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APOSTILA PREVENÇÃO E

COMBATE A INCÊNDIO

Patos – PB
2016
Prevenção e combate a incêndios – Profº Rayvon Santos
FOGO E INCÊNDIO
1. HISTÓRICO
O nosso planeta já foi uma massa incandescente, que passou por um processo de
resfriamento, até chegar à formação que conhecemos. Dessa forma, o fogo existe
desde o início da formação da Terra, passando a coexistir com o homem depois do
seu aparecimento. Presume-se que os primeiros contatos, que os primitivos
habitantes tiveram com o fogo, foram através de manifestações naturais como os
raios que provocam grandes incêndios florestais. Na sua evolução, o homem
primitivo passou a utilizar o fogo como parte integrante da sua vida. O fogo colhido
dos eventos naturais e, mais tarde, obtido intencionalmente através da fricção de
pedras, foi utilizado na iluminação e aquecimento das cavernas e no cozimento da
sua comida.
Desde que o homem descobriu o fogo, a sua aplicação em muitas áreas tem sido
relevante. O fogo tem contribuído para o avanço da humanidade, sendo que o
desenvolvimento tecnológico surgiu com a sua descoberta.
No entanto, quando os homens perdem o controle do fogo, desencadeia-se um
incêndio, com todas as perdas e danos que dele podem resultar. Ou seja, um
incêndio é um fogo descontrolado.
Para dominar e controlar o fogo, e evitar um incêndio são necessários conhecer os
fundamentos do fogo.

2. INTRODUÇÃO
A Proteção Contra Incêndio é um assunto um pouco mais complexo do que possa
parecer. A primeira vista, imagina-se que ela é composta pelos equipamentos de
combate à incêndio fixados nas edificações, porem esta é apenas uma parte de um
sistema, é necessário o conhecimento e o treinamento dos ocupantes da edificação.
Estes deverão identificar e operar corretamente os equipamentos de combate a
incêndio, bem como agir com calma e racionalidade sempre que houver início de
fogo, extinguindo-o e/ou solicitando ajuda ao Corpo de Bombeiros através do
telefone 193.
O efetivo controle e extinção do incêndio requerem um entendimento da natureza
química e física do fogo. Isso inclui informações sobre fontes de calor, composição e
características dos combustíveis e as condições necessárias para combustão.

3. FOGO
3.1. DEFINIÇÃO
Fogo é um processo químico de transformação. Podemos também defini-lo como o
resultado de uma reação química que desprende luz e calor devido à combustão
de materiais diversos.

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A ocorrência do fogo se dá quando uma substância (combustível), na presença do ar
(oxigênio), se aquece até chegar a uma temperatura crítica, chamada temperatura
de ignição.

3.2. ELEMENTOS QUE COMPÕEM O FOGO


Os elementos que compõem o fogo são:
Combustível
Comburente (oxigênio)
Calor
Reação em cadeia

3.2.1. TEORIA DO TRIÂNGULO DO FOGO


Na busca do entendimento dos fatores necessários para que houvesse a
combustão, durante muito tempo acreditou-se que apenas três elementos seriam
necessários: combustível, comburente e energia de ativação.

Para tanto se buscou uma forma didática para disseminar este conceito, daí foi
criado o triângulo do fogo, aproveitando a forma geométrica para a associação dos
três elementos básicos para a combustão.

3.2.2. TEORIA DO TETRAEDRO DO FOGO


Os processos de combustão, embora muito complexos, eram representados por um
triângulo, em que cada um dos seus lados representava um dos três fatores
essências para a deflagração de um fogo: combustível, comburente e calor.

Esta representação foi aceita durante muito tempo, não obstante fenômenos
anômalos não podiam ser completamente explicados com base neste triângulo.

Para poder explicar tais fenômenos, foi necessário incluir um quarto fator: a
existência de reações em cadeia. Por essa razão, foi proposta uma nova
representação em forma de tetraedro que compreende as condições necessárias
para que se dê origem ao fogo.

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A razão para empregar um tetraedro e não um quadrado é que cada um dos quatro
elementos está diretamente adjacente e em conexão com cada um dos outros três.
Ao retirar um ou mais dos quatro elementos do tetraedro do fogo, este ficará
incompleto e, por conseqüência o resultado será a extinção.

Os combustíveis após iniciar a combustão geram mais calor liberando mais gases ou
vapores combustíveis, sendo que os átomos livres são os responsáveis pela
liberação de toda a energia necessária para a reação em cadeia.

4. COMBUSTÍVEL
É toda substância sólida, líquida ou gasosa capaz de queimar e alimentar a
combustão.

Em princípio, todas as substâncias são combustíveis, para efeito de combate ao


fogo, são incombustíveis os materiais que queimam somente acima de 1500ºC.

A maioria dos combustíveis entram em combustão em fase gasosa. Quando o


combustível é sólido ou líquido, é necessário um fornecimento prévio de energia
térmica para levá-lo ao estado gasoso.

Exemplos de Combustíveis:

• Carvão
• Monóxido de carbono
• Hidrocarbonetos (gasolina, GLP, benzeno, etc.).
• Elementos não metálicos facilmente oxidáveis (enxofre, fósforo, etc.).
• Materiais que contenham celulose (madeira, têxteis, etc).
• Metais (alumínio, magnésio, titânio, zircônio, etc.).
• Metais não alcalinos (sódio, potássio, etc.).

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4.1. SÓLIDOS
Queimam em superfície e profundidade e deixam resíduos.

Dependem da área superficial, sólidos particulados têm uma grande área


superficial e queimam muito rápido.

Exemplos: madeira, papel, tecido, metais.

4.2. LÍQUIDOS
Queimam somente em superfície e não deixam resíduos.

É necessário que ocorra a vaporização do líquido para que haja a combustão.


Exemplos: gasolina, álcool, éter, tinta, solventes.

Não tem forma própria, assumindo a forma do recipiente que os contém;

A maioria dos líquidos inflamáveis são mais leves que a água, sendo assim
flutuam sobre ela;

Os líquidos derivados do petróleo tem pouco solubilidade em água;

Na sua grande maioria são voláteis.

4.2.1. VOLÁTEIS
São os que desprendem gases inflamáveis à temperatura ambiente. Ex.:álcool, éter,
benzina, etc.

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4.2.2. NÃO-VOLÁTEIS
São os que desprendem gases inflamáveis à temperaturas maiores do que a do
ambiente. Ex.: óleo, graxa, etc.

4.3. GASOSOS
Combustão em todas as direções e alta velocidade.

Já estão em suspensão e se inflamam rapidamente.

Exemplos: hidrogênio, GLP, acetileno, metano.

5. COMBURENTE
É o elemento que possibilita vida às chamas e intensifica a combustão. O mais
comum na natureza é o oxigênio, encontrado na atmosfera a 21%, sendo que o
mínimo exigível para sustentar a combustão é de 16%.

