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Introdução

Ontem, pesquisando na Internet sobre a animosidade entre o homem é o


evangelho me deparei com um vídeo de Caio Fábio com o titulo “o gay é o
evangelho” neste vídeo um homossexual dizia que tinha ódio do evangelho,
porque ele queria fazer parte da igreja sem deixar de ser gay. O interessante é
que o Caio Fábio (que já foi pastor Presbiteriano), dizia que não existe nenhum
problema em você ser gay e o evangelho.
Este tipo de religiosidade da inclusão sem arrependimento pregado e
difundido por hereges como Caio Fábio, o ódio e a rejeição que o verdadeiro
evangelho suscita nos corações daqueles que odeiam a Deus e amam o pecado.
Estar cada vez mais se potencializando em nosso tempo porque:

Vivemos na era do Relativismo – um sistema de crenças baseado na


absoluta certeza de que não há absolutos.
Estamos inseridos em um ambiente pluralista, onde ninguém pode
reivindicar que está com a verdade absoluta. Todos têm as
verdades, mesmos que elas se contradigam. Assim é o pluralismo,
que afirma que todas as religiões têm abordagens diferentes de
Deus, mas todas estão falando da mesma coisa.
Vivemos numa era de trevas auto-impostas, e a razão disso
acontecer é clara. O homem natural é uma criatura decaída, é
moralmente corrupto, obstinado na sua autonomia (i.e.,no seu auto-
governo). o homem morto nos seus delitos e pecados odeia a Deus
porque Ele é Justo, odeia as Suas leis porque elas censuram e
restringem a sua maldade. Ele odeia o evangelho porque revela o
que ele realmente é. O Evangelho de Cristo é um escândalo para o
homem e para a sua cultura, porque faz a única coisa que ele mais
quer evitar – que é desperta-o do seu “sono” para a realidade da
sua situação decaída, da sua rebelião; o evangelho chama o
homem a rejeitar sua autonomia e à submeter-se a Deus, através do
arrependimento e a fé em Jesus Cristo.
Por isso nesses tempos sombrios em que vivemos, não existe hora
melhor para que eu e você estejamos vivos e atuantes e
profundamente comprometidos com o verdadeiro Evangelho de
Jesus.

Tema:
O COMPROMISSO COM O EVANGELHO
Para isso vamos ler:

Romanos 1.14-15

14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios


como a ignorantes;

15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o


evangelho também a vós outros, em Roma.

16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de


Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e
também do grego;

Meus amados irmãos, o texto que acabamos de ler faz parte de uma
secção, de uma unidade maior que vai do versículo 1 até o versículo 17, que faz
parte da introdução carta do apóstolo Paulo aos Romanos. Entretanto por causa
do tempo que temos iremos trabalhar estes três versículos.

A epístola de Romanos, não foi escrita para corrigir algum


problema doutrinário da igreja de Roma, mas para fazer uma
apresentação, uma defesa do evangelho.

E ele faz três declarações pessoais bastante fortes e impactantes.

 Primeira declaração impactante “sou devedor”

 Segunda declaração impactante “estou pronto em outras

versões estou disposto

 Terceira declaração impactante “não me envergonho


Porque estas declarações são tão fortes tão impactantes?

Porque elas são totalmente contrarias a atitudes de muitos crentes.

As pessoas hoje em dia tendem a encarar a evangelização como


uma opção extra. Acham que estão prestando um favor a Deus,
Paulo, porém, fala na evangelização como obrigação.

Meus amados irmãos eu é você estamos debaixo de uma obrigação.

Deus não nos deu uma grande sugestão. Mas, Deus nos deu uma
grande comissão. E esta grande comissão consiste em pregar o
evangelho.
O COMPROMISSO COM O EVANGELHO.

O cristão que foi transformado pelo poder do evangelho deve


comprometer-se a anunciá-lo a todos os homens em todos os
lugares.

