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ANGLO

Manual do Professor • Matemática


Ensino Médio

3ª- série

9
Manual
do Professor
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior
GLENN Albert Jacques van Amson
Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)
Direção de inovação e conteúdo: Guilherme Luz
Direção executiva: Irina Bullara Martins Lachowski
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de conteúdo: Henrique Braga
Gestão de projeto editorial: Duda Albuquerque e Rodolfo Marinho
Supervisão pedagógica: Roberto Teixeira Cardoso
Gestão e coordenação de área: Julio Cesar Augustus de Paula
Santos e Juliana Grassmann dos Santos
Edição: Tadeu Nestor Neto
Gerência de produção editorial:  Ricardo de Gan Braga
Planejamento e controle de produção editorial: Paula Godo (ger.),
Adjane Oliveira, Geórgia Der Bedrosian, Paula P. O. C. Kusznir e
Mayara Crivari (estagiária)
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Adriana de Rinaldi, Ana Paula C. Malfa, Célia
Carvalho, Danielle Modesto, Larissa Vazquez, Marília Lima, Maura Loria,
Tayra Alfonso e Vitória T. Martini (estagiária)
Edição de arte: Daniela Amaral (ger.), André Vitale (coord.),
Antonio Cesar Decarli e Catherine Saori Ishihara
Diagramação: Casa de Tipos
Iconografia e licenciamento de texto: Sílvio Kligin (ger.),
Claudia Bertolazzi (coord.), Cristina Akisino (coord.), Denise Kremer (coord.),
Roberto Silva (coord), Evelyn Torrecilla, Fernanda Regina Sales Gomes,
Karina Tengan, Rodrigo dos Santos Souza (pesquisa iconográfica),
Angra Marques (licenciamento de textos)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Alexandre Koyama e Casa de Tipos
Capa: Daniel Hisashi Aoki
Foto de capa: Keith Ladzinski/National Geographic Creative/Getty Images
Projeto gráfico de miolo: Talita Guedes da Silva
Editoração eletrônica: Casa de Tipos

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Rosso Junior, Antonio Carlos


Ensino médio regular : Anglo : matemática
3ª série : cadernos 9 e 10 : manual do professor /
Antonio Carlos Rosso Junior, Glenn Albert Jacques
Van Amson, Roberto Teixeira Cardoso. -- 1. ed. --
São Paulo : SOMOS Sistemas de Ensino, 2018.

1. Matemática (Ensino médio) I. Amson, Glenn


Albert Jacques Van. II. Cardoso, Roberto Teixeira.
III. Título.

17-09011 CDD-510.7

Índices para catálogo sistemático:


1. Matemática : Ensino médio 510.7

2018
ISBN 978 85 4681 293 6 (PR)
Código da obra 826351118
1a edição
1a impressão
Impressão e acabamento

Uma publicação
Apresentação
Caro professor,
Reescrever um material que, com o excelente trabalho dos conveniados, tem alcançado os melhores resultados
do Brasil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não foi tarefa fácil, mas um desafio que enfrentamos e ven-
cemos, como você poderá constatar.
Nesse processo, buscamos produzir um material didático capaz de aliar motivação dos alunos, qualidade de
ensino e elevados padrões acadêmicos – uma tríade que representa um trabalho de excelência nas escolas.
As inovações e os aperfeiçoamentos foram feitos tomando como referência as conversas realizadas nos diversos
encontros com os autores e as preciosas colocações feitas no Fale com o Autor, buscando também olhar para o futuro.
O material dos alunos é composto de Caderno do Aluno, Livro-texto e Caderno de Exercícios. Além disso, eles
também podem contar com a Plataforma de Estudo Adaptativo, com objetos digitais e outras ferramentas no
portal do sistema. Você, professor, tem acesso a tudo isso e ainda ao Fale com o Autor, à TVWeb, às Separatas, aos
Comunicados e muito mais!
Agora, vamos falar de cada parte separadamente.

CADERNO DO ALUNO
No Caderno do Aluno, as disciplinas estão agrupadas em função da área de conhecimento a que pertencem:
Redação, Gramática e Texto, Literatura e Língua Inglesa na área de “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias”; Ma-
temática em sua própria área, “Matemática e suas Tecnologias”; Biologia, Física e Química na área de “Ciências da
Natureza e suas Tecnologias”; e, finalmente, História e Geografia na área de “Ciências Humanas e suas Tecnologias”.
Na abertura de cada área há um quadro com as competências e habilidades correspondentes.
Enem – Para cada aula, é apresentado o objeto de conhecimento da Matriz de Referência do Enem relacionado
com o assunto estudado.
A Matriz de Referência do Enem apresenta os eixos cognitivos (comuns a todas as áreas do conhecimento),
as matrizes de referência das áreas do conhecimento (divididas em competências e, estas, em habilidades) e
os objetos de conhecimento associados às matrizes de referência.
Além dessa nova organização, cada disciplina conta com uma série de seções em comum.
Nesta aula – Esta seção, que traz os tópicos que serão trabalhados na aula, permite aos alunos prestar atenção
na explicação do professor e fazer registros complementares em função do conteúdo apresentado. Isso evita aquela
frase “ou eu copio, ou presto atenção” e favorece o desenvolvimento da aula, já que o professor ganha tempo.
Em classe – Seção de exercícios para serem feitos em sala de aula, em nível crescente de dificuldade. A maioria
deles apresenta o selo com as habilidades da Matriz de Referência do Enem. Esse selo permite a alunos e professo-
res dar atenção diferenciada à atividade. Quanto mais diferenciada é essa atenção, melhor é a preparação do aluno
para provas como as do Enem – quanto mais ele aprender, mais bem preparado vai estar e mais motivado para a
aprendizagem vai ficar, melhorando assim a aula do professor.
Em casa – Esta seção traz atividades que devem ser realizadas pelos alunos para complementar a aprendizagem.
De nada adiantam intermináveis horas de aula se o aluno não tiver a oportunidade do estudo individualizado para
aplicar seu conhecimento. Esta seção está dividida em:
• Tarefas Mínimas – É um conjunto de orientações de estudo para que o aluno domine os pré-requisitos que pos-
sibilitarão dar continuidade à aprendizagem na aula seguinte. É importante dizer que a quantidade de exercícios
propostos corresponde a uma adequada carga de trabalho, sem sobrecarregar ou exigir algo que sabemos ser
impossível cumprir.

3
• Tarefas Complementares – É a continuidade dos estudos propostos nas Tarefas Mínimas e permite ao aluno apro-
fundar-se nos conteúdos em que sentir necessidade, ou tiver possibilidade, ou ainda se for orientado pelo professor.
Rumo ao Enem – Ao final de cada setor, há um conjunto de questões elaboradas pelos autores seguindo padrão
semelhante ao do Enem e também retiradas das provas oficiais. Em alguns momentos são indicadas pelos autores
como parte das tarefas. Esta seção serve como fonte de exercícios extras para a sala de aula, dependendo da inten-
ção do professor de cada disciplina, e dá aos alunos a possibilidade de aplicar seus conhecimentos nesse tipo de
questão e de avaliar sua performance.
Atividade Interdisciplinar – Atividade envolvendo diversas áreas e que pode ser aplicada em certo número de
aulas, a critério dos professores das disciplinas envolvidas. A principal intenção desta seção é permitir ao aluno uma vi-
são múltipla de determinados assuntos, motivando ainda mais o estudo e o aprofundamento de seus conhecimentos.

LIVRO-TEXTO
Com linguagem envolvente, mesmo nas áreas consideradas mais difíceis, o Livro-texto traz o texto didático de
cada conteúdo trabalhado, dando ao aluno mais embasamento, com muitos exemplos que servirão de modelo em
exercícios.

CADERNO DE EXERCÍCIOS
No Caderno de Exercícios temos os exercícios solicitados nas Tarefas Mínimas (TM) e Complementares (TC)
e também exercícios extras, não pedidos nem na TM nem na TC, prontos para o aluno que quer estudar mais ou
para o professor que deseja passar mais exercícios de determinado conteúdo. Assim, não será necessário recorrer à
impressão de listas de exercícios, poupando tempo e recursos de todos os atores: professores e escolas.
Atenção para mais uma novidade: o Caderno de Exercícios dos alunos não vem com respostas, como acontecia
na edição anterior. Agora, elas estão no final do Manual do Professor. Isso significa que você, ao trabalhar com as
tarefas em sala de aula, perceberá com tranquilidade quais alunos fizeram ou não os exercícios e poderá dar os
melhores encaminhamentos para que a aprendizagem seja ampliada e aperfeiçoada.

E O MANUAL DO PROFESSOR?
Um aspecto que ajuda a classificar uma escola como de boa qualidade é o desenvolvimento profissional dos
professores, para o que o Manual do Professor (MP) é instrumento que colabora muito.
No MP você encontrará os objetivos de cada aula (para ajudar a elaborar o planejamento escolar) e as sugestões
de encaminhamento da aula. Encontrará ainda sugestões de objetos digitais, de exercícios extras e de textos de
aprimoramento e de atualização, que podem, também, ser utilizados no trabalho com os alunos.
A partir do entendimento da estrutura de nosso material, podemos apresentar nossa fundamentação pedagó-
gica, baseada no momento que é o ponto central deste sistema de ensino: a aula! E também em nosso lema: “Aula
dada, aula estudada”!
A estrutura foi pensada com base no Círculo Virtuoso da Aprendizagem:

Aula bem
Aula bem proposta
estudada (Autor)

Aula bem Aula bem


assistida preparada

4
Aula bem proposta – O programa está distribuído criteriosamente pelas aulas de que dispomos para desenvolver
cada curso. Procuramos dimensionar cada uma delas com tempo suficiente para a exposição teórica e a realização
de exercícios pelos alunos em classe.
Aula bem preparada – Os planos de aula são bem detalhados, fornecendo as informações necessárias para a
preparação de seu trabalho. É importante que você observe bem o material do aluno, veja as questões propostas
e considere a possibilidade de introduzir objetos digitais. Examine as Tarefas Mínimas e Complementares e resolva
com antecedência todos os exercícios envolvidos.
Aula bem assistida – Sempre que conseguir motivar a classe, mantendo um diálogo constante com os alunos,
e eles sentirem que estão aprendendo, a aula terá sido eficiente. Não pactue com os dispersivos. Exija dos alunos
concentração, participação nos diálogos e muita garra durante as atividades de aula.
Aula bem estudada – É o resultado da resolução diária de todas as Tarefas Mínimas e de pelo menos parte das
Tarefas Complementares. Os alunos devem ser orientados a fazer a avaliação de seu desempenho após cada prova
e procurar o Plantão de dúvidas para esclarecimentos sobre as atividades propostas para casa.
Estamos à disposição para tirar dúvidas, ouvir opiniões e sugestões em nossos Encontros Presenciais e no Fale
com o Autor.
Um espetacular ano letivo para todos!

Fábio Aviles Gouveia


Coordenador pedagógico

5
Sumário
Matemática ............................................................................................................................................................ 7

Setor A ..................................................................................................................................................................... 8

Aula 1 – Funções: uma retomada .......................................................................................................................... 8

Aulas 2 e 3 – Funções: composição ....................................................................................................................... 8

Aulas 4 e 5 – Funções: construção de gráficos ..................................................................................................... 9

Aulas 6 e 7 – Funções: injeção, sobrejeção e bijeção .......................................................................................... 9

Aula 8 – Funções: exercícios .................................................................................................................................... 10

Aulas 9 e 10 – Funções: inversão ............................................................................................................................ 10

Aula 11 – Funções: arccos (x) ................................................................................................................................. 11

Aulas 12 e 13 – Funções: arcsen (x) e arctg (x) .................................................................................................... 11

Aula 14 – Números complexos: revisão .................................................................................................................. 12

Aulas 15 e 16 – Números complexos: plano de Argand-Gauss e módulo .......................................................... 12

Aulas 17 e 18 – Números complexos: argumento e forma trigonométrica ........................................................ 13

Setor B ...................................................................................................................................................................... 15

Aulas 1 e 2 – Tronco de pirâmide ............................................................................................................................ 15

Aulas 3 e 4 – Tronco de cone .................................................................................................................................. 16

Aulas 5 e 6 – Inscrição e circunscrição de sólidos (1) .......................................................................................... 17

Aulas 7 e 8 – Inscrição e circunscrição de sólidos (2) .......................................................................................... 17

Aulas 9 e 10 – Estatística: medidas de tendência central..................................................................................... 18

Aulas 11 e 12 – Estatística: medidas de dispersão ................................................................................................ 18

Atividades Interdisciplinares ................................................................................................................................ 19

Respostas – Caderno de Exercícios 5................................................................................................................... 20

6
Matemática
Caderno 9
O material do terceiro ano do Ensino Médio Regular, que é composto dos Cadernos 9 e 10, tem por objetivos ampliar, complementar
e aprofundar o estudo de temas que foram trabalhados nos dois primeiros anos deste curso. Neste caderno, esses objetivos ficam claros
tanto no setor A como no setor B.
No setor A, retomaremos nas 13 primeiras aulas o estudo de funções, mas agora com o foco em composição, translações, bijeção
e funções inversas, ocasião em que também trabalharemos com as funções trigonométricas inversas. Escolhemos deixar este estudo
para o terceiro ano, pois é um momento em que o aluno já teve contato com diversos modelos de funções e está mais maduro do que
no primeiro ano do Ensino Médio, quando geralmente esse assunto é estudado. Nas cinco últimas aulas desse setor vamos retomar os
conceitos de números complexos, mas dessa vez trabalharemos com sua representação geométrica e sua forma trigonométrica.
No setor B, daremos continuidade ao estudo da Geometria métrica do espaço, trabalhando com troncos de pirâmide e de cone,
finalizando esse estudo com inscrição de sólidos. Nas aulas finais, retomaremos o estudo da Estatística, agora com medidas de dispersão.
Note que tanto no setor A como no setor B os temas escolhidos nos permitem integrar conteúdos e fazer uma conclusão dos
assuntos estudados anteriormente.

anotações

7
Setor A

aula 1 aulas 2 e 3
Funções: uma retomada Funções: composição

Objetivos Objetivos
Rever os conceitos iniciais da teoria das funções.
Apresentar o conceito de função composta e técnicas de com-
posição.
Encaminhamento
Para rever o conceito de função, pode-se começar usando o
Encaminhamento
seguinte exemplo:
O domínio A é o conjunto dos alunos presentes, e o con- Comece utilizando o seguinte exemplo para introduzir o con-
tradomínio B é o conjunto dos dias do ano. A função f de A ceito de função composta:
em B associa a cada aluno o seu dia de aniversário: f(x) 5 o dia 1
de aniversário de x. Mostre que não há aluno associado a dois A energia cinética é dada pela fórmula E 5 mv2, em que m é a
2
ou mais dias nem aluno sem um dia de aniversário. A cada alu- massa, e v, a velocidade. Suponhamos que a massa seja constante e
no corresponde um e apenas um dia de aniversário. Exemplo: que a velocidade seja dada por v 5 2 1 10t. Temos aí duas funções:
f(Theo) 5 12/08. Pode haver dois ou mais alunos que fazem ani- a energia em função da velocidade e a velocidade em função do
versário no mesmo dia ou um dia sem aluno aniversariante. Aliás, tempo. A composição dessas duas funções surge naturalmente, e
isso é altamente provável. Explique que o conjunto imagem é o podemos colocar a energia em função do tempo.
subconjunto do contradomínio formado pelos dias em que há
pelo menos um aluno fazendo aniversário. (Este exemplo é bom Ao dar o exemplo do resumo da aula, é fundamental que o
para que os alunos se reapresentem.) aluno compreenda que nos cálculos de f(x) usamos o processo de
substituição. Assim, dado que f(x) 5 x 1 1, podemos afirmar que
Em seguida, dê o exemplo do resumo da aula, explicando a
notação f(x). É importante que o aluno entenda que uma função f(t) 5 t 1 1 e, com isso, não podemos concluir que t 5 x, pois
é um conjunto de pares ordenados com as duas condições apre- f(3) 5 3 1 1 e f(4) 5 4 1 1, porém 3 não é igual a 4. Pode ser inte-
sentadas no resumo. ressante apresentar o processo de substituição sempre com duas
fases. Por exemplo: f(x) 5 x 1 1 → f(...) 5 ... 1 1 → f(3) 5 3 1 1.
Assim, fica mais claro que x foi substituído por 3.
Sugestão de exercícios extras
1. Sendo f(x) 5 a ? bx, em que a e b são constantes tais que
f(0) 5 50 e f(1) 5 200, obtenha f(2). Sugestão de exercícios extras
Resposta: 800 1. Dado que f(x) 5 2x 1 1 e g(x) 5 3x 2 1, obtenha f(g(x)) 1
2. Em cada caso, considere f como sendo uma função real 1 g(f(x)).
de variável real e obtenha seu domínio e seu conjunto Resposta: 12x 1 1
imagem.
2. Dado que f(x) 5 5x 2 1 e f(g(x)) 5 20x 1 9, obtenha g(x).
a) f(x) 5 3x 2 1
x 22
Resposta: 4x 1 2
Resposta: D 5 R 2 {2}, I 5 R 2 {3}
b) f(x) 5 1 3. Dado que f(x) 5 2x 1 3 e f(g(x)) 5 sen x, obtenha g(f(x)).
2x 2 1 23 1 sen (2x 1 3)
{}
Resposta:
Resposta: D 5 R 2 1 , I 5 R* 2
2
c) f(x) 5 x2 2 2x 1 5 4. Dado que g(x) 5 4x 1 2 e f(g(x)) 5 20x 1 9, obtenha f(x).
Resposta: D 5 R, I 5 [4, 1`[ Resposta: 5x 2 1

8
f: R → R, f(x) 5 x2, temos f(3) 5 9 e f(23) 5 9; logo f não é injetora,
aulas 4 e 5 e “3 e 23 seriam como os alunos que fazem aniversário no mesmo
dia”. Por outro lado, há elementos em B que não são imagens de
Funções: construção de gráficos algum elemento x de A; os números negativos em B seriam “os dias
em que ninguém faz aniversário”.
Objetivos
Apresentar técnicas importantes para a construção de gráficos Sugestão de exercícios extras
de funções. 1. Considere a função f: A → B, em que A 5 [21, 2] e
B , R, tal que f(x) 5 x2. Obtenha B de modo que f seja
Encaminhamento sobrejetora.
Resposta: [0, 4]
Comece a aula diretamente pelo resumo teórico, apresentando
os casos de translação (vertical e horizontal) mediante exemplos. Os 2. Considere a função f: Z → N, tal que:
demais casos podem ser abordados posteriormente. Em seguida, • se x , 0, então f(x) 5 2(2x 1 1);
resolva os exercícios 1 e 2 da aula. Nos exercícios 3 e 4, devemos “re- • se x > 0, então f(x) 5 2x.
bater” a curva em torno do eixo das abscissas, além de transladá-la a) Complete a tabela:
verticalmente ou horizontalmente. O caso de dilatação vertical, por
sua vez, deve ser explicado na resolução do exercício 5. x f(x)
23
22

aulas 6 e 7 21
0
Funções: injeção, sobrejeção e bijeção 1
2
3
Objetivos
Apresentar os conceitos de função injetora, função sobrejetora b) Resolva a equação f(x) 5 2 021.
e função bijetora. c) Classifique as proposições a seguir em (V) verdadeira
ou (F) falsa.

Encaminhamento ( ) f é sobrejetora. ( ) f é bijetora.


Respostas:
Volte ao exemplo de associar a cada aluno o respectivo dia de
a)
aniversário, dado na aula 1. Tome o conjunto A como o conjunto
dos alunos da turma e o conjunto B como o dos dias do ano no x f(x)
formato dd/mm. Considerando a função f: A → B, f(x) é o dia do 23 5
aniversário de x. Se não há coincidência de aniversários, f é uma 22 3
função injetora: não há dois ou mais elementos de A com a mesma 21 1
imagem em B. Se, pelo contrário, há coincidência de aniversários, f 0 0
não é injetora e dificilmente será uma função sobrejetora, pois, para 1 2
isso, em todos os dias deveria haver um aniversariante.
2 4
Vamos ver outro exemplo. Mantenha o conjunto A (dos alunos) 3 6
e fixe o conjunto B como sendo o conjunto das carteiras da sala; f(x)
é a carteira em que o aluno x está sentado. Como não há dois ou b) Podemos concluir que x , 0, pois 2 021 é um número
mais alunos sentados na mesma carteira, f é uma função injetora. ímpar.
Se há carteiras desocupadas, a função não é sobrejetora. Se, ao
Nesse caso, f(x) 5 2(2x 1 1) e, de 2(2x 1 1) 5 2 021,
contrário, todas as carteiras estão ocupadas, a função é sobrejetora.
temos:
Nesse caso, f é injetora e sobrejetora, e com isso podemos dizer
que f é uma função bijetora, ou seja, temos uma relação biunívoca 2x 1 1 5 22 021
entre os alunos e as carteiras. 2x 5 22 022
Na resolução dos exercícios, pode ser conveniente voltar aos ∴ x 5 21 011
exemplos acima ou considerar outros do cotidiano. Assim, com c) ( V ) f é sobrejetora. ( V ) f é bijetora.

9
cada membro da igualdade e obter x 1 1 5 y3 1 3y2 1 3y 1 1,
aula 8 ou seja, x 1 1 5 (y 1 1)3. Logo, y 1 1 5 3 x 1 1 e, portanto,
Funções: exercícios y 5 f 21(x) 5 21 1 3 x 1 1.
É importante destacar que em muitos casos é impossível “isolar”
a variável y. Isto é, f é bijetora, existe f 21 e não podemos explicitar
Objetivos f 21(x).
Fazer exercícios que envolvem os conceitos de função injetora, No cotidiano, não trocamos os nomes das variáveis. Assim,
função sobrejetora e função bijetora e apresentar, em uma aplica- por exemplo, se temos a velocidade em função do tempo com a
ção, o Princípio das Casas dos Pombos. equação v 5 2 1 10t, então, na inversa, temos o tempo em função
da velocidade com a equação t 5 v 2 2 .
Encaminhamento 10
Inicie a aula pelo resumo teórico e resolva o primeiro exercício.
Logo após a resolução, dê a seguinte explicação aos alunos: Sugestão de exercícios extras
Sejam A e B dois conjuntos finitos e sejam n(A) e n(B), nessa 1. Consideremos a bijeção f: R 2 {1} → R 2 {2}, f(x) 5 2x .
ordem, o número de elementos de A e o número de elementos de x21
Obtenha f 21(x).
B. Se n(A) . n(B), então não existe uma função injetora de A em x
Resposta:
B. Em outras palavras, se f é uma função de A em B, então haverá x22
elementos distintos de A com a mesma imagem em B; existirão
2. Considere os conjuntos A 5 [3, 1`[ e B 5 [1, 1`[.
x1 e x2 em A, tais que x1 ± x2 e f(x1) 5 f(x2). Na Matemática, esse
A função f: A → B, f(x) 5 x2 2 6x 1 10, é bijetora.
teorema é conhecido como Princípio das Casas dos Pombos, ou
a) Obtenha f 21(x).
Princípio de Dirichlet. Assim, por exemplo, havendo mais do que
b) Esboce, no mesmo plano, os gráficos de f e f 21.
12 pessoas em um grupo, podemos garantir que pelo menos duas
delas fazem aniversário no mesmo mês. c) Obtenha a intersecção desses gráficos.
d) Qual é o valor de f 21(f(10))?
Resoluções:

aulas 9 e 10 a) Em f, temos y 5 x2 2 6x 1 10, com x > 3 e y > 1.


