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Aplicativo em Java para Dimensionamento à Flexão de Vigas em

Concreto Protendido baseado no Método de Lin e Burns


Java application to design of prestressed concrete beams for flexure based on
Lin and Burns method

Katri I. Ika Ferreira (1); Leon T.S. Ferreira (2)

(1) Doutora em Engenharia Civil, Universidade Federal de Roraima


Professora Associada, Departamento de Engenharia Civil
Rua 09 de Julho, 1000 - Boa Vista - RR, CEP:69305-030, email: katri_ika@hotmail.com
(2) Doutor em Engenharia Civil, Universidade Federal de Roraima
Professor Associado, Departamento de Engenharia Civil
email: leon_tsf@hotmail.com

Resumo
Desenvolve-se um programa computacional em Java para o dimensionamento de vigas isostáticas sob
flexão em concreto protendido baseado no método de LIN e BURNS(1980). A escolha do Java deve-se ao
fato de ser uma linguagem de programação orientada a objetos com recursos gráficos e disponibilizada
gratuitamente. O dimensionamento à flexão de vigas em concreto protendido consiste basicamente em
duas etapas: o projeto elástico e a verificação no estado limite último (ELU). No projeto elástico admite-se a
seção não fissurada. Esta etapa consiste no dimensionamento da força de protensão a ser aplicada aos
cabos e o seu posicionamento na seção transversal. No ELU, com a configuração dos cabos já definida,
calcula-se o momento resistente a partir do equilíbrio da seção fissurada, comparando-o com o momento
solicitante. No procedimento de dimensionamento proposto por LIN e BURNS(1980) o momento externo é
resistido pelo binário de forças internas, formado pelas resultantes das tensões no concreto e aço. O
traçado longitudinal do cabo é definido por zonas limites baseadas no conceito do núcleo central. Trata-se
de um método de dimensionamento iterativo, que permite otimizar a força de protensão e sua localização,
resultando em seções mais econômicas. Emprega-se o método do ACI318(2002) para avaliação da tensão
no aço de protensão no ELU para cabos aderentes. Neste trabalho, aplica-se o método na verificação de
um projeto de uma ponte rodoviária executada em Boa Vista – RR.
Palavra-Chave: concreto protendido, núcleo central, seção composta, viga pré-moldada, Java.

Abstract
A Java computer program has been developing to design of prestressed concrete beams for flexure based
on LIN and BURNS(1980). The choice of the Java application was due to the Java to be an object oriented
programming language with graphical user interface and freely available. The design of prestressed concrete
beams for flexure consists basically of the two steps: the elastic design and the checking of the ultimate
design. In the elastic design, the section is assumed uncracked and the magnitude and location of prestress
force in the tendon is obtained. In the ultimate design, the calculating of internal resisting moment is made
through the balance of the section and the result is compared to the external bending moment. The design
procedure proposed by LIN and BURNS(1980) is to consider prestressed concrete as a combination of steel
and concrete, similar to reinforced concrete, with steel taking tensile and concrete taking compressive so
that the two materials form a resisting couple against the external moment. The tendon layout is obtained by
limiting zones based on the kern concept. This is an iterative design method, which optimizes the prestress
force and its location, that results in more economical sections. The ACI318(2002) procedure is used to
evaluate the prestressed steel stress in the ultimate design for bonded tendons. In this paper, the LIN and
BURNS(1980) method is applied to check the precast posttensioned girder design of a highway bridge, that
was built in Boa Vista – RR.
Keywords: prestressed concrete, kern, composite section, precast girder, Java.
ANAIS DO 55º CONGRESSO BRASILEIRO DO CONCRETO - CBC2013 – 55CBC 1
1 Introdução
O dimensionamento à flexão de vigas biapoiadas em concreto protendido consiste
basicamente em duas etapas: o projeto elástico e a verificação no estado limite último
(ELU). LIN e BURNS(1980) propõem um procedimento de dimensionamento de vigas em
concreto protendido onde o momento externo é resistido pelo binário de forças internas,
composto pelas resultantes das tensões no concreto e aço. O traçado longitudinal do
cabo é definido por zonas limites baseadas no conceito do núcleo central. Trata-se de um
método iterativo, onde inicialmente são estimadas a força de protensão e a área da seção
transversal, a partir da estimativa de uma altura para a seção, tomando por base o vão a
ser transposto. Durante a etapa do projeto elástico, a área da seção e a força de
protensão são ajustadas para obtenção de um dimensionamento mais econômico,
respeitando os limites de tensões normais prescritos por norma. E o cálculo da estimativa
da tensão no aço de protensão no ELU para cabos aderentes é feito pelo método do
ACI318(2002).
O processo de dimensionamento de uma viga protendida quase sempre é longo e
trabalhoso. O procedimento apresentado por LIN e BURNS(1980) permite ao projetista
estimar, de forma mais concisa, uma seção e uma força de protensão iniciais que
reduzem significativamente o processo numérico de dimensionamento.
Neste trabalho, desenvolve-se um aplicativo em Java para dimensionamento de vigas
biapoiadas sob flexão em concreto protendido baseado no método de LIN e
BURNS(1980), dando prosseguimento ao trabalho de BEEPAT(2009) desenvolvido em
planilha Excell. A escolha da linguagem Java deu-se pelo fato de ser uma linguagem de
programação orientada a objetos com recursos gráficos, amplamente utilizada e
disponibilizada gratuitamente. O método é aplicado para verificar o projeto de uma ponte
rodoviária executada em Boa Vista – RR, considerando a seção composta formada pela
viga I pré-moldada e a laje do tabuleiro.

