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Introdução

O presente trabalho desenvolve o tema à transição do monopartidarismo a


democracia em Angola. É um tema muito importante para a sociedade angolana
e para mim, em particular, pois que, quando se trata de democracia no nosso país
existe uma determinada ignorância por parte de certas pessoas. O mesmo
comporta II Capítulos divididos em subcapítulos, sendo assim, na primeira parte
começaremos por analisar a implementação do regime de partido único em
Angola, onde veremos a acção dos três movimentos de Libertação na cimeira
realizada a 15 de Janeiro de 1975 em Portugal-Penina. O segundo subcapítulo
fala do ano 1975 em que o MPLA assumiu o poder e tornou Angola uma
República de partido único e que se pretendia socialista. O terceiro subcapítulo
fala da construção da paz de 1992 que culminou com os Acordos de Bicesse, no
Estoril, em 1991, este acordo foi firmado entre o presidente da então República
Popular de Angola, José Eduardo dos Santos, e o presidente da União Nacional
para a Independência Total de Angola (UNITA), Jonas Malheiro Savimbi. O
quarto subcapítulo fala sobre as políticas implementadas em Angola após as
primeiras eleições, divididas em dos períodos: o primeiro período, parte no ano
de 1992 com a realização das primeiras eleições gerais multipartidárias no país e
o segundo período tem início em 2002, ano do início da consolidação da paz
definitiva em Angola, após o calar das armas.

O II Capítulo fala da construção da democracia em Angola, no I subcapítulo


procuramos analisar as primeiras eleições em Angola no ano de 1992, um
marco histórico nos pergaminhos da política nacional. O segundo subcapítulo
fala dos acordos de paz entre o MPLA e a UNITA assinado no dia 4 de Abril
de 2002. No terceiro subcapítulo procuramos analisar as segundas eleições
legislativas de 2008, realizadas em 5 e 6 de Setembro. O quarto subcapítulo fala
da actual lei Constitucional de Angola, lei suprema da nação angolana, tendo
sido aprovada pela Assembleia Nacional aos 27 de Janeiro de 2010.

1
Capítulo I

1.1-Implementação do regime de partido único em Angola


A 15 de Janeiro de 1975 realizou-se em Portugal-Penina, uma cimeira entre os
principais movimentos de libertação de Angola o MPLA (Movimento Popular de
Libertação de Angola), FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) e a
UNITA (União Nacional Para a Independência Total de Angola) e o Governo
português. Estabeleceu os parâmetros para a partilha do poder, ou seja, foi
estabelecido com o propósito de limitar o poder entre os movimentos e a data da
independência. Assim, as partes concordam que Angola se tornaria independente
no dia 11 de Novembro de 1975, as mesmas, concordam que Angola será uma
Nação democrática e multipartidária; o cessar-fogo deveria ser precedido de um
acordo quanto a data das eleições livres e justas. Sobre esta perspectiva, afirmou
Raymond Aron citado por Chimanda, «num regime de partido único, o Estado é
partidário e inseparável do partido que tem monopólio da actividade política
legítima «. [CITATION PED10 \p 25 \t \l 2070 ]

Desta feita, no dia 11 de Novembro de 1975, o 1MPLA proclama a República


Popular de Angola 2(RPA), enquanto em Ambriz a 3FNLA e a 4UNITA no Centro
do país, proclamavam o nascimento da República Popular e Democrática de
Angola; e, sucessivamente as guerras civis que levaram o País a desastre
humano-sociais e político-económicos. O retorno às guerras civis foi a ocasião
para a destruição da sociedade angolana, articulada em conflitos regionais e as
rivalidades das grandes potências…[CITATION ANT12 \p 28 \l 2070 ]

Os três movimentos que lutaram pela independência de Angola passam, após a


extinção do poder colonial, a lutarem entre si, atacando as cidades, vilas e
aldeias, dizimando milhares de angolanos e arrasando essas mesmas localidades,
bem como as poucas estruturas e infra-estruturas deixadas pelo regime colonial.
[CITATION DOM17 \p 39 \l 2070 ]

1
Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA)
2
República Popular de Angola (RPA)
3
Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA)
4
União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA)

2
Depois da proclamação da independência na sua particular forma, surge neste
mesmo ano, a primeira Constituição que foi aprovada pelo Comité Central do
MPLA, exercendo o poder constituinte originário, criou o Estado da República
Popular de Angola com os seus órgãos de soberania.