Em f 21, temos:
Funções: inversão x 5 y2 2 6y 1 10, com y > 3 e x > 1.
x 5 y2 2 6y 1 9 1 1
Objetivos x 2 1 5 (y 2 3)2
Apresentar o conceito de função inversa. y 2 3 5 ± x21
y 5 3 1 x 2 1 ou y 5 3 2 x 2 1
Encaminhamento Da condição y > 3, temos f 21(x) 5 3 1 x 2 1.

Explique o conceito de função inversa, seguindo o resumo da b)


aula, depois mostre que a condição necessária e suficiente para a
y
existência da função inversa de f é que f seja uma função bijetora.
Nessas condições, (u, v) pertence a f se, e somente se, (v, u) per- 6
tence a f 21.
5
Assim, por exemplo, se (2, 5) [ f, então (5, 2) [ f 21. Nesse caso,
também podemos dizer que, se f(2) 5 5, então f 21(5) 5 2. 4
Note que, sendo f: A → B uma função bijetora, temos
3
f 21(f(x)) 5 x para todo x pertencente a A e f(f 21(y)) 5 y para todo
y pertencente a B. 2
Se uma função bijetora é dada por uma equação da forma
y 5 f(x), obtemos sua inversa simplesmente trocando os nomes 1

das variáveis x e y. Por exemplo, com y 5 f(x) 5 x3 1 3x2 1 3x,


temos, em f 21, x 5 y3 1 3y2 1 3y. A dificuldade pode surgir ao 0 1 2 3 4 5 6 x
tentar explicitar y nessa equação. Nesse caso, podemos somar 1 a

10
c) Com x > 3, a equação f(x) 5 f 21(x) é equivalente à
equação f(x) 5 x. (*) aulas 12 e 13
De x > 3 e x 2 6x 1 10 5 x, temos x 2 7x 1 10 5 0,
2 2

ou seja, x 5 5. Funções: arcsen (x) e arctg (x)


Os gráficos intersectam-se no ponto (5, 5).
(*) Isso é verdade em todos os casos em que f(x) não
Objetivos
é idêntico a f 21(x).
d) De f(10) 5 k, temos f 21(k) 5 10. Logo, f 21(f(10)) 5 10. Apresentar a inversa da função seno e a inversa da função tan-
gente.

aula 11 Encaminhamento
Funções: arccos (x) Siga o resumo da aula, apresentando as duas funções inversas,
arco seno e arco tangente. Como na aula passada, é conveniente
Objetivos enfatizar as condições que garantem a sua existência, unicidade e
qualidade de funções bijetoras e inversas.
Apresentar a inversa da função cosseno.

Encaminhamento  21 < x < 1



 2p < y < p
Comece a aula explicando o resumo dela, com ênfase nas se- y 5 arcsen x ⇔ 
 2
guintes condições: 2
 sen y 5 x
 21 < x < 1 e

y 5 arccos x ⇔  0 < y < p  x [R
 cos y 5 x 
  2p , y , p
y 5 arctg x ⇔ 
 2 2
 tg y 5 x
Nessas condições, as funções dadas por f(x) 5 cos x e f 21(x) 5
5 arccos x são bijetoras, a existência e a unicidade são garantidas;
para cada valor de x existe um único valor de y e para cada valor
de y existe um único valor de x.
Sugestão de exercícios extras

Sugestão de exercício extra 1. Simplifique:


Calcule: sen  arccos
3 5 a) sen (arcsen 0,6)
1 arccos
 5 13  b) cos (2arcsen 0,6)
Resolução: Resolução:
a) sen (arcsen 0,6)
Com arccos 3 5 a e arccos 5 5 b, temos:
5 13 arcsen 0,6 5 a ⇒ sen a 5 0,6
0 < a < p, 0 < b < p, sen (arcsen 0,6) 5 sen a 5 0,6
3 4 Observação: f(f 21(x)) 5 x, para todo x pertencente ao
cos a 5 , sen a 5 ,
5 5
domínio de f 21.
5 12
cos b 5 e sen b 5 . b) cos (2arcsen 0,6)
13 13
2p p 
sen(a 1 b) 5 sen a ? cos b 1 sen b ? cos a arcsen 0,6 5 a ⇒ sen a 5 0,6 e a [  ,
 2 2 
4 5 12 3
5 ? 1 ?
5 13 13 5
2p p 
sen a 5 0,6 e a [  , ⇒ cos a 5 0,8
56  2 2 
5
65
cos (2arcsen 0,6) 5 cos 2a 5 cos2 a 2 sen2 a 5 0,28

11
2. Esboce o gráfico de y 5 sen (arcsen x)
Resolução: aulas 15 e 16
y 5 x, com 21 < x < 1 Números complexos: plano de
y Argand-Gauss e módulo
1
Objetivos
Apresentar o plano de Argand-Gauss e o conceito de módulo.
21 1 x
Encaminhamento
Assim como recorremos à reta para representar o conjunto R
21
dos números reais, recorra ao plano (cartesiano) para representar o
conjunto C dos números complexos. Sendo a e b números reais, o
número complexo a 1 bi é identificado no plano de Argand-Gauss
3. Resolva em R: sec2 (arctg x) 5 10 pelo ponto P(a, b), chamado de afixo de a 1 bi. A todo elemento
Resolução: de C corresponde um único ponto, e a todo ponto corresponde
  2p p  um único número complexo.
arctg x 5 a ⇒ tg a 5 x a [  , 
  2 2  Em seguida, apresente o conceito de módulo de um número
sec2 (arctg x) 5 10 complexo (real ou imaginário) e mostre sua interpretação gráfica:
sec2 a 5 10 a distância da origem ao afixo do número.
1 1 tg2 a 5 10 Sendo x e y números reais quaisquer, temos por definição
1 1 x2 5 10
|x 1 yi| 5 x 1 y . Assim, por exemplo, |3 1 4i| 5 32 1 4 2 e,
2 2

S 5 {23, 3} portanto, |3 1 4i| 5 5. Desse modo, deve ficar claro para o aluno
que, dada a condição |z| 5 5, não podemos concluir que z é 5 ou

aula 14
25. Na verdade, a equação |z| 5 5 tem infinitas soluções. De |z| 5 5,
podemos concluir que z pode ser qualquer número complexo cujo
Números complexos: revisão afixo dista 5 unidades da origem.

Objetivos Sugestão de exercícios extras


Rever os conceitos iniciais dos números complexos. 1. Represente no plano de Gauss os números complexos
z, w, u e v e obtenha seus módulos:
Encaminhamento z 5 3 1 4i, w 5 3 2 4i, u 5 21 1 i e v 5 2i.
Siga o resumo da aula, dando exemplos numéricos ao apresentar Resolução:
os conceitos, e resolva os exercícios de aula.
Im
z
Sugestão de exercício extra
Resolver em C: 2
a) x2 5 24 u
Resposta: {2i, 22i}
b) x4 5 16 0 2 Re
Resposta: {2, 22, 2i, 22i} v
c) x3 5 1
 
Resposta: 1, 21 1 i 3 , 21 2 i 3  w
 2 2 
d) x4 1 x2 2 12 5 0
Resposta: { 3, 2 3, 2i, 22i} |z| 5 5, |w| 5 5, |u| 5 2 e |v| 5 21.

12
2. Na figura, P e Q são os afixos de z e w. Obtenha as formas e 0 < u , 2p (com r 5 0, não existe argumento nem forma
algébricas de z e w. trigonométrica).
Im Em muitas provas de vestibulares, o argumento é dado em
P
graus. Teoricamente isso não é o certo, mas neste nível não causará
erros.

2 Sugestão de exercícios extras


1. Dê a forma trigonométrica de z:
Q
 
1 a) z 5 2 cos 13p 1 isen 13p 
 6 6 
608
 
Re Resposta: z 5 2 cos p 1 isen p 
 6 6
 
b) z 5 2 cos 2p 1 isen 2p 
2 3 i  2 2 
Resposta: z 5 1 1 i 3 e w 5 12
 
Resposta: z 5 2 cos 3p 1 isen 3p 
2
 2 2 
 
c) z 5 2 cos 2p 1 isen 2p 

aulas 17 e 18
 6 6 
 
Resposta: z 5 2 cos 11p 1 isen 11p 
Números complexos: argumento  6 6 
 
e forma trigonométrica d) z 5 2  sen p 1 icos p 
 3 3
 
Objetivos Resposta: z 5 cos p 1 isen p 
 6 6
Apresentar o conceito de argumento de um número complexo
não nulo e a forma trigonométrica. 2. Considere o conjunto dado por l 5 {z [ C : |z 2 4 2 3i| 5 2}.
a) represente l no plano de Argand-Gauss;

Encaminhamento b) obtenha o valor máximo da parte real de z;


c) obtenha o valor máximo da parte imaginária de z;
Siga o resumo da aula mostrando que existe outro modo d) obtenha o valor máximo do módulo de z;
de identificar os números complexos z, com z ± 0. Todo pon-
e) obtenha o módulo do número z, z [ l, que tem argu-
to P(a, b) do plano de Argand-Gauss, com exceção da origem mento máximo.
O(0, 0), pode ser identificado por um par (r, u), em que r e u são,
Resoluções:
nessa ordem, o módulo (distância até a origem) e o argumento
(ângulo) do número z, cujo afixo é o ponto P. a) Com z 5 x 1 yi, x e y reais, temos:

No Livro-texto 5, Unidade 16, item 5 do capítulo 1, há um texto |x 1 yi 2 4 2 3i| 5 2


que mostra uma aplicação desses conceitos com o uso de um radar |x 2 4 1 (y 2 3)i| 5 2
marítimo. Há pelo menos uma diferença com a teoria. Na prática o (x 2 4)2 1 (y 2 3)2 5 2
ângulo é tomado no sentido horário, a partir do sentido que indica
(x 2 4)2 1 (y 2 3)2 5 22 → circunferência de centro
o norte geográfico.
(4, 3) e raio 2.
Mostre como passar da forma algébrica para a forma trigono-
métrica. Dado o número complexo z, z ± 0, identifica-se a parte Im
real e a parte imaginária. Localizamos o afixo (P) de z no plano de
Argand-Gauss e calculamos na figura a distância de P à origem:
3
trata-se do módulo r de z. Em seguida, calculamos o argumento C
u com o uso da Trigonometria. Com r e u, temos a forma trigo-
raio: 2
nométrica r(cos u 1 i sen u), ou, na sua forma abreviada, r cis u.
Demonstre aos alunos que essa tarefa fica mais fácil fazendo O 4 Re
sempre um esboço da figura e lembrando que devemos ter r . 0

13
b) A projeção da circunferência sobre o eixo das abscis- e) Os números complexos com argumento máximo e
sas fornece o intervalo dos possíveis valores da parte com argumento mínimo são dados pelas intersec-
real de z. Como o raio é 2, o valor máximo da parte ções das retas tangentes à circunferência. O ponto T
real é 6 (5 4 1 2). correspondente é o afixo do número com argumento
c) A projeção da circunferência sobre o eixo das or- máximo.
denadas fornece o intervalo dos possíveis valores
da parte imaginária de z. O valor máximo da parte
Im
imaginária é 5 (5 3 1 2).
T
d) A intersecção da reta OC com a circunferência de-
termina dois pontos A e B, conforme a figura. 3
C
Im
raio: 2
A

3
C
O 4 Re
B raio: 2

O 4 Re

OC 5 5, CT 5 2
OC 5 5, CA 5 2, OA 5 7 ∴ O valor máximo de |z| é 7. ∴ OT 5 21

anotações

14
Setor B

2. (UFF-RJ) No teto de um centro de convenções será


aulas 1 e 2 instalada uma luminária que terá a forma da figura a
seguir, onde estão representados:
Tronco de pirâmide
T

Objetivos S
M
Apresentar os troncos de pirâmides regulares de bases paralelas, U
determinar as áreas de suas superfícies e calcular seu volume.
V

Encaminhamento
Q
Como esta é a primeira aula do ano, é muito importante fazer
uma revisão sobre pirâmides; relembre seus elementos e os cálculos P
da área lateral e do volume, bem como as propriedades de sólidos R
semelhantes. Assim, inicie a aula apresentando o tronco de pirâ-
N
mide, dê exemplos de situações em que ele está presente, como
alguns vasos e potes de pipoca, e, em seguida, faça essa revisão.
• o tronco de pirâmide reta NPQRUVST de bases retan-
Após a revisão, apresente os elementos de um tronco de pirâmi- gulares;
de e comente que trabalharemos neste curso apenas com troncos • a pirâmide reta MNPQR de base retangular e altura
de pirâmides regulares de bases paralelas. igual a 1 m;
Caso as aulas 1 e 2 sejam dadas em dias diferentes, convém • o ponto M localizado no centro do retângulo VSTU.
destacar que na aula 1 serão tratados os elementos e o cálculo de Sabe-se que UT 5 2 m, UV 5 1 m, NP 5 1 m e PQ 5 0,5 m.
áreas e, na aula 2, o cálculo do volume do tronco. Determine o volume do sólido exterior à pirâmide MNPQR
É importante que os alunos percebam que muitos resultados e interior ao tronco de pirâmide NPQRUVST.
sobre troncos podem ser obtidos a partir da semelhança entre a Resposta: 1
pirâmide original e a pirâmide menor, gerada ao retirar-se o tronco.
Ressalte também que o tronco não é semelhante à pirâmide origi- 3. (ITA) Considere uma pirâmide regular de base hexagonal,
nal, pois alguns alunos podem confundir os conceitos. cujo apótema da base mede 3 cm. Secciona-se a
pirâmide por um plano paralelo à base, obtendo-se um
Caso tenha tempo disponível, utilize os exercícios da seção a tronco de volume igual a 1 cm3 e uma nova pirâmide.
seguir. 1
Dado que a razão entre as alturas das pirâmides é ,
2
a altura do tronco, em centímetros, é igual a
Sugestão de exercícios extras
6− 2
a) .
4
1. (Udesc) Considere um tronco de pirâmide regular, cujas
bases são quadrados com lados medindo 4 cm e 1 cm. 6− 3
b) .
Se o volume deste tronco é 35 cm³, então a altura da 3
pirâmide que deu origem ao tronco é:
a) 5 cm c c) 3 3 − 6 .
21
b) 5 cm
3
20 d) 3 2 − 2 3 .
c c) cm 6
3
d) 20 cm 2 6− 2
e) .
e) 30 cm 22

15
2. (UFPA) Uma rasa é um paneiro utilizado na venda de
aulas 3 e 4 frutos de açaí. Um típico exemplar tem forma de um
tronco de cone, com diâmetro de base 28 cm, diâmetro
Tronco de cone de boca 34 cm e altura 27 cm. Podemos afirmar,
utilizando p 5 3,14, que a capacidade da rasa, em litros,
é aproximadamente:
Objetivos a) 18 c) 22 e) 26
Apresentar os troncos de cones circulares retos de bases c b) 20 d) 24
paralelas, determinar as áreas de suas superfícies e calcular seu 3. (Mack-SP) Um frasco de perfume, que tem a forma de
volume. um tronco de cone circular reto de raios 1 cm e 3 cm,
está totalmente cheio. Seu conteúdo é despejado em
um recipiente que tem a forma de um cilindro circular
Encaminhamento reto de raio 4 cm, como mostra a figura.
Sugerimos que o percurso das aulas 3 e 4 seja similar ao das aulas
1 e 2, ou seja, inicie a aula apresentando o tronco de cone, fazendo
uma analogia com os troncos de pirâmide, e dê alguns exemplos
de situações em que ele está presente, fazendo em seguida uma 8 cm
revisão sobre cones circulares retos. d
4 cm
Após a revisão, apresente os elementos de um tronco de cone
e explique que trabalharemos neste curso apenas com troncos de
cone circulares retos de bases paralelas.
Caso as aulas 3 e 4 sejam dadas em dias diferentes, convém Se d é a altura da parte não preenchida do recipiente
destacar que na aula 3 serão tratados os elementos e o cálculo de cilíndrico e adotando-se p 5 3, o valor de d é:
áreas e, na aula 2, o cálculo do volume do tronco. 10 c) 12 e) 14
a)
6 6 6
Assim como orientado nas aulas 1 e 2, é importante que os
c b) 11 13
alunos percebam que muitos resultados sobre troncos podem d)
6 6
ser obtidos a partir da semelhança entre o cone original e o cone
menor, gerado ao retirar-se o tronco. 4. (UFMG) Um funil é formado por um tronco de cone e um
cilindro circular retos, como representado na figura abaixo
Caso tenha tempo disponível, utilize os exercícios da seção a
seguir. E R

Sugestão de exercícios extras g

H
1. (UFG-GO) Em um período de festas, pretende-se decorar
um poste de uma praça com fios de luzes pisca-piscas.
h
A estrutura da decoração possui o formato de tronco
de cone circular reto com 2,4 m de altura e diâmetros r
M
de 2 m na base e 0,6 m no topo. Os fios de luzes serão
esticados, do aro superior ao inferior, ao longo de Sabe-se que g 5 8 cm, R 5 5 cm, r 5 1 cm e h 5 4 3 cm.
geratrizes do tronco de cone e, para distribuí-los de Considerando essas informações,
maneira uniforme, marcam-se na circunferência da a) Calcule o volume do tronco de cone, ou seja, do
base pontos igualmente espaçados, de modo que o corpo do funil.
comprimento do arco entre dois pontos consecutivos b) Calcule o volume total do funil.
seja no máximo 10 cm. c) Suponha que o funil, inicialmente vazio, começa a
De acordo com os dados apresentados, determine o receber água a 127 ml/s. Sabendo que a vazão do
número mínimo de fios de luzes necessário para cobrir funil é de 42 ml/s, calcule quantos segundos são ne-
a superfície lateral do tronco de cone e a soma total de cessários para que o funil fique cheio.
seus comprimentos. Respostas:
Dado: p < 3,14. 124p 3 136p 3
a) cm3 b) cm3 c) 2,9 s
Resposta: 157,5 m 3 3

16
3. (Uerj) Um cilindro circular reto é inscrito em um cone, de
aulas 5 e 6 modo que os eixos desses dois sólidos sejam colineares,
conforme representado na ilustração abaixo. A altura
Inscrição e circunscrição de sólidos (1) do cone e o diâmetro da sua base medem, cada um,
12 cm. Admita que as medidas, em centímetros, da
altura e do raio do cilindro variem no intervalo ]0, 12[ de
Objetivos modo que ele permaneça inscrito nesse cone. Calcule
Apresentar as relações de inscrição (e circunscrição) envolvendo a medida que a altura do cilindro deve ter para que sua
prisma e cilindro, octaedro e cubo, e cilindro e cone. área lateral seja máxima.

Encaminhamento
As aulas 5 a 8 concluem, no Ensino Médio, o estudo da Geo-
metria métrica do espaço e são uma oportunidade de retomar os
principais conceitos do curso.
Resposta: 6 cm
Nas aulas 1 a 4 foram revisadas as pirâmides e os cones; assim,
após apresentar a noção de inscrição de sólidos, retome prismas 4. (Ufscar-SP) A figura mostra um prisma retangular reto de
e cilindros e explique o que é um octaedro regular. Em seguida, base quadrada com um cilindro circular reto inscrito no
apresente exemplos e construa com eles as relações existentes. prisma. O lado da base do prisma mede 4 dm e a altura
é dada por h(x) 5 x³ 2 5x² 1 8x dm, com x . 0.
Um cuidado especial deve ser tomado com cilindro inscrito em
cone. Nesse caso, mostre as semelhanças de triângulo que podem
ser construídas entre os raios das bases e as alturas destes sólidos.
h(x)
Dê algum tempo para que os alunos resolvam os exercícios
antes de corrigi-los.
Caso tenha tempo disponível, utilize os exercícios da seção a
seguir. 4

4
Sugestão de exercícios extras a) Calcule o volume do prisma para x 5 3 dm.
1. (Imed-RS) Um reservatório de água tem o formato de b) Para x 5 1 dm o volume do cilindro inscrito é 16p dm³.
um cilindro reto de volume igual a 54p m³. Supondo que Encontre os outros valores de x para os quais isto
esse cilindro está inscrito em um cubo de aresta igual ao acontece.
dobro do raio, o volume desse cubo, em m³, é igual a: Respostas:
a) 108. a) 96 dm³
b) 144. b) 2 dm
c c) 216.
d) 225.
e) 343.
aulas 7 e 8
2. (Mack-SP) A razão entre os volumes dos cilindros inscrito Inscrição e circunscrição de sólidos (2)
e circunscrito num prisma triangular regular é:
a) 1
2 Objetivos
c b) 1 Apresentar as relações de inscrição (e circunscrição) envolvendo
4
esferas e outros sólidos.
c) 1
8
1
Encaminhamento
d)
3 Como estas aulas finalizam o estudo da Geometria neste Ca-
e)
2 derno (as aulas 9 a 12 são sobre Estatística), é conveniente resolver
3 eventuais dúvidas sobre aulas anteriores, especialmente sobre as

17
aulas 5 e 6. Isso também serve para introduzir o tema desta aula, Respostas:

a) pR
3
pois o assunto é o mesmo, mudando apenas o fato de que um dos
sólidos envolvidos será uma esfera. 3
p
b) R
3
Por este motivo o percurso é similar ao das aulas 5 e 6, ou seja,
3
retome os resultados principais sobre esferas e construa com os
alunos as relações existentes envolvendo inscrição com esferas e 4. (UFMG) Dois cones circulares retos de mesma base estão
cubos, esfera e cilindros e esfera e cones. inscritos numa mesma esfera de volume 36p. A razão
entre os volumes desses cones é 2. A medida do raio
Também tenha um cuidado especial com esfera inscrita em
da base comum dos cones é
cone. Sugerimos que a relação de semelhança de triângulos seja
a) 1
feita com os alunos antes dos exercícios.
b) 2
Disponibilize algum tempo para que os alunos trabalhem com
c) 3
os exercícios antes de corrigi-los.
d) 2
Caso tenha tempo disponível, utilize os exercícios da seção a seguir.
c e) 2 2

Sugestão de exercícios extras


1. (PUC-PR) A área total de um octaedro regular inscrito
numa esfera de área 36p cm² é:
aulas 9 e 10
a) 18 3 cm2 Estatística: medidas
2
b) 24 3 cm de tendência central
c c) 36 3 cm2
d) 48 3 cm2
Objetivos
e) 54 3 cm2
2. (Fuvest-SP) Um cubo de aresta m está inscrito em uma Retomar e praticar os conceitos de média, moda e mediana.
semiesfera de raio R de tal modo que os vértices de
uma das faces pertencem ao plano equatorial da Encaminhamento
semiesfera e os demais vértices pertencem à superfície
Inicie a aula relembrando com os alunos os conceitos iniciais de
da semiesfera. Então, m é igual a
Estatística; fale sobre população, amostra e rol.
c a) R 2
3 Justifique a importância das medidas de tendência central,
usando como base as notas de provas e avaliações dos alunos. Em
b) R 2
2 seguida, apresente os conceitos de média, moda e mediana.
c) R 3
3
d) R
e) R 3
2
aulas 11 e 12
3. (UFRN) Um artista esculpiu a metade de uma esfera de Estatística: medidas de dispersão
pedra-sabão, transformando-a num cone, ilustrado na
figura a seguir.
Objetivos
Apresentar os conceitos de desvio médio, variância e desvio
padrão.

