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A UTILIZAÇÃO DO HIPERTEXTO COMO INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

NA MELHORIA DA COMPREENSÃO LEITORA DE ALUNOS DO 6º


ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL II

Glauber Ferreira Brandão1


(UNADES – mimaestro69@yahoo.com.br)
Paulo Henrique de Menezes Brandão2
(UNADES – paulo.brandao@uniasselvi.edu.br)

RESUMO

A partir da importância das inovações educacionais questiona-se a capacidade do hipertexto em


elevar o nível de compreensão leitora do estudante. O planejamento das ações iniciou com uma
revisão bibliográfica, seguida de definição metodológica dos procedimentos experimentais. A
organização do texto parte da introdução do tema, apresentação do referencial teórico e
abordagem metodológica, chegando à análise e discussão dos dados, considerações finais e
referências bibliográficas. O aspecto quantitativo se apresenta favorável a utilização do
hipertexto para a compreensão leitora, porém os critérios qualitativos revelam que algumas
habilidades inerentes a leitura não parecem ser alteradas a partir do formato de texto utilizado,
apontando na direção de estudos mais aprofundados sobre o tema.
Palavras-Chaves: Hipertexto; Compreensão leitora; Inovação educacional.

1 INTRODUÇÃO

O presente artigo se propõe a analisar a influência da utilização de inovação tecnológica


como o hipertexto e seu impacto na elevação dos níveis de compreensão leitora de estudantes.
Nesse mister o trabalho vislumbrou aplicar de maneira comparativa a leitura de texto nos dois
formatos (hipertexto e impresso), como forma de avaliar as possibilidades de cada modelo no
alcance do objetivo da interpretação textual.
Inicialmente foram traçadas diretrizes de escolha dos participantes da amostra e, em
seguida, passou-se a definir o instrumento utilizado para aferir o grau de compreensão leitora.
Definido o texto, seu gênero, sua produção nos formatos propostos e construído o instrumento de
avaliação resta a aplicação em campo para obtenção de dados que nos levem a uma conclusão.
Na escola, campo de investigação escolhido para atuar, a execução do projeto se deu em
dois dias, com a explanação do projeto de pesquisa ao professor regente e sua anuência na
liberação dos alunos selecionados para a amostra. Estes divididos em dois grupos passaram a

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Licenciado em Letras e aluno de doutorado do programa de pós-graduação stricto sensu em Ciencias de la
Educacion de la Universidad del Sol.
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Licenciado em Educação Física e aluno de doutorado do programa de pós-graduação stricto sensu em Ciencias de
la Educacion de la Universidad del Sol.
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realizar a leitura e resolução do exercício de interpretação proposto. De posse dos resultados a


missão seria refletir sobre eles e buscar respostas para tantas perguntas.
Por fim, como é comum nas pesquisas, a análise e discussão dos dados proporcionou a
elucidação de algumas dúvidas ao mesmo tempo que ensejou novas incertezas. Não há neste
trabalho referências absolutas ou a tentativa de esgotar a questão, mas sim contribuir para o
debate no sentido de proporcionar subsídios para avanços educacionais no campo da leitura.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 A escola, tecnologia e o hipertexto

A escola do século XXI sofre a influência da tecnologia presente no cotidiano das


pessoas, são celulares, tablets, computadores, e outros equipamentos que foram incorporados ao
dia a dia da escola e devem funcionar no sentido de contribuir no processo de ensino-
aprendizagem e não o contrário.
Segundo Niskier (2015) fala sobre a transformação sofrida pelo leitor a partir da
tecnologia, para ele há perda de propósito apenas trabalhar a ideia de consumir tecnologia, ao
contrário, é necessário que o aluno participe do desenvolvimento dessa tecnologia pensando e
desenvolvendo-a.
Vale ressaltar que a escola é uma instituição pensada para preparar uma sociedade onde
os indivíduos fossem preparados para a lógica industrial, porém o pensamento industrial vem
sendo substituído por uma nova ordem social e econômica, a chamada era da informação.
Sobre essa mudança de paradigma observamos o que é posto a seguir:

No futuro, os processos educacionais devem acontecer onde existam


tecnologias disponíveis para mediar aprendizes, conteúdos e professores, o que
pode indicar três cenários paralelos. Em primeiro lugar, salas de aulas e escolas
cada vez mais “virtualizadas”, com mais e melhores infraestruturas e
equipamentos, com projetos didáticos apropriados para tais inovações. Segundo,
a expansão das salas de aula em direção a outros ambientes, como bibliotecas,
museus, centros culturais, etc. Por último, um cenário global e onipresente, uma
espécie de “megaescola” em que o desenvolvimento das tecnologias móveis e
das redes sem fio propicie o aprendizado em qualquer lugar e situação (COLL,
2010, p.12).