2 Método de Dimensionamento de LIN e BURNS(1980)


2.1 Introdução
No método de dimensionamento de vigas em concreto protendido proposto por LIN e
BURNS(1980) o momento externo devido à flexão é resistido por um binário de forças
internas, composto pelas resultantes das tensões de compressão no concreto, força (C) e
de tração no aço, força de protensão (T) de forma análoga ao que é feito em concreto
armado. Em seções de concreto armado, conforme o momento externo aumenta devido
ao acréscimo de cargas, os valores das forças C e T aumentam proporcionalmente ao
momento, enquanto o braço de alavanca (z) permanece praticamente inalterado. Já em
seções protendidas, na fase do dimensionamento elástico, as forças C e T permanecem
praticamente constantes, enquanto o braço de alavanca aumenta quase que
proporcionalmente ao momento. Conhecida a força T, a força C é igual a T, obtida por
equilíbrio. Para o momento fletor (M) dado, o braço de alavanca, z, é então calculado por:

 
 = =
 
(Equação 1)

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O traçado longitudinal do cabo é definido pela variação do diagrama de momentos fletores
ao longo do comprimento da viga e por zonas limites baseadas no conceito de núcleo
central. Desde que a localização de T seja conhecida em função do traçado do cabo,
pode-se obter a linha de pressão, definida como a linha formada pelos pontos de
aplicação da força C ao longo da viga nas seções transversais.
As equações desse método baseiam-se na localização da força C, para o tipo de
protensão escolhida, nas duas fases de carregamento: transferência e cargas em serviço.
É interessante ressaltar que existe uma relação entre a localização da força C com a
forma do diagrama de tensões resultantes na seção. Por isso, as equações são
deduzidas a partir de uma forma de diagrama inicialmente especificada, triangular ou

base, 
e no topo,   , da seção transversal são calculadas pelas Equações 2a e
trapezoidal de compressão, ou permitindo tração. Assim, as tensões normais na

2b, respectivamente (ver Figura 1).

 .   .   .   . 

= − ±   = − ±
   
(Equação 2a) (Equação 2b)

 - área da seção transversal;


onde:

 - momento de inércia da seção transversal;


  - distância do c.g. (centro de gravidade da seção) até o ponto de aplicação da força C.
 ,  - distâncias do c.g. à base e ao topo da seção, respectivamente;

Este método de dimensionamento é interativo, dividido em três partes. Na primeira parte,


é feito um pré-dimensionamento denominado projeto preliminar. A partir de uma altura
dada para a seção, tomando por base o vão a ser transposto, estima-se a área da seção
e a força de protensão necessárias em serviço. Na segunda parte, no projeto elástico, a
partir da força de protensão inicialmente estimada, calcula-se a excentricidade dos cabos
e as novas forças de protensão, na transferência e em serviço e as respectivas áreas
necessárias de concreto, visando atender as distribuições de tensões esperadas. Caso a
área de concreto adotada inicialmente não satisfaça, escolhe-se uma nova seção. Caso
contrário, desenvolve-se um processo iterativo que permite a otimização simultânea da
força de protensão e da área da seção necessárias. Por último, na terceira parte, com a
configuração dos cabos e forças definidas no projeto elástico, verifica-se o ELU.

