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Escola Estadual Maria da Piedade Fonseca

Turma: 301
Ana Clara de Souza Lopes
Dara Viana Cardoso dos Santos
Débora Gonçalves Lemes
James Hullyan
Lucas Rocha da Costa
Marina Gonçalves Duque
Mel Presley Oliveira do Carmo
Nicolas dos Santos Cardoso
Rian Carvalho Trindade

PROCESSO INDUSTRIAL BRASIL E MUNDO

Vespasiano – MG

2019
Sumário
1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................................3
2. OBJETIVOS.............................................................................................................................4
3. JUSTIFICATIVA.......................................................................................................................4
4. DESENVOLVIMENTO................................................................................................................5
4.1 PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL................................................................................5
4.2 SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL...............................................................................8
4.3 TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.............................................................................11
5. RECOMENDAÇÕES DIDÁTICAS.......................................................................................14
6. CONCLUSÃO.........................................................................................................................15
7. BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................16
1. INTRODUÇÃO

A industrialização é um dos processos da história da humanidade que


nos faz compreender o meio em que vivemos atualmente. Ela envolve todos
os passos e etapas para a indústria consolidada hoje. Esse processo
caracteriza-se por todo caminho industrial desde seus primórdios na
Inglaterra do século XVIII até os dias contemporâneos.
Todo esse momento histórico impactou todos os países do globo e foi
um processo diferente e em tempos distintos em cada nação como ocorreu
com o Brasil. Enquanto aconteciam vários avanços pelo mundo, o país
passou por acontecimentos que estavam a anos do processo de
industrialização, período que foi subdividido em 4 etapas, quatro revoluções
que reformou todo meio econômico do globo. A primeira revolução industrial
ocorreu em 1760 na Inglaterra tendo, como ápice, a invenção da máquina a
vapor que foi o primeiro instrumento a substituir um ser humano. A segunda
revolução se expandiu pela Alemanha, França e Estados Unidos que utilizava
a eletricidade como fonte de energia. A terceira revolução chega ao Brasil e
em outros países, como a China, e ficou caracterizada como industrialização
tardia. E por fim, mas não menos importante, a quarta revolução industrial,
que acontece até os dias de hoje, se caracteriza pela tecnologia da
inteligência artificial e robótica.
Contudo, todas as revoluções trouxeram vantagens e melhorias
incríveis para toda população mundial, mesmo que sendo desenvolvida de
forma diferente e lenta em alguns países, mas também traz grandes
desvantagens e malefícios. Seguindo isso, o trabalho elaborado tem como
objetivo caracterizar e diferenciar as quatro revoluções industriais explicando
suas vantagens e desvantagens, explicar o processo histórico por qual o
Brasil passava durante cada revolução e, também, dar dicas de filmes, séries
e documentários a respeito destes assuntos. Tendo em vista todo período
industrial, o projeto tem como motivação a forte poluição causada pelas
indústrias mundiais.
2. OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

O projeto elaborado tem como objetivo caracterizar em ordem


cronológica cada revolução industrial analisando o seu avanço com o avanço
da história brasileira; explicar vantagens e desvantagens da industrialização
para a população mundial; e indicar filmes, séries, livros e documentários que
abordam assuntos aqui citados.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Caracterizar em ordem cronológica as etapas da industrialização mundial


fazendo um paralelo com a história nacional;

Explicar vantagens e desvantagens trazidas pela industrialização à população


mundial;

Recomendar obras literárias, filmes, series e documentários que abordam o


tema escolhido.
3. JUSTIFICATIVA

Atualmente vivemos em um mundo cada dia mais avançado e tecnológico. A


evolução dos meios de produção, comunicação e lazer são cada vez mais
impactantes na vida das pessoas as fazendo mais satisfeitas com o meio onde
vivem, mas, por outro lado, as fazendo mais incertas sobre o futuro. Parte do
desenvolvimento mundial tem forte auxilio do processo de industrialização que
ocorre até hoje, mas que ataca gravemente o meio ambiente.

