Você está na página 1de 16

1.

Controladores

Controladores de Alta Performance


Documento de Especificação Geral

1. Controladores de Alta Performance


1.1 Introdução
Esta seção descreve os requerimentos para a instalação e para equipamentos do tipo
UTR / Concentrador de Dados / IHM / Gateways / PLCs que serão fornecidos pela
contratada.

Controlador

A principal função dos controladores é servir de interface entre o sistema de controle e


o equipamento físico conectado ao processo da subestação. Para fazer isso, cada
controlador deve ser capaz de:

 Comunicar com sistemas SCADA / DCS usando protocolos de comunicação


padronizados.
 Comunicar com o processo (IEDs de proteção, medição etc) usando protocolos
de comunicação padrão.
 Funcionar como conversor de protocolo entre os sistemas de processo e nível
superior.
1. Controladores

 Funcionar como servidor e/ou cliente em redes IEC61850.


 Funcionar como controlador lógico programável atendendo a norma
IEC611131.
 Aquisitar sinais físicos digitais e analógicos.
 Ativar sinais físicos de controle – saídas digitais e set-points analógicos.
 Operar continuamente sem degradação de performance em ambientes com:
o Níveis altos de ruídos eletromagnéticos e de energia.
o Limite amplo de temperatura (de -40 até +80ºC) sem a utilização de
estabilizadores de temperatura, por exemplo, ventilação forçada,
aquecedores etc.
 Proporcionar um ambiente simples e amigável que permita ao usuário final
realizar modificações no futuro.
 Possuir recursos avançados de segurança cibernética de acordo com o padrão
IEC62351 e as recomendações NERC / CIP.
 Proporcionar alta disponibilidade funcional: MTBF> 200.000 horas;
MTTR<10min.
 Proporcionar acesso remoto para gerenciamento, configuração e diagnóstico.

1.2 Design Geral


Para cumprir com o desempenho desejado, os controladores devem ter um design
modular e uma arquitetura distribuída com os seguintes elementos:

 Barramento de comunicação interna totalmente passivo – sem necessidade de


interruptores externos ou drivers.
 Instalação em Rack 19” ou montagem em “parede”. Até 6 unidades de altura.
 Módulos de fonte de alimentação com suporte a configuração de redundância
– Fonte Redundante.
 Módulos de processamento central e comunicações (CPU) com suporte para
configurações redundantes – Modos: HOT-HOT e HOT-STANDBY.
 Módulos de expansão de comunicação serial – 8 portas RS232/485 por
módulo e configurados por software.
 Módulos de aquisição de sinais de Entrada e Saída.
 Todos os módulos devem compartilhar o mesmo gabinete mecânico e oferecer
suporte à troca a quente (hot-swapping) sem atrapalhar a operação do
restante do controlador.
 Todos os módulos devem fornecer um display baseado em LED, mostrando o
modo de operação, diagnóstico e status do hardware interno.
Exceto pelas fontes de alimentação, todos os módulos do controlador devem ser
baseados em microcontroladores ou microprocessadores que gerenciam sua
configuração e operação.
Arquiteturas de controladores baseadas em tecnologias obsoletas de aquisição de
barramento paralelo ou usando PCs industriais não serão consideradas válidas.
1. Controladores

1.3 Configuração dos Módulos


Todos os módulos do controlador podem ser trocados a quente (hot-swapping) sem
interromper o restante do controlador. A montagem do módulo pode ser montada em
rack de 19 "ou montagem em “parede”. O tamanho máximo de um rack é de 6
unidades de altura.
Cada módulos deve ser fornecido com gabinete individual projetado para proteger os
componentes eletrônicos com um grau de IP20.

