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ANGLO

Manual do Professor • Matemática


Ensino Médio

1ª- série

1
Manual
do Professor
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)
Direção de conteúdo e inovação pedagógica: Mário Ghio Júnior
Direção: Tania Fontolan
Coordenação pedagógica: Fábio Aviles Gouveia
Supervisão da disciplina: Glenn Albert Jacques van Amson,
Roberto Teixeira Cardoso
Conselho editorial: Bárbara M. de Souza Alves, Eliane Vilela,
Fábio Aviles Gouveia, Helena Serebrinic, Lidiane Vivaldini Olo,
Luís Ricardo Arruda de Andrade, Mário Ghio Júnior,
Marisa Sodero Cardoso, Ricardo de Gan Braga,
Ricardo Leite, Tania Fontolan
Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo
Gerência editorial: Bárbara M. de Souza Alves
Coordenação editorial: Adriana Gabriel Cerello
Edição: Fernando Manenti Santos (coord.),
Tadeu Nestor Neto
Assistência editorial: Walter Catão Manoel
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Danielle Modesto,
Edilson Moura, Letícia Pieroni, Marília Lima, Marina Saraiva,
Tayra Alfonso, Vanessa Lucena
Coordenação de produção: Paula P. O. C. Kusznir (coord.),
Daniela Carvalho
Supervisão de arte e produção: Ricardo de Gan Braga
Edição de arte: Antonio Cesar Decarli
Diagramação: Guilherme P. S. Filho, Lourenzo Acunzo,
Marisa Inoue Fugyama
Iconografia: Silvio Kligin (supervisão),
Claudia Cristina Balista, Ellen Colombo Finta, Fernanda Regina Sales
Gomes, Marcella Doratioto, Sara Plaça, Tamires Reis Castillo
Licenças e autorizações: Edson Carnevale
Capa: Daniel Hisashi Aoki
Foto de capa: Keith Ladzinski/National Geographic Creative/Getty Images
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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Rosso Junior, Antonio Carlos


Ensino médio : matemática : caderno 1 : manual do professor
/ Antonio Carlos Rosso Junior, Glenn Albert Jacques van Amson,
Roberto Teixeira Cardoso (Robby). -- 1. ed. -- São Paulo : SOMOS
Sistemas de Ensino, 2016.

1. Matemática (Ensino médio) I. Amson, Gleen Albert Jacques von.


II. Cardoso (Robby), Roberto Teixeira. III. Título.

15-09658 CDD-510.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Matemática : Ensino médio 510.7

2016
ISBN 978 85 7595 002 9 (PR)
Código da obra 826151116
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento

Uma publicação
Apresentação
Caro professor,
Reescrever um material que tem alcançado, junto com o excelente trabalho dos conveniados, os melhores re-
sultados do Brasil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não é tarefa fácil, mas foi um desafio enfrentado e
vencido, como você poderá constatar.
Nesse processo, buscamos produzir um material didático capaz de aliar a motivação dos alunos com a qualidade
de ensino e com os elevados padrões acadêmicos – uma tríade que representa um trabalho de excelência nas escolas.
Muitas inovações e aperfeiçoamentos foram feitos tomando como referência a tríade: as conversas realizadas
nos diversos encontros com os autores, as preciosas colocações feitas no Fale com o Autor e um olhar para o futuro.
O material do aluno é composto pelo Caderno do Aluno, o Livro-texto e o Caderno de Exercícios, no meio físico
e também no caderno digital, além de contar com a Plataforma de Estudo Adaptativo, com os objetos digitais e
muitas outras ferramentas no portal do sistema. Você, professor, tem acesso a tudo isso e ainda ao Dose para Leão,
ao Fale com o Autor, à TVWeb, às Separatas, aos Comunicados e muito mais!
Agora, vamos falar de cada parte separadamente.

CADERNO DO ALUNO
No Caderno do Aluno, as disciplinas são agrupadas em função da área de conhecimento a que pertencem:
Gramática e Texto, Literatura e Língua Inglesa na área de “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias”; Matemática em
sua própria área, “Matemática e suas Tecnologias”; Biologia, Física e Química na área de “Ciências da Natureza e suas
Tecnologias” e, finalmente, História e Geografia na área de “Ciências Humanas e suas Tecnologias”. E toda a abertura
de área contém as competências e habilidades.
Além dessa nova organização, cada disciplina conta com uma série de seções em comum.
Nesta aula – Os autores escreveram essa seção pensando na lousa do professor. Ela permite ao aluno prestar
atenção durante a explicação e fazer registros complementares em função do conteúdo que é apresentado pelo
professor. Isso evita aquela frase “ou eu copio ou presto atenção” e favorece o desenvolvimento da aula, já que o
professor ganha tempo. Para cada aula, é apresentado o objeto de conhecimento da Matriz de Referência do Enem
relacionado com o assunto estudado.
A Matriz de Referência do Enem apresenta os eixos cognitivos (comuns a todas as áreas do conhecimento),
as matrizes de referência das áreas do conhecimento (divididas em competências e, estas, em habilidades) e
os objetos de conhecimento associados às matrizes de referência.
Em classe – Exercícios para serem feitos em sala de aula, em nível crescente de dificuldade e apresentando, em
sua maioria, o selo com as habilidades da Matriz de Referência do Enem. A presença desse selo permite a alunos
e professores uma atenção diferenciada em relação ao significado da habilidade. Quanto mais diferenciada é essa
atenção, melhor é a preparação do aluno para provas como as do Enem – quanto mais ele aprender, mais bem
preparado vai estar e mais motivado para a aprendizagem vai ficar, melhorando, assim, a aula do professor.
Em casa – Essa seção traz as atividades que devem ser realizadas pelos alunos para complementar a aprendiza-
gem. De nada adiantam intermináveis horas de aula se o aluno não tiver a oportunidade do estudo individualizado
para concretizar seu conhecimento. Esta seção está dividida em:
Tarefas Mínimas – É um conjunto de orientações de estudo para que o aluno domine os pré-requisitos que
possibilitarão dar continuidade à sua aprendizagem na aula seguinte. É importante dizer que a quantidade de
exercícios propostos corresponde a uma adequada carga de trabalho, sem sobrecarregar e exigir algo que sabemos
ser impossível de ser efetivamente cumprido.
Tarefas Complementares – É a continuidade dos estudos propostos nas Tarefas Mínimas e permite que o aluno
se aprofunde naqueles conteúdos em que sentir necessidade, ou tiver a possibilidade, ou ainda se for orientado pelo
professor.
Rumo ao Enem – Ao final de cada setor, há esse conjunto de exercícios com questões de padrão semelhante ao
do Enem, retiradas das provas oficiais ou elaboradas por nossos autores. Em alguns momentos são indicadas pelos
autores como parte das tarefas, mas também têm uma presença motivadora para que os alunos possam treinar
em questões adequadas ao que estão aprendendo naquele caderno. Essa seção serve de fonte de exercícios extras
para sala de aula, dependendo da intenção do professor de cada disciplina.
Atividade interdisciplinar – Atividade envolvendo diversas áreas e que pode ser aplicada em certo número de
aulas, a critério dos professores das disciplinas envolvidas. A principal intenção dessa seção é permitir ao aluno uma
visão múltipla de determinados assuntos, motivando ainda mais o estudo e o aprofundamento dos conhecimentos
do aluno.

LIVRO-TEXTO
O Livro-texto apresenta o texto didático para cada conteúdo trabalhado. Ele permite um embasamento maior
do aluno, com muitos exemplos que servirão de modelo em exercícios, além de trazer uma linguagem envolvente,
mesmo nas áreas consideradas mais difíceis.

CADERNO DE EXERCÍCIOS
No Caderno de Exercícios temos os exercícios solicitados nas Tarefas Mínimas (TM) e Complementares (TC) e
também uma série de exercícios extras, não pedidos nem na TM nem na TC, prontos para o aluno que quer trabalhar
mais, ou para o professor que deseja passar mais exercícios de determinado conteúdo. Assim, não será necessário
recorrer à impressão de listas de exercícios, poupando tempo e recursos de todos os atores: professores e escolas.
Atenção para mais uma novidade: o Caderno de Exercícios dos alunos não vem com as respostas, como acontecia
na edição anterior. Agora, as respostas das tarefas estão no final do Manual do Professor. Isso significa que você, ao
trabalhar com as tarefas em sala de aula, perceberá com tranquilidade quais alunos fizeram ou não os exercícios e
poderá dar os melhores encaminhamentos para que a aprendizagem seja ampliada e aperfeiçoada.

E O MANUAL DO PROFESSOR?
Outro eixo que ajuda a qualificar uma escola como sendo de boa qualidade é o do desenvolvimento profissional,
para o qual o Manual do Professor é instrumento que colabora muito.
No MP você encontrará os objetivos de cada aula (para ajudar a elaborar o planejamento escolar) e as sugestões
de encaminhamento da aula. Encontramos também sugestões de objetos digitais, de exercícios extras e de textos
de aprimoramento e de atualização, que podem, inclusive, ser utilizados no trabalho com os alunos.
A partir do entendimento dessa estrutura de nosso material, podemos apresentar a nossa fundamentação pe-
dagógica, que está baseada no momento que é o ponto central de nosso sistema de ensino: a aula! E também em
nosso lema: “Aula dada, aula estudada”!
A espinha dorsal foi pensada
com base no Círculo Virtuoso Aula bem
da Aprendizagem: Aula bem proposta
estudada (Autor)

Aula bem Aula bem


assistida preparada

4
Aula bem proposta – O programa está distribuído criteriosamente pelas aulas de que dispomos para desenvolver
cada curso. Procuramos dimensionar cada uma delas com tempo suficiente para a exposição teórica e a realização
de exercícios pelos alunos em classe.
Aula bem preparada – Os planos de aula são bem detalhados, fornecendo as informações necessárias para a
preparação de seu trabalho. É importante que você observe bem o material do aluno, veja as questões propostas
e considere a possibilidade de introduzir objetos digitais. Examine as Tarefas Mínimas e Complementares e resolva
com antecedência todos os exercícios envolvidos.
Aula bem assistida – Sempre que o professor conseguir motivar a classe, mantendo um diálogo constante com
os alunos, e eles sentirem que estão aprendendo, a aula terá sido eficiente. Não pactue com os dispersivos. Exija dos
alunos concentração, participação nos diálogos e muita garra durante as atividades de aula.
Aula bem estudada – É o resultado da resolução diária de todas as Tarefas Mínimas e de pelo menos parte das
Tarefas Complementares. Os alunos devem ser orientados a fazer a avaliação de seu desempenho após cada prova
e procurar o Plantão de dúvidas para esclarecimentos sobre as atividades propostas para casa.
Estamos à disposição para tirar dúvidas, ouvir opiniões e sugestões em nossos Encontros Presenciais e no Fale
com o Autor.
Um espetacular ano letivo para todos!

Fábio Aviles Gouveia


Coordenador pedagógico

5
Sumário
Matemática ............................................................................................................................................................. 7

Setor A ...................................................................................................................................................................... 7

Aula 1 - Conjuntos numéricos: Q e R ...................................................................................................................... 7

Aula 2 - Conjuntos numéricos: exercícios ............................................................................................................... 7

Aula 3 - Conjuntos numéricos: operações ............................................................................................................. 8

Aula 4 - Conjuntos numéricos: números naturais .................................................................................................. 9

Aulas 5 e 6 - Técnicas algébricas: produtos notáveis (1) ...................................................................................... 9

Aulas 7 e 8 - Técnicas algébricas: produtos notáveis (2) ...................................................................................... 9

Aulas 9 e 10 - Equações elementares .................................................................................................................. 11

Aula 11 - Equações elementares: exercícios ........................................................................................................ 11

Aula 12 - Inequações elementares ....................................................................................................................... 12

Aulas 13 a 15 - Porcentagem – conceito e aplicações – Exercícios (1) ............................................................ 12

Aulas 16 e 17 - Porcentagem – variações sucessivas.......................................................................................... 13

Aula 18 - Porcentagem – exercícios (2) ................................................................................................................ 14

Setor B .................................................................................................................................................................... 15

Aulas 1 e 2 - Razão e proporção ........................................................................................................................... 15

Aulas 3 e 4 - Variáveis proporcionais .................................................................................................................... 15

Aulas 5 e 6 - Potências e radicais (1) ................................................................................................................... 16

Aulas 7 e 8 - Potências e radicais (2) ................................................................................................................... 17

Aulas 9 e 10 - Ângulos............................................................................................................................................ 18

Aulas 11 e 12 - Ângulos em um triângulo............................................................................................................. 19

Atividades interdisciplinares .............................................................................................................................. 20

Respostas – Caderno de Exercícios 1................................................................................................................. 21


Matemática
Caderno 1 2a. A todo decimal exato e a toda dízima periódica corresponde
Nesse primeiro caderno, o objetivo central é a retomada de uma fração a , sendo a e b, b  0, números inteiros.
b
temas tratados no Ensino Fundamental. Essa opção foi feita por 1
muitos alunos esquecerem alguns conteúdos desenvolvidos em 3 . 0,111… 5 e, consequentemente, 0,999… 5 1.
a
9
séries anteriores e porque ainda estão, nesse momento, adaptando­ O exercício 3 mostra como “dividir” um intervalo em n par­
­se a uma nova realidade: a do Ensino Médio. Assim, este caderno tes iguais. O exercício 4 mostra que toda dízima não periódica
inicial também serve a esse propósito, ou seja, uma transição para corresponde a um número irracional e “insinua” que, entre dois
uma abordagem mais aprofundada dos conteúdos da Matemática. números racionais distintos, existem infinitos números irracionais.
Esses conteúdos serão extremamente úteis para o desenvolvi­ Isso poderá ser provado mais adiante, sem exigir conceitos de
mento de diversos conteúdos do Ensino Médio, tanto na Mate­ Matemática superior.
mática quanto na Física e Química.
Na abordagem desses assuntos, enfatizaremos a transposição da Sugestão de exercícios extras
linguagem escrita para a algébrica e a interpretação de texto, na for­
1. Qual Ž o vigŽsimo algarismo da parte fracion‡ria da
ma de problemas, além da representação e interpretação de figuras. 2
representação decimal de ?
É importante destacar para o aluno que atualmente é essencial Resolução:
7
trabalhar essas competências na Matemática, não se limitando ao
2 7
uso direto de fórmulas sem aplicações.
20 0,285714285714...
Para isso o Manual do Professor é uma ferramenta valiosa na 60
preparação da aula, pois contém sugestões para abordagem da 40
teoria e para o encaminhamento da aula, além das resoluções dos 50
exercícios de aula com esclarecimentos sobre os critérios e objetivos 10
que levaram às escolhas desses exercícios. 30
20
60
A

Setor A
2 5 0,285714285714...

7
Os algarismos do per’odo repetem-se de 6 em 6. Divi-
dindo 20 por 6, obtemos resto 2.
O segundo algarismo do per’odo Ž 8. Logo, o vigŽsimo
algarismo Ž 8.

aula 1 2. Qual dos nœmeros a seguir pode ser representado pela


d’zima peri—dica 1,234999... ?
Conjuntos numéricos: Q e R c a) 1,235 c) 1,2349 e) 1,23499
b) 1,2345 d) 1,23410
Objetivos

aula 2
Rever o conceito de número racional e o de número irracional
(vistos no Ensino Fundamental). O aluno deverá saber que todo
número racional pode ser representado por uma dízima exata ou
Conjuntos numéricos: exercícios
periódica. Em particular, temos 0,111… 5 1 e 0,999… 5 1.
9
Objetivos
Encaminhamento
Existem números que ainda não abordamos, como os repre­
Comece as aulas resolvendo os exercícios 1 a 3. Os alunos de­ sentados por 3,1415926535… (p), 0,1001100011100001111…, etc.
verão confirmar, pelo menos, três fatos importantes: que são dízimas infinitas e não periódicas. Das aulas anteriores,
1a. Toda fração a , com a e b, b  0, inteiros, corresponde a um podemos concluir que a esses números não correspondem frações
a
b da forma , com a e b, b  0, inteiros. Portanto, existem núme­
decimal exato ou a uma dízima periódica. b

7
ros que não são racionais; são os chamados números irracionais. envolvidos. Se o número de elementos dessa intersecção não
Com essa conclusão, apresentar o conjunto R, dos números reais é conhecido, usa­se uma incógnita.
(racionais ou irracionais). o
3 Use um número mínimo de conjuntos ao interpretar o
enunciado.
Encaminhamento
É importante que os alunos façam os exercícios sem a pronta
Destaque que: ajuda do professor.
• Os números reais servem para medir distâncias, áreas, volu­ Ao final da aula, dê as resoluções dos exercícios e esclareça as
mes, massas, intensidades de força, temperaturas, etc. dúvidas.
• Existem números reais que não são racionais, tais como 2 , O conteúdo digital “Diagrama de Venn” indicado para esta
3
2 , p, etc. aula apresenta informações e atividades referentes a operações de
• É importante salientar que: conjuntos que ampliam o que é trabalhado no material impresso.
O conteúdo digital pode ser trabalhado em sala de aula ou reco­
I. Sendo r um número racional e a um número irracional,
mendado para os alunos como parte da tarefa.
tem­se que r 1 a é irracional.
II. Sendo r, r  0, um número racional e a um número irra­ Sugestão de exercícios extras
cional, tem­se que r ? a é irracional. 1. (UFJF-MG) Define-se o comprimento de cada um dos
Faça os exercícios, juntamente com os alunos. intervalos [a, b], ]a, b[, ]a, b] e [a, b[ como a diferença
(b 2 a).
Sugestão de exercícios extras Dados intervalos M 5 [3, 10], N 5 ]6, 14[ e P 5 [5, 12[, o
comprimento do intervalo resultante de (M  P)  (P 2 N)
1. Sendo r e s números racionais, com r < s, dê um exemplo é igual a:
de número racional x, tal que r , x , s.
a) 1 c c) 5 e) 9
r 1 s (Existem outros infinitos exemplos!)
Resposta: b) 3 d) 7
2
2. Sendo r e s números racionais, com r < s, dê um exemplo 2. Considerando o intervalo I 5 [0, 7[, podemos afirmar
de número irracional x, tal que r , x , s. que:
2 (Existem outros infinitos exemplos!).
Resposta: r 1 (s 2 r) a) o menor elemento de I é 1.
2
b) o maior elemento de I é 6.
2 2
Note que 0 , , 1 e, portanto, 0 , (s 2 r) , s 2 r. c) o maior elemento de I é 6,9.
2 2
Assim, r 1 0 , r 1 (s 2 r) 2 , r 1 s 2 r, ou seja, d) o maior elemento de I é a dízima 6,999...
2 c e) para todo x, x  I, existe y, y  I, tal que y . x.
r , r 1 (s 2 r) 2 , s. 3. Um ano n é bissexto se, e somente se, n é divisível por
2
4, mas não por 100, ou n é divisível por 400. Considere
o conjunto N como universo e A, B e C sendo, nessa

aula 3
ordem, o conjunto dos números naturais divisíveis por
4, o conjunto dos números naturais divisíveis por 100
e o conjunto dos números naturais divisíveis por 400.
Conjuntos numéricos: operações Represente esses conjuntos em um diagrama de Venn
Objetivos e indique os subconjuntos que representam os números
que correspondem, pelo critério acima, a anos bissextos.
Apresentar os tipos de intervalos em R e suas respectivas de­ Resposta:
notações.
A
Encaminhamento B
Apresente as notações e dê dois exemplos simples, mostrando C
como operar com intervalos.
Na resolução de problemas que envolvem a contagem de ele­
mentos de (sub)conjuntos, diga que:
1o Se o conjunto A possui n elementos, eles NÃO são, necessa­
riamente, “exclusivos” de A.
o
2 É aconselhável começar a contagem de elementos pela inter­ (Obs.: É interessante que os alunos façam pesquisas
secção “máxima”, isto é, a intersecção de todos os conjuntos sobre ano bissexto, na internet.)

8
4. (Mack-SP) Se a, b e c são números naturais não nulos 2. Em um certo ano n, n . 2016, haverá mais domingos
tais que c 5 5a e b 1 3c 5 60, os possíveis valores de c do que sábados. Dado que não se trata de um ano
são em número de: bissexto, podemos concluir que o dia 10 de janeiro desse
a) 2 c) 4 e) 6 ano será:
c b) 3 d) 5 a) um domingo.
b) uma segunda-feira.
5. (UEPB) Seja o conjunto A 5 {x  R | x . 0}. Defina em A
c c) uma terça-feira.
uma operação ‘∗’ para todo x, y, elementos de A, dada
xy d) uma sexta-feira.
por x ∗ y 5 ; o valor de 4 ∗ (6 ∗ 3) será:
x 1 y e) um sábado.
a) 2
Resolução: O ano n terá 365 dias; 52 semanas comple-
b) 1
tas (364 dias), mais um dia.
3 Podemos concluir que esse último dia será um domingo:
c)
4
31/12/2017.
16 Resumindo, começando com o dia 1o de janeiro de 2017,
d)
3
haverá 52 semanas da forma dom, seg, ter, qua, qui,
4
c e) sex, sáb, mais um domingo. O dia 10 de janeiro, como
3
o dia 3 de janeiro, será uma terça-feira.
6. (UEPB) Os conjuntos A e B são definidos como Resposta: C
A 5 {x  N | 2 3 < x < 3} e B 5 {x  Z | x é divisor ímpar
de 18}. O conjunto A 2 B será:

aulas 5 6
c a) {0, 2} c) {2} e) {2, 3}
b) {0, 2, 3} d) vazio
e
Técnicas algébricas:
produtos notáveis (1)
aula 4 Objetivos
Conjuntos numéricos: números naturais Apresentar os produtos notáveis e algumas técnicas elemen­
tares para fatorar.
Objetivos
Apresentar questões que envolvem a representação decimal dos Encaminhamento
números naturais; o valor da posição de um algarismo.
Resolva os exercícios 1 e 2 junto com os alunos, fazendo as
contas detalhadamente e mostrando os padrões, conforme o re­
Encaminhamento sumo teórico da aula.
Mostre, como exemplo, que o número dois mil e dezessete Resolva os exercícios 3 a 5, com base nos padrões apresentados.
(2017) corresponde à soma 2 ? 103 1 0 ? 102 1 1 ? 10 1 7. Resolva Resolva os exercícios 6 e 7, mostrando que só decorar as fór­
os exercícios, depois de ter dado um tempo para os alunos tentarem mulas não basta.
resolver sozinhos.

Sugestão de exercícios extras


1. De Morgan foi um matemático que nasceu na Inglaterra e aulas 7 e 8
viveu no século 19. Alguém perguntou a De Morgan qual Técnicas algébricas:
era sua idade e recebeu como resposta: “Comemorei
meu aniversário n no ano n2 ”. Descubra em que ano De
produtos notáveis (2)
Morgan nasceu.
Resolução: 402 5 1 600, 412 5 1 681, 422 5 1 764, 432 5 1 849 Objetivos
e 442 5 1 936. Reapresentar os produtos notáveis vistos nas aulas anteriores,
1 849 2 43 5 1 806 resolver algumas questões de aplicação deles e apresentar produtos
Resposta: 1806 notáveis que envolvem cubos.

