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Referencias consultadas:

As notas de aula aqui apresentadas foram elaboradas com base nas referencias
listadas abaixo:

• REBELLO, Yopanan. Fundações - Guia prático de projetos, execução e


dimensionamento. São Paulo: Editora Zigurate, 2008.

• BOTELHO, Manoel Henrique Campos. Princípios da mecânica dos solos e


fundações para a construção civil. São Paulo: Edgard Blucher, 2015.

• Heloisa Helena Silva Gonçalves, Fernando A M. Marinho, Marcos Massao Futai.


Notas de aulas do curso de Arquitetura da FAU, disciplina PEF 522 - MECÂNICA
DOS SOLOS E FUNDAÇÕES, 2014.

• Apostila Estruturas de Contenção PARTE 1. Prof. Marcio Varela.


Por que estudar Distribuição das Pressões no solo?
Por que estudar Distribuição das Pressões no solo?

http://abece.com.br/Revista_estrutura/Edicao3/files/assets/basic-html/index.html#1
Transmissão de Forças ao Solo
A transmissão de forças ao solo pode se dar pelo contato entre partículas e
também pela água que envolve as partículas.
Na transmissão por partículas podem resultar forças inclinadas com
componentes verticais e horizontais.
Para o dimensionamento das fundações é buscado saber os valores de
tensões a que o solo está submetido, ou seja, as forças divididas por uma
área de solo. As forças verticais originam tensões normais de compressão e
as forças horizontais, tensões de cisalhamento (escorregamento).
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Geostáticas
Transmissão de Forças ao Solo
Transmissão de Forças ao Solo
Tensão Vertical Total

Quando o terreno é formado por várias camadas de solo com diferentes pesos específicos
(estratificado), a tensão vertical total resulta do somatório das parcelas de cada camada:
Transmissão de Forças ao Solo
Tensão Vertical Total
Transmissão de Forças ao Solo
Quando o solo está submerso, a água exerce pressão sobre as suas partículas,
comprimindo-o. Como a pressão da água, em um determinado ponto tem a
mesma intensidade em todas as direções, a pressão sobre uma determinada
partícula não aumenta a tensão no solo, já que a pressão da água na parte
superior da partícula é praticamente igual a da parte inferior.
Como não altera o valor das tensões no solo, a pressão da água é denominada de
pressão neutra.
Transmissão de Forças ao Solo
Denomina-se tensão efetiva à tensão normal que é realmente aplicada ao
solo. O seu valor é igual a tensão aplicada ao solo devido ao seu peso
próprio e pelas sobrecargas da fundação subtraída da pressão neutra.
Transmissão de Forças ao Solo
Denomina-se tensão efetiva à tensão normal que é realmente aplicada ao
solo. O seu valor é igual a tensão aplicada ao solo devido ao seu peso
próprio e pelas sobrecargas da fundação subtraída da pressão neutra.
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Horizontais – Empuxo no Repouso
Até agora foram vistas as tensões verticais iniciais, porém não é suficiente para se
analisar o tensão total que sofre um ponto qualquer no solo, pois em uma análise
bidimensional se faz necessário o conhecimento das tensões horizontais. A tensão
horizontal é definida pelo coeficiente K0, que representa o coeficiente de empuxo no
repouso, pois se trata de uma relação entre tensões efetivas iniciais e tensões
horizontais, este coeficiente é determinado por ensaios.
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Efetivas e Horizontais
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Efetivas e Horizontais
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Efetivas e Horizontais
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Efetivas e Horizontais
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Efetivas e Horizontais
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Efetivas e Horizontais
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Efetivas e Horizontais
Transmissão de Forças ao Solo
Tensões Efetivas e Horizontais
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Presença de solos estratificados
Como os solos tem formação natural, é comum, tanto em solos sedimentares como
em solos residuais, serem encontradas várias camadas de solo em um mesmo perfil
geotécnico.
Nesse caso, devemos calcular as tensões horizontais individualmente para cada
camada de solo. Utilizemos como exemplo, a figura abaixo.

https://www.guiadaengenharia.com/empuxos-terra-calculo-aplicacoes/
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Presença de solos estratificados
• Como cada camada possui um ângulo de atrito
interno próprio, elas terão coeficientes de empuxo
diferentes entre si.
• Perceba que na interface entre as duas camadas de
solo, a tensão efetiva vertical é a mesma tanto para
o solo 1, quanto para o solo 2. Logo, nesse ponto
ocorrerá uma descontinuidade no gráfico de
tensões horizontais.
• Nesse ponto, são calculados dois valores de tensão
horizontal, um com o coeficiente de empuxo do
solo 1 e outro com o coeficiente de empuxo do solo
2, conforme pode ser visualizado na ilustração.
• Ou seja, no caso de solos estratificados, para a
determinação dos empuxos de terra atuantes,
apenas devemos ter um cuidado especial no cálculo
das tensões horizontais na interface entre
diferentes camadas de solo.
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Empuxo do Solo em Estruturas de Contenção
Presença de sobrecarga no solo
É comum, na prática, termos situações em que o solo a ser contido terá algum tipo
de sobrecarga de utilização, seja por alguma edificação ou até mesmo como a
construção de rodovias.
Nesse caso, para considerar a influência nos empuxos de terra ocasionados pelo
carregamento distribuído da sobrecarga de utilização, deve-se “transformar” tal
sobrecarga (q) em uma altura equivalente de solo da camada, h0.

https://www.guiadaengenharia.com/empuxos-terra-calculo-aplicacoes/
Ruptura do Solo
Um solo sofre ruptura quando as partículas que forma a sua estrutura sofrem um
deslocamento permanente, alterando as suas posições relativas, de tal forma que
provoca uma mudança expressiva na forma original do solo.
A ruptura normalmente se dá pela perda de resistência ao atrito entre as
partículas. Na verdade, as partículas de um solo não se rompem mas escorregam,
ou seja, a ruptura do solo ocorre normalmente por cisalhamento.