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Projecto 31.5.

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PROJECTO DE ESTATUTOS PARA A ORDEM DOS CONTABILISTA E


PERITOS CONTABILISTAS DE ANGOLA – OCPCA

ARTIGO PRIMEIRO
(Definição e âmbito territorial)
1. A ORDEM DOS CONTABILISTAS E PERITOS CONTABILISTAS DE
ANGOLA – OCPCA, é uma entidade pública de natureza associativa.
2. A OCPCA tem a sua sede em Luanda, [•],é de âmbito nacional, podendo, para
prossecução das suas atribuições, vir a compreender outras estruturas ou vir a
deslocalizar a sua sede ou representações.
(Nota: Manter a localização actual da sede, isto é, Largo 17 de Setembro, nº. 7 – 6º. Andar Esq. – Edifício Min.
Comercio – Palácio de Vidro – Luanda – Angola).

Nota: tendo em atenção a inclusão de “outras habilitações”, como requisitos da inscrição como
membro da OCPCA, deve ser anotado que: nos termos do artigo 8º da LBAP,
1. As associações públicas têm a denominação «ordem» quando correspondam a profissões cujo
exercício é condicionado à obtenção prévia de uma habilitação académica de licenciatura ou superior e
«câmara profissional» no caso contrário.
2. As designações «ordem» e «câmara profissional», bem como «colégio de especialidade profissional» só
podem ser usadas pelas associações públicas ou seus organismos, respectivamente

ARTIGO SEGUNDO
(Capacidade jurídica e Atribuições da OCPCA)
1. A OCPCA goza de capacidade jurídica para a prática de todos actos jurídicos, o
gozo de todos os direitos e a sujeição a todas as obrigações relacionadas com ou
decorrentes da prossecução do seu objecto.
2. São atribuições da OCPCA:
a) representação e defesa dos interesses gerais da profissão e dos seus membros;
b) regulação do acesso e do exercício da profissão;
c) concessão, em exclusivo, dos títulos profissionais;
d) concessão de títulos de especialização profissional;
e) elaboração, gestão e actualização do registo profissional;
f) exercício do poder disciplinar sobre os seus membros;
g) aprovação de regulamentos previstos em lei ou nos estatutos;
h) prestação, aos seus membros, de serviços de âmbito profissional,
designadamente, informação e formação; (Nota: Incluir prestação de serviços a outros
entes em matérias relacionadas com o seu objecto)

i) fixação das taxas para serviços prestados bem como das quotas;
j) fiscalização da actividade profissional dos seus membros
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k) colaboração com as demais entidades da administração pública na prossecução


de fins de interesse público, profissional;
l) participação em processos oficias de acreditação e na avaliação de cursos de
acesso à profissão.
3. A OCPCA não pode estabelecer restrições à liberdade de profissão que não
estejam previstas em lei, nem infringir as normas legais sobre concorrência.
4. A OCPCA deverá ser obrigatoriamente ouvida na elaboração de legislação
respeitante à profissão que representa.
5. A OCPCA pode constituir associações de direito privado ou outras formas de
cooperação com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, bem
que tenham natureza sindical nem política.
6. A OCPCA pode intervir como assistente nos processos judiciais em que seja
parte um dos seus membros e em que estejam em causa questões relacionadas
com o exercício da profissão, bem como garantir o respectivo patrocínio
judiciário.
ARTIGO TERCEIRO
(Aquisição e perda da qualidade de membro da OCPCA)
1. O exercício da profissão de contabilista ou perito contabilista é condicionado a
inscrição prévia, definitiva, na OCPCA.
2. Têm direito a inscrever-se na OCPCA todos os que preencham os requisitos
legais e regulamentares para o exercício da profissão e a desejem exercer, em
regime liberal ou não.

Nota:
Nos termos da LBAP, o exercício em regime liberal de profissão organizada em associação pública fica
condicionado a inscrição prévia, salvo se regime diferente for estabelecido na lei de criação, podendo a
lei estender a obrigação de inscrição a todos os profissionais, ou impor pelo menos uma obrigação
universal de registo profissional.

