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Dicionário Financeiro

O mais completo dicionário sobre termos do mercado financeiro.

Dicionário Financeiro
O Dicionário Financeiro da ADVFN é uma compilação de palavras ou dos termos
próprios, ou ainda de vocábulos que são utilizados usualmente e que compõem
o Mercado Financeiro, quase sempre dispostos por ordem alfabética e com a
respectiva definição e/ou a sua versão em outra língua.

Objetivo
A finalidade do Dicionário Financeiro da ADVFN é descrever todas as palavras
e todos os termos utilizados em economia, finanças e investimentos. Todas as
palavras, termos ou vocábulos em língua portuguesa descritos nesse dicionário
devem preferencialmente apresentar a definição do verbete financeiro em
questão, a sua versão em outra língua na qual o verbete se originou, além de
um link para mais informações sobre o termo em questão. O Dicionário
Financeiro deve funcionar como um guia de busca para todos os termos
utilizados corriqueiramente no dia a dia do mercado financeiro.

Busca
Busca por Palavras, Termos os Vocábulos Financeiros iniciados por:

A
Abaixo do par
Expressão relativa à cotação de um título (ação ou obrigação), quando aquela
se situa abaixo do valor nominal do mesmo. Também se refere à expressão
abaixo do par quando o valor de subscrição de um título (ação ou obrigação) é
inferior ao seu valor nominal. No caso das ações, estas podem ser subscritas
abaixo do par quando a emissão é, pelo menos em parte, acompanhada de
incorporação de reservas.

ABE (ABERTURA)
Preço de abertura: valor em que ocorreu o primeiro negócio do dia de
determinada cotação. Sinônimo em língua portuguesa para OPEN. Também
conhecida por cotação de abertura.

Absorção
Fusão de duas empresas, na qual uma das empresas é absorvida pela outra
empresa, desaparecendo.

Ação
Título ou valor mobiliário de renda variável, emitido por determinada sociedade
anônima, que representa a menor fração do capital da empresa emitente. O
investidor em ações é um co-proprietário da sociedade anônima da qual é
acionista, participando dos seus resultados. As ações são conversíveis em
dinheiro, a qualquer tempo, pela negociação em bolsas de valores ou no
mercado de balcão.

Tipo de investimento classificado como um investimento em renda variável. A


rentabilidade variável das ações é composta por dividendos ou participação nos
resultados e benefícios concedidos pela empresa, e/ou por eventual ganho de
capital na venda da ação.

Ação agressiva
Tipo de ação que normalmente apresenta um grau de variação de cotação maior
que o conjunto do mercado. Tipo de ação que normalmente apresenta um
coeficiente beta maior que 1 (ação que apresenta uma variação maior que o
índice, porém no mesmo sentido). Também conhecida por ação volátil.

Ação alavancada
Ação emitida por empresa alavancada, ou seja, que utiliza capital de terceiros.
Os proprietários deste tipo de ação estão sujeitos aos benefícios e aos custos
provenientes da alavancagem realizada pela empresa.

Ação antiga
Tipo de ação que foi emitida anteriormente à realização de um aumento do
capital social da empresa.

Ação ao portador
Tipo de ação que não apresentava o nome do acionista ou titular da ação no
documento, pertencendo, portanto, a quem a tivesse em seu poder. Revogada
pela lei 8201/90, este tipo de ação não existe mais atualmente.
Ação cheia (com)
Ação cujos direitos (dividendos, bonificação e/ou subscrição) ainda não foram
exercidos.

Ação cíclica
Tipo de ação cujo valor de cotação oscila de acordo com os ciclos econômicos.

Ação com valor nominal


Ação que apresenta um valor impresso, estabelecido pelo estatuto da
companhia que a emitiu.

Ação defensiva
Tipo de ação que normalmente apresenta um grau de variação de cotação menor
que o conjunto do mercado. Tipo de ação que normalmente apresenta um
coeficiente beta menor que 1 (ação que apresenta uma variação menor que o
índice, porém no mesmo sentido).

Ação de fruição
Tipo de ações que já foram amortizadas, ou seja, a companhia antecipou ao
acionista a quantia a que ele teria direito no caso de liquidação da companhia.
Somente o Estatuto Social ou a Assembléia Geral Extraordinária da companhia
poderá autorizar esta operação.

Quanto à forma, as ações serão nominativas, emitidas em nome de seu titular,


o qual estará inscrito no Livro de Registro de Ações Nominativas. O controle da
posição dos titulares poderá também ser feito por instituições financeiras
especificamente autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM,
sendo essas ações apresentadas na forma escritural.

Ação de primeira linha


Ação geralmente emitida por empresas tradicionais, de grande porte e de
excelente reputação, e que apresenta grande liquidez e procura no mercado de
ações. Também conhecida por blue chip (sinônimo em inglês para ficha azul).

Ação de segunda linha


Ação geralmente emitida por empresas de boa qualidade, geralmente de grande
e médio porte, mas que apresentam, entretanto, um maior risco de investimento
e, portanto, uma liquidez menor que a ação de primeira linha. Normalmente,
valorizam-se e desvalorizam-se antes das ações de primeira linha.
Ação de terceira linha
Ação geralmente emitida por empresas de médio e pequeno porte, que
apresentam um maior risco de investimento, apesar de não serem
necessariamente empresas de baixa qualidade. A ação de terceira linha
apresenta normalmente pequena liquidez e sua negociação no mercado de
ações caracteriza-se pela descontinuidade.

Ação em tesouraria
Determinada quantidade de ações próprias que a empresa emitente mantém em
seu poder.

Ação endossável
Tipo de ação nominativa que pode ser transferida mediante endosso.

Ação escritural
Ação não representada sob forma de cautela ou certificado, funcionando como
uma conta corrente, em nome de seu titular, na instituição depositária que for
designada. Os valores são lançados a débito ou a crédito do acionista nesta
conta corrente, não havendo movimentação física de documentos.

Ação gratuita
Tipo de ação cuja subscrição não custa dinheiro. Exemplo: em um aumento do
capital de uma sociedade totalmente realizado por incorporação de reservas
livres.

Ação High Flyer


Tipo de ação excessivamente valorizada e especulativa, que apresenta
valorização abrupta de sua cotação em curto período de tempo. Exemplo: ações
tecnológicas com negócios que ainda não mostraram qualquer resultado prático.

Ação listada em bolsa de valores


Ação negociada no pregão de uma bolsa de valores.

Ação nominativa
Ação representada sob forma de cautela ou certificado, apresentando o nome
do acionista ou titular da ação no documento. A transferência de titularidade
deste documento é executada com a entrega da cautela e a averbação de termo,
em livro próprio da sociedade emitente, identificando novo acionista.
Ação-objeto
Valor mobiliário a que se refere uma opção.

Ação ordinária
Tipo de ação que confere ao acionista o direito de voto em assembléias gerais
da empresa emitente, além de proporcionar participação não preferencial deste
acionista nos resultados financeiros da mesma.

Ação preferencial
Tipo de ação que garante ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos
(geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias)
e prioridade no reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade. Caso
a empresa emitente não distribuía dividendos após três exercícios sociais, os
acionistas preferenciais adquirem direito a voto.

Ação própria
Tipo de ação da própria empresa readquirida no mercado e mantida em carteira.

Ação sem valor nominal


Ação para a qual não se convenciona um valor de emissão, prevalecendo o
preço de mercado por ocasião do lançamento.

Ação tecnológica
Tipo de ação de empresas envolvidas em setores tecnológicos (computadores,
semicondutores, biotecnologia, robótica e eletrônica). Normalmente, as
empresas tecnológicas bem sucedidas apresentam taxas de crescimento de
seus resultados muito superiores à média, apresentando em contrapartida,
elevada volatilidade de suas cotações.

Ação vazia (ex)


Ação cujos direitos (dividendo, bonificação e/ou subscrição) já foram exercidos.

Ação volátil
Tipo de ação que normalmente apresenta um grau de variação de cotação maior
que o conjunto do mercado. Tipo de ação que normalmente apresenta um
coeficiente beta maior que 1 (ação que apresenta uma variação maior que o
índice, porém no mesmo sentido). Também conhecida por ação agressiva.

ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio)


Operação de crédito realizada pelos bancos comerciais, através da carteira de
câmbio, junto aos exportadores: é uma operação a termo, onde um banco
autorizado a operar com câmbio adianta a um exportador, um determinado valor
em reais (moeda brasileira) equivalente à quantia de moeda estrangeira
comprada pelo banco. Esse recurso propicia ao exportador financiar a produção
e a comercialização da mercadoria a ser exportada. O ACC pode desdobrar-se
em duas fases. A primeira refere-se ao adiantamento pelo banco em até 180
dias antes do embarque. A segunda fase, chamada de ACE ([[Adiantamento
sobre Contrato de Exportação]]), pode ocorrer quando a mercadoria já está
embarcada, podendo ser solicitado até 60 dias após o embarque.

Aceite
Contrato que estipula que determinada instituição ou companhia concorde em
pagar uma determinada quantia em uma data futura.

Aceite bancário
Contrato que determina que um banco concorde em pagar uma determinada
quantia em uma data futura.

Aceite comercial
Contrato que determina que uma empresa concorde em pagar uma determinada
quantia numa data futura.

Acima do par
Expressão relativa à cotação de um título (ação ou obrigação), quando aquela
se situa acima do valor nominal do mesmo. Também se refere à expressão
acima do par quando o valor de subscrição de um título (ação ou obrigação) é
superior ao seu valor nominal. Neste caso, o subscritor paga um prêmio ao
emissor.

Acionista
Aquele que possui ações de uma sociedade anônima.

Acionista majoritário
Aquele que detém uma quantidade tal de ações ordinárias que lhe permitem
manter o controle acionário de uma empresa.

Acionista minoritário
Aquele que é detentor de uma quantidade não expressiva (em termos de controle
acionário) de ações ordinárias.
Acordo de dupla tributação
Acordo entre dois países para que os impostos pagos em um deles possam ser
deduzidos aos impostos a pagar no outro país.

Acordo de recompra
Acordo de recompra de títulos do Tesouro Nacional por parte do governo a um
preço previamente estabelecido.

Acquirer
Determinado tipo de companhia administradora que pode afiliar
estabelecimentos ao sistema de cartões de crédito da bandeira à qual é
associada. Este tipo de administradora tem a função de gerenciar, pagar e dar
manutenção aos estabelecimentos afiliados da bandeira.

Acumulação
Operação controlada de compra de grande quantidade de lotes de determinada
ação em bolsa de valores, objetivando controlar uma intensa valorização de
preço desta determinada cotação. Uma operação de acumulação executado por
determinada(s) instituição(ões) pode demorar semanas ou meses para ser
completado.

ADLIC
Operação financeira com duração de um dia, na qual se aplica dinheiro a uma
taxa previamente combinada entre as partes.

Admissão à cotação
Um título é admitido à cotação quando passa a poder ser transacionado em
determinada bolsa de valores, em conformidade com as regras desta, onde lhe
é atribuída uma cotação de valor que varia em função da procura e a oferta de
mercado.

Administração Ativa
Tipo de estratégia para se administrar um fundo de investimento, na qual o
administrador do fundo constitui uma carteira, mas não necessariamente investe
em ações representativas do índice pré-estabelecido como referência. O
administrador compra e vende ações tentando obter uma rentabilidade que
supere a do índice estabelecido como referência. A diferença com a
administração passiva, é que na ativa não há a réplica da carteira do índice, este
sendo tomado apenas como um referencial cuja administração ativa tenta atingir
e/ou superar.
Administração Passiva
Tipo de estratégia para se administrar um fundo de investimento, na qual o
administrador do fundo investe em ações buscando replicar a carteira de um
índice previamente definido. Desta maneira, o retorno do fundo corresponderá
aproximadamente ao retorno do índice escolhido. A diferença com a
administração ativa, é que na passiva há a réplica da carteira do índice.

ADR (American Depositary Receipts)


Certificados que representam ações de companhias sediadas no exterior dos
Estados Unidos da América. Estes certificados são emitidos por bancos norte-
americanos. Várias empresas brasileiras utilizam a ADR como um mecanismo
para captar recursos no exterior do Brasil através da negociação destes
certificados no mercado financeiro norte-americano.

Advance-Decline Line
Operação diária de subtração do número de títulos que registram desvalorização
pelo número de títulos que registram valorização. A diferença, sendo positiva, é
adicionada a um valor acumulado, enquanto que, sendo negativa, é subtraída a
esse mesmo valor acumulado. Também conhecida pelo termo em língua
portuguesa linha de avanços e de recuos.

After-Market
Sistema eletrônico de negociação de valores mobiliários disponível para os
clientes de corretoras de valores mobiliários associadas à BOVESPA (Bolsa de
Valores de São Paulo). Este sistema de negociação de ações é permitido no
horário das 19 às 22 horas, e abrange apenas a negociação de valores
mobiliários no mercado à vista. A BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo)
determina os valores por operação e os limites de oscilação para as ações
negociadas neste período.

AGE (Assembléia Geral Extraordinária)


Reunião de acionistas, convocada e instalada na forma da lei e do estatuto da
empresa emitente, a fim de deliberar sobre qualquer matéria de interesse social.
A convocação dos acionistas pela empresa emitente não é obrigatória e depende
das necessidades específicas da empresa.

Agência de Rating
Tipo de empresa amplamente reconhecida e respeitada no mercado de análise
de risco de instituições públicas e privadas, financeiras ou não. Por meio de
análises criteriosas, este tipo de agência atribui uma classificação (rating) às
empresas ou aos países analisados que serve como um indicador de risco para
quem quer investir nesse país ou nessa empresa. Exemplo: S&P, Moody´s,
Atlantic Rating, Lipper etc.

Ágio
Diferença positiva de variação de preço de um determinado título em relação ao
valor nominal deste título. O ágio é a diferença total de valor que um comprador
de um título paga em relação ao valor nominal deste título.

AGO (Assembléia Geral Ordinária)


Reunião de acionistas, convocada e instalada na forma da lei e do estatuto da
empresa emitente, a fim de verificar os resultados financeiros da empresa e para
a leitura, discussão e votação dos relatórios de diretoria e eleição do conselho
fiscal da diretoria. A convocação dos acionistas pela diretoria da sociedade
anônima é obrigatória e deve ser realizada até quatro meses após o
encerramento do exercício social.

Agronegócio
Agronegócio é a soma total das operações de produção e distribuição de
suprimentos agrícolas, das operações de produção nas unidades agrícolas, do
armazenamento, processamento e distribuição dos produtos agrícolas e itens
produzidos a partir deles.

Ajuste diário
Valor a pagar ou a receber em determinada operação no mercado derivativo.

Ajuste diário de perdas e ganhos


Procedimento pelo qual diariamente são apuradas e liquidadas as perdas e os
ganhos nos contratos de futuros. Também conhecido pelo termo em lingua
inglesa Mark-to-market e pelo termo em língua portuguesa liquidação diária de
perdas e ganhos.

Alavancagem
Grau de utilização de recursos de terceiros para aumentar a possibilidade de
lucro de uma operação, aumentando conseqüentemente o grau de risco desta
operação. Também conhecida como financial leverage (expressão equivalente
em inglês para alavancagem):

1) Relação entre o capital de uma empresa e a quantidade total de recursos que


esta empresa capta no mercado em forma de empréstimo. No caso de uma
empresa, quanto maior é a sua alavancagem, maior é o seu grau de
endividamento maior e, portanto, maior é o risco de a empresa apresentar
problemas financeiros.
2) Possibilidade de controle de um lote de títulos, nos mercados de opção, a
termo ou futuro, através do emprego de apenas uma fração do valor destes
títulos, aguardando uma eventual valorização destes títulos. O investidor se
beneficia da valorização desses títulos, que pode implicar em significativa
elevação de sua taxa de lucro.

Alfa
Índice que mede a volatilidade da cotação de uma determinada ação. O cálculo
do índice alfa tenta isolar a variação da cotação desta determinada ação em
relação à variação do mercado desta determinada ação. A obtenção de um
coeficiente alta elevado é sinal de um bom desempenho desta ação
independentemente do que ocorrer com o mercado em geral.

Alienar
Transmitir um bem ou uma propriedade a outra pessoa.

All-or-none-underwriting
Emissão de títulos de uma determinada empresa, que apenas será válida, caso
a entidade financeira intermediária responsável pela operação, obtiver um
número total de subscrições que corresponda ao número total de títulos emitidos.

Alocação eficiente
Distribuição de recursos financeiros disponíveis em diferentes atividades ou em
diferentes tipos de investimento de modo a obter o maior lucro e o menor risco
possíveis.

American option
Tipo de opção que pode ser exercida em qualquer data até, inclusive, a data de
seu vencimento (data de expiração). Sinônimo em língua inglesa para opção
americana.

AMEX (American Stock Exchange)


A segunda maior bolsa de valores dos Estados Unidos da América responsável
pela negociação de aproximadamente 10% de todas as ações negociadas no
País.

Amortização
Redução gradual de uma dívida por meio de pagamentos periódicos combinados
entre o credor e o devedor. Empréstimos bancários e hipotecas são, em geral,
pagos dessa forma.
Amortização antecipada
Pagamento de uma dívida ou de uma prestação de capital com vencimento
futuro, antes do prazo previamente estabelecido. A parte credora pode
eventualmente, cobrar à parte devedora, taxas de penalização como forma de
obter alguma compensação pelos juros que deixará de receber.

Amortização empresarial
Tipo de amortização que diminui o valor contábil de balanço dos ativos
imobilizados de uma empresa, em função de seu uso, de seu desgaste, ou de
sua vida econômica.

Amortização financeira
Operação financeira que consiste no reembolso total ou parcial de um
empréstimo. O plano de amortização estipula a quantidade total de prestações
periódicas (mensalidades, trimestralidades, semestralidades ou anuidades) que
serão honradas pelo devedor até a extinção integral do empréstimo.

ANA (Aviso de Negociação de Ações)


Comprovante de operação de negociação de ações enviado pelas bolsas de
valores ao comitente (investidor).

Análise Bolsista
Avaliação técnica de dados financeiros publicados pelas empresas que possuem
títulos negociados em bolsa de valores, de previsões de agentes especializados
em mercado financeiro, e de dados disponibilizados pelo mercado (cotações,
lucros por ação ou dividendos), objetivando a comparação destes dados entre si
e com dados similares de outras empresas, para a seleção das melhores
empresas e dos melhores mercados para investimento. A diferença principal
entre a análise bolsista e a análise fundamentalista, é a utilização de rácios
(múltiplos mercados) na análise bolsista, com o intuito de efetuar comparações
de empresas entre si. Os tipos de rácios mais utilizados pela análise bolsista são:
PER (Price Earnings Ratio), PBV (Price Book Value) e PCF (Price Cash Flow).

Análise de balanço
Tipo de análise que tem por fim observar e confrontar os elementos patrimoniais
de uma empresa, visando o conhecimento minucioso de sua composição
qualitativa e de sua expressão quantitativa, de modo a revelar os fatores
antecedentes e determinantes da situação atual e delinear o comportamento
administrativo futuro.

Análise de crédito
Procedimento através do qual os demandantes de crédito são analisados para
se verificar se eles atendem a todas as exigências do emprestador, assim como
para definir a quantidade máxima a ser emprestada.

Análise de risco
Tipo de análise focalizada nos riscos a que um determinado negócio ou atividade
econômica possa estar exposto. Exemplo: risco cambial, risco de taxa de juro,
risco de liquidez, risco de contraparte etc.

Análise de sensibilidade
Tipo de análise que tem por fim estimar o grau de variação nos resultados de
uma empresa, resultante de alterações nas variáveis mais relevantes que
determinam o sucesso financeiro dessa empresa. A realização de simulações de
variações e variáveis diversas pode ajudar a empresa na definição de estratégias
e objetivos.

Análise de stress
Tipo de análise que afere o risco de mercado em cenários extremos (ou
anormais). A análise de stress é utilizada para avaliar a vulnerabilidade da
carteira de ativos a mudanças de regime monetário, crises de liquidez ou
variações extremas de mercado.

Análise financeira
Tipo de análise que tem por fim o exame do balanço e da demonstração de
resultados de uma empresa, submetendo-os aos estudos mais críticos no
sentido de avaliar a situação exata da empresa, no campo financeiro. A análise
financeira avalia: a tesouraria da empresa, a situação de devedores e de
credores da empresa, o financiamento do patrimônio imobilizado da empresa
etc.

Análise gráfica
Projeção do comportamento de preços de ações a partir de cotações passadas
para se chegar a uma opinião sobre a compra ou sobre a venda destes títulos.
Essas análises são baseadas em gráficos construídos a partir da variação das
cotações passadas, procurando-se identificar padrões gráficos que sinalizem o
comportamento futuro do papel.

Estudos técnicos analíticos podem ser adicionados aos padrões gráficos


formados pelos preços das cotações. Também conhecida por análise técnica.

Análise Fundamentalista
Avaliação técnica de fundamentos econômicos das companhias de capital
aberto e do desempenho de suas ações no mercado de capitais. Projeção do
comportamento de preços de ações a partir do estudo de características
particulares de cada empresa. Utiliza-se das demonstrações financeiras
divulgadas pela empresa assim como de informações setoriais e macro
econômicas para fundamentar recomendações sobre quais papéis devem ser
comprados ou vendidos. Metodologia para determinação do valor econômico de
empresas e de projetos.

Análise qualitativa
Análise que avalia fatores importantes que não se podem mensurar com
precisão. Em finanças essa análise é mais voltada para os aspectos como
experiência, caráter, qualidade geral da administração, moral dos funcionários e
status de relações trabalhista do que para as efetivas informações financeiras de
uma companhia. Também conhecido pelo termo em língua inglesa qualitative
analysis.

Análise quantitativa
Análise que envolve valores mensuráveis. Em finanças são diversos os fatores
quantitativos a serem considerados como, por exemplo: o valor dos ativos, o
custo do capital, os padrões históricos e projetados das vendas, custos e
rentabilidade, além de uma ampla gama de considerações nas áreas de
economia, mercado financeiro, valores mobiliários etc. Embora diferentes, os
fatores quantitativos e qualitativos devem se combinar a fim de se obterem
avaliações financeiras corretas e seguras sobre o objeto da análise. Também
conhecido pelo termo em língua inglesa quantitative analysis.

Análise SWOT
Tipo de análise de posicionamento de uma empresa face à sua envolvente
interna e envolvente externa. A envolvente interna é analisada com base nos
seus pontos fortes (Strengths) e fracos (Weaknesses). A envolvente externa é
analisada com base nas oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats) do
mercado onde atua.

Análise Técnica
Projeção do comportamento de preços de ações a partir de cotações passadas
para se chegar a uma opinião sobre a compra ou sobre a venda destes títulos.
Essas análises são baseadas em gráficos construídos a partir da variação das
cotações passadas, procurando-se identificar padrões gráficos que sinalizem o
comportamento futuro do papel.

Estudos técnicos analíticos podem ser adicionados aos padrões gráficos


formados pelos preços das cotações. Também conhecida por análise gráfica.
Analista gráfico
Analista técnico que estuda os padrões gráficos de ações, as obrigações e os
preços de mercadorias, objetivando emitir recomendações de compra ou de
venda a clientes. Este tipo de analista acredita que a análise contínua de padrões
de trading é um importante fator para a previsão de movimentos de preços
futuros. Também conhecido por chartista (termo derivado de chart, que é um
sinônimo em língua inglesa para gráfico).

ANCOR (Associação Nacional das Corretoras de


Valores, Câmbio e Mercadorias)
Entidade formada por corretoras de valores, câmbio e mercadorias.

Andar de lado
Mercado sem tendência definida. Mercado estagnado. Mercado fraco.

ANDIB (Associação Nacional dos Bancos de


Investimento)
Entidade, com sede no Rio de Janeiro, formada por várias instituições
financeiras.

ANDIMA (Associação Nacional das Instituições do


Mercado Aberto)
Associação formada por bancos comerciais, múltiplos e de investimento,
sociedades corretoras e distribuidoras de valores.

Ano financeiro
Período de tempo no qual as empresas procedem à elaboração de suas contas.
O ano financeiro, para efeito contábil, não necessariamente corresponde ao ano
civil.

Anuidade
Valor monetário a pagar ou a receber, cuja periodicidade é igual a 1 (um) ano.

Ao par
Expressão relativa à cotação de um título (ação ou obrigação), quando aquela é
igual ao valor nominal do mesmo. Também se refere à expressão ao par quando
o valor de subscrição um título (ação ou obrigação) é igual ao seu valor nominal.
Aplicação
Emprego de recursos financeiros na aquisição de títulos, com o objetivo de obter
rendimentos.

Aplicação de resultados
Repartição dos resultados anuais de uma empresa. Parte destes resultados
deve ser orientada para a formação de reservas. Estas reservas podem ser
legais (5% dos resultados positivos anuais de forma obrigatória), estatutárias,
contratuais e livres. Os resultados podem também ser distribuídos aos acionistas
sob a forma de dividendos, podem ser repartidos pelos trabalhadores a título de
bônus ou podem manter-se em resultados transitados. No caso de existirem
prejuízos, estes poderão ser cobertos por reservas.

Aplicação de risco
Investimento em ativos de rendimento variável que, em princípio, não garantem
nenhum rendimento mínimo, e nem asseguram o retorno do capital investido.

Apólice
Documento emitido pelo segurador após a aceitação da cobertura de risco
proposta pelo segurado.

Aposta
Decisão de investimento baseada em expectativas de lucro, porém com certo
grau de incerteza. A determinação exata da cotação de um ativo financeiro no
futuro é impossível, entretanto, é possível estabelecer uma estimativa baseada
em análises técnicas ou fundamentalistas. sua experiência e competência para
decidir se toma esta ou aquela decisão.

A prazo
Operação de liquidação em uma data futura. O período de tempo entre o início
e o fim da operação designa-se por prazo.

Apregoação
Ato de apregoar a compra ou a venda de ações, mencionando-se o nome do
título, o tipo de título, a quantidade de títulos e o preço pelo qual se pretende
liquidar o negócio. Este ato é executado por um operador, representante de
sociedade corretora, na sala de negociações (pregão).

Aquisição
Obtenção do controle de uma determinada empresa, concretizada pela compra
da maioria do seu capital ou de parte do mesmo, desde que neste último caso,
exista uma efetiva detenção de direitos de voto suficientes para exercer esse
controle.

Aquisição horizontal
Fusão de duas empresas que produzem os mesmos tipos de bens e serviços.

Aquisição vertical
Fusão de duas empresas que produzem bens de dois diferentes estágios da
produção. Normalmente, uma aquisição vertical ocorre entre uma empresa e sua
fornecedora, onde a primeira passa a controlar mais etapas da produção do bem
final.

Arbitrador
Participante do mercado que garante que o preço negociado a futuro seja
sempre justo, seguindo determinadas regras mínimas. Isso é possível mediante
uma operação chamada arbitragem.

Arbitragem
1) Estratégia financeira em que o investidor objetiva lucrar sobre a diferença
entre o preço de um ativo em determinado mercado geográfico e o preço desse
mesmo ativo em outro mercado. A arbitragem tradicional consiste na
venda/compra de valores mobiliários numa praça financeira e na compra/venda
simultânea dos mesmos valores mobiliários numa outra praça financeira, de
forma a aproveitar a diferença de cotação existente entre ambas as praças. A
liquidação financeira no mercado a vista de uma operação de arbitragem inter-
praça, por uma mesma pessoa, física ou jurídica, somente é autorizada caso
haja um convênio firmado entre as duas praças. O conceito teórico de arbitragem
implica a inexistência de risco nesta estratégia, bem como a ausência de
qualquer capital próprio envolvido. Na prática, é natural e possível que
determinadas operações de arbitragem incorporem algum risco (embora muito
reduzido) e envolvam algum capital próprio.

2) Estratégia financeira que objetiva aproveitar os desequilíbrios entre o preço a


vista e o preço futuro de dois ativos ou mercados. O desenvolvimento dos ativos
derivativos proporcionou certa extensão do conceito tradicional de arbitragem: a
operação pode ser executada entre um ativo-objeto e o correspondente ativo
derivado.

Área de acumulação
Intervalo de variação das cotações de uma ação em que os compradores vão
acumulando ações de uma empresa. Estas áreas de acumulação são
detectadas em análise gráfica desta cotação, normalmente, pela criação de
suporte, abaixo do qual as cotações não desvalorizam. O indicador OBV (On
Balance Volume) é muito utilizado para a confirmação deste tipo de análise.

Área de congestão
Série de períodos de negociação nos quais uma determinada cotação não
registra progressos relevantes de variação.

Arrendador
Pessoa física que cede os seus ativos para o uso de terceiros através de um
contrato.

Arrendamento
Contrato entre duas partes no qual uma das partes cede ativos imobilizados
(ativos permanentes) para a outra parte, mediante pagamento.

Arrendatário
Pessoa que paga pelo uso de ativos de terceiros na forma de aluguel.

Ask
Termo em língua inglesa utilizado para designar a melhor oferta de venda de
determinado título no mercado financeiro.

Asset
Sinônimo em língua inglesa para ativo.

Asset Allocation
Ato do administrador de um fundo de investimento selecionar, entre os diversos
tipos de ativos, aqueles que farão parte da carteira do fundo e em que percentual
de participação. Sinônimo em língua inglesa para alocação de ativo ou de
recurso.

Ativo
Conjunto de bens, valores e créditos que formam o patrimônio de uma empresa
ou de uma pessoa. Existem três tipos principais de ativo: ativo circulante, ativo
fixo ou permanente e ativo financeiro. Também conhecido por asset (sinônimo
em inglês para ativo).

Ativo amortizável
Tipo de ativo de uma empresa que apresenta tempo de vida útil limitado, em
virtude de seu uso ou de seu desgaste, devendo, portanto, ser amortizado.
Exemplo: imobilizações corpóreas (exceção: terrenos) e imobilizações
incorpóreas.

Ativo bruto
Valor do ativo de uma empresa antes da execução de correções patrimoniais,
como a amortização e a dedução de provisões referentes às diversas rubricas
do balanço.

Ativo circulante
Tipo de ativo que apresenta grande liquidez ou facilidade e velocidade em ser
convertido em dinheiro. O ativo circulante de uma empresa ou de uma pessoa é
o conjunto de dinheiro em caixa, de saldo bancário e de todos os valores que
podem ser transformados imediatamente em dinheiro. Em linguagem técnica de
contabilidade, ativo circulante é definido como o conjunto de bens e de direitos
a realizar num prazo inferior a 365 dias da data do encerramento do exercício
social de uma empresa. Também conhecido por ativo de curto prazo.

Ativo corpóreo
Tipo de ativo que apresenta caráter físico. Exemplo: terrenos, computadores,
veículos etc.

Ativo de curto prazo


Tipo de ativo que apresenta grande liquidez ou facilidade e velocidade em ser
convertido em dinheiro. O ativo de curto prazo de uma empresa ou de uma
pessoa é o conjunto de dinheiro em caixa, de saldo bancário e de todos os
valores que podem ser transformados imediatamente em dinheiro. Em
linguagem técnica de contabilidade, ativo de curto prazo é definido como o
conjunto de bens e de direitos a realizar num prazo inferior a 365 dias da data
do encerramento do exercício social de uma empresa. Também conhecido por
ativo circulante.

Ativo de base
Designação do ativo sobre o qual se confecciona um contrato derivativo: são os
ativos primários dos ativos derivativos (derivados). O ativo de base é o objeto de
suporte para um contrato de opção ou para um contrato de futuro negociado em
bolsa de valores. O ativo de base pode ser uma ação, uma commoditie, uma
moeda, um índice, um instrumento financeiro, ou um contrato de opção;
enquanto que os seus respectivos ativos derivativos são: um contrato de opção
de compra ou de venda da ação, um contrato de futuro ou de opção de uma
commoditie, um contrato de futuro de uma moeda, um contrato futuro de um
índice, um contrato futuro de um instrumento financeiro, ou um contrato futuro
de um contrato de opção. A variação do preço do ativo de base determina os
ganhos ou as perdas dos contratantes do ativo derivativo. Também conhecido
por ativo-objeto, underlying, ativo de suporte ou ativo subjacente.

Ativo de exploração
Tipo de ativo relacionado à atividade principal ou ao objeto social da empresa.

Ativo derivativo
Designação do ativo que deriva de um ativo-objeto (ativo de base, ativo
subjacente, ativo de suporte ou underlying). No mercado financeiro, o ativo
derivativo é um contrato de opção ou um contrato de futuro negociado em bolsa
de valores. O contrato de opção também é conhecido por derivado.

Ativo de suporte
Designação do ativo sobre o qual se confecciona um contrato derivativo: são os
ativos primários dos ativos derivativos (derivados). O ativo de suporte é o objeto
de base para um contrato de opção ou para um contrato de futuro negociado em
bolsa de valores. O ativo de suporte pode ser uma ação, uma commoditie, uma
moeda, um índice, um instrumento financeiro, ou um contrato de opção;
enquanto que os seus respectivos ativos derivativos são: um contrato de opção
de compra ou de venda da ação, um contrato de futuro ou de opção de uma
commoditie, um contrato de futuro de uma moeda, um contrato futuro de um
índice, um contrato futuro de um instrumento financeiro, ou um contrato futuro
de um contrato de opção. A variação do preço do ativo de suporte determina os
ganhos ou as perdas dos contratantes do ativo derivativo. Também conhecido
por ativo-objeto, underlying, ativo subjacente ou ativo de base.

Ativo fixo
Tipo de ativo que a empresa ou a pessoa não tem intenção de vender em curto
prazo e que não apresenta grande liquidez ou facilidade em ser convertido
imediatamente em dinheiro, diante de uma necessidade financeira. O ativo fixo
de uma empresa é o conjunto de tudo o que é essencial para o funcionamento
desta empresa - como imóveis, patentes, ferramentas, máquinas etc. Também
conhecido por ativo permanente.

Ativo financeiro
Tipo de ativo que a empresa detém no mercado financeiro - como títulos
públicos, certificados de depósitos bancários, debêntures etc. O ativo financeiro
de uma empresa ou de uma pessoa é o conjunto de títulos representativos de
parte patrimonial ou de dívida desta empresa ou desta pessoa.

Ativo incorpóreo
Tipo de ativo que não apresenta caráter físico. Exemplo: trespasses, marcas,
patentes etc.

Ativo líquido
Valor do ativo de uma empresa depois da execução de correções patrimoniais,
como a amortização e a dedução de provisões referentes às diversas rubricas
do balanço. O valor total do ativo líquido da empresa deve ser sempre igual ao
valor total do seu passivo.

Ativo monetário
Tipo de ativo circulante que leva em consideração apenas a parte monetária do
ativo circulante. Em linguagem técnica de contabilidade, ativo monetário é
definido como o ativo circulante de uma empresa menos seus estoques, de
forma que o valor residual esteja na forma de moeda.

Ativo-objeto
Designação do ativo sobre o qual se confecciona um contrato derivativo: são os
ativos primários dos ativos derivativos (derivados). O ativo-objeto é o objeto de
base para um contrato de opção ou para um contrato de futuro negociado em
bolsa de valores. O ativo-objeto pode ser uma ação, uma commoditie, uma
moeda, um índice, um instrumento financeiro, ou um contrato de opção;
enquanto que os seus respectivos ativos derivativos são: um contrato de opção
de compra ou de venda da ação, um contrato de futuro ou de opção de uma
commoditie, um contrato de futuro de uma moeda, um contrato futuro de um
índice, um contrato futuro de um instrumento financeiro, ou um contrato futuro
de um contrato de opção. A variação do preço do ativo-objeto determina os
ganhos ou as perdas dos contratantes do ativo derivativo. Também conhecido
por ativo subjacente, underlying, ativo de suporte ou ativo de base.

Ativo subjacente
Designação do ativo sobre o qual se confecciona um contrato derivativo: são os
ativos primários dos ativos derivativos (derivados). O ativo subjacente é o objeto
de base para um contrato de opção ou para um contrato de futuro negociado em
bolsa de valores. O ativo subjacente pode ser uma ação, uma commoditie, uma
moeda, um índice, um instrumento financeiro, ou um contrato de opção;
enquanto que os seus respectivos ativos derivativos são: um contrato de opção
de compra ou de venda da ação, um contrato de futuro ou de opção de uma
commoditie, um contrato de futuro de uma moeda, um contrato futuro de um
índice, um contrato futuro de um instrumento financeiro, ou um contrato futuro
de um contrato de opção. A variação do preço do ativo subjacente determina os
ganhos ou as perdas dos contratantes do ativo derivativo. Também conhecido
por ativo-objeto, underlying, ativo de suporte ou ativo de base.

At the Money
Situação em que o preço de exercício de uma opção é igual ao preço do ativo-
objeto da opção no mercado à vista.

Atualização
Avaliação, a preços atuais, de um rendimento a receber ou de uma despesa a
pagar em uma data futura, em função do valor da inflação ou de uma taxa de
juro.

Atuário
Tipo de cálculo matemático, muito utilizado pelas companhias de seguro, para
determinar o preço das apólices de seguro a partir do estudo das probabilidades
de que ocorram acidentes ou sinistros.

Auditor financeiro
Profissional responsável pela fiscalização das operações financeiras de uma
empresa.

Auditoria
Exame da saúde financeira de uma empresa, realizado idealmente de forma
independente, ou seja, sem qualquer tipo de vínculo permanente com a
empresa. Esta avaliação objetiva prover uma maior credibilidade às informações
divulgadas, bem como prover uma maior segurança para os acionistas da
empresa.

Auditoria externa
Tipo de auditoria desempenhada por uma entidade independente e externa à
empresa, cuja tarefa consiste em verificar as demonstrações financeiras desta
empresa, e executar todos os testes e averiguações que a entidade considere
necessários para avaliar a verdadeira situação patrimonial da empresa.

Aumento de capital
Incorporação de reservas e/ou de novos recursos ao capital da empresa. O
aumento de capital realiza-se, em geral, através de: inserção de capital fornecido
pelos acionistas (elevação do valor nominal das ações, direito de subscrição
pelos acionistas etc.), entrada de novos acionistas, incorporação de reservas da
sociedade, incorporação de outras empresas, ou por conversão de obrigações
convertíveis (warrants), caso tenham sido emitidas pela instituição.

Aumento do valor nominal


Elevação do valor nominal da ação de uma empresa, em conseqüência da
incorporação de reservas ao capital desta empresa, sem emissão de novas
ações.

Auto-correlação
Medida da correlação de uma variável consigo mesma ao longo do tempo.

Autofinanciamento
Financiamento com a utilização de recursos próprios, gerados pela própria
instituição ou pessoa no decurso de suas atividades, através dos resultados
líquidos obtidos por esta instituição ou pessoa. A vantagem do
autofinanciamento é a não utilização de recursos alheios ou de incrementos de
capital por parte de seus acionistas. A desvantagem do autofinanciamento é uma
redução do valor dos dividendos eventualmente distribuídos para os acionistas.

Aval
Garantia fornecida ao credor, por uma terceira pessoa ou por uma entidade, de
um crédito concedido.

Aval bancário
Garantia fornecida ao credor, por um banco, para uma dívida contraída por uma
determinada empresa.

Avalista
Instituição ou pessoa que assume o compromisso de pagar uma determinada
quantia em dívida, caso o devedor não efetue o pagamento das prestações
devidas.

Averbação
Documento utilizado pelo segurado para informar à seguradora sobre
determinadas verbas e determinados objetos a garantir nas apólices abertas.
Documento muito utilizado no seguro de transportes.

Averbadora
Pessoa jurídica contratante de plano de seguro de previdência privada, ao qual
não é participante do custeio do mesmo.

Aversão a Risco
Característica de investidores que não querem assumir riscos; aceitando,
portanto, obter um retorno menor de seus investimentos.

À vista
Operação de liquidação imediata. Também conhecido pelo termo em língua
inglesa spot.

B
BACEN ou BC (Banco Central do Brasil)
Órgão público federal responsável pela gestão (regulamentação e supervisão)
do Sistema Financeiro Nacional. O Banco Central do Brasil foi criado em 1964 e
suas principais funções são: (1) Emitir moeda papel e moeda metálica; (2)
Executar compra e venda de Títulos Federais (através de operações de Open
Market) tanto para executar a Política Monetária Nacional como para o próprio
financiamento do Tesouro Nacional. A execução da Política Monetária Nacional
tem como objetivo a manutenção da estabilidade do poder de compra da moeda
nacional através da formação e gestão de políticas monetária e cambial; (3)
Receber depósitos compulsórios e voluntários do sistema bancário, assim como
realizar operações de redesconto e outros tipos de empréstimos às instituições
financeiras; (4) Ser o depositário das Reservas Internacionais do País; (5)
Autorizar o funcionamento, fiscalizar e aplicar as penalidades previstas a
instituições financeiras. (6) Controlar o capital estrangeiro; (7) Controlar a taxa
básica de juros. Todas essas atividades do Banco Central, no Brasil, são
reguladas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Balança comercial
Registro de todas as exportações e de todas as importações executadas por um
país em um prazo determinado. O saldo da balança comercial é a diferença entre
o volume de exportações e o volume de importações de produtos e de serviços
realizadas pelo país em determinado período. Quando o valor das exportações
supera o valor das importações, dizemos que há um superávit comercial.
Quando o valor das importações supera o valor das exportações, dizemos que
há um déficit comercial.

Balança de pagamentos
Registro de todas as transações econômicas entre os residentes de um País e
o exterior (incluindo as transações de bens e serviços, as transferências
financeiras, os empréstimos e os investimentos). A balança de pagamentos é um
conceito mais amplo do que o da balança comercial, já que inclui as remessas
de dinheiro para o país executadas por brasileiros no exterior e por estrangeiros
(pessoas jurídicas ou pessoas físicas), os créditos e os débitos de empréstimos
executados junto a bancos estrangeiros. A partir da balança de pagamentos
conhecemos de que forma podemos dividir o fluxo de câmbio de um país durante
o ano entre as contas comerciais, o serviço da dívida, os gastos com fretes e o
fluxo de capitais como empréstimos e investimentos diretos. A balança de
pagamentos é o resumo, expresso em unidades monetárias (US$), das
transações ocorridas entre o país e o resto do mundo. Ele apresenta duas
grandes contas: o saldo em transações correntes, que se refere às transações
de bens e serviços realizadas pelos brasileiros com o exterior; e, o saldo de
capitais, que reflete o fluxo de moedas entre o país e o resto do mundo. A
estrutura do Balanço de Pagamentos é a seguinte: 1. Saldo da Balança
Comercial 2. Saldo do Balanço de Serviços (que engloba pagamento de juros ao
exterior, fretes, gastos em turismo etc.) 3. Transferências unilaterais (que
envolve transferências de pessoas/instituições entre o Brasil e outros países,
sem contrapartida, ou seja, sem a necessidade de pagamento posterior) 4. Saldo
em transações correntes (que equivale a 1+2+3) 5. Conta de Capital 6. Erros e
Omissões 7. Resultado (que equivale a 4+5+6, e reflete a variação das Reservas
Cambiais)

Balança de serviços
Registro de determinadas transações de um País com o exterior. A balança de
serviços é dividida em serviços de fatores e serviços de não fatores. O serviço
de fatores contabiliza os pagamentos efetuados e recebidos no exterior de
derivados dos fatores de produção, como lucros, salários, juros e dividendos. O
serviço de não fatores contabiliza os pagamentos e os recebimentos de fretes e
seguros dos produtos importados, gastos com viagens internacionais, royalties,
direitos autorais e serviços governamentais.

Balança de transações correntes


Diferença entre as entradas e as saídas de moedas estrangeiras referentes à
balança comercial e à balança de serviços.

Balancete
Balanço parcial da situação econômica e do estado patrimonial de uma empresa,
referente a um período de seu exercício social.

Balance Transfer
Transferência do saldo da dívida de um cartão para outro. O cartão novo líquida
a dívida do outro cartão, sendo a dívida refinanciada por uma taxa mais baixa

Balanceado
Tipo de fundo de investimento regulamentado pelo BACEN (Banco Central) ou
pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que objetiva o retorno em longo
prazo através da diversificação de investimento em diversas classes de ativos,
como a renda fixa, as ações, o câmbio etc.

Balanço
Demonstrativo contábil dos valores do ativo, do passivo e do patrimônio líquido
de uma entidade jurídica, relativo a um exercício social completo.

Balanço consolidado
Balanço de um grupo de empresas vinculadas por razões de filiação e no qual
se expressam as relações com terceiros, estranhos a esse grupo. O balanço
consolidado apresenta uma importância especial para efeitos de se conhecer a
potência financeira do grupo, assim como o tipo de associação entre as várias
empresas.

Banca
Designação para o conjunto de bancos do sistema financeiro de um país ou de
um determinado território.

Banca privada
Conjunto dos bancos de capitais do sistema financeiro.

Bancário
(1) Pertencente ao setor de atividade econômica da banca. (2) Indivíduo que
trabalha no setor de atividade econômica da banca.

Bancassurance
Cooperação entre uma seguradora e um banco, que pode apresentar-se de
diversas formas, tais como: relação de propriedade, utilização do balcão para
venda, intercâmbio de atividades etc. No Brasil, o termo bancassurance é
usualmente utilizado para indicar a ligação da seguradora com o banco pela
utilização deste último como canal de distribuição dos produtos de seguro.

Banco
Instituição cuja atividade consiste na realização de operações financeiras e na
prestação de serviços financeiros, dos quais, os mais comuns são a concessão
de crédito e o recebimento de depósitos dos clientes, que remunera.

Banco comercial
Tipo de banco especializado de forma genérica, na admissão de depósitos e na
concessão de créditos de prazos diferentes. Bancos comerciais operam no
varejo, junto ao grande público e oferecem diversos serviços, dentre os quais a
conta corrente e a caderneta de poupança.

Banco de investimento
Tipo de banco especializado na organização de emissões de títulos, no
aconselhamento de seus clientes sobre suas necessidades financeiras e na
intermediação de fusões e de colocação de títulos. Os bancos de investimento
atuam no atacado e oferecem seus serviços principalmente para clientes
pessoas jurídicas.

Banco Mundial
Instituição financeira criada em 1944 para reger o sistema financeiro
internacional. O Banco Mundial é a maior fonte mundial de assistência ao
desenvolvimento, emprestando em torno de US$ 30 bilhões anuais aos países-
membros. O número de países-membros é de 181 (cento e oitenta e um). A
instituição é composta pelo BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e
Desenvolvimento), pela AID (Associação Internacional de Desenvolvimento),
pela IFC (Corporação Financeira Internacional), pelo AMGI (Organismo
Multilateral de Garantia de Investimentos) e pelo CIADI (Centro Internacional
para Acerto de Divergências Relativas a Investimentos). Atualmente, o Banco
Mundial tem como objetivos principais o combate à pobreza e a melhoria nas
condições de vida em todo o mundo.