Encaminhamento
Inicie a aula mostrando uma situação de dois alunos com mesma
Supondo que a esfera tem raio R e a altura do cone média em quatro provas, mas um bem regular e o outro não. Utilize
esculpido também é R, calcule: valores que sejam práticos para realizarem as contas. Com base nesse
a) o volume do cone esculpido; exemplo, pergunte a eles qual dos alunos foi o mais regular.
b) o volume do material retirado da metade da esfera A partir da discussão sobre regularidade, conceitue medidas de
para formar o cone. dispersão e apresente os três conceitos da aula.

18
Atividades Interdisciplinares
Proposta pedagógica e objetivos gerais
Esta atividade tem como eixo uma reflexão geopolítica sobre a Segunda Guerra Mundial e analisa com mais especificidade as questões
relativas à tecnologia de guerra e à Física implícitas na força submarina alemã do período.
Inicialmente, recomenda-se que o professor de História contextualize a importância estratégica do Atlântico diante da evolução da
guerra: a reconquista da Europa pelos Aliados ocidentais era vista como prioritária, envolvendo até o slogan Europe first!, utilizado pelos
estrategistas e pela imprensa norte-americana após os ataques a Pearl Harbor.
A prioridade europeia ganhou cada vez mais relevância diante do crescimento do poder soviético durante a guerra, notadamente
após Stalingrado. Nesse sentido, já se configurava o enfrentamento que seria característico do mundo pós-guerra: a Guerra Fria.
O plano de reconquista da Europa tinha como ponto de partida a Inglaterra, e, para isso, era fundamental a manutenção de uma
rota segura com o continente americano. Daí a importância essencial da guerra antissubmarina contra os alemães. Nas palavras do
historiador inglês Paul Kennedy:
Em janeiro de 1943, Churchill, Roosevelt e os chefes de Estado-maior reuniram-se em Casablanca para decidir o futuro
da guerra, e foi a partir daqueles intensos debates que as diretrizes tanto políticas quanto operacionais emergiram para con-
solidar a grande estratégia anglo-americana. Em termos políticos, o inimigo deveria oferecer rendição incondicional. Com a
Alemanha sendo reconhecida como a mais poderosa inimiga, a vitória na Europa significaria a primeira etapa na exigência
das forças aliadas [...]. De maneira mais imediata, os navios ocidentais, as forças aéreas e os exércitos teriam que calcular
como efetuar a tripla missão operacional: (1) ganhar o controle das rotas marítimas do Atlântico, para que os comboios rumo
à Grã-Bretanha pudessem chegar com segurança a seu destino; (2) conquistar o domínio aéreo de todo o centro-oeste da
Europa [...]; (3) forçar a passagem através das praias sob domínio do Eixo, levando a luta até o coração da Europa.
KENNEDY, Paul. Engenheiros da vitória. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p.16-17. Adaptado.

Para o componente disciplinar Física é conveniente lembrar que a guerra antissubmarina foi essencialmente tecnológica, por isso,
vale destacar o impacto das novas tecnologias no campo de batalha desde a Primeira Guerra Mundial – quando os submarinos foram
utilizados operacionalmente pela primeira vez. A atividade proposta explora as características e o desempenho dos submarinos enquanto
submersos, e deve ser trabalhada por um professor da disciplina. A dinâmica desses veículos depende do princípio de Arquimedes e do
teorema de Stevin; trata-se, então, de uma boa oportunidade para recordar os conceitos de empuxo e de pressão hidrostática. É pelo
controle do empuxo, admitindo ou exaurindo a água nos tanques de lastro, que a movimentação vertical da embarcação é controlada.
Na segunda parte da atividade, preferencialmente sob condução do professor de História, é importante observar as mudanças trazi-
das pela guerra, não apenas com a criação dos dois blocos, capitalista e socialista, mas também com as mudanças no sistema capitalista
promovidas pelo New Deal. Para muitos, o fim da guerra era a oportunidade de criar um “New Deal mundial”, e o Plano Marshall parecia
indicar essa possibilidade. O crescimento econômico nos países capitalistas e a existência de uma alternativa socialista levaram a uma
generalização das práticas de distribuição de renda nos países capitalistas avançados. O capitalismo parecia evoluir para um regime mais
justo, descartando a alternativa da revolução como forma de mudança. A nova situação gerou um questionamento nos movimentos e
partidos de esquerda desses países, conforme proposto na atividade de História.
Uma reflexão sobre os conceitos de mudança e progresso (e, indiretamente, evolução e revolução) está presente na proposta de
redação, que fecha esta atividade.
A proposta de dissertação destaca uma afirmação de Bertrand Russell: “A mudança é inevitável, mas o progresso é uma questão
controversa” –, que distingue mudança e progresso, dois sentidos que, conforme se afirma na própria coletânea, estão usualmente
associados à palavra “evolução”.
Aos alunos cabe enfrentar a controvérsia: as mudanças que se verificam na natureza e, de modo especial, na história humana repre-
sentam necessariamente um progresso? Espera-se que a leitura atenta da coletânea, bem como o conjunto da atividade interdisciplinar,
levem os alunos a apreender os diversos dados e argumentos que podem ser considerados, dependendo do ponto de vista que decidam
assumir.

19
Respostas – Caderno de Exercícios 5
31. B
Unidade 15 32. D
33. A
34.B
Funções – Complementos 35. D
36. D

capítulo 1
37. A
38. B
39. B
Compondo funções 40.B

1. A
2. B
3. E
capítulo 2
4. A
5. A Invertendo funções
6. A
1. E
7. C
2. A
8. D
3. A
9. A
4. E
10. D
5. A
11. A 6. A
12. D 7. D
13. D 8. D
14. B 9. C
15. C 10. D
16. B 11. E
17. D 12. E
18. E 13. A
19. A 14. B
20.D 15. B
21. D 16. D
22.C 17. C
Respostas – Caderno de Exerc’cios

23. A 18. C
24.D 19. C
25. C 20.C
26. A 21. B
27. B 22.E
28. B 23. C
29. C 24.A
30.D 25. C

20
26. A 4. A
27. A 5. B
28. C 6. A
29. C 7. B
30.D 8. A
31. A 9. B
32. E 10. B
33. E 11. A
34.B 12. E
35. D 13. D
14. D
36. C
15. B
37. B
16. C
38. A
17. B
39. A
18. E
40.E
19. D
41. E
20.B
42.E 21. A
43.D 22.A
44.B 23. B
45.C 24.E
46.A 25. A
47. C 26. E
48. D 27. D
49. A 28. A
50.A 29. A
51. D 30.D
52. E 31. C
53. A 32. E
54.A 33.B
55.C 34.C
35. A
36. B
Unidade 16 37. C
38. A
39. D
Números complexos – Complemento 40.A

Respostas – Caderno de Exerc’cios


41. B
42.D
capítulo 1 43.A
44.A
45.A
Números complexos na forma trigonométrica 46.B
1. A 47. E
2. D 48. A
3. C 49. B

21
50.B 4. D
51. A 5. D
52. D 6. A
53. A
7. D
54.B
55.E 8. A
56.A 9. B
57. B 10. E
58. C 11. D
59. C 12. A
60.C
13. B
61. E
14. A
62. C
63.D 15. C
64.C 16. D
65.B 17. C
66.A 18. B
67. D
19. E
68. C
20.A
69. D
70. A 21. B
71. E 22.C
72. B 23. A
73. D 24.C
74. D 25. E
75. B
26. D
76. A
77. C 27. A
78. D 28. D
79. D 29. A
80.E 30.B
31. A

Unidade 17 32. C
33. D
34.D
Teoria dos números e lógica matemática 35. E
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

36. B

capítulo 1 37. B
38. C
39. C
Teoria dos números 40.E
1. C 41. B
2. D 42.B
3. D 43.C

22
44.C 28. C
45.A 29. A
46.C 30.B
47. D 31. A
48. B 32. C
49. D 33. A
50.E 34.D
51. B 35. A
36. D

capítulo 2 37. C
38. B
39. C
Introdução à lógica matemática 40.C
1. D 41. D
2. C 42.A
3. D 43.B
4. B 44.D
5. D 45.B
6. D 46.D
7. B 47. E
8. C
9. C
10. A Unidade 18
11. E
12. D
Posições, formas e medidas no espaço –
13. E Complementos
14. C
15. B
16. A
capítulo 1
17. C
18. E
Troncos
19. E

Respostas – Caderno de Exerc’cios


20.C 1. C
21. C 2. A
22.E 3. C
23. E 4. A
24.C 5. E
25. D 6. A
26. C 7. E
27. E 8. D

23
9. E 7. a
3
10. C 8. B
11. E 9. B
12. a) 36 cm2 10. E
b) 228 cm3
11. B
13. B
14. E 12. 517,5 cm3
15. A 13. D
16. D 1
14.
4
17. C 15. D
18. B
16. C
19. A
20.B 17. E
21. a) 3:5:7 18. A

b)
3 5  1 1 19. a) 8 u.c.
22
22.E b) 66p u.a.

23. C c) 2pr r 1 2 (25 2 r )  u.a.


2

24.D
25. D 20.C
26. C
21. E
4pr 3
27. V 5 ph R2 1 Rr 1 r2  2 e e h 5 8,25 cm.
3 3 22.E
Sendo re o raio da esfera.
23. B
28. E
24.38%
29. a) 21 m3
4
25. A
b) 2 m
26. C
30.a) y 5 9 dm
4 27. C

b) h 5
83
dm 28. D
8
31. 9 29. a) 32 p m3.
3
32. 7 b) 16p m3.
3
c) 8 m.
3
30.D
cap’tulo 2 31. C
Respostas Ð Caderno de Exerc’cios

32. pr2
Inscrição e circunscrição de sólidos
33. B
1. E
34.D
2. D
3. C 35. C
4. D
36. a) 9 6 u.v.
5. 34 cm 2
6. A b) 6 u.c.

24
22.C
Unidade 19 23. A
24.A
25. A
Geometria analítica – Complemento  
2 2

26.  x 2  10   1 y 2 5  8 
3 3
27. B
capítulo 1 28. a) d(P, S1) = 1; d(P, S1) 5 13
x2
b) Para y > 2: y 5 x ou y 5 2x; para y , 2: y 5 1 1.
4
29. E
Cônicas
30.D
1. A 31. A
32. Figura 1: (
2. C x 2 5) ( y 2 4) 5 1
2 2

1
3. E 25 9

4. C Figura 2:
(x 2 4)
2

1
( y 2 4) 5 1 2

4 9
5. D
2
6. E x2 1 y 5 1
Figura 3:
36 4
7. A
2
x2 1 y 5 1
8. C Figura 4:
4 16
9. C 33. B
10. C 34.A
11. B
35. C
12. a) y
80 36. C
70 37. E
60 38. C
50 39. E
40 40.C
30 41. E
20
42.B
10
43.A
0 10 20 30 40 50 60 70 80 x 44.C
b) 40 45.Figura 1:
(x 2 4)
2

2
( y 2 3) 5 1 2

9 16
c) (16, 40)
(y 2 4)
2

2
( x 1 2) 5 1 2

13. y 5 x e y 5 2x Figura 2:

Respostas – Caderno de Exercícios


1 8
14. C 2
y2
Figura 3: x 2 51
15. B 9 7
16. A Figura 4:
y2 2
2 x 51
17. C 1 3
46.B
18. D
19. C 47. B
20.B 48. E
21. B 49. B

25
50.C
51. E Unidade 20
52. 10
53. C
Estatística – Complementos
54.(21, 0) e (1, 0)
55.A
56.a) 2 2 capítulo 1
b) hipérbole
57. B
Retomando medidas de tendência central
58. Figura 1: (x 1 4)2 5 4(y 2 4)
Figura 2: (x 2 3)2 5 24(y 2 3) 1. D
Figura 3: (y 2 1)2 5 6(x 1 0,5)
2. A
Figura 4: y2 5 24x
3. D
59. A
4. C
60.B
5. D
61. (y 2 2)2 5 8(x 2 2)
6. A
62. x 5 1
7. A
63.A
2
8. D
64. (y p 2 2) 5 4(0 1 2) ⇒ y p 2 2 5 8 ⇒ y p 5 2(11 2).
9. D
65.A
10. B
66.A
11. A
67. C
12. E
68.  0,  1  13. B
4
69. B 14. A
70. B 15. B
71. A

capítulo 2
72. (22, 22) e (2, 2)
73. a) (1, 2) e (4, 8);
b) m 5 27 ou m 5 1
74. 0,2 Medidas de dispersão
75. A
1. C
76. B
2. C
77. D
Respostas – Caderno de Exercícios

3. D
78. E 4. C
79. A 5. A
80.A 6. D
81. A 7. D
82.D 8. B
83. E 9. A
84.D 10. E

26
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor A GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle
de
estudo
aula
P. 100
1
AD TM TC

aula
P. 102
2
AD TM TC

aula
P. 102
3
AD TM TC

aula
P. 104
4
AD TM TC

aula
P. 104
5
AD TM TC

aula
P. 108
6
AD TM TC

aula
P. 108
7
AD TM TC

VCHAL/SHUTTERSTOCK
aula
P. 111
8
AD TM TC

aula
P. 112
9
AD TM TC

aula
P. 112
10
AD TM TC

aula
P. 115
11
AD TM TC

aula
P. 117
12
AD TM TC

aula
P. 117
13
AD TM TC

aula
P. 121
14
AD TM TC

aula
P. 123
15
AD TM TC
aula
P. 123
16
AD TM TC

aula
P. 125
17
AD TM TC

prof.: aula
P. 125
18
AD TM TC
aula 1
Funções: uma retomada
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
Sejam A e B dois conjuntos não vazios. Uma função de A em • para cada elemento x de A, corresponde um único par (x, y)
B é um conjunto f de pares ordenados (x, y), com as seguintes em f.
condições: O conjunto A é o domínio de f, e o conjunto B é o contrado-
mínio de f. Usamos a notação f: A → B (leia-se f de A em B).
B Sendo f uma função de A em B, chamamos conjunto imagem
f de f, ou, simplesmente, imagem de f, o subconjunto de B formado
A
por todos os segundos elementos y dos pares (x, y) que pertencem
à função f.
Im
Consideremos, como exemplo, a função f: R 2 {2} → R, em
que os pares (x, y) são tais que y 5 1 1 1 . Alguns dos
(x 2 2)2

pares ordenados que pertencem a essa função são  0, 5  , (1, 2) e


 4
5
• todos os pares (x, y) do conjunto f são tais que x pertence a (3, 2). Usando a notação f(x), temos f(0) 5 , f(1) 5 2 e f(3) 5 2, e
4
A e y pertence a B; o conjunto imagem de f é {y [ R | y . 1}.

em classe
1. Dado que f(x) 5 x2 2 x 2 c, em que c é uma constante b) uma expressão que fornece x em função de y;
tal que f(4) 5 0, obtenha o valor numérico de f(24). De y 5 2x 2 1 , com x Þ 5, temos:
x25
f(4) 5 0 (x 2 5)y 5 2x 2 1
42 2 4 2 c 5 0 xy 2 5y 5 2x 2 1
12 2 c 5 0 ∴ c 5 12 xy 2 2x 5 5y 2 1
f(x) 5 x 2 2 x 2 12 x(y 2 2) 5 5y 2 1 (*)
f(24) 5 (24)2 2 (24) 2 12 5y 2 1
f(24) 5 8 Com y 2 2 Þ 0, ou seja, y Þ 2, temos x 5 .
y22
Observe que em (*), com y 5 2, temos o absurdo 0 5 9.
Matemática e suas Tecnologias

2. Considere a função real de variável real dada por c) o conjunto imagem de f.


Do item anterior, podemos concluir que para todo y, y Þ 2, existe
y 5 f(x) 5 2x 2 1. Obtenha: x, tal que f(x) 5 y.
x25
O conjunto imagem de f é dado por If 5 {y [ R | y Þ 2}.
a) o domínio de f;
y[R⇔x25Þ0∴xÞ5
Df 5 {x [ R | x Þ 5}

100
3. (Enem) Uma cisterna de 6 000 L foi esvaziada em um período de 3 h. Na primeira hora foi utilizada apenas uma bom-
H22 ba, mas nas duas horas seguintes, a fim de reduzir o tempo de esvaziamento, outra bomba foi ligada junto com a
primeira. O gráfico, formado por dois segmentos de reta, mostra o volume de água presente na cisterna, em função
do tempo.

Volume (L)
A
6 000
B
5 000

C
0
1 3 Tempo (h)

Qual é a vazão, em litro por hora, da bomba que foi ligada no início da segunda hora?
a) 1 000
b) 1 250
c c) 1 500
d) 2 000
e) 2 500
No intervalo [0, 1], o volume diminuiu 1 000 litros (de 6 000 L a 5 000 L). Portanto, na primeira hora, a vazão foi de 1 000 L/h.
5000
No intervalo [1, 3], o volume diminuiu 5 000 litros (de 5 000 L a 0 L). Portanto, nesse intervalo de duas horas, a vazão foi de L/h, ou seja,
2
2 500 L/h. Houve um aumento de 1 500 L/h.
Logo, a bomba que foi ligada no início da segunda hora tem uma vazão de 1 500 L/h.

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 5 – Unidade 15
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 15
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 1, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 1. • Faça os exercícios 4 a 7, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 e 2 da seção Rumo ao Enem.

101
aulas 2 e 3
Funções: composição
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas

Dadas duas funções f: A → B e g: B → C, dizemos que g 8 f: A → C é a função composta de g com f se, e somente se,
(g 8 f)(x) 5 g(f(x)), para todo elemento x de A.

Exemplo:
Consideremos as funções reais de variáveis reais dadas por f(x) 5 x 1 1, g(x) 5 x2, e a composta g 8 f.

f g

x f(x) g(f(x))

x x11 (x 1 1)2

3 4 16
g8f

(g 8 f)(x) 5 g(f(x)) 5 [f(x)]2 5 (x 1 1)2


• f(3) 5 3 1 1 5 4
• g(4) 5 42 5 16
• g(f(3)) 5 g(4) 5 16

em classe
1. Responda os itens a seguir:

a) A função dada por uC 5 5 ? (uF 2 32) pode ser usada para transformar graus Fahrenheit em graus Celsius. A fun-
9
ção dada por uK 5 uC 1 273 permite a transformação da escala Celsius para a escala Kelvin. Obtenha a função
composta dessas duas que permite converter graus Fahrenheit em Kelvin.

De uK 5 uC 1 273 e uC 5 5 ? (uF 2 32), temos uK 5 5 ? (uF 2 32) 1 273.


Matemática e suas Tecnologias

9 9

b) Dado que f(x) 5 5 ? (x 2 32) e g(x) 5 x 1 273, obtenha (g 8 f)(x).


9
(g 8 f)(x) 5 g(f(x))
g(...) 5 ... 1 273
g(f(x)) 5 f(x) 1 273
g(f(x)) 5 5 ? (x 2 32) 1 273
9

102
2. O gráfico a seguir foi encontrado numa página da internet Qual era o valor aproximado, em reais, de 1 peso argen-
H20 e descreve, em reais (BRL), a evolução do valor do dólar tino, às 14 horas desse dia?
americano (USD) em função do tempo no dia 12/12/2016. a) R$ 0,12
c b) R$ 0,20
3,41
c) R$ 0,30
3,40
d) R$ 1,20
3,39 e) R$ 2,00
Do peso para o dólar e do dólar para o real, temos:
3,38
1 ? 0,06 ? 3,35 5 0,201
3,37

3,36

3,35 3. Dado que f(x) 5 2x 1 3, obtenha (f 8 f)(x).


3,34 (f 8 f)(x) 5 f(f(x))
Temos f(x) 5 2x 1 3 e f(...) 5 2(...) 1 3
3,33 f(f(x)) 5 2f(x) 1 3
09h 10h 11h 12h 13h 14h 15h 16h 17h f(f(x)) 5 2(2x 1 3) 1 3
∴ (f 8 f)(x) 5 4x 1 9
Disponível em: <http://economia.uol.com.br/cotacoes/
cambio/dolar-comercial-estados-unidos/>. Acesso em: 12 dez. 2016.

Na mesma página em que encontramos o gráfico, havia


também uma calculadora conversora de moedas que
informava o valor do peso argentino (ARS) em função
do dólar americano, às 14 horas desse mesmo dia.
4. Dado que f(x) 5 2x 1 3 e f(g(x)) 5 4x2 1 11, obtenha
g(f(x)).
f(g(x)) 5 2g(x) 1 3
Conversor de moedas > De f(g(x)) 5 2g(x) 1 3 e f(g(x)) 5 4x 2 1 11, temos:
2g(x) 1 3 5 4x 2 1 11
2g(x) 5 4x 2 1 8 ⇒ g(x) 5 2x 2 1 4
Logo,
Argentina – Peso
>

g(f(x)) 5 2[f(x)]2 1 4
g(f(x)) 5 2(2x 1 3)2 1 4
∴ g(f(x)) 5 8x 2 1 24x 1 22
Estados Unidos – Dólar Americano
>

1 Converter

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em casa
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Matem‡tica
Livro-texto 5 – Unidade 15
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 15
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 2 Aula 2
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 2, cap. 1.
• Faça os exercícios 8 a 10, cap. 1. • Faça os exercícios 11 e 12, cap. 1.
Aula 3 Aula 3
• Faça os exercícios 13 a 17, cap. 1. • Faça os exercícios 18 a 22, cap. 1.
• Faça o exercício 3 da seção Rumo ao Enem.

