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CIEP 322

Barroco
Profa. Cacau de Oliveira
Periodização Literária ▪ Fonte:
https://geracaofutura1.blogspot.com/2017/0
4/escolas-literarias.html?m=1
Europa Século XVII
Renascimento (séc. XVI Europa - conflitos de
– XVII) ordem política, religiosa,
Classicismo – Os econômica e social
Lusíadas (Camões, 1572)
ANTIGUIDADE Reforma X Contrarreforma
CLÁSSICA 1500
Chegada dos Valores medievais X
portugueses ao Brasil valores renascentistas

QUINHENTISMO BARROCO
IDADE 1601- Prosopopeia
Literatura Jesuítica
MÉDIA (Bento Teixeira)
Literatura Informativa
Gregório de Matos
Pe. Antônio Vieira
Contexto histórico
▪ século XVI-XVII, a Europa vive os efeitos da revolução comercial.
▪ Ocorrem uma série acontecimentos sociais, políticos e econômicos, tais como a Reforma, a Contrarreforma,
o fortalecimento dos governos absolutistas, o Mercantilismo, A implantação sistemática do capitalismo e sua
extensão a áreas coloniais e o crescimento da burguesia, que revelam uma forte contradição nos valores
sociais.
▪ a Igreja Católica passa por um período de decadência, pois surgem movimentos como o Humanismo e as
Reformas religiosas.
▪ A igreja reage com a Contrarreforma e passa a decorar seus templos com suntuosidade tal que encantasse
os pagãos seja pela magnitude de suas igrejas, seja por suas obras de arte.

▪ Assim se desenvolve, principalmente, em Portugal e na Espanha, o movimento barroco, que influencia a


música, a escultura, a pintura e a literatura.
Barroco – o homem em conflito

Igreja X pensamento
Renascentista
Religiosidade X Paganismo
Salvação X pecado
▪ O ESTILO BARROCO É UM MOVIMENTO ARTÍSTICO QUE, FINANCIADO PELA IGREJA
CATÓLICA E EMPREGADO COMO BANDEIRA DA LUTA DA CONTRARREFORMA, EM
RESPOSTA À REFORMA PROTESTANTE DE CALVINO E LUTERO, NASCE NUM MOMENTO
EM QUE ESTÃO OCORRENDO inúmeros conflitos sociais, guerras e lutas religiosas.
▪ O resultado disso é um HOMEM ATORMENTADO POR DÚVIDAS EXISTENCIAIS, EM
ESTADO CONSTANTE DE TENSÃO E DESIQUILÍBRIO.
▪ Tal estado de tensão e desequilíbrio do homem seiscentista produz uma arte marcada
para impressionar e comover o observador pelo luxo e pela exuberância.
▪ Não raro o termo “barroco” foi usado no século XVIII como sinônimo de bizarro,
artificial, monstruoso, confuso, ao mesmo tempo em que tenta conciliar os extremos
por meio do fusionismo (Mistura de aspectos contraditórios, tais como: o racional e o
irracional, razão e fé, o efêmero e eterno).
Características do barroco - forma

▪ uso de figuras de linguagem (antíteses, paradoxos, metáforas,


metonímias, hipérboles etc.);
▪ uso frequente do hipérbato (inversão de termos na oração);
▪ uso frequente da função expressiva e emotiva da linguagem;
▪ uso de linguagem rebuscada, culta, extravagante, com vocábulos raros;
▪ jogos sonoros e de palavras.
▪ Culto dos contrastes (pecado e perdão, bem e mal, matéria e espírito, viver e
morrer, claro e escuro).

alegre do dia entristecido,


o silêncio da noite perturbado,
o resplendor do sol todo eclipsado
e o luzente da lua desmentido.
(Gregório de Matos)
TEMÁTICAS DO BARROCO

▪ A EFEMERIDADE DA VIDA E DAS COISAS E O DESENGANO

Nasce o sol e não dura mais que um dia


Depois da luz, se segue a noite escura
Em tristes sombras morre a formosura
Em contínuas tristezas a alegria.
(Gregório de Matos)
▪ EFEMERIDADE DO TEMPO E O CARPE DIEM
Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trata a toda ligeireza,
E imprime em toda flor sua pisada.
Oh não aguardes, que a madura idade,
Te converta essa flor, essa beleza,
Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.
(Gregório de Matos)
▪ A DÚVIDA BARROCA
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se tão formosa é a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
(Gregório de Matos)
ESTILOS BARROCOS: CULTISMO
(JOGO DE PALAVRAS)
"O todo sem a parte não é o todo;
A parte sem o todo não é parte;
Mas se a parte o faz todo, sendo parte,

Não se diga que é parte, sendo o todo.

