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ANGLO

Manual do Professor • Matemática


Ensino Médio

1ª- série

2
Manual
do Professor
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)
Direção de conteúdo e inovação pedagógica: Mário Ghio Júnior
Direção: Tania Fontolan
Coordenação pedagógica: Fábio Aviles Gouveia
Supervisão da disciplina: Glenn Albert Jacques van Amson,
Roberto Teixeira Cardoso
Conselho editorial: Bárbara M. de Souza Alves, Eliane Vilela,
Fábio Aviles Gouveia, Helena Serebrinic, Lidiane Vivaldini Olo,
Luís Ricardo Arruda de Andrade, Mário Ghio Júnior,
Marisa Sodero Cardoso, Ricardo de Gan Braga,
Ricardo Leite, Tania Fontolan
Direção editorial: Renata Mascarenhas
Gerência editorial: Bárbara M. de Souza Alves
Coordenação editorial: Adriana Gabriel Cerello
Edição: Fernando Manenti Santos (coord.),
Tadeu Nestor Neto
Assistência editorial: Walter Catão Manoel
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques
(coord.), Rosângela Muricy (coord.), Danielle Modesto, Marília Lima,
Marina Saraiva, Tayra Alfonso, Vanessa Lucena
Coordenação de produção: Paula P. O. C. Kusznir (coord.),
Daniela Carvalho
Supervisão de arte e produção: Ricardo de Gan Braga
Edição de arte: Antonio Cesar Decarli
Diagramação: Guilherme P. S. Filho, Lourenzo Acunzo,
Marisa Inoue Fugyama
Iconografia: Silvio Kligin (supervisão),
Claudia Cristina Balista, Ellen Colombo Finta, Fernanda Regina Sales
Gomes, Marcella Doratioto, Sara Plaça, Tamires Reis Castillo
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Rosso Junior, Antonio Carlos


Ensino médio : matemática : caderno 2 : manual do professor
/ Antonio Carlos Rosso Junior, Glenn Albert Jacques van Amson,
Roberto Teixeira Cardoso (Robby). -- 1. ed. -- São Paulo : SOMOS
Sistemas de Ensino, 2016.

1. Matemática (Ensino médio) I. Amson, Glenn Albert Jacques van.


II. Cardoso, Roberto Teixeira. III. Título.

15-10285 CDD-510.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Matemática : Ensino médio 510.7

2017
ISBN 978 85 7595 109 2 (PR)
Código da obra 826151217
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento

Uma publicação
Sumário
Matemática ............................................................................................................................................................. 4

Setor A ...................................................................................................................................................................... 5

Aulas 19 e 20 – Equação do 2o grau: fórmula resolutiva ....................................................................................... 5

Aulas 21 e 22 – Equação do 2o grau: soma e produto das raízes ........................................................................ 5

Aulas 23 e 24 – Funções: a notação f(x) ................................................................................................................ 6

Aulas 25 e 26 – Funções: conceitos básicos .......................................................................................................... 7

Aula 27 – Funções: conceitos básicos – exercícios (1) ......................................................................................... 7

Aulas 28 e 29 – Funções: conceitos básicos – exercícios (2) ................................................................................ 8

Aulas 30 e 31 – Funções: funções afns .................................................................................................................. 8

Aula 32 – Funções: funções afns – exercícios ........................................................................................................ 9

Aulas 33 e 34 – Funções: função quadrática ...................................................................................................... 10

Aulas 35 e 36 – Funções: função quadrática – mínimos, máximos .................................................................... 11

Setor B .................................................................................................................................................................... 13

Aula 13 – Congruência de triângulos .................................................................................................................. 13

Aula 14 – Polígonos convexos ............................................................................................................................... 13

Aula 15 – Quadriláteros notáveis .......................................................................................................................... 14

Aula 16 – Circunferência: segmento tangente .................................................................................................... 14

Aulas 17 e 18 – Ângulos em uma circunferência ................................................................................................ 14

Aula 19 – Pontos notáveis em um triângulo ......................................................................................................... 15

Aula 20 – Teorema de Tales.................................................................................................................................... 15

Aulas 21 a 24 – Semelhança de triângulos (1) e (2) .......................................................................................... 16

Atividades Interdisciplinares .............................................................................................................................. 17


Matemática
Caderno 2 • “Descrever função linear como um tipo especial de função
afim e associá-la a relações de proporcionalidade direta entre
Nesse segundo caderno, trabalharemos com os eixos de Álgebra
e Funções no setor A e Geometria e Medidas no setor B, dando duas grandezas.”
continuidade ao estudo que iniciamos no primeiro caderno. • “Reconhecer função quadrática em suas representações al-
As escolhas dos conteúdos levam em consideração as sugestões gébrica e gráfica, considerando domínio, imagem, ponto de
colocadas nos documentos mais atuais sobre o ensino de Matemá- máximo ou mínimo, intervalos de crescimento e decresci-
tica no Brasil, como o BNCC (Base Nacional Curricular Comum), e mento, pontos de intersecção com os eixos.”
proporcionam uma progressão natural do caderno 1. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/
conhecaDisciplina?disciplina=AC_MAT&tipoEnsino=TE_EM>.
Nas palavras do BNCC, o aluno deve: Acesso em: 25 out. 2015.
• “Compreender e aplicar o teorema de Tales na resolução
de problemas, incluindo a divisão de segmentos em partes Com essas ideias em mente, é importante ter dois objetivos em
proporcionais.” sala de aula: além de apresentar os conceitos matemáticos, também
faz-se necessário mostrar aplicações dos modelos matemáticos no
• “Utilizar a semelhança de triângulos e o teorema de Pitágoras
para resolver e elaborar problemas.” cotidiano, tanto da Álgebra como da Geometria, e, paralelamente,
trabalhar na consolidação de um sistema dedutivo.
• “Compreender função como um tipo de relação de depen-
dência entre duas variáveis, as ideias de domínio e de imagem, Para isso, no setor A, finalizamos o estudo de equações do
associando-a a representações gráfica e/ou algébrica.” segundo grau e damos início ao estudo das funções, trabalhando
• “Reconhecer função afim em suas representações algébrica os conceitos básicos e os modelos das funções afim e quadrática.
e gráfica, identificando variação (taxa, crescimento e decres- Já no setor B iniciamos o caderno com uma aula de congruên-
cimento), pontos de intersecção de seu gráfico com os eixos cia de triângulos, tratando em seguida dos quadriláteros notáveis,
coordenados e o sentido geométrico dos coeficientes da arcos em uma circunferência, pontos notáveis em um triângulo e
equação de uma reta.” semelhança de triângulos, tema que encerra esse caderno.

anotações

4
Setor A

aulas 19 20 6
e x

Equação do 2o grau: fórmula resolutiva


Objetivos
Apresentar o conceito e exemplos de equações quadráticas.
35 m2 8
Explicar as técnicas adequadas de resolução.

Encaminhamento
Explique o conceito de equação quadrática, ou equação do
2o grau e apresente a fórmula resolutiva. Uma dedução dessa fór- x
mula encontra-se no livro‐texto. Achamos que não haverá tempo
suficiente para fazer essa dedução em aula. Porém, é o professor 3. Os alunos de uma turma estão vendo a viabilidade
quem deve decidir se isso é, ou não, conveniente. de contratar uma empresa para cuidar da sua festa
Resolva os exercícios de aula junto com os alunos, observando de formatura. Isso custaria R$ 15 600,00 e essa quantia
e explicando os itens do resumo. seria dividida entre eles em partes iguais. Obtenha o
número de alunos dessa turma, sabendo que, se dois
Sugestão de exercícios extras deles desistissem de participar, a cota de cada um dos
1. A Julieta, aquela da famosa ópera Romeu e Julieta, mora demais aumentaria de R$ 50,00.
num castelo circundado por um fosso bastante largo e a Resolução:
janela do seu quarto encontra-se a uma altura 7 metros 15600 15 600
5 1 50
maior do que a largura do fosso. Romeu deve encontrar-se x22 x
com Julieta às escondidas de sua família e da de Julieta, 50x2 2 100x 2 31 200 5 0
pois estas são inimigas figadais, diferente do Romeu e x 5 26 ou x 5 224 (não convém, pois x . 0)
da Julieta. Logo, essa turma possui 26 alunos.
Romeu encontrou uma escada cujo comprimento é
2 metros maior do que a altura que se encontra a janela.

aulas 21 e 22
Ele apoiou o pé da escada na beira do fosso e a outra
extremidade exatamente no parapeito da janela. Calcule
o comprimento da escada.
Equação do 2o grau: soma e produto
Resolução:
Sendo x a largura do fosso, a altura em que se encontra das raízes
a janela será x 1 7 e o comprimento da escada, x 1 9.
Pelo teorema de Pitágoras, temos: x2 1 (x 1 7)2 5 (x 1 9)2 Objetivos
Resolvendo essa equação, obtemos x 5 8.
Apresentar as relações entre os coeficientes, a soma e o pro-
Portanto, o comprimento da escada é 8 1 9 5 17 metros.
duto das raízes de uma equação do 2o grau e a forma fatorada do
2. O arquiteto Sílvio foi encarregado de decorar um salão trinômio do 2o grau.
de 6 m por 8 m. Ele resolveu colocar no centro do
salão um piso de mármore e, em volta dele, uma faixa
Encaminhamento
de madeira de lei com largura x m. Dada que a área
2b c
do piso de mármore é 35 m2, calcule o valor de x. Mostre as duas relações: x1 1 x2 5 e x1 ? x2 5 ; em que
a a
Resolução: x1 e x2 são as raízes da equação ax2 1 bx 1 c 5 0, em que a, b e
2[6x 1 (8 2 2x)x] 1 35 5 6 ? 8 ⇒ 24x2 1 28x 2 13 5 0 ⇒ c são constantes, com a ± 0. Mostre, com vários exemplos, como
⇒ x 5 0,5 ou x 5 6,5 (não convém) pode ser vantajoso obter as raízes, por tentativas, mediante estas
Portanto, x 5 0,5. relações – principalmente nos casos em que a 5 1.

5
Exemplo: Calcule:
x2 2 27x 1 170 5 0 a) x ? y
produto das raízes: 170 soma: 27 Resposta: 1
tentativa: decompor 170 num produto de dois fatores cuja b) x 1 y
soma é 27. Resposta: 21 1 26
Resposta: 17 e 10
2. Resolver em R:
Existem pessoas que criticam este método, por ser um processo
de tentativas. Trata-se de uma crítica sem fundamento. Essas pes- a) 1 1 1 1 2x 5 2
soas esquecem, ou simplesmente não perceberam, que, ao calcular Resposta: {4}
∆ , usa-se tabuadas decoradas e tentativas de decompor em
fatores primos. Que tal usarmos todas as ferramentas que temos b) 3
1 1 2x 5 3
quando usar a fórmula resolutiva? Ou não é uma questão de mo- Resposta: {13}
mento e experiência?
Vejamos outros exemplos. A iniciativa é decompor o produto c) 1 1 x 1 5 5 x
das raízes! Resposta: {4}

Equação x1 ? x2 x1 1 x2 {x1, x2}

aulas 23 24
x 2 5x 1 6 5 0
2
6 5 {2, 3}
e
x2 2 2 017x 1 2 016 5 0 2 016 2 017 {1, 2 016}

x2 1 2 017x 1 2 016 5 0 2 016 22 017 {21, 22 016} Funções: a notação f(x)


x 2 2 (3 1 2)x 1 3 2 5 0 3 2 31 2 {3, 2 } Objetivos
Apresentar a notação f(x).
Nesses exemplos, a fórmula resolutiva fica em desvantagem. Entender o significado do verbo substituir.

Tente resolver as últimas equações usando 2b ± ∆ .


2a Encaminhamento
O segundo momento da aula é sobre a fatoração ax2 1 bx 1 Siga a sequência de aula sugerida; resolva os exercícios junto
1 c 5 a(x 2 x1)(x 2 x2). É fundamental que o aluno entenda a com os alunos. No meio, ou no final da sequência, mostre que
diferença entre uma expressão e uma equação. Vejamos alguns  x10 1 sen x 
5 2 x 1 sen x 1 3
10
f(x) 5 2x 1 3, f(u) 5 2u 1 3 e f  
pontos esclarecedores.  5  5
• Em x2 2 4, o valor de x pode ser qualquer número; podemos representam a mesma mensagem. Note, ainda, que não é verda-
ter x 5 10. de afirmar que x 5 u. O correto é afirmar que x foi substituído
• Em x2 2 4 5 0, x não pode ser igual a 10; temos x 5 2 ou por u. Neste caso, temos, por exemplo, f(5) 5 13 e f(6) 5 15 e
x 5 22. não dizemos que 5 é igual 6. Insistindo nessa ideia, ressalte que:
de f(x) 5 2x 1 3, temos f(x 1 1) 5 2x 1 5; x foi substituído por
• x2 2 4, 2x2 1 4 e 2x2 2 8 não são expressões equivalentes. x 1 1; não há sentido algum em afirmar que x é igual a x 1 1.
• x2 2 4 5 0, 2x2 1 4 5 0 e 2x2 2 8 5 0 são equações equi-
valentes (têm o mesmo conjunto solução).
Sugestão de exercícios extras
Sugestão de exercícios extras 1. É dado que, para todo x real, f(x) 1 x ? f(2 2 x) 5 1 1 4x 2 x2.
1. A figura representa um quadrado de lado unitário Obtenha o valor de:
“inscrito” num triângulo retângulo, cuja hipotenusa a) f(1)
mede 5. Resposta: 2

x b) f(2)
5
1 1 Resposta: 3
y
2. É dado que, para todo x real não nulo, f(x) 1 x ? f  2  5
x
Note que x e y são as medidas dos segmentos determinados 5 6x 1 7. Obtenha o valor de f(1).
pelo quadrado sobre os catetos. Resposta: 6

6
3. Com os dados do exercício 5 da aula, prove que Exemplo:
f(u 2 v) 5 ( ) .
f u Na realização de um exame simulado, a prova tinha 90 testes
f ( v) do tipo múltipla escolha. No sistema de correção, a aplicação (fun-
ção) Nota associava a cada aluno seu número de acertos. Assim,
Resolução:
por exemplo, a expressão “Nota(João Alegre) 5 84” corresponde
Demonstração à mensagem: “O aluno chamado João Alegre acertou 84 dos 90
Substituindo na igualdade em P2, u por u 2 v, temos: testes”. Vejamos alguns detalhes.
f(u 2 v) ? f(v) 5 f(u 2 v 1 v) • domínio da função Nota: o conjunto dos nomes dos alunos
f(u 2 v) ? f(v) 5 f(u) que fizeram a prova;
Como f(v) . 0, para todo v real, temos
• contradomínio: o conjunto dos números naturais de 0 a 90;
f ( u)
• conjunto imagem: o conjunto dos números que efetivamente
f(u 2 v) 5 . (c.q.d.) ocorreram como pontuação de pelo menos um aluno.
f ( v)
Observações:
4. Seja f uma função real de variável real positiva, com as Nesta função Nota(x)
seguintes propriedades: • não tem aluno com duas ou mais notas;
P1: f(5) 5 1; • não tem aluno sem nota, na pior das hipótese sua nota é
P2: f(u ? v) 5 f(u) 1 f(v), quaisquer que sejam os reais zero: Nota(José Tristão) 5 0;
positivos u e v. • pode haver dois ou mais alunos com a mesma nota: a equa-
ção Nota(x) 5 Nota(João Alegre) pode ter mais que uma
Obtenha os valores numéricos de: solução, podemos ter x ± João Alegre;
a) f(25) • pode haver elemento do contradomínio que não pertence
Resposta: 2 ao conjunto imagem: o número 1, por exemplo, perten-
ce ao contradomínio da função, mas será que a equação
b) f(125)
Nota(x) 5 1 tem solução? Acertar um e somente um só dos
Resposta: 3
90 testes não deve ser fácil. Note que, ao fixar o contrado-
mínio, devemos estar preparados para todos os resultados
possíveis.
c) f(1)
Resposta: 0 Os exercícios (de aula) 1 e 2 mostram como reconhecer o
domínio e o conjunto imagem de uma função a partir do seu
gráfico. No exercício 3, o aluno deve reconhecer em quais inter-
d) f  
1
 5 valos a função é crescente e em quais intervalos ele decresce. O
exercício 4 é clássico e talvez ultrapassado, determinar as condi-
Resposta: −1
ções de existência de f(x).
e) f ( 5)
Resposta: 1
2
aula 27
Funções: conceitos básicos – exercícios (1)

aulas 25 e 26 Objetivos
Resolver exercícios.
Funções: conceitos básicos Mostrar técnicas algébricas e gráficas, úteis no estudo de funções.

Objetivos Encaminhamento
Apresentar alguns conceitos iniciais da teoria das funções. Nesta aula, podemos apresentar uma técnica para obter o con-
junto imagem de uma função f, dada por uma equação y 5 f(x).
Trata-se da tentativa de “isolar” a variável x, como intuito de des-
Encaminhamento
cobrir para quais valores de y existe x que satisfaz a equação.
Explique detalhadamente cada item do resumo. Fale da impor- Tomemos, como exemplo, a função real de variável real, dada
tância do livro-texto, para uma compreensão correta e completa 5x 2 1
por f(x) 5 .
da teoria. O seguinte exemplo pode ajudar muito. x 22

7
Domínio: R 2 {2}
aulas 28 e 29
Com x ± 2 e y 5 5x 2 1 , temos:
x 22 Funções: conceitos básicos – exercícios (2)
y(x 2 2) 5 5x 2 1
xy 2 2y 5 5x 2 1 Objetivos
xy 2 5x 5 2y 2 1 [ x(y 2 5) 5 2y 2 1 Resolver exercícios que envolvem conceitos iniciais da teoria
Com y 2 5 5 0, ou seja, com y 5 5, resulta x ? 0 5 9; nessa das funções.
condição, não existe x.
2y 2 1 Encaminhamento
Com y 2 5 ± 0, ou seja, com y ± 5, temos x 5 .
y 25 Resolva o maior número de exercícios possíveis. Complete as
Resumindo, para todo real y, y ± 5, existe x, tal que f(x) 5 y. aulas com exercícios extras, que podem ser tirados do Caderno de
Exercícios ou de provas do Enem.
O conjunto imagem de f é R 2 {5}.
É importante alertar que este processo consiste apenas numa

aulas 30 31
tentativa; nem sempre seremos capazes de “isolar o x”. Existem
infinitas equações sem método algum de resolução!
e
Funções: funções afins
Sugestão de exercícios extras
Objetivos
1. Dado que f é uma função real de variável real tal
Apresentar o conceito de função afim e as funções afins: função
( )
2
que f(x) 5 2x 1 7 1 2 x 2 24 , obtenha o domínio e o constante, função linear, função polinomial de grau 1.
conjunto imagem de f.

Resolução: Encaminhamento
f(x) [ R ⇔ 2(x 2 4) > 0
2 2
Explique detalhadamente cada item do resumo, dando exem-
(x2 2 4)2 < 0 plos numéricos. Explique o conceito de taxa (média) de variação,
(x2 2 4)2 , 0 ou (x2 2 4)2 5 0 ∆y
. Numa função afim, essa taxa é constante e, tratando-se de
Não existe x real, tal que (x2 2 4)2 , 0.
∆x
uma função real de variável real, o gráfico é uma reta (crescimento
(x2 2 4)2 5 0 ⇔ x 5 2 ou x 5 22 ou decrescimento a taxa constante).
Temos f(2) 5 11 e f(22) 5 3. Uma função afim f é chamada de função linear se, e somente
Domínio de f: {22, 2}; Conjunto imagem de f: {3, 11} se, f(0) 5 0. Portanto, a função afim dada por f(x) 5 2x 1 1 não é
Note que o gráfico de f é o conjunto dos 2 pontos dados
uma função linear! Em outras palavras, o termo função linear não
por (22, 3) e (2, 11).
é devido ao fato do gráfico ser uma reta.

