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MATERIAL DE CÁTEDRA – Língua e Gramática Portuguesa II

REVISÃO: Verbos – Modos e Tempos verbais

• Conceito de VERBO

Quanto ao significado, é a palavra que expressa processos (ação, estado, mudança de estado,
fenômeno natural, enfim, qualquer processo), situando-os no passado, presente ou futuro.

Quanto à forma, o verbo é a classe gramatical que apresenta o maior número de flexões na
língua portuguesa. (Faraco, Moura, Maruxo Jr.: 2014)
MODO DO VERBO

É a propriedade que o verbo tem de indicar a atitude do falante em relação ao fato que
pretende expressar. Há três modos na língua portuguesa:

1) Indicativo – O falante considera o processo expresso pelo verbo como real, certo.
2) Subjuntivo - O falante considera o fato como uma possibilidade, um receio, um desejo, mas
não o considera ainda como uma ocorrência.
3) Imperativo – O falante deseja levar o(s) seu(s) interlocutor(es) a realizar determinada ação.
Por isso, traduz as ideias de ordem, pedido, conselho, etc. Por essa mesma razão, não existe a
primeira pessoa do singular no imperativo.
(Faraco, Moura, Maruxo Jr.:2014)

Segundo Bechara (2009) os Modos Verbais são, conforme a posição do falante em face da
relação entre a ação verbal e seu agente:

INDICATIVO – em referência a fatos verossímeis ou tidos como tais. Denotam ações concebidas
em sua realidade.
Ex.: canto, cantei, cantava, cantarei (ação verbal que indica presente, passado ou futuro)
Tempos do verbo no Modo Indicativo:

PRESENTE- em referência a fatos que se passam ou se estendem ao momento em que falamos.


– eu canto.

PRETÉRITO – em referência a fatos anteriores ao momento em que falamos e subdividido em:


imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito: cantava / cantei / cantara

FUTURO – em referência a fatos ainda não realizados e subdividido em futuro do presente e


futuro do pretérito (que implica também a modalidade condicional)

SUBJUNTIVO – em referência a fatos incertos. Expressa um fato considerado pelo falante como
uma possibilidade, um receio, um desejo.
Ex.: talvez eu cante; se eu cantasse; quando eu cantar ...

As formas do subjuntivo enunciam a ação do verbo como eventual, incerta, ou irreal, em


dependência estreita com a vontade, a imaginação ou o sentimento daquele que as emprega.
As noções temporais que encerram não são precisas como as expressas pelas formas do
Indicativo, denotadoras de ações concebidas em sua realidade.
(Cunha e Cintra: 1985)

Em seus diversos tempos, o MODO SUBJUNTIVO aparece geralmente em orações dependentes,


mas pode ocorrer também em orações independentes:

Não vamos deixar / que a inflação volte. – Deus te ouça!


IMPERATIVO – em relação a um ato que se exige do agente, uma ordem.
Ex.: canta tu, cante ele (você) , cantemos nós, cantai vós, cantem eles (vocês).

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Formação dos tempos simples – primitivos e derivados

1) Primitivos: presente do indicativo – pretérito perfeito do indicativo – infinitivo


impessoal
2) Derivados: todos os outros tempos são derivados desses tempos primitivos

Radical ou morfema lexical: é o núcleo semântico e formal de uma palavra. (base, lexema)

Tema: é composto pelo radical acrescido da vogal temática.

Tempos Primitivos

Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Infinitivo Impessoal

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR

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Formas Nominais

Além dos três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes
(substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais:

Infinitivo, Gerúndio, Particípio.


As formas nominais do verbo se derivam do tema (radical + vogal temática) acrescido das
desinências:
-r: para o infinitivo: canta-r/vende-r/parti-r
-ndo: para o gerúndio: canta-ndo/vende-ndo/parti-ndo
-do (-ado, -ido): para o particípio regular: canta-do, vendi-do, parti-do.

a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido.


Esta forma verbal representa o nome do verbo, como nos referimos a ele, ou seja, sem
nenhuma conjugação. Podemos ter verbos da 1ª, 2ª e da 3ª conjugação, e a terminação do
verbo indicará que ele está na forma nominal:

-AR - 1ª conjugação / -ER - 2ª conjugação / -IR - 3ª conjugação

Observação (1):
O Infinitivo possui duas formas, o INFINITIVO IMPESSOAL e o INFINITIVO PESSOAL ou
FLEXIONADO. No primeiro caso o processo verbal não se relaciona a nenhum sujeito, ou seja,
fala-se da ação por ela mesma.
Já no segundo caso existe um sujeito envolvido na ação, o que a torna pessoal. Portanto, é o
infinitivo relacionado às três pessoas do discurso.
Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências, assumindo a mesma forma do
impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira: Ex.: verbo Ter
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós)
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
Ex.:
Infinitivo Impessoal:
Trouxe algumas tarefas para fazer.
Infinitivo Pessoal:
Trouxe algumas tarefas para eles fazerem.
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

Observação (2): O Infinitivo Impessoal pode ter valor e função de substantivo.