6. FONTE DE IGNIÇÃO (CALOR)


É uma forma de energia. É o elemento que dá início ao fogo, é ele que faz o fogo se
propagar.
Pode ser uma faísca, uma chama ou até um super aquecimento em máquinas e
aparelhos energizados.

É a energia que dá início à combustão (ignição);

Eleva a temperatura das substâncias;

É responsável por vaporizar os materiais até o estado gasoso.

Fontes de Calor

Química Reação exotérmica.

Mecânica Fricção (atrito) de dois materiais.

Elétrica Estática, arco elétrico, curto-circuito, raio.

Nuclear Reação nuclear, radiação solar.

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7. REAÇÃO EM CADEIA
A reação em cadeia torna a queima auto-sustentável. O calor irradiado da chama
atinge o combustível e este é decomposto em partículas menores, que se
combinam com o oxigênio e queimam, irradiando outra vez calor para o combustível,
formando um círculo constante.

8. PROPORCIONALIDADE
Para que se inicie o fogo é preciso haver adequada proporcionalidade entre os
componentes da reação. Essa proporcionalidade é a determinante básica do fogo.

9. LIMITES DE INFLAMABILIDADE
9.1. LIMITE INFERIOR DE EXPLOSIVIDADE OU DE INFLAMABILIDADE (LIE) -
“MISTURA POBRE”
Mínima concentração de gás ou vapor que, misturada ao ar, é capaz de provocar a
combustão do produto, a partir do contato com uma fonte de ignição.

Concentrações de gás ou vapor abaixo do LIE não são inflamáveis, pois, nesta
condição, tem-se excesso de oxigênio e pequena quantidade do produto para
queima.

9.2. LIMITE SUPERIOR DE EXPLOSIVIDADE OU DE INFLAMABILIDADE (LSI)


- “MISTURA RICA”
Máxima concentração de gás ou vapor que, misturada ao ar, é capaz de provocar a
combustão do produto, a partir de uma fonte de ignição.

Concentrações de gás ou vapor acima do LSI não são inflamáveis, pois, nesta
condição, tem-se excesso de produto e pequena quantidade de oxigênio para que a
combustão ocorra.

9.3. LIMITE DE EXPLOSIVIDADE OU DE INFLAMABILIDADE –“MISTURA


IDEAL”
Concentração percentual, em volume, de gases ou vapores inflamáveis no ar, em
condições ambiente de pressão e temperatura, que podem-se inflamar com uma
fonte de ignição.

A menor e a maior concentrações de gases ou vapores no ar que podem-se inflamar


indicam, respectivamente, o limite inferior de explosividade (LIE) e o limite superior
de explosividade (LSE).

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10. PONTOS E TEMPERATURAS IMPORTANTES
Sabemos que é necessário unir três elementos para que o FOGO apareça,
entretanto, por vezes esses três elementos estão presentes e o FOGO não ocorre,
porque a quantidade de calor é insuficiente para queimar o COMBUSTÍVEL.

Para exemplificar melhor, imaginemos uma frigideira com óleo combustível sobre a
chama de um fogão. O óleo começará aquecer e a desprender vapores (gases); se
deixarmos por algum tempo, observaremos que um dado momento o referido
combustível se incendiará sem que haja contato com a chama externa. Para que o
óleo aquecido lentamente comece a queimar, ele passou por três pontos de
aquecimento que chamaremos de:

10.1. PONTO DE FULGOR


É a temperatura mínima a que uma substância combustível, em presença de ar,
emite uma quantidade de vapores suficiente para que a mistura se inflame quando
sujeita a uma fonte de ignição. Esta variável pode ser encontrada na bibliografia
como ponto de inflamação ou flash point.

10.2. PONTO DE COMBUSTÃO


Consiste na temperatura a qual um combustível emite vapores com rapidez
suficiente para proporcionar a continuidade da combustão. Ou seja, mesmo
eliminando a fonte de ignição inicial a combustão continua.

Esta temperatura é denominada de ponto de combustão ou temperatura de


combustão.

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10.3. TEMPERATURA DE IGNIÇÃO
É a temperatura mínima a que um combustível deve ser aquecido na presença de
ar, para provocar sua combustão espontânea, sem a presença de uma fonte de
ignição.

A temperatura de auto-ignição de um combustível sólido é influenciada pela


circulação de ar de aquecimento ou ventilação, e pela forma e dimensão do sólido.

Principais pontos e temperaturas de alguns combustíveis ou inflamáveis


Combustíveis Inflamáveis Ponto de Fulgor Temperatura de Ignição
Álcool etílico 12,6°C 371,0°C
Gasolina -42,0°C 257,0°C
Querosene 38,0°C a 73,5°C 254,0°C
Parafina 199,0°C 245,0°C

11. CLASSIFICAÇÃO DE COMBUSTÃO


Quanto a formação (liberação) de produtos de combustão:
• Completa;
• Incompleta.

Quanto a velocidade da reação:
• Viva;
• Lenta.

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Combustão espontânea.

11.1. INCOMPLETA
É a forma mais comum de combustão.

Libera resíduos que não foram totalmente consumidos durante o processo de


queima, provenientes da reação em cadeia e capazes de continuar reagindo com o
ar.

11.2. COMPLETA
Combustão completa é aquela em que o combustível reage perfeitamente com o
comburente, produzindo somente água e dióxido de carbono.

Todas as moléculas do combustível reagem completamente com as moléculas de


oxigênio;

11.3. VIVA
A combustão viva é o fogo caracterizado pela presença de chama. Pela sua
influência na intensidade do incêndio, é considerada como sendo o tipo mais
importante de combustão e, por causa disso, costuma receber quase todas as
atenções durante o combate.

11.4. LENTA
A incandescência – smoldering – é um processo de combustão relativamente lento
que ocorre entre o oxigênio e um sólido combustível, comumente chamado de
brasa.
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Em todos os casos há produção de luz, calor e fumaça.

11.5. ESPONTÂNEA
Não necessita de uma fonte externa de calor.
É um processo de combustão que começa, geralmente, com uma lenta oxidação do
combustível exposto ao ar. Pode ocorrer com materiais como o fósforo branco,
amontoados de algodão ou em curtumes (tratamentos de peles de animais).

É o que ocorre, por exemplo, quando do armazenamento de certos vegetais que,


pela ação de bactérias, fermentam. A fermentação produz calor e libera gases que
podem incendiar. Alguns materiais entram em combustão sem fonte externa de calor
(materiais com baixo ponto de ignição); outros entram em combustão à temperatura
ambiente (20 ºC), como o fósforo branco. Ocorre também na mistura de
determinadas substâncias químicas, quando a combinação gera calor e libera gases
em quantidade suficiente para iniciar combustão. Por exemplo, água + sódio.

12. PRODUTOS DA COMBUSTÃO


Os produtos de um incêndio podem ser divididos em quatro categorias:

• Gases da combustão;
• Chama;
• Calor e
• Fumaça.

Estes produtos têm uma variedade de efeitos fisiológicos nas pessoas, sendo os
mais importantes às queimaduras e os efeitos tóxicos da inalação do ar quente e
gases.