Após a independência de 11 de Novembro de 1975, surge o artigo 1 da Lei


Constitucional que definia Angola como um Estado soberano, independente e
democrático. A mesma apresentava as características de uma formação partidária
única, uma economia de planificação centralizada- silenciando a importante
colaboração de todos naqueles ramos essenciais; pois não basta o direccionismo
para o desenvolvimento; todos têm o dever de exercer, segundo as próprias
possibilidades e a própria escolha, uma actividade ou função que concorra ao
progresso material e espiritual da sociedade 5(art. 9 da Lei Constitucional da II
República) - uma formação de exercício de poder de governo com “evidentes
traços soviéticos” criação de Instituições e órgãos do Estado monopartidário. Um
Estado que considerou o homem como parte da sociedade política; caiu na
tentação do totalitarismo (…) tudo dentro do Estado, nada contra o Estado e nada
além do Estado Monopartidário.[CITATION ANT12 \p 29 \l 2070 ]

1.2- O ano que o MPLA tomou o poder


Em 1975, o MPLA assumiu o poder e tornou Angola uma República de partido
único e que se pretendia socialista. Desde então, o presidente da UNITA, Jonas
Savimbi, alinhado com os 6EUA e depois de romper o acordo com Holden
Roberto, passou a lutar contra o regime pró-soviético instalado pelo MPLA,
defendendo a adopção de um sistema democrático, multipartidário e capitalista.

Foi, inicialmente, um movimento de luta pela independência de Angola


transformando-se num partido político após a Guerra de Independência de 1961-
1974; conquistou o poder em 1974/1975, durante o processo de descolonização e
saiu vencedor da Guerra Civil Angolana de 1975-2002, contra dois movimentos
rivais, a UNITA e a FNLA.

5
Artigo (art.)
6
Estados Unidos da América (EUA)

3
1.3- A construção da paz de 1992
O processo de paz culminou com os Acordos de Bicesse, no Estoril, em 1991,
sob os auspícios da troika de observadores, em cooperação com Portugal (através
do seu Ministro de Negócios Estrangeiros, Durão Barroso), a antiga União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas 7(URSS), hoje Rússia e os Estados Unidos da
América (EUA), são um marco histórico para os angolanos e, sobretudo, para a
estabilização da geografia política na Zona Austral de África. [CITATION PED10 \p 31
\t \l 2070 ]

Este acordo foi firmado entre o presidente da então República Popular de


Angola, José Eduardo dos Santos, e o presidente da União Nacional para a
Independência Total de Angola (UNITA), Jonas Malheiro Savimbi.

No entanto, os efeitos de Bicesse nunca se sentiram e a paz foi ténue e efémera,


pois o longo conflito de 1992 rebentou numa espiral de violência ainda maior,
que nunca mais teve um fim à vista.

Antes dos acordos de paz de 1992 entre o MPLA e a UNITA, deu-se uma
viragem na transição política e na democracia, retomando o espírito do Protocolo
de Lusaka. O MPLA através do seu Comité Central realizado em Junho de 1990
abandonava o sistema de partido único, criando desta forma um espaço para a
concorrência ao poder com os diferentes partidos políticos.
O MPLA abandonava formalmente a sua matriz marxista-leninista, Partido do
Trabalho, e acelera uma democracia multipartidária, definindo Angola como um
Estado democrático de Direito.

1.4- Políticas implementadas em Angola após as primeiras eleições


Partindo do ano de 1992 a política externa de Angola divide-se em dois
Períodos diferenciados em suas características:
O primeiro período, parte no ano de 1992 com a realização das primeiras eleições
gerais multipartidárias no país, um ponto de inflexão para a política externa de
Angola. Na ausência de normalidade de instituições democráticas no país devido

7
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)

4
à guerra civil pós eleitoral, o período em estudo estende-se até 2002, ano em que
se encerrou o conflito angolano.
O segundo período tem início em 2002, ano do início da consolidação da paz
definitiva em Angola, após o calar das armas. Angola da entrada a um novo
quadro político proporcionou condições para uma política externa mais
pragmática diferente dos anos anteriores pois o governo vê como prioridade o
desenvolvimento das infra-estruturas e o país caminhava a uma democracia.
Nesse período, o governo privilegia as relações com a China, mas não abandona
os parceiros tradicionais como o Brasil. Simultaneamente, o governo concentra a
sua atenção na política de segurança regional, a África Austral, a África Central e
a 8RDC, para garantir que suas fronteiras não sirvam de entrada de sofrimentos e
armas para a UNITA ou se transforme numa extensão de conflito de algum país
vizinho. Esse período em análise se encerra com a realização das segundas
eleições gerais multipartidárias em Setembro de 2008.