2. Dado que o domínio da função dada por Sugestão de exercícios extras


f(x) 5 2 1 é o conjunto R e c é uma constante x, se x > 0
x 2 6x 1 c 1. Esboce o gráfico da função dada por f(x) 5 1, se x 0
 ,
inteira, obtenha o menor valor possível de c. e dê o conjunto imagem de f.

Resolução: Resposta:
As proposições a seguir são equivalentes. f(x)
• f(x) [ R, para todo valor real de x
• x2 2 6x 1 c ± 0, para todo valor real de x
Não existe um valor real de x, tal que x2 2 6x 1 c 5 0. (0,1)
A equação x 2 6x 1 c 5 0 não tem raízes reais e, assim,
2 (1,1)
seu discriminante é negativo.
36 2 4c , 0 ⇒ c . 9 x

O menor valor inteiro de c é 10.


Resposta: 10 Im 5 {y [ R| y > 0}

8
2. Esboce o gráfico da função dado por f(x) 5 x 2 1 e dê
2 6. Se f é uma função afim, f(0) 5 3 e f(2) 5 7, então f(1) é
x 21 igual a:
o conjunto imagem de f.
a) 1 b) 3 c c) 5 d) 7 e) 9
Resposta:
7. O gráfico da função dada por f(x) 5 2x 2 2 passa pelos
f(x) pontos A(a, 0) e B(0, b). A soma das constantes a e b é
igual a:
(1,2) a) 2 b) 1 c) 0 c d) 21 e) 22
8. Na fabricação de x unidades de um produto, o custo,
(0,1) em R$, é dado por C(x) 5 100 1 2x. Se cada unidade
é vendida por R$ 5,00, então, para que haja lucro, o
(21,0) número mínimo de unidades a serem vendidas é:
x a) 28 b) 32 c c) 34 d) 36 e) 38
Resolução:
Seja a função lucro dada por L(x) 5 R(x) 2 C(x). Do
Domínio: R 2 {1} enunciado, temos que R(x) 5 5x e C(x) 5 100 1 2x. Por-
tanto, como queremos o número mínimo de unidades a
Conjunto imagem: R 2 {2}
serem vendidas podemos considerar L(x) 5 0, e depois
3. O gráfico da função f é a reta determinada pelos pontos consideramos o valor maior e mais próximo do valor
(0, 15) e (5, 0). Podemos afirmar que o valor de f(2) é de x encontrado. Assim:
igual a: L(x) 5 R(x) 2 C(x)
a) 6 d) 9,5
0 5 5x 2 (100 1 2x)
b) 7,5 e) 12
3x 5 100
c c) 9
x 5 33,3...
Resolução:
Logo, o número mínimo de unidades a serem vendidas
f(x) para que se obtenha lucro é 34, alternativa c.
15 9. Em uma pequena fábrica de canetas, o custo diário para
1 000 unidades por dia é R$ 700,00. Mesmo não produzindo,
há um custo diário de R$ 200,00. A partir deste valor, o
f(2) aumento de custo diário é diretamente proporcional
ao aumento da produção diária. O custo diário, em reais,
em função da produção diária x é dado por:
a) C(x) 5 0,5x 1 200 d) C(x) 5 1 000x 1 700
3 c b) C(x) 5 0,7x 1 200 e) C(x) 5 700x 1 1 000
0 2 5 x c) C(x) 5 0,8x 1 200
Resolução:
Da semelhança de triângulos, temos:
Como o aumento do custo diário é proporcional e dire-
f (2 ) tamente proporcional ao aumento da produção diária,
5 3 ⇒ f (2 ) 5 9
15 5 temos que: C(x) 5 700
x 1000
4. A reta do plano xOy que passa pelos pontos (12, 0) C(x) 5 0,7x
e (18, 29) é o gráfico da função f. Dado que (10, k)
Agora, basta adicionarmos 200 ao custo diário, pois é
pertence a f, podemos concluir que k é igual a:
um custo fixo.
a) 1,5 d) 6,0 Logo, C(x) 5 0,7x 1 200.
b) 2,5 e) 7,0
c c) 3,0
5. Sendo f(x) 5 mx 1 n, em que m e n são constantes, então
f (2020 ) 2 f (2017)
aula 32
é igual a:
3 Funções: funções afins – exercícios
c a) m d) 2n
b) 2m e) m 2 n Objetivos
c) n Resolver exercícios que envolvem funções afins.

9
Encaminhamento Sugerimos a seguinte sequência de exercícios a ser abordada
em aula:
Resolva, em primeiro lugar, os dois exercícios de aula:
– Exercício de classe 1, item a:
Exercício de classe 1
Sendo d a distância percorrida e n o número de voltas, mostre que: Montar uma tabela de pares (x, y), com x [ {22, 21, 0, 1, 2, 3}.
0 < d , 1 500 ⇒ n 5 0 (enquanto não andou 1 500 m, o Localizar os pontos no plano cartesiano e esboçar a curva (parábola)
número de voltas completas é 0.) que passa por eles. Comentar a simetria, o vértice e o conjunto
Sendo d 5 1 500 m, o número de voltas completas é 1. imagem da função.
1 500 < d , 3 000 ⇒ n 5 1 (enquanto não andou 3 000 m, o – Exercício de classe 1, item b:
número de voltas completas é 1.)
Montar uma tabela de pares (x, y), com x [ {0, 1, 2}. Localizar
Compare este exercício, com a seguinte pergunta feita a qual- os pontos no plano cartesiano e esboçar a curva (parábola) que
quer pessoa: Quantos anos você tem? Poderá constar que as pes- passa por eles. Comentar a simetria, a concavidade, o vértice e o
soas respondem seguindo o mesmo raciocínio. Se a pessoa tem 15 conjunto imagem da função.
e faz aniversário amanhã, ela continuará a responder 15. Somente
a partir de amanhã ela responderá 16. Trata-se da função “maior – Exercício de classe 2:
inteiro n, menor que ou igual a x”. Responder, na sequência, cada um dos itens e, ao final de cada
item, “passar” as conclusões para o gráfico!
Exercício de classe 2
Feitos esses 3 exercícios, comente o que segue.
Não é difícil concluir que, sendo o fluxo constante e a secção trans-
versal também, o nível da água é proporcional ao tempo decorrido.
• O gráfico de uma função quadrática (de R em R) é uma
• Sendo o fluxo constante e a secção transversal cada vez me- parábola cujo eixo de simetria (s) é paralela ao eixo (y) das
nor, terminando num bico, o nível da água aumenta cada ordenadas do plano xOy.
vez mais rápido.
• No livro-texto, há uma dedução das fórmulas que forne-
cem a abscissa (xv) e a ordenada (yv) do vértice da parábola
• Sendo o fluxo constante e a secção transversal cada vez y 5 ax2 1 bx 1 c.
maior, o nível da água aumenta cada vez menos rápido. • Dê prosseguimento com os demais exercícios.
Sugerimos que resolva o maior número de exercícios em sala;
O conteúdo digital “construtor de gráficos: Função quadráti-
se necessário, complete as aulas com exercícios extras.
ca” indicado para estas aulas apresenta informações referentes à
função quadrática que ajudam a reforçar o conteúdo trabalhado
no material impresso. Ele pode ser trabalhado em sala de aula ou

aulas 33 34 recomenado para os alunos como parte da tarefa.


e
Sugestão de exercícios extras
Funções: função quadrática 1. Considere o conjunto de todos os retângulos de
perímetro 12, base x e área S(x).
Objetivos a) Obtenha o domínio de S.
Apresentar o conceito de função quadrática Resolução:
Estudar elementos e posições da parábola, gráfico da função Para todos os retângulos desse conjunto temos que:
quadrática. • o semiperímetro é 6;
• a altura é 6 2 x, com 6 2 x . 0, isto é, x , 6;
Encaminhamento • a área é S(x) 5 x(6 2 x).
Portanto, o domínio de S é {x [ S | 0 , x , 6}.
Infelizmente, não cabe nestas aulas explicar o conceito geomé- b) Esboçar o gráfico de S.
trico de parábola. Não é este o foco das aulas e, devido ao tempo,
que às vezes é pouco, isso poderá ser visto em outro capítulo. Resposta:
O aluno deve saber as seguintes propriedades da parábola: S(x)
• a parábola é uma figura simétrica e seu elemento de simetria (3,9)
é uma reta (s);
• a parábola e a reta (s) tem um único ponto de intersecção;
este ponto chama-se vértice;
• embora o termo seja “vértice da parábola”, não se trata de um
“bico”; a parábola é uma figura suave (verifique este conceito
0 6 x
nos seus livros de Cálculo).

10
2. A figura a seguir representa um esboço da parábola A medida do segmento AB é:
y 5 ax 1 bx 1 c. Determine os sinais das constantes
2
c a) 0,25
a, b e c. b) 0,5
y c) 2
2
d) 1
e) 2
6. Na figura, OAB é um triângulo, retângulo em A, de área
0 x 54. O ponto B pertence à parábola de equação y 5 4x2.

Resposta: a , 0, b . 0 e c , 0

Exemplo na Cinemática: S 5
1 2
at 1 v0t 1 S0, com B
2
a . 0, v0 . 0 e S0 , 0.
3. Obtenha a função f cujo gráfico é a parábola que passa
pelo ponto (2, 108) e cujo vértice é o ponto (4, 100).
Resolução:
Sendo f(x) 5 ax2 1 bx 1 c, em que a, b e c são constantes x
O A
reais, consideremos a função g , dada por g(x) 5 f(x) 2 100
(translação).
O vértice da parábola que representa a função g
é o ponto (4, 0) e, portanto, podemos afirmar que A soma das coordenadas do ponto B é igual a:
g(x)  5  a(x  2  4)2 (destaque a importância da forma a) 20
fatorada).
b) 20 2
Como f(2) 5 108, temos g(2) 5 f(2) 2 100 5 8.
De g(2) 5 8, temos a(2 2 4)2 5 8 e, assim, c) 20 3
f(x) 5 2(x 2 4)2 1 100. d) 37
Resposta: f(x) 5 2(x 2 4)2 1 100 c e) 39
4. No plano cartesiano xOy, a parábola y 5 x2 2 x 1 c, em 7. Na curva y 5 x2, com x . 0, há um ponto cuja ordenada
que c é uma constante, intersecta o eixo y no ponto (0, 22) é o triplo da sua abscissa. A soma das coordenadas
e o eixo x nos pontos A e B. A medida do segmento AB é: deste ponto é igual a:
a) 2 d) 6 a) 4
c b) 3 e) 12 b) 9
c) 4 c c) 12
d) 16
5. Na figura, OABC é um quadrado e B pertence à parábola
e) 20
de equação y 5 4x2.

y
aulas 35 e 36
Funções: função quadrática – mínimos,
máximos
Objetivos
Resolver problemas que envolvem cálculos de valores mínimo
C B ou máximo de uma função quadrática.

O A x Encaminhamento
Após uma breve abordagem do resumo da aula, resolva os exer-
cícios da aula junto com os alunos. Os alunos devem saber que não é

11
todo problema de mínimo/máximo que pode ser resolvido pela fun-
6. Com u 5 1 e 2 < x < 7, temos:
ção quadrática. Existem muitos outros que não têm nada a ver com x(8 2 x)
parábolas e exigem, portanto, abordagens completamente diferentes.
a) o valor máximo do u é 16.
Sugestão de exercícios extras b) o valor máximo de u é 4.
1. Considere para cada x real os números u 5 2x 1 4 e c) o valor mínimo de u é 1 .
v 5 2x 1 8. Quando o produto u ? v for máximo, teremos 12
u 1 v igual a: d) o valor mínimo de u é 1 .
7
a) 10
b) 12 c e) o valor mínimo de u é 1 .
16
c c) 15
7. Sejam x e y números inteiros tais que y 5 2x2 2 4x 1 11.
d) 18
O valor de x para qual o valor de y é mínimo é:
e) 26
a) 22
2. A soma de dois números reais é 8. Se a soma dos b) 21
quadrados desses números é mínima, então esta soma é: c) 0
a) 4
c d) 1
b) 8
e) 2
c) 16
d) 24 8. A base e a altura de um retângulo medem, em cm,
respectivamente 2x 2 2 e 7 2 x. Sabe-se que seu
c e) 32
perímetro mede, no mínimo, 14 cm e, no máximo, 20 cm.
3. Sendo x e y variáveis reais, tais que 0 , x < 2 e y 5 4x2 2 4x, Em cm2, as medidas mínima e máxima da sua área são,
podemos concluir que: nessa ordem, iguais a:
a) 0 , y < 8 a) 10 e 14
b) 0 < y < 8 b) 10 e 16
c) 0 , y < 2
c c) 10 e 18
c d) 21 < y < 8 d) 14 e 18
e) y . 21
e) 16 e 18
4. O conjunto imagem da função f: ]22, 1] → R, 9. (PUC-MG – Adaptada) Na comercialização de certo
f(x) 5 x2 1 2x 1 3 é:
produto, a receita é dada por R(q) 5 2q2 1 27q; o custo,
a) ]3, 6]
pela equação C(q) 5 q 1 48; e o lucro, pela igualdade
b) [3, 6]
L(q) 5 R(q) − C(q).
c c) [2, 6]
Nessas funções, o lucro, o custo e a receita são medidos
d) [2, 1`[
em milhares de reais e a variável q indica o número de
e) R peças comercializadas. Com base nessas informações,
5. Dado que y 5 x(x 2 4), com 21 < x < 3, os valores mínimo pode-se afirmar que o número q de peças que devem
e máximo de y são, respectivamente, iguais a: ser comercializadas, de modo que o lucro seja máximo,
a) 5 e 23 é igual a:
b) 21 e 3 c a) 13
c c) 24 e 5 b) 14
d) 23 e 1 c) 15
e) 23 e 5 d) 16
anotações

12
Setor B

aula 13 2. Na figura, AB 5 AC. Calcule x.


C
Congruência de triângulos
E 40o
40o
Objetivos
A
Retomar o conceito de congruência de triângulos visto no ensi- x
no fundamental, apresentar os casos de congruência e utilizar esse 50o
D
conceito em deduções.
B
Encaminhamento Resposta: 50°
Nessa primeira aula do caderno 2, o objetivo é que o aluno perceba
que um triângulo é congruente a outro quando é uma “cópia” dele. Essa
ideia intuitiva pode ser usada como uma boa estratégia para abordar o aula 14
tema. Inicie a aula apresentando figuras que são claramente diferentes – Polígonos convexos
por exemplo, um triângulo escaleno e um equilátero – e pergunte aos
alunos o que faz deles diferentes. Em seguida, mostre dois triângulos Objetivos
semelhantes, de tamanhos bem diferentes (eles já estudaram semelhan- Apresentar os polígonos convexos, as propriedades relativas aos
ça no ensino fundamental, mas no ensino médio faremos esse estudo seus ângulos internos e externos e os polígonos regulares.
no final desse caderno) e pergunte o que os diferencia. Espera-se que os
alunos falem que, apesar de parecidos, eles têm “tamanhos diferentes”. Encaminhamento
Em seguida, apresente dois triângulos congruentes e pergunte quais as
Inicie a aula apresentando o que é um polígono e explique, sem
condições para que um seja uma cópia do outro.
formalismo, o que é um polígono convexo. Defina ângulo interno e
Apresente os casos de congruência e faça os exercícios com
ângulo externo e apresente as fórmulas para o cálculo da soma. Se
eles. Note que temos apenas uma aula do assunto, pois o principal achar conveniente, demonstre a soma dos ângulos internos e a dos
objetivo dessa aula é trabalhar com o sistema dedutivo na geome- externos e mostre por paralelismo um caso particular – por exemplo,
tria e termos ferramentas para futuramente demonstrar outras o pentágono. Reforce a ideia de que o ângulo interno e o externo,
propriedades geométricas. relativos a um mesmo vértice, são sempre suplementares. Defina
polígono regular e apresente as consequências disso sobre as medidas
Sugestão de exercícios extras dos ângulos interno e externo, tudo acompanhado de exemplos. Dê
alguns minutos para que eles façam os exercícios antes de corrigi-los.
1. Na figura, o nABC > nDEC. Nessas condições, calcule
Os exercícios 1 e 2 são para que os alunos possam trabalhar
os valores de x e y e a razão entre os perímetros desses
com a técnica em si. Já a questão 3, que é uma questão da Fuvest,
triângulos.
trata de um tema explorado com frequência no Enem, o problema
B de pavimentação, ou seja, quais figuras nos permitem recobrir o
plano sem sobreposição.
3x 1 5 Comente com os alunos sobre o exercício 3, indicado na seção
D Rumo ao Enem. Lembre-se de que o exercício tem duas respostas
17 possíveis e que isso, por si só, já implicaria a anulação da questão
C
em uma prova do Enem.
y13
A Sugestão de exercícios extras
20
1. Sabendo que a razão entre a medida de um ângulo
interno e a de um ângulo externo de um polígono regular
E é 9, determine o número de lados desse polígono.
Resposta: x 5 5, y 5 14 e a razão é 1. Resposta: 20

13
2. Considere dois polígonos regulares, respectivamente, com reta é tangente à circunferência por um ponto P, então essa reta
n e (n 1 1) lados. Sabendo que a medida do ângulo interno é perpendicular à reta determinada por P e pelo centro da circun-
de um deles excede a medida de um ângulo interno do ferência. Apresente o conceito de segmento tangente e mostre
outro em 5º, quais são esses polígonos? que a partir de um ponto externo à circunferência existem dois
Resposta: octógono regular e eneágono regular. segmentos tangentes a ela; depois, prove que esses segmentos
têm mesma medida. Essa demonstração está feita no livro, mas é
aconselhável que seja feita em sala, pois é mais uma oportunidade
aula 15 de trabalhar com a congruência de triângulos. Caso sobre tempo,
também demonstre a propriedade do quadrilátero circunscrito
Quadriláteros notáveis a uma circunferência.
Peça, em seguida, para que os alunos façam os exercícios da
Objetivos aula, corrigindo-os após alguns minutos.
Retomar os quadriláteros notáveis e as principais propriedades O conteúdo digital “equação da circunferência”, indicado para
que eles possuem. esta aula, apresenta informações referentes à circunferência e suas
relações com retas, que ajudam a reforçar o conteúdo trabalhado
Encaminhamento no material impresso. Ele pode ser trabalhado em sala de aula ou
recomendado aos alunos como parte da tarefa.
Como a ideia central dessa aula é relembrar a nomenclatura en-
volvendo os quadriláteros notáveis, bem como as principais proprie-
Sugestão de exercícios extras
dades que eles possuem, inicie a aula lembrando que um quadrilátero
notável é aquele que possui alguma relação de paralelismo entre seus 1. Calcule a medida do raio de uma circunferência inscrita
lados. Mostre também alguns exemplos de quadriláteros que n‹o são em um triângulo retângulo com lados medindo 9, 12 e
notáveis. Retome a nomenclatura e faça o primeiro exercício da aula 15 centímetros.
com eles. Em seguida, apresente as propriedades dos quadriláteros, Resposta: 3 cm
provando uma ou duas, apenas se julgar necessário, e dê alguns mi-
2. Prove que qualquer paralelogramo circunscrito a uma
nutos para que eles façam os exercícios antes de corrigi-los.
circunferência é um losango.

Sugestão de exercícios extras Resposta: demonstração.

