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Descanse em Deus

Problemas ou situações difíceis não são novidades para ninguém. E a causa de tudo isto
está estampada já nas primeiras páginas das Sagradas Escrituras, o pecado (Gn 3.1-24).
Como consequência direta desse novo estado a raça humana, passamos a viver a triste
realidade da separação de Deus (Ef 2.1-3; Rm 3.23), sofrendo agora os efeitos do
pecado (Rm 5.12-14). A queda gerou na criação uma instabilidade e desequilíbrio, um
estado de profunda desarmonia entre criatura e Criador, que só terá fim, quando o reino
de Deus for implantado de modo pleno, em Cristo, criando novamente o clima de
harmonia e paz entre Criador e sua criação (Rm 8.18-25).
A queda atingiu o homem em todas suas dimensões, foi um corte transversal e
profundo, nada no homem ficou imune aos efeitos do pecado. Os seres humanos
passaram a sofrer as formas mais variadas de patologias: espirituais, físicas e
emocionais. Dentre os males do pecado sobre o homem, vamos destacar a ansiedade
que se insere no campo emocional. A grosso modo podemos afirmar que ansiedade é:
“Preocupação intensa, excessiva e persistente e medo de situações cotidianas
presentes ou futuras”.
Partindo da definição acima, sabemos que muitos são os transtornos oriundos da
ansiedade, eles vão de sintomas específicos aos gerais, podendo em alguns casos, afetar
gravemente as faculdades mentais das pessoas em suas atividades diárias, inviabilizando
a pessoa ansiosa de uma vida normal e saudável. Diante disso, podemos levantar
algumas indagações: as sagradas escrituras falam alguma coisa além da origem da
ansiedade? Ela apresenta algum tipo de remédio ou tratamento? A reposta para esta
pergunta é sim! A Bíblia nos fornece alguns princípios para lidar com este mal, claro
que aqueles não dispensam o tratamento médico quando necessário, ao contrário,
podem ser usados conjuntamente. O princípio basilar e seus desdobramentos
apresentados pela Bíblia para vencer a luta contra a ansiedade está sintetizado na
seguinte afirmação: Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em
Deus, creiam também em mim (Jo 14.1-3).
As palavras de Jesus dirigidas aos seus discípulos, faz parte do último discurso
proferido por Ele no evangelho de João (13.31-17,26). Muitas recomendações são dadas
em meio ao clima de despedida. Os apóstolos não compreendem o que Jesus está
ensinando plenamente (Jo 13.28) e paira no ar um certo receio do que venha pela frente
depois do discurso do mestre, isso pode-se confirmar pelas perguntas de Pedro, Tomé e
Filipe (13.36-38; 14.5-14). Podemos aprender valiosas lições do relato acima de como
lidar com o medo e ansiedade.
Três princípios ali prescritos servem como posturas diante da ansiedade: em primeiro
lugar: Cristo afirma que vai retornar e buscar os seus, ou seja, quando estivermos
imersos em nossas angústias e preocupações, precisamos lembrar que Ele voltará e dará
um basta a todo sofrimento, angústias e medos (14. 2,3), em segundo lugar, nesse
período da “ausência física de Jesus”, teremos ao nosso lado O consolador, que é o
Espírito Santo, não estamos órfãos temos a quem recorrer (14.16-18), em terceiro lugar:
Cristo é o único caminho que conduz ao Pai, seus ensinamentos são fiéis e verdadeiros,
pois, “é a manifestação do fiel dos planos de Deus, e por fim, Ele é a vida, e ao
comunicar, comunica a vida”(10.10).
Anotações
Estrutura do evangelho de João
O evangelho de João pode ser divido em duas partes – uma enfatizando as ações
poderosas de Jesus (1-11) e a outra refletindo sobre os eventos que conduziram a sua
morte e ressurreição, incluindo ambos eventos (12-21).
O capítulo 12 é um tipo de introdução aos eventos que culminarão na morte de Cristo.
Os capítulos 13-17 narram os acontecimentos da noite em que Jesus sofreu a traição e,
principalmente apresentam o discurso de despedida de Jesus aos discípulos.
Os capítulos 18-20 relatam em seguida a prisão, os julgamentos, a crucificação e a
ressurreição. O capítulo 21 forma a conclusão.
