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SER E TEMPO

COLEÇÃOMULTILÍNGUES
l)E FILOSOFA tnlCAMP

Martin Heidegger

Edição em alemão e português


I'redução e orgattização
Fausto Castilho

3.8
65se
14
+'591g"
A Colação Multilíngues de Filosofia
Unicamp compreende duas séries de
textos: na SérieA se publicam os textos
das obras fundamentais da História da
Filosofia, no idioma em que foram
compostos, acompanhados de sua
tradução em vernáculo, feita no país.
Na Série B se encontram textos
complementares das obras da primeira
série ou que suplementem exigências de
seu estudo acadêmico.

Série A

Aristotélica
Bergsoniana
Berkeleyana
Cartesiana
Hegeliana
Heideggeriana
Hobbesiana
Husserliana
Kantiana
Platónica
SER E TEMPO
0
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E D l T O RA

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FAUSTOCASTILHO (CO«d.)
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Assistente
A T T'v'AxlrT\nT- f lr rlr An ív.o 'T'A T.....lrTT\. C/-\ . ..,,.r.
Martin Hleidegger

SER E TEMPO

Edição em alemão e português

Tradução, organização, nota prévia, anncos e notas

Fausto Castilho

SBD-FFLCH-USP

4 0 4 4 3 4
11
EDITORA
EDl T ORA VOZES
2.'F'g3 0 %:h/ l
B'lé,3.LZ
a.o t''\

Grafia atualizada segundo o Acordo Ort:ográfico da Língua


Portuguesa de l 99o. Em vigor no Brasil a partir de 2.00g.

FICHA CATALOGRÁFICAELABORADAPELO
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UNICAMP
DIRETORIA DE TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO

H36zs Heidegger, Martin, l88g-i976.


Ser e tempo / Martin Heidegger; tradução, organização, nota prévia, anexos e notas
Fausto Castilho. Campinas, SP: Editora da Unicamp; Petrópolis, RJ: Editora Vozes
2012

(Multilíngues de Filosofia Unicamp)

Texto em português e alemão

Filosofia. 2,. Filosofia alemã. 3. Filosofia SéculoXX. 4. Fenomenologia. S.unto


logia. 1. Castilho, Fausto, ig2,g- 11.Título.

CDD 00
i93
i9o
ISBN 978-8S-z68-og63-S (Editora da Unicamp) i4z
isBN 978 8S-3z6-434o-7(Editora Vozes) lll

Índices para catálogo sistemático

1. Filosofia 100
2. Filosofia alemã i93
3. Filosofia -- SéculoXX l9o
4. Fenomenologia :42,.7
S. antologia

Títulooriginal: Se/manZZe/f
© l gth edition zoomby Max NiemeyerVerlag,an Imprint of
Walter de Gruyter GmbH & Co. KG Tübingen
Todos os direitos reservados.

Copyright © da tradução by Fausto Castilho

Copyright © zoiz by Editora da Unicamp

i' reimpressão, 2,014 /

Direitos reservados e protegidos pela Lei g.6io de ig.2,.1998


É proibida a reprodução total ou parcial semautorização,
por escrito,dos detentoresdos direitos.

Printed in Brazil
FoiÉeito o depósitolegal

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l

DEDALUS - Acervo - FFLCH

liililíliiliiili
l iliililll Para Carmer!
SUMÁRIO

Nota prévia

Ser e tempo
Nota prévia à sétima edição (1953). 17
Sumário da obra 19
Tn...J.-.Ã. 33
lllÇIVUU\aV.
Primeira seção. 137

Segundaseção. 639

Anexos
Apêndice l -- Índice onomáscico 1183

Apêndice ll Glossário. ii85


Apêndice 111 Termos e expressões em grego. 1187
Apêndice IV -- Termos e expressõesem latim. 1 191

Apêndice V Texto em francês. 1199


NOTAPRÉVIA

Os primeiros apontamentos do que um dia viria a compor a tradução de Ser


e /ePmPO
remontam ao ano de 1949, em Paria, quando eu acabara de ingressar
no curso de graduação em filosofia da Sorbonne, cujo corpo docente era in-
tegrado por Pierre-Maxime Schuhl, Victor Goldschmidt, Maurice de Gan-
dillac, Gueroult, Alquié, Gouhier, Leroy, Gaston Bachelard,SuzanneBache-
lard, Hyppolite,Jean Wahl, Maurice Merleau-Ponty, Gurvitch, Souriau, Bayer,
Dufrenne eJeanPiaget.
Estudando alemãona companhia de alguns colegas,porfiava em me
inteirar ao mesmotempo dos usosnão raro inusitados que Martin Heidegger
fazia do seu idioma. Minha labuta dependia, então, de um exemplar de Ser e
re7npo,que ainda hoje guardo comigo, da famigerada edição de 1941. Devo
essevolume aJoseph Vrin, meu vizinho na Praçada Sorbonne, que o obtivera
de um seu confrade na própria Paris.
Desseexemplar foi eliminada a dedicatória a Husserl que figura nas
edições de antes e de depois do interregno nazista. Deve-se reconhecer, toda-
via, que nele seconservam as menções e as citações de trechos de suas obras
(cf. PP. 38, 47, 50, 5 1, 363), em especial a nota n' 2 da p. 38, que reza: "Se a
investigação que seseguedá alguns passosà frente para a abertura das 'coisas
elasmesmaslo autor o deve principalmente a E. Hlusserl,o qual, durante seus
anos de estudante em Friburgo, mediante insistente direção pessoal e a mais
livre cessãode investigaçõesinéditas, fainiliarizou o autor com os mais diver-
sos dnmíninç Hn nfçn..icn epnnmPnnlÁni.-:,
SER E TEMPO

De 1949 a 1952, os esforços por me apropriar da linguagem empregada


na obra foram bastante solitários, já que o livro ainda não tinha sido vertido
em nenhum dos idiomas da Europa Ocidental. A partir de 195 1, no entanto,
e logo em 1962, 1964, 1969, 1972, 1985, 1986, sucederam-setraduções em
espanhol, inglês, francês, italiano e português.
A essastraduções vieram juntar-se os importantes índices de Hildegard
Feick, Index zz/ .lae/dílggrrs 'Se/ dZei/", 196 1 ; de Theodore Kiesel, "Lexicon':
in .BeingamZ77me,traduzido por J. Stambaugh,1972; de Rainer A. Abast/
t\e\nt\chP. l)elçosse, Handbucb zi+m Toctst di m uon Martin Heideggers "Sem
z/#z/Zej/': vo1.1, 1980.
Embora aquelas anotações iniciais remetessem ao ano de 1949, isso de
modo algum significou que eu tenha também começado a traduzir o livro
de forma contínua e passo a passo do primeiro até o último capítulo.
Longe disso. O normal 6oi que, movido de algum interesse circunstancial,
por ocasião,digamos, de um seminário,eu traduzia um trecho do livro que
inevitavelmente era posto de lado.
Entre essas
traduçõesparciaisde trechosisoladosdo livro se interpunham
intervalos de anos e por vezesde decênios. SÓvoltava à releitura de algo tra-
duzido quando o propiciava ou reclamavauma dada tarefa acadêmica. Dessas
traduções se beneficiavam não apenaso tradutor, mas igualmente por certo
os participantes de um seminário em que o fragmento era estudado.
Já no final dos anos 1980 a soma dos trechos traduzidos compunha a
tradução de praticamente a totalidade da obra. Durante o decênio de 1990
reli o conjunto das traduções,uni6ormizei a terminologia, sobretudo suas
peculiaridades, e fiz a tradução do que ainda não traduzirá. Daí resultou em
2000-2001 uma primeira versão completa de Ser e /e mpo em português.
Embora essaversão fossepublicável, não me animavaa fazê-lo. Sempre
entendi que Seio z//zdZei/ não pode ser"propriamente" traduzido e, se o for,
sua leitura deve-se fazer em edição bilíngue: por mais rigorosa que seja, a
tradução limita-se a fazer meras sugestões de uma leitura entre diversas outras
relativamente a um original extremamentepolissêmico, ao qual o leitor deve
ter pronto acessoo tempo todo. Traduz-separa levar à leitura do original.
Ora,é notório que até o presentemomento não há pelo menosno Oci-
dente nenhuma edição bilíngue de Ser e /e/mPO. As negociações para obter a
autorização de uma edição bilíngue no Brasil foram demoradas e concluídas
de modo exitosopela competênciadeJoséEmílio Maiorino, do setor de
(''nnrratn Ha Editar, d, TT.i.n«.n
NOVA PRÉVIA

Esta publicação só foi levada a bom termo por ter se beneficiado de


amplo apoio e constante colaboração de um conjunto enorme de pessoasno
Brasil e no exterior. É impossível enumera-las.
Expresso desde logo e, em primeiro lugar, minha mais sincera gratidão
a Paulo Franchetti, o qual, na direção da Editora da Unicamp, empenhou-
se funcional e pessoalmente,
ao longo de muitos anos,na publicaçãodo
presente volume.
Sou para sempre profunda e imensamente grato a Alexandre Guimarães
Tadeu de Sobrese a Marcos Sêneda, que, na fase da revisão das provas, não
apenas submeteram a versão completa a um minucioso escrutínio, relendo o
sexto de ponta a ponta, como também fizeram sugestõesque hoje integram
o texto da tradução.
Q.urro agradecersinceramente a Ricardo Limo pelos esforçosque de-
senvolveuna coordenaçãopronta, justa e eficiente dos trabalhos relativos à
presente edição.
Finalmente, o meu especial agradecimento ao dedicado, minucioso e
rigoroso trabalho de revisãoefetuado por Juliana Bâa, Lúcia Helena Lahoz
Morelli, Grazia Mana Q.uagliara, Claroline Barrou de Limo e RayssaAvila do
Valle, da equipe de revisores da editora.

Fausto CastiLbo
Nota do tradutor:
Estatraduçãofoi feita a partir do Tomo 2 da Edição Conjunta editadapor
Vittorio Klostermann(Frankfurt am Main, 1977), que utilizou o texto original
inalterado, com as anotaçõesapostaspelo autor à margem de seu exemplar de
MARTINHEIDEGGER

SER E TEMPO
HEIN UND ZEiT
E DMUN D HUSS ERL
in Verehrung und Freundschaft zugeeignet

Todtnauberg i. B&d. Sdiwarzwald zum 8. April 1926


Dedicado a
EDMUND HUSSERL

em preito de veneração e de amizade

Todtnauberg, Floresta Negra badense:


para o dia 8 deabrilde 1926.
VOl\BE]WERKUNG
ZUR Sn;BENTEN AUFLAGE 1953

Die Abhandlung »Semund Zeit« erschienzuerst Friihjahr


1927 in dem von E. .llzlsserZ herausgegebenen Jahrbudi für
Phânomenologle und phãnomenologis(he Fors(huna Bd. Vlll
und glei(hzeitig als Sonderdruck.
Der vorliegende, als siebenteAuflage ers(beinende NeudrudLi
ist im Text unverãndert, jedochhinsidithdi der Zitate und der
Interpunktion neu durdigesehen. Die Seitenzalllen des Neu-
drudles stimmen bis auf geringe Abweichungennlit denen der
früheren Auflagen überein.
Die in den bisherigen Auflagen angebradlte Keimzeidmung
»Erste H]ã]fte« ist gestrichen.Die zweite ]lllâlfte lã13tsida na(b
einem Vierteljalnhundert nidit mehr anschlieJ3en, oLHe daJ3
die erste neu dargestellt würde. Deren Weg bleibt indessen
aucb.heute nodo ein notwendiger, wenn die Frage na(h dem
Sem unser Dasein bewegen soll.
Zur Erlâuterung diesel Frade sei aüf die glei(hzeitig mit
diesel Neudrud( im gleichen Verlag ers(heinende»Einfüh-
rung in die Metaphysilt« verwiesen.Sie bringt den Text einer
im Sommersemester 1935 gehaltenen Vorlesung.

l der Einzelausgabeim Verlag Max Niemever.Tübiní'en


NOTAPjiEVIA
À SÉTIMA EDIÇÃO, 1953

O tratado Sere /ezmPa


veio a lume na primaverade 1927, de início no -J###-
riop.zznle ome oZaKi'z
epesgz/Zsa.#rmomrnoálgíca,
v.Vlll, editado por E. Husserl
e simultaneamente em volume à parte.
A presente reimpressão, que aparece como sétima edição, mantém o
texto inalterado, o qual foi, porém, de novo revisto nas citações e na pontua-
ção. A numeração das páginas desta reimpressão, salvo variantes de somenos,
concorda com a das edições anteriores.
Eliminou-se a indicação "Primeira Parte'l que até agora figurou naquelas
edições. Decorrido um quarto de século, a Segunda Parte já não poderia
juntar-se à Primeira sem que esta fosse novamente exposta. Seu caminho
permaneceainda hoje um caminho também necessário,se é que a pergunta
pelo ser deve motivar nosso -Dasein.
Para a elucidação dessa pergunta convém reportar-se à /n/roz/zóf.io2
mzeifi{/Zfic'z,
que, simultânea à presente reimpressão, oferece pela mesma edito-
ra o texto de um curso ministrado no semestre de verão de 1935.
ERSTER TEIL
DIE INTEl\PRETATION DES DASEINSAUF DIE
ZEITL[C13]ÇEITa UND DIE EXPL[KAT[ON- ])ER ZEIT
ALS DES TRANSZENDENTALEN HORIZONTES
DER FRAGA NACTI DEM SETNb

a Nur diesel in diesem verõffentliditen Stüdç.


b Vgl. dazu Marburger VorlesungSS 1927 (Die Grundproblemeder
Phãnomenologie).
PRIMEljIA PARTE

A [NTERPRFTAÇÃO DO OUSE[N' ]iEFER]DA À


TEMPOjIALIDADE' E A EXPLICAÇÃO DO TEMPO
COMO HORIZONTE TRANSCENDENTAL DA
PERGUN'TAPELOSERb

' Somenteessa,nessaPartepublicada.
Cf: a esserespeitoo cursoministrado em Marburgo no semestrede verãode 1927 (Os
p'oblemas-fundamentais da fenomenologia).

i3 5
ERSTER ABSCHNITT
DIE VORBEREITENDE FUNDAMENTALANALYSE
DES DASEINS

Das primar Befragte in dcr Frage naco dem Sina des Seins 41
ist das Seiendevom Charakter desDaseins. Die vorbereitende
existenziale Analytik des Daseins bedarf selbst ihrer Eigenart
gemã6 einer vorzeichnendenExposition und Abgrenzung
gegen sdieinbar mit ihr gleichlaufende Untersu(hungen (l.
Kapitel). Unter Festhaltung desfixierten Ansatzesder Unter-
sudiung ist am Daseineine Fundamentalstrukturfreizulegen:
das In-der-Welt-sem (2. Kapitel). Diesel »Apriori« der
Daseínsauslegung ist keine zusammengestückte Bestimmtheit,
rondem eine ursprüngli(h und stãndig ganze Struktur. Sie
gewãhrt aber vcrschiedeneHinbliclçe auf die sie konstituieren-
den Momente. Bei einem stãndigen Im-Blick-behalten des je
vorgângígen Ganzen diesel Struktur sind dieseMomente phâ-
nomenal abzuheben. Und se sverden Gegenstand der Analyse :
die Welt in ihrer Weltli(hkeit (3. capitel), das In-der-Welt-
sein als Mit- und Selbstsein (4. Kapitel), das In-Sem als solches
(5. capitel). Auf dem Boden der Analyse diesel Fundamental-
struktur wird eine vorlãufige Anzeige des Seins des Daseins
móBIl(b. Sem existenzialer Sinn ist die Sorgo (6. Kapitel).
Dn INAETnA ÇFf' Ã fl

A ANÁLISE-FUNDAMENTAL PREPARATORIA DO DOSE/N

O perguntávelprimário na pergunta pelo sentido do ser é o ente do caráter


do .Dalej#.A analítica existenciária preparatória do Z) ziein exige, conforme
o seumodo-próprio ele mesmo, uma exposição em prévio-delineamento e
uma suadelimitação em face das investigaçõesque em aparênciaIhe sãopa'
ralelas(I' capítulo). Mantido o ponto-de-partida fixado para a investigação,
é preciso pâr-em'liberdade no -nascia uma estrutura-fundamental: ser-em-o-
mundo* (2' capítulo). Essea pp'iorZda interpretação-do--D.zieimnão é uma
determinidadeobtida por reunião de partes separadas,mas é a estrutura de
um todo originário e constante. Ela assegura,porém, diversas perspectivas
sobreseusmomentos constitutivos. Mantendo-se constantemente à vista o
todo cadavez prévio dessaestrutura, seusmomentos devem sedestacarfeno-
menicamente. É assim que serão objeto de análise: o mundo em sua mundidade
(3' capítulo); o ser-no-mundo como ser-com e como ser-si-mesmo(4' capí-
tulo); o ser-emcomo tal (5' capítulo). Sobre a baseda análise dessaestrutura-
fundamental é possível fazer uma indicação provisória do ser do -Daseim.Seu
sentido existenciário é aPreocapafáo (6' capítulo).

+
Ou, mais sucintamente: ser-no-mundo. (N. do T.)

i37
ERSTES CAPITEL
Die Exposítion der Aufgabe einer vorbereitenden Analyse
des Daseins

S 9. Das Trema der ArLalfytik des Dasein.s

Das Seiende,dessenAnalyse zur Aufgabe steht, sind wiP je


selbst. Das Sem dieses Seienden ist je meínes. Im Seja diesel
Seienden verhãlt sida diesesselbst zu seinem Seinb. Als Seien-
42 des diesel Seios ist es seinem eigenen Sem überantwortet. Das
Sela' ist es, darum es diesel Seiendenje selbst geht. Aus
diesel Charakteristik des Daseins ergibt sida ein Doppeltes :
1. Das »Wesed« dieses Seienden liegt in seinem Zu-reina.
DasWas-sela (essentia)diesesSeiendenmuJ3,safem überhaupt
davon gesprodxenwerden kann, aus seinem Sela(existentia)
begriffen werden. Darei ist es geradodie ontologisdie Aufgabe
zu zeigen,daB, wenn wir für das Sela diesesSeiendendie
Bezeidmung Existenz wãhlen, diesel Titel nicht die ontologi-
sdle Bedeutung desüberlieferten Terminus existentia hat und
haben kann; existentia besagt na(h der tJberlieferung ontolo-
gisdi sovielwie ror/zandemeín,eine Seinsart,die dem Seien-
den vom Charakter des Daseins wesensmãBig nidit zukommt.
Ride Verwirrung wird dadur(h vennieden,daB wir für den
Titel existentiaimmerden interpretierenden
Ausdruckror-
handen/zeít gebraudien und Existenz als Seinsbestimmung
allein dem Dasein zuweisen.
Das »IVesen« des Z)meias Zíegf ín seíner Ez&tenz. Die an
diesel Seienden
herausstellbaren
Charakteresind dahernidit
vorhandene »Eigenschaften« eines se und se »aussehenden«

' je,idi'
b Aber diesel ist gesclii(btli(hes In-der-Welt-seja.
c Wcldies? Das Dn zu scin und daria das Seyn übcrhaupt zu bcstehen.
d daBeszuseyn,hat';Bestimmungl ' '
PRIMEIRO CAPÍTULO
A exposição da tarefa de uma análise
preparatória do -Dose/m

$ 9. O tema da analítica do Base\n

O ente que remos a tarefa de examinar, nós o somos cada vez nós mesmos'.
O serdesseente é cada vez mez/.No ser desseente, ele tem de se haver ele
mesmo com seu será. Como ente desse ser, cabe-lhe responder pelo seu próprio
ser.O jrf ele mesmo é o que cada vez está em jogo para esseente. Dessa ca-
racterizaçãodo .adiei/z resultam dois pontos:
1.A "essência"desseente reside em seu /er-de-ie#. O ser-que (eiie#/i#)
desseente, na medida em que em geral disso sepode falar, deve ser concebida
apartir do seuser (exii/e/z/i.z).Nisso estáprecisamentea tarefa ontológica de
mostrar que, ao escolhermos para o ser desseente a designação de existência,
o termo não tem e não pode ter a significação ontológica do tradicional termo
exjs/e/z/ia,o qual, segundo a tradição, significa ontologicamente, tanto como
J Ójjf/êmcia,um modo-de-ser que não convém essencialmente ao ente que tem
o caráter do .Daseim. Para evitar a confusão, empregamos sempre para o termo
exii/e /l.za expressãointerpretativa szzóiis/ê/zcia
e existênciacomo determina-
ção-de-ser unicamente para o Z)'zse/m.
.,4"essémcia"2o Dasein res/deem iz/ z exisfémria. Os caracteres que podem
ser postos à mostra nesse ente não são, portanto;'propriedades" subsistentes
de um ente que subsiste com este ou com aquele "aspectos

cada vez "eu"


Mas este é histórico no ser-no-mundo.
Qual? O que consiste em ter de ser o "aí" e nesse"aí" se afirmando relativamente ao ser
em geral.
' Que ele "tem" de ser; destinação!

i39
SEIN UND ZEIT

vorhandenen Seienden, sondem je illm mõglidie Weisen zu


sem und nur das. Alles Sosein diesel Seienden ist primar Seja.
Daher drückt der Titel »Dasein«,mit dem wir diesesSeiende
bezeidlmen, ni(ht sem Was aus, wie Tis(h, Hlaus, Baum, son-
dem das Sem'.
2. Das Sem. dama es diesel Seienden in seinem Sem geht,
ist je meines. Dasein ist daher nie ontologis(h zu fassen als Fall
und Exemplar einer Gattung von Seiendemals Vorhandenem.
Diesel Seíenden ist sem Sem »glei(bgültig«, genau besehen,
es >,ist«se, daB ihm sem Sem weder gleichgültig noch
ungleichgültig sem kann. Das Ansprechen von Dasein mu13
gemãB dem Charakter der JemeínígAeít diesel Seienden stets
das PersonaZpronomen mitsagen: »i(h bin« , »du bist«b
Und Dasein ist meines wiederum je in diesel odor jener
Weise zu sem. Es hat sida s(hon immer irgendwie entsdiieden,
in welcher Weise Dasein je meinesist. Das Seiende,dem es in
seinem Sem um diesesselbst geht, verhãlt sida zu seinem Sem
als seiner eigensten MóBIl(!hkeit. Dasein íst je reine Mõglic11ikeit
und es »hat«sie ni(ht nur no(h eigens(haftli(bals ein Vor-
handenes.Und weil Daseinwesenhaftje seineMõglidlkeit ist,
kann dieses Seiende in seinem Sem sida selbst »wãhlen«,
gewinnen, es kann sida verheren, bzw. nie und nur»sdiein-
bar« gewinnen. Verloren haben kann es si(b nur und noch
ni(ht si(h gewonnen haben kann es nur, safem es seinem
Wesen nada móBIl(hes eigentZíches,das hei13t si(h zueigen ist.
43
Die beiden Seinsmodi der ElgenfZÍ(izkeít und UneígenfZíchkeíf
-- diese Ausdrücke sind im strengen Wortsínne terminologis(h
gewãhlt -- gründen darin, daIS Dasein überhaupt dual
Jemeinigkeit bestimmt ist. Die Uneigentlidlkeit des Daseins
bedeutetaber nicht etwa ein >,weniger«
Sem oder einen
»niedrigeren« Seinsgrad. Die Uneigentliclikeit kann vielmehr
das Dasein nada seiner vollsten Konkretion bestimmen in

- das Seyn ,des' Da, ,des' : genitivus objectivas.


b d. h. Jemeinigkeit meint l)bereignetheit.
SER E TEMPO

masmodos-de-ser cada vez possíveis para ele e somente isso. Todo ser-assim
desseente é primariamente ser. Por isso, o termo "-D.usei " com que desig-
namos esseente não exprime o seu gme,como é o caso de mesa, casa, árvore,
mas o ser
2. O ser que, para esse ente, ei/ú emloKa em seu ser é, cada vez, o meu.
Por isso, o Z).zie/m nunca pode ser ontologicamente apreendido como caso ou
como exemplar de um gênero de ente como subsistente. A esseente seu ser
Ihe é "indiferente'l ou mais precisamente, "é" de tal modo que para ele seu
sernão pode ser nem indiferente, nem não-indiferente. O pâr em questão
o l)ases/z,conforme o caráter do sez"-c,z2a-uez-mezí
desseente, deve incluir
sempre o pronome pesco.z/: "eu sou'l "tu és"b.
E, por outra parte, o D'zseimé cada vez meu neste ou naquele modo-de-
ter. O modo como o l).zseimé cada vez meu já foi sempre decidido de alguma
maneira. O ente, em cujo ser está em jogo esse ser ele mesmo, se comporta
em relaçãoa seu ser como em relação a sua possibilidade mais-própria. O
adiei é, cada vez, sua possibilidade e ele não a "tem" somente como pro-
priedade de um subsistente. E, porque o Z)aieim é, cada vez, essencialmente
sua possibilidade, esse ente em seu ser pc?de se "escolher': pode ganhar a si
mesmoou pode se perder, isto é, nunca se ganhando ou só seganhando "em
aparência". Ele só pode se haver perdido ou ainda não se ter ganhado na
medida em que, segundo sua essência, é um possível ser próprio, isto é,
na medida em que ele tem a possibilidade de se apropriar de si. Os dois
maz/í-de-serda propriedade e da i/npropriedade -- expressõesterminologi-
camenteescolhidasno estrito sentido da palavra -- fundam-seem que o
l)assim é em geral determinado pelo ser-cada-vez-meu. Mas a impropriedade
do Z)aieimnão significa algo como ser "menor" ou um grau-de-ser "inferior'l
Ao contrário, a impropriedade pode determinar o -D.zieimsegundo sua mais
completa concretização

' o Ser "do" "aí"; "do":gemi/iz' sa ec/iz'us.


" isto é,o "ser-cada-vez-meu"
significa ser-nle-entregue-a-mim-mesmo-como-próprio

t41
d

SEIN UND ZEIT

sciner Gcschãftigkeit, Angcregtheit, Interessiertheit, GenuB-


fãhigkcit.
Die beiden skizziertcn Charaktere des Dascins; einmal der
Vorrang der »existentia- vor dcr essentiaund dann die
Jeincinigkcit -- zcigen schonan, daB eine Analytik diesel
Seienden vor eincn cigcnartigcn phãnomenalen Bezirk gestellt
wird. DiesesSeiendehat nichound nic dic Scinsartdesinner-
halb der \\reli nur Vorllandcncn. Dahcr ist esauch nidit in der
Wcisc dcs Vorfindcns von Vorhandenem thematisch vorzu-
gcben. Die re(hte Vorgabc seiner ist se wcnig sclbstverstãnd-
lidl, daB deren Bestimmung selbst ein wcsentlidles Stock der
ontologisdien ABRIL'tik dieses Seienden ausmacht. Mit dem
sicheren Vollzug der rcchten Vorgabc diesel Scienden steht
und füllt die Mõglichkeit, das Sem diesel Scienden überhaupt
zum Verstãndnis zu bringen. Mag die Analyse nodo se vor-
liiufig scin, sic fordcit imn)cr schon die Sicherung des rechten
Ansatzes.
Das Dascin bestimmt si(h als Seiendesje aus einer Mõglidi-
kcit, dic cs lsl und d. It. zugleidi in seinemSem irgendwie ver-
steht. Das ist der forinalc Sinn der Existenzverfassung des
Dascins. Darin licgt aber für die orzlologfsc/ze Interpretation
dicscs Scicnden die Anwcisung, die Problematik seines Selas'
aus dcr Existcnzialitãt sciner Existcnz zu entwickeln. Das
kann jcdodi nidit heiBcn, das Dasein aus ciner konkrcten
tnõglidlcn Idee von Existcnz konstruiercn. Das Dascin soll im
Ausgang der Analise gerado nicho in der Differenz eines
bestinlmten Existiercns interpretiert, sondcrn in seincm indiffc-
rcnten Zunãdlst und Zumeisl aufgedeckt werden. Disse Indif-
ferenz der Alltãgli(hkeit dcs Dascins ist nídzt níc/zts, sondem
cin positivcr phiinolnenalcr Charaktcr dicscs Seienden. Aus
dicscr Seinsart lacrausund in sie zurück ist elles Existieren,
wic es ist. 'çVir ncnncn disse alltãgliche Indifferenz desDaseins
Durchs (hnittiiclilteit .

a bcsscr: scincs Scinsx crsttindnisscs.


SER E TEbIPO

em suas ocupações, atividade, interesses e sua capacidade-de-gozar.


Os dois caracteres do -Dúseim que foram esboçados -- a saber, primeiro

a precedência da "exZs/e /i " em relação à emir /i z e, depois, o ser-cada-vez-


meu -- já mostram que uma analítica desseente estádiante de um singular
âmbito íenomênico. Esseente não tem nem nunca terá o modo-de-ser do ente
só subsistente do interior-do-mundo. Por isso, ele também não pode se dar
rematicamente no modo do vir-de-encontro de um subsistente que se cons-
tata. Seu modo correio de se dar não é também algo-que-se-possa-entender-
por'si-mesmo, tanto assim que sua determinação já constitui por si só parte
essencialda analítica ontológica desse ente. Na execução segura da correra
maneira de se dar depende a possibilidade de que o ser desseente possa ser
em geral entendido. Conquanto muito provisória, a análise exige que já se
tenhasempresegurançana correçãodo ponto-de-partida.
O .Daieimse determina cada vez como ente a partir de uma possibilida-
de que ele / e que, ao mesmo tempo e de alguma maneira, ele entende en\ seu
ser.Esseé o sentido formal da constituição-da-existência do .Daiei#. Mas aí
reside, para a interpretação o/z/o/( ic,z desse ente, a indicação para o desenvol-
vimento da problemática de seu ser' a partir da existenciariedade de sua exis-
tência.O que não significa, porém, que o -D'zie/n sejaconstruído a partir de
uma ideia concreta de existência possível. Precisamente, no ponto-de-partida
daanálise, o -Z.).zieim
não deve ser interpretado pelo que um determinado modo
deexistir tem de diferente, mas ser posto a descoberto no seuser indiferen-
ciado de pronto e no mais das vezes. Essa indiferenciação da cotidianidade
do -Daieí áo é am m/zda, mas é um caráter fenomênico positivo desse ente.
Todoexistir,como ele é, parte dessemodo-de-ser e a ele retorna. A essaindi-
ferençaquotidiana do -Darei/zdamos o nome de med/úmia.

melhor: de seu entendimento-do-ser

i43
SEIN UND ZEIT

Und wei] nun die durdisc]initt]icbeA]]tãg]i(]ikeit das onti-


sche Zunãchst dieses Seienden ausmacht, wurde sie und wird
sie immer wieder in derExplikation des Daseins [ibersprungen.
Das ontis(h Nâchste und Bekannte ist das ontologis(h Fernste,
Unerkannte und in seiner ontologis(hen Bedeutung stãndig
übersehene. Wenn .,4ugustínus fragt: Quid autem propinquius
44
meipso miai? und antworten muB: ego certo laboro hic et
laboro in meipso: factus sum miai terra difficultatis et sudoris
nimii', dann gilt das nicht nur von der ontisdienund vor-
ontologischen Undurdisi(htigkeit des Daseins, sondem in
einem noch erhõhten MaJ3evon der ontologis(henAufgabe,
diesel Seiende in seiner phãnomenal nãdisten Seinsart nidit
nur nícht zu verfelllen, sondem in positiver Charakteristik
zugángli(h zu machen.
Dic (]urchschnittlichc Alltãglichleit dcs Daseins dará aber
nidit als ein blo13er »Aspekt« genommen werden. Aucli in ihr
und selbst im Modus der Uneigentli(hkeit liegt a priori die
Struktur der Existenzialitát. Au(h in ihr geht es dem Dasein
in bestimmter Weise um sem Seja, zu dem es sida im Modus
der durchschnittlichen Alltâglidikeit verhãlt und sei es auch
nur im Modus der Flucht daz;orund desVergessensseíner.
Die Explikation des Daseins in seiner durchschnittlichen
Alltãglidikeit giba aber nidit etwa nur durchs(11ulittlicbe StnÃk-
turen im Sinne einer verá(hwimmendenUnbestímmtheit. Was
ontisch in der Weise der Durchsdlnittlidlkeit !st, kann ontolo-
gisdi selar wohl in prãgnanten Strukturen gefa13t werden, die
sich strukturell von ontologisd3en Bestimmungen etwa eines
eígentZíchen Seins des Daseins nicht unterscheiden.
Alle Explikate, die der Analytik des Daseins entspringen,
sind gewonnen im Hinbli(k auf reine Existenzstruktur. Weil
sie sich aus der Existenzialitãt bestimmen, nennen wir die
Seinscharaktere des Daseins ErÍsfenzíaZíen. Sie sind s(harf zu
trennen von den Seinsbestimmungendesni(ht daseinsmâBigen
Seienden, die wir Kalegoríen nennen. Dabei wird dieser Aus-
l Confessiones, lií). 10, cnp. 16.
SER E TEMPO

Agora, o porquê de a cotidianidade mediana constituir o que esseente


tem de imediatamente ânticoloi e continua sendo ozm//idona explicação do
Z)Zjej/z.O que é onticamente mais próximo e conhecido é ontologicamente
maislongínquo, não conhecido e constantemente deixado de lado em sua
significação ontológica. Q.uando Agostinho pergunta: <2w/d.za/empropí gziizzi
rneiPsoinibi? e mexe tespondet: egocorte Laboro bic et Laboro in meipso:factos
süm inibi terra diflicuLtatis et sudoris nimii' , Isto não vale somem\e ?ata a In-
transparênciaântica e pré-ontológica do -Z).zseim,
mas, em medida ainda maior,
na tarefa ontológica de não errar sobre o modo-de-ser fenomenicamente mais
próximo desse ente e de o tornar acessível numa caracterização positiva.
Mas não se devetomar a cotidianidade mediana do .Z).zieim
como se
fosseum mero "aspecto"seu.Nessacotidianidade, mesmono modznda im-
propriedade, também resideap pari a estrutura da existenciariedade. Também
nelao serdo -nasci/zde um modo determinado estáem jogo, em relaçãoao
qual este se comporta no moz/wsda cotidianidade mediana, mesmo que seja
somente no madwi dalaga diante desse ser e do esquecimento desseser.
Entretanto, a explicaçãodo -Daseimna sua cotidianidade mediana não
fornece somente algo assim como estruturas medianas, no sentido de inde-
[erminidadeevanescente. O que é onticamente no modo da medianiapode
sermuito bem ontologicamente apreendido em suasestruturas bem determi-
nadas, as quais não são estruturalmente diferentes das determinações ontoló-
gicas de um serpe(brio do Z)aie/m.
Todas as explicações que surgem da analítica do Z)aieim são conquista-
das em referência a sua estrutura-da-existência. E, porque elas são determi-
nadasa partir da existenciariedade, denominamos exii/e/zcí.frios essescarac-
teres-de-ser do -D.zse/m.Eles devem ser rigorosamente separados das deter-
minações-de-serdo ente que não é conforme ao Z)ase/me que chamamos de
r'z/egor2as.Esta expressão

l Ca/:#esiio/zei,
lib. 10, cap. 16

i45
SEIN UND ZEIT

drudc in se.inerprimâren ontologisdienBedeutung aufge-


nommenund festgehalten.
Die antikeOntologiehat zum
exemplares(hen Boden ihrer Seinsauslegung das innerhalb der
Welt begegnendeSeiende.Als Zugangsartzu ihm gilt das
voeivbzw. der Àóyoç.Daria begegnetdas Seiende.Das Sela
diesel Seienden mula aber in einem ausgezeichnetenléyel'J
(sehen lassen) faBbar werden, se daB dieses Sem im vorliinein
als das, was es ist und in jedem Seienden schon ist, verstân(1li(h
wird. Das je s(hon vorgãngige Anspreü.en des Seios im
Bespre(hen(l.óyoç) des Seienden ist das xarqyoQEia'Üat. Das
bedeutet zunãchst: õffentlich anllagen, einem vor allon etwas
auf den Kopf zusagen. Ontologisdi verwendet besagt der
Terminus: dem Seienden gleichsam auf den Kopf zusagen,
was es je schon als Seiendesist, d. h. es in seinem Sem für alle
45 sehen lassen. Das in solchem Sehen Gesi(btete und Siditbare
sind die xatTlyoQiat.
Sie umfassendie aprioüs(henBestim-
mungen des im 16yoç in vens(hiedener Weise an- und bespredi-
baren Seienden.Existenzialien und Kategorien sind die beiden
Grundmõglidikeiten
von Seinsdiarakteren.
Das ilmen ent-
sprediende Seiende fordert eine je vens(!Eliedene
Weise des
primãren Befragens: Seiendes ist ein crer (Existenz) odes ein
Wm(Vorhandenheit im weitestenSinne).l)ber den Zusam-
menhang der beiden Moda von Seins(harakterenkann erst aus
dem geklãrten Horizont der Seinsfrage gehandelt werden.
In der Einleitung wurde sdhon angedeutet, daJ3in der
existenzialen Analytik des Daseins eine Aufgabe mitgefõrdert
wird, derenDringlidikeit kaum geringerist als die der Seins-
frage selbst:Die Freilegung desApriori, dassi(htbar sem mu13,
so[1(]ie Frade, »was der Menu(h sei«, phi]osophisdi erõrtert
werden kõnnen. Die existenziale Analytik des Daseins liegt
z;or jeder Psydiologie, Anthropologie und erst re(bt Biologie.
In der Abgrenzung gegen diesemõgli(hen Untersu(hungen des
Daseins kann das Thema der Analytik no(h eine schârfere
Umgrenzung erhalten. Ihre Notwendigkeit lãJ3t sida damit
zugleich üo(h eindringli(ber beweisen.
SER E TEMPO

é tomadae mantida em suasignificação ontológica primária. A antologia


antiga tem como base exemplar de sua interpretação-do-ser o ente que vem-
de-encontrono interior do mundo. Como modo-de-acessoa ele,vale o voetv
ou olÓ7oç. É onde o ente é encontrado. Mas o ser desseente deve ser apreen-
dido em um assinalado}él'etv(fazer-ver), de tal maneira que esseser possa ser
entendido de antemão no que elejá é e como é em cada ente. O prévio referis-
seao serem todo discurso (}ó7oç) que diz algo sobre o ente é o xürtl'ropEía9al.
Isto significa de imediato: acusarpublicamente, dizer algo a alguém de fren-
te e diante de todos. Empregado ontologicamente, o termo significa algo
assimcomo dizer de frente ao ente o que ele cada vez já é como ente, isto é,
fazerque todos o vejam em seu ser.O que é visto em tal ver e setorna visível
sãoas xa'rtl'yopíüt-Elas abrangem as determinações .zpric?ri do ente, nos di-
versos modos em que o ente pode ser referido e dito, no Xól'oç. Existenciários
e categorias são as duas possibilidades fundamentais de caracteres-do-ser. O
ente que cada vez a eles corresponde exige que o interroguem primariamente
cadavez de modo diverso: ente como um caem (Existência) ou como um
gWe(subsistência,no sentido mais amplo). Somente se poderá tratar da co-
nexão de ambos os medi de caracteres-do-ser quando esteja esclarecido o
horizonte da questão-do-ser.
Na Introdução já se disse que, na analítica existenciária do -naif/m, uma
outra tarefa é coexigida, cuja urgência não só não é menor que a da pergunta
pelo ser ela mesma, a saber, o pâr-em-liberdade c2.ZPriar/ que deve ficar visível
se a pergunta "que é o homem?" deve poder ser filosoâcamente discutida. A
analítica existenciária do D.zseimprecede toda psicologia, toda antropologia
e sobretudo toda biologia. Em relação a essaspossíveis investigações a deli-
mitação do tema da analítica pode ser circunscrita de modo ainda mais rigo-
roso,permitindo que sua necessidadepossa se demonstrar ao mesmo tempo
de modo ainda mais penetrante.

i47
SEIN UND ZEIT

S 10. Die .Abgrenzung der Daseinsanalrytilt gegen


,4nt/zropologÍe,PsychoZogÍe
urzeBiologia

Na(h einer ersten positiven Vorzeidmung des Tremas einer


Untersu(huna bleibt ihre prohibitive Charakteristik immer
von Belang, obzwar Erõrterungen darüber, was nicho ges(he-
hen soU,leicht unfru(htbar werden. Gezeigtwerden soll, daIS
die bisherigen auf das Dasein zielenden Fragestellungen und
Untersudiungen', urbes(hadet ihrer sa(bli(hen Ergiebigkeit,
das eigentliche, phíZosophís(izeProblem verfehlen, daISsie init-
hin, solange sie bei diesel Verfelllung behanen, nicho bean-
spruchen dürfen, das überhaupt leisten zu kdnnen, was sie im
Grunde anstreben. Die Abgrenzungen der existenzialen Ana-
lytik gegen Anthropologie, Psychologie und Biologie beziehen
si(h nur auf die grundsãtzlich ontologis(he Frase. »Wissen-
sdiaftstheoretisdx«
sind sie notwendigunzurei(hends(hon
allein deshalb, weil die Wissens(haftsstruktur der genannten
Disziplinen -- nicht etwa die »Wissenschaftlidlkeit« der an
ihrer Fórderung Arbeitenden -- heute dur(h und dual frag-
würdig ist und neuerAnstõJ3ebedarf, die ausder ontologisdlen
Problematik entspringen miissen.
In historischerOrientierungkann die Absicht der existen-
zialen Analytik algo verdeutli(ht werden: Descarnes,dem man
46
die EntdedLung des copito sum als Ausgangsbasisdesneuzeit-
lidien pllilosophisdaen aragens zus(hreibt, untersuchte das
cogitare des ego -- in gewissen Grenzen. Dagegen lãl3t er das
sum võllig unerõrtert, n,ennglei(besebensoursprüngli(h ange-
setzt wird wie das cogito. Die Analytik stellt die ontologis(he
Frage na(h dem Sem dessum. lst diesesbestimmt, dana wird
die Seinsart der cogitationes erst faBbar.
Allerdings ist diesehistoris(heExemplifizierung der Absicht
der Analytik zugleicb irreführend. Eine ihrer ersten Aufgaben
wird es sem zu erweisen,dais der Ansatz eines zune(hst gege-

Síezielten gana und gar ni(bt auf Dasein.


SER E TEMPO

$lO. -A delimitação da amzLític.zdo t)ase\n em relação à


antropologia, :l psicol,agia e à biologia

Depois de delineado um primeiro esboço positivo do tema de uma investiga-


ção é semp'e conveniente traçar sua caracterização proibitiva, embora as
discussões
sobreo que não deve ocorrer facilmente se tornem infrutíferas. É
preciso mostrar que as questões e as investigações' sobre o Z)assim até agora
levadasa cabo, não obstante sua fecundidade fatual, não conseguiram alcan-
çar o verdadeiro problema que é propriamente#Zoi(Í/íca e, por isso, se persistem
nesseerro, não podem sequer pretender que estão em geral aP/ai a levar a bom
termo aquilo que no fundo pretendem. As delimitações da analítica existen-
ciária diante da antropologia, da psicologia e da biologia só dizem respeito à
questãoontológica de princípio Do ponto de vista da "teoria da ciência
essasdelimitações sãonecessariamenteinsuficientes já unicamente porque a
estrutura-de-ciênciadas disciplinas nomeadas -- não algo como a "cientifi-
cidade" dos que trabalham em sua promoção -- é hoje cada vez mais proble-
mática,requerendonovos impulsos que deveriam surgir da problemática
ontológica.
Numa orientaçãode conhecimento-histórico,o propósito da analítica
existenciáriapoderia serposto em claro nos seguintestermos: Descartes,ao
qual seatribui o descobrimento do coKZ/oiam como basede partida da inter-
rogaçãofilosófica moderna, investiga, dentro de certos limites, o coy//aredo
ego. Deixa porém inteiramente cora de discussão o i#m, não obstante a posi-
çãodo izlm sejatão originária como a do roK//o.A analítica faz a pergunta
ontológica pelo ser do izím. Q.uando este for determinado então o modo-de-
serdascoK//a/ío/zespoderá ser apreendido.
A bem dizer, essaexemplificação da intenção da analítica mediante co-
nhecimento-históricopode ao mesmo tempo induzir a erro. Uma de suas
primeirastarefasconsiste em mostrar que, tendo como ponto de partida um
eu e um sujeito dados de imediato,

De modo algum elastinham em mira o Z)úseim

i49
d
SEIN UND ZEIT

benen Idi und Subjekts den phânomenalen Bestand des


Daseins von Grund aus verfelilt. Jede Idee von »Subjekt«
ma(ht no(h -- falls sie ni(ht durch eine vorgãngige ontologische
Grundbestimmung gelâutert ist -- den Ansatz des subjectum
(Ü;toxeiFevov)
onzoZogísünlit, selebhaft man si(h aucbontisdi
gegen die »Seelensubstanz«odes die »Verdingli(bung des
BewuJ3tseins« zur Wehr setzen mag. Dínglichkeit selbst bedarf
erst eíner Ausweisungihrer ontologis(henHerkunft, damit
gefragt werden kann, was posífíu denn nun unter dem nidit-
verdingliditen Sela des Subjekts, der Sede, des Bex?vu13tseins,
des Geistes, der Person zu verstehen sei. Diese Titel nennen
alle bestimmte, »ausformbare«Phãnomenbezirke,ihre Ver-
wendung geht aber immer zusammenmit einer merkwürdigen
Bedürfnislosigkeit, nada demSein des se bezeichnetenSeienden
zu fragen. Es ist daher keine Eigenwilligkeit in der Tennino-
logie, wenn wir dieseTitel ebensowie die Ausdrücke »Leben«
und »Mensdi« zur Bezei(llmung des Seienden, das wir selbst
sind, vermeiden.
Andrerseits liegt aber in der re(htverstandenen Tendenz
aller wissens(haftlidien emsthaften»Lebensphilosophie« -- das
Watt sagt soviel wie die Botanik der Pílanzen -- unausdrü(k-
lidi die Tendenz auf ein Verstãndnis des Seins des Daseins'.
Auffallend bleibt, und das ist .ihr grundsãtzlicherMangejb,
daB »Leben« selbst nicht als eine Seinsart ontologisdi zum
Problem wird.
}7. 1)iZfheys Fora(hungen werclen dur(h die stãndige Frage
nada dem »Leben« in Atem gehalten. Die »Erlebnisse«
dieses»Lebens«suchter nacoihrem Struktur- und Entwi(k-
lungszusammenhang aus dem Ganzen dieseslabens selbst her
zu verstehen. Das philosophisdi Relevante seiner »geistes-
wissenschaftli(hen Psy(hologie« ist ni(ht darin zu suchen, daB
sie si(h nichomehr an psydiisdienElementenund Atomen
, nem!
b Nidit nur dieses, rondem 'Wahrhcitsfragc gãnzli(h und wescntlidi
unzureidaend.
SEK E TEMPO

perde-seem seufundamento o conteúdo 6enomênico do -adie//z. Toda ideia


de 'sujeito" -- a menos que tenha sido depurada por uma prévia determinação
ontológicafundamental -- continua pondo ozz/o/OKic
mf fe na partida o
J Üe(/ m (ÓVoxeíFevov),por..maisenfática seja a oposição ântica à "subs-
tancializaçãoda alma" ou à "coisificação da consciência". A coisidade ela
mesmatem de ser elucidada previamente em sua origem ontológica, para que
sepossaperguntar o que sedeve entender pos//it'zzzmrm/e
como ie7'não-coisi-
6cadodo sujeito, da alma, da consciência, do espírito e da pessoa.Essestermos
designamdeterminados âmbitos fenomênicos "que podem se desenvolver
maso empregodessestermos se acompanha sempre pela notável situaçãode
que não é necessário perguntar pelo ser do ente designado. Não é, pois, um
caprichoterminológico que nos leva a evitar essestermos da mesmamaneira
que as expressões "vida" e "homem" para designar o ente que nós mesmos
somos.
Mas, por outro lado, na tendência bem entendida de toda "filosofia da
vida" científica e séria -- "filosofia da vida" diz tanto como botânica das plan-
tas-- encontra-sea tendência inexpressapara um entendimento do ser do
Z)aie/m'.Permanece surpreendente, e nisto reside seu defeito de princípios:
que a "vida" ela mesma, colho modo-de-ser, não se converta em problema
ontológico.
As investigaçõesde W. Dilthey sãoconstantemente animadaspela per-
gunta pela "vida': Dilthey procura entender as "vivências" dessa "vida" em sua
conexãoestrutural e evolutiva, a partir do todo dessavida ela mesma.O filo-
soficamenterelevante de sua "psicologia como ciência do espírito" não deve
serbuscadono fato de que não queira seorientar para elementose átomos
psíquicos

a
nãos

' Não só isco, mas a questão da verdade é focal e essencialmente insuâciente


d
SEIN UND ZEIT

orientieren und das Seelei)lebenni(ht melzl: zusammenstüdten


will, vielmehr auf das »Ganze des Lebens« und die »Gestal-
ten« zielt -- rondem daB er bei all dem uor agem unterwegs
war zur Frade nacodem »Leben«.Freili(b zeigensi(h vier
audt am stãrkstendie GrenzenseinerProblematikund der 47
Begrifflichkeit, in der sie sidazum Watt bringen muBte. Diese
Grcnzen tcilcn abcr mit l)iZf/zey und Z?ergsonalle von ihnen
bestimmtcn Ri(htungen des »Personalismus«und alle Ten-
denzen auf eine philosophisdie Anthropologie. Au(h die
grundsãtzlich radikalere und durdlsi(htigere phãnomenolo-
gische Interpretation der Personalitãt kommt ni(ht in die
Dimension der Frade naco dem Sem des Daseins.Bei aHen
Unterschieden des Fragens,,der Durdtführung und der welt-
ans(hauliclxenOrientierung stimmen die Interpretationen der
Pcrsonalitãt bei .17usserZtund Sc/lazer im Negativcn übcrein.
Sie stellen die Frage naco dem »Personsein«selbst nicht mehr.
Sc/zeiers Interpretation wlijllcn wir als Beispiel, nicht nur weil
sie literarisdi zugãnglich ist!, sondern weil S(üeZerdas Person-

l E. ÉlusserZs
Untcrsudiungen
iiber dic »Personalitãt«
sind bishcr nidit
verõffentlidit. Die grundsãtzlidie Orientierung der Problematik zeigt sida
s(han in der Abhandlung »Philosophie als strenge Wissensdiaft«, Logos l
(1910)S. 319. Die Untersu(huna ist weitgehend gefõrdert in dem zweiten
Teil der»Ideen zu einer reinen Phãnomenologieund phãnomenologis(hen
Philosophie« (Husserliana IV), deren erster Teil (vgl. dieses Jahrbu(h Bd. l
[19í3] die Problematik des »rcinen BewuBtseins«darstcllt als dcs Bodcns
dcr Erfoischung der KonsLitutionjeglichcr Rcalitãt. Der zwcite Teia bringt
die ausfüllrcnden Konstitutionsanalysenund behancleltin atei Absdinitten:
1. Die Konstitution der materie1lenNatur. 2. Die Konstitution der anima-
lis(hcn Natur. 3. Die Konstitution der geistigen Welt(die personalistische
Einstellung im Gegensatzzur naturalistischen).Husserl begiimt reine Dar-
legungen mit den Worten: >DiZf/zey. . . ersdxaute zoar die zielgebenden
Probleme, die Ri(htungen der zu leistenden A]beit, aber zu den entsd].eiden-
den Problemformulierungen und methodis(h sícherenLõsungen drang er
no(h nicho durdi«. Sele diesel ersten Ausarbeitung ist Husserl den Proble-
men nodo eindringlicher nachgegangen und hat in seinen Freiburger Vor-
lesungen davon wesentliche Stiickc mitgeteilta
Vgl. diesel Jahrbuch Bd. 1, 2 (1913) und ll (1916), vgl. bes. S. 242 ff.
R Ater elles im Ziel und Ergebnis andcrs,als was vier gcwollt und
crreidit ist.
SEK E TEMPO

nem recompor a vida-da-alma a partir de fragmentos, mas ao contrário que


temem vista o todo dessavida e de suas"formas" -- masque o importante
estáem que Dilthey, em meio a tudo isso, estava .zm/ei de tudo a caminho da
perguntapela "vida" Decerto, aqui se mostram também com a maior força
os limites de sua problemática e da conceituação em que teve de se expressar.
Masesseslimites são compartilhados com Dilthey e Bergson por todas as
correntes do "personalismo" determinadas por eles e por todas as tendências
queseorientam para un'a antropologia filosófica. Embora mais radical e
transparente em seusprincípios, a interpretação fenomenológica da persona-
lidade também não chega à pergunta pelo ser do -D.zsei#.Apesar de todas as
diferenças na interrogação, no procedimento e na orientação de me/hmicó.z#-
Zicóem,
asinterpretações da personalidade em Husserl: e em Scheler concordam
no que negam. Já não põem a questão sobre o "ier-pessoa" ele mesmo. Esco-
lhemoscomo exemplo a interpretação de Scheler, não só porque é literaria-
mente acessível:,mas porque Scheler

As investigaçõesde Husserl sobre a "personalidade" ainda não foram publicadas. A


orientação de princípio da problemática já se mostra no tratado "Philosophie als strenge
Wissenschaft" IFilosofia como ciência rigorosa], Z,OKoiT (19 10), p. 3 19. A investigação
alcançaum amplo desenvolvimento na segundaparte das /2eemz# e; er re//zezz /:'b.ino-
me oZay/e/í Zpó ã omez2a/aKlicbePÓ//c?iopó/e aldeiaspara uma fenomenologia pura e
filosofiafenomenológica](Husserliana IV), cuja primeira parte(cf. estejaóró có IAnuá-
rio], t. 1, 1913) expõe a problemática da "consciência pura', considerada como base para
o escudoda constituição de toda realidade. A segunda parte traz análisespormenorizadas
de constituição e trata, em três seções,dos seguintes gemas: 1. a constituição da natureza
material; 2. a constituição da natureza animal; 3. a constituição do mundo espiritual (a
atitude personalista, em oposição à naturalista). Husserl começa sua exposição com estas
palavras: "Dilthey-. percebia, certamente, os problemas fundamentais e as direções por
ondedeveriaorientar-se o trabalho, mas não chegou às formulações definitivas do pro-
blema, nem a seguras soluções de método". Depois dessa primeira elaboração, Husserl
seguiu a pista dos problemas de uma maneira ainda mais penetrante e deu a conhecer em
seuscursos de Friburgo partes essenciais de seu trabalho'
Cf. este]aórózícóIAnuário], t. 1, 2 (1913) e t. ll (1916); cf. especialmentepp. 242 ss.
Masem suameta e em seusresultados, é tudo diferente do que aqui sequer e sealcança

l 53
SEIN UND ZEIT

sela ausdrücldidi als sol(hesbetont und zu bestiinmen sucht


auf dem Wege einer Abgrenzung des spezifis(henSeins der
Akte gegenüber allem»Psydiischen«. Person dará nada S(ize-
Zerniemals als ein Ding oder eine Substanz gedaclhtwerden,
sie »ist vielmeliJ:die uninittelbar miterlebte Eínheít des Er-
lebens, -- ni(bt ein nur ceda(ates Ding llinter und auJ3erdem
unmittelbar Erlebten.«SPersonist kein dingli(Les substanziel-
les Sela. Feder kann dasSemder Personnidit daria auf-
gehen,ein Subjekt von Vemunftakten einer gewissenGesetz-
lichkeit zu sem.
Die Person ist kein Ding, keine Substanz, kein Gegenstand.
Dainit ist dasselbebetont, was .llusserZÓ
andeutet, wenn er fiar
48 die Einheit der Personeine wesentJI(handereKonstitution
fordert als für die der Natu:rdinge. Was S(&eZervon der Per-
son sagt, formuliert er audi für die Akte: >,Niemalsaber ist
ein Akt audi ein Gegenstand;denn es gehõrt zum Wesen des
Sejasvon Akten, nur im Vonzug selbsterlebt und in Reflexion
gegeben zu sela«.õ Akte sind etwas Unpsydúsches.Zum
Wesen der Person gehõrt, daB sie nur existiert im Vollzug der
intentionalen Akte, sie ist algo wesenhaft hein Gegenstand.
Jede psydiis(be Objektivierung, also jede Fassung der Akte
als etwas Psy(his(bes, ist mit Entpersonalisíerung identis(b.
Person ist jedenfalls als VoUzieher intentionaler Akte gegeben,
die durdi die Einheit eines Sinnes verbunden sind. Psy(111is(hes
Semhat algomit Personsein
ni(hts zu tun. Akte werdenvoll-
zogen, Person ist Aktvollzieher. Aber welches ist der antolo-
gia(he Sina von »vonziehen«, wie ist positiv ontologlsdx die
Seinsart der Person zu bestin3men?Aber die kritisdie Frade
kann vier ni(ht stehen bleiben. Die Frase steht nada dem Sela
des ganzen Mens(hen, den man als leiblidx-seelis(b-geistige
Einheit zu fassen gewohnt ist. Leib, Sede, Geist mõgen wie-
derum Phãnomenbezirkenennen, die inAbsi(iht auf bestimmte
8 a. a. O. 11.-S.385.
4 Vgl Logos 1, a. a. O.
b a. a. O. S. 388,
SER E TEMPO

acentuaexpressamente
o ser-pessoacomo tal e procura determina-lo pelo
caminho de uma fixação de limites do ser específico dos ates, em oposição a
godoo "psíquico'l Segundo Scheler, a pessoa nunca deve ser pensada como
uma coisa ou como uma substância; ela é "ao contrário, a a/zidú2e imediata-
mentecovivida do vivenciar -- e não uma coisa somente pensadapor trás e
fora do imediatamente vivido"'. A pessoa não é um ser substancial de coisa.
Além disso, o ser da pessoa não pode esgotar-se no ser sujeito de fitos racionais
sujeitosa uma certa legalidade.
A pessoanão é nem coisa,nem substância, nem objeto. Com isto sepõe
o acentono mesmoque indica Husserl4ao exigir para a unidade da pessoa
uma constituição essencialmente distinta da exigida para as coisas naturais.
O queSchelerdiz da pessoa,ele o formula também para os aros: "Mas um ato
nuncaé ao mesmotempo objeto; porque é essencialao ser dos atosserem
vividos somente na própria execução e serem dados somente na reflexão"s. Os
fitos são algo não-psíquico. Á. essência da pessoa pertence o existir somente
na execuçãodos fitos intencionais; e, assim, ela, por essência,máaé objeto.
Toda objetivação psíquica e, portanto, toda apreensão dos fitos como algo
psíquico é identicamente uma despersonalização. Em todo caso, a pessoa é
dadaenquantoexecutou de fitos intencionais ligados pela unidade de um
sentido. O ser-psíquico nada tem a ver, portanto, com o ser-pessoa.Os fitos
sãoexecutados,a pessoaé executor-de-fitos. Mas qual o sentido ontológico
de "executar"?Como determinar ontologicamente de maneira positiva o
modo-de-serda pessoa?A questão crítica não pode, contudo, se deter aqui.
O que estáem questão é o ser do homem todo, que se costuma apreender
como unidadede corpo-alma-espírito.Por suaparte, corpo, alma, espírito
podem designar âmbitos de fenâinenos que, no propósito de determinadas

Ibidem 11,p. 385.


Cf: Z,OKoi
l, loc. cie
Ibidem 11,p. 388.

l 55
SEIN UND ZEIT

Untersu(hungen für sida thematisdi ablõsbar sind; in gewissen


Grenzen mag ihre ontologischeUnbestlmmtheit nicht ins
Gewicht fallen. In der Frade nada dem Sela desMensdien ater
kann diesesni(ht aus den überdies erst lieder nodo zu bestim-
menden Seinsarten von Leib, Sede, Geist summativ enedmet
werden. Und selbst für einen in diesel Weise vorgehenden
ontologisdien Versudi mü13teeine Idee vom Sem des Ganzen
vorausgesetztwerden. Was ater (]ie grundsãtzlicheFrade na(h
dem Sem des Daseinsverbaut odes miJ31eitet.ist die dur(h-
gángige Orientierung an der antik-dnistlichen Anthropologie,
iiber deren unzurei(fende ontologisdien Fundamente audi
Persanalismus und Lebenspliilosophie hinwegsehen. Die tra-
ditioneUe Anthropologie trãgt in sida :
1. Die Definition des Menschen: ÇQov Àó'yov ÊXov in der
Interpretation: animal rationale, vemünftiges Lebewesen.Die
Seinsart des t;(Õovvirá aber hi.er verstanden im Sínne des
Vorhandenseins und Vorkommens. Der Àóyoç ist eine hõhere
Ausstattung, deren Seinsart ebensodunkel bleibt wie die des
se zusammengesetzten Seienden.
2. Der andere Leitfaden für die Bestimmung des Seios und
Wesens des Mens(hen ist ein z;zeoZogís(Üer; xai Í tEV Õ 8€ÓÇ'
notvlamFev ãv8Qmnov xal' eixóva ÕFeTéQav}çat }cafl' õpoíoatv,
faciamus dominem ad imaginem mostramet similitudinem
mostram.ol)ie diristli(h-theologis(be Anthropologxe gewlnnt 49
von vier aus unter Mitaufnahme der antiken Definition eine
Auslegung desSeienden,daswir Mensal nennen. Aber glei(h-
wie das Sela Gottes ontologisdi mit den Mitteln der antiken
Ontologie interpretiert wird, se erst re(ht das Sela des ens fini-
tum. Die (hristli(he Definition wurde im Verlauf der Neuzeit
enttheologisiert. Aber die Idee der »Transzendenz«,daJ3der
Mensdt etwas sei, das über si(h hinauslangt, hat ihre Wurzeln
in der(}iüstli(hen Dogmatik,von der man nidit wird sagen
woUen, dali sie das Sem desMens(hen je ontologis(h zum Pro-

B Genesis 1, 26.
SER E TEMPO

investigações,
podem ser tematicamente separados;dentro de certos limites,
suaindeterminaçãoontológica pode não ter muito peso Mas na pergunta
pelo ser do homem, o ser não pode ser calculado pela soma de modos-de-ser
do corpo, da alma e do espírito que de resto ainda teriam de ser determinados.
E mesmouma tentativa ontológica que dessemodo procedesseteria de pres-
suporuma ideia do ser do todo. Mas o que no entanto obstrui e desencaminha
a pergunta fundamental pelo ser do Z).zseimé a habitual orientação para a
antropologia antiga-cristã, cujos insuficientes fundamentos oncológicos não
sãopercebidosnem pelo personalismo, nem pela filosofia da vida. A antro-
pologia tradicional implica:
1. A definição do homem (@ov Àó'yop êXov na interpretação de .zm/ma/
ra/jam,zZe,
vivente racional. Mas o modo-de-ser do ZIQové aqui entendido no
sentidode subsistentee de ocorrente. OXóyoç é um dote superior cujo modo-
de-serpermanecetão obscuro como o do ente assimcomposto
2. O outro fio-condutor para a determinação do ser e da essênciado ho-
mem é /eaZaK/coxüí et v ó 9eóç' TotÚacoFev &v9puvov xaT' eíxópa Úperépav
xü xüS' byatua\N,jaciamüs bovninem ad imzzginem mostram etsimiLitwdinem
/zos/zamó.
A antropologia teológica cristã obtém daqui, retomando a definição
antiga, uma interpretação do ente que denominamos homem. Mas da mesma
maneiraque o ser de Deus é ontologicamente interpretado com os meios da
antologia antiga, assim também o é o ser do emi.Áni/#m. A definição cristã
desteologizou-seno decorrer da época moderna. Mas a ideia da "transcen-
dência':de que o homem é algo que tende para além de si mesmo, tem suas
raízesna dogmática cristã, sobre a qual ninguém há de querer dizer que tenha
feito algumavez do serdo homem um

6 Gênesis, 1, 26

i57
SEIN UND ZEIT

blem gemach.t -hãtte. Diese Transzendenzidee, wona(h der


Mensdi mehr ist als ein Verstandeswesen, hat si(h in verschie-
denenAbwandlungen ausgewirkt.Ihre Hlerkunft mag an den
folgenden Zitaten illustriert sem:»His praeclaús dotibus excel-
luit prima honlinis conditio,ut ratio, intelligentia, prudentia,
iudicium, non modo ad tenente vitae gubemationemsuppete-
rent, sed quibus tramscenderef usque ad Deum et aeternam
felicitatem«7. »Also auch der mensdi . . . sin zz/se/zen/2at uf Gota
und sin watt, zeigt er klarlich an, daISer nadasiner natur
etwas Gott nãher anerbom, etwas mee nacl&sc/zZãgt, etwas
zmügs zu jm hat, das alceson zwyfel aUein darus flüBt, daJ3er
na(h der biZdnuP Gostes gesdnffen ist.«8
Die für die traditionelle Anthropologie relevantes Ur-
sprünge, die griedlisdie Deíinition ultd der theologisdie Leit-
faden, zeigen an, daIS iiber einer Wesensbestimmung des
Seienden »Mens(h« die Frade na(h dessen Sem vergessen
bleibt, diesel Sela vielmehr als »selbstverstãndlidi«im Sinne
des 7or/zandemeíns der übügen ges(!baffenen Dinge begriffen
wird. Diesebeiden Leitfãden verscMngensi(h in der neuzeit-
li(hen Antluopologie mit dem methodisdienAusgangvon der
res cogitans, dem BewuBtsein, Erlebniszusammenhang. Safem
ater audi die cogitationes ontologis(h unbestimmt bleiben,
bzw. wiederum unausdrüdçlida»selbstverstãndli(h« als etwas
»Gegebenes«genommen werden, dessem»Sem« keiner Frade
untersteht, bleibt die anthropologis(heProblematik in ihren
entscheidenden ontologisdien Fundamentem unbestimmt.
Dasselbegilt nicht minder von der »PsychoZogíer,
deren
anthropologis(he Tendenzen heute unverkennbar sind. Das
felllcnde ontologischeFundament kann auch nicht dadur(h
ersetzt werden, daJ3man Anthropologie und Psychologie in
eine allgemeine Biologia einbaut. In der Ordnung des mõg-
[ichcn Erfasscns und Aus]egcns is] dic ]3io]ogic a]s »Wisscn-
7 CaZt;h, Institutio 1, 15, S 8.
B ZwingZI, Von klarheit und gewiisse des watts Gottes (Deutsche Sdirif-
ten 1, 58).
SER E TEMPO

oroblemaontológico. Essaideia da transcendência,segundo a qual o homem


é mais do que um ente de intelecto, exerceu inHuência atravésde diversas
modificações.Sua origem pode ser ilustrada nas seguintes citações: ".H2i
praecLarisdotibus ucceLLuitprima bominis conditio, ut ratio, inteLLigentia,
prudentia, iudicium, nota modo ad terrenüe uitae gübernationem suPPeterent,
sedquibüs ttansscendetet usque ad Doam et aeternamjeLicitatem'' \.' Pot esses
dotes notáveis, aprimeira condição do homem era tão excelente que sua razão,
inteligência, prudência, juízo não somente permitiam a direção da vida ter-
restre, mas que fosse até Deus e a vida eterna"] . "Pois que também o homem...
e/ee jewaZB.zrpara Deus e para sua palavra mostra claramente que por sua
natureza é nascido perto de Deus, algo que a Ele mais se aiieme/b.z, algo que
buscacontado com Ele, tudo decorrendo sem dúvida de que foi criado à im.a-
gem de Deus"'
As fontes relevantes para a antropologia tradicional, a definição grega e
o fio-condutor teológico mostram que, além de uma determinação essencial
do ente "homem': permanece esquecida a pergunta pelo seu ser e este ser é
concebido, ao contrário, como "algo-que-se-entende-em-si-mesmo': no sen-
adoda szóiis/ê cia das demais coisas criadas. Essesdois âos condutores se
emaranhamna antropologia moderna e seu ponto-de-partida metódico na
ref foKí/ ms,na consciência, na conexão-de-vivências. Mas na medida em que
ascogiía//odespermanecem também ontologicamente indeterminadas ou são
por suavez tomadas de modo inexpresso como "algo-que-se-entende-em-si-
mesmo': como algo "dado" cujo "ser" não é objeto de nenhuma pergunta, a
problemáticaantropológica permaneceindeterminada nos seusfundamentos
oncológicosdecisivos.
O mesmo vale para a 'piora/agia': cujas anuais tendências antropológicas
nãosepode deixar de reconhecer. Mas também não sepode substituir a falta
de fundamento ontológico através da introdução da antropologia e da psico-
logia numa óio&KI.z geral. Na ordem de sua possível apreensão e interpretação,
a biologia, como "ciência
7
8
Calvino,/ns/l/ /io jlnstituição da religiãocriscã],1, 15, $ 8.
Zwinglio, Ho# #/aróel/ ZÍz2Zgea,üisí?des or/i Gar/ei [Da c]areza e certeza da pa]avra de
Deusa,(1)earsróeScbrí@e [Escritos a]emães] 1, 58).

i59
SEIN UND ZEIT

s(hall vom Leben« in der Ontologie des Daseins fundiert, 50


wenn au(b ni(ilt aussdlLeBli(bin iln. Leben ist eine eigene
Seinsart, aber wesenhaft nur zugãnglich im Dasein. Die Onto-
logie desLebensvollzieht si(h auf dem Wege einer privativen
Interpretation; sie bestimmt das, was sem muB, daJ3se etwas
wie Nur-nodo-leben sem kaim. Leben ist weder puxes Vor-
handensein, no(b aber au(h Dasein. Das Dasein wiederum ist
ontologisch nie se zu bestimmen, daJ3man es ansetzt als Leben
--(ontologis(h unbestimmt) und als überdies no(ia etwas
anderes.
Mit dem Hlinweis auf das Fehlen einer eindeutigen, ontolo-
gisch zureichend begriindeten Antwort auf die Frage naco der
Seínsarf diesel Seienden, dãs wir selbst sind, in der Anthropo-
logie, Psydaologie und Biologie,ist über die positivoA:rbeít
(]ieserDisziplincn kein Urteil gefãllt. AndrerseitsmuB aber
íinmcr wieder zum BewuJ3tsein gebrachtwerden,daB diese
ontologischenFundamentenie na(btrãgli(b aus dem empiri-
sdxen Material hypothetis(h ersdalossen werden kõnnen, daB
sie vielmehr auch daxmimmer s(hon»da« sind, Menu empi-
riscbesMaterial auchnur gesammeZI
wird. DaJ3die positive
Forschung diese Fundamente nicht sieht und für selbstver-
stãndh(h hãlt, ist hein Beweisdafür, daJ3gieni(ht zum Grunde
]icgen und in eincm radiJçalcrenSinne problematis(h sind, als
es je eine These der positiven Wissenscliaft sela kann.g

B Aber ErsdlllieBung des Apüori ist nidit «aprioristis(he» Konstruktion.


Dw(h E. ]lrusserZhaben wir lieder den Sina ater editei pllilosopliis(+en
»Empirie« nidit nur verstehen, sondem audz das hierfür notwendige
Werkzeug handhaben gelemt. Dcr >Apriorismus«ist dí? .Methodf . jeder
wissenscliaftliciien Philosophíe, die sida selbst verstebt. W?il er nidits mit
Konstruküon zu tun hat, 'verlangt die Apriorifors(huna die rcchte Bel'ei-
tung desphãnomenalenBodens.Der nãchsteliorizont, der für die Analy-
tik des Daseim bereitgestc[[t wcrden muB, ]iegt in seiner durdisdlnitdi-
chen Alltãgli(bkeit.
SER E TEMPO

da vida", sefunda na antologia do -0.ziein, ainda que não exclusivamente nela.


A vida é um peculiar modo-de-ser, mas essencialmente só acessívelno Z).zieim.
A oncologia da vida se efetiva pelo caminho de uma interpretação privativa;
ela determina o que deve ser,para que possa haver algo assim como um-não-
mais-que-viver.
Viver não é pura subsistência,nem também-D.zse/#.
De sua
parte o Daleimnunca pode ser ontologicamente determinado de modo que
possas'r composto como vida(ontologicamente indeterminada) e como algo
ainda distinto disso.
Com a indicação de que falta na antropologia, na psicologia e na biolo-
gia uma resposta unívoca e, do ponto de vista ontológico, suficientemente
fundada para a pergunta pelo modo-Ze-ier desseente que nós mesmossomos,
não sepronuncia juízo algum sobre o trabalho positivo dessasdisciplinas.
Mas, por outro lado, devemos sempre ter consciência de qu e essesfundamentos
oncológicos nunca podem ser hipoteticamente ingeridos a partir do material
empírico, pois, ao contrário, Jáestão sempre "aí" no momento mesmo em que
o material empírico é reli/lida. Que a pesquisa positiva não veja essesfundamen-
tos e ostome por algo-que-se-entende-por-si-mesmo não prova de modo algum
que eles não estejam no seu fundamento e não sejam problemáticos, no sen-
tido mais radical do que jamais pode ser uma tese das ciências positivasP.

Mas a abertura do .zpp'iar/ não é uma construção .zpr/orí. Através de E. Husserl aprende-
mos não só a entender novamente o sentido de toda "empina" filosoficamente autêntica,
mastambém a manejar o instrumento necessárioque ela requer. O "apriorismo" é o
método de bodafilosofia científica que seentende a si mesma.E porque cle nadatem a
ver com construção, a pesquisa-do-.zpr/arí exige a correia preparaçãodo terreno fcno-
mênico. O horizonte imediato, que se deve preparar para a analítica do Z)aieim, reside en]
sua mediana cotidianidade.

i6i
SEIN UND ZEIT

S í 1 . Die e=istenziale
.4nalytik und die Interpretation
des primífíz;en Z)aseínzs.
l)íe SchwíerígAeílen der Gewinnung
elles »natíZl-ZíchenW'eZtbegrí#esr

Die Interpretation des Daseins in seíner .Allltãglidikeit ist ater


nicht identis(h mit der Beschreibung einer prilnitiven Daseins-
stufe, deremKenntnis empirisdi dur(h die Anthropologie ver-
inittelt seja kann. .dZZtãgZÍ(izkeít
deüt sícBníchf mít Prímítí-
uítãf. Alltãgli(11ikeit ist vielmeh' ein Seinsmodus des Daseins
au(h dann und gerade dann, wenn si(h das Dasein in einer
ho(hentwidlelten und difEerenziertenKultur bewegt. Andrer-
seits hat au(h das prirnitive Dasein seine Mõglichkeiten des
unalltãglidien Seios,eshat seínespezifisdieAlltãgh(11ikeit.Die
Orientierung der Daseinsanalyseam »Leben der primiüven
Võlker« kann positive methodis(be Bedeutung haben, safem
»primitive Phãnomene«oft weniger verdedctund kompli-
ziert sind dur(b eine sdion weitgehende. Selbstauslegung des
beta.Daseins.Primitives Dasein spri(ht oft direkter auseinem
ursprünglichenAufgehen in den »Phãnomenen«(im vor-
phãnomenologischen Sinne genommen). Die, von uns aus
gesehen, viellei(ht unbeholfene und grobe Begrifflidlkeit kann
positiv fõrderlidi seja für eine genuine Heraushebung der
ontologis(ben Struktuxen der Phãnomene.
Aber bislang wird uns die Kenntnis der Prirnitiven durch
die Ethnologie bereitgestellt. Und diese bewegt si(h schon bei
der ersten »Aufnalime« des Materiais, .seiner Si(btung und
Verarbeitung in bestimmten \rorbegriffen und Auslegungen
vom bens(hli(hen Dasein überhaupt. Es ist ni(ht ausgema(bt,
ob die Alltagspsy(bologie odes gar die wissenséh.aftli(he Psy-
chologie und Soziologie, die der Etlmologe mitbringt, für Cine
angemessene Zugangsmõg[i(]ikeit, Aus]egung und ])bennit-
telung der zu duniiforsdienden Phãnomene die wissens(haft-
[i(he Gewâ]u bieten. Audi vier zeigt sida diese]be Sa(]l]age wie
bei den vorgenanntenDisziplinen. Etlmologie setzt selbst
s(hon eine zureid:fendeAnalytik des Daseins àls Leitfaden
SER E TEMPO

$ll. ..{ analítica existenciária ea interpret'zçãodo Base\n primitivo.


Ás di$culdadesna obtençãode um "conceitonat Talão mando"

A interpretação do -naif//z em sua cotidianidade não é, porém, idêntica à des-


crição de uma fase primitiva do -Z).zie/mcujo conhecimento pode ser empiri-
camenteproporcionado pela antropologia. Co//4íamldade áo ca/ ride com
)r/mj/Íz/j!©g.Ao contrário, a cotidianidade é um modo-de-ser do l)ziein
ando e precisamente quando ele se move numa cultura altamente desen-
volvida e diferenciada. Por outro lado, o -Daiei# primitivo também tem suas
)ossibdidades de ser nêg'çotidianas, assim como s#zz específica cotidianidade
A orientaçãoda análise-do--Daseinpela "vida dos povos primitivos" pode tler
significação positiva em seu método, na medida em que os "eenâmenos primi-
tivos" sãofrequentemente menos complicados e encobertos por uma já ampla
interpretação-de-si do Z)aieim. O -Z).zie/mprimitivo fala com frequência mais
diretamente a partir de uma imersão originária nos "íenâmenos" (tomando a
expressãoem sentido pré-fenomenológico). A conceituação, que, vista por
nós, talvez seja demasiado rudimentar e tosca, pode ser de emprego positivo
no pâr-em-relevogenuinamente as estruturas antológicas dos fenómenos.
Maso conhecimentodosprimitivos nosfoi dado atéagorapelaetno- q <1.
logia. E esta se move, já desde a primeira "recepção", sua estratificação e ela- à.,' nof.r,..
/
boraçãodo material, em determinados conceitos prévios e interpretações vl\' h.J'Qh-.
acercado Z)aie/m humano em geral. Não slbçpglg a psicologia cotidiana ou /q . u$h
mesmo a ps cologia e a sociologia científicas que o etn(51ogo traz consigo . ' ]q ). '
oferecem a garantia científica de uma adequada possibilidade de acesso,de "'a\;f. . \$
Jillerpretação e de comunicação dos fenómenos por pesquisar. Também aqui 'P,. 'J
!g Dg!!Eg:Ê Demo estado-de-coisas das disciplinas nomeadas anteriormente. ' ' '\.KJ.
A etnologia já pressupõe ela mesma uma suficiente analítica do -D.zie/mcomo WÜ08
fio-condutor.»
"\:.

+ "b.
q
.?:$1=',
.
'\l ::ln''';
1».».,Ti)
'\\:,:':* r\
:~».+.ii
/\

N€
i63 '''Í~ k:, .
SEIN UND ZEIT

voraus. Da aber die positiven Wissensü.aften auf die ontolo-


gisü.eArbeit der Philosoplúeceder warten»kónnen«nodo
sollen, wird sich der Fortgang der Forschung ni(ht vollziehen
als»Fortscluitt«, sonhem als W'ceder/zoZung und ontologis(h
durchsi(htigere Reinigung des ontis(h Entdeckten.l
Soleiéht die formale Abgrenzung der ontologis(!henProble- 52
matik gegeniiber der ontisdien Fora(huna sem mag, die Dw(h-
führung und vor allem der dmatz einer existenzialenAnaly-
tik des Daseins bleibt ni(ht oLHe Sdiwierigkeiten. In iluer
Aufgabe liegt ein Desiderat beschlossen,das seit lancem die
Pliilosophie beunruhigt', bei dessenErfüllung sie aber immer
lieder versagt: díe dusarbeítung der /dee eiras )natíZTZÍ(Êen
PreZtbegr!#es«.Einer fruchtbringendenInangriffnabme diesel
Aufgabe s(iheint der heute verfügbare Reiditum an Kenntnis-
sen der mannigfaltigsten und entlegenstenKulturen und
Daseinsformen günstig zu sela. Ater das ist nur SÜ.ein. Im
Grunde ist soldie übeneicheKenntnis die Verführung zum
Verkennen des eigentli(hen Problema. Das synkretistis(he
Allesverglei(hen und Typisieren giba ni(bt s(bon von selbst
cchte Wesenserkenntnis. Die Behens(hbukeit des Mannig-

l Neuerdings hat E. Cassirer das mytliis(he Dasein zum 'l'hera einer


philosophís(ben Interpretation gema(ht, vgl. »Philosophie der symboU
schen Fomien«. Zweiter Teia: Das mytliisthe Denken. 1925. Der etbnologi-
s(hen Forsdiung werden dwdi diese Untersu(bung umfassendereLeitfâden
zur Verfügung gestent. Von der philosopliis(henProblematik her geseben
bleibt die Fraga, ob die Fundamente der Interpretation hinreidiend durdi-
sichtig sina, ob insbesondere
die Ardiitektonik von J(anisKritik d. r. V.
und deTeRsystematis(her Gehalt überhaupt den mõglidlen AufriB für eine
sol(iie Aufgabe bieten kõnnen, odes ob es vier ni(bt eines neuen und ur-
sprünglí(beren Ansatzesbedarf. Cassirer síeht selbst die Mõglidikeit einer
sol(hen Aufgabe, wie die Anmerkung S. 16 f. zeigt, wo C. auf die von
Husserl erschlossenen
phãnomenologischen
llorizonte llinweist. In einer
Ausspradie, die der Verá. gelegentli(L eines Vortrags in der Hamburgi-
schen Ongruppe der KantgeseUsd].aft im Dezember í923 über >Aufgaben
und Wege der phãnomenologisdienForschung.mit C. pflegen konnte,
zeigte síü sdlon eine l)bereinstimmung in der Forderung einer existen-
zialen Analytik, die in dem genannten Vortrag skizziert wurde.
Gm nidit! Denn der Welt-Begrilf ist gar nidit begriffen.
SER E TEMPO

Mas, como asciências positivas não "podem" nem devem espera' pelo traba-
lho ontológico da filosofia, o progressoda pesquisanão se efetuarácomo
"progresso", mas como rePeãfáo e depuração ontologicamente mais transpa'
rente do onticame!!!S 1lescoberto:.
'ijor mais fácil que possa ser a delimitação da problemática ontológica
' diante da pesquisaântica, a elaboração e sobretudo a fixação do po/z/a-de-
P r/j2a de uma analítica existenciária do -nasci/znão deixam de apresentar
\
dificuldades.Em sua tarefa estácontido um deiidexn/am que de há muito
inquieta' a filosofia, mas em cuja obtenção ela sempre malogj:!.1l!.pglg=3
saber, á eZaé . A riqueza de
conhecimentos sobre as mais diversas e longínquas culturas e formas dõ -Do-
se!# de que hoje dispomos parece tornar essatarefa frutífera. Mas isso é so-
menteuma aparência.No fundo, tal pletora de conhecimento leva ao não
reconhecimento do próprio problema. A comparação de tudo e a tipificação
sinçréçiçêliÍ não dão por si mesmasum autêntico conhecimento-de-essência.

Recentemente,E. Cassirer fez do Z)zieimmítico o tema de uma incerpreEaçãoâlosófica;


cf. Pói/psopó/e ders7móo/ísróe Xarmzen [Fi]osofia das fo amas simbólicas] , Segunda Parte:
Z)zi /a7/]sfóeZ)emÉen]O pensamentomíeico], 1925. Essainvestigaçãooferece fios con-
dutores mais amplos à etnologia. Do ponto de vinca da problemática filosófica, permane-
ce de pé a questão sobre se os fundamentos da interpretação são suficientemente [rans-
pareneese, sobretudo, se a arquitetânica e o conteúdo matemático da Kri/iê d. n r
acrítica da razão pura] de Kant podem oferecer de algum modo o plano para semelhan-
te tarefa e senão se requer aqui um ponto de partida novo e mais originário. O próprio
Cassirer vê a possibilidade disso, como mostra a nuca das pp. i6 ss, que remete a horizon-
tes abertos pela fenomenologia de Husserl. Numa conversa que o autor pede ter com
Cassirer por ocasião de uma conferência sobre as "Tarefas e caminhos da investigação
fenomenológica', dada na sededa KantgesellschaÊ de Hamburgo em dezembro de 1923.
já se mostrou uma concordância a respeito da necessidadede uma analítica existenciária
como a que linha sido esboçada na conferência.

De modo algum! Pois o conceito de mundo não foi sequer concebido

i65
SEIN UND ZEIT

faltigen in einer Tarei gewãhrleistetni(ht ein wirklidxes Ver-


stândnis dessem, was da geordnet vorliegt. Das e(hte Prinzip
der Ordnung hat seinen eigenen Sa(bgehalt, der durdi das
Ordnen nie gefunden, rondem in ilim s(bon vorausgesetzt
wird. So bedarf es für die Ordnung von Weltbildem der
expliziten Idee von Welt überhaupt. Und wenn »Welt«
selbst ein Konstitutivum des Daseins ist, verlangt die begüfE-
lidze Ausarbeitung des Weltphãnomens eíne Einsi(ht in die
Grundstrukturen des Daseins.
Die positiven Charakteristiken und negativen Erwãgungen
diesesKapitels hatten den Zwe(k, das Verstãndnis der Ten-
denz und Fragehaltung der folgenden Interpretation in die
re(hte Bala zu lenken. Zur Fõrderung der bestehendenpositi-
ven Disziplinen kann Ontologie nur indirekt beiuagen. Sie
hat für si(b selbst eine eigenstândige Abzweckung, Menu
anders über eine Kenntnisnahme von Seiendem hindus die
Frade nada dem Sela der Stadiel alles wissensdiaftlidien
Sudiensist.
SER E TEMPO

numa tabela geral não garante um entendimento efetivamente real do que foi
ordenado.
..ç9ilê:.9..g!!!!Lglnlca pode ser encontrado pelo ordenar e:jemesmo já nela
oressuPosto-Dç
=
um
As características positivas e as considerações negativas do presente ca- V

pítulo tinham a finalidade de conduzir ao caminho acertado o entendimento


da tendência e da atitude interrogativa da interpretação subsequente. SÓin-
diretamente a antologia pode contribuir para a promoção das disci$1inàs
positivas já existentes. Por si mesma, ela tem uma finalidade própria, embora,
por outro lado, para além da tomada de conhecimento do ente de que parte,
a pergunta pelo ser sejao aguilhão de toda busca científica.
q... ub
J
,# '' 5, .''à l.-

Ü
7(.

i67
Z'VVEITES KAPITEL
Das In-der-Welt-sela überhaupt als Grundverfassung
des Daseins

S í2. Z)íe p'orzeíclmzzng des /n-der-Preza-seíns aus der


Orientierung an"LIn-Sem als solchem

In den vorbereitenden Erõrterungen(S 9) braditen wir sdion


Seins(harakterezur Abhebung, die file die weitere Unter-
su(bung ein si(Leres Lidit bieten sollen, die aber selbst zuglei(b
in diesel Untersudiung ihre strukturale Konkretion erhalten.
53
Dasein ist Seiendes,das si;h in seinem Sem verstehend zu
diesel Sem verhâlt. Damit ist der formale Bege:iffvon Existenz
angezeigt. Dasein existiert. Dasein ist temer Seiendes,das je
ich selbst bín. Zum existierenden Dasein gehõrt die Jemeinig-
keit als Bedingung der Mõg]i(]lkeit von Eigentli(hkeít und
UneigentlicElkeit.Dasein exístien je in einem diesel Medi,
bzw. in der modalen Indifferenz ihrer.
Diese Seinsbestimmungen des Daseins müssennun aber a
priori auf dem Grunde der Seinsverfassung
gesehenund vef-
standen werden, die wir das In-der-Preza-sair nennen. Der
re(hte Ansatz der Analytik des Daseins besteht in der Aus-
legung diescr Verfassung.
Der zusammengesetzteAusdrud( »In-der-Welt-sem« zeigt
s(hon in seiner Prâgung an, daB mit ihm ein eínheífZíches
Phãnomen gemeint ist. Diesel primãre Befund mu8 imGanzen
gesehen werden. Die Unauflõsbarkeit ín zusammenstüdKbare
Bestãnde s(]üieJ3t nicht eine Mehrfãltigkeit konstitutiver
Strukturmomente diesel Verfassung aus. Der mit diesem Aus-
drudl angezeigte
phãnomenale
Befund gewãhrtin der Tat
Cine dreifa(he Hlinbliclçnalime.Wenn wir ihm unter vor-
gãngigerFesthaltung des ganzenPhãnomens na(hgehen,lassen
sich herausheben :
SEGUNDOCAPITULO
O ser-em-o-mundoem geral como constituição
fundamental do .D,zseim

O prédio-deLineamento do ser- no- mundo a partir


la orientação sobre o ser-em como tal

f emos em relevo os caracteres-de-ser €1 'o VJ


iluminar a investigação posterior, U /ÕI
eque: ! .e ;
224âÉê2.É..!!D.ÇDEÇ..gue.
entenden'jg.$q çlLseu ser. comporta:$e em relação a $' a lá

Z)ajejmÉ.êlÉg:41»gL;g;ente aue eu sou cada vez eu mesmo. Ao -Z)aie2m


exis-
' }g
' .
Ç

)riedadee impropriedade. O Z)41ې&.existe


cada vez em um dessesmod/ ou = .e7

1? em sua, deles indiferença modal.. l 2. 3 ' 'g

=ll=:=:=;=',1==1=
;';~1
, .j
.vamente a consideração de um trí- k -s $.
intendo firme a prévia consideração w g-g
F ê-

nguir: ..S :~li'S~- ' o

Não seo maelnquecer que a tradução por ier'#o-mw#da é uma forma simplifi açaílie'Lx= k IÜ.
C
SEIN UND ZEIT

1. Das ,in czar W'eZfc; in bezug auf dieses Moment erwâdlist


die Aufgabe,der ontologis(henStruktur von »Welt« nachzu-
fragen und die Idee der W'eZIZíchkeit als sol(ber zu bestímmen
(vgl. Kap. 3 d. Absd-«.).
2. Das Selende, das je ín der Weise des In-der-Welt-seios ist.
Gesucht wird mit ihm das, dem wir im »Wer?« nadifragen.
In pliânomenologisdier Aufweisung solazur Besümmung kom-
men, wer im Modus der durchsdliiitthdien Alltãglidikeit des
Daseinsist(vgl. Kap. 4 d. Absdln.).
3. Das /n-Sair als solches;die ontologisdie Konstitution der
Inheit selbstist herauszustellen(vgl.Kap. 5 d. Absdin.). Jede
Hlebung des einen diesel Verfassungsmomentebedeutet die
Mithebung der anderen, das sagt: jeweilig ein Sehen des
ganzenPhãnomens.Das In-der-Vele-sejaist zwar eine a
püori notwendigé Verfassung des Daseins, aber lãngst nidit
ausreichend,um dessemSela volt zu bestimmen. Vor der the-
matisdien Einzelanalyse der drei herausgehobenenPhãno-
mene soU eine orientierende Charakteristik des zuletzt ge-
nannten Verfassungsmomentesversu(bt werden.
Was besagt In-Sela? Den Ausdru(k ergãnzen wir zune(hst
zu In-Sem»in der Welt« und sind geneigt,dieselIn-Sem zu
54 verstelien als »Sem in . . .«. Mit diesel Tenninus wird die
Seinsart eines Seienden genannt, das»in« einem anderen ist
wie das Wasser »im« Glas, das Kleid »im« S(izrallk. Wir
meinen mit dem»ín« das Seinsverhãltnis zweier >ím« Raum
ausgedehnter Seienden zueinander in bezug auf iluen Ort in
diesel Raum. Wasserund Clãs, Kleid und S(11uanksind beide
in gleicher Weise >>im«Raum»an« einem Ort. Dieses Seins-
ver[iã[tnis [ãBt sida erweitem, z. B. : Die Bank im ]]iõrsaa], der
Hõrsaal in der Universitãt, die Universitãt in der Stadt usw.
bis zu: Die Bank »im Weltraum«.DieseSeienden,deren
»in«-einanderseinse bestimmt werden kann, haben alia
dieselbe Seinsart des Vorhandenseins als »innerhalb« der
Welt vorkommende Dinge. Das Vorhandensein»in« einem
Vorhandenen, das Mitvorhandensein mit etwas von derselben
SER E TEMPO

)g.
/

1. 0 "e""-a-,,,anda": em relaçãoa ess©moÚ'njb'.É6ç.K a tarefa de in-

Cerro lr a estrutura ontológica do "mundo" e determinar a ideia da mz/m2y-

terceiro capítulo desta seção).


2. O e/z/eque é cada vez no modo do ser-em-o-mundo. Com ele sebus-
cao que é perguntado no "quem?'l Mostrando fenomenologicamente, deve- B

sechegara determinar quem é no modo da mediana cotidianidade do D.zsei#


a
(quarto capítulo desta seção)
3. O jer-em como tal; a constituição ontológica do ser-emele mesmo @
@ b'.M
deve ser posta à mostra (cf. quinto capítulo desta seção) Todo pâr em relevo U
H. ..m dessesmomentos constitutivos significa o pâr-em-relevo os outros:ü. " k.
saber: ter caaa vez uma vista I''\tü ..}hCb.J
d '"''..'"c
;uíiciente para determinar l!!gJ1lç11391Ê1]mr. Antes de efetuar a análise] ~'::lgrb
temática individual dos três fenómenos postos em relevo, deve-setentar uma.L.
caracterizaçãoque oriente o momento constitutivo nomeado por último. J %u\J
q (}ue significa ser-em? Nós completamos de imediato a expressão, dizen: '\\\l\
do ser-"em-o-mundo': inclinando-nos a entender esseser-emcomo "ser-den-
tro". Com essetermo é designado o modo-de-ser de um ente que está "em"
um outro ente, como a água "no" copo, a roupa "no" armário. Com o "em'l
pensamos a recíproca relação-de-ser de dois entes extensos "em" o espaço
relativamente a seu lugar nesseespaço.Agua e copo, roupa e armário são
coisasque estão da mesma maneira "em" um lugar "em" o espaço-Essa relação-
de-serpode ser ampliada, por exemplo: a carteira na sala de aula, a sala de aula
na universidade,a universidade na cidade etc. até a carteira "no" espaçodo
mundo. Essesentes: çylo ser-"em"-um-outro pode será»i111çlççç!!11i1}4flSlçn
todos eles o mesmo modo-de-ser da subsj!!Êpçlgggpgçgj1lsqqqglorrem
"no interior" do mundo. A subsistência "em" um subsistente, a cossubsistência
com algo do mesmo

i7i
SEIN UND ZEIT

Seinsart im Sinne eines bestimmten Ortsverhãltnisses sind


ontologis(he Charaktere, die wir AafegoHaZe nennen, sol(he,
die zu Seiendem von nidit daseinsmãJ3igerSeinsart gehõren:
In-Sem dagegen meint eine Seinsverfassung des Daseins und
ist ein EzistenzíaZ.Dana kann damit aber ni(ht gedadit wer-
den an das Vorhandensein eines Kõrperdinges(Menschedeib)
»in<< einem vorhandenen Seienden. Das In-Sela meint se
wenig ein rãunlliches >>lneinander« Vorhandener, als»in«
ursprünglidi gar nicht eine rãun)liche Beziehung der genannten
Art bedeutetí;»in« stammt von innan-, wohnen,habitare,
$idi aufhalten;»an« bedeutet: idi bin gewolmt, vertraut mit,
ich pl«bege
etwas;es hat die Bedeutungvon colo im Sinne von
habito und diligo. Diesel Seiende,dem das In-Sem in diesel
Bedeutung zugehõrt,]çennzei(hneten wir âls das Seiende, das
idi je selbstbin. Der Ausdrudl»bin« hãngt zusammenmit
»bei«; »ich bin« besagt wiederum: idi wolme, haste rni(h
auf bei . . . der Welt, als dem se und se Vertrauten. Seja' als
Iníinitiv des »idi bin«, d. h. als Exístenzial verstanden,
bedeutet wolmen bei . . ., vertraut sem mit . .. In-Sem ist dem-
naü. der formale elistenziale Ausdrudt des Sei:n.s desDmei=rd',
dm die wesenhatteVerfusung desIn-der.W ett-sei:nshat.
Das»Sem bei« der Welt, in dem nodo nãher auszulegenden
Sinne desAufgehens in der Welt, ist ein im In-Seja fundiertes
Existenzial. Weil es in diesel Analysen um das Se;zen einer
ursprünglichen Seinsstruktur des Daseins geht, deremphãno-
menalem Gehalt gemã13die Seinsbegriffe artikuliert werden
müssen, und weil diese Struktur durdi die überkommenen
ontologis(hen Kategorien grundsãtzli(h nicho faJ3bar ist, sola 55
audi dieses»Seja bei« nodo nãher gebradit werden. Wir
wâhlen wieder den Weg der Abhebung gegen ein ontologisdi
wesenhaft anderes -- d. h. kategoüales Seinsverhãltnis, das
l Vgl. Jatob Grímm, Kleinere S(hriften, Bd. Vll, S. 247.
z Seja ist audi lziânitiv des ,ist': Seiendes ist.
b Aber nidit des Sejas überhaupt und gm des Seins selbst -- sdüedit-
hín
SER E TEMPO
R

7
u}..)

modo' N

S O ser-emsignifica, ao contrário, uma constituição-do-ser do /.).zsei#eé


um exjS/e#c/,Ír/o.Mas, com a expressão,não se pensa a subsistênciade uma
coisacorporal, o corpo próprio do ente humano "em" um ente subsistente.O :''k;lÇ'JL'';
'''q,-r
ser-emnão se refere a um espacial "ser-um-dentro-do-outro" de dois entes
subsistentes,
assimcomo o "em" não significa de modo algum, originariamen-
te. uma relação espacial desse modo:; em alemão, i#, em, provém de i#n.z# =
g'
morar, óaZ'/gare,demorar-se em; "an" significa estou acostumado, familiariza
do com, cuido de algo, tendo a significação de cozo,no sentido de óàói/o'e
21Zko.Esseente ao qual pertence o ser-em entendido dessamaneira, nós já o
caracterizamos como o ente que sou cada vez eu mesmo. Em alemão óim(sou) x '4=-S
© ..s (i
© -
é conexo a óe/, de sorte que ZcÃói# (eu sou) significa, por sua vez, moro, de-
tenho-me em... o mundo como o familiar deste ou daquele modo. Ser', como
infinitivo de "eu sou: isto é,como existenciário,significa morar junto a...ser :+-- -c 0

EanxlX\athaao
com... Ser-emé,por conseguinte,.zexpressãoucistenciáriajormal
do serdo Baseia' , o qu.zltem a constituição essencialdo ser-em-o-mundo.
,G O "serjunto" ao mundo, no sentido -- que deveser ainda interpret'do
maisde perto -- do absorver-seno mundo, é um existenciáriofundado no
ser-em. Porque o de que se trata nestas análises é de dZicer#i7" uma originária
estrutura-do-ser do .D.zseimcujo conteúdo fenomênico deve governar a arti-
culaçãodos correspondentes conceitos-de-ser e como essaestrutura por prin-
cípio não pode ser apreendida pelas categorias antológicas tradicionais, con-
vém que seexamine ainda mais de perto esse"!çljunto a'l Escolhemos de novo
o caminho de o pâr em contrastecom algo ontologicamente outro em sua
essência,
isto é, com a relação-de-sercategorial que

Cf. Jakob Grimm, K7eimereScór!#em [Pequenos escrieos], t. Vll, p. 247

' Ser é também o infiniEivo do "é": o ente é.