9
Encaminhamento c) 1

Explore o resumo te—rico das aulas, linha por linha. Chegando x 2 1 4x 1 5
d)
aos cubos, siga a seguinte linha, junto com os alunos. ( x 1 1)2
x15
• (a 1 b)3 5 (a 1 b)(a 1 b)(a 1 b) e)
x11
5 (a 1 b)(a2 1 2ab 1 b2)
4. (PUC) Sendo x 3 1 1 5 ( x 1 1) ( x 2 1 ax 1 b ) para todo x
5 a3 1 2a2b 1 ab2 1 a2b 1 2ab2 1 b3
real, os valores de a e b são, respectivamente:
5 a3 1 3a2b 1 3ab2 1 b3
a) 21 e 21 d) 1 e 21
• (a 1 b)3 5 a3 1 3a2b 1 3ab2 1 b3 b) 0 e 0 c e) 21 e 1
(a 1 b)3 5 a3 1 3ab(a 1 b) 1 b3 c) 1 e 1
(a 1 b)3 2 3ab(a 1 b) 5 a3 1 b3 5. (UFV-MG) Simplificando-se a expressão
(a 1 b)[(a 1 b)2 2 3ab] 5 a3 1 b3  x 2 1 xy   1 1
 x 2 2 y 2  ?  y 2 x  , onde x e y são números positivos
(a 1 b)(a2 1 2ab 1 b2 2 3ab) 5 a3 1 b3
• (a 1 b)(a2 2 ab 1 b2) 5 a3 1 b3 e distintos, obtém-se:
1 1
Diga aos alunos que, para (a 2 b)3 e a3 2 b3, h‡ procedimentos a)
x
c d)
y
an‡logos e siga a sequ•ncia de exerc’cios. b) 2y e) 2x
c) xy
Sugestão de exercícios extras
6. (Unifor-CE) A expressão ( x 2 1)2 1 ( x 2 1)3 é equivalente a:
1. (UFRS) A expressão que deve ser somada a a) x 3 1 x 2 2 2  d) ( x 2 1)
5

a² 1 6a²b² 2 12a²b para que resulte o quadrado de b) x 3 1 2x 2 1 1 e) x 3 1 x 2 2 2x


(2a 2 3ab) é: c c) x 2 2x 1 x
3 2

c a) 3a2 1 3a2b2
7. (OBM) Elevei um número positivo ao quadrado, subtraí
b) a2 2 9a2b2 1 12a2b
do resultado o mesmo número e o que restou dividi ainda
c) 23a2 23a2b2
pelo mesmo número. O resultado que achei foi igual:
d) 3a2 1 3a2b2 1 24a2b
a) ao próprio número.
e) 3a2 1 3a2b2 2 24a2b
b) ao dobro do número.
c c) ao número menos 1.
2. (IF-BA) O valor da expressão d) à raiz quadrada do número.
 1 2 1  1 1 1  1 1 1   1  1  é:
11  11
e) ao número mais 1.
 3  3  9  81  6 561
16
8. Se (a 2 1)(a 1 1)(a2 1 1)(a4 1 1)(a8 1 1)(a16 1 1)(a32 1 1) 5
 1 5 an 2 1, para todo valor real de a, então n é igual a
c a) 1 2  
3 a) 16. d) 128.
8
b) 1 2  
1 b) 32. e) 256.
 3
c c) 64.
8
c) 1 1  
1
 3 9. Dado que u 2 v 5 6 e u2 2 v2 5 18, obtenha o valor de
16 u 1 v. Resposta: 3
d) 1 1  
1
 3 10. Resolver em R:
18
e) 1 1  
1 a) 2x3 1 6x2 1 8x 1 24 5 0
 3
Resolução:
3. (Unifor-CE) A expressão 2x2 1 x 1 3 2 x 1 2 , com x  21,
2
x2(2x 1 6) 1 4(2x 1 6) 5 0
x 1 2x 1 1 x11 (x2 1 4)(2x 1 6) 5 0
é equivalente a:
2 x2 1 4 5 0 ou 2x 1 6 5 0
 x 2 1
c a)  x2 1 4 5 0 ⇔ x2 5 24 (não admite solução real)
x 1 1
x21 2x 1 6 5 0 ⇔ x 5 23
b)
x11 Resposta: {23}

10
b) 2x3 1 6x2 2 8x 2 24 5 0 3. Dois caminhões partiram em um mesmo instante de um
Resolução: mesmo ponto e viajaram ao longo de uma estrada; o
x2(2x 1 6) 2 4(2x 1 6) 5 0 primeiro, com uma velocidade constante de 40 km/h, e
(x2 2 4)(2x 1 6) 5 0 o segundo, com uma velocidade constante de 60 km/h.
x2 2 4 5 0 ou 2x 1 6 5 0 Horas depois, um carro ultrapassou o primeiro caminhão
e, mantendo então uma velocidade constante de
x2 2 4 5 0 ⇔ x2 5 4 ∴ x 5 62
90 km/h, levou três horas para alcançar o segundo
2x 1 6 5 0 ⇔ x 5 23
caminhão. Pergunta-se: quantos quilômetros havia
Resposta: {2, 22, 23}
rodado o primeiro caminhão até o instante em que ele
c) 2x3 2 6x2 2 8x 1 24 5 0 foi ultrapassado pelo carro? Resposta: 180 km
2
Resolução: 4. (Unicamp-SP) Após ter corrido de um percurso e, em
x2(2x 2 6) 2 4(2x 2 6) 5 0 7
5
seguida, caminhado do mesmo percurso, um atleta
(x2 2 4)(2x 2 6) 5 0 11
x2 2 4 5 0 ou 2x 2 6 5 0 verificou que ainda faltavam 600 metros para o final do
x2 2 4 5 0 ⇔ x2 5 4 ∴ x 5 62 percurso.
2x 2 6 5 0 ⇔ x 5 3 a) Qual o comprimento total do percurso?
Resposta: 2 310 metros
Resposta: {2, 22, 3}
b) Quantos metros o atleta havia corrido?

aulas 9 10
Resposta: 660 metros
e c) Quantos metros o atleta havia caminhado?
Resposta: 1 050 metros
Equações elementares
5. (Unicamp-SP) Para transformar graus Fahrenheit em
graus centígrados, usa-se a fórmula
Objetivos
5
Estudar as equações da forma a ? x 5 b e resolver problemas C5 (F 2 32) , onde F é o número de graus Fahrenheit
9
elementares. e C é o número de graus centígrados.
a) Transforme 35 graus centígrados em graus Fahrenheit.
Encaminhamento Resposta: 95 °F
Apresente os conceitos de equa•‹o, solu•‹o (raiz), conjunto b) Qual a temperatura (em graus centígrados) em que
solu•‹o e equa•›es equivalentes. Resolva o primeiro exercício da o número de graus Fahrenheit é o dobro do número
aula, explicando, em cada item, como proceder, algebricamente, de graus centígrados?
para obter uma equação da forma a ? x 5 b. Explique, durante as Resposta: 160 °C
resoluções, os itens 3 e 4 do resumo teórico. 6. Em um triângulo isósceles, de perímetro 20 cm, há um lado
Faça com que o aluno saiba identificar expressões como “can­ que mede o dobro de um outro. Obtenha as medidas
celar” e “passar para o outro membro”, etc. com as regras expostas dos lados desse triângulo. (Obs.: Note que não existe um
no resumo teórico. É claro que não há nada contra essas expressões; triângulo em que os lados medem 10 cm, 5 cm e 5cm.)
elas só não podem ficar sem significado matemático (uma ou mais Resposta: 8 cm, 8 cm e 4 cm
das propriedades da teoria).

Sugestão de exercícios extras


aula 11
1. Resolva em R:
2x 1 1 x21 4x 1 5 Equações elementares: exercícios
a) 2 5 Resposta: R
2 3 6
x21 22x 5x 1 1 Objetivo
b) x 2 2 5 Resposta: 
2 3 6
Exercitar (resolver equações da forma a ? x 5 b e problemas
2. (Unicamp-SP) Uma senhora comprou uma caixa de elementares).
bombons para seus dois filhos. Um deles tirou para si
metade dos bombons da caixa. Mais tarde, o outro menino
Encaminhamento
também tirou para si metade dos bombons que encontrou
na caixa. Restaram 10 bombons. Calcule quantos bombons Resolva o exercício da aula. Complete a aula com sugestões
havia inicialmente na caixa. Resposta: 40 bombons suas e exercícios extras.

11
3. (FGV) O número de soluções inteiras da inequação
aula 12 23 , x 1 2 < 4 é:
a) 6 d) 9
Inequa•›es elementares c b) 7 e) 0
c) 8
Objetivos
4. (UFRGS-RS) Se 21 , 2x 1 3 , 1, então 2 2 x está entre:
Estudar as inequações da forma ax . b, ax > b, ax , b, ou ax < b, a) 1 e 3
em que a e b são constantes. b) 21 e 0
c) 0 e 1
Encaminhamento d) 1 e 2

Explique os conceitos de inequação, solução (raiz), conjunto c e) 3 e 4


solução e inequações equivalentes. Mostre, mediante exemplos, 5. (Vunesp) Duas pequenas fábricas de calçados, A e
as operações que podem ser usadas para obter inequações equi­ B, têm fabricado, respectivamente, 3 000 e 1 100 pares
valentes. Insista muito no seguinte quadro! de sapatos por mês. Se, a partir de janeiro, a fábrica A
aumentar sucessivamente a produção em 70 pares por
De uma inequação dada, podemos obter outra inequação
mês e a fábrica B aumentar sucessivamente a produção
equivalente:
em 290 pares por mês, a produção da fábrica B superará
a produção de A, a partir de:
• multiplicando ambos os membros por um mesmo núme­ a) março.
ro positivo, mantendo o sentido da desigualdade; b) maio.
• dividindo ambos os membros por um mesmo número c) julho.
positivo, mantendo o sentido da desigualdade; c d) setembro.
• multiplicando ambos os membros por um mesmo nú­ e) novembro.
mero negativo e invertendo o sentido da desigualdade 6. (Unicamp-SP) Três planos de telefonia celular são
(de “,” para “.”, e de “.” para “,”); apresentados na tabela a seguir:
• dividindo ambos os membros por um mesmo número
Plano Custo fxo mensal Custo adicional por minuto
negativo e invertendo o sentido da desigualdade (de “,”
para “.”, e de “.” para “,”). A R$ 35,00 R$ 0,50

B R$ 20,00 R$ 0,80
Na resolução do primeiro exercício, é bom mostrar como essas C 0 R$ 1,20
regras são aplicadas de modo conveniente.
a) Qual é o plano mais vantajoso para alguém que
utilize 25 minutos por mês?
Sugest‹o de exerc’cios extras Resposta: Plano C
1. (Acafe-SC) Os valores de x para os quais a desigualdade b) A partir de quantos minutos de uso mensal, o plano
3x 8 2 4x A é mais vantajoso que os outros dois?
32 . é satisfeita somente para:
2 7 Resposta: A partir de 50 minutos
a) x . 2
c b) x , 2
c) x ,
5
13 aulas 13 a 15
5
d) x . Porcentagem Ð conceito e aplica•›es Ð
13
Exerc’cios (1)
2. (Mack-SP) Em N, o produto das soluções da inequação
2x 2 3 < 3 é: Objetivos
a) maior que 8 p
Apresentar o conceito de porcentagem: p% 5 .
b) 6 100
c) 2 Apresentar porcentagem como uma proporção (igualdade de
d) 1 razões).
c e) 0 Identificar a base do cálculo de porcentagem.

12
Encaminhamento a) compre 10 e ganhe 3 de brinde.
b) compre 5 e ganhe 1 de brinde.
Resolva os exercícios 1 e 2 da primeira aula de porcentagem
c) compre 5 e ganhe 2 de brinde.
para apresentar o conceito de porcentagem e sua característica de
d) compre 4 e ganhe 1 de brinde.
proporção. Explique os itens 1 e 2, do capítulo 7. Resolva os demais
exercícios dessas aulas, sempre após ter dado um tempinho para c e) compre 3 e ganhe 1 de brinde.
os alunos tentarem resolver sozinhos.
5. O governo de certo país decidiu criar uma lei para
evitar o desmatamento em certa região que possuía
Sugestão de exercícios extras 80% de sua área desmatada, totalizando 16 milhões de
hectares. Após um ano, verificou-se que a área dessa
1. Uma loja de roupas oferece duas opções de desconto: região coberta com vegetação subiu para 25% do total,
o que foi considerado excelente. A área desmatada
I. A cada 4 camisetas compradas, leve a quinta de
dessa região, após um ano, diminuiu
brinde.
II. Desconto de 20% nas compras de 5 ou mais camisetas. c a) 1 milhão de hectares.
b) 5 milhões de hectares.
Ana pretende comprar 5 camisetas que custam C reais
cada. Caso ela opte pela opção I, ela c) 4 milhões de hectares.

a) irá economizar 0,1C reais a mais do que iria econo- d) 2 milhões de hectares.
mizar caso escolhesse a opção II. e) 15 milhões de hectares.
b) irá economizar 0,2C reais a mais do que iria econo-
6. (Fuvest-SP) Um apostador ganhou um prêmio de
mizar caso escolhesse a opção II.
R$ 1 000 000,00 na loteria e decidiu investir parte do
c) irá economizar 0,1C reais a menos do que iria econo- valor em caderneta de poupança, que rende 6%
mizar caso escolhesse a opção II. ao ano, e o restante em um fundo de investimentos,
d) irá economizar 0,2C reais a menos do que iria eco- que rende 7,5% ao ano. Apesar do rendimento mais
nomizar caso escolhesse a opção II. baixo, a caderneta de poupança oferece algumas
c e) não irá economizar nada, pois as duas opções são vantagens e ele precisa decidir como irá dividir o
iguais. seu dinheiro entre as duas aplicações. Para garantir,
após um ano, um rendimento total de, pelo menos,
2. Jorge, dono de uma loja de carros, comprou um carro R$ 72 000,00, a parte da quantia a ser aplicada na
por R$ 27 000,00 e gastou 10% desse valor com impostos,
poupança deve ser de, no máximo,
além de R$ 300,00 com propaganda. Nessas condições,
para que ele tenha um lucro de 20% sobre a venda, ele c a) R$ 200 000,00 d) R$ 125 000,00
precisa revender esse carro por: b) R$ 175 000,00 e) R$ 100 000,00
a) R$ 30 000,00 c) R$ 150 000,00
b) R$ 32 500,00
c) R$ 35 000,00
d) R$ 36 000,00
c e) R$ 37 500,00
aulas 16 e 17
3. Em um certo cinema, foram vendidos 80% dos lugares Porcentagem – variações sucessivas
disponíveis para certa sessão. Dos ingressos vendidos,
60% foram para pessoas que têm o direito a pagar meia-
-entrada (ou seja, essas pessoas pagaram 50% do valor Objetivos
normal da entrada). Com relação ao maior valor que
Apresentar casos de variações (aumentos ou reduções) de va­
poderia ser arrecadado em uma sessão nesse cinema,
riáveis positivas.
o valor arrecadado foi
a) 50% menor. d) 30% menor.
Estudar os casos de n variações sucessivas iguais.
c b) 44% menor. e) 20% menor.
c) 38% menor. Encaminhamento
4. Uma empresa oferece 25% de desconto na compra Explique os itens 3 e 4, do capítulo 7. Resolva os exercícios,
de certo par de calçados. Caso sejam comprados sempre após ter separado um tempo para os alunos tentarem
100 pares de calçado, esse desconto equivale a uma resolver sozinhos. Explique, no final, a diferença entre juros simples
promoção do tipo e juros compostos.

13
Mostrar, nos exercícios, que as grandezas envolvidas não são 2a. 10% de desconto sobre o valor que seria pago após
diretamente proporcionais; 120% ao ano, 10% ao mês e 5% à quinze­ a aplicação de (1) para compras cuja soma dos va-
na não são taxas equivalentes! Também é válido discutir a situação lores marcados nas etiquetas ultrapassem R$ 120,00.
em que há um aumento de x% seguido de uma redução de y%, de Pedro irá comprar um tênis cujo preço na etiqueta é
modo que o aumento seja desfeito. R$ 110,00 e, para ter direito à condição (2), ele deseja
escolher um outro produto, de modo que o que ele efe-
tivamente irá pagar não se altere. O valor aproximado
Sugestão de exercícios extras na etiqueta, em reais, desse produto deve ser:
1. (Fuvest-SP) Quando se divide o Produto Interno Bruto a) 16,58
(PIB) de um país pela sua população, obtém-se a renda c b) 12,22
per capita desse país. Suponha que a população de um c) 9,78
país cresça a taxa constante de 2% ao ano. Para que sua d) 11,00
renda per capita dobre em 20 anos, o PIB deve crescer e) 19,50
anualmente à taxa constante de, aproximadamente, 5. A partir do instante em que um aparelho de ar
Dado: 20
2  ø 1,035 condicionado é ligado, a temperatura em uma sala
a) 8,9% c) 6,4% e) 4,2% diminui 10% a cada minuto, durante os 2 primeiros
minutos, e 5% nos dois minutos seguintes. Sabendo
b) 7,5% c d) 5,6%
que, após 4 minutos de funcionamento desse aparelho,
2. André é o diretor de vendas de um site especializado a temperatura da sala atingiu 22 °C, a temperatura
em materiais esportivos. No planejamento de vendas aproximada na sala no instante em que o aparelho foi
foi proposta a seguinte meta para aumentar os 20 000 ligado era:
acessos mensais que o site possui atualmente: a partir
Dado: 0,952  0,90
de maio de 2013, a cada mês, devemos aumentar
a) 25 °C
o número de acessos em 5% com relação ao mês
b) 27 °C
anterior. Caso ele consiga atingir essa meta, o número
aproximado de acessos em maio de 2014 será: c c) 30 °C
d) 33 °C
Dado: 1,0512  1,80
e) 37 °C
a) 32 000
b) 34 000 6. Devido à instalação de uma grande montadora de
veículos, a população de certa cidade vem crescendo
c c) 36 000
à taxa de 20% ao ano. Mantendo esse ritmo de
d) 38 000
crescimento, em três anos, o aumento da população
e) 40 000
dessa cidade será de, aproximadamente,
3. Uma emissora de televisão sabe que, a partir do momento a) 60%
que uma propaganda é exibida na sua programação, b) 66%
o número de telespectadores que conhecem o produto c c) 73%
da propaganda cresce 10% ao dia. Nessas condições, d) 160%
o tempo t, em semanas, para que o número de pessoas e) 173%
que conhecem o produto dobre em relação ao do
início da transmissão da propaganda, será dado pela

aula 18
equação:
a) 1,17t 5 2
b) 1,1t 5 2 Porcentagem – exercícios (2)
t
c) 1,07 10
52
Objetivo
d) 1,0710t 5 2
t Resolver problemas que envolvem o conceito de variações
c e) 1,17 5 2 porcentuais.
4. Uma grande loja, em sua liquidação anual, ofereceu
as seguintes vantagens: Encaminhamento
1a. 20% de desconto sobre o preço da etiqueta de qual - Resolva os exercícios da aula. Complete a aula com sugestões
quer produto. suas e exercícios extras.

14
Setor B

2. (Vunesp) O combustível usado em dois automóveis


aulas 1 e 2 numa certa cidade é composto de
4
5
de gasolina e
1 3
Razão e proporção 5
de álcool. Se o preço do litro de álcool é
4
do preço
do litro de gasolina e este custa a reais, determinar o
Objetivos preço do litro do combustível em função de a.
Essas aulas t•m como principal objetivo relembrar os conceitos Resposta: 19 a
de raz‹o e propor•‹o, alŽm de trabalhar procedimentos de trans- 20

forma•‹o da linguagem escrita em linguagem algŽbrica. 3. (Vunesp) Um prêmio da sena saiu para dois cartões, um
da cidade A e outro da cidade B. Nesta última, o cartão
era de 6 apostadores, tendo cada um contribuído com a
Encaminhamento mesma quantia para a aposta. A fração do prêmio total,
Como essa Ž a primeira aula do curso, Ž importante come•‡-la que cada apostador da cidade B receberá, é:
explicando que, no primeiro caderno, iremos trabalhar com a reto- 1 1
a) d)
mada de alguns conceitos do Ensino Fundamental, especificamente 6 10
os de raz‹o e propor•‹o. 1 1
b)
8 c e)
12
Inicie a aula apresentando situa•›es em que os conceitos de
raz‹o e propor•‹o s‹o importantes, por exemplo, uma receita de 1
c)
9
bolo ou a rela•‹o entre uma maquete e uma constru•‹o. Caso seja
possível, o uso de imagens ajuda ao aluno a perceber essa impor- 4. (Fuvest-SP) Os lados de um retângulo de área 12 m2
t‰ncia. ƒ muito importante que os alunos sejam incentivados a dar estão na razão 1 : 3. Qual o perímetro do retângulo?
outros exemplos que envolvem raz›es e propor•›es. a) 8 m d) 20 m
b) 12 m e) 24 m
Ap—s essa conversa inicial, apresente as defini•›es de raz‹o e
c c) 16 m
propor•‹o e construa exemplos usando as situa•›es apresentadas
pelos alunos. Em seguida, d• alguns minutos para que os alunos
fa•am os exercícios de classe, corrigindo-os ao final.
No exercício 1, o mais importante Ž que o aluno se familiarize
com o conceito de escala e consiga us‡-lo adequadamente. aulas 3 e 4
O exercício 2 foi escolhido para que o aluno perceba que o
Variáveis proporcionais
conceito de raz‹o pode ser representado visualmente e n‹o apenas
por representa•›es algŽbricas.
Objetivos
Os demais exercícios prop›em situa•›es em que o aluno deve
resolver um problema envolvendo o conceito de propor•‹o. Essas aulas t•m como objetivo tratar de grandezas diretamente
e inversamente proporcionais, tema que Ž fundamental na Física
Os exercícios 13 a 16 desse capítulo n‹o foram pedidos nas
e na Química.
tarefas e s‹o quest›es com bom grau de dificuldade, quase todas
do Enem. Caso necessite, podem ser utilizados como exercícios
extras ou em provas e trabalhos. Encaminhamento
Inicie a aula apresentando uma situa•‹o simples do cotidia-
no, por exemplo, um carro deslocando-se em uma velocidade
Sugestão de exercícios extras:
constante e avalie qual a dist‰ncia percorrida para tempos di-
1. (Vunesp) Uma universidade tem 1 professor para cada ferentes. Construa uma tabela com a participa•‹o dos alunos.
6 alunos e 3 funcionários para cada 10 professores. Em seguida, fa•a o mesmo, mas agora mantenha uma dist‰ncia
Determine o número de alunos por funcionário. fixa, registrando em outra tabela a velocidade necess‡ria para
Resposta: 20 cobrir a dist‰ncia variando o tempo.