2.2 Projeto Preliminar

transversal de concreto (Ac) para vigas biapoiadas de seções I ou T. As estimativas


No projeto preliminar objetiva-se estimar a força de protensão (P) e a área inicial da seção

propostas por LIN e BURNS(1980) para a força P e área da seção Ac baseiam-se na


análise dos diagramas de tensões normais resultantes na seção, considerando a seção
toda comprimida, conforme mostra a Figura 1. Duas fases de carregamento são
consideradas. Na transferência atuam a força de protensão (Po) e o peso próprio da viga
(Mg1). Em serviço atuam a força de protensão com as perdas (P) e o momento total (MT),
resultante do peso próprio da viga, do restante das cargas permanentes e cargas móveis.
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σc topo

ct C
P0/Ac P/Ac e'
c.g. kt
MT
h kb e' z
C Mg1
e cb
z
P0 P
d' σc base
(a) seção (b) na transferência (c) em serviço
Figura 1 – Diagrama de tensões normais resultantes em uma seção I.

braço de alavanca () função da relação entre os momentos  e  , da seguinte


A força de protensão (), para cargas em serviço, é determinada a partir da estimativa do

maneira:

 
 =  = = #  > 20% ' 30% 
 0,65. ℎ
(Equação 3)

) )
== = #  ≤ 20% ' 30% 
 0,5. ℎ
(Equação 4)

onde:

 - momento total,  =  + , + - ;


h - altura da seção transversal;

 - momento devido ao peso próprio da seção transversal da viga I ou T;


, - momento devido às cargas permanentes (lajes, pavimentação etc);
- - momento devido à carga móvel.
) =  −  ;

As expressões para o cálculo das tensões de compressão na base e no topo são obtidas
por semelhança de triângulos do diagrama de tensões (Figura 1), resultando nas
seguintes equações para estimativa da área inicial da seção (. ):

/ ℎ  ℎ
. = . . = .
.
 .  
(Equação 5a) (Equação 5b)

.  - tensão de compressão no topo da seção em serviço;


onde:

.
- tensão de compressão na base da seção na transferência.

Com intuito de evitar compressão excessiva, as tensões máximas na base e no topo da


seção não devem ultrapassar os limites prescritos pelas normas. Impondo esses limites
às Equações 5a e 5b obtêm-se os fatores h/ct e h/cb , funções da geometria da seção, que
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moldadas, no caso de seções I simétricas, os fatores h/ct e h/cb são iguais, com valor
são utilizados para estimar uma área inicial da seção. Para seções de vigas pré-

igual a 2,0. Em seções I não simétricas e seções T, ou T invertido, os fatores h/cb e h/ct,
variam de 1,5 a 2,5, com valor médio em torno de 2,0. Assim, a partir da força P estimada
pelas Equações 3 ou 4, calcula-se a área necessária a partir da distribuição das tensões
em serviço, pela Equação 5b, usando a média dos fatores h/ct e h/cb .
No caso de seções compostas não simétricas, quando se tem a contribuição da laje do
tabuleiro do viaduto como mesa de compressão, adota-se o braço de alavanca em 65%
da altura total da seção composta. Neste caso, a Equação 5a baseada no diagrama de
tensões na transferência é mais adequada para estimar a área da seção da viga pré-
moldada, resultando em uma convergência mais rápida do processo.
Com os valores iniciais da força de protensão em serviço (P), da área da viga pré-
moldada (Ac), estima-se o valor das perdas de protensão e calcula-se Po. A seguir,
prossegue-se com o dimensionamento, iniciando-se o Projeto Elástico.

2.3 Projeto Elástico: metodologia aplicada à seção composta

pré-moldada protendida de seção I ou T e pela laje do tabuleiro. Para o dimensionamento


Em projetos de viadutos e pontes rodoviários, uma seção composta é formada pela viga

da seção composta considerou-se a viga pós-tracionada no canteiro de obra e


posteriormente posicionada no local de execução, concretando-se a laje in loco. Assim, a
viga pré-moldada suporta o seu peso próprio e o peso próprio da laje. Após a laje adquirir
a resistência especificada no projeto, a seção composta suporta além do seu peso
próprio, a carga móvel e o restante da carga permanente (pavimentação, barreiras etc).
Se a laje e a viga forem projetadas com diferentes resistências à compressão do concreto
(fck), transforma-se a seção composta em uma seção equivalente formada por um só
material, multiplicando-se a largura efetiva da laje pela relação entre os módulos de

análoga para seções I ou T de vigas pré-moldadas. A diferença fundamental é a


elasticidade. A metodologia de dimensionamento aplicada às seções compostas é

transformação dos momentos que atuam na seção composta em momentos equivalentes


agindo na viga pré-moldada. Isto tem por justificativa que as tensões de compressão
máximas na seção composta ocorrem no topo da viga e não no topo laje. Além disso,
objetiva-se escolher a seção mais econômica para o dimensionamento da viga. Portanto,
o dimensionamento é realizado a partir do momento equivalente agindo na viga e as
tensões são calculadas em função da inércia e área da viga, ao invés da área e inércia da
seção composta. Esse momento equivalente é calculado em função da relação entre os
módulos de resistência da viga e da seção composta. O dimensionamento da seção
composta baseia-se nos diagramas de tensões normais resultantes na transferência e em
serviço conforme mostra a Figura 2. Para a protensão limitada, a força C se localiza fora
do núcleo central, tanto na transferência quanto em serviço, resultando em um diagrama

