof. Responsável: Dr. Sergio Duvoisin Junior
Aluno: Uso do Professor: Nota do grupo:

Aluno: Thatierlen da Costa Reis, 1515140589 Uso do Professor:

Aluno: Uso do Professor:

MANAUS, AM

2019
1. INTRODUÇÃO

As reações nem sempre são resultados da conversão completa de reagentes


em produtos, mas elas encaminham para um estado de equilíbrio químico onde a
razão das concentrações de reagentes e produtos é constante [1]. C.M. Guldberg e P.
Waage caracterizaram o equilíbrio químico como uma condição dinâmica e não
estática pelo fato das velocidades das reações tanto direta quanto indireta se
tornarem iguais. [2]

Considera-se a reação geral aA +bB ↔ cC+ dD. Onde a velocidade da reação


direta, de acordo com a lei da ação das massas, é proporcional às concentrações de
A e B (que podem ser descritas com [A] e [B]), ou seja, v direta =k d [ A ] [B ], em
temperaturas constantes. Assim, vindireta =k i [ C ] [ D]. Ao atingir o equilíbrio v direta =v indireta.
Desta forma é possível escrever a equação abaixo, fazendo as devidas relações.
Onde K é conhecida com a constante de equilíbrio da reação [2][3].

[C]c [D]d k d
= =K
[ A ]a [ B]b k i

Essa constante nos auxilia para descobrir a concentração, baixa ou alta, de


produto de equilíbrio, e também permite saber a direção espontânea da reação em
uma mistura [4].

Devido ao fato do equilíbrio ser dinâmico, ele varia de acordo com as


condições em que as reações são submetidas [4]. Fatores, como a temperatura,
pressão e concentração, influenciam na afinidade química do equilíbrio. A presença
de ácidos e bases em uma solução é considerada um dos tipos mais importantes de
equilíbrio químico [2] [5].

As substâncias inorgânicas podem estar inseridas em três grupos: ácidos,


bases e sais. Ácidos e bases de Brønsted-Lowry, propõe que um ácido é um doador
de próton e uma base é um receptor de próton. No entanto para uma molécula se
comportar como um ácido é necessário a presença de uma base, o mesmo vale para
o caso inverso [1][3][4].
Um ácido também pode ser definido como uma substância que ao ser
dissolvido em água, se dissocia produzindo assim íons hidrogênio. Esses íons em
solução aquosa não existem, pois, os prótons combinam-se com as moléculas de
água covalentemente, formando assim H3O+, chamado de íon hidrônio [1][3].
+ ¿¿
O→H3O
H +¿+H 2 ¿

Em baixas concentrações, a molalidade ou molaridade correspondem a


atividade dos íons hidrônios, de tal forma que ao determinar o pH pode definir a
concentração desses íons [5].

pH=−log aH 3
O+ ¿ ¿

Pode-se aplicar a lei da ação de massas na dissociação de um ácido (ou base)


por ser um processo reversível. Expressasse na solução geral da seguinte maneira
(onde HA é um ácido) [3][4]:
−¿¿
A
HA (aq)+ H 2 O ( l ) ↔ H 3 O +¿+ aq ¿
aq

Desta forma, pode-se definir a constante de dissociação do ácido, também


conhecida como constante de ionização, da seguinte maneira [3][4]:

K a =¿ ¿

Devido ao fato das soluções serem diluídas e a água quase pura, a atividade
da água é considerada 1. A constante de acidez é geralmente registrada em seu valor
logaritmo negativo [4].

p K a=−log K a

Já para as bases, pode-se verificar a seguinte solução geral (onde B é uma


base) [4]:
−¿¿

Baq + H 2 O l ↔ HB +¿+OH aq ¿
aq

A constante de ionização, Kb pode ser descrita como [4]:

K b =¿ ¿ ¿

A constante de ionização da base geralmente é descrita na sua forma de


logaritmo negativo [4]:

p K b=−log K b
A água é considerada um solvente anfiprótico, ou seja, pode comporta-se tanto
como ácido como base. Este tipo de solvente sofre auto-ionização, ou autoprotólise,
para formar um par de espécies iônicas [1].
−¿¿