' Mas não do ser em geral e de modo algum do ser ele mesmo pura e simplesmente

i73
HEIN UND ZEIT

wir spra(bliclz mit denselben Mitteln ausdrüd(en. Soldie phã-


nomenalen Vergegenwãrtigungen leidit vereis(hbuer funda-
mentaler ontologis(ber Untemchiede müssen amar'ückZíü. voll-
zogen werden, selbst auf die Gefahr hin, »Selbstverstãnd-
liches« zu erõrtem. Der Stand der ontologisdaenAnalytik
zeigt jedo(b, dali wir diese Selbstverstãndlidikeiten lãngst
nidht zwei(bens»im Grifo« und no(h seltenerin ilil:em Seins-
sinla ausge]egt haben und nodo weniger (]ie angemessenen
Strukturbegl:iffe in sidlerer Prãgung besitzen.
Das»Sem bei« der Welt als Existenzial meint ilie se etwas
wie das Beisammen-vorhanden-sem
von vorkommendenDin-
gen. Es gibt nidit se etwas wie das »Nebeneinander« eines
Seienden,genannt»Dasein«, mit arderem Seienden,genannt
»Welt«. Das Beisammen zweier Vorhandener pflegen wü
aUerdingsspradlaitb zuweilen z. B. se auszudrüdlen:»Der
Tisdi steht ,bei' der Tür«, »der Stuhl ,berührt' die Wand«.
Von einem»Berühren« kann sirene genommen nie die Rede
sem und zwar ni(iat deshalb,weil am Ende irnmer bei genauer
Nadiprüfung si(h ein Zwisdienraum zwisdien Stuhl und Wand
feststellen lai3t, rondem weil der Stuhl grundsãtzlidz nidat,
und wãre der Zwisdxenraum glei(ih Null, die .Wand berüluen
kann. Voraussetzung
dafür vale, daISdie Wand»für« den
Stuhl begegnenkõnnte. Seiendeskann ein innerhalb der Welt
vorhandenes Seiendes nur beriiliren, wenn es von.House aus
die Seinsart des In-Sejas hat -- wenn mit seinem Da-seja
schon se etwas wie Welt ilim entdeckt ist, aus der her Seiendes
in der Berührung si(b offenbarenkann, um se in seinemVor-
handenseinzugãngli(b zu werden. Zwei Seiende,die innerhalb
der Welt vorhanden und überdies an ilmen selbst weZtZossind,
kõnnen sida nie»berühren«, keines kann ,beí« dem andem
,sela«. Der Zusatz: »die überdiesweltlos sind«, dará nidit
fehlen, weil au(h Seiendes,das iúcht weltlos ist, z. B. das
Dasein selbst, »in« der Welt vorhanden ist, genauer gespro-
dien: mit einem gewissen Re(ht in gewissen Grenzen als nur
Vorhandenes au/ge/aPt werden Aann. Hierzu ist ein võlliges
SER E TEMPO

exprimimosna linguagem com os mesmosmeios. Tais presencizaçõesfe-


nomênicasde distinções antológicas fundamentais, que podem serfacilmen-
te confundidas, devem ser ex?p'esi'zmr /e efetuadas por completo, mesmo com
o perigo de estar discutindo algo "que-se-entende-por-si-mesmo" Entretanto,
o estadoda analíticaontológica mostra que ainda estamoslonge de ter su-
ficientemente "em mãos" isso-que-se-entende-por-si-mesmo e ainda mais
raramentede tê-lo interpretado satisfatoriamente no seu sentido-de-sere
menosainda de ter a possede conceitos estruturais adequados e de cunhagem
segura.
:} Q..:sLJEnl9=.aen.vede-wlw-çxbEçeEylb..wux:!s"i893:.alce-311in
como ç9ilP.que .NçlaUçnte sobrevêm.j!!!Egs..gamo subsiste1lte!: $4ç) 3e dá

=.DaseZm"
e de ouçlg çpçç 4çpominaçlQ !1114ilçlp.l
E certo que o estaremjuntas
duas coisas subsistentes nós costumamos exprimir dizendo, por exemplo, que
"a mesa está 'junto' à porta, 'a cadeira' 'toca' a parede" Rigorosamente, nunca
sepode falar aqui de "tocar': não decerto porque afinal, após um examemais
excito,é semprepossível constatar um espaço intervalar entre a cadeira e a
parede,masporque a cadeira por princípio não pode tocar a parede,mesmo
não havendo espaço intermediário. Um pressuposto para que isso viesse a se
dar seria que a parede pudesse pir de e ro /r "para" a cadeira. \:Zg}.É!!!ç..!a
)odetocar outro ente subsistentedentro do mundo se tem por naturezao

iá Ihe é descobertoa partilJ:Qqu2Lgm ente oossa se ma4]jlêgar no contado,


)araassimse tolB3[3çç$!!ygl: çgtlpg:jpblulç çlq. Dois entes que subsistem
dentro do mundo e que, além disso, são em si mesmos desproz,idos-de-mzl#da
nunca podem se tocar, nenhum deles pode ser junto ao outro. O acréscimo
"sãoalém disso desprovidos de mundo" não pode ser omitido, pois também
um ente que não é desprovido-de-mundo, por exemplo, o -Dasein ele mesmo
é subsistente"em" o mundo, e para falar de modo mais preciso: com certo
direito elepade ie7"apreemd/da, dentro de certos limites, só como subsistente.
Para isso é necessário

i75
SEIN UND ZEIT

Absehen von, bzw. Ni(htsehen der existenzialen Verfassung


desIn-Seins notwendig. Mit diesel mõglid).en Auffassung des
»Daseins« als eines Vorhandenen und nur nodo Vorhandenen
dará aber nidat eine dem Dasein CiganaWeise von»Vorhan-
denheit« zusainmengeworfenwerden. Diese Vorhandenheit
wird nicbt zugãnglidi im Absehen von den spezifisdlen
Daseinsstrukturen, sondern nur im vorherigen Verstehen iluer.
Dasein versteht sela eigenstes Seja im Sinne eines gewissen 56
»tatsãdlli(hen Vorhandenseins«.e Und dodi ist (]ie »Tatsã(b-
lidakeit« der Tatsadie des eigenen Daseins ontologisdagrund-
verschieden vom tatsã(bli(hen Vorkommen einer Gesteinsart.
Die Tatsã(llüidlkeit des Faktums Dasein, als wel(besjeweilig
jades Dasein ist, nennen wír reine FaAtízítàf. Die verwickelte
Struktur disser Seinsbestimmtheit ist selbst aZs ProbZem nur
erst fa13bar im Lichte der schon herausgearbeiteten existen-
zialen Grundverfassungen des Daseins. Der BegrifE der Fak-
tizitãt bes(lblieí3t in sida: clãs In-der-Welt-sem eines»inner-
weltli(hen« Seienden, se zwar, daB sida diesel Seiende ver-
stehen kann als in seinem»Ges(11)iü« verhaftet mit dem Sem
desSeienden, das ibm innerhalb seiner eigenen Welt begegnet.
Zunãchst gilt es nur, den ontologis(hen Untersdiied zwisdien
dem In-Sem als Existenzial und der »Inwendigkeit« von
Vorhandenem untereínander als Kategorie zu sehen. Wenn
wir sedasIn-Semabgrenzen,
danawird damit nic1ltfedeArt
von »Rãumli(hkeit« dem Dasein abgesprodien. ]h. Gegenteil :
Das Dasein hat selbst ein eigenes »Im-Raum-seja«, das aber
seinerseits nur mõglida ist auf dem Grande des In-der-W'eZt-
seím íiber/zaupt. Das In-Sem kann daher ontologis(h audl.
nicho dur(h Cine ontisdie Charakteristik verdeutlidit werden,
dali man etsvasagt: Das In-Sela in einer Welt ist cine geistige
Eigens(haft,und die»Rãumlidlkeit« desMenu(henist eíne
BesdiaHenheitseinerLeibli(tlkeit, die immer zuglei(h durei
Kõrperlichkeit »fundieit« vira. Damit steht man wieder bei

2 Vgl S29.
StK E TEMPO

fazer total abstração, ou seja, não ver a constituição existenciária do ser-em


necessário. Entretanto, essapossível apreensão do "Z).zieim" como um subsis-
tente e que não faz senãosubsistir não deve ser confundida com um modo de
"subsistência" que é.Pr(@r/o exclusivamente do -Daieim. Essa subsistência não
é acessívelse se eazabstração das específicas estruturas-do--D.ziei/z, mas somen-
te o é no prévio entendimento delas. O -D.zseimentende o seu ser mais-próprio, A

no sentido de uma certa "subsistência fatual":. E, no entanto, a "fatualidade


dos fatos do próprio -D'zie/mé de fundamento ontologicamente diverso da
ocorrência de uma espécie mineral. A fatualidade do EnÉ/zlm .Daieim, como
:' &,;~"
h
o modo em que todo Z).zieimé cada vez, nós a denominamoslâc/ z//Jade. A.]
complicada estrutura dessadeterminidade-do-ser só pode ser apreendida éla
0# , '''a.
mesmaramoproa/empa,à luz das já elaboradas constituições-fundamentais
existenciáriasdo Z).zieim.O conceito da factualidade contém em si: o ser-no-
mundo de um ente "do-interior-do-mundo: de tal modo que esseente pode \

\
seentender como preso em seu "destino" ao ser do ente que-lhe-vem-de-en-
contro no interior de seupróprio mundo.
% Épreciso
como existenciário e a categoria do "estar dentro" de subsistentes um em re-
lação a outro como glg
Z)aieimtoda espéciede "espacialidade'lAo contrário: o -Daieimtem ele mesmo
um próprio "ser no espaço",masgue de seulado é somentepossívelioóre g
$a game /o da ier-mo-mz//z'Za ge
gnlologicamenteelucidado mediante uma cara
P
cialidade" do homem é
ao mesmo temoo demore "fundado" oela corooreidade. Com o que se estaria
devora

2 Cf: $ 29

i77
SEIN UND ZEIT

einem Zusammen-vorhanden-seja eines se bes(baffenen Geist-


dinges init einem Kõrperding, und das Sem des se zusammen-
gesetzten Seienden als sol(hes bleibt erst redil dunkel. Das
Verstãndnis des In-der-Welt-seios als Wesensstruktur des
Daseins ermõgh(ht erst die Einsicht in die ezístenziaZeRãum-
ZÍ(ÜAeítdes Daseins. Sie bewahrt vor einem Niditsehen bzw.
vorgãngigen Wegstreiü.en diesel Struktur, wel(hes Wegstrei-
(ben nidit ontologis(b, wohl aber»metaphysis(h« motiviert
ist in der naiven Meinung, der Mensdi sei zune(hst ein geistiges
Ding, das dana na(btrãglidl »in« einen Raum versetzt wird.
Das In-der-Welt-sem des Daseins hat sida mit dessemFakti-
ziLãt je s(hon in bcstimmtc Wcisen des In-Seios zcrstreut odor
gar zersplittert.Die Mannigfaltigkeit sol(herWeisendes In-
Seins lâBt sich exemplarisch durdl. folgende Aufzãlllung anzei-
gen: zutunhaben mit etwas, herstellen von etwas, bestellen
und pflegen von etwas, verwenden von etwas, aufgeben und in
Verlust geraten lassen von etwas, untemellmen, dunhsetzen,
57 erkunden, befragen, betra(bten, bespre(hen,bestlmmen
Diese Weisen des In-Seios haben die nodo eingehend zu(ha-
rakterisierende Seinsart des Besorgem.Weisen des Besorgens
sind audh die de#zíenten Medi des Unterlassens, Versãumens,
Veniditens, Ausruhens, aUe Medi des »Nur noch« in bezug
auf Mõglichkeiten des Besorgens.Der Titel»Besorgen« hat
Buda(hst seine vorwissens(haftlidie Bedeutung und kann besa-
gen: etwas ausführen, erledigen,»ins Reine bringen«. Der
Ausdruck kann auch meinen: si(h etwas besorgen im Sinne von
»sich etwas versdiaffen«. Feder gebraudien wir den Aus-
drud( au(ix no(h in einer diarakteüstis(hen
Wendung:idi
besorge, daJ3 das Untemehmen mi131ingt. »Besorgen« meint
vier se etwas wie befür(bten. Gegenüber diesen vorvrissen-
s(haftlidxen, ontis(hen Bedeutungen wird der Ausdruck »Be-
sorgen« in der vorliegenden Untersudiung als ontologisdier
Terminus(Existenzial) gebraucht als Bezeicbnung des Seíns
eines mõglidlen In-der-Welt-seíns. Der Titel ist nicho deshalb
gewãhlt, weíl etwa das Dasein zunâchst und in groBem Aus-
SER E TEMPO

a um subsj!!Sg.te ser-iunto a ul111EgyB.qualificada de coisa-espiritual e a outra


n a j6ca4g.dS..Sgil3..çg111g1111=2e.rmÊUecendo
obscuro o próprio ser do ente
;l;;i; coglP9111o. SÓ o entendimento do ser no m!!!!Slg.çglBO estrutura essen-
';Ü
d4/IZaz/QkÇli:

mente
imediaçg.11gl2..çg!!g;çsaço.
'7 O ser-no-mundo do -Daieim,por sua factualidade, já se dispersou ou
mesmo se despedaçou cada vez em determinados modos do ser-em. A.müF
tiplicidade de tais modos do ser-em pode ser mostrada em exemplos, na se=
guinte enumeração:ter de se haver com algo, produzir algo, cultivar algo e
cuidar de algo, empregar algo, abandonar algo ou deixar que algo se perca,
empreender,levar a cabo, averiguar, interrogar, considerar, discutir, determi-
nar-. Essesmodos do ser-emtêm o modo-de-ser do orai'zr-ie, o qual terá de
sercaracterizadoainda mais a fundo. Modos do ocupar-se são também os
movi d(/ície /ei do deixar de fazer, omitir, renunciar, descansar e todos
os mala de "o que já não é-. senão" em relação a certas possibilidades da ocu-
pação.O termo "ocupar-se"tem de imediato suasigniâcaçãopré-científica
e pode significar: executar, terminar, "resolver um assunto't A expressão pode
signiâcar também obter algo. Além disso, é empregada de modo caracterís-
tico: estouocupado com o malogro do empreendimento. "Ocupar-se" signi-
fica aqui algo como recear. Em oposição a essassignificações pré-cientíâcas e
ânticas, a expressão "ocupar-se de algo" é empregada na presente investigação
como termo ontológico (existenciário) para a designação do ser de um pos-
sívelser-no-mundo. Por isso, o termo não é escolhido porque de imediato e
em grande medida o -Daieim seja algo assim como

i79
SEIN UND ZEIT

mais õkonomisdi und »praktisdi« ist, sondem weil das Sela


des Daseins selbst als Sorgo si(btbar gemacht werden soll.
Diesel Ausdru(k ist wiederum als ontologisdler Struktur-
begriff zu fassen(vgl. Kap. 6 d. Absdln.). Der Ausdru(k hat
ni(bts zu tun mit »Mühsal«, »Trübsinn« und »Lebens-
sorge«,die ontis(h in jcdem Dasein vorfindlidi sina. Der-
gleidien ist ontisdx nur mõglidi ebenso wie »Sorglosigkeit«
und »l=leiterkeit«, weil Dasein ontoZogíschverstanden Surge
ist. Weil zu Dasein wesenhaft das In-der-Welt-sem gehõrt,
ist sela Sem zur Welt wesenhaft Besorgen'.
Das In-Seja ist na(!h dem Gesagten keine »Eigensdiaft«,
die das Dasein zuweilen hat, zuweílen audi ni(ht, ohne die es
seínlçõnntesegut wic niit ihr. Der Meus(h>ist«ni(ht und
hat überdiesnodoein Seinsverhãltniszur»Welt«, die er si(h
gelegentlidi zulegt. Dasein ist nie»zunãdhst« ein gleichsam
in-sem-freiesSeiendes,das zuweilen die Laune hat, eine
»Beziehung<{zur Welt aufzunellmen. Soldies Aufnehmen
von Beziehungenzur Welt ist nur móBIl(h)weíZDasein als
In-der-Welt-sem ist, wie es ist. Diese Seinsverfassungentsteht
ni(ht erst dadur(h, daB auBer dem Seiendenvom Charakter
des Daseins nada anderesSeiendesvorhanden ist und nút
diesem zusammentrifft.»Zusammentrelfen« kann diesel an-
dere Seiende)>mit« dem Dasein nur, safem es überhaupt
innerhalb einer }7eZt si(h von ihm selbst her zu zeigenvermag.
Die heute vielgebrau(hte Rede »der Mensch hat seine
Umwelt« besagt ontologisdi solange ni(bts, als diesel»Hlaben«
unbestimmt bleibt. Das >Haben« ist seiner Mõglidxkeit na(h
58
fundiert in der existenzialen
Verfassungdes In-Selas.Als
in diesel Weíse weseilhaft Seiendeskann das Dasein das
umweltli(h begegnende Seiende ausdrückli(b entde(ken, dar-
um wissen,darüberverfügen,die »Welt« haben.Die ontisdh
triviale Redevom»llaben einerUmwelt«ist ontologischein
Problem. Es lõsen, verlangt ni(hts andercs, als zuvor das Sem

a Mensdi-sem uncl Da-sem vier gleidigesetzt.


n
SER E TEMPO

h.
'q.p'
1..
económico e "prático': mas porque o ser do Z)assim ele mesmo deve se tornar
visível como.PzygÉ!eê4@gExpressão que por sua vez deve ser apreendida como
conceito ontológico estrutural (cf. sexto capítulo desta seção). A expressão
nadatem a ver com "sofrimento", "aborrecimento: nem "preocupação com a
vida'l que podem ser onticamente encontrados em todo -Daieizz.Tudo isso é
onticamente possível, assim como é a "despreocupação" e a "serenidade'l
)orquç ÇDIÊ!!Sli49.gZZgg4Z&íc2z7pze#/e
o Z)zse/mé preocupação. Porque pertence
:sseDçjdglÊ91ç..êg.;Qglgg2..2-sçr:Bg=!!ando,
a
seuserem relaçãoagpypgg é
essencialDçplg.ge!@4Éyg
l C) Segundo o que foi dito, o ser-em não é uma "propriedade" que o -Z).zs(!»
+..1
àsvezes tem e às vezes não tem, sem a qual ele pode ier tão bem quanto cam
ela.O homem não "é" e tem, além disso, uma relação-de-ser ao "mundo" que ;P''"i..
adquirecircunstancialmente. O adie/zz nunca é um ente que esteja"de ime- . /à.:
diato" desprovido de ser-em e que às vezes tenha o capricho de assumir uma
"re]ação"ao mundo. Ta] assumir relações ao mundo somente é possívelporg e
o .Daseim,como ser-no-mundo, é como ele é. Essaconstituição-do-ser não '(h./
surgeporque, adorao ente com o caráter de -Daseim,haja ainda um outro ente
subsistenteque com ele se encontre. Esseoutro ente só pode "se encontrar
como .Dúieimna medida em que ele pode em geral se mostrar por si mesmo
no interior de um manda.
rl o discurso,hoje em dia muito empregado,de que "o homem tem seu
mundo ambiente" nada significa ontologicamente enquanto esse"ter" perma-
nece indeterminado. O "ter" se fundamenta, segundo sua possibilidade, na
constituição existenciária do ser-em. É como um ente que é essencialmente
dessemodo que o .D/zieimpode descobrir expressamente o ente que pode vir-
de-encontro no mundo ambiente, saber algo a seu respeito, dele dispor e /er
õ "mundo" O discurso onticamente trivial do "ter um mundo ambiente" é on-

[ologicamente um problema. Resolvê-lo exige que se determine previamente

Ser-homem e Z).z-ie/m aqui se equivalem

i81
SEIN UND ZEIT

des Daseins ontologis(h zureiü.end bestimmen. Wenn in der


Biologie -- vor allem lieder seit .K. E. u. Baer -- von diesel
Seinsverfassung Gebrau(h gema(ht wird, dana darf man
nidit für den pllilosophischen Gebrau(h derselben auf »Bio-
logismus« sdlllieBen.Denn audi. Biologie kann als positive
Wissenschaft diese Struktur nie Ênden und bestlmmen -
sie muJ3 sie voraussetzenund stãndig von ihr Gebrau(b ma-
dien'. Die Struktur selbstkann aber au(h als Aprioü des
thematischen Gegenstandesder Biologie pllilosophisda nur
expliziert werden, wenn sie zuvor als Daseinsstrukturbegrif-
fen ist. Aus der Orientierung an der se begriffenen ontologi-
sdien Struktur kann erst auf dem Wege der Privation die
Seinsverfassung von»Leben« apriorisch umgrenzt werden.
Ontis(h sowolll wie ontologisch hat das In-der-Welt-sela als
Besorgenden Vorraüg. In der Analytik des Daseinserfãhrt
dieseStruktur ihre grundlegendeInterpretation.
Aber bewegt sida die bisher gegebeneBestimmung diesel
Seintsverfassung ni(ht aussdllieJ31i(h in negativen Aussagen?
Wir hõren immer nur, was dieses angeblich se fundamentale
In-Sem ní(üt ist. In der Tat. Aber diesel Vorwalten der nega-
tiven Clharakteristik ist kein ZufaU. Sie bekundet vielmelu
selbst die EigentünLli(bkeit des Phãnomens und ist dadurda in
minem editen, dcm Phânomen selbst angemessenenSinne
positiv. Der phãnomenologisdie
Aufweis des In-der-Welt-
scins hat den Charakter der Zurüdlweisung von Verstellungen
und Verdedcungen, weíZ diesel Phãnomen immer sdion in
cedem Dasein in gewisser Weise selbst »gesehen«wird. Und
das ist se, weíZ es eine Grundverfassung des Daseins ausma(ht,
insofem es mit seinem Sem für seja Seinsverstãndnisje sdion
erschlossen ist. Das Phânomen ist aber audi zumeist immer
schon ebenso gründlidi iniJ3deutet oder ontologis(h ungenü-
gend ausgelegtb.AUein dieses,in gewisserWeise Sehenund
a lst da überhauptmit Redit von ,Welt' die Rede?Nur Umgebungl
Diesel ,bebe' entspridit die ,Habe'. Da-sem ,hat' Bienais Welt.
b Allerdingsl Es íst j& seinlsnüãBig
gm nidit !
SER E TEMPO

o serdo .Dmei# de modo ontologicamente suâciente. Quando na biologia --


sobretudo,de novo, desdeK. E. von Baer -- emprega-seessaconstituição-
do-ser daí, não se deve concluir que há "biologismo" no seu emprego filosó-
fico. Pois a biologia como ciência positiva nunca pode encontrar também,
nem determinar essaestrutura -- deve pressupâ'la e emprega-la constante-
mente'. Mas a estrutura ela mesma só pode ser filosoficamente explicitada
dx.
'üc,ll''$b
como a.Pr/or/ do objeto temático da biologia, se antes eor concebida como
estrutura-do-.D zsein.SÓa partir da orientação pela estrutura ontológica assim
'6

concebida é que sepode delimitar ZPríor/ a constituição-de-ser da "vida" pelo


caminho da privação. O ser-no-mundo como ocupação tem precedên.ãã
tanto ântica como ontologicamente. Na analítica do -Daieim essaestrutura
experimenta sua interpretação fundamentadora.
'k2. b4aw '-q

exc! h&.:
essesçr-em, supostamente tão fundamental, #áo /. De fatg=Mas essapreva-
lência de um a caracterização negativa não é casual. Ao contrárigz çl3:ê!!!!!!ç11
em si mçlpê g:pçculi41idade do fenómeno e, por isso, é positiva em um sen:
tido ayçêntico e ajustado ao fenómeno ele mesmo. O mostrar
do ser.no=Q:!ylçlg.!Sm o caráter de uma rejeição de distorções e encobrimentos
feBgl111e11f21égico
"e
] 'àa'. '

.lg:Ê:empre 'visto': de certo modo, em


cada.nasci/z.E isto é assimporgae se trata de uma constituição-fundamental
do .Daiei#, na medida em aue este iá é, com o seu ser, cada vez aberto Para o

.ÊUçndimentg-dg-ser. Mas o fenómeno no mais das vezesj4 IÍ !ç!!!!?rq !31111!!g


!1lliS!!!1l! !p31:ç11Kndado; fundam e11ç41p!!jWlç!!!ggk3111ÊglÊjglç11111gl3$!g.®
! Qdç?jpsatiseatóriob. E que esse "ver" de certo modo

É lícito falar aí ein geral de "mundo" ? Somente ao redor! A esse"dar" corresponde o "ter'
O ])a-ieim nunca "tem" mundo

' Cerramentel De-conformidade-com-o-ser, ele #áo é de modo algum!

i83
SEIN UND ZEIT

dodi zumeist MiBdeuten' gründet selbst in nidits anderem als


in diescr Seinsverfassungdes Daseins selbst, gemãB deter es
sida selbst -- und d. h. auü. sem In-der-Welt-sem -- ontologis(h
zune(hst von dem Seiendenund dessenSem her versteht,dases
selbstnícht ist, das illm aber»innerhalb« seinerWelt begegnet'
Im Daseinselbstund für esist dieseSeinsverfassung
immer
s(hon irgendwie bekannt. Solasie nun erkannt werden, dann
59
nimmt das in sol(ber Aufgabe ausdrüd(lidie ZlrXennen gerade
síc/l seZbst -- als Welterkennen zur exemplares(hen Beziehung
der »Sede« ,ur Welt. Das Erkennen von Welt(voeiv), bzw.
dasAnspre(henund Bespre(benvon »Welt«(lóyoç) fungiert
deshalb als der primãre Modus des In-der-Welt-seios, ohne
daB dieses als sol(hes bégrifEen wird. Weil nun aber diese
Seinsstruktur ontologisdl unzugãngh(h bleibt, abcr doca
ontis(h erfahren ist als»Bezichung« zwisdien Seiendem
(Welt) und Seiendem(Sede) «:d weil Sela z«-ãüst verstan-
den -wird im ontologis(hen Anhalt am Seienden als innenvelt-
li(hem Seienden, wird versu(bt, disse Beziehung zwis(hen den
genannten Seienden auf dem Grunde diesel Seiendenund im
Sinne ihres Selas, d. 11.als Vorbandensein zu begreifen. Das
In.der-Welt-sem wird -- obzwar vorphânomenologis(h erfah-
ren und gekannt -- auf dem Wege einer ontologisdi unange-
messenen Auslegung unsí(ütbar. Man kennt die Daseinsver-
fassung jetzt nur no(b - und zwar als etwas Selbstverstãnd-
li(bes -- in der Prãgung durch die unangemesseneAuslegung
Dergestalt wird sie dana zum»evidenten« Ausgangspunkt
für die Problema der Erkenntnistheorie odes»Metaphysik
der Erkenntnis«. Denn was ist selbstverstãndlidier, als daJ3

sichein»Subjekt« auf ein »Objekt«beziehtund umgekehrt?


Diese »Subjekt-Objekt-Beziehung« muB vorausgesetzt wer-
den. Das bleibt aber eine -- obzwar in ihrer Faktizitãt unan-
tastbare -- doca gerade deshalb ie(!ht verhãngniÉvolleVor-
aussetzung,wenn ihre ontologisdie Notwendigkeit und vor
allem ihr ontologis(her Sina im Dunkel gelassenwerden.
a Bibe Riickdeutung.
SER E TEMPO

.]
13 No e para o -Daiei# ele mesmo, essaconstituição-de-ser já é sempre de l
algum modo conhecida. Se ela deve ser agora também diretamente conhecida, l
entãoo ca tecer que assumeexpressamentetal tarefa a i/ mesmose toma
enquantoconhecer-do-mundo -- como relaçãoexemplar da "alma" ao mun-
do. O conhecer de mundo (voEív), isto é, o interrogar e discutir de "mundos
(XÓ7oç)
funciona, portanto, como o modas primário de ser-no-mundo, geM
que esteseja concebido como tal. Mas porque agora essaestrutura-de-ser per'
maneceontologicamente inacessível,mas é, no entanto, onticamente experi-
.enfada como "relação" entre ente (mundo) e ente (alma) e porque ser é
entendido de imediato como apoio ontológico no ente entendido como ente
do-interior-do-mundo, procura-se conceber a relação entre aqueles entes
sobre o fundamento desses mesmos entes e no sentido de seu ser, isto é, como
subsistência.O ser-no-mundo -- embora experimentado e conhecido pré-
fenomenologicamente -- torna-se imz'2i/ue/ao ser levado para o caminho de
uma interpretação ontologicamente inadequada. Agora, a constituição-
do-l).zieimé conhecida -- e sem dúvida, como algo-que-se-entende-por-si-
mesmo-- só na forma cunhada pela interpretação inadequada.Dessaforma,l
dorna-seentão um ponto de partida "evidente" para os problemas da teoria
do conhecimentoou da "metafísicado conhecimento'l Que pode, pois, serl
mais-entendido-por-si-mesmo
do que o fato de um "sujeito" relacionar-seal
um "objeto" e ao inverso? Essa "relação sujeito-objeto" deve ser pressuposta.
Masisso-- mesmoque sejaincontestável em sua factualidade --, e precisa-
mente por isso, permanece uma funesta suposição, se sua necessidade onto-l
lógica e sobretudo seu sentido ontológico forem deixados na obscuridade.

Uma interpretação repetida

i8 5
SEIN UND ZEIT

Weil das Welterkennen zumeist und auss(blieBlidi das


Phãnomen des In-Seios exemplaúsdi vertütt und nidit nur für
die Erkenntnistheorie-- denn das praktis(he Verhalten ist
verstanden als das +ni(izlc- und»atheoretis(!he« Verhalten --,
weil dw(b diesel Vonang des Erkennens das Verstãndnis
seiner eigensten Seinsau rniBleitet wird, soll das In-der-Welt-
sein im Hinbhdc auf das Welterkennen nodo s(!hãrfer heraus-
gestellt und es selbst als existenziale »Modalitãt« des In-Seins
sichtbar gemacht werden.

$ il3. Die E=emplifizierung desIn-Sem.san ei)t.em


fundíerten .iWodw. l)m PreZterAennen

Wenn das In-der-Wélt-sem eine Grundverfassung des Daseins


ist. darin es sidanidht nur überhaupt, rondem im Modus der
Alltãgli(hkeit vorzüglidi bewegt, dann muB es audi immer
s(hon ontis(b erfahren sem. Ein totales Verhülltbleiben wâre
60 unverstãndli(b, zumal das Dasein über ein Seinsverstãndnis
seiner selbst verfügt, mag es no(h se unbestimmt fungieren.
Sobald aber das »Phãnomen des Welterkennens« selbst erfaBt
wurde, geriet es audi s(hon in eine »ãuJ3erli(he«,formale
Auslegung.Der Index dafür ist die heutenodoüblidle Anset-
von Erkennen alaseiner »Bêziehung zwisdien Subjekt
und Objekt«, die se fiel »Wahrheit« als Leerheit in si(h
birgt. Subjekt und Objekt de(ken sídi aber ni(ht etwa mit
Dasein und Welt'
Selbstwenn es anginge, das In-Sem ontologisdx primar.aus
dem erAennenden In-der-Welt-sem zu bestirnmen, dana lãge
audi daria als erste geforderte Aufgabe die phãnomenale
Charakteristik desErkennens als eines Seios in und zur Welt.
Wenn über diesel Seinsverhâltnisreflektiert wird, ist zunãdist
gegebenein Seiendes,genarmt Natur, als das, was erkannt
a AEerdings niditl So wenig, daB sdion duxdl. Zusdmmenstellungaudi
das Ablelménde fatal ist.
SER E TEMPO

r- b Ç --
i: ÇnBT''l
a' n
's'.)

lq Porque g $'
no mais dasvezesede .)
modo exclusivo.çlfênâmeno exemplar do ser-em q não só para a teoria do l b :: -.j
:É.h«' 'kg .ã;
j;=m'"'' g BE
conhecimento se desencaminha o entendimento do seu ing4g=:çlÊ:!çt n3ii:= 9'--':
;.c
gg cbb
..

rspectiva do conhecimento-do-mundo e este mesmo deve se tornar visíyS! ;F = '? :E

$ 13. .A exempLi$caçãodo ser-em em üm modusfundado. 0


Ç

O conhecimento-de-manda eP'
g }

E
0 8
f 8
ele semove nao se em geral mas prinç+palmençe no madwi Qa cotiaiamaaae, l? 9 0 - P

então ç!sei-no-mundo la deve também ser sempre onticamente experimenta: !É 0


dQ:$Êli3:.jDÊglnplçÊ!!!Íyd.que permanecessetotalmente encoberto, uma vez g 9 ça-.J
e g€
]ue o .Dzie//z dispõe de um entendimento-de-ser de si mesmo, embora sua ; Í
funç4çlJb4gS!!çjê:.!!!!!çlÊrminada Mas assim que o "fenómeno do conheci-
mentode mundo" foi ele mesmo apreendido, logo se extraviou numa inter-
pretação "extrínseca" e formal. É o que indica o mau uso anual de entender o
conhecimento como uma "relação entre sujeito e objeto': modo de entender
que abriga tanto "verdade" quanto vacuidade. Além de que, sujeito e objeto
nãocoincidem com D.zsei# e mundo;
2 Mesmo que fosse ontologicamente possível determinar primariamente
-ser-ema partir do caK?foice/e no ser-no-mundo, então haveria também como
)romeiratarefa exigida a caracterização fenomênica do conhecer como algo
um serno mundo e relativamente ao mundo. Quando sereflete sobreessa
loção-de-ser,de imediato um ente, chamado natureza, se dá, como o que se
urnaconhecido.

Decertoque não! Tão pouco que, já por junta-los, sua negaçãoé fatal

i87
SEIN UND ZEIT

wird. An diesem Seienden ist das Erkennen selbst nidit anzu-


treffen. Wenn es überhaupt »ist«, dana gehõrt es einzig dem
Seienden zu, das erkennt. Aber au(Shan diesel Seienden, dem
Meus(hen(]ing, ist das Erkennen ni(ht vorhanden. In jedem
Faze ist es ni(ht se ãuJ3erlida
feststellbarwie etwa leiblidie
Eigensdiaften. Safem nun das Erkennen diesel Seienden
zugchõrt, abcr ni(ht ãuBerlidie Beschaffenheitist, muB es
»innen«sem.Je eindeutigerman nun festhãlt,daB das
Erkennenzunãdistund eigentlidi»drinnen«ist, ja über-
haupt ni(hts von der Seinsarteinesphysis(henund psy(!hisdien
Seienden hat, um se voraussetzungsloser glaubt man in der
Frage na(b dem Wesen der Erkenntnis und der Aufklãrung
des Verhãltnisseszwisdied Subjekt und Objekt vorzugehen.
Denn nunmehr erst kann ein Problementstehen,die Fraga
nãilllich: wie kornmt dieseserkennendeSubjekt aus seiner
inneren »Sphãre« ]linaus in eine »andere UJxd ãuJ3ere«, wie
kann das Erkeimen überhaupt einen Gegenstand haben, wie
muJ3der Gegenstandselbstgedadit werden,damit am Ende
das Subjekt ilm erkennt, ohne daIS es den Sprung in eine
andere Sphãre zu wagen brau(ht? Bei diesel vielfa(!h variie-
renden Ansatz unterbleibt aber dur(bgãngig die Frade nada
der Seínsart diesel erkennenden Subjekts, dessem Seinsweise
man do(h stãndig unausgesprodienimmer sdion ím Trema hat,
wenn über sem Erkennen geliandelt wird. Zwar hõrt man
jeweils die Versicberung, das Innen und die»infere Sphãre«
des Subjekts sei gewiJ3ni(ht gedadit wie ein»Kasten<' odes
ein »Gehãuse«.Was das »Innen« der Immanenz aber posi-
tiv bedeutet, darin das Erkennen zunãdist eingeschlossenist,
und wie der Seios(harakter
diesel»Innensehs«des Erken-
nens in der Seinsart des Subjekts gründet, darüber herrsdit
S(hweigen. Wie immer aber audi disse Innensphãre ausgelegt
werden mag, safem nur die Frage gestellt wird, wie das
61
Erkennen aus ihr »hinaus« gelange und eine»Transzen-
denz« gewinne, kommt an den Tag, daJ3man das Erkennen
problematisdi íindet, oLHe zuvor geklãrt zu haben, wie und
SER E TEMPO

Nesseente o conhecer ele mesmo não é encontrado. Se ele "é" em geral,per-


tence então unicamente ao ente que conhece. Mas também nesseente, na
coisa-homem,o conhecer não é subsistente. Em todo caso, não é algo que
oossasertão exteriormente constatado como o são as propriedades corporais
Agora, na medida em que o conhecer pertence a esseente, mas não é uma sua
propriedade externa, deve ser "interna'l Quanto. mais inequivocamente se
estabeleceque o conhecer é de imediato e propriamente "de dentro" e que
assimnada tem em geral do modo-de-ser de um ente físico e psíquico, tanto
mais se crê estar procedendo sem pressuposição na questão da essência do
conhecimento e na elucidação da relação entre sujeito e obJeto. Pois só de
agoraem diante pode-sepâr um problema, a saber,a questão: como fíode o
sujeito cognoscente ir além de sua "esfera" interior, até uma outra "diversa e
externa";como pode o conhecer em geral ter um objeto, como o objeto ele
mesmodeveserpensado,para que afinal o sujeito o conheça semter de ousar
um salto numa outra esfera?Mas
ponto
pre o tema constante, emboq
b'U'r' giç-.9yyç. b-
vezesa:g2y13Blj&.4ç..gug&...4çnç11g..E..g.
'esfera.!eterna" do suieiçg não são oerl-
sados como uma "caixa.211 !!!n3:..g3jSlb.:.1131 qu!.!!giljflglHositivamente o
"dentro" da iminência onde o conhecimento é de imediato contido e coma
sefunda o caráter-de-ser desse"ser-dentro" do conhecer, no modo:!+Ê: er do
sujeito -- sobre isso se fica calado: Entretanto, gamo Quer apQpp$$g:$çt ilE
terpretada essaesfera interna, na n
sobre como o conhecer consegue "sair" dela e conquistar uma "transcendên-
cia': âcamanifesto aue só se pode achar o conhecer Problemático semgue sç
tenha elucidado antes como

i89
SEIN UND ZEIT

was diesel Erkennen denn überhaupt sei, das sol(he Râtsel


aufgibt.
In diesel Ansatz bleibt man blind gegenüber dem, was mit
der vorlâuÊlgsten Thematisierung des Erkenntnisphãnomens
sdion unausdrü(reli(b mitgesagt wird: Erkennen ist ein Seins-
modus des Daseins als In-der-Welt-sem, es hat seine ontisdie
Fundierung in diesel Seinsverfassung.Diesel Hinweis auf
den phânomenalen Befund -- Er#ennen íst ehe Seí arf des
/n-der-Preza-seün -- mõ(hte man entgegenhalten: mit einer
soldlen Interpretation des Erkennens wird aber do(h das
Erkenntnisproblem vemidltet; was sola denn no(h gefragt
werden,wenn man uoramsetzf,das Erkennen sei sdion bei
seiner Welt, die es dodi erst im Transzendieren des Subjekts
errei(ben sola?Davon abgesehen, daB in der letztformulierten
Frade wieder der phãnomenal unausgewiesene, konstruktive
»Standpuxikt« zum Vomdiein ]mmmt, weldie Instanz ent-
s(heidet denn darüber, ob und ín weZ(üemSinne ein Erkennt-
nisproblem bestehen soU, was andores als das Pliãnomen des
Erkennens selbst und die Seinsart desErkennenden?
Wenn wir jetzt damadi fragen, was si(h an dem phâno-
menalen Befund des Erkennens selbst zeigt, dana ist festzu-
halten, daJ3dasErkennen selbstvorgãngig gründet in minem
S(bon-sela-bei-der-Welt,
als weldies das Sem von Dasein
wesezüaft konstituiert. Dieses Sdion-sem-bei ist zunâdlist ilidit.
ledighdi ein stanesBegaffeneinespuren Vorhandenen.Das
In-der-Welt-seja ist als \Besorgen\von der besorgtên Welt
benommen.Damit Erkennen als betraditendes Bestimmen des
Vorhandenen mõgh(h sei, bedarf es vorgãngig einer Z)e#zienz
des besorgenden Zu-tun-habens niit der Welt. Im Sidient-
halten von allem lierstellen, Hantieren u. dgl. legt sida das
Besorgcnin dcn jetzt no(b einzig vcrblcibendcnModus des
In-Selas, in das Nur-no(h-verweilen bei . . . .du/ dem Grzazcie
diesel Seinsart zur Welt, die das innerweltli(b begegnende
Seicndc nur nodo in seincm puren '4mse/zen(cíõog) begegnen
[ãBt, und aZs Modus diesel Seinsart ist ein ausdrüd(]idies
SER E TEMPO

éem '

ser-ng:Dy.Bdg99É91111çÇÇ!.ççlr!
!113:f!!!!damÊptaç4gÉI nuca nessaconstit14jç49-
d.-; .Enw.!içã9.agiu..{ni!!ãa3slJada.Êe

conhecer ap Pois o que se deve


ainda perguntar se seprí?siapõeque o conhecer já estájunto ao seu inundo,
que só poderia ser alcançado no transcender do sujeito? Se se omite que na
pergunta formulada por último ressurge o "ponto de vista" construtivo que
não foi fenomenicamente mostrado, então que instância -- afora o fenómeno
do conhecer ele mesmo e o modo-de-ser do cognoscente -- pode decidir
sobreie e em gweie/z/ído deve haver um problema do conhecer?
ÁI Se em consequência perguntamos agora que se mostra na constatação '\
fenomênica do conhecer ele mesmo, deve-seestabelecer então gue o conhe-
cer é ele mesmo previamente fundado em um já-ser-julBg=39 !!!yg4o que l
constitui essencialmente o ser do Z)aieim. Esse já-ser-junto nãQé Jle imedia. /
to um ficar unicamente boquiaberto olhando inerte um puro subsistente.O /
\
que o connecer sejapossível como determinação considerativa do subsisten- l
te, é preciso que haja um4 p1lévjêdç:#ciépcia do ter de sç gçypê1 4gBlmdo. \
Ao seabsterde todo produzir, manejar e comportamentos semelhantes,o
ocupar-sefica agora no único ma2zíi que ainda resta do ser-em, isto é, no
só-ainda-se-demorar-junto-a... Sopre ala 2amem/a desse modo-de-ser em
relaçãoao mundo, os entes do-interior-do-mundo que vêm-de-encontro
'gera se fazem encontrar somente em seu puro agem/a (eí8oç) e, co«o «o2wi ,,/
dessemodo-de-ser, um

i91
HEIN UND ZEIT

Hinsehen auf das se Begegnende mõglidi'. Dieses -fíínsehen ist


jeweils eine bestimmte Richtungna})me.auf . .., ein Anvisieren
des Vorhandenen. Es entnimmt dem begegnenden Seienden
im Vorhinein einen »Gesiditspuiüt«. Sol(hes Hlinsehen kommt
selbst in den Modus eines eigenstãndigen Si(baufhaltens bei
dem innerweltli(hen Seienden. In sogeartetem ».4ufenthaZt«
- als dem Si(henthalten von jeghdier Hantierung und Nut-
62
zung -- voUzieht si(h das 7ernehmen des Vorhandenen. Das
Vemehmen hat die VoUzugsart des dmpre(bem und Bespre-
chens von etwas als etwas. Auf dem Bodes diesel .4usZegemim
weitesten Sinne vira das Vernehmen zum Bestímmen. Das
Vemommene und Bestimmte kann in Sãtzen ausgespro(ben,
als sol(bes .,4usgesagtesbelíalten und verwahH werden. Diesel
vemehmende Behalten einer Aussage übei' . .. ist selbst eine
Weisedes In-dei'-Welt-seios
und darf nidat als ein»Vor-
gang«interpretiert werden,dur(h den si(!hein Subjekt Vor-
stellungen von etwas besdiafEt, die als se angeeignete »drin-
aufbewahrt bleiben, bezügli(h deter dana gelegentli(b
die Frade entstehenkann, wie sie mit der Wir]çh(]üeit >über-
CJBstil'nmcH«.
Im Si(hrid].ten auf . .. und Erfassengeht das Dasein nidit
etwa erst aus seiner Innensphãre llinaus, in die es zunãchst
verkapselt ist, rondem es ist seiner primãren Seinsart na(b
immer s(bon »drauJ3en«bei einem begegnenden Seienden der
je sdion entdeüten Welt. Und dasbestimmende Si(baufhalten
bei dem zu erkennenden Seienden ist nidit etwa ein Verlassen
der inneren Sphãre, sondem au(h in diesel»Drau13en-sela«
beira Gegenstand ist das Dasein ím re(!btverstandenenSinne
»drinnen«, d. h. es selbst ist es als In-der-Welt-sela, das
erkennt. Und wiederum, das Vemel)men des Erkannten ist
ni(ht ein ZuriidKkeh'en des erfassenden Hinausgehens init der
gewonnenen Beute in das »Gehãuse« des Bemútseins, son-

:i BB :l$B:l$ hSHB
SER E TEMPO

a/Bar para o que assim vem-de-encontro é expressamente possível'. Esse a/Ó.zr


é cada vez uma determinada tomada-de-direção para.- um visar o sub-
sjstente. Essevisar toma de antemão do ente que-vem-de-encontro um "pon'
[o-de-vista"Tal olhar-paravem a ser ele mesmoum mod i de independente
deter-se junto ao ente do-interior-do-mundo. Nessa espécie de "deter-se" --
como abstenção de todo manejo e utilização -- e6etua-se o perfez'er do sub-
sistente. O perceber tem o modo-de-execução de um$aZar de e de#nZar de .z/ga
coma.zÜa.Sobre a base desseim/erpre/ar no sentido mais amplo, o perceber
setorna de/erma n O percebido e determinado pode ser expressoem pro'
posições e, como tal emamci.zda,retido e conservado. Esse reter peK--..
um enunciado !g
ser Interpretado çg
';;;ã=ãe alga
"d;ntro': em relaç4g ãl
"concordam" com a realidade.
5 No dirigir-se para-. e no apreender,o Z).zieinnão sai de suaesferainter-
na, na qual estaria inicialmente encapsulado, mas, por seu modo-de-ser pri-
mário, ele já está sempre "fora': junto a um ente que vem-de-encontro no
mundo já cada vez descoberto. E o determinante se deter junto ao ente por
conhecer não é algo como um abandonar a esfera interna, mas nesse "ser fora'
junto ao objeto, o -Daiei# está"dentro= em um sentido corretamente enten-
dido, a saber,é ele mesmo quem conhece como ser-no-mundo. Por sua vez,
o percebero conhecido não é regressardo que saiu para apreender,trazendo
de volta para a "gaiola" da consciência a presa capturada, mas

O olhar-para não surge meramente do afastar-a-vista. O olhar-para tem uma origem


própria e tem no afastar-a-vista seuconsequente necessário; o considerar tem suaprópria
originariedade. O olhar para o ei8oçexige algo distingo.

i93
SEIN UND ZEIT

dem audi im Vernehmen, Bewahren und Behalten bZeíbt das


erkennende Dasein aZsZ)meia drazzPen.Im»bloJ3en« Wissen
um einen Seinszusammenhang des Seienden, im»nur« Vor-
stellen seiner, im »lediglich« daran»denken« bin idi nidit
weniger beira SeiendendrauBen in der Welt als bei einem
originarem Erfassen. Selbst das Vergessen von etwas, in dem
sdieinbar jade Seinlsbeziehungzu dem vomials Erkannten
ausgelõsdit ist, muB aZsCine i\4odí/i#afion des zzrsprÍhgZÍ(üen
In-Seíns begriffen werden, in gleidler Weise alle Teus(!huna
und jeder Irrtum.
Der aufgezeigte Fundierungszusammenhang der für das
Welterkennen konstitutiven Moda des In-der-Welt-seios ma(ht
deutlidi: im Erkennen gewinnt das Dasein einen neuen Seírzs-
sfarzd zu der im Dasein je sdlon entdedcten Welt. Disse neue
Seinsmõgli(hkeit kãnn si(h eigenstãndig ausbilden, zw Auf-
gabe werden und als Wissens(baft die Führung übemellmen
für das In-der-Welt-sela.Das Erkennen scPm#taber ceder
allererst ein»commercium« des Subjekts mit einer Welt,
no(b enfsfe#t diesesaus einer Einwixkung der Welt auf ein
Subjekt. Erkennen ist ein im In-der-Welt-sela fundierter
Modus desDaseins.Daher verlangt das In-der-Welt-seja als
Grundverfassung eine uorgZirzgilge Interpretation.
SER E TEMPO

também no perceber, no conservar e no reter, o -Z)ase/mcognoscente como


n .--;- nefw.z?tececora. No "mero" saber acerca de uma conexão-de-ser
d tf l /' l l . l
menos lu!!to ao ente lá de fora no mundo do que junto a um apreendem
yLfZj/Ür/a.
Mesmoo esqueceralgo, no qual pareceque se desvanecetoda
relação-de-sercom o outrora conhecido, deve ser concebido comoam'z zmo-
z!@faf,Íada ser-emor i/z,iria, de igual modo que toda ilusão e todo erro.
G A conexão-de-fundamentaçãomostrada para os modade ser-no-mundo
que sãoconstitutivosdo conhecimento-do-mundo torna claro que, no co-
nhecer, o -Daseimganha um novo eiza2o-de-ier em relação ao mundo já cada
vezdescobertono -Darei/z.Essanova possibilidade-de-ser pode ter um ãesêh-
volvimento independente, convertendo-se numa tarefa e assumindo, como
ciência,a condução do ser-no-mundo. Mas o conhecer não cria pela primei-
ra vez um 'comme ciz/m" do sujeito com um mundo e não iz/rge também de
uma açãodo mundo sobre um sujeito. O conhecer é um modzn do D.zie/
fundado no ser-no-mundo. Daí que o ser-no-mundo, como constituição-
fundamental, reclame uma interpretação pr/uia.

i95
DRI'l'TES KAPITEL
Die Weltlichlceit der Welt

S i[4. Die ]dee der We]ttichkeit der W'elt ilberhaupt

Das In-der-Welt-sem
soll zuerstbínsi(btli(b des Struktur- 63
moments»Welt« si(babar gemacht werden. Die Bewerk-
stelligung diesel Aufgabe sd].eint leidat und se trivial zu sela,
daJ3man immer nodo glaubt, si(h iluer entsdllagen zu dürfen.
Was kann es besagen, »die Welt« als Phãnomen besdtreiben?
Sehen lassen,was si(!b an»Seiendem« innerhalb der Welt
zeigt. ])er erste S(]lritt ist dabei eine Aufzãblung von sol(hem,
was es »in« der We]t giba: ]liâuser, Bâume, Meus(hen, Berre,
Gestime. Wir kõnnen das »Ausseben« dieses Seienden absc/zíZ-
dem und die Vorkommliissean und mit illü erzàhZen.
Das
bleibt aber offensichtli(h ein vorphãnomenologisches »Ge-
s(hãft«, das phânomenologisdiüberhaupt nidht relevant sela
kann. Die Besdueibungbleibt am Seiendenhaften. Sie ist
ontis(h. Gesudit wird aber do(h das Sem. »Phãnomen«im
phãnomenologisdien Sinne wurde fonnal bestimmt als das,
was sida als Sem und Seinsstruktur zeigt.
Die >,Welt« phãnomenologisdi besdzreiben wird demna(h
besagen: das Sem des innerhalb der Welt vorhandenen Seien-
den aufweisenund begriffli(h-kategorial fixieren. Das Seiende
innelhalb der Welt sind die Dinge, Naturdinge und»wert-
behaftete« Dirige. Deren Dingli(bkeit wird Problem; und
safem sida die Dingli(!hkeit der letzteren auf der Naturding-
liêlikeit aufbaut, ist das Sem der Naturdinge, die Natur als
sol(he, das primãre Trema. Der aves fundierende Seios(ba-
rakter del Naturdinge, der Substanzen, ist die Substanziali-
tãt. Was ma(ht ihren ontologis(benSina aus?Daznit habeü
wir die Untersudiung in eine eindeutigeFrageri(htung ge-
bra(ht
a
TERCEIROCAPITULO
A mundidade do mundo

$14. .4 ideia da mündidade do m ndo em geral

O ser-no-mundodeve serprimeiramente elucidado quanto ao momento es-


trutural "mundo" Levar a cabo essatarefa parece fácil, sendo tão trivial que
ainda sesigaacreditando se possadela prescindir.:Q!!ç pode signiâcar o des-
crever "o
interjQE:!!o-mundo O primeiro passo estaria assim numa enumeração do que
se dá "dentro" do mundo: casas, árvores, homens, montes, astros. Podemos
P/Miar o "aspecto" desseente e #/zrznr o que nele e com ele ocorre. Mas é
manifesto que isto permanece um "assunto" pré-fenomenológico em geral e
que não pode ser fenomenologicamente relevante. A descrição permanece
presa ao ente. É ântica. Mas o buscado é no entanto o ser. ..:ElçDê!!!ç11e.l.çn.
sentido 6enomenol
como ser e estrutura-do-ser.
Por conseguinte, descrever fenomenologicamente o "mundo" deve sig- \
nificar: mostrar e fixar em conceitos categoriais o ser do ente subsistentedo l
interior-do-mundo. Ente do-interior-do-mundo são ascoisas,ascoisasnaturais l
e as coisas "providas de valor" Sua coisidade se torna problemática e, na me- l
dadaem que a coisidade das últimas é construída sobre a coisidade das coisas l
naturais, o tema primário é o ser das coisas-da-natureza, a natureza como tal.
O caráter-de-ser das coisas naturais, das substâncias, por ser fundante de tudo
o mais,é a substancialidade.Que constitui o seu sentido ontológico? Com
issodemosà investigaçãouma unívoca direção interrogativa.

i97
SEIN UND ZEIT

Ater fragen wir llierbei ontologxs(bna(b der.»Welt«? Die


gekennzeidmete Problematik ist ohne Zweifel ontologisd]..
Allein wenn ilir selbstdie reinste Explikation des Seinsder
Nata gelingt, in Anmessungan die Grundaussagen,die in der
mathematis(hen Natunvissensdiaft über diesel Seiende gege-
ben werden, diese Ontologie tl:ifEt nie auf das Phãnomen
»Welt«.Natur ist selbstein Seiendes,
dasinnerhalb der Welt
begegnet und auf vens(]liedenen Wegen und Stufen entdedcbar

SoEenwir uns demna(b zuvor an das Seiendehalten, bei


dem sida das Dasein zunâchst und zumeist aufhãlt, an die
»wertbehafteten« Dirige? Zeigen nidit sie »eigentlidi« die
64 Welt, in der wir leben? Vielleidit zeigen sie in der Tat se
etwaswie»Welt« eindringli(her. Diese Dínge sind aber dodi
au(b Seiendes »innerhalb« der Welt. . .. . .
[Veder die ontisdte .4bs(hitderung des innerweltli(hen Sei-
e7zden, no(iz díe antoZogísche /nterprefatíon des Seím díeses
Seíerzden tre#en aZs soZ(üe auf dm Phãnomen »P7eZt«. In
beiden Zugangsartenzum»objektiven Sem«ist sdion und
zwar in vens(111iedener
Weise »Welt« »vorausgesetzt«.
Kann am Ende »Welt« überhaupt ni(ht als Bestimmung
des genannten Seienden angespro(lied werden? Wir RenDeU
aber dodi diesesSeiendeinnerweltlida. lst »Welt« gar ein
Selas(harakter des Daseins? Und hat dana»zune(hst" pedes
Dasein reine Welt? Wird se »Welt« nidit etwas»Subjekti-
ves«? Wie soll denn no(h eine»gemeinsame« Welt mogli(b.

weldiem Wege treffen wir diesel Phânomen an?


,Weltlidlkeit« ist ein ontologis(berBegriff und meint die
Struktur eines konstitutiven Momentes desIn-der-Welt-seios.
Dieses aber kennen wir als existenziale Bestimmung des
Daseins.Weltlidlkeit ist demnadi selbstein Existenzial. Wenn
wir ontologls(hna(h der »Welt« fragen, dann verlassenwir
D
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0
SER E TEMPO
5
E
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Mas nisso estamosperguntando ontologicamente pelo "mundo"? A + ' 0
%-+
problemática que foi caracterizada é indubitavelmente ontológica. Mas al!!dê
ue ela J
8-

;a çlD.E911çgldâ1lçia
com as proposições fundamentais enunciadas sobre esse
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divçE$Q! gl4ub
Devemos nos ater por conseguinte, primeiramente, ao ente junto ao qual
o Z)ZJeimse detém de pronto e no mais das vezes, isto é, junto às coisas "pre
vidasde valor" ?Elas não mostram "propriamente" o mundo em que vivéhóg?
Talvezmostrem de fato, de modo mais penetrante, algo assim como um
"mundo" Mas essascoisas são também ente "do interior" do mundo.
Nem a descriçãoõntica do entedo interior-do- mundo, nem a interpretação
ontológicado ser desseente atingem, como tais, o fenómeno do " mündol'. Qs
dois modg$ dç acesso ao "ser objetivo" lá "pressupõem de diverlglD$1çlgt g
mundo"
Então, não sepode falar aânal de "mundo" em geral como uma determi-
naçãodo mencionado ente? Mas denominamos contudo esseente de ente
do-interior-do-mundo. O "mundo" não é precisamente um caráter-de-ser do
l)afim? Então cadal)aieim não tem "de imediato" o seu mundo? O "mundo"
nãosetorna assimalgo "subjetivo" ?Neste caso,como poderia ainda serpossível
um mundo "comum': "em" que no entanto Somos?E se a pergunta pelo "mun-
do" deve ser feita, ga.z/ o mundo visado?
JadeZem /z2oem :gexnZ.Qual o caminho para atingir essefenómeno?
ade" é um conceito ontológico e significa a estrutura de um
momentoconstitutivo do ser-no-mundo. Mas este,nós o ÇQB1lÊGmos como
.gIBa.dçlgrpljBêçãg.çãjgçenciái: a do adie/n. Mundidade é:por conseguinte,
pçb
'm!!!!dC

i99
SEIN UND ZEIT

keineswegs das tjzematisdae Feia der Analytik des Daseins.


»Welt« ist ontologisdl keine Bestimmung des Seienden,das
wescnhaft das Dasein níc7lt ist, sondern ein Cliarakter des
Daseins selbst. Das s(11üie13t
ni(ht aus, daB der Weg der Unter-
sudiung des Phãnomens»Welt« über das innerweltli(b Sei-
ende und semSem genommen werden muJ3.DieAufgabe einer
phânomenologischen »Bes(hreibung« der We]t ]iegt se wenig
offen zutage, daIS s(!hon ihre zurei(!fende.Bestimmung wesent-
liche ontologisdie Klârungen vedangt.
Aus der dur(IhgeführtenErwãgung und hãufigen Verwen-
dung des Wortes »Welt« spdngt seineVieldeutigkeit in die
Augen. Die Entwirrung diesel Vieldeutigkeit kann zu einer
Anzeigc der in den versdiiédenen Bedeutungen gemeinten
Phãnomene und ihres Zusammenhangs werden.
1. Welt wird als ontischer Begrifl verwendet und bedeutet
dana das All des Seienden, das innerhalb der Welt vorhanden
sem kann.
2. Welt fungiert als ontoiogisdaerTerminus und bedeutet das
Scin des unter n. l genanntenSeienden.Und zwar kann
»Welt« zum Titel der Region werden,die je eine Mannig-
faltigkeit von Seiendemumspannt; z. B. bedeutetWelt soviel 65
wie ín der Redevon der»Welt« des Mathematikersdie
Region der móBIl(hen Gegenstânde der Mathematik.
3. Welt kann wiederum in einem ontischen Sinne verstanden
wcrdcn, jctzt ater nidlt als das Seiende, das das Dasein wesen-
haft nichoist und dasinnerweltlidi begegnenkann, sondernals
das, »worín« ein faktisdies Dasein als diesel >lebt<. Welt
hat hier Cine vorontologis(h existenzieEeBedeutung. Hierbei
bestehen wieder verschiedene Mõglidikeiten: Welt meint die
»õffentli(he«Wir-Welt odesdie »eigene«und nã(bate(hãus-
liche) Umwelt.
4. Welt bezeidxnet sd)lieJ31i(!hden ontologlsch-existenzialen
Be.nriff der }T'eZtZíchXeít.Die Weltlidikeit selbst ist modifikabel
zu dem jeweiligen Strukturganzen besonderer »Welten«,
beschlie13t
aber in sida das Apriori von Weltli(11ikeitüberhaupt.
SER E TEMPO

de
= .
sê e mesmo. Isso não exclui,

porém,que o caminho da investigaçãodo fenómeno "mundo" passepelo


ente-do-interior-do-mundo e por seu ser.A tarefa de uma "descrição" fenome-
nológica do mundo é tão pouco manifesta que já uma sua determinação su-
ficiente exige essenciaiselucidações ontológicas.
A partir das consideraçõesfeitas anteriormente e do frequente emprego
da palavra "mundo'l salta aos olhos sua polissemia. Pode-se desfazer a confu-
sãodessapolissemia pela indicação dos fenómenos visados nas diversas signB=
ficações e pela conexão entre eles: .úu
1. Mundo é empregado como conceito ântico e significa então o todo ''l f
do ente que pode subsistir no interior do mundo. l -:Ê }
2. Mundo tem a função de termo ontológico e significa o ser do ente l :l !-
referido no n' 1. E, sem dúvida, "mundo" pode se tornar o termo que designa IJ 8 :
uma região abrangendo cada vez uma multiplicidade de entes: por exemplo, ? r'
ao Edar do "mundo" do matemático, mundo significa a região dos possíveis l g
./
objetos da matemática.
3. Mundo pode ser entendido por suavez em um sentido ântico, mas
agoranão como o ente que não é por sua essênciao Z)aie/me que pode vir-
de-encontro,úointerior-do-mundo, mas como "aquilo em zíe""vive" um
l)aie!/z factual como tal. Mundo tem aqui uma significação existencial pré-
g!!!!!!églçg.E, aqui, apresentam-sede novo diversaspossibilidades: mundo
signiâca o "público" mundo-do-nós ou o mundo-ambiente "próprio" e mais
próximo (doméstico).
4. Mundo designa,finalmente, o conceito ontológico-existenciário da
m##Zídade.A mundidade é ela mesma modificável nos respectivos todos
estruturais cada vez próprios dos distintos "mundos" particulares, mas contém
emsi o aPriari da mundidade em geral. l

201
SEIN UND ZEIT

Wir nehmen den Ausdrudc Welt terminologisdz für die unter


n. 3 fixierte Bedeutungin Anspruch-Wird er zuweilenim
erstgenannten Sinne gebraudit, dana wird diese Bedeutung
dwch Anführungszei(:henmarkiert.
Die Abwandlung »weltli(h« meint dana terminologia(h
eine Seinsart des Daseins und nie Cine soldie des »ín« der
Welt vorhandenen Seienden. Diesel neimen wird weltzuge-
hõüg' odes innerweltli(b.
Ein Bhck auf die bisheüge Ontologie zeigt, daB nlit dem
Verfelllen der Daseinsverfassung des In-der-Welt-seins eín
überspríngen des Phãnomens der Weltli(11ikeit zusammengeht.
Statt dessemversu(ht man die Welt aus dem Sem desSeienden
zu interpretieren, das innerweltli(h vorhanden, überdies aber
zune(bstgar nidxt entdedltist, aus der NatuP'.Natur ist
-- ontologisdi-kategorial verstanden -- ein GrenzfaR des
Seios von mõgli(hem innerweltlidien Seienden. Das Seiende
als Natur in diesel Sinne kann das Dasein nur in einem
bestimmten Modus seinesIn-der-Welt-seins entdecken. Diesel
Erkennen hat den.Charakter einer bestimmten Entweltlidiung
der Welt. ,.Natur« als der kategoria]e ]nbegüfE von Seins-
strukturen eines bestimmten innerweltlidi begegnenden Seien-
den vermag nie IVeZtZích#eífverstãndlidi zu machen'. Ebenso
ist audi das Phãnomen >>Natur«etwa im Sinne des Natur-
begriffes der Romantik erst aus 'dem Weltbegl:iff, .d. h. der
Analytik des Daseins her ontologisdi faJ3bar.
Im Flinbh(k auf das Problem einer ontologis(benAnalyse
der Weltli(111keitder Welt bewegt sida die überliefeüe Ontolo-
gie -- wenn sie das Problem überhaupt sieht -- in einer Sadl-
gasse. Andererseits wird eine Interprelation der Weltliükeit
des Daseins und der Mõglidlkeiten und Artes seiner Verwelt-
li(huna zeigen müssen, warum das Dasein in der Seinsart des
66 Welterkennensontisdl und ontologisdi das Phãnomen der

' Da-sem gerado ist weZIÀõrlíg Sinne der neuzeitlidien Physik.


c rondem umgekebrtl
SER E TEMPO

Tomam
Se 6orempregadaocasionalmente no sentido dado no n' 1, estará entre aspas'
O deriv
de-s
:l'i--ó
;= d..igKd9e49:pup8z lq
J

Um olhar na antologia proposta até agora mostra que ao mesmotempo


)

8 i
; +-

s -:"'
que não vê a constituição-do--D.zseín que é ser-no-mundo, saZ/apor ioóre o é
6enâmenoda mundidade. Em lugar disso, procura-se interpretar o mundo a
(

-+'

0
partir do ser do ente subsistente no interior do mundo, o qual, além disso, (h 0
modo algum é descoberto de imediato, a saber, a partir da naturezas. A Ãatti- )

reza -- entendida ontológico-categorialmente é um caso-limite do ser de D d


«

um possível ente do-interior-do-mundo. O -Dose/msó pode descobrir o ente J )

como natureza neste sentido, em um modwi determinado do seu ser-no-mun- (.F


G, 9 0
do. Esseconhecer tem o caráter de uma determinada desmundificação do (
mundo. "Natureza': como o conjunto categorias de estruturas-de-ser de um Z

entedeterminado que venha-de-encontro no interior-do-mundo, nunca pode


fazer que a m#md/z/ de seja entendida'. Do mesmo modo, o fenómeno da
"natureza"também no sentido, por exemplo, do conceito de natureza do
Romantismosó pode ser ontologicamente apreendido a partir do conceito-
de-mundo, isto é, a partir da analítica do Z)aieim.
Em face do problema de uma análise ontológica da mundidade do mun-
do, a antologia tradicional se move quando vê em geral o problema -- em
um impasse.Por outra parte, pma interpretação da mundidade do .D/ziei#e.

comente oor sobre o fenómeno da

a
l)ú-se/# é, precisamente, iugei/a-a-mw/zda.
"Natureza" é aqui pensada segundo Kant no sentido da física moderna
masao inversor

zo3
SEIN UND ZEIT

Weltlidlkeit überspringt. Im Faktum diesel (Jbempringens


liegt ater zuglei(b derjliinweis darauf, daB es besonderer
Vorkebrungen bedarf, um für den Zugang zum Phãnomen
clerWeltlidüeit den re(hten phãnomenalen Ausgang zu gewin-
nen, der ein l)berspringen verhindert.
Díe methodisdheAnweisung hierfür wurde sdion gegeben.
Das In-der-Welt-semund soma(hau(b die Welt soUenim
Horizont der dur(bsdhllittlidien AJltãgh(ihkeit als der nãcZ&sten
Seinsart des Daseins zum 'll'hera der Analytik werden. Dem
alltãglidb.enIn-der-Welt-sela ist na(11izugehen,
und im phãno-
menalenAllhalt an diesesmaISse etwaswie Welt in den Blick
ko«.«.en.
Die nãdiste Welt des alltáglidien Daseins ist die Umz.ueZt.
Die Untersudiung nimmt den Gang von diesel existenzialen
Charakter des durchsdlnittli(hen In-der-Welt-selas zur Idem
von Welthdlkeit überhaupt.Die Weltli(bkeit der Umwelt(die
Umweltlidikeit) sudienwir im Dur(hgang durdi eine ontolo-
gis(be Interpretation des nãdistbegegnenden inner-zzmweZt-
ZíchenSeienden.Der Ausdru(k Umwelt entbâlt in dem »Um«
einen Hinweis auf Rãumlidlkeit. Das »Umherum«, das für
die Umwelt konstitutiv ist, hat jedodi keinenprimar»rãum-
li(hen« Sinn. Der einer Umwelt unbéstreitbar zugehõrige
Raum(harakter ist vielmehr erst aus der Struktur der Welt-
lidikeit aufzuldãren. Von vier auswird die ín S 12 angezeigte
Rãumlídlkeit des Daseins phãnomenal sidltbar. Die Ontologie
hat nun aber gerado versucht, von der Rãunlli(ilikeit aus das
Seja der»Welt<< als res extensa zu interpretieren. Die extrem-
ste Tendenz zu eíner soldien Ontologie der»Welt« und zoar
in der Gegenorientierung an der res cogitans, die sida ceder
ontisdi nodo ontologis(h mit Dasein de(kt, zeigt sido bei
Z)escartes. Durei die Abgrenzung gegen diese ontologisch.e
Tendenz kann sida die vier versudzte Analyse der Weltlidikeit
verdeutlidien. Sie voEzieht si(b in drei Etappen: A. Analyse
der Umweltli(11)keit und Weltliü.keit überhaupt. B. ]llustrie-
rende Abhebung der Analyse der Weltli(11ikeit gegen die Onto-
6,
~-'*É:l'l:''*.»;l,'?' ?u:

=:*''.
)

SERETEMPO àJC,''" &-'


'''.b,l N

a' e,] )'l':


It'

11111114içi!de.
Mas no fato dessesaltar-por'sobre é indicado ao mesmo tempo
queprecauçõesparticulares são requeridaspara se conquistar o ponto'de-
partida 6enomenicamente adequado no acessoao fenómeno da mundidade,
impedindoo salto.
Para isso já foi dada a diretriz metódica. O ser-no-mundo e, por conse-

guinte, o mundo também devem se tornar o tema da analítica, no horizonte


da cotidianidade mediana, como o modo-de-ser mzz2iPrcíx/mo do Z)assim. Ê

precisoexaminar o cotidiano ser-no-mundo e nele buscando apoio 6enomê-


nico é que algo como mundo deve ficar à vista.
O my
investi
n
do-ambie
ntro no interior-Zo-
m da móie#/e. O "âmbito" [amói/ergue a expressãomundo-amb ente
contém remete à "espacialidade", Mas o âmbito constitutivo Para o ambien-
te não tem, porém, ulp !ç
lue pertenfl
ao contrário, ê partir da estrutura da mundidade A partir daí a espaciali-
dadedo .Date/mreferida no $ 12 se faz fenomenicamente visível. Agora, a l
i antologia procurou precisamente interpretar o ser do "mundo" como rei
exfeni'z a partir da espacialidade. A tendência mais extrema de tal antologia
do "mundo': elaborada em oposição à rei coK//'zms,a qual não coincide com l l
l.o.Z.)ase/#
nem õntica, nem ontologicamente, se mostra em Descarnes.Pela
delimitação contraposta a essatendência ontológica pode ser esclarecida a
análiseda mundidade que aqui tentamos. A delimitação se efetua em três
etapas:A. Análise da mundidade do mundo-ambiente e da mundidade em
geral.B. O contraste entre a análise da mundidade e a interpretação do mun-
y
doemDescartes ). a,,.. }.c/ ''Y
J /
l u'<.S \ 'JJ ''<"3Q.4
.,/k
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L

zo5
SEIN UND ZEIT

logre der »Welt« bei Z)escartes.C. Das Uinhafte der Umwelt


und die »Rãumli(bkeit« des Daseins.

A. Die Analyse der Umweltli(11ikeit


und Weltli(!hkeit überhaupt

S í5. Dm Sem destrl der Umwett begegnendenSeienden.

Der phãnomenologxscheAufweis desSeíns des nãdistbegegnen-


den Seienden bewerkstelligt sida am Leitfaden des aUtãglidien
In-der-Welt-seio, das wir au(h den Umgang ín der Welt
67 und mít dem innerweltlichen Seiendennennen. Der Umgang
hat sídzsdion zerstreutin CineManJligfaltigkeitvon W'eisen
des Besorgens. l)ie nâchste Art des Umganges ist, wie gezeigt
wurde, aber ni(ht das nur nodo vemehmende Erkennen, son-
dem dashantierende, gebraudiende Besorgen,dasreine eigene
>,Erkenntnis« hat. Die phânomenologls(he Frage gilt zunâdist
dem Sem des in soldiem Besorgen begegnenden Seienden. Zur
Si(berung desvier verlangten Sehensbedarf es einer methodi-
schen Vorbemerkung.
In der ErsdllieJ3ungund Explikation des Seiosist das Sei-
cnde jeweils das Vor- und Mitthematis(he, im eigentlichen
Trema steht das Sem. Im Bezirk der jetzigen Analyse ist als
dasvorthematische Seiende das angesetzt, das im umweltlichen
Besorgen si(h zeigt. Diesel Seiende ist dabei nidit Gegenstand
eines theoretisdien»Welt«-Erkennens, es ist das Gebrau(hte,
Hergestellteund dgl. Als se begegnendes
Seiendes
kommt es
vorthematisdi in den Blidt eines »Erkennens«,das als phgno-
menologis(hes primar auf das Sem siehtund aus dieserThema-
tisierung des Seios her das jeweilig Seiende xnitthematisiert.
Does phãnomenologis(he Auslegen ist demna(b kein Erkennen
seienderBesdxaffenheitendesSeienden,sonderneínBestimmen
der Struktur seínesSeios.Als Untersudhungvon Sem aber
wird es zum eigenstândigen und ausdrüd(lidien Vollzug des
SXK E TEMPO

do "mundo" em Descarnes. C. O ambiental do mundo-ambiente e a "espada


lidade" do Z)ajej#-

A. A análise da mundidade do mundo-ambiente


e da mundidade em geral

$ 1S. O ser do ente que-uem-de-encontrono mundo-ambiente


'z.

5-
ser do e
camente pelo
'z ..)
d;;;l;inato
Q.
iá se dispersou p
3
imediato do trato 0
)iente, mai
"conhecimç!!!g.1.4 llçlg -+ g
.c) a'
Para ter segurança de ver o que
é aqui requerido, exige-se uma prévia observação de método.
Z. Na abertura e explicação do ser, o ente é cada vez pré-temático e cote-
mático, o tema sendo propriamente o ser. No âmbito da presente análise, o
entepré-temático é o que se mostra no ocupar-seque ocorre no mundo-am-
biente. Esseente não é então objeto de um conhecer-teórico-do-"mundo': ele
é o empregado,o produzido etc. E, como ente que vem-de-encontro dessa
maneira, ele sepõe pré-tematicamente diante do olhar de um "conhecer" que,
sendofenomenológico, olha primariamente para o ser e, a partir dessatema-
tizaçãodo ser, cotematiza o respectivo ente. Esseinterpretar fenomenológico
nãoé, portanto, conhecer de propriedades ânticas do ente, mas um determi-
nar a estrutura do seu ser. Mas, como investigação de ser, ela se torna uma
execuçãoindependente e expressado

zo7
SEIN UND ZEIT

Seinsverstãndnisses,
das je sdlon zu Dasein gehórt und ín
edem Umgang mit Seiendem »lebendig« ist. Das phãnome-
nologis(h vorthematisdie Seiende, vier algo das Gebraud].te,
in HerstellungBefindli(be,wird zugânglidiin einemsiü-
versetzen in sol(hes Besorgen. SUeng genommen ist diese Rede
von einem Si(hvemetzen irreführend; denn in diese Seinsart
desbesorgendenUmgangs braudien wir uns ni(ht erst zu ver-
setzen.Das alltãglidie Dasein íst sdion immer in diesel Weise,
z. B.: die Tür õffnend, ma(be i(h Gebraudzvon der Klinke.
Die Gewínnung des phãnomenologts(ben Zugangs zu dem se
begegnenden Seienden besteht vielmehr in der Abdrãngung
der sida .andrãngenden und lnitlaufenden Auslegungstenden-
zen, die das Phãnomen eines sol(hen»Besorgens« überhaupt
verdedçen und in eins dainit erst re(ht das Seiende, wíe es von
ilun selbst her ím Besorgen für es begegnet. Diese verfãng:
lidien MiJ3griEe werden deutlidz, wenn wir jetzt untersudiend
fragen: weldies SeiendesolaVorthema werden und als vor-
phânomenaler Boden festgestellt sem? . ..
Man ant+ol tet: die Dirige. Aber init diesel selbstverstãnd-
lidlen Antwort ist der gesu(btevorphânomenale
Bodesviel-
leidit s(hon verfehlt. Denn in diesel Anspredien desSeienden
68
als »Ding«(res) liegt eine unausdrüdchdl.vorgreifende onto-
logisüe Charakteristik. Die von soldaem Seienden zum Sela
weiterfragende Analyse trifEt auf Dinghdlkeit und Realitãt.
Die ontologis(heExplikation ündet se fortsdueitend Seins-
diaraktere wie Substanzialitãt, Materialitât, Ausgedellntheit,
Nebeneinander . .. Ater das im Besorgenbegegnende Seiende
ist in diesel Sem au(h vorontologis(h zunãdastverborgen. Mit
der Nennung von Dingen als dem»zune(bst gegebenen«
Seienden geREman ontologis(h felll, obzwar man ontxsdl etwas
anderesmeint. Was man eigentlidl meint, bleibt unbestimmt.
Odor aber man (barakteúsiert diese »Dirige« als >wert-
behaftete« Dirige. Was besagt ontologis(b Wert? Wie,,ist
dieses }-Haften.. und Behaftetsein kategorial zu fassen? Von
der Dunkelheit diesel Struldur einer Wertbehaftetheit abge-
SER E TEMPO

entendimento-do-ser que já pertence cada vez ao -D.zseime está "vivo" em todo


trato com ente. Q ente que precede fen(21DÊ!!$2k)glç©oente
o tema. aa!!j:.llQE:
.,.
acessível Tomado rigorosamente, falar
de setranspor pode induzir a erro, pois nessemodo-de-ser do trato ocupado
não é preciso que haja primeiramente uma transposição.~0 -Z)afí?i/zcotidiano
iá / sempre neste modo; por exemplo, ao abrir a porta emprego a maçaneta.

te, ao
ocupaç4ç?Êg!!gg: ela se impõem, encobrindo em geral o Genâmenode tãl
'ocupar-se" e. ao mesmo tempo, o ente que tal como ele é vem-de-encoãtrol
partir de si mesmomaocupar'se e para este.Essesequívocos enganadoresse
elucidam seperguntarmos agora na investigação: que ente deve constituir o
temaprévio, estabelecendo-secomo o prévio solo fenomênico ?
4 Resposta:as coisas. Nessaresposta que-pode-se-entender-por-si-mesma
talvez já se tenha perdido o prévio solo fenomênico que se busca. Pois nesse
discurso sobre o ente como "coisa" (res) reside uma inexpressa e antecipada
caracterizaçãoontológica. A análise que vier a perguntar pelo ser de tal ente
encontrará caracteres-de-ser como coisidade e realidade efetiva. A explicação
ontológica encontrará em seguida caracteres-de-sercomo substancialidade,
materialidade,extensão,justaposição. Mas o ente que vem-de-encontro na
ocupaçãoé de pronto pré-ontologicamente encoberto nesseser. Com o no-
mearde coisascomo o ente "de imediato dado" erra-seontologicamente,
emborasequeira significar onticamente algo distinto. O que é propriamente
significado permanece indeterminado. Ou, então, essas "coisas" são caracte-
rizadascomo "detentoras" de valor. Q.uesignifica valor ontologicamente?
Como apreendercategorialmente esse"deter" e o ser-detido? Ainda que se
prescindada obscuridade dessaestrutura de uma detenção-de-valor,

zo9
HEIN UND ZEIT

sehen, ist der phânomenale Seios(barakter des im besorgenden


Umgang Begegnenden damit getroffen?
Die Griedten hatten einen angemessenen
Terminus für die
,Dirige«: nQáyFata, d. i. das, woinit man es im besorgenden
Umgang(aQãElç) zu tun hat Sie heJ3en aber ontologisch
gerade den spezi6s(h»pragmatis(ben«Charakter der
;tQá'yFata ila Dunkeln und bestimmten sie»zune(hst« als
»bloBe Dirige«'. Wir nennen das im Besorgen begegnende
Seiende das Zeüg. Im Umgang sind vorfindlià. Sdireibzeug,
Nãhzeug,Werk-, Fala-, Me13zeug.
Die Seinsartvon Zeug ist
herauszustellen. Das gesdúeht am Leitfaden der vorherigen
Umgrenzung dessen,was ein Zeug zu Zeug ma(bt, der Zeug-
haftigkeit.
Eín Zeug»ist<{ strenggenommen nie. Zum Sela von Zeug
gehõrt je immer ein Zeugganzes, darin es dieses Zeug sem
kann, das es ist. Zeug ist wesenhaft »etwas, um zu . . .«. Die
versdliedenen Weisen des»Um-zu« wie Dieilh(111keit,Bei-
trãgli(}akeit, Verwendbarkeit, Handlidikeit konstituieren eine
Zeugganzheit. ]n der Struktur >Um-zu« ]iegt eine 7er-
we&ung von etwas auf etwas. Das mit diesel Titel angezeigte
Phãnomen kann erst in den folgenden Analyscn in seinel
ontologis(hen Genesis si(htbar gemadxt werden. Vorlãufig gilt
es, Cine Veiweisungsmannigfaltigkeit phãnomenal in den Bli(k
zu bekommen. Zeug ist seiner Zeughaftigkeit entsprediend
immer aus der Zugehõrigkeit zu arderem Zeug: S(!hreibzeug, \
Feder, Tinge, Papíer, Unterlage, Tis(h, Limpe, Mõbel, Fenster,
Türen, Zimmer. Diese»Dirige« zeigen si(h nie zunãdist für/
si(b, um dana als SummevonRealemein Zimmer auszufüllen '
Das Nãdistbegegnende,obzwar ni(iht thematis(b ErfaBte, ist
das Zimmer, und dieseswiederum ni(bt als das»Zwisdien den
vier Wãnden« in einem geometrisdien râumli(hen Sinne
-- rondem als Wolmzeug. Aus illm heraus zeigt si(h die »Ein-

a Warum? etõoç -- FOQq)fl -- $1Tll dodi von 'réXnl, Bisa ,künsderis(be'


Auslegung! wenn poQgTInidit als etõoç,tõÉa!
SER E TEMPO

acasofoi por aí encontrado o fenomênico do caráter-de-ser de o-que-vem-de-


encontro no trato da ocupação ?
'l Os gregos tinham um termo adequado para designar as "coisas": vpá lzara, l
isto é, aquilo com que temos de nos haver no trato da ocupação (na zpãltç).
A
Deixaram,porém, ontologicamente na obscuridade precisamente o caráter
especificamente "pragmático" dos vpá lzü'ra, determinando-os "de imediato
como "meras coisas". Denominamos i s/rzzme /o o ente que-vem-de-encon- ,(''''Ú
tro no ocupar-se. No trato pode se encontrar o instrumento para escrever,
Q..'"'
para costurar, p'ra trabalhar [ferramenta], para viajar [veícu]o], para medir. L/

O modo-de-serde instrumento deve ser posto em relevo. Isso ocorre peb6


fio-condutor da prévia delimitação do que faz do instrumento um instrumen: 'lç'Á, '/

to, da instrumentalidade.
.5 ]!!!!:!elmos rigorosos, zz77z
instrumento nunca "é" isolado. Ao ser de 'b,?.
instrumento pertellçg !ç111precada vçr }!!!Ltodo-instrumental, no qual

Os diver$Q! modos do "para algo': tais como usuabilidade, aptidão a contribuir,


emoreaabilidade,maneabilidade, constituem uma totalidade-instrumental.
fenómeno
indicadopor essetermo só pode ficar visível em suagêneseontológica, nas r 2;
análisessubsequentes.Provisoriamente, é preciso pâr diante do olhar uma g
multiplicidade-de-eenâmenos-de-rem issão.Correspondente à sua instrumen-
talidade,o instrumento é sempreaP'zr//r da pertinência a outro instrumento: L
escritório, escrivaninha, pena, tinta, papel, pasta, mesa, lâmpada, móveis, ja-
nelas,portas, quarto. Essas"coisas" nunca semostram de imediato separadas
umasdas outras, vindo depois, numa como que solda de coisas reais, a preen-
cher um quarto. De imediato, o-que-vem-de-encontro, embora não seja te- c,.?:
maticamenteapreendido, é o quarto, o qual de sua parte não é aquilo que se J :'
acha"entre quatro paredes'l em um sentido espacial geométrico -- masins-
trumento-de-morar. A partir deste, mostra-se

Por quê ?! e[8oç Fop(ptl ' uü)l! Mas a partir da réXv71,portanto, interpretação "artificial" !
se FopgÚ não fosse pensado como e[8oç, iõéa!

211
SEIN UND ZEIT

69
ü(htung«, in diesel das jeweibge >einzelne«Zeug. 7or
diesel ist je s(hon eine Zeugganzheit entde(kt.
Der je auf das Zeug zuges(bnitteneUmgang, daria es si(h
einzig genuin in seinem Sem zeigen kann, z. B. das H.ãmmem
mit dem Hammer, er/aPt ceder diesel Seiendethematisdi als
vorkommendesDing, no(b weiB etwa gar das Gebraudien um
die Zeugstruktur als sol(he.Das l=lãmmemhat nidit lediglidi
no(b em Wissen um den Zeug(harakter desHammers, rondem
es hat si(b dieses Zeug se zugeeignet, wie es angemessener
ni(ht mõgli(h ist. In soldiem gebrau(hendenUmgang unter-
stellt si(h das Besorgen dem für das jeweilige Zeug konstitu-
tiven Um-zu; je weniger das Hammerding nur begafft wird,
je zugreifender es gebrau(ht vira, um se ursprüngb(ixer wird
dasVerhãltnis zu ihm, um se unverhüllter begegnetes als das,
was es ist, a]s Zeug. Das ]liãmmem selbst entded(t die spezi-
fis(he»]lllandlichkeit« des Elammers. Die Seinsart von Zeug,
in der es si(b von ilim selbsther offenbart,nennen wir die
Zzlhandenheít.Nur weil Zeug díeses»An-si(h-sem«bat und
nicho ledigli(h moda vorkornmt, ist es handlidi im weitesten
Sinne und verfügbar. Das s(hãrfsteNur-no(h-hínsehenauf
das se und se besdiaffene »Aussehen«von Dingen Termas
Zuhandenes ni(ht zu entdedlen.Der nãu»theoretis(b«hin-
sehendeBlick auf Dinge entbehrtdesVerstehensvon Zuhan-
denheit. Der gebraudiend-hantierende Umgang ist aber nidit
blind, er hat reine eigeneSi(otan, die dasHantieren führt und
illm seine spezifisdie Si(iaerheit verleiht. Der Umgang mit
Zeug unterstellt si(h der Verweisungsmannigfaltigkeit des
»Um-zu«. Die Sidxt cones sol(hen Si(hfügens ist die Upnzsícht.
Das »praktisdie« Verhalten ist nidat »atheoretis(h«im
Sinne der Si(htlosigkeit, und sem Unterschied gegen das theo-
retis(he Verhalten liegt nicho nur darin, daISvier betraditet
und dort gehandeZt
wird, und daB das Handeln,um ni(ht
blind zu bleiben, theoretisdiesErkennén anwendet,sondem
das Betrachten ist se ursprüngli(h ein Besorgen, wie das
1-1andelnreine Sicht hat. Das theoretisdie Verhalten ist unum-
SER E TEMPO

a arrumaçãodo quarto e, nesta, cada um dos instrumentos "individuais"


,,4#/es
destesjá estádescobertaem cada caso uma totalidade-instrumental.
.G O trato afeito cadavez ao instrumento é onde ele pode unicamente se \

mostrar genuinamente em seu ser, por exemplo, o martelar com o martelo,


J R
não aPreemZetematicamente esseente como uma coisa ocorrente, nem o F
empregarsabealgo assimcomo a estrutura-de-instrumento enquanto tal. O F
martelar não tem um saber unicamente acerca do caráter instrumental do P
martelo, senão que se apropriou desse instrumento do modo mais adequado
D -F

D
possível.Em tal trato de emprego, o ocupar'se submete-se ao para algo cons-
titutivo do instrumento correspondente,pois, quanto menos a coisa-marteb f ê
é somenteconsiderada,quanto maiso martelo é empunhado no seuempregos 0
M
tanto mais originária será a relação com ele e menos encoberto será o modo Õ J
por que virá-de-encontro tal qual é, como instrumento. O martelar ele mesmo g Í
descobrea específica"maneabilidade" do martelo. O modo-de-ser de instru- P 0
)

mento, em que ele se manifesta em si a partir de si mesmo, nós o denominamos


a fl#zaói#2ade. Somente porque o instrumento tem esse"ser-em-si':não se
limitando a apenasocorrer, é ele manetável em sentido amplo e disponível.
Por mais agudo que seja o oZB.zrolhando apenaspara esteou para aquele
"aspecto"das coisas,ele não é capaz de descobrir o utilizável O olhar para
coisasunicamente"teórico" dispensao entendimento da utilizabilidade. O
trato que emprega-e-maneja não é, porém, cego e tem o seu próprio modo-
de-ver, conduzindo o manejo e Ihe emprestando sua específica segurança. O
trato com instrumento se subordina à multiplicidade-de-re111j!!êgçiq par%
31gg=9.n!de.u«LlêLjylBg!!,IZe$U''@&
'7 O comportamento "prático" não é "ateórico: no sentido de ser despro-
vido-de-visão, e sua diferença em relação ao comportamento teórico não re-
sidesomente em que aqui seconsidera e lá seaKZe, para não permanecer cega,
a açãoempregaconhecimento teórico, pois o considerar é tão originariamen-
te um ocupar-sequanto o agir tem izía visão. Q çg!!!pg!!gDçglo teórico é um
curoolhar-para
SEIN UND ZEIT

si(btiges Nur-hinsehen. Das H.insehen ist, weil unumsi(btig,


nicho regellos, seinen Kanon bildet es sida in der Met/toda
Das Zuhandene ist ceder überhaupt theoretis(h erfa13t,
no(h ist es selbst für die Umsicht zune(!hst umsi(htig thema-
tisdl. Das Eigentümliche des zune(hst Zuhandenen ist es, in
seiner Zuhandenheit si(lb glei(hsamzurückzüziehen, um gerade
eigentlidi zuhanden zu sem.Das, wobei der aUtâglicheUmgang
sidazunãdist aufhãlt, sind au(!hni(ht die Werkzeugeselbst,
70 rondem das Werk, das jeweihg Herzustellende, ist das primar
Besorgteund daherau(h Zuhandene.
Das Werk trãgt die
Verweisungsganzlleit, innerhalb deter das Zeug begegnet.
Das herzustellende Werk als das }rozzz von Hlammer, liobel,
Nademhat seinerseits die Seinsart des Zeugs. Der herzustel-
lende Sdiuh ist zum Tragen(S(buhzeug), die verfertigte Uhr
zur Zeitablesung. Das im besorgendenIJmgang vomehinli(h
begegnende Werk -- das in Arbeit befindlidie -- lãJ3t in seiner
ihm wesenhaft zugehõrigen Verwendbarkeit je sdion mit-
begegnen das Wozu seíner Verwendbmkeit. . Das besteUte
Werk ist seinerseitsnur auf dem GrundeseinesGebrau(hsund
des in diesel entdeckten Verweisungszusainmenhangesvon
Seiendem.
Das herzustellendeWerk ist aber nidit allein vexwendbar
für . . ., das HersteUen selbst ist je ein Verwenden uon etwas
file etwas.Im Werk hegt zuglei(h die Verweisungauf»Mate-
rialien«. Es ist angewiesenauf Leder, Faden, Nãgel u. dgl.
Leder ndcderum ist hergestellt aus llãuten. Diese sina Tiêren
abgenommen, die von anderen gezü(!htet werden. Tiere kom-
nlen innerhalb der Welt auch ohnc Züchtung vor, und audi
bei diesel sLellt sídi diesesScicnde in gewisser Weise selbst her.
In der Umwelt wird denmach audi Seiendes zugângli(!h, das
an ihm selbst herstellungsunbedürftig, immer sdion zuhanden
ist. Hammer, Zange, Nagel verweisen an ilmen selbst auf
-- sie bestehenaus -- Stalll, Eisen, Erz, Gestein,Holz. Im
gebraudhtenZeug ist durdi den Gebraudi die»Natur« mit-
entdedçt, die»Natur« im Li(hte der Naturprodukte.
SER E TEMPO

ie não vê-ao redor. E, apesar de olhar não vendo-ao-redor, ele não é, con-
=ã;l:ã:l;i;;iÇ do de regras,pois seucânon seforma no método.
g Em geral,o utilizável não é de imediato apreendido teoricamente, nem
é temavisto-ao-redor pelo ver-ao-redor. O imediatamente peculiar ao utili-
zável é o como que retraimento em sua utilizabilidade, a fim de ser precisa e
propriamenteutilizável. Aquilo junto a que o trato cotidiano de pronto se
detém não são os instrumentos-para-obrar, as 6erranlentas elas mesmas, mas
a obra, o que deve ser produzido em cada caso, aquilo de que há primaria-
menteocupaçãoe, por conseguinte,é também utilizável. A obra sustentaa
totalida
V A obra a-ser-produzidacomo o.p'zza'gwéde martelo, plaina, agulhatem,
por seulado, o modo-de-ser do instrumento. O sapato a ser produzido é para
sercalçado(instrumento de calçar),o relógio pronto é paraver-o-tempo A
obraqueprioritariamente vem-de-encontrono trato de ocupação-- aquela
que seacha em elaboração -- faz que, no emprego que por essênciaIhe toca,

seu lado, a obra encomendada somente o é sobre o fundamento de seu em-


2
rÕ Mas a obra a-ser-produzida não é somente empregável para..« pois o
produzir ele mesmo é cada vez um emprego 2e algo para algo. Na obra reside
aomesmotempo a remissãoa "materiais" Ela é remetida a couro, fio, agulha
etc. O couro, por sua vez, é produzido a partir de peles e estas se obtêm
deanimaiscriados por outros. No interior do mundo há também animais que
não são criados e, na própria criação, eles de certo modo se produzem por si
mesmos. Pelo que, há no mundo-ambiente um acesso a entes que, não neces-
sitando de ser produzidos eles mesmos, já são sempre utilizáveis. Martelo,
alicate,prego remetem por si mesmos ao aço, ao ferro, ao mineral, à pedra, à
madeira de que são feitos. No instrumento empregado, a "natureza" é codes-
cobertapelo emprego, a "natureza" à luz dos produtos-da-natureza.

zl 5
SEIN UND ZEIT

Natur dará aber vier nidat als das nur BodaVorhandene


verstanden werden -- audz nicho als Naturmacht. Der Wald
ist Forst,der Berg Steinbru(h,der Flua Wasserkraft,.
der
Wind i.st Wind »in den Segeln«. Mit der entdeckten »Um-
welt« begegnet die se entdedüe ),Natur«. Von deren Seinsart
als zuhandenerl(ann abgesehen,sie selbstledigli(h in ihrer
puren Vorhandenheit entded(t und bestimmt werden. Diesem
Naturentdecken bleibt aber au(h die Natur als das,was »webt
und strebt«, uns überfâllt, als Lande(haft gefangen nimmt,
verborgen. Die Pflanzen desBotanikers sind ni(ht Blumen am
Raia, das geographisdi fixierte »Entspúngen« eines Flusses
ist nidit die »Quelle im Grund«.
Das hergestellteWerlt terweist nidit nur auf das Wozu
seiner Verwcndbarkeit und das Woraus seinesBestehens,in
einfachen handwerldidien Zustãnden liegt in ihm zugleich die
Verweisung auf den Trãger und Benutzer. Das Werk wird
ilim auf den Leio zugesdmitten, er »ist« im Entstehen des 71

Werkes mit dabei. In der Hlerstellung von Dutzendware fehlt


diese konstitutive Verweisung keíneswegs;sie ist nur unbe-
stimmt, zeigt auf Beliebige,den Durdlscliiútt. Mit dem Werk
begegnet demna(b nicht allein Seiendes,das zuhanden ist,
sondern auch Seiendesvon der Seinsart des Menu(hen, dem
das HlergesteUtein seinem Besorgen zuhanden wird; in eins
clamitbegegnetdie Welt, in der die Trâgerund Verbraudier
leben, die zugleida die unsere ist. Das je besorgteWerk ist nidit
nur in der hâuslidien Welt der Werkstatt etwa zuhanden,
sondcrn in der õ#ezzZZíc/[en}'reza. Mit diesel ist die UmweZt-
natuz' entdecl(t und cedem zugãnglich. In den Wegen, StraJ3en,
Brücken, Gebâuden ist dur(h das Besorgen die Natur in
bestimmter RichtLmg entdeckt. Ein gededcter Bahnsteig trãgt
dem Unwetter Rechnung, die õffentlidien Beleuchtungsanlagen
der Dunkelheit, d. h. dem spezifis(ihenWe(hsel der An- und
Abwesenheit der Tageshelle, dem »Stand der Sonne«. In den
Uhren ist je einer bestimmten Konstellation im Weltsystem
Re(hnung getragen. Wenn wir auf die Uhr sehen, ma(hen wir
SER E TEMPO

boasnaturezanão deve serentendida aqui como o ainda só subsistente,


nem também como#orFa-2a-m,z/zzreza.A mata é reserva florestal, o monte,
pedreira,o rio, energiahidráulica, o vento é vento "nas velas'lDescobertoo I' d
:mundo-ambiente", a "natureza" assim descoberta vem-de-encontro. Pode-se iv .'Ü.
prescindir de seu modo-de-ser como utilizável e ela mesma pode ser descober- l>'X(
\. 'q
ta e determinada unicamente em sua pura subsistência. Mas a esse descobri- l 4,Z.8püq..
mento da natureza permanece oculta a natureza como o que "vive e tende: l anq.
nos assaltae que como paisagem nos tem cativos. As plantas do botânico não
são flores do caminho, o "aflorar" de um rio geograficamente fixado não é a ,/
"nascentesubterrânea".
Z. A obra produzida não remete somente ao para-quê da possibilid;ídede
seu emprego e de-que é constituída; ela contém ao mesmo tempo, nos simples
estados artesanais, a remissão ao portador e usuário. A obra é cortada para o
seucorpo, ele "está" copresentena gêneseda obra. Na produção em série
de mercadorias essaremissão constitutiva de modo algum está ausente, é so-
mente indeterminada e aponta para qualquer um, para o mediano. Com a
pbn.p
ça!!Óljlp:o ente do modo-de-ser do homem, em cuja ocupação o produzido

. A obra de
ocupação em cada caso não é somente algo utilizável no mundo privado, por
exemplo,no local de trabalho, masno ma do pzZÓ//co. Em caminhos,ruas,
pontes,ediacios, a natureza é descoberta pela ocupação numa direção de-
terminada. Uma plataforma coberta de estação leva em conta as intempéries,
asinstalações de iluminação pública, a escuridão, isto é, a específica mudança
da presença e da ausência da luz do dia, a "posição do Sol'l Nos relógios se
leva em conta uma determinada constelação do sistema sideral. Q.uando olha-
moso relógio, fazemos

zl7
SEIN UND ZEIT

unausdrüdçlidl Gebrau(b vom»Stand der Sonne«, dama(h


die amtlidie astrononús(he Regelungder Zeitmessungausge-
führt wird. Im Gebrau(it des zune(bst und unauffãllig zuhan-
denen Uhrzeugs ist die Umweltnatur mitzuhanden. Es gehõrt
zum Wesen der Entde&ungsfunktion desjeweiligen besorgen-
den Aufgehens in der nã(bsten Werkwelt, daJ3je na(h der Art
des Aufgehens darin das im Werk, d. h. seinen konstitutiven
Verweisungen, mit beigebrachte innerweltli(he Seiende in ver-
s(biedenenGrades der Ausdrückhdlkeit, in versdliedener Wei-
te desumsi(htigen Vordringens entde(kbar bleibt.
Die Seinsart diesesSeiendenist die Zuhandenheit. Sie dará
jedodi ni(bt dls bloJ3erAuffassungs(harakter' verstanden wer-
den, als würden dem zunãchst begegnenden »Seienden«
sol(he»Aspekte« aufgeredet, als würde ein zunãdist an si(b
vorhandenerWeltstoff in diesel Weise »subjektiv gefãrbt«.
cine se geü(btete Interpretation übersieht,daJ31iierfür das
Seiende zuvor als puxes Vorhandenes verstanden und entde(kt
sem und in der Folge des entdedlenden und aneignenden
haben
Umgangs mit der »Welt« Vonang und Fülarung
müBte. Das widerstreitet aber schon dem ontologisdien Sinn
des Erkennens, das wir als /undíerten Modus des In-der-Welt-
seinsaufgezeigt haben.Diesesdringt erst tiver dasim Besorgen
Zuhandene zur Freilegung des nur noch Vorhandenen vor.
ZzzÀanden;zeít íst díe ontoZogísdz-#ategoríaZe Bestímmzzng uon
Seiendem, wíe es »an sích íst. Aber Zuhandenes >gibt es«
do(b nw auf dem Grunde von Vorhandenem.Folgt ater
-- diese Ttiese einmal zugestanden -- }iieraus, daIS Zuhanden-
heit ontologisdxin Vorhandenheitfundiert ist?
72 Aber mag au(h in der weiterdringenden onto]ogisdien ]nter-
pretation die Zuhandenheit sida ais Seinsart des innerweltlidi
zune(bst entdedLten Seienden bewãhren, mag jogar ihre
Ursprünglidlkeit gegenüberder puren Vorhandelaheitsi(h
erweisenlassen-- ist denn niit dem bislang Explizierten das

a Aber dodi nur Begegnis(buakter.


