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MANUAL DO

P RO F E S S O R

Glorinha Mar tini

Walter Spinelli

Hugo C arneiro Reis

Blaidi Sant ’Anna

Conexões
3
O
I

É
M
E
NSINO

com a Física

Componente curricular: FÍSICA

Eletricidade

Física do século XXI


Glorinha Martini

Mestre em Ciências (áre a: Modali dade E nsi no de F í sica) pela U niversidade de Sã o Pa ulo.

Professora de Físi c a em escolas de Ensino Mé d i o.

Coordenadora ped ag óg i ca em es colas de Ensino Méd io .

Walter Spinelli

Doutor em Educaç ão (áre a de conc entração: E d uc ação — E nsi no de C iê nci a s e M atem ática )

pela Faculdade de E duc ação da U ni ve rsidade de São Paulo .

Professor de Físic a em e scolas de Ens ino Méd io . Consultor ped ag ógi co.

Hugo Carneiro Rei s

Doutor em Ciências (áre a de conc ent raç o: F ísi ca das Par tículas E lem entares)

pelo Instituto de Física da Uni ve rsi da d e de S o Paulo.

Professor de Físic a no Ensino Super io r e em escolas de Ensi no Méd i o .

Blaidi Sant’Anna

Licenciado em Fís i c a pe la Faculdade de Ed uc ação da U niversidade de Sã o Pa ulo.

Professor de Físic a em escolas de Ensi no Mé d io .

Diretor e coordenador pedag óg ico em e s colas de E nsino Mé d i o.

Conexões

com a Física

Eletricidade

3 Física do século XXI

Ensino Médio

Com onente curricular: FÍSIC A

MANUAL DO PRO FE SSO R

3 edição

São Paulo, 2016


Coordenação editorial: Fabio Martins de Leonardo

Edição de texto: Marilu Maranho Tassetto, Luiz Alberto de Paula,

Lívia Santaclara de Azevedo Ferreira, Jeferson Felix da Silva, Livia Aceto

Assistência editorial: Denise de Almeida, Humberto Henrique Megiolaro,

Gislaine Maria da Silva, Paula Sousa

Gerência de design
n e produção gráfica: Sandra Botelho de Car valho Homma

Coordenação de produção: Everson de Paula

Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues (coord.)

Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite

Projeto gráfico: Marta Cerqueira Leite, Douglas Rodrigues José

Capa: Mariza de Souza Porto

Foto: Jovem fazendo manobras em uma pist a de skate

© Zachar y Miller/Getty Images.

Coordenação de arte: Wilson Gazzoni Agostinho

Edição de arte: Edivar Goularth

Editoração eletrônica: Setup Bureau Editoração Eletrônica

Edição de infografia: Luiz Iria, Priscilla Boffo, Otávio Cohen

Coordenação de revisão: Adriana Bairrada

visão: Ana Maria C. Tavares, Geuid Dib Jardim, Leandra Trindade, Vânia Bruno,

Viviane Teixeira Mendes

Coordenação de pesquisa iconográfica: Luciano Baneza Gabarron

Pesquisa iconográfica: Carol Böck, Marcia Sato

Coordenação de bureau Américo Jesus

Tratamento de imagens: Denise Feitoza Maciel, Marina M. Buzzinaro,

Rubens M. Rodrigues

Pré-impressão: Alexandre Petreca Everton L. de Oliveira Fabio N. Precendo

Hélio P. de Souza Filho Marcio H. Kamoto Vitória Sousa

Coordenação de produção industrial: Viviane Pavani

Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Conexões com a física / Glorinha Martini... [et

al.]. — 3. ed. — São Paulo : Moderna, 2016.

Outros autores : Walter Spinelli, Hugo Carneiro

Reis, Blaidi S ant ’A nna

“Componente curricular : Física”.

Obra em 3 v.

Conteúdo: v. 1. Estudo dos movimentos — Leis de

Newton — Leis da conser va ão — v. 2. Estudo do calor

— Óptica geométrica — Fenômenos ondulatórios —

v. 3. Eletricidade — Física do Século XXI.

Bibliografia.

1. Física (Ensino Médio) I. Martini, Glorinha.

II. Spinelli, Walter. III. Reis, Hugo Carneiro.

IV. Sant’Anna, Blaidi.

Índices para catálogo sistemático:

1. Física : Ensino médio 530.07

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Todos os direitos reser vados

EDITORA MODERNA LTDA.

Rua adre Adelino, 758 - Belenzinho

São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904

Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510

Fax (0_ _11) 2790-1501

www.moderna.com.br

2016

Impresso no Brasil

3 5 9 10 8 6 4
Apresentação

Caro estudante

oi com sua idade que nos encantamos por um saber muito

F especial, a Física. Cada um de nós, autores desta coleção,

é capaz de se lembrar da origem desse deslumbramento. Com

certeza, o que nos encanta está vinculado à nossa vivência

escolar: àquilo que aprendemos nas aulas, às leituras que fizemos,

aos problemas que resolvemos, aos inúmeros porquês que foram

respondidos; enfim, ao modo como nós, quando alunos, fomos nos

deixando cativar pelo prazer de aprender Física. Poder propiciar

essa satisfação para mais pessoas foi, certamente, uma das razões

que nos fizeram escolher ser professores.

Seu professor e nós esperamos contribuir para transformar o

olhar de nossos alunos sobre as coisas do mundo. Reconhecer

as leis que regem e explicam os fatos com os quais convivemos

diariamente, aprender sobre a tecnologia que permite a criação

de aparelhos que tornam nossa vida mais confortável e agradável,

analisar criticamente as informações – por vezes não tão

científicas – veiculadas pelas mídias, identificar no fazer científico

uma intenção, tudo isso é apenas parte da contribuição do saber

físico para sua formação. Acreditamos, também, que conhecer

Física pode ser inquietante porque nada daquilo que pensamos

ou explicamos sobre um fenômeno é completo ou válido para

sempre. O saber físico é construído todos os dias pelos cientistas,

pesquisadores, por nós, professores, e também por você, aluno.

Este livro pretende guiá-lo nessa construção. Ele foi escrito

porque acreditamos que aprender Física é muito estimulante

e desafiador. Quando passamos a enxergar o que não víamos,

quando desvendamos o que outrora era mistério, quando

alcançamos abstrações antes impossíveis, tornamo-nos mais

capazes de compreender e de apreciar o mundo onde vivemos

e de olhar para o entorno buscando novos mistérios. Nossa

expectativa é que esta coleção contribua para que você se deixe

encantar pela Física tanto quanto nós nos encantamos um dia...

Os autores
Organização da coleção

U N I DA D E

Da magia ao magnetismo
Magnetismo e ondas

enômenos magnéticos são intrigantes, e, no decorrer da

F história, houve tentativas de explicá-los até pela magia.

eletromagnéticas

3 De fato, pode parecer mágico que alguns objetos tenham

poder de atração sobre outros e que essa capacidade possa

Para começo de conversa ser transmitida de objeto para objeto. É encantador observar

a agulha da bússola apontando teimosamente para uma

mesma direção, e é perturbadora a incrível luminosidade

partir de uma situação Para começo de conversa


das auroras nas regiões polares da Terra. A explicação

científica desses fenômenos está essencialmente vinculada

Um fio pode se tornar um ímã?

à descoberta de que corrente elétrica e campo magnético

contextualizada, você estão associados. Essa revelação tornou o eletromagnetismo

fundamental para que possamos entender que os

acontecimentos relacionados aos magnetos não se devem

responde o que sabe sobre


a poderes mágicos, mas, sim, a leis físicas. Estudar esses

fenômenos, entre outros, é o que propomos nesta unidade.

o tema baseando-se no que

SEGAMI
YTTEG/EVIHCRA YROTSIH
está exposto na abertura da

unidade.

Capítulos

10 Fenômenos magnéticos

11 Campo magnético gerado por corrente elétrica

12 Força magnética

13 Força eletromotriz induzida e energia mecânica

14 Ondas eletromagnéticas e seu espectro

A aurora polar é um fenômeno natural

provocado pela interação de partículas

carregadas eletricamente, provenientes do

Sol, com o campo magnético da Terra.

155

Associação de resistores
7

u: Com a 1 0 V

m 220 em que el
la me?

ntes e iniciar os

1 Introdução
estudos, convidamos

Para utilizar um equipamento elétrico não é preciso, de modo geral, conhecer os princípios

de seu funcionamento. Qualquer pessoa pode muito bem preparar a massa de um bolo desco

você a responder
nhecendo completamente o que ocorre com a batedeira quando aciona o botão “ligar”. Da mes-

ma forma, um jovem pode ouvir músicas armazenadas na memória do celular, sem ter, muitas

vezes, a menor ideia dos princípios físicos que tornam isso possível.

à questão que

problematiza alguns

dos conceitos que

serão estu a os no

capítulo.
SEGAMI
YTTEG/OTOHP
BTJ

Figura 1 

O estudo de alguns elementos e conceitos presentes nos circuitos elétricos de diver-

sos equipamentos, que vamos realizar neste capítulo, permitirá que deixemos a condição de

simples usuários. Seremos capazes de analisar as características do equipamento na hora de

comprar, saber qual é o mais eficiente, prever possíveis problemas de funcionamento e, assim,

escolher conscientemente.
Para saber mais Saber físico e tecnologia

Uso da energia

Seção “Para saber mais”


Sistemas fotovoltaicos Células fotovoltaicas

Da luz à eletricidade ainda são muito caros podem garantir

em relação a outras formas eletricidade em diversas

Graças ao efeito fotovoltaico – capacidade que certos


de geração de energia situações por exemplo,

materiais têm de liberar elétrons mediante a incidência elétrica, mas há várias aos astronautas na Estação

pesquisas que visam Espacial Internacional, a


Nessa seção, são abordados
de luz –, é possível produzir energia elétrica.

barateá-los e possibilitar comunidades que vivem

que concorram com em locais isolados sem

Células fotovoltaicas são dispositivos utilizados

quatro aspectos importantes do


as usinas hidrelétricas, luz elétrica, a edifícios

Quando a luz atinge a célula,


térmicas e nucleares. “inteligentes” etc.
para transformar energia luminosa em eletricidade.

ela se torna capaz de arrancar

Elas são compostas de semicondutores – materiais

os elétrons fracamente ligados

com características interme iárias entre um

saber físico: Tecnologia, História


do material semicondutor.

m is l nte

Painéis de captação

O silício é o principal componente dos semicondutores

Os painéis de captação são compostos de células fotovoltaicas,

em 90% dos sistemas fotovoltaicos vendidos.

que podem ter cerca de 15 cm e gerar per to de 3 A e 0,7 V.


da Física, Cotidiano e Física
Em seu estado puro, o silício não tem elétrons

ivres, não conduzindo bem

a eletricidade, mas essa característica

é modificada por meio da mistura


Moderna. Os textos enriquecem
Silício
Considerando as resistências internas

com outros mentos – em um

Após o processo de dopagem de cada célula e de elementos, como

processo chamado dopagem


com fósforo, a camada suas conexões, seriam necessárias

superior da célula passa a 36 células para obter um painel que


o conteúdo e trazem questões de
apresentar elétrons livres. fornecesse uma corrente de 3 A, 12 V

e uma potência de 75 W.

Eletrodo negativo

Grade de metal condutor


reflexão.
de corrente elétrica.

Painéis solares

residenciais usam

dezenas de células, em

diferentes arran os, de

acordo com seu uso.

Camada de

separação

A MPL I A NDO SUA LEIT UR A

O Grupo de Pesquisa Estraté ica em

Energia Solar da Universidade Federal de

Silício
Santa Catarina – UFSC – desenvolve es-

A dopagem com
tudos nas diversas áreas de aplicação da

boro produz um

A intensidade energia solar no Brasil, em especial sobre

semicondutor

a corrente é
os sistemas fotovoltaicos integrados ao

com características

diretamente
entorno construído e interligados à rede
inversas às da

proporcional à

elétrica pública, os chamados edifícios so-


camada

quantidade de

lares fotovoltaicos. Consulte o site <http://

luz recebida.

www.fotovoltaica.ufsc.br/>, acesso em: 8

abr. 016, ou pesquise sobre o assunto.

Eletrodo positivo
Quais são as vanta ens desse tipo de usina

Por meio de condutores colados em relação às usinas termelétricas ou às


Grade de metal

nas duas camadas, os elétrons livres


condutor de hidrelétricas?

podem formar uma corrente elétrica.


corrente elétrica.

Fontes: SILVA, Washington L. et al. Sistema de armazenamento de energia solar com controle microprocessado para dispositivos eletrônicos.

VII Congresso Norte e Nordeste de Pesquisa e Inovação. Disponível em: <http://propi.ifto.edu.br/ocs/index.php/connepi/vii/paper/viewFile/4481/2578>;

Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/clima/energia/energias-renovaveis/energia-solar>; National Renewable

137
Energy Laboratory. Disponível em: <http://www.nrel.gov/pv/silicon_materials_devices.html>. Acessos em: 28 abr. 2016.

A MPL I A NDO SUA LEIT UR A

Na expressão popular, raios sempre “caem” das nuvens em direção à

Terra. Essa a irmação est correta do ponto de vista da F sica

O que é preciso para que uma descarga elétrica ocorra entre a Terra e

uma nuvem carregada?

Já sabe responder?

r que ode os ber choq ico

em t ar e rpo ado?

KCOTSNIT
Já sabe responder?

AL/YRARBIL
Antes do final de cada

OTOHP
ECNEICS/SIV

8991
capítulo, retoma-se a

ed
orierevef
AD-
TRAH

ed
91
MAD
pergunta inicial para

ed
016.9
ieL
e
que você compare as

laneP
o
idóC
od
respostas dadas nas duas
Representação esquemática de Aproximando um objeto metálico da cúpula eletrizada de um

481
um gerador de Van de Graaff. gerador de Van de Graaff, notamos que uma descarga elétrica

.trA
“salta” do gerador para o corpo metálico.

.adibiorp
ocasiões.


udorpe
QUESTÕES RESOLVIDAS

R5 Entre duas placas paralelas eletrizadas com força é coincidente com as linhas de força do

campo elétrico, isto é, perpendicular às placas.


cargas de sinais opostos atua um campo elé-

trico uniforme de módulo 4 10 N/C. Qual é

R6 A figura a seguir representa a situação de um

o módulo da força elétrica que atua sobre uma

campo elétrico de intensidade 5 1 N/C exis-

partícula de carga  10 C colocada em al


tente entre duas placas paralelas, eletrizadas e

um ponto entre as placas?


separadas por uma dist ncia 8 mm.

Resolução

Na região interna às placas, existe um campo elé-

trico uniforme de módulo . Uma carga , quando

colocada em algum ponto de um campo elétrico,

fica sujeita a uma força , de tal forma que

Uma partícula de massa 4 kg, eletrizada


IBUR

Assim, nas condições do problema, temos:


com carga elétrica de ,4 10 C, é abando-
ZIUL

nada em repouso nas proximidades da placa


:SEÕÇARTSUL

 1 positiva. Calcule a intensidade da:

Portanto, a intensidade da força elétrica que atua


força elétrica à qual a partícula fica sujeita;

sobre a carga é igual a 8 N. A direção da

b) aceleração adquirida pela partícula.

Já sabe responder?

É p vel a l da

um daço

QUESTÕES RESOLVIDAS
.8991
ed
orierevef

R7 Determ ne o sen corrente n z na es- R8 A espira 1, a seguir, está próxima de uma espi-

ra (), ligada a um galvanômetro. Inicialmente, o


pira nos seguintes casos:
ed

circuito formado pela espira 1 e pela bateria está Questões resolvidas


91
ed

com a chave aberta e o galvanômetro não indi


016.9

S N
ca a presença de corrente na espira . Quando a
ieL

chave
e

As questões resolvidas
laneP

N S
recimento de uma corrente na espira . Qual é o
o

sentido (horário ou anti-horário) da corrente in


idóC

duzida? Justifique sua resposta.


od

têm o objetivo de
481
.trA
.adibiorp

Resolução
mobilizar alguns aspectos

udorpe

No caso 1, o fluxo através da espira está dimi-

nuindo. A lei de Lenz afirma que a variação de

conceituais de cada
fluxo magnético induz uma corrente que deve

Bateria
gerar um campo magnético através dessa cor-

Galvanômetro

rente de tal forma que se oponha a essa varia-

conteúdo, aplicando-os em
ção de fluxo. Então, no caso 1, a corrente deve Resolução

ter o sentido horário, e o campo gerado pela


No sentido anti-horário. No momento em que a

corrente reforça o campo do ímã. No caso , chave está fechada, a corrente circula no sen-

tido indicado na figura abaixo e, até que ela se


situações relacionadas
a corrente também é no sentido horário, pois

estabilize, o fluxo através da espira  aumen-


agora o fluxo está aumentando e o campo gera-

ta. Pela lei de Lenz, uma corrente induzida na

do por ela deve se opor à aproximação do ímã

espira  cria um campo magnético que se opõe


com o que você aprendeu.
e, consequentemente, a esse aumento.

à variação do fluxo magnético provocado pela

espira 1.

S N

N S
ES :SEÕÇARTSUL

210
Organização da coleção

Lembre-se: resolva as questões no caderno.


QUESTÕES PROPOSTAS

Um elétron é lançado em uma região próxima a Leia as afirmações a seguir e classifique-as em

um fio longo percorrido por corrente elétrica verdadeiras ou falsas. Em seguida, escreva um tex-

Questões propostas como indicado na figura. O sentido do vetor velo-


to justificando suas escolhas. Procure utilizar as

afirmativas verdadeiras na elaboração de seu texto.


cidade do elétron é oposto ao sentido da corrente

elétrica convencional do circuito fio-bateria. Uma carga elétrica pontual sofre ação de um

campo magnético se for abandonada em re-

Nas questões propostas,


pouso no interior desse campo.

Se uma carga elétrica pontual for lançada pa

ralelamente às linhas de um campo magnético

você é convidado a
uniforme, haverá ação desse campo sobre ela

IBUR
, consequentemente, ela passará a acelerar.

ZIUL
interpretar o contexto
III. Uma carga elétrica pontual, lançada na dire-
Elétron

ção perpendicular às linhas de campo mag-

nético uniforme, descreve uma trajetória

circular em um plano perpendicular a essas

expresso no enunciado,
linhas. O movimento descrito pela carga é

circular e uniformemente variado.

