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Estudo teórico do mecanismo de reação de semi-redução de 1,2-difenil

acetileno catalisada por complexos de rutênio


1. Resumo (máximo 20 linhas)

Alguns complexos de rutênio se mostraram úteis como catalisadores

estereoselectivos nas reações de semi-hidrogenação parcial de alcinos para obter o

isômero E dos respectivos alcenos. Entretanto, somente existem alguns estudos

experimentais e muito poucos trabalhos teóricos abordando seus mecanismos de reação.

O objetivo deste projeto é conduzir uma investigação teórica nesta direção. Neste caso a

teoria quântica de átomos em moléculas (QTAIM) e a partição de átomos quânticos

interagentes (IQA) são ferramentas poderosas para ajudar a compreender o mecanismo

de reação, as quais são fundamentadas na redistribuição da densidade eletrônica. Asim,

devemos estudar o mecanismo de uma reação específica de semi-redução com um

catalisador promissor de rutênio usando tais ferramentas de análise.

2. Introdução e justificativa, com síntese da bibliografia fundamental

Os alcenos são compostos úteis na síntese orgânica de muitas moléculas,

incluindo aquelas com propriedades biológicas,1 nas quais a estereoquímica é decisiva

para a actividade biológica necessária em química medicinal e química dos produtos

naturais.2

Uma das rotas sintéticas mais representativas para obter um alceno é a semi-

redução de um alcino. No entanto, os maiores problemas desta reação são a

estereoseletividade e a redução descontrolada, que pode levar eventualmente a um

alcano. Nas reações tradicionais são usados os catalisadores de Lindlar ou Adams, que

fornecem o isômero Z do alceno. Da mesma maneira, a maioria de reações catalisadas

com complexos de metais de transição produz como resultado o Z-alceno

correspondente. Por outro lado, reações catalisadas com Na em NH3, e alguns


catalisadores homogêneos ou heterogêneos podem resultar no isômero E. Porém, estas

reações normalmente têm baixa tolerância a moléculas com certos grupos

funcionais,que podem ser reduzidos juntamente com a ligação tripla carbono-carbono

de interesse. Por isso, a conversão de um alcino a seu isômero E-alceno é uma das

reações mais difíceis de se obter e os sistemas catalíticos empregados em tais processos

são menos comuns. Tais isômeros são ilustrados na Fig. 1.

Fig. 1: Isômeros E (à esquerda) e Z (à direita) de um alceno genérico.

Entre os complexos capazes de catalisar reações de semi-hidrogenação de

alcinos para obter E-alceno é possível citar complexos com metais de transição como

ferro: [(ACRPNP)FeBr2] e [(HACRPNP)Fe(CH3CN)(ɳ2-CH3CHCNBH3)];3 cobalto: CoI2,4

(MesCCC)Co-(H2)(PPh3),5 tBu-PNPCoCl2 e iPr-PNPCoCl2;6 níquel: NiCl2.dme,7

NiCl2dppp8 e Ni(NO3)2.6H2O/triphos;9 paládio: Cl2Pd(PPh3)2,10 PdCl2(dppf),11

Pd(PEt3)4,12 Pd(OAc)2,13 Pd(PPh3)4,14 e Pd3Pb;15 manganês: [L1]MnCl2 (onde L1 é um

ligante de pinça tipo bis(NHSi)-piridina)16 e irídio: [Ir(COD)Cl]2/DPPE,17

(NCP)IrHCl18 e [Ir(COD)Cl]2.19

No entanto, o mecanismo da grande maioria destas reações não é conhecido e

alguns são propostos como mecanismos hipotéticos somente.

Os estudos realizados até agora mostram que muitos complexos de rutênio são

úteis na semi-redução de alcinos, tomando como reação básica a transformação do 1,2-


difenilacetileno em E-estilbeno. Um exemplo de complexo de rutênio promissor neste

processo é ilustrado na Fig. 2, conforme será descrito mais adiante.

Fig. 2: Catalisador de rutênio alvo desta investigação 20.

Em relação ao uso de catalisadores de rutênio para a conversão de alcinos em

alcenos, Trost21 fez um estudo de semi-hidrogenação de alcinos com diferentes grupos

funcionais usando o catalisador de [Cp*Ru(MeCN)3]PF6, com CuI em presença de

fluoreto de tetra-n-butil amônio e tetraidrofurano. Este trabalho revelou que a reação

para obter o isômero E foi dividida em duas etapas: a hidrosilação e a protodesililação.

As condições leves melhoraram a quimiosseletividade.

