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ANGLO

Manual do Professor • Matem‡tica


Ensino Médio

1ª- série

4
Manual
do Professor
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)
Direção editorial: Lidiane Vivaldini Olo
Coordenação pedagógica: Fábio Aviles Gouveia
Supervisão da disciplina: Glenn Albert Jacques van Amson,
Roberto Teixeira Cardoso
Gerência editorial: Bárbara M. de Souza Alves
Coordenação editorial: Adriana Gabriel Cerello
Edição: Tatiane Leite Nunes (coord.),
Tadeu Nestor Neto
Assistência editorial: Walter Catão Manoel
Coordenação de produção: Fabiana Manna da Silva (coord.),
Daniela Carvalho, Karina Andrade
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Danielle Modesto,
Edilson Moura, Letícia Pieroni, Marília Lima, Marina Saraiva,
Tayra Alfonso, Vanessa Lucena
Edição de arte: Antonio Cesar Decarli
Diagramação: Guilherme P. S. Filho, Lourenzo Acunzo,
Marisa Inoue Fugyama
Iconografia: Silvio Kligin (superv.), Denise Duand Kremer (coord.)
Claudia Bertolazzi, Claudia Cristina Balista, Ellen Colombo Finta,
Fernanda Regina Sales Gomes, Jad Silva, Marcella Doratioto, Roberta
Freire Lacerda Santos, Sara Plaça, Tamires Reis Castillo (pesquisa)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf, Fernanda Crevin
Licenças e autorizações: Patrícia Eiras
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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Rosso Junior, Antonio Carlos


Ensino médio : matemática : caderno 4 : manual do professor
/ Antonio Carlos Rosso Junior, Glenn Albert Jacques van Amson,
Roberto Teixeira Cardoso (Robby). -- 1. ed. -- São Paulo : SOMOS
Sistemas de Ensino, 2016.

1. Matemática (Ensino médio) I. Amson, Glenn Albert Jacques van.


II. Cardoso, Roberto Teixeira. III. Título.

15-11312 CDD-510.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Matemática : Ensino médio 510.7

2017
ISBN 978 85 4680 258 6 (PR)
Código da obra 826151417
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento

Uma publicação
Sumário
Matemática ............................................................................................................................................................. 4

Setor A ...................................................................................................................................................................... 5

Aula 55 – Sequências: progressão geométrica – exercícios ................................................................................. 5

Aulas 56 e 57 – Sequências: soma dos termos de uma PG.................................................................................. 5

Aula 58 – Sequências: exercícios de PA e PG ........................................................................................................ 6

Aulas 59 e 60 – Exponenciais: potências de expoente real .................................................................................. 6

Aulas 61 e 62 – Logaritmos: definição – exercícios ................................................................................................ 7

Aula 63 – Logaritmos: propriedades operatórias ................................................................................................... 8

Aula 64 – Logaritmos: mudança de base .............................................................................................................. 9

Aulas 65 e 66 – Logaritmos: equações – exercícios ............................................................................................... 9

Aulas 67 e 68 – Exponenciais e Logaritmos: funções e inequações .................................................................... 9

Aula 69 – Exponenciais e Logaritmos: exercícios (1) ........................................................................................... 10

Aulas 70 e 71 – Exponenciais e Logaritmos: aplicações ..................................................................................... 10

Aula 72 – Exponenciais e Logaritmos: exercícios (2) ........................................................................................... 10

Setor B .................................................................................................................................................................... 11

Aulas 37 e 38 – Área de uma superfície poligonal .............................................................................................. 11

Aulas 39 e 40 – Expressões da área de uma superfície triangular ..................................................................... 12

Aulas 41 e 42 – Área de um círculo e de suas partes ......................................................................................... 12

Aulas 43 e 44 – Área de figuras semelhantes....................................................................................................... 13

Aulas 45 e 46 – Estatísticas: noções básicas ........................................................................................................ 14

Aulas 47 e 48 – Estatísticas: medidas de tendência central ............................................................................... 15

Atividades Interdisciplinares .............................................................................................................................. 17


Matem‡tica

Caderno 4
Neste caderno, que conclui o primeiro ano do Ensino Médio, seguindo as recomendações dos principais documentos oficiais do
Ensino no Brasil, trabalharemos com os três eixos estruturadores da Matemática, pois, nas palavras do PCN1:
1. É importante que o aluno tenha contato com conteúdos de todos os eixos estruturantes em um mesmo ano.
2. É importante que os conteúdos sejam retomados ao longo de seu percurso no Ensino Médio.
Com essas recomendações em mente, fizemos as seguintes escolhas para os setores A e B.
No setor A, concluiremos o estudo de sequências estudando as progressões geométricas, ampliando o conceito de expoentes para
números reais como uma preparação para o estudo dos logaritmos.
Note que escolhemos estudar a teoria dos logaritmos após as progressões aritmética e geométrica. Essa escolha foi feita para ser fiel
à ordem histórica na qual essas teorias foram desenvolvidas.
É muito importante que, ao final deste Caderno, o aluno não apenas domine as técnicas para operar com os logaritmos, mas também
saiba reconhecer um logaritmo como uma representação de um expoente, além de sua utilidade em diferentes áreas do conhecimento.
Também é desejável que conheça a relação entre exponenciais, logaritmos, progressões aritméticas e progressões geométricas.
Assim, é fundamental que sejam apresentadas aplicações práticas do logaritmo desde o início do estudo e não apenas após o desen-
volvimento das operações, mesmo que ainda não seja possível resolver muitos exercícios. Uma ideia é mostrar determinada aplicação e
posteriormente resolver um problema sobre esse assunto em que o uso dessa teoria seja importante.
No setor B, nas oito primeiras aulas trabalharemos com áreas de figuras planas e, em seguida, finalizaremos com quatro aulas nas
quais trabalharemos com noções de Estatística.
A escolha dos temas tratados nas primeiras oito aulas seguem uma progressão natural do conteúdo trabalhado no Caderno 3 e
completa o estudo dos principais tópicos de geometria plana.
Após esse estudo, julgamos importante que os alunos tivessem contato alguma ferramenta de análise de dados. Assim, nas aulas
finais deste setor apresentaremos as principais medidas de tendência central. Com isso, os alunos começam a atingir um dos grandes
objetivos dessa etapa do ensino, que é o de obter conclusões a partir de um conjunto de dados e avaliar a razoabilidade de um argu-
mento, ferramentas fundamentais ao exercício da cidadania.
Note que não trabalharemos, propositadamente, as medidas de dispersão. A escolha de separar esse tema dos demais, apesar de
não usual, tem o intuito de permitir que retomemos esse tema posteriormente, ampliando o conhecimento e não apenas fazendo uma
mera repetição.

4
Setor A

aula 55
Generalizando, temos:

Sequências: progressão geométrica – Sn(q − 1) 5 a1(qn − 1) (até aqui, vale para qualquer razão q)
exercícios qn21
Com q ± 1, temos Sn 5 a1 ? .
q 21
Objetivos Com q 5 1, todos os termos da PG são iguais a a1 e,
Resolver exercícios e esclarecer dúvidas da aula anterior. portanto, Sn 5 n ? a1.

Encaminhamento
Observação:
Siga a sequência de exercícios da aula, dando sempre um pouco O artifício de multiplicar por q é conveniente em muitas situa-
de tempo para os alunos, antes de apresentar uma resolução. ções que envolvem somas e progressões geométricas. Em algumas
situações, ganha-se tempo, multiplicando por q2 ou por q21.
Resolva, junto com os alunos, os primeiros dois exercícios.
aulas 56 e 57 Consideremos agora a soma Sn dos primeiros n termos da PG
 1 , 1 , 1 , ... 1 , ... .
Sequências: soma dos termos de uma infinita
 2 4 8 2n 
PG Com o exercício 2 resolvido, sabemos que Sn 5 1 − n .
1
2
Objetivos Sn pode ser tão próximo de 1 quanto se queira; basta aumentar
Apresentar fórmulas para a soma dos primeiros n termos de o valor de n.
uma progressão geométrica e para a soma dos termos de uma Dizemos que a série correspondente converge para 1 e escre-
progressão geométrica infinita de razão q, com 21 , q , 1. vemos simplesmente:
1 1 1 1 1 1 ... 1 1 1 ... 5 1
Encaminhamento 2 4 8 2n
qn21
Faça a seguinte exposição para os alunos. Vimos que, com q ± 1, Sn 5 a1 ? .
Considere a PG (2, 6, 18, 54, 162, 486); são 6 termos e a razão q 21
q é 3. Sendo a razão q um número entre 0 e 1, prova-se que qn con-
S6 5 2 1 6 1 18 1 54 1 162 1 486
verge para 0 e, consequentemente, Sn converge para a1 ? 21 , ou
Multiplicando membro a membro por q, temos: q21
3 ? S6 5 6 1 18 1 54 1 162 1 486 1 486 ? 3 seja, a série correspondente converge para S 5 a1 ? 1 . Temos
(note que an ? q 5 an 1 1) a1 12q
Somando aos dois membros o primeiro termo (a1 5 2), temos: S5 .
12q
3 ? S6 1 2 5 2 1 6 1 18 1 54 1 162 1 486 1 486 ? 3
Feito o exercício 2, mostre as seguintes somas:
q ? S6 1 a1 5 S6 1 a6 ? q
S 5 2 1 4 1 8 1 ... 1 2n
q ? S6 − S6 5 a6 ? q − a1
S 5 22 1 4 2 8 1 ... 1 (22)n
S6(q − 1) 5 a6 ? q − a1
Nesses dois casos, a soma não converge!
Sendo an 5 a1 ? qn 2 1, temos:
É importante que os alunos leiam os itens 7 e 8 do Capítulo
S6(q 2 1) 5 a1 ? q6 2 1 ? q − a1 3 – Unidade 4 do livro-texto 2.
S6(q 2 1) 5 a1 ? q6 − a1 Se houver tempo disponível, complete a aula com exercícios
S6(q 2 1) 5 a1(q6 − 1) extras.

5
Sugestão de exercícios extras 1 1 1 1
a) 1 1 1 1 1 ... 1 n 2 1 1 ...
1. Com x ± 1, 1 1 x 1 x2 1 x3 1 x4 1 x5 é igual a: 2 4 8 2
c) x 2 1
6
c a) x 2 1
6
Resposta: 2
x21 x11
d) 1 1 x6
2 3 4 n
b) x 1 1 b) 1 1 1 1 1 ... 1 n 2 1 1 ...
6

x21 2 4 8 2
e) x6 2 x
(numeradores em PA, denominadores em PG)
2. Com |a| ± |b|, temos a 2 a b 1 a b 2 ab 1 b igual a:
4 3 2 2 3 4
Resposta:
a5 2 b 5
c) a 1 b
5 5
a) 1o modo:
a2b a2b
2 3 4 n
a5 1 b 5 d) a 2 b
5 5 S511 1 1 1 ... 1 n 2 1 1 ...
c b) 2 4 8 2
a1b a1b
e) a5b5 2 ab S 5  1 1 1 1 1 ... 1  1 1 1 1 1 1 ...
1 1 1 1
 2 4 8  2 4 8 
3. Obtenha x, 21 , x , 1, tal que 1 1 x 1 x2 1 ... 1 xn 21 1 1 1 
1 ... 5 16. 1  1 1 ... 1 ...
4 8
Resposta: 15 S 5 (2) 1 (1) 1  1  1 ...
16
 2
∴S54
2o modo:
aula 58 S 5 1 1 2 1 3 1 4 1 ... 1 nn2 1 1 ...
2 4 8 2
Sequências: exercícios de PA e PG  multiplicando ambos os membros por 1 
 2
Objetivos S 5 1 1 2 1 3 1 4 1 ... 1 n 1 ...
Resolver exercícios e apresentar um modo para obter o produto 2 2 4 8 16 2n
dos primeiros n termos de uma PG. Subtraindo membro a membro, resulta:
S 5 1 1 1 1 1 1 1 1 ...
Encaminhamento
2 2 4 8
Siga a sequência de exercícios da aula, deixando sempre um tem- S 52
po para os alunos, antes de apresentar uma resolução. No exercí-
2
cio 2, siga a resolução sugerida, para, no fim, apresentar a fórmula.
∴S54
Outro modo de obter o produto dos termos consiste em partir
da propriedade de termos equidistantes dos extremos:

aulas 59 60
Pn 5 a1 ? a2 ? a3 ? ... ? an − 1 ? an
e
Pn 5 an ? an − 1 ? an − 2 ? ... ? a2 ? a1 (a ordem dos fatores não altera
o produto) Exponenciais: potências de
Multiplicando membro a membro, temos: expoente real
Pn2 5 (a1 ? an) ? (a2 ? an − 1) ? (a3 ? an − 2) ? ... ? (an − 1 ? a2) ? ... ? (an ? a1)
Sabemos que o produto de qualquer par de termos equi- Objetivos
distantes dos extremos é igual ao produto dos extremos (vide
Fixar as principais propriedades de potências de expoente real
item 5 do Capítulo 3 – unidade 4).
e resolver equações exponenciais redutíveis à forma bf(x) 5 bg(x),
Logo, Pn2 5 (a1 ? an) ? (a1 ? an) ? ... ? (a1 ? an) e, portanto, com b . 0.
Pn2 5 (a1 ? an)n
Se todos os termos forem positivos, então Pn 5 ( a1 ? an ) . Encaminhamento
n

Apresente a tabela de conceitos e propriedades do resumo


Sugestão de exercício extra teórico da aula e os exemplos numéricos correspondentes, sem
Calcule as somas a seguir, dado que as séries corres- demonstração formal. É muito importante que o aluno entenda
pondentes convergem. a propriedade:

6
2
2 5x 1 6
Sendo b uma base positiva e diferente de 1, temos: c) 5 x 50
bf(x) 5 bg(x) ⇔ f(x) 5 g(x) Resposta: ∅
d) 52x 1 5 1 53 5 0
Essa importância revela-se, por exemplo, na resolução da equa- Resposta: ∅
ção 2x 5 3x (em ℝ). É fácil mostrar que 0 (zero) é solução, pois e) 52x 1 5 2 53 5 0
20 5 1 e 30 5 1. Porém, como garantir que não haja outra solução? Resposta: {21}
Resolver uma equação significa obter o conjunto de todas as solu- x
ções. O problema é que, na equação 2x 5 3x, as bases são diferentes.  1
x
 1 
f)   5  
Vejamos como contornar esse obstáculo. x x
Podemos dividir ambos os membros por 3x, pois 3x . 0, para Resposta: {1, 4}
qualquer valor real de x: 
4. Obter os pares ordenados (x, y), em que  2 5 4 .
x y

x x
2 5 3  3 ? 9 x 5 243y
Resposta: (2, 1)
3x 3x
()
x21
5. Resolva em ℝ: 5 5 8 .
x
 2 5 1 2 125
Resposta: {22}
 3
6. Resolva em ℝ:
( ) ? (2 2 3 )
x 0 x x
 2 5  2 ⇒ x 5 0 a) 2 1 3 51
 3  3
Resposta: ℝ
( ) ( )
x x
b) 2 1 3 1 22 3 54
Sugestão de exercícios extras Resposta: {1, 21}
1. Resolva em ℝ:
a) 1x 5 15
Resposta: ℝ
b) 53x 2 51 5 73x 2 51
aulas 61 e 62
Resposta: {17} Logaritmos: definição – exercícios
2. Pode-se verificar que 1 (um) é solução da equação
2x 1 2x 2 1 5 3x. Mostre que não há outra solução real. Objetivos
Resolução: Apresentar a definição de logaritmo e algumas propriedades
x diretas.
2x 1 2 5 3x
2
Estratégias
2x  1 1 1  5 3x
 2 Essa é a primeira aula sobre esse assunto. É importante que o
aluno perceba a relevância desse tema. Comente que os logaritmos

()
2x 3 5 3x
2
são usados em diversas áreas do conhecimento: cálculo de juros
compostos, medir o pH de uma solução, medir a intensidade de ter-
remotos (escala Richter), descrever crescimentos populacionais, etc.
3 5 3x
O aluno deve entender que: se x é um logaritmo, então x é um
2 2x
expoente. A “volta” tem condições: se x é um expoente de uma po-

( ) ( ) ⇒x51 tência real de base positiva diferente de 1, então x é um logaritmo.


1 x
3 3
5 (c.q.d)
2 2
x 5 logba ⇔ bx 5 a, com b . 0, b ± 1 e a . 0
3. Resolver em ℝ:
a) 23x 1 1 5 128
Resposta: {2} Após a apresentação da teoria, dê algum tempo para que os
alunos façam os exercícios da aula, corrigindo-os em seguida.
2
2 5x 1 6
b) 5 x 51 Uma breve olhada no Caderno de Exercícios será suficiente para
Resposta: {2, 3} o aluno perceber a importância dos logaritmos no mundo real.

7
Sugestão de exercícios extras Com b . 0, b Þ 1, B . 0 e A . 0, temos as seguintes propriedades:
1. Resolver em ℝ: 4x 1 12 5 7 ? 2x
Propriedade “Princípio”
Resposta: {2, log2 3}
logb (A ? B) 5 logb A 1 logb B ba ? bb 5 ba 1 b
2. Com que base pode-se afirmar que o logaritmo de dois
é um quarto?
Resposta: 16 A 5 logb A 2 logb B
logb ba : bb 5 ba 2 b
B
3. Calcule o logaritmo de 2 3 na base 144.
Resposta: 1 logb Aa 5 a ? logb A (ba)b 5 ba ? b
4
4. Dê o domínio da função real de variável real dada por:
a) f(x) 5 log2 (5 2 x) Qualquer propriedade dos logaritmos pode ser justificada, atri-
b) f(x) 5 logx 2 1 7 buindo uma letra a cada logaritmo, para usar então a definição.
c) f(x) 5 logx 2 1 (3 2 x) Vejamos, como exemplo, a primeira propriedade:
Respostas: logb (AB) 5 logb A 1 logb B.
a) {x [ ℝ| x , 5} De logb (AB) 5 r, logb A 5 s e logb B 5 t, temos:
b) {x [ ℝ| x . 1 e x ± 2} br 5 AB, bs 5 A e bt 5 B
c) {x [ ℝ| 1 , x , 3 e x ± 2} br 5 bsbt
5. Esboce o gráfico de y 5 log(x − 1) (x 2 1). br 5 bs 1 t
Resposta: Como b é positivo e diferente de 1, temos r 5 s 1 t, ou seja,
y logb (AB) 5 logb A 1 logb B.
Note que podemos “ler” esta última igualdade assim: para
obter o “expoente do produto”, mantemos a base e somamos os
1 “expoentes”.
Essas três propriedades permitirão “reduzir”:
0 1 2 x • cálculos de multiplicação a cálculos de adição;
• cálculos de divisão a cálculos de subtração;
6. Se k é um número inteiro e log(7 2 5k) (7k 2 5) é um número • cálculos de potenciação a cálculos de multiplicação.
real, então k 1 log(7 2 5k) (7k 2 5) é igual a:
Após a apresentação da teoria, dê algum tempo para que os
a) 0
alunos façam os exercícios da aula, corrigindo-os em seguida.
b) 1
c c) 2
d) 3
Sugestão de exercício extra
e) 4 Resolva em ℝ:
a) log x2 5 log 9
Resposta: {23, 3}
b) 2log x 5 log 9
aula 63 Resposta: {3}
Logaritmos: propriedades operatórias c) (log2 x)2 5 log2 x2
Resposta: {1, 4}
Objetivos d) (log2 x)2 1 2 5 log2 x3
Apresentar as três propriedades que justificam boa parte da Resposta: {2, 4}
importância dos logaritmos.
e) x log2 x 5 4x

Encaminhamento { }
Resposta: 1 , 4
2
Confronte as propriedades dos logaritmos com as propriedades f) log2 log3 log4 x 5 0
das potências. Resposta: {64}

8
Encaminhamento
aula 64 Faça um resumo das fórmulas vistas nas aulas anteriores e
Logaritmos: mudança de base dê um destaque às seguintes equivalências. Com A . 0, B . 0,
b . 0 e b Þ 1, temos:
Objetivos • logb A 5 c ⇔ A 5 bc
Mostrar como mudar a base de um logaritmo. • logb A 5 logb B ⇔ A 5 B

Encaminhamento Mostre as diferenças nas condições de existência entre as ques-


tões 2a e 2b (aula 65). Consequentemente, as equações NÃO são
Comece por resolver a equação 2x 5 3, com uma calculadora equivalentes!
que “opera” apenas com logaritmos na base 10.
De 2x 5 3, temos, pela definição de logaritmo, x 5 log2 3 (*)
Sugestão de exercícios extras
De 2x 5 3, temos:
log10 2x 5 log10 3 1. Resolver em ℝ:
log 10  3 a) log (x 1 2) 1 log (3 − x) 5 log (5x 1 1)
x ? log10 2 5 log10 3 ∴ x 5 (**)
log 10  2
Resposta: {1}
log 10  3 b) log x − log (x − 1) 5 log 2
De (*) e (**), temos log2 3 5 .
log 10  2 Resposta: {2}
De modo geral, com A . 0, b . 0, b ± 1, c . 0 e c ± 1, temos: c) log (x − 1) 5 log (2x 1 3)

log b  A Resposta: ∅
logc A 5 (mudança da base c para a base b)
log b  c d) logx 25 5 2
Resposta: {5}
Se achar conveniente, mostre as seguintes propriedades.
log b  b 2. Resolver em ℝ:
logc b 5 ∴ logc b 5 1
log b  c log b  c a) (4 2 log x)21 1 2(2 1 log x)21 5 1
Resposta: {10, 100}
log b  A a
a a ⋅ log b  A
log
bb
A 5 ∴ log bb A a 5 b) x3 5 100 ? xlog x
log b  bb
b ⋅ log b  b
Resposta: {10, 100}
a
∴ log A a 5 ⋅ logb A
bb b
Após a apresentação da teoria, dê algum tempo para que os
alunos façam os exercícios da aula, corrigindo-os em seguida.
aulas 67 e 68
Exponenciais e Logaritmos:
Sugestão de exercício extra funções e inequações
Resolver em ℝ: log2 x 5 logx 2.

