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EFD – Contribuições

Alterações no leiaute e regras de escrituração

Novembro de 2018
Cronologia do RE nº 574.706/PR

DATA ATOS PROCESSUAIS RELACIONADOS AO RE 574.706/PR

13/12/2007 Recurso protocolado no STF

03/01/2007 Recurso distribuído para a Ministra Cármem Lucia (relatora)

25/04/2008 STF reconhece a repercussão geral da matéria (Tema 69)

Julgamento finalizado dando provimento ao RE, fixando a seguinte tese:


15/03/2017
"O ICMS não compõe a base de cálculo para a incidência do PIS e da Cofins"

17/03/2017 Publicação da ata de julgamento no Dje

05/07/2017 Petição da PGFN para sobrestamento de todos os processos relacionados ao tema

02/10/2017 Publicação do Acórdão do julgamento no Dje

19/10/2017 Apresentação de Embargos de Declaração pela PGFN

? Apreciação dos Embargos de Declaração pelo STF

? Edição de Nota Explicativa pela PGFN (Lei nº 10.522, de 2002)


Efeitos das Decisões Judiciais e Administrativas

Lei nº 10.522, de 2002


Apuração do PIS/COFINS: Exclusão do ICMS

ICMS Previsto na Legislação ?


ICMS Destacado na NF de Vendas ?
RE 574.706/PR
ICMS Apurado no Mês (Débito - Crédito) ?
ICMS Pago no Mês ?
SCI Cosit nº 13, de 18 de outubro de 2018
Acórdão do Julgamento do RE nº 574.706/PR

Voto do Ministro Luiz Fux (Pag. 83)

Por outro lado, Senhora Presidente, impressionou-me muitíssimo,


no voto de Vossa Excelência, essa última conclusão, porque ela é
absolutamente irrefutável e acaba por aniquilar qualquer
possibilidade de se afirmar que o tributo pago compõe o
faturamento da empresa, quando Vossa Excelência diz o seguinte:
Acórdão do Julgamento do RE nº 574.706/PR

Voto do Ministro Luiz Fux (Pag. 84)

Para fechar o meu raciocínio e firmar meu convencimento ...., destaco


o seguinte trecho da doutrina do caso julgado e erigida pelo nosso
Decano, Ministro Celso de Mello.
“ ....
A parcela correspondente ao ICMS pago não tem, pois,
natureza de faturamento (e nem mesmo de receita), mas de
simples ingresso de caixa(na acepção ‘supra’), não podendo,
em razão disso, comporta a base de cálculo que do PIS, quer
da COFINS.”
Acórdão do Julgamento do RE nº 574.706/PR

Voto do Ministro Ricardo Lewandowski (Pag. 101)

Portanto, Senhora Presidente, louvando mais uma vez o voto de


Vossa Excelência, o cuidado que Vossa Excelência teve em estudar
uma matéria intrincada, difícil, eu acompanho integralmente o seu
voto, dando provimento ao recurso e acolhendo a tese proposta por
Vossa Excelência.
Acórdão do Julgamento do RE nº 574.706/PR

Voto do Ministro Marco Aurélio (Pag. 107)

Digo não ser o ICMS fato gerador do tributo, da contribuição. Digo também,
reportando-me ao voto, que, seja qual for a modalidade utilizada para
recolhimento do ICMS, o valor respectivo não se transforma em faturamento,
em receita bruta da empresa, porque é devido ao Estado. E muito menos é possível
pensar, uma vez que não se tem a relação tributária Estado-União, em transferir,
numa ficção jurídica, o que decorrente do ICMS para o contribuinte e vir a onerá-lo.
Acompanho Vossa Excelência, portanto, provendo o recurso, que é do contribuinte.
Acórdão do Julgamento do RE nº 574.706/PR

Voto do Ministro Celso de Mello (Pag. 185)

Irrecusável, Senhora Presidente, tal como assinalado por Vossa Excelência,


que o valor pertinente ao ICMS é repassado ao Estado-membro (ou ao
Distrito Federal), dele não sendo titular a empresa, pelo fato, juridicamente
relevante, de tal ingresso não se qualificar como receita que pertença, por
direito próprio, à empresa contribuinte.
Acórdão do Julgamento do RE nº 574.706/PR

Voto do Ministro Dias Toffoli (Divergente da tese vencedora) – (Pag.95)

Ora, se o ICMS recolhido pelo contribuinte compõe o valor das operações


de vendas que serve de base de cálculo do imposto estadual, com mais razão
deve integrar a receita bruta da pessoa jurídica, base de cálculo do
PIS/Cofins.