1.3.1 Barramento Interno


As comunicações e a energia para os módulos do controlador devem ser distribuídas
através de um barramento passivo interno. Barramentos ativos com comutadores
integrados não serão aceitos.
Para garantir a confiabilidade, os barramentos internos devem se basear na placa de
circuito impresso e não no cabeamento no nível do rack. As expansões entre os
barramentos devem ser conectadas usando elementos passivos para distâncias
inferiores a 50 metros. Caso sejam necessárias distâncias mais longas entre os racks,
o uso de conversores de fibra óptica será aceito.
Além disso, será apreciado se as placas de barramento oferecerem indicação visual
sobre o estado dos níveis internos de tensão e atividade do barramento para facilitar
os trabalhos de manutenção e instalação.

1.3.2 Fontes de Alimentação


O fornecimento de energia para os circuitos dos módulos do controlador deve ser feito
utilizando módulos de fonte de alimentação incorporados ao barramento. Os módulos
de fonte de alimentação devem ser projetados com o mesmo gabinete mecânico dos
outros módulos do controlador.
Características Gerais:

 Tensão de Entrada: 24 / 48 / 125 / 220 Vcc – 110/230Vca


 Faixa de entrada: +/- 20% da tensão nominal de entrada.
 Temperatura de Operação: -40 a +70ºC
 Saída de tensão auxiliar: a fonte de alimentação inclui uma saída auxiliar
opcional para acionar os mecanismos de comutação de saída digital (25W a
24Vcc).
 Isolação:
o Entrada/Saída: 3kVRMS.
o Entrada/Terra:1.5kVRMS.
o Saída/Terra: 500VRMS.
 Proteção:
o Desconexão de entrada suportada: 50 ms
o Curto-circuito permanente.
o Sobretensão
o Sobrecorrente
o Corrente de irrupção: 10A

Controladores e barramentos internos devem ser projetados para suportar o uso de


módulos de fonte de alimentação redundantes com troca a quente sem usar nenhum
hardware adicional - por exemplo, ponte de Diodos, etc. Cada módulo de fonte de
1. Controladores

alimentação deve fornecer energia suficiente por si só para iniciar um barramento


interno totalmente carregado.

1.3.3 Unidade de Controle e Comunicação (UCC)


1.3.3.1 Características Gerais
A Unidade de Controle e Comunicação (UCC) supervisiona a aquisição de dados,
protocolos de comunicação e execução de solicitações de controle. A UCC também é
responsável por verificar a integridade de sua configuração, firmware, status de
operação e manutenção dos módulos e alarmes de eventos do sistema em tempo real.

1.3.3.2 Especificações Mínimas


A UCC deve ter um design moderno baseado em componentes industriais de alta
qualidade com especificações mínimas de:
DESCRIÇÃO ESPECIFICAÇÃO MÍNIMA
PROCESSADOR PRINCIPAL 32 bits @800MHz (dual-core)
RAM 512MB (DDR3)
NVRAM 4 MB
MEMÓRIA FLASH INTERNA 256 MB
MEMÓRIA EXTERNA SD (até 32GB)
USB 2.0 (host)
RTC – PRECISÃO < 10 ppm @ 25ºC
HW-CRIPTOGRAFIA 3DES, AES, MD5/SHA, RSA/ECC e
deterministic FIPS RNG
PROTOCOLOS DE SEGURANÇA IPsec, SSL, SRTP
CONSUMO < 10W

Cada UCC deve oferecer indicações visuais - LEDs - refletindo o status geral da
operação e diagnósticos.

1.3.3.3 Portas de Comunicação


Cada UCC deve fornecer, pelo menos, as seguintes interfaces de comunicação
integradas no módulo:

 4x Portas RS232 via conector RJ45


 4xETH (10/100/1000Mbps) com as seguintes configurações:
o 4x Portas RJ45 operando a 10/100/1000Mbps.
o 2xSFP adequado para acessar 2 das portas Ethernet usando links FO.
Opções oferecidas:
 100BaseFX (MMF, distância < 2 km full-duplex)
 1000BaseSX (MMF 62.5 μm, distância < 220 m)
 1000BaseSX (MMF 50 μm, distância < 500 m)
 1000BaseLX (SMF 50 μm, distância < 5 km)
o Todas as interfaces configuráveis para se comunicar em pares usando
IEC62439 (PRP).
o Todas as interfaces configuráveis para se comunicar em pares usando
BOND (Link aggregation).
o Todas as interfaces configuráveis para aceitar e enviar frames de
sincronização IEEE1588 (PTP).
 Barramento serial de expansão interno - velocidade mínima: 1,5 Mbps.
1. Controladores

Todas as portas, exceto o barramento interno, devem ser monitoradas pelo hardware
e devem oferecer LEDs de atividade para permitir a verificação simples de
funcionamento.

