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ANGLO

Manual do Professor • Matemática


Ensino Médio

2ª- série

7
Manual
do Professor
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)
Direção de inovação e conteúdo: Guilherme Luz
Direção executiva de integração: Irina Bullara Martins Lachowski
Direção editorial: Renata Mascarenhas
Gestão pedagógica e gestão de projeto editorial: Henrique Braga
e Rodolfo Marinho
Coordenação pedagógica: Fábio Aviles
Supervisão da disciplina: Roberto Teixeira Cardoso
Gestão de área: Viviane Carpegiani e Pietro Ferrari
Edição: Tadeu Nestor Neto
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Fluxo de produção: Paula Godo (coord.), Fabiana Manna e
Paula P. O. C. Kusznir
Revisão: Hélia Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Danielle Modesto,
Marília Lima, Marina Saraiva, Tayra Alfonso e Vanessa Lucena
Edição de arte: Daniela Amaral (coord.) e Antonio Cesar Decarli
Diagramação: Casa de Tipos
Iconografia e licenciamento de texto: Sílvio Kligin (superv.);
Denise Durand Kremer (coord.); Claudia Bertolazzi, 
Claudia Cristina Balista, Ellen Colombo Finta, Jad Silva,
Karina Tengan e Sara Plaça (pesquisa iconográfica); Liliane Rodrigues e
Thalita Corina da Silva (licenciamento de textos)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Casa de Tipos e Avits
Capa: Daniel Hisashi Aoki
Foto de capa: Keith Ladzinski/National Geographic Creative/Getty Images
Projeto gráfico de miolo: Talita Guedes da Silva
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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Rosso Junior, Antonio Carlos


Ensino médio : matemática : cadernos de 5 a 8 : manual do
professor / Antonio Carlos Rosso Junior, Glenn Albert Jacques van
Amson, Roberto Teixeira Cardoso (Robby). -- 1. ed. -- São Paulo :
SOMOS Sistemas de Ensino, 2017.

1. Matemática (Ensino médio) I. Amson, Glenn Albert Jacques van.


II. Cardoso, Roberto Teixeira. III. Título.

16-08085 CDD-510.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Matemática : Ensino médio 510.7

2017
ISBN 978 85 4680 382 8 (PR)
Código da obra 826251317
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento

Uma publicação
Sumário
Matemática ............................................................................................................................................................ 4

Setor A ...................................................................................................................................................................... 5

Aulas 37 e 38 – Princípios básicos de contagem .................................................................................................. 5

Aulas 39 e 40 – Princípios básicos de contagem: exercícios ................................................................................ 5

Aulas 41 e 42 – Arranjo simples e fatorial ............................................................................................................... 6

Aulas 43 e 44 – Permutações .................................................................................................................................. 7

Aulas 45 e 46 – Permutações circulares ................................................................................................................. 7

Aulas 47 e 48 – Combinação simples ................................................................................................................... 8

Aulas 49 e 50 – Combinações simples e números binominais ............................................................................ 8

Aulas 51 e 52 – Probabilidade: conceitos fundamentais ...................................................................................... 9

Aulas 53 e 54 – Probabilidade condicional e multiplicação de probabilidades ................................................ 9

Setor B .................................................................................................................................................................... 10

Aulas 25 e 26 – Introdução à geometria do espaço: conceitos iniciais e


posições relativas entre duas retas ............................................................................................ 10

Aulas 27 e 28 – Introdução à geometria do espaço: posições relativas


entre reta e plano e entre dois planos ...................................................................................... 11

Aulas 29 e 30 – Poliedros........................................................................................................................................ 12

Aulas 31 e 32 – Prismas .......................................................................................................................................... 13

Aulas 33 e 34 – Prismas: paralelepípedo reto-retângulo e cubo ....................................................................... 14

Aulas 35 e 36 – Prismas regulares ........................................................................................................................ 15

Atividades Interdisciplinares .............................................................................................................................. 16

Respostas – Caderno de Exercícios 4 ............................................................................................................... 17


Matemática

Caderno 7
Neste Caderno, temos algumas mudanças importantes nos temas que estudaremos tanto no setor A como no setor B.
No setor A do Caderno 6, trabalhamos com o eixo Álgebra, números e funções. Já no Caderno 7, trabalharemos com o eixo Trata-
mento da informação. Iniciaremos com o estudo de análise combinatória e terminaremos o Caderno com uma parte do estudo que
faremos sobre probabilidade.
É importante que isso fique claro para os alunos, pois as habilidades de interpretação de texto e modelagem matemática são geral-
mente mais exigidas nesse momento do curso. E é fundamental que sejam apresentados os conteúdos desses temas a partir de situações
concretas, pois, sem isso, esse estudo deixa de ser significativo para o aluno do Ensino Médio.
O setor B é inteiramente dedicado à Geometria do espaço, e o iniciaremos com quatro aulas dedicadas à introdução do tema. Este
é o momento em que apresentamos uma construção axiomática da Geometria. Contudo, é importante que os alunos já percebam
a importância de reconhecer movimentações no espaço tridimensional. Em seguida, teremos duas aulas sobre poliedros, seguidas de
seis aulas sobre prismas, deixando para o Caderno 8 o estudo sobre pirâmides, cilindros e cones.
Vale a pena destacar uma pequena mudança em relação ao estudo dos prismas: optamos por duas aulas introdutórias e em seguida
duas aulas para o estudo específico dos paralelepípedos e dos cubos. O mais comum é tratar desses dois sólidos e depois falar de pris-
mas, porém escolhemos esse outro percurso por entender que é melhor mostrar a noção geral de prisma e depois os casos particulares,
como os prismas regulares, que finalizam este Caderno.

4
Setor A

Sugestão de exercícios extras


aulas 37 e 38 1. Desde 1992, o Código de Endereço Postal (CEP) brasileiro
Princípios básicos de contagem é uma sequência de 8 dígitos da forma #####-###.
Os códigos da Grande São Paulo vão de 01000-000
a 09999-999. Sendo assim, qual é o total de códigos
reservado para a Grande São Paulo?
Objetivos
Resposta:
Apresentar o princípio da adição e o princípio da multiplicação 9 000 000
(Princípio Fundamental da Contagem).
2. Com um baralho comum de 52 cartas, de quantas
maneiras pode-se formar uma sequência de duas
cartas de naipes diferentes?
Encaminhamento
Resposta:
Inicie a aula com a explicação de que as principais finalidades
2 028
da análise combinatória são estudar modos de agrupar objetos,
pessoas, procedimentos, etc. e estudar modos de fazer contagens 3. Com um baralho comum de 52 cartas, de quantas
do número de maneiras possíveis de formar esses agrupamentos. maneiras pode-se formar um conjunto de duas cartas
Em seguida, apresente os dois princípios, usando os exemplos do de naipes diferentes?
resumo de aula, e depois mostre que o princípio da adição se as- Resposta:
socia a “OU” (da união de conjuntos disjuntos) e o PFC associa-se 1 014
a “E” (do produto cartesiano). É extremamente importante que os
4. Em uma listagem dos números inteiros de 1 a 100,
alunos, em cada exercício, em cada discussão, fixem pelo menos quantas vezes o algarismo 7 aparece?
três exemplos antes de partir para as contas; trata-se de uma das
Resposta:
técnicas de contagem mais práticas.
20
Explique como um baralho clássico de 52 cartas é formado
(item 2.1, capítulo 2, Unidade 12 do Livro-texto 4) e que, em situa- 5. Em um salão de festa que tem 10 portas, de quantos
ções que apresentam algum tipo de restrição, pode ser conveniente modos se pode manter aberta pelo menos uma delas?
fazer a contagem começando pelas restrições. Vamos a um exem- Resposta:
plo: quantos são os números pares de quatro algarismos? 1 023


? 
? 
? 
?
5 450 opções
9 ? 10 ? 10 ? 5

Para a primeira casa, a das dezenas de milhares, temos 9 opções, aulas 39 e 40


pois nela o algarismo não pode ser o 0 (zero). Para a última casa, a
das unidades, temos 5 opções: os algarismos 0, 2, 4, 6 e 8. Princípios básicos de contagem:
A quantidade de exercícios resolvidos pelos alunos pode ser exercícios
decisiva para o entendimento desta e das próximas aulas, e talvez
seja conveniente mostrar a eles uma diferença entre as duas per- Objetivos
guntas a seguir:
1. Tendo 5 pessoas à disposição, quantas filas de 3 pessoas po- Resolver exercícios de contagem que envolvem o princípio da
dem ser formadas? adição e o da multiplicação.
2. Tendo 5 pessoas à disposição, de quantas maneiras pode-se
formar uma fila de 3 pessoas? Encaminhamento
Na primeira pergunta, a resposta é 1, pois com 5 pessoas é Inicie com a resolução dos exercícios de aula. É importante
impossível formar duas ou mais filas de 3 pessoas. E, na segunda analisar eventuais erros cometidos, pois estes são essenciais no
pergunta, a resposta é 60 (5 5 ? 4 ? 3) maneiras. processo de aprendizagem da análise combinatória.

5
Em cada exercício apresente pelo menos três exemplos antes Encaminhamento
de realizar as resoluções.
Explique que o arranjo é uma sequência e que, portanto, a
ordem dos seus elementos é fundamental: “ABC” é um arranjo
Sugestão de exercícios extras
que difere de “ACB” e de “CAB”. Mostre que a aplicação principal
1. Determinado modelo de automóvel é oferecido com do conceito de fatorial é indicar resultados numéricos maiores.
várias opções. Pode-se escolher uma cor entre cinco, Assim, como raramente calculamos 230, por exemplo, também
entre câmbio automático ou mecânico, entre motor não é comum calcular 30!. Apresente para os alunos, por meio da
2.0 ou 3.5 e um entre quatro tipos de acabamento do definição, que 1! 5 1 e 0! 5 1 e esclareça que se trata de um recurso
interior. Ao todo, quantas opções tem um cliente para para manter o padrão em fórmulas matemáticas.
adquirir um carro desses?
Resposta:
Sugestão de exercícios extras
80
2. Em uma competição de Fórmula 1, há 25 pilotos. Os 1. Em uma corrida de Fórmula 1 haverá 22 participantes,
sendo que os 10 primeiros colocados ganharão pontos.
primeiros três colocados subirão em um pódio, que
Supondo que não haja empates, de quantas maneiras
tem três níveis: campeão, vice-campeão e terceiro
pode-se formar a listagem dos primeiros 10 colocados?
colocado. Não havendo empates, de quantas maneiras
esse pódio pode ser formado? c a) 22!
12!
Resposta:
b) 22!
13 800 10!
3. Em uma pizzaria, o cliente pode escolher entre massa c) 12!
fina ou grossa, borda simples ou recheada e um entre 10!
os 10 tipos de recheio disponíveis. d) 22!
a) De quantos modos um cliente pode encomendar e) 10!
uma pizza?
Resolução:
Resposta:
Trata-se de um arranjo simples de 22 elementos to-
40 mados 10 a 10. O número de arranjos é dado por
b) De quantos modos um cliente pode encomendar 22! 22! .
A 22, 10 5 5
duas pizzas? (22 2 10 )! 12!
Resposta: 2. De quantos modos uma pessoa pode entrar por uma
1 600 porta e sair por outra, em um salão que tem ao todo 10
4. Em uma pizzaria, o cliente pode escolher entre massa portas?
fina ou grossa, borda simples ou recheada e, no máximo, Resposta:
dois entre os 10 tipos de recheio. De quantos modos um 90
cliente pode encomendar uma pizza?
3. Em um ônibus há 36 lugares, exatamente um para cada
Resposta: passageiro. O número de maneiras possíveis que dois
220 passageiros podem se acomodar nesses lugares é
5. Quantos números naturais pares podem ser formados a) 1 296.
com três algarismos distintos? c b) 1 260.
Resposta: c) 72.
d) 38.
328
e) 36.

4. Entre 2 000 e 8 000 existem exatamente n números inteiros


aulas 41 e 42 cujos algarismos são pares e, dois a dois, distintos.
Podemos afirmar corretamente que n é igual a
Arranjo simples e fatorial c a) 72.
b) 96.
Objetivos c) 192.
Apresentar o conceito de arranjo simples e o conceito de d) 256.
fatorial de um número natural. e) 1 875.

6
2. Quantos anagramas que começam com a letra C tem
aulas 43 e 44 a palavra CORRETO?
Resposta:
Permutações
180
3. Quantos anagramas que não começam com a letra C
Objetivos tem a palavra CORRETO?
Apresentar o conceito de permutação (com elementos mu- Resposta:
tuamente distintos ou não) e mostrar como calcular o número 1 080
de permutações possíveis em dadas condições.

aulas 45 e 46
Encaminhamento
Use os exemplos do resumo de aula e mostre que uma per-
mutação simples de n elementos corresponde a um arranjo de Permutações circulares
n elementos tomados n a n. Assim, o número de permutações
n!
simples de n elementos pode ser dado por Pn 5 A n, n 5 .
( n2n !) Objetivos
Como, de modo conveniente, 0! é definido como 1, temos Rever o cálculo de permutações com alguns elementos iguais,
Pn 5 n! , ou seja, Pn 5 n!. resolver problemas representativos e apresentar o conceito de per-
1 mutação circular.
Faça os exercícios 1 e 2 da aula, para, depois, voltar ao exemplo
dos anagramas da palavra “AMOR”. Dado que a palavra “AMOR”
tem 24 anagramas, pode-se deduzir que “AMAR” tem 12 anagramas: Encaminhamento
24 , ou seja, 4! .
Comece com o primeiro exemplo e as resoluções das primeiras
2 2!
quatro questões de aula. A sequência das questões 2, 3 e 4, nesta
Do mesmo modo a palavra “AMORE” tem 5! (5 120) anagramas,
ordem, é fundamental, pois com ela poderemos contornar a difi-
enquanto “AMARA” tem apenas 5! (5 20) anagramas. culdade de apresentar formalmente o conceito de combinações
3!
com elementos repetidos.
Sugestão de exercícios extras Defina o conceito de arranjo com elementos repetidos ao usar
1. Em uma exposição de moda há 5 modelos masculinos e o conceito de sequência, pois em uma sequência pode haver ter-
5 modelos femininos. Essas 10 pessoas deverão desfilar, mos iguais.
uma por vez, não podendo haver duas pessoas do Use os conceitos de conjunto e subconjunto para definir o de
mesmo sexo seguidas. De quantas maneiras isso poderá combinação simples.
acontecer?
Para definir o conceito de combinação com elementos repe-
a) 120 tidos, não é possível usar o conceito de conjunto. Pelo conceito
b) 240 formal, temos, por exemplo, {a, a, a, b, b, a} 5 {a, b}, pois dois con-
c) 14 400 juntos (não vazios) são iguais se, e somente se, eles têm os mesmos
c d) 28 800 elementos. Alguns autores criam uma extensão do conceito de
e) 207 360 000 conjunto, mas isso pode criar outras dificuldades.
Resolução: Apresente o conceito de permutação circular, explique o segun-
do exemplo do resumo de aula e resolva a questão 5.
• Começando com um modelo masculino, temos se-
quências da forma:
(h1, m1, h2, m2, h3, m3, h4, m4, h5, m5)
Sugestão de exercício extra
5! ? 5! 5 14 400 Os 5 040 anagramas da palavra CADERNO foram listados em
• Começando com um modelo feminino, temos sequên- ordem alfabética, e, vendo a lista, uma pessoa fez as seguintes afir-
cias da forma: mações:
(m1, h1, m2, h2, m3, h3, m4, h4, m5, h5) I. O terceiro anagrama é ACDEONR.
5! ? 5! 5 14 400 II. O penúltimo anagrama é RONEDCA.
Total: 14 400 1 14 400 5 28 800 III. O anagrama CADERNO ocupa a 725a posição.

7
Pedro fez alguns cálculos e concluiu corretamente que Sugestão de exercícios extras
a) as três afirmações são falsas.
1. Sabemos que dois pontos distintos determinam uma
b) as três afirmações são verdadeiras.
reta. Considerando 12 pontos, sem que haja 3 deles em
c c) apenas as afirmações I e III são verdadeiras.
uma mesma reta, quantas retas são determinadas?
d) apenas as afirmações II e III são verdadeiras.
Resposta:
e) apenas a afirmação III é falsa.
66
Resolução:
2. Quantas diagonais tem um dodecágono convexo?
posição anagrama
Resposta:
1 ACDENOR
2 ACDENRO 54
3 ACDEONR 3. Considerando 12 pontos, sem que haja 3 deles em uma
... ... mesma reta, quantos são os triângulos com vértices
CADERNO nesses pontos?
... ...
Resposta:
5 039 RONEDAC
220
5 040 RONEDCA
4. Com um baralho comum de 52 cartas, de quantas
A afirmação I é verdadeira e a II é falsa. maneiras pode-se formar um conjunto de 5 cartas de
Todos os anagramas que começam com A vêm antes ouros?
da palavra CADERNO. Resposta:
Número de anagramas que começam com A: 720 (5 6!). 1 287
Vejamos, em ordem alfabética, os anagramas que co-
meçam com CADE:

aulas 49 e 50
CADENOR 11
CADENRO 12
CADEONR 13 Combinações simples e
CADEORN 14 números binomiais
CADERNO 15
CADERON 16
A posição do anagrama CADERNO é dada por Objetivos
720 1 5 5 725. Apresentar os números binomiais, o triângulo de Pascal e algu-
A afirmação III é verdadeira. mas propriedades notáveis de combinações simples.

aulas 47 e 48 Encaminhamento
Siga o resumo de aula e, em seguida, resolva os exercícios. Se
Combinação simples achar conveniente, apresente o exemplo do item 4, capítulo 3,
Unidade 11 do Livro-texto 4.
Objetivos
Apresentar o conceito de combinação simples, mostrar como Sugestão de exercícios extras
calcular o número de combinações possíveis e estudar alguns ca-  20   
sos representativos que envolvem combinação complementar e 1. Para quais valores naturais de p tem-se   5  20  ?
 p  16 
bipartição de um conjunto. Resposta:
4 e 16

( x)
6
Encaminhamento 2. No desenvolvimento de x 1 1 , qual é o termo
independente de x?
Siga o resumo de aula com os alunos e resolva os exercícios de
aula na sequência. Se achar conveniente, explique o exemplo do Resposta:
item 3, capítulo 3, Unidade 11 do Livro-texto 4. 20

8
aulas 51 e 52 aulas 53 e 54
Probabilidade: conceitos fundamentais Probabilidade condicional e
multiplicação de probabilidades
Objetivos
Apresentar os conceitos e as propriedades fundamentais de Objetivos
probabilidade.
Apresentar os conceitos de probabilidade condicional e de even-
tos independentes, bem como a “regra do E” (da multiplicação e
Encaminhamento probabilidades).
Siga a sequência do resumo de aula, com os exemplos, e expli-
que o que é um espaço amostral equiprovável. Somente após esse
Encaminhamento
conceito apresente a regra:
Inicie com a sequência do resumo de aula, com os exemplos.
número de casos favoráveis
Após ter explicado o primeiro exemplo, compare a situação com
número total de casos possíveis uma moeda (balanceada) e com um casal que tem dois ou mais
Muitos autores começam o tópico por essa regra sem definir o filhos.
que é um espaço equiprovável, o que resulta em uma circularidade:
para saber o que é probabilidade, deve-se saber o que significa ter
a mesma probabilidade (eventos equiprováveis). Sugestão de exercícios extras
1. Uma moeda balanceada deu cara nas duas vezes em
que ela foi lançada. Qual é a probabilidade de resultar
Sugestão de exercícios extras
cara em um terceiro lançamento dessa moeda?
1. No lançamento de uma moeda e um dado, a Resposta:
1
probabilidade de se obter coroa e o número 6 é . 1
12
Qual é a probabilidade de se obter cara ou um número 2
menor que 6?
2. Uma moeda balanceada é lançada três vezes seguidas.
Resolução: Qual é a probabilidade de resultar cara nos três
lançamentos?
Sendo A o evento de obter coroa e o número 6, o com-
plementar de A corresponde ao evento de se obter cara Resposta:
ou um número menor que 6 (A ). 1
8
Como P( A) 5 1 2 P(A) , temos A 5 11.
12
3. A senha de um cartão de crédito é um código que
2. Considere um lançamento de dois dados convencionais. consiste em uma sequência de 4 algarismos, de 0 a 9,
a) Qual é a probabilidade de o produto dos pontos ser seguida por uma sequência de 3 letras maiúsculas. Qual
igual a 12? é a probabilidade de uma pessoa acertar a senha na
b) Dado que a soma dos pontos é 7, qual é a probabi- primeira tentativa, digitando aleatoriamente um código
lidade de o produto deles ser igual a 12? desse formato?
Resposta:
Resolução:
1
a) Entre os 36 resultados possíveis, temos os 4 pares 263 ? 10000
(2, 6), (3, 4), (4, 3) e (6, 2), em que o produto dos
1 4. Você tem três cédulas de R$ 2,00, três de R$ 5,00 e três
termos é 12. Logo, a probabilidade é 4 , ou seja, . de R$ 10,00. Se você pega duas delas aleatoriamente,
36 9
qual é a probabilidade de que a soma dos seus valores
b) Com a soma dos pontos igual a 7, temos os 6 pares
seja R$ 12,00?
possíveis (1, 6), (2, 5), (3, 4), (4, 3), (5, 2) e (6, 1). O
produto é 12 apenas nos pares (3, 4) e (4, 3). Logo, a Resposta:
2 1 1
probabilidade é , ou seja, .
6 3 4

9
Setor B

(08) A reta s é perpendicular a qualquer reta do plano p


aulas 25 e 26 concorrente a ela.
(16) Se A e B são pontos distintos de r, e P e Q são pon-
Introdução à geometria do espaço: tos distintos de s, então os triângulos APQ e BPQ
conceitos iniciais e posições relativas possuem a mesma área.
entre duas retas Dê como resposta a soma dos números associados às
afirmações corretas.