2 H 2 O l ↔ H 3 O +¿+OH aq ¿
aq

O equilíbrio a 25ºC, Kw = 1,008.10-14 (pHw=14) [5]

K w =a H O . aO H
2
−¿
¿

Sabe-se que pOH =−log aO H ¿ e pH=−log aH


−¿
3
O+ ¿ ¿ . Fazendo as devidas

substituições, a equação torna-se [5]:

p K w = pH + pOH

Ao multiplicar Ka por Kb, origina-se Kw, que é utilizada para todos os ácido-base
conjugados [1][5]:

K a K b=K w

A imagem a seguir mostra a diferença do comportamento entre ácido e bases


fortes e ácidos e bases fracas. Para as bases e ácidos fortes o mínimo da energia de
Gibbs de uma solução é próxima aos produtos, já para as bases e ácidos fracos ficam
próximos aos reagentes [5].

Figura 1 - Gráfico da energia de Gibbs contra o grau de avanço da reação.

Fonte: ATKINS et al, 2004


Para analisar uma concentração desconhecida de ácido-base, é utilizado um
método conhecido como titulação. O processo é realizado da seguinte maneira: em
uma bureta é adicionada uma solução, conhecida como titulante (um ácido ou base
com concentração conhecida), em outro frasco é adicionada uma solução contendo a
amostra, conhecida como analito (uma base ou ácido desconhecido). O titulante é
adicionado até o ponto de equivalência, que corresponde ao ponto onde a quantidade
de ácido e base são iguais [4][6].

Figura 2 - Variação do pH durante a titulação.

Fonte: ATKINS et al, 2012

Supondo que titulando um volume V a de um ácido fraco, de concentração molar


A0, com uma solução de uma base forte MOH de concentração molar B. Com o
objetivo de verificar o pH em qualquer momento da titulação. A equação de
Henderson Hasselbalch pode ser utilizada para verificar o pK a do ácido utilizando o pH
da solução [5].

A
pH= p K a−log
S

Onde A` corresponde a molaridade do ácido na solução e S é a molaridade da


base.
[ácido]
pH= p K a−log
[base ]

Quando ambos possuírem a molaridade igual pH= p K a.

Um indicado é formador por um par conjugado de base e ácido de Brønsted-


Lowry que apresentam cores diferentes para base e para ácido. São geralmente
moléculas orgânicas complexas, grande e solúvel em água [5][6].
+¿¿
H Oaq ¿
HI naq + H 2 O↔ ¿−¿+
aq
3
2. OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

 Por meio do experimento, observar o deslocamento do equilíbrio químico por


meio da mudança de cor.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Obter a expressão da constante de equilíbrio por meio da equação de


equilíbrio;
 Utilizar o princípio de Lê Chatelier;
 Observar o que pode afetar um equilíbrio químico.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

A metodologia utilizada neste experimento segue a descrição de DUVOISIN,


2019.

3.1 MATERIAIS UTILIZADOS

 Tubos de ensaio (18);


 Estante de tubo de ensaio (1).

3.2 REAGENTES UTILIZADOS

Frascos conta gota com as seguintes substâncias:

 K2Cr2O7, 0,10M;
 K2CrO4, 0,10M;
 HCl, 1,0M;
 NaOH, 1,0M;
 Ba(NO3)2, 0,10M;
 CH3COOH, 0,10M;
 KOH, 0,10M;
 H2SO4, 0,10M;
 Ca(OH)2, 0,10M;
 C2H5OH, 0,10M;
 HNO3, 0,10M.

3.3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

A. Equilíbrio dos íons cromato e dicromatos.

1. Em dois tubos de ensaio limpos foram gotejadas 10 gotas das soluções de


K2Cr2O7, 0,10M; K2CrO4, 0,10M; em cada tubo anotou-se a coloração de ambas;

2.Após alternadamente gotejou-se gotas de NaOH 1,0M, até que se observou


mudança de cor em uma das substâncias, anotou-se a quantidade e a variação de
gotas utilizadas, reservou-se essa mistura para etapa 5.