Outro estudo para investigar a redução de alcinos, cetonas e compostos com

grupos nitro22 foi realizado usando difenilacetilenos substituídos. avaliando a influência

do solvente, catalisador e temperatura ótima da reação. Fazendo uso do catalisador

RuCl2(Ph3P)3 com Zn, como fonte de hidrogênio, e CuI, para evitar a passivação da

superfície de Zn em de água, pode ser obtido o Z-alceno em maior proporção.

Entretanto, se for usado o catalisador de Murai, RuCOClH(Ph3P)3, o produto formado

principal se torna o isômero E com uma razão de Z/E de 1/20. A desvantagem de usar
este catalisador é que a reação tem maior sensibilidade aos grupos funcionais em

comparação com o catalisador RuCl2(Ph3P)3.

Karunananda e Mankad23 propuseram um mecanismo de reação com base em

cálculos de estrutura eletrônica e dados experimentais para a semi-redução de um alcino

em E-alceno usando complexos bimetálicos. Os cálculos de Teoria do Funcional de

Densidade (DFT) mostraram que a eliminação de hidrogênio para a regeneração do

catalisador é termodinamicamente desfavorável, observando que a eliminação de

hidrogênio é mais desfavorável com a diminuição da nucleofilicidade do metal e, entre

os candidatos mais promissores, o sistema Cu-Rp(NHC) têm um valor baixo incomum

de variação de energia de Gibbs (ΔG) para a adição de H2. Estudaram ainda o uso dos

catalisadores Cu-Fp(NHC), Cu-Rp(NHC), Ag-Fp(NHC) e Ag-Rp(NHC) na reação do

difenilacetileno, obtendo uma maior conversão ao E-estilbeno com (IMes)Ag-Rp, onde

Rp é RuCp(CO)2 e IMes é N, N′-bis (2,4,6-trimetilfenil) imidazol-2-ilideno.

Outro estudo de semi-hidrogenação do difenilacetileno 24 foi feito com diferentes

fontes de hidrogênio, solventes, temperaturas e bases, fazendo uso dos catalisadores de

Rutênio, Irídio e Ródio desenvolvidos pelo próprio grupo de pesquisa. Empregando

HCOOH/NEt3 em presença do catalisador de Rutênio foi obtido o produto E-estilbeno

com um alto rendimento, excelente quimiosseletividade e estereosseletividade, ao

contrário dos outros catalisadores. Também foram avaliados alcinos com diferentes

grupos funcionais, que podem interferir na reação de semi-hidrogenação, mostrando que

o catalisador é compatível, mas os rendimentos e seletividades baixaram com o grupo

carboxilato. O mecanismo de reação foi estudado com marcação de deutério e análises

de ressonância magnética nuclear (RMN), observando uma troca do isômero Z ao

isômero E.
Kusy e Grela25 conduziram uma investigação de semi-hidrogenação usando

ácido fórmico como fonte de hidrogênio e doze diferentes catalisadores de Hoveyda-

Grubbs de Rutênio, mostrando que os complexos de Rutênio-alquilideno promoveram

reações ‘‘mais limpas’’. Neste caso, complexos com ligantes fosfinas alifáticas (PCy3)

geravam o isômero Z-silbeno, enquanto outros complexos com ligantes N-heterociclo

geravam E-silbeno. O estudo da formação do produto mostrou que Z-silbeno se

converte para o E-silbeno, que é termodinamicamente mais estável. O estudo também

mostrou ampla tolerância a muitos grupos funcionais.

A redução seletiva dos alcinos di(hetero)aril-acetileno e alquil-arilacetileno26 foi

feita em uma configuração de duas câmaras de gás de hidrogênio gerado do ácido

fórmico em baixa pressão e baixa temperatura com catalisador de hidreto de rutênio,

sendo que o catalisador foi imobilizado sobre pérolas de estireno modificadas com

trifenilfosfina. Primeiramente, foram testados diferentes catalisadores de rutênio com

difenil acetileno. Neste caso, alguns complexos não foram efetivos na reação e outros

tiveram baixos rendimentos. Os experimentos que usaram Ru(PPh3)3Cl2 ou

Ru(PPh3)4H2 forneceram o isômero Z-estilbeno, enquanto aqueles conduzidos com o

catalisador Ru(PPh3)3CO(Cl)H produziram somente E-estilbeno. A investigação de

tolerância aos grupos funcionais foi realizada com grupos aromáticos extratores e

doadores de elétrons, grupos nitro ou ciano, que mostraram tolerância, assim como

alcinos com grupo aldeído, sendo que o grupo carbonila foi reduzido junto com o

alcino, resultando em menor rendimento.