Banco de Títulos CBLC - BTC


Serviço de empréstimo de títulos, disponível por meio do sistema eletrônico, no
qual os participantes da Custódia Fungível da CBLC, atuando como doadores e
tomadores, podem registrar suas ofertas, bem como efetuar o fechamento de
operações de empréstimo.

Banda
Intervalo entre duas cotações. Uma banda apresenta dois limites de cotações:
um limite máximo (topo da banda) e um limite mínimo (fundo da banda).

Banda cambial
Limite determinado pelo BACEN (Banco Central) para a flutuação do real em
relação ao dólar. Há intervenções nos mercados de câmbio sempre que os
limites das faixas de flutuação são atingidos. O objetivo é prevenir as flutuações.

Bandeira
(1) Tipo de padrão de estudo gráfico de cotações que aparecem em tendências
fortes de alta ou de baixa. A bandeira é um dos padrões mais interessantes de
análise técnica, pois resultam em movimentos rápidos e fortes, sendo que em
90% das vezes funcionam como um padrão de continuação. Quando a bandeira
ocorre como um padrão de continuação em uma tendência de alta, inicia a
evolução com um avanço forte e rápido dos preços de um determinado ativo,
aliado a um grande volume. Esta evolução inicial será o mastro da bandeira.
Após este avanço inicial, os preços do ativo entram em um período de
congestão. Este período de congestão, no gráfico, apresenta-se na forma de um
pequeno retângulo. Este período de congestão se caracteriza por apresentar
baixo volume e por durar pouco tempo. Por norma, o padrão gráfico do tipo
bandeira apresenta um tempo de formação rápida, não demorando geralmente
mais do que 3-4 semanas para formar-se. O padrão é completado com a
perfuração da bandeira, necessariamente aliada a um grande volume. O objetivo
dos preços do ativo após a perfuração é repetir a ascensão anterior, assim, se o
ativo apresentou uma alta de 20% antes da formação da bandeira, tenderá a
apresentar uma alta de 20% após a perfuração. O volume tende a aumentar
após a perfuração. Dois pontos são importantes neste padrão: quanto mais
vertical for o mastro, maior será a força do padrão, e a formação da congestão
após o mastro não deve demorar muito para ser resolvida (aproximadamente 3-
4 semanas). Quando a bandeira ocorre como um padrão de continuação em uma
tendência de baixa, o padrão tem o mesmo formato, porém no sentido inverso.
A única diferença para um padrão de continuação de alta, é que a perfuração de
uma bandeira em uma tendência de baixa, não precisa necessariamente de um
grande volume associado. (2) Instituição que autoriza o emissor a gerar cartões
com sua marca e que coloca estabelecimentos no mundo inteiro à disposição do
portador para utilização deste cartão. Exemplo: Visa, MasterCard, American
Express etc.

Banqueiro
Dono de um banco ou o gestor do negócio bancário.

Base
Diferença entre o preço de um contrato futuro e o preço spot (à vista) do
respectivo ativo subjacente. A diferença entre o preço futuro e o preço a vista de
uma mercadoria (commodity) varia em função de custos de frete, capacidade de
estocagem, taxas de juro, qualidade, expectativa de preços etc.

Base de incidência
Valor que serve de base a um determinado cálculo. Por exemplo, quando um
rendimento é tributado a uma taxa de 10%, a base de incidência para o seu
cálculo é o valor do rendimento ao qual se aplica a referida taxa para que se
chegue à importância do imposto a pagar.

Base monetária
Designação para o conjunto de toda a moeda existente em um país. O BACEN
(Banco Central do Brasil) divulgada a base monetária em dois conceitos: um
conceito restrito e um conceito amplo. O conceito restrito, por convenção,
corresponde ao total de papel-moeda em circulação adicionado às reservas
bancárias. O conceito amplo corresponde ao total da base do conceito restrito,
adicionado aos depósitos compulsórios em espécie monetária e em títulos
federais externamente ao Banco Central. Os economistas dividem a base
monetária em quatro grupos: M-1, M-2, M-3 e M-4. M-1 refere-se aos meios de
pagamento, ou seja, a soma das cédulas e moedas em poder do público e em
depósitos à vista no sistema bancário. M-2 refere-se à base monetária M-1
adicionada ao total de depósitos a prazo no sistema bancário, incluindo os
Certificados de Depósito (CDB e CDI) e a parte dos títulos públicos (inclui apenas
aqueles títulos que não estão em poder de bancos e de fundos de investimento).
M-3 refere-se à base monetária M-2 adicionada ao total de depósitos em
caderneta de poupança. M-4 refere-se à base monetária M-3 adicionada ao
restante dos títulos públicos em poder de bancos e de fundos de investimento,
além de alguns títulos privados, como letras hipotecárias e letras de câmbio.

Basis point
Cada ponto percentual da yield (rendimento de uma determinada obrigação)
corresponde a 100 basis points. Por exemplo, quando o yield de uma obrigação
se altera em meio ponto percentual (por exemplo, de 5,11% para 4,61%), diz-se
que variou 50 basis points (neste caso, desceu 50 basis points). Também
conhecido por ponto base.

BBC (Bônus do Banco Central)


Título de curto prazo emitido pelo BACEN (Banco Central do Brasil), que rende
uma taxa definida pelo próprio banco.

BDR (Brazilian Depositary Receipt)


Tipo de título emitido por bancos brasileiros que representa ações de
companhias estrangeiras de capital aberto. O BDR pode ser negociado
livremente no Brasil, inclusive nas bolsas de valores.

Bear
Pessoa com uma previsão pessimista sobre o desempenho dos mercados. Bear
é uma posição antagônica à posição do Bull.

Bear Market
Designação para um mercado que apresenta o preço de seus ativos em baixa.
Mercado em declive ou em depressão. Tendência de baixa generalizada das
cotações, relativamente prolongada, refletindo o sentimento pessimista dos
investidores.
Bear Trap
Situação em que se encontram os investidores do tipo bear, em um cenário de
inversão de bear market para bull market: os investidores do tipo bear, ao
anteciparem maiores quedas dos preços no mercado, continuam a vender os
seus ativos; entretanto, em uma reversão de cenário bear para um cenário
bullish, os investidores do tipo bear acabam sendo forçados a fecharem suas
posições pela compra a preços cada vez mais altos. Sinônimo em língua inglesa
para armadilha para investidores bear.

Bearish
Termo em língua inglesa utilizado para designar uma tendência de
desvalorização dos preços num determinado mercado financeiro. Reflete,
portanto, um sentimento de pessimismo por parte dos investidores.

Benchmarking
(1) Indicador utilizado para comparar a rentabilidade entre diversos tipos de
investimentos, de produtos, de serviços e de taxas. Sinônimo em língua inglesa
para ponto de referência ou parâmetro de comparação. O índice BOVESPA e a
taxa básica de juros (taxa SELIC) são exemplos de benchmarking, já que são
parâmetros de comparação para a rentabilidade de diversos fundos de
investimento e para as diversas taxas de juros praticadas no Brasil,
respectivamente. (2) Processo contínuo e sistemático para avaliar, medir e
comparar produtos, serviços, processos e funções de empresas de primeira linha
com a finalidade de melhorar a organização, de comparar com os concorrentes
e de estabelecer prioridades e metas.

Beneficiário
Pessoa física ou jurídica a quem o segurado reconhece o direito de receber a
quantia correspondente a determinada indenização derivada da apólice do
seguro. Em princípio, o segurado é o beneficiário do seguro, mas também há
casos em que ele indica um beneficiário: plano de previdência privada e ou
seguro de vida.

Benefícios
Dividendos, bonificações e/ou direitos de subscrição distribuídos, por uma
empresa, aos seus acionistas. Também conhecido por direitos ou proventos.

Bens de capital ou Bens de produção


Tipos de bens que servem para a produção do outros bens, tais como máquinas,
equipamentos, material de transporte e materiais de construção.
Bens intermediários
Tipos de bens que são absorvidos na produção de outros, tais como o açúcar
nas balas, os componentes na televisão etc.

Best-efforts underwriting
Tomada não-garantida de uma emissão de títulos por parte de um intermediário
financeiro, que se compromete perante o emitente apenas a desenvolver os
melhores esforços com vista à inserção da emissão no mercado.

Beta
Medida de risco sistemático de um ativo, que afere a sensibilidade do ativo em
relação a um determinado índice. O beta é um índice que mede a resposta de
variação percentual de preços de um ativo em função da variação percentual de
um índice ou de uma carteira de referência. No caso do índice da BOVESPA
(Bolsa de Valores de São Paulo), o Ibovespa: se uma ação se comporta
exatamente como o índice, dizemos que a ação apresenta beta=1 (beta igual a
um); se uma ação apresentar uma variação maior que o índice, porém no mesmo
sentido, a ação apresenta beta>1 (beta maior do que um); e, se uma ação
apresentar uma variação menor que o índice, porém no mesmo sentido, a ação
apresenta beta

Bid
Termo em língua inglesa utilizado para designar a melhor oferta de compra de
determinado título no mercado financeiro.

BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)


Instituição sediada em Washington (EUA) e fundada em 1959 que tem o objetivo
de auxiliar financeiramente o desenvolvimento da América Latina e do Caribe.

Bilhete de seguro
Documento jurídico, emitido pelo segurador, que substitui a apólice de seguro.
O bilhete de seguro foi criado com o objetivo de facilitar a contratação do seguro,
dispensando o preenchimento da proposta.

Bilhete do Tesouro
Título de dívida de curto prazo emitido pelo Governo, geralmente a desconto e
com maturidade de 91, 182 e 364 dias.
BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e
Desenvolvimento)
Instituição financeira ligada à ONU (Organização das Nações Unidas) e fundada
em 1944, cujo objetivo inicial era ajudar na recuperação dos países europeus
cuja economia havia sido aniquilada pela Segunda Guerra Mundial. O BIRD
(Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento) é uma das
instituições que compõem o Banco Mundial.

Black-Scholes
Modelo de precificação proposto por Black e Scholes em 1973, no clássico artigo
"The Pricing of Options and Corporate Liabilities" do Journal of Political Economy.
Esse modelo implica em uma fórmula analítica fechada para o cálculo do preço
de opções de compra (calls) e de opções de venda (puts) européias. Apesar das
hipóteses restritivas, a operacionalidade do modelo Black-Scholes tornou-o o
mais largamente utilizado no mercado de opções.

Block Trade
Leilão de um grande lote de ações em bolsa de valores.

Bloco Econômico
Grupo de países que se unem com o objetivo básico de expandir os seus
mercados e alcançar um maior crescimento econômico com a criação de uma
área de livre comércio entre estes países. Esta área livre de comércio entre os
países do bloco econômico pode evoluir para uma união aduaneira ou para o
estabelecimento de uma moeda única. Os principais blocos econômicos
mundiais são a União Européia e o NAFTA. O Brasil pertence ao MERCOSUL.

Bloqueio de posição
Operação pela qual um investidor impede o exercício de sua posição mediante
a compra, em pregão, de uma opção da mesma série da anteriormente lançada.

Blue Chip
Ação geralmente emitida por empresas tradicionais, de grande porte e de
excelente reputação, e que apresenta grande liquidez e procura no mercado de
ações. O termo “blue chip” é oriundo do pôquer, um jogo de cartas, no qual as
“blue chips” (“fichas azuis”) são as fichas mais valiosas. Também conhecida por
ação de primeira linha.

BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros)


Bolsa de mercadoria sediada em São Paulo, onde se realiza basicamente dois
tipos de negócios: a vista ou futuro. Quem negocia a vista, movimenta um
mercado em que são fechados contratos de compra e de venda de commodities,
principalmente mercadorias agropecuárias (gado, café, açúcar, feijão e soja) e o
ouro. Nas negociações futuras entram os contratos de dólar, boi gordo, o índice
Bovespa, juros, e a maioria das commodities. Quem recorre a esses mercados
geralmente tem um objetivo: proteger-se de flutuações nos preços dos produtos
ou mercadorias.

BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento


Econômico e Social)
Órgão público federal vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior que tem como objetivo financiar empreendimentos que
contribuam para o desenvolvimento econômico do Brasil. O Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social foi fundado em 1952 e é responsável pela
execução da política de crédito de longo prazo do governo.

Boletim de cotações
Publicação oficial de cada bolsa de valores, com o objetivo de fornecer a máxima
publicidade para todas as circunstâncias que se refiram, direta ou indiretamente,
à negociação em bolsa de valores. As empresas são obrigadas a publicar neste
boletim de cotações: todos os fatos relevantes à sua atividade, anúncios de
assembléias gerais, distribuição de dividendos, comunicados oficiais etc.

Bolsa de Mercadorias
Bolsas de Mercadorias são centros de negociação de um espectro variado de
commodities e ativos financeiros derivados. Bilhões de dólares são
movimentados diariamente entre as diversas Bolsas de Mercadorias ao redor do
mundo, através da negociação de contratos de mercadorias essenciais e
instrumentos financeiros capazes de garantir a estabilidade financeira de
empresas e países. Neste tipo de mercado negocia-se commodities
agropecuárias (trigo, milho, soja, açucar, café, algodão, carnes bovina e suína),
commodities minerais (petróleo e seus derivados, ouro, prata, platina, paládio,
cobre e alumínio), além de diversos outros produtos financeiros (índice futuro,
swap, taxa de juros, câmbio de moedas). Basicamente, a maior parte do volume
financeiro negociado é oriunda da compra e venda de contratos no mercado de
futuros e no mercado de opções sobre futuros, nos quais determina-se os preços
futuros das referidas mercadorias, garantindo assim, a estabilidade dos preços
das commodities. Sinônimo em língua portuguesa para Commodities Exchange.

Bolsa de Valores
Sociedade civil sem fins lucrativos e com funções de interesse público: (1)
manutenção de local físico de negociação ou de um sistema eletrônico de
negociação, entre seus membros, de títulos e valores mobiliários; (2) divulgação
com velocidade, amplitude e detalhe das operações de compra e venda de títulos
e valores mobiliários; (3) preservação de elevado padrão ético de negociação;
(4) fiscalização de seus membros, as sociedades corretoras de valores
mobiliários, como órgão auxiliar da CVM (Comissão de Valores Mobiliários); (5)
preservação da autonomia de sua ampla esfera de responsabilidade.

Bolsa em alta
Quando o índice de fechamento de determinado pregão é superior ao índice de
fechamento anterior.

Bolsa em baixa
Quando o índice de fechamento de determinado pregão é inferior ao índice de
fechamento anterior.

Bolsa estável
Quando o índice de fechamento de determinado pregão é igual ao índice de
fechamento anterior.

Bolsa regional
Mercado bolsista cuja fronteira é um determinado território do país. Quando um
país tem várias bolsas que transacionam os mesmos bens, então, esses
mercados são bolsas regionais. Podem ser também bolsas especializadas que
transacionam produtos característicos de certas regiões.

Bonificação
Espécie de prêmio que o acionista recebe da empresa em função de seus bons
resultados financeiros.

Ao longo de suas atividades, a companhia pode destinar parte de seus lucros


sociais para a constituição de uma conta de reservas. Caso a assembléia geral
da empresa determine, durante o próximo ano de exercício social, os acionistas
podem receber o valor acumulado na conta de reservas sob a forma de
bonificação. Este prêmio pode ser distribuído em espécie ou em ações.

A bonificação, a venda de direito ou bônus de subscrição e a distribuição de


dividendos são os tipos de rentabilidade ou benefícios adquiridos pelo
investimento em ações.

Bonificação em ações (Filhotes)


Emissão de ações por uma empresa em decorrência do aumento de seu capital,
realizado por incorporação de reservas, de lucros e/ou de outros recursos. Estes
filhotes são distribuídos gratuitamente aos acionistas, na proporção da
quantidade de ações que estes já possuem.

Bonificação em dinheiro
Distribuição de um valor em dinheiro, além dos dividendos, aos acionistas de
uma empresa. Este valor em dinheiro refere-se a reservas até então não
incorporadas por esta empresa.

Bônus
(1) Gratificação proporcionada aos funcionários de uma empresa após um
determinado período (geralmente de um ano). Esta gratificação costuma ser
proporcional aos resultados obtidos pela empresa naquele determinado período.
(2) Títulos da dívida pública emitidos pelo Governo, em série ao portador e com
vencimento em data predeterminada. Estes títulos são utilizados pelo governo
para adiantar as receitas e para pagar débitos fiscais. (3) Desconto progressivo
concedido aos segurados que não apresentarem reclamação de indenização
durante a vigência de uma determinada apólice de seguro.

Bônus de Subscrição
Direito de aquisição de um novo lote de ações pelos acionistas de uma
determinada empresa - com preferência na subscrição - em quantidade
proporcional à quantidade de ações já possuídas pelo acionista, em
contrapartida à estratégia de aumento de capital da empresa. A empresa emite
novos lotes de ações e o acionista detentor deste bônus de subscrição tem o
direito de comprar ações desta mesma empresa dentro de um prazo
estabelecido, e por um preço pré-determinado. No caso do acionista não efetuar
a compra no período estipulado este perderá o seu direito e não terá restituição
do valor pago antecipadamente por este bônus. Como não é obrigatório o
exercício de preferência na subscrição de novas ações, o acionista poderá
vender a terceiros, em bolsa, os direitos ou bônus de subscrição que detém. A
venda de direito ou bônus de subscrição, a distribuição de dividendos e a
bonificação são os tipos de rentabilidade ou benefícios adquiridos pelo
investimento em ações.

Bookbuilding
Sistema de venda de valores mobiliários por oferta pública que fixa um preço
máximo e um preço mínimo para as ordens de compra dos investidores. O
processo permite a adequação do preço final da transação às condições de
procura efetivamente registradas no sistema.

Boom
Fase no mercado de ações em que o volume de transações de compra e venda
ultrapassa, acentuadamente, os níveis médios em determinado período, com
expressivo aumento das cotações.

BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo)


A Bolsa de Valores de São Paulo é o único centro de negociação de ações do
Brasil e se destaca como a maior Bolsa de Valores da América Latina,
concentrando cerca de 70% do volume de negócios da região. Atua também em
renda fixa e é dotada de uma base tecnológica comparável à dos mercados mais
desenvolvidos do mundo. A BOVESPA mantém um papel de destaque perante
os mercados internacionais, atuando na World Federation of Exchanges (WFE),
na Federação Ibero-americana de Bolsas (FIAB) e na International Organization
of Securities Commission (IOSCO).

Bottom Fisher
Investidor permanentemente atento ao movimento de cotações que tendem a
atingir preços mínimos anuais ou mínimos históricos, na expectativa de uma
possível inversão de tendência.

Bradies ou Brady Bonds


Títulos da dívida externa de países emergentes. Os brady bonds foram emitidos
a partir de 1994 pelos bancos centrais de países emergentes como parte da
renegociação de suas respectivas dívidas externas. O nome "brady" é oriundo
de Nicholas Brady, secretário do Tesouro americano e idealizador desse
processo de renegociação.

Brainstorming
Método coletivo que visa à geração de um conjunto de novas idéias através da
participação em grupo. Este método baseia-se no pressuposto de que um grupo
consegue gerar mais e melhores idéias do que um único indivíduo sozinho.

Branding
Diferenciação de um bem ou de um serviço através da atribuição de um nome
ou de uma marca indicativa, que representa para o consumidor um determinado
nível de qualidade e de garantia.

Breadth
Percentagem de ações que participam de um determinado movimento de
mercado. Os analistas consideram breadth, a participação de um mínimo de dois
terços das ações listadas em uma determinada bolsa de valores em determinado
movimento de mercado. Sinônimo em língua inglesa para fôlego.
Break Even Point
Ponto de equilíbrio entre as despesas e as receitas de uma empresa. Uma
receita maior que a despesa significa que a companhia apresenta lucro. Uma
despesa maior que a receita significa prejuízo. O termo break even point também
se aplica a cotações de ações e a outros ativos: cotações superiores ao break
even point significa lucro para o investidor, enquanto que cotações abaixo do
break even point significa prejuízo.

Breakout
Ponto em um gráfico, no qual a cotação de um título cruza com uma linha de
tendência. No momento do cruzamento, o título em questão deve apresentar alto
volume de negociação. Este cruzamento tanto pode ocorrer no sentido
ascendente, quanto no sentido descendente.

Broker
Instituição ou pessoa intermediária e especializada na compra e na venda de
uma determinada categoria de bens, em mercado próprio, cobrando por esse
efeito, uma comissão que geralmente representa uma percentagem do montante
de cada negócio efetuado. Em mercado financeiro, o broker é um corretor ou
uma sociedade corretora de valores mobiliários responsável pela compra e
venda de ações em bolsas de valores e pelo aconselhamento sobre o mercado
financeiro para terceiros (clientes investidores).

BTC (Banco de Títulos Calispa)


Serviço no qual os investidores têm a possibilidade de disponibilizar as suas
ações custodiadas na BOVESPA (Bolsa de Valore de São Paulo) para
empréstimo a outros investidores interessados. Os investidores que
disponibilizam as suas ações custodiadas para empréstimo são designados
doadores, enquanto que os investidores que adquirem estas ações custodiadas
sob a forma de empréstimo são designados tomadores. Este serviço é
disponibilizado pela empresa Calispa. A Calispa é uma empresa controlada pela
BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo) e sua função primordial é a
compensação e a liquidação financeira das operações realizadas na bolsa de
valores.

BTN (Bônus do Tesouro Nacional)


Título emitido pelo Governo Brasileiro para captar recursos no mercado
financeiro para a execução e o financiamento das suas dívidas. O título BTN
(Bônus do Tesouro Nacional) não existe mais.

Bull
Pessoa com uma previsão otimista sobre o desempenho dos mercados. Bull é
uma posição antagônica à posição do Bear.

Bull Market
Designação para um mercado que apresenta o preço de seus ativos em alta.
Mercado em ascensão ou em euforia. Tendência de alta generalizada das
cotações, relativamente prolongada, refletindo o sentimento otimista dos
investidores.

Bullish
Termo em língua inglesa utilizado para designar uma tendência de valorização
dos preços num determinado mercado financeiro. Reflete, portanto, um
sentimento de otimismo por parte dos investidores.

Buyer market
Designação para um mercado que está favorável aos compradores.

BVL-30
Índice de ações que agrupa os 30 títulos mais líquidos do mercado português.

BVRJ (Bolsa de Valores do Estado do Rio de


Janeiro)
A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro foi a primeira bolsa de valores a ser
fundada no Brasil. Antes do início formal de suas operações, em 1845, os
negócios – com produtos como fretes de navio e mercadorias de importação e
exportação – eram realizados em uma espécie de pregão ao ar livre e os
corretores eram chamados zangões.

A atividade ganhou grande impulso a partir da vinda da família real para o Brasil,
o que levou às primeiras tentativas de organização do mercado. Surgiu aí o
conceito de Praça de Comércio, algo bem parecido com a noção de pregão
organizado.

Praticamente todos os grandes momentos econômicos do país transitaram pela


Bolsa do Rio, desde o Encilhamento – primeira grande febre especulativa,
gerada a partir da decisão do governo republicano recém instalado em promover
o crescimento econômico a partir da emissão de moeda – até os leilões de
privatização das grandes empresas estatais que marcaram a guinada da
economia brasileira em direção à retirada de grandes setores do controle do
Estado, isto a partir da adoção do Programa Nacional de Desestatização, em
1991.
Com a evolução do mercado acionário, acordos de integração, a partir de 2000,
transferiram a negociação de ações no País para a BOVESPA (Bolsa de Valores
de São Paulo). Em 2002, a BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) adquiriu os
títulos patrimoniais da BVRJ (Bolsa de Valores do Estado do Rio de Janeiro),
passando a deter os direitos de administração e operacionalização do sistema
de negociação de títulos públicos, o Sisbex.

C
Cabeça e Ombros
Tipo de padrão de reversão gráfico que representa um sinal de que a tendência
corrente de um determinado ativo inverter-se-á. Este típico padrão de reversão
caracteriza-se por descrever graficamente a conformação de uma cabeça (head)
e de dois ombros (shoulders). Este padrão ocorre quando determinado ativo
encontra-se em tendência forte de alta de preços e executa um novo topo com
alto volume de negócios associado. Esse primeiro topo é seguido por uma
realização formando o primeiro ombro, designado de ombro esquerdo. Após
essa primeira desvalorização dos preços do ativo, estes se valorizam
novamente, executando um segundo topo mais alto que o primeiro, entretanto,
apresentando um menor volume de negócios associado. Esse segundo topo é
seguido por uma nova realização executando um fundo mais ou menos no
mesmo patamar de preço do primeiro ombro, caracterizando assim, a formação
gráfica da cabeça do padrão. A união do primeiro fundo, que caracterizou a
formação do primeiro ombro do padrão, com o segundo fundo, que caracterizou
a formação da cabeça do padrão, forma uma linha de suporte, designada de
linha de pescoço. A formação de um novo topo, mais baixo que o topo anterior
(topo da cabeça do padrão), após esse segundo fundo, caracterizará a formação
do segundo ombro, designado de ombro direito. Geralmente, esse terceiro topo
está associado a um volume de negócios menor que o segundo topo. A
confirmação do padrão de reversão ocorre com a penetração da linha de
pescoço. O prognóstico para a variação dos preços deste determinado ativo é
de uma desvalorização considerável. A amplitude de variação mínima prevista
para este movimento de desvalorização equivale à distância entre a linha de
pescoço e o topo da cabeça do padrão de reversão. O movimento de
desvalorização dos preços do ativo após a penetração da linha de pescoço pode
ser precedido por um movimento de pull-back. O tempo de resolução desse
padrão é de 1 (um) até 3 (três) meses. Muitas vezes pode ocorrer a formação de
mais de um ombro de cada lado da cabeça, ou mesmo, a formação de mais de
uma cabeça. Entretanto, o padrão é normalmente simétrico, ou seja, a formação
de mais de um ombro antes da formação da cabeça, favorecerá a formação de
mais de um ombro após a formação da cabeça, em uma quantidade igual à
formada anteriormente. Também conhecido por O-C-O (Ombro-Cabeça-Ombro)
e pelo sinônimo em língua inglesa Head and shoulders.

Cabeça e Ombros invertidos


Tipo de padrão de reversão gráfico que representa um sinal de que a tendência
corrente de um determinado ativo inverter-se-á. Este típico padrão de reversão
caracteriza-se por descrever graficamente a conformação de uma cabeça (head)
e de dois ombros (shoulders) invertidos. Este padrão ocorre quando determinado
ativo encontra-se em tendência forte de baixa de preços e executa um novo
fundo. Esse primeiro fundo é seguido por uma valorização dos preços do ativo,
formando o primeiro ombro invertido, designado de ombro invertido esquerdo.
Após essa primeira valorização dos preços do ativo, estes se desvalorizam
novamente, executando um segundo fundo mais baixo que o primeiro. Esse
segundo fundo é seguido por uma nova valorização executando um topo mais
ou menos no mesmo patamar de preço do primeiro ombro invertido,
caracterizando assim, a formação gráfica da cabeça invertida do padrão. A união
do primeiro topo, que caracterizou a formação do primeiro ombro invertido do
padrão, com o segundo topo, que caracterizou a formação da cabeça invertida
do padrão, forma uma linha de resistência, designada de linha de pescoço. A
formação de um novo fundo, mais alto que o fundo anterior (fundo da cabeça
invertida do padrão), após esse segundo topo, caracterizará a formação do
segundo ombro invertido, designado de ombro invertido direito. A confirmação
do padrão de reversão ocorre com a penetração da linha de pescoço. O
prognóstico para a variação dos preços deste determinado ativo é de uma
valorização considerável. A amplitude de variação mínima prevista para este
movimento de valorização equivale à distância entre a linha de pescoço e o topo
da cabeça invertida do padrão de reversão. O movimento de valorização dos
preços do ativo após a penetração da linha de pescoço pode ser precedido por
um movimento de pull-back. O tempo de resolução desse padrão é de 1 (um)
até 3 (três) meses. Muitas vezes pode ocorrer a formação de mais de um ombro
invertido de cada lado da cabeça invertida, ou mesmo, a formação de mais de
uma cabeça invertida. Entretanto, o padrão é normalmente simétrico, ou seja, a
formação de mais de um ombro invertido antes da formação da cabeça invertida,
favorecerá a formação de mais de um ombro invertido após a formação da
cabeça invertida, em uma quantidade igual à formada anteriormente. Também
conhecido por O-C-O invertido (Ombro-Cabeça-Ombro invertido) e pelo
sinônimo em língua inglesa Head and shoulders.

CAC-40 Compagnie des Agents de Change 40


Index
Índice de referência da Bolsa de Valores de Paris (Paris Stock Exchange)
ponderado com base no valor de mercado de 40 (quarenta) ações de empresas
francesas negociadas nesta bolsa de valores.

Cadastro de clientes
Conjunto de dados e informações gerais sobre a qualificação dos clientes das
sociedades corretoras.

Cadeia de valor
Modelo organizacional desenvolvido por Michael Porter baseado no conjunto de
atividades desenvolvidas por uma empresa, desde o desenvolvimento de um
produto até ao serviço pós-venda deste mesmo produto. A empresa deve avaliar
a sua atividade, aferindo qual a sua eficácia e eficiência dentro desta cadeia de
valor. Existem 5 (cinco) categorias genéricas dentro de uma organização:
logística interna, operações, logística externa, marketing e vendas e serviço ao
cliente.

Caderneta de poupança
Tipo de investimento tradicional que permite ao investidor aplicar em conta
bancária do tipo poupança, um valor em dinheiro, que acumula juros e correção
monetária, e apresenta liquidez a cada 30 dias. O investimento em caderneta de
poupança apresenta atualmente uma taxa de juros de 0,5% ao mês mais a TR
(Taxa Referencial), que varia mensalmente. É o único tipo de investimento
garantido pelo Governo Federal, sendo também isento de imposto de renda. Os
recursos financeiros depositados em caderneta de poupança são destinados ao
financiamento da construção e da compra de imóveis. A caderneta de poupança
é um investimento de renda fixa (0,5% + TR) com rendimento mensal do dinheiro
depositado.

Caixa de registro e liquidação


Empresa responsável pela liquidação e pela compensação das negociações a
vista, a termo e de opções, realizadas em bolsa de valores.

Caixa Econômica
Instituição de crédito semelhante aos bancos, associada ou pertencente a uma
associação mutualista beneficente, de caráter social. Não possui acionistas e
nem fins lucrativos. As caixas econômicas possuem um estatuto legal próprio e
exercem uma atividade bancária restrita, pois algumas operações bancárias
estão-lhes vedadas por lei. Assim, as caixas econômicas captam recursos
através essencialmente de poupanças de particulares sob a forma de depósitos,
que são aplicados na concessão de empréstimos hipotecários, e sobre
penhores; e através da aquisição de títulos.

Calispa
Empresa controlada pela BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo), cuja
função é compensar e liquidar financeiramente as operações realizadas na
BOVESPA.

Call
Termo em língua inglesa geralmente utilizado para designar uma opção de
compra de ações.

Câmara de Compensação
(1) Instituição não ligada à bolsa de valores, que garante o cumprimento e a
integridade de todos os contratos assumidos por vendedores e compradores nas
bolsas de valores. (2) Sistema que compatibiliza as posições compradas com as
vendidas, de forma a garantir o fiel cumprimento de obrigações contratuais
assumidas em mercados organizados de futuro e de opções. Para tal, interpõe-
se entre o comprador e o vendedor, comprando a quem vende e vendendo a
quem compra. Os direitos e deveres do comprador e vendedor passam para a
esfera da Câmara, que assim garante o cumprimento do contrato,
independentemente de a contraparte a cumprir ou não. Esse processo apóia-se
em sólido sistema de salvaguardas financeiras. Também conhecido pelo termo
em língua inglesa clearing house. (3) Organização que reúne vários bancos de
uma localidade com o objetivo de liquidar os débitos entre eles, compensando
todos os cheques emitidos contra cada um dos seus membros, mas
apresentados para cobrança em qualquer um dos outros.

Candlesticks
Forma de gráfico de ações, originalmente desenvolvido no Japão por um
negociador de arroz chamado Munehisa Homma, na qual cada unidade ou
período de tempo apresentará uma vela desenhada de acordo com um conjunto
de regras. O valor máximo de uma cotação durante um determinado período é
representado por uma linha vertical sobre a vela (sombra superior). O
comprimento desta linha varia de acordo com a amplitude de variação do preço
de máximo (ponto mais alto da sombra superior) em relação ao preço de abertura
(período de baixa ou de desvalorização do preço da ação) ou de fechamento
(período de alta ou de valorização do preço da ação) do período. O valor mínimo
de uma cotação durante um determinado período é representado por uma linha
vertical sob a vela (sombra inferior). O comprimento desta linha varia de acordo
com a amplitude de variação do preço de mínimo (ponto mais baixo da sombra
inferior) em relação ao preço de abertura (período de alta ou de valorização do
preço da ação) ou de fechamento (período de baixa ou de desvalorização do
preço da ação) do período. O intervalo de preços entre a abertura e o fechamento
do período é representado por um retângulo (corpo da vela) entre as linhas
verticais (sombra superior e sombra inferior) previamente traçadas. Em um
período de baixa ou de desvalorização do preço da ação, o preço de abertura
situa-se no ponto mais alto do corpo da vela, o preço de fechamento situa-se no
ponto mais baixo da vela, e o corpo da vela pode apresentar uma coloração preta
ou vermelha. Em um período de alta ou de valorização do preço da ação, o preço
de abertura situa-se no ponto mais baixo do corpo da vela, o preço de
fechamento situa-se no ponto mais alto da vela, e o corpo da vela pode
apresentar uma coloração branca (vazada) ou verde. As velas representadas em
um determinado gráfico de ações podem apresentar determinados padrões entre
si, que podem prenunciar mudança de tendência de variação dos preços de
determinada ação. Estes padrões são chamados padrões de reversão. O gráfico
de velas também é conhecido pelo termo em língua portuguesa gráfico de velas.

Capital
(1) Conjunto de todos os recursos, bens e valores, mobilizados para a
constituição de uma empresa. (2) Recurso financeiro necessário ao
investimento.

Capital aberto
Empresa que possui suas ações: (1) registradas na CVM (Comissão de Valores
Mobiliários); (2) distribuídas entre um determinado número de acionistas; (3) que
podem ser negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão. Também
conhecido por companhia aberta.

Capital aberto
Empresa que possui suas ações:

(1) registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários);


(2) distribuídas entre um determinado número de acionistas;
(3) que podem ser negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão.
Também conhecido por companhia aberta.
Capital autorizado

Limite estatutário, de competência de assembléia geral ou de conselho de


administração, para aumentar o capital social de uma empresa.

Capital circulante
Bens de consumo da empresa no decurso da sua atividade produtiva, tais como:
as matérias primas, os bens armazenáveis adquiridos ou produzidos pela
sociedade, a energia elétrica etc.

Capital de giro
Capital utilizado pela empresa para financiar sua produção, suas vendas e seu
estoque.

Capital de risco
Capital investido em atividades ou investimentos, nos quais existe a
possibilidade de perdas, e ao mesmo tempo, a possibilidade de ganhos
superiores aos habituais. Normalmente, este tipo de capital é assegurado por
uma entidade externa especializada. A utilização deste tipo de capital acontece
mais freqüentemente em fases de início de crescimento da empresa. Existem
várias formas de capital de risco: sociedades de Venture Capital, sociedades de
Business Angels etc.

Capital de terceiros
Valor dos recursos de terceiros utilizados para a manutenção da atividade de
uma empresa.

Capital especulativo
Tipo de capital que busca apenas obter vantagens de uma determinada situação,
não trazendo qualquer tipo de benefícios para a economia ou para o setor no
qual se encontra investido.

Capital externo
Capital de origem estrangeira.

Capital fechado
Empresa com capital de propriedade restrita, cujas ações não podem ser
negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão.

Capital financeiro
Capital representado por títulos, obrigações, certificados e outros papéis
negociáveis e que podem ser convertidos em dinheiro rapidamente.

Capital garantido
Modalidade de fundo de renda variável que protege o investimento inicial no caso
de uma variação negativa do Índice Ibovespa. A rentabilidade do fundo de capital
garantido é positiva, caso a rentabilidade do Índice Ibovespa também seja
positiva. Caso o valor do Índice Ibovespa variar negativamente, o investidor tem
assegurado que receberá no vencimento da aplicação a mesma quantia
inicialmente investida.

Capital permanente
Capital constituído pela soma do passivo de médio prazo e de longo prazo com
os capitais próprios de uma empresa, incluindo as ações preferenciais.

Capital social
Quantidade total de capital de uma sociedade anônima, que os acionistas
vinculam a seu patrimônio como recursos próprios, destinados ao cumprimento
dos objetivos da mesma. Os recursos financeiros fornecidos pelos acionistas
são, normalmente, em forma de dinheiro; entretanto, podem também ser
fornecidos em espécie (entrada de bens), caso sejam cumpridas as condições
legalmente estabelecidas para esse efeito. O capital social tem caráter de
permanência na empresa. Também conhecido pelo termo em língua inglesa
equity capital.
Capital social subscrito a integralizar
Parcela de subscrição que o acionista deverá pagar, de acordo com
determinação do órgão que autorizou o aumento de capital de uma sociedade.

Capital social subscrito e realizado


Quantidade total de capital social acrescido da parcela de subscrição paga pelo
acionista.

Capital subscrito
Valor efetivamente depositado na empresa pelos acionistas.

Capitalização
Aumento do patrimônio de uma empresa com a injeção de dinheiro novo. Há
basicamente duas formas de capitalização: pela emissão de ações ou títulos
(que são vendidos, e o dinheiro resultante é incorporado ao capital da empresa)
ou pela venda de parte da companhia a um novo sócio.

Capitalização Bolsista
Valor de mercado dos capitais próprios de uma empresa cotada em bolsa de
valores (caso todas as ações representativas do capital social da empresa
estejam admitidas à cotação). O valor é determinado pelo produto da cotação
corrente das ações com o número de ações admitidas à cotação.

CAPM (Capital Asset Pricing Model)


Modelo que estuda a relação entre risco estimado e a rentabilidade estimada. O
modelo baseia-se na teoria na qual os investidores exigem uma maior
rentabilidade para assumirem maiores riscos. O modelo firma que a rentabilidade
de um ativo resulta da soma de uma taxa de juro sem risco com um prêmio de
risco.

Captação
Obtenção de recursos para aplicação a curto, médio e/ou longo prazos.

Carência
(1) Período de tempo em que o investidor está impedido, ou poderá sofrer
alguma penalização, caso resgate os seus investimentos em um fundo de
investimento. (2) Período de tempo adotado nos seguros de vida e de saúde em
substituição ao exame médico. Período em que a responsabilidade do
segurador, em relação ao contrato de seguro, fica suspensa, a não ser por morte
acidental. Falecendo o segurado de morte natural durante o referido período,
sem que seja devida indenização, total ou parcial, os prêmios pagos são
restituídos ao beneficiário indicado.

Carregamento
Acréscimo ou margem adicionada.

Carta de Crédito
Carta cujo signatário autoriza o destinatário a entregar a uma terceira pessoa
certa importância em dinheiro ou uma determinada quantidade de mercadorias.

Cartão Co-Branded
Variação do cartão de afinidade. O cartão carrega o logotipo da empresa
associada e a bandeira, trazendo vantagens específicas para os seus
associados, como: milhagem áreas e descontos progressivos na anuidade.

Cartão de débito
Cartão em que você é debitado em conta corrente no ato da compra.

Carteira
Valor que uma pessoa física ou jurídica possui em um tipo de investimento.
Também conhecido pelo termo em língua inglesa portfólio.

Carteira de ações
Conjunto de ações de diferentes empresas, de propriedade de pessoas físicas
ou jurídicas.

Carteira de títulos
Conjunto de títulos de rendas fixa e variável, de propriedade de pessoas físicas
ou jurídicas.

Carteira eficiente
Carteira de títulos que oferece o menor risco (desvio-padrão) para uma dada
rentabilidade esperada, e a maior rentabilidade esperada para um dado nível de
risco.

Cartel
Termo utilizado normalmente para definir grupos empresariais que se unem para
controlar a oferta de determinado produto e obter preços mais altos. Para fazer
isso, esses grupos impedem que novas empresas atuem no setor. Quando isso
acontece, eles passam a praticar preços artificialmente baixos, até que o novo
concorrente não consiga mais vender seus produtos e acabe quebrando.

Casa da Moeda
Instituição que fabrica moedas e imprime cédulas no Brasil sob a determinação
do BACEN (Banco Central). Ela detém ainda o monopólio sobre a impressão de
passaportes e selos postais.

Cash
Dinheiro em numerário (notas ou moedas) ou ativos facilmente transformáveis
em numerário (notas ou moedas). Sinônimo em língua inglesa para dinheiro em
numerário.

Cash and carry


Compra de um título e venda simultânea de um contrato futuro, sendo o
respectivo saldo financiado por um empréstimo ou por fundos obtidos através de
acordos de recompra.

Cash Cow
Negócio ou empresa que gera uma continuidade de cash flows positivos ao longo
do tempo. Este tipo de negócio apresenta normalmente marcas bem
estabelecidas no mercado, cuja familiaridade estimula a compra repetida por
parte dos consumidores.

Cash flow
Registro da entrada e da saída de recursos de uma empresa, órgão público ou
governo. Também conhecido pelo termo em língua portuguesa fluxo de caixa.

Caução
Depósito de títulos ou valores efetuados para o credor, visando garantir o
cumprimento de obrigação assumida.

Cautela
Certificado que materializa a existência de um determinado número de ações.
Conhecida também por título múltiplo.
CBLC Companhia Brasileira de Liquidação e
Custódia
Sociedade anônima com capital fechado, com sede na capital do estado de São
Paulo, que provê serviços de compensação, liquidação e controle de risco das
operações. A CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) também
presta o Serviço de Custódia Fungível de ativos e administra o Banco de Títulos
CBLC - BTC. É uma organização auto-reguladora, supervisionada pela CVM
(Comissão de Valores Mobiliários).

C-BOND
Título da dívida externa brasileira mais negociado no mercado internacional. O
nome oficial do C-BOND é Front-Loaded Interest Reduction with Capitalization
Bond. O C-BOND foi emitido em Abril de 1994, possui prazo de 20 anos
(vencimento em 2014) e taxa de juros fixa de 8% ao ano.

CBOT (Chicago Board of Trade)


Bolsa de mercadorias sediada na cidade americana de Chicago, onde se realiza
basicamente a negociação de contratos de compra e de venda de commodities.

CCAM (Caixa de Crédito Agrícola Mútuo)


Instituições de crédito de natureza bancária que possuem um estatuto próprio,
não podendo praticar, entretanto, todo o tipo de operações bancárias, somente
as mais tradicionais. Destinam-se essencialmente a promover e apoiar o
investimento no setor agrícola dos seus associados, bem como, o
desenvolvimento da região que representam. São muito numerosas e de
pequena dimensão (regional). Quase todas pertencem ao SICAM (Sistema de
Investimento do Crédito Agrícola Mútuo), supervisionado pela CCCAM (Caixa
Central de Crédito Agrícola Mútuo). Os seus recursos são provenientes dos
depósitos dos associados ou de terceiros, das linhas de financiamento do
IFADAP e de empréstimos comunitários. Os recursos são aplicados na
concessão de crédito aos sócios, geralmente, com a finalidade de financiar
investimentos na agricultura, pecuária, silvicultura e outras atividades de
desenvolvimento regional.

CD (Certificado de Depósito)
Certificado representativo de um depósito, emitido por um banco. Este tipo de
título é negociado em um mercado secundário próprio.

CDB (Certificado de Depósito Bancário)


Título privado emitido por bancos de investimento e por bancos comerciais,
representativo de depósitos a prazo. O CDB (Certificado de Depósito Bancário)
comprova que o seu proprietário possui um depósito bancário remunerado na
instituição financeira emissora. Pode ser comprado e vendido e rende juros O
objetivo da emissão de CDB (Certificado de Depósito Bancário) pelo setor
privado é a captação de recursos. A taxa de rentabilidade do CDB (Certificado
de Depósito Bancário) é pré-fixada ou indexada em TR, e expressa em
percentual anual. O CDB (Certificado de Depósito Bancário) pode ser transferível
por endosso nominativo, ou seja, pode ser vendido a qualquer hora, dentro do
prazo contratado, com pequeno deságio. Também conhecido por depósito a
prazo. A medida provisória 542 do Plano Real estabelece que: (1) o prazo
mínimo para os títulos pré-fixados é de 30, 60 ou 90 dias; (2) o prazo mínimo
para os títulos indexados em TR é de 120 dias.

CDC (Crédito Direto ao Consumidor)


Financiamento pessoal concedido para aquisição de bens e serviços. O crédito
é geralmente utilizado para a aquisição de eletrodomésticos e veículos.

CDI (Certificado de Depósito Interbancário)


Título privado de renda fixa que representa as operações de crédito executadas
entre os bancos. A taxa de juros deste tipo de investimento é divulgada
diariamente e é originada da média de juros negociada entre as instituições
financeiras. As operações de empréstimo executadas entre as instituições
financeiras são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores
das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP (Central de Custódia e
Liquidação de Títulos Privados). Assim como o CDB (Certificado de Depósito
Bancário), esta é uma modalidade de aplicação que pode render tanto uma taxa
de juros fixa quanto um taxa de juros variável. No entanto, o CDI (Certificado de
Depósito Interbancário) é negociado exclusivamente entre bancos. A maioria das
operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI (Certificado de
Depósito Interbancário) de um dia é utilizada como referencial para o custo do
dinheiro (juros). Por este motivo, esta taxa também é utilizada como referencial
para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento.

CEO (Chief Executive Officer)


Principal responsável pelas atividades de uma determinada empresa.
Habitualmente, CEO é o título também atribuído ao Presidente do Conselho de
Administração de uma empresa.

Certificado
Documento que comprova a existência e a posse de determinada quantidade de
ações.

Certificado de depósito
Título representativo das ações depositadas em uma instituição financeira.
Algumas empresas do MERCOSUL são negociadas nas bolsas de valores
brasileiras por meio desse mecanismo.

Certificado de desdobro
Comprovante do desdobramento de um certificado de ações em vários outros.

Certificado do participante
Documento particular do participante que registra as características principais do
plano de previdência contratado, em especial as cláusulas e critérios relativos
aos benefícios.

Cessão de cotas
Ato de ceder a titularidade das cotas de um fundo para outra pessoa.

