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Distribuição da matéria

Unidade 3
Sistemas de transporte

Percebemos como os seres vivos obtém a matéria, agora temos que perceber como a
distribui.
→É ao meio que as células vão buscar as substâncias de que necessitam para o seu
metabolismo, e é para o meio que as mesmas devolvem os seus produtos de
excreção.
→ O aparecimento dos sistemas de transporte permitiu que as células se
mantivessem em contacto entre si, bem como com o meio envolvente.
→ Quer as plantas quer os animais apresentam um conjunto de estruturas capazes
de desempenhar a função de transporte. Apesar de anatómica e fisiologicamente
diferentes, é possível estabelecer uma relação entre os sistemas de transporte nos
dois reinos .
Sistemas de transporte nas plantas
É possível relacionar as trocas com o meio e a complexidade das plantas. As dimensões e a complexidade do
organismo permitem a entrada de água por osmose e a passagem de nutrientes por simples difusão de umas
células para outras.
Mas independentemente do seu tamanho e complexidade todas necessitam de água!
O desenvolvimento de um sistema de transporte nas plantas —conjunto de tecidos especializados — permitiu a
existência de trocas entre as plantas e o meio, e a comunicação entre células do mesmo organismo que
apresentam as mesmas necessidades básicas.

Com
Semente
Vasculares
Plantas Com Flor
Não
vasculares
Sistemas de transporte nas plantas
As plantas que possuem tecidos de transporte são designadas plantas vasculares; apresentam os tecidos organizados
.
em feixes condutores, que se encontram presentes em todos os órgãos da planta: raiz, caule e folhas.

movimento com sentido


ascendente, raiz → folhas

Seiva xilémica ou seiva bruta Seiva ou seiva


elaborada
Constituintes das plantas-revisão
Folha, especialização como estrutura fotossintética (produção de matéria
orgânica), dada a organização laminar do limbo e a cor verde, predominante
na grande maioria. A folha garante também a maior parte das
trocas gasosas necessárias ao desenvolvimento da planta. Para assegurar
essas trocas, possui os estomas — estrutura formada por células
estomáticas (ou células-guarda), que delimitam o ostíolo, o qual dá acesso a
um espaço interior: a câmara estomática. Assim, a folha garante todas as
trocas gasosas realizadas ao longo do dia.

Caule, eixo da planta, garante a comunicação entre as estruturas de captação de matéria-prima (raiz), as fontes de
produção de matéria orgânica (folhas) e ainda alguns dos locais de armazenamento desta mesma matéria (frutos, por
exemplo). É um órgão fundamental, que assegura o correto transporte de materiais na planta.

A raiz, com a sua estrutura que engloba uma região de pelos absorventes, é a principal responsável por assegurar a
fixação ao substrato e a captação de água e sais minerais para a planta. A rede radicular desenvolve-se em função da
disponibilidade de água e nutrientes no solo. Por vezes, atinge grandes dimensões para ultrapassar os problemas
provocados pela secura, sobretudo em solos arenosos ou em períodos de escassez de chuva.
Fotossíntese

Transpiração
Xilema
Este tecido, organizado em feixes, apresenta uma constituição heterogénea, e possui quatro tipos de células. Os
elementos condutores mais importantes são os vasos xilémicos.

As paredes laterais apresentam


espessamentos de uma substância
impermeável – lenhina.
Floema
Este tecido está também localizado em feixes. É igualmente um tecido heterogéneo, constituído por quatro
tipos de células. Os elementos condutores são os tubos crivosos.
Transporte no xilema
Como é que a água e os sais minerais chegam ao xilema?
O xilema é o tecido que realiza o transporte da água e dos sais minerais da raiz até às folhas, onde são utilizados.
Para chegar ao xilema, a água tem de entrar através da superfície externa da raiz, e atravessar várias camadas de células.
A água desloca-se através de membranas celulares, sempre que existem diferenças na pressão osmótica, entre o meio
extracelular e o meio intracelular (do meio hipotónico para o meio hipertónico).

