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Aplicação das Leis de Ohm e da Potência Elétrica em Circuitos Elétricos

Muitos circuitos podem ser analisados usando apenas a segunda lei de


Ohm e potência elétrica.

A fim de calcular a potência elétrica dissipada em uma carga, a corrente


elétrica que circula por ela, bem como a tensão aplicada sobre ela, pode-se
aplicar a equação que nos fornece a potência nos dispositivos elétricos (P=V.I)
e a primeira lei de Ohm.

Exercícios:

1. Uma lâmpada incandescente tem as seguintes especificações: 100W e 120V.


Para que essa lâmpada tenha o mesmo desempenho quando for ligada em
240V, é necessário usá-la associada em série com um resistor. Considerando-
se essa montagem, qual deve ser a potência dissipada nesse resistor
adicional?
2. Três lâmpadas estão dispostas como mostra a figura a seguir. Essas lâmpadas
estão ligadas a uma fonte de tensão de 127V e possuem resistências iguais a
RL1=162Ω, RL2=162Ω e RL3=403Ω.

3. Duas lâmpadas estão ligadas em série e possuem as seguintes especificações


L1 = 40W/127V e L2 = 100W/127V elas estão ligadas a uma fonte de 110V
conforme figura a seguir. Qual deve ser a potência dissipada em cada uma das
lâmpadas?
CORRENTE CONTÍNUA (cc) e CORRENTE ALTERNADA (ca)

Partindo do princípio do que é eletricidade, como ela se forma e como é


seu fluxo, vamos ver agora os dois tipos básicos que temos à disposição.

Inicialmente devemos ter em mente que todo dispositivo que gera, ou


fornece energia elétrica, é chamado gerador. Seu símbolo internacional é visto
seguir. No caso da cc, a linha vertical de maior comprimento indica o positivo,
podendo, ou não, vir acompanhado do sinal +. No caso da ca o símbolo
sempre será acompanhado da senóide.

Corrente Contínua - cc

A cc é, segundo definições técnicas, “um tipo de energia elétrica em que


seu valor pode ser, ou não, constante com a passagem do tempo, mas,
obrigatoriamente, manter sempre o mesmo sinal e possuir apenas um só
sentido de movimentação”.

Analisando uma pilha comum percebe-se que ela é constituída de uma


“paçoca” de substâncias químicas embaladas em um recipiente, que fornece
ddp de 1,5 volts, trazendo indicada sua polaridade.
A pilha possui um lado negativo, repleto de elétrons, e um positivo, onde
eles faltam. Assim, uma ligação feita entre esses polos nos dará um fluxo
constante que parte do negativo e vai ao positivo, sentido real, em uma
movimentação constante. Podemos dizer então que ela oferecerá uma corrente
contínua que sempre vai do negativo ao positivo e com um valor fixo.

Como exemplos de geradores de cc temos as pilhas, baterias


automotivas, acumuladores e outros similares, essencialmente todos eles
funcionando através de reações químicas.

A maioria dos circuitos eletrônicos funciona com energia que circula em


um único sentido, a cc, destacando dentre eles os rádios, celulares, mp3,
relógios e um bilhão de outras coisas.

Um gráfico da corrente contínua pode ser visto na figura abaixo.


Observe que o eixo horizontal é do tempo e o vertical da tensão.

Corrente Alternada - ca

Um pouco mais complexa, a ca é produzida em processos mecânicos,


condição que a faz variar seu valor e seu sinal com o passar do tempo.
Vamos analisá-la da seguinte forma: cada divisão do eixo Volts vale 1V
e o eixo Tempo um segundo cada divisão.
No ponto 0, onde os eixos V e T se cruzam, tanto o valor da tensão
quanto o tempo são zero, ou seja, é aí que tudo começa. Passados 2
segundos, veja ponto A, temos 5 volts. Quando chegarmos aos 4,5 segundos,
veja ponto B, a tensão chegou ao máximo, 6 volts. A partir daí a tensão tende a
cair até que, aos 9 segundos, a tensão voltou a zero, veja no ponto C.

Agora é que vem a característica principal da ca: observe o ponto D, ele


representa o passar de 11 segundos e a tensão agora está negativa, tendo
como valor -4,5 volts. Aos 13,5 segundos chegamos ao limite inferior de
tensão, -6 volts. Finalizando temos o ponto F, quando a tensão volta a zero.
Após este ponto o que ocorre é uma repetição de todo o ciclo não parando até
que seja a energia desligada.

A ca é caracterizada exatamente por este “sai do zero vai ao máximo


positivo, volta ao zero, vai ao máximo negativo e volta ao zero”, infinitamente.
Observe que a variação do valor da tensão é sempre proporcional ao tempo
decorrido.

Normalmente, a não ser em projetos bem específicos, o gráfico será


sempre simétrico, ou seja, o valor que ele alcançar no lado positivo será o
mesmo no negativo. Devido a isso, podemos encontrar especificações em
componentes desse modo: ligar em ca de 127 -127 ou ligar em 127- 0 -127.

Equipamentos alimentados por ca não possuem polaridade. Apenas os


cc possuem lado certo para serem ligados. Isto quer dizer que a ca não tem
positivo ou negativo definidos já que ela fica alternando o tempo todo. Se não
fosse assim teríamos grandes problemas: imagine você em pé, perto da
geladeira, mudando o plugue da tomada de posição, virando-o e desvirando-o,
para que a geladeira só recebesse o positivo de um lado e o negativo do
outro... Engraçado mas realmente problemático devido a característica da
frequência, que veremos mais abaixo.

Denominações importantes

O tipo de gráfico da ca é chamado onda senoidal ou senóide, esta


cobrinha que fica subindo e descendo no gráfico;
O ponto B é conhecido como pico ou crista que representa exatamente
qual é o maior valor atingido pela senóide. O ponto B e o ponto E são picos. A
diferença é que B é o pico positivo e E é o pico negativo;

Quando nos referimos a onda inteira, que começa no tempo 0 e vai até
18, falamos ciclo completo ou onda completa;

O intervalo entre o tempo 0 e 9 é chamado de semiciclo positivo. Do


tempo 9 ao 18, semiciclo negativo.

FREQUÊNCIA

É o termo que define quantas vezes um evento ocorre em um


determinado espaço de tempo.

Condições que envolvem tal definição foram analisadas pelo físico


alemão Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894). Em homenagem à ele, Hertz,
abreviado por Hz, é o nome da unidade de medida de frequência, que utiliza
um segundo como o tempo.

No caso da senóide vista acima, encontrada nas tomadas elétricas


residenciais do Brasil, ela se repete 60 vezes por segundo, ou seja, 60 hertz.
Na Europa é encontrada a frequência de 50 hertz, o que em termos práticos
não interfere na maioria dos equipamentos modernos. Nos mais antigos, ou
nos que utilizam motores, eles funcionarão mais rápido, o que pode inutilizá-los
ou funcionarem inadequadamente.