Reproduza a figura e represente o campo

.8991
IV. Se uma carga elétrica pontual for lançada em

analisando-o com magnético na região onde está o elétron.

direção oblíqua às linhas de um campo mag-

ed
b) Represente o sentido e a direção da força mag-

orierevef
nético uniforme, a trajetória a partir desse

nética que atua sobre o elétron a partir do ins-


lançamento será circular. O movimento des-

base nos princípios

ed
tante em que ele penetra na região próxima ao
crito pela carga é circular uniforme.

91
ed
fio condutor.

016.9
Uma part cula de massa 6,4 10 kg e car-

Se for lançada uma carga positiva nessa região

estudados e,

ieL
ga elétrica negativa de módulo 3, 10

em vez de um elétron, então a randeza veto-

e
laneP
entra em uma reg i ã o on de há um ca mpo mag -

rial força magnética permanecerá a mesma, ou

nético uniforme de in te ns idade 0,5 T em

ogidóC
seja, seu módulo, direção e sentido permane-

quando necessário, movimento retilín e o e unif orme c om veloc i d a-

od
cerão os mesmos? Justifique sua resposta.

de de intensidade 5,0 10 m/s. A direção do

481
vetor velocidade i n i c ia l da partí cu la é perpen -

.trA
Uma partícula de massa e car a elétrica

.adibiorp
dicular à direçã o do vetor ca mpo mag né ti c o,

estabelecendo a relação positiva move-se inicialmente em trajetória re-

como indicado na f ig ura a se guir.

tilínea com velocidade constante sobre uma

oãçudorpe
superfície horizontal sem atrito. Essa partícula

conceitual-algébrica. penetra em uma região (figura a seguir) na qual

existe um campo magnético uniforme de inten-

sidade . A direção e o sentido do campo ma -

nético são respectivamente coincidentes com a

direção e o sentido do vetor velocidade inicial

da partícula.

CCES
NOSLIDA
Com base no que foi descrito, responda:

movimento da part cula no interior do cam-

po magnético é uniforme?

Tomando por base o que foi descrito, e despre- b) Qual é a intensidade da força magnética que

zando a ação gravitacional, pergunta-se: qual atua sobre a partícula quando ela entra na re-

será o tipo de movimento, a direção e o sentido do ião onde existe o campo magnético?

vetor velocidade da partícula após sua entrada na Qual é a medida do raio da trajetória descrita

região onde existe o campo magnético? Justifique pela partícula no interior da região onde existe

sua resposta. o campo magnético?

189

Trilhando o caminho das competências

uma gangorra, que tem, em uma das pontas, a refrigera-


O consumo de energia elétrica no Brasil

ção e, na outra, o aquecimento de água, conforme os da-

A principal fonte geradora de energia elétrica em

dos registrados no gráfico de setores.

nosso país é a energia mecânica proveniente das que-


A análise desses dados pode ser fonte de refle-

das-d'água. Afinal, cerca de 76% de toda a energia elé-


xão sobre as políticas de co nserv ação e de ge ra ç ã o

trica que consumimos é gerada em hidrelétricas.


de energia elétrica, especialmente nos períodos em

as competências
Em relação ao consumo energético, observa-se que
que a economia do país entra em crescimento acele-

o setor industrial brasileiro consome 46 7% do total.


rado. Afinal, sem eletricidade não há como produzir,

Considerando apenas o setor residencial, percebemos plantar, vender, consumir e viver confortavelmente

que a composição do consumo elétrico se equilibra sobre em larga escala.


A seção traz

uma abordagem
Consumo de energia elétrica por setor no Brasil em 2014

500 473,393

diferenciada de
450

400
.8991

alguns conteúdos
ed

300
hWT

orierevef

250

200 178,055
ed
91

150
132,049
32 049
e questões de
ed

89,819
016.9

100 73,470
73 470
ieL
e

interpretação e
laneP
s

o
l
l

a
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o

c
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i
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o
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O

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e
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n
s

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e
R

od
a

aplicação.
n
i

481
f

1 TWh kWh
.trA
.adibiorp

Fonte: Ministério de Minas e Energia. Balanço energético nacional, 014.



udorpe
DUSTAM

Con umo energético re idencial

Iluminaçã
igeração

32%

Outros

quecimento

de água

o elétrico

26%

Fonte: Celpe (Companhia de Eletricidade de Pernambuco).

Considerando as diferenças climáticas existentes em nosso país e também a

qualidade de vida da população, quais regiões brasileiras têm maior peso na

composição do consumo residencial elétrico para aquecimento de água?

Determine o percentual da energia elétrica gerada em nosso país devido ao

aquecimento de água das residências.

Investigar

Atividade experimental

é preciso

Cabo de guerra elétrico

O objetivo da atividade é demonstrar a eletrização en-

tre os corpos. Para isso, vamos realizar uma disputa por

atividade experimental
uma lata de refrigerante vazia, em que cada adversário

tentará atraí-la para o seu lado utilizando balões de fes-

ta eletrizados. Este experimento foi baseado na proposta

A seção apresenta apresentada no site <http://www.pontociencia.org.br/

xperimentos/visualizar/cabo-de-guerra-eletrico/293>;

acesso em: 14 de abr. 2016.

experimentos que
Materiais

Dois balões de festa de cores diferentes, apenas para

propõem a aplicação de diferenciar os adversários; dois panos secos, de lã

ou de algodão, um para cada oponente; uma lata de

refrigerante vazia; fita adesiva colorida.

conceitos da Física.
Procedimento

Procure uma super cie bem lisa e plana, como o

Todos são simples de tampo de uma mesa. Superfícies irregulares não

permitem que a lata gire livremente.

Marque com fita adesiva o ponto de partida, onde

realizar e enriquecem a
DRAUDE

a lata de refrigerante ficará inicialmente.

Coloque um pano de cada lado do campo. Agora,

cada adversário deve, ao mesmo tempo, atritar

aprendizagem.
seu balão com o pano

4 A disputa inicia quando cada adversário para de

atritar seu balão e o aproxima da lata. Se um dos

adversários deixar o balão tocar a lata, será des-

classificado. Vence o jogo aquele que conseguir

atrair a lata para seu campo, afastando-a do campo

adversário. Vocês podem disputar melhor de três

ou de c nco part das.

Questões

Descreva o processo de eletrização entre o pano e o balão. Represente esse

Látex. Líquido de aspecto leitoso,

processo em um esquema indicando as cargas elétricas que prevalecem em

coagulável, que escorre de muitos

cada corpo, na região de contato entre eles. Suponha que o balão seja fabri-
vegetais quando o caule ou as fo-

lhas são cortados.


cado de borracha de látex. Os conteúdos apresentados vão ajudá-lo a deter

minar qual corpo ganha ou perde cargas elétricas. Você pode, por exemplo,

utilizar a série triboelétrica que estudou no Capítulo 1 desta unidade.

Com base na resposta que você encontrou para a questão 1, explique por

que há atração entre o balão e a lata de refrigerante. Seria possível haver

repulsão entre eles?

O que acontece, em termos de eletrização, se o balão tocar a lata de refri-

gerante?
Para pesquisar

Será verdade mesmo que...

em grupo

... um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?

Você provavelmen t e já ou viu a ex pressão “u m ra i o não cai duas vezes no


Para pesquisar em grupo

mesmo lugar”. Ela signi ica que um d etermi n ado ato di i cilm en te vo lta a se re-

petir do mesmo m odo que ocorreu. Po r e x emp lo , sabemos qu e gan h ar na lot eri a

duas vezes é quase uma im possibilidade, já que gan h ar uma ún i ca vez é alta-
Essa seção, que aparece ao
mente improvável.

No entanto, na abertura da unidade, afirmamos que um raio pode cair mais de

uma vez em um mesmo lugar. Para confirmar nossa afirmação, convidamos você e
final de cada unidade, propõe
seu grupo a responder às questões abaixo.

atividades experimentais ou de

pesquisa temática para você e

seu grupo de trabalho.

Tempestade de raios

sobre a Ponte Hercílio Luz,

(Florianópolis, SC, 2014).

Questões para discussão em grupo

Pergunte a amigos e familiares se eles já conheciam essa hipótese sobre os

raios e se eles já estiveram próximos à queda de um deles. Indague onde

aconteceu. Anote as respostas para posterior comparação.

Pesquise sobre acidentes envolvendo queda de raios. Que características

semelhantes têm esses eventos?

s para-raios são equipamentos muito comuns nas grandes cidades. Pes-

quise sobre seu funcionamento. O que acontece com a descarga elétrica que

atinge um para-raios?

Analisando as respostas das questões anteriores, é possível afirmar que um

raio pode cair duas vezes no mesmo lugar?

Socialize

Você e seu grupo vão elaborar um roteiro para produzir um vídeo de cerca de dez

minutos, no formato de uma reportagem de televisão, para relatar o resultado da

pesquisa proposta na questão . Para isso, vocês vão entrevistar algumas pessoas

e registrar sua resposta em imagens. Um colega deve fazer o papel do cientista

que explica, sob o ponto de vista da Física, as conclusões do grupo sobre o tema.

A filmagem pode ser feita com um telefone celular ou uma câmera digital.

QUESTÕES DE INTEGRAÇÃO Lembre-se: resolva as questões no caderno.

(UFRGS-RS) Um fio condutor retilíneo e muito De acordo com o sistema de eixos representado an

longo é percorrido por uma corrente elétrica cons- teriormente, a alternativa que contém a afirmativa

tante, que cria um campo magnético em torno do correta é:

fio. Podemos afirmar que esse campo magnético:


O objeto sofrerá um desvio no sentido positivo
(Enem) Nossa pele possui células que reagem Você conclui que o ímã entre seus dedos:

tem o mesmo sentido da corrente elétrica.


do eixo , devido presença do campo magn
à incidência de luz ultravioleta e produzem uma
será sempre atraído pelo ímã fixo.

b) é uniforme. tico na região.


substância chamada melanina, res onsável ela
b) será sempre repelido pelo ímã fixo.

é paralelo ao fio. b) O objeto cairá verticalmente, não sofrendo des-

Essa seção traz


pigmentação da pele. Pensando em se bronzear,
tenderá sempre em girar.

vio algum até atingir o solo, pois campos gravi-


uma garota vestiu um biquíni, acendeu a luz de seu aponta para o fio.

não será nem atraído nem repelido.

tacionais e magnéticos não interagem.


quarto e deitou-se exatamente abaixo da lâmpada diminui à medida que a distância em relação ao

poderá ser atraído ou repelido

O objeto sofrerá um desvio no sentido positivo


incandescente. Após várias horas ela percebeu que condutor aumenta.

questões de vários (UEM ) bserve as a irmativas a seguir: do eixo , devido à presença do campo magné-
não conseguiu resultado algum. O bronzeamento

(Vunesp) A figura ao lado

tico na região.
não ocorreu porque a luz emitida pela lâmpada in- Numa bússola, o polo norte é o polo da agulha

representa um condutor reti-

O objeto sofrerá um desvio no sentido negativo


que aponta para o norte geográfico da Terra.
candescente é de:
líneo, percorrido por uma cor-

concursos com o Polo de um ímã é a região desse ímã onde o do eixo , devido à presença do campo magné-

baixa intensidade. rente , conforme a convenção

magnetismo é mais intenso. tico na região.

indicada. O sentido do campo


b) baixa frequência.

III. Ao se cortar um ímã, obtêm-se dois ímãs com

magnético no ponto , locali-


10 (Ufac) A figura mostra um ímã e um anel metálico.
um espectro contínuo.

objetivo de revisar os
um único polo cada um.

zado no plano da figura, é:


O eixo do ímã (eixo ) é perpendicular ao plano do

amplitude inadequada.
Estão corretas:

anel e passa pelo seu centro.

contrário ao da corrente.
curto comprimento de onda. todas. II e III. apenas II.

b) saindo perpendicularmente da página.

b) apenas III.

conteúdos abordados (Enem) Os dínamos são geradores de energia elé-


entrando perpendicularmente na página.
.8991

.8991

(Fuvest-SP) Um objeto de ferro, de pequena es-


rica utilizados em bicicletas para acender uma
para sua esquerda, no plano do papel.
ed

ed

pessura e em forma de cruz, está magnetizado e


pequena lâmpada. Para isso, é necessário que a
para sua d re ta, no plano do papel.
orierevef

orierevef

apresenta dois polos Norte ( ) e dois polos Sul (

na unidade.
parte móvel esteja em

(UFBA) Duas espiras circulares, concêntricas e

contato com o pneu da


ed

ed

coplanares, de raios , sendo 0,4 , são


91

91

bicicleta e, quando ela


ed

ed

percorridas respectivamente pelas correntes


016.9

016.9

entra em movimento, S N

é gerada energia elé-


ieL

ieL
e

rica para acender a Quando esse objeto é colocado horizontalmente


laneP

laneP

lâmpada. Dentro desse sobre uma mesa plana, as linhas que melhor re-
o

presentam no plano da mesa o campo magnético


gerador, encontram-se

por ele criado são indicadas em:


od

od

um ímã e uma bobina.

Disponível em: http://www.if.usp.br.


481

481

Acesso em: 1 maio 010.


.trA

.trA

Não haverá corrente elétrica induzida no anel se ele:


.adibiorp

.adibiorp

O princípio de funcionamento desse equipamento

é explicado pelo fato de que a: deslocar-se ao longo do eixo


b) deslocar-se ao longo do eixo


corrente elétrica no circuito fechado gera um
udorpe

udorpe

campo magnético nessa região. girar em torno do eixo


O campo magnético resultante no centro da espira

b) bobina imersa no campo magnético em circuito girar em torno do eixo


nulo. A razão entre as correntes é igual a:

fechado gera uma corrente elétrica.


girar em torno do eixo
0,4

bobina em atrito com o campo ma nético no


b) 1,0
(ITA-SP) Uma espira em forma de está ligada

circuito fechado gera uma corrente elétrica.

,0
a um condutor móvel AB. O conjunto é submeti-

corrente elétrica é gerada em circuito fechado


,5
b) do a um campo de indução magnética 4,0 T,

por causa da presença do campo magnético.

4,0 perpendicular ao plano do papel e orientado para

corrente elétrica é gerada em circuito fechado


dentro dele. A lar ura da espira é ,0 cm.

UFU-MG) Um objeto de massa , carregado com


quando h variação do campo magn tico.

uma carga positiva , cai devido à ação da gravi-

(Fuvest-SP) Considere um ímã fixo em forma de


dade e passa por uma região próxima do polo nor-

barra. Você segura entre os dedos outro ímã em for-


te ( ) de um ímã, conforme mostra figura a seguir.

ma de barra, pelo seu centro, e investiga as forças

magnéticas que agem sobre ele nas proximidades

2,0 cm

do ímã fixo.
20 cm/s
ÕÇART

Determine a força eletromotriz induzida e o sen-

Ímã

tido convencional da corrente, sabendo ue a ve-


fixo

locidade AB é 0 cm/s.

226 227
Sumário

UNIDADE 1 | ELETRIZAÇÃO; FORÇA E CAMPO 2 Diferença de potencial elétrico entre dois

ELÉTRICO; TRABALHO E pontos de um campo elétrico, 52

POTENCIAL ELÉTRICO, 12
Tensão: 110 V ou 220 V?, 53

 Questões propostas, 54

Capítulo 1 Processos de eletrização, 14

3 Diferença de potencial elétrico em um campo

1 Introdução, 14

elétrico uniforme, 55

2 Eletrização, 15

 Questões propostas, 57

3 Condutores, isolantes e eletrização, 17

4 Potencial elétrico em um ponto de um campo

Indu ão eletrostática, 17

elétrico uniforme, 58

Fio terra, 19

 Questões propostas, 59

Eletrização por contato, 20

5 Potencial elétrico em um ponto de um campo


 Questões propostas, 22

elétrico gerado por uma carga elétrica pontual, 60

Superfícies equipotenciais, 61

Capítulo 2 Força entre cargas elétricas:

 uestões propostas, 64
lei de Coulomb, 24

1 Introdução, 24  Trilhando o caminho das competências –

A rigidez dielétrica do ar e os raios do


2 Medidas de carga elétrica, 25

dr. Frankenstein, 65

3 Lei de Coulomb: força entre cargas elétricas, 25

 Investigar é preciso – Atividade experimental –

Mantendo fixa a distância e variando o valor das

Cabo de guerra elétrico, 66


cargas, 26

 Para pesquisar em grupo – Será verdade mesmo


anten o ixos os va ores as cargas e varian o a

distância entre elas, 27 que um raio não cai duas vezes

no mesmo lugar?, 67
 Questões propostas, 31

 Questões de integração, 68

Capítulo 3 Campo elétrico, 34

1 Introdução, 34 UNIDADE 2 | CIRCUITOS ELÉTRICOS, 70

2 Conceito de campo elétrico, 35

Capítulo 5 Tensão, corrente e resistência

3 Vetor campo elétrico, 37

elétrica: leis de Ohm, 72

 Questões propostas, 38

1 Introdu ão, 72

4 Campo elétrico criado por carga pontual, 38

2 Corrente elétrica, 73

5 Campo elétrico no interior de um condutor, 39

3 Pilhas secas, 75

 Questões propostas, 42

 Questões propostas, 77
6 Linhas de força do campo elétrico, 43

4 Tensão, corrente e resistência elétrica,


7 Campo elétrico uniforme, 46

Representação dos circuitos, 79


 Questões propostas, 49

 Questões propostas, 80

Capítulo 4 Potencial elétrico, 51 5 Resistividade de um material, 81

1 Introdução,  Questões propostas, 85


Capítulo 6 Potência elétrica, 86  Questões propostas, 130

1 Introdução, 86 8 Receptores elétricos, 131

2 Potência elétrica de aparelhos em


9 Receptores em circuitos elétricos, 132

funcionamento, 87

Curva característica do receptor, 134

 Questões propostas, 89

Circuitos de corrente contínua, 134

3 Potência elétrica, corrente e voltagem, 90

 Questões propostas, 140

 Questões propostas, 95

Capítulo 9 Capacitores, 143


 Trilhando o caminho das competências –

O consumo de energia elétrica no Brasil, 96

1 Introdução, 143

2 Capacitância, 143

Capítulo 7 Associação de resistores, 97

 Questões propostas, 147

1 Introdução, 97

 Investigar é preciso – Atividade experimental –

2 Circuitos com ligações em série, 98


Pilha feita de limão, 1

Associação de resistores em série, 100


 Para pesquisar em grupo – Será verdade mesmo

3 Circuitos com ligações em paralelo, 101


que pilha na geladeira volta a funcionar?, 151

Fusíveis e disjuntores, 102


 Questões de integração, 152

Associação de resistores em aralelo, 103

Curto-circuito, 104

UNIDADE 3 | MAGNETISMO E ONDAS

 Questões propostas, 110


ELETROMAGNÉTICAS, 154

4 Instrumentos de medidas elétricas, 11

Capítulo 10 Fenômenos magnéticos, 156

Medidas de intensidade de corrente:

1 Introdução, 156
o amperímetro, 114

Corrente eficaz, 115 2 Ímãs, 156

Medidas de diferença de potencial:


3 Propriedades dos ímãs, 157

o voltímetro, 115

4 Natureza do magnetismo, 160

O galvanômetro, 116

5 Vetor indução magnética B , 162

 Questões propostas, 119

 Questões propostas, 165

Capítulo 8 Geradores e receptores, 120

Capítulo 11 Campo magnético gerado

1 Intro ução, 120

por corrente elétrica, 166

2 Geradores elétricos, 121

1 Introdução, 166

3 Geradores em circuitos elétricos, 122

2 Corrente elétrica produz campo

4 Equação do gerador, 122


magnético, 167

5 Curva característica do gerador, 124


3 O campo magnético depende da forma do

 Questões propostas, 126 condutor, 167

6 Geradores associados em série, 128


Campo magnético criado por corrente em um

condutor retilíneo, 168


7 Geradores associados em paralelo, 128

Pilhas grandes têm menor resistência interna, 129  Questões propostas, 172
Sumário

Campo magnético criado por corrente em um Capítulo 14 Ondas eletromagnéticas e seu

espectro, 214
condutor circular (espira), 173

 Questões propostas, 176 1 Introdução, 214

2 O comportamento ondulatório dos campos


Campo magnético criado por corrente no interior

elétricos e magnéticos, 215


de um solenoide, 177

3 O espectro eletromagnético, 216


 Questões propostas, 179

Raios X, 216

Capítulo 12 Força magnética, 181


Radia ão ultravioleta, 21

1 Introdução, 181 Luz visível, 217

Radiação infravermelha, 218


2 Força magnética sobre cargas elétricas em um

campo magnético uniforme, 182 Micro-ondas, 218

ndas de rádio, 218


3 Movimento de uma carga elétrica em um

campo magnético uniforme, 182 A cor de um o eto, 219

1 caso, 182
laser, 220

2 caso, 183
 Questões propostas, 224

3 caso, 183

4 Aplicação dos fenômenos relacionados força


Como um forno de micro-ondas aquece um

magnética, 184
alimento?, 225

Seletor de velocidades, 184


 Questões de integração, 226

Espectrógrafo ou espectrômetro de massa, 185

 Questões propostas, 189 UNIDADE 4 | QUESTÕES DA FÍSICA

DO SÉCULO XXI, 228

5 Força magnética sobre um condutor retilíneo

percorrido por corrente elétrica, 192

Capítulo 15 A teoria da relatividade restrita, 230

6 Força magnética entre condutores paralelos

1 Introdução, 230

entre si, 1

2 Teoria da relatividade restrita, 230

 Questões propostas, 197

Transformações de Galileu, 232

A relatividade do tempo, 235

Capítulo 13 Força eletromotriz induzida e

paradoxo dos gêmeos, 236


energia mecânica, 198

A relatividade do comprimento, 237

1 Introdução, 198

 Trilhando o caminho das competências –

2 Barra condutora em campo magnético

Decaimento do múon, 238

uniforme, 199

mundo das altas velocidades, 239

3 Corrente elétrica induzida, 199

 Questões propostas, 242

4 fem induzida em uma barra em movimento, 200

5 As leis de Faraday e de Lenz,


Capítulo 16 Elementos da

Mecânica Quântica, 243


O fluxo do campo magnético, 201

1 Introdu ão,
A lei de Faraday, 204

A lei de Lenz, 206 2 Efeito fotoel trico, 244

 Questões propostas, 211 3 Um novo modelo para a luz, 245

 Trilhando o caminho das competências – 4 A explicação de Einstein para o efeito

Geração de energia elétrica: os dínamos, 213 fotoelétrico, 246


2 A busca pelo átomo, 258

5 Espectros de absor ão e de emissão e o modelo

O “cimento” dos “tijolos” – as interações


atômico de Bohr, 247

fundamentais, 261

Modelo atômico de Bohr, 247

O bóson de Higgs, 262

6 A dualidade onda-partícula e o princípio da

3 Ondas gravitacionais, 263

incerteza, 248

4 A nanotecnologia, 266

O princípio da incerteza de Heisenberg, 252

 Questões propostas, 270

 Questões propostas, 256

 Questões de integração, 271

Respostas, 272

Capítulo 17 Desafios da Física

no século XXI, 257 Bibliografia, 279

1 Introdução, 257 Museus e centros de ciências, 280


Eletrização;
U N I DA D E

força e campo

1 elétrico; trabalho e

potencial elétrico

Os raios são ga elétricas gerada pela


Para começo de conversa

diferença de p e tre d s pontos ou duas

regiões. Nessa ão, quando uma das egiões


Raios apenas caem sobre o solo, ou eles também sobem

está mais carreg tricamente d que a outra,

aos céus?
determinada qua d carga e étrica salta

entre elas, tornand a arga el trica das duas

egiões, ou seja, at o quilíbri elétrico.

sa descarga oco m mais fre ência da nu

m para o solo, ma bém ocorr entre nuve s

ainda, do solo p uvem, dep dendo da

das c rgas das

S1

Professor, cons p mento para

obter orientaçõ bre a questão

introdutória, o tivos desta unidade

agem inicial dos

12
Descargas elétricas

m dias de tempestade, raios e trovões sempre nos amedrontam quando sua

E luz e som cortam os ares. Foi de muito observar esses fenômenos que o

conhecimento popular criou estas máximas:

“Raios não caem nunca duas vezes no mesmo lugar”.

“Durante uma tempestade, não se deve procurar abrigo debaixo de uma árvore”.

Com base na ciência, podemos analisar se essas afirmações são verdadeiras. É

KCOTSRETTUHS/TRAHKCOL
verdade, por exemplo, que não se deve procurar abrigo debaixo de uma árvore

durante uma tempestade. Mas não é verdade que raios não caem duas vezes no

mesmo lugar. Eles podem cair, sim, mais de uma vez em um mesmo lugar.

LIEN

Capítulos

1 Processos de eletrização

2 Força entre cargas elétricas: lei de Coulomb

3 Campo elétrico

4 Potencial elétrico

13
APÍTU
C
L

O
Processos de eletrização
1

ou: Por que u m l va hoque elétr co é representado

nos e enhos c m os elos eriçados?

S2

No Suplemento, há orientações para


1 Introdução

a abordagem da questão introdutória.

Cargas de mesmo si-


Como seria nosso dia a dia se todos os equipamentos que funcionam à base de eletricida-

nal acumulam-se nos

de deixassem de existir? Ficaríamos sem geladeira, chuveiro elétrico, lâmpadas nas ruas e em
pelos e nos cabelos,

gerando repulsão
casa; sem TV e telefone, sem computador e automóvel, sem rádio e elevadores.

entre eles.

SERDNOL ,NETFEA

.8991
NA

ed
V YNNHOJ

orierevef
OÃÇ

ed
91
ELOC

ed
016.9
-
LISARB

ieL
ENOTS

e
laneP
YEK/SEGAM

ogidóC od
481
NAMEGDIRB

.trA
.adibiorp
oãçudorpeR
Pieter van Slingelandt

(1640-1691). Mulher cozinhando

anquecas, s/d. Na falta da energia

elétrica, grande parte do avanço

tecnológico obtido até hoje não seria

possível, tanto em relação à iluminação

como a outros processos domésticos.

O uso da eletricidade está relacionado ao desenvolvimento científico e tecnológico dos três

últimos séculos. Mas como tudo isso começou?

O primeiro trabalho sobre eletricidade foi publicado em 1600, escrito pelo médico inglês

William Gilbert (1544-1603). Nesse trabalho, intitulado Sobre os ímãs, os corpos magnéticos

e o grande ímã terrestre, Gilbert analisou a atração e a repulsão entre corpos magnetizados

e/ou eletrizados. Ele percebeu que corpos atritados entre si poderiam, em seguida, atrair ou

ser atraídos por outros corpos. Esse estudioso chamou os corpos com capacidade de atração

de eletrizados e percebeu que a força de atração, nesse caso, apresentava características

diferentes daquelas entre um ímã e um pedaço de ferro. Gilbert foi, então, o primeiro a dife-

renciar fenômenos elétricos de fenômenos magnéticos.

14
S3

KCOTSNIT
No Suplemento, há comentários a respeito da eletrização

2 Eletrização por atrito de automóveis em dias de pouca umidade do ar.

AL/SIBROC
Há muito tempo os gregos perceberam que um pedaço de âmbar

/
/IERF
(fig. 2), quando atritado com a pele dos animais, adquiria a propriedade

de atrair corpos leves.

CRAM-ZNARF
A palavra “eletrizar” é derivada do termo grego elektron, que signifi

ca âmbar. Assim, eletrizar um corpo significa fazer com que ele se com-

porte como o âmbar.

Sabemos hoje que há uma grande quantidade de corpos que podem

se comportar como o âmbar, isto é, que podem ser eletrizados quando

atritados com corpos formados por outras substâncias.


O âmbar é uma resina

fossilizada proveniente de
Experiências realizadas por estudiosos, como Charles Du Fay (1698-1739),

algumas árvores.

contribuíram para a elaboração da seguinte teoria: substâncias eletrizadas podem

ser divididas em dois grandes grupos, reunindo-se, em um deles, as de comporta

mento semelhante ao do vidro ou do cristal, denominadas vítreos, e as de compor

tamento semelhante ao do âmbar ou da resina, chamadas de resinosas. Assim, sob

determinadas circunstâncias, o vidro possuía a capacidade de atrair ou repelir certos

materiais, enquanto a resina apresentava o efeito oposto ao do vidro em cada situa-

ção. Atualmente, essa classificação dos materiais é questionável, pois um material

adquire capacidade de atração ou de repulsão dependendo do material que o atrita.


.8991

Na mesma época em que, na Europa, Du Fay estabelecia suas conclusões sobre


ed

a eletricidade dos corpos, Benjamin Franklin (1706-1790), nos Estados Unidos,


orierevef

chegava a conclusões semelhantes e propunha uma denominação para corpos

eletrizados que utilizamos até hoje.


ed
91

Para Franklin, corpos que, em certas circunstâncias, tinham comportamento se-


ed
016.9

melhante ao do vidro eram carregados positivamente, e corpos que, dependendo

da situação, tinham comportamento semelhante ao do âmbar eram carregados ne-


ieL
e

gativamente. Segundo essa classificação, quando uma barra de vidro é atritada com
laneP

um pedaço de seda, o vidro adquire carga positiva e a seda, carga negativa (fig. 3).
ogidóC od

Por sua vez, a barra de vidro torna-se capaz de atrair outros objetos (fig. 4).

2A
481

TTOD :SOTOF
.trA

1
.adibiorp

1
oãçudorpeR

Uma barra de vidro, depois de atritada com um pedaço


 Seda atritada com vidro: os dois corpos

de lã ou seda, consegue atrair corpos leves, como pedaços


ficam eletrizados.

pequenos de papel.

Uma teoria aceita acerca da estrutura da matéria é que todo corpo é consti-
OIBUR

tuído de átomos formados, principalmente, por prótons nêutrons e elétrons

(fig. 5). Os prótons têm carga positiva; os elétrons, carga negativa; e os nêutrons
ZIUL

não têm carga elétrica. Prótons e elétrons têm cargas de mesmo módulo, embora a

massa de um próton seja muitas vezes maior do que a massa de um elétron.

No núcleo do átomo, estão os prótons e os nêutrons, e os elétrons orbitam ao

redor do núcleo. Nos átomos das substâncias que formam um corpo não eletriza-

do, prótons e elétrons são encontrados em mesma quantidade, de maneira que o

corpo, nessa condição, possui carga elétrica nula, ou, em outras palavras, é neutro

O atrito entre dois corpos formados por substâncias diferentes faz com que de-

terminada quantidade de elétrons seja transferida de um corpo para outro, de modo

 Modelo atômico com


que um deles fique com excesso de elétrons e o outro, com excesso de prótons (fal-

núcleo (formado por prótons

ta de elétrons). O corpo que recebeu elétrons terá adquirido carga negativa, en-

e nêutrons) e eletrosfera

quanto o outro, que cedeu elétrons, terá adquirido carga positiva.


(composta de elétrons).

15
Ao atritar um corpo com outro, aumentamos os pontos de contato entre os dois,

promovendo uma interação entre seus átomos. Nessa interação, certa quantidade

de energia proveniente do trabalho da força de atrito é transferida para os átomos

dos corpos, tornando possível a passagem de elétrons de um corpo para outro.

Se em dois corpos atritados um cede elétrons ao outro, podemos perguntar:

como saber qual deles cederá elétrons e qual os receberá?

A resposta a essa questão depende das substâncias envolvidas: receberá elé-


S4

trons aquela em que os elétrons estiverem mais fortemente ligados aos átomos.

No Suplemento, há sugestões

                 


para a abordagem do tema.

             

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               

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A B

.8991
+

I II III

ed
II II III

orierevef
+
C

ed
+
+

91
+

ed
+

016.9
+

ieL
+

e
laneP
+

ogidóC
+

od
II III II III

481
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oãçudorpeR
De qualquer modo, nesse processo de ceder-receber elétrons, a soma das cargas Marfim

dos dois corpos permanece constante, isto é, se no início a carga total era nula, pois
Madeira

os corpos eram neutros, ao final, a carga de um deles será 1 e a do outro será Q

Vidro

de forma que 1Q 1 ( Q) 5 0.

Mica

Na tabela ao lado apresentamos algumas substâncias ordenadas de acordo com

a maior capacidade de ceder elétrons quando atritadas com outras que têm menor

capacidade. Assim, atritando, por exemplo, marfim com seda, o marfim tenderá a Pelo de gato

ceder elétrons para a seda; em outra situação, atritando a seda com uma barra de
Seda

ebonite, a seda cederá elétrons à ebonite.

Algodão

Ebonite

+
Ebonite. Borracha vulcanizada,
+

usada na indústria elétrica e na

fabricação de vários objetos.


Grande parte dos utensílios de

borracha dos automóveis são



OIBUR

– de ebonite.


ZIUL :SEÕÇARTSUL

Atritando um pedaço de lã

com os pelos de um gato,

a lã cederá elétrons para o gato; assim,

imediatamente após o atrito, a lã terá

carga 1Q
Q e o gato terá carga Q

16
KCOTSRETTUHS/YKSVONIL
 Condutores, isolantes e eletrização

Pelo senso comum, sabemos que não podemos tocar diretamente em um fio

elétrico desencapado, pois corremos o risco de levar um choque elétrico. Fios elétri-

cos são normalmente feitos de um metal ou de uma liga de metais e são bons con-

dutores de eletricidade. Mas se colocarmos um eda o de borracha ou de madeira

YRTIMD
entre o fio elétrico e nossas mãos, poderemos manuseá-lo sem grande perigo, pois

madeira e borracha não são bons condutores de eletricidade (fig. 8). O que determi-

na, afinal, se um corpo é ou não bom condutor de eletricidade?

Diferentes substâncias têm diferentes estruturas atômicas. Além disso, as for-

ças atômicas de interação dessas partículas também variam entre átomos de uma
 Alicates utilizados em

e de outra substância. Nos corpos condutores de eletricidade, como os metais, os instala es elétricas têm os cabos

revestidos de borracha ara isolar


elétrons das órbitas mais externas dos átomos não são atraídos com uma força de

a arte metálica do contato com

intensidade suficiente para mantê-los presos em suas órbitas. Esses elétrons po-

as mãos do eletricista, ue, além

dem se movimentar no interior do corpo; por isso, são denominados elétrons li
disso, utiliza luvas feitas também

material isolante.
vres. São os elétrons livres dos metais que, sob determinadas condições, compõem

as correntes elétricas nos fios condutores (fig. 9).

Elétrons “soltos”
” com livre

movimentação por todo o metal Íons x

ONIK/SEME
.8991

A B
ed
orierevef

ROBAG
ed
91
ed
016.9
ieL
e

 São os
laneP

elétrons livres do fio que


ogidóC od

se movimentam quando

ligamos os fios aos polos de

uma bateria, por exemplo.


481
.trA

Corpos condutores são aqueles que possuem elétrons livres com facilidade de
.adibiorp

se deslocar pelo seu interior, permitindo, assim, a formação de correntes elétricas.

Entretanto, corpos que não possuem essa propriedade não são bons condutores de
oãçudorpeR

eletricidade e são denominados isolantes. Nos corpos isolantes, os elétrons estão

fortemente unidos aos átomos e não podem se deslocar facilmente pelo seu inte-

rior. Assim, dizemos que os corpos isolantes não têm elétrons livres em quantidade

suficiente para conduzir eletricidade.

Indução eletrostática

Podemos transferir elétrons de um corpo para outro atritando-os conveniente-

mente. Nessa condição, um dos corpos cederá elétrons e ficará, portanto, carregado
Isolante

positivamente, e o outro corpo, que recebeu elétrons, ficará carregado negativamen-

te. Vamos supor que um desses corpos, já carregado positivamente, seja aproximado

de outro corpo condutor de eletricidade, neutro e isolado de qualquer contato com a

Terra (fig. 10A). Nessa condição, os elétrons livres do condutor serão atraídos em di

reção ao corpo carregado positivamente, e haverá excesso de elétrons na superfície

mais próxima desse corpo e falta de elétrons na superfície mais distante (fig. 10B).
+

+
Enquanto o corpo carregado for mantido nas proximidades do condutor, este terá
+

suas cargas acumuladas em diferentes posições da sua superfície. O condutor continu-

Isolante
O

ará neutro, isto é, com carga elétrica total nula, mas com a distribuição das cargas alte-
BUR

rada em relação à situação inicial. A separação de cargas em um condutor, provocada


ZIUL :SEÕÇARTSUL

pela aproximação de um corpo eletrizado, recebe o nome de indução eletrostática

 A aproximação

Indução eletrostática é o nome do processo que permite separar as cargas de entre um corpo carregado e um

condutor produz a separação de


um condutor devido à aproximação de um corpo eletrizado.

cargas no condutor.