15
aulas 5 6
Esses dois exemplos permitem que se conceituem vari‡veis
diretamente e inversamente proporcionais. Use os exemplos e
nas tabelas para mostrar para eles a raz‹o constante (no caso
de vari‡veis diretamente proporcionais) e o produto constante Potências e radicais (1)
(no caso de vari‡veis inversamente proporcionais). A partir da’,
apresente a defini•‹o e d• alguns minutos para que eles fa•am Objetivos
os tr•s primeiros exerc’cios, antes de corrigi-los. Nessas aulas ser‹o retomadas as principais propriedades dos
Os exerc’cios 1 e 2 consistem em problemas em que os alunos expoentes inteiros e a nota•‹o cient’fica.
devem interpretar algebricamente uma situa•‹o e no exerc’cio 3
eles devem trabalhar com uma figura. Esse tipo de situa•‹o, em Encaminhamento
que o aluno deve trabalhar com mœltiplas representa•›es em um A ideia central nessa aula Ž a de que os alunos percebam que exis-
problema, Ž muito importante no Enem. tem situa•›es em que Ž muito mais vantajosa a nota•‹o de pot•ncia.
Em seguida, apresente a propriedade fundamental das propor- Para isso, exemplos usando quantidade de molŽculas, gotas
•›es e solicite aos alunos que fa•am o exerc’cio 4. de ‡gua em uma piscina, estrelas no universo, informa•‹o arma-
Os exerc’cios 13 e 14 desse cap’tulo n‹o foram pedidos nas ta- zenada em um dispositivo de mem—ria podem ser rapidamente
refas e s‹o quest›es do Enem. Caso necessite, podem ser utilizados selecionados para a aula. Escolha um deles e represente o nœmero
como exerc’cios extras ou em provas e trabalhos. explicitamente e na forma de pot•ncia.
A seguir, relembre as principais propriedades, sempre acom-
Sugestão de exercícios extras: panhadas por exemplos numŽricos, para que os alunos percebam
como elas funcionam. Caso perceba interesse, escolha e demonstre
1. (Mack-SP) Dividindo 70 em partes proporcionais a 2, 3
uma das propriedades. Ap—s isso, pe•a que os alunos fa•am os
e 5, a soma entre a menor e a maior parte Ž:
exerc’cios 1 e 2. Esses exerc’cios t•m por objetivo trabalhar com as
a) 35 propriedades de potencia•‹o.
c b) 49 Em seguida, apresente a nota•‹o cient’fica, dando exemplos de
c) 56 como obt•-la a partir da representa•‹o decimal do nœmero. Destaque
d) 42 para os alunos as condi•›es para que um nœmero esteja em nota•‹o
e) 28
cient’fica (por exemplo: a representa•‹o na nota•‹o cient’fica do
nœmero 25 ? 103 Ž 2,5 ? 104). Ap—s isso, pe•a que os alunos fa•am os
2. (Faap-SP) Duas grandezas L e M s‹o diretamente demais exerc’cios. O exerc’cio 3 tambŽm tem por objetivo trabalhar
proporcionais e t•m suas medidas relacionadas com a transforma•‹o para nota•‹o cient’fica. J‡ os exerc’cios 4 e 5 s‹o
conforme a tabela: problemas envolvendo os conceitos trabalhados na aula.
Os exerc’cios 11 e 12 desse cap’tulo n‹o foram pedidos nas
L 2r 4 y 8 t tarefas e s‹o quest›es do Enem com bom grau de dificuldade.
M x 36 54 z 108 Caso necessite, podem ser utilizados como exerc’cios extras ou
em provas e trabalhos.
A soma dos valores x, y, z e t Ž: O conteœdo digital ÒA lenda do jogo de xadrezÓ indicado para
a) 66 estas aulas apresenta informa•›es referentes a pot•ncias que
b) 36
ampliam o que Ž trabalhado no material impresso. O conteœdo
digital pode ser trabalhado em sala de aula ou recomendado
c) 72
para os alunos como parte da tarefa.
d) 54
c e) 108
Sugestão de exercícios extras:
3. (PUCC-SP) Sejam x, y e z nœmeros reais inversamente
1 1. (UFRGS-RS) Durante os jogos Pan-Americanos de Santo
proporcionais aos nœmeros , 2 e 6, respectivamente. Domingo, os brasileiros perderam o ouro para os cubanos
2
Se x 1 y 1 z 5 128, ent‹o: por 37 centŽsimos de segundo nas provas de remo.
a) x 5 8 Dentre as alternativas, o valor mais pr—ximo desse tem-
b) y 5 12 po, medido em horas, Ž:
c) y 5 20 c a) 1,03 ? 1024 d) 1,3 ? 1023
d) z 5 92 b) 1,3 ? 1024 e) 1,03 ? 1022
c e) x 5 96 c) 1,03 ? 1023

16
2. (Uergs-RS) Se x 5 103 1 104 1 105 então: Use o exerc’cio 3 para relembrar como racionalizar um denomi-
a) x 5 11 100 nador. ƒ muito importante que os alunos terminem a aula sabendo
c b) x 5 11,1 ? 104 que, ao racionalizarmos um denominador, apenas mudamos sua
c) x 5 1,11 ? 104 representa•‹o da fra•‹o e n‹o seu valor. Com o aux’lio de uma
d) x 5 1012 calculadora, pe•a para que os alunos constatem isso de maneira
aproximada. Pe•a para que os alunos fa•am o exerc’cio 4, que tem
e) x 5 3 ? 104
por objetivo aplicar tŽcnicas de racionaliza•‹o, e o exerc’cio 5.
3. (ESPM–SP) O algarismo das unidades de 719 2 418 é: Os exerc’cios 22 e 23 desse cap’tulo n‹o foram pedidos nas
a) 3 tarefas e s‹o quest›es do Enem, que podem ser utilizadas como
b) 4 exerc’cios extras ou em provas e trabalhos.
c) 5
d) 6
Sugestão de exercícios extras:
c e) 7
1. (Udesc) O desenvolvimento da expressão ( 27 1  3 1 1)
2

toma a forma a 3 1 b com a e b inteiros; então o valor


numérico de a 1 b é:
aulas 7 e 8 a) 49

Potências e radicais (2) b) 19


c c) 57
d) 60
Objetivos
e) 8
Nessas aulas ser‹o retomadas a no•‹o de pot•ncias de expoente 0,3 2  1
racional, as principais propriedades dos radicais e a racionaliza•‹o 2. (PUC–MG) A expressão 4 1 0,036 ; 0,04 é igual a:
3
21
de denominadores. a) 0,45
b) 0,65
Encaminhamento c) 0,75

Inicie a aula retomando o conceito de expoente inteiro e defina c d) 0,85


uma pot•ncia de expoente racional como um radical. ƒ importante 3. (Unisinos-RS) Se a 5 17 , b 5 3 24 e c 5 p, é correto
apresentar ao menos tr•s ou quatro exemplos diferentes para se afirmar que:
certificar de que os alunos entenderam a Òmec‰nicaÓ de como a) a , b , c
representar um radical na forma de uma pot•ncia e vice-versa. b) a , c , b
Apresente as propriedades dos radicais, sempre acompanha- c) b , a , c
dos por exemplos numŽricos e pe•a, em seguida, para que os c d) b , c , a
alunos fa•am os exerc’cios 1 e 2. e) c , b , a

anotações

17
aulas 9 e 10
ângulos
Objetivos
Nessas aulas serão retomados o conceito de ângulo geométrico, sua classificação e propriedades de ângulos geométricos. Também
serão trabalhadas propriedades envolvendo ângulos e retas paralelas e uma transversal.

Encaminhamento
Essas aulas são de revisão de conceitos já estudados no Ensino Fundamental. Assim, elas podem ser expositivas, pois se espera que
os alunos lembrem-se dos conceitos iniciais. Inicie as aulas retomando a definição de ângulo, como medir um ângulo em graus e como
classificá-lo como agudo, reto ou obtuso. A seguir, peça aos alunos que façam os exercícios 1 e 2.
A parte da aula que frequentemente os alunos esquecem, ou tem mais dificuldade, é a que envolve retas paralelas cortadas por uma
transversal. Desse modo, faça com calma a construção e explique a nomenclatura dos ângulos envolvidos, explicitando o seu motivo e
mostre as propriedades que podem ser obtidas. Nesse momento, ressalte para os alunos que uma das habilidades mais importantes que
precisa ser desenvolvida nessa aula é a de traçar paralelas de modo conveniente a visualizar suas propriedades nos exercícios.
Após isso, peça aos alunos que façam os demais exercícios da aula. Ao corrigir os exercícios, sempre que a oportunidade se apresentar,
mostre repetidamente a vantagem de se traçar uma paralela conveniente.
Os exercícios 12 e 13 desse capítulo não foram pedidos nas tarefas e são questões interessantes do Enem, podendo ser utilizadas
como exercícios extras ou em provas e trabalhos.

Sugestão de exercícios extras:


1. A soma da medida de um ‰ngulo com a metade da medida de seu complemento Ž 70¡. Calcule esse ‰ngulo.
Resposta: 50¡
2. A medida de um ‰ngulo excede a medida de seu suplemento em 40¡. Determine esse ‰ngulo.
Resposta: 110¡
3. Na figura abaixo, determine a medida x, em graus.

2x 1 20°
x
x 1 15°
x

Resposta: 29¡

4. Nas figuras abaixo as retas r e s s‹o paralelas. Determine a medida x, em graus.

r
r 145°
x
x
95° 60°

60° 40°
s s

Resposta: 145¡ e 55¡

18
aulas 11 12
a definição de triângulo e suas classificações quanto à medida dos
e lados e quanto à medida dos ângulos.
Apresente o teorema angular de Tales e faça sua demonstração.
ângulos em um triângulo Essa é uma excelente oportunidade de reforçar novamente a im-
portância de traçar paralelas e visualizar propriedades de ângulos
Objetivos em retas paralelas cortadas por uma transversal. Apresente tanto
Nessas aulas, serão retomados o conceito de triângulo, sua as propriedades envolvendo ângulos internos de um triângulo isós-
classificação quanto às medidas dos lados e quanto à medida dos celes e de um triângulo equilátero quanto o teorema do ângulo
ângulos. Também serão retomados o teorema angular de Tales, o externo e faça sua demonstração.
teorema do ângulo externo. A seguir, dê alguns minutos para que os alunos façam os exer-
cícios da aula.
Encaminhamento Os exercícios 13 a 16 desse capítulo não foram pedidos nas tarefas
Assim como as aulas 9 e 10, as aulas 11 e 12 retomam um tema e são questões com bom grau de dificuldade. Caso necessite, podem
muito trabalhado no Ensino Fundamental. Inicie a aula retomando ser utilizadas como exercícios extras ou em provas e trabalhos.

Sugestão de exercícios extras:


1. Na figura abaixo, determine a soma S 5 a 1 b 1 g 1 d 1 «

g
b

Resposta: 180o

2. Na figura, ABCD é um quadrado e o triângulo CDE é equilátero. Calcule a medida x em graus.


A D

x E

Resposta: 75o B C

3. Na figura abaixo, o triangulo ABC é retângulo em B e AD 5 CD. Determine a medida x, em graus.


C

40¡

Resposta: 10o A D B

19
Atividades interdisciplinares

Proposta pedagógica e objetivos gerais


Essa atividade procura integrar temas e conteœdos de algumas disciplinas a respeito de movimento dos corpos celestes e est‡ dividida
em duas partes, a fim de facilitar seu desenvolvimento em encontros distintos.
Com essa inten•‹o, escolhemos analisar os movimentos da Lua e da Terra e suas correla•›es com outras ‡reas do conhecimento,
em especial F’sica, Geografia, Hist—ria e Matem‡tica.
Nossa proposta Ž que essa atividade possa ser desenvolvida sob a forma que o professor (ou professores) julgar mais conveniente,
tanto sob ponto de vista da praticidade como do pedag—gico. Acreditamos que seu formato se adeque preferencialmente a encontros
em contraturno escolar, nos quais o professor possa expor alguns fundamentos te—ricos, propondo certas atividades a seus alunos. Assim
sendo, estamos propondo uma forma de ampliar o repert—rio cient’fico/cultural dos alunos acerca de fen™menos da natureza e suas
implica•›es, provocando resson‰ncia com conteœdos desenvolvidos em sala de aula.
Por outro lado, tambŽm Ž poss’vel desenvolver essa atividade com outras abordagens, como, por exemplo, um trabalho em grupo
de alunos, sucedido de um semin‡rio. Se assim explorada, incentivar’amos a pr‡tica de trabalho em equipe aliada ˆ estimula•‹o de
comunica•‹o verbal, escrita e corporal dos alunos.
A atividade est‡ estruturada de um suporte te—rico, seguida de atividades e uma pequena tarefa.

anotações

20
Respostas – Caderno de Exercícios 1
28. C
Unidade 1 29. D
30.E

Conceitos fundamentais
capítulo 2
capítulo 1 TŽcnicas algŽbricas

Conjuntos numŽricos 1. C
2. E
1. D 3. D
2. C 4. A
3. A 5. A
4. B 6. C
5. E 7. B
6. C 8. E
9. D
7. C
10. D
8. E
11. D
9. D
12. A
10. C
13. B
11. A
14. A
12. C
15. D
13. C
16. C
14. D
17. E
15. E
18. B
16. C 19. C
17. A 20.B
18. A 21. E
19. E 22.D

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


20.D 23. A
21. D 24.B
22.E 25. D
23. B 26. A
24.B 27. C
25. D 28. C
26. D 29. A
27. D 30.C

21
cap’tulo 3 cap’tulo 5
Raz‹o e propor•‹o Pot•ncias e radicais

1. B 1. E
2. D 2. B
3. A 3. A
4. A 4. B
5. A 5. D
6. B 6. E
7. D 7. C
8. D 8. E
9. D
9. C
10. C
10. E
11. C
11. E
12. E
12. E
13. E
13. A
14. B
14. D
15. B
15. C
16. D
16. A
17. C
cap’tulo 4 18. 12,34 Ž o maior
19. B

Vari‡veis proporcionais 20.C


21. D
1. D
22.E
2. C
23. B
3. B
4. D
5. B cap’tulo 6
6. B
Respostas – Caderno de Exercícios

7. B
Equa•›es e inequa•›es elementares
8. D
9. B 1. A
10. B 2. D
11. E 3. E
12. D 4. B
13. C 5. C
14. B 6. D

22
7. E 21. A 40.C
8. D 22.E 41. C
9. B 23. B 42.B
10. D 24.D 43.B
11. A
25. E 44.B
12. D
26. A 45.E
13. B
27. C 46.C
14. E
28. C 47. A
15. E
29. D 48. B
16. D
30.E 49. D
17. B
31. B 50.E
18. E
19. C 32. D
20.B 33. A capítulo 8

capítulo 7 Equação de 2o grau

1. D
Porcentagem 2. E
3. C
1. D 21. A
4. D
2. A 22.E 5. B
3. E 23. A 6. C
4. D 7. C
24.A
5. C 8. A
25. D
6. C 9. D
26. A
7. B 10. A
8. C 27. B 11. D
9. B 28. E 12. A
10. C 29. E 13. E
11. E 30.D 14. E
15. B
12. A 31. C
16. A
13. D 32. B 17. A

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


14. C 33. D 18. C
15. D 34.D 19. B
16. D 35. A 20.B
21. E
17. A 36. B
22.C
18. B 37. E
23. A
19. D 38. D 24.a) 6; b) R$ 1 800,00
20.C 39. A 25. 48

23
12. A
Unidade 2 13. C
14. E
Rela•›es, depend•ncias, 15. D
varia•›es e evolu•›es 16. C
17. A
18. E
capítulo 1 19. B
20.B
21. C
A nota•‹o f(x)
22.E
23. C
1. C
24.E
2. E
25. A
3. D
26. a) ℝ1
4. D
b) {y [ ℝ: y > 5}
5. A
c) ℝ
6. A d) ℝ
7. D e) ℝ 2 {1}
8. C f) ℝ 2 {2}
9. B
10. E
g) ℝ 2 {}
2
3

11. E
12. BEATRIZ capítulo 3
13. B
14. D
Fun•‹o afim e fun•‹o constante

capítulo 2 1. A
2. A
Fun•›es Ð Conceitos básicos 3. E
4. E
1. D 5. E
2. C 6. D
3. E 7. C
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

4. E 8. E
5. E 9. C
6. A 10. C
7. E 11. B
8. B 12. B
9. A 13. A
10. E 14. D
11. C 15. E

24
38. E
cap’tulo 4 39. D
40.A
41. C
Função quadrática
42.A
1. B 43.D
2. D 44.D
3. C 45.A
4. A 46.A
5. B 47. C
6. D 48. E
7. A 49. A
8. D 50.C
9. A 51. C
10. A 52. E
11. D 53. A
12. A 54.B
13. A 55.E
14. C 56.E
15. E 57. E
16. A 58. C
17. A 59. C
18. A 60.C
19. E
20.C
21. E cap’tulo 5
22.D
23. A Função modular
24.C
25. D 1. A
26. E 2. E
27. C 3. C
28. B 4. C
29. D 5. A

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


30.A 6. D
31. D 7. C
32. C 8. D
33. B 9. A
34.C 10. B
35. D 11. D
36. D 12. E
37. D 13. B

25
14. D
15. D Unidade 3
16. C
17. E
Formas e medidas no plano (Parte 1)
18. D
19. A
20.C capítulo 1
21. D
22.D
23. E ångulos
24.E 1. D
25. A
2. C
26. A
3. B
27. E
4. E
28. E
5. A
29. B
6. B
30.A
7. C
31. A
32. E 8. A
33. B 9. B
34.B 10. A
35. D 11. D
36. A 12. B
37. C 13. C
38. E
39. E
40.B
capítulo 2
41. C
42.C ångulos em um tri‰ngulo
43.C
1. D
44.D
2. C
45.E
3. D
46.C
4. B
47. D
Respostas – Caderno de Exercícios

5. C
48. B
6. E
49. D
50.D 7. E
51. A 8. A
52. E 9. E
53. D 10. A
54.C 11. C
55.E 12. D

26
13. C
14. B cap’tulo 5
15 C
16. C Quadriláteros notáveis

cap’tulo 3 1. A
2. C
3. C
Congruência de triângulos
4. D
5. B
1. D 6. A
2. B 7. C
3. E 8. C
4. D 9. D
5. E 10. A
11. E
6. A
12. E
7. A

cap’tulo 6
8. D

cap’tulo 4
Circunferência – segmentos tangentes

Polígonos convexos 1. C
2. D
1. E 3. B
2. C 4. E
3. D 5. B
6. C
4. E
7. D
5. C
8. D
6. D

cap’tulo 7
7. D

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


8. D
9. D
Ângulos em uma circunferência
10. D
11. B
1. D
12. D 2. D
13. A 3. C
14. B 4. C

27
5. B 6. B
6. B 7. E
7. A 8. B
8. D 9. D
9. E 10. B
10. B 11. A
11. C 12. D
12. A
13. A cap’tulo 10
14. B
15. A
Semelhança de triângulos
16. B

1. E
cap’tulo 8 2. A
3. A
4. D
Pontos notáveis em um triângulo
5. B

1. A 6. B

2. D 7. D

3. D 8. A

4. A 9. C

5. B 10. B
11. B
6. A
12. A
7. C
13. D
8. C
14. D
9. E
15. D
10. D
16. D
17. D
cap’tulo 9 18. E
19. C
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

Segmentos proporcionais 20.B


21. D
1. D 22.D
2. E 23. A
3. D 24.A
4. D 25. B
5. C 26. C

28
anotações

29
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

30
anotações
Matemática Setor A
Antonio Carlos ROSSO Junior
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

êndice-controle
de
estudo
aula
P. 110
1
AD TM TC

aula
P. 112
2
AD TM TC

aula
P. 113
3
AD TM TC

aula
P. 115
4
AD TM TC

aula
P. 117
5
AD TM TC

aula
P. 117
6
AD TM TC

aula
P. 119
7
AD TM TC

aula
P. 119
8
AD TM TC

aula
P. 121
9
AD TM TC

aula
P. 121
10
AD TM TC

aula
P. 124
11
AD TM TC

aula
P. 125
12
AD TM TC

aula
P. 127
13
AD TM TC

aula
P. 127
14
ALF RIBEIRO/PULSAR IMAGENS

AD TM TC

aula
P. 129
15
AD TM TC

aula
P. 130
16
AD TM TC

aula
P. 130
17
AD TM TC
prof.: aula
18
P. 132
AD TM TC
aula 1
Conjuntos numéricos: ℚ e R
Enem: conhecimentos numéricos

nesta aula
1. ℚ denota o conjunto dos números racionais. Todo elemento 5. Os números reais que não podem ser expressos na forma
desse conjunto, isto é, todo número racional, pode ser expresso na de fração de dois números inteiros são chamados de números
p
forma , em que p e q são números inteiros quaisquer, com q Þ 0. irracionais; suas representações decimais não são exatas, nem
q são dízimas periódicas. O conjunto dos números irracionais
1
Exemplos: 1 , , 4 , 2 13 , 7 , 0 e 2 7 . é R 2 ℚ.
2 3 3 10 7 7 7
2. Se r e s são números racionais, então r 1 s, r 2 s, r ? s também 6. Se r é um número racional e a é um número irracional, então
são números racionais. r 1 a e r 2 a são números irracionais.
r
3. Se r e s são números racionais, com s Þ 0, então é um
número racional. s 7. Se r é um número racional não nulo e a é um número irra-
4. A representação decimal de um número racional ou é exata cional, então r ? a e r são números irracionais.
ou é uma dízima periódica. a

em classe
1. Dê a representação decimal de:
11 b) x 5 2,01666... (5 2,016 )
a) 5 0,11
100
10x 5 20,1666...
2
x 5 2,01666...
9x 5 18,15
18,15 1815
[x5 9 5 900

1
b) 5 0,111...
9

TambŽm Ž usada a nota•‹o 0, 1

c) x 5 2,0161616... (5 2,0 16 )
Matemática e suas Tecnologias

100x 5 201,616161...
2 x 5 2,016161...
2. Em cada caso, represente o número x na forma de uma 99x 5 199,6
fração de números inteiros. 199,6 1996
[x5 99 5 990
a) x 5 2,016
2 016
x5
1000

110
3. Na figura, temos uma régua apoiada em uma folha 4. Sabemos que, se a representação decimal de um nú-
pautada para texto de um caderno escolar. H1 mero racional não é exata, então ela é uma dízima
periódica. No entanto, existem números reais que não
correspondem a esses casos: são os números irracionais,
números que não podem ser expressos na forma de
t fração de dois números inteiros. Os números p, 2 , 3 ,
3
2 e 3 3 são alguns exemplos de números irracionais.
10
9 Vejamos aproximações de seus valores, com 8 casas
8 decimais.
7
6 p < 3,14159265
r 5 2 < 1,41421356
4
3 3 < 1,73205081
s 2 3
2 < 1,25992105
1
0 3
3 < 1,44224957

Existem infinitos números irracionais. Você mesmo


pode "inventar" alguns, basta considerar uma dí-
zima (infinita) não periódica, como, por exemplo,
0,1001100011100001111000001... , em que cada sequência
de n algarismos iguais a ‘0’ é seguida de uma sequên-
As linhas s e t intersectam a régua nos pontos que corres- cia de n algarismos iguais a ‘1’ e cada sequência de n
pondem aos números 0 e 10. Do mesmo modo, a linha algarismos iguais a ‘1’ é seguido de uma sequência de
r intersecta a régua em um ponto que corresponde ao n 1 1 algarismos iguais a ‘0’.
número x. Qual dos números a seguir se aproxima mais a) Dê um exemplo de um número irracional positivo a,
de x? 2 3
tal que ,a, .
a) 2,71 c) 2,81 e) 2,91 3 4
2
b) 2,76 c d) 2,86 < 0,7
2

Na régua, o segmento de reta de medida 10 é dividido em 7 partes


iguais. A reta r intersecta a régua em um ponto que corresponde ao
número 0 1 2 ? 10 , ou seja, 20 .
7 7
20  5 2,857142857142. Dos números listados, o mais próximo é 2,86.
7 b) Dê um exemplo de um número irracional a, tal que
100 , a , 102.
Resposta: D
100 1 2

Matemática
em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 6, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 1.

111
aula 2
Conjuntos numŽricos: exerc’cios
Enem: conhecimentos numŽricos

em classe
1. D• um exemplo de dois nœmeros irracionais a e b, tais 2. Na figura, OA 5 AB 5 BC 5 CD 5 1 e nOAB, nOBC e
que a 1 b seja um nœmero racional n‹o nulo. H3 nOCD s‹o tri‰ngulos ret‰ngulos.
a 5 2p e b 5 1 1 p D
[a1b51 C a3

a2
B

a1

O A
x1 x2 x3 x
0 1

Os arcos de circunfer•ncia a1, a2 e a3 t•m, nessa ordem,


raios iguais a OB, OC e OD. Nessa mesma ordem, esses
arcos intersectam o eixo x em pontos correspondentes
aos nœmeros reais x1, x2 e x3. Quantos desses nœmeros
s‹o irracionais?
Pelo teorema de Pitágoras, temos:
no nOAB: OB2 5 OA 2 1 AB2 [ OB2 5 2 e OB 5 2;
no nOBC: OC2 5 OB2 1 BC2 [ OC2 5 3 e OC 5 3;
no nOCD: OD2 5 OC2 1 CD2 [ OD2 5 4 e OD 5 4 5 2.
Como a1 é um arco de circunferência de raio OB, temos x1 5 2.
Como a2 é um arco de circunferência de raio OC, temos x 2 5 3.
Como a3 é um arco de circunferência de raio OD, temos x3 5 2.
Portanto, desses três números, exatamente dois são irracionais.
Matem‡tica e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 1
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
• Fa•a os exerc’cios 19 a 21, cap. 1. • Leia o item 8, cap. 1.
• Fa•a os exerc’cios 22 a 25, cap. 1.

112
aula 3
Conjuntos numŽricos: opera•›es
Enem: conhecimentos numŽricos

nesta aula
• Exemplos de intervalos de nœmeros reais.

[2, 3] {x [ R | 2 < x < 3} 2 3 x

]2, 3[ {x [ R | 2 , x , 3} 2 3 x

[2, 3[ {x [ R | 2 < x , 3} 2 3 x

]2, 3] {x [ R | 2 , x < 3} 2 3 x

[2, 1∞[ {x [ R | x > 2} 2 x

]2, 1∞[ {x [ R | x . 2} 2 x

]2∞, 2] {x [ R | x < 2} 2 x

]2∞, 2[ {x [ R | x , 2} 2 x

Note que todos esses conjuntos t•m infinitos elementos.

• Opera•›es com conjuntos


U U U

Matem‡tica
A B A B A B

União Intersecção Diferença


A < B 5 {x | x [ A ou x [ B} A > B 5 {x | x [ A e x [ B} A 2 B 5 {x | x [ A e x î B}

Acesse o portal e explore o conteœdo:


Diagrama de Venn

113
em classe
1. Dados os intervalos A 5 [2, 5] e B 5 ]3, 9[, obtenha A < B, 3. Em uma turma de 30 pessoas, 20 conhecem o Abel e 15
A • B, A 2 B e B 2 A. H3 conhecem o Bruno. Quatro pessoas dessa turma n‹o
A < B 5 {x | x [ A ou x [ B} A • B 5 {x | x [ A e x [ B} conhecem o Abel, nem o Bruno.

A 2 B 5 {x | x [ A e x î B} B 2 A 5 {x | x [ B e x î A} a) Quantas pessoas conhecem o Abel ou o Bruno?

A b) Quantas pessoas conhecem o Abel e o Bruno?


