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TEMAS TRATADOS

05/05/2020 Unidades 3; Ciências Modernas; Pesquisa Qualitativa e Quantitativa


12/05/2020 Trabalho durante a aula
18/05/2020 Pesquisa Bibliográfica e Documental; ABNT Organização do Trabalho
01/06/2020 Citação; Referencia; Artigo Científico.

05/05/2020
CIÊNCIAS MODERNAS
As ciências modernas nascem num contexto de grandes transformações provocada por
modificações na forma de organização da vida material.

As respostas existentes naquele momento, já não se mostravam mais adequadas para as novas
demandas, decorrentes da modificação impulsionada pelo modelo burguês da produção.

As ciências sociais nasceram no século XIX, na Revolução Industrial.

Naquele tempo, tudo era novo, novas formas de produção, novas regras da vida social, entre outras.
O produtor que era livre, passou a ser assalariado e isso trouxe grandes impactos na forma como as
relações de produção se estabeleciam. As pessoas saíram de áreas rurais, agora se aglomeram em
centros urbanos, devido ao trabalho nas indústrias e isso impacta na realidade social de forma
complexa.

Estudiosos e cientistas passaram a estudar a sociedade, com o objetivo de melhorar a realidade


social.

Ciências sociais são um conjunto de fatores cujo elemento central é uma sociedade abalada por
tantas transformações, assim, buscava-se alguma explicação que possibilitasse um melhor futuro.
É importante o papel que as ciências sociais desempenham na atualidade, no estudo das relações
sociais, inter-raciais, culturais, relações de poder, entre outras que atingem a vida em sociedade.

Inicialmente, as ciências sociais buscaram os mesmos métodos utilizados nas ciências naturais para
investigar os fenômenos sociais.

Ciências naturais fazem parte de todas as disciplinas científicas que se dedicam ao estudo da
natureza. Tratam de aspectos físicos da realidade, ao contrário das ciências sociais, que estudam os
fatores humanos.

Nas ciências da natureza, a cientificidade repousa principalmente em dois critérios: dedução


racional e verificação experimental, ou seja, só há conhecimento científico se é possível repeti-lo ou
prever com certeza seu aparecimento sob determinadas condições.
Isso faz muitos teóricos questionarem se há possibilidade de ciências sociais representar
efetivamente um campo científico.

As ciências sociais colocam de maneira objetiva a possibilidade de estudo dos fenômenos sociais
por meio de caminhos próprios de métodos que permitam a compreensão da realidade humana por
meios que lhe são específicos.

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Já a metodologia comporta o método e técnicas, trata de um entendimento mais
abrangente.

Nas ciências sociais podemos encontrar diferentes formas de abordagem em relação aos
fenômenos sociais, e depender da orientação dos teóricos.
Abordagem de Richardson (1999), define como as principais correntes: positivismo lógico,
estruturalismo e materialismo dialético.

Positivismo lógico: Como quantificar aspectos tão subjetivos, como a satisfação do cliente ou a
motivação para o trabalho?
São aspectos que devem ser investigados, mas sempre podem ser quantificados.

Positivismo lógico nasceu em 1920, com principal orientação a luta contra o pensamento metafísico
(que transcende a natureza física da coisa), que acreditavam, seria superado pela defesa dos
estudos empíricos (baseado na experiência e observação).

Estruturalismo repousa na ideia de estrutura, suas características e propriedades.


Muitos teóricos afirmam que o estruturalismo desconsidera os aspectos históricos, mas seus
defensores reforçam que não é possível reconstruir a história dos fenômenos desde seus
fundamentos.

Assim reconhece que existe relações causais, porém não reconhece que essas relações possam ser
determinantes para a compreensão do mundo e da realidade.

Richarson (1999) explica que, para uma análise estruturalista, é preciso descrever exaustivamente
os fatos observados, analisá-los em si mesmos e em relação ao conjunto.
Assim busca a decomposição do fenômeno estudado, visando elementos que variam produzindo
modificações no conjunto.
Depois é preciso construir a estrutura, estabelecendo as regras de associação entre os elementos. E
finalmente isso deve levar a compor uma estrutura do fenômeno considerando suas manifestações
visíveis e teóricas medidas.