17
Indutor é o nome que se dá ao corpo eletrizado que aproximamos do condutor

neutro, a fim de provocar a indução eletrostática. As cargas acumuladas nas super-

fícies do condutor são chamadas cargas induzidas

Se tivermos um condutor com carga induzida e o unirmos convenientemente à

Terra por um fio condutor de eletricidade, poderemos fazer com que o condutor se

eletrize, isto é, fique com maior quantidade de carga de determinado sinal. Observe

a representação nas figuras 11A e 11B.

A B C

+
+
+

OIBUR
+

+

ZIUL :SEÕÇARTSUL
+
+ –

+ –
+

+

+

Isolant o nt Isolante

 Car as induzidas podem se distribuir pelo condutor, tornando-o eletrizado.

SEGAMI

.8991
Mantendo o corpo carregado próximo à superfície do condutor, este adquire car-

gas induzidas. Ligando a superfície desse condutor à Terra ocorre um fluxo de elé-

ed
WOLG/YMALA/OTOHPECNEICS

orierevef
trons entre a Terra e o corpo, a fim de carregá-lo com a mesma quantidade de carga do

indutor. Dessa forma, após um instante, a carga total do sistema indutor-corpo será

ed
nula (fig. 11B). Desfazendo a conexão com a Terra e afastando, em seguida, o indu-

91
ed
tor, as cargas elétricas se distribuem uniformemente pelo condutor, agora eletrizado

016.9
(fig. 11C). Dizemos, nessa situação, que o condutor foi eletrizado por indução

ieL
e
O acúmulo de cargas de diferentes sinais em superfícies opostas explica por que

laneP
corpos neutros podem ser atraídos por corpos eletrizados, semelhante ao que ocor-
 Um pente de

ogidóC od
lástico atritado com um tecido
re, por exemplo, quando um pente atritado com um pedaço de seda é aproximado de

fino, como seda, fica eletrizado.

pedacinhos de papel (fig. 12).

A roximando-o de edacinhos

481
O processo de indução eletrostática explica o funcionamento de um eletroscó- de papel, estes são atraídos em

.trA
dire o ao ente.

.adibiorp
pio, dispositivo que permite avaliar se um corpo está ou não eletrizado. Veja, nas

oãçudorpeR
S5
CIFITNEICS

A indução eletrostática pode

ser associada à existência de


GNILROD/RETEERTS

/SIBROC/.

KCOTSNIT

raios em dia de tempestade.

No Suplemento, há comentá-
B3

DT
L SARB

AL

rios a respeito do tema.


YELSREDNIK L
EV
LC

Eletroscópio giratório.    Eletroscópio de folhas

O eletroscópio de folhas tem uma haste de metal com um pequeno disco na

extremidade superior (em alguns casos, há uma pequena esfera), também de me-

tal, e na inferior, uma folha fina de metal que fica dobrada devido à gravidade. Ao

aproximar um corpo eletrizado do disco do eletroscópio, ocorre a indução eletros-

18
tática; assim, acumulam-se no disco cargas de sinal oposto às do corpo eletrizado,

e nas folhas, cargas de mesmo sinal do corpo eletrizado. Como as folhas são bem

finas, tendem a se separar por causa da repulsão elétrica, denunciando, dessa for-

ma, que o corpo aproximado do disco está, de fato, eletrizado (fig. 15).

Um eletroscópio giratório possui uma haste suspensa que pode girar quando

uma de suas extremidades é aproximada de um corpo eletrizado (fig. 16).

+
+
+ +

– –
+
– –

+
– –

+
+ +
+
+
+
+

Aproximando

um corpo eletrizado de uma

das extremidades de um

  Aproximando um

eletroscópio giratório, cargas se

corpo ele rizado da esfera de um

acumulam nessa extremidade,

eletroscó io, suas folhas se abrem.

que é, então, atraída pelo corpo,

fazendo o eletroscópio girar.


.8991

Fio terra
ed
orierevef

A ligação elétrica das residências geralmente exige alguns procedimentos impor-

tantes. Um deles é a inclusão de um fio terra. Para entender a necessidade desse tipo
ed
91

de dispositivo, vamos pensar no que ocorre quando ligamos um condutor eletrizado


ed

à Terra por meio de um fio condutor. Observe a figura 17 a seguir: temos um corpo
016.9

eletrizado com carga positiva (fig. 17A) e um com carga negativa (fig. 17B).
ieL
e
laneP

+ + +
ogidóC

+ + + + + +
od
481



.trA


.adibiorp


oãçudorpeR

1 2 3 4

B –

– – – – –

– – – – – –

– – –


1 2 3 4

Sequência de eventos que ocorrem ao ligar à Terra um condutor (A) positivamente

carregado e (B) negativamente carregado.

A um corpo carregado (1), ligamos um fio condutor unindo-o à Terra, que tem

capacidade infinita de ceder ou receber elétrons (2). Isso feito, uma quantidade de

elétrons fluirá da Terra para o corpo ou do corpo para a Terra (3) até que a carga do

corpo seja neutralizada (4).

O io terra tem a unção de neutralizar rapidamente uma determinada carga


OIBUR

acumulada. Sem o io terra, uma carga excessiva e sem condições de ser neutraliza-

da pode produzir estragos na instalação e nos equipamentos elétricos.


ZIUL :SEÕÇARTSULI

Como o planeta é um imenso condutor, muito maior que o corpo eletrizado, ele

praticamente “absorve” toda a carga elétrica do corpo eletrizado. É por isso que, even-

tualmente, utilizamos o termo “aterrar um corpo”, que si nifica eliminar o excesso de

car as positivas ou ne ativas por meio de sua condução para a Terra.

19
Eletrização por contato

Quando um condutor eletrizado é colocado próximo de um corpo eletricamente

neutro, ocorre nesse corpo uma separação de cargas. Cargas de sinais opostos às do

indutor acumulam-se na superfície mais próxima dele (fig. 18A). Considerando dois

corpos idênticos, se ocorrer contato entre o indutor e o corpo, cargas fluirão de um

para o outro até o momento em que se dará o equilíbrio eletrostático, isto é, a con-

dição em que corpo e indutor ficarão eletrizados com a mesma quantidade de carga

(fig. 18B). A partir desse momento, se for desfeito o contato, o corpo inicialmente

neutro estará eletrizado (fig. 18C). Dizemos que, nesse caso, houve eletrização por

contato

+ + – + + + + +

+ + – + + + + +
OIBUR
ZIUL :SEÕÇARTSULI

+ + – + + + + +

Um corpo eletrizado

por contato com outro corpo


+ + – + + + + +

carregado.

+ + – + + + + +

Q  Q Q  0 Q’ Q’
2

.8991
S6

 

ed
Suplemento, apre-

orierevef
sentamos comentários

funcionamento do gerador

ed
Para saber mais Conexões com o cotidiano

91
de Van de Graaff.

ed
016.9
Esfera

Gerador de Van de Graaff

ieL
metálica Coletor

e
laneP
Geralmente, em museus de ciências e em laboratórios escolares, podem ser en-

ZORRA

ogidóC od
contrados os geradores de Van de Graaff. Em um desses equipamentos, há uma

PAC AMLES
cúpula esférica de metal e uma tira de material isolante, como borracha, que en-

481
volve duas polias que giram acionadas manualmente ou por meio de um motor elé-

.trA
trico. Próximo a cada uma das polias, a borracha é atritada com um condutor, para
Correia

.adibiorp
haver transferência de elétrons entre eles. A carga absorvida na parte inferior da ti-

ra de borracha é levada até a parte superior, onde fica a esfera de metal, e é trans-

oãçudorpeR
Receptor

ferida para a superfície da esfera, que, assim, se torna eletrizada.


KCOTSNITAL/SIBROC/

m r
/SREDUO

Representação esquemática

do gerador de Van de Graaff.


A
LUAP

A MPL I A NDO SUA LEIT UR A

1 Qual processo de eletrização

ocorre no interior do gerador

de Van de Graaff?

2 A ilustração do gerador mos-

tra cargas positivas distribu-

ídas na cúpula. Isso significa

que a correia trans eriu pr -

tons para a c pula

É comum encontrar geradores de Van de Graaff em laboratórios e museus.

20
Já sabe responder?

Por que u m leva choque elétrico é represen ado

nos desenh s com os pelos er çados?


AHTOJ

QUESTÕES RESOLVIDAS
.8991

R1 Um corpo esférico A eletrizado com carga 1Q é R3 Um pedaço de vidro foi atritado com um pedaço
ed
orierevef

tocado por um corpo B, de mesmas dimensões de celuloide e, em seguida, encostado na esfera

de A, eletrizado com carga Q. Após alguns


de um eletroscópio. Se aproximarmos o celuloide
ed

instantes, os corpos são separados. Qual é, en-


eletrizado negativamente da esfera desse eletros-
91

tão, a carga de cada corpo?


ed

cópio, suas folhas metálicas tendem a se abrir ou


016.9

a se fechar? Justifique.
ieL

Resolução
e
laneP

Quando os corpos se tocarem, haverá transfe-


Resolução
ogidóC od

rência de cargas de um para outro, de maneira

Pela tabela da questão anterior, o vidro, depois de

que a carga total do conjunto será igual à soma

atritado com o celuloide, estará eletrizado positi-

de 1Q e Q. Assim, a carga total do conjunto


481

vamente. Ao encostar na esfera, o vidro receberá

será Q, dividida igualmente entre cada corpo,


.trA

elétrons do eletroscópio (1). Dessa forma, as fo-


.adibiorp

uma vez que os dois têm as mesmas dimensões.

lhas do eletroscópio tenderão a se abrir, uma vez

que ele estará eletrizado positivamente (). Se,


Portanto, a carga de cada corpo será igual a
oãçudorpeR

em seguida, aproximarmos o celuloide eletrizado

negativamente da esfera, haverá a tendência de

cargas negativas ainda existentes no eletroscó-

pio serem repelidas e se deslocarem para a parte


+Q –2Q +Q –2Q Q Q

inferior, ou seja, as folhas metálicas tendem a se


2 2

neutralizar e a abertura diminuirá (3).

+Q + (–2Q) = – Q

+
R2 O que ocorre se esfregarmos um pedaço de al- +

+
+
godão em uma placa de ebonite?
+

Resolução

De acordo com a tabela

Madeira

ao lado, o algodão tende

Vidro +
+
a ceder elétrons para a +
+

placa de ebonite. Assim, Mica +

o pedaço de algodão fi-


1 2

cará eletrizado positi-

Pelo de gato
OIBUR

vamente com carga 1Q

Seda
e a placa de ebonite
ZIUL :SEÕÇARTSULI

ficará eletrizada com


Algodão
+
+

carga Q

Ebonite

Celuloide 2

21
Lembre-se: resolva as questões no caderno.
QUESTÕES PROPOSTAS

1 De acordo com a sequência de substâncias listada na tabela ao lado, se

Marfim

1
atritarmos vidro com lã, o vidro ficará carregado positivamente.

snortéle redec ed edadicapaC


Madeira

Qual será a carga da madeira quando atritada com:

Vidro

a lã? b seda? c marfim?

Mica

2 Comente esta afirmação:


Todo corpo constitu do de tomos e, portanto, possui el trons, pr tons e


Pelo de gato

utrons. Logo, todo corpo eletrizado.


Seda

Algodão
3 Um cor o foi a roximado de um eletrosc io de folhas e observou-se ue

as folhas se abriram. Com isso, podemos concluir que: Ebonite

2
a) o corpo está eletrizado? Celuloide

b) o corpo está carregado negativamente?

4 Observe o esquema que representa a situação inicial e a situação final de

um indutor e dois corpos inicialmente neutros.

+ +
+ +
+ +

+ +

+ +

8991
ed
orierevef
A B A B

ed
91
ed
016.9
Ao final, após a separação, qual é o sinal da carga dos corpos A e B?

ieL
5 Classifique cada afirmativa em verdadeira ou falsa, justificando a resposta

e
laneP
em cada caso.

ogidóC od
a) Afirmar que um corpo está eletrizado é o mesmo que dizer que o corpo

tem excesso de elétrons.

481
b) olocando em contato dois corpos eletrizados, sendo um deles negati-

.trA
.adibiorp
vamente e outro positivamente, ocorrer luxo de el trons de um corpo

para o outro.

oãçudorpeR
c) Ao aproximar um corpo eletrizado positivamente de um corpo neutro, o

corpo neutro ficará eletrizado positivamente.

d) Dois corpos eletrizados, quando colocados em contato, podem se tornar

neutros eletricamente.

e Um corpo eletrizado negativamente sempre fornecerá elétrons para ou-

tro corpo eletrizado negativamente, quando colocados em contato.

6 Observe a representação de três esferas metálicas, A B e C, de mesmo di-

âmetro, apoiadas sobre bases isolantes.

A B C
OIBUR
ZIUL :SEÕÇARTSUL

A e B estão eletrizadas com cargas 1Q e Q, respectivamente.

A esfera C não está eletrizada. As esferas B e C

em seguida, separadas. Logo após, as esferas A e C são col em contato.

Ao final dessa etapa, qual é a carga de cada esfera?

22
7 Na figura ao lado, o bas tã o B está eletrizado n e g a tiva men te e as

esferas I e II estã o des c arre gadas eletrica me nte e apoiad as so-

bre bases isolante s. Des eja -s e c ar rega r as esfer as por ind uç ão a B

partir da carga e lé tri c a do bas tão. Des c r eva c omo isso pode se r

feito e diga qual é o sin al da c a r ga em c ad a e sfer a ao f inal do

processo.

8 Na tabela apresentada na questão 1, há algumas substâncias ordenadas de

acordo com a capacidade de ceder elétrons quando atritadas entre si. De

acordo com a tabela, o marfim cederá elétrons quando atritado com qual-

quer outra substância relacionada na tabela.

Será realizada a seguinte sequência de ações:

1 ) Um bastão de vidro será atritado com um pedaço de algodão.

2 ) O pedaço de algodão será encostado em uma esfera I neutra eletricamente.

3 ) O bastão de vidro será encostado em uma esfera II neutra eletricamente.

4 ) As esferas I e II serão a roximadas uma da outra, sem ue se to uem.

Faça um desenho para representar a distribuição das cargas nas duas es-

feras ao final das quatro operações.

9 Quais das afirmações seguintes são verdadeiras?


.8991

I. Se aproximarmos um bastão de vidro de pequenos pedaços de papel e


ed
orierevef

estes forem atraídos, poderemos concluir que o bastão e o papel estão

eletrizados com cargas de sinais opostos.


ed

II. Se aproximarmos um bastão de vidro de pequenos pedaços de papel e


91
ed

estes forem re elidos, oderemos concluir ue o bastão e o a el estão


016.9

eletrizados com cargas de mesmo sinal.

O
BUR
ieL

III. Se atritarmos um bastão de ebonite com um pedaço de seda, cederá


e

ZIUL :SEÕÇARTSULI
laneP

elétrons o corpo que, entre os dois, possuir maior massa.


ogidóC od

IV. Em todo corpo eletrizado negativamente, a quantidade de prótons é

menor do que a quantidade de elétrons.


481

V. Um corpo forma do por ma te ria l isol ante, c omo ma de ir a , não pod e


.trA

ser eletrizado.
.adibiorp

10 Considere um bastão de ebonite eletrizado negativamente, duas esferas


oãçudorpeR

condutoras, I e II, fixas, descarregadas, e pedaços de fio elétrico.

Deseja-se eletrizar as esferas por indução, de modo que, ao final do pro-

cesso, a carga elétrica de I tenha sinal oposto à carga de II.

Descreva como isso pode ser feito com o material disponível.

11 A, eletrizada com carga elétrica igual

B, eletricamen-

te neutra. Em seguida, encosta-se a esfera B em outra C, também idêntica,

eletrizada com carga elétrica igual a 50,0 μC. Após esse procedimento, as

esferas B e C são separadas. A carga elétrica armazenada na esfera B no

final desse processo, é igual a:

a) 0,0 μC c) 40,0 μC e) 60,0 μC

b) 30,0 μC d) 50,0 μC

23
APÍTU
C
L

O
Força entre cargas

2
elétricas: lei de Coulomb

ou: m c o e etr zado po e atrair m corpo neutr

S7

No Suplemento, há orienta ões para

1 Introdução
o trabalho com a questão do capítulo.

Aproximando um cor- Aproximando um condutor eletrizado de pequenos pedaços de papel (fig. 1A), observamos

po eletrizado negati-

que ocorrem, muito rapidamente, duas ações: atração e repulsão.

vamente de pequenos

corpos neutros, como Inicialmente, ocorre separação das cargas elétricas nos pedaços de papel, e estes são atraídos

pedaços de papel, as
em direção ao bastão ( ig. 1B). Quando o papel toca no bastão ( ig. 1C), há uma redistribuição das

cargas negativas do

cargas elétricas, de modo que, agora, ambos, bastão e papel, têm cargas elétricas de mesmo si-
papel são repelidas.

Surge, assim, uma nal; ocorre, então, a repulsão (fig. 1D).

força de atração entre

o corpo e os pedaços

OIBUR
de papel. Se os pa-
+
+
A B
péis tocarem o corpo
+
+

ZIUL :SEÕÇARTSUL
eletrizado, ganharão + +

++
cargas elétricas +
+

++
negativas e passarão, +
+
+ +
+
+ +
+
em seguida, a ser
+
+

repelidos.

C D

+ +
+

+
+

+
+

Figura 1  Ao aproximar um condutor eletrizado de pequenos pedaços de papel, estes são atraídos

e depois repelidos.