Concepções de Jesus
Filho de Deus (20.32; 3.31-36);
Logos (1.1-14) forma revelacional de Deus e o modo de comunicar-se;
Cordeiro de Deus (1.29,36)
Sabedoria e agente (1.9;1.45;5.46);
Deus: várias asserções sugerem que que Cristo é Deus! Já no prólogo 1.1, por sete vezes
Jesus se expressa por “eu sou”, revelando sua natureza divina. O pão da vida (6.35), a
luz do mundo (8.12;9.5), a porta da ovelha (10.7) o bom pastor (10.11), a ressurreição e
a vida (11.25), o caminho a verdade e a vida (14.6) e a videira (15.1)
Ele aceita adoração (Mt 14.33) perdoa pecados (Mc 2.5). Nestas expressões fica
evidente a autoconsciência divina de Jesus.
Trinitarismo em João
Jesus afirma está no Pai e o Pai está nele (14.11);
Que quando partir o Espírito Santo será enviado como consolador (14.16);
A oração sumo-sacerdotal de Jesus fala da glorificação recíproca do Pai e do filho
(17.1-5);
Em João persiste a tensão subordinacionista, porém, deve-se levar em conta a teologia
da igualdade ontológica dentro da subordinação funcional entre os membros da
divindade.
O Espírito Santo como Paracleto
Paracleto pode ser significar em contextos diversos: conselheiro, consolador ou
defensor.
Em João 14-16 temos modos distintos da ação do E.S vejamos;
Consolador (14.15-21);
Interprete (14.25-31);
Testemunha (15.26-16.4);
Defensor (16. 5-11);
Revelador (16.12-16).
A comunidade joanina é considerada como carismática, justamente por colocar a
plenitude do E.S na vanguarda da vida cristã.
Estrutura do texto em análise
(13.31-14.31)
31Quando Judas saiu, Jesus disse:
— Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi
glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e ele o glorificará imediatamente.
33Filhinhos, ainda por um pouco estou com vocês. Vocês vão me procurar, mas o que
eu disse aos judeus também agora digo a vocês: para onde eu vou vocês não podem ir.
34Eu lhes dou um novo mandamento: que vocês amem uns aos outros. Assim como eu os amei,
que também vocês amem uns aos outros. 35Nisto todos conhecerão que vocês são meus
discípulos: se tiverem amor uns aos outros.
36Simão Pedro perguntou a Jesus:
— Para onde o Senhor vai?
Jesus respondeu:
— Para onde eu vou você não poderá me seguir agora; mais tarde, porém, me seguirá.
37Pedro disse:
— Senhor, por que não posso segui-lo agora? Darei a minha vida pelo senhor.
38Jesus respondeu:
— Você dará a sua vida por mim? Em verdade, em verdade lhe digo: antes que o galo cante,
três vezes você me negará.
1 — Que o coração de vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também
em mim. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu já lhes teria
dito. Pois vou preparar um lugar para vocês. 3E, quando eu for e preparar um lugar,
voltarei e os receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, vocês estejam também.
4E vocês conhecem o caminho para onde eu vou.
5Então Tomé disse a Jesus:
— Não sabemos para onde o Senhor vai. Como podemos saber o caminho?
6Jesus respondeu:
— Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. 7Se
vocês me conheceram, conhecerão também o meu Pai. E desde agora vocês o conhecem e
têm visto.
8Filipe disse a Jesus:
— Senhor, mostre-nos o Pai, e isso nos basta.
9Jesus respondeu:
— Há tanto tempo estou com vocês, Filipe, e você ainda não me conhece? Quem vê a mim vê o
Pai. Como é que você diz: “Mostre-nos o Pai”? 10Você não crê que eu estou no Pai e que o Pai
está em mim? As palavras que eu digo a vocês não as digo por mim mesmo, mas o Pai, que
permanece em mim, faz as suas obras. 11Creiam que eu estou no Pai e que o Pai está em mim;
creiam ao menos por causa das mesmas obras. 12Em verdade, em verdade lhes digo que aquele
que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para
junto do Pai. 13E tudo o que vocês pedirem em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja
glorificado no Filho. 14Se me pedirem alguma coisa em meu nome, eu o farei.