Somos cada vez mais ameaçado pelas ações humanas. Os avanços


tecnológicos dos meios de produção não vêm sendo nada sustentáveis. Há
desmatamento de florestas e queimadas de áreas verdes motivados pela expansão
do lucro e indústrias. As indústrias e automóveis são os maiores poluentes do
mundo contemporâneo. Só a Industrialização é responsável por 21% da poluição do
ar que tem como consequência aquecimento global, intensificação do efeito estufa e
a ocorrência de chuvas ácidas que fazem acontecer descongelamento das calotas
polares; extinção de espécies; contaminação de lagos e rios, aumento do nível do
mar e etc.

Diante disso, o trabalho se justifica pelo fato de ser importante e urgente


abordar temas do tipo e se informar sobre o processo industrial que vem sendo cada
vez mais desenvolvido com o objetivo de promover uma forma menos degradante ao
meio ambiente e mais sustentável. E o projeto tem como motivação as grandes
queimadas e ataques a ecossistemas com o intuito de continuar a forte cultura do
lucro acima de tudo que se consolidou com as revoluções industriais.

4. DESENVOLVIMENTO

4.1 PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


A história geral, ou seja, de todo o mundo, é dividida em etapas. Dois
períodos de acontecimentos também levam esta divisão. As revoluções
industriais e a história do Brasil. O processo de industrialização foi o
desenvolvimento e implantação de indústrias pelos países do globo que se dá
de formas diferentes e em momentos diferentes, por isso, se tem quatro
grandes revoluções, e o Brasil se têm grandes etapas por serem períodos
específicos de acontecimentos do país e fãs com que haja uma melhor forma
de compreender o meio sociopolítico das épocas.
A primeira revolução industrial, ocorreu entre 1760 a meados de 1850
e foi responsável pelo grande desenvolvimento tecnológico iniciado na
Europa que ao decorrer do tempo se expandiu ao resto do mundo. O primeiro
processo de industrialização teve inicio quando a Inglaterra passou do
sistema feudal para o sistema capitalista. Entre suas características a
principal foi a mudança do processo de produção, feito em casa ou em
fabricas, por artesãos, homens, mulheres e crianças, totalmente de forma
manual, que levava muito tempo para ser confeccionado culminando numa
baixa produtividade.
Esse retardo na produção fez com que acorresse a criação de
maquinas a vapor que utilizava o carvão como fonte de energia e precisava
apenas uma pessoas para seu funcionamento. Este objeto se tornou muito
presente nas fábricas, pois levava menos tempo para realizar o trabalho e
também aumentava drasticamente a sua produção, resultando em um maior
lucro aos donos de empresas. Com a chegada das maquinas, passou a existir
uma divisão do trabalho, aonde um operário iria exercer apenas uma função.
A Inglaterra foi a pioneira dessa revolução, tendo como principal motivo as
condições que a burguesia tinha para investir e passaram a financiar as
indústrias. Outros fatores que contribuíram para industrialização da Inglaterra
foi a sua localização geográfica, o comércio marítimo, os recursos e
abundância em matéria prima como ferro, lã e carvão, e a sua politica de
cerceamento que expulsava moradores de fazendas por não terem títulos
sobre suas terras.
As principal indústria da revolução foi a têxtil, que fez várias empresas
surgirem e utilizando o tear mecanizado toda a produção de tecido era
destinada à exportação, sendo assim uma das maiores impulsionadoras da
economia inglesa. Com o avanços da revolução foram criadas novas técnicas
e maquinas na área da produção têxtil e maquinas tais como, spinning jenny,