Neste texto percebem-se três aspectos do compromisso que todo


cristão deve ter em anunciar o evangelho:

I. O COMPROMISSO COM O ANÚNCIO DO EVANGELHO


EVIDENCIA-SE ATRAVÉS DE UM SENTIMENTO DE DÉBITO
(v.14).
1. Débito pelo que foi entregue – o evangelho – Gl1.11-12 diz: 11
Mas, irmãos, quero que saibais que o evangelho por mim anunciado não se baseia nos homens;
12 porque não o recebi de homem algum nem me foi ensinado, mas o recebi por uma
revelação de Jesus Cristo.
Paulo escrevendo ao jovem pastor Timóteo ele proclama em 1 Tm
1.11: 11 a qual está em harmonia com o que me foi confiado, a saber, o evangelho da glória
do Deus bendito. 12 Agradeço a Cristo Jesus, nosso Senhor, por me fortalecer e me considerar
fiel, pondo-me no seu ministério, 13 apesar de eu ter sido blasfemo, perseguidor e arrogante.
Ele, porém, me concedeu misericórdia, pois o que fiz se devia à ignorância e à incredulidade;

2. Débito para quem lhe entregou – Deus- I Co 4:1-2 1


Assim, os
homens devem nos considerar servos de Cristo encarregados dos mistérios de Deus. 2
Além disso, o que se requer de pessoas assim encarregadas é que sejam encontradas
fiéis.

1 Ts 2.4 paulo confirma sua gratidão a Deus por lhe confiar o


evangelho: 4 mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse
confiado, assim falamos, não para agradar a homens, mas a Deus, que testa nosso coração.

3. Débito para com aqueles a quem vai anunciar o


evangelho – gentios:
3.1. Gregos ou bárbaros – (bárbaros – talvez a Espanha).
3.2. Sábios ou ignorantes – (ignorantes – aqueles que não
falavam o grego).

John Sttot ao comentar este texto ele diz que: Existem duas
maneiras de alguém se endividar. A primeira é pedindo emprestado
dinheiro de alguém.

A segunda é quando alguém nos dá dinheiro para uma terceira


pessoa.

Por exemplo, se eu pegasse 1.000 R$ de você eu seria seu


devedor. Até que lhe restituísse o dinheiro.

Da mesma forma, se um amigo desses 1.000 R$, para lhe entregar,


eu estaria em divida com você até que lhe entregasse o dinheiro.

No primeiro caso, eu estaria endividado por tomar emprestado;

No segundo, seria o seu amigo que, ao confiar-me os R$ 1.000, me


poria em divida com você.

É no segundo sentido que Paulo está endividado. Ele não


emprestou nada dos romanos que tenha que devolver. Mas
Jesus Cristo lhe confiou o evangelho para ser passado aos
romanos.
v.14 Paulo diz:

SOU DEVEDOR – esta palavra tinha o sentido de “estar obrigado


pelo dever ou a necessidade a fazer alguma coisa”. É como ele
estivesse dizendo: “Estou sob uma necessidade, sob uma
obrigação”. Ele não podia reter esse tesouro. Ele precisava entregá-
lo com fidelidade.

Aplicação:

Deus nos confiou sua Palavra. Ele nos entregou um tesouro.


Precisamos ir e anunciar. Sonegar o evangelho é como um crime
de apropriação indébita. O evangelho não é para ser retido, mas
para ser proclamado.

Ninguém pode reivindicar o monopólio do evangelho. A boa nova de


Deus é para ser repartida. É nossa obrigação fazê-la conhecida de
outros. Proclamar este evangelho em todo o mundo e a toda
criatura não é questão de sentimento ou preferência; é uma
obrigação moral; é um dever sagrado.

Não tem como viver o genuíno Evangelho de Jesus Cristo sem


considerar o outro, sem pensar no próximo, no irmão, no
necessitado.

Essa é a nossa obrigação como cristãos! Vejamos o que Paulo fala


dessa dívida: “porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que
me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se
não anunciar o evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei
prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é
confiada” (1 Coríntios 9:16-17).