1. Com um arame de 36 metros foram construídos, sem

aulas 17 18
desperdício, um triângulo equilátero e um losango. Sa-
bendo que foram usados metade do arame para cada e
polígono, calcule a razão entre as medidas do lado do
losango e do triângulo, respectivamente. Ângulos em uma circunferência
3
Resposta:
4 Objetivos
2. Prove que os pontos médios de um quadrilátero convexo
Apresentar os conceitos de ângulo central, ângulo inscrito e ân-
qualquer são vértices de um paralelogramo.
gulo de segmento, além das relações existentes entre suas medidas.
Resposta: demonstração.
Encaminhamento

aula 16
Inicie a aula explicando que:
• Ângulo central é um ângulo cujo vértice é o centro de uma
circunferência e seus lados estão sobre retas secantes à cir-
Circunferência: segmento tangente
cunferência;
Objetivos
• Ângulo inscrito é um ângulo cujo vértice está sobre a circunfe-
rência e seus lados estão sobre retas secantes à circunferência;
Trabalhar as propriedades dos segmentos tangentes a uma cir- • Ângulo de segmento é um ângulo cujo vértice está sobre a
cunferência. circunferência, um de seus lados está sobre uma reta secante
à circunferência e o outro sobre uma reta tangente a ela.
Encaminhamento Explique que a medida de um ângulo central é igual à do arco
Inicie a aula relembrando aos alunos que, dada uma reta e determinado por ela e demonstre que a medida de qualquer ângulo
uma circunferência, existem três posições relativas e que, se uma inscrito a uma circunferência é metade do arco determinado por ele.

14
Em seguida, peça aos alunos que façam o exercício 1, aproveitando Explore bem a propriedade do baricentro utilizando exemplos; é
o item d para apresentar uma importante consequência de ângulos importante que eles dominem as proporções em que as medianas
numa circunferência: são divididas. Peça que os alunos façam os exercícios da aula.
Caso sobre tempo, ou julgue pertinente, pode apresentar a
Todo triângulo inscrito em uma semicircunferência é retângulo. noção de triângulo órtico.
Segue texto auxiliar.
Faça com eles o exercício 2. Mostre que é possível resolver o
Triângulo Órtico: Considere um triângulo não retângulo ABC.
item b sem lembrar de ângulo de segmento. No item c, apresente
Sejam M, N e P os “pés” das alturas de ABC. Chamamos de triân-
outra consequência de ângulos numa circunferência:
gulo órtico do triângulo ABC ao triângulo MNP, ou seja, o triângulo
Um quadrilátero é inscritível em uma circunferência, se e determinado pelos pés das altura de ABC.
somente se, a soma das medidas de seus ângulos opostos é 180°. Propriedade: O ortocentro H do triângulo ABC é incentro de
seu triângulo órtico.
Peça que os alunos façam os demais exercícios, corrigindo-os A
em seguida. P
Caso julgue pertinente, apresente a noção de arco capaz. No en- N
dereço <m3.ime.unicamp.br/dl/1IMXxTKkwNQ_MDA_0c064_> é
possível baixar um arquivo com uma atividade proposta pela Unicamp, H
na qual os alunos podem vivenciar uma aplicação prática desse tema.

Sugestão de exercícios extras


B M C
1. Na figura, calcule o valor de x sabendo que o pentágono
é regular.
Sugestão de exercícios extras
1. Na figura, o quadrilátero ABCD é um retângulo, M é o ponto
médio de AD e o triângulo BCM é equilátero. Sabendo que
BC 5 18, calcule a medida do segmento BP.

x A M D

Resposta: 72º
P
2. Determine a medida do menor ângulo formado por duas
retas secantes a uma circunferência, de modo que os
arcos determinados por essas retas medem 40° e 80°.
Resposta: 60°
B C

aula 19 Resposta: 12

Pontos notáveis em um triângulo


Objetivos aula 20
Apresentar os pontos notáveis de um triângulo e as principais Teorema de Tales
propriedades associadas a eles.
Objetivos
Encaminhamento
Apresentar o teorema de Tales e o teorema da bissetriz interna.
Inicie a aula relembrando aos alunos o que são mediana, bisse-
triz interna, mediatriz e altura relativas a um lado de um triângulo. Encaminhamento
Em seguida, apresente os quatro pontos notáveis. Sugerimos Uma estratégia interessante para começar essa aula é fazer a
que seja nesta ordem: Baricentro, Incentro, Circuncentro e Orto- seguinte experiência com os alunos: desenhe três retas paralelas,
centro. Para os alunos, lembrar B.I.C.O. é mais fácil. mas com distâncias diferentes, e trace algumas transversais (tome
Comente que em um triângulo isósceles os pontos notáveis cuidado para que elas não sejam paralelas entre si). Em seguida, com
são colineares e que em um triângulo equilátero eles coincidem. o auxílio de uma régua, meça os segmentos determinados e mostre

15
empiricamente a propriedade descrita no teorema de Tales. Essa é para mostrar os lados proporcionais, aproveitando para mostrar
uma maneira rápida de fazer com que eles aceitem o teorema sem que a razão entre os perímetros também é k.
uma demonstração formal desse resultado. O exemplo abaixo é muito bom para isso.
Após alguns exemplos, peça que os alunos façam os exercícios
1 e 2, nos quais eles terão a oportunidade de aplicar o teorema.
y
Em seguida, apresente o teorema da bissetriz interna e peça que 12
6 4
os alunos façam a terceira questão, que é uma aplicação prática
desse teorema. 8

Sugestão de exercícios extras x

1. (UFC-CE) Na ilustração a seguir, as retas a, b e c são Eles aceitam muito bem a ideia de que triplicando um lado os
paralelas. demais também serão triplicados, se mantivermos a “forma”.
a 6
Dê um tempo para que façam os exercícios da aula, corrigindo
em seguida. Explore bem o exercício 3 dessas aulas.
7,5
5 Nas aulas 23 e 24, inicie relembrando o conceito de semelhança,
b 10 e, caso tenha tempo, resolva com eles alguma dúvida da tarefa.
Em seguida, escolha se vai optar por apresentar potência de pon-
y
7 to em relação a uma circunferência ou não, e peça que façam os
c x exercícios da aula, corrigindo-os em seguida. São exercícios mais
complicados, será normal que os alunos encontrem maior dificul-
dade que nas duas aulas anteriores.
Determine o inteiro mais próximo de x 1 y.
Resposta: 26 Sugestão de exercícios extras
2. Em um triângulo ABC, a bissetriz interna do ângulo  1. Na figura, ABCD é um trapézio isósceles onde AB 5 1,
divide o lado oposto em segmentos cujas medidas são AC 5 1 e AD 5 DC 5 CB 5 x. Determine x.
9 cm e 16 cm. Sabendo que AB 5 18 cm, determine as D C
possíveis medidas do segmento AC.
Resposta: 32 cm ou 81 cm.
8

aulas 21 a 24
A B
Semelhança de triângulos (1) e (2)
5 21
Resposta: x 5
2
Objetivos Observação: Comente sobre a razão áurea.
Apresentar o conceito de semelhança de triângulos e suas apli- 2. (Vunesp) Uma semicircunferência de centro O e raio r
cações. está inscrita em um setor circular de centro C e raio R,
conforme a figura.
Encaminhamento B
Professor, esse assunto é um dos mais explorados nos principais
vestibulares do país, além de permitir inúmeras aplicações práticas. D
Por esse motivo, dedicamos a ele quatro aulas, nas quais deixamos s
você com liberdade para aprofundar o assunto de acordo com a
sua vontade. A parte de potência de ponto em relação a uma cir- O
C A
cunferência não foi colocada no resumo teórico da aula para que
r
você possa escolher se deseja dar como matéria ou, se preferir,
R
que o aluno faça como um exercício de semelhança de triângulos.
Sugerimos que inicie as aulas 21 e 22 apresentando o conceito O ponto D é de tangência de BC com a semicircunferên-
de triângulos semelhantes, o significado da razão de semelhança e o cia. Se AB 5 s, demonstre que: R ? s 5 R ? r 1 r ? s.
caso fundamental de semelhança. Apresente exemplos numéricos Resposta: demonstração.

16
Atividades Interdisciplinares

A atividade interdisciplinar proposta para o Caderno 2 parte Recomendamos uma rápida apresentação do assunto, de pre-
de uma atividade bastante comum para adolescentes: a prática ferência por meio de conversa em que se compartilhe a vivência
de jogos, sobretudo de tabuleiro. Sabemos que essa prática cada ou a experiência dos alunos com jogos, incluindo o grau de co-
vez mais tem sido substituída por games em vídeo, mas certos nhecimento deles sobre o xadrez. Lembre-se de que nas atividades
princípios básicos da atividade permanecem, como a competição/ algumas características das peças e seus movimentos serão citados.
cooperação, simulação da realidade (simbólica nos jogos de tabu- Seguem-se as atividades de Matemática e de Biologia que, sob a
leiro, virtual nos games) e diversão. forma de testes, podem ser feitas oralmente.
Há temas complexos que surgem dessa abordagem que po- Em seguida, a seção de Humanidades propõe duas atividades
deriam até estimular os alunos ao estudo das disciplinas Filosofia mais trabalhosas. Recomendamos a redação efetiva de uma res-
e Sociologia (por meio de temáticas como o significado de “en- posta na atividade de História e Geografia. Observe que a resposta
tretenimento” na sociedade de massas, o impacto cognitivo da apresentada foi proposta pela banca e é bastante completa, servin-
realidade virtual, etc.). Porém, nem sempre os alunos de 1a série do como referência para examinar várias possibilidades de respostas
estarão instrumentalizados para tais atividades.
apresentadas pelos alunos.
Desta forma, propomos um conjunto de exercícios que:
A atividade de História pode ser abordada mais informalmente,
• exemplificam uma abordagem do assunto no Enem, em como uma conversa. Chamamos a atenção para o fato de que o
questões simples; fragmento foi redigido no século XVII, em pleno Absolutismo, mas
• trabalham com raciocínio lógico e matemático, analisando a descreve uma situação que já se configurava nas primeiras cortes
melhor possibilidade de se escolher o caminho da Torre no do final da Idade Média. Aqui existe uma abertura para tratar dos
tabuleiro de xadrez; “jogos de amor” cantados pelos poetas cortesãos nas cortes me-
• reforçam conteúdos de Biologia, a partir de metáforas com dievais, e um cruzamento com a Literatura é possível.
o jogo de xadrez; Por último, o trecho típico do trovadorismo exige uma leitura
• propõem um cruzamento de tópicos de Geografia e História atenta para que nele se encontre uma referência metafórica à vas-
a partir de exercício de vestibular; salagem medieval, em que um nobre presta serviço (notadamente
• aprofundam o conteúdo tratado em História e em Literatura. militar) ao seu suserano.

anotações

17
anotações

18
19
anotações
anotações

20
21
anotações
anotações

22
23
anotações
anotações

24
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor A GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.112
19
AD TM TC

aula
P.112
20
AD TM TC

aula
P.114
21
AD TM TC

aula
P.114
22
AD TM TC

aula
P.116
23
AD TM TC

aula
P.116
24
AD TM TC

aula
P.118
25
AD TM TC

aula
P.118
26
AD TM TC

aula
P.121
27
AD TM TC

aula
28
JOÌO PRUDENTE/PULSAR IMAGENS

P.123
AD TM TC

aula
P.123
29
AD TM TC

aula
P. 126
30
AD TM TC

aula
P. 126
31
AD TM TC

aula
P. 129
32
AD TM TC

aula
P. 131
33
AD TM TC
aula
P. 131
34
AD TM TC

aula
P. 134
35
AD TM TC

prof.: aula
P. 134
36
AD TM TC
aulas 19 e 20
Equação do 2o grau: fórmula resolutiva
Enem: conhecimentos algébricos

nestas aulas
1. Propriedades de números reais: 3. Sendo os coeficientes a, b e c coeficientes reais, temos:
• a ? b 5 0 ⇔ a 5 0 ou b 5 0 • D > 0 ⇔ a equação admite duas raízes reais, dadas por
• a ? b 5 a ? c ⇔ a 5 0 ou b 5 c
x  5 2b 6 D
• a2 5 b2 ⇔ a 5 b ou a 5 2b 2a
2. Equação do 2o grau (na incógnita x): • D , 0 ⇔ a equação não admite raízes reais.
• ax2 1 bx 1 c 5 0, em que a (a ≠ 0), b e c são constantes. • D 5 0 ⇔ a equação admite duas raízes reais e iguais (ou
• b2 2 4ac é chamado de discriminante da expressão uma raiz dupla).
ax2 1 bx 1 c e é representado pela letra D. • D . 0 ⇔ a equação admite duas raízes reais e distintas.

em classe
1. Num dado triângulo retângulo, a hipotenusa mede 6 cm 2. No último Natal, cada família, do condomínio em que
H8 e um cateto mede 2 cm a mais que o outro. Calcule a H16 Pedro mora, mandou exatamente um cartão para cada
área desse triângulo. uma das demais famílias. Ao total, foram mandados
Sendo as medidas dos catetos x e x 1 2, temos: 132 cartões. Quantos cartões sua família recebeu das
x 2 1 (x 1 2)2 5 6 2 (Teorema de Pitágoras) famílias que também moram nesse condomínio?
x 2 1 x 2 1 4x 1 4 5 36
2x 2 1 4x 2 32 5 0 Sendo n o número de famílias desse condomínio, temos:
x 2 1 2x 2 16 5 0 n(n 2 1) 5 132 (*)
com D 5 4 1 4 ? 16 5 4(1 1 16) 5 4 ? 17, temos: n2 2 n 2 132 5 0
Com D 5 1 1 4 ? 132 5 529 5 232 temos:
x 5 22 6 2 17 ∴ x 5 21 1 17 ou x 5 21 2 17
2 1 6 23
n5 ∴ n 5 12 ou n 5 211
Sendo x > 0, temos x 5 21 1 17 e, portanto, os catetos medem 2
Como n . 0, logo:
17 2 1 e 17 1 1.
n 5 12
A área, em cm2, é dada por
( )(
17 2 1 17 1 1)5
17 2 1
5 8.
Havendo 12 famílias no condomínio, a família do Pedro recebeu 11
2 2 cartões.
(*) Sendo n um número natural, podemos resolver essa equação, por
tentativas; basta decompor 132 num produto de dois fatores naturais
que diferem de 1. Note que, dos números n e n 2 1, um é par e o
outro é ímpar.
Como 132 5 2 ? 66 5 4 ? 33 5 12 ? 11, podemos concluir que n 5 12
e n 2 1 5 11.
Matemática e suas Tecnologias

112
3. Resolva, em ℝ, as equações
a) (2x2 2 2x 1 5)(2x2 2 5x 1 2) 5 0
2x 2 2 2x 1 5 5 0 ou 2x 2 2 5x 1 2 5 0
• 2x2 2 2x 1 5 5 0 ∴ D 5 4 2 40 5 236 (a equação 2x2 2 2x 1 5 5 0 não tem raízes reais)
• 2x 2 2 5x 1 2 5 0 ∴ D 5 25 2 16 5 9 5 32
x 5 5 6 3 ∴ x 5 2 ou x 5 1
4 2

{ }
O conjunto solução é 2, 1 .
2

b) (2x 2 1)(2x2 2 5x 1 10) 5 (2x 2 1)(x2 1 x 1 1)


(2x 2 1)(2x 2 2 5x 1 10) 2 (2x 2 1)(x 2 1 x 1 1) 5 0
(2x 2 1)[(2x 2 2 5x 1 10) 2 (x 2 1 x 1 1)] 5 0
(2x 2 1)[2x 2 2 5x 1 10 2 x 2 2 x 2 1] 5 0
(2x 2 1)(x 2 2 6x 1 9) 5 0
• 2x 2 1 5 0 ⇔ x 5 1
2
• x 2 2 6x 1 9 5 0 ∴ D 5 36 2 36 5 0, ou x 2 2 6x 1 9 5 (x 2 3)2
x 2 6x 1 9 5 0 ⇔ x 5 3
2

{ }
O conjunto solução é 3, 1 .
2

c) x 1 10 5 7x
2

x22 x 22
x 2 2 ± 0 e x 2 1 10 5 7x
x ± 2 e x 2 2 7x 1 10 5 0
x 2 2 7x 1 10 5 0 ⇔ x 5 2 ou x 5 5
Logo, x 5 5, pois x ± 2.
O conjunto solução é {5}.

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 1

Matem‡tica
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 19 Aula 19
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 3, cap. 8.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 8. • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 8.
Aula 20 • Faça o exercício 1 da seção Rumo ao Enem.
• Faça o exercício 9, cap. 8. Aula 20
• Faça os exercícios 7, 8, 10 e 11, cap. 8.
• Faça os exercícios 2 e 3 da seção Rumo ao Enem.

113
aulas 21 e 22
Equação do 2o grau: soma e produto das raízes
Enem: conhecimentos algébricos

nestas aulas
Sendo x1 e x2 as raízes da equação ax2 1 bx 1 c 5 0, temos:
• a fatoração ax2 1 bx 1 c ≡ a(x 2 x1)(x 2 x2).
• x1 1 x2 5 2b e x1 ? x2 5 c .
a a

em classe
1. Considerando a equação 2x2 2 5x 2 1 5 0, calcule: 2. Obtenha os coeficientes b e c na equação x2 1 bx 1 c 5 0,
sabendo que suas raízes são os números 2 e 3.
a) o inverso da soma das suas raízes.
Sendo as raízes x1 e x 2, temos: 2 1 3 5 2b ∴ b 5 25
1
x1 1 x 2 5 2b 5 5
a 2 2?35 c ∴c56
1
Logo, b 5 25 e c 5 6.
O inverso da soma das raízes: 1 5 2
x1 1 x 2 5

b) a soma dos inversos das suas raízes. 3. Faça o que se pede.


Como x1 1 x 2 5 5 e x1 ? x 2 5 c 5 21 , temos:
2 a 2 a) Obtenha as raízes da equação x2 2 7x 1 12 5 0.
A soma das raízes de x 2 2 7x 1 12 5 0 é 7 e o produto delas é 12.
Matemática e suas Tecnologias

5 Logo, as raízes são 3 e 4.


1 1 1 5 x 2 1 x1 5 2 5 25
x1 x2 x1 ? x 2 21
2

114
b) Dê a forma fatorada de x2 2 7x 1 12. 4. Resolva, em ℝ: x4 2 x2 2 12 5 0
(x 2)2 2 x 2 2 12 5 0
x 2 2 7x 1 12 5 (x 2 3)(x 2 4)
x 2 5 t ⇒ t 2 2 t 2 12 5 0.
Resolvendo essa equação, resulta t 5 4 ou t 5 23.
De x 2 5 4, temos x 5 62.
A equação x 2 5 23 não tem raiz real.
Logo, 2 e 22 são as únicas raízes reais e o conjunto solução é {2, 22}.

c) Dê o valor numérico de x2 2 9 , com x 5 4,001. 5. Resolva x 5 x 2 1 1 13, com x > 1.


x 2 7x 1 12
2

1o modo: De x 2 1 5 t, temos x 2 1 5 t 2, ou seja, x 5 t 2 1 1.


Sendo x 5 4,001 e Q 5 x2 2 9 , temos:
x 2 2 7x 1 12 Assim, da equação dada, temos:
t 2 1 1 5 t 1 13
(x 2 3)(x 1 3) t 2 2 t 2 12 5 0 ∴ t 5 4 ou t 5 23
Q5
(x 2 3)(x 2 4) De t 5 4, temos: x 2 1 5 4 ⇒ x 2 1 5 16 ⇒ x 5 17

Q5 x13 De t 5 23, temos: x 2 1 5 23 (sem significado!)


x24
O conjunto solução é {17}.
4,001 1 3
Q5
4,001 2 4 2o modo: x 5 x 2 1 1 13 ⇔ x 2 13 5 x21
7,001
Q5 ( x 2 1)
2
0,001 x 2 13 5 x 2 1 ⇒ (x 2 13)2 5

Q 5 7 001 x 2 26x 1 169 5 x 2 1


2

x 2 2 27x 1 170 5 0 ∴ x 5 17 ou x 5 10
Para x 5 17, temos: 17 5 17 2 1 1 13

Para x 5 10, temos: 10 ? 10 2 1 1 13.