103
aulas 4 e 5
Funções: construção de gráficos
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
Exemplo:
1. Translações verticais
y
Neste item, como nos próximos, k representa uma constante
y 5 (x 2 1) 2
positiva. 5
y 5 x2
• Se, na equação y 5 f(x), substituirmos y por y 2 k, teremos
y 2 k 5 f(x), ou seja, y 5 f(x) 1 k. Obtemos a curva y 5 f(x) 1 k y 5 (x 1 1)2
4
transladando a curva y 5 f(x) em k unidades para cima.
• Se, na equação y 5 f(x), substituirmos y por y 1 k, teremos 3
y 1 k 5 f(x), ou seja, y 5 f(x) 2 k. Obtemos a curva y 5 f(x) 2 k
transladando a curva y 5 f(x) em k unidades para baixo.
2
Exemplo:
y 1

0
5 0 x
y 5 x2 1 1 23 22 21 1 2 3

21
4
y 5 x2

3
y 5 x2 2 1
3. Dilatação e contração vertical
2
Obtemos a curva y 5 k ? f(x) tomando, para cada ponto
(a, b) da curva y 5 f(x), o ponto (a, kb). Assim, todas as ordenadas
1 (y) serão multiplicadas por k.
• Com k . 1, a curva será dilatada (alongada) verticalmente.
0
x
Exemplo:
23 22 21 0 1 2 3
y
21
2
Matemática e suas Tecnologias

1 y 5 2f(x)
y 5 f(x)
0 6
2. Translações horizontais 21 0 1 2 3 4 5 7 8 x
21
• Se, na equação y 5 f(x), substituirmos x por x 2 k, teremos
y 5 f(x 2 k). Obtemos a curva y 5 f(x 2 k) transladando a 22
curva y 5 f(x) em k unidades para a direita.
• Se, na equação y 5 f(x), substituirmos x por x 1 k, teremos
y 5 f(x 1 k). Obtemos a curva y 5 f(x 1 k) transladando a • Com 0 , k , 1, a curva será contraída (achatada) vertical-
curva y 5 f(x) em k unidades para a esquerda. mente.

104
Exemplo:
y

1 y 5 f(x)

21 0 4 5 6 y 5 1 f(x)
2
0 1 2 3 7 8 x
21

4. Dilatação e contração horizontal


a 
Obtemos a curva y 5 f(k ? x) tomando, para cada ponto (a, b) da curva y 5 f(x), o ponto  , b  . Assim, todas as abscissas (x) são
k 
multiplicadas por 1 .
k
• Com k . 1, a curva será contraída (comprimida) horizontalmente.
Exemplo:
y

1
y 5 f(x)
0 5 6 8
22 21 0 1 2 4 7 x
3
21 y 5 f(2x)

• Com 0 , k , 1, a curva será dilatada (esticada) horizontalmente.


Exemplo:
y

1
y 5 f(x)
21 0 7
0 1 2 3 4 5 8 x
6
21 y5f ) 12 x)

em classe

1. Na figura a seguir, temos o gráfico da função f, que é dada pela equação y 5 1 . Esboce na mesma figura as curvas
x
1
dadas por y 5 1 1 e y 5 1 .
x x11
y

Matem‡tica
1 4
y5
x11
3

2
y5 1 11
x
y5 1 11 1
x y5 1
25 24 23 22 21 0 x
0 1 2 3 4 5 x
21
y5 1
x11 22

105
2. No plano cartesiano xOy, as curvas dadas por y 5 f(x), 4. (UPE) No sistema cartesiano representado a seguir, têm-
H20 y 5 f(x 2 2) e y 5 f(x 2 4), com f(x) 5 x2, têm duas a duas H20 -se os gráficos das funções reais f e g.
um ponto em comum (A, B e C). O ponto D é dado pela
y
intersecção da curva de equação y 5 f(x 2 2) com o
eixo y.
f
y

0
D C 3
x

A B
g
0
0 x
Qual das igualdades representa uma relação entre as
A área, em unidades de área, do paralelogramo ABCD duas funções?
é igual a: a) g(x) 5 f(x 1 3)
a) 5,0 c c) 6,0 e) 6,4 b) g(x 2 3) 5 f(x)
b) 5,5 d) 6,2 c) g(x) 5 f(2x 2 3)
As curvas são dadas pelas equações y 5 x , y 5 (x 2 2) e y 5 (x 2 4) .
2 2 2 d) g(2x) 5 f(2x 1 3)
A(1, 1) é dado por y 5 x 2 e y 5 (x 2 2)2.
B(3, 1) é dado por y 5 (x 2 2)2 e y 5 (x 2 4)2. c e) g(3 2 x) 5 2f(x)
C(2, 4) é dado por y 5 x 2 e y 5 (x 2 4)2. Note que g é uma função par; portanto, para qualquer t, g(t) 5 g(2t).
D(0, 4) é dado por y 5 (x 2 2)2. Em particular, temos g(x 2 3) 5 g(3 2 x).
AB 5 2 (base do paralelogramo)
yD 2 yA 5 3 (altura do paralelogramo) y
Logo, a área do paralelogramo é 2 ? 3 5 6. y 5 f(x)

3. A intersecção dos gráficos das funções f e g, dadas por


3 x
f(x) 5 |x| e g(x) 5 2 2 f(x 2 2), é o segmento de reta AB.
Calcule a medida desse segmento.
y 5 2f(x)
y y 5 |x|
B y 5 g(x) y 5 g(x 2 3)
y 5 2 2 |x 2 2| Transladando a curva y 5 g(x) em 3 unidades para a direita, segue
A que g(x 2 3) 5 2f(x).
De g(x 2 3) 5 g(3 2 x), temos g(3 2 x) 5 2f(x).
x
Matemática e suas Tecnologias

Dado g(x) 5 2 2 |x 2 2|, pelo gráfico conseguimos identificar que


o segmento começa na origem dos eixos. Resta agora determinar
onde termina; para isso vamos igualar as duas equações e, com o
auxílio do gráfico, podemos retirar os módulos:
g(x) 5 f(x)
2 2 |x 2 2| 5 |x|
22x125x
2x 5 4 ∴ x 5 2
Os extremos do segmento são dados pelos pares (0, 0) e (2, 2). En-
tão o segmento AB mede 2 2 .

106
5. No gráfico a seguir, temos as parábolas de equações y 5 ax2, y 5 bx2 e y 5 cx2, sendo a, b e c constantes positivas.
y
y 5 ax2 y 5 cx2 y 5 bx2
6

1
0

25 24 23 22 21 0 1 2 3 4 5 x
21

Podemos afirmar que:


c a) a , c , b
b) a , b , c
c) b , c , a
d) b , a , c
e) c , b , a
Considerando em cada curva o ponto de abscissa 1, temos os pontos (1, a), (1, c) e (1, b).
Podemos concluir daí que a , c , b.

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 5 – Unidade 15
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 15
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 4 Aula 4
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 3, cap. 1.
• Faça os exercícios 23 e 24, cap. 1. • Faça os exercícios 25 e 26, cap. 1.
Aula 5 Aula 5
• Faça os exercícios 27 e 28, cap. 1. • Faça os exercícios 29 a 32, cap. 1.
• Faça os exercícios 4 a 6 da seção Rumo ao Enem.

107
aulas 6 e 7
Funções: injeção, sobrejeção e bijeção
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
Caso 1 Caso 2
A f B A f B
x f(x) x f(x)
a e a e a e a e
b e b g
b g b g
c e
c h d g h

d
Im 5 {e, g} Im 5 {e, g}

Caso 3 Caso 4
A f B A f B
x f(x) x f(x)
a e a e a e a e
b g b g
b g b g
c h c h
c h d h c h

d
Im 5 {e, g, h} Im 5 {e, g, h}

f: A → B é uma função injetora se, e somente se, quaisquer dois elementos distintos de A têm imagens distintas em B. Isto
é, sendo x1 e x2 elementos de A, temos x1 Þ x2 ⇒ f(x1) Þ f(x2). Em outras palavras, não há elementos distintos de A com a mesma
imagem em B. Também são usados os termos função injetiva e injeção.

Os casos 2 e 4 acima são exemplos de funções injetoras.

f: A → B é uma função sobrejetora se, e somente se, B é o conjunto imagem de f. Em outras palavras, todo elemento de B é
imagem de pelo menos um elemento de A. Também são usados os termos função sobrejetiva e sobrejeção.
Matemática e suas Tecnologias

Os casos 3 e 4 acima são exemplos de funções sobrejetoras.

f: A → B é uma função bijetora se, e somente se, ela é uma função injetora e sobrejetora. Também são usados os termos
função bijetiva e bijeção.

O caso 4 é um exemplo de uma função bijetora.


O caso 1 é um exemplo de uma função que não é injetora nem sobrejetora.

108
em classe
1. Em cada caso, classifique a função f com (4) se ela for 2. Obtenha o conjunto M, dado que f: R → M, f(x) 5 x2 2 2x 1
bijetora, com (3) se ela for sobrejetora e não injetora, 1 3 é uma função sobrejetora.
com (2) se ela for injetora e não sobrejetora e com (1) 2b , 2D  .
A parábola de equação y 5 ax 2 1 bx 1 c tem vértice V 
se ela não for injetora nem sobrejetora. Justifique cada  2a 4a 
um dos casos. A parábola de equação y 5 x 2 2 2x 1 3 tem vértice V(1, 2).

a) ( 1 ) f: R → R, f(x) 5 x2 y
4
b) ( 4 ) f: R → R, f(x) 5 x3
c) ( 2 ) f: N → N, f(x) 5 x3
d) ( 3 ) f: R → R1, f(x) 5 x2 3

e) ( 4 ) f: R1 → R1, f(x) 5 x2
a) f: R → R, f(x) 5 x 2 V
2
f não é sobrejetora, pois seu conjunto imagem é R1, e não R.
f não é injetora, pois existem elementos distintos em R com a
mesma imagem, por exemplo: 1 e 21.
Temos f(21) 5 f(1) 5 1. 1
b) f: R → R, f(x) 5 x3
f é sobrejetora, pois seu conjunto imagem é R; para todo número
real y, existe um número real x, tal que x3 5 y. 0
f é injetora, pois não existem elementos distintos em R com a 0 x
21 1 2 3
mesma imagem; sendo x1 Þ x 2, temos, em R, x13 Þ x 23.
Logo, f é uma função bijetora.
c) f: N → N, f(x) 5 x3 f é sobrejetora se, e somente se, seu contradomínio é igual a seu
f não é sobrejetora, pois seu conjunto imagem é conjunto imagem.
{0, 1, 8, 27, ..., n3, ...}, e não N. Resposta: M 5 {y [ R | y > 2}.
f é injetora, pois não existem elementos distintos em N com a
mesma imagem; sendo x1 Þ x 2, temos, em N, x13 Þ x 23.
d) f: R → R1, f(x) 5 x 2
f é sobrejetora, pois seu conjunto imagem é R1.
f não é injetora, pois existem elementos distintos em R com a
mesma imagem, por exemplo: 1 e 21. Temos f(21) 5 f(1) 5 1.
e) f: R1 → R1, f(x) 5 x 2
f é sobrejetora, pois seu conjunto imagem é R1; para todo número
real y, y > 0, existe um número real x, x > 0, tal que x 2 5 y.
f é injetora, pois não existem elementos distintos em R1 com a 3. Obtenha as constantes a e b, de modo que
mesma imagem; sendo x1 > 0, x 2 > 0 e x1 Þ x 2, temos x12 Þ x 22.
Logo, f é uma função bijetora. f: R 2 {a} → R 2 {b}, f(x) 5 3x 2 1.
x27
Com x [ R, temos 3x 2 1 [ R ⇔ x Þ 7.
x27
O domínio é R 2 {7}, com isso a 5 7.
De y 5 3x 2 1 , temos:
x27
y(x 2 7) 5 3x 2 1
xy 2 7y 5 3x 2 1
xy 2 3x 5 7y 2 1
x(y 2 3) 5 7y 2 1
Com y 5 3, temos x ? 0 5 20; não existe x que valide essa igualdade.

Matem‡tica
7y 2 1
Com y Þ 3, temos x 5 .
y23
Portanto, o conjunto imagem é R 2 {3}, logo b 5 3.
Resposta: a 5 7 e b 5 3.

109
4. Considere uma semirreta (s) com origem no ponto O e um segmento de reta AB de medida 1. Seja f uma fun-
H22 ção cujo domínio é (s) e o contradomínio é AB e que associa a cada ponto P de (s) um ponto Q de AB ,
tal que AQ 5 1 . No caso em que P ; O, temos Q ; B.
1 1 OP
d (s)
O P
1
f(P) 5 Q
11d
A Q B

Podemos concluir que:


a) o ponto A pertence ao conjunto imagem de f.
b) o ponto B não pertence ao conjunto imagem de f.
c) existem em (s) dois pontos distintos P1 e P2, tais que f(P1) 5 f(P2).
c d) f é injetora.
e) f é sobrejetora.
• O ponto A não pertence ao conjunto imagem de f, pois 1 Þ 0, para todo P, P [ (s).
1 1 OP
1 1
• Sendo P1 Þ P 2, temos OP1 Þ OP 2 e, consequentemente, Þ , ou seja, f(P1) 5 f(P 2); logo, a função é injetora.
1 1 OP1 1 1 OP2

em casa
Matemática e suas Tecnologias

Consulte:
Livro-texto 5 – Unidade 15
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 15
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 6 Aula 6
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 e 2, cap. 2.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 2. • Faça os exercícios 4 a 7, cap. 2.
Aula 7 Aula 7
• Faça os exercícios 8 a 10, cap. 2. • Faça os exercícios 11 a 14, cap. 2.

110
aula 8
Funções: exercícios
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula

Definições
• f: A → B é uma função injetora se, e somente se, quaisquer dois elementos distintos de A têm imagens distintas em B. Isto é, sendo
x1 e x2 elementos de A, temos x1 Þ x2 ⇒ f(x1) Þ f(x2).
• f: A → B é uma função sobrejetora se, e somente se, B é o conjunto imagem de f.
• f: A → B é uma função bijetora se, e somente se, ela é uma função injetora e sobrejetora.

em classe
1. Sejam A 5 {1, 2, 3, 4, 5} e B 5 {1, 2, 3, 4}. Sendo f: A → B 2. (Fuvest-SP) Uma floresta tem um milhão de árvores e
uma função, podemos afirmar corretamente que: H2 nenhuma delas tem mais de 300 mil folhas em sua copa.
É CORRETO concluir que
a) f(1) 5 1.
b) f é sobrejetora. c a) certamente existem árvores com copas de mesmo
total de folhas nessa floresta.
c c) f não é injetora.
b) somente por acaso haverá árvores com copas de
d) f pode ser bijetora.
igual total de folhas na floresta.
e) f(x) < x.
c) certamente existem árvores com menos de 300 mil
Se f fosse injetora, então todos os elementos distintos de A seriam
associados a elementos distintos de B. Nesse caso, como A tem folhas em sua copa.
5 elementos, B deveria ter, no mínimo, 5 elementos. Como B tem d) o número médio de folhas nas copas é de 150 mil.
apenas 4 elementos, podemos concluir que f não é injetora.
Observação: Sejam A e B dois conjuntos finitos e sejam n(A) e n(B), e) nada do que foi dito pode ser concluído dos dados
nessa ordem, o número de elementos de A e o número de elemen- apresentados.
tos de B. Se n(A) . n(B), então não existe uma função injetora de Seja A o conjunto {1, 2, 3, ..., 1 000 000}, representando as árvores
A em B. Em outras palavras, se f é uma função de A em B, então dessa floresta, e seja B o conjunto {0, 1, 2, ..., 300 000}. Não existe
haverá elementos distintos de A com a mesma imagem em B; exis- uma função f: A → B que seja injetora, pois o número de elementos
tirão x1 e x 2 em A, tais que x1 Þ x 2 e f(x1) 5 f(x 2). Na Matemática, de A é maior do que o número de elementos de B. Logo, existem
esse teorema é conhecido como o Princípio das Casas dos Pombos, elementos distintos em A associados a um mesmo elemento em
ou Princípio de Dirichlet. Assim, por exemplo, com um grupo de n B. Note que f pode representar perfeitamente uma função que as-
pessoas escolhidas ao acaso, só podemos garantir que, entre elas, socia a cada árvore dessa floresta o número de folhas na sua copa.
há duas que fazem aniversário no mesmo mês, se n . 12. Portanto, certamente, existem nessa floresta árvores com copas de
mesmo total de folhas.

Matem‡tica
em casa
Consulte:
Livro-texto 5 – Unidade 15
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 15
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Faça os exercícios 18 a 21, cap. 2.
• Faça os exercícios 15 a 17, cap. 2. • Faça o exercício 7 da seção Rumo ao Enem.

111
aulas 9 e 10
Funções: inversão
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas

Para toda função bijetora f: A → B, existe uma função


g: B → A, tal que, se (u, v) [ f, então (v, u) [ g. Nessas condi-
ções, g é chamada de função inversa de f e é denotada por f 21.
Portanto, se f(u) 5 v, então f 21(v) 5 u.

Note que se g é a função inversa de f, então f é a função inversa de g.

A f B A f21 B
x y x y
a e a e a e e a
b g g b
b g b g
c h h c
c h c h

Exemplo:
Vamos tomar a função f: R → R, y 5 2x 1 3. Ela, como toda função afim de R em R, é bijetora. Para obter sua inversa, basta
substituir x por y e y por x, na equação y 5 2x 1 3. Obtemos, assim, x 5 2y 1 3.
Segue que x 2 3 5 2y, ou ainda, y 5 x 2 3 . Logo, f 21(x) 5 x 2 3 .
2 2
No plano cartesiano xOy, os pares ordenados (a, b) e (b, a) correspondem a pontos simétricos em relação à reta y 5 x, bissetriz dos
quadrantes ímpares. Como isso ocorre para quaisquer valores reais de a e b, podemos concluir que o gráfico de uma função bijetora real
de variável real e o gráfico da sua inversa são curvas simétricas em relação à reta y 5 x.
Exemplo:

5
y 5 x2 (com x > 0)
Matemática e suas Tecnologias

4
y5x

y5 x
2

0
21 0 1 2 3 4 5 x

21

112
em classe
1. Aparentemente, um general romano criptografava algumas das suas mensagens usando a seguinte função bijetora.

a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z


d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z a b c

Para cifrar, cada letra (de a até w) deve ser substituída por aquela que, na ordem alfabética, vem três posições depois.
As letras x, y e z devem ser substituídas, nessa ordem, por a, b e c.
Assim, por exemplo, criptografando desse modo a palavra “tarefa”, obtemos “wduhid”. Codifique a palavra “roma”
e decodifique a palavra “crdgr”.
r → u, o → r, m → p, a → d ∴ roma → urpd
c → z, r ← o, d ← a, g ← d, r ← o ∴ crdgr ← zoado
Resposta: urpd e zoado.

2. Seja f 21 a função inversa de f. Dado que f(5) 5 12, temos:


a) f 21(5) 5 1
12
b) f 21(5) 5 5
c c) f 21(12) 5 5
d) f 21(12) 5 12
e) f 21(12) 5 1
5
Se (5, 12) [ f, então (12, 5) [ f21, logo f21(12) 5 5.

3. Supondo, em cada caso, que f seja uma função bijetora, obtenha f 21(x).
a) f(x) 5 5x 1 2
y 5 5x 1 2; trocando x por y e y por x, temos:
x 5 5y 1 2
x 2 2 5 5y
x22 5y
5
∴ f21(x) 5 x 2 2
5
b) f(x) 5 4 2 x
y 5 4 2 x; trocando x por y e y por x, temos:
x5y24
x245y
∴ f21(x) 5 x 2 4

c) f(x) 5 2x 2 3
x21
y 5 2x 2 3 ; trocando x por y e y por x, temos:

Matem‡tica
x21
2y 2 3
x5
y21
x(y 2 1) 5 2y 2 3
xy 2 x 5 2y 2 3
xy 2 2y 5 x 2 3
y(x 2 2) 5 x 2 3
Com x 5 2, não existe y, pois teríamos y ? 0 5 21.
Com x Þ 2, temos y 5 x 2 3 .
x22
∴ f21(x) 5 x 2 3 , para todo x Þ 2.
x22

113
4. A altura h no instante t de uma partícula em um movimento monitorado é dada pela equação h 5 40 2 10t 2 5t2,
H21 com 0 < h < 40, 0 < t < 2, sendo h em metros e t em segundos. Assim, dado um valor de t, podemos calcular o valor
correspondente de h, pois, com essa equação, temos h em função de t. Tratando-se de uma relação biunívoca, é
possível expressar t em função de h pela equação:
1 225 2 5h
c a) t 5 21 1
5
b) t 5 21 1 2 225 2 5h
5
c) t 5 21 1 3 225 2 5h
5
d) t 5 21 1 4 225 2 5h
5
e) t 5 21 1 225 2 5h
De h 5 40 2 10t 2 5t 2, temos:
5t 2 1 10t 1 h 2 40 5 0
D 5 100 2 4 ? 5 ? (h 2 40)
D 5 900 2 20h 5 4(225 2 5h)
210 ± 2 225 2 5h
t5
2?5
210 1 2 225 2 5h
Dado que t não pode ser negativo, temos t 5 , ou seja, t 5 −1 1 1 225 2 5h .
2?5 5

em casa
Consulte:
Livro-texto 5 – Unidade 15
Matemática e suas Tecnologias

Caderno de Exercícios 5 – Unidade 15


Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 9 Aula 9
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 3 e 4, cap. 2.
• Faça os exercícios 22 e 23, cap. 2. • Faça os exercícios 24 e 25, cap. 2.
Aula 10 Aula 10
• Faça os exercícios 26 a 28, cap. 2. • Leia o item 5, cap. 2.
• Faça os exercícios 29 a 33, cap. 2.
• Faça o exercício 8 da seção Rumo ao Enem.

114
aula 11
Funções: arccos (x)
Enem: Conhecimentos algébricos

nesta aula
A função f 21: [21, 1] → [0, p], f 21(x) 5 arccos x (leia-se arco cosseno x).
Entende-se por arccos x o arco de 0 a p cujo cosseno é x.

 21 < x < 1

y 5 arccos x ⇔  0 < y < p
 cos y 5 x

y
y 5 arccos x
p
3
y5x

1 y 5 arccos x
1

0 0 2
21 0x 1 21 0 1 3 x
p
21
21 y 5 cos x

Exemplos:
• arccos 1 5 p , pois cos p 5 1 e p [ [0, p].
2 3 3 2 3

• arccos 0 5 p , pois cos p 5 0 e p [ [0, p].