Cesta básica
Conjunto de bens que satisfazem as necessidades básicas de uma família de
trabalhadores. O conceito de necessidades básicas varia conforme o nível médio
de renda da população alvo. Como exemplo pode-se citar a cesta básica
elaborada pelo PROCON de São Paulo, que computa o preço médio de uma
cesta de produtos alimentares, de higiene e de limpeza, consumidos por uma
família padrão de quatro pessoas, com renda de 10,3 salários mínimos, na região
metropolitana de São Paulo.

Cesta de Moedas
Recurso utilizado como índice de variação de ativos financeiros para evitar
variações bruscas de uma única moeda. Na prática, estabelece-se um conjunto
de moedas de diferentes países (geralmente desenvolvidos) que entram na
cesta. Determina-se então uma média ponderada para cada uma destas
moedas, e o resultado é uma espécie de moeda internacional de referência, que
corresponde aos direitos de saque no FMI (Fundo Monetário Internacional). A
medida foi adotada pela primeira vez em 1971, com a desvalorização do dólar
americano.

CETIP (Central de Custódia e Liquidação


Financeira de Títulos)
Instituição sem fins lucrativos, criada em conjunto pelas instituições financeiras
e pelo BACEN (Banco Central), em março de 1986, para fornecer mais agilidade
e segurança às operações realizadas com títulos privados. Local onde se
custodiam, registram e liquidam financeiramente as operações executadas com
todos os papéis privados e os títulos estaduais e municipais excluídos das regras
de rolagem. Na CETIP (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos)
ficam garantidas as operações, pois quem compra tem certeza da validade do
título e quem vende tem certeza do recebimento do valor.

CFO (Chief Financial Officer)


Principal responsável pelas atividades ligadas à área financeira de uma
determinada empresa. Habitualmente, CFO é o título também atribuído ao
Diretor Financeiro de uma empresa.

CGPC (Conselho de Gestão da Previdência


Complementar)
Órgão normativo federal que integra a estrutura do Ministério da Previdência
Social, estabelecendo as diretrizes das atividades dos fundos de pensão. O
CGPC (Conselho de Gestão da Previdência Complementar) é composto pelo
Governo Federal (Ministérios da Previdência, Fazenda e Planejamento), pelos
fundos de pensão, pelos participantes e assistidos e pelos patrocinadores e
instituidores de planos de previdência.

Chamada de bônus
Resgate de bônus pelo emitente, mediante o pagamento antes do vencimento.

Chamada de capital
Subscrição de ações novas, com ou sem ágio, para aumentar o capital de uma
empresa.

Chinese Wall
Conjunto de procedimentos e de políticas internas da instituição que visa
estabelecer uma barreira à comunicação entre diferentes indivíduos ou setores
de uma mesma empresa, de modo a assegurar o cumprimento da legislação
vigente sobre a segregação da administração de recursos de terceiros das
demais atividades da instituição. Termo em língua inglesa sinônimo para
Muralha da China.

Ciclo de vida do produto


Conceito que descreve a evolução da vida de um produto de acordo com quatro
fases distintas: introdução, crescimento, maturidade e declínio.

Circuit-Break
Artifício de segurança acionado nas bolsas de valores para interromper o pregão.
Na Bovespa esse artifício de segurança é acionado quando o índice Ibovespa
desvaloriza-se em 10%. Neste momento, soa-se uma sirene que cessa as
negociações durante meia hora. Esse artifício de segurança volta a funcionar se
a queda persistir e alcançar 15% de desvalorização do índice Ibovespa.

Cisão
Processo de transferência, por uma empresa, de parcelas de seu patrimônio a
uma ou mais sociedades, já existentes ou constituídas para esse fim,
extinguindo-se a empresa cindida se houver versão de todo o seu patrimônio.

Clearing
Termo utilizado para designar instituições que, como a CBLC (Companhia
Brasileira de Liquidação e Custódia), prestam serviços de compensação e
liquidação de operações realizadas em bolsas de valores ou em outros mercados
organizados. Tais instituições são responsáveis pelo cálculo das obrigações dos
participantes do mercado para a liquidação de suas operações, por meio da troca
de ativos por seus respectivos valores financeiros, podendo também ser
responsáveis pela transferência dos títulos e crédito dos saldos a seus
participantes.

Clímax de compra
Rápida variação positiva das cotações, que define o cenário para uma queda
posterior abrupta. Uma variação positiva deste tipo atrai um conjunto potencial
de compradores para a ação, criando um forte desequilibro entre compradores
e vendedores: o alto preço das cotações diminui o interesse de novos
compradores para esta ação, o que proporciona uma rápida variação negativa
das cotações, à medida que os antigos compradores forem se desfazendo das
ações.

Clube de investimentos
Grupo de pessoas físicas (máximo de 150), que aplica recursos em uma carteira
diversificada de ações, administrada por uma instituição financeira autorizada.

Clearing BM&F
Sistema que compatibiliza as posições compradas com as vendidas, de forma a
garantir o fiel cumprimento de obrigações contratuais assumidas perante a
BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros). O Clearing BM&F tem como
responsabilidade: registrar as operações realizadas, acompanhar e controlar a
evolução das posições em aberto, compensar financeiramente os fluxos de
pagamentos, efetuar a liquidação física e financeira dos contratos e administrar
as garantias financeiras exigidas dos participantes. Esse processo apóia-se em
sólido sistema de salvaguardas financeiras.

Clearing House
Sistema que compatibiliza as posições compradas com as vendidas, de forma a
garantir o fiel cumprimento de obrigações contratuais assumidas em mercados
organizados de futuro e de opções. Para tal, interpõe-se entre o comprador e o
vendedor, comprando a quem vende e vendendo a quem compra. Os direitos e
deveres do comprador e vendedor passam para a esfera da Câmara, que assim
garante o cumprimento do contrato, independentemente de a contraparte a
cumprir ou não. Esse processo apóia-se em sólido sistema de salvaguardas
financeiras. Também conhecido pelo termo em língua portuguesa câmara de
compensação.

CMN (Conselho Monetário Nacional)


Órgão federal normativo, responsável pela fixação das diretrizes da política
monetária, cambial e creditícia do País, de forma a compatibilizar estas políticas
com as metas econômicas do Governo Federal. O órgão executor destas
diretrizes é o BACEN (Banco Central). Atualmente o CMN (Conselho Monetário
Nacional) é composto pelo Presidente do BACEN (Banco Central) e pelos
Ministros da Fazenda e do Planejamento.

CNBV (Comissão Nacional de Bolsas de Valores)


Associação civil sem fins lucrativos, que tem a função de representar os
interesses das bolsas de valores do País perante as autoridades monetárias e
reguladoras do mercado de valores mobiliários.

CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados)


Órgão federal normativo responsável pela fixação das diretrizes e normas da
política de seguros privados. O CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados)
é composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente), por um representante do
Ministério da Justiça, por um representante do Ministério da Previdência Social,
pelo Superintendente da Superintendência de Seguros Privados, por um
representante do Banco Central do Brasil e por um representante da Comissão
de Valores Mobiliários.

Cobertura
Garantia de indenização ao segurado ou aos seus beneficiários dos prejuízos
decorrentes da ocorrência de um dos riscos previstos no contrato do seguro.

Cobertura cruzada
Cobertura de risco relativa a uma posição em um dado ativo através de um
contrato de futuro sobre um ativo similar, mas, no entanto, diferente.

Coeficiente Beta
Medida de volatilidade de uma ação em relação ao mercado. O coeficiente beta
revela o grau de influência das variações globais do mercado na evolução da
cotação dessa ação ou carteira de ações, medindo assim o seu risco sistemático.
Exemplo: se o índice do mercado apresentar uma valorização de 10%, a cotação
de uma ação cujo coeficiente beta seja de 0.5, valorizará 5%. A ação cujo
coeficiente beta seja superior a 1 (um), caracteriza-se como volátil. A ação cujo
coeficiente beta seja inferior a 1 (um), caracteriza-se como volátil ou defensiva.

Coeficiente de correlação
Medida estatística que descreve o grau (e o sentido) da relação entre o
movimento de duas variáveis. O coeficiente de correlação oscila entre - 1 e + 1.
Quando o valor é - 1, considera-se a correlação como negativa perfeita. Quando
o valor é + 1, considera-se a correlação como positiva perfeita. Quanto maior for
o valor absoluto deste coeficiente, maior é o grau de associação entre as duas
variáveis. Se o valor for positivo, as variáveis movimentam-se no mesmo sentido.
Se for negativo, as variáveis movimentam-se em sentidos opostos.

COFINS (Contribuição para o Financiamento da


Seguridade Social)
Imposto que incide sobre o faturamento bruto das empresas.

Collar
Limite superior e limite inferior da taxa de juros de uma emissão de títulos com
taxa de juros variável.

Colocação direta
Aumento de capital realizado pela subscrição de ações, pelos atuais acionistas,
diretamente em uma empresa.

Colocação indireta
Aumento de capital realizado mediante subscrição, no qual a totalidade das
ações é adquirida por uma instituição financeira ou por um grupo reunido em
consórcio, para posterior colocação no mercado secundário.

Combinação de opções
Compra ou venda de duas ou mais séries de opções sobre a mesma ação-
objeto, porém com preços de exercício e/ou datas de vencimento diferentes.

Comercial
(1) Aquilo que se pode comercializar ou trocar por dinheiro (2) Pessoa que
trabalha na área comercial ou na área de marketing.

Comercialização
Ato de comercializar ou ato de fazer comércio; ato de transacionar um bem; ato
de trocar um ativo por dinheiro.

Comércio
Negócio que consiste na compra e na venda de produtos ou de mercadorias:
troca de bens por dinheiro.

Comissão bancária
Remuneração cobrada pelas instituições de crédito, quando estas atuam como
intermediários financeiros.

Comissão de cartão de crédito


Comissão paga pelo estabelecimento à instituição que o afiliou pela utilização do
cartão por parte do usuário. Esta comissão varia de acordo com a negociação
entre a instituição e o estabelecimento.

Comissão de resgate
Remuneração cobrada no momento do resgate/venda de títulos ou unidades de
participação de fundos de investimento. O valor da comissão de resgate incide
sobre o valor total do investimento. Normalmente, quanto maior o tempo de
permanência em determinado investimento, menor é a comissão de resgate.

Comissão de subscrição
Remuneração cobrada no momento da aquisição/compra de títulos ou unidades
de participação de fundos de investimento. A sua existência influencia o prazo
das aplicações, já que obriga a um maior tempo de permanência no
investimento, para que o seu efeito (cobrança da comissão de subscrição) se
dilua no decorrer do tempo.

Comitê da moeda
Método de administração monetária em que um país só pode emitir moeda
quando possui reservas em igual valor de moeda estrangeira. É um sistema que
parte da idéia da conversibilidade - ou seja, da possibilidade de trocar moeda
nacional por dólar ou outra moeda forte. Também conhecido pelo termo em
língua inglesa currency board.
Comitente
Pessoa que delega o ato de comprar, vender ou praticar qualquer ação a outra
pessoa, sob as suas ordens e por sua conta, mediante certa remuneração ou
comissão.

Commercial paper
Nota promissória emitida por uma empresa no mercado externo para captação
de recursos em curto prazo, gerando, portanto uma dívida de curto prazo para a
empresa. Uma modalidade de captação de recursos no exterior para atender
necessidades financeiras de uma empresa (expansão, investimentos etc.).

Commodity
Mercadoria ou bem econômico. Expressão atribuída a bens comerciáveis, como
produtos agro-pecuários e recursos naturais. Os produtos são produtos em
estado bruto ou com um grau muito pequeno de industrialização, produzidos em
escala mundial e de grande importância econômica internacional porque são
amplamente negociados entre importadores e exportadores. Os ativos são
negociados sob a forma de contratos em bolsas de mercadorias.

Companhia aberta
Empresa que possui suas ações:

(1) registradas na CVM (Comissão de Valores Mobiliários); (2) distribuídas entre


um determinado número de acionistas; (3) que podem ser negociadas em bolsas
de valores ou no mercado de balcão. Também conhecido por capital aberto.

Compliance
Conjunto de regras e instruções de controles internos e certificações de
qualidade e ética profissional nas atividades bancárias e de gestão de recursos
- ditadas pelo BACEN (Banco Central).

Compra em margem
Aquisição de ações em mercado a vista, com recursos obtidos pelo investidor
por meio de um financiamento com uma sociedade corretora que opere em bolsa
de valores. A compra em margem é uma modalidade de operação da conta
margem.

Compulsório
Parte dos recursos aplicados em depósitos à vista e a prazo que ficam retidos
no BACEN (Banco Central), por determinação do mesmo. "Recolher o
compulsório" significa a obrigação que as instituições financeiras têm de
depositar no BACEN (Banco Central) o percentual por este determinado, sobre
o montante de seus depósitos à vista e a prazo. Quando os responsáveis pela
política econômica decidem "enxugar o mercado", ou seja, retirar dinheiro de
circulação, uma forma bastante comum de fazer isso é aumentar o percentual
do recolhimento compulsório.

Compulsório sobre Fundos de Investimento


Por determinação do BACEN (Banco Central), os fundos de investimento
também recolhem compulsório sobre os valores aplicados no fundo. Atualmente,
os fundos de curto prazo recolhem 50% de compulsório, os fundos de trinta dias
recolhem 5% e os fundos de 60 dias ou mais, não recolhem compulsório. Essas
diferenças nos percentuais explicam, em parte, a diferença de rentabilidade
entre essas modalidades de fundos. É importante ressaltar que esses
recolhimentos não afetam o investidor do fundo, pois a quantia por ele aplicada
é transformada em cotas do fundo, podendo ser resgatada a qualquer momento,
respeitadas as carências e independente dos valores recolhidos ao BACEN
(Banco Central).

Concentração setorial
Domínio de um determinado mercado por parte de um reduzido número de
empresas, sendo este grau de concentração medido com base nas suas quotas
de mercado. Normalmente, a concentração excessiva conduz a situações de
monopólio, havendo leis definidas pelos Estados que colocam limites a essas
situações.

Concordata
Recurso jurídico concedido a empresas que não tem condições de saldar as
suas dívidas. O objetivo é evitar o pedido de falência. Na concordata, a
companhia continua existindo, mas tem prazo judicial para quitar os seus
débitos.

Condições gerais de um seguro


Conjunto de cláusulas contratuais que obrigam e dão direitos tanto ao segurado
como ao segurador. Dizem respeito a todos os contratos de um mesmo ramo de
seguro.

Condições particulares de um seguro


Conjunto de cláusulas contratuais que obrigam e dão direitos tanto ao segurado
como ao segurador. Dizem respeito às diferentes modalidades de cobertura que
possam existir dentro de um mesmo ramo de seguro.

Condomínio
O conceito de condomínio é análogo ao de condomínio de um prédio residencial.
Todo fundo de investimento é um condomínio, aberto ou fechado. Os fundos de
investimento disponíveis para os investidores aplicarem são condomínios
abertos, no sentido de que qualquer investidor que possua a quantia para a
aplicação mínima definida e que deseje aplicar, pode ser um cotista do fundo,
tornando-se então um "condômino" com direitos e obrigações estabelecidos pelo
regulamento específico daquele fundo.

Confirmação
Aviso que o corretor envia ao cliente sobre a efetivação de uma negociação com
ações.

Conservador
Característica do investidor ou do fundo de investimento que procura aplicações
com menor risco e, portanto, com retornos mais estáveis ao longo do tempo.

Consolidação
Criação de uma nova empresa em resultado da fusão de duas empresas
anteriormente existentes. A consolidação é um fenômeno de concentração
empresarial.

Consolidação de contas
Processo contábil que permite a agregação das contas de todas as empresas do
mesmo grupo dentro de uma mesma realidade comum, ou seja, refletidas num
mesmo balanço e demonstração de resultados, normalmente referidos como
documentos consolidados.

Consórcio
Grupo de empresas ligadas entre si através de diversas participações
financeiras.

Conta margem
Forma de negociação de ações que possibilita ao investidor obter, em uma
sociedade corretora, financiamento para compra dos títulos e/ou empréstimo dos
papéis para venda: crédito que permite a um investidor a compra ou a venda de
valores mobiliários, efetuada com recursos financeiros emprestados por
corretores que se encontrem legal e estatutariamente autorizados a conceder
esses financiamentos. Essas operações são feitas no mercado a vista de bolsa
de valores. O custo e a liquidação do financiamento, bem como a remuneração
do empréstimo dos títulos e sua devolução, são pactuados diretamente entre o
investidor e a corretora de valores mobiliários.
Conta a pagar
Débito comercial de uma empresa: valor não titulado em dívida a fornecedor.

Conta a receber
Crédito comercial de uma empresa: valor não titulado a receber de cliente.

Contas Públicas
O resultado das contas do setor público é conhecido como déficit público - que
representa o excesso de gastos do Governo (em suas diferentes instâncias:
Governo Federal e Banco Central; Estados e Municípios, e, empresas estatais)
frente as suas receitas. Entretanto, esta contabilidade pode ser dividida em três
níveis: (1) Déficit Nominal: corresponde ao resultado nominal das contas do setor
público, ou seja, não é excluído o efeito da inflação sobre o fluxo de receitas e
despesas do governo; (2) Déficit Operacional: corresponde ao resultado real das
contas públicas, ou seja, exclui-se do resultado nominal o efeito da inflação; (3)
Déficit Primário: corresponde ao resultado fiscal das contas públicas, ou seja,
exclui-se do resultado operacional a despesa com juros que o Governo tem que
pagar sobre as suas dívidas. Assim, o resultado puro das contas do Governo é
representado pelo déficit primário, que diz, sem o efeito da inflação e dos juros
pagos sobre as suas dívidas, se ele gastou mais ou menos do que a sua receita
permitia. Entretanto, com as altas taxas de juros praticadas e o crescimento da
dívida mobiliária, o acompanhamento do déficit no conceito operacional vem
sendo cada vez mais relevante, uma vez que a despesa com juros representa
uma grande fonte de gastos para o Governo. À medida que a estabilidade de
preços for se firmando no país, o conceito de déficit nominal ganhará maior
relevância, pois o efeito diminuto da inflação deverá dar novo sentido a esta
estatística - tendendo a substituir a relevância do conceito operacional. O Banco
Central divulga estes três conceitos de déficit público, só que sob a ótica da
necessidade do seu financiamento. Ou seja, é divulgada a série de necessidades
de financiamento do setor público, que é o mesmo que dizer: se o governo tem
necessidade de financiamento, é por que tem déficit; enquanto que, se
apresentar uma necessidade de financiamento "negativa", isso quer dizer que
ele teve um superávit, ou seja, gastou menos do que arrecadou.

Contrato a termo
Contrato derivativo onde uma das partes se compromete a comprar da outra
parte um determinado ativo, a um determinado preço, em uma determinada data
futura. Diferentemente, dos contratos de futuros, nos contratos a termo, não
existe mecanismo de ajuste diário, fato este que eleva o risco de o termo não ser
honrado por uma das partes. Normalmente, as negociações a termo são
negociados em mercado de balcão.

Contrato a prazo
Acordo entre duas partes em transacionar um determinado ativo (ação,
obrigação, moeda, ou mercadoria) numa data futura a um preço pré-definido.
Distingue-se de um contrato de futuros por não ser especificado (em termos de
quantidades e maturidades), por não ser objeto de transação em bolsa de
valores e por não implicar uma movimentação financeira diária consoante as
variações de preço (mark-to-market). Também conhecido pelo termo em língua
inglesa forward.

Contrato de câmbio
Contrato para troca de moedas. O contrato de câmbio entre dólar e real fixa a
quantidade de reais que devem ser trocados por uma quantidade de dólares.
Empresas exportadoras e importadoras utilizam freqüentemente contratos de
câmbio, que têm suas regras estabelecidas pelo BACEN (Banco Central).

Contrato de futuros
Contrato padronizado, reversível, de compra e venda de uma dada quantidade
e qualidade de um bem, ou de um serviço, num local e numa data futura
específica, a um preço fixado no presente.

Contrato de opção
Contrato normalizado pelo qual o comprador adquire o direito de comprar (opção
de compra ou call) ou de vender (opção de venda ou put) uma quantidade
específica de um determinado bem ou instrumento financeiro a um preço fixado
(preço de exercício), numa data (data de expiração) determinada (opções de
estilo europeu), ou durante o período que até ela decorra (opções de estilo
americano), pagando, por esse contrato de opção, um dado preço (prêmio). O
vendedor assume a obrigação de vender ou de comprar o referido ativo, nas
condições definidas, no caso de o comprador decidir exercer o seu direito.

Contribuição
Valor de aporte efetuado ao plano de previdência.

Controlador
Pessoa física ou jurídica ou grupo de pessoas ligadas direta ou indiretamente,
que por possuírem a maioria das ações com direito a voto, tomam as decisões
da empresa.

Controle acionário
Posse, por um acionista ou por um grupo de acionistas, da maior parcela de
ações, com direito a voto, de uma empresa, garantindo o poder de decisão sobre
ela.
Controller
Responsável pela gestão orçamental, contabilidade e auditoria interna de uma
empresa.

Convergência
Tendência de aproximação entre o preço spot (à vista) de um ativo e o preço do
respectivo contrato de futuros à medida que a maturidade do futuro se aproxima.

Conversão
Mudança das características de um título. No caso de ações, pode ser sua
transformação, quanto à forma (de nominativa para escritural) ou quanto à
espécie (de ordinárias em preferenciais ou de preferenciais para ordinárias),
dependendo de deliberação de assembléia geral extraordinária e do disposto no
estatuto social de uma sociedade anônima.

Conversão de passivo
Substituição de um passivo existente pela emissão de uma nova dívida.

Conversibilidade
Possibilidade de converter a moeda de um país por outra, estrangeira. No Brasil,
o real é uma moeda de curso forçado, ou seja, por lei, é a única moeda aceita
no país, e não é conversível.

COPOM (Comitê de Política Monetária)


Órgão do BACEN (Banco Central) que decide a política da taxa de juros.

Core business
Negócio central de uma determinada empresa, que constitui a sua atividade
principal e no qual deve concentrar todos os seus esforços.

Correção
Reação do mercado a um determinado preço/cotação, resultando esta situação
normalmente em uma correção ou ajuste.

Correção monetária
Reajuste periódico de certos preços na economia pelo valor da inflação passada,
com o objetivo de compensar a perda do poder aquisitivo da moeda. Desde a
implantação do Plano Real, em 1994, a correção monetária está oficialmente
extinta no país, mas existem algumas exceções garantidas por lei.

Corretagem
Taxa de remuneração de um intermediário financeiro (corretor), aos seus
clientes, pelas transações (compras e vendas) que estes efetuam no mercado
da bolsa, por seu intermédio. Normalmente, essa comissão é função do
montante da transação, sendo uma percentagem do volume do negócio
realizado.

Corretor
Indivíduo ou entidade intermediário na compra e na venda de títulos. O corretor
é ligado a uma corretora de valores responsável por realizar as ordens dos seus
clientes. Também conhecido pelo termo em língua inglesa broker.

Corretora de valores
Instituição auxiliar do sistema financeiro, que opera no mercado de capitais com
títulos e valores mobiliários, em especial no mercado de ações. As instituições
financeiras são membros das bolsas de valores, credenciadas pelo BACEN
(Banco Central), pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pelas próprias
bolsas de valores e estão habilitadas, entre outras atividades, a negociar valores
mobiliários com exclusividade no pregão das bolsas. A corretora é a
intermediária entre os investidores nas transações em bolsas de valores. A
corretora administra carteiras de ações, fundos mútuos e clubes de
investimentos, entre outras atribuições.

Corretora de mercadorias
Sociedade comercial membro da bolsa de mercadorias. No Brasil, os operadores
da corretora de mercadorias fazem as operações no pregão da BM&F (Bolsa de
Mercadorias e Futuros).

Corretor de seguro
Profissional legalmente autorizado a intermediar o contrato de seguro entre a
seguradora e o segurado. O corretor de seguro orienta e esclarece o segurado
sobre as coberturas que se encaixam ao seu perfil.

Cosseguro
Operação em que mais de um segurador participa diretamente, em uma mesma
apólice, de um mesmo risco. Cada segurador é responsável por uma quota do
seguro. O prêmio pago é dividido na proporção da quota de cada segurador.
Cota
Fração de algum tipo de fundo, cujo valor evoluí dependendo da performance da
carteira de investimentos adotada pelo fundo em questão. Todo valor financeiro
aplicado em um fundo é transformado em uma quantidade de cotas. O investidor
proprietário de cotas de determinado fundo chama-se cotista. Multiplicando a
quantidade de cotas pelo valor atualizado da cota, o investidor obtém o valor
atualizado do seu investimento inicial.

Cotação
Preço registrado no ato da negociação de títulos em bolsa de valores. O preço
de um valor mobiliário é formado no mercado financeiro pela interação entre a
oferta (oferta de venda) e a procura (oferta de compra) por determinado ativo. A
cotação de um título corresponde ao valor em que a oferta de venda e a oferta
de compra se equalizam, originando a transação.

Cotação ajustada
Preço de um valor mobiliário formado no mercado bolsista, expurgado das
variações resultantes de aumento de capital, distribuição de dividendos,
alteração do valor nominal e agregação: apenas as séries de cotações ajustadas
permitem analisar a evolução das cotações das ações de uma empresa ao longo
do tempo

Cotação de abertura
Cotação de um título na primeira operação realizada em um dia de negociação.
Também conhecida por preço de abertura ou pelo código ABE.

Cotação de fechamento
Cotação de um título na última operação realizada em um dia de negociação.
Também conhecida por preço de fechamento ou pelo código FEC.

Cotação máxima
A maior cotação registrada por um título no decorrer de um dia de negociação.
Também conhecida por preço máximo ou pelo código MAX.

Cotação média
Cotação média de um título no decorrer de um dia de negociação. Também
conhecida por preço médio ou pelo código MED.

Cotação mínima
A menor cotação registrada por um título no decorrer de um dia de negociação.
Também conhecida por preço mínimo ou pelo código MIN.

CPMF (Contribuição Provisória sobre a


Movimentação Financeira)
Contribuição federal que é cobrada sobre todo dinheiro que é movimentado de
uma conta corrente, não importando o motivo da retirada, seja para pagar uma
conta, seja para aplicar em um fundo de investimento. O valor da CPMF
(Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira) é de 0,30% sobre a
movimentação.

Crack
Termo em língua inglesa utilizado para designar uma desvalorização abrupta das
cotações das ações para níveis extremamente baixos, após período de elevada
valorização das cotações. O crack resulta de colapso da atividade econômica
e/ou de colapso da confiança dos investidores. Também conhecido por crash.

Crash
Termo em língua inglesa utilizado para designar uma desvalorização abrupta das
cotações das ações para níveis extremamente baixos, após período de elevada
valorização das cotações. O crash resulta de colapso da atividade econômica
e/ou de colapso da confiança dos investidores. Também conhecido por crack.

Creditmetrics
Metodologia de cálculo do risco de crédito de uma carteira desenvolvida pelo
banco norte-americano JP Morgan. O creditmetrics busca estimar a distribuição
das perdas de uma carteira, levando em conta não apenas a possibilidade de
inadimplência, mas também a variação na qualidade do crédito.

Credit Score
Modelo estatístico utilizado para pontuar e classificar os proponentes do cartão.

Credores preferenciais
O Estado, em primeiro lugar, seguido dos detentores de ações e obrigações
preferenciais, em segundo lugar, apresenta prioridade sobre os restantes
detentores de ações ordinárias, no caso de uma liquidação de empresa e
havendo insuficiência de ativos para pagamento das dívidas existentes
(passivo).

Crédito rotativo
Refinanciamento de extrato pagando um valor mínimo. As instituições cobram
uma taxa de juros para este refinanciamento. Também conhecido pelo termo em
inglês revolving.

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários)


Títulos de renda fixa lastreados em créditos imobiliários emitidos por sociedades
securitizadoras.

O CRI pode ser emitido na forma simples ou com regime fiduciário, sendo que
esta implica em constituição de patrimônio separado, administrado pela
companhia securitizadora e composto pela totalidade dos créditos submetidos
ao regime fiduciário que lastreiem a emissão, além da nomeação de agente
fiduciário, o qual tem como função zelar pela proteção dos direitos e interesses
dos beneficiários, acompanhando a atuação da companhia securitizadora na
administração do patrimônio serparado, entre outras.

A Lei 9.514/97 que criou o CRI, posteriormente alterada pela MP 2.223/01 e Lei
10.931/04, também instituiu a alienação fiduciária para bens imóveis e as
companhias securitizadoras.

Outra importante característica dos CRI é a isenção de imposto de renda sobre


sua remuneração, para investidores pessoas físicas a partir de 01/01/2005, de
acordo com a lei 11.033/94.

Cupom
(1) Título representativo do direito que um determinado investidor tem a receber
de juros de obrigações. Existe um cupom para cada vencimento de juros que
será entregue na data de vencimento, em troca do respectivo juro. (2)
Quantidade total periódica de juros paga pelo emitente de uma obrigação
durante a vida útil de um empréstimo obrigacionista.

Cupom cambial
Diferença entre a taxa de juros interna e a desvalorização da taxa de câmbio do
país.

Currency board
Método de administração monetária em que um país só pode emitir moeda
quando possui reservas em igual valor de moeda estrangeira. É um sistema que
parte da idéia da conversibilidade - ou seja, da possibilidade de trocar moeda
nacional por dólar ou outra moeda forte. Também conhecido pelo termo em
língua inglesa comitê da moeda.

Curto
Operação de bolsa de valores que permite ao investidor lucrar durante a
desvalorização das cotações de um mercado. O termo curto se utiliza para
designar o investidor que está vendido, isto é, quando o vendedor vende um
título a descoberto, ou seja, que não possuía na sua carteira, ficando com uma
posição curta. Este tipo de transação tem regulamento próprio nas bolsas de
valores, permitindo a especulação quando as expectativas são de descida das
cotações dos títulos. Posteriormente, o vendedor terá obrigatoriamente que
comprar o título vendido, procurando fazê-lo a um preço mais baixo para
devolvê-lo a quem lhe o emprestou e que lhe permitiu efetuar a venda inicial (a
“descoberto”). Também conhecido pelo termo em língua inglesa short selling.

Curto prazo
Prazo de duração de até 1 (um) ano.

Curva de rendimento
Representação gráfica de uma curva de rentabilidade, originada pelas taxas de
juros, de um determinado investimento, ao longo do tempo, desde o início da
aplicação até à sua maturidade. Também conhecido pelo termo de língua inglesa
yield curve.

Curva de rendimento invertida


Representação gráfica de uma curva de rentabilidade, originada pelas taxas de
juros, de um determinado investimento, quando as taxas de juros de curto prazo
são maiores do que as taxas de juros de longo prazo. Uma curva de rendimento
invertida é geralmente um sinal de aumento da inflação acompanhada por níveis
baixos de confiança na economia.

Custo
Despesa que a empresa tem que suportar para o exercício da sua atividade.
Esta despesa pode ser fixa ou variável.

Custo Brasil
Série de custos ou despesas que incidem sobre a produção, tornando difícil ou
desvantajoso para o exportador colocar seus produtos no mercado internacional
ou competir com importados no Brasil. Entram nesta lista custos que vão desde
os encargos sociais e o excesso de impostos cobrados sobre os produtos até a
falta de estradas para transportar as mercadorias.

Custo de capital
Taxa de rentabilidade que se obteria em um investimento alternativo de risco
equivalente. O custo de capital pode ser calculado através da média ponderada
dos custos da dívida (passivo) e dos capitais próprios.
Custo de oportunidade
Taxa de rendimento da melhor alternativa de investimento disponível, ou o mais
alto rendimento que não será ganho se os fundos forem investidos em um projeto
ou título específico.

Custódia
Serviço de depósito de títulos nas instituições autorizadas para seus detentores.

Custódia de títulos
Serviço de depósito de títulos e de exercício de direitos, prestado aos
investidores.

Custódia fungível
Serviço de custódia no qual os valores mobiliários retirados podem não ser os
mesmos valores mobiliários depositados, embora sejam da mesma espécie, da
mesma qualidade e da mesma quantidade.

Custódia infungível
Serviço de custódia no qual os valores mobiliários depositados são mantidos
discriminadamente pelo depositante: os valores mobiliários retirados são os
mesmos valores mobiliários depositados.

Custo fixo
Custo de uma empresa que não varia proporcionalmente com o volume de
produção. Exemplo: as rendas, uma avença, os ordenados do pessoal efetivo
etc.

Custo variável
Custo de uma empresa que varia em função do seu volume de atividade.
Exemplo: os custos das matérias primas adquiridas, o custo de energia elétrica
etc.

CVM (Comissão de Valores Mobiliários)


Órgão federal normativo, criado em 1976, juntamente com o CMN (Conselho
Monetário Nacional), para desenvolver, disciplinar e fiscalizar o mercado de
valores mobiliários não emitidos pelo sistema financeiro ou pelo Tesouro -
basicamente o mercado de ações e debêntures.
D
D+
Jargão utilizado no mercado financeiro que expressa o dia da operação e o dia
da sua liquidação. O "D" significa o dia em que a operação foi comandada ou
combinada verbalmente. O "+ seguido de um número" significa o número de dias
necessário para que a instituição financeira efetive realmente a operação. D+0=
hoje; D+1= amanhã; D+2= depois de amanhã; e assim por diante. Exemplo: as
ordens de resgate em fundos de ações ocorrem geralmente em D+3. O
investidor ordena o resgate hoje ("D") e o crédito em sua conta corrente ocorrerá
três dias depois, com o valor da cota de "D".

Data de concessão de benefício


Data prevista para a concessão do benefício do plano de previdência.

Data de exercício
Dia em que uma opção é exercida: data de registro em pregão da operação de
compra ou de venda a vista das ações-objeto da opção. O comprador da opção
tem o direito de exercê-la, caso lhe seja vantajoso. O dia estabelecido para esse
efeito é chamado de data de exercício.

Data de expiração
Último dia em que uma opção pode ser exercida (opções americanas) ou o dia
em que a opção pode ser exercida (opções européias). A data de expiração é
estabelecida nas condições gerais de cada contrato. Também conhecido por
data de vencimento.

Data de inscrição
Data do registro, pela EAPP (Entidade Aberta de Previdência Privada), da
proposta de inscrição do interessado em participar do plano de previdência,
concomitantemente à comprovação do pagamento da primeira contribuição.

Data de registro
Última data em que o acionista deve deter oficialmente um conjunto de ações,
por forma a que possa ter direito a receber dividendos. Depois desta data, diz-
se que uma ação passa a estar ex-dividendo.

Data de vencimento
Último dia em que uma opção pode ser exercida (opções americanas) ou o dia
em que a opção pode ser exercida (opções européias). A data de vencimento é
estabelecida nas condições gerais de cada contrato. Também conhecido por
data de expiração.

Data ex-direito
Data em que uma ação começará a ser negociada ex-direito (dividendo,
bonificação e subscrição), na bolsa de valores. A ação passa a estar ex-direito,
ou seja, depois desta data, o acionista deixa de ter direito a participar no aumento
de capital anunciado. Neste dia, a ação ajusta-se para um valor teórico, cujo
cálculo resultará da leitura e da interpretação das condições expressas para esse
aumento de capital.

Data ex-dividendo
Data em que uma ação passa a estar ex-dividendo, ou seja, depois desta data,
o acionista deixa de ter direito a receber o respectivo dividendo. Neste dia, em
teoria, a ação deve corrigir logo na abertura, o valor do dividendo bruto a
distribuir.

Day Trade
Conjugação de operações de compra e de venda de um determinado ativo
realizadas em um mesmo dia, para um mesmo comitente, e por uma mesma
sociedade corretora. As operações de compra e de venda são liquidadas por
meio de um único agente de compensação, cuja liquidação é exclusivamente
financeira. O objetivo do Day Trade é obter resultado financeiro em um mesmo
dia.

Day trader
Tipo de corretor de valores mobiliários caracterizado pelo seu estilo de
intervenção, que consiste em manter posições abertas apenas durante o dia,
encerrando no final de cada dia qualquer posição que detenha.

DAX
Índice de referência da Bolsa de Valores de Frankfurt, a FWB (Frankfurter
Wertpapierbörse), ponderado com base no volume negociado nos últimos 12
(doze) meses e no valor de mercado de 30 (trinta) ações de primeira linha de
empresas alemãs negociadas nesta bolsa de valores.

Dead Cat Bounce


Forte valorização do preço das cotações após uma desvalorização abrupta.
Normalmente, esta recuperação resulta do fato de existirem vendedores a
descoberto (short sellers) que estão a fechar posições no mercado, comprando
as ações e encaixando as respectivas mais-valias.
Dealer
(1) Intermediário da transação de títulos em bolsa de valores, que também pode
comprar e vender títulos para a sua própria carteira. (2) Instituições financeiras
autorizadas pelo BACEN (Banco Central) a participar de leilões informais de
câmbio e de títulos públicos. São escolhidos entre os bancos mais ativos no
mercado e têm a responsabilidade de informar os demais bancos sobre o leilão,
sob pena de descredenciamento.

Debênture
Título emitido por uma sociedade anônima para captar recursos, visando
investimento ou financiamento de capital de giro. Este tipo de título garante ao
comprador uma renda, ao contrário das ações, cuja renda é variável. O portador
de uma debênture (debenturista) é um credor da empresa que a emitiu, ao
contrário do acionista, que é um dos proprietários dela. Os investidores que
compram as debêntures recebem uma taxa de juros fixa ou variável sobre o valor
emprestado, além do pagamento do principal correspondente ao valor unitário
da debênture. Normalmente os prazos para pagamento são superiores a um ano.

Debênture conversível em ação


Tipo de debênture que, por opção de seu portador, podem ser convertida em
ação, em época e condição pré-determinadas.

Dedução estatutária
Parte dos lucros de uma empresa que, conforme determinação de seu estatuto
social, não é distribuída aos acionistas.

Deep in the money


Designação de uma opção que, nas atuais condições de mercado, se fosse
imediatamente exercida, geraria um lucro muito significativo.

Deep out of the money


Designação de uma opção que, nas atuais condições de mercado, não geraria
lucro.

Default
Sinônimo em língua francesa para calote de uma dívida.

Déficit
Relação na qual o valor total das despesas é maior que o valor total das receitas.
Déficit comercial
Relação na qual o valor total das importações de um País é maior que o valor
total das exportações.

Déficit nominal
Relação na qual o valor total das despesas públicas é maior que o valor total das
receitas públicas, incluindo as despesas com juros das dívidas interna e externa.

Déficit previdenciário
Relação na qual o valor total das despesas com benefícios aos aposentados e
pensionistas é maior que o valor total da arrecadação com contribuição do
funcionalismo público.

Déficit primário
Relação na qual o valor total das despesas públicas é maior que o valor total das
receitas públicas, não incluindo as despesas com juros das dívidas interna e
externa.

Déficit público
Relação na qual o valor total das despesas públicas é maior que o valor total das
receitas públicas, considerando para esta relação, os valores nominais, ou seja,
a inflação e a correção monetária do período. O déficit público pode ser: (1)
primário - relação que não inclui gastos com juros das dívidas interna e externa;
ou nominal – relação que inclui as despesas com juros das dívidas interna e
externa

Deflação
Redução do nível geral de preços de um país. A deflação é o antônimo de
inflação. O resultado de taxas de deflação sucessivas em um país é a recessão,
pois há queda geral no consumo. Conseqüentemente, as empresas reduzem
ainda mais os preços de seus produtos para tentar reverter à situação. Caso isso
não ocorra, pode haver demissões e redução nos investimentos.

Delta
Coeficiente que mede a sensibilidade do preço de uma opção em relação a uma
variação de preço do seu ativo subjacente.

Demanda
(1) Quantidade de um bem ou de um serviço que pode ser adquirida por um
preço definido, em um dado mercado, durante uma unidade de tempo
determinada. (2) Procura por bens e serviços. A expressão "aquecimento da
demanda" significa que a procura por determinado bem ou serviço aumentou
consideravelmente.

Democratização do capital
Processo pelo qual a propriedade de uma empresa fechada se transfere, total
ou parcialmente, para um grande número de pessoas que desejam dela
participar e que não mantêm, necessariamente, relações entre si, com o grupo
controlador ou com a própria companhia.

Demonstração de resultado líquido


Documento contábil periódico de uma empresa que ilustra a proveniência dos
proventos e dos custos que concorrem para os resultados líquidos apurados em
um determinado período.

Demonstração financeira
Balanço da empresa no exercício: conjunto de demonstrativos contábeis e
financeiros (balanço patrimonial, demonstração de resultados do exercício,
demonstrativo das origens e das aplicações de recursos, fluxo de caixa,
demonstrativo das mutações do patrimônio líquido, balanço social, relatório da
administração, parecer dos auditores independentes etc.). A demonstração
financeira de sociedades abertas deve ser publicada no Diário Oficial e no jornal
de maior circulação da praça onde a maior parte das ações da empresa é
negociada.

Depósito
Operação bancária em que os bancos atuam como captadores de fundos,
assumindo a qualidade de devedores perante os depositantes, a quem pagam
certa taxa de juros (operação passiva). Esses fundos são, por sua vez, geradores
de crédito (operação ativa). Consoante o grau de exigibilidade e o tempo de
utilização, podemos distinguir as seguintes modalidades: depósito à ordem,
depósito a prazo e depósito com aviso prévio.

Depósito compulsório
Proporção dos depósitos à vista e a prazo que os bancos são obrigados a
recolher no BACEN (Banco Central): os bancos mantêm parte de seus depósitos
no BACEN (Banco Central), sendo que, parte destes depósitos é voluntário -
para cobrir eventuais déficits na compensação bancária -, e parte é compulsório.
O CMN (Conselho Monetário Nacional) determina a proporção dos depósitos
que os bancos são obrigados a recolher, com o propósito de limitar a expansão
das operações de crédito na economia.
Depreciação
(1) Ato de depreciar. (2) Redução no valor de uma moeda (ou de outro ativo
financeiro), no caso em que a taxa de câmbio é livremente determinada pelas
forças do mercado. (3) Redução do valor de algum ativo em decorrência do uso,
da ação do tempo, da obsolescência tecnológica ou redução no preço de
mercado.

Depreciar
Desvalorizar: diminuir o preço.

Depressão
Condição econômica caracterizada por preços em desvalorização, poder de
compra reduzido, excesso de oferta em relação à procura, desemprego
crescente, acumulação de stocks, deflação, falta de confiança e medo por parte
da população em geral, e um decréscimo geral da atividade empresarial.
Exemplo: a Grande Depressão de 1930, centrada nos EUA (Estados Unidos da
América) e na Europa, que gerou repercussões mundialmente.

Derivado
(1) Valor mobiliário cujo valor e característica de negociação estão relacionados
ao ativo que lhe serve de referência. Também conhecido por derivativo. (2)
Instrumento financeiro originado de outro ativo para liquidação em uma data
futura. Seu valor e característica de negociação estão relacionados a um ativo
predeterminado. Esta operação não exige liquidação financeira no momento do
fechamento. A liquidação é feita por diferença de preços em uma data futura. Há
3 (três) tipos de derivados: (1) futuros - que servem para proteger o investidor
das flutuações nos preços normais - mercadorias negociadas pelo seu preço de
entrega no futuro (dias, meses, anos); (2) opções - muito utilizada no mercado
de commodities e mercado futuro de ações - contratos que reservam ao seu
possuidor o direito de comprar ou vender mercadorias ou título em uma data
futura e a um preço pré-determinado; e (3) swaps – sinônimo em língua inglesa
para troca ou permuta - contrato que permite trocar em uma data futura pré-
determinada, um tipo de investimento por outro.

Derivativo
(1) Valor mobiliário cujo valor e característica de negociação estão relacionados
ao ativo que lhe serve de referência. Também conhecido por derivado. (2)
Instrumento financeiro originado de outro ativo para liquidação em uma data
futura. Seu valor e característica de negociação estão relacionados a um ativo
predeterminado. Esta operação não exige liquidação financeira no momento do
fechamento. A liquidação é feita por diferença de preços em uma data futura. Há
3 (três) tipos de derivativos: (1) futuros - que servem para proteger o investidor
das flutuações nos preços normais - mercadorias negociadas pelo seu preço de
entrega no futuro (dias, meses, anos); (2) opções - muito utilizada no mercado
de commodities e mercado futuro de ações - contratos que reservam ao seu
possuidor o direito de comprar ou vender mercadorias ou título em uma data
futura e a um preço pré-determinado; e (3) swaps – sinônimo em língua inglesa
para troca ou permuta - contrato que permite trocar em uma data futura pré-
determinada, um tipo de investimento por outro.

Derivativo cambial
Ativo financeiro cujo valor e característica de negociação estão relacionados ao
ativo de referência. Os derivativos cambiais, normalmente são negociados na
BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), e estão relacionados ao dólar.

Deságio
Diferença, para menos, entre o valor nominal e o preço de compra de um título
de crédito.

Desdobramento de cautela
Sistema de desdobramento de ações, efetuado pelas bolsas de valores, de modo
a adequar a quantidade de ações ao lote-padrão.

Desintermediação
Processo de realização de operações financeiras diretamente entre as partes
interessadas sem a intervenção de intermediários financeiros.

Despesa financeira
Valor acumulado dos encargos financeiros dos empréstimos e dos
financiamentos. Exemplo: juros, mora, multas contratuais etc.

Desvalorização
Ato de desvalorizar. Redução no valor de uma moeda, no caso em que a taxa
de câmbio não é livremente determinada pelas forças do mercado.

Desvio padrão
Medida estatística da variabilidade de um conjunto de observações. É uma
medida de dispersão muito utilizada, que se baseia nos desvios das observações
em relação à média.

DI (Depósito Interbancário)
Taxa de juros, aplicada diariamente, sobre o empréstimo de dinheiro entre
instituições financeiras. A média entre as taxas de juros utilizadas pelas
instituições financeiras forma uma taxa média de referência. As instituições
utilizam esta taxa média de referência como um parâmetro para calcular as taxas
para operações de empréstimo (crédito) aos clientes. Também conhecido por
CDI (Certificado de Depósito Interbancário) de um dia.

Dia de double witching


Dia em que duas classes relacionadas de futuros e de opções expiram. A
expiração no mesmo dia das opções e dos futuros relacionados a um mesmo
índice subjacente origina diversas estratégias por parte dos arbitragistas,
visando o fechamento de suas posições.

DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística


e Estudos Sócio-Econômicos)
Instituto de pesquisas, criado em 1955, com o objetivo de assessorar os
sindicatos de trabalhadores. Fornece periodicamente dados relacionados ao
custo de vida, ao desemprego, à produtividade e ao nível de salário real.

Diferencial
Combinação de possíveis compras e vendas de opções sobre a mesma ação-
objeto, porém de séries diferentes.

Diferenciação
Processo de distinção de um determinado produto para torná-lo mais facilmente
identificável por parte do consumidor. A diferenciação utiliza as quatro variáveis
clássicas: preço, produto, promoção e ponto de venda.