1.3.3.4 Protocolos e Redes Suportados


Para garantir a máxima flexibilidade, as UCCs oferecidas devem suportar os seguintes
protocolos de comunicação:

 Protocolos Escravo (conexões a montante)


o Modbus RTU
o Modbus TCP
o IEC60870-5-101
o IEC60870-5-104
o DNP3.0 serial
o DNP3.0/IP – incluindo mecanismo SAv5
 Protocolos Mestre (conexões a jusante)
o Modbus RTU
o Modbus TCP
o IEC60870-5-101
o IEC60870-5-103
o IEC60870-5-104
o DNP3.0 serial
o DNP3.0/IP – incluindo mecanismo SAv5
 IEC61850 ed.2 servidor:
o Conexões Max.: 4
o Max. GCB publicados: 10
o Max. RCBs (total): 64
o Max datasets = 64
o Max. elementos por dataset: 128
 IEC61850 cliente: capaz de se comunicar simultaneamente com servidores de
diferentes fornecedores em conformidade com as edições 1 e 2 da norma:
o Max. IEDs: 150
o Max. GCB: 10
o Max. RCBs/IED: 10
o Max. RCBs (total): 300
o Max datasets (total) = 40.000
o Max. elementos por dataset: 256

O fabricante deve oferecer certificados emitidos por um laboratório acreditado que sua
implementação está em conformidade com a norma para os seguintes protocolos:

o IEC60870-5-101 (mestre & escravo)


o IEC60870-5-104 (mestre & escravo)
o DNP3.0 serial (mestre & escravo)
o DNP3.0/IP (mestre & escravo)
1. Controladores
1. Controladores

1.3.3.5 Software Embarcado


O software incorporado na UCC deve ter um design modular, com possibilidade de
customização, que inclua os seguintes componentes:

 Sistema Operacional baseado em Linux ou LinuxRT.


 Gerenciamento de Segurança cibernética: RBAC, logs de segurança,
permissões, hardening, protocolos seguros etc.
 Banco de dados em tempo real que armazena o status de todos os pontos
adquiridos.
 Gerenciador de canal de comunicação responsável por gerenciar a atividade
de cada canal, sinalizando qualquer anomalia e arbitrar redundância entre
enlaces configurados como redundantes.
 Implementação de protocolos de tele controle.
 IEC61850 cliente e servidor.
 Supervisão e Watchdog via software.
 Interface de manutenção segura baseada na Web (https) capaz de:
o Monitorar, simular, bloquear, forçar e controlar todos os pontos da base
de dados de tempo real;
o Gerenciar versões de firmware de forma simples e sem a necessidade
de procedimentos complexos;
o Monitorar canais de comunicação: Estado dos links de comunicação,
visualização das tramas dos protocolos em tempo real;
o Monitorar o estado e o fluxo de dados das portas de rede: captura dos
pacotes de comunicação com disponibilização dos mesmos via arquivo
tipo “pcap” para análise em programas como “Wireshark”.
o Monitorar o estado e pontos de diagnóstico do controlador
o etc.
 Interface de Operação Homem-Máquina (IHM) segura baseada na Web (https)
com as seguintes funcionalidades:
o Telas customizáveis;
o Unifilares;
o Biblioteca de Telas;
o Lista de Objetos pré-definidos e customizáveis;
o Lista de alarmes com possibilidade de exportação;
o Lista de eventos de sistema com possibilidade de exportação;
o SOE com possibilidade de exportação;
o Controle de usuários e permissões;
o Chave Local/Remoto nativa;
o Intertravamento de comandos nativo;
o Curvas de tendência
 Servidor de transferência segura de arquivos (sftp) para upload / download de
firmware e configurações.