Resposta: 1 , 2
2 { } Objetivos
Mostrar que as funções dadas por y 5 bx e y 5 logb x são
crescentes se, e somente se, b . 1 e que elas são decrescentes se,
e somente se, 0 , b , 1.
aulas 65 e 66
Encaminhamento
Logaritmos: equações – exercícios
Faça esboços dos gráficos a partir de valores particulares. Na
aula 68, mostre que, se (a, b) é um ponto da curva y 5 2x, então
Objetivos (b, a) é um ponto da curva y 5 log2 x.
Resolver equações redutíveis à forma logb A 5 x, ou à forma Após a apresentação da teoria, dê algum tempo para que os
logb A 5 logb B. alunos façam os exercícios da aula, corrigindo-os em seguida.

9
Sugestão de exercícios extras Sugestão de exercício extra
1. Qual dos números é maior: Quantas soluções reais e distintas possui a equação:
a) 0,01 5
ou 0,01 ?2 2
a) 2x 5 x
Resposta: Nenhuma.
Resposta: 0,0 1 5
1 1
(Dica: esboce, no mesmo plano, as curvas y 5 2x e y 5 x.)
b) 2,3 p ou 2,3 3 ? b) 3x 5 2x 1 1
1 Resposta: Duas.
Resposta: 2,3 3
(Dica: esboce, no mesmo plano, as curvas y 5 3x e y 5 2x 1 1.)
2. Resolver em ℝ:
a) 0,3752x 2 1 , 0,375x 2 7
Resposta: {x ∈ ℝ| x . 26} aulas 70 e 71
x2 21
b) 2 .1
Exponenciais e logaritmos:
Resposta: {x ∈ ℝ| x , 21 ou x . 1}
2
21
aplicações
c) 0,2x .1
Resposta: {x ∈ ℝ| 21 , x , 1} Objetivos
3. Sendo k uma constante real, resolva em ℝ: Mostrar, mediante situações-problema, como os logaritmos
a) log2 x < k podem ser aplicados no cotidiano e em outras atividades científicas.
Resposta: {x ∈ ℝ| 0 , x < 2k} Encaminhamento
b) log 0,5 x < k
Comece as aulas diretamente com os exercícios. Deverá sobrar
Resposta: {x e ℝ| x > 2 2 k} tempo para propor e resolver mais exercícios. Há muitos exercícios do
4. Resolva em ℝ: Caderno de Exercícios que podem ser abordados em aula, pois não
a) log2 log3 x > 0 estão na relação de Tarefas Mínimas, nem de Tarefas Complementares.
Resposta: {x ∈ ℝ| x > 3}
b) log2 log 0,3 x > 0
Resposta: {x ∈ ℝ| 0 , x < 0,3} aula 72
c) log 0,3 log2 x > 0 Exponenciais e Logaritmos: exercícios (2)
Resposta: {x ∈ ℝ| 1 , x < 2}
Objetivos
Resolver exercícios.
aula 69 Encaminhamento
Exponenciais e logaritmos: exercícios (1) Siga a sequência de exercícios da aula, dando sempre um tem-
pinho para os alunos, antes de apresentar uma resolução.
Objetivos O modelo logístico apresentado no exercício 1 é muito impor-
Resolver exercícios. tante. Em populações, normalmente, vem uma fase de estabilização
depois da fase exponencial de crescimento.
Encaminhamento Faça uma breve discussão com os alunos sobre o número de
Siga a sequência de exercícios da aula, dando sempre um tem- Euler e sobre os logaritmos naturais (ou neperianos) antes de passar
pinho para os alunos, antes de apresentar uma resolução. ao exercício 2.
anotações

10
Setor B

Nessas condições, a área perdida do forro, após a pri-


aulas 37 e 38 meira lavagem, será expressa por:
a) 2xy d) 25y 2 3x
Área de uma superfície poligonal b) 15 2 3x c e) 5y 1 3x 2 xy
c) 15 2 5y
2. (Enem) O governo cedeu terrenos para que as famílias
Objetivos construíssem suas residências com a condição de que
no mínimo 94% da área do terreno fosse mantida como
Apresentar superfície poligonal e como determinar a área de
área de preservação ambiental. Ao receber o terreno
um quadrilátero notável.
retangular ABCD, em que AB 5 BC , Antônio demarcou
2
Encaminhamento uma área quadrada no vértice A, para a construção
de sua residência, de acordo com o desenho, no qual
Como esse tema já foi tratado no Ensino Fundamental, inicie
AB é lado do quadrado.
a aula relembrando o conceito de área e como calcular a área de AE 5
5
uma região delimitada por um quadrado. Comente que, por uma B C
questão de simplicidade, vamos nos referir à área da região delimi-
tada por um polígono, diretamente pelo polígono, por exemplo a
área do quadrado, área do triângulo, etc.
Mostre como calcular a área de um paralelogramo, de um tra-
pézio e de um losango apresentando exemplos.
Como os alunos costumam se sentir à vontade com esse tema, A E D
peça a eles que façam os exercícios da aula, corrigindo-os em seguida. Nesse caso, a área definida por Antônio atingiria exata-
É essencial que os alunos percebam que, para calcular a área de mente o limite determinado pela condição se ele
uma região, podemos decompô-la em partes mais simples e somá- a) duplicasse a medida do lado do quadrado.
-las ou tomar regiões com formato mais simples que contenham a b) triplicasse a medida do lado do quadrado.
região pedida e subtrair a partes que estão sobrando. c c) triplicasse a área do quadrado.
Se houver tempo disponível, complemente a aula com exer- d) ampliasse a medida do lado do quadrado em 4%.
cícios extras. e) ampliasse a área do quadrado em 4%.
3. (ESPM–SP) A figura abaixo mostra um retângulo de lados
Sugestão de exercícios extras 7 cm e 8 cm no qual estão contidos os quadrados A, B e
1. (Enem) Um forro retangular de tecido traz em sua C. A medida x pode variar entre 3,5 cm e 7 cm, fazendo
etiqueta a informação de que encolherá após a primeira com que os lados dos três quadrados se alterem.
lavagem mantendo, entretanto, seu formato. A figura a 8 cm
seguir mostra as medidas originais do forro e o tamanho C P
do encolhimento (x) no comprimento e (y) na largura.
A expressão que representa a área do forro após ser
lavado é (5 2 x)(3 2 y).
7 cm x A
B

x
3
Dentro desse intervalo, o maior valor que a área do po-
y lígono P pode ter é igual a:
c a) 18 cm2 d) 19 cm2
x
2
b) 15 cm e) 16 cm2
5 c) 17 cm2

11
sendo que a câmera será instalada no ponto C e as
aulas 39 e 40 áreas sombreadas representam os locais não cobertos
por essa câmera.
Expressões da área de uma superfície 7m
C
triangular
1m 1,5 m

Objetivos 3m
1,5 m
1,5 m
Trabalhar com o cálculo de áreas de figuras planas envolvendo
a 2m
triângulos.
1m
Encaminhamento
5m
Inicie a aula mostrando como podemos determinar a área do
De acordo com essas informações, a área a ser coberta
triângulo a partir da área do paralelogramo e as outras maneiras
pela câmera representa, aproximadamente,
de obtê-la.
a) 90,90% da área total da loja.
Assim como nas aulas 37 e 38, os alunos frequentemente já
b) 91,54% da área total da loja.
viram esse assunto, ou seja, o principal é que eles se apropriem de
c c) 96,46% da área total da loja.
como usar esse tema em situações contextualizadas.
d) 96,14% da área total da loja.
Sugerimos que as expressões para calcular a área de um triân-
e) 97,22% da área total da loja.
gulo sejam demonstradas.
3. (UEPB) Sabendo que a área do triângulo acutângulo
Se houver tempo disponível, complemente a aula com exer-
indicado na figura é 100 3 cm2, o ângulo b é:
cícios extras.
Caso sobre tempo, seguem alguns exercícios.
16 cm

Sugestão de exercícios extras b

1. (UFRGS-RS) Considere o hexágono regular ABCDEF, 25 cm


no qual foi traçado o segmento FD medindo 6 cm,
representado na figura abaixo.
E D a) p c c)
p e) p
6 3 5
b) p d) p
4 8

F C

aulas 41 e 42
Área de um círculo e de suas partes
A B
Objetivos
2
A área do hexágono mede, em cm , Apresentar as expressões para a área de um círculo e de suas partes.
c a) 18 3.
b) 20 3. Encaminhamento
c) 24 3.
Inicie a aula comentando a ideia de que a área do círculo pode
d) 28 3.
ser aproximada por meio de um polígono com “muitos lados”
e) 30 3.
inscrito nele. Sugerimos expor alguns casos para um quadrado,
2. (UFG-GO) Com o objetivo de prevenir assaltos, o dono para um hexágono e para um octógono regular e mostrar que a
de uma loja irá instalar uma câmera de segurança. A constante que multiplica o quadrado do raio desse círculo em cada
figura a seguir representa uma planta baixa da loja, caso cada vez mais se aproxima de p.

12
Em seguida, conceitue coroa circular e como calcular sua área. 3. (ESPM-SP) A figura abaixo mostra um trapézio retângulo
Depois conceitue setor circular e comente o fato de que a área ABCD e um quadrante de círculo de centro A, tangente
de um setor circular é diretamente proporcional à medida do seu ao lado CD em F.
ângulo central, e calcule a área dessa figura usando regras de três. C B
Finalmente, mostre como calcular a área do segmento circular.
Comente que, como nas aulas anteriores, muitas vezes é con-
F
veniente decompor uma figura em outras mais simples para o
8
cálculo da sua área.
Se houver tempo disponível, complemente a aula com exer-
cícios extras.
Caso sobre tempo, seguem alguns exercícios. D 2 E A

Sugestão de exercícios extras Se AB 5 8 cm e DE 5 2 cm, a área desse trapézio é


igual a:
1. (UFRGS-RS) Os círculos desenhados na figura abaixo
a) 48 cm2
são tangentes dois a dois.
b) 72 cm2
c c) 56 cm2
d) 64 cm2
e) 80 cm2

A razão entre a área de um círculo e a área da região


aulas 43 e 44
sombreada é: Área de figuras semelhantes
a) 1 c) 3 e) 2p
4 2  p 4 2  p Objetivos
p
b) 2 c d) Ampliar a noção de figuras semelhantes, estabelecendo uma
4 2  p
relação entre suas áreas.
2. (UEL-PR – Adaptada) Considere um quadrado inscrito
em um círculo de raio R, conforme a figura a seguir. Encaminhamento
Sugerimos que inicie fazendo a seguinte pergunta: “O que
acontece com a área de um quadrado quando dobramos a
R medida de seu lado?”. Ela não precisa ser respondida imedia-
tamente.
Em seguida, peça que eles calculem a área de um qua-
drado de lado medindo 10 cm e de outro quadrado de lado
medindo 20 cm.
Quadrado inscrito em um círculo. Refaça a pergunta inicial agora com essas áreas calculadas.
É esperado que os alunos percebam que duplicar a medida do
A área da região sombreada é dada por:
lado quadruplica a área.
(
R2 p  2  2 ) Comente que esse resultado é verdadeiro para quaisquer
(
a) A 5 R2 p  2  2 ) d) A 5
4 duas superfícies poligonais semelhantes. Isto é, que a razão entre

c b) A 5
R2 ( p  2 2)
e) A 5
(
R2 p2  2  2 ) suas áreas é igual ao quadrado da razão entre as medidas de
segmentos correspondentes.
2 4
Depois, peça que os alunos resolvam os exercícios da aula.
c) A 5
(
R2 p2  2  4 )
2 Se houver tempo disponível, complemente a aula com exer-
cícios extras, seguem alguns exercícios.

13
Sugestão de exercícios extras 3. (Insper-SP) Um retângulo tem comprimento X e largura Y,
sendo X e Y números positivos menores do que 100. Se
1. (Enem) Um engenheiro, para calcular a área de uma
o comprimento do retângulo aumentar Y% e a largura
cidade, copiou sua planta numa folha de papel de
aumentar X%, então a sua área aumentará:
boa qualidade, recortou e pesou numa balança de
precisão, obtendo 40 g. Em seguida, recortou, do mesmo
 XY 
desenho, uma praça de dimensões reais 100 m 3 100 m, c a)  X 1 Y 1 %
pesou o recorte na mesma balança e obteve 0,08 g. 100 
Com esses dados, foi possível dizer que a área da
cidade, em metros quadrados, é de, aproximadamente: b)  XY 1 X 1 Y  %
 100 

Praça de área c)  X 1 Y 1 XY  %


 100 
conhecida

d) ( X 1 Y ) %

e) ( XY ) %

Planta

a) 800
b) 10 000
aulas 45 e 46
c) 320 000 Estatística: noções básicas
d) 400 000
c e) 5 000 000
Objetivos
2. (Insper-SP) As disputas de MMA (Mixed Martial Arts) Apresentar as representações de dados em tabelas e em
ocorrem em ringues com a forma de octógonos gráficos.
regulares com lados medindo um pouco menos de
4 metros, conhecidos como “Octógonos”. Medindo o
comprimento exato de seus lados, pode-se calcular a Encaminhamento
área de um “Octógono” decompondo-o, como mostra Inicie a aula fazendo uma pequena pesquisa com alguns alunos
a figura a seguir, em um quadrado, quatro retângulos
da sala, por exemplo, quantos irmãos cada um possui. Não use
e quatro triângulos retângulos e isósceles.
todos os alunos da sala, pois a ideia é apresentar as noções de po-
a pulação (todos os alunos da sala), amostra (alunos que participaram
a a da pesquisa) e variável estatística (número de irmãos).
Comente que a Estatística é o campo da Matemática que tem
a S a como objetivo desenvolver ferramentas para coletar, organizar e
analisar dados.
a a
Use exemplos reais em que isso é importante, por exemplo:
a
pesquisas eleitorais, controle de qualidade de um produto, ou até
mesmo no dia a dia deles (notas de prova).
A medida do lado do quadrado destacado no centro Em seguida, construa uma tabela, com os dados coletados, e
da figura é igual à medida a do lado do “Octógono”. um gráfico de barras e um de setores mostrando o método dessas
Se a área desse quadrado é S, então a área do “Octó- construções passo a passo. Essa é a oportunidade para conceituar
gono” vale: frequência absoluta e frequência relativa. Além disso, essa tabela
pode ser útil na aula seguinte.
(
a) S 2 2  1 1 ) d) 2S ( 2  1 2 ) Depois, peça que os alunos façam os exercícios da aula, corri-
b) S ( )
2  1 2 e) 4S ( )
2  1 1 gindo-os em seguida.
Se houver tempo disponível, complemente a aula com exercí-
c c) 2S ( 2  1 1) cios extras, seguem alguns exercícios.

14
Sugestão de exercícios extras Se mantida, pelos próximos anos, a tendência de cres-
cimento mostrada no gráfico, o número de espécies
Gráfico para as questões 1 e 2 ameaçadas de extinção em 2011 será igual a:
No gráfico a seguir, estão especificados a produção a) 465
brasileira de café, em toneladas; a área plantada, em b) 493
hectares (ha); e o rendimento médio do plantio, em
c c) 498
kg/ha, no período de 2001 a 2008.
d) 538
Área plantada e produção

Café (em grão) – Brasil e) 699

Rendimento médio
3 000 000 3 000
2 500 000 2 500
2 000 000
1 500 000
2 000
1 500 aulas 47 e 48
1 000 000 1 000
500 000 500 Estatística: medidas de tendência
0
01 002 003 004 005 006 007 008
central
20 2 2 2 2 2 2 2
Produção (toneladas)
Área plantada (ha) Red. médio (kg/ha)
Objetivos
1. (Enem) A análise dos dados mostrados no gráfico revela Trabalhar as principais medidas de tendência central.
que:
a) a produção em 2003 foi superior a 2 100 000 tonela- Encaminhamento
das de grãos. Inicie a aula retomando o exemplo sugerido neste Manual, nas
b) a produção brasileira foi crescente ao longo de todo aulas 45 e 46, sobre a pesquisa com alguns alunos da sala, de quantos
o período observado. irmãos cada um possuía. Com esse exemplo, podemos construir
c) a área plantada decresceu a cada ano no período todo o percurso das aulas 47 e 48.
de 2001 a 2008.
Quando organizamos a tabela, podemos organizar os números
c d) os aumentos na produção correspondem a aumen-
em rol e obter a média aritmética, a moda e a mediana.
tos no rendimento médio do plantio.
e) a área plantada em 2007 foi maior que a de 2001.
Comente como calcular a média ponderada e como calcular a
média com dados agrupados.
2. (Enem) Se a tendência de rendimento observada no
gráfico, no período de 2001 a 2008, for mantida nos
É muito importante que os alunos resolvam problemas envol-
próximos anos, então o rendimento médio do plantio vendo médias não apenas fazendo o cálculo direto a partir de uma
do café, em 2012, será aproximadamente de: tabela ou de um gráfico.
a) 500 kg/ha c) 850 kg/ha c e) 1 250 kg/ha Como essa é a última aula do ano, faça um fechamento co-
b) 750 kg/ha d) 950 kg/ha mentando; apesar de as medidas de tendência central serem uma
3. (Enem) O gráfico abaixo, obtido a partir de dados do ferramenta muito útil, existem outras medidas estatísticas que nos
Ministério do Meio Ambiente, mostra o crescimento do auxiliam em outras análises, como as medidas de dispersão, e que
número de espécies da fauna brasileira ameaçadas de esse assunto será retomado futuramente.
extinção. Se houver tempo disponível, complemente a aula com exercí-
Número de espécies ameaçadas de extinção

cios extras, seguem alguns exercícios.

461
Sugestão de exercícios extras
1. (FGV-SP) A média aritmética dos elementos do conjunto
{17, 8, 30, 21, 7, x} supera em uma unidade a mediana
dos elementos desse conjunto. Se x é um número real
tal que 8 , x , 21 e x ? 17, então a média aritmética dos
239 elementos desse conjunto é igual a:
c a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
83 987 991 995 999 003 007 Ano
19 1 1 1 1 2 2 e) 20

15
2. (UFJF/Pism-MG) Realizou-se um experimento, no qual oito pessoas foram pesadas no primeiro dia. Suas massas, em
kg, estão dadas na tabela a seguir:

Pessoa A B C D E F G H

Massa (kg) 71 67 81 55 51 74 56 85

Após 20 dias de observação, notou-se que as pessoas cuja massa era menos que 70 kg engordaram 6 kg, e as pes-
soas cuja massa era maior que 70 kg emagreceram 10 kg. Em relação a esse experimento, que durou 20 dias, pode-
-se afirmar que a mediana da distribuição inicial das massas em relação à mediana da distribuição final das massas
a) diminuiu de 2. c d) diminuiu de 6.
b) diminuiu de 4. e) não se alterou.
c) aumentou de 4.
3. (Insper-SP) Os gráficos abaixo representam a distribuição das notas dos alunos de duas turmas (A e B) numa prova que
todos realizaram. No eixo horizontal constam as notas e no eixo vertical, a quantidade de alunos que tiraram cada nota.