Direito de incorporação
Direito atribuído aos acionistas de uma empresa, que, no âmbito de uma
operação de aumento de capital por incorporação de reservas, lhes permite
receber novas ações na proporção das anteriormente detidas. O direito de
incorporação é equivalente ao direito de subscrição a preço zero, uma vez que
um aumento de capital por incorporação de reservas consiste apenas na
transformação desta rubrica contábil em capital social, sem qualquer entrada em
numerário.

Direito de retirada
Direito atribuído aos acionistas de uma empresa de se retirar da mesma quando
for dissidente de deliberação de assembléia que aprovar determinadas matérias
definidas na legislação pertinente. O direito de retirada é exercido mediante o
reembolso do valor de suas ações.
Direito de subscrição
Direito de preferência do acionista de subscrever (adquirir) novas ações de uma
companhia aberta durante uma eventual operação de aumento de capital desta
empresa. A instituição oferece este benefício antecipadamente para os seus
acionistas, na proporção das ações que estes possuirem. Isso significa que é
permitido ao acionista comprar novo lote de ações lançado pela empresa por um
valor pré-estabelecido e em período determinado.

Este benefício pode ser alienado ou atribuído como vantagem adicional aos
subscritores das ações ou debêntures, ou o investidor terá que pagar um preço
por esse direito que, logicamente, será inferior ao preço da ação no mercado.
Neste caso, o acionista deverá avaliar se vale a pena ou não exercer o direito,
ou tentar negociá-lo em mercado.

Este direito pode ser negociado no mercado secundário da BOVESPA, o que


permite ao acionista transferí-lo a terceiros.

O acionista que não efetuar a subscrição no período estipulado perde seu direito
e não tem restituição do valor pago antecipadamente por este benefício, já que
esse papel deixa de existir, perdendo seu valor, após o período de subscrição.

Também conhecido como Bônus de Subscrição.

Exemplo

Caso o preço pago pelo bônus foi de R$ 2,00, fornecendo ao acionista o direito
de subscrever a ação por R$ 3,00, o preço total de compra da ação seria de R$
5,00. Se a cotação do ativo no mercado estiver a R$ 6,00, valerá a pena o
investidor exercer o direito. É importante mencionar que se o investidor não
subscrever a ação ou subscrever sem a utilização do bônus, perderá os R$ 2,00
pagos quando da compra do direito.

Direitos
Dividendos, bonificações e/ou direitos de subscrição distribuídos, por uma
empresa, aos seus acionistas. Também conhecido por benefícios.

Disclosure
Divulgação de informação por parte de uma empresa, possibilitando uma tomada
de decisão consciente pelo investidor, aumentando a sua proteção.

Dispersão
Percentagem de ações representativas do capital social de uma empresa que se
encontram na posse do público, ou seja, cuja propriedade não está concentrada
num número restrito de investidores.
Disponibilidade
Soma do dinheiro de uma empresa, que se encontra disponível em caixa, em
contas corrente bancárias e em aplicações de liquidez imediata.

Distribuição normal
Distribuição de probabilidade mais utilizada no mercado financeiro para modelar
retorno de ativos financeiros. O termo distribuição financeira também é
conhecido por distribuição gaussiana (em referência ao matemático alemão Carl
F. Gauss) ou pelo termo em língua inglesa bell curve, cujo sinônimo em língua
portuguesa é curva do sino (em referência ao seu formato semelhante ao de um
sino). A distribuição normal caracteriza-se por atribuir probabilidades elevadas
aos intervalos numéricos em torno de sua média, evidenciando que
experimentos aleatórios regidos por sua lei geram observações extremas com
pouca freqüência. A distribuição normal é perfeitamente descrita por apenas dois
parâmetros, respectivamente, sua média e sua variação, que se relacionam com
uma variedade de fenômenos naturais que se comportam segundo sua lei.

Distribuidora
Instituição financeira relacionada à negociação de valores mobiliários, que
apresenta, entretanto, um grau de atividade em uma faixa operacional mais
restrita do que as sociedades corretoras. As sociedades distribuidoras de valores
mobiliários não possuem acesso as bolsas de valores e as bolsas de
mercadorias. As atividades básicas das distribuidoras consistem em: (1)
subscrição isolada ou em consórcio de emissão de títulos e valores imobiliários
para revenda; (2) intermediação da colocação de emissões de capital no
mercado; (3) operações no mercado aberto (desde que satisfaçam as condições
exigidas pelo BACEN (Banco Central).

Diversificação
Estratégia de distribuição dos recursos disponíveis para investimento por um
número considerável de ativos diferentes entre si, de modo a reduzir o risco de
exposição da carteira de ativos. O risco associado a cada um desses
componentes individuais da carteira é atenuado pelo conjunto.

Diversificação internacional
Estratégia de distribuição dos recursos disponíveis para investimento por mais
do que um país de modo a reduzir o risco envolvido.

Dívida de curto prazo


Tipo de dívida que deve ser liquidada em um prazo menor do que um ano.
Dívida de longo prazo
Tipo de dívida que deve ser liquidada em um prazo maior do que um ano.

Dívida externa
Dívidas do governo, de empresas estatais ou de empresas privadas, sob a forma
de financiamentos ou de empréstimos, adquiridas com credores no exterior do
País. A dívida externa é representada e garantida pela emissão de títulos por
parte do Governo ou das empresas do País. A obtenção de dívidas com credores
internacionais por empresas privadas ocorre com aval do Governo do País, para
fornecimento das divisas que servirão às amortizações e ao pagamento de juros.

Dívida externa privada


Dívida das empresas sediadas no País com credores estrangeiros de todos os
tipos: governos, empresas ou pessoas físicas no exterior do País.

Dívida externa pública


Dívida do governo do País com credores estrangeiros de todos os tipos:
governos, empresas ou pessoas físicas no exterior do País.

Dívida garantida
Tipo de dívida que, no caso de não cumprimento, tem direitos prioritários sobre
determinados ativos.

Dívida interna
Dívidas do governo (pública) ou de empresas (privada) brasileiras adquiridas
com credores (pessoas física ou jurídica) no interior do próprio País. A dívida
interna é representada e garantida pela emissão de títulos por parte do Governo
ou das empresas. Sempre que as despesas superam as receitas, há
necessidade de dinheiro para cobrir o déficit público. Para isso, as autoridades
econômicas podem optar por 3 (três) soluções: (1) emissão de papel- moeda, (2)
aumento da carga tributária (impostos) e (3) lançamento de títulos

Dívida interna privada


Dívida das empresas sediadas no País com governos, empresas e pessoas
físicas no interior do País.

Dívida interna pública


Dívida do governo do País com empresas, bancos e pessoas físicas no interior
do País.
Dívida mobiliária federal
Dívida do governo federal com empresas, bancos e pessoas físicas no interior
do país. Esta modalidade de dívida não é exatamente igual à dívida pública
interna, pois esta contém as dívidas dos estados e dos municípios.

Dívida prioritária
Tipo de dívida que, em caso de falência, deve ser liquidada antes da dívida
subordinada.

Dívida subordinada
Tipo de dívida que, em caso de falência, apenas atribui os direitos de seus
titulares após a integral satisfação dos direitos dos credores principais.

Dividend Yield
Relação entre o valor da razão da quantidade total de dividendos pelo número
de ações, e o valor da cotação de uma ação. Esta relação corresponde à
rentabilidade da ação, ignorando as flutuações do preço da respectiva ação.

Dividendo
Parcela do lucro líquido de uma empresa, após os descontos do imposto de
renda e contribuição social, dividido entre os acionistas. O artigo 202 da lei
6.404/76 da constituição brasileira obriga as sociedades a distribuírem pelo
menos 25% dos lucros aos acionistas da empresa, quando reparte parte dos
seus lucros. A distribuição de dividendos acontece, em geral, uma vez por ano,
no ano seguinte ao determinado exercício social da empresa. O valor total
distribuído é proposto pelo conselho de administração e aprovado pela
assembléia geral, sendo pago habitualmente em uma base anual. Para os
acionistas, o dividendo constitui uma importante fonte de rentabilidade, além da
valorização do preço do título.

Dividendo cumulativo
Dividendo que, caso não seja pago em um exercício, se transfere para o
exercício seguinte.

Dividendo especial
Dividendo com pouca probabilidade de repetição no futuro.

Dividendo pró rata


Dividendo distribuído às ações emitidas durante o período de exercício social.
Este tipo de dividendo é distribuído proporcionalmente ao tempo transcorrido da
data de emissão da ação até a data de encerramento de exercício social.

Dividendo regular
Dividendo que uma determinada empresa espera poder distribuir no futuro aos
seus acionistas, em uma base estável.

Divergência
Tipo de sinal em análise gráfica que indica um fortalecimento ou
enfraquecimento de determinada tendência, ou uma reversão desta mesma
tendência. O sinal de divergência é determinado em um gráfico, sempre que uma
linha de tendência de determinada cotação se distancia progressivamente da
linha de determinado indicador ou estudo gráfico.

Doji
Tipo de vela (candle) de análise gráfica que indica que o preço de fechamento e
o preço de abertura de determinada cotação apresentaram o mesmo valor em
um determinado período.

Dólar cabo
Parâmetro para operações de compra e de venda de moeda para transferência
direta do exterior e para o exterior via ordem de pagamento, portanto, sem o
manuseio do dólar papel: o valor é transferido eletronicamente para uma conta
corrente no exterior, portanto não ocorrendo nessa transação o manuseio físico
das cédulas de dólar. A cotação é expressa em real (moeda brasileira) por dólar
americano (moeda americana).

Dólar comercial
Parâmetro para operações oficiais de compra e de venda de moeda no comércio
exterior, geradas pelos seguintes tipos de negócio: exportação, importação,
emissão de passagens aéreas e marítimas, bônus, comercial paper, pagamento
do serviço da dívida externa e remessa de dividendos das empresas com sede
no exterior do País. A cotação é expressa em real (moeda brasileira) por dólar
americano (moeda americana).

Dólar flutuante
Taxa de câmbio utilizada nas principais operações financeiras e na conversão
de dólares de residentes.

Dólar futuro
Cotação esperada pelo mercado financeiro do valor do dólar, no futuro. A idéia
básica do dólar futuro é que ao comprá-lo, o investidor esteja garantindo o valor
que pagará pelo dólar no futuro. Desta forma, o investidor minimiza o seu risco
e se resguarda das variações do mercado, já que conhece hoje o valor que
pagará pelo dólar, no futuro.

Dólar papel
Parâmetro para operações de compra e de venda de moeda adquirida fora dos
meios oficiais, ou seja, via doleiros. É importante salientar que a cotação do dólar
paralelo é influenciada pela cotação do ouro no mercado externo. A cotação é
expressa em real (moeda brasileira) por dólar americano (moeda americana).
Também conhecido por dólar paralelo.

Dólar turismo
Parâmetro para operações de compra e de venda de moeda para pessoas que
viajarão para o exterior. A cotação é expressa em real (moeda brasileira) por
dólar americano (moeda americana).

Dow Jones
Índice de referência da Bolsa de Valores de Nova York, a NYSE (New York Stock
Exchange), criado em 1986. O índice é ponderado com base na média das
cotações das 30 (trinta) empresas de maior importância da bolsa de valores, das
20 (vinte) companhias ferroviárias mais destacadas e das 15 (quinze) maiores
empresas concessionárias de serviços públicos; representando assim, a
rentabilidade do grupo de ações mais movimentadas diariamente no pregão da
NYSE (New York Stock Exchange). O índice é calculado pela Dow Jones &
Company Inc., sendo utilizado como referência por todas as bolsas de valores
do mundo, já que reflete a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de
Valores de Nova York.

Dow Jones Industrial


Índice de referência da Bolsa de Valores de Nova York, a NYSE (New York Stock
Exchange), ponderado com base no preço das cotações de 30 (trinta) empresas
americanas de primeira linha, de atividade primordialmente industrial, e que
representam entre 15% e 20% do valor de mercado das ações da NYSE (New
York Stock Exchange).

Downsizing
Estratégia empresarial que se baseia na redução do tamanho e da complexidade
da empresa, objetivando aumentar a relação entre eficiência e rentabilidade.
Esta estratégia é implementada normalmente através de uma reestruturação,
que significa, na prática, a redução do número de funcionários e a venda de
ativos ou áreas de negócio não diretamente ligadas com o negócio principal da
empresa (core business).

Dumping
(1) Venda de uma mercadoria abaixo do seu custo marginal: venda desleal de
produtos a preços abaixo do custo no comércio internacional com o objetivo de
reduzir a concorrência progressivamente. Precisamente por isso, é uma prática
impedida por lei. (2) Venda de largas quantidades de ações sem qualquer
preocupação pela evolução da cotação ou pelo seu impacto no mercado
financeiro.

Duração
(1) Medida de sensibilidade do valor de um ativo ou de um fundo às variações
da taxa de juros. Exemplo: duration de um ativo igual a 2 (dois) + variação da
taxa de juros igual a -1 (um negativo) = variação do valor do ativo igual a +1%.
(2) Prazo médio de vencimento da carteira de ativos. (3) Sinônimo em língua
inglesa para duration.

Duration
(1) Medida de sensibilidade do valor de um ativo ou de um fundo às variações
da taxa de juros. Exemplo: duration de um ativo igual a 2 (dois) + variação da
taxa de juros igual a -1 (um negativo) = variação do valor do ativo igual a +1%.
(2) Prazo médio de vencimento da carteira de ativos. (3) Sinônimo em língua
inglesa para duração.

E
Earnings Yield
Relação entre o valor da razão da quantidade total de lucro de um determinado
investimento em ações pelo número de ações deste investimento, e o valor da
cotação de uma ação deste investimento. Earnings Yield é o inverso do Price
Earnings Ratio.

EBIT (Earnings Before interest and Taxes)


Sinônimo em língua inglesa para o termo Lucros Antes de Encargos Financeiros
e Impostos.

E-card
Cartão virtual em que o cliente só possui o número do cartão. O E-card apenas
pode ser utilizado em compras na internet.
Economia de escala
Situação de uma empresa que obtém aumento de produção em uma proporção
menor do que o aumento dos fatores de produção.

Economia de gama
Situação de uma empresa em que a produção de múltiplos produtos em conjunto
apresenta um custo menor do que a produção destes produtos isoladamente.
Também conhecido pelo termo em língua inglesa scope.

Efeito de alavancagem
Efeito produzido pelo período de tempo no qual o custo do capital de uma
empresa é inferior à rentabilidade dos capitais próprios desta empresa. O efeito
de alavancagem permanecerá enquanto for possível aumentar a rentabilidade
dos capitais próprios da empresa através do endividamento da mesma,
utilizando capital de terceiros.

Efeito de diluição
Efeito produzido pela redução do valor de cada ação de uma empresa cotada
quando esta emitir novas ações por incorporação de reservas ou por venda a
um preço inferior ao preço atual de mercado.

Efeito Janeiro
Situação detectada por estudos acadêmicos de diversos mercados nacionais de
ações, na qual o mês de Janeiro apresenta uma rentabilidade muito superior à
apresentada pelos restantes meses do ano.

Emissão
(1) Ato de criar e ofertar valores mobiliários no mercado financeiro, como forma
de obtenção de recursos para a entidade emitente. (2) Colocação de dinheiro ou
títulos em circulação.

Emissão com subscrição reservada


Emissão de títulos exclusivamente reservada aos acionistas atuais da empresa
emitente.

Emissão pública
Emissão de títulos ofertada a todos os investidores.

Empreender
(1) Fusão do prefixo em com o radical prehendere (origem: latim). (2) Verbo
transitivo que significa tentar, experimentar, decidir-se a criar alguma coisa,
resolver, ou pôr em execução um negócio ou uma idéia com vista à produção de
bens ou serviços.

Empreendimento
(1) Ato de empreender. (2) Sinônimo para empresa.

Empresa
Conjunto de recursos de capital, recursos humanos e recursos tecnológicos
organizados com vista ao exercício de uma determinada atividade econômica
com fins lucrativos. Sinônimo para empreendimento.

Empresa associada
Empresa detida por outra empresa em uma percentagem superior a 25% do seu
capital social.

Empresa privada
Empresa cujo capital é detido majoritariamente por agente(s) econômico(s)
privado(s), que produz e/ou comercializa bens ou serviços e cujo objetivo final
de atividade é a realização de lucros.

Empresa pública
Empresa que se destina a garantir à produção de bens e serviços fundamentais
a coletividade. Em geral a empresa pública é dirigida a atividades que requerem
investimentos muito elevados e apresentam retorno lento, sendo por isso pouco
atraente à iniciativa privada. Ao mesmo tempo, a empresa pública costuma ter
assegurado o monopólio de sua atividade.

Encargo
Tipo de despesa ou de custo que uma empresa deve liquidar para o exercício da
sua atividade.

Encargo financeiro
Juros a liquidar em virtude de uma dívida contraída.

Encargo social
Conjunto de obrigações trabalhistas que devem ser pagas pelas empresas
mensalmente ou anualmente, além do salário do empregado.
Encerrar um contrato
Ato de realizar uma operação de sentido inverso à operação que originou o
contrato (de futuros ou de opções): (1) comprar um contrato da mesma série do
contrato originariamente vendido; ou (2) vender um contrato da mesma série do
contrato originariamente comprado. Sinônimo para os termos em língua inglesa
off-set ou closing-out.

Endividamento
Total de dívidas de uma empresa, governo ou pessoa física.

Endosso
Transferência da propriedade de um título mediante declaração escrita,
geralmente executada em seu próprio verso.

Entidade aberta de previdência privada


Tipo de entidade constituída com a finalidade única de instituir planos de pecúlios
e/ou rendas, mediante contribuição regular de seus participantes.

Entidade fechada de previdência privada


Tipo de entidade constituída sob a forma de sociedade civil ou fundação, com a
finalidade de instituir planos privados de concessão de benefícios
complementares ou assemelhados ao da previdência social, acessíveis aos
empregados ou dirigentes de uma empresa ou grupo de empresas, as quais,
para os efeitos do regulamento que as regem, são denominadas patrocinadoras.

Enxugar o mercado
Retirar dinheiro do mercado com a venda de títulos.

EPS (Earning Per Share)


Valor da razão dos lucros totais de uma empresa pelo número total de ações
emitidas pela mesma. Também conhecido pelo sinônimo em língua portuguesa
lucro por ação.

Equilíbrio do mercado
Mercado financeiro em período de equilíbrio, no qual os compradores e os
vendedores chegam a um consenso quanto aos preços usuais dos ativos
transacionados. Para haver um equilíbrio no mercado, a oferta e a procura de
um determinado ativo devem ser razoavelmente equivalentes, caso contrário um
dos lados ou quer comprar barato (oferta excessiva) ou vender caro (demanda
excessiva), levando ao desequilíbrio do mercado.

Equity
Patrimônio líquido: direitos residuais dos acionistas sobre os ativos da empresa,
calculado subtraindo-se o passivo total do ativo total.

Escritural
Valor mobiliário sem qualquer representação física. O valor mobiliário é apenas
registrado na conta corrente de um intermediário financeiro acreditado na CVM
(Central de Valores Mobiliários).

Especulação
Negociação em mercado com o objetivo de lucro, em geral em curto prazo. A
especulação apresenta uma perspectiva de lucro equivalente ao risco envolvido
neste tipo de operação financeira. A especulação difere de investimento porque
apresenta um risco associado superior.

Especulador
Pessoa que busca auferir ganhos financeiros por meio da compra e da venda de
ativos financeiros.

Estabilização
Ato de reduzir ou diminuir a variação das taxas de algum indicador econômico
para os níveis de países desenvolvidos.

Estagflação
Situação econômica de um país na qual ocorre simultaneamente recessão e
inflação.

Estilo das opções


Tipo de opções: (1) opções de estilo europeu e (2) opções de estilo americano.

Estipulante
Pessoa física ou jurídica que contrata um seguro a favor do segurado.

Estocástico
(1) Aquilo que envolve um componente aleatório, o mesmo que probabilístico. (2)
Tipo de ferramenta de análise gráfica desenvolvida por George Lane utilizada
para interpretar as variações anteriores do preço de determinado ativo. O
Estocástico é uma ferramenta osciladora utilizada para: (1) determinar zonas de
hiper-valorização (super-comprado ou sobre-comprado) e de hipo-valorização
(super-vendido ou sobre-vendido) dos preços de determinado ativo; (2)
determinar zonas de suporte e de resistência dos preços de determinado ativo;
e (3) determinar divergências importantes da variação de preço de determinado
ativo que balizarão as decisões do investidor. Esta ferramenta rastreia a relação
entre o preço de fechamento de um ativo e os valores máximos e mínimos
negociados. Desta forma, se os preços de fechamento se aproximarem dos
valores máximos de negociação do ativo, estarão situando-se em uma zona de
hiper-valorização (super-comprado ou sobre-comprado), enquanto que, se os
preços de fechamento se aproximarem dos valores mínimos de negociação do
ativo, estarão situando-se em uma zona de hipo-valorização (super-vendido ou
sobre-vendido). O estocástico pode ser utilizado de forma lenta ou rápida. A
forma rápida tem a desvantagem de ser muito sensível e de fornecer muitos
falsos sinais.

Estoque
Quantidade armazenada de algum ativo para venda futura.

Estratégia de buy and hold


Tipo de estratégia de investimento que se baseia na acumulação de ações ao
longo dos anos. Este tipo de estratégia permite a um investidor se beneficiar de
importantes reduções fiscais na tributação dos lucros, além de requerer um
dispêndio de tempo muito menor para acompanhamento desses investimentos,
ao contrário do que acontece com uma estratégia de investimento mais ativa.

Estrutura a termo
Curva gráfica que relaciona a taxa de juros paga por um título de renda fixa ao
seu período de vencimento para cada título negociado no mercado. A sua
inclinação é, geralmente, positiva, evidenciando que títulos de prazo de
maturidade mais longos pagam remunerações mais elevadas do que os títulos
de prazo de maturidade mais curtos. Este fato pode ser explicado tanto por
argumentos baseados na idéia de que títulos mais duradouros carregam consigo
um maior risco, quanto por teorias fundamentadas em preferências pela liquidez
(ou impaciência). Por fim, vale notar que nem sempre a estrutura a termo é bem
comportada, não sendo raros os casos em que ela é declinante durante alguns
períodos no mercado.

Estrutura de capital
(1) Forma de financiamento da totalidade de ativos de uma empresa: (1) capital
próprio versus dívida; (2) curto prazo versus longo prazo. (2) Combinação de
diversas modalidades de capital de terceiros e capital próprio por uma empresa.
Também conhecida por estrutura financeira.

Estrutura financeira
Combinação de diversas modalidades de capital de terceiros e capital próprio
por uma empresa. Também conhecida por estrutura de capital.

ETF (Exchange Traded Funds)


O Exchange Traded Fund (ETF), também conhecido pelo nome de tracker, é um
fundo de investimento com cotas negociáveis em Bolsa, como se fossem ações.

Estes Fundos de Índices aliam eficiência, transparência e flexibilidade em um


único investimento.

No Brasil, o ETF busca obter desempenho semelhante à performance de um


determinado índice de mercado e, para tanto, sua carteira replica a composição
deste índice, de acordo com regras determinadas por regulação específica.

EURO
Unidade monetária do Mercado Comum Europeu. O EURO entrou em vigor em
primeiro de Janeiro de 1999.

Eurocommercial paper
Instrumento financeiro de curto prazo, emitido por governos e por grandes
empresas e vendido internacionalmente. Também conhecido por euronote. O
eurocommercial paper distingue-se do papel comercial dos EUA (Estados
Unidos da América) por sua maior maturidade e maior rotação no mercado
secundário.

Euro-obrigação
Tipo de obrigação comercializada no mercado internacional.

Euroclear
Sistema central computadorizado de liquidação física e financeira das
transações de eurobond e de outros títulos internacionais. O sistema euroclear
encontra-se sediado em Bruxelas.

Eurodollar
Depósito denominado em dólares em um banco localizado fora dos EUA
(Estados Unidos da América).
Euronote
Instrumento financeiro de curto prazo, emitido por governos e por grandes
empresas e vendido internacionalmente. Também conhecido por
eurocommercial paper. O euronote distingue-se do papel comercial dos EUA
(Estados Unidos da América) por sua maior maturidade e maior rotação no
mercado secundário.

Evolução aleatória
Termo que implica a não existência de um padrão de evolução concreto. Os
últimos acontecimentos ou eventos não podem ser utilizados para predizer qual
a dimensão e qual a direção dos acontecimentos ou eventos futuros. Também
conhecido pelo termo em língua inglesa random walk.

EWMA (Exponential Weighted Moving Average)


Tipo de ferramenta de análise gráfica utilizada para interpretar as variações
anteriores do preço de determinado ativo. O EWMA (Exponential Weighted
Moving Average) é uma ferramenta rastreadora utilizada para projetar a
volatilidade dos investimentos. O EWMA (Exponential Weighted Moving
Average) aplica pesos maiores para dados mais recentes do que para os dados
mais antigos. Como resultado, a volatilidade reage mais rapidamente a qualquer
choque no mercado, e, em seguida, declina exponencialmente à medida que o
peso do choque cai ao longo do tempo. Também conhecido pelo termo em língua
portuguesa Média Móvel Ponderada Exponencial.

Excedente financeiro
Resultado apurado, durante o período do benefício do plano de previdência, pela
diferença entre a taxa de rentabilidade líquida obtida pela aplicação dos recursos
da reserva matemática de benefícios concedidos e a remuneração garantida,
nos termos do Regulamento e conforme nota técnica atuaria.

Exclusão do direito de preferência


Tipo de emissão, prevista pelo estatuto de uma empresa aberta que contiver
autorização para aumento do capital, sem direito de preferência, destinada para
antigos possuidores de ações, de debêntures ou partes beneficiárias
conversíveis em ações da mesma empresa.

Ex-direitos
Expressão relacionada a uma ação que teve exercidos os direitos concedidos
por uma empresa, indicando assim, que a ação é negociada já sem o direito de
subscrição ou incorporação atribuído no âmbito de uma operação de aumento
de capital.
Ex-dividendos
Expressão que indica que uma ação é negociada já sem o direito ao recebimento
do dividendo previamente anunciado. A data do ex-dividendo é aquela a partir
da qual o direito ao recebimento do dividendo da ação de uma determinada
empresa deixa de existir. A data do ex-dividendo é três dias úteis antes da data
efetiva de pagamento do dividendo por parte da empresa, aos seus acionistas.

Execução de ordem
Efetiva realização de uma ordem de compra ou venda de valores mobiliários.

Exercício
Ato pelo qual o comprador de uma opção faz uso do seu direito de comprar ou
vender o ativo subjacente.

Exercício de opções
Operação pela qual o titular de uma operação exerce seu direito de comprar ou
de vender o lote de ações-objeto, ao preço de exercício.

Exercise price
Preço pelo qual uma opção pode ser exercida e o ativo subjacente pode ser
comprado ou vendido. Também conhecido pelo termo em língua inglesa strike
price ou pelo termo em língua portuguesa preço de exercício.

Existência
Bem armazenável adquirido ou produzido pela empresa e que se destina à
transformação, à venda ou, ao consumo.

Export Notes
Cessão de crédito executada por uma empresa exportadora, por conta do
embarque que realizará no futuro.

Exportação
Vendas de bens e de serviços de um país para outro.

Exposição econômica
Impacto das alterações nas taxas de câmbio no valor de mercado ou no cash
flows de uma empresa.
Extrato de conta
Relatório de movimentações de dinheiro na conta corrente ou fundo de
investimento.

F
FAC (Fundo de Aplicação em Cotas)
Fundo de aplicação em cotas de outros fundos. Diferente dos demais fundos de
investimento, o FAC (Fundo de Aplicação em Cotas) não compra e vende papéis
e títulos no mercado. O FAC (Fundo de Aplicação em Cotas) compra e vende
cotas dos demais fundos de investimentos, ou seja, é um fundo de fundos.

Factoring
Atividade de uma instituição financeira especializada na compra de créditos que
diversas empresas detêm sobre os respectivos clientes e respectiva cobrança,
assumindo o risco de não cumprimento pelos devedores. Estas empresas
especializadas compram estes títulos de crédito (duplicatas, promissórias e até
cheques pré-datados) com desconto, pagando a vista, o que gera, nas empresas
que detinham esses documentos, dinheiro em caixa.

FAF (Fundo de Aplicação Financeira)


Fundo criado pelo plano Collor II, em substituição aos fundos de curto prazo,
inclusive o open e o over. As taxas de remuneração do FAF (Fundo de Aplicação
Financeira) deveriam ser iguais à TR, substituindo assim, com vantagens, as
aplicações de curto prazo anteriores. O FAF (Fundo de Aplicação Financeira) já
foi extinto.

Falência
Condição jurídica decretada através de sentença judicial, pela falta de
cumprimento de obrigações assumidas. Pode ser voluntária ou involuntária,
como resultado de ações dos credores da empresa, quando esta é declarada
insolvente.

Falência técnica
Quando o passivo de uma empresa é superior ao seu ativo e esta não apresenta
capacidade para cumprir com as suas obrigações.

FASB (Financial Accounting Standards Board)


Comissão normativa de contabilidade financeira dos EUA (Estados Unidos da
América).
Fator de renda
Valor numérico, calculado mediante utilização de uma tábua biométrica e uma
taxa de juros, utilizado para obtenção do valor do benefício do plano de
previdência.

Fatura
Extrato enviado para o cliente com o valor a ser pago.

Faturamento
Valor total recebido com a venda de produtos ou serviços de uma empresa.
Entram ainda nesta conta os ganhos obtidos com aplicações financeiras ou
venda de ativos.

FEBRABAN (Federação Brasileira das


associações de Bancos)
Entidade de classe de âmbito federal que representa todas as instituições
financeiras do País.

FEC (FECHAMENTO)
Preço de fechamento: valor em que ocorreu o último negócio do dia de
determinada cotação durante o pregão regular. O preço de fechamento não
considera as negociações que ocorrem durante o After Market. Sinônimo em
língua portuguesa para CLOSE. Também conhecida por cotação de fechamento.

Fechamento Anterior
Preço de fechamento anterior: valor em que ocorreu o último negócio do dia
anterior de determinada cotação durante o pregão regular. O preço de
fechamento anterior não considera as negociações que ocorrem durante o After
Market.

Fechamento de posição
Operação pela qual o lançador de uma opção ou o titular de uma opção encerram
suas posições ou parte delas. O lançador de uma opção encerra a sua posição
através da compra em pregão de outra opção da mesma série, enquanto que o
titular de uma opção encerra sua posição através da venda das opções
adquiridas. A expressão também é utilizada quando há a realização de
operações inversas no mercado futuro.

Fechamento em alta
Quando o preço da cotação de fechamento de um ativo for superior ao preço de
cotação de fechamento do pregão anterior.

Fechamento em baixa
Quando o preço da cotação de fechamento for inferior ao preço da cotação de
fechamento do pregão anterior.

FED (Federal Reserve Bank)


Banco Central dos EUA (Estados Unidos da América), composto por 12 (doze)
bancos regionais e 24 (vinte e quatro) filiais. O FED (Federal Reserve Bank) é
responsável pelas decisões de política econômica e monetária (fixação das
taxas de juros) nos EUA (Estados Unidos da América), sendo que é, a partir da
atuação do FED (Federal Reserve Bank), que sobem ou descem as taxas de
juros no mercado americano, cuja tendência afeta outros países.

Federal Funds
Depósitos não remunerados dos bancos americanos no FED (Federal Reserve
Bank). As reservas excedentes são emprestadas pelos bancos entre si.

Federal Funds Rate


Taxa de juros paga pelos títulos do governo dos EUA (Estados Unidos da
América), que corresponde à taxa de juros básica da economia americana. O
órgão que define a taxa é o Federal Open Market Comitee (Comitê Federal para
o Mercado Aberto), vinculado ao Banco Central americano, que é chamado de
FED (Federal Reserve Bank).

FGV (Fundação Getúlio Vargas)


Entidade fundada em 1924 com o objetivo de se dedicar à pesquisa no campo
das ciências sociais, da administração e da economia.

FGV-100
Índice calculado e mantido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Este índice
reflete o comportamento de uma carteira teórica, formada por ações de 100
(cem) empresas privadas não financeiras brasileiras, levando em consideração,
para a sua composição, critérios de qualidade da empresa.

Fiador
Pessoa responsável pelo pagamento da dívida, caso o beneficiário desse crédito
não cumpra com as suas obrigações. O fiador apenas se torna exigível depois
do banco credor ter tentado de todas as formas, obter a cobrança junto ao
devedor.
FIDC (Fundo de Investimento em Direitos
Creditórios)
Tipo de fundo de investimento que destina uma parcela preponderante de seu
respectivo patrimônio líquido para a aplicação em direitos creditórios.

Também conhecido pela sigla FIDC ou pelo termo Fundo de Recebíveis, desde
2004 este tipo de fundo de investimento vem se consolidando como um
instrumento eficiente de captação de recursos para empresas no mercado de
capitais brasileiro. A Bovespa, através de seus mercados de Renda Fixa
Corporativa - Bovespa Fix e Soma Fix - oferece o ambiente adequado para a
negociação de cotas deste fundo de investimento através de uma plataforma de
negociação totalmente eletrônica.

FIESP (Federação das Indústrias do Estado de


São Paulo)
Órgão sindical de representação dos interesses das empresas industriais do
estado de São Paulo. A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo) congrega mais de 100.000 indústrias - grandes, médias e pequenas -
reunidas em 106 sindicatos diferentes.

FIEX (Fundo de Investimentos no Exterior)


Fundo de investimento nacional, que aplica no mínimo 60% de seus recursos em
títulos da dívida externa brasileira.

FIF (Fundo de Investimento Financeiro)


Fundo de investimento que engloba vários tipos de fundos de investimento, tais
como: renda fixa, DI, derivativos etc. São aplicações onde o dinheiro é investido
de diversas maneiras, de acordo com o regulamento do fundo e regras de
enquadramento do BACEN (Banco Central), tais como: títulos do governo,
CDBs, mercados futuros, de opções, ações (limitado a 49% da carteira) etc.

FIF de FAC (Fundo de Investimento Financeiro em


Fundos de Aplicação de Cotas)
Fundo de investimento que visa comprar cotas de outros fundos existentes no
mercado. É uma forma de diversificar o risco, pois o dinheiro do investidor é
aplicado em diversos fundos no mercado.

FIFE
Fundo de investimento financeiro exclusivo destinado, unicamente, a receber
durante o período de deferimento, a totalidade do montante dos recursos
creditado à reserva matemática de benefícios a conceder.

FIFO (First In, First Out)


Método de avaliação de existências em uma empresa, considerando-se que as
primeiras a serem utilizadas são as que chegaram primeiro, para efeitos da
respectiva contabilização.

Filhote
Emissão de ações por uma empresa em decorrência do aumento de seu capital,
realizado por incorporação de reservas, de lucros e/ou de outros recursos. Estes
filhotes são distribuídos gratuitamente aos acionistas, na proporção da
quantidade de ações que estes já possuem. Também conhecido por bonificação
em ações.

FII (Fundo de Investimento Imobiliário)


Tipo de fundo de investimento cujo patrimônio pode ser composto por imóveis
comerciais, residenciais, rurais ou urbanos, construídos ou em construção, para
posterior alienação, locação ou arrendamento. Os fundos de investimento
imobiliário são constituídos como condomínios fechados, divididos em cotas que
depois de adquiridas não podem ser resgatadas.

As instituições financeiras administradoras de FII são obrigadas a manter, no


mínimo, 75% do patrimônio do fundo em bens e direitos imobiliários, sendo que
os 25% restantes deverão estar aplicados em títulos de renda fixa. Além disso,
95% do resultado líquido auferido pelo fundo deverá ser distribuído aos cotistas.
As cotas de FII são valores mobiliários que podem ser negociados (comprados
ou vendidos) no mercado de bolsa e de balcão organizado da Bovespa. Somente
através da negociação da cota é possível se desfazer do ativo e reaver o dinheiro
investido.

FIM (Fundo de Investimento Mobiliário)


Fundo de investimento cujo patrimônio é constituído por valores mobiliários, tais
como títulos e depósitos.

FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas


Econômicas)
Entidade dedicada às pesquisas de fenômenos econômicos e sociais , composta
por professores da USP (Universidade de São Paulo).

Fiscalização
Sistema de leis e de regulamentação administrativa que organiza a cobrança de
impostos dentro de um País.

FITVM (Fundo de Investimento de Títulos e


Valores Mobiliários)
Categoria onde estão concentrados todos os fundos de renda variável, em
substituição aos antigos FMIA (Fundo Mútuo de Investimento em Ações) e FMIA-
CL (Fundo Mútuo de Investimento em Ações - Carteira Livre).

Flat
Comissão cobrada pelos agentes financeiros para cobrir despesas operacionais.

Float
Diferença entre o saldo disponível e o saldo contábil. Representa o efeito líquido
da existência de cheques em processo de compensação.

Floor
Limite inferior da taxa de juros de um título emitido sob taxa variável.

Flutuação
Movimento de alta (valorização) e de baixa (desvalorização) das cotações de um
determinado título ou mercado.

Fluxo de caixa
O pagamento ou o recebimento efetivo do dinheiro por uma empresa ou uma
instituição governamental: fluxo de entradas e saídas de dinheiro do caixa de
uma empresa ou instituição governamental. Importante medida para se
determinar o valor de uma empresa, através do método do fluxo de caixa
descontado.

FMI (Fundo Monetário Internacional)


Organismo financeiro da ONU (Organização das Nações Unidas), criado em
1944 pelo acordo de Bretton Woods, para promover a cooperação monetária
internacional e estimular o crescimento econômico dos países-membros. A sede
do FMI (Fundo Monetário Internacional) localiza-se em Washington-EUA. A
missão principal do FMI (Fundo Monetário Internacional) é corrigir os
desequilíbrios no balanço de pagamentos dos países-membros, que possam
comprometer o equilíbrio do sistema econômico internacional, por meio de
assistência financeira temporária aos países membros que estejam com
dificuldades de cumprir com seus pagamentos a outros membros. Geralmente,
o auxílio do FMI (Fundo Monetário Internacional) incorre em medidas
econômicas ortodoxas de equalização fiscal e cortes de gastos públicos.
Atualmente, o FMI (Fundo Monetário Internacional) é composto por 184 países-
membros e acumula uma carteira de empréstimos que soma 64 bilhões de
dólares.

FMP (Fundo Mútuo de Capitalização)


Fundo de investimento que apresenta, pelo menos, 90% de seu patrimônio
líquido aplicado em ações de uma única empresa. O restante deve ser aplicado
em títulos públicos federais de renda fixa, que apresenta baixíssimo risco. Os
recursos para esse fundo originam-se, necessariamente, das contas de FGTS -
Pessoa Física.

FOB (Free On Board)


Designação da cláusula de contrato segundo a qual o frete não está incluído no
custo da mercadoria. O valor FOB é o preço de venda da mercadoria acrescido
de todas as despesas que o exportador adquire até colocá-la a bordo.

Forex (Foreign Exchange)


Mercado cambial.

Forward
Acordo entre duas partes em transacionar um determinado ativo (ação,
obrigação, moeda, ou mercadoria) numa data futura a um preço pré-definido.
Distingue-se de um contrato de futuros por não ser especificado (em termos de
quantidades e maturidades), por não ser objeto de transação em bolsa de
valores e por não implicar uma movimentação financeira diária consoante as
variações de preço (mark-to-market). Como se trata de um contrato para entrega
física (em oposição a um contrato de opções, onde o proprietário pode escolher
entre liquidá-lo através da entrega ou liquidá-lo apenas por diferença ) pode ser
uma cobertura para a venda de contratos futuros. Também conhecido pelo termo
em língua portuguesa contrato a prazo.

FRA (Forward Rate Agreement)


Acordo financeiro visando um empréstimo a iniciar numa data futura, sendo a
taxa de juro fixada no momento presente.

Franchising
Método de comercialização de produtos ou serviços no qual o franqueado obtém
o direito de uso de uma marca, e opera de acordo com um padrão de qualidade
estabelecido pelo franqueador, em troca de um pagamento de um determinado
valor. Também conhecido pelo sinônimo em língua portuguesa franquia.
Franquia
(1) Valor calculado matematicamente, até o qual o segurador não se
responsabiliza a indenizar o segurado em caso de sinistro. Participação do
segurado nos prejuízos em caso de sinistro, em geral de acordo com a cobertura
estipulada no contrato de seguro. (2) Método de comercialização de produtos ou
serviços no qual o franqueado obtém o direito de uso de uma marca, e opera de
acordo com um padrão de qualidade estabelecido pelo franqueador, em troca de
um pagamento de um determinado valor. Também conhecido pelo sinônimo em
língua inglesa franchising.

Free Cash-flow
Fundos libertados por uma empresa antes de qualquer decisão de caráter
financeiro. Quantifica o total de fundos gerados, após impostos, que a empresa
tem à sua disposição para remunerar credores e acionistas.

Free-float
Quantidade de ações “livres”. O free-float pode definir-se como a percentagem
do capital social que se encontra disperso em bolsa (nas mãos de acionistas
minoritários), relativo a uma determinada empresa admitida à cotação nesse
mercado.

FTSE 100 (Financial Times Stock Exchange 100


Index)
Índice que compreende as ações das 100 (cem) maiores empresas da Grã-
Bretanha, ponderadas com base no seu valor de mercado.

Funding
(1) Custos de financiamento de uma empresa. São os custos que uma empresa
tem de suportar em resultado do seu endividamento ou passivo remunerado. (2)
Conversão de uma dívida de curto prazo em uma dívida de longo prazo.

Fundo agressivo
Expressão que normalmente designa fundos de investimento que operam com
derivativos. Estes fundos são conhecidos por terem expressivas variações das
cotas, por isso são apontados como fundos de maior risco.

Fundo de capitalização
Fundo de investimento mobiliário cujo objetivo prioritário é a obtenção de mais-
valias de longo prazo.
Fundo de investimento
Organismo de coleta de poupança e de aplicação, em que o capital variável é
aberto ao público, e o valor dos títulos possuídos por cada participante é
determinado pela relação entre o total do ativo e o número de quotas, e não
diretamente pelo mercado. O fundo de investimento é um patrimônio constituído
por recursos financeiros aplicados pelos seus membros ou participantes. Esses
recursos podem ser compostos por valores mobiliários ou por valores imobiliários
ou, pelos dois. Geralmente, o patrimônio dos fundos de investimento está
dividido em unidades de participação pertencentes aos seus subscritores dando,
cada unidade, o direito à propriedade de uma parte do seu patrimônio. Os fundos
de investimento não possuem personalidade jurídica donde, é sempre outra
entidade que faz a gestão do seu patrimônio, geralmente, um banco ou uma
sociedade gestora de fundos de investimento.

Fundo de investimento misto


Fundo de investimento cujo patrimônio é constituído tanto por valores mobiliários
(títulos e depósitos), quanto por bens imóveis.

Fundo de maneio
Diferença entre os ativos circulantes e o passivo de curto prazo de uma empresa.

Fundo de pensão
Conjunto de recursos, proveniente de contribuições de empregados e da própria
empresa, administrados por uma entidade a ela vinculada, cuja destinação é a
aplicação em uma carteira diversificada de ações, outros títulos mobiliários e
imóveis, entre outros ativos.

Fundo de recebíbeis
Tipo de fundo de investimento que destina uma parcela preponderante de seu
respectivo patrimônio líquido para a aplicação em direitos creditórios.

Também conhecido pela sigla FIDC ou pelo termo Fundo de Investimento de


Direitos Creditórios, desde 2004 este tipo de fundo de investimento vem se
consolidando como um instrumento eficiente de captação de recursos para
empresas no mercado de capitais brasileiro. A Bovespa, através de seus
mercados de Renda Fixa Corporativa - Bovespa Fix e Soma Fix - oferece o
ambiente adequado para a negociação de cotas deste fundo de investimento
através de uma plataforma de negociação totalmente eletrônica.

Fundo de renda fixa


Fundo de investimento que pode ter até 49% de sua carteira composta por
ações, mas que, basicamente, aplicam os recursos do fundo em títulos públicos
federais, títulos privados (debêntures) e CDB (Certificado de Depósito Bancário).
Dependendo do enquadramento do fundo, podem usar derivativos para proteção
ou para alavancar rentabilidade. Muitas vezes usado como sinônimo de FIF
(Fundo de Investimento Financeiro).

Fundo de renda fixa agressivo


Tipo de fundo de renda fixa que busca rentabilidade superior às taxas de juros
básicas da economia e investem seu patrimônio em títulos de renda fixa com
perfis de risco maiores, portanto com rentabilidade maior. Freqüentemente
utilizam instrumentos derivativos para aumentar a rentabilidade da carteira de
investimentos. O investidor deve ter em mente que esses fundos podem oferecer
rendimento muito promissor, entretanto, em compensação, podem ter perda
superior ao patrimônio líquido. Quando isso ocorre, o investidor é obrigado a
entrar com mais dinheiro para cobrir as perdas do fundo. Assim, são
recomendados apenas a investidores que aceitam correr risco para obter
rendimento acima do de outros fundos.

Fundo de renda fixa conservador


Tipo de fundo de renda fixa composto por título de dívida (pública ou privada),
pré ou pós-fixado. O fundo de renda fixa conservador aplica recursos,
principalmente, em títulos públicos federais e utiliza-se de instrumentos como
derivativos apenas com o objetivo de proteção da carteira de investimentos
(hedge). São recomendados para investidores de perfil conservador.

Fundo de renda fixa moderado


Tipo de fundo de renda fixa composto por título de dívida (pública ou privada),
pré ou pós-fixado, mas que investe parte do patrimônio em títulos que oferecem
risco de crédito maior e rentabilidade maior. Alguns fundos de renda fixa
moderados utilizam os derivativos para aumentar a rentabilidade da carteira de
investimentos. São recomendados para investidores que aceitam correr algum
risco para obter rendimentos maiores.

Fundo de renda variável


Fundo de investimento que aplica a maior parte ou a totalidade de seus recursos
em uma carteira composta por ações e outros valores mobiliários. Também
conhecido por fundo de ações.

Fundo garantidor de créditos


Fundo criado e administrado pelo Governo, que tem por objetivo garantir ao
investidor o pagamento de uma parcela da quantia investida, em caso de
insolvência. Apenas as instituições financeiras relacionam-se com esse fundo.

Fundo genérico
Fundo que possui uma grande liberdade na composição de sua carteira. Um
fundo genérico pode utilizar derivativos para alavancar rentabilidade e não
precisa ter pelo menos 80% da carteira composta por títulos públicos federais ou
títulos privados de baixo risco de crédito. O fundo genérico é um fundo mais
agressivo, também conhecido por fundo livre, obrigando seu administrador a
entregar o prospecto e exigir adesão ao regulamento quando da primeira
aplicação de um cotista.