Por exemplo:

Viver é lutar. (= vida é luta)


É indispensável combater a corrupção. (= combate à)

b) Gerúndio: [formação: verbo no infinitivo impessoal (-) r (+) ndo. Ex.: cantar (-r) (+ndo)=
cantando; vender (-r) (+ndo)= vendendo; ir (-r) (+ndo)= indo].

Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta, uma ação
concluída.
Ex.:
- Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
- Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.

Observação: O gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio.

Ex.:
- Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (“quando/No momento em que” - função de
advérbio)
- Amanhecendo, sairemos. (“Logo pela manhã”: função de advérbio)
- Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (“vendedoras” -função de adjetivo)
- Água fervendo. (= água “fervente”- função de adjetivo)
c) Particípio: Quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica
geralmente o resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau.

Ex.: Terminados os exames, os candidatos saíram.

Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume
verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).

Ex.: Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.

Observação:
O Particípio pode ser regular (-ado, - ido: cantado, vendido, saído, ...)
- irregular (escrito, feito, ...) ou
- regular e irregular (verbos abundantes: eleger→elegido/eleito – limpar →limpado/limpo –
acender→acendido/aceso - ...)

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LOCUÇÕES VERBAIS

Chama-se locução verbal a combinação das diversas formas de um verbo auxiliar (ou mais de
um) com o infinitivo, gerúndio ou particípio de outro verbo que se chama principal. Este é o que
dá o sentido da locução.
O verbo auxiliar aparece conjugado e o principal numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio
ou particípio. A Locução constitui um todo indivisível; ou seja, os vários componentes formam,
na realidade, um só elemento.
Ex.: Começaram a falar. – Vou dizer – Estava indo – Ia pulando – Andam sonhando. – Puseram-
se a correr. Havíamos comentado. – Fui demitido.
As locuções verbais traduzem a forma como a ação acontece, dando a ela um aspecto
particular (isto é o que chamamos de aspecto verbal), ou ainda traduzem a forma como o
falante (enunciador) considera a ação.
Às vezes, queremos exprimir determinados sentidos que os tempos da conjugação verbal,
sozinhos, não conseguem exprimir.
Ex.: Eu acabei de chegar em casa e o telefone tocou. – Se utilizássemos o pretérito simples
cheguei, não conseguiríamos transmitir a ideia de proximidade que a expressão acabei de
chegar transmite. E o verbo principal é o que dá o sentido da locução.

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TEMPOS DO SUBJUNTIVO: A localização temporal expressa pelos tempos do subjuntivo é


menos nítida que a dos tempos do Indicativo. Como geralmente o subjuntivo ocorre numa
oração dependente, o tempo empregado vai depender do tempo verbal da oração principal.

FORMAÇÃO DO PRESENTE DO SUBJUNTIVO:

Forma-se a partir do radical da primeira pessoa do singular do presente do Indicativo. Esse


radical é obtido pela eliminação da desinência –o da primeira pessoa do singular – a ele,
acrescentam-se as desinências :

-e-es-e-emos-eis-em, para verbos da 1ª conjugação e

– a – as – a – amos – ais – am, para verbos da segunda e terceira conjugação.

IRREGULARES: ser – estar – haver – ir – saber – querer – dar


SER: seja – sejas –seja – sejamos – sejais – sejam

ESTAR: esteja – estejas – esteja – estejamos – estejais – estejam

HAVER: haja – hajas – haja – hajamos – hajais – hajam

IR: vá – vás – vá – vamos – vades – vão

SABER: saiba – saibas – saiba – saibamos – saibais – saibam

QUERER: queira – queiras – queira – queiramos – queirais- queiram

DAR: dê – dês- dê- demos – deis – deem

Expressões que exigem o uso do Presente do Subjuntivo


Desejo que... Expressões impessoais:

Tomara que... É bom que...

Espero que... É melhor que...

Quero que... É importante que...

Peço que... É possível que...

Faço questão de que... É provável que...

Exijo que... É preciso que...

Pode ser que... É necessário que...

Duvido que... Convém que...

Não acho que... É conveniente que...

Receio que...

Tenho medo que...

Sugiro que...

Prefiro que...

Exemplos:

Convém que todos acordem cedo amanhã.

É possível que haja paz no mundo?

Tomara que algum dia ele volte para mim.

O médico nos sugere que façamos repouso.

É importante que todos colaborem com o chefe.

Não acho que isso esteja em seus planos.