Comentário: Porém, referida inclusão do ICMS na própria base de cálculo está


disposta na Constituição Federal e na LC 114/2002, que dispõe:
“Integra a base de cálculo do imposto, ...:
I - o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera
indicação para fins de controle;”
Lei Complementar nº 87/96 (Lei Kandir)

Art. 13. A base de cálculo do imposto é:

I - na saída de mercadoria prevista nos incisos I, III e IV do art. 12, o valor da operação;
.....
§ 1o Integra a base de cálculo do imposto, inclusive na hipótese do inciso V do caput deste
artigo:

I - o montante do próprio imposto, constituindo o respectivo destaque mera indicação


para fins de controle;

II - o valor correspondente a:
a) seguros, juros e demais importâncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como descontos
concedidos sob condição;
b) frete, caso o transporte seja efetuado pelo próprio remetente ou por sua conta e ordem e
seja cobrado em separado.
Ementa do Acórdão do Julgamento do RE 574.706/PR

1. Inviável a apuração do ICMS tomando-se cada mercadoria ou serviço e a

correspondente cadeia, adota-se o sistema de apuração contábil. O montante

de ICMS a recolher é apurado mês a mês, considerando-se o total de créditos

decorrentes de aquisições e o total de débitos gerados nas saídas de

mercadorias ou serviços: análise contábil ou escritural do ICMS.


RE 574.706/PR: Exclusão do ICMS na Base de Cálculo do PIS e da Cofins

PESSOA JURÍDICA Total da Cadeia


ESPECIFICAÇÃO
INDUSTRIAL ATACADISTA VAREJISTA de Comercialização
Valor das Saídas (NF de vendas) 10.000,00 15.000,00 18.000,00 45.000,00
Alíquota do ICMS (operações Internas) 18% 18% 18%

ICMS DESTACADO (débitos s/ vendas) 1.800,00 2.700,00 3.240,00 7.740,00

Fornecedor da Industria

ICMS A COMPENSAR (créditos s/ compras) 1.200,00 1.800,00 2.700,00 5.700,00


ICMS APURADO (débitos - créditos) 600,00 900,00 540,00 2.040,00

ICMS A RECOLHER 150,00 (*) 900,00 540,00 1.590,00


(*) Caso a indústria goze de benefício fiscal de redução equivalente a 75% do ICMS apurado.
URAÇÃO DO ICMS A RECOLHER: Escrituração Fiscal Digital do ICMS (SPED)
Proporcionalização do ICMS a Recolher entre as diversas BC do PIS e da Cofins

Referência: Itens 65 a 67 dos Embargos de Declaração opostos pela PGFN

Critério Proposto: Proporcionalizar o valor do ICMS a Recolher com base na


Receita Bruta integrante das diversas bases de cálculo de PIS e de Cofins
(tributável, alíquota zero, suspensão, isenção, exportação, ST)
PIS/COFINS: Códigos de Situação Tributária (CST)

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RE 574.706/PR: Exclusão do ICMS na Base de Cálculo do PIS e da Cofins

ICMS – Operações Próprias


(Exclusão na Base de Cálculo pelo emitente da NF )

ICMS – Substituição Tributária


(Não integra a receita do vendedor ou do adquirente do bem)

ICMS – Diferencial de Alíquota


(Não integra a receita do vendedor ou do adquirente do bem)
EFD - CONTRIBUIÇÕES
Até Versão 3.0.1
PIS/COFINS: Apuração das Contribuições

Receitas Não Sujeitas ao ICMS

Receitas Sujeitas ao ICMS

Bloco M

Parcela referente à Receita BC RNT PIS/COFINS


Nâo Tributada de PIS/Cofins Registros M400/M800

ICMS a Recolher

Parcela referente à Receita Bloco M


Tributada de PIS/Cofins BC RT PIS/COFINS
Registros M200/M600
Até Versão 3.0.1

Após Versão 3.0.1


Até Versão 3.0.1

Após Versão 3.0.1


Até Versão 3.0.1

Após Versão 3.0.1


Até Versão 3.0.1

Após Versão 3.0.1


EFD - CONTRIBUIÇÕES
Após Versão 3.0.1
Nova versão da EFD-Contribuições: Registro M215/M615
Detalhamento dos ajustes de Base de Cálculo
Nova versão da EFD-Contribuições: Registro M215/M615
Detalhamento dos ajustes de Base de Cálculo – Tabela 4.3.18 (Código do Ajuste)
Nova versão da EFD-Contribuições: Registro 1050
Detalhamento de Ajustes de Base de Cálculo – Valores Extra Escrituração
Nova Versão da EFD-Contribuições:
Relatório de Consolidação das Operações por CST, Alíquotas e Blocos da Escrituração
Equipe da EFD-Contribuições

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