Objetivos Resposta: 01 1 04 1 08 1 16 5 29.


2. (EsPcex-SP) O sólido geométrico abaixo é formado pela
Discutir as noções primitivas, alguns postulados e teoremas da
justaposição de um bloco retangular e um prisma reto,
geometria do espaço, além de analisar no espaço tridimensional as
com uma face em comum. Na figura estão indicados
posições relativas entre duas retas. os vértices, tanto do bloco quanto do prisma.

K
Encaminhamento
Como são as primeiras aulas sobre esse tema, é importante J
L H
explicar aos alunos que neste momento serão explorados os fun- D I
damentos teóricos estruturantes da geometria do espaço. Explique
G
também que alguns desses fundamentos já foram abordados de E C
modo intuitivo no Ensino Fundamental.
Aproveite a estrutura da geometria do espaço apresentada nes- B
tas aulas para mostrar aos alunos como uma teoria matemática é F
estruturada. Explique que a partir de conceitos primitivos e postula-
A
dos obtêm-se os teoremas, resultados que podem ser demonstrados.
Para facilitar a compreensão, aborde os postulados e teoremas Considere os seguintes pares de retas definidas por pon-
sempre apoiados em exemplos visuais. Uma estratégia que costuma tos dessa figura: as retas LB e GE, as retas AG e HI, e as
render bons resultados durante a apresentação da teoria é usar retas AD e GK. As posições relativas desses pares de
materiais simples, como varetas e placas de isopor para represen- retas são, respectivamente,
tar as retas e os planos. Esse recurso também pode ser usado na a) concorrentes; reversas; reversas.
resolução dos exercícios. b) reversas; reversas; paralelas.
Com essa abordagem dos conteúdos, muitas vezes é possível c) concorrentes; reversas; paralelas.
evitar as demonstrações que levam boa parcela da turma à distra- d) reversas; concorrentes; reversas.
ção. Quando elas forem inevitáveis, nossa sugestão é que sejam c e) concorrentes; concorrentes; reversas.
feitas, no máximo, uma ou duas demonstrações durante as aulas.
3. (Cefet-CE) Observe as afirmações:
I. O espaço é o conjunto de todos os pontos.
Sugestão de exercícios extras
II. Dois pontos distintos determinam uma reta.
1. (UEM-PR) No espaço tridimensional, considere um plano III. Três pontos não pertencentes a uma mesma reta
p e as retas r, s e t, distintas duas a duas, de modo que definem um plano.
r e s são perpendiculares ao plano p e a reta t não
É correto concluir que:
possua qualquer ponto em comum com o plano p e
seja concorrente com as retas s e r. Sobre a situação a) somente I é verdadeira.
descrita, assinale o que for correto. b) apenas I e II são verdadeiras.
(01) As retas r e s são paralelas. c) apenas II e III são verdadeiras.
(02) As retas s e t são reversas. d) todas são falsas.
(04) A reta t é paralela ao plano p. c e) todas as afirmações são verdadeiras.

10
4. (Unifesp) Dois segmentos dizem-se reversos quando Nestas aulas optamos por explorar também algumas noções de
não são coplanares. Neste caso, o número de pares projeção de pontos do espaço no plano, habilidade que vem sendo
de arestas reversas num tetraedro, como o da figura, é: sistematicamente cobrada nas avaliações de larga escala como o
Enem. Discuta e mostre as projeções de algumas figuras planas sobre
A
um plano. Uma estratégia é começar perguntando aos alunos como
eles imaginam que sejam as projeções dessas figuras no plano. Dê
especial atenção à circunferência. É possível que muitos não per-
cebam que sua projeção no plano pode ser um segmento de reta.

Sugestão de exercícios extras


B D 1. (UEM-PR) Sobre as posições relativas entre pontos, retas
e planos no espaço, assinale o que for correto.
(01) Duas retas r e s são ortogonais quando são reversas
e existe uma reta t, paralela a s e perpendicular a r.
C
(02) Se um plano a é paralelo a uma reta r, então todas
as retas do plano a são paralelas a r.
a) 6
(04) É possível ter retas paralelas contidas em planos
c b) 3 que não sejam paralelos.
c) 2 (08) Se um plano a intercepta os planos b e γ forman-
d) 1 do um ângulo de 90o, então os planos b e γ são
e) 0 paralelos.
(16) Considere as retas r, s e t. Se r é reversa a s e a reta
5. (UEL-PR) Considere uma reta s, contida em um plano a, s é concorrente a t, então r e t são reversas.
e uma reta r perpendicular a s. Então, necessariamente:
Dê como resposta a soma dos números associados às
a) r é perpendicular a a.
afirmações corretas.
c b) r e s são coplanares. Resposta: 01 1 04 5 05.
c) r é paralela a a.
2. (Cefet-MG) No contexto da Geometria Espacial,
d) r está contida em a. afirma-se:
e) Todas as retas paralelas a r interceptam s. I. Se uma reta é paralela a um plano, então ela está
contida nesse plano.
II. Duas retas sem ponto comum são paralelas ou

aulas 27 e 28
reversas.
III. Se dois planos são paralelos, então toda reta de um
deles é paralela ao outro.
Introdução à geometria do espaço: IV. Duas retas distintas paralelas a um plano são para-
posições relativas entre reta e plano lelas entre si.
e entre dois planos São corretas apenas as afirmativas
a) I e II. d) II e IV.
Objetivos b) I e III. e) III e IV.
c c) II e III.
Apresentar alguns teoremas da geometria do espaço e analisar
3. (Fatec-SP) A reta r é a intersecção dos planos a
as posições relativas entre reta e plano e entre dois planos.
e b, perpendiculares entre si. A reta s, contida
em a, intercepta r no ponto P. A reta t, perpendicular
Encaminhamento a b, intercepta-o no ponto Q, não pertencente a r.
Inicie a aula relembrando com os alunos as noções estudadas Nessas condições, é verdade que as retas
na aula anterior e esclarecendo eventuais dúvidas da tarefa. a) r e s são perpendiculares entre si.
Ao trabalhar com as posições relativas entre dois planos, co- b) s e t são paralelas entre si.
mente também como se dá a intersecção entre três ou mais planos. c) r e t são concorrentes.
Para isso, use novamente o recurso visual das placas de isopor e d) s e t são reversas.
das varetas. c e) r e t são ortogonais.

11
4. (Fatec-SP) Na figura a seguir tem-se: o plano a Sugestão de exercícios extras
definido pelas retas c e d, perpendiculares entre si; a
reta b, perpendicular a a em A, com A [ c; o ponto B, 1. (UPE) Um poliedro convexo possui 8 (oito) faces, todas
intersecção de c e d. Se X é um ponto de b, X î a, então triangulares. Nestas condições, assumindo que tal poliedro
a reta s, definida por X e B, exista, o número esperado de vértices para este será:
a) 10 d) 7
b
b) 9 c e) 6
d c) 8

2. (UFC-CE) O número de faces de um poliedro convexo


A c B
com 20 vértices e com todas as faces triangulares é
α igual a:
a) 28 d) 34
b) 30 c e) 36
c) 32
a) é paralela à reta c.
b) é paralela à reta b. 3. (UPF-RS) O poliedro representado na figura (octaedro
truncado) é construído a partir de um octaedro regular,
c) está contida no plano a.
cortando-se, para tal, em cada vértice, uma pirâmide
c d) é perpendicular à reta d.
regular de base quadrangular. A soma dos ângulos
e) é perpendicular à reta b. internos de todas as faces do octaedro truncado é:

aulas 29 e 30
Poliedros

Objetivos
Definir poliedros, seus elementos e planificações. Estudar os a) 2 160o d) 10 080o
poliedros convexos e suas principais propriedades. b) 5 760o e) 13 680o
c c) 7 920 o

Encaminhamento 4. (FMP-RJ) A figura mostra uma peça metálica que tem


Inicie conceituando sólido geométrico e mais especificamente a forma de um octaedro regular, cujas arestas medem
os poliedros e os poliedros convexos. Para auxiliar nesta abordagem, 1 metro.
use modelos concretos de poliedros que facilitam a visualização
A
dos elementos e algumas propriedades desses sólidos. Caso não
disponha desses modelos, pode-se também utilizar imagens no 1m
computador ou ainda alguns softwares de geometria.
Explique aos alunos como verificar se um poliedro é convexo e
a validade da relação de Euler para esses poliedros. Uma estratégia
é discutir alguns exemplos em que a relação de Euler é válida e
mostrar um exemplo de um poliedro não convexo para o qual
ela não é válida.
Como sugestão, faça pelo menos um exercício resolvido para B
mostrar como aplicar a relação de Euler. Para isso, aproveite o pri-
meiro exercício extra que apresentamos logo a seguir. A medida da distância entre os vértices A e B, em me-
Para finalizar, mostre que a nomenclatura de um poliedro é tros, é:
dada pelo número de faces e apresente os poliedros regulares e a) 1 d) 3
suas características. 2
b) 2 c e) 2
Reserve um tempo para que os alunos façam os exercícios da 2
aula e corrija-os em seguida. c) 2

12
2. (Vunesp) Uma chapa retangular de alumínio, de
aulas 31 e 32 espessura desprezível, possui 12 metros de largura e
comprimento desconhecido (figura 1). Para a fabricação
Prismas de uma canaleta vazada de altura x metros são feitas
duas dobras, ao longo do comprimento da chapa
(figura 2).
Objetivos
Estudar os prismas e seus elementos. Reconhecer o prisma Figura 1
como um poliedro e determinar a área da superfície de um pris-
ma e seu volume.

Encaminhamento
12 m
Inicie a aula retomando o conceito de poliedro e defina prisma.
Apresente os elementos de um prisma, suas secções e algumas de Figura 2
suas planificações, mostrando aos alunos como elas podem auxiliar
nos cálculos da área da superfície de um prisma. x x
x
Em seguida discuta o cálculo do volume de um prisma a partir B C
do volume do paralelepípedo e do princípio de Cavalieri. x x
Faça alguns exemplos e reserve um tempo para que os alunos A D
trabalhem com as questões da aula. x x
12 m
Sugestão de exercícios extras
Se a área da secção transversal (retângulo ABCD) da
1. (Cefet-MG) Uma caixa sem tampa no formato de um canaleta fabricada é igual a 18 m2, então, a altura dessa
cubo, cuja aresta mede 3 metros, está sobre uma canaleta, em metros, é igual a
superfície plana e com água até uma altura de 2 metros
a) 3,25.
em relação à sua base, conforme mostra a FIG. 1.
b) 2,75.
C c) 3,50.
d) 2,50.
D c e) 3,00.
D
B C
3. (UFRGS-RS) No cubo de aresta 10, da figura abaixo,
30°
B encontra-se representado um sólido sombreado com
A A as alturas indicadas no desenho.

FIG. 1 FIG. 2

A caixa será inclinada de tal forma que a aresta AB


ficará totalmente em contato com a superfície plana e 7
haverá perda no volume de água, conforme a FIG. 2.
7
Sabendo-se que o ângulo formado, após a inclinação,
entre a face ABCD e a superfície plana é de 30° e, des- 3
prezando-se a espessura das faces da caixa, a quanti-
dade de água que sobrará na caixa, em m3, é de 3

a) 9.
b) 18. O volume do sólido sombreado é:
c) 4 3 . a) 300

9 3. b) 350
c d)
2 c c) 500
d) 600
e) 17 3 .
4 e) 700

13
aulas 33 e 34
Prismas: paralelepípedo reto-retângulo e cubo

Objetivos
Estudar o paralelepípedo reto-retângulo e reconhecer o cubo como um paralelepípedo reto-retângulo com todas as faces quadradas.

Encaminhamento
Inicie a aula retomando a definição de prisma e discuta as características do paralelepípedo reto-retângulo e do cubo, enfatizando
que esses sólidos são prismas cujas faces são retângulos.
Mostre como determinar a medida da diagonal de um paralelepípedo reto-retângulo. Faça alguns exemplos antes de solicitar aos
alunos que trabalhem nos exercícios da aula.

Sugestão de exercícios extras


1. (UEG-GO)
D

A 3 B

A figura acima representa um paralelepípedo retângulo. As medidas das arestas são AB 5 3 cm, BC 5 7 cm e
CD 5 3 cm. O perímetro do triângulo ACD mede
a) 6 2 cm.
c b) 12 cm.
c) 13 cm.
d) 14 cm.
2. (Vunesp) Um paralelepípedo reto-retângulo foi dividido em dois prismas por um plano que contém as diagonais de
duas faces opostas, como indica a figura.

1 cm

3 cm
4 cm

Comparando-se o total de tinta necessária para pintar as faces externas do paralelepípedo antes da divisão com o total
necessário para pintar as faces externas dos dois prismas obtidos após a divisão, houve um aumento aproximado de
a) 42%. c d) 26%.
b) 36%. e) 28%.
c) 32%.

14
3. (Imed-RS) Após a limpeza de um aquário, que tem o 2. (Mack-SP) O sólido da figura I foi obtido, retirando-se, de
formato de um paralelepípedo, com dimensões internas um prisma triangular regular, três prismas iguais, também
de 1,20 m de comprimento, 1 m de largura e 50 cm de triangulares regulares, cada um deles representado
profundidade, constatou-se que o nível da água atingiu pela figura II. Se d 5 5 x e o volume de cada prisma
80% de sua altura máxima. Nessa situação, a quantidade 8
de água que falta para encher completamente o retirado é 3, então o volume desse sólido é igual a:
aquário, em litros, corresponde a:
a) 80 d
b) 100 figura I
c c) 120 d
d) 240
d
e) 480

aulas 35 e 36
Prismas regulares
x x figura II
2
Objetivos
3
Definir prisma regular e prisma regular reto. Determinar a área
da superfície lateral desses prismas. x
x
2
Encaminhamento
Nestas aulas finalizamos o caderno 7 e o estudo dos prismas a) 12 3
conceituando prisma regular e prisma regular reto. Retome com os b) 14 3
alunos os conceitos estudados nas aulas anteriores sobre prismas e c c) 15 3
aproveite para determinar a área da superfície lateral dos prismas retos. d) 16 3
Uma estratégia para esta aula é focar na resolução de diversos e) 19 3
exercícios sobre prismas, esclarecendo eventuais dúvidas, uma vez
que neste momento é esperado que os alunos já estejam familia- 3. (UPF-RS) Uma empresa especializada em embalagens
rizados com o tema. para presentes produz mensalmente 100 embalagens
retangulares com altura de 10 cm e base com
dimensões 15 cm 3 20 cm, levando-se em conta 100% de
Sugestão de exercícios extras aproveitamento do material utilizado. Num determinado
1. (UFSM-RS) Os produtos de plástico são muito úteis na mês, foi feito um pedido especial para embalagens
nossa vida, porém causam muitos danos ao meio com a base em forma de prisma hexagonal regular,
ambiente. Algumas empresas começaram a investir com altura da caixa de 10 cm e com lado da base do
em alternativas para evitar a poluição causada pelo polígono de 15 cm. Como a empresa dispõe de estoque
plástico. Uma dessas alternativas é a utilização do apenas para a produção habitual e levando-se em
bioplástico na fabricação de embalagens, garrafas, conta que, para esse pedido especial, serão consumidos
componentes de celulares e autopeças. 20% a mais de papelão do que o calculado, para o
acabamento da caixa, será possível confeccionar,
Uma embalagem produzida com bioplástico tem a for-
aproximadamente,
ma de um prisma hexagonal regular com 10 cm de
aresta da base e 6 cm de altura. Qual é o volume, em (Obs.: considere que 3 5 1,73)
cm3, dessa embalagem?
a) 32 embalagens.
a) 150 3
b) 42 embalagens.
b) 1 500
c c) 900 3 c c) 52 embalagens.
d) 1 800 d) 62 embalagens.
e) 1 800 3 e) 72 embalagens.