3. Posteriormente, gotejou-se HCl 1,0M em tubos contendo as soluções de


cromato e dicromato, até nota-se alguma mudança na coloração e a variação, anatou-
se o número de gotas utilizadas, reservou-se essa mistura para etapa 4.

4. Adicionou-se NaOH 1,0M, gota a gota nos mesmos tubos da etapa 3,


anotou-se a variação as gotas utilizadas, até que fosse observada qualquer mudança.

5. Nos mesmos tubos da etapa 2, adicionou-se HCl 1,0M, gota a gota, anotou-
se a variação e a quantidade gotejada até que observasse mudança de cor.

B. Equilíbrio do Cromato de Bário com uma solução saturada de


íons.

1. Gotejou-se 10 gotas da solução de K 2CrO4 0,10M, após gotejou-se nitrato de


bário 0,10M, até que ocorresse alguma mudança, anotou-se o número de gotas e a
variação, reservou-se esse tubo para etapa 3.

2. Em outro tubo gotejou-se 10 gotas da solução de K 2Cr2O7 0,10M, após


gotejou-se de nitrato de bário 0,10M, até que ocorresse alguma mudança, anotou-se
o número de gotas e a variação, reservou-se esse tubo para etapa 4.

3. Adicionou-se gota a gota de HCL 1,0M, no tudo de ensaio da etapa 1,


contou-se as gotas após observação de alguma mudança.
4. No tubo da etapa 2 adicionou-se gota a gota de NaOH 1,0M, após
observasse mudança anotou-se a quantidade de gotas utilizadas.

5. Fez-se sugestões de modo a reverter as etapas 3 e 4, observou-se e fez-se


anotações.

6. Em um novo tubo adicionou-se 1mL de K 2Cr2O7 0,10M e em outro tubo, 1mL


de K2CrO4 0,10M, acrescentou-se gotas de Ba(NO3)2 0,10M nos tubos, anotou-se
após a mudança a quantidade de gotas.

C. Fez-se a repetição da etapa A-2.

1. No lugar da solução de NaOH 1,0M, foram gotejadas as seguintes soluções,


CH3COOH, 0,10M, KOH, 0,10M, H 2SO4, 0,10M, Ca(OH)2, 0,10M, NH4OH, 0,10M,
C2H5OH, 0,10M e HNO3, 0,10M. Anotou-se qualquer modificação no sistema e a
quantidade de gotas utilizada para a realização da mesma.

2. Despejou-se o conteúdo dos tubos de forma adequada, e lavou-se os


materiais utilizados.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A. Equilíbrio dos íons cromato e dicromatos.

4 ⇌Cr 2 O 7 Cromato ( amarelo ) ⇌ Dicromato (laranja)


2 Cr O−2 −2

Inicialmente, foi observado a coloração de Cromato de Potássio (K2CrO4


0,10M) e Dicromato de Potássio (K 2Cr2O7 0,10M) em solução sendo amarelo e
laranja, respectivamente. Em seguida, adicionou-se hidróxido de sódio (NaOH 1M) os
resultados observados estão descritos na tabela 1 a seguir. A mudança de cor da
solução de dicromato de potássio (K2Cr2O7 0,10M) foi alterada devido ao equilíbrio da
reação ter sido deslocado por causa da variação de pH da solução.
−2
+¿(aq)⇌ Cr O (aq )+ H2 O (l)¿
2 Cr O−2
4 (aq)+2 H
2 7

Cromato ( amarelo ) ⇌ Dicromato(laranja)

Como o hidróxido de sódio (NaOH) é uma base forte sua adição aumentou o
pH da solução fazendo com que ficasse mais alcalina. Desta forma, a concentração
de prótons (H +¿¿ diminui, pois ocorre formação de água pelas ligações com íons
hidroxilas (O H−¿¿ fazendo com que o equilíbrio seja deslocado favorecendo a
formação dos produtos, neste caso cromato de acordo com a equação da reação a
seguir.
−2
−¿⇌2 Cr O ( aq ) + H 2O (l)¿
Cr 2 O −2
7 ( aq ) +2 O H
4

Dicromato(laranja)⇌ Cromato ( amarelo )