As células da raiz podem acumular iões, que levam à entrada de água através de osmose. A absorção da água é facilitada
pelo aumento da superfície externa da raiz, devido à existência de pêlos radiculares . Muitas espécies têm raízes muito
extensas, ocupando por vezes maior volume do que a sua parte aérea .

A água entra na raiz por osmose


Os sais minerais dissolvidos na água penetram na raiz mediante dois processos:
• por difusão (a favor do gradiente de concentração);
• por transporte ativo (sempre que ocorre contra o gradiente de concentração).

Uma vez no interior do cilindro central, a água e os sais minerais circulam pelos espaços intercelulares até ao xilema,
onde constituem a seiva bruta ou seiva xilémica.
Transporte água

A água pode deslocar-se através da zona cortical das raízes, pelas


paredes celulósicas das células e pelos espaços intercelulares — via
apoplasto —, ou através do interior das células — via simplasto —
entrando nas células através dos plasmodesmos.
Na endoderme, a água penetra unicamente via simplasto, pois existem
espessamentos de suberina (substância impermeável) nas paredes
laterais das células desta camada. Pode, assim, considerar-se que a
endoderme controla a composição química dos constituintes da planta
que entram no seu cilindro central e são essenciais para a sua vida.
Transporte no xilema
Qual é a explicação para a subida da água no xilema?

Teoria da Pressão Radicular

Segundo a Teoria da Pressão Radicular, a elevada concentração de iões na raiz provoca a entrada de água.
Na raíz, devido a forças osmóticas, desenvolve-se uma pressão que leva a que a água ascenda no xilema.
A pressão radicular é causada pela contínua acumulação de iões pela raiz da planta. O transporte ativo dos
iões para a raíz aumenta o potencial de soluto e, consequentemente, há movimento de água para o interior
da planta. A acumulação de água provoca pressão radicular, que força a água a subir no xilema. Quando a
pressão radicular é muito elevada, a água pode ascender e ser libertada nas folhas, por gutação.

Exsudação e gutação

Contudo, a pressão radicular não consegue explicar a subida da água até às folhas de uma árvore de grande
porte como as coníferas. Existem experiências que comprovam que há subida de seiva através do xilema,
mesmo em plantas sem raiz, pelo que é necessária outra teoria explicativa.
Teoria da tensão-coesão-adesão

As plantas perdem, por transpiração, cerca de 90 % da água que


absorvem. A transpiração e a absorção são fenómenos relacionados,
sendo que a transpiração inicia o processo, e a absorção é uma
consequência do mesmo.

A abertura dos estomas — o ostíolo — pode ser alterada,


regulando-se desta forma a taxa de transpiração. Existem
inúmeros fatores, tais como a luz, a temperatura, entre outros,
que intervêm no mecanismo de controlo da taxa de transpiração.

Abrir ou fechar o estoma → grau de turgescência das células-guarda.


Célula está túrgida → abre
Teoria da tensão-coesão-adesão

As células do mesófilo perdem água → défice de água na parte superior da planta → cria-se uma pressão
negativa – tensão.
A concentração de soluto nestas células aumenta, logo a pressão osmótica também aumenta.
As células do mesófilo tornam-se hipertónicas em relação ao xilema e passam moléculas de água para essas
células.
As moléculas de água mantêm-se unidas umas às outras devido a forças de coesão (entre as moléculas de água)
e adesão (entre a água e o xilema), formando uma coluna contínua e aderindo às paredes dos vasos.
O movimento de água no mesófilo faz mover a coluna de água (corrente de transpiração). Quanto mais rápida
a transpiração, mais rápida a ascensão.
A ascensão de água cria um défice de água no xilema da raiz, fazendo com que o fluxo de água do exterior para
o interior da planta aumente.
Há fluxo passivo de água de áreas de potencial de água maior para áreas onde este é menor.
Quanto maior a taxa de transpiração maior a taxa de absorção
Transporte no floema

Uma vez assegurado o acesso de água e de dióxido de carbono às células do mesófilo das folhas, estas, na
presença de luz, realizam a fotossíntese, produzindo oxigénio e compostos orgânicos, nomeadamente glucose.
Estes compostos orgânicos são posteriormente necessários a todas as células vivas dos diversos órgãos da
planta, pelo que esta tem de garantir o seu transporte

A experiência de Malpighi permitiu concluir


que o Floema é o tecido onde circulam os
compostos orgânicos, os quais, a par de outras
substâncias, formam a seiva elaborada,
também designada seiva floémica.
Qual é a constituição da seiva floémica?