Meus amados irmãos sem este senso de divida para com os outros
não conseguiremos avançar na proclamação do evangelho.

Foi movido por esse senso de divida que Paulo escreveu no ver 15

Por isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que


estão em Roma (Rm 1.15).

Isso nos leva ao segundo ponto

2- O COMPROMISSO COM O ANÚNCIO DO EVANGELHO


EVIDENCIA-SE ATRAVÉS DE UM SENTIMENTO DE
DISPONIBILIDADE (v.15).
1. Disponibilidade Pessoal – submetendo-se a vontade de
Deus – 15:32.
2. Disponibilidade em cooperar com o evangelho – 1 Co
9.16-19.
3. Disponibilidade de ir a todos os lugares.

Paulo sempre esteve pronto a pregar. Ele pregava em prisão e em


liberdade; nas sinagogas e nas cortes; nos lares e nas praças.
Pregava em pobreza ou com fartura.

Obs: 2 Coríntios 11:23-33 fala dos sofrimentos de Paulo por amor ao evangelho
. 22 São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de
Abraão? Também eu. 23 São ministros de Cristo? ( Falo como fora de mim. ) Eu ainda
mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em
perigos de morte, muitas vezes. 24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de
açoites menos um; 25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em
naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; 26 em jornadas,
muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre
patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em
perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27 em trabalhos e fadigas, em vigílias,
muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. 28 Além das
coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as
igrejas. 29 Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza,
que eu não me inflame?
30 Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. 31 O
Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto. 32 Em
Damasco, o governador preposto do rei Aretas montou guarda na cidade dos
damascenos, para me prender; 33 mas, num grande cesto, me desceram por uma
janela da muralha abaixo, e assim me livrei das suas mãos.

Meus queridos irmãos trabalhei muito tempo como missionário de


uma agência missionária chamada Cruzada Estudantil e
Profissional para Cristo, na capacitação das igrejas em evangelismo
e discipulado.

Sabe o que observei nestes anos de serviço nesta área:

Crentes já velhos na igreja, completamente empanturrados de si


mesmos, orgulhosos pelos seus conhecimentos doutrinários.

Mas totalmente indispostos para proclamar o evangelho.

percebi que o problema não é porque não sabem fazer, mas é que
não querem fazer. Estão indispostos para proclamar o evangelho

Ilustração da noite do matrix


Meus amados irmãos, sem este senso de divida, sem compaixão,
sem disposição não teremos evangelização.

O terceiro ponto que quero falar a luz do texto está no verso 16

16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de


Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e
também do grego;

3. O COMPROMISSO COM O ANÚNCIO DO EVANGELHO


EVIDENCIA-SE ATRAVÉS DE UM SENTIMENTO DE DESTEMOR
- (VS.16-17)

Paulo tinha tantos motivos quanto nós para relutar ou envergonha-


se do evangelho.

Roma era símbolo do orgulho e poder imperial. As pessoas falavam


nela com respeito. Todo mundo esperava pelo menos uma vez na
vida, ir a Roma a fim de vê-la e admirá-la.

James Stewart, um pregador de Edimburgo, ao pregar sobre este


texto, comentou:

“não há sentido algum afirmar que não se tem vergonha de alguma


coisa, a não ser que se tenha sido tentado a envergonhar-se dela”.

Paulo conhecia esta tentação. Ele escreveu aos coríntios dizendo


que fora até eles “em fraqueza, temor e com muito tremor” (1co 2.3)

Paulo tinha motivos compreensíveis para se envergonhar do


evangelho

 Os cristãos em Roma foram chamados de Ateus. Porque não


tinham uma estátua uma imagem, que representasse o Deus
para adorá-lo.
 Os cristãos em Roma foram acusados de incestuosos, porque
se casavam com as irmãs.
 Foram chamados de anti-familia, porque quando eram
lançados nos coliseus e nas arenas e lhes era dado a
oportunidade de negar a Jesus e voltarem para suas famílias
eles não faziam.
 Foram chamados de canibais, porque tinham uma cerimônia
onde bebiam sangue e comiam carne.
Paulo sabia que a mensagem da cruz era “loucura” para alguns e
“escândalo” para outros. (1co 1.18,23).