Logo, 17 é solução da equação dada e 10 não é!
O conjunto solução é {17}.
Resposta: O conjunto solução é {17}.

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 1 – Unidade 1
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 1
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 21 Aula 21
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 4 e 5, cap. 8.
• Faça os exercícios 12 e 13, cap. 8. • Faça os exercícios 14 a 18, cap. 8.
Aula 22 Aula 22
• Faça o exercício 19, cap. 8. • Leia os itens 6 a 8, cap. 8.
• Faça os exercícios 20 a 24, cap. 8.

115
aulas 23 e 24
Funções: a notação f(x)
Enem: conhecimentos algébricos

nestas aulas
Considere, como exemplo, a tabela de pares ordenados (x, y), em que y 5 x2 2 1, com x [ {21, 0, 1, 2, 3}.

x y
21 0

0 21

1 0

2 3

3 8

Escolhemos uma sigla, ou uma letra, para denotar a função; no caso, y é uma função de x. Normalmente, em Matemática, esco-
lhemos a letra f (de função), nos casos em que há apenas uma função. Assim, neste exemplo, temos f(21) 5 0, f(0) 5 21, f(1) 5 0,
f(2) 5 3, f(3) 5 8, ou seja, f(x) 5 x2 2 1.

em classe
1. Dado que f(x) 5 x2 2 3x, para todo x real, obtenha os 2. É dado que f(x) 5 2x 1 b, em que b é uma constante,
valores numéricos de: tal que f(3) 5 12. Obtenha o valor numérico de f(12).
f(3) 5 12 ⇒ 2 ? 3 1 b 5 12 ⇒ 6 1 b 5 12 ⇒ b 5 6
a) f(10) f(x) 5 2x 1 6 ∴ f(12) 5 2 ? 12 1 6 5 30
f(10) 5 102 2 3 ? 10 5 100 2 30 Resposta: 30
∴ f(10) 5 70

b) f(10) 1 f(4)
f(4) 5 42 2 3 ? 4 5 16 2 12 5 4
∴ f(10) 1 f(4) 5 70 1 45 74 3. Seja f(x) 5 ax 1 b, em que a e b são constantes, tais que
f(1) 5 5 e f(2) 5 8. Qual é o valor numérico de ab?

 f (1) 5 5 a 1 b 5 5
 ⇒ 
 f ( 2) 5 8 2a 1 b 5 8
Matemática e suas Tecnologias

c) f(10 1 4) Subtraindo membro a membro, temos 2a 5 23, ou seja, a 5 3.


f(10 1 4) 5 f(14) 5 142 2 3 ? 14 5 196 2 42 5 154 De a 1 b 5 5 e a 5 3, segue b 5 2.
Então:
ab 5 3 2 ∴ ab 5 9

d) f(1) 2 f(2)
f(1) 5 12 2 3 ? 1 5 22
f(2) 5 22 2 3 ? 2 5 22
∴ f(1) 2 f(2) 5 0

116
4. O gráfico retrata o número N de bactérias de uma certa b) f(3)
cultura controlada em função do tempo t (em minutos) f(2 1 1) 5 f(2) ? f(1)
H19 f(3) 5 25 ? 5
decorrido desde o início de observação. ∴ f(3) 5 125
N (t)
c) f(0)
1 44 000 f(0 1 1) 5 f(0) ? f(1)
f(1) 5 f(0) ? f(1)
5 5 f(0) ? 5
∴ f(0) 5 1

1 00 000 d) f(21)
f(21 1 1) 5 f(21) ? f(1)
f(0) 5 f(21) ? f(1)
1 5 f(21) ? 5
0 20 40 t (min)
∴ f(21) 5 1
5
Destacam-se: N(0) 5 100 000 e N(40) 5 144 000.
 
Dado que existem constantes a e b, tais que N(t) 5 a ? bt, e) f  1
2
obtenha estas constantes e o valor de N(20).

( ) () ()
N(0) 5 100 000 ⇒ a ? b 0 5 100 000
Como b 0 5 1, temos a 5 100 000 e, portanto, N(t) 5 100 000 ? bt. f 1 1 1 5f 1 ?f 1
2 2 2 2
N(40) 5 144 000 ⇒ 100 000 ? b 40 5 144 000

f(1) 5 f ( 1 ) ∴ f ( 1 ) 5 5
   
2 2
b 40 5 1,44 ∴ b 5 40 1,44
 2   2 
( )
t

()
N(t) 5 100 000 ? 40 1,44
Como f(x) . 0, para todo x real, temos f 1 5 5.
2
( )
20
N(20) 5 100 000 ? 40 1,44 Observações:
• A sequência de resultados pode levar alguns à ‘descoberta’:
( )
20
De 40 1,44 5 1,44 5 1,2, temos: f(x) 5 5x. Embora isso seja verdade, não temos, até este ponto
N(20) 5 100 000 ? 1,2 ∴ N(20) 5 120 000 do curso, fundamentos matemáticos suficientes para uma de-
monstração.
5. É dado que
• Podemos mostrar que f(u 2 v) 5 ff (uv) . Vejamos.
• f(x) . 0, para todo valor real de x; ( )
• f(u 1 v) 5 f(u) ? f(v), para quaisquer valores reais de
Sabemos, pelo enunciado da questão, que
5
u e v;
• f(1) 5 5. f(..1..) 5 f(..) ? (..)

Pede-se: 5
a) f(2) nos espaços em branco, podemos colocar dois números reais
f(1 1 1) 5 f(1) ? f(1) quaisquer. Com os valores u 2 v e v, temos:
f(2) 5 5 ? 5 f(u 2 v 1 v) 5 f(u 2 v) ? f(v) ⇒ f(u) 5 f(u 2 v) ? f(v)
∴ f(2) 5 25 f (u)
Como f(v) . 0, para qualquer valor real de v, temos 5 f(u 2 v).
f (v )

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2

Matem‡tica
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 23 Aula 23
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 1.
• Faça os exercícios 1 e 2, cap. 1. • Faça os exercícios 3 a 5, cap. 1.
Aula 24 • Faça o exercício 4 da seção Rumo ao Enem.
• Faça os exercícios 6 e 7, cap. 1. Aula 24
• Faça os exercícios 8 a 12, cap. 1.
• Faça o exercício 5 da seção Rumo ao Enem.

117
aulas 25 e 26
Funções: conceitos básicos
Enem: conhecimentos algébricos

nestas aulas
1. Sendo A e B conjuntos não vazios, chamamos de função de A em B a qualquer conjunto f de pares ordenados, nas seguintes
condições:

• para todo elemento x de A, existe um par (x, y) em f, com y [ B;

• se (x, y) e (x, y’) pertencem a f, então y’ 5 y; em palavras, em uma função, não há pares ordenados com o mesmo primeiro
elemento e com segundos elementos diferentes. Os conjuntos A e B são chamados, nessa ordem, de domínio e contradomínio
da função f. Frequentemente é usada a notação ƒ: A → B. Muitas vezes, uma função é representada por uma tabela de duas
colunas (x e y).

2. Sendo A e B subconjuntos de ℝ, dizemos que f é uma função real de variável real.

3. Há muitos casos de função real f de variável real em que o domínio e o contradomínio não são dados. Nesses casos, devemos tomar
ℝ como contradomínio e tomamos como domínio o conjunto de todos os números reais, para os quais são verificadas as ‘condições de
existência’ de f(x). Vejamos dois exemplos.

• Dado que f(x) 5 1 e o domínio não é explicitado, devemos considerar que este seja o conjunto ℝ 2 {21}, isto é, {x [ ℝ| x ? 21},
x11
pois, da divisão, temos que x 1 1 não pode ser igual a 0 (x não pode ser 21).

• Dado que f(x) 5 1 e o domínio não é explicitado, devemos considerar que este seja o conjunto {x [ ℝ| x . 0}, pois, da raiz
x
quadrada, temos que x não pode ser negativo e, da divisão, temos que x não pode ser igual a 0.

4. Função dada pelo seu gráfico

y y
Matemática e suas Tecnologias

0 x 0 x

O domínio de f é dado pela projeção O conjunto imagem de f é dado pela projeção


do gráfco sobre o eixo das abscissas. do gráfco sobre o eixo das ordenadas.

5. O gráfico de f não mostra qual é seu contradomínio.

118
em classe
1. Obtenha o domínio e o conjunto imagem de cada uma 2. Na figura, temos um esboço do gráfico da função dada
das funções dadas pelos gráficos a seguir:
( ) ( )
por f(x) 5 x 1 1 ? 1 1 x 1 1 ? 5 2 x .
a) y x11
4
y
3 λ
4
2
1
3
22 21 0 1 2 3 4 5 6 x
21 2
22
23 1

O domínio de uma função dada pelo seu gráfico pode ser obtido pela
sua projeção sobre o eixo das abscissas (x) e o conjunto imagem 21 0 1 2 3 4 5 x
pode ser obtido pela sua projeção sobre o eixo das ordenadas (y).
y
4
Pede-se:
3 λ
2 a) o domínio de f
1 Da projeção do gráfico sobre o eixo x, concluímos que o domínio
de f é o intervalo ]21, 5].
2221 0 1 2 3 4 5 6 x
21
22
23 b) o conjunto imagem de f
Da projeção do gráfico sobre o eixo y, concluímos que o conjunto
O domínio é o intervalo [21, 5]. imagem de f é o intervalo [1, 4].
O conjunto imagem é o intervalo [22, 3].

b) y c) Complete a tabela:
λ
4
3 x 21 0 2 5

2 y 5 f(x) e 11 5 4 1

1
3. (Enem) O gráfico fornece os valores das ações da em-
22 21 0 1 2 3 4 5 6 7 x H24 presa XPN, no período das 10 às 17 horas, num dia
21
em que elas oscilaram acentuadamente em curtos
22 intervalos de tempo.
23
Valor da ação (em reais)

Matem‡tica
y
460
λ
4
380
3
330
2
280
1

2221 0 1 2 3 4 5 6 7 x 200
21 150
22 100
23

O domínio é o intervalo [22, 6[. 0


O conjunto imagem é o intervalo [22, 4]. 10 11 12 13 14 15 16 17
Tempo (em horas)

119
Neste dia, cinco investidores compraram e venderam o mesmo volume de ações, porém em horários diferentes, de
acordo com a seguinte tabela.

Investidor Hora da compra Hora da venda


1 10:00 15:00

2 10:00 17:00

3 13:00 15:00

4 15:00 16:00

5 16:00 17:00

Com relação ao capital adquirido na compra e venda das ações, qual investidor fez o melhor negócio?
c a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

Investidor Valor da compra Valor da venda Ganho/perda


1 150 460 310 (.200%)

2 150 200 50 (.33%)

3 380 460 80 (.20%)

4 460 100 2360 (.278%)

5 100 200 100 (100%)


Do exposto acima, o investidor 1 foi o que fez melhor negócio.

x21
4. Qual é o domínio da função real de variável real dada por f(x) 5 1 x23?
( x 2 2)( x 2 5 )
Condições de existência de f(x):
x 2 2 ? 0, x 2 5 ? 0 e x 2 3 > 0
x ? 2, x ? 5 e x > 3
Logo, o domínio é {x [ ℝ| x > 3 e x ? 5}.

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 25 Aula 25
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 3, cap. 2.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 2. • Faça os exercícios 4 e 5, cap. 2.
Aula 26 • Faça o exercício 6 da seção Rumo ao Enem.
• Faça o exercício 8, cap. 2. Aula 26
• Faça os exercícios 6, 7, 9 e 10, cap. 2.

120
aula 27
Funções: conceitos básicos – exercícios (1)
Enem: conhecimentos algébricos

nesta aula
1. Sendo A e B conjuntos não vazios, chamamos de função de A em B a qualquer conjunto f de pares ordenados, de modo que, para
cada elemento x de A, existe um único par (x, y) em f, sendo y um elemento de B.
2. Os conjuntos A e B são chamados, nessa ordem, de domínio e contradomínio da função f.
3. Sendo f uma função real de variável real cujo domínio e contradomínio não são dados, tomamos ℝ como seu contradomínio e
tomamos como domínio o conjunto de todos os números reais, para os quais são verificadas as ‘condições de existência’ de f(x).

em classe
Na figura, temos esboços dos gráficos das funções da- b) o conjunto solução da equação f(x) 5 0;
das por f(x) 5 2 1 1 e g(x) 5 x. 21 1 50
x21 x21
1 5 22
y x21
1 5 22x 1 2
y 5 g(x) 2x 5 1
4
∴x5 1
2
O conjunto solução é { 21 }.

y 5 f(x) 2

22 0 2 4 x

c) o conjunto solução da equação f(x) 5 2;


21 1 52
x21
22
1 50

Matem‡tica
x21
Obtenha: 1 5 0(x 2 1)
a) o domínio de f; O conjunto solução é [.
Condição de existência de f(x): x 2 1 ? 0, ou seja, x ? 1
O domínio de f é ℝ 2 {1}.

121
d) o conjunto solução da inequação f(x) , 0; f) o conjunto solução da inequação f(x) , g(x) (consulte
Do gráfico e do item anterior, temos: o gráfico);
f(x) , 0 ⇔ x . 1 e x , 1 32 5
2 Do gráfico e do item anterior, temos f(x) , g(x) ⇔ <x<1
2
31 5.
O conjunto solução é  1 ,1 . ou x .
 2  2

 32 5 31 5 
O conjunto solução é x [ R | , x , 1 ou x . .
 2 2 
Nota:
O conjunto imagem de f é o conjunto de todos os valores reais de  y,
para os quais existe pelo menos um valor real de x, de modo se
verifique f(x) 5 y.

Temos: 2 1 1 5y⇔ 1 5y22


x21 x21
1
Com y 5 2, temos a equação 5 0, que não admite solução!
x21

Com y ? 2, temos x − 1 5 1 , ou seja, x 5 1 1 1 .


y22 y22

O conjunto imagem de f é R 2 {2}.

e) o conjunto solução da equação f(x) 5 g(x);


21 1 5x
x21
1 5x22
x21
1 5 (x 2 2)(x 2 1)
0 5 x 2 2 3x 1 1
36 5
∴x5
2

3 2 5 3 1 5 
O conjunto solução é  , .
 2 2 
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Faça os exercícios 11 e 12, cap. 2. • Faça os exercícios 13 a 15, cap. 2.
• Faça o exercício 7 da seção Rumo ao Enem.

122
aulas 28 e 29
Funções: conceitos básicos – exercícios (2)
Enem: conhecimentos algébricos

nestas aulas
Sendo A e B conjuntos não vazios, chamamos de função de A em B a qualquer conjunto f de pares ordenados, de modo que, para
cada elemento x de A, existe um único par (x, y) em f, sendo y um elemento de B.
1. Os conjuntos A e B são chamados, nessa ordem, de domínio e contradomínio da função f.
2. Sendo f uma função real de variável real cujo domínio e contradomínio não são dados, tomamos ℝ como seu contradomínio e
tomamos como domínio o conjunto de todos os números reais, para os quais são verificadas as ‘condições de existência’ de f(x).
3. Crescimento e decrescimento de uma função

0 x

Dizemos que f é uma função crescente em S, se, e somente se, para quaisquer elementos x1 e x2 de S, com
x2 . x1, f(x2) . f(x1). Em outras palavras, aumentando o valor de x, com x [ S, aumenta-se o valor de f(x).

Matem‡tica
0 x

Dizemos que f é uma função decrescente em S, se, e somente se, para


quaisquer elementos x1 e x2 de S, com x2 . x1, f(x2) , f(x1). Em outras palavras,
aumentando o valor de x, com x [ S, diminui-se o valor de f(x).

Importante: Analise um gráfico sempre da esquerda para a direita, ou seja, no sentido do eixo das abscissas (x).

123
em classe
1. (Enem) Muitas vezes o objetivo de um remédio é aumen- c d)
H24 tar a quantidade de uma ou mais substâncias já existen-
tes no corpo do indivíduo para melhorar as defesas do

Quantidade da
organismo. Depois de alcançar o objetivo, essa quantida-

subst‰ncia A
de deve voltar ao normal. Se uma determinada pessoa
ingere um medicamento para aumentar a concentração
da substância A em seu organismo, a quantidade des-
sa substância no organismo da pessoa, em relação ao
tempo, pode ser melhor representada pelo gráfico

a)

Tempo
Quantidade da
subst‰ncia A

e)

Quantidade da
subst‰ncia A
Tempo

b)
Quantidade da

Tempo
subst‰ncia A

Dos gráficos apresentados, o único em que a concentração aumenta


(a função é crescente num intervalo) para depois voltar (a função é de-
crescente num intervalo) ao seu valor inicial encontra-se na alternativa d.

2. (Ufscar-SP − Modificada) Uma pesquisa ecológica de-


H21 terminou que a população (S) de sapos de uma de-
terminada região, medida em centenas, depende da
Tempo
população (m) de insetos, medida em milhares, de acor-
m
do com a equação S(m) 5 65 1 . A população de
c) 8
insetos, por sua vez, varia com a precipitação (p) de
chuva, em centímetros, de acordo com a equação
Matemática e suas Tecnologias

m(p) 5 43p 1 7,5. Calcule a população de sapos quan-


Quantidade da
subst‰ncia A

do a precipitação é de 1,5 cm.


m(1,5) 5 43 ? 1,5 1 7,5 ∴ m 5 72

S(72) 5 65 1 72 5 65 1 9 5 65 1 3 ∴ S 5 68
8
Logo, a população de sapos é de 6 800.

Tempo

124
3. Considere a função real de variável real dada por c) x, tal que f(x) 5 2.

f(x) 5 2x 2 3. Obtenha: De 2x 2 3 5 2, temos 2x 2 3 5 2x 2 2, equação que não tem


x21 x21
a) x, tal que f(x) 5 1. solução.
Portanto, não existe x, tal que f(x) 5 2.
De 2x 2 3 5 1, temos:
x21
2x 2 3 5 x 2 1
∴x52

b) o domínio de f. d) o conjunto imagem de f.


A condição de existência de f(x) é x 2 1 ? 0.
De 2x 2 3 5 y, com x ? 1, temos:
Portanto, o domínio de f é ℝ 2 {1}. x21
2x 2 3 5 y(x 2 1)
2x 2 3 5 xy 2 y
2x 2 xy 5 3 2 y
x(2 2 y) 5 3 2 y
Com y 5 2, temos x ? 0 5 1; equação que não tem solução.
32y
Com y ± 2, temos x 5 .
22y
Como o conjunto imagem de f é o conjunto de todos os valores
reais de y, para os quais a equação f(x) 5 y admita solução, pode-
mos afirmar que este é o conjunto ℝ 2 {2}.

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2

Matem‡tica
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 28 Aula 28
• Faça o exercício 16, cap. 2. • Leia os itens 4 e 5, cap. 2.
Aula 29 • Faça os exercícios 17 e 18, cap. 2.
• Faça o exercício 19, cap. 2. • Faça o exercício 9 da seção Rumo ao Enem.
Aula 29
• Faça os exercícios 20 a 24, cap. 2.
• Faça o exercício 10 da seção Rumo ao Enem.