spinning frame, spinning mule e water frame, aumentando a qualidade e
quantidade da produção.
As consequências da primeira revolução industrial trouxeram muitas
mudanças para o pais e aos donos de fábricas, isso afetou positivamente o
meio de produção que da manufatura passou a ser maquino fatura, aumento
da mão de obra e a sua desvalorização, relações de trabalho surgiram sobre
as duas classes existentes, a burguesia e o proletariado que passaram a
exercer funções específicas no trabalho, mas, por outro lado, houve algumas
desvantagens como exploração da mão de obra, utilizava crianças e
mulheres, tendo baixos salários, trabalho degradante, horas exaustivas que
chegavam a até 16 horas que desencadeou vários protestos, greves e
sindicatos dos trabalhadores.
Por outro lado, nesse mesmo período, o Brasil passava por um
momento bem diferente como será em meio a quase todas as revoluções
industriais. Em 1760, o Brasil acabara de distinguir o sistema de governo das
capitanias hereditárias que consiste em separar partes do nordeste brasileiro
em espaços governados por pessoas diferentes e começara a instituir um
governo geral que era um ministro governando todo o país. Este ministro foi
Marquês de Pombal. Brasil ainda uma colônia. Após 49 anos chega ao Brasil
a família real que integrou o país ao Reino Unido de Portugal deixando assim
de ser uma colônia.
Nesse período houve um desenvolvimento da economia e da
sociedade, a implantação de um Banco Brasil que ajudava nas transações de
capital. Esse tempo, ainda dito como período colonial, no país aconteceram
bastantes revoltas e rebeliões separatistas como a Inconfidência Mineira.
Depois de alguns anos em 1822, o Brasil se torna um Império após a
proclamação da independência com Dom Pedro I. Esse período foi traçado
com intensas transformações políticas com medidas impopulares e medidas
populares e após um período de turbulência Dom Pedro desiste do trono e
deixa o seu filho, Pedro de Alcântara, para assumi-lo.
Como Pedro era menor de idade começou-se o Período Regencial dito
como a primeira experiência de brasileiros governando o Brasil mas foi um
período também de várias turbulências que culminou no golpe da maioridade.
Então, em 1840, se iniciou o Segundo Reinado que foi governado pelo filho
de Dom Pedro I, o príncipe Dom Pedro II. Este foi uma etapa de grande
avanço tecnológico e econômico tendo o Brasil como o primeiro país a
possuir o telefone. E Dom Pedro II foi caracterizado como um bom mediador
da época consolidando o sistema político conhecido como "parlamentarismo
às avessas" que era basicamente o revezamento entre o partido liberal e o
partido conservador no comando da política nacional. Em meio a este tempo,
Dom Pedro incentivara medidas industriais e de avanço tecnológico com o
Barão de Mauá que ficou conhecida como Era Mauá.
Durante esse momento de reinado, a Inglaterra recém-industrializada,
como maior potência mundial, regulariza leis que obrigava o Brasil a extinguir
o trabalho escravo. Há no início do século XIX a Lei Eusébio de Queirós que
proibia o tráfico negreiro e depois de vários anos e várias pressões, quando
Dom Pedro II faz uma viagem, a Princesa Isabel se vê numa “sinuca de bico”
e não tem outra saída a não ser assinar a lei que libertara todos os povos
escravizados, a Lei Áurea, em 1888.
Se vê o atraso brasileiro em meio a história de países desenvolvidos
quando se tem a noção de que no fim do século XIX se abolia a escravidão
no país, enquanto outros países passavam pela Segunda Revolução
Industrial, como Alemanha, Estados Unidos e França.

4.2 SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Na Primeira Revolução Industrial a Inglaterra liderou como a maior