Esse novo cenário no qual a sala de aula convencional é ampliada para outros ambientes
e as possibilidades de aprendizagem são multiplicadas a partir de interações com novas
ferramentas tecnológicas disponíveis é compatível com a utilização do hipertexto, que é uma
ferramenta usada para ampliar a possibilidade de compreensão do texto. Nesse cenário o
hipertexto confere ao leitor uma certa liberdade que o texto convencional não inspira, nessa
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configuração o texto passa a ganhar um horizonte de construção coletiva, já que a transferência


de poder do autor para o leitor permite que este faça escolhas sobre os trajetos que a leitura
tomará (NISKIER, 2015).

2.2 Estratégias de leitura hipertextual

A leitura de hipertextos se diferencia da leitura convencional pela quantidade de


informações trazidas a partir dos links oferecidos pelo modelo, porém se engana aquele que
acredita que a maior quantidade de informações garante uma melhor compreensão da leitura.
Sobre este argumento Mangili (2011, p. 49) afirma “a Escola precisa garantir aos estudantes o
desenvolvimento de habilidades de leitura, por meio de ensino de algumas estratégias que
garantam construções de sentidos adequada”.
A leitura em meio digital exige do leitor conhecimentos do contexto prévio, assim a
leitura hipertextual se torna mais que uma simples leitura, mas uma resolução de problemas. Para
Mangili (2011, p. 51) o hipertexto é um ambiente “em que os leitores leem as lexias em torno da
lexia3 que contém a informação desejada, a fim de se manterem sempre dentro de um mesmo
contexto textual”.
Apesar de não haver grande novidade no meio virtual que impeça que estratégias
utilizadas para leitura de textos impressos sejam utilizadas com hipertextos, MacAleese (1993)
apud Mangili (2011) estabelece cinco estratégias para a leitura de hipertextos de acordo com o
objetivo do leitor: o primeiro é “procurar”, meio pelo qual se percorre o hipertexto
detalhadamente em busca de uma informação; o segundo é “pesquisar”, nesta estratégia a busca
é feita de maneira geral, portanto navega para encontrar uma informação que valide a sua
hipótese inicial; a terceira estratégia é chamada de “conduzir”, nela um objetivo é traçado e a
leitura é direcionada seguindo etapas; a quarta estratégia é conhecida como “explorar”, nela todo
o conteúdo do site é visitado sem ter internalizado nenhuma temática prévia; por fim, a quinta
estratégia é chamada de “vaguear”, nesta proposta o leitor vasculha de maneira aleatória e
superficial sem objetivo exclusivo.

2.3 Melhoria da compreensão leitora e o hipertexto

Algumas correntes de pensamento demonstram que apesar das diferenças de


apresentação, os formatos digital e impresso não seriam tão distantes assim, afinal como afirma
Coscarelli (2006) apud Oliveira; Diniz; Timo (2014, p.74) “todo texto e toda leitura é não linear,

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Termo utilizado pelo pensador francês Roland Barthes, significando a ligação de textos com outros textos.
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pois são fenômenos que trabalham com uma pluralidade de dimensões”. Vale lembrar que os
elementos formais de um texto e os envolvidos no discurso permanecem presentes seja no texto
impresso ou no hipertexto.
Em estudo realizado por Oliveira; Diniz; Timo (2014) observa-se que na comparação
entre a compreensão leitora de alunos com utilização de textos impressos e hipertextos há uma
vantagem para o formato digital (88,75% contra 70,0%). Os mesmos autores ainda completam
de maneira a refletir que o melhor resultado da compreensão leitora com o uso do hipertexto se
associa a fatores como a praticidade, a ludicidade e a familiaridade com o uso de tecnologias por
parte das novas gerações.

3 METODOLOGIA

3.1 Tipo de estudo

Do ponto de vista metodológico optou-se por realizar uma pesquisa de abordagem


qualitativa – quantitativa, pois segundo Flick (2004) a convergência dos métodos quantitativos e
qualitativos proporciona uma maior credibilidade na pesquisa, visto que supera a ideia de
superioridade de um sobre o outro. Já do ponto de vista dos procedimentos optou-se por uma
pesquisa experimental, mais especificamente a pesquisa experimental e de controle. Segundo
Fonseca (2002) este tipo de pesquisa atua apenas com dois grupos homogêneos, denominados
experimental e de controle. Aplicado um estímulo ao grupo experimental, no final comparam-se
os dois grupos para avaliar as alterações.