2 5 c) Quantas pessoas conhecem o Abel, mas n‹o conhe-
cem o Bruno?
B
3 9 Podemos come•ar com o seguinte diagrama:
T
A¿B A B
2 9
x
A•B
3 5 4

A2B Observação: Em muitos problemas desse tipo, come•ar a an‡-


2 3 lise pela intersec•‹o de todos os conjuntos considerados pode
levar a uma resolu•‹o simples.
B2A
5 9 T
A B
20 2 x x 15 2 x

De 20 2 x 1 x 1 15 2 x 1 4 5 30, temos x 5 9.

2. Dados os conjuntos A 5 {2, 3, 4, 5} e B 5 {4, 5, 6, 7, 8}, T


obtenha A < B, A • B, A 2 B e B 2 A. A B
U 20 2 x x 15 2 x
A 5 11 59 56
B
4
2 3 4 5 6 7 8
a) No de pessoas que conhecem o Abel ou o Bruno:
11 1 9 1 6 5 26
A < B 5 {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}, b) No de pessoas que conhecem o Abel e o Bruno: 9
A • B 5 {4, 5}, c) No de pessoas que conhecem o Abel, mas n‹o conhecem o
A 2 B 5 {2, 3} e Bruno: 11
B 2 A 5 {6, 7, 8}
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 7, cap. 1.
• Fa•a os exerc’cios 8 e 9, cap. 1. • Fa•a os exerc’cios 10 a 13, cap. 1.

114
aula 4
Conjuntos numŽricos: nœmeros naturais
Enem: conhecimentos numŽricos

nesta aula
1. Conjunto dos números naturais: ℕ 5 {0, 1, 2, 3, n, n 1 1, ...}
2. Conjunto dos números inteiros: ℤ 5 {..., 21, 0, 1, 2, ..., h 2 1, h, h 1 1, ...}
3. Dados dois números inteiros m e d, d Þ 0, dizemos que m Ž um mœltiplo de d ou d Ž um divisor de m se, e somente se, existe
um número inteiro k, tal que d ? k 5 m.
4. Um número inteiro é dito par se, e somente se, ele é um múltiplo de 2.
O conjunto dos números pares é {..., 24, 22, 0, 2, 4, 6, ..., 2n, ...}.
5. Um número inteiro é dito ’mpar se, e somente se, ele é não é um múltiplo de 2.
O conjunto dos números ímpares é {..., 23, 21, 1, 3, 5, ..., 2n 2 1, 2n 1 1, ...}.

em classe
1. Quantos elementos tem o conjunto de nœmeros naturais consecutivos {997, 998, ..., n, n 1 1, ..., 6 102}?
{1, 2, 3, ..., n, n 1 1, ..., 996, 997, 998, ..., 6 102} tem exatamente 6 102 2 996 5 5 106 elementos.
Resposta: 5 106

2. Nosso sistema de numera•‹o tem duas caracter’sticas fundamentais: o valor da posi•‹o do algarismo e o uso do zero (0).
H1 Assim, temos, por exemplo:
2 036 5 2 ? 1 000 1 0 ? 100 1 3 ? 10 1 6 ? 1 (dois milhares, nenhuma centena, tr•s dezenas e seis unidades) é diferente de
2 063, pois 2 063 5 2 ? 1 000 1 0 ? 100 1 6 ? 10 1 3 ? 1.
Os algarismos 3 e 6 est‹o em posi•›es diferentes em rela•‹o ao exemplo anterior. Note-se ainda que, com a inven-
•‹o do zero, é fácil perceber a distin•‹o entre 2 063 e 263, este é igual a 2 ? 100 1 6 ? 10 1 3 ? 1. Aqui, os nœmeros s‹o
apresentados usando pot•ncias inteiras do nœmero dez, como somas de express›es numéricas da forma a ? 10n, em
que a [ {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} e n é um inteiro: 2 063 5 2 ? 103 1 0 ? 102 1 6 ? 101 1 3 ? 10 0. ƒ por isso que dizemos que
se trata do sistema decimal de numera•‹o, ou do sistema na base 10. O expoente n é um nœmero inteiro negativo,
para representar os nœmeros entre 0 e 1. Exemplo: 0,69 5 6 ? 1021 1 9 ? 1022.

Matem‡tica
Seja x um nœmero inteiro compreendido entre 99 e 1 000 e seja y o nœmero obtido com a simples invers‹o da ordem
dos algarismos de x. Exemplo: x 5 751 e y 5 157. Podemos afirmar que x 2 y é, necessariamente, um nœmero
a) par. d) mœltiplo de 22.
b) ’mpar. c e) mœltiplo de 99.
c) mœltiplo de 5.
100 < x < 999 [ x 5 (cdu) 5 100c 1 10d 1 u
y 5 (udc) 5 100u 1 10d 1 c
x 2 y 5 99c 2 99u
x 2 y 5 99(c 2 u)
Logo, x 2 y é um múltiplo de 99.
Resposta: E

115
3. Pedro, feliz da vida com seu carro novo, anda pela estrada ‘Via Dois ao Paraíso’ com uma velocidade constante v. Ele
H1 passou por um marco de quilometragem que mostrava um número de 2 algarismos (ab). Meia hora depois, passou por
outro marco desses, que, por coincidência, mostrava o número formado pelos mesmos dois algarismos do marco anterior,
porém, na ordem inversa (ba). Meia hora depois, o cúmulo da coincidência: ele passou por um marco de quilometragem
que mostrava o número formado pelos mesmos algarismos que o primeiro marco, porém, com o algarismo 0 entre eles
(a0b). Podemos concluir que a distância entre os marcos (ab) e (ba) é:

a) 40 km c) 44 km e) 46 km
b) 42 km c d) 45 km
(ab) 5 10a 1 b
(ba) 5 10b 1 a
(a0b) 5 100a 1 b
Em dois intervalos de tempos iguais, Pedro percorreu duas dist‰ncias iguais:
(ba) 2 (ab) 5 (a0b) 2 (ba)
(10b 1 a) 2 (10a 1 b) 5 (100a 1 b) 2 (10b 1 a)
10b 1 a 2 10a 2 b 5 100a 1 b 2 10b 2 a
10b 2 b 2 b 1 10b 5 100a 2 a 2 a 1 10a
18b 5 108a
[ b 5 6a
Sendo a e b algarismos não nulos, temos a 5 1 e b 5 6.
Os marcos são 16, 61 e 106 e, portanto, a dist‰ncia entre dois desses marcos consecutivos é 45 km.

Resposta: D
Matem‡tica e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Caderno de Exercícios 1 Ð Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Faça os exercícios 14 e 15, cap. 1. • Faça os exercícios 25 a 29, cap. 1.

116
aulas 5 e 6
Técnicas algébricas: produtos notáveis (1)
Enem: conhecimentos numéricos

nestas aulas
1. Para representar um cálculo, uma sequência de operações com Forma fatorada Forma desenvolvida
números, é muito comum representar alguns números por letras.
Resulta, desse modo, uma express‹o algŽbrica. Uma constante é a(b 1 c) 5 ab 1 ac
uma letra, ou um símbolo, que representa um elemento específico (a 1 b)(a 2 b) 5 a2 2 b2
de um conjunto dado. Uma vari‡vel é uma letra, ou um símbolo,
que representa qualquer um dos elementos de um conjunto dado. (a 1 b)2 5 (a 1 b)(a 1 b) 5 a2 1 2ab 1 b2

2. Duas expressões com as mesmas variáveis são ditas equivalen- (a 2 b)2 5 (a 2 b)(a 2 b) 5 a2 2 2ab 1 b2
tes se, e somente se, elas apresentam os mesmos valores numéricos,
independentemente dos valores dados às suas variáveis. 4. Na maioria das vezes, a forma desenvolvida é mais fácil de
3. Sendo a e b números reais quaisquer, temos as seguintes equi- ser interpretada. Nas aulas 7 e 8, veremos algumas aplicações da
valências: forma fatorada.

em classe
1. Efetue as multiplica•›es: 1
b) Dado que x 1 5 3, obtenha o valor numŽrico de
x
a) x(x 1 5) 1
x2 1 .
5 x 2 1 5x x2
Do item anterior, temos
( )
2
x 1 1 5 x 2 1 12 1 2.
x x
b) (2x 2 3)(x 2 5)
1
5 2x ? x 2 2x ? 5 2 3x 1 15 Logo, 32 5 x 2 1 x 2 1 2,
5 2x 2 2 13x 1 15 1
9 5 x2 1 x 2 1 2
1
c) (x 1 2y)(x 2 2y) x2 1 x 2 5 7
5 x 2 2 (2y)2
5 x 2 2 4y 2
3. D• a forma fatorada de cada express‹o:
d) (3x 1 5y)2
a) ax 1 ay 1 3x 1 3y
5 (3x)2 1 2(3x)(5y) 1 (5y)2
5 a(x 1 y) 1 3(x 1 y)

Matemática
5 9x 2 1 30xy 1 25y 2
5 (a 1 3)(x 1 y)

e) (x 2 1) 2

5 x 2 2 2(x)(1) 1 12 b) ax 1 ay 2 3x 2 3y
5 x 2 2 2x 1 1 5 a(x 1 y) 2 3(x 1 y)
5 (a 2 3)(x 1 y)

( )
2
2. a) Desenvolva x 1 1 ; c) ax 2 ay 2 3x 1 3y
x

( ) ( ) 5 a(x 2 y) 2 3(x 2 y)
2 2
x1 1 5 x 2 1 2x 1 1 1
x x x 5 (a 2 3)(x 2 y)
1
5 x 1 2 1 x2
2

117
4. D• a forma fatorada de cada express‹o: c) a2 2 b2 2 c2 2 2bc
a) x2 2 b2 5 a2 2 (b2 1 2bc 1 c2)

5 (x 1 b)(x 2 b) 5 a2 2 (b 1 c)2
5 [a 1 (b 1 c)][a 2 (b 1 c)]
b) x2 2 1 5 (a 1 b 1 c)(a 2 b 2 c)
5 x 2 2 12
5 (x 1 1)(x 2 1)
d) a2 2 b2 2 c2 1 2bc
c) x 2 9x
3
5 a2 2 (b2 2 2bc 1 c2)
5 x(x 2 9)
2
5 a2 2 (b 2 c)2
5 x(x 2 2 32) 5 [a 1 (b 2 c)][a 2 (b 2 c)]
5 x(x 1 3)(x 2 3) 5 (a 1 b 2 c)(a 2 b 1 c)

d) x4 2 b4
5 (x 2)2 2 (b2)2
7. Fatore:
5 (x 2 1 b2)(x 2 2 b2)
5 (x 2 1 b2)(x 1 b)(x 2 b) a) x2 1 10x 1 25
5 x 2 1 2 ? x ? 5 1 52
Obs.: Em R, x 2 1 b2 n‹o tem forma fatorada. 5 (x 1 5)2
5. Sendo u e v nœmeros reais, tais que u 2 v 5 9,78 e
H2 u2 2 v2 5 97,8, obtenha o valor numŽrico de u 1 v. b) x2 2 12x 1 36
(u 1 v)(u 2 v) 5 u 2 v
2 2
5 x2 2 2 ? x ? 6 1 62
(u 1 v)(9,78) 5 97,8 5 (x 2 6)2
Logo, u 1 v 5 10.

c) x3 2 12x2 1 36x
6. D• a forma fatorada de cada express‹o: 5 x(x 2 2 12x 1 36)
5 x(x 2 6)2
a) (a 2 b)2 2 c2
5 [(a 2 b) 1 c][(a 2 b) 2 c]
5 (a 2 b 1 c)(a 2 b 2 c) d) x4 1 2x2y2 1 y4
5 (x 2)2 1 2 ? x 2 ? y 2 1 (y 2)2
5 (x 2 1 y 2)2
b) a2 2 2ab 1 b2 2 c2
5 (a2 2 2ab 1 b2) 2 c2
e) x4 1 x2y2 1 y4
5 (a 2 b)2 2 c2
5 x4 1 2x 2y 2 1 y4 2 x 2y 2
5 [(a 2 b) 1 c][(a 2 b) 2 c]
5 (x 2 1 y 2)2 2 x 2y 2
5 (a 2 b 1 c)(a 2 b 2 c)
5 (x 2 1 y 2 1 xy)(x 2 1 y 2 2 xy) ou (x 2 1 xy 1 y 2)(x 2 2 xy 1 y 2)

em casa
Consulte:
Matem‡tica e suas Tecnologias

Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 5 Aula 5
• Fa•a os exerc’cios 1 a 3, cap. 2. • Leia os itens 1 a 2.2, cap. 2.
Aula 6 • Fa•a os exerc’cios 4 a 7, cap. 2.
• Fa•a os exerc’cios 8 e 9, cap. 2. Aula 6
• Leia o item 2.3, cap. 2.
• Fa•a os exerc’cios 10 a 13, cap. 2.

118
aulas 7 e 8
TŽcnicas algŽbricas: produtos not‡veis (2)
Enem: conhecimentos numŽricos

nestas aulas
1. Sendo a e b nœmeros reais quaisquer, temos as seguintes equival•ncias de express›es algŽbricas.
Forma fatorada Forma desenvolvida Forma fatorada Forma desenvolvida

a(b 1 c) 5 ab 1 ac (a 1 b 1 c)2 5 a2 1 b2 1 c2 1 2ab 1 2ac 1 2bc

(a 1 b)(a 2 b) 5 a2 2 b2 (a 1 b)3 5 a3 1 3a2b 1 3ab2 1 b3

(a 1 b)2 5 (a 1 b)(a 1 b) 5 a2 1 2ab 1 b2 (a 2 b)3 5 a3 2 3a2b 1 3ab2 2 b3

(a 2 b)2 5 (a 2 b)(a 2 b) 5 a2 2 2ab 1 b2 (a 1 b)(a2 2 ab 1 b2) 5 a3 1 b3

(a 2 b)(a2 1 ab 1 b2) 5 a3 2 b3

2. A forma fatorada tem, pelo menos, duas aplica•›es.


n?f 5 n
2.1 Podemos simplificar uma fra•‹o se o numerador e o denominador t•m um fator em comum:
d?f d
2.2 Podemos resolver equa•›es apresentadas na forma P 5 0, em que P Ž um produto de express›es, explorando o fato que um
produto Ž igual a zero se, e somente se, um dos seus fatores Ž igual a zero.

em classe
2 2
1. Se a, b e c s‹o nœmeros, tais que a 1 b 1 c 5 7 e 2. Simplifique: 17,583 2 4,417
17,583 2 4,417
ab 1 ac 1 bc 5 16, ent‹o a2 1 b2 1 c2 Ž igual a: H2
(17,583 1 4,417) (17,583 2 4,417)
a) 15 5
17,583 2 4,417
b) 16 5 17,583 1 4,417
c c) 17 5 22,000
d) 25
e) 36
(a 1 b 1 c)2 5 a2 1 b2 1 c2 1 2ab 1 2ac 1 2bc
72 5 a2 1 b2 1 c2 1 2 ? 16
49 5 a2 1 b2 1 c2 1 32

Matem‡tica
a2 1 b2 1 c2 5 17
Resposta: C

119
3. a) Quantos pares u e v de números reais existem, tais 4. Dado que u e v são números reais, cuja soma é 6 e cujo
que u ? v 5 1? H21 produto é 4, podemos afirmar que a soma dos seus
b) Existem números reais u e v não nulos, tais que cubos é igual a:
u ? v 5 0? a) 81
c) Obtenha três valores reais distintos de x, tais que b) 100
x3 2 9x2 1 2x 2 18 5 0. c) 121
1
a) Existem infinitos pares; basta considerar u, u Þ 0, e v 5 u . d) 125
Exemplo: 5 e 0,2, pois 5 ? 0,2 5 1
c e) 144
b) Não, pois com u Þ 0 e v Þ 0, o produto u ? v é positivo ou negativo.
u3 1 3u2v 1 3uv 2 1 v 3 5 (u 1 v)3
Portanto, um produto é igual a 0 se, e somente se, pelo menos um
u3 1 3uv(u 1 v) 1 v 3 5 (u 1 v)3
dos seus fatores for igual a 0.
u3 1 3 ? 4 ? 6 1 v 3 5 6 3
c) x3 2 2x 2 2 9x 1 18 5 0
u3 1 72 1 v 3 5 216
x 2(x 2 2) 2 9(x 2 2) 5 0
u3 1 v 3 5 216 2 72
(x 2 2)(x 2 2 9) 5 0
[ u3 1 v 3 5 144
(x 2 2)(x 1 3)(x 2 3) 5 0
Resposta: E
x 2 2 5 0 ou x 1 3 5 0 ou x 2 3 5 0
x 5 2 ou x 5 23 ou x 5 3

em casa
Matem‡tica e suas Tecnologias

Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 1
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
Aula 7 Aula 7
• Faça os exercícios 14 a 16, cap. 2. • Faça os exercícios 17 a 21, cap. 2.
Aula 8 Aula 8
• Faça os exercícios 22 e 23, cap. 2. • Leia o item 2.4, cap. 2.
• Faça os exercícios 24 a 29, cap. 2.

120
aulas 9 e 10
Equações elementares
Enem: conhecimentos algŽbricos

nestas aulas
1. Dizemos que um número dado é solu•‹o (ou raiz) de uma (Observa•‹o: Em axn, a é uma constante real e n é uma cons-
equação na incógnita x se, e somente se, substituindo x pelo nú- tante natural.)
mero, é obtida uma sentença verdadeira.
• Multiplicando ambos os membros por um mesmo núme-
2. O conjunto de todas as soluções de uma equação é chamado ro, diferente de zero.
de conjunto solu•‹o (ou conjunto verdade) da equação.
• Dividindo ambos os membros por um mesmo número,
3. Em um universo U, duas ou mais equações são equivalentes
diferente de zero.
se, e somente se, elas têm o mesmo conjunto solução; portanto, se
duas equações são equivalentes, então toda solução de uma delas 4. Considerando, em R, a equação a ? x 5 b, em que a e b são
também é solução da outra. De uma equação dada, na incógnita constantes, temos:
x, podemos obter outra equação equivalente:
• Somando a ambos os membros um mesmo número, ou • Com a 5 0 e b 5 0, o conjunto solução é R.
{}
• Com a Þ 0 e qualquer valor de b, o conjunto solução é b .
a
uma mesma expressão da forma axn.
• Subtraindo de ambos os membros um mesmo número, • Com a 5 0 e b Þ 0, o conjunto solução é [.
ou uma mesma expressão da forma axn. 5. Resolução de problemas dados por textos.

1. Leia o texto atentamente, procurando identifcar o que foi pedido e o que é dado.
2. Represente uma das quantias desconhecidas por uma variável, por exemplo x, e, se houver outras quantias desconhecidas,
tente expressá-las em função de x.
3. Sempre que possível, utilize fguras, esquemas ou tabelas, tentando retratar as informações extraídas do texto e indicando o
que é pedido e o que é dado.
4. Procure relacionar o que é dado com o que é pedido por meio de fórmulas e conceitos, para obter uma ou mais equações.
5. Resolva as equações obtidas.
6. Verifque a coerência e a validade das soluções encontradas analisando o próprio texto do problema.
7. Responda a todas as perguntas que foram feitas.

em classe

Matem‡tica
1. Resolva em R as seguintes equa•›es:
x x21 1 7x 1 1
a) 2 1 5
2 3 4 6
Multiplicando ambos os membros por 12 (um mœltiplo comum dos denominadores), temos:
12 ? x 2 12 ? x 2 1 1 12 ? 1 5 12 ? 7x 1 1
2 3 4 6
6x 2 4(x 2 1) 1 3 5 2(7x 1 1)
6x 2 4x 1 4 1 3 5 14x 1 2
6x 2 4x 2 14x 5 2 2 4 2 3
212x 5 25

x 5 25 [ S 5
212 { }
5
12
121
3x x23 c) 3x 2 2(5 2 x) 5 5(x 2 2)
b) 2 51
2 3 3x 2 10 1 2x 5 5x 2 10
Multiplicando ambos os membros por 6, temos: 3x 1 2x 2 5x 5 210 1 10
0x 5 0
6 ? 3x 2 6 ? x 2 3 5 6 ? 1
2 3
[S5R
3 ? 3x 2 2(x 2 3) 5 6
9x 2 2x 1 6 5 6
7x 5 0
0
x5
7
[ S 5 {0} d) 3x 2 2(6 2 x) 5 5(x 2 2)
3x 2 12 1 2x 5 5x 2 10
3x 1 2x 2 5x 5 210 1 12
0x 5 2
[S5[

2. A balan•a est‡ em equil’brio, a pe•a de massa maior est‡ em um prato e as demais pe•as est‹o no outro; no total,
H3 h‡ nove pe•as, algumas com a mesma massa.

GLENN/ArquivO PESSOAL
200 g
100 g 500 g
1000 g
100 g
50 g
xg
xg
x
g
2

Obtenha as massas das tr•s pe•as menores.

x 1 x 1 x 1 50 1 100 1 100 1 200 1 500 5 1 000


2
Matem‡tica e suas Tecnologias

2x 1 x 1 950 5 1 000
2

2x 1 x 5 50
2
4x 1 x 5 100
5x 5 100
[ x 5 20
Logo, as massas das três peças menores são 20 g, 20 g e 10 g.

122
2
3. (UFMG) De um recipiente cheio de água, tiram-se de seu conteúdo. Recolocando-se 30 L de água, o conteúdo
3
passa a ocupar a metade do volume inicial. A capacidade do recipiente é:

a) 45 L
b) 75 L
c) 120 L
d) 150 L
c e) 180 L
Sendo x a capacidade em L do recipiente, temos:
2
x2 x 1 30 5 x
3 2
2
6 ? x 2 6 ? 3 x 1 6 ? 30 5 6 ? x
2
6x 2 4x 1 180 5 3x
2x 2 3x 5 2180
[ x 5 180
Resposta: E

4. Eu tenho o dobro da idade que você tinha quando eu tinha 21 anos de idade. Dado que hoje você tem 15 anos,
H3 descubra a minha idade.

Passado Presente

Eu 21 2x

você x 15

Como a diferença entre as nossas idades é constante, temos:


2x 2 15 5 21 2 x
3x 5 36
x 5 12
[ 2x 5 24
Minha idade é 24 anos.

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 1
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
Aula 9 • Leia os itens 1 a 4, cap. 6.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 6. • Faça os exercícios 9 a 15, cap. 6.
Aula 10
• Faça os exercícios 5 a 8, cap. 6.

123
aula 11
Equa•›es elementares: exercícios
Enem: conhecimentos algŽbricos

em classe
(Ufes Ð Modificada) Uma crian•a diverte-se observando um grupo de pombos entrando e saindo de suas casas. Ela
H1 percebe que, na tentativa de ficar um œnico pombo em cada casa, ficam 7 pombos sem casa e, na tentativa de
ficarem exatamente dois pombos em cada casa, ficam 3 casas sem pombo. Quantos pombos havia nessa ocasião?
Número de casas: x
Número de pombos: y
Na tentativa de ficar um único pombo em cada casa, ficam 7 pombos sem casa ⇒ y 5 x 1 7
Na tentativa de ficarem exatamente dois pombos em cada casa, ficam 3 casas sem pombo ⇒ (x 2 3) ? 2 5 y
(x 2 3) ? 2 5 x 1 7
2x 2 6 5 x 1 7
x 5 13
Então:
y 5 x 1 7 [ y 5 20
Logo, havia 20 pombos.
Matem‡tica e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Fa•a os exerc’cios 16 a 18, cap. 6. • Fa•a os exerc’cios 31 a 33, cap. 6.