potência nas indústrias. Desenvolveu no século XIX a locomotiva a vapor que
só era possível ser implantada em outros países através dos investimentos da
Inglaterra, todos os países do mundo tinham o interesse de implantar o
sistema ferroviário.
Os Estados Unidos comprou uma locomotiva na Inglaterra, e em 1850
já tinha uma extensa linhas férreas, isso contribuiu para que transportassem
diversas mercadorias para as áreas industriais ligando todo o território
nacional. Os Estados Unidos foi se desenvolvendo na agricultura que foi
formando um amplo mercado interno para os produtos industriais, houve
desenvolvimento nas agroindústrias, agropecuária e a extensão rural.
No início do século XX imigrantes europeus que eram mão de obra
qualificada foram  para o país sendo de grande importância na indústria.
Na Alemanha com o sistema ferroviário implantado, houve contribuição
no desenvolvimento da sua economia, que a partir disso a Alemanha investiu
na educação, nas qualificações técnicas científicas e a indústria têxtil tomou
um grande impulso. O rápido crescimento da população urbana contribuiu
para a mão de obra qualificada para a indústria.
Na França a introdução das ferrovias financiadas pelos ingleses
contribuiu para mudar o quadro da economia da França, na segunda metade
do século XIX a França estava em uma grande expansão, aumentou as linhas
de trem e fundou grandes indústrias que contribuiu para sua entrada na era
industrial.
A Inglaterra que  liderou a primeira revolução industrial  foi sendo
substituída pela Alemanha, Estados Unidos e França que lideraram a
Segunda Revolução. Investiram na tecnologia para gerar maiores lucros, a
ciência foi sendo cada vez mais importantes no desenvolvimento, avançando
na eletricidade, no aço e no petróleo, as locomotivas foram se tornando cada
vez mais velozes e houve também expansão na indústria automobilística  e a
criação do Fordismo e Taylorismo. A exportação de capital adquiriu
importância central no capitalismo. A segunda revolução durou nos países
desenvolvidos de 1850 a 1945.
O Fordismo e Taylorismo foram formas de produção que buscava
elevar o número de produção e maximizar os lucros inicializados nas
indústrias automobilísticas. O Taylorismo foi inventado em 1859 por Frederick
Taylor e propunha uma divisão técnica do trabalho onde o funcionário deveria
fazer seu serviço no menor espaço de tempo possível sem necessidade de
saber o produto final criado. O Fordismo, método de Henry Ford, ia mais
além. Criou-se uma esteira em que cada funcionário colocava l, parafusada
ou fazia qualquer outro serviço na peça sem precisar sair do lugar, fazendo
movimentos repetitivos e simples já que a peça do objeto final que se
movimentava.

Fonte: Geografia Opinativa

A Segunda Revolução Industrial trouxe benefícios na área de


transportes, comércio e forma de produção. A produção foi ficando cada vez
mais rápida e melhor. Mas, como nem tudo é um “mar de rosas”, a revolução,
que extraia petróleo e aço, foi cada vez mais poluente contaminando rios,
lagos e mares, matando várias espécies.
A segunda revolução industrial ocorre nos países desenvolvidos, mas
dá um impacto, mesmo que pequeno, na nossa nação. O Brasil no final do
século XIX passava por algumas mudanças no meio industrial, mas nada
como uma revolução, só um pontapé inicial com a era Mauá.
Em 1880 aconteceu um surto industrial no mundo e a quantidade de
estabelecimentos passou de 200 em 1881, para 600, em 1889. Esse primeiro
momento de crescimento industrial inaugurou o processo de substituição de
importações. Com a dificuldade em que se importavam os bens
industrializados, a economia do Brasil ficou abalada pois as exportações do
café foram prejudicadas, estimulando dessa forma os investimentos e a
produção interna, basicamente indústrias de bens de consumo. Foi nesse
cenário que a acumulação de capital da economia cafeeira começou a ser
invertida em investimentos industriais.
O café não tinha mais rendimento e o aumento de lavouras fez com
que alguns barões começassem a mudar seus investimentos e surgiram
empresários preocupados com o desenvolvimento das estradas de ferro, das
cidades e de toda a infraestrutura necessária para o crescimento do ainda
Brasil imperial. As primeiras indústrias surgiram de maneira paliativa no final
do século XIX e no início do século XX, elas tinham baixas participações na
economia Nacional.
Em 1907, período já de República, foi realizado o primeiro censo
industrial no Brasil indicando a construção de pouco mais de 3.000 empresas.
O segundo censo, em 1920, mostrou mais de 13 mil empresas,
caracterizando um novo grande crescimento industrial nesse período,
principalmente durante a primeira Guerra Mundial quando surgiram quase 6
mil empresas.
Após alguns anos durante a o período de 1930/1945, caracterizado
como Era Vargas, foi o momento em que ocorreu uma explosão da chamada
industrial para o país. Getúlio Vargas, o então presidente da época, era dito
como um político desenvolvimentista caracterizado pela criação de indústrias
e empresas estatais, como a Petrobras, que tinha como objetivo extrair o
petróleo necessário para fazer com que as máquinas das indústrias
instaladas no país tivessem força de trabalho e que pudessem produzir cada
vez mais para fazer com que a economia do país melhorasse.
Houve também, nesse período, a Segunda guerra Mundial que ficou
conhecida por grandes avanços tecnológicos e descobertas de energias
como a energia nuclear de um átomo. No Brasil a segunda revolução
industrial entra como uma primeira ajuda para a base da industrialização, mas
o Brasil passa a ser considerado parte da revolução só anos depois no final
na segunda guerra mundial em 1945 que foi um momento em que o país
pode investir e pensar mais nesse lado industrial sem ter que se preocupar
com uma grande guerra acontecendo ao mesmo tempo.