1.3.3.6 Sincronização
O controlador deve ser sincronizado por:
 Manualmente via interface web
1. Controladores

 Conexão direta com o GPS


 IRIG-B Standard 200-04 (códigos 002, 003, 006 e 007)
 SNTP via Ethernet
 Sincronização por mensagens enviadas através de protocolos de comunicação
(IEC60870-5-101, IEC60870-5-104 ou DNP3.0)
 IEEE1588 (PTP – Precision Time Protocol) via Ethernet
Deverá ser possível definir até duas fontes de sincronização diferentes e vários
servidores no caso de fontes SNTP.
O controlador, por sua vez, deve ser capaz de atuar como uma fonte de
sincronização para os equipamentos a jusante através de:

 IRIG-B Standard 200-04 (codes 002, 003, 006 y 007)


 SNTP via Ethernet
 IEEE1588 (PTP – Precision Time Protocol) via Ethernet
 Sincronização por mensagens enviadas através de protocolos de comunicação
(IEC60870-5-101, IEC60870-5-104 o DNP3.0)

1.3.3.7 Cybersecurity
As UCCs do controlador devem obedecer ao padrão IEC62351 em relação ao
desempenho de segurança cibernética. Isso inclui:
 Acesso a serviços restritos a usuários autenticados e autorizados.
 Gerenciamento de usuários, regras e permissões associadas.
 Capacidade de integração com um sistema de credenciais centralizado (RBAC
centralizado).
 Registro de todos os eventos de segurança e envio de alarmes de segurança
para o sistema central, se necessário.
 Autenticação de mensagens recebidas através de protocolos que suportam tais
mecanismos (DNP3-SAv5 e IEC104).
Além disso, as UCCs devem incluir um firewall incorporado capaz de:

 Bloquear a conexão a portas e interfaces específicas.


 Definir “black lists” de endereço IP das quais todas as conexões serão
rejeitadas.
 Definir “white lists” com endereços IP autorizados a conectar-se à UCC.

1.3.4 Expansão de Canais Seriais


O controlador deve ser capaz de expandir o número de canais seriais utilizando
módulos de expansão dedicados para isso.
Cada módulo de expansão serial deverá se comunicar com a UCC através do
barramento interno e oferecer 8 canais seriais por módulo com as seguintes
características:

 Conexão: RJ45
 Níveis de Sinais: RS-232 / RS-485 / RS-422. (configurado por software)
 Linhas físicas: Rx, Tx, RTS, CTS, DTR & DSR.
 Parâmetros de transmissão configuráveis por canal:
1. Controladores

o Velocidade de transmissão: até 38400 bps.


o Paridade.
o Bits por caractere.
o Transmissão / recepção por frames completos.
 Proteção contra tensão transitória (por linha): Dissipação máxima de energia
de 600 W em formas de onda de 10/1000 μs (bidirecional)
 Isolação Galvânica por canal: 2 kVAC
Do ponto de vista do software, a UCC deve ser capaz de configurá-los individualmente
e vincular protocolos de comunicação a cada um deles ou estabelecer links
redundantes para se comunicar através de duas portas seriais, uma serial e outra
Ethernet ou dois canais Ethernet, dependendo das possibilidades suportadas por cada
protocolo.
Um máximo de 64 canais seriais pode ser adicionado a uma UCC.

