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ANGLO

Manual do Professor • Matemática


Ensino Médio

2ª- série

5
Manual
do Professor
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)
Direção de inovação e conteúdo: Guilherme Luz
Direção executiva de integração: Irina Bullara Martins Lachowski
Direção editorial: Renata Mascarenhas, Luiz Tonolli e Lidiane Olo
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Gestão pedagógica e gestão de projeto editorial: Henrique Braga
e Rodolfo Marinho
Coordenação pedagógica: Fábio Aviles
Fluxo de produção: Fabiana Manna, Paula P. O. C. Kusznir
e Paula Godo
Gestão de área: Viviane Carpegiani e Pietro Ferrari
Edição: Tadeu Nestor Neto
Revisão: Hélia Gonsaga (ger.), Letícia Pieroni (coord.), Danielle Modesto,
Marília Lima, Marina Saraiva, Tayra Alfonso e Vanessa Lucena
Edição de arte: Daniela Amaral (coord.) e Antonio Cesar Decarli
Diagramação: Casa de Tipos
Iconografia e licenciamento de texto: Sílvio Kligin (superv.);
Denise Durand Kremer (coord.); Claudia Bertolazzi, 
Claudia Cristina Balista, Ellen Colombo Finta, Jad Silva,
Karina Tengan e Sara Plaça (pesquisa iconográfica); Liliane Rodrigues e
Thalita Corina da Silva (licenciamento de textos)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Casa de Tipos e Avits
Capa: Daniel Hisashi Aoki
Foto de capa: Keith Ladzinski/National Geographic Creative/Getty Images
Projeto gráfico de miolo: Talita Guedes da Silva
Editoração eletrônica: Casa de Tipos

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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Rosso Junior, Antonio Carlos


Ensino médio : matemática : cadernos de 5 a 8 : manual do
professor / Antonio Carlos Rosso Junior, Glenn Albert Jacques van
Amson, Roberto Teixeira Cardoso (Robby). -- 1. ed. -- São Paulo :
SOMOS Sistemas de Ensino, 2017.

1. Matemática (Ensino médio) I. Amson, Glenn Albert Jacques van.


II. Cardoso, Roberto Teixeira. III. Título.

16-08085 CDD-510.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Matemática : Ensino médio 510.7

2018
ISBN 978 85 4680 364 4 (PR)
Código da obra 826251118
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento

Uma publicação
Apresentação
Caro professor,
Reescrever um material que tem alcançado, junto com o excelente trabalho dos conveniados, os melhores re-
sultados do Brasil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não é tarefa fácil, mas foi um desafio enfrentado e
vencido, como você poderá constatar.
Nesse processo, buscamos produzir um material didático capaz de aliar a motivação dos alunos com a qualidade
de ensino e com os elevados padrões acadêmicos – uma tríade que representa um trabalho de excelência nas escolas.
Muitas inovações e aperfeiçoamentos foram feitos tomando como referência a tríade: as conversas realizadas
nos diversos encontros com os autores, as preciosas colocações feitas no Fale com o Autor e um olhar para o futuro.
O material do aluno é composto pelo Caderno do Aluno, o Livro-texto e o Caderno de Exercícios, no meio físico
e também no caderno digital, além de contar com a Plataforma de Estudo Adaptativo, com os objetos digitais e
muitas outras ferramentas no portal do sistema. Você, professor, tem acesso a tudo isso e ainda ao Dose para Leão,
ao Fale com o Autor, à TVWeb, às Separatas, aos Comunicados e muito mais!
Agora, vamos falar de cada parte separadamente.

CADERNO DO ALUNO
No Caderno do Aluno, as disciplinas são agrupadas em função da área de conhecimento a que pertencem:
Gramática e Texto, Literatura e Língua Inglesa na área de “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias”; Matemática em
sua própria área, “Matemática e suas Tecnologias”; Biologia, Física e Química na área de “Ciências da Natureza e suas
Tecnologias” e, finalmente, História e Geografia na área de “Ciências Humanas e suas Tecnologias”. E toda a abertura
de área contém as competências e habilidades.
Além dessa nova organização, cada disciplina conta com uma série de seções em comum.
Nesta aula – Os autores escreveram essa seção pensando na lousa do professor. Ela permite ao aluno prestar
atenção durante a explicação e fazer registros complementares em função do conteúdo que é apresentado pelo
professor. Isso evita aquela frase “ou eu copio ou presto atenção” e favorece o desenvolvimento da aula, já que o
professor ganha tempo. Para cada aula, é apresentado o objeto de conhecimento da Matriz de Referência do Enem
relacionado com o assunto estudado.
A Matriz de Referência do Enem apresenta os eixos cognitivos (comuns a todas as áreas do conhecimento),
as matrizes de referência das áreas do conhecimento (divididas em competências e, estas, em habilidades) e
os objetos de conhecimento associados às matrizes de referência.
Em classe – Exercícios para serem feitos em sala de aula, em nível crescente de dificuldade e apresentando, em
sua maioria, o selo com as habilidades da Matriz de Referência do Enem. A presença desse selo permite a alunos
e professores uma atenção diferenciada em relação ao significado da habilidade. Quanto mais diferenciada é essa
atenção, melhor é a preparação do aluno para provas como as do Enem – quanto mais ele aprender, mais bem
preparado vai estar e mais motivado para a aprendizagem vai ficar, melhorando, assim, a aula do professor.
Em casa – Essa seção traz as atividades que devem ser realizadas pelos alunos para complementar a aprendiza-
gem. De nada adiantam intermináveis horas de aula se o aluno não tiver a oportunidade do estudo individualizado
para concretizar seu conhecimento. Esta seção está dividida em:
Tarefas Mínimas – É um conjunto de orientações de estudo para que o aluno domine os pré-requisitos que
possibilitarão dar continuidade à sua aprendizagem na aula seguinte. É importante dizer que a quantidade de exer-
cícios propostos corresponde a uma adequada carga de trabalho, sem sobrecarregar e exigir algo que sabemos ser
impossível de ser efetivamente cumprido.

3
Tarefas Complementares – É a continuidade dos estudos propostos nas Tarefas Mínimas e permite que o aluno
se aprofunde naqueles conteúdos em que sentir necessidade, ou tiver a possibilidade, ou ainda se for orientado pelo
professor.
Rumo ao Enem – Ao final de cada setor, há esse conjunto de exercícios com questões de padrão semelhante ao
do Enem, retiradas das provas oficiais ou elaboradas por nossos autores. Em alguns momentos são indicadas pelos
autores como parte das tarefas, mas também têm uma presença motivadora para que os alunos possam treinar
em questões adequadas ao que estão aprendendo naquele caderno. Essa seção serve de fonte de exercícios extras
para sala de aula, dependendo da intenção do professor de cada disciplina.
Atividade interdisciplinar – Atividade envolvendo diversas áreas e que pode ser aplicada em certo número de
aulas, a critério dos professores das disciplinas envolvidas. A principal intenção dessa seção é permitir ao aluno uma
visão múltipla de determinados assuntos, motivando ainda mais o estudo e o aprofundamento dos conhecimentos
do aluno.

LIVRO-TEXTO
O Livro-texto apresenta o texto didático para cada conteúdo trabalhado. Ele permite um embasamento maior
do aluno, com muitos exemplos que servirão de modelo em exercícios, além de trazer uma linguagem envolvente,
mesmo nas áreas consideradas mais difíceis.

CADERNO DE EXERCÍCIOS
No Caderno de Exercícios temos os exercícios solicitados nas Tarefas Mínimas (TM) e Complementares (TC) e
também uma série de exercícios extras, não pedidos nem na TM nem na TC, prontos para o aluno que quer trabalhar
mais, ou para o professor que deseja passar mais exercícios de determinado conteúdo. Assim, não será necessário
recorrer à impressão de listas de exercícios, poupando tempo e recursos de todos os atores: professores e escolas.
Atenção para mais uma novidade: o Caderno de Exercícios dos alunos não vem com as respostas, como acontecia
na edição anterior. Agora, as respostas das tarefas estão no final do Manual do Professor. Isso significa que você, ao
trabalhar com as tarefas em sala de aula, perceberá com tranquilidade quais alunos fizeram ou não os exercícios e
poderá dar os melhores encaminhamentos para que a aprendizagem seja ampliada e aperfeiçoada.

E O MANUAL DO PROFESSOR?
Outro eixo que ajuda a qualificar uma escola como sendo de boa qualidade é o do desenvolvimento profissional,
para o qual o Manual do Professor é instrumento que colabora muito.
No MP você encontrará os objetivos de cada aula (para ajudar a elaborar o planejamento escolar) e as sugestões
de encaminhamento da aula. Encontramos também sugestões de objetos digitais, de exercícios extras e de textos
de aprimoramento e de atualização, que podem, inclusive, ser utilizados no trabalho com os alunos.
A partir do entendimento dessa estrutura de nosso material, podemos apresentar a nossa fundamentação pe-
dagógica, que está baseada no momento que é o ponto central de nosso sistema de ensino: a aula! E também em
nosso lema: “Aula dada, aula estudada”!
A espinha dorsal foi pensada
com base no Círculo Virtuoso Aula bem
da Aprendizagem: Aula bem proposta
estudada (Autor)

Aula bem Aula bem


assistida preparada

4
Aula bem proposta – O programa está distribuído criteriosamente pelas aulas de que dispomos para desenvolver
cada curso. Procuramos dimensionar cada uma delas com tempo suficiente para a exposição teórica e a realização
de exercícios pelos alunos em classe.
Aula bem preparada – Os planos de aula são bem detalhados, fornecendo as informações necessárias para a
preparação de seu trabalho. É importante que você observe bem o material do aluno, veja as questões propostas
e considere a possibilidade de introduzir objetos digitais. Examine as Tarefas Mínimas e Complementares e resolva
com antecedência todos os exercícios envolvidos.
Aula bem assistida – Sempre que o professor conseguir motivar a classe, mantendo um diálogo constante com
os alunos, e eles sentirem que estão aprendendo, a aula terá sido eficiente. Não pactue com os dispersivos. Exija dos
alunos concentração, participação nos diálogos e muita garra durante as atividades de aula.
Aula bem estudada – É o resultado da resolução diária de todas as Tarefas Mínimas e de pelo menos parte das
Tarefas Complementares. Os alunos devem ser orientados a fazer a avaliação de seu desempenho após cada prova
e procurar o Plantão de dúvidas para esclarecimentos sobre as atividades propostas para casa.
Estamos à disposição para tirar dúvidas, ouvir opiniões e sugestões em nossos Encontros Presenciais e no Fale
com o Autor.
Um espetacular ano letivo para todos!

Fábio Aviles Gouveia


Coordenador pedagógico

5
Sum‡rio
Matemática ............................................................................................................................................................ 7

Setor A ..................................................................................................................................................................... 8

Aula 1 – Medidas de arcos ..................................................................................................................................... 8

Aula 2 – Arcos trigonométricos .............................................................................................................................. 8

Aula 3 – Seno e cosseno de um arco trigonométrico .......................................................................................... 9

Aulas 4 e 5 – Lidando com senos e cossenos de um arco trigonométrico ...................................................... 10

Aulas 6 e 7 – Relação trigonométrica fundamental .......................................................................................... 11

Aulas 8 e 9 – Tangente de um arco ..................................................................................................................... 11

Aulas 10 e 11 – Outras razões trigonométricas ................................................................................................... 11

Aula 12 – Seno e cosseno da soma e da diferença .......................................................................................... 12

Aula 13 – Seno e cosseno do dobro de um arco ............................................................................................... 13

Aula 14 – Tangente da soma, da diferença e do dobro de um arco ............................................................... 13

Aulas 15 e 16 – Equações trigonométricas ......................................................................................................... 14

Aulas 17 e 18 – Equações e inequações trigonométricas ................................................................................. 15

Setor B .................................................................................................................................................................... 17

Aulas 1 e 2 – O plano cartesiano ortogonal ....................................................................................................... 17

Aulas 3 e 4 – Distância entre dois pontos ............................................................................................................ 17

Aulas 5 e 6 – Estudo da reta: inclinação e coeficiente angular ........................................................................ 18

Aulas 7 e 8 – Estudo da reta: equação fundamental ........................................................................................ 19

Aulas 9 e 10 – Estudo da reta: equação reduzida e equação geral ................................................................ 20

Aulas 11 e 12 – Estudo da reta: posições relativas ............................................................................................. 20

Atividades Interdisciplinares .............................................................................................................................. 22

Respostas – Caderno de Exercícios 3................................................................................................................. 23

6
Matemática
Caderno 5
Neste caderno, iniciaremos o segundo ano do Ensino Médio. Nele trabalharemos os eixos de Álgebra, com funções (setor A), e de
Geometria, com medidas (setor B).
Seguindo a mesma linha dos cadernos anteriores, daremos importância não apenas ao conhecimento matemático, mas também às
múltiplas aplicações dele na própria Matemática, nas outras ciências e no cotidiano.
No setor A, trataremos da Trigonometria. Iniciaremos ampliando o conceito de ângulo para arcos na circunferência trigonométrica,
em seguida trabalharemos com as relações trigonométricas e suas transformações e finalizaremos trabalhando com equações e inequa-
ções trigonométricas.
É importante destacar dois percursos levemente diferentes do usual. A primeira opção de percurso foi tratar o conteúdo de Trigo-
nometria no setor A – que aborda predominantemente Álgebra –, pois a circunferência trigonométrica é uma ferramenta que precede
o estudo das funções trigonométricas, tema que será visto no Caderno 6 e que é mais alinhado com a Álgebra, não com a Geometria.
O outro percurso considerou o estudo de equações e inequações trigonométricas antes de funções trigonométricas. Entendemos
que é mais simples e eficiente para a compreensão dos alunos, pois, assim, eles têm mais tempo de convivência com essa abordagem
antes de trabalhar simultaneamente os conceitos da teoria de funções e os da Trigonometria.
No setor B, trabalharemos com a Geometria analítica, retomando o plano cartesiano e os coeficientes angulares, tratando das prin-
cipais formas das equações de reta e, por fim, iniciando o estudo das posições relativas entre retas.
Note que nos dois setores trabalharemos com conteúdos que unem dois grandes temas: Álgebra e Geometria. Assim, esperamos que
os alunos comecem a perceber a Matemática como um todo, no qual os conteúdos muitas vezes têm uma relação de interdependência
e formam um organismo completo e conectado.

anotações

7
Setor A

2. (Ufal) Se a medida de um arco, em graus, é igual a 128,


aula 1 sua medida em radianos é igual a:

Medidas de arcos a) p 2 17
4
Objetivos b) 64 p
15
Rever o conceito de medida de arcos, graus e radianos.
c) 64 p
Encaminhamento 45

Explique a diferença entre os conceitos de comprimento de d) 16 p


um arco e medida de um arco (de circunferência). Intuitivamente, 25
a medida de um arco de circunferência refere-se a sua “abertura”.
c e) 32 p
Assim, dois arcos de circunferências de raios diferentes podem ter 45
a mesma “abertura” e comprimentos diferentes.
3. (Fuvest-SP) O perímetro de um setor circular de raio R e
Apresente o quadro a seguir. ângulo central medindo a radianos é igual ao perímetro
• O comprimento de uma circunferência de raio r é 2pr. de um quadrado de lado R. Então a é igual a:

• Grau (1°) é a medida do arco de 1 da circunferência. a) p


360 3
• A circunferência mede 360° e a semicircunferência mede 180°.
c b) 2
• Radiano é a medida do arco de circunferência cujo compri- c) 1
mento é igual à medida do raio.
d) 2p
• 1 radiano corresponde a aproximadamente 57°. 3
Do ponto de vista lógico-matemático, radiano é uma unidade e) p
de medida muito mais natural do que grau ou grados. Na reta real, 2
marcamos o segmento unitário de modo natural. Por que não
haveria de ser igual com arcos de circunferência de raio unitário?
Nos exercícios que envolvem os ponteiros de um relógio, os alu- aula 2
nos devem lembrar que, “se o ponteiro das horas descreve um arco
de medida a, então o dos minutos descreve um arco de medida 12a”. Arcos trigonométricos
A regra de três será útil na resolução de problemas desse assunto.
Objetivos
Sugestão de exercícios extras Apresentar o conceito de arco trigonométrico; circunferência
de raio unitário centrada na origem de um sistema cartesiano, com
1. (Fuvest-SP) Considere um arco AB de 110° numa origem dos arcos no ponto (1, 0). Destacar que há uma orientação:
circunferência de raio 10 cm. Considere, a seguir, um arco
o sentido positivo é o anti-horário.
A'B' de 60° numa circunferência de raio 5 cm.
Dividindo-se o comprimento do arco AB pelo do arco Encaminhamento
A'B' (ambos medidos em cm), obtém-se:
Desenvolva a sequência do resumo teórico da aula. Destaque
a) 11 d) 22 que, ao contrário dos “ângulos geométricos” comuns, o arco
6 3 trigonométrico pode ter medida a, em graus, com a < 0 ou
b) 2 e) 11 a > 180. Essa extensão permite falar de seno e cosseno de a, sendo
c c) 11
a qualquer número real. Essa “ausência” de restrições é essencial
3 para descrever fenômenos periódicos.

8
Sugestão de exercícios extras 3. (Vunesp) Em um jogo eletrônico, o “monstro” tem a forma
de um setor circular de raio 1 cm, como mostra a figura.
1. (Ufla-MG) A figura MNPQ é um retângulo inscrito em um
círculo. Se a medida do arco AM é p rad, as medidas
4
dos arcos AN e AP, em radianos, respectivamente, são: 1 cm
1 rad

N M

A
A parte que falta no círculo é a boca do “monstro”, e
o ângulo de abertura mede 1 radiano. O perímetro do
“monstro”, em cm, é:
P Q
a) p 2 1 c) 2p 2 1 c e) 2p 1 1
b) p 1 1 d) 2p

c a) 3p e 5p

aula 3
4 4

b) p e 3p
2 Seno e cosseno de um
c) 3p e 2p
arco trigonométrico
4

d) p e 5p Objetivos
2 4
Apresentar os conceitos de seno e cosseno de um arco de me-
5p
e) 3p e dida a, sendo a um número real qualquer.
4 8

2. (UFRGS-RS) Dentre os desenhos abaixo, aquele que Encaminhamento


representa o ângulo que tem medida mais próxima de
Siga o resumo teórico da aula. Defina que todo arco trigono-
1 radiano é:
métrico de medida algébrica a tem suas extremidades nos pontos
a) d) A(1, 0) e B(xB, yB) da circunferência trigonométrica. Nessas
condições, temos:

sen a 5 yB e cos a 5 xB
0 0

O seno é a ordenada do ponto B e o cosseno é sua abscissa.


Mostre aos alunos que, no primeiro quadrante, esses conceitos
c b) e) equivalem aos conceitos já vistos anteriormente:
cateto  oposto cateto  adjacente
sen a 5 e cos a 5 .
hipotenusa hipotenusa
0 0
É fundamental que os alunos não tenham qualquer dúvida no
primeiro exercício de aula. Assim, eles não terão muitas dificuldades
no restante do curso de Trigonometria.
c)
Sugestão de exercícios extras
1. (UFRGS-RS) Considere as seguintes afirmações para
arcos medidos em radianos:
0
(I) sen 1 , sen 3
(II) cos 1 , cos 3
(III) cos 1 , sen 1

9
Quais são verdadeiras? que reconhecer as simetrias é o segredo da resolução. É importan-
a) Apenas I é verdadeira. te que os alunos entendam as desigualdades 21 < sen a < 1 e
b) Apenas II é verdadeira.
21 < cos a < 1.
c c) Apenas III é verdadeira. No exercício 2 da aula, pode-se mostrar a conveniência de falar
em senos e cossenos de a, sendo a um número real qualquer; no
d) São verdadeiras apenas I e II.
caso, o tempo t não precisa ser menor que p.
e) São verdadeiras I, II e III.