2 2 2
• arccos 21 5 p, pois cos p 5 21 e p [ [0, p].
• arccos 0 Þ 3p , pois 3p î [0, p].
2 2

Matem‡tica
Algumas identidades trigonométricas
• sen2 a 1 cos2 a 5 1
• sen (a 1 b) 5 sen a ? cos b 1 sen b ? cos a
∴ sen 2a 5 2 ? sen a ? cos a
• sen (a 2 b) 5 sen a ? cos b 2 sen b ? cos a
• cos (a 1 b) 5 cos a ? cos b 2 sen a ? sen b
∴ cos 2a 5 cos2 a 2 sen2 a
• cos (a 2 b) 5 cos a ? cos b 1 sen a ? sen b

115
em classe
1. Complete a tabela.

2 3 2 2 21 1 2 3
x 21 0 1
2 2 2 2 2 2

5p 3p 2p p p p p
arccos x p 0
6 4 3 2 3 4 6

2. Simplificando sen  arccos 12  , obtemos:


13
5
c a)
13

b) 25
13 Sendo y 5 arccos 12 , temos 0 < y < p e cos y 5 12 .
13 13
c) 5 De sen2 y 1 cos2 y 5 1 e sen y > 0, temos sen y 5
5
.
12 13

d) 25
12
( 13 )
∴ sen arccos 12 5 5
13

e) 6
13

3. Em um problema de trigonometria, Davi precisava calcular o valor de cos  2arccos 4  . Ele não sabia calcular o valor
5
H22
4
de a na igualdade cos a 5 , mas sabia que para todo valor de a se verifica a igualdade cos 2a 5 cos2 a 2 sen2 a.
5
Com alguns “passos”, Davi concluiu que cos  2arccos  é igual a:
4
 5
a) 1
25
Sendo arccos 4 5 a, temos:
5
b) 3
25 ( )
cos 2arccos 4 5 cos 2a
5
c) 6 5 cos2 a 2 sen2 a
25 5 2cos2 a 2 1
7 16
c d) 52? 21
25
25
32 25
5 2
e) 9
25 25
25 5
7
25
Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 5 – Unidade 15
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 15
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 6.1, cap. 2.
• Faça os exercícios 34 a 36, cap. 2. • Faça os exercícios 37 a 39, cap. 2.

116
aulas 12 e 13
Funções: arcsen (x) e arctg (x)
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas

1. arcsen (x)

2p p  21
A função f 21: [21, 1] →  , , f (x) 5 arcsen x (leia-se arco seno x).
 2 2 
2p p
Entende-se por arcsen x o arco de a cujo seno é x.
2 2

 21 < x < 1

 2p
y 5 arcsen x ⇔  <y < p
 2 2
 sen y 5 x

y
2
p y 5 arcsen x
2 y 5 sen x
1 1
x y 5 arcsen x

0 0
21 1
0 22 2 p 21 0 1 p 2 x
2 2
21
21
y5x 2p
2

Exemplos:
• arcsen 0 5 0, pois sen 0 5 0 e 0 [  2p , p .
 2 2 
1 p p 1 p
• arcsen 5 , pois sen 5 e [  2p , p .
2 6  2 2 

Matem‡tica
2 6 6
p p p
• arcsen 1 5 , pois sen 5 1 e [  2p , p  .
2 2 2  2 2 

• arcsen 2 2 5 2p , pois sen 2p 5 2 2 e 2p [  2p , p .


2 4 4 2 4  2 2 

• arcsen 21 5 2p , pois sen 2p 5 21 e 2p [  2p , p  .


2 2 2  2 2 
 2p , p 
• arcsen 0 Þ p, pois p î  .
 2 2 

117
2. arctg (x)

A função inversa é dada por f 21: R → A 2p , p  , f 21(x) 5 arctg x (leia-se arco tangente x).
 2 2

2p p
Entende-se por arctg x o arco entre a cuja tangente é x.
2 2
 x [R


y 5 arctg x ⇔  2p , y , p
 2 2
 tg y 5 x

y 5 tg x y5x
y
tg
2
x p
2
1 1 y 5 arctg x
y 5 arctg x 22 21 0
24 23 2p 0 1 p 2 3 4 x
0 2 2
0 21
21 1
2p
2
21 22

Exemplos:
 2p p 
• arctg 0 5 0, pois tg 0 5 0 e 0 [  , .
 2 2 

3 p p 3 p  2p , p 
• arctg 5 , pois tg 5 e [ .
3 6 6 3 6  2 2 

2p 2p 2p  2p p 
• arctg 21 5 , pois tg 5 21 e [ , .
4 4 4  2 2 

3. Mais duas identidades trigonométricas


Matemática e suas Tecnologias

tg a 1 tgb 2tg a
• tg (a 1 b) 5 ∴ tg 2a 5
1 2 tg a ? tgb 1 2 tg 2 a

tg a 2 tgb
• tg (a 2 b) 5
1 1 tg a ? tgb
p
(Lembre-se de que tg x é um número real se, e somente se, x Þ 1 h ? p, com h [ Z.)
2

118
em classe
1. Complete a tabela.

2 3 2 2 21 1 2 3
x 21 0 1
2 2 2 2 2 2

2p 2p 2p 2p p p p p
arcsen x 2 3 4 6
0
6 4 3 2

 
2. sen arcsen 3 1 arccos 5  é igual a:
 5 13 

a) 54
65

b) 57
65

c) 59
65

d) 61
65
63
c e)
65
Sendo arcsen 3 5 a e arccos 5 5 b, temos:
5 13
2p < a < p , sen a 5 3 e cos a 5 4 ;
2 2 5 5
5
0 < b < p, cos b 5 e sen b 5 12 .
13 13
Nessas condições, temos ainda:

( )
sen arcsen 3 1 arccos 5 5 sen (a 1 b)
5 13
5 sen a ? cos b 1 sen b ? cos a
3 5 12 4
5 ? 1 ?
5 13 13 5
63
5
65
3. Supondo que f seja uma função bijetora e que f(x) 5 2sen x 2 3, obtenha f 21(x).
y 5 2sen x 2 3
Em f21, temos:
x 5 2sen y 2 3
2sen y 5 x 1 3
x13
sen y 5
2
y 5 arcsen x 1 3

Matem‡tica
2
∴ f21(x) 5 arcsen x 1 3
2

4. Complete a tabela.

2 3 3
x 2 3 21 0 1 3
3 3

2p 2p 2p p p p
arctg x 3 4 6
0
6 4 3

119
5. Ao observarmos, a uma distância d, um objeto de comprimento l, disposto verticalmente a uma altura h acima
H22 do nível determinado pela linha dos olhos, enxergamos esse objeto sob um ângulo u. Nessas condições, temos
u 5 arctg 2 ld .
h 1 lh 1 d2

h
d

No caso, em que l 5 3h e d 5 4h, podemos afirmar corretamente que a tangente de u é igual a:


a) 0,4
b) 0,5
c c) 0,6
d) 0,7
e) 0,8
ld 3h ? 4h
Com l 5 3h e d 5 4h, temos 5 2 5 0,6.
h2 1 lh 1 d 2 h 1 3h2 1 16h2
u 5 arctg 0,6 ∴ tg u 5 0,6

em casa
Matemática e suas Tecnologias

Consulte:
Livro-texto 5 – Unidade 15
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 15
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 12 Aula 12
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 6.2 e 6.3, cap. 2.
• Faça os exercícios 40 e 41, cap. 2. • Faça os exercícios 42 a 44, cap. 2.
Aula 13 Aula 13
• Faça os exercícios 45 e 46, cap. 2. • Faça os exercícios 47 a 50, cap. 2.

120
aula 14
Números complexos: revisão
Enem: Conhecimentos numéricos

nesta aula
• Todo número complexo pode ser expresso na forma a 1 bi, em que a e b são números reais quaisquer e i é a unidade imaginária
(i2 5 21).
• Dois números complexos são iguais se, e somente se, eles têm a mesma parte real e a mesma parte imaginária.
• Sendo a e b números reais, o complexo de a 1 bi é o número a 2 bi. O conjugado de z é denotado por z .
• Dados os complexos v e w, com w Þ 0 temos z 5 wv se, e somente se, z ? w 5 v.
Exemplo:
6 1 8i 6 1 8i
5 ?1
2 1i 2 1i

5 6 1 8i ? 2 2 i (Note que 2 2 i é o conjugado complexo de 2 1 i.)


2 1i 2 2i

5 12 2 6i 1 16i 2 8i 2

4 2 i2
20 1 10i
5
5
5 4 1 2i

em classe
1. Dado que z 5 cos u 1 isen u, podemos afirmar correta- 2. Resolva em C: z ? (2 1 5i) 5 11 1 13i.
mente que z ? z é igual a: z 5 11 1 13i
2 1 5i
a) sen 2u 11 1 13i
z5 ? 2 2 5i
b) cos 2u 2 1 5i 2 2 5i

z 5 22 2 55i 1 26i2 2 65i


2
c c) 1 4 2 25i
d) 21
z 5 87 2 29i 5 3 2 i
29
e) 0
Resposta: {3 2 i}
z ? z 5 (cos u 1 isen u)(cos u 2 isen u)
5 cos2 u 2 i2sen2 u

Matem‡tica
5 cos2 u 1 sen2 u
51

121
3. Os números complexos podem ser identificados como pares ordenados de números reais; assim, por exemplo, pode-
H22 mos associar 2 1 3i a (2, 3). Em geral, sendo x e y números reais, associamos x 1 yi ao par (x, y). Sendo assim, qual é
o par ordenado determinado pela equação 2z 1 iz 5 5 1 4i, em C?

a) (1, 1)
b) (1, 2)
c) (2, 2)
c d) (2, 1)
e) (1, 0)
Sendo z 5 x 1 yi, com x e y reais, temos:
2(x 1 yi) 1 i(x 2 yi) 5 5 1 4i
2x 1 2yi 1xi 2 yi2 5 5 1 4i
(2x 1 y) 1 (x 1 2y)i 5 5 1 4i
 2x 1 y 5 5
∴ 
 x 1 2y 5 4

Resolvendo esse sistema, obtemos (x, y) 5 (2, 1).


Matemática e suas Tecnologias

em casa
Consulte:
Livro-texto 5 – Unidade 16
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 16
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 1, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1. • Faça os exercícios 5 a 8, cap. 1.

122
aulas 15 e 16
Números complexos: plano de Argand-Gauss e módulo
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas
• O número complexo dado por z 5 a 1 bi (com a e b reais) é representado pelo ponto (a, b) do plano complexo (plano de
Argand-Gauss).

Im
B
A

1 D
0 C
E 0 1 Re

Na figura, o ponto A(4, 3) representa o número 4 1 3i. Dizemos que A é o afixo de 4 1 3i. Desse modo, temos que B(3, 4) é afixo
de 3 1 4i, C(1, 0) é o afixo de 1, D(0, 1) é o afixo de i (5 0 1 1i) e E(21, 21) é o afixo de 21 2 i.

• Sendo z 5 a 1 bi, com a e b reais, define-se o módulo de z como sendo |z| 5 a2 1 b2 . No plano complexo, o módulo de z
corresponde à distância do seu afixo à origem.

Exemplo:

Im

24 1 3i b a 1 bi
3
a 1b2 2
5 2
1

24 0 0 1 2 a Re

Matem‡tica
|24 1 3i| 5 (24)2 1 32 5 25 5 5
• Existem infinitos números complexos com módulo igual a 5; seus afixos formam a circunferência de centro (0, 0) e raio 5.
• Existem apenas dois números reais de módulo 5: são eles 5 e 25.
• O produto de qualquer número complexo pelo seu conjugado é igual ao quadrado do seu módulo.
Exemplo:
Com z 5 3 1 4i, temos z 5 3 2 4i e z ? z 5 (3 1 4i)(3 2 4i) ou z ? z 5 33 2 42i2, ou ainda, z ? z 5 32 1 42. Note que |z|2 5 32 1 42.

123
em classe
1. Represente, no plano de Argand-Gauss, os números 3. A origem do plano de Argand-Gauss e os afixos dos
complexos a seguir e obtenha seus respectivoss módulos. H6 números z e iz, com z 5 3 1 i, determinam um triângulo
z1 5 2, z2 5 2i, z3 5 3 2 4i, z4 5 2 1 2i 3 e z5 5 23 2 3i. cuja área (em unidades de área) é igual a:

a) 2
Im
b) 3

z4 c) 4
c d) 5
z2
e) 6
1 iz 5 i(3 1 i) 5 −1 1 3i
z1 Na figura, A e B representam os afixos de z e iz.
0
Temos OA 5 3 1 1 , ou seja, OA 5 10 .
2 2
0 1 Re
OB 5 OA ∴ OB 5 10
med(AÔB) 5 90°
z5 A área do triângulo AOB é dada por 1 ? OA ? OB 5 5 (ua).
2
z3

4. Resolver em C: z 1 |z| 5 25 1 5i
|z1| 5 |2| 5 2
Sendo z 5 a 1 bi, com a e b reais, temos:
|z2| 5 |2i| 5 2
a 1 bi 1 a 1 b 5 25 1 5i
2 2
|z3| 5 |3 2 4i| 5 5
a 1 a 1 b 1 bi 5 25 1 5i
2 2
|z4| 5 |2 1 2i 3 | 5 22 1 (2 3 ) 2 5 4
a 1 a 1 b 5 25 e b 5 5
2 2
|z5| 5 |23 2 3i| 5 (23) 2 1 (23)2 5 3 2
a 1 a 1 25 5 25 (*)
2

a 2 1 25 5 25 2 a
a 1 25 5 625 2 50a 1 a2
2

50a 5 600
a 5 12 (Verifica-se que 12 é solução em (*).)
2. Sendo z 5 3 1 4i e w 5 4 1 3i, obtenha |z|, |w| e |z 1 w|. z 5 12 1 5i
|z| 5 |3 1 4i| 5 3 2 1 4 2 5 5 Resposta: {12 1 5i}
|w| 5 |4 1 3i| 5 4 2 1 3 2 5 5
|z 1 w| 5 |3 1 4i 1 4 1 3i| 5 |7 1 7i| 5 7 2 1 7 2 5 7 2
Note que, nesse caso, |z 1 w| , |z| 1 |w|
De modo geral, temos: |z 1 w| < |z| 1 |w|

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 5 – Unidade 16
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 16
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 15 Aula 15
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 2, cap. 1.
• Faça os exercícios 9 e 10, cap. 1. • Faça os exercícios 11 a 15, cap. 1.
Aula 16 Aula 16
• Faça os exercícios 16 a 18, cap. 1. • Leia os itens 3 e 4, cap. 1.
• Faça os exercícios 19 a 23, cap. 1.

124
aulas 17 e 18
Números complexos: argumento e forma trigonométrica
Enem: Conhecimentos algébricos

nestas aulas

Seja z 5 a 1 bi, em que a e b são números reais, não ambos nulos. Sendo r 5 |z|, temos r 5 a2 1 b2 ; note que r . 0, pois z Þ 0.

Im

Chamamos argumento de z o número real u, com


b P  a
 cos u 5 r
r

0 < u , 2p, tal que  e .

 sen u 5 b
u  r

O a Re

Exemplo:

Com z 5 3 1 i, temos:

( 3)
2
Im • r2 5 1 12 5 4 ∴ r 5 2

1

 cos u 5 3
 2
• 0 < u , 2p e  e ⇒ u5 p
r  6
 sen  u 5 1
 2
u
Nas condições acima, temos a 5 r ? cos u e b 5 r ? sen u.
O 3
Assim, sendo z 5 a 1 bi, então:
Re

Matem‡tica
z 5 r ? cos u 1 i ? r ? sen u, ou ainda, z 5 r(cos u 1 i ? sen u).

Todo número complexo não nulo z pode ser expresso na forma r(cos u 1 i ? sen u), em que r e u são, nessa ordem, o módulo
e o argumento de z.

Exemplo:

A forma trigonométrica de 3 1 i é 2  cos p 1 i ? sen p  , ou de modo abreviado, 2cis p .


 6 6 6

125
em classe
1. Em cada caso, obtenha o módulo r e o argumento u de z. d) z 5 2i

a) z 5 12 Im

Im

0
0 12 Re
0
0 Re
r 5 12, u 5 0
(Observação: todo número positivo tem argumento 0.)

21

b) z 5 212 r 5 1, u 5 3p
2
Im (Observação: todo número da forma bi, com b , 0, tem )
( argumento 3p .)
2

0
212 0 Re

r 5 12, u 5 p
(Observação: todo número negativo tem argumento p.)

3
e) z 5 1i1
2 2
c) z 5 10i
Im
Im

1
10 2

0
0 3 Re
2

0
Matemática e suas Tecnologias

0 Re r 5 1, u 5 p
6

r 5 10, u 5 p
2
(Observação: todo número da forma bi, com b . 0, tem )
argumento p .)
2

126
f) z 5 1 1 i 2. A figura representa um pentágono regular com centro
Im H22 na origem do plano de Argand-Gauss. Podemos afirmar
corretamente que a soma dos argumentos dos cinco
números complexos cujos afixos são os vértices do pen-
1
tágono é:

Im

0
0 1 Re

0
r 5 2, u 5 p 0 Re
4

g) z 5 21 1 i

Im
a) 3p
1
c b) 4p
c) 5p
d) 6p
2
e) 7p
0 Sendo o pentágono regular, seus vértices dividem a circunferência
21 0 Re circunscrita em 5 partes iguais; são determinados 5 arcos de 2p ra-
5
dianos. O vértice que pertence ao eixo das abscissas representa um
número complexo de argumento igual a 0. Os demais argumentos
3p são dados por 1 ? 2p , 2 ? 2p , 3 ? 2p e 4 ? 2p . Então a soma dos 5
r 5 2, u 5
4 5 5 5 5
argumentos é dado por (0 1 1 1 2 1 3 1 4) ? 2p , que é igual a 4p.
5

h) z 5 21 2 i

Im

3. Complete a tabela a seguir.

0 Forma algébrica Forma trigonométrica


21 0 Re
5 5(cos 0 1 i sen 0)

( p p
)
Matem‡tica
2 3 1i 2 cos 1 isen
6 6

21
11i 4 (
2 cos p 1 isen p
4 )

r 5 2, u 5
5p
3i (
3 cos p 1 isen p
2 2 )
4

21 1 i 3 (
2 cos 2p 1 isen 2p
3 3 )
2 2 2i 4(
2 2 cos 7p 1 isen 7p
4 )

127
4. A figura representa um hexágono regular inscrito na circunferência de raio 2 e centro na origem do plano de Argand-
H22 -Gauss. Os vértices desse hexágono são os afixos de seis números complexos. Sendo h uma variável inteira, tal que
0 < h < 5, qual das expressões a seguir fornece esses números?

Im

0
0 Re

a) cos h ? p 1 isen h ? p
3 3
 p p
c b) 2 cos h ? 3 1 isen h ? 3 
 
 
c) 4 cos h ? p 1 isen h ? p 
 3 3
 
d) 2 cos h ? p 1 isen h ? p 
 6 6
 
e) 2 cos h ? 2p 1 isen h ? 2p 
 3 3 
Como todos os vértices distam 2 unidades da origem, os 6 números complexos têm módulo 2. Suas formas trigonométricas são da forma
2(cos u 1 isen u). Como o hexágono é regular e um dos seus vértices pertence ao eixo das abscissas, podemos concluir que os valores de u são

{
dados pelos elementos do conjunto 0,
2p , p, 4 p , 5 p
3 3 3 } (
. Logo, os números complexos são dados pela expressão 2 cos h ? p 1 i ? sen h ? p ,
3 3 )
com h [ {0, 1, 2, 3, 4, 5}.

em casa
Matemática e suas Tecnologias

Consulte:
Livro-texto 5 – Unidade 16
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 16
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 17 Aula 17
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 5, cap. 1.
• Faça os exercícios 24 a 26, cap. 1. • Faça os exercícios 27 a 30, cap. 1.
Aula 18 Aula 18
• Faça os exercícios 31 e 32, cap. 1. • Faça os exercícios 33 a 35, cap. 1.

128
rumo ao

Enem
Substância A

Nível
1. (Enem) Atualmente existem diversas locadoras de veí-
H25 culos, permitindo uma concorrência saudável para o
Substância B
mercado, fazendo com que os preços se tornem aces-
síveis. Nas locadoras P e Q, o valor da diária de seus 0 24 Tempo (h)
carros depende da distância percorrida, conforme
o gráfico. Considere que o padrão apresentado no resultado do
exame, no período analisado, se repita para os dias
Valor da
diária (R$) subsequentes.
O valor do parâmetro estabelecido pelo nutricionista,
160 P
para uma dieta semanal, será igual a
140 Q a) 28. b) 21. c) 2. d) 7. c e) 14.
120 3. (Modelo Enem) Uma empresa verificou que o número de
100 H17 interessados I em conhecer seus serviços, em função do
valor gasto n, em milhares de reais, com propaganda é
80
dado por
60
I(n) 5 2n 1 500
40
Por sua vez, o faturamento F, em milhares de reais, em
20 função do número de pessoas que se interessam em
conhecer seus serviços é dado por
0 20 40 60 80 100 120 140 160 F(l) 5 32 ? l
Distância percorrida (km)
Nestas condições a função que nos fornece o fatura-
Disponível em: www.sempretops.com. Acesso em: 7 ago. 2010 mento em função do gasto em propaganda, em mi-
lhares de reais, é
O valor pago na locadora Q é menor ou igual àquele a) l 8 F c) F 8 F e) l 8 F 8 F
pago na locadora P para distâncias, em quilômetros,
b) l 8 l c d) F 8 l
presentes em qual(is) intervalo(s)?
a) De 20 a 100.
4. (Modelo Enem) Devido ao fenômeno do aquecimento
H23 global, a temperatura média no planeta tem aumenta-
b) De 80 a 130. do 0,3 oC por década.
c) De 100 a 160.
João tinha disponível o gráfico da função que fornecia
c d) De 0 a 20 e de 100 a 160. a temperatura média em graus Celsius de certa região
e) De 40 a 80 e de 130 a 160. 20 anos atrás.

2. (Enem) Em um exame, foi feito o monitoramento dos Para fazer o gráfico da temperatura média atual dessa

Rumo ao Enem
níveis de duas substâncias presentes (A e B) na cor- região, em graus Celsius, ele pode
H20
rente sanguínea de uma pessoa, durante um período a) repetir o gráfico de 20 anos atrás.
de 24 h, conforme o resultado apresentado na figura. b) deslocar o gráfico de 20 anos atrás verticalmente em
Um nutricionista, no intuito de prescrever uma dieta 0,3 para cima.
para essa pessoa, analisou os níveis dessas substân-
c c) deslocar o gráfico de 20 anos atrás verticalmente em
cias, determinando que, para uma dieta semanal
0,6 para cima.
eficaz, deverá ser estabelecido um parâmetro cujo
valor será dado pelo número de vezes em que os d) deslocar o gráfico de 20 anos atrás verticalmente em
níveis de A e de B forem iguais, porém, maiores que 0,6 para baixo.
o nível mínimo da substância A durante o período de e) deslocar o gráfico de 20 anos atrás verticalmente em
duração da dieta. 0,3 para baixo.