1.3.5 Módulos de Aquisição


Por razões práticas, serão preferidas soluções projetadas para adquirir sinais com fio
através de blocos terminais externos desconectáveis conectados com cabos pré-
fabricados aos módulos de aquisição. Esse tipo de projeto simplifica a fiação, o teste
funcional e a manutenção dos controladores.
Para simplificar a operação e a manutenção, cada módulo deve incluir indicações
visuais em sua parte frontal mostrando o status operacional, os níveis de sinal
adquiridos e as indicações de diagnóstico.
O firmware interno de cada módulo deve ser atualizável diretamente através da UCC
do controlador - sem o uso de hardware ou ferramentas adicionais.
Uma UCC deve ser capaz de gerenciar até 96 módulos de aquisição. Em termos de
segurança, todos os módulos de aquisição de entrada devem fornecer isolação
galvânica do campo de, pelo menos, 2,5 kVRMS

1.3.5.1 Entradas Digitais


Cada módulo deve oferecer um mínimo de 32 entradas digitais com opções para
tensões nominais de (12/24 / 48-60 / 110-125 ou 220 Vcc) com uma faixa de operação
válida entre 80% e 120% da tensão nominal.
Os módulos de entrada digital devem oferecer a possibilidade de configurar cada
circuito como:
 Ponto Simples.
 Indicação Dupla.
 Contador Lento (<100Hz).
Cada módulo de entrada deve garantir a leitura e o processamento de todos os seus
sinais com um carimbo de hora nas mudanças detectadas com uma resolução máxima
de 1 milissegundo. Além disso, deve ser possível parametrizar o tratamento de cada
entrada individualmente para aplicar filtros ou inversão de estado.
Os circuitos de campo devem ser protegidos contra transientes que cumpram:
 Circuitos de entrada: Potência máxima de dissipação de 600 W em forma de
onda de 10/1000 μs. (Bidirecional).
1. Controladores

 Blocos de polarização: dissipação de potência máxima de 1500 W com uma


forma de onda de 10/1000 μs (bidirecional).

1.3.5.2 Saídas Digitais


Os módulos de saída digital oferecem saídas de contato seco para acionar cargas de
campo. Os circuitos de saída podem usar tanto transistores de coletor aberto quanto
relés incorporados e devem ser projetados para operar com fontes de alimentação de
24 ou 48Vcc para energizar a comutação de saída - cada módulo deve incluir 32
saídas de transistor ou 16 relés.
Se forem oferecidas saídas de transistor, elas devem ser projetadas para energizar as
bobinas dos relés externos instalados nos blocos de terminais de campo. A corrente
máxima de cada transistor deverá ser 500mA.
Cada circuito de saída deve ser configurável individualmente para atuar como:
 Comando Simples
 Comando Duplo
Além disso, todo tipo de comando deve ser configurável como:
 Pulsado – ativado como pulso de duração configurável (de 1 a 65536 ms)
 Mantido – ativo até que o operador ou o SCADA remoto o desative.
Todas as saídas digitais do controlador devem suportar os seguintes mecanismos de
segurança:
 Permissão auxiliar controlada por hardware - 2 blocos por módulo.
 Verificação de software - por lógica programável ou sequência de protocolo
(Select Before Operate).

1.3.5.3 Entradas Analógicas


Os controladores devem adquirir entradas analógicas de diferentes sensores de
campo. Os módulos de entrada analógica são responsáveis por adquirir e digitalizar
estas entradas analógicas com as seguintes especificações:
 Precisão do conversor AD: 16 bits mais sinal.
 Filtragem digital de cada entrada
 Limites configuráveis.
 Supressão de valores próximos de zero.
 Escala de valores medidos (ganho e compensação).
Os Módulos de entrada analógica devem suportar a aquisição de sinais nas seguintes
faixas:
 0 a 5 Vcc / ± 5 Vcc
 0 a 10 Vcc / ± 10 Vcc
 ± 20 mA / ± 10 mA / ± 5 mA
 0 a 5 mA / 0 a 10 mA / 0 a 20 mA

1.3.6 Normas e Padrões


Todos os módulos dos controladores fornecidos devem provar ter passado com
sucesso nos testes definidos nos seguintes padrões internacionais:
1. Controladores