Capítulo II

A Construção da Democracia em Angola

2.1- As primeiras eleições em Angola de 1992


As primeiras eleições legislativas angolanas de 1992 são um marco histórico nos
pergaminhos da política nacional e além-fronteiras, estima-se que tenham
participado mais de 92%, cerca de (45milhões) de votantes registados e o MPLA
obteve 53,74% dos votos, contra os 34,10% dos votos UNITA, nas legislativas.
Nas presidenciais, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos obteve
49.57% e o Presidente da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi obteve 40.07%. Após
a publicação dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições 9(CNE), a
10
ONU considerou-as livres e justas. A UNITA através de um comunicado na

8
República Democrática do Congo (RDC)
9
Comissão Nacional Eleitoral (CNE)
10
Organização das Nações Unidas (ONU)

5
Rádio Nacional rejeitou formalmente os resultados e regressou à guerra em
Angola. [CITATION MAR16 \p 185 \l 2070 ]
É um período marcante da vida política do País, pois que, a democracia dava os
seus primeiros passos no seio do povo angolano, onde» todos têm o direito à
vida, à liberdade e a propriedade; e o fim do Estado é a salvaguarda dos direitos
fundamentais do homem».[CITATION Kam12 \p 103 \l 2070 ]
Nestas eleições, apresentaram-se e concorreram mais de dezassete partidos e
algumas coligações. Destes foram escrutinados doze partidos que conseguiram
assento e representação na Assembleia Nacional.
Portanto, as eleições presidenciais realizaram-se em simultâneo com as
legislativas que pôs frente a frente, o 11Eng. José Eduardo dos Santos e o líder do
galo negro, Dr. Jonas Savimbi. Contudo, nenhum dos candidatos conseguiu
vencer na primeira volta, mas após a rejeição dos resultados por parte da UNITA,
não se realizou a segunda volta como previa a constituição. Nesse mesmo ano,
Angola mergulhou de novo num conflito em todas as cidades do país.
A paz passou a ser uma miragem para os angolanos, viu-se gorado um conjunto
de expectativas de três décadas, minada sobretudo por causa de ambições dos
líderes locais e de interesses estrangeiros. Ainda assim, houve várias pressões,
desencadeadas pelos EUA, para restaurar o dossiê Bicesse. Assim em 1993, a
administração Clinton reconheceu oficialmente o governo angolano. Neste
período, os EUA jogaram um papel fundamental para restaurar os Acordos de
paz de Bicesse, embora sem efeitos práticos e, ao mesmo tempo, foi-se
preparando um outro processo designado de protocolo de Lusaka, abrindo-se
novas perspectivas de negociações de paz para a Angola.

2.2- Acordo de Paz entre o MPLA e a UNITA


No dia 4 de Abril de 2002 foi assinado o acordo de paz entre o governo do
MPLA e a UNITA. Os dois partidos pousaram as armas e puseram assim, um
ponto final aos conflitos; este período encerrou definitivamente a guerra no país
e, consequentemente, atenuou as diferenças ideológicas que opunham a UNITA e
o MPLA.O caminho a seguir era o do diálogo construtivo para o processo de paz.
11
Engenheiro (Eng.)

6
Estas dificuldades de entendimento arrastaram-se desde 1975 até 2002. Neste
âmbito Sakala afirmou de uma forma lapidar que «o protocolo de Lusaka era a
melhor base para se solucionar o problema angolano. Mas Sullivan, o
embaixador americano em Luanda, afirmava constantemente que o seu Governo
respeitaria todas as opções do Governo angolano».[CITATION PED10 \p 43 \t \l 2070 ]

O memorando do Luena foi um pacto de cessar-fogo, nascido de vários encontros


realizados na província do Moxico, entre as forças militares do Governo da
UNITA, na sequência da morte, em combate, a 22 de Fevereiro de 2002, de Jonas
Savimbi. A assinatura do Memorando de Entendimento do Luena, complementar
ao Protocolo de Lusaka, foi feita em Luanda, a 4 de Abril de 2002, pelos chefes
dos Estados-Maiores das 12FAA, Armando da Cruz Neto, e das 13FALA, Abreu
Muengo “Kamorteiro”, na presença do então Presidente da República José
Eduardo dos Santos.