ARTIGO QUARTO
(Requisitos para inscrição na OCPCA)
Nota:
Nos termos do artigo 23º da LBAP,
1.são requisitos: existência de uma habilitação, profissional ou curricular, oficialmente reconhecida,
exigida legalmente para o exercício da profissão;
2.os requisitos de que depende a inscrição definitiva em associação pública profissional são
taxativamente definidos pelo decreto presidencial de criação da associação ou pelo diploma legal de
regulação da profissão, com respeito pelos seguintes princípios:
a) existência de uma habilitação, profissional ou curricular, oficialmente reconhecida, exigida
legalmente para o exercício da profissão;
b) eventualmente, verificação das capacidades profissionais pela sujeição a estágio ou a período
probatório;
c) formação e verificação dos conhecimentos relativos ao código deontológico da profissão;
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3.em caso algum há numerus clausus no acesso a profissão, nem acreditação, pelas associações
públicas, de cursos oficialmente reconhecido.
1. Sem prejuízo de outros estabelecidos em normas imperativas legais, noutros
preceitos dos estatutos ou em regulamentos da OCPCA, são requisitos
cumulativos para inscrição:
a) Licenciatura ou outras habilitações académicas de nível superior com carga
contabilística, oficialmente reconhecidas para o exercício da profissão; ou
experiência prática de, pelo menos 15 anos, em matérias com carga
contabilística; ou Licenciatura ou outras habilitações académicas de nível
superior sem carga contabilística, na prática aceites como boas para o exercício
da profissão.
(Nota: Retirar os 15 anos).
b) Demonstração de conhecimentos relativos ao código deontológico da profissão;
c) Pleno gozo dos direitos civis;
d) Não ter sido condenado, em Angola ou noutro Estado, por roubo, fraude,
falsificação, perjúrio ou outros crimes dessa natureza;
e) Não ter sido declarado incapaz ou interdito;
f) Não ter sido declarado insolvente ou falido;
g) Respeitar as demais condições previstas nos estatutos e regulamentos da
OCPCA;.
2. São, além dos acima enumerados, requisitos cumulativos, especiais, para
inscrição:
a) No caso de candidato recém-licenciado ou recém-habilitado: participação no
curso de preparação profissional, estágio e exame com aproveitamento, nos
termos e com os conteúdos regularmente definidos pela OCPCA;
b) No caso de candidatos estrangeiros: titularidade de habilitações académicas e
profissionais reconhecidas para idêntica inscrição no país de origem; residência
em território angolano ou visto habilitante do exercício profissional; expressão
fluente, por si ou, no caso de pessoas colectivas, através dos seus técnicos, na
língua portuguesa; que, nos respectivos países, os profissionais angolanos
possam, nas mesmas condições, usufruir da mesma regalia (reciprocidade).
(Nota: Incluir alínea d) do Art. 46º. do actual Estatuto)
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ARTIGO QUINTO
(Documentos para inscrição na OCPCA)
1. Sem prejuízo de outros que a OCPCA possa vir a solicitar, para prova dos
requisitos aplicáveis a cada caso, para inscrição na OCPCA, o candidato deve
apresentar:
a) Diploma de licenciatura ou outro que ateste a respectiva habilitação
académica profissional ou curricular em matérias com carga contabilística,
ou financeira, ou fiscal, ou de gestão ou a experiência prática de, pelo menos,
15 anos, nas mesmas matérias.
(Nota: Retirar os 15 anos)
b) Declaração emitida pela Ordem do país de origem, devidamente validada
pelos meios e autoridades angolanos, comprovativos dos requisitos
aplicáveis a candidatos estrangeiros;
c) Documento comprovativo da participação no curso de preparação
profissional, de onde conste o respectivo aproveitamento;
d) Documento comprovativo de realização do estágio com avaliação positiva do
patrono.
e) Documento comprovativo da residência no país ou do visto habilitante do
exercício profissional.
f) Documento emitido pela autoridade angolana competente, comprovativo da
existência de reciprocidade entre o país de origem do candidato e a República
de Angola.
2. A comprovação da fluência em língua portuguesa será feita pela prestação de
provas sumárias de expressão falada, escrita e compreensão, executadas
perante entidade e nos termos a definir regularmente pela OCPCA.
(Nota: Documento do exame comprovativo relativo a alínea d) do Art. 46º. do actual Estatuto).

ARTIGO SEXTO
(Incompatibilidades)
Nota:
Nos termos do artigo 21.º da LBAP,
1. O exercício das funções executivas, disciplinares e de fiscalização em órgãos das associações
públicas é incompatível entre si.
2. O cargo de titular de órgão das associações públicas profissionais é incompatível com o exercício de
quaisquer funções de direcção e chefia na função pública e com qualquer outra função com a qual se
verifique um manifesto conflito de interesses.
3. A regra prevista na primeira parte do número anterior pode ser excepcional e fundamentadamente,
derrogada pelos estatutos da respectiva associação pública.
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1. Sem prejuízo de outras previstas em normas legais imperativas, noutros


preceitos dos estatutos e nos regulamentos da OCPCA, constituem
incompatibilidades para a inscrição na OCPA e para o exercício da profissão
tutelada:
a) a prestação de serviços a um número de clientes superior ao que estiver
regularmente fixado pela OCPCA, na data da inscrição.
b) o exame ou emissão de parecer sobre contas de sociedades ou outras entidades,
a. nas quais, o membro ou o seu cônjuge ou um seu parente na linha recta ou
colateral, detenha uma participação de capital social superior a [•]%;
b. para as quais, o membro ou o seu cônjuge ou um seu parente na linha recta,
exerça ou haja exercido funções de contabilista ou tenha sido eleito membro
dos órgãos de administração, direcção ou fiscalização, nos últimos três anos;
c. para as quais, o membro ou o seu cônjuge, ou um seu parente na linha
recta, exerça funções remuneradas, sem prazo certo;
1. O exercício, na OCPCA, de funções executivas, de fiscalização e disciplinares
é incompatível entre si.
2. Salvo disposição derrogatória em Estatutos OCPCA, o cargo de titular de
órgão das associações públicas profissionais é incompatível com o exercício
de quaisquer funções de direcção e chefia na função pública e com qualquer
outra função com a qual se verifique um manifesto conflito de interesses.
(Nota: Rever, em conformidade com o nº. 6 do Art. 48º. do Estatuto Revisto – Decreto
Presidencial nº. 318/14 de 24 de Novembro (DR I Série 212)

ARTIGO SÉTIMO
(Membros da OCPCA)
1. São membros da OCPCA:
Efectivos:
a) Os Contabilistas e os Peritos contabilistas, como definidos no artigo 1º da
Lei 3/01 de 23.3
b) Os Auditores: como definidos no artigo 8º da Lei 3/01 de 23.3.
Associados:
c) Os Estagiários
d) Os Docentes universitários ou equiparados ou de grau médio e os respectivos
assistentes, de cadeiras com carga contabilística, financeira, fiscal, ou gestão
e) Membros Honorários.
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2. Os Membros Associados, sem direito de voto, podem participar e emitir opinião,


em qualquer Assembleia Geral da OCPCA, qualquer que seja a respectiva
natureza, trate-se de primeira ou de segunda convocação.

