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1.

CÔMPUTO DO PERÍODO DO AUXÍLIO-DOENÇA

No período de (especificar) a parte autora gozou do benefício


previdenciário auxílio-doença (NB especificar) em razão de (especificar). Registre-se
que a concessão do benefício previdenciário ocorreu em virtude do exercício da
atividade em condições prejudiciais à saúde ou a integridade física.

O art. 63 do Decreto nº 2.172/97 estabelecia que:


 
Art. 63. Considera-se tempo de trabalho, para efeito desta Subseção, os períodos
correspondentes ao exercício de atividade permanente e habitual (não ocasional nem
intermitente), durante a jornada integral, em cada vínculo trabalhista, sujeito a
condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, inclusive férias,
licença médica e auxílio-doença decorrente do exercício dessas atividades.
 
Outrossim, o Decreto nº 3.048/99, atual Regulamento da Previdência
Social, em seu art. 65, seja no texto original, seja na redação dada pelo Decreto nº
4.882/03 disciplina que:
 
Art. 65. Considera-se tempo de trabalho, para efeito desta Subseção, os períodos
correspondentes ao exercício de atividade permanente e habitual (não ocasional
nem intermitente), durante a jornada integral, em cada vínculo trabalhista,
sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física,
inclusive férias, licença médica e auxílio doença decorrente do exercício dessas
atividades.
(...)
Art. 65. Considera-se trabalho permanente, para efeito desta Subseção, aquele que é
exercido de forma não ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado,
do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção
do bem ou da prestação do serviço.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput aos períodos de descanso determinados
pela legislação trabalhista, inclusive férias, aos de afastamento decorrentes de gozo de
benefícios de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez acidentários, bem como aos
de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do afastamento, o segurado
estivesse exercendo atividade considerada especial.
 
Com base nos artigos acima transcritos, não há dúvidas de que o tempo em
que o segurado permanece em gozo de auxílio-doença deve ser considerado como
tempo de serviço especial, nos exatos termos em que o é a atividade exercida por ele
até o início do benefício.

Nesse sentido:
 
PREVIDENCIÁRIO. ATIVIDADE RURAL. INÍCIO DE PROVA MATERIAL CORROBORADO
POR TESTEMUNHAS. CONTAGEM A PARTIR DOS 12 ANOS. ESPECIALIDADE NÃO
COMPROVADA. CÔMPUTO DOS PERÍODOS EM GOZO DE AUXÍLIO-DOENÇA COMO
TEMPO DE SERVIÇO COMUM. CARÊNCIA PREENCHIDA. APOSENTADORIA POR TEMPO
DE SERVIÇO.
 1. O tempo de serviço rural para fins previdenciários, a partir dos 12 anos, pode ser
demonstrado através de início de prova material, desde que complementado por prova
testemunhal idônea. Precedentes da Terceira Seção desta Corte e do egrégio STJ. 2. Uma
vez exercida atividade enquadrável como especial, sob a égide da legislação que a
ampara, o segurado adquire o direito ao reconhecimento como tal e ao acréscimo
decorrente da sua conversão em comum. 4. O período em que o segurado esteve no
gozo de benefício de auxílio-doença será computado para fins de aposentadoria
especial quando a incapacidade decorre do exercício da própria atividade
especial. Não comprovada a especialidade do tempo de serviço, não se pode
considerar como tempo especial o período em gozo de auxílio-doença. 5. Se o
segurado implementar os requisitos para a obtenção de aposentadoria pelas regras
anteriores à Emenda Constitucional nº 20/98, pelas Regras de Transição (art. 9º da
mencionada Emenda) e pelas Regras Permanentes (art. 201, § 7 º da CF e 56 e ss. do
Decreto nº 3048/99), poderá inativar-se pela opção que lhe for mais vantajosa. 6.
Limitar o tempo em 16-12-98 constituiria um minus em relação ao pedido veiculado na
inicial, se este pretende o cômputo de todo o período laborado até a data do
requerimento administrativo.
(AC 200304010486113, 6ª Turma, Rel. Des. João Batista Pinto Silveira, D.E.
06/07/2007). Grifei
 
REVISÃO DE RMI EM APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO. ATIVIDADE
ESPECIAL. CONVERSÃO DE PERÍODO EM GOZO DE AUXÍLIO-DOENÇA COMO TEMPO
DE SERVIÇO COMUM. EC20/98.
1. O período em que o segurado esteve no gozo de benefício de auxílio-doença será
computado para fins de aposentadoria especial apenas quando a incapacidade
decorre do exercício da própria atividade especial. Não comprovada a relação
entre a enfermidade e a fruição do benefício, não se pode considerar como tempo
especial o período em gozo de auxílio-doença. 2. Comprovado o exercício de
atividades em condições especiais, em parte do período controverso, e devidamente
convertidos pelo fator 1,40, tem o autor direito à revisão do valor do benefício de
aposentadoria por tempo de serviço, a contar da data do requerimento administrativo.
(APELREEX 200472010428501, Turma Suplementar, Rel. Des. Luís Alberto D"Azevedo
Aurvalle, D.E. 26/10/2009). Grifei

Destarte, o período em gozo do auxílio-doença previdenciário deve ser


considerado como tempo especial para fins de contagem do tempo total.