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  CURSO: Direito

CÓD/ ESTÁGIO: ESTÁGIO IV


PROF: BRUNA SOUZA TURNO:
TURMA: HORÁRIO: 14HS NOTA

MATRICULA: DATA:
ALUNO(A): PETIÇÃO

SEGUNDA-FEIRA - 14HS - ESTÁGIO IV

Giovanna Figueiras foi casada com Clodoaldo Pereira por 07 (sete) anos,
da uniã o nasceu um ú nico filho, Matheus Figueiras Pereira atualmente com 04
(quatro) anos de idade. No entanto, em janeiro de 2018 Clodoaldo saiu do lar
conjugal e em março de 2018 fora decretado o divó rcio consensual do casal nos
autos do processo nº 001253-32.51.2012.8.01.0001 que tramitou na 03º Vara de
Família da Comarca de Fortaleza/CE. Na sentença que decretou o divó rcio, fora
decidido que o genitor pagaria o valor de um salá rio mínimo e meio de pensã o
alimentícia para seu filho, com vencimento no dia 05 de cada mês, depositados em
conta corrente da representante legal do menor. Na época do divó rcio, Giovanna
encontrava-se terminando o curso de Direito e aguardava ser chamada para o
concurso para técnica do judiciá rio do Tribunal de Justiça do Ceará , atualmente,
encontra-se lotada em Aracati/CE, percebendo salá rio mensal de R$ 3.500,00 (três
mil e quinhentos reais). Um ano apó s o divó rcio, Clodoaldo foi transferido pelo
banco em que trabalhava para a cidade de Sã o Bento do Sul, RS e lá constitui nova
família, passando a viver em uniã o está vel com Margareth Fonseca, também
bancá ria. Margareth sempre sonhou em ser mã e e está gestante de 06 (seis) meses
da pequena Magali. No entanto, para desespero de toda família, em novembro de
2019, Clodoaldo foi demitido sem justa causa pelo banco e está terminado o
período de recebimento do seguro desemprego. Apesar das vá rias tentativas de
recolocaçã o no mercado de trabalho, Clodoaldo encontra-se desempregado, nã o
podendo mais contribuir com o valor anteriormente acordado a título de pensã o
alimentícia ao filho Matheus e precisa, de forma urgente, reduzir o valor da pensã o
para meio salá rio mínimo vigente. Desesperado, Clodoaldo o(a) procura, na
qualidade de advogado(a) para que tome a medida judicial mais eficaz e célere
para soluçã o do problema.
Elabore a peça processual pertinente à soluçã o do caso, levando em
consideraçã o o salá rio mínimo no ano de 2020.
EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA 3ª VARA DA
FAMÍLIA DA COMARCA DE FORTALEZA/ CE.

Clodoaldo Pereira, brasileiro, casado, profissão XXX , portadora de cédula de


identidade nº XXX e inscrita no CPF sob nº XXX, residente e domiciliado à Rua
XXX, sob o n° XXX , Bairro XXX, CEP XXX, na Cidade de São Bento do Sul, RS,
com endereço eletrônico XX, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência,
por intermédio de seu advogado, conforme procuração em anexo, com escritório
profissional a Rua XXX, nº XXX, bairro XXX, CEP XXX, na Cidade de São Bento do
Sul, RS , onde recebe intimações e notificações como de modelo, com fulcro no
artigo Art. 1.699 do Código Civil; Art. 15 da Lei n. 5.478/68; Art. 1694, §1º do
Código Civil; Propor AÇÃO REVISIONAL DE ALIMENTOS COM PEDIDO
DE TUTELA ANTECIPADA em face de Matheus Figueiras Pereira, brasileiro,
solteiro, autônomo, portador do RG nº XXX e inscrito no CPF nº XX, endereço
eletrônico XXX, residente e domiciliado a Rua XX, nº XX, bairro XX, CEP XX, na
Cidade Aracati/CE, representado legalmente por sua genitora, Giovanna Figueiras,
brasileira, solteira , técnica do judiciário do Tribunal de Justiça do Ceará, portadora de
cédula de identidade nº XXX e inscrita no CPF sob nº XXXX, residente e domiciliada
à Rua XXXX, sob o n° XXX, Bairro XXX, CEP XXXX, na Cidade de Aracati/CE,
com endereço eletrônico XXX pelos fatos e fundamentos jurídicos aduzidos adiante,

DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA
Requer, inicialmente, os benefícios da Justiça Gratuita por ser pobre na forma da lei,
conforme Declaração de Hipossuficiência anexa. Por não dispor de numerário
suficiente para arcar com as custas e demais despesas processuais sem prejuízo da sua
própria subsistência e de sua família, requisita a assistência da Defensoria Pública
com fulcro com fulcro na art 4º da Lei 1.060/50, 5º, LXXIV, CF e Arts. 227 e 229
da Constituição Federal 1988.

I DOS FATOS

Os ex-cônjuges contraíram matrimônio no qual permaneceram juntos por 7 anos, da


união resultou no nascimento de um único filho, Matheus Figueiras Pereira atualmente
com 04 (quatro) anos de idade, no entanto, em janeiro de 2018 Clodoaldo saiu do lar
conjugal e em março de 2018 fora decretado o divórcio consensual do casal, fora
decidido que o genitor pagaria o valor de um salário mínimo e meio de pensão
alimentícia para seu filho, com vencimento no dia 05 de cada mês, depositados em
conta corrente da representante legal do menor, mas no momento atual Clodoaldo foi
demitido sem justa causa pelo banco e está terminado o período de recebimento do
seguro desemprego, não podendo mais contribuir com o valor anteriormente acordado a
título de pensão alimentícia ao filho.