50 50

40 40

30 30

20 20

10 10

0 0
5 6 7 8 9 4 5 6 7 8 9 10
Turma A Turma B

Considere que:
• mA representa a média de todos os alunos da turma A;
• mB representa a média de todos os alunos da turma B;
• MA representa a média dos 25 alunos de maiores notas da turma A;
• MB representa a média dos 25 alunos de maiores notas da turma B.
Comparando as duas turmas, é correto afirmar que:
a) mA 5 mB e MA 5 MB
b) mA . mB e MA 5 MB
c) mA 5 mB e MA . MB
d) mA , mB e MA 5 MB
c e) mA 5 mB e MA , MB

anotações

16
Atividades Interdisciplinares

As atividades apresentadas abordam, na perspectiva da Física, o conceito de função a partir de exemplos que envolvem noções de
Matemática e, de maneira bem simples, noções gerais da Geografia.
Ao analisar a relação entre o intervalo de tempo e o volume no enchimento de uma caixa-d’água ou ao verificar qual a influência
do clima e da incidência ou não de chuvas na geração de energia elétrica e no processo e capacidade de distribuição dessa energia para
residências e para indústrias, o aluno terá a possibilidade de compreender o conceito e o uso da função a partir de situações próximas
de sua realidade.
Essa análise, feita a partir do uso de gráficos, permitirá também ao aluno compreender melhor a própria representação gráfica de
função e a sua utilização na Física e nas ciências em geral.
O uso de função oferece ainda, ao professor, meios para explicar o que é taxa de variação, significado da área sob a curva, valor
médio de uma função, valor médio da função 12 e o conceito e a expressão matemática de energia potencial gravitacional para campo
gravitacional variável. x
Dentro dessa proposta, o professor poderá ampliar o estudo sobre o conceito de função apresentando outras atividades aos alunos,
a seu critério e escolha.

anotações

17
anotações

18
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor A GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.114
55
AD TM TC

aula
P.116
56
AD TM TC

aula
P.116
57
AD TM TC

aula
P.118
58
AD TM TC

aula
P.120
59
AD TM TC

aula
P.120
60
AD TM TC

aula
P.122
61
AD TM TC

aula
P.123
62
AD TM TC

aula
P.124
63
AD TM TC

aula
P.125
64
AD TM TC

aula
P.126
65
AD TM TC

aula
P.127
66
AD TM TC

aula
67
PAVEL L PHOTO AND VIDEO/SHUTTERSTOCK

P.128
AD TM TC

aula
P.130
68
AD TM TC

aula
P.132
69
AD TM TC
aula
P.133
70
AD TM TC

aula
P.133
71
AD TM TC

prof.: aula
P.136
72
AD TM TC
aula 55
Sequências: progressão geométrica – exercícios
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
Em toda PG (a1, a2, ..., an, ...), temos as seguintes propriedades:
an
• an 5 an − 1 ? q ∴
an21
5 q (com n > 2, numa PG de termos não nulos);

• (a1, a2, a3) é uma PG ⇔ a22 5 a1 ? a3;


• a1 5 a1 ? q0, a2 5 a1 ? q1, a3 5 a1 ? q2 e, generalizando, an 5 a1 ? qn 2 1.

em classe
1. (PUC-RJ) A Copa do Mundo, dividida em cinco fases, é disputada por 32 times. Em cada fase, só metade dos times
H2 se mantém na disputa pelo título final. Com o mesmo critério em vigor, uma competição com 64 times iria necessitar
de quantas fases?

a) 5
c b) 6
O número de times na fase é dado pelo termo af da PG(64, 32, ..., 2). Note a PG(26, 25, ..., 21), logo serão necessárias 6 fases.
c) 7
d) 8
e) 9

2. (UFG-GO) A figura a seguir é uma representação do Sistema Solar.


H3

Cinturão de
asteroides
Sol Terra
Mercúrio Urano
Vênus
Marte Júpiter
Matemática e suas Tecnologias

Saturno
Plutão

Netuno

Em 1766, o astrônomo alemão J. D. Tietz observou que as distâncias heliocêntricas dos planetas até então conhecidos
e do cinturão de asteroides obedeciam, com boa aproximação, a um padrão conhecido hoje como lei de Titius-Bode.
Segundo esse padrão, a partir do planeta Vênus e incluindo o cinturão de asteroides, subtraindo-se 0,4 das distâncias
heliocêntricas, em unidades astronômicas (UA), obtém-se uma progressão geométrica com termo inicial 0,3 e razão 2.
A distância da Terra ao Sol, por exemplo, é de, aproximadamente, 1 UA e, neste caso, 1 2 0,4 5 0,3 3 2.

114
Determine, segundo a lei de Titius-Bode, a distância heliocêntrica, em UA, do planeta Júpiter.

n Corpo
1 Vênus
2 Terra
3 Marte
4 Cinturão
5 Júpiter

Temos dn 2 0,4 5 an e an 5 0,3 ? 2n 2 1.


Com n 5 5, temos:
a5 5 0,3 ? 24
∴ a5 5 4,8
d5 5 a5 1 0,4
∴ d5 5 5,2 (UA)

3. A área de uma planta, que vive na superfície de uma certa represa poluída, dobrou a cada semestre, até que a
H2 represa ficou totalmente coberta. Isso aconteceu em 12 anos. Quanto tempo levou para que a quarta parte desse
lago estivesse coberta?

Anos Parte coberta


12 1

1
11,5
2

1
11
4

Resposta: 11 anos.

Matem‡tica

em casa
Consulte:
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 4
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Faça o exercício 1, cap. 3. • Faça os exercícios 2 a 4, cap. 3.

115
aulas 56 e 57
Sequências: soma dos termos de uma PG
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas
Em toda PG (a1, a2, ..., an, ...), temos as seguintes propriedades:
an
• an 5 an 2 1 ? q ∴
an21
5 q (com n > 2, numa PG de termos não nulos);

• (a1, a2, a3) é uma PG ⇔ a22 5 a1 ? a3;


• a1 5 a1 ? q0, a2 5 a1 ? q1, a3 5 a1 ? q2 e, generalizando, an 5 a1 ? qn − 1;
qn 2 1
• Sn 5 a1 ? (soma dos primeiros n termos da PG de razão q, q ± 1);
q21
a1
• S5 (soma dos termos de uma PG infinita de razão q, 21 , q , 1).
12q

em classe
1. (UEL-PR) Você tem um dinheiro a receber em pagamentos mensais. Se você recebesse R$ 100,00 no primeiro paga-
H3 mento e, a partir do segundo pagamento, você recebesse R$ 150,00 a mais do que no pagamento anterior, receberia
todo o dinheiro em 9 pagamentos. Porém, se o valor do primeiro pagamento fosse mantido, mas, a partir do segundo
pagamento, você recebesse o dobro do que recebeu no mês anterior, em quantos pagamentos receberia todo o
dinheiro?

a) 4
c b) 6
c) 8
d) 10
e) 12
• 1o caso: (100, 250, 400, ..., a9) PA de 9 termos e razão r 5 150
a9 5 a1 1 8r ∴ a9 5 100 1 8 ? 150 5 1 300

Total a receber:
(a1 1 a9 ) ? 9 5 (100 1 1 300) ? 9 5 6 300 (R$)
2 2
Matemática e suas Tecnologias

• 2o caso: (100, 200, 400, ..., bn) PG de n termos, de razão q 5 2 e soma Sn 5 6 300.
qn 2 1 2n 2 1
b1 ? 5 6 300 ∴ 100 ? 5 6 300
q21 2 21
2 2 1 5 63
n

2n 5 64
2n 5 26
∴n56

116
2. Qual é a diferença entre o número 1 e a soma dos pri- 4. (ESPCEX-SP) Um fractal é um objeto geométrico que pode
meiros 10 termos da progressão geométrica em que a H2 ser dividido em partes, cada uma das quais semelhantes
razão e o primeiro termo são ambos iguais a 1 ? ao objeto original. Em muitos casos, um fractal é gerado
2
10
q 21 pela repetição indefinida de um padrão. A figura abaixo
S10 5 a1 ?
q21 segue esse princípio. Para construí-la, inicia-se com uma

() () ()
10
1
10 10 faixa de comprimento m na primeira linha. Para obter a se-
21 12 1 12 1
2
( 21 )
10
1 1 2 1 2 gunda linha, uma faixa de comprimento m é dividida em
S10 5 2 ? 1 5 2? 5 2 ? 51−
21 12 1 1 três partes congruentes, suprimindo-se a parte do meio.
2 2 2
Procede-se de maneira análoga para a obtenção das
S10 5 1 − 1
1 024 demais linhas, conforme indicado na figura.
1
∴ S10 − 1 5 1 024 m

3. Existe um número real x, com |x| , 1, tal que


x 1 x2 1 x3 1 ... 1 xn 1 ... 5 1? Se, partindo de uma faixa de comprimento m, esse
O primeiro membro é a soma dos termos da PG infinita de 1o termo procedimento for efetuado infinitas vezes, a soma das
e razão igual a x, com 21 , x , 1. medidas dos comprimentos de todas as faixas será:
a1
12 q 5 1 c a) 3 m
x b) 4 m
12x 51 c) 5 m
x512x
2x 5 1 d) 6 m
1 e) 7 m
∴x5
( ) ( 32 )
2 n 21
2 2 2
S∞ 5 1 1 3 1 1 ... 1 1 ...
1 1 3
Logo, 1 1 1 8 1 ... 1 1n 1 ... 5 1.
2 4 2 m
S∞ 5 5 m 53m
Portanto, existe um número nas condições dadas. 12 2 1
3 3

em casa
Consulte:

Matemática
Livro-texto 2 – Unidade 4
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 4
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 56 Aula 56
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 6, cap. 3.
• Faça os exercícios 5 e 6, cap. 3. • Faça os exercícios 7 a 11, cap. 3.
Aula 57 Aula 57
• Faça os exercícios 12 e 13, cap. 3. • Leia o item 7, cap. 3.
• Faça os exercícios 14 a 18, cap. 3.

117
aula 58
Sequências: exercícios de PA e PG
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
Em toda PG (a1, a2, ..., an, ...), temos as seguintes propriedades:
an
• an 5 an − 1 ? q ∴
an21
5 q (com n > 2, numa PG de termos não nulos)

• (a1, a2, a3) é uma PG ⇔ a22 5 a1 ? a3


• a1 5 a1 ? q0, a2 5 a1 ? q1, a3 5 a1 ? q2 e, generalizando, an 5 a1 ? qn − 1.

qn 21
• Sn 5 a1 ? (soma dos primeiros n termos da PG de razão q, q ≠ 1)
q21
a1
• S5 (soma dos termos de uma PG infinita de razão q, 21 , q , 1)
12q

em classe

1. Considere a sequência infinita ( 2, 2, 2 , ..., an, ...), em que a1 5 2 e, para todo número natural n, n > 2, temos
an 5 an 2 1 . Esta sequência, portanto, não é uma progressão aritmética, nem é uma progressão geométrica. Pode-se
mostrar que o produto dos termos dessa sequência converge para um número positivo p. Obtenha p.
• 1o modo
p5 2 ? 2 ? 2 ? ...
1 1 1
p5 2 2 ? 2 4 ? 2 8 ? ...
1 1 1 1 1 1 ... 1 1 1 ...
p5 2 2 4 8 2n

Sabemos que
1
2
1
4
1 1
( 1
)
1 1 1 ... 1 n 1 ... 5 1 soma dos termos da PG infinita de razão e primeiro termo iguais a 2 .
8 2
Logo, p 5 21, ou seja, p 5 2.
Note que p 5 2 2 2 2... .

Em outras palavras, 2 2 2 2... é uma outra maneira de representar o número 2.


• 2o modo
Matemática e suas Tecnologias

p5 2 ? 2 ? 2 ? ...
Elevando ao quadrado ambos os membros, temos:
p2 5 2 ? 2 ? 2 ? 2 ? ...
p2 5 2p e p . 0
p52
(Observação: Este método é valido em sequências que convergem para um número real positivo.)

118
2. (FGV-SP) A figura indica infinitos triângulos isósceles, cujas bases medem, em centímetros, 8, 4, 2, 1, ...
H4
d

h ∙∙∙

8 4 2 1∙∙∙

Sabendo que a soma da área dos infinitos triângulos hachurados na figura é igual a 51, pode-se afirmar que a área
do retângulo de lados h e d é igual a:
a) 68
b) 102
c c) 136
d) 153
e) 192
Do enunciado, temos a figura:

d
1
4 4 2 2 1 1 2

h ∙∙∙

4 4 2 2 1 1 11
22

8 4 2 1

1
Admitindo que a sequência (8, 4, 2, 1, …) é uma progressão geométrica de razão igual a , temos:
2
8 ∴
d5 d 5 16
1 2  1
2

As áreas dos infinitos triângulos hachurados formam a progressão geométrica ( 6h2 ,  3h2 ,  21 ? 3h2 ,…), ou seja,
( 2 2 4 )
6h ,  3h ,  3h ,… , de razão igual a 1 . Do enunciado, temos:
2
3h 5 51 ∴ h 5 51
1 2  1
6
2
Logo, a área pedida é igual a 16 ? 51, ou seja, 136.
6

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 2 – Unidade 4
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 4
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Faça o exercício 22, cap. 3. • Leia o item 5, cap. 3.
• Faça os exercícios 19 a 21, cap. 3.
• Faça os exercícios 1 e 2 da seção Rumo ao Enem.

119
aulas 59 e 60
Exponenciais: Potências de expoente real
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas

Nestas aulas, vamos apresentar alguns conceitos e propriedades necessários para resolver equações da forma bf(x) 5 bg(x), em que
b é uma base positiva e f(x) e g(x) são expressões em R.
Sendo b uma base positiva e diferente de 1 e sendo a um número real positivo, existe um único número real x, tal que
bx 5 a
Com b . 0 e quaisquer números reais x e y, temos:

Conceito/propriedade Exemplo

bx . 0 0,2014x . 0

b0 5 1 2 0140 5 1

1 1
b2x 5
1 1023 5 5 5 0,001
3 1 000
b
x 10

x
n 3
bn 5 b x (n [ ℕ*) 13 3 13
2 13 5 2 5 8

bx ? by 5 bx 1 y 27 ? 23 5 27 1 3 5 210 5 1 024
10
x 2
b
5 bx − y 7
5 210 2 7 5 23 5 8
b
y 2

(bx)y 5 bx ? y (23)7 5 23 ? 7 5 221 5 (27)3

x x
b1 ? b 2 5 (b1b2)x 23 ? 53 5 (2 ? 5)3 5 103 5 1 000

2
x
 b1 
x
3
2
 3
5
 0, 3 
b1 5 102 5 100
5  b 
2
Matemática e suas Tecnologias

x 0, 3
b2 2

Sob certas condições, algumas dessas propriedades também são verificadas com base negativa. Mas não abordaremos esses casos
neste curso.

Sendo b uma base positiva e diferente de 1, temos:


bf(x) 5 bg(x) ⇔ f(x) 5 g(x)

120
em classe
1. Sendo P 5 22 016, obtenha: 4. (UEL-PR) Um barco parte de um porto A com 2x passa-
H21 geiros e passa pelos portos B e C, deixando em cada
a) o sucessor de P; 22 016 1 1
um metade dos passageiros presentes no momento de
x
chegada, e recebendo, em cada um, 2 2 novos passa-
b) o dobro de P; 2 ? 2 2 016
52 2 017
geiros. Se o barco parte do porto C com 28 passageiros
e se N representa o número de passageiros que partiram
c) o quadrado de P; (22 016)2 5 22 016 ? 2 5 24 032 de A, é correto afirmar que:

a) N é múltiplo de 7. c d) N é divisor de 128.


d) a metade de P; 22 016 : 2 5 22 016 2 1 5 22 015
b) N é múltiplo de 13. e) N é primo.
c) N é divisor de 50.
• Se a metade dos passageiros deixa o barco, então a metade deles
2 016
e) a raiz quadrada de P. 2
22 016 5 2 2 5 21 008
continua a viagem
2x 2 2 x
  • 2 2 5 2x
2. (Mack-SP) O valor de x na equação  3  5
1
é:
• Número de passageiros, ao partir do porto
 9  27
a) tal que 2 , x , 3. A: 2x
x
B: 1 ? 2x 1 2 2 5 1 ? 2x 1 2 x
b) negativo. 2 2
c) tal que 0 , x , 1.
c d) múltiplo de 2.
C: 1 ?
2 ( 21 ? 2 x
1 2x )1 2 x 5 28

• com 2 x 5 t, temos:
e) 3.
3
9
1
5 3 2 ? 3 22 ∴
3
9 5 3
23
2
1 ?
2 ( 21 ? t 1 t) 1 t 5 28
2

2x 2 2 1 ? t 2 1 t 1 2t 5 2 ? 28
 3
 
9  5 1 2
27 t 2 1 6t 5 4 ? 28
t 2 1 6t − 8 ? 14 5 0
(3 )
2x 2 2
23
2 5 3 −3 ∴ t 5 8 ou t 5 214
3 −3x 1 3 5 3−3 De t 5 8, temos 2 x 5 8 e, portanto, 2x 5 64.
∴ 23x 1 3 5 −3 N 5 2x ∴ N 5 64
6 5 3x ∴ x 5 2
Logo, x 5 2 e, portanto, x é múltiplo de 2.

3. Obtenha, em R, o conjunto solução S em cada caso.


em casa
a) 2x 5 16 Consulte:
2 x 5 24 Livro-texto 2 – Unidade 5
∴ S 5 {4} Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
Tarefa Mínima
b) 2x 5 1
2 52
x 0 Aula 59
∴ S 5 {0}
• Leia o resumo de aula.
c) 2x 5 0
• Faça os exercícios 1 e 2, cap. 1.
Para todo x real, 2x . 0. Logo, S 5 ∅. Aula 60

Matem‡tica
• Faça os exercícios 11 e 13, cap. 1.
Tarefa Complementar
d) 4x 5 7 ? 2x 1 8
Note que: 4 5 (2 ) 5 2 5 (2 )
x 2 x 2x x 2 Aula 59
De 4x 5 7 ? 2x 1 8 e 2x 5 t, temos:
t 2 5 7t 1 8 • Leia os itens 1 a 3, cap. 1.
t 2 2 7t 2 8 5 0 • Faça os exercícios 3 a 8, cap. 1.
t 5 8 ou t 5 21
2x 5 8 ou 2x 5 21 Aula 60
Não existe x real, tal que 2 x 5 21.
2x 5 8 ⇔ 2x 5 23
• Faça os exercícios 9, 10 e 12, cap. 1.
∴ S 5 {3} • Faça os exercícios 3 e 4 da seção Rumo ao Enem.

121
aula 61
Logaritmos: definição
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula

 b . 0 e b ± 1 Propriedades imediatas (com b . 0, b ± 1 e a . 0)



Dizemos que x 5 logb a se, e somente se,  a.0 . logb b 5 1, pois b1 5 b
 b 5a
x logb 1 5 0, pois b0 5 1

logb bc 5 c, pois bc 5 bc
blogb   a 5 a, pois bx 5 a ⇔ x 5 logb a

Exemplo 1 Exemplo 3
log2 32 5 5, pois 2 . 0; 2 ± 1; 5 . 0 e 25 5 32 5logb  2 5 2
Denotamos log10 a simplesmente por log a (logaritmo decimal de a).

Exemplo 2 Exemplo 4
log0,5 2 5 21, pois 0,5 . 0; 0,5 ± 1; 2 . 0 e 0,5 −1 5 2 log 0,001 5 −3, pois 10 −3 5 0,001

em classe
1. Calcule: 3. Esboce o gráfico da função dada por y 5 x 1 logx x 1 logx 1.
a) log3 81 y
Condições de existência: x . 0 e x ± 1
log3 81 5 x ⇔ 3x 5 81 Nessas condições: y 5 x 1 1
3x 5 3 4 ∴ x 5 4
log3 81 5 4 2

b) log 0,25 7 64
0 1 x
log 0,25 7 64 5 x ⇔ 0,25x 5 7
64

(4 21)x 5 7
43

4 2x 5 4
3
∴ x 5 23
7
em casa
7
Matemática e suas Tecnologias

3 Consulte:
log 0,25 64 5 2
7
7
Livro-texto 2 – Unidade 5
2. Em uma certa cultura de bactérias, a cada instante t, Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
H19 t > 0, a população P é dada por P 5 4 000 ? 10k ? t, em que Tarefa Mínima
k é uma constante positiva. Portanto, com essa igualda-
de, temos P em função de t. Expresse t em função de P.
• Leia o resumo de aula.
4000 ? 10 5P
k?t • Faça os exercícios 1 a 3, cap. 2.
P
10 5 4 000
k?t
Tarefa Complementar
P
k ? t 5 log 4 000 ∴ t 5
1
k
P
? log 4 000 • Leia os itens 1 a 6, cap. 2.
• Faça os exercícios 4 a 8, cap. 2.