124
aula 12
Inequa•›es elementares
Enem: conhecimentos algŽbricos

nesta aula
1. Dizemos que um nœmero dado Ž solu•‹o de uma inequa•‹o na inc—gnita x se, e somente se, substituindo x pelo nœmero, Ž obtida
uma senten•a verdadeira. O conjunto de todas as solu•›es de uma inequa•‹o Ž chamado de conjunto solu•‹o (ou conjunto verdade)
da inequa•‹o. Duas inequa•›es s‹o ditas equivalentes se, e somente se, elas t•m o mesmo conjunto solu•‹o.
2. De uma inequa•‹o dada, na inc—gnita x, podemos obter outra inequa•‹o equivalente:
• somando a ambos os membros um mesmo nœmero, ou uma mesma express‹o da forma axn;
• subtraindo de ambos os membros um mesmo nœmero, ou uma mesma express‹o da forma axn;
(Observa•‹o: Em axn, a Ž uma constante real e n Ž uma constante natural).
• multiplicando ambos os membros por um mesmo nœmero positivo, mantendo o sentido da desigualdade;
• dividindo ambos os membros por um mesmo nœmero positivo, mantendo o sentido da desigualdade;
• multiplicando ambos os membros por um mesmo nœmero negativo, invertendo o sentido da desigualdade (de Ò,Ó para Ò.Ó,
e de Ò.Ó para Ò,Ó);
• Dividindo ambos os membros por um mesmo nœmero negativo, invertendo o sentido da desigualdade (de Ò,Ó para Ò.Ó, e de
Ò.Ó para Ò,Ó).

em classe
1. Resolva em R as seguintes inequações: 3x x24
b) 2 >1
2 3
x x21 1 7x 1 1
a) 2 1 >
2 3 4 6 Multiplicando ambos os membros por 6, temos:

Multiplicando ambos os membros por 12 (um mœltiplo comum 6 ? 3x 2 6 ? x 2 4 > 6 ? 1


2 3
dos denominadores), temos: 3 ? 3x 2 2(x 2 4) > 6
9x 2 2x 1 8 > 6
2 12 ? x 2 1 1 12 ? 1 > 12 ? 7x 1 1
x
12 ?
2 3 4 6
7x > 22
6x 2 4(x 2 1) 1 3 > 2(7x 1 1)
x > 22
6x 2 4x 1 4 1 3 > 14x 1 2 7
6x 2 4x 2 14x > 2 2 4 2 3 {
[ S 5 x [R |x > 22
7 }
212x > 25

Matemática
x < 25
212

{
[S5 x [R |x < 5
12 }

125
c) 3x 2 2(5 2 x) , 5(x 2 2) 2. (Vunesp) Um professor trabalha em duas faculdades,
3x 2 10 1 2x , 5x 2 10 H3 A e B, sendo remunerado por aula. O valor da aula na
faculdade B é 0,8 do valor da aula na faculdade A. Para
3x 1 2x 2 5x , 210 1 10
o próximo ano, ele pretende dar um total de 30 aulas por
0x , 0 semana e ter uma remuneração semanal em A maior
[ S 5[ que a remuneração semanal em B. Quantas aulas, no
mínimo, deverá dar por semana na faculdade A?
Sendo v o valor da aula em A e o valor da aula em B Ž 0,8 ? v.
Sendo n o nœmero semanal de aulas a serem dadas em A, temos:
n ? v . (30 Ð n) ? 0,8 ? v
n . (30 Ð n) ? 0,8
Multiplicando ambos os membros por 5, temos:
5n . (30 Ð n) ? 4
5n . 120 Ð 4n
9n . 120
3n . 40
[ n . 13,333É
Sendo n um nœmero natural, podemos afirmar ent‹o que o professor
dar‡, no m’nimo, 14 aulas.

d) 3x 2 2(6 2 x) , 5(x 2 2)
3x 2 12 1 2x , 5x 2 10
3x 1 2x 2 5x , 210 1 12
0x , 2
[S5R
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 1
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 5 a 7, cap. 6.
• Faça os exercícios 21 a 24, cap. 6. • Faça os exercícios 25 a 30, cap. 6.

126
aulas 13 e 14
Porcentagem: Conceito e Aplica•›es
Enem: conhecimentos numŽricos

nestas aulas
1. Porcentagem Se V tiver um aumento de p%, então seu valor final é dado por
Porcentagem (%) é uma fração de denominador igual a 100:
Vf 5 V0 1 p% de V0
p
p% 5
100 Se V tiver uma redução de p%, então seu valor final é dado por
13
Exemplo: 13% 5 5 0,13 Vf 5 V0 2 p% de V0
100
2. Base de cálculo da porcentagem
Sendo x e y números reais, com y Þ 0, temos: A variação absoluta (5 valor final 2 valor inicial) é Vf 2 V0
p
x é igual a p% de y ⇔ x 5 ?y
100
Nessa relação, y é a base de cálculo da porcentagem. A variação porcentual é Vf 2 V0 ? 100%
V0
3. Variação (aumento ou redução) porcentual
Seja V uma variável positiva, com valor inicial V0. (V0 é a base do cálculo da porcentagem)

em classe
1. No meio da madrugada, Joãozinho acordou com a b) 20% ? 30%
H4 festinha dos gatos dos vizinhos no seu quintal. Após uma 20 30 2 3 6
rápida contagem, ele verificou que havia mais que doze 100 ? 100 5 10 ? 10 5 100 5 6%
gatos, menos que trinta, e exatamente 90% deles eram Observa•‹o 1: 20% ? 30% pode ser interpretado como 20% de 30%
pardos. Aí, já mais tranquilo, ele conseguiu dormir de Observa•‹o 2: 20% de 30% de x Ž igual a 30% de 20% de x,
novo. Quantos gatos pardos havia no seu quintal? pois a ordem dos fatores n‹o altera o produto.
Sendo p o nœmero de gatos pardos e g o nœmero total de gatos,
p
c) (12%)2
temos 5 90 5 9 5 18 5 27 5 ...
g 100 10 20 30 12 12 144
Como o nœmero total de gatos estava entre 12 e 30, conclu’mos que 100 ? 100 5 100 ? 100 5 1,44%
18

Matem‡tica
a fra•‹o Ž 20 e, portanto, havia 18 gatos pardos em um total de 20.
(Ë noite, quase todos os gatos s‹o pardos!)
d) 64%
64 8 80
100 5 10 5 100 5 80%

2. Simplifique (dê o resultado usando o símbolo %)


a) 20% 1 30% e) 144%
20 30 50 144 12 120
100 1 100 5 100 5 50% 100 5 10 5 100 5 120%

127
3. Em um recipiente contendo 2 litros de água, foram 5. Um comerciante adquiriu um artigo a um custo de
H3 adicionados 3 litros de refresco composto de 30% de R$ 100,00 e vende-o com um lucro de 60% do custo.
concentrado de fruta e 70% de água. Determine a por- Qual é a porcentagem do lucro em relação ao preço
centagem de concentrado na mistura final. de venda?
Litros de água: 2 1 0,70 ? 3 5 4,1 Sejam C, L e v, nessa ordem, o custo, o lucro e o preço de venda, em r$.
Litros de concentrado: 0,30 ? 3 5 0,9 L 5 0,60 ? 100 [ L 5 60
Litros de mistura: 4,1 1 0,9 5 5,0 v 5 C 1 L [ v 5 100 1 60 5 160
0,9
Porcentagem de concentrado na mistura final: 5,0 ? 100% 5 18% [ v 5 160 (r$)
L 60
v 5 160 5 0,375 5 37,5%
2o modo:
4. Em um grupo de 40 pessoas, 30% delas são do sexo L 0,60C 0,6C 6
v 5 C 1 0,60C 5 1,6C 5 1,6 5 0,375 5 37,5%
feminino.

a) Quantas mulheres devem ser inseridas nesse grupo, de


modo que a porcentagem delas aumente para 80%?
6. Em dezembro de 2008, com a crise mundial, uma em-
Antes: 12 mulheres (5 30% de 40) e 28 homens (5 40 2 12).
H5 presa foi obrigada a demitir, em massa, 60% dos seus
Depois: as mulheres correspondem a 80% do total.
empregados. Como, alguns meses depois, as posições
28 homens correspondem a 20% do total.
melhoraram muito, os diretores decidiram reabrir as va-
Logo, o total de pessoas (100%) corresponde a 5 ? 28 5 140.
gas, para que a empresa voltasse a ter o número de
Como havia, inicialmente, 40 pessoas, o número de mulheres a se-
empregados que tinha logo antes da crise. Para isso,
rem inseridas é 100.
na ocasião, o número de empregados deveria ser au-
mentado em:

a) 40%
b) Quantos homens devem ser retirados desse grupo, de
modo que a porcentagem de mulheres passe para b) 60%
80%? c) 100%
Antes: 12 mulheres e 28 homens. d) 120%
Depois: 12 mulheres correspondem a 80% do total.
c e) 150%
Se 12 pessoas correspondem a 80%, então, 3 pessoas corres- Número de empregados antes da demissão em massa: N.
pondem a 20% e 15 pessoas correspondem a 100%. Número de empregados depois da demissão de 60% deles: 0,40N.
Deve haver, portanto, 12 mulheres e 3 homens. Para voltar a ter N empregados, a empresa deve promover um au-
Logo, devem ser retirados 25 homens (5 28 2 3). mento de 0,60N em 0,40N:
0,60N
0,40N 5 1,5 5 150%

em casa
Matem‡tica e suas Tecnologias

Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 13 • Leia os itens 1 e 2, cap. 7.
• Leia o resumo de aula. • Faça os exercícios 9 a 16, cap. 7.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 7.
Aula 14
• Faça os exercícios 5 a 8, cap. 7.

128
aula 15
Porcentagem - Exercícios (1)
Enem: conhecimentos numéricos

em classe
1. Em um certo município, foram vacinados, durante uma 2. Em uma turma, 3 em cada 4 rapazes praticam algum
H4 campanha, 80% das crianças da zona urbana e 60% esporte e 5% das moças não praticam esporte algum.
das crianças da zona rural na faixa etária de 2 a 5 anos Sabe-se ainda que, no total, a quantidade de rapazes
de idade. Tendo sido vacinadas 72% da população in- e moças que praticam algum esporte representa 80%
fantil total dessa faixa etária, determine a relação entre das pessoas dessa turma. Qual é a porcentagem de
o número de crianças da zona urbana e da zona rural moças nessa turma?
desse município, nessa faixa de idade.
Sendo x o nœmero de crian•as da zona urbana e y o nœmero de crian- Sendo x o nœmero de mo•as e T o nœmero total de pessoas, temos:
•as da zona rural, temos:
0,95x 1 0,75(T 2 x) 5 0,80T
0,8x 1 0,6y 5 0,72(x 1 y)
0,95x 1 0,75T 2 0,75x 5 0,80T
0,8x 1 0,6y 5 0,72x 1 0,72y
0,8x 2 0,72x 5 0,72y 2 0,6y 0,20x 5 0,05T
0,08x 5 0,12y 4x 5 T
x 5 12
y 8 [ x 5 1 5 25%
T 4
[ x 5 3
y 2

Matemática

em casa
Consulte:
Caderno de Exercícios 1 Ð Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Faça os exercícios 17 e 18, cap. 7. • Faça os exercícios 19, 20 e 50, cap. 7.

129
aulas 16 e 17
Porcentagem - Variações sucessivas
Enem: conhecimentos numéricos

nestas aulas
Seja V uma variável positiva de valor inicial V0 e seja p um nú- Considerando 0 , p , 100, são verdadeiras as seguintes afir-
mero positivo. mações.
• Se V aumenta p%, então seu valor final é dado por • Se V diminui p%, então seu valor final é dado por

Vf 5 V0(1 1 p%) Vf 5 V0(1 2 p%)

• A cada aumento de p%, o valor de V é multiplicado por • A cada redução de p%, o valor de V é multiplicado por
(1 1 p%); seu valor final, após n aumentos sucessivos, é dado por (1 2 p%); seu valor final, após n reduções sucessivas, é dado por

Vn 5 V0(1 1 p%)n Vn 5 V0(1 2 p%) n

em classe
1. A base de um tri‰ngulo aumenta 10% e sua altura dimi- 2. Se o preço de um produto aumentou 20% anteontem e
nui 10%. Calcule a variação porcentual da sua área. 30% hoje, então, de anteontem para hoje, esse preço
aumentou
S0 5 1 ? b0 ? h0
2
bf 5 b 0 ? (1 1 0,10) 5 b 0 ? 1,1
a) 50%
hf 5 h0 ? (1 2 0,10) 5 h0 ? 0,9 b) 54%

Sf 5 1 ? bf ? hf c) 55%
2
c d) 56%
Sf 5 1 ? b 0 ? 1,1 ? h0 ? 0,9
2 e) 58%
Sf 5 1 ? b 0 ? h0 ? 1,1 ? 0,9 Sendo p 0, p1 e p2, nessa ordem, o pre•o antes desses aumentos, o
2
Sf 5 S 0 ? 0,99 pre•o com o primeiro aumento e o pre•o com os dois aumentos,
temos:
[ Sf 5 S 0(1 2 0,01) 5 S 0 2 0,01 ? S 0
p1 5 p 0(1 1 0,20) 5 p 0 ? 1,2
[ Sf 5 S 0 2 1% de S 0.
Matemática e suas Tecnologias

p2 5 p1(1 1 0,30)
Logo, a ‡rea diminui 1%.
Logo, p2 5 p 0 ? 1,2 ? 1,3, ou seja, p2 5 p 0 ? 1,56.

O pre•o aumentou 56%.

130
3. Qual é o montante, após dois anos, em uma aplicação 4. Um certo modelo de automóvel, quando novo, desva-
que rende 20% ao semestre (juros compostos), dado que lorizará 20% no primeiro ano e, depois, 10% a cada ano.
o capital inicial é R$ 10 000,00? Se este carro, 0 Km, custa R$ 100 000,00, qual será seu
C 0 5 10 000 (capital inicial em r$) preço após 4 anos?
prazo: 4 semestres P4 5 100 000 ? (1 2 0,20)1 ? (1 2 0,10)3
C 4 5 C 0 ? (1 1 0,20) [ C 4 5 C 0 ? (1,2)
4 4 P4 5 100 000 ? (0,8)1 ? (0,9)3
Como (1,2)2 5 1,44 e (1,2) 4 5 (1,44)2 5 2,0736, temos: Como (0,9)3 5 0,9 ? 0,9 ? 0,9 5 0,81 ? 0,9 5 0,729, então:
C 4 5 10 000 ? 2,0736 0,8 ? 0,729 5 0,5832
C 4 5 20 736 P4 5 100 000 ? 0,5832
O montante é r$ 20 736,00. [ P4 5 58 320
Observação: No caso de juros simples, o montante seria dado por O preço será r$ 58 320,00.
10 000 1 4 ? 20% de 10 000 reais. Observação: O carro terá desvalorizado r$ 41 680,00, o que repre-
Portanto, o montante seria r$ 18 000,00. senta 41,68% do seu valor inicial.

em casa

Matemática
Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 1
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
Aula 16 Aula 16
• Faça os exercícios 21 a 23, cap. 7. • Leia os itens 3, 4 e 5, cap. 7.
Aula 17 • Faça os exercícios 27 a 32, cap. 7.
• Faça os exercícios 24 a 26, cap. 7. Aula 17
• Faça os exercícios 45 a 47, cap. 7.

131
aula 18
Porcentagem - Exercícios (2)
Enem: conhecimentos numéricos

em classe
1. (UFMS) O motorista do caminh‹o do corpo de bombeiros, para se deslocar da sua unidade atŽ o local do inc•ndio,
H5 decidiu por um caminho 14% mais longo, porŽm, de menos movimento, tendo assim sua velocidade mŽdia aumen-
tada em 20%. Em quantos por cento o tempo de translado foi diminu’do?

a) 9%
b) 8%
c) 7%
d) 6%
c e) 5%
d ? 1,14
Dt1 5 d e Dt 2 5
v v ? 1,2
1,14
Dt 2 5 d ? 1,2
v
Dt 2 5 Dt1 ? 0,95
Dt 2 5 95% de Dt1 [ o tempo de translado foi diminuído em 5%.
Resposta: E

2. Um corretor de im—veis oferece a um cliente um terreno por R$ 132 000,00 ˆ vista. O neg—cio tambŽm pode ser realiza-
H4 do pagando duas parcelas iguais de x reais, sendo que a primeira deverá ser paga no ato da compra e a segunda,
exatamente um ano depois. Determine o valor de x, dado que há juros de 20% ao ano sobre qualquer saldo devedor.
Ao pagar, no ato da compra, x reais, sobra um saldo devedor de 132 000 2 x reais.
Em 1 ano, esse saldo devedor aumenta para (132 000 2 x) ? 1,2.
De x 5 (132 000 2 x) ? 1,2 , temos
x 5 158 400 2 1,2x
2,2x 5 158 400

x 5 158 400 [ x 5 72 000


2,2

(Observação: Pago r$ 72 000,00 no ato da compra, resta um saldo devedor de r$ 60 000,00, que, aumentado em 20%, passa para r$ 72 000,00.)
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
• Fa•a os exerc’cios 33 a 35, cap. 7. • Fa•a os exerc’cios 36 a 40, 48 e 49, cap. 7.

132
rumo ao

Enem
1. (Enem) 3. (Enem)
H1 Em um jogo educativo, o tabuleiro Ž uma representa•‹o H3 Uma ag•ncia de viagens de S‹o Paulo (SP) est‡ organi-
da reta numŽrica e o jogador deve posicionar as fichas zando um pacote tur’stico com destino ˆ cidade de Foz do
contendo nœmeros reais corretamente no tabuleiro, Igua•u (PR) e fretou um avi‹o com 120 lugares. Do total de
cujas linhas pontilhadas equivalem a 1 (uma) unidade 2
lugares, reservou das vagas para as pessoas que resi-
de medida. Cada acerto vale 10 pontos. 5 3
dem na capital do estado de S‹o Paulo, para as que
Na sua vez de jogar, Clara recebe as seguintes fichas: 8
moram no interior desse estado e o restante para as que re-
3 sidem fora dele. Quantas vagas est‹o reservadas no avi‹o
3 21 22,5
2 2 para as pessoas que moram fora do estado de S‹o Paulo?

X Y Z T c a) 27 c) 45 e) 81
b) 40 d) 74
Para que Clara atinja 40 pontos nessa rodada, a figura
4. (Enem)
que representa seu jogo, ap—s a coloca•‹o das fichas
no tabuleiro, Ž: H4 Um dos est‡dios mais bonitos da Copa do Mundo na
T Y Z X çfrica do Sul Ž o Green Point, situado na Cidade do Cabo,
a) com capacidade para 68 000 pessoas.
0
Centauro. Ano 2, edi•‹o 8, mar./abr, 2010.
X Z Y T Em certa partida, o est‡dio estava com 95% de sua ca-
b)
0 pacidade, sendo que 487 pessoas n‹o pagaram o in-
gresso que custava 150 d—lares cada. A express‹o que
T Y X Z representa o valor arrecadado nesse jogo, em d—lares, Ž:
c)
0 a) 0,95 ? 68 000 ? 150 2 487
T Y Z X b) 0,95 ? (68 000 2 487) ? 150
c d)
0 c c) (0,95 ? 68 000 2 487) ? 150
d) 95 ? (68 000 2 487) ? 150
Y T Z X
e) e) (95 ? 68 000 2 487) ? 150
0
5. (Enem)
2. (Enem) H4 Especialistas do Instituto Internacional de çguas de
H2 A noz Ž uma especiaria muito apreciada nas festas de Estocolmo estimam que cada pessoa necessita de, no mí-
fim de ano. Uma pesquisa de pre•os feita em tr•s super- nimo, 1 000 m3 de ‡gua por ano, para consumo, higiene e
mercados obteve os seguintes valores: no supermercado cultivo de alimentos. Sabe-se, tambŽm, que o Rio Ama-
A Ž poss’vel comprar nozes a granel no valor de R$ 24,00 zonas despeja 200 000 m3 de ‡gua no mar por segundo.
o quilograma; o supermercado B vende embalagens Scientific American Brasil, setembro de 2008, p. 62.

Rumo ao Enem
de nozes hermeticamente fechadas com 250 gramas a Revista Veja, julho de 2008, p. 104.
R$ 3,00; j‡ o supermercado C vende nozes a granel a Por quanto tempo seria necess‡rio coletar as ‡guas
R$ 1,50 cada 100 gramas. que o Rio Amazonas despeja no mar para manter a
A sequ•ncia dos supermercados, de acordo com a popula•‹o da cidade de S‹o Paulo, estimada em 20
ordem crescente do valor da noz, Ž milh›es de pessoas, por um ano?
a) A, B, C. a) 16 minutos e 40 segundos.
b) B, A, C. b) 2 horas, 46 minutos e 40 segundos.
c c) B, C, A. c c) 1 dia, 3 horas, 46 minutos e 40 segundos.
d) C, A, B. d) 11 dias, 13 horas, 46 minutos e 40 segundos.
e) C, B, A. e) 3 meses, 25 dias, 17 horas, 46 minutos e 40 segundos.

133
6. (Enem) 600 milhões de pessoas e causa anemia severa e desnutriç‹o
H2
proteica. Para fornecer tratamento a essas pessoas, estima-se
MaomŽ comandou a unificaç‹o pol’tica e religiosa da
um gasto anual de cinquenta centavos de d—lar por paciente.
Ar‡bia. Sua sa’da de Meca para Medina Ž chamada de
HORTEZ , P. J. Um plano para derrotar
HŽgira, que, ocorrida no ano de 622 d.C., marcou o in’cio doenças tropicais negligenciadas.
da cronologia muçulmana. Scientific American Brasil. Ano 8, n¡ 33. (Adaptado).
AQUINO, R. Fazendo a História: da prŽ-hist—ria ao mundo feudal.
Uma organização está disposta a lançar uma campa-
Rio de Janeiro: Ao Livro TŽcnico, 1985. (Adaptado).
nha internacional a fim de obter recursos suficientes
Para se converter a data do calendário muçulmano
para cobrir o tratamento das pessoas com ancilostomo-
para o calendário gregoriano, é necessário considerar,
se por um ano. Segundo seu planejamento, estima-se
inicialmente, que, entre o ano lunar muçulmano e o
um valor médio de US$ 3,00 por doador.
ano gregoriano, existe uma diferença de 97 dias em
cada século. Dessa forma, o ano de 1400, no calendário De acordo com o planejamento dessa organização,
muçulmano, corresponde, no calendário gregoriano, para arrecadar o total de recursos necessários para
aproximadamente, ao ano de: cobrir o tratamento das pessoas com ancilostomose,
por um ano, o número mínimo de contribuintes neces-
a) 635 d.C.
sários é de:
b) 637 d.C.
a) 200 milhões. c) 36 milhões. c e) 100 milhões.
c) 755 d.C.
b) 120 milhões. d) 40 milhões.
d) 1961 d.C.
c e) 1980 d.C. 10. (Enem)
H5
7. (Enem) Lucas precisa estacionar o carro pelo período de 40
minutos, e sua irmã Clara também precisa estacionar
H9 Nosso calendário atual é embasado no antigo calen- o carro pelo período de 6 horas. O estacionamento
dário romano, que, por sua vez, tinha como base as Verde cobra R$ 5,00 por hora de permanência. O es-
fases da lua. Os meses de janeiro, março, maio, julho, tacionamento Amarelo cobra R$ 6,00 por 4 horas de
agosto, outubro e dezembro possuem 31 dias, e os de- permanência e mais R$ 2,50 por hora ou fração de hora
mais, com exceção de fevereiro, possuem 30 dias. O dia ultrapassada. O estacionamento Preto cobra R$ 7,00
31 de março de certo ano ocorreu em uma terça-feira. por 3 horas de permanência e mais R$ 1,00 por hora ou
Nesse mesmo ano, qual dia da semana será o dia 12 fração de hora ultrapassada. Os estacionamentos mais
de outubro? econômicos para Lucas e Clara, respectivamente, são:
a) Domingo. d) Quinta-feira.
c a) Verde e Preto. d) Preto e Preto.
c b) Segunda-feira. e) Sexta-feira.
b) Verde e Amarelo. e) Verde e Verde.
c) Terça-feira.
c) Amarelo e Amarelo.
8. (Enem)
11. (Enem)
H3 Desde 2005, o Banco Central n‹o fabrica mais a nota de H3 No dia 12 de janeiro de 2010, o governo da Venezuela
R$ 1,00 e, desde ent‹o, s— produz dinheiro nesse valor em
adotou um plano de racionamento de energia que previa
moedas. Apesar de ser mais caro produzir uma moeda,
cortes no fornecimento em todo o pa’s.
a durabilidade do metal Ž 30 vezes maior que a do papel.
Fabricar uma moeda de R$ 1,00 custa R$ 0,26, enquanto O ministro da Energia afirmou que uma das formas
uma nota custa R$ 0,17, entretanto, a cŽdula dura de oito mais eficazes de se economizar energia nos domic’lios
a onze meses. seria o uso de l‰mpadas que consomem 20% menos da
Rumo ao Enem

Dispon’vel em: <http://noticias.r7.com>. Acesso em: 26 abr. 2010. energia consumida por l‰mpadas normais.
Dispon’vel em: <www.bbc.co.uk>.
Com R$ 1 000,00 destinados a fabricar moedas, o Banco Acesso em: 23 abr. 2010. (Adaptado).
Central conseguiria fabricar, aproximadamente, quan-
Em uma residência, o consumo mensal de energia pro-
tas cédulas a mais?
veniente do uso de lâmpadas comuns é de 63 kWh. Se
a) 1 667 c) 3 846 e) 5 882 todas as lâmpadas dessa residência forem trocadas
c b) 2 036 d) 4 300 pelas lâmpadas econômicas, esse consumo passará
a ser de, aproximadamente:
9. (Enem)
H4
a) 9 kWh. d) 35 kWh.
Por falta de tratamentos simples, mais de 1 bilh‹o
de pessoas pobres no mundo acordam doentes todos os b) 11 kWh. c e) 50 kWh.
dias. Entre essas doenças est‡ a ancilostomose, que aflige c) 22 kWh.