Em Roma Há uma inscrição grega conhecida como (Grafito de


Alexamenos ou Grafito Blasfemo) onde se lê “Alexamenos adora
seu deus” onde há uma figura de um homem crucificado com a
cabeça de um burro.

As coisas não mudaram, somos chamados de radicais, pessoas


sem conhecimento, somos ironizados.

Sabe porque?

Porque o evangelho mina a justificação própria e desafia a auto-


indulgência. Portanto sempre que o evangelho é pregado com
fidelidade ele gera oposição, geralmente desprezo e, não raro, nos
expõe ao ridículo.

Mas, então, como Paulo superou a tentação de envergonhar-se do


evangelho? Porque Paulo sabia que o evangelho é o poder de
Deus para salvação do homem perdido. Paulo vivendo em uma
sociedade que venerava o poder, que desejava o poder a todo
custo. Paulo esta dizendo que o EVANGELHO É PODER DE DEUS
PARA A SALVAÇÃO DO PECADOR CONDENADO POR CAUSA
DOS SEUS PECAADOS.

E NÓS?.... Como não nos envergonharmos do evangelho?


Quero responder esta pergunta contando uma história

(ilustração do VANDECO)

Meus amados eu não me envergonho de anunciar o evangelho ao


mundo porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele
que crê.

Não me envergonho do evangelho por que:

1. O evangelho é o poder de Deus.(V.16).

O Evangelho é a manifestação da ação sobrenatural de Deus

PODER de um Deus onipotente. Ele pode todas as coisas.


Ninguém é capaz de resistir ao seu poder. Ninguém se envergonha
do que é poderoso. Ninguém precisa ficar constrangido quando tem
posse de algo que é onipotente.
1.1 Deus tem o poder de anunciar aos homens as boas novas
1.2 Deus tem o poder de justificar pecadores sem méritos.
1.3 Deus tem o poder de conceder a vida no Espírito.

Não me envergonho do evangelho.

2. Porque o evangelho visa a salvação dos Eleitos de Deus.

Não me envergonho do evangelho.

3. Porque o evangelho é a revelação de Deus- (v.17)


3.1 Revela o conteúdo: a justiça de Deus
3.2 Revela o processo: de fé em fé.
3.3 Revela o fundamento: as escritura afirmam que: “o justo
viverá pela fé”

CONCLUSÃO:

O QUE NOS LEVAMOS PARA CASA?

Meus amados assim como na época de Paulo, vivemos em


sociedade onde nós os cristãos somos considerados retrógrados,
antiquados, caretas, chatos.

 Se você é uma jovem na universidade que defende casar-se


virgem, você é considerada uma antiquada, uma pessoa fora
do tempo.
 Se seus negócios são extremamente corretos na sua empresa
no seu trabalho, você é considerado um crente chato.

Enfim quantas situações temos que enfrentar por amor ao nosso


Senhor Jesus neste mundo. Mas temos que nos mantermos firmes
porque vale a pena servir a Jesus o verdadeiro evangelho.

Hoje há três grupos bem distintos na igreja com respeito à


proclamação deste evangelho:

 Primeiro, aqueles que se envergonham do evangelho.


 Segundo, aqueles que são a vergonha do evangelho.
 Terceiro, aqueles que não se envergonham do evangelho.
Em quais desses grupos você se enquadra?

Qual tem sido o seu compromisso com a proclamação do


evangelho?
Que Deus desperte sua igreja, para que como um exército
poderoso, cheio do Espírito Santo, se levante para proclamar com
fidelidade o evangelho da graça. Pregar outro evangelho ou
sonegar o evangelho é um grave pecado; porém, anunciar o
evangelho, é o maior de todos os privilégios!

Que Deus em Cristo nos Abençoe!

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