ARTIGO OITAVO
(Direitos dos membros da OCPCA)
1. Sem prejuízo de outros decorrentes de normas legais imperativas, dos estatutos
e de regulamentos da OCPCA são direitos de todos os membros:
a) Frequentar e utilizar as instalações da OCPCA;
b) Participar nas actividades da OCPCA;
c) Beneficiar dos serviços proporcionados pela OCPCA, sem qualquer
discriminação;
2. Em particular, sem prejuízo de outros decorrentes de normas legais
imperativas, dos estatutos e de regulamentos da OCPCA, são direitos dos
Membros Efectivos: (Ok)
a) Em relação às entidades para quem prestam serviços:
a. obter todos os documentos, informações e demais elementos de que
necessitem para o exercício das suas funções, incluindo os que se encontrem
em posse de terceiros; (Ok)
b. exigir a confirmação, por escrito, de qualquer instrução que considerem
necessária; (Ok)
c. assegurar que todas as operações estão devidamente suportadas e que lhes
foram integralmente transmitidas. (Ok)
a) Em relação à OCPCA:
a. recorrer à protecção da OCPCA sempre que lhes sejam cerceados direitos ou
lhes sejam postos obstáculos ao regular e atempado exercício das funções;
b. beneficiar de assistência técnica e jurídica por parte dos gabinetes
especializados da Ordem; (Ok)
c. eleger ou ser eleito para órgãos sociais da OCPCA; (Ok)
d. requerer a convocação de órgãos sociais da OCPCA nos termos dos
respectivos estatutos ou regulamentos; (Ok)
e. examinar os livros da OCPCA e os documentos relacionados com a sua
contabilidade nos termos e prazos fixados nos estatutos ou regulamentos;
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f. apresentar à OCPCA propostas, sugestões ou reclamações sobre assuntos


que julguem do interesse da classe, da profissão ou do seu interesse
profissional. (Ok)
g. participar nas actividades da OCPCA; (Ok)
h. beneficiar dos serviços prestados pela OCPCA; (Ok)
i. pedir ao Titular do Poder Executivo ou ao órgão agindo sob delegação, a
realização de inspeções ao funcionamento da OCPCA, dos seus órgãos ou ao
exercício profissional de outros membros.
(Nota: Confirmar se é de lei ou razoável)

ARTIGO NONO
(Deveres dos membros da OCPCA)
1. Sem prejuízo de outros decorrentes de normas legais imperativas, dos estatutos
e de regulamentos da OCPCA são deveres de todos os membros:
a) Participar na vida da OCPCA;
b) Pagar as quotas e taxas e emolumentos regularmente aprovados, integral e
tempestivamente;
c) Contribuir para o prestígio da OCPCA;
d) Cumprir os Regulamentos e deliberações emanados dos órgãos da OCPCA;
e) Comunicar à OCPCA, no prazo de 30 dias, qualquer mudança do seu
domicílio profissional.
f) Agir com lealdade e guardar confidencialidade, para com a OCPCA, seus
ógãos e seus membros.
2. Em particular e sem prejuízo de outros decorrentes de normas legais
imperativas, dos estatutos e de regulamentos da OCPCA, são deveres dos
membros: (Ok)
a) Em relação às entidades para as quais prestem serviços:
a. Aceitar apenas a prestação de serviços para os quais tenham capacidade
profissional bastante, de modo a poderem executá-los de acordo com as Em
normas legais e técnicas. (Ok)
b. Executar todas as funções que lhe sejam solicitadas, desde que não sejam
contrárias à lei ou às disposições técnicas em vigor; (Ok)
c. Prestar todas as informações por elas solicitadas; (Ok)
d. Desempenhar conscienciosa e diligentemente as suas funções; (Ok)
e. abster-se de qualquer procedimento que ponha em causa as entidades para as
quais prestam serviços; (Ok)
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f. Não se servir, em proveito próprio ou de terceiros, de factos de que tome


conhecimento durante a respectiva prestação de serviços; (Ok)
g. Não abandonar, sem justificação ponderosa, os trabalhos que lhe sejam
confiados. (Ok)
b) Em relação à OCPCA
a. Colaborar na prossecução das atribuições e fins da OCPCA, exercendo os cargos
para que tenha sido eleito ou nomeado e desempenhando os mandatos que lhe
forem confiados; (Ok)
b. Comunicar à OCPCA, imediatamente, qualquer facto causador de
incompatibilidade ou interdição da inscrição, do exercício profissional ou do
exercício de cargos para o qual tenha sido eleito; (Ok)
c) Em relação às autoridades fiscais
a. Abster-se da prática de quaisquer actos que directa ou indirectamente,
conduzam à ocultação, destruição, inutilização, falsificação ou viciação dos
documentos ou de qualquer outro meio de suporte ou de prova; (Ok)
b. Acompanhar, quando para isso for solicitado, o exame aos registos,
documentação e outros meios de suporte ou de prova, propriedade das entidades
para as quais presta serviços, bem como dos respectivos documentos de contas e
fiscais; (Ok)
d) Em relação a outros membros
a. Colaborar com o membro para o qual seja transferida a função anteriormente a
seu cargo, facultando-lhe todos os elementos e prestando-lhe todos os
esclarecimentos por ele solicitados; (Ok)
b. Certificar-se de que a remuneração do membro cessante se encontra
integralmente satisfeita, propondo-se, em caso contrário, cooperar, na medida
do possível, na respectiva cobrança. (Ok)