2. (UEL-PR) Dos números a seguir, o mais próximo de sen 5 é: Sugestão de exercícios extras
a) 1 d) 2 1 1. (UEL-PR) Para qualquer número real x, sen  x  2  p  é
2 2
igual a:
b) 1
2 c e) 21 a) 2sen x d) 2cos x
c) 0 b) 2sen x c e) 2cos x
c) (sen x)(cos x)
3. (Cefet-MG) Na figura, P e Q são pontos da circunferência
trigonométrica de centro O e raio unitário. 2. (FEI-SP) Se 0 , x , p , é válido afirmar que:
y 4
 p  c d) sen  p 2 x  5 cos x
a) sen 2 x 5 sen x
2  2 
1 P b) cos (p 2 x) 5 cos x e) cos (p 1 x) 5 sen x
2
c) sen (p 1 x) 5 sen x
α
O 3 1
3 x 3. (UFC-CE) Sabendo que cos θ 5 e que sen θ 5 2 ,
β 2 2
2 podemos afirmar corretamente que
1
2
2 Q p 1 sen  θ 1 p  é igual a:
cos  θ  2  1
 2  2

3 1
a) 0 d) 2
sen a: ordenada do ponto P 2 2

cos a: abscissa do ponto P b) 2 3 2 1


2 2 e) 2 3 1 1
sen b: ordenada do ponto Q 2 2
c c) 3 1
cos b: abscissa do ponto Q 1
2 2
O valor de a 1 b em radianos é:
c a) 2p c) 13p 4. (Uerj)
6
b) 11p
6 d) 25p
12 P Q
X A O B

aulas 4 e 5 No esquema acima estão representadas as trajetórias


de dois atletas que, partindo do ponto X, passam
Lidando com senos e cossenos simultaneamente pelo ponto A e rumam para o ponto B
de um arco trigonométrico por caminhos diferentes, com velocidades iguais
e constantes. Um deles segue a trajetória de uma
Objetivos semicircunferência de centro O e raio 2R. O outro
percorre duas semicircunferências cujos centros são
Lidar com equações fundamentais da forma sen x 5 k e P e Q. Considerando 2 51,4, quando um dos atletas
cos x 5 k. 3
tiver percorrido do seu trajeto de A para B, a distância
4
Encaminhamento entre eles será igual a:

Desenvolva a sequência de exercícios da aula, dando sempre um a) 0,4 R c) 0,8 R


tempo para os alunos antes de apresentar uma resolução. Mostre c b) 0,6 R d) 1,0 R

10
Encaminhamento
aulas 6 e 7 Siga o resumo teórico da aula. Na primeira figura, em que x
Relação trigonométrica tg x sen x
pertence ao primeiro quadrante, mostre que 5 pela
1 cos x
fundamental semelhança dos triângulos. Em seguida, desenvolva os exercícios
na sua sequência.
Objetivos
Apresentar a relação sen2 a 1 cos2 a = 1, para todo a real. Sugestão de exercícios extras
1. (UFRGS-RS) Considere as afirmativas abaixo.
Encaminhamento (I) tg 92° 5 2tg 88°
Explique que sen2 a denota (sen a)2. (II) tg 178° 5 tg 88°
Mostre aos alunos que, no primeiro quadrante, podemos “con- (III) tg 268° 5 tg 88°
fundir” essa fórmula com o teorema de Pitágoras. Para um ponto P (IV) tg 272° 5 2tg 88°
qualquer da circunferência, trata-se do quadrado da distância de P ao
Quais estão corretas?
ponto (0, 0).
a) Apenas I e III. c d) Apenas I, III e IV.
No exercício 2 da aula, é importante lembrar o conceito de
ângulos complementares e explicar por que o seno de um é igual b) Apenas III e IV. e) Apenas II, III e IV.
ao cosseno do outro. c) Apenas I, II e IV.

a 1 b 5 90º 2. (Mack-SP)
b a b
sen a 5 c cos a 5 c (I) cos 225° , cos 215°
5p 
c (II) tg  . sen  5p 
a  12   12 
(III) sen 160° . sen 172°
b a
sen b 5 c cos b 5 c
Das afirmações acima:
a
b a) todas são verdadeiras.
b) todas são falsas.
Sugestão de exercícios extras
c c) somente II e III são verdadeiras.
1. (UFJF-MG) O valor de y 5 sen2 10° 1 sen2 20° 1 sen2 30° 1 d) somente II é verdadeira.
1 sen2 40° 1 sen2 50° 1 sen2 60° 1 sen2 70° 1 sen2 80° 1
e) somente I e II são verdadeiras.
1 sen2 90° é:
3cos 180° 2 4cos 210° 1 2tg 135°
a) 21 3. (Cefet-MG) O número N 5
6sen2 45°
b) 1 pertence ao intervalo:
c) 2 a) ]24, 23[ c c) [22, 21]
d) 4 b) [23, 22[ d) ]21, 0]
c e) 5 4. (UEL-PR) Se a medida x de um arco é tal que p , x , p,
2
2. (Cefet-MG) Sabendo-se que sen a 2 cos a 5 m e então:
sen a 1 cos a 5 n, o valor de y 5 sen4 a 2 cos4 a é: a) sen (x 1 p) . 0 d) cos (x 1 2p) . 0
c a) mn c) m 1 n b) cos (x 1 p) , 0 c e) sen (x 1 2p) . 0
b) m 2 n d) m2 2 n2 c) tg (x 1 p) . 0

aulas 8 e 9 aulas 10 e 11
Tangente de um arco Outras razões trigonométricas
Objetivos
Objetivos
Apresentar os conceitos de cotangente, secante e cossecante,
Apresentar o conceito de tangente e resolver exercícios rela- e desenvolver a habilidade de operar com identidades trigono-
cionados. métricas.

11
Encaminhamento 5. (Fatec-SP) Se x é um arco do 3o quadrante e cos x 5 2 4 ,
5
Siga o resumo teórico e a sequência de exercícios, deixando então cossec x é igual a:
sempre um tempo para os alunos desenvolverem seus raciocínios,
c a) 2 5 d) 4
antes de apresentar uma resolução. 3 5

b) 2 3 e) 5
Sugestão de exercícios extras 5 3

1. (Ufscar-SP) O valor de x, 0 < x < p , tal que c) 3


2 5
4(1 2 sen x)(sec x 2 1) 5 3 é:
2 2

a) p

aula 12
2
c b) p
3
Seno e cosseno da soma e da diferença
c) p
4
d) p Objetivos
6
Apresentar as identidades do seno e do cosseno da soma e da
e) 0
diferença, que se encontram no Caderno do Aluno.
2. (Unaerp-SP) Sendo sen x 5 1; x ∈ R, o valor da expressão Encaminhamento
2
cos2 x ? sec2 x 1 2sen x é:
a) zero c d) 2 Desenvolva a sequência de exercícios da aula, deixando sempre
b) 1
um tempo para os alunos desenvolverem seus raciocínios antes de
e) 3
apresentar uma resolução.
c) 3
2
Sugestão de exercícios extras
3. (UEL-PR) O triângulo ABC é retângulo em A.
1. (Unitau-SP) Se sen (a 2 30°) 5 m, então cos (60° 1 a) é
Se cos   é igual a:
B 5 0,6, então cotg C igual a:
a) 5 a) 2m d) 22m
3 b) 1m e) 3m
c b) 4 c c) 21m
3
2. (Fatec-SP) Se x 2 y 5 60°, então o valor de
c) 3
4 (sen x 1 sen y)2 1 (cos x 1 cos y)2 é igual a:
d) 3 a) 0
5 b) 1
e) 1 c) 2
2 c d) 3
4. (UEL-PR) Seja x um número real pertencente ao intervalo e) 4
0, p  . Se sec x 5 3 , então tg x é igual a: 3. (UFSM-RS) Considerando x ≠ y, a expressão
 2  2 sen (x 1 y) ? sen (x 2 y) é equivalente a:
2 a) sen (x2 2 y2)
a)
3 b) sen x2 1 sen y2
c) sen x ? sen y 1 cos x ? cos y
b) 2
3 d) sen2 x ? cos2 y
c e) cos2 y 2 cos2 x
c) 1
2 4. (Unifesp) A expressão sen (x 2 y) ? cos y 1 cos (x 2 y) ? sen y
c d) 5 é equivalente a:
2 a) sen (2x 1 y) d) sen (2x)
e) 3 b) cos (2x) e) cos (2x 1 2y)
2 c c) sen x

12
5. (PUCC-SP) Se k é um número real tal que sen x 5 k, então:
aula 13 a) k ≠ 1 d) cos (2x) 5 2k
b) k > 1 c e) cos 2x 5 1 2 2k2
Seno e cosseno do dobro de um arco
c) sen (2p 2 x) 5 k

Objetivos
Apresentar as identidades sen 2a 5 2sen a ? cos a e
cos 2a 5 cos2 a 2 sen2 a e suas aplicações em cálculos e resolução aula 14
de equações. Tangente da soma, da diferença
e do dobro de um arco
Encaminhamento
Justifique essas fórmulas a partir das identidades da aula anterior, Objetivos
considerando b 5 a. Em seguida, faça o maior número possível de Apresentar, justificar e aplicar as identidades, apresentadas no
exercícios com os alunos. Caderno do Aluno, da tangente da soma, da diferença e do dobro
de um arco.
Sugestão de exercícios extras
1. (UEL-PR) Se sen x 5 1 e x é um arco do 2o quadrante, Encaminhamento
2
então cos 2x é igual a: Desenvolva o resumo teórico e a sequência de exercícios, dei-
a) 1 d) 2 1 xando sempre um tempo para os alunos desenvolverem seus ra-
2 ciocínios antes de apresentar uma resolução. As demonstrações
b) 3
4 e) 2 3 das identidades podem ser encontradas no Livro-texto.
4
c c) 1
2 Sugestão de exercícios extras

2. (Fuvest-SP) No quadrilátero ABCD, onde os ângulos A 1. (Mack-SP) Se sen x 5 4 e tg x , 0, então tg 2x vale:
 são retos e os lados têm as medidas indicadas, o
e C 5
valor de sen 
B é: c a) 24
7
A
b) 2 24
7
2x x
c) 2 8
3
B D
d) 8
x 3
2x

C e) 2 4
3

a)
5
c c) 4 e) 1 2. (Vunesp) Na figura adiante, o triângulo ABD é reto em B,
5 5 2  Se AB 5 2BC, fazendo BC 5 b
e AC é a bissetriz de B AD.
2 5 e CD 5 d, então:
b)
5 d) 2
5
D
3. (FEI-SP) Se cos x 5 0,8 e 0 , x , p , então o valor de
2
sen 2x é:
a) 0,6 d) 0,36 C
b) 0,8 e) 0,49
c c) 0,96
A B
4. (Mack-SP) Se y = 4 ? cos 15° ? cos 75°, então y2 vale:
c a) 1 d) 3 a) d 5 b d) d 5 6 b
4 5
b) 1 e) 2 b) d 5 5 b
4 2 e) d 5 5 b
4
c) 1
2 c c) d 5 5 b
3

13
3. (PUC-PR) Se simplificarmos a expressão
p
sen    1 x   ? tg  ( p  2 x )
aulas 15 e 16
2 
, obteremos: Equações trigonométricas
p p
sec    2 x   ? sen  ( p  2 x )  ? cotg    1 x 
2  2 
Objetivos
a) sen x d) 2cos x
b) tg x e) 2sen x
Resolver equações trigonométricas elementares em R e ensinar
c c) cos x
técnicas de resoluções.

4. (Fuvest-SP) Se tg x 5 2, então o valor de


cos  2x
é: Encaminhamento
11 sen  2x
Mostre inicialmente que cada ponto da circunferência trigo-
a) 23 d) 2
3 nométrica representa uma infinidade de números reais. Assim,
c b) 2 1 por exemplo, o ponto que corresponde ao número 0 também
3 e) 3 representa os números 2p, 4p, 6p, 8p, etc.
4
c) 1
3 sen tg
5. (Unicamp-SP) De uma praia, um topógrafo observa 1
uma pequena escarpa sobre a qual foi colocada, na
vertical, uma régua de 2 m de comprimento. Usando 0, 2p, 4p, 6p, ...
seu teodolito, o topógrafo constatou que o ângulo
formado entre a reta vertical que passa pelo teodolito cos
22p, 24p, 26p, ...
e o segmento de reta que une o teodolito ao topo da
régua é de 60°, enquanto o ângulo formado entre a
21
mesma reta vertical e o segmento que une o teodolito
à base da régua é de 75°. Sabendo que o teodolito está
Na verdade, esse ponto representa todos os números reais da
a uma altura de 1,6 m do nível da base da escarpa,
responda às questões a seguir.
forma h ? 2p, em que h é um número inteiro. Com h negativo,
temos os reais 22p, 24p, −6p , etc.
a) Qual é a distância horizontal entre a reta vertical que
passa pelo teodolito e a régua sobre a escarpa? De modo geral, se um ponto da circunferência trigonométrica
b) Qual é a altura da escarpa?
representa um número real x, então ele representa todos os números
reais da forma x 1 h ? 2p, em que h é um número inteiro. Se as me-
Régua didas dos arcos forem tomados em graus, teremos a expressão geral
2m a 1 h ? 360°.
60°
75° sen tg
x 1 h ? 2π
1
Escarpa (α 1 h ? 360°)
1,6m

0
Respostas:
cos
a) (3 1 2 3 ) m
b) (1,6 1 3) m
21
6. (FEI-SP) Transformando a expressão: sen a 1 sen b ,
cos a 1 cos b
temos: Siga o resumo teórico e a sequência de exercícios, resolvendo-os
a) sen (a + b) com a turma. Mostre que uma boa técnica consiste em iniciar a
1 resolução no intervalo [0, 2p[, para posteriormente considerar os
b)
cos  ( a 1 b ) arcos côngruos.
c) cotg  a 1 b 
Comente também o seguinte fato:
 2 
Para todo número real x, a expressão x 1 h ? 2p , em que n, n > 2,
n
c d) tg  a 1 b  é um número natural dado e h é uma variável inteira, determina na
 2 
circunferência trigonométrica exatamente n pontos, que a dividem
1
e)
sen  ( a 1 b )
em n partes iguais.

14
Sugestão de exercícios extras
1. (Cesgranrio-RJ) Resolva a equação (cos x 1 sen x)2 5 1. aulas 17 e 18
2
Equações e inequações
Resposta: x 5 np 1 (21)n11 p , n ∈ Z
2 12 trigonométricas
2. (Vunesp) Determine todos os valores de x, 0 < x < 2p,
para os quais se verifica a igualdade (sen x 1 cos x)2 5 1. Objetivos

Resposta: V 5 {0, p , p, 3p , 2p} Resolver exercícios e esclarecer dúvidas da aula anterior, além de
2 2 mostrar como resolver inequações trigonométricas elementares.
3. (Cesgranrio-RJ) O número de raízes reais da equação
3 1 cos x 5 0 é:
Encaminhamento
2 Desenvolva a sequência de exercícios da aula, dando sempre
c a) 0 um tempo para os alunos desenvolverem seus raciocínios antes de
b) 1 apresentar uma resolução, até o exercício 3. O exercício 4 deve ser
c) 2 resolvido em conjunto com os alunos.
d) 3
e) maior do que 3.
Sugestão de exercícios extras

4. (Cesgranrio-RJ) O número de soluções da equação 1. (UEL-PR) Se x ∈ [0, 2p], então cos x . 1 se, e somente
2
sen2 x 5 2sen x, no intervalo [0, 2p], é: se, x satisfizer à condição:
a) 0 a) p , x , 5p
b) 1 3 3
c) 2 b) p , x , p
3 2
c d) 3
c) p , x , 2p
e) 4
5p
d) p , x , 3p ou , x , 2p
3
5. (UFMG) Determine todos os valores de x pertencentes 2 2
ao intervalo (0, p) que satisfazem a equação: 5p
c e) 0 < x , p ou , x < 2p
3tg x 1 2cos x 5 3sec x. 3 3

Resposta: V 5 { p 5p
,
6 6 } 2. (UFRGS-RS) Considere a equação cos x 5 cos (x 1 p).
Se 0 < x < 2p, esta equação:

6. (UEL-PR) Se x [ [0, 2p], o número de soluções da equação a) não tem solução.


p b) tem apenas 1 solução.
cos 2x 5 sen   2 x  é:
2 
c) tem somente as soluções 0 e p.
a) 1 c d) tem somente as soluções p e 3p .
2 2
b) 2 e) tem infinitas soluções.
c) 3
3. (UFRGS-RS) A identidade sen 2x 5 2sen x é verificada se
c d) 4
e somente se:
e) 5
a) x é número real.
7. (UFSC) Assinale a ÚNICA proposição CORRETA. No b) x 5 0.
intervalo [0, 3p], o número de soluções da equação c c) x 5 np, sendo n qualquer inteiro.
sen 2x 5 2 cos x é:
d) x 5 np , sendo n qualquer inteiro.
a) 3 2
e) x 5 2np, sendo n qualquer inteiro.
b) 4
c) 5 4. (PUC-RJ) Quantas soluções de sen x 1 cos x 5 0 existem
d) 6 para x entre 0 e 2p?
c e) 7 Resposta: 2 soluções

15
5. (UFRRJ) O número de soluções da equação 2cos2 x 2 3cos x 2 2 5 0 no intervalo [0, p] é:
c a) 1
b) 0
c) 2
d) 4
e) 3

6. (UFF-RJ) Determine o(s) valor(es) de x ∈ R que satisfaz(em) à desigualdade cos2 x > 2(sen x 1 1)
Resposta: x 5 2kp 2 p , k ∈ Z
2
7. (FEI-SP) Se 0 , x , 2p e sen x . cos x, então:

c a) p , x , 5p
4 4

b) p , x , 7p
4 4
7p
c) p , x ,
8 8

d) p , x , 3p
2 2

e) p , x , 3p
4 2
8. (UFU-MG) Determine a soma das raízes de log2 (sen x) 2 log2 (cos x 1 sen x) 5 0, contidas no intervalo [22p, 2p].
Resposta: Soma 5 0

anotações

16
Setor B

3. (UFRJ) Sejam M1 5 (1, 2), M2 5 (3, 4) e M3 5 (1, 21) os


aulas 1 e 2 pontos médios dos lados de um triângulo. Determine as
coordenadas dos vértices desse triângulo.
O plano cartesiano ortogonal Resposta: (x1, y1) 5 (21, 23); (x2, y2) 5 (3, 7); (x3, y3) 5 (3, 1)

