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AVALIAÇÃO DOS DIFERENTES NÍVEIS DE LISINA DIGESTÍVEL

SOBRE O DESEMPENHO PRODUTIVO, EM DIETAS DE FRANGOS DE


CORTE O 21 DIAS DE IDADE NAS CONDIÇÕES PRODUTIVAS
DA VILA ULÓNGUÈ

Simões Luo Araújo

1
UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

CURSO DE ENGENHARIA AGRO- PECUÁRIA

AVALIAÇÃO DOS DIFERENTES NÍVEIS DE LISINA DIGESTÍVEL


SOBRE O DESEMPENHO PRODUTIVO, EM DIETAS DE FRANGOS DE
CORTE, DO 21 DIA DE IDADE NAS CONDIÇÕES PRODUTIVAS
DA VILA ULÓNGUÈ

Simões Luo Araújo

Ulónguè, 2017

2
UNIVERSIDADE ZAMBEZE
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

CURSO DE ENGENHARIA AGRO- PECUÁRIA

AVALIAÇÃO DOS DIFERENTES NÍVEIS DE LISINA DIGESTÍVEL


SOBRE O DESEMPENHO PRODUTIVO, EM DIETAS DE FRANGOS DE
CORTE O 21 DIA DE IDADE NAS CONDIÇÕES PRODUTIVAS
DA VILA ULÓNGUÈ

Autor: Simões Luo Araújo

Orientador: MSc Eng . Marques da Graça Paulo António Massocha.

Monografia submetida á Universidade Zambeze,


Faculdade de Ciências Agrárias, Ulónguè, em parcial
cumprimento dos requisitos para a obtenção do grau de
Licenciatura em Engenharia Agro-pecuária, em área de
concentração de Produção Animal.

Ulónguè, 2017

3
DECLARAÇÃO DE AUTORIA

Eu, Simões Luo Araújo declaro que esta Monografia é resultado do meu próprio
trabalho e está a ser submetida para a obtenção do grau de Licenciatura em engenharia agro-
pecuária na Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade Zambeze, Ulónguè.

Ela não foi submetida antes para obtenção de nenhum grau ou para avaliação em
nenhuma outra Universidade.

__________________________________________________

(Simões Luo Araújo)

Ulónguè, aos______de____________________de 2017

i
DEDICATÓRIA
Ao meu pai Luo Simões Araújo e minha mãe Rosa Andrade, pela vida, pelos
ensinamentos transmitidos, pela confiança, conselho, sacrifícios e paciência que tem me dado
que serviram sempre como base para atingir os meus objectivos.

Aos meus irmãos, Manuel Andrade, Alberto Simões, Olga Araújo, Sheila Araújo e
José Luo Araújo, pelos incentivos e acima de tudo pelas palavras encorajadoras no sentido de
continuar apostando na academia, e pelos seus apoios que foram cruciais para chegar ao
objectivo final, e aos meus anti-queridos Avôs, Araújo Moguene e Tsai Rainha pelo apoio
espiritual e porque acreditavam no meu sucesso (in memoriam).

Dedico ‫ﺇ‬

ii
AGRADECIMENTOS

Agradecer em primeiro lugar ao Pai do mundo, o todo-poderoso Deus pelo dom e guia da
vida.

À Universidade Zambeze, pela oportunidade concedida para realizar formação

Ao meu orientador Eng°. Marques da Graça Massocha pelo acompanhamento e paciência


de ter me aturado como seu tutorando e contribuir para que o experimento fosse um sucesso,
segundo pela sua amizade e ensinamentos encorajadores.

Ao Eng°. Telís Cumbe e Eng°. Xavier Paulino pela força e pelo apoio de ter contribuído
no processar os dados.

Ao Sr. Manuel Elias Tsogolane por investir em toda material, e apoios monetários Para
realização do experimento, amizade, ensinamentos, encorajamento, no seu todo.

A minha namorada Isabel De Jesus Carlos Xavier, por quebrar todas as diferenças e
enfrentar as consequências, por estar sempre presente durante o percurso, e ter aturado tornando
especial com seu amor e no apoio e força para continuar com os desafios da vida.

Aos meus grandes amigos e companheiros da engenharia, Armando Nhamirre, Alberto


Zangarote, Amadeus Pelembe, Amarildo Ussen, Arsénio Julai, Alberto Munhepe André Castro,
Bonifácio Henriques, Benigna Matsuque, Claudio Dede, Castelo Orlando Edson Nhampale,
Eunicio Augusto, Edson Faqueiro, Flávio Ofice, Filipe José, Fausio Magaço, Jeff Mazivila,Isabel
Mafica, Leonilde Matias, Nivaldo Luis, Leonardo Truzão, Laissone Carlos, Lucas Arnaldo,
Justino João, Jeremias Portugal, Juvência Maviga, Tiago Mangue, Nelson (keyta), Roberto
Nazaré, pelo companheirismo nos momentos bons e maus.

iii
RESUMO

O objectivo da pesquisa foi de avaliar os diferentes níveis de lisina na ração comercial


sobre o rendimento produtivo e a viabilidade económica em dieta de frangos de corte. Foram
usados 198 aves do 10 dia da linhagem Ross, distribuídos em delineamento inteiramente
casualisado (D.I.C) com 3 tratamentos e 3 repetições, sendo que o T1 (tratamento testemunho);
T2 (tratamento com nível de lisina à 0,80 %) e o T3 (tratamento com nível de lisina à 1,20 %).
Do 10 à 7 0
dia de idade as aves encontravam na mesma área administradas água e ração não
suplementada, O período experimental foi de 8-21 dias, onde os tratamentos T2 e T3 receberam
a suplementação com lisina e respectivos níveis de acordo com os tratamentos. A avaliação dos
indicadores, mostraram que houve diferenças significativas (P <0,05) sobre os desempenhos
produtivos, cortes nobres e económicos, onde o T3 apresentou melhores resultados.

Palavras-chaves: frangos de corte, lisina digestível, desempenho produtivos.

iv
ABSTRACT

The objective of the research was to evaluate the different levels of lysine in the
commercial diet on yield and economic viability in broiler diets. A total of 198 birds of the 10th
day of the Ross lineage, distributed in a completely randomized design (D.I.C) with 3 treatments
and 3 replicates, were used; T1 (control treatment); T2 (treatment with 0.80% lysine level) and
T3 (treatment with lysine level at 1.20%). From 10 to 7 days of age the birds found water and
non-supplemented feed in the same area. The experimental period was 8-21 days, where
treatments T2 and T3 were supplemented with lysine and respective levels according to
treatments. The evaluation of the indicators showed that there were significant differences (P
<0.05) on the productive performances, noble and economic cuts, where T3 presented better
results.

Keywords: broiler chickens, digestible lysine, productive performance.

v
LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Evolução da tecnologia na avicultura de corte (1950-2015) ........................................14

Tabela 2:Composição por grama do complexo (Amprolium) .....................................................23

Tabela 3: Requerimentos nutricionais de frangos de corte ..........................................................25

Tabela 4: Média dos pesos corporais semanais em diferentes níveis de lisina digestível na dieta
de frangos de corte. ......................................................................................................................28

Tabela 5: Ganho médios semanais avaliados em diferentes níveis de lisina digestível na dieta de
frangos de corte. ............................................................................................................................29

Tabela 6: Consumo da ração em diferentes níveis de lisina digestível na dieta de frangos de


corte. ..............................................................................................................................................30

Tabela 7: Conversão alimentar semanal avaliados em diferentes níveis de lisina digestível na


dieta de frangos de corte. ..............................................................................................................32

Tabela 8: Peso de abate e de cortes nobres avaliados em diferentes níveis de lisina digestível na
dieta de frangos de corte. ..............................................................................................................33

Tabela 9: Indicadores económicos avaliados em dieta de frangos de corte dos diferentes níveis
de lisina digestível em condições produtivas da vila Ulónguè. ....................................................34

vi
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

Ad libitum: A vontade

Apud: citado por

CA: Conversão Alimentar

CR: Consumo de Ração

GMS: Ganho médio semanal

mt: Meticais

PA: Peso de abate

PC: Peso de Carcaça

PVS: Peso vivo semanal

RC: Rendimento de Carcaça

Ton: Tonelada

%: Percentagem

g: Grama

Kcal: Quilocalorias

Kg: Quilograma

m2: Metros quadrados

Mt: Metical

0
C: Graus Celsius

vii
SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO ....................................................................................................10

1.1.DEFINIÇÃO DO PROBLEMA .................................................................................12

1.2. JUSTIFICATIVA ...................................................................................................12

1.3.HIPÓTESE ............................................................................................................12

1.4.OBJECTIVOS.....................................................................................................13

1.4.1.Geral: .................................................................................................................13

1.4.2. Específicos: ........................................................................................................13

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA.............................................................................14

2.1.NUTRIÇÃO GERAL ..............................................................................................14

2.2. TENDÊNCIAS MUNDIAL DE PRODUÇÃO DE FRANGOS DE CORTE ....................14

2.3.PROTEÍNA E AMINOÁCIDOS PARA FRANGOS DE CORTE ...................................15

2.4.DIGESTIBILIDADE DOS AMINOÁCIDOS ..............................................................16

2.5. O AMINOÁCIDO REFERÊNCIA ............................................................................16

2.6. O AMINOÁCIDO LISINA ......................................................................................17

2.6.1.Exigência de lisina ................................................................................................17

2.6.2.Suplementação de lisina na dieta de aves ..................................................................17

2.6.3.Exigências de lisina para frangos segundo o genótipo .................................................18

2.6.4.Exigências de lisina segundo o sexo ........................................................................18

2.6.5.Exigências de lisina segundo o ambiente térmico .......................................................18

2.6.6.Exigências de lisina e desafio imunológico ...............................................................19

viii
2.6.7.Exigências de lisina para frangos de corte segundo a idade..........................................19

2.7.MÉTODOS PARA ESTIMAR AS EXIGÊNCIAS DE LISINA EM FRANGOS DE .........20

2.8. PROTEÍNA IDEAL................................................................................................20

2.7. EFEITO DA REDUÇÃO DO NÍVEL DA PROTEÍNA BRUTA DA RAÇÃO SOBRE A .21

3.MATERIAL E METÓDOS ..................................................................................23

3.1. LOCALIZAÇÃO, DADOS CLIMÁTICOS E PERÍODO EXPERIMENTAL ..................23

3.2 INSTALAÇÕES, AVES E PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS .............................23

3.3. PARÁMETROS AVALIADOS ................................................................................27

Avaliação do desempenho produtivo ...............................................................................27

Indicadores Económicos ................................................................................................27

Análise estatística .........................................................................................................28

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO .........................................................................29


4.1. DIFERENTES NÍVEIS DE SUPLEMENTAҪÃO DA LISINA DIGESTÍVEL SOBRE
DESEMPENHO PRODUTIVO ......................................................................................29

5. CONCLUSÃO...................................................... Erro! Marcador não definido.

6. RECOMENDAÇÕES ..........................................................................................38

7.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................39

APÊNDICES .I. .......................................................................................................44

ix
1.INTRODUÇÃO
Com os avanços ao nível Mundial em pesquisas científicas na área de nutrição, o
conhecimento do metabolismo proteico, as rações para aves que antigamente eram formuladas
para satisfazer as necessidades de proteína bruta dos animais, actualmente são substituídas com o
uso de aminoácidos sintéticos na dieta do animal, os nutricionistas passaram a formular as rações
com o objectivo de satisfazer as necessidades específicas de aminoácidos essenciais (ARAÚJO
et al., 2004). Tem-se aprimorado o progresso genético em termos de melhoria na taxa de
crescimento, conversão alimentar e rendimento de carne, e um desafio constante do ponto de
vista nutricional, ja que a expressão fenotípica do potencial genético depende do ambiente, e
tornou-se possível formular rações com níveis reduzidos de proteína bruta, com o perfil
aminoácido mais próximo da exigência do animal, pois as possíveis deficiências em aminoácidos
totais, em virtude da redução do nível proteico das rações, podem ser corrigidas com a inclusão
desses aminoácidos digestíveis, (GOMIDE, et al., 2009).