SER E TEMPO

emprego inexpresso da "posição do Sol'l pela qual é introduzida a regulação


astronómica oficial do tempo. No emprego desseinstrumento, um utilizável
de empregotão imediato e corriqueiro como o relógio, anatureza-do-mun-
do-ambiente também é coutilizável. Pertence à çs$êpçjqç41fbpção de des:
coberta

aue també remissões constitutivas, possa


=r 4ç119llS!!g.Siga)=SZpelo ver-ao-redor em diversosglaus de expressão, em

1.3 O modo-de-ser desseente é a utilizabilidade. Esta não deve ser entendi-


da no entanto como mero caráter-da-apreensão', como se o "ente" vindo-de-
encontro imediatamente fosseposteriormente coberto de "aspectos" ou como
seum material-do-mundo de pronto subsistente fosse"subjetivamente colo-
rido" Uma interpretação orientada dessamaneira omite que para issoo ente
deve ser antes entendido e descoberto como puro subsistente, devendo em
seguida,durante o trato que descobre o "mundo" e dele se apropria, ter pre-
cedênciae assumir a direção. O que já conHita com o sentido ontológico do
conhecerque mostramos como mad s$a dada do ser-no-mundo. Q..çg!!!!ç=
çlgil;!!çg.!é.Sgnseg!!É..pâr-em-liberdadeo ente apenas subsistente, indo zZém
ao utl\\zâxe\ na ocupação:.Á utiLizabiLidade é a determinação ontológico-c,zte-
,ari /do e /e ramo eZeZ "em ii". Porém só "se dá" utilizável sobre o fundamen-
to do subsistente. Mas disto se segue -- uma vez admitida essatese -- que a
utilizabilidade estáontologicamente fundada na subsistência?
f-q Entretanto, mesmo que se viessea comprovar, numa interpretação
ontológica mais desenvolvida, que a utilizabilidade é o modo-de-ser do ente
descoberto de pronto no interior do mundo e que se pudesse até demons-
trar seucaráteroriginário diante da pura subsistência -= com o que se expôs
até agora

Mas só, no entanto, como caráter do encontro

zz9
SEIN UND ZEIT

Geringstc für das ontologisdie Varstãndnis des Weltpbãno-


mens gewonnen?Welt haben wir bei der Interpretation dieses
innerweltli(h Seienden doü. irnmer schon»vorausgesetzt«.
Die Zusammenfiigung diesesSeiendenergibtdoü. nidit als die
Surnme se etwas wie»Welt«.Ftilut denn überhaupt vom Sem
diesesSeiendeneinWeg zurAufweisung desWeltphãnomens?t

$ í6. Z)íe am ízmer'zzieZfZíchSeíenden sích meZdezzde


WettmãPiglteit der Umwelt

Welt ist selbstni(ht ein innerweltlichSeiendes,


und do(h
bestimmt sie diesel Seiende se seLF,daJ3es nur begegnen und
entdecktes Seiendes in seinem Sem si(!h zeigen kann, safem es
Welt»giba«. Aber wie »gibaes« Welt? Wenn das Daseín
ontisdi dur(h das In-der-Welt-selakonstituiert ist und zu
seinem Sem ebenso weseiüaft ein Seinsverstãndnis seines
Selbst gehõrt, mag es no(h se unbestimmt sela, hat es dann
nid].t ein Verstãndnisvon Welt, ein vorontologisdiesVerstând-
nis, das zwar expliziter ontologisdler Einsidbtenentbehrt und
entbehrenkann? Zeigt si(b für das besorgendeIn-der-Welt-
sein nút dem iimerweltli(b begegnenden Seienden, d. h. dessem
Innerweltlidikeit, ni(ht se etwas wie Welt? Kommt diesel
Phânomen nicht in einen vorphânomenologisdlen Blidi, steht
es nidht sdion immer in einem sol(hen, ohne Cine thematisü.
ontologis(be Interpretation zu mordem?Hat das Dasein selbst
im Umkleis seines besorgenden Aufgehens bei dem zuhande-
nen Zcug cine Seinsmõglidikeit, in der ilim mít dem besorgten
innerweltliü.en Seiendenin gewisserWeise dessenWeltlichkeit
aufleudxtet?
Wcnn si(h sol(hc Seinsmóglidlkeiten des Daseins innerhalb
des besorgenden Umgangs aufzeigen lassen, dana óffnet sida
! Der Verá. darf bemerken, d&B er die Umweltanalyse und überhaupt
die »Hermeneutik der Faktizitãt« desDaseinsseit dem W. S. í919/20 wie-
derholt in seinenVorlesungennitgeteilt hat
SER E TEMPO

algo6oiacasoconquistado para o entendimento ontológico do eenâmeno-do-


mundo? Na interpretação desse ente-do-interior-do-mundo, o mundo já foi
semprepor nós "pressuposto'lA junção dessesentes numa soma não resulta
no entanto em algo assim como "mundo" Há, então, em geral um caminho
que,a partir do ser desseente, vá até que o fenómeno-do-mundo se mostre?'

$ 16. -A c07iformidade-a-mundo do mundo-.ambiente qüe


seíznüncia no ente do-interior-do-mundo

O mundo não é ele mesmo um ente do-interior-do-mundo e, no encanto,


o mundo determinade tal modo o ente do-interior-do-mundo que este
só pode vir-de-encontro e o ente descoberto só pode se mostrar em seu ser,
na medidaem que "sedá" mundo. Mas como "sedá" mundo? Seo -Daiei#
é onticamente constituído pelo ser-no-mundo e pertence essencialmentea
seuser um entendimento por mais indeterminado que seja, um entendi-
mento-do-ser de seu si-mesmo, não tem ele também um entendimento-de-
mundo, um entendimento pré-ontológico, que dispensa e sem dúvida pode
dispensarintelecções ontológicas explícitas ?Ao ocupado ser-no-mundo jun-
to com o ente que vem-de-encontro no interior-do-mundo, isto é, com sua
interioridade-no-mundo, não se mostra algo assim como mundo ? Essefenó-
meno não cai sob um olhar pré-fenomenológico, não estásempre à suavista,
semexigir uma interpretação ontológica temática? Não tem o .Daieimem si
mesmo,no âmbito de suaocupadaabsorçãono instrumento utilizável, uma
possibilidade-de-serem que, com o ente do-interior-do-mundo de que se
ocupa,sua mundidade reluza de certo modo?
Seessaspossibilidades-de-ser do -D.ziei/z no interior do trato de ocupação
podem ser mostradas, abre-se então

O autor se permite observar que, desdeo semestrede verão de 1919-1920, em várias


vezesem seuscursos, deu conhecimento da análise do mundo-ambiente e em geral da
"hermenêuticada factualidade" do l).ziei#.

221
SEIN UND ZEIT

ein Weg, dem se aufleu(htendenPhãnomennadizugehenund


zu versudlen, es glei(ilsam zu»stellen« und auf seine an illm
si(b zeigenden Strukturen zu befragen.
73 Zur Alltãglidlkeit des In-der-Welt-seins gebõren Moda des
Besorgens, die das besorgte Seiende se begegnen lassen, daB
dabei die WeltmâJ3igkeit des Innerweltllidien zum Vorsdiein
kommt. Das nãclistzuhandene Seiende kann im Besorgen als
unverwendbar, als ili(ht zugeri(htet für seine bestimmte Ver-
u,endung angetroífen werden. Werkzeug stellt si(h als bes(hâ-
diat ]ieraus,das Material als ungeeignet.Zeug ist hierbei in
cedemFalte zuhanden. Was aber die Unverwendbukeit ent-
deckt, ist nicho das hinsehende FeststeEenvon Eigens(baften,
sondern die Umsi(ht des gebrauchenden Umgangs. In sol(hem
Entdedwnder Unverwendbarkeit
fãllt das Zeug auf. Das
.4u//aZZen gibt das' zuhandene Zeug in einer gewissen Unzu-
handenheit.Darin liegt ater: dasUnbraudibare hegt nur da, --
es zeigt si(h als Zeugding, das se und se aussieht und in seiner
Zuhandeilheit als se aussehendesstãndig audi vorhanden war.
Die puneVorhandenheitmeldetsi(h am Zeug,um sidajedodi
wieder in die Zuhandenheit des Besorgten,d. h. des in der
Wiederinstandsetzung BeEnd[idien, zurü(]czuziehen.Diese
Vorhandeiüeit des Unbz'aud)baren
entbehn nodo ni(ht
sdiledathin jeder Zuhanderüeit, das se vorhandene Zeug ist
no(h ni(bt ein nur irgendwo vorkommendesDing. Die Besdiâ-
digung desZeugs ist no(b ni(bt eine bloJ3eDingverãnderung,
ein ledigli(h vorkonlmender Wedisel von Eigensdiaften an
einem Vorhandenen.
Der besorgende Umgang stõJ3t aber nicho nur auf Unver-
wendbares inner/mZb des je sd:ton Zuhandenen, er ündet audi
soldles, das fehlt, was ni(ht nur' ni(ht »handlich«, sondern
überhaupt nidit»zur Hland ist«. Ein Vermissen von diesel
Art entdeüt lieder als Vor$nden eines Unzuhandenen das
Zuhandene in minem gewissen Nurvorhandensein. Das Zuhan-
dene kommt im Bemerken von Unzuhandenem in den Modus
der Hzz/dríngZf(iz#eit.
Je dringli(her das Felüendegebrau(bt
SER E TEMPO

um caminho para ir em busca do 6enâmeno que assim reluz, procurando como


nUe "localiza-lo" e interroga-lo sobre as estruturas que nele se mostram.
Pertencem à cotidianidade do ser-no-mundo moz/í da ocupação que
fazemvir-de-encontro o ente ocupado de maneira que nele fica à mostra a
conformidade-a-mundo do que é do-interior-do-mundo. O ente de pronto
utilizável pode ser encontrado na ocupação como não-utilizável, como não
preparado para o s'u emprego determinado. A ferramenta pode estar estra-
gada, o material, ser impróprio. O /#i/rz/mem/a é, em todo caso, um utilizável.
Mas o sernão-empregávelnão é descoberto por uma inspeção que constata
propriedades,maspelo ver-ao-redordo trato que emprega.No descobrira
sernão-empregável,o instrumento surpreende. O i rpree 2er oferece õ ins-
trumento utilizável numa certa inutilizabilidade. Mas nisso reside que o não-
empregávelfica somente aí -- mostra-secomo coisa-instrumento com tal ou
qual aspecto que já subsistia também constantemente com esseasp'cto, em
suautilizabilidade. A subsistênciapura se anuncia no instrumento, maspara
voltar à utilizabilidade do ocupado, isto é, do que está em conserto. Essa
subsistênciado não-empregável ainda não dispensa pura e simplesmente toda
utilizabilidade, o instrumento assim subsistente ainda não é uma coisa que só
ocorre em algum lugar. O dano do instrumento ainda não é uma mera alte-
ração-de-coisa,uma mudança de propriedades em um subsistente.
Mas o trato de ocupação não só esbarra contra o que não pode ser em-
pregadona izz/er/ordo cadavez já utilizável, pois o encontra também no-que-
Ealta,que não só não é "utilizado'l mas não é em geral "utilizável". Uma falta
dessaespécie,como encontro do não-utilizável, redescobre o utilizável em um
certo ser-somente-subsistente. No notar o não-utilizável, o utilizável ocorre
no modwi da //ripar/zl/zaf'Zo. Quanto mais urgente é a necessidade de empregar
o-que-falta [Zai XeÃZende: o fa]tante],
SEIN UND ZEIT

wird, je eigentlicher es in seiner Unzuhandexlheit begegnet,


um se aufdringlidier vira das Zuhandene, se zoar, daB es den
Charakter der Zuhandenheit zu veilieren s(beint. Es enthüUt
sida als nu=rnodo Vorhandenes, das oLHe das Felllende nidit
von der Stelle gebradht werden kann. Das ratlose Davorstehen
entdedct als deÊzienter Modus eines Besorgensdas Nur-nodi-
vorhandensein eines Zuhandenen.
Im Umgang mit der besorgten Welt kann Unzuhandenes
begegnen nicho nur im Sinne des Unverwendbaren odes des
sdücdithin Felücnden, rondem als Unzuhandenes, das gerade
nÍdlt felllt und níc7lt unverwendbar íst, dasaber dem Besorgen
»im Wege liegt«. Das, woran dasBesorgensi(b ni(bt kehren
kann, dafür es»keineZeit« hat, ist Unzuhandenes
in der
Weise des Nidathergehõügen, desUnerledigten. Diesel Unzu- 74
handenestõrt und ma(ht die .du/sàssígkeít
deszunãdlistund
autor zu Besorgendensichtbar. Mit diesel Aufsãssigkeit kün-
digt sida in neuer Weise die Vorhandenheit des Zuhandenen
an, als das Sem dessem,das immer no(b vorliegt und nachErle-
digungruft.
Die Modader Auffãlligkeit, Aufdringlidlkeit und Aufsâs-
sigkeit haben die Funktion, am Zuhandenenden Chuakter
der Vorhandenheitzum Vorscbeinzu bringen. Dabei wird
ater das Zuhandenc nodo nidit lediglidi als Vorhandenes
befrachtet und begafft, die sich kundgebende Vorhandenheit
ist nodo gebunden in der Zuhandeijheit des Zeugs.Diesesver-
llüllt sich noch nidlt zu bloJ3en Dingen. Das Zeug wird zu
»Zeug« im Sinne dessem, was man abstoBen mõ(hte; in
solcher AbstoJ3tendenz aber zeigt si(h das Zuhandene als
ímmer nodo Zuhandenes in seíner unentwegten Vorhanden-
heit
Was solaaber diesel Hinweis auf dasmodi$zierte Begegnen
des Zuhandenen, daria sida.seine Vorhandenheit enthüRt, für
die Aufklãrung des }reZtp;zdnomen.sP
Auü. mit der Analyse
diesel Modiãkation stehen wir nodo hein Sem des Innerwelt-
li(hen, dem Weltphãnomen sind MriFnodo nidlt nãher gekom-
SER E TEMPO

to mais propriamente ele vem-de-encontro em sua não-utilizabilidade,


to mais o utilizável se torna importuno, a ponto de parecer que perde o
aterda utilizabilidade. Desvenda-se somente como algo que é unicamente
sistente,que não pode suprir o que falta. Como modzn deficiente de uma
pação,o ficar perplexo diante de algo descobre a só-subsistênciade um
izável.
No trato com o mundo da ocupaçãoo não-utilizável pode vir de encon-
tro não só no sentido do que não pode ser empregado ou do que pura e
simplesmente falta, mas como não-utilizável que precisamente /záafalta e náa
deixa de ser empregado, mas que "fica atravessado no caminho" da ocupação;
Aquilo para que a ocupação não pode sevoltar, para o que "não tem tempo':
é algomáo-utilizável, no sentido de não-pertinente, do que está fora de lugar.
Essenão-utilizável perturba e torna visível a #áo'perra é ci.zdo que de ime-
diato e anteriormente devemos nos ocupar. Com essanão-pertinência se
anuncia,de um modo novo, a subsistênciado utilizável como o ser do que
ainda permanece pendente e pede solução.
Os mod/ da surpresa, da importunaçáo e da não-pertinência têm a fun-
çãode pâr à mostra no utilizável o caráter da subsistência.Mas o utilizável
ainda não / ca siderado nem visto com um olhar embasbacado, como um
subsistenteunicamente; a subsistência que se anuncia está ainda vinculada à
utilizabilidade do instrumento. Este ainda não se oculta nas merascoisas.O
instrumento se torna um "traste': no sentido de algo de que gostaríamos de
nos desfazer; mas, em tal tendência para dele se desfazer, o utilizável ainda se
mostra sempre como utilizável em sua tenaz subsistência.
Mas que signiâca para a elucidação do#mzime o do zm Jo essareferên-
ciaao modificadovir-de-encontro do utilizável, no qual suasubsistênciase
revela?A análise dessa modificação faz também que ainda permaneçamos
junto ao ser do que é interior-ao-mundo e que ainda não nos aproximemos
do fenómeno do mundo.

zz5
HEIN UND ZEIT

men. Gefa13tist es no(!bnidit, aber wir haben uns jetzt in die


Mõglidlkeit gebra(ht, das Phânomen in den Blidt zu bringen.
In der Auffãlligkeit, Aufdringhdikeit und Aufsãssigkeit
geht das Zuhandene in gewisser Weise seiner Zuhandenheit
verlustig. Diese ist aber selbstim Umgang mit dem Zuhan-
denen. obzwar unthematisch, verstanden. Sie versdlwindet
nicho einfach, rondem in der Auffãlligkeit des Unverwend-
baren verabsdiiedet sie sich gleidisam. Zuhandenheit zeigt sida
no(h einmal, und gerade}iierbei zeigt sidaaudi dieWeltmâi3ig-
keitdesZuhandenen.
Die Struktur desSeiosvon Zuhandenemals Zeug ist dual
die Verweisungen bestimmt. Das eigentümlidie und selbst-
verstándlidie »An-si(b« der nã(hsten»Dirige« begegnetin
dem sie gebraudienden und dabei ni(bt ausdrüdili(h bea(hten-
den Besorgen,das auf Unbrau(hbares stoBenkann. Ein Zeug
ist unverwendbar -- darin ]iegt: die konstitutive Verweisung
des Um-zu auf ein Dazu ist gestõrt. Die Verweisungen selbst
sind nidit betra(htet, rondem»da« in dem besorgendenSi(h-
steUenenter sie. In einer Stõrung der }'erweísu7zg
-- in der
Unverwendbarkeit für. . . wüd aber die Verweisung aus-
d:üdüch. Zwu auü jetzt nod: üüt als ontologisüe St"kt-u,
sondel'nontisdi für die Umsidit, die sidaan der Bes(hâdigung
des Werkzeugs stõJ3t. Mit diesel umsiditigen Wedlen der
75 Verweisung auf das jeweilige Dázu kommt diesel selbstund
mit illm der Werkzusammenhang, die ganze »Werkstatt«,
und zwar als das,worin sidadas Besorgenímmer s(hon auf-
halt, in die Sicht.Der Zeugzusammenhangleuditet auf nidit
als ein nodo nie gesehenes, sondern in der Umsi(ht stãndig im
vorllinein sdion gesiditetes Ganzes.Mit diesem Ganzen aber
meldet sich die Welt.
Imglei(hen ist dasFelllen einesZuhandenen,dessem alltâg-
liches Zugegensein se selbstverstãndlidi war, daIS wir von ihm
gar nicht erst Notiz nallmen, ein Bruahder in der Umsidlt
entdeckten Verweisungszusammenhãnge. Die Umsi(ht stõBt
bs Leere und sieht erst jetzt, wo/!Zr und womít das Fel)lendo
SER E TEMPO

Jãoo apreendemos ainda, mas temos agora a possibilidade de pâr o fenõme-


.o diante do olhar.
Na surpresa,na importunação e na não-pertinência, o utilizável perde
de certo modo sua utilizabilidade. Esta, se bem que de maneira atemática, já
éentendida ela mesma no trato com o utilizável. Não desaparece simplesmente,
mas,na surpresado que não pode ser empregado, ela de certo modo como
que se despede. A utilizabilidade se mostra de novo e precisamente nisso se
mostratambém a conformidade-a-mundo do utilizável.
A estrutura do ser de utilizável como instrumento é determinada pelas
remissões. O peculiar "em si" que-por'si-mesmo-se-entende das "coisas
próximas que vêm-de-encontro na ocupação que as emprega, mas não as
considera expressamente, pode tropeçar no não-empregável. Se um instru-
mento não pode ser empregado, perturba-se a remissão constitutiva de um
para'algo a um para'isto. As remissões elas mesmas não são consideradas,
estando,contudo, "aí: pois que a ocupação lhes é subordinada. Na .perrzír-
Óaf,Ía2a remisi,ía no não poder ser empregado para. . a remissão torna-
se,no entanto, expressa,embora ainda não se torne expressacomo estrutu-
ra ontológica, mas fica onticamente expressa,porém, para o ver-ao-redor,
o qual esbarra contra a avaria na ferramenta. Com essedespertar do ver-ao-
redor da remissão para o respectivo para-isto, este fica visível e com ele a
conexão-da-obra, a "oficina" inteira como aquilo onde a ocupaçãosempre
já estava.A conexão-instrumentalnão reluz como algo nuncavisto, mas
como um todo já constante e de antemão avistado no ver-ao-redor. Mas,
com essetodo, o mundo se anuncia.
De igual modo, a falta de um utilizável, cujo acessocotidiano era de
tal modo algo-que-se-entendia-por-si-mesmo,que dele nem sequer nos
apercebíamos,é uma p"ap/wrndas conexões-remissivas descobertas no ver-
ão-redor.O ver-ao-redor tropeça, cai no vazio e só agora vêpzzrngzóee com
gzleo que falta

zz7
SEIN UND ZEIT

zuhandenwar. Wiederum meldet sich die Umwelt. Was se


aufleuditet, ist selbst kein Zuhandenes unter anderen und erst
re(ht nicht ein 7orhande?zes,
das das zuhandeneZeug etwa
fundiert. Es ist im»Da« vor arfar Feststellungund Beuada-
tung. Es ist selbstder Umsichtunzugãnglidz,safem diese
immer auf Seiendesgeht, aber es ist für die Umsicht je s(hon
ersdl[ossen.»Ersdl]ie]3en« und >,Ersdl]osseiüeit« werden im
folgenden temiinologisdh gebraucht und bedeuten»aufs(blie-
Ben« -- »Aufgesdllossenheit«. »Ers(hlieJ3en«meint demnadi
nie se etwas wie»mittelbar dur(h einen SdlluJ3gewinnen«.
DaB die Welt nicht aus dem Zuhandenen>besteht', zeigt
sidau. a. daran,daJ3mit dem Aufleu(htender Welt in den
interpretienen Moda desBesorgenseineEntweltlidl.ung desZu-
handenen zusammengeht,se daB an illm das Nur-vorhanden-
sein zumVorschein kommt. Damit im aUtãglidienBesorgen der
»Umwelt« das zuhandene Zeug in seinem >An-sich-sem«sola
begegnen kõnnen, müssen die Verweisungen undVerweisungs-
ganzheiten, darinnen die Umsidit »aufgeht«, für diese sowolll
wie erst redit für ein unumsichtiges,»thematisdies« Erfassen
unthematisdi b[eiben.])as Sita-ní(üt-meZdender We]t ist die
Bedingung der Mõglidikeit des Ni(!htheraustretens des Zuhan-
denen aus seiner Unauffãlligkeit. Und darin konstituiert si(b
die phãnomenale Struktur des An-sida-seinsdieses Seienden.
Die privativen Ausdrü(ke wie UnauffãUigkeit, Unaufdring-
lidikeit, Unaufsâssigkeit meinen einen positiven phãnomenalen
Charakter des Seios des zune(hst Zuhandenen.Disse»Un«
meinen den Charakter des Anui(111haltens des Zuhandenen, das,
was wir lnit dem An-si(h-sela ím Auge haben, das wir diarak-
tcristischcrweise aber »zunâchst« dcm Vorhandenen, als dem
thematisdi Feststellbaren,zuschreiben.In der primãren und
auss(illlieBlidien Orientierung am Vorhandenen ist das»An-
sich«ontologisdi gar nidit aufzuklâren. Ride Auslegung jedo(h
muB verlangt werden,soll die Rede von»An-sida« eine
76
ontologisdi belangvolle sem. Man beruft sida meist ontisdz
emphatisch auf diesel An-si(h des Selas und mit phãnomena-
SER E TEMPO

erautilizável. De novo o mundo-ambiente se anuncia. O que assimreluz não


é um utilizável entre outros e menos ainda um iz/óiis/e /e como que a fundar
o instrumento utilizável. Ele é no "aí': antes de toda constatação e considera-
ção.Ele é ele mesmo inacessível ao ver-ao-redor, na medida em que este está
sempredirigido para o ente, mas ele já estácada vez aberto para o ver-ao-redor.
UAbrir" e "ser aberto" serão em seguida empregados terminologicamente sig-
nificando "deixar aberto" -- "ser do que é aberto'l "Abrir" nunca significa
'obter algo, de forma mediada, por uma inferência't
Que o mundo não se "compõe" de utilizáveis é mostrado entre outras
coisasem que, com o reluzir do mundo nos moda interpretados de ocupação;
ocorre ao mesmo tempo uma desmundificação do utilizável, de tal maheifa
que fica nele manifesto o ser-só-subsistente.Para que o utilizável possaver-
de-encontro na ocupação cotidiana do "mundo ambiente" em seu "ser-em-si
é preciso que as remissões e as tonalidades remissivas, nas quais o ver-ao-
redor é absorvido, permaneçam atemáticas para ele, assim como o são e, com
maisrazão,para uma apreensão"temáticas fora do ver-ao-redor. Que o mundo
áale zó cie é a condição da possibilidade de que o utilizável não saia da
suacondição de não-surpreendente. É onde se constitui a estrutura fenomê-
nica do ser-em-si desse ente.
As expressõesprivativas como não-surpresa, não-importunação e não-
pertinênciadesignam um caráter fenomênico positivo do ser do utilizável
imediato.Tais"nãos" significam essecaráter do manter-se-em-sido utilizá-
vel, o que temos em vista com o ser-em-si, mas que, de modo característico,
atribuímos de "pronto" ao subsistente como o que deve ser tematicamente
fixado.Na orientação primária e exclusivapara o subsistente não sepode es-
clarecerontologicamente o "em si': Entretanto, seo falar de "em si" há de ser
ontologicamente relevante, então uma interpretação deve ser exigida. Há uma
referência no mais das vezes enfática, do ponto de vista ântico, a esse em-si
do ser e, com razão, no seu aspecto 6enomênico.

zz9
SEIN UND ZEIT

S í7. 7ezweísungu?zdZeí(ãen
SER E TEMPO

Alas esserecurso ó/z/ico ainda não satisfaz à pretensão que através dele se supõe
dada pela enunciação o /a/clgíca.A análise levada a cabo até agora já deixa
claro que o ser-em-si do ente do-interior-do-mundo só pode ser ontologica-
inente apreendido sobre o fundamento do fenómeno-do-mundo.
Mas seo mundo pode de algum modo reluzir, ele já deve em geral estar
aberto.Com a acessibilidade do utilizável do ente do-interior-do-mundo para
o ver-ao-redorocupado, o mundo já está cada vez de antemão aberto. Por
conseguinte,o mundo é algo "em que" o -Z)ase/m
como ente cada vez já ezae
ao qual, cada vez em que progride expressamentepara algo, não faz senão
regredir. . . . , . -,
Segundoa interpretação desenvolvida até agora, ser-no-mundo significa
o absorver-se atemático do ver-ao-redor nas remissões constitutivas da utili-
zabilidade do todo-instrumental. O ocupar'se já é cada vez como ele é, sobre
o fundamento de uma confiante familiaridade com o mundo. Nessaconfian-
ça o .Dasejm pode se perder no vir-de-encontro do que é interior-ao-mundo e
serpor ele absorvido. Que é aquilo com que o -D.zie/mtem familiaridade e por
quepode reluzir a conformidade-a-mundo de o-que-é-o-interior-ao-mundo ?
Como entender de modo ainda mais preciso a totalidade-de-remissão em que
se"move" o ver-ao-redor e por cujas possíveis rupturas penetra a subsistência
do ente?
Pararesponder a essasperguntas visando à elaboração do fenómeno e
dapraz'/emada mundidade, é necessárioque se proceda a uma análise mais
concreta das estruturas sobre cuja conexão arquitetânica as questões propos'
tas seinterrogam

S 17. Remissão e sinal

Na interpretação provisória da estrutura-de-ser do utilizável (dos "ins-


lentos"), o fenómeno da remissão setornou visível, mas apenasem esbo-
), de modo que foi necessário acentuarmos ao mesmo tempo a necessidade
pâr a descoberto o fenómeno em sua origem ontológica, antes somente
ldicada.Além de que

z3i
SEIN UND ZEIT

doeswurde deutlich, daJ3Verweisung und Verweisungsganzheit


in irgendeinem Sinne konstitutiv sem werden für die Weltlidi-
keit selbst.Die Welt sahenwir bislang nur aufleuditen in und
für bestimmte Weisen des umweltlidien Besorgens des Zuhan-
denen und zwar mít dessemZuhandenheit. Je weiter wir daher
im Verstãndnis des Selas des innerweltlidien Seienden vor-
77
dringen werden, um sebreiter und sidierer wird der phãnome-
nale Bodes für die Freílegung des Weltphânomens.
Wir nehmen lieder den Ansgang beira Sem desZuhandenen
und zoar jetzt in der Absidit; das Phãnomen der 7erweíszazg
selbst s(hürfer zu fassen. Zu diesel Zwe(ke versu(hen wir eine
ontologische Analyse eines sol(hen Zeugs, daran si(h in einem
mehrfa(hen Sinne»Verweisungen«vorfinden lassen. Der-
gleidien»Zeug«íindenwir vor in denZeíclun.Mit diesel
Wort wird vielerlei benannt: nidit nur versdliedene .4rten von
Zei(ben, rondem das Zeidiensein für ... kann selbst zu einer
unípersaZenBezíehungsart formaJisiert werden, se daB die
Zeichenstruktur selbst einen ontologls(b.enLeitfaden abgibt
fiar eine >,Charakteristik«ares Seiendenüberhaupt.
Zeichen sind ater zune(ihst selbst Zeuge, deren spezífisdier
Zeugcharakter im Zeígen besteht. Dergleidxen Zeiü.en sind
Wegmarken, Flursteine, der Sturmball für die SdlifEalut,
Signale, Fahnen, Trauerzeidien und derglei(ben. Das Zeigen
kann als eine »Art« von Verweisenbestiinmt werden. Ver-
weisen ist, entrem formal genommen, ein .Bezlehen.Beziehung
aber fungiert nidit als die Gattung für >Arten« von.-,Ver-
weisungen, die sich etwa zu Zei(hen, Symbol, Ausdru(k,
Bedeutung differenzieren. Beziehung ist eine formale Bestim-
mung, die auf dem Wege der »Formalisierung«an jeder Art
von Zusammenhãngen jegli(her Sad)haltigkeit und Seinsweise
llirekt ablesbarwird.i

Zeidien und Bedeutung ebd. Bd. 11,1. Untenudiung.


SER E TEMPO

ficou claro que a remissão e a totalidade da remissão em algum sentido se


tornarão constitutivas da mundidade ela mesma. Até agora só vimos o mundo
reluzindo em e para determinados modos do ocupar'se no ver-ao-redor
do mundo-ambiente do utilizável e precisamente cam a sua utilizabilidade.
Portanto,quanto mais penetrarmos no entendimento do ser do ente do-in-
terior-do-mundo, tanto mais amplo e mais seguro será o solo fenomênico
sobreo qual o fenómeno-do-mundo seráposto-em-liberdade.
Retomamos o ponto-de-partidano serdo utilizável e agorano intuito
de apreendermais rigorosamente o fenómeno da rem/iiáo ele mesmo. Para
alcançaressefim procuramos fazer uma análise ontológica de um instrume#=
to tal que nele se possam encontrar "remissões" numa multiplicidade de seri-
[idos. Semelhante "instrumento" nós o achamos nos sZm.zis.
Palavra que nomeia
diversascoisas: não somente diversas espéciesde sinais podem ser formalizadas,
mas o ser-sinal de... pode ele mesmo se formalizar em z/m z espécie imersa/
de reZafáo,
de tal maneira que a própria estrutura-de-sinalfornece um fio-
condutor ontológico para uma "caracterização" de todo ente em geral.
Mas os sinais são de imediato eles mesmos instrumentos, cujo específico
caráter-de-instrumento consiste em moi/zux Sinais são, por exemplo, os mar-
cosmiliários, os marcosdivisórios, as esferasque anunciam tempestadeaos
navios,sinalizações,bandeiras, sinais de luto e semelhantes. O mostrar pode
serdeterminado como uma "espécie" de remeter. O remeter, tomado numa
acepçãoextremamenteformal, é um p'e/aria n Mas a relaçãonão tem a fun-
çãode um gênerode "espécies"de remissõese diferenciando-se em sinal,
símbolo, expressão, significação. A relação é uma determinação formal que,
pelavia da "formalização': é diretamente apreendida em toda espéciede co-
nexões,qualquer que sejaseu conteúdo-de-coisa e modo-do-ser'

Ce. E. 'E\nssel\,Ideen zu einer reinen PbãnomenoLogie ündpb2ino }enoLogiscben PbiLosopbie


aldeiaspara uma fenomenologia pura e filosofia fenonlenológical , 1; Parte desceAnuário,
vol. 1, $ 10 ss.; a]ém de já nas Z,OKisróf Un/ers/ócb ngez2[lnvestigações lógicas], vol. l,
cap ll -- "Für die Analyse Von Zeichen und Bedeueung" apara a análisede sinal e sig-
nificação] , ibidem, vol. ll, la Investigação.

z33
SEIN UND ZEIT

Jede Verweisung ist eine Beziehung, ater ni(ht jede Bezie-


hung ist eíne Verweisung.Jede »Zeigung«ist eine Ver-
weisung, aber ni(bt jedes Verweisen ist ein Zeigen. Daria liegt
zuglei(h: jede »Zeigung« ist eine Beziehung, aber ni(ht jedes
Beziehen ist ein Zeigen. Dainit tritt der formal-aRgemeine
Charakter von Beziehung ans Licht. Für (]ie Untersu(huna
der Phãnomene Verweisung, Zei(ben odor gar Bedeutung ist
durdi eine Charakteristik als Beziehung ni(!hts gewonnen'.
Am Ende muJ3segar gezeigt werden, daB»Beziehung« selbst
wegen ihres formal-allgemeinen Charakters den ontologisdien
Ursprung in einer Verweisunghat.
Wenn die vorliegendeAnalysesi(h auf die Interpretation
des Zeidiens im Untersdiied vom Verweisungsphânomen
bes(]Lrãnkt, dana kann au(h innerhalb diesel Besdzrânkung
78 nicht die gesdilossene
MannigfaltigkeitmóBIl(herZeidien
angemessen
untersudit werden. Untar den Zeidien giba es
Anzeidien, Vor- und RÜ(kzei(hen, Merkzei(hen, Kennzei(hen,
deren Zeigung jeweils versdiieden ist, ganz abgesehendavon,
was je als sol(hesZeidlen dient. Von diesel »Zeidien« sind
zu sdieiden: Spur, Ubenest, Denkmal, Dokument, Zeugnis,
Symbol, Ausdrudl, Ersdieinung, Bedeutung. Diese Phânomene
lassen si(h auf Grund blues formalen Beziehungsdaarakters
leidit formalisieren; wir sina heute besonders leidit geneigt,
am Leitfaden einer soldaen»Beziehung«elles Seiendeeiner
»Interpretation«zu tuiterwcrfcn,die immer »stimmt«,weil
sie im Grunde nidits saàt, se wenig wie das leidithan(Bi(he
Schema von Forra und Inhalt.
Als Exemplar für Zei(hen wãlllen wir eín sol(hes,das ín
einer spãteren .Analyse in anderer Hinsi(üt exemplarisdi fun-
gieren soll. An den Kraftwagen ist neuerdings ein roter, dreh:
bater Pfeil angebradit, dessem Stellung jeweils, zum Beispiel
an einerWegkreuzung, zeigt, wel(henWeg derWagen nehmen
wird. Die Pfeilstellung wird durch den Wagenführer geregelt.
a Fundamental fíir den Nachweís der Mõglidzkeit des Anspru(hs der
Logistik.
SER E TEMPO

Toda remissão é uma relação, mas nem toda relação é uma remissão. Toda
"inc oração"é uma remissão,mas nem todo remeter é um mostrar. Donde
ao mesmotempo que toda "mostração" é uma relação, mas nem todo
leia ionar é um mostrar. Dessamaneira fica claro o caráter universal-formal
de r ção.Para a investigação dos fenómenos da remissão, do sinal e mesmo
da lificação, nada se ganha' caracterizando-os como relação. No final,
dev .se mostrar que, em uir/zzde de seu caráter universal-formal, a "relação
[em ibém ela mesma sua origem ontológica numa remissão.
Embora a presente análise se limite a interpretar o sinal em sua diferen-
Çac .m o fenómeno-da-remissão, mesmo dentro dessalimitação não se podo
inve igar adequadamente toda a multiplicidade dos sinais possíveis. Entre os
sina estãoos sintomas, os presságios, os sinais precursores, os sinais retros-
pec )s, as insígnias, características cuja mostração é cada vez diversa, dei-
xan to totalmente de lado aquilo a que serve cada vez o sinal. Desses"sinais'

é Pi isoseparar: o rastro,o vestígio,o monumento,o documento,o teste-


mu] .ho, o símbolo, a expressão,o aparecimento, a significação. Fenómenos
esse que podem ser facilmente normalizados com fundamento em seu formal
cara -de-relação; hoje estamos particularmente propensos à fácil submissão
det pdoente a uma "interpretação" pelo fio-condutor de tal relação, sempre
'sat ;fatória'lpois, no fundo, ela nadadiz, do mesmo modo que nada diz o
esq lema,facilmente manejável, de forma e conteúdo.
Como exemplo de sinal escolhemos um sinal que numa análiseposterior
sirv também de modelo a partir de um outro ponto de vista. Ultimamente,
osa ltomóveisusam uma flecha giratória vermelha cuja posição, em um cru-
zan ento, por exemplo, indica cadavez o caminho que o carro seguirá.A
pos :ãoda fecha é regulada pelo condutor do veículo.

tdamentalpara comprovar a possibilidade do pretendido pela Logística

z35
SEIN UND ZEIT

Diesel Zeidien ist ein Zeug, dasnidit nur imBesorgen(Leilken)


des Wagenfüluers zuhanden ist. Auü. die ni(ht Mitfahrenden
-- und gerade sie -- madien von diesel Zeug Gebrau(b und
zwar in der Weise des Ausweidiens nada der entspre(Leader
Sente odes des Stehenbleibens. Diesel Zei(ben ist innerweltlidi
zuhanden im Ganzen des Zeugzusammenhangs von Verkehrs-
mitteln und Verkehrsregelungen.Als ein Zeug ist dieselZeig-
zeug dur(h Verweisung konstituiert. Es hat den Charakter des
Um-zu, seine bestímmte Dienlidikeit, es ist zum Zeigen. Dieses
Zeigen des Zei(bens kann als»verweisen« gefaBt werden.
Dabei ist aber zu bea(hten: dieses»Verweisen«als Zeigen ist
nicho die ontologisdie Struktur des Zeidhensals Zeug.
Das >,Verweisen«als Zeigen grundet vielmehr in der Seins-
struktur von Zeug, in der])ien]i(]lkeit zu. Disse ma(ht ein
Seiendesni(ht sdl.onzum Zeidlen. Au(!h das Zeug»Hammer«
ist dur(h eine Dieillidikeit konstituiert, dadurdi ater vira
der liammer ni(bt zum Zei(hen. Die»Verweisung« Zeigen ist
die ontisdie Konkretion des Wozu einer Dienlidllkeit und
bestimmt ein Zeug zu diesel. Die Verweisung»Dienli(hkeit
zu« ist dagcgeneine onLologisdi-küLegorialc
Bestimmtheit dcs
Zeugs aZsZeug. DaB das Wozu der Dieiüidlkeit im Zeigen
reine Konkretion erhãlt, ist der Zeugverfassungals soldier
zufâllig. Im rohen wird sdaon an diesel Beispiel des Zeidaens
der Unterscllied zwis(hen Verweisung als Dienli(!bkeit und
Verweisung als Zeigen si(btbar. Beije fallen se wenig zusam-
men. daJ3sie in ibrer Einheit die Konlrretion einer bestimmten 79
Zeugart erst emiõgli(hen. So gewiB nun ater das Zeigen vom
Verweisen als Zeugverfassung grundsãtz]ich vele(]úeden ist,
se unbestreitbar hat dodi lieder das Zei(hen einen eigentüm-
h(hen und segar ausgezeidmetenBezug zur Seinsart des je
umweltli(h zuhandenen Zeugganzen und seiner WeltmãJ3ig-
keit. Zeigzeug hat im besorgenden Umgang eine porzi;igZíche
Verwendung. Es kann ontologísda jedodh nidit geniigcn, dieses
Faktum einfa(h festzustellen.Grund und Sina dieselVorzugs
müssen aufgeklãrt werden.
SER E TEMPO

: sinal é um instrumento utilizável não só no ocupar'se (conduzindo) do


utor do veículo. Também os que não viajam no veículo -- e precisamen-
les-- empregamesseinstrumento e semdúvida no modo do desviar-se
lado correspondente ou ficando parados. Essesinal é um utilizável do
ior-do-mundo no todo da conexão-instrumental de meios de transporte
regras-do-trânsito.Como um instrumento, esseinstrumento-de-mostrar
)nstituÍdo por remissão. Ele tem o caráter do para-algo, sua serventia de-
:inadaé para o mostrar. Essemostrar do sinal pode serapreendido como
deter"Mas é preciso notar que esse"remeter" como mostrar não é a es-
itura ontológica do sinal como instrumento.
O "remeter"como mostrar sefunda, ao contrário, na estrutura-dõ-iér
instrumento, na serventia para. Mas essaserventia não é suficiente para
[er de um ente um sinal. Também o instrumento "martelo" é constituído
)r uma serventia que não o transforma, porém, em um sinal. A "remissão'
mostrar
é a concretização ântica do para-quê de uma serventia e determina
instrumento para isso. Ao oposto, a remissão "serventia-para" é uma
leterminidade ontológico-categorias do instrumento rama instrumento. Q.ue
l para-quê da serventia receba sua concretização no mostrar é algo acidental
ía a constituição-de-instrumento como tal. Nesse exemplo do sinal já âca
;ível de modo rudimentar a diferença entre remissão como serventia e
missão
como mostração. Ao invés de se identificarem, somente a unidade
le ambaspossibilita a concretizaçãode uma espéciedeterminada de ins-
trumento.Mas tão certo quanto mostrar é distinto nos seusprincípios de
remetercomo estrutura do instrumento, não menos indiscutível é que o sinal
temumarelaçãopeculiar e mesmo assinaladacom o modo-de-serdo todo-
instrumentalcadavez utilizável no mundo-ambiente e com sua conformi-
dade-a-mundo. O instrumento-de-mostrar tem uma utilização .ziiim,zZadz
notrato de ocupação.Entretanto, a simples constataçãodessefato pode não
serontologicamente satisfatória. Deve-se elucidar o fundamento e sentido
dessaprecedência.

z37
SEIN UND ZEIT

Was besagt das Zeigen eines Zeidiens? Die Antwort ist nur
dana zu gewinnen,wenn wir die angemessene
Umgangsart
mit Zeigzeug bestimmen. Darín muB genuin audl. seine Zu-
handenheit faJ3bat werden. Weldies ist das angemessene Zu-
tun-haben init Zeichen? in der Orientierung an dem genann-
tenBeispiel(Pfeil) muB gesagt werden: Das entspred].endeVer-
halten(Sem) zu dem begegnendenZeidien ist das»Auswei-
(hen« odes»Stehenbleiben« gegenüber dem ankornmenden
Wagen, der den Pfeil mit sida füJart. Auswei(hen gehõrt als
Eínsdlllagen einer-Ri(!htung wesenhaft zum In-der-Welt-sela
des Daseíns.[)ienes ist immer irgendwie ausgeü(btet und
unterwegs; Stehen und Bleiben sina nur GrenzfâRe diesel
ausgeri(bteten »Unterwegs«. Das Zeidien adressiert sich an
ein spezifisdh.»rãumliches« In-der-Welt-sem. Eigentlidi
»erfaBt«wird das Zeidien geradodana nícht, wenn wir es
anstarren, als vorkommendes Zeigding feststellen. Selbst wenn
wir der Zeigri(!btungdesPfeils mit dem Bhdl folgen und auf
etwas hinseben, was innerhalb der Gegend vorhanden ist, in
die der Pfeil zeigt, au(h dann begegnet das Zei(hen nidit
eigentli(h. Es vendei si(b an die Umsidl.t des besorgenden
Umgangs, se zwar, daB die seiner Weisung folgende Umsidit
in sol(hem Mitgehen das jeweilige Unüafte der Umwelt in
eine ausdrüd(lidle»Ubersidht« bringt. Das umsidatige l)ber-
sehenedaPt nicht das Zuhandene;es gewinnt vielmelu eine
Orientierung innerhalb der Umwelt. Ride andere MóBIl(111keit
der Zeugerfalirung]iegt daria, daJ3der Pfeil als ein zum
Wagen gehõriges Zeug begegnet; dabei grau(ht der spezifisd).e
Zeugdiarakter des Pfeils nicht entdedct zu sem; es kann võllig
unbestimmt bleiben, was und wie er zeigen soll, und do(h ist
das Begegnendekein pães Dias. Dingerfallrung verlangt
gegenüber dem nã(}isten Vorfinden einer vielfa(b unbestimm-
ten Zeugmannigfaltigkeit ihre eigene.Bestimmtheif.
Zeidien der besdtiriebenen Art lassen Zuhandenes begegnen,
genauer, einen Zusammenhang desselben se zugãnglidi wer-
den, daJ3der besorgendeUmgang sidaeine Orientierung gibt
SER E TEMPO

Que significa o mostrar de um sinal? SÓ se obtém a resposta quando


ininamosadequadamenteo modo-de-trato com o instrumento-de-mos-
No que também se deve apreender genuinamente a sua utilizabilidade.
l a maneiraadequadade lidar com sinais ?Na orientação para o 'xemplo
(a flecha) foi preciso dizer: o comport;n'ento correspondente (ser) em
:ãoao sinal que vem-de-encontro é o "desviar-se" de ou o "ficar parado
. relação ao veículo que chega e carrega a flecha. O desviar-se como tomar
direção pertence essencialmente ao ser-no-mundo do Z)aiei#. Este está
: alguma maneira sempre dirigido para e a caminho de; parar e ficar parado
apenascasos-limitedesseestar dirigido "a caminho de'l O sinal se dirige
ser-no-mundo especificamente "espacial': O sinal /záopode ser proPrià=
lente"apreendido"quando nele nos fixamos e o constatamoscomo uma
)rrente coisa-de-mostrar. Mesmo quando seguimos com o olhar a direção
loscradapela flecha e olhamos para algo que subsiste no interior da zona
sinaladapor ela, mesmo então o sinal propriamente não vem-de-encontro.
le sevolta para o ver-ao-redor no trato de ocupação e de tal maneira que o
r-ao-redor, seguindo sua mostração, possa alcançar uma expressa "vista-de-
)njunto" do que o mundo-ambiente tem cadavez de ambiental. O ver-
l-conjunto do ver-ao-redor não apreendeo utilizável; o que ele ganhaé, ao
contrário,umaorientaçãono interior do mundo-ambiente.Uma outra possi-
)ilidade da experiência-de-instrumento reside em que a flecha venha-de-en-
)ntro como um instrumento pertencente ao veículo; neste caso,o específico
caráter-de-instrumento da flecha não tem de ser descoberto ; pode permanecer
completamenteindeterminado o que deve mostrar e como deve mostrar e o
quevem-de-encontro não é pura e simplesmente uma coisa. A experiência-
de-coisa exige sua própria de/erma /Jade, diferentemente do encontro ime-
diato de uma multiplicidade-de-instrumentos diversamente indeterminada.
Sinaiscomo os que coram descritos fazem que o utilizável venha-de-
encontro,ou mais precisamente, fazem que uma conexão do mesmo se torne
tão acessívelque o trato de ocupação se dê uma orientação

z39
SEIN UND ZEIT

und sidiert. Zeiü.en ist nidit ein Ding, daszu einem anderen
Ding in zeigender Beziehung steht, rondem eüz Zezzg,clãs eín
Zeuggaltms au.sdrilcltliü in die Umsidxt hebt, se daISsida i)t
ein.sdamit die WeltmãPigkeit des Zuhandenen meldet. lu
Anzei(Ihenund Vorzeidien »zeígt si(b«,»was kommt«, aber
nicho im Sinne eines nur Vorkommenden, das zu dem s(hon
Vorhandenenhinzukommt; das»was kommt« ist soldies,
darauf wir uns gefaJ3tma(hen, bzw. »ni(bt gefai3t wmen«,
safem wir uns nlit arderem befaBten. Am Rüdlzeidhen wird
umsichtig zugãngli(h, was si(h zugetragen und abgespielt.Das
Merkzei(hen zeigt,»woran« man jé'weils ist. Die Zeidien
zeigenprimar immer das,},worin«man lebt, wobei dasBesor-
gen sida aufhãlt, welche Bewandtnis es damit hat.
Der eigenartige Zeugdiaakter der Zeidien vira an der
»Zeichenstiftung«no(h besondersdeutli(h. Sie vollzieht si(h
in und aus einer umsi(htigen Vorsidit, die der zuhandenen
Mõglidlkeit bedad,jederzeitdurei ein Zuhandenes
si(h die
jeweilige Umwelt für die Umsidat melden zu lassen. Nun
gehõrt aber zum Sem desinnerweltlida nã(hst Zuhandenen der
beschriebeneCharakter des anui(bhaltendenNi(htheraustre-
tens. Daher bedarf der umsi(htige Umgang in der Umwelt
eines zuhandenen Zeugs, das in seinem Zeug(harakter das
»Werk« des Hu//aZZenZassens von Zuhandenem übemlrnmt.
Deshalb muJ3die Herstellung von soldiem Zeug(der Zeichen)
auf deren Auffãlligkeit beda(ht sem. Man lãJ3t sie ater audi
als se auffâllige nidit beliebig vorhanden seja, sondem sie
werdenin bestimmterWeiseinAbsidit auf lei(hte Zugânglidi-
keit »angebradit«.
Die Zeidienstiftung braudit sida aber ni(ht notwendig se zu
vollziehen, daJ3ein überhaupt nodo nidit zuhandenes Zeug
hergestellt wird. Zei(ben entstehenaudi in dem Zum-Zeídzen-
ne;ámeneines sdaon Zuhandenen. In diesem Modus o#enbaü
die Zei(henstiftung einen no(b ursprünglidieren Sina. Das
Zeigen besdlafft ni(ht nur die umsiditig oüentierte Verfügbar-
keit eines zuhandenen Zeugganzen und der Umwelt über-
SER E TEMPO

se assegure.O sinal não é uma coisa que esteja em relaçãomostrativa


\xmaGuita.coisa, mas üm instrumento que põe em reteuo acpressarnenteno
.ao-redor um todo instrumental de mavteira que seanuncia ao mesmo temPO
!#ozmj2az/e-4-mzóda da w//#z,íí,e/. No sinal indicativo e no sinal prospec'
"semostra" "algo por ocorrer'l mas não no sentido de algo que só ocor-
sobrevindo ao já subsistente; "aquilo por ocorrer" é algo para o qual já
os preparados, ou não, porque nos ocupávamos com outra coisa. Pelo
gio, o que ocorreu ou o que findou se torna acessívelao ver-ao-redor. A
nia mostra "aquilo de que se trata" cada vez. Os sinais mostram sempre
sentidoprimário, aquilo "em que sevive': aquilo em que a ocupação!í
o que costuma ocorrer.
O peculiar caráter-de-instrumento do sinal se torna ainda mais particu-
lente claro na "instituição-do-sinal'l Ela se efetua dentro de e a partir de
ia precauçãodo ver-ao-redor,o qual necessitada utilizável possibilidade
:deixarque o tempo todo o respectivo mundo-ambiente se Ihe anuncie por
utilizável. Mas pertence ao ser do-imediato utilizável do-interior-do-
iundo a característica já descrita de se manter em si mesmo e não sobressair.
Daí queo trato que vê-ao-redor no mundo-ambiente necessitede um instru-
mento utilizável que, em seu caráter de instrumento, assuma a "obra" de
tornar o utilizável iz/rpree/zde/zfe.
Por isso, a produção de tal instrumento (os
sinais) deve ser considerada em relação a sua aptidão para surpreender. Mas
mesmo sendo assim surpreendentes, não são deixados subsistir de maneira
qualquer, mas ficam "dispostos" de um modo determinado a fim de facilitar
o seuacesso.
Mas a instituição-do-sinal não deve se efetuar necessariamentepara que
seproduzaem geral um instrumento que ainda não é utilizável. O sinal surge
também quando ie /amz comzo
s/ma/ algo que já é utilizável. Neste modas, a ins-
tituição-do-sinal manifesta um sentido ainda mais originário. O mostrar não
serestringesomentea fazer que um todo instrumental de utilizáveis e o mun-
do-ambienteem geral fiquem disponíveispara o ver-ao-redor orientado;

z4i
SEIN UND ZEIT

haupt, dasZei(henstiften kann segar allererstentde(ken.Was


zum Zeichen genommen ist, wird dur(h reine Zuhandenheit
erst zugãngh(h. Menu zum Beispiel in der Landbestellung der
Südvpind als Zei(hen für Regen »gilt«, dana íst diese »Gel-
tung« odesder an díesemSeienden»haftendeWert« ni(ht
eine Dreingabe zu eínem an sidasdionVorhandenen, der Luft-
strõmung und einer bestimmten geographisdaenRi(btung. Als
díesesnur nodo Vorkommende, als weldies er meteorologisdi
zugãnglidi semmag, ist der Südwind níe zzmãc/utvorhanden,
8Í um dann gelegentlidi die Funktion einesVorzeichenszu über-
nehmen. Vielmehr entdeckt die Umsi(ht der Landbestellung in
der Weise des Rechnungtragensgerade erst den Südwind in
seinem Sem.
Aber, wird man entgegnen,was zum Zei(hen genommen
wird, muJ3docazuvor an illm selbst zugãngh(b geworden und
z;or der Zei(benstiftung erfaBt sem. GewiB, es muB überhaupt
schon in irgendeiner Weise x'orfindli(ih sela. Die Frage bleibt
nur, wíe in diesel vorgãngigenBegegnen dasSeiendeentdedlt
ist, ob alas puxes vorkommendes Ding und ni(ht vielmelu als
imverstandenesZeug, als Zuhandenes,mit dem man bislang
»iú(hts anzufangen« wu13te,was si(h demnadi der Umsidit
no(h verhü]]te. ]\4an dará au(iz híer wíeder n!(üt die urnzsí(Êtíg
noc?zunenldecÊtenZeug(üarakfere zlon Zzüandenem ínferpre-
tieren ab btoj3e Di;nglictLkeit, uorgegeben tih' ein Evtassen des
nur no(ü Porhandenen.
Das Zuhandensein von »leidien im alltãgli(henUmgang und
die zu Zei(hen gehõrige, in versdúedener Absidal und Weise
herstellbareAuffãlligkeit dokumentierenni(ht nur die für das
nâchst Zuhandene konstitutive Unauffâlligkeit, das Zeichen
selbst entnimmt seíne Auffãlligkeit der Unauffãlligkeit des in
der Alltâglidikeit»selbstverstãndlidzen« zuhandenen Zeug-
ganzen, zum Beispiel der bekannte»Knopf im Tasdientudz«
als Merkzeidien. Was er zeigen soll, ist je etwas in der Umsid].t
der Ailtãglichkeit zu Besorgendes.Diesel Zeí(hen kann Vieres
und das Verscliiedenartigste zeigen. Der deite des in sol(hem
SER E TEMPO

instituição-de-sinal pode até pela primeira vez descobrir algo. O que é


o como sinal só se torna acessível por sua utilizabilidade. Quando, na
icultura,por exemplo,o vento sul "vale" como sinal de chuva,essa"vali-
ie" ou "o valor contido" nesseente não são um acréscimo a algo já em si
sistente,a corrente de ar e uma direção geográfica determinada. O vento
#zl#r,z / 2f /meZz /a iwZls/s/em/e,podendo assim se tornar meteorologica-
ite acessívelpara assumir então, circunstancialmente, a função de um sinal
)respectivo.Ao contrário, é o ver-ao-redor do cultivo-do-campo que desco-
pelaprimeira vez, no modo como o leva em conta, precisamenteo vento
em seuser.
Mas pode-seobjetar que o gar é tomado como sinal deve ter sido antes
ssívelem si mesmo, sendo apreendido zz#/cida instituição do sinal. É cer-
que deve ser em geral algo que já 6oi encontrado de algum modo. Perma-
nece,no entanto, a questão sobre comoo ente é descoberto nesseprévio vir-
:-encontro: se como pura coisa que sobrevém ou, ao contrário, como ins-
lento não-entendido, como utilizável com o qual "não sesabia o que fazer'
atéagorae que, por conseguinte, ainda permanecia oculto para o ver-ao-redor.
Tambéma qtli não sedevem interpretar de nodo os caracteres-de-instrumento do
t+titizáuel,ainda não descobertospelo uer-ao-redor, comomera coisidadejá-dada
a um apreender do que ainda é só si4bsistente.
A utilizabilidade do sinal no trato cotidiano e a surpresaque Ihe é ine-
rentee pode seproduzir com propósito e com modos diversos não documen-
tam somente a não-surpresa de imediato constitutiva do utilizável; o sinal ele
mesmoretiraa suasurpresada não-surpresado todo instrumental utilizável
que,na cotidianidade, é "algo-que-se-entende-por-si-mesmo", como, por exem-
plo, o conhecido "nó no lenço" como lembrete. O que ele deve mostrar é,
cadavez, algo de que é preciso seocupar no cotidiano ver-ao-redor. Essesinal
pode mostrar muitas e diversas coisas. À amplitude do que

z43
hEiN UND ZtiT

Zeidxen Zeigbaren entspüdit die Enge der Verstãndli(!tlkeit


und des Gebrau(}is. Nidit nur, daB es als Zei(ben meist nur für
den »Stifter« zuhanden ist, es kann diesel selbst unzugãnglidi
werden, se daB es eines zweiten Zeidiens für die mõghdie
umsidxtige Verwendbarkeit des ersten bedarf. Damit vezliert
der als Zei(ben unverwendbareKnopf nidat seinen Zeidien-
(barakter, rondem gewinnt die beunruhigende Aufdringlidi-
keit eines nã(bst Zuhandenen.
Man kõnnte vemudit seja, die vorzügli(he Rolle der Zeichen
im alltâgli(henBesorgen für dasWeltverstãndJlis selbst an dem
ausgiebigen »Zei(hen«-gebraudi im $rímitiven Dasein zu
illustrieren, etwa an Fetisdi und Zauber. Gewi13vollzieht sida
dic soldlcnt Zcidicngcbrnuch zugrundelicgcndc ZciclienstifLung
ni(ht in theoretis(!her Absidit und nicbbtauf dem Wege theore-
tisdier Spekulation.Der Zei(hengebrauübleibt võllig inner-
halb eines»unmittelbaren«In-der-Welt-seios. Bei nâherem
Zusehenwird aber deutlidi, daB die Interpretation von Fetos(h
82
und Zauber am Leitfaden der Idee von Zei(hen überhaupt
ni(ht zureidit, um die Art des »Zuhandenseins« des in der
prímitiven Welt begegnendenSeiendenzu fassen.Im HiJiblidc
auf das Zeidienphãnomenbebe sida folgende Interpretation
Bebeu: für den prilnitiven Mensdien fillt das Zeidien mit dem
Gezeigtenzusammen.Das Zei(hen selbstkann das Gezeigte
vertretenni(ht nur ím SinnedesErsetzens,
rondemse,daB
immer das Zeidhen selbst das Gezeigte íst. Dieses merkwürdige
ZusammenfaJlen des Zeichens init dem Gezeigten liegt aber
ni(ht daTaR, daJ3 das Zei(hending s(bon eine gewisse >Objek-
tivierung« erfahren hat, als puxesDing erfahren und mit dem
Gezeigten in dieselbe Seinsregion des Vorhandenen versetzt
wird. Das»Zusammenfallen«
ist keine Identifizierungzuvor
lsolierter, sondem ein Noch-ni(ht-freiwerden des Zeidiens
vom Bezei(bneten.SolcherZeichengebrau(b geht no(b võllig
im Sela zum Gezeigtenauf, se daB sich ein Zeidien als sol(bes
überhaupt nodo ni(ht ablõsen kann. Das ZusammenfaRen
gründet ni(ht in einer ersten Objektiderung, sondem im
SER E TEMPO

ode mostrar em um tal sinal corresponde a estreiteza em que se pode


entendere empregar.Não apenasporque ele, como sinal, só é utilizável no
mais das vezes por "quem o instituiu-, mas porque pode se tornar inacessível
a esteúltimo, de forma que aover-ao-redor sefaz necessárioum segundosinal
paraapossívelaplicaçãodo primeiro. Assim, o nó que não pode ser empre'
gado como sinal não perde seu caráter-de-sinal, mas ganha a inquietante
importunação de um utilizável imediato.
Poder-se-ia ser tentado a ilustrar o papel preeminente dos sinais na ocu-
paçãocotidiana para o entendimento-do-mundo ele mesmo, a partir do am-
plo emprego'do.s-"sinais"
no .Z)/ziei#primitivo, em algo como o feitiço FÕ
encantamento.É certo que a instituição-de-sinal que fundamenta tal emprê-
go-de-sinaisnão se efetua numa intenção teórica, nem por via de uma espe'
culaçãoteórica. O emprego-de-sinais permanece completamente no interior
de um "imediato" ser-no-mundo. Mas, vista mais de perto, fica claro que a
interpretação
do feitiço e do encantamentopelo fio-condutor da ideia de
sinal em geral não é, todavia, suficiente para que possa ser apreendido o modo
do "serutilizável" do ente que vem-de-encontro no mundo primitivo. Na
perspectivado fenómeno do sinal, pode-se dar a seguinte interpretação : para
o homem primitivo o sinal coincide com o mostrado. O sinal ele mesmo pode
ocupar o lugar do mostrado, não só no sentido de substituí-lo, mas de modo
que o sinal / sempre o mostrado ele mesmo. Mas essanotável coincidência do
sinal com o mostrado não reside em que a coisa-sinal já tenha experimentado
uma certa "objetivação" e, experimentada como pura coisa, ela tenha sido
posta com o mostrado na mesma região-do-ser do subsistente. A "coincidên-
cia" não é uma identificação de coisas antes isoladas, e sim que o sinal ainda-
não-se-tornou-livrerelativamente a aquilo-de-que-é-sinal. Tal emprego-de-
sinal ainda estácompletamente absorvido no ser do mostrado, de maneira
que tal sinal ainda não pode ser em geral separado. A coincidência não se
funda numa primeira objetivação, mas

z45
SEIN UND ZEIT

gãnzli(ben Felllen einer sol(ben. Das besagt aber, daB Zei(}ien


überhauptnidit als Zeug entde(kt sind, daB am onde das
innerweltliü.»Zuhandene« überhaupt ni(ht die Seinsal'tvon
Zeug hat. Viellei(ht vermag audi diesel ontologisdxeLeitfaden
(Zullandenheitund Zeug) ni(hts auszuzidit?nfile eine Inter-
pretation der primitiven Welt, erst redlt allerdings nidit die
Ontologie der Dinglidikeit. Wenn ater für primitivos Dasein
und primitive Welt überhaupt ein Seinsverstãndnis konstitutiv
ist. dana bedarf esum se dringlicher der Herausarbeitungder
),formalen« Idee von Weltlidikeit, bzw. eínes Phãnomens,
das in der Weise modifizierbar ist, daB alce ontologxs(hen Aus-
sagen,es seí in einemvorgegebenenphãnomenalenZusammen-
hang etwas Rock nícht das odes nícht me/zr das, einen posítít;en
phãnomenalen Sina erhalten aus dem, was es ní(üt ist,
Die vorstehendeInterpretation desZeidiens sollte lediglidl.
clen phãnomenalen Anhalt für die Charakteristik der Ver-
weisung bieten. Die Beziehung zvpis(benZeidien und Verwei-
ist eine dreifa(he: 1. Das Zeigen ist als mõglidie Konkre-
tion des Wozu einer Dien]i(]lkeit in der Zeugstruktur über-
haupt, im Um-zu(Verweisung) fundiert. 2. Das Zeigen des
Zeidiens gehõrt als Zeug(harakter eines Zuhandenen zu einer
Zeugganzheit,zu einem Verweisungszusammenhang. 3. Das
Zeidien ist nichonur zuhanden mit anderem Zeug, rondem in
seinerZuhandenheit
wird die Umweltje für die Umsidit
ausdrückli(h zugãngli(h. Zeic/zen íst eín ontisch Zzzhandenes,
das ais diesel bestimmtb Zeug zugleiclt al.setzoasfungleH, loas
die ontologis(he Strulktur der Zuhandenheit, Verweisungs-
ganz/leít upzd }P'eZtZíchÀeít anzeígt. Daria ist der Vorzug dieses
83 Zuhandenen ínnerhalb der umsi(!htig besorgten Umwelt ver-
wunelt. Die Verweistmgselbstkann daher, soUsie ontologis(ia
das Fundament für Zei(hen sem, ni(ht selbst als Zeidaen
begriffen werden. Verweisung ist ni(ht die ontis(he Bestimlat-
heit eines Zuhandenen, wo sie do(h Zuhandeilheit selbst kon-
stituiert. In wel(hem Sinne ist Verweisung die ontologisdie
»Voraussetzung«
des Zuhandenen,
und inwiefem ist sie als
SER E TEMPO

natotal ausênciade tal objetivação-Isso não significa, porém, que o sinal não
é emgeral descoberto como instrumento e que, afinal, o "utilizável" do inte-
rior-do-mundo não tem em geral o modo-de-ser do instrumento. Talvez esse
Go-condutorontológico (utilizabilidade e instrumento) em nadacontribua
para uma interpretação do mundo primitivo, e menos ainda o faria por certo
, oncologia da coisidade. Mas se um entendimento-do-ser é constitutivo do
,Z)ZJeim
primitivo e do mundo primitivo em geral, torna-se então tanto mais
urgente a elaboração da ideia "formal" de mundidade, a saber, de um fenóme-
no que possasemodificar de tal modo que todos os enunciados oncológicos,
segundo os quais algo que tal ,z/mda/záo / ou que tal./á máo é, recebam em tiü
contexto fenomênico já-dado um sentido fenomênico posa/iuo do que esse

algo #áaé.
A precedente interpretação do sinal devia oferecer apoio fenomênico
unicamente à caracterização da remissão. A relação entre sinal e remissão é
tríplice: 1. 0 mostrar,como possívelconcretizaçãodo para-quêde uma
serventia,funda-se na estrutura instrumental em geral, no para-algo (remissão).
2. O mostrar do sinal como caráter-de-instrumento de um utilizável pertence
a uma totalidade instrumental, a uma conexão-de-remissão.3. O sinal não é
somenteutilizável com um outro instrumento, maso mundo-ambienteem
suautilizabilidade se torna cada vez expressamenteacessívelao ver-ao-redor.
O sinal éatgo onticamente utilizável,, o qual, como esteinstrumento determina-
do, tem ao mesmo tempo afunção de algo que indica a estrutura ontológica da
ütiLizabiLidade, da totalidade-de-remissão e da mundidade. A.l tem üz a pre-
cedênciadesseutilizável no interior-do-mundo-ambiente da ocupaçãoque
vê-ao-redor. Se a remissão ela mesma deve ser, por conseguinte, o funda-
mento ontológico do sinal, ela não pode por sua vez ser concebida como
sinal.A remissãonão é a determinidade ântica de um utilizável, onde ela
mesmaconstitui no entanto a utilizabilidade. Em que sentido a remissãoé
"pressuposição"do utilizável e em que medida ela, como

z47
SEIN UND ZEIT

dieses ontologiscbe Fundament zugleiü. Konstituens der Welt


lichlçeit iiberhaupt?

S 18. Bewa7tdtnis alta Bedeutsamheit;


die Weltli(hheit der Welt

Zuhandenes begegnet innerweltli(h. Das Sem diesesSeienden,


die Zuhandenheit, steht demna(h in irgendeinem ontologisdien
Bezugzur Welt und Weltlidlkeit. Wel\ ist in allem Zuhan-
denenimmer s(hon»da«.Welt ist vórgãngigmit alem
Begegnenden sdion, obzwar unthematisdi, entdedlt'. Sie kann
aber audi in gewissenWeisen desumweltli(ben Umgangs auf-
leu(!hten.Welt ist es,aus der her Zuhandenes
zuhandenist.
Wie kann Welt Zuhandenes begegnen lassen? Die bisherige
Analysezeigte: das innerweltli(h Begegnende
ist für die
besorgende Umsidat, das Re(!hnungtragen, in seínem Sem
freigegeben. Was besagt diese vorgãngige Freigabe, und wie
ist síe als ontologis(heAuszeidmung der Welt zu verstehen?
Vor wel(he Probleme stellt die Frade na(h der Weltli(bkeit der
VVplt/
Die Zeugverfassung des Zuhandenen wurde als Verweisung
angezeigt. Wie kann Welt das Seiende diesel Seinsart }linsidit-
li(h seines Seins freigeben, warum begegnet dieses Seiende
zune(bst? Als bestimmte Verweisungen nannten wir Dienhdi-
keit zu, Abtrãghdlkeit, Verwendbarkeit und derglei(hen.'Das
Wozu einer Dieil]i(]lkeit und das Wofür einer Verwendbar-
keit zeichnen je die mõghdie Konkletion der Verweisung vor.
Das »Zeigen« des Zei(bens,das »]liârnmern« des Hammers
sind aber ni(bt die Eigensdiaften des Seienden.Sie sina über-
haupt keine Eigensdiaften, wenn diesel Titel die ontologisü.e
Struktur eíner mõgli(ihen Bestimmtheit von Dingen bezeidmen
sola.Zuhandenes hat allenfaEs Geeignetheiten und Ungeeig-

reli(htet
SER E TEMPO

sefundamento ontológico, é ao mesmo tempo constituinte da mundidade

$18. Conjuntação e signi$catit;id.zde; a rnündidade do mundo

O utilizável vem-de-encontro no interior-do-mundo. O ser desse ente, a


ucilizabilidade,está,por conseguinte,em alguma relaçãoontológica com o
mundo e com a mundidade. O mundo já estásempre "aí" em todo utilizável.
O mundo, embora de modo não-temático, já é previamente descoberto' com
rudeo que venha-de-encontro.Mas o mundo pode também reluzir em certos
modosdo trato no mundo-ambiente.O mundo é aquilo a partir de que o
utilizávelé utilizável. Como o mundo pode fazer que o utilizável venha-de-
encontro? Até agora a análise mostrou: que o ser do que vem-de-encontro no
interior-do-mundo é posto-em-liberdade para o ver-ao-redor ocupado que
contacom ele. Que significa esseprévio pâr-em-liberdade e de que modo
entendê-lo como característica ontológica distintiva do mundo ? Diante de
queproblemas a pergunta pela mundidade do mundo nos póe ?
A constituição-de-instrumento do utilizável foi mostrada como remissão.
Como pode o mundo pâr-em-liberdade o ente dessemodo-de-ser quanto ao
seuser,porque esseé o ente que de-pronto vem-de-encontro? Demos o nome
de remissõesdeterminadas à serventia para, à nocividade, à empregabilidade
etc. O para-quê de uma serventia e o em-quê de uma empregabilidade prefi-
guram cada vez a possível concretização da remissão. Mas o "mostrar" do sinal,
o "martelar" do martelo não são propriedades do ente. Não são em geral
qualidades, se essetermo deve designar a estrutura ontológica de uma possível
determinidade de coisas. O utilizável tem quando muito aptidões e

fica à luz

z49
SEIN UND ZEIT

netheiten, und seine >Eigensdiaften« sina in diesel gleidlsam


nodo gebunden wie die Vorhandenheit als móBIl(he Seinsart
eines Zuhandenen in der Zuhandenheit. Die Dienlicl)keit
(Verweisung) aber als Zeugverfassung ist au(b keine Geeignet-
heit eines Seienden, sondem die seinsmãBige Bedingung der
Mõglidikeit dafür, daJ3es dw(b Geeignetheiten bestimmt sela
kann. Was solaaber dann Verweisung besagen?Das Sela des
Zuhandenen hat die Struktur der Verweisung -- heiBt: es hat
84 an ihm selbstden Charakter der rerzuíesenheít.Seiendesist
daraufhin entdedkt, daB es als diesesSeiende, das es ist, auf
etwas verwiesen ist. Es hat mít ihm óeí etwas sem Bewenden.
Der Sejas(barakter des Zuhandenen ist die Bewandhís. In
Bewandtnis hegt: bewenden 'lassen mit etwas bei etwas. Der
Bezug des »mit . . . bei. . .« sola durdh den Terminus Verwei-
sung angezeigt werden.
Bewandtnis ist das Seja des innerweltlidien Seienden, dar-
auf es je sdion zunãdist freigegeben ist. Mit ihm ds Seiendem
hat es je Cine Bewandtnis. Diesel, daB es eine Bewandtnis
mit . . . bei . . . hat, ist die onfoZogísche Bestirnmung des Selas
dieses Seienden, ni(bt eine ontische Aussage über das Seiende.
Das Wobei es die Bewandtnis hat, ist das Wozu der Dienli(h-
keit, das Wofür der Verwendbarkeit.
Mit dem Wozu der
Dienli(hkeit kann es wiederum seineBewandtnishaben; zum
Beispiel mÍt diesem Zuhandenen, das wir deshalb Hlammer
nennen,hat es dieBewpndtnisbeimHãmmem, mit diesel hat
es seine Bewandtnis bei Befestigung, mit diesel bei S(hutz
gegen Unwetter; diesel >ist« um-wijlen des Unterkommens
des Daseins, das heiJ3t, um einer Mõghdlkeit seines Seios
willen. )4'eZÜ.eBewandtnis es nlit einem Zuhandenen hat, das
ist je aus der Bewandtnisganzheit vorgezei(bnet. Die Bewandt-
Zuhan-
nisganzheit, die zum Beispiel das in einer Werkstatt
dele in seiner Zuhandeilheít konstituiert, ist »früher« als das
einzelne Zeug, imglei(hen die eines bofes, mit all seínem
Geral und seincn Licgensdiaften. Dic Bewandtnisganzheit
selbstaber geht letztli(Ih auf einWozu zurück, bei dem esXeíne
SER E TEMPO

ptidões, e suas"propriedades" estão nelas como que latentes, do mesmo


odo que a subsistênciaestálatente na utilizabilidade como modo-de-ser
possívelde um utilizável. Mas a serventia (remissão), como constituição-de-
instrumento, também não é aptidão de um ente, mas a condição con6orme-
ao-ser da possibilidade de que ele possa se determinar por aptidões. Mas,
então,que deve a remissão significar? O ser do utilizável tem a estrutura
da remissão-- e isto significa que ele tem em si mesmo o caráter do ier-re-
cue/j2a-a.O ente é descoberto em relação ao fato de que ele, como esseente
que ele é, remete a algo. Ele tem ca#sÜo o conywn/ar-se a algo. O caráter-de-
serdo utilizável é a cona /afáo*. Na conjuntação, deixa-se que algo fique
voltado para junto de algo. A relação do "com... junto..." deve ser indicada
pelo termo "remissão'l
Conjuntação é o serdo ente do-interior-do-mundo, em relaçãoao qual
esseente já é de pronto cada vez posto-em-liberdade. Como ente, ele tem cada
vez umaconjuntação. Isto de que ele tenha uma conjuntação com.- junto é a
determinação
am/a/(kic do ser desseente e não um enunciadoântico sobre
o ente. Aquilo junto-a que a conjuntação aponta é o para-quê da serventia, o
em-quêda empregabilidade. O para-quê da serventia pode ter por suavez sua
conjuntação.Por exemplo, cam esseutilizável que, por isso, denominamos
martelo, tem a conjuntação no martelar, o martelar a tem no pregar para
deixar firme, este no proteger de intempéries e este "a fim de" abrigar o -D.zse/m,

isto é, em vista de uma possibilidade de seu ser. Qwa/ a conjuntação que um


utilizável tem é algo que está de antemão delineado pela totalidade-da-con-
Juntação.A totalidade-da-conjuntação que, por exemplo, constitui a utiliza-
bilidade de um dado utilizável numa oficina "precede" o utilizável individual,
do mesmomodo que a utilizabilidade de uma propriedade rural em relação
atodos os seusapetrechos e instalações. Mas a totalidade-da-conjuntação ela
mesma retrocede por último a um para-quê, junto ao qual áo Ã2

* Parao registro do verbo e, consequentemente,de conjuntação, cf: Othaniel Morta, Ca.


thedratico do Gymnasio de Campinas, Lifóei de Por/WK ez. 4' ed. melhorada. São Paulo
Monteiro LobaEO& Cia. Editores, 1923. Lição XXXIX, Nota de p. 72. (N. do T.)

z51
SEIN UND ZEIT

Bewandtnis melzr hat, was selbst ni(ht Seiendesist in der


Seinsart des Zuhandenen innerhalb einer Welt, sondem Seiezi-
des. dcssen Sela als In-der-Welt-sem bestimmt ist, zu dessem
SeinsverfassungWeltlidlkeit selbst gehõrt. Dieses primãre
Wozu ist kein Dazu als mõglidies Wobei einer Bewandtnis.
Das prímârc »Wozu« ist ein Worum-willen.Das»Umwil-
len« betrifft aber immer das Sem des Daseíns,dem es in
seinem Sem wesenhaft um (]ieses Sem selbst gebt. Der ange-
zeigte Zusammenhang, der von der Struktur der Bewandtnis
zum Sem des Daseinsselbstführt als dem eigentlidien und
einzigen Worum-willen, sola fürs erste no(b nidit eingehender
verfolgt werden. Vordem verlangt das »Bewendenlassen«
eine se weit geführte Klârung, daB wir das Phãnomender
Weltli(hkeit in díe Bestimmtheit büngen, um bezügh(b seiner
überhaupt Probleme steUen zu kõnnen.
Bewendenlassenbedeutet ontis(h: innerhalb eines faktisdien
Besorgens ein Zuhandenes se und se sela lassen', wíe es nun-
melir ist und damít esse ist. Diesel ontisdienSinn des»sem
85
lassens« fassen wir grundsãtzlidh ontologisdi. Wir interpre-
tieren damit den Sina der vorgãngigen Freigabe des ínner-
weltlidi zune(bst Zuhandenen. Vorgãngig»sem« lassen besagt
nidit, etwas zuvor erst in sem Sem biingen und herstellen,
rondem je sdion >Seiendes« in seiner Zuhandenheit ent-
ale(ken und se als das Seiende dieses Seins begegnen lassenb
Dieses »aprioris(be« Bewendenlassen ist die Bedingung der

Dasein, im ontis(hen Umgang init se begegnendem Seienden,


es im ontisdien Sinne sabei bewenden lassenkann. Das onto-
logisdi verstandene Bewendenlassen dagegen betrifEt dieontisdi
Frei
gabo/Cães Zuhandenen als Zuhandenes, mag es dabei,
genoinmen, sela Bewenden haben, odes mag es vielmelu Sei-

a Das Seyn.lassen. Vgl. ,,Vom Wesen der Waluheit", wo das Sein-


lassen grundsãtzlidi und gana veit für JegZíches
Seiende!
b Also ín seiner Wohrheit wesen lassen.
SER E TEMPO

conjuntação,pois já não se trata de um ente do modo-de-ser do utilizável do


interior de um mundo, mas de um ente cujo ser é determinado como ser-no-
mundo, a cuja constituição-de-ser pertence a mundidade ela mesma. Esse
para'quêprimário não é nenhum para'isto como possíveljunto-a de uma
conjuntação. O "para-quê" primário é em-vista-de-quê. Mas o "em-vista-de
concerne sempre ao ser do Z)aie/m, para o qual, em seu ser, está essencialmen-
te emjoKa esseser ele mesmo. O encadeamento mostrado, conduzindo da
estruturada conjuntação ao ser do /)aieim como o próprio e único em-vista-
de-quê,por ora não será objeto de um exame mais detido. Antes disso, o
'deixar-que-se-conjunte" exige uma elucidação de suficiente amplitude paã:
levaro fenómeno da mundidade a uma 2e/erm/ idade em que seja possível
propor em geral os problemas que Ihe dizem respeito.
Onticamente, deixar que se conjunte significa: no interior de uma ocu-
paçãofactual deixar um utilizável ser assim ou assim' coma agora é, ,z.,#mde
queo seja.Essesentido ântico do "deixar-ser"nós o apreendemosontologi-
camenteem seuprincípio. Interpretamos com issoo sentido que tem o prévio
pâr-em'liberdade o utilizável de imediato no interior do mundo. Deixar "ser
previamentenão significa trazer ou produzir algo já de antemão em seu ser,
masdescobrir em sua utilizabilidade algo já "sendo" cada vez, deixando-ob,
assim,vir-de-encontro como o ente desseser.Essedeixar que se conjunte "#
pr/ar/" é a condição da possibilidade de que o utilizável venha-de-encontro e,
de tal maneira que o Z)aieim,no trato ântico com o ente que assimvem-de-
encontropossadeixa-lo se conjuntar em sentido ântico. O deixar que se
conjunte, entendido ontologicamente, concerne, ao contrário, o pâr-em-li-
berdadecada utilizável como utilizável, quer ele onticamente tomado possa
seconluntar, quer possa,ao contrário,

O deixar-ser.Cf. "Vom Wesender Wahrheit" [Sobre a essênciada verdades,onde o


deixar-seré pensado fundamental e de godo amplamente para c'zda ente.
Portanto, deixar que seja em sua verdade.

z53
SEIN UND ZEIT

endcs sem, sabei es ontisdx gerado nícht sem Bewenden hat,


das zunãdlst und zumeist das Besorgte ist, das wir als ent-
dedLtes Seiendes ni(bt»seja« lassen, wie es ist, sondem bear-
beiten, verbessem, zemdllagen.
Das auf Bewandtnis hin freigebende Je-sdion-haben-bewen-
den-lassen ist ein aprlorís(Êes Perfekt", das die Seinsart des
Daseins selbst (barakterisiert. Das ontologisd]. verstandene
Bewendel)lassenist vorgângige Freigabe desSeienden auf reine
iimerumweltli(be Zuhande1lheit. Aus dem Wobei des Bewen-
denlassens her íst das Womit der Bewandtnis freigegeben.
Dem Besorgenbegegnet es als diesel Zuhandene. Safem sida
ihm überhaupt eín Seíendeszeigt, das heiJ3t,safem es in sei-
nem Sem entdedlt ist, ist es je s(hon umweltlidi Zuhandenes
und gerade niü.t »zunádist« nur erst vorhandener >Weltstoff«.
Bewandtnis selbst als das Sem des Zuhandenen ist je nur
entdedçt auf dem Grunde der VorentdedEtheiteiner Bewandt-
nisganzheit. In entdedlter Bewandtnis, das heiBt im begegnen-
den Zuhandenen,liegt demnadi vorentdeüt, was wir die
Weltmâi3igkeit des Zuhandenen nannten. Diese vorentdedüe
Bewandtnisganzheit birgt einen ontologis(hen Bezug zur Welt
in si(h. Das Bewendenlassen, das Seiendes auf Bewandtnis-
ganzheit hin freigibt, muB das, woraufhin es freigibt, selbst
sdion irgendwie ers(blossen haben. Dieses, woraufhin umwelt-
li(h Zuhandeneê freigegeben ist, se zwu, daJ3 dieses aJlererst
aZsinnerweltli(!hes Seiepdes zugângb(h wird, kann selbst ni(ht

Verbum etwt kennt keine Perfelltform; diesesv?ird vier in .lv etwt


genannt. Nidxt ein onüsü. Vergangenes, rondem das jeweils Frühere, auf
das vrir mri:cEverwiesenwerden bei der Frade nada dem Seíenden.als
soldien; «att apliorisdies Perfekt kõnnte n audi heiBen: ontologisches
odor transzendentales Pedekt(vgl. Kants Lebre vom Sdiematismus).
SER E TEMPO

serum ente para o qual #áo há precisamente conjuntar-se, que de pronto e


no mais das vezes é aquilo de que nos ocupamos e que, como ente descoberto,
nãodeixamos"ser" como ele é, mas trabalhamos, melhoramos, destruímos.
O já ter deixado ser cada vez, pondo em liberdade para se conjuntar, é
um,peJ=#rj/a
.zprior/' que caracteriza o modo-de-ser do Z)assimele mesmo. O
deixarconjuntar-seontologicamente entendido é o prévio pâr-em-liberdade
o enteparaasuautilizabilidade no interior do mundo-ambiente.A partir do
junto-a-quê do deixar-que-se-conjunte põe-se-em-liberdadeo com-quê
do conjuntar-se.Ele vem-de-encontro para a ocupação como esteutilizável.
Na medida em que em geral um r#/e se mostra para a ocupação, isto é, rlã
medida em que o ente é descoberto no seu ser, ele já é cada vez um utilizável
do-interior-do-mundo-ambiente e não precisamente "de pronto" só um "ma-
terial do mundo" subsistente.
A conjuntação ela mesma como o ser do utilizável só é cada vez desco-
berta sobre o fundamento de um prévio ser-descoberto de uma totalidade-
de-conjuntação Na conjuntação descoberta, isto é, no utilizável que vem-de-
encontroreside,por conseguinte, previamente descoberto, o que já denomi-
namosde a conformidade-a-mundo do utilizável. Essatotalidade-da-conjun-
taçãopreviamente descoberta contém uma relação ontológica ao mundo. O
deixar-conjuntar-se que põe-o-ente-em-liberdade na totalidade-da-conjunta-
çãojá deve ter aberto de algum modo aquilo em-relação-a-que põe em liber-
dade. E, aquilo em relação a que o utilizável no mundo-ambiente é posto em
liberdade, de tal maneira que ele se torna primeiramente acessívelramo ente
do-interior-do-mundo, não pode ser ele mesmo

No mesmo parágrafo sebalado "prévio pâr em liberdade" -- a saber (dito em geral) o ser
p'ra o possível âcar-manifesto de ente. "Prévio'. neste sentido ontológico, significa em
latim aprlor/, em grego vpótepov 'rtl gúact Aristot. Física, AI ; ainda mais claro: MetaG-
sica,E 1025 b 29 'rà rí qv etvat, "o que já era ser', "o que cada vez já desdobra previa-
mente seuser', o sido, o perfeito. O verbo grego el'palnão conhece a forma do perfeito;
esteé nomeado aqui no fiv rival. Não o que passouonticamente, maso cadavez de antes
a que somosremetidos para trás na pergunta pelo ente como tal; em vez de perfeito a
priap'ísepoderia dizer também: perfeito oncológico ou transcendental(cf: a doutrina do
esquematismo cm Kant).

z5 5
SEIN UND ZEIT

als Seiendesdiesel entde(kten Seinsart begriffen werden. Es


ist wesenhaft ni(}it entdedlbar, wenn wir fortan Enfie(Étheit
als Terminus für eine Seinsmõglidikeit alces nídzt daseíns-
mãBigen Seienden festhalten.
Was besagt aber nun: das, worauf innerweltli(h Seiendes
zune(!hst freigegeben ist, mu13vorgãngig ers(hlossen sem? Zum
Sem des Daseins gehõrt Seinsverstãndnis. Verstândiús hat sem
86
Sem in einem Verstehen.Wenn dem Dasein weseilhaft die
Seinsartdes In-der-Welt-seioszukommt, dann gehórt zum
wesenhaften Bestand seines Seinsverstp.dnisses das Verstehen
von In-der-Welt-sem. Das vorgãngigé Ers(blie13en dessem,
woraufhin die Freigabe des innerweltbdien Begegnenden
erfolgt, ist ni(!hts anderes als das Verstehen von Welt, zu der
sida das Dasein als Seíendes sdhon immer verhãlt.
Das vorgãngige Bewendenlassen bei. . . mit . . . gründet in
einem Verstehen von se etwas wie Bewendenlassen,Wobei der
Bewandtnis, Womit der Bewandtnis. Sol(bes, und was ilEim
temer zugrunde liegt, wie das Dazu, als wobei es die Bewandt-
nis hat, dasWorum-willen, duauf letzth(h alcesWozu zurüü.-
geht, all das mu13in einer gewissen Verstãndlidlkeit vorgângig
erscHossenseja. Und was ist das, worin Dasein als In-der-
Welt-sem sida vorontologisdz versteht? Im Vemtehen des
genannten Bezugszusamme13hangs hat si(h das Dasein aus
einem ausdrüdllidi odes unausdrüdili(b ergri#enen, eigent-
lidien odes uneigentli(hen Seinkõnnen, worumwillen es selbst
ist. an ein Um-zu verwiesen.
Diesel zeidmetein Dazu vor,
als mõglidiesWobei einesBewendenlassens,das strukturmâBig
mít etwas bewenden lãBt. Dasein verweist si(h je s(hon immer
auseinem Worum-willen her an dasWoniit einer Bewandtnis,
das beiBt es lã13t je immer s(hon, safem es ist, Seiendes als
Zuhandenes begegnen. W'orla das Dasein si(b vorgãngig ver-
steht im Modus des Si(11iverweisens,
das ist das W'afaz,l/hindes
vorgãngigen Begegneiüassens von Seiendem. l)as }7orüz des
sichuerweisenden Verstehens als Woraufhin des Begegnenlas-
sens uon Seíendem !n der Seínsart der BezoandMís ísf da
SER E TEMPO

concebido como um ente desse modo-de-ser que 6oi descoberto. Por essência
ele não pode ser descoberto, se de agora em diante fixarmos a expressãoier-
desraZ'er/o
como termo parauma possibilidade-de-serde todo ente #áa-con-
forme ao -Dose/#.
Mas que significa agora que aquilo-em-relação-a-que o ente do-interior-
do-mundo é de pronto posto-em-liberdade deve ser previamente aberto ? Ao
serdo .Daiei# pertence o entendimento-do-ser. O entendimento tem seuser
em um entender. Se é essencialmente próprio do -Daieim o modo-de-ser do
ser-no-mundo,então a seu entendimento-de-ser pertence essencialmenteo
entender do ser-no-mundo. A prévia abertura de aquilo-em-relação-a-qwe
ocorreo pâr-em'liberdade de o-que-vem-de-encontro no mundo nada-mais
é do que o entender de mundo, relativamente ao qual o .D.zie/mcomo ente já
sempresecomporta.
O prévio deixar-que-se-conjunte
junto a... com.- funda-seem um en-
tendimento de algo assim como um deixar-que-se-conjunte junto à conjun-
taçãoe com a conjuntação. Isso e além disso o que o fundamenta como o
para'isto,enquanto a conjuntação termina, o em-vista-de-quêa que finalmen-
te retrocede todo para-quê, tudo isso deve ser previamente aberto numa
certa entendibilidade. E que é aquilo em-que o -Daielm, como ser-no-mundo,
seentende pré-ontologicamente ? No entender a referida conexão-de-relação
a partir de um poder-ser assumido em forma expressa ou inexpressa, em for-
maprópria ou imprópria, em vista do qual ele mesmo é, o l)aieim já se remeteu
a um para-algo. Este para-algo esboça um para-isto como possível junto-a de
um deixar-conjuntar-se que, conforme à sua estrutura, faz que algo sevolte
para algo distinto. O -D.zie/#se remete já cada vez e sempre, a partir de um
em-vista-de-quê, ao com-quê de uma conjuntação, isto é, na medida em que
é, ele deixa já cada vez e sempre o ente vir-de-encontro como utilizável. -dg#i-
Zo-em-gweo ].)aiei# previamente se entende no modzzsdo remeter-se é .zgz/iZo-
em-reZafáo-a-gzíe
do prévio fazer o ente vir-de-encontro. O em-gzzéda em/ea-
der qtle se-re7netecomo a quilo- em- relação-.z- qüe dofazer o ente uir-de- encontro
no modo-de-ser da conjuntação é o

z57
SEIN UND ZEIT

P/zãnomender P7eZt.
Und die Struktur dessem,
woraufhin das
Dasein sida verweist, ist das, was die P7eZtZícbkeít
der Welt
ausma(ht.
Worin Dasein in diesel Weise sida je sdion versteht, damit
ist esursprüngli(hverUaut.DieseVertrautheitmit Welt ver-
langt nidit notwendig cine theoretis(heDur(hsiditigkeit der
die Welt als Welt konstituierenden Bezüge.Wolll aber gründet
die MóBIl(bkeit einer ausdrüdçlidien ontologisdl-existenzialen
Intelpretation diesel Bezüge in der für das Dasein konstituti-
ven Weltvertrautheit, die ihrerseits das Seinsverstãndnis des
Daseins init ausmadit. Diese Mõglid)keit kann ausdrüdiliü.
ergriffen werden, safem sida das Baseia selbst eine urspriíng-
lidie Interpretation seines Sejas und dessenMõglidhkeiten odes
gar dcsSinnesvon Sem überhaupt zur Aufgübe gestellt hat.
Mit den bisheúgen Analysen ist aber nur erst der Hoüzont
freigelegt,innerhalb dessem se etwaszu su(benist wie Welt
87 und Weltli(illkeit. Für die weitere Betraü.tuna mu13zune(hst
deutlicher gema(!htwerden, als was der Zusammenhangdes
Sidiverweisens des Daseins ontologisdx gefa13tsem çvill.
Das im folgenden nodo eingehender zu analysierende 7er-
stehen(vgl. S 31) halt die angezeigtenBezügein einer vor-
gãngtgen Ersdllossenheít. Im vertrauten Sid).-daria-halten hall
es sida disse uor als das, worin sida sem Verweisen bewegt.
Das Verstehen lüJ3t si(h in und von diesel Bezügen selbst ver-
weisen. Den Bezugs(+arakter diesel Bezüge des Verweisens
fassen wir als be-deuten. In der Vertrautheit mit diesel Bezü-
gen »bedeutet« das Dasein iltim selbst, es gibt sida.ursprüng-
lidi sem Sem und Seinkõnnen zu verstehenhinsidlthdi seines
In-der-Welt-sejas.Das Worumwillen bedeutet ein Um-zu,
diesesein Dazu, diesel ein Wobei des Bewendenlassens,diesel
ein Woinit der Bewandtnis. Diese Bezüge sind enter sida selbst
als ursprünglidie Ganzheit verklammert, sie sina, was sie sind,
als diesesBe-deuten, daria das Dasein illm selbst vorgangig
seja In-der-Welt-seja zu verstehen Bibe. Das Bezugsganze
diesel Bedeutens nennen wir die Bedeufsam#eít. Sie ist das,
SER E TEMPO

#? ómr a 2a mzlm2o. E a estrutura daquilo a que o -Daieim se remete é o que


constitui a mzz 2Zdade do mundo.
Isso em que o l)aiein já sempre se entende desse modo Ihe é originaria-
mente familiar. Essa familiaridade com o mundo não exige necessariamente
urnatransparênciateórica das relaçõesdo mundo que constituem o mundo
como mundo. Ao contrário, a possibilidade de uma expressainterpretação
ontológico-existenciária dessasrelaçõesfunda-se na familiaridade com o mun-
do que é constitutiva do Z)assim,que por sua vez é coconstitutiva do enten-
dimento-do-ser do -D.zieim.Essapossibilidade só pode ser expressamente as-
sumida na medida em que o -Z)aieimse tenha ele mesmo dado a tarefa de uma
interpretação originária do seu ser e de suaspossibilidades, ou mesMOdo
sentido de ser em geral.
Mas, com as análiseslevadas a cabo até agora, nada mais se fez do que
pâr-em'liberdade o horizonte dentro do qual se deve buscar algo assim como
mundo e mundidade. Para as consideraçõesulteriores é preciso tornar de
imediato mais claro como se deve apreender ontologicamente a conexãoda
remissão-de-sido Z)aieí#.
O em/emderque será em seguida analisado mais a fundo (cf. $ 3 1) man-
tém asrelaçõesreferidas numa abertura prévia. Ao se manter na familiarida-
de com a abertura das relações, o entender as póe dia /e de si como aquilo
em que seuremeter se move. O entender deixa-se remeter nessasrelaçõese
por elasmesmas.O caráter relacional dessasrelações do remeter nós o apreen-
demoscomo s«m/:#czx Na familiaridade com essasrelações,o -Z)aieZm "sig-
nifica" a si mesmo, dá-se a entender originariamente seu ser e poder-ser
relativamente a seu ser-no-mundo. O em-vista-de-quê significa um para-algo,
estesignifica um para-isto, este significa um junto-a do deixar-que-se-con-
junte, este signiâca um com-quê do conjuntar-se. Essas relações são conexas
entresi como numa totalidade originária; elassãoo que são,como estesigni-
ficar, em que o -DaseZm
se dá previamente a entender a si mesmo no ser-no-
mundo. O todo-relacional dessesignificar, nós o denominamos iiKmê/ícz//ci-
dade.Ela é o que

z59
SEIN UND ZEIT

was die Struktur der Welt, dessem,worin Dasein' als sol(bes


je sdtonist, ausmaüt. Z)asZ)aseíníst ín seüerl'edraz'theít mít
der .BedeutsamÊeítdíe ontísche Bedlngung der .iWõgZÍ(izXeít
der
EntdeckbarÃ:eÍt Don Seíezzdem, dm !n derSeinsaN derBezua?zdt-
nis (Zzlhandenheít,) ín eíner P7eZt begegnet zzrzd síü. se ín
seíne«. .,4n-síü bek«éden kann. Dasein ist als som:es je meses,
mit seinem Sela ist wesenhaft s(bon ein Zusanlmenhang von
Zuhandenem entde(kt -- Dasein hat sidib, sobemes ist, je sdion
auf eine begegnende»Welt«
angewiesen,
zu seinemSem
gehõrt weseilhaft diese .drzgewíesen/zeít.
Die Bedeutsamkeit selbst aber, mit der àas Dasein je sdion
vertraut ist, birgt in sida die ontologisdhe Bedingung der
Mõglidikeit dafür, daJ3das verstehendeDasein als auslegendes
se etwas wie »Bedeutungen« ersdllieJ3en kann, die ihrerseits
lieder dasmõgli(he Sem von Watt und Spradie fundieren'.
Die ersdüosseneBedeutsalllkeit ist als existenziale Verfas-
sung desDaseins,seinesIn-der-Welt-seins, die ontisdie Bedin-
gung der Mõglid)keit der Entdedçbarkeit einer Bewandtnis-
ganzheit.
Wenn wir se das Sela des Zuhandenen(Bewandtnis) und
gar die Welthdlkeit selbst als einen Verweisungszusammen-
hang bestimmen,wird dana ni(ht das »substanzielleSela«
des innerweltlichen Seienden in ein Relationssystem vertia(b-
tigt und, safem Relationen immer »Gedadites«sind, das Sela 88
des innerweltlida Seienden in das»reine Denken« aufgelõst?
Innerhalb desjetzigen Untersu(hungsfeldessina die wieder-
holt markiertenUnten(hiede der Strukturen und Dimensionen
der ontologisdxen Problematik grundsâtzlidi auseinandemu-
halten: 1. dasSeja deszunãdist begegnendeninnerweltli(hen
Seienden (Zuhandeiüeit); 2. das Sem des Seienden (Vorhan-

a Das Da-sela, wol:in der b4ens&.west.


b Aber nidit als iühaüe Tathandlung eines Subjekts, vidmelu: Daseín
und Sela.
c Unwahr. Spradie ist nidit aufgestodEbrondem íst das unprüngli(be
Wesen der Wahrheit als D&.
SKK E TEMPO

constitui a estrutura do mundo, aquilo em que o -Z)asei#'é cada vez como tal.
O Dasein, em saalamiliaridade com a signi$catit;idade, é a condição ântica da
possibilidadede poder ser descobertoo ente que uem-de-encontro em am mundo
1}. m.do-de-ser do conjuntas-se ÇutiLizabitidadeà e quepode, assim, anunciar-se
em jew em-j/. O .adie/n é, como tal, cada vez "este" e, com seu ser, fica já es-
sencialmentedescobertauma conexão-de-utilizável -- o -Z).zsei#,
na medida
em que /, já se remeteu' cada vez a um "mundo" que vem-de-encontro; a seu
ser pertence essencialmente esse ser-recue/ída.
Mas a signiâcatividade ela mesma, com que o -Daiei# já está cada vez
familiarizado, traz consigo a condição ontológica da possibilidade de que 8
Z)Hein que-entende possa abrir, como interpretante, algo assim como "sighi:
ficações" , as quais por sua vez fundam novamente o ser possível da palavra e
dalíngua'.
A significatividade aberta, como constituição existenciária do Z)aie/n,
do seuser-no-mundo, é a condição ântica da possibilidade de poder-ser-des-
coberta uma totalidade de conjuntação.
Quando determinamos, assim, o ser do utilizável (conjuntar-se) e mesmo
a mundidade ela mesma como um contexto-de-remissão, o "ser substancial"
do ente do-interior-do-mundo não se dissolve em um sistema-de-relações e,
na medida em que as relações são sempre "algo pensado'l o ser do ente do-
interior-do-mundo não se dissolve no "puro pensar"?
Dentro do presentecampo da investigaçãoé preciso manter as diferen-
çasde princípio, repetidamente sublinhadas, das estruturas e dimensões da
problemáticaontológica: 1. o ser do ente que de pronto vem-de-encontro no
interior-do-mundo (utilizabilidade); 2. o ser da ente (subsistência)

O l)a-seio jser-"aí"], em que o homem desdobra seu ser.