129
5. (Enem) Um investidor inicia um dia com x ações de uma Investidor Hora da compra Hora da venda
H25 empresa. No decorrer desse dia, ele efetua apenas dois
1 10:00 15:00
tipos de operações, comprar ou vender ações. Para
realizar essas operações, ele segue estes critérios: 2 10:00 17:00

3 13:00 15:00
I. vende metade das ações que possui, assim que seu
valor fica acima do valor ideal (Vi ); 4 15:00 16:00

II. compra a mesma quantidade de ações que possui, 5 16:00 17:00


assim que seu valor fica abaixo do valor mínimo (Vm );

III. vende todas as ações que possui, quando seu valor Com relação ao capital adquirido na compra e venda
fica acima do valor ótimo (Vo ). das ações, qual investidor fez o melhor negócio?

O gráfico apresenta o período de operações e a va- c a) 1 d) 4


riação do valor de cada ação, em reais, no decorrer b) 2 e) 5
daquele dia e a indicação dos valores ideal, mínimo c) 3
e ótimo.
7. (Modelo Enem) Em física, muitas vezes usamos funções
H17 para representar fenômenos e, a partir das propriedades
Valor da
ação (R$) matemáticas, obtemos conclusões e fazemos previsões
Vo sobre eles. Considere os três fenômenos e as descrições
das funções que os representam.
Vi
I. Um objeto se deslocando a velocidade constante em
uma trajetória e a função que nos fornece o espaço
Vm
ocupado pelo objeto em função do tempo.
II. O fenômeno das marés e a função que descreve o
10 11 12 13 14 15 16 17 Tempo (hora)
nível do mar ao longo do tempo.
III. O aquecimento global e a função que nos fornece
Quantas operações o investidor fez naquele dia? a temperatura média ao longo do ano.
a) 3 A(s) situação(ões) que certamente pode(m) ser descri-
ta(s) por meio de uma função injetora é (são)
c b) 4
c) 5 c a) I d) I e II
b) II e) I e III
d) 6
c) III
e) 7
8. (Modelo Enem) Para saber a temperatura em graus
6. (Enem) O gráfico fornece os valores das ações da em-
H23 Celsius, C, a partir da temperatura medida em graus
H20 presa XPN, no período das 10 às 17 horas, num dia em
Fahrenheit, F, usamos a expressão
que elas oscilaram acentuadamente em curtos interva-
los de tempo. C 5 5 (F 2 32)
9
Valor da ação
(em reais) Nessas condições, a expressão que fornece a tempe-
460 ratura em graus Fahrenheit a partir da temperatura em
Rumo ao Enem

380 graus Celsius é dada por:


330
280 a) F 5 5 (C 2 32)
9
200
150
b) F 5 9 C 2 32
100 5

0 10 11 12 13 14 15 16 17 Tempo (em horas) c) F 5 9 (C 2 32)


5
9 C 1 32
Neste dia, cinco investidores compraram e venderam o c d) F 5
5
mesmo volume de ações, porém em horários diferentes,
5C
de acordo com a seguinte tabela. e) F =
9

130
Matemática
Antonio Carlos ROSSO Junior

Setor B GLENN Albert Jacques van Amson


Roberto Teixeira Cardoso (ROBBY)

Índice-controle

WESTEND61/GETTY IMAGES
de
estudo
aula
P. 132
1
AD TM TC

aula
P. 132
2
AD TM TC

aula
P. 135
3
AD TM TC

aula
P. 135
4
AD TM TC

aula
P. 139
5
AD TM TC

aula
P. 139
6
AD TM TC

aula
P. 143
7
AD TM TC

aula
P. 143
8
AD TM TC

aula
P. 146
9
AD TM TC

aula
P. 146
10
AD TM TC

aula
P. 148
11
AD TM TC

aula
P. 148
12
AD TM TC

prof.:
aulas 1 e 2
Tronco de pirâmide
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas
• Área total (AT): AT 5 AB 1 AL
1. Pirâmide regular
• Volume (V): V 5 1 ? AB ? h
V 3

2. Tronco de pirâmide regular


V

h ap

C Bn B3
O ab B1
A B B2
,
h
An
• h: medida da altura A3
• ab: medida do apótema da base
• ap: medida do apótema da pirâmide A1 A2

• ,: medida da aresta da base • Definição: É chamado tronco de pirâmide o sólido


• n: número de lados da base A1A2...AnB1B2...Bn obtido a partir de uma secção transversal
B1B2...Bn paralela à base da pirâmide VA1A2...An.
• AB: área da base
• Área lateral: AL 5 n ? AF (em que n é o número de lados e
• a2p 5 ab2 1 h2 AF é a área de uma face)
, ⋅ ap
• Área de uma face (AF): AF 5 • Área total: AT 5 AB 1 Ab 1 AL (em que AB e Ab são as áreas
2 das bases)
, ? ap
• Área lateral (AL): AL 5 n ? AF 5 n ? • Volume do tronco: VTronco = h  AB + AB A b +  A b 
2 3

em classe
1. Considere um tronco de pirâmide regular de base hexa- a) a área da base maior;
Matemática e suas Tecnologias

gonal. Sabendo que a aresta da base maior do tronco Note inicialmente que, como se trata de um tronco de pirâmide
mede 20 cm, a aresta da base menor mede 12 cm e regular, as bases são hexágonos regulares.
sua altura mede 6 cm, calcule: Assim:
A área A B da base maior, em cm², é:
12
20 2 ? 3
AB 5 6 ? 5 600 3
4
A B 5 600 3 cm²

20

132
b) a área da base menor; e) a área lateral do tronco;
A área A b da base menor, em cm2, é: Como as seis faces laterais são idênticas, a área lateral A L é:
122 ? 3 A L 5 6 ? 32 21 5 192 21
Ab 5 6 ? 5 216 3
4 A L 5 192 21 cm2
A b 5 216 3 cm2

f) a área total do tronco.


A T 5 A L 1 A B 1 A b 5 192 21 1 600 3 1 216 3 5
(
5 192 21 1 816 3 5 48 3 4 7 1 17 )
c) a medida de uma aresta lateral; (
AT 5 48 3 4 7 1 17 cm2 )
Sendo x cm a medida de uma aresta lateral, temos:

6 12
x 12
x
6 6
20 8
(Fora de escala.) 20
2. (UFG-GO) Pretende-se instalar, em uma via de tráfego in-
x2 5 62 1 82 tenso, um redutor de velocidade formado por 14 blocos
H14
x 5 10 cm idênticos em forma de tronco de pirâmide. Cada tronco
de pirâmide é obtido a partir de uma pirâmide de base
retangular após seccioná-la por um plano paralelo à
2
base e distante do vértice da altura da pirâmide. Ao
3
término da instalação, a face superior (base menor) de
cada tronco de pirâmide será pintada com tinta ama-
rela. Cada litro de tinta custa R$ 10,00, sendo suficiente
para pintar 10 m2.

Sabendo-se que a área da base maior de cada tronco


d) a área de uma face lateral;
de pirâmide utilizado na construção do redutor é de
Cada face lateral do tronco é um trapézio isósceles cujas bases
630 cm², calcule o custo da tinta amarela utilizada.
são as arestas das bases do tronco e os lados são arestas laterais.
Sendo:
12 • A b: área da base menor de cada tronco de pirâmide, em cm2;
• H: altura da pirâmide a partir da qual é obtido o tronco, em cm.
10 t 10 Como a área da base maior é 630 cm2 e a distância do vértice da pirâ-
mide à base menor do tronco é 2 H, da semelhança entre a pirâmide
3
4 original e a pirâmide obtida retirando-se o tronco, temos:
20
 2 
2

 H

Matem‡tica
Ab
10 5 t 1 4 ⇒ t 5 2 21
2 2 2
5  3  ⇒ A b 5 280
630  H 
Assim, a área A F de uma face é
Ou seja, A b 5 0,028 m2.
(20 1 12) ? 2 21
AF 5 5 32 21 Assim, o valor gasto, em reais, para pintar as faces superiores dos
2
A F 5 32 21 cm 2 14 blocos será: 1 ? 14 ? 0,028 < 0,39.

133
3. (UFPB) As rapaduras, fabricadas no Engenho JB, têm a 4. Carlos precisa construir um recipiente com formato de
H12 forma de um tronco de pirâmide quadrangular regular H13 tronco de pirâmide de bases paralelas e quadradas,
ABCDEFGH, conforme ilustra a figura a seguir. cuja capacidade seja de 63 litros.
V Além disso, ele recebeu as seguintes especificações:
• a razão entre as áreas das bases maior e menor deve
ser 4;
• a medida da altura do tronco deve ser igual à da
aresta da base menor.
E H
Com essas especificações é possível Carlos construir este
D recipiente? Caso seja possível, determine a medida da
F C
G aresta da base menor e, caso não seja possível, explique
o motivo.
A
B Sendo x a medida da aresta da base menor, em dm, devemos ter:
• área da base menor: x 2 dm2 • altura: x dm
Sabendo-se que os segmentos AB e EF medem, respec- • área da base maior: 4x dm 2 2
• volume: 63 dm3
tivamente, 15 cm e 12 cm, e que a altura da pirâmide Da relação que fornece o volume do tronco, em função das áreas das
VABCD mede 20 cm, o volume de cada rapadura, em bases menor e maior, e da altura do tronco, vem:
cm3, é igual a:
63 5 x 4x 2 1 4x 2 ? x 2 1 x 2 
a) 2 304 3

b) 1 500 189 5 x 4x 2 1 2x 2 1 x 2  5 7x3

c) 768 x3 5 27 ⇒ x 5 3
Note que foi possível determinar o valor de x para o qual o tronco
c d) 732
satisfaz todas as especificações.
e) 500 Portanto, é possível construir o recipiente e a medida da aresta da
Como as pirâmides VABCD e VEFGH são semelhantes,
base menor deve ser 3 dm.
temos:

( 1512 )
3
VVEFGH V
5 ⇒ 64 5 VEFGH
VVABCD 125 VVABCD

∴ VVEFGH 5 64 VVABCD
125
Além disso, VVABCD 5 1 ? 15 2 ? 20 5 1500
3
64 64
Assim, VVEFGH 5 VVABCD ⇒ VVEFGH 5 ? 1500 5 768
125 125
3
Desse modo, o volume V, em cm , de cada rapadura é:
V 5 1 500 2 768 5 732

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 5 – Unidade 18
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 18
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 1 Aula 1
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 3, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 1. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 1.
Aula 2 Aula 2
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 1. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 1.
• Faça os exercícios 1 e 2 da seção Rumo ao Enem.

134
aulas 3 e 4
Tronco de cone
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas

1. Cone circular reto

g h

• r: medida do raio da base


• h: altura
• g: medida da geratriz
• g2 5 r2 1 h2
• Área lateral (AL): AL 5 prg
• Área total (AT): AT 5 AL 1 AB
• Volume (V): V 5 1 ? pr2 ? h
3

2. Tronco de cone circular reto

Matem‡tica
r
h

• Definição: É o sólido obtido a partir de um cone e delimitado por sua base e por uma secção transversal desse cone.
• Área da superfície lateral do tronco (AL): é dada pela diferença entre a área lateral do cone original e a área lateral do cone menor,
obtido a partir da secção transversal.
• Área total: AT 5 AB 1 Ab 1 AL (em que AB e Ab são as áreas das bases)
• Volume do tronco: VTronco 5 ph R 2 1 Rr 1 r 2 
3

135
em classe
1. Considerando um tronco de cone circular reto cujos 2. Uma indústria fabrica copos de plástico com o formato
raios das bases medem 6 cm e 4 cm e a altura mede H12 de tronco de cone circular reto conforme a figura a
2 cm, calcule: seguir.

a) a área da base maior;

NIKOLA SPASENOSKI/SHUTTERSTOCK
A área A B da base maior, em cm2, é:
AB 5 p ? 62 5 36p

b) a área da base menor;


A área A b da base menor, em cm2, é:
A b 5 p ? 42 5 16p

c) a área lateral;
A área lateral do tronco de cone é dada pela diferença entre a área
Considerando p < 3, qual é a capacidade, em mL, des-
lateral do cone que dá origem ao tronco e a área lateral do cone
se copo?
menor (obtido pela retirada do tronco).
• 1o modo: Utilizando a fórmula para o cálculo do volume do tronco
V p?6 2
VTronco 5  4 1 4 ? 3 1 32  5 2p (16 1 12 1 9 ) 5 74p cm3
3 
ou seja, V Tronco 5 74p mL
g • 2o modo: Sem o uso da fórmula para o cálculo do volume do tronco
h
G Na figura a seguir o tronco de cone representa o copo e o cone
4 maior da origem a esse tronco.

2 4

6
6
Da semelhança de triângulos, temos: 3
h 5 4 ⇒ 3h 5 2h 1 4 ⇒ h 5 4
h12 6
h
Desse modo, a altura do cone menor é 4 cm e a altura do cone
maior é 6 cm.
• Geratriz do cone maior: G2 5 62 1 62 ∴ G 5 6 2 cm
• Geratriz do cone menor: g2 5 42 1 42 ∴ g 5 4 2 cm Da semelhança de triângulos, vem:
3 5 h ⇒ 3h 1 18 5 4h ⇒ h 5 18
Assim, a área lateral do tronco é:
Matemática e suas Tecnologias

4 h16
AL 5 p ? 6 ? 6 2 2 p ? 4 ? 4 2 Assim, temos:
AL 5 36p 2 2 16p 2 1
• Volume do cone maior: Vmaior 5 ? p ? 42 ? 24 5 128p cm3
3
AL 5 20p 2 cm2
1
• Volume do cone menor: Vmenor 5 ? p ? 32 ? 18 5 54p cm3
3
d) a área total; • Volume do tronco: Vtronco 5 128p 2 54p 5 74p cm3
A T 5 AL 1 AB 1 A b 5 20p 2 1 36p 1 16p 5 20p 2 1 52p Adotando p < 3 e lembrando que 1 cm3 equivale a 1 mL, a capaci-
(
A T 5 4p 5 2 1 13 cm2) dade do copo é de 222 mL.

136
3. (UFF-RJ) 4. (Vunesp) A imagem mostra uma taça e um copo.
H13 Populariza-se, na região da seca no nordeste do Brasil, H14 A forma da taça é, aproximadamente, de um cilindro
a construção de cisternas que armazenam as águas das de altura e raio medindo R e de um tronco de cone de
chuvas. Uma vez tratada, a água abastecerá as famílias altura R e raios das bases medindo R e r. A forma
que ali vivem. do copo é, aproximadamente, de um tronco de cone
(Texto adaptado de Discutindo Geografia. Ano 1, n. 3. 2005)
de altura 3R e raios das bases medindo R e 2r.

Considere os três recipientes a seguir que podem ser

REPRODUÇÃO/UNESP 2014
usados para carregar água das cisternas.
• O recipiente I tem a forma de um cilindro circular reto,
de raio da base igual a L e altura igual a 2L.
• O recipiente II tem a forma de um tronco de cone
com raio da base maior ou igual a 2L, raio da base
menor ou igual a L e altura igual a L.
• O recipiente III tem a forma de um paralelepípedo de
base quadrada de lado igual a L e altura igual a 2L.

2L

2L 2L
L

L
L L L

Recipiente I Recipiente II Recipiente III


Sabendo que o volume de um tronco de cone de altura
1
(
h e raios das bases B e b é ? p ? h ? B2 1 B ? b 1 b2
3 )
Considerando V1, V2 e V3 os volumes dos recipientes I, II e dado que 65 < 8 determine o raio aproximado da
e III, respectivamente, pode-se afirmar que: base do copo, em função de R, para que a capacidade
a) VI . VII . VIII da taça seja 2 da capacidade do copo.
3
b) VI . VIII . VII
? p ? R ? (R2 1 R ? r 1 r 2 )
1
VTaça 5 p ? R2 ? R 1
c c) VII . VI . VIII 3
4pR 3
pR r
2
pRr 2
VTaça 5 1 1
d) VII . VIII . VI 3 3 3
1
VCopo 5 ? p ? 3R ? R2 1 R ? 2r 1 ( 2r ) 
2
e) VIII . VI . VII 3
• Volume do recipiente I: VI 5 p ? L 2 ? 2L 5 2pL 3 VCopo 5 pR 1 2pR r 1 4pRr
3 2 2

• Volume do recipiente II: Foi dado que VTaça 5 2 VCopo , então:


p?L 7 3
VII 5 ?  4L2 1 2L ? L 1 L2  5 pL3
4pR3 pR2r pRr 2
5 ? ( pR3 1 2pR2r 1 4pRr 2 )
3 3 2
1 1
• Volume do recipiente III: VIII 5 L ? L ? 2L 5 2L 3 3 3 3 3
Assim, VII . VI . VIII. 4pR3 1 pR2r 1 pRr 2 5 2pR3 1 4pR2r 1 8pRr 2
∴ 7Rr 2 1 3R2r 2 2R3 5 0
∆ 5 (3R2 ) 2 4 (7R) ? (22R3 )
2

∆ 5 65R4

Matem‡tica
Foi dado que 65 < 8, logo:
11R
r1 5 2 (não convém)
23R2 ± 65R4 23R2 ± 8R2 14
r 5 5
2 ? 7R 14R r2 5
5R
14
5R
Portanto, o raio da base do copo é .
7

137
5. (Vunesp) Numa região muito pobre e com escassez de água, uma família usa para tomar banho um chuveiro manual,
H14 cujo reservatório de água tem o formato de um cilindro circular reto de 30 cm de altura e base com 12 cm de raio,
seguido de um tronco de cone reto cujas bases são círculos paralelos, de raios medindo 12 cm e 6 cm respectiva-
mente, e altura 10 cm, como mostrado na figura.

30 cm

12 cm D

10 cm

6 cm

Por outro lado, numa praça de uma certa cidade há uma torneira com um gotejamento que provoca um desper-
dício de 46,44 litros de água por dia. Considerando a aproximação p 5 3, determine quantos dias de gotejamento
são necessários para que a quantidade de água desperdiçada seja igual à usada para 6 banhos, ou seja, encher
completamente 6 vezes aquele chuveiro manual.
A 12
Dado: 1 000 cm3 5 1 litro.
Considere a figura, cotada em cm, contendo as informações do enunciado:
Como os triângulos VCE e VBD são semelhantes, temos:
a 30
5 6 ⇒ a 5 10 e VB 5 20
a 1 10 12
O volume V do reservatório de água, em cm³, pode ser obtido somando-se os volumes do cilindro e do tronco.
B 12 D
Logo, V 5 p ? 122 ? 30 1  1 ? p ? 122 ? 20 2 1 ? p ? 62 ? 10
3 3 
Adotando p 5 3, temos: 10
  6
V 5 3 ? 122 ? 30 1  1 ? 3 ? 122 ? 20 2 1 ? 3 ? 62 ? 10  C
3 3  E
V 5 12960 1 ( 2880 2 360 ) ⇒ V 5 15 480 cm3 5 15,48 L a
6 ? 15,48
Sendo n o número de dias pedido, temos n 5 , ou seja, n 5 2. V
46,44

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 5 – Unidade 18
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 18
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 3 Aula 3
• Leia o resumo de aula. • Leia o item 4, cap. 1.
• Faça os exercícios 15 a 18, cap. 1. • Faça os exercícios 19 a 21, cap. 1.
Aula 4 Aula 4
• Faça os exercícios 22 a 25, cap. 1. • Faça os exercícios 26 a 28, cap. 1.
• Faça os exercícios 3 e 4 da seção Rumo ao Enem.

138
aulas 5 e 6
Inscrição e circunscrição de sólidos (1)
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas

1. Cilindro inscrito em prisma 4. Cubo inscrito em octaedro regular


Considere um cilindro inscrito em um prisma: Considere um cubo inscrito em um octaedro:
r

• Os dois sólidos têm a mesma altura.


• A superfície lateral do cilindro tangencia todas as faces laterais • A medida da aresta do cubo é igual à distância entre os ba-
do prisma. ricentros de duas faces adjacentes.

2. Prisma inscrito em cilindro 5. Cone inscrito em cilindro


Considere um prisma inscrito em um cilindro: Considere um cone inscrito em um cilindro:

• Os dois sólidos têm a mesma altura. • Os dois sólidos têm a mesma altura.
• A base do cilindro é a circunferência circunscrita ao polígono • A base do cone coincide com uma das bases do cilindro e seu
que representa a base do prisma. vértice é o centro da outra base.

3. Octaedro regular inscrito em cubo 6. Cilindro inscrito em cone

Matem‡tica
Considere um octaedro inscrito em um cubo: Considere um cilindro inscrito em um cone:

• A medida da diagonal do octaedro é igual à medida da aresta


do cubo. • Uma base do cilindro está contida na base do cone.

139
em classe
1. Para a exposição de um diamante especial cujo formato 2. (Uerj) Uma embalagem em forma de prisma octogonal
H13 é o de um octaedro regular com aresta medindo 2 cm, H12 regular contém uma pizza circular que tangencia as
será fabricada uma caixa em um material transparente faces do prisma.
à prova de balas que custa R$ 0,50 o cm2.

REPRODUÇÃO/UERJ 2010
Qual é o menor valor gasto para fabricar a caixa?
O menor custo ocorre quando o cubo é o menor possível, e isso
acontece quando o octaedro está inscrito no cubo.
Sendo , cm a medida da aresta do cubo, temos a figura a seguir.