Um dos focos prioritários da estratégia de plano de acção para produção de alimentos


(PAPA) em Moçambique e actualmente no programa governamental para fomento pecuário
prioriza-se espécies precoces em que o subsector da avicultura é mais enfatizado, pelo que, se
reduzam as importações e os custos de produção de frangos, a partir da promoção do
desenvolvimento sustentável da produção de frangos no país e competitividade a nível regional
(MINAG, 2008).

A intensificação da produção avícola, é obtida por intermédio de melhores padrões


nutricionais e genéticos, faz com que os frangos tenham alterações de ordem metabólicas,
originando perdas por mortalidade, além de maior deposição de gordura. É evidente que a
máxima eficiência económica e a redução do impacto ambiental, atributos dos modernos
sistemas de produção, devem ser considerados, imprescindível ainda é considerar a saúde
humana em busca da qual se almeja, actualmente tende-se em fornecer ao consumidor um
produto que seja de alto valor proteico e tenha menores teores de gordura, reflectindo em maior
valor nutricional e proporcionando elevados índices de produtividade e retornos económicos mas
rápidos (EMBRAPA, 2006).

10
O crescimento animal é influenciado pelo nível energético e proteico da dieta, sendo que
estes são os nutrientes que mais sobrecarregam a ração em consideração que a produção agro-
industrial visa uma eficiente conversão da proteína da dieta em proteína ideal (TOLEDO et al.,
2004). Para tal é necessário que tecnologias sejam usadas com o objectivo de viabilizar a redução
no aporte proteico das dietas, sem interferir negativamente no desempenho das aves, ou
buscando suplementações que possam melhorar sua eficiência, perante isto, como forma de
contornar o problema, tem aumentado consideravelmente o uso dos aminoácidos sintéticos na
ração em especial os sulfurados (VIEIRAS et al. (2006). Isto, porém, somente foi e está sendo
possível através da selecção genética e da melhoria no maneio da criação, associadas a uma
nutrição adequada (LOBLEY, 1998). A redução do conteúdo proteico e a suplementação da
ração com aminoácidos industriais são os principais recursos para redução da excreção de
nitrogénio (WAIBEL et al., 2000).

Tendo sido observado que dietas elaboradas dentro do conceito de proteína ideal têm
melhorado a deposição e o rendimento de carne na carcaça, além disso, a carência dos
aminoácidos pode implicar na redução no desempenho animal ou potencializar o catabolismo de
outros aminoácidos, razão esta da maior excreção de nitrogénio, isto é, o baixo nível de proteína
bruta e em simultâneo o ajuste das relações aminoacídicas às suas necessidades de exigências,
excretam menor quantidade de nitrogénio para o ambiente, ou seja, é menor o potencial poluidor
dos seus dejectos (PERREIRA et al., 2010)

O conhecimento das exigências em aminoácidos pode reduzir o custo económico e


biológico das pesquisas, destacando-se a possibilidade de obter exactidão nos valores usados na
formulação de dietas ao fornecer aminoácidos dentro de uma amplitude aceitável com as
recomendações nutricionais a partir da exigência, bem como a validação do impacto económico
dos regimes de alimentação (RIBEIRO et al., 2008). Levando-se em consideração ainda, que
uma menor taxa de deposição lipídica será importante para a composição final do produto,
(AJINOMOTO, 2006).

11
1.1.DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
Qual é a influência dos diferentes níveis da lisina digestível na ração comercial sobre o
desempenho produtivos e viabilidade económica do frango de corte estudados em condições
produtivas da vila Ulónguè?

1.2. JUSTIFICATIVA
Na avicultura em geral, o principal nutriente a ser convertida em músculo é a proteína,
contudo, a ração constitui o maior custo na produção de frangos de corte, isto é, cerca de 75%
dos custos totais de produção torna-se um factor preponderante para a eficiência do processo
produtivo com elevada taxa do desempenho produtivo apresentada pelos frangos de corte.

A lisina é utilizada como aminoácido referência para o modelo da proteína ideal, por ser
de fácil análise nos alimentos e sua função no metabolismo, e sendo assim é utilizada quase que
exclusivamente para deposição de proteína corporal (SILVA et al., 2010). A produção comercial
de aminoácidos sintéticos viabilizou a redução dos teores de proteína bruta (PB) das rações,
devido à facilidade e disponibilidade das inclusões deles na ração (SAKOMURA &
ROSTAGNO, 2007).

Para que haja optimização de índices zootécnicos, existe necessidades da utilização de


aminoácidos concretamente a lisina para atender positivamente a capacidade de se ter um
rendimento de carcaça alto com uma viabilidade economicamente baixa ao consumo da ração em
relação a rápida resposta fisiológica (BERTECHINI, 2006).

1.3.HIPÓTESE
Os frangos submetidos a alta dose de lisina podem apresentar melhor desempenho
produtivo e consequentemente maior viabilidade económica.

12
1.4.OBJECTIVOS

1.4.1.Geral:
 Estudar a influência de diferentes níveis de lisina na ração comercial sobre o desempenho
produtivo e viabilidade económica dos frangos de corte.

1.4.2. Específicos:

 Avaliar a influência das diferentes doses de lisina sobre o desempenho produtivo (peso
vivo, consumo da ração, ganho de peso e conversão alimentar).
 Avaliar os diferentes níveis de lisina sobre os cortes comerciais (peito, coxa e Sobre-
coxa).
 Avaliar os indicadores económicos

13
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1.NUTRIÇÃO GERAL
A nutrição adequada dos frangos de corte depende de conhecimento técnico sobre
nutrientes, energia, aminoácidos, minerais, vitaminas, ácidos graxos e água (BELLAVER, 2003).
A alimentação constitui um dos factores de maior relevância na exploração avícola, pois uma
dieta adequada pode promover melhoria tanto na produtividade quanto no rendimento de carcaça
(SOUZA et al., 2008). Outra alternativa é a de utilização de dietas com alta densidade nutricional
tem sido uma melhoria constante no rendimento de peito, a maciez da carne é o parâmetro de
qualidade mais importante exigido pelo consumidor e ainda para reduzir custos na produção,
tem-se buscado alternativas que visam o melhor aproveitamento dos ingredientes das rações,
tendo em vista que a alimentação é responsável pela maior parte destes custos (MENTEN, et al.
2008; BALOG et al., 2008).

2.2. TENDÊNCIAS MUNDIAL DE PRODUÇÃO DE FRANGOS DE CORTE


A tendência mundial de produção de frangos de corte para deposição de carne magra e a
elevação dos preços das fontes proteicas têm motivado nutricionistas a formularem rações que
atendam adequadamente às exigências em aminoácidos desses animais, por outro lado, o nível
adequado de aminoácidos na ração pode melhorar a eficiência alimentar, a taxa de crescimento e,
consequentemente, aumentar o rendimento económico da actividade avícola (LORA et al.,
2008). A alimentação representa a maior parcela dos custos de produção na criação avícola e por
isso a utilização de alimentos alternativos de qualidade e de composições conhecidas para
formulação de rações de custo mínimo possibilitam uma adequação económica mais conveniente
ao produtor (RODRIGUES et al., 2008). Tomando em conta alterações da base de produção à
comercialização, importa referenciar que os progressos foram obtidos pelos avanços em
genética, sanidade e nutrição, resultando na redução dos custos por meio da instalação de
equipamentos desenhados especificamente para atender as novas exigências nutricionais da
produção avícola referente aos aminoácidos em relação à proteína ideal (DÍAZ, 2007).

14
Tabela 1: Evolução da tecnologia na avicultura de corte (1950-2015)

Década Natureza Evento


1950-1960 Genética Cruzamentos/híbridos
1960-1970 Sanitária Higiene/profilaxia/vacinas
1970-1980 Nutrição Programação linear
1980-1990 Maneio Instalações e Equipamentos
1990-2000 Meio ambiente Controlo e Climatização
2000-2010 Marketing Qualidade/Diferenciação
2010-2020 Proteína Aminoácidos e proteína ideal

Fonte: Elaboração própria, dados (GARCIA, 2009).

2.3.PROTEÍNA E AMINOÁCIDOS PARA FRANGOS DE CORTE


O termo proteína é oriundo da palavra grega “protos” que significa “a primeira” ou “a
mais importante”. As proteínas são as macromoléculas mais abundantes nos seres vivos,
constituindo cerca de 50% do peso vivo (em base seca). São responsáveis por uma grande
diversidade de funções biológicas, determinada pelo número, a classe e a sequência dos
aminoácidos que compõem suas unidades estruturais (GONZÁLEZ e SILVA, 2006).

Os aminoácidos são classificados, nutricionalmente, em essenciais e não essenciais. Os


aminoácidos essenciais são aqueles que não são sintetizados no organismo em velocidade
suficiente para atender as necessidades de máximo desempenho do animal, considerando que
alguns desses aminoácidos necessitam de muitos passos metabólicos para sua biossíntese, podem
ser considerados como indispensáveis nas dietas, sendo que a sua ausência impediria o
organismo animal de realizar síntese proteica, e consequentemente terá um desempenho
produtivo ineficiente por não expressar todo seu potencial genético em razão as exigências
necessitadas pelo organismo (VIANA et al., 2009).

15
2.4.DIGESTIBILIDADE DOS AMINOÁCIDOS
A proteína é um dos nutrientes que mais tem impacto na produção animal, portanto, deve
estar presente na alimentação em quantidades adequadas, além deste aspecto quantitativo deve-se
levar em conta o aspecto qualitativo, isto é, seu valor nutricional, que dependerá de sua
composição, digestibilidade, biodisponibilidade de aminoácidos essenciais, ausência de toxidade
e de factores anti-nutricionais (PIRES et al., 2006). Considerando que os animais não utilizam os
nutrientes dos diferentes ingredientes de forma semelhante, deve-se ponderar que estes não são
totalmente digeridos (FRAIHA, 2002). A digestibilidade inclui os processos de digestão,
absorção e metabolismo dos nutrientes e pode ser descrita como o coeficiente de absorção de um
nutriente, em geral expresso como percentagem do que foi retido em relação ao que foi ingerido
(FRAIHA, 2002).