O primeiro complexo derivado de fosfido,27 Ru-Ir[([RuP2])IrH(NCMe)3][BF4]2,

foi sintetizado a partir do precursor cis-[(bpy)2Ru(PHPh2)2][BF4]2([Ru(PH)2]), mediante

uma desprotonação para formar o complexo [RuP2] e seguido da reação com

[Ir(cod)2][BF4]. Sua capacidade catalítica foi avaliada na reação de difenilacetileno com


etanol, como fonte de hidrogênio, obtendo E-estilbeno e outros alcinos como fenilen-

butil acetileno, fenil trimetilsilil acetileno, 4-octino, p-metoxi-difenilacetileno e p-

hidroximetil-difenilacetileno. Nestes casos, os seus correspondentes E-alcenos e, em

alguns casos, alcanos foram formados. Também foi observado que o complexo

catalisava a isomerização de Z-estilbeno ao E-estilbeno, sugerindo que a reação com o

catalisador Ru–Ir forma o isômero Z que, logo em seguida, se converte ao isômero E.

Guthertz et al28 fez um estudo experimental e teórico de trans-hidrogenação e

gem-hidrogenação, durante a redução do cicloalcino para obter brefeldin A. A reação

foi feita com o catalisador [Cp*Ru], calculando o perfil de energia livre no nível

M06/def2-TZVP. Estes cálculos DFT mostraram que a reação começou com a formação

de um complexo com o rutênio coordenado à ligação tripla do alcino e com a molécula

de hidrogênio, mediante uma ligação σ. Isto também está em acordo com os resultados

experimentais, sendo que o complexo se converte a um metalociclopropeno para, logo

depois, formar o isômero E. Os cálculos também mostram que o isômero E têm uma

barreira energética mais alta, corroborando novamente os dados experimentais.

O estudo da hidrogenação de um cicloalcino 29 com catalisadores do tipo

[Cp*Ru] em CH2Cl2 produzem E-alcenos com excelente seletividade, alta

compatibilidade com grupos funcionais, sendo que estes não reagiam com aldeídos,

cetonas ésteres, amidas, acetais, nitrilos, sulfonatos, sulfonamidas, éteres de metila e

silil, brometos de arila, uma anilina, ácido carboxílico desprotegido, grupos -OH livres e

ariltioéter. Usando os dados de ressonância magnética nuclear de transferência de

polarização induzida por para-hidrogênio (PHIP) e os estudos computacionais com DFT

e também no nível de teoria de pares acoplados, CCSD(T), se percebe que o alcino é

transformado diretamente em E–alceno, que tem uma barreira mais baixa que o Z–

alceno. Desta forma pode ser explicada a relação E:Z observada experimentalmente.
Ekebergh30 et al propôs uma metodologia para a semi-deshidrogenação seletiva

de diaril alcino em E-alcenos, avaliando dez catalisadores de Rutênio e diferentes

álcoois como fonte de hidrogênio. Os resultados iniciais mostraram que os pares mais

promissores de catalisador-álcool são: Ru3(CO)12/álcool benzílico e

RuCl2(DMSO)/álcool isopropílico, sendo que ambos foram muito satisfatórios em

seletividade e eficiência com tBuOK em tolueno. Embora o álcool benzílico fosse o

melhor doador de hidrogênio, este álcool produzia benzaldeído, que potencialmente

pode reagir com nucleófilos, enquanto que o álcool isopropílico produz acetona, que é

menos propensa à formação de adutos nucleofílicos e, além disso, pode ser facilmente

removida por evaporação, melhorando a pureza do produto. Devido a isso, a otimização

foi feita com os dois sistemas, encontrando que o sistema com Ru3(CO)12 tinha uma

velocidade de reação mais alta para a formação de isômeros E e que o uso deste

catalisador tolerava os diaril alcinos com propriedades eletrônicas variáveis. O emprego

de 1H–RMN mostrou o processo de isomerização desta reação.