15
Atividades Interdisciplinares
Nestas atividades interdisciplinares, vamos explorar as relações do sistema nervoso com o sistema sensorial e a sua integração com
o ambiente, analisando os aspectos biológicos e químicos dessas relações. A proposta, que tem a Biologia como tema orientador,
está centrada na relação do sistema nervoso com o meio, intermediada pelo sistema sensorial.
A aula de Biologia (que pode ser utilizada como uma complementação do estudo do sistema nervoso realizado na Fisiologia
Animal) está organizada em torno da discussão de um texto que possibilita a resolução de uma questão discursiva e duas objetivas.
A primeira parte do texto destaca a importância do sistema sensorial para a sobrevivência ao fornecer as informações do meio,
necessárias para a resposta eficiente e a integração com o ambiente. A questão discursiva associada ao texto discute a relação entre
a ação do sistema sensorial e a seleção natural, examinando a importância dessa ação no processo evolutivo humano. A resposta
fornecida no gabarito da questão possibilita estabelecer a discussão sobre o papel dos sentidos no processo evolutivo dos hominídeos
e mostrar como visão, audição e olfato, principalmente, foram fundamentais no processo de exploração do ambiente, fornecendo
informações para um cérebro progressivamente mais complexo.
A segunda parte do texto discute o processo de plasticidade dos neurônios cerebrais. “A plasticidade cerebral se refere à capacidade
do sistema nervoso para alterar a sua estrutura e o seu funcionamento ao longo de sua vida, como reação à diversidade do entorno.
Ainda que este termo seja usado hoje em dia em Psicologia e Neurociência, não é fácil de definir. Habitualmente se refere às mudanças
de diferentes níveis do sistema nervoso, desde eventos moleculares, como as mudanças na expressão gênica, ao comportamento.”
(Kolb, B.; Mohamed, A.; Gibb, R. A busca dos fatores subjacentes à plasticidade cerebral no cérebro normal e no danificado,
Revista de Transtornos da Comunicação (2010).

Este trecho possibilita apresentar aos alunos que a plasticidade neuronal é muito maior do que aquela que se supunha há vinte
anos; dados atuais sugerem que, de acordo com a lesão e as terapias disponíveis, pode-se observar a regeneração de neurônios
em algumas regiões cerebrais e sensoriais. As terapias atuais possibilitam ainda que, após uma lesão cerebral, os neurônios sejam
treinados para realizar funções às quais não estavam originalmente configurados. Isso significa dizer que os neurônios sensoriais
podem se adaptar para interpretar estímulos diferentes dos relacionados à sua configuração original (questão no 2 – plasticidade
do córtex visual adaptado para responder a estímulos táteis) e também que podem processar estímulos de fontes diferentes para
reforçar a velocidade ou a intensidade de resposta (questão n o 3 – neurônios visuais utilizam estímulos sonoros para potencializar
sua resposta).
Os exercícios 4 a 6 cobram conceitos químicos envolvidos nos processos de transmissão nervosa.
A questão 4 recorda os conceitos de concentração de solução e sistemas eletrolíticos. Vale ressaltar para os alunos que as soluções,
mesmo eletrolíticas, são neutras em sua totalidade, ou seja, a soma de cargas positivas deve ser “anulada” pelas negativas (item a).
Desse modo, o total de cargas positivas provenientes do sódio, do potássio e do cálcio deve ser anulado pelos ânions cloreto.
A questão 5 retoma conceitos de polaridade.
Como os compostos orgânicos que compõem as membranas apresentam caráter predominantemente apolar, os íons, de caráter
polar, não conseguem atravessar essas membranas fora dos canais específicos.
Finalizamos a atividade na questão 6, recordando algumas funções orgânicas importantes e retomando o caráter ácido dos fenóis
e básico das aminas.
Caso haja tempo, recorde que os ácidos carboxílicos e sulfônicos também apresentam tendência em liberar íons H1, ou seja, são
ácidos.
anotações

16
Respostas – Caderno de Exercícios 4
Unidade 11 capítulo 2
Análise combinatória Arranjos, fatorial e permutações

1. B
capítulo 1 2. D
3. D
Princípios básicos de contagem 4. A
5. B
1. C 6. B
2. D 7. D
3. A 8. B
4. B 9. A
5. B 10. C
6. C 11. B
7. D 12. E
8. B 13. B
9. C 14. D
10. B 15. C
11. A 16. B
12. D 17. E
13. B 18. E
14. D 19. E
15. B 20.C
16. D 21. D
17. C 22.A
18. D 23. D
19. A 24.D

Respostas – Caderno de Exercícios


20.D 25. C
21. E 26. C
22.D 27. A
23. A 28. C
24.C 29. B
25. A 30.A
26. B 31. D
27. D 32. D

17
33. D 27. E
34.A 28. D
35. B
36. D
Unidade 12
37. A
38. B
Probabilidades
39. C
40.B
capítulo 1
capítulo 3
Conceitos básicos

Combinações simples e números binomiais 1. E

1. D 2. A
2. A 3. C
3. B 4. D
4. D 5. D
5. E 6. A
6. C
7. B
7. C
8. A
8. E
9. A
9. A
10. B 10. E
11. A 11. C
12. E 12. E
13. B 13. D
14. D 14. C
15. B
15. C
16. E
17. A
18. C capítulo 2
19. E
Respostas – Caderno de Exercícios

20.C Adição e multiplicação de probabilidades


21. C
22.E 1. B
23. C 2. A
24.E 3. D
25. C 4. C
26. E 5. A

18
6. E
7. B Unidade 13
8. B
9. D Números complexos e polinômios
10. B

capítulo 1
11. B
12. A
13. E
14. B Números complexos
15. C 1. A
16. A 2. C
17. A 3. B
18. A 4. D
19. B 5. B
20.B 6. A
21. C 7. E
22.B 8. E
9. C
10. C
capítulo 3 11. D
12. E
Repetições de um experimento com 13. A
apenas dois resultados possíveis 14. B
1. A 15. A

2. B 16. D
17. D
3. E
18. E
4. E
19. E
5. A
20.B
6. E
21. D
7. B
22.B
8. E

Respostas – Caderno de Exercícios


23. A
9. B
24.B
10. A 25. B
11. E 26. E
12. B 27. E
13. C 28. A
14. A 29. A
15. B 30.C

19
31. E 29. B
32. C 30.B
33. E 31. B
34.B 32. D
35. B 33. E
34.E
capítulo 2 35. A
36. C
37. D
Polinômios e equações polinomiais
38. E
1. A
39. B
2. B
40.C
3. A
41. E
4. D
42.C
5. C
43.D
6. D
44.D
7. B
45.B
8. A
46.B
9. C 47. E
10. B 48. A
11. C 49. B
12. A 50.B
13. B 51. A
14. B 52. E
15. B 53. C
16. B 54.C
17. D 55.A
18. A 56.D
19. C 57. C
20.E 58. E
21. A 59. A
Respostas – Caderno de Exercícios

22.E 60.A
23. C 61. C
24.B 62. A
25. A 63.A
26. D 64.A
27. D 65.E
28. E 66.C

20
67. B 102. C
68. D 103. B
69. B
70. E
71. D Unidade 14
72. D
73. A Posições, formas e medidas no espaço
74. C
75. B
capítulo 1
76. C
77. B Introdução à Geometria do espaço
78. C
1. B
79. A
2. C
80.D
3. D
81. B
4. A
82.D
5. D
83. D
6. B
84.D
7. A
85. C
8. C
86. B
9. E
87. B
10. C
88. D 11. A
89. A 12. D
90.B 13. D
91. D 14. B
92.C 15. A
93. D 16. E
94. E 17. B

Respostas – Caderno de Exercícios


95. D 18. E
96. C 19. D
97. B 20.C
98. E 21. A
99. D 22.C
100. D 23. E
101. A 24.C

21
14. B
capítulo 2 15. B
16. B
Poliedros 17. D
18. D
1. A
19. D
2. C
20.E
3. E
21. C
4. C
22.D
5. A
23. E
6. B
24.E
7. C
25. D
8. B
26. B
9. D
27. D
10 D
28. B
11. A
29. B
12. B
30.D
13. B
31. 120°
14. D
32. 24 105,6 m3
15. A
33. A
16. B
34.D
17. A
35. C
18. B

capítulo 3 capítulo 4
Pirâmides
Prismas
1. E
1. D
2. D
2. E
3. B
3. B
4. D
4. C 5. E
5. A 6. E
Respostas – Caderno de Exercícios

6. A 7. D
7. D 8. B
8. D 9. C
9. A 10. E
10. C 11. C
11. D 12. A
12. A 13. D
13. A 14. B

22
15. B 22.D
16. E 23. E
17. A 24.B
18. A 25. C
19. B 26. A
20.C 27. D
21. E 28. B
22.D 29. E
23. D 30.C
24.A 31. E
25. D 32. C
26. C 33. B
27. D 34.C
28. B 35. D
36. C
29. A
37. A
30.D
38. D
39. E
capítulo 5 40.D
41. B
42.E
Corpos redondos
43.A
1. E 44.E
2. B 45.D
3. A
4. B
5. D
capítulo 6
6. C
7. A Sólidos semelhantes
8. B
1. E
9. D 2. A
10. A 3. B
11. A 4. B
12. A 5. B
13. E 6. A

Respostas – Caderno de Exercícios


14. A 7. D
15. C 8. E
16. A 9. A
17. C 10. A
18. B 11. D
19. A 12. A
20.B 13. C
21. D 14. C

23
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

24
anotações
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor A GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.108
37
AD TM TC

aula
P.108
38
AD TM TC

aula
P.111
39
AD TM TC

aula
P.111
40
AD TM TC

aula
P.114
41
AD TM TC

aula
P.114
42
AD TM TC

aula
P.116
43
AD TM TC

aula
P.116
44
AD TM TC

aula
P.119
45
AD TM TC

aula
P.119
46
AD TM TC

aula
P.121
47
AD TM TC

aula
P.121
48
AD TM TC

aula
P.124
49
AD TM TC
ISTOCKPHOTO/GETTY IMAGES

aula
P.124
50
AD TM TC

aula
P.126
51
AD TM TC
aula
P.126
52
AD TM TC

aula
P.130
53
AD TM TC

prof.: aula
P.130
54
AD TM TC
aulas 37 e 38
Princípios básicos de contagem
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas

Princípio da adição

Sejam A e B conjuntos finitos e disjuntos. Se n(A) é o número de opções para escolher um elemento de A e n(B) é o número de
opções para escolher um elemento de B, então o número de opções para escolher um único elemento da união de A com B é n(A) 1 n(B).

Exemplo:
Da escola à casa do Pedro há 2 caminhos que passam pelo parque principal da cidade. Há, também, 3 caminhos, da escola a sua
casa, que não passam por esse parque.
passa

pelo  
parque

 2opções

 1
não   
passa pelo parque

 3 opções

Podemos afirmar que há 5 opções de caminhos diferentes que vão da escola à casa do Pedro.

Princípio da multiplicação (ou princípio fundamental da contagem – PFC)

Sejam A e B conjuntos finitos. Se n(A) é o número de opções para escolher um elemento de A e n(B) é o número de opções
para escolher um elemento de B, então o número de opções para formar um par ordenado (a, b), com a [ A e b [ B, é n(A) ? n(B).

Exemplo:
Se João tem 7 camisas sociais e 5 gravatas, então ele tem 35 maneiras de combinar uma dessas camisas com uma das gravatas, isto é:
1 camisa 1 gravata

      
7 opções ? 5 opções 5 35 opções

Arranjos com repetição (ou arranjos completos)

Seja A 5 {a1, a2, a3, É, an} um conjunto com n elementos. Dado um número natural p, chamamos de arranjo de n elementos to-
Matemática e suas Tecnologias

mados p a p a cada sequência de p elementos escolhidos entre os n elementos de A.


Tratando-se de sequências, dois arranjos são iguais se, e somente se, eles têm os mesmos elementos e na mesma ordem. Assim, por
exemplo, (7, 1, 7) 5 (x, y, z) se, e somente se, x 5 7, y 5 1 e z 5 7. Note, também, que (7, 1, x) Þ (1, 7, y), para quaisquer valores de x e y.

O número de arranjos com p elementos escolhidos entre n elementos é dado pelo produto de p fatores, todos iguais a n, isto é, np.

Exemplo:
O total de siglas que contém 3 letras é dado por 26 ? 26 ? 26, ou seja, 263.
1
letra 1
letra 1
letra
26 ? 26 ? 26 5 26 3 opções

108
em classe
1. Sejam A, B e C três cidades. Há somente 2 estradas que ligam A a B, 3 que ligam B a C e 2 que ligam A a C, sem passar
por B. Obtenha o número de rotas que ligam

a) A a C passando por B;
Número de opções de A para B: 2
Número de opções de B para C: 3
A para B B para C
 ?   5 6 opções
2 3

Portanto, o número de rotas de A a C, passando por B, é 6. (PFC)

b) A a C.
Número de rotas de A a C, passando por B, é 6.
Número de rotas de A a C, não passando por B, é 2.
  
passa por B

6 opções

 1
não
  
passa por B

 2 opções

Portanto, o número de rotas que ligam A a C é 6 1 2 5 8.

2. De 1969 a 1999, em alguns estados do Brasil, os veículos motorizados, com mais que três rodas, eram identificados por
H2 um sistema de placas com uma sequência de 2 letras seguidas de 4 algarismos, em que pelo menos um algarismo
não é nulo.
REPRODUÇÃO/WIKIPEDIA/
WIKIMEDIA COMMONS

Nesse sistema, qual era o número máximo de veículos que podiam ser identificados?
a) 6 760 000
b) 6 759 999
c c) 6 759 324
d) 10 676
e) 10 675
Para as duas letras, o número de opções é 26 ? 26, ou seja, 676.

Matem‡tica
Para a parte dos algarismos, o número de opções é 9 999 (de 0001 a 9 999).
1letra 1letra 4 algarismos
    
26 ? 26 ? 9 999 5 676 ? 9999 opções
Logo, o número máximo de veículos que podiam ser identificados é dado por:
676 ? 9 999 5 6 759 324

109
3. Com as letras A, B, C, D e E, quantas siglas de 2 letras distintas em ordem alfabética podem ser formadas?
Iniciando com a letra A, temos 4 siglas: AB, AC, AD e AE.
Iniciando com a letra B, temos 3 siglas: BC, BD e BE.
Iniciando com a letra C, temos 2 siglas: CD e CE.
Iniciando com a letra D, temos 1 sigla: DE.
Total de siglas: 4 1 3 1 2 1 1 5 10 (princípio da adição)

4. Quantos são os números inteiros positivos e pares de dois algarismos?


1o modo:
Na sequência 11, 12, 13, 14, 15, 16, ..., 97, 98 há 88 (5 98 2 10) números, sendo a metade deles números pares. Logo, há 44 números pares nessa
sequência. Como o número 10 tem dois algarismos e é par, há, no total, 45 números inteiros positivos e pares de dois algarismos.
2o modo:
Sendo "du" um número inteiro positivo de 2 algarismos, temos 5 possibilidades para o algarismo u das unidades: 0, 2, 4, 6 e 8, pois o número dado
é par. Para cada uma dessas 5 possibilidades, há 9 possibilidades para o algarismo d das dezenas, pois ele não pode ser 0 (zero).
Logo, o total de números nessas condições é dado por 5 ? 9 5 45.

5. Quantos são os números inteiros positivos e pares de dois algarismos distintos?


10, 20, 30, ..., 90 são 9 números inteiros positivos e pares de dois algarismos distintos.
Sendo "du", com u Þ 0, um número inteiro positivo e par de dois algarismos distintos, podemos afirmar que há 4 opções para u: 2, 4, 6, e 8.
Para cada uma dessas 4 opções, há 8 opções para d, pois d Þ 0 e d Þ u.
Logo, há 4 ? 8, ou seja, 32 números inteiros positivos e pares de dois algarismos distintos.
No total, há 41 (5 9 1 32) números inteiros positivos e pares de dois algarismos distintos.

em casa
Consulte:
Livro-texto 4 – Unidade 11
Matemática e suas Tecnologias

Caderno de Exercícios 4 – Unidade 11


Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 37 Aula 37
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1. • Faça os exercícios 9 a 11, cap. 1.
Aula 38 Aula 38
• Faça os exercícios 5 a 8, cap. 1. • Leia o item 1, cap. 2.
• Faça os exercícios 12 a 14, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 e 2 da seção Rumo ao Enem.

110
aulas 39 e 40
Princípios básicos de contagem: exercícios
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas

Princípio da adição

Sendo A e B conjuntos finitos e disjuntos, então o número de opções para


escolher um único elemento da união de A com B é n(A) 1 n(B).

Princípio da multiplicação (ou princípio fundamental da contagem – PFC)

Sendo A e B conjuntos finitos, o número de opções para formar um par


ordenado (a, b), com a [ A e b [ B, é n(A) ? n(B).

Arranjos com repetição (ou arranjos completos)


Seja A 5 {a1, a2, a3, É, an} um conjunto com n elementos. Dado um número natural p, chamamos de arranjo de n elementos to-
mados p a p a cada sequência de p elementos escolhidos entre os n elementos de A.

O número de arranjos com p elementos escolhidos entre n elementos é dado


pelo produto de p fatores, todos iguais a n, isto é, np.

em classe
TexTo para as quesTões 1 a 3
Considere três cidades A, B e C tais que existam 4 estradas que ligam A a B, 3 estradas que ligam B a C e 2 estradas que ligam A a C,
sem passar por B. Considere ainda que todas as rotas entre essas cidades passam apenas por essas 9 estradas. A figura a seguir ilustra
essa situação.

Matemática
Cidade B

Cidade A Cidade C

111
1. Quantas são as rotas possíveis de A para C? 4. Em uma sala existem 5 luminárias que são acionadas
De A para C, passando por B, o número de opções é 12 (princípio de forma independente uma da outra por interrupto-
multiplicativo): res diferentes. A sala é considerada iluminada quando
A para B B para C pelo menos uma das luminárias está ligada. Nessas
 ?   5 12 opções
4 3 condições, de quantas maneiras, usando apenas essas
De A para C, não passando por B, o número de opções é 2. luminárias, podemos deixar a sala iluminada?
Temos: O número de opções para ligar ou não cada uma das cinco luminárias é
 passa
por B
?  ?  ?  ?  ?
12 opções 2 ? 2 ? 2 ? 2 ? 2 5 32 opções

 1 Contudo, para que a sala fique iluminada pelo menos uma delas deve
não
  
passa por B
estar ligada.
 2 opções
 Assim, o número de situações em que a sala fica iluminada é
Logo, de A a C, o número total de opções é 14 (princípio da adição). 32 2 1 5 31, ou seja, 31 maneiras.

2. Quantas são as rotas possíveis que saem de A, levam


até C e voltam para A?
Pelo exercício 1 temos que:
• O número de rotas de A para C é 14.
• O número de rotas de C para A é 14.
Portanto, o número de rotas que saem de A, levam a C e voltam para
5. Responda os itens a seguir:
A é dado por 14 ? 14 5 196.
a) Dado que A 5 {1, 2, 3}, obtenha o número de subcon-
juntos de A.
Ao formarmos um subconjunto de A, devemos decidir para cada
elemento de A qual fará parte ou não. Assim, temos, no total,
3. Quantas são as rotas possíveis que saem de A, levam ?  ?  ?
2 ? 2 ? 2 5 8 opções de formar um subconjunto.
até C, voltam para A e não passam duas vezes pela
mesma estrada? Logo, o número de subconjuntos de A é 8.
Os subconjuntos de A são [, {1}, {2}, {3}, {1, 2}, {1, 3}, {2, 3} e
1o caso: {1, 2, 3}.
ida (ABC): 12 opções (5 4 ? 3) Observação: Todo conjunto finito com n elementos contém 2n
volta (CBA): 6 opções (5 2 ? 3) subconjuntos.

Total de opções: ABC-CBA: 12 ? 6 5 72.

2o caso:
ida (ABC): 12 opções (5 4 ? 3)
volta (CA): 2 opções
Total de opções: ABC-CA: 12 ? 2 5 24.