134
12. (Enem)
H17 Algumas pesquisas est‹o sendo desenvolvidas para se obter arroz e feij‹o com maiores teores de ferro e zinco e
tolerantes ˆ seca. Em mŽdia, para cada 100 g de arroz cozido, o teor de ferro Ž de 1,5 mg e o de zinco Ž de 2,0 mg. Para
100 g de feij‹o, Ž de 7 mg o teor de ferro e de 3 mg o de zinco. Sabe-se que as necessidades di‡rias dos dois micronu-
trientes para uma pessoa adulta Ž de, aproximadamente, 12,25 mg de ferro e 10 mg de zinco.
Dispon’vel em: <www.embrapa.br>. Acesso em: 29 abr. 2010. (Adaptado).

Considere que uma pessoa adulta deseja satisfazer suas necessidades di‡rias de ferro e zinco ingerindo apenas arroz
e feij‹o. Suponha que seu organismo absorva completamente todos os micronutrientes oriundos desses alimentos. Na
situa•‹o descrita, que quantidade a pessoa deveria comer diariamente de arroz e feij‹o, respectivamente?
a) 58 g e 456 g
b) 200 g e 200 g
c c) 350 g e 100 g
d) 375 g e 500 g
e) 400 g e 89 g

13. (Enem)
H16 O IGP-M Ž um ’ndice da Funda•‹o Getœlio Vargas, obtido por meio da varia•‹o dos pre•os de alguns setores da
economia, do dia vinte e um do m•s anterior ao dia vinte do m•s de refer•ncia. Ele Ž calculado a partir do êndice de
Pre•os por Atacado (IPA-M), que tem peso de 60% do ’ndice, do êndice de Pre•os ao Consumidor (IPC-M), que tem
peso de 30%, e do êndice Nacional de Custo de Constru•‹o (INCC), representando 10%. Atualmente, o IGP-M Ž o
’ndice para a corre•‹o de contratos de aluguel e o indexador de algumas tarifas, como energia elŽtrica.

INCC IPC-M IPA-M


êndice do m•s êndice do m•s êndice do m•s
M•s/ano M•s/ano M•s/ano
(em %) (em %) (em %)
Mar/2010 0,45 Mar/2010 0,83 Mar/2010 1,07
Fev/2010 0,35 Fev/2010 0,88 Fev/2010 1,42
Jan/2010 0,52 Jan/2010 1,00 Jan/2010 0,51

A partir das informa•›es, Ž poss’vel determinar o maior IGP-M mensal desse primeiro trimestre, cujo valor Ž igual a
a) 7,03%.
b) 3,00%.
c) 2,65%.
c d) 1,15%.
e) 0,66%.

14. (Enem)
H3 Uma bi—loga conduziu uma sŽrie de experimentos demonstrando que a cana-de-a•œcar mantida em um ambiente com
o dobro da concentra•‹o atual de CO2 realiza 30% mais de fotoss’ntese e produz 30% mais de a•œcar do que a que cresce
sob a concentra•‹o normal de CO2. Das c‰maras que mantinham esse ar rico em g‡s carb™nico, sa’ram plantas tambŽm

Rumo ao Enem
mais altas e mais encorpadas, com 40% mais de biomassa.
Dispon’vel em: <http://revistapesquisa.fapesp.br>. Acesso em: 26 set. 2008.

Os resultados indicam que se pode obter a mesma produtividade de cana em uma menor ‡rea cultivada. Nas con-
di•›es apresentadas, de utilizar o dobro da concentra•‹o de CO2 no cultivo para dobrar a produ•‹o da biomassa
da cana-de-a•œcar, a porcentagem da ‡rea cultivada hoje deveria ser, aproximadamente
a) 80%.
b) 100%.
c c) 140%.
d) 160%.
e) 200%.

135
15. (Enem) a) Aumentá-lo em 4%. d) Diminuí-lo em 26%.
H5 Em mar•o de 2010, o Conselho Nacional de Desenvol- b) Aumentá-lo em 8%. c e) Diminuí-lo em 52%.
vimento Cient’fico e Tecnol—gico (CNPq) reajustou os va- c) Aumentá-lo em 16%.
lores de bolsas de estudo concedidas a alunos de inicia•‹o 18. (Enem)
cient’fica, que passaram a receber R$ 360,00 mensais, um
H4 O Brasil Ž um dos maiores produtores de leite do mun-
aumento de 20% com rela•‹o ao que era pago atŽ ent‹o.
O —rg‹o concedia 29 mil bolsas de inicia•‹o cient’fica atŽ do. Em 2010, para a produ•‹o de 30,7 bilh›es de litros de
2009, e esse nœmero aumentou em 48% em 2010. leite, foram ordenhadas 22,9 milh›es de vacas leiteiras em
O Globo. 11 mar. 2010. todo o pa’s, sendo que essa quantidade de vacas ordenha-
das representa 10,9% do rebanho brasileiro de bovinos.
Caso o CNPq decidisse não aumentar o valor dos paga -
Dispon’vel em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em: 15 nov. 2011. (Adaptado).
mentos dos bolsistas, utilizando o montante destinado a
tal aumento para incrementar ainda mais o número de Nessas condições, o número que mais se aproxima da
bolsas de iniciação científica no país, quantas bolsas quantidade de bovinos no Brasil em 2010, em milhões
a mais que em 2009, aproximadamente, poderiam ser de unidades, é:
oferecidas em 2010? a) 25,40 c) 187,19 e) 281,65
a) 5,8 mil. d) 51,5 mil. b) 33,80 c d) 210,09
b) 13,9 mil. e) 94,4 mil. 19. (Enem)
c c) 22,5 mil. H16 Uma concessionária de automóveis revende atualmente
16. (Enem) três marcas de veículos, A, B e C, que são responsáveis
H3 por 50%, 30% e 20%, respectivamente, de sua arrecada-
Um aventureiro chama a aten•‹o para o impacto do
ção. Atualmente, o faturamento médio mensal dessa
pl‡stico no meio ambiente, atravessando a maior concen-
empresa é de R$ 150 000,00. A direção dessa empre-
tra•‹o de lixo do mundo em um veleiro feito totalmente de
sa estima que, após uma campanha publicitária a ser
recipientes recicl‡veis. O barco flutua gra•as a 12 mil gar-
realizada, ocorrerá uma elevação de 20%, 30% e 10% na
rafas pl‡sticas. No Brasil, a produ•‹o mensal de garrafas
arrecadação com as marcas A, B e C, respectivamente.
pl‡sticas Ž de 9 bilh›es de unidades, sendo que 47% dessas
garrafas s‹o reaproveitadas e o restante vai para o lixo. Se os resultados estimados na arrecadação forem al-
ƒpoca. S‹o Paulo: Globo, n. 619, 29 mar. 2010 (adaptado). cançados, o faturamento médio mensal da empresa:
Quantos barcos como esse é possível construir com as passará a ser de:
garrafas que vão para o lixo no Brasil? a) R$ 180 000,00 d) R$ 240 000,00
a) 352 500 d) 35 250 000 c b) R$ 181 500,00 e) R$ 257 400,00

c b) 397 500 e) 39 750 000 c) R$ 187 500,00


c) 750 000 20.(Enem)
17. (Enem) H16 A taxa de infla•‹o Ž um ’ndice que aponta, em per-
H16 centuais, a evolu•‹o mŽdia dos pre•os de mercadorias
A renda de uma família é de R$ 1 750,00. O dinheiro é
e servi•os. Entretanto, cada fam’lia percebe a varia•‹o
utilizado da seguinte maneira:
dos pre•os de modo particular, pois o peso de cada item
Alimentação: R$ 600,00 no seu or•amento Ž diferente. Assim, se o pre•o dos me-
Saúde: R$ 300,00 dicamentos sobe muito, o impacto da infla•‹o para as
Transporte: R$ 150,00 fam’lias que t•m mais idosos tende a ser maior. Se o pre•o
Rumo ao Enem

dos alimentos cai, o impacto da infla•‹o para as fam’lias


Educação: R$ 350,00
mais pobres tende a ser menor, j‡ que boa parte de seu
Lazer: R$ 200,00 or•amento Ž gasto em alimenta•‹o.
Gastos eventuais: R$ 100,00 Dispon’vel em: <www.dieese.org.br>. (Adaptado).

Poupança: R$ 50,00 Considere que os salários de determinado grupo de


pessoas crescem 10,0% ao ano, mas a inflação, para
No mês de julho, o gasto com alimentação diminuiu 4%,
esse grupo, cresce 6,0% ao ano. O aumento percentual
o gasto com transporte aumentou 10% e o gasto com
do poder de compra, em dois anos, das pessoas que
educação aumentou 10%. Para continuar utilizando os
pertencem ao referido grupo, mais aproximado, será de:
R$ 1 750,00, o que a família deverá decidir com relação
ao valor destinado à poupança, mantendo as demais a) 4,0% c) 8,0% e) 14,0%
despesas inalteradas? c b) 7,7% d) 8,6%

136
Matem‡tica Setor B Antonio Carlos ROSSO Junior
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.138
1
AD TM TC

aula
P.138
2
AD TM TC

aula
P.140
3
AD TM TC

aula
P.140
4
AD TM TC

aula
P.142
5
AD TM TC

aula
P.142
6
AD TM TC

aula
P.144
7
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JUAN VILLA/OP‚ÌO BRASIL IMAGENS

aula
P.144
8
AD TM TC

aula
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9
AD TM TC

aula
P.146
10
AD TM TC

aula
P.149
11
AD TM TC

aula
P.149
12
AD TM TC

prof.:
aulas 1e 2
Razão e Proporção
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas

1. Razão
A raz‹o entre dois números a e b não nulos é o quociente entre eles, isto é: a ou a : b.
b
3 11
Exemplos: , , 4 : 9
7 5
2. Proporção
a 5c.
Chama-se propor•‹o a igualdade entre duas razões,
b d
A proporção também pode ser escrita na forma a : b :: c : d e é lida como a está para b, assim como c está para d.

3. Propriedade fundamental
a 5 c ⇒ a ?d 5b ?c
b d

em classe
1. O modelo de um carro foi construído na escala 1 : 24, A raz‹o que representa a quantidade de cadeiras reser-
isto é, medidas correspondentes do modelo e do car- vadas do setor 3 em rela•‹o ao total de cadeiras desse
ro formam uma propor•‹o. Calcule o di‰metro de um mesmo setor é:
pneu do modelo, sabendo que o di‰metro do pneu do 17
c a)
carro é 600 mm. 70
53
Sendo x a medida, em mm, do di‰metro da roda do modelo, temos: b)
70
x 5 1 ∴ x 5 25
600 24 53
c)
17
ou seja, 25 mm.
70
d)
2. (Enem) Em um certo teatro, as poltronas s‹o divididas 17
em setores. A figura apresenta a vista do setor 3 desse O nœmero total de cadeiras Ž igual a 7 ? 10 5 70.
teatro, no qual as cadeiras escuras est‹o reservadas e O nœmero de cadeiras reservadas Ž igual a 17.
Matemática e suas Tecnologias

as claras n‹o foram vendidas. A raz‹o pedida Ž 17 .


10

S
E
T
O
R
3

138
3. Em uma escola com 520 alunos, 60 não praticam ativi- 5. (Enem) Um dos grandes problemas enfrentados nas
H16 dades físicas regularmente. Dentre os alunos que prati- H3 rodovias brasileiras é o excesso de carga transportada
cam atividades físicas regularmente, 92 gostam de jogar pelos caminhões. Dimensionado para o tráfego dentro
basquete. A razão entre o número de alunos que não dos limites legais de carga, o piso das estradas se dete-
gostam de jogar basquete e o de alunos que praticam riora com o peso excessivo dos caminhões. Além disso, o
atividades físicas regularmente é: excesso de carga interfere na capacidade de frenagem
Do enunciado, temos: e no funcionamento da suspensão do veículo, causas
a) 1  4 Número de alunos que praticam atividades físicas:
520 2 60 5 460 frequentes de acidentes.
c b) 4  5
Alunos que não gostam de jogar basquete:
c) 5  4 460 2 92 5 368
Ciente dessa responsabilidade e com base na expe-
368 4 riência adquirida com pesagens, um caminhoneiro
d) 4  1 Assim, a razão pedida é 460 5 5 , ou seja, 4 : 5.
sabe que seu caminhão pode carregar, no máximo,
e) 3  4
1 500 telhas ou 1 200 tijolos.
4. Atualmente, sabemos que é cada vez mais importante Considerando esse caminhão carregado com 900 te-
H17 preservarmos os recursos naturais do nosso planeta, lhas, quantos tijolos, no máximo, podem ser acrescenta-
entre eles a água. A Companhia de Saneamento Básico dos à carga de modo a não ultrapassar a carga máxima
do Estado de São Paulo fez o quadro a seguir para apre- do caminhão?
sentar de maneira simples o que uma pessoa consome
de água, em média, durante um dia. a) 300 tijolos
b) 360 tijolos
Fazendo economia: Simula•‹o de consumo moderado c) 400 tijolos
de água para uma pessoa em um apartamento
c d) 480 tijolos
e) 600 tijolos
Tem-se: 1500 2 900 5 600 telhas
O número de tijolos equivalentes às 600 telhas é dado pela regra
Banho
(8 min) de três:
24 litros tijolos telhas
Lavar as m‹os 1200 1500
(4 vezes ao dia) x 600
3,2 litros [ x 5 480
Descarga acoplada
(3 vezes ao dia)
18 litros

Escovar os dentes
(3 vezes ao dia) em casa
2,4 litros
çgua pot‡vel Consulte:
para beber Livro-texto 1 Ð Unidade 1
2 litros Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima
Marcelo, analisando o quadro, concordou que todas as Aula 1
• Faça os exercícios 1, 3 e 4, cap. 3.

Matemática
informações estavam corretas, menos a quantidade de
vezes que devemos lavar as mãos diariamente. Fazendo Aula 2
as contas, ele chegou à conclusão de que gastava
53,6 litros de água diariamente. O número de vezes que
• Faça os exercícios 2, 5 e 6, cap. 3.
ele costuma lavar as mãos em um dia é Tarefa Complementar
a) 4.
O total de água gasto diariamente, de acordo com a Com- Aula 1

b) 5.
panhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo,
em litros, é: 24 1 18 1 3,2 1 2,4 1 2 5 49,6. • Leia os itens 1 a 3, cap. 3.
c) 7.
Assim, Marcelo gasta 4 litros (53,6 2 49,6) a mais diaria-
mente lavando as mãos.
• Faça os exercícios 7 a 9, cap. 3.
c d) 9. Como uma lavagem de mãos consome 0,8 litro ( )
3,2
4
,o
Aula 2
• Faça os exercícios 10 a 12, cap. 3.
e) 10. gasto extra corresponde a 5 lavagens  4  .
 0,8 
Logo, ele costuma lavar as mãos 4 1 5 5 9 vezes por dia.
139
aulas 3 e 4
Variáveis Proporcionais
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas

1. Vari‡veis diretamente proporcionais


x x x
Duas variáveis x e y são diretamente proporcionais caso exista uma constante k, tal que x 5 k , ou seja: 1 5 2 5 3 5 É 5 k
y y1 y2 y3
2. Vari‡veis inversamente proporcionais
Duas variáveis x e y são inversamente proporcionais caso exista uma constante k, tal que x ? y 5 k, ou seja: x1 ? y1 5 x2 ? y2 5 x3 ? y3 5 É 5 k
Obs.: No estudo de variáveis proporcionais chamamos k de constante de proporcionalidade.

em classe
1. Um supermercado atende, em mŽdia, 750 clientes dia- 2. (Unicamp-SP) A raz‹o entre a idade de Pedro e a de seu
H16 riamente. Nessas condi•›es, seu estoque de produtos 2
pai Ž igual a . Se a soma das duas idades Ž igual a 55
dura 25 dias. Se esse supermercado passar a atender 9
anos, ent‹o Pedro tem
500 clientes a mais diariamente, esse mesmo estoque
seria suficiente para: a) 12 anos. c c) 10 anos.
a) 10 dias. d) 18 dias. b) 13 anos. d) 15 anos.
b) 12 dias. e) 20 dias. Como a razão entre as idades é de 2 , e sendo k um número natural,
9
temos:
c c) 15 dias. Idade de Pedro: 2k
Sendo: Idade do pai de Pedro: 9k
x: número diário de clientes Assim,
y: tempo de duração do estoque 2k 1 9k 5 55
Nessas condições, x e y são variáveis inversamente proporcionais.
Assim, temos: [ k 5 55 5 5
11
número de clientes duração do estoque Logo, Pedro tem 2 ? 5 5 10 anos.
750 25
1250 x
750 ? 25 5 1 250 ? x
[ x 5 15
Ou seja, os estoques seriam suficientes para 15 dias.
Matem‡tica e suas Tecnologias

140
3. (Enem) A figura a seguir mostra as medidas reais de uma aeronave que ser‡ fabricada para a utiliza•‹o por companhias
H8 de transporte aŽreo. Um engenheiro precisa fazer o desenho desse avi‹o em escala de 1 : 150.

28,5 metros

36 metros
Para o engenheiro fazer esse desenho em uma folha de papel, deixando uma margem de 1 cm em rela•‹o ˆs bordas
da folha, quais as dimens›es m’nimas, em cent’metros, que essa folha dever‡ ter?
a) 2,9 cm 3 3,4 cm Sejam:

b) 3,9 cm 3 4,4 cm c: medida do comprimento do desenho do avião, em cm; 1

c) 20 cm 3 25 cm : medida da largura do desenho do avião, em cm.


19 21
Assim, sabendo que 1 m 5 100 cm, do enunciado, temos:
c d) 21 cm 3 26 cm
e) 192 cm 3 242 cm
c 5  5 1 ∴ c 5 24 e  5 19
3600 2850 150 1
Portanto, nessas condições, e avaliando a necessidade da margem, temos, ao lado, a 1 24 1
figura, cotada em cm, que representa a folha retangular em que será desenhando o avião: 26
Logo, as dimensões mínimas pedidas são 21 cm × 26 cm.

4. Em uma corrida, os tr•s primeiros colocados ir‹o dividir um pr•mio de R$ 1100,00 de acordo com a posi•‹o de chega-
da. Todos os competidores concordaram que o valor que cada um deles deve receber Ž inversamente proporcional
ˆ sua coloca•‹o. Nessas condi•›es, calcule o valor que o terceiro colocado dever‡ receber.
Sejam: Do teorema das proporções, temos:
x: valor, em reais, que o primeiro colocado deve receber z 5 x 1 y 1 z 5 1100 5 600
1
11 1 1 1
y: valor, em reais, que o segundo colocado deve receber 11
3 2 3 6
z: valor, em reais, que o terceiro colocado deve receber
z 5 600
Nas condições do enunciado, temos: 1
x 5 y 5 z ∴ x 5 2y 5 3z  3
1 1 1
2 3 [ z 5 200
O terceiro colocado deve receber R$ 200,00.

em casa

Matemática
Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 1
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
Aula 3 Aula 3
• Fa•a os exerc’cios 1 a 4, cap. 4. • Leia o cap’tulo 4.
Aula 4 • Fa•a os exerc’cios 5 e 6, cap. 4.
• Fa•a os exerc’cios 7 a 9, cap. 4. Aula 4
• Fa•a os exerc’cios 10 a 12, cap. 4.

141
aulas 5 e 6
Pot•ncias e Radicais (1)
Enem: Conhecimentos numŽricos

nestas aulas

1. Pot•ncia de expoente inteiro • b0 5 1


Sendo n um número natural maior que 1, tem-se: • (bm)n 5 bm ? n 5 (bn)m
64 74 8
n  fatores

b 5 b ⋅ … ⋅ b
n
3. Nota•‹o cient’fica

2. Propriedades Um número real positivo N está representado na notação cien-


Sendo b um número não nulo e m e n números inteiros, tem-se: tífica, se estiver expresso como:
• bm ? bn 5 bm 1 n N 5 a ? 10k, com 1 < a , 10 e k  Z.
m
• b n 5 bm 2 n
b
• b2n 5 1n Acesse o portal e explore o conteœdo:
A lenda do Jogo de Xadrez
b

em classe
1. Utilizando as propriedades de potências, calcule: 3. Expresse os números abaixo em notação científica.
a) 25 ? 223 ? 27 a) 3 200

5 ?5
4 3 b) 0,00012
b)
55 c) 602 000 000 000 000 000 000 000 (Constante de Avogadro)
( )
34 ? 3 2 23 d) 0,000000000067 (Constante de gravitação universal – SI)
c) 22
3 e) 0,00000000000000000016 (Carga elementar do próton – SI)
a) 25 ? 223 ? 27 5 25 2 3 1 7 5 29 5 512 a) 3 200 5 3,2 ? 1 000 5 3,2 ? 10 3
1,2 1,2
b) 0,00012 5 5   5 1,2 ? 1024
b) 5 ?5 5 5 5 4 1 3 2 5 5 52 5 25
4 3
10 000 10 4
5 c) 602 000 000 000 000 000 000 0005 6,02 ? 100 000 000 000 000 000 000 000 5
5 6,02 ? 1023
3 4 ? (32 )
23

5 3 4 1 2 ? (23) 2 (22) 5 3 0 5 1 d) 0,000000000067 5 6,7 6,7 5 6,7 ? 10211


c) 5
322 100000000000 1011
1,6 1,6
e) 0,00000000000000000016 5 10 000000000000000000 5 5
1019
5 1,6 ? 10219
Matem‡tica e suas Tecnologias

1
128 ?  ? 512
4
2. Obtenha o valor da expressão 1
.
? 256 ? 8
16

128 ?  1 ? 512
5 224 ? 2 8  ? 2 3 5 2 7 5 214   2   7 5 27 5 128
7 22 9 14
4
1  ? 256 ? 8 2  ? 2  ? 2 2
16

142
4. Um comerciante desejava saber quantos gr‹os de feij‹o 5. (UFABC-SP)
H11 existem em um saco com dois quilos. Para isso, usando
uma balan•a de precis‹o, determinou que a massa de Volume de ‡gua despejado no mar
um gr‹o de feij‹o Ž 2,5 ? 1022 gramas. A quantidade de 200 000 metros cœbicos por segundo
gr‹os que ele obteve foi:
O suficiente para encher a ba’a de Guanabara em quatro horas
a) 5 ? 105 (Inpe, História Natural dos rios Amazônicos e
b) 5 ? 106 Enciclopédia Britânica)
Veja, 9 jul. 2008.
c c) 1,25 ? 105
d) 1,25 ? 106 De acordo com os dados do quadro, que mostra o vo-
e) 10 6 lume de ‡gua que Ž despejado no mar pelo rio Ama-
zonas, conclui-se que o volume de ‡gua da ba’a de
Do enunciado, temos:
Guanabara, em metros cœbicos, pode ser expresso por:
número de grãos massa de um grão
1 2,5 ? 1022
a) 7,2 ? 108
x 2000 b) 7,2 ? 107

x ? 2,5 ? 1022 5 2 000 c c) 2,88 ? 109


2000 d) 2,88 ? 108
x5 5 1,25 ? 10 5
2,5 ? 1022 e) 2,88 ? 107
Então, ele obteve 125 000 grãos. A partir das informações do enunciado, o volume de água, em metros
cúbicos, é dado por:
200 000 ? 60 ? 60 ? 4 5 2 ? 10 5 ? 6 ? 10 ? 6 ? 10 ? 4 5 288 ? 107 5
5 2,88 ? 102 ? 1075 2,88 ? 10 9

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 1
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
Aula 5 Aula 5
• Fa•a os exerc’cios 1 a 3, cap. 5. • Leia os itens de 1 a 3, cap. 5.
Aula 6 • Fa•a os exerc’cios 4 e 5, cap. 5.
• Fa•a os exerc’cios 6 a 8, cap. 5. Aula 6
• Fa•a os exerc’cios 9 e 10, cap. 5.