Mas não como ação-provida-de-eu de um sujeito, ao contrário: Z).zielme ser.
Não verdadeiro.A língua não é um pavimento sobreposto a outro, senãoque / o desde
brar-se originário da verdade como "aí"

z6i
SEIN UND ZEIT

denheit), das in einem eigenstãndig entdeckendenDur(hgang


dul(b das zunãdist begegnende
Seiendevor6ndlidi und
bestimrnbar wird; 3. das Sem der ontisdien Bedingung der
Mõglichleit der Entdeckbarkeit von innerweltli(hem Seienden
überhaupt, die Welthdikeit' von Welt. Das letztgenannte Sem
ist eine ezístezzzíaZeBestimmung des In-der-Welt-seins, das
heiBt des Daseins. Die beiden vorgenannten BegrifEe von Seja
sind Kafegorien und betreffen Seiendes von ni(ht daseinsarti-
gemSein. DenVerweisungszusammellhang, der alsBedeutsam-
keit die Weltlichkeit konstituiert, kann man formal im Sinne
einesRelationssystemsfassen.Nur ist zu bea(hten, daB derglei-
chen Formalisierungen die Phânomene se weit nivellieren, daB
der eigentiidie phãnomenale Gehalt verloren geht, zumal bei
se »einfadien« Bezügen, Me sie die Bedeutsamkeit in sida birgt.
Diese »Relationen« . und >,Relate« des Um-zu, des Um-
willen, desWomit einer Bewandtnis widerstreben ilnem phã-
nomenalen Gehalt nada jeder mathematis(hen Funktionalisie-
rung; sie sinal au(h ni(hts Geda(ates, in einem»Denken« erst
Gesetztes, sondem Bezüge, daria besorgende Umsidh.t als
solche je s(bon si(h aufhãlt. Diesel »Relationssystem« als
Konstitutivum der Weltlidhkeit verflü(htigt das Sem des inner-
weltlich Zuhandenense wenig, daB auf dem Grunde von
Weltlichlçeit der Welt diesesSeiende in seinem»substanziel-
len«»An-sida« allererst entdedlbar ist. Und erst wenn
lnnerweltli(hes Seiendeqüberhaupt begegnenkann, besteht die
Mõgli(11ikeit,im Felde diesel Seienden das nur nodo Vorhan-
dene zugãnglidx zu ma(hen. Dieses Seiende kann auf Grund
seines Nur-noch-Vorhandenseins llinsiditlidi seiner »Eigen-
s(baften<. mathematisdx in »Funktionsbegriffen« bestirnmt
werden. FunktionsbegrifEe dieser Art sinal ontologisdi über-
haupt nur mõgh(h mit Bezug auf Seiendes,dessemSem den
Charakter reiner Substanziahtâthat. Funktionsbegriffe sind
immer nur als formalisierte Substanzbegriffemõglídi.

' Besser: das Walten der Welt


SER E TEMPO

podeserencontradoe pode ser determinado em um processode descobri

os conceitos de ser anteriormente nomeados são ca/eKari'zie se referem a


entescujo modo-de-ser não é conforme ao ser do -Z.).ziei#.A conexão-de-re-
missãoque, como significatividade, constitui a mundidade pode ser formal-
menteapreendida no sentido de um sistema-de-relações. Mas deve-seobser-
var somente que tais 6ormalizações nivelam de modo tão amplo os fenâmen06
que o conteúdo fenomênico próprio se perde, especialmente no caso de Tela;
çõestão "simples" como asque a significatividade contém em si. Essas"relações
e esses"correlativos" do para-algo, do em-vista-de, do com-quê de uma con-
juntação resistem, segundo seu conteúdo fenomênico, a toda funcionalização
matemática; não são nada de pensado, pela primeira vez posto em "pensamen-
to'l masrelaçõesem que o ver-ao-redor ocupado já se detém cada vez como
tal. Esse"sistema-de-relações: como uin constitutivo da mundidade, ao invés
dedissolvero serdo enteutilizáveldo interior-do-mundo,permite queeste
sejadescoberto pela primeira vez em seu "em si" "substancial'l sobre o funda-
mentoda mundidadedo mundo. E, só quando o ente do-interior-do-mundo
pode em geral vir-de-encontro é que surge a possibilidade de que esseente
ainda só subsistente, se torne acessível. Esse ente, sobre o fundamento de seu
ser-só-subsistente,pode ser matematicamente determinado em "conceitos de
função" no relativo a suas "propriedades'l Conceitos de função dessa espécie
sósãoem geral ontologicamente possíveis em relação a ente cujo ser tem o
caráterda pura substancialidade.Conceitos de função são semprepossíveis
somentecomo conceitos normalizados de substância.

' Melhor; o domínio do mundo


SEIN UND ZEIT

Damit die spezifis(hontologis(heProblematik der Weltli(L-


keit si(h nodo sdiãrfer abhebenkann, soll vor der Weiterfüh-
rung der Analysedie Interpretation der Weltlidlkeit an einem
extremen Gegenfall verdeuthdat werden.

B. Die Abhebung der Analyse der Weltli(bkeit gegen die


Intel'pretation der Welt bei Descarnes

Des Begriffes der Weltli(11üeit und der in diesel Phânomen 89


besdllossenenStrukturen wüd sida die Untelsu(huna nw
sdhrittweise versichem kõnnen. Weil êlie Interpretation der
Welt zunâdistbei eineminnerweltlidi Seiendenansetzt,um
dana dasPhãnomenWelt überhaupt ni(bt mehr in den Blidt
zu bekommen, versu(ben wir diesel Ansatz an seiner viellei(ht
extremstenDurchfüluung ontologisdi zu verdeutlidien. Wir
geben nicht nur eine kurze Darstellung der Grundzüge der
Ontologie der»Welt« bei Descarnes,sondem fragen naco
deren Voraussetzungen und versu(hen diese im Lidite des bis-
her Gewonnenen zu (harakterisieren. Diese Erõrterung soR
erkennen lassen, auf weldien grundsãtzli(h undiskutierten
ontologischen»Fundamenten« die na(h Z)escartes kommen-
den Interpretationen der Welt, die ihm vorausgehendenerst
redht, sida bewegen.
Z)escarfessieht die ontologis(be Grundbestimmung der Welt
in der extensão.Safem Ausdelmung die Râunllid1lkeit mitkon-
stítuiert, na(h Desca#esjogar mit ihr identisdi ist, Râuinlidx-
keit aber in irgendeinem Sinn für die Welt konstitutiv bleibt,
bictet die Erõrterung der cartesischen
Ontologleder »Welt«
zugleich einen negativen Anhalt für die positive Explikation
der Rãumlidikeit der Umwelt und desDaseinsselbst.Wir
behandeln hinsiditlidi der Ontologie Z)escartes'ein Dreifa(hes :
1. Die Bestímmung der »Welt« als res extensa(S 19). 2. Die
Fundamentediesel ontologisdienBestimmung($ 20). 3. Die
hermeneutisdie Diskussion der cartesisdien Ontologie der
»Welt« (S 21). Ihre ausführliche Begründung erhãlt die
SER E TEMPO

A fim de que a problemática especificamenteontológica da mundidade


possaser posta em relevo de modo ainda mais evidente, é necessárioque,
,ntes de prosseguir na análise, a interpretação da mundidade seja elucidada
em contraste com um caso que Ihe é extremamente oposto

B. O contraste entre a análise da mundidade e a


interpretação do mundo em Descarnes

SÓpaulatinamente a investigaçãopode assegurar-sedo conceito de mundidade


e dasestruturas contidas nessefenómeno. Por que a interpretação do mundo
tem de pronto seu ponto-de-partida em um ente do-interior-do-mufidó;
deixando de ter diante dos olhos o fenómeno do mundo em geral, procuramos
elucidar ontologicamente essaposição pelo caso que é talvez o de seu trata-
mento mais extremo. Não somente damos uma breve apresentação, em suas
linhas fundamentais, da antologia do "mundo" em Descarnes, mas pergunta-
mospor suaspressuposições,procurando caracteriza-lasà luz do que foi
obtido até agora. Essadiscussãodeve fazer conhecer em seusprincípios os
"fundamentos" ontológicos não-discutidos sobreos quais semovem asinterpre-
taçõesdo mundo subsequentes a Descarnese ainda n)ais as que o precedem.
Descartes vê a determinação ontológica fundamental do mundo na ex-
fe sio.Na medida em que a extensão é coconstitutiva da espacialidade, a qual,
segundo Descarnes, Ihe é mesmo idêntica e que, de outra parte, a espacialida-
de permanece em certo sentido constitutiva do mundo, a discussão da onco-
logia cartesiana do "mundo" oferece, ao mesmo tempo, um ponto-de-apoio
negativo para a explicação positiva da espacialidade do mundo-ambiente e do
Z)aiein ele mesmo. Trataremos da antologia cartesiana em três aspectos: l.
A determinação
do "mundo" como rei exfe#s.z($ 19). 2. Os fundamentos
dessadeterminação ontológica ($ 20). 3. A discussão hermenêutica da on-
cologia cartesiana do "mundo" ($ 21). Uma fundamentação completa das
considerações que se seguem

z65
SEIN UND ZEIT

folgende Betra(htung erst durch die phãnomenologis(Le De


struktion des »copito sum« (vergleidie 11. Teí1, 2. Abs(Lnitt).

S í9. Die Bestimmung der ,'fVeLt«ak res extensa

Descarnesuntersdieidet das»ego cogito« als res cogitans van


der»res corporea«.Diese Untersdieidung bestimmt künftig
ontologis(h die von »Natur und Geist«. Diesel Gegensatz
mag ontisdi in no(h se vielen il)haltli(hen Abwanüungen
fixiert werden,die UngeklãrtheitseinerontologisdienFunda-
menteund die der Gegensatzglieder selbsthat ihre nádiste
Wurzel in der von Z)esGaResvoUzogenen Untersdieidung.
Innerbalb weldien Seinsverstãndnisses
bat diesel das Sem
diesel Seienden bestímmt? Der Titel für das Sela eines an ilim
selbst Scienden lautet substancia. Der Ausdrude meint bala
90 das Sela eines als Substanz Seienden, SubsfanzÍaZítãt,bald
das Seiende selbst, Cine Subsfanz. Diese Doppeldeutigkeit von
substantia,die sdion der antike Begriff der oõaía'bei sídl.
führt, ist nicht zufãlhg.
Die ontologisdle Bestimmung der res corporea verlangt die
Explikation der Substanz, das hei13tder Substanzialitãt diesel
Seiendenals eincr Substanz.Was madit das eigentli(he An-
ilim-selbst-sem der res corporea aus? Wie ist überhaupt eine
Substanz als sol(he, das heiBt ihre Substanzialitãt faBbar? Et
quidem ex quolibet attdbuto substantia cognoscitur; sed üna
tamen est cuiusque substantiae praecipua proprietas, quae
ipsius natural essentiamqueconstituit, et ad qual aliae
omnes referuntur.Í Substanzen werden in ihren »Attributen«
zugãnghdl, und fede Substanzhat eine ausgezei(!hneteEigen-
s(haft, an der dasWesen der Substanzialitãt einer bestimmten
Substanz ablesbar wird. Welches ist die Eigensdiaft bezüglicll
l Principia 1, n. 53, S. 25(0euvres ed. Arfam-Tannery,Vol. Vlll).
. Ja au(hund geradedasõv; à õv: í. das Seiend(Seiendsein),
2. das
Seiende.
SER E TEMPO

só se alcançará pela destruição fenomenológica do "rabi/o sam" (cf. Segunda


Parte, Segunda Seção)

$ 1 9. .A determin.zção do "manda" como tes extensa

Descarnes distingue o "eKacoKí/o'lcomo rei roKi/azzs,


da "rei farPorea" Essa
distinçãodeterminaráontologicamentea ulterior distinçãode "naturezae
espírito':Por muitas que sejam ainda as modificações ânticas fixando o con-
teúdo dessaoposição, a ausência de clareza de seus fundamentos oncológicos
e dos próprios membros da oposição tem sua raiz imediata na distinção eGe:
suada por Descartes. No interior de qual entendimento-de-ser Descarnes
determinou o ser dessesentes? S ós/am//a é o termo que designa o ser de um
ente que é em si mesmo. Se a expressãodesigna o ier de um ente como subs-
tância,i fila cia#2ade, então o ente ele mesmo é #wzzsaósf2/zcia.Essadú-
plice significação de s ós/a /Z#, que o conceito antigo da oüaíajá traz em si',
não écasual.
A determinação ontológica da rei c:arPop'e.z
exige a explicação da subs-
tância,isto é,da substancialidadedesseente como uma substância.Que cons-
titui o próprio ser-em-si-mesmoda rei corpora.z?Clamo pode em geral ser
apreendidauma substânciacomo tal, isto é, sua substancialidade?-E/ g idem
nc qí40Libetattributo sübstantia cognoscitur; sed üna tamen est cuiusqüe sübs-
tantiaepraecip a proprietas, qual ipsius mataram essentiamqueconstituir, et ad
g m a& zeam ei re$era/zfzzri. As substâncias são acessíveis em seus "atributos'
ecadasubstânciatem uma propriedadeprecípua, na qual se pode colher a
essênciada substancialidade de uma determinada substância. Q.uai é essa
propriedade

l Prl c@l.z
1,n' 53,p. 25 (a'zlurei,ed.Adam-Tannery,
vol. VIII)

E também, precisamente, õ'p;'rà õv: 1. o sendo, o ser-sendo, 2. o ente

z67
SEIN UND ZEIT

der res corporea? Nempe eztemío in !ongurn, latum et pro-


fundum, substantiaecol:poreaenatural constituit.eDie Au-
dellnung nãnllidi nada Longe, Breite und Tiefe madit das
eigentlidie Sem der kõrperhdien Substanz aus, die wir»Welt«
nennen. Was gibt der extensão diese Auszeid3nung? Nam
omne aliud quod corpos tribui potest, extensionempraesup-
ponit.3 Ausdehnung ist die Seinsverfassung desin Rede stehen-
den Seienden, die vor allen anderen Seinsbestimmungen schon
»sem« muJ3, dainit diese »seja« kõnnen, was sie sind. Aus-
dehnung muB dem Kõrperding primar»zugewiesen« werden.
Dementspreü.end vollzieht si(h derBeweis für die Ausdelmung
und die dur(h sie dlarakteúsierteSubstanzialitãtder»Welt«
in der Weise, da13gezeigt wird, wie aUe anderen Bestinlmt«
heiten dieser Substanz,vomehmli(b divisio, figura, motus,
nur als medi der extensio begrifTen werden kõimen, daB umge-
kehrt die extensãosine figura vel motu verstândlidl. bleibt.
So kann ein Kõrperding bei Erhaltung seiner Gesamtaus-
dehnung do(h vielfa(b die Verteilung derselbenna(b den
versdhiedenenDimensionenwediseln und sida inma13nigfaclten
Gestalten als ein und dasselbeDing darstellen. Atque untam
et idem corpus, retinendo suam eandem quantitatem, pluribus
diversas modas potest extendi: nunc scilicet magia secundum
longitudinem, ininusque secundumlatitudinem vel profundi-
tatem, ac paulo post e contra maxis secundum latitudinem, et
ininus secundumlongitudinem.4
Gestalt ist ein modus der extensio, ni(ht nlinder die Bewe-
gung; denn motuswird nur erfaJ3t,si de nullo nisi local
cogltemus, ac de vi a qua excitatur non inquiramus.õ lst Bewe-
gung eine seiendeEigensdiaft der res corporea,dais muB sie,
um in ih'em Sem erfalnbar zu werden, aus dem Sem diesel
Seiendenselbst, aus der extensão,das heiJ3tals reiner Orts-

2 a. a. O.
3 a. a. O.
4 a. a. O. n. 64, S. 31.
s a. a. O. n. 65, S. 32.
SER E TEMPO

:eçetente h. res corporea2 Nempe extensão in [ongum, Latim et profundum,


jW11j/,z//ar
corporeóze / rnm ca i///#i/2. A saber,a extensãosegundo o com-
primento, a largura e a profundidade constitui o ser próprio da substância
corporal,que nós denominamos "mundo". Que dá à ex/ezziioessacaracterís-
tica \ Nam omne aLiud quod corpora tribüi potest, ncte7isionem praesupportit'. A.
extensãoé á constituição-de-ser do ente de que se fala, a qual já deve "ser:
;ntes de todas as outras determinações-de-ser, para que estas possam "ser" o
que são. A extensão deve ser primariamente "atribuída" à coisa corporal. Por
conseguinte,a prova da extensão e da substancialidade do "mundo" por ela
caracterizadaefetua-sede modo que seja mostrado como todas as outras
determinidades dessasubstância, antes de tudo d/z,/iio,Zgwzn, mo/zíi, somen-
te podem ser concebidas como maZ/ da erre iio, mas, ao inverso, ex/e i/o si e
ÉK za z/e/mo/zicontinua podendo ser entendida.
Assim, uma coisa corporal pode conservar sua extensãototal, não obs-
tante mude de muitas maneiras a sua distribuição segundo as diversas dimen-
sões,exibindo-se numa multiplicidade de formas como uma e a mesma coisa.
Átqtle tlrlüm et idem corpus, retinendo suava mandem quantitatem, pLüribus
diuersis moais potest octendi: nunc sciLicet maxis secundam Longitudinem, mi-
nusquesect+ndumLatitudimem uel profunditatem, ac pauta post e contra maxis
secundam Latitt4dinem, et minas secumdun} Longitudinem4 .
A figura é um modzzs
da ex/emsio,
não menosdo que o é o movimento,
pa\s só se ap fende o rrlotus si de multo nisi [ocaLI cogitemüs, ac de ui z qua
exa/a/zór o/z / gz//znmzzsS.
Se o movimento é uma propriedade de-ente da res
farporea,então, para poder ser experimentado em seu ser, ele deve ser con-
cebido a partir do ser desse ente ele mesmo, a partir da ex/epzi/o,isto é,
como pura

Ibidem
Ibidem
Idem, op.cit., n. 64, p. 31
Idem, op.cit., n. 65, p. 32

z69
SEIN UND ZEIT

we(bsel begriffen werden. So etwas wie »draft« trãgt zur

fülnli(b zu zeigen:Nam, quantumad duritiem, nihil aliud


de ílla sensusnobis indicar, qual partes durorum corporum
resisteremotui manuum nostrarum, cum in lilás íncununt.
Si eiúm, quotiescunque manus nostrae versus aliquam parem

l:üãüm,hn*, n
mus. Nec ullo modo potestintelligi, corpora quae sic
m: F recede-

Berüh-
fenden« nana voUzieht,dann kãme es nie zu minem
:en Hârte Mede ddit erfahrenund sona(hau(b nie sair..In
keiner Weise ist aber einzusehen,inwiefem etwa die in soldier

diesel Seienden. Eademque ratione estendi potest, et pondus,


et colarem, et alias onmes eiusmodi qualítates, qual in matena
corporea sentiuntw, ex ea tolji posse,.ipsa integra remanentel
unde sequitur, a nulla ex illis ecus.(sc extensionis)natural
(]ependere' Was denmadi das Sem der res col'po:ea ausmadit,
B a. a. O. 11, n. 4, S. 42.
7 a. a. O.
SER E TEMPO

mudançade lugar. Assim, algo como "força" em nada contribui para a deter-
minação do ser desse ente. Determinações como dzzri/ies (dureza), pomdzli
(peso),ra/or (cor) podem ser tiradas da matéria que ela ainda permanece o
que é. Essas determinações não constituem o seu ser próprio e, na medida em
queiáo, mostram-secomo mad/ da ex/emita.Descarnesprocura mostra-lo
em pormenor a respeito da "dureza": Nam, gwaa/am ,zZ dzzri//em, mió//,z//wZ
de ilha sensosnobis indicar, qüam partes duraram corport4m resistere motui
WanÜHwt mostraram, cum in itLas incurrunt. Si enim quotiescümqüe m.ânus
ttostraepersasaLiqü zm partem mouentur, corpora omnia ibi existentia recederent
hademceLeritate qtta iLLae.zccedünt, n LLarrzurl qüam duritiem sentiremos. Nec
ütlo modo potest inteLLigi, corpora qual sic recedererzt,idcirco mataram corporis
esseamissüra; nec proinde ipso in d ritie consistir'. A. dureza é expet\P«enfada
no taco. Q.ue nos "diz" o sentido do taco sobre a dureza? As partes da coisa
dura"resistem" ao movimento da mão, por exemplo, ao que a quer empurrar.
Se,ao oposto, os corpos duros, isto é, não moles, mudassem de lugar com a
mesmavelocidade com que muda a mão que procura "toca-los': então nunca
haveriaum contado, a dureza nunca seria experimentada e, por conseguinte,
ela também nunca feri.z. Mas não se vê de modo algum que, ao se retirarem
nessavelocidade, os corpos devessem perder algo de seu ser corporal. E, se o
conservamtambém numa outra velocidade que torna a "dureza" impossível,
é porque estatambém não pertence ao ser dessesentes. -Eademgz/eza/io/zr
estendipotest, et pandas, et colarem, et alias omnes eiusmodi quaLitates, qüae in
matéria corpora'zsentiüntur, ac ea toLLIposse,ipso integra remamente: ande
sequitur, a nüLLa nc iLLis aias Ç.sc.
extensiorzis) nat rzm defenderei. O que cons-
titui, portanto, o serda rei cor7ore

6 Idem,op.cit.11,n.4, p.42
7 Ibidem.

z7t
SEIN UND ZEIT

ist die extensão,


das omilimodo divisibile, figurabile et mobile,
das was si(h in feder Weise der Teilbarkeit, Gestaltung und
Bewegungverándem kann, dascapaxmutationum, das in all 92
diesen Verãnderungen si(h dur(]xhált, remanet. Das, was am
Kõrper(hng minem soldien stãndlgen 7erbZeíb genügt, ist das
eigentlidi Seiende an ihm, se zwar, daIS daduntt die Substan-
zialitãt disser Substanz diarakteüsiert wird.

$20 Z)íe f'undamente der onZoZogíschenBestímmung


der »fVelt«

Die Idemvon Seja,darauf die ontalogis(heCharakteristikder


res extensa zurü(kgeht, ist die Substanzialitãt. Per subsfanfíam
nihil aliud intelligere possumus,qual rem quae ita existir, ut
nulla alia re indigeat ad existendum.Unter Substanzkõnnen
wir nichts anderes verstehen als ein Seiendes,das se íst, daJ3es,
um zu sair, keinesanderen Seiendenbedarf.t Das Sem einer
»Substanz« ist durch eine Unbedürftigkeit (harakterisiert.
Was in seinem Sem s(hle(bthin eines anderen Seienden unbe-
dürftig ist, das genügtim eigentlidienSinn der Idee der
Substanz -- diescs Seiendc ist das cns perfectissimum. Sub-
stantia quae Duna plane re indigeat, unica tantum potest
inteiligi, nempe Deus.e»Gota« ist liier ein leia ontologlscher
Titel, wenn er als ens perfectissimumverstanden wird. Zu-
gleidl ermõgli(ht das init dem Begriff Gota »selbstverstãndli(b«
Mitgemeinte eine ontologis(heAuslegung des konstitutiven
Moments der Substanzialitãt, der Unbedürftigkeit. Alias vero
omnes(res), non nisi ope concursosDei existere possepercipi-
mus.3 Alces Seiende, das ni(ht Gott ist, bedarf der Hlerstellung
im weitesten Sinne und der Erha]tung. ]lilerstellung zu Vor-
handencm, bzw. Herstellungsunbedürftigkeit ma(hen den
í a. a. O. n. 51, S. 24.
2 a. a. O. n. 51, S. 24.
3 a. a. O. n. 5í, S. 24.
SER E TEMPO

E a nctensio.o omnimodo diuisibiLe,.FgurabiLeet mobile, o que bode se aXtetat


eH todo modo de divisibilidade, figuração e movimento, o raP'zx m /óz//o/zzím,
o que se mantém firme em todas essasmudanças, rem.zmef.O que na coisa
oral satisfaz a um tal co/zi/a /epfrm Crer é o que nela é propriamente
ente, de tal maneira que a substancialidade dessa substância é por ele carac-
terizada.

$ 20. Osfundz7rierltos da determin.zção ontológica do "mundo

A ideia de ser a que a caracterizaçãoda resex/e i conduz é a de substancia-


h&aàe.Per substantlam nibit aLI d intelLigerepossumus,quem rem qüae ita
edis/i/, zó//z üz a/íózre i/zd«e.zf zd ex/s/e dzzm. Por substância nada podemos
entender a não ser um ente tal que p.zrn ser não necessita de nenhum outro
ente:. O ser de uma "substância" é caracterizado por uma não necessidade. O
que em seu ser não necessita pura e simplesmente de um outro ente e satisfaz
em sentido próprio a ideia de substância -- esseente é o e;zspel=#'c/isiimz/m.
Substancia qü.ze viüLLa plane re indigeat, unida tantum potest inteLLigi, mempe
Z)ezziz.
"Deus" é aqui um termo puramenteontológico, seé entendido como
emipe2:#?c/2i
/mz/m. Ao mesmo tempo, o que, implícito no conceito de Deus,
"pode-ser-entendido-por-si-mesmo"possibilita uma interpretação ontológica
do momento constitutivo da substancialidade, da não necessidade. ..4/!.zi perca

omnes (res), non nisi OPe co'zct+rsus l)ei existere posse percipimüss . 'Todo ente
que não é Deus necessitada produção em sentido mais amplo e da conserva-
ção.Produção do subsistente, ou a não necessidadede produção, constitui

Pri czp; 1, n' 51, p. 24 ((Eaprei, ed. Adarn-Tannery, vol. VIII)


Ibidem
Ibidem

z73
SEIN UND ZEIT

Horizont aus, innerhalb dessem»Sem«verstandenwird.


Jedes Seíende, das nicho Gott ist, ist ens creaMm. Zwisdten
beiden Seienden besteht ein»unendli(ber« Unters(Lied ihres
Seios, und dada sprech.enwir das Ges(haffene ebenso wie den
S(hõpfer aZsSeíende an. Wir gebrau(hen demna(b Seja in einer
Weite. daJ3 sem Sinn einen»unendlidien« Untersdlied um-
greift. So kõnnen wir mit gewissem Redit audi gesdiaffenes
Seiendes Substanz neimen. Dieses Seiende ist atar relativ zu
Gott herstellungs- und erhaltungsbedürftig, aber ínnerhalb
der Region des gesdiaffencn Seienden, der»Welt« im Sinne
des ens creatum, gibt es sol(hes, das relativ auf ges(iiõpfliches
1-1erstellen und Erhalten, das des Mens(ben zum Beispiel,
»unbedürftig ist eines anderen Seienden«. Derglei(hen Sub-
stanzen sínd zwei: die res cogitans und die res extensa.
Das Sem der Substanz, derem auszeidmende propüetas die
extensão darstellt, wird dana(h ontologisdi. grundsãtzlidi be-
stiinmbar, wenn der den drei Substanzen,der einen unend-
h(hen und den beiden endlichen,>gemeínsame« Sina von
Sela aufgeldãrt ist. Allein nomes substantiae non convenit
Deo et illis zznípoce, ut dia solet in Scholis, hoc est . . . quae
Deo et creaturis sit commulús.4 Descarnesrührt hierinit an ein
Problem, das die mittelalterlidie Ontologie vielfadi besdaãf-
tigte, die Fraga, in wel(ber Weise die Bedeutungvon Sem das
jeweils angesprodiene Seiende bedeutet. In den Aussagen
>,Gota ist<< und »die Welt ist« sagen wir Sela aus. Diesel
Wort»ist« kaim aber' das jeweilige Seiende ni(ht in dem-
selben Sinne(auvuWFog, univoce)' meinen, wo dodi zwi-
s(hen beiden Seienden ein unendZícherUntersdhied gerade des
Seins besteht; wâre das Bedeuten von »ist« ein einsinniges,
dann würde das GeschaUeneals Unges(haffenesgemeint odes
das Unges(haffene zu einem Ges(baNenen herabgezogen.
»Seja« fungiert aber auch nicht als blo13ergleicher Narre,

6 a. a. O. n. 51, S. 24.
In eíner durchgelxendenBedeutung.
SER E TEMPO

o horizonte no interior do qual o seu "ser" é entendido. Todo ente que não é
Deus é emjcre,z/zím.Entre essesdois entes há uma diferença "infinita" de seu
sere, no entanto, tratamos comar /eso criado assimcomo o criador. Portan-
to, empregamos ser numa amplitude tal que seu sentido abrange uma dife-
rença"infinita'l Assim, podemos com certo direito denominar também subs-
tância o ente criado. Sem dúvida que relativamente a Deus esseente necessi-
ta de produção e de conservação, embora no interior da região do ente criado,
do "mundo': no sentido do eni área/am,haja entes,como o homem,por
exemplo, que relativamente à produção e à conservação criadas "não necessi-
tam de outro ente". Tais substâncias são duas: a rei caga/ans e a res ex/emi.z.
O ser da substância, cuja precípuapraprZe/'zi a ex/emitaexibe, poderá ser,
portanto, ontologicamente determinado em seu princípio quando se haja
elucidado o se/z//dade ser que é "comam" às três substâncias, uma infinita e
duas finitas. SÓque ;fome sz/ós/ /lae zza ca ur i/.Z)eo e/ /27ísunivoce, #/
dia soLet in ScboLis, boc est... qü.ze Deo et creaturis sit communis'. X)escaEtes
tropeça aqui ein um problema do qual a antologia medieval se ocupou de
várias maneiras: a questão sobre o modo como a significação de ser significa,
cadavez, o ente de que se fala. Nos enunciados "Deus é" e "o mundo é" enun-
ciámos ser. Mas essapalavra "é" não pode significar no mesmo sentido
(auvupl3Fuç, a/ziz,oce'), já que entre os dois entes há uma diferença /n@mi/'z
precisamente no que concerne ao ser; se a significação de "é" fosse unívoca,
então ou o criado seria pensado como não criado, ou o não criado seria rebai-
xado a criado. Mas "ser" não tem também a função de mero homónimo,

4 Ibidem

Numa significaçãocontínua

z75
SEIN UND ZEIT

rondem in beiden FãRen wird»Sem« verstanden. Die S(ho-


lastil( faJ3t den positiven Sina des Bedeutcns von »Sem« als
»analoges« Bedeuten im Untersdüed zum einsinnigen odes
nur gleiclmamigen. Man hat im Ans(illlu13 an .4rístoteZes, bei
dem wie im Ansatz der arie(iliis(hen Ontologie überhaupt das
Problem N'orgebildetist, versclúedeneWeisen der Analogia
fixiert, Tona(h sida au(h die >,Sdiulen« in der Auffassung der
Bedeutungsfunktion von Sem unters(heiden. Descarnesbleibt
llinsichtli(h der ontologischenl)urdiarbeitung des Problems
weit llinter der SdiolastikzurüdqÕja er weid].tder Frade aus.
Nulla eius]substantiae] nominis signiílcatio potest distincte
intelligi, qual Deoet creaturissit communis.õ
DieselAus-
wei(hen besagt, Z)escarteslâJ3t den in der Idem der Substan-
zialitãt besclüossenen Sina von Sem und den Charakter der
>,.Alllgemeinheit«diesel Bedeutung unerõrtert. Dem, was Sem
selbstbesagt,hat zwar auch die mittelalterliclle Ontologie sa
wenig nachgefragtwie die antike. Daher ist es ni(ht ver-
wunderli(h, wenn Cine Fraga wie die nada.der Weise des
Bedeutensvon Sem nidit von der SteUekommt, solangesie
auf dem Grunde eines ungeklârten Sinnes von Sem, den die
Bedeutung »ausdrü(]çt«, erõrtert çverden wiE. Der Sina blieb
ungeklãrt, weil man ihn für»selbstverstãndlidi« hielt,.
Z)escarfesweicht der ontologisdien Frage na(h der Substan- 94
zialitãt nidit nur überhaupt aus, er betont ausdriicklidi, die
Substanzals soldie, das heiBt ihre Substanzialitãt,sei vor-
gãngig an ihr selbst für sida unzugãngh(h. Verumtamen non
potest substantia primum animadverti ex hoc solo, quod sit res
existens, quia hoc solum per se nos non afficit.7 Das »SeiD<c
selbst »affiziert« uns nicht, deshalb kann es ni(!ht vemommen

5 Vgl. }iieuu Opuscula omnia 7'hoz7mede 7ío Caíetan! CardírzaZis.Lug


dual 1580, Tomus 111,Tractatus V: de Dominam analogia, p. 211-219.
B Z)escarfes, Principia 1, n. 5í, S. 24.
7 a. &. O. n. 52, S. 25.
' und bei einer Verstãndhdikeit sich.beruhigte.
SER E TEMPO

pois,em ambos os casos,o "ser" é entendido. A Escolásticaapreendeo senti-


do positivo do significado de "ser" como significado "análogo':o que difere
de unívocoou de somentehomónimo. Ein Aristóteles,assimcomo no início
da oncologia grega em geral, o problema se prefigura e diversos modos da
analogia são fixados, segundo os quais também as "escolas" se diferenciam na
concepção da função-de-significar ser.Descarnes, no concernente à elaboração
ontológica desseproblema, permanece muito atrásSda Escolástica, e mais,
exma a questão. NülLa ei"s(subst.znti'ze) nominis siga $catio potest dista«lcte
j /e/Zllgágame -Deo e/ cre z/zírii iir camzz2wm2só.
Evitação que significa em Des-
carnesdeixar de discutir o sentido de ser contido na ideia de substancialidade
e o caráter da "universalidade"dessasignificação.Não há dúvida de que a
antologia medieval do mesmo modo que a antiga não se perguntou que sig-
nifica ser ele mesmo.Não é de admirar que não sepergunte pelos modos do
significar ser, enquanto se queira discutir sobre o fundamento de um sentido
de ser não elucidado, que a significação "expressada".O sentido permanece
não elucidado,porque é tomado como "algo-que-pode-ser-entendido-por-si-
a
mesmo
Descarnesnão só evita em geral a pergunta ontológica pela substancia-
lidade, mas afirma expressamente que a substância como tal, isto é, sua subs-
tancialidade, é em si mesma e por si mesma inacessível. Herzím/ame zzo/z

potest substamtia primünl íznimaduerti ex boc solo, que sit res existeris, quis boc
se/zmPerie zzoi o #7c//7. O "ser" ele mesmo não nos "afeta': não podendo,
portanto, ser percebido.

5 Cf. a esserespeito OPaic///,z ozn#i,z 7bam ze de 14a Cale/.z#z Cardo z/ís IOpúsculos com
p[etos de Tomas de Vio, Cardea] Gaetano]. Lyon, 1580, t. ]]], Tratado V: "de nominum
analogia" [Sobre a ana]ogia dos nomes], pp. 21 1-9
' Descarnes, Pr/nc@/.z 1, n. 5 1, p. 24.
Idem, op. cir« n. 52, p. 25

c se tranquilizando com encendê-lo


SEIN UND ZEIT

werden. »Sela ist kein redes Prãdikat«' na(h dem Ausspruch


Karts, der nur den SatzDescartes'wiedergibt.Damit wird
gnmdsãtzlichauf die Mõghdikeit einer reinen Problematik
des Seios verzi(htet und ein Ausweg gesucht, auf dem dana
die gekennzei(11metenBestimmungender Substanzen gewonnen
werden. Weil»Sein<< in der Tat nicho aZsSeiendes zugânglidi
ist. wird Seja durda seiendeBestimmtheiten des betre#enden
Seienden, Attribute, ausgedrückt. Aber ni(ht durei beliebige,
sondem dual diejenigen, die dem unausdrückli(b doce voraus-
gesetztenSinn von Sem und Substanzialitãt am reinsten genü-
gen. In der substantia finita als res cola)áreaist die primar
notwendige»Zuweisung«die extensão. Quin et facilius intel-
ligimus substantiam extensas, vel substantiam cogitantem,
quem substantiamcolam, omissaco quod cogitet vel sit
extensas;denn die Substanzialitãtist ratione tantum, nidat
realiteP' ablõsbar und voründli(h wie das substanziell Seiende
selbst
e
So sind die ontologis(henGrundlagen der Bestimmung der
»Welt« als res extensadeutlidi geworden: die in ihrem Seins-
sinn nidit nur ungeklãrte, sondem für unaufklãrbar ausgege-
bene Idee von Substanzialitãt, dargestellt auf dem Umweg
über die vorzüglichste substanzielleEigensdiaft der jeweiligen
Substanz. In der Bestimmung der Substanz durdl ein sub-
stanzielles Seiendes liegt nun audz der Grund für die Doppel-
deutigkeit desTemiinus. Intendiert ist die Substanzialitãt und
verstanden wird sie aus dner seienden Beschaffenheit der Sub-
stanz. Weil dem Ontologischen Ontis(!hes unterlegt wird,
fungiert der Ausdruck substantia band in ontologlsdxer, band in
ontis(ber, zumeist aber in vers(hwimmender ontis(h-ontologi-
s(her Bedeutung. Hlinter diesem geringfügigen Unters(11iied
der Bedeutungverbirgt sich aber die Unbewãltigungdes
8 a. a. O. n. 63, S. 31.
a ,real' zur Sadlheit gehõrig, zum Was, was allein uns se odor se an.
gehen knnn.
b wasgehaltlidl
SER E TEMPO

'Ser não é predicado real", segundo a expressão de Kant, que somente repe-
le a proposição de Descartes.Com o que renuncia em seuprincípio à possi-
bilidade de uma pura problemática do ser, procurando um atalho para obter
asdeterminações que caracterizam as substâncias. Porque "ser" não é de fato
acessívelcomo e/z/e,é expresso por deterlllinidades ânticas do ente de que se
trata, por seusatributos. Mas não por atributos quaisquer e sim por fique
les que satisfazem do modo mais puro ao sentido de ser e da substancialidade
que sepressupõe de forma inexpressa. Na iz/ós/.z/z//.z.Pmi/.z
como rescorpora.z
a "atribuição" primária e necessária é a ex/e i/a. e&/# e/$aci/íz/s im/e/ZzKízmai
sübstantiamextensas, uel substantiam cogitantem, qüam substantiamcolam,
amisiaeag od fogire/ pe/sif ex/e#izz8;
pois a substancialidade sÓpode ser se-
parada za//0 2e/az2/zíme não re.z///erb,e não pode ser encontrada como o ente
substancial ele mesmo.
Assim, ficam claros os fundamentos oncológicos da determinação do
"mundo" colho rei ex/e/zi.z:determinação que se apoia na ideia de substancia-
lidade, não somente não elucidada em seu sentido-de-ser, idas dada como não
podendo ser elucidada e no rodeio pela propriedade substancial preeminente
da respectiva substância. Na determinação da substância por um ente subs-
tancial reside,pois, também o fundamento da ambiguidade do termo. O vi-
sado é a subscancialidade, entendida a partir de uma constituição ântica da
substância. Porque o ântico foi posto sob o ontológico, a expressão i ói/ /ia
tem significação ora ontológica, ora ântica, mas no mais das vezes uma con-
fusae evanescentesignificação ântico-ontológica. Mas, por detrás dessain-
significante diferença de significação, oculta-se a impotência

8 Idem,op.cit., n. 63,p. 31

pertencente "realmente" à coisidade, ao quê, o qual só pode nos afecar dessa ou daquela
maneira
b
pertencente ao conteúdo de um quê.

z79
HEIN UND ZEIT

grundsãtzli(ben Seinsproblems:.Seine Bearbeitung verlangt,


in der rechten }f'esse den Aquivokationen »nadlzuspüren«;
wer se etwas versudit, »besdiãftigt sida« ni(bt mit»bloJ3en
Wortbedeutungen«, sondem muB sida in die ursprünglidiste
Problematik der »Sadien selbst« vorwagen, um solchc 95
»Nuancen« ins Reine zu bringen.

$ 2í. Z)ie hermeneüfísche DísÃussíon der cartesís(fzen


Ontotogie (!er »W'elt<

Dicllütisdie Frade erhebt sida: sucht diese Ontologie der


»Welt« überhauptnaco dem Phânomender Welt, wenn
nicht, bestimmt sie zum mindesten ein innerwelthdies Seiendes
se weit, daB an ilim scine Weltmâ13igkeitsidltbar gcmadxt
werden kann? Balde Fragen sínci zu uerneínen. Das Seiende,
das Z)escarles init der extensão ontologis(h grundsâtzlidi zu
fassen versu(ht, ist viclmehr ein soldies, das aUererst imDur(h-
gang durch ein zunãchst zuhandenes innerweltlidies Seiendes
entde(]çbar wird. Ater mag das zutreffen, und mag selbst die
ontologis(he Charakteristik diesel bestirnmten innerweltlidien
Seienden(Nata) -- sowohldie Idee der Substanzialitãtwie
der Sina desin ihre Definition aufgenommenenexistir und ad
existendum -- ins Dunkel füluen, es besteht do(h die b'lõg-
iichkeit, daISdur(b eine Ontologie, die auf der radikalen S(hei-
dung von Gott, lch, »Welt« gründet,das ontologis(hePro-
blem der Welt in irgendeinem Sinne gestellt und gefõrdert
wird. Wenn aberselbstdicseMõglidikeit nidit besteht,dana
mu13der ausdrücldiche Na(hweis erbracht werden, daJ3Z)escar-
fes nicht etwa nur Cine ontoloünisdic FchlbesLimmung dcr Wclt
gibt, rondem daJ3reine Interpretation und deremFundamente
dazu führten, das Phânomender Welt sowohl wie das Sem
des zune(hst zuhandenen innerweltli(hen Seienden zu über-
spr!agem.
a ontologíscheDifferenz.
SER E TEhÍPO

de princípio ante o problema do ser'. Sua elaboração exige o "rastreamento'


cafre/o dos equívocos; quem procura fazê-lo "não se ocupa" caju "meros sig-
nificados de palavras: mas deve se arriscar na mais originária problemática
das "coisas elas mesmas" para pâr em claro tais "nuances".

$ 21. -Á discussãobermenêütic.z da oncologia cartesiana do "mundo"

Eis a questão crítica que se põe: essaantologia do "mundo" ein geral busca o
Genâmeno do mundo e, se não, determina pelo menos um ente do-interior-
do-mundo de modo tão amplo que nele se faça visível sua conformidade-i-
mundo? ..4mZ'aiai perKzí;z/aiderem /er resposzai ega//p.zi.O ente que Des-
carnes procura apreender ontologicamente ein seu princípio col-n a ex/e/zi/o é,
ao contrário, um ente que só pode serdescoberto atravésde um ente de ime-
diato utilizável do-interior-do-mundo. Mas, supondo-seque assimfosse,a
caracterização ontológica deSSe ente determinado do-interior-do-mundo(Na-
tureza) -- tanto a ideia da substancialidade como o sentido do z?xZi/ífe do .zZ
edis/r/zdwm contidos em sua definição -- levaria à obscuridade, ainda haven-
do, contudo, a possibilidadede que, atravésde unia oncologia fundada na
radical separaçãode Deus, eu, "mundo': o problema ontológico do mundo
em algum sentido fosseproposto e uma solução, encaminhada. Mas, se não
há sequeressapossibilidade, então cumpre expressamenteprovar que Descar-
nesnão somente dá algo assim col-no uma defeituosa determinação ontológi-
ca do mundo, mas que sua interpretação e os fundamentos desta levaram a
que se i //asiepar sopretanto do fenómeno do mundo colho do ser do ente
de pronto utilizável do-interior-do-mundo.

a diferença ontológica

z8i
SEIN UND ZEIT

Bei der Exposition des Problema der Welthdlkeit(S 14)


wurde auf die Tragweite der Gewinnung eines angemessenen
Zugangs zu diesel Phãnomen hingewiesen. In derJçritis(hen
Erõrterung des cartesisdaenAnsatzeswerden n,ir demna(h zu
íragen haben: weldie Seinsart des Daseins wird als die ange-
messeneZugangsart zu dem Seienden fixiert, nlit dessemSeja
als extensãoDescarnesdas Sem der »Welt« grei(bsetzt?Der
einzige und edite Zugang zu diesemSeienden ist dasErkennen,
die inteUectio, und zoar im Sinne der mathematiscb-physi-
kalis(hen Erkenntnis. Die mathematis(heErkenntnis gilt als
diejenige Erfassungsart von Seiendem, die der sicheren }labe
des Seios des in ihr erfaBten Seienden jederzeit gewiB sela
kann. Was seiner Seinsart nazi se ist, daJ3es dem Sem genügt,
dasin der matliematis(ben Erkenntnis zugãnglidx wird, íst im
eigentlichen Sinne. Dieses Seiende ist das, was immer íst, was
96 es íst; daher macha am erfaluenen Seiendender Welt das sem
eigentli(hes Sela aus, von dem gezeigt werden kann, daB es
den Charakter des stãndígen 7erbZeíbs hat, als remanens
capax mutationum. Eigentlída íst das inimerwâluend Blei-
bende. Sol(hes erkennt die Mathematik. Was áurea síe am
Seienden zugãnglidi ist, ma(!ht dessenSem aus. So wird aus
einer bestinimten Idee von Sem, die im BEBI:iff der Substanzia-
litãt eingehüllt liegt, und ausder Idee einer Erkenntnis, die se
Seiendeserkennt, der »Welt« ihr Sem glcidisam zudil(tiert.
l)escartes laBt sida nicht die Seinsart des innerweltlidien Seien-
den von diesemvorgeben,rondem au:Edem Grunde einer in
ihrem Ursprung unenthüllten, in ihrem Re(ht unausgewiesenen
Seinsidee(Sela = stãndige Vorhandenheit) s(11ueibt er der
Welt grei(usam ihr »eigentlidies« Seja vor. Es ist algo nidxt
primar die Anlelmung an eine zufãllig besonders ges(bãtzte
Wissens(haft,die Mathematik, was die Ontologie der Welt
bestimmt', sondem die grundsãtzli(b ontologis(he Orientie-
rung am Sem als stãndiger Vorhandenhcit, dessemErfassung

rondem Ausriditung am Mathematiscben als soldien, Fá+qFa und õv.


SER E TEMPO

Na exposiçãodo problema da mundidade ($ 14) mostrou-sea impor-


tância de conquistar um acesso adequado a essefenómeno. Na discussão
crítica do ponto-de-partida cartesiano teremos de nos perguntar, por conse-
guinte, que modo-de-ser do -Dúseimé fixado como modo adequado de acesso
úa ente, a cujo ser, entendido como ex/e sia, Descarnes equipara o ser do
"mundo"? O único e autêntico acesso a esse ente é o conhecer, a /m/eZZef/io no
sentido do conhecimento Hsico-matemático. O conhecimento matemático
vale como aquele modo-de-apreensão de ente que a todo momento pode
estar certo da possesegura do ser do ente que apreende. Aquilo que, segundo
seumodo-de-ser, é tal que satisfazo ser acessívelno conhecimento matemá-
tico, é em sentido próprio. Esseente é o gz/eie7mp7'e
é o g#e é; por isso o ser
próprio do ente experimentado no mundo estáconstituído por aquilo do qual
sepode mostrar que tem o caráter do cozziZ2/eprrm z Crer,isto é, como re-
m.z#fmi raP'zx m /a//o/zam. -E propriamente o remanescente perpétuo. Tal é
o que a matemática conhece. O que no ente é acessível.poreZaconstitui o seu
jdele] ser.Assim, a partir de uma determinada ideia de ser que reside enco-
berta no conceito de substancialidade e a partir da ideia de um conhecimen-
to que conheceo ente que é .zsiim,como que se dita ao "mundo" seuser.
Descarnesnão deixa que se dê pelo ente do-interior-do-mundo o seu modo-
de-ser,mas, fundando-se numa ideia do ser (o ser é subsistênciaconstante)
cuja origem não é desvendadae cuja legitimidade não seprova, prescreve por
assim dizer ao mundo seu ser "próprio'l Não é primariamente o recurso a uma
ciência ocasionalmenteapreciada de modo particular, a matemática', o que
determina suaantologia do mundo, lhas a orientação ontológica de princípio
para o ser como subsistência constante, cuja apreensão

mas a orientação para o matenláeico como tal, Fá9tlpa e õv

z83
SEIN UND ZEIT

matliematisdie Erkenntnis in einem ausnehmendenSinne


genügt. l)escartesvollzieht se philosopllis(h ausdrüdih(h die
Umsdlaltuilg der Auswirkung der traditionellen Ontologie auf
die neuzeitlidie mathematische Physik und deremtranszenden-
tale Fundamente.
Z)escarfesbraudit das Problem des angemessenenZugangs
zum innerweltlidienSeienden
ni(ht zu stellen.Unter der
ungebro(henenVorhensdxaft der traditioneRen Ontologie ist
über die e(hte Erfassungsartdes eigentlidien Seiendenim
vor[linein ente(hieden. Sie ]iegt im voeiv, der»Ansdiauung«
im weitesten Sinne, davon das õtavoeiv, das »Denken«, nur
Cine fundierte Vollzugsform ist. Und aus dieser grunasãtz-
li(hen ontologis(!henOrientierung heraus gibt Z)escartesreine
>,]üitik« der no(b mõgli(hen ansdiauend vernebmenden
Zugangsart zu Seiendem, der sensatio(ata8qatç) gegenüber
der inteRectio.
Descarnes weiB seLF wolll darum, daJ3 das Seíende sida
zunãchst nicho in seinem eigentli(iien Seja zeigt. »Zunãdist«
gegeben ist diesesbestixnmt gefãrbte, sdllme(tende, carte, kalte,
tõnende Wachsding. Aber diesel und überhaupt das, was die
Sinnc geben, bleibt ontologiscbb
olhe Belang. Satis erit, si
advertamus sensuum perceptiones non referi, nisi ad istam
col:polis humana cura mente coniunctionem, et nobis quidem
ordinária exhibere, quid ad illam externa corpora prodesse
possint aut nocere.i Die Sinne lassen überhaupt ni(ht Seiendes
in seinem Sem erkennen, sondem sie melden ledigli(h Nütz-
lidlkeit und S(izãdlidlkeit der»ãuJ3eren« innerweltb(hen
Dirige für das leibbehaftete Menschenwesen. Nos non docent, 97
qualia(corpora) ín seipsisexistantz: wir erhalten dun:h die Sin-
ne überhaupt ni(ht Aufscl)luB über Seiendesin seínemSela.
Quod agentes, percipiemus natural materiae, sive corporis in
universum spectati, non consisterein eo quod sit res dura, vel
ponderosa, vel colorata, vel ano aliquo modo sensus afficiens:
l a. a. O. 11,n. 3, S. 4í.
! a. a. O. 11,n. 3. S. 41/42.
SER E TEMPO

o conhecimento matemático satisfazem um sentido excepcional. Descartes


efetua, assim, de maneira expressamente filosófica, a comutação da herança
da oncologia tradicional para a moderna física matemática e para seus funda-
mentos transcendentais.
Descarnesnão necessitapâr o problema do acessoadequado ao ente do-
interior-do-mundo. Sobo incontrastado predomínio da ontologia tradicional
já sedecidiu de antemãoqual o autêntico modo-de-apreensãodo propria-
mente ente. Ele reside no voctv, na "intuição" em sentido amplo, do qual o
Õtavoeiv,
o "pensar'l é somente uma forma de execuçãofundada na intuição
E, a partir dessaorientação ontológica de princípio, Descarnes faz sua "crítica
do outro possível modo de acessointuitivo ao ente, a sezzs/io (aía$vlcrtç),que
seopõe à intetlectio.
Descarnes sabe muito ben) que o ente não se mostra de pronto em seu
serpróprio. "De pronto" o que sedá é essepedaçode cerade cor, sabor,du-
reza,frialdade, som determinados. Mas isto e o que em geral os sentidos
mostram permanecem ontologicamente sem importância. S /Zsemir,si ,zdper-
tamus sensuuwl perceptiones non referri, nisi ad istam corporis bümani cum
mente coniunctionem, et vzobisqaidem ordinarie exbibere, guia zd iLLzm exter-
n'zforpornprodesiepaii/ r a/ afere:. Os sentidos não fazem em geral conhe-
cer o ente em seu ser, mas anunciam unicai-nente a utilidade e a nocividade
das coisas "externas" do-interior-do-mundo para o que o ente humano tem
decorporal.Noi o doce /, gz/ z// 6corpaznli ie@iiiex/s/n /2;pelossentidos
não recebemosem geral informação alguma sobre ente em seu ser. Qwa#
'agentes,percipiemus nattlram material, sida corporis ill üniuersum spectati, nota
consistere in eo qaodsit res dura, ueLponderosa, ueLcoLorata, ueLaLio aLiqll0 7nodo
sonsas a,th,ciens:

Descarnes,/3rlzzf@z.z
11,n. 3, p. 41
2 Idem,op.cit., pp.41-2.

z85
SEIN UND ZEIT

sedtantum in eo quodsit res extensain longum,latum et


profundum.S
Wie wenig Z)escarles
vermag,das in der Sinillichkeitsi(b
Zeigende in seiner eigenen Seinsart si(b vorgeben zu lassen und
diesegu zu bestimmen, das wird deutliü. aus einer kritisdien
Analyse der von il)in vollzogenen Interpretation der Erfah-
rung von Hãrte und Widerstand(vgl. $ 19).
Hãrte wird als WiderstandgefaJ3t.Diesel aber wird se
wenig wie H.arte in einem phãnomenalen Sinne verstanden als
etwas an ihm selbst Erfaluenes und in sol(ber Erfaluung
Bestimmbares.Widerstand besagt für Descarnessoviel wie:
ni(ht vom Platze wei(hen, das heiJ3tkeinen Ortswe(bsel erlei-
den. Widerstehen einesDiriges heiJ3tdana: an einem bestimm-
ten Ort verbleiben,relativ auf ein anderesseinenOrt we(h-
selndes Ding, bzw. in soldier Ges(hwindigkeit den Ort wech-
seln, daB es von diesel Ding»eingeholt« werden kann.
Durch dieseInterpretation von Hârteerfahrungist die Seinsart
des sinnlichcn Vemehmens und damit die Mõglichkeit der
Erfassung des in solchem Vemellmen begegnenden Seicnden
in seinem Sem ausgelõsdit. l)escadas übersetzt die Seinsart
einesVemehmensvon etwasin die einzige,die er kennt; das
Vemehmen von etwas wird zu ehem bestimmten Neben-
einander-vorhandenseinzweier vorhandener res extensae. das
Bewegungsverhãltnisbeider ist selbst im Modus der extensio,
die primar die Vorhaqdenheit des Kõrperdinges diarakteü-
siert. Zwar verlangt die mõghdie»Erfüllung« einestastenden
Verhaltens eine ausgezeidlnete»Nãhe« des Betastbaren. Das
besagt aber nicht, Berührung und die etwa in ihr sida bekun-
dende Hãrte bestehen, ontologisch gefaJ3t,in der versdliedenen
Geschwindigkeit zweier Kõrper(cinge.Hârte und Widerstand
zeigen si(h überhaupt ni(ht, wenn ni(ht Seiendesist von der
Seinsart des Daseins odor zum niindesten eines Lebenden.
So kommt für Z)escartesdie Erõrterung der mõglidl.en
Zzzgãngezum innerweltlidi Seiendenunter die }ienschaft
3 a. a. O. n. 4, S. 42.
SER E TEMPO

sed tantum in eo qttod sit res uctensa in Largam, Latim et profunduml .


Q.uão pouco Descarnesé capaz de deixar que se dê o que se mostra na
sensibilidade em seu próprio modo-de-ser, e mesmo de determina-lo, é o que
6ca claro a partir de uma análise crítica da interpretação que propõe da expe-
riência da dureza e da resistência (cf. $ 19).
A dureza é apreendida como resistência. Mas nem esta, nem aquela se
entendem em sentido fenomênico como algo experimentado em si mesmo,
podendo serdeterminado em tal experiência. Para Descarnes,resistênciasig-
nifica algo assimcolho não sair do lugar, isto é, não sofrer nenhuma mudan-
ça de lugar. O resistir de uma coisa significa então: permanecer em um deter-
minado lugar, relativamente a outra coisa que muda de lugar, ou mudar de
lugar em tal velocidade que a outra coisa possa "alcança-la'l Por meio dessa
interpretação da experiência-da-dureza extingue-se o modo-de-ser da percep-
ção sensível e com isso a possibilidade de apreensão em seu ser do ente que
vem-de-encontro em tal percepção. Descarnes traduz o modo-de-ser de uma
percepção de algo no único modo que ele conhece, a saber, o perceber de algo
se torna uma determinada justaposição de duas res ex/e/ziaesubsistentes e a
relação-de-movimento de ambas é ela mesma no zmodzzida ex/e iia, caracte-
rística primária da subsistênciada coisa corporal. Não há dúvida de que o
possível "preenchimento" de um comportamento táctil exige uma peculiar
"proximidade" do tangível. Isto não significa, porém, que o contadoe a dure-
za que nele se anunciam, ontologicamente apreendidos, venham a consistir
na distinta velocidade de duas coisas corporais. Dureza e resistência não se
mostram em geral se não há um ente do modo-de-ser do .D.ziei# ou, pelo
menos,do modo-de-serde um entevivo.
Assim, para Descarnesa discussãodos possíveis.zcesiai.zoente do-inte-
rior-do-mundo se faz sob o domínio

3 Idem, op. cit« n. 4, p. 42

z87
SEIN UND ZEIT

eíner Seimidee, die an einer bestimmten Regida diesel Seíen.-


den selbst abgelesenist.
Die Idemvon Sem als bestândige Vorhandenheit motiviert 98
nicht allein eine extreme Bestixnmungdes Seins des inner-
weltli(h Seiendenund dessem
Identiíizierungmit der Welt
überhaupt, sie verhindert zuglei(b, Verhaltungen desDaseins
ontologisch angemessenin denBlick zu bringen. Dalnit ist aber
vollends der Weg dazu verlegt, gar au(b nocli den fundierten
Charakter alles sinnlidien und verstandesmãJ3igenVemehmens
zu sehen und sie als eine Mõglicllkeit des In-der-Welt-seios zu
verstehen. Das Sem des »Daseim« ater, zu dessemGrund-
verfassung das In-der-Welt-sela gehõrt, faJ3t l)escarfes in
derselben Weise wie das Sem der res extensa, als Substanz.
Aber vira mit diesenlnitis(hen Erõrterungen Z)escarles
nicht eineAufgabe unterges(bobenund dana als von ilim nidit
gelõst»nadigewiesen«, die ganz und gar auBerhalb seines
Horizontes lag? Wie solal)escartes ein besürnmtesinnerwelt-
h(hes Seiendesund dessenSem mit der Welt identiÊzieren,
wenn er das Phãnomen der Welt und damit se etwas wie
Innerweltlichkeit überhaupt nidht kennt?
[m Fe[de grundsâtz[i(her Auseinandersetzung dará si(h (]iese
nicht nur an doxographis(h faBbare Thesen halten, rondem
sie mu13die sad)]idie Tendenz der Problematik zw Oúentie-
rung nehmen, mag diese auch über eine vulgãre Fassung nidlt
hinauskommen. DaB l)escartes mit der res cogitans und der
res extensa das Problem von»Idz und Welt« iúdit nur steZZen
moZZfe,sondem Cine radikale Lõsulxg dafür beanspru(hte, wird
aus seinen »Meditationen« (vgl. besonders l und VI) deutli(b.
DaJ3 die aller positiven Kritik entbehrende ontologis(hc
Grundorientierung an der Tradition ihm die Freilegung einer
ursprüngli(ben ontologis(hen Problematik desDaseinsunmõg-
lidi ma(hte, i})m den Blidt für das Phãnomen der Welt ver-
steUenmul3te und die Ontologie der »Welt« in die Ontologie
eines bestimmten innerweltlidhen Seienden drãngen konnte,
soUten die vorstehenden Erõrterungen erweisen.
SER E TEMPO

de uma ideia-de-sercolhida numa determinada região desseente ele mesmo.


A ideia de sercomo subsistênciaconstante não motiva unicamente uma
determinaçãoextremado serdo ente do-interior-do-mundo e suaidentifica-
ção com o mundo en] geral, mas impede ao mesmo tempo que se tornem
visíveis comportamentos do Z).zie/# ontologicainente adequados. O que obs-
trui por completo o caminho para que ainda seveja tai-nbémo caráter funda-
do de toda percepçãosensívele intelectual, e para que seja entendida como
uma possibilidade do ser-no-mundo. Mas Descarnes apreende o ser do "-D.ziei ':
a cuja constituição-fundamental pertence o ser-no-mundo, do mesmomodo
como apreende o ser da rei ex/e#i'z, enquanto substância.
Mas essasdiscussões críticas não atribuem a [)escartes uma tarefa -- de
todo estranha a seu horizonte para depois mostrar que ele não a "levou a
cabo"? Como deve Descarnesidentificar um determinado ente do-interior-
do-mundo e seusercom o mundo, se ele não conhece o fenómeno do inundo
e com isto algo assim como o ser-interior-ao-mundo em geral?
No campo da explicação de princípio não devemos nos ater somente às
tesesque podem ser doxograficamente apreendidas, mas devemos nos orien-
tar pela tendência de-coisa da problemática, mesmo que esta não vá além de
uma apreensão vulgar. Que com a res coK/zani e a res ex/ezzsaDescarnes /záa
gz/er somente pór o problema de "eu e mundo': mas pretende dar-lhe uma
soluçãoradical, é o que fica claro por suas"Med//a/;o/zei" (cf. particularmen-
te l e VI). Q.ue,na falta de toda crítica positiva, a orientação ontológica
fundamental da tradição impossibilita que Descartesponha-em-liberdade
uma problemática ontológica originária do Z)aieim e impede que ele veja o
[enâmeno do mundo, reduzindo a onto]ogia do "mundo" à onto]ogia de um
determinado ente do-interior-do-mundo, eis o que as precedentes discussões
deviam provar.

z89
SEIN UND ZEIT

Aber, wird man entgegnen, mag in der Tat das Problem der
Welt und au(h das Sem des umweltli(h nãchstbegegnenden
Seiendenverdedtt bleiben, Descarte:hat do&. den Grund
gelegt für die ontologisdie Charakteristik des innerweltlidien
Seienden, das in seinemSein pedesandere Seiende fundiert, der
materiellen Natur'. Auf ihr, der Fundamentalscliidit, bauen
sida die übrigen Scllichten der ínnerweltlidienWirj:lidllkeit auf.
Im ausgedehntenDing als sol(hemgründenzune(bstdie
Bestimmtheiten,
die sich zwar als Qualitãtenzeigen,»im
Grunde« aber quantitative ModiÊkationen der Movi der
99 extensãoselbst sind. Auf diesel selbst nodo reduziblen Quali-
tãten fuJ3en dann die speziüs(Ihen Qualitãten wíe s(hõn,
unsdiõn, passend, unpassend, braudibar, unbrau(bbar; diese
Qualitãten müssenin primãrer Orientierung an der Dingli(h-
keit als nidat quantifizierbare Wertprãdikate gefaBt werclen,
dw(h die daszunãdistnur materielleDing zu einemGut
gestempelt wird. Mit diesel Aufs(bichtung kommt die Betra(h-
tung ater dodi zu dem Seienden, das wir als das zuhandene
Zeug ontologlsü. (!harakterisierten. Die cartesisdhe Analyse
der»Welt« ermõgli(ht se erst den sidieren Aufbau der Struk-
tur deszunãchst Zuhandenen; sie bedarf nur der lei(ht dur(h-
zuführenden Ergãnzung des Naturdinges zum voUen Ge-
brau(hsding.
Ater ist auf diesel Wege,vomspezifisdien
Problemder
Welt einmal abgesehen,
das Sejadesinnerweltli(b zunãdist
Begegnenden ontologis(h~erreichbar? Wird nicho niit der mate-
riellen Dinglidikeit unausgespro(hen ein Sem angesetzt -- stãn-
dige Dingvorhandenheit --, das durdi die na(btrãglidie Aus-
stattung des Seiendenmit Wertprãdikaten se wenig eine
ontologisdheErgãnzung erfãhrt, daB vielmehr diese Wert-
charaktere selbst nur ontisdie Bestimmtheiten eines Seienden
bleiben, das die Seinsart des Diriges hat? Der Zusatz von
Wertprãdikaten vennag ni(ht im mindesten einen neuen Auf-
a Kritik an HusserlsAufbau der ,Ontologien'! wie {iberhaupt die ganze
Descartes-Kzitik in (iieser Absicht mit hierher gesetztt
SER E TEMPO

Poder-se-ia objetar, no entanto, que, embora permaneçam encobertos o


problema do mundo e o do ser do ente do mundo-ambiente, que de pronto
de-encontro, Descarnesassentou, contudo, o fundamento da caracteri-
zação ontológica do ente do-interior-do-mundo, fundamento em seu ser de
todo outro ente, a natureza material'. Sobre esta, como estrato-fundamental,
sãoconstruídososrestantesestratosda realidadeefetivado-interior-do-mun-
do. Fundam-se de imediato na coisa extensa como tal as determinidades que
se mostram sem dúvida como qualidades, mas são "no fundo" modificações
quantitativas dos mod/ da ex/emitaela mesma. Sobre essasqualidades ainda
redutíveis elas mesmas, apoiam-se então asqualidades específicas do belo, do
não-belo, do adequado, do inadequado, do empregável, do não empregável;
essasqualidades, em orientação primária para a coisidade, devem ser apreen-
didas como predicados-de-valor não quantificáveis, pelos quais a coisa, de
imediato somente material, recebe o selo de um bem. Mas com essaestratifi-
cação,a consideração chega agora ao ente que caracterizamos ontologicamence
como o instrumento utilizável. A análise cartesiana do "mundo" possibilita
somente assim a segura construção da estrutura do ente de-pronto utilizável;
ela requer somente a fácil complementação da coisa-da-natureza em coisa-de-
emprego total.
Mas nessecaminho, ao se fazer abstração do específico problema do
mundo, pode-sealcançar ontologicamente o ser do que vem-de-encontro
imediatamente no interior-do-mundo? Com a coisidade material não sepõe,
de modo inexpresso, um ser a constante subsistência-de-coisa -- que não
experimenta uma complementação ontológica pela adição ulterior ao ente
de predicados-de-valor, pois essescaracteres-de-valor são, ao contrário, so-
mente determinidades ânticas de um ente que tem o modo-de-ser da coisa?
A adição de predicados-de-valor não é capaz de nos dar a mais mínima in-
formação nova

Crítica à construção en] Husserl das "antologias"! como em geral toda a crítica a Descar
[es é aqui proposta com essaintenção!

z9t
SEIN UND ZEIT

sdbluBzu gebenüber das Selader Güter,rondemset fü


diese die Seta.kart puder VorhandeTlheit nur lieder Deram.
Werte sind uor/zandene Bestimmtheiten eines Dinges. Werte
haben am Ende ihren ontologischenUrsprung einzig im vor-
gãngigenAnsatz der Dingwirkhdlkeit als der Fundamental-
schi(ht. Sdion die vorphânomenologis(he ErfalEuung zeigt aber
an dem dingli(b vermeinten Seiendenetwas, was durdz Ding-
[idikeit ni(ht vo]] verstãnd]i(b wird. A]so bedarf das (]ing]idie
Sem einer Ergãnzung. Was besagt denn ontologisdi das Sem
der Werte odesihre»Geltung«, die Z,Dizeals einen Modus
der »Bejahung« falte? Was bedeutetxontologis(h dieses»Haf-
ten« der WeHe an den Dingen? Solange diese Bestimmungen
im Dunkel bleiben, ist die Rekonstruktion desGebraudisdinges
aus dem Natwding ein ontologis(hfragvrürdiges Untemeh-
men, von der grundsátzli(henVerkehrwig der Problematik
gana abgesehen.Und bedarf dieseRekonstruktion desaura(bst
»abgehãuteten« Gebrau(hsdinges ni(ht immer s(hon des uor-
gàng!gen, positíz;en BZÍ(Ésauf das P/zãnomen, dessemGana/zeít
[n der Re#onstz'uAtíonwíeder /zergesfeZZt
Herdamsoez?Wenn
dessemeigenste Seinsverfassung autor aber ni(ht angemessen
expliziert ist, baut dann die Rekonstruktionni(bt olaneBau-
plan? Safem disse Rekonstruktionund»Ergânzung« der
traditionellen Ontologie der»Welt« im Resultarbei dem-
selben Seíenden anlangt, von dem die obige Analyse der Zeug-
zuhandenheit und Bewandtúsganzheit ausging, erre(kt sie 100

denAnschein, als sei in derTat das Sair dieses Seienden aufge-


klãrt odes au(b nur ProbZem geworden. So wenig Me Descar-
nesmit der extensãoals proprietas das Sem der Substanz trifft,
se wenig kann die Zuflucht zu »wertlidhen« Besdbaffenheiten
das Sem als Zuhandenheit auch nur in den Bli(k bringen,
gesdiweige denn ontologis(h zum Trema werden lassen.
Descarnes
hat die Verengungder Frade nadader Welt auf
die na(b der Naturdinglichkeit als dem zunâdist zugãnglidlen,
innerweltli(ben Seiendenversdiãrft. Er hat die Meinung ver-
festigt, das vermeintlich strengste ontis(he Erkennen eines
SER E TEMPO

salte Q set elos bens, mas só pressupõe,também para eles,o modo-de-ser da pura
J Ójjsfêmcia.Valores são determinidades sz/óiii/e /ei de uma coisa. Os valores
têm afinal sua única origem ontológica no prévio ponto-de-partida da efetiva
realidade-de-coisacomo o estragofundamental. Mas já a experiência pré-fe-
nomenológica mostra no ente visado de-coisa algo que não pode ser plena-
mente entendido por coisidade. Por isso o ser-de-coisa necessita de uma
complementação.Que significa, pois, ontologicamente, o ser dos valores ou
sua "validade': que Lotze apreendeu como um moda/i da "afirmação"? Que
significa ontologicamente essa"inerência" dos valores nas coisas ? Enquanto
essasdeterminações permanecem na obscuridade, a reconstrução da coisa-de-
emprego a partir da coisa-da-natureza é uma empresa ontologicamente dis-
cutível, mesmo que sefaça total abstração da inversão de princípio da proble-
mática. E essareconstrução da coisa-de-emprego "despelada" de imediato não
necessita já sempre de uma vista praz,ia, pois/Zz,,zdo./ã/zómemo,cag /a/.z//daz/e
deus ier de auo ,prodzzziz/zz#zz fera/zi/rwf,Zo? Mas se sua mais-própria consti-
tuição-de-ser não é primeiro convenientemente explicitada, então a recons-
trução construiria sem plano de construção?Na medida em que essare
construçãoe essa"complementação"da antologia tradicional do "mtmdo"
terminam em seu resultado junto ao mesmo e#/e do qual partiu a anterior
análise da utilizabilidade do instrumento e da totalidade-da-conjuntação, ela
suscitaa aparênciade que o ier desseente foi de fato elucidado ou que pelo
menos se tornou um .proa/ema. Assim como Descarnes não atinge o ser da
substância com a ex/enfio comoproprie/.zs, o apelo para qualidades "de-valor
não conseguesequerpâr diante do olhar o ser como utilizabilidade e menos
ainda fazer dele um tema ontológico.
Descarnesacentuou o estreitamente da pergunta pelo mundo à coisi-
dade-natural como o ente do-interior-do-mundo que é de pronto acessível.
Ele consolidou a opinião de que o co/zÃecerântico de um ente pretensamente
mais rigoroso

z93
SEIN UND ZEIT

Seiendensei au(b der mõgli(he Zugang zum primãren Seja des


in solcherErkenntnis entdecktenSeienden.Esgilt aber zugleidi
einzusehen,daB au(b die»Ergãnzungen«der Dingontologie
si(b grundsãtzlich auf derselben dogmatisdien Basis bewegen
wie l)escarfes.
Wir deuteten schon an ($ 14), daB das Uberspringen der
Welt und des zune(hstbegebnnenden Seienden nidlt zufãllig ist,
kein Versehen,das linfa(h nadizuholen wâre, sondem daJ3es
in einer wesenhaften Seinsart des Daseins selbst gründet.
Wenn (]ie Analytik des Daseins die ím Rahmen diesel Proble-
matik wi(htigstenlliauptstrukturen des Daseinsdurchsiditig
gemachthat, wenn dem Begri# desSeios überhaupt der Hlori-
zont seiner mõgli(hen Verstândli(111keit' zugewiesen ist und se
au(h erst Zuhandenheitund Vorhandeilheitontologis(hur-
sprünglidi verstãndlidi werden,dana lâBt sidaerst die jetzt
vo1lzogene Kritik der cartesischen und grundsâtzlidi heute
no(h iiblichen Weltontologiein ihr philosophisdies
Re(ht
setzen.
Hierfür lnuB gezeigtwerden(vg]. ]. Teia,Abs(]uiitt 3):
1. Warum wurcle im Anfang der für uns entscheidenden
ontologisdien Tradition -- bei Parmenídes explizit --
das Phãnonien der Welt iibersprungen;woher stammt
die stãndige Wiedcrltehr dieses tlberspringens ?
2. Warum springt für das übersprungene Phãnomen das
innerweltli(h Seiende als ontologisches Trema ein?
3. Warum wird diesbs Seiende zune(hst in der »Natur«
gefunden?
4. Warunt vollzieht sida die als notwendig erfahrene Ergãn-
zung soldier Weltontologie unter Zulülfenahme des
Wertphãnomens?
In den Antworten auf dieseFragen ist erst das positive
Verstãndnis der ProbZematí#der Welt erreicht, der Ursprung

z sic! wobei freilidi ,Verstãndli(hkeit' auf Verstehen als Entwurf und


diesel als ekstatisdie Zeitlidzkeit.
SER E TEMPO

é também o acessopossível ao ser primário do ente descoberto em tal conhe-


cimento. Mas é preciso ver ao ]nesmo tempo que as "complementações"da
ontologia-da-coisa também se movem fundamentalmente sobre a mesma base
dogmática que Descarnes.
Já indicamos ($ 14) que o salto-por-sobre o mundo e por sobre o ente
que de-pronto vem-de-encontro não é fortuito, não é um deixar de ver facil-
mente corrigível,masse funda em um modo-de-seressencialdo próprio
Z) iei . Q.uando a analítica do -D.zsei#,no quadro dessaproblemática, der
transparência às estruturas capitais mais importantes do Z).zsein;quando se
reconhecer para o conceito do ser em geral o horizonte de sua entendibilida-
de possível'e assimtambém seentender de modo ontologicamente originário
a utilizabilidade e a subsistência, é que se poderá justificar em sua legitimida-
de filosófica a crítica que agora se faz à cartesiana ontologia-do-mundo, ainda
hoje em seu princípio, a oncologia usual.
Paraisto, deve-semostrar (cf. Primeira Parte, Terceira Seção):
1. Por que, no começoda tradição ontológica decisivapara nós ex-
pressamente, em 2armé /des --, saltou-se por sobre o mundo; de onde provém
o constante retorno dessesalto ?
2. Por que o 6enâmenopor sobre o qual se saltou é substituído, como
tema ontológico, pelo ente do-interior-do-mundo ?
3. Por que esseente é de pronto encontrado na "Natureza"?
4. Por que a complementação de tal ontologia-do-mundo, experimen-
tada como necessária,efetua-secom o auxílio do fenómeno-do-valor?
SÓ nas respostas a essas perguntas se alcança o entendimento positivo
daproó/emá//ca do mundo, a origem

sic! onde efetivamente "enEendibilidade" sobre o entender como projeto e cscecomo


temporalidade estática.

z95
SEIN UND ZEIT

iltrer Verfelllung aufgezcisnt


und der Rcdxtsglundeiner Zu-
rückweisung der traditioneHen Weltontologie na(hgewiesen.
Die Betrachtungen über l)escarfes sollten zur Einsi(ht 101
bringen, dais der s(heinbar selbstverstãndli(heAusgang von
den Dingen der Welt, ebensowenig wie die Orientierung an
der vermeintli(hstrengsten
Erkenntilisvon Seiendem,die
Gewinnung desBodensgewãluleisten,auf dem die nãchsten
ontologisdien Verfassungender Welt, des Daseinsund des
innerweltlichen Seiendenphãnomenal anzutreffen sind.
Wenn wir aber daran erinnem, daB die Rãunllidlkeit offen-
bar dashnerweltlidi Seiendemitkodstituiert,dana wird am
Endc do(h Cine »Rettung« der cartesisdhenAnalyse der
»Welt« mõgli(b. Mit der radikalen lierausstellung der exten-
sio als des praesuppositum
für fede Bestimmtheitder res
colporea hat l)escartes dem Verstãndnis eines Apriori vorge-
arbeitet, dessenGehalt dana Kart eindringli(her íixierte. Die
Analyse del extensãobleibt in gewissenGrenzen unabhãngig
von dem Versâuinniseiner ausdrückli(henInterpretation des
Seins des ausgedelmten Seienden. Die Ansetzung der extensão
als Grundbestimmtheit der »Welt« hat ihr phãnomenales
Re(ht, wenn audi im Rüd(gang auf sie weder die Rãumlichkeit
der Welt. nodo die zunãchst entdedLte Rãulnlidikeit des in der
Umwelt begegnenden Seienden, no(h gar die Râuinlichkeit
des Daseins selbst ontologis(h begriffen werden kann.

C. Das Uidlafte der Umwelt und die Rãulnlidikeit


des Daseíns

Im Zusainmenhang der ersten Vorzei(11mungdes In-Sejas


(vergleiche S 12) muBte das Dasein gegen eine Weise des Sejas
im Raum abgegrenzt werden, die wir die Inwendigkeit
nennen. Diese besagt: ein selbst ausgedehntes Seiendes ist von
den ausgedehnten Grenzen eines Ausgedehnten ums(]llossen.
Das inwendig Seiende lmd das Umsd)]ieBende sina beije im
Raum vorhanden.Die Ablehnung einer solchenInwendigkeit
SER E TEMPO

de sua omissão é posta em claro e é mostrado o fundamento-de-direito de


uma rejeição da tradicional oncologia-do-mundo.
As consideraçõessobre Descarnesdeviam ter deixado claro que nem o
ponto'de-partida das coisasdo mundo, aparentementealgo que pode-ser-
entendido-por-si-mesmo, nem a orientação pelo conhecimento do ente su-
postamentemais rigoroso garantem a conquista do solo sobre o qual se en-
contram fenomenicamenteasconstituições ontológicas imediatasdo mundo,
do .Z).zie/m
e do ente do-interior-do-mundo.
Q.uando nos lembramos de que a espacialidade é, de modo manifesto,
coconstitutiva do ente do-interior-do-mundo, então é ainda possível, afinal,
uma "salvação" da análise cartesiana do "mundo'l Ao mostrar de modo radical
que a ex/e iio é OPrneizzppoi;/zzmde toda determinidade da res corporea, Des-
cartespreparou o entendimento de um priori cujo conteúdo Kant veio a
fixar de maneiramais penetrante.Dentro de certos limites, a análiseda ex-
fezziiopermanece independente da omissão de uma expressainterpretação do
ser do ente extenso. A posição da ex/e sio como determinidade fundamental
do "mundo" tem sualegitimidade fenomênica, embora recorrer a ela não faça
com que sepossam conceber ontologicamente nem a espacialidade do mundo,
nem a espacialidade descoberta de imediato do ente que vem-de-encontro no
mundo-ambiente, nem ainda Hienas a espacialidade do Z)zie/m ele mesmo.

C. O ambiental do mundo-ambiente e a espacialidade


&o D.zseim

No contextodo primeiro delineamentoprévio do ser-em(cf $ 12), o ,nasci


teve de ser delimitado ein relação a um modo do ser no espaçoque denomi-
namos ser-dentro. Este significa: um ente ele mesmo extenso é cingido pelos
limites extensosde um extenso. O ente de-dentro e o-que-cinge são ambos
subsistentes no espaço Com a rejeição de um tal ser-dentro

z97
HEIN UND ZEIT

des Daseins in einem RaumgefáB sollte jedodi nidit grundsãtz-


lidi fede Rãunlichkeit desDaseinsaussclllieJ3en,
rondem nur
denWeg freihalten für dasSehen der dem Dasein wesentlidien
Rãumlidikeit. Diese muB jetzt herausgestentwerden. Safem
ater das innermeZtZícüSeiende grei(bfaUs im Raum ist, wird
dessem Râuinlidllkeit in einem ontologis(hen Zusammenhang
mit der Welt stehen'.Daherist zu bestimmen,in weldiem
Sinne der Raum ein Konstituens der Welt ist, die ihrerseits als
Struktunnoment des In-der-Welt-seins (harakterisiert wurde.
Im besonderen muB gezeigt werden, wie das Umhafte der
Umwelt, die spezifisdieRãumlidlkeit des in der Umwelt
begegnenden Seienden selbst durch die Weltli(hkeit der Welt
102 fundiert und nidit umgekehrtdie Welt ihrerseitsim Raum
vorhandenist. Die Untersudiung der Rãulnlidlkeit desDaseins
und der Raumbestinimtheitder Welt ilimmt ihren Ausgang
bei einer Analyse des innerweltlich im Raum Zuhandenen.
Die Betrachtungdurdllâuft drei Stufen: 1. die Rãumlidlkeit
des innerweltlidi Zuhandenen(S 22), 2. die Rãumlidikeit des
In-der-Welt-seios ($ 23), 3. die Rãumli(hkeit des Daseins und
der Raum (S 24).

$ 22. Die RtiumlidLkeit des iltnerwettlich Zuhandenen

Wenn der Raum in einem nodo zu bestimmendenSinne(]ie


Welt konstituiert, dana kann es nidit verwundem, wenn wir
sdion bei der vorausgegangenenontologis(hen Charakteristík
des Seins des Innerweltlidlen diesel au(h als Innerrãulnlidies
im Blid( haben muBten. Bisher wurde diese Rãumli(hkeit des
Zuhandenen phanomenal ni(iit ausdiqidçlicb.gefaJ3tund in
ihrer Verklainmerung mit der Seinsstruktur des Zuhandenen
nicht aufgewiesen. Das ist jetzt die Aufgabe.
Inwiefem sind wir schonbei der Charakteüstik desZuhan-
denenauf dessenRãumlichkeitgestoJ3en?
Es war die Rede
a Welt algo au(b râullllidx.
SER E TEMPO

do .D/ZJei#em um espaço-que-cingenão se pretendia, porém, excluir por


princípio toda espacialidadedo ,D.ziei#,mas se pretendia somente manter o
caminho livre para se ver a espacialidade essencial ao Z)assim. Esta deve agora
ser posta em relevo. Mas na medida em que o ente do-interior-da-mz/#2o está
igualmente no espaço,sua espacialidadese encontra numa conexão ontoló-
gica com o inundo'. Por conseguinte, deve-sedeterminar o sentido em que o
espaçoé um constituinte do mundo, o qual, por seulado, foi caracterizado
como um momento-estrutural do ser-no-mundo. Em particular, deve-se
mostrarcomo o ambiental do mundo-ambiente, a específicaespacialidadedo
ente ele mesmoque vem-de-encontro no mundo-ambiente, é fundado pela
mundidade do mundo e não, ao inverso, que o mundo de seu lado subsiste
no espaço.A investigaçãoda espacialidadedo Z).zie/zz
e da determinidade-
espacial do mundo tem seu ponto-de-partida numa análise do utilizável
do interior-do-mundo no espaço.A consideração passapor três graus: 1. a es-
pacialidade do utilizável do-interior-do-mundo ($ 22); 2. a espacialidadedo
ser-no-mundo ($ 23); 3. a espacialidade do Z)aieim e o espaço ($ 24).