Em todo o Sacramento está Deus todo,

E todo assiste inteiro em qualquer parte,


E feito em partes todo em toda a parte,

Em qualquer parte sempre fica todo."


(Gregório de Matos)
ESTILOS BARROCOS: CONCEPTISMO
(JOGO DE IDEIAS)
Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três coisas:
olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta
de olho; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta
de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos.
(Pe. Antônio Vieira)
RACIOCÍNIO SILOGÍSTICO

1) PREMISSA MAIOR: Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias


três coisas: olhos, espelho e luz.
2) PREMISSA MENOR: Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta
de olho; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de
luz.
3) CONCLUSÃO: Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos.
"Mui grande é o vosso amor e o meu delito;
Porém pode ter fim todo o pecar,
E não o vosso amor, que é infinito.
Essa razão me obriga a confiar
Que, por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar."
(Gregório de Matos)

1) PREMISSA MAIOR: O AMOR DE CRISTO E O MEU PECADO SÃO GRANDES.


2) PREMISSA MENOR: EU SOU PECADOR, MAS O AMOR DE CRISTO É
INFINITO; E O PECADO (POR SEU AMOR) PODE ACABAR.
3) CONCLUSÃO: LOGO, EU ESPERO ME SALVAR.
Gregório de Matos Guerra
(o boca de inferno)
▪ Nascimento: BA – 1636
▪ Morte: PE – 1696
▪ Filho de fazendeiro, estudou no colégio dos jesuítas e formou-se em Direito em
Coimbra (Portugal), onde foi juiz criminal.

▪ Em 1681, tornou-se clérigo, mas foi afastado da igreja por se recusar a usar a
batina e obedecer à hierarquia.

▪ ficou conhecido como o Boca do Inferno por criticar e satirizar de forma


irreverente tanto autoridades civis quanto religiosas da sociedade baiana.

▪ Foi denunciado ao Tribunal da Santa Inquisição por seus modos e enviado ao


degredo em Angola por ridicularizar o governador Antônio Luís da Câmera
Coutinho.
Esquematização das obras de Gregório de Matos
quanto ao tema
▪ Poesia religiosa (temática central: pecado X certeza do perdão)
▪ poesia lírico-amorosa
▪ Poesia lírico-filosófica
▪ poesia erótica
▪ poesia satírica
Buscando a Cristo (Gregório de Matos)

A vós correndo vou, braços sagrados,


Nessa cruz sacrossanta descobertos
Que, para receber-me, estais abertos,
E, por não castigar-me, estais cravados.

A vós, divinos olhos, eclipsados


De tanto sangue e lágrimas abertos,
Pois, para perdoar-me, estais despertos,
E, por não condenar-me, estais fechados.

A vós, pregados pés, por não deixar-me,


A vós, sangue vertido, para ungir-me,
A vós, cabeça baixa, p’ra chamar-me

A vós, lado patente, quero unir-me,


A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
Para ficar unido, atado e firme.
Buscando a Cristo (Gregório de Matos)

A vós correndo vou, braços sagrados, A


Nessa cruz sacrossanta descobertos B
Que, para receber-me, estais abertos, V
E, por não castigar-me, estais cravados. A
• Elipse – “correndo vou”
A vós, divinos olhos, eclipsados A • Anáfora – “A vós” e “E, por não”
De tanto sangue e lágrimas abertos, B • Metonímia – partes do corpo de Cristo
Pois, para perdoar-me, estais despertos, B • Eu lírico se coloca como pecador que
E, por não condenar-me, estais fechados. A precisa ser salvo e para isso invoca o
amor de Cristo
A vós, pregados pés, por não deixar-me, C • Situação ambivalente: Cristo crucificado
A vós, sangue vertido, para ungir-me, D e Cristo disposto a acolher, a salvar o
A vós, cabeça baixa, p’ra chamar-me C pecador
• Conclusão: a despeito dos pecados
A vós, lado patente, quero unir-me, D cometidos, o perdão de Cristo é
A vós, cravos preciosos, quero atar-me, C absoluto.
Para ficar unido, atado e firme. D • Fisionismo: o eu lírico (Pecador) deseja
unir-se a Cristo Crucificado (Salvador).
A jesus Cristo Nosso senhor (Gregório de Matos)
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado.
Da vossa alta clemência me despido; O poeta ora a Deus, enaltecendo a fé
Porque quanto mais tenho delinquido, católica e, simultaneamente,
Vos tenho a perdoar mais empenhado. confessando-se pecador e buscando
obter o seu perdão.
Se basta a vos irar tanto pecado, O poeta continua a apresentar o seu raciocínio,
A abrandar-vos sobeja um só gemido: expressando-o segundo o princípio cultista:
Que a mesma culpa que vos há ofendido, através de antíteses são abordadas as ideias
Vos tem para o perdão lisonjeado. contraditórias da ira e da mansidão de Jesus,
que por sua vez são provocadas
Se uma ovelha perdida e já cobrada
respectivamente pelo pecado e pelo menor
Glória tal e prazer tão repentino
Vos deu, como afirmais na sacra história,
sofrimento do homem
Nota-se aqui um jogo conceptista: existe a
Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, premissa maior de que a glória e o regozijo
Cobrai-a; e não queirais, pastor divino, de Cristo consiste em recuperar a ovelha
Perder na vossa ovelha a vossa glória. perdida, ou seja, perdoar o pecador, e a
premissa menor de que o Senhor, para não
perder a sua glória, buscará a sua ovelha
A mesma D. ÂNGELA