4.3 TERCEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL


A Terceira Revolução Industrial, chamada também de Revolução
Informacional, começou em meados do século XX, instante em que a
eletrônica aparece como verdadeira modernização da indústria, que mais
para frente é incorporada a inteligência artificial. Esse processo de terceira
revolução se deu após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e abrange o
período que vai de 1950 e até hoje.
Para alguns geógrafos e historiadores, a terceira Revolução Industrial
teve início nos Estados Unidos e em alguns países europeus, quando a
ciência descobriu a utilização da energia nuclear e para outros, seu início foi
por volta de 1970, com o descobrimento da robótica, utilizada na montagem
de automóveis. E para terceiros, iniciou a partir do ano de 1990, com a
utilização do computador e a internet. A Terceira Revolução Industrial ganhou
destaque com todos os avanços tecnológicos e científicos na meio industrial,
mas também abrange o desenvolvimento da agricultura, da pecuária, do
comércio e da prestação de serviços. Isso envolve uma enorme vantagem da
terceira revolução pois avança o meio tecnológico de uma forma global,
intensificando os meios de comunicação, busca, produção inteligente e uma
melhoria no transporte e na educação.
Todos os setores da economia se beneficiaram com as novas
conquistas produzidas através de grandes investimentos empregados nos
centros de pesquisas dos países desenvolvidos. A globalização foi um fator
importante para ajudar na produção e nas relações comerciais entre países
do mundo e também proporcionou a massificação dos produtos,
principalmente na área da tecnologia.
Este período é conhecido como industrialização tardia e se intensifica o
processo industrial brasileiro que se fortificara na Era Vargas no intervalo de
segunda revolução.
O Brasil sempre teve uma industrialização tardia, pelo fato de te sido
colônia de Portugal por muito tempo. Com grandes investimentos em
infraestrutura, a indústria nacional cresceu consideravelmente nos anos 30-40
e os centros urbanos da região sudeste foram se desenvolvendo e,
consequentemente, o país também. Mas isto ficou restrito à essa região,
criando um desequilíbrio no Brasil.
A Petrobrás foi umas das principais indústrias do país. Todas as
outras indústrias relacionadas à petróleo (tintas, fertilizantes, plásticos, etc.)
teve um crescimento por conta dessa empresa e ajudaram muito o país
crescer financeiramente.
O período muito importante para o processo industrial no Brasil foi o
período JK. No governo de Juscelino Kubitschek (1953-1960) a visão era
mais internacional, com interesses em atrair indústrias estrangeiras. Neste
período, grandes montadoras de veículos se instalaram no Brasil, tais como
Ford, Volkswagen, Willys. Outras indústrias de eletrodomésticos também
vieram para o Brasil neste período. O objetivo dessa implantação de
indústrias de bens duráveis era aumentar a quantidade dessas fábricas de
peças e componentes.
Em 1968 a 1974 o crescimento acelera ainda mais. Esse periodo ficou
conhecido com o "Milagre econômico". O Brasil tinha uma disponibilidade
externa de capital e permitiu que investimentos em praticamente todos os
ramos. Indústrias de base, infraestrutura, agroindústria, bens duráveis, etc.
No início da década de 70 o setor industrial estava com um crescimento de
18% ao ano, que em termos econômicos, é um número bastante elevado.
A crise do petróleo e aumento internacional dos juros prejudicaram
bastante o Brasil. Começa um declínio no avanço industrial e o Brasil entra
num desequilíbrio no balanço de pagamentos. Em diante, a economia entra
em uma decadência e a produção industrial, no início dos anos 90, fica igual a
de dez anos atrás.
Contudo, a concentração de indústrias no Brasil está localizada na
região sudeste (bem como desde o início lá na Era Vargas), principalmente
em São Paulo e Rio de Janeiro. Nestes estados, as indústrias são mais
avançadas em termos tecnológicos do que no restante do país.
Nos últimos anos, várias indústrias que era estatais passaram a ser
privadas. A Vale, por exemplo, foi privatizada em 1997 durante o governo de
Fernando Henrique de Cardoso. Outras empresas como a Embraer, CNS,
Light, Usiminas, Telebrás e Banespa foram também privatizadas.
O período da Terceira Revolução Industrial está chegando ao fim e o
Brasil, mesmo com um período onde o processo industrial estava crescendo
absurdamente, está cerca de cem anos atrasado, tomando como base países
desenvolvido.
Todo o avanço tecnológico proporcionado pela terceira revolução
industrial contribuiu para a chegada e desenvolvimento da inteligência
artificial e meio de produção cada vez mais integrado a internet que são as
principais características da quarta revolução industrial e indústrias 4.0.