Defensores do estruturalismo afirmam que essa abordagem permite estudar esses processos como
manifestações de regras presentes em outras estruturas que podem tirar o seu significado
descrevendo-as cientificamente.

Materialismo dialético:
Materialismo porque defende que o mundo externo existe, fora da consciência, os fenômenos têm
existência própria independente do fato e sobre eles pensarmos ou não.

Dialética adquiriu um sentido mais amplo do que tinha em sua origem, porém permanecendo a
essência de analisar as contradições da realidade, empreendendo ser essa a força transformadora
da natureza.

Exemplo, ao realizar uma pesquisa, optar pelo positivismo como referencial, o positivismo busca
os aspectos visíveis do fenômeno, pesquisa levantaria somente os dados que podem ser

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quantificados, análise seria realizada desvinculada do contexto social, sem haver
preocupação com fatores subjetivos.

Exemplo, ao realizar uma pesquisa optar pelo materialismo dialético Como referencial, nesse caso
entraria na análise outras variáveis de caráter subjetivo e aspectos socioeconômicos, possivelmente
o resultado seria outro, e é importante destacar que isso não inválida o estudo, pois são abordagens
diferentes sobre um mesmo fenômeno.

MAPA MENTAL

PESQUISA QUALITATIVA E QUANTITATIVA


As pesquisas são qualitativas e quantitativas.
São palavras muito utilizadas na vida cotidiana, que remetem a um sentido que nem sempre
corresponde qual adequado quando se trata de pesquisa científica principalmente no âmbito do
pensamento científico.

O qualitativo no âmbito das ciências, não tem a ver com qualidade.


Refere-se a um tipo de estudo que busca analisar os fenômenos e de uma abordagem centrada num
paradigma compreensivo (já compreendido) do fenômeno.
Busca revelar aspectos que nem sempre são visíveis aos nossos olhos, embora estejam presentes e
interfiram na configuração dos fenômenos que para serem explicitados precisam caminhar por
trilhas nem sempre lineares e que requer um olhar mais atento do pesquisador.

O quantitativo tem seus fundamentos nos paradigmas que valorizam a objetividade e o controle
científico.
Para isso enfatiza que se aplique testes que comprovarão a validade dos resultados sua
fidedignidade.

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Segundo Minayo (2001) “A pesquisa qualitativa se preocupa com um nível de
realidade que não pode ser quantificado, trabalha com significados de motivos,
aspirações, crenças, valores e atitudes em um espaço profundo das relações, dos processos e
fenômenos.”
Esta pesquisa é baseada numa filosofia positivista que supõe a existência de fatos sociais como uma
realidade objetiva, independente de crenças individuais, e concebe a verdade como absoluta e
objetiva.

Existe uma incompatibilidade epistemológica: puramente intelectual ou cognitivo; subjetivo

O conjunto de dados qualitativo não se opõe ao quantitativo, eles se completam, a realidade


desses dados se interage de forma dinâmica sem dicotomia.

É preciso analisar os fatos naquilo que nem sempre se pode quantificar, mas que interfere, por outro
lado, não pode dispensar a quantificação, o que possibilita obter maior objetividade em relação a
muitos aspectos.

Os instrumentos quantitativos são aqueles cujo resultado obtido será expresso na forma de um
dado matemático, por exemplo um questionário perguntas fechadas, que apresentará o resultado
na forma de um gráfico.

Os instrumentos qualitativos são os que não podem ser expressos de forma matemática por se
tratar de aspectos não quantificáveis, como por exemplo uma entrevista onde o entrevistado conta
sobre sua história de vida ou forma como a comunidade se organiza.

Uma pesquisa pode aplicar os dois instrumentos, pois podem ser relativizadas em face a outros
elementos que compõem o estudo.
Um dado quantitativo também acarreta informações qualitativas e essa interpretação pode ser
possibilitada pelo paradigma definido pelo pesquisador.

