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Poder Judiciário

Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região

Ação Civil Pública Cível


0000601-86.2020.5.10.0006

Processo Judicial Eletrônico

Data da Autuação: 24/07/2020


Valor da causa: $100,000.00

Partes:
AUTOR: Ministério Público do Trabalho
RÉU: DISTRITO FEDERAL
TERCEIRO INTERESSADO: SINDICATO DOS ESTABELECIMENTOS PARTICULARES DE
ENSINO NO DISTRITO FEDERAL
ADVOGADO: ONEIDE SOTERIO DA SILVA
PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 10ª REGIÃO
Sede - SAUN Quadra 5, Lote C, Torre A - Brasília-DF

EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) JUIZ(ÍZA) DA 6ª VARA DO TRABALHO DE BRASÍLIA –


DISTRITO FEDERAL

ACP n. 0000601-86.2020.5.10.0006
Autor: Ministério Público do Trabalho
Réu: Distrito Federal

O Ministério Público do Trabalho (10ª Região), por seus Membros


signatários, vem respeitosamente, nos autos da ação civil pública em epígrafe, em atenção
à decisão ID n. 52acb90 e nos termos do art. 321 do Código de Processo Civil (CPC)
apresentar EMENDA À PETIÇÃO INICIAL, bem como informações supervenientes
(fatos novos); e, em atenção às decisões ID. 3a44c0f e ID. 64aa6ce, manifestar-se nos
seguintes termos:

SUMÁRIO

QUESTÃO PRELIMINAR
1. EMENDA À PETIÇÃO INICIAL
2. INFORMAÇÕES SUPERVENIENTES
3. MANIFESTAÇÃO FAVORÁVEL AO INGRESSO DO SINPROEP-DE COMO ASSISTENTE
4. CONCLUSÃO – PEDIDOS

QUESTÃO PRELIMINAR

O MPT protocola a presente petição nesta data para atender aos prazos
processuais concedidos pelo Juízo, mas reitera os requerimentos formulados na petição ID
n. f8a8d34, cuja análise deve ser precedente.

1. EMENDA À PETIÇÃO INICIAL

Na decisão liminar ID , o Juízo Plantonista concedeu ao Ministério Público do


Trabalho o prazo de 10 (dez) dias para emendar à petição inicial a fim de esclarecer o
objeto e o alcance da pretensão deduzida em juízo, bem como trazer aos autos cópia da
1

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https://pje.trt10.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=20080812270800000000023069699
Número do processo: 0000601-86.2020.5.10.0006
Número do documento: 20080812270800000000023069699
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petição inicial da Ação Civil Pública nº 0000254-50.2020.5.10.0007 e informações sobre


seu andamento atual.

Cumpre esclarecer que o alcance pretendido nesta ação civil pública se


restringe às escolas particulares que atuam na esfera da Educação Básica (Ensino
Obrigatório)1, ou seja, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, não
abrangendo as instituições de Ensino Superior e as Creches.

As instituições de Ensino Superior já sinalizaram que apenas as aulas práticas


de cursos da área de saúde serão retomadas presencialmente, porém de forma gradual.2

Acerca das creches, o MPT requer a juntada da petição inicial da Ação Civil
Pública nº 0000254-50.2020.5.10.0007 proposta pelo Sindicato dos Professores em
Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF) em face
do Distrito Federal. (Documentos anexos). Quanto ao andamento atual da referida ação,
após réplica do autor e petição da reclamada requerendo o julgamento do feito, os autos
foram conclusos, em 30 de julho de 2020, para sentença.