Corpos eletrizados — com cargas elétricas de mesmo sinal ou de sinais diferentes — repelem-
OYALEP

se mutuamente. Existe entre eles, portanto, uma força de naturez


AICRAG

é, uma força que se deve ao fato de a carga elétrica total de cada corpo não ser nula.

Agora, vamos estudar os fatores que in -

terferem nessa força de interação entre cor -

pos eletrizados, aprendendo a calcular seu

valor em cada caso. Mas, antes, precisamos

saber como dimensionar a carga elétrica de

um corpo.

 Caneta eletrizada

atraindo pedaços de papel.

24
2 Medidas de carga elétrica

Ao esfregar um pedaço de seda em uma barra de vidro, uma quantidade enorme

de elétrons é transferida do vidro para a seda. De modo geral, a quantidade de elé-

trons envolvida em processos de eletrização, seja por atrito, seja por indução, é muito

grande. Por isso, quando precisamos quantificar a carga elétrica de um corpo, não uti-

lizamos como unidade a carga de um único elétron, mas, sim, de um pacote deles, de

18

aproximadamente 6,25 3 10 elétrons, de tal forma que a soma das cargas elétricas

18

dos 6,25 3 10 elétrons equivale a 1 coulomb. Assim, a unidade de medida de carga

elétrica no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o coulomb (C).

1 coulomb de carga elétrica equivale à soma das cargas elétricas de apro-

18

ximadamente 6,5 3 10 elétrons.

A carga elétrica de um elétron é denominada carga elétrica elementar. Todo

corpo eletrizado possui uma carga elétrica que é um número múltiplo da carga elé-

trica elementar. Por esse motivo, dizemos que a carga elétrica é quantizada.

Um corpo eletrizado com carga elétrica positiva de, por exemplo, 0,2 coulomb,

ou 0,2 C, terá cedido:


.8991

18 18

0,2 6,25 3 10 létrons 1,25 3 10 elétrons


ed
orierevef

Como a carga elétrica de 1 C é considerada eletricamente alta, costuma-se utili-


S8

zar submúltiplos de coulomb, como:


ed

No Suplemento, há sugestões
91

3 para o trabalho com os conteú-


ed

 milicoulomb (mC): milésima parte do coulomb, ou seja, 1 mC 5 10 C

dos deste capítulo.


016.9

 microcoulomb (mC): milionésima parte do coulomb, ou seja, 1 mC 10 C


ieL
e
laneP
ogidóC od

 Lei de Coulomb: força entre

cargas elétricas
481
.trA

Corpos eletrizado s com cargas elét ri ca s de m esmo s i n al se re pele m, e c orpos


.adibiorp

eletrizados com cargas elétricas de s i n ai s opostos se a t raem. En tre do i s corpos


oãçudorpeR

eletrizados, A e B, colocados a cert a di st ância um do ou t ro, a tu a uma força e lé -

trica F , de tal forma que A atrai ou repele B com força de determ in ado módulo, e

é atraído ou repeli do p or B com uma força de m esm o m ódulo e di reçã o, po rém de

sentido oposto (fi g. 3) . Em out ras palavras, e x i ste um par de força s aç ã o- reação

de atração ou de rep u lsão ent re do i s corp os e le t ri zados.

F F
OIBUR
ZIUL :SEÕÇARTSUL

 Dois corpos

F F

eletrizados se atraem ou se

repelem com forças de mesmo

módulo e direção, porém de

sentidos opostos.

No século XVII, o cientista francês Charles Augustin Coulomb (1736-1806)

preocupou-se em avaliar as características da força de interação entre dois cor-

pos eletrizados. Na série de experimentos que realizou, Coulomb utilizou varia-

ções tanto no valor absoluto das cargas elétricas dos corpos eletrizados quanto

nas distâncias entre eles.

25
Usando uma balança de torção (fig. 4), Coulomb percebeu que, mantendo fixa a

distância entre os corpos, a força de interação elétrica entre eles variava quando o

valor absoluto das cargas elétricas dos corpos era alterado. Quanto maior o valor ab-

soluto das cargas elétricas dos corpos, maior era a intensidade da força de interação

elétrica entre eles.

Fio de torç o
ZORRAPAC AMLES

q q
2 1

   A balança de torção

.8991
permite a medição de forças de

pequena intensidade.

ed
orierevef
Coulomb percebeu ainda que, à medida que aumentava a distância entre os cor-

ed
pos eletrizados, diminuía a intensidade da força de interação elétrica entre eles.

91
ed
Assim, se corpos eletrizados com cargas elétricas de maior valor absoluto implica-

016.9
vam forças elétricas de maior intensidade, e se maiores distâncias entre os corpos

ieL
eletrizados implicavam menor intensidade da força elétrica entre eles, o problema a

e
laneP
ser solucionado consistia em encontrar a relação matemática de dependência entre

ogidóC od
a força de interação elétrica, a distância de separação entre os corpos eletrizados e

o valor absoluto das cargas elétricas.

481
.trA
.adibiorp
Mantendo fixa a distância e

variando o valor das cargas

oãçudorpeR
Para uma distância fixa entre dois corpos eletrizados, a intensidade da força elé-

trica é diretamente proporcional ao produto dos valores absolutos das cargas elétri-

cas dos corpos.

Dessa forma, se houver uma força de módulo F cargas elétricas

Carga elétrica pontual. É a car-

pontuais Q e Q , separa as por uma stânc a , fixa, consequentemente haverá


1 2 ga distribuída em um corpo de

dimensões desprezíveis quando


uma força elétrica de intensidade 2F

comparadas às demais dimen-

elétricas ser duplicado, e uma força elétrica de intensidade 4F , no caso de os valores

sões envolvidas na situação-

absolutos das duas cargas elétricas serem duplicados. -problema.

O esquema da figura 5 resume as conclusões de Coulomb.

F F

2F 2F

+2

4 4

+2 –2
OIBUR

d
ZIUL

 A intensidade da força de interação entre dois corpos

eletrizados é diretamente proporcional ao produto dos valores

absolutos das cargas.

26
Mantendo fixos os valores das cargas e

variando a distância entre elas

A intensidade da força elétrica entre duas cargas elétricas de valores absolutos

fixos é inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas.

Se, por exemplo, a intensidade da força elétrica entre duas car as for i ual a ,

quando elas estiverem separadas por determinada distância d


d, mantendo o mesmo

valor das car as elétricas, a intensidade passará a ser se a distância for dobrada

e se a distância for triplicada (fi . 6). Em outras palavras, multiplicando o valor da

distância por um fator i ual a , a intensidade da força elétrica será dividida por um

fator i ual a

F
F

+Q
+Q

OIBUR
4 4

+Q +Q

ZIUL
F 2d F
.8991

9 9

+Q +Q
ed
orierevef

3d
ed
91

A força de interação entre dois corpos


ed

eletrizados é inversamente proporcional ao quadrado da


016.9

distância entre eles.


ieL
e
laneP

Em resumo, as observações de Coulomb possibilitaram a seguinte conclusão:


ogidóC od
481
.trA

A intensidade da força elétrica entre duas cargas elétricas pontuais, Q e Q


1 
.adibiorp

separadas por uma distância d, é proporcional ao produto dos valores abso-

lutos das cargas elétricas e inversamente proporcional ao quadrado da dis-


oãçudorpeR

tância entre elas.

A relação entre força, cargas elétri cas e dist ân cia po de s er e x pressa dest a

forma:

F ~
2

Ou, então, por meio da equação que é a expressão matemática da lei de Coulomb:

F 5 k

em que k é uma con st ant e de p roporc i on alidade qu e de pen de do m ei o, c h amada

de constante eletrost áti ca ou const ante de C ou lo mb.

N m
9

No vácuo, k 5 k . 9,0 3 10
0
2

Quando as cargas elétricas não estiverem no vácuo, sofrerão influência do

meio, de maneira que a intensidade da força elétrica entre elas será, nesse caso,

menor do que aquela que atuaria na situação de vácuo.

27
Já sabe responder?

m corpo eletr zado ode atrair m c rpo neutro?

F
– – – – – –

– – – – – –

– – – – – –

F F
– – – – – –

– – – – – –

– – – – – –

– – – – – – F

QUESTÕES RESOLVIDAS

R1 Duas cargas elétricas pontuais, Q e Q separa- Portanto, a intensidade da força elétrica, nessa
1 

.8991
das por uma distância d, estão sob a ação de uma situação, será metade do valor inicial, ou seja,

ed
força elétrica de atração de intensidade F. Qual
será

orierevef

será a nova intensidade da força no caso de:

ituação final:
a) dobrar o valor da carga elétrica Q e também a

ed
1

91
F F
distância entre as cargas elétricas?
2Q

ed
1 2
2 2

016.9
b) triplicar o valor da carga elétrica Q , dobrar
1

o valor da carga elétrica Q e tri licar a dis-

ieL

e
tância d?

laneP
b) Situação inicial:

c) dividir por 4 o valor da carga elétrica Q tri

ogidóC od
1

Q Q
1 2

plicar o valor da carga elétrica Q e aproximar



F F

as cargas, de modo que a distância final seja a

481
metade da inicial?

.trA
d

.adibiorp
Resolução
A intensidade de F será multiplicada por 

oãçudorpeR
e por 3, em razão do aumento dos valores
Situação inicial:

absolutos das cargas elétricas, e será divi-

Q Q
1 2

F F dida por 3 devido ao aumento da distância.

Assim, a intensidade da força elétrica final

d

entre as cargas será igual a F, conforme o

cálculo representado na tabela a seguir.

Dobrando o valor da carga elétrica Q , a in-


1

tensidade da força elétrica F também dobra,

pois ela é diretamente proporcional ao pro- Valor Valor absoluto

Intensidade da

absoluto da da carga Distância


duto dos valores absolutos das cargas elétri-
força elétrica

carga elétrica elétrica


cas. Dobrando a distância entre as cargas, a

intensidade da força elétrica diminui  ve


Q Q d F
1 2

zes, pois ela é inversamente proporcional ao

quadrado da distância. A tabela a seguir re- 3Q Q d 3F


1 2

sume essas informações.

3Q d F 5 F
1

Valor absoluto Valor absoluto Intensidade

2
2
3Q 2Q 3d
da carga da carga Distância da força
OIBUR

1 2 (6F ) 4 3 5 F

elétrica elétrica elétrica


ZIUL :SEÕÇARTSUL

Situação final:
Q Q F
1 2

2
2

F
2Q Q d 2F
1 2
3
3

3Q 2Q
1 2

2Q Q 2d (2F) 4 2 5
1 2

2
3d

28
c) Situação inicial:
F
1,3

Q Q
1 2

F F Q
3

As cargas elétricas Q e Q têm sinais diferen


 3

tes, por isso, Q sofrerá atração em sua intera-


3

A intensidade de F será dividida por 4, de- ção com Q (F ).


 ,3

vido à redução aplicada ao valor absoluto da

F
1,3

carga elétrica Q ; será multiplicada por 3, F


1 2

em razão do aumento aplicado ao valor ab-

Q
soluto da carga elétrica Q ; e será multipli- 3

cada por  , por causa da redução de fator 


A intensidade da força resultante sobre a

imposta à distância. Assim, a intensidade da

carga elétrica Q será igual à soma da inten-


3

força elétrica final será igual a 3F, conforme

de F com a nten de F
1,3 ,3

os cálculos representados na tabela:

Lembrando que o sistema está no vácuo e, por-

tanto, k 5 9 3 10 N m2/C2, teremos, pela lei


Valor Valor

Intensidade da

absoluto da absoluto da Distância


de Coulomb:
força elétrica

carga elétrica carga elétrica

3
4 10
9

F 5 k 5 9 10
1,3 0  
d F
1 2
d
`0,05j

Q F [ 5 8,8
1 1,3

Q d
2

4
4

6 6
.8991

3
8 4 10

F 5 k 5 9 10
,3 0
Q 3F  
1

3Q d
ed

` , 5j
2

4
orierevef

F 5 115, N
,3

Q
1
3F
2
d
3Q d n 2 5 3F
ed

4 4
2 F 5 F 1 F 5 8,8 1 115 [ F 5 144 N
91

R R
ed
016.9

Situação final:
Logo, a intensidade da força resultante so-

Q
ieL

1
bre a carga elétrica Q será igual a 144 N. De
e

4 3Q
2
laneP

acordo com a representação da posição das


3F 3F

cargas elétricas feita na figura, a direção da


ogidóC od

força resultante será horizontal e terá senti-


d

2 do para a direita.
481
.trA

b) A carga elétrica Q será repelida pela carga


R2 Duas cargas elétricas pontuais, Q 5 1q e 3
1
.adibiorp

Q 5 2 q, são fixadas a uma distância de 10 cm elétrica Q (F ) e atraída pela carga elétrica


 1 1,3

uma da outra. Uma terceira carga elétrica,


Q (F ). Essas forças terão, agora, sentidos
 ,3
oãçudorpeR

Q 5 1q, será colocada em um ponto sobre a


3
opostos.

mesma linha reta que une as cargas anteriores.


F
2,3 F
1,3

Estando o sistema no vácuo e livre de efeitos

gravitacionais, sendo q 5  mC, calcule a força Q


3

resultante sobre a carga elétrica Q , no caso e:


3

Aplicando a lei de Coulomb para o cálculo da

a) Q ser colocada à meia distância entre Q e Q ;


3 1  intensidade das forças F e F , temos:
1,3 ,3

Q 5 1q Q 5 12q Q 5 24q
3 2
6 6

3
 4 10
9

F 5 k 5 9 10
1,3 0  

5 cm

F 5 1,8 N
1,3

10 cm

3
8 1 4 10
9

F 5 k 5 9 10
,3 0  
b) Q ser colocada à direita de Q e de Q , sobre
3  1
d
`0,10j

a linha reta que as une, a 10 cm de Q


F 5 8,8 N
,3

Q 5 q Q 5 24q Q 5 2q
2 3

A intensidade da força resultante será assim

obtida:
OIBU

F 5 F F 5 8,8 1,8
,3 1,3

10 cm 10 cm

[ F 5 7 N
L :SEÕÇARTSUL

Resolução

Portanto, de acordo com o re resentado na fi-

a) As cargas elétricas Q e Q têm mesmo sinal,


1 3 gura, a força resultante, nesse caso, terá mó-

por isso, Q sofrerá repulsão em sua interação


3
dulo igual a 7 N, direção horizontal e sentido

com Q (F ). para a esquerda.


1,3

29
R3 Na representação a seguir, duas partículas ele- Considere Q 5 23 mC, Q 5 mC, Q 5 2 mC,
1  3

D 5 1 cm e D 5 16 cm.
trizadas com cargas de sinais diferentes, Q e 1 
1

Q , carregadas com quantidades iguais de car


D
7 1

gas elétricas de valor absoluto ,0 3 10 C, se


Q
1

atraem com uma força elétrica de intensidade A

Q
4,5 3 10 N. 3

D
2

Q Q
2

Q
2

2 cm

Resolução

a) Lembrando que a intensidade da força elétri-

O corpo A, de carga elétrica Q , negativa, sofre-


3

ca entre duas partículas eletrizadas é propor-


rá repulsão devido à carga elétrica negativa Q
1

cional ao produto entre os v r


com uma força de intensidade F igual a:
1,3

de suas cargas elétricas e inversamente pro-

3
 10
9

F 5 k 5 9 10
1,3 0
porcional ao quadrado da distância entre  

D
`0,1j
1

[ F . 3,8 N
1,3
elas, ou se a, F  , determine o valor

Entre a carga elétrica Q , positiva, e o corpo A,


.8991
da constante de proporcionalidade k para a
eletrizado negativamente, existir uma orça

situação descrita.

ed
elétrica atrativa, de módulo F igual a:
,3

orierevef
b) As partículas Q e Q estão ou não imersas no
1 

3
4  10

vácuo? Por quê? F 5 k 5 9 10


,3 0  

ed
D
` j

91
ed
Resolução

016.9
[ F . ,8 N
,3

a) Pela lei de Coulomb, temos:

ieL
Observe a representação vetorial da ação das

e
laneP
Q forças F e F e também da resultante de for
 1,

F 5 k

ogidóC od
ças que atua sobre o corpo A
d

Substituindo os valores conhecidos, determi-


F

481
A

namos o valor da constante k

.trA
7 7

.adibiorp
3 10
1 F
2,3
4,5 3 10 5 k

`0 3 10 j

oãçudorpeR
F
R

[ k 5 4,5 3

A intensidade da f orç a res ultan te F , -


ogo, a constante de proporcionalidade é R

9  
sável pela aceler a ç ã o imposta ao cor po A, po-
igual a: 4,5 10 N m /C

derá ser obtida a pa rtir da apl ica çã o do teor e-

b) A constante de proporcionalidade para par

9  
ma de Pitágoras, uma ve z que F e F têm
1, ,3

tículas no vácuo é k 9,0 10 N m


0

direções perpen dic ul ares :

o dobro, portanto, do valor calculado para a

  

(F ) 5 (F ) 1 (F ) V
R 1,3 ,3
situação descrita. Assim, as partículas não

  

V (F ) 5 (3,8) 1 (,8) F . 4,7 N


R R
estão no vácuo.

O valor da aceleração imposta pela força resul-

Se as partículas estivessem no vácuo, a in- a

tante ao corpo pode ser obtido pela  lei de

tensidade da orça el trica entre elas seria o


Newton:

dobro do ue foi determinado ara a situa-


F 5 m a V 4,7 5 0, a a 5 3,5 m/s


R

ção descrita.

