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3º Ano - Curso de Licenciatura em Direito

Cadeira - Direito das Sociedades Comercial


8˚ Cessão
Docente: Dra. Eunícia Alves

Direito das Sociedades Comerciais Continuação

CAPACIDADE JURIDICA DAS SOCIEDADES COMERCIAIS

Vejamos então o que nos diz o artigo 7º, CSC “

“A capacidade de jurídica da sociedade compreende os direitos e as obrigações


necessárias ou convenientes à prossecução do seu fim, excetuados aqueles que lhe
sejam vedados por lei, ou sejam inseparáveis a personalidade singular”.

Então vejamos:

 Por conseguinte, excetuados os direitos e obrigações vedados por lei (v.g., os


direitos de uso e habitação, que o CC prevê no seu artigo 1464º,ss, que são
reservadas as pessoas humanas.
 E os inseparáveis pela natureza das coisas, da personalidade singular (v.g.,
os direitos familiares fundados no casamento ou na adoção). Entram na
capacidade jurídica das sociedades todos os direitos e obrigações que se
revelem, a partida, indispensáveis ou úteis à consecução do seu fim.

Por outro lado, essa capacidade encontra-se delimitada pelo seu objeto artigo (7ºCSC).

Mas, aqui há que distinguir o Objeto mediato, que é a realização de lucros necessários,
para todas as sociedades nos termos da lei.

Objeto imediato, que é a atividade comercial concreta que a sociedade se propõe


exercer, e que, deve constar nos seus estatutos; (arts. 11º nº1 alª d) e 14º CSC).

1
Esta distinção, é de suma importância devido ao “Princípio da Especialidade”1 Que
limita a capacidade jurídica das pessoas coletivas aos atos necessários ou convenientes à
prossecução do seu fim, “vite artigo 7ͦ n 1CSC em conjugação com o artigo 165º,
CC”,

Mas Atenção:

Só tem aplicação nas sociedades comerciais, ao objeto mediato “ (finalidade lucrativa,


ou seja, o fim social, que é o escopo lucrativo, com o intuito de obter lucros para atribui-
los ao (s) sócio (s)”; servindo o objeto imediato para limitar os poderes de
representação dos administradores.

“Em princípio as liberalidades que possam ser considerandos usuais, segundo as


circunstâncias da época e as condições da própria sociedade não são havidas como
contraria ao fim desta”, vite 7º nº 2 CSC. (veremos já).

Os atos praticados pela sociedade como a prestação de garantias reais ou pessoais, a


outras entidades, consideram-se contraria ao fim social, (…) vite nº 3 do artigo 7º CSC,
entretanto, veremos que essa norma não é absoluta.

Essa norma adianta duas exceções a regra a regra da incapacidade da sociedade para
prestar garantias gratuitas a dividas de terceiros; em primeiro lugar tem que haver
justificado interesse próprio da sociedade garante em relação a outra e que essa
prestação de garantias se mostre (a partida e atendendo ao momento da pratica do ato)
necessária ou conveniente à prossecução do escopo lucrativo da sociedade. Ou seja a
prestação de garantia é justificada pelo interesse próprio da sociedade garante quando
ela se mostre objetivamente apta para satisfazer o desejo de todos os sócios enquanto

1
Este princípio traduz-se na prática de atos adequados ao escopo, à razão de ser da pessoa coletiva – especialidade
emerge, pois do respetivo fim.

I- Tal princípio embate-se no âmbito das sociedades comerciais quando exara que as cláusulas contratuais e as
deliberações sociais que fixem a sociedade um determinado objeto ou proíbem a prática de certos atos não limitem a
capacidade da sociedade.

2
tais de obter lucros através dessa mesma sociedade e é um interesse que não descura
nem o património da sociedade garante e nem os interesses de terceiros.

Em segundo lugar se se tratar de sociedades em relação de grupo ou de domínio.

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