3o caso: b) Sendo o número de subconjuntos de B igual a 128,


ida (AC): 2 opções obtenha o número de elementos de B.
Matemática e suas Tecnologias

volta (CBA): 12 opções (5 3 ? 4) 2n 5 128 ⇔ n 5 7


Logo, B tem 7 elementos.
Total de opções: AC-CBA: 2 ? 12 5 24.

4 o caso:
ida (AC): 2 opções
volta (CA): 1 opção
Total de opções: AC-CA: 2 ? 1 5 2.

Total de rotas que saem de A, levam até C, voltam para A e não passam
duas vezes pela mesma estrada é dado por 72 1 24 1 24 1 2 5 122.

112
6. O setor de recursos humanos de uma empresa vai realizar uma entrevista com 120 candidatos a uma vaga de conta-
dor. Por sorteio, eles pretendem atribuir a cada candidato um número e, em seguida, colocar a lista de números em
ordem numérica crescente e usá-la para convocar os interessados. Acontece que, por um defeito do computador,
foram gerados números com 5 algarismos distintos e, em nenhum deles, apareceram dígitos pares.

Em razão disso, a ordem de chamada do candidato que tiver recebido o número 75 913 é
a) 24
b) 31
c) 32
d) 88
c e) 89
Usando apenas algarismos ímpares (1, 3, 5, 7, 9), temos:

1
3
5
3 ∙ 4! 5 72
1
ou
1, 3
7

2 ∙ 3! 5 12
1
ou
1, 3
7 5

2 ∙ 2! 54
1
ou
7 5 9 1 3 51
89

O candidato que tiver recebido o número 75 913 terá ordem de chamada igual a 89.

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 4 – Unidade 11
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 11
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 39 Aula 39
• Leia o resumo de aula. • Faça os exercícios 23 a 25, cap. 1.
• Faça os exercícios 15 a 18, cap. 1. Aula 40
Aula 40 • Faça os exercícios 26 e 28, cap. 1.
• Faça os exercícios 19 e 22, cap. 1. • Faça os exercícios 3 e 4 da seção Rumo ao Enem.

113
aulas 41 e 42
Arranjo simples e fatorial
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas

Arranjo simples
Seja A 5 {a1, a2, a3, É, an} um conjunto com n elementos. Dado um número natural p, com p < n, chamamos de arranjo simples de
n elementos tomados p a p a cada sequência de p elementos distintos escolhidos entre os n elementos de A.

O número de arranjos simples é dado por:


A n, p 5 n ? ( n 2 1) ? ( n 2 2 ) ? … ? ( n 2 p 1 1)
  
produto de exatamente p fatores

Exemplo:
O total de siglas que pode ser formado com 3 letras, tomando duas a duas distintas, é dado por A26, 3 5 26 ? 25 ? 24.
1letra 1 letra 1
letra
26 ? 25 ? 24 5 15600 opções

Fatorial de um número natural

Sendo n um número natural, define-se o fatorial de n, denotado


por n!, do seguinte modo:
(n 2 1) ? (n2
• se n > 2, então n! 5 n? 2) ? … ? 2 ? 1

n fatores
• 1! 5 1 e 0! 5 1
Exemplos:
• 2! 5 2 ? 1 5 2
• 3! 5 3 ? 2 ? 1 5 6
• 4! 5 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24
• 5! 5 5 ? 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 120
Matemática e suas Tecnologias

Arranjo simples e fatorial

O número de arranjos simples de n elementos tomados


p a p é dado por A n, p 5 n! .
(n 2 p )!
Exemplo:
A26, 3 5 26 ? 25 ? 24 5 26! 5 26! (Lê-se: arranjo de 26 elementos tomados 3 a 3.)
(26 2 3)! 23!

114
em classe
1. Quantos são os números inteiros e positivos de 4 alga- 3. Simplifique:
rismos ímpares dois a dois distintos?
a)
100!
Sendo "mcdu" um número inteiro e positivo de 4 algarismos ímpares 98!
distintos, temos:
• 5 opções para o algarismo m dos milhares, pois m [ {1, 3, 5, 7, 9}. 100! 5 100 ? 99 ? 98! 5 100 ? 99 5 9 900
• 4 opções para o algarismo c das centenas, pois c Þ m. 98! 98!
• 3 opções para o algarismo d das dezenas, pois d Þ c Þ m.
• 2 opções para o algarismo u das unidades, pois u Þ d Þ c Þ m. b)
n! com n [ ℕ, n > 2.
Assim: (n 2 2 )!
m 
 c  d u n ? (n 2 1)(n 2 2)!
5 ? 4 ? 3 ? 2 5 120 opções n! 5 5 n (n 2 1)
(n 2 2)! (n 2 2)!
Portanto, o total de números inteiros positivos com 4 algarismos ím-
pares que podem ser formados é 120.

4. O modelo do carro apresentado na foto era composto


H2 de oito lugares para transportar passageiros. De quantos
modos cinco passageiros podiam escolher seus lugares?

REPRODUÇÃO/VOLKSWAGEN MEDIA SERVICES


2. Quantos são os números inteiros e positivos de 4 alga-
rismos dois a dois distintos?
Sendo "mcdu" um número inteiro e positivo de 4 algarismos distin-
tos, temos:
• 9 opções para o algarismo m dos milhares, pois m Þ 0.
• 9 opções para o algarismo c das centenas. Note que podemos ter
c 5 0.
• 8 opções para o algarismo d das dezenas.
• 7 opções para o algarismo u das unidades.
O total de opções é dado por 9 ? 9 ? 8 ? 7 5 4 536.

a) 8 c) 64 e) 32 768
b) 16 c d) 6 720
A 8, 5 5 8 ? 7 ? 6 ? 5 ? 4 5 6 720

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 4 – Unidade 11
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 11
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 41 Aula 41
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 2 a 4, cap. 2.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 2. • Faça os exercícios 9 a 11, cap. 2.
Aula 42 Aula 42
• Faça os exercícios 5 a 8, cap. 2. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 2.
• Faça os exercícios 6 a 8 da seção Rumo ao Enem.

115
aulas 43 e 44
Permutações
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas

Permutações simples e fatorial Permutações com alguns elementos iguais


Seja A 5 {a1, a2, a3, ..., an} um conjunto com n elementos. Chama-
mos de permutação simples de n elementos a cada sequência de O número de permutações de n elementos em que:
n elementos distintos formada com os elementos de A; as permu- • r1 elementos são iguais a a1,
tações simples são arranjos simples de n elementos tomados n a n. • r2 elementos são iguais a a2,
O número de permutações simples é dado por: :
Pn 5 n ? ( n 2 1) ? ( n 2 2 ) ? … ? 2 ? 1 5 n! • rk elementos são iguais a ak,

produto de exatamente n fatores
com r1 1 r2 1 ... 1 rk 5 n, é dado por
Ou seja, o número de permutações simples de n elementos n!
é igual a n!. P 5
r1 ,  r2 , . . . ,rk
.
r1 ! ? r2 ! ? … ? rk !
n

Exemplo:
Chama-se de anagrama qualquer palavra obtida mediante a Exemplo:
alteração da ordem (permutação) das letras de uma palavra dada. O número de anagramas da palavra FALAR é dado por
Por exemplo, o número de anagramas da palavra AMOR, incluindo P5 5 5! 5 60.
2

a própria palavra, é dado por 4 ? 3 ? 2 ? 1 5 24. 2!

em classe
1. Consideremos a palavra PERNAMBUCO. Obtenha, dessa palavra, o número de
a) anagramas;
Temos 10 letras sem repetições; então:
P10 5 10!

b) anagramas que começam pela letra A;


Matemática e suas Tecnologias

A_________
P 9 5 9!

c) anagramas que começam por ABC;


ABC_______
P 7 5 7!

116
d) anagramas em que as letras A, B e C estão juntas e nesta ordem;
Permutações de P, E, R, N, M, U, O, e ABC:
P 8 5 8!

e) anagramas em que as letras A, B e C estão juntas.


Permutações de P, E, R, N, M, U, O, e ABC: P 8 5 8!
Como ABC podem variar as posições entre si, temos uma nova permutação: P 3 5 3! 5 6.
Portanto, o total de anagramas é dado por 3! ? 8!, ou seja, 6 ? 8!.

2. Oito amigas vão fazer uma viagem de avião e ocuparão os oito assentos de uma mesma fileira da classe econômica.
H4 Duas delas, Ana e Bruna, ficarão nos assentos laterais, próximo das janelas. De quantas maneiras elas podem escolher
seus assentos?

XAVIER MARCHANT/SHUTTERSTOCK

a) 720
c b) 1 440
c) 2 880
d) 5 040
e) 40 320
Como Ana e Bruna ocupam os assentos das janelas e não existem restrições para as demais amigas, o número de opções para as 6 amigas se

Matem‡tica
sentarem é 6!.
Além disso, Ana e Bruna podem trocar de assento entre elas. Assim, para cada permutação entre as demais amigas existem 2 possibilidades.
Desse modo, o total de possibilidades é 2 ⋅ 6! 5 1 440 possibilidades.

117
3. Considerando a palavra MALA, responda às questões a seguir.
H2
a) Quantos anagramas podem ser formados com a palavra MALA?
Total de letras: 4
Repetições: A letra A ocorre 2 vezes.
Logo,
P42 5 4! 5 12
2!

b) Quantos anagramas começam por uma consoante?


Existem duas opções para começar por consoante: M e L
Como existem duas letras A, o número de permutações para as demais letras é P32 5 3! 5 3.
2!
Assim, o total de anagramas nessas condições é 6 (5 2 ⋅ 3).

c) Em quantos anagramas as vogais aparecem juntas?


As possibilidades são: AALM, AAML, LAAM, MAAL, LMAA e MLAA, ou seja, existem 6 anagramas nessas condições.

d) Se organizássemos os anagramas em ordem alfabética, qual seria a posição da palavra LAMA?


Antes da palavra LAMA ficam:
(1) Todos os anagramas que começam por A: 6 anagramas.
(2) O anagrama LAAM: 1 anagrama.
Desse modo a posição da palavra LAMA seria 8.

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 4 – Unidade 11
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 11
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 43 Aula 43
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 5 e 6, cap. 2.
• Faça os exercícios 15 a 18, cap. 2. • Faça os exercícios 23 a 25, cap. 2.
Aula 44 Aula 44
• Faça os exercícios 19 e 22, cap. 2. • Faça os exercícios 26 a 28, cap. 2.
• Faça o exercício 9 da seção Rumo ao Enem.

118
aulas 45 e 46
Permutações circulares
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas

Permutações com alguns elementos iguais

O número de permutações de n elementos em que


r1 elementos são iguais a a1,
r2 elementos são iguais a a2,
:
rk elementos são iguais a ak,
com r1 1 r2 1 ... 1 rk 5 n, é dado por Pnr1 , r2 , ... ,rk 5 n! .
r1 ! ? r2 ! ? É ? rk !

Exemplo:

O número de anagramas da palavra SOMOS é dado por P52 , 2 5 5! 5 30. São 5 letras, das quais 2 são iguais a S e 2 são iguais a O.
2! ? 2!

Permutações circulares

O número de permutações circulares (PC) de n elementos é igual a n! , ou seja, (n – 1)!.


n

Exemplo:
O número de maneiras possíveis de fazer uma pequena roda de 3 crianças é igual a (3 2 1)!, ou seja, 2.

em classe
1. Quantos anagramas tem a palavra ARARAQUARA? 2. Com 7 marcas iguais a • e 2 marcas iguais a /, pode-
A palavra tem 10 letras, sendo 5 iguais a A, 3 iguais a R, 1 igual a Q e mos formar um número finito de sequências compostas
1 igual a U. Assim, temos: dessas 9 marcas. Como exemplos, temos (•/•••/•••) e
P105,3 5 10! 5 5040

Matem‡tica
5! ? 3! (//•••••••). Quantas dessas sequências podem ser
formadas?
P97, 2 5 9! 5 36
7! ? 2!
Portanto, podem ser formadas 36 sequências com as 9 marcas dadas.

119
3. O número de ternos ordenados (x, y, z) de números naturais tais que x 1 y 1 z 5 7 é igual a:
a) 21 Cada solução pode ser identificada por uma sequência de 9 marcas; 7 iguais a • e 2 iguais a /. Exemplos:
• (1, 3, 3) corresponde a (•/•••/•••)
b) 28 • (3, 3, 1) corresponde a (•••/•••/•)
c) 31 • (0, 0, 7) corresponde a (//•••••••)
O total de ternos ordenados (x, y, z), nas condições dadas, é dado por P97, 2 5 9! 5 36 .
d) 35 7! ? 2!

c e) 36

4. Em uma floricultura há rosas vermelhas, amarelas e brancas. De quantas maneiras pode-se formar um conjunto com
exatamente uma dúzia dessas flores?

a) 36 Seja, x, y e z, nessa ordem, o número de rosas vermelhas, amarelas e brancas.


Temos x 1 y 1 z 5 12.
b) 72 Cada solução pode ser identificada por uma sequência de 14 marcas; 12 iguais a • e 2 iguais a /.
c c) 91 12, 2
O total possível de conjuntos é dado por P14 5 14! 5 91.
12! ? 2!
d) 120
e) 144

5. Theo, Rafaela e mais quatro amigos vão se sentar em uma mesa circular com seis cadeiras.
a) De quantas maneiras eles podem escolher seus lugares?
PC 6 5 (6 2 1)! 5 120
Portanto, há 120 maneiras possíveis.

b) De quantas maneiras eles podem escolher seus lugares, considerando que Theo e Rafaela devem ficar juntos,
sendo ela à direita dele?
Considerando a dupla (Theo, Rafaela) como uma única pessoa, temos:
PC 5 5 (5 2 1)! 5 24
Portanto, há 24 maneiras possíveis.

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 4 – Unidade 11
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 11
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 45 Aula 45
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 7 e 8, cap. 2.
• Faça os exercícios 29 a 32, cap. 2. • Faça os exercícios 37 e 38, cap. 2.
Aula 46 Aula 46
• Faça os exercícios 33 a 36, cap. 2. • Faça os exercícios 39 e 40, cap. 2.
• Faça os exercícios 10 e 11 da seção Rumo ao Enem.

120
aulas 47 e 48
Combinação simples
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas
Exemplo:
Combinação simples
O número de comissões que podem ser formadas escolhendo
Seja A 5 {a1, a2, a3, …, an} com n elementos. Dado um número 3 alunos dentre 26 é dado por C26, 3.
natural p, com p < n, chamamos de combinação simples de n
elementos tomados p a p qualquer subconjunto de A com p Temos C26, 3 5 26! 5 2 600.
3! ? 23!
elementos.
Note que escolher 3 alunos de 26 para participar de uma co-
O número de combinações de n elementos tomados p a p missão equivale a escolher 23 alunos para não participar. Isto é,
 26!  .
é denotado por Cn, p. C26, 3 5 C26, 23  5 Assim, da igualdade C26, x 5 C26, 3, segue
 23! ? 3! 
A n, p n!
Temos Cn, p 5 e, como An, p 5 , segue que que x 5 3 ou x 5 23.
p! (n 2 p )!
Cn, p 5 n! Com n e p nas condições estabelecidas acima, podemos
p! ( n 2 p ) ! afirmar que, se Cn, x 5 Cn, p, então x 5 p ou x 5 n 2 p.

em classe
1. Os pontos A, B, C, D, E, F, G e H, dois a dois distintos, pertencem a uma circunferência λ.

C
D B

E A

H
F

Matem‡tica
Obtenha:
a) o número de retas determinadas por esses pontos.
C 8, 2 5 8! 5 28
2! ? 6!

b) o número de triângulos determinados por esses pontos.


C 8, 3 5 8! 5 56
3! ? 5!

121
2. A Mega-Sena é um jogo em que a aposta mais simples consiste em escolher 6 números distintos de 1 a 60 e marcar
H3 em uma cartela como a ilustrada abaixo. Um apostador ganha na Mega-Sena quando sua aposta contém os 6 nú-
meros sorteados. A ordem de escolha é irrelevante. Considerando essa situação, quantas apostas diferentes desse
tipo podem ser feitas sabendo-se que, dos 6 números a serem escolhidos, três devem ser ímpares e os demais pares?

MARCELO FONSECA/FOLHAPRESS
a) 31 ? 292 ? 7 ? 5 ? 32 ? 2
b) 292 ? 72 ? 52 ? 22
c) 292 ? 72 ? 52 ? 23
c d) 292 ? 72 ? 52 ? 24
e) 294 ? 74 ? 54 ? 28
Dos 60 números, 30 são ímpares e 30 são pares.
• Número de maneiras de escolher 3 números ímpares:
C 30, 3 5 30! 5 29 ? 7 ? 5 ? 22.
3!27!
• Número de maneiras de escolher 3 números pares:
C 30, 3 5 29 ? 7 ? 5 ? 22.
• Número de maneiras de escolher 3 números ímpares e 3 números pares: (29 ? 7 ? 5 ? 22)2, ou seja, 292 ? 72 ? 52 ? 24.

3. Responda aos itens a seguir.


a) De quantas maneiras pode-se formar um grupo de duas pessoas escolhidas em uma turma de seis?
C 6, 2 5 15
Há 15 maneiras para se formar o grupo.
Matemática e suas Tecnologias

b) De quantas maneiras pode-se formar um grupo de quatro pessoas escolhidas em uma turma de seis?
C 6, 4 5 15
Há 15 maneiras para se formar o grupo.

122
4. De quantas maneiras pode-se dividir um grupo de seis pessoas em dois grupos com três pessoas em cada um?
A cada escolha de 3 pessoas (entre 6) para formar um grupo, as 3 pessoas não escolhidas formam um outro grupo. Suponhamos que {a, b, c, d, e, f}
represente o grupo de 6 pessoas. Na escolha de {a, b, c}, as pessoas não escolhidas formam o grupo {d, e, f} e, na escolha de {d, e, f}, forma-se,
também, o grupo {a, b, c}. Logo, o número de maneiras é dado por:

C 6, 3 ? 1 5 6! ? 1 5 10
2 3!(6 2 3)! 2
Portanto, há 10 maneiras de montar os dois grupos compostos de três pessoas.

5. De quantas maneiras pode-se dividir um grupo de seis pessoas em dois grupos, um formado por duas pessoas e o
outro por quatro?
A cada escolha de 2 pessoas (entre 6) para formar um grupo, as 4 pessoas não escolhidas formam um outro grupo. Suponhamos que {a, b, c, d,
e, f} represente o grupo de 6 pessoas. Na escolha de {a, b}, as pessoas não escolhidas formam o grupo {c, d, e, f}.
Portanto, o número de maneiras é dado por C 6, 2 5 15.
(Note que C 6, 4 5 15.)

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 4 – Unidade 11
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 11
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 47 Aula 47
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 3, cap. 3.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 3. • Faça os exercícios 9 a 11, cap. 3.
Aula 48 Aula 48
• Faça os exercícios 5 a 8, cap. 3. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 3.
• Faça o exercício 12 da seção Rumo ao Enem.