No Brasil algumas empresas já adotaram a modernização nas


indústrias, mais ainda não atingimos produção digital. “A indústria 4.0 é
composta por duas vertentes: processos integrados que garantem a produção
customizada e produtos inovadores. O Brasil precisa ainda andar muito
nesses dois sentidos. Temos poucos setores competitivos em escala global”,
declara o professor Eduardo de Senzi Zancul, da Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo (Poli-USP). Algumas empresas aqui já estão com
propostas que podem ser considerados uma Indústria 4.0, como a
Volkswagen que criar vários tipos de projetos segundo um modelo digital e
também a empresa AMBEV ( A Companhia de Bebidas das Américas) que
tem um sistema de automação para aprimorar o controle de resfriamento das
cervejas.
O Senai é uma das empresas que tem cursos e estão sempre em
busca de implementar a Indústria 4.0 aqui no Brasil e esta será uma grande
oportunidade para as indústrias brasileiras serem mais ágeis com as
tecnologias digitais. De acordo com o Gerente Executivo de Inovação e
Tecnologia do Senai de São Paulo, Marcelo Prim, relata que com a Indústria
4.0 no Brasil, as máquinas vão ser projetos para facilitar e tornar as empresas
mais competentes.
Começando a inovação na educação para ensinarmos o que é a
Indústria 4.0 irá ajudar a modificar o Brasil: “Já existem instituições, empresas
e universidades trabalhando em torno da indústria 4.0. Mas o movimento
ainda está disperso. Não temos um grande projeto para agregar esforços e
gerar massa crítica de mão de obra, de qualificação e de mercado”, diz
Eduardo de Senzi Zancul.