onde   e .
são as tensões na transferência, tração no topo e compressão na
linear de tensões com tração e compressão. As Figuras 2a e 2d ilustram essas situações,

base, respectivamente e  
e .  são as tensões em serviço, tração na base e
compressão no topo, respectivamente. Os valores de tensões são adotados iguais aos
limites estabelecidos pelas normas, NBR6118(2007) ou ACI318(2002).
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σt topo

ct
c.g. kt
h
kb
cb e e1 C Mg1
e2 P z
d' σc base
bf σc topo
(a) na transferência
hf C
ct'
ct ct c.g.' MT
c.g.
kt
h c.g. z
kb C Mg1 h
cb e cb e cb'
z
P P
d' σc base d' σt base
(b) na transferência (d) em serviço

ct
c.g.
kt
h C
e kb Mg1
cb
z
P
d' σc base
(c) na transferência
Figura 2 – Diagramas de tensões normais resultantes nas duas etapas de cálculo do projeto elástico.

Na norma brasileira esses valores são dados em termos das combinações de ações
empregadas nos estados limites de serviço em função do nível de protensão da obra:
completa, parcial ou limitada. E também são prescritos os valores máximos de
compressão e tração na fase de protensão. Dependendo do valor calculado para o
posicionamento dos cabos, obedecendo-se o cobrimento nominal mínimo para o
concreto, pode ocorrer o caso que não seja possível trabalhar com tensões de tração na
transferência, resultando na força de protensão dentro ou no limite inferior do núcleo
central, gerando somente compressão na seção, diagrama triangular ou trapezoidal de
compressão, respectivamente (Figuras 2b e 2c). Já em serviço, é possível obter-se um
diagrama resultante permitindo tração (Figura 2d).
Com base nos comentários feitos acima, o processo iterativo do projeto elástico pode ser
descrito da seguinte maneira:

Passo 1: Cálculo da força de protensão na transferência, / , a partir da força  estimada


no projeto preliminar:

0 = ⁄(1 − 234'#) (Equação 6)


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Passo 2: Cálculo da excentricidade dos cabos e verificação se os cabos cabem na seção:
Caso 2.1: Diagrama com compressão na base e tração no topo (Figura 2a).

   . .89 . 7
 = 6 +  + 7 = + + 7
/ /
(Equação 7)

 −  > 4  (Equação 8)

7 - limite inferior do núcleo central da viga;


onde:

7 - limite superior do núcleo central da viga;


.89 - área da seção I da viga, inicialmente escolhida do projeto preliminar.
Se os cabos cabem na seção, segue-se para o Passo 3. Caso contrário, verifica-se o
Caso 2.2.
Caso 2.2: Diagrama triangular de compressão (Figura 2b).


 = + 7
/
(Equação 9)

Verifica-se se os cabos cabem na seção pela Equação 8. Se verdadeiro, segue-se para o


Passo 3, se falso verifica-se o Caso 2.3.
Caso 2.3: Diagrama trapezoidal de compressão (Figura 2c).

 =  − 4  (Equação 10)

Passo 3: Cálculo dos fatores : e : para obtenção do momento equivalente atuante

Seja  um momento qualquer agindo na seção composta em serviço. As tensões no


na viga pré-moldada:

topo e na base da viga são dadas por:

.   . 
.  =  
=
 
(Equação 11a) (Equação 11b)

Definindo-se os fatores : e : como as razões entre os módulos de resistência do topo


e da base da viga e da seção composta, respectivamente:

; ;
 
: = : =
; 
 ; 

 
(Equação 12a) (Equação 12b)



,   , ′ - distância do c.g. da seção composta até a base e topo da viga, respectivamente
onde:

 ,  ,  - distância do c.g. da viga I até a base e o topo da viga, respectivamente e


e momento de inércia da seção composta;

momento de inércia da viga I.


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Substituindo-se as Equações 12a e 12b em 11a e 11b, respectivamente, obtêm-se as
tensões no topo e na base da viga em termos da área (. ) e inércia () da viga:

: . .  : . 
.  = =
 . . 7
(Equação 13)

: . .  : . 
 
= =
 . . 7
(Equação 14)

Assim, pode-se trabalhar com momentos equivalentes :  e :  para o processo


iterativo de cálculo com base nas propriedades geométricas da viga pré-moldada.