122
aula 62
Logaritmos: exercícios (1)
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula

 b . 0 e b ± 1 Propriedades imediatas (com b . 0, b ± 1 e a . 0)



Dizemos que x 5 logb a se, e somente se,  a.0 .
 b 5a
x
logb b 5 1; logb 1 5 0; logb bc 5 c; blogba 5 a

em classe
1. Sendo b . 0, b ± 1 e a . 0. 3. (UFPR) Para se calcular a intensidade luminosa L, medi-
H21 da em lumens, a uma profundidade de x centímetros
a) justifique a propriedade blogb a 5 a, partindo da de-
num determinado lago, utiliza-se a lei de Beer-Lambert,
finição de logaritmo;
b logb a 5 ? (*) dada pela seguinte fórmula:
Sendo logb a 5 x, a pergunta acima reduz-se a bx 5 ?
log   5 20,08x
Porém, da definição decorre que, se logb a 5 x, então bx 5 a.
L
 15 
Logo, podemos concluir que b logb a 5 a.

Qual a intensidade luminosa L a uma profundidade de


12,5 cm?
a) 150 lumens
1 1 log5 2
b) simplifique 5 . b) 15 lumens
511log5 2 5 51 ? 5 log5 2
Como 5 log5 2 5 2, temos 511log5 2 5 5 ? 2, ou seja, 511log5 2 5 10. c) 10 lumens
c d) 1,5 lúmen
e) 1 lúmen
Para x 5 12,5 e da definição de logaritmo, temos:
log 
L 
520,08 ? 12,5
 15 
log 
L 
2. a) Sendo x . 0 e t 5 log5 x, expresse x em função de t; 521
 15 
De log5 x 5 t, temos, pela definição, x 5 5t. ∴
L
51021
15
∴ L 51,5 lúmen.

Matem‡tica
b) obtenha todos os valores positivos de x, tais que
x log5 x 5 53 ? x2.
De x . 0, x log5 x 5 5 3 ? x 2 e log5 x 5 t, temos:
em casa
(5t)t 5 5 3 ? (5t)2
5 t 5 5 3 1 2t
2 Consulte:
t 2 5 3 1 2t Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
t 2 − 2t − 3 5 0
∴ t 5 3 ou t 5 −1 Tarefa Mínima
De x 5 5t e t 5 3, temos x 5 125. • Faça os exercícios 9 e 11, cap. 2.
De x 5 5t e t 5 −1, temos x 5 1 .
5
Tarefa Complementar
Portanto, os valores de x são 125 e 1 .
5 • Faça os exercícios 10 e 12 a 15, cap. 2.

123
aula 63
Logaritmos: propriedades operatórias
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
• Com b . 0, b ± 1 e a . 0, temos: A
logb 5 logb A 2 logb B
logb a 5 x ⇔ b 5 ax B
logb Aα 5 a ? logb A (com a [ R)
• Com b . 0, b ± 1, A . 0 e B . 0, temos: Exemplos
logb A 5 logb B ⇔ A 5 B • log2 (4 ? 8) 5 log2 4 1 log2 8
• Com b . 0, b ± 1, A . 0 e B . 0, temos: • log2 4 5 log2 4 2 log2 8
8
logb (A ? B) 5 logb A 1 logb B • log2 32 5 2 ? log2 3

em classe
1. Complete a tabela. 2. Nos últimos anos, o preço de uma certa mercadoria tem
H21 aumentado 20% ao ano. Supondo que continue assim
nos próximos cinco anos, em quanto tempo esse preço
x 2 1,5 2 3 4 5 12
será o dobro do preço atual? (Se necessário, use a ta-
log x 0,1505 0,1761 0,3010 0,4771 0,6020 0,6990 1,0791 bela do exercício anterior, aproximando os logaritmos
para duas casas decimais.)
1
Pn 5 P 0 ? 2
log 2 5 log 2 2 5 1 ? log 2 5 1 ? 0,3010 5 0,1505
2 2 P 0 ? (1 1 0,20)n 5 P 0 ? 2
3 5 log 3 2 log 2 5 0,4771 2 0,3010 5 0,1761 1,2n 5 2
log 1,5 5 log
2 log 1,2n 5 log 2
log 4 5 log 22 5 2 ? log 2 5 2 ? 0,3010 5 0,6020 n ? log 1,2 5 0,30
12
log 5 5 log 10 5 log 10 2 log 2 5 1 2 0,3010 5 0,6990 n ? log 10 5 0,30
2
log 12 5 log (3 ? 4) 5 log 3 1 log 4 5 0,4771 1 0,6020 5 1,0791 n(log 12 2 log 10) 5 0,30
n ? 0,08 5 0,30
30 15 (anos)
n5 8 ∴n5
4
Resposta: 3 anos e 9 meses
(Observação: Dizemos que, nesse caso, o tempo de duplicação é de
3 anos e 9 meses.)
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 2 – Unidade 5
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 7 e 8, cap. 2.
• Faça os exercícios 17 e 18, cap. 2. • Faça os exercícios 19 a 21, cap. 2.

124
aula 64
Logaritmos: mudança de base
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
• Com b . 0, b ± 1 e a . 0, temos: • Com b . 0, b ± 1, c . 0, c ± 1 e A . 0, temos:
logb a 5 x ⇔ bx 5 a log b  A
logc A 5 (mudança da base c para a base b)
• Com b . 0, b ± 1, A . 0 e B . 0, temos: log b  c
logb A 5 logb B ⇔ A 5 B
Exemplo
• Com b . 0, b ± 1, A . 0 e B . 0, temos: log 10  A
logb (A ? B) 5 logb A 1 logb B log2 A 5
log 10  2
A 5 log A 2 log B
logb b b log A
B ∴ log2 A 5
logb Aa 5 a ? logb A (com a [ R) log 2

em classe
1. Simplifique (log3 2)(log2 5)(log5 3). 3. Pela lei de Beer-Lambert, em mares, lagos e represas,
Vamos usar uma base única; por exemplo, a base 2. H19 a intensidade Ix da luz solar a uma profundidade de x
log 2  2 log 2  3 metros é dada por Ix 5 I 0 ? cx, em que c é uma constan-
(log3 2)(log2 5)(log5 3) 5 ? log2 5 ? 5 log2 2 5 1
log 2  3 log 2  5 te entre 0 e 1, que depende das condições da água.
Expresse x, usando logaritmos decimais.
Ix
cx 5
I0
Ix
log
2. Em que condições tem-se logb a 5 loga b? I
1o modo: x 5 logc x ∴ x5
I0
Mantendo o primeiro membro e mudando da base a para a base b, I0 log c
no 2o membro, temos: Ix Ix
log b  b 2o modo: log cx 5 log ∴ x ? log c 5 log
logb a 5 I0 I0
log b  a
(logb a)2 5 1 Ix
log
logb a 5 1 ou logb a 5 −1 I0
∴ x5
a 5 b1 ou a 5 b21 log c

(
Resposta: a . 0, a ± 1, b . 0, b ± 1 e a 5 b ou a 5 1
b )

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 2 – Unidade 5
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 9 e 11, cap. 2.
• Faça os exercícios 22 e 23, cap. 2.

125
aula 65
Logaritmos: equações
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
Com b . 0, b ± 1 e A . 0 e B . 0, temos:
• logb A 5 x ⇔ bx 5 A
• logb A 5 logb B ⇔ A 5 B

em classe
1. Obtenha o produto das duas soluções reais da equação 3. (Insper-SP) Uma pessoa irá escolher dois números reais
(log2 x)2 5 log2 x2 1 3. H21 positivos A e B. Para a maioria das possíveis escolhas, o
Condição de existência: x . 0 (*) logaritmo decimal da soma dos dois números escolhidos
(log2 x)2 5 log2 x 2 1 3 não será igual à soma de seus logaritmos decimais.
(log2 x)2 5 2log2 x 1 3 Porém, se forem escolhidos os valores A 5 4 e B 5 r, tal
Com log2 x 5 t, temos:
igualdade se verificará. Com essas informações, pode-
t 2 5 2t 1 3
t 2 − 2t − 3 5 0 -se concluir que o número r pertence ao intervalo:
∴ t 5 −1 ou t 5 3
a) [1,0; 1,1]
log2 x 5 −1 ou log2 x 5 3
b) ]1,1; 1,2]
x 5 221 5 1 ou x 5 23 5 8 (satisfazem a condição em *)
2
c) ]1,2; 1,3]
Logo, o produto das soluções é 4.
c d) ]1,3; 1,4]
e) ]1,4; 1,5]
De log (4 1 r) 5 log 4 1 log r, temos:
2. Resolva, em R, as equações: log (4 1 r) 5 log (4r)
4 1 r 5 4r
a) log [x(x − 2)] 5 log 3 4 5 3r
Condição de existência: x(x 2 2) . 0 (*) 4
x(x 2 2) 5 3 r 5 3 ∴ 1,3 , r , 1,4
x 2 2 2x − 3 5 0
x 5 21 (satisfaz a condição em *)
x 5 3 (satisfaz a condição em *)
O conjunto solução é {21, 3}. em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 2 – Unidade 5
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
b) log x 1 log (x 2 2) 5 log 3
Condição de existência: x . 0 e x − 2 . 0 (*) Tarefa Mínima
log [x(x 2 2)] 5 log 3
x(x 2 2) 5 3 • Leia o resumo de aula.
x 2 2 2x 2 3 5 0
x 5 21 (não satisfaz as condições em *) • Faça o exercício 24, cap. 2.
x 5 3 (satisfaz as condições em *)
O conjunto solução é {3}. Tarefa Complementar
• Leia o item 10, cap. 2.
• Faça os exercícios 32 e 33, cap. 2.
• Faça os exercícios 9 e 10 da seção Rumo ao Enem.

126
aula 66
Logaritmos: exercícios (2)
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
• Com b . 0, b ± 1 e a . 0, temos:
logb A 5 logb A 2 logb B
logb a 5 x ⇔ bx 5 a B
logb Aa 5 a ? logb A (com a [ R)
• Com b . 0, b ± 1, A . 0 e B . 0, temos:
logb A 5 logb B ⇔ A 5 B • Com b . 0, b ± 1, c . 0, c ± 1 e A . 0, temos:
• Com b . 0, b ± 1, A . 0 e B . 0, temos:
logc A 5
log b  A
logb (A ? B) 5 logb A 1 logb B log b  c

em classe
1. Resolva em R: 2
Para que o ponto A (log 10 (x 1 1) 1 1, log 10 (x 1 35))
a) logx (x 2 2) 5 0 tenha abscissa e ordenada iguais, é necessário e su-
Com x . 2 e logx (x – 2) 5 0, temos x – 2 5 1, ou seja, x 5 3. ficiente que:
Resposta: {3}
a) x . 21
c b) x 5 5
c) x , 21
2 d) x 5 25
b) logx (x 2 2) ? (log2 x)2 5 log2 xlog x (x 2 2)
Com x . 2 e logx (x – 2) ? (log2 x)2 5 log2 x log x (x 2 2) , temos:
2 e) x . 5
Condições de existência: x 1 1 . 0 e x 2 1 35 . 0
logx (x – 2) ? (log2 x)2 5 logx (x – 2)2 ? log2 x
Nessas condições, temos as seguintes equações equivalentes:
logx (x – 2) ? (log2 x)2 – 2logx (x – 2) ? log2 x 5 0 log10 (x 1 1) 1 1 5 log10 (x 2 1 35)
logx (x – 2) ? log2 x ? (log2 x – 2) 5 0 log10 (x 1 1) 1 log10 10 5 log10 (x 2 1 35)
logx (x – 2) 5 0 ⇔ x 5 3 log10 (10x 1 10) 5 log10 (x 2 1 35)
log2 x 5 0 ⇔ x 5 1 (não satisfaz a condição x . 2) 10x 1 10 5 x 2 1 35
log2 x – 2 5 0 ⇔ x 5 4 x 2 2 10x 1 25 5 0
Resposta: {3, 4} ∴ x 5 5 ( satisfaz as condições de existência)

2. (UFSM-RS) Suponha que um campo de futebol seja co-

Matem‡tica
H21 locado em um sistema cartesiano ortogonal, conforme
em casa
mostra a figura.
Consulte:
y Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
A Tarefa Mínima
• Faça o exercício 35, cap. 2.
Tarefa Complementar
• Faça os exercícios 36 e 37, cap. 2.
0 x • Faça o exercício 11 da seção Rumo ao Enem.

127
aula 67
Exponenciais: funções e inequações
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
1. Função exponencial
Consideremos as funções do tipo f : R → R1*, f(x) 5 bx , em que b é uma constante positiva e diferente de 1.
O gráfico de uma função desse tipo é uma curva contida no semiplano determinado pelo 1o e pelo 2o quadrantes; temos bx . 0,
para todo x real. A curva aproxima-se cada vez (assintoticamente) mais do eixo x e intersecta o eixo y no ponto (0, 1).
1.1 Função exponencial com base b, b . 1
A função é crescente.
f(x)

bx2

bx1

0 x1 x2 x

x 2 > x1 ⇔ b x > b x
2 1

Exemplos
• 2x . 23 ⇔ x . 3
• 10x , 107 ⇔ x , 7
1.2 Função exponencial com base b, 0 , b , 1
A função é decrescente.
f(x)

bx1

1
Matemática e suas Tecnologias

bx2

x1 0 x2 x

x 2 > x1 ⇔ b x < b x
2 1

Exemplos
x 1
• a)  1  .  1  ⇔ x , 1
2 2
• b) 0,01 , 0,012 ⇔ x . 2
x

Note a inversão do sentido de desigualdade; isso ocorre porque a base está entre 0 e 1.

128
em classe
1. Esboce o gráfico da função dada por y 5 2x e dê seu 4. (PUC-RS) A função exponencial é usada para represen-
conjunto imagem. H20 tar as frequências das notas musicais.
y Dentre os gráficos a seguir, o que melhor representa a
x y
5 função f( x ) 5 ex 1 2 é:
1
22
4 4 (Use e 5 2,7)

3
c a) y d) y
1
21
2 2
Im 5 R*1
0 1 1
x x
1 2
0 1 2 x
2 4 22 21
21 b) y
3 8
e) y
x

c) y x

2. Esboce o gráfico da função dada por y 5 0,5x e dê seu


x
conjunto imagem.
Basta fazer a translação vertical do gráfico de f(x) 5 ex em 2 unidades.
x y y
y y 5 ex 1 2
5
22 4 y 5 ex
21 2 4
3
0 1 3
1
1 2 1
2 Im 5 R*1
1 x
1
2
4
0
22 21 1 2 x
1 21
3 8

em casa

Matem‡tica
Consulte:
3. Classifique com (V), se verdadeira, ou com (F), se falsa: Livro-texto 2 – Unidade 5
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
( V ) 23 , 24
( F ) 0,52 , 0,53 Tarefa Mínima
( V ) 0,72 . 0,72
0 1 • Leia o resumo de aula.
(V)3 ,3 ⇔x,4
x 4 • Faça o exercício 1, cap. 3.
x 0
(V)   .   ⇔x.0
4 4 Tarefa Complementar
 3  3
x 0
• Leia os itens 1 a 3, cap. 3.
(V)   .   ⇔x,0 • Faça o exercício 3, cap. 3.
3 3
 4  4

129
aula 68
Logaritmos: funções e inequações
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
1. Função logarítmica 1.2 Função logarítmica com base b, 0 , b , 1
Consideremos as funções do tipo f : R1* → R , f(x) 5 logb x, em A função é decrescente.
que b é uma constante positiva diferente de 1.
f(x)
O gráfico de uma função desse tipo é uma curva contida no
semiplano determinado pelo 1o e pelo 4o quadrantes; a curva aproxi-
ma--se assintoticamente do eixo y e intersecta o eixo x no ponto (1, 0).
1.1 Função logarítmica com base b, b . 1
logb x1
A função é crescente.
f(x)
1 x2

logb x2 0 x1 x
logb x2
logb x1

1
x1 x2 x x 2 . x1 ⇔ log b x 2 , log b x1 (com x1 . 0 e x2 . 0)
Exemplos
• log0,5 x > log0,5 3 ⇔ 0 , x < 3
x 2 . x1 ⇔ log b x 2 . log b x1 (com x1 . 0 e x2 . 0)
• log0,5 x < log0,5 7 ⇔ x > 7
Exemplos A inversão do sentido de desigualdade ocorre porque a base
• log2 x . log2 3 ⇔ x . 3 está entre 0 e 1. As condições de existência devem ser verificadas
• log x < log 7 ⇔ 0 , x < 7 para cada logaritmo.

em classe
1. Esboce o gráfico da função dada por y 5 log2 x e dê 2. Esboce o gráfico da função dada por y 5 log0,5 x e dê
seu conjunto imagem. seu conjunto imagem.
x y
Matemática e suas Tecnologias

y y
4 22
x y
2 2
2 21
1
22 1 0
4
1 1
1 1
21 1
2 2
0 1 2 3 4 5 x 0 1 2 3 4 5 x
1 0 1
2
21 4 21
2 1 Im 5 R Im 5 R
4 2 1
22 8 3 22
8 3

130
3. Resolva em R: 4. (Unicamp-SP) A altura (em metros) de um arbusto em
H22 uma dada fase de seu desenvolvimento pode ser expres-
a) log x < log 7
Condição de existência: x . 0 sa pela função h(t) 5 0,5 1 log3 (t 1 1), onde o tempo
De log x < log 7, temos x < 7 t > 0 é dado em anos.
O conjunto solução é {x [ R| 0 , x < 7}.
a) Qual é o tempo necessário para que a altura aumen-
te de 0,5 m para 1,5 m?
De h(t) 5 0,5, temos:
0,5 5 0,5 1 log 3 (t 1 1) ⇔ t 5 0.
De h(t) 5 1,5, temos:
1,5 5 0,5 1 log 3 (t 1 1)
1 5 log 3 (t 1 1)
log 3 3 5 log 3 (t 1 1) ⇔ t 1 1 5 3 ⇔ t 5 2
Logo, serão necessários 2 anos para que a altura aumente de 0,5 m
para 1,5 m.
b) log2 x . 7
Condição de existência: x . 0
log2 x . 7 ? log2 2
log2 x . log2 27
x . 27
∴ x . 128
O conjunto solução é {x [ R| x . 128}.

b) Suponha que outro arbusto, nessa mesma fase de de-


senvolvimento, tem sua altura expressa pela função
composta g(t) 5 h(3t 1 2). Verifique que a diferença
g(t) 2 h(t) é uma constante, isto é, não depende de t.
Da definição da função g, temos:
g(t) 5 h(3t 1 2)
c) log 0,73 (x 2 1) . log 0,73 11 5 0,5 1 log 3 (3t 1 2 1 1)
Condição de existência: x 2 1 . 0 ∴ x . 1 5 0,5 1 log 3 3 ? (t 1 1)
De log 0,73 (x 2 1) . log 0,73 11, temos x 2 1 , 11 (0 , base , 1) 5 0,5 1 log 3 3 1 log 3 (t 1 1)
∴ x , 12 5 1 1 h(t)
O conjunto solução é {x e R| 1 , x , 12}. Assim, g(t) 2 h(t) 5 1 1 h(t) 2 h(t) 5 1, para todo t > 0.

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 2 – Unidade 5
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 4, cap. 3.
• Faça o exercício 2, cap. 3. • Faça o exercício 6, cap. 3.