Fundo imobiliário
Fundo de investimento constituído sob a forma de condomínio fechado, cujo
patrimônio é destinado a aplicações em empreendimentos mobiliários. As quotas
desses fundos, que não podem ser resgatadas, são registradas na CVM
(Comissão de Valores Mobiliários), podendo ser negociadas em bolsa de valores
ou no mercado de balcão.

Fundo-índice
Fundo de investimento cuja carteira de títulos constitui uma réplica do portfólio
representado por um índice de ações.

Fundo livre
Fundo que possui uma grande liberdade na composição de sua carteira. Um
fundo livre pode utilizar derivativos para alavancar rentabilidade e não precisa
ter pelo menos 80% da carteira composta por títulos públicos federais ou títulos
privados de baixo risco de crédito. O fundo livre é um fundo mais agressivo,
também conhecido por fundo genérico, obrigando seu administrador a entregar
o prospecto e exigir adesão ao regulamento quando da primeira aplicação de um
cotista.

Fundo multi-carteira
Fundo composto por ativos de renda fixa (públicos ou privados) e de renda
variável, como ações, dentro dos limites legais. Alguns fundos multi-carteira
podem apresentar a possibilidade de perda superior ao patrimônio líquido.
Quando isso ocorre, o investidor é obrigado a entrar com mais dinheiro para
cobrir as perdas do fundo. Assim, os fundos multi-carteira são recomendados
para investidores que aceitam correr risco para conseguir rendimentos maiores.
Também conhecido por fundo multi-mercado.

Fundo multi-mercado
Fundo composto por ativos de renda fixa (públicos ou privados) e de renda
variável, como ações, dentro dos limites legais. Alguns fundos multi-mercado
podem apresentar a possibilidade de perda superior ao patrimônio líquido.
Quando isso ocorre, o investidor é obrigado a entrar com mais dinheiro para
cobrir as perdas do fundo. Assim, os fundos multi-mercado são recomendados
para investidores que aceitam correr risco para conseguir rendimentos maiores.
Também conhecido por fundo multi-carteira.

Fundo mútuo de ações


Conjunto de recursos administrados por uma distribuidora de valores, sociedade
corretora, banco de investimento, ou banco múltiplo com carteira de
investimento, que os aplica em uma carteira diversificada de ações, distribuindo
os resultados aos cotistas, proporcionalmente ao número de quotas possuídas.

Fundo mútuo de ações - carteira livre


Constituído sob a forma de condomínio aberto ou fechado, sendo uma
comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira diversificada de
títulos e valores mobiliários. O fundo mútuo de ações - carteira livre deverá
manter, diariamente, no mínimo 51% de seu patrimônio aplicado em ações de
emissão das companhias abertas, opções de ações, índices de ações e opções
sobre índices de ações.

Fundo mútuo de investimento em empresas


emergentes
Constituído sob a forma de condomínio fechado, é uma comunhão de recursos
destinados a aplicação em carteira diversificada de valores mobiliários de
emissão de empresas emergentes. Entende-se como empresa emergente, a
companhia que satisfaça os seguintes parâmetros: (1) tenha faturamento líquido
anual inferior ao equivalente a R$ 60 milhões; e (2) não seja integrante de grupo
de sociedades com patrimônio líquido consolidado maior ou igual a R$ 120
milhões.

Fundo não referenciado


Fundo que não possui o mínimo exigido de 95% da carteira composta por títulos
que acompanham a variação de um determinado indicador de mercado.

Fundo referenciado
Fundo que segue a variação de um determinado indicador de mercado
(benchmark). Este tipo de fundo, por lei, deve estipular que pelo menos 95% de
sua carteira seja composta por ativos que acompanham a variação de um
determinado indicador de mercado.

Fundo referenciado em DI
Fundo cuja carteira é composta por pelo menos 95% de títulos que acompanham
a variação do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Estes fundos não
podem usar derivativos para alavancar rentabilidade e sim apenas para fazer
hedge. Têm de possuir 80% da carteira aplicada em títulos públicos federais ou
títulos privados classificados como de baixo risco de crédito.

Fundo referenciado em câmbio


Fundo que está vinculado à variação do dólar, em no mínimo 95% de sua
carteira. Este fundo acompanha o comportamento de desvalorização e
valorização do dólar comercial.

Fusão
Processo de criação de uma nova empresa que consiste na agregação de duas
ou mais empresas distintas.

Fusão em conglomerado
Fusão entre duas empresas de setores econômicos distintos e não relacionados.

Fusão horizontal
Fusão entre duas empresas que produzem produtos similares.

Fusão vertical
Fusão entre um fornecedor e o seu cliente.

Futuro
Contrato padronizado, reversível, de compra e venda de uma dada quantidade
e qualidade de um bem, ou de um serviço, num local e numa data futura
específica, a um preço fixado no presente.

Futuro de Índice Bovespa


Preço do Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) em datas futuras
pré-definidas pela BM&F (Bolsa de Mercadorias e de Futuros).

G
G-5
Conjunto de cinco países (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino
Unido) que se reúne periodicamente para desenvolver uma maior coordenação
em suas políticas macroeconômicas e assim potencializar uma maior
estabilidade econômica e política em nível internacional.
G-8
Conjunto de oito países, formado pelos membros do G-5 e ainda pelo Canadá,
pela Itália e pela Rússia, que se reúne periodicamente com os mesmos objetivos
do G-5.

Gama
Coeficiente que mede a variação do delta de uma opção à medida que varia o
preço da opção. Em termos técnicos, representa a derivação secundária do
preço da opção em relação ao preço do ativo.

Gap
Intervalo ou hiato de preços de determinada cotação, no qual, no momento de
sua ocorrência, nenhuma ação foi negociada. Em gráficos diários, um gap é
produzido quando, em qualquer dia, a menor cotação desse dia é maior que a
cotação máxima registrada no dia anterior, ou o inverso, quando a maior cotação
desse dia é menor que a cotação mínima registrada no dia anterior. Em gráficos
semanais, mensais ou intra-diários (intra-days), o raciocínio é idêntico, variando
apenas o período de comparação. Quanto maior a periodicidade avaliada, menor
é a chance da ocorrência de um gap.

Gap de ativos
Termo em língua inglesa utilizado por instituições de crédito para designar a
dimensão da diferença entre ativos sensíveis às taxas de juros.

GATT (General Agreement on Tariffs and Trade)


Tratado multilateral de comércio internacional firmado em 1947. O GATT
(General Agreement on Tariffs and Trade) rege-se por três princípios básicos :
(1) tratamento igual, não discriminatório, para todas as nações comerciantes; (2)
redução de tarifas por meio de negociações; e (3) eliminação das cotas de
importação.

Gestão ativa de carteiras


Tipo de gestão de investimentos financeiros que pretende a obtenção de
rendimentos mais do que proporcionais em relação ao risco respectivo, com
base em previsões sobre as tendências dos mercados ou pela detecção de
ineficiências temporárias em certos títulos ou segmentos de mercado.

Globalização
Tendência para a tomada de decisões econômicas, tanto de consumo, quanto
de investimento, com base em uma perspectiva mundial, incrementando de
modo significativo as inter-relações entre mercados nacionais.
Golden Share
Ações detidas pelo Estado em uma empresa pública, objeto de uma privatização
total ou parcial, que lhe conferem direitos particulares e disposições estatutárias
especiais, que normalmente incidem sobre decisões de caráter estratégico para
a empresa: fusões, aquisições e alteração dos estatutos.

Goodwill
Valor não físico ou intangível e por isso contabilizado à parte, que expressa o
valor da empresa para além do seu valor contábil ou do valor de venda dos seus
ativos, líquidos do seu passivo. O Goodwill também pode ser definido como a
capacidade ou a potencialidade da empresa em gerar lucros.

Governança Corporativa
O sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolvendo os
relacionamentos entre Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração,
Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. As boas práticas de
Governança Corporativa, têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade,
facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade.

Gráfico
Representação visual de como 2 (duas) variáveis se comportam quando
cruzadas entre si.

Gráfico de ações
Representação visual da relação entre a variável tempo, representada em um
eixo horizontal, e a variável preço da ação, representada em um eixo vertical. A
relação entre as duas variáveis determina o preço da ação em determinado
período de tempo. Em um gráfico de ações, pode se representar o eixo tempo
com períodos mensais, semanais, diários, ou intra-diários. O preço da ação em
determinado período selecionado, pode ser representado graficamente de 3
(três) formas possíveis: gráfico de barras, gráfico de velas (candlesticks) e
gráfico de ponto-figura.

Gráfico de barras
Forma de gráfico de ações na qual cada unidade ou período de tempo
apresentará uma barra vertical de comprimento variado, perpendicular a duas
barras horizontais de comprimento constante. Uma das barras horizontais
posiciona-se à esquerda da barra vertical, enquanto que a outra barra horizontal
posiciona-se à direita da barra vertical. A altura de posicionamento das barras
horizontais em relação ao comprimento da barra vertical varia de acordo com o
preço de ação que estas barras representam. O ponto mais alto da barra vertical
representa o maior valor no qual a ação foi negociada durante o período
determinado, representando a máxima força dos compradores. O ponto mais
baixo da barra vertical representa o menor valor no qual a ação foi negociada
durante o período determinado, representando a máxima força dos vendedores.
A pequena barra horizontal à esquerda da barra vertical representa o valor no
qual ocorreu o primeiro negócio do período representado (preço de abertura do
período). A pequena barra horizontal à direita da barra vertical representa o valor
no qual ocorreu o último negócio do período representado (preço de fechamento
do período). Quanto maior o comprimento da barra, maior é a variação de preços
em determinado período, significando uma maior indecisão entre compradores
e vendedores quanto a formação do preço para negócio.

Gráfico de ponto-figura
Forma de gráfico de ações na qual todos os valores em que a ação foi negociada
são representados por figuras: a alta (valorização) é representada por um “X”,
enquanto que a baixa (desvalorização) é representada por um “O”. Esta forma
de gráfico de ações é mais utilizada para negociação de contratos futuros.

Gráfico de velas
Forma de gráfico de ações, originalmente desenvolvido no Japão por um
negociador de arroz chamado Munehisa Homma, na qual cada unidade ou
período de tempo apresentará uma vela desenhada de acordo com um conjunto
de regras. O valor máximo de uma cotação durante um determinado período é
representado por uma linha vertical sobre a vela (sombra superior). O
comprimento desta linha varia de acordo com a amplitude de variação do preço
de máximo (ponto mais alto da sombra superior) em relação ao preço de abertura
(período de baixa ou de desvalorização do preço da ação) ou de fechamento
(período de alta ou de valorização do preço da ação) do período. O valor mínimo
de uma cotação durante um determinado período é representado por uma linha
vertical sob a vela (sombra inferior). O comprimento desta linha varia de acordo
com a amplitude de variação do preço de mínimo (ponto mais baixo da sombra
inferior) em relação ao preço de abertura (período de alta ou de valorização do
preço da ação) ou de fechamento (período de baixa ou de desvalorização do
preço da ação) do período. O intervalo de preços entre a abertura e o fechamento
do período é representado por um retângulo (corpo da vela) entre as linhas
verticais (sombra superior e sombra inferior) previamente traçadas. Em um
período de baixa ou de desvalorização do preço da ação, o preço de abertura
situa-se no ponto mais alto do corpo da vela, o preço de fechamento situa-se no
ponto mais baixo da vela, e o corpo da vela pode apresentar uma coloração preta
ou vermelha. Em um período de alta ou de valorização do preço da ação, o preço
de abertura situa-se no ponto mais baixo do corpo da vela, o preço de
fechamento situa-se no ponto mais alto da vela, e o corpo da vela pode
apresentar uma coloração branca (vazada) ou verde. As velas representadas em
um determinado gráfico de ações podem apresentar determinados padrões entre
si, que podem prenunciar mudança de tendência de variação dos preços de
determinada ação. Estes padrões são chamados padrões de reversão. O gráfico
de velas também é conhecido pelo termo em língua inglesa candlesticks.
Greenshoe
Cláusula contratual que, em uma operação de emissão de ações, atribui ao
sindicato de colocação, a opção de compra de um lote adicional de ações da
sociedade emitente para satisfazer um eventual excesso de procura.

Guarda de títulos
Serviço de depósito ou custódia de títulos nas instituições autorizadas para seus
detentores. Por este serviço, existem instituições que cobram uma comissão
periódica ao cliente.

H
Head and Shoulders
Tipo de padrão de reversão gráfico que representa um sinal de que a tendência
corrente de um determinado ativo inverter-se-á. Este típico padrão de reversão
caracteriza-se por descrever graficamente a conformação de uma cabeça (head)
e de dois ombros (shoulders). A base dos ombros é unida por linha designada
de pescoço (neckline). O volume normalmente decresce à medida que o padrão
se forma. Esta formação costuma ocorrer no final de uma tendência forte. A
amplitude de variação dos preços após a inversão da tendência é fornecida pela
distância entre a cabeça e a neckline, e é projetada a partir do ponto de
rompimento da neckline. Também conhecido pelo sinônimo em língua
portuguesa cabeça e ombros.

Hedge
Posição assumida por um investidor que visa à eliminação ou minimização da
exposição de sua carteira a determinado fator de risco. Instrumento que visa
proteger operações financeiras do risco de grandes variações de preço em um
determinado ativo. No mercado financeiro, são as operações que reduzem o
risco, protegendo o investidor de oscilações bruscas de preços. Um investidor
pode realizar este movimento de proteção de investimento de diversas maneiras
para proteger uma determinada posição contra indesejáveis variações futuras.
Os profissionais do mercado financeiro usam muito a expressão "fazer um
hedge" ou "hedgiar" significando que estão tomando medidas preventivas para
diminuir um determinado risco presente ou futuro. No caso do investidor
individual, "fazer um hedge" na sua carteira de investimentos, pode significar que
ele está investindo em um fundo de alto risco e, como contrapartida, vai fazer
uma outra aplicação em um fundo muito conservador para "hedgiar" sua posição
global.

Hedge (2)
Expediente adotado por compradores e vendedores para se resguardarem de
flutuações de preços. Hedgiar uma posição significa que não se pode ganhar o
máximo durante todo o tempo em todos os investimentos. Assim, quando um
investidor realiza um hedge está descartando uma probabilidade de um lucro
total (e seu conseqüente risco) em prol de um menor risco, porém, com um lucro
menor.

Hedger
Investidor que executa uma operação de cobertura de risco no mercado
financeiro para proteger determinada quantia de variações de preços.

Hedging
Técnica ou estratégia de cobertura de risco, utilizada pelos gestores, que visa à
proteção de uma determinada posição (atual ou futura) em um ativo (moeda,
obrigação, ação, ou mercadoria), contrato (de futuros ou opções) ou índice em
relação ao risco de perda do seu valor.

High Yield
Alta taxa de retorno. Os empréstimos nos quais as empresas pagam taxas de
juros sensivelmente altas e que usualmente são executados no mercado
europeu são classificados como de High Yield.

Holding
Tipo de empresa que apresenta como atividade principal, participação acionária
em uma ou mais empresas. Esta sociedade detém uma elevada posição
acionista sobre outra(s) empresa(s) (que pode atingir os 100%, embora não
necessariamente), possuindo desse modo o controle efetivo desta(s) última.
Estas sociedades têm como objetivo a aquisição e a posse de ações (ou quotas)
de outras empresas (geralmente participações majoritárias de capital ou de
direitos de voto), exercendo o controle da sua gestão.

Home broker
Serviço eletrônico oferecido por algumas corretoras que permite o envio de
ordens de compra e venda de ações pela Internet, possibilitando acesso às
cotações e o acompanhamento de carteiras de ações, entre vários outros
recursos. O home broker é um moderno canal de relacionamento entre os
investidores e as sociedades corretoras, tornando ainda mais ágil e simples as
negociações no mercado acionário.

Hot Money
Tipo de investimento em títulos ou em câmbio, atraído por taxas de juros
elevadas ou diferenças cambiais significativas, de curtíssimo prazo, que pode
deslocar-se de um mercado para outro com grande agilidade de flutuações de
preços.
I
IBA (Índice Brasileiro de Ações)
Índice calculado e mantido pela CNBV (Comissão Nacional de Bolsas de
Valores), através da ponderação das ações de sua carteira teórica adotando o
critério de valor de mercado das empresas. A exemplo do Ibovespa, é outro
índice que mede o comportamento das bolsas de valores. O índice é composto
por ações das empresas que estiveram presentes em, no mínimo, 80% dos
pregões nos últimos seis meses, com, no mínimo, dez operações em cada
pregão.

IBGC (Instituto Brasileiro de Governança


Corporativa)
Predefinição:Instituto Brasileiro de Governança Corporativa

IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e


Estatística)
Órgão vinculado a Secretaria de Planejamento da Presidência da República,
cuja atribuição básica consiste em fornecer informações e estudos de natureza
estatística, geográfica, cartográfica, demográfica, de recursos naturais etc.
necessários ao conhecimento da realidade física, econômica e social do país
para fins de planejamento econômico e social e de segurança nacional.

Ibovespa
O Índice Bovespa (IBOVESPA) é o mais importante indicador do desempenho
médio das cotações das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.
É formado pelas ações com maior volume negociado nos últimos meses. O valor
atual do índice representa o valor de mercado, em moeda corrente, de uma
carteira teórica de ações, constituída em 02 de Janeiro de 1968, a partir de uma
aplicação hipotética.

As ações selecionadas para compor o Ibovespa representam, em conjunto, 80%


da liquidez do mercado à vista durante os 12 (doze) meses anteriores do
Mercado Bovespa. Como critério adicional, exige-se que a ação apresente, no
mínimo, 80% de presença nos pregões do período. Freqüentemente a
composição e os pesos do Ibovespa são alterados para melhor representar o
mercado de ações.

Ibovespa médio
Média aritmética do índice Ibovespa, calculada a cada 30 segundos, durante o
dia.
IBrX (Índice Brasil)
O IBX é o índice do Mercado Bovespa que compreende as 100 (cem) ações mais
negociadas da BM&FBovespa, tanto em relação ao número de negócios e
quanto ao volume financeiro negociado. O peso que cada ação exerce sobre a
composição do índice é ponderado por seu respectivo valor de mercado. As
ações selecionadas para compor este índice apresentam ampla
representatividade na economia e, portanto, representam uma boa diversificação
de risco. A instituição responsável pelo cálculo, manutenção e divulgação deste
índice é a BM&FBOVESPA.

IBrX-50 (Índice Brasil 50)


O IBrX-50 - Índice Brasil 50 é o índice do Mercado Bovespa que mede o retorno
total de uma carteira teórica composta por 50 ações selecionadas entre as mais
negociadas da BM&FBOVESPA em termos de liquidez. A composição da
carteira é ponderada pelo valor de mercado das ações disponíveis para
negociação. Código BM&FBovespa: IBXL

IBV (Índice da Bolsa de Valores)


Índice que exprime a variação média diária dos valores das negociações na
BVRJ (Bolsa de Valores do Estado do Rio de Janeiro), de uma carteira de ações
de cerca de 100 (cem) empresas selecionadas.

IBX (Índice Brasil)


O IBX é o índice do Mercado Bovespa que compreende as 100 (cem) ações mais
negociadas da BM&FBovespa, tanto em relação ao número de negócios e
quanto ao volume financeiro negociado. O peso que cada ação exerce sobre a
composição do índice é ponderado por seu respectivo valor de mercado. As
ações selecionadas para compor este índice apresentam ampla
representatividade na economia e, portanto, representam uma boa diversificação
de risco. A instituição responsável pelo cálculo, manutenção e divulgação deste
índice é a BM&FBOVESPA.

IBX-50 (Índice Brasil 50)


O IBrX-50 - Índice Brasil 50 é o índice do Mercado Bovespa que mede o retorno
total de uma carteira teórica composta por 50 ações selecionadas entre as mais
negociadas da BM&FBOVESPA em termos de liquidez. A composição da
carteira é ponderada pelo valor de mercado das ações disponíveis para
negociação. Código BM&FBovespa: IBXL

ICON (Índice de Consumo)


O ICON - Índice BM&FBOVESPA de Consumo tem por objetivo oferecer uma
visão segmentada do mercado acionário, medindo o comportamento das ações
das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não-cíclico. As
ações componentes são selecionadas por sua liquidez, e são ponderadas nas
carteiras pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação. Código
BM&FBovespa: ICON11

ICV-DIEESE (Índice de Custo de Vida do


Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos)
Índice pesquisado no município de São Paulo, que reflete o custo de vida das
famílias com renda média de R$ 2,8 mil.

IDU (Interest Due Unpaid)


Título da dívida externa do governo brasileiro (bonds) de vencimento em curto
prazo (2001). Também conhecido por Bradies.

IEE (Índice de Energia Elétrica)


Primeiro índice setorial do Mercado Bovespa, o IEE Brasil - Índice de Energia
Elétrica foi lançado em Agosto de 1996 com o objetivo de medir o desempenho
do setor de energia elétrica. Dessa forma, este índice funciona como um
instrumento que permite a avaliação da performance de carteiras especializadas
nesse setor. Código BM&FBovespa: IEEX

IGC (Índice de Ações com Governança


Corporativa Diferenciada)
O IGC - Índice de Governança do Mercado Bovespa tem por objetivo medir o
desempenho de uma carteira teórica composta por ações de empresas que
apresentem bons níveis de governança corporativa. Tais empresas devem ser
negociadas no Novo Mercado ou estar listadas nos Níveis 1 ou 2 da BOVESPA.
Código BM&FBovespa: IGCX

IGP (Índice Geral de Preços)


Índice calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Existem 2 (dois) tipos de
IGP (Índice Geral de Preços): o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) e o
IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna). Ambos apresentam a
mesma estrutura e são compostos pelos seguintes sub-índices: IPA (Índice de
Preços no Atacado) - onde se consideram preços praticados do mercado
atacadista e representa 60 % do IGP (Índice Geral de Preços); IPC (Índice de
Preços ao Consumidor) - a coleta de dados ocorre nas cidades de São Paulo e
do Rio de Janeiro dentre as famílias que tem uma renda de 1 (um) a 33 (trinta e
três) salários mínimios) e representa 30 % do IGP (Índice Geral de Preços); INCC
(Índice Nacional de Construção Civil) - onde são avaliados os preços do setor de
construção civil, não só de materiais como de mão-de-obra, e representa 10 %
do IGP (Índice Geral de Preços).

IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade


Interna)
Índice calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) utilizado como uma
referência do mercado financeiro. Afere o comportamento dos preços no
mercado de atacado, de consumo e construção civil, entre famílias do Rio de
Janeiro e de São Paulo, com renda mensal de 1 (um) a 33 (trinta e três) salários
mínimos. O período de coleta do índice é compreendido entre o primeiro e o
último dia do mês de referência e, a sua divulgação, ocorre próxima ao dia 20
(vinte) do mês posterior. O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade
Interna) é formado por três taxas: IPA (Índice de Preços por Atacado) - que
corresponde a 60% do IGP-M (Índice Geral dos Preços do Mercado); IPC (Índice
de Preços ao Consumidor) - que responde por 40% do IGP-M (Índice Geral dos
Preços do Mercado); e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) - que
é 10% do IGP-M (Índice Geral dos Preços do Mercado). O IGP-DI (Índice Geral
de Preços - Disponibilidade Interna) foi criado com o objetivo de balizar o
comportamento de preços em geral na economia. O IGP-DI exclui os produtos
importados, considerando apenas o que é produzido internamente.

IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado)


Índice calculado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) utilizado como uma
referência do mercado financeiro. Afere o comportamento dos preços no
mercado de atacado, de consumo e construção civil, entre famílias do Rio de
Janeiro e de São Paulo, com renda mensal de 1 (um) a 33 (trinta e três) salários
mínimos. O índice é apurado entre os dias 21 (vinte e um) do mês anterior e 20
(vinte) do mês de referência, sendo que, a cada decêndio do período de coleta
ocorrem divulgações de prévias do índice. O IGP-M (Índice Geral dos Preços do
Mercado) é formado por três taxas: IPA (Índice de Preços por Atacado) - que
corresponde a 60% do IGP-M (Índice Geral dos Preços do Mercado); IPC (Índice
de Preços ao Consumidor) - que responde por 40% do IGP-M (Índice Geral dos
Preços do Mercado); e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) - que
é 10% do IGP-M (Índice Geral dos Preços do Mercado). O IGP-M (Índice Geral
dos Preços do Mercado) foi criado com o objetivo de se possuir um indicador
confiável para as operações financeiras, especialmente as de longo prazo,
sendo utilizado para correções de NTN (Notas do Tesouro Nacional) dos tipos B
e C e para os CDB (Certificado de Depósitos Bancários) pós-fixados com prazos
acima de um ano. O IGP-M considera todos os produtos disponíveis no mercado,
inclusive o que é importado.

IMOB (Índice Imobiliário)


O IMOB - Índice BM&FBOVESPA Imobiliário tem por objetivo oferecer uma visão
segmentada do mercado acionário, medindo o comportamento das ações das
empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos
por construção civil , intermediação imobiliária e exploração de imóveis. As ações
componentes são selecionadas por sua liquidez, e são ponderadas nas carteiras
pelo valor de mercado das ações disponíveis à negociação. Código
BM&FBovespa: IMOB11

Imobilização corpórea
Aplicação tangível de caráter permanente de uma empresa, como por exemplo,
terrenos, edifícios e equipamento etc. Rubrica do ativo do balanço.

Imobilização incorpórea
Aplicação intangível de caráter permanente de uma empresa, tais como
despesas de instalação, despesas de investigação e desenvolvimento,
trespasses etc. Rubrica do ativo do balanço.

Importância segurada
Valor estabelecido pelo segurado como limite do seu direito de indenização.

Imposto
Prestação obrigatória em dinheiro, sem contrapartida imediata, sobre o
rendimento das pessoas. O imposto é exigido pelo Estado, visando à cobertura
de um conjunto de despesas de interesse geral e nacional.

Imposto de renda
Imposto cobrado a pessoas físicas e jurídicas sobre os rendimentos recebidos
durante um ano. No caso das pessoas, quanto maior a renda maior a taxa do
imposto incidente. Para as empresas, o percentual do imposto de renda depende
do tipo da empresa e do regime de tributação no qual ela se enquadra.

Imposto direto
Imposto que incide sobre os rendimentos obtidos pelos contribuintes através de
uma matéria coletável diretamente determinada.

Imposto indireto
Imposto que incide sobre os rendimentos utilizados, através de uma matéria
coletável indiretamente determinada.

Imunização
Técnica que procura eliminar a sensibilidade de uma carteira de obrigações ao
risco de re-investimento durante um determinado período de tempo.
Incerteza
Tecnicamente, é uma situação onde se tem tão pouca informação a respeito do
comportamento dos retornos de um ativo que não se consegue modelá-los com
uma distribuição de probabilidade que obedeça a um mínimo de requisitos de
consistência e, simultaneamente, tenha alguma utilidade para fins de tomada de
decisão. Ferramentas estatísticas para o tratamento adequado de tais situações
são ainda muito incipientes para o emprego prático em larga escala. No dia a
dia, utiliza-se informalmente o termo incerteza também como sinônimo de risco.

Indenização
Importância que a companhia seguradora deverá pagar ao segurado no caso da
efetivação de um risco coberto no contrato de seguro.

Indexador
Índice contratado para atualização monetária dos valores.

Indicador de momento
Indicador de mercado que utiliza as cotações e os volumes para prever a força
ou a fraqueza de um mercado ou de uma ação ou quaisquer outras condições
de sobre-compra (overbought) ou sobre-venda (oversold), no sentido de detectar
pontos de reversão ou divergências. Também conhecido por momentum.

Indicador econômico
Estatística chave que demonstra a direção e a tendência de uma determinada
economia. Entre os indicadores econômicos encontram-se a taxa de
desemprego, a taxa de inflação, a utilização da capacidade produtiva e a balança
comercial.

Índice
Índice é um indicador de desempenho de uma carteira de ações, títulos ou ativos,
destinado a representar determinado mercado, setor ou segmento. Assim, um
índice serve como um termômetro da valorização de um grupo de ações ao longo
do tempo. Um índice afere também o estado geral e o desempenho de um
mercado financeiro ou de uma economia específica. No Brasil, por exemplo,
geralmente utiliza-se o Ibovespa como uma referência para o mercado de ações
brasileiro.

Como um índice é diferente dos outros?

De acordo com os diferentes objetivos e metodologias de construção dos


índices, cada índice pode apresentar retornos e características diferentes. O
Ibovespa, por exemplo, busca acompanhar as empresas mais negociadas na
bolsa, enquanto o Índice BM&FBovespa MidLarge Cap engloba as companhias
com os maiores valores de capitalização listadas na BM&FBovespa.

Índice de lucratividade
Relação entre o capital atual e o capital inicial de uma aplicação.

Índice de preço
Número que permite acompanhar a evolução do preço de um determinado
produto (ou de uma cesta de produtos) no tempo. A taxa de inflação,
tradicionalmente chamada por índice de inflação, expressa a variação de um
número índice que é calculado a partir da média ponderada de preços de vários
bens (previamente estabelecidos por um instituto de pesquisa). Neste sentido, o
câmbio nada mais é do que a variação do preço de uma moeda estrangeira (em
geral do dólar), podendo, igualmente, ser transformado em um número índice,
cuja variação tradicionalmente é chamada por variação cambial.

Índice de Sharpe
Índice utilizado por profissionais do mercado financeiro, que relaciona o risco e
a rentabilidade envolvidos em determinado investimento, na tentativa de melhor
qualificá-lo. O cálculo deste índice leva em consideração a volatilidade e o
retorno do fundo acima da poupança. Quanto maior o retorno e menor o risco,
maior será o índice de Sharpe.

Índice FGV 100


Carteira teórica criada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), formadas pelas 100
(cem) maiores empresas privadas não financeiras do mercado.

Índice futuro
Índice que especula o comportamento futuro do índice Ibovespa, negociado na
BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros).

Índice Mid-Large Cap


Criado pela BM&FBOVESPA, o MLCX - Índice BM&FBOVESPA Mid Large Cap
tem por objetivo medir o comportamento das empresas listadas na Bolsa de
modo segmentado, aferindo o retorno de uma carteira composta pelas empresas
listadas de maior capitalização. As ações componentes serão selecionadas por
sua liquidez, e serão ponderadas nas carteiras pelo valor de mercado das ações
disponíveis para negociação. Código BM&FBovespa: MLCX

Índice Preço/Lucro
Quociente da divisão do preço de uma ação no mercado, em um instante, pelo
lucro líquido anual da mesma. Assim, o Índice preço/Lucro - P/L é o número de
anos que se levaria para reaver o capital aplicado na compra de uma ação, pelo
recebimento do lucro gerado por uma empresa. Para tanto, torna-se necessário
que se condicione essa interpretação à hipótese de que o lucro por ação se
manterá constante e será distribuído todos os anos.

Índice PSI20
Índice que reúne as 20 (vinte) ações mais representativas e com maior
capitalização e liquidez entre as empresas cotadas na Bolsa de Valores de
Lisboa.

Índice Small Caps


Criado pela BM&FBOVESPA, o SMLL - Índice BM&FBOVESPA Small Cap tem
por objetivo medir o comportamento das empresas listadas na Bolsa de modo
segmentado, aferindo o retorno de uma carteira composta por empresas de
menor capitalização. As ações componentes serão selecionadas por sua
liquidez, e serão ponderadas nas carteiras pelo valor de mercado das ações
disponíveis para negociação. Código BM&FBovespa: SMLL

INDX (Índice do Setor Industrial)


O INDX - Índice do Setor Industrial tem por objetivo medir o desempenho das
ações mais representativas do setor industrial, importante segmento da
economia brasileira. Sua carteira teórica é composta pelas ações mais
representativas da indústria, que são selecionadas entre as mais negociadas na
BM&FBOVESPA em termos de liquidez e são ponderadas na carteira pelo valor
de mercado das ações disponíveis para negociação. Código BM&FBovespa:
INDX11

Inflação
Taxa de crescimento do nível geral de preços de um País ou região, ou, de outra
forma, a perda de valor real (poder de compra) da moeda de um País. Em termos
teóricos, tem-se o problema de definir claramente o que é nível geral de preços,
posto que tal definição depende do modelo macroeconômico empregado, ou
seja, em um modelo com um único bem, o crescimento do preço deste bem é a
taxa de inflação, mas, em modelos com mais de um bem, surge o clássico
problema da agregação e da fórmula de cálculo ótima. Por outro lado, sua
mensuração prática depende fortemente dos bens e serviços incluídos na
composição da cesta de consumo considerada para efeitos de cálculo, assim
como da fórmula empregada. De fato, a definição de um índice que reflita
adequadamente a perda do poder de compra da moeda subjaz a questão de que
esta perda depende da cesta de consumo do agente. Por exemplo, considere
uma economia com apenas cinco produtos. Se três deles subirem de preço, mas
os outros dois mantiverem seus preços constantes, qualquer fórmula de cálculo
que empregue uma média de todos os preços vai registrar inflação (perda do
poder de compra da moeda do agente econômico), mesmo para aqueles
indivíduos que consomem apenas os dois bens que não sofreram alteração em
seus preços. Por essa razão, existem diversos índices de inflação, sendo que,
cada um aponta um valor diferente. Em se tratando de mercado financeiro, a
inflação é um indicador importante, pois influi na trajetória futura da política
monetária e, conseqüentemente na curva de juros e nos preços dos ativos
financeiros, em especial, quando a política monetária é abertamente regida por
metas de inflação. Enfim, a inflação é importante do ponto de vista de análise
financeira, pois afeta o valor do ativo financeiro mais fundamental da economia,
a moeda, e, como resultado, influencia o preço de todos os demais.

Informação
Qualquer dado útil para se determinar o comportamento futuro do preço de
algum ativo, financeiro ou não. Tecnicamente, informação é uma
correspondência entre os possíveis estados da natureza e os eventos que
podem ocorrer como conseqüência daqueles estados. Nesse sentido, o
conhecimento antecipado de alguma informação ajuda o agente a obter
vantagens sobre os demais investidores do mercado.

Informação assimétrica
Situação em que uma das partes envolvidas em uma transação possui mais e/ou
melhor informação relevante do que a outra.

Informação privilegiada
Conhecimento de informações relativas a uma empresa e não disponibilizadas
ao público em geral. Diz-se dos dados ou planos revelados, com
antecipação/exclusividade, a algum(uns) agente(s) sobre o comportamento
futuro de alguma variável importante para a decisão de investimento/alocação
de recursos. A utilização de informação privilegiada é uma atividade ilegal.
Também conhecida por inside information.

INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)


Índice calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o
objetivo de balizar os reajustes de salário. O universo de pesquisa é composto
por pessoas que ganham de 1 (um) a 8 (oito) salários mínimos nas regiões
metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São
Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do
Município de Goiânia. A composição dos grupos de despesas para o cálculo do
índice é o seguinte: alimentação (33,10%), colunistas de residência (8,85%),
habitação (12,53%), transportes e comunicação (11,44%), vestuário (13,16%),
saúde e cuidados pessoais (7,56%) e despesas pessoais (13,36%). O período
de coleta é compreendido entre o primeiro e o último dia do mês de referência e,
a sua divulgação, ocorre próxima ao dia 15 (quinze) do mês posterior.
Inside day
Situação na qual o intervalo diário (range) dos preços das cotações do dia
corrente encontra-se totalmente contido no intervalo diário(range) dos preços
das cotações do dia anterior.

Insider
Investidor que tem acesso privilegiado a determinadas informações, antes que
estas se tornem conhecidas no mercado. O insider pode utilizar estas
informações confidenciais para obter lucros no mercado de valores mobiliários.
A CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) proíbe essa prática.

Inside trading
Transações efetuadas com base em informação privilegiada por indivíduos
detentores desse tipo de informação.

Instituição de crédito
Instituição financeira que concede crédito a empresas, particulares e outros
agentes econômicos. Exemplo: os bancos, as sociedades de leasing, as
sociedades de factoring, as sociedades financeiras de corretagem, as
sociedades financeiras de aquisição a crédito etc.

Instituição financeira
Unidade de organização que compõe o mercado financeiro. Exemplo: Bancos
Comerciais, Bancos de Investimento, Caixa Econômica, Cooperativas de
Crédito, Sociedades Corretoras e Distribuidoras. As normas operacionais de
todas as instituições financeiras são estabelecidas pelo BACEN (Banco Central).

Instituidora
Pessoa jurídica contratante, a qual os participantes estão vinculados, que efetua
contribuição ao plano de previdência.

Instrução
Instrumento de normatização usado por instituições governamentais como o
BACEN (Banco Central) ou a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para
regulamentar o mercado financeiro.

Integração horizontal
Criação de parcerias e/ou aquisição de empresas dentro do mesmo
mercado/setor, visando um aumento de dimensão (quota de mercado) e
aproveitando eventuais economias de escala.

Integração vertical
Criação de parcerias estratégicas ou concretização de aquisições, relacionadas
ao negócio principal da empresa. Na prática, visa o controle de toda a cadeia de
produção, criando assim fortes barreiras aos novos potenciais concorrentes.

Integralização
O momento em que o acionista entrega o dinheiro ou bens para aumento de
capital.

Intermediação
Realização de operações financeiras através de uma instituição intermediária.

Intervalo diário
Diferença entre o preço de cotação máxima e o preço de cotação mínima
relativos a um determinado dia de negociação. Também conhecido pelo termo
em língua inglesa range.

In-the-Money
Situação em que o preço de exercício de uma opção se situa abaixo (call) ou
acima (put) do preço corrente do ativo de base.

Investidor institucional
Instituição que dispõe de vultosos recursos mantidos em certa estabilidade e
destinados à reserva de risco ou à renda patrimonial e que investe parte dos
mesmos no mercado de capitais. Instituições financeiras. Consideram-se
institucionais, o Estado, as instituições públicas, as instituições financeiras
(bancos, caixas econômicas etc.), as seguradoras, os fundos de investimento e
de pensões, e outros que investem no mercado de capitais comprando e
vendendo valores mobiliários em grandes quantidades.

Investimento
Emprego de recursos financeiros ou aplicação de capital em atividade produtiva,
objetivando ganhos a médio ou longo prazo, ou em algum tipo de ativo financeiro.

Investimento estrangeiro
Aquisição de empresas, equipamentos, instalações, estoques ou interesses
financeiros de um país por empresas, governos ou indivíduos de outros países.

Investimento financeiro
Aplicação de capital, de caráter permanente, em imóveis, em ativos financeiros,
partes de capital, empréstimos a empresas do grupo e associadas, títulos etc.

Investir
Executar uma aplicação de capital com o objetivo de obter um retorno.

IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)


Índice que incide sobre as remunerações de todas as atividades bancárias e
financeiras, com exceção dos juros propriamente ditos. O IOF (Imposto sobre
Operações Financeiras) incide sobre o ganho da aplicação de fundos de renda
fixa com liquidez diária de acordo com uma tabela regressiva, até o 29º dia da
aplicação, estando isentos a partir do 30º dia.

IPA (Índice de Preços por Atacado)


Índice calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o
objetivo de corrigir os balanços e demonstrações financeiras trimestrais e
semestrais das companhias abertas. O universo de pesquisa é composto por
pessoas que ganham de 1 (um) a 40 (quarenta) salários mínimos nas regiões
metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São
Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do
Município de Goiânia. A composição dos grupos de despesas para o cálculo do
índice é o seguinte: alimentação (25,21%), colunistas de residência (8,09%),
habitação (10,91%), transportes e comunicação (18,77%), vestuário (12,49%),
saúde e cuidados pessoais (8,85%) e despesas pessoais (15,68%). O período
de coleta é compreendido entre o primeiro dia e o último dia do mês de referência
e, a sua divulgação, ocorre próxima ao dia 15 (quinze) do mês posterior.

IPC (Índice de Preços ao Consumidor)


Índice que mede a inflação, traduzindo o preço de um grupo de mercadorias de
modo a estabelecer a tendência dos preços de uma economia. Este índice é
medido na cidade de São Paulo com o universo de pessoas que ganham de 2
(dois) a 6 (seis) salários mínimos. A composição dos grupos de despesas para
o cálculo do índice é o seguinte: alimentação (30,81%), despesas pessoais
(12,52%), habitação (26,52%), transportes (12,97%), vestuário (8,65%), saúde e
cuidados pessoais (4,58%) e educação (3,95%). O índice é calculado pela FIPE
- uma instituição de pesquisa ligada à Faculdade de Economia e Administração
da USP (Universidade de São Paulo) e foi criado pela Prefeitura do Município de
São Paulo com o objetivo de reajustar os salários dos servidores municipais. O
período de coleta inicia-se no primeiro dia de cada mês e se encerra no último
dia do mesmo. A divulgação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) ocorre
próximo ao dia 10 (dez) do mês subseqüente ao mês da coleta. Semanalmente
ocorrem divulgações prévias, chamadas quadrissemanais, que simplesmente
comparam os preços das últimas quatro semanas apuradas, em relação às
quatro semanas imediatamente anteriores, auferindo um índice para cada
semana do mês.

IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)


Índice calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cujo
cálculo afere o custo de vida para famílias com renda mensal de 1 (um) a 40
(quarenta) salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do País.

IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor


Ampliado Especial)
Índice especialmente criado para a correção da UFIR, que, a partir de Dezembro
de 1994, passou a ser divulgado trimestralmente. Este índice foi o indexador
oficial da economia brasileira de Dezembro de 1985 até o Plano Cruzado. O
período de coleta desde índice é compreendido entre o dia 15 (quinze) do mês
anterior e 15 (quinze) do mês de referência.

IPO (Inicial Public Offering)


IPO é a sigla utilizada para a expressão em lingua inglesa Initial Public Offering
(Oferta Pública Inicial).

Esta expressão refere-se ao evento que marca a primeira venda de ações


ordinárias de uma empresa no mercado de ações.

O objetivo principal de uma IPO é a geração de capital através da venda parcial


das ações da companhia para a sociedade, utilizando este capital como
investimento para expansão da empresa.

ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial)


O ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial da BM&FBOVESPA tem por
objetivo refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com
reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a
sustentabilidade empresarial. Estas empresas selecionadas para a composição
do índice também costumam atuar como promotoras de boas práticas no meio
empresarial brasileiro. Código BM&FBovespa: ISEE1

ITAG (Índice de Ações com Tag Along


Diferenciado)
O ITAG - Índice de Ações com Tag Along Diferenciado tem por objetivo medir o
desempenho de uma carteira teórica composta por ações de empresas que
oferecem as melhores condições aos acionistas minoritários, com relação à
alienação do controle. Código BM&FBovespa: ITAG1

ITEL (Índice Setorial de Telecomunicações)


Assim como o IEE Brasil, o ITEL Brasil - Índice Setorial de Telecomunicações
também é um índice setorial, que mede o desempenho das ações do setor de
telecomunicações. Dessa forma, este índice funciona como um instrumento que
permite a avaliação da performance de carteiras especializadas nesse setor.
Código BM&FBovespa: ITEL

IVBX-2 (Índice Valor Bovespa)


O IVBX-2 - Índice de Valor da Bovespa é um índice que foi desenvolvido em
conjunto pela Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Jornal Valor Econômico,
visando mensurar o retorno de uma carteira hipotética constituída
exclusivamente por papéis emitidos por empresas de excelente conceito junto
aos investidores, classificadas a partir da 11ª posição, tanto em termos de valor
de mercado quanto de liquidez de suas ações. Código BM&FBovespa: IVBX

J
Joint venture
Forma de associação de interesses entre empresas juridicamente
independentes ou entre uma empresa e um grupo econômico, pessoas jurídicas
ou pessoas físicas, que colocam um conjunto de recursos em comum, para
entrada em projetos de grande envergadura ou para expandir sua base
econômica, com estratégias de expansão e diversificação, com propósito
explícito de lucros ou benefícios, e com duração permanente ou a prazos
determinados. A criação de Joint venture é freqüente quando empresas com
tecnologias complementares desejam criar um produto ou serviço que aproveite
as potencialidades de cada um dos participantes. Uma Joint venture se limita
geralmente a um único projeto e distingue-se de sociedades que constituem as
bases para cooperações em diversos projetos. Um modelo típico de Joint venture
seria a transação entre o proprietário de um terreno de excelente localização e
uma empresa de construção civil, interessada em levantar um prédio sobre o
local. Ou ainda, um inventor de um novo processo, produto ou tecnologia
associado a um capitalista para formar infra-estrutura adequada para a
fabricação ou realização da tecnologia por meio de Joint venture. Outro exemplo
de Joint venture seria um fabricante de conservas de alimentos que oferecesse
uma fusão de interesses para um fazendeiro, que controlasse a matéria-prima
em quantidade e qualidade adequadas para transformação em alimentos
conservados. Existe ainda certa inibição entre executivos perante a fusão
empresarial por Joint venture, principalmente em caso de transferência de
tecnologia ou qualquer outro ativo intangível que não possui proteção legal,
patentes e marcas registradas, que poderiam ficar sob domínio público, uma vez
utilizado como aporte de capital para uma transação de Joint venture.

Junk Bonds
Obrigações de elevada probabilidade de não cumprimento, sendo, por isso, de
alto risco e com elevadas taxas de juros. Os Junk Bonds tiveram grande sucesso
nos anos 80, por muitos acreditarem que a sua rentabilidade mais do que
compensava o forte risco associado. Vários estudos realizados posteriormente
tenderam demonstrar que tal sucesso não era, em geral, a realidade. Também
conhecido por obrigações especulativas.

Juros
Remuneração que o detentor do dinheiro cobra para conceder um empréstimo.
O valor do juro (seu percentual) é considerado como o custo ou preço do
dinheiro. Em economia, o dinheiro é considerado um bem disponível no mercado
e, portanto, tem um preço, um custo. Alguns dos motivos pelos quais os juros
aumentam são: quando há pouco dinheiro disponível no mercado ou quando a
inadimplência aumenta.

Juros antecipado
Pagamento de juros executado no início do período de contagem dos mesmos.

Juros composto
Adição dos juros vencidos ao capital inicial, para produção de juros ainda
maiores no futuro.

Juros corrido
Juro acumulado entre a data de pagamento do cupom mais recente e a data de
venda de uma obrigação. No momento da transação, o comprador paga o preço
da obrigação mais o juro corrido, que se calcula multiplicando o juro diário líquido
do empréstimo pelo número de dias passados desde o último pagamento de
juros.

Juros futuro
Contrato negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) em que os
investidores apostam na tendência das taxas no futuro.

Juros postecipado
Pagamento de juros executado no final do período de contagem dos mesmos.
Juros simples
Juro calculado somente com base no capital inicial.