143
aulas 7 e 8
Potências e Radicais (2)
Enem: Conhecimentos numéricos

nesta aula

1. Radical aritmético • n
a ? n b 5 n a ? b , com a > 0 e b > 0.
Sendo r > 0, b > 0 e n um número natural positivo temos: n

r n 5 b  ⇔   n b 5 r • n
a 5 n a , com a > 0 e b . 0.
b b
Nesse caso, dizemos que r é a raiz enésima de b.
• n m
a 5 n ? m a , com a > 0.
2. Propriedades dos radicais aritméticos m

Sendo m, n e p números naturais não nulos, temos: • a n 5 n am , com a . 0.

em classe
1. Obtenha o valor de cada uma das raízes a seguir. 1
b) Represente o número na forma a 3 1 b, sendo
a) 49 3 21
a e b números racionais.
49 5 7 2 5 7
Multiplicando o numerador e o denominador da fração por ( )
3 1 1 , temos:
3
b) 125 1 3 11 3 11 3 11 3 11
? 5 5 5
3
125 5 3 5 3 5 5 3 21 3 11 ( ) (
3 21 ? 3 11 ) ( )
3
2
2 12 2

4 1 na forma a 3 1 b ,
c) 16 Assim, uma representação do número
3  2 1
4
16 5 4 2 4 5 2 sendo a e b números racionais, é 1 3 1 1 .
2 2
9
d)
4

() 4. Racionalize cada uma das frações a seguir.


2
9 5 3 5 3
4 2 2
1
a)
2. Simplificando a expressão 5 8 + 2 18  –  50 obtém-se: 3

a) 2 2. c) 5 2. e) 8 2. 1 ? 3 3
5
3 3 3
b) 8. c d) 11 2.
Matemática e suas Tecnologias

5 8 1 2 18 2 50 5
5 5 23 1 2 2 ? 3 2 2 2 ? 5 2 5
5 10 2 1 6 2 2 5 2 5
5 11 2 1
b) 3
5
3. Resolva o que se pede:
( ) ( )
3 3 3 3
1 ? 52 52 52 25
a) Calcule o valor de 3 21 ? 3 11 . 5 5 5 
3
5 3
52 3
5 ? 52
1 3
5 3 5
( ) ( ) ( 3)
2
3 21 ? 3 11 5 2 12 5 3 2 1 5 2

144
1
c)
2  1 1

1 1 2 21 2 21 2 21
5 ? 5 5 5 2 21
2 11 2  1 1 2 21 ( 2 11 ? ) ( 2 21 ) ( 2)
2
2 12

2
d)
5 21

2
5
2
?
5 11
5
2 ( 5 11 ) 5
2 ( 5 11 ) 5
2 ( 5 11 ) 5
5 11
5 21 5 21 5 11 ( 5 21 ? ) ( 5 11 ) ( ) 5
2
2 12 4 2

5. A Grécia antiga foi o berço de muitas das grandes ideias matemáticas que usamos até hoje. Uma delas é a razão
H1 áurea que pode ser definida do seguinte modo:
"A parte está para o todo, assim como seu complemento está para si mesmo."
A partir dessa frase, tomando-se o todo como a unidade, ou seja, 1, e denotando por x a parte, é possível

escrever a proporção x 5 1 2 x .
1 x
5 21
a) Mostre que o número satisfaz a proporção, ou seja, que esse número é uma razão áurea.
2

5 21 2 2 5 11 32 5
12 32 5 32 5 5 11 3 5 13252 5 5 21
12 x 5 2 5 2 5 2 5 5 ? 5 5 5 x
x
( ) 2 1
2
5 21 5 21 5 21 5 21 5 21 5 11 5 2 12
2 2 2

5 21
b) Muitos matemáticos chamam de razão áurea o inverso de . Obtenha esse outro número.
2

5 2 5 2 ?
5 11
5
2 ( 5 11 ) 5
2 ( 5 11 ) 5 
2 ( 5 11 ) 5
5 11
5 21 5 21 5 21 5 11 ( 5 21 )( 5 11 ) ( 5)
2
21 2 4 2
2

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 1
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 1
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
Aula 7 Aula 7
• Faça os exercícios 13 e 14, cap. 5. • Leia os itens 4 a 6, cap. 5.
Aula 8 • Faça os exercícios 15 e 16, cap. 5.
• Faça os exercícios 17 e 18, cap. 5. Aula 8
• Faça os exercícios 19 a 21, cap. 5.

145
aulas 9 e 10
Ângulos
Enem: Conhecimentos geométricos

nestas aulas

1. Ângulo D A

ƒ a região convexa do plano, delimitada por duas semirretas de


mesma origem e não opostas.
V
β α
A

C B
V α  e CVD são opostos pelo vŽrtice.
Os ‰ngulos AVB
Propriedade: eles são congruentes, isto Ž, possuem medidas
iguais, ou seja, a 5 b.
• Bissetriz de um ‰ngulo Ž uma semirreta com origem no vŽr-
ss B
tice desse ‰ngulo e que divide o ‰ngulo em dois ‰ngulos
congruentes. Na figura abaixo, a semirreta VS Ž a bissetriz
Elementos: do ‰ngulo AVB .
• Lados: as semirretas VA e VB A
• VŽrtice: o ponto V
Nomenclatura: ‰ngulo AVB  ou BVA ou V 
 5 a, com 0¡ , a , 180¡
Medida: m (AVB) α
V S
Observa•‹o: α

Se as semirretas VA e VB forem coincidentes, o ‰ngulo AVB
Ž nulo e sua medida Ž 0¡.
 Ž raso
Se as semirreta VA e VB forem opostas, o ‰ngulo AVB
e sua medida Ž 180¡.
B
2. Definições
• Dois ‰ngulos de medidas a e b são chamados de com- 3. Retas paralelas cortadas por uma transversal
Matem‡tica e suas Tecnologias

plementares quando a soma de suas medidas Ž 90¡, isto Considere r e s duas retas distintas cortadas pela transversal t.
Ž, a 1 b 5 90¡.
Exemplo: 20¡ e 70¡. r
• Dois ‰ngulos de medidas a e b são chamados de suple- α
mentares quando a soma de suas medidas Ž 180¡, isto Ž,
a 1 b 5 180¡. r // s ⇔ a 5 b
β
Exemplo: 130¡ e 50¡.
s
• Dois ‰ngulos são chamados de ‰ngulos opostos pelo vŽrtice
quando os lados de um são semirretas opostas aos lados
do outro. t

146
em classe
1. Calcule: c)

a) O complemento de um ‰ngulo que mede 26¡.


90¡ 2 26¡ 5 64¡

b) O suplemento de um ‰ngulo que mede 42¡. 3x 1 25¡ 55¡


180¡ 2 42¡ 5 138¡

c) O complemento da ter•a parte de um ‰ngulo que


mede 42¡.
42¡
90¡ 2 3 5 76¡
Como os dois ‰ngulos são opostos pelo vŽrtice, temos:

d) O suplemento do triplo de um ‰ngulo que mede a 3x 1 25¡ 5 55¡


graus. 3x 5 30¡
180¡ 2 3a x 5 10¡
d) ( VS Ž bissetriz)
2. Calcule a medida x, em graus, nas figuras a seguir. V A
a) 35¡ 2 x

3x 2 5¡

2x 1 45¡
B
x 1 15¡ Como a semirreta VS Ž bissetriz, temos:
35¡ 2 x 5 3x 2 5¡
Como os dois ‰ngulos consecutivos formam um ‰ngulo reto, 35¡ 1 5¡ 5 x 1 3x
temos: 4x 5 40¡
2x 1 45¡ 1 x 1 15¡ 5 90¡ x 5 10¡
3x 1 60¡ 5 90¡
3x 5 30¡
3. Nas figuras a seguir, as retas r e s s‹o paralelas. Calcule
a medida x em graus.
x 5 10¡
a)
b)
r
2x 2 20¡

x 1 15¡

Matemática
s

2x 1 15° 3x 2 25°

Os ‰ngulos destacados na figura são alternos internos.


Como os dois ‰ngulos são adjacentes, temos:
Assim,
2x 1 15¡ 1 3x 2 25¡ 5 180¡
2x 2 20¡ 5 x 1 15¡
5x 2 10¡ 5 180¡
2x 2 x 5 15¡ 1 20¡
5x 5 190¡
x 5 35¡
x 5 38¡

147
b) r 4. No mapa da figura abaixo, a rua Tupi é paralela à rua
H7 Jaci e ambas cortam a av. Sodré. Determine o ângulo
agudo que a rua Tupi forma com a av. Sodré, com base
x 2 20¡ nas informações do mapa.

s
Av. SodrŽ
130¡

ip
Tu
2x 2 10¡

a
Ru
85¡

Av
Na figura a seguir, os ‰ngulos de medidas (x 2 20¡) e y (em graus)

.S
ci
Ja

od
s‹o correspondentes, ou seja, y 5 x 2 20¡.


Ru
AlŽm disso, os ‰ngulos de medida y e (2x 2 10¡) s‹o adjacentes.
Seja x o ‰ngulo agudo que a rua Tupi forma com a av. SodrŽ, vamos
r
tra•ar por P a paralela ˆ reta t que representa a rua Tupi.

t
x 2 20¡

s
Av. SodrŽ x
P
y

ci
x

Ja
pi
Tu

a
85¡

Ru
2x 2 10¡

a
Ru
Assim,
y 1 2x 2 10¡ 5 180¡ 85¡

x 2 20¡ 1 2x 2 10¡ 5 180¡


Da figura acima e das informa•›es do enunciado vem:
3x 2 30¡ 5 180¡
x 1 85¡ 5 130¡
3x 5 210¡
x 5 45¡
x 5 70¡
Assim, o ‰ngulo agudo formado pelas ruas Ž de 45¡.

c)
r
30°
em casa
x Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 3
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 3
s
25° Tarefa M’nima
Aula 9
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 1.
Matem‡tica e suas Tecnologias

Aula 10
Na figura a seguir, tra•amos a reta t, paralela a r e s pelo ponto P:
• Faça os exercícios 6 a 8, cap. 1.
r Tarefa Complementar
30¡
Aula 9
30¡
t • Leia o capítulo 1.
P 25¡
• Faça os exercícios 4 e 5, cap. 1.
s Aula 10
25¡

Assim, x 5 25¡ 1 30¡ 5 55¡.


• Faça os exercícios 9 a 11, cap. 1.

148
aulas 11 e 12
ångulos em um tri‰ngulo
Enem: Conhecimentos geomŽtricos

nestas aulas

1. Teorema angular de Tales 3. Consequências importantes


Em um tri‰ngulo equil‡tero, cada ‰ngulo mede 60¡.
Em um tri‰ngulo, a soma das medidas de seus ‰ngulos internos A
Ž igual a 180¡.

A 60¡

α a 1 b 1 g 5 180¡
60¡ 60¡

B C

Dois dos ‰ngulos de um tri‰ngulo ret‰ngulo s‹o complementares.


B
β γ
β a 1 b 5 90¡
B C

2. Teorema do ‰ngulo externo


α
A medida de um ‰ngulo externo de um tri‰ngulo Ž igual ˆ soma
C A
das medidas dos ‰ngulos internos n‹o adjacentes a ele.
Em um tri‰ngulo is—sceles, os ‰ngulos da base s‹o congruentes.
A
A

Matemática
e5a1b

e
β
α α

B C B C

149
em classe
1. Calcule o valor de x nos tri‰ngulos a seguir. c)
a) 85°

x
x
20°

Na figura a seguir, aplicando o teorema do ‰ngulo externo, vem:


65° x 1 25°

85¡

Do teorema angular de Tales vem: 95¡


x
x 1 65¡ 1 x 2 25¡ 5 180¡ 20¡
2x 1 40¡ 5 180¡ 20¡
2x 5 140¡
x 5 70¡ x 5 95¡ 1 20¡
x 5 115¡

2. Na figura abaixo, o tri‰ngulo ABC Ž is—sceles de base


BC. Calcule o valor de x.
A

b)

x D

45¡
2x 2 15¡
65¡
x

75¡
Do teorema do ‰ngulo externo vem:
x 1 65¡ 5 2x 2 15¡ B C
x 2 2x 5 Ð15¡ 2 65¡ Do tri‰ngulo ABC, is—sceles de base BC, temos:
2x 5 280¡ 75¡ 1 75¡ 1 m(å) 5 180¡
Matemática e suas Tecnologias

x 5 80¡ m(å) 5 30¡


Do tri‰ngulo ABD e do teorema do ‰ngulo externo vem:
x 1 30¡ 5 45¡
x 5 15¡

150
3. O enxaimel é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas en-
H9 tre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos.
Enxaimel quer dizer enchimento. Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples.
O Vale do Itajaí e o norte do estado de Santa Catarina têm uma das maiores concentrações deste modo construtivo
na América. Os municípios de Indaial, Blumenau, Joinville, São Bento do Sul, Timbó, Taió e Pomerode têm número
significativo de enxaiméis.

Na foto, vemos o Castelinho do Turismo, Blumenau-SC. No desenho abaixo, destacamos um detalhe do Castelinho
do Turismo, um triângulo.
ANTONIO GuILhERME

ANTONIO GuILhERME
B

C A

 C 5 20°, determine a medida do ângulo ADC


Dado que o triângulo ABC é retângulo em A, que DA > DC > DB e que A B  .
 ) 5 20°.
Como o triângulo ABD é isósceles, m( BAD
Aplicando o teorema do ângulo externo no triângulo ABD, vem
 ) 5 20° 1 20° 5 40°
m(ADC

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 1 Ð Unidade 3
Caderno de Exerc’cios 1 Ð Unidade 3
Tarefa M’nima Tarefa Complementar
Aula 11 Aula 11
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 2. • Leia o capítulo 2.
Aula 12 • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 2.
• Faça os exercícios 7 a 9, cap. 2. Aula 12
• Faça os exercícios 10 a 12, cap. 2.

151
rumo ao

Enem
1. (Enem) Há, em virtude da demanda crescente de economia de água, equipamentos e utensílios como, por exemplo,
H5 as bacias sanitárias ecológicas, que utilizam 6 litros de água por descarga em vez dos 15 litros utilizados por bacias
sanitárias não ecológicas, conforme dados da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Qual será a eco-
nomia diária de água obtida por meio da substituição de uma bacia sanitária não ecológica, que gasta cerca de
60 litros por dia com a descarga, por uma bacia sanitária ecológica?

a) 24 litros. c) 40 litros. e) 50 litros.


c b) 36 litros. d) 42 litros.
2. (Enem) Uma torneira não foi fechada corretamente e ficou pingando, da meia-noite às seis horas da manhã, com a
H13 frequência de uma gota a cada três segundos. Sabe-se que cada gota de água tem volume de 0,2 mL.
Qual foi o valor mais aproximado do total de água desperdiçada nesse período, em litros?
a) 0,2 c c) 1,4 e) 64,8
b) 1,2 d) 12,9
3. (Enem) Em 2010, um caos aŽreo afetou o continente europeu, devido ˆ quantidade de fuma•a expelida por um vulc‹o na
H5 Isl‰ndia, o que levou ao cancelamento de inœmeros voos. Cinco dias ap—s o in’cio desse caos, todo o espa•o aŽreo europeu
acima de 6 000 metros estava liberado, com exce•‹o do espa•o aŽreo da Finl‰ndia. L‡, apenas voos internacionais acima
de 31 mil pŽs estavam liberados.
Dispon’vel em: <www1.folha.uol.com.br>.
Acesso em: 21 abr. 2010. Adaptado.
Considere que 1 metro equivale a aproximadamente 3,3 pés.
Qual a diferença, em pés, entre as altitudes liberadas na Finlândia e no restante do continente europeu cinco dias
após o início do caos?
a) 3 390 pés. c c) 11 200 pés. e) 50 800 pés.
b) 9 390 pés. d) 19 800 pés.
4. (Enem) A resist•ncia elŽtrica e as dimens›es do condutor
H10 A rela•‹o da resist•ncia elŽtrica com as dimens›es do condutor foi estudada por um grupo de cientistas por meio de
v‡rios experimentos de eletricidade. Eles verificaram que existe proporcionalidade entre:
Resist•ncia (R) e comprimento (), dada a mesma sec•‹o transversal (A);
Resist•ncia (R) e ‡rea da sec•‹o transversal (A), dado o mesmo comprimento (); e
Comprimento () e ‡rea da sec•‹o transversal (A), dada a mesma resist•ncia (R).
Considerando os resistores como fios, pode-se exemplificar o estudo das grandezas que influem na resist•ncia elŽ-
trica utilizando as figuras seguintes.
Fio condutor
A resistência R
Rumo ao Enem

Fios de mesmo material Fios de mesmo material Fios de mesmo material


A resistência R A resistência R A resistência R

, , ,
R
A resistência 2R 2A resistência 2A resistência R
2

2, , 2,

Dispon’vel em: <www.efeitojoule.com>. Acesso em: abr. 2010. Adaptado.

152
As figuras mostram que as proporcionalidades existentes entre resistência (R) e comprimento (), resistência (R) e área
da secção transversal (A), e entre comprimento () e área da secção transversal (A) são, respectivamente,
a) direta, direta e direta. d) inversa, direta e direta.
b) direta, direta e inversa. e) inversa, direta e inversa.
c c) direta, inversa e direta.
5. (Enem) A diversidade de formas geométricas espaciais criadas pelo homem, ao mesmo tempo em que traz benefícios,
H4 causa dificuldades em algumas situações. Suponha, por exemplo, que um cozinheiro precise utilizar exatamente 100 mL
de azeite de uma lata que contenha 1 200 mL e queira guardar o restante do azeite em duas garrafas, com capaci-
dade para 500 mL e 800 mL cada, deixando cheia a garrafa maior. Considere que ele não disponha de instrumento
de medida e decida resolver o problema utilizando apenas a lata e as duas garrafas. As etapas do procedimento
utilizado por ele estão ilustradas nas figuras a seguir, tendo sido omitida a 5a etapa.

1200 mL 400 mL 400 mL 300 mL

AZEITE AZEITE AZEITE

1a etapa 2a etapa 3a etapa


900 mL 300 mL 100 mL 300 mL
?

AZEITE AZEITE ? AZEITE


?
4a etapa 5a etapa 6a etapa

Qual das situações ilustradas a seguir corresponde à 5a etapa do procedimento?


700 mL
a) 100 mL 400 mL c d) 900 mL 300 mL

AZEITE AZEITE

200 mL
b) 200 mL 200 mL e) 900 mL 100 mL

AZEITE AZEITE

c) 400 mL

AZEITE

Para responder ˆs duas quest›es a seguir, considere o texto.


Se compararmos a idade do planeta Terra, avaliada em quatro e meio bilhões de anos (4,5 × 109 anos), com a de
uma pessoa de 45 anos, então, quando começaram a florescer os primeiros vegetais, a Terra já teria 42 anos. Ela só
conviveu com o homem moderno nas últimas quatro horas e, há cerca de uma hora, viu-o começar a plantar e a

Rumo ao Enem
colher. Há menos de um minuto percebeu o ruído de máquinas e de indústrias e, como denuncia uma ONG de defesa
do meio ambiente, foram nesses últimos sessenta segundos que se produziu todo o lixo do planeta!

6. (Enem) O texto permite concluir que a agricultura começou a ser praticada há cerca de:
H17 a) 365 anos. c) 900 anos. e) 460 000 anos.
b) 460 anos. c d) 10 000 anos.

7. (Enem) Na teoria do Big Bang, o Universo surgiu há cerca de 15 bilhões de anos, a partir da explosão de uma densíssima
H18 gota. De acordo com a escala proposta no texto, essa teoria situaria o início do Universo há cerca de:
a) 100 anos. c) 1 000 anos. e) 2 000 anos.
c b) 150 anos. d) 1 500 anos.

153
8. (Enem) A Ag•ncia Espacial Norte Americana (NASA) 10. (Enem)
H17 informou que o asteroide YU 55 cruzou o espa•o entre a H10 Em 20 de fevereiro de 2011, ocorreu a grande erup•‹o
Terra e a Lua no m•s de novembro de 2011. A ilustra•‹o do vulc‹o Bulusan nas Filipinas. A sua localiza•‹o geo-
a seguir sugere que o asteroide percorreu sua trajet—ria gr‡fica no globo terrestre Ž dada pelo GPS (sigla em ingl•s
no mesmo plano que contŽm a —rbita descrita pela Lua para Sistema de Posicionamento Global) com longitude
em torno da Terra. Na figura, est‡ indicada a proximida- 124¡3'0'' a leste do meridiano de Greenwich.
de do asteroide em rela•‹o ˆ Terra, ou seja, a menor Dado: 1¡ equivale a 60' e 1' equivale a 60''.
dist‰ncia que ele passou da superf’cie terrestre. PAVARIN, G. Galileu, fev. 2012. Adaptado.

O asteroide se aproximará A representa•‹o angular da localiza•‹o do vulc‹o com


o suficiente para que cientistas rela•‹o ˆ sua longitude na forma decimal Ž:
possam observar detalhes
de sua superfície a) 124,02¡.
Lua
Terra c b) 124,05¡.
Proximidade c) 124,20¡.
da Terra
d) 124,30¡.
325 mil km
e) 124,50¡.

Asteroide YU 55
11. Ao consultar o mapa de sua cidade, Jœlia percebeu que
Asteroide YU 55 as avenidas Abelha e Bela, paralelas, possu’am uma
H7
Tamanho: 400 m
de diâmetro, Passagem: liga•‹o pela rua Torta. Essa rua formava um "cotovelo",
equivalente ao 8 de novembro como mostra a figura a seguir.
tamanho de um às 21h28min
porta-aviões (horário de Brasília) Av. Abelha

Dispon’vel em: <http://noticias.terra.com.br>. Adaptado. 130¡

Com base nessas informa•›es, a menor dist‰ncia que o


ÒcotoveloÓ
asteroide YU 55 passou da superf’cie da Terra Ž igual a
a) 3,25 ? 102 km.
25¡
Av. Bela
b) 3,25 ? 103 km.
c) 3,25 ? 104 km. A medida do ‰ngulo formado pelo "cotovelo" Ž:
c d) 3,25 ? 10 km. 5 c a) 75¡. c) 25¡. e) 45¡.
e) 3,25 ? 106 km. b) 50¡. d) 90¡.

9. Ao estudar o fen™meno f’sico da gravita•‹o Johannes 12. Ao navegar em um rio, Marcos verificou que a partir de
H19 Kepler (1571-1630) enunciou a seguinte lei: um ponto A o ‰ngulo que uma ‡rvore localizada em
H8
"Os quadrados dos per’odos de transla•‹o dos planetas um ponto P fazia com sua trajet—ria media 20¡. Ap—s
s‹o proporcionais aos cubos dos semieixos maiores de deslocar-se 100 m para um ponto B (conforme a figura),
suas —rbitas." o ‰ngulo com o qual ele via essa mesma ‡rvore dobrou.