125
aulas 30 e 31
Funções: funções afns
Enem: conhecimentos algébricos

nestas aulas
Consideremos as funções com domínio ℝ que são da forma Exemplo:
f(x) 5 ax + b, em que a e b são constantes reais. Nesses casos, f(x) 5 2x 1 1
dizemos que f é uma função afim e seu gráfico é uma reta que
passa pelo ponto (a, b). Há vários tipos característicos. y
1. Função constante (a 5 0): f(x) 5 b 4
O gráfico é uma reta paralela ao eixo x.
2. Função linear (b 5 0): f(x) 5 ax
3
O gráfico é uma reta que passa pelo ponto (0, 0).
3. Função polinomial do 1o grau (a ± 0): f(x) 5 ax 1 b
2
O gráfico é a reta, que intersecta o eixo y em (0, b) e o eixo x
 
em  2b , 0  .
 a  1
4. Sendo x1 e x2 valores quaisquer de x, com x1 ± x2,
• y1 5 f(x1) 5 ax1 1 b, y2 5 ax2 1 b,
0
• Dy 5 y2 2 y1 (variação de y) 21 1 x

• Dx 5 x2 2 x1 (variação de x)
21
temos:
∆y f ( x 2 ) 2 f ( x1 )
5 5 a (a taxa de variação é constante) ∆y
∆x x 2 2 x1 No exemplo, temos 5 2.
∆x

em classe
1. Um caso simples e importante é dado pela função identidade; ela é dada pela equação f(x) 5 x.
a) Esboce o gráfico dessa função com domínio ℝ.
b) Esboce, no mesmo plano cartesiano do gráfico anterior, os gráficos das funções dadas por y 5 0,5x e y 5 2x.
Matemática e suas Tecnologias

Note como o coeficiente de x (que é a taxa de variação) determina a inclinação da reta.


y
4

3 y 5 2x

2
y5x
1
y 5 0,5x

21 0 1 x

21

126
2. Faça um esboço do gráfico da função dada por c c)

Dist‰ncia
0,5x, se x , 1
f(x) 5  .
2x, se x  > 1
Note que:
• se x , 1, então f(x) 5 0,5x
(sendo x ± 1, temos f(x) ≠ 0,5)
• se x . 1, então f(x) 5 2x Tempo
(sendo x ± 1, temos f(x) ± 2)
• se x 5 1, então f(x) 5 2 ? 1 5 2 d)

Dist‰ncia
O ponto (1, 2) pertence ao gráfico, pela ‘terceira’ sentença.

y 5 2x
y

2 Tempo
1a fase (1,5 km a nado): Dy 5 1,5 e, das 3 fases, é nesta que a
1 função cresce menos;
2a fase (40 km de bicicleta): Dy 5 40 e, das 3 fases, é nesta que
a função cresce mais;
3a fase (10 km a pé): Dy 5 10.
21 0 1 x Pelo exposto acima, o gráfico que melhor representa a função
está na alternativa c.
y 5 0,5x
21

3. (UFRN) O Triatlo Olímpico é uma modalidade de com- 4. (Enem) Um experimento consiste em colocar certa quan-
H25 petição que envolve três etapas. Na primeira etapa, os H19 tidade de bolas de vidro idênticas em um copo com
competidores enfrentam 1,5 km de natação em mar água até certo nível e medir o nível da água, conforme
aberto; na segunda etapa, eles percorrem 40 km de ilustrado na figura a seguir. Como resultado do experi-
corrida ciclística; e, na terceira etapa, participam de mento, concluiu-se que o nível da água é função do
uma meia maratona de 10 km. O gráfico que melhor número de bolas de vidro que são colocadas dentro
representa, aproximadamente, a distância percorrida, do copo.
em quilômetros, por um atleta que completa a prova
durante as duas horas da competição é:

a)
Dist‰ncia

Tempo Matem‡tica
b)
Dist‰ncia

Tempo

127
O quadro a seguir mostra alguns resultados do experi- 5. Qual é função f representada na figura abaixo?
mento realizado.
y
Número de bolas (x) Nível da água (y)
5 6,35 cm 3

10 6,70 cm
2
15 7,05 cm f

Fonte: <www.penta.ufrgs.br>. 1
Acesso em: 13 jan. 2009 (adaptado).
Qual a expressão algébrica que permite calcular o nível
0 1 4 x
da água (y) em função do número de bolas (x)?
a) y 5 30x y 5 ax 1 b
(4, 2) [ f ⇒ 4a 1 b 5 2
b) y 5 25x 1 20,2 (1, 3) [ f ⇒ a 1 b 5 3
c) y 5 1,27x 4a 1 b 5 2
Assim: 
a 1 b 5 3
d) y 5 0,7x Subtraindo membro a membro, temos 3a 5 21, ou seja, a 5 21 .
3
c e) y 5 0,07x 1 6 De a 1 b 5 3 e a 5 21 , temos 21 1 b 5 3, ou seja, b 5 10 .
O nível de água (y) em função do número de bolas (x) é dado por 3 3 3
y 5 ax 1 b.
Da tabela, podemos dizer que: Portanto, f(x) 5 21 x 1 10 .
3 3
Para x 5 5, y 5 6,35 e para x 5 10, y 5 6,70.
 5a 1 b 5 6,35
Com isso, obtemos o sistema de equações 
 10a 1 b 5 6,70.
Resolvendo o sistema acima, obtemos a 5 0,07 e b 5 6.
Logo, y 5 0,07x 1 6, alternativa e.

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Matemática e suas Tecnologias

Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2


Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 30 Aula 30
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 5, cap. 3.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 3. • Faça os exercícios 5 a 8, cap. 3.
Aula 31 • Faça o exercício 13 da seção Rumo ao Enem.
• Faça os exercícios 9 e 10, cap. 3. Aula 31
• Faça os exercícios 11 e 12, cap. 3.
• Faça o exercício 14 da seção Rumo ao Enem.

128
aula 32
Funções: funções afns – exercícios
Enem: conhecimentos algébricos

nesta aula
• Uma função real f de variável real x é uma função afim, se, e somente se, existem constantes reais a e b, tais que seja verificada a
condição f(x) 5 ax 1 b.

em classe
1. Em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, há uma pista d) n
H 23
de cooper, em que se completa uma volta a cada 4
1500 metros. Num sábado de manhã, Pedrinho andou
3
5000 metros nessa pista e, portanto, não completou
4 voltas. Sendo assim, qual é a figura que melhor re- 2
presenta o número n de voltas completas dadas por 1
Pedrinho em função da distância d, em metros, que
ele andou? 0 d

00

45 0
5 000
00
0
30
15
a) n
4 e) n
3 4

2 3

1 2
1
0 d
45 0
00

5000
00
0
15
30

0 d
00

45 0
5 000
00
0

b) n
15
30

4
0 < d , 1 500 ⇒ n 5 0
3 1 500 < d , 3 000 ⇒ n 5 1
3 000 < d , 4 500 ⇒ n 5 2
2 4 500 < d < 5 000 ⇒ n 5 3
O gráfico da função definida por essas sentenças está na alterna-
1 tiva c.

Matem‡tica
0 d
00

45 0
5 000
00
0
15
30

c c) n
4
3
2
1

0 d
00

45 0
5 000
00
0
15
30

129
2. R1, R2 e R3 são recipientes, que são abastecidos com água, todos com o mesmo fluxo constante. Considere, em cada
H22 caso, a altura h em função do tempo.

R1 R2 R3

h h h

h h h

G2
G1
G3

t t t

Associar a cada recipiente o gráfico correspondente de h (altura) em função de t (tempo).


G1: a função cresce a taxa decrescente, corresponde ao recipiente R3.
G2: a função cresce a taxa constante, corresponde ao recipiente R1.
G3: a função cresce a taxa crescente, corresponde ao recipiente R2.
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Faça o exercício 13, cap. 3. • Leia o item 6, cap. 3.
• Faça os exercícios 14 e 15, cap. 3.
• Faça o exercício 15 da seção Rumo ao Enem.

130
aulas 33 e 34
Funções: função quadrática
Enem: conhecimentos algébricos

nestas aulas
Função quadrática, ou função polinomial do segundo grau, • D . 0 ⇔ a parábola intersecta o eixo x em dois pon-
é uma função em que f(x) 5 ax2 1 bx 1 c, em que a, b e c são
constantes, com a ± 0. Consideremos, por enquanto, apenas os tos distintos (x1, 0) e (x2, 0), com x1,2 5 2b 6 D . Nesses
2a
casos em que constantes e variáveis são números reais. casos, temos f(x) 5 a(x 2 x1)(x 2 x2).
1. O número b2 2 4ac é chamado de discriminante (D) do a.0
trinômio.
2. O gráfico de f é uma parábola.
3. Em todos os casos, gráfico intersecta o eixo y (eixo das orde- x1 x2 x x1 x2 x
nadas) no ponto (0, c).
4. Em todos os casos, o vértice da parábola é o ponto V(xv , yv),
a,0
com xv 5 2b e yv 5 2D .
2a 4a
• D 5 0 ⇔ a parábola é tangente ao eixo x no ponto V(xv, 0),
5. Estudo da função com xv 5 2b. Nesses casos, temos f(x) 5 a(x 2 xv)2.
• a . 0 ⇔ a concavidade da parábola tem o sentido do eixo y. 2a
O vértice corresponde ao ponto de mínimo da função. a.0
a.0 xV
x

xV x
a,0
2b 2D
V ,
2a 4a
• D , 0 ⇔ a parábola não intersecta o eixo x. Nesse caso,
para todo x real, f(x) tem o mesmo sinal que a constante a.
• a , 0 ⇔ a concavidade da parábola tem o sentido oposto do a.0

Matem‡tica
eixo y. O vértice corresponde ao ponto de máximo da função. x
2b 2D
V ,
2a 4a

a,0
x
Acesse o portal e explore o conteúdo:
a,0 Construtor de gráficos: função quadrática

131
em classe
1. Em cada caso, esboce o gráfico da função e dê seu 2. Considere, no plano xOy, a parábola de equação
conjunto imagem. y 5 x2 1 2x 2 3. Obtenha, dessa figura:

a) f; ℝ → ℝ, f(x) 5 x2 a) o ponto de intersecção com o eixo das ordenadas.


x 5 0 ⇒ y 5 23
y x y Resposta: (0, 23)
5
22 4

4 21 1
0 0
3 1 1
2 4
2
3 9
1

22 21 0 1 2 3 x

21

conjunto imagem: ℝ1
b) os pontos de intersecção com o eixo das abscissas.
y 5 0 ⇔ x 2 1 2x 2 3 5 0
x 2 1 2x 2 3 5 0 ⇔ x 5 23 ou x 5 1
Resposta: (23, 0) e (1, 0)

b) f; [0, 2] → ℝ, f(x) 5 x(2 2 x)


y x y
2 0 0
1 1
1
2 0 c) o vértice V.
a 5 1, b 5 2, c 5 23

21 0 1 2 x abscissa do vértice: x v 5 2b 5 21
2a
21 ordenada do vértice:
y v 5 (21)2 1 2(21) 2 3
y v 5 24
conjunto imagem: [0, 1]
Resposta: V(21, 24)
Outro modo de obter a ordenada do vértice:
D 5 b2 2 4ac 5 4 1 12 5 16
Matemática e suas Tecnologias

y v 5 2∆ 5 216 ∴ y v 5 24
4a 4

132
d) um esboço. 4. (Enem) A parte interior de uma taça foi gerada pela
y H17 rotação de uma parábola em torno de um eixo z, con-
forme mostra a figura.
Eixo de
rota•‹o (z)
y (cm)
23 22 21 0 1 2 x

21

C
22

23 V x (cm)

24

e) o conjunto imagem da função dada por A função real que expressa a parábola, no plano car-
f(x) 5 x2 1 2x 2 3 tesiano da figura, é dada pela lei f(x) 5 3 x2 2 6x 1 C,
O conjunto imagem é dado pela projeção da parábola sobre o eixo y. 2
Resposta: {y [ ℝ| y > 24} onde C é a medida da altura do líquido contido na taça,
em centímetros. Sabe-se que o ponto V, na figura, repre-
senta o vértice da parábola, localizado sobre o eixo x.
Nessas condições, a altura do líquido contido na taça,
em centímetros, é:
a) 1 c) 4 c e) 6
b) 2 d) 5
3. Qual é o conjunto imagem da função dada por Como a parábola tem um único ponto em comum com o eixo x
f(x) 5 x2 2 x, com domínio [0, 2]? (raiz dupla) o discriminante (D) é nulo.
O gráfico é um segmento de parábola (0 < x < 2)
(26)2 2 4 ( 32 ) C 5 0
y ∴C56
2
em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
0 Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
yV 1 2 x Tarefa Mínima
V
Aula 33
x 5 2 ⇒ y 5 22 2 2 5 2
• Leia o resumo de aula.
yv 5
21
4 (
com x 5 x v 5 1
2 ) • Faça os exercícios 1 a 3, cap. 4.
Projetando o gráfico sobre o eixo y, temos: y v < y < 2.
Aula 34
 
O conjunto imagem é [y v, 2] 5  21 , 2
 4  • Faça os exercícios 8 e 9, cap. 4.

Matem‡tica
 
Resposta: conjunto imagem:  21 , 2 Tarefa Complementar
 4 
Aula 33
• Leia o capítulo 4.
• Faça os exercícios 4 a 7, cap. 4.
• Faça o exercício 16 da seção Rumo ao Enem.
Aula 34
• Faça os exercícios 10 a 13, cap. 4.
• Faça o exercício 17 da seção Rumo ao Enem.

133
aulas 35 e 36
Funções: função quadrática – mínimos, máximos
Enem: conhecimentos algébricos

nestas aulas
Consideremos f(x) 5 ax2 1 bx 1 c, em que a, b e c são constantes reais, com a ? 0.
1. O número b2 2 4ac é chamado de discriminante (D) do trinômio.
2. O gráfico de f é uma parábola.
2D
3. Em todos os casos, o vértice da parábola é o ponto V(xv , yv), com xv 5 2b e yv 5 .
2a 4a
• a . 0 ⇔ a concavidade da parábola tem o sentido do eixo y. • a , 0 ⇔ a concavidade da parábola tem o sentido oposto do
O vértice corresponde ao ponto de mínimo da função. eixo y. O vértice corresponde ao ponto de máximo da função.
a.0 2b 2D
V ,
2a 4a

2b 2D
V ,
2a 4a
a,0

em classe
1. Sendo u 5 2x 2 10 e v 5 3x 1 21, em que x é uma variável b) o valor mínimo de uv.
Com x 5 21, temos: y 5 6(21)2 1 12(21) 2 210 5 2216.
real, obtenha:
Logo, o valor mínimo de y é 2216.
a) o valor de x, para o qual o produto de u por v é mínimo; Outro modo:
Sendo y 5 uv, temos: a 5 6, b 5 12, c 5 2210 e D 5 b2 2 4ac
y 5 (2x 2 10)(3x 1 21), ou seja, ∴ D 5 144 2 4(6)(2210) 5 144 1 4(6)(210).
y 5 6x 2 1 12x 2 210. 2 144 1 4 ( 6 )( 210 )
y v 5 2D 5 5 2[6 1 210] 5 2216.
212 4a 4 ⋅ 6
xv 5 5 21 (abscissa do vértice da parábola de equação
Matemática e suas Tecnologias

2 (6 )

y 5 6x 2 1 12x 2210)
O valor de x para o qual y é mínimo é dado por x v, ou seja, 21.

134
2. (Enem - Adaptada) A empresa WQTU Cosmético vende Obtenha:
H18 um determinado produto, cujo custo de fabricação de a) h em função de x e o domínio desta função;
cada x unidades é dado por 3x2 1 232, e o seu valor de A
venda é expresso pela função 180x 2 116. A empresa
vendeu 10 unidades do produto, contudo a mesma
deseja saber quantas unidades precisa vender para 14 2 h
obter um lucro máximo. A quantidade máxima de uni- 14
dades a serem vendidas pela empresa WQTU para a E D
obtenção do maior lucro é: h
a) 10 d) 116 B F G C
x
c b) 30 e) 232
c) 58 20
Sendo 3x 2 1 232 o custo de fabricação de x unidades do produto e O triângulo AED é semelhante ao triângulo ABC.
180x 2 116 o valor de venda de x unidades, temos:
14 2 h x
o lucro, se houver, será dado por L(x) 5 180x 2 116 2 (3x2 1 232), ou 5
14 20
seja, L(x) 5 23x2 1 180x 2 348.
14x 5 280 2 20h
2180
O valor de L(x) é máximo para x 5 5 30. 7x 5 140 2 10h ∴ 10h 5 27x 1 140
2 (23)
27x 1 140
h5 e o domínio da função é {x [ ℝ| 0 , x , 20}.
10

3. Considere um triângulo ABC e, inscrito nele um retân-


gulo, conforme a figura. A altura do triângulo é 14 e
a do retângulo é h. A base do triângulo é 20 e a do
b) o valor de x, para o qual a área do retângulo é
retângulo é x.
máxima.
Seja y a área do retângulo: y 5 x ? h
A
27x 2 1 140x
y5
10
2140
y, que é a área, é máximo para x 5 5 10.
2 (27)

14
E D

B F G C
x

20

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 2
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 2
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 35 Aulas 35 e 36
• Leia o resumo de aula. • Faça os exercícios 17 a 20, cap. 4.
• Faça os exercícios 14 e 15, cap. 4. • Faça o exercício 18 da seção Rumo ao Enem.
Aula 36
• Faça o exercício 16, cap. 4.

135
rumo ao

Enem
1. (Modelo – Enem) Os funcionários de uma fábrica rece- 0,3x
c a) y 5  d) y 5  1,3x
H22 bem mensalmente um salário composto de uma parce- 1,3 0,3
la fixa de R$ 1 120,00 mais uma parcela variável que foi b) y 5 0,3x
estimada para daqui a t anos por 10t² 1 10t 1 20. Assim, e) y 5 0,7x
o rendimento mensal desses funcionários será o dobro c) y 5  x
1,3
do atual valor fixo após:
5. (Enem) Um curso preparatório oferece aulas de 8
a) 6 anos. disciplinas distintas. Um aluno, ao se matricular, es-
H18
b) 8 anos. colhe de 3 a 8 disciplinas para cursar. O preço P,
c c) 10 anos. em reais, da mensalidade é calculado pela fórmula
d) 12 anos. 1680 , onde n é o número de disciplinas
P (n) 5 980 2
e) 14 anos. n
escolhidas pelo aluno.
2. (Modelo – Enem) André irá cercar completamente um
terreno retangular cuja largura é 5 metros maior que o Alex deseja matricular seu filho Júlio e, consultando seu
H21
dobro do seu comprimento e cuja área é 102 m2. Sa- orçamento familiar mensal, avaliou que poderia pagar
bendo que ele irá gastar R$ 8,00 por metro de cerca, uma mensalidade de, no máximo, R$ 720,00.
seu gasto total, em reais, para fazer isso será: O número máximo de disciplinas que Júlio poderá es-
colher ao se matricular nesse curso, sem estourar o or-
c a) 368
çamento familiar, é igual a
b) 334
c) 272 a) 3. d) 7.

d) 192 b) 4. e) 8.

e) 184 c c) 6.