Com a finalidade de melhor delimitar o objeto desta ação e colaborar com a


efetividade da tutela jurisdicional, o MPT emenda a petição inicial para:

A) Esclarecer que os pedidos da petição inicial (ID. 5db4f73),


restringem-se às escolas particulares que atuam com Ensino Infantil,
Ensino Fundamental e Ensino Médio;

B) Pleitear, de forma subsidiária, em observância ao princípio da


prevenção e da precaução da saúde dos trabalhadores tutelados e em
virtude das inúmeras questões relativas ao contágio, disseminação da

1
A “Secretaria de Educação Básica (SEB) atua na formulação de políticas para a educação infantil, o
ensino fundamental e o ensino médio. (...). Atualmente, os documentos que norteiam a educação básica são
a Lei nº 9.394, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Básica e o Plano Nacional de Educação, aprovado pelo Congresso Nacional em 26
de junho de 2014. Outros documentos fundamentais são a Constituição da República Federativa do Brasil e
o Estatuto da Criança e do Adolescente. Grifos nossos. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/secretaria-de-
educacao-basica/apresentacao>. Acesso em 05 de agosto de 2020.
2 Disponível em: <https://www.metropoles.com/distrito-federal/educacao-df/faculdades-privadas-do-df-sobre-

volta-as-aulas-prematuro>. Aceso em 05 de agosto de 2020.


2

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Covid-19 e à alta ocupação de leitos nos hospitais públicos e privados do


DF, que têm sobrecarregado o sistema de saúde, que este douto Juízo,
no exercício do seu poder geral de cautela:

B.1. Suspenda a retomada das atividades presencias na Rede Particular


de Ensino do Distrito Federal, quanto às escolas que atuam com Ensino
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, por prazo a ser definido por
este douto Juízo, pelo menos até que seja comprovada pelo reclamado a
redução da curva de contaminação por Covid-19 e da ocupação dos
leitos hospitalares nos sistemas público e privado de saúde no Distrito
Federal ou quando a autoridade pública de saúde ateste que há
segurança para o retorno às aulas presenciais;

B.2 Determine a expedição, em prazo a ser fixado por este douto


Juízo, de ato normativo que contenha novo protocolo de saúde e
segurança aplicável a estabelecimentos de Ensino Privados
(Escolas que atuam com Ensino Infantil, Ensino Fundamental e
Ensino Médio), com regras setorizadas, detalhadas e de caráter
cogente, que fixe, além das exigências previstas no artigo 5º e no
Anexo Único, letra “F”, com exceção do item 2, do Decreto
40.939/2020, no mínimo, a necessidade de adoção das seguintes
medidas, devendo o réu fiscalizar o efetivo cumprimento desse
protocolo pelas escolas particulares de Ensino Básico do DF:

1) Fornecimento de luvas descartáveis, gorros descartáveis, protetores


faciais (face shields), jalecos, aventais, e outros aparatos necessários para
os professores, instrutores e demais profissionais que trabalhem
diretamente com alunos da Educação Infantil, por estarem mais sujeitos ao
contato com secreções expelidas pelas crianças e, consequentemente,
mais expostos ao contágio da Covid-19;

2) Exigir o uso dos EPIs necessários aos trabalhadores (empregados


diretos ou terceirizados) obrigatórios para cada tipo de atividade,
principalmente para atividades de limpeza, retirada e troca do lixo,
manuseio e manipulação de alimentos ou livros e aferição de temperatura;

3) Fornecimento, pelos empregadores, de máscaras aos empregados,


adequadas aos graus de risco de contaminação a que o trabalhador estiver
exposto e em quantitativo suficiente e que atenda à limitação do período de
uso da máscara (vide itens 1.7 e 1.8 do DOC. 15);

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4) Limitação máxima de 50% do contingente de alunos por sala em aulas


presenciais, facultando-se a divisão dos alunos, por sala de aula, em dois
grupos, alternando-os entre uma semana de atividades presenciais e a
outra de atividades à distância, viabilizando, assim, a adesão aos
protocolos de higiene e oportunizando que, se os alunos apresentarem
sintomas durante a semana de aulas presenciais, tenham uma semana de
observação domiciliar e chances de diminuição do contágio.