Objetivos
Apresentar o sistema cartesiano e ver como obter o ponto aulas 3 e 4
médio de um segmento.
Distância entre dois pontos
Encaminhamento
Objetivos
Como essas aulas são as primeiras do ano e também as primei-
ras de Geometria Analítica, é importante que comece a aula expli- Determinar a distância entre dois pontos.
cando aos alunos o que é a Geometria Analítica e que nela iremos
representar figuras por meio de relações algébricas e vice-versa. Encaminhamento
Em seguida, retome as noções de plano cartesiano e do sistema Inicie a aula retomando o sistema cartesiano e a representação
de coordenadas. Os alunos já trabalham com eles desde o ensino de pontos por meio de pares ordenados.
fundamental. Comente que calcular a distância entre dois pontos A e B é de-
Identifique a representação de alguns pontos com caracterís- terminar a medida de um segmento cujos extremos são os pontos
ticas especiais: pontos do eixo x, pontos do eixo y, pontos da reta A e B.
suporte das bissetrizes dos quadrantes ímpares e da reta suporte
Sugerimos que sejam feitos três desenhos:
das bissetrizes dos quadrantes pares.
Finalize a exposição teórica mostrando como obter as coorde- ( 1 ) Com AB oblíquo.
nadas do ponto médio de um segmento. ( 2 ) Com AB paralelo ao eixo x.
Caso julgue pertinente, apresente o cálculo para determinar o ( 3 ) Com AB paralelo ao eixo y.
baricentro de um triângulo (apenas em turmas mais avançadas).
Mostre que, para calcular a distância no caso (1), usamos o
Dê algum tempo para que os alunos façam os exercícios, cor-
teorema de Pitágoras. Calcule a distância nos casos (2) e (3) dire-
rigindo-os em seguida.
tamente e mostre que a fórmula obtida em (1) também é válida
para (2) e para (3).
Sugestão de exercícios extras
Comente também que a distância entre dois pontos é sempre
1. (Unicamp-SP) Dados três pontos a, b e c em uma reta, um número real maior ou igual a 0 e que ela é igual a 0 se, e somente
como indica a figura seguinte, determine o ponto x da se, os pontos são coincidentes.
reta, tal que a soma das distâncias de x até a, de x até b
Faça um exemplo numérico e, em seguida, disponibilize um
e de x até c seja a menor possível. Explique seu raciocínio.
tempo para que os alunos façam os exercícios da aula.
a b c
Resposta: O ponto x coincide com o ponto b. Sugestão de exercícios extras
2. (ITA-SP) Três pontos de coordenadas, respectivamente 1. (PUCC-SP) Sabe-se que os pontos A 5 (0, 0), B 5 (1, 4) e
(0, 0), (b, 2b) e (5b, 0), com b . 0, são vértices de um C 5 (3, 6) são vértices consecutivos do paralelogramo
retângulo. As coordenadas do quarto vértice são dadas ABCD. Nessas condições, o comprimento de BD é:
por: a) 2
a) (2b, 2b)
b) 3
b) (2b, 24b)
c) 2 2
c c) (4b, 22b)
d) (3b, 22b) c d) 5
e) (2b, 22b) e) 5

17
2. (UFRGS-RS) Em um sistema de coordenadas polares, tangente do ângulo de inclinação da reta. Comente que, a cada ângulo
P 5  3, p  e Q 5 (12, 0) são dois vértices adjacentes de inclinação a (a ≠ 90°), corresponde um único coeficiente angular
 6
de um quadrado. O valor numérico da área deste
e vice-versa.
quadrado é: Comente que, para o caso em que a inclinação é de 90°, a reta
a) 81
não possui coeficiente angular.
b) 135
Usando exemplos, mostre que uma reta com coeficiente an-
gular positivo é ascendente e com coeficiente angular negativo é
c) 153
descendente.
d) 153 2 36 2 Após isso, mostre que o coeficiente angular pode ser calculado
c e) 153 2 36 3 pela razão ∆y e, usando essa ideia, discuta como podemos decidir
∆x
3. (UFF-RJ) Determine o(s) valor(es) que r deve assumir para se três pontos são colineares.
que o ponto (r, 2) diste cinco unidades do ponto (0, 22).
Sugestão de exercícios extras
Resposta: r 5 3 ou r 5 23
1. (Vunesp) Dado um sistema de coordenadas
4. (UFRJ) Sejam A(1, 0) e B ( 5, 4 3 ) dois vértices de um
cartesianas no plano, considere os pontos A(2, 2),
triângulo equilátero ABC. O vértice C está no 2o qua- B(4, 21) e C(m, 0). Para que AC 1 CB seja mínimo, o
drante. Determine suas coordenadas.
valor de m deve ser:
(
Resposta: C = 23, 4 3 ) a)
7
d) 7
5. (Fatec-SP) Se os pontos (1, 4), (3, 2) e (7, y) são vértices 3 2
consecutivos de um retângulo, então a sua área, em b) 8 e) 11
unidades de superfície, é: 3 3
a) 8 10
c c)
b) 12 3

c c) 16 2. (PUC-RJ) O valor de x para que os pontos (1, 3), (22, 4)


d) 24 e (x, 0) do plano sejam colineares é:
e) 32 a) 8 c d) 10
b) 9 e) 5

aulas 5 e 6
c) 11
3. (UFV-MG) Considere o retângulo da figura abaixo, onde
as diagonais são OP e AB , sendo P 5 (a, b). Considere
Estudo da reta: inclinação
as afirmações:
e coeficiente angular y

Objetivos B P
Conceituar a inclinação de uma reta e definir o coeficiente
angular de uma reta.
O A x
Encaminhamento I. O ponto médio da diagonal OP é  a ,   b  .
 2 2
Professor, essa aula não tem um conteúdo extenso, mas é es- II. As diagonais se cortam ao meio.
trategicamente muito importante para a sequência do curso, pois
III. O coeficiente angular da diagonal AB é b.
é a partir do coeficiente angular que estabeleceremos a equação a
fundamental da reta. IV. Se as diagonais são perpendiculares, o retângulo é
Inicie a aula desenhando uma reta no plano e conceituando o um quadrado.
ângulo de inclinação. É muito importante que os alunos percebam Atribuindo V para as afirmações verdadeiras e F para
que toda reta tem inclinação. Mostre os casos em que o ângulo de as falsas, assinale a sequência CORRETA:
inclinação é 0°, um ângulo agudo, 90° e um ângulo obtuso. a) V V V V
Comente que o ângulo de inclinação é sempre um valor α, tal b) V V V F
que 0° < a , 180°. c c) V V F V
Em seguida, retome o conceito de tangente de um ângulo e defina d) V V F F
o coeficiente angular de uma reta não perpendicular ao eixo x como a e) V F V V

18
4. (UFRGS-RS) Considere o triângulo ABC representado no reta genérica r que passa por um ponto (x0, y0) com coeficiente
sistema de coordenadas retangulares a seguir. O vértice angular m, para todo ponto (x, y) da reta, com (x, y) ≠ (x0, y0),
A pertence à reta de equação x 5 1, e sua ordenada é tem-se que:
3
positiva. Os outros dois vértices são os pontos B 5 (21, 0) y 2 y 0
5 m e que, assim, y 2 y0 5 m(x 2 x0).
e C 5 (1, 0). Denotaremos por α e β, respectivamente, os x 2 x 0
ângulos BCA e ABC.
Mostre em seguida que a relação y 2 y0 5 m(x 2 x0) também
é válida para o ponto (x0, y0); y0 2 y0 5 m(x0 2 x0).
A Desse modo, a equação y 2 y0 5 m(x 2 x0) representa todos
os pontos de r.
β α
Essa equação é chamada equação fundamental da reta r.
B C
Ressalte que uma reta perpendicular não tem equação funda-
mental, pois não tem coeficiente angular, ou seja, nem toda reta
tg α tem equação fundamental.
Então, é igual a:
tg β
Comente também que uma reta tem infinitas equações fun-
a) 0
damentais, basta escolhermos pontos diferentes para substituir no
b) 1
lugar de (x0, y0).
c c) 2
d) 3
Sugestão de exercícios extras
e) 4
5. (Ufscar-SP) Considere a relação gráfica: 1. (UFPR) Considere, no plano cartesiano, o triângulo de vér-
tices A 5 (0, 0), B 5 (3, 1) e C 5 (1, 2) e avalie as afirmativas
y a seguir.
II
I. O triângulo ABC é isósceles.
II. O ponto D 5 (2; 0,5) pertence ao segmento AB.
I III. A equação da reta que passa pelos pontos B e C é
2x 1 y 5 5.
(0,0) x
Assinale a alternativa correta.
Podemos afirmar que: c a) Somente a afirmativa I é verdadeira.
a) o coeficiente linear de I é negativo. b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
b) o coeficiente linear de II é negativo. c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
c) ambos os gráficos possuem coeficiente linear zero. d) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.
c d) o coeficiente angular do gráfico II é maior que o do e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
gráfico I.
2. (PUC-PR) Para a reta (k 2 3)x 2 (4 2 k2)y 1 k2 2 7k 1 6 5 0
e) o coeficiente angular do gráfico I é maior que o do
passar pela origem dos eixos coordenados, o valor da
gráfico II.
constante k deve ser:
a) ±2

aulas 7 e 8 b) ±3
c c) 1 e 6
Estudo da reta: equação d) 21 e 26
fundamental e) 2 e 3

3. (PUC-RJ) Sejam os pontos A 5 (a, 1) e B 5 (0, a). Sabendo


Objetivos que o ponto médio do segmento AB pertence à reta
Mostrar a representação de uma reta usando a equação fun- x 1 y 5 7, calcule o valor de a.
damental. Resposta: a 5 6,5

4. (UFF-RJ) Determine as coordenadas dos pontos da reta


Encaminhamento de equação y 5 3x 1 4 que distam quatro unidades da
Inicie a aula retomando o coeficiente angular de uma reta, quan- origem.
do ele existe (a ≠ 90°), e a partir daí sugerimos que, tomando uma Resposta: (0, 4) e  2 12 , 2 16 
 5 5
19
Q o simétrico, em relação ao eixo y, do ponto Q' 5 (1, 2)
aulas 9 e 10 são, respectivamente:

Estudo da reta: equação a) 1; x 2 3y 2 5 5 0 d) 1; x 1 3y 2 5 5 0


3 3
reduzida e equação geral
b) 2 ; 2x 2 3y 2 1 5 0 e) 2 1 ; x 1 3y 1 5 5 0
3 3
Objetivos 1
c c) 2 ; x 1 3y 2 5 5 0
Representar uma reta usando sua equação reduzida e por meio 3
de uma equação geral.
3. (PUC-RS) A reta r de equação y 5 ax 1 b passa pelo
ponto (0, 21), e para cada unidade de variação de x há
Encaminhamento uma variação em y, no mesmo sentido, de 7 unidades.
Inicie a aula relembrando como representar uma reta usando Sua equação é:
a equação fundamental da reta. c a) y 5 7x 2 1 d) y 5 x 1 7
Comente que, muitas vezes, é mais conveniente usar outras b) y 5 7x 1 1 e) y 5 27x 2 1
formas de representar uma reta e que nestas aulas estudaremos c) y 5 x 2 7
duas dessas formas.
Aqui é importante não apenas apresentar a forma da equação, 4. (UFMG) Observe a figura.
mas também deixar claros os motivos pelos quais essas formas são, y B
em certas situações, convenientes. A
• Para a equação reduzida: y 5 mx 1 q.
Apresente a forma reduzida e explique que, para obter essa
C
forma de representação, basta isolar a variável y na igualdade. D
Comente que uma reta perpendicular ao eixo x não tem equa-
ção reduzida, pois não tem coeficiente angular. x
Como consequência disso, o coeficiente de x (m) é o próprio Nessa figura, ABCD é um paralelogramo, as coorde-
coeficiente angular da reta, e o termo independente de x (q) cor- nadas do ponto C são (6, 10) e os lados AB e AD es-
responde à ordenada do ponto em que a reta intersecta o eixo y tão contidos, respectivamente, nas retas de equações
e é chamado coeficiente linear da reta. y 5 x 1 14 e y 5 4x 2 2.
2
• Para a equação geral: ax 1 by 1 c 5 0. Nesse caso, as coordenadas do ponto B são:
Mostre que, para obter uma equação geral da reta, basta deixar
um dos membros da igualdade igual a 0. É importante ressaltar que, a)  7,   35 
 2
para uma reta, existem infinitas equações gerais.
Um motivo para apresentar essa forma de representar a reta b)  9,   37 
 2
é a vantagem de poder ser usada para qualquer reta, enquanto as c c) (8, 18)
formas fundamental e reduzida nem sempre existem. d) (10, 19)
Faça um exemplo em que, a partir de dois pontos, obtemos as
três representações.

Sugestão de exercícios extras aulas 11 e 12


1. (Cefet-MG) A área do triângulo, limitada pelas retas de Estudo da reta: posições relativas
equação 3x 2 4y 1 12 5 0 e os eixos coordenados, é
igual a:
Objetivos
c a) 6 Reconhecer a posição relativa entre duas retas a partir de suas
b) 8 equações.
c) 10
d) 12 Encaminhamento
2. (Vunesp) Num sistema de coordenadas cartesianas Inicie a aula relembrando da Geometria plana, que duas retas
ortogonais, o coeficiente angular e a equação geral podem ser paralelas coincidentes, paralelas distintas ou concor-
da reta que passa pelos pontos P e Q, sendo P 5 (2, 1) e rentes.

20
Mostre que podemos decidir se duas retas são paralelas a par- 3. (UFRRJ) Sabendo que as retas mx 1 (m 2 2)y 5 m e
tir de suas inclinações e, no caso em que as duas retas não são (m 1 3)x 1 (m 1 5)y 5 m 1 1 são paralelas, o valor de m
perpendiculares ao eixo x, a partir de seus coeficientes angulares. será:

No caso em que elas são paralelas, para decidir se são coinci- a) 1 c d) 2 3


dentes ou distintas, comparamos seus coeficientes lineares. 2 2
b) 2 1 e) 5
2 2
Sugestão de exercícios extras
c) 3
1. (PUC-RJ) A área delimitada pelos eixos x 5 0, y 5 0 e 2
pelas retas x 1 y 5 1 e 2x 1 y 5 4 é: 4. (Mack-SP) Na figura, a área do triângulo assinalado é
a) 3 6. Então a distância entre as retas paralelas r e s é:
b) 2 y r
c c) 3,5 6 s
d) 2,5
4
e) 1,5
2. (Cefet-MG) As retas x 1 ky 5 3 e 2x 2 y 5 25 são paralelas;
logo o valor de k é:
0 x
a) 22

c b) 2 1 a) 2 d) 7
2 5
b) 3
c) 1 2 e) 8
2 5
6
d) 2 c c)
5

anotações

21
Atividades Interdisciplinares
As questões interdisciplinares propõem discutir os parâmetros de consumo mundial e seus impactos ambientais. Sugerimos ao pro-
fessor ampliar a discussão sobre o tema, destacando que a humanidade já consome mais recursos renováveis do que o planeta consegue
repor e que, se todos os seres humanos consumirem conforme os padrões médios dos países desenvolvidos (como Estados Unidos e
Reino Unido), será necessário mais do que o triplo de recursos presentes na Terra para suprir a demanda.
Aconselhamos o professor a enfatizar que, nos últimos anos, vários estudos apontam a necessidade de desenvolver novos objetivos
sociais e econômicos que atenuem os impactos ambientais proporcionados pela atual estrutura produtiva que valoriza, sobretudo, o
crescimento econômico em detrimento da preservação ambiental. O texto abaixo destaca essa discussão:

Novo PIB
Nos últimos anos, estudos apontam a necessidade de criar um novo indicador de desenvolvimento econômico que
substitua o Produto Interno Bruto, o PIB. Trabalhos desenvolvidos pelo Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o
Meio Ambiente, destacam que: “os governos deveriam reconhecer imediatamente as sérias limitações do PIB como uma
medida de atividade econômica e complementá-lo com indicadores que integrassem as dimensões econômica, social e
ambiental”. Exemplo disso é dado pela economista Camila Toulmin: “se um país destrói toda a sua floresta, terá rapida-
mente um PIB muito alto, mas não se terá medido o incrível ativo natural que ele perdeu e que fará o futuro muito mais
incerto” [...]. O atual sistema energético, muito dependente de combustíveis fósseis, é outro problema apontado pelos cien-
tistas. A necessidade de reverter a curva ascendente de emissões de gases estufa, que continua em elevação a despeito da
crise econômica global, é mais um ponto levantado pelo estudo [...]. Os estudos mencionam também as perdas massivas
de biodiversidade – “sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos” – e a necessidade de se ampliar os programas de
capacitação e treinamento com foco nos políticos, formadores de opinião e homens de negócio.
Fonte: CHIARETTI, Daniela. Rio+20 deveria lançar “novo PIB”, sugerem cientistas. In: Valor Econômico, 5 mar. 2012.
Disponível em: <www.valor.com.br/brasil/2536772/rio20-deveria-lancar-novo-pib-sugerem-cientistas>. Acesso em: 18 jan. 2016. Adaptado.

Após essa discussão, destaque que os esforços para reverter esse quadro devem ser promovidos em âmbito mundial e, nesse sentido, a
Organização das Nações Unidas lançou em 2015 os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que deverão orientar as políticas
nacionais e as atividades de cooperação internacional até 2030, sucedendo e atualizando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Os ODS correspondem a 17 objetivos e 169 metas, envolvendo temáticas diversificadas, como erradicação da pobreza, segurança alimen-
tar, saúde, educação, redução das desigualdades, igualdade de gênero, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de
consumo, mudança do clima, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, crescimento eco-
nômico inclusivo, infraestrutura e industrialização, governança, e meios de implementação. Veja o quadro abaixo, que destaca esses objetivos.
Enfatize que esses objetivos são
audaciosos e que, sem o compro-
metimento da maioria das pessoas,
REPRODU‚ÌO/ONU

torna-se praticamente impossível


alcançá-los. Também destaque a
relação que existe entre subdesen-
volvimento e mortes causadas por
problemas ambientais.
Caso considere necessário, defina o
conceito de desenvolvimento susten-
tável, destacando que essa proposta
baseia-se no equilíbrio entre produção
e utilização dos recursos renováveis, de
tal maneira que as futuras gerações
também possam satisfazer suas neces-
sidades. Finalize orientando a execu-
ção dos exercícios propostos.