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12.1. GASES DA COMBUSTÃO
São gases que permanecem no ambiente ao reduzir-se ao normal a temperatura
dos produtos da combustão.

A toxicidade dos gases da combustão depende de sua composição, concentração,


duração da exposição e condições físicas do indivíduo exposto. Normalmente
durante os incêndios, devido ao esforço físico, a taxa respiratória das pessoas se
torna mais elevada, tornando-as mais suscetíveis.

12.2. CHAMA
A queima de materiais em presença de uma atmosfera normal, rica em oxigênio, é
geralmente acompanhada por uma radiação luminosa denominada chama. A
exposição direta à chama provoca tanto queimaduras nas pessoas como danos
materiais, uma vez que as chamas propagam o fogo, através do calor que irradiam.

12.3. CALOR
O calor é um dos grandes responsáveis pela propagação do incêndio. É uma forma
de energia radiante que se produz juntamente com os produtos da combustão
durante a queima de um combustível. O calor emitido no decorrer de um incêndio, e
a consequente elevação da temperatura, produzem danos tanto às pessoas como
aos bens materiais.

Efeitos: desidratação, esgotamento físico, bloqueio das vias respiratórias e


queimaduras.

12.4. FUMAÇA
A fumaça é constituída por pequenas partículas sólidas, parcialmente queimadas, e
por vapor condensado em suspensão no ar, e gases de combustão.

A cor da fumaça é influenciada pelo tipo de combustível. A fumaça branca ocorre na


fase inicial devido à umidade dos materiais. A madeira provoca um tom marrom, já
os plásticos e superfícies pintadas emitem uma fumaça cinza, e os hidrocarbonetos
uma fumaça preta.

13. TRANSMISSÃO DE CALOR


O calor pode se propagar de três diferentes maneiras: condução, convecção e
irradiação. Como tudo na natureza tende ao equilíbrio, o calor é transferido de
objetos com temperatura mais alta para aqueles com temperatura mais baixa. O
mais frio de dois objetos absorverá calor até que esteja com a mesma quantidade de
energia do outro.

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13.1. CONDUÇÃO
Condução é a transferência de calor através de um corpo sólido de molécula a
molécula. Colocando-se, por exemplo, a extremidade de uma barra de ferro próxima
a uma fonte de calor, as moléculas desta extremidade absorverão calor; elas
vibrarão mais vigorosamente e se chocarão com as moléculas vizinhas, transferindo-
lhes calor.

13.2. CONVECÇÃO
É a transferência de calor pelo movimento ascendente de massas de gases ou de
líquidos dentro de si próprios.

Quando a água é aquecida num recipiente de vidro, pode-se observar um


movimento, dentro do próprio líquido, de baixo para cima. À medida que a água é
aquecida, ela se expande e fica menos densa (mais leve), provocando um
movimento para cima. Da mesma forma, o ar aquecido se expande e tende a subir
para as partes mais altas do ambiente, enquanto o ar frio toma lugar nos níveis mais
baixos. Em incêndio de edifícios, essa é a principal forma de propagação de calor
para andares superiores, quando os gases aquecidos encontram caminho através
de escadas, poços de elevadores, etc.

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13.3. IRRADIAÇÃO
É a transmissão de calor por ondas de energia calorífica que se deslocam através
do espaço. As ondas de calor propagam-se em todas as direções, e a intensidade
com que os corpos são atingidos aumenta ou diminui à medida que estão mais
próximos ou mais afastados da fonte de calor.

Um exemplo diário deste fenômeno é o calor do sol (fonte) irradiado através do


espaço até a terra (corpo); e como o caso do sol, existem inúmeras outras formas de
irradiação que poderão contribuir para a propagação do fogo.

14. FOGO X INCÊNDIO


Fogo: realizado de forma ordenada e em benefício ao homem.
Incêndio: trata-se do fogo ocorrido fora do controle e em malefício ao homem.

15. CAUSAS DE INCÊNDIO


15.1. NATURAIS
Quando o incêndio é originado em razão dos fenômenos da natureza, que agem por
si só, completamente independentes da vontade humana.

15.2. ARTIFICIAIS
Quando o incêndio irrompe pela ação direta do homem, ou poderia ser por ele
evitado tomando-se as devidas medidas de precaução.

15.2.1. ACIDENTAL
Quando o incêndio é proveniente do descuido do homem, muito embora ele não
tenha intenção de provocar o acidente. Esta é a causa da maioria dos incêndios

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15.2.2. PROPOSITAL
Quando o incêndio tem origem criminosa, ou seja, houve a intenção de alguém em
provocar o incêndio.

Exemplos de origens:

• Fogos de Artifícios
• Velas, lamparinas, iluminação à chama aberta sobre móveis.
• Aparelhos eletrodomésticos / Instalações Elétricas Inadequadas
• Pontas de Cigarros
• Vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo (G.L.P.)

16. TEMPO RESPOSTA AO COMBATE A PRINCÍPIO DE INCÊNDIO


• Até 5min: Pode ser facilmente extinto pelos ocupantes do prédio, utilizando-se
dos recursos que tem (extintores de incêndio e/ou hidrantes) e que, para
funcionarem, precisam da intervenção do homem.
• + 10min: Já se torna mais difícil a sua extinção pelos moradores do prédio. O
combate às chamas deverá ser executado pelas guarnições do Corpo de
Bombeiros, uma vez que se torna necessário o emprego de equipamentos e
viaturas. Grande quantidade de água será lançada e os danos causados ao
patrimônio serão inevitáveis.
• 20min: O volume de fumaça e o calor são intensos. O combate às chamas se
torna cada vez mais difícil, já que o calor provavelmente já se alastrou por
outras dependências, havendo, porém, a possibilidade de salvamento de
pessoas.

17. DINÂMICA DO INCÊNDIO


É o comportamento do incêndio quanto à sua propagação em um ambiente,
confinado ou não, dentro das suas fases.

A dinâmica do incêndio é diretamente influenciada pelos diversos fatores, variáveis


caso a caso, tais como:

• a temperatura atingida no ambiente;


• projeto arquitetônico da edificação;
• o comportamento da fumaça; e
• a carga de incêndio.

18. FASES DO INCÊNDIO

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Se o fogo ocorrer em área ocupada por pessoas, há grandes chances de que o fogo
seja descoberto no início e a situação resolvida. Mas se ocorrer quando a edificação
estiver deserta e fechada, o fogo continuará crescendo até ganhar grandes
proporções. Essa situação pode ser controlada com a aplicação dos procedimentos
básicos de ventilação. O incêndio pode ser melhor entendido se estudarmos seus
três estágios de desenvolvimento.

18.1. FASE INICIAL


Nesta primeira fase, o oxigênio contido no ar não está significativamente reduzido e
o fogo está produzindo vapor d’água (H20), dióxido de carbono (CO2), monóxido de
carbono (CO) e outros gases. Grande parte do calor está sendo consumido no
aquecimento dos combustíveis, e a temperatura do ambiente, neste estágio, está
ainda pouco acima do normal. O calor está sendo gerado e evoluirá com o aumento
do fogo.

