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ARCHER, G.L.Merece confiança o antigo testamento?1.ed.Chicago:Moody Press,1974.

Disciplina: Introdução Geral à Bíblia


Aluno: Saul Fraga Barreto de Matos Ferreira
Professor: Flávio
Trabalho: Resenha Crítica do Livro Merece Confiança o Antigo Testamento.
(P. 88 à 289)

O autor Gleason L. Archer Jr é teólogo e escritor, Ph.D. pela Harvard University, foi
um dos principais estudantes das escrituras do século 20. Escreveu várias obras, entre elas:
Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento e Panorama do Antigo
Testamento.
Resumo expositivo:
Na obra o autor começa no capítulo VI pelo livro de gênesis, mostrando que Genesis
não é o nome original do livro e que foi introduzido na versão LXX (Septuaginta). Expõe que
o principal tema tradado nesse livro é o das origens. A autoria do livro segundo a tradição é
dada a Moisés. O autor mostra o esboço do livro com a origem da humanidade até o perdão de
José a seus irmãos, como também explica as interpretações da palavra “Yom” como literal,
revelação ou como era geológica. Aborda a visão evolucionista de Darvim e a antiguidade da
raça humana, pela descoberta de fósseis e seus problemas de reconciliação com o relato de
Gênesis.
Por sua vez o capítulo VII levanta questões sobre a historicidade de Adão e Eva,
mostra os autores do antigo testamento considerando essa história literal, apesar de muitos
críticos a considerarem mitológica e até uma semelhança com parábolas. Cita também a
catástrofe do dilúvio e mostra a opinião de Ram combatendo-a com seus argumentos, um
deles, mostrando que há áreas como Auvergne (França), onde não apresenta sinais de que
houve um dilúvio. Mostra também as referências de Pedro e Jesus ao dilúvio. Além disso fala
da tabela das nações em Genesis dez, Abraão e Genesis quatorze além de José e os Hicsos.
O capítulo VIII falando sobre o livro de Êxodo, mostra que esse nome também foi
dado pela Lxx. Seu tema principal é o começo de Israel como nação e como Deus cumpriu a
antiga promessa feita a Abraão. Mostra alguns pontos polêmicos tais como se o período do
povo de Israel no Egito durou quatrocentos e trinta anos ou duzentos e quinze anos, além de
críticas sobre a data e sobre quem era o faraó da época.
Ainda no capítulo IX é descrito o livro de Levítico (“E Ele chamou”). Na LXX
significa “ Aquilo que é dos levitas”. O tema central de Levítico é a busca pela santidade de
Israel com o estabelecimento de leis, o contexto também enfatiza às festas de Israel e o
capítulo vinte e seis como sendo semiprofético. No mesmo capítulo apresenta-se o livro de
Números (“No deserto de”), apesar desse nome ter sido dado pela LXX para se referir ao
grande número de pessoas que passaram pelo senso o contexto geral do livro é Deus
preparando o povo. E a prosperidade daquele povo dependia da obediência a Deus. Há uma
grande crítica pela quantidade enorme de pessoas no deserto, sendo considerado pelos críticos
impossível Deus sustenta-los ali. Assim também há o argumento de defesa pelo sustento da
veracidade bíblica.
Prosseguindo no capítulo X é ressaltado o livro de Deuteronômio(“Estas são as
palavras”) começando com uma orientação de Deus em Horebe e terminando com Moisés
orientando o povo acerca da responsabilidade como povo de Deus e logo depois com a sua
morte.
Já o capítulo XI examina os livros de Josué, Juízes e Rute são avaliados. O livro de
Josué de autoria do próprio Josué começa com a travessia do rio Jordão, a conquista de Canaã
e conclui com o discurso final de Josué. Há também uma ênfase sobre o “longo dia de Josué”.
O livro de Juízes mostra as falhas do povo no período antes da monarquia. O livro de Rute
narra a mescla de gentios com os judeus e benção aos gentios que se arrependerem e se
unirem a Israel.
Por sua vez o capítulo XII avalia os livros 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis relata a fundação
da monarquia onde Saul foi ungido como o primeiro rei de Israel por Deus através do profeta
Samuel. Descreve também a necessidade de o povo obedecer às leis de Deus, mostra as