131
aula 69
Exponenciais e logaritmos: exercícios (1)
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
• Com b . 1, temos: • Com 0 , b , 1, temos:
x2 x1
x 2 . x1 ⇔ b . b x 2 . x1 ⇔ b x , b x
2 1

x 2 . x1 ⇔ log b x 2 . log b x1 (com x1 . 0 e x2 . 0) x 2 . x1 ⇔ log b x 2 , log b x1 (com x1 . 0 e x2 . 0)

em classe
1. (Unicamp-SP – Adaptada) O gráfico abaixo exibe a cur- 3. Em R, o conjunto solução da inequação logx x > logx 10 é:
H20 va de potencial biótico q(t) para uma população de
c a) {x ∈ R| 0 , x , 1 ou x > 10}
micro-organismos, ao longo do tempo t.
b) {x ∈ R| 0 , x , 1}
q(t)
7000 c) {x ∈ R| x > 10}
6 000 d) {x ∈ R| 1 , x < 10}
5000
e) {x ∈ R| x . 1}
4000
• 1o caso: x . 1 (base . 1)
3000
logx x > logx 10 ⇒ x > 10 ∴ x > 10
2 000
1000 • 2o caso: 0 , x , 1 (0 , base , 1)
t
logx x > logx 10 ⇒ x < 10 ∴ 0 , x , 1
0 1 2 3 4 5
Portanto, o conjunto solução é {x ∈ R| 0 , x , 1 ou x > 10}
Sendo a e b constantes reais, a função que pode repre-
sentar esse potencial é:
a) q(t) 5 at 1 b
c b) q(t) 5 abt
c) q(t) 5 a2t 1 bt
d) q(t) 5 a 1 logb t
e) q(t) 5 a 1 b t
Dentre as alternativas, a mais adequada é b, uma função exponencial.
No caso da alternativa a, o gráfico seria uma semirreta.
Nota-se que a alternativa c, que exibe uma função quadrática, não é
Matemática e suas Tecnologias

adequada, pois teríamos q(0) 5 0.


A função dada pela equação na alternativa d também não é adequa-
em casa
da, pois esta não cresce a taxas crescentes.
A função dada pela equação na alternativa e também não é adequa- Consulte:
da, pois esta não cresce a taxas crescentes. Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
2. Resolva em R: log0,5 (log5 x) > 0 Tarefa Mínima
Com x . 0 e log5 x . 0 (cond. de exist.), temos: • Faça o exercício 4, cap. 3.
log 0,5 (log5 x) > 0 ⇒ log5 x < 0,5 0
log5 x < 0,5 0 ⇒ log5 x < 1 Tarefa Complementar
0 , log5 x < 1
5 0 , x < 51
• Faça os exercícios 5 e 7, cap. 3.
1,x<5 • Faça os exercícios 12 e 13 da seção Rumo ao Enem.
Resposta: {x ∈ R| 1 , x < 5}

132
aulas 70 e 71
Exponenciais e logaritmos: aplicações
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
Em estudos quantitativos sobre crescimentos e decrescimentos, lida-se frequentemente com funções da forma q(t) 5 a ? bt, em que
a e b, b ± 1, são constantes positivas. A variável t é o tempo decorrido a partir do instante inicial da observação. Note que, em todos os
casos, q(0) 5 a; assim, temos q(t) 5 q(0) ? bt .
O ponto (0, a) é a intersecção do gráfico com o eixo das ordenadas. Em relação à base b, vamos destacar 2 casos.
• Com b . 1, temos uma função crescente.
q

q(t) 5 a ? bt
(b . 1)

(0, a)
P
t
(base b maior que 1: q(t) cresce cada vez mais)

P é o intervalo de tempo (∆t) em que a quantidade q(t) é dobrada: P é chamado de tempo de duplicação.
• Com 0 , b , 1, temos uma função decrescente.
q
(0, a)

q(t) 5 a ? bt
(0 , b , 1)

P
t

Matem‡tica
(base b entre 0 e 1: q(t) decresce cada vez menos)

P é o intervalo de tempo (∆t) em que a quantidade q(t) é reduzida à metade: P é chamado de meia-vida.

q(0) q(0)
• Nessas condições, segue de q(t) 5 a ? bt, que bt 5 e, portanto, t 5 logb .
a a
• Nestes estudos, surge quase sempre uma constante cujo valor é aproximadamente 2,71828. Esta constante é um número irracional
e normalmente denotado pela letra e, em homenagem ao matemático Leonhard Euler (1707-1783). Os logaritmos na base e têm um
papel fundamental na Matemática; são chamados de logaritmos naturais ou logaritmos neperianos, em homenagem ao matemá-
tico John Napier (1550-1617). O logaritmo de x na base e, loge x, é usualmente indicado por ln x. Como exemplos, temos: ln 1 5 0,
ln e 5 1 e ln e 5 0,5.

133
em classe
1. (Enem) A duração do efeito de alguns fármacos está 2. (Uneb-BA)
H20 relacionada à sua meia-vida, tempo necessário para H24 Danos de alimentos ácidos
que a quantidade original do fármaco no organismo
O esmalte dos dentes dissolve-se prontamente em
se reduza à metade. A cada intervalo de tempo corres-
contato com substâncias cujo pH (medida da acidez) seja
pondente a uma meia-vida, a quantidade de fármaco
menor do que 5,5. Uma vez dissolvido, o esmalte não é
existente no organismo no final do intervalo é igual a
reposto, e as partes mais moles e internas do dente logo
50% da quantidade no início desse intervalo.
apodrecem. A acidez de vários alimentos e bebidas co-
100 muns é surpreendentemente alta; as substâncias listadas
90 a seguir, por exemplo, podem causar danos aos seus den-
% de fármaco no organismo

80 tes com contato prolongado.


(BREWER, 2013, p. 64).
70
60 Comida/bebida pH
50
Suco de limão/lima 1,8-2,4
40
Café preto 2,4-3,2
30
Vinagre 2,4-3,4
20
10 Refrigerantes de cola 2,7
0 Suco de laranja 2,8-4,0
0 1 2 3 4 5 6 7
Número de meias-vidas Maçã 2,9-3,5
F. D. Fuchs e Cher l. Wannma. Farmacologia Clínica. Uva 3,3-4,5
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1992, p. 40.
Tomate 3,7-4,7
O gráfico acima representa, de forma genérica, o que
acontece com a quantidade de fármaco no organismo Maionese/molho de salada 3,8-4,0
humano ao longo do tempo. Chá preto 4,0-4,2
A meia-vida do antibiótico amoxicilina é de 1 hora. As-
sim, se uma dose desse antibiótico for injetada às 12h em
A acidez dos alimentos é determinada pela concen-
um paciente, o percentual dessa dose que restará em
tração de íons de hidrogênio mol ? L−1. Em Química,
seu organismo às 13h30min será aproximadamente de:
o pH é definido por pH 5 co log H1  5 2log H1  . Sa-
a) 10% bendo-se que uma amostra de certo alimento apre-
b) 15% sentou concentração de íons de hidrogênio igual a
c) 25% 0,005 mol ? L 21 e considerando que colog 2 5 20,3, po-
de-se afirmar que, de acordo com a tabela ilustrativa,
c d) 35%
a amostra corresponde a:
e) 50%
c a) suco de limão/lima.
Das 12h às 13h30min, temos decorrida 1,5 hora. Como a meia-vida
da amoxilina é de 1 hora, passou-se 1,5 meia-vida. De acordo com b) café preto.
o gráfico, temos, para 1,5 meia-vida (eixo das abscissas), 35% de
fármaco no organismo (eixo das ordenadas). c) maçã.
Matemática e suas Tecnologias

d) maionese/molho de salada.
e) chá preto.
2log 2 5 −0,3 ∴ log 2 5 0,3
∴ 2 5 10 0,3
0,010
0,005 5 ∴ 0,005 5 1022 ? 1020,3 ∴ 0,005 5 1022,3
2
pH 5 2log 0,005 ∴ pH 5 2log 1022,3
∴ pH 5 2,3
Logo, a amostra corresponde a suco de limão/lima.

134
3. (UFSM-RS) Quando um elemento radioativo, como o césio-137, entra em contato com o meio ambiente, pode afetar
H21 o solo, os rios, as plantas e as pessoas. A radiação não torna o solo infértil, porém tudo que nele crescer estará con-
taminado. A expressão Q(t) 5 Q0 ? e 20,023t representa a quantidade, em gramas, de átomos radioativos de césio-137
presentes no instante t, em dias, onde Q0 é a quantidade inicial. O tempo, em dias, para que a quantidade de césio-137
seja a metade da quantidade inicial é igual a:

a) 60
c b) 30
c) 15
d) 5
e) 3
(use ln 2 5 0,69)
De Q(t) 5 Q 0 ? 1 , temos:
2
Q 0 ? e 20,023t 5 Q 0 ? 221
e 0,023t 5 2
0,023t 5 ln 2
0,023t 5 0,69
0,69
t5
0,023
∴ t 5 30 (1 meia-vida)

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 2 – Unidade 5
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 70 Aula 70
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 5, cap. 3.
• Faça o exercício 8, cap. 3. • Faça os exercícios 9 e 10, cap. 3.
Aula 71 Aula 71
• Faça o exercício 13, cap. 3. • Faça os exercícios 11, 12 e 15, cap. 3.

135
aula 72
Exponenciais e logaritmos: exercícios (2)
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
1. O gráfico refere-se ao número N de bactérias em fun- c) No intervalo de 0 a 10 horas, a população pode ser
H20 ção do tempo t, em horas, numa cultura experimental, descrita, aproximadamente, por uma função dada
realizada sob condições tais que a população ficara por N(t) 5 N(0) ? bt, em que b é uma constante maior
estabilizada no limite de 512 000. que 1. Obtenha o valor de b.
N(10) 5 N(0) ? b10
512 000
Sabe-se que N(t) 5 t . 250 ? b10 5 256 000
1 1 2 047 ⋅ ( 0,46654 ) 256 000
b10 5 250 5 1 024
N
600 000 b.0eb 52 ⇒b52
10 10

Resposta: 2
500 000
2. Em um certo estudo sobre presas e predadores, uma
400 000 equação da forma u 5 a(1 2 e − c ? v ) foi apresentada
H19
para expressar o número (u) de presas abatidas por
300 000
predadores, em função da densidade populacional
200 000 (v) das presas. Nessa equação, a e c são constantes
positivas. Uma equação que expressa corretamente v
100 000
em função de u é:
1
0 2 6 8 10 12 14 t  a c
4 c a) v 5 ln  
a 2 u u
a 512e
2c ? v

1
a) Obtenha o número de bactérias no início da obser-
b) v 5 ln 
a  c u
e2c ? v 5 1 2 a
vação, isto é, no instante t 5 0.  a 1 u 
512000 a2u
N(0) 5 2c
e2c ? v 5
c) v 5 ln 
1 1 2 047 ⋅ ( 0,46654 )
0 a  a
 a 2 u 
512 000 a2u
N(0) 5 c 2c ? v 5 ln a
2 048
d) v 5 ln 
a 
29 ? 1000  a 1 u  21 a2u
v 5 c ? ln a
N(0) 5
211 1
a 2 u
e) v 5 ln 
( )
c 21
1000
 a  a2u c
N(0) 5 ∴ N(0) 5 250 v 5 ln
4 a
Resposta: 250

( )
1
a c
v 5 ln
a2u
b) Obtenha o número de bactérias no instante t 5 10,
Matemática e suas Tecnologias

dado que (0,46654)10 5


1
2047
. em casa
512 000 Consulte:
N(10) 5
1 1 2 047 ? ( 0,46654 )
10
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 5
512 000
N(10) 5 Tarefa Mínima
1
1 1 2 047 ?
2 047 • Faça o exercício 23, cap. 3.
512 000
N(10) 5 ∴ N(10) 5 256 000 Tarefa Complementar
2
Resposta: 256 000 • Faça os exercícios 16 a 18, cap. 3.
• Faça os exercícios 14 e 15 da seção Rumo ao Enem.

136
rumo ao

Enem
1. (Enem) Para um principiante em corrida, foi estipula- 3. (Enem) Pesquisas indicam que o número de bactérias
H2 do o seguinte plano de treinamento diário: correr 300 H4 X é duplicado a cada quarto de hora. Um aluno resol-
metros no primeiro dia e aumentar 200 metros por dia, veu fazer uma observação para verificar a veracidade
a partir do segundo. Para contabilizar seu rendimento, dessa afirmação. Ele usou uma população inicial de 105
ele utilizará um chip, preso ao seu tênis, para medir a bactérias X e encerrou a observação ao final de uma
distância percorrida nos treinos. Considere que esse hora.
chip armazene, em sua memória, no máximo 9,5 km Suponha que a observação do aluno tenha confirmado
de corrida/caminhada, devendo ser colocado no mo- que o número de bactérias X se duplica a cada quarto
mento do início do treino e descartado após esgotar o de hora.
espaço para reserva de dados. Após uma hora do início do período de observação
Se esse atleta utilizar o chip desde o primeiro dia de desse aluno, o número de bactérias X foi de
treinamento, por quantos dias consecutivos esse chip a) 222 ? 105 c) 22 ? 105 c e) 24 ? 105
poderá armazenar a quilometragem desse plano de b) 221 ? 105 d) 23 ? 105
treino diário?
a) 7 d) 12 4. (Enem) A torre de Hanói é um jogo que tem o objetivo
H19 de mover todos os discos de uma haste para outra,
c b) 8 e) 13
utilizando o menor número possível de movimentos, res-
c) 9
peitando-se as regras.

2. (Enem) O trabalho em empresas de festas exige dos


H5 profissionais conhecimentos de diferentes áreas. Na se-
Peças 5
mana passada, todos os funcionários de uma dessas 4
3
empresas estavam envolvidos na tarefa de determinar 2
a quantidade de estrelas que seriam utilizadas na con- 1
fecção de um painel de Natal.
Casas A B C
Um dos funcionários apresentou um esboço das pri-
meiras cinco linhas do painel, que terá, no total, 150
linhas. As regras são:
1. um disco maior não pode ser colocado sobre um
... disco menor;
1a 2a 3a 4a 5a 150a 2. pode-se mover um único disco por vez;
3. um disco deve estar sempre em uma das três hastes
Após avaliar o esboço, cada um dos funcionários es- ou em movimento.
boçou sua resposta: Disponível em: <www.realidadevirtual.com.br>. Acesso em:
28 abr. 2010. Adaptado.
Funcionário I: aproximadamente 200 estrelas.

Rumo ao Enem
Usando a torre de Hanói e baseando-se nas regras do
Funcionário II: aproximadamente 6 000 estrelas.
jogo, podemos montar uma tabela entre o número de
Funcionário III: aproximadamente 12 000 estrelas. peças (X) e o número mínimo de movimentos (Y):
Funcionário IV: aproximadamente 22 500 estrelas.
Funcionário V: aproximadamente 22 800 estrelas. Número de peças Número mínimo de movimentos
Qual funcionário apresentou um resultado mais próximo 1 1
da quantidade de estrelas necessária?
2 3
a) I d) IV
3 7
b) II e) V
4 15
c c) III

137
A relação entre (X) e (Y) é “O desempenho de microchips produzidos em massa
c a) Y 5 2X 2 1 vai dobrar a cada 18 meses’’
b) Y 5 2X 2 1 Quando enunciou sua lei, em 1965, um microchip podia
c) Y 5 2 X integrar algo como 4 transistores.

d) Y 5 2X 2 1 Para que a lei de Moore se verifique em 2010, um


microchip deve integrar algo como:
e) Y 5 2X 2 4
a) 412 transistores.
5. (Enem) A lei de Fenchel explica como o índice de cres- b) 413 transistores.
H22 cimento populacional de organismos unicelulares (R)
relaciona-se ao peso (massa) corporal desses organis- c) 414 transistores.
mos (w), expresso pela equação d) 415 transistores.
2
1
c e) 416 transistores.
R(w) 5 aw 4

8. Uma emissora de televisão sabe que, a partir do mo-


em que a é uma constante real positiva, que varia de
H15 mento que uma propaganda é exibida na sua progra-
acordo com o tipo de organismo estudado.
mação, o número de telespectadores que conhecem
<www.ecologia.info/leis-ecologia-populacional>.
o produto da propaganda cresce 10% ao dia. Nessas
Suponha P e Q dois organismos unicelulares distintos, condições, o tempo t, em semanas, para que o número
com massas corporais p e q, respectivamente, de modo de pessoas que conhecem o produto dobre em relação
que 0 , p , q. Nesse caso, o índice de crescimento ao do início da transmissão da propaganda, será dado
populacional de P comparado com o índice de Q, de pela equação
acordo com a Lei de Fenchel, satisfaz a relação:
a) 1,17t 5 2.
a a
a) 4 , b) 1,1t 5 2.
p 4 q
t

a a c) 1,0710 5 2.
c b) .
p
4 4 q d) 1,0710t 5 2.
t

c)
a
5
a c e) 1,17 5 2.
4 p 4 q
9. Uma empresa lançou uma rede social para a colabora-
a a H21 ção no transporte dentro uma cidade. No primeiro ano,
d) , 4
p4 q ele teve 8 milhões de usuários na cidade de São Paulo.
a a Contudo, a empresa notou que o número de usuários
e) 5 4 efetivos E é relativamente pequeno ainda. Durante esse
p4 q
período, E é dado por
6. (Enem) O matemático americano Eduardo Kasner pe-
diu ao filho que desse um nome a um número muito 10 ? E 5 2 000 ? log10 A
H1
grande, que consistia do algarismo 1 seguido de 100 em que A é o número de acessos. Apesar disso, a em-
zeros. Seu filho batizou o número de gugol. Mais tarde, presa sabe que o início é assim mesmo. Essa considera
o mesmo matemático criou um número que apelidou um sucesso caso o número de usuários efetivos no pri-
de gugolplex, que consistia em 10 elevado a um gugol. meiro ano seja maior que 1 400. Usando a aproximação
Quantos algarismos tem um gugolplex? log 2 5 0,3, podemos afirmar que
a) 100 a) E 5 1 560 e a rede já é um sucesso.
b) 101 b) E 5 1 380 e a rede já é um sucesso.
Rumo ao Enem

c) 10 100
c c) E 5 1 380 e a rede ainda não é um sucesso.
c d) 10 100
11 d) E 5 1 560 e a rede ainda não é um sucesso.
e) 10 1 000
11 e) E 5 1 400 e a rede já é um sucesso.
7. Considere o trecho a seguir extraído de uma grande 10. Com o objetivo de povoar uma região erma de certo país,
H3 revista especializada em info]rmática. H22 o governo local criou em 2010 uma série de incentivos
financeiros para empresas que se instalassem naquela
Em 1965, Gordon Moore, um dos fundadores da Intel,
região. Após o início desse incentivo, constatou-se que
maior fabricante mundial de circuitos integrados, enun-
a população P da região após n anos, em centenas de
ciou aquela que viria a ser chamada como lei de Moore
milhares de pessoas, passou a ser dado por
e que foi tida como paradigma pelos fabricantes de com-
putadores até 2010, ou seja 45 anos. P 5 0,1 1 log2 (n 1 5)

138
Nessas condições, a região terá 410 000 habitantes em: 14. O motor de um carro, a partir da ignição, aumenta sua
a) 2013 H17 temperatura em 20% por minuto até a temperatura de
96 oC. Se a temperatura ao ligar o carro for de 20 oC, ela
c b) 2021
atingirá 40 oC após:
c) 2037
d) 2069 (use log 2 5 0,3 e log 3 5 0,48)

e) 2133 a) 3 minutos.
b) 3 minutos e 30 segundos.
11. Para se medir a acidez de uma substância, existe uma c c) 3 minutos e 45 segundos.
H21 medida conhecida por pH, que é definida pela fórmula
d) 4 minutos.
pH 5 2log10 [H1] e) 5 minutos.
onde o símbolo [H1] representa a concentração de íons
de hidrogênio, medida em mols por litro. Uma substân- 15. (Enem) O cristalino, que é uma lente do olho humano,
cia é chamada ácida caso pH , 7 e básica caso H20 tem a função de fazer ajuste fino na focalização, ao que
se chama acomodação. À perda da capacidade de
pH . 7. Supondo que a concentração de íons de uma
acomodação com a idade chamamos presbiopia. A
amostra de leite seja 4 3 1027 mols por litro e, usando a
acomodação pode ser determinada por meio da con-
aproximação log 2 5 0,3, podemos afirmar que:
vergência do cristalino. Sabe-se que a convergência de
a) o pH do leite é 4,2 e ele é uma substância ácida. uma lente, para pequena distância focal em metros, tem
b) o pH do leite é 7,6 e ele é uma substância básica. como unidade de medida a diopria (di). A presbiopia,
c c) o pH do leite é 6,4 e ele é uma substância ácida. representada por meio da relação entre a convergência
d) o pH do leite é 6,4 e ele é uma substância básica. máxima Cmáx (em di) e a idade T (em anos), é mostrada
na figura seguinte.
e) o pH do leite é 7,6 e ele é uma substância ácida.
8
12. Em uma cidade, a propaganda de um empreendimento
Acomodação meaxima (di)

H23 imobiliário gerou grande interesse no público. Estima-se


6
que o ritmo de crescimento para o número de pessoas
que viram a propaganda foi de 50% ao dia. Sabendo
que inicialmente 1 000 pessoas assistiram à propaganda 4
e que a cidade tem 300 000 habitantes, espera-se que
o número de dias aproximado para que toda a cidade
2
tenha assistido a essa propaganda seja (se necessário
use log 2 5 0,30 e log 3 5 0,48)
0
a) 22 d) 16
10 20 30 40 50 60
b) 20 c e) 14
Idade (anos)
c) 18
COSTA, E. V.; FARIA LEITE, C. A. F.
Revista Brasileira de Ensino de Física. v. 20, n. 3, set. 1998.
13. A partir do instante em que um forno elétrico é ligado,
Considerando esse gráfico, as grandezas convergência
H22 sua temperatura aumenta 15% a cada minuto. Sabendo
máxima Cmáx e idade T estão relacionadas algebrica-
que a temperatura ambiente no instante em que ele foi
mente pela expressão:
ligado era de 25 oC, a expressão que fornece o instante
t (em minutos) para o qual a temperatura do forno atin- a) Cmáx 5 22T

Rumo ao Enem
girá 150 oC é b) Cmáx 5 T2 2 70T 1 600
a) t 5 log1,15 15. d) t 5 log1,15 25. c) Cmáx 5 log2 (T2 2 70T 1 600)
c b) t 5 log1,15 6. e) t 5 log6 15. d) Cmáx 5 0,16T 1 9,6
c) t 5 log6 1,15. c e) Cmáx 5 2 0,16T 1 9,6
anotações

139
Rumo ao Enem

140
anotações
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor B GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.142
37
AD TM TC

aula
P.142
38
AD TM TC

aula
P.145
39
AD TM TC

aula
P.145
40
AD TM TC

aula
P.148
41
AD TM TC

aula
P.148
42
AD TM TC

aula
P.151
43
AD TM TC

aula
44
STRINGER/CHINA/REUTERS/LATINSTOCK

P.151
AD TM TC

aula
P.154
45
AD TM TC

aula
P.154
46
AD TM TC

aula
P.157
47
AD TM TC

aula
P.157
48
AD TM TC

prof.:
aulas 37 e 38
Área de uma superfície poligonal
Enem: Conhecimentos geométricos

nestas aulas
1. Área de uma superfície poligonal
Área é um número positivo que mede uma superfície em uma determinada unidade. Quando nos referimos à área de uma superfície
poligonal plana, isto é, o polígono e seu interior, é comum dizermos apenas “área do polígono”, e não “área da superfície poligonal”, assim,
área de um retângulo se refere à área da superfície retangular delimitada pelo retângulo.