123
aulas 49 e 50
Combinações simples e números binomiais
Enem: Conhecimentos numéricos

nestas aulas

 n n!  n
• Sendo n e p números naturais, com p < n, temos o número binomial dado por   5 . Isto é,  p  5 Cn, p.
p
  p! ( n 2 p )!  
• O triângulo de Pascal consiste em uma disposição gráfica dos números binomiais:
p 5 0 1 2 3 4 ... 0 1 2 3 4 ...
n50 C0, 0 0 1
1 C1, 0 C1, 1 1 1 1
2 C2, 0 C2, 1 C2, 2 2 1 2 1
3 C3, 0 C3, 1 C3, 2 C3, 3 3 1 3 3 1
4 C4, 0 C4, 1 C4, 2 C4, 3 C4, 4 4 1 4 6 4 1
... ...

• Todas as linhas começam com o número 1, pois C n, 0 5 n! 5 1.


0!n!
• Na linha n, o segundo número binomial será igual a n, C n, 1 5 n! 5 n.
1! ( n 2 1) !
• Todas as linhas terminam com o número 1, pois C n, n 5 n! 5 1.
n!0!
• Todas as linhas apresentam uma simetria; em cada linha, dois números binomiais “equidistantes dos extremos” são iguais. Portanto,
se p 1 q 5 n, então Cn, p 5 Cn, q. Assim, por exemplo, temos C4, 1 5 C4, 3, pois ambos são iguais a 4! .
2!3!
• Na linha n, a soma de dois números binomiais consecutivos Cn, p e Cn, p 1 1 fornece o número binomial da linha n 1 1 e coluna
p 1 1. Isto é, Cn, p 1 Cn, p 1 1 5 Cn 1 1, p 1 1. Essa igualdade é conhecida como a relação de Stifel, e com ela podemos “avançar” no
triângulo de Pascal. Assim, por exemplo, a formação da linha n 5 5, a partir da linha n 5 4:
p50 1 2 3 4 5
n54 1 4 6 4 1
5 1 5 10 10 5 1
• Os números binomiais da linha n correspondem aos coeficientes da forma desenvolvida do binômio de Newton (x 1 a)n. Assim,
temos:
Matemática e suas Tecnologias

• (x 1 a)0 5 1
• (x 1 a)1 5 1x 1 1a
• (x 1 a)2 5 1x2 1 2xa 1 1a2
• Na linha n, a soma dos números binomiais é igual a 2n. Assim, temos:
1 5 20
1 1 1 5 21
1 1 2 1 1 5 22
1 1 3 1 3 1 1 5 23
1 1 4 1 6 1 4 1 1 5 16 5 24

124
em classe
1. Desenvolva (x 1 y)3, (x 1 y)4 e (x 1 y)5.
1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
Com o triângulo de Pascal construído, temos:
• (x 1 a)3 5 1x3 1 3x 2a 1 3xa2 1 1a3
• (x 1 a) 4 5 1x4 1 4x3a 1 6x 2a2 1 4xa3 1 1a4
• (x 1 a)5 5 1x5 1 5x4a 1 10x3a2 1 10x 2a3 1 5xa4 1 1a5

2. Desenvolva (x 2 2)4.
(x 1 a) 4 5 1x4 1 4x3a 1 6x 2a2 1 4xa3 1 1a4
Com a 5 22, temos:
(x 2 2) 4 5 1x4 1 4x3(22) 1 6x 2(22)2 1 4x(22)3 1 1(22) 4
(x 2 2) 4 5 1x4 2 8x3 1 24x 2 2 32x 1 16

3. Na igualdade C10, 2 1 C10, 3 5 C11, p, a soma dos possíveis valores de p é igual a:


a) 3
b) 5
c) 8
c d) 11
e) 13
De C10, 2 1 C10, 3 5 C11, p, e pela relação de Stifel, temos que C11, 3 5 C11, p; portanto, p 5 3 ou p 5 8. Logo, a soma dos possíveis valores de p é 11.

em casa

Matem‡tica
Consulte:
Livro-texto 4 – Unidade 11
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 11
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 49 Aula 49
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 4, cap. 3.
• Faça os exercícios 15 a 18, cap. 3. • Faça os exercícios 23 a 25, cap. 3.
Aula 50 Aula 50
• Faça os exercícios 19 a 22, cap. 3. • Faça os exercícios 26 a 28, cap. 3.

125
aulas 51 e 52
Probabilidade: conceitos fundamentais
Enem: Conhecimentos de estatística e probabilidade

nestas aulas

Probabilidade

Seja E um espaço amostral associado a um experimento. Para todo evento A de E é associado um


único número P(A), chamado de probabilidade de A, com as seguintes condições:
• c1: 0 < P(A) < 1
• c2: P(E) 5 1
• c3: Se A e B são eventos mutuamente exclusivos, isto é, A > B 5 [, então P(A ∪ B) 5 P(A) 1 P(B)

Probabilidade do evento complementar

Se A denota o evento complementar de A, temos A  <  A  5  E e A > A 5 [.


Logo, P(A) 1 P(A) 5 1, ou seja, P(A) 5 1 2 P(A). Sendo [ o evento complementar de
E, segue que P([) 5 0.

Exemplo:
No lançamento de uma moeda, o espaço amostral é E 5 {c, k}; c corresponde a coroa e k corresponde a cara. Sendo A o evento em
que “o resultado é cara”, temos A 5 {k} e A 5 {c}.
• A probabilidade de obter cara ou coroa é 100%: P(E) 5 1.
• A probabilidade de obter cara e coroa é 0: P([) 5 0.
Se a probabilidade de obter cara é 70% (moeda não balanceada), então a probabilidade de obter coroa é 30%:
P(A) 5 0,7 ⇒ P(A) 5 0,3, pois P(A) 1 P(A) 5 1.

Probabilidade com espaço amostral finito e equiprovável

Um espaço amostral E 5 {x1, x2, ..., xn} é dito equiprovável se, e somente se, todos os seus eventos elementares
têm a mesma probabilidade. Assim, se P({x1}) 5 P({x2}) 5 ... 5 P({xn}) 5 p, temos n ? p 5 1, ou seja, p 5 1 . Com
n
um espaço amostral finito e equiprovável, temos:
Matemática e suas Tecnologias

• a probabilidade de cada evento elementar é igual a 1 .


número de elementos de E
número de casos favoráveis
• a probabilidade de um evento A é número de elementos de A ; na prática, .
número de elementos de E número total de casos possíveis

Exemplos:
1. No lançamento de uma moeda (balanceada), a probabilidade de se obter cara é 50%.
2. No lançamento de um dado comum, o espaço amostral é E 5 {1, 2, 3, 4, 5, 6}. A probabilidade de se obter um resultado diferente
de 6 é igual a 5 .
6

126
Soma de probabilidades – a “regra do OU”

Sendo A e B eventos quaisquer, a probabilidade de ocorrer A ou B é dada por


P(A < B) 5 P(A) 1 P(B) 2 P(A > B).
Nos casos, em que A > B 5 [, os eventos A e B são mutuamente exclusivos e,
assim, temos P(A < B) 5 P(A) 1 P(B) e P(A > B) 5 0.

Exemplo:
Consideremos o lançamento de um dado comum e os eventos a seguir.
• A: obter um número par.
• B: obter um número diferente de 6.
• C: obter o número 1.
Temos P(A) 5 3 , P(B) 5 5 , P(A > B) 5 2 , pois A > B 5 {2, 4}.
6 6 6
A probabilidade de se obter um resultado que seja um número par ou um número diferente de 6 é dada por P(A < B) 5 3 1 5 2  2 ,
ou seja, P(A < B) 5 1. 6 6 6
Note que C 5 {1}, e, como C tem apenas um elemento, temos P(C) 5 1 . E como A > C 5 [, logo P(A < C) 5 P(A) 1 P(C), ou
6
seja, P(A < C) 5 4 5 2 . Portanto, a probabilidade de se obter um número par ou o número 1 é igual a 2 .
6 3 3

em classe
1. No lançamento de dois dados, o espaço amostral pode ser dado pela ilustração a seguir:

(1, 1) (1, 2) (1, 3) (1, 4) (1, 5) (1, 6)

(2, 1) (2, 2) (2, 3) (2, 4) (2, 5) (2, 6)

(3, 1) (3, 2) (3, 3) (3, 4) (3, 5) (3, 6)

(4, 1) (4, 2) (4, 3) (4, 4) (4, 5) (4, 6)

(5, 1) (5, 2) (5, 3) (5, 4) (5, 5) (5, 6)

(6, 1) (6, 2) (6, 3) (6, 4) (6, 5) (6, 6)

Matem‡tica
Sendo P(s) a probabilidade de a soma dos pontos ser igual a s, obtenha P(3), P(7) e P(10). (Considere que os dois
dados sejam honestos.)
• Soma 5 3: (1, 2) e (2, 1) ∴ P(3) 5 2 5 1
36 18
• Soma 5 7: (1, 6), (2, 5), (3, 4), (4, 3), (5, 2), (6, 1) ∴ P(7) 5 6 5 1
36 6
• Soma 5 10: (4, 6), (5, 5), (6, 4) ∴ P(10) 5 3 5 1
36 12

127
2. Nas ilustrações a seguir (1), (2) e (3) representam registros que regulam a passagem de água de A para B em uma
parte da rede de abastecimento de um condomínio residencial. O estado de qualquer um desses registros pode ser
V, se ele permitir a passagem de água, ou F, no caso contrário. Para cada registro, V e F correspondem a eventos
equiprováveis. Calcule a probabilidade de a água poder passar de A para B em cada caso a seguir.

a) os registros (1) e (2) estão “em série” no mesmo ramo;


(1) (2)

A B

Os estados dos registros (1) e (2) podem ser descritos por VV, VF, FV e FF. Apenas no caso VV pode haver passagem de água de A para B.

Logo, a probabilidade é 1 .
4

b) há uma bifurcação, e os registros (1) e (2) estão “em paralelo”, um em cada ramo;
(1)

A B
(2)

Os estados dos registros (1) e (2) podem ser descritos por VV, VF, FV e FF. Apenas no caso FF não há passagem de água de A para B. Logo, a
probabilidade de poder passar água é dada por 1 2 1 , ou seja, 3 .
4 4

c) há uma bifurcação, o registro (1) está em um ramo e os registros (2) e (3) estão “em série” no outro ramo.
(1)

A B
(2) (3)

Os estados dos registros (1), (2) e (3) podem ser descritos por VVV, VVF, VFV, FVV, VFF, FVF, FFV e FFF. Apenas nos casos VVV, VVF, VFV,
FVV e VFF pode haver passagem de água de A para B. Logo, a probabilidade é 5 .
8

3. Em um baralho há 52 cartas. São 4 sequências de 13 cartas (A, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, J, Q, K), uma sequência de cada
naipe, ♦ (ouros), ♥ (copas), ♠ (espadas) e ♣ (paus). Retirando aleatoriamente uma dessas cartas, qual é a probabi-
Matemática e suas Tecnologias

H28
lidade de ela ser um A (ás) ou uma carta de ouros?
1
a) • P(A) 5 4 (probabilidade de ser um A)
52 52
1 13
b) • P(B) 5 (probabilidade de ser de ouros)
13 52
13 • P(A > B) 5 1 (probabilidade de ser um A de ouros)
c) 52
52
• P(A < B) 5 P(A) 1 P(B) 2 P(A > B) (probabilidade de ser um A ou uma carta de ouros)
4
c d)
13 P(A < B) 5 4 1 13 2 1
52 52 52
9
e) 16 4
13 P(A < B) 5 5
52 13

128
4. Em um problema que envolvia as probabilidades de dois eventos A e B, concluiu-se que elas eram dadas por
H29 1 3
P(A) 5  e P(B) 5 . Pode-se afirmar corretamente que:
2 4
1 De P(A ø B) < 1 e P(A < B) 5 P(A) 1 P(B) 2 P(A > B), temos:
a) P(A > B) 5
2 P(A) 1 P(B) 2 P(A > B) < 1
3 1 1 3 2 P(A > B) < 1
b) P(A > B) 5
4 2 4

c) P(A < B) 5 1 P(A > B) > 1


4
1 (Note que P(A > B) < 1 , pois devemos ter P(A > B) < P(A) e P(A > B) < P(B).)
2
c d) P(A > B) >
4
1
e) P(A > B) <
4

5. Em um lançamento de dois dados convencionais de jogo, a probabilidade de a soma dos pontos ser menor que 12 é:

ALEXEY V SMIRNOV/SHUTTERSTOCK
35 Sendo A 5 {(6, 6)}, o complementar de A é o evento em que a soma é menor que 12.
c a)
36 Como P(A) 5 1 e P(A) 5 1 2 P(A), temos P(A) 5 35 .
36 36
17
b)
18
11
c)
12
8
d)
9
31
e)
36

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 4 – Unidade 12
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 12
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 51 Aula 51
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1. • Faça os exercícios 9 e 10, cap. 1.
Aula 52 Aula 52
• Faça os exercícios 5 a 8, cap. 1. • Faça os exercícios 11 a 13, cap. 1.
• Faça os exercícios 13 a 16 da seção Rumo ao Enem.

129
aulas 53 e 54
Probabilidade condicional e multiplicação de probabilidades
Enem: Conhecimentos de estatística e probabilidade

nestas aulas

Probabilidade condicional l Note que a informação dada – de que pelo menos uma das pes-
soas é homem – “reduz” o espaço amostral para {hh, hm, mh}. Sen-
Em muitos casos há interesse em relacionar as probabilidades do assim, a probabilidade de as duas pessoas serem homens é 1 .
de dois eventos A e B, supondo que o evento A já tenha ocorrido 3
ou que possa vir a ocorrer. Vamos recalcular a probabilidade do
evento B nessas situações. Multiplicação de probabilidades – a “regra do E”
Temos a seguinte definição.
Uma consequência da definição de probabilidade condi-
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E, com cional é P(A > B) 5 P(A) ? P(B/A), ou seja, a probabilidade de
P(A) . 0. A probabilidade condicional de B, dado A, é definida ocorrer A e B é dada pelo produto da probabilidade de A pela
P (B > A ) probabilidade de B, dado que A ocorreu.
por P(B/A) 5 .
P(A ) Exemplo:
E Em um baralho clássico há 52 cartas; 13 de cada naipe, como
mostra a tabela.
A B ♥(copas) A 2 3 4 5 6 7 8 9 10 J Q K
♣(paus) A 2 3 4 5 6 7 8 9 10 J Q K
♦(ouros) A 2 3 4 5 6 7 8 9 10 J Q K
♠(espadas) A 2 3 4 5 6 7 8 9 10 J Q K

Exemplo: Uma pessoa retira, sem reposição, duas cartas ao acaso. A pro-
Em uma motocicleta há duas pessoas. Consideremos o espaço babilidade de a primeira ser um A (ás) é 4 . Se isso ocorrer, então a
amostral equiprovável dado por E 5 {hh, hm, mh, mm}, em que 52
probabilidade de a segunda carta também ser um A será igual a  3 .
h 5 homem e m 5 mulher. Qual é a probabilidade de as duas 51
pessoas serem homens, dado que pelo menos uma delas é homem? Logo, a probabilidade de retirar, sem repor, duas vezes uma carta A
A 5 {hh, hm, mh} ⇒ P(A) 5 3 (Probabilidade de ter pelo é 4 ? 3.
4 menos um homem) 52 51
B 5 {hh} ⇒ P(B) 5 1 (Probabilidade de ter dois homens)
4
Eventos independentes
A > B 5 {hh} ⇒ P(A > B) 5 1
Matemática e suas Tecnologias

4 Se, e somente se, P(B/A) 5 P(B) ou P(A/B) 5 P(A), dizemos que


Sendo P(B/A) a probabilidade de haver dois homens na moto- A e B são eventos independentes. Nesse caso, a probabilidade de
cicleta, dado que pelo menos uma das pessoas é homem, temos: ocorrer A e B é dada simplesmente pelo produto das probabilida-
P (B > A ) des: P(A > B) 5 P(A) ? P(B).
P(B/A) 5 Sendo A e B eventos dependentes, temos P(A > B) Þ P(A) ? P(B).
P(A )
Exemplo de um evento independente:
1
Em um lançamento de duas moedas, a probabilidade de obter duas
P(B/A) 5 4 5 1 2
caras é 1 ? 1 5  1  , pois um lançamento não depende do outro.
3 3
4 2 2  2

130
em classe
1. Em uma fila há exatamente 4 pessoas. Calcule a pro- 4. Um dado convencional foi lançado três vezes, e o resul-
babilidade de H29 tado do terceiro lançamento foi igual à soma dos resul-
tados dos lançamentos anteriores. Com isso, podemos
a) as três primeiras serem mulheres.
concluir que a probabilidade de pelo menos um dos
P5 1 ? 1 ? 1 5 1 três resultados ter sido igual a 2 é:
2 2 2 8
4
a)
15
b) a última pessoa ser uma mulher.
1
P5 1 b)
3
2
2
c)
c) todas as pessoas serem mulheres. 5
7
P5 1 ? 1 ? 1 ? 1 5 1 d)
2 2 2 2 16 15

2. De um baralho clássico, uma pessoa retira aleatoriamente 8


c e)
duas cartas, uma depois da outra, sem reposições. Qual 15
Sejam x, y e z, nessa ordem, os resultados do primeiro, segundo e
é a probabilidade de as duas cartas serem de ouros?
terceiro lançamentos. Os possíveis valores de z são 2, 3, 4, 5 e 6.
13 ? 12 5 3 Temos a seguinte tabela de possibilidades:
52 51 51 z (x, y)
(Esse modo de retirada de duas cartas equivale à retirada simultânea 2 (1, 1)
de duas cartas!) 3 (1, 2), (2,1)
4 (1, 3), (2, 2), (3, 1)
5 (1, 4), (2, 3), (3, 2), (4, 1)
6 (1, 5), (2, 4), (3, 3), (4, 2), (5, 1)
3. De um baralho clássico, uma pessoa retira aleatoriamen- O espaço amostral tem, portanto, 15 elementos, que são os ternos
(x, y, z). Neles, o número 2 aparece 8 vezes. A probabilidade pedida
te duas cartas, uma depois da outra, sem reposições.
Qual é a probabilidade de uma das cartas ser de ouros é igual a 8 .
15
e a outra de copas?
P(ouros, copas) 5 13 ? 13
52 51

P(copas, ouros) 5 13 ? 13
52 51

P 5 2 ? 13 ? 13
52 51

P 5 13
102

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 4 – Unidade 12
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 12
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 53 Aula 53
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 2.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 2. • Faça os exercícios 9 a 11, cap. 2.
Aula 54 Aula 54
• Faça os exercícios 5 a 8, cap. 2. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 2.
• Faça os exercícios 17 e 18 da seção Rumo ao Enem.

131
rumo ao

Enem
1. (Modelo Enem) Em uma sala de espera do consultório 3. (Enem) O código de barras, contido na maior parte
H3 odontológico, os sofás estão dispostos da seguinte forma: H4 dos produtos industrializados, consiste num conjunto
de várias barras que podem estar preenchidas com cor
escura ou não. Quando um leitor óptico passa sobre
essas barras, a leitura de uma barra clara é convertida
no número 0, e a de uma barra escura, no número 1.
Observe abaixo um exemplo simplificado de um código
em um sistema de código com 20 barras.

