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ATIVIDADES DE PRÁTICA DE LICENCIATURA

ATIVIDADES DOS COMPONENTES DE INTEGRAÇÃO


LICENCIATURA EM FILOSOFIA

DISCIPLINA: História da Filosofia Moderna I

PROFESSORA: Me. Leticia Caricari Seco Maciel Lourenço

NOME DO ALUNO: Ariel Kauê dos Santos Ukmar

DATA DE ENTREGA: 06/06/2018

ATIVIDADE: Pesquisa relacionada: Iluminismo, enciclopédia e direitos fundamentais.

DESCRIÇÃO: Realizar pesquisa acerca das relações entre o iluminismo, a enciclopédia e os direitos fundamentais.

BIBLIOGRAFIA:

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970.

REALE, Giovanni. Antiseri, Dario. História da Filosofia: Do Humanismo a Descartes (vol. 3). 2 ed., São Paulo: Paulus,
2005.

____________. História da Filosofia: De Spinoza a Kant (vol. 4). 2 ed., São Paulo: Paulus, 2007.

https://www.sabedoriapolitica.com.br/filosofia-politica/filosofia-moderna/iluminismo/

https://jus.com.br/artigos/23331/iluminismo-politico-a-libertacao-do-homem-pelo-direito

CARGA HORÁRIA: 4 horas/aula

RELATÓRIO

O Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na


Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas) e pregava maior
liberdade econômica e política que promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais,
baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, pois os pensadores e os burgueses tinham


interesses comuns. As críticas do movimento ao Antigo Regime eram em vários aspectos
como, Mercantilismo, Absolutismo monárquico e o Poder da Igreja e as verdades reveladas
pela fé.

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O Iluminismo defendia a liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado
na economia. O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão e o predomínio
da burguesia e seus ideais. As ideias liberais do Iluminismo se disseminaram rapidamente
pela população. Alguns reis absolutistas, com medo de perder o governo, passaram a
aceitar algumas ideias iluministas.

O iluminismo foi marcado por alguns pensadores que se destacaram com: John
Locke que é Considerado o “pai do Iluminismo”. Sua principal obra foi “Ensaio sobre o
entendimento humano”, aonde Locke defende a razão afirmando que a nossa mente é
como uma tábula rasa sem nenhuma ideia. Houve também pensadores que defenderam a
liberdade dos cidadãos e condenaram o absolutismo como: François Marie Arouet Voltaire
que destacou-se pelas críticas feitas ao clero católico, à inflexibilidade religiosa e à
prepotência dos poderosos e também Charles de Secondat Montesquieu em sua obra “O
espírito das leis” defendeu a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. No
entanto, Montesquieu não era à favor de um governo burguês. Sua simpatia política
inclinava-se para uma monarquia moderada. Outro autor que se destacou foi Jean-Jacques
Rousseau que é autor da obra “O contrato social”, na qual afirma que o soberano deveria
dirigir o Estado conforme a vontade do povo. Apenas um Estado com bases democráticas
teria condições de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos. Rousseau destacou-se
também como defensor da pequena burguesia.

No decorrer dos séculos XII e XII, os cientistas haviam acumulado conhecimentos


que suplantavam tudo o que até então era considerado saber válido e foi assim que surgiu
a Enciclopédia. Descobriram-se as relações do sistema planetário e o emprego da força
hidráulica, novos continentes foram explorados, e ficara provado que a Terra não era plana.
Cada vez mais se impunha o princípio de que o saber, e não a fé, deveria nortear a busca
de respostas às questões da vida. Isso, contudo, também invalidava em grande parte o
modelo explicativo da Igreja Católica. Pois sua definição da vida repousava, basicamente,
numa existência no temor de Deus, com perspectivas a abundante recompensa no além.
Durante séculos, as Sagradas Escrituras e a interpretação apostólica forneceram às

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pessoas um sentido sobrenatural para a vida. Isso facilitava, para uns, suportar as injustiças
terrenas e, para outros, justificá-las.
Dentro disso, os direitos fundamentais surgiram com a necessidade de proteger o
homem do poder estatal, a partir dos ideais advindos do Iluminismo dos séculos XVII e
XVIII.
A luta contra o poder absoluto dos soberanos, o reconhecimento de direitos naturais
inerentes ao homem, isso sem deixar de mencionar “a agitação política em torno às ideias
de Locke, Rousseau, os enciclopedistas e os liberais que conquistaram a independência
americana”, constituíram os elementos essenciais que vieram a desenvolver as ideias
concretizadas na Declaração de Virgínia de 1777 e na Declaração de Direitos do Homem,
proclamadas pela Revolução Francesa em 1789.
As evoluções do direito e, principalmente, a influência dos problemas sociais,
contribuíram grandemente para a dilatação daqueles velhos preceitos, conquistas dos
movimentos do século XVIII, mais precisamente os direitos fundamentais.

O iluminismo trouxe uma nova reflexão sobre a vida em sociedade com o seu
liberalismo fez com que houvesse um eco entre a população e as ideias iluministas se
disseminaram cada vez mais, baseado muito do que nos conhecemos hoje como sociedade
liberalista, pois grande parte do que se tem hoje na contemporaneidade é graças ao
iluminismo. A defesa do pensamento racionalista também contribui para a evolução de
ferramentas e tecnologias, que nos cerca atualmente.

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