22
Respostas – Caderno de Exercícios 3
27. B
Unidade 8 28. D
29. E

Os periódicos 30.D
31. C
32. B
33. D
capítulo 1 34.E
35. C
A circunferência trigonométrica 36. B
37. D
1. B
38. D
2. D
39. D
3. E 40.C
4. D 41. D
5. C 42.E
6. B 43.B
7. C 44.C
8. C 45.A
9. D 46.D
10. A 47. E
11. E 48. D
12. C 49. E
13. C 50.A
14. B

capítulo 2
15. A
16. C
17. C
18. C Outras razões trigonométricas

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


19. B 1. B
20.B 2. C
21. B 3. D
22.A 4. D
23. E 5. C
24.A 6. B
25. A 7. D
26. E 8. C

23
9. A 21. B
10. D 22.D
11. A
12. B
capítulo 4
13. A
14. C Equações e inequações trigonométricas
15. A 1. A
16. D 2. B
17. B 3. D
18. A 4. A
19. D 5. C
20.E 6. A
21. C 7. D
22.B 8. C
23. D 9. D
10. A
11. E
capítulo 3 12. E
13. D
Transformações trigonométricas 14. E
15. E
1. D
16. C
2. D
17. E
3. A
18. A
4. C
19. A
5. A
20.D
6. B
21. E
7. D
22.E
8. C
23. B
9. D
24.E
10. D
25. B
11. A
12. B

capítulo 5
Respostas – Caderno de Exercícios

13. E
14. D
15. C
Funções trigonométricas
16. A
17. E 1. B
18. C 2. E
19. B 3. B
20.B 4. B

24
5. D 12. C
6. B 13. D
7. B
14. A
8. D
15. C
9. A
10. B 16. C
11. C 17. A

anotações

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

25
Unidade 9 capítulo 2
Matrizes, sistemas lineares Sistemas lineares e matrizes
e determinantes
1. D
2. C
3. D

capítulo 1 4. B
5. E
6. A
Matrizes
7. A
1. A 8. C
2. A 9. B
3. C 10. A
4. C 11. B
5. C
12. E
6. B
13. C
7. A
14. D
8. B
15. A
9. C
16. E
10. D
17. C
11. D
18. C
12. B
19. A
13. B
20.A
14. E
21. C
15. C
22.C
16. A
17. A 23. A

18. C 24.B

19. B 25. C
20.A 26. E
Respostas – Caderno de Exercícios

21. A 27. A
22.D 28. C
23. C 29. A
24.B 30.A
25. B 31. B
26. C 32. D
1. A
27. 33. A

26
9. B
capítulo 3 10. B
11. B
Sistemas lineares e determinantes 12. E
1. C 13. E
2. A 14. D
3. A
15. B
4. D
16. A
5. B
6. B
17. B
7. A 18. A
8. D 19. A

anotações

Respostas – Caderno de Exercícios

27
31. E
Unidade 10 32. B

Geometria analítica capítulo 2


A reta no plano cartesiano

capítulo 1 1. E
2. B
3. C
Introdução à Geometria analítica
4. C
1. C 5. D
2. C 6. C
3. B 7. C
4. D 8. B
5. E 9. E
6. A 10. C
7. B 11. E
8. A 12. D
9. B 13. D
10. B 14. C
11. A 15. D
12. C 16. C
13. D 17. C
14. A 18. A
15. B 19. A
16. C 20.B
17. E 21. D
18. A 22.C
19. C 23. A
20.A 24.E
21. C 25. E
22.E 26. C
Respostas Ð Caderno de Exercícios

23. E 27. B
24.A 28. D
25. B 29. B
26. D 30.D
27. E 31. C
28. E 32. C
29. A 33. A
30.C 34.C

28
35. E 78. D
36. D 79. B
37. D 80.C
38. C 81. A
39. E 82.C
40.A 83. E
41. A
42.C
43.C
cap’tulo 3
44.C
45.A A circunferência no plano cartesiano
46.B
1. C
47. C
2. A
48. D
3. C
49. E
4. B
50.E
5. C
51. E
6. A
52. E
53. C 7. E
54.B 8. C
55.B 9. A
56.C 10. B
57. C 11. E
58. A 12. D
59. A 13. C
60.E 14. C
61. A 15. A
62. C 16. B
63.E 17. C
64.B 18. E
65.C
19. A
66.B
20.C
67. E
21. B
68. D
22.D
69. C

Respostas Ð Caderno de Exerc’cios


23. E
70. B
71. E 24.A
72. C 25. C
73. E 26. A
74. A 27. A
75. C 28. C
76. D 29. D
77. A 30.D

29
7. C
cap’tulo 4 8. A
9. C
Áreas no plano cartesiano 10. E

1. E 11. B
2. E 12. A
3. A 13. D
4. C 14. D
5. E 15. C
6. B 16. D

anotações
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

30
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor A GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.104
1
AD TM TC

aula
P.106
2
AD TM TC

aula
P.109
3
AD TM TC

aula
P.113
4
AD TM TC

aula
P.113
5
AD TM TC

aula
P.116
6
AD TM TC

aula
P.116
7
AD TM TC

aula
P.118
8
AD TM TC

aula
P.118
9
AD TM TC

aula
P.120
10
AD TM TC

aula
P.120
11
AD TM TC

aula
P.122
12
AD TM TC

aula
13
SCIENCE PHOTO LIBRARY RF/GETTY IMAGES

P.124
AD TM TC

aula
P.126
14
AD TM TC

aula
P.128
15
AD TM TC
aula
P.128
16
AD TM TC

aula
P.132
17
AD TM TC

prof.: aula
P.132
18
AD TM TC
aula 1
Medidas de arcos
Enem: Conhecimentos geométricos

nesta aula
• A circunferência de raio r tem comprimento igual a 2pr.
• Grau (1°) é a medida do arco de 1 da circunferência.
360
1
• A circunferência mede 360° e a semicircunferência mede 180°.
r volta 1 volta
2 • Radiano é a medida do arco de circunferência cujo compri-
mento é igual à medida do raio.
r r r r r r • 1 radiano corresponde a aproximadamente 57°.
3r

pr

2pr

em classe
1. Em uma circunferência de raio unitário, um arco, que 3. (Enem) A ideia de usar rolos circulares para deslocar
mede 90°, tem comprimento aproximadamente igual a: H6 objetos pesados provavelmente surgiu com os antigos
a) 0,25 egípcios ao construírem as pirâmides.
b) 1
c c) 1,57
d) 3,14

REPRODUÇÃO/ENEM 2010
e) 6,28
Temos que r 5 1.
Comprimento da semicircunferência (180°):
p ? r 5 3,14 ? 1 5 3,14

Comprimento de um arco de 90° (nessa circunferência): 3,14 5 1,57


2
BOLT, Brian. Atividades matemáticas. Ed. Gradiva.

Representando por R o raio da base dos rolos cilíndricos,


2. Em uma circunferência de raio 2 cm, um arco, que mede em metros, a expressão do deslocamento horizontal y do
2 rad, tem comprimento, em cm, igual a:
bloco de pedra em função de R, após o rolo ter dado
Matemática e suas Tecnologias

a) 0,5 uma volta completa sem deslizar, é:


b) 1 a) y 5 R
c) 2
b) y 5 2R
d) 3,14
c) y 5 pR
c e) 4
d) y 5 2pR
Nessa circunferência, um arco de 1 radiano tem comprimento igual c e) y 5 4pR
a 2 cm (igual ao raio).
Logo, um arco de 2 radianos tem comprimento igual a 4 cm.
O deslocamento da tora em relação ao solo é 2pR.
O deslocamento do bloco em relação à tora é 2pR.
Logo, o deslocamento y pedido é dado por y 5 4pR.

104
4. Na figura, temos uma cadeira de balanço, em que a 5. Quando um relógio de parede marca 1 hora e 54 minu-
H7 parte que entra em contato com o chão tem formato H12 tos, o menor ângulo formado pelos ponteiros das horas
de um arco de circunferência AB de raio 100 cm. Num e dos minutos mede
balanço completo, esta parte demarca no chão uma
região retangular de comprimento x cm.

JASON SALMON/SHUTTERSTOCK
360VISTA/SHUTTERSTOCK
a) 90°
b) 91°
c) 92°
B
c d) 93°
A
e) 94°
x cm Às 2 horas, o menor ângulo entre os ponteiros mede 60°.

a 60º 2 b
60º

Dado que o arco AB mede 54° e considerando p 5 3,14, b

podemos afirmar que x é igual a:


a) 84,0 cm
b) 88,2 cm
c c) 94,2 cm
d) 98,4 cm
e) 108,2 cm
O comprimento da região retangular é igual ao comprimento do arco. À 1 hora e 54 minutos (6 minutos antes das 2 horas), esse ângulo
180° pr (5 3,14 ? 100) mede a 1 60° 2 b.
54° x A cada 60 minutos, o ponteiro dos minutos anda 360°.
Num intervalo de tempo de 6 minutos, o ponteiro dos minutos anda 36°.
3,14 ? 100 ? 54 Logo, o ângulo a (na figura) mede 36°.
x5
180 A razão entre os ângulos descritos pelo ponteiro dos minutos e o
[ x 5 94,2 cm das horas, num intervalo de tempo, é 12 . Assim, nesse intervalo de
1
6 minutos, o ponteiro das horas, anda 3°.
Logo, o ângulo b (na figura) mede 3°.
À 1 hora e 54 minutos, o ângulo entre os ponteiros mede:
36° 1 60° 2 3°, ou seja, 93°.

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 e 2, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1. • Faça os exercícios 5 a 10, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 3 da seção Rumo ao Enem.

105
aula 2
Arcos trigonométricos
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
Consideremos a circunferência de raio unitário e centro na origem do plano cartesiano xOy. Para representar o número real t, pro-
cedemos do seguinte modo:
• Tomemos, na circunferência, um arco com uma extremidade no ponto A(1, 0) e outra no ponto P a ser determinado.
O comprimento do arco AP é dado por c 5 |t|, o módulo de t.
• Se t . 0, partimos do ponto A, para percorrer a circunferência no sentido anti-horário, até obter um ponto P, de modo que o
º tenha comprimento c.
arco AP

P
c(t . 0)

p A(1, 0)
O(0, 0) x

• Se t , 0, partimos do ponto A, para percorrer a circunferência no sentido horário, até obter um ponto P, de modo que o arco
º tenha comprimento c.
AP

p A(1, 0)
O(0, 0) x
Matemática e suas Tecnologias

c(t , 0)
P

• Se t 5 0, o ponto P coincide com A; o número 0 (zero) é representado pelo próprio ponto A.


º mede c radianos. Podemos obter a medida em graus, lembrando que
Como o raio da circunferência é unitário (r 5 1), o arco AP
p radianos corresponde a 180°. Os arcos obtidos da maneira descrita acima são chamados arcos trigonométricos. Note que todos
eles têm uma extremidade no ponto A(1, 0). Por isso, podemos confundir o arco trigonométrico AP º com o próprio ponto P.

106
Exemplo:
O número real 7p é associado ao arco trigonométrico de medida 7p radianos, ou seja, 315°. Na figura, o ponto B representa o
4 4
número 7p .
4
y

p
4

p A(1, 0)
O(0, 0) x

7p
B 4

p
Note que o ponto B também representa outros números reais, como, por exemplo, 2 .
4

em classe
1. Considere os arcos trigonométricos de medidas não negativas menores que 360° (0 < a , 360), dados pelos vértices
do hexágono regular ABCDEF inscrito na circunferência trigonométrica, conforme a figura. Dê as medidas desses arcos
em graus.

B
A diferença entre as medidas de quaisquer
dois arcos consecutivos nesse caso é de 60°
C A
(5 360° .
6 )
O arco em B corresponde a 90°. Logo, as
medidas dos arcos A e C são, nessa ordem,
iguais a 30° e 150°. Os arcos D, E e F medem,
nessa ordem, 210°, 270° e 330°.
D F
Resposta: A 5 30°, B 5 90°, C 5 150°,
D 5 210°, E 5 270° e F 5 330°.
E

2. Considere os arcos trigonométricos de medidas não negativas menores que 360° (0 < a , 360), dados pelos vértices do
pentágono regular ABCDE inscrito na circunferência trigonométrica, conforme a figura. Dê as medidas desses arcos em graus.

Matem‡tica
A diferença entre as medidas de quais-
B quer dois arcos consecutivos nesse caso

C (360°
é de 72° 5 5 . )
O arco em A corresponde a 0°. As me-
A didas dos arcos B, C, D e E são, nessa
ordem, iguais a 72°, 144°, 216° e 288°.
Resposta: A 5 0°, B 5 72°, C 5 144°,
D 5 216° e E 5 288°.
D

107
3. Na figura, os pontos A, B, C e D representam arcos trigo- b) 2p e 4p
nométricos. ABCD é um quadrado e AB é paralelo ao
eixo das abscissas. Obtenha, em cada caso, as medi- O arco em A corresponde a 9 p . Os arcos B, C e D são, nessa
4
das, em radianos, desses arcos, em ordem crescente,
dado que elas estão entre: ordem, iguais a 11p , 13p e 15 p .
4 4 4

Resposta: A 5 9 p , B 5 11p , C 5 13p e D 5 15 p .


4 4 4 4
B A

C D

a) 0 e 2p
c) 22p e 0
A diferença entre as medidas de quaisquer dois arcos consecuti-
vos nesse caso é de 2p rad.
O arco em D corresponde a − p . Os arcos C, B e A são, nessa
4
O arco em A corresponde a p . Os arcos B, C e D são, nessa 4
4
ordem, iguais a 23 p, −5 p e −7p .
ordem, iguais a 3p , 5 p e 7p . 4 4 4
4 4 4

Resposta: A 5 −7p , B 5 −5 p , C 5 −3p e D 5 − p .


Resposta: A 5 p , B 5 3p , C 5 5 p e D 5 7p .
4 4 4 4
4 4 4 4
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 3 e 4, cap. 1.
• Faça os exercícios 11 a 14, cap. 1. • Faça os exercícios 15 a 19, cap. 1.
• Faça os exercícios 4 a 7 da seção Rumo ao Enem.

108
aula 3
Seno e cosseno de um arco trigonométrico
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
Todo arco trigonométrico de medida algébrica a tem suas • No 2o quadrante (90° , a , 180°)
extremidades nos pontos A(1, 0) e B(xB, yB) da circunferência trigo- Nesse caso, existe um número positivo b, tal que a 5 180° 2 b,
nométrica. Nessas condições, temos: com 0° , b , 90°.
sen a 5 yB e cos a 5 xB y
O seno é a ordenada do ponto B e o cosseno é sua abscissa.
Na circunferência trigonométrica, chamamos o eixo das ordenadas (y) a b
de eixo dos senos e o eixo das abscissas (x) de eixo dos cossenos. B(xB, yB)
• No 1o quadrante (0° , a , 90°)
y yB

B(xB, yB)
A(1, 0)
a xB x
yB

C A(1, 0)
O(0, 0) xB x

sen a 5 sen b e cos a 5 2cos b

sen a 5 BC [ sen a 5 BC [ sen a 5 BC [ sen a 5 yB Exemplo


OB 1
b 5 60° ⇒ a 5 180° 2 60° 5 120°
cos a 5 OC [ cos a 5 OC [ cos a 5 OC [ cos a 5 xB y
OB 1
¼
¼
Exemplo 1, 3
y 120º 2 2
¼

1, 3
¼

2 2 60º

p 3
¼¼

60º ou 2
3 3

Matem‡tica
2
A(1, 0) x
1 1
x 2
O(0, 0) 1 2 2
2

3 1 3 1
sen 60° 5 e cos 60° 5 sen 120° 5 sen 60° 5 e cos 120° 5 2cos 60° 5 2
2 2 2 2

109
• No 3o quadrante (180° , a , 270°) Exemplo
Nesse caso, existe um número positivo b, tal que a 5 180° 1 b, b 5 60° ⇒ a 1 60° 5 360° [ a 5 300°
com 0° , b , 90°. y
y

¼
¼
b 1, 3
2 2

a
60°
3
2
xB A(1, 0)
x
1 x
2
yB

B(xB, yB) 2 3
2 300°
sen a 5 2sen b e cos a 5 2cos b
Exemplo
b 5 60° ⇒ a 5 180° 1 60° 5 240°
sen 300° 5 2sen 60° 5 − 3 e cos 300° 5 cos 60° 5 1
y 2 2
• Seno e cosseno de múltiplos de p
¼
¼

1, 3
2 2 2
y
60º p
(0, 1) 2
3
2

x
21 1
2 2

(1, 0)
23 p
240º 2 (21, 0) 0 x

− 3
sen 240° 5 2sen 60° 5 e cos 240° 5 2cos 60° 5 −1
2 2
• No 4o quadrante (270° , a , 360°)
Nesse caso, existe um número positivo b, tal que a 1 b 5 360°,
com 0° , b , 90°. 3p (0, 21)
2
y

b
p 3p
0 p 2p
2 2
Matemática e suas Tecnologias

a 0° 90° 180° 270° 360°


A(1, 0)
xB x
sen a 0 1 0 21 0
a

cos a 1 0 21 0 1

yB
B(xB,yB)
Para qualquer valor de a, temos:
sen a 5 2sen b e cos a 5 cos b 21 < sen a < 1 e 21 < cos a < 1

110
em classe
1. Complete as colunas dos senos e as dos cossenos na tabela.
H7

x 0° 30° 45° 60° 90° 120° 135° 150°

1 2 3 3 2 1
sen x 0 2 2 2
1
2 2 2

3 2 1 −1 − 2 − 3
cos x 1 0
2 2 2 2 2 2

x 180° 210° 225° 240° 270° 300° 315° 330° 360°

−1 − 2 − 3 − 3 − 2 −1
sen x 0 21 0
2 2 2 2 2 2

− 3 − 2 −1 1 2 3
cos x 21 0 1
2 2 2 2 2 2

sen
100º
105º

85º
95º
90º

80º
110

75º
70º
115 º

60 º
12 5º

65
55 º
º
12 º

º
0

50 º
13 5º

º
0

14
13

45 0º
14 0º 4 º
15 5º 35 º
0 30
155 º
160 º 25º
165º
º 20º
15º
170º 10º
175º 5º
180º 0º
185º 355º cos
190º 350º
345º
195º 340
º
200 º 33 º
0 5 5
2 33 º
0º 32 0º
21 5º
21 0º 32 5º

22
31 0º

Matem‡tica
23 5º

31 5º
22

23 0º


30 0º
24 º
5

30 º
245 º
0

295
250 º

290
º

285º
255º
260º

275º
265º

280º
270º

Para obter senos e cossenos de arcos no 1o quadrante, você pode recorrer à geometria plana (triângulo retângulo). Além disso, por uma coincidência
0 1 2 4
numérica, temos a sequência
2
,
2
,
2
,
3
,
2
, ou seja, 0, 21 , 2 , 3 , 1 em correspondência à sequência dos senos dos arcos 0°, 30°,
2 2 2
45°, 60°, 90°.
Para obter senos e cossenos de arcos no 2o quadrante, você pode usar a simetria em relação ao eixo dos senos.
Para obter senos e cossenos de arcos no 3o quadrante, você pode usar a simetria em relação à origem; trace uma reta pelo ponto (0, 0).
Para obter senos e cossenos de arcos no 4 o quadrante, você pode usar a simetria em relação ao eixo dos cossenos.

111
2. A figura representa uma pista circular com 2 km de diâmetro, construída para corrida de carros especiais. Todas as
H6 corridas são realizadas no sentido anti-horário e P0 é sempre o ponto de partida. Considere o sistema de coordenadas
retangulares xOy com origem no centro da pista, sendo P0 correspondente ao par ordenado (1, 0).

P0

Dois pilotos, André e Bruno, começaram uma corrida. Num dado instante, André tinha andado 193,21 km e Bru-
no, 189,28 km; valores correspondentes a 30,75 voltas e 30,125 voltas. Se, nesse instante, a posição de André era
(0,00; 21,00), então a do Bruno era dada pelo par:
a) (1,00; 0,00)
b) (21,00; 0,00)
c c) (0,71; 0,71)
d) (20,71; 0,71)
e) (0,50; 0,87)
sen
André deu 30 voltas completas, mais 3 de As coordenadas do Bruno correspondem a
4 cos 45° e sen 45°.
uma volta.
2
1 Bruno Temos cos 45° 5 sen 45° 5 . Como
Bruno deu 30 voltas completas, mais de 2
8 2
uma volta. 2 ≃ 1,4142, ≃ 0,71.
2
A posição do Bruno é dada por (0,71; 0,71)
Resposta: C
P0 cos

André

3. Simplifique: sen 70° 2 cos 20° 1 sen 30° 1 sen 150°.


sen 70° 5 cos 20°, pois 20° e 70° são complementares.
sen 30° 5 1
2
sen 150° 5 sen 30°
Logo,
sen 70° 2 cos 20° 1 sen 30° 1 sen 150° 5
5 cos 20° 2 cos 20° 1 1 1 1 5
2 2
51
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 5 e 6, cap. 1.
• Faça os exercícios 20 a 22, cap. 1. • Faça os exercícios 23 a 29, cap. 1.