Portanto, o valor da aceleração adquirida pelo

R4 A figura a seguir representa as posições de

corpo A, no instante representado na figura an-

duas cargas elétricas pontuais fixas, Q e ,


terior, será de 3,5 m/s


OIBUR

e um corpo A, de massa 00 g, livre para se

R5 Uma bolinha eletrizada com carga  10 de


ZIUL :SEÕÇARTSUL

movimentar, eletrizado com carga Q . Deter-


3

massa 0 g, é amarrada a um fio isolante e pen-


m ne o valor da aceleração adqu r da pelo cor-

durada em um a oio (fig. I). roximando dessa


po A, devido à força elétrica entre sua carga

-se que ela é


elétrica e as cargas elétricas Q e Q . Para tan-
1 

repelida e fica em equilíbrio na posição represen-


to, despreze os atritos e os efeitos gravitacio-

nais e suponha que o sistema esteja no vácuo. tada na figura II, na qual a distância entre a boli-

30

nha e o corpo X é igual a 10 cm. Sendo 5 10 m/s Decompondo a f orç a de traç ão na s d ir e ç õe s

9  
horizontal e vert ic a l , temos a s eguinte r epre-
tg 30° . 0,6 e 9 10 N m /C , determine o
0

sentação:
valor da carga elétrica do corpo X

30

F T
x

Figura II

Portanto, da situação de equilíbrio, temos:

Resolução

T 5 F e T 5 P
x y

Observe na figura a representação das três for-


T
F

Assim: tg 30° 5 V 0,6 5 V F 5 0,6P


ças que atuam sobre a bolinha: peso, tração e
P
y

força elétrica de repulsão. Como há equilíbrio, a

Como o peso da partícula é igual a 0, N, a inten-

resultante de forças deve ser nula.

sidade da força elétrica é F 5 0,1 N.


8991

Aplicando a lei de Coulomb:


ed

8
orierevef

 1
X X
9

F 5 k 5 9 10 5 0,1
0  

d
`0,10j
ed
91


5

[ Q 5 10 C
ed

3
016.9

Logo, a carga elétri c a do c orpo X é:


ieL
e
laneP


5

Q 5 1 1 C
ogidóC od

P
481
.trA
.adibiorp

Lembre-se: resolva as uestões no caderno.


QUESTÕES PROPOSTAS
oãçudorpeR

1 Observe a representação dos pares de corpos 2 Se a intensidade da força elé tr ic a e ntre um

eletrizados. Considere que o valor absoluto da corpo eletrizado c om c arg a elétric a 1 mC e

carga elétrica de cada um dos corpos seja igual um corpo eletriz a do c om c arga elé tric a 5 mC,

a Q e que a força elétrica entre o par da figura A separados por uma distân ci a D, é igual a 10 N,

tenha módulo F. Assim, qual será a intensidade qual é a intensida de da f orç a elé tri c a entre:

da força elétrica entre os pares de corpos eletri-


a) um corpo de carga elétrica 1 mC e um corpo de

zados das demais figuras?


10 mC separados por uma distância D?

b) um corpo de carga elétrica 14 mC e um corpo de

Figura A
10 mC separados por uma distância D?

D
c) um corpo de carga elétrica 18 mC e um corpo

de mC separados por uma distância ?

d) um corpo carga e l é tric a 110 mC e um corpo


Figura B

D
O

de 0 mC separados por uma dis tânc ia ?


BUR

D
4

3
Z
L :SEÕÇARTSULI

3 Duas partículas, A e B, com cargas elétricas Q


1

e Q , respectivamente, estão separadas no vácuo


Figura C

por uma distância D. Nessa cond ão, a for a elé-

1,5D
trica atrativa entre elas tem módulo 1,5 N.

31
a) As cargas elétricas Q e Q têm sinais diferen-
1 
B

tes ou mesmo sinal? Por quê?

b) Qual será a intensidade da força elétrica en-

10 cm

tre as partículas de cargas elétricas Q e Q se


1 

elas forem afastadas uma da outra, permane-


Sendo Q 5 ,0 mC, Q 5 5,0 mC e
A B

9  

cendo a uma distância igual ao quádruplo da k 5 9,0 3 10 N m /C , calcule:


0

nterior
a) a intensidade da força elétrica entre as partí-

culas considerando que estejam no vácuo;


c Mantida a distância entre as cargas elétricas,

encontrada no item b qual será a alteração na b) a intensidade da f orç a elé tric a e ntr e as partí -

intensidade da força elétrica entre elas caso o culas consideran do que es tejam em um meio

k
valor absoluto da carga elétrica Q seja tripli- 0

1
cuja constante ele tros tátic a é k 5

4,5

cado e o de Q seja dobrado?


9 A força elétrica de atração entre duas partículas,

d) Descreva duas condi ões possíveis para que

A e B, tem intensidade igual a 16,0 N quan o se-

a intensidade da força elétrica entre as cargas


paradas por uma distância igual a 5,0 cm. Sen-

elétricas Q e Q se torne igual a 9,0 N.


1  do Q 5 4,0 mC e Q 5 5,0 mC, calcule o valor da
A B

constante eletrostática do meio onde as partícu-

4 Uma carga elétrica pontual, Q ,0 3 10 C,


1
las estão imersas.

está distante 0 cm de outra carga elétrica on-

.8991
8
10 A B e
tual, Q 5 26,0 3 10 C. Todo o sistema está no

ed

orierevef
C, fixas no vácuo.

vácuo.

9  

(Dado: 5 9 3 10 m /C ) A B C
0

ed
91
a) Qual é a intensidade da força elétrica entre Q

ed
1

016.9
Q ?

ieL
20 cm 30 cm
b) Colocando as duas cargas elétricas em con-

e
laneP
tato e, em seguida, separando-as por 10 cm,

og
As partículas estão eletrizadas com os seguintes

idóC
qual será a intensidade da força elétrica entre

valores de cargas elétricas:

od
elas? Essa força elétrica será de repulsão ou

481
Q 5 ,0 mC; Q 5 24,0 mC; Q 5 1,0 mC
A B C
de atração?

.trA
.adibiorp
Calcule a intensidade da força elétrica resultante

5 Se as cargas elétricas pontuais Q 5 Q e Q 5 Q


1 

que a e em cada partícula a se uir:

oãçudorpeR
se repelem no vácuo com força elétrica de inten-

a) A

sidade 0,6 N quando estão 3 m afastadas, qual é o

b) B

valor da carga elétrica Q?

9  
c) C
(Dado: k 5 9,0 3 10 N m /C )
0

11 No esquema representado na figura, as partícu-


6 Duas partículas e s tão in ic ialment e neutr as

las A e B estão carregadas com cargas elétricas,


eletricamente. De uma dela s sã o r eti r ad os

16 respectivamente, iguais a 4 mC e 9 mC. A que dis-

8,0 3 10 elétrons, que sã o tra ns fe ridos p ara a

tância de A, na linha reta que une A B, pode

outra partícula. Em s eguida, as du as partí cul a s

ser colocada uma carga elétrica Q de modo que

são afastadas 10 , 0 c m, no vác uo. Qual é a i nten

a intensidade da força elétrica resultante sobre

sidade da força e l é tric a entre as par tí c ul as?


ela seja nula?

9  

Dado: k 5 9,0 3 10 N m /C
0

A B

7 A força elétrica de atração entre uma carga elé-

r pontual, Q 5 4,0 3 1 C, e outra carga


1

elétrica, Q é de 0, N, quando as cargas estão


15 cm
OIBUR

separadas por uma distância de 0,3 m, no vácuo.

Quais são o valor e o sinal da carga Q ?


ZIUL :SEÕÇARTSUL

9  
12 Em um dos pontos, A B u C, da figura, queremos
(Dado: k 5 9 3 10 N m /C )
0

colocar uma carga elétrica pontual Q, positiva, e

8 A e queremos que a intensidade da força elétrica que

B, eletrizadas. atue sobre ela seja nula.

32
Q Q
2

Vértice Carga elétrica

A B C
A 2 3 10 C

B 5 3 10 C

Em qual desses pontos é possível ocorrer o de-

10

C 4 10 C
sejado se:

a) as cargas elétricas pontuais Q e Q são ambas


1 

Determine a intensidade da força elétrica re-

positivas?

sultante que atua sobre a partícula colocada no

b) as cargas elétricas pontuais Q e Q são ambas


1

vértice B, supondo o conjunto no vácuo.

negativas?

9  

(Dado: k 5 9 10 N m /C )
0

c) a carga elétrica pontual Q é negativa e a carga


1

elétrica ontual Q é ositiva, e Q . Q


 1  17 Duas esferas condutoras idênticas, muito peque-

nas, de mesma massa m 5 0,3 g, estão no vácuo,


6

13 Duas cargas elétricas ontuais, Q 5 10 C e


1

suspensas por meio de dois fios leves, isolantes


6

Q 5 4 3 10 C, estão fixas nos ontos A e B


e de comprimentos iguais, L 5 1 m, presas a um

r e s p e c t i va m e n t e, e separadas pela distância

mesmo ponto de suspensão O. Estando separa-

d 5 30 cm no vá c u o. Sendo a constante ele-

9   das, as esferas são eletrizadas com carga elétrica

trostática do vá c u o k 5 9 3 10 N m /C
0

determine:
e verifica-se que, na posição de equilíbrio, a
.8991

a) a intensidade da força elétrica resultante


ed

distância que as separa é d 5 1, m. Considere:


orierevef

sobre uma terceira carga elétrica pontual,


 9  

Q . 0, g 5 10 m/s e k 5 9 10 N m /C Deter-
0
6

Q 5  3 10 C, colocada no ponto médio


3
ed

mine o valor de .
91

do segmento que une Q a Q


1 
ed
016.9

b) a posição em que Q deve ser colocada para fi-


3
ieL

car em equilíbrio somente sob a ação de forças


e
laneP

elétricas.
ogidóC od

L = 1 m L = 1 m

14 (UFPE) Conside ra n do que as tr ês c ar g as da

figura estão em e quilíbrio, deter m ine o va l or


481

9
Q Q
da c arga Q em unidades de 10 C. Considere
1
.trA

2 2
9

Q 5 23 3 10 C.
.adibiorp

1,2 m
oãçudorpeR

Q Q Q
1 3

10 cm 10 cm
18 (UFTM MG) O g rá f ic o mos tra como varia a

força de repulsã o e ntre dua s c a r ga s elétrica s,

idênticas e punti f ormes, em f un ç ão da distân c ia

15 Três objetos puntiformes com cargas elétricas

entre elas.
iguais estão no vácuo, como mostra o esquema

a seguir.

F (N)

P R

9  10

R so-
F

bre Q é de 8 3 10 N. Qual é a intensidade da 0,2 0,4 d (m)


0
OIBUR

força elétrica exercida por P sobre Q?

Considerando a constante eletrostática do meio

16 Em cada um dos vértices de um triângulo retân-


:SEÕÇARTSUL

como k 5 9 3 10 N m2/C2, determine:

gulo isósceles ABC reto em B e de cateto 4 cm

a) o valor da força F;
foi fixada uma partícula eletrizada, de acordo

com os seguintes dados: b) a intensidade das cargas elétricas.

33
APÍTU
C
L

O
Campo elétrico
3

ou: Por que odemos rece er hoq e elétrico

smo m um corpo eletriza

S9

Se tivermos por e
No Suplemento, há orientações para o

1 Introdução
plo, a cúpula de um gera-
trabalho com a questão introdutória.

dor bastante carregada,

existirá um campo elétri-


Quando ajudamos um amigo a empurrar seu carro enguiçado, precisamos encostar uma

co intenso ao seu redor.

parte do corpo, geralmente as mãos, no veículo, a fim de aplicar a força necessária para movi-

Ao aproximar um objeto

mentá-lo. Uma laranja madura despenca da árvore e cai em direção à Terra. A atração da Terra
qualquer da cúpula, a

partir de determinada
sobre a fruta existe mesmo que não haja contato entre elas. Qual é a diferença básica entre a

distância, uma faísca ten-

força que empurra o carro e a força que atrai a fruta? A resposta é: no primeiro caso age uma
derá a saltar de encontro

ao objeto. A distância força de contato e, no segundo, uma força de campo.

mínima para que isso

Há uma região do espaço, de limites indefinidos, onde a Terra exerce sua atração gravita-

ocorra está relacionada

.8991
com a rigidez dielétrica
cional sobre outros corpos que ali orbitam. Nessa região do espaço, age o campo gravitacio-

do meio, a partir do qual


nal terrestre. Quanto mais próximo do centro da Terra estiver o corpo, maior será o módulo

ed
os átomos que compõem

orierevef
de sua aceleração de “queda” em direção ao nosso planeta. Essa aceleração, que próximo à
o material se ionizam e o

material dielétrico deixa superfície é de, aproximadamente, 9,8 m/s , diminui à medida que o corpo se afasta do cen-

ed
de funcionar como um

tro da Terra.

91
isolante.

ed
016.9
SEGAMI
KCOTSNIT

SROTCERID TRA/SREGOR ENELEH


A B

ieL
WOLG/YMALA/PIRT &

e
AL/YRARBIL

laneP
ogidóC od
OTOHP ECNEICS/ASAN

481
.trA
.adibiorp
ONIK/AS
C

oãçudorpeR

 (A) Um satélite, em órbita, de massa m, colocado sob a ação do campo gravitacional

terrestre, é atraído para o centro da Terra. O valor da aceleração adquirida pelo satélite dependerá

da sua distância ao centro da Terra. (B) Alfinetes atraídos por um ímã. (C) Bússola apontando para

o norte.

Objetos de metal colocados próximo a um ímã são atraídos em direção a ele (fig. 1B). Isso

ocorre porque na região em torno do ímã existe um campo magnético. Em torno de nosso pla-

neta há também um campo magnético, além do campo gravitacional. Percebemos a existên-

cia do campo magnético terrestre quando, por exemplo, observamos a agulha de uma bússola

apontando para o norte (fig. 1C).

No Capítulo 1, vimos que corpos eletrizados ficam sujeitos a forças de atração ou de repul-

são, dependendo dos tipos de carga elétrica que possuem. Um corpo eletrizado é capaz de re-

pelir e de ser repelido por outro corpo, também eletrizado, sem que haja contato entre eles.

Isso acontece porque um corpo eletrizado gera um campo elétrico ao seu redor.

34
2 Conceito de campo elétrico

q
2

Imagine um corpo eletrizado com uma carga elétrica Q, fixo em uma posição
q
1

q
3

qualquer. Suponha ainda que esse corpo esteja isolado, de modo que o valor de

pontuais (q q q , ...), vamos perceber que elas serão atraídas ou repelidas,


1 2 3

dependendo dos sinais das car as elétricas envolvidas (fi . 2). Assim, haven-

do uma força elétrica entre a car a elétrica fixa e as car as elétricas pontuais,

 A atração ou a

estas sofrerão a ação do campo elétrico existente em torno do corpo eletrizado


repulsão sofrida por uma carga q

indica que essa carga está numa


com a carga Q

região de atuação de um campo

elétrico.

Existindo um campo elétrico em uma região do espaço, se uma carga elétri-

B
ca pontual for colocada em qualquer ponto dessa região, ficará sujeita a uma

C
1
1
força elétrica de atração ou de repulsão.
A

1
1
1

1 1

D
Quando um corpo cai em direção à Terra, como o livro que escorrega das mãos,

percebemos claramente a existência do campo gravitacional terrestre. Mas esse


.8991

campo existe mesmo que não observemos nada caindo. De forma análoga, um campo
ed

 Os pontos A B
B, ,
orierevef

elétrico existe independentemente da presença de uma carga elétrica atraída ou re-


, por exemplo, estão imersos no

pelida (fig. 3). A carga elétrica que colocamos em um ponto para verificar a existência campo elétrico gerado pelo corpo
ed

eletrizado, mesmo que nesses


ou não de um campo elétrico na região é uma carga de prova ou carga-teste, e não é
91

pontos não haja carga alguma.


ed

ela a responsável pela geração do campo.


016.9

O campo elétrico se manifesta sobre uma carga de prova, atraindo- u


ieL
e

repelindo-a. A ação do campo elétrico provoca o aparecimento da força de atração


laneP

ou repulsão sobre a carga, de modo que poderemos relacionar, daqui em diante,


ogidóC od

três conceitos ísicos: a carga que so re a ação do campo, a orça que age sobre ela

e a carga que gera o campo elétrico, responsável pela ação da orça elétrica. Como
481

se dá a relação entre elas Uma analogia com o campo gravitacional pode ajudar a
.trA
.adibiorp

estabelecer essa relação.

Se um corpo de massa m for colocado nas proximidades da Terra, atuará sobre


oãçudorpeR

ele a força de atração gravitacional terrestre, puxando o corpo em direção ao centro

do planeta. Essa força é o peso P do corpo (fig. 4).

Massas iguais colocadas à mesma altura da superfície ficam sujeitas a forças

de módulos iguais, ou seja, têm pesos de mesma intensidade (fig. 5).

m
2

m
3

P
2

P
3

r
Terra
OIBUR
ZIUL :SEÕÇARTSUL

 Um corpo próximo Se as massas dos corpos

da Terra sofre ação da força colocados à mesma altura forem iguais

gravitacional terrestre. (m 5 m 5 m ), seus pesos também


1 2 3

serão iguais ( 5 5 P ).
1 2 3

35
O
BUR
Se nessa mesma altura forem colocadas massas diferentes, agirão sobre elas

Z UL :SEÕÇARTSUL
pesos de módulos diferentes (fig. 6).

m
3

P
2

P
3

rra

Se não houver igualdade nas massas

dos corpos colocados à mesma altura, não

haverá igualdade entre seus pesos.

Mas, sejam massas iguais, sejam diferentes, a razão entre o valor do peso do cor-

.8991
o e o valor de sua massa é constante, na altura considerada.

ed
Essa constante corresponde ao valor da aceleração da gravidade (g) na altura

orierevef
determinada em relação à superfície da Terra. Assim:

ed
91
P P P
2

ed
5 5 5 ... 5 g

m m m

016.9
1 2 3

ieL
No Sistema Inter n acio nal de Unid ade s ( SI) , a un i dade do m ódu lo da força

e
laneP
peso é o newton ( N) e a u nidade de massa é o qui lo grama (kg). D e sse modo, a

ogidóC od
aceleração da gravidade poderia s er e scrit a na un i dade N/kg, correspon den t e,

F
2 2

de fato, a m/s

481
F

Vamos considerar agora um corpo eletrizado com uma carga elétrica de móduloQ

.trA
q –)
3

.adibiorp
2
Se próximo desse corpo, a certa distância comum, forem colocadas cargas de prova F
3

q q q , iguais ou não em sinal ou tamanho, poderemos perceber que sobre elas


1 2 3

oãçudorpeR
agirão forças elétricas de módulos F F , respectivamente (fig. 7). A razão entre
1 2 3

(
(+

o módulo da força elétrica e da carga elétrica que recebe a ação da força é um valor

constante.