Os lugares marcados em vermelho estão ocupados, e


dois novos pacientes chegam e vão sentar-se. De quan- • Se o leitor óptico for passado da esquerda para a
tos modos diferentes eles podem se acomodar para não direita irá ler: 01011010111010110001
ocupar um lugar vizinho a outro já ocupado? • Se o leitor óptico for passado da direita para a esquer-
c a) 16 d) 42 da irá ler: 10001101011101011010

b) 8 e) 12 No sistema de código de barras, para se organizar o


processo de leitura óptica de cada código, deve-se
c) 24
levar em consideração que alguns códigos podem ter
2. (Enem) No Nordeste brasileiro, é comum encontrarmos leitura da esquerda para a direita igual à da direita para
H3 peças de artesanato constituídas por garrafas preenchi- a esquerda, como o código 00000000111100000000, no
das com areia de diferentes cores, formando desenhos. sistema descrito acima. Em um sistema de códigos que
Um artesão deseja fazer peças com areia de cores cinza, utilize apenas cinco barras, a quantidade de códigos
azul, verde e amarela, mantendo o mesmo desenho, com leitura da esquerda para a direita igual à da direita
mas variando as cores da paisagem (casa, palmeira e para a esquerda, desconsiderando-se todas as barras
fundo), conforme a figura. claras ou todas as escuras, é
a) 14. c d) 6.
b) 12. e) 4.
c) 8.
o
fund 4. (Enem) Um procedimento padrão para aumentar a ca-
H4 pacidade do número de senhas de banco é acrescen-
tar mais caracteres a essa senha. Essa prática, além de
aumentar as possibilidades de senha, gera um aumento
Rumo ao Enem

na segurança. Deseja-se colocar dois novos caracteres


na senha de um banco, um no início e outro no final.
O fundo pode ser representado nas cores azul ou cinza;
Decidiu-se que esses novos caracteres devem ser vo-
a casa, nas cores azul, verde ou amarela; e a palmeira,
gais, e o sistema conseguirá diferenciar maiúsculas de
nas cores cinza ou verde. Se o fundo não pode ter a
minúsculas.
mesma cor nem da casa nem da palmeira, por uma
questão de contraste, então o número de variações que Com essa prática, o número de senhas possíveis ficará
podem ser obtidas para a paisagem é multiplicado por
a) 6. d) 9. c a) 100. d) 25.
c b) 7. e) 10. b) 90. e) 20.
c) 8. c) 80.

132
5. (Modelo Enem) Dez amigos foram ao cinema e compra- Dentre elas a única que cumpriu a primeira tarefa foi
H2 ram os ingressos para ocuparem todas as 10 poltronas a equipe:
de uma determinada fileira. O número de maneiras que a) 1
essas 10 pessoas podem se acomodar nessas poltronas, b) 2
se dois deles tiveram uma pequena discussão, e não
c) 3
quiserem se sentar lado a lado, é:
d) 4
a) 9 ? (9!)
c e) 5
c b) 8 ? (9!)
9. (Modelo Enem) Organizando os anagramas da palavra
c) 8 ? (8!) H4 PARTO em ordem alfabética, a palavra PORTA ocupa a
10! posição:
d)
2 a) 10
10! b) 35
e)
4
c) 34
6. (Modelo Enem) A partir do dia 29/07/2012 os telefones d) 70
H5 celulares da cidade de São Paulo passaram a ter nove
c e) 58
dígitos, sendo 9 o primeiro algarismo. Sabendo que an-
tes dessa alteração cada celular era composto por 8 10. (Modelo Enem) João pretende dividir 10 doces iguais
dígitos, sendo que o primeiro poderia ser 6, 7, 8 ou 9, o H3 entre 3 crianças de modo que cada uma delas receba
aumento percentual na quantidade potencial de linhas pelo menos um doce. O número de maneiras diferentes
foi de de fazer isso é

a) 100% a) 72
c b) 150% b) 120
c) 250% c) 54
d) 400% d) 21
e) 900% c e) 36

7. (Modelo Enem) Mariana decidiu criar um poema em 11. (Modelo Enem) O entregador de uma pizzaria tem
que cada início dos versos seria composto por um ana- H3 a planta do bairro onde irá fazer suas entregas. Par-
H4
grama novo de seu nome. O número de versos que tindo da pizzaria (ponto P) ele deve fazer uma entrega
começam por uma vogal é um valor (ponto A), andando sempre para a direita ou para cima.

a) maior que 600. A

c b) entre 450 e 600. Cima


c) entre 300 e 450.
Direita
d) entre 150 e 300.
e) menor que 150. P

8. (Modelo Enem) Em uma gincana, 7 equipes participa- O número de percursos diferentes que ele pode utilizar
H5 ram da primeira fase. Destas, 5 são classificadas para para fazer essa entrega é:
a segunda fase e 3 para a final. A primeira tarefa da

Rumo ao Enem
a) 252
gincana era descobrir de quantas maneiras poderia
b) 345
ser escolhida ao acaso a equipe vencedora.
c) 396
As cinco equipes que foram classificadas para a segun-
d) 441
da fase deram as seguintes respostas.
c e) 495
• Equipe 1: 315 maneiras
• Equipe 2: 1 260 maneiras
12. (Modelo Enem) Em uma festa, todos os presentes se
H4 cumprimentaram na entrada uma vez com um aperto
• Equipe 3: 7 maneiras de mãos. Sabendo que o número de apertos de mãos
• Equipe 4: 840 maneiras foi 276, o número de pessoas presentes nessa festa era
• Equipe 5: 630 maneiras a) 25. c b) 24. c) 23. d) 22. e) 21.

133
13. (Enem) Uma empresa aérea lança uma promoção de Probabilidade de acerto na quina
H29 final de semana para um voo comercial. Por esse motivo,
Quantidade Valor da Probabilidade de acerto (1 em ...)
o cliente não pode fazer reservas e as poltronas serão de nos aposta (R$) Sena Quina Quadra
sorteadas aleatoriamente. A figura mostra a posição jogados
dos assentos no avião: 5 0,50 24 040 016 64 106 866

16
17
18
19
20
21
22
23
24
10
11
12
13
14
15

25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
6 2,00 4 006 669 21 657 445
1
2
3
4
5
6
7
8
9
ABC DE F

7 5,00 1 144 762 9 409 261


Disponível em: http://www.caixa.com.br.
Acesso em: 29 abr. 2010 (adaptado).
Avião com 38 fileiras de poltronas.
Nessas condições, a razão entre as probabilidades de
Por ter pavor de sentar entre duas pessoas, um passa-
acerto de José e de Antônio nos menores prêmios de
geiro decide que só viajará se a chance de pegar uma
cada loteria é
dessas poltronas for inferior a 30%.
261
Avaliando a figura, o passageiro desiste da viagem, c a) , o que mostra que Antônio tem mais chances
3 114
porque a chance de ele ser sorteado com uma poltrona de acertar.
entre duas pessoas é mais aproximada de
783
b) , o que mostra que Antônio tem mais chances
c a) 31%. 1038
b) 33%. de acertar.
c) 35%. 1038
c) , o que mostra que José tem mais chances de
261
d) 68%.
acertar.
e) 69%. 3 114
d) , o que mostra que Antônio tem mais chances
14. (Enem) José e Antônio discutiam qual dos dois teria mais 261
chances de acertar na loteria. José tinha gasto R$ 14,00 de acertar.
H30
numa aposta de 7 números na Mega-Sena, enquanto 3 114
e) , o que mostra que José tem mais chances de
Antônio gastou R$ 15,00 em três apostas da quina, não 261
repetindo números em suas apostas. Na discussão, eles acertar.
consideravam a chance de José acertar a quadra da
TexTo para as quesTões 15 e 16
Mega-Sena e de Antônio acertar o terno da Quina.
A vida na rua como ela Ž
Probabilidade de acerto na Mega-Sena O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate
à Fome (MDS) realizou, em parceria com a ONU, uma
Quantidade Probabilidade de acerto (1 em ...) pesquisa nacional sobre a população que vive na rua,
Valor da
de nos
aposta (R$) Sena Quina Quadra
tendo sido ouvidas 31 922 pessoas em 71 cidades brasi-
jogados
leiras. Nesse levantamento, constatou-se que a maioria
6 2,00 50 063 860 154 518 2 332 dessa população sabe ler e escrever (74%), que apenas
15,1% vivem de esmolas e que, entre os moradores de
7 14,00 7 151 980 44 981 1 038 rua que ingressaram no ensino superior, 0,7% se diplo-
mou. Outros dados da pesquisa são apresentados nos
8 56,00 1 787 995 17 192 539 quadros abaixo.

9 168,00 595 998 7 791 312 Por que vive na rua?


Rumo ao Enem

Alcoolismo/drogas 36%
10 420,00 238 399 3 973 195 Desemprego 30%
Problemas familiares 30%
11 924,00 108 363 2 211 129 Perda de moradia 20%
Decepção amorosa 16%
12 1 848,00 54 182 1 317 90
Escolaridade
13 3 432,00 29 175 828 65 Superior completo ou incompleto 1, 4%
Médio completo ou incompleto 7, 0%
14 6 006,00 16 671 544 48 Fundamental completo ou incompleto 58, 7%
Nunca estudaram 15,1%
15 10 010,00 10 003 370 37
Istoé, 7/5/2008, p. 21. (com adaptações).

134
15. (Enem) No universo pesquisado, considere que P seja o Tadeu, camisa 2: — Não sei não... Pedro sempre foi muito
H28 conjunto das pessoas que vivem na rua por motivos de esperto... Acho que ele está levando alguma vantagem
alcoolismo/drogas e Q seja o conjunto daquelas cujo nessa proposta...
motivo para viverem na rua é a decepção amorosa. Ricardo, camisa 12: — Pensando bem... Você pode estar
Escolhendo-se ao acaso uma pessoa no grupo pesqui- certo, pois, conhecendo o Pedro, é capaz que ele tenha
sado e supondo-se que seja igual a 40% a probabilidade mais chances de ganhar que nós dois juntos...
de que essa pessoa faça parte do conjunto P ou do Desse diálogo conclui-se que
conjunto Q, então a probabilidade de que ela faça a) Tadeu e Ricardo estavam equivocados, pois a proba-
parte do conjunto interseção de P e Q é igual a bilidade de ganhar a guarda da taça era a mesma
c a) 12%. para todos.
b) 16%. b) Tadeu tinha razão e Ricardo estava equivocado, pois,
c) 20%. juntos, tinham mais chances de ganhar a guarda da
taça do que Pedro.
d) 36%.
c) Tadeu tinha razão e Ricardo estava equivocado, pois,
e) 52%.
juntos, tinham a mesma chance que Pedro de ganhar
16. (Enem) As informações apresentadas no texto são sufi- a guarda da taça.
H30 cientes para se concluir que c d) Tadeu e Ricardo tinham razão, pois os dois juntos
tinham menos chances de ganhar a guarda da taça
a) as pessoas que vivem na rua e sobrevivem de esmolas
do que Pedro.
são aquelas que nunca estudaram.
e) não é possível saber qual dos jogadores tinha razão,
b) as pessoas que vivem na rua e cursaram o ensino
por se tratar de um resultado probabilístico, que de-
fundamental, completo ou incompleto, são aquelas
pende exclusivamente da sorte.
que sabem ler e escrever.
c c) existem pessoas que declararam mais de um motivo 18. (Enem) Um município de 628 km2 é atendido por duas
para estarem vivendo na rua. H29 emissoras de rádio cujas antenas A e B alcançam um
d) mais da metade das pessoas que vivem na rua e que raio de 10 km do município, conforme mostra a figura:
ingressaram no ensino superior se diplomou.
10 km A 1
0
e) as pessoas que declararam o desemprego como km
motivo para viver na rua também declararam a de-
cepção amorosa. 10
Município km

17. (Enem) Um time de futebol amador ganhou uma taça B


10 km
H30 ao vencer um campeonato. Os jogadores decidiram
que o prêmio seria guardado na casa de um deles. To- Para orçar um contrato publicitário, uma agência pre-
dos quiseram guardar a taça em suas casas. Na discus- cisa avaliar a probabilidade que um morador tem de,
são para se decidir com quem ficaria o troféu, travou-se circulando livremente pelo município, encontrar-se na
o seguinte diálogo: área de alcance de pelo menos uma das emissoras.
Pedro, camisa 6: — Tive uma ideia. Nós somos 11 jo- Essa probabilidade é de, aproximadamente,
gadores e nossas camisas estão numeradas de 2 a 12. a) 20%.
Tenho dois dados com as faces numeradas de 1 a 6. Se
c b) 25%.
eu jogar os dois dados, a soma dos números das faces
c) 30%.

Rumo ao Enem
que ficarem p ara cima pode variar de 2 (1 1 1) até 12
(6 1 6). Vamos jogar os dados, e quem tiver a camisa d) 35%.
com o número do resultado vai guardar a taça. e) 40%.
anota•›es

135
Rumo ao Enem

136
anotações
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor B GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P.138
25
AD TM TC

aula
P.138
26
AD TM TC

aula
P.141
27
AD TM TC

aula
P.141
28
AD TM TC

aula
P.144
29
AD TM TC

aula
P.144
30
AD TM TC

aula
P.147
31
AD TM TC

aula
32
DOUGLAS PEEBLES/GETTY IMAGES
P.147
AD TM TC

aula
P.150
33
AD TM TC

aula
P.150
34
AD TM TC

aula
P.153
35
AD TM TC

aula
P.153
36
AD TM TC

prof.:
aulas 25 e 26
Introdução à geometria do espaço:
conceitos iniciais e posições relativas entre duas retas
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas

1. Noções primitivas

• Ponto P P r

• Reta r α

• Plano a

2. Postulados da determinação

• Dois pontos distintos determinam uma reta.


r

Observação:
Na Geometria, ao falar que algo está determinado, significa que ele existe e é único.
• Três pontos não colineares determinam um plano.

B α

A
C

3. Posições relativas entre duas retas


Matemática e suas Tecnologias

• Retas concorrentes

P s
α

r • s 5 {P}

Observação:
Duas retas concorrentes determinam um plano.

138
• Retas paralelas distintas
r
s

r•s 5[

Observação:
Duas retas paralelas distintas determinam um plano.
• Retas paralelas coincidentes

r;s

r;s

• Retas reversas
r

r•s5[

Observação:
Duas retas são reversas quando não existe um plano que contenha as duas.

4. Posições especiais entre duas retas


• Retas perpendiculares (r ' s)
α

P
r s

r ' s
Observação:
Duas retas são perpendiculares se, e somente se, forem concorrentes e formarem um ângulo reto.
• Retas ortogonais (r ' s)
r

α Matem‡tica

r's

Observação:
Duas retas são ortogonais se, e somente se, forem reversas e formarem um ângulo reto.

139
em classe
1. Assinale a alternativa correta: 4. Considere as afirmações:
a) Dois pontos determinam uma reta. I. Se duas retas formam um ângulo reto, então elas são
b) Três pontos distintos determinam um plano. perpendiculares.

c) Duas retas determinam um plano. II. Se duas retas reversas formam um ângulo reto, então
elas são ortogonais.
d) Duas retas distintas determinam um plano.
III. Se duas retas são perpendiculares, então elas são
c e) Duas retas concorrentes determinam um plano.
concorrentes.
2. Considere as afirmações: São verdadeiras as afirmações:
I. Se duas retas não têm ponto em comum, então elas a) Somente I c d) II e III
são paralelas. b) Somente II e) I e III
II. Se duas retas têm um ponto em comum, então elas c) Somente III
são concorrentes.
5. (Faap-SP) O galpão da figura a seguir está no prumo e
III. Se duas retas são paralelas distintas, então elas não
H7 a cumeeira está “bem no meio” da parede.
têm ponto em comum.
u
São verdadeiras as afirmações: • Prumo: instrumen-
to muito usado na
a) Somente II construção que
Cumeeira serve para verificar
c b) Somente III
se uma parede está
c) I e III s na “vertical” com
d) II e III relação ao centro
t v r da Terra. Estar no
e) I, II e III prumo significa
estar na “vertical”.
3. (Unicamp-SP) É comum encontrarmos mesas com 4 per- • Cumeeira: Inter-
H9 nas que, mesmo apoiadas em um piso plano, balançam secção dos dois
“lados” de um
e nos obrigam a colocar um calço em uma das pernas
telhado.
se a quisermos firme. Explique, usando argumentos de
Geometria, por que isso não acontece com uma mesa Das retas assinaladas podemos afirmar que:
de 3 pernas.
c a) t e u são reversas.
Mesas com três pernas não balançam, pois três pontos não colinea-
res determinam um único plano (Postulado da Determinação de b) s e u são reversas.
Plano). c) t e u são concorrentes.
d) s e r são concorrentes.
e) t e u são perpendiculares.

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 4 – Unidade 14
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 14
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 25 Aula 25
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 5, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1 • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 1.
Aula 26 Aula 26
• Faça os exercícios 8 a 10, cap. 1. • Faça os exercícios 11 a 13, cap. 1.
• Faça o exercício 1 da seção Rumo ao Enem.

140
aulas 27 e 28
Introdução à geometria do espaço: posições relativas
entre reta e plano e entre dois planos
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas
• Planos paralelos distintos
1. Posições relativas entre reta e plano
• Reta contida no plano

r
α

r,α
α
• Reta secante ao plano r
α•β 5[

P
• Planos paralelos coincidentes

r > α 5 {P} α;β

• Reta paralela ao plano α;β


r
3. Reta perpendicular a um plano
r

r•α5[

2. Posições relativas entre dois planos α


• Planos secantes
r'α

4. Planos perpendiculares

Matem‡tica
r
β
β
r

α
α

α • β 5 {r}

α'β

141
em classe
1. Considere as afirmações:
I. Se uma reta é paralela a um plano, então ela é paralela a infinitas retas desse plano.
II. Se uma reta é paralela a um plano, então ela é paralela a todas as retas desse plano.
III. Se uma reta é perpendicular a um plano, então ela é perpendicular a infinitas retas desse plano.
IV. Se uma reta é perpendicular a um plano, então ela é perpendicular a todas as retas desse plano.
São verdadeiras as afirmações:
a) I e III c d) I e III
b) II e IV e) II e III
c) I e IV

2. Assinale a alternativa correta:


a) Se dois planos são paralelos, então eles não têm ponto em comum.
b) Se um ponto de uma reta pertence a um plano, então essa reta está contida nesse plano.
c) Se dois planos são paralelos a uma reta, então eles são paralelos entre si.
d) Se uma reta contida em um plano é paralela a outro plano, então esses planos são paralelos.
c e) Se uma reta é perpendicular a um plano, então qualquer plano que contenha essa reta é perpendicular a esse
plano.

3. (Enem) O acesso entre os dois andares de uma casa é feito através de uma escada circular (escada caracol), repre-
H6 sentada na figura. Os cinco pontos A, B, C, D, E sobre o corrimão estão igualmente espaçados, e os pontos P, A e E
estão em uma mesma reta. Nessa escada, uma pessoa caminha deslizando a mão sobre o corrimão do ponto A até
o ponto D.
C E

A figura que melhor representa a projeção ortogonal, sobre o piso da casa (plano), do caminho percorrido pela mão
dessa pessoa é:
a) c c) e)
Matemática e suas Tecnologias

b) Vamos analisar as projeções ortogonais dos pontos indicados na


d) figura do enunciado e o movimento “caminhando” entre eles.
Note que a projeção ortogonal sobre o piso da casa, do cami-
nho percorrido pela mão da pessoa, do ponto A até o ponto E,
corresponde a uma circunferência. A partir daí podemos concluir
que, do ponto A ao ponto D, temos 3 de circunferência, o que
4
corresponde à figura da alternativa c.