ARTIGO DÉCIMO
(Segredo profissional)
1. Sem prejuízo do disposto em normas imperativas e do que vier a ficar
estabelecido no Regulamento da OCPA sobre deontologia e ética profissionais,
os membros da OCPCA são obrigados a manter segredo profissional sobre todos
os factos e documentos de que tomem conhecimento no exercício da sua
profissão ou no exercício de cargo na OCPCA.
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2. O segredo profissional é levantado em razão de normal legal imperativa ou


decisão administrativa ou judicial vinculativa e pode ser dispensado pelas
entidades para as quais o membro da OCPCA preste serviços ou a quem os
factos digam respeito.
3. O dever de segredo profissional não abrange:
a) as comunicações e informações entre contabilistas associados ou sócios de
sociedade de contabilistas ou auditores de que o membro faça parte ou da qual
seja colaborador;
b) as comunicações e informações prestadas entre Contabilistas, no âmbito da
elaboração de contas consolidadas de várias entidades, na medida estritamente
necessária ao bom desempenho das suas funções;
c) a prestação de informações à OCPCA, no âmbito do exercício do controlo de
qualidade que esta tem o dever de efectuar, na medida estritamente necessária
a execução do objectivo em questão.

ARTIGO DÉCIMO-PRIMEIRO
(Organização Interna e regras gerais aplicáveis aos órgãos da OCPCA)
1. A OCPCA observa o princípio da separação de poderes e tem os seguintes
órgãos:
a) Bastonário
b) Assembleia Geral
c) Conselho Directivo
d) Conselho de Supervisão
e) Conselho Fiscal
f) Conselho Consultivo
2. Sob proposta do Conselho Directivo, a Assembleia Geral pode aprovar a criação
de colégios de especialidade, agindo sob delegação expressa do mesmo Conselho
Directivo e no âmbito da respectiva delegação, para as seguintes áreas e com as
seguintes denominações:
(Nota: Retirar …sob proposta do CD, a AG pode aprovar e substituir por …O Conselho Directivo
pode criar……

a. Comissão Técnica de Contabilidade,


b. Comissão Técnica de Auditoria,
c. Comissão de Inscrição e Administração de Membros, (Nota: Propor Comités ao

invés de Comissões, mais adequado à prática)

d. Comissão de Disciplina e Investigação


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e. Comissão de Educação, Formação e Certificação Profissional (Novo)


f. Comissão de Remunerações
g. Comissão de Controlo de Qualidade
h. Comissão de compliance
(Nota: Propor Comités ao invés de Comissões, mais adequado à prática)
i. “Academia OCPCA”, visando a organização execução e controlo da capacitação/
formação permanente / superação profissional dos membros e/ou futuros
membros da OCPCA, como forma de colmatar as deficiências actuais do ensino
de uma maneira geral.
3. O Conselho Directivo pode contratar um Director-Geral, internacionalmente
denominado CEO - Chief Executive Officer.
4. Sem prejuízo de normas legais imperativas ou preceitos dos Estatutos da
OCPCA noutro sentido, só podem ser eleitos para os órgãos ou colégios de
especialidade da OCPCA, membros efectivos com a inscrição em vigor no dia de
apresentação da candidatura, no pleno exercício dos seus direitos e que nunca
tenham sido punidos com sanção disciplinar superior a advertência.
5. São causas de extinção do mandato:
a) A perda temporária ou definitiva da qualidade de membro da OCPCA;
b) A não comparência, injustificada, a, pelo menos [•] sessões sucessivas ou [•]
interpoladas, no mesmo ano ou impedimento permanente;
(Nota: Remeter ao capitulo sobre disciplina))

c) A declaração judicial de inabilitação ou interdição para o exercício da


profissão;
d) A prática de crime doloso, de natureza fiscal, económica ou financeira, seja
ou não cometido no âmbito da sua profissão ou da OCPCA;
e) A declaração de falência ou insolvência do titular;
f) O pedido de demissão, uma vez aceite e empossado o sucessor no cargo.

6. O mandato dos membros dos órgãos sociais tem a duração de 3 anos e é


permitida a sua reeleição. (Nota: passar para 4 anos)
7. Os membros dos órgãos sociais consideram-se empossados na data da eleição e
continuam a exercer funções até à eleição de quem os substitua.
8. Ponderadas as situações financeira e económica da OCPCA, os membros dos
órgãos sociais podem vir a ter direito a uma remuneração, a ser fixada pela
Assembleia Geral.
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9. Os órgãos sociais deverão reunir com a periodicidade estabelecida em normas


imperativas ou nos respectivos Regulamentos que, igualmente, deverão
estabelecer o modo de convocação e o quórum para reunir ou para deliberar.
10. De cada reunião de órgão social da OCPCA será lavrada uma acta que deverá
ser assinada por todos os presentes.
11. Sem prejuízo de normas imperativas dos Estatutos da OCPCA noutro sentido, a
convocação dos órgãos da OCPCA, para sessões regulares ou extraordinárias,
deve ser feita por qualquer meio escrito que permita comprovar a respectiva
recepção, com a antecedência mínima de [•] dias relativamente à data prevista
para a respectiva sessão.
(Nota: 72 horas)

12. Qualquer convocação deve:


a) Indicar a data, hora e local da reunião;
b) Indicar a Ordem de Trabalhos;
c) Indicar o prazo dentro do qual podem ser apresentados os pedidos de
aditamento à Ordem de Trabalhos;
d) Mencionar o dia e local para reunião em 2ª convocação e o modo de
funcionamento desta sessão.
e) Ser acompanhada de cópia dos documentos que devam ser apreciados na sessão.
13. Sem prejuízo de normas imperativas ou dos Estatutos da OCPCA noutro
sentido, os órgãos da OCPCA podem reunir e deliberar independentemente do
número de accionistas presentes ou representados. (Nota: substituir por membros)
14. Salvo disposição imperativa da lei ou disposição estatutária em sentido
diverso, as deliberações da Assembleia Geral serão tomadas por maioria
simples (mais de metade) dos votos emitidos, independentemente número de
membros presentes ou representados, não sendo contadas as abstenções para a
determinação desta maioria.