Q P

Desprezando a espessura da pizza e do material usado


, na embalagem, a razão entre a medida do raio da pizza
T e a medida da aresta da base do prisma é igual a:

a) 2 2

Do triângulo PQT, temos:


b) 3 2
ø 4
Q 2 P 2 11
c c)
2

ø
d) 2 ( )
2 21
2 2 Na figura a seguir os vértices do octógono regular que representa
a base da caixa estão sobre os lados do quadrado. Sendo L cm a
medida da aresta da base do prisma e R cm a medida do raio da
T pizza, temos:

() ()
2 2 L
, ,
1 5 22 ⇒ , 5 2 2 2
2 2

( ) x 45°
2
Assim, a área total AT do cubo será: AT 5 6 ? 2 2 5 48 cm2. L
R
Portanto, o menor custo do material para fabricar a caixa será
R$ 24,00.
R

Da figura, vem:
x L 2
• cos 45 5 ⇒ x 5
o
Matemática e suas Tecnologias

L 2
x 1 L 5R

2
Assim:
L 2 L
1 5R ⇒
L ( 2 11 ) 5R
2 2 2
R 2 11
∴ 5
L 2

140
3. (Fuvest-SP) Um cone circular reto está inscrito em um paralelepípedo reto retângulo, de base quadrada, como mostra
b 3
a figura. A razão entre as dimensões do paralelepípedo é e o volume do cone é p.
a 2
Então, o comprimento g da geratriz do cone é

a
a

a) 5.
b) 6.
c) 7.
c d) 10.
e) 11.
Do enunciado, temos:

a
a

a
2

Volume do cone:
2
1 π ?  a  ? b 5 π
3  2
∴ a2 ? b 5 12 (I)
Como b 5 3 , então, b 5 3 a. Substituindo em (I), vem:
a 2 2
3

Matem‡tica
a2 ? a 5 12 ⇒ a 5 2
2
Logo, a 5 2 e b 5 3.
A medida g da geratriz é tal que:
2
 a
g2 5   1 b2
 2
g2 5 12 1 32 ⇒ g 5 10

141
4. (Unifesp) A figura representa um lápis novo e sua parte apontada, sendo que D, o diâmetro do lápis, mede 10 mm;
H12 d, o diâmetro do grafite, mede 2 mm e h, a altura do cilindro reto que representa a parte apontada, mede 15 mm. A
altura do cone reto, representando a parte do grafite que foi apontada, mede s mm.

1,5 cm 5 h D
d

s
h

grafite
lápis lápis

a) Calcule o volume do material (madeira e grafite) retirado do lápis.


Considere a figura seguinte:

1,5 cm 5 h D
d
A
s B
h O

C D
grafite OB 5 1 mm 5 0,1 cm
lápis lápis CD 5 5 mm 5 0,5 cm

O volume V1 pedido, em cm³, pode ser obtido calculando-se o volume de um cilindro circular reto de altura 1,5 cm e raio da base 0,5 cm e
subtraindo o volume de um cone circular reto de altura 1,5 cm e raio da base 0,5 cm.
Logo:
1
V1 5 p ? 0,52 ? 1,5 2 ? p ? 0,52 ? 1,5 ⇒ V1 5 0,25p cm3
3
b) Calcule o volume do grafite retirado.
Os triângulos AOB e ACD são semelhantes.
Logo,
AO 5 OB ⇒ s 5 0,1 ⇒ s 5 0,3
AC CD 1,5 0,5
O volume V2 pedido, em cm³, pode ser obtido calculando-se o volume de um cilindro circular reto de altura s 5 0,3 cm e raio da base 0,1 cm e
subtraindo o volume de um cone circular reto de altura s 5 0,3 cm e raio da base 0,1 cm.
Logo:
1
V2 5 p ? 0,12 ? 0,3 2 ? p ? 0,12 ? 0,3 ⇒ V2 5 2 ? 1023 p cm3
3

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 5 – Unidade 18
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 18
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 5 Aula 5
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 1 a 2.3, cap. 2.
• Faça os exercícios 1 a 4, cap. 2. • Faça os exercícios 5 a 7, cap. 2.
Aula 6 Aula 6
• Faça os exercícios 8 a 11, cap. 2. • Faça os exercícios 12 a 14, cap. 2.
• Faça os exercícios 5 e 6 da seção Rumo ao Enem.

142
aulas 7 e 8
Inscrição e circunscrição de sólidos (2)
Enem: Conhecimentos algébricos/geométricos

nestas aulas

1. Esfera inscrita em cubo 4. Cilindro inscrito em esfera

Considere uma esfera inscrita em um cubo:


Considere um cilindro inscrito em uma esfera:

r R
, h

• A medida da aresta do cubo é igual ao dobro do raio da • A medida da diagonal de uma secção meridiana é igual ao
esfera, ou seja, , 5 2r. dobro do raio da esfera.

2. Cubo inscrito em esfera 5. Esfera inscrita em cone

Considere um cubo inscrito em uma esfera: Considere uma esfera inscrita em um cone:

,
r

• A medida da diagonal do cubo é o dobro do raio da esfera. • A superfície esférica tangencia a base e todas as geratrizes
do cone.
3. Esfera inscrita em um cilindro
6. Cone inscrito em esfera
Considere uma esfera inscrita em um cilindro:

Matem‡tica
r
Considere um cone inscrito em uma esfera:

• O raio da esfera é igual ao raio da base do cilindro.


• A medida da altura do cilindro é igual ao dobro da medida • A circunferência da base do cone pertence à superfície que
do raio da base. delimita a esfera.

143
em classe
1. Considerando uma esfera de raio 5 cm, calcule: 3. (UEL-PR) Um joalheiro resolveu presentear uma amiga
a) a área total de um cubo circunscrito a essa esfera; H13 com uma joia exclusiva. Para isto, imaginou um pingen-
te, com o formato de um octaedro regular, contendo
Como o cubo está circunscrito à esfera, sendo , cm a medida da
uma pérola inscrita, com o formato de uma esfera de
aresta do cubo, temos:
raio r, conforme representado na figura a seguir.

, 5

, 5 2 ? 5 5 10 cm r
Assim, a área total A T do cubo é A T 5 6 ? 102 5 600 cm2.
b) a área total de um cubo inscrito nessa esfera;
Como o cubo está inscrito na esfera, sendo , cm a medida da
aresta do cubo, temos:

, 5
Se a aresta do octaedro regular tem 2 cm de compri-
mento, o volume da pérola, em cm3, é:
, 3 5 2 ? 5 ⇒ , 5 10 ⇒ , 5 10 3 cm
3 3 a) 2 p
2 3
 
Assim, a área total AT do cubo é AT 5 6 ? 10 3  5 200 cm2. 8
 3  b) p
2. Um restaurante incluirá no cardápio uma nova sobre- 3
H12 mesa, o frozen milkshake, que será apresentado da se- c) 8 2 p
guinte forma: em uma taça com formato de cone será 9
colocada uma bola de sorverte com formato esférico,
d) 4 6 p
de modo que a esfera que representa o sorvete fique 9
inscrita no cone que representa o interior da taça, e 8 6
o resto da região será ocupado com uma mistura de c e) p
27
leite com sorvete batido (o milkshake tradicional). Sa- Abaixo está representada uma secção da figura do enunciado.
bendo que o cone que representa a taça tem 432 mL A
de capacidade e que sua altura é o dobro do raio da
base, qual será o raio da esfera, em centímetros, que
representa o sorvete?
2
(use p 5 3 e 5 5 2,2) r
Sendo r cm a medida do raio da base do cone, lembrando que 1 mL
B
equivale a 1 cm3, temos: 1 O 1
1 1
432 5 ? p ? r 2 ? 2r ⇒ 432 5 ? 3 ? 2 ? r 3 ⇒ 216 5 r 3 ⇒ r 5 6
3 3
Além disso, sendo g cm a medida da geratriz do cone e R cm a me-
Matemática e suas Tecnologias

dida do raio da esfera, temos a figura:

6
R Da figura, tem-se:
R • AO 5 2 , pois é a metade da diagonal do quadrado de lado igual a 2.
( 2)
2
12 g • AB2 5 12 1 ⇒ AB 5 3
r 2 r 6 6
• 5 ⇒ 5 ⇒ r5
1 3 1 3 3
Do teorema de Pitágoras, vem: Assim, o volume V, em cm3, da pérola é:
g2 5 62 1 122 ⇒ g 5 6 5 3
 6 6 6
4π  4π
Da semelhança de triângulos, vem:  3  27 5 8 π 6
R 12 2 R V 5 5
5 ⇒ 2,2 ? 6 ? R 5 72 2 6R ⇒ 3 3 27
6 6 5
⇒ 19,2R 5 72 ⇒ R 5 3,75 cm

144
4. (UFJF-MG) Uma peça de ornamentação confeccionada com vidro possui a forma de um prisma regular reto, cuja
H12 base é um triângulo equilátero. Em seu interior, há uma esfera representando o globo terrestre, que tangencia cada
face do prisma. Sabendo que o raio da esfera é r, qual é o volume do prisma?
a) r 3 3 .
b) 2r 3 3.
c) 3r 3 3 .
3
c d) 6r 3.
3
e) 8r 3.

Na figura a seguir está representada a secção do objeto que contém o diâmetro da esfera.
Os lados do triângulo da figura são alturas das faces (vista superior do prisma).

M A
No triângulo OMA, temos:
tg 60o 5 MA ⇒ 3 5 MA ⇒ MA 5 r 3  
OM r
Desse modo, a aresta da base , é: , 5 2r 3
Assim, a área da base AB do prisma é:
(2r 3 )
2
? 3
AB 5 ⇒ 3r 2 3
4
Além disso, como a esfera está inscrita no prisma, a altura do prisma é igual a 2r.
Logo, o volume V do prisma é:
V 5 3r 2 3 ? 2r 5 6r 3 3

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 5 – Unidade 18
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 18
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 7 Aula 7
• Leia o resumo de aula. • Leia os itens 2.4 a 2.6, cap. 2.
• Faça os exercícios 16 a 19, cap. 2. • Faça os exercícios 20 a 22, cap. 2.
Aula 8 Aula 8
• Faça os exercícios 23 a 26, cap. 2. • Faça os exercícios 27 a 29, cap. 2.
• Faças os exercícios 7 e 8 da seção Rumo ao Enem.

145
aulas 9 e 10
Estatística: medidas de tendência central
Enem: Conhecimentos de estatística e probabilidade

nestas aulas
Observação: Quando os valores x1, x2, x3, ..., xn têm frequências
Praticando f1, f2, f3, ..., fn, calcula-se a média aritmética ponderada, dada por
Já estudamos que as medidas de tendência central são me- f1 ⋅ x1 +  f2 ⋅ x 2 +   …   +  fn ⋅ x n
didas que nos fornecem informações sobre onde está a maior x= .
f1 +  f2 +   …   +  fn
concentração de valores de uma amostra ou população.
• Moda (Mo)
• Média aritmética ( x )
É o elemento de maior frequência em uma amostra (ou população).
Média aritmética (ou simplesmente média) dos n valores x1,
• Mediana (Md)
x2, x3, ..., xn.
Com a amostra organizada em rol, a mediana (Md) é o ele-
mento central do rol.
Se o número de elementos da amostra for ímpar, existe um
x1 +  x 2 +   …   +  x n
x=  termo central que será a mediana, e se o número de elementos
n da amostra for par, não existe um termo central, então a mediana
será a média aritmética dos dois termos centrais.

em classe
1. (Enem) Uma loja que vende sapatos recebeu diversas A loja encaminhou um ofício ao fornecedor dos sapa-
H28 reclamações de seus clientes relacionadas à venda tos, explicando que não serão mais encomendados os
de sapatos de cor branca ou preta. Os donos da loja sapatos de cor
anotaram as numerações dos sapatos com defeito e c a) branca e os de número 38.
fizeram um estudo estatístico com o intuito de reclamar b) branca e os de número 37.
com o fabricante. A tabela contém a média, a mediana
c) branca e os de número 36.
e a moda desses dados anotados pelos donos.
d) preta e os de número 38.
Estatística sobre as numerações e) preta e os de número 37.
dos sapatos com defeito A moda é 38, logo é a numeração que possui mais defeitos. Assim,

Média Mediana Moda não serão mais vendidos sapatos de número 38.
Se as quantidades de sapatos fossem iguais, a média seria 0,5. Se a
Numeração
Matemática e suas Tecnologias

quantidade maior fosse a de sapatos pretos, a média seria maior do


dos sapatos 36 37 38
com defeito que 0,5. E se os sapatos brancos estivessem em maior quantidade,
a média seria menor do que 0,5.
Para quantificar os sapatos pela cor, os donos represen- Como a média é 0,45, então há mais sapatos brancos com defeitos
taram a cor branca pelo número 0 e a cor preta pelo do que pretos. Portanto, os sapatos brancos não serão mais enco-
número 1. Sabe-se que a média da distribuição desses mendados.
zeros e uns é igual a 0,45.
Os donos da loja decidiram que a numeração dos
sapatos com maior número de reclamações e a cor
com maior número de reclamações não serão mais
vendidas.

146
2. (Afar) As notas de oito alunos numa prova de matemá- 3. (Uerj) Técnicos do órgão de trânsito recomendaram
H27 tica foram escritas pelo professor numa tabela como a H27 velocidade máxima de 80 km/h no trecho de uma
que segue: rodovia onde ocorrem muitos acidentes. Para saber se
os motoristas estavam cumprindo as recomendações,
Aluno A B C D E F G H foi instalado um radar móvel no local. O aparelho
Nota 6,5 10 8 9,4 8 6,4 X 7,4 registrou os seguintes resultados percentuais relativos
às velocidades dos veículos ao longo de trinta dias,
Sabe-se que a média aritmética dessas notas é 8,2.
conforme o gráfico abaixo:
Considerando as notas dos oito alunos, é correto afirmar

veículos (%)
que a nota do aluno G é 35
30
a) igual à moda.
25
b) inferior a 9,8. 20
c c) superior à mediana. 15
d) inferior à média aritmética das outras sete notas. 10

Do enunciado, temos: 5
6,5 1 10 1 8 1 9,4 1 8 1 6,4 1 x 1 7,4 0
5 8,2 50 60 70 80 90 100
8 velocidade (km/h)
∴ x 5 9,9
8 18 Determine a média de velocidade, em km/h, dos veícu-
A moda é 8 e a mediana é 5 8.
2 los que trafegaram no local nesse período.
Perceba que a nota do aluno G é superior à mediana.
A média de velocidade dos veículos corresponde à razão entre a
soma de todas as velocidades e a quantidade total de veículos, que
é dada em porcentagem. A soma das velocidades dos veículos pode
ser obtida pela soma de cada velocidade indicada no gráfico multi-
plicada pela quantidade de veículos (trata-se da frequência de cada
velocidade):
5 ? 50 1 15 ? 60 1 20 ? 70 1 30 ? 80 1 20 ? 90 1 10 ? 100 5 7750
O número total de veículos, em porcentagem, equivale a:
5 1 15 1 20 1 30 1 20 1 10 5 100
Logo:
7750
x 5 5 77,5 km/ h
100

em casa
Consulte:

Matem‡tica
Livro-texto 5 – Unidade 20
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 20
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 9 Aula 9
• Leia o resumo de aula. • Leia o capítulo 1.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 1. • Faça os exercícios 4 a 6, cap. 1.
Aula 10 Aula 10
• Faça os exercícios 7 a 10, cap. 1. • Faça os exercícios 11 a 14, cap. 1.
• Faça os exercícios 9 e 10 da seção Rumo ao Enem.

147
aulas 11 e 12
Estatística: medidas de dispersão
Enem: Conhecimentos de estatística e probabilidade

nestas aulas

Medidas de dispersão • Variância (σ 2)

As medidas de dispersão são usadas quando desejamos saber ( x1 2 x ) 1 ( x 2 2 x ) 1…1 ( x n 2 x )


2 2 2
n
51 ∑(x 2 x )
2
o quanto os dados de uma amostra estão “espalhados”. As princi- σ 2
5 i
n ni 51
pais medidas de dispersão são desvio absoluto médio, variância
e desvio padrão. • Desvio padrão ( σ )
• Desvio médio (DM)
( x1 2 x ) 1 ( x2 2 x ) 1 … 1 ( xn 2 x )
2 2 2
x1 2 x 1 x 2 2 x 1 … 1 x n 2 x n
DM 5 5 1 ∑ xi 2 x σ5
n ni 51 n

em classe
1. (Enem) O procedimento de perda rápida de “peso” é comum entre os atletas dos esportes de combate. Para participar
H29 de um torneio, quatro atletas da categoria até 66 kg, Peso-Pena, foram submetidos a dietas balanceadas e ativida-
des físicas. Realizaram três “pesagens” antes do início do torneio. Pelo regulamento do torneio, a primeira luta deverá
ocorrer entre o atleta mais regular e o menos regular quanto aos “pesos”. As informações com base nas pesagens
dos atletas estão no quadro.

1ª pesagem 2ª pesagem 3ª pesagem Desvio


Atleta Média Mediana
(kg) (kg) (kg) padrão

I 78 72 66 72 72 4,90

II 83 65 65 71 65 8,49

III 75 70 65 70 70 4,08

IV 80 77 62 73 77 7,87

Após as três “pesagens”, os organizadores do torneio informaram aos atletas quais deles se enfrentariam na primeira
Matemática e suas Tecnologias

luta. A primeira luta foi entre os atletas


a) I e III
b) I e IV
c c) II e III
d) II e IV
e) III e IV
A última coluna da tabela diz respeito ao desvio padrão, que é uma medida de dispersão, ou seja, indica a regularidade dos dados obtidos: quanto
menor o desvio padrão, maior a regularidade.
O atleta mais regular é, portanto, o III, e o menos regular é o II.
Assim, a primeira luta será entre II e III.

148
2. (Facisb-SP) Os gráficos mostram a distribuição das idades dos jogadores de três times de futebol que participam de
H29 um torneio universitário.
Quantidade de jogadores

Quantidade de jogadores

Quantidade de jogadores
Equipe Supermédicos Equipe UTI Equipe Jaleco
7 7 7
6 6 6
5 5 5
4 4 4
3 3 3
2 2 2
1 1 1
0 0 0
19 20 21 22 23 24 19 20 21 22 23 24 19 20 21 22 23 24
Idades (anos) Idades (anos) Idades (anos)

Embora as idades médias das três equipes sejam todas iguais a 21 anos, os seus desvios padrões são bem diferentes.
Uma análise visual dos três gráficos permite concluir que as equipes que possuem o maior e o menor desvio padrão
das idades são, respectivamente,
a) UTI e Supermédicos.
b) Supermédicos e Jaleco. É visível que a equipe Jaleco tem valores mais oscilantes em torno da média, 21; logo, é a que possui maior
c) Jaleco e Supermédicos. desvio padrão. E é para a equipe UTI que os valores estão mais concentrados em torno da média.
d) UTI e Jaleco.
c e) Jaleco e UTI.

3. Há vários momentos em que nos preocupamos mais com a ideia do que com os cálculos em si. Em uma prova foi
H28 colocada a seguinte tabela a respeito das notas de dois indivíduos em um concurso:

Conhecimentos
Matemática Português Média Mediana Desvio padrão
Gerais
Marco 14 15 16 15 15 0,32

Paulo 8 19 18 15 18 4,97

ENEM 2010 (1a aplicação). Questão 170. Página 28. Disponível em: <http://download.inep.gov.br/educacao_basica/
enem/provas/2010/AZUL_Domingo_GAB.pdf>. Acesso em: 25 set. 2017.
Com base nessas informações, responda:
a) Qual é o candidato mais regular?
As médias de Marco e Paulo são iguais, mas o desvio padrão de Marco é menor, o que significa que suas notas nas provas estão mais próximas
da média do que as notas de Paulo. Portanto, as notas de Marco são mais regulares.

b) Há uma informação errada nessa tabela, no que diz respeito a média, mediana ou desvio padrão. Que informação
é essa?
Segundo a tabela, temos que as notas de Marco são 14, 15 e 16. Logo, temos:
14 1 15 1 16
xMarco 5 5 15
3
MdMarco 5 15
(14 2 15) 1 (15 2 15) 1 (16 2 15) 5 2
2 2 2

σ Marco
2
5
3 3
2
∴ σMarco 5 < 0,82
3

Matem‡tica
A respeito de Paulo, temos:
8 1 19 1 18
xPaulo 5 5 15
3
MdPaulo 5 15
(8 2 15) 1 (19 2 15) 1 (18 2 15) 5 74
2 2 2

σ Paulo
2
5
3 3
74
∴ σPaulo 5 < 4,97
3
Assim, a verdade é que o desvio padrão de Marco foi 0,82 em vez de 0,32, como indicado na tabela.
c) A resposta do item b influencia a resposta do item a?
Não influencia a resposta do item a, uma vez que o desvio das notas de Marco ainda é menor do que o das notas de Paulo.

149
4. (FGV-SP) A tabela mostra a série de um indicador econômico de um país, em bilhões de US$, nos 12 meses de 2013.
H27
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
21 24 20 23 22 22 18 17 16 17 16 18

a) Calcule a média, a(s) moda(s), a mediana e a maior taxa mensal de crescimento (em porcentagem) dessa série.
A média é:
21 1 24 1 20 1 23 1 22 1 22 1 18 1 17 1 16 1 17 1 16 1 18 234
x 5 5 5 19,5
12 12
A moda é representada por 4 valores: Mo 5 {16, 17, 18, 22}
Escrevendo o rol, temos:
{16, 16, 17, 17, 18, 18, 20, 21, 22, 22, 23, 24}
Assim, podemos observar que a mediana é:
18 1 20
Md 5 5 19
2
Por fim, o maior crescimento ocorreu de março a abril, sendo um aumento de:
23 2 20
5 15%
20

b) Sabe-se que, em janeiro de 2014, esse indicador econômico atingiu um valor positivo para o qual a nova série
(de janeiro de 2013 até janeiro de 2014) passou a ter mediana de 18 bilhões de US$, e um número inteiro de bilhões
de US$ como média mensal. Calcule o desvio médio (DM) dessa nova série.
Seja t o valor de janeiro de 2014. Temos que a média nova será
234 1 t
x 5 5 18 1 t
13 13
Como a média é um número inteiro, t deve ser múltiplo de 13.
Se t fosse maior do que 18, então a mediana seria 20. Assim, para que a mediana seja 18, t deve ser igual a 13, gerando assim uma média
x 5 18 1 13 5 19
13
Assim, o desvio médio será:
13 2 19 1 2 16 2 19 1 2 17 2 19 1 2 18 2 19 1 20 2 19 1 21 2 19 1 2 22 2 19 1 23 2 19 1 24 2 19
desvio médio 5
13
6 1 2 ? 3 1 2 ? 2 1 2 ? 1111 2 1 2 ? 3 1 4 1 5
∴ desvio médio 5 5 36
13 13

em casa
Consulte:
Matemática e suas Tecnologias

Livro-texto 5 – Unidade 20
Caderno de Exercícios 5 – Unidade 20
Tarefa Mínima Tarefa Complementar
Aula 11 Aula 11
• Leia o resumo teórico de aula. • Leia o capítulo 2.
• Faça os exercícios 1 a 3, cap. 2. • Faça os exercícios 4 e 5, cap. 2.
Aula 12 Aula 12
• Faça os exercícios 6 a 8, cap. 2. • Faça os exercícios 9 e 10, cap. 2.
• Faça o exercício 11 da seção Rumo ao Enem.