$ 22. .A esp'zciaLidade
do utilizável do-interior-do-marido

Seo espaçoconstitui o mundo, em um sentido ainda por determinar, então


não é de surpreender que já na precedente caracterização ontológica do ser
de o-que-é-interior-ao-mundo tivéssemos de mostra-lo como algo do-interior-
do-espaço.Até agora essaespacialidade do utilizável não foi fenomenicamen-
[e apreendida de modo expresso e não foi mostrada em seu nexo com a estru-
tura-de-ser do-utilizável. Eis a tarefa de agora.
Em que medida, na caracterizaçãodo utilizável, já esbarramosem sua
espacialidade ? Falou-se

portanto, o mundo é também espacial

z99
SEIN UND ZEIT

vom zunàclut Zuhandenen. Das besagt nidit nur das Seiende,


das je zuerst vor arderem begegnet, sondem meint zugleich
das Seiende,das »in der Nãhe« ist. Das Zuhandenedes
alltâgh(hen Umgangs hat den Charakter der .Nà/ze.Genau
besehen ist diese Nãhe des Zeugs in dem Terminus, der sem
Sem ausdrüdlt, in der >,Zuhandenheit«, s(bon angedeutet.
Das »zur Band« Seiendehat je eine versclliedeneNãhe, die
nicht dur(h Ausmessen von Abstânden festgelegt ist. Diese
Nãhe reger sich aus dem umsi(htig },bebe(hnenden«Hantie-
ren und Gebrauchen. Die Umsi(ht des Besorgens fixiert das in
diesel Weise Nade zugleidi hinsiditüch der Richtung, in der
dasZeüg jederzeit zugãngli(b ist. Die ausgerichteteNãhe des
Zeugs bedeutet, daJ3 dieses ni(ht lediglich, irgendwo vorhan-
den, seine Stelle im Raum hat, rondem als Zeug wesenhaft
an- und untergebra(ht, aufgestellt, zurechtgelegtist. Das Zeug
hat seinen Puta, odes aber es »liegt henlm«, was von einem
puren Vorkommen an einer beliebigen RaumsteUegrundsâtz-
hdi zu untersdieiden ist. Der jeweilige Platz bestimmt si(h als
Platz diesesZeugs zu . . . aus einem Ganzen der aufeinander
ausgerichteten Plãtze des umweltlich zuhandenen Zeugzusam-
menhangs. Der Platz und die Platzmannigfaltigkeit dürfen
ni(ht alasdas Wo eines beliebigen Vorhandenseinsder Dirige
ausgelegt werden. Der Platz ist je das bestixnmte »Dort« und
»Da« des ]lringe;zõremeines Zeugs. Die jeweilige Hinge-
hõrigkeit entspricht dem Zeug(harakter des Zuhandenen, das
heiBt seiner bewandtnismãBigen Zugehõrigkeit zu einem Zeug- 103
ganzen. Der plazierbaren Hingehõrigkeit eines Zeugganzen
]iegt aber als Bedingung ih'er . Mõgli(hkeit zugrt+nde das
Wohin überhaupt, in das hinein einem Zeugzusammenhang
die Platzganzheit angewiesen wird. Diesel im besorgenden
Umgang umsichtig vorweg im Bhdt gehaltene Wohin des
móBIl(hen zeughaften Hlingehõrens neimen wir die Gegend.
»in der Gegendvon« besagtni(bt nur »in der Ri(btung
na(h«, sondern zuglei(h im Umkreis von etwas, was in der
Riditung liegt. Der dur(h Richtungund Entfemtheit -- Nãhe
SKK E TEMPO

no ente depro/z/o utilizável. O que não significa somente o ente que cada vez
vem-de-encontropr/me/ro que outros, massignifica ao mesmotempo o ente
que está "na proximidade". O utilizável do trato cotidiano tem o caráter do
próximo [NZÃe, perto] . Bem considerada, a proximidade do instrumento já é
significada no termo que, em alemão, expressa o seu ser, "Zzló,zzzde Bei/" ["ser
à mão"]. O ente "para a mão" tem, cada vez, uma proximidade diversa, que
não pode ser estabelecida por medida de distâncias. Esse estar-perto se regu-
la pelo manejo e pelo emprego "calculado" do ver-ao-redor. O ver-ao-redor
do ocupar-sefixa o que dessemodo estáperto e, ao mesmo tempo, quanto à
direção em que o instrumento é acessível em cada momento. Essa direciona-
da proximidade do instrumento significa que estenão é unicamente um sub-
sistente em algum lugar do espaço, tendo seu lugar no espaço, mas, como
instrumento, estápor essênciacolocado, acomodado, disposto, posto-em-seu-
lugar. O instrumento tem sua /ar z/Zzzfáo, /legar'pr(brio ou "está por aí': o que
por princípio deve-sedistinguir de uma pura ocorrência em um lugar qualquer
do espaço-O respectivolugar-próprio é determinado cadavez como lugar-
próprio desseinstrumento para.. cadalugar-próprio é determinado a partir
de um todo de lugares-próprios reciprocamentedirigidos no conjunto instru-
mental utilizável no mundo-ambiente. O lugar-próprio e a multiplicidade dos
lugares-próprios não devem ser interpretados como o onde de uma subsistên-
cia qualquer das coisas.O lugar-próprio é cada vez um determinado "ali" e
"aí" a que um instruinentoper/e cr. A respectiva pertinência corresponde cada
vez aocaráter-de-instrumentodo utilizável, isto é, à suapertinência conforme-
à-conjuntaçãode um todo instrumental. Mas apertinência que torna deter-
mináveis os lugares-próprios de un] todo instrumental tem como condição
de sua possibilidade o aonde em geral, para dentro do qual é atribuída a uma
conexão-de-instrumentos a totalidade-de-lugares-próprios. Esseaonde da
possível pertinência instrumental que, no trato da ocupação, sepóe de antemão
ante o ver-ao-redor, nós denominamos regi'Zo.
'Na região de" não significa somente "na direção para': mas, ao mesmo
tempo: na vizinhança de algo que está nessadireção. O lugar-próprio, cons-
tituído por direção e afastamento -- o ser-perto

3oi
SEIN UND ZEIT

ist nur ein Modus diesel-- konstituiertePlatz ist s(hon auf


eine Gegendund innerhalb ihrer orientiert. So etwas wie
Gegend mu]3 zuvor entdeckt sem, soll das Anweisen und Vor-
finden von Plãtzen einer umsi(htig verfügbaren Zeugganzheit
mõglidi werden. Diese gegendhafte Orientierung der Platz-
mannigfaltigkeit des Zuhandenenmadlt das Umhafte, das
Um-uns-herum des umweltlidi nãdlstbegegnenden Seienden
aus. Es ist nie zun&chst eine dreidimensionale Mannigfaltigkeit
móBIl(ber Stellen gegeben, die mit vorhandenen Dingen aus-
gefüllt wird. Diese Dimensionalitãt des Raumes ist ín der
Rãumlichkeit des Zuhandenen no(h verhüllt. Das»Oben« ist
das »an der Decke«,das »Unten«das »am Bodes«,das
»Hinten« das },bei der Tür«; aJleWo sind dur(h die Gãnge
und Wege des alltãgli(hen Umgangs entde(kt .und umsiditig
ausgelegt, nicht in betraditender Raumausmessung festgestellt
und verzeidinet.
Gegenden werden nidit erst durdx zusammen vorhandene
Dirige gebildet, sondem sind je s(hon in den einzelnen Plãtzen
zuhanden. Die Plãtze selbst werden dem Zuhandenen ange-
wiesen in der Umsidit des Besorgensodes sie werden als soldxe
vorgefunden. StãndigZuhandenes,dem das umsi(htige In-der-
We[t-sem im vorhinein Re(]mung trâgt, hat desha]b seínen
Platz. Das Wo seiner Zuhandenheit ist für das Besorgen in
Rechnung gestellt und auf das übüge Zuhandene orientiert. So
hat die Sonhe, deren Li(ht und Wãrme im alltãgli(ben
Gebrau(h steht, aus derxwe(hselnden Verwendbarkeít dessen
her, was sie spendet, ihre umsiditig entale(]çten ausgezei(hneten
Plãtze:Aufgang, Mittag, Niedergang,Mitternacht. Die Plãtze
diesel in wediselnder Weise und dodz gleidlmáJ3ig stãndig
Zuhandenen werden zu betonten »Anzeigen« der in íhnen
liegenden Gegenden. Diese Himmelsgegenden, die no(h gar
keinen geographischen Sina zu haben brauchen, Bebeu das
vorgãngige Wohin vor für fede besondereAusformung von
Gegenden, die mit Plãtzen besetzbar sind. Das naus hat seine
Sonnen-
und Wetterseite;
auf sie ist die Verteílungder
SEK E TEMPO

é somenteum mzodzói do afastamento --, já está orientado para uma região e


estáno seu interior. Assim, só se algo como uma região é antes descoberto é
que se pode atribuir e encontrar os lugares-próprios de uma totalidade-ins-
trumental, disponíveis para o ver-ao-redor. Essaorientação regional da mul-
tiplicidade-de-lugares-próprios do utilizável constitui o ambiental, o estar-
por'aí do ente do mundo-ambiente que vem-de-encontro de imediato. Nun-
ca uma multiplicidade tridimensional de lugares possíveis é dada de pronto,
quevenha a serpreenchida por coisassubsistentes.Essadimensionalidade do
espaçoainda estáoculta na espacialidadedo utilizável. O "em cima" é o que
está "no feto"; o "em baixo': "no chão"; o "atrás': "junto à porta"; todos os
"onde"sãodescobertospelasmarchase caminhosdo trato cotidiano e inter-
pretadospelo ver-ao-redor, não estabelecidose arrolados pela consideração
mensuradora-do-espaço
As regiões não se formam pela reunião de coisassubsistentes, masjá são
cada vez utilizáveis nos lugares-próprios individuais. Os lugares-próprios, eles
mesmos são atribuídos aos utilizáveis no ver-ao-redor da ocupação ou são,
como tais, descobertos.O utilizável constante que o ser-no-mundo do ver-
ão-redor leva em conta de antemão tem por isso seu lugar-próprio. O onde
de suautilizabilidade é levado em conta pela ocupaçãoe orientado para o
utilizável restante. Assim, o sol, cuja luz e cujo calor se empregam cotidiana-
mente pela variável possibilidade de aplicação do que fornece, tem seuspri-
vilegiados lugares-próprios descobertos no ver-ao-redor: nascente, meio-dia,
poente, meia-noite. Os lugares-próprios desseente utilizável tornam-se de
modo variável, mas regular, "indicadores" marcantes das regiões que neles
residem. Essas regiões-do-céu que ainda não precisam ter necessariamente
nenhum sentido geográfico dão o prévio aonde para toda conformação par-
ticular de regiões que podem ser ocupadas por lugares-próprios. A casa tem
sua face do sol e sua face da sombra; por elas se orienta a repartição

3o3
SEIN UND ZEIT

»Rãume« orientiert und innerhaib diesel lieder die >11in- 104


ri(htung« je nada ihrem Zeugcharakter. Kirdien und Grâber
zum Beispiel sind na(h Aufgang und Niedergang der Sonhe
angelegt, die Gegenden von Leben undTod, aus denen her das
Dasein selbst binsiditlich seiner eigensten Seinsmõglidikeiten
in der Welt bestimmt ist. Das BesorgendesDaseins,dem esin
seinem Sem um diesesSem selbst geht, entdeckt vorgãngig die
Gegenden, bei denen es je ein entsdieidendes Bewenden hat.
Die vorgângige Entdeckung der Gegenden ist dunii die
Bewandtnisganzheit mitbestimmt, auf die das Zuhandene als
Bcgcgnendes freigegeben wird.
Dic vorgângige Zuhandenheit der jeweiligen Gegend hat
in citem nodo ursprüngli(heren Sinne als das Sem des Zuhan-
denen den CharaÀfer der uniu/fãZZígen }'eNrau hein. Sie
wird selbst nur siditbar in der Weise des Auffallens bei einem
umsichtigen EntdedLen des Zuhandenen und zwar in den
defizicnten Medi des Besorgens. Im Ni(htantreUen von etwas
an saírem Platz wird die Gegend des Platzes oft zum ersten-
mal ausdrückli(h als sol(he zugãnglida. Der Raum, der im
umsichtigen In-der-Welt-seja als Râuinlidikeit des Zeugganzen
entdeckt ist, gehõrt je als dessen Platz zum Seienden selbst.
Dcr bloBeRaum ist no(h verliüllt. Der Raum ist in die Plátze
aufgesplittert'. Diese Rãumli(!Eikeithat ater durdi die welt-
mãJ3ige Bewandtnisganzheit des rãuxnlidi Zuhandenen ihre
eigene Einheit. Die»Umwelt« riditet sida nidit in eiliem
zuvorgegebenenRaum ein, rondem iene spezifischeWeltlich-
keit artikuhert in ihrer Bedeutsamkeit den bewandtnishaften
Zusammenhang einer jeweiligen Ganzheit von umsi(htig ange-
wiesenenPiâtzen.Die jeweiligeWelt entdecktje die Râumlidi-
keit des ihr zugehõrigen Raumes.Das Begegnenlassenvon
Zuhandenem in seinem umweltlidien Raum bleibt ontistih nur
deshalb mõglidx, weil das Dasein selbst hinsichtlich seines In-
dex-Welt-seios »rãunilidi« ist.

a Nem, gerado Cine eigentiímli(he und ungesplitteae Einheit der Plãt.


ze!
SER E TEMPO

dos "espaços" e, dentro destes, por sua vez, a "disposição" cada vez segtmdo o
seucaráter-de-instrumento. Igrejas e túmulos, por exemplo, estão dispostos
segundoo nascere o pâr do sol, as regiões da vida e da morte a partir das
quais o -D'zie/m ele mesmo é determinado quanto a suas mais-próprias possi-
bilidades-de-ser no mundo. A ocupação do -Daseim,para o qual em seu ser está
em jogo esse ser ele mesmo, descobre previamente as regiões junto às quais
ele tem cadavez um decisivo conjuntar-se. O prévio descobrimento das regiões
é codeterminado pela totalidade-da-conjuntação em relação à qual é dada
liberdade ao utilizável como algo-que-vem-de-encontro.
A prévia utilizabilidade de cada região tem, ein uín sentido ainda mais
originário do que o ser do utilizável, o c.zrü/erdz/amiã,zrid de gzír /záoiwr-
pree de. Ela só se torna visível em si mesma no modo do surpreender, quando
o ver-ao-redor descobreo utilizável nos mod/ deficientes de ocupação.É fre-
quente que no não encontrar algo em se# lugar-próprio a região dos lugares-
próprios se torne pela primeira vez como tal expressamente acessível. O espa-
ço que é descoberto como espacialidade do todo instrumental pelo ver-ar-
redor no ser-no-mundo pertence cada vez ao ente ele mesmo colho seu-lugar-
próprio. O mero espaçoestá ainda encoberto. O espaçodespedaçou-se'em
lugares-próprios. Mas essaespacialidade tem sua própria unidade mediante a
totalidade-da-conjuntaçãoconforme-ao-mundo do utilizável espacial. O
"mundo ambiente" não se insere em uin espaçojá-dado, mas suamundidade
específica articula, em sua significatividade, a conexão-de-conjuntação cada
vezprópria a uma totalidade de lugares-próprios designados pelo ver-ao -redor.
Cada mundo individual descobre cada vez a espacialidade do espaço que Ihe
pertence. Fazer que o utilizável venha de encontro cada vez em seu espaço do
mundo-ambiente só permanece onticanlente possível porque o Z).ziei#é ele
mesmo "espacial" quando a seu ser-no-mundo.

não, precisamente uma peculiaridade e unidade não despedaçadados lugares-próprios!

3o5
SEIN UND ZEIT

S 23. Die Ràumtichlteit desIn-der-Welt-seios

Wenn wir dem nascia Rãumlidikeit zuspredien,dana muB


diesel »Sela ím Raume« offenbar aus der Seinsart diesel
Seienden begri#en werden. Rãumlidxkeit des Daseins, das
wesenhaft kein Vorhandenseín ist, kann weder se etwas wie
Vorkommen an einer Stelle im»Weltraume« bedeuten,no(h
Zuhandensein an einem Platz. Beides sind Seinsarten des
innerweltlich begegnenden Seienden. Das Dasein aber ist »in«
der Welt im Sinne des besorgend-vertrautenUmgangs mit
dem innerwcltlich begegnendenSeienden.Wenn ihm sonacb
in irgendeiner WeiseRãumli(hkeit zukommt, dann ist dasnur
105 mõglidi auf dem Grunde diesel In-Seios. Dessem Ráumli(hkeit
aber zeigt die Charaktere der Enf-JFernungund .dmrícÀtung.
Unter Entfemung als einer SeinsartdesDaseinshinsichtlidi
seines In-der-Welt-seios verstehen wir ni(ht se etwas wie
Entfemtheit(Nãhe) odes gar Abstand. Wir gebrauchen den
Ausdrudl Entfemung in einer aktiven und transitiven Bedeu-
tung. Sie meint eine Seinsverfassung des Daseins, hinsiditlidx
derem das Entfemen von etwas, als Wegstellen, nur ein
bestimmter, faktisdier Modus ist. Entfemen besagt ein Ver-
schwindenma(hen der Fede', das heiBt der Entfemtheit von
etwas, Nãherung. Dasein ist wesenhaft ent-femend, es lãJ3t
als das Seiende, das es ist, je Seiendes in die Nâheb begegnen.
Ent-femung entde(kt Entferntheit. Diese ist ebensowie Ab-
stand eine kategoriale Bestimmung des nidit daseinsmãl3igen
Seienden. Entfemung dagegen mu13 als Existenzial festge-
halten werden. Nur safem überhaupt Seiendesin seiner Ent-
ferntheit für das Dasein entdeckt ist, werden am innerwelt-
lichen Seienden selbst in bezug auf anderes »Entfemungen«
und Abstãndezugângli(h. Zwei Punkte sind se wenig von-
einanderentfemt wie überhauptzwei Dirige, weil keines
diesel Seienden seiner Seinsart na(h entfemen kann. Sie haben
. Woher die Fede, die ent-femt wird?
b Nãhe und dnmeserzheít,ni(bt die GrõBe des Abstandes ist wesentlidl.
SER E TEMPO

$ 23. .A esp'zciaLidadedo ser-no-mundo

Quando atribuímos espacialidadeao -Daiein, fica então manifesto que esse


"serno espaço"deve ser concebido a partir do modo-de-ser desse ente. A
espacialidadedo -D.zse/m que por sua essêncianão é subsistência não pode
significar algo que ocorre ein uin lugar do "espaçocósmico: nem a utilizabi-
lidade em um lugar-próprio. Ambos são modos-de-ser do ente que vem-de-
encontrono interior-do-mundo. Mas o Z).zieimé "em" o mundo, no sentido
do trato familiar e ocupado com o ente que vem-de-encontro no interior-do-
mundo. Portanto, se a espacialidadede algum modo Ihe convém, essapossi-
bilidade só se efetivará sobre o fundamento desse ser-em, cuja espacialidade
mostra, porém, os caracteres do 2es-abas/amem/oe do d/reciamame/z/o.
Por desafastamento,como um modo-de-ser do -D.zsei#quanto a seuter-
no-mundo, não entenden.os algo assim como lonjura (estar perto) ou mesmo
distância. Empregamos a expressão "desafastamento" em um significado ativo
e transitivo. Ela significa uma constituição-de-ser do -DaseZ/zem relação à qual
o afastar algo, pondo-o longe, por exemplo, é somente um modzói determina-
do, factual. Desafastar significa fazer desaparecer o longe [Xe7'me,o afastados',
isto é, a lonjura de algo, significando, portanto, aproximação. O Z)aieim é
essencialmentedes-afastaste; sendo o ente que é, ele faz que o ente venha-de-
encontro cada vez no próximo [i# z//e N2óe, no estar perto]b. O des-afasta-
mento descobrea lonjura. Esta, do mesmo modo que a distância, é uma de-
terminação categorial do ente não-conforme ao -Date/m.O desafastamento,
ao oposto, deve sertomado como existenciário. SÓna medida em que o ente
se descobrepara o -Z)'zseim em geral, em sua lonjura, é que "afastamentos" e
distâncias se tornam acessíveis entre um e outro ente do-interior-do-mundo.
Dois pontos e, em geral, duas coisasnão podem estar numa relaçãode desa-
fastamento, porque nenhum dessesdois entes pode, por seu modo-de-ser,
desafastar. Têm

a
De onde vem a lonjura que é des-afastada?
b

Estar perto e prese#fú é o essencial, não a grandeza da distância

3o7
SEIN UND ZEIT

lediglich einen im Entfernen' vorfindli(hen und ausmeJ3bax'en


Abstand.
Das Ent-fenien ist zunãdist und zumeist umsi(htige Nâhe-
rung, in die Nãhe bringen als besdia#en,bereitstellen,zur
band haben. Ater au(b bestimmte Arten des reis erkennenden
Entdedcens von Seiendem haben den Charakter der Nãherung.
Im Dmein hegt Cine weseTlhafte Tendenz auf Nàheb. }:Ue
Artes der Steigerung der Geschwindigkeit, die wir heute mehr
odesminder gezwungennlitma(hen, drãngen auf í)berwin-
dung der Entfemtheit. Mit dem»Rundfunk« zum Beispiel
voUzieht dasDasein heute eine ín ihreÊnDaseínssinn nodo i)idlt
übersehbareEnt-fernung der»Welt« auf dem bege einer
Erweiterung und Zerstõrung der alltãglichen Umwelt.
Im Ent-femen liegt ni(ht notwendig ein ausdrücklidies
Absdiâtzen der teme eines Zuhandenen in bezug auf das
Dasein. Die Entfemtheit wird vor allem nie als Abstand
gefaBt. Soll die cerne gesdiãtztwerden,dana gesclliehtdas
relativ auf Entfemungen, in denen das alltãgh(be Dasein sida
hâlt. Re(bnerisdi genommenmõgendieseSdiãtzungen ungenau
und sdiwankend sem, sie haben in der Alltãglichkeit des
Daseins ihre Cigana und durdigãngig verstândli(be Bestímmt-
/zeíl. Wir sagen: bis clort ist es ein Spaziergang, ein Katzen-
sprung, »CinePfeife lang«. DieseMaJ3edrüdlen aus, daB sie
nidit nur nicht »messen«wollen, rondem daB die abgesdiâtzte
Entfemtheit einem Seiendenzugehõrt, zu dem man besorgend 106
umsichtig bingeht. Aber audb.wenn wir uns fester Made bedie-
nen und sagen: »bis zu dem Hlaus ist es Cine halbe Stunde«,
muB dieses MAIS als gesdiãtztesgenommen werden. Eine
»baILe Stunde<.sind nidit 30 Minuten, rondem eine Dauer,
die iibcrhaupt ]çeinc »Lângc« ]lat im Sinnc ciner quantitati-
ven Erstred(ung. Diese Dauer ist je aus gewolmten aUtãgli(hen
»Besorgungen« her ausgelegt. Die Entfemtheiten sind zu-
a Ent-femen sdiãrfer als Nãherung.
b Inwiefem und weshalb? Seja qua bestãndige Anweseilheit hat Vor-
rang, Gegenwãrtigung.
SXK E TEMPO

unicamente uma distância que pode ser constatada e ser medida no


des-afastar'.
O des-afastar é, de pronto e no mais das vezes, uma aproximaçãorN2Ãe-
rzlmK,
ficar-perto] efetuadapelo ver-ao-redor, um trazendo para perto, um
fornecendo,um pondo à disposição, um tendo à mão. Mas há também deter-
minadosmodos de descobrir ente no puro conhecimento que têm o caráter
do ficar-perto. No Dasein Ã# m /e dé cía eSSec! /P'zzn Open/ab.Todos os
modos da aceleraçãode velocidade a que estamos hoje mais ou menos cons-
trangidos forçam a superaçãodo afastamento. Com o "rádio'l por exemplo,
o .Daseim
efetuahoje um des-afastamentodo "mundo" pelo caminho de uma
ampliação e destruição do mundo-ambiente cotidiano cujo sentido-de--D.zieim
ainda não é visível.
No des-afastar não reside necessariamente uma expressa avaliação do
estar-longede um utilizável em relação ao -D.zsei#.Antes do mais, a lonjura
nunca é apreendida como distância. Se for preciso avaliar o longe, a avaliação
ocorrerá relativamente aos des-afastamentos ein que o Z).zsei#cotidiano se
mantém. Do ponto de vista do cálculo, essasavaliaçõespodem ser inexatas e
imprecisas, mas elas têm suaprcPri/z e totalmente inteligível de/erma idade
na cotidianidade do -Daieim.Dizemos: até lá é um passeio,um pulo, "a dois
passos".Essasmedidas exprimem não somente que não querem "medir': mas
que o estimado ser-longe pertence a um ente ao qual se vai em ocupaçãodo
ver-ao-redor. Mas mesmo quando nos servimos de medidas mais firmes e
dizemos "até a casahá uma meia hora': essamedida deve ser tomada como
avaliação.Uma "meia hora" não são 30 minutos, mas uma duração que em
geral não tem "comprimento': no sentido de uma extensão quantitativa. Essa
duração é cada vez interpretada a partir de habituais "ocupações" cotidianas.
Os estar-longe são

a
Des-afastar mais rigoroso do que ficar-perto
b
Em que medida e por quê? Ser gz/.zpresença constante tens precedência, presencização

3o9
SEIN UND ZEIT

nã(!hst und au(b da, wo »amt]idi« ausgere(]mete Ma13e be-


kannt sind, umsiditig ges(hãtzt.Weil dasEnt-femte in soldien
Schãtzungen zuhanden ist, behãlt es seinen spezifisdx inner-
weltli(hen Charakter. Dazu gehõrt es segar,daISdie umgãng-
li(iien Wege zu entfemtem Seiendenjeden Tag vens(Lieder
gang sind. Das Zuhandcnc der Umwelt ist jtl nicht vorhanden
für einen dem Dasein enthobenen ewigen Betra(éter, sondem
begegnetin die umsidltig besorgendeA]]tãg]i(])keit des Da-
seins.Auf seinen Wegen durchmiBt das Dasein nidit als
vorhandenesKõl:perding Cine Raumstrecke,es »fri13t ni(ht
Kilometer«, die Nãherung und Ent-fernung ist je besorgendes
Sem zum GenÉihertenund Ent-fernten. Ein»objektiv« langer
Weg kann kürzer seja als ein »objektiv«seLFkurzer, der
viellei(ht ein »s(hwererGang« ist und cincm unendti(h lang
vorkommt. /n soZc/tem »7orAommen« ater íst díe jeweíZíge
W'eZterst eígentZídzzuhanden. Die objektiven Abstânde vor-
handener Dinge ded(en si(b nidit mit Entfemtheit und Nãhe
des ínnerweltli(h Zuhandenen. Jene mõgen exakt gewuBt sela,
diesesWíssenbleibt jedo(b blind, eshat ni(ht die Funktion der
umsiditig entdeckenden
Nãherungder Umwelt; man ver-
wendet so]dies Wissen nur in und für ein ni(ht Stre(]çen
messendes besorgendes Sem zu der einen »angehenden« Welt.
Man ist geneigt, auseiner vorgãngigenOrientierung an der
»Natur« und den »objektiv« gemessenenAbstãnden der
Dirige solche Entfernungsauslegung und S(bãtzung für »sub-
jektiv« auszugeben.Dab ist leda(h eine »Subjektivitãt«, die
vielleidit das Realsteder «Realitãt«der Welt entdeckt,die
mit»subjektiver« Willkür tmd subjektivistisdien »Auffas-
sungen« eines »an sich« anders Seienden nichts zu tun hat.
Das umsidttige Ent-felnen, der Alltàgliotkeit des Dmei:n.s
entdeckt das .An-siclPsein der >wahrert IVelt«, des Seienden,
bei dem Dasein aLse=istierendes je s(hon ist.
Die primãre und gar auss(hlieJ31i(heOrientierung an Ent-
ferntheíten als gemessenenAbstãnden verdedct die ursprüng-
liche Rãunllidikeit des In-Sejas. Das vemaeintlidi »Nãchste«
SER E TEMPO

avaliadosde pronto no ver-ao-redor mesmo onde asmedidas são "oficialmen-


te" calculadas.Porque o ente des-afastadoem tais avaliaçõesé utilizável, ele
retém seu específico caráter de ente do-interior-do-mundo. Ao que se deve
mesmoincluir que os caminhos do ver-ao-redor que no trato cotidiano
nos levam ao ente des-afastado são cada dia de comprimento diverso. O uti-
lizável do mundo-ambiente não é um subsistente para uin eterno observador
isentode Daieim, masvem-de-encontro na cotidianidade do ocupado ver-
ão-redor do -Darei/z.Nos seus caminhos, o Z)airi# não perfaz uma extensão
de espaço colho uma coisa corporal subsistente, não "devora quilómetros"; o
ficar-perto e o des-afastar é cada vez um ser ocupado com o-que-fica-perto e
com o-que-é-des-afastado. Um caminho "objetivamente" mais comprido pode
sermais curto do que outro "objetivamente" muito curto, se esteé talvez uma
"dura caminhada" a vencer e parece infinitamente comprido. Mas / em /a/
'parecer" qüe o nlü7zdo respectivo é pela primeira uez propriamente utilizável.
As distâncias objetivas das coisas subsistentes não coincidem com estar-longe
e estar-perto do utilizável do-interior-do-mundo. Aquelas podem ser exata-
mente sabidas, porém, esse saber permanece cego, pois não tem a função do
ficar-perto do mundo-ambiente que o descobreno ver-ao-redor; tal sabersó
seemprega em e para um ente que, não medindo extensões,se ocupa com o
mundo que Ihe "concerne
Motivada por uma prévia orientação para a "natureza" e para a medição
"objetiva" das distâncias das coisas, há uma propensão a "dar" por subjetiva
tal interpretação do des-afastamento e da avaliação. Trata-se, contudo, de uma
"subjetividade" que talvez descubra o mais real da "realidade" do mundo e
que nada tem a ver com o arbítrio "subjetivo" e com "apreensões" subjetivistas
de um ente que, além do mais, seria "em si': O dei-á@2i/ardo z/er-aa-redorda
cotidianidade do Base\n descobre o ser-em-si do "mundo verdadeiro", do ente
junto ao qual o Base\n como ocistentejá é cada uez.
A orientação primária e mesmo exclusiva para os desafastamentos como
distâncias medidas encobre a espacialidade originária do ser-em. O pretenso
mais-perto

3l l
SEIN UND ZEIT

ist ganzund gar ni(ht das,wasden kleinstenAbstand»von


uns« hat. Das »Nãdiste« begt in dem, was in einer durdl- 107
sdlnittlidien Reidp, Greif- und Blid(weite entfemt ist. Weil
das Daseht wesenhaft rãulnlid}. ist in der Weise der Ent-fer-
nung, hãlt si(b der Umgang immer in einer von ihm je in
einem gewissenSpielraum entfemten»Umwelt«, daher hõren
und sehen wir zune(hst über das abstandmãJ3ig »Nãchstc«
immer weg. Sehenund Hõren sind Fernsinneni(bt auf Grund
ihrer Tragweite, sondem weil das Dasein als entfernendesín
ihnen sich vorwiegend aufhãlt. Für den, der zum Beispiel eine
Brilhe trâgt, die abstandmãBigse nade ist, daB sie ilun auf
der »Nasesitzt«, ist diescsgebraudite Zeug umweltlidi
weiter entfemt als das Bild an der gegenüber be6ndli(hen
Wand. Dicses Zeug hat se wenig Nãhe, dali es oft zunãdast
gar ni(ht auffindbar wird. l)as Zeug zum Sehen, desgleichen
sol(heszum Hlóren, zum Beispiel der Hlõrer am Telephon, hat
die gekennzeidmete Unauffãlligkeit des zune(hst Zuhandenen.
Das gilt zum Beispielau(b von der StraBe,dem Zeug zum
Gehen. Beira Gehen ist sie mit jedem Scliritt betastet und
sdieinbar dasNãdiste und Realstedesüberhaupt Zuhandenen,
sie sdliebt sida gleichsam an besLimmtenLeibtcilen, den Fu13-
sohlen,entlang. Und dodi ist sie weiter entfemt als der
Bekannte, der einem bei solchemGehen in der»Entfernung«
von zwanzig Sduitten »auf der StraJ3e«bcgegnet. l)ber Nâhe
und teme des umweltlidi zunãclist Zuhandenen entsdieidet
das umsichtige Besorgen.Das, wobei diesel im voihinein sich
aufhãlt, ist dasNãchsteund reger die Ent-femungen.
Wenn das Dasein im Besorgen sida etnias in reine Nâhe
büngt, dann bedeutetdas ni(ht ein Fixieren von etwasan
einer Raumstelle, die den geringsten Abstand von irgendeinem
Punkt des Kõrpers hat. In der Nãhe besagt: in dem Umkreis
des umsicbtig zunãdist Zuhandenen. Die Nãherung ist nicht
orientiert auf das kõrperbehaftete ](h-(]ing, rondem auf das
besorgendeIn-der-Welt-sem, das heiBt das, was in diesel je
alma(hst begegnet. Die Rãumlichlçeit des Daseins vira daher
SKK E TEMPO

não é de modo algum o que se acha a menor distância "de nós". O "mais-per-
to" reside no que estáa um alcancemediano, numa mediana possibilidade de
ser tocado e de ser visto. Porque o -Z)aieim é essencialmente espacial no modo
do des-afastamento, o trato se mantém sempre em um certo espaço-de-
jogo do "mundo ambiente" por ele cada vez des-afastado, daí que nosso ouvir
e ver vá de pronto além do "mais perto" segundo a distância. Se ver e ouvir são
sentidos-do-longe, não o são sobre o fundamento de seu alcance, mas porque
o Z).zieimcomo des-afastaste sedetém preponderantemente neles. Paraquem,
por exemplo, usa óculos, estes estão tão perto segundo a distância, já que os
"tem no próprio nariz': pois como instrumento de emprego estão no mundo-
ambiente mais longe do que uma figura exposta na parede da frente. Esse
instrumento não estátão perto, já que ele frequentemente não pode sequer
ser encontrado de imediato. O instrumento para ver, da mesma maneira que
o instrumento para ouvir -- por exemplo, o fine de ouvido --, tem a carac-
terística já mencionada da não-surpresa do imediatamente utilizável. Isso vale
também,por exemplo,para a rua, instrumento para andar. No andar, a rua é
tocada em cadapasso e parece ser o mais próximo e mais real dos utilizáveis
em geral: de certo modo, a rua como que desliza sob uma parte do nosso
corpo, sob a planta dos pés.E, no entanto, estámais longe do que o conheci-
do que, nessacaminhada, vem-de-encontro "na rua" a uma distância de 20
passos.É a ocupação do ver-ao-redor que decide sobre o imediatamente
pronto perto e longe do utilizável no mundo-ambiente.Aquilo junto a que
o ocupar-sedecide se deter preferencialmente é o mais perto e regula os des-
afastamentos.
Quando o -Daieimna ocupação traz algo para perto de si, não significa
que esteja fazendo uma fixação em algum lugar do espaço,a uma distância
mínima de algum ponto do corpo. Estar perto signiãca: dentro do âmbito do
que é de pronto utilizável no ver-ao-redor. O ficar perto não está orientado
para o eu-coisaprovido-de-corpo, maspara o ocupado ser-no-mundo, isto é,
aquilo que nesseser-no-mundo de pronto cada vez vem-de-encontro. Porrail-
to, a espacialidade do Z)aie/m

3l 3
SEIN UND ZEIT

au(h nidit bestinimt durei Angabe der Stelle, an der ein


Kõrperding vorhanden ist. Wir sagen zwar au(h voú Dasein,
daB es je einen Platz einnlmmt. Diesel »Einnehmen« ist ater
grundsãtzlidi zu s(beidenvon dem Zuhandenseinan einem
P[atz aus einer Gegendher. Das P]atzeinnehmenmu]3 a]s
Entfernen desumweltli(h Zuhandenenin eine umsi(btig vop
entde(kte Gegend hinein begri#en werden. Sela liier versteht
dasDasein aus dem umweltlidlen Dort. l)as Hlier meint ni(ht
das Wo eines Vorhandenen, sondern das Wobei eines ent-
fernenden Seios bei . . . in eins mit diesel Ent-femung. Das
Dasein ist gemâB seiner Rãumlidhkeit zune(hst nie vier, ron-
dem dort, aus wel(hem DOTEes auf seja vier zurückkommt
Í08 und das wiederum nur in der Weise, dali es sem besorgendes
Sem zu . . . aus dem Dortzuhandenen her auslegt. Das wird
voUendsdeutli(h aus einer phãnomenalenEigentüinli(bkeit
der Ent-femungsstruktur des In-Seios.
Das Dasein hall sida als In-der-Welt-semwesenhaftin
einem Entfernen. DieseEnt-femung, die teme desZuhande-
nen von ihm selbst,kaim das Dasein nÍe krez.tzen.Die Ent-
femtheit eines Zuhandenen vom Dasein kann zoar selbst von
diesel als Abstand vorfindlich werden, wenn sie bestiinmt
wird in Beziehung auf ein Ding, das als an dem Platz vor-
handen geda(iht wüd, den das Dasein zuvor eingenommen hat.
Dieses Zwis(hen des Abstandes kann das Dasein nachtrãglidi
dur(hqueren, jedo(h nur se, daB der Abstand selbst ein ent-
femter wird. SeineEnt-fêrnung hat dasDaseinse wenig dur(h-
kreuzt, daJ3es sie vielmehr mitgenommen hat und stãndig
mitnimmt, weíZ es zpesenha/t Ent-/ernung, das heíPf rãumZÍ(ü
isf. Das Dasein kann im jeweiligen IJmkreis seiner Ent-fer-
nungen ni(ht umherwandem, es kann sie immer nur verân-
dern. Das Dasein ist rãuxnlidi in der Weise der umsiditigen
Raumentdedlung, se zwar, daJ3es sida zu dem se rãulnlich
begegnenden Seienden stândig entfemend verhãlt.
Das Dasein hat als ent-femendesIn-Sem zuglei(b den
Charakter der 4 rí(ütung. fede Nãherung hat vorweg s(hon
SER E TEMPO

não pode ser determinada também pela designaçãodo lugar em que uma
coisacorporal subsiste.É certo que também dizemos que um -Daseimocupa
cadavez um lugar-próprio. Mas esse"ocupar" lugar-próprio deve ser por
princípio dissociado da utilizabilidade em um lugar-próprio a partir da região.
O ocupar um lugar-próprio pelo -Daseimdeve serconcebido como o des-afas-
tamento do utilizável do mundo-ambiente em uma região previamente
descoberta pelo ver-ao-redor. O ,Dzziei#entende o seu aqui a partir do lá
do mundo-ambiente.O aqui não significa o onde de um subsistente,maso
junto-a de um ser-des-afastante
junto... idêntico aessedes-afastamento.Con-
forme a sua espacialidade, o Z).zie/mnunca é imediatamente aqui, mas lá e, a
partir desselá, ele retorna a seuaqui e isto por suavez só no modo em que
ele interpreta seu "ocupado" estar voltado para. a partir do lá-utilizável. Isso
fica de todo claro a partir de uma peculiaridade fenomênica da estrutura do
des-afastamento do ser-em.
Como ser-no-mundoo Z).ziei/zmantém-seessencialmenteem um des-
afastar. Esse des-afastamento, o ser-afastado do utilizável de ele mesmo, o
l)aiein nunca pode crwzax Não há dúvida de que a lonjura de um utilizável
relativamente ao .D.usei/z
pode ser entendida por ele como uma distância, se
ela for determinada eJn relação a uma coisa pensada como subsistindo em um
lugar-próprio que o Z)/zieimtenha anteriormente ocupado. Esseentre da dis-
tância pode ser atravessadoposteriormente pelo -Dózieim,mas isto só se a
distância se tornar ela mesma des-afastada. O .Dose/mnão cruzou seu desafas-
tamento, tanto que, ao contrário, carregou-o consigo e constantemente o
ca lega consl go, porque eLeé essencialmentedesafastamento,isto é, espacial.
O .O.zie!/z
não pode sedeslocardentro do que é cadavez o âmbito de seus
des-afastamentos,só os pode modificar sempre. O -Dzzieiné espacial no modo
da descoberta-de-espaço pelo ver-ao-redor e isto de tal maneira que se com-
porta constantementede modo des-afastanteem relaçãoao ente que assim
Ihe vem-de-encontro espacialmente.
Como ser-emdes-afastante,o .Z) seí tem ao mesmotempo o caráterda
diferia zmczz/o.
Todo ficar-pertojá tem de antemão

3l 5
SEIN UND ZEIT

Cine Ricbtuug in eine Gegend aufgenommen, aus der her das


Ent-fernte si(b nâhen, um se liinsi(htlidi seinesPlatzes vor-
findlich zu werden. Das umsiditige Besorgen ist ausri(htendes
Ent-fernen. In diesel Besorgen,dashei13tim In-der-Welt-sem
des Daseins selbst ist der Bedarf von ),Zei(hen« vorgegeben;
diesesZeug übemimmt die ausdrüc](]iche und leidit handliche
Angabe von Richtungen. Es hãlt die umsichtig gebrau(hten
Gegenden ausdrücklidl offen, das jeweilige Wollin des Hinge-
hõrens,Hingehens, Hinbringens, Herholens. Wenn Dasein ist,
hat es als ausü(htend-entfemendes je s(hon reine entde&te
Gegend.Die Ausridltung ebensowie die Ent-fernung werden
als Seinsmodi
des In-der-Welt-seins
vorgângigdur(ü díe
t/msícbt des Besorgens geführt.
Aus dieselAusri(htung entspringendie festen Riditungen
na(h rechtsund ]inks. So wie seineEnt-femungen nimmt das
Dasein auda diese Ri(htungen stãndig lllit. Die Verrãumli(bung
desDaseinsin seiner»Leiblidikeit«, die eine eigeneliier nicht
zu behandelnde Problematik in sida birgt, ist nlit naco diesel
Richtungen ausgezeidinet.Daher muJ3Zuhandenesund für
den Leib Gebraudites, wie Handsdiuhe zum Beispiel, das die
Bewegungen der Hãnde mitra(hen so]], auf re(hts und ]inks
ausgeüchtet sem. Ein Hlandwerkszeug dagegen, das in der 109
Hand gehalten und init ih' bewegt 'wird, ma(bt nicht die
spezifisdie »hand]i(be« Bewegung der ]liand ]nit. Daher gibt
es, ob sie gleich mit der Hand gehandhabt werden, ni(ht recite
und linke Hãnlmer.
Zu beachtenbleibt ater, daJ3die Ausri(htung, die zur Ent-
femung gehõrt, durch das In-der-Welt-sem fundiert ist. Links
und re(hts sina nicht etwas »Subjektives«, dafür das Subjekt
ein Gefülll hat, sondem sind Ri(htungen der Ausgeriditetheit
in eine je sdton zuhandene Welt })hein. »Durdx das bloBe
Gefül)l eines Untersdúedsmeiner zwei Seiten«i kõnnte idi
medi nie in einer Welt zurechtfinden.Das Subjekt mit dem
í /. Kart, Was heiBt: Sida im Deilken orientieren?(1786) WW.(Akad.
Ausgabe) Bd. Vlll, S. 131--147.
SER E TEMPO

um direcionamento numa região a partir da qual o des-afastado seaproxima


para poder ser encontrado quanto a seu lugar-próprio O ocupar'se do ver-
ão-redor é un] des-afastar direcionado. Nessa ocupação, isto é, no ser-no-
mundo do Z).zieízzele mesmo, a necessidade de "sinais" é previamente dada:
esseinstrumento assumea expressaindicação de Hcil manejo das direções.
Ele mantém expressamente abertas as regiões empregadas no ver-ao-redor,
indicando cada vez o aonde a que algo pertence, para onde vai, de onde é
trazido e onde é buscado. Se é, o .D,zie/m como direcionado des-afastante já
tem cada vez descoberta sua região. Como zmodi-de-serdo ser-no-mundo,
cantoo direcionamento como o des-afastamentosãopreviamente conduzidos
pe/o z'er .zo redor da ocupação-
Dessedirecionamento surgem as direções fixas para a direita e para a
esquerda. Assim como seus des-afastamentos, o -D.zieim traz também cons-
tantemente consigo essasdireçóes. É também segundo essasdireções que a
especialização do l).zseim é caracterizada em sua "corporalidade própria': con-
tendo ulba problemática sua da qual não sedeve tratar aqui. Por isso, o utili-
zável e o empregado pelo corpo-próprio, como luvas, por exemplo, devendo
participar dos movimentos das mãos, têm de estar direcionados para a direi-
ta e para a esquerda.Uma ferramenta, ao contrário, segura pela mão e com
esta se movendo não participa do movimento especificamente "manual" da
mão. Por isso,embora manejadoscom a mão, não há martelos da direita e
da esquerda.
Mas resta observarainda que o direcionamento pertencente ao des-
afastamento é fundamentado pelo ser-no-mundo. Esquerda e direita não são
algo "subjetivo': de que o sujeito tem um sentimento, mas direções do ser-
direcionadono interior de um mundo cadavezjá utilizável. "Pelomero sen-
timento de uma diferença de meus dois lados": eu nunca poderia me orie1ltar
em um mundo. O sujeito com o

1. Kant, lUaSbé?ísif..
Sirb im /)rzlÁe or/e /!ere#?[Que significa orientar-seno pensar?]
(1786) WW.(Edição Acadêmica),vol. Vlll, pp. 131-47.

3i7
HEIN UND ZEIT

»bloJ3enGefül)l« dieses Unters(}iieds ist ein konstruktiver


Ansatz, der die wahrhafte Verfassung des Subjekts au13eradl.t
laBt, daIS das Dasein mit diesel »bloBen Gefülll« je s(bon
in einer Welt ist und sair muP, um si(!horientieren zu kõnnen.
Das wird aus dem Beispiel deutli(h, an dem Kart das Phãno-
men der Orientienlng zu klãren versu(ht.
Angenommen, idi frete in ein bekanntcs,abcr dunkles Zim-
mer, das wãh'end meiner Abwesenheit se umgerãumt wurde,
daJ3alces,was redits stand, nunmehr links steht. Solaich mi(h
orientieren, dana hilft das »bloBe Gefühl des Unters(hieds«
meiner zwei Seiten gar ni(!hts, solange ni(bt ein bestimmter
Gegenstand erfaJ3t ist, von dem Kart beilâufig saga, »dessem
Stelle i(h im Gedãditnis cabe.« Was bedeutet das aber anderes
als:i(h orientiereini(h notwendigin und auseinemje sdion
sem bei einer ),bekaxmten« Welt'. Der Zeugzusammenhang
einer Welt muJ3dem Dasein s(bon vorgegeben seja. DaB i(h je
s(honin einerWelt bin, ist für die Mõgli(!hkeitdel Orientie-
rung ni(ht weniger konstitutiv als das Gefülll für re(hts und
links. DaB diese Seinsverfassung des Daseins selbstverstãndlidi
ist, gere(htigt ni(ht, sie in iJner ontologis(b konstitutiven RoUe
zu untersclalagen. Kart unters(illlãgt sie au(hnicht, sowenig wie
fede andere Interpretation des Daseins.Das stãndige Ge-
brau(illmadxen von diesel Verfassung entbindet aber nicho von
einer angemessenen ontologis(hen Explikation, rondem fordert
sie. Die psy(hologlsdie Interpretation, daJ3das l(h etwas »im
Gedãchtnis« cabe, méint im Grunde die existenziale Ver-
fassung des In-der-Welt-seios. !Veia Kart diese Struktur ni(ht
sieht, verkennt er audi den vollen Zusammenhang der Konsti-
tution einer mõg]i(hen Orientierung. Ausgeriditetheit na(]í
110 re(hts und links gründet in der wesenhaften Ausri(btung des
Daseins überhaupt, die ihrerseits wesenhaft dur(h das In-der-
Welt-seja mitbestímmt ist. Allerdings liegt Kart audi nidit an
einer thematischenInterpretation der Oúentierung. Er will
ü Ans dcr bcknnnten Guhiiiig](cit, (]ie ich vorhlàlLe tina darzac/z nb-
wandele.
SKK E TEhíPO

'mero sentimento" dessadiferença é um ponto-de-partida construtivo, que


não leva em conta o fato de que o Z)aseímcom esse"mero sentimento" já esM
f 2epees/arcada vez em um mundo, para poder se orientar. É o que fica claro
no exemplo com que Kant procura elucidar o fenómeno da orientação.
Suponhamosque entro em um quarto conhecido, masescuro,que foi
arrumado durante minha ausência de tal maneira que tudo o que estava à
direita está agora à esquerda. Se devo me orientar, ein nada me ajuda o "mera
sentimento da diferença" dos meus dois lados, enquanto não for apreendido
um objeto determinado, "cuja posição': diz Kant de passagem,"tenho na
memória'l O que significa que : orienta-me necessariamente em e por um cada
vez já sendo junto a um mundo "conhecido". O complexo-instrumental de
um mundo deve ser já-dado ao -Dairin. Que eu já sou cada vez em um mundo
não é menos constitutivo para a possibilidade da orientação do que o senti-
mento da direita e da esquerda. Q.ue essaconstituição-de-ser do -Daseímé
algo-que-se-entende-por-si-mesmo não autoriza que seu papel ontológico
constitutivo sejasubestimado.Kant também não o faz, do mesmomodo que
nenhuma outra interpretação do .Daieim.Mas o constante emprego dessa
constituição não dispensa uma adequada exposição ontológica, ao contrário,
a exige. A interpretação psicológica de que o eu tem algo "na memória" visa
no fundo à constituição existenciária do ser-no-mundo. Porque Kant não vê
essaestrutura, não reconhece também o contexto completo da constituição
de uma orientação possível. O ser-direcionado pela direita e pela esquerda se
funda no essencialdirecionamento do -Dzzie/zz
em geral, o qual por seu lado é
essencialmentecodeterminado pelo ser-no-mundo. Na verdade, Kant não se
propôs uma interpretação temática da orientação. Ele quis

A partir da ordem que conheço, a qual mantenho diante de mim e iegwmda.z gKa/ faço
os deslocamentos.

3i9
SEIN UND ZEIT

lediglidi zeigen, daB jede Orientierung eincs »subjektj\ren


Prinzips« bedarf. »Subjektiv« vvird aber vier bedeuten 'HrOE-
len: a priori. Das Apriori der Ausgeri(htetheitauf redatsund
links gründetjedodzim »subjektiven«
Apriori des In-der-
Welt-sons, das nlit einer vorgãngig auf ein weltlosesSubjekt
besdbrânktenBestimmtheit nicbts zu tun hat.
Ent-fernung und Ausri(ihtung bestimrnen als konstitutive
Charaktere des [n-Seins die Rãunl]i(]ikeit des Daseins, besor-
gend-umsichtig im entdeckten, innerweltlidien Raum zu sem.
Die bisherigeExplikation der Râuxnlicllkeitdesinnerweltlich
Zuhandenen tmd der Rãui)3li(bkeit de9 In-der-Welt-seios giba
erst die Voraussetzungen, um das Phânomen der Rãunllidikeit
dcr Wclt hcrauszuarbeiten und das ontologisdle Problem des
Raumes zu stellen.

$ 24. Die Ràumücltkeit des amei;rt.sund der Raum

Dasein hat als In-der-Welt-sem jeweilig s(!hon eine »Welt«


entdeckt.Diesel in der Weltli(bkeit der Welt fundierte Ent-
decken wurde diarakterisiert als Freigabe des Seienden auf
cine Bewandtnisganzlieit. Das freigebende Bewendenlassen
vollzieht sida in der Weise des umsi(htigen Sidiverweisens, das
in minem vorgãngigen Verstehen der Bedeutsamkeit gründet.
Nuimielu ist gezeigt: das umsiditige In-der-Welt-semist
rãumliches. Und nur wei! Dasein in der Weise von Ent-fer-
nung und Ausri(htung rãumli(b ist, kal)n das umçveltli(h
Zuhandene in seiner Rãuinlicllkeit begegnen. Die Freigabe
einer Bewandtnisganzheit ist gleichursprünglidx ein ent-fer-
nend-ausri(btendes Bewendenlassenbei einer Gegend, das
heiBt Freigabe der i'ãunüichen Hingehõrigkeit des Zuhan-
dencn. In der Bedeutsamkeit, nüt der das Dasein als besor-
gendcsIn-Sem vertraut ist, liegt die wesenhafteMitersdllos-
senlleit des Raumes.
Der semit der Weltli(bkeit der Welt ers(hlosseneRaumhat
nodo nichts von der reinen Manxúgfaltigkeit der drei Dimen-
SER E TEMPO

mostrar unicamente que toda orientação requer um "princípio subjetivo': Mas


"subjetivo" quer significar aqui: # priori. O apr/ori do ser-direcionado para a
direita e para a esquerdase fundamenta, contudo, no a,priori "subjetivo" do
ser-no-mundo, que não tem nada a ver com uma determinidade de antemão
limitada de uin sujeito falto-de-mundo.
Des-afastamento e direcionamento, como caracteres constitutivos do
ser-em,determinam a espacialidadedo -DaseZm,
tendo de ser descoberto na
ocupação que vê-ao-redor no espaço do-interior-do-mundo. Até agora a ex-
posição da espacialidade do utilizável do-interior-do-mundo e da espaciali-
dadedo ser-no-mundo fornece somente as pressuposiçõespara põr em claro
o fenómeno da espacialidadedo mundo e para a posição do problema on-
tológico do espaço-

$ 24. -A espacialidade do X)aseln e o esp'zço

O Z)aiei#, como ser-no-mundo, já descobriu cadavez um "mundo" Essa


descoberta fundada na mundidade do mundo foi caracterizada como pâr-o-
ente-em-liberdade relativamente a uma totalidade-de-conjuntação. O deixar
conjuntas-se que póe-em-liberdade se efetua no modo de um remeter-se que
vê-ao-redor,por suavez fundado em um prévio entendimento da significati-
vidade. Há pouco se mostrou que o ser-no-mundo vendo-ao-redor é espacial.
E, somente porque o ]) ziei é espacial no modo de des-afastamento e de di-
recionamento, é que o utilizável do mundo-ambiente pode vir-de-encontro
em suaespacialidade.O pâr-em-liberdade uma totalidade-de-conjuntação é
cooriginariamente um des-afastantee direcionado deixar-conjuntar-se junto
a uma região, isto é, o pâr-em-liberdade a pertinência espacial do utilizável. Na
significatividade com que o Z)aie/ está familiarizado como ocupado ser-em,
reside a essencial coabertura do espaço
C) espaço,assimaberto com a mundidade do mundo, ainda nada tem
da pura multiplicidade das três
SEIN UND ZEIT

sionen. Der Raum bleibt bei diesel nãclisten Ersclllossenheit


nodo verborgen als das reine Worin einer metrisdlen SteUen-
ordnung und Lagebestimmung. Woraufhin der Raum vor-
gãngig im Dasein entdeckt ist, das haben wir sdzon mit dem
Phãnomen der Gegend angezeigt. Wir verstehen sie als das
Wohin der mõglidien Zugehõrigkeitdes zuhandenenZeug-
zusammenhanges, der als ausgeü(htet entfemter, das heiJ3t
111 plaziener sola begegnen kõnnen. Die Gehõrigkeit bestimmt
sida aus der für die Welt konstitutiven Bedeutsamkeitund
artikuhert innerhalb des mõglídien Wollin das vier- und
DoNhin. Das Wohin überhaupt wird vorgezei(ilmetdurch das
in einem Worum-willen des Besorgensfestgema(bte Verwei-
sungsganze, innerhalb dessemdas freigebende Bewendenlassen
si(h verweist. Zt4ítdem, was als Zuhandenes begegnet, hat es je
Cine Bewandtnis bei einer Gegend. Zur Bewandtnisganzheit,
die das Sem des umweltli(h Zuhandenen ausma(ht, gehõrt
gegendhafte Raumbewandtnis. Auf derem Grunde wird das
Zuhandene nada Forra und Ri(htung voründlich und bestimm-
bar. Je na(h der mõglidien Dur(hsi(htigkeit der besorgenden
Umsicht ist mit dem faktis(hen Seja des Daseinsdas inner-
weltlidi Zuhandene entfemt und ausgeri(!htet.
Das für das In-der-Welt-seja konstitutive Begegnenlassen
des innerweltli(!h Seiendenist ein»Raum-geben«. Diesel
»Raum-geben«,
das wü audi .Eínrãumen
nennen,ist das
Freigeben des Zuhandenen auf reine Rãumlichkeit. Dieses
Einrãumen ermõghdl{ als entdedlendeVorgabe einer mõg-
lidien bewandtnisbestixnmtenPlatzganzheit die jeweilige fak-
tische Orientierung. Das Dasein kann als umsi(htiges Besorgen
der Welt nur deshalbum-, weg- und »einrãumen«,
weil zu
seinem In-der-Welt-sela das Einrãumen -- als Exístenzial
verstanden-- gehõrt.Aber ceder steht die je vorgãngig ent-
deckte Gegend,no(b íiberhaupt die jeweilige Rãumlidikeit
ausdrückli(b im Blidt. Sie ist an sida in der Unauffãlligkeit
des Zuhandenen, in dessem Besorgen die Umsicht aufgeht, für
diese zugegen. Mit dem In-der-Welt-sela ist der Raum zu-
SER E TEMPO

dimensóes. Nessa abertura imediata, o espaço ainda permanece oculto como


onde de uma ordenação métrica de localizações e uma determinação de
lugares-próprios.Aquilo-em-relação-a-que o espaçoé previamente descober-
to no Z).zsei#já mostramos como o fenómeno da região. Entendemo-la como
o aonde da possível pertinência da conexão-instrumental utilizável que deve
poder vir-de-encontro como des-afastadodirecionado, isto é, no seu lugar-
próprio. A pertinência sedetermina a partir da significatividade constitutiva
do mundo e articula, no interior do possível aonde, o para'aqui e o para'lá.
O aonde em geral é previamente-delineado pelo todo-de-remissões fixado em
um em-vista-de-quê do ocupar-se, no interior do qual o deixar-que-se-con-
junte pondo-em-liberdade move-se nas suas remissões. O gwe vem-de-encontro
como utilizável tem cada vez uma conjuntação junto a uma região. À totali-
dade-da-conjuntação
constitutiva do ser do utilizável do-mundo-ambiente
pertence uma conjuntação-espacial regional. Sobre seufundamento, o utilizá-
vel pode ser encontrado e determinado segundo forma e direção- Com o ser
factual do Z)aiei#, o utilizável do-interior-do-mundo é cada vez des-afastado
e direcionado segundo a possível transparência do ver-ao-redor ocupado.
Deixar que o ente do-interior-do-mundo venha-de-encontro, o que é
constitutivo do ser-no-mundo,é um "dar-espaço"Esse"dar-espaço:que de-
nominamos também /zrrwm.zr,é pâr-em-liberdade o utilizável em relação a
suaespacialidade.Como dar prévio descobridor de uma possível totalidade
delugares-próprios,determinada por conjuntação, essaarrumaçãopossibilita
cadavez a orientação factual. Como ver-ao-redor ocupado cona o mundo, o
1).zse/# só pode desfazer o arrumado, dele prescindir ou re-arrumar o ente
porque o "arrumar" entendido como existenciário pertence ao ser-no-
mundo do Z).zieím.Entretanto, nem a região previamente descoberta, nem em
geral a respectiva espacialidade estão expressamente diante dos olhos. A es-
pacialidade está em si na não-surpresa do utilizável, em cuja ocupação o ver-
ão-redor é absorvido. Com o ser-no-mundo o espaçoé
SEIN UND ZEIT

nãchst in diesel Rãunllidlkeit entdeckt. Auf dem Bodes. der


se entdecl(tenRãunllidikeit wird der Raum selbst für das
Erkennenzugãnglidi.
Der Raum ist toederim Subjekt,nodoist die Watt im Raum.
Der Raum ist vielmehr»in« der Welt, safem das für das
Dasein konstitutive In-der-Welt-seja Raum ersdllossenhat.
DerRaum befindet si(b ni(bt imSubjekt, no(b betrachtet dieses
die Welt, >»alsob« sie in einem Raum sei, sondem das ontolo-
gisdi wohlverstandene»Subjekt«, das Dasein, ist .in einem
ursprünglidien Sinn rãumli(b. Und weil das Dasein in der
besdluiebenen Weise râunali(h ist, zbigt si(h der Raum als
Apriori. Diesel Titel besagt nicho se etwas wie vorgãngige
Zugehõrigkeit zu einem zunâdist no(h weltlosenSubjekt, das
einen Raum aus si(h hinauswirft. Aprioritât besagt vier:
Vorgãngigkeit des Begegnensvon Raum(als Gegend)im
jeweiligen umweltli(ben Begegnen des Zuhandenen.
Die Rãumlidlkeit des umsiditig zune(hst Begegnenden kann
für die Umsidit selbst thematis(h undAufgabe der Beredhnung
und Ausmessungwerden,zum Beispiel beira Hausbau und in Í12
der Landvermessung. Mit diesel no(b vorwiegend umsichtigen
'].'hematisierungder Umweltrãunlli(hkeit kommt der Raum an
ihm selbst s(bon in gewisserWeise in den Blidt. Dem se sicb
zeigenden Raum kann das reine Hinsehen nadhgehen unter
Preisgabe der mordem einzigen Zugangsmõglichkeit zum
Raum, der umsi(htigen Beredlmung.Die»formale Ansdiau-
ung« des Raumes entdeckt die reinen Mõgli(bkeiten râum-
licher Beziehungen.liierbei bestehteine Stufenfolgein der
Freilegung des reinen, homogenenRaumes von der reinen
Morphologíe der râumlid].en Gestalten zw Analysis Situa bis
zur hein metros(henWissensdiaft vom Raum. Die Betra(htung
disser Zusammenhãnge gehõrt nidit in diese Untersudiung.t
Innerhalb ihrer Problematik sollteledigh(b der phânomenale

l Vgl. hierzu O. BecÊer,Beitrãge zur phãnomenologis(hen Begründu?g


der Geometüeund ihrer physikalisdlenAnwendungen.JahrbuchBd. VI
(1923), S. 385 #.
StK E TEMPO

de pronto descoberto em sua espacialidade. Sobre a base da espacialidade


assim descoberta, o espaço se torna ele mesmo acessível ao conhecimento.
Nert} o espaçoestámosujeito, nem o mundo estáno espaço.
Ao oposto, o
espaçoé "no" mundo, na medida em que o ser-no-mundo, constitutivo para
o .Dose/#, abriu o espaço. O espaço não se encontra no sujeito, nem este con-
sidera o mundo "como se" este estivesse em um espaço, mas o sujeito, on-
tologicamente bem entendido, isto é, o -Dasein,é espacial em um sentido
originário. E, porque o .Dzzieim
é espacial no modo descrito, o espaçosemos-
tra como .zpriori. Essalocução não significa algo assimcomo unia prévia
pertinência a um sujeito de pronto ainda falto-de-mundo e que projeta um
espaçoa partir de si. Aprioridade significa aqui: o ser-prévio do vir-de-encon-
tro de espaço(como região) no cadavez vir-de-encontro do utilizável no
inundo-ambiente.
A espacialidadedo que de pronto vem-de-encontro no ver-ao-redor pode
se tornar temática para o ver-ao-redor ele mesmo e tarefa de cálculo e medição,
por exemplo, na construção de casase na agrimensura. Com essalematização
da espacialidadedo mundo-ambiente ainda preponderante no ver-ao-redor,
o espaço em si mesmo de certo modo já vem se pâr diante dos olhos. O espa-
ço que assim se mostra pode ser agora objeto de consideração pura, ao preço
de abandonar a única possibilidade anterior de acesso ao espaço, o cálculo do
ver-ao-redor. A "intuição formal" do espaço descobre aspossibilidades puras
das relações espaciais. Aqui há uma série de gradações no pâr-em'liberdade o
espaçopuro hoinogêneo, a começar da nlor6ologia pura das figuras espaciais,
passandopela /za.z/7sisii/ai até a ciência métrica pura do espaço O exame
dessesencadeamentos não cabe nesta investigação:. Dentro de sua problemá-
tica dever-se-ia unicamente

=E.a essetespe\to Q. Becket,Beitrãge zllr pbZitlomenoLogiscben


Bergrilndung der Germe
fr/e zl d i&rer páysíÉz/zsfbe H e d agem [Concribuições à fundamentação renome
nológica da geometria e de seusempregos flsicosl. Anuário, vol. VI (1923), pp. 385 ss.

3z5
SEIN UND ZEIT

Bodes ontologisdi fixiert werden, auf dem die thematis(he


Entded(ung und Ausarbeitung desreinen Raumesansetzt.
Das umsi(btsfreie,nur no(h hinsehendeEntde(kendes
Raumes neutralisiert die umweltlidien Gegenden zu den reinen
Dimensionen. Die Plãtze und die umsiditig orientierte Platz-
ganzheit deszuhandenenZeugssinken zu einer Stellenmannig-
faltigkeit für beliebige Dirige zusammen.Die Rãunüichkeit des
innerweltlidi Zuhandenenverliert mit diesemihren Bewandt-
nis(harakter.Die Welt geht desspezifisdl.Umhaften verlustig,
die Umwelt wird zur Naturwelt. Die»Welt« als zuhandenes
Zeugganzes wird verrãuinlicht zu einem Zusammenhang von
nur noch vorhandenen ausgedehnten Dingen. Der homogene
Naturraum zeigt síchnur auf dem Wcge einer Entdeckungsart
des begegnenden Seienden, die den Charakter einer spezifi-
s(hen EnfzueZfZíchzzng
der WeltmãJ3igkeit des Zuhandenen hat.
Dem Dasein wird gemã13seinem In-der-Welt-sem je sdion
entdedüer Raum, obzwar unthematisch, vorgegeben. Der
Raum an illm sclbst dabncgenbleibt hinsichtlidi der in ihm
bes(!hlossenen
reinen Mõglichkeiten des puren Rãuinlichseins
von etwas zune(hst nodo verdeckt. Da13 der Raum sida wesen-
haft ín einer Prezazeigf, entscheidetnodonicht über die Art
scinesSeins. Er b].aucllt nicht die Seinsart eines selbst râumlidi
Zuhandenen oder Vorhandenen zu haben. Das Sela des
Raumeshat auch nicht die Seinsart des Daseins.Daraus, daJ3
das Sem des Raumes sqlbst ni(ht in der Seinsart der res extensa
begriffen werden kann, folgt weder, daJ3er ontologis(h be-
stimmt werden muJ3 als »Phãnomen« dieser res -- er wãre
im Sem nicho von ihr unterschieden -- nodo gar, daB das Sem
des Raumes dem der res cogitans gleidigesetzt und als blo13
»subjektives« begriffen werden ](õnnte, von der Fragwürdig-
keit des Seios dieses Subjektes ganz abgesehen.
Die bis heutefortbestehende
Verlegenheitbezüglichder
Interpretation des Seios des Raumes gründet nicht se seLF in
einer unzureidienden Kenntnis des Sadigehaltes des Raumes
selbst, als in dem Mangel an einer grundsãtzlidhen l)urch-
SrK E TEMPO

fixar ontologicamente o solo fenomênico sobre o qual se assentama desco-


berta temática e a elaboração do espaço puro-
A descobertado espaçoque, livre do ver-ao-redor, só descobreo espaço
considerando-o diretamente neutraliza as regiões do mundo-ambiente em
puras dimensões. Os lugares-próprios e a totalidade-dos-lugares-próprios do
instrumento utilizável, orientados pelo ver-ao-redor, afundam numa multi-
plicidade-de-lugares para coisasquaisquer.Com isto, a espacialidadedo uti-
lizável do-interior-do-mundo perde o seu caráter-de-conjuntação. O mundo
perde o que tem de especificamenteambiental e o mundo-ambiente se torna
mundo-da-natureza. O "mundo': como todo-instrumental utilizável, especia-
liza-se numa conexão de coisas extensas não mais do que subsistentes. O
homogêneo espaço-da-natureza só se mostra pelo caminho de um modo-de-
descobertado ente que-vem-de-encontro, o qual tem o caráter de uma espe-
cífica desm /zd@cfáo da conformidade-a-mundo do utilizável.
Conforme o seu ser-no-mundo, ao -D'zseimjá é previamente dado cada
vez um espaço já descoberto, se bem que de modo atemático. O espaço em si
mesmo permanece ao contrário encoberto de imediato quanto às possibili-
dadespuras da mera espacialidadede algo que ele contém. Q.ue o espaçoie
mãos/re
essencialmenteem m zmazzdo ainda nada decide sobre o seu modo-
de-ser. Ele não necessita ter o modo-de-ser espacial do utilizável ou do sub-
sistente.O serdo espaçotambém não tem o modo-de-ser do Z)assim.De que
o ser do espaçoele mesmo não possa ser concebido no modo-de-ser da res
ex/eai.z não decorre nem que ele deva ser ontologicamente determinado como
'fenómeno" dessares -- não se distinguindo dela em seu ser nem muito
menos que o ser do espaço possa ser equiparado ao da res comi/'zmi,podendo
ser concebido como algo meramente "subjetivo'l mesmo que se faça total
abstração do caráter problemático do ser desse sujeito.
A perplexidade que até hoje perdura no referente à interpretação do
serdo espaçonão sefunda tanto ein um insuficiente conhecimento do con-
teúdo-de-coisa do espaço ele mesmo, como na falta de uma transparência
de principia

3z7
SEIN UND ZEIT

sichtigkeit der Mõglichkeiten von Sem überhaupt und derem


ontologis(h begriffli(bcr Interpretation. Das Ente(heidende für
das Verstãndnis des ontologis(hen Raumproblems liegt daria,
die Frade na(h dem Sem desRaumes aus derEnge der zufãllig
verfügbaren und überdies meist rohen Seinsbegriffe zu befreien
und die ProblematikdesSeinsdesRaumesim Hlinblickauf
das Phãnomen selbst und die verschedenen phãnomenalen
Rãumli(bkeitenin die Ri(htung der Aufklãrung der Mõg-
lichkeiten von Sela überhaupt zu bringen.
Im Phánomen des Raumes kann weder' die einzige, noch
audi die unter anderen primãre ontblogls(he Bestunmtheit
des Sejas des iimerweltlichen Seienden gefunden werden. Noch
weniger konstituieH er dasPhãnomender Welt. Raum kann
erst im Rüdlgang auf die Welt begriffen werden. Der Raum
wird nicho allein erst durei die Entweltli(hung der Umwelt
zugãnglich, RãumJichkeit ist überhaupt nur auf dem Grunde
von Welt entdeckbar,se zwar, daJ3der Raum die Welt do(h
mílkonstituiert, entspre(hend der weseilhaften Rãuinlichkeit
des Daseins selbst hinsiditli(h seíner Grundverfassung des
In-der-Welt-seios.
SER E TEMPO

das possibilidades de ser em geral e de sua interpretação conceitual ontológi-


O decisivo para o entendimento do problema ontológico do espaço reside
em livrar a pergunta pelo ser-do-espaçoda estreiteza dos conceitos-de-ser
ocasionalmentedisponíveis, e não raro toscos, trazendo a problemática do
serdo espaço para a perspectiva do fenómeno ele mesmo e das diversas espa'
cialidades fenomênicas e dirigindo a problemática do ser do espaçopara a
elucidação das possibilidades de ser em geral.
No fenómeno do espaçonão podem serencontradas nem a única deter-
minidade ontológica do ser do ente do-interior-do-mundo, nem também a
determinidade que é primária em relação às outras. Menos ainda o espaço
constitui o fenómeno do mundo. O espaço só pode ser concebido em refe-
rência ao fenómeno do mundo. O espaço também não se torna acessível
unicamente pela desmundificação do mundo-ambiente, a espacialidade só
pode ser descoberta em geral sobre o fundamento de mundo e isto de modo
que o espaçococonstitua, no entanto, o mundo, em correspondência com a
essencial espacialidade do -Daieim ele mesmo quanto a sua constituição fun-
damental do ser-no-mundo.

3z9
VIERTES KAPITEL
Das In-der-Welt-sem als Mit- und Selbstsein
Das >>Man«

Die Analyse der Weltlidüeit der Welt bradite stãndig das


ganze Phãnomen des In-der-Welt-seins in den Blick, oLHe daB
dabei alle seine konstitutiven Momente in der gleidien phãno-
menalen Deutli(bkeit zurAbhebung kamen wie das Phânomen
der Welt selbst.Die ontologischeInterpretation der Welt im
Durchgang dur(h das innerweltli(h Zuhandene ist vorange-
stellt, weíl das Dasein in seiner .AJltãgli(hkeit, hinsiditlidi
derer es stãn(]igesTrema bleibt, ni(ht nur überhaupt in einer
Welt ist, rondem sich in einer vorherrschendenSeinsart zur
Welt verhãlt. Das Dasein ist zunãdist und zumeist von seiner
Welt benommen. Diese Seinsart des Aufgehens in der Welt
und damit das zugrundeliegende In-Sem überhaupt bestimmen
114 wesentli(ih das Phãnomen, dem wir jetzt na(hgehen mit der
Frage: wer ist es,der in der A]]tâg]i(]ikeit dasDaseinist? Alce
Seinsstrukturen des Daseins,mithin audl. das Phãnomen, das
auf dieseWer-frage antwortet, sind Weisen seinesSelas. Ih'e
ontologis(he Charakteüstik ist eine existenziale.Daher bedarf
es der rediten Ansetzung der Fraga und der Vorzei(]mung des
Weges,auf dem eín wei+ererphãnomenalerBezirk der Alltãg-
[i(]ikeit des Daseinsin den B]idt gebradat werden so]]. Die
Na(hforschung in der Richtung auf das Phãnomen, dur(!b das
sidadie Frase nacli dem Wer beantwortenlaBt, führt auf
Strukturen des Daseins, die mit dem In-der-Welt-sem grei(h
urspriingli(h sind: das Mífseín und Mífdaseín. In diesel Seins-
art gründet der Modus des alltâgli(hen Selbstseins, dessen
Explikation das sictitbar macht, was wir das »Subjekt« der
Alltãglidikeit nennen dürfen, das/tlan. Das capitel über das
»Wer« des durchschnitüi(henDaseinshat demnadi folgende
Gliederung: í. der Ansatz der existenzialenFrade nada dem
íIT TA nT(l f' A DTTT TT o
qq(V4 AZ\X V VARA X + V HV

O ser-no-mundo como ser-com e como ser-si-mesmo


"A-gente"

Embora a análise da mundidade do mundo tenha mantido constantemente à


vista o todo do fenómeno do ser-no-mundo, não pâs em relevo, contudo,
todos os seus momentos constitutivos com a mesma clareza fenomenológica
dada ao fenómeno do inundo ele mesmo. A interpretação ontológica do
mundoefetuou-seatravésda interpretaçãodo utilizável do-interior-do-mun-
do, porque o -Daieim em sua cotidianidade em relação à qual ele permane-
ce o tema constante -- não só estáem geral em un] mundo, luas se comporta
em suarelaçãoao mundo segundo um modo-de-ser predominante. De pron-
to e no mais das vezes, o l)atei/z é tomado por seu mundo. Esse modo-de-ser
da absorção no mundo e, por conseguinte, o ser-em geral no qual se funda
essemodo-de-ser determinam essencialmenteo fenómeno que agora exami-
námos, perguntando: gz/em é o Z).zsei# na cotidianidade? Todas as estruturas-
do-ser do Z)assim e, assim também, o fenómeno que responde a essapergunta
pelo quem são modos do seu ser.Sua caracterização ontológica é um existen-
ciário. Por isso a necessidade de uma correra proposição da pergunta e de que
sejatraçado o caminho pelo qual fique visível essenovo âmbito fenomênico
da cotidianidade do -Dózieím.
A pesquisadirigida ao fenómenopelo qual se
pode responder à pergunta pelo quem conduz a estruturas do Z)aieim que são,
como o ser-no-mundo, de igual originariedade, a saber,o ier'rom e o -Daieim-
cam. Nesse modo-de-ser se funda o modzli do cotidiano ser-si-mesmo, cuja
explicaçãotorna visível o que nos permitimos denominar de o "sujeito" da
cotidianidade: .z'ge/z/e.O capítulo sobre o "quem" do -Z)aieinmediano tem,
pois, a seguinte articulação: 1. A proposição da pergunta existenciária pelo
SEIN UND ZEIT

Wer des Daseins ($ 25) ; 2. das Mitdasein der Anderen und das
alltãglidxc Mitsein ($ 26); 3. dasulltiiglidic Sclbstscinund das
M- (S 27).

S 21. Der .4nsatz der elistenziaten Fraga naco dem Wer


des Daeirrl.s

Die Antwort auf die Frade, wer diesel Seiende(dasDasein)


je ist, wurde s(heinbarbei der formalenAnzeige der Grund-
bestimmtheiten des Daseins(vgl. S 9) s(hon gegeben. Dasein
ist Seiendes,dasje idh selbstbin, dashein ist je meines.Diese
Bestimmung zeígt eine ontoZogísc&e Verfassung an, aber audi
nur das. Sie enthâlt zugleidh die ontísche -- obzwar robe --
Angabe,daJ3je ein Idi diesesSeiendeist und ni(htAndere. Das
Wer beantwortet si(h aus dem l(h selbst, dem »Subjekt«, dem
>,Selbst«. Das Wer ist das, was sida im We(!hsel der Ver-
haltungen und Erlebnisseals Identis(hesdunbhãlt tmd si(b
darei auf diese Mannigfaltigkeit bezieht. Ontologisdi. ver-
stehen wir es als das in einer gescl)lossenenRegion und für
diese je sdion und stãndig Vorhandene, das in einem vorzüg-
li(hen Sinne zum Grunde liegende, als das Szzbjeczum.Dieses
hat als Selbigesin der vielfãltigen Andersheitden Chuakter
des Seibst. 31an mag Seelensubstanz ebemo XNSe Dinghd)keit
des Bewu13tseins und Gegenstãndlidlkeit der Person ablehnen,
ontologis(h bleibt es bei der Ansetzung von etwas, dessenSem
ausdrückli(h odes ni(ht den Sixln von Vorhandenbeit behãlt.
Substanzialitãt ist der ontologis(he Leitfaden für die Bestim-
mung des Seienden, aus dem her die Werfrage beantwortet
wird. Dasein íst unausgesprochen im vorllinein als Vorhan-
denesbegri#en. In jedem Falle impliziert die Unbestinimtheit IÍ5
seinesSeinsinimer diesenSeios-sina.Vorhandeiüeit jedodi ist
die Seinsart eines ni(bt-daseinsmãJ3igen Seienden.
Die ontis(he Selbstverstãndlicllkeit der Aussage, daJ3i(h es
bin, der je das Dasein ist, darf ni(ht zu der Meinung verleiten,
es sei damit der Weg einer ontologisdien Interpretation des
SEK E TEMPO

quem do -Dajejm ($ 25); 2. O -D'zifim-com dos outros e o cotidiano ser-com


($ 26); 3. O cotidiano ser-si-mesmoe a-gente ($ 27)

$ 2S. .Aproposiçãoda pergunta existenciária pelo quemdo l)aseln

A respostaà pergunta sobre quem é esseente (o -Daieim)aparen:ementejá


foi dada cada vez na indicação formal das determinidades fundamentais do
Z),ZJej#(cf. $ 9). O Z).zse/# é o ente que sou cada vez eu mesmo, seu ser é cada
vez o meu. Essadeterminação moi/xn uma constituição am/o/(eira, mastam-
bém só isso. Ela contém ao mesmo tempo a indicação ó/z//c ainda que
fosca-- de que esseente é cada vez um eu e não algo distinto. A pergunta
pelo quem se responde a partir do eu ele mesmo, do "sujeito: do si-mesmo.
O quem é aquilo que, na mudança dos comportamentos e das vivências, se
mantém como idêntico e assim se relaciona com essamultiplicidade. Onto-
logicamente o entendemoscomo aquilo que, numa região fechada e para ela,
já é cada vez e constantemente um subsistente, como aquilo que, em sentido
eminente,subjazno fundo de tudo o mais,isto é, como o szíóyec/
m. Este,
como o mesmo em meio à multíplice alteridade, tem o caráter do si-meszzzo.
Embora se rejeite a ideia da substância-da-alma,do mesmo modo que a coi-
sidadeda consciência e a objectidade da pessoa,ainda se pode seguir inter-
pretando o sujeito ontologicamente como algo cujo ser conserva, express''
mente ou não, o sentido de subsistência. A substancialidade é o fio-condutor
para a determinação do ente a partir do qual se responde à pergunta pelo
quem. De modo inexpresso, o -D,zseiné de antemão concebido como subsis-
tente. Em todo caso, a indeterminidade do seu ser implica sempre esse sen-
tido-de-ser. Subsistênciaé,contudo, o modo-de-ser de uin ente não-conforme
ao-l)asein.
O caráterântico de algo-que-pode-ser-entendido-por-si-mesmoda afir-
mação dizendo que "eu sou o que cada vez o Z)assimé" não deve, porém, levar
à opinião de que, com isso, o caminho de uma interpretação ontológica do
SEIN UND ZEIT

se»Gegebenen<. unmiJ3verstãndli(b vorgezei(11met.Frágil(h


bleibt segar,ob au(h nur der ontis(beGehalt der obigen Aus-
sage den phãnomenalen Bestand des alltãgh(benDaseins ange-
messenwiedergibt. Es kõnnte sem, daJ3das Wer des alltãg-
lidien Daseinsgeradoníc/tt je ich.selbstbin.
Soll die phãnomenale Aufweisung aus der Scinsart des
Seienden selbst bei der Gewinnung der ontisch-ontologisdien
Aussagenden Vorrang behalten audi vor den selbstverstãnd-
licbsten und von jeher üblidien Antworten und den aus diesen
geschõpften Problemstellungen, dana muB die phãnomenolo-
gische Interpretation des Daseins bezüglich der jetzt zu stellen-
den Frage vor einer Verkehrung der Problematik bewahrt
bleiben.
Widerstrebt es ater nidit den Regemaller gesundenMetho-
dik, wezmsi(h der AnsatzeinerProblematik
nidit an die
evidentes Gegebenheitendesthematisdien Gebieteshall? Und
was ist unbezweifelbarerals die Gegebenheitdes Idi? Und
liegt in diesel Gegebenheit
nidtt die Anweisung,zu Zwe(ken
seiner ursprünglichen Hlerausarbeitung von agem sonsano(h
»Gegebenen«abzusehen,nicht nur von einer seienden»Welt«,
rondem au(h vom Sem anderer»adie«? Viellei(ht ist in der
Tat das, was diese Art der Gebung, das schlidite, formale,
reRektive l(hvemehmen gibt, evident. Diese Einsi(ht õflnet
segar den Zugang zu eincr eigenstãndigen phãnomenologisdien
Problematik, die als »formale Phãnomenologie dcs Bewu13t-
seins«ihre grundsãtzlicHe, rallmengebende Bedeutung hat.
Im vorliegenden Zusammenhangeiner existenzialen Analy-
tik des faktisdxenDaseinserhebt sich die reage, ob die
genannte Weise der Gebung des l(h das Dasein in seiner All-
tãglidlkeit erschlieJ3t, Menu sie es überhaupt ers(ililieJ3t. lst es
denn a priori selbstverstãndlida,daJ3der Zugang zum Dasein
Cine sdlili(ht vernehmende Reflexion auf das Idi von Akten
sem muB? Wenn diese AI't der»Selbstgebung« des Daseins
für die existenzialeAnalytik eine Verführungwâre und zwar
Cine solche,die im Sem desDaseins selbst gründet? Vielleicht
SXK E TEMPO

"dado" dessaforma estejapreviamente delineado, livre de todo mal-entendi-


do. Problemático permanecemesmoo fato de se o referido conteúdo ântico
da proposição reproduz adequadamenteo que é fenomenicamente dado no
Z),ZJe/7z
cotidiano. Poderia acontecerque o quem do -D/zseim
cotidiano máa
fosseprecisamente o que sou cada vez eu mesmo.
Se,na obtenção dos enunciadosântico-oncológicos, o mostrar fenomê-
nico a partir do modo-de-ser do ente ele mesmo deve manter a precedência,
mesmo diante das respostas que mais-se-entendem-por-si-mesmas e são as
maisusuaise diante das proposições de problemas que delasderivam, então
a interpretação fenomenológica do -Z)assim,no que se refere à pergunta que
ora fazemos, deve ser preservada de um desvio que ameaça a problemática.
Mas a formulação de uma problemática que não se atém aos dados evi-
dentes do seu domínio temático não contraria as regras de todo método sadio ?
E que é mais indubitável do que a datidade do eu? E não reside nessa datida-
de a indicação de que, para sua originária elaboração se deve prescindir de
qualquer outro "dado': a saber, não só de um "mundo" sendo, mas também
do ser dos outros "eus"?Talvez o dado nesse modo de se dar, que é a percep-
ção simples, formal e reflexiva do eu-percipiente, seja evidente. Essa percepção
abre mesmo o acessoa uma problemática fenomenológica autónoma que,
como "fenomenologia formal da consciência': tem sua significação de princí-
pio e um quadro.
No presentecontexto de uma analítica existenciária do D sei factual
surgea pergunta sobre se o referido modo de o eu se dar abre o -D.zieimem
sua cotidianidade, supondo-se que em geral o abra. Ê acaso algo ZPriori e que
se-entende-por-si-mesmoque o acessoao Z)aieiw deve ser uma simples reflexão
percipiente do eu de fitos? E se essemodo de o -DaieZm"dar-se-a-si-mesmo'
fossepara a analítica existenciária uma tentação, precisamente fundada no ser
do .D.ziei7z
ele mesmo?Talvez

33 5
HEIN UND ZEIT

saga das Dasein im nãchsten Anspredien seiner selbst ilnlller:


idi bin es und am Ende dana am lautesten,Menu es diesel
Seiende »nicht« ist. Wenn die Verfassung des Daseins, daIS
es je meines ist, der Grund dafür wãre, dais das Baseia 116
zune(hst und zumeist nícht es seZbstíst? Wenn die existenziale
Analytik init dem oben genannten Ansatz bei der Gegebenheit
des Idi dem Dasein selbst und einer naheliegenden Selbstaus-
legung seiner gleidisam in die Falte liefe? Wenn si(h ergeben
sollte, daB der ontologisdie Hlorizont für die Bestimmung des
in scHiditer Gebung Zugãngli(hen grundsãtzhdi unbestilnmt
bleibt? Man kann wohl immer ontis(ü reditmã13igvon diesel
Seienden sagen, daIS »1di« es bin. Die ontologis(!be Analytik
jedoch,die von sol(henAussagenGebraudi madit, muB sie
unter grundsãtzlidieVorbehalteste1len.Das »lch« dará nur
verstanden werden im Sinne einer unverbindli(hen /ormaZen
.4nzeíge von etwas, das im jeweiligen phãnomenalen Seins-
zusammenhang vieUeicht si(h als sem»Gegenteil« enthüllt.
Dabei besagt dana »Nidit-ldi<( keineswegs se vier wie Seien-
des, das wesenhaft der »Idlheit« entbehrt, sondem meint
eine bestimmte Seinsart des »Idi« selbst, zum Beispiel die
Selbstverlorenheit'.
Aber auch die bisher gegebene positive Interpretation des
Daseinsverbietet schon den Ausgang von der formalen Gege-
benheit des Idi in Absi(ht auf eine phãnamenal zureidiende
Beantwortung der Werfrage. Die Klârung des In-der-Welt-
seinszeigte,daISni(ht zune(hst»ist«und au(ii nie gegebenist
ein bloBes Subjekt oLHe Welt. Und se ist am onde ebenso-
wenig zunâdist ein isoliertesl(h gegebencine die Anderen.t
Wenn aber »die Anderen«je schonim In-dcr-Welt-semmít

í Vgl. die phânomenologisdien Aufweísungen von M. S(&eZer,Zw


Phãnomenologie und Theorie der Sympatliiegefüllle, 1913, Anhang
S. 118 ff.: ebenso die 2. Aufl. untar dem Titel: Wesen und Formem der
Sympathie, 1923,S. 244 ff.
a Odes gerade audl edita Se]bstheit gegenüber der e]enden ](]üi(hkeit.
'1

SER E TEMPO

o Z)ajein na interrogação imediata, diga sempre "eu sou isso" e, afinal, talvez o
diga ainda mais alto quando "não" é esseente. E se a constituição pela qual
o .Dose//zé cada vez meu fosse o fundamento de que o /)airi# de pronto e no
mais das vezes /záo é e/e zmesmo?E se, ao tomar como ponto'de-partida a re
ferida datidade do eu, a analítica existenciária caíssenuma como que armadi-
lha do próprio Z)atei/z e de sua imediata interpretação-de-si? E se devesse
ocorrer que o horizonte ontológico para a determinação do acessívelno sim-
ples dar-se per":anecesse indeterminado em seu princípio ?.Pode-se sempre
muito bem dizer sobre esseente, em termos onticamente justificáveis, que
"eu" o sou. Contudo, a analítica ontológica, ao empregar essasproposiçoes,
deve fazê-lo com reservas de princípio. O "eu" somente deve ser entendido
no sentidode um como / d/radar.#ormzz/ e indiferente de algo que, em sua
concreta conexão-de-serfenomênica, talvez se desvendecomo o "oposto" do
que parecia. "Não eu" de modo algum significa um ente essencialmente "fal-
to-de-eu" [der "lcbbe//" em/Z'eÃrf:
privado de "egoidade"], massignifica um
determinado modo-de-ser do "eu" ele mesmo, por exemplo, a perda-de-si-
mesmo
Mas, também, a interpretação positiva que até agora se deu do Z)ajejm
já proíbe o partir da datidade formal do eu no intuito de obter uma resposta
fenomenicamentesuficiente para a pergunta-do-quem. A elucidação do ser-
no-mundo mostrou que não "é" dado de pronto nem nunca se dá um mero
sujeito sem mundo. Do mesmo modo que também não há afinal de pronto
um eu isolado que se dê sem os outros'. Mas se "os outros" já são cada vez "a/
com, no ser-no-mundo,

%: :ll: H; ;l HÇ U
der Sg7np.z/óleIEssênciae formas da simpacia], 1923, PP- 244 ss.

Ou precisamente também o autêntico ser-do-si-mesmo diante do miserável ser-do-eu.

337
SEIN UND ZEIT

da sina, dann dará audi diesephãnomenale Feststellung ni(bt


dazu verleiten, die ontoZogís(ize Struktur des se »Gegebenen«
für selbstverstãndli(h und einer Untersu(Lung unbedürftig zu
halten. Die Aufgabe ist, die Art diesel Mitdaseins in der
nãdlsten Alltãglidlkeit phãnomenal sidltbar zu machen und
ontologis(h angemessen zu intel'pretieren.
Wie die ontisdle SelbstverstãndlidikeítdesAn-si(h-seinsdes
innerweltlidz Seiendenzur Uberzeugung von der ontologlsdien
Selbstverstêindli(hkeit des Sinncs diesel Seins verleitet und das
Phãnomen der Welt übersehenlã13t,sebirgt audl. die ontisdie
Selbstverstãndli(hkeit, daJ3das Dasein je meines ist, Cine mõg-
liche Verfüh'ung der zugehõrigen ontologis(hen Problematik
in sida. Zunãc/zst ist das Wer des Daseins ni(ht nur ontoZogíscÀ
ein Problem, rondem esbleibt audi ontls(ü verdeckt.
117 lst denn nun ater die existenzial-analytis(he Beantwortung
der Wer-frage überhaupt oLHe Leitfaden? Keineswegs.Aller-
dings fungiert als sol(her von den oben($S 9 und 12) gege-
benen formalen Anzeigen der Seinsverfassung des Daseins
nichose seLFdie bisher besproüene, als vielmehr die, wonadt
die »Essenz«des l)aseins in seiner Existenz gründet. P7enn
das »lch.« eira essentieUeBestunmtheü des Dasein.sist, dana
mzzP síe ezísfenzíaZ !nterpretíert zoerden. Das Wer ist dana
nur zu beantwortenin der phãnomenalenAufweisung einer
bestimmten Seínsart des Daseins.Wenn das Dasein je nur
elístlerend sem Selbst i$t, dana verlangt die Stândigkeit des
Selbst ebensasehr wie reine mõgliche »Unselbstãndigkeit«
eine existenzial-ontologische Fragestellung als den allein ange-
messenen Zugang zu seiner Problematik.
Soladas Selbst aber»nur« als eine Weise des Seins dieses
Seienden bege:iffen werden, dana scheint das dodi der Ver-
ílüchtigung des eigentlichen»Kernes« des Daseins grei(hzu-
kommen. Sol(he Befürditungen nÊih'ensich aber von der ver-
kehrten Vormeinung, das frágil(he Seiendecabe im Grande
docadie SeinsarteinesVorhandenen,mag man von ihm auch
das Massive eines vorkommenden Kõrperdinges fernhalten.
SER E TEMPO

então, essaconstatação fenomênica não deve fazer que se tome a estrutura


a /o/(kir do queé "dado"por algo-que-se-entende-por-si-mesmo
e que
dispensauma maior investigação. A tarefa consiste em tornar fenomenica-
mentevisível,na imediata cotidianidade, o modo desseser-"aí"-com,inter-
pretando-o ontologicaJnente de modo adequado.
Assim como o ser-em-si do ente do-interior-do-mundo, tomado como
algo-que-se-entende-onticamente-por-si-mesmo,leva à convicção de que o
sentido do ser é ontologicamente algo-que-se-entende-por-si-mesmo, fazen-
do que se passepor cima do fenómeno-do-mundo, assim também que o
Z).zieimseja cada vez meu, como algo-que-se-entende-onticamente-por-si-
mesmo,contém em si um possível extravio da problemática ontológica cor-
respondente.Z)e imed/ara, o quem do -D.zse/mnão é só o /a/agir'ámen/eum
problema, maspermanecetambém om//czme /e encoberto.
Isso significa então que a resposta da análise existenciária à pergunta pelo
quem não teJnem geral um fio-condutor? De modo algum. Na verdade,
dentre as indicações formais da constituição-de-ser do Z).zieimque demos
anteriormente ($ 9 e $ 12), a que funciona como tal não é tanto aquelade que
até agora falamos, mas, ao contrário, a indicação de que a "essência" do Z).zieim
sefunda em suaexistência.Seo 'kzó"Zz/made/erma Z2 de essec/a/do Dasein,
entãoeLedeveserinterpretado acistenciariavnente.t.ntâa, Q(irem só encontra
respostano mostrar fenomenicamente um determinado modo-de-ser do
Z)ase/zz.
Se o D/zse/zzsomente edis/i do é cada vez seu si-mesmo, então a cons-
tância do si-mesmo tanto quanto sua possível "não-constância" exigem que
seja proposta uma questão ontológico-existenciária como o único acesso
adequado à sua problemática.
Mas se o si-mesmo "só" deve ser concebido como um modo do ser desse

ente, isto parece equivaler a uma volatilização do verdadeiro "núcleo" do


/)aiein. Mas tais receiossenutrem da distorcida opinião preconceituosade
que o ente interrogado teria no fundo o modo-de-ser de um subsistente,
mesmo que seja longe do compacto de uma coisa corporal ocorrente.

339
HEIN UND ZEIT

Areia die »Substanz«desMensdien ist ni(ht der Geist als die


Synthesevon Sede und Leib, sondem die E=istenz.

S26. Dm Mitdasein der .Anderertund dm aatàglicheMitsein

Die Antwort auf die Frage nada dem Wer des alltãgh(hen
Daseins soll in der Analyse der Seinsart gewonnen werden,
daria das Daseinzune(ihstund zumeistsí(h halt. Die Unter-
su(bung nimmt die Orientierung am In-der-Welt-seja, durdi
welche Grundverfassung des Daseins jbder Modus seines Seins
mitbestiinmtwird. Wennwir init Redil sagten,dul(b die
vorstehende Explikation der Welt seien au(h sdion die übrigen
Struktunnomente des In-del-Welt-seios in den Blí(k gekom-
men, dann muJ3durch sie au(h die Beantwortung der Wer-
frage in gewisserWeisevorbereitet sela.
Die »Bes(}rreibung« der nã(hsten Umwelt, zum Beispiel
der Werkwelt des Handwerken, ergab, daB init dem in A=rbeit
befindlichenZeug die anderen»mitbegegnen«,
für die das
»Werk« bestimmt ist. In der Seinsart dieses Zuhandenen,
das hei13tin seiner Bewandtnis liegt eine weseiJLhafte
Verwei-
sung auf mõglidElleTrãger, denenes auf den»Leib zugeschnit-
ten« sela soU.Imglei(hen begegnetim verwendetenMaterial
der Hersteller odes»Lieferant«desselben
als der, der gut
odesschledit »bedient«.Das Feld zum Beispiel, an dem wir
»drau13en«entlang geben, zeigt si(h als dem und dem gehõrig, 118
von ihm ordentlidl instand gehalten,das benutzteBu(b ist
gekauft bei. . ., geschenkt von . . . und derglei(hen. Das ver-
ankerte BODEam Strand verweist in seinem An-sich-sela auf
einenBekaimten,der damit seineFahrten untemimmt, aber
au(h als )>frelndesBook« zeigt es Andere. Die se im zuhan-
denen, umweltli(hen Zeugzusammenhang»begegnenden« An-
deren werden nidit etwa zu einem zunãdist nur vorhandenen
Ding hinzugedacht, rondem diese »Dirige« begegnen aus der
Welt her, in der sie für die Anderen zuhandensind, welclle
SEK E TEMPO

Entretanto a "szzós/.2aci.z"
do homem não é o espírito como a síntesede
alma e corpo, mas a edis/émcia.