De acordo com BORGES et al. (2003), relataram que a microbiana do trato


gastrointestinal pode ser responsável pela degradação da parte dos aminoácidos que chegam a
ele, subestimando os valores de coeficientes de digestibilidade verdadeira dos aminoácidos
essenciais. Os aminoácidos ingeridos pelos animais são absorvidos no trato gastrointestinal e
destinados tanto para repor as perdas obrigatórias endógenas como para síntese de substâncias
não proteicas, na deposição de tecidos e formação de produtos (SAKOMURA e ROSTAGNO,
2007).

2.5. O AMINOÁCIDO REFERÊNCIA


Para viabilizar a redução dos níveis proteicos das rações e o atendimento dos
requerimentos aminoácidos dos animais, é necessário determinar com maior exactidão as
necessidades específicas de cada aminoácido, a lisina, apesar de ser o segundo aminoácido
limitante, depois da metionina, foi escolhido como aminoácido referência para o modelo de
proteína ideal por ser utilizada quase que exclusivamente para deposição de proteína corporal no
organismo do animal, constituinte de maior participação nas proteínas musculares e auxiliando
directamente na elevada taxa de deposição de carne na carcaça, entretanto, vários são os factores
que afectam a sua eficiente utilização pelos animais, estes, ligados ao animal, ao ambiente e
principalmente às dietas (D’MELLO., 2003 e LANA et al., 2005).

16
2.6. O AMINOÁCIDO LISINA
Lisina é um aminoácido que possui características polares, cadeia lateral hidrofílicas e
cetogenica (NELSON et.al., 2008). Porem também é um aminoácido essencial, e é considerada
como aminoácido padrão no conceito de proteína ideal, sendo usada como referência para
actualizar as necessidades de outros aminoácidos, por intermédio de relações simples, neste
contexto, a determinação das exigências de aminoácidos para frangos de corte e o atendimento as
exigências nutricionais dos animais, com a adição de aminoácidos industriais nas dietas, nas
diferentes fases de criação, de acordo com o conceito de proteína ideal é de fundamental
importância para a optimização da produção avícola ( SAKOMURA & ROSTAGNO, 2007).

2.6.1.Exigência de lisina
A determinação da real exigência de lisina é factor de grande importância para a
avicultura, pois permite a aplicação do conceito de proteína ideal à formulação de dietas para
frangos de corte (BUTERI et al., 2009).

Diversos factores influenciam a exigência de aminoácidos, como estresse, linhagem,


ambiente térmico, teor de proteína da ração, energia digestível e, principalmente, os alimentos
utilizados na formulação das rações, (LANA et al., 2005). Embora as exigências para
aminoácidos mudem devido aos factores citados, as relações ideais permanecem similares.

2.6.2.Suplementação de lisina na dieta de aves


O conhecimento das exigências em aminoácidos pode reduzir o custo económico e
biológico das pesquisas, destacando-se a possibilidade de obter exactidão nos valores usados na
formulação de dietas ao fornecer aminoácidos dentro de uma amplitude aceitável com as
recomendações nutricionais a partir da exigência, bem como a validação do impacto económico
dos regimes da alimentação (RIBEIRO et al., 2008).

A determinação da exigência de lisina é factor de grande importância para a moderna


avicultura, segundo GANDRA (2012), relata que os animais não são capazes de sintetizar alguns
aminoácidos para que sejam satisfeitas suas exigências, por isso há necessidade de fornecê-los
por via de dietas e a partir disso o conceito de aminoácidos limitantes e essenciais serão
adoptados e ao formular uma nova dieta não resultará em perdas e nem excesso de aminoácidos.

17
A exigência de lisina pode ser influenciada por diversos factores, dentre os quais se destaca a
composição do ganho corporal que é responsável pela diferença entre as exigências de machos e
de fêmeas e entre aves de diferentes linhagens (BUTERI et al., 2009).

2.6.3.Exigências de lisina para frangos segundo o genótipo


As características genéticas dos frangos de corte têm mudado nas últimas décadas, no
início do processo de selecção havia ênfase somente para os critérios produtivos, como
velocidade de crescimento e conversão alimentar, actualmente são focados também outros
critérios como, qualidade e quantidade de carne na carcaça, rendimento de cortes nobres,
uniformidade e deposição de gordura (BERTECHINI, 2006). As diferenças entre genótipos têm
sido reportadas por terem diferentes razões de crescimento, ingestão de alimentos e eficiência
alimentar (STERLING et al., 2006).

Actualmente, o foco das grandes companhias tem sido a selecção para conversão
alimentar e alta deposição de carne na carcaça, isso pela determinação das exigências de
aminoácidos essenciais e de diferentes programas de nutrição para maximizar o desempenho de
cada genótipo (AJINOMOTO, 2006).

2.6.4.Exigências de lisina segundo o sexo


O sistema comercial de criação de frangos de corte no Mundo, já trabalha com dois tipos
de criação que são: criação mista (machos e fêmeas) e sexuada (machos ou fêmeas), sendo que o
desempenho de frangos de corte machos apresenta-se superior em relação ao das fêmeas,
destacando-se a necessidade de maior aporte de nutrientes, principalmente da lisina para uma
eficiente síntese proteica. Sendo assim, compatível com sua maior velocidade de crescimento
(COSTA et al., 2001).

2.6.5.Exigências de lisina segundo o ambiente térmico


Sendo as aves animais homotérmicos mantem-se em temperaturas corporal relativamente
constante, estes fazem ajustes quanto ao calor produzido pelo metabolismo e o calor ganho do
ambiente. De acordo com CELLA et al. (2001) Para que o animal tenha optimização de seu
potencial genético e eficiência alimentar, faz-se necessário que o ambiente esteja em equilíbrio

18
de acordo com suas necessidades fisiológicas, em que utilize o mínimo de energia de mantença e
produção para dissipação de calor corporal (estresse por calor) ou na produção de calor corporal
(termogênese). A temperatura do local de criação tem forte influência sobre a fisiologia e o
metabolismo energético de frangos de corte, assim, o estresse proporcionado por temperaturas
acima da zona de conforto dos animais influencia directamente no baixo consumo de ração e alto
consumo de água, como forma de diminuir o incremento calórico da digestão e dissipar o calor
corporal, consequentemente isso contribui para redução de ganho de peso e menor eficiência na
conversão alimentar (ROSTAGNO et al., 1995 e CELLA et al., 2001).

2.6.6.Exigências de lisina e desafio imunológico


O desafio imunológico resulta em diminuição da ingestão de alimentos, e, por
conseguinte em queda de produtividade pela diminuição na taxa de crescimento e na deposição
proteica (ABREU, 2007). Com a activação do sistema imune, no metabolismo ocorrem
alterações quanto ao destino dos nutrientes da dieta (aminoácidos), estas mudanças durante ou
após o estresse imunológico, são efectivadas pela liberação de mediadores proteicos,
denominados como citocinas, portanto, as modificações no metabolismo pela resposta imune ou
inflamatória podem provocar alterações nas exigências de aminoácidos (STALHY 1998, apud
ABREU, 2007)

2.6.7.Exigências de lisina para frangos de corte segundo a idade


Atenção especial deve ser dispensada à nutrição de frangos de corte na fase pré-inicial,
quando ocorre maior desenvolvimento fisiológico, influenciando directamente o desempenho das
demais fases (AJINOMOTO, 2004). Nesse conceito, a utilização de dietas pré- iniciais (de 1 a 7
dias), tem sido bem aceito pela indústria avícola nos últimos cinco anos. Pois, esta fase
representa 15% do período total de produção, porém consome apenas (3 a 4 %) do total de
alimento, o que justifica a atenção especial para os níveis nutricionais e para a qualidade dos
ingredientes destas dietas (BURIN, 2004 apud NASCIMENTO, 2007).

Como a lisina é o aminoácido referência para a proteína ideal, suas exigências para cada
uma das fases da criação devem ser determinadas com maior precisão, deve-se atentar no
entanto, à nutrição dos pintos nas primeiras semanas de vida, pois nesta fase ocorrem muitas

19
mudanças, como o desenvolvimento das vilosidades intestinais e a hipertrofia muscular (SOUZA
et al., 2005).

2.7.MÉTODOS PARA ESTIMAR AS EXIGÊNCIAS DE LISINA EM FRANGOS DE


CORTE
O método dose-resposta é tradicionalmente utilizado em estudos para estimar as
exigências de lisina de frangos de corte, este método baseia-se na descrição quantitativa de
variáveis produtivas ou indicadores metabólicos em resposta ao aumento da concentração de
lisina nas dietas, sendo a exigência, correspondente a concentração de lisina capaz de maximizar
ou optimizar determinada resposta, (OWENS & PETTIGREW, 1989; SAKOMURA &
ROSTAGNO, 2007). Por ser prático e de fácil execução, o método dose resposta tem sido
utilizado na grande maioria dos estudos para definir as exigências de aminoácidos das aves,
constituindo a base para a elaboração de tabelas como o “Nutrient Requirements of Poultry”
(NRC, 1994) e as Tabelas Brasileiras para Aves (ROSTAGNO et al., 2000; ROSTAGNO et al.,
2005), Entretanto, sabe-se que as concentrações óptimas de aminoácidos nas dietas podem variar
em função de factores como potencial genético, idade, sexo, temperatura ambiente, níveis
nutricionais, fontes de energia e proteína, condições sanitárias e de maneio (BAKER, 1994,
LEMME, 2005; SAKOMURA &ROSTAGNO, 2007).Além de sofrerem influência directa do
modelo matemático utilizado para interpretar as respostas (PESTI et al., 2009; SIQUEIRA et al.,
2009).

2.8. PROTEÍNA IDEAL


Entre os componentes da ração, a proteína é considerada o nutriente que proporciona o
maior incremento calórico durante seu metabolismo quando comparada ao carbohidratos e a
gordura, assim sendo, uma redução no teor proteico da dieta diminuiria a carga de calor recebida
pelo animal (MUSHARAF e LATSHAW, 1999). O empregue de aminoácidos digestíveis e o
conceito de proteína ideal permitem que se reduza o impacto da produção animal sobre o meio
ambiente por meio da redução da carga de nutrientes presentes nas excretas (SILVA et al.,
2006), além de permitir que rações de menor custo sejam produzidas, mantendo um adequado
desempenho dos frangos de corte, desde que sejam mantidos os níveis dos aminoácidos
limitantes pelo uso de aminoácidos sintéticos (OLMOS, 2008).

20
O conceito de proteína ideal, portanto, refere a dietas que possuem o perfil de
aminoácidos nas proporções exactas da necessidade absoluta de todos os aminoácidos requeridos
para a manutenção e deposição máxima de proteína corporal, expressando-os como percentagem
da lisina (GRANA, 2008). Assim, uma vez estabelecida a exigência de lisina, as exigências para
os demais aminoácidos podem ser facilmente calculadas (MARTINEZ et al., 2002). Esse
conceito ganhou importância devido ao elevado custo da proteína, a crescente disponibilidade de
aminoácidos sintéticos para alimentação animal e consequente redução do seu custo, às
limitações da excreção excessiva de nitrogénio no ambiente e também principalmente aos
benefícios na eficiência de síntese proteica tecidual dos animais em crescimento (BERRES,
2006).

