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1.

LAUDO EMPRESA SIMILAR

Para comprovar a exposição ao agente (descrever) no período de


(descrever) na empresa (descrever), diante da falta de laudo técnico, conforme
comprovam os documentos em anexo (descrever – necessidade de comprovar a
ausência de laudo técnico) a parte autora socorre a utilização de prova emprestada.

Como prova emprestada, a parte autora apresenta o laudo técnico da


empresa (especificar) que perfeitamente elucidam e comprovam a exposição da
atividade laborada pela parte autora como tempo especial.

Cuidado: Nessa situação o segurado poderá utilizar laudo técnico de empresa similar,
na forma de prova emprestada, desde que efetivamente comprove a similaridade
entre as duas empresas. Para configurar a similaridade, as empresas precisam atuar no
mesmo ramo de atividade, porte da empresa, idêntica função, localização, dentre
outros. Diante disso, não basta a mera demonstração da carteira de trabalho e
previdência social – CTPS como prova do exercício da atividade e utilização de laudo
técnico de empresa similar, exigindo-se, descrição detalhada da função e da empresa
empregadora. Ainda, este laudo técnico ou qualquer outro documento não precisa ser
contemporâneo ao período que se deseja reconhecer como especial, posto que se o
atual documento comprova a exposição ao agente nocivo é certo que no passado
nessa atividade também havia o contato. Isso porque se a atual tecnologia não afastou
o contato com o agente nocivo, sem esta, o contato era ainda mais nocivo à saúde ou a
integridade física do segurado.

Registre-se que essa prova emprestada é amplamente permitida pela


jurisprudência:

PREVIDENCIÁRIO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO PREVISTO NO § 1º ART. 557 DO C.P.C.


PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. ATIVIDADE ESPECIAL. PROVA
EMPRESTADA. SAPATEIRO. RUÍDO ACIMA DOS LIMITES LEGAIS. DECRETOS 2.172/97 e
4.827/2003. EPI. TERMO INICIAL. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS DE MORA. I -
Embargos de declaração opostos pelo autor recebidos como agravo previsto no art. 557,
§ 1º, do Código de Processo Civil, considerando a tempestividade e o princípio da
fungibilidade recursal. II - Não há que se desqualificar o laudo técnico produzido em
ação previdenciária, pois ratifica a assertiva da nocividade da "cola de sapateiro"
no processo produtivo em empresas - fábrica de sapatos - paradigmas àquela em
que o autor exerceu suas atividades, localizada na cidade de Franca, conhecido
pólo industrial de calçados. Ademais, o laudo atendeu aos critérios técnicos
relativos à perícia ambiental, especialmente por se tratar de atividade -
sapateiro, cuja insalubridade decorre do uso de equipamentos e produtos
químicos inerentes a determinado ramo de atividade. III - Deve ser tida por
prejudicial a exposição a ruídos acima de 85 decibéis a partir de 05.03.1997, tendo em
vista o advento do Decreto 4.827/2003, que reduziu o nível máximo de tolerância ao
ruído àquele patamar, interpretação mais benéfica e condizente com os critérios
técnicos voltados à segurança do trabalhador previsto na NR-15 do Ministério do
Trabalho que prevê a nocividade da exposição a ruídos acima de 85 decibéis. IV - O § 1º,
do art. 201 da Constituição da República, veda a adoção de requisitos diferenciados para
a concessão de aposentadoria aos beneficiários do regime geral da previdência social,
mas ressalva expressamente os casos de atividades exercidas sob condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física. V - Em se tratando de critério diferenciado
visando a proteção da saúde do segurado, não há que se cogitar em aplicação de poder
discricionário da Administração Pública para fixação do nível de ruídos a partir do qual
há prejuízo à saúde, ou seja, essa fixação deve ser estabelecida com base em critérios
exclusivamente técnicos, possuindo, assim, natureza declaratória, e, consequentemente,
efeitos ex tunc. VI - Como o nível de ruídos determinado pelo Decreto nº 4.882/2003 foi
estabelecido com base em técnicas mais modernas e estudos mais consistentes do que os
realizados por ocasião da edição do Decreto nº 2.172/97, impõe-se reconhecer que esse
último limite de 85 decibéis fixado pelo Decreto nº 4.882/2003, prevalece mesmo
durante a vigência do Decreto nº 2.172/97, tendo em vista a natureza meramente
declaratória do dispositivo regulamentar que estabelece o critério de proteção à saúde
do segurado, na forma prevista no § 1º, do art. 201, da Constituição da República. VII -
Na decisão agravada não se discute a veracidade das informações prestadas pela
empresa quanto ao fornecimento do equipamento de proteção individual, aplicaram-se,
apenas, precedentes desta Corte no sentido de que o uso de tal equipamento não
descaracteriza a natureza especial da atividade a ser considerada, uma vez que este não
elimina os agentes nocivos à saúde que atingem o segurado em seu ambiente de
trabalho, mas somente reduz seus efeitos. VIII - Os artigos 57 e 58 da Lei 8.213/91, que
regem a matéria relativa ao reconhecimento de atividade exercida sob condições
prejudiciais, não vinculam o ato concessório do benefício previdenciário à eventual
pagamento de encargo tributário. IX - Mantido o termo inicial do benefício na data do
requerimento administrativo, conforme firme entendimento jurisprudencial nesse
sentido, pois o segurado não pode ser penalizado pelo fato de a empresa não fornecer o
PPP. X - A correção monetária incide sobre as prestações em atraso, desde as respectivas
competências, na forma da legislação de regência, observando-se que a partir de
11.08.2006 deve ser considerado o INPC como índice de atualização dos débitos
previdenciários, nos termos do art. 31 da Lei nº 10.741/2003, c.c o art. 41-A da Lei nº
8.213/91, com a redação que lhe foi dada pela Medida Provisória nº 316, de 11 de
agosto de 2006, posteriormente convertida na Lei nº 11.430, de 26.12.2006, não se
aplicando no que tange à correção monetária as disposições da Lei 11.960/09 (AgRg no
REsp 1285274/CE - Resp 1270439/PR). XI - Os juros de mora são aplicados na forma
prevista no Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos na Justiça Federal.
XII - Agravo do INSS improvido (art. 557, § 1º, C.P.C.). Parcialmente provido o agravo do
autor (art. 557, § 1º, do CPC).