3.2 Local e período

A pesquisa ora apresentada é reflexo de um estudo sobre o nível de compreensão leitora


de alunos do 6 º ano do ensino fundamental II da Escola Municipal Zaira Monteiro Gondim na
cidade de Fortaleza. A pesquisa foi realizada no período compreendido entre os dias 17 e 18 do
mês de agosto de 2018, no turno da manhã da referida escola.

3.3 População e amostra

Foram selecionados 10 (dez) alunos de 6º ano do turno manhã da supracitada escola, após
a definição da amostra, a mesma foi dividida em dois grupos de cinco membros para a realização
da pesquisa. O primeiro grupo foi denominado de experimento e o segundo grupo chamado de
controle.

3.4 Critérios de Seleção


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Os critérios de escolha utilizados na seleção dos alunos que participaram da pesquisa


basearam-se em: 1) os alunos deveriam ser identificados pela professora de língua portuguesa da
turma como alunos que possuem dificuldade na compreensão leitora de textos. 2)
Disponibilidade de tempo e de recursos no laboratório de informática da escola.

3.5 Variáveis

3.5.1 Controladas

As variáveis controláveis são aquelas que nos permitem controle e gerenciamento sobre
elas de tal forma que os dados possam ser tratados de forma clássica. No presente estudo a
variável controlada será a capacidade compreensão de texto após a leitura.

3.5.2 Não controladas

O estudo das variáveis não controláveis nos permite analisar casos em que algumas
variáveis não podem ser tratadas de forma clássica. No presente estudo essas variáveis não
controláveis se revelam no gênero dos participantes e/ou no nível de motivação e prontidão dos
estudantes para participarem da pesquisa.

3.6 Instrumentos de pesquisa

A pesquisa foi realizada mediante aplicação de leitura de texto do gênero jornalístico


(matéria publicada em jornal) sobre a poluição luminosa nos grandes centros urbanos de nosso
país. Acompanhado do texto havia um questionário com cinco perguntas sobre as ideias centrais
do texto. Na realização da leitura os dois grupos utilizaram mecanismos diferentes, enquanto o
grupo experimento foi conduzido ao laboratório de informática para a leitura com utilização do
recurso de hipertexto, o grupo controle foi conduzido ao espaço da biblioteca para a realização
da leitura do texto de forma impressa.

3.7 Materiais e métodos

Inicialmente após as primeiras leituras sobre a temática que seria abordada na pesquisa
passou-se a formular possíveis questionamentos acerca do baixo nível de compreensão leitora
dos alunos, a partir de tal constatação, discutiu-se a possibilidade de ferramentas de inovação
tecnológica nas aulas para buscar a elevação dos níveis de compreensão leitora das crianças.
Dentre as ideias aventadas, ganhou força a utilização de formas de leitura que ampliassem o
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espaço de exploração da criança acerca do texto, o que é encontrado na estrutura do hipertexto


como observa-se a seguir:

O hipertexto vem como uma ideia inovadora, para fazer com que o educando ao
fazer a leitura consiga interagir com o texto, tornando a apreensão do
conhecimento muito mais interessante, bem como para dar suporte estruturado
para aquele que pretende ser o mediador entre esse conhecimento e as alunos e
alunos da escola (KRZESINSKI; SCHWANZ, 2013, p. 03).

Para que se pudesse analisar o impacto da utilização do hipertexto na compreensão


leitora dos alunos, solicitou-se que ao final da leitura do texto os mesmos respondessem cinco
questões interpretativas sobre o assunto que fora lido, a partir das respostas obtidas poder-se-ia
definir ou não a eficácia da utilização do recurso tecnológico do hipertexto na elevação dos
níveis de compreensão leitora de alunos.

3.8 Tabulação dos dados

Os dados foram tabulados e apresentados em forma de tabelas mediante tratamento


realizado no programa Excel 365 do pacote office da Microsoft.