divisões dos reinos do Norte e do Sul. Há críticas a respeito da cronologia.
Os livros de Obadias, Joel e Jonas são analisados no capítulo XIII. Obadias é o menor
livro da bíblia. Há polêmica quanto à sua data, e sua mensagem é acerca do futuro julgamento
de Deus sobre Edom. Já no livro de Joel inicia-se com uma descrição de gafanhotos, e o
profeta se aproveita desse evento tido pela maioria dos estudiosos como literal para chamar o
povo ao arrependimento. Joel chama os sacerdotes e os anciãos a se arrependerem, pois o
templo estava sofrendo as crises também pela falta de ofertas pois toda a vegetação estava
devastada pelas quatro espécies de gafanhotos que passaram destruindo ela. Deus faz uma
promessa ao povo caso se arrependessem de que julgaria seus inimigos fazendo uma
descrição do vale de Josafá e levantaria novamente seu povo. Jonas é chamado para pregar
aos ninivitas, tenta fugir da missão divina, mas é engolido por um peixe. Há crítica da parte de
teólogos liberais a respeito dessa descrição por considerarem semelhante a uma parábola, uma
alegoria. Há questionamentos sobre porque Jonas orou dando ações de graças antes de ser
expelido se ele não tinha razões para isso. Outros consideram esse livro um complexo de duas
lendas, colocando esse incidente como não verdadeiro e sim lendário.
O capítulo XIV trata dos livros de Amós, Oséias e Miquéias são analisados. Amós
descreve a fidelidade de Deus à sua aliança e exorta o povo à obediência. Os críticos liberais
consideram que foi ele mesmo que escreveu e considerando-o como o primeiro profeta a
escrever. Já Oséias fala da repreensão ao reino do Norte pela apostasia e chama seus
compatriotas ao arrependimento. Há crítica quanto ao casamento de Oséias. Miqueias fala da
ira de Deus contra os dois reinos que se tornaram idólatras. Há crítica quanto à autenticidade
de alguns capítulos.
Por fim o capítulo XV examina o livro de Isaías onde o seu contexto principal
descreve a salvação, as características do Messias que iria sofrer, a mensagem de Isaías é de
oposição a aliança do povo de Deus com os idólatras. Isaías ver o povo em declínio espiritual
durante o reinado de Manassés e segundo a tradição morre durante essa época. Há críticas
quanto a composição de Isaías, argumentos contra sua autoria em alguns capítulos. Porém
sempre o autor expõe os argumentos de natureza apologética defendendo a integridade do
texto bíblico.
Análise Crítica
Os pontos fortes encontrados no livro começam pelo nível acadêmico do seu autor, ele
também oferece uma explicação detalhada com esboço histórico dos livros, deixando o leitor
compreender bem sobre o livro e sobre os seus personagens. Além disso, é mostrado com
muitos detalhes os temas mais criticados por ateus e teólogos liberais, com os argumentos
apresentados por eles. Outro aspecto de grande importância é que para cada argumento crítico
há um contra-argumento defendendo a autenticidade do livro na sua cronologia, data e o
relato da sua história. A obra é muito rica, muito bem pesquisada, detalhada e muito útil
para ser utilizada nos seminários de estudos teológicos tanto para alunos como para
professores.
Entre os fatores negativos da obra pode-se dizer que não é tão compreensível para
um público mais simples, devido a sua profundidade nos detalhes, pela inclusão de uma
linguagem mais rebuscada. É um livro que atende melhor a um público de bacharelado, que
já possui um conhecimento antecipado do assunto. A leitura dessa obra para um leitor que
nunca leu sobre o assunto tratado traria mais dificuldades para a compreensão do tema
tratado.
Usando as minhas palavras pessoais diria que me foi de muita utilidade, pois ler uma
obra tão rica e bem pesquisada como essa ajuda-me a conhecer detalhes novos. O livro foi
muito útil para reforçar meus argumentos contra qualquer ataque ao texto bíblico entre as
áreas que o livro apresentou, como também para enriquecer os meus sermões e o meu
conhecimento bíblico e poder aplicar em minha vida pessoal.

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