Experiencias com insetos relevaram que a seiva floémica é composta por: sacarose (10 a 25 %), nucleótidos, hormonas,
aminoácidos e iões orgânicos.
Ernest Münch formulou pela primeira vez a hipótese da circulação floémica através de um fluxo de massa, que seria
consequência das diferenças de concentração entre os órgãos produtores de compostos orgânicos e os órgãos
consumidores ou armazenadores.
Hipótese do fluxo de massa (Münch)

O transporte floémico ocorre devido a um gradiente de concentração de sacarose que se estabelece entre uma fonte
onde a sacarose é produzida e um local de consumo ou de reserva.
Hipótese do fluxo de massa
O movimento de substâncias no floema, também denominadas
translocação floémica. A hipótese do fluxo de massa é a mais aceite actualmente,
tendo resultado dos trabalhos de Münch.
As células fotossintéticas das folhas produzem glucose e metabolizam-na em sacarose
(dissacárido constituído por uma molécula de glucose e uma de frutose). A sacarose
passa posteriormente para as células do floema: de início vai para as células de
companhia e, depois, para as células do tubo crivoso. Este transporte, porque contraria
os gradientes de concentração, é transporte activo, consome ATP. A utilização de
técnicas de destruição das células vivas do floema conduz à interrupção do transporte.
À medida que a sacarose vai entrando nas células do tubo crivoso, estas elevam a sua
concentração, o que provoca um acréscimo da pressão osmótica. Como consequência,
e porque o floema se situa ao lado do xilema, ocorre um movimento de água do xilema
para o floema.
A entrada de água nas células do tubo crivoso provoca um aumento da pressão de
turgescência, o que obriga o seu conteúdo a deslocar-se, atravessando as placas
crivosas para as células seguintes, onde o gradiente de concentração é menor. O
processo continua, até se atingir um órgão de consumo ou de armazenamento. Aí, a
sacarose é retirada por transporte activo, o que faz diminuir a pressão osmótica. Como
tal, a água abandona as células do floema em direção às células do xilema
Transporte nos
animais
Transporte nos animais
Em todos os animais as células estão rodeadas por um fluido intersticial, com o qual
estabelecem trocas de materiais.
Nos animais mais simples não existe um transporte especializado. Todas as células estão
próximas do meio externo e as trocas efectuam-se por difusão simples. Para longas
distâncias este processo é ineficaz. Por essa razão existem órgãos especializados no
transporte de substâncias em animais complexos.

• fluido circulante (p.e. sangue)


• órgão propulsor do sangue (p.e. coração) Sistema de transporte
• sistema de vasos ou espaços por onde o fluido circula
Funções sistema de transporte
Tal como nas plantas, os sistemas de transporte dos animais
têm importantes funções, quer para a vida das células, quer
para a vida do organismo.
Podem enumerar-se como mais importantes as seguintes
funções:
• transportar o oxigénio desde a superfície respiratória até às
células;
• transportar os nutrientes desde a superfície de absorção ou
órgão de reserva até às células;
• remover as substâncias de excreção;
• transportar substâncias produzidas em algumas células
específicas para outras, onde são necessárias (ex.: hormonas).
Tipos de sistemas transporte nos animais