18.2. FASE CRESCENTE (QUEIMA LIVRE)


Durante esta fase, o ar, rico em oxigênio, é arrastado para dentro do ambiente pelo
efeito da convecção, isto é, o ar quente “sobe” e sai do ambiente. Isto força a
entrada de ar fresco pelas aberturas nos pontos mais baixos do ambiente.
Os gases aquecidos espalham-se preenchendo o ambiente e, de cima para baixo,
forçam o ar frio a permanecer junto ao solo; eventualmente, causam a ignição dos
combustíveis nos níveis mais altos do ambiente. Este ar aquecido é uma das razões
pelas quais os bombeiros devem se manter abaixados e usar o equipamento de
proteção respiratória. Uma inspiração desse ar superaquecido pode queimar os
pulmões.
Neste momento, a temperatura nas regiões superiores (nível do teto) pode exceder
700 ºC.

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18.3. FLASH OVER
Na fase da queima livre, o fogo aquece gradualmente todos os combustíveis do
ambiente. Quando determinados combustíveis atingem seu ponto de ignição,
simultaneamente, haverá uma queima instantânea e concomitante desses produtos,
o que poderá provocar uma explosão ambiental, ficando toda a área envolvida pelas
chamas. Esse fenômeno é conhecido como “Flashover”.

18.4. FASE TOTALMENTE DESENVOLVIDA


Todo o material do compartimento está em combustão, sendo a taxa de queima
limitada pela quantidade de oxigênio remanescente. Chamas podem sair por qualquer
abertura, e os gases combustíveis na fumaça se queimam assim que encontram ar
fresco. O acesso a esse incêndio é praticamente impossível, sendo necessário um
ataque indireto ao mesmo.

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• Generalização do incêndio, com a ignição de todos os materiais presentes no
ambiente;
• Incêndio potencial;
• O acúmulo de fumaça e gases quentes é intensificado;
• No piso a concentração de oxigênio é quase normal e a temperatura ainda é
confortável, no teto a camada de gás combustível e temperatura aumentam
rapidamente. Daí a importância do combate ser feito de joelhos ou agachado;

18.5. FASE FINAL (QUEIMA LENTA)


Como nas fases anteriores, o fogo continua a consumir oxigênio, até atingir um
ponto onde o comburente é insuficiente para sustentar a combustão. Nesta fase, as
chamas podem deixar de existir se não houver ar suficiente para mantê-las (na faixa
de 8% a 0% de oxigênio). O fogo é normalmente reduzido a brasas, o ambiente
torna-se completamente ocupado por fumaça densa e os gases se expandem.
Devido a pressão interna ser maior que a externa, os gases saem por todas as
fendas em forma de lufadas, que podem ser observadas em todos os pontos do
ambiente. E esse calor intenso reduz os combustíveis a seus componentes básicos,
liberando, assim, vapores combustíveis.

18.6. BACKDRAFT
A combustão é definida como oxidação, que é uma reação química na qual o
oxigênio combina-se com outros elementos.
O carbono é um elemento naturalmente abundante, presente, entre outros materiais,
na madeira. Quando a madeira queima, o carbono combina com o oxigênio para
formar dióxido de carbono (CO2 ), ou monóxido de carbono (CO ). Quando o
oxigênio é encontrado em quantidades menores, o carbono livre ( C ) é liberado, o
que pode ser notado na cor preta da fumaça.
Na fase de queima lenta em um incêndio, a combustão é incompleta porque não há
oxigênio suficiente para sustentar o fogo. Contudo, o calor da queima livre
permanece, e as partículas de carbono não queimadas (bem como outros gases
inflamáveis, produtos da combustão) estão prontas para incendiar-se rapidamente
assim que o oxigênio for suficiente. Na presença de oxigênio, esse ambiente
explodirá. A essa explosão chamamos “Backdraft”.

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A ventilação adequada permite que a fumaça e os gases combustíveis
superaquecidos sejam retirados do ambiente. Ventilação inadequada suprirá
abundante e perigosamente o local com o elemento que faltava (oxigênio),
provocando uma explosão ambiental.

As condições a seguir podem indicar uma situação de “Backdraft”:

• fumaça sob pressão, num ambiente fechado;


• fumaça escura, tornando-se densa, mudando de cor (cinza e amarelada) e
saindo do ambiente em forma de lufadas;
• calor excessivo (nota-se pela temperatura na porta);
• pequenas chamas ou inexistência destas;
• resíduos da fumaça impregnando o vidro das janelas;
• pouco ruído;
• movimento de ar para o interior do ambiente quando alguma abertura é feita
(em alguns casos ouve-se o ar assoviando ao passar pelas frestas).

19. VENTILAÇÃO
É aplicada no combate a incêndios e consiste na remoção e dispersão sistemática
de fumaça, gases e vapores quentes de uns locais confinados, proporcionando a
troca dos produtos da combustão por ar fresco, facilitando, assim, a ação dos
bombeiros no ambiente sinistrado.

19.1. NATURAL
É o emprego do fluxo normal do ar com o fim de ventilar o ambiente, sendo também
empregado o princípio da convecção com o objetivo de ventilar. Como exemplo,
citam- se a abertura de portas, janelas, paredes, bem como a abertura de clarabóias
e telhados. Na ventilação natural, apenas se retiram as obstruções que não
permitem o fluxo normal dos produtos da combustão.

19.2. FORÇADA
É utilizada para retirar produtos da combustão de ambientes em que não é possível
estabelecer o fluxo natural de ar. Neste caso, força-se a renovação do ar através da
utilização de equipamentos e outros métodos.

Ainda com relação à edificação e à ação do bombeiro, pode-se dividir a ventilação


em horizontal e vertical.
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19.3. HORIZONTAL
É aquela em que os produtos da combustão caminham horizontalmente pelo
ambiente. Este tipo de ventilação se processa pelo deslocamento dos produtos da
combustão através de corredores, janelas, portas e aberturas em paredes no
mesmo plano.

19.4. VERTICAL
É aquela em que os produtos da combustão caminham verticalmente pelo ambiente,
através de aberturas verticais existentes (poços de elevadores, caixas de escadas),
ou aberturas feitas pelo bombeiro (retirada de telhas).

Para a ventilação, deve-se aproveitar as aberturas existentes na edificação, como as


portas, janelas e alçapões, só efetuando aberturas em paredes e telhados se
inexistirem aberturas ou se as existentes não puderem ser usadas para a ventilação
natural ou forçada. Efetuar entrada forçada em paredes e telhados, quando já
existem aberturas no ambiente, acarreta prejuízos ao proprietário, além de significar
perda de tempo.