112
aulas 4 e 5
Lidando com senos e cossenos de um arco trigonométrico
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
Como todos os arcos trigonométricos têm uma extremidade no ponto (1, 0), é suficiente indicar a outra extremidade para representá-lo.
sen sen

x
sen x
x
1
sen x

cos x cos cos x cos

Assim, um arco trigonométrico de medida x é representado por um único ponto da circunferência trigonométrica. A abscissa desse
ponto é o cosseno de x e a ordenada é o seno de x.
Para qualquer valor de x, temos:
21 < sen x < 1 e 21 < cos x < 1

sen

• Sendo k, 21 < k < 1, uma constante, podemos obter as sen x 5 k sen x 5 k


k
soluções da equação sen x 5 k pelos pontos da circunfe-
rência trigonométrica que têm ordenada igual a k. 21 cos
(com k . 1 ou k , 21, a equação sen x 5 k não tem so-
lução real)
21

Matem‡tica
sen
cos x 5 k

• Sendo k, 21 < k < 1, uma constante, podemos obter as


soluções da equação cos x 5 k pelos pontos da circunfe-
rência trigonométrica que têm abscissa igual a k. 21 k 1 cos
(com k . 1 ou k , 21, a equação cos x 5 k não tem
solução real)
21 cos x 5 k

113
em classe
1. Para quais valores reais da constante m existe x real, tal b) cos x 5 1
2
que sen x 5 2m 1 3?
Para todo x real, temos 21 < sen x < 1. Assim, temos: sen
21 < 2m 1 3 < 1 p
Subtraindo 3: resulta 24 < 2m < 22 3
Dividindo por 2: temos 22 < m < 21
Resposta: 22 < m < 21

2. (FEI-SP) Na estação de trabalho de pintura de peças de


H21 uma fábrica, a pressão em um tambor de ar comprimido 1 cos
2
varia com o tempo conforme a expressão:

 
P(t) 5 50 + 50sen  t −  p   , t . 0.
  2 5p
3
Assinale a alternativa em que o instante t corresponda
ao valor mínimo da pressão.
a) t 5 p
2
Resposta:
{ p 5p
,
3 3 }
b) t 5 p
−1
c) t 5 3p c) sen x 5
2
2
c d) t 5 2p sen

e) t 5 3p

( )

21 < sen  t − p  < 1
 2 

( )

250 < 50sen  t − p  < 50
 2  cos

50 2 50 < 50 1 50sen  t 2

p 
( )
2 
< 50 1 50 7p 11p
6 21 6


p 
( )
0 < 50 + 50sen  t − 2  < 100

2

O valor mínimo é 0 e corresponde a t 2 p 5 3p , ou seja, t 5 2p.


2 2

3. Resolva as equações a seguir no intervalo [0, 2p[. Resposta:


{ 7p , 11p
6 6 }
1
a) sen x 5
2
d) sen x 5 0
sen
sen

5p p
Matemática e suas Tecnologias

6 1 6
2
cos p 0 0
cos

Resposta: { p 5p
,
6 6 } Resposta: {0, p}

114
e) cos x 5 0 6. Qual é a maior solução real negativa da equação
2sen2 x 5 1 1 sen x?
sen
De 2sen2 x 5 1 1 sen x e sen x 5 y, temos:
p
2y 2 5 1 1 y
2
2y 2 2 y 2 1 5 0

y 5 1 ou y 5 −1
2
0 cos
sen x 5 1 ou sen x 5 −1
2
3p Pelo círculo trigonométrico, temos:
2
sen

Resposta:
{ p 3p
,
2 2 }
4. Resolva em [0, 2p[, a equação |sen x| 5 2 . 0 cos
2
 2 2 5p p
sen x 5 6 2  sen x 5 2 ou sen x 5 2 2  2
6
2
6
2 1
2
2
sen
2
p
4 Resposta: − p
2 6
2

cos

2 2
2

Resposta:
{ p 3p 5 p 7p
,
4 4
,
4
,
4 }
5. Qual é a menor solução positiva da equação
(2cos x 2 3 )(2cos x 2 1) 5 0? em casa
2cos x 2 3 5 0 ou 2cos x 2 1 5 0
Consulte:
3
cos x 5 ou cos x 5 1 Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
2 2
Pelo círculo trigonométrico, temos: Tarefa Mínima
sen Aula 4
p
• Leia o resumo de aula.

Matem‡tica
3

p
• Faça os exercícios 30 e 31, cap. 1.
6 Aula 5
• Faça os exercícios 35 e 36, cap. 1.
0 1 3 cos
2 2 Tarefa Complementar
11p
6 Aula 4
5p • Faça os exercícios 32 a 34, cap. 1.
3
Aula 5
Resposta: p • Faça os exercícios 37 a 39, cap. 1.
6

115
aulas 6 e 7
Relação trigonométrica fundamental
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
Para todo x, temos:

sen2 x 1 cos2 x 5 1

sen

x
sen x
1

cos x cos

em classe
1. Verifique se existe uma constante real m, tal que 3. O produto do seno de um número real pelo seu cosseno
sen x 5 m e cos x 5 m 1 1, com x [ R. é igual a
60
. Dado que, no ciclo trigonométrico, esse
sen2 x 1 cos2 x 5 1 169
m2 1 (m 1 1)2 5 1 número é representado por um ponto do 3o quadrante,
m2 1 m2 1 2m 1 1 5 1 podemos afirmar que a soma do seu seno com o seu
2m2 1 2m 5 0
cosseno é igual a:
[ 2m(m 1 1) 5 0
Resposta: m 5 0 ou m 5 21 a) −5
13

2. Dado que cos 53,1° 5 0,6, podemos afirmar que cos 36,9° b) −12
13
é igual a:
−17
Matemática e suas Tecnologias

a) 0,4 d) 60,8 c c)
13 (sen x 1 cos x)2 5 sen2 x 1 cos2 x 1 2 ? sen x ? cos x
b) 60,4 e) 60,9
d) −18
(sen x 1 cos x)2 5 1 1 2 ? 60
169
c c) 0,8 13
(sen x 1 cos x)2 5 289
e) −25
cos 53,1° 5 sen 36,9° (são complementares, pois 53,1° 1 36,9° 5 90°) 169
sen2 36,9° 1 cos2 36,9° 5 1 13
sen2 36,9° 1 (0,6)2 5 1 sen x 1 cos x 5 6 289
sen2 36,9° 1 0,36 5 1 169
sen2 36,9° 5 1 2 0,36
sen x 1 cos x 5 6 17
sen2 36,9° 5 0,64 13
[ sen 36,9° 5 0,8 (pois 36,9° [ 1o Q) No 3o quadrante, seno e cosseno são negativos; portanto
Logo, cos 53,1° 5 0,8
sen x 1 cos x 5 217 .
13

116
4. Em [0, 2p[, o número de soluções distintas da equação 2cos2 x 5 1 2 sen x é:
a) 0
b) 1
c) 2
c d) 3
e) 4
2cos2 x 5 1 2 sen x sen No intervalo dado, há exatamente 3 soluções.
2(1 2 sen2 x) 5 1 2 sen x Resposta: D
Com sen x 5 y, temos:
2(1 2 y 2) 5 1 2 y p
2
2 2 2y 2 5 1 2 y
0 5 2y 2 2 y 2 1
Então, y 5 1 ou y 5 −1
2
cos
[ sen x 5 1 ou sen x 5 −1 .
2 7p 11p
6 21 6
2

5. Calcule o valor numérico de cos4 x 2 sen4 x, sabendo que (cos x 1 sen x)(cos x 2 sen x) 5 0,5.
cos 4 x 2 sen4 x 5 (cos2 x)2 2 (sen2 x)2
5 (cos2 x 1 sen2 x)(cos2 x 2 sen2 x)
5 1 ? (cos x 1 sen x)(cos x 2 sen x)
5 0,5
Resposta: 0,5

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 6 Aula 6
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 7, cap. 1.
• Faça os exercícios 40 e 41, cap. 1. • Faça o exercício 42, cap. 1.
Aula 7 Aula 7
• Faça os exercícios 43 e 44, cap. 1. • Faça os exercícios 45 a 50, cap. 1.
• Faça o exercício 8 da seção Rumo ao Enem.

117
aulas 8 e 9
Tangente de um arco
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas

sen x
Sendo cos x ≠ 0, temos tg x 5 . Na figura, temos a representação gráfica de tg x, com x pertencente ao primeiro quadrante.
cos x
tg

tg x
sen

1
x

sen x

0
cos x cos

21

Nos 1o e 3o quadrantes, a tangente é positiva e, nos 2o e 4o quadrantes, ela é negativa.


tg tg

k (k . 0)
sen sen

1 1

0 0
Matemática e suas Tecnologias

cos cos

k (k , 0)

21 21

Sendo k uma constante, podemos obter as soluções da equação tg x 5 k pelos pontos de intersecção da circunferência trigonomé-
trica com a reta determinada pelo seu centro e o ponto k do eixo das tangentes.

118
em classe
1. Complete a tabela. 4. Qual é a soma das soluções da equação tg3 x 5 tg x,
no intervalo [0, p]?
x 0° 30° 45° 60° 120° 135° 150° 180° 300° tg3 x 5 tg x
tg3 x 2 tg x 5 0
3 2 3 − 3 2 3 (tg x)(tg2 x 2 1) 5 0
tg x 0 1 3 21 0
3 3 tg x 5 0 ou tg x 5 1 ou tg x 5 21

tg
tg
1
3
3p
4 p
4
120º 1 p 0 0
135º
150º 3
3

0 0
21

2 3
3
300º
21
3p
x 5 0 ou x 5 p ou x 5 ou x 5 p
4 4
Portanto, a soma das soluções é 2p.
Resposta: 2p
2 3
5. Resolva a equação tg4 x 1 3 5 4tg2 x, em [0, 2p[.
2. Dado que sen x 5 k, com k ≠ 1 e k ≠ 21, obtenha tg2 x. De tg4 x 1 3 5 4tg2 x e tg x 5 t, temos:
t4 1 3 5 4t 2
sen2 x 5 k 2 t4 2 4t 2 1 3 5 0 (equação biquadrada)
Como cos2 x 1 sen2 x 5 1, temos: cos2 x 5 1 2 k 2 [ t 2 5 1 ou t 2 5 3
sen2 x 2
t 5 61 ou t 5 6 3
tg2 x 5 5 k 2
cos 2 x 12 k tg x 5 1 ou tg x 5 21 ou tg x 5 3 ou tg x 5 2 3

{ }
2
Resposta: k p 5 p 3p 7p p 4 p 2p 5 p
12 k 2 Resposta: , , , , , , ,
4 4 4 4 3 3 3 3
3. Obtenha x, tal que 90° < x , 360° e tg x 5 tg 60°.
tg x 5 tg 60° 5 tg 240°

tg
em casa
3
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
1
60º
Tarefa Mínima
Aula 8

Matem‡tica
0 • Leia o resumo de aula.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 2.
Aula 9
• Faça os exercícios 4 a 6, cap. 2.
240º 21
Tarefa Complementar
Aulas 8 e 9
• Leia os itens 1 e 2, cap. 2.
Resposta: x 5 240°
• Faça os exercícios 7 a 12, cap. 2.

119
aulas 10 e 11
Outras razões trigonométricas
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
• Com cos x Þ 0, temos as razões: • Com cos x Þ 0, temos:

tg x 5 sen x (a tangente de x) sec2 x 5 1


cos x cos 2 x
sec x 5 1 (a secante de x)
sec2 x 5 cos x  +2  sen x
2 2
cos x
cos x
• Com sen x Þ 0, temos as razões:
2 2
sec2 x 5 cos 2 x  1 sen2 x
cotg x 5 cos x (a cotangente de x) cos x cos x
sen x
cossec x 5 1 (a cossecante de x) [ sec2 x 5 1 1 tg2 x
sen x
• Com sen x Þ 0 e cos x Þ 0, temos: • Com sen x Þ 0, temos:
cotg x 5 1 e, portanto, tg x ? cotg x 5 1 cossec2 x 5 1 1 cotg2 x
tg x

em classe
1. (Ufal) Analise as proposições abaixo. 2. Sendo sen x ≠ 0, podemos afirmar que a expressão
sen x 1 cos x ? cotg x é igual a:
( F ) cossec 45° 5 2 ( F ) sec p 5 0
2 2
a) cos x
( V ) sec 60° 5 2 55 p 51
( F ) sen b) tg x
3 2
( V ) cotg 30° 5
c) cotg x
O número de proposições verdadeiras é
d) sec x
a) 1
c e) cossec x
c b) 2
c) 3 sen x 1 cos x ? cotg x 5
d) 4 5 sen x 1 cos x ? cos x
Matemática e suas Tecnologias

sen x
e) 5
5 sen  x + cos  x
2 2

cossec 45° 5 1 5 2 5 2 sen x


sen 45° 2
5 1
1 sen x
sec 60° 5 52
cos 60° 5 cossec x
1 3
cotg 30° 5 5 5 3
tg 30° 3
p
Não existe sec p (cos 5 0)
2 2
55 p 55 p
5 4 p ? 13 1 3p 5 13 ? 2p 1 3p [ sen 5 21
2 2 2 2 2
O número de proposições verdadeiras é 2.

120
0, p  3
3. Seja x um número real pertencente ao intervalo  2  . Se sec x 5 2 , então tg x é igual a:
2 9
a) sec2 x 5
3 4
1 1 tg2 x 5 9
4
b) 2
3 tg x 5
2 5 (e tg x . 0)
4
1 5
c) [ tg x 5
2 2

5
c d)
2

e) 3
2

4. (UEL-PR) O triângulo ABC é retângulo em A. Se cos B 5 0,6, então cotg C é igual a:


a) 5
3
4
c b)
3

c) 3
4

d) 3
5

e) 1
2

1 10 5
sec B 5 5 5
0,6 6 3
25
sec2 B 5
9
25
1 1 tg2 B 5
9
16
tg2 B 5
9
4
Como tg B . 0, temos tg B 5
3
4
E como cotg C 5 tg B, pois os ângulos B e C são complementares, então, cotg C 5 .
3

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 10 Aulas 10 e 11
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 3, cap. 2.
• Faça os exercícios 13 a 15, cap. 2. • Faça os exercícios 18 a 23, cap. 2.
Aula 11
• Faça os exercícios 16 e 17, cap. 2.

121
aula 12
Seno e cosseno da soma e da diferença
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
Para quaisquer valores reais de a e b, temos:

sen (a 1 b) 5 sen a ? cos b 1 sen b ? cos a


sen (a 2 b) 5 sen a ? cos b 2 sen b ? cos a
cos (a 1 b) 5 cos a ? cos b 2 sen a ? sen b
cos (a 2 b) 5 cos a ? cos b 1 sen a ? sen b

Exemplo
cos 75° 5 cos (45° 1 30°)
5 cos 45° ? cos 30° 2 sen 45° ? sen 30°
5 2 ? 3 2 2 ? 1
2 2 2 2
5 2 ( 3 2 1)
4
Nesse exemplo, vemos uma das aplicações das identidades acima, como obter o cosseno de um arco, a partir de senos e cossenos
conhecidos de outros arcos. Nesse tipo de cálculo, devemos verificar se é possível decompor o arco dado em uma adição, ou subtração,
de arcos cujos senos e cossenos são conhecidos.

em classe
1. Na figura, temos um pistão (êmbolo) que se desloca Com a 5 0, o ponto P está na altura dada por h 5 0,
H21 dentro de um cilindro. O ponto A do pistão desloca-se em relação à reta t. Essa altura h(a) aumenta quando
numa reta, alguns momentos para cima e outros para a varia de 0° para 90° e, quando a varia de 90° para
baixo, enquanto o ponto P da cambota desloca-se na 180°, h(a) diminui de novo. Obtenha h(105°).
circunferência de raio unitário e centro em O.
h(a) 5 sen a
sen 105° 5 sen(60° 1 45°)
Matemática e suas Tecnologias

A 5 sen 60° ? cos 45° 1 sen 45° ? cos 60°

3 2 2 1
5 ? 1 2
? 2
2 2

5
2
4
( 3 11 )
a
h(a) Logo, h(105°) 5
2
4
( )
3 11.
O P t

r51

122
2. Sendo a, b e c as medidas dos lados de um triângulo qualquer e sendo a a medida do ângulo oposto ao lado de
H19 medida a, tem-se que a 5 b 1 c 2 2bc ? cos a (teorema dos cossenos). Na figura, temos um compasso, cujas pernas
2 2 2

medem 10 cm e formam um ângulo de 15°.

Calcule o quadrado do raio da circunferência a ser traçada, nessas condições.


Sendo r essa distância (em cm), temos:
r 2 5 102 1 102 2 2 ? 10 ? 10 ? cos 15°.
cos 15° 5 cos (45° 2 30°)
5 cos 45° ? cos 30° 1 sen 45° ? sen 30°

2 3 2
5 ? 1 ? 1
2 2 2 2

5
2
4 ( 3 11 )
[ r 2 5 200 2 200 ?
2
4
( )
3 11

r 2 5 200 2 50 2 ( 3 11 )

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1, 2.1 e 2.3, cap. 3.
• Faça os exercícios 1 e 2, cap. 3. • Faça os exercícios 3 a 7, cap. 3.

123
aula 13
Seno e cosseno do dobro de um arco
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
• Considerando, na identidade sen (a 1 b) 5 sen a ? cos b 1 sen b ? cos a, o caso particular em que b 5 a, temos:
sen (2a) 5 sen a ? cos a 1 sen a ? cos a, ou seja,

sen 2a 5 2 ? sen a ? cos a

• Considerando, na identidade cos (a 1 b) 5 cos a ? cos b 2 sen a ? sen b, o caso particular em que b 5 a, temos:
cos (2a) 5 cos a ? cos a 2 sen a ? sen a, ou seja,
cos 2a 5 cos2 a 2 sen2 a

• Das identidades 1 5 cos2 a 1 sen2 a e cos 2a 5 cos2 a 2 sen2 a, temos, somando membro a membro, 1 1 cos 2a 5 2cos2 a. Logo,
cos 2a 5 2cos2 a 2 1.
• Das identidades 21 5 2cos2 a 2 sen2 a e cos 2a 5 cos2 a 2 sen2 a, temos, somando membro a membro, 21 1 cos 2a 5 22sen2 a.
Logo, cos 2a 5 1 2 2sen2 a.

em classe
1. sen 15° ? cos 15° é igual a:
a) 1
8

b) 1
6

c) 1
5
1
c d)
4

e) 1
2
Matemática e suas Tecnologias

sen 15° ? cos 15° 5 1 ? 2 ? sen 15° ? cos 15°


2

5 1 ? sen (2 ? 15°)
2

5 1 ? sen 30°
2

5 1 ? 1
2 2

5 1
4

124
2. Calcule o cosseno de p .
8
De cos 2a 5 2cos a 2 1 e a 5 p , temos:
2
8
cos p 5 2cos2 p 2 1
4 8
2 5 2cos2 p 2 1
2 8

5 2cos2 p
2
11
2 8

21 2 5 4cos2 p
8
p 2+ 2
cos2 5 (e cos p . 0)
8 4 8
21 2
cos p 5
8 2

3. (Uece) O número de soluções da equação |sen 2x| 5 |cos x|, no intervalo [0, 2p] , é:
a) 3
b) 4
c) 5
c d) 6
sen 2x 5 cos x ou sen 2x 5 2cos x
1o caso: sen 2x 5 cos x
2 ? sen x ? cos x 5 cos x

cos x 5 0 ou sen x 5 1
2
x 5 p ou x 5 3p ou x 5 p ou x 5 5 p
2 2 6 6
2o caso: sen 2x 5 2cos x
2 ? sen x ? cos x 5 2cos x
cos x 5 0 ou sen x 5 −1
2
7p
x 5 p ou x 5 3p ou x 5 ou x 5 11p
2 2 6 6

Há, portanto, 6 soluções no intervalo dado: p , 3p , p , 5 p , 7p e 11p .