A professora sempre pede aos alunos /que tragam o livro de exercícios.


Conectores que se usam com o Presente do Subjuntivo:
TALVEZ – indica dúvida.

Ex.: Talvez eu vá a sua festa amanhã.

EMBORA / AINDA QUE / MESMO QUE / APESAR DE QUE / POR MAIS QUE – indicam ideias
contrárias.

Ex.: Embora eu tenha dinheiro, não quero gastar.

Ele vai à praia, mesmo que chova.

PARA QUE / A FIM DE QUE – indicam finalidade.

Ex.: Eu faço tudo isso, para que você possa ser feliz.

A professora escreve na lousa a fim de que os alunos aprendam melhor

ANTES QUE – indica tempo.

Ex.: Eu vou sair antes que seja tarde.

CASO – indica condição.

Ex.: Caso ele venha mais cedo, poderá terminar o trabalho.

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FORMAÇÃO DO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO: forma-se a partir do tema (radical + vogal


temática) da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do Indicativo, adicionando – sse e
as desinências pessoais: -sse, – sses,-sse, -ssemos, -sseis, - ssem

Cantar: Cantamos-canta-sse/cantasses/cantasse/cantássemos/cantásseis/cantassem

Querer: Quisemos – quise-sse/quisesses/quisesse/quiséssemos/quisésseis/quisessem

Partir: partimos – parti-sse/partisses/partisse/partíssemos/partísseis/partissem

Ir: fomos – fo-sse/fosses/fosse/fôssemos/fôsseis/fossem

Expressa passado ou futuro, e ocorre quando o verbo da oração principal estiver no:

a) Pretérito imperfeito do indicativo:


- Desejávamos / que tudo não passasse de um grande susto.
b) Pretérito perfeito do indicativo:
Desejei/ que tudo não passasse de um grande susto.
c) Futuro do pretérito:
Desejaria / que tudo não passasse de um grande susto.

O pretérito imperfeito do subjuntivo é usado:

1. Para indicar dúvidas, desejos, incertezas, probabilidades e sentimentos:


Quis /que ele fosse feliz.
Duvidaram /que ela se casasse com um criminoso.

2. Para formar orações subordinadas condicionais, estando o verbo da oração principal no


futuro do pretérito:
Eu falaria com ele /se fosse você.
Se eles pudessem, /dormiriam o dia todo.
O que você faria /se estivesse sozinho em uma ilha deserta?
“Se tu fosses tonel, como pareces, eu te beberia agora de um só trago.” (Álvares de
Azevedo, 2000)

O Imperfeito do Subjuntivo é o tempo que se associa ao futuro do pretérito do Indicativo


quando se expressa circunstância de condição ou concessão:
Exemplos:
- Se ele fosse politizado, não votaria naquele farsante.
- Embora se esforçasse, não conseguiria a simpatia dos colegas.

E com os pretéritos perfeito e imperfeito:


Exemplos:
- Eu lhe sugeri que não vendesse a casa.
- Esperava-se que todos aderissem à causa.

Também com as expressões impessoais:

Seria bom que.../ Seria melhor que.../ Seria importante que... / Seria provável que.../ Seria
preciso que.../ Seria conveniente que...

Compare:
É bom que vocês estudem bastante os verbos. (Presente do Subjuntivo)
Seria bom que vocês estudassem mais. (Imperfeito do Subjuntivo)

Sugiro que leiam um artigo sobre a Educação no Brasil. (Presente do Subjuntivo)


A professora sugeriu que lêssemos um artigo sobre a Educação no Brasil. (Imperf. Subj.)

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FORMAÇÃO DO TEMPO FUTURO DO MODO SUBJUNTIVO – E REVISÃO

Quando estudamos o verbo, aprendemos que sua principal característica é a capacidade de se


flexionar para transmitir noções temporais. Aprendemos também que, além dos tempos
verbais, existem os modos verbais, que indicam as várias maneiras de utilização do verbo de
acordo com a significação que o enunciador pretende dar a ele.
São três os modos verbais: indicativo, subjuntivo e imperativo. Nosso objeto de estudo hoje é
o modo subjuntivo, especificamente sua formação no tempo futuro. O modo subjuntivo é
empregado quando o enunciador pretende conferir a determinado fato uma ideia de
possibilidade ou suposição (futura). Diferentemente do que ocorre com o modo indicativo, que
apresenta uma definição de tempo verbal mais nítida, e do imperativo, cuja noção de tempo
verbal é suprimida, o subjuntivo encontra-se em uma situação intermediária, o que pode
ocasionar algumas dúvidas, sobretudo em relação à formação do futuro do subjuntivo.
O Futuro do subjuntivo expressa ação vindoura – condicional, temporal ou conformativa –
dependente de outra ação também futura. – Ou seja, indica fatos possíveis, mas ainda não
concretizados no momento da enunciação.
Revisando...