Cargas elétricas

Essa constante é a intensidade do campo elétrico E


diferentes sofrem forças elétricas

de intensidades diferentes
n con r .

mesmo a uma mesma distância.

F F F
1 3

5 5 5 ... 5

q q q
1 2 3

No Sistema Intern acional, a uni dade ut i lizada pa ra e x p ressar o m ódu lo de

uma força é o newt on ( N), e a uni da de ut i lizada pa ra e x pressar o va l or de u ma

carga é o coulomb ( C) . Assim , N/C é a un i dade uti lizada no SI para ex pressar o

módulo da grandez a cam po elétrico .

Note que, anteriormente, escrevemos “intensidade do campo elétrico E ”, pois

campo elétrico é uma grandeza vetorial, isto é, uma grandeza que, para ser perfei

tamente determinada, exige que sejam conhecidos seu módulo, sua direção e seu

sentido. Assim, indicamos o vetor campo elétrico por E , e a intensidade do vetor

campo elétrico por E

Se a intensidade do vetor campo elétrico é determinada pela razão entre a in-

tensidade da força F e o módulo da carga elétrica q, como determinar a direção e o

sentido de E ?

36
S10

 Vetor campo elétrico


No Suplemento, há sugestões

para a abordagem dos tópicos

A intensidade do vetor campo elétrico em um ponto é determinada pela razão en- aqui apresentados e dicas para

analisar o que foi aprendido.

tre a intensidade da força elétrica e o módulo da carga elétrica que sofre a ação do

campo (q). Para determinar a direção e o sentido do vetor campo elétrico ( ), precisa-

mos pensar em uma carga de prova positiva e verificar a direção e o sentido da força

que atua sobre ela quando colocada em um ponto da região do campo elétrico.

A direção e o sentido da força elétrica que agem na carga de prova positiva

são também a direção e o sentido do campo elétrico no ponto onde a carga foi

colocada (fig. 8A).

A força elétrica qu e at u a sobre uma carga de pro va negati va ta mbém terá di-

reção igual ao cam p o e lét rico, porém s en t i do con t rári o ( f i g. 8B ).

A B

F
F

1 1
E Figura 8

tem, no ponto, o mesmo sentido

da força que atua sobre uma

carga de prova positiva (A) e

sentido contrário ao da força que

F
F
atua sobre uma carga de prova
1
.8991

2 2 negativa (B).
E
ed
orierevef
ed
91

QUESTÕES RESOLVIDAS
ed
016.9
ieL

R1 Uma carga elétrica pontual, q 5  3 10 C, Se o módulo da aceleração adquirida pela par-


1
e
laneP

fica sujeita a uma força elétrica de intensidade tícula no ponto M, devido à ação do campo elé-

4 3 10 N, de direção horizontal e sentido da trico, é igual a 5 m/s , determine:


ogidóC od

direita para a esquerda, quando colocada em


a) a intensidade da força elétrica que atua so-

um ponto A de uma região do espaço. Qual é o


bre a partícula no ponto M;
481

módulo, a direção e o sentido do campo elétri-


.trA

b) a intensidade do campo elétrico E que atua

co no ponto A?
.adibiorp

sobre a partícula no ponto M;

F c) a direção e o sentido do campo elétrico E


oãçudorpeR

q
1

Resolução

Resolução

a) Considerando que a força elétrica é a resul-

A intensidade do campo elétrico é igual a:


tante que atua sobre a partícula, podemos

3
escrever:
F 4 10 

E 5 5 [ E 5  3 10 N/C
5

q  10
F 5 m a 5 0,0 5 [
F 5 0,5 N

O vetor campo elétrico no ponto A tem direção

b) intensidade do campo el trico igual ra-

horizontal e sentido da direita para a esquerda,

zão entre a intensidade da orça el trica que

coincidentes com a direção e o sentido da força

atua sobre a partícula e o módulo da carga

que atua sobre a carga positiva q


1
el trica que so re a ação do campo. ssim:

0,5
F
F 7

1 E 5 E 51 10 N/C
8

5 10

c) A direção do campo elétrico coincide com a di

R2 Observe a figura que representa o vetor acele-

reção da aceleração da partícula, isto é, coincide

ração de uma partícula de massa 0 g e carga


com a direção da força elétrica que atua sobre
OIBUR ZIUL :SEÕÇARTSULI

q 5 25 3 10 C quando colocada, em repouso,


 a partícula. Como a carga elétrica q é negativa,

em um ponto M de um campo elétrico E


o sentido do campo

elétrico é contrário

ao sentido da força

M a F

elétrica que age so-

E
bre a partícula.

37
Lembre-se: resolva as questões no caderno.
QUESTÕES PROPOSTAS

1 Observe ao lado a representação de duas cargas elétricas, q e q , colocadas


respectivamente em dois pontos, A e B, situados à mesma distância de um

A
corpo eletrizado com uma carga Q

q
Sabendo que q e q são cargas elétricas de mesmo sinal e que q 5 4q
1  1 

responda:

a) Sobre qual das cargas elétricas, ou q , é maior a intensidade da força


1 

elétrica provocada pela carga elétrica Q?

b) Em qual dos pontos, A ou B, é maior a intensidade do campo elétrico ge- B

rado pela carga elétrica Q?

q
2

c) Caso as cargas elétricas q e q sejam retiradas dos pontos A e B, é corre-


1 

to afirmar que a intensidade do campo elétrico passará a ser nula nesses

pontos?

2 Uma partícula carregada com 10 C é colocada em um ponto do espaço e

fica sob a ação de um campo elétrico de intensidade  3 10 N/C. Qual é a

intensidade da força elétrica que atua sobre a partícula nesse ponto?

.8991
3 Uma pequena esfera carregada com 4 mC e massa 5 g fica em equilíbrio

ed
quando colocada em um ponto M de um campo elétrico. Determine o vetor

orierevef

campo elétrico (módulo, direção e sentido) no ponto M. (Dado: g 5 10 m/s )

ed
7

4 Uma partícula com carga de 8 3 10 C exerce uma força elétrica de nten-

91
ed
 7

1,6 3 10 N sobre outra partícula com carga de  3 10 C. Calcule

016.9
em N/C a intensidade do campo elétrico no ponto onde está a segunda

ieL
partícula.

e
laneP
6

ogidóC od
5 3 10 g e eletrizada com car-

ga  mC, está fixa a um fio de massa desprezível numa região onde existe

481
um campo elétrico E , horizontal, como mostra a figura ao lado.

.trA
o
Considerando que a e s fe ra es tá em e qui líb r io, d e termine a inte n sid ad e
30

.adibiorp
desse campo elé tri c o.

oãçudorpeR
1 3

Dados : ; 30° 5 ; 5

 

4 Campo elétrico criado por carga pontual

O módulo do camp o elét rico em um p o n to P , no qu al u ma carga de pro va q fica

sob a ação de um a força de m ódu lo F , é o bt i do a p art i r da re la çã o:

P
F

E 5

No caso em que a carga geradora do campo elétrico é uma carga elétrica pontualQ,

podemos obter a força elétrica entre as cargas elétricas q e Q usando a lei de Coulomb:
OIBUR

d F
P
ZIUL :SEÕÇARTSULI

F 5 k
0
2

d q

38
As expressões anteriores, de E e de F, permitem determinar a intensidade do

campo elétrico E devido a uma carga elétrica Q da seguinte forma:

Q
F d

E 5 5 5 k
0
2

q d

Assim, a intensidade do campo elétrico E a certa distância d

pontual Q

E 5
0 

Analisando essa expressão, podemos indicar que:

 fixando a distância d
d, a intensidade do campo elétrico E é diretamente propor

cional ao valor da carga elétrica Q , geradora do campo;

 fixando o valor da carga elétrica Q, geradora do campo, a intensidade do campo

elétrico E é inversamente proporcional ao quadrado da distância ;

 a intensidade do campo elétrico só depende do valor da carga elétrica gerado-

ra e da distância do ponto a essa carga; portanto, é independente da carga de

prova que sofre a ação do campo.


.8991
ed

Em regiões onde há várias cargas elétricas pontuais, precisamos levar em conta as


orierevef

características vetoriais do campo elétrico para determinar sua resultante. Assim, se


ed

uma carga elétrica Q cria um campo elétrico , uma carga elétrica Q cria um campo elé-
1 1 2
91
ed

trico , uma carga elétrica Q , um campo elétrico , e assim por diante (fig. 9), o vetor
2 3 3
016.9

campo elétrico , resultante da ação de todas essas cargas em um ponto P , será igual à
R
ieL

adição vetorial dos campos criados individualmente pelas cargas, isto é:


e
laneP

E 5 E 1 E 1 E 1 ...
R 1 2 3
ogidóC od

Q
2
481
.trA

Q
3
.adibiorp


E
oãçudorpeR

Ca a carga e étr ca gera


E

um campo e étr co no ponto P

5 Campo elétrico no interior de um

condutor

Quando um corpo condutor é eletrizado por algum processo (fig. 10A e 10B), as

cargas elétricas em excesso se distribuem em sua superfície. Podemos entender

esse fato devido à repulsão entre os elétrons livres do condutor, que tendem a se
OIBUR

afastar uns dos outros até atingir certa condição, quando o condutor está em equi
ZIUL :SEÕÇARTSUL

líbrio eletrostático (fig. 10C).

A B C

Figura 10

eletrizado, as cargas elétricas em excesso

se distribuem na sua superfície.

39
A condição de equilíbrio eletrostático só é atingida quando se torna nulo o so-

matório das forças elétricas internas ao condutor. Ou seja, quando o equilíbrio ele-

trostático é atingido, o campo elétrico no interior do condutor é nulo.

O fato de as cargas elétricas se distribuírem na superfície de um condutor eletri-

zado e de o campo em seu interior ser nulo provoca o fenômeno conhecido por blin

dagem eletrostática. Para entender a blindagem, vamos imaginar um condutor

oco no qual se insira algum objeto ou ser vivo. Se uma carga for aplicada ao condu-

tor, o que quer que esteja em seu interior estará preservado da ação dessas cargas,

pelos motivos apontados anteriormente (fig. 11).

Retomaremos o fenômeno da blindagem eletrostática, também conhecido por

Gaiola de Faraday, no capítulo seguinte.

E = 0

.8991
ed
orierevef
ed
91
ed
016.9
ieL
e
laneP
ogidóC od
481
.trA
.adibiorp
oãçudorpeR
No interior de um

condutor, o campo elétrico

é nulo, gerando o efeito da

blindagem eletrostática.

QUESTÕES RESOLVIDAS

R3 Determine o vetor campo elétrico resultante no ponto A da figura, saben-

do que Q representa uma carga elétrica negativa de 5 3 10 C e Q repre-


1 

senta uma carga elétrica positiva de 4 3 10 C, ambas colocadas no vácuo.

d = 20 cm d = 10 cm
1 2

A
Q Q
1 2
OIBUR

Resolução
ZIUL :SEÕÇARTSUL

Uma carga de prova positiva colocada no ponto A será atraída pela carga

elétrica Q e repelida pela carga elétrica Q . Dessa forma, o vetor campo


1 

elétrico resultante no ponto A terá a direção da linha que une as cargas e

sentido de Q para Q
 1

40
d = 20 cm d = 10 cm
1 2

E
2

A
Q E Q
1

A intensidade do campo elétrico E , relativa à carga elétrica Q , será:


1 1

4
Q
1
5 10
9 7

E 5 k 5 9 10 [ E 5 11,5 10 N/C
1 0  1

1

d
` 10 j

A intensidade do campo elétrico E , relativa à carga elétrica Q , será:


 

5
Q

4 10
9 7

E 5 k 5 9 10 E 5 3,6 10 N/C
 0  
1

d
1 10

A intensidade do campo elétrico resultante (E ) será igual à adição de E


R 1

e E . Assim:

7 7 7

E 5 11,5 10 1 3,6 10 5 (11,5 3,6) 10


R

[ E 5 1,485 3 10 N/C
R
.8991

R4 Duas cargas elétricas, Q e Q , positivas, estão separadas no vácuo por uma


1 
ed

distância d. Se Q 5 4Q , determine o ponto sobre a linha que une as cargas


 1
orierevef

elétricas onde o campo elétrico resultante é nulo.


ed

Q Q
1 2
91
ed

1 1
016.9
ieL

d
e
laneP
ogidóC od

Resolução

Como as duas cargas elétricas são positivas, o campo elétrico por elas ge-
481

rado será nulo em algum ponto entre a posição das duas. Para determinar
.trA

a distância x desse ponto à carga elétrica Q , podemos avaliar a relação


.adibiorp

matemática entre as grandezas envolvidas.


oãçudorpeR

E 5 0

d x
Q Q
1
x 2

1 1

Como a carga elétrica Q é quatro vezes maior do que a carga elétrica Q ,


 1

o ponto de campo elétrico nulo deverá estar duas vezes mais próximo de

Q do que de Q , uma vez que a intensidade do campo elétrico é inversa-


1 

mente proporcional ao quadrado da distância. Assim, a distância (d x),

na figura, deverá ser igual a x, resultando em:

d x 5 x V x 5

Obteremos a mesma resposta se equacionarmos o campo resultante no

ponto:

Q Q

E 5 k E k
1 0   0

OIBUR ZIUL :SEÕÇARTSULI

E 5 0

d x
Q Q
1 2

E
2

1 1

E
1
x

41
Assim:

E 5 E
1 

1 

k 5 k V
 0 

x
`d xj

4Q
1 1
1 4

V k 5 k V 5
0  0 
 

x x
`d xj `d xj

Extraindo a raiz quadrada dos dois termos dessa equação, teremos:

1  d

6 5 V 6 x 5 d x V x 5 ou x 5 2d

x 3

Nesse caso, apenas a resposta positiva tem sentido, isto é, o ponto em que

o campo elétrico é nulo está localizado a um terço da distância entre as

cargas, mais próximo da carga elétrica Q


1

Lembre-se: resolva as questões no caderno.


QUESTÕES PROPOSTAS

.8991
ed
orierevef
6 Observe o esquema que representa um corpo fixo a As cargas elétricas Q e Q podem ter si-
1 

nais opostos ou mesmo sinal? Po r quê?


e eletrizado positivamente com carga , colocado

ed
91
b) Se a carga elétrica Q for igual a 14 mC, qual é
no centro de duas circunferências concêntricas. 1

ed
o valor da carga elétrica Q ?

016.9

Os pontos A B e C pertencem a alguma das cir-

c) Se a carga elétrica Q for igual a  mC, qual é

ieL
cunferências. 

e
o valor da carga elétrica Q ?
1

laneP
ogidóC
8 Determine inten s i dade do vetor c ampo e létri-

co em um onto a 50 cm de uma ca r ga elétric a

od
positiva de 6 mC colocada no vá c uo.

481
9  

.trA
(Dado: k 5 9 3 10 N m /C )
A

.adibiorp
6

9 Duas partículas com carga elétrica 5 3 10 C

oãçudorpeR
Q estão separadas por uma distância de 1 m. Dado

9  

5 9 3 10 N m /C , determine:

a) a intensidade da f orç a e létric a entr e as par-

tículas;

b) a intensidade do campo elétrico no ponto mé-

dio entre as partículas.

10 A intensidade do vetor campo elétrico tem módu-

lo nulo no ponto A da figura a seguir.

9q q
a) Em qual dos pontos, A B C, é maior a inten-

sidade do vetor campo elétrico devido ao corpo A

eletrizado com a carga Q? d d


2

b) Se no ponto C for colocada uma carga de prova


Quantas vezes a distância d é maior que a dis-
1

positiva e no ponto for colocada uma carga


tância d ?

de prova negativa, qual das duas ficará sujeita 7

11 Na figura seguin te, Q 5 24,0 3 10 C e


1

a um campo elétrico de maior intensidade ge- 5

Q 5 3 10 C. Determine a intensidade do ve-



OIBUR

rado por Q? Por quê?


tor campo elétrico no ponto B

9  
ZIUL

(Dado: k 5 9 3 10 N m /C )
0

7 Duas elétricas, Q e Q , estão fixas no vácuo


1 
:SEÕÇARTSUL

Q B Q
em pontos A e B, d stantes 50 cm. Sabendo que o

campo elétrico é nulo a 10 cm do ponto A, entre A

9
20 cm 30 cm
e B, e que k 5 9 3 10 N m /C , responda:

42
12 Duas cargas elétricas, q e q , são iguais em mó- f) q (+) q (–)
1 
A 2

dulo e serão dispostas no vácuo como represen-

tado a seguir. Observando os sinais das cargas,

d d

desenhe o vetor campo elétrico resultante no

ponto em cada caso.


13 tri ngulo ret ngulo ABC reto em C me-

didas dos catetos AC e BC são, respectivamente,


a) q (+) q (+)
2 A

3 cm e 4 cm. No v rtice A desse tri ngulo, ixa-

da uma carga el trica q 5 9 m e, no v rtice B


1

ixada uma carga el trica q 5 216 m endo


9  

k 5 9 10 N m , calcule a intensidade do
0

b) q (+) q (–)
2

vetor campo el trico resultante no v rtice C

14 As cargas elétricas Q e Q , no esquema a seguir,


1 

d d

estão fixas e no vácuo, se aradas or uma distân-

c)
q (+) q (+) cia D. Sendo Q 5 4 mC e Q 5 216 mC, analise as
1 
2

seguintes afirmações, classificando cada uma em

verdadeira ou falsa.

Q Q
2

d)
.8991

q (–) q (+)
A 2

D
ed
orierevef

a Existe um ponto A, entre Q e Q , onde o campo


1 

d d

elétrico resultante é nulo.


ed
91

e) q (–) q (–) b) À direita de Q , há um ponto onde o campo


A 2 
ed

elétrico resultante é nulo.


016.9

d d c) À esquerda de Q , há um ponto onde o campo


ieL

1
e

elétrico resultante é nulo.


laneP
ogidóC
od
481
.trA

6 Linhas de força do campo elétrico


.adibiorp

A configuração do campo elétrico, que existe em determinada região do es-


oãçudorpeR

paço, pode ser visualizada por meio do desenho que suas linhas de força formam.