(TRF-3 - AC: 2353 SP 0002353-36.2010.4.03.6113, Relator: DESEMBARGADOR


FEDERAL SERGIO NASCIMENTO, Data de Julgamento: 22/04/2014, DÉ CIMA
TURMA, )

INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. PREVIDENCIÁRIO. BENEFÍCIO


DE APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. CONCESSÃO. RECONHECIMENTO
DE TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL. FORMULÁRIO PREENCHIDO POR SÍNDICO DE
MASSA FALIDA E POR REPRESENTANTE DE SINDICATO. LAUDO DE EMPRESA
SIMILIAR. MATÉRIAS JÁ UNIFORMIZADAS.
1. Tratando-se de pedido de uniformização de jurisprudência direcionado à Turma
Regional de Uniformização, o precedente oriundo do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região não serve para caracterizar a divergência capaz de ensejar o conhecimento do
incidente, nos termos do artigo 14, §1º, da Lei nº 10.259/01.
2. "A anotação em CTPS e formulário feita por síndico da massa falida goza de
presunção de legitimidade, por tratar-se de pessoa presumidamente idônea e de elevado
conceito moral, tendo-se em conta que passou a ser ele o responsável pelos negócios da
massa falida" (IUJEF 0006544-23.2008.404.7195, Turma Regional de Uniformização da
4ª Região, Relator Antonio Fernando Schenkel do Amaral e Silva, D.E. 04/11/2010).
3. "É possível a utilização de laudo técnico elaborado por empresa similar para
comprovar a especialidade exercida em empresa extinta, quando houver informações
mínimas para se constatar a necessária relação de semelhança entre as atividades
desenvolvidas e as condições gerais de trabalho" (IUJEF 2008.72.95.001381-4, Turma
Regional de Uniformização da 4ª Região, Relatora Luísa Hickel Gamba, D.E.
01/09/2009).

Destarte, requer o reconhecimento como tempo especial as atividades


prestadas no período (especificar) na empresa (especificar).