Jesus promete o Espírito Santo
15 — Se vocês me amam, guardarão os meus mandamentos. 16E eu pedirei ao Pai, e
ele lhes dará outro Consolador, a fim de que esteja com vocês para sempre: 17é o Espírito
da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Vocês o
conhecem, porque ele habita com vocês e estará em vocês.
18 — Não deixarei que fiquem órfãos; voltarei para junto de vocês. 19Mais um pouco e o
mundo não me verá mais; vocês, no entanto, me verão. Porque eu vivo, vocês também
viverão.
20Naquele dia vocês saberão que eu estou em meu Pai, que vocês estão em mim e que eu
estou em vocês. 21Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me
ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me
manifestarei a ele.
22Então Judas, não o Iscariotes, disse a Jesus:
— Por que razão o Senhor se manifestará a nós e não ao mundo?
23Jesus respondeu:
— Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e o meu Pai o amará, e viremos para ele
e faremos nele morada. 24Quem não me ama não guarda as minhas palavras. E a palavra
que vocês estão ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.
25 — Tenho dito isso enquanto ainda estou com vocês. 26Mas o Consolador, o Espírito
Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse ensinará a vocês todas as coisas e fará com
que se lembrem de tudo o que eu lhes disse.
27Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Que o
coração de vocês não fique angustiado nem com medo. 28Vocês ouviram que eu disse: “Vou e
volto para junto de vocês.” Se vocês me amassem, ficariam alegres com a minha ida para o Pai,
porque o Pai é maior do que eu. 29Isso eu falei agora, antes que aconteça, para que, quando
acontecer, vocês creiam. 30Já não falarei muito com vocês, porque aí vem o príncipe do mundo,
e ele não tem poder sobre mim. 31No entanto, faço isso para que o mundo saiba que eu amo o
Pai e que faço como o Pai me ordenou.
— Levantem-se, vamos sair daqui.
Ansiedade como vencer: reflexões no evangelho de João
Introdução
O Brasil lidera o ranking de pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade no
mundo, de acordo com dados da OMS - hoje em nosso país temos cerca de 9,3% da
população atingida pelo mal da ansiedade – isso representa cerca de 18,6 milhões de
pessoas. Além disso, somos o quarto no ranking mundial de pessoas que sofrem de
depressão. Fica evidente que as doenças mentais tem invadido os lares de muitos
brasileiros, trazendo prejuízos e perdas irreparáveis. Os motivos médicos apontados
para as causas destas doenças são variados, vejamos:
 O alto índice de violência - a taxa de homicídio no Brasil é 30% mais alta que a
taxa da Europa.
 A instabilidade financeira nas famílias, segundo dados do início do ano a taxa de
desemprego atingi mais de 11% da população, ou seja, mais de 12 milhões de
pessoas.
 O estilo de vida urbana é outra causa apontada, o barulho, as horas infindáveis
no trânsito, bem como a poluição.
 As incertezas políticas oriundas de um cenário republicano esfacelado pelas
balbúrdias e a profunda crise ético-moral da nossa classe política.
Depois dos dados apresentados surge em nós sinceras perguntas que merecem
sinceras respostas, sobre o que a Bíblia fala acerca das causas e modos de lidar com
aqueles problemas? Encontramos alguma orientação pra amenizarmos ou até mesmo,
eliminá-los de uma vez por toda? A reposta para esta pergunta, é um sonoro sim! A
Bíblia nos fornece alguns princípios para lidarmos com esses males, que fique claro já
de início, as orientações bíblicas não dispensam os tratamentos médicos quando
necessários, pois, partindo de um ponto de vista reformado, sabemos que pela graça
comum, Deus capacitou a humanidade com dons e capacidades (medicina, arte,
engenharia etc...) para usá-los para o bem comum da sociedade enquanto imagem de
Deus. Enfim, as orientações bíblicas e os tratamentos médicos especializados podem ser
usados paralelamente.
Qual então seria este princípio e/ou princípios apresentados pela Bíblia? De
modo direto, O princípio basilar bíblico para vencer a luta contra a ansiedade e as
demais doenças mentais está sintetizado na seguinte afirmação: “Que o coração de
vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim” (Jo
14.1-3). Para melhor explorarmos a proposição bíblica acima, precisamos começar
diagnosticando a origem da ansiedade, bem como de outros males e - isso só e possível
consultando às páginas das Sagradas Escrituras.