Polígono Superfície
Poligonal

2. Superfícies equivalentes
Duas superfícies que possuem a mesma área são equivalentes; assim, quando dizemos que um paralelogramo é equivalente a um
quadrado, estamos dizendo que a área do paralelogramo é igual à área do quadrado.

3. Cálculo das áreas dos quadriláteros notáveis


• Quadrado

Sendo , a medida do lado de um


quadrado, sua área A é dada por:
,
A 5 ,2

• Retângulo

Sendo b e h as medidas da base e


h da altura de um retângulo, sua área A
é dada por:
A5b?h
b
Matemática e suas Tecnologias

• Paralelogramo

Sendo b e h as medidas da base


h e da altura de um paralelogramo, sua
área A é dada por:
A5b?h
b

Observação:
A altura de um paralelogramo é a distância entre dois lados paralelos.

142
• Trapézio
b
Sendo B e b as medidas das bases e h a medida
da altura de um trapézio, sua área A é dada por:
h
(B 1 b) ? h 
A5
2
B

Observação:
A altura de um trapézio é a distância entre as duas bases.

• Losango

Sendo D e d as medidas das diagonais de um


losango, sua área A é dada por:
d

A 5 D ? d 
2

em classe
1. Calcule a área de cada um dos polígonos a seguir. c)
a)
3 2
4

3 Sendo , o lado do quadrado, temos:

A área do paralelogramo dado é:


( )
2

A53?4 ,2 1 ,2 5 3 2 ∴ 2,2 5 18 ∴ ,2 5 9 5 A
∴ A 5 12 A área do quadrado dado é 9.

d)
b) 3

Matem‡tica
41 x

x11
7

( )
2
x 2 1 (x 1 1)2 5 41 ∴ x 2 1 x 2 1 2x 1 1 5 41
A área do trapézio dado é: 2x 2 1 2x 2 40 5 0 ∴ x 2 1 x – 20 5 0
( 7 1 3) ? 4 ∴ x 5 4 ou x 5 25 (não convém)
A5 ∴ A 5 20
2 Com x 5 4, a área do retângulo dado é A 5 4 ? 5 ∴ A 5 20.

143
2. (UFG-GO) Uma casa ocupa a quarta parte de um terre- 3. (Enem) O quadro apresenta informações da área apro-
H8 no, como na figura. O restante do terreno é usado como H9 ximada de cada bioma brasileiro.
quintal.
Biomas continentais Área aproximada
Área / Total Brasil
brasileiros (km2)
Amazônia 4 196 943 49,29%
casa
Cerrado 2 036 448 23,92%

Mata Atlântica 1 110 182 13,04%

Caatinga 844 453 9,92%


30 m
Pampa 176 496 2,07%

Pantanal 150 355 1,76%

Área Total Brasil 8 514 877

Disponível em: <www.ibge.gov.br>. Acesso em: 10 jul. 2009. Adaptado.

É comum em conversas informais, ou mesmo em no-


ticiários, o uso de múltiplos da área de um campo de
20 m
futebol (com as medidas de 120 m × 90 m) para auxiliar
a visualização de áreas consideradas extensas. Nesse
a) Qual a área total do terreno? caso, qual é o número de campos de futebol correspon-
b) Para se cobrir o quintal com um certo piso, este é dente à área aproximada do bioma Pantanal?
comprado em caixas que comportam 1,5 m2 de piso. a) 1 400 d) 1 400 000
Quantas caixas deverão ser compradas?
b) 14 000 c e) 14 000 000
Professor, aproveite o exercício para relembrar unidade de área. c) 140 000
a) A área do terreno é dada por 20 ? 30 5 600, ou seja, 600 m2.
A área de um campo de futebol, em m2, é dada por 90 ? 120 5 10 800.
b) Se a casa ocupa a quarta parte do terreno, sua área é 600 5 150, Da tabela, a área aproximada do Pantanal é:
4
logo, o quintal ocupa 450 m2. O número de caixas necessárias é 150 355 km2 5 150 355 ? 10 6 m2.
dado por n 5 450 5 300, logo, deverão ser compradas 300 caixas. 150 355 ? 10 6
1,5 Assim, o número de campos de futebol pedido é igual a ,
ou seja, 13,9 ? 10 6 ≃ 14 ? 10 6 5 14 000 000 10800

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 2 – Unidade 6
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 6
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 37 Aula 37
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 3.4, cap. 17.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 17. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 17.
Aula 38 Aula 38
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 17. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 17.
• Faça o exercício 1 da seção Rumo ao Enem.

144
aulas 39 e 40
Expressões da área de uma superfície triangular
Enem: Conhecimentos geométricos

nestas aulas
1. Introdução
O triângulo, por ser o mais simples dos polígonos, pode ser utilizado no cálculo da área de todos os demais polígonos. Em função
disso, é muito útil estudarmos diferentes maneiras de expressarmos sua área.

2. Expressões da área de um triângulo


• Em função das medidas da base e da altura

Sendo b e h as medidas da base e da altura de


h um triângulo, sua área A é dada por:

A 5 1 ? b ? h ou A 5 b ? h
b 2 2

• Em função das medidas de dois lados e do ângulo entre eles

Sendo a e b as medidas de dois lados de um


b
triângulo e a a medida do ângulo formado por
esses lados, sua área A é dada por:
a
a
A 5 1 ? a ? b ? sen a

Matem‡tica
2

3. Área de um triângulo equilátero

Sendo , a medida do lado de um triângulo


, , equilátero, sua área A é dada por:
,2 ? 3
A5
4
,

145
4. Área de um triângulo retângulo

Sendo b e c as medidas dos catetos de um


c triângulo retângulo, sua área A é dada por:
1
A5 ?b?c
2
b

Sendo h a medida da altura relativa à hipote-


nusa de um triângulo retângulo e a, a medida da
h
hipotenusa, sua área A é dada por:
1
A5 ?a?h
2
a

em classe
1. Calcule a área dos triângulos a seguir. c)

a)

4
4

7?4 42 ? 3
A5 2 A5 4
[ A 5 14 [A54 3
Resposta: 14
Resposta: 4 3
Matemática e suas Tecnologias

d)
b)
5
4 3

30°

6
3?4
A5
2
1 [A56
A5 ? 6 ? 5 ? sen 30°
2
Resposta: 6
1 1
[A5 ? 6 ? 5 ? 2 5 7,5
2
Resposta: 7,5

146
2. Um octógono regular está inscrito em uma circunferên- 3. Quando estamos velejando há uma contínua interação
cia de raio 3 conforme a figura. Calcule sua área. H8 entre as velas e o vento. Essa interação produz a força
que movimenta o barco. A velocidade, a performance
e o controle são muito influenciados pela quantidade
de vela exposta ao vento, chamada de área vélica.
No veleiro da figura, é dado que AB 5 8 m, AC 5 7 m
e BÂC 5 60°. Calcule sua área vélica, adotando 3 5 1,7.

O ângulo central do octógono é 360° 5 45°. C A


8
Logo, sua área é:
2
A 5 8 ? 1 ? 3 ? 3 ? sen 45° 5 8 ? 1 ? 3 ? 3 ?
2 2 2
A área vélica é:
[ A 5 18 2
A 5 1 ? 8 ? 7 ? sen 60°
Resposta: 18 2 2
1,7
A 5 1 ?8?7?
2 2
[ A 5 23,8
Resposta: 23,8 m2

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 2 – Unidade 6
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 6
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 39 Aula 39
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 3.5 e 3.6, cap. 17.
• Faça os exercícios 22 a 25, cap. 17. • Faça os exercícios 26 a 28, cap. 17.
Aula 40 Aula 40
• Faça os exercícios 29 a 32, cap. 17. • Faça os exercícios 33 a 35, cap. 17.
• Faça os exercícios 2 e 3 da seção Rumo ao Enem.

147
aulas 41 e 42
Área de um círculo e de suas partes
Enem: Conhecimentos geométricos

nestas aulas
1. Área de um círculo
Círculo é a superfície plana delimitada por uma circunferência de raio R.

Sendo R a medida do raio, a área A de um


círculo é dada por:
O R O R
A 5 p ? R2

Circunferência Círculo

2. Área de uma coroa circular

Sendo R e r as medidas dos raios, a área A de


r uma coroa circular é dada por:
O
R
A 5 p ? R2 2 p ? r2 ou A 5 p ? (R2 2 r2)

3. Área de um setor circular


• Setor circular de raio R e arco medido em graus

R
A área A do setor circular pode ser calculada por:
O α¡
arco (8) área
a ? p ? R2
360 pR2 ∴ A5
360
a A
Matemática e suas Tecnologias

• Setor circular de raio R e arco medido em radianos

R
A área A do setor circular pode ser calculada por:
O α rad
arco (rad) área
pR2 a ? R2
2p ∴ A5
2
a A

148
• Setor circular de raio R e arco de comprimento ,.

R
A área A do setor circular pode ser calculada por:
, comprimento área
∴ A5 , ?R
O
2pR pR2 2
, A

4. Área de um segmento circular

P
A área A do segmento circular pode ser calcu-
lada pela diferença entre a área do setor circular e
O
a área do triângulo:
R A 5 Asetor – Atriângulo
B

em classe
1. Calcule a área do segmento circular da figura. 2. Calcule a área do setor circular da figura.
P

O
6
O 120o

B 150o

360 p ? 62 Sendo A a área pedida, temos:


120 Asetor 360 p ? 62
150 A
∴ A setor 5 120p ? 6 5 12p
2

360
∴ A 5 150p ? 6
2

360
A T 5 1 ? 6 ? 6 ? sen 120°
2 A 5 15p
3
∴ AT 5 1 ? 6 ? 6 ? ∴ AT 5 9 3
2 2
A área do segmento é A 5 A setor 2 A T 5 12p 2 9 3 .

3. Calcule a área da coroa circular da figura.

Matem‡tica
3
O
5

Sendo A a área da coroa circular, temos:


A 5 p ? 52 2 p ? 32
A 5 25p 2 9p
[ A 5 16p

149
4. (Enem) Uma empresa produz tampas circulares de alumínio para tanques cilíndricos a partir de chapas quadradas
H9 de 2 metros de lado, conforme a figura.

Grande Média Pequena

2m

2m

Para 1 tampa grande, a empresa produz 4 tampas médias e 16 tampas pequenas. As sobras de material da produção
diária das tampas grandes, médias e pequenas dessa empresa são doadas, respectivamente, a três entidades: I, II
e III, para efetuarem reciclagem do material. A partir dessas informações, pode-se concluir que
a) a entidade I recebe mais material do que a entidade II.
b) a entidade I recebe metade de material do que a entidade III.
c) a entidade II recebe o dobro de material do que a entidade III.
d) as entidades I e II recebem, juntas, menos material do que a entidade III.
c e) as três entidades recebem iguais quantidades de material.
Considere as figuras abaixo.

Grande Média Pequena

2m
1m 1 m 1 m
2 4
2m

Os raios das tampas grandes, médias e pequenas são iguais a 1 m, 1 m, e 1 m, respectivamente.


2 4
Cálculos das sobras de material, por chapa, em m2:
Tampa grande: 4 2 p ? (1)2 5 4 2 p

()
2
Tampa média: 4 2 4 ? p ? 1 5 4 2 p
2

Tampa pequena: 4 2 16 ? p ? ( 1 ) 5 4 2 p
2

4
Portanto, as três entidades recebem iguais quantidades de material.

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 2 – Unidade 6
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 6
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 41 Aula 41
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 18.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 18. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 18.
Aula 42 Aula 42
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 18. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 18.
• Faça o exercício 9 da seção Rumo ao Enem.

150
aulas 43 e 44
Área de figuras semelhantes
Enem: Conhecimentos geométricos

nestas aulas
1. Razão entre as áreas de dois triângulos semelhantes
Já sabemos que, se dois triângulos são semelhantes, a razão entre as medidas de dois segmentos correspondentes é a razão de se-
melhança k, isto é:

h
nABC , nDEF ⇒ a 5 b 5 c 5 1 5 k
d e f h2

C F

a d
b e h2
h1

D f E
A c B

Sendo A1 e A2, respectivamente, as áreas dos triângulos ABC e DEF, temos:

A1
5 k2
A2

2. Razão entre as áreas de dois polígonos semelhantes

Os polígonos P1 e P2 são semelhantes e a razão de semelhança é k.

Matem‡tica
P1 P2

Sendo A1 e A2, respectivamente, as áreas dos polígonos P1 e P2, temos:

A1
5 k2
A2

151
em classe
1. A hipotenusa de um triângulo retângulo mede 9 cm. 3. Na figura, DE é paralela a BC. Se a área do trapézio BCED
Em outro triângulo retângulo, semelhante ao primeiro, é 24 cm2, a área do triângulo ADE é:
a hipotenusa mede 12 cm e sua área é 24 cm2. Qual a
A
área do primeiro triângulo?
Considere os triângulos abaixo:
6 cm

6 2 cm
12 D E
9
A1 A2 5 24

B C

A razão de semelhança é k 5 9 5 3 . a) 20 cm2


12 4
c b) 24 cm2
A1 A1
( )
2
5 3 5 9
5 k2 ∴
c) 28 cm2
A2 24 4 16
d) 36 cm2
∴ A 1 5 27  
2 e) 48 cm2
Logo, A1 5 13,5 cm . 2
Sendo DE // BC, os triângulos ADE e ABC são semelhantes.
Resposta: 13,5 cm2
k5 6 ∴k 5 1
6 2 2

Chamando de A1 a área do triângulo ADE, a área A 2 do triângulo ABC


é: A 2 5 A1 1 24
2. Uma mesa é composta por dois hexágonos regulares
A1
H9 sobrepostos, conforme a figura. A razão entre as áreas 5 k2
A2
25 2
dos dois é e o lado do maior mede 1 metro. O lado A1  
16 ∴ 5 1  5 1
A 1 1 24  2 2
menor mede:
∴ A 1 5 24

a) 32 cm
b) 40 cm
c) 64 cm
c d) 80 cm
e) 96 cm
Matemática e suas Tecnologias

k 2 5 25
16
∴ k5 5
4

L 5 k ∴ 100 5 5
, , 4
∴ , 5 80

152
4. (Enem) Em canteiros de obras de construção civil é comum perceber trabalhadores realizando medidas de compri-
H8 mento e de ângulos e fazendo demarcações por onde a obra deve começar ou se erguer. Em um desses canteiros
foram feitas algumas marcas no chão plano. Foi possível perceber que, das seis estacas colocadas, três eram vértices
de um triângulo retângulo e as outras três eram os pontos médios dos lados desse triângulo, conforme pode ser visto
na figura, em que as estacas foram indicadas por letras. A região demarcada pelas estacas A, B, M e N deveria ser
calçada com concreto.

M
P

A C
N

Nessas condições, a área a ser calçada corresponde:


a) à mesma área do triângulo AMC.
b) à mesma área do triângulo BNC.
c) à metade da área formada pelo triângulo ABC.
d) ao dobro da área do triângulo MNC.
c e) ao triplo da área do triângulo MNC.
MN é a base média do triângulo ABC, logo MN // BA, os triângulos MNC e BAC são semelhantes.
k 5 CN ∴ k 5 1
CA 2
A1
Chamando de A1 a área do triângulo MNC, e A 2 a área do triângulo BAC, temos que 5 k 2.
A2

()
2
A1 A1
5 1 ∴ 5 1 ∴ A 2 5 4A 1
A2 2 A2 4

A área do trapézio é A 5 A 2 – A1 5 4A1 – A1 ∴ A 5 3A1


Observação: Mostre também a solução pela figura abaixo.
B
a
c S
b M
P
S a
c S c
a S
A C
b N b

em casa
Consulte:

Matemática
Livro-texto 2 – Unidade 6
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 6
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 43 Aula 43
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 19.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 19. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 19.
Aula 44 Aula 44
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 19. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 19.
• Faça os exercícios 6 e 7 da seção Rumo ao Enem.

153
aulas 45 e 46
Estatística: Noções básicas
Enem: Conhecimentos de estatística e probabilidade

nestas aulas
1. Introdução 2. Tipos de gráfico
Em todas as áreas do conhecimento, o tratamento das in- Qualquer diagrama visual que represente uma situação é um
formações é de grande importância, e na maioria das vezes, a gráfico. Os mais frequentes são os seguintes:
quantidade de informação a ser coletada e analisada pode ser • Gráficos de linha
muito grande. Distribuição de petróleo no mundo (%)

A Estatística é o ramo da Matemática que fornece métodos para 70,0 64,0


60,0
a coleta, a organização, a descrição, a análise e a interpretação de 50,0
dados e para a utilização destes na tomada de decisões. 40,0
30,0
Uma excelente maneira de organizar as informações obtidas é 20,0 13,0
3,5 6,3 7,2 4,0
por meio da construção de tabelas e gráficos, como exemplificados 10,0 2,0
0,0
a seguir.

te

io

ca

a
tin

ic

ni
éd
or

ro

fri
ét

a
La
N

Á
Eu

ce
vi
do

So
a

/O
Distribuição de petróleo no mundo (%)

ic

nt
a

o
ér

rie

sia
ic


m
ér

O
n

Á
A

-U
m

Ex
A

América do Norte 3,5


• Gráfico de colunas (horizontais ou verticais)
América Latina 13,0 Distribuição de petróleo no mundo (%)

70,0 64,0
Europa 2,0 60,0
50,0
40,0
30,0
Ex-União Soviética 6,3
20,0 13,0
10,0 3,5 6,3 7,2 4,0
2,0
0,0
Oriente Médio 64,0
te

io

ca

ia
in

ic

éd
or

an
ro

fri
ét
t
La
N

Á
Eu

ce
vi
do

So
a

/O
ic

nt

África 7,2
a

o
ér

rie

sia
ic

ã
m

ni
ér

Á
A

-U
m

Ex
A

Ásia / Oceania 4,0


• Gráfico de setores
Matemática e suas Tecnologias

Distribuição de petróleo no mundo (%)

Distribuição de petróleo no mundo (%) 4,0 3,5


7,2 13,0
2,0
Ásia/Oceania 4,0
6,3
África 7,2
Oriente Médio 64,0
Ex-União Soviética 6,3 64,0
Europa 2,0
América Latina 13,0 América do Norte América Latina Europa
América do Norte 3,5
Ex-União Soviética Oriente Médio África
0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 Ásia/Oceania

154
em classe
1. Em uma pesquisa para saber quantas horas por sema- 2. (Enem) Uma pesquisa realizada por estudantes da Fa-
H24 na as pessoas assistiam à TV, foram entrevistadas 60 H25 culdade de Estatística mostra, em horas por dia, como
pessoas e as respostas estão representadas no quadro os jovens entre 12 e 18 anos gastam seu tempo, tanto du-
abaixo. rante a semana (de segunda-feira a sexta-feira), como
no fim de semana (sábado e domingo). A seguinte ta-
6 10 8 12 10 7 9 10 12 8 bela ilustra os resultados da pesquisa.