Posteriormente, adicionou-se ácido clorídrico (HCl) nas mesmas soluções


anteriores, amarelas. Ao colocar ácido clorídrico em C e C’ a cor mudou para laranja
de ambas as soluções. Tal fato se dá devido a mudança de pH, neste caso, foi
adicionado ácido diminuindo o pH da reação. O HCl sofre ionização formando
hidrogênio protonado e íons de cloro, H +¿¿ e Cl−¿¿ respectivamente. Assim, a
concentração de prótons de hidrogênio aumenta deslocando o equilíbrio da reação
para a direita, favorecendo a formação dos produtos, íons de dicromato (Cr ¿¿ 2O −2
7 ).¿

+¿ ( aq) ⇌ Cr O
−2
( aq ) +H 2 O ( l) ¿
2 Cr O−2
4 ( aq ) +2 H
2 7
Cromato ( amarelo ) ⇌ Dicromato(laranja)

Tabela 1 – Resumo dos reultados obtidos.

Substância
Coloração Substância Modificação Substânci
Etapa Inicial (10
Inicial Adicionada observada a Final
gotas)

K2CrO4 Não há C
A-2 Amarelo NaOH 1M
(0,10M) mudanças. (Cromato)

K2Cr2O7 3 gotas NaOH C’


A-2 Laranja Amarelo.
(0,10M) 1M (Cromato)

A-5 C Amarelo 1 gota HCl 1M Laranja. Dicromato

A-5 C’ Amarelo 3 gotas HCl 1M Laranja. Dicromato

Em seguida, fez-se o mesmo procedimento acima, porém foi adicionado primeiro o


ácido clorídrico (HCl) depois o hidróxido de sódio (NaOH). Observou-se o mesmo
comportamento, no entanto a quantidade de hidróxido de sódio colocada na solução D’ não
foi suficiente para deixar o pH alcalino afim de favorecer a formação do íon de cromato.

Tabela 2 – Resumo das observações da segunda parte do experimento A.

Substância
Coloração Substância Modificação Substância
Etapa Inicial (10
Inicial Adicionada observada Final
gotas)
K2CrO4 2 gotas HCl D’
A-3 Amarelo Laranja.
(0,10M) 1M (Dicromato)

K2Cr2O7 Não há D
A-3 Laranja HCl 1M
(0,10M) mudanças. (Dicromato)

4 gotas NaOH
A-4 D Laranja Amarelo Cromato
1M

A-4 D’ Laranja NaOH 1M Laranja. Dicromato


B. Equilíbrio do Cromato de Bário com uma solução saturada de
íons.

Primeiro, foi adicionado algumas gotas de nitrato de bário (Ba(NO3)2) em


solução de cromato de potássio (K2CrO4) a 0,1 M. Segundo a equação da reação
abaixo, houve a formação de cromato de bário ( BaCr O 4 ) sólido, daí o precipitado
formado na reação.

4 ( aq ) ⇌ BaCr O 4 ( s)
Ba+2 ( aq )+ Cr O−2

K 2 Cr O 4 ( aq )+ Ba ( N O3 ) 2 ( aq ) ⟶ 2 KN O 3 ( aq ) + BaCr O 4 (s)

Também foi adicionado nitrato de bário (Ba(NO3)2) em dicromato de potássio


(K2Cr2O7) 0,1M. Da mesma forma, houve formação de precipitado, porém em
quantidade inferior.

K 2 Cr2 O4 ( aq ) + Ba ( N O3 )2 ( aq ) ⟶ 2 KN O 3 ( aq ) + BaCr 2 O7 ( aq)

A substância ( BaCr 2 O 7 ) tem solubilidade elevada em água, por isso a


precipitação não era prevista. Entretanto, ocorre dissociação de dicromato de potássio
(K2Cr2O7) em dois íons Cr 2 O−2 −2
7 e o Cr O 4 . Por isso, houve a formação de
BaCr O4
sólido, de acordo com a seguinte reação.

K 2 Cr2 O4 ( aq ) + Ba ( N O3 )2 ( aq ) ⟶ 2 KN O3 ( aq ) + BaCr O4 ( s)

Tabela 3 - Resumo das observações da segunda parte B do experimento.