Presente do Subjuntivo: traduz uma ação subordinada a outra e que se desenvolve no


momento atual. Expressa dúvida, possibilidade, suposição; pode ainda formar frases isoladas
manifestando desejo: Seja feliz!
Imperfeito do Subjuntivo: Expressa uma ação passada: Eu pedi que fizesse o trabalho.

Pedi= ação passada / fizesse= ação passada, mas posterior e dependente da primeira.

O pretérito imperfeito expressa frequentemente condição, mas também forma frases


optativas: Se pudéssemos (condição), partiríamos agora mesmo!

Também frases do tipo: Quem dera você me ouvisse!

(contraste com o presente): Tomara que você me ouça!

Vimos que a formação do Modo Subjuntivo traz as seguintes características:

a) –e – caracteriza o presente da 1ª conjugação: cant-e / -es/-e/-emos/-eis/-em


b) –a – caracteriza o presente da 2ª e 3ª conjugações: vend-a/-as/-a/-amos/-ais/-am
c) –sse - caracteriza o pretérito imperfeito: canta-sse/-sses/-sse/-ssemos/-sseis/-ssem
vende-sse/-sses/-sse/-ssemos/-sseis/-ssem
parti-sse/-sses/-sse/-ssemos/-sseis/-ssem
d) –r – caracteriza o futuro: canta-r/-res/-r/-rmos/-rdes/-rem
vende-r/-res/-r/-rmos/-rdes/-rem
parti-r/-res/-r/-rmos/-rdes/-rem
-r- desinência modo temporal
-es, -mos, -des, -em: desinências número-pessoais

O futuro do subjuntivo é formado a partir da terceira pessoa do plural do pretérito perfeito do


indicativo, eliminando a terminação -am e adicionado a desinência correspondente à pessoa do
verbo. Observe o exemplo:

Pretérito perfeito do indicativo Futuro do subjuntivo


Eu falei Quando eu falar
Tu falaste Quando tu falares
Ele falou Quando ele falar
Nós falamos Quando nós falarmos
Vós falastes Quando vós falardes
Eles falaram Quando eles falarem
Querer- quiseram--------------------quiser/quiseres/quisermos/quiserdes/quiserem
Fazer – fizeram ----------------------fizer/fizeres/fizer/fizermos/fizerdes/fizerem
Abrir – abriram ---------------------abrir/abrires/abrirmos/abrirdes/abrirem
Ir – foram ----------------------------for/fores/for/formos/fordes/forem etc...

É empregado:
1) Depois das conjunções/conectivos ou locuções conjuntivas: quando/enquanto/logo
que/assim que/sempre que/ depois que // se/ à medida que / à proporção que /
quanto mais/menos /conforme / como (expressando ações temporais, condicionais
proporcionais ou conformativas)
2) Em orações relativas: A oração subordinada relativa ou adjetiva é uma oração
introduzida por pronome (a qual modifica um sintagma nominal (i) ou uma frase (ii) e
desempenha a função sintática de adjetivo)
Receberei -------quem vier / aquele que vier / todos os que vierem / tudo quanto eles
mandarem / o documento onde você quiser / quanto puder.
3) Em orações do tipo: Ficaremos aqui----------aconteça o que acontecer / haja o que
houver / digam o que disserem / pensem o que pensarem / venha quem vier
Programa de TV: Custe o que custar /Caiga quien caiga
Concordância do Futuro do Subjuntivo com outros tempos verbais:
Ex.: Quando eu for ao Brasil...
1) Presente do Indicativo: ...quero conhecer o Corcovado.
2) Futuro imediato (verbo ir + infinitivo: vou trazer um berimbau.
3) Futuro do presente do indicativo: ...levarei você comigo.
4) Presente do subjuntivo: ...talvez visite o Corcovado.
5) Imperativo: ...peça-me algo e eu lhe trarei.

BIBLIOGRAFIA:

- ALMEIDA, A., MENDONÇA, C.O., MARCATO, L. , 2007. Um Português Bem Brasileiro. Níveis 5 e
6 – Fundação Centro de Estudos Brasileiros (FUNCEB). Buenos Aires, Argentina.
- BECHARA, Evanildo. 2009. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
Ed. Nova Fronteira Participações S.A., 37ª Ed.
- CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F.L., 1985. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Rio de
Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2ª Ed.
- FARACO & MOURA, 2003. Gramática. São Paulo, Brasil: Editora Ática, 19ª Ed.
- FARACO, MOURA, MARUXO Jr., 2014. Nova Gramática. São Paulo: Editora Ática, 15ª Edição.

Material de cátedra – Língua e Gramática Portuguesa II


Professora: Sandra M. Andrade Barbosa