2.7. EFEITO DA REDUÇÃO DO NÍVEL DA PROTEÍNA BRUTA DA RAÇÃO SOBRE A


EXCREÇÃO DE NITROGÉNIO
Com o aumento do interesse público com o meio ambiente, têm-se preocupado a
produção animal em desenvolver dietas menos agressivas ao ambiente através da redução na
emissão de nutrientes não digeridos pelos animais, assim, mais animais por m2 poderão ser
alojados (RODRIGUES et al., 2007).

O nitrogénio excretado é originário da proteína da dieta que é o principal responsável


pela poluição ambiental nos grandes complexos avícolas (MORSE, 1995). Por esta razão, a
manipulação da dieta através da redução do teor de proteína e a suplementação com aminoácidos
sintéticos, perante isso, tem sido considerado como procedimento para controlar a quantidade de
nitrogénio excretado pelas aves (GRANA, 2008). Com a suplementação das rações com
aminoácidos sintéticos é possível uma redução de 10 a 15 % na excreção de nitrogénio, isto é,
uma redução de 1 % no teor de proteína bruta da dieta diminui a excreção de nitrogénio em 10
%, este facto ocorre em função da maior disponibilidade dos aminoácidos sintéticos, resultando
em maior absorção e utilização pelos animais e reduzindo a quantidade de nitrogénio excretado
(GATE, 2000).

De acordo com SILVA et al., (2006), a deficiência do aminoácido limitante, a ração com
maior nível de proteína bruta é mais prejudicial ao animal e ao meio ambiente, em que uma ração
com baixo nível de proteína bruta maior é a quantidade de aminoácidos não utilizada e
consequentemente maior é o gasto energético no processo e a eliminação do nitrogénio desses

21
aminoácidos na forma de ácido úrico. Portanto o nitrogénio encontrado no ácido úrico e
proteínas não digeridas das rações são as principais fontes de produção de amónia, em que altos
níveis de amónia esta associado ao elevado estresse respiratório, tanto das aves quanto dos
funcionários que trabalham nos aviários (MENDES et al., 2004).

De acordo com os autores MILHAS et al. (2004) relatam que os Níveis de 25 ppm de
amónia ocasionaram perdas de peso de 90g/ave durante sete semanas de alojamento
Concentração superior a 60 ppm predispõe doenças respiratórias, prejudicando tanto a saúde das
aves como de seres humanos.

22
3.MATERIAL E METÓDOS

3.1. LOCALIZAÇÃO, DADOS CLIMÁTICOS E PERÍODO EXPERIMENTAL


O experimento foi realizado no distrito de Angónia, mais concretamente na vila
Ulónguè, que situa-se no extremo norte-nordeste da província de Tete, sendo limitado a Norte
Nordeste e Este pelo território do Malawi, Sul pelo distrito de Tsangano, e a Noroeste e Este pelo
distrito de Macanga (MAE, 2005).

O distrito é coberto pelo clima temperado influenciado fortemente pela altitude com
0
temperaturas moderadas, média anual de 20,9 C. Apresenta uma grande variação da
precipitação, de 725 – 1149 mm com maior parte da queda pluviométrica (90%) acontecendo
entre finais de Novembro e princípio de Abril (MAE, 2005).

O período experimental foi de 28 dias, concretamente dos dias 21 de Novembro á 19 de


Dezembro de 2016.

3.2 INSTALAÇÕES, AVES E PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

A instalação encontrava-se situada por trás da fábrica de processamento de cereais na


vila Ulónguè no distrito de Angónia, na qual foi construída com material convencional, com um
piso de concreto, coberto com palha e plástico de cor preta, a instalação apresentava um lado
aberto onde se utilizou uma rede galinheira para permitir a circulação de ar e criar barreiras
contra os predadores, e a mesma orientava-se no sentido Este-Oeste. Na entrada do aviário
encontrava-se pedilúvio para evitar com que as pessoas que visitassem o aviário transportassem
patógenos para o interior do galpão, o que contribuiria para o insucesso da criação.

Foram utilizados 198 animais machos de linhagem Ross, distribuídos em 3 tratamentos


com 66 animais por cada e em cada tratamento estava subdividido em 3 unidades experimentais
ou repetições com uma densidade de 11 aves/m2, sendo assim, 22 aves estavam para 2 m2 em
cada unidade experimental ou compartimento e foram pesados 20 % em cada compartimento.

Os equipamentos que foram utilizados são os comedouros tipo bandejas, utilizados no


alojamento até por volta do sétimo dia de vida das aves, sendo retirados e substituídos
gradualmente por comedouros maiores do tipo tubulares e bebedouros de tipo copo infantis que

23
após o sétimo dia foram substituídos por bebedouros do tipo copo maiores, ficando no piso para
permitir o fácil acesso aos pintos nos primeiros 7 dias de vida, e a posterior o ajuste dos
comedouros e bebedouros definitivos foi feito de acordo com o dorso do animal. Foi utilizado
uma balança electrónica para medir o peso dos animais, registados no 1, 8, 15, 22 e 29 dia de
idade, e para medir a ração fornecidas aos animais.

Na chegada os pintos foram alojados no círculo de protecção durante um período de


uma semana de forma a reduzir os custos com aquecimento, neste período os pintos receberam
água e ração à vontade e tiveram acesso a 24 h de luz. Os pintos também foram fornecidos um
complexo denominado comercialmente por Amprolium (antibiótico) e imune-stress (vitamina e
minerais) ilustrado na tabela 2, diluídos na água de beber durante uma semana de acordo com a
recomendação do fabricante. O peso médio das aves na chegada foi de 38, 42 g.

Tabela 2:Composição por grama do complexo (Amprolium)

Composição Unidade
Collistine (s.f. de sulfate) 225.000 U.l.
Oxitetraciclina (s.f. de chlorhydrate) 50mg
Erythromycin thiocyanate 35mg
Streptomycine (s.f. de sulfate) 35mg
Vitamina A 3.000 U.l.
Vitamina D3 1.500 U.l.
Vitamina E 2 mg
Vitamina K3 2 mg
Vitamina B1 2 mg
Vitamina B2 4 mg
Acide nicotinique 20 mg
D-pantothénate de calcium 10 mg
Vitamina B6 2 mg
Vitamina B12 10 mcg
Vitamina C 20 mg
Inositol 1 mg
Fonte: Elaboração própria, a partir de dados do rótulo

24
O aquecimento das aves foi feito por método convencional, utilizando pequenas baldes
metálicos com foros nas laterais feitos de chapas de zinco, usou-se o carvão vegetal como forma
de aquecer o ambiente via condução. Os aquecedores foram posicionados de modo a distribuir o
calor de forma equitativa para todas unidades experimentais, até aos 14 dias, período em que as
aves já se encontravam adaptadas a temperatura ambiente, podendo regular a sua própria
temperatura corporal, garantindo o seu conforto térmico

O controlo do conforto térmico das aves foi feito por meio de observação visual através
da disposição dos mesmos na área alojada, sendo que quando estes estão dispersos e a vontade
deduz-se que estão na zona de conforto térmico, o que notou-se durante os 14 dias, período este
que se utilizou os aquecedores para fornecer um ambiente térmico adequado sobretudo em
períodos frios. Também foram utilizadas lâmpadas incandescentes de 60 watts para auxiliar no
aquecimento das aves além de iluminar as unidades experimentais.

Em todo período experimental utilizou-se 24h de iluminação (natural+ artificial) e a ração


e água foi fornecido no sistema ad libitum.

A cama utilizada foi de serradura de madeira com 5 cm acima do chão, com a finalidade
de evitar o contacto directo das aves com o piso e proporcionar-lhes o conforto, o que permitiu
deste modo com que a qualidade da carcaça fosse óptima, visto que a incidência de queimadura e
lesão foi reduzida.

Todo o meneio em geral foi realizado segundo o recomendado pelo manual da linhagem
Ross (AVIAGEM DO BRASIL, 2012).

O período experimental foi do 7o ao 21o dia de idade, sendo as aves distribuídas em


delineamento experimental inteiramente casualisado (D.I.C), com três tratamentos e três
repetições, onde foram impostos os seguintes:

T1: controle ou testemunho (ração não suplementada com lisina digestível),

T2: (ração suplementada com um nível de lisina digestível á 0,80%),

T3: (ração suplementada com um nível de lisina digestível á 1,20%).

25
A escolha dos níveis de lisina que se usou no experimento baseou-se em literaturas e
pesquisas feitas recentemente ligadas a nutrição e alimentação aves. ROSTAGNO et al. (2009),
recomendaram que as doses dos níveis dietéticos de lisina para frangos de corte na fase inicial,
atribui-se olhando na energia metalizável que a ração apresentar em um intervalo de 2900 a 3200
kcal de EM/kg de ração onde transformando esses valores para lisina total em dietas à base de
milho e farelo de soja, as exigências será de 1,17 e 1,41% de lisina para maior ganho de peso e
melhor conversão alimentar, respectivamente.

As aves submetidas ao tratamento T1 receberam ração à vontade e sem suplemento com a


lisina, durante todo o período experimental, assim também os tratamentos T2 e T3 receberam
ração à vontade com os respectivos níveis de lisina suplementadas. A alimentação foi dada em
duas fases (tabela 3) segundo os requerimentos nutricionais de frangos, que são: inicial A1 (1 a
21 dias de idade) e A2 (22 a 28 dias de idade). Todas aves tiveram livre acesso a água, facto
muito importante visto que a água tem uma função importante de promove o movimento de
nutrientes entre as células dos tecidos dos animais e também é responsável pela retirada de
substâncias tóxicas das células e que deverão ser excretadas.

Tabela 3: Requerimentos nutricionais de frangos de corte

Composição A1 A2
E. Metabolizável (Kcal/ Kg) 2980 2980
Proteína (%) 22 18.5
Lisina-Hcl (%) 0,40 0,211
Fibra (%) 5.0 5.0
Cálcio (%) 1.1 0.95
Fósforo (%) 0.6 0.6
Mistura (%) 12 12
Sódio (%) 0.19 0.19
Fonte: elaboração própria, Composição da ração (PROTO FEED)

26
3.3. PARÁMETROS AVALIADOS

I. Avaliação do desempenho produtivo


Existem diversos índices de eficiência alimentar já propostos com vista a verificar o
desempenho dos frangos durante o ensaio ao fim de cada semana (7dias), portanto foram
recolhidos e avaliados a partir de cálculos as seguintes variáveis, propostas por GOMES (2013):

o Ganho de peso, através da diferença entre o peso inicial e final de cada período,
o Consumo de ração, considerando-se a ração fornecida e as sobras de rações nos
comedouros para cada período,
o Conversão alimentar, através da divisão do consumo de ração e do peso das aves para
cada período,
o Rendimento absoluto e relativo (ao peso e a carcaça) dos cortes comerciais (peito, coxa e
sobre-coxa), serão medidas no dia do abate após um jejum de 8 horas.

II. Indicadores Económicos


O estudo dos indicadores económicos dos diferentes tratamentos foi realizado a partir dos
cálculos descritos por TOGASHI (2004) incluindo algumas modificações para o parâmetro
CMA. As fórmulas realizadas para obtenção da renda bruta, custo com arraçoamento,
margem bruta média, rentabilidade média e índice relativo de rentabilidade foram:

Renda Bruta Media (RBM) – valor em meticais (mt) obtido em função do peso médio
vivo (PMV) e o preço do frango (PF) (em Kg).