Vantagens da ventilação
Os grandes objetivos de uma Brigada de Incêndio são: atingir o local sinistrado no
menor tempo possível; resgatar vítimas presas; localizar focos de incêndio; aplicar
os agentes extintores adequados, minimizando os danos causados pelo fogo, pela
água e pelos produtos da combustão. Durante o combate, a ventilação é um auxílio
imprescindível na execução destes objetivos. Quando, para auxiliar no controle de

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incêndio, é feita ventilação adequada, uma série de vantagens são obtidas, tais
como: visualização do foco, retirada do calor e retirada dos produtos tóxicos da
combustão.

Problemas da Ventilação Inadequada

• Grande volume de fumaça com elevação da temperatura, proporcionando


propagação mais rápida do incêndio.
• Dificuldade no controle da situação.
• Problemas na execução das operações de salvamento e combate a incêndio.
• Aumento dos riscos de explosão ambiental, em virtude do maior volume de
fumaça e alta temperatura.
• Danos produzidos pela ação do calor, da fumaça e do emprego de água.

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CLASSES DE INCÊNDIO
1. INTRODUÇÃO
Visando obter maior eficiência nas ações de combate a incêndio, tornando-as mais
objetivas e seguras com o emprego do agente extintor correto, os incêndios foram
classificados de acordo com o material combustível neles envolvidos. Essa
classificação foi elaborada pela NFPA (National Fire Protection Association), uma
associação norte-americana. As classes foram divididas desta maneira para facilitar
a aplicação e utilização correta do agente extintor correto para cada tipo de material
combustível.

2. CLASSE A
Caracteriza-se por fogo em materiais sólidos;
Queimam em superfície e profundidade;
Após a queima deixam resíduos, brasas e cinzas;
Esse tipo de incêndio é extinto principalmente pelo método de resfriamento, e as
vezes por abafamento através de jato pulverizado.

Ex: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.

3. CLASSE B
Caracteriza-se por fogo em combustíveis líquidos inflamáveis;
Queimam em superfície;
Após a queima, não deixam resíduos;
Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento.

Ex: óleo, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.

4. CLASSE C
Caracteriza–se por fogo em materiais/equipamentos energizados (geralmente
equipamentos elétricos);
A extinção só pode ser realizada com agente extintor não-condutor de
eletricidade, nunca com extintores de água ou espuma;
O primeiro passo num incêndio de classe C, é desligar o quadro de força, pois
assim ele se tornará um incêndio de classe A ou B.

Ex: motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.

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5. CLASSE D
Caracteriza-se por fogo em metais pirofóricos (aluminio, antimônio, magnésio,
etc.)
São difíceis de serem apagados;
Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento;
Nunca utilizar extintores de água ou espuma para extinção do fogo.

Ex: magnésio, zircônio, titânio.

6. CLASSE K
Classe K – óleos de cozinha, gorduras e graxa (classificação da norma NFPA 10).

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MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO
1. INTRODUÇÃO
Partindo do princípio de que, para haver fogo, são necessários o combustível,
comburente e o calor, formando o triângulo do fogo ou, mais modernamente, o
quadrado ou tetraedro do fogo, quando já se admite a ocorrência de uma reação em
cadeia, para nós extinguirmos o fogo, basta retirar um desses elementos.

Com a retirada de um dos elementos do fogo, temos os seguintes métodos de


extinção: extinção por retirada do material, por abafamento, por resfriamento e
extinção química.

2. ISOLAMENTO
É a forma mais simples de se extinguir um incêndio. Baseia-se na retirada do
material combustível, ainda não atingido, da área de propagação do fogo,
interrompendo a alimentação da combustão. Método também denominado corte ou
remoção do suprimento do combustível.

Esse método consiste em duas técnicas:


• Retirada do material que está queimando
• Retirada do material que está próximo ao fogo

Ex.: fechamento de válvula ou interrupção de vazamento de combustível líquido ou


gasoso, retirada de materiais combustíveis do ambiente em chamas, realização de
aceiro, etc.

3. RESFRIAMENTO
É o método mais utilizado. Consiste em diminuir a temperatura do material
combustível que está queimando, diminuindo, conseqüentemente, a liberação de
gases ou vapores inflamáveis. A água é o agente extintor mais usado, por ter grande
capacidade de absorver calor e ser facilmente encontrada na natureza. A redução
da temperatura está ligada à quantidade e à forma de aplicação da água (jatos), de
modo que ela absorva mais calor que o incêndio é capaz de produzir.

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4. ABAFAMENTO
Consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio com o material combustível.
Não havendo comburente para reagir com o combustível, não haverá fogo. Como
exceções estão os materiais que têm oxigênio em sua composição e queimam sem
necessidade do oxigênio do ar, como os peróxidos orgânicos e o fósforo branco.

5. QUEBRA DA REAÇÃO EM CADEIA


Método de extinção de incêndio que consiste em aplicar agentes extintores que
interferem com certos radicais livres que alimentam a combustão, provocando a
quebra da reação química, o que impede que o incêndio tenha continuidade.

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AGENTES EXTINTORES
1. INTRODUÇÃO
Trata-se de certas substâncias químicas sólidas, líquidas ou gasosas, que são
utilizadas na extinção de um incêndio.

Os principais e mais conhecidos são:

2. ÁGUA
É o agente extintor mais abundante na natureza. Age principalmente por
resfriamento, devido a sua propriedade de absorver grande quantidade de calor.
Atua também por abafamento (dependendo da forma como é aplicada, neblina, jato
contínuo, etc.). A água é o agente extintor mais empregado, em virtude do seu baixo
custo e da facilidade de obtenção. Em razão da existência de sais minerais em sua
composição química, a água conduz eletricidade e seu usuário, em presença de
materiais energizados, pode sofrer choque elétrico. Quando utilizada em combate a
fogo em líquidos inflamáveis, há o risco de ocorrer transbordamento do líquido que
está queimando, aumentando, assim, a área do incêndio.

• É o agente extintor indicado para incêndios de classe A.


• Age por resfriamento e/ou abafamento.
• Pode ser aplicado na forma de jato compacto, chuveiro e neblina. Para os
dois primeiros casos, a ação é por resfriamento. Na forma de neblina, sua
ação é de resfriamento e abafamento.

ATENÇÃO:
Nunca use água em fogo das classes C e D. Nunca use jato direto na classe B.

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3. ESPUMA
A espuma pode ser química ou mecânica conforme seu processo de formação. A
Química resulta da reação entre as soluções aquosas de sulfato de alumínio e
bicarbonato de sódio. A Mecânica é formada por uma mistura de água com uma
pequena porcentagem (1% a 6%) de concentrado gerador de espuma e entrada
forçada de ar, fazendo com que produza um aumento de volume da solução (de 10
a 100 vezes), formando a espuma.

A rigor, a espuma é mais uma das formas de aplicação da água, pois constitui-se de
um aglomerado de bolhas de ar ou gás (CO2) envoltas por película de água. Mais
leve que todos os líquidos inflamáveis, é utilizada para extinguir incêndios por
abafamento e, por conter água, possui uma ação secundária de resfriamento.

• É um agente extintor indicado para incêndios das classes A e B.