O país dependia agora do pronunciamento do presidente da República José


Eduardo dos Santos, para fixar definitivamente a data oficial das eleições em
tempos de paz. “ O povo escolhe por eleição directa, tanto o Presidente da
República, o qual forma o Governo, como o Parlamento ou Congresso, o qual
controla a acção do Presidente e do Governo, e não pode ser dissolvido pelo
Presidente”[CITATION Kam12 \p 106 \l 2070 ]

2.3- As segundas eleições legislativas no ano 2008


As eleições legislativas de 2008 foram realizadas em 5 e 6 de Setembro. Os
angolanos votaram pela primeira vez, desde 1992, para escolher, entre 14
formações políticas, o seu segundo parlamento desde que se tornou independente
de Portugal, em 1975. Concorreram 10 partidos políticos e quatro coligações.
Estavam registados 8,3 milhões de eleitores para eleger os 220 deputados à
Assembleia Nacional e o novo Governo.

12
Forças Armadas de Angola (FAA)

13
Forças Armadas de Libertação de Angola (UNITA)

7
A CNE anunciou os resultados finais no dia 16 de Setembro, dando o MPLA

como claro vencedor, com 81.64% da totalidade dos votos, liderando igualmente

em todas as províncias. Este facto representa um enorme aumento em relação ao

resultado de 1992, quando o MPLA ganhou com 54%. Além do mais, este

resultado dá ao MPLA a liderança no parlamento, tendo alcançado 191 dos 229


lugares e a capacidade de alterar a Constituição. O número de partidos no
parlamento foi reduzido de doze para cinco, apenas com a UNITA, 14PRS, FNLA
e 15ND a terem conseguido eleger deputados. A participação eleitoral foi de 87%,
o que demonstra o desejo, por parte dos cidadãos, de expressarem o seu voto pela
primeira vez em 16 anos. [CITATION Ped10 \p 52 \l 2070 ]

Desta feita, a democracia estava sendo consolidada no ceio do povo angolano.


Para que a democracia seja autêntica, é indispensável que haja uma maioria, a
qual assume a responsabilidade de governo, e uma minoria que realiza uma acção
crítica e de controlo sobre a maioria, pondo em relevo os inevitáveis aspectos
negativos da acção governativa e mantendo informada a opinião pública.[CITATION
Kam12 \p 138 \l 2070 ]

2.4 A actual lei Constitucional em Angola


A Constituição de Angola é a lei suprema da nação angolana, tendo sido
aprovada pela Assembleia Nacional aos 27 de Janeiro de 2010, mudando várias
das regras políticas do país. De acordo com a mesma, o regime político vigente é
o presidencialismo, em que o chefe de Governo também é o chefe de Estado e
lidera o poder Executivo, que é separado do poder Legislativo e do Judiciário.

“O Estado pode cumprir sua essencial de garantir a paz,


justiça, o bem-estar para todos, somente se dispõe de um
governo respeitado e justo, o qual saiba fazer respeitar os
direitos e fazer observar os deveres por parte de todos os
cidadãos”.[CITATION Bat13 \p 140 \l 2070 ]

14
Partido de Renovação Social (PRS)
15
Nova Democracia (ND)

8
Com base à Lei Constitucional, Angola apresenta as seguintes características:
República (art.1), Democracia (art.2 Const.), Unidade nacional (art.2 Const.),
Não confessional 16(art.8 Const.), Parlamento único: Assembleia Nacional (art.78
Const.), 17GURN, Abertura: à Comunidade Internacional (art.15 Const.), Valores
basilares do Estado angolano: Dignidade da pessoa humana, direitos e liberdades
fundamentais do homem.[CITATION ANT12 \p 38 \l 2070 ]