 EMC
o Electromagnetic immunity per EN 61000-6-2.
o Electrostatic discharge per EN 61000-4-2.
o Radiofrequencies per EN 61000-4-3.
o Energy burst per EN 61000-4-4.
o Over voltages per EN 61000-4-5.
o Radiofrequencies in common mode per EN 61000-4-6.
o Magnetic field per EN 61000-4-8.
o Withstand magnetic pulse per EN 61000-4-9.
o Voltage drops and power supply failures per EN 61000-4-11.
 Electric safety:
o General requirements per (IEC 60255-1).
o Dielectric rigidity per (IEC 60255-5).
o Shock-Wave per (IEC 60255-5).
 Ambiental:
o Cold test per IEC 60068-2-1.
o Dry heat per IEC 60068-2-2.
o Humid Cyclic test per (IEC 60068-2-30).

Informações detalhadas sobre os níveis de conformidade podem ser encontradas no


Error: Reference source not found.
1. Controladores

1.4 Configuração do Controlador


Os controladores devem ser configuráveis com uma ferramenta de engenharia
baseada em PC e amigável, capaz de fornecer as seguintes funções:

 Administração do Controlador:
o Criar, editar e deletar perfis de controladores.
o Recuperar perfis de hardware dos dispositivos conectados.
o Enviar / recuperar pacotes de configuração para o controlador.
o Configurar parâmetros estáticos para cada dispositivo:
 Endereços de IP.
 Hardware de E / S padrão.
 Autenticação e autorização.
 Firewall embarcado.
o Gerenciar as configurações para cada dispositivo.
o Acesso aos registros do dispositivo.

 Configuração:
o Configuração de hardware: Canais de comunicação, fontes de
sincronismo, Entradas e Saídas.
o Integração de IEDs sobre protocolos / redes.
o Troca de informações com o SCADA / DCS de níveis superiores.
o Configurar o mapeamento interno do banco de dados.
o Suporte a exportação e importação de configuração para arquivos do
Excel®.
o Configuração de opções de redundância - CPU, comunicações.
o Parâmetros de sincronização.
o Configuração completa da IHM embarcada.

Todas as interações entre a ferramenta e o hardware do controlador devem ser


restritas para garantir que somente usuários autorizados com as permissões corretas
possam modificar ou ler informações no controlador.
1. Controladores

Anexo 1. Normas

Nome do teste Normas Condições


Insulation Resistance IEC 60255-5 100 M at 500 Vdc (CM & DM)
Dielectric Withstand IEC60255-5 50 Hz, 1mn, 2kV (CM), 1kV (DM)
IEEE C37.90 50 Hz, 1mn, 1kV (CM)
G 1.4 & 1.5 500V CM
G 6 :1,5 kV CM
High Voltage Impulse Test IEC 60255-5 5kV (CM), 3kV (DM)
2kV (CM)
Groups 1 to 6 :5 kV CM & 3 kV DM (1)
Not on 1.4 & 1.5: 5 kV CM & 3 kV DM (1)
Free Fall Test IEC 60068-2-31 Test Ec: 2 falls from 5cm
Free Fall Packaging Test IEC 60068-2-32 Test Ed: 2 falls from 0,5m
2 falls of 5 cm (controller not powered)
25 falls of 50 cm (1) (2) (Packaged)
Vibration Response – IEC 60255-21-1 Class 2: accel. 1g from 2 to 150Hz
Powered On
Class 2: accel. 1g from 10 (1) to 150Hz
Vibration Response – Not IEC 60255-21-1 Class 2: accel. 2g from 2 to 500Hz
Powered On
Class 2: accel. 2g from 10 (1) to 500Hz
Vibration Endurance – Not IEC 80068-2-6 Class 2: accel. 1g from 10 to 150Hz
Powered On
Class 2: accel. 1g from 10 (1) to 500Hz
Shocks – Not Powered On IEC 60255-21-2 Class 1: accel. 15g, 11 ms
Shocks – Powered On IEC 60255-21-2 Class 2: accel. 10g, 11 ms
Bump Test – Not Powered IEC 60255-21-2 Class 1: accel. 10g, 16ms, 2000/axis
On
Seismic Test – Powered IEC 60255-21-3 Class 1:
On
Axis H: 3,5mm – 2g
Axis V: 3,5mm – 1g
1. Controladores