O alcino 1,2-difenilacetileno foi usado para o estudo da semi-hidrogenação com

etanol como fonte de hidrogênio e testando quatro complexos de rutênio, dos quais o

mais eficiente foi {(C5H4N)(C6H4)}RuCl(CO)(PPh3)2.20 Para otimizar a reação, os

tempos, quantidades de catalisador e bases foram avaliados, observando que o uso de t-

BuONa, com 110 °C depois de uma hora produz o isômero E com uma relação (E:Z >

99:1) e um rendimento maior ao 99%. Para provar a tolerânciada da reação a grupos

funcionais, foram usados diarilos com grupos doadores e extratores de elétrons em

posições para ou meta, mostrando uma boa seletividade E:Z com rendimentos

satisfatórios. No caso de grupos funcionais que incluem alquilo, halogênio, CF3, éster,

amino, alcoxi, Cl, Br ou metóxi na posição orto e em tetrametilsilano, foram obtidos

subprodutos alcanos em porcentagem menores que 1%. Os grupos funcionais ferrocenil


e naftil não interferiram na reatividade, enquanto que, com os grupos 2-tienilo e 4-

piridilo, os rendimentos foram mais baixos. Finalmente, o estudo do mecanismo de

reação foi feito com distintos reagentes e compostos deuterados, empregando 1H-RMN

e 13C-RMN na análise. Por conta de tais resultados promissores, este deve ser o sistema

a ser inicialmente investigado neste projeto (veja a Fig. 2).

A teoria quântica de átomos em moléculas (QTAIM) pode auxiliar a

compreender a natureza da ligação química, se baseando na distribuição e redistribuição

da densidade eletrônica. Nesta teoria, a caracterização da estrutura molecular é realizada

por meio de uma análise da topologia da densidade eletrônica, que mostra, entre outros

aspectos, pontos críticos, os quais podem ser pontos de máximo, de mínimo e pontos de

cela.31

Devido ao amplo escopo de QTAIM, um grande número de estudos é realizado

para estudar ligações, como o caso de uma nova subclasse de interação, chamada tri

hidrogênio,32 além de ligações covalentes variadas33,34 como di-hidrogênio,35 e

interações não-covalentes, como pontes de hidrogênio36, 37


e XH···π.38,39 Além disto,

também podem ser estudadas as estabilidades de estruturas40 e mecanismos de reação.41,


42, 43
Tais investigações podem ainda ser complementadas por uma análise energética,

por meio de partições atômicas apropriadas da energia total de sistemas moleculares.

Assim, com a ajuda do mecanismo inicialmente proposto, de dados

experimentais já obtidos via marcação com deutério e de resultados disponíveis de

ressonância magnética nuclear, o projeto busca elucidar definitivamente o mecanismo

da reação de semi-hidrogenação de alcino para E-alceno com o catalisador de rutênio

apresentado no trabalho de Gong.20 As ferramentas QTAIM e de partição energética

serão também utilizadas para aprofundar o entendimento deste mecanismo catalítico.


3. Objetivos

O objetivo deste projeto de pesquisa é estudar o mecanismo da reação de semi-

hidrogenação de alcino para formar (E)-alceno empregando preferencialmente o

catalisador de Rutênio {(C5H4N)(C6H4)}RuCl(CO)(PPh3)2, ilustrado na Fig. 2. Neste

caso, métodos DFT devem ser empregados no tratamento das estruturas eletrônicas,

provendo dados de densidade eletrônica e possibilitando a simulação de espectros para

comparação com dados experimentais. Tais investigações serão enriquecidas por

análises QTAIM e de partição atômica de energia, para compreender a força e a

natureza das interações ligantes ao longo de todo o processo catalítico.

4. Plano de trabalho e cronograma de sua execução

Primeiro ano

Pesquisa bibliográfica de referências das reações de semi-hidrogenação com

diferentes complexos de rutênio e outros complexos de estrutura semelhante.

Treinamento no uso do sistema Linux e do software Gaussian e outros.

Avaliação do modelo químico.

Realização dos primeiros cálculos nas moléculas de interesse.

Segundo ano

Otimização de geometrias das estruturas de equilíbrio (reagentes, produtos,

intermediários e estados de transição) e obtenção de suas energias, incluindo ainda do

cálculo das frequências vibracionais.


Determinar o caminho de reação mais favorável para reação de semi-

hidrogenação com o complexo de rutênio {(C5H4N)(C6H4)}RuCl(CO)(PPh3)2 ou outros.

Calcular os espectros de ressonância magnética nuclear de 1H e 13


C para cada

espécie e corroborar o mecanismo proposto por meio da confrontação com dados

experimentais.

Conduzir análises QTAIM e de partição de energia nas espécies do mecanismo

de reação.