Exemplo:
40% da população não tem acesso a um determinado serviço: apesar da informação quantitativa,
remete a outros aspectos, como falta de acesso à informação da população devido a condições
sociais.

ETAPAS DA PESQUISA CIENTÍFICA

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PESQUISA BIBLIOGRÁFICA E DOCUMENTAL
É um dos tipos mais solicitados na graduação e muitas vezes, é articulada à pesquisa documental.
Embora muito semelhantes no que se refere à natureza do material com o qual trabalham, mas são
diferentes.

FONTE PRIMÁRIA (não teve tratamento analítico ainda)


PESQUISA DOCUMENTAL: O material obtido de forma direta e feito pelo próprio autor da pesquisa,
material escrito ou não, que é analisado de forma direta.
Fonte de coleta de dados restrita a documentos, escritos ou não, inclusive pode ser recolhido no
momento em que acontece, por exemplo, fotografia.

Se organizam da seguinte maneira:


ARQUIVOS PÚBLICOS: tribunais, cadastro de funcionários, estatutos, ofícios, atas, memorandos,
certidões, fotos, projetos de lei...
ARQUIVOS PARTICULARES: correspondência, autobiografia, vestuários, utensílios, fotos, pinturas,
files, plantas...
FONTES ESTATÍSTICAS: dados organizados pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,
IBOPE - Instituto de Opinião Pública e Estatística, dentre outros...

Também são documentos, estampas, desenhos, mapas, não apenas restrito a fontes escritas.

FONTE SECUNDÁRIA (já teve tratamento analítico.


Produzido por outros, alguém já analisou o material. Utiliza de fontes bibliográficas.

Um problema de pesquisa poderá ser resolvido por meio de análises documentais, mas ainda assim,
mesmo que se utilize esse procedimento, também deverá recorrer de fontes bibliográficas.

PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: utiliza de material bibliográfico de estudos e análises científicas, de


doutrinadores renomados.
LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO: procedimento utilizado, parte em que seleciona o material
bibliográfico, depois de identificar, selecionar qual será aplicado em sua pesquisa.
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: é a fase de leitura por onde o pesquisador agregará conhecimento.
ESTADO DA ARTE: Qual a posição da doutrina em relação ao problema, como o assunto tem sido
tratado entre os estudiosos. Até onde já avancei em relação ao estudo desse problema.

Marconi e Lakatos (1999) afirmam que a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi
dito ou escrito sobre um determinado tema, mas propicia exame do assunto sob novo enfoque ou
abordagem, favorecendo conclusões inovadoras.

Lima (2004) afirma que o pesquisador deverá explorar o material bibliográfico reunido, articular as
ideias para concretizar não apenas um estudo de caráter descritivo, mas atingir o nível analítico da
questão.

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Lima e Mioto (2007) explicam que esse tipo de pesquisa tem sido muito
utilizado em estudos exploratórios ou descritivos uma vez que possibilita a
utilização de dados dispersos em diversas publicações, favorecendo a definição do quadro
conceitual que envolve o objeto do estudo.

Critérios para seleção dos materiais, conforme Lima (2004)

DICA

Separe os temas por tipologia através de fichas, de forma que a consulta permitirá elaborar um
texto com fidelidade no que se refere ao pensamento do autor.

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A pesquisa bibliográfica é parte constituinte de todas as pesquisas, mas o mesmo não
ocorre com a pesquisa documental.

Seção 3.4 – 18/05/2020


PROJETO DE PESQUISA:
ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA
Aplicação da NBR 15287 (2005) da ABNT, para elaboração do trabalho.
Que divide o trabalho em pré texto, texto (propriamente dito), pós texto.
Quanto mais explicado melhor, não somente para quem lê o projeto, mas também porque será uma forma
de o pesquisador pensar o que fará, como fará e quando fará.
Exemplo, se utilizar um estudo de caso, precisa explicar onde esse estudo foi realizado, os motivos para a
escolha, devendo sempre fundamentar a partir das leituras realizadas.

Instrumento de coleta de dados, é o nome dos meios pelos quais o pesquisador obterá as informações. São
os mais comuns: documentos, questionários, entrevistas, observação.