Nome do teste Normas Condições


Class 2:
Acceleration: 2g
Displacement: 7,5mm axis H
Acceleration: 1g
Displacement: 3,5mm axis V
Damp Heat Test - IEC 60068-2-3 Test Ca: +40°C / 10 days / 93% RH
Operating
Cold Test - Operating IEC 60068-2-1 Test Ab: -10°C / 96h
Test Ab: - 25°c / 96 H
Cold Test - Storage IEC60068-2-1 Test Ad: -40°C / 96h
Powered On at –25°C (for information)
Powered On at –40°C (for information)
Dry Heat Test – Operating IEC 60068-2-2 Test Bd: 55°C / 96h
70°C / 2h
70°c / 24 H
Dry Heat Test – Storage IEC 60068-2-1 Test Bd: +70°C / 96h
Powered On at +70°C
Enclosure Protection IEC 60529 Hardware modules: IP=20
Inrush current (start-up) T < 1,5 ms / I < 20 A
T < 150 ms / I < 10 A
T > 500 ms / I < 1,2 In
Supply variation IEC 60255-6 Vn  20%
Overvoltage IEC 60255-6 1,32 Vn max
(peak withstand) 2 Vn during 10 ms (for information)

Supply interruption IEC 60255-11 From 2,5 ms to 1 s at 0,8 Vn


50 ms at Vn, no malfunction (for
information)
40 s interruption IEC 60255-11
Ripple (freq.y fluctuations) IEC 60255-11 12% Vn at f=100Hz or 120Hz
12% Vn at f=200Hz for information
1. Controladores

Nome do teste Normas Condições


AC Voltage dips & short EN 61000-4-11 2ms to 20ms & 50ms to 1s
interruptions

Frequency fluctuations IEC 60255-6 50 Hz: from 47 to 54 Hz


60 Hz: from 57 to 63 Hz
Voltage withstand 2 Vn during 10 ms (for information)

High Frequency IEC 60255-22-1 Class 3: 2.5kV (CM) / 1kV (DM)


Disturbance
IEC 61000-4-12 Class 2: 1kV (CM)

IEEE C37.90.1

Electrostatic discharge IEC 60255-22-2 Class 4:


IEC 61000-4-2 8kV contact / 15 kV air
Radiated Immunity IEC 60255-22-3 Class 3:
IEC 61000-4-3 10 V/m – 80 to 1000 MHz
& spot tests
IEEE C37.90.2 35 V/m – 25 to 1000 MHz

Fast Transient Burst IEC 60255-22-4 Class 4:


IEC 61000-4-4 4kV – 2.5kHz (CM & DM)
IEEE C37.90.1 Class 3: 
2 kV - 2,5 kHz MC
Class 3:
2kV – 5kHz (CM)

Surge immunity IEC 61000-4-5 Class 4:


4kV (CM) – 2kV (DM)

Class 3:
2kV (CM) on shield
Class 4:
4kV (CM) for information
1. Controladores

Nome do teste Normas Condições


Class 3:
1 kV MC
High frequency conducted IEC 61000-4-6 Class 3:
immunity
10 V, 0.15 – 80 MHz
Harmonics Immunity IEC 61000-4-7 5% & 10% from H2 to H17
Power Frequency Magnetic IEC 61000-4-8 Class 4:
Field Immunity
50 Hz – 30 A/m permanent – 300 A/m short
time
Power Frequency IEC 61000-4-16 CM 500 V / DM 250 V via 0.1 F
Conducted emission EN 55022 Gr. I, class A and B: from 0.15 to 30 MHz
Radiated emission EN 55022 Gr. I, class A and B: from 30 to 1000 MHz,
10m