• Age por abafamento e secundariamente por resfriamento.
• Por ter água na sua composição, não se pode utilizá-lo em incêndio de classe
C, pois conduz corrente elétrica.

4. PÓ QUÍMICO SECO (PQS)


Os pós-químicos são altamente eficientes para extinguir incêndios envolvendo
líquidos inflamáveis. As partículas de produto químico finamente divididas, são
interceptoras de radicais livres e quebram o processo de oxidação da reação em
cadeia de combustão dentro da chama. Como não têm a capacidade de resfriar, não
asseguram o combustível contra a re-ignição, caso o mesmo seja exposto a fontes
de ignição.

• É o agente extintor indicado para combater incêndios da classe B;

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• Age por abafamento, podendo ser também utilizados nas classes A e C,

podendo nesta última danificar o equipamento.

4.1. PÓ ABC
É um pó químico de múltiplo uso “ABC”, é o único pó químico que é eficiente em
incêndios de combustíveis da classe A. Ele é mais eficaz em incêndios classe B que
o bicarbonato de sódio, mas é menos eficiente que o bicarbonato de potássio.

5. GÁS CARBÔNICO (CO2)


Este tipo de agente é utilizado, principalmente, em incêndios classe C (equipamento
elétrico energizado). Além de não conduzir eletricidade, o CO2 fornece sua própria
pressão para a descarga do extintor ou cilindro de armazenamento e, sendo gás,
pode penetrar e espalhar-se por toda área incendiada.

É eficaz como agente extintor porque, em primeiro lugar, reduz a concentração de


O2, agindo por abafamento. É cerca de uma vez e meia mais denso que o ar,
propriedade que lhe proporciona a tendência de substituir o oxigênio sobre as
superfícies que queimam. Também possui certo efeito resfriador dependendo da
condição de aplicação. O CO2 é um asfixiante simples e pode levar a inconsciência
e morte quando presente em altas concentrações. Uma concentração de 20% pode
levar à morte em 20 ou 30 minutos.

• É o agente extintor indicado para incêndios da classe C, por não ser condutor
de eletricidade;
• Age por abafamento, podendo ser também utilizado nas classes A, somente
em seu início e na classe B em ambientes fechados.

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6. AGENTES EXTINTORES DE INCÊNDIO CLASSE D
Agente extintor a base de Cloreto de Sódio

Isolamento entre o metal e a atmosfera e o resfriamento

7. AGENTES EXTINTORES DE INCÊNDIO CLASSE K


Solução especial de acetato de potássio diluída em água

Outros Agentes

Além dos já citados, podemos considerar como agentes extintores terra, areia, cal,
talco, etc.

8. QUADRO DOS AGENTES EXTINTORES

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9. ARRANJO FISICO: LOCALIZAÇÃO E INSTALAÇÃO
A localização dos extintores de incêndio, na área interna das edificações ou na
área externa (estacionamento, área de carga e de descarga, entre outras) da
empresa, deve seguir rigorosamente o projeto elaborado por profissional habili- tado.
Conforme indicado na Figura abaixo, na instalação dos extintores portáteis de
incêndio, algumas recomendações da NBR 12693:2010 devem ser observadas:

Os extintores portáteis, quando fixados em paredes ou colunas, devem


ser fixados com suportes que tenham a capacidade de resistir, no míni-
mo, três vezes o peso total do extintor.

A alça de manuseio do extintor de incêndio, quando este estiver fixado em


paredes ou colunas, não pode ultrapassar a altura máxima de 1,60 metros a
contar do piso acabado.

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A parte inferior do extintor deve ficar no mínimo a 0,10 metros do piso
acabado, mesmo que apoiado em suporte.

O extintor de incêndio não pode ficar solto nem em contato direto com o
piso para não correr o risco de sofrer batidas e conseqüentes quedas que
poderão danificá-lo. Além disso, o extintor portátil de incêndio, ficando em
contato direto com o solo, poderá sofrer um processo de deterioração por
corrosão devido à possível umidade do solo.

10. SINALIZAÇÃO
A sinalização dos locais onde se encontram os extintores de incêndio é muito
importante, pois, se facilitarmos essa visualização, os trabalhadores irão saber
onde buscar o equipamento em caso de necessidade. A sinalização do local
deve seguir as seguintes determinações:

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Nas áreas industriais e depósitos, deve existir, no piso, uma marcação sob
o extintor, a fim de evitar que seu acesso seja obstruído. Essa marcação
deve ter as seguintes dimensões e cores:

• Área pintada de vermelho de 70 × 70 centímetros.

• Borda amarela de 15 cm de largura.

Na sinalização de parede, é recomendada a utilização de setas indicativas


vermelhas, com bordas amarelas, situadas acima do extintor, indicando o
tipo de agente extintor recomendado para aquele local.

Na sinalização de colunas, deve ser pintada uma faixa vermelha com bor-
da amarela em todo o contorno da coluna, na qual deve ser pintada, na
cor branca, a letra E no centro da faixa vermelha. Caso preferir, poderá ser
pintado, em todos os lados da coluna, um circulo vermelho, com bordas
amarelas, e, no centro, em cor branca, a letra E. Tanto a faixa quanto o

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círculo pintado na coluna devem ser pintados numa altura em que se pos-
sa ter a melhor visualização possível a partir de vários pontos da empresa.

As cores utilizadas na identificação dos locais, onde serão colocados os


extintores de incêndio, devem obedecer às diretrizes previstas na NBR
7195:1995.

11. SISTEMA DE SEGURANÇA


Todo extintor possui dois sistemas de segurança, o lacre, que tem a finalidade de
demonstrar que o extintor ainda não foi utilizado, e o pino de segurança, que trava o
gatilho do extintor, impossibilitando que o extintor seja utilizado acidentalmente.

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12. NBR 12962 - INSPEÇÃO, MANUTENÇÃO E RECARGA EM EXTINTORES DE
INCÊNDIO
12.1. INSPEÇÃO
Exame periódico, efetuado por pessoal habilitado, que se realiza no extintor de
incêndio, com a finalidade de verificar se este permanece em condições originais de
operação.

12.2. MANUTENÇÃO
Serviço efetuado no extintor de incêndio, com a finalidade de manter suas condições
originais de operação, após sua utilização ou quando requerido por uma inspeção.

12.2.1. MANUTENÇÃO DE PRIMEIRO NÍVEL


Manutenção geralmente efetuada no ato da inspeção por pessoal habilitado, que
pode ser executada no local onde o extintor está instalado, não havendo
necessidade de removê-lo para oficina especializada.

A manutenção de primeiro nível consiste em:

limpeza dos componentes aparentes;


reaperto de componentes roscados que não estejam submetidos à pressão;
colocação do quadro de instruções;
substituição ou colocação de componentes que não estejam submetidos à
pressão por componentes originais;
conferência, por pesagem, da carga de cilindros carregados com dióxido de
carbono.