$ 26. O Da.se\n-com dos outros e o cotidiano ser-com

A respostaà pergunta pelo quem do l)aie/m cotidiano deve serobtida na aná-


lise Za modo-de-ser em que o /)atei/z se mantém de pronto e no mais das vezes.
A investigação orienta-se pelo ser-no-mundo, por cuja constituição-funda-
mentaldo Darei todo nzodzzi
do seuser é codeterminado.Sedizíamoscom
razãoque mediante a precedente explicação do mundo já ficavam também vi-
síveisos restantesmomentos estruturais do ser-no-mundo, então a respostaà
pergunta pelo quem deve ter sido de certo modo preparada também por ela.
A "descrição" do imediato mundo-ambiente, por exemplo, do mundo
de trabalho do artesãoresultou em que com o instrumento que se encontra
no trabalho "vêm-de-encontro ao mesmo tempo" os outros aosquais a "obra'
sedestina.No modo-de-ser desseutilizável, isto é, em suaconjuntação, reside
uma remissão essencial a possíveis usuários para cujos corpos o utilizável deve
ser "feito sob medida'l De igual maneira, no material empregado vem-de-
encontro seuprodutor ou "fornecedor" como alguém que "atende" bem ou
atende mal. Por exemplo, o campo, "ao longo do qual" caminhamos, se mos-
tra como pertencente a esteou àquele,como mantido ordinariamente por ele,
o livro que seusa foi comprado em.- presenteadopor.. etc. O barco ancora-
do junto à praia remete, em seu ser-em-si, a um conhecido, que nele faz suas
excursões,mas que, como "barco alheio': aponta para outros Outros que
assim"vêm-de-encontro" na conexão-instrumental utilizável do-mundo-
ambiente, os quais não são como que acrescentados pelo pensamento a algo
que de pronto só subsistisse, mas essas"coisas" vêm-de-encontro a partir do
mundo em que sãoutilizáveis para os outros, mundo que

341
HEIN UND ZEIT

Welt im vorhineinaudt s(honirnmer die reine ist. In der


bisherigen Analise XA,urde der Umkreis des innenreltli(h
Begegnenden zunãdist eingeengt auf das zuhandene Zeug bzw.
die vorhandene Natur, inithin auf Seiendes von niditdaseins-
mã13igem Charakter. Diese Besdrrãnkung war nid].t nw not-
wendig zu Zwedlen der Vereinfadiung der Explikation, ron-
dem vor allem deshalb, weil die Seinsart des innerweltlich
begegnenden Daseins der Anderen sida von Zuhandenheit
und Vorhandenheit untersdieidet. Die Welt des Daseins giba
demna(hSeiendesfrei, das nicht nur von Zeug und Dingen
überhaupt vens(!hiedenist, sondern gemãJ3 seíner SeinsaN aZs
Z)aseínselbst in der Weise des In-der-Welt-seios»in« der
Welt ist, in der es zugleidi innerweltlich begegnet. Dieses
Seiende ist wedervorhandennodtzuhanden, rondem ist se, wíe
dasfreigebende Dasein selbst-- es íst auch und míf da. Wollte
nlan denn s(hon Welt überhaupt init dem innerweltlich Seien-
den identifizieren, dann mü13te man sagen, »Welt« ist au(h
Dasein.
Die Charakteristik desBegegnens der .Jnderen orientiert sida
se aber do(h wieder am je eígenerzDasein. GELEnicho au(h sie
von einer Auszeichnung und lsolierung des )>1(h«aus, se daJ3
dann von diesel isolierten Subjekt ein Ubergang zu den
Anderen gesudlt werden mu13?Zur Vermeidung diesel MÍJ3-
verstãndnissesist zu beachten, ín welchem Sinne vier von »den
Anderen« die Rede ist. »Die Anderen« besagt nicho soviel
wie: der ganze Rest der' (Jbrigen auBer mir, aus dem si(h das
Idi heraushebt, die Anderen sind vielmehr die, von denen man
selbst sich zumeist nícht unterscheidet, unter denen man audi
i$t. Dieses Auch-da-sem mit ihnen hat ni(ht ãen ontologis(ben
Charakter eines »Mit«-Vorhandenseins innerhalb einer Welt.
Das »Mit« ist ein DaseinsmãBiges,
das »Audi« meint die
Gleidlheit des Seios als umsichtig-besorgendes
In-der-Welt-
sein. »Mit« und »Audi« sind ezísfenzíaZ und ni(ht katego-
rial zu verstehen.Auf dem Grunde diesesmít/za/[en In-der-
Welt-seinsist die Welt je s(honimmer die, die ich mit den
SER E TEMPO

de antemão já é sempre também o meu. Na análise feita até agora, o âmbito


do que de pronto vem-de-encontrono-interior-do-mundo ficou restrito pri-
meiramente ao instrumento utilizável ou à natureza subsistence, a entes, pois,
que não-têm-conformidade-de-caráter com o -Dúsei#.Essalimitação era ne-
cessárianão só a fim de simplificar a explicação, mas sobretudo porque o
modo-de-ser da utilizabilidade e da subsistência se distingue do modo-de-
ter do -D.zjeimdos outros que vêm-de-encontro no-interior-do-mundo. O
mundo do l).zie;n põe-em-liberdade, por conseguinte, um ente que é nãa
somentediverso do instrumento e das coisas em geral, mas, conforme o seu
modo-de-ser como Z)aiein, é ele mesmo "no" mundo, no modo do ser-no-
mundo,em queeleao mesmotempo vem'de-encontrono interior-do-mundo.
Esseente não é nem utilizável, nem subsistente, mas, .ziiim comoc2Z)assimque
ele mesmo põe-em-liberdade -- é eZe/amZ'ém e comrom//.z/z/eme /e ';zzí': Se se
quisesse,pois, identificar o mundo em geral caiu o ente do-interior-do-mun-
do, dever-se-iadizer então: "mundo" é também ,Dasein.
Mas a caracterização do vir-de-encontro dos owzroi é de novo orientada
pelo D'zie/m cada vezpróPrio. Também ela não parte de um "eu" destacado e
isolado, devendo-se procurar depois uma passagempara os outros? Para evi-
tar essemal-entendido é preciso atender ao sentido que tem aqui "os ou-
tros". "Os outros" não significa algo assim como o todo dos que restam fora
de mim, todo do qual o eu sedestaca,sendoos outros, ao contrário, aqueles
dos quais a-gente mesma máo se diferencia no mais das vezes e no meio dos
quaisa-gente também está. Essetambém-ser-"aí" com elesnão tem o caráter
ontológico de um ser-subsistente-"com"no interior de um mundo. O "com'
é uin conforme-ao--D.zieim,que "também" significa a igualdade do ser colho um
ser-no-mundo do ver-ao-redor-ocupado. "Com" e "também" devem ser enten-
didos como exii/ezzriáriaie não como categoriais.Sobre o fundamento desse
c:omno ser-no-mundo, o mundo já é semprecada vez o que eu partilho com

}43
SEIN UND ZEIT

Anderen teime.Die We]t des Daseins ist ]WifweZt.Das In-Seja


ist JWilseíninit Anderen. Das innerwelth(he Ânsia)sem diesel
ist Mítdmeín.
Die Anderen begegnen nidit im vorgãngig unters(heidenden 119
Erfassen des zune(hst vorhandenen eigenen Subjektes von
den übrigen au(h vorkammendenSubjekten,nidit in einem
primãren Hlinsehen auf sich selbst, daria erst clãs Wogegen
eines Untersdiieds festgelcgt wird. Sie begegnenaus der }7eZt
her, in der das besorgend-umsidatige Dasein si(b weseilhaft
aufhãlt. Gegenüber den sida leicht eindrãngenden theoretis(h
erdaditen »Erklárungen« des VorhaÀdenseins Anderer mu13
an dem aufgezeigten phãnomenalenTatbestand ih'es umweZf-
ZÍ(izenBegegnens festgehalten XA,erden.Diese nãdiste und ele-
mentare weltliche Begegnisart von Dasein geht se weit, daJ3
selbst das CiganaDasein zlizzàcflst»vorfindlich« wird von
ihm selbst im }regse/zenvon, bzw. überhaupt nodo ni(ht
»Sehen« von »Erlebnissen« und »Aktzentrum«. Dasein
findem»si(h selbst<.zunãchstin dem, was es betreibt, breu(ht,
erwartet, verhütet -- in dem zunãdist besorgtenumweltli(h
Zuhandenen.
Und segar wenn das Dasein sida selbst ausdrückli(h an-
spricht als : lch-hier, dann muJ3die õrtliche Personbestimmullg
aus der existenzialenRãumli(ilkeit desDaseíns verstanden wer-
den. Bei der Interpretation dieser (S 23) deuteten wir schon an,
daB diesel lch-llier ni(ht einen ausgezei(11meten Punkt des lch-
dinges meint, sondern sicliversteht als In-Scin aus demDort der
zuhandenen Welt, bei dem Dasein als Besorgen sido aufhâlt.
l;T'. u. .HumboZdf: hat auf Spra(hen hingewiesen, die das
»l(h« durei »hier«, das »Du« durdt »da«, das »Er« dur(h
»dort« ausdrücken, die demnadi -- grammatisdi fonnuliert --
die Personalpronomina dur(h Ortsadverbien wiedergeben. Es
ist strittig, welcheswohl die ursprüngli(heBedeutungder
l l)ber die Verwandtsdiaft der Ortsadverbien mit dem Pronamen in ei-
nigen Spraüen(í829). Gcs.S(]ilíften(herausg.von der PreuB.Akad. der
Wiss.) Bd. VI, 1. Abt., S. 304-.330.
SER E TEMPO

osoutros. O mundo do Z).zieimé m#mda-fom.O ser-emé ser-caem


com outros.
C) ser-em-si do-interior-do-mundo dessesúltimos é ier-';z/'Lcom.
Os outros não vêm-de-encontro numa apreensãoque diferencie previa-
mente o sujeito próprio de pronto subsistente dos demais sujeitos subsisten-
[es também ocorrentes; não vêm-de-encontro numa visão primária de si mes-
mos, estabelecendoum termo de contraste a diferencia-los dos outros. Os
outros vêm-de-encontro a partir do ma/zdoem que o Z) zie do ver-ao-redor
ocupado mantém-se por sua essência.Diante das Hceis "explicações" teóricas
da subsistênciados outros, é preciso se ater firmemente ao dado fenomênico
mostrado de seuvir-de-encontro no mz/mda-amóie /e. Essemodo de-mundo
imediato e elementar de o D.zie/m vir-de-encontro é tão originário que mesmo
oprc@r/o Z)/ziei# só pode "encontrar" de /mez&.zfoa si mesmo, áo ue do ou
em geral ainda não se apercebendo de "vivências" e do "centro-de-fitos'l O
1).zie/#encontra de imediato a "si mesmo" /zoque faz, naquilo de que neces-
sita, no que esperae evita -- no utilizável do mundo-ambiente do g#a/ de
pronto se ocas'z.
E mesmo quando o -Daieimse refere expressamentea si mesmo como:
eu-aqui, a determinação local da pessoadeve, então, ser entendida a partir da
espacialidade existenciária do Z).zieZm.Na interpretação que demos dessaes-
pacialidade ($ 23), já indicamos que esseeu-aqui não se refere ao ponto pri-
vilegiado do espaçoque a coisa eu ocupa, mas se entende como um ser-em,
isto é, partindo do onde do mundo utilizável junto ao qual o -D.ziei#se man-
tém como praz).zdo.

W. von Humboldt' se referiu a línguas que exprimem o "eu" pelo "aqui'


o "tu" pelo "aí" e o "ele" pelo "lá" as quais numa formulação gramatical --
reproduzem os pronomes pessoaispor meio de advérbios de lugar. E objeto
de controvérsia qual sejaprecisamente a significação originária das

\ Uber die Verwavidtscba#der Ortsaduerbie71 mif dewt Prortomen in einigerz Spracberz \Sob\e
o parentesco dos advérbios de ]ugar com os pronomes em a]gumits ]ínguas]( 1829). Ges.
Schrifi:endescritoscompletosl (Editado pelaAcademiaPrussianade Ciências),vol. VI,
I'Seção, pp. 304-30.

345
SEIN UND ZEIT

Ortsausdrüdle sei, die adverbiale odes die pronoininale. Der


Streit verliert den Bodes, wenn beachtet wird, daB die Orts-
adverbien Bezug haben auf das Idi qua Dasein. Das »vier«,
»dort« und »da« sind primar keine reinen Ortsbestimmun-
gen des innerweltli(hen an RaumsteHen vorhandenen Seien-
den, sonhem Charaktere der ursprünglidien Râumli(hkeit des
Daseins. Die vermutli(hen ORsadverbien sind Daseinsbestim-
mungen, sie haben primar existenziale und ni(ht kategoriale
Bedeutung. Sie sina ater audi kcine Pronoinina, ihre Bedeu-
tung liegt vor der Differenz von Ortsadverbien und Personal-
pronomina; die eigentli(h rãuxnli(he Daseinsbedeutung diesel
Ausdrüdw dokumentiert aber, daí3die theoretisd].unverbogene
120 Daseinsauslegung dieses uninittelbar inseinemrãumlichen, das
ist entfernend-ausrichtenden »Sela bei« der besorgten Welt
sieht. Im »hier« splicht das in seiner Welt aufgehende Dasein
ni(ht auf sida zu, rondem von si(h weg auf das »dort« eines
umsichtig Zuhandenen undmeint doce siGAin der existenzialen
Rãumli(hkeít.
Dasein versteht si(h zunãchstund zumeist aus seiner Welt,
und das Mitdasein der Anderen begegnetvielfach aus dem
innerweltlidi Zuhandenenher. Aber audi wenn die Anderen
in ihrem Dasein gleidisam thematisdi werden, begegnen sie
ni(ht als vorhandene Persondinge, rondem wir Ueffen sie
»bei der Arbeit«, das heiJ3tprimar in ihrem In-der-Welt-sela.
Selbst wenn wir den Anderen »bloJ3herumstehen« sehen, ist
er nie als vorhandenes ' Menu(hending erfaJ3t, sondem clãs
»Herumstehen« ist ein existenzialer Seinsmodus: das unbe-
sorgte, umsichtsloseVelweilen bei Allem und Keinem. Der
Andere begegnet in seinem Mitdasein in der Welt.
Aber der Ausdruck»Dasein« zeigt do(h deutlidb, daIS
diesel Seiende »zunâdist« ist in der Unbezogenheit auf
Andere, daB es na(btrãgli(h zwar audi no(b»init« anderen
sem kann. Es dará jedodi nidat übersehen werden, daB wír den
Terminus Mlitdasein zur Bezei(illnung des Seios gebraudien,
daraufhin die seienden Anderen innerweltli(h freigegeben
SER E TEMPO

expressõesde lugar: adverbiais ou pronominais. Mas a discussãoperde sua


basede apoio quando considera que os advérbios de lugar se relacionam ao
eu gw.z-Z).zse/#.
"Aqui: "lá" e "aí" não são primariamente puras determinações
de lugar de um ente subsistente do-interior-do-mundo que está em lugares
do espaço,mas caracteres da espacialidade originária do -naif/m. Os supostos
advérbios de lugar são determinações-do-Z).zieim, têm de modo primário
significaçãoexistenciária e não signiâcação categorial. Mas não são também
pronomes, sua significação é anterior à diferença de advérbios de lugar e pro'
nomes pessoais;mas a significação dessasexpressõesrelativamente ao que o
Z)atei/z tem de propriamente espacial atesta que uma interpretação do D zseZ/z
não encobertapor teoria o vê imediatamente em suaespacialidade,isto é, em
seu "ser junto" ao mundo da ocupação, direcionado-no-desafastar-se. No
"aqui': o Z)assimabsorvido em seu mundo não fala a si, mas afasta-se de si em
direção ao "lá" de um utilizável do ver-ao-redor e, no entanto, se significa na
espacialidade existenciária.
O Z).zieim de pronto e no mais das vezes entende-se a partir de seu mundo
e o Z)assim-comdos outros vem-de-encontro, de muitas maneiras, a partir
do utilizável do-interior-do-mundo. Mas também quando os outros são como
que tematizados em seu -D.zieim,eles não vêm-de-encontro como pessoas-
coisa subsistentes,mas os encontramos "no trabalho': isto é, primariamente
em seu ser-no-mundo. E mesmo quando vemos o outro "ficar meramente por
aí': ele nunca é apreendido como coisa-humana subsistente, mas "o ficar
por aí" é um modwi-de-serexistenciário: o desocupado que-não-vê-ao-redor
junto a tudo e junto a nada. O outro vem-de-encontro em seu -D.ziei#-com
no mundo.
Mas a expressão "Z).zieim" mostra, no entanto, claramente que esse
ente "de pronto" não se relaciona a outros e é certo posteriormente que ele
pode ainda estar também "com" outros. Não se deve omitir, contudo, que
empregamoso termo "-Daieim-com"para a designaçãodo ser em relação ao
qual os outros entes sãodeixados-em-liberdade no-interior-do-mundo.

347
SEIO UND ZEIT

sind. Dieses Mitdasein der Anderen ist nur inneiweltlidi íür


ein Dasein und se audi für die Mitdaseienden erscblossen,meti
das Dasein wescnhaft an illm selbst Mitsein ist. Die phâno-
menologisdie Aussage: Dasein ist wesenhaft Mitsein hat einen
existenzial-ontologisdlen Sina. Sie wiJI nidlt ontis(h feststellen,
daJ3ich faktis(hnidit allein vorhandenbin, vielmehrnQ(h
andere meiner Art vorkommen. Wãre init dem Satz, da13das
In-der-Welt-semdes Daseinsweseiüaft durdx das Mitsein
konstituiert ist, se etwasgemeint, dann wãre dasMitsein ni(ht
eine existenziale Bestimmtheit, die dem Dasein von ihm selbst
her aus seíner Seinsart zukãme, sondém Cine auf Grund des
Vorlcommens Andercr si(h jewcils einstellende Besdiaffenheit.
Das Mitsein bestimmt existenzial das Dasein audi dana, wenn
cin Andcrer faktísdi ni(bt vorhandenund wahrgenommenist.
Audi das AJleinsein des Daseins ist Mitsein in derWelt. F'ehZen
kann der Andere nur ín minemund/ür ein Mitsein. Das Allein-
sein ist ein defizienter Modus des Mitseins, reine Mõgliükeit
ist der Beweis für diesel. Das faktis(he .AJleinseinwird ande-
rerseits ni(ht dadur(h behoben, daIS ein zweites Exemplar
Mensdz »neben« unir vorkommt odor vieUei(!ht zela solcher.
Auch wenn disseund no(h mehr vorhandensind, kann das
Dasein allein sela. Das Mitsein und die Faktizitãt des Mlt-
einanderseins gründet daher nidit in einem Zusammenvor- 121
kommen von mehreren »Subjekten«. Das AJleínsein »unter«
Vielen besagtjedodi bezügli(b desSeiosder Vielen audi wie-
derum ni(ht, daJ3sie darei ledigliêb. vorhanden sind. Aud). im
Sela »unter ilmen« sind sie mít da; ihr Mitdasein begegnet
im Modus der Gleidigültigkeit und Fremdheit. Das Fehlen und
>,Fortsein«sind Medi des Mitdaseins und nur mõgli(b, weil
Dasein als Mitsein das Dasein anderer in seiner Welt begegnen
lãJ3t. Mitsein ist eine Bestimmtheit des je eigenen Daseins;
Mitdasein dharakterisiert das])asein Anderer, safem es für ein
Mitsein dul(h dessen Welt freigegeben ist. Das eigene Dasein
ist nur, sobemesdie WesensstrukturdesMitseinshat, als für
Andere begegnendMitdasein.
SER E TEMPO

Esse-naif/m-com dos outros só é aberto no-interior-do-mundo para um Z).z-


íeime assim também para os -D.zse/m-com,porque é nele mesmo que o Z)aiein
é essencialmenteser-com. A entmciação fenomenológica: o -Dzzie/m é essen-
cialmente ser-com tem um sentido ontológico-existenciário. Ao contrário,
náo quer estabeleceronticamente que eu factualmente não sou único subsis-
tente, mas que há outros também, semelhantesa mim. Se com a proposição
do ser-no-mundo do -adiei/z se quisessedizer algo assim como que o -Date/#
é essencialmente constituído pelo ser-com, então o ser-com não seria uma
determinidade existenciária que conviria ao -DaieZ#a partir dele mesmo, de
seu modo-de-ser, mas uma qualidade que surgiria cada vez sobre o fundanlen-
[o da ocorrência dos outros. O ser-com determina existenciariamente o .D,zse//z
também quando um outro não subsiste factualmente e não é percebido. Tam-
bém o ser-sozinho do -Dairin é ser-com no mundo. SÓem um eParn um ser-
com um outro pode/a/far. O ser-sozinho é uin mod i deficiente do ser-com,
sua possibilidade é a prova deste. De outra parte, o factual ser-sozinho não é,
por sua vez, suprimido porque um segundo ou talvez dez exemplares desse
ente humano fiquem "ao meu lado". Embora todos essese outros mais sejam
subsistentes,o Z)asei#pode ser só. O ser-com e a factualidade do ser-com-
um-outro não se fundam, por isso, numa ocorrência-conjunta de vários "su-
jeitos'l O ser-só"em meio a" muitos não significa por suavez, contudo, no
que se refere ao ser dos muitos, que eles sejam então unicamente subsistentes.
Também no ser "no meio deles': eles são ",z/" cam; seu .D.zie;/z-comvem de
encontro no modzlida indiferença e da estranheza.A falta e o "ir embora" são
medi do -Dzzseim-come só sãopossíveisporque o -Daieim,como ser-com,deixa
que o -Darei dos outros venha-de-encontro no seu mundo. Ser-com é uma
determinidade do Z)zziei/zcada vez próprio; Z)aieim-com caracteriza o -D'usei
dosoutros, na medida em que esteDarei é posto-em-liberdade para um ser-
com pelo mundo deste. O -Daiein próprio de cada um é encontrado pelos
outros como um D.zieim-comsó na medida em que o -Daseizzele mesmo tem
a estrutura existenciária do ser-com.

349
HEIN UND ZEIT

Wenn das Mitsein fiar das In-der-Welt-sem existenzial


konstitutiv bleibt, dann mu13es ebensowie der umsiditige
Umgang mit dem innerweltlidi Zuhandenen, das wir vorgrei-
fend als Besorgenkennzeidmeten, aus dem Phânomen der
Sorgo interpretiert werden, als wel(he das Sem des Daseins
überhaupt bestimmt wird (vgl. Kap. 6 diesel Absdm.). Der
Seins(harakter des Besorgenskann dem Mitsein nicht eignen,
obzwar diese Seinsart ein Sela zü innerweltlidi begegnendem
Seienden ist wie das Besorgen. Das Seiende, zu dem sida das
Dasein als Mitsein verhãlt, hat aber nidlt die Seinsart des
zuhandenen Zeugs, es ist selbst Dasein. Dieses Seiende wird
nichobesorgt, sondern steht in der F'íirsorge.
Audi das »Besorgen«
von Nahrungund Kleidung,die
Pflege des kranken Leibes ist Fürsorge. Díescn Ausdruck ver-
stehen wir aber entsprechend der Verti,endung von Besorgen
als Terminus für ein Existenzial. Dic »Fürsorge« als faktische
soziale Einridhtung zum Beispiel gründet in der Seinsverfas-
sung des Daseins a]s Mitsein.]lhre faktis(he Dringli(11ikeit ist
daria motiviert, dali das Dasein sich zune(hst und zumeist in
den defizientenMedi der Fürsorgehall. Das Für-, Wider-,
Ohne-einandersein,das Aneinandervorbeigehen,das Einan-
der-nidits-angehen sind mõglidie Weisen der Fürsorge. Und
geradedie zuletzt genanntenMedi der Defizienz und Indiffe-
renz (barakteúsieren das alltãgli(he und durchschnittli(he Mit-
einandersein. Diese Seinsmodi zeigen wieder den Charakter
der Unauffãlligkeit uld Selbstverstândliclüeit,der dem all-
tâglidien innerweltlichen Mitdasein Anderer ebensoeignet wie
der Zuhandenheit des tãgli(h besorgten Zeugs. Diese indiffe-
renten Medi des Miteinanderseinsverleiten die ontologis(he
Interpretation lei(ht dazu, diesesSem zunãchst als puxes Vor-
handensein mehrerer Subjekte auszulegen. Es s(heinen nur ge-
ringfügige Spielarten derselbenSeinsartvorzuliegenund dodi
bcsteht ontologisdxzwis(hen dem »gleichgültigen« Zusalnmen-
122 vorkonamcn beliebiger Dinge und dcln Einander-nidlts-
angehen miteinander Seiender ein wesenhafter Unters(Lied.
SER E TEMPO

Seo ser-com permanece existenciariamente constitutivo do ser-no-mundo,


é preciso que, do mesmo modo que o trato do ver-ao-redor com o utilizável
do-interior-do-mundo, que caracterizamos previamente como ocupação, o
ser-comseja interpretado a partir do fenómeno dapreofapafáa, como o que
determina em geral o ser do -DaieZn (cf. Sexto Capítulo da presente Seção).
O caráter-de-ser do ocupar-se não pode convir ao ser-com, embora esse
modo-de-ser seja, assim como a ocupação, um ier reza/iz,oa um ente que-
vem-de-encontro no interior-do-mundo. O ente em relaçãoao qual o ,D.zie//z
secomporta como ser-com, mas não tem o modo-de-ser do instrumento
Utilizável, é ele mesmo.O.zieim.Desseente o Z)zzieimnão se ocupa, pois com
ele se preocup'z.
'Ocupar-se"de alimentar e de vestir, cuidar de um corpo doente são
também preocupação-com. Entendemos, porém, essa expressão, em corres-
pondência com o emprego de ocupação, como termo para um existenciário.
A organização social factual, por exemplo, que em alemão sechama ".1%rsar-
ge: funda-se também na constituição-de-ser do -Daieimcomo ser-com. Sua
urgência factual é motivada pelo fato de o -D.zieizzse manter de pronto e no
mais das vezes nos mod/ deficientes da preocupação-com. Ser um para o ou-
tro, serum contra o outro, prescindirum do outro, passarum ao lado do
outro, não seimportar em nadacom o outro sãomodos possíveisda preocu'
poção-com. E, precisamente os medi da deficiência e da indiferença, nomea-
dospor último, sãoosque caracterizamo cotidiano e mediano ser-um-com-
o-outro. Essesmod/-do-ser mostram de novo o caráter de não-surpresae de
algo-que-se-entende-por-si-mesmo que sãopróprios tanto do cotidiano .na-
sci/z-comdos outros no-interior-do-mundo como da utilizabilidade do ins-
trumento de ocupaçãodiária. Essesmodaindiferentes do ser-um-com-o-outro
desviam facilmente a interpretação ontológica para que de pronto se inter-
prete esseser como pura subsistência de vários sujeitos. Conquanto tenham
a aparência de variantes desimportantes do mesmo modo-de-ser, no entanto
persiste uma diferença ontológica essencial entre a coocorrência "indiferente:
de coisas quaisquer e o-não-se-importar-em-nada-com-os-outros de entes que
sao-uns-com-os-outros.

35l
SEIN UND ZEIT

Die Fürsorgehat hinsi(htli(hiher positivenMedi zwei


extremeMõglidlkeiten. Sie kann dem Anderen die»Surge«
gleichsam abnellmen und im Besorgen si(h an seine Stelle
setzen, für ihn eínspringen. Diese Fürsorge übemlnimt das,
was zu besorgenist, für den Anderen. Diesel wird dabei aus
seiner SteUe geworfen, er tritt zurück, um nachtrãgh(h das
Besorgte als fertig Verfügbares zu übemehmen, bzw. si(h ganz
davon zu entlasten. In sol(hel' Fiirsorge kann der Andere zum
Abhãngigenund Beherrsdltenlverden,mag dieseHlenschaft
au(h eine stillsdiweigende sela und dem Beherrs(hten verbor-
gen bleiben. Diese einspringende,die b.Surge«abnehmende
Fürsorgebestimmt das Miteinandersein in weitem Uinfang,
und sie betrifft zumeist das Besorgen des Zuhandenen.
Ihr gegenüber besteht die Mõglicbkeit einer Fürsorge, die
für den Anderen nidit se seLFeinspringt, als da13sie ihm in
seinem existenziellen Seinkõnnen uorausspríngt, ni(ht um ilim
die >>Sorge«
abzunehmen,rondemcrst eigentlichals soldle
zurildczugcbcn. Dlesc Filrsorge, dic wcsentlich dic cigentli(he
Surge-- das heiBt die Existenz des Anderen betrifEt und nidb.t
ein W'as, das er besorgt, verhilft dem Anderen dazu, ín seiner
Sorte sich durchsichtig und für sle /rei zu werden.
Die Fürsorge erweist si(h als eine Seinsverfassung des
Daseins, die naco ihren versdiiedenen Mõgli(hkeiten mit dessem
Sem zur besorgtenWelt ebensowie mit dem eigentli(hen Sela
zu ihm selbst verlilainlnez't ist. l)as Miteinandersein gründet
zunãdist und vie]fa(b aussc])]ieJ31ichin dem, was in solcbem
Sem gemeinsam besorgt wird. Ein Miteinanderscin, das daraus
entspringt, daJ3man dasselbebetreibt, hall si(h meist ni(ht nur
in ãuBeren Grenzen, sondem kommt in den Modus von
Abstand und Reserve.Das Miteinandersein deter, die bei der-
selben Sa(ihe angestellt sind, nãhrt sida oft nw von MiBtrauen.
Umgekehrt ist das gemeinsame Si(heinsetzen für dieselbe Sa(he
aus dem je eigens ergriffenen Dasein bestimmt. Diese eígent-
Zíche Verbundenheit ermõg]i(ht erst die re(bte Sa(]llichkeit,
die dcn Anderen in seiner Freiheit fiar ihn selbstfreigibt.
SER E TEMPO

Q.canto a seusmodapositivos, a preocupação-com-o-outro tem duas


possibilidadesextremas.Pode como que retirar a "preocupação"do outro,
ocupando seu lugar na ocupação, iaZ'i/i/ / do-o. Essa preocupação-com-o-
outro seincumbe pelo outro daquilo de que estedeve se ocupar. Esteé expul-
so de seu lugar, dali se afasta para regressar posteriormente e receber, como
algo terminado e disponível, aquilo de que se ocupava ou então para ficar de
todo desobrigada desse encargo. Em tal preocupação-com, o outro pode se
tornar dependente e dominado, mesmo que o domínio seja tácito e perma-
neçaoculto parao dominado. Essapreocupação-com substitutiva que subtrai
"preocupação" determina em ampla extensão o ser-um-com-o-outro e, no
mais das vezes, atinge a ocupação do utilizável.
Em oposiçãoa estahá a possibilidade de umapreocupação-com que não
substitui o outro, tanto que OPresiapóeem seupoder-ser existencial, não para
retirar-lhe a "preocupação': maspara, ao contrário, restitui-la propriamente
como tal. Essapreocupação-comque concerneem essênciaà preocupação
que propriamente o é -- a saber, a existência do outro e não um g#é de que
ele se ocupe ajuda o outro a obter /znzz9 rémci'z em sua preocupação e a se
tornar /ipre para ela.
A preocupação-comseprova, assim,como uma constituição-do-ser do
l)zseZ#, que nas suasdiversas possibilidades se prende, de uin lado, ao ser
do .Dzieimem relaçãoao mundo da ocupação e, de outro, ao ser próprio
re[ativamente ao ]).zie//z e]e mesmo. O ser-um-com-o-outro sefunda de pron-
to e muitas vezesexclusivamenteno que é, em tal ser, objeto de uma comum
ocupação. Um ser-um-com-o-outro que surge de a-gente fazer o mesmo não
só se mantém dentro de limites exteriores, mas ocorre no madzíi de distância
e de reserva.O ser-um-com-o-outro dos que se dedicam a fazer a mesma
coisaé com frequência alimentado unicamente por desconfiança.Ao inverso,
o comum empenho pela mesmacausaé determinado a partir do -Daieimque
propriamente se apodera cada vez de si. Somente essavinculação pr(ária
possibilita a correia relação com o-que-está-em-causa deixando o outro em
liberdade para ser si mesmo.
SEIN UND ZEIT

Zwisdien den l)eidcn Extremcn der positiven Fürsorge -- der


einspringend-beherrsdienden und der vorspringend-befreien-
den -- hall sich das alltâgli(be Miteinanderseinund zeigt
mannigfa(he Mischformen, deren Bes(hreibungund Klassifi-
kation auJ3erhalbder Grenzen diesel Untersu(huna liegen.
123 Wie dem Besorgenals Weise des Entdeckensdes Zuhan-
denendie ZI/rzzsícht
zugehõrt,se ist die Fürsorgegeleitet durei
die RticEsícht und Nac/zsícht. Beije kõnnen nút der Fürsorge
die entspre(hendendefizientenund indifferenten Moda durdi-
laufen bis zur .Riic#síchlsZosíg#eít
und dem Na(hsehen, das die
Glei(hgültigkeit leitet.
Die Welt gibt ni(ht nur dasZuhandene
als innerweltli(h
begegnendes Seiendes frei, sondem audi Dasein, die Anderen
in ihrem Mitdasein. Diesel umweltli(h freigegebeneSeiendeist
aber seinem eigensten Seins-sina entsprechend In-Sem in der-
selbenWelt, in der es,für anderebegegnend,nlit da ist. Die
Weltli(bkeit wurde interpretiert($ 18) als das Vezweisungs-
ganze der Bedcutsamkeit. Im vorgãngig verstehenden Ver-
trautsein rnit diesel lã13tdas Dasein Zuhandenes als in seiner
Bewandtnis EntdedLtes begegnen. DerVerweisungszusammen-
hang der BedeutÉanlkeit ist festgemacht im Sela des Daseins zu
seinem eigensten Sem, damit es wesenhaft keine Bewandtnis
haben kann, das vielmehr das Sem ist, wommzoíZZen
das
Dasein selbst ist, wie es ist.
Naco der jetzt durdigefüluten Analyse gehõrt aber zum
Sem des Daseins, um dàs es ihm in seinem Sem selbst geht,
das Mítsein nút Anderen. Als Mitsein»ist« daher das Dasein
wesenhaft umwillen Anderer. Das muB als existenziale
Wesensaussageverstanden werden. Au(h wenn das jeweilige.
faktis(he Dasein sida an Andere ní(izl kehrt, ihrer unbedürftig
zu seja vermeint, odes aber sie entbehrt, íst es in der Weise
des Mitseins. Im Mitsein als dem existenzialen UmwiRen
Anderer sind diese in ihrem Daseín schon ersdHossen.Diese
mit dem Mitsein vorgãngig konstituierte Ersdllossenheitder
Anderen ma(ht demna(h audl die Bedeutsainkeit, d. h. die
SER E TEMPO

O cotidiano ser-um-com-o-outro mantém-seentre os dois extremosda


preocupação-com positiva a substitutiva-dominadora e a antecipativa-li-
beratória -- e mostra muitas formas mistas cuja descrição e classificaçãoestão
fora dos limites desta investigação.
Se o ocupar-se,como modo de descobrir o utilizável, pertenceao
uer-.za-redor,a preocupação-com orienta-se de igual maneira pelo respei/a
[RZZcÉiicÃr: ver-retrospectivos e pe]a inda/gê#ri.z [NacAi/cóf, ver-prospectivo].
Com a preocupação-com, ambos podem percorrer os correspondentes mod/
deficientese indiferentes até a/a/ra-2e-respei/oe a indulgência que guia a
indiferença.
O mundo dá liberdade não somente ao utilizável como ente que vem-
de-encontro no-interior-do-mundo, mas também ao -D.zirin, aos outros em
seu-Daseim-com.Mas esseente a que se dá liberdade no mundo-ambiente é,
em correspondência ao seumais-próprio sentido-de-ser, um ser-em no mesmo
mundo em que, vindo-de-encontro para outros, é "aí" com. A mundidade 6oi
interpretada($18) como o todo-de-remissão da significatividade. Na familia-
ridade prévia e entendedora com esta, o -Daiein deixa que o utilizável venha-
de-encontro como descoberto na sua conjuntação. O contexto-de-remissão
da significatividade tem sua raiz no ser do Z).zie/mrelativamente ao seu ter-
mais-próprio, que não pode ter essencialmentenenhuma conjuntação, mas
que é, ao contrário, o ser em uis/a da gaze/a -adie/ ele mesmo é como é.
Mas, segundo a análise desenvolvida até agora, ao ser do -Daiein -- ser
em que, para o Z).zif/n, está em jogo esseser ele mesmo, pertence o ser-com
com outros. Como ser-com, o -D.zseim"é': portanto, essencialmente em-vista-
de-outros, o que deve ser entendido como uma existenciária enunciação-de-
essência. Mesmo quando um dado -Z)aiein máa se volta factualmente para
outros, o que supõe que deles não necessitae os dispensa,ele é no modo do
ser-com. No ser-com existenciário em-vista-de-outros, estesjá foram abertos
em seu-Dose/m.
Essaabertura dos outros previamente constituída com o ser-
com também contribui para constituir a significatividade, isto é,
SEIN UND ZEIT

We[t[i(]lkeit mit aus, a]s we]che sie im existenzia]en Worum-


willen festgema(htist. Daher lãJ3tdie se konstituierteWelt-
lidikeit der Welt, in der das Dasein wesenhaft je s(bon ist, das
umweltli(b Zuhandene se begegnen, daJ3 in eins mit ilim als
umsi(htig Besorgtem das Mitdasein Anderer begegnet. In der
Struktur der Weltlichkeit der Welt liegt es,daJ3die Anderen
nicho zune(!hst als freisüwebende Subjekte vorhanden sind
neben anderen Dingen, sonhem in ihrem umweltli(hen besor-
genden Sem in der Welt aus dem in diesel Zuhandenen her
sida zeigen.
Die zum Mitsein gehõrige Erschlbssenheitdes Mitdaseins
Anderer besagt: im Seinsverstãndnis des Daseins liegt sdion,
weil sem Sem Mitsein ist, das VerstândnisAnderer. Diesel
Verstehen ist, wie Verstehen überhaupt, niclit eine aus Erken-
nen erwachseneKenntnis, rondem eine ursprüngli(h existen-
ziale Seinsart, die Erkennen und Kenntnis aUererst mõgh(h 124
macht. Das Sidhkennengründet ín dem ursprüngli(h verste-
henden Mitsein. Es bewegt si(h zunãdist gemãJ3der nã(bsten
Seinsaü des mitseienden In-der-Welt-seiosim verstehenden
Kennen dessem,was das Dasein mit den Anderen umwelthdi
umsiditig vorfindet und besorgt.Aus dem Besorgtenher und
mit dem Verstehen seiner ist das fürsorgende Besorgen ver-
standen. Der Andere ist se zunãchst in der besorgenden Für-
sorge erschlossen.
Weil nun aber zunãdist und zumeist die Fürsorge sida ín
den defizienten odes zum nlindesten indifferenten Moda auf-
hâlt -- in der Gleicbgültigkeit des Aneinandervorbeigehens --,
bedarf das nãdiste und wesellhafteSi(hkenneneines Sida-
kennenlemens.Und wenlagar dasSidlkennensi(b verliert in
die Weisen der Zurückhaltung, des Sichverstedwnsund Ver-
stellens, bedarf das Miteinandersein besonderer Wege, um den
Anderen Bale, bzw.»}únter sie« zu koznmen.
Aber se wie das Si(boffenbaren, bzw. VersdilieBen in der
jeweiligen Seinsart des Miteinanderseins gründet, ja ni(hts
anderesa]s diese se]bst íst, erwã(hst audx das aus(]rü(](]i(he
SER E TEMPO

, mundidade, que como a significatividade searma no existenciário em-vista-


de-quê. Por isso a mundidade do mundo assim constituída, na qual o Z)aieim
já é cada vez por essência,faz que o utilizável do mundo-ambiente venha-de-
encontro de tal maneira que, unido a ele como algo de que o ver-ao-redor se
ocupa, também venha-de-encontro o ser-com dos outros. Na estrutura da
mundidade do mundo, os outros não sãode imediato subsistentesao lado de
outras coisas como sujeitos flutuando no ar, mas se mostram em sua ocupação
no mundo-ambiente a partir do que é nele utilizável.
A abertura pertencente ao ser-com do -Dasei#-comde outros significa:
no entendimento-do-ser do -Daieimjá reside, porque seu ser é ser-com, o
entendimento de outros. Esseentender, como o entender em geral, não é um
conhecimento nascido de um conhecer, masum originário modo-de-ser exis-
cenciário, sem o qual nenhum conhecer ou conhecimento é possível. O se
conhecer mutuamente sefunda no originário ser-com entendedor. Ele se move
de imediato conforme o imediato modo-de-ser do ser-no-mundo com outros,
no entendedor conhecimento de que o -Daiein encontra os outros e deles
se ocupa no ver-ao-redor do mundo-ambiente. A partir de aquilo-de-que-se-
ocupa e tendo disso o entendimento, a ocupação preocupada-com é entendi-
da. O outro é assim aberto de pronto na ocupada preocupação-com.
Mas agora, porque de pronto e no mais das vezesa preocupação-com se
move nos mod/ deficientes ou pelo menos indiferentes -- na mútua indife-
rençados que apenassecruzam por aí -- para que haja um imediato e essen-
cial conhecimentomútuo, é preciso que eles-aprendam-a-se-conhecer.
E
quando o conhecer-semutuamente se perde até nos modos da reserva, da
hipocrisia e do fingimento, o ser-um-com-o-outro exige caminhos particula-
res no aproximar-sedos outros ou ir até o que há "por trás deles'l
Mas assim como o se abrir ou o se fechar para outrem se funda no res-
pectivo modo-de-ser do ser-um-com-o-outro, mais ainda, nada mais é de que
este mesmo, assim também

357
SEIN UND ZEIT

fürsorgende ErschlieBen des Anderen je nur aus dem primãren


Mlitsein nút ihm. Soldies obzwar l;zemat&ches, aber ni(ht
theoretisch-psy(hologisdies ErsdilieBen des Anderen wird nun
lei(bt fiar die theoretisdle Problematil( des Verstehens»frem-
den Seelen.lebens«
zu dem Phãnomen,das zune(hstin den
Blídt kommt. Was se phânomenal »zunãchst«eine Weise des
verstehenden Miteinanderseins darstellt, wird aber zuglei(b
als das genoinmen, was »anfãngli(h« und ursprüngli(b über-
haupt dasSem zu Anderen elmõglicht und konstituiert. Diesel
nicho eben glüddidx als ,Eín/ü/zZung' bezeichnete Phãnomen
so[[ dann onto]ogis(h g]eidisam erst die Brücke s(]l]agen von
dem zunãchst allein gegebenen eigenen Subjekt zu dem
zunãchst {iberhaupt versclüossenen anderen Subjekt.
Das Sem zu Anderen ist zwar ontologisdi verschiedenvom
Sela zu vorhandenenDingen. Das »andere«Seiendehat
selbst die Seinsart des Daseins. Im Sem mit und zu Anderen
liegt demnach ein Seinsverhãltnis von Dasein zu Dasein.
Diesel Verhãltnis, mõchte man sagen, ist aber dodi sdion kon-
stitutiv für das je eigene Dasein, das von ihm selbst ein Seins-
verstândnis hat und se sida zu Dasein verhâlt. Das Seinsver-
hâltnis zu Anderen wird dann zur Projektion des eigenen
Seioszu si(h selbst»in ein Anderes«.Der Andereist eine
Dublette des Selbst.
Aber es ist leicht zu sehen, daJ3diese s(heinbar selbstver-
stãndliche Uberleguilg auf schwadiem Boden ruht. Die ín
Anspru(h genoxnmeneVoraussetzung diesel Argumentation,
125 dali das Sem des Daseinszu ihm selbst das Sem zu minem
Anderen sei, tdfft nicht zu. Solange diese Voraussetzung sida
ni(ht evident in ihrer Redltmã13igkeit erwiesen hat, se lange
bleibt es rãtselllaft, wie sie dasVerhãltnis desDaseinszu ihm
selbst dem Anderen als Arderem ersclüieJ3en soU.
Das Semzu Anderenist nidlt nur ein eigenstãndiger,ine-
dulçtiblerSeinsbezug,
er ist als Mitsein mit dem Sem des
Daseins s(hon seiend. Zwar ist nicho zu bestreiten, dali das
auf dem Grunde des Mitseins lebendige Sida-gegenseitig-
StK E TEbiPO

a expressaabertura do outro pela preocupação-com só surge cada vez do


primário ser-comcom ele.Tal abertura do outro, /emã/íca,masnão por teo'
ria psicológica, facilmente seconverte em fenómeno que de imediato sevê na
problemática teórica do entender "a vida da alma alheia'l E assim,o que não
é fenomenicamente "de pronto" senão um modo de ser-um-com-o-outro
entendedor é entendido ao mesmo tempo como o que "desdeo princípio" e
originariamente possibilita e constitui a relaçãocom os outros. Essefenóme-
no, chamado 'k/np.z/ia" de uma maneira que não é precisamente feliz, teria
somenteele a função de lançar uma como que ponte ontológica entre o su-
jeito próprio, o único dado de imediato, e um outro sujeito, de imediato to-
talmente fechado.
O ser relativamente a outros é sem dúvida ontologicamente diverso do
ser em relação a coisas subsistentes. O ente "outro" tem o modo-de-ser do Z).u-
sei/z.No ser com outros e no ser em relação a outros reside,portanto, uma
relação-de-ser de -D.ziei/za -Dasei#. Mas essarelação, poder-se-ia dizer, já é no
entanto constitutiva de cadaZ).zseim
próprio, o qual tem por si mesmo um
entendimento-do-ser e, assim, se comporta ein relação ao -D.zie/m.A relação-
de-serrelativamente a outros se torna então projeção "em um outro" do ser
próprio relativamente a si mesmo. O outro é uma duplicata do si-mesmo.
É fácil ver, contudo, que essareflexão com aparência de algo-que-pode-
ser-entendido-por-si-mesmorepousasobreum solo frágil. A pretensãoretor-
na como pressuposto de sua argumentação que o ser do -D.zie/mrelativamente
a si mesmo é o ser do -nasci/z relativamente ao outro, algo impróprio. Enquan-
to não semostrar que tal pressupostoé evidente em sualegitimidade, o modo
pelo qual a relaçãodo -D.zieima si mesmo pode abrir o outro como outro
continuará sendo um enigma.
O ser relativamente a outros não é só uma relação-de-serautónoma e
irredutível, e já o é como ser-comcom o ser do -D.ziei#.E certo que não se
pode negarque o vivo conhecimento mútuo que sefunda no ser-com

359
r
SEIN UND ZEIT

kennen oft abltÊingig ist davon, wie weit das eigene Dasein
jeweilig sida selbst verstanden hat; das besagt ater nur, wie
weit es das wesenhafte Mitsein mit Anderen si(h durchsiditig
gemachtund ilidit verstellthat, wasnw mõgli(h ist, wenn
Dasein als In-der-Welt-sem je schon init Anderen ist. »Ein-
fühlung« konstituiert ni(bt erst das Mitsein, sondem ist auf
dessen Grande erst mõglich und dur(h die vorherrs(henden
defizientenMedi desMitseins in ihrerUnumgânglidikeit moti-
viert
l

Da[3 die »Einfüh]ung« kein ursprüng]i(hes existenzia]es


Phãnomcn ist, se wenig wie Erkennelà überhaupt, besagt aber
nidit, es bestehe bezüglich ihrer kcin Problem. Ih'e spezielle
Hemleneutik wird zu zeigen haben, wie die versdliedenen
Seinsmõglichkeiten des Daseins selbst das Mlteinandersein und
dessen Si(hkennen miBleiten und verbauen, se dali ein e(ates
»Verstehen«niedergehalten wird und das Dasein zu Suno-
gaten die Zuílludtt nimmt; weldle positive existenziale Bedin-
gung rechtesFremdverstehenfür reine MóBIl(hkeit voraus-
setzt. Die Analyse hat gezeigt: l)as Mitsein ist ein existenziales
Konstituens des In-der-Welt-sejas. Das Mitdasein erweist sida
als eigene Seinsart von innersveltlich begegnendemSeienden.
Sofern Dasein überhaupt íst, hat es die Seinsart des Miteinan-
derseins. Dieses kann nicht als summatives Resultat des Vor-
kommens inchreler »Subjekte« begriffen werden. Das Vor-
finden einer Anzahl von »Subjekten«wird selbstnur dadurdi
mõglich, daJ3die zune(hst in ihrem Mitdasein begegnenden
Anderen lediglich no(h als »Nummern« behandelt werden.
SolcheAnzahl wird nur entdeclddur(h ein bestimmtesMit-
und Zueinandersein.Diesel »riicksichts]ose«
Mitsein »re(])net«
mit den Anderen, ohne da13es ernsthaft »auf sie zâhlt« oder
audi nur mit ihnen »zutun haben«mõdxte.
Das eigene Dasein ebensowie das Mitdasein Anderer begeg-
net zunãchstund zumeist aus der umweltlidi besorgtenMit-
welt. Das Dasein ist im Aufgehen in der besargten Welt, das
heiBt zugleich im Mitsein zu den Andercn, ni(ht es selbst.}+'er
r'
SER E TEMPO

dependefrequenten)enteda amplitude com que o próprio -Dose/m


tenha se
entendido cada vez ele mesmo; isso significa somente que depende da ampla
rude em que setenha tornado transparente para si mesmo e em que não tenha
deturpado seu essencial ser-com com os outros, o que somente é possível se
o Z).zieim, como ser-no-mundo, já é cada vez com outros. Não só a "empatia'
não constitui o ser-com, mas ela só é possível sobre o seu fundamento, sendo
motivada pelos modos deficientes predominantes do ser-com em sua inaces-
sibilidade.
Que a "empatia" não é um fenómeno existenciário originário, assimcomo
não o é o conhecer em geral, não significa que não haja problema algum a
respeito dela. Sua hermenêuticaespecialtem de mostrar o modo como as
diversas possibilidades de ser do Z)aiei# falseiam e deformam o ser-um-com-
o-outro e o correspondente conhecimento mútuo, impedindo o surgimento
de um autêntico "entendimento" e fazendo que o Z)ase/#se refugie em suce
dâneos; ela tem de mostrar a condição existenciária positiva que pressupõe a
possibilidade de entender corretamente o outro. A análise mostrou : o ser-com
é uma constituição existenciária do ser-no-mundo. O -D.zieizz-com
se mostra
como um peculiar modo-de-ser do ente que-vem-de-encontro no-interior-
do-mundo. Na medida em que o -D.zie/m/, tem ele o modo-de-ser do ser-um-
com-o-outro. Estenão pode ser concebido colho a soma resultante da ocor-
rência de vários "sujeitos". SÓé possível encontrar um certo número de "sujei-
tos" quando os outros que-vêm-de-encontro de imediato no seuZ.).zie/#-com
sãotratados meramente como "números".Tal número de sujeitos só é desco-
berto por um determinado ser-com e ser-um-com-o-outro ou ser-um-relati-
vamente-a-outro. Esseser-com sem-respeito "conta" os outros sem "contar
seriamentecom eles"ou mesmosemter "algo a ver" com eles.
O Z)aieimpróprio, do mesmomodo que o -Dzzseim-com com os outros,
vem-de-encontro de-pronto e no mais das vezesa partir do mundo comuna
da ocupação do mundo-ambiente. O -D.zse/#, o se absorver no mundo da
ocupação, isto é, ao mesmo tempo no ser-com relativamente aos outros, não
é si-mesmo. y em

361
SEIN UND ZEIT

ist es denn, der das Sem als alltãgliches Miteinandersein


übemommen hat?

$ 27. Das alLtâgliche Sel,bstsetnund da Man.


126 Das onfoZogísdzrelevante Ergebnis der vorstehenden Analyse
desMitseins liegt in der Einsidit, daISder »Subjektdiarakter«
des eigenenDaseins und derAnderen si(h existenzial bestímmt,
dashei13taus gewissenWeisen zu sem. Im umweltlich Besorg-
ten begegnendie Anderen als das,was sie sind; sie sina das,
was sie betreiben.
Im Besorgendessem, was man rjlit, für und gegen die Ande-
ren ergriffen hat, ruht sLãndigdie Sorte um einen Unterschied
gegen die Anderen, sei esau(h nur, um den Unters(]lied gegen
sie auszugleidien, sei es, daB das eigene Dasein -- gegen die
Anderen zurü(kbleibend -- im Verhãltnis zu ilmen aufholen
will, sei es, daJ3das Dasein im Vorrang über die Anderen
darauf aus ist, sie niederzuhalten. Das Miteinandersein ist
-- ihm selbst verborgen -- von der Surge um diesel Abstand
beunruhigt. Existenzial ausgedrückt,es hat den Charakter der
,4bslãndlgkeít. Je unauffãlliger diese Seinsart dem alltãgli(!hen
Dasein selbst ist, um se hartnãckiger und ursprüngli(her wirkt
sic sida aus.
In diesel zum Mitsein gehõrigen Abstãndigkeit liegt aber:
das Dasein steht als alltãgli(hes Miteinandersein in der Bot-
mãPíg#eít der Anderen.xNidit es selbstüt, die Anderen haben
ihm das Sem abgenoi)ámen.Das Belieben der Anderen verfügt
über die alltâglidien Seinsmõgli(hlçeiten
desDaseins.Diese
Anderen sind dabei nicht beslÍmmfe Andere. Im Gegenteíl,
feder Andere kann sie vertreten. Entsdieidend ist nur die
unauffãllige, vom Daseinals Mitsein unversehenssdion über-
nommene Herrschaft der Anderen. Man selbst gehõrt zu den
Anderen und verfestigt ihre Madit.»Die Anderen«, die man
se nennt, um die eigene wesenhafte Zugehõrigkeit zu ilmen zu
verdeclten,sina die, die im alltãglidien Mliteinanderseinzu-
SER E TEMPO

é então aqueleque assumiuo ser como cotidiano ser-um-com-o-outro?

$ 27. O cotidiürio ser-si-mesmo e a-gente

O resultado omroZaK/c'zme
/e relevante da análise precedente do ser-com resi-
de em ter visto que o "caráterde sujeito" do próprio Z)'zieine dos outros é
determinado existenciariamente,isto é, a partir de certos modos de ser. No
objeto de ocupação do mundo-ambiente, os outros vêm-de-encontro como
o que são e iáo o que fazem.
No ocupar-sedo que foi empreendido com os outros, para os outros e
contra os outros, há a constante preocupação de sediferenciar dos outros: ou
porque se trata de uma diferença relativamente a eles ainda por igualar,
ou porque o -D.zie;# os sobrepuja e assim os submete. O ser-um-com-o-
outro -- o que fica oculto para ele -- inquieta-se com a preocupaçãodessa
distância. Expresso em termos existenciários, ele tem o caráter do dís/.zzzcia-
men/a. Q.uanto menos surpreendente essemodo-de-ser é para o -D'zseimcoti-
diano ele mesmo, tanto mais tenaz e originariamente é suaatuação-
Mas nessedistanciamento inerente ao ser-com, o -Dziei/zcomo cotidia-
no ser-um-com-o-outro está na iageifáo aos outros. Ele não é si-mesmo, os
outros Ihe retiraram o ser. Os outros dispõem a seu bel-prazer sobre as co-
tidianas possibilidades de ser do Z)asein.Nisso essesoutros não são outros
de/erma idos.Ao contrário, cadaoutro pode representa-los.Decisivo é so-
mente o domínio dos outros, não surpreendente, despercebido e já assumido,
que o -D.zie/msofre como ser-com. A-gente mesma pertence aos outros e
consolida o seu poder. "Os outros': como a-gente os chama, para encobrir
nossa própria essencial pertinência a eles, são aqueles que no cotidiano ser-
um-com-o-outro

363
SEIN UND ZEIT

nãdist und zumeist »da sínd«. Das Wer ist nicht diesel und
nicht jener, nidht man selbstund nidit einige und nicht die
SummeA[[er. Das»Wer« ist dasNeutrum, das ]Wan.
Früher wuxde gezeigt, wie je s(ihon in der nã(bsten Umwelt
die õffentli(he»Umwelt«zuhandenund mitbesorgtist. In
der Benutzlmg õfEentlicb.erVerkehrsmittel, in der Verwendung
des Nadniditenwesens(Zeitung) ist feder Andere wie der
Andere. DiesesMliteinanderseín lõst das eigene Dasein võllig
in die Seinsart»der Anderen«auf, se zwar, daJ3die Anderen
in ihrer Untersdaiedliclikeit und Ausdrüdlçlidikeit nodo mehr
vens(hwinden. In diesel Unauffãlligkbit und Ni(htfeststellbar-
keit entfaltet dasMan seineeigentli(he Diktatur. Wir genieBen
127
und vergnügenuns, wie man genieBt;wir lesem,sehenund
urteilenüber Literatur und Kunst,wie man siehtund uneilt;
wir ziehen uns ater au(h vom»groJ3enHaufen« zurüdK,wie
man sich zurückzieht;wir findem»empõrend«,was man
empõrend6ndet. Das Man, daskein bestirnmtesist und das
Alle, obzwar ni(ht als Summe, sind, sdareibt die Seinsart der
Alltãglichkeit vor.
Das Man hat selbst eigene Weisen zu sem. Die genannte
Tendenz des Mitseins, die wir die Abstãndigkeit nannten,
gründet daria, daJ3das Miteinandersein als soldies die l)urdl-
s(BnitfZíchÃeítbesorgt. Sie ist ein existenzialer Charakter des
Man. Dem Man geht es in seinemSem wesentlidi um sie.
Deshalb hall es sida faktis(b in der Dur(hsduiittlidlkeit dessem,
was sida gehõrt, was man gelten lãBt und was nicht, dem man
Erfo[g zubinigt, dem man ihn versagt.Diese Durchs(]illitt]ich-
keit in der Vorzeidinung dessem,
was gewagtwerden kaxm
und darf, wa(bt {iber jede si(h vordrãngendeAusnahme. Jeder
Vorrang wird gerãus(]llosniedergehalten. AJlesUrsprünglidie
ist über Na(ht als lãngst bekannt geglãttet. Aves Erkãmpfte
wird handli(h. JadesGeheiinnisverliert reinedraft. Die Surge
der Durchs(bnittlicllkeit enthüllt lieder eine weseilhafte Ten-
denz des Daseins, die wir die Eínebnung aller Seinsmõghch-
keiten nennen.
SER E TEMPO

de pronto e no mais das vezes "são aí': O quem não é este nem aquele, nem
a-gente mesma, nem a]guns, nem a soma de todos. O "quem" é [ein a]emão]
o neutro: a'ge#fe.
Anteriormente se mostrou a maneira como, no mundo-ambiente ime-
diato, um "mundo-ambiente" público já é cada vez utilizável como objeto de
coocupação. No uso dos meios públicos de transporte, no emprego dos entes
noticiosos (jornais), cada outro é como o outro. Esse ser-um-com-o-outro
dissolvepor completo o Z)assimpróprio, no modo-de-ser"dos outros': e isto
de tal maneira que os outros desaparecemmais e mais em suadiferenciação e
expressividade. Nessa ausência de surpresa e de identificação, a-gente desen-
volve suaverdadeira ditadura. Gozamos e nos satisfazemoscomo a-gentegoza;
lemos, vemos e julgamos sobre literatura e arte como a-gente vê e julga; mas
nos afastamos também da "grande massa" como a-gente se afasta; achamos
"escandaloso"o que a-gente acha escandaloso.A-gente, que não é ninguém
determinado e que todos são, não como uma soma, porém, prescreve o modo-
de-ser da cotidianidade.
A-gente tem ela mesmaos seuspróprios modos de ser. A referida ten-
dência do ser-com que denominamos distanciamento se funda ein que o
ser-um-com-o-outro ocupa colmo tal a zzzedíami/z. Esta é um caráter existenciá-
rio de a-gente. Para a-gente o que está essencialmente em jogo em seu ser é a
mediania. Por isso, a-gente se mantém factualmente na mediania do que vai
indo, do que é considerado válido ou não, daquilo a que a-gente concede ou
nega êxito. Essamediania na prefiguração do que se pode ou é permitido
ousar vigia toda exceção que possa sobrevir. Toda precedência é silenciosa-
mente nivelada. Tudo o que seja original é desbastadoem algo de há muito
conhecido. Tudo o que foi conquistado na luta passaa ser manuseado.Todo
segredoperde suaforça. A preocupaçãoda mediania desvendauma nova
tendência essencialdo -Darei/zpor nós denominada o miz,exame/a de todas as
possibilidades-de-ser.

365
SEIN UND ZEIT

Abstãndigkeit, Dur(hsdmittli(hkeít, Einebnung konstituie-


ren als Seinsweisendes Man das, was wir als »die Offentlidz-
keit« kennen. Sie reger zune(hst alle Welt- und Daseins-
auslegungund bellãlt in allem Recht.Und dasnichoauf Grund
eines ausgczeichneten und primâren Seinsverhãltnisses zu den
»Dingen«, ni(ht weil sie iiber eine ausdrückli(h zugeeignete
Durdisi(htigkeit des Daseins verfügt, sondem auf Grund des
Nichteingehens»auf
die Sadien«,weil sie unempfindlidiist
gegen alce Unterschiede des Niveaus und der E(htheit. Die
Offentli(hkeit verduilkelt elles und gibt das se Verdeckte
als dasBekannte und jedem Zugângli(he aus.
Das Man ist überall dabei,do(h se, daí3es si(h audi s(hon
immer davongesdilichenhat, wo dasDasein auf Entsdaeidung
drãngt. Weil das Man jedoch alces Urteilen und Entscheiden
vorgibt, nimmt es dem jeweiligen Dasein die Verantwortlidi-
keit ab. Das Man kann es sichgleidisam leisten,daJ3»man«
sidastândig auf esberuft. Es kalm am leichtesten alles verant-
worten, weil keiner es íst, der file etwas einzustehen braucht.
Das Man »war« es immer und do(h kann gesagt werden, »kei-
ner« ist es gewesen.In der Alltãglichkeit desDaseinswird das
meiste dur(h das, von dem wir sagen müssen, keiner war es.
Das Man entZastetse das jeweilige Dasein in seiner Alltãg-
li(}ikeit. Nidit nur das; mit diesel Seinsentlastung kommt das
128 Man dem Dasein entgegen, sofern in diesem die Tendenz zum
Leiditnehmen und Leichtmadien liegt. Und weil dasMan mit
der Seinsentlastungdela jeweiligen Dasein stãndig entgegen-
kommt, beh81t es und verfestigt es seine hartnãckige lien-
sdiaft
a

Jederíst der Andereund Keinerer selbst.Das Jt4an,mit


clerosida díe Frade na(b dem W'er des alltãgli(ben Daseins
beantwortet, íst das Níemand, dem ages Dasein im Unter-
einandersein sida je schon ausgeliefert hat.
In clen herausgestellten Seinsdiarakteren des alltãgli(hen
Untereinanderseins,Abstãndigkeit, Durdisdlinittlichkeit, Ein-
ebnung, Offentlichkeit, Seinsentlastung und Entgegenkommen
SrR E TEMPO

Distanciamento, mediania e nivelamento, como modos-de-ser de

a-gente,constituem o que conhecemos como "a publicidade': Ela regula de pron-


to toda interpretação-do-mundo e toda interpretação-do--Daseime tem razão
em tudo. Não porque isto tenha fundamento numa assinaladae primária
relação-de-sercom as "coisas: nem por dispor de uma expressae apropriada
transparência do -D.zse/#, mas por se fundar no não-penetrar "nos assuntos" e
por ser insensível a toda diferença de nível e de autenticidade. A publicidade
judo obscurecee dá o que é assimencobertocomo o notório e acessível
a
qualquer um.
A-gente está ein toda parte, de tal maneira, no entanto, que já escapuliu
sempre, de onde urge que o -Daseímtome uma decisão. Mas, porque antecipa
todo julgar e todo decidir, a-gente retira cada vez a responsabilidadede cada
.Daieim. A-gente pode colmo que se prestar a que constantemente se apele para
ela.Pode seincumbir de tudo com a maior facilidade, porque não há quem
tenha de responder por algo. Sempre "era" a-gente e sepode dizer, no entan-
to, que não foi "ninguém'l Na cotidianidade do -D.ziei/za maior parte das
coisasé feita por alguém de quem se deve dizer que não era ninguém.
A-gente .z//uia assim,cada vez, o respectivo -Dzzseim
em sua cotidiani-
dade.Não só isto : com essealívio-de-ser, a-gentevem ao encontro do -D.zie//z
na medida em que satisfaz sua tendência para tomar as coisasde modo
leviano e para torna-las fáceis.E porque a-gente, com o alívio-de-ser,
vem constantemente ao encontro do Z).usei/z,mantém seu domínio e conso-
lida-o tenazmente.
Cada um é o outro e nenhum é ele mesmo. A-gente, com a qual se res-
ponde à pergunta pelo caem do Z)assimcotidiano, é o -ZV2mgzóém
ao qual todo
Z).zse/m
já se entregou cada vez em seu ser-um-entre-outros.
Nos caracteres-de-serjá expostos do cotidiano ser-um-entre-outros:
distanciamento, mediania, nivelamento, publicidade, alívio-de-ser e vir-ao-
encontro,

367
HEIN UND ZEIT

liegt die uã(foste»Stiindigkeit« dc.sDüsciws.Diesc Stiii\digkcit


betriRt ilidit dns fortlx:!ihrende Vorhandensein von etv.as.
rondem die Seinsan des Daseins als Mitsein. In den genannten
Medi sciend hat das Selbst des eigenen Daseins und das Selbst
desAnderen si(b no(b ni(bt gefunden bzw. verloren. Man ist in
der Weiseder Unselbstândigkeitund Uneigentli(}ikeit. Diese
Weise zu sem bedeutet keine Herablninderung der Faktizitât
desDaseins,sewenig wie dasMan als dasNiemand ein Ni(hts
ist. Im Gegenteil, in dieser Seinsart ist das Dasein ein ens
realissimum, falls »Realitãt« als daseinsmâJ3iges Sela ver-
standen wird.
Allerdings ist das Man se wenig vorhandenwie das Dasein
iiberhaupt. Je offensiditli(her sich das Man gebârdet, um se
unfaJ31i(her und versteckter ist es, um se weniger ist es aber
auch ni(hts. Dem unvoreingenommenen ontisdi-ontologls(ben
»Sehen«enthüUt es si(h als das»realste Subjekt« der All-
tãglichkeit. Und wenn es ni(ht zugángli(b ist wie ein vorhan-
dener Stein, dann entscheidet das nicho im nlindesten über reine
Seinsart. Man dará weder vorschnell dekretieren. diesel Man
ist »eigentlidl« nicllts, nodo dcr Mcinung liuldigen, das
Pllãnomen sei ontologisdi interpretiert, wenn nxan es etwa als
nachtrãglidi zusammengesdüossenes Resultat des Zusammen-
vorhandenseinsmehrerer Subjellte »erklârt«. Vielmehr muJ3
sida umgekelut die Ausarbeitung der Seinsbegriffe nada diesen
unabweisbaren Phãnomenen ü(hten.
Das Man ist auch ni(ht se etwas wie ein »allgemeines Sub-
jekt«, das über mehreren schwebt.Zu diesel Auffassung kann
es nur kommen, wenn das Sem der »Subjekte« ni(ht daseins-
mâJ3ig verstanden wird und diese als tatsá(111li(bvorhandene
Fãllc einer vorkommendenGattung angesetztwerden. Bei
diesemAnsatz bcsteht ontologisdznur die Mõglichkeit, elles
was ni(bt Fala ist, im Sinne der Art tmd Gattung zu verstehen.
Das Man ist ni(ht die Gattung desjeweiligenDaseinsund es Í29
lã13tsich audz ni(bt als bleibende Besdxaffeilheit an diesel
Seienden vol'andem. DaB audl die traditioneUe Logik ange-
SER E TEMPO

reside a imediata "constância" do .D.zieím.Essaconstância não concerne à


contínua subsistência de algo, mas ao modo-de-ser do .Date/mcomo ser-com.
Sendo nos medi nomeados, o si-mesmo do próprio -Date/me o si-mesmo do
outro ainda não se encontraram ou já se perderam. A-gente é no modo
do não-ser-si-mesmoe da impropriedade. Essesmod/ de ser não significam
minimização alguma da factualidade do -D.zie/n,assim como a-gente consi-
deradacomo ninguém não é uln nada. Ao contrário, nessemodo-de-ser o
Z).ziein é um e/zs re.z&si/mam, se se entende "realidade" como ser confonne-
a(.,-Daseivz
.
Sem dúvida a-gente não é subsistente, assim como não o é o -D.usei/zem
geral. Q.uanto mais pública se torna a gesticulação de a-gente, tanto mais
inapreensível e oculta é, mas também tanto menos é um nada. Para um "olhar:
ântico-ontológico não prevenido, a-gente se desvenda como o "sujeito mais
real" da cotidianidade. O não ser ela acessívelcomo uma pedra subsistente
não decide minimamente sobre seu tnodo-de-ser. Não se deve decretar de
forma apressadaque essaa-gente não é "propriamente" nada, nem abonar a
opinião de que o fenómeno é ontologicamente interpretado quando "expli-
cado" como resultado ulterior da subsistência de vários sujeitos estreitamen-
te reunidos. Ao oposto, é preciso elaborar seusconceitos-de-ser segundo esses
fenómenos irredutíveis.
A-gente também não é algo como um "sujeito universal" a flutuar sobre
muitos outros. SÓsepode chegar a essaconcepção se não se entende o ser dos
"sujeitos" como conforme-ao-ser-do--Daieim,sujeitos que são postos como
casosfatualmente subsistentes de um gênero superveniente. Na perspectiva
dessaposição só resta ontologicamente a possibilidade de entender no sen-
tido de espécie e gênero tudo o que não é um caso dessa ordem. A-gente não
é o gênero de cada -Daifim e não pode ser encontrada nesse ente como quali-
dade permanente. Q.ue mesmo a lógica tradicional também malogro

369
SEIN UND ZEIT

si(bts diesel Phânomene versagt, kann nicht verwundem, Menu


bedacht wird, daIS sie ihr Fundament in einer überdies nodo
rohen Ontologie des Vorhandenenhat. Daher ist sie durdt
no(h se viele Verbesserungenund Erweiterungen grundsãtz-
lidi xú(ht ges(}lmeidiger zu madien. Diese »geisteswissensdiaft-
lich« orientierten Reformen der Logilç steigem nur die onto-
logisd3.e Verwirrung.
Das Man. ist ein Ezistenzial und gehõrt als ursplllngliches
P/zãnomen zur positlzien }''erJFassu?zg
des Daseíns. Es hat selbst
wieder vens(]iiedene Mõglidlkeiten seiner daseinsmãJ3igen Kon-
kretion. Eindringlicllkeit und Ausdrüclçli(!hkeit seiner }len-
sdiaft kõnnen ges(iliditlidi we(Jaseln.
Das Se[bst des a]]tág]i(hen Daseins ist das ]Wan-seZbs], das
wir von dem eígenlZic/len,das heiBt eigens ergriffenen SeZbst
untersdieiden. Als Man-selbst ist das jeweilige Dasein in das
Man zerstreuf und mu13si(h erst findem. Diese Zerstreuung
üarakterisíert das»Subjekt« der Seinsart, die wir als das
bcsorgende Aufgehen in der nãdist begegnenden Welt kennen.
Wenn das Dasein ihm selbst als Man-selbst vertraut ist, dann
besagt das zugleidi, daJ3das Man die nã(11isteAuslegung der
Welt und des In-der-Welt-seíns vorzeichnet. Das Man-selbst,
worum-willen das Dasein alltãghdi. ist, artikuliert den Ver-
weisungszusammenhang der Bedeutsamkeit. Die Welt des
Daseins giba das begegnende Seiende auf eine Bewandtnis-
ganzheit frei, die dem Man vertraut ist, und in den Grenzen,
dic mit dcr Durdls(hiüttlidllKit dcs Man festgelcgt sind.
Zunãc/ut ist das faktische Dasein in der durdis(]lnittlidi ent-
decltten Mitwelt. Zzznã(int»bin« nidit »idi« im Sinne des
eigenen Selbst, sondern die Anderen in der Weise des Man.
Aus diesel her und als dieseswerde i(h mir »selbst«zunãchst
»gegeben.«Zune(bst ist das Dasein Man und zumeist bleibt
es se. Wenn das Dasein die Welt eigens entdeckt und sich
nahebringt, wenn es illm selbst sem eigentlidhes Seja ers(111lieJ3tt
dana vollzíeht si(h diesel Entde(ken von»Welt« und Er-
s(llüieJ3envon Dasein immer als Wegrãumen der Verdeckungen
SER E TEMPO

no que diz respeito a essefenómeno não é de admirar, quando sesabe que ela
tem seu fundamento numa rude ontologia do subsistente.Por isso, não obs-
tante tantos melhoramentos e ampliações, não se tornou mais dúctil em seus
princípios. Essasreformas da lógica orientadas pelas "ciências do espírito" só
aumentam a confusão ontológica.
.A-gente é um ucistenciário e, comofeYLâvrLeno
originário, pertence à coltsti-
/ 2fáopos///z,ada Dasein. Tem de sua parte ela mesma diversas possibilidades
de concretização conforme-ao--D.zieZ/z. A penetração e a expressividade de seu
domínio podem variar historicamente.
O si-mesmo do -Doseia cotidiano é .z'gezz/e-eZa-mesmaque distinguimos
do si-meimc2pr(brio,isto é, do si-mesmopossuído de modo apropriado. Como
'z'gí'/z/e-eZa-meszzza,
o Z.)aiei# está disperso em a-gente e deve primeiramente
se encontrar. Dispersão que caracteriza o "sujeito" do modo-de-ser que co-
nhecemoscomo o ocupado absorver-seno mundo que imediatamente vem-
de-encontro. Se o Z).zieim é para si mesmo familiar como /z gen/e-eZa-mesma,
isto significa ao mesmo tempo que a-gentedelineia previamente a interpreta-
çãoimediata do mundo e do ser-no-mundo. A-gente-ela-mesma,como aqui-
lo em-vista-de-que o cotidiano Z).zsei#é, articula o contexto-de-remissão
da signiâcatividade. O mundo do -D.zieimdá liberdade ao ente que-vem-de-
encontro para uma totalidade-de-conjuntação que é familiar à a'gem/ee cujos
limites a mediania de a-genteestabelece..Deime#2z/oo .D,zieinfactual está
no mundo-com medianamente descoberto. Z)e imedi /o eu não "sou" "eu': no
sentido do si-mesmo próprio, mas sou os outros no modo de a-gente. A par-
tir desçae como esta sou dado "de pronto" a "mim mesmo': De pronto, o
Z).usei/z
é a-gente e no mais das vezes assim permanece. Q.uando o -D ziei
descobrepropriamente o mundo e dele se aproxima, quando ele abre para si
mesmoseupróprio ser,essedescobrir de "mundo" e abrir do Z).zsri#sempre
se efetua como remoção de encobrimentos

37t
SEIN UND ZEIT

und Verdunkelungen, als Zerbre(hen der Verstellungen, !nit


denen si(h das Dasein gegen es selbst abriegelt.
Mit der lUteI:pletation des Mitseins und des Selbstseim im
Man ist die Frase nada dem Wer der .Alltâghdikeit des Mit-
einanderseins beantwortet. Diese Betra(btungen haben zugleich
ein konkretes Verstãndnis der Grundverfassung des Daseins
erbra(ht. Das In-der-Welt-sem wurde in seiner Alltâghchkeit
und Dunas(bilittli(hkeit si(Ihtbar.
Das alltãglidie Daseins(hõpft die vorontologis(he
Aus- 130
legung seines Seios aus der nã(hsten Seinsart des Man. Die
ontologis(he Interpretatíon folgt zunãlhist dieser Auslegungs-
tendenz, sie versteht das Dasein aus der Welt her und findet es
als innerweltlidz Seiendesvor. Ni(ht nur das; au(h den Sina
des Seios, daraufhin diese seienden »Subjekte« verstanden
werden, lãJ3t sida die»nãdiste« Ontologie des Daseins aus der
»Welt«vorgeben.Weil ater in diesel Aufgehenin der Welt
das Weltphânomen selbst übersprungen wird, tútt an reine
Stelle das innerweltlidi Vorhandene, die Dirige. Das Sem des
Seienden, das mít-da-íst, wird als Vorhandenheit begriBen. So
ermõgh(ht der Aufweis des positiven Phãnomens des nâ(hst-
alltãgli(hen In-der-Welt-seinsdie Einsidit in die Wurzel der
Verfehlung der ontologis(hen Interpretation diesel Seinsver-
tassung. Sie selbst irt ihrer aU;tiighctLenSei;nsart ist es, die sida
zunãctBt uedehlt und uerdedtt.
Wenn scbon das Sem des alltãghdien Miteinanderseins, das
sich sdieinbar ontologis(h der puren Vorhandenheit nãhert,
von diesel grundsãtzlidi verscliiedenist, dana vira das Sem
deseigentli(hen Selbst no(b weniger als Vorhandenheit begrif-
fen werden kõnnen. Das eígentZÍ(üe8eZbstselnbenlht ni(bt auf
einem vom Man abgelõsten Ausnahmezustand des Subjekts,
rondem ísf Cine erísZelzzieZZe]t4odi/]Aatíon des ]Wan aZs eiras
wesen/za/ten ÉlzístenzíaZs.
Die Selbigkeit des eigentli(:h existierenden Selbst ist aber
dann ontologischdur(h eine Kluft getrennt von der Identitãt
desin der Erlebnismannigfaltigkeit sidadurcllhdtenden l(b.
SER E TEMPO

e de obscurecimentos,como quebra das contratações com que o Z.)'zseim


se
fecha para si mesmo.
Com a interpretação do ser-com e do ser-si-mesmo em a-gente está
respondida a pergunta pelo quem da cotidianidade do ser-um-com-o-outro.
Essasconsideraçõestrouxeram ao mesmo tempo um entendimento concreto
da constituição fundamental do l)aieim. O ser-no-mundo ficou visível em sua
cotidianidade e mediania.
O .Dose/ncotidiano tira a interpretaçãopré-ontológicade seuserdo
imediato modo-de-serde a-gente.A interpretação ontológica seguede
imediato essatendência interpretativa, e entende o Z).ziei/za partir do mun-
do e o encontra como ente do-interior-do-mundo. E, não somente isso, mas
a antologia "imediata" do -Daieimfaz que se Ihe dê a partir do "mundo" o
sentido do ser em relação ao qual essesentes "sujeitos" são entendidos. Mas
porque nessaabsorçãono mundo, passa'sepor cima do 6enâmeno-de-mundo
ele mesmo, em seu lugar se introduz o subsistente do-interior-do-mundo, as
coisas.O ser do ente que é-'2zz'"-com
é concebido como subsistência.Assim,
aprova do fenómeno positivo do modo imediato do cotidiano ser-no-mundo
possibilita a penetração na raiz do defeito de interpretação ontológica dessa
bons\\tu\\âo-de-set. ELa mesma, em seü modo de ser cotidiano, é a qüe de
imediato falha e encobre.
Sejá o ser do cotidiano ser-um-com-o-outro,que pareciaaproximar-se
ontologicamenteda pura subsistência,é fundamentalmente distinto dela,
então menos ainda se poderá conceber como subsistência o ser do-si-mesmo
próprio. O ier-ii-meizmopr(ária não repousasobre um estado-de-exceção de
um sujeito desprendido de a-gente, mas é am.z mzad@c.irãoexZs/emci,z/
de a-
gente como üm existenciário essencial.
Mas o ser-si-mesmodo existente "si-mesmo" próprio é então separado
ontologicamente por um abismo da identidade do eu que se mantém na
multiplicidade-de-vivência.

373
FÜNFTES KAPITEL
Das In-Sem als solches

S 28. Die zlu+gabeeiner thematischenAncElysedes In-Seios

Die existenziale Analytik des Daseins hat in ihrem vorberei-


tenden Stadium die Grundverfassung diesesSeienden,das In-
dex-Welt-sela, zum leitenden Trema. Ihr náchstes Ziel ist die
phãnomenalell:lebung der einheitlichen ursprüngli(Len Struk-
tur des Seios des Daseins, daraus si(h reine MóBIl(hkeiten und
Weisen»zu sem« ontologisü. bestímmen.Bisher war die
phãnomenale Charakteristik des In-der-Welt-sejas auf das
Strukturmomentder Welt und die Beantwortungder Frage
na(h dem Wer diesel Seienden in seiner AJltãgliclikeit geriditet.
Aber s(hon bei der ersten Kennzei(])nung der Aufgaben einer
131 vorbereitenden Fundamentalanalyse des Daseins wurde eine
Orientierung über das /n-Sela aZs soZ(ües vorausgesdlidçtí
und an dem konkreten Modus des Welterkennens demon-
rie
striert.2
Die Vorwegnahme diesestragenden Strukturmomentes ent-
sprang der Absidit, von Anfang an die Analyse der einzelnen
Momente in einem sida durcllhaltendenVorblick auf das
Strukturganze einzukrqisen und jede Sprengung und Auf-
splitterung des einheitlidxenPhânomenszu verhüten. Jetzt
gilt es,die Interpretation enter Bewahrung desin der konkre-
ten Analysevon Welt und Wer Gewonnenenzum Phãnomen
des In-Seins zurücl(zulenken. Die eindi:ingli(hera Betra(htung
desselbensoll ater nicht nur emeut und sichererdie Struktw-
ganzheit des In-der-Welt-seios vor den phãnomenologls(ben
Blick zwingen,rondem audi den Weg bahnenzur Erfassung
des ursprünglichen Seins des Dascins selbst, der Surge.
: vgl s í2, s. 7í ír.
vgi. S í3, s. 80 #.
OIJINTOCAPÍTULO
O ser-emcomo tal

S 28. -A tarefa de üma análise temátic.z do ser-em

Em seu estádio preparatório, a analítica existenciária do Z)ases/ztem por tema


diretor a constituição-fundamental desseente: o ser-no-mundo. Seuobjetivo
imediato consiste em pâr em relevo fenomênico a estrutura unitária origina-
ria do serdo l)aieím e a partir daí determinar ontologicamentesuaspossibi-
lidades e modos "de ser" Até agora a caracterizaçãofenomênica do ser-no-
mundo guiou-se pelo momento estrutural do mundo e pela respostaà per-
gunta pelo quem desseente na cotidianidade. Mas já na primeira indicação
das tarefas de uma análise fundamental preparatória do -Daiein se antecipou'
uma orientação para o ier-em como/a/, que foi mostrada: no modasconcreto
do conhecer-o-mundo.
A antecipação dessemomento estrutural de sustentação surgia do pro-
pósito de analisardesdeo início seusmomentosindividuais numa perspecti-
va voltada para a estrutura do todo, evitando, assim, que o fenómeno unitário
esseou sedespedaçasse.
Agora, com a garantiado que foi ganho na
análise concreta do mundo e do quem, é preciso que a interpretação retorne
ao fenómeno do ser-em.Ora, o exame mais penetrante dessefenómeno náo
só deve pâr de novo e mais seguramenteante o olhar fenomenológico a tota-
lidade estrutural do ser-no-mundo, mas também abrir caminho para a apreen'
são do ser originário do Z).ziei# ele mesmo: a preocupação-

l
l
cf. $ 12,pp.71 ss
cf. S 13,pp. 80 ss

375
SEIN UND ZEIT

Was kann aber no(h weiter aufgezeigt werden am In-der-


Welt-sem über die wesenhaften Bezüge des Seios bei der Urelt
(Besorgen), des Mitseins (Fürsorge) und des Selbstseins (Wer)
lúnaus? Es bleibt allenfalls no(h die MóBIl(!E)keit,die Analyse
durei vergleichende
Charakteristik
der Abwandlungen
des
Besorgens und seiner Umsi(üt, der Fürsorge und ihrer Rück-
sidit in die Breite auszubauen und dur(h die versdiãrfte
Explikation desSeinsallesmõglidien innerweltli(ben Seienden
das Dasein gegen ni(ht daseinsmã-13igesSeiendesabzuheben.
Ohne Frage liegen nada diesel Riditung unerledigte Aufgaben.
Das bislang lierausgestellte ist vielfãltig ergãnzungsbedürftig
im Hinblidl auf eine gesdllossene Ausarbeitung des existen-
zialen Apüoü der philosopllis(hen Anta'opologie. Darauf
zielt ater die vorliegende Untersuchung nidit. /Àre .dbsíc/zt íst
Cine /unciamentaZonZoZagis(üe.
Wenn wir sonadi dem In-Sela
thematisdi nachfragen, dana kõnnen wir zwar nicht die
Ursprünglichkeit des Phãnomens dunhAbleitung aus anderen,
d. h. durdi eine unangemesseneAnalyse im Sinne einer Auf-
lõsung verei(hten wollen. Die Unableitbarkeit eines Ursprüng-
[idien s(]i]ieí3t aber eine Mannigfaitigkeit der dafür konstitu-
tiven Seins(haraktere ni(ht aus. Zeigen sida solda.e,dann sind
sie existenzial gleichursprünglich. Das Phãnomen der GZeíc/l-
urspriingZic/zÀeítder konstitutiven Momente ist in der Ontolo-
gie oft miJ3a(htet çvordenzufolge einer methodis(h ungezügel-
ten Tendenz zur Herkunftsna(hweisung von allem und cedem
auseinem einfa(hen »Urgrund«.
In welche Ridztung gilt es zu sehen ftir die phânomenale 132
Charakteristik des In-Seios als soldien? Wir erhalten ,Antwort
durch die Erinnerung daran, was bei der Anzeige des Pháno-
mens dem phãnomenologis(hbehaltenden Blick anvertraut
wurde: das In-Sem im Untersdiied von der vorhandcnen
Inwendigkeit eines Vorhandenen »in« einem anderen; das
In-Sem ni(!ht als eine durdi das Vorhandensein von »Welt«
bewirkte oder aucbnur ausgelõsteBes(haffenheit einesvorhan-
denen Subjekts; das In-Sem vielmehr als àesenhafte Seinsart
SEK E TEMPO

Mas que pode ainda ser mostrado no ser-no-mundo, além das relações
essenciaisdo serjunto ao mundo(ocupação), do ser-com(preocupação-com)
e do ser-si-mesmo (quem)? Resta ainda quando muito a possibilidade de
ampliar a análise mediante a caracterizaçãocomparada das modificações do
ocupar-see do seuver-ao-redor, da preocupação-com e do respeito, pela acen-
tuaçãodo contraste entre o -adie/me todo ente que não Ihe é conforme me
diante uma maior explicação do ser de todo possível ente do-interior-do-
mundo. É inquestionável que há nessadireção tarefas inconclusas. O que 6oi
obtido até agora necessita de complementação sob muitos aspectos na pers-
pectiva de uma elaboraçãocompleta do a priori existenciário de uma antro-
pologia filosófica. Mas a isto não visa a presente investigação. Szza/#/emf.{o /
ozz/o/( iro:#a dazme /a/. Portanto, ao perguntar tematicamente pelo ser-em
não significa que estamos querendo anular a originariedade do fenómeno
derivando-o de outros fenómenos, isto é, mediante uma análise inadequada
no sentido de suaresoluçãoem outro. Mas que um originário não possaser
derivado de outro não exclui que tenha uma possível multiplicidade de cons-
titutivos caracteres-de-ser. Se se mostram tais, são todos existenciariainente
de igual-originariedade. O fenómeno da Üaa/-orÜ/m,zr/e2.z2edos momentos
constitutivos foi frequentementedescuradona oncologiapor efeito de uma
insopitável tendência metódica para mostrar que todas e cada uma das coisas
eêmsuaorigem em um simples"fundamento primordial".
Em que direção se deve olhar para ver a caracterizaçãofenomênica do
ser-em como tal? Obteremos a resposta pela recordação do que já na primeira
indicação do fenómeno 6oi confiado ao firme olhar do eenomenólogo: o ser-em
difere do ser-dentro de um subsistente "em" outro; o ser-em não é uma proprie-
dade de um sujeito subsistente, por efeito ou meramente suscitada pela sub-
sistência de um "mundo"; o ser-em é, ao contrário, o modo-de-ser essencial

377
SEIN UND ZEIT

dieses Seienden selbst. Was anderes stellt sid:i aber dann mit
diesel Phãnomen dar als das vorhandene commercíum zwí-
sc/zen einem vorhandenen Subjekt und einem vorhandenen
Objekt? Disse Auslegung kâme dem phanomenalenBestand
schonnãher, wenn sie sagre: das l)aseín íst das Sem diesel
»Zwis(hen«. Irreführend bliebe die Orientierung an dem
»Zwischen« trotzdem. Sie madit unbesehen den ontologisda
unbestiinlnten Ansatz des Seienden init, wozwisdaen diesel
Zwisdlen als sol(hes»ist«. Das Zwisdlen ist sdlon als Resultar
der convenientia zweier Vorhandenen bege'iffen. Der vor-
gãngige Ansatz diesel aber sprengt immer schon das Phãno-
men, und es ist aussichtslos, diesel je lieder aus den Spreng-
stücken zusammenzusetzen. Nidit nur der»Kitt« felllt,
rondem das »Schema«ist gesprengt,bzw. nie zuvor enthüllt,
gemâB dem die Zusammenfügung sida vollziehen soll. Das
ontologisdi Entsdieidende liegt dada, die Sprengung desPhã-
nomens vorgãngig zu verhüten, das heiBt seinen positiven
phãnomenalen Bestand zu sidhern. DaB es hierzu weitgehen-
der Umstãndlidikeit bedarf, ist nur der Ausdru(k davon, da13
etwas ontisdi Selbstverstãndhdies in der überlieferten Behand-
lungsart des »Erkenntnisproblems« ontologisdx vielfâltig bis
zur Unsiditbarkeit verstellt wurde.
Das Seiende, das wesenhaft dur(!h das In-der-Welt-sela
konstituiert vira, íst selbst je sela»Da«. Der vertrauten
Wortbedeutung na(h deutet das »Da« auf »vier« und »dOFtc.
Das »Hier« eínes»l(h.}Hier« versteht sida immer aus eínem
zuhandenen»Dort« im Sinne des entfemend-ausridh.tend-
besorgenden Seios zu diesel. l)ie existenziale Râumli(bkeit
desDaseins,die ihm dergestalt seinen»Oü« bestimmt, gründet
selbstauf dem.In-der-Welt-sem.l)as Dort ist die Bestimmtheit
eines ínnenueZ{Zid}Begegnenden.»Hlier« und »Don« sinal
nur mõgli(h in einem »Da«, das heiJ3twenn ein Seiendesist,
das als Sem des»Da« Rãunllidikeit erschlossen
hat. Diesel
Seiende trãgt in seinem eigensten Sem den Charakter der
Unvers(]üossenheit. Der Ausdru(k»Da« meint diese wesen-
SER E TEMPO

desseente ele mesmo. Mas que mais se nos apresentanesseeenâmenoa não


ser um rommerciam e/zfre um sujeito subsistente e um objeto subsistente?
Interpretação que já ficaria mais próxima do conteúdo fenomênico, dizendo:
o-Da'eíméoie7"desse"entre".Entretanto, aorientaçãopara o "entre" induzida
a erro, ao pâr de modo inconsiderado quanto à suadeterminação ontológica
os entes entre os quais a relação "entre" "é" como tal. O entre já é concebido
como resultadoda co pe /e fza de dois subsistentes.Pois a prévia posição
dessessubsistentessemprejá faz o fenómeno ex?/adír e vã é toda tentativa de
sua recomposição com os fragmentos da explosão. Não somente falta o "ci-
mento': maso "esquema"segundo o qual a recomposição deve ser efetuada
nunca foi anteriormente desvendado. O ontologicamente decisivo consiste
em evitar preventivamente a explosão do fenómeno, isto é, assegurar-lhe seu
conteúdo fenomênico positivo. Para consegui-lo se requerem tantas e tão
extensasprecisõesque só constituem uma expressãode que algo que ontica-
mente se-entendia-por-si-mesmo foi de muitas maneiras ontologicamente
desfiguradono tradicional modo de tratamento do "problema do conheci-
mento'l a ponto de o tornar irreconhecível.
O ente que é essencialmente constituído pelo ser-no-mundo / cada vez
ele mesmo o seu "a/". Segundo a signiâcação usual da palavra, o "aí" indica um
"aqui" e um "lá'l O "aqui" de um "eu-aqui" é sempre entendido a partir de
um utilizável "lá': utilizável no sentido do servoltado para ele,em ocupação-
desafastante-direcionada. A espacialidade existenciária do Z).zseZm
que assim
Ihe determina seu"lugar" funda-seela mesmasobre o ser-no-mundo. O "lá" é
a determinidade de um ente do-interior-do-mundo que-vem-de-encontro no-
interior-do-mzó#da. O "aqui" e o "lá" só são possíveis em um "aí': isto é, se um
ente que, caído ser do "aí': abriu a espacialidade. Esseente traz em seu ser mais-
próprio o caráter do não-ser-fechado. O termo "aí" significa essaessencial

}79
SEIN UND ZEIT

haste Ersdüossenheit. Dwü. sie ist diesesSeiende(das Daseh)


in fins lnit dem Da-seja von Welt für es selbst»da«.
Die ontisdhbildlidie Redevom lumes naturale im Mensdxen
meint ni(bts anderesansdie existencial-ontologisdie
Struktur
diesesSeienden, daJ3es íst in der Weise, sem Da zu sem. Es ist
»erleuditet«, besagt: an ihm selbstab In-der-Welt-sem gelidi-
tet', nidit durdi ein anderes Seiendes, sondem se, daJ3es selbst
die Lichtung jstb. Nur einem existenzial se gelichteten Seien-
den wird Vorhandenes im Lidlt zugãnglida, im Dunkel ver-
borgen. Das Dasein bringt seja Da von cause aus mit, seiner
entbehrend ist es nicht nur faktisdi niklbt, sondem überhaupt
ni(ht das Seiende diesel Wesens.l)as i)mean ist' seíne Ers(izZos-
sen;zeít.
Die Konstitution diesel Sejas soll herausgestellt werden.
Safem aber das Wesen diesel Seienden die Existenz ist, besagt
der existenziale Satz »das Dasein íst seine Ers(hlossenheit«
zugleidi: das Seja, darum es diesel Seienden in seinem Sem
geht, ist, sem»Da« zu seja. Au13erder Charakteristik der
primãren Konstitution desSeios der Ers(]llossellheitbedarf es
gemãBdem Zug der Analyse einer Interpretation der Seinsart,
in der diesel Seiende aZZtãgZÍ(üsem Da ist.
Das capitel, das die Explikation des lln-Seins als sol(ben,
das heiBt des Seins des Da übemimrnt, zerfâllt in zwei Teime:
A. Die existenziale Konstitution des Da. B. Das alltãgb(be
Seja des Da und das Verfallen des Daseins.
Die beiden glei(bursprünglidien konstitutiven Weisen, das
Da zu sem, sehen wir in der Be/!ndZíchÃeífund im 7ersfehen;
derenAnalyse erhãlt jeweils dur(b die lUteI'pretation eines kon-
kreten und für die nacllkommendeProblematik widitigen Mo-
dus die notwendige phãnomenaleBewãh'ung. Beãndlicllkeit
undVerstehensind gleidaursprünglidabestimmt dur(!b die Rede.

a 'AXÓ$eta -- Offenheit -- Li(htung, Lidit, Leudhten.


b abernidit produziert.
c Dasein existiert und nw es; somit Existenz dar Aus. und Hindus.
stehen in die O#enbeit des Da: Ek-sistenz.
SER E TEMPO

abertura. Por meio dela esse ente (o -Daieim) é para ele mesmo "aí': unido com
o ser-"aí" de mundo.
C) discurso ântico figurado do /zzmemzz,zfwzn/e
no homem não significa
nada mais do que a estrutura ontológico-existenciária desseente, que é no
modo de ser seu "aí". Ele é "iluminado" signiâcando: como ser-no-mundo ele
é em si mesmo iluminado", não por receber a luz de um outro ente, mas
porque ele mesmoébclaridade da clareira. SÓ a uin ente existenciarialnente
assim aclarado pode o subsistente aceder à luz ou se ocultar no escuro. O
Z)aie/mtraz consigo de casao seu "aí"; e privado dele não só não seria fac-
tualmente, luas não poderia ser em geral o ente dessaessência.O Dasein /
süa apertar.z.
A constituição desseser deve ser posta em relevo. Mas na medida em
que a essênciadesseente é a existência, a proposição existenciária "o -Darei/z
Z sua abertura" significa ao mesmo tempo: o ser que para esseente estaem
Jogo em seu ser é ter de ser seu "aí". Afora a caracterização primária do ser da
abertura é necessário, consoante a tendência da análise, interpretar o modo-
de-ser em que esseente é co//dí z/z zmr#/e seu "aí
O capítulo que assumea explicação do ser-em como tal, isto é, do ser do
"aí': divide-se em duas partes: A. Constituição existenciária do "aí". B. O ser
cotidiano do "aí" e o decair do Z).zieim.
Os dois modos, de igual originariedade, ambosconstitutivos de ser o
"aí'l nós os vemos no ewcozz/znr-see no e/z/e der; sua análise recebe cada vez
uma necessáriaconfirmação fenomênica pela interpretação de unl modzzi
concreto e importante para a problemática vindoura. O encontrar-se e o
entender sãodeterminados com igual originariedade pelo dísfarso.