Substância Inicial Coloração Substância


Modificação Observada
(10 gotas) Inicial Adicionada
3 gotas Ba(NO3)2 Amarelo opaco com
K2CrO4 (0,10M) Amarelo
0,10M formação de precipitado.
Houve a formação de
K2Cr2O7 (0,10M) Laranja Ba(NO3)2 0,10M
precipitado.
A figura a seguir mostra a formação de cromato de bário precipitado as soluções de
cromato e dicromato com adição de nitrato de bário, respectivamente.

Figura 3 - Soluções de dicromato e cromato com adição de nitrato de bário, respectivamente

Foi adicionado ácido clorídrico (HCl) em solução de cromato de potássio


(K2CrO4) e nitrato de bário (Ba(NO3)2), onde o precipitado foi solubilizado e o resultado
foi uma solução levemente laranja em relação ao dicromato de potássio. Tal fato
deve-se a ionização do ácido clorídrico formando H +¿¿ e Cl−¿¿. Desta forma, a
concentração de prótons ¿ se eleva fazendo com que o equilíbrio da reação se
deslocasse facilitando a geração de íons dicromato(Cr ¿¿ 2O−2
7 )¿, como explicado

anteriormente. O cromato de bário é um sal solúvel gerado na reação de íons de bário


e dicromato, logo, ele se solubilizou.

Visto isso, ao adicionar nitrato de bário e ácido clorídrico, seguidamente, a


solução de dicromato de potássio permaneceu laranja, ou seja, com alta
concentração de dicromato. Logo em seguida, foi colocado hidróxido de sódio (NaOH)
o pH se elevou tornando a solução alcalina e o equilíbrio foi alterado, passando a ter
coloração amarela devido a presença de cromato, como representado na equação
abaixo.
−2
+¿(aq)⇌ Cr O (aq )+ H2 O (l)¿
2 Cr O−2
4 (aq)+2 H
2 7

Cromato ( amarelo ) ⇌ Dicromato(laranja)

Visto que ocorre a formação de água consumindo hidroxilas (O H −¿¿ a


concentração de prótons (H +¿¿ diminui e o equilíbrio muda contribuindo com a
formação dos produtos.
−2
−¿⇌2 Cr O ( aq) + H 2O (l)¿
Cr 2 O−2
7 ( aq ) +2 O H
4

A reação formou precipitado de novo devido a presença de nitrato de bário


Ba(NO3)2 gerando cromato de bário sólido ( BaCr O 4). Depois da adição de ácido
clorídrico houve a solubilização do sal e a solução tornou-se laranja, ou seja, formou
íons dicromato Cr 2 O−2
7 por causa da elevada concentração de prótons ¿ mudando o

equilíbrio para a direita. Por fim, a solução final laranja mudou para amarelo com
precipitado pela ação do hidróxido de sódio adicionado.

Tabela 4 – Resumo dos resultados obtidos.

Substância
Coloração Substância Modificação Substância
Inicial (10
Inicial Adicionada observada Final
gotas)
Laranja (quase
K2CrO4 e Amarelo
transparente).
Ba(NO3)2 opaco. HCl 1M C
Desfez o
(0,10M) (precipitado)
precipitado.

K2Cr2O7 e
Laranja com
Ba(NO3)2 HCl 1M. Laranja. D
precipitado.
(0,10M)

Amarelo opaco
D Laranja NaOH 1M com formação de D’
precipitado.

Amarelo opaco.
C Laranja NaOH 1M Houve formação _
de precipitado.

Amarelo com
D’ HCl 1M Laranja. _
precipitado.

C. Fez-se a repetição da etapa A-2.

Ácido Etanoico (Acético) - CH3COOH

Foi adicionado ácido acético na solução de cromato e dicromato de potássio. A


primeira tornou-se laranja porque o equilíbrio da reação deslocou-se para a esquerda
favorecendo a formação do íon dicromato (Cr 2 O−2
7 ). A segunda, solução de dicromato,

permaneceu, pois elevou-se a concentração do mesmo na reação.