5. RECOMENDAÇÕES DIDÁTICAS
História Mundial com Andrew Marr, seriado britânico que desenvolve
sobre o mundo moderno mostrando com a Revolução Industrial Inglesa foi
uma influenciadora no mundo contemporâneo.
Germinal lançado em 1993 na França, relata como foi a segunda
revolução industrial.
Tempos Modernos, filme mais conhecido dirigido por Charles Chaplin
que retrata a Segunda Revolução Industrial.
Daens - Um Grito de Justiça, ano de 1992 na Bélgica.
Raízes. Seriado que faz entender como os africanos eram tirados da
sua tribo para serem escravizados.
Carlota Joaquina, filme que retrata o Brasil colonial.
Mauá, o Imperador e o Rei, mostra o Brasil Imperio e a Era Mauá de
desenvolvimento.
Olga, filme relata a vivencia no Estado Novo na Era Vargas.

6. CONCLUSÃO
As descobertas científicas e avanços tecnológicos proporcionam uma
melhora do dia a dia e das condições de vida das pessoas, uma vez que
esses avanços podem fazer com que o aprendizado, a locomoção, a
comunicação, os meios de pesquisa e os meios de produção de alimentos,
roupas, materiais de construção, objetos para lazer, objetos de decoração e
vários outros instrumentos utilizados no nosso cotidiano sejam cada vez
melhores e proporcionam uma melhor qualidade de vida para a população
mundial. Por sua vez, os avanços que não são pautados com um sistema
sustentável e preventista causam desgastes, alterações dos climas,
intensifica o efeito estufa, e podendo causar guerras internacionais pela
busca de matérias-primas, recursos naturais.
Com o desenvolvimento deste trabalho podemos formar a tese de que as
revoluções industriais que ocorreram e ocorrem pelo mundo influenciam
várias melhorias e vários declínios nas sociedades de cada nação. Mas se
observando todo desenvolvimento e todo o crescimento socioeconômico que
se tem com a consolidação da indústria se percebe que muito dos feitos em
prol da industrialização é focada fortemente ou até apenas na questão
lucrativa do sistema capitalista.
Vemos com clareza que não há muito a se conclui e afirmar sobre o tema,
pois ele corre até o momento e continuará acontecendo durante alguns anos
podendo vir a quinta, sexta, sétima e até oitava revolução, mas se não houver
um avanço inteligente de forma inclusiva e que se preocupe com o estado de
preservação do meio ambiente não teremos, possivelmente, nem término da
quarta revolução.

7. BIBLIOGRAFIA
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https://exame.abril.com.br/tecnologia/o-brasil-esta-pronto-para-a-industria-4-
0/V Acesso dia 29/08/19
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https://www.todamateria.com.br/industrializacao-no-brasil/ Acesso dia
27/08/19
Bezerra, Juliana – Terceira Revolução Industrial. Disponível em
https://www.todamateria.com.br/terceira-revolucao-industrial/ Acesso dia
27/08/19
Cerqueira, Wagner de – Taylorismo e Fordismo. Disponível em
>https://www.google.com/amp/s/m.brasilescola.uol.com.br/amp/geografia/tayl
orismo-fordismo.htm< Acessado em 26/08/2019
Fernandes, Cláudio – História do Brasil. Disponível em
https://brasilescola.uol.com.br/historiab/< Acesso dia 28/09/19
Jesus, Fernando Soares de – Modelos Produtivos: Diferenças entre
Fordismo e Taylorismo. Disponível em https://www.geografiaopinativa.c
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Moraes, Vinícius Silva de - Industrialização brasileira: de Vargas a FHC.
Disponível em >http://educacao.globo.co m/geografia/assunto/indus
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Redação – 30 Filmes Didáticos sobre Brasil e Mundo. Disponível em
https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/30-filmes-para-voce-estudar-
historia-do-brasil/ 30/08/19
Ribeiro, Ana – A Industrialização do Brasil. Disponível em
>https://www.enemvirtual.com.br/a-industrializacao-no-brasil/< Acesso dia
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Senai - INDÚSTRIA 4.0. Disponível em https://senai40.com.br/. Acesso dia
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Sousa, Rafaela – Efeito Estufa. Disponível em
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/efeito-estufa.htm Acesso dia 28/08/19