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Colégio HMS – 3º ano (2011)

Prof. Cláudio Almeida


e-mail:
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Assunto: A Crise dos Mísseis – Revendo Guerra Fria mediante exibição de um documentário

1. Entre 1961/62 os EUA estudam planos de invasão para Cuba e começam a monitorar os
navios e materiais destinados à ilha. Porém, os mísseis são deslocados durante a noite e os
soldados estão à paisana;
2. Em abril de 1962 Kruschev enfrenta uma conjuntura marcada pela frustrada invasão norte-
americana na Baía dos Porcos e a presença de foguetes norte-americanos na Turquia.
Assim, começa a Operação Anadir: instalar mísseis em Cuba, com autorização de Fidel,
tanto serviria para proteger a ilha como para revidar os EUA na questão turca. Isso
envolveria a instalação de 62 foguetes e o desembarque de 40 mil homens, com apoio de
jatos (85 navios partem sem saber seu destino);
3. Em agosto de 1962 voos de aeronaves U-2 de espionagem estão ocorrendo, mas por três
semanas as condições atmosféricas impedem a descoberta do que ocorre. Somente em
28/08 fotos revelam mísseis anti-aéreos e a proteção de algo maior;
4. No dia 14 de outubro são identificados SS-4, mísseis balísticos de médio alcance (3.200
Km). Dois dias depois Kennedy é comunicado e forma um gabinete de crise. Opções:
ataques aéreos massivos antes que os silos se tornem operacionais, seguidos de um
bloqueio ou invasão (90 mil soldados em 5 dias);
5. Neste momento era desconhecido que já haviam armas nucleares táticas operacionais e que
4 submarinos armados com torpedos atômicos se dirigiam para o Caribe – ameça direta aos
porte-aviões norte-americanos na área;
6. São localizados mais mísseis, estes com alcance de 3.500 Km e cobrindo todo os EUA;
7. Kennedy interroga lideranças do Kremlin e resiste aos apelos dos militares por uma
invasão, acreditando que os soviéticos retaliariam em Berlim;
8. 20 de outubro – o 1º silo torna-se operacional e pronto para disparo em 5 horas;
9. Estabelece-se um bloqueio naval (quarentena), os submarinos são descobertos e avalia-se o
OPLAN-316 (Invasão de Cuba): 500 mil homens, incluindo 40 mil fuzileiros, 1000 aviões
de combate, 1500 para quedistas e 180 navios;
10. Informado pela CIA de que o 1º silo está operacional, Kennedy avalia que os ataques
deviam preceder isso, agora, era tarde. Um ataque implicaria reação nuclear e confronto
com cerca de 15 mil soldados soviéticos – o que era uma estimativa errada pois eram 40
mil;
11. 22 de outubro – Kennedy comunica à nação sobre o que está ocorrendo em Cuba e o
reforço da guarnição em Guantánamo. Castro expede um alerta militar para a população;
12. Enquanto o embaixador soviético no CS da ONU é interpelado este avisa que em caso de
ataque norte-americano aos navios de superfície ue se aproximam do bloqueio os
submarinos contra-atacariam. Já estão em Cuba 134 ogivas nucleares. O SAC (Comando
Aéreo Estratégico), encarregado dos bombardeiros nucleares, aumenta sua prontidão de
combate;
13. Dia 26, os navios soviéticos param antes da linha de bloqueio da U.S. Navy, mas em terra
os preparativos prosseguem e o nível de prontidão cai para duas horas para um disparo.
Possibilidade de guerra global em virtude do uso de armas nucleares táticas. Os cubanos
atacam os aviões de reconhecimento dos EUA. Moscou propõe retirar os mísseis de Cuba
em troca da suspensão do bloqueio e da promessa dos Estados Unidos não atacar a ilha;
14. No dia seguinte é proposto que a retirada dos mísseis em Cuba seja seguida por uma igual
retirada dos mísseis norte-americanos na Turquia. Os soviéticos abatem um U-2 e o piloto
morre (1ª vítima);
15. A proposta é reapresentada pelos EUA, sendo que a retirada na Turquia ocorreria de forma
sigilosa;
16. Dia 28 – a URSS avisa que vai retirar os mísseis horas antes do fim do ultimato para a
guerra.

17. Importante notar que a certa altura, foram os comandantes navais soviéticos e norte-
americanos que ficaram com a iniciativa de uso das armas nucleares, e não Kennedy ou
Kruschev. Daí a ameaça de guerra ter sido a mais grave de toda a Guerra Fria.