Passo 4: Cálculo do novo valor para a força de protensão em serviço, impondo-se o limite
máximo de tração permitido na base ( 
) :

= + : . > −  
. .89 . 7
=
 + 7
(Equação 15)

= =  + 6 = momento devido ao peso próprio da viga e peso próprio da laje.
onde

> = , + - = momento devido ao restante da carga permanente e carga móvel;


 = = + : > = momento total agindo na viga pré-moldada;
Com o valor de  obtêm-se / na transferência pela Equação 6.

Passo 5: Cálculo da área necessária na transferência ./ para os casos do Passo 2:

/ . ℎ
./ = ('#? 2.1)
.
.  −   . 
(Equação 16)

/ . ℎ
./ = ('#? 2.2)
.
. 
(Equação 17)


/  −
/
./ = @1 + A ('#? 2.3)
.
7
(Equação 18)

Passo 6: Para os três casos a área necessária . em serviço é a mesma, obtida


impondo-se o limite máximo de compressão no topo da viga (.  ) e aplicando-se o
momento equivalente (= + : > ), dada por:

1 (= + : > ) − . 
. = . B + C
.  7
(Equação 19)

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Verifica-se se a área da seção inicialmente escolhida pelo usuário é maior do que . e
Passo 7: Verificação se a seção escolhida satisfaz ao dimensionamento:

./ . Caso satisfaça, segue-se para o Passo 8. Caso contrário, adota-se uma nova seção
e retorna-se ao projeto preliminar estimando uma nova força de protensão.

Passo 8: Otimização da força de protensão  e da área da seção necessária:


Escolhida a área adequada (.89 ) para a seção, volta-se ao Passo 2 e repete-se o
processo, a partir do último valor da força / , até que a diferença entre as forças das
iterações (D + 1) e (D) satisfaçam a uma certa tolerância.
O fluxograma mostrado na Figura 4 ilustra o método.

2.4 Verificação no Estado Limite Último


A partir do projeto elástico com a área de protensão e configuração dos cabos já
definidos, realiza-se a verificação no ELU, onde o momento resistente último é calculado
pelo equilíbrio das forças internas na seção fissurada. A Figura 3 mostra o diagrama de

a deformação total no aço Eε F é dada pela deformação devido à curvatura da seção
deformações na seção composta no ELU. Para o caso de armadura protendida aderente,

EGε F adicionada ao pré-alongamento devido à protensão, dado por (ε = ε. + ε ).

bf laje
hf laje bf εc
εc
x
hf

d
bw

Δεp εce εpe

d' AP εce εpe

Figura 3 – Distribuição de deformações na seção transversal devido a:


a) força de protensão com perdas; b) momento total externo no ELU.

ELU. A tensão na armadura protendida (H


) é calculada por fórmula empírica desde que
O ACI318(2002) item 18.7.2. propõe uma alternativa para avaliação da tensão no aço no

a tensão efetiva de protensão após as perdas (H


) correspondente a (ε ) da Figura 3,
não seja inferior à metade da tensão de ruptura do aço (HI ), dada por:

HI 4
H
= HI J1 − BL + (N − N′)CO se H
≥ 0,5HI
γ=
K H. M 4
(Equação 20)

onde:
γ= = fator que depende da relação entre a tensão de escoamento e tensão de ruptura do
aço de protensão (HS ⁄HI ) , variando de 0,28 a 0,55;
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Projeto Preliminar
Dados:

Projeto Elástico

Caso 2.1 Excentricidade do cabo Caso 2.2 Excentricidade do cabo Caso 2.3 Excentricidade do cabo

Não Não

Sim Sim
σt topo

ct ct ct
c.g. kt c.g.
kt c.g.
kt
h h h C
kb kb C Mg1 kb P Mg1
cb e e1 C Mg1 cb e cb e 0
z
e2 P0 z P0 z
d' σc base d' σc base d' σc base

bf σc topo

hf C
Em serviço: ct'
ct c.g.'

c.g.
h
cb e z
cb'
P
d' σt base

Não Escolha uma nova


seção e retorne ao
Projeto Preliminar
Sim
Calcule a diferença entre as
forças das iterações (i+1) e i

Otimização da força de
protensão e área da seção. Não Fim do Projeto Elástico :
Sim
Faça e Verifique o ELU
e retorne ao inicio do
Projeto Elástico

Figura 4 : Fluxograma do processo iterativo do método.


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K = 0,85 para resistências do concreto H. M ≤ 30 '. Para H. M > 30 ', K é reduzido

4 = distância da fibra mais comprimida ao c.g. da armadura passiva de tração.


a uma taxa de 0,05 a cada 7 MPa, não podendo ser menor que 0,65.

4= = distância da fibra mais comprimida ao c.g. da armadura ativa.