5. Material e métodos

Os cálculos de estrutura eletrônica (otimização de geometrias, frequências

vibracionais, coordenadas intrínsecas de reação, entre outros) serão realizados com o

programa Gaussian 09,44 empregando a teoria do funcional de densidade (DFT) e

escolhendo um conjunto de funções de base de qualidade duplo- ou triplo-zeta. Os

funcionais a serem utilizados devem ser funcionais apropriados para a estudos de

cinética química, tais como BB1K, e possivelmente outros. Além disso, as análise

topológicas da densidade eletrônica serão conduzidas com o programa AIMAII.45

5.1. Teoria quântica de átomos em moléculas

Na teoria quântica de átomos em moléculas, as moléculas são divididas em

subsistemas, onde cada subsistema é um átomo delimitado internamente por superfície

de fluxo zero, onde46

∇ρ(r)‧n(r) = 0 , (1)

sendo que ∇ρ(r) é o gradiente da densidade eletrônica e n(r) é o vetor normal à

superficie buscada. Além disso, a densidade eletrônica, ρ(r), pode ser descrita da forma
ρ(r1) = N ʃψ*(r1,s1,r2,s2,...,rN,sN)ψ(r1,s1,r2,s2,...,rN,sN)dτ’ , (2)

onde N é o numero de elétrons, ψ se refere à função de onda eletrônica, r e s

denominam respectivamente as coordenadas espaciais e de spin eletrônicas, e a integral

em termos de dτ’ representa uma integração em relação à todas as coordenadas, exceto

pelas coordenadas espaciais de um único elétron.

As interações com os núcleos afetam a densidade eletrônica, gerando regiões

com diferentes distribuições e características topológicas. As regiões, onde as primeiras

derivadas da densidade eletrônica são zero, ∇ρ(rc) = 0, são chamados de pontos

críticos(rc). Nestes pontos temos que

∂ρ ∂ρ ∂ρ
∇ρ(rc ) = i ∂x + j ∂y + k ∂z = 0 (3)

O Laplaciano da densidade eletrônica nos pontos críticos, 𝛻2ρ(rc), é muito

importante na caracterização da ligação química. Densidades eletrônicas elevadas nos

pontos críticos de ligação, maiores que 0.1 u.a., juntamente com valores negativos de

𝛻2ρ(rc) indicam uma ligação de natureza covalente. Por sua vez, valores baixos de ρ(rc)

e positivos de 𝛻2ρ(rc) são característicos de interações fracas, tais como van der Waals e

ligação de hidrogênio.47

Além disso, é possível calcular outras propriedades, tais como índices de

delocalização e potenciais electrostáticos moleculares.48

5.2. Átomos quânticos interagentes:

A análise de átomos quânticos interagentes (IQA) é uma ferramenta útil na

decomposição da energia total do sistema em contribuições inter-atômicas e intra-

atômicas,49, 50 como mostrado na seguinte equação:


𝐼𝑄𝐴 1 𝐼𝑄𝐴
𝐸𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = ∑ 𝐸𝐼𝑄𝐴 (𝐴) = ∑ 𝐸𝑠𝑒𝑙𝑓 (𝐴) + ∑ ∑ 𝐸𝑖𝑛𝑡 (𝐴, 𝐵) (4)
2
𝐴 𝐴 𝐴 𝐴≠𝐵

onde EselfIQA(A) é a energia atômica interna do átomo A51 e contém as contribuições da

energia cinética dos elétrons, T(A), energia potencial elétron-núcleo, Ven(A), e a energia

potencial elétron-elétron, Vee(A), no átomo A, ou seja,

EselfIQA(A) = T(A) + Ven(A) + Vee(A) . (5)

Por sua vez, EintIQA(A, B) é a energia de interação interatômica entre os átomos A e B e

pode ser particionada na energia de repulsão entre os núcleos A e B, Vnn(A, B), energia

de interação elétron-núcleo entre os átomos A e B, Ven(A, B) e Ven(B, A), e a energia

potencial elétron-elétron interatômica, Vee(A, B), isto é,

EintIQA(A, B) = Vnn(A, B) + Ven(A, B) + Ven(B, A) + Vee(A, B) . (6)

Além disto, Vee(A, B) pode ser dividido em duas componentes, a energia de interação

de troca-correlação, Veexc(A, B), e a energia de Coulomb, VeeCoul(A, B), entre os elétrons

de A e B,52, 53

Vee(A, B) = Veexc(A, B) + VeeCoul(A, B) (7)

6. Forma de análise dos resultados.

As ferramentas de análise a serem utilizadas neste projeto serão métodos

estatísticos para tratamento de dados, regressões (lineares ou outras), e análise

comparativa de espectros calculados com relação aos dados experimentais existentes

(avaliando, inclusive, diferentes combinações de parâmetros na obtenção de tais

espectros).
7. Referências Bibliográficas

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