Just-in-time
Sistema de gerenciamento de suprimentos que evita a formação de estoques,
demandando os insumos à medida que são necessários.

K
Keidaren
A mais importante associação empresarial japonesa, agrupando empresas e
organizações dos mais variados ramos de negócio.

L
Laissez-Faire, Laissez-Passer
Palavra de ordem do liberalismo econômico, cunhada no século XVIII pelos
fisiocratas franceses, proclamando a mais absoluta liberdade de produção e
comercialização de mercadorias. O sinônimo em língua portuguesa para o termo
é deixar fazer, deixar passar.

Lançador
Aquele que vende uma opção no mercado de opções, assumindo a obrigação
de vender ou de comprar o lote de ações-objeto ao qual a opção se refere, caso
o titular a exerça. Em contrapartida, o lançador recebe do titular um pagamento
sob a forma de um prêmio.

Lançamento de opções
Operação de venda que origina as opções de compra ou de venda.

Lance
Preço oferecido em pregão para a compra ou para a venda de um lote de títulos,
pelos representantes das sociedades corretoras.

Lastro
Garantia implícita em um ativo. Dizemos, por exemplo, que uma moeda tem
lastro quando o seu valor é garantido e não se questiona sua aceitabilidade.
LBO (Leverage Buy Out)
Aquisição de uma empresa essencialmente através do recurso a fundos alheios,
normalmente por parte de um grupo em que se incluem alguns dos gestores da
empresa-alvo.

Lead underwriter
Instituição financeira que lidera a tomada firme de uma emissão de títulos.

Lease
Contrato de locação financeira.

Leasing
(1) Contrato de locação de equipamentos ou imóveis por meio de pagamento
periódico. No final do contrato, o arrendatário tem a opção de devolver o
equipamento ou imóvel, de comprá-lo ou de renovar o contrato. (2) Operação
financeira entre uma empresa proprietária de determinados bens e uma pessoa
jurídica, que usufrui desses bens contra o pagamento de prestações. A grande
vantagem do leasing é a não imobilização de capital, sobretudo nos casos em
que o valor do bem é muito alto e que terá utilização limitada.

Lei anti-truste
Conjunto de leis promulgadas nos EUA (Estados Unidos da América) para
restringir a ação monopolista de certas grandes empresas.

Leilão especial
Sessão de negociação em pregão, em dia e hora determinados pela bolsa de
valores em que se realizará a operação.

Letra
Documento que representa a exigência de um pagamento.

Letra de câmbio
Título de crédito, emitido por sociedades de crédito, de financiamento e de
investimento, utilizado para o financiamento de crédito direto ao consumidor.
Este tipo de título é negociável em mercado, consistindo em uma ordem de
pagamento na qual uma pessoa ordena que uma segunda pessoa pague
determinado valor para uma terceira. Este título deve trazer, de forma explícita,
o valor do pagamento, a data e o local para efetuá-lo.
Letra imobiliária
Título emitido por sociedades de crédito imobiliário, destinado à captação de
recursos para o financiamento de construtores e adquirentes de imóveis.

LFT (Letras Financeiras do Tesouro)


Título de emissão do Tesouro, cuja finalidade é ser instrumento de política
monetária. A LFT (Letras Financeiras do Tesouro) é uma modalidade de
empréstimo do Governo Federal, na qual este lança ativos no mercado para
captar recursos. As instituições financeiras interessadas compram esses títulos,
portanto, cedendo dinheiro ao Governo, e as resgatam no período e valores
previamente combinados. Estes papéis são pós-fixados, apresentam uma
rentabilidade variável, cuja taxa varia de acordo com a variação da taxa SELIC.

LFTE (Letras Financeiras do Tesouro Estadual)


Título de emissão do Governo Estadual, cuja finalidade é ser instrumento de
política monetária. A LFTE (Letras Financeiras do Tesouro Estadual) é uma
modalidade de empréstimo do Governo Estadual, na qual este lança ativos no
mercado para captar recursos. As instituições financeiras interessadas compram
esses títulos, portanto, cedendo dinheiro ao Governo, e as resgatam no período
e valores previamente combinados. Estes papéis são pós-fixados, apresentam
uma rentabilidade variável, cuja taxa varia de acordo com a variação da taxa
SELIC.

LIBOR (London Interbank Offered Rate)


Taxa praticada no mercado de Londres, pelos principais bancos, para
remuneração dos seus depósitos. A LIBOR (London Interbank Offered Rate) é
utilizada como referência para a maioria dos empréstimos do sistema financeiro
internacional.

LIFO (Last In, First Out)


Método de avaliação de existências numa empresa, considerando-se que as
primeiras a serem utilizadas são as que chegarem em último lugar, para efeitos
da respectiva contabilização.

Limite de crédito
Valor máximo a ser utilizado mensalmente em compras pelo cliente.

Linha de avanços e de recuos


Operação diária de subtração do número de títulos que registram desvalorização
pelo número de títulos que registram valorização. A diferença, sendo positiva, é
adicionada a um valor acumulado, enquanto que, sendo negativa, é subtraída a
esse mesmo valor acumulado. Também conhecida pelo termo em língua inglesa
advance-decline line.

Linha de crédito
Acordo pelo qual um banco se compromete a conceder um determinado
empréstimo a uma empresa, até certo limite e em qualquer momento.

Linha de tendência
Linha descrita em análise gráfica formada pela união de 2 (dois) ou mais pontos
de fundo (linha de tendência de alta) ou pela união de 2 (dois) ou mais pontos
de topo (linha de tendência de baixa). A linha de tendência de alta pode ser
considerada uma linha de suporte de preços de determinada cotação durante
uma tendência de alta. A linha de tendência de baixa pode ser considerada uma
linha de resistência de preços de determinada cotação durante uma tendência
de baixa.

Liquidação
Termo que designa a conclusão de uma transação, quando se procede à entrega
do bem/ativo financeiro transacionado (liquidação física) e ao respectivo
pagamento (liquidação financeira).

Liquidação diária de perdas e ganhos


Procedimento pelo qual diariamente são apuradas e liquidadas as perdas e os
ganhos nos contratos de futuros. Também conhecido pelo termo em lingua
inglesa Mark-to-market e pelo termo em língua portuguesa ajuste diário de
perdas e ganhos.

Liquidação por entrega física


Consiste na entrega e no recebimento do objeto de negociação pelas partes de
um contrato futuro. A BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) presta serviços de
classificação e arbitramento da mercadoria a ser entregue contra as posições
assumidas em seus mercados futuros agrícolas.

Liquidez
(1) Volume de dinheiro que circula no mercado. (2) Maior ou menor facilidade de
se negociar um título, convertendo-o em dinheiro, sem que haja uma perda
significativa no valor. Na bolsa de valores, é o nível de transação registrado
habitualmente por um título: uma ação é líquida quando é transacionada no
mercado em quantidades importantes e com elevada freqüência. (3) Capacidade
que uma nação tem para pagar suas dívidas.
LISBOR
Média aritmética simples das taxas de oferta de fundos divulgada diariamente
por um conjunto de bancos nacionais sendo retiradas do cálculo as duas taxa
mais altas e as duas taxas mais baixas. Atualmente, a LISBOR é calculada para
os prazos de 1 (um), 3 (três), 6 (seis) e 12 (doze) meses e tem sido a taxa de
indexação mais utilizada em empréstimos sob taxa variável.

Listing
Admissão dos títulos de uma empresa à cotação em uma bolsa de valores.

Locador
Sociedade de locação financeira ou leasing.

Long
Termo que representa a posse de um título ou posição comprada. Quando um
investidor está comprado num determinado título, diz-se que está long ou que
tem uma posição longa nesse título. O investidor que está long, quando obtém
mais-valias se o preço desse ativo subir. Também conhecido pelo sinônimo em
língua portuguesa longo.

Longo
Termo que representa a posse de um título ou posição comprada. Quando um
investidor está comprado num determinado título, diz-se que está longo ou que
tem uma posição longa nesse título. O investidor que está longo, quando obtém
mais-valias se o preço desse ativo subir. Também conhecido pelo sinônimo em
língua inglesa long.

Longo prazo
O conceito de longo prazo é atribuído, na generalidade, a um prazo superior a 3
(três) anos.

Lote
Quantidade de títulos de características idênticas.

Lote fracionário
Quantidade de ações inferior ao lote-padrão.

Lote-padrão
Quantidade mínima de títulos com características idênticas prefixada pelas
bolsas de valores para negociação do ativo determinado.

Lote redondo
Lote totalizando um número inteiro de lotes-padrões.

LTN (Letras do Tesouro Nacional)


Título de emissão do Tesouro que apresenta juros prefixados e prazo máximo
de 28 dias. O LTN (Letras do Tesouro Nacional) é utilizado para cobertura de
déficit orçamentário do Governo e para captação de recursos.

Lucratividade
Ganho líquido total propiciado por um título. Em bolsa de valores, o lucro líquido
proporcionado por uma ação, é resultante de sua valorização em pregão em
determinado período e do recebimento de proventos dividendos, bonificações
e/ou direitos de subscrição distribuídos pela empresa emissora, no mesmo
intervalo de tempo.

Lucratividade média
Média das várias lucratividades alcançadas por um título em diversos períodos.

Lucro
Remuneração advinda de uma operação. No contexto empresarial, lucro é o
resultado de receita menos despesa.

Lucro bruto
Resultado apurado do total de receitas após o desconto do total de despesas de
uma empresa, não considerando a dedução de imposto de renda e as
participações.

Lucro Líquido
Saldo que resulta após a dedução de imposto de renda e diversas participações
sobre o lucro bruto.

Lucro líquido por ação


Ganho por ação obtido durante um determinado período de tempo, calculado por
meio da divisão do lucro líquido de uma empresa pelo número existente de
ações.
Lucro por ação
Lucro total de uma empresa a dividir pelo número total de ações emitidas pela
mesma. Também é conhecido pelo termo em língua inglesa EPS (Earning Per
Share).

Lucro retido
Lucro de uma empresa que não é distribuído como dividendos aos acionistas.

Lucro supranormal
Lucro de uma empresa que excede o nível médio de lucros obtidos pela
concorrência.

M
MACD (Moving Average
Convergence/Divergence)
Tipo de ferramenta de análise gráfica utilizada para interpretar sinais que podem
indicar uma possível reversão de tendência da variação de preços de
determinado ativo. A linha MACD (Moving Average Convergence/Divergence) é
a diferença entre uma média móvel exponencial de curto prazo e uma média
móvel exponencial de longo prazo. A linha de alerta (signal line) consiste em uma
média móvel exponencial gerada a partir da própria linha MACD (Moving
Average Convergence/Divergence). Os sinais são gerados a partir da relação
existente entre a linha MACD (Moving Average Convergence/Divergence) e a
linha de alerta. Eventuais divergências entre o MACD (Moving Average
Convergence/Divergence) e as cotações podem indicar uma possível reversão
de tendência.

Macroeconomia
Termo utilizado na literatura econômica moderna para definir uma abordagem
da análise econômica desenvolvida com base no estudo de quantidades globais
ou de agregados.

Mais-valia
Diferença positiva entre o preço de venda de um ativo e o seu preço de compra.
Quando essa diferença é negativa, designa-se por menos-valia.

Marcar a mercado
Método de contabilização que avalia um ativo pelo seu preço de mercado. No
processo de cálculo de risco de uma carteira, deve-se marcar esta a mercado
para determinar a sua evolução ao longo do tempo como resposta às variações
de preços dos ativos que a compõem.

Margem
(1) Montante, fixado pelas bolsas de valores e de futuros, a ser depositado como
garantia em dinheiro, títulos ou valores mobiliários, pelo cliente que efetua uma
compra ou uma venda a termo ou a futuro, ou um lançamento a descoberto de
opções. A cobrança de margem visa preservar os interesses dos investidores
participantes destes mercados. (2) Montante de garantia exigida pela câmara de
compensação, que têm por função a cobertura dos riscos que esta assume ao
garantir o cumprimento dos contratos. (3) Diferença entre o preço de venda e o
custo de um produto.

Margem bruta
Diferença entre o preço de venda e os custos envolvidos na fabricação de um
produto. Esse indicador é uma medida de eficiência na produção.

Margem de contribuição
Valor das vendas líquido dos custos variáveis.

Margem de garantia
Valor a ser depositado como garantia de operações: depósito em dinheiro, carta
de fiança ou títulos públicos ou privados, dentre outros ativos aceitos pela bolsa
de valores. A margem de garantia é exigida para garantir cada operação, com a
finalidade de cobrir o risco de oscilação de preço de dois ajustes diários, ou outro
critério estabelecido, senda devolvida ao cliente quando a operação for
liquidada.

Margem de manutenção
Valor mínimo de fundos (dinheiro ou ativos) depositados num corretor, que o
detentor de uma posição em um contrato de futuros deve disponibilizar a
qualquer momento. Este valor é líquido de eventuais perdas diárias acumuladas.
Quando, por efeito das variações dos preços de mercado, o valor líquido do
depósito se torna inferior à margem de manutenção, o investidor é obrigado a
repor o depósito ao nível da margem inicial.

Margem de segurança de tesouraria


Número de dias que uma empresa consegue financiar a sua atividade
operacional sem recorrer a recebimentos adicionais.
Margem líquida
Diferença entre o preço do produto e todos os custos e despesas envolvidos na
fabricação.

Mark to Market
Procedimento pelo qual diariamente são apuradas e liquidadas as perdas e os
ganhos nos contratos de derivados. Este procedimento utiliza o preço de
reposição dos ativos, ou seja, qual seria o valor despendido para adquirir a
mesma quantidade do ativo no dia. Também conhecido pelos termos em lingua
portuguesa liquidação diária de perdas e ganhos ou ajuste diário de perdas e
ganhos.

Market Maker
Membro dos mercados de futuros e de opções que tem por função específica
assegurar liquidez para os contratos relativamente aos quais se compromete a
atuar nessa qualidade.

Market Outperform
Recomendação oferecida pelos analistas a uma ação a qual se espera registrar
um desempenho superior ao do mercado.

Market Perform
Recomendação oferecida pelos analistas a uma ação a qual se espera registrar
um desempenho idêntico ao do mercado.

Market Share
Termo em língua inglesa que significa participação no mercado.

Market Underperform
Recomendação oferecida pelos analistas a uma ação a qual se espera registrar
um desempenho abaixo do mercado.

Maturidade
Prazo de vencimento de um título ou de um derivado. Momento de amortização
de uma obrigação.

MAX (VALOR MÁXIMO)


Maior cotação registrada por um título no decorrer de um dia de negociação.
Também conhecida por cotação máxima.

MBI (Management Buy-In)


Tomada do controle de uma empresa, através da aquisição de ações da mesma,
por parte de uma nova gestão apoiada em um conjunto de investidores fora da
estrutura acionista no momento anterior à operação. O MBI (Management Buy-
In) nasce da convicção, por parte dos seus promotores, de que a gestão e os
resultados da empresa-alvo podem ser substancialmente melhorados.

MBO (Management Buy-Out)


Tomada do controle de uma empresa, através da compra de um número
significativo das suas ações, por parte de um grupo de gestores da própria
empresa. Normalmente, o financiamento da operação de aquisição é
essencialmente realizado com capitais alheios. O MBO (Management Buy-Out)
resulta do pressuposto de que a empresa será gerida com maior eficiência com
a nova situação acionista.

MCE (Mercado Comum Europeu)


Entidade supranacional que congrega 12 (doze) países da Europa Ocidental
(Alemanha, França, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo em 1957; Irlanda,
Inglaterra e Dinamarca em 1973; Grécia em 1981 e Portugal e Espanha em
1986). Os países membros estabeleceram um sistema que tenderia a fundir seus
mercados nacionais em um único mercado, instituindo facilidades para
circulação entre eles de mercadorias e serviços; capitais e mão de obra.

M&A (Merger and Acquisition)


Fusão e/ou aquisição de uma empresa por outra.

MED (VALOR MÉDIO)


Cotação média de um título no decorrer de um dia de negociação. Também
conhecida por cotação média.

Média Móvel
Tipo de ferramenta de análise gráfica utilizada para eliminar as flutuações nas
cotações e volumes das ações, fazendo com que haja menos especulação
durante a interpretação diária dos dados. A média móvel demonstra assim, de
forma mais perceptível, o sentido da tendência de uma determinada ação,
permitindo igualmente confirmar inversões de tendência. Calcula-se a média
móvel, normalmente, com base nos preços de fechamento diários. A média
móvel simples é obtida somando as cotações de um dado período de tempo (10,
20, 50, 100, 200 dias etc.) e dividindo essa adição pelo total de dias considerados
no período. O conceito de móvel implica que periodicamente ocorra uma
atualização das cotações, removendo a cotação mais antiga desse período e
adicionando a mais recente, refazendo periodicamente o cálculo final. O valor da
média móvel varia, portanto, todos os dias. Existem variações à média móvel
simples: média móvel ponderada e média móvel exponencial. Estas fornecem
mais relevo aos dados mais recentes da série, já que estes, teoricamente, são
mais sensíveis aos acontecimentos mais recentes, e, portanto, mais relevantes
durante a detecção de eventuais mudanças de tendência.

Médio prazo
Prazo que medeia entre 1 (um) e 3 (três) anos.

Mega bolsa
Sistema de negociação da BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo), que
englobou o pregão viva voz e os terminais remotos, e ampliou a capacidade de
registro de ofertas e realização de negócios em um ambiente tecnologicamente
avançado.

Meio monetário
Meio líquido de pagamento que serve para a realização de trocas comerciais:
dinheiro, notas e moedas.

Membro compensador
Membro do mercado de futuros cujas funções consistem na liquidação e na
compensação das operações naquele realizadas. Em vários mercados, podem
igualmente exercer funções de negociação.

Membro de compensação
Membro que faz parte da câmara de compensação, escolhido sob rigorosos
critérios. Os membros de compensação são responsáveis pelo cumprimento dos
contratos sob sua responsabilidade.

Membro negociador
Membro dos mercados de derivados cuja função consiste na realização de
operações por conta própria e/ou de terceiros.

Mercado aberto
Mercado onde são negociados títulos públicos já emitidos. Também conhecido
por mercado secundário.
Mercado a termo
Mercado onde se determinam quantidade, preço e data da liquidação de uma
operação. As operações são processadas para liquidação diferida, em geral
após trinta, sessenta ou noventa dias da data de realização do negócio.

Mercado a vista
Mercado no qual a liquidação física (entrega dos títulos pelo vendedor) se
processa no 2º dia útil após a realização do negócio em pregão e a liquidação
financeira (pagamento dos títulos pelo comprador) ocorre no 3º dia útil posterior
à negociação, somente mediante a efetiva liquidação física.

Mercado de ações
Segmento do mercado de capitais, que compreende a colocação primária em
mercado, de ações novas emitidas pelas empresas, e a negociação secundária
(em bolsas de valores e no mercado de balcão) das ações já colocadas em
circulação.

Mercado de balcão
Mercado de negociação de títulos sem lugar físico determinado (virtual) para as
transações, as quais são realizadas por telefone entre instituições financeiras.
São negociadas ações de empresas não registradas em bolsas de valores e
outras espécies de títulos, permitindo às empresas de menor dimensão, a
transação dos seus títulos a custos substancialmente inferiores. Não é, portanto,
um mercado organizado onde se faz o encontro entre a procura e a oferta, mas
sim um conjunto de encontros particulares.

Há duas modalidades distintas desse mercado: mercado de balcão não


organizado e mercado de balcão organizado.

Também conhecido pela sigla em língua inglesa OTC (Over The Counter).

Mercado de balcão organizado


Sistema organizado de negociação de títulos e valores mobiliários de renda
variável, administrado por entidade autorizada pela CVM (Comissão de Valores
Mobiliários). O mercado de balcão organizado é regulado pela Instrução CVM n.
243, de 01/03/1996, que disciplina o seu funcionamento, e tem como principal
finalidade servir como um estágio para as empresas que desejam ter suas ações
negociadas em bolsa de valores. São empresas que ainda não possuem porte
econômico que justifique registro em uma bolsa de valores; que necessitam de
um período para se adaptar às normas mais exigentes; e cujas ações ainda não
possuem liquidez.
Também conhecido pela sigla SOMA (Sociedade Operadora de Mercado
Aberto), funciona como um pré-vestibular para empresas que pretendem mais
tarde ter suas ações negociadas nas bolsas de valores. Apresenta como
vantagens principais um menor custo e menores exigências.

Mercado de balcão não organizado


Mercado de compra e venda de ativos sem a coordenação de uma bolsa de
valores, no qual as transações são normalmente conduzidas pelo telefone,
sendo negociadas ações de empresas não registradas em bolsas de valores e
outras espécies de títulos. Participam deste mercado corretoras, distribuidoras,
alguns bancos e pessoas físicas.

Mercado de bolsa
O Mercado de Bolsa é um segmento de negociação de ativos administrado pela
Bolsa de Valores, com regras específicas, onde os negócios e os participantes
diretos são supervisionados pela Bolsa de Valores.

No Brasil, o Mercado de Bolsa é administrado e supervisionado pela Bolsa de


Valores de São Paulo. As Corretoras de Valores atuam como intermediárias
neste mercado.

Mercado de capitais
(1) Conjunto de operações de transferência de recursos financeiros de prazo
médio, longo ou indefinido, efetuadas entre agentes poupadores e investidores,
por meio de intermediários financeiros. (2) Toda a rede de bolsas de valores e
instituições financeiras (bancos, companhias de investimento e de seguro) que
opera com compra e venda de títulos.

Mercado de crédito
Mercado onde se realizam operações de financiamento a curto e médio prazos,
de consumo corrente e dos bens duráveis, além do capital de giro das empresas.
Os principais atuantes deste mercado são bancos comerciais e múltiplos, além
de companhias financeiras.

Mercado de derivativos
Mercado no qual compradores e vendedores negociam títulos cujos valores
dependem (ou derivam) de outros ativos e/ou variáveis. O mercado de
derivativos é composto pelas seguintes modalidades: termo, opções de compra
ou venda, futuro.

Mercado de opções
Mercado no qual são negociados direitos de compra ou de venda de um lote de
valores mobiliários, com preços e prazos de exercício preestabelecidos
contratualmente. Por esses direitos, o titular de uma opção de compra paga um
prêmio, podendo exercê-los até a data de vencimento da mesma ou revendê-los
no mercado. O titular de uma opção de venda paga um prêmio e pode exercer
sua opção apenas na data do vencimento, ou pode revendê-la no mercado
durante o período de validade da opção.

Mercado eficiente
Mercado em que toda a nova informação é imediatamente incorporada nos
preços dos ativos transacionados.

Mercado financeiro
Mercado voltado para a transferência de recursos entre os agentes econômicos.
No mercado financeiro, são efetuadas transações com títulos de prazos médio,
longo e indeterminado, geralmente dirigidas ao financiamento dos capitais de
giro e fixo.

Mercado fracionário
Mercado onde é negociada uma quantidade de ações que não chega a
completar um lote padrão do papel.

Mercado futuro
Mercado no qual são realizadas operações, envolvendo lotes padronizados de
commodities ou ativos financeiros, para liquidação em datas prefixadas.

Mercado integral
Mercado onde são negociados lotes padrão do papel.

Mercado organizado
Mercado no qual todas as transações ocorrem em uma bolsa de valores oficial.

Mercado primário
Mercado no qual ocorre a colocação de ações ou outros títulos, provenientes de
novas emissões, no mercado de capitais. As empresas recorrem ao mercado
primário para completar os recursos de que necessitam, visando ao
financiamento de seus projetos de expansão ou seu emprego em outras
atividades, já que o produto da venda reverte a favor da entidade emitente.

Mercado secundário
Mercado no qual ocorre a negociação dos títulos adquiridos no mercado
primário, proporcionando a liquidez necessária para o investimento. Integram o
mercado secundário, o mercado de bolsa, o mercado de balcão e os mercados
especiais.

MERCOSUL (Mercado Comum Sul Americano)


Associação formada entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai com o objetivo
de fortalecer estes países, aumentando a integração entre eles e unificando suas
políticas setoriais e macroeconômicas.

Merval
Índice da Bolsa de Valores da Argentina. Representa as ações mais negociadas
do mercado argentino.

Meta
Segmento de negociação eletrônica da BOVESPA (Bolsa de Valores de São
Paulo), apoiado no estabelecimento de preço base de negociação uma vez ao
dia (fixing) e na atuação do promotor de negócios, que é uma pessoa jurídica,
indicada pela empresa, que assume o compromisso de registrar diariamente
ofertas firmes de compra e de venda para o papel no qual se registrou, de acordo
com normas regulamentares determinadas pela BOVESPA (Bolsa de Valores de
São Paulo).

Metodologia RiskMetrics
Metodologia líder no mercado mundial para estimação de risco de mercado,
originalmente lançada pelo J.P. Morgan em 1994 e atualmente sob controle do
RMG (RiskMetrics Group).

Microeconomia
Termo utilizado na literatura econômica para caracterizar a abordagem da
análise econômica baseada no estudo do comportamento das unidades
individuais, tais como empresas, consumidor etc.

MIN (VALOR MÍNIMO)


Menor cotação registrada por um título no decorrer de um dia de negociação.
Também conhecida por cotação mínima.

Minicontrato Futuro
Os mínis futuros representam apenas uma fração do tamanho dos
correspondentes contratos-padrão de futuros, com mecanismos similares de
garantia e ajustes diários. No vencimento, entretanto, os mínis são liquidados
financeiramente, sem a possibilidade de entrega física do produto.

Através da negociação de minicontratos de futuros, o investidor pode realizar


operações de proteção (hedge) contra variações adversas de preços a custos
mais baixos.

MLCX (Índice Mid-Large Cap)


Criado pela BM&FBOVESPA, o MLCX - Índice BM&FBOVESPA Mid Large Cap
tem por objetivo medir o comportamento das empresas listadas na Bolsa de
modo segmentado, aferindo o retorno de uma carteira composta pelas empresas
listadas de maior capitalização. As ações componentes serão selecionadas por
sua liquidez, e serão ponderadas nas carteiras pelo valor de mercado das ações
disponíveis para negociação. Código BM&FBovespa: MLCX

MMI (Mercado Monetário Interbancário)


Mercado informal entre bancos que realizam entre si operações à vista e a prazo
(geralmente em curto prazo). Os bancos com liquidez excedente momentânea
cedem fundos a uma taxa a acordar aos bancos que se encontram em situação
inversa.

Moeda de privatização
Títulos usualmente negociados com deságio, que são aceitos pelo governo
brasileiro nas privatizações.

Moeda podre
Títulos de dívida que são negociados no mercado com deságio devido à dúvida
sobre a capacidade do emissor em efetuar o pagamento no vencimento.

Momento do mercado
Termo utilizado para designar o momento em que se deve tomar a decisão de
sair totalmente do mercado durante um declínio econômico, ou de investir
durante a recuperação da economia.

Monopólio
Situação de mercado em que existe apenas um produtor para um determinado
bem ou serviço, assegurando, portanto, uma situação dominante na
comercialização desse mesmo bem ou serviço. A legislação da maioria dos
países proíbe o monopólio, com exceção dos exercidos pelo Estado, geralmente
em produtos e serviços estratégicos.
Moratória
(1) Disposição unilateral que suspende o pagamento em um prazo fixado por lei
ou por força de um contrato. (2) Declaração unilateral executada por um país,
afirmando que não pagará uma dívida no prazo estipulado. Esta é uma medida
extrema, que pode causar graves prejuízos futuros ao País, já que, depois de
uma moratória, as instituições financeiras deixam de emprestar dinheiro ao
governo que decretou moratória, ou o fazem apenas mediante a cobrança de
juros mais altos (economia internacional). (3) Prorrogação do prazo concedido
para pagamento de uma dívida, obtida em acordo entre o devedor e o credor
(direito comercial).

MSCI (Morgan Stanley Capital International)


Índice criado pela Morgan Stanley para acompanhar o desempenho das bolsas
de valores. Para medir o comportamento das bolsas brasileiras, existe o MSCI-
Brasil.

Mutualismo
Reunião de um grupo de pessoas, com interesses seguráveis comuns, que
concorrem para a formação de uma massa econômica com a finalidade de suprir,
em determinado momento, necessidades eventuais de algumas daquelas
pessoas.

N
NASDAQ (National Association of Security
Dealers)
Bolsa de Valores dos Estados Unidos da América, criada em 1971 e responsável
pela negociação de mais de 5.000 (cinco mil) títulos de empresas americanas,
exclusivamente do setor de tecnologia, informática e internet. A NASDAQ
(National Association of Security Dealers) foi a primeira "bolsa eletrônica" do
mundo, permitindo a execução de negócios via computador. Recentemente, a
NASDAQ (National Association of Security Dealers) uniu-se à American Stock
Exchange (AMEX), formando o Nasdaq-Amex Market Group.

Nasdaq Composite Index


O Nasdaq Composite é o índice de referência da NASDAQ (National Association
of Security Dealers Automated Quotations), a Bolsa de Valores que concentra o
maior volume de negociação de ações dos Estados Unidos, tanto em número de
negócios quanto em valor financeiro.

Também conhecido como índice das ações das companhias do setor eletrônico,
pode-se dizer que este índice reflete o comportamento da chamada Nova
Economia, pois a NASDAQ engloba em sua listagem empresas menos
tradicionais do que as empresas listadas na NYSE (New York Stock Exchange).
As empresas da nova economia são formadas por organizações que
desenvolvem e fabricam produtos de alta tecnologia. Produzem aparelhos e
componentes eletrônicos; trabalham com tecnologia de telecomunicação,
desenvolvimento de software, além de atuarem no ramo da química e
biotecnologia.

Os principais índices de ações mundiais utilizam, normalmente, um número


limitado de ativos em sua composição. Não é o que ocorre com o Nasdaq
Composite Index. O principal índice da NASDAQ utiliza todos os ativos listados
em seu mercado eletrônico. Atualmente, cerca de 3.000 ativos participam da
composição do Nasdaq Composite.

NAFTA (North American Free Trade Agreement)


Ampliação do acordo de livre comércio existente entre os EUA (Estados Unidos
da América) e o Canadá desde 1989, com a inclusão do México em 1994. Este
acordo prevê a eliminação de taxas alfandegárias entre os 3 (três) países até
2009.

Natureza das opções


As opções distinguem-se em opções de compra (calls) e opções de venda (puts),
nos termos referidos em contrato de opção.

NBCe (Notas do Banco Central - série especial)


Títulos com correção atrelada à variação do dólar comercial, com prazo mínimo
de resgate de 3 (três) meses e com taxas de juros de 6% ao ano.

NBER (National Bureau of Economic Research)


Grupo americano que determina os ciclos de recessão no Estados Unidos da
América.

Neckline
Linha que une a base dos ombros em um padrão gráfico de Cabeça e Ombros
(Head and Shoulders). Também conhecida pelo termo em língua portuguesa
linha de pescoço.

NEG (Número de negócios)


Número de negócios realizados: total de transações executadas com
determinado título ocorridas ao longo do dia, até o momento da consulta.
NEG MAX (Negócio máximo)
Valor máximo de negociação de determinado título: maior cotação registrada por
um título no decorrer de um dia de negociação. Também conhecida por cotação
máxima ou pelo símbolo MAX (MÁXIMO).

NEG MIN (Negócio mínimo)


Valor mínimo de negociação de determinado título: menor cotação registrada por
um título no decorrer de um dia de negociação. Também conhecida por cotação
mínima ou pelo símbolo MÍN (MÍNIMO).

Negociação
Processo de compra e venda de um ativo.

Negociação comum
Aquela realizada em pregão, entre dois representantes de diferentes sociedades
corretoras, a um preço ajustado entre ambos.

Negociação direta
Aquela realizada sob normas especiais por um mesmo representante de
sociedade corretora para comitentes diversos. Os interessados nessa operação
devem preencher o cartão de negociação ou digitar um comando específico no
caso de negociação eletrônica indicando que estão atuando como comprador e
vendedor ao mesmo tempo.

Negociação em contínuo
Sistema no qual as ordens de compra e de venda, para cada valor mobiliário,
interagem entre si em qualquer momento da sessão de bolsa de valores,
gerando transações e dando origem a um número indeterminado de cotações
diárias.

Negociação por chamada


Sistema no qual todas as ordens de compra e de venda, para cada valor
mobiliário, são objeto de tratamento conjunto em um ou mais momentos pré-
determinados da sessão de bolsa de valores, gerando transações e dando
origem a um número limitado de cotações diárias.

Negociação por terminais


Sistema eletrônico de negociação por terminais, que permite a realização de
negócios, por operadores e corretoras credenciados, nos mercados a vista, a
termo e de opções, com papéis e horários definidos pela BOVESPA (Bolsa de
Valores de São Paulo). Também conhecido por pregão eletrônico.

Negócio
Troca ou transação, com fins lucrativos.

Neutral
Expressão relativa a uma opinião sobre a tendência de evolução futura do
mercado que não é otimista nem pessimista.

Nicho de mercado
Pequeno segmento de mercado constituído por um conjunto de consumidores
com um perfil homogêneo e perfeitamente identificável.

Nikkei 225
Índice de referência da Bolsa de Valores de Tóquio, a TSE (Tokyo Stock
Exchange), ponderado com base no preço das cotações de 225 (duzentos e
vinte e cinco) empresas japonesas. A seleção das empresas que compõe este
índice é baseada em seus desempenhos de mercado e em suas liquidez.

Nota de corretagem
Documento que a sociedade corretora apresenta ao seu cliente, registrando a
operação realizada, com indicação da espécie, quantidade de títulos, preço, data
do pregão, valor da negociação, da corretagem cobrada e dos emolumentos
devidos.

Nota explicativa
Informação mais detalhada sobre assunções contábeis ou da operação em geral
de uma empresa, que é adicionada aos demonstrativos contábeis.

Nota promissória
As notas promissórias, também conhecidas como commercial papers, são títulos
de curto prazo emitidos por empresas e sociedades anônimas para captar
recursos de capital de giro. Podem ser emitidas por sociedades anônimas de
capital fechado, pelo prazo máximo de 180 dias e pelas de capital aberto, pelo
prazo de até 360 dias.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, as notas promissórias são negociadas no


BOVESPA FIX, o mercado de títulos de dívida corporativa da BOVESPA.
Nota técnica atuarial
Documento que contém a descrição e o equacionamento técnico do plano de
previdência previsto no regulamento.

NTN (Nota do Tesouro Nacional)


Título que apresenta diversas destinações. O NTN (Nota do Tesouro Nacional)
pode ser utilizado para cobrir rombos do orçamento da União ou até para troca
de dívida externa (em dólares) por dívida interna. Este título pode apresentar
várias séries, cada uma com um tipo de correção: cambial, inflação, TR, TJLP
etc. São títulos pós-fixados com valor nominal de emissão em múltiplos de R$
1,00.

NTNd
Notas do Tesouro Nacional com prazo mínimo de 3 (três) meses e juros de 6%
ao ano, calculados sobre o valor nominal atualizado.

NTNh
Notas do Tesouro Nacional com prazo mínimo de 90 (noventa) dias, podendo
ser nominativas ou negociáveis. A remuneração é pela TR, desde a emissão até
o resgate.

NYSE (New York Stock Exchange)


Bolsa de Valores de Nova York.

O
Obrigação
Valor mobiliário representativo de dívida de médio e longo prazo de uma
entidade qualquer em relação a terceiros, que tipicamente confere ao seu titular
o direito a recebimentos periódicos de juros durante a vida útil do empréstimo e
ao reembolso do capital na data de maturidade do empréstimo.

Obrigação convertível
Obrigação que contém uma opção para conversão de obrigações em ações da
empresa emitente, opção esta que poderá ser acionada em um espaço temporal
definido. Na prática, representa um aumento de capital a prazo.

Obrigação de cupom zero


Obrigação que não paga juros periódicos, sendo vendida a um preço abaixo do
par, por forma a proporcionar aos investidores uma compensação sob a forma
de valorização do capital em detrimento do recebimento regular de juros.

Obrigação de taxa fixa


Obrigação em que o pagamento de juros é calculado de acordo com uma taxa
previamente definida (taxa fixa).

Obrigação de taxa variável


Obrigação em que o pagamento de juros é calculado de acordo com uma taxa
indexada a uma taxa variável de mercado.

OBV (On Balance Volume)


O OBV (On Balance Volume), também conhecido pelo termo em língua
portuguesa Saldo de Volume, é um popular indicador utilizado em análise técnica
publicado por Joe Granville em 1963. Este indicador baseia-se no conceito
básico de que o volume precede o preço da ação, sendo utilizado para aferir o
fluxo positivo ou negativo do volume. O OBV é um indicador de momento e
relaciona o volume com as mudanças de preços.

OFC (Oferta de compra)


Maior, ou melhor, valor ou lance oferecido para compra de determinado título.
As ofertas de compra são listadas em ordem decrescente de valor ofertado.

Oferta
Volume de bens e de serviços à disposição da demanda.

Oferta de direitos
Oferta executada por uma empresa a seus acionistas, oferecendo-lhes a
oportunidade de comprar novas ações por um preço determinado, em geral
abaixo do preço corrente do mercado, e dentro de um prazo relativamente curto.

Oferta pública de compra


Proposta de aquisição, por um determinado preço, de um lote específico de
ações, em operação sujeita à interferência.

Oferta pública de venda


Proposta de disponibilização, para o público, de um determinado número de
ações de uma empresa.
OFV (Oferta de venda)
Menor, ou melhor, valor ou lance oferecido para venda de determinado título. As
ofertas de venda são listadas em ordem crescente de valor ofertado.

OIB (Opção sobre o Índice BOVESPA)


Título que proporciona a seu possuidor o direito de comprar ou de vender um
Índice BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo) até (ou em) determinada data.
Tanto o prêmio como o preço de exercício dessa opção é expresso em pontos
do índice, cujo valor econômico é determinado pela BOVESPA (Bolsa de Valores
de São Paulo).

OMC (Organização Mundial de Comércio)


Órgão máximo do comércio mundial, responsável por regular e fiscalizar a
prática comercial entre os países.

OPA (Oferta Pública de Aquisição)


Proposta de aquisição lançada por um investidor (pessoa singular ou coletiva),
em determinadas condições, de um conjunto de valores mobiliários detidos pelos
respectivos destinatários da oferta (titulares dos valores mobiliários em causa).

Opção
Contrato que envolve o estabelecimento de direitos e obrigações sobre
determinados títulos, com prazo e condições preestabelecidos. O comprador de
uma opção adquire o direito de comprar (opção de compra ou call) ou de vender
(opção de venda ou put) uma quantidade específica de um determinado bem ou
instrumento financeiro a um preço fixado (preço de exercício), em uma data (data
de expiração) determinada (opções de estilo europeu), ou durante o período que
até ela decorra (opções de estilo americano), pagando, por isso, um dado preço
(prêmio). O vendedor de uma opção assume a obrigação de vender (opção de
compra ou call) ou de comprar (opção de venda ou put) o referido ativo, nas
condições definidas, no caso de o comprador da opção decidir exercer o seu
direito.

Opção asiática
Opção, geralmente sobre taxas de câmbio, onde o comprador do título adquire
o direito de comprar ou de vender (dependendo de a opção ser de compra ou de
venda) o underlying pela média de suas cotações durante a vigência do contrato.

Opção coberta
Quando há o depósito, em uma bolsa de valores ou uma caixa de registro e
liquidação, das ações-objeto de uma opção.
Opção com barreira
Opção que passa a existir ou deixa de existir se o preço à vista do objeto atingir
certo valor: a barreira. Também conhecido pelo termo em língua inglesa barrier
option.

Opção de compra de ações


Direito de comprar o ativo subjacente, objeto do contrato, a um preço fixado
(preço de exercício): direito outorgado ao titular de uma opção de, se o desejar,
adquirir do lançador um lote-padrão de determinada ação, por um preço
previamente estipulado, durante o prazo de vigência da opção. Também
conhecida pelo termo em língua inglesa call option.

Opção de compra não-padronizada


Título que confere ao seu detentor a opção de comprar o ativo que lastreia esse
título, a um preço predeterminado (preço de exercício) e até uma data
preestabelecida (data de vencimento). Trata-se de uma opção não-padronizada,
em geral de longo prazo, emitida por instituições detentoras de posições
expressivas de valores mobiliários. Também conhecida pelo termo em língua
inglesa warrant.

Opção de estilo americano


Opção que pode ser exercida pelo comprador a qualquer tempo até a data de
expiração (maturidade). Também conhecida pelo termo em língua inglesa
American Option.

Opção de estilo europeu


Opção que pode ser exercida pelo comprador apenas na data de expiração
(maturidade). Também conhecida pelo termo em língua inglesa European
Option.

Opção de swap
Direito de executar um swap em uma data especificada. Quem vende assume a
garantia de fornecer o swap, caso o comprador solicite.

Opção de venda de ações


Direito de vender o ativo subjacente, objeto do contrato, a um preço fixado (preço
de exercício): direito outorgado ao titular de uma opção de, se o desejar, vender
ao lançador um lote-padrão de determinada ação, por um preço previamente
estipulado, na data de vencimento da opção. Também conhecida pelo termo em
língua inglesa put option.
Opção exótica
Opção que representa variações sobre os tipos básicos. As opções asiáticas são
um exemplo de opção exótica. Outro exemplo são as chamadas "as you like it"
options, isto é, as opções que fornecem ao seu portador o direito de, depois de
um certo período de tempo, escolher se ela será uma put (venda) ou uma call
(compra).

Open interest
Número de contratos de opções ou futuros em aberto no mercado, ou seja, ainda
não exercidos ou fechados. Também conhecida por posição aberta.

Open market
Qualquer mercado sem local físico determinado e com livre acesso à
negociação. No Brasil, porém, tal denominação se aplica ao conjunto de
transações realizadas com títulos de renda fixa, de emissão pública ou privada.

Operação
Termo utilizado para toda e qualquer transação mobiliária, tais como a compra
de uma ação, a concessão de um empréstimo, a aplicação em um fundo de
investimento, a emissão de um DOC etc.

Operação a termo
Contrato realizado previamente entre partes, no qual se determinam o valor de
um ativo no futuro, o prazo de vencimento do contrato e a forma de liquidação.

Operação caixa
Operação pela qual um investidor vende a vista um lote possuído de ações e o
recompra, no mesmo pregão, em um dos mercados a prazo; o custo do
financiamento é resultado da diferença entre os preços de compra e de venda.

Operação de bolsa
Transação no mercado de valores mobiliários. Uma compra ou uma venda
constituem operações de bolsa.

Operação de câmbio
Negociação de moeda estrangeira através da troca da moeda de um país pela
de outro.

Operação de câmbio flutuante


Negociação de conversão de reais (moeda brasileira) por dólar (moeda
americana) no mercado flutuante.

Operação de câmbio negro


Negociação de conversão de reais (moeda brasileira) por dólar (moeda
americana) no mercado paralelo. Também conhecida por operação de câmbio
paralelo.

Operação de câmbio paralelo


Negociação de conversão de reais (moeda brasileira) por dólar (moeda
americana) no mercado paralelo. Também conhecida por operação de câmbio
negro.

Operação compromissada
Operação financeira com duração de um dia, na qual se aplica dinheiro a uma
taxa previamente combinada entre as partes. Também conhecida pela sigla
ADLIC.

Operação de financiamento
Operação pela qual um investidor compra a vista um lote de ações e o vende
imediatamente em um dos mercados a prazo; a diferença entre os dois preços é
a remuneração da aplicação pelo prazo do financiamento.

Operação de redesconto
Operação de concessão de um empréstimo por parte de um Banco Central a um
banco comercial, para resolver situações de dificuldades de tesouraria. Esse
empréstimo é remunerado à designada taxa de desconto.

Operador
Representante de sociedade corretora que realiza os negócios no pregão/mesa.

Operador de pregão
Representante de uma sociedade corretora, que executa ordens de compra e de
venda de ações no pregão de uma bolsa de valores.

Operador do sistema eletrônico


Representante de uma sociedade corretora, que executa ordens de compra e de
venda de ações e/ou opções, pelo sistema de pregão eletrônico da BOVESPA
(Bolsa de Valores de São Paulo).
OPT (Oferta Pública de Troca)
Operação de bolsa de valores que consiste em uma proposta de troca de ações
sugerida por uma determinada sociedade cotada aos acionistas de outra
sociedade, no sentido de assegurar a aquisição desta última.

OPV (Oferta Pública de Venda)


Lançamento, por uma dada entidade, de uma proposta de venda, em
determinadas condições, de um conjunto de valores mobiliários, destinada a um
universo de pessoas (destinatários da oferta). Esta venda visa, em geral, a
obtenção de uma dispersão mínima de capital, que lhe permita a admissão à
cotação em uma bolsa de valores.

Orçamento
Plano em que se quantificam as projeções para os custos e proveitos de uma
empresa, a ocorrer em um dado período futuro. Também conhecido pelo
sinônimo em língua inglesa budget.

Ordem
Instrução enviada por um cliente a uma sociedade corretora, para a execução
de compra ou venda de valores mobiliários.

Ordem administrada
Instrução enviada por um cliente a uma sociedade corretora, para a execução
de compra ou venda de valores mobiliários, especificando apenas a quantidade,
as características ou direitos de um valor mobiliário que deseja comprar ou
vender. A execução de compra ou venda do valor mobiliário especificado deve
ficar a critério da corretora de valores mobiliários.

Ordem a mercado
Instrução enviada por um cliente a uma sociedade corretora, para a execução
de compra ou venda de valores mobiliários, especificando apenas a quantidade
e as características de um valor mobiliário. A execução de compra ou venda do
valor mobiliário especificado deve ser efetuada desde o momento de seu
recebimento no pregão.

Ordem ao melhor
Operação de compra ou de venda de títulos efetuada com base na melhor
cotação possível naquele momento preciso.

Ordem casada
Ordem constituída por uma ordem de compra e por uma ordem de venda de um
determinado valor mobiliário. A efetivação da ordem casada apenas ocorrerá
quando ambas puderem ser executadas.

Ordem com limite


Ordem de bolsa, na qual se determina um limite à cotação, máxima, no caso de
oferta de compra, ou mínima, no caso de oferta de venda.

Ordem de bolsa
Ordem na qual o investidor deve designar ao intermediário financeiro: (1) a
espécie do título, (2) a quantidade, (3) o preço a pagar por unidade e (4) o prazo
de validade da ordem. No caso de uma ordem de compra, o preço indicado é o
preço máximo a que está disposto a comprar esse título. No caso uma ordem de
venda, o preço indicado é o preço mínimo a que está disposto a vender esse
título.

Ordem de financiamento
Ordem constituída por uma ordem de compra (ou de venda) de um valor
mobiliário em um tipo de mercado e, concomitantemente, por outra ordem de
venda (ou de compra) de igual valor mobiliário, no mesmo ou em outro mercado,
com prazos de vencimento distintos.