N, N′ = taxas de armaduras passivas de tração e compressão, respectivamente.

A condição de ductilidade é verificada através de fórmula em função das taxas de


armaduras ativa e passivas de tração e compressão para atender aos domínios que
conduzem a uma ruptura dúctil, correspondente a um alongamento mínimo de 5,0%o nas
armaduras e encurtamento de 3,0%o no concreto no ELU.

formada por viga T ou I com laje dimensionada somente com armadura ativa e adota-se o
Neste trabalho, realiza-se a verificação no ELU pelo ACI318(2002) para seção composta

diagrama retangular para as tensões no concreto (Figura 5).


bf laje
0,85fck
hf laje bf
RC1
a=0,8x

RC RC3
hf x
RC2 x a

d
z z2 z1 z3
bw
RP RP2 RP1 RP3

d' AP
Figura 5: Seção composta: Equilibrio da seção no ELU.

Visando facilitar a compreensão e analogia com a NBR6118(2007), emprega-se nas

estimada na armadura ativa ( ) e a condição de ductilidade (N ) são dadas por:
equações propostas pelo ACI318(2002) a nomenclatura da NBR6118(2007). A tensão

H T
 = H T U1 − 0,5L V se  ≥ 0,5H T
H.T
(Equação 21)

 
N = L . ≤ 0,30 ; L =
H.T XYZ [ 4
(Equação 22)

 - tensão efetiva de protensão após as perdas;


onde:

H T - tensão de ruptura característica do aço de protensão;


H.T - resistência característica à compressão do concreto;
 , 4 - área da armadura ativa e altura útil da seção, respectivamente;
XYZ [ - largura efetiva da laje do tabuleiro.
A posição da linha neutra (') é obtida pelo equilíbrio das resultantes no aço (\ ) e
concreto (\. ), podendo se situar na laje, na mesa ou na alma da viga:
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\ = \. =>   = 0,85 H.T ' XYZ [ (Equação 23)

Se ' ≤ ℎYZ [ a linha neutra situa-se na laje, dimensiona-se a seção como retangular de
largura XYZ [ e altura útil 4 . Se ℎYZ [ ≤ ' ≤ ℎYZ [ + ℎY a linha neutra situa-se na mesa

compressão da laje e da mesa da viga. Se ' ≥ ℎYZ [ + ℎY a linha neutra situa-se na alma
da viga. O momento resistente é dividido em duas parcelas de acordo com as áreas de

As armaduras ( ) e (6 ) correspondentes aos momentos resistidos pela laje e pela
da viga e o momento resistente é dividido em três parcelas (Figura 5).

mesa da viga são obtidas pelos equilíbrios das resultantes no concreto e no aço, dadas
pelas Equações 24 e 25, respectivamente.

\. = \ => 0,85 H.T EXYZ [ − X^ F ℎYZ [ =  


0,85 H.T EXYZ [ − X^ F ℎYZ [
 =

(Equação 24)

\.6 = \6 => 0,85 H.T EXY − X^ F ℎY = 6 


0,85 H.T EXY − X^ F ℎY
6 =

(Equação 25)

A armadura (, ) correspondente ao momento resistido pela alma da viga I é dada por:

, =  −  − 6 (Equação 26)

O momento resistente último é calculado por:

_ = \  + \6 6 + \, , =


ℎYZ [
_ = 0,85 H.T EXYZ [ − X^ F ℎYZ [ U4 − V
2
ℎY '
(Equação 27)
+ 0,85 H.T EXY − X^ F ℎY U4 − ℎYZ [ − V + ,  (4 − )
2 2

momento resistente último (9` ) é obtido a partir da minoração do momento resistente


O ACI318(2002) trabalha com as resistências características dos materiais, sendo que o

por um coeficiente de segurança igual a 0,9,dado por:

9` = a_ = 0,9 _ (Equação 28)

Finalizando, compara-se esse momento com o momento externo obtido da combinação


das ações no ELU pelo ACI318(2002) e também pela NBR8681(2003):

9 = 1,2  + 1,6 - => 318(2002) (Equação 29)

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9 = 1,35  + 1,5 - => cd\8681(2003) (Equação 30)

Se o momento resistente é maior ou igual ao momento atuante, a seção foi dimensionada


adequadamente. Caso contrário, considera-se a complementação da resistência à tração
com armadura passiva.