A raiz de todos os males que os seres-humanos sofrem, está estampada já nas
primeiras páginas das Sagradas Escrituras, o pecado (Gn 3.1-24). Como consequência
direta desse novo estado a raça humana, passou a viver a triste realidade da separação de
Deus (Ef 2.1-3; Rm 3.23), sofrendo agora os efeitos do pecado (Rm 5.12-14). A queda
gerou na criação uma instabilidade e desequilíbrio, um estado de profunda desarmonia
entre criatura e Criador, que só terá fim, quando o reino de Deus for implantado de
modo pleno, em Cristo, criando novamente o clima de harmonia e paz entre Criador e
sua criação (Rm 8.18-25).
A queda atingiu o homem em todas suas dimensões, foi um corte transversal e
profundo, nada no homem ficou imune aos efeitos do pecado. Os seres humanos
passaram a sofrer as formas mais variadas de patologias: espirituais, físicas e
emocionais. Dentre os males do pecado sobre o homem, vamos destacar as doenças
mentais em especifico a ansiedade, que se insere na dimensão físico-emocional dos
seres humanos. Mas o que é ansiedade? A grosso modo podemos afirmar que ansiedade
é: “Preocupação intensa, excessiva e persistente e medo de situações cotidianas
presentes ou futuras”. Ansiedade ainda pode ser definida como, um estado de
agitação, alerta. Até certo ponto, é normal, pois, na vida diária as pessoas devem sim
preocupar-se ou está alerta com situações importantes da vida. No entanto, quando a
ansiedade passa dos limites comuns, passa ser uma experiência muito perturbadora.
Muitos no afã de apresentar a teologia em sua forma mais exata e correta, acabam
fazendo recortes e gerando um reducionismo bíblico e teológico – pois enfatizam a
queda do homem no pecado apenas na perspectiva moral e ética. Contudo, devemos nos
lembrar que o pecado original alijou a raça humana também em aspectos físicos e
emocionais, ou seja, o homem ficou debilitado e fragilizado em sua integralidade, além
de estar espiritualmente, passou a ser vulnerável e passivo de adquirir doenças físicas e
emocionais.
1. Crê que Cristo implantará seu reino de Deus (Jo. 1.1-3)
Problemas ou situações difíceis não são novidades para ninguém, desde do pecado
de Adão como já exposto, passamos a conviver com os mais diversos tipos de medos.
Com os discípulos não foi diferente, eles ao ouvirem do mestre que iriam ficar sozinhos
pois Jesus afirmar que iria para um lugar onde eles não poderiam ir naquele momento,
cria um estado de ansiedade e medo. A partida de Jesus significa solidão e abandono
para os discípulos. Os seus corações estavam turbados. Aquele que curou o cego (cap.
9), que ressuscitou Lázaro (cap. 11) e sempre estivera com eles, faltará.
 A confiança em Cristo (v.1)
Jesus conhecendo a estrutura frágil estrutura humana, exclama: Não se turbe o
vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. As palavras de Jesus soam
como ordens que condicionamos discípulos a crerem Nele, como criam em Deus. Crer
aqui significa colocar em Cristo todas nossas esperanças, ainda significa “lançar sobre
Ele todas suas ansiedades, pois, Ele cuida de nós” (1Pe. 5.7).
 O fim de todo sofrimento humano (v.2,3)
A casa do Pai não significa outra coisa do que o reino de Deus (cf. 2 Co 5.1; Jo
18.36). Muitas moradas acentuam que o reino de Deus é também o reino dos crentes.
Neste reino há lugar para muitos. O reino de Deus já existe e ao mesmo tempo ainda
tem que ser preparado. Ele é presente (18.36) e futuro simultaneamente. O
estabelecimento pleno do reino, indica o fim de todo o sofrimento humano.
2. Crê no Cristo como redentor dos pecadores (Jo.14.4,5)
v. 5 - Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?