ARTIGO DÉCIMO – SEGUNDO


(Eleição dos órgãos da OCPCA - Processo eleitoral)
1. Os órgãos da OCPCA são eleitos pela Assembleia Geral, por escrutínio
universal, directo e secreto.
2. A votação incide sobre listas separadas para cada órgão, subscritas por um
número mínimo de 30 membros efectivos, apresentadas ao Presidente da
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Assembleia Geral até [•] dias antes da data marcada para a Assembleia
eleitoral. (Nota: considerar 100 membros)
3. Considera-se eleita a lista que,
a) Sendo única, obtiver a maioria absoluta dos votos favoráveis expressos;
b) Não sendo única, obtiver o maior número de votos favoráveis expressos, desde
que superior à soma dos votos nulos e brancos.

ARTIGO DÉCIMO-TERCEIRO
(O Bastonário)
1. Ao Bastonário, que preside o Conselho Directivo, cabe, em geral, a
representação externa e institucional da OCPCA.
2. Sem prejuízo de outros poderes e competências especiais constantes de normas
legais imperativas ou dos Estatutos, compete, em particular, ao Bastonário:
a). Presidir os encontros de membros da Ordem, dos Conselhos e do Conseljo
Directivo;
b). Actuar na capacidade de “porta-voz da Ordem e representá-la perante o
exterior (outras organizações nacionais e/ou internacionais)
c). O papel do Bastonário envolve:
a) Liderança;
b) Representação;
c) Comunicação e,
d) Promoção da Ordem.
3. O seu papel é assegurar que a,
a)A Ordem desenvolve e mantém uma identidade forte enquanto
Associação Profissional responsável com o público, seus membros e a
comunidade;
b) Providencie liderança e orientação ao propósito e estratégia global e as
politicas da Ordem;
c) Como representante da Ordem, o Bastonário faz a ligação com todas as
partes relevantes numa escala nacional, regional e internacional.
d) O Bastonário representa a Ordem em todos os encontros de importância,
com:
- Os membros;
- Governo;
- Reguladores;
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- O público;
- Outras profissões ou Associações profissionais;
- Ordens de Contabilidade internacionais;
- Dignatários em visita;
- Parceiros de desenvolvimento,
e) O Bastonário comunica-se com estudantes, candidatos a membros e a
academia.
f) O Bastonário deve acompanhar os assuntos da actualidade e todos os
desenvolvimentos que afectem a profissão de contabilidade numa escala
nacional, regional e internacional.
4. O Bastonário goza de voto de qualidade, nas deliberações de todos os órgãos da
OCPCA que presida.

ARTIGO DÉCIMO-QUARTO
(A Assembleia Geral)
1. A Assembleia Geral é a assembleia representativa da OCPCA, constituída
por todos os membros com direito de voto.
ARTIGO DÉCIMO-QUINTO
(Convocação, quórum e reunião)
1. A Assembleia Geral é convocada pelo respectivo Presidente da Mesa, por meio
de convocatória publicada com a antecedência mínima de 30 dias, em relação à
data da reunião, devendo mencionar sempre a ordem de trabalhos.
(Nota: Já abordado no encontro do dia 18 de Junho no escritório da FBL))

2. Salvo nos casos em que a Lei exija determinada maioria para reunir, a
Assembleia Geral considera-se regularmente constituída, em primeira
convocação, independentemente do número de membros presente ou
representado.
3. A Assembleia Geral convocada para deliberar sobre a alteração dos estatutos
(matérias disciplinar, regulamentar, etc.) só se considera regularmente
constituída se estiverem presentes ou representados membros que representem
um terço do total de membros com direito de voto.
(Nota: Já abordado no encontro do dia 18 de Junho no escritório da FBL))

4. Se por estipulação legal imperativa ou estatutária, em primeira convocatória,


não estiver reunido o número suficiente de membros para a Assembleia Geral
poder validamente funcionar, esta poderá reunir em segunda convocação com
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qualquer número de accionistas, podendo a convocatória da assembleia geral


fixar, desde logo, a data da segunda reunião.
5. A segunda reunião deverá ter lugar não antes de 15 dias a seguir à primeira
data marcada para realização da primeira.
6. A Assembleia Geral reunirá:
(a) em sessão ordinária, no primeiro trimestre de cada ano
(b) em sessão extraordinária, sempre que o Conselho Directivo ou o Conselho Fiscal
julguem conveniente e o requeiram ao Presidente da Mesa ou quando
requerida, ao Presidente da Mesa, por membros com direito de voto que
representem, pelo menos, [●] do respectivo total.
7. De cada sessão da Assembleia Geral é lavrada:
a) Uma lista nominal de presenças, encerrada e rubricada pelo Secretário da
Mesa da Assembleia Geral, no momento de abertura da sessão;
b) Uma lista nominal das ausências contendo as causas justificativas.
c) Uma Acta, que deve ser assinada pelo Presidente da Assembleia Geral e
pelo Secretário da respectiva sessão.
8. Qualquer sessão da Assembleia Geral pode ser suspensa, mas apenas por duas
vezes, por iniciativa do Presidente da Mesa ou, excepcionalmente, por
deliberação da própria assembleia, devendo o recomeço dos trabalhos ser
simultaneamente marcado para os 60 dias subsequentes à suspensão.