3 Arquitetura do programa em Java


O programa em Java foi desenvolvido em classes que herdam outras subclasses que
contém os métodos de cálculo para resolução das diversas etapas do projeto. A
vantagem de aplicação do conceito de herança consiste na transmissão das variáveis
entre as classes de forma organizada e segura. A versão numérica do aplicativo recebe
os dados por um arquivo de entrada e imprime um relatório final com todas as
informações do projeto. Nesta versão há a possibilidade do usuário interagir com o
programa, escolhendo uma nova seção transversal, caso a seção inicialmente escolhida
não satisfaça ao dimensionamento. No momento, a versão gráfica do aplicativo está
sendo desenvolvida, onde será permitida a interação com o usuário através de uma
interface gráfica.

4 Exemplo de Aplicação: Ponte Rodoviária executada em Boa Vista


A partir das informações do projeto estrutural da ponte rodoviária executada sobre o
igarapé Grande, localizado na BR-174, Boa Vista – RR aplica-se a metodologia proposta
por LIN e BURNS(1980) para a verificação das vigas protendidas. A seção transversal da
ponte possui 11,30 m de largura, constituída por quatro vigas pré-moldadas biapoiadas
com 33,0 m de vão e seção transversal I com altura de 1,82 m (Figura 6). As vigas e laje
foram executadas com fck 35 MPa. Foram protendidos quatro cabos por meio de pós-
tração ativa nas duas extremidades de cada viga. A concretagem e a protensão das vigas
foram realizadas no canteiro de obras, sendo posteriormente transportadas para
montagem sobre o igarapé e por fim executando-se a concretagem do tabuleiro. A Figura
7 mostra a seção composta dimensionada no projeto original e o detalhamento dos cabos.

Figura 6: Seção transversal no vão. Ponte sobre o Igarapé Grande – Boa Vista – RR.
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Figura 7: Seção composta da viga de extremidade e detalhamento dos cabos.

As Tabelas 1 e 2 apresentam os dados dos materiais. A Tabela 3 apresenta os momentos


fletores devidos às cargas permanentes e móveis adotando-se o trem-tipo de 450 kN. As
Tabelas 4, 5 e 6 apresentam os resultados dos projetos preliminar, elástico e verificação

99,7% da seção adotada no projeto original, sendo a média das relações ℎ⁄  ℎ⁄
no ELU. Pela Tabela 4, observa-se que a área estimada no projeto preliminar foi de

igual a 2,0.

H.T = 35 ' Idade da protensão ( e = 28 dias) : H.T[ = 35,0 '


Tabela 1: Dados da seção de concreto.

γ. = 25 7c⁄:
Resistência à compressão:
Peso específico do concreto: ,

Na transferência:   = 1,2 H. f = 0,36. H.T[


6/,
= + 3,85 ' .
= 0,70 H.T[ = −24,5 '
Limites admissíveis de tensões segundo a NBR6118(2007) - protensão limitada:

Em serviço: .  = 0,60 H.T = −21,0 '  


= 1,2 H. ,j_Y = 0,252. H.T = 2,69 '
6/,

a. `9 = 12,7 :: . `9 = 98,7 ::6


Tabela 2: Dados do aço de protensão e detalhamento da armadura.

a.  = 70 :: 4 = 125,0 ::

Aço CP190RB12,7: coordoalha de 7 fios

H T = 1.870,0 ' k= = 196.000,0 '


Cabos com 12 cordoalhas:
Tensão de ruptura: Módulo de elasticidade:
Força de protensão máxima por cabo: F = 1.650,0 kN Perdas estimadas: 17,2%

 = 2.033,7 7c:


Tabela 3: Momentos fletores atuantes na viga de extremidade.

6 = 2.075,9 7c:


Momento devido ao peso próprio da viga:

- = 4.752,0 7c:
Momento devido ao peso próprio da laje:

, = 1.452,0 7c:


Momento devido à carga móvel:

 =  + 0,5- = 7.937,6 7c:


Momento devido ao restante das cargas permanentes:

9 = 1,35  + 1,5 - = 14.636,1 7c:


Momento total em serviço – CF das ações NBR8681(2003):

9 = 1,2  + 1,6 - = 14.277,1 7c:


Momento total no ELU - NBR8681(2003):
Momento total no ELU – ACI318(2002):

 ⁄ = 25,6% Braço de alavanca:  = 0,65 ℎ Z = 1.313,0 ::


Tabela 4: Resultados do projeto preliminar.

` Z = 6.045,4 7c Força de protensão na transferência: /` Z = 7.301,2 7c


Relação entre os momentos

. (::6 ) = 596.019,7 ::6


Força de protensão em serviço:

.` [ (::6 ) = 597.600,0 ::6 ℎ⁄ = 2,082 ℎ⁄ = 1,924


Área da seção estimada:
Área da seção do projeto:
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(jn − j )
Tabela 5: Resultados do processo iterativo do projeto elástico.
l?m =
j
Excentricidade Forças de protensão e áreas da seção necessárias
num.
/ (7c) ./ (::6 ) (7c) . (::6 )
Iteração Caso dos cabos: na transferência em serviço
cabos
770,5 6.031,8 512.446,0 4.994,3 339.420,7 3,6 17,0
e (mm) (%)

820,6 5.794,9 480.721,8 4.798,2 321.443,2 3,5 4,0


i=1 2

820,6 5.794,9 480.721,8 4.798,2 321.443,2 3,5 0,0


i=2 3
i=3 3

= = 4.737,6 ::6
Tabela 6: Resultados da verificação no ELU.