142
4. Assinale a alternativa correta:
a) Se dois planos distintos são paralelos e uma reta é paralela a um deles, então ela é paralela ao outro.
b) Se dois planos são perpendiculares e uma reta é paralela a um deles, então ela é perpendicular ao outro.
c) Se dois planos são perpendiculares e uma reta é perpendicular a um deles, então ela é paralela ao outro.
c d) Se dois planos distintos são paralelos e uma reta é perpendicular a um deles, então ela é perpendicular ao outro.
e) Se dois planos são secantes, então toda reta contida em um é secante ao outro.

em casa
Consulte:
Livro-texto 4 – Unidade 14
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 14
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 27 Aula 27
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 6 e 7, cap. 1.
• Faça os exercícios 14 a 17, cap. 1. • Faça os exercícios 21 e 22, cap. 1.
Aula 28 Aula 28
• Faça os exercícios 18 a 20, cap. 1. • Faça os exercícios 23 e 24, cap. 1.

anotações

Matem‡tica

143
aulas 29 e 30
Poliedros
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas

1. Poliedros convexos

Vértice

Face
Relação de Euler
V1F2A52
V 5 número de vértices
F 5 número de faces
A 5 número de arestas
Aresta

2. Planificação de um poliedro

3. Poliedros regulares
Matemática e suas Tecnologias

Tetraedro regular Hexaedro regular Octaedro regular

Dodecaedro regular Icosaedro regular

144
4. Relembrando geometria plana
• Quadrado • Triângulo equilátero

2
d Área: AQ 5 a2
a a Área: An 5 a 3
a 4
h
Diagonal: d 5 a 2
60°
a Altura: h 5 a 3
a 2

• Hexágono regular

Área: AHe 5 6 ? An
ou

Área: AHe 5
3a2 3
2
a

em classe
1. A figura é composta de 6 quadrados de lado unitário, que são identificados com as letras A, B, C, D, E e F.
H7

A
s1
B s2 C
s3
D s4 E
s5
F

Apenas com dobras nos segmentos s1, s2, s3, s4 e s5 pode-se obter a representação de um hexaedro de aresta unitária.
Nesse sólido, oposta à face F, temos a face
a) A.
b) B.
c c) C.
d) D.
e) E.
Vamos escolher a face F como a face inferior.
A sequência de dobras (s5, s 4, s3, s2, s1) mostra que, oposta à face F, temos a face C.

Matem‡tica
A
s1
s2 A
B C
s1 C
s3 s2
s3
C

s4 B E
D E s4
D
B

s5 s5
F F F

145
2. Um decaedro convexo possui 8 vértices. O número de 4. Uma loja fez uma embalagem para presentes que pode
arestas desse decaedro é: H8 ser montada rapidamente. A seguir, está representada
a planificação do poliedro convexo que ela representa.
a) 14
c b) 16
c) 18
d) 20
e) 22
Do enunciado temos que F 5 10 e V 5 8, logo:
8 1 10 2 A 5 2
A 5 16

O número de vértices desse poliedro é:


3. O número de vértices de um poliedro convexo em que
todas as suas 12 faces são quadrangulares é: a) 7
c b) 9
a) 10
c) 11
b) 12
d) 13
c c) 14
e) 15
d) 16
Na figura, F 5 9 (5 faces quadrangulares e 4 triangulares).
e) 18 Como cada aresta é comum a duas faces, então:
Do enunciado temos que F 5 12, e cada face tem 4 arestas. Como
A 5 5 ? 4 1 4 ? 3 5 16.
cada aresta é comum a duas faces, então: 2
Logo:
A 5 12 ? 4 5 24. V 1 9 2 16 5 2
2
Logo: V59
V 1 12 2 24 5 2
V 5 14

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 4 – Unidade 14
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 14
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 29 Aula 29
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 2.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 2. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 2.
Aula 30 Aula 30
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 2. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 2.
• Faça os exercícios 2 a 4 da seção Rumo ao Enem.

146
aulas 31 e 32
Prismas
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas

1. Definição e elementos
Prisma é todo poliedro convexo com duas faces congruentes situadas em planos paralelos, chamadas de bases; as demais faces,
chamadas de faces laterais, são paralelogramos. A distância entre os planos paralelos é a altura h do prisma.
Base

Aresta lateral

Face lateral
h O polígono da base define o nome do prisma.
Base

Aresta da base

Na figura acima, está representado um prisma pentagonal.


• Área lateral (AL): é a soma das áreas das faces laterais.
• Área total (A T): é a soma da área lateral com as áreas das duas bases (AB), isto é, A T 5 AL 1 2AB.
• Volume (V): é o produto da área da base pela altura, ou seja, V 5 AB ? h.

2. Prisma reto
É todo prisma cujas arestas laterais são perpendiculares aos planos das bases, ou seja, suas faces laterais são retângulos.

Matem‡tica

h Em um prisma reto, a medida da altura


é igual à medida da aresta lateral.
h

147
em classe
1. A Torre VTS do centro de controle de tráfego marítimo do porto de Lisboa é um edifício que tem a forma de um prisma
H12 oblíquo, cuja base é um retângulo com lados medindo aproximadamente 20 metros por 15 metros e altura de 35
metros. O volume desse edifício é:

CHERKASKI/SHUTTERSTOCK
a) 900 m3
b) 1 050 m3
c) 9 000 m3
c d) 10 500 m3
e) 12 500 m3
A área da base é A B 5 20 ? 15 [ A B 5 300 m2
O volume será V 5 A B ? h 5 300 ? 35 [ V 5 10 500 m3

2. Na construção civil é muito comum a utilização de vigas L. Em concreto armado ou protendido, elas cumprem várias
H12 funções, por exemplo, suporte de laje de piso. Na figura a seguir temos a representação de uma viga L com faces
perpendiculares entre si. Calcule, em m3, o volume dessa viga.

10 cm

10 cm

30 cm 5m
Matemática e suas Tecnologias

20 cm

Vamos considerar a viga um prisma reto cuja base é formada por dois retângulos cujos lados medem 20 cm e 10 cm, como mostra a figura a seguir.

10

20

10
20

• A B 5 2 ? 0,2 ? 0,1 [ A B 5 0,04 m2


• V 5 0,04 ? 5 [ V 5 0,2 m3
Resposta: 0,2 m3
148
3. Uma embalagem de papelão tem a forma de um pris- 4. (UFRGS-RS) O primeiro prêmio de um torneio recebe um
H12 ma reto com 20 cm de altura, cuja base é um triângulo H13 troféu sólido confeccionado em metal, com as medidas
retângulo de catetos medindo 5 cm e 12 cm. Calcule, abaixo.
em cm2, a quantidade de papelão necessária para
20 10
confeccionar essa embalagem, admitindo que não
haja perdas.
10 20
10
10 10
10
10
10
10
10
20 cm

10 20

Considerando que as bases do troféu são congruentes


5 cm
12 cm e paralelas, o volume de metal utilizado na sua con-
fecção é
A hipotenusa da base mede 13 cm, assim, a área lateral é a) 100 3.
A L 5 (5 1 12 1 13) ? 20 [ A L 5 600 cm2
b) 150 3.
A área da base é A B 5 5 ? 12 [ A B 5 30 cm2
2 c) 1 000 3.
Assim, a área total é A T 5 600 1 2 ? 30 [ A T 5 660 cm2
Resposta: 660 cm² c d) 1 500 3.
e) 3 000 3.
Note que o sólido é a justaposição de dois prismas cujas bases são
trapézios isósceles, como o representado abaixo.
10

10 h 10

5
20
Sendo h a altura do trapézio, temos: 102 5 52 1 h2 ∴ h 5 5 3
Assim, o volume é dado por
(10 1 20 ) ? 5 3
V5 2? ? 10 5 1500 3
2

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 4 – Unidade 14
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 14
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 31 Aula 31
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 3, cap. 3.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 3. • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 3.
Aula 32 Aula 32
• Faça os exercícios 7 a 9, cap. 3. • Faça os exercícios 10 a 12, cap. 3.
• Faça os exercícios 5 a 7 da seção Rumo ao Enem.

149
aulas 33 e 34
Prismas: paralelepípedo reto-retângulo e cubo
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas

1. Paralelepípedo reto-retângulo 2. Cubo


O paralelepípedo reto-retângulo é um prisma reto cujas bases O cubo é um paralelepípedo reto-retângulo que possui todas
são retangulares. Como consequência, todas as suas faces são re- as arestas com a mesma medida, ou seja, todas as suas faces são
tângulos, e qualquer uma delas pode ser uma base. quadrados. O cubo é um poliedro regular – hexaedro regular.

c
d d a

b a
a
a

Sendo a, b e c dimensões, temos: Sendo a a medida da aresta, temos:


• Área total: A T 5 2 ? ( ab 1 ac 1 bc ) • Área total: AT 5 6 ? a2
• Volume: V 5 a ? b ? c • Volume: V 5 a3
• Diagonal: d 5 a2 1 b2 1 c 2 • Diagonal: d 5 a 3

em classe
1. Marcos precisa transportar uma peça de 3 metros de comprimento. Ele procurou uma transportadora que apresentou
H14 como opção os seguintes modelos de veículos:
LOGOBOOM/SHUTTERSTOCK
VERESHCHAGIN DMITRY/SHUTTERSTOCK

REPRODUÇÃO/WIKIPEDIA/WIKIMEDIA COMMONS VERESHCHAGIN DMITRY/SHUTTERSTOCK


Matemática e suas Tecnologias

Modelo I Modelo II Modelo III Modelo IV


Dimensões internas do baú: Dimensões internas do baú: Dimensões internas do baú: Dimensões internas do baú:
1m×2m×1m 2 m × 2 m × 1,1 m 1,8 m × 2 m × 1,8 m 2,8 m × 2 m × 2 m

A peça pode ser transportada em qualquer posição desde que caiba inteiramente no baú do veículo. Considerando
apenas o comprimento da peça, os modelos de veículos que Marcos pode escolher para fazer esse transporte são:
a) todos. Vamos considerar o compartimento de carga de cada veículo um paralelepípedo reto-retângulo com as medidas
indicadas nas figuras. Assim, quando a diagonal do paralelepípedo for maior do que 3 m, a peça poderá ser trans-
c b) apenas II, III e IV. portada pelo veículo.
c) apenas III e IV. As diagonais são:
Modelo I: d 5 12 1 22 1 12 5   6 , 3, logo o modelo I não serve.
d) apenas IV. Modelo II: d 5 22 1 22 1 1,12 . 3, logo o modelo II serve.
e) nenhum. Modelo III: d 5 1,8 2 1 22 1 1,8 2 . 3, logo o modelo III serve.
Modelo IV: d 5 2,8 2 1 22 1 22 . 3, logo o modelo IV serve.

150
2. Um novo suco será vendido em caixinhas com formato de paralelepípedo reto-retângulo de dimensões
H12 5 cm × 5 cm × 12 cm. Para calcular o custo total unitário do produto, devemos considerar o custo do suco e o custo
do material utilizado na fabricação da caixinha. Sabe-se que:

• o custo do litro do suco é R$ 3,00;


• o custo do dm2 do material da caixinha é R$ 0,20.
Admita que a quantidade de suco corresponda ao volume da caixinha e calcule:
a) a área total, em dm2, da caixinha de suco;
A T 5 2 ? (0,5 ? 0,5 1 0,5 ? 1,2 1 0,5 ? 1,2) [ A T 5 2,9 dm2

b) o custo do material da caixinha;


Custo do material da caixinha: Cc 5 2,9 ? 0,2 [ Cc 5 R$ 0,58

c) o volume, em litros, da caixinha de suco; (lembre-se de que: 1 L corresponde a 1 dm3)


Volume: V 5 0,5 ? 0,5 ? 1,2 [ V 5 0,3 L

d) o custo do suco;
Custo do suco: Cs 5 0,3 ? 3 [ Cs 5 R$ 0,90

e) o custo total unitário do produto.


Custo total unitário: Ct 5 0,58 1 0,9 [ Ct 5 R$ 1,48

3. (UEMG) O desenho, a seguir, representa uma caixa de madeira maciça de 0,5 cm de espessura e dimensões externas
H13 iguais a 60 cm, 40 cm e 10 cm, conforme indicações. Nela será colocada uma mistura líquida de água com álcool,
a uma altura de 8 cm. Como não houve reposição da mistura, ao longo de um certo período, 1 200 cm³ do líquido
evaporaram.

Com base nesta ocorrência, a altura, em cm, da mistura restante na caixa corresponde a um valor numérico do
intervalo de:

10 cm

40 cm
60 cm

Matem‡tica
a) [5,0; 5,9]
b) [6,0; 6,9]
c c) [7,0; 7,6]
d) [7,6; 7,9]
O volume evaporado corresponde ao volume de um paralelepípedo reto-retângulo cuja base tem arestas medindo 59 cm e 49 cm. Sendo x cm a
medida da altura desse paralelepípedo, temos:
59 ? 39 ? x 5 1 200
x > 0,52
Logo, a altura da mistura restante na caixa será aproximadamente de:
8 cm 2 0,52 cm 5 7,48 cm

151
4. (Vunesp) Quando os meteorologistas dizem que a precipitação da chuva foi de 1 mm, significa que houve uma preci-
H13 pitação suficiente para que a coluna de água contida em um recipiente que não se afunila como, por exemplo, um
paralelepípedo reto-retângulo, subisse 1 mm. Essa precipitação, se ocorrida sobre uma área de 1 m2, corresponde a
1 litro de água.

O esquema representa o sistema de captação de água da chuva que cai perpendicularmente à superfície retangular
plana e horizontal da laje de uma casa, com medidas 8 m por 10 m. Nesse sistema, o tanque usado para armazenar
apenas a água captada da laje tem a forma de paralelepípedo reto-retângulo, com medidas internas indicadas na
figura.
Chuva
fora de escala
10 m

8m
Filtro de
resíduos
sólidos

Tanque de 1m
armazenamento
de água 2m
2m

Estando o tanque de armazenamento inicialmente vazio, uma precipitação de 10 mm no local onde se encontra a
laje da casa preencherá
a) 40% da capacidade total do tanque.
b) 60% da capacidade total do tanque.
c c) 20% da capacidade total do tanque.
d) 10% da capacidade total do tanque.
e) 80% da capacidade total do tanque.
Volume de água captado: 8 ? 10 ? 10 5 800 [ 800 L
Como a capacidade do tanque de armazenamento é igual a 2 m ? 2 m ? 1 m 5 4 m3, ou seja, 4 000 L, serão preenchidos 800 5 0,2 5 20% da
4000
capacidade total do tanque.

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 4 – Unidade 14
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 14
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 33 Aula 33
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 4.1, cap. 3.
• Faça os exercícios 13 a 16, cap. 3. • Faça os exercícios 17 a 19, cap. 3.
Aula 34 Aula 34
• Faça os exercícios 20 a 22, cap. 3. • Faça o exercício 23, cap. 3.
• Faça os exercícios 8 a 10 da seção Rumo ao Enem.

152
aulas 35 e 36
Prismas regulares
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas

1. Prisma regular
Dizemos que um prisma é regular se suas bases são polígonos regulares.

2. Prisma regular reto


Dentre os prismas regulares, podemos destacar o prisma regular reto. Nesse tipo de prisma, as bases são polígonos regulares e todas
as faces laterais são retângulos congruentes. O prisma pentagonal representado abaixo é um exemplo de um prisma regular reto.

Prisma pentagonal
regular reto

Planificação

Consequentemente, em um prisma regular reto a área da superfície lateral é dada pelo produto da área de uma face lateral e o nú-
mero de lados de uma das bases.

em classe
1. Em um prisma reto de altura 5 cm cuja base é um he- c) a área lateral;
A L 5 6 ∙ 10 cm2 5 60 cm2
xágono regular de lado 2 cm, calcule:

Matem‡tica
a) a área de uma base;
22 3
AB 5 6 ? ∴ A B 5 6 3cm2
4 d) a área total;
( )
AT 5 2A B 1 A L 5 12 3 1 60 cm2

b) a área de uma face lateral;


A F 5 2 cm ? 5 cm 5 10 cm2
e) o volume.
V 5 6 3 ? 5 ∴ V 5 30 3 cm3

153
2. Uma marca de chocolate fará uma versão de seu pro- 4. (UEL-PR) Uma metalúrgica produz uma peça cujas me-
H12 duto usando uma embalagem na forma de um prisma H12 didas são especificadas na figura a seguir.
triangular regular reto, com aresta da base medindo
4 cm e cuja altura é o dobro do perímetro da base.
cm 4 cm
Calcule, em cm2, a quantidade aproximada de material 12
necessário para a fabricação dessa embalagem. (Use
3 5 1,7.)

m
Eixo

10 c
A quantidade de material necessário corresponde à área total do prisma. comum
42 3
A T 5 2A B 1 A L 5 2 1 3 ? 4 ? 24 5 13,6 1 288 5 301,6 
4
A T 5 301,6 cm2

A peça é um prisma reto com uma cavidade central e


com base compreendida entre dois hexágonos regu-
lares, conforme a figura.
Considerando que os eixos da peça e da cavidade
coincidam, qual o volume da peça?
3. Considere um prisma quadrangular regular reto cuja a) 640 3 cm3
área lateral é igual à área de uma das bases. Sabendo b) 1 280 3 cm3
que seu volume é 500 cm3, calcule as dimensões desse
c) 2 560 3 cm3
prisma.
Sendo x a medida da aresta da base e h a altura do prisma, em cen- d) 320 3 cm3
tímetros, temos:
c e) 1 920 3 cm3
x 2 5 4xh ⇒ x 5 4h ∴ h 5 x O volume pedido corresponde à diferença entre o volume do prisma
4
Como o volume é 500 cm3, temos: hexagonal externo e o do prisma hexagonal que representa a região
x 2 ? h 5 500 vazada.
122 3 42 3
x 2 ? x 5 500 V5 6?
4
? 10 2 6 ?
4
? 10 ∴ V 5 1 920 3 cm3
4
x3 5 2 000
x 5 10 3 2 cm
Assim, as dimensões do sólido são
10 3 2 cm × 10 3 2 cm × 2,5 3 2 cm

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 4 – Unidade 14
Caderno de Exercícios 4 – Unidade 14
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 35 Aula 35
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 4.2, cap. 3.
• Faça os exercícios 24 a 27, cap. 3. • Faça os exercícios 28 a 30, cap. 3.
Aula 36 Aula 36
• Faça os exercícios 31 a 34, cap. 3. • Faça o exercício 35, cap. 3.
• Faça os exercícios 11 e 12 da seção Rumo ao Enem.

154
rumo ao

Enem
1. (Enem) A figura seguinte ilustra um salão de um clube onde estão destacados os pontos A e B.
H6 B

Nesse salão, o ponto em que chega o sinal da TV a cabo fica situado em A. A fim de instalar um telão para a transmis-
são dos jogos de futebol da Copa do Mundo, esse sinal deverá ser levado até o ponto B por meio de um cabeamento
que seguirá na parte interna da parede e do teto.
O menor comprimento que esse cabo deverá ter para ligar os pontos A e B poderá ser obtido por meio da seguinte
representação no plano:
a) B d) B

A A

b) B c e) B

A A

c) B

2. (Enem) Um lojista adquiriu novas embalagens para presentes que serão distribuídas aos seus clientes. As embalagens
H7 foram entregues para serem montadas e têm a forma dada pela figura.