3.9 Aspectos éticos

Todos os aspectos éticos como beneficência, não-maleficência, justiça e equidade foram


rigidamente observados, sendo necessária ao pesquisado a anuência em participar
voluntariamente do estudo, onde tomou ciência da proposta da presente investigação. Essa
pesquisa foi conduzida de acordo com a Resolução 510 do CNS – Conselho Nacional de Saúde
de 07 de abril de 2016, que rege as pesquisas envolvendo seres humanos.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

A aplicação do procedimento de pesquisa encontrou como resultados o que observamos


a seguir na tabela abaixo:

Tabela 1: Notas obtidas na atividade de compreensão leitora


Amostra Aluno A Aluno B Aluno C Aluno D Aluno E Média de
Acertos (%)
Grupo
Experimento 8,0 10,0 8,0 8,0 8,0 84%
Grupo
Controle 4,0 4,0 2,0 4,0 6,0 40%

A tabela nos revela o resultado nota por nota de cada um dos cinco componentes que
formaram os dois grupos para aplicação do experimento. Na primeira análise observa-se que os
resultados mostram que os alunos submetidos a leitura de hipertexto obtiveram melhor
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rendimento na atividade de interpretação de texto se comparados com os alunos do grupo


controle.
Essa constatação consolida a premissa inicial que motiva a realização deste estudo, pois
coloca o recurso tecnológico do hipertexto a serviço de propósito que é elevar o nível da
compreensão dos alunos sobre aquilo que leem.
Mas sem pressa para analisar, ao passarmos um olhar mais pormenorizado nas respostas
obtidas pode-se notar que as habilidades solicitadas no exercício conferem resultados que
merecem uma reflexão mais aprofundada, antes de se concluir pela admissão completa da
hipótese motivadora da pesquisa.
Tabela 2 - Acertos por questão na atividade de compreensão leitora
Amostra Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4 Questão 5
Grupo 5 acertos 5 acertos 5 acertos 4 acertos 2 acertos
Experimento
Grupo 4 acertos 2 acertos 2 acertos 0 acertos 1 acerto
Controle

Passando a observar as questões do instrumento de avaliação da interpretação de texto


escolhido no experimento, observa-se que a questão número 1 do exercício perguntava ao aluno
o (s) fator (es) causador (es) da poluição luminosa, a diferença observada entre o grupo
experimento e o grupo controle não se configura como relevante, demonstrando que
independente do formato de texto utilizado os alunos foram capazes perceber a causa do
problema tratado no texto.
A questão número 2 do exercício tratava de uma inferência específica dos motivos que
faziam com que a poluição luminosa se tornasse objeto de preocupação por parte dos
astrônomos, neste caso os alunos que vivenciaram o hipertexto conseguiram perceber de maneira
mais clara a demanda específica, enquanto os alunos que realizaram a leitura convencional do
texto impresso não se saíram bem na análise da inferência específica.
A questão 3 do exercício é fundamental para a análise da compreensão leitora dos
alunos, pois questiona sobre a ideia central do texto lido. Sobre essa questão observou-se uma
disparidade importante, visto que o grupo controle não obteve bom resultado, ou seja, não
atingiu níveis adequados de entendimento sobre a ideia central do texto, enquanto no grupo
experimento todos os alunos acertaram qual seria essa ideia central.
A questão 4 do exercício tratava de questionar sobre a finalidade do texto, levando os
alunos a se questionarem objetivamente sobre a utilidade da informação, nesta questão também
observamos uma forte discrepância entre os resultados obtidos no grupo experimento e no grupo
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controle, este chegando a não apresentar nenhum acerto na questão, ou seja, os alunos não foram
capazes de capturar a finalidade do texto e fazer sua relação com a realidade.
Na questão número 5 do exercício a curiosidade fica por conta do baixo rendimento de
ambos os grupos, nenhum dos dois foi capaz de identificar em frases do texto os advérbios que
exprimiam ideia de tempo e negação, a pergunta era a única no escopo do exercício que fazia
alguma referência aos conteúdos gramaticais da língua portuguesa além da interpretação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A análise dos resultados mediante a observação do exercício de interpretação de texto


nos levam a concluir que a hipótese inicial da pesquisa foi alcançada, pois os alunos submetidos
ao trabalho com o hipertexto obtiveram notas superiores aos alunos que utilizaram o texto
impresso, porém quando se leva a análise para um olhar mais minucioso, como por exemplo,
questão por questão e a habilidade exigida em cada uma delas, alguns resultados levam a
reflexão de que a utilização do hipertexto não tenha impactos tão significativos na elevação dos
níveis de compreensão leitora, portanto, aponta-se para a necessidade de novos estudos, com
amostras mais robustas para que se averigue de maneira mais fidedigna o problema inicial deste
artigo.
Apesar disso, é inegável que a utilização do hipertexto e da tecnologia está cercada de
outras referências que agregam um valor a interpretação de texto e a construção de um novo
leitor. A ideia de ampliar a possibilidade do texto com interações com outros textos, gêneros e
elementos interpretativos dinamiza a leitura, torna o processo de ler menos mecânico e favorece
o desenvolvimento de uma certa autonomia do leitor em detrimento do poder que o autor exerce
no texto impresso.
Por fim, a consideramos que a utilização é válida e se constitui como uma ferramenta de
auxílio na formação de leitores e de desenvolvimento da compreensão leitora dos estudantes,
aproximando-os de uma realidade tecnológica cada vez mais presente no cotidiano humano e que
transforma nossas relações humanos, inclusive no campo educacional dentro do processo de
ensino-aprendizagem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COLL, C. Educação e aprendizagem no século XXI. In: Psicologia da educação virtual. Porto
Alegre: Artmed, 2010.