ARTIGO DÉCIMO-SEXTO
(Competência da Assembleia Geral)
Sem prejuízo de normas legais imperativas ou dos Estatutos da OCPCA ou dos
Regulamentos da OCPCA noutro sentido, compete à Assembleia Geral:
a) Eleger os órgãos da OCPCA; (Ok)
b) Aprovar o relatório, contas e demais documentos de cada exercício; (Ok)

c) Aprovar o plano de actividades e o orçamento de cada exercício; (Ok)


d) Decidir, em última instância, sobre os recursos interpostos das decisões do
Conselho de Supervisão, em matéria disciplinar; (Ok)
e) Aprovar a proposta de regulamento eleitoral (Ok)
f) Aprovar as propostas de alteração dos estatutos; (Ok)
g) Aprovar os regulamentos, qualquer que seja o órgão social que os proponha;
(Nota: Nem todos (?) – apenas os essenciais)
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h) Aprovar as quotas e outras taxas ou contribuições a aplicar às várias


categorias de membros, bem como os respectivos termos de pagamento;(Ok)
i) Aprovar a criação de colégios de especialidade bem como as respectivas
competências, poderes e forma de funcionamento; (Nota: Retirar, passa para a
competência do CD)

j) Aprovar a celebração de protocolos ou outras formas de associação, com


associações congéneres ou de outra natureza. (Nota: Retirar, passa para a
competência do CD)

ARTIGO DÉCIMO-SÉTIMO
(Mesa da Assembleia Geral)
1. A Assembleia Geral é dirigida pela Mesa da Assembleia Geral, composta por
um Presidente, um Vice-Presidente e um Secretário, substituídos, em caso de
impedimento respectivamente por [●] (Nota: Acrescentar…por membros de outros órgãos
que não sejam executivos (ex.: Conselho Fiscal)

2. Compete ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral.


a) Convocar reuniões e dirigir os trabalhos;
b) Dar posse aos membros eleitos para os órgãos da OCPCA;
c) Verificar a regularidade das listas apresentadas nos actos eleitorais;
d) Assinar o expediente que diga respeito à Assembleia Geral.
3. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral goza de voto de qualidade em caso
de empate na votação.
ARTIGO DÉCIMO-NONO
(O Conselho Directivo)
O Conselho Directivo, é órgão executivo da OCPA, composto por [•] membros e é
presidido pelo Bastonário. (Nota: 7 membros)

ARTIGO VIGÉSIMO
(Competência do Conselho Directivo)
1. Ao Conselho Directivo compete, em geral, a direcção e gestão da OCPCA e, sem
prejuízo de normas legais imperativas, de outros artigos dos estatutos ou dos
Regulamentos da OCPCA noutro sentido, compete-lhe, em particular:
a) matéria administrativa
b) matéria financeira
Projecto 31.5.19

2. O Conselho Directivo reúne validamente com a presença de [●] e com a


periodicidade [●].
Nota: ou seguir a norma geral. (Nota: Ok)

3. As deliberações do Conselho Directivo sobre [●] são aprovadas com os votos


favoráveis de [●].
Nota: ou seguir a norma geral. . (Nota: Ok)

ARTIGO VIGÉSIMO-PRIMEIRO
(O Conselho de Supervisão)
O Conselho de Supervisão é um órgão independente, eleito por maioria qualificada
de [●] composto por [●] membros efectivos, podendo, até ao limite de 1/3 da sua
composição, incluir estranhos à profissão.
(Nota: considerar 9 membros efectivos)

ARTIGO VIGÉSIMO-SEGUNDO
(Competência)
1. Sem prejuízo de normas imperativas legais, de regras dos estatutos ou dos
regulamentos da OCPA noutro sentido, compete ao Conselho de Supervisão, em
geral, velar pela legalidade da actividade exercida pelos órgãos da OCPCA, e
exercer o controlo interno, nomeadamente, em matéria disciplinar e compliance.
2. O Conselho de Supervisão reúne validamente com a presença de [●] e com a
periodicidade [●].
3. Nota: ou seguir a norma geral. (Ok.)

4. As deliberações do Conselho de Supervisão sobre [●] são aprovadas com os votos


favoráveis de [●]
5. Nota: ou seguir a norma geral. . (Ok.)

ARTIGO VIGÉSIMO-TERCEIRO
(Conselho Fiscal)
1. Conselho Fiscal, é composto por [●] membros, dos quais um é o seu Presidente e
do qual deve fazer parte, pelo menos, um perito contabilista /contabilista /
auditor. (Nota: considerar 5 membros)
Projecto 31.5.19

2. Sem prejuízo de normas imperativas legais, de regras dos estatutos ou de


regulamentos da OCPA noutro sentido, compete ao Conselho Fiscal, em geral, a
fiscalização da gestão patrimonial e financeira da OCPA e, em particular, [●] ;
3. O Conselho Fiscal reúne validamente com a presença de [●], periodicidade de
[●].
Nota: ou seguir a norma geral. (Ok.)

4. As deliberações do Conselho Fiscal sobre [●]são aprovadas com os votos


favoráveis de [●]
Nota: ou seguir a norma geral. (Ok.)

