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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

MBA EM GESTÃO DE OPERAÇÕES, PRODUÇÃO E


SERVIÇOS.

Resenha Crítica de Caso


Carlos Henrique Segges dos Santos Araujo

Trabalho da disciplina GESTÃO DE PESSOAS E COMPETÊNCIAS


Tutor: Prof. Marcelino Tadeu de Assis

São Gonçalo - RJ
2020

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A GUARNIÇÃO DE REMO DO EXÉRCITO

SNOOK, Scott; POZER T. Jeffrey. Guarnição de Remo do Exército.


Havard Business Schoo l, 406 - P 01,2004

O caso proposto, relata a frustração e inquietação que Coronel e treinador Stas


Preczewsky (ou treinador P) da guarnição de remo da Academia Militar de West
Point do Exército dos Estados Unidos vivia próximo ao final da temporada de remo
de 2012, onde a guarnição do barco Varsity J (VJ) ganhava com frequência do barco
Varsity (V) durante os treinamentos preparatórios para o final da temporada.

O que intrigava de forma avassaladora o treinador P, era o fato de que durante toda
a temporada, ele buscava uma forma de entender o porquê de apesar de ter
selecionado os 8 melhores atletas depois de vários testes objetivos de indicadores
de resultados como força, velocidade e coordenação de equipe e reunido no mesmo
barco (V) ele frequentemente era derrotado pelo barco (VJ), composto por 8 atletas
de menor desempenho nos testes.

Como isso seria possível? Durante toda a temporada o treinador P. buscou de várias
formas as respostas para tal situação, mas nada havia funcionado. Faltando apenas
uma semana para o final da temporada, a regata do campeonato Nacional que
reunia mais de 100 escolas, ele ainda considerava várias opções que o ajudasse a
entender a situação, algumas medidas radicais foram cogitadas, como
simplesmente reconhecer a equipe do VJ como melhor e transferi-la para o barco V,
outra alternativa seria mesclar os remadores entre os barcos, e intervir para obter
melhorias, mas de fato essa seria a decisão mais acertada?

Caracteristicamente, o remo é um esporte que exige habilidades diversas e o


conjunto dessas habilidades precisam estar perfeitamente alinhadas para que o
resultado final seja alcançado. A força desalinhada com a sutileza dos movimentos

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poderia ser o maior inimigo dos remadores, um direcionamento turvo do timoneiro ou
simplesmente um esforço desnecessário é o suficiente para perda de milésimos de
segundos que farão a diferença ao fim da regata.

Diante da complexidade do esporte, fica claro a necessidade de agregar um grande


leque qualidades e características pessoais que envolvem não apenas o aspecto
físico e fisiológico, mas também características comportamentais e psicológicas
capazes de trazer o resultado esperado contando não apenas com suas próprias
qualidades, mas respeitando os pontos fracos na individualidade e convertendo-os
em pontos agregadores quando em equipe.

Grandes empresas estão cada vez mais municiadas de grandes profissionais,


capacitados com conhecimentos e habilidades adquiridas em experiências
anteriores ou muitas das vezes, o robusto conhecimento técnico do segmento faz
parecer a certeza do sucesso absoluto dentro da Companhia.

O fato é que, o caso da guarnição de Remo do exército dos Estados Unidos


exemplifica de forma clara que o individual é importante para o alcance dos
resultados, porém é determinante que se haja um desempenho em equipe.

É inconcebível a ideia de que qualquer empresa consiga atingir seus objetivos e/ou
manter uma linha crescente com pensamento singularizado. Cada vez mais as
empresas estão investindo em mecanismos de capacitação de grupo, trazendo a
diversidade para dentro de modo que haja uma variação cultural, filosófica, e
técnicas com conhecimentos e iniciativas que venham atender demandas que antes
não eram atendidas justamente pelo fato de ainda viver no modelo de gestão
ultrapassado.

A junção das qualidades individuais, são portanto, fundamentais para o êxito no


resultado. Saber conviver em grupo, desenvolver trabalhos em equipe, conhecer

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mais a fundo os envolvidos e estimular o resultado em equipe são fatores
fundamentais para uma empresa de sucesso.

No caso da guarnição de Remo, o treinador P. observou a deficiência coletiva e


estimulou sua equipe a realizar uma auto reflexão e encontrarem neles a resposta,
pois o que faltava era o pensamento de que eram uma equipe! Embora houvesse 8
pessoas no mesmo barco, o que se refletia era um individualismo perdedor.

Podemos concluir que, ainda que tenhamos grandes ferramentas disponíveis e


excelentes profissionais no quadro colaborativo, se faz necessário uma gestão
pluralizada onde se estimula e valoriza o trabalho em equipe, o crescimento de um
todo e consequentemente a sustentabilidade corporativa. Essa sem dúvida é a
resposta e o caminho para as Empresas.