É importante a validação dos resultados, por isso é necessário considerar o quantitativo de respondentes,
para isso precisa aplicar estatísticas (faço entrevista com 30 pessoas num grupo de 30mil? Isso representará
um valor considerável para conclusões?)
Grave as entrevistas, para transcrever depois ou para não esquecer de nenhum detalhe (desde que aceita
pelo entrevistado).

A observação pode ser realizada em diferentes lugares ou situações. Permite apreender fatos de maneira
direta e profunda, no momento que acontece, tem-se a oportunidade de conhecer ações individuais e todo
o contexto do fenômeno. É necessário registro do observador por meio de um diário de bordo.

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Seção 4 – 01/06/2020
CITAÇÃO
Citar é mencionar no texto de sua autoria, informações de outras fontes garantindo os direitos autorais, e
comunicando que não são de sua elaboração e sim de outra entidade.

CITAÇÕES DIRETAS: Cópia fiel.

 CITAÇÃO DIRETA CURTA: até três linhas e com aspas.

 CITAÇÃO DIRETA LONGA: mais de três linhas. Apresenta no trabalho de forma diferenciada na
formatação. Recuo de 4cm da margem, fonte menor que o texto.

 CITAÇÃO INDIRETA: extrai a ideia do autor, mas com outras palavras.

 SUPRIMIR PARTE DO TEXTO: [...]

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 CITAÇÃO DA CITAÇÃO: em casos onde não tem acesso ao texto original. (APUD. de ...)

Ela “[...] permite comentários e opiniões, inclui julgamentos de valor,


comparações com outras obras da mesma área e avaliação da
relevância da obra com relação a outras do mesmo gênero” (ANDRADE,
1995 apud MEDEIROS, 2000, p. 137).

A citação tem relação direta com a referência, pois todos os autores deverão ser lista dos na referência.

REFERENCIA
É constituída por elementos essenciais e, quando necessário, deve-se acrescer elementos complementares
para melhor caracterizar o documento. Vejamos agora as regras gerais de apresentação da referência:

1. Os elementos que compõem a referência bibliográfica, sejam essenciais ou complementares, devem ser
apresentados em sequência padronizada: pontuação uniforme para todas as referências; separação das
várias áreas deve aparecer com ponto seguido de um espaço.

2. A lista de referências deve aparecer em local específico no texto, compondo os elementos pós-textuais,
alinhada somente à margem esquerda do documento, organizada em ordem alfabética, possibilitando
identificar individualmente cada documento, em espaço simples e separadas entre si por dois espaços
simples. Veja o exemplo:

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3. As referências devem obedecer aos mesmos princípios, portanto, se utilizar a inserção
de elementos complementares, estes devem ser incluídos em todas as referências
daquela lista.

4. O título da parte é “Referências” somente, e não “Referências Bibliográficas”.

5. Modelos de referências.

Monografia no todo – Refere-se a um livro, manual, guia, catálogo, enciclopédia, dicionário etc. e trabalhos
acadêmicos, tais como teses e dissertações. Os elementos essenciais são: autor(es), título, edição, local,
editora e data de publicação. Veja o exemplo:

Publicações seriadas – Inclui a coleção como um todo, revista, jornal, caderno na íntegra, e a matéria
existente em um número, volume ou fascículo de periódico (artigos científicos de revistas, editoriais,
matérias jornalísticas, seções, reportagens etc.).

Legislação – Compreende a Constituição, emendas constitucionais e os textos legais infraconstitucionais e


normas emanadas das entidades públicas e privadas (ato normativo, portaria, resolução, ordem de serviço,
instrução normativa, comunicado, aviso, circular, decisão administrativa, entre outros).

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ARTIGO CIENTÍFICO
A norma da ABNT que trata do artigo é a NBR 6022 (2003a) e o define como: “Parte de uma publicação com
autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, técnicas, processos e resultados nas diversas
áreas do conhecimento".

Quanto aos tipos, o artigo pode ser original ou de revisão.

Composto por elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais.


Pré-textuais

Textuais

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Pós-textuais

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