Anjo no nome, Angélica na cara! • Aspecto cultista:


Isso é ser flor e Anjo juntamente: • Ângela < anjo
Ser Angélica flor e Anjo florente,
Em quem, senão em vós, se uniformara? • Ângela < angélica (flor)
• Anjo = símbolo de elevação
Quem vira uma tal flor que a não cortara espiritual (amor espiritual)
De verde pé, da rama florescente;
E quem um Anjo vira tão luzente • Flor = metáfora de beleza e
Que por seu Deus o não idolatrara? objeto de desejo (amor
carnal)
Se pois como Anjo sois dos meus altares,
Fôreis o meu Custódio e a minha guarda, • Contradição: Amor X desejo,
Livrara eu de diabólicos azares. plano espiritual X plano
material
Mas vejo, que por bela, e por galharda,
Posto que os Anjos nunca dão pesares, • Paradoxo
Sois Anjo que me tenta, e não me guarda.
Desenganos da vida humana, metaforicamente

É a vaidade, Fábio, nesta vida,


Rosa, que da manhã lisonjeada, Vocabulário
Púrpuras mil, com ambição dourada, Desengano = desilusão
Airosa = esbelto, gracioso
Airosa rompe, arrasta presumida. Soberba = orgulho, altivez
Galeota = pequena embarcação a remo, usada
É planta, que de abril favorecida, para o transporte do rei.
Por mares de soberba desatada, Presumida = vaidosa
De abril favorecida = favorecida pela primavera
Florida galeota empavesada, que inicia em abril na Europa.
Sulca ufana, navega destemida. Empavesado = enfeitado, adornado,
guarnecido de paveses (=proteção nas
É nau enfim, que em breve ligeireza embarcações)
Com presunção de Fênix generosa, Ufana = que se orgulha de algo, vaidoso
Fênix = divindade da mitologia egípcia,
Galhardias apresta, alentos preza: símbolo da imortalidade, personificada em uma
ave que renascia das próprias cinzas.
Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa Galhardia = garbo, elegância
De que importa, se aguarda sem defesa Aprestar = preparar com prontidão
Alento = sopro, bafejo
Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa? Penha = penhasco, rochedo
Desenganos da vida humana, metaforicamente

É a vaidade, Fábio, nesta vida, • Trinômio efêmero: rosa, planta, nau (metáforas
Rosa, que da manhã lisonjeada, de vaidade)
Púrpuras mil, com ambição dourada, • 1ª. Estrofe: está de manhã e a rosa está
Airosa rompe, arrasta presumida. desabrochando, ela brilha e demonstra toda a
sua beleza e graciosidade.
É planta, que de abril favorecida, • 2ª. Estrofe: é o início da primavera, a planta
Por mares de soberba desatada, está viçosa e por isso encontra-se soberba,
Florida galeota empavesada, orgulhosa, envaidecida.
Sulca ufana, navega destemida. • 3ª. Estrofe: A nau garbosa e elegante, embora
tenha um prazo de validade para a sua vida
útil, tem a presunção de ser eterna.
É nau enfim, que em breve ligeireza • 4ª. Estrofe: A penha indica o naufrágio do
Com presunção de Fênix generosa, navio, o ferro o corte da planta, e a tarde o
Galhardias apresta, alentos preza: murchar da rosa, ratificando a efemeridade da
vida dos seres.
Mas ser planta, ser rosa, nau vistosa • Conclusão: De que vale ser vaidoso, se a
De que importa, se aguarda sem defesa morte é inexorável ?
Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?
Neste mundo é mais rico, o que mais rapa: CRÍTICA À SOCIEDADE
Quem mais limpo se faz, tem mais carepa: CORRUPTA
Com sua língua ao nobre o vil decepa:
O Velhaco maior sempre tem capa.