3. (Modelo – Enem) O dono de um restaurante sabe que 6. (Enem) Um jovem lança uma bola de borracha para
H17 caso cobre no almoço, R$ 20,00 por pessoa, terá diaria- H24 observar sua trajetória e altura h (em metros) atingida
mente 200 clientes nesse horário e que, a cada R$ 1,00 ao longo de um certo intervalo de tempo t (em segun-
de aumento no preço do quilo, 4 clientes deixam de dos). Nesse intervalo, a bola quica no chão algumas
frequentar o restaurante. Nessas condições, para que vezes, perdendo altura progressivamente. Parte de sua
sua receita diária (produto entre o preço por quilo multi- trajetória está descrita na figura a seguir.
plicado pela quantidade de clientes) seja R$ 4 900,00, o
valor, em reais, cobrado por pessoa deve ser um número h
do intervalo: 50
a) [18, 22[ 40
30
b) [22, 26[
20
c) [26, 30[ 10
Rumo ao Enem

d) [30, 34[
0 15 27 36 42 45 46 t
c e) [34, 38[
4. (Enem) Em uma cidade, os impostos que incidem sobre Em suas observações, quantas vezes o jovem pôde cons-
H15 o consumo de energia elétrica residencial são de 30% tatar que a bola atingiu a marca de 35 metros?
sobre o custo do consumo mensal. O valor total da con- a) Nenhuma.
ta a ser paga no mês é o valor cobrado pelo consumo
b) Uma vez.
acrescido de impostos.
c) Duas vezes.
Considerando x o valor total da conta mensal de uma
c d) Quatro vezes.
determinada residência e y o valor dos impostos, qual
é a expressão algébrica que relaciona x e y? e) Cinco vezes.

136
7. (Enem) Essa evolução foi representada no gráfico a seguir:
H20 Nœmero de bactŽrias
De acordo com os números divulgados pela Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel), já há no país 91 80
celulares em cada grupo de 100 pessoas. Entre as várias Col™nia I
70
Col™nia II
operadoras existentes, uma propõe o seguinte plano aos
60
seus clientes: R$ 25,00 mensais para até 40 minutos de
conversação mensal e R$ 1,00 por minuto que exceda o 50
tempo estipulado. 40
Disponível em: http://www.economia.ig.com.br.
Acesso em: 28 abr. 2010 (adaptado).
30

Qual dos gráficos a seguir corresponde aos possíveis 20


gastos (y), em reais, de um cliente dessa operadora de 10
celular, em função do tempo (x) utilizado, em minutos?
0
0 5 10 15 20
a) y (reais) Tempo (min)
35 Em que intervalo de tempo o número de bactérias na colô-
25
nia II foi maior do que o número de bactérias na colônia I?
a) De 0 a 10 minutos. d) De 30 a 55 minutos.
0 10 20 30 40 50 x (minutos) c b) De 10 a 15 minutos. e) De 55 a 75 minutos.
c) De 15 a 20 minutos.
c b) y (reais)
9. (Enem) Certo município brasileiro cobra a conta de
35
25 H25 água de seus habitantes de acordo com o gráfico. O
valor a ser pago depende do consumo mensal em m3.

0 10 20 30 40 50 x (minutos) R$
Conta de ‡gua
25
c) y (reais)
35 15
25 10

0 10 20 30 40 50 x (minutos)
0 10 15 20 m3

d) y (reais)
Se um morador pagar uma conta de R$ 19,00, isso sig-
35 nifica que ele consumiu:
25
a) 16 m3 de água. d) 19 m3 de água.
c b) 17 m3 de água. e) 20 m3 de água.
0 10 20 30 40 50 x (minutos)
c) 18 m3 de água.

e) y (reais) 10. (Enem)

Rumo ao Enem
35 H 23 O equilíbrio na conta dos saltos
25
A expressão desenvolvida por cientistas ingleses rela-
ciona as variáveis que influem na altura dos sapatos femi-
0 10 20 30 40 50 x (minutos)  12 1  3T 
ninos. Tal expressão é dada por A 5 Q ?   , onde
8 
A é a altura do salto, Q é um coeficiente e T o tamanho
8. (Enem) Um pesquisador analisa duas culturas diferentes
do sapato. O coeficiente Q depende de diversas variáveis,
H26 com o objetivo de verificar como ocorreria a evolução,
entre as quais, o impacto que o salto deve provocar nas
ao longo do tempo, do crescimento do número de bac-
pessoas que o vejam em uso, que pode valer de zero a 1.
térias presentes em cada uma das culturas, sob certas Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br.
condições. Acesso em: abr. 2010 (adaptado).

137
Júlia construiu corretamente o gráfico que revela o de- 11. (Enem) O quadrado ABCD, de centro O e lado 2 cm, cor-
senvolvimento da função citada no texto, considerando responde à trajetória de uma partícula P que partiu de M,
H22
o coeficiente Q 5 1. ponto médio de AB, seguindo pelos lados do quadrado
Dos gráficos apresentados, fora de escala, qual foi o e passando por B, C, D, A até retornar ao ponto M.
construído por Júlia? C B
a) A

24
O
M

12
0 8 T D A
Seja f(x) a função que representa a distância da partícula
P ao centro O do quadrado, a cada instante de sua tra-
b) A jetória, sendo x (em cm) o comprimento do percurso per-
24 corrido por tal partícula. Qual gráfico que representa f(x)?
c a) y

2
1
12
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x
0 8 T 21

b) y
c) A
2
12 1

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x
21

6
c) y
0 8 T
2
1
c d) A 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x
21
15

d) y
12
2
Rumo ao Enem

0 1
8 T
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x
21
e) A
e) y
15
2
12 1

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x
0 21
8 T

138
12. (Enem) Uma empresa analisou mensalmente as vendas 13. (Enem) Os procedimentos de decolagem e pouso de
H22 de um de seus produtos ao longo de 12 meses após seu H25 uma aeronave são os momentos mais críticos de ope-
lançamento. Concluiu que, a partir do lançamento, a ração, necessitando de concentração total da tripu-
venda mensal do produto teve um crescimento linear lação e da torre de controle dos aeroportos. Segundo
até o quinto mês. A partir daí houve uma redução nas levantamento da Boeing, realizado em 2009, grande
vendas, também de forma linear, até que as vendas se parte dos acidentes aéreos com vítimas ocorre após
estabilizaram nos dois últimos meses da análise. iniciar-se a fase de descida da aeronave. Desta for-
O gráfico que representa a relação entre o número de ma, é essencial para os procedimentos adequados
vendas e os meses após o lançamento do produto é: de segurança monitorar-se o tempo de descida da
aeronave.
Número de vendas

a)
A tabela mostra a altitude y de uma aeronave, regis-
trada pela torre de controle, t minutos após o início dos
procedimentos de pouso.

Tempo t
0 5 10 15 20
(em minutos)
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após
Altitude y
o lançamento 10 000 8 000 6 000 4 000 2 000
(em metros)
Número de vendas

b)
Disponível em: <www.meioaereo.com>.

Considere que, durante todo o procedimento de pouso,


a relação entre y e t é linear. De acordo com os dados
apresentados, a relação entre y e t é dada por:
a) y 5 2 400t

0 b) y 5 22 000t
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após
o lançamento c) y 5 8 000 2 400t
c) c d) y 5 10 000 2 400t
Número de vendas

e) y 5 10 000 2 2 000t

14. (Enem) Uma torneira gotejando diariamente é respon-


H26
sável por grandes desperdícios de água. Observe o
gráfico que indica o desperdício de uma torneira:

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após 700


Desperdício (litros)

o lançamento 600
d)
Número de vendas

500
400
300
200
100
0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Rumo ao Enem
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após Tempo (dias)
o lançamento
c e) Se y representa o desperdício de água, em litros, e x
Número de vendas

representa o tempo, em dias, a relação entre x e y é:

a) y 5 2x

b) y 5 1 x
2
c c) y 5 60x
0 d) y 5 60x 1 1
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Meses após
o lançamento e) y 5 80x 1 50

139
15. (Modelo – Enem) As semirretas a seguir representam as 17. (Modelo – Enem) Pedro tem 40 metros de tela para fa-
H24 funções que fornecem os valores cobrados, em reais, H17 zer um cercado com formato retangular, para isso ele
por duas transportadoras A e B, em função da distância utilizará como um dos lados o muro de seu terreno, e os
em quilômetros, pelo transporte de uma televisão. demais lados serão feitos com a tela, como ilustrado na
figura a seguir.
p (reais)
Muro
B
x Tela
A
150
Nessas condições, caso ele use toda tela disponível,
o gráfico da função que descreve a área da tela em
50 função da medida x destacada na figura é um arco
de parábola com:
a) concavidade voltada para cima que passa pelo pon-
to (10; 200).
0 d (km)
100 c b) concavidade voltada para baixo que passa pelo
ponto (10; 200).
Nessas condições, as leis que descrevem os totais co-
c) concavidade voltada para cima que passa pelo pon-
brados por A e B, são respectivamente:
to (0; 0).
a) p 5 d 1 50 e p 5  2 d.
3 d) concavidade voltada para baixo que passa pelo
ponto (0; 0).
b) p 5 0,5d 1 50 e p 5  3 d. e) concavidade voltada para baixo que passa pelo
2
ponto (20; 0).
c) p 5 2d 1 50 e p 5 150d.
d) p 5 100d 1 50 e p 5 150d. 18. (Enem) O proprietário de uma casa de espetáculos ob-
3 H15 servou que, colocando o valor da entrada a R$ 10,00,
c e) p 5 d 1 50 e p 5  d. sempre contava com 1 000 pessoas a cada apresenta-
2
ção, faturando R$ 10 000,00 com a venda dos ingressos.
16. (Modelo – Enem) O dono do único cinema de uma Entretanto, percebeu também que, a partir de R$ 10,00,
H15 pequena cidade notou que caso o valor da entrada
a cada R$ 2,00 que ele aumentava no valor da entrada,
fosse R$ 10,00 todos os 200 ingressos disponíveis seriam
recebia para os espetáculos 40 pessoas a menos. Nes-
vendidos e que para cada R$ 0,10 de aumento no valor
sas condições, considerando P o número de pessoas
da entrada 5 ingressos a menos são vendidos. Conside-
presentes em um determinado dia e F o faturamento
rando y o número de ingressos vendidos caso o preço
com a venda dos ingressos, a expressão que relaciona
seja de x reais e R 5 xy (receita do cinema), a expressão
o faturamento em função do número de pessoas é dada
que nos fornece R em função de x é:
por:
c a) R(x) 5 250x2 1 700x
2P 2 1 60P d) F 5 2P 1 60
2

b) R(x) 5 20,5x2 1 20x 1 2 000 c a) F 5


20 20
c) R(x) 5 20,5x2 2 20x 1 2 000 2
b) F 5 P 2 60P e) F 5 P 2  21200P
d) R(x) 5 250x 2 700x
2
20
Rumo ao Enem

e) R(x) 5 20,02x2 1 14x c) F 5 2P 2 1 1200P anotações

140
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor B GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.142
13
AD TM TC

aula
P.145
14
AD TM TC

aula
P.147
15
AD TM TC

aula
P.151
16
AD TM TC

aula
P.153
17
AD TM TC

aula
P.153
18
AD TM TC

aula
P.156
19
AD TM TC
RUBENS CHAVES/PULSAR IMAGENS aula
P.158
20
AD TM TC

aula
P.160
21
AD TM TC

aula
P.160
22
AD TM TC

aula
P.162
23
AD TM TC

aula
P.162
24
AD TM TC

prof.:
aula 13
Congruência de triângulos
Enem: conhecimentos geométricos

nesta aula
1. Triângulos congruentes
Quando dizemos que duas figuras geométricas são congruentes, estamos afirmando que elas têm a mesma forma e o mesmo tamanho,
ou seja, que elas podem ser sobrepostas. No caso de dois triângulos, isso significa que os lados e os ângulos de um serão congruentes
aos seus correspondentes no outro.
C F

g s

a b d u

A B D E

AB 5 DE, BC 5 EF, AC 5 DF



nABC > nDEF ⇒ e
a 5 d , b 5 u , g 5 s

2. Casos de congruência
Para concluirmos que dois triângulos são congruentes não é necessário conhecermos as seis congruências, em algumas situações
três delas já são suficientes. Essas situações são chamadas de casos de congruência.
Temos 4 casos de congruência válidos para qualquer triângulo e um caso especial, válido somente para um triângulo retângulo.
• LLL (os três lados congruentes)
Matemática e suas Tecnologias

• LAL (dois lados e o ângulo entre eles)

142
• ALA (dois ângulos e o lado entre eles)

• LAAo (um lado, um ângulo adjacente a ele e o ângulo oposto a esse lado)

• Caso especial HC (a hipotenusa e um cateto)

em classe
1. Nos itens a seguir, caso os triângulos sejam congruentes, indique o caso de congruência.
a) Caso LAAo
60°
80°
6 cm

80° 60°
6 cm

b) Caso ALA

Matem‡tica
4 cm

50o 50o
4 cm

c) Não são congruentes

5 cm

35° 60° 60° 35°


5 cm

143
2. A ponte João Luis Ferreira, no rio Parnaíba, liga a capital do Piauí, Teresina, a Timon, cidade do Maranhão, e foi decla-
H7 rada patrimônio cultural brasileiro pelo Conselho Consultivo do IPHAN. Sua estrutura é do tipo treliça, isto é, um conjunto
de elementos triangulares que garantem a resistência e a estabilidade da ponte. Já o uso de triângulos congruentes
contribui com a beleza da obra, conferindo-lhe um aspecto simétrico. Na foto, foram destacados dois triângulos.

RepRodução/www.foLhAdobiCo.Com.bR
Podemos concluir que eles são congruentes pelo caso:
c a) LAL
b) ALA
c) LAAo
d) LLL
e) AAA
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 3
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 3.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 3. • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 3.
• Faça o exercício 1 da seção Rumo ao Enem.

144
aula 14
Polígonos convexos
Enem: conhecimentos geométricos

nesta aula
1. Elementos 2. Soma dos ângulos internos
Em um polígono convexo de n vértices, n > 3, temos: A soma Si 5 i1 1 i2 1 i3 1 … 1 in é dada por:
• Vértices: V1, V2, V3, …, Vn Si 5 (n 2 2) ? 180°
3. Soma dos ângulos externos
• Lados: V1V2 ,V2 V3 ,V3 V4 , … ,Vn−1Vn   A soma Se 5 e1 1 e2 1 e3 1 … 1 en é:
Se 5 360°
• Ângulos internos: i1, i2, i3, …, in
4. Polígono regular
• Ângulos externos: e1, e2, e3, …, en Um polígono convexo é regular quando ele for equilátero e
equiângulo.
V1 e1
V2 e
i1 i
i2 e
en e2
i i
Vn in e

i3
i4 i i
e4 V3 e
e3
V4 e

em classe
1. Calcule a soma dos ângulos internos de um pentágono 2. O polígono convexo cuja soma dos ângulos internos é
convexo. 1 260o é o:
Si 5 (n 2 2) ? 180°
para n 5 5 temos: a) Hexágono
(5 2 2) ? 180° 5 540° b) Heptágono
Resposta: 540°
c) Octógono

Matem‡tica
c d) Eneágono
e) Decágono
Si 5 1 260°
(n 2 2) ? 180° 5 1 260°
180° ? n 2 360° 5 1 260°
180° ? n 5 1 620°
∴n59
Logo, é um eneágono, alternativa d.

145
3. (Fuvest-SP – Adaptada) Observe a gravura:
H9

RepRodução/m. C. eSCheR fouNdAtioN,


beARN, hoLANdA.
Pentágonos regulares congruentes podem substituir os hexágonos da gravura de modo a recobrir todo o plano sem
sobreposição?

Cada ângulo interno do pentágono regular mede 108°. Como não existe um valor inteiro positivo de n, tal que n ? 108° 5 360°, podemos afirmar
que os hexágonos da gravura não podem ser substituídos por pentágonos regulares de modo a recobrir todo o plano sem sobreposição.
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 3
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 4.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap 4. • Faça os exercícios 5 a 8, cap. 4.
• Faça o exercício 3 da seção Rumo ao Enem.

146
aula 15
Quadriláteros notáveis
Enem: conhecimentos geométricos

nesta aula
1. Trapézio
É todo quadrilátero que possui dois lados paralelos. Nas figuras temos AB // CD.
A B A B A B A B

a a

b b

D C D C D C D C

(1) (2) (3) (4)

Observações:
• O trapézio da figura (3) é chamado de trapézio isósceles.
• O trapézio da figura (4) é chamado de trapézio retângulo.
2. Paralelogramo
É todo quadrilátero que possui os lados opostos paralelos. Nas figuras temos AB // CD e AD // BC.

A B A B A B

D C D C D C

(Note que todo paralelogramo é um trapézio.)

Observações:
• Em um paralelogramo os lados opostos são congruentes e os ângulos opostos são congruentes.

Matem‡tica
A B
b
a

a
b

D C

147
• Em um paralelogramo as diagonais intersectam-se nos respec- 4. Losango
tivos pontos médios. Na figura temos: AM 5 CM e BM 5 DM. É todo quadrilátero que possui os quatro lados congruentes,
A B
ou seja, é equilátero. Nas figuras temos AB 5 BC 5 CD 5 DA.
B
B

M
A C A C

D D
D C

3. Retângulo Observações:
É todo quadrilátero que possui os quatro ângulos congruentes, • Em um losango os lados opostos são paralelos. Na figura,
µ 5 B$ 5 C
$ 5D$ 5 90°. temos: AB // CD e AD // BC.
ou seja, é equiângulo. Nas figuras temos: A
B
A B A B

A C

D C D C

Observações:
D
• Em um retângulo os lados opostos são paralelos e congruentes.
(Note que todo losango é um paralelogramo.)
Na figura, temos: AB // CD e AD // BC
• Em um losango as diagonais são perpendiculares entre si.
A B Na figura, temos: AC ⊥ BD e ainda AM 5 CM e BM 5 DM.
B

A C
M

D C

(Note que todo retângulo é um paralelogramo.) D

• Em um retângulo as diagonais são congruentes. Na figura, • Em um losango as diagonais são bissetrizes dos ângulos
temos: AC 5 BD e ainda AM 5 CM 5 BM 5 DM. internos.
Matemática e suas Tecnologias

B
A B

a a

M b b
A C
b b

a a

D C D

148
5. Quadrado Observações:
É todo quadrilátero que possui os quatro lados congruentes e • Em um quadrado as diagonais são congruentes e perpendicu-
os quatro ângulos congruentes, ou seja, é equilátero e equiângulo. lares. Na figura, temos: AM 5 BM 5 CM 5 DM e AC ' BD.
Na figura temos: AB 5 BC 5 CD 5 DA e A µ 5 B$ 5 C$ 5D $ 5 90° .
A B
A B

D C

(Note que todo quadrado é um D C


losango e também um retângulo.)

em classe
1. Sendo QC o conjunto dos quadriláteros convexos, represente utilizando diagrama de Venn os seguintes conjuntos:
T: conjunto dos trapézios. QC
P: conjunto dos paralelogramos.
R: conjunto dos retângulos. T
L: conjunto dos losangos.
P
Q: conjunto dos quadrados. R Q
L

2. Sobre os quadriláteros notáveis é correto afirmar:


a) Todo paralelogramo é um retângulo.

Matem‡tica
b) Não existe losango que seja um quadrado.
c) Todo retângulo é losango.
c d) Existe losango que é retângulo.
e) Um quadrado pode ser um retângulo.
Com base no diagrama do exercício 1 fica fácil analisarmos cada uma das alternativas, com isso, identificamos que é correto afirmar que existe
losango que é retângulo.

149
3. (UFV-MG) Num trapézio isósceles de bases diferentes, uma diagonal é também bissetriz de um ângulo adjacente à
base maior. Isso significa que:

c a) a base menor tem medida igual à dos lados oblíquos.


b) os ângulos adjacentes à base menor não são congruentes.
c) a base maior tem medida igual à dos lados oblíquos.
d) as duas diagonais se interceptam no seu ponto médio.
e) as diagonais se interceptam, formando ângulo reto.
A D
α

α
α
B C
$ 5 C bd
Como bd é bissetriz, Abd $ 5a
$ 5a
Ad // bC, logo Adb
Logo o nbdA é isósceles e portanto Ad 5 Ab.