Sistema de transporte aberto ou lacunar. Este é assim designado Sistema de transporte fechado, dado que o sangue não abandona,
porque o líquido circulante abandona os vasos e espalha-se pela em situações normais, os vasos sanguíneos. Nestes animais, o
cavidade corporal (hemocélio). O fluido que circula nos vasos e que coração corresponde a um vaso dorsal, que percorre todo o corpo
banha as células tem por isso a mesma constituição, e, como tal, do animal, e ao qual estão ligados vários vasos laterais anelares
recebe a designação de hemolinfa. (exemplo gafanhoto e moluscos) (um por segmento). Os vasos laterais ramificam-se em estruturas
cada vez mais finas, formando vastas redes de capilares (ex.
anelídeos e vertebrados ou seja homem minhoca, etc )
Nos animais com sistema de transporte fechado a velocidade de circulação é maior. O aporte de oxigénio e
nutrientes às células e a remoção de produtos de excreção e de dióxido de carbono das mesmas são mais
eficazes, conseguindo estes animais atingir taxas metabólicas mais eficientes. O facto de o sangue circular
sempre em vasos que se organizam em redes de capilares permite gerir melhor a distribuição de sangue aos
órgãos.

Circulação
Simples
Fechado
Sistema de Circulação
transporte Dupla
Aberto

Simples
Dupla
incompleta Dupla
completa
Circulação Simples
Nos peixes, o coração é constituído por uma aurícula e por um
ventrículo. Por esta razão, o sangue completa uma volta total ao
corpo, passando uma única vez pelo coração. Diz-se, por isso,
que nos peixes a circulação é simples.
Ao coração dos peixes chega sangue venoso, que é recebido
pela aurícula, que o bombeia para o ventrículo. Este, após
contração — sístole —, pressiona o sangue em direção às
superfícies respiratórias. Aí, o sangue é arterializado (recebe
oxigénio) e parte em direção a todas as células do corpo
Dupla incompleta
O coração tem três cavidades, duas aurículas e um ventrículo.
Na aurícula direita entra sangue venoso vindo dos diferentes órgãos e na
aurícula esquerda entra sangue arterial que regressa aos pulmões. Por
contração das aurículas o sangue passa para o ventrículo. O sangue percorre
dois trajetos diferentes, passando duas vezes pelo coração.
• Circulação pulmonar: o sangue que sai do ventrículo vais aos pulmões onde
é oxigenado, regressando à aurícula esquerda pelas veias pulmonares.
• Circulação sistémica: o sangue sai do ventrículo e dirige-se a todos os
órgãos, regressando venoso à aurícula direita.
Há possibilidade de ocorrer uma mistura parcial de sangue venoso e sangue
arterial ao nível do ventrículo.

Nos répteis, a situação é semelhante à dos anfíbios; a circulação é dupla e incompleta, com excepção do crocodilo, que
apresenta um coração com quatro cavidades. O coração apresenta duas aurí culas e um ventrículo, onde se pode observar
um septo incompleto. A contração da aurícula direita antecede a da aurícula esquerda, evitando deste modo a mistura
total de sangue venoso e arterial. O ventrículo encaminha o sangue venoso na direção dos pulmões, para o lado direito, e
o sangue arterial para o lado esquerdo, no sentido dos restantes órgãos do corpo.
Dupla completa
Nos mamíferos e nas aves, o coração apresenta quatro cavidades, duas
aurículas e dois ventrículos. Deste modo, existe recepção de sangue
proveniente de duas circulações, sem ocorrer qualquer mistura deste fluido.
Esta é a razão pela qual se diz que a circulação é completa. No lado esquerdo
do coração circula sangue arterial, e no lado direito circula sangue venoso.
Nestes animais, o sangue circula a grande pressão e nunca se mistura. Este é,
provavelmente, o motivo por que estes animais atingem taxas metabólicas de
tal forma elevadas que conseguem, por exemplo, manter a temperatura
corporal constante.