Ordem de pagamento
Qualquer documento escritural em que uma pessoa autoriza outra a receber
pagamento de uma terceira. Nesse contexto, as ordens de pagamento mais
comuns são o próprio papel moeda e o cheque.

Ordem discricionária
Situação na qual uma pessoa física ou uma pessoa jurídica, que administra
carteira de títulos e valores mobiliários, ou um representante de mais de um
cliente estabelece as condições de execução da ordem. Após a execução da
ordem, o ordenante indicará: (1) o nome do investidor (ou investidores); (2) a
quantidade de títulos e/ou valores mobiliários a ser atribuída a cada um deles; e
(3) o preço.

Ordem limitada
Instrução enviada por um cliente a uma sociedade corretora, para a execução
de compra ou venda de valores mobiliários, que deve ser executada por um
preço igual ou melhor do que o especificado pelo comitente. No caso do
investidor querer delimitar um preço para venda, estando satisfeito com o lucro
já atingido, ele pode colocar uma oferta de venda ao preço desejado, e a venda
vai ser executada quando houver oferta de compra nesse preço ou em outro
melhor. A esse procedimento, damos o nome de ordem limitada. No caso do
investidor querer delimitar um preço de compra, definindo o valor máximo que
ele está disposto a pagar por aquela ação, ele pode colocar uma oferta de
compra ao preço desejado. Esta compra vai ser executada quando houver oferta
de venda nesse preço. A esse procedimento, também damos o nome de ordem
limitada.

Ordem não fracionável


Ordem de compra ou de venda de um título ou de um contrato, mediante o qual
o corretor é instruído para efetuar a totalidade da quantidade desejada ou não
efetuar nada, embora não necessariamente a um único preço.

Ordem não fracionável e ao mesmo preço


Ordem de compra ou de venda de um título ou de um contrato, mediante o qual
o corretor é instruído para efetuar a totalidade da quantidade desejada ou não
efetuar nada.

Ordem on-stop
Instrução enviada por um cliente a uma sociedade corretora, para a execução
de compra ou de venda de valores mobiliários, em que o investidor determina o
preço mínimo pelo qual a ordem deve ser executada. Stop de compra é uma
ordem programada em que o investidor fixa o preço de compra de um ativo acima
do preço corrente no mercado, com o objetivo de aproveitar um movimento de
alta de preços. A partir desse momento, a corretora vai executar a compra pelo
preço mais próximo possível àquele solicitado pelo investidor. Stop de venda é
uma ordem programada em que o investidor fixa o preço de venda de uma ação
abaixo do preço corrente no mercado com o objetivo de limitar prejuízos. Para
evitar maiores prejuízos, o investidor define que se sua ação desvalorizar até um
determinado preço, a corretora deve vendê-la, pelo melhor preço que conseguir
no mercado.

OSC (Oscilação)
Variação percentual, positiva ou negativa, verificada no preço de um mesmo
ativo em um determinado período de tempo. Também conhecido pelo símbolo
VAR (VARIAÇÃO).

Oscilador de Chaikin
Oscilador que resulta da subtração entre uma média móvel exponencial (MME)
de 10 (dez) dias e uma MME de 3 (três) dias, traçadas sobre a linha de
acumulação/distribuição.

Oscilador Estocástico
Variável estatística que se baseia na posição de uma determinada cotação de
fechamento em comparação com os valores máximos e os valores mínimos
dessa mesma cotação em um período de tempo determinado (normalmente 5
sessões). Este indicador move-se entre 0 e 100 e, mediante o cruzamento da
linha do oscilador (K) com a sua média móvel de 3 sessões (%K), são gerados
sinais de compra ou de venda. A fórmula do oscilador estocástico é determinada
por: 100 x (Cotação - Mínimo) / (Máximo - Mínimo) = oscilador estocástico.
Também conhecido pelo termo em língua inglesa stochastic oscillator.

Otimização do portfólio
Processo de escolha de ativos em um portfólio (carteira) buscando eliminar
riscos, tendo como meta uma determinada rentabilidade. Para cada
rentabilidade esperada há uma composição ótima de ativos em um portfólio que
minimiza os riscos corridos.

Out of the money


Situação na qual o preço de exercício de uma opção se situa acima (call) ou
abaixo (put) do preço corrente do ativo de base.

Overnight
Operação realizada em open market por prazo mínimo de um dia, restritas às
instituições financeiras.

Over / Overnight
Operações realizadas diariamente pelos bancos no mercado aberto, para obter
recursos para financiar as suas posições em títulos públicos. Repassam esses
títulos aos investidores com o compromisso de recomprá-los no dia seguinte,
pagando uma taxa diária. Estas operações estão restritas às instituições
financeiras.

P
Padronização
Pré-fixação de todas as características dos contratos de futuros e de opções por
parte da entidade gestora do mercado, com exceção do preço dos futuros e do
prêmio das opções, que são resultantes dos mecanismos de mercado (equilíbrio
entre oferta e procura).

Papel comercial
Valor monetário representativo de dívida de curto prazo (até 1 ano) emitido por
empresas sólidas e habitualmente vendido a desconto.
Paraíso fiscal
Pequeno Estado que cobra imposto muito baixo (alíquotas inferiores a 20%) ou
não o cobra. Exemplo: Hong Kong, Bahamas, Luxemburgo, Suíça e Panamá.

Paridade da taxa de juros


Teoria que defende que o diferencial entre a taxa de câmbio a prazo e a taxa de
câmbio à vista é igual ao diferencial entre as taxas de juros nos mercados interno
e externo.

Participação cruzada
Ações que cada uma de duas empresas detém no capital da outra.

Participação nos lucros


Fração dos lucros de uma sociedade, a serem distribuídos, além da parte
proveniente do primeiro dividendo e, eventualmente, dos juros destinados ao
conselho de administração ou ao conselho fiscal a título de remuneração
complementar.

Participante
Associado, segurado ou beneficiário incluído nos planos de previdência privada.

Passivo
Obrigações assumidas por uma empresa em relação aos seus credores, sobre
a forma de dívidas a pagar. Também conhecido pelo termo em língua inglesa
liability.

Passivo a médio e longo prazo


Dívidas contraídas por uma empresa que apresentam vencimento por prazos
superiores que 1 (um) ano.

Passivo de curto prazo


Todas as dívidas que, em princípio, devem ser reembolsadas em um prazo
máximo de 1 (um) ano. Também conhecido por passivo circulante.

Passivo de financiamento
Dívidas relacionadas com a obtenção de recursos financeiros. Normalmente,
estes passivos são de médio e longo prazo.
Passivo de funcionamento
Dívidas originadas por operações correntes de exploração: dívidas a
fornecedores, ao Estado e a outros credores.

Patente
Documento emitido pelo governo e concedido a um inventor ou aos seus
representantes, a fim de proteger seus direitos de propriedade e de exploração
de uma invenção de caráter industrial.

Patrimônio
Conjunto de bens e direitos e obrigações, atuais e futuros, que uma determinada
entidade (singular ou coletiva) possui.

Patrimônio líquido
Diferença, no balanço patrimonial de uma empresa, entre o valor dos ativos e
dos passivos e resultado de exercícios futuros: o valor contábil pertencente aos
acionistas ou sócios.

Payback period
Período de tempo necessário para recuperação de um determinado investimento
inicial. Também conhecido pelo termo em língua portuguesa período de
recuperação.

Payout Ratio
Percentagem dos lucros que a empresa distribui pelos seus acionistas sob a
forma de dividendos.

PBV (Price Book Value)


Rácio obtido através da divisão da cotação de uma ação pelo seu valor contábil.
O valor contábil é, por sua vez, o resultado da divisão da situação líquida da
empresa pelo número de ações emitidas. Quanto maior é o PBV (Price Book
Value), maior é o afastamento entre a cotação de mercado e o valor contábil, e,
menor será, em teoria, a perspectiva de valorização futura.

PCF (Price Cash Flow)


Indicador de rentabilidade potencial de ações, obtido através da divisão da
cotação pelo cash flow por ação da empresa cotada. Quanto menor é este
indicador, maior é, em teoria, o potencial de valorização da ação.
PEA (População Economicamente Ativa)
Parcela da população de um País em condições de trabalhar.

Penhor
Direitos de um credor sobre determinados ativos.

PER (Price Earnings Ratio)


Indicador de rentabilidade potencial de ações, obtido através da divisão da
cotação do título pelo lucro líquido por ação da empresa cotada. Quanto menor
é este indicador, maior é, em teoria, o potencial de valorização da ação.

Perfil de risco
Classificação do investidor quanto à sua pré-disposição em correr riscos.

Performance
Desempenho obtido em alguma atividade. No mercado financeiro, uma taxa de
performance é cobrada em fundos de investimentos quando a rentabilidade
ultrapassa um mínimo acordado previamente.

Período de benefício
Período durante o qual o participante e, quando for o caso, o beneficiário faz juz
ao recebimento do benefício contratado.

Período de deferimento
Período existente entre a data de inscrição e a data de concessão do benefício
do plano de previdência.

Período de recuperação
Período de tempo necessário para recuperação de um determinado investimento
inicial. Também conhecido pelo termo em língua inglesa payback period.

Período indenitário
Período determinado durante o qual o segurador reembolsará determinadas
despesas. Geralmente previsto nos seguros de perda de aluguel, pagamento de
aluguel a terceiros ou interrupção de atividade profissional.

Perpetuidade
Investimento que gera uma corrente perpétua de fluxos de tesouraria:
consideração sobre a continuidade de uma empresa ou projeto após o período
explícito projetado.

Personalização do contrato
Adequação de todas as cláusulas contratuais à vontade das partes contratantes.

Permissionária
Sociedade corretora especialmente admitida no pregão de uma bolsa de valores,
da qual não possui título patrimonial.

Pessoa Jurídica
Qualquer instituição (empresa, sociedade, corporação etc.) que se personaliza
e individualiza, distinguindo-se das pessoas físicas que a formam.

PIB (Produto Interno Bruto)


Soma de todos os bens e serviços produzidos no País durante o ano. Por isso é
considerado uma medida das riquezas do país. É calculado com base nos preços
de mercado e não inclui os preços do atacado nem os de intermediários. O PIB
(Produto Interno Bruto) também pode ser utilizado como padrão de medida para
outras contas públicas.

PIB Per Capita (Produto Interno Bruto Per Capita)


Relação entre a soma de todos os bens e serviços produzidos no País durante
o ano e a taxa de crescimento populacional do mesmo País.

P/L (Índice de Preço/Lucro)


Quociente da divisão do preço de uma ação no mercado, em um instante, pelo
lucro líquido anual da mesma. Assim, o Índice preço/Lucro - P/L é o número de
anos que se levaria para reaver o capital aplicado na compra de uma ação, pelo
recebimento do lucro gerado por uma empresa. Para tanto, torna-se necessário
que se condicione essa interpretação à hipótese de que o lucro por ação se
manterá constante e será distribuído todos os anos. Índice muito usado no
mercado financeiro para comparar o preço de diversas ações, tentando
identificar qual está barata ou cara. Mede teoricamente o prazo, em anos, em
que o investidor teria o retorno do seu investimento, assumindo-se a distribuição
integral dos lucros da empresa. Sua fórmula é: cotação dividida por lucro por
ação.

PL (Participação nos Lucros)


Quantidade do lucro de uma empresa que é distribuído aos funcionários.
Plano
Termo utilizado para se referir em quantas vezes o valor da compra será
parcelado.

Plano de capitalização
Planos em que são determinadas as formas em que se acumulará o capital, o
tempo de duração, o resgate, os sorteios (antecipando o resgate ou
provisionando um capital adicional imediato), a participação nos lucros da
sociedade emissora etc.

Player
Participante de um mercado.

Plow Back
Percentagem dos lucros que a empresa retém para investimento, ou seja, é o
inverso do payout ratio.


Título e/ou investimento que perdeu totalmente o seu valor no mercado.

Política cambial
Conjunto de medidas tomadas pelo governo que afetam a formação da taxa de
câmbio. É diferente da política monetária por atuar mais diretamente sobre todos
os fatores relacionados às transações econômicas do País com o exterior.

Política de dividendos
Decisão de uma empresa sobre a proporção dos resultados líquidos apurados
em um determinado período que devem ser distribuídos aos acionistas sob a
forma de dividendos.

Política de investimento
Estratégia adotada pelo Governo no sentido de priorizar algum segmento
econômico na destinação de seus investimentos, de modo a obter maior retorno
para a sociedade. Na administração de recursos, política de investimentos é a
definição das regras e forma de atuação de como determinado fundo seria
administrado.

Política de rendas
Controle sobre a remuneração dos fatores diretos de produção envolvidos na
economia, tais como salários, depreciações, lucros, dividendos e preços dos
produtos intermediários e finais.

Política fiscal
Política de receitas e despesas do Governo. Envolve a definição e a aplicação
da carga tributária sobre empresas e pessoas físicas, e a definição dos gastos
do Governo com base nos tributos arrecadados. A política fiscal exerce um forte
impacto na política monetária.

Política monetária
Conjunto de medidas que definem o controle da oferta de moeda e
conseqüentemente das taxas de juros, visando garantir a liquidez ideal para cada
momento econômico. O executor dessas políticas é o BACEN (Banco Central) e
um dos instrumentos clássicos utilizado é o depósito compulsório.

Ponto base
Menor medida de rentabilidade. Um ponto base corresponde a 0.01%. Também
conhecido pelo termo em língua inglesa basis point.

POP (Proteção de Investimento com Participação)


A Proteção do Investimento com Participação é um produto de renda variável,
negociado no Mercado de Bolsa da Bovespa, que proporciona uma proteção
contra uma eventual desvalorização do investimento em ações em troca de uma
participação nos potenciais ganhos desse investimento.

O POP é composto por uma determinada ação no mercado a vista e suas


correspondentes opções de compra e de venda no mercado de opções. Esta
combinação, em quantidades e proporções adequadas, é responsável pela
proteção conferida pelo produto.

Portabilidade
Possibilidade de o participante transferir, total ou parcialmente, a reserva
matemática de benefícios a conceder do plano de previdência.

Portfólio
Conjunto diversificado de ativos detido por um investidor particular ou
institucional. O objetivo da constituição de um portfólio (carteira) é a redução do
risco específico pela diversificação. Também conhecido pelo termo em língua
portuguesa carteira.
POS (Point Of Sale)
Aparelho utilizado para intermediar a transação por cartão de crédito ou débito
entre cliente e administradora.

Pós-fixado
Taxa de remuneração de um contrato financeiro que depende da evolução da
taxa de juros e/ou da inflação durante o período do contrato.

Posição aberta
Número de total de contratos em aberto: representa contratos que ainda não
foram exercidos, fechados ou que ainda não expiraram. Esta variável também é
utilizada como indicador. Também conhecida por posição aberta de um futuro ou
opção, ou pelo termo em língua inglesa open interest.

Posição em aberto
Saldo de posições mantidas pelo investidor em mercados futuros e de opções.

Poupança
Parcela da renda não utilizada para consumo. Esta modalidade de investimento
é a mais tradicional do mercado e considerada uma das mais conservadoras. A
poupança permite ao investidor aplicar pequenas somas com rendimentos a
cada 30 (trinta) dias. Todas as aplicações estão garantidas até o limite de R$ 20
mil por CPF (Cadastro de Pessoa Física), assegurando a retirada dos recursos
caso a instituição depositária decrete falência. A remuneração da Caderneta de
Poupança é composta pela TR(Taxa Referencial) + 0,5% ao mês.

A TR (Taxa Referencial) é calculada a partir de uma média das taxas de juros de


mercado, aplicado um redutor. Por apresentar sua rentabilidade atrelada à TR
(Taxa Referencial), o desempenho da poupança está relacionado ao
comportamento da taxa de juros. As oscilações tendem a ser mais tênues do
que as apresentadas pelos fundos de renda fixa, por exemplo, por ser a TR (Taxa
Referencial) uma taxa média. Os recursos desta modalidade de aplicação são
destinados ao financiamento da construção civil e da compra de imóveis.

Prazo de subscrição
Prazo fixado por uma sociedade anônima para que o acionista exerça seu direito
de preferência na subscrição de ações de sua emissão.

Pré-abertura de mercado
Período de tempo (até 1 hora antes) em que os compradores e vendedores
estabelecem as suas condições para comprar e/ou vender.
Preço de abertura
Preço correspondente ao primeiro negócio de uma sessão. Também conhecido
por cotação de abertura, pelo símbolo ABE, ou pelo termo em língua inglesa
open.

Preço de ajuste diário


Preço médio dos negócios realizados com o papel no mercado futuro no período
da tarde.

Preço de compra
Preço que um investidor informa estar disposto a comprar um determinado título,
opção ou contrato de futuros. Também conhecido por oferta de compra, pelo
símbolo OFC, ou pelo termo em língua inglesa bid.

Preço de exercício da opção


Preço por ação pelo qual um titular terá direito de comprar ou de vender a
totalidade das ações-objeto da opção. Preço pelo qual uma opção pode ser
exercida e o ativo subjacente pode ser comprado ou vendido. Também
conhecido pelos termos em língua inglesa strike price ou exercise price.

Preço de fechamento
Último preço a que um título foi comercializado durante uma sessão. Também
conhecido por cotação de fechamento, pelo símbolo FEC, ou pelo termo em
língua inglesa close.

Preço de futuro
Preço fixado em um contrato de futuros.

Preço de venda
Preço que um investidor informa estar disposto a receber pela venda de um
determinado título, opção ou contrato de futuros. Também conhecido por oferta
de venda, pelo símbolo OFV, ou pelo termo em língua inglesa ask.

Preço máximo
Preço mais alto que um determinado título foi comercializado durante um
determinado dia: reflete o ponto em que começam a aparecer mais vendedores
do que compradores. Também conhecido por cotação máxima, pelo símbolo
MÁX, ou pelo termo em língua inglesa high.
Preço médio
Média dos valores de compra ou de venda de um determinado bem, ponderado
pelas respectivas quantidades adquiridas ou alienadas. Também conhecido por
cotação média ou pelo símbolo MED.

Preço mínimo
Preço mais baixo que um determinado título foi comercializado durante um
determinado dia: reflete o ponto em que começam a aparecer mais compradores
do que vendedores. Também conhecido por cotação mínima, pelo símbolo MÍN,
ou pelo termo em língua inglesa low.

Preço spot
Preço de uma transação no mercado à vista (spot). Também conhecido pelo
termo em língua inglesa spot price.

Pré-fixado
Taxa de remuneração de um contrato financeiro que é previamente acordada
entre as partes anteriormente ao seu período de vigência, independentemente
da variação das taxas de curtíssimo prazo da economia. O investidor já sabe ao
executar a aplicação o valor em percentual da rentabilidade a ser recebida.

Pregão
Sessão durante a qual se efetuam negócios com papéis registrados em uma
bolsa de valores ou bolsa de mercadorias, diretamente na sala de negociações
e/ou pelo sistema de negociação eletrônica da BOVESPA (Bolsa de Valores de
São Paulo).

Pregão eletrônico
Sistema eletrônico de negociação por terminais, que permite a realização de
negócios, por operadores e corretoras credenciados, nos mercados a vista, a
termo e de opções, com papéis e horários definidos pela BOVESPA (Bolsa de
Valores de São Paulo).

Prejuízo
Valor total de despesas maior que o valor total de receitas.

Prejuízo acumulado
Ítem do patrimônio líquido que surge quando a empresa acumula prejuízos.
Prêmio
(1) Preço de negociação, por ação-objeto, de uma opção de compra ou de
venda. O valor do prêmio é determinado pelo preço corrente e pela volatilidade
da mercadoria-objeto, pelo preço de exercício e pelo prazo de vencimento da
opção, e pela taxa de juros. (2) Ativo cotado ou avaliado acima do seu valor
intrínseco (sobre avaliado) ou acima do seu valor de emissão (acima do par).
Também conhecido pelo termo em língua inglesa Premium. (3) Quantia paga
pelo segurado à seguradora, para que esta assuma a responsabilidade de um
determinado risco. O prêmio é o custo do seguro. O cálculo é executado com
base no prazo do seguro, importância segurada e exposição ao risco.

Premium
(1) Preço de negociação, por ação-objeto, de uma opção de compra ou de
venda. (2) Ativo cotado ou avaliado acima do seu valor intrínseco (sobre
avaliado) ou acima do seu valor de emissão (acima do par). Também conhecido
pelo termo em língua portuguesa Prêmio.

Prestação
Parcela de uma dívida.

Prestação suplementar de capital


Fundo fornecido pelos sócios ou acionistas de uma empresa, constituindo um
reforço dos capitais próprios da sociedade. Entrada de dinheiro que, no entanto,
têm um caráter menos permanente que o capital social.

Previdência
(1) Qualidade do previdente. (2) Antevidência. Cautela. Prudência. Precaução.

Previdência privada
Planos privados complementares à previdência social, de caráter opcional e
voluntário, com benefícios sob a forma de pecúlio ou renda.

Previdência social
A Previdência Social é o seguro social para a pessoa que contribui. É uma
instituição pública que tem como objetivo reconhecer e conceder direitos aos
seus segurados. A renda transferida pela Previdência Social é utilizada para
substituir a renda do trabalhador contribuinte, quando ele perde a capacidade de
trabalho, seja pela doença, invalidez, idade avançada, morte e desemprego
involuntário, ou mesmo a maternidade e a reclusão.
Primeira linha
Ações mais negociadas em bolsas de valores. Também conhecida pelo termo
em língua inglesa blue chip.

Prime Rate
Termo que indica a taxa de juros mais baixa do mercado americano, cobrada
apenas de clientes preferenciais, como grandes corporações, com chances
remotas de inadimplência: taxa de juros cobrados pelos bancos aos clientes com
menor risco de crédito.

Principal
Valor de um empréstimo, não incluindo os juros a serem pagos.

Privatização
Aquisição ou incorporação de uma companhia ou empresa pública por uma
empresa privada: passagem para o setor privado da titularidade e gestão de
empresas que até então pertenciam ao Estado.

Produção industrial
Estimativa mensal, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), do movimento do produto da indústria em termos físicos. Trata-se
de um índice de quantum (análise das quantidades produzidas), cuja base de
comparação instituída pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
é, atualmente, o ano de 1991. O índice sazonalmente ajustado é aquele que
procura, através de modelos estatísticos, eliminar os movimentos previsíveis de
alta ou queda de produção para cada setor.

Proponente
Termo de utilizado para o cliente que possui uma proposta para adquirir o cartão
que esta sob aprovação.

Proposta
Documento que representa a vontade do segurado de transferir o risco para o
segurador. Pode ser preenchida pelo próprio segurado, pelo seu representante
legal ou pelo corretor de seguros.

Proposta de inscrição
Documento mediante o qual o interessado expressa a intenção de aderir ao
plano de previdência privada, manifestando ter pleno conhecimento das
condições estabelecidas no regulamento e no contrato.

Pró-rata
Proporcionalmente. Rateada.

Prospecto
Resumo informativo das condições aprovadas para a emissão de novos títulos
no mercado.

Proventos
Dividendos, bonificações e/ou direitos de subscrição distribuídos, por uma
empresa, aos seus acionistas. Também conhecido por direitos ou benefícios.

Provisão contábil
Dotação de recursos efetuada pela empresa, por uma questão de prudência,
para executar em face de determinadas contingências, imprevistos, ou
obrigações. Não são mais do que débitos que antecipam futuras perdas que
podem ocorrer em termos de probabilidade, mas não com grau de certeza. A
constituição de provisões visa cobrir (prevenir financeiramente) certos riscos, tais
como, riscos de crédito (dívidas de cobrança duvidosa), depreciação de
existências (mercadorias, matérias primas e produtos), impostos, processos
judiciais em curso, garantias prestadas e outros compromissos assumidos,
pensões a pagar, acidentes de trabalho e doenças profissionais e outros riscos
ou encargos diversos. São abates ao ativo que dão lugar imediatamente ao
correspondente registro contábil nos custos da empresa, mesmo que o infortúnio
ainda não se tenha verificado ou nem sequer venha a acontecer. Neste último
caso, a provisão poderá ser anulada posteriormente dando lugar ao movimento
contábil inverso, ou seja, a um proveito para compensar o custo registrado por
altura da constituição da provisão que, afinal, não se veio a revelar necessária.
De qualquer maneira, e esse é o objetivo, quando esses infortúnios acontecem
a empresa já não se vai ressentir nos seus resultados, pois o prejuízo causado
pelo sinistro já se encontra relevado na sua contabilidade.

Proxy
Hipótese utilizada como referência para se estimar o valor de uma variável, antes
de conhecê-la.

PSI-20 (Portuguese Stock Index-20)


Índice da Bolsa de Valores de Portugal, ponderado pelo preço dos 20 (vinte)
títulos mais líquidos do mercado português.
PTAX 800
Cotação média entre os negócios em dólar realizados no dia anterior.

PU (Preço Unitário)
Valor presente calculado para cada 1,00 (uma unidade de moeda) a ser pago
por um título cuja taxa de juros geralmente é conhecida previamente.

Pulverizar o risco
Distribuir ou dividir as responsabilidades do risco assumido pelo segurador,
através do cosseguro ou do resseguro.

Put
(1) Direito de vender o ativo subjacente, objeto do contrato, a um preço fixado
(preço de exercício): direito outorgado ao titular de uma opção de, se o desejar,
vender ao lançador um lote-padrão de determinada ação, por um preço
previamente estipulado, na data de vencimento da opção. Também conhecida
pelo termo em língua portuguesa opção de venda de ações. (2) Venda qualquer
de um produto ou serviço.

Q
Quadro de cotações
Local no recinto de negociações das bolsas de valores onde os diversos preços
e quantidades de ações negociadas são apresentados.

Qualitative Analysis
Análise que avalia fatores importantes que não se podem mensurar com
precisão. Em finanças essa análise é mais voltada para os aspectos como
experiência, caráter, qualidade geral da administração, moral dos funcionários e
status de relações trabalhista do que para as efetivas informações financeiras de
uma companhia. Também conhecido pelo termo em língua portuguesa análise
qualitativa.

Quantidade
Quantidade de ações que foram negociadas pelo mercado até o momento.
Também conhecido pelo símbolo VOL (VOLUME).

Quantitative Analysis
Análise que envolve valores mensuráveis. Em finanças são diversos os fatores
quantitativos a serem considerados como, por exemplo: o valor dos ativos, o
custo do capital, os padrões históricos e projetados das vendas, custos e
rentabilidade, além de uma ampla gama de considerações nas áreas de
economia, mercado financeiro, valores mobiliários etc. Embora diferentes, os
fatores quantitativos e qualitativos devem se combinar a fim de se obterem
avaliações financeiras corretas e seguras sobre o objeto da análise. Também
conhecido pelo termo em língua portuguesa análise quantitativa.

Quinta feira negra


O dia 24 de outubro de 1929, quando teve início o crack na Bolsa de Valores de
Nova York, desencadeando a Grande Depressão que estenderia até meados da
década de 30.

Quota de clube de investimento


Parte ideal de um clube de investimento, cujo valor é igual à divisão de seu
patrimônio líquido pelo número existente de quotas.

Quota de fundo de investimento


Parte ideal de um fundo de investimento, cujo valor é igual à divisão de seu
patrimônio líquido pelo número existente de quotas.

R
Rácio de liquidez geral
Medida de liquidez obtida pela divisão do ativo circulante de uma empresa pelo
passivo circulante da mesma.

Raider
Pessoa individual ou coletiva que pretende assegurar o controle da gestão de
uma empresa através da compra de uma participação qualificada para o efeito.

RAJI (Resultado Antes de Juros e Impostos)


Resultado antes do apuramento dos juros financeiros e do cálculo do imposto.

Rally
Expressão utilizada no mercado financeiro para designar uma alta nas cotações
seguida de súbito declínio. Também é o aumento de uma cotação após um
período de estagnação nos preços.
Rateio
Distribuição de valores mobiliários pelos investidores na proporção das ordens
de compra/venda por estes emitidas, quando o total da procura/oferta excede a
oferta/procura.

Rating
(1) Classificação de uma empresa ou instituição de acordo com o risco. A
avaliação pode incidir genericamente sobre a empresa/instituição, tendo em
conta a sua situação econômico-financeira e perspectivas de lucros, ou,
especificamente, sobre o seu risco de crédito, considerando a capacidade de
cumprimento do serviço das dívidas. Trata-se de uma nota calculada por
agências especializadas e que serve de referência para investimentos. (2) Nível
de probabilidade de perda parcial ou total que pode ocorrer em um empréstimo.
Basicamente, uma operação de empréstimo está exposta a dois tipos de risco:
risco do cliente e risco da operação.

Rating de crédito
Somatório dos riscos de cada tipo de operação, de acordo com as suas
características de liquidez, agregados ao rating do cliente, sendo considerado
para tanto: natureza e finalidade da transação; tipos de garantias, qualidade e
controle sobre elas; adequação entre prazo da operação, esquema de
amortização e fluxo de caixa do cliente; formalização da operação.

Rating do cliente / grupo econômico


Classificação de risco, atribuída ao cliente ou grupo econômico, conforme suas
características, independente do tipo de operação que será realizada. Todos os
clientes pessoas jurídicas e pessoas físicas pertencentes a um grupo econômico
deverão ter a mesma classificação de risco, ou seja, o mesmo rating.

Razão Social
Nome devidamente registrado sob o qual uma pessoa jurídica se individualiza e
exerce suas atividades. A razão social diferencia-se do nome dado a um
estabelecimento ou do nome comercial com que a empresa pode ser
reconhecida junto ao público.

RCSA (Recibo de Carteira Selecionada de Ações)


Recibo representativo de um conjunto de ações, cujas quantidades são
previamente fixadas e conhecidas antes de sua constituição. Uma vez
constituídos, os recibos são negociados em Bolsa de Valores como se fossem
um único título. Podem ser constituídas carteiras com as mais variadas
composições, cada qual direcionada para um determinado perfil de investidor. O
RCSA (Recibo de Carteira Selecionada de Ações) permite que o investidor
compre ou venda um portfólio de ações por meio de uma única operação.

RCTB
Cesta que contém papéis das holdings criadas com a cisão da Telebrás.

RDB (Recibo de Depósito Bancário)


Tipo de aplicação em renda fixa, cujo rendimento é uma taxa de juros
previamente combinada e negociável diretamente com o banco. O RDB (Recibo
de Depósito Bancário) não permite retirada antecipada dos recursos aplicados,
nem negociação em mercado secundário.

Receita bruta
Total de valor monetário recebido pela venda dos produtos ou serviços da
empresa, sem qualquer dedução.

Receita líquida
Receita bruta menos as devoluções de produtos e os impostos pagos pela
empresa.

Recessão
Período de tempo em que se verifica um declínio da atividade econômica de um
determinado setor ou economia. Situação que um país enfrenta quando o
Produto Interno Bruto (PIB) diminui na comparação com o ano anterior. Trata-se
de um período marcado pela redução das atividades comerciais e industriais.

Recibo de subscrição
Documento que comprova o exercício do direito de subscrição, passível de ser
negociado em bolsas de valores.

Recompra
Resgate de um título antes de seu vencimento. Compromisso assumido por uma
instituição financeira de tornar a comprar o título negociado, em uma data futura,
antes do vencimento do título.

Reconciliação bancária
Processo de ajustamento entre os movimentos registrados no extrato bancário
e os movimentos registrados no extrato pessoal, expurgando as diferenças entre
estas duas realidades, tendo em vista a obtenção de um saldo reconciliado igual.
Recurso administrado
Valor sobre o qual as decisões de investimento são centralizadas na figura de
um administrador ou instituição financeira. Os valores podem ser próprios ou de
terceiros.

Recurso de terceiros
Expressão habitualmente empregada por profissionais de finanças e do mercado
financeiro, para designar valores de propriedade de outras empresas ou
pessoas. No popular, significa "dinheiro dos outros".

Red chips
Títulos de reduzida liquidez e/ou capitalização bolsista. Nestas ações, o spread
entre comprador (bid) e vendedor (ask) é normalmente bastante largo.

Redesconto
Instrumento de política monetária utilizado pelo BACEN (Banco Central) para
regular o sistema de liquidez do sistema bancário. É utilizado quando os bancos
comerciais, apesar de todas as suas previsões de caixa, necessitam de reforço
de caixa ou ficam a descoberto na compensação de cheque. Nestes casos o
banco emite uma nota promissória a favor do BACEN (Banco Central) e recebe
um crédito em sua conta de depósito no Banco do Brasil. Existem duas as
operações de redesconto no Brasil: redescontos de liquidez ou redescontos
especiais. Os redescontos especiais são refinanciamentos de operações
específicas, previstas por lei como financiamentos de produtos agrícolas, à
exportação de manufaturados etc. Quanto ao empréstimo de liquidez, trata-se
de uma operação eventual, para cobrir o caixa de bancos com problemas
momentâneos de liquidez. Por exemplo, caso um banco se programe para um
volume de saque líquido de R$ x,xx na compensação de um determinado dia, e,
na verdade ele foi superior a esta quantia; para que as operações deste banco
sejam honradas, o BACEN (Banco Central) empresta o valor necessário a este
banco, cobrando uma taxa de juros superior à taxa média cobrada no mercado
financeiro.

Reembolso
Operação que extingue uma emissão de obrigações, ações remíveis ou um
empréstimo bancário. Consiste na recompra pela entidade emitente dos valores
mobiliários emitidos, antes ou na data de maturidade, ao par ou a prêmio.

Registro em bolsa
Condição para que uma empresa tenha suas ações admitidas à cotação em uma
bolsa de valores, desde que satisfaça as normas estabelecidas pela mesma.
Regulamento
Instrumento jurídico que disciplina os direitos e as obrigações das partes
contratantes, bem como as características gerais do plano de previdência
privada, sendo parte integrante da proposta de inscrição, e, mencionado no
contrato.

Relatório e contas
Reporte ou relatório anual de uma empresa, constituído essencialmente por
duas partes: (1) um texto descritivo da atividade da empresa e do contexto em
que a mesma foi desenvolvida; e (2) as contas da empresa, desenvolvidas em
mapas específicos, designadamente o Balanço, a Demonstração de Resultados
líquidos e a Demonstração dos fluxos de caixa.

Renda do plano de previdência


Benefício do plano representado por uma série de pagamentos mensais ao
participante ou ao(s) beneficiário(s), calculado de acordo com a Nota Técnica
Atuarial e com o tipo de renda mensal contratado.

Renda fixa
Ativos cuja remuneração ou retorno de capital pode ser dimensionado no
momento da aplicação. Rendimento discriminado anteriormente e, geralmente
expresso no corpo do título. Podem ser títulos públicos ou privados. Exemplos
de títulos de renda fixa públicos: NTN (Notas do Tesouro Nacional), BBC (Bônus
do Banco Central), TODA (Títulos da Dívida Agrária), títulos estaduais e
municipais. Exemplos de títulos de renda fixa privados: LC (Letras de Câmbio),
CDB (Certificados de Depósito Bancário), RDB (Recibo de Depósito Bancário) e
as Debêntures.

Renda per capita


Resultado da divisão da renda total tributável de uma nação pelo número de
habitantes, usada para indicar o nível de desenvolvimento de um país.

Renda variável
Tipo de investimento no qual a rentabilidade não pode ser determinada na data
da realização do investimento. Uma aplicação é considerada renda variável
quando o retorno ou rendimento desta aplicação é pouco previsível, pois está
sujeita a grandes variações de acordo com o mercado. Ações de empresas são
exemplos de renda variável.

Rendimento esperado
Média aritmética ponderada de todos os resultados possíveis para os
rendimentos de um ativo ou carteira, onde a ponderação representa a
probabilidade de que tais resultados específicos venham a ocorrer.

Rentabilidade
Medida de ganho financeiro nominal sobre o total do investimento, expressa em
termos percentuais.

Rentabilidade potencial
Taxa de rentabilidade esperada para uma determinada ação num futuro próximo
(um a dois anos). A rentabilidade de uma ação decompõe-se em duas
componentes: valorização do preço do título no mercado e dividendos
distribuídos.

Reserva
Parte dos capitais próprios da empresa e, tal como o seu nome indica, são
reservas que a instituição possui. Quanto à sua origem, podem ser reservas de
lucros, constituídas com base nos resultados gerados pela sociedade que não
distribuídos aos seus sócios ou acionistas. Podem também ser reservas de
capital, que resultam normalmente de doações e/ou subsídios ou de prêmios de
emissão de ações ou quotas, emitidas acima do par. Finalmente, temos as
reservas de reavaliação que derivam da retificação ou atualização dos valores
do ativo imobilizado da empresa, cuja reavaliação faz crescer o valor dos capitais
próprios. As reservas podem, ainda, ser obrigatórias quando são constituídas
por força legal, ser estatutárias ou contratuais, ou ser facultativas.

Reserva cambial
Meio de pagamento disponível por parte das autoridades monetárias de um País
para saldar os déficits das suas balanças de pagamentos para com outros países
estrangeiros. As reservas cambiais refletem o montante de moeda estrangeira
(e ouro) acumulado pelo País. O resultado do balanço de pagamentos, que
reflete o resultado monetário das transações de bens e serviços realizadas pelos
brasileiros com o exterior (saldo em transações correntes), assim como o fluxo
de capitais entre o País e o exterior (sejam empréstimos, financiamentos,
aplicações em mercado financeiro, investimento direto em plantas industriais
etc.), vai exprimir se houve acúmulo ou perda de moeda estrangeira no período,
refletindo, portanto a variação das reservas cambiais. Vale lembrar que o
balanço de pagamentos registra somente um fluxo monetário dentro de um
determinado período (em geral os resultados são apresentados em trimestres ou
anuais), enquanto que as reservas cambiais revelam o estoque de moedas
estrangeiras em um determinado momento. Assim, podemos dizer que o Brasil,
em dezembro de 1995, contava com um estoque de 52 bilhões de dólares em
moeda estrangeira (reservas cambiais),e que, ao longo de 1995 houve um
acúmulo de 13.5 bilhões de dólares no país.
Reserva internacional
Dólares mantidos pelo BACEN (Banco Central) que entram no País por meio de
investimentos diretos, empréstimos, financiamentos e captações. As reservas
em dólares necessitam ser suficientes para pagar todas as dívidas de um país
no mercado internacional. Quando há mais entradas que saídas o BACEN
(Banco Central) acumula reservas. Quando há mais saída que entrada, o BC usa
as reservas acumuladas. As reservas internacionais também são usadas para
déficits nas contas externas.

Reserva matemática de benefícios a conceder


Saldo individualizado, apurado durante o período de deferimento, decorrente da
movimentação de recursos de cada participante e/ou das contribuições da
Instituidora, sendo seu valor atualizado diariamente em função da valorização
das cotas do FIFE.

Reserva matemática de benefícios concedidos


Montante de recursos destinado a garantir o pagamento de benefício do plano
de previdência, constituído pela movimentação e remuneração de recursos
transferidos individualmente da reserva matemática de benefícios a conceder,
na data de concessão do benefício.

Resgate
Saque dos recursos aplicados em um investimento. Também pode ser a extinção
de uma dívida mediante pagamento.

Resgate automático
Tipo de resgate previamente programado pela instituição financeira, não
necessitando da ordem ou comando por parte do investidor, no momento do
resgate.

Resgate do plano de previdência


Pagamento, total ou parcial, ao participante ou beneficiário(s), da reserva
matemática de benefícios a conceder, durante o período de deferimento.

Resgate mínimo
Limite de alta de alguma ação, título ou índice. Valor mínimo que pode ser
retirado (sacado) pelo investidor de uma determinada aplicação. Resgates
inferiores a esta quantia não são permitidos pelo fundo de investimento. O valor
do resgate mínimo varia de fundo para fundo.
Resistência
A resistência é definida como uma região de preços onde a pressão vendedora
supera a compradora gerando interrupção do movimento de alta ou uma
reversão. Desta maneira, o título deixa de se valorizar, evoluindo a partir desse
ponto de forma lateral ou voltando a descer.

A resistência também pode ser definida, basicamente, como o preço a partir do


qual se começa a registrar excesso de oferta em relação à procura, ou seja,
excesso de vendedores face aos compradores disponíveis.

Existem resistências de curto prazo e de longo prazo.

Resolução
Norma legal reguladora do mercado financeiro emitida por agências federais.

Responsabilidade limitada
Limitação dos prejuízos dos acionistas aos montantes efetivamente investidos
na empresa.

Resseguro
Operação de que se vale um ou mais seguradores para transferir para a empresa
de resseguro o excesso de responsabilidade que ultrapassa o limite de sua
capacidade de retenção de riscos. Diminui sua responsabilidade na aceitação de
um risco considerado perigoso.

Resultado extraordinário
Como o seu nome indica, têm origem fora da atividade normal da sociedade,
ocorrendo com certa imprevisibilidade. Exemplo: as mais-valias e as menos-
valias obtidas na alienação de imobilizações, os ganhos ou perdas em diferenças
de câmbio, as dívidas incobráveis etc.

Resultado financeiro
Resultado que decorre das aplicações de natureza financeira da empresa e dos
seus custos de financiamento (funding). Do lado dos proveitos, os mais
importantes são os rendimentos das participações de capital, dos títulos
negociáveis e outros juros e proveitos similares. Da parte dos custos, temos as
amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros e os juros e
encargos resultantes da obtenção de capitais alheios.

Resultado líquido
Denominação utilizada para designar os lucros ou os prejuízos (caso seja
negativo) de uma empresa, num determinado período de tempo, geralmente o
exercício econômico que, em regra, coincide com o ano civil. O resultado líquido
corresponde ao lucro obtido pela empresa já após a dedução dos impostos que
sobre ele incidem.

Resultado operacional
Diferença entre os lucros e os prejuízos relativos à atividade principal da
empresa. Do lado das receitas, os mais relevantes são as vendas e prestações
de serviços e outros proveitos operacionais. Do lado das despesas, destacam-
se os custos das vendas e prestações de serviços, os custos de distribuição e
administrativos e, ainda, as amortizações e provisões relativas aos bens ligados
à atividade normal da instituição.

Retorno
Resultado esperado ou realizado por um investimento.

Retrocessão
Operação de que se socorre o ressegurador para repassar ao mercado
segurador nacional os excessos e responsabilidades que vão alem dos limites
de sua capacidade de indenizar.

Reuters
Agência internacional de notícias e informações.

Rho
Coeficiente que mede a sensibilidade do valor da opção à variação na taxa de
juros. Tecnicamente, representa a derivada do preço da opção em relação à taxa
de juros.

Risco
Elemento de incerteza associado ao retorno de um investimento, que pode afetar
a atividade de um agente financeiro ou o desenrolar de uma operação financeira.
O risco traduz a possibilidade de um investimento não apresentar os resultados
(mínimos) previstos. Geralmente é representado pelo desvio padrão, ou seja,
pela oscilação das taxas de retorno em torno de sua média.

O risco também pode ser entendido como uma medida do desconhecimento que
um investidor tem a respeito do retorno de seus ativos (financeiros ou não
financeiros).
Exemplos
Medida da variabilidade anual do lucro por ação de uma empresa de capital
aberto.
Medida da variabilidade do preço de uma commodity no mercado internacional
para os produtores / extratores deste tipo de mercadoria.
De um modo um pouco mais formal, diz-se que um indivíduo toma decisões sob
risco quando ele consegue distinguir um a um os eventos que podem alterar sua
riqueza, mas não conhece qual destes eventos efetivamente será o resultado de
sua decisão.

De fato, a idéia de risco está intimamente ligada ao conhecimento do indivíduo


a respeito da realização de possíveis eventos futuros. Assim, quando temos
conhecimento perfeito sobre um assunto, dizemos que temos certeza,
evidenciando que temos toda a informação necessária para determinar
exatamente qual será o resultado de algum ato que se tenha praticado. Neste
caso, trata-se de um mundo onde as variáveis relevantes para a tomada de
decisão são dadas deterministicamente, não havendo qualquer aleatoriedade
em seu comportamento. Quando nos referimos a risco, pelo contrário, está
implícita a idéia de que algum evento desconhecido (e possivelmente
indesejado) pode ser resultado de uma de nossas decisões.

Risco cambial
Grau de incerteza sob um portfólio de ativos financeiros ou sob o valor de uma
empresa em resultado da incerteza na evolução das taxas de câmbio.

Risco de base
(1) Variabilidade da base (basis) ao longo do tempo. (2) Risco relativo a
movimentos incertos no diferencial entre o preço spot e o preço do contrato de
futuros. (3) Risco que persiste após uma operação de cobertura (hedging) com
futuros.

Risco de crédito
Possibilidade do beneficiário de determinado empréstimo não ter capacidade
financeira para pagar os juros e/ou o capital em dívida.

Risco de incumprimento
Possibilidade do emitente de determinada dívida não ter a capacidade financeira
necessária para pagar juros e/ou capital em dívida na data e no montante
prometido. Também conhecido pelo termo em língua inglesa default risk.

Risco de inflação
Risco de que a inflação provoque uma redução no poder de compra de um
determinado quantitativo monetário ou instrumento financeiro.
Risco de mercado
Parcela da variabilidade total do rendimento de um ativo financeiro. Também
conhecido pelos termos risco não-diversificável ou risco sistemático.

Risco de re-investimento
Risco de que os cash-flows (pagamento de cupons) recebidos de uma obrigação
com cupom sejam reinvestidos a taxas de juros futuras incertas.

Risco diversificável
Parcela da variabilidade total do rendimento de um ativo financeiro devida a
fatores específicos de uma empresa ou setor (e cujo impacto pode ser eliminado
ou atenuado através de uma adequada diversificação). Este tipo de risco está
associado a fatos como alterações ou problemas ao nível da gestão da empresa,
greves ou modificações nos padrões de consumo relativos aos produtos da
empresa. Também conhecido pelos termos em língua portuguesa risco
específico ou risco não-sistemático.

Risco do negócio
Risco que os acionistas de uma empresa enfrentam mesmo quando a empresa
é totalmente financiada com capitais próprios. É o risco associado à gestão da
exploração da empresa, por contraposição ao risco financeiro. Também
conhecido pelo termo risco operacional.

Risco específico
Parcela da variabilidade total do rendimento de um ativo financeiro devida a
fatores específicos de uma empresa ou setor (e cujo impacto pode ser eliminado
ou atenuado através de uma adequada diversificação). Este tipo de risco está
associado a fatos como alterações ou problemas ao nível da gestão da empresa,
greves ou modificações nos padrões de consumo relativos aos produtos da
empresa. Também conhecido pelos termos em língua portuguesa risco
diversificável ou risco não-sistemático.

Risco financeiro
Risco que os acionistas de uma empresa enfrentam devido ao fato de a sua
empresa não ser financiada exclusivamente por capitais próprios.