Mostra o patife da nobreza o mapa:


Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;
Quem menos falar pode, mais increpa:
Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.
CRÍTICA À GANÂNCIA DAQUELES QUE DESEJAM O
PODER A TODO CUSTO E À MORAL DA IGREJA
A flor baixa se inculca por Tulipa;
CATÓLICA, QUE IGUALMENTE SE SUBMETE À
Bengala hoje na mão, ontem garlopa: ACUMULAÇÃO DE RIQUEZA MATERIAL.
Mais isento se mostra, o que mais chupa.
VOCABULÁRIO:
RAPAR: ROUBAR
Para a tropa do trapo vazo a tripa, CAREPA: CASPA
E mais não digo, porque a Musa topa VIL: DESPREZÍVEL, INFAME
Em apa, epa, ipa, opa, upa. INCREPAR: ACUSAR
INCULCAR: IMPOR-SE
GARLOPA: INSTRUMENTO DE
CARPINTEIRO
Pe. Antônio Vieira
▪ Nascimento: Lisboa, 1608
▪ Mudou-se para a Bahia com sua família aos seis anos de idade.
▪ Tornou-se chefe de uma missão da Igreja no Maranhão, mas logo foi expulso da região por ter defendido os
indígenas da escravidão imposta pelos colonos portugueses, em 1661.

▪ Teve os seus direitos de pregador cassados pela inquisição e chegou a ser condenado à prisão domiciliar.
▪ No Brasil, foi a expressão máxima do Barroco em prosa sacra. Tentando readquirir o prestígio da Igreja,
recorreu ao sermão (e ao púlpito) como principal instrumento para imprecações públicas com a intenção
de catequizar, convencer e doutrinar os ouvintes, servindo, assim, à ideologia da Contrarreforma católica.

▪ os sermões de Vieira não serviam somente a causas religiosas, mas também a políticas, sociais e
diplomáticas, tanto em terras brasileiras quanto na corte portuguesa, dentre as quais se destacam: a luta
pela independência portuguesa, o confronto com os holandeses no nordeste brasileiro, a escravidão índia e
negra, a defesa dos judeus e cristãos-novos contra a intolerância da Inquisição.
▪ Morte: Salvador, 1697.
Principais características da obra de vieira
▪ Emprego do conceptismo: valorização do raciocínio, do discurso, da
lógica;
▪ uso de analogias, comparações, antíteses e metáforas;
▪ uso frequente da função da linguagem apelativa para convencer os
ouvintes/fiéis;
▪ uso de relações de causa, consequência;
▪ repetição de ideias e de palavras para reforçar um conceito expresso.
▪ Sua obra divide-se em: profecias, cartas e sermões.
Sermão de Santo Antônio aos peixes (1654)
[...] A primeira coisa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos
outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos
comeis uns aos outros, mas os grandes comem os pequenos. Se fosse ao contrário,
era menos mal. Se os pequenos comessem os grandes, bastara um grande para
muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem
pequenos, nem mil, para um só grande. Olhai como estranha isto Santo Agostinho:
Homines pravis, preversisque cupiditatibus facti sunt, sicut piscis invicem se
devorantes: «Os homens, com as suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os
peixes que se comem uns aos outros». Tão alheia coisa é, não só da razão, mas da
mesma natureza, que, sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da
mesma pátria, e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer!
Melô do Barroco

Gregório de Matos é o Boca do Inferno


E o padre Vieira é bom de verbo
O Barroco é dualidade e oposição
Luta entre o corpo, a alma, a fé e a razão
Dormir e acordar é uma antítese, eu sei...
Na idade média, era teocentrismo
Dormir acordado é paradoxo , já saquei...
E no Renascimento, era antropocentrismo
Jogo de palavras chamamos de cultismo
Jogo de ideias é o conceptismo
O barroco é o céu e o inferno
Crise entre o efêmero e o eterno
O Barroco é o céu e o inferno
Crise entre o efêmero e o eterno
Linguagem complexa como forma de expressão
Gregório de Matos é o Boca do Inferno
Já que a vida é curta , carpem diem, meu irmão!
E o padre Vieira é bom de verbo
Mas a consciência clama por perdão
A alma quer o céu e o corpo a perdição
Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=9kY6rY72z08
Exercitando...
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