verifica-se uma separação entre a circulação pulmonar e a circulação


sistémica, o que permite um maior afluxo de oxigénio às células, fundamental
nestes animais, devido à sua complexidade e, consequentemente, às suas
maiores exigências energéticas.
Dupla e completa
No coração destes animais, a aurícula direita bombeia o
sangue para o ventrículo (sístole auricular) do mesmo lado e
este inicia a circulação pulmonar ao contrair-se (sístole
ventricular), expulsando o sangue para a artéria pulmonar.
Esta artéria ramifica-se em duas, uma para o pulmão direito e
outra para o pulmão esquerdo, que por sua vez sofrerão
ramificações, transformando-se em arteríolas e capilares.
Estes capilares formam uma extensa rede envolvendo os
alvéolos pulmonares, o que permite o contacto entre o
sangue e o ar alveolar, proporcionando a hematose pulmonar
— captação de oxigénio para o sangue e difusão de dióxido de
carbono por parte deste para o interior dos alvéolos.
Sangue oxigenado — sangue arterial — é
conduzido ao coração, primeiro por vénulas e por
fim por veias pulmonares (duas vindas de cada
pulmão), que vão terminar na aurícula esquerda
que se encontra distendida — diástole auricular.
Quando a aurícula esquerda se contrai — sístole
auricular —, envia o sangue para o ventrículo
esquerdo, iniciando-se então a circulação
sistémica. Seguidamente o ventrículo esquerdo
sofre uma contracção que origina a expulsão deste
fluido para a artéria aorta.
A artéria aorta ramifica-se em inúmeras arteríolas
e estas numa densa rede de capilares que
assegurará as trocas entre o sangue e as células. A
hematose celular permite que o oxigénio e os
nutrientes, transportados no sangue, se difundam
para as células e que estas se libertem do dióxido
de carbono e de substâncias desnecessárias.
O sangue venoso (pobre em oxigénio) formado
segue em direção ao coração, circulando por
vénulas que se juntarão em veias (veia cava
superior e veia cava inferior), ligando-se à aurícula
direita, que se encontra em diástole.
Sístole Díastole
ventricular

Relaxamento
Contração
ventricular→rec
ventricular
ebem sangue

Pressão máxima Pressão mínima


(+/- 120mmHg) (+/- 80mmHg)
Fluidos circulantes
Os sistemas circulatórios dos animais incluem um ou mais órgãos responsáveis pelo bombeamento de fluidos
circulantes, e ainda um conjunto de vasos condutores cuja variedade, em termos de quantidade e de estrutura,
depende do grupo animal em estudo. O objetivo de todos os sistemas circulatórios é, não só o transporte de
substâncias, mas também a possibilidade de um contacto entre todas as células e o meio (ainda que de um modo
indireto), sendo por isso de extrema importância a existência de fluidos circulantes.
Organismos mais simples (artrópodes e moluscos) possuem hemolinfa, que garante as trocas de substâncias com
as células.
Nos vertebrados há dois fluidos que asseguram esta dinâmica: o sangue e a linfa.
Sangue
Embora o sangue assegure o transporte
das substâncias e as funções
relacionadas com a manutenção da
integridade e equilíbrio do organismo, o
contacto direto com as células não é da
responsabilidade deste fluido
Linfa
O sangue não está em contacto direto com as células, no corpo humano. Estas são banhadas por um fluido, a linfa
intersticial, que é um fluido claro e transparente. O acesso do oxigénio e dos nutrientes às células é garantido,
sendo ainda mantida a defesa do organismo por parte dos leucócitos.
Este fenómeno está permanentemente a ocorrer, verificando- -se em simultâneo a recolha da linfa para vasos
condutores — capilares linfáticos — que se juntam a outros de maior diâmetro, encarregues de voltar a integrar
este fluido no sangue.
Devido à estrutura dos capilares sanguíneos, o intercâmbio de substâncias entre o sangue e a linfa intersticial é
facilitado. A saída e a entrada de materiais nos capilares é regulada pela pressão sanguínea e pelas diferenças de
pressão osmótica no sangue e na linfa intersticial.

Esta linfa que circula nos vasos linfáticos, após o contacto com as células, é designada linfa circulante.

É para a linfa que as células lançam produtos tóxicos e esta tem também funções de defesa do organismo através
dos leucócitos que a constituem.

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