RBM= PMV X PF

Custo Médio de Arraçoamento (CMA) – custo total relativo ao consumo de ração (CR)
em todas as fases de criação em função do custo da ração em cada fase de criação.

CMA= (CR em cada fase de criação x custo da ração) + custo da Lisina.

Margem Bruta Média (MBM) = diferença entre a renda bruta média (RBM) e os custos
com alimentação.

27
MBM = RBM – CMA

Rentabilidade Média (RM) – divisão entre a margem Bruta Média (MBM) e o custo
médio de alimentação (CMA).

RM= MBM/CMA X 100

Índice Relativo de rentabilidade (IRR) – relação entre a Rentabilidade Média (RM) dos
tratamentos e o controle.

IRR = RM do tratamento testado/RM tratamento controle x 100

O preço médio do quilo do frango vivo (178, 57 Mt) foi pesquisado no comércio da
região da província de Tete concretamente na vila Ulónguè. Enquanto o preço do quilo da ração
(44,50 Mt) e do quilo da lisina (1400,00 Mt) foi pesquisado considerando a partir dos preços
disponíveis no Malawi.

III. Análise estatística


Para o delineamento inteiramente casualisado (DIC) foram feitas análises estatísticas pelo
modelo matemático, Yij= μ + τi + eij, Onde:

 Yij é a observação do i-ésimo tratamento na j-ésima unidade experimental


 μé o efeito constante (média geral) ;
 τi é o efeito do i- ésimo tratamento;
 eij é o erro associado ao i- ésimo tratamento na j- ésima unidade
experimental.

A análise de variância dos dados obtidos, será feita com recurso ao soft ware SPSS, e a
classificação das médias de tratamento feitas pelo teste de Tukey, adoptando-se um nível de
significância de 5%. Foram analisados a correlação entre as variáveis, onde as variáveis
independentes ligadas aos diferentes tipos de dietas adoptadas e as de dependentes ligadas aos
indicadores produtivos

28
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. DIFERENTES NÍVEIS DE SUPLEMENTAҪÃO A LISINA DIGESTÍVEL SOBRE


O DESEMPENHO PRODUTIVO.

Os resultados para pesos vivos (PV), ganho médio (GM), consumo da ração (CR) e
conversão alimentar (CA), estão apresentados nas tabelas (4, 5, 6 e 7), respectivamente, neste
capítulo.

Tabela 4: Média dos pesos corporais semanais em diferentes níveis de lisina digestível na
dieta de frangos de corte.

Pesos vivos médios semanais (g/ave)

Tratamentos Peso aos 7 dias PVS (8- 14 dias) PVS (15-21 dias) PVS (22-28 dias)

T1 155,833a 341,800a 818,200ª 1222,033a

T2 155,533a 430,800b 948,400b 1225,167a

T3 155,533a 515,233c 1019,933c 1318,700b

CV (%) 0,14 17,5 9,54 3,81

Letras diferentes na mesma coluna diferem (P <0,05) significativamente pelo teste de Tukey.

O resultado dos pesos médios semanais encontrados na tabela 4, em relação a idade


mostra que, os tratamentos T1, T2 e T3 estatisticamente não apresentaram diferenças
significativas (P> 0,05) na primeira semana (1-7 dias). Esta característica pode ser explicada pelo
facto dos animais receberem ração e água à vontade (ad libitum), sem suplementação de lisina e
mesmo maneio zootécnico, garantindo a homogeneidade entre as aves para o início da pesquisa.
Na segunda (8 a 14) e terceira (15 a 21) semana de idade, os diferentes níveis de lisina
suplementada na ração tiveram efeito significativo (P <0,05) entre os tratamentos para o
parâmetro de peso vivo que aumentou com o aumento dos níveis de lisina digestível na ração,
onde o tratamento T3 neste período apresentou maior peso vivo comparando com os tratamentos
T2 e T1, em que este ultimo apresentou o menor peso entre eles. SKLAN e PLAVNIK (2002)
concordam com o sucedido, afirmando que a redução do crescimento e da eficiência alimentar

29
pode ser atribuída às quantidades limitadas de aminoácidos disponíveis na ração. Os autores
VIEIRA (2007) e ROSTAGNO et al. (2005) também estão de acordo com os resultados obtidos
visto que, ao utilizarem nos seus experimentos maiores níveis de lisina digestível na fase pré-
inicial, proporcionou o aumento na síntese proteica em relação aos níveis mais baixos de lisina
digestível e encontraram maiores pesos vivos.
Os resultados da quarta semana (22-28 dias de idade) mostram que, as aves submetidas
ao tratamento T3 apresentaram diferenças significativas (P <0,05) em comparação com os
tratamentos T2 e T1, onde estes últimos não apresentaram diferenças significativas entre eles.
Este facto deveu-se a não suplementação de lisina digestível nesta fase. O tratamento T3
continuou com maiores valores visto que a suplementação nas fases anteriores foi significativa.
O mesmo pode ser sustentado pelos autores CELLA et al. (2001) visto que, quando trabalharam
com níveis de lisina digestível baixos variando entre 1,0 a 1,20 %, no período de 1 a 21 dias de
idade, não encontraram diferenças significativas sobre o peso vivo.

Tabela 5: Ganho médios semanais avaliados em diferentes níveis de lisina digestível na dieta
de frangos de corte.

Ganhos médios semanais (g)

Tratamentos GMS (8-14 dias) GMS (15-21 dias) GMS (22-28dias)

T1 186,033a 433,200a 273,633a

T2 261,233b 476,400b 298,767a

T3 336,733c 589,067c 418,100b

CV (%) 24,97 13,95 20,61

Letras diferentes na mesma coluna diferem (P <0,05) significativamente pelo teste de Tukey.

Os resultados avaliados sobre o parâmetro ganho de peso (tabela 5) durante os períodos


de 8-14 e 15-21 dias de idade, demonstraram que houve diferenças significativas (P <0,05) entre
os tratamentos, o ganho do peso (g/ave) foi proporcionalmente assegurada com o aumento do
nível de lisina digestível, onde o tratamento T3 apresentou maior ganhos em comparação com os

30
tratamentos T2 e T1 que obtiveram valores menores respectivamente em função da
suplementação, este facto esta ligado a maiores quantidades de deposição diário do aminoácido.
Esse resultado vai de acordo com os obtidos por VIEIRA (2007), que trabalhando com planos de
nutrição para frangos de corte no período de 1 a 21 dias de idade, constataram maior ganho de
peso com os níveis de lisina digestível de 1,40 e 1,33 %, respectivamente, para as fases de 1 a 7 e
8 a 21 dias. Já os autores SAKOMURA & ROSTAGNO, (2007) em seus experimentos
afirmaram que exigência dos aminoácidos para o crescimento pode ser definida com base na
composição de aminoácidos da proteína e na deposição diária de proteína corporal.
Avaliando o resultado da última semana (22-28 dias), o tratamento T3 apresentou uma
diferença significativa (P <0,05) comparada com os tratamentos T2 e T1, onde estes últimos não
apresentaram diferenças significativas (P> 0,05), isso pode ser explicado com o baixo nível de
lisina na ração, tornando os valores insignificantes estatisticamente. Resultado que é sustentado
com DE COCA-SINOVA et al. (2010), quando afirmaram que a melhoria do desempenho dos
animais tem- se relacionado com maiores níveis de lisina na ração.

Tabela 6: Consumo da ração em diferentes níveis de lisina digestível na dieta de frangos.


Consumo de ração semanal (g/ave)

Tratamentos CR (8-14dias) CR (15-21dias) CR (22-28dias)

T1 0,27267a 0,45633a 0,58600ª

T2 0,29633b 0,46200b 0,58667ª

T3 0,29733b 0,47367c 0,58867ª

CV(%) 4,19 1,68 0,27

Letras diferentes na mesma coluna diferem (P <0,05) significativamente pelo teste de Tukey.

O resultado avaliado sobre o consumo da ração (tabela 6), no período de 8-14 dias mostra
que o tratamento T1, teve menor consumo da ração (0,27267 g) apresentando efeito significativo
(P <0,05) quando comparado com os tratamentos T2 e T3, que não apresentaram efeitos
significativos (P> 0,05) entre eles. Possível explicação está relacionada aos níveis de lisina
suplementados que afectam no desempenho das aves, proporcionando um aumento no consumo

31
da ração. Resultado este sustentado com SAKOMURA et al. (2013), afirmando que a ração
suplementado com lisina digestíveis apresentaram o maior consumo comparado a outros
tratamentos estudados por eles, neste caso, concluíram que a fonte de betaína natural foi eficiente
em sua função como doadora do grupo metil e a lisina foi ineficiente perante as exigências da
fase que se encontrava. MACARI et al., 2002, que afirmaram que a dieta apresentando o
desbalanҫo de aminoácidos não muito severo, a percentagem proteica baixa induz ao menor
consumo de alimento. Este resultado contradiz-se com os dizeres LANA et al., 2005, ao
sustentar em seus estudos dizendo que no caso de uma carência de lisina, as aves tendem a
consumir exageradamente o alimento, como se tentassem assegurar uma ingestão suficiente de
aminoácidos para ganho de peso.

Em relação ao resultado da semana de 15 a 21 dias, os tratamentos T1, T2 e T3 obtiveram


diferenças significativas (P <0,05) entre eles, onde os tratamentos T2 e T3 tiveram resultados
maiores perante o consumo da ração. Estes resultados podem ser sustentados também pelos
autores SAKOMURA et al., 2013), afirmando que a ração suplementado com lisina digestíveis
apresentaram o maior consumo comparado a outros tratamentos estudados por eles. Mas os
autores SIQUEIRA et al. (2007), que estudaram os níveis de 0,934; 1,009; 1,084 e 1,159% de
lisina digestível da ração para frangos de corte em crescimento e observaram que o consumo de
ração e o ganho de peso não foram influenciados pelos níveis de lisina.

Para resultados observados na última semana entre os dias 22 a 28 (tabela 7), verificou-
se que os tratamentos T1, T2 e T3, estatisticamente não apresentaram diferenças significativas,
caso este que pode ser explicado pela ausência da suplementação de lisina digestível na ração
nesta fase, levando a crer que todas aves receberam o mesmo tipo de ração. Resultados estes que
vão de acorde MELLO et al. (2012), que não encontraram efeito significativo entre os
tratamentos sobre o consumo de ração no período de 28-42 dias de idade, quando forneceu uma
ração não suplementada.

32
Tabela 7: Conversão alimentar semanal avaliados em diferentes níveis de lisina digestível na
dieta de frangos de corte.

Conversão alimentar semanal (g/g)

Tratamentos CA (8-14 dias) CA (15-21 dias) CA (22-28 dias)

T1 0,8733a 0,7767a 1,4400a

T2 1,0400b 0,9933b 1,9733b

T3 1,5967c 1,0700c 2,1433c

CV(%) 28,03 13,92 17,27

Letras diferentes na mesma coluna diferem (P <0,05) significativamente pelo teste de Tukey.