II DO DIREITO

O art. 1.694 do Código Civil, em seu primeiro parágrafo, preceitua que os alimentos


devem observar o binômio necessidade/possibilidade, em seu primeiro parágrafo:
Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os
alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição
social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. § 1o Os alimentos
devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da
pessoa obrigada.
Conforme dispõe no Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na
situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado
reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do
encargo, com efeito no presente caso houve uma significativa queda na renda mensal do
requerente, uma vez que no momento não podendo arca com o valor determinado
anteriormente, denota-se que atualmente o requerente encontra-se desempregado,
conforme é de conhecimento público vale ressaltar que o país atravessa uma crise
procedente, tornado assim escasso as oportunidades de emprego no qual falta
oportunidade para o requerente, além disso, Por sua vez, o art. 15 da Lei 5478/68
prescreve que: “a decisão judicial sobre alimentos não transita em julgado e pode a
qualquer tempo ser revista, em face da modificação da situação financeira dos
interessados”.
Ademias , Nada obstante a penosa situação econômica do requerente, não se olvida
que ele permanece com o dever de alimentar o requerido com forme dispõe
artigo 227, Constituição Federal, mas sempre de acordo com sua capacidade
financeira, assim, a redução dos alimentos pagos ao requerido não implica a extinção
do seu direito fundamental à alimentação, mas apenas objetiva uma readequação do
valor que ele recebe, deixando a verba alimentar no patamar que o requerente
conseguirá suportar, principalmente porque o alimentado não é o único filho do
alimentante, e caso se mantenha o valor atual dos alimentos, haverá uma evidente
afronta à isonomia entre os filhos do requerente, o que é vedado pela
nossa Constituição Federal.
Destarte, observa-se que o valor de R$ 1.567, 00 fora fixado anteriormente onde o
requerente tinha renda mensal fixa e emprego fixo, todavia, atualmente o requerente
está desempregado, e tem sua renda comprometida e incerta, tornando extremamente
penoso o pagamento da quantia outrora fixada.
Deste modo, requer seja reduzido a verba alimentar paga pelo requerente ao requerido
para o valor de R$ 522, 50, observando-se o binômio possibilidade de quem paga x
necessidade de quem recebe, bem como para respeitar-se a isonomia entre os filhos do
requerente.

III DA TUTELA DE URGÊNCIA

Com fulcro no artigo 300, caput, Código de Processo Civil, permite ao magistrado


antecipar os efeitos da tutela desde que haja “elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo”.
O requisito exigido na primeira parte do artigo 300 do códex processual, que
costumeiramente é denominado fumus boni iuris, pode ser cristalinamente
vislumbrado pelos documentos em anexo que comprovam que atualmente o
requerente está desempregado, não possuindo condições financeiras de pagar os
alimentos anteriormente fixados.

IV DOS PEDIDOS

Pelo exposto, requer que Vossa Excelência digne-se em:

1. A concessão à requerente dos benefícios da assistência judiciária gratuita, pública


com fulcro no art. 5º, inciso LXXIV, da nossa Carta Política, bem como nos Arts. 1º e
2º da Lei 1.060/50, tendo em vista que o autor não dispõe de meios para custear o
processo sem prejuízo do seu próprio sustento e de sua família, por ser pessoa pobre,
não podendo arcar com a custas do processo sem prejuízo do sustento seu e de sua
família, conforme declaração em anexo;
2. O DEFERIMENTO A concessão da tutela antecipada, inaudita altera parte, para
que seja provida a prestação de alimentos provisórios conforme artigo 20 da
Lei 6.515/77, com necessidade imediata, Com fulcro no artigo 300, caput, Código de
Processo Civil.
3. A citação do requerido, na pessoa da sua representante legal, no endereço supra
mencionado, para que compareça em audiência de conciliação, instrução e
julgamento, a ser designada por este Juízo, onde, se quiser, poderá oferecer resposta,
sob pena de sujeitar-se aos efeitos da revelia;
4. Proceder à intimação do membro do Ministério Público estadual para intervir em
todas as fases processuais, em razão do disposto no art. 82, I, CPC
5. Decidir pela condenação do acionado ao pagamento das verbas de sucumbência,
isto é, custas processuais e honorárias advocatícias, estes na base de 20% (vinte por
cento) sobre o valor da condenação.
6. Provará, a requerente, o que for necessário usando de todos os meios permitidos em
direito, em especial pela juntada de documentos (anexos) outros meios que Vossa
Excelência julgue necessário.
7. Julgar procedente o presente pedido, REVISANDO a pensão alimentícia
anteriormente fixada, confirmando-se a tutela antecipada, REDUZINDO a obrigação
alimentar para o para valor correspondente (...), ou seja, (...), de forma permanente
para com seu filho Matheus Figueiras Pereira
V VALOR DA CAUSA

Dá-se o valor da causa: $ 12.540,00 (DOZE MIL QUINHETOS E QUARENTA


REIAS ), nos termos do artigo 292, III, do Código de Processo Civil

Nestes Termos, pede deferimento.

Fortaleza / CE, XX de XXX de 2020

Nome do advogado

OAB Nº XXX