Portanto, a República de Angola é uma Nação soberana e independente que tem


como objectivo fundamental a construção de uma sociedade livre, democrática,
de paz, justiça e progresso social (art.1); um Estado democrático de direito que
tem como fundamentos a unidade nacional, a dignidade da pessoa humana, o
pluralismo de expressão e de organização política e o respeito e garantia dos
direitos e liberdades fundamentais do homem, quer como indivíduo, quer como
membro de grupos sociais organizados» a democracia é um regime caracterizado
por um método próprio de governo, método que, por isso, se denomina
“democrático “ e que se exprime na assunção do governo por parte da maioria e
na crítica ou controlo da minoria, também denominada oposição» [CITATION
Kam12 \p 138 \l 2070 ]

16
Constituição da II República (Const.)
17
Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN)

9
Conclusão

Desde o alcance da independência até aos nossos dias, Angola é governada pelo
MPLA, adoptou como modelo político o comunista-leninista que implicava o
centralismo político com apenas um único partido. Com o decorrer do tempo,
devido às pressões feitas pela UNITA no palco das operações de guerra, o MPLA
foi forçado a mudar para um sistema multipartidário. Consequentemente, após
um longo período conflituoso entre o MPLA e a UNITA, o processo de paz teve
início em 1992, formando-se então os partidos políticos e sendo realizadas as
primeiras eleições legislativas e presidências ao mesmo tempo.

Após vários anos de conflito interno civil entre o MPLA e a UNITA, em


Fevereiro de 2002 com a morte de Jonas Malheiro Savimbi, o país alcança a paz
com o cessar-fogo, culminando com a assinatura dos acordos de paz no dia 4 de
Abril de 2002. Desta feita, anos mais tarde, em fase da reconstrução democrática
do país, em Setembro de 2008, são realizadas as segundas eleições legislativas,
com uma vitória esmagadora do MPLA obtendo 81,64% contra 10,39% da
UNITA. A democracia estava sendo consolidada no ceio do povo angolano com
a realização das eleições gerais em Agosto de 2012 e 2018 vencidas novamente
pelo MPLA.

Todavia, em 2010, é aprovada a Constituição de Angola pela Assembleia


Nacional mudando várias das regras políticas do país. De acordo com a mesma, o
regime político vigente é o presidencialismo. Portanto, a República de Angola é
uma Nação soberana e independente que tem como objectivo fundamental a
construção de uma sociedade livre, democrática, de paz, justiça e progresso
social, um Estado democrático de direito que tem como fundamentos a unidade
nacional, a dignidade da pessoa humana, o pluralismo de expressão e de
organização política e o respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais
do homem, quer como indivíduo, quer como membro de grupos sociais
organizados.

10
Referências Bibliográficas

BENGUI, A. L. (2012). Experiência Constitucional Angolana e a justificação


dos Direitos Fundamentais. Luanda: Mayamba.

BITTENCOURT, M. (2016). As eleições em angola de 1992. Revista Tel, 1-23.in


https://www.revista2.uepg.br> acessado aos 20 de Outubro de 2019.

CHIMANDA, P. F. Do monopartidarismo à transição democrática em


Angola.Univesidade Nova de Lisboa, Lisboa. in
https://run.unl.pt>bitstream acessado aos 20 de Outubro de 2019.

JOSÉ, J. Política Externa de Angola de 1992 aos dias actuais. 33º Encontro
Anual da ANPOCS in https://anpocs.com>file acessado aos 20 de Outubro
de 2019.

KAMBALU, L. F. (2012). A democracia Personalista: Os Fundamentos Onto-


Antropológicos da política à luz de Pietro Pavan. Portugal: Paulinas.

MONDIM, B. (2013). Introdução à Filosofia. Problemas, Sistemas, Autores,


Obras. 2ªEdição. São Paulo: PAULUS.

NETO, D. F. (2017). Angolanidade e História. Luanda: Mayamba.

11
Índice

Introdução...........................................................................................................1

Capítulo I...........................................................................................................2

1.1-Implementação do regime de partido único em Angola.........................2

1.2- O ano que o MPLA tomou o poder.........................................................3

1.3- A construção da paz de 1992...................................................................4

1.4- Políticas implementadas em Angola após as primeiras eleições....................4

Capítulo II............................................................................................................ 5

A Construção da Democracia em Angola..........................................................5

2.1- As primeiras eleições em Angola de 1992.....................................................5

2.2- Acordo de Paz entre o MPLA e a UNITA..................................................6

2.3- As segundas eleições legislativas no ano 2008...........................................7

2.4 A actual lei Constitucional em Angola.........................................................8

Conclusão............................................................................................................ 10

Referências Bibliográficas……………............................................................11

12

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