5) Garantia de testagem PCR de todos os profissionais para a efetiva


retomada das atividades;

6) Afastamento imediato de trabalhadores e alunos infectados ou que


apresentem sintomas da Covid-19, sendo que esses últimos deverão ser
afastados até que se submetam a exame específico que ateste ou não a
contaminação;

sob pena de multa (astreintes) em valor a ser fixado por este douto Juízo, por
cada subitem descumprido, cumulativamente, por oportunidade em que se
verificar o seu descumprimento, valor que deverá ser revertido a projeto a ser
elaborado pelo MPT quanto à execução de campanhas, pesquisas, perícias,
capacitação de profissionais, aquisição de equipamentos de materiais e recursos
na área da educação pública, que visem a beneficiar a sociedade trabalhadora
do Distrito Federal, ora atingida pela conduta ilícita do réu ou, subsidiariamente,
ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), previsto na Lei n. 9.008/1995,
nos termos do art. 5º, § 6º e da Lei n. 7.347/1985.

2. INFORMAÇÕES SUPERVENIENTES (FATOS NOVOS)

Cumpre informar que, após o ajuizamento desta ação civil pública:

O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF manifestou-se


contrário ao retorno às aulas presenciais antes que as análises epidemiológicas indiquem
redução contínua de novos casos de Covid-19 e redução da transmissão comunitária da
doença.3

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro proibiu o retorno imediato das aulas


4
presenciais no Município do Rio de Janeiro

3
Disponível em: <https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/conselho-da-crianca-e-adolescente-se-posiciona-
contra-a-reabertura-das-escolas/>. Acesso em 07 de agosto de 2020.
4 Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/08/06/tribunal-de-justica-do-

rio-proibe-retorno-as-aulas-na-rede-privada-da-
capital.htm?aff_source=56d95533a8284936a374e3a6da3d7996>. Acesso em 07 de agosto de 2020.
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O Governo do estado de São Paulo adiou o retorno às aulas presenciais para


outubro de 2020, com acolhimento dos alunos a partir de setembro. 5É imperioso reiterar
que o estado de São Paulo não faz distinção entre escolas públicas e privadas
quanto ao calendário de retomada das aulas presenciais e destaca que a abertura
das escolas para acolhimento dos alunos só ocorrerá nas regiões há pelo menos 28
dias na fase amarela.

3. MANIFESTAÇÃO FAVORÁVEL AO INGRESSO DO SINPROEP-DF COMO


ASSISTENTE

O MPT manifesta-se favoravelmente ao ingresso do Sinproep-DF como


assistente nesta ação civil pública, haja vista que a referida entidade sindical representa,
nos termos do art. 8º, da Constituição da República de 1988, a categoria profissional dos
professores e professoras das escolas particulares no DF, os quais serão diretamente
prejudicados com eventual retorno precipitado e não seguro das aulas presenciais.

4. CONCLUSÃO – PEDIDOS

Ante o exposto, o MPT manifesta-se favoravelmente ao ingresso do


Sinproep-DF neste feito na qualidade de assistente e requer à Vossa Excelência:

Requer a juntada dos documentos anexos a esta petição.

Reitera os fundamentos fático-jurídicos expostos na petição inicial (ID. 5db4f73)


e requerimentos nela formulados, com as alterações e inclusões constantes nesta petição
de emenda à inicial para:

5Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2020/08/doria-adia-reabertura-de-escolas-para-5-de-


outubro.shtml>. Acesso em 07 de agosto de 2020.

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A) Esclarecer que os pedidos da petição inicial (ID. 5db4f73),


restringem-se às escolas particulares que atuam com Ensino Infantil,
Ensino Fundamental e Ensino Médio;

B) Pleitear, de forma subsidiária, em observância ao princípio da


prevenção e da precaução da saúde dos trabalhadores tutelados e em
virtude das inúmeras questões relativas ao contágio, disseminação da
Covid-19 e à alta ocupação de leitos nos hospitais públicos e privados do
DF, que têm sobrecarregado o sistema de saúde, que este douto Juízo,
no exercício do seu poder geral de cautela:

B.1. Suspenda a retomada das atividades presencias na Rede Particular


de Ensino do Distrito Federal, quanto às escolas que atuam com Ensino
Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, por prazo a ser definido por
este douto Juízo, pelo menos até que seja comprovada pelo reclamado a
redução da curva de contaminação por Covid-19 e da ocupação dos
leitos hospitalares nos sistemas público e privado de saúde no Distrito
Federal ou quando a autoridade pública de saúde ateste que há
segurança para o retorno às aulas presenciais;

B.2 Determine a expedição, em prazo a ser fixado por este douto


Juízo, de ato normativo que contenha novo protocolo de saúde e
segurança aplicável a estabelecimentos de Ensino Privados
(Escolas que atuam com Ensino Infantil, Ensino Fundamental e
Ensino Médio), com regras setorizadas, detalhadas e de caráter
cogente, que fixe, além das exigências previstas no artigo 5º e no
Anexo Único, letra “F”, com exceção do item 2, do Decreto
40.939/2020, no mínimo, a necessidade de adoção das seguintes
medidas, devendo o réu fiscalizar o efetivo cumprimento desse
protocolo pelas escolas particulares de Ensino Básico do DF:

1) Fornecimento de luvas descartáveis, gorros descartáveis, protetores


faciais (face shields), jalecos, aventais, e outros aparatos necessários para
os professores, instrutores e demais profissionais que trabalhem
diretamente com alunos da Educação Infantil, por estarem mais sujeitos ao
contato com secreções expelidas pelas crianças e, consequentemente,
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2) Exigir o uso dos EPIs necessários aos trabalhadores (empregados


diretos ou terceirizados) obrigatórios para cada tipo de atividade,
principalmente para atividades de limpeza, retirada e troca do lixo,
manuseio e manipulação de alimentos ou livros e aferição de temperatura;

3) Fornecimento, pelos empregadores, de máscaras aos empregados,


adequadas aos graus de risco de contaminação a que o trabalhador estiver
exposto e em quantitativo suficiente e que atenda à limitação do período de
uso da máscara (vide itens 1.7 e 1.8 do DOC. 15);

4) Limitação máxima de 50% do contingente de alunos por sala em aulas


presenciais, facultando-se a divisão dos alunos, por sala de aula, em dois
grupos, alternando-os entre uma semana de atividades presenciais e a
outra de atividades à distância, viabilizando, assim, a adesão aos
protocolos de higiene e oportunizando que, se os alunos apresentarem
sintomas durante a semana de aulas presenciais, tenham uma semana de
observação domiciliar e chances de diminuição do contágio.

5) Garantia de testagem PCR de todos os profissionais para a efetiva


retomada das atividades;

6) Afastamento imediato de trabalhadores e alunos infectados ou que


apresentem sintomas da Covid-19, sendo que esses últimos deverão ser
afastados até que se submetam a exame específico que ateste ou não a
contaminação;

sob pena de multa (astreintes) em valor a ser fixado por este douto Juízo, por
cada subitem descumprido, cumulativamente, por oportunidade em que se
verificar o seu descumprimento, valor que deverá ser revertido a projeto a ser
elaborado pelo MPT quanto à execução de campanhas, pesquisas, perícias,
capacitação de profissionais, aquisição de equipamentos de materiais e recursos
na área da educação pública, que visem a beneficiar a sociedade trabalhadora
do Distrito Federal, ora atingida pela conduta ilícita do réu ou, subsidiariamente,
ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), previsto na Lei n. 9.008/1995,
nos termos do art. 5º, § 6º e da Lei n. 7.347/1985.

Renova o pedido para que as próximas intimações do MPT sejam feitas com a
remessa dos autos na forma da Lei Complementar n. 75/1993.
Brasília/DF, 08 de agosto de 2020.

CAROLINA PEREIRA MERCANTE


Procuradora do Trabalho
(Coordenadora do Grupo de Trabalho)

ANA CLÁUDIA RODRIGUES BANDEIRA MONTEIRO


Procuradora do Trabalho

ÂNGELO FABIANO FARIAS DA COSTA


Procurador do Trabalho

GENY HELENA FERNANDES BARROSO MARQUES


Procuradora do Trabalho

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Número do processo: 0000601-86.2020.5.10.0006
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