Rumo ao Enem

Após montadas, as embalagens formarão um sólido com quantas arestas?


a) 10 c) 14 e) 16
b) 12 c d) 15

155
3. (Enem) Corta-se um cubo ABCDEFGH por um plano or- Após a construção do cubo, apoiou-se sobre a mesa a
H7 togonal às faces ABCD e EFGH que contém os pontos face com a letra M.
médios I e J das arestas CD e BC e elimina-se, em segui- As faces paralelas desse cubo são representadas pelos
da, o prisma IJCLKG, obtendo-se o prisma ABJIDEFKLH. pares de letras
a) E-N, E-M e B-R.
A B
b) B-N, E-E e M-R.
c c) E-M, B-N e E-R.
D C d) B-E, E-R e M-N.
E F e) E-N, B-M e E-R.

K 5. (Enem) Uma editora pretende despachar um lote de li-


H12 vros, agrupados em 100 pacotes de 20 cm por 20 cm por
H L G
30 cm. A transportadora acondicionará esses pacotes
em caixas com formato de bloco retangular de 40 cm
A planificação da superfície do prisma resultante por 40 cm por 60 cm. A quantidade mínima necessária
ABJIDEFKLH corresponde à figura: de caixas para esse envio é
a) a) 9
b) 11
c c) 13
b) d) 15
e) 17

6. (Enem) Muitas indústrias têm procurado modificar as


c) H14 embalagens de seus produtos de forma a economizar
material, mas mantendo o mesmo volume. Considere
que se tenha uma folha de papelão quadrada e se
deseje encontrar a melhor altura (h) para fazer uma cai-
xa sem tampa, cortando-se os quatro cantos da folha.
As exigências são que as dimensões da caixa sejam
d)
números inteiros e que o volume seja o maior possível.
No modelo apresentado na figura seguinte, a folha tem
12 cm de lado e, nesse caso, a caixa de maior volume
terá altura 2 cm. Para encontrar esse número, é cal-
culado o volume em função da altura e prossegue-se
c e) atribuindo valores a h e calculando o volume, enquanto
o valor do volume aumentar.

h
12 cm
4. (Enem) Em uma aula de Matemática, a professora pro- 12 2 2h
pôs que os alunos construíssem um cubo a partir da 12 2 2h
Rumo ao Enem

H7
planificação em uma folha de papel, representada na
figura a seguir. 12 cm

Se a folha quadrada tiver 20 cm de lado, qual deve ser


E a medida do lado do quadrado a ser cortado em cada
um dos cantos, de modo a obter uma caixa sem tampa
N E cujas dimensões sejam números inteiros e cujo volume
seja o maior possível?
M B a) 2 cm d) 5 cm
c b) 3 cm e) 6 cm
R
c) 4 cm

156
7. (Enem) Determinada empresa fabrica blocos maciços no formato de um cubo de lado a, como ilustra a figura a seguir.
H13 Devido a exigências do mercado, a empresa começou a produzir blocos cujos lados foram reduzidos pela metade
do cubo original.

a
a
A fração que expressa a relação entre os volumes dos cubos maior e menor é
1 1 1
a) . b) 1 . c c) . d) . e) 1 .
2 4 8 16 64

8. (Enem) Prevenindo-se contra o período anual de seca, um agricultor pretende construir um reservatório fechado,
H9 que acumule toda a água proveniente da chuva que cair no telhado de sua casa, ao longo de um período anual
chuvoso. As ilustrações a seguir apresentam as dimensões da casa, a quantidade média mensal de chuva na região,
em milímetros, e a forma do reservatório a ser construído.
(mm)

300

200

10 m 100
8m
pm 2m reservatório
n.

M .
.
M .

.
t.

N .
D .
.
n.

A l.
o
v

ov
ar
br

go

ut

ez
Ju
2m34m3pm

Se
Fe

ai
4m
Ja

Ju
A

O
Sabendo que 100 milímetros de chuva equivalem ao acúmulo de 100 litros de água em uma superfície plana horizontal
de um metro quadrado, a profundidade (p) do reservatório deverá medir:
a) 4 m b) 5 m c) 6 m c d) 7 m e) 8 m

9. (Enem) Eclusa é um canal que, construído em águas de um rio com grande desnível, possibilita a navegabilidade,
H8 subida ou descida de embarcações. No esquema abaixo, está representada a descida de uma embarcação pela
eclusa do porto Primavera, do nível mais alto do rio Paraná até o nível da jusante.

P
P O
R
Nível da O T
R 20 m
jusante A
T Câmara
A 1
2 6m

Válvula de dreno Válvula de enchimento

Rumo ao Enem
Enquanto a válvula de enchimento está
Câmara fechada e a de dreno, aberta, o fluxo de
água ocorre no sentido indicado pelas setas,
esvaziando a câmara até o nível da jusante.
Quando, no interior da câmara, a água
atinge o nível da jusante, a porta 2 é
aberta, e a embarcação pode continuar
navegando rio abaixo.

A câmara dessa eclusa tem comprimento aproximado de 200 m e largura igual a 17 m. A vazão aproximada da água
durante o esvaziamento da câmara é de 4 200 m3 por minuto. Assim, para descer do nível mais alto até o nível da
jusante, uma embarcação leva cerca de
a) 2 minutos. b) 5 minutos. c) 11 minutos. c d) 16 minutos. e) 21 minutos.

157
10. (Enem) Um agricultor possui em sua fazenda um silo Sabendo que o preço da vela é diretamente proporcio-
H14 para armazenar sua produção de milho. O silo, que na nal ao volume de cera utilizada na sua fabricação e que
época da colheita é utilizado em sua capacidade má- a vela do modelo I custa R$ 15,00, a vela do modelo II
xima, tem a forma de um paralelepípedo retângulo reto, deve custar:
com os lados da base medindo L metros e altura igual a (Use 3 5 1,7)
h metros. O agricultor deseja duplicar a sua produção a) R$ 15,00
para o próximo ano e, para isso, irá comprar um novo
b) R$ 13,00
silo, no mesmo formato e com o dobro da capacidade
do atual. O fornecedor de silos enviou uma lista com os c c) R$ 17,00
tipos disponíveis e cujas dimensões são apresentadas d) R$ 10,00
na tabela: e) R$ 20,00

Tipo de silo
Lado Altura 12. Uma peça vazada tem o formato de um paralelepípedo
(em metros) (em metros) reto de base quadrada, como mostra a figura a seguir.
H8
I L 2h
II 2L h 10 cm
III 2L 2h
IV 4L h
50 cm
V L 4h

Para atender às suas necessidades, o agricultor deverá Considere que a região “vazada” também tem formato
escolher o silo de tipo de um paralelepípedo reto de base quadrada com lado
c a) I. c) III. e) V. da base medindo 20 cm.
b) II. d) IV. Para o transporte, a peça deve estar com toda a sua
superfície protegida por uma fina camada de plástico.
11. (Modelo – Enem) Um fabricante apresentou dois mode-
A área a ser embalada, em dm2, é:
H14 los de velas diferentes, ambos com o formato de prismas
retos e alturas de 20 cm, sendo que: a) 0,7
b) 7
• o modelo I tem como base um quadrado de lado
medindo 6 cm; c c) 70
• o modelo II tem como base um hexágono regular com d) 700
lado medindo 4 cm. e) 7 000

anotações
Rumo ao Enem

158
Atividades
Interdisciplinares

459
Sistema nervoso
integrado
Ainda temos muitas perguntas sem resposta quando o assunto é o funcionamento do nosso cérebro.
Muito ainda há para ser entendido, por exemplo, como se deu a evolução da consciência, como se dá a
aprendizagem, como funciona a memória e como o cérebro é capaz de se adaptar frente a uma lesão ou a
uma má-formação.
Em sua investigação sobre a evolução da consciência, o psicólogo norte-americano Robert Ornstein
propõe que o cérebro e a mente se desenvolveram, tal como o resto do corpo, ao longo de milhões de anos
e alcançaram o estágio atual há mais ou menos 11 mil anos.
Para Ornstein, a vantagem efetiva para a sobrevivência não é algo que acontece na vida de um indivíduo,
mas algo que se manifesta nas gerações sucessivas: um exemplo clássico de seleção natural. Por essa teoria,
certas características que proporcionam melhor adaptação ao ambiente são mantidas nas populações, pois
os indivíduos que as possuem teriam mais chances de sobrevivência e de sucesso reprodutivo, transmitindo
tais características para seus descendentes. Em contrapartida, os indivíduos mais lentos, menos alertas ou
menos sociáveis seriam eliminados da população (por predadores ou competidores, por exemplo). Nossa
percepção sobre o que acontece no mundo seria uma dessas vantagens biológicas: a visão, por exemplo, é
um sentido que nos permite distinguir o dia da noite, evitar predadores, conseguir alimentos melhores e mais
frescos, etc. Outros sentidos, como o olfato, o tato, a gustação e a audição, contribuem igualmente para essa
percepção do mundo. Esse mesmo processo de seleção natural teria levado também ao desenvolvimento
do cérebro e da mente.
CHRISTIAN JEGOU PUBLIPHOTO DIFFUSION/
SPL/LATINSTOCK

MAURICIO ANTON/SPL/LATINSTOCK

Os seres humanos já foram presas de grandes predadores.


De acordo com os fatores ambientais e com as necessidades individuais, o cérebro é capaz de se remodelar,
fenômeno conhecido como plasticidade cerebral, conforme explica o texto a seguir:
A palavra plasticidade deriva do grego plastikos, que significa “moldável”. A plasticidade neural
Atividades Interdisciplinares

refere-se à capacidade de reorganização do sistema nervoso durante o desenvolvimento e na fase


adulta em resposta a desafios ambientais (PURVES et al., 2004). A plasticidade é uma proprie-
dade intrínseca do sistema nervoso, além de ser o mecanismo pelo qual ocorrem o aprendizado
e as mudanças compensatórias após lesão do tecido neural (cf. PASCUAL-LEONE et al., 2005).
DENNIS KUNKEL/SPL/LATINSTOCK

Mudanças nos padrões de estimulação periférica em qualquer sistema neural levam a uma
reorganização das sinapses do sistema, que é mais evidente durante o período crítico do de-
senvolvimento, característico de cada modalidade. Essa plasticidade é demonstrada em vários
níveis de análise, do molecular ao comportamental. Atualmente, a plasticidade não é mais
considerada um estado extraordinário do sistema nervoso, mas sim um mecanismo latente
capaz de gerar mudanças contínuas durante toda a vida (cf. PASCUAL-LEONE et al., 2005).

460
Um exemplo da plasticidade cerebral relaciona-se com a visão, e a principal área envolvida na recepção
e na interpretação dos estímulos captados pelo olho é o córtex visual primário, do lobo occipital.

BSIP SA/ALAMY/LATINSTOCK
A área verde na parte posterior corresponde
ao córtex visual primário.
A maioria dos estudos sobre a cegueira e a plasticidade subsequente mostra que a ampli-
tude da reorganização cortical está correlacionada com a idade do surgimento da deficiência.
Diversos pesquisadores identificaram um padrão de ativação cortical diferente entre cegos
precoces e aqueles que perderam a visão tardiamente [...].
A leitura em braile é um exemplo da substituição sensorial em cegos. O trabalho pioneiro
de Wanet-Defalque et al. (1988) demonstrou que há ativação de áreas visuais occipitais duran-
te a realização de uma tarefa tátil em deficientes visuais. Posteriormente, Sadato et al. (1996)
demonstraram que a ativação do córtex visual primário ocorria apenas quando a tarefa era
discriminar palavras em braile, e não para outros estímulos táteis.
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Atividades Interdisciplinares
Representação artística da leitura em braile.

[...] A importância do córtex occipital fica ainda mais evidente nos casos de lesão dessa
região em pessoas cegas. Hamilton et al. (2000) relataram um caso de alexia para o braile
após acidente vascular encefálico que atingiu o córtex occipital bilateralmente. Nesse caso, a
paciente era cega desde o nascimento e leitora profissional do braile. Após o acidente, ela era
capaz de identificar formas e objetos do dia a dia pelo tato, porém era completamente incapaz
de ler palavras em braile ou até mesmo de identificar uma única letra em braile.
RANGEL, M. L. et al. Deficiência visual e plasticidade no cérebro humano. Psicol. teor. prat. v. 12, n. 1, São Paulo,
2010. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/ptp/v12n1/v12n1a16.pdf>. Acesso em: 20 mar. 2017.

461
Atividades 4. Os neurônios são as células responsáveis pela transmis-
são das informações no sistema nervoso. A passagem
1. A partir da análise do texto, é possível perceber a re- da informação de um neurônio para outro ocorre via
lação entre o sistema sensorial e o processo evolutivo sinapse, de acordo com a ilustração a seguir:
humano. Cite exemplos que apoiem essa relação.
A localização de predadores – e a produção de uma estratégia para Soma
Terminal
fugir deles –, a identificação de alimentos saudáveis ou venenosos, a Dendrito
pós-sináptico
SINAPSE
escolha de parceiros sexuais, entre outros.
Os alunos devem sugerir exemplos de ações associadas ao sistema
Axônio
sensorial, relacionando-o aos sentidos da visão, da audição, do olfato,
Terminal
da gustação e do tato, e que possibilitam a ocorrência da seleção pré-sináptico

natural, mecanismo fundamental que atua no processo evolutivo.

Considere que o meio condutor extracelular dos neurô-


nios, responsável pela sinapse, contenha apenas os íons
Na1, K1, Ca21 e Cℓ2.
2. Em relação à plasticidade cerebral, podemos afirmar A concentração dos cátions nessa solução é apresen-
corretamente que: tada na tabela a seguir.
a) ocorre somente em indivíduos com cegueira congênita.
Concentração
b) possibilita a regeneração cerebral total durante toda a
Íon extracelular
vida do indivíduo. (1023 mol/L)
c) existe somente durante o período embrionário para
Na1 5
formar o cérebro.
c d) permite que regiões do cérebro substituam funções K1 150
perdidas por lesões.
Ca21 5
e) atua exclusivamente para compensar o processo de
envelhecimento. a) Para que o sistema seja eletricamente neutro, qual
3. Macacos foram treinados para identificar um estímulo deve ser a concentração dos íons cloreto (Cℓ2) nes-
luminoso em uma tela, na forma da emissão rápida de sa solução? Justifique.
uma luz colorida. Quando a luz era forte, a resposta era Como o sistema deve ser eletricamente neutro, a somatória de
rápida, mas quando a luz era fraca, a reação era mais cargas positivas deve ser igual à das cargas negativas.
lenta. Entretanto, quando a luz fraca era acompanhada Com isso temos, para cada 1 L da solução:
por um estímulo sonoro, a resposta era mais rápida do Carga total proveniente do íon 5 (Nox do íon) ? (Quantidade de íons)
que aquela com a luz forte. Baseado no texto anterior e Na1 1 5 ? 1023
nas informações fornecidas, assinale a melhor hipótese K1 1 150 ? 1023
para explicar os resultados observados: Ca 21
2 5 ? 1023
c a) Um neurônio sensorial pode processar uma sensação Somatória das cargas positivas 5
alternativa, diferente daquela que normalmente recebe. 5 (5 ? 1023) 1 (150 ? 1023) 1 (10 ? 1023) 5 165 ? 1023
Atividades Interdisciplinares

Como o íon cloreto possui Nox 5 21, para que o sistema seja
b) Todas as sensações são sempre processadas pelos
mesmos neurônios, independentemente do tipo de neutro, deveremos ter uma quantidade de 165 ? 1023 mol de Cℓ2

estímulo. em 1 L de solução, ou seja, sua concentração deve ser igual a


165 ? 1023 mol ? L21.
c) Neurônios sensoriais sempre transformam sensações
auditivas em visuais, transformando sons em imagens.
d) Não há nenhuma relação entre o tipo de estímulo e
b) Por que essa solução é eletrolítica?
o neurônio receptor, graças à grande plasticidade
A solução é eletrolítica porque apresenta íons livres, permitindo
dos neurônios.
o fluxo de elétrons. Portanto, é uma solução capaz de conduzir
e) Um neurônio visual sempre processa como imagem
qualquer estímulo recebido do sistema sensorial. corrente elétrica.
2. A plasticidade cerebral permite que neurônios realizem funções diferentes das 3. A plasticidade neuronal possibilita aos neurônios visuais processa-
suas funções originais, como os neurônios visuais processarem informações rem o estímulo sonoro, permitindo uma resposta mais rápida, seme-
táteis nos cegos ou os neurônios sensoriais controlarem atividades motoras. lhante ao que ocorre quando um animal ouve o rugido do predador ou
462 um pedestre ouve a buzina de um veículo ao atravessar a rua.
5. O fluxo de íons entre os meios intracelular e extracelular ocorre apenas por canais específicos. Isso acontece porque
a membrana que compõe os neurônios é formada basicamente por lipídios, compostos que apresentam estruturas
químicas derivadas de ácidos graxos, como os mostrados a seguir:
O

HO CH3
Ácido mirístico

HO CH3
Ácido palmítico
De acordo com a figura, as estru-
O turas dos ácidos graxos apresen-
tam um elevado número de áto-
HO CH3
mos de carbono e, portanto, em
Ácido esteárico suas cadeias prevalece o caráter
apolar. Os íons não atravessam
essa membrana porque são pola-
O res (íons), de modo que não se di-
CH3 fundem entre as cadeias apolares.
HO
Ácido oleico

O principal motivo que faz com que os íons não atravessem a membrana fora dos canais específicos é o fato de:
a) serem espécies apolares e, portanto, se difundirem facilmente pela membrana, que é polar.
b) serem espécies apolares e, portanto, não se difundirem facilmente pela membrana, que é apolar.
c) serem espécies polares e, portanto, se difundirem facilmente pela membrana, que é polar.
c d) serem espécies polares e, portanto, não se difundirem facilmente pela membrana, que é apolar.
6. Além dos íons, na região das sinapses há um fluxo de neurotransmissores. Neurotransmissores são moléculas simples,
tais como aminoácidos, aminas e peptídeos. A figura a seguir apresenta a estrutura de alguns neurotransmissores.
OH OH
CH3
NH2 NH2 N
H
HO HO HO OH
H2N
OH OH OH O
Dopamina Noradrenalina Adrenalina GABA

O CH3
H2N OH O CH3
HN NH2 H3C N+
O
O OH N CH3

Atividades Interdisciplinares
Ácido glutâmico Histamina Acetilcolina
NH2
HO
O
N OH
N
H CH3

Serotonina Anandamida

a) Quais são as funções orgânicas presentes na noradrenalina e na dopamina?


Fenol e amina na dopamina e fenol, álcool e amina da noradrenalina.
b) Qual é o caráter (ácido ou básico) das funções orgânicas encontradas na dopamina?
O fenol possui caráter ácido e a amina, caráter básico.

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Atividades Interdisciplinares

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anotações
anotações

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Atividades Interdisciplinares
Atividades Interdisciplinares

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anotações
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