 Ele é o caminho
Trata-se de uma frase com caráter revelacional, quando usa tal expressão (Eu sou)
revela algo importante (cf. 6.35; 10.14; 11.25). Jesus é autorrevelação de Deus entre os
seres-humanos, Ele é o rosto humano de Deus que se fez conhecível aos homens caídos
em pecado para a salvação destes. Nesta resposta, Cristo afirma ser: o método para se
chegar ao Pai, confirmando seu status único de redentor e mediador dos pecadores. O
único capaz de selar a paz entre Criador e sua criação.
 Ele é a verdade
A verdade aqui não deve ser concebida numa perspectiva da filosofia grega clássica,
como um conjunto de sentenças, e nem, numa perspectiva contemporânea, onde
predomina a ideia de verdade foi relativizada para do campo objetivo para o campo das
emoções subjetivas, passando a ser denominado como “pós-verdade”. A verdade na
Bíblia é uma pessoa. A revelação de Deus ao mundo é uma pessoa e, este é Jesus Cristo,
a verdade de Deus aos homens. Verdade em João deve ser compreendida no (Firmeza,
segurança). Hebraico Êmet, Aletheia grego. Verdade também é em oposição ao falso.
O conceito de verdade na teologia cristã pode ser melhor entendido numa frase de
Agostinho: “É próprio de todos os homens quererem ser felizes.” (Trindade).
Para o bispo de Hipona, verdade está intimamente ligada ao conceito de felicidade.
Isso é muito plausível, pois o termo grego utilizado por Jesus é: Zôê – que difere do
termo Psichê. Zôê é a vida com qualidade definitiva, que não está mais sujeita a morte
ou qualquer tipo de sofrimento. Enquanto que se refere apenas a uma vida física. Outro
fato é que quando somos alvos de mentiras, ou autor destas, sabemos que o fim é
sempre amargo. No evangelho de João, quem vivem na verdade está em liberdade,
porém, que vive na mentira está num estado de escravidão e é filho do diabo (Jo.
8.31,44). Ter um compromisso com o Filho é ter sempre um compromisso com a
verdade.
 Ele é a vida
Morte e vida são palavras que no encontro com Jesus recebem um conteúdo novo.
Morte não é apenas a morte física. Os mortos mencionados no evangelho (5.24, 25) são
pessoas no mundo que não vivem a vida verdadeira, pois não conhecem a vida oferecida
por Deus. Uma vida sem Deus não é vida, mas morte.
A vida, por outro lado, não é apenas a vida física, mas a vida com Deus. O que é a
vida o homem experimenta apenas no encontro com aquele que diz: a vida - sou eu.
Pois no encontro com ele o homem se encontra com Deus.
A ressurreição de Lázaro no evangelho aponta para aquilo que acontece através da
atuação de Jesus: mortos ressuscitam.
Não se tem a vida verdadeira de outra maneira, portanto, a não ser no discipulado,
na fé, permanecendo na sua palavra. Na fé a vida eterna já começa agora (5.24). E esta
vida se manifesta no amor aos irmãos. Nós sabemos que já passamos da morte para a
vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte (1 Jo 3.14; cf.
Jo 13.34, 35).
Os três elementos destacados acima resumem de modo satisfatório a missão de
Jesus, Ele veio pra realizar as obras do Pai e comunicar vida em abundância (Jo.10.10).
3. Crê na promessa de Cristo sobre a ação do E.S (Jo. 14.16,25)
Em João 14-16 temos modos distintos da ação do E.S vejamos;
Consolador (14.15-21);
Intérprete (14.25-31);
Testemunha (15.26-16.4);
Defensor (16. 5-11);

 Não estamos órfãos (14.18);


O mesmo Espírito que agiu em Jesus durante seu ministério terreno é o mesmo que
agirá na vida dos filhos de Deus. Os creem em Jesus não estão sozinhos, eles são
amparados e consolados pelo E.S.
Temos um companheiro pra todas às horas (14.16).

Aplicação prática – Amor


Amor em grego agapê e agapaô, está relacionado a manifestação, ou seja, devemos
demonstrar. O amor demonstrado é amor que se entrega em sacrifício, pois, foi este o
amor revelado nas sagradas escrituras.
Amar a Deus (Jo.20.21); Viver os ensinos de Cristo;
Amar ao próximo (Humanizar os ensinos de Cristo)
conclusão