150
rumo ao

Enem
1. (UFG-GO) A figura a seguir representa uma torre, na forma 3. (Enem) Uma cozinheira, especialista em fazer bolos, uti-
H12 de uma pirâmide regular de base quadrada, na qual H7 liza uma forma no formato representado na figura:
foi construída uma plataforma, a 60 metros de altura,
paralela à base. Se os lados da base e da plataforma
medem, respectivamente, 18 e 10 metros, a altura da
torre, em metros, é:

Plataforma
Nela identifica-se a representação de duas figuras
geométricas tridimensionais.
a) 75 c) 120 e) 145 Essas figuras são
b) 90 c d) 135 a) um tronco de cone e um cilindro.
b) um cone e um cilindro.
2. (Vunesp – Adaptada) Para calcularmos o volume aproxi-
mado de um iceberg, podemos compará-lo com sólidos c) um tronco de pirâmide e um cilindro.
H12
geométricos conhecidos. O sólido da figura, formado c d) dois troncos de cone.
por um tronco de pirâmide regular de base quadrada e) dois cilindros.
e um paralelepípedo reto-retângulo, justapostos pela
4. (Enem) Nas empresas em geral, são utilizados dois tipos
base, representa aproximadamente um iceberg no
H13 de copos plásticos descartáveis, ambos com a forma
momento em que se desprendeu da calota polar da
de troncos de cones circulares retos:
Terra. As arestas das bases maior e menor do tronco de
• copos pequenos, para a ingestão de café: raios das
pirâmide medem, respectivamente, 40 dam e 30 dam,
bases iguais a 2,4 cm e 1,8 cm e altura igual a 3,6 cm;
e a altura mede 12 dam.
• copos grandes, para a ingestão de água: raios das
30 dam
bases iguais a 3,5 cm e 2,4 cm e altura igual a 8,0 cm.
Uma dessas empresas resolve substituir os dois modelos
12 de copos descartáveis, fornecendo para cada um de
dam seus funcionários canecas com a forma de um cilindro
H
circular reto de altura igual a 6 cm e raio da base de
40 dam
comprimento igual a y centímetros. Tais canecas serão
usadas tanto para beber café como para beber água.
Sabe-se que o volume de um tronco de cone circu -
lar reto, cujos raios das bases são respectivamente

Rumo ao Enem
Passado algum tempo do desprendimento do iceberg,
o seu volume era de 23 100 dam3, o que correspondia a iguais a R e r e a altura é h, é dado pela expressão:
ph
3
4
do volume inicial. Determine a altura H, em dam, do Vtronco  de  cone 5 (
3
)
R2 1 r 2 1 Rr
sólido que representa o iceberg no momento em que O raio y da base dessas canecas deve ser tal que y²
se desprendeu. seja, no mínimo, igual a
a) 11 dam a) 2,664 cm2.
b) 33 dam b) 7,412 cm2.
c c) 22 dam c c) 12,160 cm2.
d) 28 dam d) 14,824 cm2.
e) 36 dam e) 19,840 cm2.

151
5. (Aman-RJ) A figura espacial representada abaixo, cons- Dimensões
Embalagem
H12 truída com hastes de plástico, é formada por dois cubos (comprimento 3 largura 3 altura)
em que cada vértice do cubo maior é unido a um vér-
I 8,5 cm 3 12,2 cm 3 9,0 cm
tice correspondente do cubo menor por uma aresta e
todas as arestas desse tipo têm a mesma medida. II 10 cm 3 11 cm 3 15 cm

Se as arestas dos cubos maior e menor medem, respec- III 7,2 cm 3 8,2 cm 3 16 cm
tivamente, 8 cm e 4 cm, a medida de cada uma das IV 7,5 cm 3 7,8 cm 3 9,5 cm
arestas que ligam os dois cubos é
V 15 cm 3 8 cm 3 9 cm

A embalagem mais apropriada para armazenar o doce,


de forma a não o deformar e com menor desperdício de
espaço na caixa, é
a) I.
b) II.
c) III.
c d) IV.
e) V.
7. (UFF-RJ) Em 1596, em sua obra Mysterium Cosmogra-
a) 6 2 cm H13 phicum, Johannes Kepler estabeleceu um modelo do
cosmos onde os cinco poliedros regulares são coloca-
b) 3 2 cm
dos um dentro do outro, separados por esferas. A ideia
c c) 2 3 cm de Kepler era relacionar as órbitas dos planetas com as
d) 4 3 cm razões harmônicas dos poliedros regulares.

e) 6 3 cm A razão harmônica de um poliedro regular é a razão


entre o raio da esfera circunscrita e o raio da esfera
6. (Enem) Em uma confeitaria, um cliente comprou um inscrita no poliedro. A esfera circunscrita a um polie-
H14 cupcake (pequeno bolo no formato de um tronco de dro regular é aquela que contém todos os vértices do
cone regular mais uma cobertura, geralmente com- poliedro. A esfera inscrita, por sua vez, é aquela que é
posta por um creme), semelhante ao apresentado na tangente a cada uma das faces do poliedro.
figura:

REPRODUÇÃO/UFF 2010
REPRODUÇÃO/ENEM 2015
Rumo ao Enem

A razão harmônica de qualquer cubo é igual a:


a) 1
b) 2
Como o bolinho não seria consumido no estabelecimen-
c) 2
to, o vendedor verificou que as caixas disponíveis para
embalar o doce eram todas em formato de blocos retan- c d) 3
gulares, cujas medidas estão apresentadas no quadro: e) 3 2

152
8. (UFSM-RS) Bolas de tênis são vendidas, normalmente, em embalagens cilíndricas contendo 3 unidades.
H12

Supondo-se que as bolas têm raio a em centímetros e tangenciam as paredes internas da embalagem, o espaço
interno dessa embalagem que NÃO é ocupado pelas bolas é, em cm³
c a) 2pa3 d) a3

e) 2pa
3

b) 4pa
3

3 3
c) pa 3

3
9. (Enem) Após encerrar o período de vendas de 2012, uma concessionária fez um levantamento das vendas de carros
H29 novos no último semestre desse ano. Os dados estão expressos no gráfico:
40
35 35
Carros vendidos

30
25

20
14

10
5 6

0
Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

Ao fazer a apresentação dos dados aos funcionários, o gerente estipulou como meta para o mês de janeiro de 2013
um volume de vendas 20% superior à média mensal de vendas do semestre anterior.
Para atingir essa meta, a quantidade mínima de carros que deveriam ser vendidos em janeiro de 2013 seria
a) 17 c) 21 e) 30
b) 20 c d) 24

10. (Enem) Uma pessoa está disputando um processo de seleção para uma vaga de emprego em um escritório. Em uma
H27 das etapas desse processo, ela tem de digitar oito textos. A quantidade de erros dessa pessoa, em cada um dos textos
digitados, é dada na tabela.

Texto Número de erros


I 2
II 0
III 2

Rumo ao Enem
IV 2
V 6
VI 3
VII 4
VIII 5

Nessa etapa do processo de seleção, os candidatos serão avaliados pelo valor da mediana do número de erros.
A mediana dos números de erros cometidos por essa pessoa é igual a
a) 2,0 c) 3,0 e) 4,0
c b) 2,5 d) 3,5

153
11. (Enem) Em uma escola, cinco atletas disputam a medalha de ouro em uma competição de salto em distância. Se-
H28 gundo o regulamento dessa competição, a medalha de ouro será dada ao atleta mais regular em uma série de três
saltos. Os resultados e as informações dos saltos desses cinco atletas estão no quadro.

Desvio
Atleta 1º salto 2º salto 3º salto Média Mediana
padrão

I 2,9 3,4 3,1 3,1 3,1 0,25

II 3,3 2,8 3,6 3,2 3,3 0,40

III 3,6 3,3 3,3 3,4 3,3 0,17

IV 2,3 3,3 3,4 3,0 3,3 0,60

V 3,7 3,5 2,2 3,1 3,5 0,81

A medalha de ouro foi conquistada pelo atleta número


a) I.
b) II.
c c) III.
d) IV.
e) V.

anotações
Rumo ao Enem

154
Atividades
Interdisciplinares

409
O impacto da Segunda
Guerra Mundial
Caráter mundial do conflito
A Segunda Guerra Mundial provocou profundo impacto em todo o planeta, não apenas em razão da
destruição material e humana, mas também das transformações políticas e sociais de grande alcance. Durante
o conflito, praticamente todos os continentes presenciaram combates de maior ou menor intensidade. A
Europa foi devastada, bem como grandes áreas do Leste Asiático, notadamente Japão e China. O norte da
África e as ilhas da Oceania também vivenciaram grandes batalhas.
O continente americano foi poupado dos grandes confrontos, mas a ligação entre América e Europa
foi palco de uma violenta disputa entre os Aliados e o Eixo: a guerra submarina alemã, por exemplo, visava
desestabelcer a economia inglesa e impedir a ligação com seu principal aliado, os Estados Unidos. A mesma
estratégia já havia sido utilizada pela Alemanha contra a Inglaterra na Primeira Guerra Mundial, porém ganhou
nova dimensão com o desenvolvimento tecnológico, que aumentou o desempenho da arma submarina,
principalmente no que se refere à propulsão elétrica.

Atividade de Física
O Tipo VII foi o principal modelo de submarino alemão construído durante a Segunda Guerra Mundial.
Dos 730 submarinos alemães do Tipo VII, como o U-36 a seguir, 559 foram afundados durante a guerra.
O.ANG/DVM 10 BILD-23-63-66/ARQUIVO FEDERAL DA ALEMANHA
Atividades Interdisciplinares

Submarino alemão U-36 Tipo VII em alto-mar, c. 1936-1939.

410
KEYSTONE/GETTY IMAGES
Entretanto, antes de serem destruídos, esses submarinos foram responsáveis pelo naufrágio de muitas
embarcações das Forças Aliadas, principalmente aquelas que transportavam suprimentos e material bélico
dos Estados Unidos e do Canadá com destino à Europa. Como exemplo, somente o submarino alemão U-48
(Tipo VIIB), entre 1939 e 1941, afundou 52 navios (51 mercantes e um de guerra).
O U-48, quando submerso, possuía uma potência de propulsão de 750 hp (1 hp = 745 W) a uma ve-
locidade de 8 nós (1 nó < 0,5 m/s), na maior parte do tempo dada por motores elétricos. Esse submarino
poderia atingir uma profundidade de 220 m e abrigava 44 tripulantes.
Os submarinos Tipo VII eram equipados com 124 baterias elétricas de carga de 9160 Ah, responsáveis
por fornecer energia elétrica a inúmeros dispositivos que revolucionaram a indústria bélica, como sonares,
radares, motores de propulsão, telégrafos, refrigeradores, etc.
Fonte das informações: <http://uboat.net/boats.htm>. Acesso em: 12 set. 2017.

Com base nessas informações, determine:


a) a intensidade da força propulsora atuante nesse submarino, em newtons, quando sub-
merso.
A relação entre potência média P, força propulsora F e velocidade v é descrita pela equação:
P=F?v
Potência, em watts: P = 745 ? 750 ⇒ P = 558 750 W
Velocidade, em m/s: v = 8 ? 0,5 ⇒ v = 4 m/s
P = F ? v ⇒ 558 750 = F ? 4 ⇒ F = 139 687,5 < 140 kN

b) a pressão hidrostática (em atm) aplicada ao submarino quando ele se encontra em sua
profundidade máxima (considere que 1 atm ≈ 10 mca).
Como cada 10 mca correspondem a 1 atm, à profundidade de 220 m, o submarino estará submetido a uma
pressão hidrostática de 22 atm e a uma pressão total de 23 atm.

c) o valor aproximado da quantidade de carga elétrica, em coulombs, armazenada nas

Atividades Interdisciplinares
baterias do submarino Tipo VII.
A relação entre carga elétrica i, corrente elétrica Dq e intervalo de tempo Dt é dada por Dq = i ? Dt,
em que 1 C = 1 A ? 1 s. Portanto, tem-se:
1 Ah = 1 A ? 3 600 s = 3 600 C
Assim, a carga elétrica total armazenada em 124 baterias de 9 160 Ah, em coulombs, é:
Dq = 124 ? 9 160 ? 3 600 < 4 ? 109 C

A partir do combate à guerra antissubmarina alemã, articulou-se a Aliança Atlântica, envolvendo Estados
Unidos, Inglaterra e Canadá. Mais tarde, após a guerra, constituiu-se uma aliança militar entre os países capi-
talistas desenvolvidos chamada de Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O nome representa
a dimensão geopolítica do bloco, moldada durante a Segunda Guerra Mundial.

411
Mudanças políticas e sociais
A principal transformação política mundial provocada pela guerra foi a bipolarização do mundo, com a ascensão de duas superpo-
tências: Estados Unidos e União Soviética. No plano social, a expansão do socialismo e a generalização dos regimes de bem-estar social
nos países capitalistas desenvolvidos, impulsionados por uma expansão econômica que duraria mais três décadas, resultaram em uma
melhora real da distribuição de renda. Os dados da queda da desigualdade podem ser vistos no gráfico abaixo, que indica a porcentagem
de riqueza nas mãos do 1% mais rico da população mundial:

Fração recebida pelo 1% mais rico de 1927 a 1975 (em %)

FONTE: Disponível em: <admin.paginaoficial.ws/


admin/arquivos/biblioteca/longa_queda88795.jpg>.
Acesso em: 12 set. 2017.
Entre 1942 e 1963
35
30
25
20
15
10
5
0
1925 1930 1935 1940 1945 1950 1955 1960 1965 1970 1975

Atividade de História
Tradicionalmente, o pensamento socialista tem sido dominado pelos problemas econômicos colocados por capitalismo,
pobreza, desemprego de massa, miséria, instabilidade, e até a possibilidade do colapso de todo o sistema [...]. O capita-
lismo foi reformado a ponto de ficar irreconhecível. Apesar de depressões menores ocasionais e crises de balanço de
pagamento, é provável que se mantenham o pleno emprego e pelo menos um tolerável grau de estabilidade. [...] Fazendo
uma previsão, nossa atual taxa de crescimento nos dará uma produção nacional três vezes maior em cinquenta anos.
CROSLAND, Anthony. In: HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 263.

Feitas em 1957, as observações de Anthony Crosland, membro do Partido Trabalhista inglês, apontam para o impacto
das mudanças ocorridas no pensamento socialista após a Segunda Guerra Mundial. Entre elas, encontra-se:
a) a necessidade de aprofundar o enfrentamento Leste × Oeste como única forma de promover a emancipação
mundial dos trabalhadores.
c b) a busca de uma nova abordagem do socialismo, não mais partindo dos problemas gerados pelo capitalismo.
c) a transformação do socialismo a partir da abertura para a iniciativa privada, tentando reproduzir o sucesso do
capitalismo.
d) a ênfase na otimização dos processos econômicos como forma de alavancar o alto grau de desenvolvimento dos
Atividades Interdisciplinares

países do Ocidente.
e) a valorização do pleno emprego e do equilíbrio fiscal, elementos ausentes no planejamento capitalista global.

O sentido das mudanças


A melhoria na distribuição de renda não foi suficiente para evitar o surgimento de massas miseráveis em países pobres, notadamente
na Ásia e na África. O grande crescimento populacional desses países acabou desequilibrando as taxas mundiais de distribuição da renda.
Ao mesmo tempo, o Novo Mundo surgido com o fim da Segunda Guerra Mundial deveria conviver com os desafios da Guerra Fria, que
incluíam a possibilidade de destruição planetária por meio de armas nucleares.

412
A evolução rumo a um mundo cada vez melhor, prevista por Anthony Crosland, não se concretizou. A interminável expansão
capitalista também não se consolidou, iniciando-se uma crise global a partir dos anos 1970. Mesmo no mundo socialista, a estagnação
econômica tornou-se evidente já no final da década de 1960. Sem dúvida, mudanças ocorreram, mas os progressos foram apenas apa-
rentes ou temporários.

Proposta de redação
(Unicamp-SP – Adaptada) A palavra “evolução” tem sido usada em vários sentidos, especialmente de mudança e
de progresso, seja no campo da Biologia, seja nas Ciências Humanas. Tendo em mente esses diversos sentidos, a
coletânea a seguir e seus conhecimentos sobre a Segunda Guerra Mundial e o período pós-guerra, escreva uma
dissertação em torno da seguinte afirmação do filósofo Bertrand Russel:

A mudança é inevitável, mas o progresso é uma questão controversa.

Texto I

Evolução significa um desenvolvimento ordenado. Podemos dizer, por exemplo, que os automóveis modernos evo-
luíram a partir das carruagens. Frequentemente, os cientistas usam palavras num sentido especial, mas quando falam
de evolução de climas, continentes, planetas ou estrelas, estão falando de desenvolvimento ordenado. Na maioria dos
livros científicos, entretanto, a palavra se refere à evolução orgânica, ou seja, à teoria da evolução aplicada a seres vivos.
Essa teoria diz que as plantas e animais se modificaram geração após geração, e que ainda estão se modificando hoje
em dia. Uma vez que essa mudança tem-se prolongado através das eras, tudo o que vive atualmente na Terra descende,
com muitas alterações, de outros seres que viveram há milhares e até milhões de anos atrás.
Enciclopédia Delta Universal, vol. 6, p. 3 134.

Texto II

Quando se focalizou a língua, historicamente, no século XIX, as mudanças que ela sofre através do tempo foram
concebidas dentro da ideia geral de evolução. A evolução, como sabemos, foi um conceito típico daquela época. Surgiu ele
nas ciências da natureza, e depois, por analogia, se estendeu às ciências do homem. […] Do ponto de vista das ciências
do homem em geral, a plenitude era entendida como o advento de um estado de civilização superior, e os povos eram
vistos como seguindo fases evolutivas até chegar a uma final, superior, que seria o ápice de sua evolução.
CÂMARA, Mattoso. Introdução às línguas indígenas brasileiras. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico. 1977. p. 66.

Texto III

Progresso, portanto, não é um acidente, mas uma necessidade... É uma parte da natureza.
SPENCER, Herbert. Social Statics. 1850, cap. 2, seção 4.

Texto IV

Ator 1 – Com o passar dos séculos – o homem sempre foi muito lento – tendo desgastado um quadrado de pedra e
desenvolvido uma coisa que acabou chamando de roda, o homem chegou, porém, a uma conclusão decepcionante – a
roda só servia para rodar. Portanto, deixemos claro que a roda não teve a menor importância na História. Que interessa

Atividades Interdisciplinares
uma roda rodando? A ideia verdadeiramente genial foi a de colocar uma carga em cima da roda e, na frente, puxando
a carga, um homem pobre. Pois uma coisa é definitiva: a maior conquista do homem foi outro homem. O outro homem
virou escravo e, durante séculos, foi usado como transporte (liteira), ar refrigerado (abano), lavanderia, e até esgoto,
carregando os tonéis de cocô da gente fina.
FERNANDES, Millôr. A História é uma história. Porto Alegre: LP&M, 1978.

413
Texto V

Na história evolucionária, relativamente curta, documentada pelos restos fósseis, o homem não aperfeiçoou seu equi-
pamento hereditário através de modificações corporais perceptíveis em seu esqueleto. Não obstante, pôde ajustar-se a
um número maior de ambientes do que qualquer outra criatura, multiplicar-se infinitamente mais depressa do que qual-
quer parente próximo entre os mamíferos superiores, e derrotar o urso polar, a lebre, o gavião, o tigre, em seus recursos
especiais. Pelo controle do fogo e pela habilidade de fazer roupas e casas, o homem pode viver, e vive e viceja, desde o
Círculo Ártico até o Equador. Nos trens e carros que constrói, pode superar a mais rápida lebre ou avestruz. Nos aviões,
pode subir mais alto que a águia, e, com os telescópios, ver mais longe que o gavião. Com armas de fogo, pode derrubar
animais que nem o tigre ousa atacar. Mas fogo, roupas, casas, trens, aviões, telescópios e revólveres não são, devemos
repetir, parte do corpo do homem. Pode colocá-los de lado à sua vontade. Eles não são herdados no sentido biológico, mas
o conhecimento necessário para sua produção e uso é parte do nosso legado social, resultado de uma tradição acumulada
por muitas gerações, e transmitida, não pelo sangue, mas através da fala e da escrita.
CHILDE, Gordon. A evolução cultural do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1966. p. 39-40.

Texto VI

O homem pode ser desculpado por sentir algum orgulho por ter subido, ainda que não por seus próprios esforços, ao
topo da escala orgânica; e o fato de ter subido assim, em vez de ter sido primitivamente colocado lá, pode dar-lhe espe-
ranças de ter um destino ainda mais alto em um futuro distante.
DARWIN, Charles. A descendência do homem. Disponível em: <www.gutenbergnet>.

Texto VII

[...] por causa de nossas ações, os ecossistemas do planeta estão visivelmente evoluindo de formas não previstas pelos
seres humanos. Algumas vezes, as mudanças parecem pequenas. Tomemos o caso das rãs e das salamandras nas Ilhas
Britânicas. Os invernos estão mais quentes nessa região, devido a mudanças de clima causadas pelos seres humanos.
Isso significa que as lagoas onde aqueles animais se reproduzem estão mais quentes. Assim, as salamandras (Triturus)
começaram a se acasalar mais cedo. Mas as rãs (Rana temporaria) não. De modo que a desova das rãs está virando almoço
das salamandras. É possível que as lagoas britânicas em que há salamandras continuem por dezenas e dezenas de anos
cada vez com menos rãs. E então, um dia, o ecossistema da lagoa desmorona [...].
MITCHELL, Alanna. Bad Evolution, The Globe and Mail Saturday, 4 maio 2002. Adaptado.

Texto VIII

Em que consiste, em última análise, o progresso social? No desenvolvimento do melhor modo possível dos recursos
havidos da natureza, da qual tiramos a subsistência, e no apuro dos sentimentos altruísticos, que tornam a vida cada vez
mais suave, permitindo uma cordialidade maior entre os homens, uma solidariedade mais perfeita, um interesse maior
pela felicidade comum, um horror crescente pelas injustiças e iniquidades [...].
BOMFIM, Manuel. A América Latina: Males de origem. Rio de Janeiro/Paris: H. Garnier, [s.d.].
Atividades Interdisciplinares

414
ANGLO
A coleção de Ensino Médio do Sistema Anglo de Ensino foi planejada para os
alunos do século XXI, empreendedores e ávidos por inovações e conhecimento.
O que se propõe neste segmento é aliar a motivação dos alunos com a
qualidade de ensino e os elevados padrões acadêmicos – uma tríade que
representa um trabalho de excelência nas escolas.
Com o conhecimento adquirido na escola, o aluno se sentirá pronto para a
vida em sociedade e, como cidadão, poderá interferir na realidade em que vive.
Nosso objetivo é transformar o lema: “aula dada, aula estudada” em prática,
provocando o exercício da autonomia e o aperfeiçoamento constantes.
O material é composto de Caderno do Aluno, Livro-texto e Caderno de
Exercícios, além de diversos recursos digitais e ferramentas disponíveis no portal
do Sistema.
Venha conosco nessa jornada!

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