7 9 10 7 6 9 11 12 8 6
Rotina juvenil Durante a semana No fim de semana
8 10 11 9 12 6 7 9 10 12
Assistir à televisão 3 3
6 10 8 6 7 11 9 12 8 9
Atividades domésticas 1 1
10 12 10 7 11 10 6 8 12 6
Atividades escolares 5 1
11 8 12 9 12 11 10 9 11 8
Atividades de lazer 2 4

Com base nesse quadro, organize as informações em Descanso, higiene e alimentação 10 12


uma tabela e construa um gráfico de barras verticais. Outras atividades 3 3

Quantidade de horas 6 7 8 9 10 11 12
De acordo com esta pesquisa, quantas horas de seu
Número de pessoas 8 6 9 9 11 7 10
tempo gasta um jovem entre 12 e 18 anos, na semana
inteira (de segunda-feira a domingo), nas atividades
escolares?
a) 20
11 b) 21
10
Número de pessoas

9 c) 24
8
7 d) 25
6
5 c e) 27
4 De segunda a sexta: 5 horas por dia ∴ 25 horas
3 Sábado e domingo: 1 hora por dia ∴ 2 horas
2 Total: 27 horas
1
0
6 7 8 9 10 11 12
Quantidade de horas que assistem à TV

Matem‡tica

155
3. (Unicamp-SP) A pizza é, sem dúvida, o alimento preferido de muitos paulistas. Estima-se que o consumo diário no Brasil
H26 seja de 1,5 milhão de pizzas, sendo o Estado de São Paulo responsável por 53% desse consumo. O gráfico abaixo exibe
a preferência do consumidor paulista em relação aos tipos de pizza.

18%

Mozarela
35%
Calabresa

Marguerita
22%
Outras

25%

a) Se não for considerado o consumo do Estado de São Paulo, quantas pizzas são consumidas diariamente no Brasil?
b) Quantas pizzas de mozarela e de calabresa são consumidas diariamente no Estado de São Paulo?
a) 100% – 53% 5 47%
Desconsiderando o consumo de São Paulo, restarão 47% das pizzas consumidas diariamente no Brasil.
47 ? 1500 000 5 705 000
100
Resposta: 705 mil pizzas
b) Em São Paulo, o consumo será 1 500 000 2 705 000 5 795 000
• mozarela:
35 ? 795 000 5 278 250
100

25 ? 795 000 5 198 750


• calabresa:
100

Total de pizzas de mozarela e de calabresa: 477 000


Resposta: 477 mil pizzas

em casa
Matemática e suas Tecnologias

Consulte:
Livro-texto 2 – Unidade 7
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 7
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 45 Aula 45
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 1.
Aula 46 Aula 46
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 1. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 1.

156
aulas 47 e 48
Estatística: medidas de tendência central
Enem: Conhecimentos de estatística e probabilidade

nestas aulas
Observação: Quando os valores x1, x2, x3, …, xn têm frequências
Medidas de tendência central f1, f2, f3, …, fn, calcula-se a média aritmética ponderada, dada por:
As medidas de tendência central são muito usadas quando de- f1 ? x1 1 f2 ? x 2 1 … 1 fn ? x n
x5
sejamos obter informações sobre onde está a maior concentração f1 1 f2 1 … 1 fn
de valores de uma amostra. As principais medidas de tendência • Moda (Mo)
central são a média, a moda e a mediana.
É o elemento de maior frequência numa amostra (ou população).
• Média aritmética (x)
• Mediana (Md)
Média aritmética (ou simplesmente média) dos n valores x1,
Com a amostra organizada em rol, a mediana Md é o elemento
x2, x3, …, xn.
central do rol.
Se o número de elementos da amostra é ímpar, existe um ter-
x1 1 x 2 1 É 1 x n mo central que será a mediana, e se o número de elementos da
x5
n amostra for par, não existe um termo central e a mediana será a
média aritmética dos dois termos centrais.

em classe
1. (Enem) Brasil e França têm relações comerciais há mais a) inferior a 300 milhões de dólares.
a
H27 de 200 anos. Enquanto a França é a 5 nação mais rica b) superior a 300 milhões de dólares, mas inferior a 400
do planeta, o Brasil é a 10a, e ambas se destacam na milhões de dólares.
economia mundial. No entanto, devido a uma série de c) superior a 400 milhões de dólares, mas inferior a 500
restrições, o comércio entre esses dois países ainda não milhões de dólares.
é adequadamente explorado, como mostra a tabela
seguinte, referente ao período 2003-2007. c d) superior a 500 milhões de dólares, mas inferior a 600
milhões de dólares.
e) superior a 600 milhões de dólares.
Investimentos bilaterais (em milhões de dólares) Do enunciado temos:
Ano Brasil na França França no Brasil • Média de investimentos do Brasil na França
2003 367 825 x 5 367 1 357 1 354 1 539 1 280 5 379,4 milhões de dólares.

Matem‡tica
5
2004 357 485 • Média de investimentos da França no Brasil
2005 354 1 458 825 1 485 1 1 458 1 744 1 1 214
x5 5 945,2 milhões de dólares.
5
2006 539 744 Os valores médios dos investimentos da França no Brasil foram
2007 280 1 214 maiores em: 945,2 2 379,4 5 565,80 milhões de dólares.

Disponível em: <www.cartacapital.com.br>. Acesso em: 7 jul. 2009.

Os dados da tabela mostram que, no período conside-


rado, os valores médios dos investimentos da França no
Brasil foram maiores que os investimentos do Brasil na
França em um valor

157
2. Durante o ano letivo, um professor aplicou, para seus Em relação à temperatura, os valores da média, media-
H28 alunos, oito avaliações. A tabela a seguir mostra as na e moda são, respectivamente, iguais a:
notas obtidas por um aluno em sete das avaliações, a) 17 °C, 17 °C e 13,5 °C.
bem como o peso de cada uma. Qual foi a nota x,
c b) 17 °C, 18 °C e 13,5 °C.
obtida na 6a avaliação, sabendo-se que o aluno foi
c) 17 °C, 13,5 °C e 18 °C.
aprovado com a média 7,2?
d) 17 °C, 18 °C e 21,5 °C.

Avaliação 1a 2a 3a 4a 5a 6a 7a 8a e) 17 °C, 13,5 °C e 21,5 °C.


Ordenando os valores apresentados no quadro, temos o rol:
Peso 1 2 1 2 1 2 1 2 (13,5; 13,5; 13,5; 13,5; 14; 15,5; 16; 18; 18; 18,5; 19,5; 20; 20; 20;
21,5)
Nota 6,0 7,4 6,6 8,2 7,6 x 5,8 6,2
4 ? 13,5 1 14 1 15,5 1 16 1 2 ? 18 1 18,5 1 19,5 1 3 ? 20 1 21,5
x5
15
6,0 1 2 ? 7,4 1 6,6 1 2 ? 8,2 1 7,6 1 2 ? x 1 5,8 1 2 ? 6,2
5 7,2 ∴ x 5 17 °C
112111211121112

69,6 1 2 ? x  A quantidade de dados é ímpar, logo Md 5 18 °C.


5 7,2
12 O valor que apresenta maior frequência é 13,5, logo Mo 5 13,5 °C.
69,6 1 2 ? x 5 86,4  ∴  2 ? x 5 16,8  ∴ x 5 8,4 

Resposta: A nota obtida foi 8,4.

3. (Enem) Uma equipe de especialistas do centro meteo-


H28 rológico de uma cidade mediu a temperatura do am-
biente, sempre no mesmo horário, durante 15 dias inter-
calados, a partir do primeiro dia de um mês. Esse tipo de
procedimento é frequente, uma vez que os dados cole-
tados servem de referência para estudos e verificação
de tendências climáticas ao longo dos meses e anos.
As medições ocorridas nesse período estão indicadas
no quadro:

Dia do mês Temperatura (em °C) em casa


1 15,5
Consulte:
3 14 Livro-texto 2 – Unidade 7
Caderno de Exercícios 2 – Unidade 7
5 13,5

7 18
Tarefa Mínima
Aula 47
9 19,5

11 20
• Leia o resumo de aula.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 2.
13 13,5
Matemática e suas Tecnologias

Aula 48
15 13,5
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 2.
17 18
Tarefa Complementar
19 20
Aula 47
21 18,5
• Leia o capítulo 2.
23 13,5
• Faça os exercícios 5 a 7, cap. 2.
25 21,5 Aula 48
27 20 • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 2.
29 16 • Faça os exercícios 10, 13 e 15 da seção Rumo ao Enem.

158
rumo ao

Enem
1. (Enem) A figura que segue é formada por 5 quadra- 3. (Enem) Um artista deseja pintar em um quadro uma
H8 dos congruentes, cuja medida do lado é ,, e um qua- H9 figura em forma de triângulo equilátero ABC de lado
drado ABCD com vértices em um único vértice de quatro 1 metro. Com o objetivo de dar um efeito diferente em
dos cinco quadrados. sua obra, o artista traça segmentos que unem os pontos
médios D, E e F dos lados BC, AC e AB, respectivamen-
A te, colorindo um dos quatro triângulos menores, como
mostra a figura.
B C

D E D

C
A F B

A área do quadrado ABCD é equivalente à área de um Qual é a medida da área pintada, em metros quadra-
retângulo de lados: dos, do triângulo DEF?
a) 2, e 3,. a) 1 d) 3
16 8
b) 3, e 1,.
c) 3, e 3,. 3 3
c b) e)
16 4
d) 4, e 1,.
1
c)
c e) 5, e 1,. 8
2. (Enem) Em uma cidade, a cada inauguração de pré-
H8 dios, a orientação da prefeitura, por meio de uma lei 4. (Enem) O tangram é um jogo oriental antigo, uma es-
de incentivo à cultura, é a construção de uma obra de pécie de quebra-cabeça, constituído de sete peças:
arte na entrada ou no hall desse prédio. Em contrapar- 5 triângulos retângulos e isósceles, 1 paralelogramo
tida, a prefeitura oferece abatimento em impostos. No e 1 quadrado. Essas peças são obtidas recortando-se
edifício das Acácias, o artista contratado resolveu fazer um quadrado de acordo com o esquema da figura 1.
um quadro composto de 12 mosaicos, de dimensões de Utilizando-se todas as sete peças, é possível representar
12 cm por 6 cm cada um, conforme a figura. uma grande diversidade de formas, como as exempli-
ficadas nas figuras 2 e 3.
B
A

Figura 1 Figura 2 Figura 3 Rumo ao Enem


A área da figura sombreada do quadro é de:
Se o lado AB do hexágono mostrado na Figura 2 mede
a) 36 cm2 2 cm, então a área da Figura 3, que representa uma
b) 72 cm2 “casinha”, é igual a:
c c) 144 cm2 a) 4 cm2 d) 14 cm2
d) 288 cm2 c b) 8 cm2 e) 16 cm2
e) 432 cm2 c) 12 cm2

159
5. (Enem) O Pantanal é um dos mais valiosos patrimônios Suponha que cada canteiro tem 1 m2 de área e que nas
naturais do Brasil. É a maior área úmida continental do regiões sombreadas de cada canteiro serão plantadas
planeta – com aproximadamente 210 mil km2, sendo as sementes do tipo A. Qual o total da área, em m2,
140 mil km2 em território brasileiro, cobrindo parte dos reservada para as sementes do tipo B?
estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As chuvas a) 1,25
fortes são comuns nessa região. O equilíbrio desse ecos- b) 2
sistema depende, basicamente, do fluxo de entrada e
c) 2,5
saída de enchentes. As cheias chegam a cobrir até 2
da área pantaneira.
3 c d) 3
e) 5
Disponível em: <http://www.wwf.org.br>.
Acesso em: 23 abr. 2010. Adaptado.
8. (Enem) Um homem, determinado a melhorar sua saúde,
Durante o período chuvoso, a área alagada pelas en- H8 resolveu andar diariamente numa praça circular, dan-
chentes pode chegar a um valor aproximado de: do 15 voltas em torno da praça, que tem 50 m de raio.
a) 91,3 mil km2 d) 152,1 mil km2 Qual é a distância percorrida por esse homem em sua
b) 93,3 mil km2
e) 233,3 mil km2 caminhada diária?
c c) 140 mil km2 a) 0,30 km
6. (Enem) A logomarca de uma empresa de computação é b) 0,75 km
H9 um quadrado, AEFG, com partes pintadas como mostra c) 1,50 km
a figura. Sabe-se que todos os ângulos agudos presentes
d) 2,25 km
na figura medem 45° e que AB 5 BC 5 CD 5 DE. A fim
de divulgar a marca entre os empregados, a gerência c e) 4,50 km
decidiu que fossem pintadas logomarcas de diversos 9. (Enem) O proprietário de um terreno retangular medindo
tamanhos nas portas, paredes e fachada da empresa. H9 10 m por 31,5 m deseja instalar lâmpadas nos pontos C
Pintadas as partes cinza de todas as logomarcas, sem e D, conforme ilustrado na figura:
desperdício e sem sobras, já foram gastos R$ 320,00.
D B
G A
10 m
B
A C
C
31,5 m

D Cada lâmpada ilumina uma região circular de 5 m de


raio. Os segmentos AC e BD medem 2,5 m. O valor em
F E m2 mais aproximado da área do terreno iluminada pelas
lâmpadas é:
Considerando que não haja desperdício e sobras, o (Aproxime 3 para 1,7 e p para 3.)
custo para pintar as partes pretas e o custo para pintar
a) 30 c) 50 e) 69
as partes brancas serão, respectivamente,
a) R$ 320,00 e R$ 640,00.
b) 34 c d) 61

b) R$ 640,00 e R$ 960,00. 10. (Enem) A tabela apresenta uma estimativa da evolução


c c) R$ 960,00 e R$ 1 280,00. H25 da população brasileira por faixa etária, em milhões de
Rumo ao Enem

pessoas, para 2020, 2030 e 2045.


d) R$ 1 280,00 e R$ 2 240,00.
e) R$ 2 240,00 e R$ 2 560,00.
Ano / Faixa etária 2020 2030 2045
7. (Enem) Numa sementeira, cinco canteiros quadrados
serão preparados para plantar, em cada um, dois tipos Até 14 anos 49 48 48
H9
de sementes: A e B. Os canteiros estão representados De 15 a 49 anos 111 112 110
segundo as figuras:
De 50 anos ou mais 50 63 78

Total 210 223 236

STEFANO, F. Mais velho e mais rico: os ganhos da maturidade.


I II III IV V
Exame, 1 003. ed. ano 45, n. 21, 2 nov. 2011. Adaptado.

160
Com base na tabela, o valor que mais se aproxima da média dos percentuais da população brasileira na faixa etária
até 14 anos, nos anos de 2020, 2030 e 2045, é:
a) 21,5
c b) 21,7
c) 48,0
d) 48,3
e) 48,5
11. (Enem) Observe no gráfico alguns dados a respeito da produção e do destino do lixo no Brasil no ano de 2010.
H26 Quanto Brasil produz de sujeira

Composição do lixo brasileiro Para onde vão os detritos

30% 54% 24%


61 milhões recicláveis matéria aterro sem 58%
orgânica controle aterro
de toneladas sanitário
de lixo produzido
no Brasil em 2010
(população urbana)
18%
16% lixão
outros rejeitos

Veja, São Paulo, dez. 2011. Adaptado.

A partir desses dados, supondo que todo o lixo brasileiro, com exceção dos recicláveis, é destinado aos aterros ou
aos lixões, quantos milhões de toneladas de lixo vão para os lixões?
a) 5,9
c b) 7,6
c) 10,9
d) 42,7
e) 76,8
12. (Enem) Uma pesquisa foi realizada com a intenção de conhecer o que as pessoas sabem sobre o diabetes. Nela,
H27 utilizou-se um questionário com 16 perguntas, respondidas pelas pessoas na entrada de estações do metrô de São
Paulo. Os gráficos a seguir mostram, respectivamente, os percentuais de respostas dadas às seguintes perguntas do
questionário: “Você conhece alguém com diabetes?” e “Caso conheça, indique onde.”
SIM NÃO
37%
63%

Na família e no trabalho
16%
Na família
No trabalho 21% 48%

Rumo ao Enem
15%

Na escola
Disponível em: <www.diabetes.org.br>. Adaptado.

O percentual do número de entrevistados que conhecem pessoas diabéticas na escola é mais aproximado por:
c a) 6%
b) 15%
c) 37%
d) 41%
e) 52%

161
13. (Enem) Uma aluna registrou as notas de matemática obtidas nos 3 primeiros bimestres do ano letivo e seus respectivos
H27 pesos no quadro a seguir.

Bimestre Nota Peso

1 2,5 1

2 5,8 2

3 7,4 3

Ela ainda não sabe qual será sua nota de matemática no quarto bimestre, mas sabe que o peso dessa nota na mé-
dia final é 4. As notas variam de zero a dez, sendo permitida apenas uma casa na parte decimal (caso contrário a
nota será arredondada, usando como critério “se o algarismo da segunda casa decimal é maior ou igual a 5, então
o algarismo na primeira casa decimal será acrescido de uma unidade”). A média final mínima para aprovação na
escola dessa aluna é 7. Se ela obtiver média final inferior a 7, precisará realizar uma outra prova que substitua a menor
das notas bimestrais, de modo a alcançar a média 7 (mantidos os mesmos pesos anteriores).
Se essa aluna precisar realizar uma prova para substituir a nota que obteve no primeiro bimestre, e tal nota precisar
ser igual a 4,8, é porque a nota que ela obteve no quarto bimestre foi:
a) 2,3 d) 9,2
b) 7,3 e) 10,0
c c) 7,9
14. (Enem) O gráfico mostra estimativas da produção brasileira de trigo em safras recentes:
H26
Produção de trigo no Brasil
(em milhões de toneladas)
7
6,01
6
5,4
5 4,87
4,09
4

3
2,44
2

0
2005/06 2006/07 2007/08 2008/09 2009/10
Globo Rural, São Paulo, jun. 2009. Adaptado.

A média da produção brasileira de trigo de 2005/06 a 2009/10, em milhões de toneladas, é de:


a) 4,87 d) 4,49
b) 4,70 e) 4,09
c c) 4,56
Rumo ao Enem

15. (Enem) Os salários, em reais, dos funcionários de uma empresa são distribuídos conforme o quadro:
H27
Valor do salário (R$) 622,00 1 244,00 3 110,00 6 220,00

Números de funcionários 24 1 20 3

A mediana dos valores dos salários dessa empresa é, em reais:


a) 622,00 d) 2 021,50
c b) 933,00 e) 2 799,00
c) 1 244,00

162
Atividades
Interdisciplinares

Atividades Interdisciplinares

447
Funções, gráficos
e suas aplicações
1. Conceito de função aplicado à Física

A Física e as demais Ciências da Natureza apropriaram-se do conceito matemático de função para


mostrar, de modo sintético e eficiente, as interdependências das grandezas.
Neste processo de apropriação, respeitam-se as especificidades (conceitos e leis) da realidade ou fe-
nômeno analisado, e, fora um ou outro detalhe que será acrescentado à medida que prosseguimos nesta
reflexão, vamos utilizar por enquanto a seguinte definição:

y é função de x (cuja notação pode ser y 5 f(x)), se e


somente se a cada x corresponder um único y.

Junto ao conceito de função, é utilizada sua representação gráfica, o gráfico da função.