COSCARELLI, C. V. Os dons do hipertexto. In: Littera: Linguística e literatura. Pedro


Leopoldo: Faculdade de Ciências Humanas de Pedro Leopoldo, 2006.
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FLICK, U. Uma introdução à pesquisa qualitativa. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UECE, 2002. Apostila.

KRZESINSKI, C. C. F.; SCHWARZ, E. A. O uso do Hipertexto como um recurso pedagógico


ao estudo da Botânica no ensino de Ciências. In: Os desafios da escola pública paranaense na
perspectiva do professor. Cadernos PDE: SEE – PR, v. 1, 2013.

MACLEESE, R. Navigation and Browsing in hipertext: theory into practice. Oxford:


Intellect, 1993. Disponível em: https://books.google.com.br/books?
id=Z3rD8vVS2mAC&pg=PA5&dq=Navigation+and+browsing+in+hipertext. Acesso em 20
ago. 2018.

MANGILI, P. A. Hipertexto no ensino fundamental II: Estratégias de leitura. 2011.


Mestrado (Mestrado em Língua Portuguesa) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. P.
176

NISKIER, A. A nova sala de aula. Revista de Estudios Brasileños. Disponível em:


https://www.revistas.usp.br/reb/article/download/102714/100951/. Acesso em: 20 ago. 2018.

OLIVEIRA, J. V. C.; DINIZ, P. S.; TIMO, T. R.. A compreensão leitora em hipertextos


digitais e textos contínuos: uma análise comparativa. Cadernos CESPUC de Pesquisa Série
Ensaios, v. 2, n. 25, p. 70-88, 2014.
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ANEXOS

Apagão em escala planetária festejará o brilho das estrelas

Pouca gente ouviu falar de poluição luminosa, mas tal coisa existe e é um pesadelo na vida de
astrônomo, pois rouba a beleza do céu estrelado. Não foram os astros que perderam o frescor, a
humanidade é que iluminou intensamente a Terra e ofuscou a noite. A poluição luminosa é
causada pelo excesso de iluminação urbana. (…) para chamar a atenção para o problema,
astrônomos de diversos países começaram a organizar algo como o dia mundial do céu escuro. A
ideia é que as luzes das cidades fossem apagadas por alguns instantes. Isso em 18 de abril de
2005, quando seriam lembrados os 50 anos da morte de Albert Einstein. (Revista O Globo, Rio
de Janeiro, 3/10/2004)

1 – Da leitura do texto, pode-se entender que a poluição luminosa é provocada


a) pelo brilho intenso das estrelas.
b) pela perda do frescor dos astros.
c) pela pouca iluminação de algumas cidades.
d) pelo excesso de iluminação urbana.
e) pelo brilho lunar.

2 – De acordo com o texto, o excesso de iluminação é uma preocupação para os astrônomos


porque
a) dificulta a iluminação urbana.
b) ilumina excessivamente a cidade.
c) impede a plena observação das estrelas.
d) torna a noite ainda mais escura.
e) as pessoas se incomodam com tanta luz.

3 – A questão central tratada no texto é a


a) economia de energia.
b) beleza das estrelas.
c) pesquisa dos astros.
d) poluição luminosa.
e) A falta de luz.

4 – A finalidade desse texto é


a) informar a preocupação dos astrônomos.
b) denunciar os perigos de um apagão.
c) alertar sobre o consumo de energia.
d) valorizar o excesso de iluminação urbana.
e) mostrar a preocupação das pessoas referente a luz.

5 – Assinale a frase em que os advérbios expressam ideias de tempo e negação:


a) Falei calmamente com os embaixadores.
b) Não me pergunte as razoes da minha atitude.
c) Eles sempre chegam atrasados.
d) Hoje acreditei em você, mas não acreditarei mais!
e) Agora seremos felizes para sempre.