4. Dois ângulos opostos de um paralelogramo têm medidas 4x 2 20o e 2x 1 40o. O menor ângulo desse paralelogramo
mede:

a) 30o
b) 45o
c) 50o
d) 60o
c e) 80o
do enunciado temos a figura

2x 1 40°

4x 2 20°

Como em um paralelogramo os ângulos opostos são congruentes, temos:


4x 2 20 o 5 2x 1 40 o ∴ x 5 30 o
Assim, um dos ângulos mede 4 ? 30 o 2 20 o 5 100 o
o outro ângulo é o suplemento deste, ou seja,
180 o 2 100 o 5 80 o
Logo, o menor dos ângulos mede 80 o.
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 3
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 5.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 5. • Faça os exercícios 5 a 8, cap. 5.
• Faça o exercício 4 da seção Rumo ao Enem.

150
aula 16
Circunferência: segmento tangente
Enem: conhecimentos geométricos

nesta aula
1. Reta e circunferência
Em relação a uma circunferência uma reta pode ser:

B
l P l l

A
r r

Externa Tangente Secante

2. Segmentos tangentes a uma circunferência por um mesmo ponto.


Propriedade: PA 5 PB.
A

3. Quadrilátero circunscrito a uma circunferência.


Propriedade: AB 1 CD 5 AD 1 BC.
B

Matemática
A

D C
Acesse o portal e explore o conteúdo:
Equação da circunferência.

151
em classe
1. Nas figuras abaixo, O é o centro da circunferência. De- 2. Em um triângulo ABC está inscrita uma circunferên-
terminar o valor de x em cada caso. cia de centro O conforme a figura, onde AB 5 12 cm,
BC 5 8 cm e AP 5 9 cm. Nessas condições, CQ mede:
a) A
3x 2 3
B
P

P
Q
O
x 1 13

B
pA 5 pb, logo: A C
3x 2 3 5 x 1 13
2x 5 16 a) 3,5 cm c d) 5 cm
x58
b) 4 cm e) 6 cm
c) 4,5 cm
pb 5 Ab 2 Ap ∴ pb 5 3
bQ 5 pb ∴ bQ 5 3
Como CQ 5 bC 2 bQ, então:
CQ 5 8 2 3 ∴ CQ 5 5
b)
C
D 3. Um quadrilátero ABCD está circunscrito a uma circun-
O ferência de centro O, conforme a figura. Dado que
x14 AB 5 12, BC 5 7, CD 5 x 1 2 e AD 5 2x 1 1, então x é
7
igual a:

D
A E B
C
2x 1 5
Ae 5 Ad 5 7 e be 5 bC 5 x 1 4
Como Ab 5 Ae 1 be, temos: O
2x 1 5 5 7 1 x 1 4
x56
A B

a) 4 c b) 6 c) 7 d) 7,5 e) 8

Ad 1 bC 5 Ab 1 Cd, logo:
2x 1 1 1 7 5 12 1 x 1 2
x56
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 3
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 6.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 6. • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 6.

152
aulas 17 e 18
Ângulos em uma circunferência
Enem: conhecimentos geométricos

nestas aulas
1. Ângulos em uma circunferência

Ângulo central Ângulo inscrito


O
P
β
O α O
A α B
β
β
A
A B B A medida do ângulo de segmento é metade
da medida do arco correspondente ou metade
da medida do ângulo central correspondente.
b
Ou seja, a5 .
2
Ângulo de segmento Uma consequência importante dessas propriedades é que todo
ângulo inscrito em uma semicircunferência é reto, ou seja, mede 90°.

O
A α B A B
β

• Propriedades
2. Quadrilátero inscrito em uma circunferência

P A
B

Matem‡tica
α
α O

β D
A
B
β
β
A medida do ângulo inscrito é metade da medida C
do arco correspondente ou metade da medida do
b Em todo quadrilátero inscritível os ângulos opostos são suple-
ângulo central correspondente. Ou seja, a 5 .
2 mentares. Ou seja, a 1 b 5 180¡.

153
em classe
1. Nas figuras abaixo, O é o centro de cada circunferência. 2. Obtenha o valor de x nas figuras abaixo, sendo O o
Calcule o valor de x. centro da circunferência dada.

a) a)

x
48¡ O
O x

A A
B
B
80°
x 5 48°
x 5 80° ∴ x 5 40°
2

b)

b)
35° O

x O

A B x

35° 5 x ∴ x 5 70°
2 A
B
25¡
c) 25° 5 x ∴ x 5 50°
2
52°

O
A
c) D C
B
x x

x O
52° 5
2
∴ x 5 104° 88¡
A

d)
Matemática e suas Tecnologias

x $ 1 88° 5 180° e dCb


dCb $ 1 x 5 180°
20°
A B ∴ x 5 88°
O

x 1 20° 5 90° ∴ x 5 70°

154
3. Calcule
suur a medida
suur do ângulo a na figura, dado que as 4. Na figura, a medida do arco x na circunferência de
retas AB e AD são tangentes à circunferência de centro centro O é:
O e que o ângulo BĈD mede 53°.
B

D C A
98°
O
O 80°
x

a
A D C
B
do enunciado temos a figura abaixo:
a) 52°
c b) 62°
c) 72°
D C d) 80°
53°
O e) 82°
106° B
α
A
B A
98¡
$ 5 53° o ângulo central bod
Sendo bCd µ 5 106° O
No quadrilátero Abod: x 80¡
P
a 1 106° 1 90°1 90°5 360°
∴ a 5 74°
D C
µ 5 49°
Ligando os pontos A e b temos bAC
No triângulo Abp,
$ 1 49° 5 80°
Abp
$ 5 31° ∴ x 5 31o
∴ Abp
2
∴ x 5 62o

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 3
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3

Matem‡tica
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 17 Aula 17
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 5, cap. 7.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 7. • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 7.
Aula 18 • Faça o exercício 5 da seção Rumo ao Enem.
• Faça os exercícios 7 a 9, cap. 7. Aula 18
• Faça os exercícios 10 a 12, cap. 7.
• Faça o exercício 6 da seção Rumo ao Enem.

155
aula 19
Pontos notáveis em um triângulo
Enem: conhecimentos geométricos

nesta aula
1. Baricentro: é o ponto de encontro das medianas de um 3. Circuncentro: é o ponto de encontro das mediatrizes dos
triângulo. lados de um triângulo.

A A

r
N P
P
G
N

r r
C M B B
M
C
O baricentro G divide cada mediana na razão 2 ; 1 ou seja:
AG 5 2 ? GM
BG 5 2 ? GN
CG 5 2 ? GP O circuncentro O é o centro da circunferência circunscrita no
triângulo, ele equidista de seus três vértices de uma medida r, que
2. Incentro: é o ponto de encontro das bissetrizes dos ângulos é o raio da circunferência circunscrita.
internos de um triângulo.
4. Ortocentro: é o ponto de encontro das retas suportes das
A alturas de um triângulo. Na figura o ponto H é o ortocentro.

U
Matemática e suas Tecnologias

r T
I
r L

r
K
C S B
H
O incentro I é o centro da circunferência inscrita no triângulo,
ele equidista de seus três lados de uma medida r, que é o raio da
C J B
circunferência inscrita.

156
em classe
1. Na figura, P e Q são pontos médios dos lados AB e AC 3. No Piauí, as cidades de Floriano, Pedro Laurentino e Pi-
do triângulo ABC. Se CR 5 2x 1 16 e PR 5 3x 2 2, o valor H9 cos estão planejando construir em conjunto um grande
de x é: açude que atendesse às três cidades. No projeto, foi
determinado que o açude deveria ser implantado em
C um local cuja distância a cada uma das cidades fosse a
mesma. Observando o mapa abaixo, notamos que elas
formam um triângulo. Para satisfazer à determinação do
projeto, em que ponto desse triângulo o açude deve ser
Q
implantado?
R

googLe mApS/AdAptAdo
A P B

a) 4,2 Floriano

b) 4,8
c c) 5 Picos

d) 5,5
e) 7
bQ e Cp são medianas, logo, R é o baricentro do triângulo AbC,
então, CR 5 2 ? pR.
Assim:
2x 1 16 5 2 ? (3x 2 2)
2x 1 16 5 6x 2 4 N
Pedro
4x 5 20
Laurentino
x55 0 30

km

2. Na figura, a circunferência de centro O está inscrita no a) Em seu baricentro.


triângulo ABC. A medida do ângulo AÔC é:
b) Em seu incentro.
A c c) Em seu circuncentro.
d) Em seu ortocentro.
e) Em seu epicentro.
28°

O
em casa
26°
Consulte:
B C

Matem‡tica
Livro-texto 1 – Unidade 3
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3
a) 162°
c b) 126° Tarefa Mínima
c) 108° • Leia o resumo de aula.
d) 84° • Faça os exercícios 1 a 4, cap. 8.
e) 72° Tarefa Complementar
Note que o é o incentro do triângulo, assim: • Leia o capítulo 8.
µ ) 5 180°
28° 1 26° 1 m(AoC
µ ) 5 126°
• Faça os exercícios 5 a 8, cap. 8.
m(AoC
• Faça o exercício 7 da seção Rumo ao Enem.

157
aula 20
Teorema de Tales
Enem: conhecimentos geométricos

nesta aula
1. Teorema de Tales 2. Teorema da bissetriz interna
r s A

A A' a

B B' b
c b
C C' c

D D' d
B C
m S n

Duas retas que intersectam um feixe de retas paralelas, vão A bissetriz de um ângulo interno de um triângulo divide o lado
determinar sobre elas segmentos correspondentes proporcionais. oposto a ele em segmentos proporcionais aos lados adjacentes. Na
Na figura temos, por exemplo: AB 5 CD figura, temos AB 5 AC , ou ainda c 5 b .
A'B' C'D' BS CS m n

em classe
1. Calcule o valor de x em cada figura, dado que as retas b) r s t
r, s e t são paralelas interceptadas pelas retas u e v. 10 15
u
a) u v
r v

3x x15
2x 1 1
s 2x 1 4
6 8
t
x 1 5 5 2x 1 4
Matemática e suas Tecnologias

2x 1 1 5 6 10 15
3x 8 x 1 5 5 2x 1 4
2x 1 1 5 3 2 3
3x 4 3x 1 15 5 4x 1 8
8x 1 4 5 9x ∴x 5 7
∴x 5 4

158
2. Na figura, as retas a, b e c são paralelas. Calcule os 3. Um faroleiro F, observando um navio que navegava em
valores de x, y e z dado que AB 5 60. H8 uma trajetória retilínea, notou que do ponto A, distante
2 500 m do farol, ao ponto B, o navio navegou 1 000 m.
A a Quantos metros o navio navegou do ponto B até o pon-
to C, distante 1 500 m do farol, se os ângulos AF̂B e BF̂C
são congruentes?
10 x
b

8 y F

z 6
c

x 5 25
x 5 y 5 z 5 60 5 5 
∴  y 5 20
10 8 6 24 2
z 5 15 A B C

1000 5 x
2 500 1500
25x 5 15 000
∴ x 5 600
Logo, de b para C o navio navegou 600 m.

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 3
Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 9.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 9. • Faça os exercícios 5 a 9, cap. 9.
• Faça o exercício 8 da seção Rumo ao Enem.

159
aulas 21 e 22
Semelhança de triângulos (1)
Enem: conhecimentos geométricos

nestas aulas
1. Triângulos semelhantes A constante de proporcionalidade k é chamada de razão de
Quando dizemos que duas figuras geométricas são semelhan- semelhança e expressa quantas vezes um triângulo é maior ou
tes, estamos afirmando que elas têm a mesma forma, ou seja, que menor que o outro.
através de uma ampliação ou de uma redução, elas podem se tornar
2. Caso fundamental de semelhança
congruentes. No caso de dois triângulos, isso significa que os ângu-
los de um serão congruentes aos seus correspondentes no outro e Para concluirmos que dois triângulos são semelhantes basta
os seus lados serão proporcionais a seus correspondentes no outro. que eles tenham dois pares de ângulos congruentes.
C C
F F
g
s

d u d u
a b a
D E b D E
A B A B

a 5 d , b 5 u , g 5 s
 a 5d
nABC , nDEF ⇒ e e ⇒ nABC , nDEF
 BC 5 AC 5 AB 5 k b 5u
 EF DF DE

em classe
1. No triângulo ABC representado na figura, DE é paralelo a AC. Determine EC dado que AC 5 9, BC 5 15 e DE 5 3.
A A
Matemática e suas Tecnologias

9
D
D
3
15 2 x x
B E C
15 B E C
Se de // AC, então nbed ~ nbCA.
Sendo eC 5 x temos:
15 2 x 5 3
15 9
15 2 x 5 1
15 3
45 2 3x 5 15
3x 5 30
∴ x 5 10
160
2. Na figura, as cordas AC e BD se intersectam no ponto E 4. Em um trapézio cujas bases medem 8 cm e 12 cm, a
de modo que AE 5 4, DE 5 10, AD 5 8 e BC 5 12. Calcule altura mede 10 cm. Qual a distância do ponto de en-
a medida do segmento BE. contro das diagonais à base maior?
B do enunciado temos a figura abaixo:
A A 8 B

10 2 x
E
P
10
D
x

C
B D 12 C
A
x os triângulos dCp e bAp são semelhantes, logo:
4
x 12
5
8 E 10 2 x 8
12 x 3
5
10 2 x 2
10
2x 5 30 2 3x
D
5x 5 30
∴x 5 6
C Resposta: 6 cm
os triângulos dAe e Cbe são semelhantes, logo:
be 5 bC
Ae Ad
x 5 12
4 8
8x 5 48
∴x 5 6
3. (Vunesp) Para que alguém, com o olho normal, possa
H8 distinguir um ponto separado de outro, é necessário
que as imagens desses pontos, que são projetadas em
sua retina, estejam separadas uma da outra a uma
distância de 0,005 mm. Adotando-se um modelo mui- em casa
to simplificado do olho humano no qual ele possa ser
considerado uma esfera cujo diâmetro médio é igual a Consulte:
15 mm, a maior distância x, em metros, que dois pontos Livro-texto 1 – Unidade 3
luminosos, distantes 1 mm um do outro, podem estar do Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3
observador, para que este os perceba separados, é: Tarefa Mínima
Aula 21

1 mm • Leia o resumo de aula.


0,005 mm • Faça os exercícios 1 a 3, cap. 10.
Aula 22
• Faça os exercícios 7 a 9, cap. 10.

Matem‡tica
Fora de escala
x 15 mm
Tarefa Complementar
a) 1 b) 2 c c) 3 d) 4 e) 5
Aula 21

1 mm
A
B'
• Leia os itens 1 e 2, cap. 10.
B O
A'
0,005 mm • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 10.
• Faça o exercício 9 da seção Rumo ao Enem.
Fora de escala
x 15 mm
Aula 22
os triângulos obA e ob'A' são semelhantes. então, temos:
Ab 5 bo   ⇒ 1 
• Faça os exercícios 10 a 12, cap. 10.
5 x ∴ x 5 3 ? 10 3 mm
A'b' b'o 0,005  15  . • Faça o exercício 10 da seção Rumo ao Enem.
x53m

161
aulas 23 e 24
Semelhança de triângulos (2)
Enem: conhecimentos geométricos

nestas aulas
Triângulos semelhantes
C
F
g
s

d u
a b
D E
A B

a 5 d , b 5 u , g 5 s

nABC , nDEF ⇒ e
 BC 5 AC 5 AB 5 k
 EF DF DE

em classe
1. Em um trapézio retângulo ABCD de bases AB e CD, as diagonais AC e BD são perpendiculares, conforme a figura.
Sendo AB 5 9 e CD 5 4, o lado AD mede:

D C

E
Matemática e suas Tecnologias

A B

a) 5 do enunciado, fazendo D 4 C
Ad 5 x temos a figura: nAbd , ndAC ⇒ x 5 9
4 x
c b) 6
x 2 5 36 ⇒ x 5 6
c) 6,5
x E
d) 7
e) 8

A 9 B

162
2. (Enem) A rampa de um hospital tem na sua parte mais elevada uma altura de 2,2 metros. Um paciente ao caminhar
H9 sobre a rampa percebe que se deslocou 3,2 metros e alcançou uma altura de 0,8 metro. A distância em metros que
o paciente ainda deve caminhar para atingir o ponto mais alto da rampa é:

a) 1,16 metros.
b) 3,0 metros.
c) 5,4 metros.
c d) 5,6 metros.
e) 7,04 metros.
do enunciado temos a figura, cotada em metros, em que x é a distância pedida:

B
x 1 3,2
x
1,4
D E 2,2
3,2
0,8
A
C
da semelhança entre os triângulos dbe e AbC, temos:
x 1,4
5
x 1 3,2 2,2

2,2x 5 1,4x 1 4,48


0,8x 5 4,48
∴ x 5 5,6

3. (Enem) O dono de um sítio pretende colocar uma haste de sustentação para melhor firmar dois postes de compri-
H8 mentos iguais a 6 m e 4 m. A figura representa a situação real na qual os postes são descritos pelos segmentos AC
e BD e a haste é representada pelo EF, todos perpendiculares ao solo, que é indicado pelo segmento de reta AB. Os
segmentos AD e BC representam cabos de aço que serão instalados.

E 6
4

A F B

Qual deve ser o valor do comprimento da haste EF?


a) 1 m
b) 2 m
c c) 2,4 m
d) 3 m
e) 2 6 m

Matem‡tica
Adotando Af 5 m e bf 5 n, sendo ef 5 x temos a figura: D
x n
nfbe , nAbC ⇒ 5 (1)
4 n1m C
x m
nAfe , nAbd ⇒ 5 (2)
6 m1n
E 6
Somando (1) e (2) temos:
4
x 1 x 5 n 1 m x
4 6 n1m m1n
x 1 x 5 n1m
4 6 n1m A m F n B
x 1 x 51
4 6
10x 5 24
∴ x 5 2,4

163
4. Determine o valor de x nos itens a seguir.
a) b)
x x11
P 4 x11
6 P
8

x 5 x 11 6 4 1x 11
5
6 8 4 8
x ? 8 5 (x 1 1) ? 6 4 ? (4 1 x 1 1) 5 6 ? 8
8x 5 6x 1 6 4x 1 20 5 48
2x 5 6 4x 5 28
∴x 5 3 ∴x 5 7

em casa
Consulte:
Livro-texto 1 – Unidade 3
Matemática e suas Tecnologias

Caderno de Exercícios 1 – Unidade 3


Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 23 Aula 23
• Leia o resumo de aula. • Faça os exercícios 16 a 18, cap. 10.
• Faça os exercícios 13 a 15, cap. 10. • Faça o exercício 11 da seção Rumo ao Enem.
Aula 24 Aula 24
• Faça os exercícios 19 a 21, cap 10. • Leia os itens 3 e 4, cap. 10.
• Faça os exercícios 22 a 24, cap. 10.
• Faça o exercício 12 da seção Rumo ao Enem.