Quando se avaliou o resultado da conversão alimentar da primeira (8-14 dias) à terceira


(22-28 dias) semana (tabela 7), demostraram que estatisticamente houve uma diferença
significativa (P <0,05) entre os tratamentos (T1, T2 e T3), onde os tratamentos T2 e T3
apresentaram a melhor conversão alimentar, algo que pode estar relacionado com os níveis de
lisina suplementada. Perante este facto os autores os autores COSTA et al. 2006, sustentaram
que o aumento nos níveis de lisina total de 0,936 a 1,336 % elevaram o consumo da ração que foi
completamente proporcional no melhoramento da conversão alimentar em frangos machos da
linhagem Ross. O mesmo ocorreu nos estudos do SIQUEIRA et al. (2007), ao afirmarem que a
eficiência de utilização dos aminoácidos associada ao aumento de massa muscular e /ou da
retenção de nitrogénio com o aumento dos níveis de lisina digestível na ração melhorou na
conversão alimentar. E os autores CONHALATO et al. 2000; CELLA et al. 2001, contradizem
quando não verificaram a melhor resposta na conversão alimentar, em função dos níveis
crescentes de lisina digestível para frangos corte.

33
Tabela 8: Peso de cortes nobres avaliados em diferentes níveis de lisina digestível na dieta
de frangos de corte.
Peso abate e de cortes nobres (g)

Tratamentos Peso de abate (g) Peito (g) Coxa (g) sobre-coxa (g)

T1 1224,2300ª 280,6133a 153,1867ª 153,1867a

T2 1225,1533ª 328,6300b 197,3100b 197,3100b

T3 1318,6767b 396,1100c 201,0000b 201,0000b

CV(%) 3,38 15,00 2,58 12,58

Letras diferentes na mesma coluna diferem (P <0,05) significativamente pelo teste de Tukey.

Perante o resultado dos cortes nobres também encontrados na tabela 8, falando


concretamente do peito, notou-se uma diferença estatística (P <0,05) entre os tratamentos, em
que o tratamento T1 teve menor rendimento da carne de peito (280,6133 g) em relação aos
demais tratamentos, o que pode ser explicado pelos autores TESSERAUD et al., (1992),
afirmando que as deficiências de lisina proporcionam redução no peso dos músculos das aves,
especialmente os do peito. TESSERAUD et al.,2001, ainda afirmam que a lisina possui grande
importância na composição de tecido muscular esquelético, sendo o aminoácido mais abundante
no músculo do peito de frangos de corte. O autor LECLERQ (1998), relata que esse facto de
redução de músculos pode estar relacionado com o tipo de fibras que compõem os diferentes
músculos da carcaça, sendo os músculos do peito compostos por fibras predominantemente do
tipo glicolíticas.

Quanto ao resultado do peso da coxa, o tratamento T1 apresentou diferença significativa


estatisticamente (P <0,05) quando comparado com os tratamentos T2 e T3, onde estes últimos
não apresentaram diferenças entre si, o tratamento T1 obteve menor peso médio (153,1867 g) em
relação aos demais. Estes resultados podem ser sustentados pelos autores VIOLA et al. (2008),

34
ao concluírem que as aves alimentadas com rações formuladas com base em aminoácidos totais
tiveram menor ganho em peso e rendimento de coxa e peito com o decréscimo da PB da ração,
comparadas àquelas alimentadas com rações formuladas com aminoácidos digestíveis.

O mesmo aspecto citado anteriormente pode ser notado no parâmetro peso da sobre-coxa,
onde o tratamento T1 apresentou diferenças significativas em comparação com os tratamentos
T2 e T3, e entre estes últimos não apresentaram diferenças significativas (P> 0,05). O tratamento
T1 apresentou menor peso médio da sobre-coxa (153,1867 g) em relação a T2 (197,3100 g) e T3
(201,0000 g). Estes resultados podem ser explicados por BARBOSA et al. (2002), onde em seus
estudos obtiveram piores rendimentos de coxas e sobre-coxa quando fornecidos níveis mais
baixos de aminoácidos.

Tabela 9: Indicadores económicos avaliados em dieta de frangos de corte dos diferentes


níveis de lisina digestível em condições produtivas da vila Ulónguè.

Indicadores econόmicos

Tratamentos RBM (Mt) CMA (Mt) MBM (Mt) RM (Mt) IRR (%)

T1 218,6067a 58,6333a 158,3600ª 262,1167a 100,0000a

T2 218,7767a 59,9287b 158,8280a 264,9399a 101,0770a

T3 235,4767b 60,6129 c 175,8638 b 288,7927b 111,0626b

CV(%) 3,78 1,33 5,60 6,91 5,68

Letras diferentes na mesma coluna diferem (P <0,05) significativamente pelo teste de Tukey.

Quando avaliado os valores de renda bruta média (RBM) em diferentes níveis de lisina na
dieta dos frangos de corte, o tratamento T3 apresentou diferença significativa (P <0,05) em
relação aos tratamentos T2 e T1, e estes últimos não apresentaram diferenças significativas (P>
0,05) entre eles. Este facto pode ser explicado devido ao resultado obtido para peso vivo, o qual
tem participação marcante nos procedimentos de cálculo dessa variável. O mesmo pode ser
sustentado pelos autores TRINDADE NETO et al. 2009; VASCONCELOS et al. 2012, ao
verificarem em seus experimentos que o aumento do nível de aminoácidos digestíveis na ração
melhorou significativamente a renda bruta média visto que o peso vivo final também foi maior.

35
Os valores do consumo médio de arraçoamento (CMA) avaliados em diferentes níveis de
lisina foram influenciados significativamente (P <0,05). O tratamento T3 apresentou maior custo,
o que pode ser explicado devido ao consumo exagerado da ração influenciado pelos níveis de
lisina digestível suplementadas na dieta. Estes resultados vão de acordo com os autores
LENDRO et al. (2003), ao afirmarem que o desbalanço dos aminoácidos causado pelo aumento
dos níveis de lisina na ração, em que os níveis dos demais aminoácidos permaneceram
constantes, provocou alterações fisiológicas com efeitos metabólicos que influenciam o
comportamento alimentar e aumentou o custo de arraçoamento. E ainda os autores KAMRAN et
al. (2008), afirmam que a medida que se aumenta a densidade de aminoácido na ração pode
proporcionar melhores desempenhos produtivos, mas isso não pode significar em melhores
índices económicos.
Avaliando a margem bruta media (MBM), o tratamento T3 teve uma influência
significativa em análise estatística quando comparado com os tratamentos T2 e T1, onde estes
últimos não apresentaram diferenças significativas entre si, este facto pode ser explicado pelos
valores alcançado na renda bruta e no custo de arraçoamento. Estes resultados podem ser
sustentados pelos autores BELLAVER (1994) apud SUIDA, (2001), ao afirmarem que os
aminoácidos devem ser expressos em termos de aminoácidos digestíveis e não em aminoácidos
totais, medidas que podem reduzir os custo da ração e consequentemente melhorar os lucros para
o sector.
Para o cálculo de renda media (RM) e índice relativo de rentabilidade (IRR), o tratamento
T3 teve o melhor valor em relação aos tratamentos T2 e T1. Quanto aos valores do índice
relativo de rentabilidade (IRR), o valor do tratamento T1 (100%) foi tomado como referência
visto que os frangos neste tratamento foram alimentados com ração sem suplementação com
lisina digestível. Em análise notou-se que nível alto de suplementação com lisina digestível,
resultou no melhor índice relativo de rentabilidade em função da melhor renda média. O mesmo
pode ser sustentado com os autores TOLEDO et al. 2004 e BARRETO et al. 2006, ao afirmarem
que o alto nível de lisina digestível, o melhoramento genético e da nutrição das aves, nas últimas
décadas permitiram a produção de frangos de corte com elevados índices relativos de
rentabilidade em função da renda média e obterão custos relativamente baixo.

36
5. CONCLUSÃO

A suplementação com lisina em diferentes níveis na ração para frangos de corte, mostrou
melhor desempenho produtivo com excepção para o parâmetro consumo da ração para aves que
foram submetidas em tratamento T3.
Os diferentes níveis de lisina influenciaram nos cortes comerciais, onde o tratamento T3
apresentou melhores pesos em relação ao peito, coxa e sobre-coxa.
Quanto aos indicadores económicos, os frangos não suplementados com lisina o
tratamento (T3) apresentou a melhor viabilidade económica, pelo facto de apresentar melhor
resposta sobre o peso vivo.

37
6. RECOMENDAÇÕES

Torna- se necessário realizar outras pesquisas com diferentes níveis de lisina em


diferentes períodos visto que esta técnica pode melhorar os índices produtivos e económicos.

Fornecer dietas com base na proteína ideia, com aminoácidos sintéticos digestíveis para
reduzir os custos com alimentação.

38
7.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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43
APÊNDICES DISCRITIVA
Descriptives

N Mean Std. Std. 95% Confidence Minimu Maximu


Deviatio Error Interval for Mean m m
n Lower Upper
Bound Bound

1,0 3 155,833 ,1528 ,0882 155,454 156,213 155,7 156,0

2,0 3 155,533 ,1528 ,0882 155,154 155,913 155,4 155,7


PI8ºdia 3,0 3 155,533 ,2082 ,1202 155,016 156,050 155,3 155,7

Tot 9 155,633 ,2121 ,0707 155,470 155,796 155,3 156,0


al
1,0 3 341,800 ,2646 ,1528 341,143 342,457 341,5 342,0
2,0 3 430,800 ,4359 ,2517 429,717 431,883 430,5 431,3
PVM2ªSemana15º
3,0 3 515,233 ,2887 ,1667 514,516 515,950 514,9 515,4
dia
Tot 9 429,278 75,1081 25,0360 371,545 487,011 341,5 515,4
al
1,0 3 818,200 ,3606 ,2082 817,304 819,096 817,8 818,5
3 1019,93 ,2082 ,1202 1019,41 1020,45 1019,7 1020,1
2,0
PVM3ªSemana22º 3 6 0
dia 3,0 3 948,400 ,3000 ,1732 947,655 949,145 948,1 948,7
Tot 9 928,844 88,5762 29,5254 860,759 996,930 817,8 1020,1
al
3 1225,16 3,6910 2,1310 1215,99 1234,33 1222,2 1229,3
1,0
7 8 6
3 1318,70 7,9228 4,5742 1299,01 1338,38 1310,0 1325,5
2,0
PVM4ªSemana28º 0 9 1
dia 3 1222,03 6,3658 3,6753 1206,22 1237,84 1215,0 1227,4
3,0
3 0 7
Tot 9 1255,30 47,8756 15,9585 1218,50 1292,10 1215,0 1325,5
al 0 0 0
1,0 3 186,033 ,4726 ,2728 184,859 187,207 185,5 186,4
2,0 3 261,233 ,4619 ,2667 260,086 262,381 260,7 261,5
GMS8a14dias 3,0 3 336,733 ,3512 ,2028 335,861 337,606 336,4 337,1
Tot 9 261,333 65,2561 21,7520 211,173 311,494 185,5 337,1
al
1,0 3 476,400 ,5568 ,3215 475,017 477,783 475,9 477,0
GMS15a21dias 2,0 3 589,067 ,3512 ,2028 588,194 589,939 588,7 589,4
3,0 3 433,200 ,1732 ,1000 432,770 433,630 433,0 433,3