+3
+¿(aq )⇌C H O2 ( l ) +Cr ( aq ) + H 2 O(l)¿
C 2 H 6 O(l)+Cr 2 O −2
7 ( aq)+ H
2 4

Hidróxido de Potássio – KOH

O hidróxido de potássio é uma base forte que em solução com cromato de


potássio, desta forma a solução tornou-se amarela por causa do aumento do pH da
solução deslocando o equilíbrio favorecendo a formação de íons cromato de
coloração amarela.

Ácido Sulfúrico - H2SO4

Ao acrescentar ácido sulfúrico (H2SO4) a solução de cromato de potássio


(K2CrO4) a coloração ficou laranjada, pois o ácido sulfúrico diminuiu o pH da solução
tornando-o mais ácido.

Hidróxido de Cálcio - Ca(OH)2

A reação com o hidróxido de cálcio formou precipitado devido à baixa


solubilidade do cálcio. No entanto, não houve mudança de coloração apesar da
solução de hidróxido de cálcio ser básica, pode ter ocorrido por causa da baixa
concentração de base adicionada na solução de dicromato.

Hidróxido de Amônio - NH4OH

O hidróxido de amônio também é uma base fraca, por isso a coloração tornou-
se amarela.

Álcool Etílico (Etanol) – C2H6O

O álcool etílico quando adicionado em de dicromato de potássio reage gerando


íons de crômio (Cr +3) tornando a coloração da solução verde. O equilíbrio da reação
foi deslocado para o lado direito, dos produtos. Já a adição de etanol na solução de
cromato não houve alteração.
+3
+¿(aq )⇌C H O2 ( l ) +Cr ( aq ) + H 2 O(l)¿
C 2 H 6 O(l)+Cr 2 O−2
7 ( aq)+ H
2 4

Ácido Nítrico - HNO3


Com a adição de ácido nítrico na solução de cromato de potássio houve a
dissolução do ácido nítrico formando, assim, prótons ( H +¿¿ . Como visto anteriormente,
o aumento da concentração de prótons favorece a geração dos produtos. Desta
forma, a solução tornou-se laranja por causa da elevada concentração de íons
dicromato. Já a solução de dicromato permaneceu com a mesma coloração devido ao
aumento da concentração de íons dicromato.

Tabela 5 – Resumo dos resultados observados nos ensaios.

Substância
Coloração Substância Quantidade Modificação
Ensaio Inicial (10
Inicial Adicionada de gotas Observada
gotas)
K2CrO4 CH3COOH
1 Amarelo 10 Laranja
(0,10M) 0,10M
K2Cr2O7 CH3COOH
2 Laranja 10 Laranja
(0,10M) 0,10M
K2CrO4
3 Amarelo KOH 0,10M 12 Amarelo
(0,10M)
K2Cr2O7
4 Laranja KOH 0,10M 12 Amarelo
(0,10M)
K2CrO4
5 Amarelo H2SO4 0,10M 5 Laranja
(0,10M)
K2Cr2O7
6 Laranja H2SO4 0,10M 5 Laranja
(0,10M)
K2CrO4 Ca(OH)2
7 Amarelo 20 Permaneceu
(0,10M) 0,10M
K2Cr2O7 Ca(OH)2
8 Laranja 20 Permaneceu
(0,10M) 0,10M
K2CrO4 NH4OH
9 Amarelo 10 Amarelo
(0,10M) 0,10M
K2Cr2O7 NH4OH
10 Laranja 10 Amarelo
(0,10M) 0,10M
K2CrO4 C2H5OH
11 Amarelo 10 Permaneceu
(0,10M) 0,10M
K2Cr2O7 C2H5OH
12 Laranja 10 Verde
(0,10M) 0,10M
K2CrO4
13 Amarelo HNO3 0,10M 5 Laranja
(0,10M)
K2Cr2O7
14 Laranja HNO3 0,10M 5 Laranja
(0,10M)
4. CONCLUSÃO

A partir do experimento pode-se perceber a influência do pH no equilíbrio das


reações. No caso do equilíbrio químico do cromato e dicromato de potássio, quando
aumentasse o pH tornando a reação mais alcalina o equilíbrio da reação favorece a
formação de íons de cromato de coloração amarela.