12.2.2. MANUTENÇÃO DE SEGUNDO NÍVEL


A manutenção de segundo nível deve ser realizada por profissional capacitado em
local apropriado e com equipamentos adequados, pois atua junto aos
componentes pressurizados do equipamento de combate a incêndio.

Segundo determinação da NBR 12962:1998, na manutenção de segundo nível


deverá ser executada:

A desmontagem completa do extintor.


A verificação da carga.
A limpeza de todos os componentes.
A verificação das partes internas e externas quanto à existência de danos ou
corrosão.
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A substituição de componentes, quando necessário, por outros originais.
A regulagem das válvulas de alívio e/ou reguladora de pressão, quando
houver.
O controle de rosca visual, sendo rejeitadas as que apresentarem um dos
seguintes problemas:
Crista da rosca danificada.
Falhas nos filetes da rosca.
Flancos da rosca desgastados.
A verificação do indicador de pressão conforme NBR 15808:2010.
A fixação dos componentes roscados com torque recomendado pelo fa-
bricante.
A pintura do casco conforme NBR 7195:1995 e colocação do quadro de
instruções, quando necessário.
A verificação da existência de vazamento nos componentes e no casco.
A colocação do lacre, identificando o executor do serviço.
O exame visual dos componentes plásticos – com o auxílio de lupa com
aumento de, pelo menos, 2,5 vezes – os quais não podem apresentar
rachaduras ou fissuras.

12.2.3. MANUTENÇÃO DE TERCEIRO NÍVEL


Essa manutenção é feita conforme as determinações da NBR 13485:1999 –
Manutenção de terceiro nível (vistoria) em extintores de incêndio. Essa norma
determina que o profissional capacitado deve proceder uma revisão completa do
extintor de incêndio, incluindo a realização do ensaio hidrostático.
O ensaio hidrostático é um teste realizado em componentes do extintor de
incêndio sujeitos à pressão permanente ou momentânea, utilizando-se
normalmente a água como fluido, que tem como principal objetivo avaliar a
resistência do componente a pressões superiores à pressão normal de car-
regamento ou de funcionamento do extintor, definidas em suas respectivas
normas de fabricação.Em um serviço de manutenção de terceiro nível, deverá ser
realizado(a):
Ensaio hidrostático do casco do extintor e do cilindro de gás propelente,
quando houver.
Ensaio hidrostático da válvula de descarga e da mangueira.
Remoção da pintura existente e aplicação de novo tratamento superficial
do cilindro e dos componentes, segundo a NBR 7195:1995, sempre que
necessário.
Recarga do extintor de incêndio conforme especificado na NBR
12962:1998.

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12.3. RECARGA
Considera-se recarga dos extintores de incêndio a reposição ou a substituição da
carga nominal do agente extintor e/ou a reposição e carga do agente
propelente. O agente extintor à base de pó químico, utilizado em uma recarga, deve
ter certificado de garantia de que foi fabricado, conservado e manuseado, segundo
determinação de normas pertinentes. Toda empresa responsável pela manutenção
e recarga de extintores de incêndio, a base de pó químico, deve seguir as
recomendações de armazenamento e manuseio recomendadas pela empresa
fabricante do pó químico.

Da mesma forma, a água utilizada como agente extintor, nos extintores de água e de
espuma, deve ser potável, segundo determinação da NBR 12962:1998, item
5.1.2, alínea “e”. Nos extintores de incêndio que utilizam a água como agente
extintor, esta deverá ser trocada num prazo máximo de cinco anos e, nos
extintores à base de espuma química e de carga líquida, deve-se proceder à troca
anual.

13. PRÁTICA DE UTILIZAÇÃO


Como já é de nosso conhecimento, existem diversas situações em que o fogo,
mesmo sendo da mesma classe, se comporta de maneira diferente. Portanto, é
fundamental que, em um treinamento, se pratique as diferentes técnicas de
extinção do fogo. Assim, quando nos deparamos com situações reais, teremos
condições e conhecimento para pôr em prática a técnica mais indicada,
efetuando a eliminação do princípio de incêndio com maior rapidez e eficiência.

Observe, na sequência de figuras, as regras que deverão ser observadas no


momento do combate a um princípio de incêndio:

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TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE EXTINÇÃO
1. SISTEMAS DE HIDRANTES
Hidrante é uma tomada de água, onde se conectam mangueiras para combate ao
fogo. São no mínimo duas tomadas d’água por hidrante.

O abastecimento de água poderá ser por gravidade ou através de bombas que


sugam água de cisternas ou de lagos.

1.1. MANGUEIRA
Tubos enroláveis de nylon, revestidos internamente de borracha , utilizada como
duto para fluxo de água tem diâmetro de 1 ½” e 2 ½” e comprimento de 15m e 30m.

1.2. ESGUICHOS
Corpo metálico cilíndrico tendo necessariamente uma extremidade de entrada, com
junta storz e comando tríplice para as operações:

• Fechamento;
• Jato de chuveiro e
• Jato compacto

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1.3. CHAVE DE MANGUEIRA
Haste de ferro que possui em sua extremidade, uma seção cavada com ressalto
interno. Empregada na conexão de mangueiras dotadas de juntas storz.

1.4. TRANSPORTE DE MANGUEIRA


O comprimento total das mangueiras que servem cada saída a um ponto de hidrante
ou mangotinho deve ser suficiente para vencer todos os desvios e obstáculos que
existem, considerando também toda a influência que a ocupação final é capaz de
exercer, não excedendo os limites estabelecidos na Tabela 1.

Para sistemas de hidrantes, deve-se preferencialmente, utilizar lances de


mangueiras de 15 metros.

2. ALARME DE EMERGÊNCIA
Ativador de alarme com programação específica na central, que permite
simultaneamente a ativação de todos os alarmes de abandono de uma área ou de
todo o prédio.

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3. ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA
Este sistema é instalado em todas as circulações, acessos, escadas, áreas de
escape das instalações com o objetivo de clarear o ambiente para que a saída seja
realizada com segurança evitando acidentes e garantir a evacuação das pessoas do
prédio. O sistema dispõe de uma autonomia de 2 horas e sinaliza as rotas de fuga
utilizáveis no momento do abandono do local.

A intensidade da iluminação deve ser suficiente para evitar acidentes e garantir a


evacuação das pessoas, levando em conta a possível penetração de fumaça nas
áreas.

4. SINALIZAÇÃO DE ROTA DE FUGA


É o sistema de sinalização com placas fotoluminescentes que estão localizadas em
pontos estratégicos das instalações indicando a rota de saída mais rápida do prédio.

Este sistema permite que qualquer pessoa mesmo não tendo um conhecimento
geral do local em que está, faça a evacuação do prédio o mais rápido possível
seguindo a indicação das placas da rota de fuga, que levará a uma área externa o
deixando em segurança.