2 2 6 6 6 6

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 3.1, cap. 3.
• Faça os exercícios 8 a 10, cap. 3. • Faça os exercícios 11 a 15, cap. 3.

125
aula 14
Tangente da soma, da diferença e do dobro de um arco
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
Sendo tg a, tg b, tg (a 1 b), tg (a 2 b) e tg 2a números reais, temos:

tg a 1 tg b
tg (a 1 b) 5
1 2 tg a ⋅  tg b
tg a 2 tg b
tg (a 2 b) 5
1 1 tg a ⋅ tg b
2tg a
tg 2a 5
1 − tg 2 a

em classe
1. Dado que a medida a de um ângulo excede a do ângulo reto em 15°, calcule a tangente desse ângulo.
a 5 90° 1 15° [ a 5 45° 1 60°
tg a 5 tg (45° 1 60°)

5 tg 45° 1 tg 60°
1 2 tg 45° ? tg 60°
11 3
5
12 3

5
(1 1 3 )(1 1 3 )
(1 2 3 )(1 1 3 )
5 11 3 1 2 3
12 3
4 12 3
5
22
5 22 2 3
Matemática e suas Tecnologias

126
2. Fernando está a 100 m de um prédio e enxerga seu topo sob um ângulo de 15° com a horizontal. Considerando
H22 3 ≃ 1,73 e que Fernando tem 2 m de altura, podemos concluir que a altura desse prédio é aproximadamente:
c a) 29 m
b) 32 m
c) 35 m
d) 40 m
e) 42 m
h 2 2 5 tg 15° [ h 5 2 1 100 ? tg 15° (*)
100
tg 15° 5 tg (60° 2 45°)
tg 60° 2 tg 45° 3 1 12 2 3
5 5
1 1 tg 60° ? tg 45° 3 21

3 21 422 3
5 5
2
11 3
522 3
5
( 3 21 )( 3 21 ) ≃ 2 2 1,73
( 3 1 1)( 3 2 1) ≃ 0,27
De (*), temos h ≃ 2 1 100 ? 0,27, ou seja, h ≃ 29.

3. Se 2 ≃ 1,41, então tg p é aproximadamente igual a:


8
a) 0,28
b) 0,37
c c) 0,41
d) 0,43
e) 0,45
2tg x Com t 5 tg p , logo 1 5 2t ,
tg 2x 5 8 1 2 t2
1 − tg 2 x
1 2 t 2 5 2t
p
Com x 5 , temos: t 2 1 2t 2 1 5 0 e t . 0, então:
8
p t 5 21 1 2
2tg
8 t ≃ 21 1 1,41
tg p 5
4 p [ t ≃ 0,41
1 2 tg 2
8

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 2.3 e 3.2, cap. 3.
• Faça os exercícios 16 e 17, cap. 3. • Faça os exercícios 18 a 22, cap. 3.
• Faça os exercícios 9 a 12 da seção Rumo ao Enem.

127
aulas 15 e 16
Equações trigonométricas
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
Se um ponto da circunferência trigonométrica representa um Exemplo 2
número real x, então ele representa todos os números reais da forma p
A equação sen x 5 sen , em R.
x 1 h ? 2p, em que h é um número inteiro. Se as medidas dos arcos 5
sen
forem tomadas em graus, teremos a expressão geral a 1 h ? 360°.
sen tg
p p
x 1 h ? 2p 1 p2
5 5
(a 1 h ? 360¼)

p 0
0 cos
cos

21

A variável h corresponde ao número de voltas completas ne- p


Temos x 5 1 h ? 2p ou x 5  p 2 p  1 h ? 2p, h ∈ Z.
cessárias para obter os arcos côngruos; os outros arcos que são 5  5
representados pelo mesmo ponto que representa a.
O conjunto solução é:
Assim, por exemplo, em vez de escrever 120°, 120° 6 1 ? 360°,
120° 6 2 ? 360°, 120° 6 3 ? 360°, ..., podemos escrever simplesmente
120° 1 h ? 360°, em que h é uma variável inteira. { x|x5
p
5
1 h ? 2p ou x 5
4p
5
h ? 2p , h ∈ Z . }
Vejamos alguns exemplos. Exemplo 3
p
Exemplo 1 A equação cos x 5 cos , em R.
5
A equação sen x 5 1, em R.
sen
sen
p
2
p
5

cos
Matemática e suas Tecnologias

cos

p
2
5

p −p
Temos x 5 1 h ? 2p ou x 5 1 h ? 2p, h ∈ Z.
Uma solução sua é p e seu conjunto solução pode ser dado 5 5
2 O conjunto solução é:

{ p
por x 5 1 h ? 2p , h [ Z .
2 } {x|x5
p
5
1 h ? 2p ou x 5
−p
5
1 h ? 2p , h [ Z . }
128
Exemplo 4
p
A equação tg x 5 tg , em R.
5 tg
sen

p
5

cos

6p
5

{ }
O conjunto solução pode ser dado por x | x 5 p 1 h ? 2p ou x 5 6 p 1 h ? 2p , h [ Z . Numa forma mais concisa, temos:

{ }
5 5
p
x | x 5 1 h ? p , h [ Z , ‘pulando’ de meia em meia volta.
5
Para todo número real x, a expressão x 1 h ? 2np , em que n, n > 2, é um número natural dado e h é uma variável inteira, determina
na circunferência trigonométrica exatamente n pontos, que a dividem em n partes iguais.

em classe
1. Resolva em R as seguintes equações.
p
a) sen x 5 sen
7
sen
x 5 p 1 h ? 2p ou x 5 p 2 p 1 h ? 2p, h ∈ Z
7 7

{
S 5 x | x 5 p 1 h ? 2p ou x 5 6p 1 h ? 2p, h [ Z
7 7 }
p2 p p
7 7

b) cos x 5 cos p
10
p
x5 1 h ? 2p ou x 5 −p 1 h ? 2p, h ∈ Z

Matem‡tica
10 10

p
{
S5 x |x5
p
10
1 h ? 2p ou x 5
2p
10
1 h ? 2p, h [ Z }
10

cos
2p
10

129
c) cos x 5 sen 2p
2. Resolva, em R:
5
a) tg2 x 5 1
Como sen θ 5 cos ( p 2θ
2 )
, para qualquer valor de θ, temos tg2 x 5 1 ⇔ tg x 5 1 ou tg x 5 21
sen
( )
tg
sen 2p 5 cos p 2 2p .
5 2 5 1
3p
Note que p 2 2p 5 5 p − 4 p 5 p . 4 p
2 5 10 10 4

Logo, cos x 5 sen 2p ⇔ cos x 5 cos p . 0


5 10 cos
Pelo item anterior, temos: 7p
4
5p
{
S5 x |x5
p
10
1 h ? 2p ou x 5
2p
10
1 h ? 2p, h [ Z } 4 21

O conjunto solução pode ser dado por:

d) tg x 5 tg p
3
{ x|x5
p
4
1 h ? 2p, ou x 5
3p
4
1 h ? 2p, ou x 5
5p
4
1 h ? 2p, ou

tg x5
7p
4
1 h ? 2p, com h [ Z }
sen Um modo conveniente de representar esse conjunto é:
p
3
{ x|x 5
p
4
1h?
p
2
,h ∈ Z }

cos

p1p
3

{
S5 x |x5
p
3
1 h ? p, h [ Z }
e) tg 2x 5 tg  x 1 p  b) tg x 5 cotg x
 5 1
tg x 5
tg x
2x 5 x 1 p 1 h ? p
5 [ tg2 x 5 1
Pelo item anterior, o conjunto solução é:
[x5 p 1h?p
5
{
x |x 5
p p
1h? ,h [ Z }
{ }
4 2
p
S5 x |x5 1 h ? p, h [ Z
5
Matemática e suas Tecnologias

130
3. Vamos supor que a temperatura média mensal θ, em °C, de uma certa região seja dada, de forma aproximada, por
H21 p ( t − 1)
θ(t) 5 16 1 18 ? cos , em que t, 1 < t < 12, é o número do mês; assim, 1 corresponde a janeiro, 2 corresponde
6
a fevereiro, etc. Obtenha:
a) a temperatura média mensal máxima;
p ( t − 1)
O máximo de θ ocorre com cos 5 1.
6
p ( t − 1)
Nas condições do enunciado, temos 5 0, ou seja t 5 1.
6
O máximo é dado por 16 1 18 ? 1 5 34.
Resposta: 34 °C.

b) a temperatura média mensal mínima;


p ( t − 1)
O mínimo de θ ocorre com cos 5 21.
6
p ( t − 1)
Nas condições do enunciado, temos 5 p, ou seja t 5 7.
6
O mínimo é dado por 16 1 18 ? (21) 5 22.
Resposta: 22 °C.

c) os meses em que a temperatura média é menor que 7 °C.


De θ(t) , 7 temos:
p ( t − 1)
16 1 18 ? cos ,7
6
p ( t − 1)
18 ? cos , 29
6
p ( t − 1)
[ cos , −1
6 2

2p
3

2p , p ( t − 1) , 4 p


(*)
3 6 3
2 , t −1 , 4
21 cos
3 6 3
2
4,t21,8
5,t,9
4p 6<t<8
3 Resposta: junho, julho e agosto.
p ( t − 1)
(*) Do enunciado, temos 1 < t < 12. Essa condição implica 0 , < 11p .
6 6

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 15 Aulas 15 e 16
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 e 2.1, cap. 4.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 4. • Faça os exercícios 8 a 14, cap. 4.
Aula 16
• Faça os exercícios 4 a 7, cap. 4.

131
aulas 17 e 18
Equações e inequações trigonométricas
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
Já vimos como resolver equações da forma sen x 5 k, cos x 5 k e tg x 5 k, em que k é uma constante. Nestas aulas, vamos lidar com
equações que podem ser reduzidas a uma dessas formas, usando técnicas algébricas e identidades trigonométricas. Também veremos
como resolver algumas inequações trigonométricas elementares.
Seguem as principais identidades trigonométricas:

sen (a 1 b) 5 sen a ? cos b 1 sen b ? cos a tg a 1 tg b


tg (a 1 b) 5
1 − tg a  ⋅  tg b
sen (a 2 b) 5 sen a ? cos b 2 sen b ? cos a
tg a − tg b
tg (a 2 b) 5
1 + tg a  ⋅  tg b
cos (a 1 b) 5 cos a ? cos b 2 sen a ? sen b
2tg a
cos (a 2 b) 5 cos a ? cos b 1 sen a ? sen b tg 2a 5
1 − tg 2 a

sen 2a 5 2 ? sen a ? cos a 1 1


sec a 5 e cossec a 5
cos a sen a
cos 2a 5 cos2 a 2 sen2 a sec2 a 5 1 1 tg2 a e cossec2 a 5 1 1 cotg2 a

Em cada caso, as condições de existência de todas as expressões devem ser respeitadas.

em classe

3 2. Resolva em R a equação tg x 1 sec2 x 5 1.


1. Resolva a equação sen x ? 1 cos x ? 1 5 sen 70°.
2 2 tg x 1 sec2 x 5 1
sen x ? cos 30° 1 cos x ? sen 30° 5 sen 70°
tg x 1 1 1 tg2 x 5 1
sen (x 1 30°) 5 sen 70°
tg2 x 1 tg x 5 0
sen tg x ? (tg x 1 1) 5 0
110º 70º
Matemática e suas Tecnologias

tg x 5 0 ou tg x 5 21

{ x | x 5 hp ou x 5
3p
4
1 hp, h [ Z }
cos

x 1 30° 5 70° 1 h ? 360° ou x 1 30° 5 110° 1 h ? 360°, com h ∈ Z.


x 5 40° 1 h ? 360° ou x 5 80° 1 h ? 360°
x | x 5 40° 1 h ? 360° ou x 5 80° 1 h ? 360°, h ∈ Z

132
3. Resolva em R a equação tg x 1 sec x 5 1. b) cos x < 1
sen x 1 1 51 e cos x ≠ 0 2
cos x cos x
sen x 1 1 5 cos x p
3
1 5 cos x 2 sen x
12 5 (cos x 2 sen x)2




1 5 cos2 x 1 sen2 x 2 2 ? cos x ? sen x
sen x ? cos x 5 0 e cos x ≠ 0 1 cos
2
sen x 5 0
∴ x 5 h ? p, com h [ Z 5p
{x | x 5 hp, h [ Z} 3

x ∈ R | p < x < 5p
3 3

c) cos x . 1
2
4. Resolva as equações no intervalo [0, 2p[: p
3
a) sen x > 1
2




sen
1 1 cos
2
5p p
6 6
——

1
2 5p
3
——

x [ R | 0 < x , p ou 5 p , x , 2p
3 3

x [ R | p < x < 5p
6 6

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 8
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 8
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 17 Aulas 17 e 18
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 2.2, cap. 4.
• Faça os exercícios 15 e 16, cap. 4. • Faça os exercícios 19 a 25, cap. 4.
Aula 18
• Faça os exercícios 17 e 18, cap. 4.

133
rumo ao

Enem
TexTo para as quesTões 1 e 2 3. (Enem) Nos X-Games Brasil, em maio de 2004, o skatista
H9 brasileiro Sandro Dias, apelidado “Mineirinho”, conseguiu
As bicicletas possuem uma corrente que liga uma coroa realizar a manobra denominada “900”, na modalidade
dentada dianteira, movimentada pelos pedais, a uma skate vertical, tornando-se o segundo atleta no mundo
coroa localizada no eixo da roda traseira, como mostra a fi- a conseguir esse feito. A denominação “900” refere-se
gura. O número de voltas dadas pela roda traseira a cada ao número de graus que o atleta gira no ar em torno de
pedalada depende do tamanho relativo destas coroas. seu próprio corpo, que, no caso, corresponde a
a) uma volta completa.
b) uma volta e meia.
c) duas voltas completas.
c d) duas voltas e meia.
e) cinco voltas completas.

1. (Enem) Em que opção abaixo a roda traseira dá o maior TexTo para as quesTões 4 a 7
H7 número de voltas por pedalada? O esquema a seguir representa uma praça circular de
raio 50 metros. Nessa praça, André está inicialmente
c a) d)
na Barbearia (representada pelo ponto (1, 0)). Todos os
estabelecimentos comerciais estão localizados na bor-
da da praça. (Use 2 = 1,4, 3 = 1,7 e 3,7 = 1,9)

b)
Lanchonete (60º)
e)
Farmácia (150º)

Barbearia
c)
0
(1, 0)

2. (Enem) Quando se dá uma pedalada na bicicleta abaixo


H12 (isto é, quando a coroa acionada pelos pedais dá uma
volta completa), qual é a distância aproximada percor- 4. (Modelo – Enem) Em que ponto está localizada a
rida pela bicicleta, sabendo-se que o comprimento de H6 lanchonete?
um círculo de raio R é igual a 2pR, onde p . 3? c a) ( 0,5; 0,85 ) c) ( 0,6; 0,8) e) ( 0,7; 0,7)
Rumo ao Enem

b) ( 0,85; 0,5 ) d) ( 0,8; 0,6 )

5. (Modelo – Enem) Qual é a distância aproximada entre


H6 a barbearia e a farmácia?

a) 50 m c) 72 m c e) 95 m
80 cm
10 cm b) 65 m d) 85 m
30 cm

6. (Modelo – Enem) Sabendo que a padaria é representada


a) 1,2 m d) 14,4 m H13 por um ponto cuja abscissa é 21, qual é a sua ordenada?
b) 2,4 m e) 48,0 m c a) 0 c) 21 e) 20,5
c c) 7,2 m b) 1 d) 0,5

134
7. (Modelo – Enem) Se um mercado será construído num lugar da praça representado por um ponto cuja ordenada é
H13 20,6, quais são os pontos em que ele pode ficar?

a) (0,85; 20,6) e (20,85; 20,6)


c b) (0,8; 20,6) e (20,8; 20,6)
c) (0,6; 20,6) e (20,6; 20,6)

d) (0,4; 20,6) e (20,4; 20,6)

e) (0,5; 20,6) e (20,5; 20,6)

8. (Modelo – Enem) As coordenadas (x, y) de uma partícula no plano cartesiano são dadas, em função do tempo t,
H15 pelas relações x 5 3cos t e y 5 3sen t, com t > 0. Dentre as opções a seguir a única que representa uma relação entre
x e y é:

a) x2 1 y2 5 3
c b) x2 1 y2 5 9
c) x 1 y 5 3
d) x 2 y 5 3
e) x2 2 y2 5 9

9. (Modelo – Enem) Ao ser ligada, uma lanterna ilumina uma região de uma sala circular dada pela figura a seguir.
H16

Sendo R a medida do raio da sala, dentre as expressões a seguir, aquela que nos fornece a região iluminada, em
função de a rad é:

2 1 
c a) R  sen (2a ) + a

Rumo ao Enem
2

b) R2  1 sen ( a ) + a
2 

c) R2  1 sen (2a ) + 2a
2 

d) R2  1 sen ( a ) + 2a
2 

e) R2 ( sen (2a ) + a )

135
10. (Modelo – Enem) No salto em extensão, a distância do salto, em metros, pode ser determinada a partir da relação
H21
v20
D5 ? sen 2θ,
g

em que g é a aceleração da gravidade, v0 é a velocidade no instante em que a atleta deixa o solo e θ é o ângulo
destacado na figura a seguir.

1 3
4
2
u

Admitindo g 5 10 m/s2 e supondo que a velocidade da atleta ao deixar o solo é de 10 m/s. Se sen θ 5 5 , seu salto
13
foi de, aproximadamente,
a) 5 metros
b) 5,6 metros
c) 6,4 metros
c d) 7,1 metros
e) 7,5 metros

TexTo para as quesTões 11 e 12


O construtor de uma roda-gigante usou como referência para a posição de uma cadeira do brinquedo uma circunfe-
rência trigonométrica, em que o início do passeio é o ponto (1, 0) e a altura h a partir do chão em dezenas de metros
é dada por h 5 2 1 y, em que y representa a ordenada do ponto da circunferência trigonométrica. Sabe-se que uma
(
volta completa da roda leva 48 minutos. Use 2 5 1,4 )
11. (Modelo – Enem) Qual é a altura h após 42 minutos de passeio?
H21
a) 27 m
b) 25 m
c) 20 m
d) 15 m
c e) 13 m

12. (Modelo – Enem) Em que instantes a altura h é 25 metros?


Rumo ao Enem

H21
a) 4 min e 20 min.
b) 8 min e 40 min.
c) 4 min e 40 min.
d) 12 min e 30 min.
e) 12 min e 24 min.