ARTIGO VIGÉSIMO-QUARTO
(O Conselho Consultivo)
1. O Conselho Consultivo é um órgão de consulta e assessoria multissectorial da
Ordem e tem como objectivo o seguinte:
a) - Pronunciar-se sobre os assuntos que lhe sejam submetidos pelo
Conselho Directivo;
b) - Pronunciar-se sobre as propostas de politica do executivo relativas à
contabilidade;
c) - Dar parecer sobre diplomas legais relacionados com a contabilidade, ou
que tenham grande influencia sobre a mesma;
d) - Apreciar a situação e evolução da contabilidade ……………….
e) – Aconselhar, por sua própria iniciativa, o Conselho Directivo sobre as
actividades a desenvolver no âmbito das funções da Ordem.
2. O Conselho Consultivo integra, entre outros, os Membros Honorários,
representantes da comunidade ou individualidades com relevo e influência na
profissão…………………………………………………………………………………………

ARTIGO VIGÉSIMO-QUINTO
(Colégios de Especialidade)
1. Sob proposta do Conselho Directivo, a Assembleia Geral pode aprovar a criação
de colégios de especialidade, que agem sob delegação expressa do mesmo
Conselho e no estrito âmbito da delegação recebida, para as seguintes áreas e
com as seguintes denominações:
j. Comissão Técnica de Contabilidade
k. Comissão Técnica de Auditoria
Projecto 31.5.19

l. Comissão de Inscrição e Administração de Membros


m. Comissão de Disciplina e Investigação
n. Comissão de Educação, Formação e Certificação Profissional
o. Comissão de Remunerações
p. Comissão de Controlo de Qualidade
q. Comissão de compliance
r. “Academia OCPCA”, que visa a organização execução e controlo da capacitação/
formação permanente / superação profissional dos membros e/ou futuros
membros da OCPCA, visando, de maneira geral, colmatar as deficiências
actuais do ensino.
(Nota: Adequar ao anteriormente referido sobre a criação pelo Conselho Directivo)

ARTIGO VIGÉSIMO-SEXTO
(O Director Geral / “CEO”)
1. O Conselho Directivo pode atribuir a gestão corrente da OCPCA a um Director-
Geral, também denominado CEO - Chief Executive Officer. (Ok)
2. O CEO exerce funções em estreita cooperação com o Conselho Directivo, através
de recomendações claras e fundamentadas para a respectiva acção e no estrito
âmbito dos poderes que lhe forem confiados ou delegados.
3. Sem prejuízo do papel do Bastonário e do Presidente do Conselho Directivo como
principais responsáveis pela representação e gestão da OCPCA, o CEO pode
apoiá-los e representá-los nessa função, quando solicitado.
4. São igualmente deveres do CEO:
a) Participar de todas as reuniões do Conselho Directivo;
b) Apresentar relatórios sobre a implementação de políticas e questões
estratégicas, operações, e desempenho relacionados com os objetivos
estratégicos, financeiros e orçamentais.
5. Cabe ao CEO,
a) Dentro das disponibilidades financeiras da OCPCA, recrutar pessoal técnico
e de apoio;
b) Elaborar um plano estratégico de longo prazo e um plano de trabalho que
inclua metas e objectivos específicos
c) Desenvolver e dirigir o pessoal contratado;
d) Participar na estrutura do Conselho Directivo visando implementar as
diversas actividades;
Projecto 31.5.19

e) Aconselhar e emitir pareceres para o Presidente e membros do Conselho


Directivo e para outros órgãos ou recursos humanos da OCPCA;
f) Construir e manter relações com o governo, as comunidades empresariais e
profissionais e outras instituições congéneres ou não.
g) Garantir que os processos disciplinares são prosseguidos de forma imparcial,
eficaz e de acordo com as normas legais imperativas, os estatutos ou os
regulamentos da OCPCA.
h) Garantir que o Conselho Directivo, os membros da OCPCA e outras pessoas
relevantes são mantidos informados sobre os desenvolvimentos
internacionais, regionais e nacionais que afectem a profissão representada;
i) Gerir os recursos e o pessoal da OCPCA, de acordo com orçamentos e
políticas aprovados nos termos dos estatutos da OCPCA;
j) Reportar, ao Presidente e membros do Conselho Directivo, o progresso da
implementação dos objectivos da OCPCA
k) Participar na fixação das job descriptions que se mostre necessária.
6. São requisitos para a selecção e contratação do CEO, entre outros:
a) Experiência comprovada de gestão, planeamento e estratégia;
b) Criatividade e empenho;
c) Boa capacidade de comunicação;
d) Compreensão das questões financeiras
e) Ser socialmente qualificado e capaz de estabelecer e construir contactos com
privados, governo e instituições congéneres ou não.

ARTIGO VIGÉSIMO-SÉTIMO
(Poder Regulamentar)
1. Os Regulamentos da OCPCA são elaborados e propostos para aprovação pela
Assembleia Geral, por cada um dos órgãos da OCPCA e vinculam todos os seus
membros, os candidatos ao exercício da profissão e os demais órgãos da OCPCA,
bem como estranhos à profissão admitidos a fazer parte dos seus órgãos.
(Nota: Adequar aos comentários anteriores sobre a matéria…nem todos os regulamentos)

2. Qualquer membro OCPCA ou estranho admitido a participar nos seus órgãos


tem pode solicitar ao órgão da OCPCA competente, a elaboração, modificação ou
revogação de regulamentos, mediante petição fundamentada, acompanhada do
respectivo projecto.
Projecto 31.5.19