 = 1.153,5 MPa > 0,5H T


Área de protensão (4 cabos adotados):

 = 1.829,0 MPa
Tensão efetiva de protensão:

' = 95,5 ::
Tensão de protensão estimada - ACI318(2002):

9` = 14.406,3 7c:


Posição da linha neutra:
Momento fletor resistente:

Pela Tabela 5 observa-se que, na 1ª iteração, o diagrama resultante na transferência se


situou no caso 2 correspondendo ao diagrama triangular de compressão, com uma
redução na força de protensão em 17,0% com relação à força estimada no projeto
preliminar. Já na 2ª iteração o diagrama resultou em um trapézio, onde a excentricidade
do cabo foi fixada no limite máximo permitido de acordo com o cobrimento nominal do
concreto, com redução de 4,0% da força. A convergência da força ocorreu na 3ª iteração

./ e . foi 19,5% menor que a adotada no projeto e a força total necessária
resultando no mesmo valor da iteração anterior. A área necessária final, maior valor entre

correspondeu a 3,5 cabos, sendo utilizados 4,0 cabos na obra.


Com relação ao ELU (Tabela 6), a linha neutra se situou na mesa da laje. O momento
resistente superou o momento atuante pelo ACI318(2002), mas pela NBR8681(2003)
resultou em um valor 1,7% menor. Neste caso, a armadura mínina passiva que tem a
finalidade de limitar a fissuração, deve ser disposta também para colaborar para a
resistência à tração, equilibrando esta diferença entre os momentos. A Figura 8 apresenta
os diagramas de tensões resultantes para os diversos estágios de carga, desde a
transferência até o ELU, obtidos da última iteração.

bf
-4,09 -4,09 21,25 C
hf laje concretada no local -0,44 -1,55 -7,06 -8,61 -2,68 -11,32
C
ct'
ct c.g'

c.g. C z
h
C z
C
cb e cb' z
z
z
P0 P P P P

d' -19,70 -15,03 +7,64 -7,39 +10,08 +2,69

Figura 8: Diagramas de tensões resultantes em MPa nos diversos estágios de carregamento.


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Pode-se observar que houve um aumento gradativo do braço de alavanca do binário de
forças e que os valores das tensões ficaram abaixo dos limites admissíveis prescritos pela
NBR6118(2007). Na transferência resultou em um diagrama trapezoidal e em serviço em
um diagrama permitindo tração na base, ocorrendo a compressão máxima no topo da
seção I.

5 Conclusões
A aplicação do método de LIN e BURNS(1980) na verificação dos resultados do projeto
da ponte rodoviária executada em Boa Vista - RR conduziu a resultados satisfatórios.

No processo iterativo, a etapa de otimização da área da viga pré-moldada na


transferência e em serviço é realizada mantendo-se fixa a altura estimada inicialmente,
sendo que esta altura é adotada tendo por base o vão a ser transposto. Dessa forma,
essa otimização é feita através do balanceamento das larguras das mesas superior e
inferior da viga.

Objetiva-se em etapas posteriores a este trabalho, realizar um estudo paramétrico


utilizando o aplicativo, de modo a verificar diretrizes de projeto tradicionalmente
propostas, como escolha do tipo de seção e suas dimensões em função do tipo de obra
conduzindo a seções mais otimizadas.

6 Referências Bibliográficas
ACI COMMITTEE 318: Building Code Requirements for Structural Concrete
(ACI318M-02) and Commentary (ACI318RM-02). American Concrete Institute, Michigan,
2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR6118:2007 - Projeto de


estruturas de concreto – Procedimento. Rio de Janeiro, 2007.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR8681:2003 - Ações e


segurança nas estruturas – Procedimento. Rio de Janeiro, 2003.

BEEPAT M., Análise dos métodos da NBR 6118(2003) e de LIN e BURNS(1980) para
dimensionamento de vigas em concreto protendido: Aplicação a uma ponte
rodoviária, Trabalho de Conclusão de Curso – Depto. de Engenharia Civil – UFRR, 2009.

LIN T.Y., BURNS N.H., Design of Prestressed Concrete Structures, 3a edição, Editora
John Wily & Sons. 1980.

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