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pesado e passa a caçá-los

PRODUÇÃO TEXTUAL –

RESENHA JOGADOR Nº 1

Jogador Nº 1 é um baita livro, sem dúvida. A história de


Ernest Cline, embora clichê prende a atenção do leitor e
estimula o bichinho do saudosismo principalmente nos mais
velhos, embora seja voltado para os jovens apresentando
toda uma cultura pop/gamer que eles não vivenciaram, com
toneladas de referências a filmes, séries, games, livros,
músicas e elementos de 30 anos atrás, o tipo de coisa que
enlouqueceria qualquer estúdio tentado a adaptá-lo para o
cinema.
Só que a Warner conseguiu contornar os problemas e
conta com ninguém menos que Steven Spielberg no
comando da película, e a versão cinematográfica de Jogador
Nº 1 é uma aventura digna das melhores matinês que o
diretor já nos entregou.
A trama do filme acontece num futuro próximo (2045),
em que décadas de exploração desenfreada dos recursos
naturais da Terra esgotaram o planeta e a economia está indo
para o ralo, sem uma perspectiva de melhora futura. Todo
mundo desistiu de fazer alguma coisa e grande parte da
população mundial prefere fugir da realidade, fazendo uso
do sistema de entretenimento virtual mais potente e popular
já criado: o OASIS, uma mistura de Second Life com o
Holodeck para as massas.
Dentro do ambiente virtual você pode fazer qualquer
coisa, desde assistir aulas a trabalhar e é claro, jogar e
basicamente ser qualquer personagem que desejar. Há uma
infinidade de mundos criados com base em diversas marcas,
estúdios de cinema, séries, livros, games, o que você
imaginar. Seu criador, o excêntrico e recluso James Halliday
o criou com a ajuda de seu ex-amigo Ogden Morrow, mas
nos eventos do filme o pai do OASIS já está morto há cinco
anos.

Corra, Parzival, Corra


A partir do momento em que Parzival coloca as mãos na
primeira das três chaves, tem início uma corrida frenética
atrás das duas restantes e do easter egg de Halliday, e
enquanto ele e os outros caça-easter egg Aech, Artemis,
Daito e Shō trabalham juntos como uma equipe para
desvendar as dicas deixadas pelo criador do OASIS (o que
não acontece no livro, onde apesar de aliados eles
competem entre si), o CEO da Innovative Online Industries
Nolan Sorrento, que está pegando gosto em interpretar
vilões), a corporação que fará de tudo para colocar as mãos
no OASIS e passar a cobrar mensalidade e outras coisas joga
dentro e fora do game, ao vê-los como uma ameaça a seus
negócios.
Há diferenças entre o livro e o filme, como os desafios
em busca das chaves serem todos diferentes (o que é bom,
adiciona surpresa) e da mudança de foco (Halliday fez da
caça uma espécie de mea culpa), mas o principal é o ritmo.
Tudo acontece num espaço de tempo muito curto, e para dar
sentido a essa abordagem todos os personagens vivem
conveniente próximos fisicamente na vida real, o que faz
sentido: se Daito e Shō vivessem mesmo no Japão e
Art3mis em Vancouver, a ação fora do OASIS seria bem
mais cadenciada. Ronaldo Gogoni – site Meio
Bit

1. Autor do livro “Jogador Nº 1”

2. Por que “Jogador Nº 1” é considerada uma obra que


agrada públicos de diversas faixas etárias?

3. Adaptar a história de um livro é sempre um desafio


para as produtoras de cinema. Como a Warner
conseguiu contornar esse problema?

4. Em que ano se passa a trama do filme? O que levou a


sociedade a viver naquele caos?

5. Dê o significado das palavras:


a) clichê
b) saudosismo
c) gamer
d) trama
e) virtual
f) excêntrico
g) frenética
h) easter egg
i) on line
j) oasis

“Jogador Nº 1 é um baita livro, sem dúvida. A história


prende a atenção do leitor e estimula o bichinho do
saudosismo principalmente nos mais velhos, embora seja
voltado para os jovens [...].

6. Os termos destacados transmitem respectivamente ideia


de:
a) causa e explicação
b) adição e oposição
c) adição e condição
d) alternância e explicação

7. No trecho: “[...] a economia está indo para o ralo, sem


uma perspectiva de melhora futura.” Qual o significado da
expressão destacada?

8. Quem é Parzival e como é chamado esse tipo/personagem?

9. Segundo a resenha, quais as principais diferenças entre o


livro e o filme?

10. Quais as três lições para a vida que James Halliday


apresenta no final do filme?

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