' AIXÕ9eta abertura -- clareira, luz, iluminar.


' mas não produz.
' O l).zie/zzexiste e somente ele; dessamaneira, existência é esgarfora, ir para fora e esgar
na abertura do "aí": e&-i/ifemci.z.

38l
HEIN UND ZEIT

Unter A(die existenziale Konstitution des Da) wird dem-


na(h behandelt:das Da-semals Be6ndlidüeit (S 29), die
Furcht als ein Modus der Befindli(Lkeit(S 30), das Da-sem als
Verstehen (S 31), Verstehen und Auslegung (S 32), die Aus-
sageals abkünftíger Modus der Auslegung(S 33), Da-sem,
Rede und Sprache (S 34).
Die Analise der Seinsdiaraktere des Da-seím ist eine
existenziale. Das besagt: Die Charaktere sind ni(ht Eigen-
schaften eines Vorbandenen, rondem wesenhaft existenziale
Weisen zu sem. Ihre Seinsart in der Alltãgli(ilkeit mu13 daher
herausgestellt werden.
Unter B(das a1ltãgh(heSela desDa und dasVerfallen des
Daseins) werden entspre(hend dem konstitutiven Phãnomen
der Rede,der im VerstehenliegendenSi(ht und gemâBder
ihm zugehõrigen Auslegung(Deutung) als existenziale Movi
des alltãglidien Seins des Da analysiert: Das Gerede(S 35), die
Neugier ($ 36), die Zweideutigkeit ($ 37). An diesenPhãno-
menen wird eine Grundart des Seins des Da sichtbar, die wír
als Perfaziaminterpretieren, weldies »Fallen« eíne existenzial
eigene Weise der Bewegtheit zeigt(S 38).

A. Die existenzialeKonstitution desDa

S 29. DaÊ Da-sem dk BefindU(}ikeit

Was wir ontoZogisc/z lllit dem Titel Befindli(bkeit anzeigen,


ist ontísch das Bekannteste und Alltâglidiste: die Stimmung,
das Gestilnmtsein. Vor aller Psydzologie der Stimmungen, die
zudem no(h võllig bra(h liegt, gilt es, dieses Phãnomen als
fundamentales Existenzial zu sehenund in seiner Struktur zu
umrei13en.
Der ungestõrte Gleichmut ebenso wíe der gehemmte Mi13-
mut des aUtâglidien Besorgens, das Ubergleiten von jenem in
SER E TEMPO

Em A(a constituição existenciária do "aí") trata-se, portanto, do seguin-


te: o Z)a-ieim [sfr-'2z"] como encontrar-se ($ 29), o medo como um matiz/i do
encontrar-se($ 30), o Z)a-iei/z [o ier-'2z/'] como entender ($ 31), o entender
e a interpretação ($ 32), a enunciaçãocomo moda/sderivado da interpretação
($33),-Z.).z-ieizz
[ser-'k/'],discurso
elinguagem
($ 34).
A aná]ise dos caracteres-de-ser do .D.z-irem [ier-'2zz'"] é existenciária, sig-
nificando que os caracteresnão são propriedades de um subsistente,mas
modos existenciários essenciaisde ser.Seu modo-de-ser deve, por conseguin-
te, ser posto em relevo na cotidianidade.
Em B (o ser cotidiano do "aí" e o decair do Z).zie/n) são analisados,em
correspondênciacom o fenómeno constitutivo do discurso, com a visão que
há no entender e conforme a interpretação (explicação) que Ihe é pertinente,
como mod/ existenciários do ser cotidiano do "aí": o Ealatório ($ 35), a curio-
sidade ($ 36), a ambiguidade ($ 37). Nessesfenómenos fica visível um modo
fundamental do serdo "aí'l que interpretamos como dec/zir,"cair" que mostra
um ser-móvel, o qual é um existenciário próprio do -D.usei/z
($ 38).

A. A constituição existenciária do "aí

$ 29. O ])a.- se]n [ser-"aí"] como encontrar-se

O que designamos ozz/o/oyic'zme/z/e


com a expressão"encontrar-se" é algo
a /ic/amem/eo mais conhecido e o mais cotidiano: o estado-de-ânimo, o ser
em um estado-de-ânimo. Antes de toda psicologia dos estados-de-ânimo, na
qual estátudo por fazer, é preciso ver essefenómeno como um existenciário
fundamental, esboçando-lhe a estrutura.
A serenidade imperturbável, assim colmo o mau humor contido na ocu-
pação cotidiana, o deslizar da primeira para

3 83
SEIN UND ZEIT

diesel und umgekehrt, das Ausgleiten in Verstimmungezz


sind ontologisdi ili(ht nidits, mõgen diesePhânomene als das
vermeintli(b Gleidlgültigste und Fliichtigste im Dasein unbe-
a(htet bleiben. DAISStimmungen verdorben werden und
umsclüagen kõnnen, saBEnur, daJ3das Dasein je s(hon immer
gestimmtist. Die oft anhaltende,
ebenmâJ3ige
und falte
Ungestimmtheit, die nicht init Verstinlmung verwe(hseltwer-
den dará, ist se wenig nichts, daB gerade in ihl: das Dasein
ihm selbst überdrüssig wird. Das Seja des Da ist in sol(her
Verstirnmung als Last' offenbar geworden. Warum, welP man
nicht. Und das Dasein kann dergleididn ni(ht wissen, weil die
ErsdilieBungsmõgli(111keitendes Erkennens fiel zu kurz tragen
gegenüber dem ursprüngli(hen ErsclllieJ3en der Stimmungen,
in denen das Dascin vor sem Seja als Da gebrachtist. Und
wiederumkann die gehobeneStimmungder ofEenbaren Last
des Seios entheben; audi diese Stimmungsmõgli(bkeit er-
sdlüie13t,wenngleidi enthebend, den Last(harakter des Daseins.
Die Stimmung macht offenbar, ),wie einem ist und wird«. In
diesel »wie minemist« bringt das Gestimmtseindas Sem in
sem »Da«.
In der Gestimmtheit ist immer schonstnnmungsmãBlg dm
Dasein als das Seiendeersd3lossen,dem das Dasein in seínem
Sem überantwortet wurde als dem Sem, das es existierend zu
sem hat. Ersdxlossenbesagt nicht, als se!(heserkannt. Und
gerade in der gleichgültigsten und hannlosesten Alltãglidhkeit
kann das Seja des Daseins als nadçtes»DAIS es ist und zu sem
hat« aufbrechen. Das pune »daB es ist« zeigt sich, das Woher
und Woliin bleiben im Dunkel. DaJ3dasDasein ebensoalltãg-
li(!h derglei(ben Stimmungen ni(bt >,na(bgibt«, das heiJ3t 135
ih'em ErschlieJ3en
nicht na(bgehtund sichni(ht vor das
Ersclüossene bringen lãJ3t, ist kein Beweis gegen den pl)ãno-
menalen Tatbestand der stimmungsmãJ3igen Ers(ihlossenheit
desSeínsdesDa in seinemDaB, rondem ein Beleg dafür. Das
a ,Last': das Zu-tragende; der Meus(h ist dem Da-seja überantwortet,
übereignet.Tragen: übemehmen aus der Zugebõrigkeit zum Seja selbst.
SER E TEN[PO

o segundo,e inversamente,e ficar mal-humorado não são ontologicamente


um nada, por menor que seja a atenção dada a essesfenómenos tidos como
os mais indiferentes e fugazes no -D.zseím.(2ue os estados-de-ânimo se dete-
rioram e podem até seinverter significa somente que o Z)aseinjá estácadavez
e sempreem um estado-de-ânimo. O ser de um estado-de-ânimo indetermi-
nado, frequentemente contínuo, uniforme e insosso, não deve ser confundido
com o mau humor; não só não é uin nada pois é precisamente nele que o
Z),zse/mfica farto de si mesmo. Em tal desgosto o ser do "aí" torna-se manifes-
to como um fardo'. Por quê, não se i.zZ'e.E o Z)assimnão pode saber seme-
lhantes coisas, pois as possibilidades da abertura do conhecimento são dema-
siado limitadas, comparadas ao abrir originário dos estados-de-ânimo em que
o ,D,zieiné conduzido ante o seuser como "aí". Por outro lado, um estado-de-
ânimo exaltadopode livrar do manifesto fardo do ser; e essapossibilidade de
estado-de-ânimo, embora libere do fardo, abre o caráter-de-fardo do adiei .
O estado-de-ânimo deixa manifesto "como alguém estáe como anda'l Nesse
'como está" o ser do estado-de-ânimo leva o ser a seu "aí
No ser do estado-de-ânimo, o Z).ziei/z,confonne-ao-ser-do-estado-de-
ânimo, já está sempre aberto como o em/eao qual o -D.zieimfoi entregue em
seu ser como o serque ele tem de ser existindo. Aberto não significa conhe-
cido como tal. E precisamentena mais indiferente e mais inofensiva cotidia-
nidade, o ser do Z).zie/n, como "aquilo que é e tem de ser isso'l pode arreben-
tar. O puro "que é isso" se mostra, e o de onde e o para onde permanecem
na obscuridade. Q.ue o .D.ziei# cotidiano não ceda a semelhantes estados-
de-ânimo, isto é, não procure o que se Ihe abre e não se deixe pâr diante do
que Ihe foi aberto, não constitui prova co/z/z2ri,zao dado fenomênico da
abertura, conforme ao estado-de-ânimo do ser do "aí" em seu quê, masuma
prova a seu favor.

'Fardo": o que [em de sercarregado; o homem é confiado ao Z).ziei/z,é-lhe cedido. Car


regar: assumir a partir da pertinência ao ser ele mesmo.

38 5
SEIN UND ZEIT

Dasein weicht zumeist ontíscü-existenzieU


dem in der Stim-
mungersdhlossenenSela aus;das besagt onfoZogís(ü-existencial:
in dem, woran sol(he Stimmung sich nicht kehrt, ist das Dasein
in seinem Uberantwortetsein an das Da enthüllt. Im Aus-
weidlen selbst &f das Da ersdllossenes.
Diesen in seinem Woher und Wohin verhiillten, aber an
ihm selbst um se unverhüllter ersdllossenen Seinsd].arakter
desDaseins, dieses»DAISes ist« nennen wir die Geworfenheít
diesesSeiendenin sem Da, se zoar, daB es als In-der-Welt-
sein das Da ist. Der Ausdrud( Geworfenheit soladie F'aAfízítãt
der Oberantwortung andeuten. Das in der BeEndlidikeit des
DaseinserscHossene
»DaBesist und zu seja hat« ist nidit
jenes»Da13«, das ontologisch-kategoüal die der Vorhanden-
heit zugehõrigeTatsãdilidikeitausdrüdd.Dissewird nur in
einem }iinsehenden Feststellen zugãnglich. Vielmehr muB das
in der Befíndlidhkeitersclllossene
Dali als existenziale
Be-
stimmtheit des Seienden begriffen werden, das in der Weise
des In-der-Welt-seins ist. p'aAtízítãt ísf nícht díe TatsàchZI(iz-
keíf des/actua órutum eiras 7orhandenen, sondel"zz
eln ín dle
Ezístenz aujfgenommener, wenrzgZeícÃzune(iLst abgecZrãngter
Seímc/zarakter des l)meias. Das DaJ3 der Faktizitãt wird in
einem .Ans(hauen nie vorfindlidi.
Seiendes vom Charakter des Daseins ist sem Da in der
Weise, daB es sida, ob ausdrüddidi odes ni(ht, in seiner Gewor-
fenheit be6ndet. hi .der Be$mdli(hkeit ist das Dasein immer
s(hon vor es selbst gebLadit, es hat sida irnmer sdion gefunden,
ni(ht als wahmehmendes Si(h-vorÊnden,rondem als gestimm-
tes Si(hbefinden. Als Seiendes, das seinem Sem überantwortet
ist, bleibt es au(b dem überantwortet, daB es si(h immer schon
gefunden haben muJ3-- gefunden in einem Findem, das nid].t
se selarminemdirekten Sudien, rondem einem Fliehen ent-
springt. Die Stimmung ersdl]ieBt nidit in der Weise des ]lllin-
blickens auf die Geworfenheit, sondem als An- und Abkehr.
Zumeist kclirt sie sida nicht an den in ihr offenbaren Last-
diarakter des Daseíns, am wenigsten als Enthobensein in der
SER E TEMPO

Em sentido ó //co-existencial,o -D.zseim,


no mais das vezes,esquiva-sede ser
aberto no estado-de-ânimo, o que significa, em sentido o /o/ck/co-existenciá-
rio, que, naquilo para que tal estado-de-ânimo não dá atenção, o -D.usei/z
se
desvendaem seu entregar-seà responsabilidade do "aí " O "aí" é aberto na
esquivança também.
Esse caráter-de-ser do D.zse//z, encoberto em seu de-onde e em seu para-
onde, mas em si mesmotão descoberto, isto é, esse"que ele é'l nós o chama-
mos de ddecfáo [Gemo$e óeir, ser-dejectado] desseente em seu "aí': e isto
de tal modo que, como ser-no-mundo, o -Daseiné o "aí". A expressão"dejec-
P.d' &e'íe s\gn\Real ajactüaLidade da entrega à responsabilidade. O " que é,e
tem de ser" aberto no encontrar-se do .Dzzieimnão é aquele "que" exprime a
fatualidade categorial, ontologicamente pertinente à subsistência,a qual só
é acessívelnuma constataçãovisual. Ao contrário, o que é aberto no encon-
trar-setem de serconcebidocomo determinidade existenciáriado ente que
é no modo do ser-no-mundo. -J/ac/zí /idade áo / .z/a/w,z/ídzdedo factum
btutum de üm sabsistente,m.zsum caráter-de-ser do Base\n,assumidona
ex2ifé cia, embora re/ei/ aa de imed/ /o. O quê da factualidade nunca pode
serencontrado numa intuição.
O ente do caráter do .Z).zseim
é seu "aí" de um modo que, expressamente
ou não, ele se encontra em sua dejecção.No encontrar-se, o -D'ziei/zjá foi
sempretrazido para diante de si mesmo, já se encontrou sempr', não como
um encontrar-se percipiente de si, mascomo um encontrar-se no estado-de-
ânimo. Como ente entregue à responsabilidade de seu ser, ele é entregue
também à responsabilidade de já ter sido sempre encontrado encontrado
ein um encontrar-se que ao invés de surgir de uma busca direta surge de uma
fuga. O estado-de-ânimo não abre no modo do olhar para a detecção,mas
como voltar-se para desviar-sede. No mais dasvezes,o estado-de-ânimo não
sevolta para o manifesto caráter-de-fardo do .D.zieine menos ainda ao se li-
berar desse fardo

387
d

SEIN UND ZEIT

gehobenenStimmimg. Diese Abkelu ist, was sie ist, immer in


der Weise der Beâmdlidlkeit.
Man würde das, luas Stimmung ersd)lieJ3tund wíe sie
ersdllieBt, phãnomenal võllig verkennen, wollte man niit dem
Ersdllossenen das zusammenstenen, was das gestimmte Dasein
»zugleidi« kennt, weiB und glaubt. Au(h wenn Dasein im Í36
Glauben seines »Wollin« »sidier« ist odes um das Woher
zu wissenmeint in rationaler Aufklãrung, se vens(blãgtdas
ares nichos gegen den phãnomenalen Tatbestand, daJ3die
Stlnlmung das Dasein vor das DaB seinesDa bringt, als wel-
(hes es ihm in unerbittlicher Rãtselhaltigkeit entgegenstarrt.
Existencial-ontologis(h besteht nidit das mindeste Re(ht, die
»Evidenz«der Befindlidlkeit herabzudrüdlendur(h Messung
an der apodiktisdien GewiJ3heiteinestheoretisdien Erkeimens
von punemVorhandenen.
Um ni(btsgeringerater ist díe
Verfâls(huna der Phãnomene,die sie in das Refugium des
Irrationalen abs(biebt. Der Inationalismus -- als das Gegen-
spiel des Rationalismus -- redesnur sdiielend von dem, woge-
gen diesel blind ist.
DaB ein Daseinfaktis(h mit Wissenund Willen der Stim-
mung Flerr werden kann, sola und muB, mag in gewíssen
Mógliclikcitcn dcs Existiercns einen Vonang von WoUen und
Erkeíintnis bedeuten. Nur darf das nidit dazu verleiten. onto-
logisdi die Stimmung als ursprüngli(beSeinsartdes Daseins
zu verleugnen, in der es illm selbst uor agem Erkennen und
Wo[[en und über derenErsdl]ieBungstragweite ;zínausers(]l]os-
sen ist. Und überdies, Hera werden wir der Stimmung nie
stimmungslos, rondem je aus einer Gegenstimmung. Als ersfen
ontologisdien Wesens(harakter der Beíindli(hkeit gewinnen
wü: Die Be$ndtidhkeit ers(ltlliel3t dm Dmein {n selner GewoT-
fenheíf zznd zünãc/zst und zumeü ín der Preíse der ausweí-
chenden Ábbkeh.r.
S(!honhieran wird si(htbar, daB die Befindlidikeit weit ent-
femt ist von se etwas wie dem Vor6nden eines seelis(hen
Zustandes. Sie hat se wenig den Charakter eines si(b erst um-
SER E TEMPO

no estado-de-ânimo elevado.Essedesviar-seé o que é, sempre no modo do


encontrar-se.
Seria desconhecer fenomenicainente por completo o gzíeo estado-de-
ânimo abre e comoo abre; pretender reunir o aberto com o que o -Dose/zz
"ao
mesmo tempo" conhece, sabe e crê. Mesmo quando o Z) iei/z está "seguro
na fê do seu "para-onde" ou quando, pela elucidação racional, pensa saber
sobreo seude-onde, nadadisso pode seopor ao dado-de-fato fenomênico de
que o estado-de-ânimo põe o -Dzzieím
diante do quê do seu "aí': como algo que
se Ihe defronta com o seu caráter de inexorável enigma. Do ponto de vista
onto1(5gicoe existenciário, não há a menor justificativa para se depreciar a
"evidência" do estado-de-ânimo pela medida da certezaapodítica de um co-
nhecimento teórico do puro subsistente.Mas .z falsificaçãodos fenómenos
não é menor quando empurrados para o refllgio do irracional. O irraciona-
lismo -- como o seuparceiro de jogo, o racionalismo -- só faz discurso como
estrábico no que o outro faz como cego.
Que um -Darei/z possa, deva e tenha de se assenhorear factualmente, com
sabere querer, de um estado-de-ânimo pode significar, em certas possibili-
dades do existir, uma precedência de vontade e conhecimento. SÓque isso
não deve levar a que senegue,ontologicamente, que o estado-de-ânimo é um
modo-de-ser originário do -D.zse/m,no qual este se abre para ele mesmo am/es
de todo conhecer e de todo querer e para .z/Zz7zdo alcance de sua capaci-
dade de abertura. E, além disso, nunca nos assenhoreamos de um estado-de-
ânimo na ausência de estado-de-ânimo, mas sempre a partir de um estado-
de-ânimo oposto. Obtemos, assim, como o pr/moiro caráter ontológico es-
sencial do encontrar-se: o e/zco/znr-ir zzÓffo Dasein em iz/á de7effáoe de
pronto e }lo wiais das vezesno modo do desviar-se que se esquiva.
Nisto já fica visível que o encontrar-se longe está de ser a constatação de um
estado-da-alma. E longe também o caráter de uma apreensãoreflexiva, pois

389
SEIN UND ZEIT

und rü(kwendenden Erfassens, daB aRe immanente Reãexion


nur deshalb»Erlebnisse« vorfinden kann, weil das Da in der
Be[-ind]idikeit s(bon ers(]l]ossenist. Die»b]oBe Stimmung«
ers(]ilie13t das Da ursprüngli(her, sie uers(ÜZíePt es ater au(b.
entspred].end hartnãddger als jedes .Mi(izt-wahmehmen.
Das zeigt die rersfímmung. In iln wird das Dasein ilun
selbst gegenüber blind, die besorgte Umwelt versdileiert sida,
die Umsidit des Besorgens wird iniBleitet. Die Befindlidlkeit
ist se wenig reílektiert, daJ3sie dasDasein geradeim reflexi-
onslosen Hin- und Ausgegebensein an die besorgte »Welt«
überfãllt. Die Stirnmung {iberfãllt. Sie kommt weder von
»AuJ3en«nodo von »Innen«, sondem steigt als Weise des
In-der-Welt-seins aus diesem selbst auf. Damit aber kommen
wir über eine negative Abgrenzung der Befindlichkeit gegen
das reflektierende Erfassen des >,Inncm« zu einer positiven
137 Einsidit in ihren Ers(]ilieJ3ungsdharakter.
Z)!eStímmung /zafje
sdLon, dm In-ãer-Vçrett-sem, ab Ganzes ers(}tlossen und macht
ein Síchrícliten au/ . .. aZZererstmõgZích.Das Gestirnmtsein
bezieht sich nidit zune(hst auf Seelis(bes,ist selbst kein
Zustand drinnen, der dann auf rãtselhafte Weise }linausge-
langt und auf die Dinge und Personenabfãrbt. Daria zeigt
sidader zweíte Wesensdiarakter der Befindli(hkeit. Sie ist eine
existenziale Grundart der gZeicüzzrspriZngZíchen
Ers(izZossenheít
von Welt, Mitdasein und Existenz, weil diese selbst wesenhaft
In-der-Welt-seja ist. ' .
Neben diesenbeiden explizierten Wesensbestimmungender
Beündli(bkeit, dem ErsdilieJ3ender Geworfenheitund dem
jeweiligen Ers(blie13en des ganzen In-der-Welt-selas ist eine
drítfe zu beaditen, die vor allem zum eindringli(herenVer-
stãndilisder Weltlidlkeit der Welt beitrãgt. Früherí wurde
gesagt: Die vordem sdion ersdllossene Welt lâBtlnnerwelthdies
begegnen. Diese vorgãngige, zum In-Sem gehõrige Ersdüossen-
heit der Welt ist dur(h die BeÊndlicllkeitmitkonstituiert. Das

l Vgl $ í8, S. íll a.


SER E TEMPO

toda reflexão imanente só pode encontrar "vivências" porque o "aí" já foi


aberto no encontrar-se.O "mero estado-de-ânimo" abre o "aí" mais ori-
ginariamente, mas.#rcõa-otambém mais obstinadamente do que todo /záo-
perceber.
É o que mostra o m.za ówmor. Nele o Z)assimfica cego para ele mesmo,
o mundo-ambiente ocupado sevenda, o ver-ao-redor da ocupação seextravia.
O encontrar-se é tão pouco reflexivo que atinge o Z)aiei# precisamente quan-
do este se entrega irrefiexiva e exaustivamente ao "mundo" de que se ocupa.
O estado-de-ânimo atacade repente. Não vem nem de "fora': nem de "dentro'l
mas,como modo de ser-no-mundo,vem à tona a partir do ser-no-mundo.
Mas, com isso, passamosde uma delimitação negativa do encontrar-se em
relação à apreensão reflexiva do "interior" a uma penetração positiva em seu
ca tâtet- &e- abettuta. O atado-de-ânimojá abria cada uez o ser- no-mt+ndo como
ltm todo e torna possívelpela primeira uez üm direcionar-se para... O set-de-
um-estado-de-ânimo não se relaciona de pronto com o psíquico, não é nenhum
estadointerno que de modo enigmático seexterioriza para ir colorir coisase
pessoaslá fora. Nisto semostra o iegwmdocaráter-de-essênciado encontrar-se.
Ele é um modo existenciário fundamental de abertura com ezza/ orgia.zrie-
dade de mundo, Z).zseí/z-com e existência, porque esta é ela mesma essencial-
mente ser-no-mundo.
Ao lado dessasduas explicitadas determinações-de-essênciado encontrar-
se,o abrir da dejecçãoe o respectivo abrir do todo do ser-no-mundo, deve-se
considerar uma /erceixn,a qual contribui sobretudo para um mais profundo
entendimento da mundidade do mundo. Dissemosanteriormente: que o
mundo já previamente aberto faz que-venha-de-encontro o que há no-inte-
rior-do-mundo. Essaprévia abertura do mundo pertencente ao ser-emé co-
constituída pelo encontrar-se. O

Cf. $ 18, pp. 1 1 1 ss

39i
SEIN UND ZEIT

Begegncnlassen ist primar umsíc/zfíges, nicht ledigli(h no(b ein


Empfinden odor Anstari'en. Das umsiditig besorgendeBegeg-
ncnlassenhat -- se kõnnenwir jetzt von der Befindli(hkeit
her s(bãrfer sehen -- den Charakter des Betroffenwerdens.
Die Betroffenheit aber dur(b die Undienlichkeit, Widerstân-
digkeit, Bedrohlidikeit des Zuhandenenwird ontologtsdanur
se mõglich, daJ3das In-Sela als solchesexistenzial vorgângig
se bestinimt ist, daJ3es in diesel Weise von ilmerweltli(h
Begegnendem angegangen werden kann. Diese Angãngli(hkeit
gründet in der Befindlidhkeit, als wel(he sie die Welt zum
Beispiel auf Bedrohbarkeit hin ersdüossenhat. Nur was in
dcr Befindlidikeit desFürchtens,bzw. der Furditlosigkeit ist,
kann umwelthch Zuhandenes als Bedrohliclies entdedcen.Die
Gestimmtheit der Befindlid:ikeit konstituiert existencial die
Weltoffenheit des Daseins.
Und nur weil die »Sinne« ontologis(tl einem Seienden
zugehõren, das die Seinsart des befindli(hen In-der-Welt-seios
hat, kõnnen sie »gerührt« werden und »Sinn haben für«,
se daJ3das Rührende si(h in der .Affektion zeigt. Dergleichen
wie Affektion kãme beira stãrkstenDrudc und Widerstand
nicht zustande, Widerstand bliebe wesenhaft unentdedKt, wenn
nicht befindlidhes In-der-Welt-sem si(h sdion angewiesen hâtte
auf eine durch Stimmungen vorgezeid]mete
Angãng]i(]ikeít
durch das innerweltlich Seiende. /n der Be/indZÍ(ãÀeít Zíegt
elistenzial eine erschliej3ende Àngewiesenheit auj WetX, ans
der /zer 4ngehendes begegnen kann. Wir müssen in der Tat 138
onfoZog&chgrundsãtzli(h die primãre Entdedcung der Welt
der »blo13enStimmung« überlassen.Ein reines Ans(hauen,
und drãnge es in die innersten Adem des Seíns eines Vor-
handenen, vermõchte nie se etwas zu entdedten wie Bedroh-
liches.
DAISauf dem Grundeder primar ers(IhlieBenden Befind-
lidikeit die aUtâglicheUmsi(ht si(h versieht,weitgehendder
Tãuschungunterliegt, ist, an der Idee einer absoluten»Welt«-
erkenntnis gemessen,ein Kà õv. Aber die existenzialePositivi-
SER E TEMPO

fazer-que-venha-de-encontroprimariamente algo do z,er-,zo-redor


e não uni-
camentede um sentir ou um ficar fitando algo. O fazer vir-de-encontro da
ocupaçãodo ver-ao-redor tem o caráter de um ser-afetado-- como podemos
ver agora mais claramente pelo encontrar-se. Mas o ser-afetado pelo caráter
de inservível, de resistente,de ameaçado utilizável só é ontologicamente
possível porque o ser-em como tal está existenciariamente determinado em
caráter prévio, podendo ser afetado desse modo pe/o-gzíe-z,em-de-emfozz/ro
no-interior-do-mundo. Essaafetabilidade sefunda no encontrar-se que como
tal abriu o mundo, por exemplo, como ameaçador.Somente o que é no en-
contrar-se do medo ou do destemor pode descobrir o utilizável do inundo-
ambiente como ameaçador. O ser do estado-de-ânimo do encontrar-se cons-
titui existenciariamente a abertura do -Dúseimpara o mundo.
E somente porque os "sentidos" pertencem ontologicamente a um ente
que tem o modo-de-ser do encontrar-se em estado-de-ânimo no ser-no-mun-
do, é que os sentidos podem ser "aFetados"e "ter sentido para" o afetante que
se mostra na afecção.Algo como a afecçãonão ocorreria nem que fossesob a
n)açor pressão e resistência, pois a resistência permaneceria essencialmente
não descoberta, seo ser-no-mundo no encontrar-se já não estivesseremetido
à afetabilidade pelo ente do-interior-do-mundo, prefigurada nos estados-de-
ãtn\mo. No erlcontrar-se reside ocistericiariamente um abridor ser-referido ao
mundo, a partir do qual o ítfetante pode uir-de-encontro. ç,om e el\o, do pon-
to de vista ozz/o/ciro devemosdeixar fundamentalmente a descobertaprimá-
ria do mundo ao "mero estado-de-ânimo". Uma pura intuição, mesmo pene-
trando nas veias mais íntimas do ser de um subsistente, nunca poderia desco-
brir algo como ameaçador.
Q.ueo ver-ao-redor cotidiano, sobre o fundamento do encontrar-se que
abre primariamente, não veja corretamente e esteja amplamente sujeito a
ilusão, medido pela ideia de um conhecimento absoluto do "mundo: é um
K+lõv.Mas a positividade existenciária

393
HEIN UND ZEIT

tãt der Teus(bbarkeit wird durei sol(he ontologisdi unbere(h-


tigten Wertungen võllig verkannt. Geradeim unsteten, stim-
mungsmã13ig fladlemden Sehen der >Welt« zeigt si(h das
Zuhandene in seiner spezifis(henWeltli(hkeit, die an keinem
Tag diese[beist. Theoretis(bes]]iinsehenhat immer s(bon die
'Welt auf die Einfõmxigl(eit dcs purcn Vorhandenen abge-
blendet, ínnerhalb welcher Einfõrmigkeit freili(h ein neuer
Rei(atum des im reinen Bestimmen Entde(kbaren bes(}llossen
liegt. Aber au(b die reinste 8 meiahRt ni(ht aUeStimmung
hintcr si(h gelassen;au(h ihrem }iinseLenzeigt sida das nur
noch Vorhandene in seinem puren Aussehenlediglidi dann,
wenn sie es im rtzhígen Verweilen bei . . . in der éqatóvq und
õtayo'yH auf sich zukommen lassen kann.t -- Man wird die
Aufweisung der existenzial-ontologls(hen Konstitution des
erkennenden Bestimmens in der Befindlidlkeít des In-der-
Welt-seios nicho verwe(hseln wollen mit einem Versu(b, Wis-
sensdiaft ontisdi dem )>Gefühl« auszuliefem.
Innerhalb der Problematik dieselUntersudiung kõnnen die
versdiiedenen Moda der Befindli(hkeit und ihre Fundierungs-
zusammenhãngeni(ht lUteI:pretiert werden. l.Jnter dem Titel
der A#ekte und Gefühle sina die Phânomeneontisdi lângst
bekannt und in der Philosophie immer s(hon Letra(btet wor-
den. Es ist ]Kín ZufaU, daISdie erste überlieferte, systematis(h
ausgeführte Interpretation der Affekte nidlt im Rallmen der
»Psychologxe« abgehandelt ist. .drístoleZes untersucht die
aá8vl im zweiten Buch *seiner »Rhetorik«. Disse muB -- ent-
gegen der traditionellen Orientierung des Begriffes der Rhe-
torik an se etwas wie einem »Lehrfadt« -- als die erste
systematis(heHlermeneutik der Alltãgli(hkeit des Miteinan-
derseins aufgefaBt werden. Die üffentlidlikeit als die Seinsart
des Man(vgl. $ 27) hat nidh.t mu überhaupt ihre Gestimmt-
heit. sie brau(bt Stimmungund»n:La(ht«sie für si(h. In sie
139 hinein und aus ihr heraus spricht der Redner. Er bedarf des

! Vgl. .4rislofeZes,Met. A 2, 982 b 22 sqq.


SER E TEMPO

do possível ilusório é por completo desconhecida em tais avaliaçõesontolo-


gicamente injustificadas. Precisamente no ver o "mundo': ver instável, que
oscila conforme-o-estado-de-ânimo, o utilizável se mostra, em suaespecífica
mundidade, cada dia diferente. O olhar teórico já reduziu sempre o mundo
à uniformidade do puro subsistente,e no interior dessauniformidade está,
porém, certamente contida uma nova riqueza do que pode serdescoberto no
puro determinar. Mas a 9ecopíümais pura também não abandonou todo esta-
do-de-ânimo; no seu puro olhar, o só subsistente se mostra unicamente em
seu aspecto puro, quando pode fazer-que-venha-de-encontro no /xa gz/i/a
demorarjunto a-. na Êça'rcí)pvl e na 8la Goraz.E não se queira confundir o
mostrar a constituição ontológico-existenciária da determinação cognosciti-
va no encontrar-se do ser-no-mundo com uma tentativa de entregar a ciência
onticamente ao "sentimento"l
No interior da problemática da presente investigação não é possível in-
terpretar os diversos mo2/ do encontrar-se e suasconexões-de-fundamentação.
Sob os nomes de paixões e sentimentos essesfenómenos são de há muito
onticamente conhecidos e a filosofia sempre deles tratou. Não é casualque a
primeira interpretação das paixões sistematicamente levada a efeito e trans-
mitida não tenha sido tratada no quadro da "psicologia'tAristóteles estuda
os Tcí$tl no Segundo Livro de sua .Re/óp'/r.z.Em oposição ao conceito tradicio-
nal da retórica como uma espéciede "disciplina" especial,a .Re/ór/cade Aris-
tóteles deve ser apreendida como a primeira hermenêutica sistemática da
cotidianidade do ser-um-com-o-outro. O ser-público como o modo-de-ser
de a-gente (cf. $ 27) não só tem em geral o seu próprio estado-de-ânimo, mas
necessitade estados-de-ânimo e os "suscita" para si. O orador discursa para ir
a eles e a partir deles. Ele necessita do

2 Cf. Aristóteles, iVet. A 2, 982 b 22 ss

395
SEIN UND ZEIT

Verstãndnisses
der MóBIl(l1lkeiten
der Stimmung,um sie in
der rediten Weise zu wedcen und zu lenken.
Die Weiterführungder lUteI:pretationder Affekte in der
Stop, imgleidien die (Jber]ieferung derse]ben dual (]ie patri-
stisdie und s(holastisdie Theologie an die Neuzeit sind bekannt.
Unbea(htet bleibt, daJ3 die grundsãtzlicbe ontologisdie Intep
pretation des Affektiven überhaupt seit Alistoteles kaum
einen nennenswenen Sdxritt vorwãrts hat tun kõnnen. Im
Gegenteil: die A#ekte und Gefühle geraten ü].ematis(henter
die psydlisdxen Phãnomene, als deremdütte classe sie meist
neben VorsteUen und Wollen fungieren. Sie sinken zu Begleit-
phãnomenen heras.
Es ist ein Verdienst der phânomenologisdien Fors(bung,
wieder cine freiere Si(ht auf dissePhânomcnc ges(haffenzu
haben. Ni(ht nur das; ScheZerhat vor allem unter Aufnalkime
von AnstõBen .,{uguzstÍnzsund PmcaZs3 (]ie Problematik auf
die Fundierungszusammellhãnge zwis(hen den »vorstellenden«
und»interessenehmenden« Akten gelenkt. Freili(b bleiben
au(ia vier noch die existencial-ontologis(hen Fundamente des
Aktphãnomens überhaupt im Dunkel.
Die Befindli(bkeit ersdllieí3t ni(Iht nur das Dasein in seiner
Geworfenhcit und AngexMesenheit auf die mit seinem Sem
je sdlon ersclllosseneWelt, sieist selbstdie existenzialeSeins-
art. in der es si(b stãndig an die»Welt« ausliefert,sida von
ihr angehen lã13t derart, daJ3es ilim selbst in gewisser Weise
ausweidit. Die existenziale Verfassung dieses Ausweichens
wird am Phânomen desVerfallens deutlidx werden.
Die Beíindli(!hkeit ist eine existenziale Grundart, in der das
Dasein sem Da ist. Sie dxarakteúsiert nicht nw ontologls(b

3 Vgl. Pensões,a. a. O. S. 185: Et de ]à vient qu'au ]ieu qu'en padant des


choscsllumaineson dit qu'il faut lcs connaiLreavant quede les Rímel,ce
quí a pano en proverbe, les saints au contraire disent en pulant des doses
divines qu'il faut les aímer pour la connaitre, et quPonn'entre dons la vérité
que par la diarité,' dont ils ont fait une dc leun pausutiles sentences;vgl.
áazu'dzzgmthw, Opera(Migne P. L tom VIII), Contra Faustumhb. 32,
cap. 18: non intratur in veütatem, nisi per (haritatem.
SER E TEMPO

entendimento daspossibilidades do estado-de-ânimo, para desperta-lo e guiá-


lo de modo correto.
Sãoconhecidas a continuação da interpretação das paixões no estoicismo
e igualmente sua transmissão pela teologia patrística e escolásticaà época
moderna. Não houve atenção para o fato de que a interpretação ontológica
dos princípios do afetivo em geral desdeAristóteles apenaspede dar um
passo adiante que fosse digno de menção. Ao contrário: paixões e sentimen-
tos caem tematicamente sob a classiâcação de 6enâmenos psíquicos e, no mais
das vezes, têm a função de uma terceira classe de fenómenos, ao lado de re-
presentar e de querer. Decaem ao plano de fenómenos concomitantes.
É um mérito da investigação fenomenológica propor uma visão mais
livre dessesfenómenos. E não somente isso: Scheler, sob estímulos provenien-
tes sobretudo de Agostinho e Pascal', orienta a problemática para os nexos-
de-fundamentaçãoentre os fitos "representacionais"e os fitos "interessados'l
Sem dúvida que aqui também ainda permanecem na obscuridade os funda-
mentos ontológico-existenciários do fenómeno-do-ato em geral.
O encontrar-se não só abre o Z).zie/n em sua dejecção e em sua remissão
ao mundo já aberto cada vez com seu ser, mas é ao mesmo tempo o modo-
de-ser existenciário em que o -Z)asfin se entrega constantemente ao "mundo'
e se deixa afetar por ele de tal maneira que, de certo modo, esquiva-se de si
mesmo. A constituição existenciária dessaesquivança fica clara no fenómeno
do decair.
O encontrar-se é um modo existenciário fundamental em que o -D.usei/z
é o seu "aí': Ele não só caracteriza ontologicamente

3
Cf. Pasca],Pe/zséei
e/ Opznc /fs ]Pensamentose opúscu]os] (ed. Bunschvicg). 6; ed« Paria,
\9\2. p. \8S: Et de [à uient qtt'aü Lietl qü'en parLant des cbosesbürnaines on dit qu'it/aüt
Lesconnaitre auartt que de Lesaimer, ce qui a passoerl prouerbe, Lessaints aü conLraire disent
em parLavttdeschoresdiuines qtl'iljaut Lesaimer polir tes cotiltattre, et qu'oYtvt'evttredons La
uérité que par La cbarité, dona iLsontjait une de Lettrspaus ütiles sentences.Ce., a esseres-
peito; Agostirlho, Oórni(Migne PacristicaLatina, t. 111),Ca#frn En s/a, livro 32, cap. 18:
nnn irztTdtuTin ueritalem, rlisi per cbaritatem.

397
HEIN UND ZEIT

dasDasein, sondem ist zuglei(h auf Grund ihres ErsdilieBens


für die existenziale Analytik von grundsátzli(her methodischer
Bedeutung. Diese vermag, wie fede ontologis(be Interpretation
überhaupt, nur mordem s(bon ersdllossenes Seiendes auf sem
Sem gleidisam abzuhõren. Und sie wird sida an die ausgezeídi-
neten weittragendsten Ers(b]ie]3ungsmõgUdllkeiten des Daseins
140 halten, um von ilmen den AufsdlluJ3 diesel Seienden entgegen-
zunehmen. Die phãnomenologls(he Interpretation muB dem
Dasein selbst die Mõgb(!hkeit des ursprüngli(ben ErsdlllieJ3ens
geben und es grei(usam si(h selbst auslegen lassen. Sie geht in
diesem Ers(blieJ3en nur mit, um den phãnomenalen Gehalt
desErs(]llossenen exístenzial in den Begriff zu heben.
Mit RÜ(ksicht auf die spãter folgende Interpretation einer
sol(ben existenzia]-onto]ogis(h bedeutsamen Grundbefin(]lidl-
keit des Daseins, der Angst(vgl. $ 4.0), sola das Phãnomen der
Be6mdli(!hkeit an dem bestimmten Modus der f'urcht no(h
konkreter demonstriert werden.

S30. Die Fur(Jlt ab etn Mod:u.sder Befirullldlkeitl

Das Phãnomen der Fur(ht lãJ3t si(h nada drei Hinsi(hten


betradlten; wír analysierendasWovor der Furdxt, dasFile(h-
ten und das Worum der Fur(ht. Diesemõglidien und zusam-
mengehõrigenHinblicke síndnidlt zufâRig. Mit ilmen kommt
die Struktu=rder Be6ndÜcl)keitüberhaupt zum Vorsdaein.Die
Analysevira vervonstandigt
dual den Hlinweisauf die
mõglidien Modifikationen der Furcht, die je versdliedene
Strukturmomente an ihr betreffen.
Das PI'otlor der Furdht, das»Fur(htbare«, ist jeweils ein
innerweltli(h Begegnendesvon der Seinsart des Zuhandenen,
des Vorhandenen odes des Mitdaseins. Es soll nidit onüs(h
beúditet werden über das Seiende, das víelfadi und zumeist

l Vgl. drístoteZes,Rhetorik B 5, í382 &20-1383b íl.


SER E TEMPO

o Z)aie/m,mas, fundado em seu abrir, tem ao mesmo tempo uma significação


metódica de princípio para a analítica existenciária. A exemplo de toda inter-
pretação ontológica em geral, essaanalítica só pode como que interrogar
sobre seu ser o ente já antes aberto. Ela deve se manter nas mais assinaladase
amplas possibilidades-de-abertura do -D.usei/zpara, a partir delas, apropriar-se
de sua explicação. A interpretação fenomenológica deve dar ao .Daiei# ele
mesmo a possibilidade da sua abertura originária, fazendo, assim, que ele como
que se interprete a si mesmo. Nessa abertura ela só intervém para elevar o
conteúdo fenomênico do que fica aberto ao plano conceitual existenciário.
Eln vista da interpretação, que adiante se segue,de um encontrar-sedo
Z)zzseizz
fundamental para o seu significado ontológico-existenciário, a saber,
da angústia ($ 40), o fenómeno do encontrar-se deve ser demonstrado ainda
mais concretamente no modzóideterminado do medo.

$ 30. O medo como t m mo&us do encontrar-se'

O fenõineno do medo pode serconsiderado de três pontos-de-vista: analisa-


mosaquilo diante-de-que se tem medo, o ter medo e o porquê do medo.
Essespontos-de-vista possíveis e copertinentes não são casuais. Neles fica
manifesta a estrutura do encontrar-se. A análise é completada pela indicação
das possíveis modificações do medo, incidentes cada vez nos seus diversos
momentos estruturais.
O dí z#/ede gz/esetem medo, o que dá medo, o "temível" é cadavez um
ente que-vem-de-encontro no-interior-do-mundo, um ente do modo-de-ser
do utilizável, do subsistenteou do Z),zie/m-com.Não se deverelatar ontica-
mente acercado ente que de muitas maneiras e no mais dasvezes

Cf. Aristóceles, Róe/ar2&B 5, 1382 a 20-1383 b l l

399
SEIN UND ZEIT

\SBD/FFLCH/USP

»fm(babar« sem kann, rondem das Fur(btbare ist in seiner


Furchtbarkeit phãnomenal zu bcstiJnmen.Was gehõrt zum
Furdbtbaren als soldiem, das im Fürcliten begegnet? Das
Wovor der Furdat hat den Charakter der Bedrobli(!hkeit.
Hlieizu gehõrt ein Melufadies: 1. das Begegnendehat die
Bewandtnisart der Abtrâglidlkeit. Es zeigt sich innerhalb
eines Bewandtniszusammeiihangs. 2. Disse Abtrâgli(hkeit zielt
auf einen bestímmtenUinkreis desvon ihr Betreffbaren.Sie
kommt als se bestimmte selbst aus einer bestimmten Gegend.
3. Die Gegend selbst und das aus ihr H.erkonimende ist als
sol(hesbekannt,init dem es nidat~»geheuer«
ist. 4. Das
Abtrâgliche ist als Drohendesnodo ni(ht in beherrsdibarer
Nãhe. aber es naht. In sol(hemHerannahenstrablt die
Abtrã.;:nlidikeit aus und hat darin den Charakter des Drohens.
5. Diesel Hlerannahen ist ein solches innerhalb der Nãhe.
Was zwar im hõ(bsten Grade abtrãglidi sem kann und segar
stãndig nâher kommt, aber in der Fede, bleibt in seiner
Furchtbarkeit verhüllt. Alas Hlerannahendes in der Nãhe aber
ist das Abtrãgli(ihe drohend, es kann trefEenund do(h ni(ht.
Í41
Im ]líeraimahen steigert sida diesel »es kann und am Ende
do(h nicho«. Es ist fur(btbar, sagen wir. 6. Darin liegt: das
Abtrãgli(be als Naliendesin der Nãhe trãgt die enthüllte
Mõglichkeit des Ausbleibens und Varbeigehens bei sida, was
dasFürditen ni(ht mindert und auslõs(bt,sondernausbildet.
Das f'ür(ÊEen seZbstist das si(h-angehen-lassende Freigeben
des se (barakterisierten Bedrohli(hen. Ni(ht wird etwa zu-
nâchstein zukünftigesUbel(malum futur:-m) festgesteUt
und
dann gefünhtet. Aber audh das Fürchten konstatiert ni(ht
erst das Heraimahende, sondem entde(kt es zuvor in seiner
Furchtbarkeit.Und für(htendkann dann die Fur(ht si(h,
ausdrücklidi hinsehend, das Fur(htbare»klar madien«. Die
Umsi(ht sieht das Funhtbare, weil sie in der Befindli(11ikeit
der Furd].t ist. Das Fiirchten als s(hlummernde Mõglidikeit
desbefin(]lichen In-der-Welt-selas, die»Furditsamkeit«, hat
die Welt schon darauf hin ers(]llossen,daJ3aus ih' se etwas
SER E TEMPO

pode "dar medo': mas determinar fenomenicamenteo temível em seuser-


cemível.O que pertence ao temível como tal e o que-vem-de-encontro no ter
medo ? Aquilo diante de que há J-nodotem o caráter da ameaça.A ameaçapor
suavez contém uma multiplicidade: 1. 0 que-vem-de-encontro tem o modo-
de-conjuntação da nocividade. Mostra-se no interior de um contexto-de-
conjuntação. 2. Essanocividade aponta para um determinado âmbito do que
pode ser atingido por ela. Assim determinada, a nocividade ela mesmapro-
vém de uma região bem determinada. 3. A região ela mesma e o que dela
provém sãocomo tais conhecidos como algo de onde e com o que não seestá
'seguro".4. O nocivo, como ameaçador,ainda não estáem um perto dominá-
vel, mas aproxima-se.Nesse ficar-mais-perto, a nocividade se irradia e temi
nisso o caráter de ameaça.5. Esseficar-mais-perto é um ficar-mais-perto no
interior do perto. O que pode ser nocivo em máximo grau e além disso se
aproxima constantemente,no longe, contudo, permaneceoculto em sua te-
inibilidade. Mas ao ficar-perto no perto, o nocivo é ameaçadore pode ou não
golpear.No ir ficando-perto aumentaesse"pode, mas no final, não'l Ele é
temível, dizemos. 6. Isto significa: o nocivo, colho algo que fica-mais perto
no perto, carrega consigo a possibilidade aberta de não nos atingir e de passar
ao largo, o que não minou ter medo, nem faz o medo desaparecer,senãoque
o forma.
O /er-medo e/emeizmaé o se-deixar-afetar que põe-em-liberdade o amea-
çador assimcaracterizado. Não que algo seja primeiramente constatado como
um mal futuro para então dar medo. Mas o ter medo não começa também
constatando o-que-se-aproxima, mas descobre-o antes em sua temibilidade.
E, tendo medo, o medo pode então, em um olhar expressamentedirigido,
'tornar claro" o temível. O ver-ao-redor vê o temível porque ele está no en-
contrar-sedo medo. O ter-medo, como latente possibilidade do ser-no-mun-
do se encontrando,o "ser-medroso':abriu o mundo de tal maneiraque a
partir dele algocolmo

4oi
HEIN UND ZEIT

wie Fur(htbares nahen kann. Das Nahenkõnnen selbst ist


freigegeben dual die wesenhafte existenziale Râunllidikeit
desIn-der-Welt-seins.
Das }7omm die Furdht fiirchtet, ist das sida fürditende Sei-
ende selbst, das Dasein. Nur Seiendes, dem es in seinem Sem
um diesel se]bst geht, ]mnn sida fiirdxten. Das Fürchten
ers(}llieJ3tdiesel Seiende in seiner Gefãhrdung, in der Uber-
lassenheitan es selbst.Die Fur(ht enthüllt immer, wenn audi
in wediselnder Ausdrückhdikeit, das Dasein im Sem seinds Da.
Wenn wir um Haus und Hof fürditen, dana liegt }úerin keine
Gegeninstanz
für die obige Bestimmungdes Worum der
Fur(ht. Denn das Dasein ist als In-der-Welt-sela je besorgen-
des Sem bei. Zumeist und zunãdist íst das Dasein aus dem
her, was es besorgt. Dessem Gefãhrdung istBedrohung des Seios
bei. Die Fur(ht ersdilíeí3t das Dasein vorwiegend in privativer
Weise.Sie verwirrt und ma(bt )>lmpflos«.
Die Fur(bt ver-
sdllieJ3t zugleidi das gefãhrdete In-Seja, index sie es sehen
lâBt, se da13das Dasein, Menu die Fur(ht gewichen, sida erst
wieder zuredit$mden muJ3.
Das Fürditen um als Si(hfürditen vor emdllieJ3timmer
-- ob privativ odes positiv -- glei(hursprüngli(h das inner-
weltliche Seiende in seiner Bedrohli(bkeit und das In-Seja
liinsi(btlidi seinerBedrohtheit. Furdat ist ein Modus derBefind-
[i(]ikeit.
Das Für(hten urn kann ater au(b anderebetreffen, und wir
sprechen dais von eilem File(hten für sie. Dieses Für(bten
für . . . nimmt dem Anderen ni(ht die Furdit ab. Das ist sdlon
deshalb ausgesülossen, weil der Andere, /ÍZr den wir fürchten,
seinerseits
si(h gar ni(üt zu fürditen breu(ht. Wir fürditen für
den Anderen geradedana am meisten,wenn er si(b nícht
142 fürditetund tollkiihn dem Drobenden sida entgegenstürzt.
Fürchten für . . . ist eíne Weise der Mitbefindlidikeit init den
Anderen, aber ni(ht notwenüg ein Si(b-mitfürchten odes gar
ein Miteinanderfür(hten. Man kann fürchten für .. ., oLHe
si(h zu für(hten. Genau beschen ist aber daé Für(hten für
SEK E TEMPO

o temível pode ficar-mais-perto O poder-ficar-mais-perto ele mesmo é posto-


em-liberdade pela essencial espacialidade existenciária do ser-no-mundo.
Oporgzóêde o medo temer é o ente que a si mesmo se atemoriza, o -D#-
sei#. Somenteum ente para o qual em seuser estáem jogo esseserpode ate-
morizar-se. O ter-medo abre esseente em seu estar-em-perigo, no estar aban-
donado a si mesmo. O medo sempre desvenda, ainda que em mudável expres-
sividade, sempre desvenda o -Daiei# no ser do seu "aí't Quando tememos pela
casa e pelos bens, isso em nada contraria a determinação que se deu do porquê
do medo. Pois o Z.)ase/mcomo ser-no-mundo está ocupado cada vez junto a.
No mais das vezes e de pronto o -Dasein / a partir daquilo de que se ocupa.
Seu estar-em-perigo é uma ameaça ao seu ser junto a. O medo abre o Z).zieim
predominantemente de modo privativo. Ele confunde e faz "perder a cabeça'l
Mas o medo, ao fazer ver, fecha ao mesmo tempo o ser-em que periga, de tal
sorte que, passado o medo, o -Z)aie/mdeve reencontrar-se.
O ter-medo-por, como amedrontar-se diante de, abre sempre -- ou
privativa ou positivamente --, de-modo-igualmente-originário,o ente do-
interior-do-mundo em seu ser-ameaçadore o ser-em quanto a seu ser amea-
çado. O medo é um zmodz/s
do encontrar-se.
Mas o ter-medo-por pode se referir também a outros e dizemos, então,
temer por eles. Essetemer por... não retira de outrem o seu medo. Isto
estádesde logo excluído, porque o outro Pe/a qual tememospode, de sua
parte, não ter medoalgum. Temoso maior medopor um outro precisamente
quando eZe áo se amedronta e temerariamente se precipita contra o que o
ameaça.Temer por... é um modo do coencontrar-se com os outros, mas não
necessariamente um coamedrontar-se,nem muito menosum ter-medo-juntos.
Pode-setemer por-. sem se amedrontar. Mas em um exame mais rigoroso, o
temer por... é,

4o3
SEIN UND ZEIT

do(h ein Sic/zfürchten.»Befürchtet« ist sabei das Mitsein mit


dem Anderen, der einem entrissen werden kõnnte. Das Furdit-
bare ziclt nidit direkt auf den Mitfürditenden. Das Für(bten
für . . . weiJ3 si(b in gewisser Weise unbetroffen und ist dodz
mitbetroffen in der Betroffenheit des Mitdaseins, wofür es
fünhtet. Das Fürdxten für ist deshalb kein abres(hwã(ates
Sidifürchten. Es geht vier ni(ht um Grade von»Gefühls-
tõnen«, sondem um existenziale Medi. Das Fürditen für
verliert dadur(h au(h nicho seine spezifis(he Echtheit, wenn es
sida »cigentlidt« dodi nidit filrditct.
Die konstitutiven Momento des '?ollen Fur(ihtphãnomens
kõnnen variieren. Damit ergeben si(h versdliedene Seins-
mõglidikeiten desFürdltens.Zur BegegnisstrukturdesBedroh-
lidaen gehõrt die Nãherung in der Nãhe. Sofern ein Bedroh-
liches in seinem »war nade ni(!ht, aber jeden Augenblidl«
selbst plõtzh(b in das besorgendeIn-der-Welt-sela hereín-
s(i]l]ãgt, wird die Fur(ht zum Ersc?zrecken. Am Be(]rohlidien
ist sonadi zu s(beiden: díe nã(fosteNãherung des Drohenden
und die Art des Begegnensder Nãherung selbst,die Plõtz-
[i(]ikeit. Das Wovor des Ers(hreckens ist zune(hst etwas
Bekanntes und Vertrautes. Hat dagegen das Bedrollli(he den
Charakter des ganz und gar Unvertrauten, dana wird die
Furcht zum Graüen.Und wo nun gar ein Bedrohendes
im
Charakter desGrauenhaften begegnetund zuglei(h denBegeg-
nisdiarakter desErsclireckendenhat, die Plõtzli(hkeit, da vira
die Fur(ht zum Enfselzen. Weitere Abwandlungen der Fur(ht
kennen wir als Sdiüditel:nheit,Sdaeu,Bangigkeit, Stutzig-
werden. Alce Moüfikationen der Fur(ht deuten als MóBIl(h-
keiten des Sida-befindensdarauf hin, daJ3das Dasein als In-
dex-Welt-sem »furchtsam« ist. Diese »Furdlitsanlkeit« dará
nicht im ontischen Silnle einer faktischen, >,vereinzelten«
Veraillagung verstanden werden, sondem als existenziale
MóBIl(hkeit der wesenhaften Befindliclikeit des Daseins über-
haupt, die freilidi ni(ht die einzige ist.
SER E TEMPO

no entanto, um amedrontar-se. "Aquilo por que ie teme" é,então, pelo ser-com


com o outro, que Ihe poderia ser retirado. O que dá medo não diz respeito
diretamente ao que tem-medo com. O temer-por... se sabe,de certo modo,
não incluído, estando, porém, afetado pela inclusão do .D.ziei/z-compelo qual
teme. O temer-por não é, portanto, um amedrontar-se enfraquecido. Aqui
não se trata de graus de "intensidade no sentimento: mas de zmo2fexisten-
ciários. O temer-por... não perde por isso sua específicaautenticidade, quando
ele "propriamente" não se amedronta.
Os momentos constitutivos do pleno fenómeno-do-medo podem variar.
De sorte que há diversaspossibilidades de ter medo. À estrutura de o-que-
vem-de-encontrodo ameaçadorpertenceo ficar-perto no perto Na medida
em que algo ameaçador,com o seu "por ora ainda não, masa qualquer mo-
mento': irrompe de repente no ser-no-mundo ocupado, o medo se torna
swi/a. Deve-se distinguir, portanto, no ameaçador: o estar perto do ameaçador
e o modo do vir-de-encontro, do ficar-perto ele mesmo, a subitaneidade.
Aquilo-diante-de-que do susto é algo de imediato conhecido e familiar. Se o
ameaçadortem, ao contrário, o caráter de algo pura e totalmente insólito,
então o medo se torna õorraK E quando um ameaçadordo caráterdo horrível
vem-de-encontro e tem ao mesmo tempo o caráter de assustador no-que-vem-
de-encontro, a subitaneidade, o medo se torna paz,an Conhecemos outras
modificações do medo, como a timidez, a pusilanimidade, a medrosidade, o
pasmo Todas as modificações do medo significam, como possibilidades do
encontrar-se,que o -D.zieimcomo ser-no-mundo é "temeroso".Essa"temero-
sidade" não deve ser entendida em um sentido ântico de uma disposição
factual "singularizada': mascomo possibilidade existenciária do encontrar-se
do Dasein em geral, a qual não é verdadeiramente a única.

4o5
HEIN UND ZEIT

S 3:1.Das Da-sem ats yerstehen

Die Befindlichkeitist Cineder existenzialenStrukturen,in


denensi(h dasSemdes»Da«hãlt. Gleidlursprüngli(b nút
ür konstituiert diesel Sem das 7erste;zen.Befindlidlkeit hat
je ihr Verstãndnis, wenn au(h nur se, daJ3sie es niederhâlt.
143 Verstehen ist immer gestimmtes. Wenn wir dieses als fun-
damentalesExistencial' interpretielen, dnnn zcigt sich clamit
an. dali diesesPhãnomen als Grundmodus des Seíns des
Daseins begü#en wird.»Verstehen« dagegen im Sinne eíner
mõglidien Erkenntnisart enter anderen, etwa untersdlieden
von»Erklãren«, muJ3 init diesem als existenziales Derivat
desprimãren, das Sem desDa überhaupt initkonstituierenden
Verstehens interpretiert werden.
Die bisherige Untersu(hung ist denn audi schon auf diesel
ursprüng[i(he Verstehen gestoJ3en,ohne daB sie es ausdrü(]di(h
in das Trema einrü&en lieí3. Das Dasein ist existierend sem
Da, besagt einmal: Welt ist »da«; deren Da-sair ist das In-
Sein. Und dieses íst imglei(!hen »da« und zwar als das,
worumwillen dasDasein ist. Im Worumwillen ist das existie-
rende In-der-Welt-sem als sol(heserscl)lossen,welche Ersdllos-
serüeit Verstehen genannt wurde.t Im Verstehen des Worum-
willen íst die darin gründende Bedeutsamkeit miters(111lossen.
Die Ers(]llossenheit des Verstehens betrifft als die von Woxum-
willen und Bedeutsamkeitgrei(bursprüngli(h dasvolle In-der-
Welt-sem. Bedeutsaznkexlt ist das, woraufhin Welt als solche
erschlossen
ist. Worumwillen und Bedeutsanlkeitsind im
Dasein ersdllossen, besagt: Dasein ist Seiendes, dem es als In-
dex-Welt-sela um es selbst geht.
Wir gebraudien zuweilen in ontischer Rede den Ausdruck
»etwas verstehen« in der Bedeutung von »einer Sache vor-
stehen kõnnen«, »ih' gela(hsen sem«, »etwas kõnnen«.
Das im Verstehen als Existenzial Gekonnte ist kein Was, son-
l Vgl. S 18,S. 111#.
a fundamentdontologis(b, d. h. aus dem Bezug der Waluheit des Seios.
SER E TEMPO

$ 31. O seç-"aç' conto entender

O encontrar-se é am.z das estruturas existenciárias em que o ser do "aí" se


mantém. Este ser é constituído com igual originariedade pelo e/z/e/zdexO
encontrar-setem cadavez o seu entendimento ainda quando o reprime.
O entender é sempreum entender em um estado-de-ânimo. Ao interpreta-lo
como existenciário fundamental', mostra-se que essefenâineno é assimcon-
cebido como moda/i fundamental do ser do Z)aie/m.Ao oposto, "entender" no
sentido de am possível modo-de-conhecimento entre outros, algo distinto de
'explicar': devecom esteserinterpretado como um derivado existenciário do
entenderprimário que é coconstitutivo do ser do "aí" em geral.
A investigação levada a efeito até agora já tropeçou nesseentender ori-
ginário, masnão o inseriu expressamenteno tema. Existindo, o -D.zieimé o seu
"aí'] o que significa, assim: o mundo é "aí"; o seuser-'2z/"[.Da-ieim]é o ser-em.
E esteé igualmente"aí': isto é, como aquilo em-vista-de-queo -D.zie/né. Na
em-vista-de-quê, o existente ser-no-mundo abre-se como tal, abertura essa
que foi denominada entender'. No entender do em-vista-de-quê é coaberta a
significatividade que nele se funda. A abertura do entender, como abertura
do em-vista-de-quê e da significatividade, é cooriginariamente abertura do
completo ser-no-mundo. A significatividade é aquilo-em-relação-aque o
mundo, como tal, é aberto. Q.ue o em-vista-de-quê e a significatividade são
abertos no -D.ziei/zsignifica: o /)assim é o ente para o qual, como ser-no-mun'
do, está em jogo o seu próprio ser.
No discurso ântico, empregamos às vezes a expressão "entender disso" no
sentido de "poder enfrentar uma dificuldade': "estar à sua altura': "poder algo'l
Aquilo que se pode no entender colmo existenciário não é um quê, mas

Clf.$ 18, pp. 111 ss

ontologicamente fundamental, isto é, a partir da relação dl verdade do ser

4o7
SEIN UND ZEIT

dern das Seja als Existieren. Im Verstehenhegt existenzial


die Seinsart des Daseins als Sela-kõnnen. Dasein ist nidit ein
Vorhandenes, das als Zugabe nodo besitzt, etwas zu kõnnen,
rondem es ist primar MóBIl(üsein. Dasein ist je das, was es
sem kaxm und wie es seine Mõglidlikeit ist. Das wesenhafte
Mõglidtsein des Daseins betrijlft die diarakteüsierten Weisen
des Besorgensder »Welt«, der Fürsorge für die anderen und
in all dem und in3mer s(bon das Seio)kõnnen zu ihm selbst,
unwillen seiner. Das Mõglidisein, das je das Dasein existenzial
ist, unters(heidet si(h ebensosehr von der leeren, logos(hen
Mõghdlkeit wie von der Kontingenz 'eines Vorhandenen,
sobem mit diesel das und ienes »passieren« kalm. Als
moda[e Kategorie der Vorhandenheit bedeutet Mõgb(]íkeit
das Roca nÍ(izt WirJLli(he und das ní(üt jemaZs Notwendige.
Sie (harakterisiert das nur Mõglicbe. Sie ist ontologisdi niedri-
ger als Wirklidikeit und Notwendigkeit.Die Mõgli(bkeit als
Existenzial dagegenist die ursprüngli(bateund letzte positivo
ontologis(he Bestimmtheit des Daseins; zune(hst kann sie wie
Existenzialitãt überhaupt lediglich als Pmblem vorbereitet
werden. Den ph8nomenalen Bodes, sie überhaupt zu sehen,
bietet'das Verstehen als ersd3lieJ3endes
Seinkõrmen.
Die Mõglidlkeit als Existenzial bedeutet ni(ht das frei-
sdiwebende Seinkõnnen im Sinne der »Glei(hgültigkeit der
Willkiir«(libertas indifEerentiae). Das Dasein ist als wesen-
haft befindli(hesje s(bonin bestimmteMõglidikeiten llinein-
geraten, als Seinkõnnen, das es íst, hat es soldie vorbeigehen
lassen, es begibt si(h stãndig der Mõglicilkeiten seines Seios,
ergreift sie und vergreift sich. Das besagt ater: das Dasein ist
ihm selbst überantwortetes Móglichsein, durch und dur(h
gewor/ene ilfdgZÍ(yz#elt.Das Dasein ist die Mõglid)keit des
Freiseins /ÍZr das eigenste Seiilkõnnen. Das Mõglidisein ist ihm
selbst in vens(hiedenenmõglichen Weisen ulad Grades durch-
si(htig.
Verstehen ist das Sem sol(hen Seinkõnnens,das nie als
No(h-nidit-vorhandenes aussteht, rondem als wesenhaft nie
SER E TEMPO

o ser como existir. No entender reside existenciariamente o modo-de-ser do


Z).zseí#como poder-ser. O Z)zzirimnão é uin subsistente que possui além dis-
so como dote adjetivo o poder de fazer algo, mas ele é primariamente ser-
possível. O D sei é cada vez o que ele pode ser e como ele é sua possibilida-
de. O ser-possível essencial do Z)ase/mconcerne aos modos caracterizados da
ocupação do "mundo': da preocupação-com os outros e, em tudo isso e já
sempre, o poder-ser em relação a si mesmo, em vista de si. O ser-possível que
o -D'ziei# é cada vez existenciariamente distingue-se tanto da possibilidade
lógica vazia como da contingência de um subsistente, na medida em que com
estepode se "passar"isto ou aquilo. Como categoria modal da subsistênciaa
possibilidade significa o que ai#dz áo é eeetivamentereal e o que ma#r.zé
necessário. Ela caracteriza o Some /e possível. Ela é ontologicamente inferior
à realidade efetiva e à necessidade.A possibilidade como existenciário, ao
contrário, é o mais originário e a última determinidade ontológica positiva
do -D.zieím;de imediato, como existenciariedade em geral, ela pode ser unica-
mente preparada como problema. O solo fenomênico, para ela em geral ser
vista, é oferecido pelo entender como poder-ser que-abre.
A possibilidade do existenciário não significa o poder-ser flutuante no
sentido da "indiferença do arbítrio'l O -Z).zieím,como o que essencialmente
pode ser encontrado, já entrou sempre em determinadas possibilidades e,
como poder-ser que é, deixa que algum-nas
possibilidades passem,abrindo mão
constantemente de possibilidades de seu ser, quer as apreenda, quer não. Mas
isto significa: o Z).zie/mé um ser-possívelentregue à responsabilidade de si
mesmo; é, de ponta a ponta, uma.poiiióZ#d de de7ec/.zda. O Z).zsein é a possi-
bilidade do ser-livrepazn o poder-ser mais-próprio. O ser-possívelé transpa-
rente para si mesmo em diversos modos e graus possíveis.
O entender é o ser de tal poder-ser, o qual nunca falta como algo-ainda-
não-subsistente, mas, como essencialmente nunca

4o9
SEIN UND ZEIT

Vorhandenesmit dem Sem desDaseinsim Sinne der Existenz


Ȓst.. Das Dasein ist in der Weise, daJ3es je verstanden, bzw.
nidit verstanden hat, se odes se zu seja. Als solchesVerstehen
»weiB« es, zooran es init ihm selbst, das heiJ3t seinem Sein-
kõnnen íst. Dieses »Wissen« ist nicho erst einer immanenten
Selbstwahmehmung erwachsen,sondem gehõrt zum Sela des
Da, daswesenhaftVerstehenist. Und nur weíZDaseinver-
stehendseinDa ist, Xannessich verlaufenund verkennen.Und
sofern Verstehenbefindli(bes ist und als diesel existenzial der
Geworfenheitausgeliefertes,hat das Dasein sida je schon
vei'laufen und verkannt. In seinem Seinkõnnen ist es daher
der Mõglichkeit überantwortet,si(b in seinenMõglichkeiten
erst lieder zu finden.
rerste/zen íst das ezisfenzíaZeSair des eígenen SeínÀdnne
des Dmeüts setbst, se zloar, daP diesel Seta an ihm selbst dm
W'orar des mit í/zm seibst Seím erschZíePt.Die Struktur diesel
Existenzials gilt es noch sdhãrfer zu fassen.
Das Verstelien betrifft als Ersdihe13en ixnmer die ganhe
Grundverfassung des In-der-Welt-seins. Als Seinkõnnen ist
das In-Sela je Sem-kõnnen-in-der-Welt. Diese ist nicho nw
qua Welt als mõgli(he Bedeutsamkeit ersclllossen,sondem die
Freigabe des Innerweltli(hen selbst giba diesel Seiende frei auf
seine MóBIl(hkeiten. Das Zuhandene ist als sol(bes entdedlt in
seiner DienZíchÃ:eít, Verwendbar#eít, AbtrÊigZichkeít. Die Be-
wandtnisganzheit enthÍjllt sida als das kategoriale Ganze
einer ZWõgZíchAeít
des Zusammenhangs von Zuhandenem. Aber
au(h die >>Einheit« des mannigfaltigen Vorhandenen, die
145 Natur. wird nur entdeckbarauf dem Grunde der Ersdüossen-
heit einer /WéigZÍ(iz#eít
ihrer. lst es Zufall, daJ3die Frade na(h
dem Sem von Natur auf die»Bedingungen ih'er ]WõgZích-
#eit« zielt? Woün gründet solches Fragen? Ihm selbst gegen-
über kann die Frage ni(!ht ausbleiben:warum ist nid:ltdaseins-
mâJ3igesSeiendes in seinem Sem verstanden, wenn es auf die
Bedingungen seiner Mõg]i(hkeit hin ers(]iloss.en wírd? Kart
setzt dergleichenviellei(ht mit Re(ht voraus.Aber dieseVor-
SER E TEMPO

subsistente, "/" com o ser do .O.usei/z no sentido da existência. O .Z)atei/z é

no modo de existir ou não existir entendido cadavez que é desseou daquele


modo. Como tal entender, o -D.zieim"sabe"o que Ihe diz respeito, isto é, o que
toca ao seu poder-ser. "Saber" que não surgiu de uma imanente percepção de
si, mas pertence ao ser do "aí': o qual é essencialmente entender. SóPorgz/e o
Z)assimentendendo é o seu "aí': pode ele se extraviar e entender mal. E na
medida em que entender é encontrar-se e, colho tal, existenciariamente aban-
donar-se à dejecção,o -Daiein já seextraviou e entendeu mal. Em seu poder-ser
ele está,por conseguinte, entregue à possibilidade de se reencontrar somente
em suaspossibilidades.
O entender é o ser ncistenciário do poder-ser próprio do 'Base\n eLemesmo
e isto de tat maneira qüe esteser abre em si esmoo qüe Lbetoca. t. ptec\se
apreender ainda mais rigorosamente a estrutura desse existenciário.
O entendercomo abrir abrangesempreo todo da constituição-funda-
mental do ser-no-mundo. Como poder-ser, o ser-em é cada vez poder-ser-
no-mundo. Este não é aberto somente ga.zmundo como possívelsignificati-
vidade, maso próprio pâr-em-liberdade o ente do-interior-do-mundo deixa
esseente livre em lhas possibilidades. O utilizável, como tal, é descoberto em
sua utilizaói/idade, sua empregam'í/idadee sua nocividade. A totalidade-de-
conjuntação se desvendacolho o todo categorial de uma pais/ó///2.zdede
conexãode utilizável. Mas também a "unidade" da multiplicidade de subsis-
tentes, a natureza, só pode ser descoberta sobre o fundamento da abertura de
uma suapost/ói//dado.É um acasoque a pergunta pelo ser da natureza tenha
em mira as"condições de suapoisiói/idade" ?Sobre que sefunda tal perguntar?
Diante do que é inevitável a pergunta:.por gz/e o ente não-conforme ao -nasci/z
é entendido em seuser quando é aberto a partir das condições de suapossi-
bilidade? Kant o pressupõe talvez com razão. Mas essapressuposição,

4il
SEIN UND ZEIT

aussetzung selbst kann am anerwenigsten in ihrem RedIL


unausgewiesen bleiben.
Warum dringt das Verstehen na(h allen wesenhaften
Dimcnsionendesin illm ErsdüieBbaren immer in die Mõglidi-
keiten? Weil das Verstehen an ihm selbst die existenziale
Struktur hat, die wir den Entzpud nennen.Es entwirft das
Sem des Daseins auf sem Worumwillen ebenso ursprünglidi
wie auf die Bedeutsainkeitals üe Welthdlikeit seiner jeweili-
gen Welt. Der Entwurf(harakter desVerstehenskonstituiert
das In-der-We]t-sem hinsi(ht]idi der Ers(]llossenheit seinesDa
als Da eínes Seinkõnnens. Der Entwillf ist die existenziale
Seinsverfassung des Spiehaums des faktiscb.en Seíilkõnnens.
Und als geworfenesist das Dasein in die Seinsan des Ent-
werfens geworfen. Das Entwerfen hat ni(hts zu tun niit einem
Sichverhaltenzu einem ausgedachtenPIAR,gemãB dem das
Dasein sem Sem einrichtet, sondem als Dasein hat es si(h je
s(hon entworfen und ist, solange es ist, entwerfend. Dasein
verstehtsidaírnmer s(bon und immer no(h, solangees ist, aus
Móglicllkeiten. Der Entwurfdiarakter des Verstehens besagt
temer, dali diesesdas,woraufhines entwirft, die Mõglidlkei-
ten. selbst nicho thematisdi erfaJ3t. Soldies Erfassen benimmt
dcm Entworfenen gerade seinen Mõghdikeits(barakter, zieht
es herab zu einem gegebenen, gemeinten Bestand, wãhrend
der Entwurf im Werfen die Mõg]i(]lkeit als Mõglidikeit si(h
vorwirft und als soldie sair lãJ3t.Das Verstehenist, als Ent-
werfen, die Seinsart desDaseíns,in der es seineMõglidikeiten
als MóBIl(hkeiten íst.
Auf dem Grunde der Seinsart;die durdi das Existenzial
desEntwurfs konstituiert wird, ist dasDasein stãndig »mehr«,
alses tatsãdllidi ist, wollte man esund kõnnte man es als Vor-
handenes in seínem Seinsbestandregistrieren. Es ist aber nie
mehr, als es faktis(b ist, weil zu seiner Faktizitãt das Seiri-
kõnnen wesenhaft gehõrt. Das Dasein ist ater als Mõglichsein
au(b nie weniger, das heiBt das,was es in seinem Seinkõnnen
Rock nícht ist, íst es existenzial. Und nur weil das Sem des Da
SER E TEMPO

menos que todas as outras, pode permanecer injustificada em sua razão.


Por que o entender sempre penetra até as possibilidades, segundo todas
asdimensõesessenciaisdo que nele pode se abrir? Por que o entender tem
em si mesmo a estrutura existenciária do que denominamosprde/o? Ele pro-
jeta com a mesma originariedade o ser do -Z).ziei/zsobre o em-vista-de-quê,
assimcomo o projeta sobrea significatividade como mundidade do que é cada
vez seu mundo. O caráter-de-projeto do entender constitui o ser-no-mundo
quanto à abertura do seu "aí" como o "aí" de um poder-ser. O projeto é a
existenciária constituição-de-ser do espaço-de-jogodo poder-ser factual. E
como dejectado, o Z).zieimo é no modo-de-ser do projetar. O projetar nada
tem a ver com um comportar-se em relaçãoa um plano ideado de acordo com
o qual o -adie/m organizada o seu ser, mas como -Daieím ele sempre já se pro-
jetou e seprojeta enquanto é. O .D.zieim,enquanto é, já seentendeu e continua
se entendendo a partir de possibilidades. O caráter-de-projeto do entender
significa, além disso,que aspossibilidades, aquilo em-relação-a-quese proje-
ta, não é ele mesmo tematicamente apreendido. Tal apreender retira do pro-
jetado precisamenteo seu caráter-de-possibilidade, reduzindo-o a um dado
como conteúdo pensado, ao passo que o projeto, considerado no projetar ele
mesmo,lança diante de si a possibilidade como possibilidade e fazendo-a ser
como tal. O entender,como projetar, é o modo-de-ser do -Z).zieimem que este
é suaspossibilidades como possibilidades.
Sobre o fundamento do modo-de-ser que é constituído pelo existenciário
do prometo,o -D.zieizzé constantemente "mais" do que ele de fato é, se se qui-
sessee sepudessetomar seuconteúdo-de-ser como o conteúdo de um subsis-
[ente. Mas ele nunca é mais do que é factualmente, porque o poder-ser per-
tence essencialmente à sua factualidade. Mas o Z) se//z como ser-possível não
é também menos; isto é, o que ele em seu poder-ser .zim2a /z,Zoé, ele o é exis-
tenciariamente. E só porque o ser do "aí

4i3
HEIN UND ZEIT

dur(h das Verstehenund dessem Entwurf(harakter reine Kon-


stitution erhãlt, weil es íst, was es vira bzw. nidat vira, kann
es verstehend ihm selbst sagen: »werde, was du bistl«'.
146 Der Entwurf betrifft immer die volte Ersdllossenheit
des
In-der-Welt-seios; das Verstehen hat als Seinkõnnen selbst
Mlõgli(!hkeiten, die dur(h den Uinkreis des in ilim wesenhaft
Ers(]llie13barenvorgezeidmet sind. Das Vemtehen Àann si(h
primar in die Ersdllossenheitder Welt legen, das heiJ3tdas
Dasein kann sida zunãdist und zumeist aus seiner Welt her
verstehen. Odes aber das Verstehen wirft sida primar in das
Worumwillen, das heiJ3t das Dasein existiert als es selbstb.
Das Verstehen ist entweder eigentli(hes, aus dem eigenen
Selbst als sol(!hementspüngendes,odes uneigentlidies. Das
»Un-« besagt ni(ht, daIS si(!h das Dasein von seinem Selbst
absdmürt und»nur« die Welt versteht. Welt gehõrt zu
scinem Selbstsein als In-der-Welt-sem. Das eigentlidle ebenso-
wohl wie das uneigentli(ihe Verstehen Àdnnen wiederum e(bt
oder une(ht sela. Das Verstehen ist als Seinkõimen ganz und
gar von Mõglidikeit durdasetzt. Das Sidiverlegen in eine diesel
Grundmõgli(]ikeiten des Verstehens leal ater die andere nidlt
ab. Weil uietmehr dm Verstehen.jeweils die uotl.eErs(hlossen-
heit des Daseins ah In-der-Watt-seta betrifft, ist dm Sich-
uertegen.des Verstettenseira elistenzüle Modi$kation des
EnfzuurfesaZsganzen. Im Verstehenvon Welt ist das In-Seja
immer initverstanden, Verstehender Existenz als sol(her ist
immer ein Verstehen von Welt.
Als faktisches Dasein hat es sem Seiilkõnnen je s(bon in cine
Mõgli(bkeit des Verstehens verlegt.
Das Verstehen madat in seinem Entwurf(barakter existen-
zial das aus, was wir die SÍ(üt des Daseins nennen. Die init
der Ers(}üossenheit des Da existenzial seiende Sicht ísf das

a Aber wer bisa ,du'? Der, als den du dica Zoswirfst -- als weldzer du
toirst
b Aber ni(ht qua Subjekt und Individuum odes qua Penou.
SER E TEMPO

recebe sua constituição pelo entender e pelo seu caráter-de-prometo,porque


ele / aquilo em que se torna ou não se torna, pode ele, entendendo a si mesmo,
dizer: "torna-te o que és!
O projeto concerne sempre à abertura plena do ser-no-mundo; o enten-
der, como poder-ser, tem ele mesmopossibilidades que são previamente de-
lineadas pelo âmbito de tudo o que nele possa ser essencialmente aberto. O
entenderpade se estabelecerprimariamente na abertura do mundo, isto é, o
D zie//z pode se entender de pronto e no mais das vezes a partir de seu mundo.
Ou, ao contrário, o entender se projeta primariamente no em-vista-de-quê,
isto é, o Z)aieim existe como si mesmos. O entender ou é próprio, surgindo do
próprio si mesmocomo tal, ou impróprio. O "im" não significaque o -Dasfim
se desprenda de seu si mesmo e que ele "só" entenda o mundo. O mundo
pertence a seu ser-si-mesmo como ser-no-mundo. Tanto o entender próprio
como o entender imprópriopodem ser,por sua vez, autênticos ou inautênticos.
O entender como poder-ser é totalmente permeado de possibilidade. Mas
instalar-se numa dessaspossibilidades fundamentais do entender não descar-
ta a outra. ..'!ocontrário, porque o entender abrange cada uez a plena abertura
do Base\n como ser-no-mundo, o comprometer-sedo entender é üma modi$ca-
f.áo ex2i/e ciárZz daprde/o coma m /ada. No entender de mundo, o ser-em é
sempre coentendido, pois o entendimento da existência como tal é sempre
um entendimento de mundo.
Como factual, o -adie/# já pâs cada vez seu poder-ser em uma das pos-
sibilidades de entender.
Em seu caráter-de-prometo,o entender constitui existenciariamente o
que denominamos a u/iáo do -D.ziein.A visão que se dá existenciariamente
com a abertura do "aí" / o

Mas quem "cu" és? Esse que [u és, ao [e //uxnrei de ti, projeEas ao lançar-te adiante aquilo
em que te /arm'zs.
' Mas não gz/.z sujeito e indivíduo ou qaa pessoa

4t5
SEIN UND ZEIT

Daseín gleícb.ursprüngli(h nada den gekennzeidmeten Grtud-


weiscn seines Seins als Umsicht des Besorgens, Riicksi(bt der
Fürsorge, als Sidit auf das Seja als soldxes, umwiUen dessem
dasDasein je ist, wie es ist. Die Sidxt, die sich primar und im
ganzen auf die Existenz bezieht, nennen wir die Z)urc?Lsíchtilg-
#eíl. Wir wâh]en diesen Tenninus zur Bezei(]mung der wohl-
verstandenen»Selbsterkenntnis«, um anzuzeigen, daB es si(h
bei ihr nidit um das wahmehmende Aufspüren und Be-
s(hauen eines Selbstpunktes handelt, rondem um ein ver-
stehendesErgreifen der vollenErsclllossenheit des In-der-Welt-
seins durch seine wesenhaften Verfassamgsmomente ;zíndzlr(ü.
ExistierendesSeiendessichtet»sida«nur, safemessi(h gleidi-
ursprünglidh in seinem Sem bei der Welt, im Mitsein mit
Anderen als der konstitutiven Momente seiner Existenz dur(h-
siditig geworden ist.
Umgekehn wurzelt die Undunhsidxtigkeit des Daseins
nicht einzig und prirnâr in )>egozentrischen« Selbsttãuschun-
gen, rondem ebensoselxrin der Ullkenntnis der Welt.
Der Ausdrudt»Si(ht« mu13 freili(b vor einem Mi13ver- 147
stãndnisbewahH bleiben. Er entspú(bt der Geli(htetheit, als
wel(he wir die Ersddossenheit des Da diarakterisierten. Das
»Sehen« meint nidit nur iúcht das Wahmellmen nút den
leibli(hen Augen, sonhem audl nicht das pune unsinnli(he
Vemehmen eines Vorhandenen in seiner Vorhandenheit. Für
die existenzialeBedeutungvon Sidlt ist nur díe Eigentüm-
li(bkeit des Sehens in Anspruch genommen, daJ3es das ihm
zugânglidi Seiende an ihm selbst unverdedlt begegnen lãJ3t.
Das leistet freili(h jeder»Sinn« innerhalb seinesgenuinen
Entdeckungsbezirkes. Die Tradition der Philosophie ist aber
von Anfang an pümãr am »Sehen«als Zugangsart zu Seien-
dem und zzzSaía orientiert. Um den Zusammenhang mit ilu
zu wahren, kann man Sicht und Sehen se weit formalisieren,
daJ3dainit ein universaler Terminus gewonnen wird, der jeden
Zugang zu Seiendemund zu Sem als Zugang überhaupt
d].arakteúsiert.
SER E TEMPO

Z)airin, nos seusdistintos modos-de-serfundamentais já caracterizadose


igualmente originários, como ver-ao-redor da ocupação,respeito da preocu-
pação-com, visão do ser como tal, em vista do que o -D/zse/m é cada vez como
ele é. A visão primariamente relativa à existência e no todo, nós a denomina-
mos .z /rnm9'zrémc/a. Escolhemos esse termo para designar um "conhecimen-
to de si" bem entendido e para mostrar que não setrata de rastreare consi-
derar percebendo um si-mesmo-pontual, mas de apreender entendendo a
plena abertura do ser-no-mundo, .z/xnuésde seusessenciaismomentos-de-
constituição. O ente existente só "se" vê na medida em que setorna coorigi-
nariainente transparente em seu ser junto ao mundo, no ser-com com os
outros, como momentos constitutivos de sua existência.

Ao inverso, a intransparência do Z)assim tem suas raízes primária e uni-


camente não em "egocêntricas" ilusões-sobre-si-mesmo, mas igualmente ilo
não conhecimento do mundo.
Deve-se resguardar, todavia, a expressão "visão" de um mal-entendido.
Esse termo corresponde à claridade com que 6oi caracterizada a abertura da
'aí'l "Ver" não significa somente perceber com os olhos do corpo e também
não a pura percepção não-sensívelde um subsistente em sua subsistência. Para
o significado existenciário de visão só se tem em conta agzóeZa
peculiaridade
do ver que faz vir-de-encontro o ente em si mesmo não-encoberto, que o
dorna acessível.Isto ocorre em verdade com todo "sentido" no interior do seu
genuíno âmbito-de-descoberta.Mas a tradição da filosofia orientou-se desde
o início primariamente para o "ver" como modo-de-acessoao ente e .zaser.
Para salvaguardar a conexão com ela, a visão e o ver podem ser normalizados
de modo tão amplo até que se obtenha um termo universal que caracterize
em geral todo acesso a ente e a ser.

4i7
SEIN UND ZEIT

Dadurch, daB gezeigt vira, wie alle Si(ht primar im Ver-


stehen gründet -- die Umsi(ht des Besorgens ist das Verstehen
als p''ersfãndígkeít --, ist dem puren Ansdiauen seja Vorrang
genommen, der noêtis(h dem traditionellen ontologis(ben
Vorrang des Vorhandenenentspri(ht. »Anscbauxmg« und
»Denken«'sina beide s(hon entfemte Derivate des Ver-
stehens.Au(h die phãnomenologische »Wesenssdiau« gründet
im existenzialen Verstehen. Uber diese Art des Sehens dará
erst entschieden werden, wenn die expliziten Begriffe von Sela
und Seinsstruktur gewoimen sind, als welche einzig Phãno-
mene im phãnomenologis(hen Sinne werden kõnnen.
Die Ersclüossenheitdes Da im Verstehen ist selbst eine
Weise des Seinkõnnensdes Daseins.In der Entworfenheit
seines
Seiosauf dasWorumwiUen
in einsinit der auf die
Bedeutsamkeit(Welt) liegt Ersdüossenheitvon Sela über-
hauptb. Im Entwerfen auf MóBIl(hkeiten ist s(hon Seinsver-
stãndnis vorweggenornmen. Seja ist im Entwurf verstanden',
nicht ontologischbegrifEen.Seiendes
von der Seinsartdes
wesenhaften Entwurfs desIn-der-Welt-seioshat als Kon-
stitutivum seines Seios das Seinsverstãndnis. Was frühere dog-
matis(h angesetztwurde, erhâlt jetzt reine Aufweisung aus
der Konstitution des Sejas,in dem das Dasein als Verstehen
sem Da ist. cine den Grenzen diesel ganzen Untersudiung
entsprechend befriedigende Aufklârung des existenzialen Si+-
nes diesesSeinsverstãndnisses wird erst auf Grund der tem-
poralen Seinsinterpreta\ion errei(ht werden kõimen.
148 Befindlidlkeit und Verstehen diarakterisieren als Existen-
zialien die ursprüngli(he Erscl)lossenheitdes In-der-Welt-selas.
In der Weise der Gestimmtheit»sieht« das Dasein Mõglich-
keiten, aus denen her es ist. Im entwerfenden ErsdxlieBen

2 Vgl. S 4, S. 15ff.
a Diesel als ,Verstand', õtávota, aber nidit ,Ventehen' aus Verstand
verstehen.
b Wie ,liegt' sie dada und was beiBt da Seyn?
c HeiBt ater nidit: Sem ,sei' von Gnaden des Entwurfs.
SKR E TEMPO

Ao mostrar como toda visão se funda primariamente no entender -- o


ver-ao-redor do ocupar-seé o entender como em/e z//ó/#z/4de-- suprimiu-se
a precedência do puro intuir, que corresponde noeticanlente à tradicional
primazia ontológica do subsistente. "Intuição" e "pensar" são ambos deriva-
dos já distantes do entender. Também a fenomenológica "visão de essência'
sefunda no entender existenciário.Em relaçãoa essaespéciede ver deve-se
decidir primeiramente sobre como se obtêm os conceitos expressosde ser e
de estrutura-de-ser, os únicos que podem ser fenõinenos em sentido fenome-
nológico.
A abertura do "aí" no entender é ela mesma um modo do poder-ser do
Z)ase/m.No projetar-se de seuser no em-vista-de-quê, unido com o ser-proje-
cadona significatividade (mundo), reside a abertura do ser em geralb.No
projetar em possibilidades,o entendimento-do-ser já foi antecipado. O ser é
entendido' no prometo,não porém ontologicamente concebido. Ente do modo-
de-serdo projeto essencialdo ser-no-mundo tem o entendimento-do-ser como
fa s/// //u m do seu ser. O que antes: foi dogmaticamente afirmado é agora
posto à mostra a partir da constituição do serem que o -Daseimcomo entender
é seu "aí'l Uma elucidaçãosatisfatória do sentido existenciário desseenten-
dimento-do-ser, em correspondênciacom os limites de toda a presenteinves-
tigação, só poderá ser alcançada sobre o fundamento da interpretação tem-
poral do ser.
Encontrar-se e entender como existenciários caracterizam a abertura
originária do ser-no-mundo. No modo do ser do estado-de-ânimo, o Z).zse//z
'vê" possibilidades a partir das quais ele é. No abrir que projeta

2 Cf.$ 4,pp. 15 ss

" Entenda-se este como "intelecto" 8távota, luas não "entender" a parar de intelecto
b Como ela "reside" aí e que significa "Ser" aí?
Mas não significa: ser "é" graças ao prometo.

4l9
SEIN UND ZEIT

soldher Mõglidikeiten ist es je s(hon gestimmt. Der Ent'n,urÊ


des eigensten Seinkõnnens ist dem Faktum der Geworfenheit
in das Da überantwortet. Wird mit derExplikation der existen-
zialen Verfassung des Seios des Da im Sinne des geworfenen
Entwurfs das Sem des Daseins nidit rãtselhafter? in der Tat.
Wir müssenerst die volte Rãtselhaftigkeit diesel Seiosheraus-
treten lassen, wenn auch nur, um an seiner »Lõsung« in echter
Weise scheitem zu kõnnen und die Frade na(b dem Sem des
geworfen-entwerfenden In-der-Welt-seios emeut zu stellen.
Um zune(hst au(b nur die alltãgli(he Seinsart des beünd-
lidien Verstehens, der vollen Erscblossebheit des Da phãno-
menal hinrei(bend in den Blick zu bringen, bedarf es einer
konkreten Ausarbeitung dieser Existenzialien.

$ .72.rerstehen und dusZegung

Das Dasein entwirft als Verstehen sem Sela auf Mõglidikeiten.


Dieses verstehende Sela zü ]WõgZích#eítenist selbst durch den
Rüdçsclllag diesel als ersclüossener in das Dasein ein Sein-
kõnnen. Das Entwerfen des Verstehenshat die eigene Mõg-
lichkeit, si(h auszubilden. Die Ausbildung des Verstehens
nennen wir .dmZegung. In ihr eignet sida das Verstehen seio
Verstandenesverstehend zu. In der Auslegung wird das Ver-
stehen ni(ht etwas anderes, sondelmes selbst. Auslegung grün-
det existenzialim Verstehen,und ni(ht entstehtdiesesdur(h
iene. Die Auslegung ist ni(ht die Kenntnisnahme desVerstan-
denen, rondem die Ausarbeitung der im Verstehen entwor-
fenen Mõglidikeiten. GemáJ3dem Zune disser vorbereitenden
Analysen des alltãglidlen Daseins verfolgen wir das Phãno-
men der Auslegung am Verstehender Welt, das heiJ3tdem
uneigentlidlen Verstehenund zwar im Modus seinerEditheit.
Aus der im Weltverstehen erschlossenenBedeutsanlkeit her
gibt sida das besorgende Sem hein Zuhandenen zu verstehen,
welclie Bewandtnis es je mit dem Begegnendenhaben kann.
SER E TEMPO

tais possibilidades, ele já está cada vez em um estado-de-ânimo. O prometo do


poder-ser mais-próprio é entregue ao$nc/azmda dejecção no "aí". O ser
do -Daieimnão setorna mais enigmático com a explicaçãoda constituição
existenciáriado serdo "aí': no sentido do projeto detectado?De fato. Pri-
meiramente, devemospâr em relevo o total caráter enigmático desseser,
mesmo que seja para só poder malograr autenticamente em sua "solução'
e então poder restabelecera pergunta pelo ser do ser-no-mundo dejectado-
que-profeta.
De imediato e só para deixar visível de maneira fenomenicamente suâ-
ciente o cotidiano modo-de-ser do entender no encontrar-se, isto é, a plena
abertura do "aí': é preciso submeter essesexistenciários a uma elaboração
concreta.

$ 32. Entender e interpret'zção

O Z).zieincomo entender projeta seu ser em possibilidades. Esseentendedor


ierP znpois/ói/idades é ele mesmo um poder-ser, pelo efeito contrário que as
possibilidades como abertas têm sobre o Z)aie/m. O projetar do entender tem
uma possibilidade própria de desenvolvimento. Chamamos /m/erpre/afáo o
desenvolvimento do entender. Na interpretação, o entender, entendendo,
apropria-se do seuentendido. Na interpretação, o entender não setorna algo
diverso, mas torna-se ele mesmo. A interpretação se funda existenciariamen-
te no entender e este não surge dela. A interpretação não consiste em tomar
conhecimento do entendido, mas em elaborar possibilidades projetadas no
entender.De acordo com o encaminhamento dessasanálisespreparatórias do
Z) zieZ/zcotidiano, analisaremos o fenómeno da interpretação sobre o entender
o mundo, isto é, sobre o entender impróprio, e mais precisamente no modzós
de sua autenticidade.
O ser ocupado junto ao utilizável se dá a entender a partir da significa-
tividade aberta no entender-o-mundo, conseguindo saberqual a conjuntação
que pode ocorrer cada vez com o ente que-vem-de-encontro.