5. EQUIPAMENTOS DE DETECÇÃO, ALARME E COMUNICAÇÕES


Detecção e alarme:

Dispositivos destinados a operar reconhecendo e avisando um princípio de incêndio


a população de uma edificação.
No mercado encontramos diversos tipos de detectores e alarmes tais como:
• Alarme sonoro;

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• Alarme visual;
• Alarme sonoro e visual;
• Detector automático pontual de fumaça;
• Detector de temperatura pontual;
• Detector linear;
• Detector automático de chama;
• Detectores térmicos;
• Outros.

Os detectores são instalados de acordo com a exigência legal de cada Estado


seguindo orientações da NBR-9441/94.

Comunicação:
Comunicação é o ato ou o efeito de emitir, transmitir e receber mensagens.

Comunicação Operacional:
É a correta utilização dos procedimentos e equipamentos de comunicação,
permitindo o fluxo de mensagens entre os brigadistas ou da edificação ao Corpo de
Bombeiro.

Equipamentos utilizados na Comunicação

Rádio;
Telefone;
Computador.

6. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


Devido ao ambiente em que desempenhar suas funções de brigadistas, é
necessária a utilização de equipamentos de proteção individual – EPIs.

Cabeça;
Olhos;
Auditiva;
Respiratória,
Do tronco;
Dos membros superiores e inferiores

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NORMA REGULAMENTADORA 23
Portaria GM n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78

Atualizações/Alterações D.O.U.
Portaria SNT n.º 06, de 29 de outubro de 1991 31/10/91
Portaria SNT n.º 02, de 21 de janeiro de 1992 22/01/92
Portaria SIT n.º 24, de 09 de outubro de 2001 01/11/01
Portaria SIT n.º 221, de 06 de maio de 2011 10/05/11

(Redação dada pela Portaria SIT n.º 221, de 06 de maio de 2011)

23.1 Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de


incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas
aplicáveis.

23.1.1 O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores


informações sobre:
a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;
b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;
c) dispositivos de alarme existentes.

23.2 Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e


dispostas de modo que aqueles que se encontrem nesses locais possam abandoná-
los com rapidez e segurança, em caso de emergência.

23.3 As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente


assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos, indicando a direção da saída.

23.4 Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa


durante a jornada de trabalho.

23.5 As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de


travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.

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DECRETOS ESTADUAIS SOBRE INCÊNDIOS
1. f

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PREVENÇÃO
1. MEDIDAS PREVENTIVAS
2. CUIDADOS NECESSÁRIOS
• Respeitar as proibições de fumar no ambiente de trabalho;
• Não acender fósforos, nem isqueiros ou ligar aparelhos celulares em locais
sinalizados;
• Manter o local de trabalho em ordem e limpo;
• Evite o acúmulo de lixo em locais não apropriados;
• Colocar os materiais de limpeza em recipientes próprios e identificados;
• Manter desobstruídas as áreas de escape e não deixar, mesmo que provi-
soriamente, materiais nas escadas e corredores;
• Não deixar os equipamentos elétricos ligados após sua utilização. Desli- gue-os
da tomada;
• Não improvisar instalações elétricas, nem efetuar consertos em tomadas e
interruptores, sem que esteja familiarizado;
• Não sobrecarregar as instalações elétricas com a utilização do PLUG T,
lembrando que o mesmo oferece riscos de curto-circuito e outros;
• Verificar antes da saída do trabalho, se não há nenhum equipamento elétrico
ligado;
• Observar as normas de segurança ao manipular produtos inflamáveis ou
explosivos;
• Manter os materiais inflamáveis em local resguardado e à prova de fogo;
• Não cobrir fios elétricos com o tapete;
• Ao utilizar materiais inflamáveis, faça-o em quantidades mínimas, armazenando
os sempre na posição vertical e na embalagem;
• Não utilizar chama ou aparelho de solda perto de materiais inflamáveis.

3. RECOMENDAÇÕES
Em caso de Incêndio

Recomenda – se:

• Manter a calma, evitando o pânico, correrias e gritarias;


• Acionar o Corpo de Bombeiros no telefone 193;
• Usar extintores ou os meios disponíveis para apagar o fogo;
• Acionar o botão de alarme mais próximo, ou telefonar para o ramal de
emergência, quando não se conseguir a extinção do fogo;
• Fechar portas e janelas, confinando o local do sinistro;

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• Isolar os materiais combustíveis e proteger os equipamentos, desligando o
quadro de luz ou o equipamento da tomada;
• Comunicar o fato à chefia da área envolvida ou ao responsável do mesmo
prédio;
• Armar as mangueiras para a extinção do fogo, se for o caso;
• Existindo muita fumaça no ambiente ou local atingido, usar um lenço como
máscara (se possível molhado), cobrindo o nariz e a boca;
• Para se proteger do calor irradiado pelo fogo, sempre que possível, man- ter
molhadas as roupas, cabelos, sapatos ou botas.

Em caso de confinamento pelo fogo

Recomenda-se:

• Procure sair dos lugares onde haja muita fumaça;


• Mantenha-se agachado, bem próximo ao chão, onde o calor é menor e ainda
existe oxigênio;
• No caso de ter que atravessar uma barreira de fogo, molhe todo o corpo, roupas
e sapatos, encharque uma cortina e enrole-se nela, molhe um lenço e amarre-o
junto à boca e ao nariz e atravesse o mais rápido que puder.

Em caso de abandono de local

Recomenda-se:

• Seja qual for a emergência, nunca utilizar os elevadores;


• Ao abandonar um compartimento, fechar a porta atrás de si (sem trancar) e não
voltar ao local;
• Ande, não corra;
• Facilitar a operação dos membros da Equipe de Emergência para o aban- dono,
seguindo à risca as suas orientações;
• Ajudar o pessoal incapacitado a sair, dispensando especial atenção àque- les
que, por qualquer motivo, não estiverem em condições de acompa- nhar o ritmo
de saída (deficientes físicos, mulheres grávidas e outros);
• Levar junto com você visitantes;
• Sair da frente de grupos em pânico, quando não puder controlá-los.

OUTRAS RECOMENDAÇÕES

• Não suba, procure sempre descer pelas escadas;


• Não respire pela boca, somente pelo nariz;

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• Não corra nem salte, evitando quedas, que podem ser fatais. Com queimaduras
ou asfixias, o homem ainda pode salvar–se;
• Não tire as roupas, pois elas protegem seu corpo e retardam a desidratação. Tire
apenas a gravata ou roupas de nylon;
• Se suas roupas se incendiarem, jogue–se no chão e role lentamente. Elas se
apagarão por abafamento;
• Ao descer escadarias, retire sapatos de salto alto e meias escorregadias.

DEVERES E OBRIGAÇÕES

• Procure conhecer todas as saídas que existem no seu local de trabalho, inclusive
as rotas de fuga;
• Participe ativamente dos treinamentos teóricos, práticos e reciclagens que lhe
forem ministrados;
• Conheça e pratique as Normas de Proteção e Combate ao Princípio de Incêndio,
quando necessário e possível, adotadas na Empresa;
• Comunique imediatamente aos membros da Equipe de Emergência, qualquer
tipo de irregularidade.

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