Para compreender o que são as linhas de força, vamos imaginar o campo elétrico

gerado por uma carga pontual Q e analisar as forças que apareceriam sobre cargas

de provas positivas (q) colocadas próximas a Q

Na figura 12, as cargas de prova sof re m uma re pu ls ão e lé t ri ca de vi do a Q

Como as cargas elét ri cas são posit i va s, o campo e lé tri co po ssu i o m esmo sen t i -

do da força elétrica, de form a que esse campo ta mbém é ra di al e divergen te. As

linhas de campo elét ri co serão geradas a p art i r da direção desse cam po em cada

ponto da região.

A B
O
BU

q
Z

q
UL :SEÕÇARTSULI

Q Q



elétrica de repulsão. (B) Como as cargas são positivas, o campo elétrico possui a

mesma direção da força elétrica.

43
Portanto, o vetor campo elétrico criado por uma carga pontual positiva tem

direção radial e sentido divergente, isto é, afasta-se da carga. No campo elétrico

gerado por uma carga negativa, as linhas de força do campo têm também direção

radial, mas sentido convergente, isto é, aproxima-se da carga geradora (fig. 13).

OIBUR
1

ZIUL :SEÕÇARTSUL
Figura 13

As linhas de força de um campo elétrico são tangentes à direção do cam-

po elétrico em cada ponto da região, sendo divergente para a carga elétri-

ca positiva e convergente para a carga elétrica negativa.

.8991
ed
A direção radial das linhas de força do campo elétrico mostra que a distância

orierevef
entre elas aumenta à medida que nos afastamos da carga pontual (fig. 14). Dessa

forma, a proximidade entre as linhas de força está associada à intensidade do cam-

ed
91
po elétrico. Quanto mais próximas as linhas estiverem, maior será a intensidade do

ed
016.9
cam o elétrico.

ieL
Numa região onde o campo elétrico é gerado pela interação de mais de uma car-

e
ga, as linhas de força do campo formarão configurações mais complexas. Observe,

laneP
           A distância entre

na figura 15, a representação das linhas de força do campo elétrico criado por duas
duas linhas de força adjacentes

ogidóC od
aumenta à medida que nos
cargas de mesmo sinal e por cargas de sinal contrário.

afastamos da carga.

481
.trA
.adibiorp
oãçudorpeR
  

 Linhas de força em duas configurações de carga.

Para saber mais Sempre foi assim?

A experiência de Millikan e a carga do elétron

Em 1923, o físico Robert Andrews Millikan (1868-1953) recebeu o Prêmio

Nobel de Física pelo estudo sobre a teoria da carga elétrica quantizada.

Millikan realizou experimentos para comprovar sua tese de que uma carga elé-

trica poderia ser quantizada, ou seja, toda carga elétrica seria formada “por paco-

tes” de valores múltiplos de um padrão elementar. Além de atingir esse objetivo,

os experimentos realizados permitiram a Millikan determinar o valor da carga do

elétron, esta, sim, a carga elementar.

44
AIDEMO
Em 1906, Millikan e Louis Begeman aper-

feiçoaram uma experiência desenvolvida, no

D/NODNOL
final do século XIX, por J. J. Thomson — cien-

tista responsável por descobrir que todos os

MUESUM
elétrons apresentam a mesma relação car-

ECNEICS
ga/massa. Millikan aprimorou o dispositivo

utilizado incorporando duas placas de metal

dentro de uma câmara de bolhas — câmara de

nuvem —, a fim de estabelecer um campo elé-

trico variável no interior do dispositivo, e, em

seguida, pulverizou gotículas de óleo no lugar

de gotículas de água. Sob a ação de determi-

nado valor de campo elétrico, a gota eletriza

da poderia atingir um estado de equilíbrio e

ser visualizada por um tempo significativo.


Aparato usado por Robert Millikan no experimento da gota de óleo, c. 1915.
.8991
ed
orierevef

Borrifador
ed
91
ed
016.9

O
ieL

ROY OD
e
laneP

AC
Go
o a de ó e
ogidóC od

R
Bateria
481

Microscópio
.trA
.adibiorp

Representação sem escala do experimento de Millikan.


oãçudorpeR

Quando uma gota atingia o equilíbrio, seu peso se igualava ao módulo da for-

ça elétrica, e era possível escrever:

mg

q E 5 m g V q 5

Com base nesse raciocínio, Millikan determinou a carga de uma série de

gotículas e percebeu que obtinha sempre múltiplos de um determinado va

lor, menor do que o valor da carga de qualquer outra gotícula. Esse valor é a

19

medida da c a r ga ele m e n t ar (e ) ou da carga de 1 elé tr o n , ig ual a 1, 6 3 10 ,

ou se ja:

e ; 1,6 3 1 C

A MPL I A NDO SUA LEIT UR A

 Em um aparato s e me lha nte ao utiliz ad o por Mi llikan, um a g ota de

óleo de massa  3 10 kg, c arregada ne g a tivame nte, fica em eq ui líb r io

quando sob a aç ã o de um c a mpo el étric o de módul o 8 3 10 N/C. Qual

é, nesse caso:

a a direção e o sentido do campo elétrico que atua sobre a gota?

b) a quantidade de carga, em coulombs, acumulada na gota?

45
OIBUR
1

ZIUL :SEÕÇARTSULI
Campo elétrico uniforme 1

11 1

11 1

A direção do campo elétrico criado por uma carga elétrica pontual é radial, em
11 1

11 1
concordância com a representação de suas linhas de força (fig. 16). Nesse caso,

como as distâncias entre as linhas de força aumentam à medida que nos afastamos 11 1

11 1

da carga, em contrapartida, diminui a intensidade do campo elétrico.


11 1

11 1

11 1

1 1

Figura 17

paralelas, separadas por uma

pequena distância, podem ser


d
2

eletrizadas para gerar um campo

E
P elétrico uniforme.
2
E
2

 Como d , d
2 1

o campo elétrico em P é
2

mais intenso do que em

P , isto é, E . E
1 2 1

.8991
Agora, vamos considerar o caso de duas placas planas e paralelas, separadas

ed
1

orierevef
por uma distância pequena quando comparada às dimensões das placas (fig. 17). P
1

1
Se uma das placas for eletrizada com carga positiva e outra com carga negativa de

ed
2

mesmo módulo, como será a configuração das linhas de força do campo elétrico na

91
1

ed
região compreendida entre as placas?

016.9
1

Nesse caso, as lin h as de força do ca mpo e lé tri co ge rado pe la s cargas das pl a- P


3

ieL
cas serão paralelas em quase toda a e x t en são da re gi ão e n tre e la s; po rt an t o, a 1

e
laneP
distância entre duas linh as adjacent es é s empre co n st an te. A ssi m, u ma carga de

ogidóC od
P
prova colocada, p or ex emplo, no ponto P , como representa do na figura 1 8, fi ca- 4

rá sujeita a uma f orça elétrica de i n ten si dade igu al à que at u ari a s obre ela caso 1
P
5

481
fosse colocada em qu alquer pont o do e spaço e n t re as placa s (P P P P etc.).
1 2 3 4

.trA
Isso ocorre porqu e en t re as placas a t ua um campo e lé t ri co un i f orme.

.adibiorp
oãçudorpeR
O campo elétrico

Um campo elétrico uniforme é aquele em que o vetor E é o mesmo em todos


em qualquer ponto no espaço

os pontos. Isto é, possui a mesma intensidade, direção e sentido. entre as placas possui a mesma

intensidade, direção e sentido.

Para saber mais Conexões com o cotidiano

11

Raios e relâmpagos
No uplemento, h dicas

complementares sobre

este t pico.
Os raios se ormam no corpo dos cúmulos-nimbos, nuvens mais altas e es-

curas que pairam a cerca de 4 km do solo e podem atingir 12 km de espessura.

Essas nuvens se caracterizam pela rapidez com que o ar quente e úmido sobe

devido à diferença de densidade em relação ao ar frio presente na nuvem. À medi-

da que sobe, a massa de ar se resfria rapidamente. Depois de atingir o topo da nu-

vem, o ar recém-chegado começa a descer, pois está mais frio. Nesse sobe e desce,

as moléculas de água, algumas em orma de vapor, outras em orma de cristais de

gelo de di erentes tamanhos, se chocam umas com as outras. Nos choques, elé-

trons são trocados, ormando regiões eletrizadas. O topo da nuvem acaba ican-

do positivo e a parte mais baixa, por concentrar mais elétrons, se torna negativa.

46
Como a tendência é sempre manter uma distribuição uniforme de cargas em

um corpo, correntes de cargas podem aparecer em qualquer direção. Como a nu-

vem é um corpo fluido, não só os elétrons, mas também as moléculas carregadas

positivamente têm mobilidade. Por isso, sabe-se que existem raios negativos,

gerados na parte de baixo da nuvem, e positivos, gerados nas partes mais altas.

Estes últimos são os mais perigosos e destrutivos.

Existem raios “intranuvem”, que podem conectar regiões positivas e negati-

vas no corpo da própria nuvem, redistribuindo as cargas, como na foto A; podem

ainda ocorrer raios “entre nuvens”, transferindo cargas entre duas nuvens pró -

ximas, como na foto B.


SEGAMI

KCOTSNIT
A C
WO

AL
RETUER/IANAH
/YMALA/AKNIAM

UROT
NRE
.8991
ed
orierevef
ed
91
ed
016.9

Raio “intranuvem”. Vale Yarra, Austrália.


ieL

KCOTSNIT
e
laneP

B
ogidóC od

AL/YRARBIL
481

OTOHP ECNEICS/TNEK
.trA
.adibiorp
oãçudorpeR

HTIEK

Raios “entre nuvens” sobre Tucson, EUA. Raio caindo em corpo pontiagudo. Tóquio, Japão.

Quando uma descarga ocorre entre duas nuvens ou entre a nuvem e a Terra,

o ar, inicialmente isolante, torna-se repentinamente condutor. Nesse momen-

to, dizemos que foi vencida a rigidez dielétrica do material Rigidez dielétrica de um ma-

terial. Maior valor de campo

Em a gumas situações, a tentativa e neutra ização a carga a nuvem po-

elétrico que se pode aplicar a

de acontecer entre ela e um corpo próximo e teoricamente capaz de receber ou um isolante sem que ele se

torne condutor.

fornecer quantos elétrons forem necessários. Esse corpo é a Terra.

Quando a descarga toma o rumo da Terra, alguns fatores podem tornar as

condições ainda mais favoráveis. Qualquer protuberância no solo, como morros,

árvores, pré ios, postes, antenas, uma pessoa e pé, será o ponto mais prová-

vel de contato (fig. C). Isso porque as cargas tendem a se distribuir na superfí-

cie dos condutores, e em torno de corpos pontiagudos a concentração de cargas

é ainda maior. Essa maior concentração de cargas nas superfícies pontiagudas,

conhecida por “poder das pontas”, é o princípio no qual se baseia o funciona-

mento os para-raios.

47
A MPL I A NDO SUA LEIT UR A

1 Na expressão popular, raios sempre “caem” das nuvens em direção à

Terra. Essa afirmação está correta do ponto de vista da Física?

2 O que é preciso para que uma descarga elétrica ocorra entre a Terra e

uma nuvem carregada?

Já sabe responder?

Por que o e os eceber choque elétrico

e mo sem to ar em um rp el ado?

KCOTSNITAL/YRARBIL
+
+
+

+
+

OTOH
+

P
+

ECNEICS/SIV

.8991
+

ed
+

orierevef
+ +
+

AD-
TRAH MADA
+

ed
91
+

ed
+

016.9
+

ieL
+

e
laneP
+

ogidóC od
Representação esquemática de Aproximando um objeto metálico da cúpula eletrizada de um

481
um gerador de Van de Graaff. gerador de Van de Graaff, notamos que uma descarga elétrica

.trA
“salta” do gerador para o corpo metálico.

.adibiorp
oãçudorpeR
QUESTÕES RESOLVIDAS

R5 Entre duas placas paralelas eletrizadas com força é coincidente com as linhas de força do

campo elétrico, isto é, perpendicular às placas.


cargas de sinais opostos atua um campo elé

trico uniforme de módulo 4 10 N/C. Qual é

R6 A figura a seguir representa a situação de um

o módulo da força elétrica que atua sobre uma 8

campo elétrico de intensidade 5 10 N/C exis-

10

partícula de carga  10 C colocada em al-


tente entre duas placas paralelas, eletrizadas e

gum ponto entre as placas?


separadas por uma distância d 5 8 mm.

1 1 1 1 1 1 1 1 1

Resolução

Na região interna às placas, existe um campo elé-

trico uniforme de módulo E. Uma carga , uando

colocada em algum ponto de um campo elétrico,

fica sujeita a uma força F E 5


15
OIBUR ZIUL

q Uma partícula de massa 4 10 kg, eletrizada

Assim, nas condições do problema, temos: 18

com carga elétrica de 1,4 10 C, é abando-

F nada em repouso nas proximidades da placa


5 5
:SE

4 10 5 [ F 5 8 10 N
10

 10 positiva. Calcule a intensidade da:


ÇARTSUL

Portanto, a intensidade da força elétrica que atua


a) força elétrica à qual a partícula fica sujeita;

sobre a carga é igual a 8 10 N. A direção da

b) aceleração adquirida pela partícula.

48
9

R7 Uma partícula de massa  10 kg, eletrizada


Resolução

16

com carga elétrica de 1,5 10 C, fica em equi-

F F
8

a) E 5 V 5 10 5
18 líbrio quando colocada numa região onde atua

q ,4 10

um campo elétrico uniforme formado entre duas

9 placas paralelas eletrizadas com cargas elétricas


[ 5 1, 10 N

de sinais opostos. Represente a situação e deter-

Note que a partícula tem carga elétrica po


mine o módulo do campo elétrico.

sitiva e, portanto, será atraída em direção à 

(Dado: g 5 10 m/s )

placa eletrizada negativamente.

Atuando sobre a partícula, além da força elé-


Resolução

trica calculada no item anterior, há a força

Uma possível representação é:

peso. Ocorre que o valor do peso da partícula

1 1 1 1 1 1 1 1 1
é muito menor que o da força elétrica, como

podemos perceber pelo resultado a seguir.


F

15

5 m g V 5 4 10 10

14

[ P 5 4 10 N

Assim, nesse caso, podemos desprezar a in-

terferência do peso da partícula e supor que

a resultante de forças seja formada apenas

Nesse caso, a intensidade da força elétrica


a

pela força elétrica. Desse modo, pela  lei de

iguala-se ao módulo da força peso da partícu-


8991

Newton:

la, e ela fica em equilíbrio. Para determinar o

9 15
ed

5 m a V 1, 10 5 4 10 a
R
módulo do campo elétrico, podemos fazer:
orierevef

5 
F 5 P V
[ a 5 3 10 m/s
ed

m g
91

V q 5 m g V 5 V
ed

Note que o valor da aceleração é muito su- q


016.9

perior àqueles que os objetos do mundo ma-


 1 0
8

V E 5 E . 1,3 10 N/C
ieL

1
croscópico conseguem atingir.
1,5 10
e
laneP
og
odidóC
481

Lembre-se: resolva as questões no caderno.


QUESTÕES PROPOSTAS
.trA
.adibiorp

15 Uma partícula eletrizada com carga elétrica de 18 Duas placas carregadas com cargas elétricas
oãçudorpeR

18

14 3 10 C fica em equilíbrio quando colocada


de sinais contrários estão colocadas numa re-

numa região de campo elétrico uniforme de mó-


gião de vácuo. Entre essas placas uma gotícula

10

dulo 5 3 10 N/C, devido à ação da força elétrica

de óleo cai em movimento uniforme, estando


e da força peso. (Dado: g 5 10 m/s )

unicamente sob ação da gravidade e do campo

a) Qual é o peso da partícula?

elétrico existente entre as placas. Nessas condi

b) Qual é a massa, em grama, da partícula?

ções, qual é:

16 Numa região de campo elétrico uniforme, uma

partícula de carga 3 3 10 C fica sujeita a uma

16

orça el trica de intensidade 6 10 N. ual a

intensidade do campo elétrico dessa região?

17 Abandonando uma partícula de massa 5 3 10 kg,

+
+ + +
carregada, próximo à placa positiva de um cam- +

+ + +
+
+
+
1

po elétrico uniforme de intensidade 4 3 10 N/C,

ela acelera em direção à placa negativa, distante

a) o sentido do campo elétrico entre as placas?

8 mm, atingindo-a  3 10 s depois de ter sido

b) o sinal da carga elétrica da gota?


abandonada. Desprezando o peso, determine:
OIBUR

c) o valor da resultante de forças que atuam so-


ZIUL :SEÕÇARTSUL

a) a intensidade da aceleração da partícula;

bre a gota?

b) a intensidade da orça el trica que age sobre a

d) o valor do campo elétrico (E) entre as placas,

partícula;

em função da aceleração da gravidade (g), de

c) a carga elétrica da partícula. carga (q) e da massa (m) da gota?

49
19 No interior do campo elétrico formado por duas placas paralelas horizontais

é colocado um corpúsculo de massa m 5 0,0 g e carga elétrica 14 3 10 C.

Nota-se que o corpúsculo se movimenta em direção à placa negativa, des-

crevendo movimento uniforme. Determine a intensidade do campo elétrico

na região. (Dado: g 5 10 m/s )

20 bserve o desenho que representa as trajet rias de quatro part culas, A

B C e D, lançadas perpendicularmente s linhas de orça de um campo

el trico uni orme. upondo que seja poss vel desprezar o valor dos pesos

das partículas, responda:

+ +

D C

.8991
ed
orierevef
a) Qual é o sinal das cargas elétricas dessas partículas?

b) Qual é o sentido do c a mpo elétric o no inte rior da s pl a c as?

ed
c) Qual das partículas, C ou D, tem carga elétrica de maior valor? Por quê?

91
ed
016.9
5

21 Uma gotícula de água, com massa igual a 0,80 3 10 kg, eletrizada com

ieL
15

carga el rica q 5 16 10 , est em equil brio no interior de um campo

e

laneP
elétrico uniforme de placas paralelas e horizontais. (Dado: g 5 10 m s )

ogidóC od
a) Represente as linhas de força desse campo.

b) Calcule a intensidade do campo elétrico entre as placas.

481
6

22 Uma car a elétrica puntiforme de 4 C e massa  3 10 k é abandonada,

.trA