164
rumo ao

Enem
Se na figura BÂC 5 CD̂B e AĈB 5 DB̂C , então podemos
1. (Modelo – Enem)
concluir que os triângulos ABC e DCB são congruentes
H7

mARCoS AmeNd/puLSAR imAgeNS


pelo critério:
c a) LAAO
b) LLL
c) LAL
d) ALA
e) LLA

2. (Enem – Adaptada) Um decorador utilizou um único


H6 tipo de transformação geométrica para compor pares
de cerâmicas em uma parede. Uma das composições
está representada pelas cerâmicas indicadas por I e II.
Utilizando a mesma transformação, qual é a figura que
compõe par com a cerâmica indicada por III?
A energia que alimenta residências, comércio e
indústrias é gerada em usinas hidrelétricas que na
maioria das vezes estão distantes dos grandes cen-
tros de consumo. Por esse motivo, essa energia deve
I II III
ser transportada por meio de cabos elétricos até esses
centros de consumo, através das chamadas Linhas de a)
Transmissão. Só para termos uma ideia, a Hidroelétrica
de Tucuruí (Pará) abastece Manaus (Amazonas) com
energia. São 1 747 quilômetros de linhas de alta tensão,
apoiadas em 3 351 torres de transmissão. Essas torres c b)
são estruturas metálicas que nesse caso terão de 45 a
180 metros de altura.
<www.gazetadesantarem.com.br/regional/
tucurui-abastecera-manaus-com-energia>. c)
Acesso em: 6 mar. 2015. Adaptado.
iSmAR iNgbeR/puLSAR imAgeS

d)

Rumo ao Enem
e)

A D
3. (Enem) Uma das expressões artísticas mais famosas
H9 associada aos conceitos de simetria e congruência
é, talvez, a obra de Maurits Cornelis Escher, artista ho-
landês cujo trabalho é amplamente difundido. A figura
B C apresentada, de sua autoria, mostra a pavimentação
do plano com cavalos claros e cavalos escuros, que são
No detalhe acima, foi destacada uma figura. congruentes e se encaixam sem deixar espaços vazios.

165
RepRodução/m. C. eSCheR fouNdAtioN, beAR, hoLANdA.
Figura 2: Heptágonos regulares
não pavimentam o plano (há
falhas ou superposição).

A tabela traz uma relação de alguns polígonos regu-


lares, com as respectivas medidas de seus ângulos in-
ternos.
Realizando procedimentos análogos aos feitos por Es-
Nome Figura Ângulo interno
cher, entre as figuras abaixo, aquela que poderia pavi-
mentar um plano, utilizando-se peças congruentes de
tonalidades claras e escuras é: Triângulo 60o
a) c d)

Quadrado 90o

c b)
e)
Pentágono 108o

c)
Hexágono 120o

4. (Enem) Na construção civil, é muito comum a utilização Octógono 135o


H9 de ladrilhos ou azulejos com a forma de polígonos para
o revestimento de pisos ou paredes. Entretanto, não são
todas as combinações de polígonos que se prestam a
pavimentar uma superfície plana, sem que haja falhas
Eneágono 140o
ou superposições de ladrilhos, como ilustram as figuras:
Rumo ao Enem

Se um arquiteto deseja utilizar uma combinação de dois


tipos diferentes de ladrilhos entre os polígonos da tabe-
la, sendo um deles octogonal, o outro tipo escolhido
deverá ter a forma de um:
a) triângulo.
c b) quadrado.
c) pentágono.
d) hexágono.
Figura 1: Ladrilhos retangulares pavimentando o plano. e) eneágono.

166
5. (Modelo – Enem) Um teatro, cuja sala tem o formato de 7. (Modelo – Enem) Marcos deseja instalar um poste em
H8 um círculo de raio 10 metros, foi construído de modo H6 um terreno cujo formato é o de um triângulo acutângulo,
que mesmo a pessoa mais distante (supostamente de modo que a distância a qualquer um dos “cantos”
encostada na parede da sala) pudesse ver qualquer (vértices do triângulo que o representa) desse terreno
espetáculo com um mínimo de conforto. Para isso de- deve ser a mesma. Para fazer isso ele deve escolher:
finiu-se que esse “conforto” se refere a um ângulo de
a) um ponto interior qualquer do triângulo.
visão do palco de 30°. Nessas condições, o comprimento
b) o ortocentro do triângulo.
do palco é:
c) o baricentro do triângulo.
d) o incentro do triângulo.
c e) o circuncentro do triângulo.

“Ângulo de visão da 8. (Enem) Um marceneiro deseja construir uma escada


Palco
pessoa mais distante” H8 trapezoidal com 5 degraus, de forma que o mais baixo
e o mais alto tenham larguras respectivamente iguais
a 60 cm e a 30 cm, conforme a figura:

30
a) 5 metros
b) 7,5 metros
c c) 10 metros
d) 12,5 metros
e) 15 metros

6. (Enem) Durante seu treinamento, um atleta percorre me-


H8 tade de uma pista circular de raio R, conforme figura a
seguir. A sua largada foi dada na posição representada
pela letra L, a chegada está representada pela letra C
e a letra A representa o atleta. O segmento LC é um 60
diâmetro da circunferência e o centro da circunferência
está representado pela letra F. Sabemos que, em qual- Os degraus serão obtidos cortando-se uma peça linear
quer posição que o atleta esteja na pista, os segmentos de madeira cujo comprimento mínimo, em cm, deve ser:
LA e AC são perpendiculares. Seja u o ângulo que o a) 144 c) 210 e) 240
segmento AF faz com segmento FC. b) 180 c d) 225
9. (Enem) Um professor, ao fazer uma atividade de origami
A
H9 (dobraduras) com seus alunos, pede para que estes
dobrem um pedaço de papel em forma triangular,
como na figura a seguir, de modo que M e N sejam
pontos médios respectivamente de AB e AC , e D pon-
to do lado BC, indica a nova posição do vértice A do
triângulo ABC.
u
A A

Rumo ao Enem
L R F R C N M N M

Quantos graus mede o ângulo u quando o segmento


AC medir R durante a corrida? C B C D B

a) 15 graus Se ABC é um triângulo qualquer, após a construção, são


b) 30 graus exemplos de triângulos isósceles os triângulos:
c c) 60 graus a) CMA e CMB. c d) CND e DMB.
d) 90 graus b) CAD e ADB. e) CND e NDM.
e) 120 graus c) NAM e NDM.

167
10. (Enem) A fotografia mostra uma turista aparentemente 11. (Etec-SP) Leia o texto a seguir:
H8 beijando a esfinge de Gizé, no Egito. A figura a seguir H8 “Tales, o grande matemático do século VI a.C., foi
mostra como, na verdade, foram posicionadas a câme-
também um próspero comerciante. Certa vez visitou
ra fotográfica, a turista e a esfinge.
o Egito em viagem de negócios. Nessa ocasião, ele
assombrou o faraó e toda corte egípcia, medindo a altura
RepRodução/eNem

da pirâmide de Quéops, cuja base é um quadrado de 230


metros de lado.
Para calcular a altura da pirâmide, Tales fincou
verticalmente no solo uma estaca que ficou com uma
altura de 1 metro do solo.
As medidas dos comprimentos da sombra da pirâmide
e da sombra da estaca são, respectivamente, 255 metros
e 2,5 metros.”
(Adaptado de: JAKUBOVIC, J.; CENTURION, M e LELLIS, MC.
Matemática na Medida Certa. Volume. São Paulo: Scipione.)

ra
ios
de estaca
so
l sombra da
estaca
Posição da
esfnge

vara de medir

Posição da Raios Estaca fncada


turista de Sol verticalmente
d’ no solo
Posição da Altura da
câmera d pirâmide
c
a
b
Medindo-se com uma régua diretamente na fotogra-
fia, verifica-se que a medida do queixo até o alto da
Comprimento
cabeça da turista é igual a 2 da medida do queixo da sombra
3 Metade da Comprimento da estaca
da esfinge até o alto da sua cabeça. Considere que medida da da sombra
essas medidas na realidade são representadas por d e base da pirâmide
d’, respectivamente, que a distância da esfinge à lente
da câmera fotográfica, localizada no plano horizontal Com base nas informações do texto, é válido afirmar
do queixo da turista e da esfinge, é representada por que a altura da pirâmide, em metros, é:
b, e que a distância da turista à mesma lente, por a. a) 14,80 d) 925
Rumo ao Enem

A razão entre b e a será dada por: b) 92,50 e) 1 480


b d' c c) 148
a) 5 
a c
12. (Enem) A sombra de uma pessoa que tem 1,80 m de
b 2d
b) 5  altura mede 60 cm. No mesmo momento, a seu lado, a
a 3c H8
sombra projetada de um poste mede 2,00 m. Se, mais
b 3d'
c) 5  tarde, a sombra do poste diminui 50 cm, a sombra da
a 2c
pessoa passa a medir:
b 2d'
c d) 5  a) 30 cm d) 80 cm
a 3c
b 2d' c b) 45 cm e) 90 cm
e) 5 
a c c) 50 cm

168
Interdisciplinares
Atividades

Atividades Interdisciplinares
Atividades Interdisciplinares

400
Jogos de tabuleiro

Museu eGÍpCIo, CAIRo, eGIto/ARQuIVo dA edItoRA


FedoR seLIVANoV/sHutteRstoCK/GLoW IMAGes
A imagem da página ao lado foi encontra-

Museu bRItÂNICo, LoNdRes, INGLAteRRA


da na tumba da rainha egípcia Nefertari, que
viveu no século XIII a.C., e mostra claramente
um jogo de tabuleiro. Em pesquisas arqueoló-
gicas encontraram-se vestígios bastante remo-
tos da prática de jogos e, em alguns casos, até
mesmo suas regras sobreviveram. Na década de
1920, em escavações realizadas no atual Iraque,
o pesquisador inglês Sir Leonard Woolley encon-
trou dois tabuleiros do que foi conhecido como
“O Jogo Real de Ur” e uma tabuleta de barro con-
O Jogo Real de Ur
tendo as regras em escrita cuneiforme. Também
conhecido como o “Jogo dos 20 quadrados”, é um antepassado distante do gamão, um dos mais antigos
jogos ainda praticados.
Outro jogo de tabuleiro antigo muito praticado é o xadrez. Suas origens encontram-se na Índia do século
VI, durante o Império Gupta, quando surgiu um jogo que reproduzia os combates da época, o chaturan-
ga. Em um tabuleiro com casas quadradas, moviam-se peças representando soldados a pé, a cavalo, em
elefantes e em carroças. Com o tempo, essas peças deram origem aos modernos peões, cavalos, bispos e
torres. A incorporação do jogo pelo mundo islâmico, no século VII, através da Pérsia levou à denominação
shatranja, de onde deriva a palavra xadrez. Após adaptações, por volta do século XIII, na Europa, o jogo já
havia assumido a forma atual.
O xadrez simula, de forma bastante esquemática, uma batalha entre dois exércitos iguais, com objetivo
definido. Desde pelo menos o século XIX, comandantes militares realizam simulações de combates mais
realistas, incluindo fatores como terreno, condições climáticas, abastecimento, capacidade das armas e até
moral das tropas. Nos Estados Unidos, jogos desse tipo começaram a ser comercializados principalmente
a partir dos anos 1960. Foram chamados de wargames, e até hoje representam um importante setor da
indústria de jogos de entretenimento.
Jogos mais ou menos complexos demandam cálculo e estratégia, e o exercício intelectual exigido muitas
vezes vai além da simples diversão ou competição. Na Matemática, a partir da década de 1940, surgiu a
“Teoria dos Jogos” que, com forte ênfase em lógica e estatística, buscava estudar modelos de comportamento

Atividades Interdisciplinares
humano em situações de tomada de decisão, inicialmente com aplicação nas áreas econômica e política.
Durante os anos da Guerra Fria, as duas superpotências utilizavam essa teoria para realizar simulações de
conflito estratégico, antecipando-se a uma situação real.
Qual é o fascínio provocado por jogos de tabuleiro? Em outras palavras, por que jogamos? O recente
declínio dos jogos de tabuleiro, substituídos por jogos eletrônicos, sugere uma resposta: quando jogamos,
reproduzimos a realidade, e os modernos games em vídeo são muito mais convincentes e cada vez mais
realistas nessa reprodução. Além disso, há o gosto pela competição, e a etimologia da palavra “jogo”
em português remete a isso: o jocus do latim significa gracejo, zombaria, e emprega o mesmo radical da
palavra “jocoso“. Em inglês, originou a palavra joke.

401
Atividade
1 (Enem) O xadrez é jogado por duas pessoas. Um jogador joga com as peças brancas, o outro, com as pretas. Neste
jogo, vamos utilizar somente a Torre, uma das peças do xadrez. Ela pode mover-se para qualquer casa ao longo da
coluna ou linha que ocupa, para frente ou para trás, conforme indicado na figura a seguir.

RepRodução/eNeM 2009
O jogo consiste em chegar a um determinado ponto sem passar por cima dos pontos pretos já indicados.

RepRodução/eNeM 2009
8

1
Atividades Interdisciplinares

A B C D E F G H

Respeitando-se o movimento da peça Torre e as suas regras de movimentação no jogo, qual é o menor número de
movimentos possíveis e necessários para que a Torre chegue à casa C1?
a) 2
b) 3
o número mínimo de movimentos
c c) 4 necessários é 4. um exemplo de
caminho é dado por: H8-H3, H3-d3,
d) 5
d3-d1, d1-C1.
e) 7

402
2 No xadrez, o Rei é a peça-chave; um ataque indefensável a ele leva à derrota. Sua movimentação é discreta: uma
casa apenas a cada movimento e, normalmente, ele é mantido protegido pelas outras peças na maior parte do jogo.
Já a Rainha é uma peça com alta mobilidade, que pode ser usada em qualquer ponto do tabuleiro, e sua função é
vital para manter o seu rei e atacar o rei inimigo.

Fazendo uma analogia com o metabolismo celular, uma relação do tipo Rei protegido 3 Rainha ativa pode ser en-
contrada na relação entre:
a) ATP e enzimas o dNA contém a informação hereditária necessária ao funcionamento e à repro-
dução celular; sua destruição leva à morte celular. o dNA fica contido no núcleo
b) glicose e celulose celular e passa sua informação para o RNA no processo da transcrição. o RNA é
c c) DNA e RNA uma substância ativa, que vai para o citoplasma e comanda o processo de sínte-
se de proteínas, que possibilita a realização das tarefas determinadas pelo dNA.
d) aminoácidos e ácidos nucleicos o RNA também participa da eliminação de vírus que penetram na célula, tendo
uma função protetora para o dNA.
e) cromatina e cromossomos

3 (UFG-GO) Analise as imagens a seguir.

RepRodução/VestIb. uFG 2013

RepRodução/VestIb. uFG 2013


Representação de um jogo de xadrez em iluminura medieval, século XI. Jogo de tabuleiro War.

As imagens referem-se a dois jogos de tabuleiro: o xadrez, que popularizou-se na Europa a partir do século XI, repre-
sentando um cenário de batalha medieval, e o War, que foi lançado no mercado mundial em 1959. Com base no
exposto, explique como as imagens:
a) expressam uma transformação geopolítica da Idade Medieval para a Idade Contemporânea.
As imagens expressam uma transformação geopolítica da Idade Medieval para a Idade Contemporânea na medida em que projetam diferentes
ambientes de guerra, nos dois jogos. Na primeira imagem, a projeção criada pelo jogo de xadrez alude a um cenário de batalha medieval em
que se confrontam dois exércitos com as peças tradicionais do jogo (peões, torres, cavalos e reis são destacados na imagem). Nesse sentido,
o espaço geográfico da batalha travada pelos jogadores está associado a um território restrito, que tinha na europa seu palco privilegiado. por
sua vez, a segunda imagem alude a um espaço geográfico ampliado, no qual todo o planeta é palco de batalha. essa transformação do espaço,

Atividades Interdisciplinares
onde a guerra é ambientada, toma como base o mundo conhecido em cada um dos períodos. Assim, essa ambiência remete às diferenças
entre o século XI, dominado por conflitos entre as monarquias medievais, e a segunda metade do século XX, que tinha na Guerra Fria um de
seus principais marcos geopolíticos.

403
b) referem-se a uma prática comum às Idades Medieval e Contemporânea.
pela análise das imagens, pode-se identificar duas práticas comuns tanto à Idade Média quanto à Idade Contemporânea (o aluno deve apresen-
tar apenas uma prática):

• a de guerrear: nas duas imagens, os jogos de tabuleiro aludem à utilização do conflito bélico como mecanismo para a resolução de conflitos
políticos em suas épocas. Nesse sentido, muito embora as técnicas utilizadas, os ambientes de guerra e as implicações políticas aludidas nos
jogos sejam diferentes, o fenômeno da guerra continua sendo um mecanismo comum às duas épocas;

• a de jogar: os jogos de tabuleiro representados indicam que, nos dois períodos, os momentos de descanso e lazer têm nos jogos uma de
suas formas de expressão. Nesse sentido, apesar de os jogos serem diferentes, a prática cultural do jogo é comum às duas épocas.
Respostas extraídas de: <www.vestibular.ufg.br/2013/ps2013_1/site/sistema/respostas/
ps-2013-1-respostasesperadas-oficiais-grupos34.pdf>. Acesso em: 22 mar. 2015. Adaptado.

4 Na Baixa Idade Média, a sociedade de guerreiros foi progressivamente se transformando e as disputas cada vez
mais deixaram de ser resolvidas por meio do uso da força. A centralização monárquica teve papel importante nesse
processo, não apenas por garantir ao rei o monopólio da força, desarmando senhores até então autônomos, como
também por organizar as cortes, espaços de sociabilidade onde atuavam pessoas próximas do monarca.

O seguinte relato, feito em 1688 pelo escritor francês La Bruyère, descreve a vida na corte de Luís XIV em Versalhes:
A vida na corte é um jogo sério, melancólico, que nos exige organizar as peças e as baterias, elaborar um plano, se-
gui-lo, contrariar o plano de nosso adversário, assumir ocasionalmente riscos e jogar atendendo a um palpite. E, depois
de todas as jogadas e reflexões, descobrimos que estamos em xeque, às vezes em xeque-mate.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. p. 225. 2 v.

Por que o autor compara a vida na corte com um jogo de xadrez ?


Na corte medieval eram constantes as disputas pelos favores reais. uma vez que o uso da força era vetado nesses espaços, muitos membros
da corte arquitetavam planos para melhor forjar suas reações aos movimentos de um eventual adversário. traição, intriga, troca de favores e
até sedução amorosa eram instrumentos do “jogo da sociabilidade” nas cortes medievais. os riscos são sugeridos pela referida possibilidade do
“xeque-mate” que paira sobre os jogadores.

5 Pois ela não perde o sorrir, Bem que eu deveria ofender,


donde me vêm dores e danos, e com razão, pois não nasceu
pois do jogo de que participo alguém como eu, que serviu
levo a pior duas vezes – tanto e tanto perdeu;
porque tal amor é perdido e se ela não me castiga,
Atividades Interdisciplinares

pois só um lado se mantém – continua minha loucura,


até que se consiga acordo. pois o louco não para até ser preso.
SPINA, Segismundo. A lírica trovadoresca. São Paulo: Edusp, 1996. p. 143-144. Adaptado.

Os versos transcritos foram compostos pelo poeta provençal Bernart de Ventadorn, que viveu no século XII. Neles, há
referência ao jogo amoroso, um dos temas mais constantes da literatura do período. Qual é a relação entre esse jogo
e as relações sociais características do sistema feudal?
o poeta se coloca como uma pessoa que serve à dama: “[...] pois não nasceu / alguém como eu, que serviu / tanto [...]”. esse tipo de relação é
denominado vassalagem amorosa, constituindo um modelo ideal de comportamento amoroso.

404
ANGLO
A coleção de Ensino Médio do Sistema Anglo de Ensino foi planejada para os
alunos do século XXI, empreendedores e ávidos por inovações e conhecimento.
O que se propõe neste segmento é aliar a motivação dos alunos com a
qualidade de ensino e os elevados padrões acadêmicos – uma tríade que
representa um trabalho de excelência nas escolas.
Com o conhecimento adquirido na escola, o aluno se sentirá pronto para a
vida em sociedade e, como cidadão, poderá interferir na realidade em que vive.
Nosso objetivo é transformar o lema: “aula dada, aula estudada” em prática,
provocando o exercício da autonomia e o aperfeiçoamento constantes.
O material é composto de Caderno do Aluno, Livro-texto e Caderno de
Exercícios, além de diversos recursos digitais e ferramentas disponíveis no portal
do Sistema.
Venha conosco nessa jornada!

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