Já a diminuição do pH, ou seja, mais ácido o equilíbrio da reação auxilia a geração


de íons de dicromato de cor laranja. Outros fatores que influenciam no equilíbrio da
reação é concentração e temperatura, e ainda a solubilidade da substância.
REFERÊNCIAS

[1] SKOOG, D.A.; WEST, D.M. HOLLER, F.J.; CROUCH, S.R. Fundamentos
de Química Analítica. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

[2] MOORE, W.J. Físico-Química. v.1, 4ªed. São Paulo: Blucher, 1976.

[3] VOGEL, A.I. Química analítica qualitativa.

[4] ATKINS, P.; JONES,L. Princípios de química: questionando a vida moderna.


5ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.

[5] ATKINS,P.; de PAULA,J. Físico-química. v.1, 7ª ed. São Paulo: LTC, 2004.

[6] RUSSEL,J.B. Química Geral.v.2, 2ªed. São Paulo: Pearson Makron Books,
1994.

[7] DUVOISIN, S. Físico-Química Experimental. Universidade do Estado do


Amazonas, Escola Superior de Tecnologia. Manaus, 2018;
ANEXOS

ANEXO I – QUESTIONÁRIO.

1. Qual a influência da concentração de H+(aq) sobre o seguinte equilíbrio:

2 Cr O 4−2(aq) C r 2 O 7−2
aq

Complete a equação, acrescentando no lado adequado da reação o número de


Íons H+ e moléculas de H2O respectivamente.
−2

2 Cr O 4−2+2 H +¿C r O 2 7aq + H 2O ¿

Com o aumento da concentração H + o equilíbrio químico é deslocado para


direita favorecendo a formação de íons dicromato.

2. Qual a influência da concentração de OH-(aq) sobre o seguinte equilíbrio:


Cr 2 O 7(aq) 2 Cr O 4−2(¿ )¿ aq

Complete e balanceie a equação acrescentando íons OH- e moléculas de


água.

A concentração de protóns é diminuida pela reação de OH - com H2O de


modo que equilíbrio é deslocado para direita.

3. A partir das equações balanceadas, nas questões anteriores, explique os


resultados observados nas etapas A-3, A-4 e A-5, do procedimento
experimental.
2 Cr O 4−2(aq) C r 2 O 7−2
aq

Segundo a equação, na etapa A-3, houve um descolamento do


equilibrio para a direita, onde o composto amarelo tornou-se laranja, e o
composto laranja permanceu da mesma cor.
Já na etapa A-4, houve um deslocamento do equilíbrio para a
esquerda, fazendo com que o composto laranja torna-se amarelo.
Já na etapa A-5, observou-se o mesmo comportamento na etapa A-
3.
4. Baseado no Principio de Lê Chatelier, comente o seguinte equilíbrio:
2 Cr O4−2( aq) C r 2 O7−2
aq
Essa equação representa que o sistema está em equilíbrio, de acordo
com o princípio de Le Chatelier quando esse sistema sofre alguma pertubação
ele tende a se modificar de forma que apresente um novo equilíbrio, que pode
ser deslocado para a direita ou para a esquerda.

5. a) Que substâncias da etapa C do procedimento experimental, deslocam o


equilíbrio no sentido da reação que aumenta a concentração de íons CrO 4-2(aq) ?
KOH e o NH4OH.

b) Que espécie química é comum a essas substâncias?

O grupo hidróxila.

6. a) Que substâncias da etapa C do procedimento experimental deslocam o


equilíbrio no sentido da reação que aumenta a concentração de íons Cr 2O7-2(aq)?
CH3COOH, H2SO4, HNO3

b) Que espécie química é comum a estas substâncias?

Todos os compostos acima liberam íons de H+.

7. Calcule KP, para a reação PCl3 + Cl2 PCl5, sabendo que, no


equilíbrio as pressões parciais são PCl 3 = 0,2 atm, Cl2 = 0,1 atm e PCl5 = 1,2
atm. Admita que a temperatura seja 0,0°C. Qual é a unidade para esta
constante de equilíbrio?
1
( PPCl )
Kp= 1
5

1
( P PCl ) .(P ¿ ¿ Cl2 ) =60 ¿
3

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