4zl
SEIN UND ZEIT

Die IJmsi(ht entdeckt, das bedeutet, die sdion verstandene


Welt wird ausgelegt. Das Zuhandene kommt amdríickZích
in die verstehende Sicht. Alles Zubereiten, Zune(htlegen,
149 Instandsetzen, Verbessem, Ergãnzen vollzieht si(b in der
Weise, daB umsiditig Zuhandenes in seinem Um-zu auseinan-
dergelegt und gemãJ3der si(htig gewordenen Auseinander-
gclcgthcit bcsorgt wird. Das umsidlLig auf soir Um-zu Aus-
einandergelegte als solches, das ausdrticbiíd! Verstandene, hat
die Struktur desEtwas aZsEtwm. Auf die umsi(htígeFrade,
was diesesbestimmte Zuhandene sei, lautet die umsi(btig
auslegende Antwort: es ist zum . . . Die Angabe des Wozu ist
nid:Lt einfadi die NenHunS von etwas, sondem das Genannte
ist verstanden aZs das, aZswel(Les das in Frade stehende zu
nehmen ist. Das im Verstehen Erschlossene,das Verstandene
ist immer s(hon se zugânglidi, daB an ihm sem »als was«
ausdrücklidz abgehoben werden kann. Das »Als« macht die
Struktur der Ausdrückli(bkeit eines Verstandenenaus; es
konstituiert die Auslegung. Der umsi(htig-auslegendeUmgang
mít dem umweltli(h Zuhandenen,der diesesaZsTis(h, Tür,
Wagen, Brü(ke»sieht«, braucht das umsi(htig Ausgelegte
nidlt notwendig au(h sdxon in einer bestimmenden .dmsage
auseinanderzu legen. Alles vorprâdikativesdlli(hte Sehen
des Zuhandenen ist an ihm selbst schon verstehend-atXslegend.
Aber macht ni(ht das Felllen dieses»Als« die Schliditheit eines
puren Wahmehmens.von etwas aus?Das Sehendieser Si(bt
ist je sdion verstehend-buslegend.Es birgt in sidadie Ausdrü(k-
[i(]ikeit der Verweisungsbezüge(des Um-zu), die zur Bewandt-
nisganzheit gehõren, aus der her das sdllidlt Begegnende
verstanden
ist. Die ArtikulationdesVerstandenen
in der
auslegendenNãherung desSeiendenam Leitfaden des»Etwas
als etwas« liegt uor der thematisdien Aussagedarüber. In
díesertaudtt das »Als« nichozuerst auf, sondemwird nur
erst ausgesprochen, was allein se mõglidi ist, daJ3es als Aus-
spredibares vorliegt. DaJ3 im sdiliditen Hlinsehen die Aus-
drück[i(]ikeit eines Aussagensfeh]en kann, berechtigt ni(bt
SER E TEMPO

Q.ueo ver-ao-redor descobresignifica que o inundo já entendido é interpre-


tado. O utilizável vem ex?regi'remem/e se pâr ante a visão-que-entende.Todo
preparar, ordenar, consertar, melhorar, completar se executa de modo que
fique visível no utilizável do ver-ao-redor o seupara-algo e torna-se objeto de
ocupaçãoconforme o que ficou visível na interpretação. O que o ver-ao-redor
em seu para-algo interpreta como tal, isto é, o expreii me#/e entendido, tem
a estrutura do a/go c:oma.z/ga.À pergunta do ver-ao-redor sobre o que é este
utilizável determinado, o ver-ao-redor responde interpretando: isto é para..-
A indicação do "para quê" não é simplesmente a nominação de algo, mas o
nominado é entendido ramo isso,comoaquilo por que se pergunta. O aberto
no entender, o entendido, já é sempre acessívelde tal maneira que pode ser
expressamentedestacadoo seu "como quê". O "como" constitui a estrutura
do ser-expresso
de um entendido;ele constitui a interpretação.O trato do
ver-ao-redor interpretante com o utilizável do mundo-ambiente que o "vê
coma mesa, porta, carro, ponte não precisa interpretar também necessaria-
mente o interpretado no ver-ao-redor em uma enunciação determinante. Todo
simples ver antepredicativo do utilizável já é em si mesmo entendedor-inter-
pretante. Mas a ausênciadesse"como" não constitui a simplicidade de um
puro perceber algo? O ver dessa visão já é cada vez entendedor-interpretante,
contendo em si o ser-expressodas relações remissivas (do para-algo), per-
tencentes a uma totalidade-de-conjuntação a partir da qual se entende sim-
plesmente o-que-vem-de-encontro.A articulação do entendido no inter-
pretante ficar-perto do ente pelo fio-condutor de "algo como algo" é prévia
a toda enunciação temática a respeito do ente ele mesmo. O "como" não
surge pela primeira vez na enunciação, sendo então apenas expresso, o que é
unicamente possível por precedê-la como o que-pode-ser-expresso [expres-
sável]. O fato de poder faltar, no simples ver, o ser-expressode uma enuncia-
ção nao autoriza

4z3
SEIN UND ZEIT

dazu, diesel s(hliditen Sehen fede artikulierende Auslegun-g,


mithin die Als-Struktur abzuspre(hen.Das s(]üi(hte Sehender
nã(bsten Dirige im Zutunhaben niit . . . trâgt die Auslegungs-
struktur se UI'sprüngli(hin sich, daJ3gerade ein gleicllsam
aZs-/reles Erfassen von etwas einer gewissen Umstellung
bedarf. Das Nur-noch-vor-sich-lliaben von etwas liegt vor im
reínen Anstarren aZs !Vícht-mehr-z;erstehen. Dieses als-freio
Erfassen ist eine Privation des s(ÜZídLtverstehenden Sehens,
ni(ht ursprüngli(!her als dieses,sondem abgeleitet ausílam. Die
ontis(!he Unausgesprodienheit des»als« dará ni(ht dazu
verfiihren, es als aprioris(he existenziblle Verfassung des Ver-
stehens zu übersehen.
Wenn aber s(hon jedes Wahmehmen von zuhandenem
Zeug verstehend-auslegend
ist, ulnsi(btig etwas als etwas
begegnen lã13t,sagadas dann eben ni(ht: zunãchst ist ein puxes
Vorhandenes erfahren, das dana aZsTür, aZsnaus aufgefaJ3t
wird? Das wâre ein Mi13verstãndnis
der spezifis(henErsd)]ie-
Bungsfunktion der Auslegung. Sie wirft ni(bt gleichsam über
dasnadtte Vorhandeneeine »Bedeutung«und beklebt es ni(ht
mit minem Wert, rondem mit dem innerweltlidlen Begegnen-
den als solüem hat es je s(hon eine im Weltverstehen erscillos-
seneBewandtnis, die durch die Auslegung herausgelegt wird.
Zuhandenes wird immer s(hon aus der Bewandtilisganzheit
her verstanden. Diese braucht nidlt dual Cine thematis(he
Auslegung explizit erfaBt zu sem. Selbst wenn sie dul(h eine
soldie Auslegung hindurdigegangen ist, tütt sie lieder in das
unabgehobeneVerstãndnis zurück. Und gerade in diesel
Modus ist sie wesenhaftesFundament der aUtãgh(hen,umsich-
tigen Auslegung. Diese gründet jeweils in einer 7ar/cabe. Sie
bewegt sida als Verstãndniszueignung im verstehenden Sem
zu einer s(hon verstandenen Bewandtnisganzheit. Die Zueig-
nung desVerstandenen,aber no(h Eingehtillten vollzieht die
Enthüllung immer unter der Führung eíner liinsidit, die das
fixiert, im Hlinbli(k worauf das Verstandene ausgelegt werden
sola.Die Auslegung gründet jeweils in einer 7ors!(iLt, die das
SER E TEMPO

se negue ao simples ver toda interpretação articuladora e, assim,a estrutura-


do-colho. O simplesver ascoisaspróximas no ter-de-se-havercom-. traz con-
sigo a estrutura-da-interpretação de modo tão originário que precisamente um
apreender algo como que //z,re-de-comarequer uma certa mudança de atitude.
O só-ter-algo-diante-de-si reside no puro estar fitando essealgo colmo?.í-náo-
o-e/z/endemdo.
Esseapreender livre-de-como é uma privação do iizmPZes
ver
entendedor que não é mais originário do que este, masderivado dele. O ântico
não-ser-expressodo "como" não deve levar por isso a saltar por sobre ele, dei-
xando de o considerar como constituição existenciária aprior/ do entender.
Mas se todo perceberde instrumento utilizável é entendedor e interpre-
tante fazendo que venha-de-encontro no ver-ao-redor algo como algo, acaso
não se diz com issojustamente que se experimenta de imediato um puro
subsistente apreendido então ramo porta, como casa?Este seria um mal-en-
tendido sobrea específicafunção-de-aberturada interpretação.Esta não
projeta uma "significação" sobreum subsistentenu, vestindo-o com um valor;
luas, com o-que-vem-de-encontro no interior-do-mundo, a interpretação
como tal já tem sempre uma conjuntação aberta no entender-inundo, con-
juntação que a interpretação põe à mostra.
O utilizável já é sempre entendido a partir da totalidade-da-conjuntação.
Esta não necessitaser explicitamente apreendida por uma interpretação te-
mática. E mesmo quando passou por uma tal interpretação, regressaao en-
tendimento não destacado.E é precisamente nessemadzzsque ela é o funda-
mento essencialda interpretação cotidiana do ver-ao-redor. Essainterpretação
se funda cada vez em um /erpréz,ia. Como apropriação-de-entendimento, a
interpretação se move em um ser entendedor relativamente a uma já enten-
dida totalidade-de-conjuntação. A apropriação do entendido ainda encober-
to desvendasempre o encoberto sob a condução de um ponto-de-vista que
fixa aquilo em relaçãoa que o entendido deve ser interpretado. A interpreta-
ção se funda cadavez num uer'prédio que

4z5
HEIN UND ZEIT

in Vorhabe Genommene auf Cine bestimmte Auslegbarkeit


hin »ansdmeidet«. Das in der Vorhabe gehaltene und »vor-
siditig« anvisierte Verstandene wird durdi die Auslegung
begreifli(b. Die Auslegung kaim die dem auszulegenden Seien-
den zugehõrige Begrifflidikeit aus diesem selbst s(hõpfen odor
abcr in Begriffe zwãngcn, dcncn sida das Seiende gemãB seiner
Seinsart widersetzt. Wie immer -- die Auslegung hat si(h je
s(bon endgültig oder vorbehaltli(h für eine bestimmte BEBI:iff-
[i(hkeit ents(]iieden; sie gründet in einem }''orgríj7-
Die Auslegung von Etwas als Etwas wird wesenhaft durei
Vorhabe, Vorsidat und Vorgriff fundiert. Auslegung ist nie
ein voraussetzungsloses Erfassen eines Vorgegebenen. Wenn
sida (]ie besondere Konkretion der Auslegung im Sinne der
exaktenTextinterpretation gera auf dasberuft, was »dasteht«,
se ist das, was zunãdist »dasteht«, ni(hts anderes als die
selbstverstãndlidie, undiskutierte Vormeinung des Auslegers,
die notwendig in jedem Auslegungsansatzliegt als das, was
init Auslegung überhaupt schon»gesetzt«,das heiBt in Vor-
habe, Vorsidit, Vorgriff vorgegeben ist.
Wie ist der Charakter dieses»Vor-« zu begreifen? lst es
damit getas, wenn man formal »apriori« sagt? 'Warum eignet
diese Struktur dem Verstehen, das wir als fundamentales
151 Existenzial desDaseínskenntlidi gema(ht haben? Wie verhãlt
si(:hzu ihr die dem Ausgelegten als solcheneignende Struktur
des »Als«? Diesel Phãnomen ist o#enbar nicho »in Stüdn«
aufzulõsen. S(blieJ3t da: aber eine ursprüngli(be Analytik aus?
Sollen wir dergleichen Phãnomene als »Letztheiten« hín-
nelimen? Dana bliebe nodo die Frase, warum? Odes zeigen
die Vor-Struktur des Verstehensund die Als-Struktur der
Auslegung einen existenzial-ontologischen Zusarnmenhang mit
dem Phãnomen des Entwurfs? Und weist diesesin eine
ursprünglidb.e Seinsverfassung des Daseins zurüdl?
Vor der Beantwortung diesel Fragen, dafür die bisherige
Zurüstung lãngst ni(ht ausreidit, muB untersu(bt werden, ob
das als Vor-Struktur des Verstehens und qua Als-Struktur der
SER E TEMPO

'recorta" no ter-prévio aquilo que fica sujeito a uma determinada interpretação.


O entendido que o ter-prévio contém e o visto no "ver-prévio" tornam-se
concebíveispelainterpretação. A interpretação pode extrair a pertinente con-
ceituação do ente por interpretar ele mesmo ou pode forçar esseente a subme-
ter-se a conceitos a que ele seopõe conforme seu modo de ser.Como sempre,
a interpretação já sedecidiu cada vez em termos definitivos ou provisórios por
uma determinada conceituação; ela se funda sobre um co cei/a'Prós/o.
A interpretação de algo como algo funda-se essencialmente por ter-pré-
vio, ver-prévio e conceito-prévio. A interpretação nunca é uma apreensão
sem-pressupostos de algo previamentedado [e/nei %orgeKeZ'eae#, de um já-
dado]. Quando a concretizaçãoparticular da interpretação,no sentido da
interpretação exalade texto, apelade bom grado para o que de imediato "está-
aí'l o que está aí de imediato nada mais é do que a indiscutida, e que-se-en-
tende-por-si-mesma, opinião-prévia do intérprete, que ocorre necessariamen-
te em todo princípio-de-interpretação como aquilo que já é "posto" com a
interpretação em geral, isto é, já é previamente dado no ter-prévio, no ver-
prévio e no conceito-prévio.
Como conceber o caráter desse"prévio"? Isso se faz ao se dizer formal-
mente que o prévio é um "apriori"? Por que essaestrutura pertence ao enten-
der, que demos a conhecer como um existenciário fundamental do Z) zseim?
De que modo se relaciona com ela a estrutura do "como" inerente ao inter-
pretado como tal? É manifesto que esseGenâmenonão pode serresolvido em
partes. Mas isto exclui uma analítica originária? Devemos tomar semelhantes
fenómenoscomo "ultimidades"?Então ainda restariaa pergunta: por quê?
Ou a estrutura-prévia do entender e a estrutura-do-como da interpretação
mostram uma conexãoontológico-existenciária com o fenómeno do projeto ?
E esteremete a uma originária constituição-de-ser do Z)asri#?
Antes de respondera essasperguntas -- para isso os preparativos feitos
até agora ainda estão longe de ser suâcientes --, deve-seinvestigar se o que Goi
mostrado como estrutura-prévia do entender e ga.z estrutura-de-como da

4z7
SEIN UND ZEIT

Auslegung Siditbare ni(ht s(hon selbstein einheitliü.es Phâno-


men darstellt, davon zwar in der philosophisdien Problematik
ausgiebig Gebrau(b gemacht wird, olhe daJ3dem se uiúversal
Gebrauchten die Ursprüngliclklkeit der ontologis(iien Exphka-
tion entspre(benwill.
Im Entwerfen desVerstehensist Seiendesin seinerMóBIl(h-
keit ersclllossen.Der Mõglidikeitsdiarakter entspü(ht jeweils
der Seinsan des verstandenenSeienden. Das innerweltli(h
Seiendeüberhaupt ist auf Welt hin entworfen, dasheiBt auf
ein Ganzes von Bedeutsaznkeit, in derem Verweisungsbezügen
das Besorgen als In-der-Welt-sem sida im vorhinein festge-
ma(ht hat. Wenn innerweltlidles Seiendesmit dem Sem des
Daseíns entdedtt, das heiBt zu Verstãndnis gekommen ist,
sagen wir, es hat Sínn. Verstanden aber ist, streng genommen,
nicho der Sina, sondem das Seiende, bzw. das Sela. Sinn ist
das. worin sida Verstãn(]h(]ikeit von etwas hãlt. Was im ver-
stehendenErs(]llieBen artikulierbar ist, RenDeUwir Sinn. Der
Begrí# des SínnesumfaJ3tdas formale Geilist dessen,was
notwendig zu dem gehõrt, was verstehendeAuslegung artiku-
]iert. Sina íst dm dürch yorhabe, }''orslcht und p'orgrí# szrzzk-
turierte Woraufhin des Entwurfs, aw dem her etwas al.s etwas
uerslãndZích mira. Sobem Verstehen und Auslegung die exi-
stenziale Verfassung des Seios des Da ausma(hen, mu13Sina
als das formal-existenziale Gerüst der dem Verstehen zugehõ-
rigen Ers(hlossenheitbegriffen werden. Sina ist ein Existenzial
des Daseins, nictit eine Eigenschaft, die am Seienden haftet,
»hinter« ihm liegt odes als»Zwisdl.enreidi« irgendwo
s(hwebt. Sinn »hat« nur das Dasein, safem die Erschlossen-
heit des In-der-Welt-selas dual das in ilu entdeckbare Seiende
»erfüllbar« ist. Nzzr Z)aseín Ã;ann daher sínnuoZZ odor sínnZos
sair. Das besagt: seja eigenesSela und das nlit diesel ers(]ilos-
sene Seiende kazm im Verstãndnis zugeeignet sela odes dem
Unverstândnis versagt bleiben.
Hall man diese grundsâtzli(b ontologis(b-existenziale lU- 152
teI:pretationdes Begriffes von»Sina« fest, dann mula alles
SER E TEMPO

interpretação já não exibe em si mesmo um fenómeno unitário de emprego


mais do que constante na problemática filosófica, sem que a algo tão uni-
versalmente empregado corresponda a originariedade da explicação on-
cológica.
No projetar do entender, o ente é aberto em suapossibilidade. O caráter-
de-possibilidade corresponde cada vez ao modo-de-ser do ente entendido. O
ente do-interior-do-mundo em geral é projetado em mundo, isto é, em um
Lodo de significatividade em cujas relações-de-remissãoa ocupação, como
ser-no-mundo, fixou-se de antemão. Quando o ente do-interior-do-mundo é
descoberto com o ser do Z)aiein, isto é, quando veio ao entendimento, dizemos
que ele tem iem/ída. Mas, tomado rigorosamente, o que é entendido não é
o sentido,maso ente,ou o ser.Sentidoé aquilo em que a entendibilidade
de algo se mantém. Denominamos sentido o que é articulável no abrir que
entende. O fo/zcei/odo iezz/idocompreende o arcabouço formal do que per-
tence necessariamente ao articulável pela interpretação entendedora. Sezz/ídcz
éaquito-em-relação-a- quê do prometo,estruturado pelo ter-prédio, pelo t;er-prédio
e pelo conceito-prédio, z partir de que algo pode ser entendido como .ligo. Na
medida em que entender e interpretação constituem a constituição existen-
ciária do ser do "aí: o sentido deve ser concebido como o arcabouço exis-
tenciário-formal da abertura pertencente ao entender. O sentido é um
existenciário do Z)ase//z,não uma propriedade presa ao ente, que reside "atrás"
dele ou flutua em algum lugar como em um "reino intermediário'l SÓo Z) zieí
"tem" sentido, na medida em que a abertura do ser-no-mundo "pode ser
preenchida" pelo ente que nele pode ser descoberto. SÓ a Dasein, pop'zamro,
pode ou ser prooido de sentido ou ser desprovido de sentido. \sto s\gnl.hca=seu
próprio sere o ente que com estese abre podem ser apropriados no entendi-
mento ou rejeitados no não-entendimento.
Se essainterpretação ontológico-existenciária do conceito de "sentido'
eor mantida firmemente em seu princípio, então

4z9
SEIN UND ZEIT

Seiende von nicbtdaseinsmãBiger SeinsaR als umÍnníges, des


Sinnes überhaupt wesenhaft bares begriffen werden. »Unsin-
nig« bedeutet }iier keine Wertung, rondem giba einer ontolo-
gis(ben Bestirnmung Ausdruck. t/nd nur das ünsínníge Àann
wíderslnníg sem. Vorhandenes kann als im Dasein Begegnen-
desgegen dessemSela grei(usam anlaufen, zum Beispiel herein-
brediende und zerstõrende Naturereignisse.
Und wenn wir nada dem Sina von Sela fragen, dana vira
die Untersudhung ni(ht tiefsinnig und ergrübelt nichts, was
llinter dem Sela steht, rondem fragt na(h ihm selbst, sobemes
in die Verstãndlidikeit desDaseinshereinsteht.Der Sina von
Sem kann nie in Gegensatz febra(ht werden zum Seienden
oder zum Sem als tragenden»Grund« des Seienden,weil
»Grund« nur als Sinn zugãnglidi wird, und sei er selbst der
Abgrund der Sinnlosigkeit.
Das Verstehen betrifft als die Ers(11ilossenheitdes Da irnmer
das Ganze des In-der-Welt-selas. In jedem Verstehen von
Welt ist Existenzmitverstanden
und umgekelnt.Alle Aus-
legung bewegt sida temer in der gekennzeichnetenVopStruk-
tux. A.HeAuslegung, die Verstândnis beisteHensoll, muB s(hon
das Auszulegende verstanden haben. Man hat diese Tatsa(he
ímmer s(hon bemerkt, wenn auü. nur im Gebiet der abgelei-
teten Weisenvon Verstehenund Auslegung,in der pliilologi-
s(hen Interpretation. Diese gehõrt in den Uinkreis wissen-
s(haftlidien Erkennens. DergleichenErkenntiús verlangt die
Strenge der begründel)xaenAusweisung. Wissens(baftlid].er
Beweis dali nicht sdion voraussetzen, was zu begründen seine
Aufgabe ist. Wenn aber Auslegung sida je s(bon im Verstan-
denenbewegenund ausillm her si(h nâluen muB, wie soll sie
dana wissensdhaftliche Resultate zeitigen, oLHe sida in einem
Zirkel zu bewegen, zumal wenn das vorausgesetzte Verstând-
nis überdies nodo in der gemeinen Mensdaen- undWeltkenntnis
sida bewegt? Der Zír#eZ ater ist nada den elementarstenRegeln
der Logik circulus dtiosus. Damit aber bleibt das Ges(hãft
der historis(ben Auslegung a priori aus deni. Bezirk strenger
SER E TEMPO

todo ente não-conforme-ao-modo-de-serdo .D.zseim


deveserconcebido como
sem-iem//2a,isto é, como em geral e essencialmente estranho ao sentido. "Sem-
sentido" não significa aqui uma avaliação, idas expressauma determinação
ontológica. & Some /e a iem-se/z/ido pode ier mzco /xnsie se. O subsistente
como algo que vem-de-encontro no -D.zie//zpode como que se contrapor ao
ser do Z)assim,por exemplo, os fenómenos naturais irruptivos e destrutivos.
E, quando perguntamos pelo sentido de ser, a investigação não se torna
então profunda e não excogita nada que esteja atrás do ser, maspergunta por
ele mesmo, na medida em que ele está na entendibilidade do Z)ase/#. O sen-
tido de ser nunca pode ser contraposto ao ente ou ao ser como "fundo" que
sustentao ente, porque o "fundamento" só é acessívelcomo sentido, mesmo
que ele mesmo seja o abismo da falta-de-sentido.
O entender, como a abertura do "aí': concerne sempre ao todo do ser-
no-mundo. Em todo entender de mundo está coentendida a existência e ao
inverso. Toda interpretação se move, além disso, na estrutura já caracterizada
do prévio. Toda interpretação que deva contribuir para o entendimento já
deveter entendido aquilo por interpretar. Essefato sempresó foi posto em
relevo, porém, no domínio dos modos derivados de entender e interpretar,
na interpretação filológica. Esta pertence ao âmbito do conhecimento cien-
tífico. Semelhante conhecimento exige o rigor da demonstração fundamen-
tadora. A prova científica já não deve pressupor o que tem a tarefa de funda-
mentar. Mas se a interpretação já deve se mover cada vei no entendido e deve
dele se alimentar, como pode ela produzir resultados científicos sem andar
em un] círculo, sobretudo se o entendimento pressuposto ainda se move, além
disso,no conhecimento comum do homem e do mundo? Mas o c/rcw/o,se-
gundo as regras mais elementaresda lógica, é cirrzz/asui/Zoizzi.Mas com isto
o trabalho da interpretação por conhecimento-histórico permanece zprior/
proscrito do domínio do

43i
SEIN UND ZEIT

Erkenntús verbannt. Safem man diesel Faktum des Zirkels


im Verstehenilidit wegbringt, muB sichdie Histoüe mit welli-
ger strengen Erkenntnismõglichkeiten abfinden. Man erlaubt
ihr. diesen Mangel dual die »geistige Bedeutung« ihrer
»Gegenstânde« einigermaBen zu ersetzen. Idealer mare es
freilidi audi na(h der Meinung der Elistorikerselbst,wenn der
Zirkel vermieden werden kõnnte und HofEnung bestünde,
einmal eine H.istoüe zu s(baffen, die vom Standort des
Beira(htersse unabhãngig wãre 'Me venneinthd]. die Natur-
erkenntnis.
153
,4ber ín díesem ZírkeZ eín uitiosumxse/zen und nacZz}regen
,4msclzaühaZten,íhn zü uermeMen,/a íhn auchnur aZsunuer-
meídZíche t/nuoZZkommenheít »emp/Zndenf, helFt das 7er-
stehen z;on Grund a miPuerstehen. Nidl.t darum geht es,
Verstehen und Auslegung einem bestiilJmten Erkenntnisideal
anzugleichen, das selbst nur eine Abart von Verstehen ist,
die sida in die redatmãBigeAufgabe einer ErfassungdesVor-
handenen in seiner wesenhaften Unverstândlidlkeit verlaufen
hat. Die Erfüllung der Grundbedingungen
mõgli(benAus-
legens liegt vielmehr daria, diesesni(bt zuvor hinsiditlida
seiner wesenhaften VoUzugsbedingungenzu verkennen. Das
Entscheidende
ist niü.t, ausdemZirkelheraus-,sondemin
ihn naco der rediten Weise hineinzukommen.Diesel Zirkel
des Verstehens ist ni(ht ein Kreis, in dem sida Cine beliebige
Erkenntnisart bewegt, sondem er ist der Ausdru(k der existen-
zialen ror-StruXtur des Daseinsselbst.Der Zirkel dará ni(ht
zu minemvitiosum und sei es au(h nur zu minemgeduldeten
herabgezogen werden. In ihm verbirgt si(h elite positiva
Mõglichkeit ursprüngliclistenErkennens,die freili(b in editei
Weisenur dana ergriffen ist, wenn die Auslegung verstanden
hat, daB ihre erste, stãndige und letzte Aufgabe bleibt, sid).
jeweils Vorhabe,Vorsi(ht und Vorgüff nidlt dur(b Einfãlle
und Volksbegüffe vorgeben zu lassen, sondem ín deremAus-
arbeitung aus den Sachen selbst her das wissens(baftliü.e
Trema zu si(hem. Weil Verstehen seinem existenzialen Sina
SER E TEMPO

conhecimento rigoroso. Na medida em que esse$acrwmdo círculo no enten-


der não pode ser eliminado, o conhecimento-histórico deve contentar-se com
possibilidades menos rigorosas de conhecimento. Permite-se suprir em certa
medida essedefeito pela "significação espiritual" de seus"objectos"- O ideal,
na opinião do próprio historiador, seria que o círculo pudesseserefetivamen-
te evitado, restando a esperança de se criar uin dia um conhecimento-histó-
rico que sejatão independente,do ponto de vista do observador,quanto se
supõeque o é o conhecimento-da-natureza.
Mas uer nessecírculo um vitlosum e .Êcar em busca de como edita-Lo oü,
pelo menos, "senti-Lo" como inevitável imperfeição signiFca club se entende mal o
e /e der par/ir de iez/.@#dame/z/o.
Não se trata de ajustaro entenderea
interpretação a um determinado ideal-de-conhecimento, que ele mesmo nada
mais é que uma anomalia de entendimento, deslocado na tarefa, em si legíti-
ma, de uma apreensão do subsistente, o qual por sua essência não pode ser
entendido. O preenchimento das condições-fundamentais de um possível
interpretar reside, ao contrário, em que não se desconheçam suas essenciais
condições-de-execução.O decisivo não é sair do círculo, mas nele penetrar
de modo carreto. Essecírculo do entender não é um círculo comum, em que
se move um modo de conhecimento qualquer, mas é a expressãoda existen-
ciária es/ra/zórn-do'praz,io do /.)zziei# ele mesmo. O círculo não deve ser degra-
dado em z,i/iriam nem ser também somente tolerado. Nele se abriga un)a
possibilidade positiva de conhecimento o mais originário, possibilidade que
só pode serverdadeiramenteefetivada de modo autêntico, se a interpretação
entende que suaprimeira, constante e última tarefa consiste em não deixar
que o ter-prévio, o ver-prévio e o conceber-prévio Ihe sejam dados por ocor-
rências e conceitos populares, mas em se assegurardo tema científico median-
te sua elaboração a partir das coisas elas mesmas. Porque o entender, segundo
o seu sentido existenciário,

433
SEIN UND ZEIT

nada das Seinkõnnen des Daseins selbst ist, übersteigen die


ontologisdien Voraussetzungenhistorisdier Erkenntnis grund-
sãtzli(h die Idee der Strenge der exaktesten Wissensdiaften.
Mathematik ist ni(ht strenger als Historie, rondem nur enter
hinsidltli(Ih des Umkreises der für sie relevantes existenzialen
Fundamente.
Der»Zirkel« im Verstehen gehõrt zur Struktur des Sinnes,
welches Phãnomen in der existenzialen Verfassung des Da-
seins, im auslegenden Verstehen verwurzelt ist. Seiendes, dem
es als In-der-Welt-sem um sem Sela selbst' geht, hat eine
ontologisdieZirkelstruktur. Man wird cedo(hunter Bea(htung,
daB »Zirkel« ontologisch einer Seinsart von Vorhandenheit
(Bestand) zugehõrt, überhaupt vermeiden müssen, mit diesel
Phânomen ontologisdh se etwas wie Dasein zu diarakterisieren.

$ 33. Die d.ussageab abkilnftiger Moda der AusteWng

Alle Auslegung grundet im Verstehen.Das in der Auslegung


Gegliederte als sol(besund imVerstehen überhaupt als Gheder-
bares Vorgezeidllnete ist der Sina. Safem die Aussage(das
154 »Urteil«) im Verstehen gründet und eine abgeleitete Vóll-
zugsfonn der Auslegung darstent, »bat« audz sie einen Sina.
Nidit jedodhkann diesel als das definiert werden, was »an«
einem Urteil neben der Urteilsfãnung vorkommt. Die aus-
drüdçli(be Analyse deJIAussageim vorliegenden Zusammen-
hang hat eine mehrfa(he Abzwed(ung
Einmal kann an der Aussagedemonstriert werden, in we!-
doer Weise die für Verstehen und Auslegung konstitutive
Struktur des»Als« modifikabel ist. Verstehenund Auslegung
kommen damit in ein nodo schãrferes Lidit. Sodann hat die

a Diesel ,sem Sela selbst' ater íst in sida durei das SeinsverstHndnisbe-
stimmt, d. h. durch das Innestehen in der Liclltung von Anwesenheit,wo-
bei ceder die Liditung als sol(he nodo.die Anweseiüeit als soldie Thema
eines Vontellens werden.
SKK E TEMPO

é o poder-ser do Z).zseimele mesmo, aspressuposições ontológicas do conhe-


cimento-histórico ultrapassamem seuprincípio a ideia do rigor dasciências
mais exatas.A matemática não é mais rigorosa do que o conhecimento-his-
tórico, mas somente mais restrita quanto ao âmbito dos fundamentos exis-
tenciários para ela relevantes.
C) "círculo" no entender pertence à estrutura do sentido, fenómeno que
tem suasraízesna constituição existenciária do -D,:zseim,
no entender interpre-
tante. O ente para o qual, como ser-no-mundo, está em jogo o seu ser ele
mesmo' tem uma estrutura ontológica de círculo. Entretanto, a se considerar
que "círculo" pertence ontologicamente a um modo-de-ser de subsistência
(consistir), que se evite em geral a caracterizaçãoontológica, mediante esse
Genâmeno, de algo assim como .D.zse/#.

$ 33. -4 enunciação como modas derit;ado da interpretação

Toda interpretação se funda no entender. O que é como tal articulado na


interpretação, e o que de antemão é delineado como articulável no entender
em geral, é o sentido. Na medida em que a enunciação (o "juízo") se funda no
entender e exibe uma forma-de-execução que deriva da interpretação, ela
/amóém "tem" um sentido. Este não pode ser definido, porém, como algo que
ocorre "em" um juízo junto ao ato-de-julgar. No presentecontexto, a análise
expressada enunciação tem uma multíplice finalidade.
De um lado, pode-sedemonstrar na enunciaçãoo modo pelo qual a
estruturado "como'lconstitutiva do entender eda interpretação,é modificá-
vel. Entender e interpretação sãopostos, assim,sob uma luz ainda mais viva.
De outro lado, a análise

Mas esse"seu ser ele mesmo" é em si determinado pelo entendimento-do-ser, isco é, por
esgarna clareira de presença,onde nem a clareira como tal, nem a presençacomo ral se
tornam temas de um representar.

435
SEIN UND ZEIT

Analyse der Aussage innerhalb der fundamentalontologis(hen-


Problematik eine ausgezeidlneteStelle, weil in den entsdiei-
dendenAnfãngen der antiken Ontalogieder 16yoçals ein-
ziger Leitfaden für den Zugang zum eigentlidi Seiendenund
für die Bestimmung des Seios dieses Seienden fungierte.
Sc[)]iei31idigi]t die Aussagevon alters her als der primãre und
eigentlidie ),Ort<. der P7ahrhelt. Diesel Phãnomen ist mit
dem Seinsproblem se eng verlçoppelt, daB die vorliegende
Untersu(bung in ihrem weiteren Gang notwendig auf das
Wahrheitsproblem stõ13t,sie steht segar s(hon, obzwar unaus-
drücklich, in seiner Dimension. Die Andyse der Aussage sola
diese Problematilç mit vorbereiten.
Im folgenden weisen wir dem Titel dussage drei Bedeutun-
gcn zu, die nus dem damit bezeidmeten Phãnomen ges(hõpft
sind, unter si(h zusainmenhãngen
und in ihrer Einheit die
volte Struktur der Aussage umgrenzen.
1. Aussage bedeutet primar '4u/zeigung. Wir halten danlit
clen ursprüngli(hen Sina von lóyoç als àaóQavatç fest: Seien-
des von ihm selbst her sehen lassen. In der Aussage: »Der
Hammer ist zu s(hwer« ist das für die Si(ht Entdedlte kein
»Sina«. sondern ein Seiendesin der Weise seiner Zuhanden-
heit. Au(h wenn diesesSeiendenidit in greifbarer und »sicht-
barer« Nãhe ist, meint die Aufzeigung das Seiendeselbst und
ni(ht etwa eine bloí3eVorstellung seiner, weder ein»bloB
Vorgeste[[tes«noch gar einen psy(]lischenZustand des Au$-
sagenden, sem Vorstellen diesel Seienden.
2. Aussage besagt sÓviel wie Prãdi#atíon. Von einem
»Subjekt« wird ein »Prãdikat« »ausgesagt«,jenes wírd
durdi (mesesbestlmml. Das Ausgesagte in diesel Bedeutung
von Aussage ist nicho etwa das Prâdikat, sondem »der Ham-
mer selbst«. Das Aussagende, das heiJ3t Bestimmende dagegen
liegt in dem »zu schwer«.Das Ausgesagte
in der zweiten
155
Bedeutung von Aussage, das Bestiramte als soldbes,hat gegen-
über dem Ausgesagten in der ersten Bedeutung dieses Titels
gehaltlich eine Verengung erfahren. Jede Prãdikation ist, was
SER E TEMPO

da enunciaçãotem um lugar privilegiado no interior da problemáticaonto-


lógico-fundamental, porque, nos inícios decisivos da ontologia antiga, o Xóyoç
exercea função de único fio-condutor para o acessoao que é propriamente
ente e para a determinação do ser desse ente. Finalmente, a enunciação de há
muito valecomoo "lugar" primário e próprio da Herdade.
Essefenómenoé
tão estreitamente acoplado ao problema do ser que, em seu desenvolvimento
ulterior, esta investigação terá de se haver necessariamente com o problema-
da-verdade, o qual já está presente, se bem que de forma inexpressa, até em
seu dimensionamento. A análise da enunciação deve preparar, ao mesmo
tempo, essaproblemática.
Damos, no que sesegue, três significações ao termo e/zz/nciafáo,tiradas
do fenómeno que ele designa,as quais delimitam, em sua conexãoe em sua
unidade, a completa estrutura da enunciação.
1. Enunciação significa, primariamente, mosfxafáo. Retemos assim o
sentido originário de }ó7oç como ãvógavcnç: fazer ver o ente em si mesmo a
partir de si mesmo. Na enunciação "o martelo é demasiado pesado': o desco-
berto para a visão não é um "sentido': mas um ente no modo de suautilizabi-
lidade. Mesmo que esseente não esteja numa proximidade tangível e "visível'l
a mostraçãovisa ao ente ele mesmoe não a algo como uma mera representa-
ção dele, nem um "mero representado'l nem muito menos um estado psíqui-
co do enunciado na enunciação, seu representar esse ente.
2. Enunciaçãosignificao mesmoquepred/carão.De um "sujeito" se
'enuncia" um "predicado: aquele é 2e/erma ada por este. O que é enunciado
nesta significação de enunciação não é o predicado, mas "o martelo ele mes-
mo': O enunciante, isto é, o determinante reside, ao oposto, no "demasiado
pesado".O que é enunciado na segundasignificação de enunciação, o deter-
minado como tal, sofreu um estreitamento em seu conteúdo, quando com-
parado com o enunciado na primeira significação. Toda predicaçãoé o que

437
SEIN UND ZEIT

sie ist, nur als Aufzeigung. Die zweite Bedeutung von Aussage
hat ihr Fundament in der ersten. Die Glieder der prãdizieren-
den Artikulation, Subjekt -- Prâdikat, erwadisen innerhalb
der Aufzeigung. Das Bestimmen entdeckt nidit erst, sondem
schrànÀ:t als Modus der Aufzeigung das Sehen zunâdist gerade
eín auf das Sidizeigende -- Hammer -- als soldies, um durdi
die ausdrücklidie Eíns(ürãn#ung desBhd(es das Offenbare in
seiner Bestimmtheit ausdrückZíchoffenbar zu mached} Das
Bestinimen geht angesidits des s(bon OfEenbaren-- des zu
s(hweren Hammers -- zune(bst einen S(brita zurück; die
»Subjektsetzung«blendet das Seiende ab auf »der Hammer
da«, um durdi den Vonzug der Entblendung das Offenbare
[n seiner bestimmbaren Bestimmtheit sehenzu ]assen.Subjekt-
setzung, Prâdikatsetzung sind ín eins mit der Hinzusetzung
durdi und durdh »apophantisdi« im strengen Wortsinne.
3. Aussage bedeutet ]WízfeíZung, Heraussage. Als diese hat
sie direktenBezugzur Aussagein der erstenund zweiten
Bedeutung. Sie ist Mitsehenlassen des in der Weise des Bestim-
mens Aufgezeigten. Das Mitsehenlassenteilt das in seiner
Bestimmtheit aufgezeigte Seiendemit dem Anderen. »Geteilt«
wird das gemeinsamesehendeSela zum Aufgezeigten, welches
Sem zu ihm festgehalten werden mu13 als In-der-Welt-sem,
in der Welt nãnlli(h, aus der her das Aufgezeigte begegnet.
Zur Aussage als der se existenzial verstandenen Mit-teilung
gehórt die Ausgesprodienheit. Das Ausgesagte als Mlitgeteiltes
kann von den Andered mit dem Aussagenden»geteilt«wer-
den, oLHe daJ3sie selbst das aufgezeigteund bestimmte Seiende
in greif- und siditbarer Nãhe haben. Das Ausgesagtekann
»weiter-gesagt« werden. Der Umkreis des sehenden Mit-
einanderteilenserweitert sita. Zugleídi aber kann si(h darei im
Weitersagen das Aufgezeigte geradelieder verhüllen, obzwu
au(h das in soldiem HõrensagenerwadisendeWissen und
Kennen immer nodo das Seiende selbst meint und nicht etwa
einen herumgereidlten»geltenden Sina« »bejaht«. Au(h das
Hõrensagen ist ein In-der-Welt-sem und Sem zum Gehõrten.
SER E TEMPO

é, somente como mostração. A segunda significação de enunciação tem seu


fundamento na primeira. Os membros da articulação predicativa, sujeito-
predicado, surgem no interior da mostração. Não é o determinar que descobre
primeiro, mas, como modzóida mostração, começa precisamente por res/rins/r
de pronto o ver a zím o-que-se-mostra como tal -- o martelo -- a fim de
que, pela expressares/rlfáa do olhar, o manifesto se manifeste expressamente
em sua expressadeterminidade. Relativamente ao que já ficara manifesto
o martelo demasiadopesado-- o determinar recua de um passo.A "posição
do sujeito" reduz o ente a esse"martelo aí" para, mediante a eliminação dessa
limitação, fazerver o que é manifesto em suadeterminidade determinável.
Posição-de-sujeito,posição-de-predicado em unidade com o-pâr são inteira-
mente "apofânticos': no sentido rigoroso da palavra.
3. Enunciação significa rama/ ic fáo, proferição. Como tal, ela tem uma
relação direta com a enunciação na primeira e na segunda significações. Ela é
fazer-que-se-veja-juntamente
o mostradono modo do determinar.O fazer-
ver-juntamente partilha com outrem o ente mostrado em suadeterminidade.
'Compartilhado" é o comum e transparenteierp.zzn o mostrado, serpara que
deveser firmemente mantido como ser-no-mundo, isto é, precisamentema
mundo a partir do qual o mostrado vem-de-encontro. À enunciação,como
comunicação entendida assim, neste sentido existenciário, pertence o ser-
expresso.O que é enunciado na enunciação como comunicado pode ser "com-
partido" por outros com o que enuncia, semque tenham perto de si, tangível
e visível, o ente mostrado e determinado. O que é enunciado pode ser dito de
novo. O âmbito dessavisão compartilhada amplia-se. Mas, ao mesmo tempo,
na repetição, o mostrado pode precisamente vir a seencobrir de novo, embo-
ra também o sabere o conhecer que surgem em tal ouvir-dizer continuem a
visar ainda e sempre ao ente ele mesmo e não "afirmem" a seu respeito algo
como a "validade de um sentido't O ouvir-dizer é também um ser-no-mundo
e ser em relação ao que é ouvido.

439
HEIN UND ZEIT

Die heute vorherrs(bend am Phãnomen der »GeltunF«


orientierte Theorie des »Urteils« soll liier nicht weitlãufig
besprochenwerden. Es genüge der Hlinweis auf die vielfa(be
Fragwürdigkeit dieses Phãnomens der »Geltung«, das seio
/.onze gem als ni(ht weiter zurückführbares »Urphânomen«
ausgegeben vira. Diese Rolle verdankt es nur seiner ontolo-
gischenUngeklártheit. Die »Problematik«,die si(h um diesel 156
Wortgõtzen angesiedelthat, ist nicht minder undurchsichtig:
Geltung meint einmal die »Fome«der }'rírAZíchkeíf,die dem
Urteilsgehalt zukommt, safem er unverãnderli(h besteht ge-
genüber dem verânderlichen »psydiis(hen« Urteilsvorgang.
Bei dcm in der Einleitung zu dieselAbhandlung diarakteri-
sierten Stand der Seinsfrage überhaupt wird kaum erwartet
werden dürfen, daB »Geltung« als das »ideale Seja« si(h
durdi besondere ontologis(he Klarheit auszeidmet. Geltung
besagt dana zugleich Geltung des geltencten Urteilssinnes von
dem daria gemeinten »Objekt« und rückt se in die Bedeutung
von »ob/ektiuerGiiZligkeít«und Objektivitât überhaupt.Der
se uom Seienden »geltende« und an ihm selbst »zeitlos«
geltendeSlnn »giit« dana no(h einmal im Sinne desGeltens
/tir jeden vemünftibnUrteilenden. Geltung besagt jetzt rer-
bindZíc/iÀ;eít,
»Allgemelngiiltigkeit«.Vertritt man gar noch
eine »kritische«Erkenntnistheorie,wonach das Subjekt »ei-
gentlidi« zum Objekt nidit »hinauskommt«,dana wird die
Gültigkeit als Geltung vom Objekt, Objektivitât, auf den
geltenden Bestand des wahren (1) Sinnes gegründet. Die drei
herausgestellten Bedeutungen von »Gelten«, als Weise des
Seios von Idealem, als Objektivitãt und als Verbindlichkeit,
sind ni(ht nur an sich undurchsiditig, sondem sie verwinen
si(h stãndig unter ihnen selbst.Methodis(he Vorsicht verlangt,
derglei(hen sdlillernde Begriffe nicht zum Leitfaden der Inter-
pretation zu wãhlen. Den Begriff des Sinnes restringieren wir
ni(ht zuvor auf die Bedeutung von »Urteilsgehalt«, sondern
verstehen ihn a]s das gekeimzei(]mete, existenziale Phânomen,
darin das formale Gerüst des im Verstehen Ers(!blieJ3baren
SEK E TEMPO

A "teoria do juízo" que hoje se orienta de modo predominante pelo


fenómeno da "validade" não deve ser aqui discutida ein pormenor. Basta in-
dicar o caráter de muitas maneiras problemático dessefenómeno da "valida-
de" que, desdeLotze, é dado de bom grado como uln irredutível "protofenâ-
meno': Essepapel, ele o deve somente à sua falta de clareza ontológica. Não
é menos obscura também a "problemática" que se quis formular em torno de
seuídolo verbal.Validadesignifica,em primeiro lugar, a '7orzm.z"dz
re /Zd de
e$?riz,zque é própria do conteúdo-do-juízo, na medida em que estesemantém
inalterável em facedo mudável processo"psíquico" dejulgar. No estadoatual
da questão-do-ser em geral, caracterizado na Introdução a este tratado, difi-
cilmente se poderia esperarapenasque a "validade'l como "ser ideal': se dis-
tinguisse por uma particular clareza ontológica. Validade significa ao mesmo
tempo o sentido-do-juízo que vale em relaçãoao "objeto" nele visado, adqui-
rindo, assim, a significação de "z/zz#2de oóÜe//pa"e de objetividade em geral.
O sentido da ente que "vale" dessamaneira e que é "atemporalmente" válido
em si mesmo "vale': além disso, no sentido de valer p.zzn todo aquele que
julgue racionalmente.Validadesignifica agoraser-z,/#cwZa/zfe,
"validadeuni-
versal". E se, além de tudo isso, se sustenta uma teoria "crítica" do conheci-
mento segundo a qual o sujeito não "sai" "propriamente" para ir até o objeto,
então a validade, como validade do objeto, objetividade, funda-se na consciên-
cia válida do verdadeiro (!) sentido. As três significaçõesde "valer" que aqui
se expuseram,isto é, valer como modo-de-ser do ideal, como objetividade e
como ser-vinculante, não só padecem em si mesmasde falta-de-transparência,
mas seconfundem, constantemente, uma com a outra. A prudência metódi-
ca recomenda que não se escolham conceitos tão furta-cores como fio-con-
dutor da interpretação. Não restringimos desdelogo o conceito de sentido à
significação de "conteúdo do juízo': mas o entendemos como o caracterizado
fenómeno existenciário em que setorna visível a estrutura formal do que pode
se abrir no entender

44i
SEIN UND ZEIT

und in der AuslegungArtikulierbarenüberhauptsiditbar


mira
T

Wenn wir die drei analysiertenBedeutungenvon»Aus-


sage« im eii)heitli(hen Blidt auf das valia Phãnomen zusamr
mennehmen, lautet die Definition: ..4ussage íst mítteíZend
bestímmende .du/ieígung. Zu fragen bleibt: Mit wel(hem
Redil fassen wir überhaupt die Aussage als Modus von Aus-
legung? lst sie se etwas, dana müssen in ihr die wesenhaften
Strukturen der Auslegung wiederkehren.Das Aufzeigen der
Aussage voUzieht sida auf dem Grunde des im Verstehen s(bon
Erschlossenenbzw. umsiditig Entdeckten. Aussage ist kein
freischwebendes Verhalten, das von sida aus primar Seiendes
überhaupt ersdllieJ3enkõnnte, rondem hãlt si(h s(hon immer
auf der Basesdes In-der-Welt-seios.
Was frühert bezügli(b
157 des Welterkennens gezeigt wurde, gilt nicht weniger von der
Aussage. Sie bedarf einer Vorhabe von überhaupt Ersdllosse-
nem, das sie in der Weise des Bestimmens aufzeigt. Im bestim-
menden Ansetzen ]iegt temer s(hon eine ausgeri(btetejliin-
blidmallme auf das Auszusagende.
Woraufhin das vorgege-
bene Seiende anvisiert wird, das übemimmt im Bestimmungs-
vollzug die Funktion desBestimmenden.Die Aussagebedarf
einer Vorsicht, in- der gleidisam das abzuhebendeund zuzu-
weisende Prâdikat in seiner unausdrüd(]idien Bes(]ilossenheit
im Seienden selbst aufgelod(ert wird. Zur Aussaêe als bestim-
menderMitteilung gehi5rt jeweils eine bedeutungsmâBige Arti-
kulation des Aufgezeigtên, sie bewegt si(b in einer bestimmten
BegrifE[i(]lkeit: Der Hammer ist sdiwer, die S(hwere kommt
dem Hlammerzu, der Hammerhat die Eigens(haftder
Schwere. Der im Aussagen immer au(h initliegende VorgrifE
bleibt meist unauffãllig, weil die Spra(heje sdion eine ausge-
bildete Begriffli(hkeit in sidabirgt. Die Aussagehat notwendig
wie Auslegungüberhauptdie existenzialen
Fundamentein
Vorhabe,Vorsi(ht und Vorgriff.

l Vgl. S í3, S. 80 ff.


SER E TEMPO

e articular-se em geral na interpretação.


Sereunirmos as três significaçõesde "enunciação"analisadasem um
olhar unitário que apreenda o todo do fenómeno da enunciação, suadefinição
dirá: e/z /zci4f,Zaé am.z moifrnf,ío de/ermi#.z /e gae romzó/zíca.
Mas restaper-
guntar: com que direito apreendemosnós em geral a enunciaçãocomo um
modwi de interpretação? Se assim é, as estruturas essenciaisda interpretação
devem nela reaparecer.O mostrar da enunciação efetua-se sobre o fundamen-
to do já aberto no entender ou do descoberto no ver-ao-redor. A enunciação
não é um comportamento-que-flutua-no-ar e que possapor si mesmo abrir
o ente primariamente, mas se comporta já sempre sobre a base do ser-no-
mundo. O que antes' foi mostrado sobre o conhecimento-do-mundo não é
menos válido para a enunciação. A enunciação necessita de um ter-prévio de
um aberto em geral, que ela mostra no modo do determinar. Além disso, no
determinar já estácontido desde o início um olhar para o-que-deve-ser-enun-
ciado. Aquilo-em-relação-a-que o ente já-dado é avistado assume a função do
determinante na execução-da-determinação. A enunciação necessita de um
ver-prévio, no qual o predicado a ser posto em relevo, tornando-se atributo,
é como que posto-em-liberdade quanto a sua inexpressa inclusão no ente ele
mesmo. À enunciação como comunicação determinante pertence cada vez
uma articulação significacional do mostrado, a qual semove numa conceitua-
ção determinada: o martelo é pesado, o peso pertence ao martelo, o martelo
tem a propriedade do peso. O conceito-prévio já constante também da enun-
ciação no mais das vezesnão chama a atenção, porque a linguagem traz con-
sigo cada vez uma conceituação bem desenvolvida. A enunciação, bem coma
a interpretação em geral, tem necessariamenteos fundamentos existenciários
no ter-prévio, no ver-prévio e no conceito-prévio.

Cf. $ 13,pp. 80 ss

443
SEIN UND ZEIT

Inwiefern wird sie ater zu minemabÀün/tígenModas der


Auslegung? Was hat sich an ihr madiüziert? Wir kõnnen die
Modifikation aufzeigen, weiun wir uns an GrenzfâHe von
Aussagenhalten, die in der Logik als Normalfãlleund als
Exempel der >,einfadisten« Aussagephãnomene fungieren.
Was die Logik mit dem kategoris(hen Aussagesatzzum Trema
madit, zum Beispiel »der Hlammer ist scbwer«, das hat sie
vor allcr Analyse aucb immer s(hon »lagisdi« verstanden.
IJnbesehen ist als »Sina« des Satzes s(hon vorausgesetzt: das
Hammerdinghat die Eigensdiaftder Sdiwere.In der besor-
genden Umsi(bt gibt es dergleidlenAusbagen »zune(hst« nidit.
Wohl aber hat sie ihre spezifisdien Weisen der Auslegung, die
mit Bezug auf das genannte»theoretisctie
Urteil« lauten
kõnnen: »Der Hammer ist zu s(hwer« odes eher nodo: »zu
s(hwer«, »den anderen Hlammer!«. Der ursprüngliche VoU-
zug der Auslegung !iegt nicht in einem theoretis(ben Aussage-
satz, sondern im umsichtig-besorgenden Weglegen bzw. Wedi-
seln des ungeeigncten Werkzeuges,»olhe dabei ein Wort zu
verlieren«.Aus dem Fehlen der Worte dará nidit auf das
Felllen der Auslegung gesclllossenwerden. Andererseits ist
(]ie umsiditig ausgesprochene Auslegung niditnotwendig s(hon
Cine Aussage im definierten Sinne. Z)urch weZche existe?zzZaZ-
ontoZogíschen i\4odíPAatíonen entspríngt díe .dmsage am der
umsichtigen .4usLegung'' ?
Das ín der Vorhabe gehalteneSeiende,der Hlammer zum
Beispiel, ist zune(bst zuhanden als Zeug. Wird diesesSeiende
158
»Gegenstand«einer Aussage,dana vollzieht si(h init dem
Aussageansatzim vorhinein ein Ums(blag in der Vorhabe. Das
ZEzhandene }romíf des Zutunhabens, der Verriü.tuas, wird
zum »Prorüber« der aufzeigenden Aussage. Die Vorsi(ht
zielt auf ein Vorhandenes
am Zuhandenen.
l)urch die Hin-
si(ht und fiar siewird dasZuhandeneals Zuhandenesverhüllt.
Innerhalb diesel die Zuhandenheit verdeckenden Entdeckens
z Auf weldie Weíse kann durei Abwandlung der Auslegung die Aus-
sagevollzogen werden?
SER E TEMPO

Mas en] que medida a enunciação é um mo2z/sgeriu do da interpretação ?


Q.ue foi modificado nesta? Podemos mostrar a modificação se nos ativermos
a casos-limite de enunciação que são considerados como casos normais na
lógica, tendo a função de exemplos de fenómenos enunciativos os "mais
simples".Por exemplo, o que a lógica toma por seu tema com a proposição
enunciativa categórica, "o martelo é pesado'l ela já o entendeu sempre "lo-
gicamente'l antes de toda análise. Foi pressuposto inconsideradamente, como
"sentido" da proposição, que a coisa-martelo tem a propriedade do peso. No
ver-ao-redor ocupado não há de imediato enunciações "semelhantes'l Mas
o ver-ao-redor tem seus modos específicos de interpretação que, com refe-
rência ao mencionado "juízo teórico': poderiam ser expressos assim : "o mar-
telo é demasiado pesado': ou melhor ainda: "demasiado pesado'l ou então "o
outro martelo !': A execução originária da interpretação não consiste em uma
proposição-enunciativa teórica, mas no fato de que, no ver-ao-redor da ocu-
pação,sepõe de lado ou setroca a ferramenta imprópria "semperder nisso
uma só palavra'l Da falta de palavras não se deve concluir a falta de interpre-
tação.Por outro lado, a interpretação do ver-ao-redor ex?frisajá não é ne-
cessariamente uma enunciação no sentido definido. Par g /zii mc7d@czfóes
ontológico-ncistenciáriassurgea enunciaçãoa partir da interpretaç'ío do uer-
ao - redor ?:

O entecontido no ter-prévio,por exemplo,o martelo,é de imediato


utilizável como instrumento. Se esseente se torna "objecto" de uma enuncia-
ção, então com a atitude enunciante já seproduz, de antemão e em um único
golpe, uma mutação no ter-prévio. O romã-gwêa/í/Zz,íz,e/ do ter-de-fazer, da
execução,setorna um "acerc z/eg é" da enunciação mostrativa. O ver-prévio
visa a uln subsistente no utilizável. Pe/o olhar contemplativo e para ele, o
utilizável seoculta como utilizável. No interior dessadescobertada subsis-
tência que encobre

De que modo a enunciação pode se efetuar pela modificação da incerprecação?

445
SEIN UND ZEIT

der Vorhandenheitwird das begegnendeVorhandenein


seinem So-und-se-vorhandensein bestimmt. Jetzt erst õfEnet
sida der Zugang zu se etwas wie Eígemcha/ten. Das Was, aZs
wel(hes die Aussage das Vorhandene bestimmt, vira am.idem
Vorhandenen als sol(bem ges(hõpft. Die Als-Struktur der
Auslegunghat eine Modiãkation erfahren.Das»Als« greift
in seiner Funktion der Zueignung desVerstandenen nidit menu
aus in eíne Bewandtnisganzheit. Es ist bezüglich seiner Mõg-
lidikeiten der Ax'tikulationvon Verweisungsbezügen
von der
Bedeutsamkeit, als wel(he die Umweltlidikeit konstituiert,
abgesdinitten. Das »A]s« wird in die g]ei(]imãJ3igeEbene des
nur Vorhandenenzurückgedrângt.Es sinkt heras zur Struktur
des bestimmenden Nur-sehen-lassens von Vorhandenem. Diese
Nivellierung des ursprünglidien »Als« der umsi(htigen Aus-
legung zum Als der Vorhandenheitsbestimmungist der Vorzug
der Aussage.Nur se gewinnt sie die Mõglidikeit puren hin-
sehenden Aufweisens.
So kann die Aussageblue ontologisdie Herkunft aus der
verstehenden Auslegung nicht verleugnen. Das wsprüngli(he
»Als« der umsiditig verstehenden Auslegung(êQFqveía)
nennen wir das existencial-àelmeneutís(üe»Als« im Unter-
schied vom apophantíscb.en »Als« der Aussage.
Zwis(hen der im besorgenden Verstehen nodo ganz einge-
hüllten Auslegung und dem extremen Gegenfall einer theore-
tisdlen Aussage über Vorhandenes giba es mannigfache Zwi-
s(henstufen. Aussagen' über Gesdielmisse in der Umwelt,
Schilderungen des Zuhandenen, »Situationsberidite«, Auf-
nallme und Fixierung eines»Tatbestandes«, Besdueibung
einer Saca)laje, Erzâhlung des Vorgefallenen. Diese »Sãtze«
lassen sida ni(ht, olhe wesenthche Verkehrung ihres Sinnes,
auf theoretische
Aussagesãtze
zurüüführen. Sie haben,wie
diese selbst, ihren»Ursprung« in der umsi(htigen Auslegung.
Bei der fortsdireitenden Erkenntnis der Struktur des À6yoç
konnte es nidtt ausbleiben, daISdiesel Phãnomen des apophan-
tis(hen»Als« in irgendeiner Gestalt in den Blick kam. Die
SER E TEMPO

a utilizabilidade, o subsistente que-vem-de-encontro é determinado assim-e-


assim em sua subsistência.Agora, pela primeira vez se franqueia o acessoa
algo assim como propr/e2ades. O "quê" da enunciação determinante do sub-
sistente é extraído do subsistente como tal. A estrutura-de-como da interpre-
tação experimenta uma modificação. O "como: em suafunção de apropriação
do entendido, já não chega até uma totalidade-de-conjuntação. Ele eoi sepa-
rado de suaspossibilidades de articular as relações-de-remissão da significa-
tividade que constitui o ser-do-mundo-ambiente. O "como" é reprimido no
plano uniforme do só subsistente.A estrutura do só-fazer-verdeterminante
de subsistentesedegrada.Essenivelamento do "como" originário da inter-
pretação do ver-ao-redor em como da determinação-da-subsistência é a prer-
rogativa da enunciação. Somente assim a enunciação conquista a possibi-
lidade da pura mostração contemplativa.
Assim, a enunciação não pode negar sua origem ontológica a partir da
interpretaçãoque-entende.O "como" originário da interpretaçãodo ver-ar-
redor entendedor (êpFvlveía) nós o chamamos "como" derme ézó/íco-existen-
ciário, para diferencia-lo do "como" ap(?#Z/ico da enunciação.
Entre a interpretação ainda inteiramente encoberta no entender ocupa-
do e o caso extremamente oposto de uma enunciação teórica sobre subsisten-
te, há uma multiplicidade de graus intermediários. Enunciações sobre acon-
tecimentos do mundo-ambiente, descrições do utilizável, "informes de situa-
ção': registro e fixação de uma "condição fatual': descrição de um estado-de-
coisas,narraçãodo acontecido.Essas"proposições"não sedeixam reduzir,
sem deturpação essencialde seu sentido, a proposições enunciativas teóricas.
Elas,como estas,têm sua"origem" na interpretaçãodo ver-ao-redor.
Com o progresso no conhecimento da estrutura do Xó7oç, o fenómeno
do "como" apofântico não podia deixar de se mostrar de alguma forma.

447
HEIN UND ZEIT

Art, wie es zunãchstgesehenwurde, ist ni(iht zufãllig und hat


audi ihre Auswirkung auf die nadikonimende Gesdiidite der
Logik nidit verfelüt.
Für die philosoplúsdie Berra(htung ist der Àóyog selbst ein 159
Seiendes und gemâ13 der Orientierung der antiken Ontologie
ein Vorhandenes.Zune(hst vorhanden, das heiBt voríindli(h
wie Dinge sind die Wõrter und ist die Wõrterfolge, als in
wel(ber er sich ausspricht. Doeserste Su(hen naco der Struktur
des se vorhandenen Àó'yoçfindem ein Zusammenz;or/zandemeín
mehrerer Wõrter. Was stiftet die Einheit dieses Zusaxnmen?
Sie liegt, was PZafo erkannte, darin, daB. der Àóyoçimmer
Xó'yoç llvóç ist. Im Hinblick auf das im Àó'yoç offenbare
Seiendewerden die Wõrter zu eínem Wortganzen zusammen-
gesctzt. ]r&toleZes sala radilmler; jcdcr À6yoç ist aúv8eatç
und õtaíQcatçzugleich, nicht entweder das eine -- etwa als
»positives UHeil« -- odes das andere -- als »negatives
Urteil«. fede Aussageist vielmehr,ob bejahendodor ver-
neinend, ob wahr oder falsdx, grei(hursprüngli(h aóv8eatç
und õtaíQeatç.
Die Aufweisung
ist Zusammen-
und Aus-
einandemel)men. Allerdings hat drísloteZes die analytisdie
Frade ni(ht weiter vorgetrieben zum Problem: welchesPhâ-
nomen innerhalb der Struktur des Àóyoçist es denn, was
erlaubt und verlangt, jede Aussage als Synthesis und Diairesis
zu (harakteúsieren?
Was mit den formalen Strukturen von»Verbinden« und
»Trennen«, genauer init der Eiilheit derselben phãnomenal
getroffen werden sollte, ist das Phãnomen des »etwas als
etwas«.GemãJ3diesel Struktur wird etwas auf etwas hin
verstanden -- in der Zusainmennahme mit ihm, se zwar, daJ3
diesel uersfe/lande Konfrontieren azzsZegendartikulierend das
Zusammengenommene zuglei(h auseinandernimmt. Bleibt das
Phânomen des».Als« verdes(t und vor quem in seinem
existenzialenUrsprung aus dem hemieneutis(ben»Als« ver-
hüllt, dana zerfãUt der phãnomenologis(heAnsatz des .4risto-
teZes zur Analyse des Àóyoç in Cine ãui3erlidie »Urteils-
SER E TEhtPO

O modo como foi visto de início não é casuale não deixou de ter seusefeitos
na ulterior história da lógica.
Para a consideração filosófica, o }ól'oç é ele mesmo um ente e, conforme
a orientação da oncologia antiga, um subsistente. Subsistente de imediato,
isto é, o que primeiramente seencontra como coisas, são aspalavrase a sequên-
cia de palavrasem que o 1(5'yoçse expressa.Essaprimeira indagação sobre a
estrutura do Xóyoçque assim subsiste encontra muitas palavrasquejzlm/ai
/ém-iaóiiifê cia. Q.ue funda a unidade dessejuntar? Ele reside,como Platão
reconheceu, ein que o X(5'yoçé sempre um }óyoç r lvóç. Na perspectiva do ente
manifesto no }ó7oç, as palavrassão reunidas em z/m todo verbal. Aristóteles
viu mais radicalmente: todo Xó7oçé, ao mesmo tempo, aúv9 crlç e 8taípeatç:
não disjuntivamente,um "comojuízo afirmativo" ou -- o outro -- "como
juízo negativo'l Toda enunciação,tanto a que afirma como a que nega,tanto
o verdadeiro como o falso, é com igual originariedade al3v$alç e 8tüípeatç.A
mostraçãoé reunir e separar.Entretanto, Aristóteles náo desenvolveua ques-
tão até perguntar: Que eenâmenoé o que, no interior da estrutura do }ó7oç,
possibilita e ao mesmotempo exigea caracterizaçãode toda enunciaçãocomo
síntese e diérese?

O que com as estruturas formais do "ligar" e "separar': ou mais exata-


mente com a unidade de ambos,devia ser fenomenicamente encontrado é o
fenómenodo "algocomo algo".Conforme essaestrutura, algo somenteé
entendido em relaçãoa algo, em conjunção com ele, e de tal maneira que esse
confronto e/zfe ardor, ao mesmo tempo em que reúne, separao reunido, ar-
ticulando-o numa / /erpre/afia. Se o fenómeno do "como" permanece enco-
berto e, sobretudo, oculto em sua origem exiscenciáriaa partir do "como'
hermenêutico, então a basefenomenológica de Aristóteles para a análise do
}óyoç se desfaz numa superficial

449
SEIN UND ZEIT

theorie«,wonadi Urteilen ein Verbindenbzw. Trennen von


Vorstenungen und Begriffen ist.
Verbínden und Trennen lassensi(h dann weiter formahsie-
ren zu einem»Beziehen«.
Logistisdiwird dasUrteil in ein
System von»Zuordnungen« aufgelõst, es wird zum Gegen-
stand eines»Redtnens«, aber nidit zum Trema ontologisdier
Interpretation. Mõglichkeit und Unmõglichkeit des analyti-
sdien Verstãndnisses von aúv8eatç und õtaíQeatç, von »Bezie-
hung« im Urteil überhaupt ist eng mit dem jeweiligen Stande
der grundsãtzli(ben ontologis(hen Problematik verknüpft.
Wie weit diesein die Interpretationdes À6yoçund umge-
kehrt der Begriff des »Urteils« mit einem merkwürdigen
RÜ(ks(hlag in die ontologischeProblematik hineinwirkt, zeigt
das Phãnomen der Capela. An diesel »Band« kommt
160 zutage, daB zune(hst die Synthesisstruktur als selbstverstãnd-
lidi angesetzt wird und daB sie die maBgebende interpretato-
risdie Funktion audt behaltenhat. Wenn ater die formalen
Charaktere von »Beziehung«und »Verbindung« phâno-
menal ni(hts zur sadihaltigen Strukturanalyse des Àóyoçbei-
steuem kõimen, dann hat am onde das mit dem Titel Cópula
gemeintePhãnomennichosmit Band und Verbindung zu tun.
Das»isto( und reine Intel:pretation, mag es spraclilidx eigens
ausgedrüdçtodor in der Verbalendung angezeigt seja, llickt
aber dana, wenn Aussagen und Seinsverstãndnis existenziale
Seinsmõglidlkeiten dqs Daseins selbst sind, in den Problem-
zusainmeilhangder existenzialenAnalytik. Die Ausubeitung
der Seinsfrage(vergleiche 1. Teia, 3. Absdlnitt) wird denn aucb
diesel eigentünili(ben Seinsphãnomen
innerhalb des lóyoç
lieder begegnen.
Vorlãufig galt esnur, mit demNadiweisder Abkünftigkeit
derAussage vonAuslegung und Verstehen deuthdi zu machen,
daB die»Logik« desXóyoçin der existenzialen
Analytik des
Daseinsverwurzelt ist. Die Erkenntnis der ontologischunzu-
reidienden Interpretation des Àóyoçverschãrft zugleidi die
Einsidit in die Niditursprüngliclikeit der methodisdlen Bases,
SER E TEMPO

"teoria do juízo': segundoa qual julgar é ligar e separarrepresentações


e
conceitos.
Ligar e separarpodem ser ainda mais normalizados,convertendo-seem
'relacionar': Na logística, o juízo se resolve em um sistemade "correlações"e
se converte em um objeto de "cálculo: mas não em tema de interpretação
ontológica. A possibilidade e a impossibilidade do entendimento analítico
de aúv9 alç e õtaípeatç,de "relação" no juízo em geral, estãoestreitamente
articuladas com o correspondente estado da fundamental problemática on-
tológica.
A amplitude com que essaproblemática ontológica inHui na interpre-
tação do }ó'yoç e, inversamente, a profundidade do efeito, por notável reper-
cussão,da concepçãodo "juízo" sobre a problemática ontológica é o que
mostra o fenómeno da r(Paga. Nesse "laço" fica manifesto, em primeiro lugar,
que a estrutura-da-síntese foi suposta como algo-que-se-pode-entender-por'
si-mesmo e que ela reteve, além disso, a função determinante na interpretação.
Mas se os caracterespuramente formais de "relação" e "ligação" não podem
dar contribuição fenomênica alguma a uma análise do conteúdo da estrutura
do }ó'yoç, então o fenómenovisado com o termo "cópula" nada tem a ver
afinal com laço e ligação. O "é" e sua interpretação, quer se expresseem pala-
vra própria, quer sejaindicada na terminação verbal, entram no contexto
problemático da analítica existenciária,seo enunciar e o entendimento-do-ser
são existenciárias possibilidades-do-ser do -Daieim ele mesmo. A elaboração
da questão-do-ser(cf. Primeira Parte, 3: Seção)voltará a encontrar também
essepeculiar fenómeno-de-ser que vem-de-encontro no interior do }ó'roç-
Por ora se tratava somente de deixar claro, com a prova do caráter deri-
vado da enunciação relativamente à interpretação e ao entender, que a "lógi-
ca" doXó7oç tem sua raiz na analítica existenciária do -Dose/m.O conhecimento
da insuficiente interpretação ontológica do }ó'yoç torna, além disso, mais
aguda a visão não-originária da base metódica

45i
SEIN UND ZEIT

auf der die antike Ontologieerwachsen


ist. Der 16yoçMud
als Vorhandenes erfaluen, als solchesinterpretiert, imgleidlen
hat das Seiende,das er aufzeigt, den Sina von Vorhandenheit.
Dieser Sinn von Sem bleibt selbstindiHerent unabgehoben
gegen andere Seinsmõg]i(]ikeiten, se daJ3si(h mit illm zugleidx
das .Sem im Sinne des fonnalen Etwas-Seios verá(bznilzt,
ohne daB audl. nw eine reine regionale Sdieidung beider
gewonnen werden koimte'

S 34. Da-seta und Rede. Dte SpratJlpe

Die fundamentalen Existenzialien, die das Sem des Da, die


Erschlossenheit des In-der-Welt-seios konstituieren, sind Be-
findlidikeit und Verstehen.Verstehenbirgt in si(h die Mõg-
lichkeit der Auslegung, das ist der Zueignung des Verstande-
nen. Safem die Befindlidlkeit mitVerstehen gleidiursprünglidi
ist, hãlt sie sida in einem gewissenVerstãndnis. Ihr entspricht
ebensoeine gewisseAuslegbarkeit. Mit der Aussagewurde ein
extremesDerivat der Auslegung sichtbar gemadit. l)ie Klá-
rung der dütten Bedeutung von Aussage als Mitteilung(Her-
aussage)
führte in den Begria desSagensund Spre(itens,der
bislang unbea(btet blieb und zwar init Absicht. DaB /etzf erst
Spradie Trema wird, soll anzeigen, daB diesesPhãnomen in
der existenzialen Verfassung der Ersdhlossenheitdes Daseins
reine Wurzeln hat. Das ezisfenzíaZ-onfoZogísche Fundament
der Spra(üe íst díe Rede. Von diesel Phânomen haben wir 161
in der bísherigenIntel])retationder Befindlidakeit,desVer-
stehens,der Auslegung und der Aussagestãndig s(bon Ge-
braudi gemadlt, es in derthematis(henAnallyse aber grei(usam
unterschlagen.
Die Rede ist mit Befindti(hheit und V'erstehen ezistenziat
gZeídlurspriingZích.Verstândlichkeit ist auch s(hon vor der

B Husserl
SER E TEMPO

em que nasceua antologia antiga. O Xó7oçé experimentado como subsisten-


te e como tal é interpretado, tendo o ente que ele mesmo mostra, de igual
maneira, o sentido de subsistência. Essesentido de ser permanece ele mesmo
indiferente ante outras possibilidades-de-ser,
de modo que o ser,no sentido
formal de ser-algo,vem com ele sefundir, sem que se tenha podido conseguir
ao menos uma pura separaçãoregional de um e outro'.

$ 34. Set-" ar e discurso. -A Linguagem

Os existenciáriosfundamentais que constituem o serdo "aí'l isto é, a abertura


do ser-no-mundo, sãoo encontrar-se e o entender. O entender traz consigo
a possibilidade da interpretação, isto é, da apropriação do entendido. Na
medida em que o encontrar-se tem igual originariedade que o entender, ele
se mantém em um certo entendimento. Corresponde-lhe do mesmo modo
uma certa interpretabilidade. Com a enunciação âcou visível um derivado
extremo da interpretação. A elucidação da terceira significação de enunciação
como comunicação (ou manifestaçãoverbal) conduziu ao conceito de dizer
e falar que, intencionalmente,semdúvida, não fora consideradoaté aquele
momento. O fato de que a linguagem seja tematizada Some/zfe agora deve
servir de indicação de que essefenómeno tem suasraízesna constituição
existenciária da abertura do ,Daseín.O.@m2.zmezz/o
o /oZk/ca-exii/emc/,ária da
//mKzóaKem é o dlscz/rsa.Na interpretação dada até agora do encontrar-se,do
entender, da interpretação e da enunciação já fizemos constante uso desse
fenâineno, mas colho que o descartando de uma análise temática.
O discurso é ocistenciariamente de igt+zl originariedade qüe o entender. À-
entendibilidade já está sempre

Husserl

453
SEIN UND ZEIT

zueignenden Auslegung immer s(bon gegliedert. Rede ist die


Artikulation der Verstãndliükeit.Sie liegt daher der Aus-
legung und Aussage schon zugrunde. Das in der Auslegung,
ursprüngli(ber mithin sdaon in der Rede Artikulierbare nann-
ten wir den Sina. Das in der redendenArtikulation Geglie-
derte als soldaesnennen wir das Bedeutungsganze. Diesel
kann in Bedeutungen aufgelõst werden. Bedeutungen sinal als
das AHikulierte des Artikulierbaren immer sinnhaft. Wenn
die Rede,die Artikulationder Verstãndlidlkeit
desDa,
ursprüngli(hes Existenzial der Ers(illlossenheit ist, diese aber
primar konstituiert wird durch das In-der-Welt-sela, mu13au(h
die Rede wesenhaft eine spezifisdi weZtZic/ze Seinsart haben.
Die beüindlidae Verstãndli(hkeit des In-der-Welt-selas sprícht
si(ü aZsRedeaus. Das Bedeutungsganzeder Verstãndli(hkeit
Êommt zlt Prorf. Den Bedeutungenwa(bsen Worte zu. Nidit
aber werden Wõrter(cinge init Bedeutungen vemehen.
Die llinausgesprochenheit der Rede ist die Spra(he. Diese
Wortganzheit, als in weldier die Rede ein eigenes »weltlidaes«
Sela hat, wird se als innerweltli(ü Seiendeswie ein Zuhan-
denes vorfindli(b. Die Sprache kann zersd)lagen werden ín
vorhandene Wõrterdinge. Die Rede ist existenzial Spradie,
weil das Seiende, dessemErschlossenheit sie bedeutungsmãBig
artikuliert, die Seinsartdesgeworfenen,auf die »Welt« ange-
wiesenen In-der-Welt-seins hat'.
Als existenziale Ve4assung der Ersdllosseilheit des Daseins
ist die Rede konstitutiv für dessem Existenz. Zum redenden
Spre(hen gehõren als MóBIl(hlteiten l:iõren und Scb.weígen.
An diesel Phânomenen wird die konstitutive Funktion der
Rede für die Existenzialitãt der Existenz erst võllig deutlicb.
Zune(hst geht es um die Herausarbeitungder Struktur der
Rede als se!(her.
Reden ist das »bedeutende«G]iedem der Verstãnd]i(]lkeit
desIn-der-Welt-seins, dem das Mitsein zugehõrt, und das si(h

a Für Spra(be ist Geworfenheit wesentlidl.


SER E TEMPO

articulada, inclusive já antes da interpretação apropriadora. O discurso é a


articulação da entendibilidade. Por isso, o discurso fundamenta a interpreta-
ção e a enunciação. Ao que pode ser articulado na interpretação e mesmo mais
originariamente, já no discurso, demos o nome de sentido. O articulado na
articulação discursiva como tal denominamos de o-todo-da-significação e este
pode ser decomposto em significações. As significações, como o articulado
do articulável, sãosempreprovidas-de-sentido. Seo discurso, como articula-
ção da entendibilidade do "aí': é um existenciário originário da abertura,e
esta,por suavez, é primariamente constituída pelo ser-no-mundo, o discurso
deve ter essencialmente ele também um modo-de-ser específico de-mw/zda. A
entendibilidade do encontrar-se do ser-no-mundo ex?rime-ie como 2/iczízso.
O todo-de-significação da entendibilidade .zccz/c2p zZaz,zn.
Das significações
nascem as palavras, e não são as palavras que, entendidas como coisas, se
proveem de significações.
A linguagem é o ser-expressodo discurso- Essatotalidade-de-palavra,
como aquilo em que o discurso tem uin próprio ser "de-mundo'l como ente
do-interior-do-mundo, pode assim ser encontrada como um utilizável. A
linguagem pode ser despedaçadaem coisas-palavras subsistentes. O discurso
é existenciariamente linguagem, porque o ente cuja abertura ele articula con-
forme-a-significação tem o modo-de-ser do ser-no-mundo dejectado, reme-
tido ao "mundo"'
Como constituição existenciária da abertura do .D.ziei#,o discurso é
constitutivo para sua existência. Ao falar discursivo pertencem, como possi-
bilidades, ozlz/ir e caçar. Somente nesses fenómenos âca completamente clara
a função constitutiva do discursopara a existenciariedadeda existência.De
imediato, trata-sede pâr ein claro a estrutura do discurso como tal.
Discorrer é a articulação"signiâcante" da entendibilidade do ser-no-
mundo, ser-no-mundo ao qual pertencem o ser-com e

Para a linguagem a detecção é essencial

455
SEIN UND ZEIT

je in einer bestimmten Weise desbesorgendenMiteinanderseíns


bale.Diesel ist redend als zu- und absagen,auffordem, war-
nen, als Aussprache, Rückspradie, Fürspra(he, ferver als
»Aussagenmachen« und als redes in der Weise des »Reden-
haltens«. Redes ist Rede über . . . Das }7oríiber der Rede hat
ni(ht notwendig, zumeist segar ni(bt den Charakter des 162
Tremas einer bestimmendenAussage.Aucli ein Befehl ist
ergangenüber --; der Wunsdi hat seja Woriiber. Der Für-
spradie felllt nidlt ihr Worüber. Die Rede hat notwendig
dieses Strukturmoment, çvei] sie die Ers(]llosseilheit des In-der-
Welt-seios lnitkonstituiert, in ihrer eigenen Struktur dur(h
diese Grundverfassung des Daseins vorgebildet ist. Das Bere-
dete der Rede ist immer in bestimmter Hlinsicht und in gewis-
sen Grenzen »angeredet«. In jeder Rede liegt ein Geredetes
als sol(bes, das im jeweiligen Wüns(hen, Fragen, Sichaus-
spredien über . . . Gesagteals sol(hes.In diesel teilt si(h die
Rede mit.
Das Phânomen der ]\4ítfeíZung muB, wie sdion bei der
Analyse angezeigt wurde, in einem ontologis(h weiten Sinne
verstanden werden. Aussagende »Mitteilung«, die Benadi-
richtigung zum Beispiel, ist ein Sonderfall der existenzial
grundsâtzlidi gefaBten Mitteilung. In diesel konstituiert sich
die Artikulation des verstehendenMiteinanderseins.Sie voll-
zieht die »Teilung« der Mitbefindlidikeit und des Verstând-
nissesdesMitseins.Mitteilung ist nie seetwaswie ein Trans-
port von Erlebnissen,zum BeispielMeinungen und Wüns(ben
aus dem Inneren des einen Subjekts in das Infere des anderen.
Mitdasein ist wesenhafts(hon offenbarin derMitbefindlidakeit
und im Mitverstehen.Das Mitsein wird in der Rede»aus-
drüddidi« gefeíZt, das heiBt es íst s(hon, nur ungeteilt als ni(ht
ergriffenes und zugeeignetes.
Alle Rede iiber . . ., die in ihrem Geredeten niitteilt, hat
zugleidi den Charakter desSíchamsprechem. Redend spri(ht
si(b Dasein au.s,ni(ht weil es zunãchst als >,Inneres«gegen
ein Drau13en abgekapselt ist, rondem weil es als In-der-Welt-
SEK E TEMPO

e, na ocupação, o manter-se cada vez em um modo determinado do ser-um-


com-o-outro. Este é discursivo como assentir e dissentir, exortar, prevenir,
como discussão,consulta, intercessãoe além disso como "fazer declarações'
e como discorrer no modo de "fazer discurso". Discorrer é discurso sobre...O
soZ're-gz/é
do discurso não tem necessariamente no mais das vezesnem sequer
o caráter do tema de uma enunciação determinante. TaJnbém uma ordem se
dá sobre algo; o desejo tem o seu sobre-quê. À intercessão não falta o seu
aquilo sobre-quê. O discurso tem necessariamente essemomento-estrutural,
porque ele é coconstitutivo da abertura do ser-no-mundo e é pré-formado em
sua estrutura própria por essa constituição fundamental do -Daieim. "Aquilo-
sobre-que-o-discurso-discorre" é sempre tratado a partir de um ponto-de-
vista determinado e dentro de certos limites. Em todo discurso há um dzscor-

rido como tal, o dito como tal no respectivo desejar,perguntar, pronunciar-se


sobre... Nesse dito o discurso se comunica.
O fenómenoda com icaf'Za comojá foi indicado por ocasiãode sua
análise -- deve ser entendido em um sentido ontologicainente amplo. A
'comunicação" enunciativa, por exemplo, a infonnação sobre algo, é um caso
particular da comunicaçãoem sentido existenciário fundamental.Nesta se
constitui a articulação do entendedor ser-um-com-o-outro. Ela efetua "a
partilha" do co-encontrar-se e do entendimento do ser-com. A comunicação
nunca é algo assim colmo um transporte de vivências, por exemplo, de opiniões
e desejos,do interior de um sujeito para o interior de um outro. O -Daseiw-com
já estáessencialmentemanifesto no co-encontrar-se e no co-entender. O ser-
com setorna "expressamente"pr/!/B,zdano discurso,isto é, elejá o éde an-
temão, só que não-partilhado como não assumido e como não apropriado.
Todo discurso sobre...,comunicando algo que o discurso diz, tem ao
mesmo tempo o caráter do ie-ex?regi.22". Discorrendo, o .D.zse/m se-expressa,
não porque esteja de início encapsulado como um "interno" que secontrapõe
a um externo, masporque, como ser-no-mundo,

457
SEIN UND ZEIT

sem verstehend s(hon »drauJ3en«ist. Das Ausgespro(geneist


gerade das DrauBensein',das heiBt die jeweilige Weise der
Befind[i(]ikeit(der Stirnmung), von der gezeigt wurde, daJ3sie
die volle ErsdllossenheitdesIn-Seins betrifft. Der spradllidie
Index der zur Rede gehõrenden Bekundung des beüindlidien
In-Selas liegt im TonfaU, der Modulation, im Tempo der
Rede, »in der Art des Spre(bens«. Die Mitteilung der existen-
zialen MóBIl(hkeiten der Befindliükeit, das heiBt das Ersclllie-
Ben von Existenz, kann eigenes Ziel der»did].tender« Rede
werden.
Die Rede ist die bedeutungsmãBigeGliederung der be6nd-
[i(ben Verstãnd]i(]lkeit des ]n-der-We]t-seins. A]s konstitutive
Momente gehõren ihr zu: das Worüber der Rede(das Bere-
dete), das Geredete als soldies, die Mitteilung und die Bekun-
dung. Das sind keine Eigensdiaften, die sich nur empiüsdi an
der Spra(be aufraffen lassen, rondem in der Seinsverfassung
163 des Daseins verwuizelte existenziale Charaktere, die se etwas
wíe Spra(heontologis(herst ermõglichen.In der faktisdien
Spra(hgestalt einer bestimmten Rede kõnnen einzelne diesel
Momente felllen, bzw. unbemerkt bleiben. DaJ3sie oft >wõrt-
li(h« nÍchl zum Ausdrud(kommen,ist nur der Index einer
bestimmten An der Rede, die, safem sie ist, je in der Ganzheit
der genannten Strukturen seja muB.
Die Versu(he,das »Wesender Spradie«zu fassen,haben
denn immer audi die Orientierung an einem einzelnen diesel
Momente genommenuàd die Spradiebegriffen am Leitfaden
der Idee des »Ausdru(ks«,der»symbolisdienForra«, der
Mitteilung als »Aussage«, der »Kundgabe« von Erlebnissen
odes der»Gestaltung« des Lebens. Für eine volt zurei(Lenda
De$nition der Spradle wãre aber auch.nichts gewonnen, wollte
man diese versdliedenen Bestimmungsstüdce synkretistis(b
zusammens(]lieben. Das Entscheidende bleibt, zuvor das onto-
logisch-existenzialeGanze der Struktur der Rede auf dem
Grunde der Analytik des Daseins herauszuarbeiten.
a das Da; Ausgesetztheit als oHene SteHe.
SER E TEMPO

ele, entendendo, já está "fora". O expressadoé precisamente o ser-cora',isto


é, o modo correspondente do encontrar-se (o estado-de-ânimo) que, como
foi mostrado, afeta toda a abertura do ser-em. O indicador de linguagem
dessemomento constitutivo do discurso,que é o anúncio do ser-emdo en-
contrar-se, reside no tom da voz, na modulação, no tempo do discurso, "na
maneira de falar'l A comunicação das possibilidades existenciárias do encon-
trar-se, isto é, o abrir a existência, pode tornar-se o próprio alvo do discurso
poetizante .
O discurso é a articulação significacional da entendibilidade do encon-
trar-se no ser-no-mundo. A ele pertencem como seusmomentos constitutivos:
o sobre-quê do discurso(aquilo acerca de que discorre), o dito discursivamen-
te como tal, a comunicação e o anúncio. Não se trata de propriedades que só
podem ser empiricamente recolhidas na linguagem, mas de caracteresexis-
tenciários cujas raízes estão na constituição-de-ser do -Z).zieime só eles possi-
bilitam ontologicamente algo assim como a linguagem. Na forma factual da
linguagem de um discurso determinado alguns dessesmomentos particulares
podem faltar ou passar despercebidos. O fato de que frequentemente /záo se
expressem "em palavras" é indicativo somente de uma espécie particular de
discurso, pois como tal o discurso deve sempre trazer consigo a totalidade das
estruturas nomeadas.
As tentativas de apreender "a essência da linguagem" se orientaram, pois,
semprepor algum dessesmomentos, concebendo a linguagem pelo fio-con-
dutor da ideia da "expressão':da "forma simbólica': da comunicaçãocomo
'enunciação: da "manifestação" de vivências ou do "dar forma" à vida. Para
se obter uma definição plenamente suficiente da linguagem também nada se
ganharia em querer reunir sincreticamente essasdiversaspartes de uma de-
terminação.O decisivocontinua sendoa prévia elaboraçãodo todo ontoló-
gico-existenciário da estrutura do discurso, fundada na analítica do D.zieim.

'aí": o ser-exposto como lugar aberto

459
SEIN UND ZEIT

Der Zusammenhang der Rede init Verstehen und Verstând-


lidlkeit wird deutlidi aus einer zum Redes selbst gehõrenden
existenzia[en Mõg[idikeit, aus dem ]]iõren. Wir sagen nicho
zufâllig, wenn wir ni(ht »re(ht« gehõrt haben, wir haben
nidit»verstanden«. Das Hõren ist für das Reden konstitutiv.
Und wie die spradllicheVerlautbarungin der Redegründet,
se das akustis(lbeVemellmen im Hõren. Das Hõren auf
ist das existenziale Offensein des Dasbins als Mitsein für den
Anderen.Das Hõren konstituiert segar die primãre und
eigentlidie Offenheit desDaseins für seja eigenstes Seinkõnnen,
als Hõren der Stimme desFreundes, den pedesDasein bei sida
kart. Das Dasein hõrt, weil es versteht. Als verstehendes
In-der-Welt-sem mit den Anderen ist es dem Mitdasein und
ihm se]bst »hõrig« und in (]ieser H.õrigkeit zugehõüg. Das
Aufeinander-hõren, in dem si(h das Mitsein ausbildet, hat
die móglidaen Weisen des Folgens, Mitgehens, die privativen
Moda des Nidit-Hõrens, des Widersetzens, des Trotzens, der
Abkehr.
Auf dem Grunde diesel existenzial primârenJliõrenkõnnens
ist se etwasmõgh(b wie ]líorc/zen,dasselbstphánomenalnodo
ursprünglidier ist als das, was man in der Psychologie»zu-
nâchst« als liõren bestimmt, das Empfinden von Tõnen und
das Vemehmen von Lauten. Audi das IEiordxen hat die Seins-
art des verstehenden ]lllórens. »Zunãdist« hõren wir nie und
nimmer Gerãuscheund Lautkomplexe, rondem den knarren-
den Wagen, das Motonad. Man hõrt die Kolonne auf dem
Marsdi, den Nordwind, den k]opfenden Spe(ht, das ](nistemde
Fcucr
C

Es bedarf sdion einer seh' künstli(hen und komplizierten Í64


Einstellung,um ein »reinesGerãus(h« zu »hóren«.DaJ3wir
aber zunâdist Motorrãder und Wagen hõren, ist der phãno-
menale Beleg dafür, daJ3das Dasein als In-der-Welt-seja je
s(bon beím innerweltlich Zuhandenensi(Ihaufhâlt und zu-
ne(bst gar nicho bei»Empfindungen«, derem Gewül)l zuerst
geformt werden müBte, um das Sprungbrett abzugeben,von
SER E TE]ÜPO

A conexãodo discursocomo entendere com aentendibilidade setorna


clara a partir de uma possibilidade existenciária do discurso ele mesmo, a saber,
a partir do ouvir. Não é por acasoque, ao não ouvir "direito: dizemos não
'ter entendido't Parao discurso o ouvir é constitutivo. E assimcomo a prola-
ção verbal se funda no discurso, a percepção acústica também se funda no
ouvir. O ouvir alguém.- é o existenciário ser-aberto do -D.ziei#como ser-com
para os outros. O ouvir constitui inclusive o estar-aberto primário e autênti-
co do -Daieimpara o seupoder-ser mais-próprio, como um ouvir a voz do
amigo que cada-Z)aiei#traz junto de si. O -Z)4ie/ ouve porque entende. Como
entendedor ser-no-mundo com os outros, ele é, no seu ouvir, "obediente" ao
/.)aieim-com e a si mesmo e, nessa audiência obediente, ele se torna dependen-
te. O ouvir uns aosoutros, no qual o ser-com seforma, tem os modos possíveis
do seguir, acompanhar, os mod/ privativos do não-ouvir, do opor-se, do desa-
fiar, do desviar-se.
Sobre o fundamento dessepoder-ouvir existenciário primário, é assim
algo possívelcomo o eicz{/ar,fenomenicamente ainda mais originário do que
sedetermina "de imediato" em psicologia como ouvir, ter sensaçõesde som e
perceber ruídos. O escutartem também o modo-de-ser do ouvir entendedor.
'De imediato" nunca ouvimos barulhos e o conjunto de ruídos, mas o carro
que range, a motocicleta. O que seouve é a coluna em marcha, o vento norte,
o pica-pau bicando, o fogo crepitando.
E preciso uma atitude já muito artificial e complicada para "ouvir" um
'barulho puro': Q.ueem primeiro lugar ouçamosmotocicletas e carrosé a
prova fenomênica de que o -Daseim,como ser-no-mundo, mantém-se cada vez
Jzz/z/o,zo utilizável do-interior-do-mundo, e de modo algum imediatamente
junto a "sensações': cuja concatenação tivesse primeiramente de ser formada
para que se proporcionasse o trampolim

461
SEIN UND ZEIT

dem das Subjekt absprhgt, um sdüieBlicti zu einer »Welt« zu


gelangen. Das Dasein ist als wesenhaft verstebendeszunãdist
SER E TEMPO

a partir do qual o sujeito saltariapara alcançarfinalmente um "mundo'l O


.D.ziei# como essencialmente entendedor é de pronto junto ao entendido.
Também quando nos pomos a ouvir expressamente o discurso de um
outro, entendemos de imediato o que é dito, ou mais precisamente, já estamos
de antemãocom o outro junto ao ente sobre o qual sediscorre. Ao contrário,
/záoouvimos de imediato o som das palavras proferidas. Mesmo quando o
falar não é claro ou a língua é estrangeira, ouvimos de imediato as palavras
i i /e/«z'ue2ie não uma multiplicidade de dados sonoros.
No ouvir "natural" do sobre-quê do discurso, podemos certamente ouvir
ao mesmo tempo o modo-de-dizer, a "dicção'l o que só é possívelem um
prévio coentendimento do dito no discurso; pois, somente assimhá a possi-
bilidade de se avaliar o como do ser-dito em sua adequação ao sobre-quê te-
mático do discurso.
De igual modo, a resposta como contradiscurso resulta de imediato e
diretainentedo entendero sobre-quêdo discurso,que já foi "partilhado" no
ser-com.

SÓonde se dá a possibilidade existenciária de discorrer e ouvir, alguém


pode escutar. Q.uem "não pode ouvir" e "deve ter sentimento" talvez possa
muito bem e precisamente por isso escutar. O só-ficar-ouvindo-por-aí é uma
privação do entender ouvinte. Discorrer e ouvir sefundam no entender. Este
não é gerado nem de muito discorrer, nem de um laborioso âcar ouvindo por
aí. SÓquem já entende pode ouvir.
O mesmofundamento existenciário tem uma outra possibilidade essen-
cial do discorrer, que é a caçar-se.Q.uem secala, no discorrer-um-com-o-outro,
pode "dar a entender'l isto é,formar o entendimento maispropriamente do
que aquele a quem não faltam palavras. Com o muito falar sobre algo não fica
minimamente garantido o progresso do entendimento. Ao contrário: o pro-
longado discorrer sobre uma coisa

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HEIN UND ZEIT

verdeckt und bringt das Verstandene in die S(heinklarhelt,


das heiJ3tUnverstãndlichkeit der Trivialitât. S(hweigen heiBt
aber nidit stulnm sem. Der Stumme hat umgekelurt die Ten-
denzzum »Spre(ben«.
Ein Stulnmerhat ni(ht nur nicht
bewiesen, daJ3er sdaweigen kann, es fehlt ihm segar jede 165
Mlõglidikeit, dergleidl.en zu beweisen. Und se wenig wie der
Stummezeigt einer, der von Natur gewohntist, wenig zu
sprechen,daJ3er schweigt und s(hweigen kaim. Wer xlie etwas
sagt, vermag im gegebenenAugenblid( audi nidat zu sdiwei-
gen. Nur im echten Redes ist eigentli(hes Sdiweigen mõglidi.
Um s(hweigen zu kõnnen, muB das Dasein etwas zu sagen'
haben, das heiBt über eine eigentli(he und reidie Ersd)lossen-
heit seiner selbst verfügen. Dana made.t Versdiwiegenheit
offenbar und schlãgt das »Gerede«lieder. Verschwiegerüeit
artikuliert als Modus desRedensdie Verstândlidikeitdes
Daseins se ursprünglich, daJ3ihr das e(hte Hõrenkõnnen und
durdisiditige Miteinanderseinentstammt.
Weil für das Sela des Da, das hei13tBefindli(111keit
und
Verstehen,die Redekonstitutivist, Daseinater besagt:In-
dex-Welt-sem, hat das Dasein als redendes In-Sem sida schon
ausgesprodien. Das Dasein hat Spra(he. lst es Zufall, dali
die Griecb