136
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

1
Setor B GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.138
1
AD TM TC

3 aula
2
P.138
AD TM TC

aula
P.141
3
AD TM TC

aula
P.141
4
AD TM TC

aula
P.143
5
AD TM TC

aula
P.143
6
4 AD TM TC

aula
P.145
7
AD TM TC

aula
P.145
8
AD TM TC
MICHAEL H/GETTY IMAGES

aula
P.147
9
AD TM TC

aula
P.147
10
AD TM TC

5 aula
P.149
11
AD TM TC

aula
P.149
12
AD TM TC

6 prof.:

A B C D E
aulas 1 e 2
O plano cartesiano ortogonal
Enem: Conhecimentos algébricos e geométricos

nestas aulas

Coordenadas cartesianas
No plano cartesiano, um ponto fica determinado por um par ordenado (a, b).
y

b P(a, b)
a: abscissa de P
b: ordenada de P
(a, b) são as coordenadas do ponto P

0 x
a

Posições notáveis

B(0, b)
• Origem: O(0, 0)
C(a, a) • Ponto no eixo x: A(a, 0)
• Ponto no eixo y: B(0, b)
A(a, 0)
• Ponto na bissetriz dos quadrantes ímpares: C(a, a)
O(0, 0) x • Ponto na bissetriz dos quadrantes pares: D(a, 2a)

D(a, 2a)

Ponto médio de um segmento


Matemática e suas Tecnologias

B
yB 
x A 1  xB
M xM 5 
yM 2   x A 1  xB y A 1  yB 
 \ M ,
y A 1  yB   2 2 
yA
A yM 5
2 

0 x
xA xM xB

138
em classe
1. Represente no plano cartesiano abaixo os seguintes pontos:
A(21, 2), B(3, 2), C(0, 22), D(23, 23), E(3, 0) e F(22, 2)
y
3
F A B
2

1
E
x
24 23 22 21 0 1 2 3
21

22 C
D
23

24

2. (Enem) Devido ao aumento do fluxo de passageiros, uma empresa de transporte coletivo urbano está fazendo estudos
H6 para a implantação de um novo ponto de parada em uma determinada rota. A figura mostra o percurso, indicado
pelas setas, realizado por um ônibus nessa rota e a localização de dois de seus atuais pontos de parada, representa-
dos por P e Q.

y
Rua C
320 Q

Rua B

Rua A
20 P
0 30 550 x

Os estudos indicam que o novo ponto T deverá ser instalado, nesse percurso, entre as paradas já existentes P e Q, de
modo que as distâncias percorridas pelo ônibus entre os pontos P e T e entre os pontos T e Q sejam iguais. De acordo
com os dados, as coordenadas do novo ponto de parada são:
a) (290, 20)
b) (410, 0) A distância entre os pontos P e Q no percurso indicado é igual a:
(550 2 30) 1 (320 2 20) 5 820
c) (410, 20)
Logo, a distância entre T e os pontos P e Q deverá ser de 820 5 410.
2

Matem‡tica
d) (440, 0)
Portanto, como 30 1 410 5 440 , 550, tem-se que T 5 (440, 20).
c e) (440, 20)

139
3. Obtenha o ponto P de coordenadas (2a 2 2, a 2 10), 4. Em um sistema de coordenadas cartesianas, duas
dado que ele pertence à bissetriz dos quadrantes pares. cidades são representadas pelos pontos A(17, 5) e
Se o ponto pertence à bissetriz dos quadrantes pares, as coordenadas B(23, 27) e são ligadas por uma estrada retilínea AB.
são números opostos, isto é, xP 5 2yP , ou seja: Uma pessoa que esteja no ponto médio da estrada AB
2a 2 2 5 2(a 2 10) ∴ 2a 2 2 5 2a 1 10
∴ 3a 5 10 1 2 ∴ a 5 4 tem coordenadas:
Logo, P(6, 26).
a) (10, 21)
c b) (7, 21)
c) (10, 6)
d) (7, 6)
e) (7, 22)
As coordenadas do ponto médio M são:
17 1 (23) 5 1 (27)
xM 5 5 7 e yM 5 5 21 .
2 2
Logo, M(7, 21).

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 3 – Unidade 10
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 10
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 1 Aula 1
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 4, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 1.
Aula 2 Aula 2
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 1. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 3 da seção Rumo ao Enem.

140
aulas 3 e 4
Distância entre dois pontos
Enem: Conhecimentos algébricos e geométricos

nestas aulas

Distância entre dois pontos


Dados dois pontos A(xA, yA) e B(xB, yB) do plano cartesiano, a distância entre eles é a medida do segmento AB.
y

yB
B d5 (x 2 x )
B A
2
1 ( yB 2 y A )
2

d
yB 2 yA
ou
yA A
xB 2 xA

0
d5 ( Dx )2 1 ( Dy )2
xA xB x

em classe
1. Os pontos A(23, 2) e B(1, 6) são vértices consecutivos de um quadrado. A área desse quadrado é:
a) 16
b) 16 2
c) 32 2
c d) 32
e) 64
B

Matem‡tica
O lado do quadrado é a distância entre os pontos A e B:
,5 (23 2 1)2 1 (2 2 6)
2

, 5 16 1 16
\ , 54 2
A área do quadrado é A 5 ,2; portanto, A 5 32.

141
2. (Unicamp-SP – Adaptada) A figura a seguir apresenta 3. Os pontos A(7, 2), B(5, 23) e C(23, 29) são os vértices
H12 parte do mapa de uma cidade, no qual estão identifica- de um triângulo. Calcule a medida da mediana AM.
das a catedral, a prefeitura e a câmara de vereadores.
A(7, 2)
Observe que o quadriculado não representa os quar-
teirões da cidade, servindo apenas para a localização
dos pontos e retas no plano cartesiano. Nessa cidade,
a Avenida Brasil é formada pelos pontos equidistantes
da catedral e da prefeitura, enquanto a Avenida Jus-
celino Kubitschek (não mostrada no mapa) é formada
pelos pontos equidistantes da prefeitura e da câmara C(23, 29) M B(5, 23)
de vereadores.
As coordenadas do ponto M, médio de BC, são:
y x M 5 5 2 3 5 1 e y M 5 23 2 9 5 26 ; logo, M(1, 26).
Avenida Brasil 2 2
7
A medida da mediana AM é:
6 d5 (7 2 1)2 1 (2 1 6)
2
5 100   \ d 5 10
5 Resposta: 10

4
Câmara
3

2
Catedral Prefeitura
1

x
1 2 3 4 5 6 7

Sabendo que a distância real entre a catedral e a pre-


feitura é de 500 m, podemos concluir que a distância
real, em linha reta, entre a catedral e a câmara de ve-
readores é de:
a) 1 500 m
c b) 500 5 m
c) 1 000 2 m
em casa
d) 500 1 500 2 m Consulte:
e) 500 1 500 5 m Livro-texto 3 – Unidade 10
Sejam A(1, 1) e B(5, 3), respectivamente, as coordenadas da catedral Caderno de Exercícios 3 – Unidade 10
e da câmara de vereadores. Assim, a distância no mapa, entre os
pontos A e B é: Tarefa Mínima
d5 (1 2 5 )2 1 (1 2 3)2 5 20 \ d 5 2 5 Aula 3
A distância entre a catedral e a prefeitura no mapa é 2, e a distância
real é 500 m; logo:
• Leia o resumo de aula.
• Faça os exercícios 17 a 20, cap. 1.
2 500 m
Aula 4
Matemática e suas Tecnologias

2 5 D
• Faça os exercícios 24 a 27, cap. 1.
\ D 5 500 5 m Tarefa Complementar
Aula 3
• Leia o item 5, cap. 1.
• Faça os exercícios 21 a 23, cap. 1.
Aula 4
• Faça os exercícios 28 a 30, cap. 1.
• Faça os exercícios 4 e 5 da seção Rumo ao Enem.

142
aulas 5 e 6
Estudo da reta: inclinação e coeficiente angular
Enem: Conhecimentos algébricos e geométricos

nestas aulas
Inclinação de uma reta r concorrente com o eixo das abscissas é a medida do ângulo a formado pela reta e pelo eixo, medido a
partir do eixo e no sentido anti-horário.
y
r

0° , a , 180°
Observação: Se r é paralela ao eixo x, a 5 0°.

α
0 x

Coeficiente angular de uma reta r, não perpendicular ao eixo x, é a tangente da sua inclinação. Indicamos o coeficiente angular de
uma reta por m.

m 5 tg a
Observação: Se r é perpendicular ao eixo x, não se define m.

Conhecendo dois pontos distintos A(xA, yA) e B(xB, yB) de uma reta r não vertical, seu coeficiente angular m é dado por:
y
r
A
yA
y A 2 yB Dy
(yB 2 yA) m5 ou m 5
B α x A 2 xb Dx
yB
(xB 2 xA)
α
0 xB xA x

Condição de alinhamento

Matem‡tica
Uma consequência do conceito de coeficiente angular de uma reta é a condição de alinhamento de três pontos.
y
r
C Sendo mAB o coeficiente angular determinado pelos
yC
pontos A e B e mBC o coeficiente determinado pelos pontos
yB B α B e C, temos:
yA
A α mAB 5 mBC
α
0 xA xB xC x

143
em classe
1. Na figura abaixo, o triângulo ABC é equilátero e o lado 4. Em um mapa, as cidades de São José do Rio Preto,
AB está contido no eixo x. Qual a inclinação e o coefi- H8 Catanduva e São Carlos possuem coordenadas (4, 12),
ciente angular da reta suporte do lado BC? (a, 10) e (16, 4). Determine a, considerando que elas
são colineares.
y
C y
S. J. Rio Preto

Catanduva

A B x

Como o triângulo é equilátero, seus ângulos internos medem 60°;


logo, a inclinação da reta BC é 120° e seu coeficiente angular é:
m 5 tg 120° \ m 5 2 3
Resposta: a 5 120° e m 5 2 3 São Carlos

2. Determine o coeficiente angular da reta que passa pelos x


pontos A e B da figura a seguir.
Como os pontos são colineares, temos:
y 10 2 12 12 2 4 22 8
A 5 \ 5
2 a24 4 2 16 a24 212
1 22 22
5
B a24 3
a2453∴a57
24 23 22 21 1 2 x
21 Resposta: 7

Da figura, temos os pontos A(23, 2) e B(2, 0).


O coeficiente angular m é:
m5 220 \ m522
23 2 2 5
Resposta: 2 2
5
em casa
Consulte:
Livro-texto 3 – Unidade 10
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 10
Tarefa Mínima
3. Sendo A(3k, 2) e B(21, k), obtenha k de modo que a reta
determinada por esses dois pontos tenha inclinação Aula 5
a 5 45°. • Leia o resumo de aula.
O coeficiente angular da reta AB é m 5 tg 45°; portanto, m 5 1. • Faça os exercícios 1 a 3, cap. 2.
k 2 2 5 1 \ k 2 2 5 21 2 3k
Logo, Aula 6
Matemática e suas Tecnologias

21 2 3k

4k 5 1\k 5 1
• Faça os exercícios 7 a 9, cap. 2.
4
1 Tarefa Complementar
Resposta:
4 Aula 5
• Leia os itens 1 e 2, cap. 2.
• Faça os exercícios 4 a 6, cap. 2.
Aula 6
• Faça os exercícios 10 a 12, cap. 2.
• Faça o exercício 6 da seção Rumo ao Enem.

144
aulas 7 e 8
Estudo da reta: equação fundamental
Enem: Conhecimentos algébricos e geométricos

nestas aulas

Introdução
A equação de uma reta r é uma relação entre as coordenadas x e y dos pontos de r, de modo que todo ponto da reta satisfaça essa
relação e somente eles.
Toda reta pode ser representada por um ou mais tipos de equação. É importante saber trabalhar com os principais, pois possuem
características e aplicações diferentes.

Equação fundamental
Essa é a principal forma de obtermos a equação de uma reta quando conhecemos um de seus pontos, P0 (x0, y0), e seu coeficiente angular m.
y
r
 P ( x ,y )
P(x, y) Com  0 0 0 ,
 m
y0 temos:
P0(x0, y0)
α y 2 y0 5 m ? ( x 2 x0 )
0 x0 x

Observação:
Note que, se a reta for vertical (a 5 90°), ela não possuirá equação fundamental.

Reta vertical
Em uma reta vertical pelo ponto P0(x0, y0), todos os seus pontos possuirão a mesma abscissa x0, independentemente da ordenada;
assim, para todo ponto P(x, y) dessa reta, teremos x 5 x0.
y r

P(x, y)

x 5 x0

Matem‡tica
y0
P0(x0, y0)

0 x0 x

Exemplos:
1. Equação fundamental da reta que passa pelo ponto P0(1, 22) e possui coeficiente angular 23.
y 2 (22) 5 23 ? (x 2 1)
∴ y 1 2 5 23 ? (x 2 1)
2. Equação da reta vertical que passa pelo ponto P0(1, 22).
x51

145
em classe
1. Determine uma equação da reta r que possui coeficien- b) y r
te angular m e passa pelo ponto P nos casos abaixo.

a) m 5 2 e P(23, 4)
y 2 4 5 2 ? (x 1 3)
∴ y 2 4 5 2x 1 6

0 4 x

3
b) m 5 2 e P(4, 23) A reta é vertical; logo, não possui coeficiente angular.
2 Sua equação é x 5 4 ou x 2 4 5 0.
Professor, reforce a ideia de que, se uma reta é vertical, todos os
y 1 3 5 2 3 ? ( x 2 4)
2 seus pontos possuem a mesma abscissa; nessa reta, todos os
\y 1 3 5 2 3 x 1 6 pontos possuem a mesma abscissa 4, ou seja, x 5 4 para todo y.
2
c) y
y 5 2 x 1 3 ou 3 x 1 y 2 3 5 0 ou 3x 1 2y 2 6 5 0
3
2 2

2. Determine uma equação da reta r que passa pelos


pontos A e B nos casos abaixo. 0 x

a) A(2, 1) e B(6, 23)


r
m 5 23 2 1 ∴ m 5 21 25
622
y 2 1 5 21 ? (x 2 2) ∴ y 2 1 5 2x 1 2
y 5 2x 1 3 ou x 1 y 2 3 5 0

m 5 tg 0° ∴ m 5 0
b) A(3, 1) e B(3, 23) y 1 5 5 0 ? (x 2 0) ∴ y 1 5 5 0 ou y 5 25
Os pontos possuem a mesma abscissa; logo, estão em uma mes- Professor, comente com os alunos que eles devem pensar que,
ma reta vertical. Portanto, sua equação é x 5 3 ou x 2 3 5 0. assim como na reta vertical, todos os pontos dessa reta horizontal
possuem a mesma ordenada 25, ou seja, y 5 25 para todo x.

em casa
3. Determine uma equação da reta r nos casos a seguir.
Consulte:
a) y Livro-texto 3 – Unidade 10
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 10
r
Tarefa Mínima
2
Aula 7
• Leia o resumo de aula.
23 0 x
• Faça os exercícios 13 a 15, cap. 2.
Aula 8
Matemática e suas Tecnologias

m=
220
013
\ m5
2
3
• Faça os exercícios 19 a 21, cap. 2.
y 2 2 5 2 ? ( x 2 0) \ y 2 2 5 2 x Tarefa Complementar
3 3
Aula 7
y = 2 x 1 2 ou 2x 2 3y 1 6 5 0
3
Professor, comente com os alunos que eles poderiam obter m no
• Leia o item 3.1, cap. 2.
triângulo retângulo: • Faça os exercícios 16 a 18, cap. 2.
cateto oposto
m 5 tg a \ m 5 \ m5 2 Aula 8
cateto adjacente 3
• Faça os exercícios 22 a 24, cap. 2.
• Faça os exercícios 7 e 8 da seção Rumo ao Enem.

146
aulas 9 e 10
Estudo da reta: equação reduzida e equação geral
Enem: Conhecimentos algébricos e geométricos

nestas aulas
expressar um ponto genérico da reta utilizando um único parâ-
Equação reduzida metro, pois todo ponto da reta y 5 mx 1 q pode ser expresso
Nesse tipo de equação, temos o coeficiente angular m da reta e como P(k, mk 1 q).
o coeficiente linear q (ordenada do ponto em que a reta intersecta Note que, se a reta for vertical (a 5 90°), ela não possuirá equa-
o eixo y). ção reduzida.
y

Equação geral

P(0, q) Qualquer reta do plano cartesiano pode ser representada na forma


q y5m?x1q ax 1 by 1 c 5 0, com a e b não nulos simultaneamente. Por esse
α
motivo, esse tipo de equação é chamado equação geral da reta.

0 x ax 1 by 1 c 5 0
Exemplos:
Vamos considerar a reta que passa pelo ponto P(1, -2) e possui
Observações:
coeficiente angular -3, como visto no exemplo das aulas 7 e 8.
Quando m . 0, a reta é crescente, pois, se 0° , a , 90°, então
y 2 (22) 5 23 ? (x 2 1)
tg a . 0.
y 1 2 5 23 ? (x 2 1)
Quando m , 0, a reta é decrescente, pois, se 90° , a , 180°,
então tg a , 0. y 1 2 5 23 ? x 1 3 ∴ y 5 23 ? x 1 1 (Equação reduzida)
Na equação reduzida, escrevemos y em função de x, isto é, Ou, ainda:
y 5 f(x), que você conhece da função do 1o grau. Isso nos permite 3x 1 y 2 1 5 0 (Equação geral)

em classe
1. Determine a equação reduzida e a equação geral da 2. Em uma reta que passa pelos pontos P(22, 6) e Q(4, 3),
reta r da figura a seguir. determine:

a) sua equação reduzida;

Matem‡tica
y
m5 326 \ m521
412 2

y 2 3 5 2 1 ? ( x 2 4)
2
3 y23521x12
2

\ y521x15
2
45°
0 x
r

m 5 tg 135° ∴ m 5 21
q53
y 5 21 ? x 1 3 ∴ y 5 2x 1 3 ou x 1 y 2 3 5 0

147
b) sua equação geral; 3. Uma pessoa dirigia por uma estrada retilínea e observou
1
y 5 2 x 1 5 ∴ 2y 5 2x 1 10 H9 que, em dois pontos da estrada, sua distância até uma
2
torre T era igual a 5 km. Admitindo que em um sistema
∴ x 1 2y 2 10 5 0
de coordenadas cartesianas, com unidade em quilô-
metro, a equação da reta que representa a estrada seja
y 5 2x 2 1 e que a torre seja o ponto T(6, 1), determine
os pontos da estrada em que isso ocorreu.

c) a área do triângulo que é formado com os eixos


d55
coordenados.
Em x 1 2y 2 10 5 0, temos:
Se y 5 0 ∴ x 5 10
Se x 5 0 ∴ y 5 5

y T

d55
A

Um ponto da reta y 5 2x 2 1 pode ser representado por P(a, 2a 2 1).


Como a distância de P a T é 5, temos: ( a 2 6 )2 1 (2a 2 1 2 1)2 55
0 10 x
a2 2 12a 1 36 1 4a2 2 8a 1 4 5 25 ∴ 5a2 2 20a 1 15 5 0
a2 2 4a 1 3 5 0; logo, a 5 1 ou a 5 3.
Assim, temos os pontos A(1, 1) e B(3, 5).
A área do triângulo é:
A 5 10 ? 5 \ A 5 25
2

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 3 – Unidade 10
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 10
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 9 Aula 9
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 3.2 a 3.4, cap. 2.
• Faça os exercícios 25 a 27, cap. 2. • Faça os exercícios 28 a 30, cap. 2.
Aula 10 Aula 10
• Faça os exercícios 31 a 33, cap. 2. • Faça os exercícios 34 a 36, cap. 2.
• Faça os exercícios 9 e 10 da seção Rumo ao Enem.

148
aulas 11 e 12
Estudo da reta: posições relativas
Enem: Conhecimentos algébricos e geométricos

nestas aulas

Retas paralelas distintas

y r s

qr
m 5m
 r s

 e
qs
 q ?q
 r s

α α
0 x

Retas paralelas coincidentes

y
r;s

q r 5 qs
m 5m
 r s

 e
 q 5q
 r s
α
0 x

Retas concorrentes

y
r

Matem‡tica
P
mr ? ms
αs
αr
0 x
s

Observações:
• O ponto de intersecção de duas retas concorrentes é obtido resolvendo-se o sistema de equações formado por elas.
• Se alguma das retas r ou s for vertical, não terão validade as condições acima, mas o estudo da posição relativa é imediato, pois, se
a outra também for vertical, serão paralelas; caso contrário, serão concorrentes.