Sendo T o per’odo de transla•‹o de certo planeta, D o P


semieixo maior de sua —rbita e k a constante de proporcio-
Rumo ao Enem

nalidade nesta ordem entre essas grandezas, a rela•‹o


que nos fornece o per’odo de transla•‹o desse planeta
A B Trajet—ria
em fun•‹o da medida do semieixo maior Ž:
Nessas condi•›es, a dist‰ncia do ponto em que ele se
a) T 5 k ? D
encontra (ponto B) e a ‡rvore Ž:
2
b) T 5 k ? D 3 a) 20 m
1 2
c) T 5 k ? D
3 3 b) 25 m
1 3 c) 50 m
c d) T 5 k 2 ? D 2 d) 75 m
1
e) T 5 k ? D
2 c e) 100 m

154
Interdisciplinares
Atividades

Atividades Interdisciplinares
Os movimentos
da Lua e da Terra
Olhando o cŽu
A observação e a descrição do movimento de planetas e estrelas têm sido realizadas por grupos humanos
desde muito cedo ao longo da História. No final da Pré-História, quando a caça-coleta começou a ser subs-
tituída pela agricultura-pastoreio, o ser humano ganhou tempo livre, de contemplação: sem a necessidade
permanente de obter caça e tendo sua sobrevivência garantida pela colheita – feita uma vez por ano –, o
ser humano começou a desviar seu olhar da terra para contemplar cada vez mais os céus.
O desenvolvimento de calendários, baseados na observação do movimento dos astros no céu, foi uma
conquista precoce das primeiras civilizações, desde o Egito e a Mesopotâmia até os incas e astecas na
América. Há registro de perturbações nesse movimento em uma tábua de barro encontrada em escavações
arqueológicas na Síria, escrita em língua ugarítica, que descreve um eclipse solar ocorrido precisamente no
dia 5 de março de 1223 a.C., já feita a adaptação ao calendário atual.
Mais tarde, em sua descrição do universo, o filósofo grego Aristóteles (século IV a.C.) distinguiu duas
regiões: sublunar e supralunar. Na região sublunar, onde vivem os homens, encontravam-se terra, água, ar
e fogo, elementos mutáveis, submetidos a movimentos retilíneos e descontínuos. Já a região supralunar era
preenchida de “éter” (uma hipotética substância que ocuparia esses espaços) e caracterizada pelos movi-
mentos circulares e permanentes.
De acordo com Aristóteles, a Lua era a fronteira entre esses dois universos: flutuava no éter, seguia um
movimento circular ao longo da abóbada celeste, mas passava por algumas mudanças, como os eclipses. A
travessia da Lua diante do Sol caracterizava uma exleipsis, palavra grega derivada do verbo ekleípō (= deixar
para trás).
O astrônomo egípcio Ptolomeu (século II) partiu da descrição de Aristóteles e, utilizando antigos regis-
tros astronômicos babilônicos, elaborou uma precisa representação do Universo em sua obra, o Almagesto
(= grande tratado). Com isso, ele fundou o geocentrismo, concepção segundo a qual a Terra (morada
dos humanos, mais importante criação divina) era o centro do Universo. A visão de mundo aristotélica-
-ptolomaica adequava-se ao Cristianismo, uma vez que colocava a Terra no centro do Universo e a descrevia
como um local de imperfeição (em oposição ao céu perfeito, eterno e imutável, morada de Deus).
Somente durante o Renascimento (séculos XIV a XVI) a visão aristotélica-ptolomaica foi ultrapassada,
graças ao surgimento de novas concepções aprimoradas por observações astronômicas cada vez mais pre-
cisas. A invenção do telescópio para observação (1609-1610) e as teses de Nicolau Copérnico (1473-1543) e
Galileu Galilei (1564-1642) foram fundamentais para a afirmação do heliocentrismo, visão segundo a qual a
Terra não estava no centro do Universo, mas girava em torno do Sol.
Atividades Interdisciplinares

O movimento pendular aparente do Sol


Devido à inclinação do eixo de rotação em relação ao plano de órbita da Terra, a trajetória do Sol vista
por um observador fixo na Terra sofre deslocamentos ao longo do ano.
Em relação a um ponto fixo na Terra, quando se observa diariamente o ponto junto ao horizonte em
que o Sol “nasce” pela manhã ou “se põe” à tarde, constata-se que, ao longo do ano, esse ponto vai se
deslocando. Para um observador fixo, o ponto da nascente ou do poente no horizonte parece afastar-se

414
da posição inicial, atingindo uma posição de máximo afastamento. Com o passar dos dias, esse ponto inicia seu movimento de
retorno, passa pela posição inicial e reinicia seu afastamento, agora para o lado oposto, atingindo, em certa data, outra posição de
máximo afastamento.
Resumindo, durante o dia, o arco descrito pelo movimento aparente do Sol em relação à Terra inicia no lado em que está o
ponto cardeal leste e vai até o lado em que está o ponto cardeal oeste. Entretanto, ao longo de um ano, esse arco pendula de norte
a sul e de sul a norte. Isso explica o maior ou menor período de incidência dos raios solares nas regiões de nosso planeta.
Visualize esse movimento no seguinte endereço: <http://astro.unl.edu/classaction/animations/coordsmotion/transitmovie.swf>.
Acesso em: 12 mar. 2015.
O movimento pendular explica por que os lugares
onde o Sol “nasce” e “se põe” não servem como referência
segura para a localização dos pontos cardeais leste (L) e
oeste (O). Apenas nas datas referentes aos equinócios da
primavera ou de outono, quando o Sol se encontra “a
pino” sobre o Equador, o “nascer” e o “pôr” do Sol ocor- L
rem nessa região, respectivamente, nos pontos cardeais
leste e oeste.
N S
Assim sendo, o máximo que se pode afirmar, para efei-
to de orientação, é que o ponto em que o Sol “surge” no
horizonte pela manhã situa-se do lado em que se encontra O
o ponto cardeal leste e que o ponto em que o Sol “desapa-
O arco descrito pelo Sol em torno da Terra se
rece” no horizonte à tarde situa-se do lado em que se en- desloca no horizonte ao longo do ano.
contra o ponto cardeal oeste.

Os movimentos da Terra
O astrônomo alemão Johannes Kepler (1571-1630), a

ecl’ptica
partir de cuidadosas observações feitas, principalmente Eixo da N
pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), Plano
equatorial
deduziu que os planetas descrevem órbitas elípticas em N
A
torno do Sol, nas quais esse astro ocupa um dos focos da
elipse. No caso de nosso planeta, para algumas análises, N
é possível aproximar sua trajetória em torno do Sol por α
uma circunferência. D

O plano de órbita da Terra em torno do Sol recebe


Sol
a denominação de ecl’ptica. Além dele, a Terra descreve

marcelclemenS/ShutterStock/glow ImageS
um movimento de rotação em torno de um eixo que N
B
passa pelo centro de nosso planeta, cujas extremidades

Atividades Interdisciplinares
N
constituem os polos geográficos norte (N) e sul (S). O
α
plano perpendicular a esse eixo, que contém o centro
Ecl’ptica
da Terra, é denominado plano equatorial. A intersecção C
desse plano com a superfície terrestre constitui a linha S α 5 23¡
do Equador.
Devido ao fato de o eixo de rotação da Terra não ser FotoS: Igor koValchuk/ShutterStock/glow ImageS; anton
BalaZh/ShutterStock/glow ImageS
perpendicular à eclíptica, esses dois planos descritos não
são coincidentes. O ângulo entre o plano equatorial e a
eclíptica é, aproximadamente, 23°.

415
Para saber mais
Recomendamos uma visita aos seguintes sites:
• <http://astro.unl.edu/classaction/animations/lunarcycles/lunar_applet033.html> (animação em ingl•s). Acesso em:
3 out. 2015
• <www.mailxmail.com/curso-iniciacion-astronomia/luna-orbita-lunar> (descrição detalhada da —rbita lunar Ð em
espanhol). Acesso em: 3 out. 2015
• <www.zenite.nu/>. Acesso em: 3 out. 2015

As apar•ncias da Lua
Sabemos que, apesar de mostrar sempre a mesma face para um observador na Terra, a Lua adquire diferentes
aparências em nosso céu noturno ao longo de quase um mês. A montagem de fotografias indica algumas delas.
Para diferenciá-las, foram atribuídos nomes diferentes para cada uma das aparências.
trIStan3D/ShutterStock/glow ImageS
Atividades Interdisciplinares

No decorrer de 28 dias (aproximadamente), a Lua se apresenta em diferentes visualizações para um observador na Terra.

As fases da Lua
Para um observador terrestre, analogamente ao movimento aparente do Sol, a Lua sempre se desloca para oeste. Devido ˆ combinação entre
os movimentos da Lua em torno da Terra e desta em torno do Sol, acrescido ao fato de os per’odos de rotação (da Terra em torno de seu eixo e
da Lua em torno da Terra) serem diferentes, para um observador na Terra, a Lua passa a ser vis’vel no céu com 50 minutos de atraso a cada dia.
Como a posição entre Terra, Sol e Lua varia ao longo do per’odo sin—dico, a parcela da face da Lua iluminada pelo Sol que podemos
visualizar varia gradativamente. ƒ usual dividir o per’odo de rotação da Lua em torno da Terra (< 29,5 dias, chamado m•s lunar) em quatro
intervalos de tempo iguais de, aproximadamente, 1 semana. Apesar de, a cada dia, a Lua apresentar apar•ncia diferente, por simplicidade,
essas apar•ncias são divididas em quatro grupos, denominados fases. São elas: cheia, minguante, nova e crescente.

416
As fases da Lua s‹o iguais para qualquer observador no planeta. Por exemplo, se na cidade de Ara•atuba-SP um observador presencia
a fase de Lua cheia, ˆ noite, um observador no Jap‹o tambŽm observar‡ a mesma fase.

Cheia: ocorre quando um observador Minguante: no auge dessa fase, a


pockygallery/
ShutterStock/glow ImageS

myotIS/ShutterStock/
glow ImageS
na Terra visualiza integralmente a face Lua, vista por um observador no
iluminada da Lua. No auge dessa fase, hemisfŽrio Sul da Terra, Ž um semi-
a Lua nasce a leste, aproximadamente O L c’rculo com a face iluminada voltada
ˆs 18h, e se p›e a oeste, aproximada- para o leste. Nesse per’odo, a Lua
mente ˆs 6h do dia seguinte. nasce ˆ meia-noite e se p›e ao meio-
-dia, aproximadamente.

Nova: durante essa fase, o hemisfŽrio Crescente: no auge dessa fase, que
SomchaI Som/
ShutterStock/glow ImageS

aStroStar/ShutterStock/
glow ImageS
da Lua voltado para a Terra n‹o refle- ocorre cerca de uma semana depois
te a luz do Sol. ƒ dito que a Lua est‡ da fase nova, a Lua nasce aproxi-
em conjun•‹o com o Sol. A Lua Nova madamente ao meio-dia e se p›e ˆ
nasce por volta das 6h e se p›e ˆs O L
meia-noite. Para um observador no
18h. Ou seja, ela n‹o aparece no cŽu hemisfŽrio Sul, a apar•ncia da Lua Ž
noturno de um observador. de um semic’rculo, cuja face ilumi-
nada est‡ voltada para o oeste. J‡
no hemisfŽrio Norte, ao contr‡rio, o
semic’rculo iluminado est‡ voltado
para leste.

O lado oculto da Lua


No passado, um fato que sempre intrigou os Òinvestigadores celestesÓ foi o de a Lua mostrar sempre a mesma face para um ob-
servador na Terra. Muitas lendas foram criadas a respeito da por•‹o oculta da Lua. O que deveria haver naquele hemisfŽrio lunar n‹o
visto? Essa pergunta s— foi respondida durante a hist—ria recente da humanidade. Mais precisamente, em 1959, quando seu hemisfŽ-
rio oculto foi fotografado pela primeira vez por meio de uma c‰mera instalada na nave soviŽtica Luna 3. Esse hemisfŽrio lunar foi
observado diretamente pela humanidade somente quando a nave norte-americana Apollo 8 orbitou em torno da Lua.

Mas por qual raz‹o a Lua


FotoS: naSa

sempre mostra o mesmo he-


misfŽrio para a Terra? Isso se
deve ao fato de o tempo que a
Terra demora a completar uma
rota•‹o sobre si pr—pria Ð per’o-

Atividades Interdisciplinares
do de rota•‹o Ð coincidir com o
tempo que a Lua leva para dar
uma volta em torno da Terra Ð
per’odo de transla•‹o.

A foto ˆ esquerda mostra o lado da Lua sempre voltado para a Terra. A foto ˆ
direita mostra a face da Lua n‹o voltada para a Terra.

417
Os eclipses
Eclipsar significa ocultar, desaparecer. Portanto, quando se diz que ocorrer‡ um eclipse lunar, podemos entender que, durante certo
intervalo de tempo, a Lua, que se encontrava vis’vel no cŽu, passa a ficar oculta. Da mesma maneira, em um eclipse solar, o Sol, antes
vis’vel, torna-se oculto durante certo intervalo de tempo.

O eclipse lunar
O eclipse lunar ocorre quando a Lua, em seu movimento de rota•‹o em torno da Terra, atravessa o cone de sombra da Terra. Note
o esquema.

A penumbra

Sol Lua

Terra Sombra penumbra


B

Note que um eclipse lunar s— pode ocorrer quando a Lua est‡ na fase cheia.

O eclipse solar
O eclipse solar ocorre quando o Sol torna-se oculto devido ao alinhamento entre o Sol, a Lua e a Terra. Observe o esquema.

P
Sol S
P
Lua
Terra
B
P = Penumbra
S = Sombra

O eclipse solar s— pode ocorrer em fase nova (eclipse solar).


AlŽm disso, para que ocorram eclipses, Ž necess‡rio que o Sol esteja sobre a linha dos nodos, que Ž a linha de intersec•‹o da ecl’ptica
com o plano da —rbita da Lua em torno da Terra.
Atividades Interdisciplinares

Luz do Sol

5,2°

Situação de não eclipse

Eclipse

Situação de eclipse

418
Atividade
O movimento pendular do Sol em rela•‹o ˆ Terra nos ajuda a compreender por que nem sempre o Sol est‡ Òa pinoÓ
ao meio-dia. Nos equin—cios, o Sol encontra-se a pino sobre a linha do Equador.

anton BalaZh/ShutterStock/glow ImageS


C’rculo Polar çrtico
Raios solares
Tr—pico de C‰ncer

Equador

Tr—pico de Capric—rnio

C’rculo Polar Ant‡rtico Raios solares

No solst’cio, encontra-se a pino sobre um dos tr—picos.


N N

Equador
FotoS: Igor koValchuk/ShutterStock/glow ImageS;
anton BalaZh/ShutterStock/glow ImageS

C’rculo Polar çrtico


Tr—pico de C‰ncer

Equador

Tr—pico de Capric—rnio

C’rculo Polar Ant‡rtico

Solstício de dezembro: S Solstício de junho: S


ver‹o no hemisfŽrio Sul inverno no hemisfŽrio Sul
Disponível em: <www.apolo11.com/imagens/etc/
solsticios.jpg>. acesso em: 12 mar. 2015.

A partir da leitura das informa•›es anteriores, resolva as quest›es 1 e 2 a seguir.


Isso significa que, de acordo com a localiza•‹o de uma
cidade, seus habitantes poder‹o ver o Sol ÒpassarÓ no Z•nite
z•nite ao meio-dia apenas uma vez por ano, no solst’cio
de ver‹o austral (para cidades localizadas sobre o Tr—-
pico de Capric—rnio); duas vezes por ano (para cidades

Atividades Interdisciplinares
situadas entre os tr—picos), uma quando o Sol estiver Òse Oeste

deslocandoÓ para o sul e outra quando ele estiver Òse


deslocandoÓ para o norte; ou nunca poder‹o ver (nas
zonas clim‡ticas temperadas e glaciais).
Observador
Os equin—cios ocorrem quase sempre no dia 20 mar•o Sul Norte

(chamado equin—cio de outono para o hemisfŽrio Sul


ou equin—cio da primavera para o hemisfŽrio Norte) e
no dia 23 de setembro (chamado de equin—cio de ou-
tono no hemisfŽrio Norte e equin—cio de primavera no
hemisfŽrio Sul). Nessas datas, as dura•›es do dia e da Leste
noite, nos dois hemisfŽrios, s‹o as mesmas.

419
1 Com base na figura a seguir, identifique, entre as posi•›es da Terra em rela•‹o ao Sol (pontos A, B, C e D), aquelas
que se referem aos equin—cios de mar•o e de setembro.

ecl’ptica
Eixo da
N
Plano
equatorial
N
A

N
α
D

Sol
N
B
N
α
Ecl’ptica C
S α 5 23¡

FotoS: Igor koValchuk/ShutterStock/glow ImageS; anton


BalaZh/ShutterStock/glow ImageS

em B, é inverno no hemisfério Sul, estação que ocorre em meados de junho. como o movimento da terra em torno do Sol é no sentido anti-horário
(para quem olha a terra pelo polo norte), a posição c deve corresponder ao equinócio de setembro (equinócio da primavera no hemisfério Sul ou
equinócio de outono no hemisfério norte). logo, a posição a deve corresponder ao equinócio de março (equinócio do outono no hemisfério Sul
ou equinócio de primavera no hemisfério norte).

2 (Enem Ð Adaptada) ÒCasa que n‹o entra sol, entra mŽdico.Ó

I. Esse antigo ditado refor•a a import‰ncia de, ao construirmos casas, darmos orienta•›es adequadas aos dormit—-
rios, de forma a garantir o m‡ximo de conforto tŽrmico e salubridade.
Assim, confrontando casas constru’das em Lisboa (ao norte do Tr—pico de C‰ncer) e em Curitiba (ao sul do Tr—pico
de Capric—rnio), para garantir a necess‡ria luz do sol, as janelas dos quartos devem estar voltadas, respectiva-
mente, para os pontos cardeais:
a) norte / sul. d) oeste / leste.
c b) sul / norte. e) oeste / oeste.
c) leste / oeste.
Atividades Interdisciplinares

II. Justifique a alternativa escolhida na quest‹o anterior.


os trópicos correspondem ao paralelo em que se verifica a declinação máxima do Sol em sua trajetória aparente ao longo do ano. nos pontos de
declinação máxima, a incidência solar é vertical. Isso acontece nos dias de ocorrência do solstício. nos demais dias, a luz solar incidirá de forma oblíqua
nos demais pontos da superfície terrestre. assim, qualquer local situado ao norte do trópico de câncer, como a cidade de lisboa, será iluminado
pelo Sol na sua face sul, e qualquer local situado ao sul do trópico de capricórnio, como a cidade de curitiba, será iluminado pelo Sol na sua face norte.

420
3 (Enem – Adaptada) Leia o texto a seguir.

O jardim de caminhos que se bifurcam [...] Uma lâmpada aclarava a plataforma, mas os rostos dos meninos ficavam
na sombra. Um me perguntou: O senhor vai à casa do Dr. Stephen Albert? Sem aguardar resposta, outro disse: A casa
fica longe daqui, mas o senhor não se perderá se tomar esse caminho à esquerda e se em cada encruzilhada do caminho
dobrar à esquerda.
BOrgeS, J. Ficções. rio de Janeiro: globo, 1997. p. 96. Adaptado.

Quanto à cena descrita, considere que:


I. a cena ocorre na data de um dos equinócios;
II. o Sol nasce à direita dos meninos;
III. o senhor seguiu o conselho dos meninos, tendo encontrado duas encruzilhadas até a casa.
Conclui-se que o senhor caminhou, respectivamente, nos sentidos: N

c a) oeste, sul e leste. o nascer do Sol no equinócio ocorre no ponto leste. como o Sol nasce à NO NE

b) leste, sul e oeste. direita dos meninos, quando eles orientam o visitante a tomar o caminho
à esquerda, eles orientam esse visitante (como pode ser observado na O L
c) oeste, norte e leste.
rosa dos ventos ao lado) a seguir na direção oeste; ao tomar o caminho
d) leste, norte e oeste. à esquerda nas duas encruzilhadas, ele se movimentará na primeira en-
SO SE
e) leste, norte e sul. cruzilhada para o sul e na segunda encruzilhada para o leste.
S

4 (Enem – Adaptada) O texto foi extraído da peça Troilo e Créssida, de William Shakespeare, escrita provavelmente
em 1601.

“Os próprios céus, os planetas, e este centro reconhecem graus, prioridade, classe, constância, marcha, distância,
estação, forma, eis porque o glorioso astro Sol está em nobre eminência entronizado e centralizado no meio dos outros,
e o seu olhar benfazejo corrige os maus aspectos dos planetas malfazejos, e, qual rei que comanda, ordena sem entraves
aos bons e aos maus.”
(personagem Ulysses, Ato I, cena 3).
SHAKeSPeAre, W. Troilo e Créssida. Porto: Lello & Irmão, 1948.

a) Explique a diferença entre os modelos geocêntrico e heliocêntrico aplicados ao nosso sistema solar.
no sistema geocêntrico, defendido por ptolomeu, no século II, em sua obra Almagesto (tradução: o grande tratado), a terra era o centro
do universo, com os demais corpos celestes, planetas e estrelas orbitando ao seu redor. no sistema heliocêntrico, sistematizado por
copérnico, cuja abordagem teórica foi publicada no ano de sua morte, 1543, no livro De revolutionibus orbium coelestium (“Da revolução
de esferas celestes”), a terra, os planetas e seus satélites orbitam em torno o Sol.

Atividades Interdisciplinares
b) O texto adota o modelo geocêntrico ou heliocêntrico? Justifique sua resposta.
modelo heliocêntrico. Isso se justifica na passagem: “[...] eis porque o glorioso astro Sol está em nobre eminência entronizado e centralizado no meio
dos outros [...]”. obs.: É provável que Troilo e Créssida tenha sido escrita no fim de 1601. anos mais tarde, galileu foi julgado pelo tribunal do Santo
ofício por defender o heliocentrismo e obrigado a rejeitar essa teoria. Somente em 1983 a Igreja católica admitiu formalmente o erro nesse julgamento.

421
5 (Enem – Adaptada) A figura abaixo mostra um eclipse solar em cinco diferentes pontos do planeta, no instante em
que foi fotografado.

Sol

II

III

IV
V
Terra

Três dessas imagens estão reproduzidas abaixo.

A B C

a) Qual é o significado de haver na figura duas regiões distintas: uma cinza e outra preta?
a região cinza é a região de penumbra. um observador nessa região presenciará o eclipse parcial do Sol. a região preta é a região de sombra.
um observador nessa região presenciará o eclipse total do Sol.

b) Associe corretamente as imagens a, b e c, com as regiões numeradas de I a V.


Imagem a ⇒ região III
Imagem b ⇒ região V
Imagem c ⇒ região II

6 (Enem – Adaptada) Um grupo de pescadores pretende passar um fim de semana do mês de setembro, embarcado,
pescando em um rio. Uma das exigências do grupo é que, no fim de semana a ser escolhido, as noites estejam ilu-
minadas pela Lua o maior tempo possível.
A figura representa as fases da Lua no período proposto.
Atividades Interdisciplinares

24 de setembro

2 de outubro 17 de setembro

10 de setembro

422
SETEMBRO 2012 OUTUBRO 2012
D S T Q Q S S D S T Q Q S S
01 01 02 03 04 05 06
02 03 04 05 06 07 08 07 08 09 10 11 12 13
09 10 11 12 13 14 15 14 15 16 17 18 19 20
16 17 18 19 20 21 22 21 22 23 24 25 26 27
23 24 25 26 27 28 29 28 29 30 31
30

a) Considerando-se as características de cada uma das fases da Lua e o comportamento desta no período delimi-
tado, entre as datas mencionadas na figura, encontre o fim de semana que melhor atenderia às exigências dos
pescadores.
entre uma fase e outra, há um período de 7 dias. Se 10 de setembro é lua minguante, então 3 de setembro é lua cheia.
consultando o calendário, um fim de semana possível é 1 e 2 de setembro. por outro lado, a lua está em fase cheia em 2 de outubro,
terça-feira. logo, no fim de semana anterior (29 e 30 de setembro) também a lua estará próxima à fase cheia. portanto,
esse também é um fim de semana possível. entre as duas datas, a mais apropriada (mais próxima da fase cheia) é a do fim de semana de
1 e 2 de setembro.

b) Durante o feriado do dia 12 de outubro, a Lua estará transitando entre quais fases? Justifique sua resposta.
2 de outubro é lua cheia; mais 7 dias, 9 de outubro, será lua minguante; mais 7 dias, 16 de outubro, será lua nova. logo, no feriado do dia 12,
a lua estará transitando entre as fases minguante e nova.

7 A figura a seguir mostra os horários em que a Lua nasce e se põe, nas quatro principais fases.
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
Lua cheia Lua cheia
Lua minguante
Lua nova
Lua crescente

Por exemplo, note que, durante a fase cheia, a Lua nasce por volta das 18 horas e se põe por volta das 6 horas.
Certo dia, no Brasil, no ponto mais alto de sua trajetória, a Lua foi vista conforme mostra a foto.
trIStan3D/ShutterStock/glow ImageS

Atividades Interdisciplinares

Oeste Leste

423
a) Qual é a fase da Lua? Justifique sua resposta.
Dica:
ÒCorcunda para o poente... quarto crescente...
Corcunda para o levante... quarto minguante....Ó
traduzindo: Face iluminada voltada para oeste, a lua estará na fase crescente. Face iluminada voltada para leste, a lua estará na fase minguante.
na foto, a face iluminada está voltada para oeste (poente). logo, a fase é crescente.

b) Qual foi o horário aproximado em que ocorreu essa visualização?


como ela foi observada no ponto mais alto de sua trajetória, ela está a meio caminho entre 12h (horário em que a lua nasce nessa fase) e
24h (horário em que a lua se põe nessa fase). portanto, o horário da fotografia deve ser ao redor de 18h.

anotações
Atividades Interdisciplinares

424
ANGLO
A coleção de Ensino MŽdio do Sistema Anglo de Ensino foi planejada para os
alunos do sŽculo XXI, empreendedores e ávidos por inovaç›es e conhecimento.
O que se prop›e neste segmento Ž aliar a motivação dos alunos com a
qualidade de ensino e os elevados padr›es acad•micos Ð uma tríade que
representa um trabalho de excel•ncia nas escolas.
Com o conhecimento adquirido na escola, o aluno se sentirá pronto para a
vida em sociedade e, como cidadão, poderá interferir na realidade em que vive.
Nosso objetivo Ž transformar o lema: Òaula dada, aula estudadaÓ em prática,
provocando o exercício da autonomia e o aperfeiçoamento constantes.
O material Ž composto de Caderno do Aluno, Livro-texto e Caderno de
Exercícios, alŽm de diversos recursos digitais e ferramentas disponíveis no portal
do Sistema.
Venha conosco nessa jornada!

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