44
Tot 9 499,556 69,6916 23,2305 445,986 553,125 433,0 589,4
al
1,0 3 418,100 23,2269 13,4101 360,401 475,799 403,8 444,9
2,0 3 298,767 8,0158 4,6279 278,854 318,679 289,9 305,5
GMS22a28dias 3,0 3 273,633 6,6583 3,8442 257,093 290,174 266,3 279,3
Tot 9 330,167 68,0431 22,6810 277,864 382,469 266,3 444,9
al
1,0 3 ,29733 ,000577 ,000333 ,29590 ,29877 ,297 ,298
2,0 3 ,27267 ,000577 ,000333 ,27123 ,27410 ,272 ,273
CAkg8a14dias 3,0 3 ,29633 ,000577 ,000333 ,29490 ,29777 ,296 ,297
Tot 9 ,28878 ,012101 ,004034 ,27948 ,29808 ,272 ,298
al
1,0 3 ,47367 ,002082 ,001202 ,46850 ,47884 ,472 ,476
2,0 3 ,45633 ,002887 ,001667 ,44916 ,46350 ,453 ,458
CAkg14a21dias 3,0 3 ,46200 ,000000 ,000000 ,46200 ,46200 ,462 ,462
Tot 9 ,46400 ,007858 ,002619 ,45796 ,47004 ,453 ,476
al
1,0 3 ,58667 ,002082 ,001202 ,58150 ,59184 ,585 ,589
2,0 3 ,58867 ,000577 ,000333 ,58723 ,59010 ,588 ,589
CAkg21a28dias 3,0 3 ,58600 ,001000 ,000577 ,58352 ,58848 ,585 ,587
Tot 9 ,58711 ,001691 ,000564 ,58581 ,58841 ,585 ,589
al
1,0 3 1357,67 3,786 2,186 1348,26 1367,07 1355 1362
2,0 3 1317,67 3,215 1,856 1309,68 1325,65 1314 1320
CGkg8a28dias 3,0 3 1274,00 121,248 70,002 972,80 1575,20 1134 1345
Tot 9 1316,44 70,674 23,558 1262,12 1370,77 1134 1362
al
1,0 3 1,5967 ,00577 ,00333 1,5823 1,6110 1,59 1,60
2,0 3 1,0400 ,00000 ,00000 1,0400 1,0400 1,04 1,04
CA8a14dias 3,0 3 ,8733 ,00577 ,00333 ,8590 ,8877 ,87 ,88
Tot 9 1,1700 ,32806 ,10935 ,9178 1,4222 ,87 1,60
al
1,0 3 ,9933 ,00577 ,00333 ,9790 1,0077 ,99 1,00
2,0 3 ,7767 ,00577 ,00333 ,7623 ,7910 ,77 ,78
CA15a21dias 3,0 3 1,0700 ,00000 ,00000 1,0700 1,0700 1,07 1,07
Tot 9 ,9467 ,13181 ,04394 ,8453 1,0480 ,77 1,07
al
1,0 3 1,4400 ,02000 ,01155 1,3903 1,4897 1,42 1,46
CA22a28dias 2,0 3 1,9733 ,05132 ,02963 1,8459 2,1008 1,93 2,03
3,0 3 2,1433 ,05132 ,02963 2,0159 2,2708 2,10 2,20

45
Tot 9 1,8522 ,32003 ,10668 1,6062 2,0982 1,42 2,20
al
3 1225,15 3,73599 2,15698 1215,87 1234,43 1222,1 1229,33
1,0
33 26 41 3
3 1318,67 7,90509 4,56401 1299,03 1338,31 1310,0 1325,47
2,0
67 93 40 0
PAkg
3 1224,23 9,52780 5,50088 1200,56 1247,89 1215,0 1234,03
3,0
00 16 84 0
Tot 9 1256,02 47,4369 15,8123 1219,55 1292,48 1215,0 1325,47
al 00 2 1 68 32 0
3 280,613 ,47585 ,27473 279,431 281,795 280,09 281,02
1,0
3 3 4
3 396,110 2,40325 1,38752 390,140 402,080 393,97 398,71
2,0
0 0 0
PEITOkg
3 328,630 3,22452 1,86167 320,619 336,640 325,78 332,13
3,0
0 9 1
Tot 9 335,117 50,2884 16,7628 296,462 373,772 280,09 398,71
al 8 6 2 6 9
3 137,150 1,99369 1,15106 132,197 142,102 135,23 139,21
1,0
0 4 6
3 141,216 2,50919 1,44868 134,983 147,449 138,98 143,93
2,0
7 5 8
C0XAkg
3 136,416 5,37686 3,10433 123,059 149,773 130,96 141,71
3,0
7 8 5
Tot 9 138,261 3,84835 1,28278 135,303 141,219 130,96 143,93
al 1 0 2
3 153,186 3,30370 1,90739 144,979 161,393 150,03 156,62
1,0
7 8 5
3 201,000 2,14063 1,23589 195,682 206,317 198,89 203,17
2,0
0 4 6
SOBRECOXAkg
3 197,310 1,73589 1,00221 192,997 201,622 195,75 199,18
3,0
0 8 2
Tot 9 183,832 23,1398 7,71328 166,045 201,619 150,03 203,17
al 2 5 4 1
3 218,776 ,66455 ,38368 217,125 220,427 218,24 219,52
1,0
7 8 5
3 235,476 1,40987 ,81399 231,974 238,979 233,93 236,69
RBMmt 2,0
7 4 0
3 218,606 1,70251 ,98294 214,377 222,835 216,96 220,36
3,0
7 4 9

46
Tot 9 224,286 8,47180 2,82393 217,774 230,798 216,96 236,69
al 7 7 7
1,0 3 58,6333 ,16862 ,09735 59,9978 60,8355 60,30 60,61
2,0 3 59,9487 ,14364 ,08293 58,2765 58,9902 58,47 58,74
CMAmt 3,0 3 60,6129 ,05196 ,03000 59,6909 59,9491 59,76 59,85
Tot 9 59,7316 ,79436 ,26479 59,0127 60,2339 58,47 60,61
al
3 158,360 ,77891 ,44970 156,425 160,294 157,63 159,18
1,0
0 1 9
3 158,828 1,50288 ,86769 173,110 180,576 175,24 178,22
2,0
0 0 7
MBMmt
3 175,863 1,65923 ,95795 154,664 162,908 157,20 160,51
3,0
8 9 4
Tot 9 164,350 9,21341 3,07114 157,581 171,745 157,20 178,22
al 6 3 4
3 262,116 1,89487 1,09400 257,409 266,823 260,07 263,81
1,0
7 5 8
3 264,939 3,11362 1,79765 293,878 309,348 298,59 304,81
2,0
9 7 0
RM
3 288,792 2,58884 1,49467 259,009 271,871 263,05 268,19
3,0
7 0 0
Tot 9 271,949 19,1033 6,36780 261,705 291,074 260,07 304,81
al 7 9 8 2
3 100,000 ,00000 ,00000 100,000 100,000 100,00 100,00
1,0
0 0 0

3 101,077 1,30944 ,75601 112,013 118,519 113,76 116,13


2,0
0 8 5
IRR
3 111,062 ,34990 ,20202 100,397 102,135 100,99 101,66
3,0
6 5 9

Tot 9 104,046 7,36843 2,45614 99,8472 111,175 100,00 116,13


al 5 0

47
APÊNDICES ANOVA

Sum of df Mean F Sig.


Squares Square

Between Groups ,180 2 ,090 3,000 ,125

PI8ºdia Within Groups ,180 6 ,030

Total ,360 8
Between Groups 45129,109 2 22564,554 197166,010 ,000
PVM2ªSemana15ºdia Within Groups ,687 6 ,114
Total 45129,796 8
Between Groups 62765,396 2 31382,698 357524,405 ,000
PVM3ªSemana22ºdia Within Groups ,527 6 ,088
Total 62765,922 8
Between Groups 18102,747 2 9051,373 232,252 ,000
PVM4ªSemana28ºdia Within Groups 233,833 6 38,972
Total 18336,580 8
Between Groups 34065,780 2 17032,890 91247,625 ,000
GMS8a14dias Within Groups 1,120 6 ,187
Total 34066,900 8
Between Groups 38854,436 2 19427,218 125787,741 ,000
GMS15a21dias Within Groups ,927 6 ,154
Total 38855,362 8
Between Groups 35742,747 2 17871,373 82,728 ,000
GMS22a28dias Within Groups 1296,153 6 216,026
Total 37038,900 8
Between Groups ,001 2 ,001 1754,333 ,000
CAkg8a14dias Within Groups ,000 6 ,000
Total ,001 8
Between Groups ,000 2 ,000 55,500 ,000
CAkg14a21dias Within Groups ,000 6 ,000
Total ,000 8
Between Groups ,000 2 ,000 3,059 ,121
CAkg21a28dias Within Groups ,000 6 ,000
Total ,000 8
Between Groups 10506,889 2 5253,444 1,070 ,400
CGkg8a28dias Within Groups 29451,333 6 4908,556
Total 39958,222 8
Between Groups ,861 2 ,430 19369,500 ,000
CA8a14dias
Within Groups ,000 6 ,000

48
Total ,861 8
Between Groups ,139 2 ,069 3124,500 ,000
CA15a21dias Within Groups ,000 6 ,000
Total ,139 8
Between Groups ,808 2 ,404 213,888 ,000
CA22a28dias Within Groups ,011 6 ,002
Total ,819 8
Between Groups 17667,639 2 8833,820 158,476 ,000
PAkg Within Groups 334,454 6 55,742
Total 18002,093 8
Between Groups 20198,631 2 10099,315 1847,488 ,000
PEITOkg Within Groups 32,799 6 5,467
Total 20231,430 8
Between Groups 40,116 2 20,058 1,536 ,289
C0XAkg Within Groups 78,363 6 13,060
Total 118,478 8
Between Groups 4246,599 2 2123,300 344,132 ,000
SOBRECOXAkg Within Groups 37,020 6 6,170
Total 4283,620 8
Between Groups 563,516 2 281,758 158,650 ,000
RBMmt Within Groups 10,656 6 1,776
Total 574,172 8
Between Groups 4,944 2 2,472 143,272 ,000
CMAmt Within Groups ,104 6 ,017
Total 5,048 8
Between Groups 667,859 2 333,929 178,306 ,000
MBMmt Within Groups 11,237 6 1,873
Total 679,096 8
Between Groups 2879,541 2 1439,771 216,103 ,000
RM Within Groups 39,975 6 6,662
Total 2919,516 8
Between Groups 430,676 2 215,338 351,655 ,000

IRR Within Groups 3,674 6 ,612

Total 434,350 8

Post Hoc Tests

Multiple Comparisons

49
Tukey HSD

Dependent Variable (I) (J) Mean Std. Sig. 95% Confidence Interval
Trat Trat Difference (I- Error Lower Upper
J) Bound Bound