3. As petições deverão ser dirigidas ao órgão da OCPCA com a respectiva


competência e entregues na Secretaria da OCPA, contra recibo datado de
recepção.
4. No prazo máximo de 24 horas a Secretaria deverá fazer entrega das petições no
órgão a que as mesmas são dirigidas.
5. Se o projecto de regulamento impuser deveres, sujeições ou encargos, o órgão
com competência regulamentar deverá ouvir os titulares dos interesses
afectados, no prazo de [●] dias, mediante publicitação do projecto em questão no
seu sítio electrónico e por afixação nas instalações da OCPCA. (Nota: Regra geral)
6. Sem que possa haver prorrogação, o prazo referido no ponto anterior termina
decorridos [●] dias sobre a data da mesma publicitação. (Nota: Regra geral)
7. Decorrido o prazo previsto no ponto anterior e no prazo de [●] dias seguintes, o
órgão da OCPCA com competência regulamentar, informará os interessados do
destino dado às suas petições e dos fundamentos da posição que tomar em
relação às mesmas. (Nota: Regra geral)
8. Se o órgão competente aceitar a petição, nos termos e prazos estatutários e
regulamentares para o seu funcionamento, elaborará o projecto decorrente, em
cujo preâmbulo se fará menção das entidades ouvidas, e solicitará a convocação
de uma Assembleia Geral Extraordinária, para a respectiva aprovação.
9. Sempre que tenham eficácia externa, os Regulamentos da OCPCA devem ser
publicados na IIª Série do Diário da República e, se existirem, na revista da
OCPCA e no seu sítio electrónico,

ARTIGO VIGÉSIMO-OITAVO
(Disciplina e Poder Disciplinar)

Nota:
Nos termos dos artigos 30 e 31 da LBAP,
1. Os estatutos de cada associação pública enunciam os factos que constituem infracção disciplinar,
bem como as sanções disciplinares aplicáveis, nos termos do disposto na presente lei.
2. O exercício das funções disciplinares das associações públicas compete, pelo menos em última
instância, ao órgão previsto na alínea c) do n.º 1 do artigo 18.º
3. Em tudo o que não estiver regulado no estatuto de cada associação pública ou, quando exista, no
respectivo regulamento disciplinar, são aplicáveis as disposições da presente lei e do Processo
Disciplinar Relativo a Funcionários e Agentes da Administração Pública, constante do Decreto n.º
33/91, de 26 de Julho.
4. Podem desencadear o procedimento disciplinar:
a) os órgãos de governo da associação
5. Para efeitos da presente lei, considera-se infracção disciplinar o facto, ainda que meramente
culposo, praticado pelo profissional com violação de algum dos deveres inerentes ao exercício da
função profissional, em especial os consagrados na presente lei e nos estatutos da respectiva
associação e em quaisquer outras disposições reguladoras da actividade profissional- artigo 31 da
LBAP
Projecto 31.5.19

ARTIGO VIGÉSIMO-NONO
(Processo Disciplinar)
Nota:
Definição do Processo Disciplinar (Como fica depois do Órgão de Supervisão), como por exemplo “para
condução do processo disciplinar e aplicação das penas do exercício da actividade
O estatuto da Ordem deve determinar quais os órgãos competentes para aplicação das penas de
repreensão e suspensão do exercício da actividade até seis meses, bem como Suspensão do exercício da
actividade por mais de seis meses e até um ano e a interdição definitiva do exercício da actividade.
Seria oportuno que nos estatutos constasse uma norma que desse poder à OCPCA para tomar a
iniciativa de proposta da sua modificação, sendo todavia sempre aprovada por Decreto Presidencial.
No exercício dos seus poderes públicos a OCPCA pratica os actos administrativos necessários ao
desempenho das suas funções (ordens de serviços e instrutivos) e aprova os regulamentos previstos na
lei e nos estatutos que não estão sujeitos à aprovação do TPE (artigo 14.º). Fazer constar no Estatuto
as formas de manifestação das decisões do órgão executivo (ordens de serviços e instrutivos)

ARTIGO TRIGÉSIMO
(Exercício da acção disciplinar)

Nota:
As associações públicas exercem acção disciplinar sobre os seus membros, nos termos previstos no
capítulo VI da LBAP e nos respectivos estatutos.

ARTIGO TRIGÉSIMO-PRIMEIRO
(Receitas)
Nota:
Nos termos da LBAO,
São receitas das associações públicas:
a) as quotas dos seus membros;
b) as taxas cobradas pela prestação de serviços;
c) os rendimentos do respectivo património;
d) o produto de heranças, legados e doações;
e) outras receitas previstas legalmente e nos estatutos.
O Estado só pode financiar as associações públicas quando se trate da contrapartida de tarefas
específicas acordadas mediante protocolo, não compreendidas nas suas incumbências legais.
As deliberações sobre a fixação das quotas e das taxas são aprovadas pela assembleia representativa,
por maioria absoluta, sob proposta do órgão executivo, e na base de um estudo que fundamente
adequadamente os montantes propostos, observados os requisitos substantivos previstos na Lei Geral
Sobre o Regime de Taxas.
A cobrança dos créditos resultantes das receitas previstas nas alíneas a) e b) do n.º 1 segue o processo
de execução tributária artigo 74 da LBAP. (Nota. ?)

Como referido na carta apresentação, a propósito dos elementos que devem constar
dos Estatutos, estes devem
a) Prever e regular os estágios profissionais;
b) Fixar as penas disciplinares
Projecto 31.5.19

c) Definir o regime económico e financeiro, em especial relativo à fixação, cobrança


e repartição de quotas;
Elementos relativamente aos quais, ainda não temos informação.

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