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1.

INTRODUÇÃO

1.1 Envelhecimento
Envelhecimento se caracteriza pelo processo de inúmeras transformações
físicas, emocionais, e sociais, como a diminuição das capacidades motoras e de
mobilidade, redução de rede neural que implica na alteração do tempo de reação,
raciocínio e agilidade.
1.2 Solidão
Por se tratar de algo tão intimo acaba se tornando difícil definir o que é
solidão. Vivemos em um mundo tecnológico onde é possível conectar pessoas,
entretanto, grande parte dos jovens e idosos queixam-se de solidão. Este
sentimento angustiante de não pertencimento e isolamento social, tem ganhado
força especialmente na terceira idade, o qual traz uma sensação de vazio que pode
desencadear em doenças mais graves. Se trata de um sentimento profundo que não
tem relação direta com o ter companhia ou estar sozinho.
Diante dessa questão existem diversos autores com as mais variadas
definições de solidão como: “sentir-se só não é sinônimo de estar só”. Em muitos
casos os idosos podem estar rodeados de pessoas e possuir este sentimento.
Os principais motivos que levam as pessoas em fase de envelhecimento a
sentirem solidão são em muitos casos, a perda de seu companheiro, a saída de
seus filhos de casa, a falta de oportunidade no mercado de trabalho e principalmente
a falta de afeto dos familiares.
Esta fase deve ser observada de maneira cautelosa, pois não há como medir
a intensidade do sofrimento de cada idoso, o qual pode manifestar-se de formas
distintas tais como: isolamento, tristeza, falta de interesse em realizar as tarefas
diárias ou em se relacionar com as demais pessoas, o que pode resultar em
depressão e até mesmo em suicídio.

2. COMPORTAMENTO SUICIDA DO IDOSO


As experiências vivenciadas pelo idoso em sua fase adulta, bem como sua
personalidade poderão interferir no processo de envelhecimento.

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Os estudos têm mostrado que é preciso conhecer e identificar as
circunstâncias em que germinam comportamento suicida para compreender o
fenômeno e preveni-lo.
Verificamos que nenhum fator singular é suficiente para explicar por que uma
pessoa comete suicídio ou deseja fazê-lo. Seu comportamento é influenciado por um
conjunto de elementos que se associam e envolvem razões pessoais, sociais,
psicológicas, culturais, biológicas e ambientais.

2.1 FATORES DE RISCO / DOENÇAS


Vida precária, violência na infância, os laços familiares conflituosos, o
abandono físico e afetivo, a morte de pessoas referenciais, os problemas crônicos e
incapacitantes de saúde, perdas do cônjuge e dos filhos, perda do lar, sentimento de
solidão, abuso de álcool e de drogas, são os principais disparadores.
O sentimento de solidão pode desencadear outros tipos de doenças, como:
pressão alta, estresse e ansiedade, insônia, dores nos músculos e articulações,
maior chance de dependência de medicamentos e principalmente a depressão.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Consideramos a necessidade de reconhecer a solidão como um problema
simultaneamente de saúde e social com tendência a agravar-se. A relevância da
questão da solidão, é de extrema importância, principalmente levando em
consideração a perspectiva do idoso sobre o assunto que tem assolado muitas
pessoas a cada dia.
A observação do tema nos convida a uma importante análise e nos leva a
pensar em ações práticas para aliviar o sentimento de solidão dos idosos. Há que se
pensar em alternativas e programas que incentivem a socialização da população
idosa de forma que contribuam para a saúde e o bem-estar, que minimizem o
sofrimento do idoso e colaborem para que tenham melhor qualidade de vida.
Quanto ao problema do suicídio somos conduzidos a uma profunda reflexão e
guiados pelas vielas escuras da tristeza humana, trazendo consigo o sabor amargo
da desesperança de quem cansou de sofrer e, para aliviar a dor insuportável, decide
dar cabo da própria vida.

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Diante disso, salientamos a importância de compreender as circunstâncias
para prevenir os fatores que provocam esta atitude, criando uma consciência da
complexidade do fenômeno do comportamento suicida e de alguma forma poder
auxiliar os que sofrem deste distúrbio.
Por fim, consideramos que prevenir o suicídio é uma ação de apoio e
compaixão que exige atenção personalizada das pessoas idosas, por parte das
famílias, dos serviços sociais e de saúde, mas também da sociedade.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Rev. bras. geriatr. gerontol. vol.19 no.2 Rio de Janeiro mar./abr. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1809-98232016019.150085 

Minayo M. C. S., Figueiredo, A.E.B. Mangas, R.M. O comportamento suicida de


idosos institucionalizados: histórias de vida.

Physis vol.27 no.4 Rio de Janeiro out./dez. 2017

http://dx.doi.org/10.1590/s0103-73312017000400007

Biasus Felipe, Reflexões sobre o envelhecimento humano: aspectos psicológicos e


relacionamento familiar.

Perpectiva, Erechim. v. 40, n.152, p. 55-63, dezembro/2016

http://www.uricer.edu.br/site/pdfs/perspectiva/152_594.pdf

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