2,0 ,3000 ,1414 ,165 -,134 ,734


1,0
3,0 ,3000 ,1414 ,165 -,134 ,734

1,0 -,3000 ,1414 ,165 -,734 ,134


PI8ºdia 2,0
3,0 ,0000 ,1414 1,000 -,434 ,434

1,0 -,3000 ,1414 ,165 -,734 ,134


3,0
2,0 ,0000 ,1414 1,000 -,434 ,434
*
2,0 -89,0000 ,2762 ,000 -89,848 -88,152
1,0 *
3,0 -173,4333 ,2762 ,000 -174,281 -172,586
*
1,0 89,0000 ,2762 ,000 88,152 89,848
PVM2ªSemana15ºdia 2,0 *
3,0 -84,4333 ,2762 ,000 -85,281 -83,586
*
1,0 173,4333 ,2762 ,000 172,586 174,281
3,0 *
2,0 84,4333 ,2762 ,000 83,586 85,281
*
2,0 -201,7333 ,2419 ,000 -202,476 -200,991
1,0 *
3,0 -130,2000 ,2419 ,000 -130,942 -129,458
*
1,0 201,7333 ,2419 ,000 200,991 202,476
PVM3ªSemana22ºdia 2,0 *
3,0 71,5333 ,2419 ,000 70,791 72,276
*
1,0 130,2000 ,2419 ,000 129,458 130,942
3,0 *
2,0 -71,5333 ,2419 ,000 -72,276 -70,791
*
2,0 -93,5333 5,0972 ,000 -109,173 -77,894
1,0
3,0 3,1333 5,0972 ,818 -12,506 18,773
*
1,0 93,5333 5,0972 ,000 77,894 109,173
PVM4ªSemana28ºdia 2,0 *
3,0 96,6667 5,0972 ,000 81,027 112,306
1,0 -3,1333 5,0972 ,818 -18,773 12,506
3,0 *
2,0 -96,6667 5,0972 ,000 -112,306 -81,027
*
2,0 -75,2000 ,3528 ,000 -76,282 -74,118
1,0 *
3,0 -150,7000 ,3528 ,000 -151,782 -149,618
*
1,0 75,2000 ,3528 ,000 74,118 76,282
GMS8a14dias 2,0 *
3,0 -75,5000 ,3528 ,000 -76,582 -74,418
*
1,0 150,7000 ,3528 ,000 149,618 151,782
3,0 *
2,0 75,5000 ,3528 ,000 74,418 76,582
*
2,0 -112,6667 ,3209 ,000 -113,651 -111,682
1,0 *
3,0 43,2000 ,3209 ,000 42,215 44,185
*
GMS15a21dias 1,0 112,6667 ,3209 ,000 111,682 113,651
2,0 *
3,0 155,8667 ,3209 ,000 154,882 156,851
*
3,0 1,0 -43,2000 ,3209 ,000 -44,185 -42,215

50
*
2,0 -155,8667 ,3209 ,000 -156,851 -154,882
*
2,0 119,3333 12,0007 ,000 82,512 156,155
1,0 *
3,0 144,4667 12,0007 ,000 107,645 181,288
*
1,0 -119,3333 12,0007 ,000 -156,155 -82,512
GMS22a28dias 2,0
3,0 25,1333 12,0007 ,171 -11,688 61,955
*
1,0 -144,4667 12,0007 ,000 -181,288 -107,645
3,0
2,0 -25,1333 12,0007 ,171 -61,955 11,688
*
2,0 ,024667 ,000471 ,000 ,02322 ,02611
1,0
3,0 ,001000 ,000471 ,165 -,00045 ,00245
*
1,0 -,024667 ,000471 ,000 -,02611 -,02322
CAkg8a14dias 2,0 *
3,0 -,023667 ,000471 ,000 -,02511 -,02222
1,0 -,001000 ,000471 ,165 -,00245 ,00045
3,0 *
2,0 ,023667 ,000471 ,000 ,02222 ,02511
*
2,0 ,017333 ,001678 ,000 ,01219 ,02248
1,0 *
3,0 ,011667 ,001678 ,001 ,00652 ,01681
*
1,0 -,017333 ,001678 ,000 -,02248 -,01219
CAkg14a21dias 2,0 *
3,0 -,005667 ,001678 ,034 -,01081 -,00052
*
1,0 -,011667 ,001678 ,001 -,01681 -,00652
3,0 *
2,0 ,005667 ,001678 ,034 ,00052 ,01081
2,0 -,002000 ,001122 ,253 -,00544 ,00144
1,0
3,0 ,000667 ,001122 ,828 -,00278 ,00411
1,0 ,002000 ,001122 ,253 -,00144 ,00544
CAkg21a28dias 2,0
3,0 ,002667 ,001122 ,120 -,00078 ,00611
1,0 -,000667 ,001122 ,828 -,00411 ,00278
3,0
2,0 -,002667 ,001122 ,120 -,00611 ,00078
2,0 40,000 57,205 ,773 -135,52 215,52
1,0
3,0 83,667 57,205 ,371 -91,85 259,19
1,0 -40,000 57,205 ,773 -215,52 135,52
CGkg8a28dias 2,0
3,0 43,667 57,205 ,737 -131,85 219,19
1,0 -83,667 57,205 ,371 -259,19 91,85
3,0
2,0 -43,667 57,205 ,737 -219,19 131,85
*
2,0 ,55667 ,00385 ,000 ,5449 ,5685
1,0 *
3,0 ,72333 ,00385 ,000 ,7115 ,7351
*
1,0 -,55667 ,00385 ,000 -,5685 -,5449
CA8a14dias 2,0 *
3,0 ,16667 ,00385 ,000 ,1549 ,1785
*
1,0 -,72333 ,00385 ,000 -,7351 -,7115
3,0 *
2,0 -,16667 ,00385 ,000 -,1785 -,1549
*
2,0 ,21667 ,00385 ,000 ,2049 ,2285
1,0 *
CA15a21dias 3,0 -,07667 ,00385 ,000 -,0885 -,0649
*
2,0 1,0 -,21667 ,00385 ,000 -,2285 -,2049

51
*
3,0 -,29333 ,00385 ,000 -,3051 -,2815
*
1,0 ,07667 ,00385 ,000 ,0649 ,0885
3,0 *
2,0 ,29333 ,00385 ,000 ,2815 ,3051
*
2,0 -,53333 ,03549 ,000 -,6422 -,4245
1,0 *
3,0 -,70333 ,03549 ,000 -,8122 -,5945
*
1,0 ,53333 ,03549 ,000 ,4245 ,6422
CA22a28dias 2,0 *
3,0 -,17000 ,03549 ,007 -,2789 -,0611
*
1,0 ,70333 ,03549 ,000 ,5945 ,8122
3,0 *
2,0 ,17000 ,03549 ,007 ,0611 ,2789
*
2,0 -93,52333 6,09603 ,000 -112,2276 -74,8190
1,0
3,0 ,92333 6,09603 ,987 -17,7810 19,6276
*
1,0 93,52333 6,09603 ,000 74,8190 112,2276
PAkg 2,0 *
3,0 94,44667 6,09603 ,000 75,7424 113,1510
1,0 -,92333 6,09603 ,987 -19,6276 17,7810
3,0 *
2,0 -94,44667 6,09603 ,000 -113,1510 -75,7424
*
2,0 -115,49667 1,90902 ,000 -121,3541 -109,6393
1,0 *
3,0 -48,01667 1,90902 ,000 -53,8741 -42,1593
*
1,0 115,49667 1,90902 ,000 109,6393 121,3541
PEITOkg 2,0 *
3,0 67,48000 1,90902 ,000 61,6226 73,3374
*
1,0 48,01667 1,90902 ,000 42,1593 53,8741
3,0 *
2,0 -67,48000 1,90902 ,000 -73,3374 -61,6226
2,0 -4,06667 2,95076 ,409 -13,1204 4,9871
1,0
3,0 ,73333 2,95076 ,967 -8,3204 9,7871
1,0 4,06667 2,95076 ,409 -4,9871 13,1204
C0XAkg 2,0
3,0 4,80000 2,95076 ,306 -4,2537 13,8537
1,0 -,73333 2,95076 ,967 -9,7871 8,3204
3,0
2,0 -4,80000 2,95076 ,306 -13,8537 4,2537
*
2,0 -47,81333 2,02814 ,000 -54,0362 -41,5905
1,0 *
3,0 -44,12333 2,02814 ,000 -50,3462 -37,9005
*
1,0 47,81333 2,02814 ,000 41,5905 54,0362
SOBRECOXAkg 2,0
3,0 3,69000 2,02814 ,242 -2,5329 9,9129
*
1,0 44,12333 2,02814 ,000 37,9005 50,3462
3,0
2,0 -3,69000 2,02814 ,242 -9,9129 2,5329
*
2,0 -16,70000 1,08811 ,000 -20,0386 -13,3614
1,0
3,0 ,17000 1,08811 ,987 -3,1686 3,5086
*
1,0 16,70000 1,08811 ,000 13,3614 20,0386
RBMmt 2,0 *
3,0 16,87000 1,08811 ,000 13,5314 20,2086
1,0 -,17000 1,08811 ,987 -3,5086 3,1686
3,0 *
2,0 -16,87000 1,08811 ,000 -20,2086 -13,5314
*
CMAmt 1,0 2,0 1,78333 ,10726 ,000 1,4542 2,1124

52
*
3,0 ,59667 ,10726 ,003 ,2676 ,9258
*
1,0 -1,78333 ,10726 ,000 -2,1124 -1,4542
2,0 *
3,0 -1,18667 ,10726 ,000 -1,5158 -,8576
*
1,0 -,59667 ,10726 ,003 -,9258 -,2676
3,0 *
2,0 1,18667 ,10726 ,000 ,8576 1,5158
*
2,0 -18,48333 1,11737 ,000 -21,9117 -15,0549
1,0
3,0 -,42667 1,11737 ,924 -3,8551 3,0017
*
1,0 18,48333 1,11737 ,000 15,0549 21,9117
MBMmt 2,0 *
3,0 18,05667 1,11737 ,000 14,6283 21,4851
1,0 ,42667 1,11737 ,924 -3,0017 3,8551
3,0 *
2,0 -18,05667 1,11737 ,000 -21,4851 -14,6283
*
2,0 -39,49667 2,10751 ,000 -45,9631 -33,0302
1,0
3,0 -3,32333 2,10751 ,325 -9,7898 3,1431
*
1,0 39,49667 2,10751 ,000 33,0302 45,9631
RM 2,0 *
3,0 36,17333 2,10751 ,000 29,7069 42,6398
1,0 3,32333 2,10751 ,325 -3,1431 9,7898
3,0 *
2,0 -36,17333 2,10751 ,000 -42,6398 -29,7069
*
2,0 -15,26667 ,63893 ,000 -17,2271 -13,3062
1,0
3,0 -1,26667 ,63893 ,197 -3,2271 ,6938
*
1,0 15,26667 ,63893 ,000 13,3062 17,2271
IRR 2,0 *
3,0 14,00000 ,63893 ,000 12,0396 15,9604

1,0 1,26667 ,63893 ,197 -,6938 3,2271


3,0 *
2,0 -14,00000 ,63893 ,000 -15,9604 -12,0396

*. The mean difference is significant at the 0.05 level.

53