149
em classe
1. Obtenha uma equação geral da reta s paralela à reta 2. Obtenha b e c de modo que a reta (r) y 5 1 x 1 2 seja
r na figura abaixo. 3
paralela coincidente com a reta (s) 2x 1 by 1 c 5 0.
y (s) 2x 1 by 1 c 5 0 ∴ by 5 22x 2 c ∴ y 5 2 2 ? x 2 c
r s
b b
Devemos ter:
2 1
3 2 5   \ b 5 26
b 3
e
P(1, 2) c
2 5 2 ∴ c 5 22b ∴ c 5 12
b
Resposta: b 5 26 e c 5 12

26 0 x

O coeficiente angular da reta r é mr 5 3 2 0 \ mr 5 1 .


016 2
1
Como s // r, temos ms 5 ; logo, sua equação é:
2
3. Determine o ponto de intersecção entre as seguintes
y 2 2 5 1 ? ( x 2 1) \ 2y 2 4 5 x 2 1 retas:
2
∴ x 2 2y 1 3 5 0
Resposta: (s) x 2 2y 1 3 5 0  x 5 t 2 2
(r) 
 y 5 3t 2 1

e
(s) x 2 y 1 3 5 0
Em (r), de x 5 t 2 2, temos t 5 x 1 2.
Substituindo em y 5 3t 2 1, obtemos y 5 3x 1 5.
Em (s), temos y 5 x 1 3.
Logo, 3x 1 5 5 x 1 3 ∴ x 5 21 e y 5 2.
Resposta: P(21, 2)

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 3 – Unidade 10
Caderno de Exercícios 3 – Unidade 10
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 11 Aula 11
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 4, cap. 2.
• Faça os exercícios 37 a 39, cap. 2. • Faça os exercícios 40 e 41, cap. 2.
Aula 12 Aula 12
• Faça os exercícios 42 a 44, cap. 2. • Faça os exercícios 45 e 46, cap. 2.
• Faça o exercício 11 da seção Rumo ao Enem.

150
rumo ao

Enem
1. (Enem) João é morador de Brasília, a capital do Brasil. Ele mora na Sqn 202, trabalha na Sqn 204 e percorre diariamente
H6 o trajeto indicado no mapa abaixo, seguindo de A até B.

Via. W Um

Erl N
B

Sqn 104

Via. L Um
Sqn 104
Sqn 204
Norte

Erw N

404
R. Em

No

Sqn
Sqn 304

rte
Sqn 403

Via. Em
Via. W

Sqn 203
Sqn 403
Erw N
Um Norte

N Erl N

L
O

Via. L Um Norte
Erl N
Via. W Um Norte

S
A Sqn 402

Via. L Dois Norte


Sqn 202
Estr. Em

Sqn 402
Sqn 02
3

Orientando-se pelos pontos cardeais desenhados no mapa, qual é a orientação da trajetória que João deve seguir
desde sua residência até seu local de trabalho?
a) Oeste, Norte, Oeste. c d) Leste, Sul, Leste, Norte, Oeste.
b) Oeste, Leste, Oeste. e) Oeste, Sul, Oeste, Norte, Oeste.
c) Leste, Leste, Norte, Oeste.
2. (Enem) Um foguete foi lançado do marco zero de uma estação e após alguns segundos atingiu a posição (6, 6, 7)
H6 no espaço, conforme mostra a figura. As distâncias são medidas em quilômetros.
z

(6, 6, 7)

Rumo ao Enem
x
(0, 0, 0)

Considerando que o foguete continuou sua trajetória, mas se deslocou 2 km para a frente na direção do eixo x, 3 km
para trás na direção do eixo y, e 11 km para a frente, na direção do eixo z, então o foguete atingiu a posição:
a) (17, 3, 9) c b) (8, 3, 18) c) (6, 18, 3) d) (4, 9, 24) e) (3, 8, 18)

151
3. (Enem) O gráfico a seguir mostra o início da trajetória Considere que cada criança pode se deslocar apenas
H11 de um robô que parte do ponto A(2, 0), movimentan- na direção vertical ou horizontal dentro do labirinto. Desse
do-se para cima ou para a direita, com velocidade de modo, Ana encontra-se equidistante de Samanta e de
uma unidade de comprimento por segundo no plano a) Carol.
cartesiano. O gráfico exemplifica uma trajetória desse
c b) Denise.
robô durante 6 segundos.
c) Eliana.
d) Larissa.
18
17 e) Roberta.
16
15 5. (Enem) Um construtor pretende murar um terreno e,
14 para isso, precisa calcular o seu perímetro. O terreno
H8
13
está representado no plano cartesiano, conforme a fi-
12
gura, no qual foi usada a escala 1 : 500. Use 2,8 como
11
10
aproximação para 8 .
9 cm
8
7 6
6
5
4
3
2
1
A
1
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

1 9 cm
Supondo que esse robô continue essa mesma trajetória,
qual será sua coordenada após 18 segundos de cami- De acordo com essas informações, o perímetro do ter-
nhada, contando o tempo a partir do ponto A? reno, em metros, é:
a) (0, 18) c d) (14, 6) a) 110 d) 130
b) (18, 2) e) (6, 14) b) 120 e) 144
c) (18, 0) c c) 124

4. (Enem) No labirinto em um parque de diversões, repre- 6. (Enem) Alunos de um curso de engenharia desenvolve-
H8 sentado pela malha quadriculada, encontram-se sete
H20 ram um robô “anfíbio” que executa saltos somente nas
crianças: Ana, Carol, Samanta, Denise, Roberta, Eliana
direções norte, sul, leste e oeste. Um dos alunos repre-
e Larissa, representadas por pontos, identificados pela
sentou a posição inicial desse robô, no plano cartesiano,
letra inicial do nome de cada uma delas. A malha é
pela letra P, na ilustração.
formada por quadrados, cujos lados medem 1 cm.
y
5 Direções
4 N
Rumo ao Enem

C 3

A S 2 O L
P
1

S
2 5 2 4 23 22 21 0 1 2 3 4 5 x
E 21
22
D
23
L R 24
25

152
A direção norte-sul é a mesma do eixo y, sendo que o sentido norte é o sentido de crescimento de y, e a direção
leste-oeste é a mesma do eixo x, sendo que o sentido leste é o sentido de crescimento de x.
Em seguida, esse aluno deu os seguintes comandos de movimentação para o robô: 4 norte, 2 leste e 3 sul, nos quais
os coeficientes numéricos representam o número de saltos do robô nas direções correspondentes, e cada salto cor-
responde a uma unidade do plano cartesiano.
Depois de realizar os comandos dados pelo aluno, a posição do robô, no plano cartesiano, será:
a) (0, 2) b) (0, 3) c c) (1, 2) d) (1, 4) e) (2, 1)

7. (Enem) As fábricas de pneus utilizam-se de modelos matemáticos próprios em sua produção para a adaptação
H17 dos vários tipos de pneus aos veículos: de bicicletas a caminhões, tratores e aviões. Um dos conceitos utilizados
pela indústria é o de “índice de carga”, que está relacionado à carga máxima que pode ser suportada por um
pneu. Uma empresa fabricante de pneus apresenta o seguinte quadro, relativo às cargas máximas suportadas por
pneus cujos índices variam de 70 a 80. Há um comportamento regular em alguns intervalos, como se observa entre
os índices de 70 a 74.

Índice de carga 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80

Carga máxima (kg) 335 345 355 365 375 387 400 412 425 437 450

Disponível em: <http://www.goodyear.com.br>. Acesso em: 27 abr. 2010 (adaptado).


Qual equação representa a dependência entre o índice de carga (I) e a carga máxima (C), em kg, no intervalo de
70 a 74?
C C C
a) I 5  2 70 c b) I 5 1 36,5 c) I 5  2 328 d) I 5 10C 2 3 280 e) I 5 10C 2 70
10 10 10
8. (Enem) Um programador visual deseja modificar uma imagem, aumentando seu comprimento e mantendo sua largura.
H22 As figuras 1 e 2 representam, respectivamente, a imagem original e a transformada pela duplicação do comprimento.

y y
8 8
7 7

6 6

5 5
4 4
r1 r2
3 3
2 2
A1 A2
1 1
B1 B2

0 1 2 3 4 5 6 x 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 x
Figura 1 Figura 2

Para modelar todas as possibilidades de transformação no comprimento dessa imagem, o programador precisa

Rumo ao Enem
descobrir os padrões de todas as retas que contêm os segmentos que contornam os olhos, o nariz e a boca e, em
seguida, elaborar o programa.
O segmento A1B1 da figura 1, contido na reta r1, transformou-se no segmento A2B2 da figura 2, contido na reta r2.
Suponha que, mantendo constante a largura da imagem, seu comprimento seja multiplicado por n, sendo n um número
inteiro e positivo, e que, dessa forma, a reta r1 sofra as mesmas transformações. Nessas condições, o segmento AnBn estará
contido na reta rn.
A equação algébrica que descreve rn, no plano cartesiano, é:
c a) x 1 ny 5 3n d) nx 1 ny 5 3n
b) x 2 ny 5 2n e) nx 1 2ny 5 6n
c) x 2 ny 5 3n

153
9. (Enem) No Brasil, costumamos medir temperaturas uti- 10. (Enem) Diante de um sanduíche e de uma porção de
H22 lizando a escala Celsius. Os países de língua inglesa batatas fritas, um garoto, muito interessado na quanti-
utilizam a escala Farenheit. A relação entre essas duas dade de calorias que pode ingerir em cada refeição,
escalas é dada pela expressão F 5 C 3 1,8 1 32, em que F analisa os dados de que dispõe. Ele sabe que a porção
representa a medida da temperatura na escala Farenheit de batatas tem 200 g, o que equivale a 560 calorias, e
e C, a medida da temperatura na escala Celsius. que o sanduíche tem 250 g e 500 calorias. Como ele
deseja comer um pouco do sanduíche e um pouco das
O gráfico que representa a relação entre essas duas
batatas, ele se vê diante da questão: “Quantos gramas
grandezas é:
de sanduíche e quantos gramas de batata eu posso
a) F comer para ingerir apenas as 462 calorias permitidas
para esta refeição?” Considerando que x e y represen-
32 tam, respectivamente, em gramas, as quantidades do
sanduíche e das batatas que o garoto pode ingerir,
assinale a alternativa correspondente à expressão algé-
brica que relaciona corretamente essas quantidades.
c a) 2x 1 2,8y 5 462
1,8 C
b) 2,8x 1 2y 5 462
c) 1,8x 1 2,3y 5 1 060
c b) F
d) 0,5x 1 0,4y 5 462
e) 0,4x 1 0,5y 5 462
32
11. Em um sistema cartesiano estão indicados dois trechos
H7 retilíneos AB e CD de duas ruas R1 e R2, ligados por um re-
torno em “U”, representado por uma semicircunferência
conforme o esquema a seguir. (Distâncias em centenas
217,8 C de metros.)
A B
c) F
R1
Retorno em U

R2
1,8 C
C D

232 Se a equação que representa R1 é y 5 x 1 6,5 e R2 é


y 5 x 1 6,5 1 2, o raio da semicircunferência é:
a) 100 m

d) F b) 500 m
c) 140 m
c d) 70 m
e) 50 m
Rumo ao Enem

1,8 anotações

e) F

32

154
Atividades
Interdisciplinares

431
Técnica, tecnologia
e ambiente
Em 1818, a escritora inglesa Mary Shelley (1797-1851) publicou o romance Frankenstein ou o Prometeu moder-
no, obra que se tornou amplamente conhecida. O livro teve grande aceitação popular e logo foi traduzido para
outras línguas e adaptado para o teatro. Mais tarde, a partir do século XX, inúmeras versões cinematográficas
e adaptações, para os mais diversos veículos, comprovaram o interesse despertado pelo tema.
A obra narra a surpreendente aventura do doutor Viktor Frankenstein, que conseguiu dar vida a um ser
construído com diversas partes humanas, mobilizando uma técnica sofisticada e avançados conhecimentos
científicos. Assustado com o horror e a feiura da sua criação, o cientista a rejeita:
Sem conseguir suportar a aparência do ser que criara, corri para fora da oficina, e por um bom
tempo caminhei de um lado a outro em meu quarto, incapaz de apaziguar a mente e deitar-me. [...]
Nenhum mortal seria capaz de suportar o horror daquele rosto.
SHELLEY, Mary. Frankenstein ou o Prometeu moderno.
São Paulo: Penguin Classics – Companhia das Letras, 2015. p.132-133.

Rejeitado, o “monstro” passa a levar uma vida marginal e até violenta, o que gera uma revolta contra seu criador
e contra toda a humanidade.

REPRODU‚ÌO/COLE‚ÌO PARTICULAR
THE BRIDGEMAN ART LIBRARY/KEYSTONE/MUSEUS E GALERIAS DE ARTE DE LEEDS, REINO UNIDO
Atividades Interdisciplinares

Primeira edição de Frankenstein ou o Prometeu


moderno, em 1818. A epígrafe traz o trecho
do poeta inglês do século XVII, John Milton:
“Pedi eu, ó Criador, que do barro/ Me fizesse
homem? Pedi que/ Me arrancasse das trevas?”.

Em linhas gerais, o tema não é novo, pois remonta, por exemplo, à tradição grega. Na mitologia, Prometeu
foi um titã que roubou o fogo dos deuses para dá-lo aos homens, ampliando suas capacidades. Como puni-
ção, Zeus, o mais importante dos deuses, condenou Prometeu a um castigo eterno: permanecer amarrado
no alto de uma rocha e ter seu fígado comido todos os dias por uma águia.

432
O livro de Mary Shelley foi publicado como Frankenstein ou o Prometeu moderno, com o subtítulo fa-
zendo referência à ousadia do cientista, que “roubou o fogo dos deuses”, isto é, “deu vida a um ser”, privilégio
exclusivo dos deuses. Uma vida atormentada e a revolta da criatura foram suas punições.
Se o doutor Frankenstein ousou agir como um deus, foi porque a tecnologia deu-lhe essa possibilidade.
No entanto, aqui a metáfora se amplia, e o mundo da Revolução Industrial – em franca aceleração na época
em que foi escrito o livro – representou de fato a capacidade de transformar o conhecimento científico em
técnica. Ao longo do tempo, as técnicas cada vez mais avançadas da Revolução Industrial passaram a ser
responsáveis por realizações mais ousadas, produzindo objetos surpreendentes, transformando a paisagem
e ampliando a ambição humana.
O desenvolvimento da Revolução Industrial foi acompanhado de uma visão da natureza que remonta à
tradição cristã, de profunda influência no Ocidente, segundo a qual Deus deu ao homem o domínio sobre
a natureza e todos os seus seres. O potencial tecnológico desenvolvido a partir da Revolução Industrial foi
responsável por intervenções dramáticas no ambiente, como a construção de canais de navegação (por
exemplo, Suez em 1869 e Panamá em 1913), imensas pontes e viadutos sobre mares e rios, minas cada vez
mais profundas, canais de navegação, reversão do fluxo de rios, criação de lagos artificiais e devastação
de florestas.

CLYNT GARNHAM INDUSTRY/ALAMY/LATINSTOCK

Atividades Interdisciplinares
Escavadeira gigante, produzida pela indústria alemã Krupp em 1978.

Ao mesmo tempo, surgiram navios gradativamente maiores, veículos cada vez mais rápidos, aviões e fogue-
tes capazes de levar o homem à Lua. A geração de energia para todos esses empreendimentos culminou com
a divisão do átomo e a possibilidade de liberação de energia em quantidades assombrosas. Em típica vingança
prometeica, o ambiente reage, voltando-se contra o homem: o clima se transforma, a natureza domada escapa
catastroficamente de qualquer controle.
Há décadas, pesquisadores alertavam que o planeta sentiria no futuro o impacto do descaso do homem
com o ambiente. Na virada do milênio, as recomendações já não eram mais necessárias – as catástrofes causadas
pelo aquecimento global se tornaram realidades presentes em todos os continentes do mundo. Os desafios
passaram a ser dois: adaptar-se à iminência de novos e mais dramáticos desastres naturais e buscar soluções
para amenizar o impacto do fenômeno.

433
Atividades No início do novo milênio, organizações não gover-
namentais, ambientalistas e movimentos sociais que
1. (Fuvest-SP) integram os mais variados fóruns internacionais têm
Maldito, maldito criador! Por que eu vivo? Por que não advertido para o risco, cada vez maior, de que a ca-
extingui, naquele instante, a centelha de vida que você pacidade de suporte do planeta seja ultrapassada. O
tão desumanamente me concedeu? Não sei! O desespe- esgotamento dos recursos naturais, a redução da bio-
ro ainda não se apoderara de mim. Meus sentimentos diversidade e o aquecimento global são algumas das
eram de raiva e vingança. Quando a noite caiu, deixei questões intensamente debatidas nas negociações e
meu abrigo e vagueei pelos bosques. [...] Oh! Que noite reuniões internacionais sobre problemas globais, como
miserável passei eu! Sentia um inferno devorar-me, e a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Am-
desejava despedaçar as árvores, devastar e assolar tudo biente, o Fórum Social Mundial e o Congresso Interna-
o que me cercava, para depois sentar-me e contemplar cional da IUCN – União Internacional de Conservação
satisfeito a destruição. Declarei uma guerra sem quartel da Natureza.
à espécie humana e, acima de tudo, contra aquele que me Relacione o agravamento dos problemas ambientais
havia criado e me lançara a esta insuportável desgraça! globais com as tendências de expansão dos padrões
SHELLEY, Mary. Frankenstein. 2. ed. Porto Alegre: LPM, 1985. de consumo dos países desenvolvidos para o resto do
O trecho acima, extraído de uma obra literária publica- mundo.
da pela primeira vez em 1818, pode ser lido corretamente Os países desenvolvidos apresentam padrões de consumo
como uma:
fundamentados no intenso uso de fontes não renováveis de energia
a) apologia à guerra imperialista, incorporando o de-
(carvão, gás natural e petróleo) e em processos produtivos com baixa
senvolvimento tecnológico do período.
eficiência no aproveitamento dos recursos naturais. Tais padrões
c b) crítica à condição humana em uma sociedade in-
causam diversos impactos na natureza, como a redução indiscriminada
dustrializada e de grandes avanços científicos.
da diversidade biológica, aumento nas emissões de gases estufa e
c) defesa do clericalismo em meio à crescente laiciza-
ção do mundo ocidental. ampla poluição atmosférica, hídrica e dos solos.

d) recusa do evolucionismo, bastante em voga no período.


e) adesão a ideias e formulações humanistas de igual-
dade social.

2. (UFRJ – Adaptada)
Nosso futuro comum
REPRODUÇÃO/VESTIBULAR UFRJ 2005
Atividades Interdisciplinares

434
anotações

435
Atividades Interdisciplinares
Atividades Interdisciplinares

436
anotações
ANGLO
A coleção de Ensino Médio do Sistema Anglo de Ensino foi planejada para os
alunos do século XXI, empreendedores e ávidos por inovações e conhecimento.
O que se propõe neste segmento é aliar a motivação dos alunos com a
qualidade de ensino e os elevados padrões acadêmicos – uma tríade que
representa um trabalho de excelência nas escolas.
Com o conhecimento adquirido na escola, o aluno se sentirá pronto para a
vida em sociedade e, como cidadão, poderá interferir na realidade em que vive.
Nosso objetivo é transformar o lema: “aula dada, aula estudada” em prática,
provocando o exercício da autonomia e o aperfeiçoamento constantes.
O material é composto de Caderno do Aluno, Livro-texto e Caderno de
Exercícios, além de diversos recursos digitais e ferramentas disponíveis no portal
do Sistema.
Venha conosco nessa jornada!

298872

826251118

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