2. Algumas diferenças entre a Física e a Matemática


Na Matemática, x e y são números, enquanto na Física são grandezas físicas, o que implica em duas di-
ferenças: a presença de unidades e as limitações que o fenômeno analisado impõe às grandezas envolvidas.
Por exemplo, uma queda livre acaba quando o corpo se choca contra o solo.

3. Taxa de variação média


Se y é uma função de x, a taxa de variação média (tx varmédia) da grandeza y em relação a x, em dado
intervalo Dx, é definida pela expressão:

Dy
tx varmédia 5
Dx

y2
Δy
Atividades Interdisciplinares

y1
Δx

0 x1 x2 x

 Dy  constante e positiva.
Exemplo de função com taxa de variação 
 Dx 

448
FER GREGORY/SHUTTERSTOCK
y

y1

Δy

y2
Δx

0 x1 x2 x

Exemplo de função com taxa de variação média 


 Dy  constante e negativa.
 Dx 

Δy
Δy Δx

Δx

0 x

Exemplo de função com taxa de variação média 


 Dy  variável.
 Dx 

Observe que, se y está em metros e t em segundos, a taxa de variação média terá m/s como unidade. Se y estiver em joules e
x em segundos, a taxa de variação média será medida em J/s 5 W (watt).

4. Exemplos de aplicação da taxa de variação na Física

Exemplo 1:
Suponha que os três gráficos apresentados a seguir sejam da velocidade em função do tempo em diferentes movimentos.
O primeiro é um movimento uniformemente acelerado. A taxa de variação da velocidade é a aceleração escalar, que é positiva.
O segundo é um movimento uniformemente retardado. A taxa de variação da velocidade é a aceleração escalar, que é negativa.
O terceiro é um movimento variado, mas não uniformemente variado. A taxa de variação da velocidade é a aceleração, que é
variável, inicialmente positiva, mas decrescente, tanto que depois passa a ser negativa.

Interdisciplinares
Atividades Interdisciplinares
V2
ΔV
V1
Δt Atividades

0 t1 t2 t

Aceleração
 DV  é constante e positiva.
 Dt 

449
V y

V1

ΔV

V2 A
Δt

x1 x2 x
0 t1 t2 t

Aceleração
⎛ DV ⎞ é constante e negativa. No caso particular da função de primeiro grau, no intervalo
⎝ Dt ⎠ indicado na figura, a área sob a curva é um trapézio ou um triân-
V gulo e vale:

ΔV Área 5 1 ? (Base menor 1 Base maior ) ? Altura


2
ΔV Δt
Área 5 ? ( y1 1 y 2 ) ? ( x 2 2 x1 ),
1
Δt 2
para uma função de primeiro grau
0 t

Aceleração
⎛ DV ⎞ é variável.
⎝ Dt ⎠
Exemplo 2: y1
y2

Uma mola de comprimento natural L0 é submetida às forças de


tração de diferentes intensidades causando diferentes deformações. O x1 x2
gráfico a seguir mostra a intensidade da força aplicada pela mola (FELA)
em função da deformação causada. A taxa de variação da FELA em
F
função de x é k 5 ELA e é denominada constante elástica da mola.
x Base
Base
maior
FELA menor

Altura

Nos demais casos, a área só pode ser obtida pelo cálculo integral,
que não faz parte do programa do Ensino Médio.
Na Física, muitas vezes determinada grandeza está em função
F
do tempo (notação simbólica: y 5 f(t)). Acrescentamos um sinal
positivo se a área está acima do eixo e negativo se está abaixo.
x
Exemplos:
x
Atividades Interdisciplinares

L0 y y y

y1 1 y2 y1 1 y2 y1 1 y2
FELA
t1 t2 t t1 t2 t t1 t2 t
y y y
5. Área sob a curva t1 t2 t1 t2 t1 t2
Dada uma função y 5 f(x), vamos chamar de área sob a curva y1
y2 t y1 y2 t y1
y2 t
2 2 2
(A) em dado intervalo de tempo x1 a x2 a área compreendida entre
a curva e o eixo x.

450
Pode-se supor que a área nos três gráficos da parte de baixo é FELA
negativa, mas não é esse o significado. O sinal negativo é apenas
uma convenção para indicar que a área analisada está abaixo do eixo.
K ? x2
6. Exemplos de aplicação da área sob a curva
Exemplo 1:
Se o gráfico da figura representa a velocidade em função do K ? x1
A
tempo em dado intervalo de tempo, o deslocamento do corpo
pode ser obtido pela área sob a curva, tendo-se o cuidado com a x1 x2 x
0
convenção de sinais já apresentada.

A1 A2 A3 t3 t45 tf
0 t1 t2 A4 t

FELA
O deslocamento no intervalo 0 a tf é:
ΔS 5 A 1 1 A2 1 A3 2 A4 (cuidado com as unidades) Quando se tem o gráfico de uma grandeza física G qualquer em
função do tempo, sabemos a ordem em que acontecem os eventos.
Exemplo 2: Mas o gráfico da intensidade da força em função da deformação é
Normalmente, os aparelhos eletrônicos, lâmpadas, chuveiros e o mesmo, quer o corpo esteja se movimentando de x1 a x2 como
eletrodomésticos de uma residência têm uso intermitente e, por- de x2 a x1. Vamos analisar os dois casos.
tanto, a potência consumida (3) é uma variável com o tempo, a) Se o sentido do movimento é de x1 a x2 o trabalho é negativo,
como mostra o gráfico a seguir. A área sob a curva indica a energia pois a força é contrária ao deslocamento. O valor do trabalho é
consumida em dado intervalo de tempo: dado pela área A.
1
3 (W) τ  5 2 ? (F1  1 F2 ) ? ( x 2  2 x1 )  5
2
1 ?
52   (k ? x1 1 k ? x 2) ? ( x2 2 x1 )
2
1
A2 A4
A5
A6 2
(
τ  5 2 ? k ? x 22  2 x12 )
A1
A3 b) Se o corpo se movimenta de x2 para x1 o trabalho será posi-
0 t1 t2 t3 t4 t5 t6 t (h) tivo, pois a força tem o sentido do movimento.
1
τ  5  ? (F1   1 F2 ) ? ( x 2  2 x1 ) 5
2
A energia (E) consumida no intervalo 0 a t6 é:
1 ?
E 5 A 1 1 A2 1A3 1 A4 1 A5 1 A6 (cuidado com as unidades) 5  (k ? x1 1 k ? x 2) ? ( x2 2 x1 )

Atividades Interdisciplinares
2
Exemplo 3: 1
Uma mola de comprimento natural L0 é submetida às forças de
(
τ  5 ? k ? x 22 2 x12
2
)
tração de diferentes intensidades causando diferentes deformações.
O gráfico a seguir mostra a intensidade da força aplicada pela mola Observação: a regra de associar o sinal positivo quando a área
em função da deformação causada no deslocamento de x1 a x2. está acima do eixo e negativo quando estiver abaixo do eixo vale
O problema é determinar o trabalho realizado pela força elástica quando for uma função do tempo. Nos demais casos, como se
durante os seguintes casos: comprova pelo exemplo, a regra não é necessariamente válida, pois
o sinal do trabalho depende de o corpo se deslocar no sentido do
a) O corpo se desloca de x1 a x2.
eixo ou no sentido contrário a ele. Mas não há como caminhar no
b) O corpo se desloca de x2 a x1. sentido contrário ao eixo do tempo.

451
1
7. Valor médio de uma função em um dado intervalo a expressão Y 5 ? ( y1  1 y 2 ), que foi deduzida para a função
2
Se y é uma função de x e A é a área sob a curva em um inter- de primeiro grau.
valo x1 a x2, chamamos de valor médio da função ( Y ) em dado
Lembrando a definição de valor médio, temos:
intervalo x1 a x2 o quociente:
1 1 ⎛ 1 1 ⎞
A Y> ? ( y1  1 y 2 ) 5 ?⎜ 2 1 2⎟
5
Y5 2 2 ⎝x ( x 1 Dx ) ⎠
x 2 2 x1
1 x 2 1 x 2 1 2 ? x ? Dx 1 Dx2
5  ? 5
x 2 ? (x 1 Dx )
2
Se y é uma função de primeiro grau de x em um dado intervalo 2
x1 a x2, temos:
1 2 ? x 2 1 2 ? x ? Dx 1 Dx2
5  ?
A 5 1 ?   ( y1 1 y 2 ) ? ( x 2  2 x1 ) 2 x 2 ? (x 1 Dx )
2
2
Nesse ponto, tomamos uma decisão que causa estranheza a
Lembrando a definição de valor médio da função: quem não está acostumado ao raciocínio próprio do cálculo inte-
A gral e diferencial: se Dx é um intervalo pequeno, Dx2 é um intervalo
Y =  menor ainda. Por exemplo, se Dx é um milésimo de x, Dx2 será um
x 2 − x1
milionésimo. Nestas condições, desprezando-se Dx2, a expressão
Concluímos, para a função de primeiro grau, que: acima se transforma em:
2 2 ? x ? ( x 1 Dx )
Y 5 1 ? 2 2? x 1 2 ? x ?2Dx 5 1 ? 2
Y 5  1 ? ( y1 1 y 2 ) 2 x ? (x 1 Dx ) 2 x ? (x 1 Dx )
2

2
1
Assim, o valor médio da função y 5 é:
x2
1
Y5 (I)
Y
x ? (x 1 Dx )
y1 y2

x1 x2 Lembrando que:
Y5 A ⇒ A5 Dx
8. O valor médio em um caso particular importante: Dx x ? (x 1 Dx )
1
a função y 5  e realizando as devidas transformações algébricas, obtemos a ex-
x2
Vamos mostrar uma forma de calcular a área sob a curva da 1
pressão que permite calcular a área sob a curva da função y 5 2 :
1 x
função y 5  2 , representada na escala a seguir.
x
A5 1 2 1
y
x x 1 Dx
Atividades Interdisciplinares

9. Uma aplicação: a energia potencial gravitacional


Vamos determinar o trabalho da força de atração gravitacional
que age sobre um corpo de massa m que se desloca de um ponto A,
situado a uma distância rA do centro de um planeta de massa M e raio
R, até um ponto B, situado a uma distância rB do centro do planeta.
Aplicando a expressão (I) para a força gravitacional, em que
x
x 5 rA e x 1 Dx 5 rB, a força média (Fm) no trecho considerado vale:
Vamos imaginar que em um intervalo Dx muito pequeno seja
M?m
possível, ainda que aproximadamente, utilizar para a função y 5 12 Fm 5 G ?
x rA ? rB

452
Lembrando que a força é contrária ao deslocamento, o trabalho da força de atração gravitacional no deslocamento de rA até rB será
negativo e dado pela expressão:
M?m
τ 5 2 G ? ? ( rB 2 rA )
rA ? rB

M?m
A expressão 2 G ? é denominada energia potencial gravitacional de um corpo de massa m que está a uma distância r do
r
centro de um planeta de massa M tomando-se como referencial um ponto no infinito. Em símbolos:
M?m
E p  5 2 G ?
r
Portanto, o trabalho da força gravitacional quando o corpo se desloca de um ponto A que dista rA do centro de um planeta de massa
M até um ponto B que dista rB do centro do mesmo planeta é:
τA→B 5 Ep(A) 2 Ep(B)
F
M?m
F5G?
r2A

M?m
M?m F5G?
Fm 5 G ? r2B
rA ? rB

rA

rB

Atividade
1. O volume de água em uma caixa de água varia com o tempo t de acordo com o gráfico a seguir:

Vol. (m3)

1800

Atividades Interdisciplinares
1000

0 2 6 7 t (h)

a) Qual é a taxa de variação da função representada no gráfico no intervalo de 0 a 2 h?


b) Qual é a taxa de variação da função representada no gráfico no intervalo de 6 h a 7 h?
c) Qual é o significado físico da taxa de variação?

453
TexTo para os exercícios 2 e 3
Em virtude de modificações climáticas, as vazões dos rios variam não somente ao longo de um ano, como de um
ano para outro. Portanto, a construção de uma hidrelétrica de forma economicamente viável e de modo a causar o
mínimo dano ambiental requer muitos cuidados. O gráfico a seguir mostra o registro histórico da vazão máxima, da
vazão mínima e da vazão média de determinado rio.
35 000

30 000

25 000
Vazão (m3/s)

20 000
11000 m3/s
15 000

10 000

5 000

0
Jan. Fev. Mar. Abr. Maio Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
Meses

Máximo histórico Média Mínimo histórico

2. Para que o projeto seja economicamente viável e atenda às necessidades da população que irá se beneficiar da ener-
gia elétrica, vamos imaginar que um projeto de aproveitamento hidrelétrico pretenda utilizar uma vazão de 11 000 m3/s.
Com relação a essa decisão são feitas 3 afirmações:

I. Em um ano em que a vazão do rio tenha comportamento normal, ela excederá os 11 000 m3/s nos primeiros meses
do ano e a construção de uma pequena barragem permitirá armazenar água para os meses nos quais a vazão
fica abaixo dos daquele valor.
II. Em um ano em que a as chuvas sejam muito intensas, a vazão excederá muito do valor 11 000 m3/s e a construção
de uma grande barragem permitirá armazenar água, prevendo um ano de grande estiagem, mas essa decisão
poderá causar grandes danos ambientais.
III. Em um ano em que as chuvas sejam muito fracas, a vazão ficará abaixo do valor 11 000 m3/s e, não havendo água
acumulada em uma represa, haverá necessidade de racionamento de energia ou de produção de energia par-
tindo de outras fontes.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões):
a) I
b) I e II
c) II e III
Atividades Interdisciplinares

d) I, II e III
e) II
3. Se existisse, ao longo deste rio, um desnível de 10 m, e fosse construída uma hidrelétrica aproveitando a vazão de 11 000 m3/s,
a potência máxima teórica que seria produzida seria (lembrar que dágua 5 103 kg/m3; adotar g 5 10 m/s2):

a) 1,1 ? 103 W
b) 1,1 ? 103 KW
c) 1,1 MW
d) 1,1 ? 106 W
e) 1,1 ? 103 MW

454
4. Em determinada indústria mecânica há máquinas de lançada em 2009 observou as cerca de 100 000 estrelas
cortar ferro, tornos, fornos, furadeiras, dobradeiras, equi- mais brilhantes do céu por um período de quatro anos,
pamentos de pintura e inúmeras outras máquinas. Por a fim de detectar algum planeta habitável. Em 2015 ela
uma questão de logística, entre 7h e 9h da manhã as descobriu um candidato, o planeta Kepler-452b, 60%
máquinas são sequencialmente ligadas até que todas maior que a Terra, e que orbita a estrela Kepler 452. Há
entram em regime de ligação permanente, até por volta milhares, talvez milhões de questões técnicas e científi-
das 16h, quando todas são desligadas e o consumo de cas envolvendo essa operação. Pelo menos uma delas
energia entre as 16h e as 17h se resume à iluminação podemos responder: qual é a velocidade, denominada
e aos chuveiros elétricos. O gráfico da potência con- velocidade de escape (Ve), que deve ter uma nave, um
sumida em função do tempo em um dia típico nessa satélite, uma pedra, ou um corpo qualquer, para que,
indústria é mostrado a seguir. uma vez lançado da superfície da Terra, não retorne ao
nosso planeta?
3 (KW)

REPRODUÇÃO/<HTTP://WWW.NASA.GOV/PRESS/2014/FEBRUARY/NATIONAL-
SPACE-CLUB-HONORS-KEPLERS-PLANET-HUNTERS>
100

20

7 9 11 13 15 17 t (h)

A energia consumida em 25 dias de funcionamento


dessa empresa é aproximadamente:
a) 810 kWh
b) 810 J
c) 20 250 kJ
d) 20 250 kWh Sonda Kepler.
e) 1 600 kWh
Dados:
5. É amplamente conhecida a National Aeronautics and • Raio da Terra: R 5 6,4 ? 106 m
Space Administration (NASA), agência do governo es- • Intensidade do campo gravitacional na superfície da
tadunidense responsável pelo programa espacial da- Terra: g 5 10 m/s2
quele país, e, ainda que superficialmente, também são
conhecidos os êxitos e os fracassos dessa instituição.
Ve
Como exemplo de sucesso, citamos a sonda Kepler,
que consiste em um observatório espacial que procura P

planetas extrassolares. Para essa finalidade, a sonda

Atividades Interdisciplinares
anotações

455
Atividades Interdisciplinares

456
anotações
rumo ao Enem – respostas
Linguagens, Códigos e
Literatura
suas Tecnologias
1. A
2. C
3. B

Língua Portuguesa 4. E
5. D
6. D
Redação 7. E

1. E
2. D
3. C
Língua Inglesa
4. A
5. D
1. D
6. C
2. C
7. C
3. D
8. E
9. B 4. A

10. A 5. C
6. A

Gramática e Texto
Matemática e suas
1. D
2. E
Tecnologias
3. C
4. E
5. D
Matemática
6. B
7. B Setor A
8. A
1. B
9. B

Rumo ao Enem – respostas


2. C
10. E
11. D 3. E
12. B 4. A
13. B 5. B
14. A 6. D
15. A 7. E
16. E 8. E
17. C 9. C
18. B 10. B

457
11. C 13. C
12. E 14. C
13. B 15. E
14. C 16. C
15. E

Setor B
Setor B
1. C
1. E 2. A
2. C 3. C
3. B 4. A
4. B 5. C
5. C 6. D
6. C 7. A
7. D 8. A
8. E
9. D
10. B
11. B Química
12. A
13. C
Setor A
14. C
15. B 1. A
2. B
3. A
4. D
Ciências da Natureza 5. D
e suas Tecnologias 6. B
7. C
8. B
9. D
Física 10. A
11. C
12. D
Setor A
1. A
2. D Setor B
Rumo ao Enem – respostas

3. D
1. D
4. A
2. E
5. B
3. D
6. E
4. A
7. E 5. A
8. C 6. E
9. B 7. B
10. B 8. D
11. D 9. C
12. A 10. A

458
11. D
12. A Ciências Humanas
e suas Tecnologias

Biologia História
Setor A
1. E
1. C 2. C
2. A
3. B
3. A
4. A
4. E
5. A
5. C 6. A
6. C 7. C
7. B 8. E
8. B 9. D
9. C 10. D
10. A 11. C
11. E 12. E
12. E 13. E
13. A 14. A
15. A
16. B
Setor B
1. D Geografia
2. B
3. B
1. A
4. C
2. B
5. D 3. D
6. B 4. E
7. B 5. B
8. D 6. C
9. E 7. C
10. E 8. C

Rumo ao Enem – respostas


11. B 9. E
12. A 10. B
13. D 11. B
14. D 12. C
15. C 13. A
16. D 14. A
17. A 15. B
18. D 16. B
19. C 17. B

459
Atividades Interdisciplinares –
respostas
1. a) 400 L/h
b) 2800 L/h
c) Trata-se da vazão.
2. C
I. Incorreta. Poderíamos, com a construção de uma barragem, acumular água nos meses de janeiro a março pre-
vendo os meses em que a vazão do rio fica abaixo dos 11 000 m3/s.
II. Correta. Observe que, em um ano de grandes chuvas, a vazão excede muito ao consumo. Mas grandes barragens
podem causar alterações no ecossistema.
III. Correta. Observe pelo mínimo histórico que a vazão fica bem abaixo dos 11 000 m3/s desejáveis.
3. E
4. D
5. Ve > 40 000 km/h

anotações
Atividades Interdisciplinares – respostas

460
anotações

461
Atividades Interdisciplinares Ð respostas
Atividades Interdisciplinares Ð respostas

462
anotações
anotações

463
Atividades Interdisciplinares Ð respostas
Atividades Interdisciplinares Ð respostas

464
anotações
anotações

465
Atividades Interdisciplinares – respostas
Atividades Interdisciplinares – respostas

466
anotações
ANGLO
A coleção de Ensino Médio do Sistema Anglo de Ensino foi planejada para os
alunos do século XXI, empreendedores e ávidos por inovações e conhecimento.
O que se propõe neste segmento é aliar a motivação dos alunos com a
qualidade de ensino e os elevados padrões acadêmicos – uma tríade que
representa um trabalho de excelência nas escolas.
Com o conhecimento adquirido na escola, o aluno se sentirá pronto para a
vida em sociedade e, como cidadão, poderá interferir na realidade em que vive.
Nosso objetivo é transformar o lema: “aula dada, aula estudada” em prática,
provocando o exercício da autonomia e o aperfeiçoamento constantes.
O material é composto de Caderno do Aluno, Livro-texto e Caderno de
Exercícios, além de diversos recursos digitais e ferramentas disponíveis no portal
do Sistema.
Venha conosco nessa jornada!

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