Risco não-diversificável
Parcela da variabilidade total do rendimento de um ativo financeiro. Também
conhecido pelos termos risco de mercado ou risco sistemático.
Risco não-sistemático
Risco específico a um determinado ativo. Parcela da variabilidade total do
rendimento de um ativo financeiro devida a fatores específicos de uma empresa
ou setor (e cujo impacto pode ser eliminado ou atenuado através de uma
adequada diversificação). Este tipo de risco está associado a fatos como
alterações ou problemas ao nível da gestão da empresa, greves ou modificações
nos padrões de consumo relativos aos produtos da empresa. Também
conhecido pelos termos em língua portuguesa risco específico ou risco não-
sistemático.

Risco operacional
Risco que os acionistas de uma empresa enfrentam mesmo quando a empresa
é totalmente financiada com capitais próprios. É o risco associado à gestão da
exploração da empresa, por contraposição ao risco financeiro. Também
conhecido pelo termo risco do negócio.

Risco sistemático
Risco relativo ao sistema, sendo influenciado por fatores/decisões
macroeconômicas. Parcela da variabilidade total do rendimento de um ativo
financeiro. Também conhecido pelos termos risco não-diversificável ou risco de
mercado.

RiskMetrics
Metodologia de cálculo do risco de uma posição, criada pelo banco norte-
americano JP Morgan, que se baseia fortemente no conceito de valor em risco.
Seu pioneirismo, publicidade e gratuidade contribuíram para torná-lo uma
referência fundamental aos profissionais de risco e acadêmicos que estudam o
assunto em nível mundial.

Rolagem da dívida pública


Refinanciamento de papéis emitidos para cobrir rombos no orçamento do
Governo. Nas contas do Tesouro Nacional, o aumento dos juros tem impacto
negativo (aumento); e a diminuição dos juros tem impacto positivo (diminuição)
na dívida pública.

Roll Over
Extensão de um contrato de futuros para além da sua data de vencimento
original. Representa, na prática, a troca de um contrato que está no seu
vencimento, pelo contrato com vencimento seguinte. Esta situação ocorre
normalmente nos dois últimos dias antes do fechamento de contratos (terceira
sexta-feira de cada mês), pelos investidores que desejam manter as suas
posições abertas por mais tempo.
Rotação
Número de vezes em que os ativos, tais como os stocks em armazém, as ações
de uma carteira de valores mobiliários, ou outros, são substituídos em média
durante um determinado período.

Royalty
Pagamento ao proprietário de uma marca, patente, produto ou obra original pelo
uso desse bem.

RSI (Relative Strength Index)


Indicador desenvolvido por Wilder normalmente utilizado para identificar topos e
fundos em cotações de ações, pela focalização em determinados níveis-chave
definidos no gráfico do próprio indicador (normalmente, 30 e 70), cuja escala
varia entre 0 e 100. O indicador é ainda utilizado para detectar: (1) movimentos
que poderão ainda não ser totalmente aparentes no gráfico das cotações; (2)
“Failure swings” acima de 70 e abaixo de 30 que poderão avisar de possíveis
inversões de tendência; e (3) níveis de suporte e resistência e divergências entre
o RSI e o gráfico de cotações, normalmente utilizadas como indicador de
inversão de tendência. Sinônimo para o termo em língua portuguesa Índice de
Força Relativa (IFR).

S
Sala de negociações
Local adequado ao encontro dos representantes de corretoras de valores e à
realização, entre eles, de transações de compra e venda de ações/opções, em
mercado livre e aberto.

Saldo de Volume
O Saldo de Volume, também conhecido pelo termo em língua inglesa On
Balance Volume ou pela sigla OBV, é um popular indicador utilizado em análise
técnica publicado por Joe Granville em 1963. Este indicador baseia-se no
conceito básico de que o volume precede o preço da ação, sendo utilizado para
aferir o fluxo positivo ou negativo do volume. O OBV é um indicador de momento
e relaciona o volume com as mudanças de preços.

S&P 500
O Índice S&P 500 foi introduzido no mercado financeiro em 4 de Março de 1957
como o padrão de referência para a avaliação da performance do mercado de
ações norte-americano. A consultoria americana Standard & Poor´s é a
responsável pela elaboração deste benchmark que, ao longo dos últimos
cinqüenta anos, tornou-se um dos termômetros da economia americana e
mundial.

O Standard & Poor's 500 projeta o desempenho das 500 companhias líderes nos
setores mais importantes da economia norte-americana. Embora o S&P 500
enfoque a sua composição no segmento de companhias de alta capitalização,
com mais de 80% de companhias listadas na Bolsa de Nova Iorque, este índice
também serve como parâmetro para outros mercados, tais como o mercado de
futuros, o mercado de opções e o mercado de exchanged traded funds (ETF).

O S&P 500 tornou-se o indexador de escolha para uma série investimentos,


cujos administradores buscam replicar a performance do índice. Atualmente,
aproximadamente US$ 4.5 trilhões são direcionados para investimentos
relacionados ao índice. Deste total, US$ 1.5 trilhões são investidos diretamente
no S&P 500.

O sucesso do índice S&P 500 estimulou a criação dos índices S&P MidCap 400
e S&P SmallCap 600, benchmarks líderes de seus segmentos de mercado, além
do índice S&P Composite 1500.

SEC (Securities and Exchange Commission)


O equivalente americano da CMVM.

Securities
Termo em língua inglesa para designar títulos ou valores mobiliários.

Securitização
Operação financeira que faz a conversão de um empréstimo (dívida) e outros
ativos, em títulos negociáveis (securities). Chamamos de securitização o ato de,
por exemplo, pegar um empréstimo, dividir em partes, transformar em títulos
negociáveis e vender estes títulos a investidores. Também conhecido pelo termo
em língua portuguesa titularização.

Securitização de recebíveis
Transformação de um recebível (um título cujo valor será recebido num momento
futuro) em títulos negociáveis para vendê-los a investidores. Um dos objetivos
da securitização de recebíveis é a redução do risco da carteira de investimentos,
ao mesmo tempo que aumenta a possibilidade de rentabilidade para o investidor.

Segmentação
Separação e classificação por algum critério pré-estabelecido. Exemplo: a
segmentação dos fundos de investimento do banco é feita por grau de risco.
Segunda linha
Tipo de ação que apresenta menor liquidez do que as blue chips, nas bolsas de
valores.

Segurado
Pessoa física ou jurídica, em nome de quem se faz o seguro e que se
compromete a pagar um prêmio à Seguradora.

Segurador
Empresa legalmente constituída para assumir e gerir riscos, devidamente
especificados no contrato de seguro. E quem paga a indenização ao segurado
ou aos seus beneficiários, no caso da ocorrência de sinistro.

Segurança
Garantia de estabilidade de uma carteira de cotações.

Seguro
Contrato em que uma das partes (segurador) se obriga para com a outra
(segurado), mediante o recebimento de uma importância estipulada (prêmio), a
indenizá-la de um prejuízo (sinistro), resultante de um evento futuro, possível e
incerto (risco), indicado no contrato.

SELIC (Sistema Especial de Liquidação e


Custódia)
Sistema computadorizado do BACEN (Banco Central), ao qual apenas as
instituições financeiras credenciadas têm acesso. Funciona mais ou menos
como a compensação de um banco, só que no mercado de títulos públicos:
transfere os papéis para o comprador, ao mesmo tempo em que credita o valor
da venda para o vendedor. Tudo isso é feito em tempo real. A SELIC calcula
uma média dos juros que o governo paga aos bancos que lhe emprestaram
dinheiro. Essa média, chamada de Taxa Over-Selic, serve de referência para
todas as outras taxas de juros do país. Por isso, a Taxa Over-Selic é chamada
também de juro básico. O SELIC também monitora as reservas financeiras dos
bancos.

Série de opções
Opções do mesmo tipo, sobre a mesma ação-objeto, com o mesmo mês de
vencimento e o mesmo preço de exercício.
Serviço da dívida
Encargo financeiro a pagar e capital a reembolsar por uma empresa em um
determinado período.

Short Selling
Venda de valores a descoberto no mercado. Também conhecido pelo termo em
língua portuguesa curto.

SICAM (Sistema de Investimento do Crédito


Agrícola Mútuo)
Entidade que agrega a quase totalidade das CCAM (Caixas de Crédito Agrícola
Mútuo) nacionais. Trata-se de um organismo de natureza financeira que engloba
as CCAM (Caixas de Crédito Agrícola Mútuo), bem como, as suas associações
regionais e nacionais. Tem por funções a centralização dos excedentes de
liquidez e a sua coordenação e gestão por forma a financiar a atividade de crédito
das caixas filiadas.

Simulação de Monte Carlo


Método de solução de um problema baseado na geração de um grande número
de cenários definidos pela realização de alguma variável aleatória com
distribuição de probabilidade dada. Muito útil para a precificação de opções, em
especial, as opções européias.

Simulação histórica
Metodologia para cálculo do valor em risco que utiliza dados passados para criar
cenários de mercado e, por meio destes, levantar a distribuição dos valores da
carteira sem fazer a priori hipóteses sobre a distribuição dos ativos que compõem
a carteira. Serve para avaliar qualquer tipo de instrumento financeiro, seja ele
linear como as ações e os futuros, ou não linear como as opções. Sua vantagem
frente à simulação de Monte Carlo é a maior rapidez, derivada do emprego de
um menor número de cenários.

Sinistro
Realização do risco previsto no contrato de seguro causando danos materiais ou
pessoais ao segurado ou a seus beneficiários. Ocorrência do risco, cujas
conseqüências economicamente danosas estejam cobertas pela apólice. Pode
ser total ou parcial.

SISBACEM
Sistema de computadores do BACEN (Banco Central), no qual são registradas
as saídas e as entradas de dólares do País e por onde são executados vários
avisos, entre eles a liquidação de instituições financeiras etc.

Situação Líquida
Soma dos valores contábeis do capital social, das reservas e dos resultados
retidos.

Smart Card
Cartão de crédito que contém um chip que o permite agregar novas utilidades,
como uma agenda eletrônica onde você pode armazenar dados pessoais.

SMLL (Índice Small Caps)


Criado pela BM&FBOVESPA, o SMLL - Índice BM&FBOVESPA Small Cap tem
por objetivo medir o comportamento das empresas listadas na Bolsa de modo
segmentado, aferindo o retorno de uma carteira composta por empresas de
menor capitalização. As ações componentes serão selecionadas por sua
liquidez, e serão ponderadas nas carteiras pelo valor de mercado das ações
disponíveis para negociação. Código BM&FBovespa: SMLL

SND (Sistema Nacional de Debêntures)


Parte do sistema CETIP cuja função é manter registros e cadastros de todas as
debêntures emitidas e negociadas no mercado.

Sobra de subscrição
Direito referente ao não exercício de preferência em uma subscrição.

Sobrecomprado
Conceito associado normalmente a indicadores de análise técnica, que se refere
ao valor da cotação de determinada ação após o rompimento de determinada
zona de resistência durante um forte movimento de valorização do título.
Também conhecido pelo sinônimo em língua inglesa overbought.

Sobrevalorização
Situação na qual determinado ativo está valendo mais do que seu valor real.

Sobrevendido
Conceito associado normalmente a indicadores de análise técnica, que se refere
ao valor da cotação de determinada ação após o rompimento de determinada
zona de suporte durante um forte movimento de desvalorização do título.
Também conhecido pelo sinônimo em língua inglesa oversold.

Sociedade
Contrato em que se reúnem uma ou mais entidades para o exercício uma
determinada atividade com fins lucrativos.

Sociedade anônima
Empresa que apresenta seu capital dividido em ações, com a responsabilidade
de seus acionistas limitada proporcionalmente ao valor de emissão das ações
subscritas ou adquiridas.

Este tipo de sociedade comercial é formada por no mínimo sete sócios. O capital
de cada um dos sócios é representado pelo número proporcional de suas ações,
e sua responsabilidade é limitada ao capital investido.

Sociedade anônima de capital aberto


Companhia registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) autorizada a
distribuir e a negociar títulos mobiliários próprios no mercado aberto.

Sociedade anônima de capital fechado


Companhia não registrada na CVM (Comissão de Valores Mobiliários)
autorizada a somente negociar títulos mobiliários sob a característica de uma
transação privada.

Sociedade corretora
Sociedade financeira que compra e vende títulos na bolsa de valores em nome
dos seus clientes.
Instituição auxiliar do sistema financeiro, que opera no mercado de capitais com
títulos e valores mobiliários, em especial no mercado de ações. É a intermediária
entre os investidores nas transações em bolsas de valores. Administra carteiras
de ações, fundos mútuos e clubes de investimentos, entre outras atribuições.
Sociedade distribuidora

Instituição auxiliar do sistema financeiro, que participa do sistema de


intermediação de ações e outros títulos no mercado primário, colocando-os à
venda para o público.

Sociedade financeira de corretagem


Sociedade financeira que atua em bolsa de valores, comprando e vendendo
títulos para os seus clientes, tendo também a possibilidade de gerir carteiras
próprias de investimentos financeiros.
Sociedade limitada
Sociedade comercial por cotas de responsabilidade limitada: cada sócio
responde apenas na medida da sua cota. Deve adotar uma razão social que
explique o quanto possível, o objetivo da sociedade e seja sempre seguida da
palavra "limitada" ou "Ltda".

Sociedade seguradora
Empresa que tem como atribuição administrar eficientemente os seguros que lhe
é confiado. Opera na aceitação de riscos de seguro e responde junto ao
segurado pelas obrigações assumidas. Atua respeitando a política traçada pelo
CNSP.

Sociedade unipessoal
Sociedade constituída por um único sócio.

Solvabilidade
Medida da relação entre os capitais próprios e os capitais alheios de uma
sociedade. A solvabilidade pode ser medida pelo seguinte rácio: solvabilidade =
capital próprio / capital alheio. A solvabilidade de uma instituição será tanto maior
quanto maior for o valor deste rácio. Um valor muito baixo pode indiciar uma
fraca viabilidade da empresa no futuro, pois significa uma elevada fragilidade
econômico-financeira

SOMA (Sociedade Operadora de Mercado de


Acesso)
Mercado aberto para títulos não cotados em bolsa de valores, permitindo às
empresas de menor dimensão, a transação dos seus títulos a custos
substancialmente inferiores. Diz-se que um título foi transacionado no mercado
de balcão, quando é transacionado fora da bolsa de valores. Não é, portanto, um
mercado organizado onde se faz o encontro entre a procura e a oferta, mas sim,
um conjunto de encontros particulares. É um mercado virtual, dado que todas as
transações são feitas apenas por telefone ou eletronicamente.

Este mercado de balcão organizado é regulado pela Instrução CVM n. 243, de


01/03/1996, que disciplina o seu funcionamento, e tem como principal finalidade
servir como um estágio para as empresas que desejam ter suas ações
negociadas em bolsa de valores. São empresas que ainda não possuem porte
econômico que justifique registro em uma bolsa de valores; que necessitam de
um período para se adaptar às normas mais exigentes; e cujas ações ainda não
possuem liquidez.
Também conhecido pela sigla SOMA ou pelo termo Mercado de balcão
organizado, apresenta como vantagens principais um menor custo e menores
exigências.

Split
Incremento do número de ações de uma determinada sociedade, mediante o
desdobramento das ações existentes em outras de menor valor nominal.

Spot
Mercado a vista ou disponível.

Spread
(1) Diferença ou diferencial entre os preços de oferta de compra e de venda de
um determinado ativo ou derivado. É o ganho auferido pela [[instituição financeira
nas suas transações.Também conhecido pelo termo em língua portuguesa
margem.

Spread = ((Taxa de empréstimo/Taxa de capitação) -1) x 100

EX: Suponha que os agentes superavitários serão remunerados pelas suas


aplicações, por exemplo, em 15,25% a.a. e que o sistema financeiro repasse os
recursos cobrando 28,15% a.a

Spread = [(Taxa de empréstimo/Taxa de capitação) -1] x 100


Spread = [(1+0,2815)/(1+0,1525) -1] x 100 = 11,19% ao ano

(2) Taxa adicional de risco cobrada pelas instituições financeiras em


empréstimos ou financiamentos no mercado financeiro, sobretudo o
internacional. É variável de acordo conforme a liquidez do tomador, volume de
empréstimo e o prazo de resgate. O spread corresponde à remuneração que o
banco recebe para fazer determinada transação. O percentual a ser cobrado é
proporcional ao risco.

Spread Bid ⁄Ask


Diferença entre os preços fornecidos pela bolsa de valores para a compra (bid)
e para a venda (ask) de um determinado título.

Spread de futuros
Diferença de cotação entre dois vencimentos de um mesmo contrato.

Spread horizontal
Compra e venda simultâneas de duas opções que apenas diferem em sua data
de exercício.

Spread vertical
Compra e venda simultâneas de duas opções que apenas diferem em seu preço
de exercício.

Stock
Bens ou existências armazenáveis adquiridos ou produzidos pela empresa, que
os destinam à transformação, à venda ou, ao consumo.

Stop loss
Nível de cotação a que o investidor resolve vender uma determinada ação,
limitando as suas perdas, perante um cenário em que essa ação começa a
desvalorizar. Representa, na prática, o máximo que o investidor está disposto a
perder, perante um negócio que começa a correr mal.

Straddle
Combinação de uma opção de compra (call) e de uma opção de venda (put) com
o mesmo preço de exercício e data de vencimento.

Strike
Preço de exercício.

Subscrição
Lançamento de novas ações por uma sociedade anônima, com a finalidade de
obter os recursos necessários para investimento. Momento em que o acionista
manifesta sua vontade de participar de um aumento de capital da companhia ou
aumentar sua participação.

Subscrição de ações
Direito estendido aos acionistas para aquisição de ações da empresa, quando
esta decide emitir novas ações para aumentar seu capital. O preço e prazo
oferecido aos acionistas são pré-estabelecidos.

Subscrição direta
Oferta de valores mobiliários executada diretamente aos investidores pela
entidade emitente, com ou sem o apoio de intermediários financeiros.
Subscrição indireta
Toda a emissão de valores mobiliários que é subscrita por um ou mais
intermediários financeiros, que se comprometem a colocá-los posteriormente
junto dos investidores a que se destinam.

Success Fee
Taxa percentual cobrada pelos bancos sobre uma parcela da rentabilidade do
fundo de investimento, que exceder a variação de um determinado índice
previamente estabelecido. Também conhecido pelo sinônimo em língua inglesa
taxa de performance.

Súmula da ANDIMA
Publicação da ANDIMA que contém toda a legislação referente a produtos, ativos
e operações específicas do mercado financeiro. São atualizadas à medida que
a legislação é modificada. Nesta súmula estão inclusos, entre outros, os
seguintes títulos: swap, derivativos, debêntures, notas promissórias.

Superávit primário
Valor que o Governo gasta menos do que arrecada, excluído do cálculo a dívida
pública.

Suporte
O suporte é definido como um nível de preços onde a pressão compradora
supera a vendedora a ponto de interromper um movimento de baixa ou revertê-
lo. Desta maneira, o título deixa de se desvalorizar, evoluindo a partir desse
ponto de forma lateral ou voltando a se valorizar.

O suporte também pode ser definido, basicamente, como o limite de


desvalorização de alguma ação, título ou índice em determinado momento na
linha do tempo.

Suprimento
Financiamento assegurado pelo sócio de uma empresa, a título de empréstimo,
e com condições de reembolso e pagamento de juros perfeitamente definidas.

Swap
(1) Tipo de contrato derivativo no qual duas partes acertam trocar os fluxos de
caixa corrigidos por dois indexadores diferentes. A ponta comprada é chamada
ativa ou "dada" e a ponta vendida, chamada passiva ou "tomada". Operação
financeira que consiste na troca de um índice financeiro por outro. Exemplo: troca
de uma taxa pré-fixada por CDI; ou troca de dólar por CDI. (2) Concessão de
empréstimo recíproco entre bancos, em moedas diferentes e com [[taxas de
câmbio]] idênticas, por meio de um jogo cruzado de escrituras, com concordância
prévia e cláusula de resgate (venda com promessa de recompra). Saca-se sobre
um crédito, e o direito ao saque é reconstituído em seguida, em curto espaço de
tempo. O swap costuma ser utilizado para antecipar recebimentos em divisas
estrangeiras.

T
Take One
Proposta de adesão para um cartão encontrado em diversos estabelecimentos.
O cliente o preenche com seus dados e envia pelo correio para a instituição.

Takeover hostil
Compra de uma empresa com a oposição dos gestores da mesma, os quais,
normalmente, não só recomendam aos acionistas que não vendam as suas
ações, como sugerem e solicitam formas de obstrução a tal tentativa.

Tarifa por extrato


Alguns cartões cobram esta tarifa, justificando o preço do envio, confecção e
compensação do extrato.

Taxa básica
Taxa de juros anual fixada por um banco, que serve de referência para o cálculo
das diferentes condições oferecidas por esse banco.

Taxa de administração
(1) Taxa cobrada pela instituição financeira pela administração de um [[fundo de
investimento]]. Como se trata da remuneração do serviço prestado pela
instituição, fica a critério dela estabelecer o valor percentual dessa taxa, que, no
entanto está pré-estabelecida no regulamento do fundo. Todo fundo de
investimento tem uma taxa de administração. Fundos diferentes têm taxas
diferentes. (2) Taxa cobrada pelas administradoras de cartões de crédito por
cada operação. Pode existir também uma taxa mensal.

Taxa de bolsa
Taxa cobrada pela bolsa de valores por cada operação efetuada (compra ou
venda). A taxa de bolsa é um valor percentual relacionado ao montante da
transação que é pago pelo investidor.
Taxa de câmbio
Valor de troca de uma moeda por outra.

Taxa de câmbio a prazo


Tipo de taxa de câmbio fixada no momento presente para servir de base a uma
troca futura de um dado quantitativo de uma moeda por outra. Também
conhecida pelo termo em língua inglesa foward.

Taxa de câmbio à vista


Tipo de taxa de câmbio para a entrega imediata de divisas. Também conhecida
pelo termo em língua inglesa spot.

Taxa de corretagem
Taxa cobrada pelas instituições intermediárias financeiras (corretoras de
valores) aos clientes pelas operações de bolsa de valores que efetuaram, por
seu intermédio. A taxa de corretagem corresponde a uma percentagem do valor
da transação.

Taxa de crescimento
Variação de um determinado indicador durante um período de tempo.

Taxa de custódia
Taxa cobrada pela corretora de valores mobiliários pela manutenção das ações
de seus clientes sob sua guarda (responsabilidade).

Taxa de desconto
Taxa de juros cobrada pelo BACEN (Banco Central) aos bancos comerciais.

Taxa de ingresso
Taxa cobrada pelos bancos para a entrada do investidor em alguns tipos de
investimentos. Alguns bancos cobram taxa de ingresso em seus fundos de
investimento, o que significa dizer que caso o investidor queira comprar cotas
desse fundo, ele pagará um percentual para poder adquirir as cotas desejadas.
Esta taxa é normalmente expressa em termos percentuais.

Taxa de juros
Taxa cobrada para empréstimos de dinheiro e seu valor expressa o custo do
dinheiro no mercado. É um ganho para o emprestador e uma despesa para o
tomador do empréstimo. O BACEN (Banco Central) é o órgão regulador da
política de juros. Quando a taxa de juros está alta é sinônimo de falta de dinheiro
no mercado. Ao contrário, quando a taxa de juros está baixa, é porque está
sobrando dinheiro no mercado. A taxa de juros é um dos mais importantes
indicadores de política monetária.

Taxa de juros a prazo


Taxa de juros fixada no presente para um empréstimo a concretizar em uma
determinada data futura.

Taxa de juros à vista


Taxa de juros fixada no presente para um empréstimo contraído na mesma data.

Taxa de juros ativa


Taxa de juros a cobrar pelos bancos pelo empréstimo de dinheiro. Designa-se
por ativa porque se inscreve nas contas do ativo dos bancos.

Taxa de juros nominal


Taxa de juros expressa em termos monetários.

Taxa de juros passiva


Taxa de juros que remunera os depósitos bancários. Designa-se por passiva
porque se inscreve nas contas do passivo dos bancos, visto representar uma
responsabilidade.

Taxa de juros preferencial


Taxa praticada pelos bancos durante a concessão de empréstimos aos seus
melhores clientes. Também conhecida pelo termo em língua inglesa prime rate.

Taxa de juros real


Taxa de juros expressa em termos reais, isto é, corresponde à taxa de juros
nominal corrigida pela inflação.

Taxa de performance
Taxa percentual cobrada pelos bancos sobre uma parcela da rentabilidade do
[[fundo de investimento]], que exceder a variação de um determinado índice
previamente estabelecido. Exemplo: caso a taxa de performance é de 25% sobre
o IGP-M, significa que este percentual será cobrado sobre os rendimentos que
ultrapassarem a variação do IGP-M no período.
Taxa efetiva
Taxa que determina a rentabilidade final de um investimento, indicando o
ganho/perda do investidor.

Taxa interna de retorno


Taxa que visa determinar a rentabilidade de um investimento ou projeto.

Taxa Over Selic


Taxa que regula as operações diárias para financiamento dos títulos públicos
federais. A taxa over é uma metodologia de cálculo para a taxa de juros, utilizada
apenas no Brasil, remanescente do período de taxas inflacionárias altas.
Atualmente é utilizada como padrão para empréstimos entre bancos, com base
na remuneração dos títulos públicos. Também é conhecida como taxa média do
over que regula diariamente as operações interbancárias.

TBAN (Taxa de Assistência do Banco Central)


Taxa utilizada nos empréstimos de liquidez dos bancos junto ao BACEN (Banco
Central) e por este definida no final do mês anterior ao de sua vigência, em
reunião específica do COPOM (Comitê de Política Monetária). A freqüência de
utilização e o tipo de garantia dado pela instituição financeira é que determinará
o custo do empréstimo de liquidez (redesconto). Esta taxa representa o teto entre
as taxas do BACEN, sendo utilizada em condições de empréstimo de alto risco.

TBC (Taxa Básica do Banco Central)


Taxa utilizada nos empréstimos de liquidez dos bancos junto ao BACEN (Banco
Central) e por este definida no final do mês anterior ao de sua vigência, em
reunião específica do COPOM (Comitê de Política Monetária). A freqüência de
utilização e o tipo de garantia dado pela instituição financeira é que determinará
o custo do empréstimo de liquidez (redesconto). Esta taxa representa o piso
entre as taxas do BACEN, sendo utilizada em condições de empréstimo de baixo
risco.

TBF (Taxa Básica Financeira)


Taxa criada com o objetivo de alongar o perfil das aplicações em títulos com uma
taxa de juros de remuneração superior à TR (Taxa de Remuneração). Sua
metodologia de cálculo é idêntica à da TR (Taxa de Remuneração), com a
diferença fundamental de que não se aplica nela o redutor.

TDA (Títulos da Dívida Agrária)


É uma das chamadas "moedas podres".
Tendência
(1) Técnica gráfica de criação de linhas com base em diversos pontos
equivalentes a cotações. Trata-se, na prática, de unir pelo menos dois pontos,
num gráfico de cotações, criando um segmento de reta. Quanto mais pontos
constituírem esse segmento de reta, maior significado terá essa linha e
conseqüentemente a tendência que representa. (2) Movimento de longa duração
que afeta a evolução de um fenômeno.

Tendência ascendente
Técnica gráfica de criação de linha ascendente com base em diversos pontos de
fundo equivalentes a cotações de determinado período de tempo. Esta linha
traçada funcionará também como um suporte para o título analisado.

Tendência descendente
Técnica gráfica de criação de linha descendente com base em diversos pontos
de topo equivalentes a cotações de determinado período de tempo. Esta linha
traçada funcionará também como uma resistência para o título analisado.

Teoria das ondas de Elliot


Teoria de reconhecimento de padrões, publicada em 1939 por Ralph Elliot, que
defende que o mercado acionista segue um padrão de cinco ondas de
valorização e três ondas de desvalorização, por forma a completar um ciclo
inteiro. Muitos analistas técnicos acreditam inclusive que este padrão pode ser
aplicado a prazos muito curtos (prazo mínimo de um dia). No entanto, as ondas
de Elliot são normalmente utilizadas para medir e avaliar a evolução do padrão
das cotações no médio e no longo prazo.

Teoria do mercado eficiente


Teoria de mercado acionista que defende que os preços dos títulos refletem a
informação disponível. Conseqüentemente, os investidores não devem esperar
que seja normal obter rentabilidades acima da rentabilidade correspondente ao
nível de risco assumido; e as empresas não devem esperar receber mais do que
o justo valor pelos títulos que emitem.

Termo em dólar
Operação do mercado a termo tradicional, com a diferença de que o preço
contratado é corrigido diariamente pela variação entre a taxa de câmbio média
de reais por dólar norte-americano, para o período compreendido entre o dia da
operação, inclusive, e o dia de encerramento, exclusive.

Termo de ações
As partes negociam um lote de ações fixando um preço para liquidação físico-
financeira em prazo futuro determinado - em geral 30, 60 ou 90 dias após a data
de realização do negócio.

Tesouro Direto
Sistema eletrônico de compra e venda de títulos públicos por pessoas físicas
através da internet.

Teto
Limite superior da taxa de juros de um título emitido a taxa variável. Também
conhecido pelo termo em língua inglesa cap.

Theta
Medida de variação do preço de uma opção decorrente da aproximação de seu
vencimento. Tecnicamente, representa a derivada parcial do preço da opção em
relação ao tempo.

Tick
Mínima flutuação de preço admitida na transação de um contrato de futuros ou
de opções.

Timing
Jargão utilizado no mercado financeiro para indicar o momento mais adequado
para realizar determinada ação financeira, tais como, investir, resgatar, comprar,
vender etc.

TIR (Taxa Interna de Rentabilidade)


Taxa de atualização que torna o valor atual líquido de um investimento igual a
zero.

Titular de opção
Aquele que tem o direito de exercer ou negociar uma opção.

Titularidade
A propriedade de um determinado ativo. Exemplo: titular de cotas do fundo de
investimento significa que se trata do proprietário das cotas desse fundo.

Titularização
Emissão de títulos negociáveis representativos de créditos detidos por uma
determinada instituição financeira, e cuja propriedade é assim transferida para
quem adquire os títulos emitidos. Também conhecido pelo termo em língua
portuguesa securitização.

Título
Papéis ou certificados que representam um determinado capital. Expressão
genérica que caracteriza papéis e títulos com valores móveis, tais como títulos
da dívida pública, ações, CDBs, títulos de renda fixa ou variável. Podem ser
emitidos por instituições públicas, privadas ou mistas, com o objetivo de captar
recursos. Tais títulos são muito negociados entre pessoas e entidades. Também
conhecido pelo termo em língua portuguesa valor mobiliário.

Título de capitalização
Certificados emitidos pelas empresas de capitalização em favor dos respectivos
tomadores. Os portadores dos títulos pagam à vista ou mensalmente à
sociedade o valor do titulo, formando assim um capital, acrescido dos juros
acumulados, a ser recuperado ao final do prazo de vencimento do titulo ou
através de sorteios. Modalidade de investimento com características de um jogo
no qual se pode recuperar parte do valor gasto na aposta. Sem ajuda da sorte,
o rendimento será provavelmente inferior ao da tradicional [[caderneta de
poupança]]. Do valor aplicado pelo investidor, a instituição financeira separa um
percentual para poupança, outro para os sorteios e um terceiro para cobrir suas
despesas. Esses títulos são interessantes para quem gosta de jogar, com a
vantagem de que caso não ganhe, uma parte do investimento será recuperada.

Título da dívida externa


O Governo Federal visando obter dinheiro no exterior para financiar sua
operação, pode vender títulos da dívida externa a investidores estrangeiros que
emprestam seu dinheiro em troca de uma taxa de juros definida. O IDU (Interest
Due Unpaid) é um exemplo de um título da dívida externa.

Título estadual
Um Estado querendo captar recursos, visando conseguir dinheiro para seus
investimentos, vende títulos estaduais aos investidores que no ato dessa compra
estão emprestando seu dinheiro ao Estado, em troca de uma taxa de juros sobre
o valor emprestado.

Título municipal
Um Município querendo captar recursos, visando conseguir dinheiro para seus
investimentos, vende títulos municipais aos investidores que no ato dessa
compra estão emprestando seu dinheiro ao Município, em troca de uma taxa de
juros sobre o valor emprestado.
Título patrimonial da bolsa
Desde que autorizada pelo BACEN (Banco Central do Brasil), no qual deverá
previamente se registrar, a sociedade corretora deverá adquirir um título
patrimonial da [[bolsa de valores]] em que desejar ingressar como membro.

Título pós-fixado
Modalidade de investimento cuja rentabilidade varia de acordo com a variação
de um índice específico.

Título pré-fixado
Modalidade de investimento cuja rentabilidade é conhecida no momento da
aplicação.

Título privado
Uma empresa privada visando conseguir dinheiro para investimentos ou
qualquer outra finalidade, vende títulos privados para investidores que em troca
de emprestarem seu dinheiro recebem uma taxa de juros sobre o dinheiro
emprestado.

Título público
Papéis lançados pelo Governo, podendo ser do Tesouro Nacional ou do BACEN
([[Banco Central]]). Uma autarquia pública visando conseguir dinheiro para
investimentos ou qualquer outra finalidade. O Governo vende títulos públicos
para investidores que em troca de emprestarem seu dinheiro recebem uma taxa
de juros sobre o dinheiro emprestado.

TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo)


Taxa utilizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social) para seus empréstimos e financiamentos. A TJLP (Taxa de Juros de
Longo Prazo) foi criada para estimular os investimentos nos setores de infra-
estrutura e consumo, sendo válida para os empréstimos de longo prazo para
empresas com projetos industriais e de geração de emprego em andamento. O
seu custo é variável, mas permanece fixo por períodos mínimos de três meses.

Topo ascendente
Padrão gráfico de uma ação em que cada valor de pico de sua cotação é
sistematicamente superior ao pico anterior. Este movimento de valorização é
considerado bullish, significando que a tendência de valorização deverá se
manter por mais tempo. Também conhecido pelo termo em língua inglesa
ascending top.
Topo descendente
Padrão gráfico de uma ação em que cada pico de sua cotação é
sistematicamente inferior ao pico anterior. Este movimento de desvalorização é
considerado bearish, significando que a tendência de desvalorização deverá se
manter por mais algum tempo.

TR (Taxa Referencial de Juros)


Taxa criada em 1991, durante o Plano Collor II, para servir de referência para as
transações financeiras realizadas no País, atuando como uma taxa básica
referencial dos juros a serem praticados no mês. Esta taxa é calculada pelo
BACEN (Banco Central) com base em uma amostra dos juros pagos pelos CDBs
(Certificados de Depósitos Bancários) das trinta maiores instituições financeiras
selecionadas, sendo eliminadas as duas de menor e as duas de maior taxa
média. A base de cálculo da TR (Taxa Referencial de Juros) é o dia de referência,
sendo calculada no dia útil posterior. Sobre a média apurada das taxas dos CDBs
(Certificados de Depósitos Bancários) é aplicado um redutor que varia
mensalmente. Atualmente é utilizada para o cálculo do rendimento de vários
investimentos, tais como títulos públicos, caderneta de poupança e outras
operações, tais como empréstimos do SFH, pagamentos a prazo e seguros em
geral.

Trader
Designação em língua inglesa para negociador, comerciante, exportador, mas
também, para o operador que negocia por conta própria.

Trading Post
Sistema de negociações contínuas realizadas por meio de postos de
negociações, tendo como objetivo dar homogeneidade aos trabalhos, em função
da quantidade de negócios, permitindo, assim, distribuir uniformemente o fluxo
de operações pelo recinto (sala de negociações).

Transação corrente
Corresponde a soma das balanças comerciais, de serviços e das transferências
unilaterais.

Transferência de cotas
Forma de trocar o dono das cotas de um determinado fundo.

Trava de baixa
Estratégia utilizada para limitar o prejuízo, que combina a venda de uma opção
de compra (call) simultaneamente com a compra de outra opção de compra
(call).

Tributação
Cobrança de impostos devidos.

U
UEE (União Econômica Européia)
Designação para o mercado comum da Europa.

Underwriter
Instituição financeira especializada em operações de lançamento de ações no
mercado primário. No Brasil, tais instituições são, em geral, bancos múltiplos ou
bancos de investimento, sociedades distribuidoras e sociedades corretoras que
mantêm equipes formadas por analistas e técnicos capazes de orientar os
empresários, indicando-lhes as condições e a melhor oportunidade para que
uma empresa abra seu capital ao público investidor, por meio de operações de
lançamento.

Underwriting
Esquema de lançamento de ações mediante subscrição pública, para o qual uma
empresa encarrega um intermediário financeiro, que será responsável por sua
colocação no mercado.

UFIR (Unidade Fiscal de Referência)


Índice federal utilizado para atualização monetária de tributos e multas.

UP (Unidade de Participação)
Parcela do valor de um fundo de investimento que é comercializado junto dos
investidores. Deter uma UP (Unidade de Participação) significa deter uma quota-
parte desse fundo e participar, portanto, na sua valorização ou desvalorização.
A UP (Unidade de Participação) tem uma cotação atualizada diariamente, que é
calculada de acordo com a evolução dos ativos que constituem o fundo de
investimento em questão.

Usura
Cobrar taxas de juros maiores que as permitidas por lei no caso de empréstimos.
V
VAL (Valor Atual Líquido)
Representa a contribuição líquida de um projeto para a criação de riqueza e é
obtido deduzindo o valor atual de um projeto ao valor do seu investimento inicial.

Valor contábil
Medida contábil da situação líquida de uma empresa de acordo com o seu
balanço. Também conhecido por seu termo em língua inglesa book value.

Valor de ajuste diário


É a diferença diária, positiva ou negativa, que será paga ou recebida pelos
investidores posicionados no Mercado Futuro de Ações, obtida pela comparação
dos preços de ajuste de dois pregões consecutivos, ou entre o preço de ajuste e
o preço do negócio a futuro realizado no dia.

Valor de exercício da opção


Preço de exercício por ação, multiplicado pelo número de ações que compõem
o lote-padrão de uma opção.

Valor de liquidação
Valor de uma empresa, no pressuposto da sua imediata liquidação, que seria
obtido através da venda dos seus ativos, após dedução do valor das dívidas.

Valor de mercado
Valor de um produto no mercado, de acordo com a lei da oferta e da procura.
Também conhecido pelo termo em língua portuguesa valor venal.

Valor intrínseco da opção


Diferença, quando positiva, entre o preço a vista de uma ação-objeto e o [[preço
de exercício]] da opção, no caso de uma opção de compra, e entre o preço de
exercício e o preço a vista, no caso de uma opção de venda.

Valorização da carteira
Indicador divulgado em termos percentuais que visa traduzir o ganho de valor da
carteira de investimento durante um determinado período de tempo.

Valor mobiliário
Termo utilizado para descrever uma ampla variedade de instrumentos de
investimento transacionáveis, ou negociáveis, tais como ações, obrigações,
títulos de participação, warrants, unidades (cotas) de participação em fundos de
investimento e instrumentos derivados.

Normalmente, o valor mobiliário representa um percentual do capital ou da dívida


de determinada empresa ou outras entidades.

Valor nominal
Valor para cada ação no momento de sua emissão, através de uma IPO ou
através de uma emissão secundária. Valor descrito no estatuto social de uma
companhia ou de uma ação. Valor facial de uma ação ou obrigação, mencionado
no estatuto social de uma empresa e atribuído a uma ação representativa de seu
capital. Caso o valor nominal seja superior ao valor de emissão, diz-se que a
colocação foi realizada abaixo do par ou a desconto. Caso contrário, a colocação
foi realizada acima do par ou com prêmio.

Valor patrimonial
Resultado da divisão entre o patrimônio líquido e o número de ações da
empresa.

Valor venal
Valor de mercado de um produto. Não é o valor real do produto, nem
necessariamente incorpora seu custo de produção. É o valor com que o produto
pode ser comercializado - mais alto ou mais baixo, dependendo das
circunstâncias do mercado. Também conhecido pelo termo em língua
portuguesa valor de mercado.

Value Date
Na atividade bancária é a data oficial da transferência de fundos, ou seja, quando
se tornam disponíveis para o depositante. A data do valor difere da data do
lançamento (entry date), em que os itens são recebidos do depositante para em
seguida serem enviados ao banco pagador ou recebidos de outra forma
conforme estabelecido. O termo é utilizado principalmente em relação a contas
estrangeiras, tanto mantidas em um banco doméstico quanto por um banco
doméstico em bancos estrangeiros. Nas operações com eurodólar e moeda
estrangeira é sinônimo de data de liquidação (settlement date) ou de data de
entrega (delivery date) que, em operações à vista envolvendo moedas
americanas (dólar norte-americano, dólar canadense e peso mexicano),
corresponde a um dia útil e em operações à vista, envolvendo outras moedas, a
dois dias úteis. No mercado a termo a [[data de liquidação]] é a data de
vencimento do contrato mais um dia útil para operações em moeda americana e
dois dias úteis para transações envolvendo outras moedas. Também conhecido
pelo termo em língua portuguesa data de liquidação.
Variação cambial
Percentual divulgado que indica a variação da taxa de câmbio num determinado
período de tempo.

Variação negativa da cota


Percentual divulgado que indica a desvalorização (perda de valor) de uma cota,
durante determinado período de tempo. Significa dizer o quanto o valor da
cotação de um título ou fundo de investimento caiu.

Variação positiva da cota


Percentual divulgado que indica a valorização (ganho de valor) de uma cota,
durante determinado período de tempo. Significa dizer o quanto o valor da
cotação de um título ou fundo de investimento aumentou.

VAR (Value-At-Risk)
Valor monetário da maior perda que uma determinada carteira pode sofrer como
resultado de um movimento adverso nos preços de mercado dos ativos que a
compõem num dado intervalo de tempo, com determinado grau de confiança.
Perda máxima esperada no valor de um título ou carteira, dentro de um intervalo
de confiança e período especificado. Por exemplo, um VAR (Value-At-Risk)
diário de R$1 milhão, com 95% de confiança diz que a maior perda observada
no horizonte de 1 (um) dia em 95% dos dias foi de R$1 milhão. Analogamente,
em 1 (um) a cada 20 (vinte) dias uma perda maior que R$1 milhão deve ser
observada. Também conhecido pelo termo em língua portuguesa valor em risco.

VAR (VARIAÇÃO)
Diferença entre os preços de um determinado título em dois instantes
considerados.

Vega
Coeficiente que mede a sensibilidade do preço da opção à variação na
volatilidade do ativo objeto. Tecnicamente, é a derivada do preço da opção em
relação à volatilidade.

Venda em margem
Venda a vista, de ações obtidas por empréstimo, pelo investidor, em uma
sociedade corretora que opere em bolsa. É uma modalidade de operação da
conta margem.

Vendido
Investidor que vende um ativo financeiro assumindo uma posição devedora no
mesmo.

Vendido a descoberto
Investidor que vende um ativo que não possui no intuito de especular com o
preço deste ativo. Também conhecido pelo termo em língua inglesa short.

Viés
Termo que significa tendência. Nas reuniões do Comitê de Política Monetária
(Copom) para decidir a taxa básica de juros (Selic), a palavra é usada para
designar se há tendência de baixa ou de alta para a próxima reunião do comitê.

Volatilidade
Sensibilidade evidenciada pela cotação de uma ação ou de uma carteira às
variações globais dos mercados financeiros nacionais e internacionais. Indica o
grau médio de variação das cotações de um título em um determinado período.
Ocorre quando a cotação de uma ação tem variações freqüentes e intensas. A
volatilidade é uma das possíveis medidas de risco de um ativo.

Volume financeiro
Volume financeiro negociado por um determinado papel ou pela bolsa.

VOL (VOLUME)
Número de ações (ou contratos) que foram negociadas durante uma
determinada sessão. A relação entre a variação dos preços das cotações e o
volume de negócios é extremamente importante nas análises.

Voto
Direito que tem o proprietário de ações ordinárias (ou preferenciais não
destituídas dessa faculdade) de participar das deliberações nas assembléias
gerais.

VPL (Valor Presente Líquido)


Expressão utilizada na área de finanças para analisar investimentos em projetos.
O VPL é usado para se determinar quanto o projeto valeria hoje. No cálculo,
desconta-se o fluxo de caixa gerado pelo projeto usando uma taxa representativa
do risco.

VUA (Valor Unitário da Ação)


Quociente entre o valor do capital social realizado de uma empresa e o número
de ações emitidas.

W
WACC (Weighted Average Cost of Capital)
Custo médio ponderado do capital de uma empresa. É a média ponderada dos
custos de capital próprio (Ke) e de terceiros (Ki) pelas suas respectivas
participações no investimento total da empresa.

Wall Street
Nome popular do distrito financeiro localizado na parte baixa de Manhattan na
cidade americana de Nova York. Local onde se situam a Bolsa de Valores de
Nova York, a Bolsa de Valores Norte-Americana, as bolsas de mercadorias e
inúmeras sociedades corretoras.

Warrant
Produto financeiro emitido por uma empresa que permite ao investidor adquirir
um determinado número de ações, a um preço definido, em uma determinada
data e durante determinado período. Na prática, representa um tipo particular de
opção em que o ativo de base é uma ação. Os warrants podem estar associados
a obrigações ou podem ser autônomos e são produtos cotados no mercado
primário e transacionáveis (ainda apresentam liquidez reduzida). Num conceito
mais amplo, não se distingue de uma opção, eliminando apenas a exigência, de
que o instrumento se referencie em novas ações do próprio emitente.

Window Dressing
Prática adotada pelos gestores dos fundos de investimento para melhorar as
suas carteiras em períodos de reporte de informação financeira (trimestral
normalmente). Estas mudanças de portfólio apresentam pouco efeito sobre o
desempenho dos fundos, aumentando, todavia, os custos de transação. Na
prática, os gestores vendem as ações com baixa performance antes do fim do
período e compram as que mais se destacaram, para deixar uma boa imagem
junto dos acionistas. Também conhecido pelo termo em língua portuguesa
cosmética.

WTr (WebTrading)
Sistema de negociação de minicontratos futuros via internet. O investidor pode
colocar diretamente suas ordens de compra e venda em tempo real, através de
software de comunicação instalado na corretora.
X
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Y
Yield Curve
É uma curva representativa da estrutura de prazo das taxas de juros, revelando
a dependência da taxa em relação aos prazos de vencimento de uma série de
títulos de características idênticas, exceto os prazos de vencimento. Termo em
língua inglesa para curva de rentabilidade ou curva de juros.

Z
Zona Franca
Área de um País na qual são permitidas reduções alfandegárias e benefícios
fiscais por um determinado período de tempo.

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